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Na história de cada imigrante há um início no tempo, em que o sucesso era medido por um emprego estável, uma hipoteca paga e filhos que não passariam pela pobreza que os pais deixaram para trás. No entanto, essa foi também uma geração de imigrantes que sacrificou a educação e, passados muitos anos, permanece uma questão desconfortável: porque é que tão poucos estudantes luso-canadianos se licenciam nas universidades canadianas? A resposta não é simples, e fingir que o problema já não existe é logicamente desonesto.
Após 73 anos a construir o Canadá, os imigrantes portugueses devem orgulhar-se de muitas conquistas, exceto no que toca à ascensão dos níveis de escolaridade, que não acompanham os de muitas outras comunidades étnicas no Canadá. Isto não significa que não existam
resultados positivos na nossa comunidade, uma vez que muitos homens e mulheres licenciados deram um contributo considerável a este país. Contudo, todas as comunidades chegam eventualmente a um momento em que devem colocar a si mesmas uma questão difícil: já construímos o suficiente e que tipo de estruturas sociais edificámos? Uma comunidade não pode permanecer eternamente ligada às conquistas de uma primeira ou segunda geração, pois a estagnação comunitária impregnará a rede construída, degradando a evolução cultural e a integração na sociedade luso-canadiana. E é aqui que uma realidade desconfortável confronta a comunidade luso-canadiana.
Licenciar-se numa universidade ou num politécnico (college) é um marco para quem alcança essa proeza e, por extensão, um sucesso familiar e social que cria bases não só para o bem do graduado, mas para o benefício de um país a que todos chamamos lar. É claro que não é apenas o ato de se licenciar que trará dividendos, mas os anos vindouros testarão e trarão os desafios que a sociedade oferece para que o graduado triunfe.
É lamentável que vivamos numa civilização que nunca foi tão rica materialmente e tão faminta espiritualmente; nunca estivemos tão conectados e tão afastados uns dos outros; e nunca soubemos tanto e compreendemos tão pouco. E estas são as dificuldades que os graduados de hoje enfrentam. No entanto, através da perseverança, do trabalho árduo e da aplicação do risco, do serviço e da amizade do mundo nas vossas vidas, as hipóteses de sucesso são muito maiores, mas, no geral, precisamos de mais graduados. Não podemos continuar a dizer que a universidade é cara ou que os estudantes portugueses são menos capazes. Nenhuma destas desculpas colhe a menor credibilidade após 73 anos de comunidade. O Canadá de hoje recompensa a educação de forma diferente da que recompensava o trabalho físico há 73 anos. As profissões que moldam a economia de amanhã exigem qualificações que não existiam quando os nossos pais pisaram o solo canadiano pela primeira vez. Isto não sugere que os ofícios técnicos e qualificados deixem de ser a espinha dorsal dos compromissos empresariais para construir a infraestrutura necessária para levar o Canadá em direção ao futuro
moderno, mas o mundo mudou. Teremos mudado nós, enquanto luso-canadianos?
Existe uma diferença entre respeitar essas carreiras e aceitar silenciosamente que a universidade pertence aos filhos de outrem. Não pertence. Cada criança portuguesa deve crescer a acreditar na possibilidade alternativa de que também pode ser médica, cientista, professora, advogada ou investigadora, sendo isto tão natural como tornar-se eletricista ou empreiteiro. As comunidades tornam-se naquilo que esperam de si mesmas e, se as nossas expectativas permanecerem limitadas, os nossos resultados continuarão limitados. As nossas organizações culturais preservam orgulhosamente o folclore, a música e a língua, e com toda a razão, porque a identidade, a tradição e o património importam, mas a educação importa exatamente o mesmo. A educação não se resume a um diploma, mas sim a influenciar o mundo em que vivemos. A história abriu a porta, mas seremos nós corajosos o suficiente para a atravessar?

Ano XXXV - Edição nº 1805
10 de julho de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
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Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
e Francisco Pegado
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Nesta época do ano, milhares de jovens nas universidades do Canadá vestem a toga e o capelo para celebrar o fim de um importante capítulo académico – a conclusão do curso universitário. Para muitas famílias portuguesas na GTA, ver um filho/a ou neto/a envergar as vestes académicas era impensável há duas gerações. Hoje, o número de jovens lusodescendentes que chegam ao fim de um curso universitário é a prova de uma transformação silenciosa, mas profunda.
Durante décadas, a comunidade luso-canadiana carregou o peso de uma estatística incómoda: a de ser um dos grupos de imigrantes com menor participação universitária no país. Os filhos e netos dos primeiros portugueses que chegaram a

Quando as primeiras vagas de imigrantes portugueses chegaram a Toronto, integraram-se numa economia em forte expansão na construção civil e na indústria transformadora, que recompensava o trabalho físico duro e não os diplomas académicos. Consequentemente, a educação ficou para segundo plano, criando uma enorme anomalia estatística em comparação com outros grupos.

▶ A referência dos 6% (a viragem do milénio): De acordo com avaliações históricas dos censos analisadas em relatórios do TDSB, na viragem do milénio, apenas cerca de 6% de todos os canadianos de língua portuguesa com mais de 15 anos tinham obtido um diploma universitário.




TOTAL DE LICENCIADOS UNIVERSITÁRIOS
NÍVEL DE ESCOLARIDADE PÓS-SECUNDÁRIO GERAL
ABANDONO ESCOLAR / ENCAMINHAMENTO NO SECUNDÁRIO
AS MULHERES PIONEIRAS
De 1990 a 2000
Toronto cresceram numa cultura onde o trabalho manual (a construção, a indústria, as limpezas...) garantia sustento e dignidade, mas raramente abria caminho à universidade. Essa realidade ficou gravada nos números: em 2000, pouco mais de 6% dos luso-canadianos tinham um diploma universitário, e quase três em cada dez jovens de língua portuguesa não terminavam sequer o secundário.
Duas décadas depois, o retrato é outro. Os dados mais recentes do Statistics Canada mostram uma comunidade que recuperou terreno a um ritmo notável, com destaque para o papel pioneiro das mulheres luso-canadianas.

▶ A emergência do abandono escolar no secundário: Um estudo pioneiro de acompanhamento demográfico do Toronto District School Board (TDSB) mostrou que 29% dos jovens de língua portuguesa abandonavam a escola ou não terminavam o ensino secundário — uma das taxas de abandono escolar mais elevadas de toda a cidade, aproximando-se dos valores históricos de grupos marginalizados.

▶ O desfasamento geracional de 17%: Mesmo quando se olha estritamente para a segunda geração (os filhos de imigrantes nascidos no Canadá) com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos, utilizando coortes anteriores do Statistics Canada (como os estudos longitudinais de Abada & Hou), apenas 17,4% os luso-canadianos de segunda geração obtiveram um diploma universitário, em comparação com uma média nacional de 23,8% e taxas que chegavam a ultrapassar os 60% noutros grupos de imigrantes.
Apenas ~6% da comunidade possuía um diploma universitário.
Esmagadoramente baixo; dominado pela entrada imediata no mercado de trabalho.
Hoje
Mais de 26% dos jovens luso-canadianos têm um diploma universitário.
55% da comunidade possui uma qualificação universitária, politécnica ou profissional técnica.
29% dos jovens luso-canadianos no TDSB não terminavam o ensino secundário.
Subdesempenho em ambos os géneros.
Os dados extraídos dos Censos mais recentes do Statistics Canada provam que a comunidade mudou completamente de rumo ao longo das últimas duas décadas.

▶ O enorme salto universitário: hoje, a percentagem de jovens luso-canadianos (dos 25 aos 34 anos) com um diploma universitário (Licenciatura ou superior) ultrapassou os 26,7%. Isto representa um enorme salto em frente, face à linha de base histórica de 6% da comunidade.
▶ A pegada pós-secundária total: se olharmos para a categoria total de "Ensino Pós-Secundário" (que inclui universidades, politécnicos de


Fontes:
1. Statistics Canada, Census of Population (Origem Étnica cruzada com Nível de Escolaridade).
2. Toronto District School Board (TDSB) Research Report: "Portuguese-Speaking Students in the TDSB: An Overview.” (2011) https://www.tdsb.on.ca/Portals/0/AboutUs/Research/Portuguese-speakingStudentsIn-
As taxas de abandono escolar caíram a pique, com as taxas de conclusão do secundário a ultrapassarem os 70%.
As mulheres luso-canadianas atingiram uma taxa histórica de 50% de conclusão do ensino universitário/politécnico.
Ontário altamente competitivos como o Humber/George Brown e estágios profissionais certificados — apprenticeships), cerca de 55% da população luso-canadiana em idade ativa possui agora uma qualificação pós-secundária.
▶ A prova do sucesso feminino: como a investigação do Dr. Fernando Nunes confirmou através do Statistics Canada, as mulheres luso-canadianas nascidas no Canadá tornaram-se as pioneiras deste movimento: 50% delas obtiveram com sucesso um diploma universitário ou politécnico, superando oficialmente a média nacional de referência para as mulheres nascidas no Canadá (47%).
TheTDSBOverview.pdf
3. Abada, Hou, e Ram (Statistics Canada Analytical Studies): "Group Differences in Educational Attainment Among the Children of Immigrants.” https://www150.statcan.gc.ca/n1/en/pub/11f0019m/11f0019m2008308-eng.pdf

Como sabemos, todos os anos, por esta altura, celebram-se graduações, nomeadamente universitárias, por toda a GTA. Mas quantos dos que festejam, com as respetivas famílias, o fim de um tão importante ciclo das suas vidas pertencem à comunidade luso-canadiana, e o que significa isso, hoje, para uma comunidade que se construiu sobretudo à base de trabalho manual e ofícios técnicos, décadas antes de a universidade se tornar uma aspiração generalizada?
Para responder a esta e outras perguntas, falámos com a Sara Vieira, professora no Seneca Polytechnic. Sara Vieira traz-nos a perspetiva de quem, através do seu trabalho académico, estudou de perto a comunidade portuguesa, mas também os regressos e os recomeços de quem viveu entre Portugal e o Canadá. Por outro lado, Sara Vieira também sabe bem, por experiência própria, a importância de receber o apoio de uma bolsa de estudo comunitária, que assume um papel, não raras vezes, determinante na vontade de não parar a formação académica.
Com a Profª. Sara Vieira também entendemos que as comparações com outras comunidades podem ser injustas e levar a conclusões precipitadas.
Milénio Stadium: Dado o seu trabalho sobre a comunidade luso-canadiana na GTA, como descreveria a relação entre a comunidade estabelecida - associações, igrejas, clubes - e o percurso educativo dos jovens lusodescendentes? Sente que essa "infraestrutura comunitária" incentiva ativamente a progressão para o ensino superior, ou mantém-se relativamente indiferente a essa questão?
Sara Vieira:: O apoio prestado pelas nossas organizações e associações é uma componente fulcral da ponte entre a comunidade e a educação. Há sempre margem para melhorar, quer seja na divulgação, quer seja na angariação de fundos, mas a comunidade luso-canadiana tem feito um trabalho fenomenal ao interligar estas peças ao longo dos anos. A ACAPO e a FPCBP são dois exemplos de organizações que ligam diretamente os empresários e a comunidade no apoio aos nossos jovens nas suas aspirações educativas. Outro grupo é o Working Women Community Centre, que dinamiza um programa de explicações desde as crianças até ao ensino secundário. Uma parte importante deste processo é o capital social que ele traz; o capital social refere-se às redes, ligações, recursos e apoios, elementos comunitários e intangíveis, mas críticos, envolvidos nestes processos. Ter uma licenciatura na área escolhida é ótimo, mas conhecer e compreender a forma como essa área funciona através de um mentor na profissão pode fazer toda a diferença.
Felizmente, temos uma abundância de pessoas bem-sucedidas em vários campos por toda a nossa comunidade: seja no empreendedorismo e negócios, na medicina, no direito, no ensino superior, na construção e mais além. Como beneficiária de uma bolsa de estudo da FPCBP, posso atestar pessoalmente que receber essa bolsa foi como um abraço caloroso da comunidade e significou mais para mim do que vários outros prémios que já recebi. Mais tarde, retribui o meu agradecimento voluntariando-me na direção da FPCBP durante cinco anos. Este ciclo foi benéfico para mim, mas também para a comunidade. Devemos priorizar a manutenção deste ciclo para a nossa juventude.
MS: Na sua investigação sobre a reintegração de transnacionais luso-canadianos que viveram em Portugal, que perfil educativo encontra tipicamente nestes jovens ao regressarem à GTA? Trazem, em general, formação universitária, e como é essa formação reconhecida, ou desperdiçada, na reintegração ao mercado de trabalho canadiano?
SV: Embora a população da amostra de transnacionais que entrevistei tenha sido pequena e não constitua uma amostra representativa da nossa comunidade luso-canadiana (18 transnacionais luso-canadianos), muitos dos desafios que enfrentam são semelhantes aos de outras comunidades étnicas e linguísticas no processo de reintegração na GTA. A formação académica deles variava entre o ensino secundário e a pós-graduação. Os desafios da reintegração centraram-se nas necessidades mais materiais e fisiológicas, tais como habitação, segurança, creches e emprego. A educação não era o foco principal destes indivíduos e muitos acabaram por não trabalhar na sua área de estudo. Uma consideração importante quando pensamos na reintegração é o conceito que mencionei anteriormente: o capital social. Esta teoria relembra-nos o poder do networking e da comunidade. Construir capital social após a manutenção de relações através das redes sociais foi um enorme benefício para os participantes, uma vez que mantiveram relações com amigos e familiares além-oceanos e além-fronteiras. Encontrar emprego, por exemplo, particularmente para os participantes do sexo masculino, foi fácil devido a isto.
MS: Que serviços ou programas existem hoje na GTA especificamente vocacionados para apoiar jovens lusodescendentes na transição do secundário para a universidade - sejam de aconselhamento, mentoria ou apoio financeiro - e onde identifica as maiores lacunas nesse apoio?
SV: Embora já tenhamos associações importantes a trabalhar na atribuição de bol-
sas de estudo, como a ACAPO e a FPCBP, também temos organizações profissionais que oferecem espaço para os nossos estudantes, tais como a Luso Canadian Lawyers Association e vários clubes que promovem a língua portuguesa nos nossos politécnicos (colleges) e universidades. Importa também considerar a importante vertente social ligada à nossa juventude nas várias organizações e associações comunitárias por toda a GTA. Aprendemos e construímos a partir uns dos outros, pelo que disponibilizar espaços onde os jovens se possam reunir e socializar é fundamental para uma comunidade saudável. Existem também empresas privadas que oferecem apoio a estudantes na transição do ensino secundário para o ensino superior, mas mediante o pagamento de uma taxa. Algumas das principais lacunas com que vejo os estudantes debaterem-se prendem-se com a compreensão das suas opções em termos de ensino superior ou formação profissional, bem como com a falta de uma orientação adequada para determinar o que lhes abre mais portas, mesmo que possam não saber exatamente o que querem seguir. A mentoria é uma grande lacuna. Adoraria ver uma lista de profissionais dispostos a tornarem-se mentores da nossa juventude e a fornecer orientação e oportunidades de voluntariado gratuitas. Isso seria um sonho.
MS: Do ponto de vista da integração cívica e política, que peso tem para a comunidade portuguesa da GTA o facto de mais jovens concluírem graus universitários? Isso muda a forma como a comunidade se representa e participa na vida pública e política canadiana?
SV: Temos uma forte representação de luso-canadianos que ocuparam, e alguns ainda ocupam, posições de poder político visível a todos os níveis do nosso governo canadiano. Isto é importante e abriu caminho para os luso-canadianos na política geral (mainstream), mas não é a única via. A organização de base (grassroots) e a colaboração coletiva entre as nossas organizações por diferentes causas comunitárias mostram-nos que temos capacidade para organizar, estruturar e concretizar mudanças positivas sem o apoio direto do governo. Já fizemos isto vezes sem conta por várias causas ao longo dos últimos setenta anos. Quanto mais os nossos jovens compreenderem o seu poder político e cívico, mais fácil será o nosso trabalho de sensibilização (advocacy) e de mobilização do conhecimento. Não creio que o conhecimento advenha unicamente do ensino superior, nem acredito que alguém precise de obter um diploma universitário para participar no envolvimento cívico; acredito que é uma mistura de experiência vivida, comunidade e outros fatores. Somos
uma parte forte, numerosa, trabalhadora e integrante do mosaico que é a GTA. Acredito que os nossos políticos sabem disso, mas às vezes precisamos de lhes lembrar, tornando-nos visíveis neste mosaico: continuando as nossas tradições, organizando os eventos da Semana de Portugal, angariações de fundos, eventos mediáticos, celebrações comunitárias, etc. Somos demasiado grandes em espírito e em número para sermos ignorados pelos nossos representantes governamentais.
MS: Comparando com outras comunidades de imigrantes na GTA, sente que os luso-canadianos têm taxas de progressão para o ensino superior mais baixas, semelhantes ou mais altas? A que atribui essa diferença? A fatores culturais, económicos, ou à falta de modelos e de visibilidade dentro da própria comunidade?
SV: Os sucessos ou as lacunas no ensino superior, quando comparados com outras comunidades, não mostram o panorama completo da nossa comunidade. Em primeiro lugar, temos um monopólio impressionante, a par de algumas outras comunidades étnicas, nos ofícios e trabalhos técnicos (trades) por toda a GTA, o que distorce esta perceção. A nossa comunidade tem sido incrivelmente bem-sucedida nos ofícios e noutras carreiras que podem não exigir a conclusão de uma licenciatura, mas que podem requerer diplomas técnicos ou outras credenciais. Isto não significa que não sejam bem-sucedidos ou estabelecidos. Se compararmos a nossa comunidade com uma comunidade étnica e imigrante semelhante, os italianos, por exemplo, estes estabeleceram-se na GTA em maior número um pouco antes das nossas principais vagas de migração nas décadas de 60, 70 e 80. Os italianos, por conseguinte, estabeleceram-se mais cedo do que nós. A sua população é também significativamente maior. Olhando para os dados do Statistics Canada de 2021, o número de pessoas que identificaram a sua origem étnica ou cultural como italiana na Área Metropolitana de Toronto foi de 444.755. Em contraste, a portuguesa foi de 180.820. Isto não indica que estejamos atrasados, mas sim que estamos numa linha temporal de assimilação diferente, temos uma história e cultura diferentes que influenciam as trajetórias da nossa comunidade, e uma diferença populacional significativa. Temos modelos de sucesso na nossa comunidade em muitas áreas: a oportunidade reside em identificá-los, criar oportunidades de mentoria e colaboração cultural para os nossos jovens e recém-licenciados, e destacar as histórias de sucesso na comunidade. Isto é algo em que devemos continuar a trabalhar enquanto comunidade.
MB/MS


Num Canadá em constante evolução, uma nova geração de jovens luso-canadianos está a traçar diferentes caminhos para o futuro. Entre universidades, profissões especializadas e novas áreas de carreira, estes jovens demonstram ambição, dedicação e um forte desejo de contribuir para a sociedade. Das salas de aula ao mercado de trabalho, as suas histórias refletem os valores transmitidos pelas famílias portuguesas e a vontade de manter viva a ligação à comunidade.
Pedro assume papel de liderança no meio académico e comunitário
A nova geração de jovens luso-canadianos está a ganhar cada vez mais destaque no ensino superior, na vida profissional e na participação comunitária. Um exemplo dessa realidade é Pedro Benevides, estudante de Economia na University of Toronto, presidente da University of Toronto Portuguese Association e colaborador do deputado provincial Vince Gasparro. Para Pedro, a universidade tem sido uma oportunidade para descobrir a força da comunidade portuguesa no meio académico e criar novas ligações. “Como estudante de Economia na Universidade de Toronto, tive o prazer de conhecer vários professores portugueses com experiência profissional em Portugal”, afirma.
A participação na UTPA reforçou a ligação de Pedro à comunidade universitária portuguesa. O estudante considera que, apesar de alguns desafios, os jovens portugueses continuam bem representados nas universidades da Grande Área de Toronto. Para o jovem estudante, a educação será fundamental para garantir o futuro da comunidade portuguesa no Canadá. “Como grupo de imigrantes já estabelecido no Canadá, a nossa continuidade cultural depende do sucesso dos nossos jovens nas suas carreiras e do seu envolvimento comunitário”, afirma. Pedro acredita que os estudantes de hoje serão os líderes de amanhã, seja nas associações, empresas, organizações culturais ou na política. Destaca também a importância das famílias e instituições portuguesas no
apoio aos jovens e na preservação das suas raízes. A escolha de Economia nasceu do seu interesse por política, sociedade e pelos desafios das famílias imigrantes. Hoje, Pedro representa uma geração que alia educação, identidade cultural e participação cívica. “Os estudantes de hoje serão os líderes comunitários de amanhã”, afirma.
Fábio escolhe a mecânica automóvel como caminho para o futuro
Fabio Alexandre Moreira Silva decidiu seguir um caminho diferente após o ensino secundário: entrar no mercado de trabalho como mecânico automóvel. Atualmente, continua o seu apprenticeship na Ford, onde ganha experiência prática e desenvolve as suas habilidades na área. Apaixonado por carros e por trabalhar com as mãos, Fabio acredita que a mecânica é a profissão certa para ele. Embora reconheça que muitos jovens portugueses sentem pressão para frequentar a universidade, ele acredita que as profissões especializadas também podem levar ao sucesso. O seu objetivo é tornar-se mecânico licenciado, crescer na indústria automóvel e, no futuro, abrir a sua própria oficina no Canadá e em Portugal. Fabio quer mostrar que existem vários caminhos para construir uma carreira de sucesso.
Kelly já pensa no caminho rumo ao futuro académico e profissional Ao concluir uma importante etapa da sua vida escolar, Kelly Santos, estudante do Loretto College, já tem planos definidos para o seu futuro. Com determinação e entusiasmo, Kelly pretende continuar a sua educação no ensino superior, acreditando que a faculdade será uma oportunidade essencial para desenvolver conhecimentos, competências e preparar-se para a carreira que deseja seguir. “Eu já tenho uma ideia do caminho que vou seguir a seguir. Vou para a faculdade”, afirma Kelly. Para ela, continuar os estudos é uma forma de adquirir as ferramentas necessárias para alcançar os seus objetivos profissionais. A estudante acredita que a experiência universitária permitirá aprender com professores experientes, conhecer novas pessoas e estar
mais preparada para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. A decisão de ingressar no ensino superior foi motivada pelos interesses pessoais de Kelly e pelo apoio da família. Ela procura uma área que lhe traga satisfação e acredita que a faculdade será uma oportunidade para desenvolver competências académicas e pessoais. Além dos estudos, Kelly valoriza experiências como o trabalho voluntário, onde pretende melhorar a comunicação, o trabalho em equipa e a responsabilidade. Com determinação e vontade de aprender, prepara-se para construir um futuro promissor.
Laura Borges de Jesus é uma jovem com sonhos no Direito
Laura Borges de Jesus estudou na St. Matthew Catholic School e irá frequentar a Dante Alighieri Academy. Desde cedo, já tem planos para o seu futuro académico e profissional: estudar Direito e tornar-se advogada de família. Entre os seus principais objetivos estão ter boas notas em todas as disciplinas, passar com sucesso pelo ensino secundário e conquistar um prémio na sua graduação. Laura acredita que o esforço e a dedicação aos estudos são essenciais para alcançar os seus sonhos. Na sua opinião, mais estudantes portugueses-canadianos poderiam ser incentivados a continuar a sua educação após o ensino secundário através de mais bolsas de estudo, melhores informações sobre programas universitários e apresentações sobre diferentes carreiras. Ela também considera importante que jovens portugueses-canadianos que já frequentaram a universidade partilhem as suas experiências para inspirar outros estudantes. Para Laura, frequentar uma faculdade ou universidade é uma oportunidade de construir um futuro melhor e seguir uma carreira que traga realização pessoal. Ao mesmo tempo, ela acredita que é possível continuar ligado à cultura portuguesa através da língua, das tradições familiares, dos clubes portugueses e da participação em eventos da comunidade. Com objetivos claros e muita determinação, Laura representa uma nova geração de jovens portugueses-canadianos que valorizam a educação e sonham em fazer a diferença no futuro.
Emma inicia percurso universitário com sonho de trabalhar com crianças
Emma Saraiva Almeida, aluna do Richview Collegiate Institute, vai iniciar os seus estudos no University of Guelph-Humber, onde pretende frequentar o curso de Early Childhood Studies. Em entrevista ao jornal, a jovem explicou que escolheu esta área porque gosta de trabalhar com crianças e quer fazer disso uma carreira.
“Quero aprender como ajudar as crianças pequenas a crescer, aprender e ter sucesso, criando um ambiente seguro e divertido para elas”, afirmou Emma. Ser uma das primeiras pessoas da sua família a frequentar a universidade é motivo de orgulho e representa uma grande conquista. A jovem destaca o apoio da família e os valores da sua herança portuguesa, como o trabalho árduo, o respeito e a dedicação, que a motivaram a continuar os estudos.
Emma acredita que atualmente mais jovens luso-canadianos são incentivados a seguir para a universidade, embora ainda existam desafios como os custos da educação, responsabilidades familiares e dúvidas sobre o futuro.
Aos estudantes que ainda não sabem qual caminho seguir, deixa uma mensagem de confiança: “Acreditem em vocês mesmos e não tenham medo de tentar. Perguntem, explorem diferentes programas e escolham o caminho que seja certo para vocês. O trabalho árduo e a determinação podem ajudar-vos a alcançar os vossos objetivos.” Apesar de seguirem caminhos diferentes, Pedro, Fabio, Kelly, Laura e Emma partilham uma mesma visão: o futuro constrói-se com esforço, educação e determinação. Seja através da universidade, de uma profissão técnica ou do envolvimento comunitário, esta nova geração luso-canadiana mostra que existem muitas formas de alcançar o sucesso e continuar a fortalecer a presença portuguesa no Canadá. RMA/MS

Durante décadas, os luso-canadianos carregaram o peso de uma estatística incómoda: a de serem um dos grupos de imigrantes com menor participação universitária no país. Os dados mais recentes da Statistics Canada mostram, no entanto, uma comunidade que recuperou terreno a um ritmo notável. Para perceber a dimensão desta mudança, e o que ainda falta fazer, o Milénio debruçou-se sobre a investigação de um dos académicos que mais tem estudado o tema: o professor Fernando Nunes, da Mount Saint Vincent University, na Nova Escócia.
Quandoas primeiras vagas de imigrantes portugueses chegaram a Toronto, nos anos 1950, 60 e 70, integraram-se numa economia em forte expansão na construção civil e na indústria transformadora, ou seja, setores que recompensavam o trabalho físico duro, mas não os diplomas académicos. A educação ficou, por isso, para segundo plano, criando uma anomalia estatística que se manteve por quase quatro gerações. Na viragem do milénio, apenas cerca de 6% de todos os canadianos de língua portuguesa com mais de 15 anos tinham obtido um diploma universitário, de acordo com avaliações históricas dos censos citadas em relatórios do Toronto District School Board (TDSB). O mesmo período foi marcado por taxas de abandono escolar alarmantes: um estudo pioneiro de acompanhamento demográfico do TDSB revelou que 29% dos jovens de língua portuguesa abandonavam a escola ou não terminavam o ensino secundário, o que era uma das taxas mais elevadas de toda a cidade, aproximando-se de valores historicamente associados a grupos marginalizados.
O desfasamento mantinha-se mesmo quando se isolava a segunda geração, os filhos de imigrantes já nascidos no Canadá. Segundo cortes do Statistics Canada analisadas por Monica Boyd, Tracey Abada e Feng Hou, apenas 17,4% dos luso-canadianos de segunda geração, entre os
25 e os 34 anos, tinham um diploma universitário, contra uma média nacional de 23,8% e taxas que ultrapassavam os 60% noutros grupos de imigrantes, como os de origem chinesa ou do sul da Ásia.
É precisamente este fenómeno que Fernando Nunes tem documentado ao longo da sua carreira académica. Doutorado em Educação e Desenvolvimento Comunitário e mestre em Psicologia Aplicada pelo Ontario Institute for Studies in Education (OISE) da Universidade de Toronto, com especialização em estudos multiculturais, Nunes é hoje professor associado no Departamento de Child and Youth Study da Mount Saint Vincent University, em Halifax. A sua investigação foca-se no insucesso académico de minorias, em crianças e jovens imigrantes em risco, na identidade étnica e cultural juvenil e na integração de luso-canadianos. Este trabalho levou-o a integrar, durante uma década, a direção da Portuguese-Canadian Coalition for Better Education, organização em que trabalhou lado a lado com os conselhos escolares público e católico de Toronto para combater as elevadas taxas de abandono escolar da comunidade.
Em publicações como "The Underachievement of Portuguese-Canadian Youth: An Ongoing Phenomenon" e no livro "Portuguese-Canadians from Sea to Sea: A National Needs Assessment", Nunes descreveu como, durante quase quatro gerações, os níveis de escolarização pós-secundária dos jovens luso-canadianos se aproximavam mais dos registados entre populações indígenas do Canadá, um dos grupos historicamente mais marginalizados no acesso à educação superior, do que da média da população em geral.
Os dados dos censos mais recentes do Statistics Canada contam, porém, uma história diferente. Ao longo das últimas duas décadas, a comunidade luso-canadiana mudou de rumo de forma consistente.
Hoje, a percentagem de jovens luso-canadianos entre os 25 e os 34 anos com um diploma universitário (licenciatura ou
superior) ultrapassa os 26,7% o que representa um salto enorme face à linha de base histórica de 6%. Se alargarmos a análise à categoria de "ensino pós-secundário" no seu conjunto, que inclui não só universidades mas também politécnicos altamente competitivos, como o Humber College ou o George Brown College, e estágios profissionais certificados (apprenticeships), cerca de 55% da população luso-canadiana em idade ativa possui hoje uma qualificação pós-secundária.
Um dos dados mais reveladores desta transformação diz respeito às mulheres. Segundo a investigação do próprio Fernando Nunes, com base em dados do Statistics Canada, as mulheres luso-canadianas nascidas no Canadá tornaram-se as verdadeiras pioneiras deste movimento: 50% delas obtiveram um diploma universitário ou politécnico, superando a média nacional de referência para mulheres nascidas no Canadá, que se situa nos 47%. É um resultado que inverte por completo o padrão histórico da comunidade, e que Nunes associa a mudanças mais amplas, desde o maior investimento das famílias na educação das filhas até à evolução do próprio mercado de trabalho canadiano, cada vez mais orientado para profissões que exigem qualificações formais.
Para a comunidade portuguesa residente na Grande Área de Toronto, ainda hoje uma das maiores concentrações de lusodescendentes fora de Portugal, este dado tem um peso que vai muito além da estatística. A obtenção de diplomas universitários e pós-secundários está diretamente associada à mobilidade socioeconómica, à representação em profissões qualificadas e lideranças, e à capacidade da comunidade se fazer representar em áreas como a política, a saúde, o direito ou a educação, sectores onde os luso-canadianos têm estado historicamente sub-representados.
O esforço de organizações comunitárias, associações culturais, escolas com programas de língua e herança portuguesas, e o próprio trabalho de investigadores
como Fernando Nunes, tem sido apontado como determinante nesta viragem. Ainda assim, o desfasamento face a outros grupos de imigrantes não desapareceu por completo e é essa a pergunta que persiste: conseguirá a comunidade luso-canadiana consolidar esta trajetória ascendente nas próximas gerações, ou o salto dos últimos vinte anos representa apenas a recuperação de um atraso histórico?
O facto de muitas famílias portuguesas na Grande Área de Toronto (GTA) terem hoje a oportunidade de ver os seus filhos ou netos de toga e capelo, algo impensável há duas gerações, é a prova de que tem vindo a acontecer uma transformação silenciosa, mas profunda, na relação da comunidade luso-canadiana com a educação académica, de uma forma geral, e em particular o ensino superior. E este é um óbvio sinal de evolução – estamos no bom caminho! MB/MS


Do outro lado do “jogo” Há histórias com final feliz…


Olá, muito bom dia, mais uma semana e mais um mês a meio. “Christmas in July” ou algo assim.
Portugal já fez as malas e, se olharmos sem lupa, todos os países que estavam na mira já “arrecadaram” a bola e pronto. Cristiano Ronaldo, o exemplo de esforço e dedicação à camisola, literalmente, saiu do estádio de Dallas de lágrimas no rosto, mas tem muito de que se orgulhar. Pela primeira vez, um jogador a caminho de celebrar 42 anos participou em mais um mundial (o sexto!!), não por dinheiro, que disso creio ele não careça, mas sim por
gozo, por prazer e respeito à sua pátria e ao desporto que ama.
Parabéns e siga! O importante é que sejas sempre quem és.
O futebol, tal como outros desportos de alta competição, é um jogo de milhões. Muitos milhões, mesmo! Mas, como bem sabemos há outro tipo de jogos que podem transformar completamente a vida de quem os ganha. Foi o que aconteceu recentemente em Toronto. Dois irmãos ganharam 75 milhões de dólares num Jackpot. E quem são eles, afinal?
Os irmãos de Toronto, Jonathan R. e Mylene P., fizeram história no OLG – Ontario Lottery and Gaming ao se tornarem na primeira dupla de irmão e irmã a ganhar um grande prémio na lotaria na província do Ontário, embolsando a quantia de CA$ 75 milhões no sorteio do Lotto Max de 3 de março de 2026.
A vitória marcante da dupla envolve detalhes fascinantes:
• O Prémio: CA$ 75 milhões no sorteio do Lotto Max.
• A Descoberta: Jonathan conferiu o bilhete no aplicativo da OLG na madrugada e inicialmente achou que haviam ganhado CA$ 75.000, até colocar os óculos e perceber os zeros extras.
• A Estratégia: Eles jogavam juntos há quase dois anos usando números significativos e datas de marcos de suas famílias.
• O Impacto: Mylene, que trabalhava limpando casas, agora vai poder comprar uma casa própria para a família e ajudar parentes no exterior. Jonathan usará parte do valor para a educação dos filhos
Menos mal, acho que ainda não perceberam que podem comprar várias casas e enviar os filhos para estudar onde mais desejarem, mas o que é que realmente muda quando se consegue um feito destes? Ganhar na lotaria altera a segurança financeira imediata e a liberdade de escolha, mas não altera a personalidade básica. Estudos indicam que, com bom planeamento, o prémio melhora a satisfação geral com a vida e a saúde mental, embora também exija adaptação a novas dinâmicas sociais. As principais mudanças e desafios na vida do vencedor incluem:
• Gestão do Dinheiro: A repentina riqueza exige planeamento adequado e profissional (consultores financeiros e advogados) para evitar o esgotamento precoce do património.
• Relações Sociais e Familiares:
• O ciclo de amizades pode mudar, havendo maior pressão por pedidos de empréstimos ou doações.
• Saúde Mental e Bem-Estar: O alívio das contas traz paz, mas a excitação inicial diminui com o tempo, retornando a níveis normais de felicidade quotidiana.
• Rotina Profissional: Muitos vencedores continuam a trabalhar, mas com mais tranquilidade e liberdade para escolher como gastar o seu tempo.
Há sempre bom e mau, como em tudo nas nossas vidas. É o que é e vai valer sempre o que vale.
Parabéns e boa gestão.
Bom fim de semana!
Até já,
Cristina
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In every immigrant’s story there’s a beginning in time and success was measured by a steady job, a paid mortgage and children who would not experience poverty like the parents left behind. But it was also an immigrant generation that sacrificed education and many years thereafter an uncomfortable question remains: Why do so few Portuguese-Canadian students graduate from Canadian Universities? The answer is not simple
and pretending the problem no longer exists is logically dishonest.
After 73 years of building Canada, Portuguese immigrants have to be proud of many accomplishments, except for the ascension of levels of education, which do not match many other ethnic communities within Canada. This is not to suggest that there are no positive outcomes within our community as many men and women graduates have made a considerable contribution to this country. Yet every community eventually reaches a moment when it must ask itself a difficult question: Have we built enough and what type of social structures have we
constructed? A community cannot remain forever attached to the achievements of a first or second generation because communal stagnation will impregnate the built network debasing cultural evolution and integration in Portuguese-Canadian society. And this is where an uncomfortable reality confronts the Portuguese-Canadian community.
Graduating from a University or College is a milestone for those who achieve this feat and by extension, a familial and social success, which created platforms not only for the good of the graduate but for the benefit of a country we all call home. Of course it’s not just graduating that will pay dividends but the years ahead will test
and provide challenges that society offers for the graduate to succeed. It is unfortunate that we live in a civilization that has never been more materially rich and more spiritually starved, never been more connected, and more estranged from one another and we have never known more and understood less. And these are the difficulties facing today’s graduates. However, through perseverance and hard work implementing the world’s risk, service and friendship in your lives, the chances of success are much higher, but overall we need more graduates. We cannot continue to say that University is expensive or that Portuguese students are less capable. Neither of these hold water after 73 years of community. Canada today rewards education differently than it rewarded physical labour 73 years ago. The professions shaping tomorrow’s economy demand qualifications that did not exist when our parents first stepped onto Canadian soil. This is not to suggest that skilled trades will not continue to be the backbone of entrepreneurial commitments to build the infrastructure necessary to take Canada into the modern future, but the world has changed. Have we, as Portuguese-Canadians? There is a difference between respecting those careers and quietly accepting that University belongs to someone else’s children. It does not. Every Portuguese child should grow up believing in the alternative possibility that they too can be a physician, scientist, professor, lawyer or a researcher, being no less natural than becoming an electrician or a contractor. Communities become what they expect from themselves and if our expectations remain limited, our results will remain limited. Our cultural organizations proudly preserve folklore, music and language and rightly so because identity, tradition and heritage matter, but education matters just as much. Education is not about a diploma, but about influencing the world we live in. History opened the door but are we courageous enough to walk through it?

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Just thought I would call out the elephant in the room. I want to be one of those people that hasn’t been (understandably) distracted by all the fireworks as of late, many of which have continued to take innocent lives.
The cruelty and buffoonery taking place in the Middle East has gone out of control. Iran, albeit run by a repressive regime, was in negotiations with the US, when DT ‘decided’, (with much encouragement from Israel), to attack the country, while Israel simultaneously began to bomb Lebanon. Several peace agreements have come and gone, mostly because the bombing in Lebanon persisted. Last time I checked, the situation was just that.
Putin continues to bomb the Ukraine despite serious fuel shortages in the land
where he made himself king, while his disciple continues to snag NATO, with his made-up insinuations and petty grievances, all of which suit Putin quite well. But hey, it’s the world cup! Although the dynamic duo DT-Infantino have done quite a job of staining it up. DT is understandable; he considers himself a deity, meddling and sticking his face in front of the camera to claim how great he is, but Infantino? What is the deal? What is his purpose? There must be a lot of powerful interest in spectacles such as these. Smells like Corporations have already had this
one in the bag for a long time. Infantino and his group of minions are acting like there is a very large pot at the end of their rainbow; even UEFA is crying foul. It’s so obvious, but these are the best times to not be afraid to be obvious. Obvious is in, just like entertainment is going more and more extreme to captivate a very bored and low attention span audience.
DT has spearheaded this campaign of ‘anything goes’ and not only gets away with saying and doing what he wishes, he also supports anyone else who does the same, as long as they’re on his side of the moral fence. Once again, let’s also not forget the Epstein files, which most of us believe will rid us a great deal of scum. At this very moment the US government is breaking the law by not releasing them in their entirety; that alone says everything.
One thing though, if and when they do surface, it may be Pandora’s box. But it’s the world cup! As long as you set aside the hypocrisy and unfair play, (because FIFA says it’s nonsense), there are still some great matches ahead. Canada did well, Portugal did not. On the seemingly positive front, the Federação Portuguesa de Futebol announced today that they will be naming Jorge Jesus, renown coach and endless source of entertainment, as the new skipper of our Seleção. I’m convinced he’ll inject a little rocket fuel into their plays and their spirits.
Martinez will make it better as a missionary, than a professional soccer coach. Another hope is that Ronaldo retires from the national team, so those that have been waiting in line can make their run for 2030, WHICH WILL BE RIGHT HERE, BABY! But also, in Morrocco and Spain. Can’t wait to see how much tickets are going to be. Fiquem bem!



Polling has long been a staple of democratic societies and competitive markets. It offers a snapshot of opinions, preferences, and potential behaviors at a given moment. But how much influence do polls exert on elections, public narratives, and decision-making? The truth is nuanced.... polls can illuminate trends, guide strategy, and shape conversations-but they are not fate. They interact with psychology, media, and institutions in complex ways.
Can polls really affect elections?
Polls can identify rising or fading support, helping campaigns allocate resources, refine messages, and target outreach. They also provide voters with information about the state of the race, which can influence strategic decisions. When polls show a clear lead for one candidate, supporters
may feel a sense of inevitability and confidence, potentially turning out in higher numbers. Conversely, perceived hopelessness can depress turnout among some supporters. The bandwagon effect is not universal, some voters resist perceived momentum and become motivated to vote to counter a dominant narrative. Polls that reveal a candidate’s vulnerabilities can trigger shifts in debate focus, policy proposals, or coalition-building to counteract weaknesses.
Can polls change the narrative and sway public opinion?
Polls become data points that journalists and pundits use to construct stories. The way a poll is interpreted-what is highlighted, what is downplayed-drives narrative. Repeated polling results can normalize certain beliefs, making them seem like the majority view even if the underlying data is nuanced. Media outlets may emphasize polls that align with their editorial stance, creating echo chambers that reinforce specific narratives. People often look to others’ opinions to form their own. Polls can provide social proof-which in-

fluences attitudes and choices. Polls about specific issues can push those issues into the public agenda, promoting candidates to address them more prominently.
Are polls fixed or stacked in favor of a politician or a product?
When polls lean consistently toward a certain outcome, it’s essential to examine methodology, not assume manipulation. Weighting, sampling frames, and questionnaire design can introduce biases that tilt results toward or away from certain groups. Some organizations may have reputational or financial incentives that influence how polls are conducted or reported. Polls can be used strategically-either leaked to create pressure or refuted to undermine confidence.
This is a normal part of political contest and competitive markets. In markets, repeated polling that heavily favors a product or brand over time might reflect genuine preference, brand equity, or demographic weighting. In politics, shifts can reflect changing opinions, events, or disengagement.
Este livro foi publicado em 1903 pela Livraria - Editora Ferreira & Oliveira e agora é editado de novo em fac-simile pela Editora “A Bela e o Monstro” e por essa razão a palavra farsa aparece com uma cedilha como era uso no tempo – início do século XX.
Dedicado ao grande poeta Guerra Junqueiro, este livro é também - e ao mesmo tempo - a história terrível de uma velha (a Candidinha), cheia de tragédia, desprezada pelo marido, gulosa, sempre a pen-
Do polls work?
Polls are best understood as instruments that measure a snapshot of opinions at a particular time. They work as indicators, not as mandatory outcomes. Polls are valuable for understanding trends, testing messages, and forecasting within a probabilistic framework. Polls help allocate resources, design outreach, and spark accountability by showing which issues resonate with the electorate or consumer base. Opinions can shift rapidly around events, debates, or news cycles.
Polls influence campaigns and media narratives, but they do not determine outcomes in a vacuum. Public opinion is dynamic, pols capture but do not rigidly fix it. Scrutinize methodology, sample quality, and question phrasing to assess poll credibility. Polls should only be used as diagnostic tools, gauge momentum, test messaging, and identify issues that matter to the public.
The power of polling lies not only in measuring opinions but also in shaping them. Political campaigns adjust their strategies, business refine their products, and voters and consumers often react to the momentum that polls create. While polling can strengthen democracy and improve customer satisfaction, it also carries the responsibility of accuracy, transparency, and ethical reporting. In the end, the true value of polling depends on how thoughtfully its results are used.
In today’s information-driven world, polling has become one of the most influential forces in politics and marketing. It provides a snapshot of public sentiment, but it cannot predict the future with certainty or replace thoughtful decision-making. Polls should encourage discussion rather than dictate outcomes. As societies become more connected and data-driven, the challenge will be to use polling as a tool for understanding people-not for manipulating them. Our former Prime Minister John Diefenbaker when asked about polls and their outcome, he responded by saying....” polls are only good for dogs”.
sar em lambarices e no café que gostava de tomar muito forte e muito doce.
Num dos diálogos deste livro alguém diz à protagonista: «Agora já não há Deus nem há nada. Agora é cada um por si». Raul Brandão (1867-1930) é conhecido e reconhecido como autor de três obras maiores da nossa literatura: «Húmus» (1917), «Os Pescadores» (1923) e «As Ilhas Desconhecidas» (1927). Este é um dos mais belos livros escritos sobre os Açores.
Com a morte de António Nobre (1867-1900) em cujo funeral estiveram presentes apenas seis dos seus amigos, Raul Brandão escreveu: «Em Portugal ser diferente dos outros já é uma desgraça mas ser superior aos outros é uma desgraça muito maior».
Fica o essencial para sugerir a descoberta de um grande autor da nossa literatura.


Saturday 10:30 am
10:00 am
7:30 am

Meus caros amigos e amantes da leitura deste jornal. Hoje até tive alguma dificuldade em escolher o tema da minha opinião. Sim, porque opinar é exatamente isso, dar uma opinião pessoal. Não significa atacar ninguém, embora haja quem receba qualquer opinião diferente como uma crítica direta. Talvez porque, quando uma opinião incomoda, é sinal de que tocou em alguma coisa. Mas estejam descansados, hoje resolvi juntar dois ou três assuntos no mesmo saco. Tinha vários temas para abordar, por isso decidi ir por aquilo que considero mais importante.
Como todos sabemos, vivemos dias de alegria e alguma tristeza ao mesmo tempo. A alegria chegou com a excelente vitória da Seleção Portuguesa frente à Croácia e com o ambiente extraordinário que se viveu em Toronto. A comunidade portuguesa esteve em grande destaque no apoio dado a toda a comitiva, desde os jogadores até ao restante staff da seleção.
Sempre defendi que, quando alguém faz um bom trabalho, merece ser reconhecido. Por isso, deixo os meus sinceros parabéns a todos os que organizaram a receção e o desfile da Seleção. Foi, sem qualquer dúvida, um evento de enorme dimensão e muito bem organizado. Sinceramente, não me lembro de ver algo semelhante em Toronto. Digam o que disserem, esta receção foi verdadeiramente memorável e mostrou que a comunidade portuguesa continua viva e que, quando é preciso, sabe unir-se. Pena que essa união não aconteça em todos os eventos ligados ao nome de Portugal quando é algo cultural e com qualidade.
Também os jogadores responderam dentro de campo com categoria. A segunda parte não foi tão conseguida como a primeira, mas, no geral, Portugal fez um bom jogo e garantiu a qualificação para a fase seguinte, que era o objetivo principal. Mas, como costumo dizer, também estamos atentos ao que acontece à nossa volta. E este jornal,
mais uma vez, mostrou que está atento a tudo.
Como muitos viram, o nosso Primeiro-Ministro esteve em Toronto para assistir ao jogo. Pessoalmente, fiquei satisfeito por o ver presente. Dou igualmente os parabéns a quem conseguiu organizar esta deslocação de forma discreta e reservada, como a segurança de um chefe de Governo naturalmente exige.
O que me surpreendeu foi assistir às críticas de algumas pessoas que se consideram grandes intelectuais e que parecem saber tudo. Esquecem-se de um detalhe importante, o Primeiro-Ministro é também líder do PSD, encontrava-se numa deslocação de carácter privado e veio assistir ao jogo suportando os custos da viagem, não com o dinheiro dos contribuintes. Há uma diferença que importa respeitar.
Vivemos tempos estranhos. Parece que, para alguns, trabalhar, ser sério e cumprir as regras já não chega. Há sempre quem procure criar polémica onde ela não existe,

enquanto fecha os olhos a situações bem mais graves. E já que falamos de coerência, não posso deixar de referir Luís Carneiro. Nos últimos dias ouvimo-lo criticar determinadas situações e assumir posições que contrastam com decisões tomadas quando fazia parte dos governos socialistas. É precisamente essa falta de coerência que muitos portugueses começam a questionar. Quem ajudou a criar determinados problemas dificilmente convence o país apresentando-se agora como a solução para esses mesmos problemas.
Por isso deixo apenas um conselho, informem-se, pesquisem e comparem. Não acreditem apenas em discursos bem ensaiados ou em slogans políticos. Hoje, mais do que nunca, é preciso separar os factos da propaganda.
Para terminar em grande, quero deixar uma palavra a Cristiano Ronaldo. Ouvi atentamente a conferência de imprensa antes do jogo com a Espanha e penso que esteve muito bem. Com o seu habitual sentido de humor respondeu, sem levantar a voz, a alguns críticos que acabaram por ficar sem resposta. Pode gostar-se mais ou menos da sua personalidade, mas ninguém pode negar aquilo que continua a representar para Portugal.
Quanto ao Primeiro-Ministro, que venha muitas mais vezes apoiar a nossa Seleção. E, acima de tudo, que continue concentrado nas reformas de que Portugal tanto precisa. O país ganha mais quando os governantes trabalham do que quando vivem apenas da crítica.
Viva Portugal e viva a nossa Seleção!
E uma palavra final para a comunidade portuguesa no Canadá. O que se viveu antes e depois do jogo mostrou a força da nossa portugalidade, da nossa capacidade de organização e da união que sabemos demonstrar quando queremos. Oxalá esse espírito continue presente em muitos outros momentos. Sejamos sempre assim, unidos, amigos uns dos outros e orgulhosos das nossas raízes. Bom fim de semana.


Que orgulho na nossa comunidade em Toronto, que voltou a dar uma lição de patriotismo, união e fervor que, francamente, tem que deixar arrepiado quem sente Portugal a correr nas veias. Na quinta-feira (2), as ruas de Toronto transformaram-se num mar de bandeiras verdes e vermelhas e de camisolas da seleção portuguesa.
Uma moldura humana impressionante e vibrante, que recebeu a nossa Seleção Nacional como nunca antes se vira nesta cidade e diga-se em muito poucas outras. Uma receção calorosa, espontânea e genuína de quem carrega a pátria no peito, a milhares de quilómetros de distância. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer da liderança política que nos governa em Lisboa. A vinda do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a Toronto deixou um amargo de boca difícil de engolir e serviu apenas para confirmar o que muitos há muito suspeitam: para o Governo, as comunidades
servem maioritariamente como cenário de propaganda e pouco mais. Montenegro não veio para estar com a comunidade. Não veio para ouvir os anseios dos luso-canadianos sobre os serviços consulares, sobre o associativismo asfixiado ou sobre as barreiras que ainda afastam os filhos da nossa terra das suas raízes. Veio, pura e simplesmente, para ver o jogo de futebol. O pretexto foi a bola; a comunidade lusa foi o adereço de conveniência. O máximo a que tivemos direito por parte do chefe do Executivo foi um breve, apressado e coreografado passeio pela Dundas. Num segundo momento quem esteve
atento percebeu a manobra ao primeiro vislumbre: o primeiro-ministro meteu-se à pressa por entre a multidão que desfilava rumo ao Estádio BMO ( local onde se realizou o jogo ) sorriu estrategicamente para as objetivas e garantiu a sua indispensável fotografia de "proximidade". Uma imagem rápida para consumo interno em Portugal, para colocar nas redes sociais e fingir que se "respira Portugal" com o povo. Cumprido o frete fotográfico e feito o banho de multidão relâmpago, correu para o conforto do camarote do estádio, deixando para trás os mesmos emigrantes.
Esta postura é um insulto à dignidade da comunidade portuguesa. Demonstra uma tremenda falta de consideração por uma comunidade que constrói impérios económicos, que eleva o nome de Portugal diariamente e que, quando o país precisa, nunca vira as costas. Se a intenção era meramente apoiar a Federação Portuguesa de Futebol, que o dissesse abertamente. O que não se admite é este uso instrumental da nossa gente para benefício político próprio, num "entra e sai" digno de um turista VIP.A verdade nua e crua é que este governo não quer mesmo saber das comunidades. Enquanto os nossos clubes e associações locais lutam para sobreviver, os governantes continuam a ver a diáspora através da lente utilitária do mediatismo desportivo. A comunidade portuguesa em Toronto merecia respeito, merecia tempo, diálogo e compromisso sério.
Ficará na memória a festa gigante do nosso povo luso-canadiano e, infelizmente, a pequenez de um registo fotográfico apressado na Dundas por parte de um primeiro-ministro que parece ter vergonha da nossa verdadeira comunidade.
A única coisa que nos une uns aos outros, para além das gerações, para além dos mares, para além da Babel das línguas, será o ruído de um nome.


Há muito que não conto histórias a crianças. Perdi-lhe o hábito desde que os meus netos e outras crianças da família atingiram uma idade em que outro tipo de entretenimento começou a fazer parte das suas escolhas.
Aliteratura infantil e a infantojuvenil nunca deixaram, porém, de me interessar, porque continuo a considerar um livro o melhor presente que se pode dar. Assisto, por isso e com alguma
satisfação, à reação de certas crianças que, levadas pelos familiares às grandes superfícies comerciais, de imediato, e por iniciativa própria, se abeiram da zona dos livros para os folhear com a insistência de quem os quer levar por companhia. O mês passado, e a convite da Biblioteca Municipal do Sardoal, aceitei ir ao Jardim de Infância ler uma história a duas turmas de crianças cuja faixa etária se situava entre os 3 e os 5 anos. Confesso que o hábito de contar histórias nunca se perde, nem necessita de treino mesmo que sujeito a um pousio prolongado. Entrei, por isso, na sala com a naturalidade de quem recua uns anitos no tempo. O grupo, previamente disposto no chão pelas educadoras e auxiliares, numa roda, aguardava-me com a
alegria que carateriza a idade da inocência. Sentei-me também no chão, cumprimentei-os, disse o meu nome e mostrei-lhes o livro cuja história iria contar – “Manel, o menino que gostava de comboios” de Tânia Ribas de Oliveira.
Era uma história muito simples, mas que permitia explorar o vocabulário que se prendia com as relações familiares, os diferentes meios de transporte e os animais domésticos, a que todos reagiam com intervenções muito vivas e genuínas. Concluída a sessão com a simulação da marcha do comboio “pouca-terra... pouca-terra, pouca-terra, tchhh…”, dirigi-me à outra turma e aí se cumpriu a máxima de que “não há nada mais diferente de uma criança do que outra criança.” Nesta sala, assim
que disse o meu nome, uma delas levantou a mão para falar, atirando de imediato: “E os nossos nomes? Não vai perguntar os nossos nomes?” Foi, então, que me dei conta que, na turma anterior, me havia esquecido desse detalhe. Que grande lição aquela criança me deu! Sim, eu deveria tê-lo feito, porque qualquer um de nós, dentro de um grupo, tem a sua marca identitária e esta começa logo pelo nosso nome. É por ele que sabemos quem somos; é por ele que respondemos a um chamamento; é por ele que nos distinguimos dos demais, mesmo que haja outros com o mesmo nome; é por ele, e pelo tom de voz usado, que identificamos quem nos chama; é por ele que tantas vezes perpetuamos uma herança familiar, quando o herdamos de alguém que se quer homenagear - a forma de manter viva a memória dos que amamos; é por ele que nos remetem para uma determinada geografia de nascimento e é por ele que se cria uma relação de pertença a uma determinada cultura.
Nascemos e dão-nos um nome, ato primeiro para o qual ninguém nos consulta. Não somos vistos nem achados na sua escolha, mas respondemos por ele num ato reflexo de quem se habituou a ser nomeado. Alguns gostam do nome que têm, enquanto outros vivem amarrados a um chamamento com o qual nunca se sentiram identificados. Casos houve em que tinham um nome no registo, mas acudiam por outro. Mas, quer gostemos quer não, todos temos um nome, uma espécie de código identitário que tanto pode moldar a forma como nos percecionamos e integramos, como influenciar um conjunto de comportamentos que temos ao longo da nossa vida. E nada melhor que uma criança para nos lembrar disso.

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indiscutivelmente, a sua profunda dimensão solidária. Trata-se de uma característica identitária da diáspora portuguesa, que se manifesta continuamente através de gestos, campanhas e iniciativas inspiradas pelos mais nobres valores humanistas, colocando a generosidade e a responsabilidade social ao serviço daqueles que mais necessitam.
Entre os muitos exemplos que ilustram esta cultura de solidariedade, destaca-se, nos últimos anos, a ação da Fundação Nova Era Jean Pina. Constituída em 2019 pelo empresário português João Pina, radicado na região de Paris, esta instituição luso-francesa tornou-se uma referência pelo seu compromisso social. Natural do concelho da Guarda e reconhecido como um dos mais dinâmicos empresários portugueses em França —país que acolhe a maior comunidade portuguesa da Europa —, João Pina tem colocado o sucesso empresarial ao serviço da comunidade, fazendo da solidariedade uma verdadeira missão de vida. Inspirada no lema "Solidariedade em Movimento", a Fundação Nova Era Jean Pina tem promovido numerosos projetos de apoio às pessoas mais vulneráveis, tanto em Portugal como em França, dirigidos
a idosos, crianças institucionalizadas, desempregados e outras pessoas em situação de fragilidade social.
Entre as suas iniciativas mais relevantes e originais destaca-se a parceria educativa estabelecida com o Estabelecimento Prisional da Guarda. Trata-se de um projeto profundamente humanista, que reconhece na educação e na formação instrumentos essenciais para devolver dignidade, esperança e oportunidades a quem procura reconstruir o seu percurso de vida.
Ao longo dos últimos anos, João Pina deslocou-se inclusivamente ao seu concelho natal para entregar pessoalmente os Prémios de Mérito Escolar Jean Pina, distinguindo reclusos que, através do estudo e do esforço, procuraram adquirir novas competências académicas e profissionais. Estas bolsas de estudo constituem um incentivo concreto ao mérito e à valorização pessoal, demonstrando que o conhecimento continua a ser uma das ferramentas mais eficazes para promover a reinserção social e abrir caminho a uma verdadeira segunda oportunidade.
No ano letivo agora concluído, após identificação efetuada pelo Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, em articulação com a Coordenação Pedagógica e os respetivos Conselhos de Turma, foram atribuídos nove prémios de mérito a alunos que, apesar do contexto de reclusão, se distinguiram pelo seu percurso escolar. Foram igualmente entregues quatro Prémios de Assiduidade, reconhecendo os estudantes que revelaram maior regularidade, empenho e compromisso com a frequência das atividades letivas.
Esta parceria educativa evidencia, de forma exemplar, que a educação e a formação profissional constituem pilares fundamentais das políticas de reinserção social. Ao investir nas capacidades e no potencial humano dos reclusos, a Fundação Nova Era Jean Pina contribui para a sua integração futura na sociedade, reduzindo significativamente o risco de reincidência e promovendo uma cidadania mais responsável e inclusiva.
O verdadeiro alcance desta iniciativa mede-se, contudo, menos pelos números do que pelas vidas que transforma. Disso é testemunho a carta enviada, no final do passado mês de junho, por um recluso do Estabelecimento Prisional da Guarda ao presidente da Fundação Nova Era Jean Pina. Escrita "como forma de expressar a mais profunda gratidão", a missiva, acompanhada por um poema carregado de simbolismo e emoção, relata como um percurso marcado por sucessivas adversidades encontrou um novo sentido graças à oportunidade proporcionada pela Fundação. Nela, o recluso explica que conseguiu concluir o Ensino Secundário e que frequenta atualmente uma licenciatura em Contabilidade numa instituição pública portuguesa de ensino superior, encarando agora o futuro com renovada esperança. Num tempo em que tantas vezes se privilegia a lógica da exclusão em detrimento da recuperação, iniciativas como esta recordam-nos que a solidariedade também se concretiza através da educação, da confiança e da capacidade de acreditar nas pessoas. É precisamente aí que reside a grandeza da Fundação Nova Era Jean Pina.
A história desta instituição demonstra, de forma inequívoca, que a diáspora portuguesa é muito mais do que uma comunidade dispersa pelo mundo. É uma extraordinária rede de cidadania ativa, de compromisso social e de responsabilidade coletiva, que continua a fortalecer Portugal através do talento, do empreendedorismo e da solidariedade dos seus emigrantes. Ao transformar o sucesso alcançado no estrangeiro em oportunidades para quem mais precisa, a Fundação Nova Era Jean Pina afirma-se como um dos mais inspiradores exemplos da missão humanista da diáspora portuguesa. Um exemplo que honra Portugal, dignifica as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e demonstra que a verdadeira distância entre países nunca impede a proximidade entre pessoas quando existe vontade de servir o próximo.

Miguel Costa Matos Opinião

Ficámos mal-habituados. Depois de décadas de défices, desde 2016 que os governos conseguem apresentar saldos orçamentais melhores que o esperado, quatro dos quais superavits. A dívida baixou significativamente, tanto a do Estado como a das empresas e famílias. As contas certas pareciam um maná que não acabava mais.
Os sinais de aviso vieram devagarinho – pelo menos aos fiéis leitores desta rubrica. Existiam antes do último Orçamento. Durante a sua discussão, era claro o “fim de festa”. Em fevereiro, apontei para as primeiras confirmações das dificuldades. Hoje somos obrigados a fazer um novo balanço alarmante, e não é tanto pelas previsões, embora apenas o FMI não preveja um défice, nem pelas regras orçamentais, em que Portugal apresenta o segundo maior desvio da Europa. Não precisamos do futuro nem do abstrato para perceber o concreto. Esta passada semana foi divulgada a Síntese de Execução Orçamental de Maio, revelando que nos primeiros 5 meses do ano, a situação financeira do Estado está 2400 milhões de euros pior do que estava em igual período do ano passado. O Governo desculpa-se que metade desse valor é referente a pagamentos em atraso no SNS – ainda esta semana tiveram de voltar a meter lá dinheiro. Sucede que tal não foi diferente no ano anterior, simplesmente com um calendário diferente (em julho, outubro e dezembro).
Outras duas justificações para esta situação têm sido o impacto das tempestades do início do ano e da guerra. O primeiro vem quantificado, após exigência do PS, situando-se nos 334 milhões. O segundo poderá trazer prejuízos por via da redução da atividade económica, mas também traz lucros por via da inflação. O Governo tem sido muito cauteloso, por exemplo, apenas baixando o ISP no mon-
mento do PRR, tanto com “sprints” de despesa, como com falhas na receita. Mas será assim igualmente no próximo ano, em que já não se contará com a receita da venda do Novo Banco (767 milhões).
Só a aflição orçamental explica algumas das atitudes que o Governo tem tido recentemente. Confessou ao FMI que não iria voltar a baixar o IRS este ano. Reduziu em 350 milhões o empréstimo do BEI para fazer obras nas escolas prioritárias. Continua sem abrir as camas sociais que prometeu em janeiro, apesar dos administradores hospitalares dizerem que isso pode pôr em causa as cirurgias já programadas. Ainda na Saúde, os incentivos financeiros aos obstetras foram travados pelas Finanças, em vésperas do período crítico do verão em que tantas maternidades encerram.
Por sua vez, quando a Assembleia da República aprovou uma lei para obrigar o Governo a cumprir com os pagamentos já previstos para o prémio salarial, o PSD veio estridente falar no risco de défice com uma medida que custaria 300 milhões. Não se compreende se o Governo deixou de fora da previsão orçamental despesa prevista por lei ou se teme apenas o impacto nas contas públicas de ter de cumprir. Seja de que forma for, o caso reveste-se de uma gravidade inédita.
Numa manobra de ilusionismo, argumentam que este apoio, que varia entre 2 e 5 mil euros consoante se trate de um licenciado ou um mestre, não deve ser acumulado com o IRS Jovem. Afinal, dizem, este foi alargado e é muito melhor. São desculpas de mau pagador. Em primeiro lugar, porque os dois apoios foram criados como sendo acumuláveis, nunca tendo o Governo tido a coragem de dizer que o alargamento do IRS Jovem significava o corte no prémio salarial. Em segundo lugar, porque o prémio salarial trata por igual quem é igual. Já o IRS Jovem representa valores reduzidos para quem tem rendimentos médios e nenhuns para quem não recebe o suficiente para pagar IRS, beneficiando desproporcionalmente rendimentos mais elevados.
Talvez não surpreenda o meu prezado leitor que também o alargamento do complemento de alojamento à classe média nem é pago nem é revogado – num enxergar de responsabilidades que acabam por cair em cima das famílias que, por esta hora, estão a fazer contas à

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vida. Igual cobardia se evidenciou quando este Governo baixou a retenção na fonte além do que tinha reduzido o IRS. O PS apelou à poupança dos portugueses mas, convenhamos, tal não devia ser necessário. Não é para isso que existe este sistema. Neste momento, milhares de famílias contemplam como gastar o seu subsídio de férias a pagar o acerto do IRS.
O ano até pode acabar com um superavit. Atualmente, as cativações (reclassificadas como reservas orçamentais) são o dobro do que eram durante os governos PS, por isso tão criticados. Podem fazer o pino ou fazerem-se de estátuas para tentar conter a despesa e salvar a situação. Contudo, isso também não resolverá problemas às pessoas nem facilita a vida a governos em difíceis circunstâncias. É caso para perguntar para quem é que afinal as contas estão certas?


O Governo Regional volta a apelar a todos os que têm animais de companhia para que não os abandonem durante o período de férias, e lembra que a adoção de um animal é um compromisso para sempre. Nesse sentido, sublinha que existem várias alternativas para garantir o bem-estar dos animais quando as famílias se ausentam.
Através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, o Governo dos Açores alerta que o abandono é um problema grave e que tem consequências. Não só para os animais, mas também para comunidade e para as entidades responsáveis pela sua proteção.
Os animais quando são abandonados ficam sem ter acesso aos cuidados básicos: sentem fome, sede contraem doenças, correm o risco de atropelamento e também outras violências, muitas vezes sem terem hipótese de sobreviver.
Além do sofrimento animal, o abandono contribui para o aumento do número de animais errantes, o que tem impacto na saúde pública, na segurança rodoviária e na capacidade de resposta dos Centros de Recolha Oficial, bem como das associações de proteção animal que asseguram todos os dias o acolhimento e a recuperação destes animais, segundo a nota de imprensa publicada no Portal do Governo.
A decisão de adotar um animal implica um compromisso para toda a vida, mesmo quando as famílias vão de férias, sublinha António Ventura, secretário regional da Agricultura e Alimentação.
“Não se trata apenas de uma frase de sensibilização, mas de compromisso ético. Os animais dependem inteiramente dos seus
detentores para alimentação, cuidados de saúde, proteção e afeto. Nas férias, tal como em qualquer outra altura do ano, merecem continuar a receber os cuidados que necessitam”, defende António Ventura. Para evitar situações de abandono, o Governo Regional lembra que há soluções para quem vai de férias: escolha de alojamentos e destinos turísticos que aceitam animais; hotéis para animais; serviços de alojamento temporário; e ainda o apoio de familiares e amigos.
Segundo a mesma nota, paralelamente às ações de sensibilização, o Governo Regional continua a promover medidas de apoio à identificação eletrónica e à esterilização de animais de companhia. Pois, considera estas medidas preventivas “ferramentas fundamentais para combater o abandono e promover o bem-estar animal em todo o arquipélago”, conclui a nota. AO/MS

Crédito: DR
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Está a ser criada uma conta internacional, em articulação com o Conselho da Diáspora Madeirense, para angariar apoios junto das comunidades espalhadas pelo mundo. O primeiro contentor organizado pela sociedade civil madeirense chegou à Venezuela na semana passada, numa altura em que a Região reforça a resposta humanitária às vítimas dos sismos de 24 de junho.
Odiretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes, recordou que a primeira fase passou pelo salvamento das vítimas, com Portugal a enviar uma equipa de resgate para a Venezuela. A segunda fase, iniciada na semana passada, centra-se agora no apoio humanitário.
Segundo o responsável, foi criado um gabinete que junta a Direção Regional, a Secretaria Regional da Saúde e a Secretaria Regional da Inclusão, em articulação com a República, para coordenar a resposta regional. Além da mobilização da sociedade civil, decorre a recolha de bens solicitados
no terreno, como material para purificação de água, medicamentos e equipamento médico, que serão enviados para Lisboa e depois encaminhados para a Venezuela através do Governo da República e das entidades europeias.
Paralelamente, o Governo Regional criou uma conta solidária, em parceria com a Delegação Regional da Cruz Vermelha Portuguesa, garantindo que todos os donativos revertem diretamente para as famílias madeirenses afetadas. Já a nova conta internacional, gerida pelo Conselho da Diáspora Madeirense, permitirá canalizar a solidariedade das comunidades emigrantes para apoio direto às famílias.
Recorde-se ainda que o apoio ao movimento associativo da diáspora será este ano, de forma excecional, totalmente direcionado para instituições de apoio social na Venezuela. A verba foi reforçada de 60 mil para 550 mil euros, permitindo às instituições de origem madeirense continuar o trabalho de apoio às comunidades no terreno durante os próximos meses.
JM/MS
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falta algum trabalho, mas está correndo tudo às maravilhas”, afirma, destacando a chegada dos primeiros materiais e o início da instalação da obra. Mais do que uma construção, o projeto representa um sonho com vários anos e um símbolo da identidade açoriana e portuguesa no Canadá. Para Guido, as portas representam a ligação às raízes, à fé e à história dos Açores, especialmente à devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Inspiradas nas portas históricas de Ponta Delgada, as novas estruturas terão um significado especial para a comunidade. “É um símbolo açoriano, mas representa todos nós”, sublinha.


As Portas da Cidade, símbolo maior de São Miguel, guardam a memória dos milhares de açorianos que partiram pelo mundo levando consigo a coragem, a saudade e a identidade de uma terra que nunca esqueceram. Mais do que pedra e história, representam o laço entre quem partiu e quem ficou, entre os Açores e a diáspora. Depois de Fall River, nos Estados Unidos, será agora Brampton, no Canadá, a receber uma réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada, com inauguração prevista para setembro. Um monumento de homenagem à força, à esperança e à alma açoriana.
Oprojeto nasceu há mais de uma década, por iniciativa de Guido Pacheco, com o sonho de levar à comunidade portuguesa e açoriana no Canadá um dos maiores símbolos de São Miguel. A réplica será instalada junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no futuro Azores Park, em Brampton, como tributo ao contributo dos açorianos e portugueses para a vida cultural e social canadiana.
Construída com basalto proveniente de São Miguel, a obra mantém uma ligação direta ao monumento original. As Portas da Cidade originais foram erguidas em 1783 e tornaram-se, ao longo dos séculos, um dos
maiores símbolos de Ponta Delgada Porque há obras que não são apenas construídas em pedra. São feitas de memória, de amor à terra e da ligação eterna de um povo às suas raízes. Embora seja uma homenagem à cultura açoriana, esta é uma obra de toda a comunidade portuguesa — uma verdadeira marca de Portugal erguida em solo canadiano.
Carlos Botelho, da Capelas Construction, é um dos responsáveis pela construção de uma obra que representa uma ligação emocional às raízes portuguesas. Natural de São Miguel, abraçou desde o início o projeto apresentado pelo senhor Pacheco, colocando-se à disposição para ajudar a concretizar uma homenagem carregada de simbolismo. “Quando o senhor Guido me falou desse projeto, disse logo que estava ao dispor dele. Portanto, aqui estamos”, afirmou. Para Carlos Botelho, a obra representa a ligação dos açorianos e portugueses às suas origens, inspirada nas memórias de Ponta Delgada e na identidade da terra natal. “Quem é de São Miguel nunca esquece”, destacou, sublinhando que o projeto ultrapassa fronteiras e gerações, deixando uma marca na comunidade portuguesa. “Não é só para a comunidade açoriana ou portuguesa, é uma marca que ficará”, afirmou Botelho, lembrando tam-
O First Portuguese Canadian Cultural Centre celebra este ano um marco extraordinário: 70 anos ao serviço da comunidade luso-canadiana.
Ao longo destas sete décadas, a instituição tem sido um pilar da comunidade portuguesa, acolhendo gerações de famílias, promovendo o ensino da língua e da cultura portuguesas, e servindo de berço a muitas das organizações, clubes e ranchos que hoje fazem parte do tecido comunitário. Este aniversário celebra, por isso, não só a história do centro, mas a própria história da comunidade portuguesa no Canadá.
Para assinalar a efeméride, o First Portuguese organiza uma Gala de Angariação de Fundos do 70.º Aniversário, no sábado, dia 26 de setembro, no LiUNA Local 183. As receitas do evento destinam-se a apoiar um dos grandes objetivos da instituição a longo prazo: a compra de uma sede permanente, um projeto para o qual já foi angariado um sinal substancial, mas que ainda exige um
longo caminho pela frente.
Os bilhetes já estão à venda, ao preço de $85 para adultos e $60 para crianças, podendo ser adquiridos por telefone, email ou presencialmente no escritório da instituição, com pagamento em dinheiro, cartão de débito/crédito ou transferência eletrónica. O First Portuguese está também à procura de patrocinadores para o evento — sendo uma instituição de caridade registada, uma parte dos patrocínios elegíveis dá direito a recibo fiscal.
Com esta celebração, o First Portuguese Canadian Cultural Centre pretende reafirmar o seu compromisso com as futuras gerações, garantindo que a comunidade portuguesa continue a ter um espaço para aprender, conviver e celebrar a sua herança.
MB/MS
bém o contributo dos primeiros emigrantes portugueses que ajudaram a construir a identidade da cidade. A obra encontra-se na fase de montagem da pedra, uma etapa decisiva para a escultora Catarina Alves, responsável pelo projeto em colaboração com a empresa açoriana Marquês Britas. “Já estamos numa fase final, numa corrida contra o tempo”, explicou a escultora, destacando que a pedra utilizada veio de São Miguel, reforçando a ligação da réplica às suas origens açorianas, sendo que esta obra inclui uma homenagem à Ribeira Grande, através de uma pedra alusiva às Cavalhadas, representando os Açores e a identidade açoriana. Catarina Alves recorda ainda a ligação anterior à Marquês Britas, com quem colaborou há cerca de 20 anos na réplica das Portas da Cidade instalada em Fall River, nos Estados Unidos. “É uma grande honra estar ligada a esta obra”, afirmou. Guido Pacheco, presidente das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres e impulsionador do sonho, vive um momento de grande emoção com a aproximação da inauguração de um projeto que considera um marco para a comunidade açoriana e portuguesa no Canadá. A cerca de dois meses da abertura das novas portas da cidade, o responsável mostra-se orgulhoso e confiante. “Estou muito feliz. Ainda
A inauguração acontecerá integrada nas festividades dos dias 11, 12 e 13 - celebrações das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, com música, convívio e uma gala especial (dia 11 de Setembro). Guido Pacheco agradece o apoio de todos os que contribuíram para tornar o projeto possível e deixa um convite à comunidade para participar. “Sem o povo nada disso era possível. Um grande obrigado a todos os que apoiaram este projeto.”
A obra está a gerar entusiasmo na comunidade. Mariano Pereira, voluntário e membro da Comissão de Santo Cristo, destaca a qualidade dos trabalhos e o orgulho que a nova réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada deverá trazer à população.“Está a ficar muito linda, uma obra bem organizada e bem feita”, afirmou, agradecendo ainda a todos os envolvidos no projeto, cuja inauguração está prevista para setembro.
Pelas portas originais “açorianas” passaram gerações de emigrantes que deixaram a sua terra, enfrentaram o mar e partiram em busca de novas oportunidades. Foram caminhos feitos de coragem, esperança e sacrifício, histórias que fazem parte da grande memória da emigração portuguesa. As Portas da Cidade representam as raízes e a identidade de um povo. Hoje, através do esforço de muitos, esta tradição atravessa oceanos e renasce em Brampton, aproximando comunidades e mantendo viva a ligação aos Açores.
A nova réplica das Portas da Cidade será um símbolo de união e orgulho para a comunidade açoriana, levando para o Canadá a história, a cultura e as tradições dos Açores.
RMA/MS
O Consulado-Geral de Portugal em Toronto vai dedicar duas quartas-feiras exclusivamente ao apoio aos pensionistas da Segurança Social portuguesa na realização da Prova de Vida — nos dias 22 e 29 de julho, das 08h00 às 14h00.
O serviço de Prova de Vida continua a ser prestado normalmente de segunda a sexta-feira, no mesmo horário, mas nestas duas datas o Consulado disponibilizará um acompanhamento mais dedicado aos pensionistas que necessitem de assistência. Não é necessário marcação prévia. O Consulado apela à comunidade para que informe os pensionistas que possam beneficiar deste apoio, nomeadamente os que tenham maior dificuldade em completar o processo sozinhos.
MB/MS

Houve música no ar, aromas da gastronomia tradicional, reencontros entre amigos e famílias e, acima de tudo, um forte sentimento de pertença. O Madeira Park voltou a transformar-se num ponto de encontro de memórias, tradições e orgulho madeirense, acolhendo mais uma edição do Madeira Day and Canada Day, que decorreu nos dias 4 e 5 de julho de 2026, numa iniciativa organizada pela Casa da Madeira Community Centre.
Ao longo dos dois dias, celebrou-se as raízes madeirenses e assinalou-se, em simultâneo, o Dia do Canadá. Entre abraços, conversas, sabores da terra e momentos de animação, o evento voltou a mostrar a força de uma comunidade que mantém vivas as suas tradições, mesmo a milhares de quilómetros da ilha que lhe deu origem.O destaque musical do evento foi a atuação do cantor madeirense Henrik Cipriano, que conquistou o público com um espetáculo repleto de êxitos e de grande interação com os presentes. A animação e o som esteve a cargo de Amadeu Gomes, responsável por manter o ambiente festivo durante todo o fim de semana.
A vertente gastronómica voltou a ser um dos grandes atrativos do evento. Não faltaram as tradicionais espetadas madeirenses, bolo do caco, bifanas, petiscos típicos, cantinho das malassadas e diversas iguarias que fizeram as delícias dos visitantes. O habitual bazar e os vários espaços registaram uma forte afluência ao longo dos dois dias, trazendo à mesa sabores que continuam a ligar várias gerações à Madeira.
Um dos momentos mais aguardados aconteceu no domingo com a tradicional
tourada à corda que voltou a reunir muitos participantes e proporcionou momentos de animação e boa disposição entre famílias e amigos. O domingo ficou igualmente marcado por várias surpresas preparadas pela organização, contribuindo para manter o ambiente festivo até ao encerramento do certame e reforçando o espírito de comunidade que caracteriza esta celebração anual.
O Madeira Day and Canada Day 2026 confirmou, uma vez mais, a importância desta iniciativa como um dos principais eventos
da comunidade luso-canadiana na região de Toronto, promovendo a cultura, as tradições e o espírito de união entre gerações.
Mais do que uma festa, o evento voltou a ser um encontro de identidades e afetos — um espaço onde os mais velhos revivem costumes da sua terra natal e onde as novas gerações descobrem e valorizam a herança madeirense. Num ambiente de alegria e partilha, a Madeira fez-se sentir no coração do Canadá.
No final, a organização manifestou satisfação pela expressiva adesão do público e pelo sucesso de mais uma edição, agradecendo o apoio dos voluntários, patrocinadores, artistas e de todos aqueles que contribuíram para fazer deste fim de semana uma verdadeira celebração da Madeira e do Canadá. O agradecimento estendeu-se a todos os que ajudaram a manter viva esta tradição, que ano após ano continua a unir a comunidade e a celebrar o melhor das duas culturas.



Há histórias que nos informam. Há outras que nos tocam. E depois há aquelas que nos lembram o valor da solidariedade. A história de Sofia, de 9 anos, é uma delas: uma família residente no Canadá lançou uma campanha para reunir os recursos necessários para que a menina possa regressar a casa e continuar a sua recuperação após o diagnóstico de encefalite por anticorpos contra o recetor NMDA (anti-NMDA), uma doença neurológica rara e complexa. No dia 27 de julho de 2025, a avó emocionada contou-nos que a vida desta família mudou completamente.
Sofia, uma menina saudável, alegre e cheia de energia, começou a enfrentar uma doença rara e complexa: encefalite por anticorpos contra o recetor NMDA (anti-NMDA), uma condição neurológica que afeta o cérebro e pode provocar perdas significativas de capacidades. Antes da doença, Sofia era uma criança feliz, inteligente, brincalhona e muito ligada à família, aos amigos e ao seu cão, Minnie. Enchia a casa de risos, conversas e alegria. Hoje, os seus pais sentem profundamente a ausência da sua voz, das suas gargalhadas e dos momentos simples que antes faziam parte do dia a dia. Sofia esteve internada durante cerca de três meses no Hospital for Sick Children (SickKids), no Canadá, onde recebeu cuidados médicos intensivos. Atualmente, continua o seu processo de recuperação no Holland Bloorview, onde trabalha diariamente com uma equipa de reabilitação.
Apesar de todos os esforços e da sua enorme força, Sofia ainda não consegue falar, andar ou alimentar-se sozinha. Precisa de cuidados permanentes e de equipamentos especializados para continuar a recuperar as capacidades que perdeu. Os pais de Sofia têm estado sempre ao seu lado, acompanhando cada etapa, aprendendo a cuidar das suas novas necessidades e lutando para lhe proporcionar a melhor recuperação possível. Desde que a filha adoeceu,
ambos tiveram de afastar-se do trabalho para se dedicarem inteiramente aos seus cuidados. Agora, o maior sonho da família é conseguir trazer Sofia de volta para casa. No entanto, para que isso seja possível, é necessário adaptar a habitação e garantir todas as condições de segurança e apoio. Como não têm acesso a financiamento governamental suficiente para cobrir estas despesas, a família decidiu pedir ajuda através de uma campanha solidária. A avó de Sofia, que trabalha na área da limpeza e conhece de perto as dificuldades financeiras da família, decidiu também juntar a sua voz a este pedido de ajuda. Segundo relata, é muito doloroso ver a neta regressar a casa depois de um ano de internamento sem conseguir falar, andar, comer ou sequer manter-se sentada sozinha.
A família enfrenta ainda outro momento de preocupação, pois o marido da avó aguarda exames médicos devido a suspeitas de uma doença grave. Perante tantas dificuldades, a família deixa um apelo à solidariedade de todos: qualquer contribuição, mesmo pequena, pode fazer uma grande diferença. Um dólar, uma partilha ou uma palavra de apoio pode ajudar Sofia a aproximar-se do seu sonho de voltar para casa, rodeada pelo amor da sua família. “Hoje ajudamos por ela. Amanhã podemos ser nós a precisar de ajuda. Nunca sabemos o que a vida nos reserva.” Quem puder contribuir ou partilhar esta história pode fazê-lo através da campanha “Bring Sofia Home: Supporting Her Recovery After Anti-NMDA Receptor Encephalitis”. https://gofund.me/a2bee5755.
O principal objetivo da família é agora adaptar a habitação para que Sofia possa regressar a casa em segurança. Para tal, são necessárias obras e equipamentos específicos, como a construção de uma rampa de acesso para cadeira de rodas, a aquisição de cadeira de rodas, máquina de alimentação, aspirador de secreções e outros materiais médicos, bem como a adaptação dos espaços domésticos às necessidades da menina. A campanha prevê ainda apoio
para a contratação de profissionais especializados, como auxiliares de ação direta (PSW) e enfermeiros, além da continuidade dos tratamentos de reabilitação. Numa altura em que a vida colocou esta família diante de um desafio tão duro, a história de Sofia lembra-nos que a solidariedade continua a ser uma das formas mais bonitas de esperança. Cada gesto de apoio — por menor que pareça — pode ajudar a transformar uma casa num lugar seguro para a sua recuperação e a aproximá-la do abraço quotidiano da família que tanto sente a sua falta. Que esta campanha seja não apenas um pedido de ajuda, mas também um testemunho de que, quando nos unimos pelo bem de uma criança, devolvemos força, dignidade e esperança a quem mais precisa.



Imunidade humana


Grande parte dos “internamentos sociais” nos hospitais aguarda vaga em lar
O secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Catalão, esclareceu que, dos cerca de 3500 utentes internados nos hospitais com alta clínica em maio, apenas 38% aguardavam vaga nos cuidados continuados e grande parte esperava vaga num lar.
“Não estamos perante uma crise exclusivamente hospitalar, nem exclusivamente da saúde", disse Francisco Catalão, que sublinhou o desafio do envelhecimento demográfico, que disse exigir uma "resposta integrada" de dois ministérios: Saúde e Segurança Social.
O governante disse ainda que, a 31 de maio, a RNCCI atingiu os 10.041 lugares, que "nunca perdeu capacidade" com este Governo e que tem hoje mais 424 lugares do que no final de 2023.
"Não ficarei descansado enquanto houver um português nestas condições", acrescentou.
seja assumida pelo Ministério da Saúde. Segundo disse, entre janeiro de 2025 e abril deste ano, foram criados 1376 pontos parceiros, 76,3% (1006) em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e mais de 23% em entidades da RNCCI, abrangendo um total de 61 mil utentes.
Apontou ainda o projeto-piloto das Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), que integrava de início cinco Unidades Locais de Saúde (ULS) e foi alargado a 31 das ULS, que aderiram de forma voluntária.
O governante sublinhou ainda a atualização, no ano passado, dos preços na RNCCI e nos cuidados paliativos superior ao índice de preços do consumidor, dizendo esperar "para breve" uma nova atualização e reconhecendo que o modelo de financiamento "estava errado".
Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram um mecanismo que abre caminho ao atraso do "envelhecimento do sistema imunitário", ao ajudar o timo a manter-se funcional ao longo da vida.
Os resultados do estudo "ajudam a explicar por que é que o sistema imunitário enfraquece com a idade e poderão contribuir para novas estratégias terapêuticas destinadas a promover um envelhecimento mais saudável", diz o instituto, numa nota de imprensa divulgada hoje. "O objetivo não é apenas compreender como envelhece o sistema imunitário, mas também encontrar formas de o manter mais competente durante mais tempo. Se conseguirmos preservar a função do timo, poderemos contribuir para melhorar a resposta do organismo às infeções, às vacinas e até a algumas terapias contra o cancro", sublinha Nuno Alves, coordenador do trabalho.
O i3S descreve que "o timo é um pequeno órgão localizado acima do coração" onde
Espaço balnear
"se formam e se treinam as células T, um dos principais pilares das defesas do organismo contra infeções e cancro".
"Apesar da sua importância, o timo começa a perder tamanho e atividade logo após a adolescência", refere o instituto do Porto.
A equipa descobriu que existem duas proteínas fundamentais para "preservar o funcionamento das células que sustentam a estrutura do timo e permitem a formação adequada das células T".
Por outro lado, os cientistas provaram que "os níveis destas proteínas diminuem naturalmente com a idade, reforçando a ideia de que podem estar envolvidas no processo de envelhecimento do sistema imunitário".
Os investigadores "acreditam que estas descobertas poderão abrir caminho para novas estratégias terapêuticas para atrasar ou contrariar a perda de função do timo". Para a equipa, o trabalho representa "um passo importante na compreensão dos processos biológicos que influenciam a saúde ao longo do envelhecimento".
JN/MS

Ministra insiste em mapas nas praias para resolver polémica sobre guarda-sóis
A ministra do Ambiente reiterou a necessidade de serem colocados mapas informativos nas praias para esclarecer a organização das zonas concessionadas, considerando que a medida ajudará a evitar polémicas sobre a instalação de chapéus-de-sol.
Agovernante explicou que a elaboração destes mapas resulta de uma recomendação sua e não de uma obrigação prevista na lei. "O mapa foi uma recomendação minha, não está na lei", afirmou, acrescentando que apresentou a proposta numa reunião com os presidentes das câmaras dos municípios onde se têm registado mais problemas relacionados com esta matéria.
Segundo Maria da Graça Carvalho, os autarcas receberam bem a sugestão e manifestaram disponibilidade para a concretizar. "Eu acho que [os mapas informativos] resolvem muito", sustentou.
A governante reconheceu que a sinalização física nas praias "é difícil de im-
plementar, uma vez que seria necessário assinalar não só a extensão longitudinal das áreas concessionadas, mas também o seu limite em direção ao mar".
"É difícil a sinalética (...), porque também precisa de pôr a sinalética na distância até ao mar, para saber até onde é que vai, se vai até ao mar a zona restrita ou não", explicou.
Por isso, defendeu que a solução passa pela disponibilização de um mapa simples que identifique claramente as diferentes zonas da praia. "A melhor maneira é ter mesmo um mapazinho a dizer "aqui é a concessão, aqui é a zona que não é nada, que fica completamente livre, e ali é a zona dos chapéus"", afirmou.
A ministra acrescentou que estes mapas serão úteis tanto para os banhistas como para as entidades responsáveis pela fiscalização. "É importante que as pessoas saibam, e depois é um guia para as pessoas e também para as autoridades, nomeadamente as autoridades marítimas", concluiu. JN/MS
Francisco Catalão elencou as diversas medidas aplicadas pelo Governo para tentar controlar este problema, como por exemplo o projeto Ponto Parceiro, que visa assegurar cuidado de proximidade a utentes dos lares, permitindo que a despesa com medicamentos e exames
Finalmente, o secretário de Estado disse ainda que o sistema tem fragilidades que limitam a qualidade dos dados disponíveis e que o processo de informação está a ser alvo de revisão para, com contabilidade analítica, ter a informação necessária para a tomada de decisão, evitando "navegar às cegas".

Credito: DR

Portugal envia toneladas de ajuda humanitária e operacionais regressam
As autoridades portuguesas enviam para Caracas toneladas de ajuda humanitária, ferramentas e duas ambulâncias equipadas, enquanto os operacionais enviados após os sismos de 24 de junho regressarão ao país, anunciou o Governo.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) indicou que dois aviões da Força Aérea Portuguesa partiram de Lisboa, carregando 12 toneladas de material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, e 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros, cedidos pela Marinha Portuguesa.
Seguem ainda para a Venezuela donativos da Cruz Vermelha, "incluindo 2 ambulâncias totalmente equipadas, que funcionam como unidades móveis de saúde", acrescentou, na mesma nota.
Numa outra nota, a Cruz Vermelha Portuguesa especifica que o apoio humanitário que enviado inclui kits de dormida, mantas e kits de higiene para adultos, bebés e famílias.
Os mesmos aviões trarão de volta a Portugal os operacionais que integraram a Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON) e que foram acionados numa primeira fase para apoiar a missão de busca, salvamento e primeiros socorros.
O MNE indica ainda que o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, também viaja neste voo para Caracas, "onde terá contactos políticos e encontros com a comunidade portuguesa", que poderá rondar 1,2 milhões de pessoas, entre cidadãos nacionais e lusodescendentes.
MB/MS

Teerão ataca 85 instalações militares dos EUA em “resposta a violação” do cessarfogo
A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou ter atingido 85 instalações militares norteamericanas no Kuwait e Bahrein em resposta a bombardeamentos dos EUA em território iraniano, que Teerão classificou como "violação clara" do acordo de cessarfogo.
“Em primeira resposta a esta agressão, a Marinha e a Força Aeroespacial da Guarda da Revolução realizaram uma operação conjunta com recurso a mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares estratégicas norteamericanas e abatendo um drone MQ9", anunciou o braço militar do regime dos aiatolas num comunicado divulgado pela televisão oficial iraniana.
A reação surge depois de o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) ter confirmado ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.
O Exército do Kuwait informou estar a responder a ataques de drones e mísseis.
"As defesas aéreas do Kuwait estão neste momento a repelir ataques conduzidos por mísseis e drones hostis", declarou a instituição na rede social X, sem especificar a origem.
Também o Bahrein, através do seu Ministério do Interior, indicou que as sirenes de alerta aéreo foram ativadas a seguir aos bombardeamentos norteamericanos.
Teerão denunciou os ataques dos Estados Unidos como uma "violação cla-
ra" do acordo de cessarfogo permanente assinado em junho entre Washington e o Irão, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a emitir uma "séria advertência sobre as consequências do incumprimento do acordo".
A agência Tasnim, próxima da Guarda da Revolução, reportou vários feridos no condado de Sirik, no sul do país, devido a estilhaços de projéteis, com impactos em localidades como Ziyarat e Tahrovi.
Entretanto, a agência estatal IRNA registou explosões em pontos estratégicos do Estreito de Ormuz, incluindo na ilha de Qeshm e na cidade costeira de Bandar Abbas, onde várias embarcações de pesca foram destruídas.
Em paralelo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que se encontrava no Iraque para participar nos funerais do líder supremo Ali Khamenei, regressou a Teerão após os últimos ataques, informou a IRNA.
Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional".
Nas últimas semanas, as tensões entre Washington e Teerão voltaram a intensificar-se, com ataques iranianos contra navios e bombardeamentos norteamericanos contra alvos militares na costa sul do Irão, num confronto pelo controlo do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do comércio mundial de petróleo. JN/MS

Erdogan oferece revólver aos líderes europeus e causa alvoroço na cimeira da NATO
O presente que o presidente turco deu a cada um dos líderes que participaram na cimeira da NATO, realizada em Ancara, - um revólver com seis cartuchos de munições - causou alguma incompreensão, mas sobretudo alvoroço logístico e de segurança.
Oprimeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o primeiro a mencionar este presente bastante invulgar, oferecido por Recep Tayyip Erdogan aos seus convidados.
No seu avião, de regresso de Ancara, onde os chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica se reuniram durante dois dias, o dirigente explicou que o presidente turco tinha presenteado cada um deles com um revólver gravado com o respetivo nome.
A caixa vermelha, forrada a preto, continha ainda seis cartuchos de munições e um documento que isentava a arma dos controlos de exportação. Um presente que, segundo fontes próximas de vários líderes, causou bastante inquietação e levou a algumas cenas bizarras dentro dos serviços de segurança das várias delegações.
No caso da Bélgica, por exemplo, só após a chegada é que as equipas do primeiro-ministro belga, Bart De Wever, "souberam a natureza exata do presente".
O primeiro-ministro "ficou surpreendido e entregou-o imediatamente à polícia
do aeroporto para que pudesse ser guardado num cofre seguro e tratado de acordo com os procedimentos aplicáveis", explicou a sua comitiva.
A equipa de segurança do primeiro-ministro belga recebeu ainda as armas entregues à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, instituições sediadas em Bruxelas, com todas as dores de cabeça de segurança e de protocolo que tal operação acarreta.
A presidente da Comissão Europeia, tão surpreendida com o presente como os outros líderes, "agradeceu este gesto ao presidente Erdogan", segundo um dos seus porta-vozes que indicou que a dirigente planeia doar a arma "a um museu militar" assim que for desativada.
Várias das armas doadas pelo presidente turco, como as que foram dadas a Keir Starmer e ao chanceler alemão Friedrich Merz, permaneceram na capital turca, já que, em alguns casos, as regras para transportar armas de fogo, sobretudo as funcionais, não são nada simples.
Além do desafio logístico, este presente gerou também incompreensão entre várias delegações presentes na cimeira, que se centrou na Ucrânia, no Irão e nas relações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. MB/MS

O FBI e o Departamento de Justiça dos EUA estão a conduzir uma investigação que tem em vista apurar se as centenas de milhões de dólares envolvidas em várias transferências feitas pela Federação de Futebol da Argentina (AFA, sigla em espanhol), presidida por Claudio Tapia, em território norte-americano representam crimes de fraude e branqueamento de capitais.
De acordo com o jornal argentino La Nacion, que contactou fontes diretamente ligadas ao caso, no olho do furacão está a TourProdEnter LLC, empresa liderada por Javier Faroni que mediava e estabelecia acordos entre a AFA e patrocinadores e parceiros comerciais. Entre as transações citadas pela mesma fonte, destacam-se os 60 milhões de dólares provenientes da Adidas e os 40 milhões de dólares da Warner. No total, terão sido movimentados pela TourProdEnter LLC 260 milhões de dólares (cerca de 228 milhões de euros).
Para além deste valor, a investigação não consegue explicar as motivações de transferências, que ascendem a 57 milhões de dólares (cerca de 50 milhões de euros), com várias empresas.
O jornal detalha que os valores acima referidos eram movimentados através de contas da empresa em diversos bancos, nomeadamente Citibank, Synovus, Bank od America, JP Morgan e PNC Bank.
As autoridades norte-americanas já reuniram com uma das pessoas que denunciou as alegadas irregularidades.
Na passada semana, o empresário Guillermo Tofoni esteve reunido com o FBI e com agentes fiscais.
Os norte-americanos não descartam chamar para interrogatório ex-funcionários de Javier Milei, Presidente da Argentina, que estiveram envolvidos, direta ou indiretamente, com as operações que levantam suspeitas.
O caso foi denunciado pela primeira vez em 2024, quando o Ministério da Segurança da Argentina alertou as autoridades norte-americanas para as possíveis ilegalidades.
Na época, o FBI não encontrou motivos para avançar com a investigação, mas este ano voltou a virar atenções para o caso, depois de ter tido acesso a novos documentos bancários e denúncias. SIC/MS

Sismos venezuela Sobe para 104 número de portugueses e lusodescendentes mortos na Venezuela
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana aumentou para 102 e há 57 desaparecidos, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Entre os 104 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, em que 90 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 18 crianças e 86 adultos, indicou o MNE.
O anterior balanço contabilizava 102 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos e 57 desaparecidos ou incontactáveis.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3811
mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial. Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
JN/MS

A GO Transit vai abrir a sua tão aguardada Estação de Grimsby no próximo verão, estendendo o serviço da movimentada Linha Lakeshore West até à cidade de cerca de 32.000 habitantes.
OPrimeiro-Ministro do Ontário, Doug Ford, esteve presente no início oficial das obras da estação na quarta-feira, 8 de julho, dando o pontapé de saída para a mais recente fase da expansão da rede geral da GO.
A nova estação contará com uma plataforma ferroviária, um parque de estacionamento para utilizadores pendulares com 220 lugares, zonas de tomada e largada de passageiros (pick-up/drop-off) e uma interface de autocarros.
O Ministro dos Transportes do Ontário, Prabmeet Sarkaria, classificou a nova estação como "uma lufada de ar fresco e revolucionária (game-changer) para Niagara", observando que "levará as pessoas aos seus destinos de forma mais rápida e segura, apoiará empregos bem remunerados durante a construção e desbloqueará um aumento de serviço na linha Lakeshore West".
A estação servirá de modelo para uma nova abordagem padronizada por parte da província, descrita como um "modelo replicável" capaz de "rentabilizar o dinheiro investido, tanto no investimento de capital como nos futuros custos operacionais". MS
Quer esteja a pensar em mudar-se ou à procura de um novo começo, um novo relatório destaca as melhores cidades do Canadá para eleger como lar.
Aempresa internacional de consultoria Global Citizen Solutions publicou recentemente o seu relatório "Melhores Lugares para Viver no Canadá 2026", que compara as cidades com base no custo de vida, segurança, clima, oportunidades de emprego e mercado de habitação. Pelo segundo ano consecutivo, Calgary arrecada o primeiro lugar. Não só é considerada uma das melhores cidades do Canadá para trabalhar e viver em 2026, com bons rendimentos (o salário médio é de $63.700), como também tem um custo de vida moderado, ótimos cuidados de saúde, baixas taxas de criminalidade e impostos reduzidos.
Toronto, Vancouver e Montreal também constam da lista, posicionando-se em 11.º, 8.º e 4.º lugar, respetivamente. Contudo, nem toda a gente quer viver numa grande metrópole. É provavelmente por isso que várias cidades mais pequenas obtiveram classificações elevadas devido ao seu custo de vida acessível, atividades ao ar livre e um ritmo de vida mais calmo que oferece aos seus residentes o melhor de dois mundos.
E como aponta o relatório, a melhor escolha depende realmente das prioridades de cada pessoa.
"As vilas e cidades do Canadá atendem
a vários estilos de vida, quer procure a beleza natural, as conveniências da cidade, entretenimento e atrações, ou uma cidade pequena e tranquila", refere o documento. As cidades são classificadas com base no custo de vida, salário, habitação, índice de segurança, mercado de trabalho para oportunidades de emprego, investimentos, reforma e progressão familiar. MS

Os caminhantes e ciclistas terão em breve mais facilidade em deslocar-se pelo Don Valley, em Toronto, sem baterem num beco sem saída.
No dia 13 de julho, a Cidade de Toronto e a Toronto and Region Conservation Authority (TRCA) vão abrir oficialmente a Fase 1 do East Don Trail, fechando um dos maiores elos em falta na rede de trilhos e no sistema de vales (ravines), e abrindo uma nova forma de explorar um dos melhores espaços naturais da cidade.
Segundo a TRCA, o novo trilho multiusos de 6,3 quilómetros tornará mais fáceis as caminhadas ou os passeios de bicicleta pela zona, sendo que as fases futuras irão eventualmente criar um trilho contínuo que ligará a zona norte de Toronto ao Lago Ontá-
rio. Foi uma longa caminhada até à meta. O East Don Trail está em desenvolvimento há bem mais de uma década, tendo sido identificado pela primeira vez como um projeto prioritário em 2011. A construção começou
em 2018 e as equipas passaram os últimos meses a dar os retoques finais na Fase 1, incluindo a pavimentação final, trabalhos de restauração ambiental e as ligações ao Charles Sauriol Park e ao Lower Don Trail.

Como alguém que adora fazer caminhadas no Don Valley ao longo das quatro estações do ano, estou bastante entusiasmado com isto. Fechar esta lacuna significa caminhadas mais longas e ininterruptas, em vez de ter de voltar para trás ou tentar encontrar uma saída do vale à medida que a luz do dia desaparece.
Curiosamente, a Fase 2 foi efetivamente terminada antes da Fase 1, a qual estendeu o trilho para norte a partir de Wynford Heights Crescent até ao Wigmore Park em Elvaston Drive.
A Fase 3 acabará por ligar as duas secções numa rota contínua. A TRCA afirma que o trabalho de projeto já começou, mas ainda não se sabe quando terá início a construção.
MS
Nova linha de metro elevado de Toronto com vistas incríveis do horizonte avança a ritmo acelerado
Apesar da sua designação como linha de metro (subway), grande parte da nova Linha Ontario de Toronto será, na verdade, à superfície — e, em alguns casos, a uma altura surpreendente.
Otransporte elevado está subitamente a tornar-se uma tendência em Toronto e, logo após a criação de um ramal elevado da GO Transit pela cidade e do novo troço elevado da Extensão Oeste da Eglinton Crosstown, a Linha Ontario traz a próxima grande rota de comboio elevado para a cidade.
Cerca de três quilómetros de via guia elevada transportarão os comboios ao longo da parte noroeste do percurso de 15,6 quilómetros entre o Exhibition Place e o cruzamento de Don Mills com a Eglinton. Este troço do percurso, juntamente com uma ponte de
cerca de meio quilómetro que passa a grande altura sobre o Don Valley, continua a avançar antes do prazo previsto para a abertura da linha de 27 mil milhões de dólares, apontada genericamente para o início da década de 2030. A Metrolinx partilhou uma atualização sobre três estações elevadas, a via guia de ligação e as instalações de manutenção e armazenamento ao longo do troço terminal noroeste da Linha Ontario, e não tardará muito até que a infraestrutura acima do solo comece realmente a ganhar forma.
Estação de Thorncliffe Park
Os trabalhos de estaqueamento para a via guia elevada já estão mais de metade concluídos, à medida que começa a construção dos pilares acima do solo que irão sustentar a estrutura da Linha.
Centro de Operações, Manutenção e Armazenamento
Após os trabalhos de demolição, foi escavado um enorme fosso de manutenção com 115 metros perto da Overlea Boulevard, e as equipas já começaram os trabalhos nos edifícios de lavagem e manutenção de comboios.
Estação de Flemingdon Park
Já foram instaladas dezasseis das estacas para a futura via guia elevada, preparando o caminho para os trabalhos nas fundações e na própria via.
Estação do Don Valley
Com 13 estacas de via concluídas e 10 pilares já colocados, a construção acima do
solo está a acelerar rapidamente para a estação terminal norte da linha Ontario.
Ponte de Travessia do Don Valley
Os comboios acederão a este troço elevado através de uma ponte de grande altura sobre o Don Valley, emergindo de uma secção em túnel a sul através de um portal em Minton Place.
A uma altura de aproximadamente 30 metros acima do fundo do vale, a ponte, juntamente com a via guia elevada a norte, oferecerá vistas imponentes sobre o horizonte (skyline) de Toronto — uma caraterística de que a Metrolinx se está agora a gabar nas redes sociais.
O Primeiro-Ministro Mark Carney manteve conversações de alto nível na Arábia Saudita, tendo como pano de fundo a rutura do cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos com o Irão.
AMinistra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, transmitiu a solidariedade e o apoio do Canadá durante uma reunião com o seu homólogo logo no início do dia, na sequência de um ataque na terça-feira a um navio saudita no Estreito de Ormuz. O petroleiro e uma embarcação do Catar foram danificados nos ataques com mísseis.
"Temos de garantir que a paz é mantida e que o Estreito de Ormuz está aberto e é livremente navegável", afirmou Anand, que falou aos jornalistas que viajavam com o primeiro-ministro.
Registaram-se outros confrontos recentes durante a noite, com os EUA a retomarem a sua campanha aérea contra o Irão.
O Kuwait e o Bahrein declararam que as suas defesas aéreas responderam a "ataques hostis com mísseis e drones" na madrugada de quinta-feira (9), poucas horas depois de as forças militares do Irão terem prometido responder a outra vaga de ataques aéreos dos EUA contra o país.
Anand referiu que expressou o apoio inabalável do Canadá na sua reunião com o Príncipe Faisal bin Farhan Al Saud.
"O Canadá concorda... que os ataques do Irão a navios civis são completamente injustificados", disse Anand. "Não se deve permitir que fiquem impunes."
O Canadá tem muito pouco a contribuir, a nível militar, para a defesa do reino, mas Anand afirmou que o país continua pronto a ajudar na desminagem do estreito assim que se alcance um cessar-fogo permanente.
A ministra continuou a manter a esperança de que um acordo ainda seja possível, apesar das declarações do Presidente
dos EUA, Donald Trump, na cimeira da NATO na quarta-feira, quando declarou que o cessar-fogo estava "terminado" e manifestou falta de interesse em falar com os iranianos.
Trump afirmou que, tecnicamente, permitirá que os negociadores continuem a conversar, mas descartou a continuação das negociações classificando-as como uma "perda de tempo".
A retoma das hostilidades está a condicionar a visita de Carney e a tentativa de colocar a relação de Otava com a Arábia Saudita em bases mais sólidas.
Dennis Horak, antigo embaixador canadiano na Arábia Saudita, que foi expulso após as críticas do governo de Trudeau aos direitos humanos dos sauditas, afirma que os laços entre os dois países começaram a melhorar há dois anos e que a visita de Carney pretendia sinalizar que "estamos de volta à normalidade".
CBC/MS


Carney elogia acordo de submarinos como vitória da NATO e age para suavizar desilusão da Coreia do Sul
Mark Carney reuniu-se com os líderes da Alemanha e da Noruega, num encontro trilateral onde se agradeceram mutuamente pela decisão do Canadá de aceitar a proposta dos estaleiros navais alemães ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) para a construção de 12 submarinos para a sua marinha.
Carney também se reuniu brevemente frente a frente com o presidente da Coreia do Sul, à margem do encontro em Ancara. Ambos os encontros ocorreram menos de 24 horas após Carney ter anunciado o licitante vencedor, deixando a sul-coreana Hanwha Ocean como a fornecedora finalista vencida neste programa multibilionário. Num dos momentos, tratou-se evidentemente de acalmar as águas diplomáticas com o Presidente sul-coreano Lee Jae Myung, a quem Carney tinha comunicado a decisão no fim de semana por telefone. Antes do início da cimeira, as autoridades canadianas tinham indicado que Carney iria manter uma reunião bilateral formal com Lee. No entanto, esta foi abruptamente retirada da agenda e o Gabinete do
Primeiro-Ministro informou que houve um encontro mais informal à margem do evento. Lee esteve presente na NATO porque a Coreia do Sul está a tornar-se rapidamente num importante fornecedor de armas para muitas nações da aliança de 32 membros. A reunião de Carney com o Chanceler alemão Friedrich Merz e com o Primeiro-Ministro norueguês Jonas Gahr Støre teve um ambiente de celebração. "Tomámos a decisão certa para o Canadá. Tomámos a decisão certa para a NATO", afirmou Carney na abertura do encontro trilateral. Merz referiu que a decisão foi importante tanto para o Canadá como para a Europa. "Isto é algo que está a aproximar as pessoas, que está a aproximar os nossos países, e que não é apenas uma aquisição militar", disse Merz. "Isto é algo que representa, de facto, uma nova era de cooperação entre esta parte do mundo."
Mais cedo nesse dia, Merz tinha já declarado aos meios de comunicação social europeus que a decisão canadiana sobre os submarinos representava um grande impulso para a economia alemã.
CBC/MS
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
Canadá afirma não haver fundamento para as tarifas de
O governo canadiano comunicou à administração Trump que a nova legislação de combate ao trabalho forçado nas cadeias de abastecimento deverá proteger o Canadá de novas tarifas.
Num parecer escrito enviado ao gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o governo federal afirmou que "continua empenhado em trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos para erradicar o trabalho forçado das cadeias de abastecimento globais".
"À luz da proibição já existente no Canadá, das medidas complementares de transparência na cadeia de abastecimento, da recém-introduzida legislação autónoma sobre a importação de produtos resultantes de trabalho forçado e do compromisso contínuo de cooperação entre o Canadá e os EUA, o Canadá submete respeitosamente que não há fundamento para a imposição de taxas adicionais ao abrigo da Secção 301 sobre os bens canadianos", declarou o governo no seu parecer submetido na segunda-feira (6).
Os argumentos de Otava constavam de um lote de mais de 1500 pareceres escritos de nações e grupos industriais, antes de uma audição de três dias em Washington esta semana sobre a utilização, por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump, da Secção 301 da Lei de Comércio de 1974 para
reconstruir a sua barreira tarifária global em redor dos Estados Unidos.
O Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, anunciou em março que o seu gabinete estava a lançar investigações comerciais a 60 países, incluindo o Canadá. Greer afirmou que o Canadá, o México, o Reino Unido e alguns outros países deveriam ser alvo de taxas de 10% por não estarem a fazer o suficiente para aplicar as proibições ao trabalho forçado.
Propôs igualmente uma taxa de 12,5% para dezenas de outros países que têm proibições parciais ou inexistentes sobre o trabalho forçado nas suas cadeias de abastecimento.
O Canadá já dispunha de legislação destinada a travar o trabalho forçado nas cadeias de abastecimento, a qual exige relatórios anuais ao governo federal. No entanto, o governo federal apresentou um projeto de lei no mês passado para reforçar a fiscalização.
O Projeto de Lei C-35 criará uma lista pública de produtos que tenham sido associados ao trabalho forçado em regiões específicas, com base em informações de embaixadas e de outras autoridades. Este projeto passará a exigir que os importadores provem que determinados produtos provenientes das regiões listadas não foram fabricados através de trabalho escravo.
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Com a chegada do bom tempo, não faltam motivos para explorar o melhor que Ontário tem para oferecer. De norte a sul da província, há trilhos para todos os gostos, desde percursos emblemáticos a autênticos tesouros escondidos, onde é possível caminhar entre florestas centenárias, cascatas, desfiladeiros, lagos cristalinos e miradouros de cortar a respiração.
Aproveite para visitar novos locais, descobrir paisagens únicas e explorar recantos que muitos ainda desconhecem. Pelo caminho, visite antigas minas, museus, centros de interpretação, miradouros naturais e outros pontos de interesse que tornam cada caminhada numa experiência ainda mais enriquecedora.
Nesta seleção reunimos alguns dos trilhos mais interessantes de Ontário, combinando percursos bem conhecidos com outros menos explorados, ideais para uma caminhada em família, uma escapadinha de fim de semana ou uma aventura ao ar livre. Calce as botas, leve a máquina fotográfica e parta à descoberta do lado mais belo, autêntico e surpreendente da província.
FP / DG. FOTOS: DR.

HIGHWAY 588, DORION
$12,25 A $21,00 / VEÍCULO (PASSE DIÁRIO DOS PARQUES DE ONTÁRIO)
Pequeno percurso em passadiços de madeira com vistas sobre um impressionante desfiladeiro de mais de 100 metros de profundidade. Ideal para fotografia de natureza.
ontarioparks.ca/park/ouimetcanyon

1km FÁCIL MÍNIMA 30min
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE GANHO DE ELEVAÇÃO TEMPO
OTTAWA AVE., SOUTH RIVER GRATUITO
Um dos trilhos mais escondidos do norte do Ontário. A subida leva a dois miradouros naturais com vistas panorâmicas sobre o Loxton Lake e uma floresta praticamente intocada. ontariotrails.on.ca/trail/moose-mountain-trail

5,4km MODERADO 190m 2h
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE
BARRON CANYON ROAD, PETAWAWA
$12,25 A $21,00 / VEÍCULO (PASSE DIÁRIO DOS PARQUES DE ONTÁRIO)
Um dos miradouros naturais mais impressionantes de Ontário. O trilho percorre a margem de um desfiladeiro com cerca de 100 metros de profundidade, oferecendo vistas panorâmicas sobre o Rio Barron. ontarioparks.ca/park/algonquin

1,5km MODERADO 100m 45min
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE GANHO DE ELEVAÇÃO
260 COUNTY ROAD 2, FEVERSHAM GRATUITO
Trilho tranquilo que acompanha o Rio Beaver, passando por escarpas calcárias. Um dos locais mais bonitos para apreciar as cores do outono. ontarioparks.ca/park/ouimetcanyon

1,5km FÁCIL 35m 45min
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE
CUNNINGHAM BAY ROAD, SHESHEGWANING (MANITOULIN ISLAND) GRATUITO
Uma alternativa tranquila ao famoso Cup and Saucer Trail. Passa por florestas, afloramentos rochosos e miradouros naturais com vista sobre a Baía de Cunningham. ontariotrails.on.ca/trail/nimkees-hiking-trail

14km MODERADO 220m 4h 30min
960 HIGHWAY 637, KILLARNEY
$12,25 A $21,00 / VEÍCULO (PASSE DIÁRIO DOS PARQUES DE ONTÁRIO)
Trilho junto à costa da Baía Georgiana, conhecido pelas formações de granito, pinheiros moldados pelo vento e painéis informativos sobre a história da exploração florestal da região. ontarioparks.ca/park/killarney

3km FÁCIL A
COMPRIMENTO NÍVEL DE
70m 1h 30min
2243 ELM GROVE ROAD, PERTH
$12,25 A $21,00 / VEÍCULO (PASSE DIÁRIO DOS PARQUES DE ONTÁRIO)
Percurso que combina natureza e história, conduzindo os visitantes até uma antiga mina de mica restaurada no Parque Provincial Murphys Point. ontarioparks.ca/park/ouimetcanyon

2,3km FÁCIL 1h 1h
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE
550 BAYVIEW AVENUE, TORONTO GRATUITO
Um verdadeiro refúgio natural escondido no coração de Toronto. Floresta densa, trilhos de terra batida, colinas e miradouros sobre a linha do horizonte da cidade. ontariotrails.on.ca/trail/crothers-woods-trail

10km MODERADO 60m 2h 30min COMPRIMENTO NÍVEL DE
1117 STANLEY ROAD, MORTON
$10,00 / PESSOA OU $20,00 / PASSE FAMILIAR. (RESERVA PAGA OBRIGATÓRIA)
Um dos melhores miradouros do leste de Ontário. A subida atravessa floresta e termina com vistas deslumbrantes sobre os lagos Rideau. rockdunder.org

8km
MODERADO A DIFÍCIL 275m 3h
COMPRIMENTO NÍVEL DE DIFICULDADE
DE ELEVAÇÃO
170 SLEEPING GIANT PARK ROAD, PASS LAKE
$12,25 A $21,00 / VEÍCULO (PASSE DIÁRIO DOS PARQUES DE ONTÁRIO)
Caminhada exigente até um dos miradouros mais espetaculares sobre o Lago Superior e as famosas escarpas do Sleeping Giant. ontarioparks.ca/park/sleepinggiant

17km DIFÍCIL 350m 6h 30min
COMPRIMENTO NÍVEL DE
55 TWYN RIVERS DRIVE, TORONTO GRATUITO
Trilho histórico pouco conhecido que atravessa uma floresta centenária até ao Rio Rouge. Pelo caminho encontram-se árvores antigas e paisagens praticamente selvagens. ontarioparks.ca/park/ouimetcanyon

5,4km
120m 2h







A Seleção Nacional foi derrotada contra a Espanha (1-0), graças ao golo marcado por Merino aos 90+1 minutos, e foi assim eliminada no Mundial 2026, saindo da prova nos oitavos de final.
Numa primeira parte sem grandes riscos, foi maior o ascendente espanhol, mas os portugueses não deixaram de criar perigo, com o expoente máximo no remate de Nuno Mendes à barra, desviado pela cabeça de Pedro Porro. Além de ficar perto do golo, o lateral luso do PSG não deixou Lamine Yamal criar sequer um lance de perigo.
A segunda metade começou com uma má notícia, com Nuno Mendes a sair lesionado. A partir desse momento, a Espanha cresceu ainda mais e valeu Diogo Costa para manter a igualdade. A partida continuou na mesma toada e, à entrada dos seis minutos de compensação, Merino, recém-entrado, incursou na área e bateu Diogo Costa no frente a frente.
A seleção nacional ainda tentou nos últimos minutos e esteve perto com o cabeceamento de Bernardo Silva, mas não foi a tempo de voltar a empatar o marcador.
Portugal diz adeus ao Mundial 2026, enquanto a Espanha espera o vencedor dos EUA-Bélgica para saber o adversário dos quartos de final.
JN/MS

“Choro de uma lenda”. Lágrimas de Ronaldo em destaque na imprensa internacional
As lágrimas de Cristiano Ronaldo inundaram na segunda-feira a imprensa internacional, após a derrota de Portugal com Espanha (1-0), nos oitavos de final do Mundial2026 de futebol, no derradeiro encontro "mundialista" do capitão luso.
Em Arlington, nos Estados Unidos, o golo de Mikel Merino, aos 90+1 minutos, deitou por terra o sonho português de chegar à vitória no campeonato do Mundo, o único grande título que faltava ao avançado, de 41 anos.
Em Espanha, os ecos da vitória espanhola eram maiores do que o destaque dado aos portugueses, mas o catalão "Sport" fala na "crónica de um fracasso anunciado" de Cristiano Ronaldo e de Portugal. "O capitão de Portugal não pôde salvar os seus da derrota com a Espanha, sendo eliminado nos oitavos e indo a chorar de volta à Arábia Saudita", lê-se.
O madrileno "Marca" é menos duro com Cristiano Ronaldo, que teve uma passagem histórica pelo Real Madrid, considerando que "o bicho [alcunha dada ao português] é Merino" e salientando que "Cristiano Ronaldo se despede dos Mundiais entre lágrimas". "Espanha pôs fim em Dallas à história de Cristiano Ronaldo nos Mundiais. Após 27 encontros e 11 golos marcados, o jogador do Funchal jogou o seu último encontro num Mundial. Foi no majestosos AT&T Stadium dos Cowboys, com os quartos de final e o primeiro título mundial de Portugal como objetivo... mas Mikel Merino, com um golo nos descontos, mudou a história", refere a "Marca".
O "As", também de Madrid, fala num "duro epílogo mundialista de Cristiano", com o seu choro a ser "uma potente imagem histórica", com brasileiro "Globo Esporte" a referir "o choro de uma lenda".
A italiana "Gazzetta dello Sport" considera que "a Espanha não respeitou a lenda, mas está a construir a sua", lembran-










do os 27 jogos em Mundiais de Ronaldo e deixando críticas ao selecionador Roberto Martínez. "Os seus olhos enchem-se de lágrimas na despedida, mas não foi ele o protagonista desta despedida. O selecionador Martínez - que, como anunciado, renunciou ao cargo - não teve coragem para o substituir por Ramos, e aí o respeito transcende a lógica", escreve o jornal

transalpino.
Da Argentina, o "Olé Clarín" diz que a despedida de Ronaldo foi "sem golo e com lágrimas", considerando que, apesar de não ter tido "um bom jogo", mostrou "o seu carinho, mais uma vez, pela camisola nacional".
JN/MS
Jorge Jesus baixa salário e chega a acordo com federação
Jorge Jesus e a Federação Portuguesa de Futebol chegaram a acordo para que o português oriente os destinos da seleção de futebol nos próximos quatro anos, até ao Mundial 2030. O treinador será apresentado amanhã.
Jorge Jesus estava disponível para baixar o salário e abraçar um novo projeto desportivo, assumindo pela primeira vez a liderança de uma seleção. Na Arábia Saudita, o técnico ganhava 12 milhões de euros líquidos, um montante incomportável para a realidade portuguesa, e teve de reduzir o vencimento. O nome de Pepe está em cima da mesa para ser um dos adjuntos do novo selecionador. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, pretende fechar este dossiê o mais rapidamente possível e formalizar o sucessor de Roberto Martínez até ao final desta semana.
Na quarta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol formalizou a saída do treinador espanhol, não lhe oferecendo a renovação de contrato. A seleção despediu-se do Mundial nos oitavos de final, eliminada pela Espanha, depois de uma campanha muito irregular e sem cumprir o objetivo traçado inicialmente, apontado às meias-finais da prova. JN/MS





O guarda-redes Diogo Costa foi a muralha de Portugal no Mundial2026 de futebol, numa campanha em que Cristiano Ronaldo despediu-se com o recorde de Eusébio no "bolso" e em que Renato Veiga mostrou que está para ficar.
De regresso a casa após o desaire com a Espanha (1-0) nos oitavos de final, a seleção nacional ficou longe de deslumbrar nos Estados Unidos e no Canadá e teve muitas unidades longe do habitual rendimento, como Rúben Dias, Vitinha, João
Neves, Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Fica a dúvida se isso aconteceu por má forma dos próprios jogadores ou se por incompatibilidade com as ideias de Roberto Martínez, que confirmou a sua saída do cargo de selecionador luso logo após o desaire em Arlington, no estado do Texas. No meio desde desaparecimento de algumas da principais "estrelas", o guardião Diogo Costa fica para a história como a principal figura na nona presença de Portugal em Campeonatos do Mundo, com um conjunto de boas exibições, sobretudo nos
últimos três jogos na competição. O guardião de 26 anos impediu a derrota frente à Colômbia (0-0), no último jogo da fase de grupos, foi determinante no apuramento nos 16 avos de final com a Croácia (2-1) e adiou ao máximo o golo da Espanha nos "oitavos".
Nesses três jogos, Costa reservou lugar entre os melhores guarda-redes do Mundial2026 e vai aparecer de certeza várias vezes nos "highlight reels" que vão ser feitos mais tarde com as melhores defesas da competição.
Diogo Costa foi totalista nos jogos de Portugal, algo que já seria esperado, mas não foi o único. Renato Veiga também viveu todos os minutos, neste caso inesperado.
A viver o seu sexto e último Mundial, aos 41 anos, Ronaldo despediu-se com três golos e, finalmente, ultrapassou o recorde de Eusébio como melhor marcador português na competição, somando um total de 11, em 27 jogos.
O "bis" frente ao Uzbequistão deitou por "terra" a marca de nove golos do "pantera negra", todos na edição de 1966 (seis jogos), e também fez de Ronaldo no único jogador de sempre a marcar em seis Campeonatos do Mundo.
Mesmo "quarentão", depois de Renato Veiga, o ainda capitão da seleção nacional foi o jogador de campo com mais minutos, falhando apenas nove no duelo com a Croácia, coincidentes com a altura em que Gonçalo Ramos marcou o 2-1 final.
Nas surpresas de Martínez esteve a titularidade de João Félix em três jogos, incluindo com a Espanha, e a pouca utilização de Bernardo Silva, que desapareceu das escolhas iniciais após o jogo com a RD Congo.
O mesmo aconteceu com Gonçalo Ramos, que fez o golo do apuramento frente à Croácia, já nos descontos, mas que nem foi utilizado frente aos espanhóis. Ao todo, o novo avançado do AC Milan somou apenas 35 minutos no Mundial2026.
Tal como Vitinha e João Neves, seus colegas de equipa no Paris Saint-Germain, Nuno Mendes também ficou um pouco longe do que já mostrou na seleção nacional e no clube francês, mas mesmo assim esteve sempre entre as principais figuras lusas, voltando a "abafar" Yamal no duelo com a Espanha, antes de sair lesionado.
Gonçalo Guedes, a principal surpresa da convocatória de Roberto Martínez para o torneio, não somou qualquer minuto, assim como Gonçalo Inácio, que viajou para as Américas com reais possibilidades de ser titular.
JN/MS
A Bélgica acedeu aos quartos de final do Mundial2026 de futebol, ao dominar os Estados Unidos (4-1), apesar da titularidade nos coanfitriões do avançado Folarin Balogun, cujo castigo foi controversamente suspenso pela FIFA.
No Estádio Lumen Field, em Seattle, Charles De Ketelaere (nove e 33 minutos) e os suplentes Hans Vanaken (57), após um erro do guarda-redes Matt Freese, e Romelu Lukaku (90+3) garantiram o êxito europeu, de nada valendo o livre direto de Malik Tillman (31), nascido precisamente de uma falta sobre Balogun, autor de três dos 11 golos norte-americanos na prova.
A Bélgica jogou sob protesto, um dia depois de a FIFA suspender por um período
probatório de um ano a suspensão de uma partida determinada a Balogun, que pôde alinhar nos "oitavos", embora tenha sido expulso na vitória frente à Bósnia-Herzegovina (2-0), na ronda anterior.
Dodi Lukébakio, do Benfica, atuou de início pelos "diabos vermelhos", que continuam sem utilizar Zeno Debast, do Sporting, e regressam ao top 8 volvidos oito anos sobre o seu melhor resultado, com a medalha de bronze.
Na sexta-feira, em Inglewood, a Bélgica discutirá o acesso às "meias" com a detentora do cetro europeu Espanha, campeã em 2010 e vitoriosa diante de Portugal (1-0).
De fora ficam os Estados Unidos, que reeditaram o afastamento de 2014 frente aos belgas nesta fase, da qual não passam desde 2002, e tiveram o mesmo desempenho de México e Canadá, os outros coanfitriões da prova.
JN/MS


Ministro belga diz que reversão de castigo de Balogun é "flagrante desrespeito"
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, considerou"incompreensível" a decisão da FIFA em suspender o cartão vermelho ao futebolista norte-americano Farolin Balogun e questionou a intervenção de Donald Trump.
"Se um telefonema for realmente a razão desta decisão incompreensível, seria um flagrante desrespeito pelas regras mais básicas do futebol e do desporto", afirmou o ministro num comunicado de imprensa divulgado pelo seu gabinete.
O ministro manifestou-se a algumas horas do jogo do Mundial2026 de futebol entre Estados Unidos e Bélgica, no qual o avançado norte-americano, expulso frente à Bósnia, poderá jogar após a FIFA ter "revertido" a sua suspensão.
De acordo com vários órgãos de informação, entre os quais o "The New York Times", o "The Guardian" e a "Associated Press", Donald Trump terá pedido, num telefonema, ao presidente da FIFA para rever o castigo ao melhor marcador dos Estados Unidos.

O médio canadiano deu nas vistas no Mundial2026 e o seu futuro poderá contar com novos contornos. Com o regresso ao FC Porto, após fim de empréstimo, Eustáquio deverá estar nas 'mãos' de Farioli.
OFC Porto tem procurado estar atento ao mercado de transferências de verão para que possa fazer as escolhas acertadas tendo em vista a mais uma época de sucesso. Para além de olhar para possíveis contratações, André Villas-Boas
conta ainda com dossiês que permanecem em aberto no plantel azul e branco. É o caso de Stephen Eustáquio que está de regresso ao Dragão, depois de terminado o seu empréstimo ao Los Angeles FC. Sem nenhuma outra informação em contrário, o médio canadiano vai voltar a apresentar-se no clube da Invicta, uma vez que os norte-americanos não exerceram a opção de compra prevista no contrato.
Ora, na última época, o jogador, de 29 anos de idade, rumou aos Estados Unidos
Creditos: DR
da América para representar o Los Angeles FC, naquela que foi a sua primeira experiência na MLS (Major League Soccer).
O acordo de cedência incluía uma cláusula de opção de compra no valor de 7,25 milhões de dólares, mais precisamente cerca de 6,3 milhões de euros. Visto que a sua passagem pela formação de Los Angeles foi positiva, chegou a ser ponderada uma possível contratação em definitivo, após um golo e uma assistência em 14 jogos disputados. Contudo,
Após a decisão da FIFA, o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na sua rede social: "Obrigado, FIFA, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça".
Esta decisão da FIFA levou a UEFA, organismo que rege o futebol, a reagir, revelando em comunicado que a mesma constituiu o "ultrapassar de uma linha vermelha".
A expulsão de Balogun diante da Bósnia aconteceu depois de o jogador atingir por trás o calcanhar de um adversário, considerada uma falta grave e merecedora de cartão vermelho.
O comissário europeu Glenn Micaleff disse que "cabe às entidades desportivas e não aos políticos" decidirem as regras no desporto, referindo-se à alegada intervenção política por parte do presidente dos Estados Unidos. "Exercer influência sobre as decisões desportivas minaria a autonomia do desporto", alertou este membro da Comissão Europeia, responsável pelos assuntos desportivos, numa publicação na rede social X.
JN/MS
o empréstimo terminou no passado dia 30 de junho e não foi acionada a cláusula prevista.
Isto significa que Stephen Eustáquio vai regressar ao FC Porto para o seu último ano de contrato, mas o futuro permanece incerto e com dois cenários em vista.
O médio deu nas vistas durante o Campeonato do Mundo, depois de ter assumido um papel relevante na seleção canadiana. Eustáquio viveu um dos melhores momentos da carreira com o golo marcado diante da África do Sul. No último minuto, o jogador, de 29 anos de idade, apurou o seu país para os oitavos de final da prova e virou uma espécie de 'herói nacional'.
Por isso mesmo, o seu nome deu nas vistas e as suas exibições podem não ter deixado alguns clubes indiferentes, o que poderá fazer a diferença ainda neste verão.
Tendo em conta que a sua permanência no FC Porto ainda não está assegurada, não é de excluir a chegada de propostas interessantes à Invicta e a saída poderá ser equacionada.
Por tudo isto, o FC Porto ainda não tomou uma decisão quanto ao futuro e estará a tentar ser cauteloso. O médio encaminha-se para o último ano de contrato, pelo que o clube azul e branco poderá querer garantir algum encaixe financeiro com uma possível venda.
Só que a permanência também não está totalmente excluída e a decisão deverá passar por Francesco Farioli. O técnico italiano poderá ter em mãos o futuro do médio, uma vez que decidirá se Eustáquio é útil para o meio-campo portista ou não. JN/MS


de França, que esteve sempre estável a defender e permitiu poucas acelerações.
A seleção gaulesa nem fez uma exibição deslumbrante. Não precisou. Até falhou um penálti. Não precisou de o marcar. É, nesta altura, uma equipa muito acima de qualquer outra. Desta vez a vítima foi Marrocos.
Começaram de mansinho, mas quando lhes deram espaço foi vê-los voar para nunca mais os agarrar. França venceu Marrocos com ainda mais facilidade do que se esperava, mesmo que tenha estado os primeiros 60 minutos à procura de poder ferir o adversário.
Sem Ismael Saibari na frente para fazer os movimentos que deixaram tantas defesas loucas neste Mundial, Marrocos acabou por ser uma equipa curta para o sufoco
A França carimbou a vitória frente a Marrocos por 2-0, nos quartos-de-final do FIFA World Cup 2026, num encontro em que a superioridade francesa foi evidente, apesar do nulo ao intervalo. No Gillette Stadium, a equipa de Didier Deschamps entrou com mais iniciativa e muito mais presença ofensiva, mas encontrou em Bono uma barreira difícil de ultrapassar durante grande parte da partida.
Ainda na primeira parte, a França criou várias ocasiões para abrir o marcador. Upamecano ameaçou logo aos 4 minutos, Mbappé falhou uma grande penalidade aos 28 e Désiré Doué também esbarrou nas intervenções de Bono aos 36. Já perto do intervalo, Lucas Digne acertou na barra, num lance que resumiu bem a frustração francesa antes do descanso. Do outro lado, Marrocos praticamente não conseguiu sair com perigo.

O cenário mudou após o intervalo, com Mbappé a desbloquear finalmente o encontro aos 60 minutos, num remate de grande qualidade que encontrou a malha lateral do poste mais distante. Pouco depois, aos 66, Ousmane Dembélé assinou o 2-0, após combinação com Mbappé, praticamente a fechar as contas da eliminatória. A França continuou a controlar o jogo e ainda ameaçou dilatar a vantagem, sempre perante uma seleção marroquina com pouca capacidade para responder. A perder, a seleção de Marrocos nunca conseguiu mostrar sequer alguma capacidade de reagir. Incapacidade da equipa africana, claro, mas brutal capacidade de França, que deu aqui a prova dos nove de que é a melhor equipa do torneio. Não só tem mais qualidade na frente, como tem uma sobriedade e uma consistência atrás que lhe permitem não ter grandes sustos - os únicos terão sido um remate de meia distância Azzedine Ounahi ao minuto 83
- Mike Maignan respondeu com facilidade - e um cabeceamento num canto logo a seguir, com a bola a ir ao lado. Os números confirmam a superioridade francesa: 19 remates contra 4, 7 remates enquadrados contra 1 e 2,37 golos esperados contra apenas 0,16. Bono foi, sem dúvida, a figura marroquina, com várias defesas importantes e até a travar uma grande penalidade, mas nem isso evitou a derrota.
Dá mesmo a sensação de que esta seleção está muito acima de todas as outras, tem uma caixa de velocidades que as outras não têm. Veremos como é nas meias-finais, onde vai defrontar Espanha ou Bélgica, mas é difícil de imaginar a equipa de Didier Deschamps a ser travada neste momento, até porque a sensação que fica é que nenhum dos jogadores chegou ao seu máximo para vencer em Boston. JN/MS
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um golo válido e a um penálti", refere o comunicado egípcio.
A Federação Egípcia de Futebol afirmou que solicitou a expulsão da equipa de arbitragem que apitou a derrota do Egito por 3-2 com a Argentina nos oitavos de final do Mundial.
"Hany Aburida, presidente da Federação Egípcia de Futebol, apresentou uma queixa à FIFA, exigindo uma investigação ao árbitro francês François Letexier. após os graves erros de arbitragem cometidos pela equipa de arbitragem e o duplo critério, que levaram à derrota da seleção egípcia e à sua eliminação do Mundial", referiu um comunicado da federação.
Na noite de terça-feira (7), Letexier anulou um golo a Mostafa Ziko, quando o Egito vencia por 1-0, após intervenção do VAR que identificou uma falta sobre Lisandro Martínez muito antes da jogada.
Poucos minutos depois, Ziko ampliou para 2-0, colocando o Egito perto da qualificação para os quartos de final pela primeira vez, mas houve mais polémica nos descontos, depois de Cristian Romero e Lionel Messi terem empatado a partida para os campeões mundiais.
Na jogada que resultou no golo da vitória da Argentina, marcado por Enzo Fernández, o Egito acredita que deveria ter recebido um penálti por falta de Alexis Mac Allister sobre Hamdy Fathy. "Aburida exigiu a investigação de toda a equipa de arbitragem, incluindo os vídeoárbitros, devido aos erros flagrantes e à insistência em não rever algumas imagens que acreditamos favorecerem a seleção egípcia, e vemos nelas o direito dos Faraós a
O comunicado acrescenta que o presidente também "exigiu a expulsão do árbitro e de toda a equipa de arbitragem do Mundial após a investigação destes erros e a prova do crime de discriminação contra a seleção egípcia".
A mesma nota ecoou as declarações do selecionador egípcio Hossam Hassan logo após a partida. "Não quero usar de amenidade e falar de azar. Fomos prejudi-
cados hoje, sofremos uma injustiça. Não vimos respeito nem fair play. Não houve respeito nem fair play", disse Hassan aos jornalistas. "Talvez quisessem manter os campeões do Mundo na competição. Talvez quisessem que Messi continuasse na disputa. No futebol, por vezes existem fatores externos que vão para além dos aspetos técnicos. Os campeões do Mundo receberam apoio a todos os níveis." JN/MS

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YouTube bloqueia acesso a vídeo do Senado do Paraguai sobre Mundial
O YouTube bloqueou o acesso a um vídeo do Mundial de Futebol pelo Senado do Paraguai, que abordava numa sessão ordinária, entre outros assuntos, a polémica envolvendo a senadora Celeste Amarilla e o futebolista francês Kylian Mbappé.
A Direção-Geral de Comunicação da Câmara Alta do Paraguai divulgou na rede social X o incidente, esclarecendo através de um comunicado que a medida não implicava "uma sanção ao canal institucional da Câmara dos Senadores".
A sessão foi bloqueada "devido a uma reclamação de direitos de autor atribuída à FIFA, de acordo com o aviso emitido pela própria plataforma", acrescentou o comunicado. "A título preliminar, a situação estaria relacionada com a deteção automática de conteúdo audiovisual protegido por direitos de autor, no âmbito do debate parlamentar durante a sessão de hoje [quarta-feira, 8], no qual foram feitas referências ao Campeonato do Mundo de Futebol e exibidos excertos audiovisuais relacionados com esse evento", acrescentou o Senado paraguaio.

OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
Um "bis" do "imparável" Erling Haaland, assistido pelo benfiquista Andreas Schjelderup, colocou a Noruega nos "quartos" do Mundial de futebol de 2027, materializando um 2-1 que acabou prematuramente com as esperanças do Brasil em chegar ao "hexa".
Teoricamente, o Brasil seria considerado favorito frente à Noruega, graças ao histórico em Mundiais sem igual (pentacampeão), frente a uma equipa que está a disputar o primeiro Mundial deste século, o quarto na história. No entanto, a história foi bem diferente e a turma norueguesa, muito graças à parceria entre Schjelderup e Haaland, está pela primeira vez nos quartos de final.
A Noruega entrou para o encontro dos oitavos de final sem nunca ter perdido com o Brasil. No Mundial 1998, os nórdicos até tinham vencido por 2-1, na fase de grupos, num jogo em que Stale Solbakken, atual selecionador norueguês, foi suplente não utilizado. Ao todo, agora são cinco jogos entre estas duas equipas, com três vitórias norueguesas e dois empates.
Isto também faz da Noruega a única seleção que o Brasil já enfrentou em encontros oficiais e que nunca conseguiu vencer.
Virando a atenção para o registo do Brasil desde que venceu o Mundial pela última vez, em 2002, outro dado relevante é notório: em todos os Campeonatos do Mundo desde então, a seleção foi sempre eliminada por uma equipa europeia.
Tudo começou com a derrota com a França (0-1) nos quartos de final em 2006; seguiu-se o desaire com os Países Baixos (1-2) em 2010, nos quartos de final. Todos sabem o que aconteceu com a Alemanha em 2014, jogo ao qual veio ainda outra derrota com uma equipa europeia, de novo os Países Baixos (0-3), no jogo de disputa pelo 3.º lugar.
Quatro anos volvidos e chegou a vez de Roberto Martínez, com a Bélgica, eliminar (2-1) o Brasil do Mundial nos quartos de final; e no Mundial do Qatar, a canarinha doi batida pela Croácia, também nos quartos de final e de forma dramática: permitiu o golo do empate, no prolongamento, aos 116’, antes de sucumbir nos penáltis. Em 2026, foi a vez de ser a Noruega a acabar com o sonho do Brasil, vencendo nos oitavos de final.
Desde o título em 2002, e em fases a eliminar do Mundial, o Brasil venceu todas as equipas não europeias que encontrou. Mas perdeu com todas que são do Velho Continente.
JN/MS

“Comecei aqui e termino aqui” . Neymar anuncia adeus à seleção brasileira
O avançado Neymar anunciou no domingo (5) o adeus à seleção brasileira de futebol, depois da derrota por 2-1 com a Noruega, em encontro dos oitavos de final do Mundial de 2026, em East Rutherford.
"Tentei, tentei. Comecei aqui [no Estádio Metlife, num particular com os Estados Unidos, em 2010] e termino aqui. Agora, acabou", disse o jogador do Santos, de 34 anos, que, face aos nórdicos, entrou aos 67 minutos e marcou o golo dos brasileiros, que então perdiam por 2-0, aos 90+10, de penálti.
Neymar fechou a sua quarta presença em Mundiais, depois de já ter estado nas edições de 2014, 2018 e 2022, sendo que conseguiu o melhor resultado na primeira, em que falhou, por lesão, a famosa meia-final com a Alemanha (1-7).
Convocado pelo selecionador brasileiro, o italiano Carlo Ancelotti, Neymar voltou no Mundial2026 a vestir a camisola da seleção 'canarinha' 981 dias depois, pelo meio de muitas lesões.
Neymar fecha o seu percurso na seleção brasileira no mesmo local em que se estreou, em 10 de outubro de 2010, com um triunfo sobre os Estados Unidos por 2-0. No total, cumpriu 130 jogos e 10.673 minutos pelo 'escrete'.
O golo face aos noruegueses foi o seu 80.º pela seleção brasileira, da qual é o melhor marcador, tendo superado lendas como Pelé, Ronaldo, Romário, Zico e Bebeto.
Quanto a títulos, venceu a Taça das Confederações de 2013 e, pela seleção olímpica, a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro.
Em 2019, o Brasil conquistou a Copa América, mas, devido a lesão, Neymar saiu da convocatória. Dois anos depois, chegou à final da prova, que jogou, mas perdeu por 1-0 com a Argentina, do seu amigo Lionel Messi.
JN/MS

Suíça passa aos "quartos" ao bater a Colômbia nos penáltis após nulo
A Suíça qualificou-se para os quartos de final do Mundial de futebol de 2026, ao bater a Colômbia por 4-3, no desempate por grandes penalidades, após 0-0 nos 120 minutos, em Vancouver, no Canada.
No último jogo dos oitavos de final, a decisão só aconteceu nos penáltis, com os europeus a falharem apenas um, por Manuel Akanki (por cima da barra), e os sul-americanos dois, por Davinson Sánchez (barra) e Cucho Hernández (defesa de Kobel).
Em encontro marcado para sábado, em Kansas City, pelas 20 horas locais, a Suíça defronta nos "quartos" a detentora do título Argentina, que bateu o Egito por 3-2, depois de ter chegado aos 82 minutos a perder por 2-0.

Os novos embaixadores de Cabo Verde no Mundo foram recebidos em júbilo por milhares de pessoas que os esperaram no aeroporto da Ilha de Santiago.
Nem os tubarões azuis estavam preparados para a agitação marítima que os apanhou de rompante à chegada ao Aeroporto Internacional da Praia, capital de um país que se agigantou como onda do Atlântico e mostrou a força crioula de todas as vezes que as mãos firmes de Vozinha travaram a bola durante a estreia cabo-verdiana no Mundial de futebol. A
seleção saiu triunfante dos Estados Unidos depois de impor à Argentina um confronto suado até ao último dos 120 minutos e, às portas da Ilha de Santiago, uma multidão vestida de azul-escuro contava os minutos para receber os novos valentes.
O nome do guarda-redes que se heroificou aos 40 anos está nas costas das camisolas e nas vozes que gritam por toda a parte. Há gente nos descampados junto ao aeroporto, em cima dos muros laterais e no topo das encostas de terra atrás. Mais gente nos tejadilhos dos carros e jipes, em pé sobre os acentos das motas e em cima

do monumento Eugénio Tavares, instalado na rotunda do aeroporto. "Ahhhhhhh!!!". Finalmente. O povo irrompe em sonoros clamores, apitos, vuvuzelas e batucadas. Aí estão eles, os reis sem coroa de um país presidencial apurado para o Mundial a partir do Estádio Nacional Tubarões Azuis, a poucos quilómetros daqui. "Nos voz, nos forsa, nos orgulho" - dizem as letras inscritas no trio elétrico que passa pelos portões e traz os jogadores de volta a casa. Há adeptos à esquerda e à direita do camião a celebrar os magos da bola, mas é atrás que brilha a
estrela maior. Vozinha segue na traseira, de óculos de sol, a filmar a receção triunfal enquanto as pessoas à volta lhe gastam o nome.
Apesar da receção arrebatadora, que se prolongaria durante o resto do dia pelas principais artérias da cidade até à Praia de Quebra Canela, o ambiente é controlado, policiado por um contingente firme mas tolerante e respeitador da emoção do povo num momento inédito na História de Cabo Verde.


CICLISMO
Volta a Portugal: 1.388
A 87.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, agendada para 2026, terá início em Lisboa e a sua consagração no Porto, num trajeto total de 1.388 quilómetros que se desenrolará entre 5 e 16 de agosto. O percurso, apresentado esta quarta-feira em Mondim de Basto, inclui um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio.

Aprova rainha do ciclismo nacional começará na capital com um prólogo de seis quilómetros. O contrarrelógio individual está marcado para o dia 10 de agosto, numa distância de 17 quilómetros entre o velódromo de Sangalhos, em Anadia, e a cidade de Águeda.
Entre as formações internacionais que se juntarão às dez equipas portuguesas, destaca-se a presença da UAE Emirates. A equipa de Tadej Pogacar e João Almeida será representada pelo português Rui Oliveira, recentemente coroado campeão olímpico de Madison em Paris2024, ao lado de Iúri Leitão.
Como é tradição, a montanha terá um papel decisivo, com duas chegadas em alto. A primeira será na Torre, na Serra da Estrela, a 9 de agosto, no final de uma etapa que parte de Figueiró dos Vinhos. A segunda, na penúltima etapa, a 15 de agosto, culminará no Santuário de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto, após uma inédita dupla ascensão ao Monte Farinha por vertentes distintas.
O percurso de 2026 traz várias novidades, como a passagem pela icónica Estrada Nacional 222, nas encostas do Douro, na etapa que ligará Santa Maria da Feira ao Peso da Régua (12 de agosto). No dia seguinte, o pelotão enfrentará a subida inédita ao Germil, em Ponte da Barca, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, numa tirada que unirá Vieira do Minho às Termas do Gerês e que incluirá uma breve incursão por Espanha.
A décima e última etapa, com 124 quilómetros, ligará a Maia ao Porto. A consagração do vencedor acontecerá na Avenida dos Aliados, após um circuito final espetacular que passará pelas pontes sobre o rio Douro e pelo centro histórico da Invicta e de Vila Nova de Gaia.
A Bola/MS
O regresso de Conor McGregor ao octógono, após uma ausência de cinco anos, está a gerar uma enorme expectativa e promete transformar o UFC 329 num evento recordista em receitas para a organização. O combate contra Max Holloway, agendado para 11 de julho em Las Vegas, já é visto como um catalisador para superar o sucesso de audiências do histórico UFC Freedom 250.
Aprocura por bilhetes para o evento foi tão avassaladora que estes esgotaram instantaneamente no final de maio. A elevada procura fez disparar os preços no mercado de revenda, com o bilhete mais barato, para um lugar na última fila da arena, a custar cerca
de 1800 dólares, antes de taxas, segundo o MMA Fighting. Para os melhores lugares, os valores ascendiam a 24 600 dólares. A própria UFC disponibilizou pacotes VIP com preços entre 8000 e 13 500 dólares, demonstrando a disposição dos fãs em pagar quantias avultadas para assistir ao vivo ao regresso do lutador irlandês.
Este será o primeiro combate de McGregor desde que sofreu uma fratura na perna durante a derrota por TKO contra Dustin Poirier em 2021. O seu registo profissional em MMA é de 22 vitórias e 6 derrotas, com um historial de 10-4 na UFC. Por sua vez, Max Holloway apresenta um registo de 27-9 em MMA e 23-9 na UFC. A Bola/MS



In a move destined to stun both sides of the provincial rivalry, the Toronto Maple Leafs have hired former Ottawa Senators captain Daniel Alfredsson as an associate coach. Joining head coach Jim Hiller’s staff, Alfredsson crosses enemy lines to guide a franchise he famously tormented during his Hall of Fame playing career.
Revamping the Toronto Bench
Alfredsson’s arrival is part of a broader restructuring of the Leafs' coaching staff. John Gruden and Brad Werenka have also been brought on board as assistant coaches. To make room, the organization parted ways with Mike Van Ryn and Derek Lalonde, both holdovers from former head coach Craig Berube's tenure.
Hiller praised the acquisition, noting that Alfredsson’s leadership and deep hockey acumen "speak for themselves."
The 53-year-old is heavily favored to take the reins of Toronto’s power play. Last season, the Leafs struggled early with the man advantage—leading to the mid-season dismissal of assistant Marc Savard— before eventually finishing 15th overall. Alfredsson, who steered Ottawa’s power play to an impressive 24 percent conversion rate (eighth in the NHL) last regular
season, will now scheme for elite talents like Auston Matthews, William Nylander, and newcomers Darren Raddysh and Gavin McKenna.
From Arch-Rival to Associate Coach
Seeing Alfredsson behind the Leafs’ bench will be a surreal adjustment. During the peak of the Toronto-Ottawa rivalry, he was public enemy number one in Toronto. Leafs fans vividly remember his controversial hit on Darcy Tucker in the 2002 playoffs and his infamous mocking of Mats Sundin's stick-tossing suspension. Ironically, Alfredsson now reunites with Sundin—his frequent Swedish national teammate—who currently serves as a senior executive adviser for the Leafs.
Heartbreak in the Nation's Capital
The departure is a bitter pill for Ottawa. Alfredsson is undeniably the most iconic figure in Senators history, holding franchise records for goals (444), assists, and points (1,157). After concluding his playing career with his number 11 retired in the rafters, he transitioned to the front office and had recently wrapped up his third season behind their bench.
For a Sens fanbase still reeling from the recent loss of captain Brady Tkachuk,

Creditos:
watching "Alfie" join their greatest rival is a heavy blow. However, Senators owner Michael Andlauer offered a gracious farewell. Acknowledging Alfredsson's profound organizational impact, Andlauer stated that while the departure to a rival stings, "the door will always be open for his return."
RS/MS
Kyle Lowry’s decision to sign a one-day contract and retire as a Toronto Raptor is the poetic, inevitable conclusion to a one-of-a-kind career arc. Even after his departure in 2021 to finish his playing days elsewhere, Lowry made one thing absolutely clear: Toronto would always be his basketball home.
His status as the undisputed "Greatest Raptor of All Time" wasn't forged overnight. When Lowry arrived in 2012—his third NBA stop in a young career—he was widely viewed as a talented but stubborn guard. He initially chafed at his role and

fully expected to leave in free agency, famously not even saving his future best friend DeMar DeRozan’s phone number during their first year together.
The tectonic shift occurred during the 2013-14 playoffs against the Brooklyn Nets. Despite a heartbreaking Game 7 loss, the roaring, unwavering support of the Toronto fans showed Lowry the city's true heart. He quickly became a fan favorite with his grit and hard-working attitude. He matched that on the court as well, being physically beaten-up, playing through the pain, and doing all the little things needed to win.
Cementing the Legacy
While there were contract squables and trade deadline worries over the years, those events only made the championship win that much rewarding. As the front office said, the history of the franchise is now permanently divided into two eras: "before Kyle" and "after Kyle." He didn't just carry the team; he completely changed the culture on it, being capped by his spectacular Game 6 performance to help win the 2019 NBA Championship.
Lowry retires as a franchise icon with an unmatched resume:
• Raptors All-Time Leader: Assists, steals, and three-pointers.
• NBA All-Time Leader: Charges drawn.
• Future Honor: His iconic No. 7 will soon be raised to the Scotiabank Arena rafters.
• Through all the turbulent highs and lows, Kyle Lowry didn't just build a historic career in Toronto; he built a family.
Major League Soccer Commissioner Don Garber dropped his annual roster bombshells on Wednesday, and Toronto FC faithful are still smiling. In a league where All-Star status is traditionally dictated by fan popularity or regular-season statistics, TFC wingback Richie Laryea has taken an entirely different, brilliantly chaotic route to the showcase: he forced the Commissioner’s hand on the world's biggest stage.
MLS officially unveiled its 29-man squad to face the LIGA MX All-Stars on July 29 in Charlotte, North Carolina. While heavy hitters like Lionel Messi and Son Heung-Min rode waves of public votes onto the sheet, Laryea bypassed the ballot box entirely. Garber utilized one of his two exclusive executive "Commissioner's Picks," effectively granting the 31-year-old Toronto native a golden ticket.
The selection represents a classic "club versus country" paradox. Before the domestic schedule paused, Toronto FC was weathering a frustratingly mixed campaign, making it difficult for individual defenders to gain traction in public voting. However, Laryea parlayed his international duty into an undeniable resume. He started all five matches for the Canada Men’s National Team during their historic summer run to the FIFA World Cup Round of 16, including a 90-minute defensive masterclass in Canada’s first-ever senior men's tournament victory—a 6-0 routing of Qatar.
Garber's executive intervention rewards tournament-altering form over standard regular-season calculations. Despite achieving 155 career appearances across three distinct, energetic stints with the Reds, this marks Laryea’s very first All-Star invitation. By elevating the local defender to the midsummer classic, the league has sent a clear message to its rank-and-file: if you show out on the global stage, the front office will find a seat for you at the adult table.

Luis Camara Secretary Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cortez E-Board Member
Marcello Di Giovanni Vice-President
Pat Sheridan E-Board Member

Lançamento cerimonial de moedas assinala próxima fase da construção do hospital Peter Gilgan
A Trillium Health Partners (THP) alcançou recentemente um marco na construção do projeto do The Peter Gilgan Mississauga Hospital e do Shah Family Hospital for Women and Children, com o início oficial da betonagem.
Este marco foi celebrado com um lançamento cerimonial de moedas que envolveu o governo, dadores e a equipa da THP, como parte de uma tradição que simboliza boa sorte. Posteriormente, as equipas lançaram as moedas nas fundações do futuro hospital, explica um comunicado.
A betonagem ocorre aproximadamente um ano após o início das escavações.
A ED+PCL Healthcare Partners foi adjudicatária de um contrato de 13,9 mil milhões de dólares para conceber, construir, financiar e manter a infraestrutura em julho de 2025.O Peter Gilgan Mississauga Hospital e o Shah Family Hospital for Women and Children foram projetados como
um polo moderno de cuidados de saúde que liga os serviços hospitalares aos cuidados primários, serviços domiciliários e comunitários, e cuidados continuados.
O progresso no local do Hospital de Mississauga continua a avançar dentro do prazo e do orçamento previstos, refere o comunicado.
Alguns dos destaques incluem:
• A escavação está agora mais de 78% concluída.
• O local abrange 250.000 pés quadrados (o equivalente a cerca de 15 rinques de hóquei).
• Sete gruas de torre já chegaram ao local.
• Já começaram os trabalhos nas fundações de betão, sapatas, paredes e colunas.
• Uma nova rotunda será aberta a partir da Bronte College Court este verão para permitir o acesso a todas as entradas.
O projeto de 22 andares está a ser executado através de uma abordagem progressiva de parceria público-privada. Este modelo visa promover o desenvolvimento colaborativo dos requisitos do projeto, design, preços, cronograma e gestão de riscos.
O projeto de 2,8 milhões de pés quadrados incluirá o seguinte:
• • O primeiro hospital de Ontário dedicado exclusivamente a mulheres e crianças;
• • Mais de 950 camas;
• • Substituição integral das instalações hospitalares existentes;
• Um serviço de urgência novo e alargado – criando um dos maiores serviços de urgência da província;
• Uma plataforma cirúrgica que oferece flexibilidade e inclui um aumento do número de blocos operatórios com equipamentos especializados e sistemas avançados de imagiologia;
• Novas instalações avançadas de imagiologia diagnóstica;
• Uma nova farmácia e laboratório clínico;
• Uma nova estrutura de estacionamento. Espera-se que a construção esteja concluída em 2033.

A cidade de Mississauga anunciou que se está a candidatar a 2,2 mil milhões de dólares em financiamento para projetos que ajudarão a viabilizar milhares de novas frações habitacionais.
Omunicípio irá submeter cinco projetos ao novo Programa de Redução de Taxas de Desenvolvimento (DCRP). De acordo com um comunicado, Mississauga foi uma das primeiras cidades em Ontário a reduzir as taxas de desenvolvimento para ajudar a construir mais habitações, o que constitui uma componente-chave do DCRP.
"A decisão da cidade de reduzir as taxas de desenvolvimento – até 100% – coloca Mississauga numa posição forte para receber financiamento ao abrigo do programa", lê-se no comunicado.
O DCRP é uma iniciativa conjunta federal e provincial de 8,8 mil milhões de dólares que visa aumentar a oferta de habitação. O programa concede financiamento aos municípios que reduzam as taxas de desenvolvimento em, pelo menos, 30% a 50%.
Eis os cinco projetos que a cidade está a submeter:
• Instalação de manutenção e armazenamento de transportes públicos (650 milhões de dólares)
• Uma nova infraestrutura de emissões zero ajudará a MiWay a converter a sua frota de autocarros para tecnologias mais limpas, a expandir a capacidade e a melhorar o serviço de transportes, nota o comunicado. Irá também apoiar o desenvolvimento orientado para os transportes públicos, viabilizando cerca de 9.900 novas frações habitacionais até 2036.
• Plataforma de mobilidade de transportes do centro da cidade (500 milhões de dólares)
• Este projeto irá expandir a capacidade no Terminal de Transportes do City Centre e preparar a rede para o futuro crescimento do número de passageiros do metro ligeiro de superfície (LRT). Espera-se que ajude a viabilizar cerca de 9.900 novas frações habitacionais até 2036.

• Projetos de biblioteca e centro comunitário (175 milhões de dólares cada)
• Dois centros comunitários e bibliotecas de impacto ambiental neutro (net-zero) em Mississauga Valley e Cooksville.
• Infraestrutura rodoviária de apoio à habitação (175 milhões de dólares)
• Uma série de melhorias nas estradas e serviços ao longo de corredores estruturantes ajudará a libertar terrenos para desenvolvimento. Espera-se que o projeto apoie cerca de 9.000 novas frações habitacionais ao longo da próxima década.
• Centro de congressos e música no centro da cidade (500 milhões de dólares)
Se for aprovado, o financiamento poderá cobrir até 90% dos custos elegíveis do projeto, acrescenta o comunicado. Poderá ainda ajudar a viabilizar até 14.000 novas frações habitacionais ao longo da próxima década.

Sines na rota dos grandes investimentos tecnológicos
A região de Sines prepara-se para acolher um dos maiores centros de dados da Europa, um investimento que coloca Portugal no mapa das infraestruturas digitais globais. O projeto, que beneficia da localização geográfica estratégica do país e da crescente aposta nas energias renováveis, deverá criar emprego qualificado e atrair mais investimento tecnológico para uma região historicamente marcada pela indústria portuária e petroquímica.


A vacina que (quase) eliminou um cancro
Um estudo publicado na revista científica The Lancet revelou que, entre 2020 e 2024, nenhuma mulher com menos de 25 anos morreu de cancro do colo do útero em Inglaterra — um marco histórico diretamente associado à vacina contra o vírus HPV, introduzida no país em 2008. Os investigadores estimam que a vacina já evitou cerca de 200 mortes em Inglaterra e que, à medida que as gerações vacinadas envelhecem, o impacto será ainda maior. "É extraordinário pensar que uma única injeção pode quase eliminar um tipo de cancro", disse o investigador principal, professor Peter Sasieni.
Uma reserva marinha que serve de modelo ao mundo O Banc-des-Américains, no Canadá, foi distinguido este mês com o prestigiado Blue Park Award, que reconhece as áreas marinhas protegidas que estabelecem um padrão de excelência em conservação oceânica. O galardão, atribuído pelo Marine Conservation Institute dos Estados Unidos com base em critérios científicos rigorosos, coloca o Canadá entre os líderes mundiais na protecção dos oceanos. As seis áreas premiadas nesta edição cobrem em conjunto cerca de 1,2 milhões de quilómetros quadrados de oceano

Três milhões de portugueses a aprender digital
O Pacto de Competências Digitais arrancou em 2026 com o objetivo de formar três milhões de portugueses em competências digitais até 2030. A iniciativa, que promove a reconversão profissional e procura reduzir as desigualdades no acesso ao mercado de trabalho, aposta em formar trabalhadores para uma economia cada vez mais digitalizada. Para um país com uma estrutura etária envelhecida e sectores tradicionais em transformação, trata-se de uma aposta estratégica com impacto direto no emprego e na coesão social.


A Índia reduziu o tabagismo para metade
A taxa de tabagismo na Índia reduziu-se para metade ao longo deste século, uma evolução que, segundo a análise do Our World in Data, terá "enormes implicações" para um país onde o tabaco mata cerca de um milhão de pessoas por ano. A tendência é parte de um movimento global: a Organização Mundial de Saúde regista uma descida de 27% no número de fumadores a nível mundial desde 2010. O caso indiano é particularmente significativo porque registou melhorias tanto entre homens como entre mulheres — ao contrário do que acontece noutros países, onde a descida masculina coexiste com uma subida feminina. CANADÁ

A cantora Taylor Swift e o jogador de futebol americano Travis Kelce casaram-se no dia 3 de julho, no Madison Square Garden, em Nova Iorque, nos EUA. A cerimónia teve muitas "lágrimas, risos, dança" e momentos amorosos. A cerimónia foi presidida pelo ator e comediante Adam Sandler. Entre os cerca de 1.000 convidados alguns revelaram que houve "lágrimas", "risos", "dança" e foi um momento "íntimo" - mesmo tendo sido numa arena com muitas pessoas presentes. "Eles choraram, riram, dançaram, abraçaram-se se beijaram-se", partilhou a tia da cantora, Robin Gentry. Já a mãe de Travis Kelce, Donna Kelce, partilhou: "Não tenho muito o que dizer além de que foi mágico."
De férias, juntos...

Ana Guiomar e Diogo Valsassina fizeram publicações no Instagram e deixaram no ar a especulação de que possam estar novamente juntos. Os atores foram de férias para o mesmo local, e tal facto não há como negar. Através das imagens partilhadas nas redes sociais, Ana Guiomar e Diogo Valsassina mostraram que viajaram para a Indonésia e colocaram fotografias do mesmo preciso local em Bali, por exemplo. Não há confirmação de nenhuma reconciliação e ambos já deram a entender que apesar do fim da relação amorosa, em 2024, a amizade se manteve. No entanto, não deixa de haver também a dúvida em várias pessoas se esta poderá ser uma reconciliação.
Parabéns!

O filho mais novo da apresentadora Tânia Ribas de Oliveira, Pedro, completou na terça-feira, 7 de julho, mais um aniversário. A apresentadora da RTP1 não deixou a data passar em branco e resolveu, através das redes sociais, dedicar uma mensagem especial ao pequeno Pedro. "Quando nasces para iluminar tudo à tua volta, não há volta a dar: serás sempre o sol. Assim és tu, meu Pedrinho! Hoje é um dia perfeito! Hoje celebras 11 anos de uma vida tão maravilhosa que me faltam palavras. E olha que, para faltarem palavras à mãe, é preciso muito", começou por escrever. Tânia Ribas de Oliveira, de 50 anos, juntou à sua partilha várias fotografias únicas e encantadoras de momentos felizes passados junto do filho.

Apesar de "não dedicar muito tempo ao futebol", Fernanda Serrano não deixou de se manifestar após a derrota de Portugal contra a seleção espanhola. A seleção nacional foi eliminada do Mundial 2026 com a vitória de Espanha, e Cristiano Ronaldo despediu-se assim do campeonato mundial na segunda-feira, dia 6 de julho. "Não dedico muito tempo ao futebol, mas neste caso trata-se de Portugal. De exemplo. De fibra, de amor! Há pessoas que vencem troféus. E depois há aquelas que vencem o tempo. Ontem Portugal perdeu um jogo. Mas nenhum resultado será jamais capaz de apagar aquilo que uma geração inteira viveu, sentiu e aprendeu contigo", começou por escrever a atriz numa publicação que fez na sua página de Instagram, mostrando assim o seu apoio e carinho a CR7. "Cristiano Ronaldo, foste muito mais do que o melhor jogador do mundo. Foste o rapaz que nunca deixou de acreditar, mesmo quando ninguém acreditava. O homem que transformou o talento em trabalho, a ambição em exemplo e os sonhos de um país inteiro em realidade", enalteceu. "Ontem olhei para os meus filhos e vi-lhes as lágrimas", contou de seguida. "Não eram apenas lágrimas por uma derrota. Eram lágrimas de quem percebe, talvez pela primeira vez, que até os heróis têm um dia em que o relógio abranda. Que até os gigantes se aproximam da despedida", acrescentou.
O ator, realizador e produtor norte-americano George Clooney vai receber o Leão de Ouro de carreira na 83.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que decorrerá entre 2 e 12 de setembro, anunciou a organização. A distinção foi aprovada pelo conselho de administração da Bienal de Veneza, sob proposta do diretor artístico do festival, Alberto Barbera, que descreveu Clooney como "um artista completo e carismático" cuja carreira representa "uma das trajetórias mais brilhantes do cinema contemporâneo". Alberto Barbera recordou que Clooney construiu uma carreira marcada pela versatilidade, transitando entre géneros como o drama, o "thriller", a comédia e a ficção científica, mantendo "uma combinação perfeita entre o glamour das estrelas de outrora, um profissionalismo notável e uma sensibilidade moderna". Ao reagir à atribuição do prémio, George Clooney, citado em comunicado, afirmou que viveu "muitos momentos extraordinários em Veneza" e considerou o festival "o favorito", acrescentando que receber o Leão de Ouro é "uma enorme honra". Clooney observou ainda, com humor: "Esta distinção provavelmente também significa que estou a ficar velho".


Cristina Ferreira continua a aproveitar as férias de sonho em Bali, na Indonésia, onde está quase há uma semana na companhia do namorado, João Monteiro, e do filho Tiago, que completou recentemente 18 anos. A apresentadora da TVI já passou por alguns locais na famosa ilha e, apesar da primeira impressão do local não ter sido a melhor, a zona de Uluwatu parece ter sido do agrado da comunicadora. "Agora sim a entrar na vibe de Bali. Confesso que a primeira impressão foi «não sei se gosto», comparava ao Sri Lanka, que adorei, e sentia que aqui o turismo tinha massificado a região. Melasti foi uma grande surpresa, das melhores praias onde já estive. A zona do Bvlgari Resort Bali é um santuário de paz. Estou oficialmente de férias. E hoje já viajámos duas horas de carro para outra região. Pelo que já vi sinto que vou adorar", confessou a comunicadora. Numa das imagens que Cristina partilhou, ela surge em biquíni e foi muito elogiada pelos seguidores. "Uma mulher feliz, uma mulher natural, uma mulher sem plástico, uma mulher forte, uma mulher que veio do povo, uma mulher que valoriza pequenas coisas", referiu uma fã da apresentadora.



Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1.Trazer à memória; recordar
2.Submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar
3.Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala
4.Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas)
5.Seguir por um caminho ou percorrê-lo andando a pé
6.Representar por meio de caracteres ou escrita
7.Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa
Jogo das 11 diferenças

8.Entregar em troca; permutar
9.Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio
10. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)
11.Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas
12. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade
13. Balançar criança no berço ou aconchegando-a no colo, para fazê-la dormir
14. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro
15. Fazer chegar, passar às mãos de; dar

S D S O R U G E S M R N H H D
Z S D W C V B R B L A I V X S
P X X R O M V O W B N C Y S Y
R I S O M A Q T G U T A H I D
O I R U P R Z N N I I M Z R D
C W A B A C R E H O R I N R B
E S R O N A E T W S R N C Q C
D M U S H Y D N M R O H A I I
E O G J I F A O C U U O R L D
R N E R A Z D C F C B S R E A
N I S C S G E E D R O V O K D
G T A N O B I U U E K Z S A E
P S S N Z D C P K P L X N J B
M E M O V V O O H I G M S O H
A D V B C F S J I M P A C T O
ROUBOS
CARROS
CIDADE
ANTIRROUBO
IMPACTO
SOCIEDADE
PROCEDER
PERCURSO
SEGUROS
COMPANHIA
SEGURAR
CONTENTOR
MARCA
DESTINO
CAMINHOS

Ingredientes
• 3 postas de bacalhau demolhado
• 6 batatas grandes cortadas às rodelas
• 2 cebolas grande cortada em meias luas
• 4 dentes de alho picados
• 1 pimento vermelho cortado em tiras
Modo de preparação
Coloque o bacalhau num tacho, cubra com leite e coza durante 8 minutos em lume médio. Seque o bacalhau e frite-o em azeite. Cozer o bacalhau em leite ajuda a manter a textura macia e dá mais sabor. Frite as batatas em óleo quente até ficarem douradas. Escorra em papel absorvente. Não coloque demasiadas batatas ao mesmo tempo para ficarem bem crocantes. Numa frigideira grande coloque azeite e o alho picado. Deixe cozinhar alguns segundos até libertar aroma. Junte a cebola e deixe cozinhar em lume médio até ficar macia e ligeiramente dourada. Adicione os pimentos e deixe cozinhar até tudo ficar macio e bem apurado. Cozinhar lentamente a cebola ajuda a criar um sabor naturalmente adocicado. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar mais 5 minutos. Num recipiente próprio para forno coloque primeiro o bacalhau e por cima distribua as batatas fritas. Cubra tudo com o molho de
• Azeite q.b.
• Sal e pimenta q.b.
• Salsa picada
• Óleo para fritar as batatas
• Leite para cozer o bacalhau
• Azeitonas pretas para decorar
cebolada e pimentos. Regue com um pouco mais de azeite antes de levar ao forno para dar ainda mais sabor. Leve ao forno até borbulhar e ficar ligeiramente dourado por cima. Decore com salsa picada e azeitonas pretas antes de servir. Bom apetite!




Os Blasted Mechanism continuam a ser uma das forças maiores e dinâmicas da música portuguesa. Com uma carreira que já ultrapassa a marca das três décadas, a banda subiu ao palco Super Bock no Rock in Rio,com o habitual espetáculo de partilha e energia máximas. Em conversa antes do concerto, os músicos recordam o passado, avaliaram o presente do mundo e deixaram um apelo claro para o futuro além-fronteiras.
A pretexto do marco histórico dos trinta anos de percurso, a viagem no tempo foi inevitável. Quando questionado sobre onde se encontrava há precisamente três décadas, Valdjiu recuou aos tempos de garagem e dedicação absoluta à sua arte: "Eu há 30 anos estava dentro de um estúdio a tocar em frente às minhas colunas super alto. Yeah, guitarra com destruição", recordou com um sorriso.
Opercurso dos Blasted Mechanism confunde-se com a própria evolução dos grandes festivais em Portugal. Um dos momentos mais marcantes dessa caminhada aconteceu em 1997, na mítica edição do Festival Zambujeira do Mar (Festival Sudoeste), um concerto que ficou gravado na memória de quem o viveu."Pá, foi incrível", sublinhou Valdjiu, "Lembro-me que no fim do concerto, o promotor veio ter com a banda, super feliz com a nossa prestação. Entretanto voltámos a ser convidados para tocar lá, também em 2002, e foi muito giro. Tocámos com o Marilyn Manson, na primeira vez dele em Portugal." Pedro, que na altura assistia ao fenómeno de fora antes de integrar oficialmente o projeto, partilhou uma perspetiva entusiasmada sobre a importância histórica daquele concerto para o panorama musical nacional. "Eu também me lembro desse concerto", afirmou Pedro, "Porque estava do lado de fora e estava feliz por duas coisas. Por uma, porque, não sei se se lembram, mas no início dos festivais em Portugal havia muito poucas bandas portuguesas que tocavam nos palcos principais. E era uma questão que o pessoal fa-
lava, do tipo: 'mas porque é quê, se há tantas bandas de valor em Portugal, porque é quê não têm esse slot no palco principal?'" O músico continuou: "Fiquei super contente, não fazendo parte da banda na altura, mas fiquei super contente por ter uma banda portuguesa a representar-nos no palco principal. E foi um concerto incrível." Conhecidos pelo forte impacto visual e pela fusão de sonoridades eletrónicas, tribais e rock, os Blasted Mechanism encaram cada subida ao palco com a mesma seriedade e entrega, independentemente do tamanho do recinto.
Para o concerto no Rock in Rio, a mentalidade manteve-se intocável. "Na realidade, não vai ser muito diferente de todos os outros concertos que nós fazemos, que é partir a loiça", garantiu Pedro, "Nós damos carga máxima, não guardamos nada para o dia seguinte." No que toca à componente estética e visual, uma das imagens de marca mais fortes da banda, Valdjiu explicou que a banda se encontra num período de transição e celebração de uma era: "Nós estamos a terminar os 30 anos, portanto estamos a fazer assim o concerto do New Militia. E para o ano temos coisas novas para apresentar", revelou, levantando a ponta do véu para o que se segue no universo dos Blasted Mechanism.
Com uma mensagem pacifista e de evolução espiritual intrínseca à sua identidade, os membros da banda não escondem alguma amargura ao olhar para o estado atual da geopolítica mundial, admitindo que o contexto de guerra afeta o processo criativo. "Sabe que isso é uma questão... tocas aí um bocado na ferida, não é?", desabafou Pedro, "Não é que nós não o temos vindo a fazer ao longo do tempo, até porque a sonoridade mudou, o próprio discurso da banda mudou, mas é um bocado doloroso o facto de, tendo em conta que é uma banda que está há 30 anos tipo a professar uma certa união e um certo caminho de evolução pessoal e coletiva para uma esfera onde a guerra faz parte do passado, e estaríamos muito mais a ascender do que propriamente a descender... É um bocado doloroso
este processo de olharmos para o mundo e termos guerra a entrar pelos noticiários de manhã à noite, e conflitos cada vez mais agressivos. E dói-nos. É claro que isso para nós se transforma em música, não é? Mas se por um lado é mau, por outro lado dá-nos mundos e fundos por onde pegar."
Apesar das preocupações com o rumo do planeta, a receção por parte das novas gerações de fãs traz uma lufada de esperança e renovação ao grupo.
A energia dos Blasted Mechanism continua a contagiar quem os descobre pela primeira vez. "Sim, é interessante ver que os putos, quando descobrem, começam a curtir bué", observou Valdjiu, "Nós vemos a malta mais jovem nos concertos tipo completamente surpresos e a agradecer. Durante o concerto começam assim a fazer o símbolo de agradecimento." Para o futuro próximo, a banda manifestou um desejo antigo que ainda não conseguiu concretizar ao longo destes trinta anos de estrada: tocar para as comunidades de portugueses residentes no estrangeiro, com especial foco na América do Norte. "Há uma coisa que me surpreende, que é nunca termos tocado nas comunidades imigrantes lá fora", confessou Valdjiu, "Pá, gostávamos imenso de tocar no Canadá, por exemplo. Porque não? E onde mais? No Canadá, em Toronto. Temos alguma comunidade de fãs lá, e isso seria muito positivo irmos lá partilhar o nosso espetáculo."
Os músicos aproveitaram o momento para lançar um repto direto aos promotores e organizações internacionais para que apostem na exportação da música dos Blasted Mechanism. "Abram a pestana, sejam inteligentes, levem os Blasted lá para fora, para o Canadá. Vão curtir bué mesmo", apelou Valdjiu. Com um novo álbum no horizonte, embora sem grandes detalhes revelados ("Não podemos avançar muito ainda, mas, vamos esperar um disco de Blasted como deve ser, um bom álbum", concluiu Valdjiu), a banda despede-se com a promessa de continuar a partir a loiça e a espalhar a sua mensagem única, de olhos postos no futuro.


aos sábados 7h30 às 9h00



CARNEIRO 21/03 A 20/04
Nesta semana poderá sentir o desejo de se afastar mais da sua vida social e partilhar, em família, momentos mais íntimos e tranquilos. O seu mundo interior, os seus sentimentos mais profundos, ocuparão parte da sua atenção. Talvez seja a altura indicada para escutar com mais interesse os desabafos de alguém que lhe é chegado ou partilhar com esse alguém as suas preocupações.

TOURO 21/04 A 20/05
Neste trânsito o discernimento, clareza de ideias e comunicação em geral estão favorecidas. Qualquer situação que lhe parecia menos clara poderá agora ser visionada sobre um ângulo mais realista e palpável. Terá uma maior capacidade para expor os assuntos que serão mais bem aceites, identificados e seguidos por terceiros.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Neste período as suas atenções vão estar voltadas para os bens quer estes sejam materiais ou espirituais. Negócios que envolvam ganhos financeiros encontram-se favorecidos. Aproveite esta época em que Mercúrio passa pela sua Casa dos recursos para sair e ir às compras pois boas oportunidades poderão surgir.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si próprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita para evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar algo de novo ou esclarecer situações que tem vindo a adiar. Poderá, através dos seus esforços, vir a ajudar um amigo íntimo.

LEÃO 22/07 A 22/08
Torna-se fácil para si neste momento projetar aos outros uma imagem irradiante, muito agradável e cheia de charme. O convívio torna-se muito gratificante e parece que os conflitos se tornam mais simples de resolver. Deverá, pois, aproveitar todas as oportunidades que surjam para estar com os seus amigos.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Embora neste período se sinta com vontade de ajudar os outros, não imponha a sua ajuda. Certifique-se de que a sua colaboração é desejada e se o faz por desinteresse. Se atuar com o objetivo de obter algum benefício a sua insistência pode pôr fim a uma relação que era tida por espontânea, amorosa e sincera.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Vai procurar estar muito mais tempo com os seus amigos. Vai querer ir a festas, restaurantes, encontros, passeios com eles. Em suma, não vai querer estar sozinho. Vai estar disponível para que os outros venham ter consigo. Momento propício ao relacionamento amoroso. Pode até acontecer fortalecer os laços com uma antiga amizade.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Durante esta altura vai sentir uma maior intensidade nas suas emoções as quais se irão refletir nas pessoas e situações à sua volta. As relações afetivas tenderão a ser também mais intensas e transformadoras. Novos caminhos e imaginação no campo sexual poderão mudar a rotina dos últimos tempos em vivências apetecidas.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Vai possuir agora uma energia que vai influenciar a sua comunicação, o que poderá causar bastante impacto nos outros, que não ficarão insensíveis às suas ideias devido à sua profunda convicção. Os seus bens, monetários ou imobiliários, poderão ocupar uma parte do seu tempo. Poderá ter de encetar negociações ou discussões, caso os seus bens sejam partilhados por mais alguém.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Esta não é a altura indicada para fazer planos sozinho. Possivelmente sentirá que está mais sensível aos outros. É uma boa altura para conversar com o seu parceiro e esclarecer eventuais problemas que tenham vindo a afetar a vossa relação. Através do diálogo terá agora a possibilidade de ultrapassar certos atritos e dificuldades na sua relação, alcançando uma maior harmonia.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Sente-se com bastante energia física que deve aplicar em atividades desportivas e criativas. Está neste momento mais romântico e apaixonado. Sente necessidade de ser amado e reconhecido pelos outros, tanto pelo seu valor pessoal como profissional. Deve afirmar a sua individualidade sem vaidade e respeitando os outros.

PEIXES 20/02 A 20/03
Poderão surgir, durante este trânsito, alguns conflitos familiares, em especial com elementos do sexo feminino. Tenderá a impor a sua opinião em relação a um assunto de família por achar que é dono e senhor da razão. Se os outros elementos tiverem a mesma postura o conflito instala-se. Evite essa disputa.
Soluções


Classificados
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LiUNA Local 183 Retiree´s Day
Downsview Park (70 Canuck Ave.). Informações: info@liuna183.ca 416-2411183
LiUNA Local 183
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Downsview Park (70 Canuck Ave.). Informações: info@liuna183.ca 416-2411183
Portuguese of the Caribbean Picnic Madeira Park
(Highway 48, 3,5 km a norte da Ravenshoe Road) Animação: Fuhfun Band, Mike Silva e Décio Gonçalves. Informações: 416-533-2401
Caloura Bar & Grill Noites de Verão
468 Rogers Rd., Toronto, a partir das 18h30. Com Reno Silva / Informações: 647-949-1390
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Glen Eagle Golf Course (15731 Regional Rd. 50, Caledon). Informações: suzannedacunha@hotmail.com
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Training Centre
1600 Major Mackenzie Drive East - Richmond Hil. Informações: 905 883 4268
12.ª Luso Volta Anual Luso Charities
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