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MILÉNIO STADIUM 1804- 3 DE JULHO

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Porque são os pobres que mantêm as lotarias vivas?

Entre numa loja de conveniência qualquer no dia do pagamento e notará algo curioso. A fila no terminal de apostas raramente é composta por milionários. São normalmente trabalhadores a terminar um longo turno, idosos a viver de pensões fixas, recém-chegados a tentar construir uma vida melhor ou pessoas que lutam para chegar ao fim do mês. Isto levanta uma questão desconfortável: porque são os pobres que mais gastam em lotarias e jogos de azar?

A resposta não é que os pobres sejam irresponsáveis, embora exista um elemento de comportamento caprichoso. É que a pobreza muda a forma como as pessoas veem as oportunidades, olhando para as lotarias como uma riqueza instantânea que muda as suas vidas. As probabilidades de ganhar são absurdamente pequenas, mas as pessoas não

querem saber das probabilidades; querem apenas uma oportunidade de vencer - por outras palavras, um milagre.

Alotaria oferece algo que a realidade muitas vezes nega: a oportunidade de escapar às dificuldades financeiras de um dia para o outro. Os governos gastam milhões de euros em marketing e publicidade para atrair as pessoas a jogar e a comprar bilhetes de lotaria. Sabem que a componente viciante do jogo traz sempre as pessoas de volta, criando uma fonte de receita vinda de indivíduos que, na sua maioria, não têm capacidade financeira para isso. Deverá o papel do governo ser o de proteger as pessoas ou o de encorajar a autodestruição financeira?

Então, porque é que as pessoas continuam a jogar mesmo sabendo que as probabilidades são tão baixas? Parte da resposta reside na forma como o cérebro responde à incerteza. As lotarias funcionam com base num sistema de recompensa onde as pessoas veem uma oportunidade e cria-se um padrão que as mantém agarradas - sejam slot machines, videojogos ou até as redes

sociais. O pensamento de enriquecer cria sonhos que se podem transformar em pesadelos, e as pessoas desenvolvem ansiedade, desconfiança, solidão e medo de perder mais; por isso, jogar mais pode permitir que uma perda se transforme numa vitória. As pessoas deveriam compreender que cada jackpot é financiado por milhões de pessoas comuns que nunca verão os seus sonhos realizarem-se.

Os críticos das lotarias e dos jogos de azar chamam-lhes um "imposto voluntário sobre a esperança", mas o padrão é sempre o mesmo: "a sua vida pode mudar hoje, por isso vá e compre um bilhete". Os seres humanos são naturalmente atraídos por histórias de sucesso, mesmo quando as probabilidades estão esmagadoramente contra eles. Lembramo-nos dos vencedores do jackpot, mas esquecemo-nos dos milhões que perderam silenciosamente e que podem ter de comer comida de animais na próxima refeição.

Isto não significa que todas as pessoas pobres joguem ou que todas as pessoas ricas o evitem. O jogo afeta pessoas de todas as classes sociais. No entanto, o desespero

financeiro torna o sonho da riqueza instantânea muito mais atraente. Quando o futuro parece incerto, até as probabilidades impossíveis parecem valer o risco.

Talvez o verdadeiro problema não seja o jogo em si, mas a falta de oportunidades reais que melhorem a vida das pessoas. Quando as pessoas têm acesso a uma educação de qualidade, emprego estável, habitação acessível e um caminho realista em direção à segurança financeira, tornam-se menos propensas a depender da sorte como estratégia de vida.

Um bilhete de lotaria é mais do que um simples pedaço de papel. Para muitos, representa esperança. A tragédia é que a esperança se tornou algo que as pessoas sentem que têm de comprar, em vez de algo que a sociedade as ajuda a alcançar. Enquanto as oportunidades económicas não forem distribuídas de forma mais igualitária, as lotarias continuarão a prosperar - não porque as pessoas acreditem em milagres, mas porque demasiadas sentem que ficaram sem alternativas.

Ano XXXV - Edição nº 1804 3 de julho de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de:

Milénio Stadium Inc./MDC Media Group

309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Jornal de Notícias

Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

GANHAR PODE MUDAR UMA VIDA, MAS O JOGO PODE

Dois irmãos gémeos. Um bilhete de lotaria. Setenta e cinco milhões de dólares. A história que correu o Canadá nas últimas semanas parece saída de um filme e é precisamente esse carácter cinematográfico que a torna tão sedutora. Mas por detrás do cheque fotogénico e dos sorrisos para as câmaras, há uma realidade muito mais complexa, que começa exatamente no momento em que se confirmam os números vencedores. O que muda na vida de quem ganha uma fortuna da noite para o dia? A resposta, contrariamente ao que o senso comum sugere, raramente é simples. Os psicólogos falam em Sudden Wealth Syndrome — síndrome da riqueza súbita —, um conjunto de reações emocionais que pode incluir ansiedade, paranoia e isolamento. Os especialistas financeiros aconselham silêncio absoluto antes de qualquer decisão. E os estudos mostram que as relações pessoais, sejam de amizade ou conjugais, saem frequentemente fragilizadas.

O que fazer se ganhar?

1. Guardar segredo até consultar um advogado

Há ainda outro lado desta história que merece atenção. Cada vez que um jackpot milionário chega às primeiras páginas dos jornais, o sonho alastra e com ele, o número de apostas. Os dados mais recentes, recolhidos em 2024, revelam que o jogo problemático no Canadá atingiu níveis sem precedente: a taxa de jogadores que cumprem os critérios de dependência é hoje quinze vezes superior à registada em 2018. Entre os jovens adultos que jogam online, quase sete em cada dez apresentam sinais de jogo problemático.

Casos como o dos gémeos alimentam o sonho, mas também o consumo. Estudos mostram que grandes jackpots públicos aumentam temporariamente as vendas de bilhetes, incluindo entre pessoas em situação de vulnerabilidade económica. Por isso, meus caros leitores que tentam a sua sorte de vez em quando, nunca se esqueçam que ganhar pode mudar uma vida. Mas o jogo, para muitos, já a destruiu.

2. Não tomar nenhuma decisão financeira durante pelo menos 6 meses

3. Montar uma equipa: advogado + contabilista + consultor financeiro

4. Definir limites claros para doações a família e amigos — antes de dizer a alguém

5. Considerar terapia ou aconselhamento psicológico desde o início

Os amigos verdadeiros e os que aparecem do nada

• Especialistas financeiros aconselham unanimemente: não contar a ninguém antes de consultar um advogado e um consultor financeiro.

O REVERSO DA MEDALHA: O JOGO QUE VICIA

Ontário: o mercado que disparou

Desde a abertura do mercado de jogo online em Ontário (2022):

• Montante apostado online aumentou mais de 400% - de 4,08 mil milhões para 22,9 mil milhões de dólares no início de 2025

• 46 operadores a competir com mais de 70 sites de jogo online

• 65% dos jogadores regulares no Canadá jogam na lotaria - é a forma de jogo mais popular no país

Jogo online vs. lotaria

Os jogadores online têm 45 vezes mais probabilidade de desenvolver jogo problemático do que quem joga apenas lotaria

Grupos de maior risco

Homens, pessoas divorciadas ou separadas, com saúde mental autoavaliada como fraca e jovens adultos

O número que pode mudar tudo 75 MILHÕES DE DÓLARES o jackpot ganho pelos gémeos

probabilidade de ganhar o jackpot do Lotto Max com uma jogada

O que acontece depois do cheque?

• 0% dos grandes vencedores de lotaria ficam sem dinheiro em menos de 7 anos (referenciado frequentemente, mas a National Endowment for Financial Education (NEFE) alerta que não tem base em estudos rigorosos e peer-reviewed).

• 45% de aumento da taxa de divórcio entre vencedores de lotaria, em comparação com a média nacional

• 44% desenvolvem dependências que contribuem para a falência (Journal of Gambling Studies)

• 50% de quebra reportada nos níveis de felicidade ao fim de 12 meses após o ganho, associada ao medo de gerir o dinheiro

• Os maiores riscos após tornar público o ganho: pedidos de empréstimos de familiares e amigos, propostas de investimento fraudulentas, e doações "forçadas" por pressão social.

• Muitos vencedores relatam isolamento progressivo: desconfiam de quem se aproxima e perdem a espontaneidade das relações.

Jogo e saúde mental

(Mental Health Research Canada, 2025)

Pessoas com jogo problemático, comparadas com jogadores sem risco:

• 4x mais probabilidade de ter sintomas de ansiedade e depressão

• 4x mais probabilidade de ter pensamentos suicidas

• 7x mais probabilidade de ter planeado um suicídio nos últimos 12 meses

DA FORTUNA AO PROPÓSITO

Recebeu um prémio milionário na lotaria a 11 de novembro de 2002, uma data que ficou gravada para sempre na sua memória. Foi um momento de surpresa absoluta, vivido num dia de simbolismo canadiano, que lhe trouxe uma mudança imediata e inesperada de vida. "Foi num Remembrance Day", recorda, numa coincidência que faz questão de assinalar sempre que fala desse dia.

No entanto, a alegria inicial seria rapidamente acompanhada por um dos episódios mais difíceis da sua história pessoal: apenas três meses depois de ter vencido “a saca de dólares”, perdeu o marido, companheiro de toda uma vida.

Entre a euforia de uma fortuna inesperada e a dor de uma perda irreparável, esta luso-canadiana nascida nos Açores viu a vida ensinar-lhe, de forma dura, que nem a riqueza mais avultada consegue substituir o valor das pessoas que amamos. Essa dualidade marcou profundamente a sua forma de estar no mundo.

Emigrada para o Canadá ainda jovem, em busca de melhores oportunidades, construiu a sua vida com base no trabalho, na disciplina e num forte sentido de família. Ao longo dos anos, manteve sempre os pés assentes na terra, mesmo depois do prémio milionário ter mudado a sua realidade

financeira. O dinheiro trouxe segurança, mas nunca alterou a sua essência.

A senhora, que pediu para não ser identificada, mas cuja identidade é conhecida pela nossa redação, é luso-canadiana, natural dos Açores, onde nasceu antes de emigrar para o Canadá em busca de uma vida melhor.

Apesar da estabilidade conquistada, decidiu continuar a trabalhar até à idade legal da reforma, por vontade própria, acreditando que se manter ativa era fundamental para o corpo, para a mente e para o espírito. Nunca encarou a vida profissional apenas como obrigação, mas como parte da sua identidade.

Quando finalmente se reformou, iniciou uma nova fase com calma, mas também com intenção. A prioridade imediata foi a família. Ajudou filhos e outros familiares, apoiou quem mais precisava, pagou encargos antigos e investiu em imóveis, garantindo estabilidade a longo prazo. Para ela, a verdadeira riqueza começava por assegurar que os seus estavam protegidos. “Em primeiro a família, os meus e depois eu” disse emocionada sentada no sofá, numa conversa com o “amigo” Rómulo, enquanto saboreavam um chá vindo diretamente dos terrenos da Gorreana de São Miguel. Com o passar do tempo, percebeu também a importância de viver para além das

responsabilidades. Começou então a investir em si própria, retomando sonhos antigos e descobrindo o prazer de viajar. Conheceu vários destinos, culturas e formas de viver, mas foi o Brasil que conquistou um lugar especial no seu coração, tornando-se um destino recorrente, onde regressa todos os anos para desfrutar do calor, da alegria e da simplicidade das pessoas.

Apesar de todas estas mudanças, quem a conhece garante que a sua personalidade permaneceu intacta. Humilde, discreta e profundamente ligada às suas raízes açorianas, continua a valorizar as pequenas coisas da vida. O chá da Gorreana, a cozinha tradicional, as memórias da terra natal e a ligação à família continuam a ser pilares fundamentais do seu dia a dia.

Hoje, dedica também parte significativa do seu tempo ao voluntariado, colaborando em iniciativas de apoio à comunidade e ajudando quem se encontra em situações mais frágeis. Faz isso de forma natural, sem procurar reconhecimento, acreditando que a vida só faz sentido quando é partilhada.

Aos olhos de amigos e familiares, mantém uma energia admirável. Está sempre disponível para participar em novos projetos, viajar, conviver e apoiar causas solidárias, demonstrando que a reforma não foi um fim, mas sim o início de uma fase mais livre e consciente.

Mais de duas décadas depois daquele inesquecível 11 de novembro de 2002, continua a recordar o dia em que a sorte lhe sorriu de forma inesperada. Mas, ao olhar para trás, insiste que o verdadeiro prémio nunca foi apenas o dinheiro. Foi a possibilidade de transformar a vida da sua família, realizar sonhos antigos, conhecer o mundo e, sobretudo, continuar a fazer o bem de forma ativa e constante.

Porque, para esta luso-canadiana de raízes açorianas, a fortuna nunca foi um fim em si mesma, mas antes uma oportunidade para viver com mais liberdade, mais generosidade e uma vontade inesgotável de fazer o bem. Ainda hoje, mantém a mesma alegria de viver e uma energia contagiante, provando que a verdadeira riqueza se mede, sobretudo, pela capacidade de partilhar.

Nota Jornalística: O prémio e a identidade da pessoa premiada foram devidamente confirmados pela redação. Contudo, o nome não será divulgado, por razões óbvias e por decisão da própria e da sua família.

Photo:

O preço psicológico da sorte

Como um prémio milionário pode abalar a mente

Ganhar a lotaria é, para a maioria das pessoas, a fantasia máxima. A promessa de que todos os problemas desaparecem com um único bilhete premiado. Mas a realidade clínica conta uma história bem mais complexa. Estudos com grandes vencedores de lotarias revelam um padrão surpreendente: a felicidade inicial, por mais intensa que seja, tende a regressar ao ponto de partida ao fim de pouco tempo, num fenómeno conhecido como adaptação hedónica. O que fica, muitas vezes, é uma mistura inesperada de ansiedade, desconfiança e isolamento.

De repente, decisões financeiras de enorme peso precisam de ser tomadas, relações antigas passam a ser vistas sob suspeita e o próprio sentido de identidade pode ficar abalado. Como qualquer grande transição de vida - um casamento, uma mudança de país, o nascimento de um filho - enriquecer subitamente exige uma reorganização emocional que o cérebro nem sempre consegue processar com facilidade.

Nesta entrevista, a psicoterapeuta Angela Masuzzo explora o impacto psicológico de ganhos financeiros extraordinários: a euforia que pode transformar-se em angústia, a confiança nas relações pessoais que se pode deteriorar, e os sinais de alerta que merecem atenção nos meses seguintes a um prémio deste tipo. A conversa aborda ainda um tema conexo e cada vez mais premente - a acessibilidade sem precedentes ao jogo online - e questiona se estaremos perante uma crise silenciosa de saúde mental ainda por reconhecer.

Milénio Stadium: Do ponto de vista clínico, o que acontece a um ser humano quando recebe uma notícia desta magnitude e porque é que uma felicidade extrema pode rapidamente transformar-se numa fonte de ansiedade ou depressão?

Angela Masuzzo:: Depois de uma notícia extremamente positiva, é comum que a felicidade inicial vá diminuindo com o tempo — não porque a pessoa deixou de estar feliz, mas porque o cérebro começa naturalmente a adaptar-se à nova realidade. Mesmo acontecimentos muito positivos podem ser fonte de stress, pois implicam mudanças significativas: decisões financeiras importantes, maior exposição e atenção de terceiros, e o medo de gerir mal o dinheiro e perder tudo. A ansiedade acaba por substituir a euforia inicial, e a pessoa pode passar a questionar as suas decisões, relações e até a própria identidade — um quadro que alguns profissionais

descrevem como "depressão após uma grande conquista". O dinheiro, por si só, não causa ansiedade ou depressão, mas a mudança drástica de vida exige um processo de reorganização emocional, semelhante ao que acontece noutras grandes transições, como um casamento ou o nascimento de um filho. Quando essa adaptação não corre de forma saudável, podem surgir sintomas de ansiedade, tristeza, vazio ou perda de controlo.

MS: Estudos realizados com grandes vencedores de lotarias mostram que, passado algum tempo, os níveis de felicidade tendem a regressar ao seu ponto de referência - um fenómeno conhecido como a "adaptação hedónica" (ou hedonic treadmill). O que é que isto nos diz sobre a relação entre o dinheiro e o bem-estar emocional e como é que nos podemos preparar psicologicamente para gerir uma mudança de vida tão radical?

AM: Esse fenómeno, conhecido como hedonic treadmill ou adaptação hedónica, descreve como o cérebro se habitua tanto a experiências positivas como negativas, fazendo com que até acontecimentos extraordinários se tornem, com o tempo, o novo normal. A intensidade da felicidade inicial diminui naturalmente e novas preocupações ocupam o seu lugar. Preparar-se psicologicamente passa por antecipar não só as questões financeiras, mas também a "mudança de identidade" - a forma como os outros passam a ver a pessoa e como ela se vê a si própria. Na prática, isto significa: evitar decisões radicais nos primeiros meses, período em que o cérebro ainda está em euforia e mais propenso à impulsividade; manter a rotina e os hábitos que já faziam parte da vida; lembrar que o dinheiro muda as circunstâncias, não a identidade; aceitar como natural a oscilação entre felicidade, ansiedade, culpa ou frustração; e continuar a cultivar um propósito de vida, já que relações saudáveis e sentido de propósito têm mais impacto no bem-estar do que o dinheiro por si só.

MS: Uma das consequências menos faladas de ganhar um prémio multimilionário é o impacto nas relações interpessoais: o aumento repentino de pedidos de ajuda financeira, a desconfiança relativamente às intenções dos outros e o isolamento progressivo. Podemos afirmar que situações como esta (ganhar um grande prémio) podem contribuir mais para afastar as pessoas do que para as aproximar?

AM: Sim. Um dos impactos menos falados é nas relações interpessoais. Quando

alguém se torna subitamente "rico", é comum que familiares, amigos ou conhecidos se aproximem por interesse financeiro, o que gera dúvida sobre a genuinidade das intenções alheias. Essa desconfiança pode levar ao afastamento emocional, isolamento e solidão, mesmo rodeada de pessoas. Torna-se mais difícil distinguir amizades verdadeiras de relações movidas por interesse, e os pedidos constantes de ajuda ou empréstimos geram desgaste emocional ao ter de estabelecer limites repetidamente. Como forma de autoproteção, muitas pessoas acabam por se afastar para evitar conflito ou culpa. Há ainda o risco de passar a ser vista apenas como "a pessoa rica", em vez de amigo, irmão ou parceiro — o que afeta a identidade e a autenticidade das relações. Por isso, é essencial criar limites claros e preservar a privacidade logo no início desta nova fase.

MS: Manter o segredo ou partilhar a notícia? Muitos vencedores de grandes prémios descrevem este como um dos dilemas mais angustiantes. Do ponto de vista clínico, qual é a abordagem mais saudável e que sinais de alerta deve uma pessoa estar atenta nos meses seguintes a um ganho financeiro desta dimensão?

AM: Uma pergunta difícil de responder, pois não existe uma resposta única ou correta. No entanto, do ponto de vista clínico, pode ser benéfico reservar um período de adaptação antes de partilhar a notícia - tempo para compreender a nova realidade financeira e procurar apoio profissional para gerir o património com mais segurança. Dar um tempo para compreender a nova realidade financeira e consultar profissionais da área para ter clareza sobre como administrar o patrimônio pode ajudá-la a sentir-se mais segura e preparada para lidar com as mudanças que surgirão. Essa abordagem pode proporcionar benefícios emocionais importantes. Estando emocionalmente mais estável, a pessoa tende a tomar decisões financeiras e sociais com mais cautela e menos impulsividade, além de poder refletir sobre com quem e quando partilhar a novidade. Este período reduz a pressão das expectativas alheias e favorece a construção de um plano saudável para esta nova fase, com limites mais claros e decisões alinhadas com os próprios valores, em vez de motivadas pela euforia do momento.

MS: O crescimento exponencial da oferta de jogo — desde os casinos tradicionais às plataformas online, às redes sociais e às apostas desportivas disponíveis 24 horas

por dia através de um simples smartphone — criou um ambiente em que o jogo nunca fecha e está sempre à distância de um clique. Do ponto de vista da psiquiatria, de que forma é que esta acessibilidade sem precedentes está a alterar o perfil e a dimensão da perturbação do jogo? Estaremos perante uma crise silenciosa de saúde mental que ainda não recebeu a visibilidade pública que merece?

AM: Não falo na perspetiva da psiquiatria, mas, como psicoterapeuta, vejo que a acessibilidade ao jogo mudou profundamente esta relação. Disponível 24 horas por dia e a um clique de distância, o jogo reduz a barreira entre o impulso e a ação, tornando mais difícil o autocontrolo, sobretudo para quem já enfrenta ansiedade, depressão, solidão ou stress. Muitas vezes deixa de ser entretenimento para se tornar uma forma de escapar de emoções difíceis, oferecendo um alívio imediato mas temporário, que pode gerar um ciclo de jogo crescente à medida que as consequências financeiras e familiares se agravam. Existe ainda pouca sensibilização pública: o jogo é frequentemente visto como um problema apenas financeiro ou de falta de autocontrolo, quando muitas vezes esconde um sofrimento psicológico mais profundo, que merece atenção e intervenção precoce.

MB/MS

Angela Masuzzo:. (DR.) dragonflywillowhealingden.ca
Credito: DG
Entre o sonho de estabilidade e o risco de complicações

inesperadas Quando o dinheiro muda tudo

O que aconteceria realmente à vida de uma pessoa se, de repente, ganhasse 75 milhões de euros no loto? Para muitos, a resposta parece óbvia: menos preocupações, mais felicidade e uma vida completamente transformada. No entanto, as opiniões recolhidas mostram uma realidade mais complexa. Através de testemunhos de diferentes idades e percursos de vida, este conjunto de respostas revela que o

VOX POP

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

Eu acho que mudava mais os problemas, sem dúvida. Já não havia aquela preocupação constante com a vida difícil. Mas felicidade mesmo vem de coisas simples, da família, da saúde, do dia a dia. O dinheiro ajuda, mas não resolve tudo.

Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos?

Afasta muita gente, sim. Porque o dinheiro mexe com as pessoas, muda atitudes. Há sempre quem fique com inveja ou quem comece a esperar ajuda. E isso estraga relações que antes eram normais.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Claro que sim. As pessoas ficam a sonhar com uma vida diferente e acabam por jogar mais. Mas às vezes esquecem-se de ter juízo e de não exagerar.

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

Mudava mais os problemas do dia a dia, sem dúvida. Deixava de haver aquele stress de viver ao mês. Mas depois aparecem outros problemas, tipo lidar com dinheiro, com decisões grandes, e até com pessoas.

Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos? Afastar afasta sempre alguns. Há quem fique contente e normal, mas também há sempre interesseiros. E isso faz com que a gente comece a desconfiar de tudo e de todos.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Incentiva, porque a malta vê aquilo como uma oportunidade de mudar de vida. Mesmo sabendo que é difícil, a esperança fala mais alto e acabam por jogar mais vezes.

dinheiro pode aliviar pressões financeiras, mas também trazer novos desafios, como mudanças nas relações pessoais, aumento da desconfiança e decisões difíceis. Entre o sonho de estabilidade e o risco de complicações inesperadas, ganha destaque uma ideia comum: o dinheiro muda a vida — mas não necessariamente da forma mais simples ou previsível. RMA/MS

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

Olhe, sinceramente acho que mudava mais os problemas do dia a dia. Deixava de estar sempre a pensar em contas, renda, gasolina, essas coisas todas que dão stress. Agora felicidade… acho que no início ia ficar eufórico, mas depois a vida volta ao normal, a cabeça continua a mesma.

Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos?

Um bocado dos dois, mas mais afasta. Há sempre quem fique contente a sério por nós, mas também aparecem logo pessoas que nunca se viu na vida ou que já não falavam há anos. E isso cria confusão, desconfiança.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Sim, sem dúvida. A malta olha para isso e pensa ‘se calhar também me pode acontecer a mim’. E pronto, vão tentar a sorte mais vezes, mesmo que não façam bem contas ao dinheiro.

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

Eu acho que mudava mais a minha paz de espírito. Deixar de viver sempre com pressões financeiras já era uma felicidade enorme. Mas não acho que o dinheiro resolva tudo emocionalmente.

Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos?

Um pouco dos dois, mas acho que afasta mais. Porque muda a forma como as pessoas olham para nós. Umas ficam desconfortáveis, outras aparecem de repente.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Sim, porque essas histórias são muito mediáticas e dão aquela ideia de que pode acontecer a qualquer um. E isso faz as pessoas jogarem mais, mesmo que não deviam.

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

No início acho que mudava tudo, ficava super feliz. Mas depois, com o tempo, a felicidade volta ao normal. Já os problemas mudam de forma: deixam de ser dinheiro, mas aparecem outros, tipo confiança nas pessoas, decisões difíceis, saber lidar com tudo isso.

Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos? Depende muito, mas no geral acho que separa as coisas. Os amigos verdadeiros ficam, mas muitos desaparecem ou mudam. E aparecem pessoas novas que vêm pelo interesse. É quase como um teste às relações.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Sim, porque é um sonho fácil de perceber. Toda a gente pensa ‘não custa tentar’. E isso pode levar a gastar mais do que deviam, porque parece sempre possível ganhar, mesmo que as probabilidades sejam mínimas.

Se ganhasse um prémio de 75 milhões no loto, o que acha que mudaria mais na sua vida: a felicidade ou os problemas? Porquê?

Eu acho que mudava logo os problemas todos ou quase todos. Já não havia contas para pagar com tanta dificuldade, ajudava os filhos, deixava de viver com aquela pressão constante. Isso dava uma paz enorme. A felicidade também aumentava, claro, mas mais por causa do descanso da cabeça. Na sua opinião, ganhar muito dinheiro de repente aproxima ou afasta as pessoas à sua volta, como família e amigos? Infelizmente acho que afasta muita gente. Começam as invejas, os comentários, as expectativas. E às vezes até na família há conflitos, porque toda a gente acha que tem direito a alguma coisa. Não é tão bonito como parece.

Acha que histórias de grandes vencedores do loto podem incentivar mais pessoas a jogar ou a gastar além das suas possibilidades? Porquê?

Incentiva sim, porque as pessoas só veem o lado bom. Vêm o vencedor a receber milhões e esquecem-se de todos os que jogam a vida toda e não ganham nada. Isso cria esperança, mas também ilusão.

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Rosa, 63 anos
João, 34 anos
André, 27 anos
Tiago, 40 anos
Maria, 52 anos
Carla, 31 anos

Vai uma aposta?

Quem vai ganhar o Mundial?

Dê o seu palpite, até ao dia 3 de julho, à meia-noite, e fique à espera que chegue o dia 19 de julho…

Quem sabe acerta e a escolha aleatória de um computador revele o seu nome como feliz contemplado.

Só tem que seguir estes passos:

1▶ Abra o link através deste QRCode →

2▶ Responda a algumas questões - não se preocupe, não são muitas

3▶ Dê o seu palpite

4▶ Reze para que o seu nome seja o escolhido pelo divino espírito da inteligência artificial

5▶ Ah… já me esquecia… prepare as malas porque poderá ser o feliz contemplado com uma viagem a Portugal.

O resultado será divulgado no dia 20 de julho em direto no  Fora de Jogo - Especial FIFA World Cup 2026. Acompanhe na CamoesTV+

Os nossos heróis… que atravessam o mar (fora de tópico)

Bom dia, feliz sexta-feira! Cá estamos, fora de tópico... é o que é.

Digamos que Portugal tem “maus líderes” no poder, pois é isso tudo, mas quando chega a cor da nação... bora lá, um por todos e todos por um. A seleção de todos nós, tem-se portado mais ou menos e chegaram assim a Toronto.

Mundial 2026: Luís Montenegro vai a Toronto ver o Portugal-Croácia, wow! A sério? Quem pagou a viagem? Nós, certo? Então, mais respeito, se faz favor.

O primeiro-ministro já tinha marcado presença na goleada da equipa das Quinas frente ao Uzbequistão, em Houston. Luís Montenegro, marcou presença no jogo dos 16 avos de final do Mundial 2026, que opõe a Seleção Nacional à Croácia. A partida realizou-se no final do dia de quinta-feira, dia 2 de julho, em Toronto, no Canadá. O encontro teve como palco o Estádio BMO Field. Recorde-se que Portugal garantiu a passagem a esta fase da competição ao terminar o grupo K na segunda posição,

Esta não será a primeira vez que Luís Montenegro apoia a Seleção neste Mundial. O primeiro-ministro já esteve em Houston, nos Estados Unidos da América, para assistir ao segundo jogo da fase de grupos, no qual Portugal goleou o Uzbequistão por 5-0.

Outras altas figuras do Estado também acompanharam a equipa das quinas nos Estados Unidos. O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, esteve no jogo de estreia de Portugal no Mundial 2026, frente à RD Congo, que terminou 1-1, realizado também em Houston, enquanto o Presidente da República, António José Seguro, marcou pre-

sença no terceiro jogo da Seleção, contra a Colômbia, que terminou empatado a zero e realizou-se em Miami, também nos Estados Unidos.

Enfim, é o que é e vai valer sempre o que vale.

Até já, Cristina

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Cristina Da Costa Opinião

Why is it the poor who keep lotteries alive?

Walk into any convenience store on payday and you will notice something curious. The lineup at the lottery terminal is rarely made up of millionaires. It’s usually workers finishing a long shift, seniors living on fixed incomes, newcomers trying to build a better life or people struggling to make ends meet. This raises an uncomfortable question: Why is it the poor who spend the most on lotteries and gambling? The answer is not that poor people are irresponsible, even though there is an element of capricious behaviour. It is that poverty changes the way people see opportunity looking at lotteries as instant riches that change their

lives. The odds of winning are absurdly small but people do not care about the odds, they only want an opportunity at winning, in other words, a miracle.

The lottery offers something that reality often denies, a chance to escape financial hardship overnight. Go vernments spend millions of dollars in marketing and advertising to lure people to gamble and buy lottery tickets. They know that the addictive component of gambling always brings people back, creating a stream of income from people who mostly can’t afford it. Should the role of government be to protect people or to encourage self-financial destruction? So why do people keep gambling when they know the odds are so poor? Part of the answer lies in the way the brain responds to uncertainty. Lotteries work on a reward system where people see opportunity and a pattern develops that keeps people

hooked, be it slot machines, video games or even social media. The thought of becoming rich creates dreams which can become nightmares and people develop anxiety, mistrust, loneliness and fear of losing more so more gambling may allow a loss to become a win. People should understand that every jackpot is financed by millions of ordinary people who will never see their dreams come true.

Critics of lotteries and gambling call lotteries a “voluntary tax on hope,” but the pattern is always the same “your life could change today so go and buy a ticket.” Human beings are naturally drawn to stories of success even when the odds are staggering against them. We remember the jackpot winners but forget the millions who quietly lost and may have to eat animal food on their next meal.

This does not mean that every poor person gambles or that every wealthy person avoids it. Gambling affects people from

every social class. However, financial desperation makes the dream of instant wealth far more attractive. When the future appears uncertain, even impossible odds seem to be worth taking.

Perhaps the real issue is not gambling itself but the lack of genuine opportunities that would make people’s lives better. When people have access to quality education, stable employment, affordable housing and a realistic path toward financial security, they are less likely to depend on luck as a life strategy.

A lottery ticket is more than just a piece of paper. For many, it represents hope. The tragedy is that hope has become something people feel they must purchase rather than something society helps them to achieve. Until economic opportunity becomes more equally shaped, lotteries will continue to thrive, not because people believe in miracles, but because too many feel they have run out of alternatives.

Esta semana

• Karetus – A tradição portuguesa encontra a energia contagiante da música eletrónica.

• Arte de Trabalhar o Ferro – O legado e a mestria do ferreiro Gaspar Carreira ganham vida num documentário emocionante.

• 390 LiUNA Parada do Dia de Portugal – Toronto celebrou Portugal numa demonstração de orgulho e união.

• Mural “Conceição” – Uma homenagem artística à força, coragem e resiliência da mulher emigrante portuguesa.

• Luso Golf 2026 – Desporto e solidariedade reuniram a comunidade em prol de causas que fazem a diferença.

• Healthy Bites – Dicas práticas para uma alimentação mais consciente e equilibrada.

• Mina Gallos – Uma visão contemporânea e irreverente do figurado de Barcelos pela artista portuguesa.

• e muito mais...

Manuel DaCosta Editorial

• Imóvel misto comercial/residencial.

• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.

• Um investimento único e chave na mão.

Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)

• Frente de 45 metros

• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina

• Vistas espetaculares da cidade e do lago

Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Imóvel comercial/residencial

• 2 unidades comerciais ao nível da rua

• Frente de 24 metros para a Dundas

• Construção em tijolo bem conservada Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Prédio misto comercial/residencial

• Frente de 11,4 metros

• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)

Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Aprox. 1.300 m².

• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).

Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.

1264 College St, Toronto - PARA VENDA

• Imóvel misto comercial/residencial

• Edifício isolado de 3 pisos

• Frente de 25 metros para a College St

• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village

• Rodeado por alta densidade residencial Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

Toronto - PARA VENDA
256 Crawford St, Toronto - PARA VENDA
33 Eddystone Ave, Toronto - PARA VENDA
1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
22A Ripley Ave, Toronto - PARA ARRENDAMENTO
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA
• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
36 Marquette Ave e 1 Brightwood St, Toronto - PARA VENDA

Toronto started their housing price climb long ago and the price of a home there is astronomical, no sane person could ever have though that it was a good thing, it was just inevitable because it’s capitalism. Now, it seems to be normalizing, if you can even call it that. Condos are down? Of course! Speculators can’t rent them because there are only so many people that can affort to pay thousands of dollars per month in rent. Maintenance fees in the thousands every month is, in my view a scam that helped bring down the market. Everything is out of control, and the ones pushing the buttons are having the time of their lives. Young people are upset, they are even blaming the past generations. But it’s not their parents’ or grandparents’ fault, its the polititians, the CEO’s, and most of the philanthropists, of yesterday and today. It’s all those who worked in sync to keep it ‘steady as she goes’. All those false promises and crocodile tears. Raising taxes and raising profits. The beast cannot live any other way. But something changed a few years ago, things shifted into high gear.

THE YOUNG & RESTLESS

But this generation knows first-hand that there have to be more significant changes if there is to be a future at all. Living with this truth can be challenging, and anger is often the result.

presence. The members of these mobs are mostly sitting at their computers, or whatever devices. I believe there’s reason to scream, but all these puppeteers are directing our screams at each other, instead of those responsible. It can be as basic as the price of survival. Just to survive, today, a young adult has to pay substantially more than even the last generation, even with wage increases. Here in Portugal, minimum wage has increased historicaly in the last few years. Unfortunately, so has everything else, and much more than minimum wage. Houses prices have been increasing on average, about 20 percent,

Está novamente em crescimento!

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Royal LePage® Supreme está à procura da pessoa certa para se juntar à sua equipa. Os interessados deverão contactar Raquel Lopes para uma reunião confidencial

Corporate control of our lives got more intense. Along the way we lost many freedoms, and suffered many blows. Young people are not supposed to be reared in this kind of environment, they are at risk, but the solution sits with them. No other generation seems to care enough to veer off course as long as there is comfort, money and influence available. Our youth is angry, but when will they be angry enough, or will it be the next generation? What’ll things be like by then? Fiquem bem!

JUNTE-SE A NÓS NA NOSSA FEIRA ANUAL DE DIVERSÃO E VENHA DESFRUTAR DE UM DIA ESPECIAL COM A COMUNIDADE! SÁBADO 4 DE JULHO

Junte-se a nós para um dia repleto de boa disposição para toda a família!

Leia em português
Raul Freitas Opinion

Winning the Lottery... A Dream come true-or the

For millions of people, buying a lottery ticket represents more than a chance to win money-it represents hope. Hope for a better future, financial freedom, and the opportunity to live a life from the pressures of debt and uncertainty. Every time a jackpot climbs into the hundreds of millions, imaginations run wild. People dream about luxury homes, exotic vacations, helping loved ones, and never having to work another day.

But while winning the lottery may seem like the ultimate dream, the reality is often far more complicated. A sudden windfall can transform a person’s life for the better-or, if not handled wisely, become the source of tremendous hardship.

There is no question that winning a lottery can dramatically improve a person’s quality of life. The first and most obvious benefit is financial security. Mortgage payments disappear, debt can be erased overnight, and families no longer must worry about paying bills. Financial stress, one of the leading causes of anxiety for many

Crédito: DR

households, can be significantly reduced. Lottery winners also gain opportunities that were previously out of reach. They may travel the world, start a business, pursue higher education, or retire to spend more time with family. Many winners fulfill lifelong dreams that once seemed impossible.

Perhaps one of the most rewarding aspects is the ability to help others. Many winners donate to charities, establish scholarships, support hospitals, or assist relatives facing financial hardship. Wealth can become a powerful tool for making a lasting difference in a community. When managed responsibly, lottery winnings can create financial security not only for winner but for future generations. Unfortunately, money itself does not solve every problem.

History has shown that many lottery winners struggle after receiving enormous sums of money. The sudden transition from an ordinary life to extraordinary wealth can be emotionally overwhelming. One common challenge is the influx of request for money. Friends, distant relatives, and even strangers may suddenly appear asking for loans, investments, or financial assistance. Relationships that once seemed genuine can become strained as money enters the equation. Many winners also

find themselves unprepared to manage vast amounts of wealth. Without financial planning, reckless spending can quickly drain even the largest jackpot. Some winners have unfortunately declared bankruptcy only a few years after becoming millionaires.

Money changes circumstances, but it does not automatically bring happiness. Many lottery winners report feeling isolated. They become suspicious of people’s motives and wonder whether friendships are based on genuine affection or financial opportunity. There is also the psychological pressure of making life-changing financial decisions. Fear of making mistakes can create stress that rivals the financial worries winners once hopes to escape.

Winning a lottery can certainly change a person’s life-but the money itself is only part of the story. Financial freedom offers incredible opportunities, yet it also demands wisdom, discipline, and thoughtful decision-making. Wealth can amplify both good habits and bad ones. It can strengthen relationships or expose weaknesses that were already present. Ultimately, the true measure of a lottery winner is not how much money he has but how he deals with the aftermath and the pressures around the winner. Winning the lottery changes bank accounts overnight, but it doesn’t

Paulo da Costa Domingos quarenta anos depois

987654321

A revista «Seara Nova» de 1986 no artigo «Poesia Portuguesa anos 80 – algumas direcções» já registava o percurso do poeta Paulo da Costa Domingos (n.1953) referindo o seu – ao tempo - recente livro «Violeta Náutica».

Portugal é um país pequeno e pobre, um país de camponeses e escritores abandonados (Carlos de Oliveira dixit) e sabemos todos que no tempo de Ce-

sário Verde o poeta mais popular era Cláudio Nunes e no tempo de Camilo Pessanha o mais conhecido era Augusto Gil. Paulo da Costa Domingos, quarenta anos depois, permanece na primeira linha com este trabalho recente «987654321» que é uma co-edição da «Barco Bêbado» e da «viúva frenesi» com uma foto do autor feita por Paulo Nozolino em 1981.

Abre com citações de Emily Dickinson, José Manuel Pressler e Alexandre Her-

automatically change character, values, or relationships for the better. Wealth magnifies habits already in place. Those who approach their winnings with patience, humility, and sound financial advice are far more likely to enjoy lasting success. In the end, the greatest prize isn’t simply the jackpot itself. It’s having the wisdom to turn sudden wealth into lifelong security, meaningful experiences, and opportunities to improve the lives of others.

The lottery can indeed change a person’s life-but whether that change becomes a blessing, or a burden depends less on the amount won and more on the decisions made after claiming the prize. The odds against you winning are lottery in which you pick 6 numbers from a possible pool of 49 numbers, your chances of inning the jackpot correctly choosing all 6 numbers drawn are 1 in 14 million......that’s 1 shot in almost 14 million.

In the end, luck may hand you the winning ticket, but only character and good judgement can make you a true winner in life.

culano. Esta poesia recusa ser um «luxo cultural» (Gabriel Celaya dixit) antes se envolve no concreto do Mundo e se revela «uma poesia descritiva» (Vitorino Nemésio dixit). Vejamos o ponto de partida que pode ser o primeiro poema do conjunto: «Suor, náuseas, a corda tensa / cheia de nós narcolépticos, /olhos que escrutinam/para lá do véu lacrimal/deste apontamento : de côr/ ?Que diabo de autor poude/pensar tais coisas?». O ponto de chegada pode ser este excerto: «Linha sobre linha, absolutamente: /sozinho. Repetir, repetir,/retirar do esquecimento». Um pequeno livro que não é um livro pequeno. JCF

Vincent Black Opinion
Leia em português

Acordo feito, Águas divididas

Se muitos de vocês se lembram, antigamente os pequenos agricultores partilhavam a água do mesmo poço para regar os seus campos. Havia sempre alguém atento ao rego principal para controlar o caudal e decidir para onde a água seguia. Nem sempre essa decisão era a mais justa, muitas vezes prevalecia quem tinha o controlo. E quando a água não chegava onde era mais necessária, uns beneficiavam e outros ficavam prejudicados.

Esta imagem faz-me pensar no momento político que Portugal atravessa.

Nos últimos anos, Portugal foi governado por um partido que, na minha opinião, deixou o país mais pobre, com serviços públicos mais fragilizados e uma economia menos preparada para enfrentar os desafios do futuro. Os portugueses votaram numa mudança porque sentiram que era tempo de reformar o país.

E reformar nunca é popular. As reformas criam resistência, geram críticas e raramente dão votos. Mas governar não deve ser apenas pensar nas próximas eleições; deve ser pensar nas próximas gerações. Espero que percebam a diferença.

Portugal precisa de preparar-se para uma realidade que já ninguém consegue esconder, a baixa natalidade, o envelhecimento da população e a falta de trabalha-

dores. Se todos os anos entram na reforma cerca de cem mil pessoas e apenas metade desse número entra no mercado de trabalho, é evidente que, mais cedo ou mais tarde, o sistema enfrentará dificuldades. São contas simples que qualquer cidadão consegue compreender.

É por isso que considero urgente discutir reformas sérias, incluindo o sistema de pensões, a Segurança Social, o mercado de trabalho e os incentivos ao emprego. Não são decisões fáceis, mas adiar problemas nunca foi solução.

O mesmo acontece com os apoios sociais. Sou da opinião de que o Estado deve proteger quem realmente precisa. No entanto, também considero que é essencial garantir que trabalhar continue a compensar. Há situações em que a diferença entre viver de apoios e trabalhar é demasiado pequena, criando injustiças para quem todos

os dias sai de casa para ganhar o seu sustento. Corrigir estas distorções pode não trazer votos, mas pode contribuir para um país mais equilibrado. Sabem quem colocou pessoas em casa a ganhar mais do que alguns que trabalham? Nos dias de hoje é fácil descobrir.

Entretanto, assistimos ao recente entendimento entre PSD e PS. Uns consideram-no um sinal de responsabilidade, outros entendem-no como uma cedência excessiva. Seja qual for a leitura, o importante será avaliar os resultados e perceber se este entendimento permitirá concretizar reformas que o país espera há muitos anos.

O que me custa compreender é ver alguns responsáveis políticos apresentarem-se agora como os grandes defensores das soluções, depois de terem governado durante largos anos. Cada cidadão fará a sua avaliação, mas a memória também faz parte da democracia.

Vale a pena perguntar, queremos continuar a adiar decisões difíceis apenas porque são impopulares? Ou preferimos governantes que assumam o custo político de reformar o país para o tornar mais competitivo e sustentável?

Há um velho ditado que diz que as árvores só dão bons frutos quando são bem podadas. O mesmo acontece com um país. As reformas exigem coragem, visão e, muitas vezes, a capacidade de suportar críticas em nome de um objetivo maior.

Antes de acreditar em novas promessas, vale sempre a pena olhar para o passado, analisar os resultados e pensar no futuro. A política não se mede apenas pelas palavras, mas sobretudo pelas decisões e pelas consequências que deixam para as gerações seguintes.

Bom fim de semana!

Neste Dia da Canadá, celebramos as oportunidades e o futuro que construímos juntos. Há quase duas décadas que a Melissa Azevedo apoia a nossa comunidade em Toronto, protegendo os seus direitos com a dedicação de sempre.

MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

Credito: DR
Augusto Bandeira
Opinião
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Há coisas pequenas que resumem tudo o que nos afeta na vida.

Agustina Bessa-Luís

Créditos: DR

Em memória do avô Vítor

Estou a gozar de uma semana de férias, junto ao mar, com temperaturas bastante elevadas a assolar o país. Mas, mesmo quando beneficiamos de alguns dias de repouso, a vida segue a normalidade dos quotidianos em que a morte não dá tréguas - vida e morte a coexistirem na essência de todos os nossos dias.

Desta vez, a notícia da morte de um avô que conheci por força da amizade que me liga a alguém muito

especial, o Michael Baptista de Kitchener, imaginando o quão difícil estão a ser estes momentos para ele.

Com a partida do avô Vitor, partem as memórias de infância passadas na casa do Domingão, a terra natal da sua amada, avó Florinda. Foi numa dessas idas de férias ao Domingão, onde eu já tinha estado com o Michael, que, numa passagem por Abrantes, combinámos um encontro carregado de uma imensa curiosidade por conhecer estes avós que tanto haviam marcado as férias do Michael no Alentejo. A casa era pequena – uma salinha, 2 quartos e uma cozinha – mas enorme na quantidade de histórias que povoavam o seu imaginário de criança. Quando se perde um avô, não é apenas um membro

da família que se vai. Como mortalha, leva uma biblioteca carregada das memórias de um Portugal que os fez emigrar e de que muitas vezes eu e o Michael falámos, quando ele participou na coletânea “Avós – Raízes e Nós”.

O avô Vitor era um citadino, mas conheceu toda a ruralidade do Domingão de que era íntima a avó Florinda, que sabia quando ia chover quando ouvia o comboio em Ponte de Sor. Juntos emigraram para o Canadá e agora, viúva, ela continuará a guardar a memória de um colo onde o Michael foi um menino feliz.

Leia em inglês

De um Portugal de onde chegavam vozes perseguidas pela ditadura, muitas delas analfabetas, que contavam o país e transmitiam a sabedoria dos simples; das cartas que omitiam notícias de um país amordaçado, escritas pelos poucos que sabiam ler e escrever, mas, como guardadores de segredos, eram intérpretes das novas dos amigos e vizinhos; de gente vestida de trajos remendados e puídos pelo tempo, porque a roupa e o calçado de ver a Deus só se usava ao domingo ou dias santos; de mulheres usadas e abusadas na sua condição de parideiras do regime, uns atrás dos outros, esperando apenas o tempo de “o leite secar”; dos xailes negros da cabeça aos pés, como negras eram as vidas das viúvas, em vida condenadas à morte para o mundo; do tratamento em que o pedido silencioso da bênção, fletido numa vénia, rompia a ausência de qualquer outro diálogo; da liberdade de ter a rua como casa, e ser criado por uma aldeia inteira; de palavras que já ninguém usa e muitos nem sequer conhecem, porque se perdem na lonjura do tempo a nomear coisas e atividades que já não se praticam; dos almocreves de palavras e de afetos tricotados no recato de um tempo que não permitia a exteriorização da ternura; da matança do porco regateado e criado para assegurar o sustento de um ano inteiro; de relatos de partidas para as américas de cima ou de baixo (que importava?) quando o nome américa era sinónimo de fartura e abundância, tanto para os que ficavam como para os que, ricos de cabedais, se tinham transformado em portugueses de torna viagem; de rostos e mãos calejadas, onde as rugas desenhadas pelo tempo, mostram as marcas de um passado em que os dias do calendário eram ditados pelo nascer e o romper do sol, e as estações do ano seguiam o ritmo da natureza que marcava as sementeiras e as colheitas, numa sucessão de equinócios e solstícios que se repetiam na roda do tempo.

Lena Barreto: um rosto da solidariedade luso-canadiana

Uma das características mais distintivas da diáspora portuguesa é a sua notável capacidade de iniciativa, refletida no percurso de milhares de compatriotas que, nos países de acolhimento, se afirmam no mundo empresarial, cultural, social, político e associativo. Entre esses exemplos de dedicação cívica, destaca-se o percurso de Lena Barreto, uma das personalidades mais respeitadas da comunidade portuguesa da região de Toronto.

Natural do concelho minhoto de Fafe, Madalena Barreto, conhecida na comunidade luso-canadiana da região de Toronto como Lena, emigrou para o Canadá com a família em 1970, aos seis anos de idade. Cresceu em Toronto, cidade que acolhe uma das maiores e mais antigas comunidades portuguesas e lusodescendentes fora de Portugal, cujas raízes remontam à década de 1950. Desde muito jovem participou ativamente na vida comunitária, integrando iniciativas culturais e folclóricas, nomeadamente através do Rancho da Associação Cultural do Minho.

Em paralelo, construiu uma sólida carreira profissional no Royal Bank of Canada (RBC), onde trabalhou durante quarenta anos. Terminou recentemente o seu percurso como Community Manager do Toronto West Community Hub, liderando a principal estrutura do banco dedicada à comunidade portuguesa. Ao longo de quatro décadas, distinguiu-se pela capacidade de liderança, pela criação de equipas de eleva-

do desempenho e por sucessivos reconhecimentos de mérito profissional atribuídos pela instituição.

O sucesso profissional nunca a afastou do compromisso comunitário. Pelo contrário, reforçou uma vocação de serviço que a levou a dedicar milhares de horas ao voluntariado e à participação cívica. Convicta da importância da representação política da comunidade luso-canadiana, colaborou em diversas campanhas eleitorais de personalidades de origem portuguesa, entre as quais Ana Bailão, Charles Sousa e Peter Fonseca.

O seu voluntariado estendeu-se igualmente às áreas da educação, da saúde e da intervenção social. A partir de 1994, colaborou com a Junior Achievement, lecionando noções de economia a alunos do ensino básico em escolas de Toronto e Mississauga, cidade onde reside atualmente. Durante muitos anos coordenou iniciativas de angariação de fundos do RBC em benefício da United Way of Greater Toronto, do SickKids Hospital, da RBC Race for the Kids e do RBC Canadian Open.

No seio da comunidade portuguesa desempenhou funções dirigentes em várias organizações de referência, contribuindo para o seu fortalecimento institucional. No Portuguese Cultural Centre of Mississauga exerceu responsabilidades como diretora de relações públicas, coordenadora do Carassauga e diretora do grupo folclórico. Foi igualmente dirigente e presidente da Federation of Portuguese Canadian Business & Professionals, organização dedicada à valorização dos empresários e profissionais luso-canadianos.

Entre as instituições às quais mais dedicou o seu tempo destaca-se a Luso-Canadian Charitable Society, referência no apoio a adultos com deficiência física e

intelectual, onde exerceu funções de vice-presidente e dinamizou importantes iniciativas de angariação de fundos para fins sociais.

Particular destaque merece também a sua ligação ao Abrigo Centre, uma das mais relevantes instituições sociais da comunidade luso-canadiana. Entre 2018 e 2026 presidiu ao Conselho de Administração, contribuindo para consolidar o papel da instituição no apoio a vítimas de violência doméstica, na proteção das mulheres, na integração comunitária e no acompanhamento de idosos e famílias em situação de vulnerabilidade. Mais recentemente assumiu funções de tesoureira da Magellan Community Charities, entidade responsável pela criação, em Toronto, do primeiro lar de cuidados continuados destinado à comunidade de expressão portuguesa.

O seu percurso tem sido amplamente reconhecido através de diversas distinções, entre as quais o RBC Community Leader Award, o RBC Community Spirit Award, o Professional Excellence Award da Federation of Portuguese Canadian Business & Professionals e a Medalha do Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II. Em junho deste ano, durante a visita oficial a Toronto do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, foi agraciada com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau Ouro, em reconhecimento pelo seu extraordinário contributo para a comunidade portuguesa no Canadá. Mesmo após a aposentação, Lena Barreto continua a dedicar-se ao voluntariado, colaborando com a Canadian Cancer Society através do programa Wheels of Hope, que assegura o transporte de doentes oncológicos para tratamentos médicos.

O seu percurso demonstra que a vitalidade da diáspora portuguesa não se mede

apenas pelo sucesso material dos seus membros, mas também pela capacidade de construir instituições sólidas, promover a solidariedade e preservar a identidade cultural. Lena Barreto representa exemplarmente essa tradição de serviço à comunidade, honrando Portugal e projetando o melhor da presença portuguesa no Canadá, ao mesmo tempo que evidencia o papel determinante das mulheres na afirmação e desenvolvimento das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Entrega da Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau Ouro, a Lena Barreto, pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a 11 de junho, em Toronto.
Daniel Bastos Opinião
Aida Batista Opinião

A verdade dos números da imigração

A

semana passada o INE reviu a sua estimativa da população residente em Portugal, aumentando a cifra de 2024 em 637 mil pessoas. O foco mediático foi no aumento da população estrangeira, que duplicou entre 2021 e 2025, e as consequentes ilações a tirar sobre política migratória e sobre o percurso da nossa economia nos últimos anos.

Alguns não aguentaram o entusiasmo e dividiram logo o PIB antigo com os novos dados da população, concluindo que afinal não teríamos convergido com a Europa coisa nenhuma, que somos o 6.º país mais pobre da UE e que tudo isto foi uma “fraude” perpetrada pelos malvados socialistas. É, no limite, uma conclusão abusiva e precipitada.

Em primeiro lugar, porque também os dados do PIB te rão de ser revistos. Uma dimensão dessas contas depende da estimativa da população empregada – estimativa essa obtida através do Inquérito ao Emprego, realizado a uma amostra que agora compreenderá uma po lação maior. Estes dados serão revistos em fevereiro de 2027, sendo os dados do PIB consequentemente recalcu lados em março de 2027. Se quisermos ser rigorosos, só nessa altura poderemos ti rar conclusões sobre a con vergência da economia portuguesa.

Todavia, a saga das revisões estatísticas é improvável que fique por aqui. Tanto em 2020 como em 2025, o INE fez grandes corre ções às suas estimativas

todos os anos, tendo errado na cifra de 2017 uns impressionantes 0,7pp e de 2023 outros 0,5pp. Só nessa altura saberemos quanto é que Portugal convergiu com a Europa. O INE também não subestimou apenas os imigrantes. No ano de 2023, último ano com dados disponíveis, contam-se agora mais 305 mil estrangeiros. Contudo, também a população nacional foi revista em alta em 260 mil pessoas. A nota metodológica que o próprio INE publica revela como isto é uma base da população “potencialmente” residente. “Potencialmente” porque, apesar de agora contar com mais informação da AIMA e não só sobre as chegadas de imigrantes, o INE ainda tem uma noção muito débil das partidas. Seja porque estão a ir para outras paragens ou porque estão a regressar a casa, essa é uma realidade crescente da imigração em Portugal.

É certo que esta peripécia estatística oferece ao Governo um bode expiatório. A Ministra da Saúde já tinha culpado a falta de médicos de família na imigração. A Ministra do Trabalho estaria disponível para excluir imigrantes que pagam impostos das prestações sociais. O Secretário de Estado da Imigração não exclui mesmo regressar à perda de nacionalidade, considerada inconstitucional duas vezes

A polarização e pobreza do nosso discurso político, no to, impede-nos de falar sobre estes assuntos com a seriedade que merecem. Podem dizer que a transição do SEF para a AIMA foi demasiado demorada. É difícil discordar. Mas alguém pode dizer que a situação nos aeroportos estaria melhor se as antigas funções do SEF não estivessem a ser feitas por um efetivo muito maior da PSP e GNR? Podem alegar que havia fraude em algumas vias de entrada legal da imigração, mas a verdade é que praticamente todos os imigrantes vieram estudar ou trabalhar – mesmo a manifestação de interesses exigia que a pessoa trabalhasse e descontasse para a Segurança Social. Queremos voltar ao

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

tempo em que o Estado estabelecia uma quota no papel que limitava a liberdade das empresas em contratar?

Há que ser absolutamente claro em relação às consequências desta visão: encerrar as portas da imigração é fechar as portas não só da agricultura e da restauração, mas de muita indústria e da respetiva logística. É atrasar a construção e pôr em risco o setor social e da saúde, que depende de imigrantes para cuidar dos nossos idosos e não só.

Não é só pôr em risco a sustentabilidade da Segurança Social, obrigando a um aumento da carga fiscal. É que, sem eles, não havia tanto investimento empresarial. Para muitas empresas, no setor dos serviços, o problema chega mais longe – um programador numa grande multinacional não quer esperar anos para poder trazer o cônjuge e os filhos para o mesmo país. Infelizmente, a nova obsessão da direita com este tema é insensível às realidades concretas das empresas e de quem trabalha nelas.

É certo que uma parte destas necessidades podem ser supridas por portugueses que regressem e, no futuro, por maior natalidade. Mas também aí os imigrantes são uma desculpa curta para um país no rumo errado. Os rendimentos são o fator decisivo para tanto a decisão de regressar como a de procriar. Infelizmente, em dados também divulgados esta semana pelo INE, nestes 2 anos, o crescimento dos salários nas empresas abrandou de 12 para 7%. Já enquanto o CDS propõe aumentar a dedução no IRS para o terceiro filho em 1,23€ por dia, é preciso ter atenção às instituições que estão a sair do Programa Creche Feliz, oferecendo um rombo bastante maior a milhares de famílias. É legítimo que se olhe criticamente para a duplicação da população estrangeira e se alimente o medo de que isso fira a nossa coesão social. É importante que se discuta o impacto da imigração no crescimento económico e na disponibilidade de serviços. Mas a discussão não tem só dois lados. Tem factos e tem alternativas que importa serem postas em cima da mesa. Quem não os quiser reconhecer pode-se agarrar a estes dados estatísticos, mas percebemos bem que continuam a não estar acima das meras perceções.

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Miguel Costa Matos Opinião

mação “este é um livro que olha para um período muito importante da história contemporânea portuguesa, o período de transição da ditadura para a democracia, um período em que se abriram as portas para a liberdade”, afirmou o autor. A obra aborda momentos decisivos como a guerra colonial, as dificuldades sociais e económicas vividas durante o regime anterior ao 25 de Abril e as razões que levaram milhares de portugueses a emigrar, incluindo para a América do Norte e para o Canadá.

Segundo Daniel Bastos, um dos objetivos do livro é valorizar aqueles que muitas vezes ficaram fora dos grandes relatos históricos: “É também um livro que aborda os protagonistas anónimos da história de Portugal, os nossos imigrantes, as populações rurais e o Portugal profundo”, destacou.

Numa época em que os valores democráticos continam a enfrentar novos desafios, o historiador sublinha a importância de olhar para o passado como forma de compreender o presente e preparar o futuro “revisitar estes períodos históricos fundamentais de construção da democracia é também um sinal de esperança para o futuro”, concluiu Daniel Bastos. Editado em português e inglês, com tradução de Paulo Teixeira, o livro procura aproximar diferentes gerações da história portuguesa e reforçar a ligação das comunidades emigrantes às suas raízes.

A história de Portugal esteve em destaque em Toronto com a apresentação do livro “Portugal: da Ditadura à Democracia”, da autoria do historiador e escritor Daniel Bastos, uma obra construída a partir do espólio fotográfico de Marques Valentim, um dos grandes nomes do fotojornalismo português contemporâneo.

Aapresentação decorreu na Peach Gallery, integrada nas celebrações do Mês do Património Português no Canadá, reunindo membros da comunidade, líderes comunitários, representantes políticos e académicos num momento de reflexão sobre a memória coletiva, a liberdade e os valores democráticos que continuam a marcar várias gerações.

Mais do que um livro de fotografias, esta publicação revisita um período decisivo da história portuguesa: a passagem da ditadura para a democracia. Através das imagens de Marques Valentim, a obra recupera momentos marcantes do país, mas dá também destaque às histórias de homens e mulheres anónimos que viveram esse período, enfrentaram dificuldades e ajudaram a construir um

novo caminho. A sessão contou com a participação do Comendador Manuel DaCosta, empresário e filantropo, que partilhou memórias de uma época que deixou marcas profundas na sociedade portuguesa. Recordando o período da ditadura, Manuel DaCosta destacou as dificuldades vividas por muitas famílias e a importância de não esquecer esse passado “a ditadura para mim foi um tempo muito doloroso. São memórias que nós tentamos esquecer, mas que realmente nunca saem da nossa mente." Para o comendador, uma obra como esta tem um papel fundamental na preservação da memória e na transmissão da história às novas gerações “o livro está muito bem feito. Cobre um período muito importante da história de Portugal e está muito bem planeado e escrito."

Um livro de memória, reflexão e cidadania

O historiador e escritor Daniel Bastos explicou que a inspiração para “Portugal: da Ditadura à Democracia” nasceu da vontade de revisitar um dos períodos mais marcantes da história contemporânea portuguesa, não apenas através dos grandes acontecimentos, mas também dando voz às pessoas anónimas que fizeram parte dessa transfor-

Para o tradutor, participar neste projeto teve também um significado pessoal, pela ligação à imigração portuguesa e pelo desejo de manter viva a portugalidade junto das novas gerações “o sentimento da portugalidade é aquilo que me move. É dar à geração mais nova a possibilidade de continuar ligada a Portugal e conhecer mais sobre o país dos seus pais e dos seus avós."

Cultura e solidariedade

Além da vertente histórica e cultural, a apresentação teve também um objetivo solidário. As receitas provenientes da venda do livro revertem a favor da Magellan Community Foundation, contribuindo para a construção do primeiro lar de cuidados continuados para idosos de expressão portuguesa em Toronto.

“Portugal: da Ditadura à Democracia” não é apenas uma viagem ao passado, mas uma reflexão sobre a liberdade conquistada e sobre a importância de manter vivos os valores democráticos para as próximas gerações.

Na Campos Immigration, orgulhamo-nos de fazer parte da sua história e de ajudar a proteger o futuro da sua família em solo canadiano.

Photo: Adriana Paparella

Manager da LIUNA Local 183, destacou em declarações à Camões TV, a importância da solidariedade e da união da comunidade durante um grande evento de angariação de fundos realizado esta manhã. O responsável começou por sublinhar o significado do encontro. “Como se pode ver por este salão cheio, está claro que todas estas pessoas têm um grande coração e vontade de ajudar quem mais precisa”, referiu Jack Oliveira, acrescentando que o resultado alcançado demonstra o impacto positivo da união entre empresários, patrocinadores e a comunidade. O Business Manager da LIUNA Local 183 agradeceu o contributo de todos os patrocinadores e apoiantes. Oliveira mostrou-se otimista quanto ao futuro. “Espero que no próximo ano nos possamos reunir novamente e fazer ainda melhor”, concluiu.

O sindicato LiUNA Local 183 anunciou a angariação de 1.602.747,03 dólares durante o seu 25.º Torneio Anual de Golfe de Solidariedade, alcançando um dos valores mais elevados de sempre associados ao evento. A iniciativa reuniu cerca de 2.000 participantes, incluindo membros do sindicato, empreiteiros, patrocinadores e representantes de organizações comunitárias. O valor final foi revelado durante o jantar de encerramento do torneio, que marcou o sucesso de mais uma edição desta atividade solidária.

Omontante angariado será integralmente destinado a instituições de solidariedade social e organizações comunitárias em várias regiões da provín-

cia de Ontário.

Um dos maiores eventos solidários do setor sindical

O torneio voltou a afirmar-se como uma das principais iniciativas de angariação de fundos do setor sindical no Canadá, reforçando o apoio contínuo a dezenas de organizações que trabalham diretamente com famílias e comunidades em toda a província de Ontário.

Em mensagem de balanço do evento, os organizadores sublinharam o impacto coletivo da iniciativa:

“Estamos orgulhosos deste nosso 25.º Torneio Anual de Golfe de Solidariedade da LIUNA Local 183. Um dos maiores torneios da América do Norte, em 14 campos, com mais de 2.000 golfistas num só dia. Um sincero agradecimento aos nossos parceiros

do setor laboral e empresarial, bem como à media e aos patrocinadores, cuja generosidade tornou possível mais um enorme sucesso. Juntos, angariámos 1.602.747,03 dólares para apoiar instituições e organizações que fazem a diferença nas nossas comunidades.”

Para Joe Mancinelli, vice-presidente internacional da LiUNA, “este é um dia incrível. Trata-se de uma iniciativa profundamente enraizada na comunidade, que envolve organizações e pessoas de várias regiões. No total, foram angariados cerca de 1,6 milhões de dólares, após despesas. Cada cêntimo é devolvido à comunidade. É um resultado excecional. Absolutamente excecional. A organização LiUNA realizou um trabalho extraordinário”.

Por seu turno, Jack Oliveira, Business

Joel Filipe, the president of CCWU sublinhou que este “é um evento de cariz solidário que volta a juntar desporto e responsabilidade social, com o objetivo de apoiar várias instituições ao longo do ano”. Questionado sobre o impacto do torneio sublinhou o papel da iniciativa na ajuda a outras entidades: “Com certeza. É com eventos destes que se consegue criar forma de depois doar a outras pessoas que precisam mais”, afirmou Joel Filipe.

O evento consolida-se, assim, como um marco anual de solidariedade e cooperação entre trabalhadores, empresas e comunidade, deixando uma marca que vai além dos números: fortalece vínculos humanos e renova o sentido coletivo de cuidado mútuo. O seu impacto sente-se de forma direta no apoio social prestado em diversas regiões de Ontário, mas também na esperança e na confiança que ajuda a construir entre todos os envolvidos.

Madeira distingue os melhores da imagem subaquática mundial e nacional

A competição reuniu 75 fotógrafos e videógrafos de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos. A Madeira voltou a afirmar-se como um dos principais palcos internacionais da imagem subaquática ao acolher, durante três dias, a Taça do Mundo CMAS de Fotografia e Vídeo Subaquáticos e a Taça de Portugal da modalidade. Os participantes realizaram mergulhos em alguns dos mais emblemáticos locais da costa madeirense, incluindo a Reserva Marinha do Garajau, o naufrágio da Corveta Afonso Cerqueira, o Blue Hole, a Baixa da Cruz, a Baixa das Moreias e a Pitanga.

Oresultado traduziu-se em centenas de fotografias e vídeos que destacaram a riqueza e diversidade da fauna e flora marinhas da região, adiantou a organização ao JM.

O evento voltou a evidenciar o potencial da Região Autónoma da Madeira como destino de excelência para o mergulho e para a imagem subaquática, conjugando despor-

to, turismo, inovação e conservação marinha. A cerimónia de encerramento decorreu ontem, no Hotel Vila Galé, em Santa Cruz, onde foram distinguidos os melhores trabalhos da Taça do Mundo e do Campeonato Aberto da Madeira.

Quanto aos vencedores da Taça do Mundo, Joel Machado e Ana Patrícia Araújo dominaram as categorias de vídeo, conquistando o primeiro lugar nas provas “60 Seconds” e “Theme Movie”. Na fotografia com câmara, Rui Bernardo e Joana Narciso destacaram-se ao vencer as categorias “Wide”, “Peixes” e “Fotografia Criativa”. Já nas provas realizadas com dispositivo móvel, Jesús Yeray Delgado Dorta e Abigail Martín Hernández foram os grandes vencedores, arrecadando o primeiro lugar em todas as categorias disputadas.

A organização considera que o elevado nível técnico e artístico dos trabalhos apresentados reforça a crescente projeção internacional da Madeira no panorama da fotografia e vídeo subaquáticos.

AJMC promove iniciativa para auscultar juventude sobre o futuro dos municípios da RAM

As inscrições para participar no “Conselho Jovem” da AJMC já estão abertas e podem ser feitas através de um formulário digital disponível nas redes sociais da associação.

Ainiciativa decorre entre 13 e 17 de julho, em formato online, e tem como objetivo recolher as opiniões, ideias e perspetivas dos jovens madeirenses sobre o futuro e o quotidiano nos seus concelhos.

As sessões, que começam sempre às 19h00, estão organizadas por zonas geográficas: no dia 13 participa a Costa Oeste (Calheta, Ribeira Brava e Ponta do Sol); no dia 14 a Costa Sul (Funchal e Câmara de Lobos); no dia 15 a Costa Este (Machico e Santa Cruz); e no dia 16 a Costa Norte (Santana, Porto Moniz, São Vicente e Porto Santo).

No dia 17 de julho haverá ainda uma sessão aberta, destinada a jovens que não consigam participar na data da sua zona ou que

prefiram uma participação mais flexível. O projeto pretende criar um espaço de diálogo próximo e dinâmico, abordando temas como educação, emprego, habitação, mobilidade e lazer, com todos os contributos a serem recolhidos de forma anónima. A presidente da AJMC, Luísa Pedra, destaca que a iniciativa procura aproximar a juventude do poder local e transformar as suas opiniões em dados úteis para as autarquias.

Após a conclusão das sessões, as informações recolhidas serão tratadas e apresentadas aos respetivos municípios através de relatórios com conclusões estratégicas por concelho.

As inscrições para participar no 'Conselho Jovem' já se encontram abertas e podem ser formalizadas através do formulário digital disponibilizado nas redes sociais da AJMC.

JM/MS

Açores só conseguem fazer “investimentos transformadores” com cofinanciamento comunitário

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que a região só consegue realizar “investimentos transformadores” com apoio de fundos comunitários, como o PRR, devido à limitação da sua capacidade financeira própria.

Durante a inauguração da variante a Vila do Porto, na ilha de Santa Maria — uma estrada com cerca de 2,5 km e um investimento de cerca de 6 milhões de euros — financiada pelo PRR, o governante destacou a importância destes apoios europeus para o desenvolvimento regional e para a concretização de obras estruturantes. Bolieiro alertou ainda que, no futuro, poderá haver menos disponibilidade de fundos da União Europeia, tanto

por mudanças nas prioridades comunitárias (como o reforço da competitividade, segurança e defesa) como pela entrada de novos países no bloco. Nesse sentido, sublinhou a necessidade de a região aproveitar bem o atual quadro de financiamento.

O líder do executivo açoriano reforçou também a importância de cumprir os marcos e metas do PRR dentro dos prazos definidos, para garantir credibilidade e continuidade no acesso a estes apoios. Mostrou confiança de que a região está a cumprir esses objetivos e que a nova variante é um exemplo desse progresso, contribuindo para a rede viária e o desenvolvimento da ilha.

AO/MS

CTT mantêm até junho de 2027 apoio a reembolsos do mecanismo de continuidade territorial

O Governo decidiu prolongar até junho de 2027 o apoio presencial dos CTT no pagamento dos reembolsos do mecanismo de continuidade territorial, aplicado aos residentes dos Açores e da Madeira, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

Esta decisão estende o período transitório que estava inicialmente previsto terminar em junho de 2026. Durante este período, os CTT continuam a prestar apoio presencial, tanto no pagamento dos reembolsos como na utilização da plataforma eletrónica e na tramitação de pedidos que ainda não estão totalmente integrados no sistema digital. Em março de 2025, o executivo tinha criado um novo modelo de atribuição do antigo subsídio social de mobilidade, agora designado mecanismo de continuidade territorial, através de uma plataforma eletrónica que permite aos passageiros pedir o reembolso das passagens de forma digital. No entanto, a transição não ficou concluída, o que levou à necessidade de manter o apoio presencial.

A portaria explica que ainda não foi possível garantir todas as condições para que a eSPap, entidade gestora da plataforma, assegure também esse apoio direto aos beneficiários. Por isso, ficam previstos mecanismos alternativos para a tramitação dos pedidos enquanto algumas funcionalidades continuam por implementar. O Governo prevê que até junho de 2027 estejam reunidas as condições para que a gestão do apoio passe totalmente para a plataforma eletrónica, reduzindo progressivamente a intervenção dos CTT. AO/MS

Head Office 61 Industry St, York. 416-760-9993 Royce Dupont Plaza 337 Symington Ave, Toronto. 416-535-9993 | Crossroads Plaza 2625-A Weston Rd, Unit 2, Toronto. 416-245-3847 Dundas & Ossington 1209 Dundas St W, Toronto. 416-534-3847 | Dundas & Jane 3497 Dundas St W, Toronto. 416-761-9499 Westside Mall 2406 Eglinton Ave, Toronto. 416-657-1999 | Etobicoke 1451 Royal York Rd, Unit 101. 416-241-9993 Mississauga 5425 Creditview Rd, Unit 14. 905-814-0049 | Bradford 442 Holland St W. 905-775-7400 Vaughan 3651 Major Mackenzie Dr, Unit E5. 905-303-3847 | Whitby 301 Dundas St W. 905-668-2253

caldensebakery.ca

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PORTUGAL PORTUGAL

Risco incêndios

Governo declara situação de alerta e proíbe várias atividades agrícolas

O Governo declarou, na quinta-feira (1), situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira (6), tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.

Oanúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), situado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou ainda para o "agravamento muito significativo das condições atmosféricas".

"Para situações de grande emergência, o Governo vai avançar com uma declaração de situação de alerta, que são medidas de exceção para momentos extraordinários e de dificuldades" e que "levam também à aplicação de diplomas de exceção", afirmou Luís Neves, que pediu a colaboração de todos os cidadãos.

O governante precisou que "pelo menos até ao dia 6, depois haverá outros momentos de avaliação", é esperado no interior do país "forte calor, temperaturas superiores a 40 graus, baixíssimos índices de humidade, e ventos que podem chegar aos 70 quilómetros por hora ou até mais".

Segundo Luís Neves, estas são "condições de perigo de incêndio rural muito elevado ou máximo", pelo que reiterou o pedido aos cidadãos para serem responsáveis e evitarem comportamentos negligentes. "Se há algum que não está a ter um comportamento adequado, o outro tem a obrigação de chamar a atenção e de alertar", frisou. Se esse comportamento persistir, Luís Neves desafiou os cidadãos a denunciar.

O Governo assinou um diploma, "com aplicação a partir da meia-noite, para a declaração de situação de alerta", que des-

Saúde pública

taca, "em primeiro lugar, a proibição de acesso e circulação a determinados ou, entre outros, espaços florestais, previamente definidos", disse o ministro.

O documento proíbe a realização de queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola e a proibição de realização de "trabalhos nos espaços florestais, com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais".

Luís Neves sublinhou o risco de utilização de motorroçadoras de lâmina, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá frontal, uma vez que podem provocar faíscas e iniciar um incêndio.

Também não é permitido o uso de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, assim como o lançamento de balões com mecha, sendo suspensas "autorizações que já tenham sido emitidas".

Avisando que se esperam "noites tropicais", o ministro reforçou que "não vai haver espaço para as florestas arrefecerem", pelo que se estará perante "um barril de pólvora".

Montenegro faz apelo: "Todos somos necessários para proteger o nosso território"

O primeiro-ministro justificou a situação de alerta decretada pelo Governo "devido às altas temperaturas que o país enfrenta" nos próximos dias e afirmou que irá acompanhar "ao detalhe" a evolução do estado do tempo.

"Cada um de nós tem a responsabilidade de prevenir e fazer a sua parte. Peço a todos que respeitem as indicações das autoridades. Todos somos necessários para proteger a nossa comunidade e o nosso território", refere Luís Montenegro, numa publicação na rede social X..

Ministério da Saúde diz que país está preparado para onda de calor

O Ministério da Saúde garante que o país está preparado para enfrentar a onda de calor prevista nos próximos dias, assegurando que os diferentes níveis de contingência do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde já estão a ser ativados. O Governo alerta ainda para um potencial aumento da mortalidade associado às temperaturas extremas e apela à população para adotar medidas de prevenção, sobretudo junto dos grupos mais vulneráveis.

Numa conferência de imprensa, Ana Povo, secretária de Estado da Saúde, sublinhou que as temperaturas elevadas representam "um risco significativo para a saúde pública", afetando sobretudo idosos, crianças, grávidas, doentes crónicos e pessoas mais expostas devido às suas condições de vida ou de trabalho.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) mantém o país no nível 1 de risco nacional, com reforço da monitorização e da capacidade de resposta das unidades locais de saúde.

JN/MS

Debate imigração

Ministro defende que "problema não são os

imigrantes" mas políticas da Esquerda

O ministro da Presidência defendeu que "o problema não são os imigrantes", mas "a receita que a Esquerda usou" ao não promover a oferta de habitação e de serviços públicos face o aumento de população estrangeira residente.

"O problema não são os imigrantes. O problema é a Esquerda, é a sua receita para o país e, pior, essa teimosia em negar a realidade. O problema é a receita que a Esquerda usou. Se há necessidade de servir mais gente tem de haver aumento de capacidade", afirmou António Leitão Amaro na Assembleia da República, no âmbito da sua audição periódica na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Alegando que esse crescimento da oferta não existiu enquanto a Esquerda governou o país, o ministro no executivo de Luís Montenegro (PSD) criticou, no caso dos serviços públicos, as escolas e hospitais "que não se fizeram", o fim de parcerias

público-privadas (PPP) na Saúde e o corte dos contratos de associação na Educação durante a governação de António Costa (PS).

Quanto à habitação, Leitão Amaro lamentou que, quando era necessária uma "expansão de oferta", a opção do Governo anterior tenha sido "castigar o arrendamento e a construção privada", falando numa "perseguição aos proprietários e senhorios".

"A população total portuguesa e estrangeira que espera e desespera, pela pressão nos mercados de serviços de habitação e de serviços públicos essenciais, são vítimas da irresponsabilidade da política socialista de imigração", disse.

Em 22 de junho deste ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) atualizou o número de residentes em Portugal para 11.424.031 pessoas, graças à contabilização de 1.597.539 pessoas estrangeiras. NM/MS

Ajuda humanitária
Dois aviões da Força Aérea seguem dentro de dias para a Venezuela com ajuda

Dois aviões da Força Aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira(7), podendo no regresso trazer pessoas, declarou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Estamos já a organizar novos voos com a nossa Força Aérea, já temos dois aviões prontos para arrancar." declarou Emídio Sousa aos jornalistas, na Assembleia da República. "Tínhamos previsto um primeiro voo no dia 7 [de julho], que é terça-feira. Se o pudermos antecipar, se tivermos já carga para carregar o avião, provavelmente anteciparemos", adiantou o governante, realçando que há muita ajuda das pessoas a chegar, mas há que selecionar o que é mais necessário. "Estamos a fazer uma seleção do que é verdadeiramente preciso. Há muito boa vontade das pessoas", explicou adiantado que, para já não são necessários bens alimentares, bens perecíveis ou água, por exemplo.

O secretário de Estado assegurou que tem estado em permanente contacto com as autoridades venezuelanas e com as por-

tuguesas, para que se perceba efetivamente o que faz falta.

O secretário de Estado reiterou o que o ministro dos Negócios Estrangeiros, já tinha afirmado: "Como disse o sr. ministro Paulo Rangel, nós estamos a trabalhar nisso [na ajuda] já desde o início, porque nós previmos a nossa intervenção em três momentos. O primeiro salvar e resgatar. O segundo momento a ajuda humanitária. E o terceiro momento será o da reconstrução do país".

Novo balanço indica 79 portugueses e lusodescendentes mortos na Venezuela

O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de 24 de junho na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado esta quinta-feira pela Secretaria de Estado das Comunidades.

Entre os 79 mortos, 69 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 14 crianças e 65 adultos.

MB/MS

Credito: DR

Poluição espacial MUNDO

Milhões de novos satélites terão "consequências devastadoras para astronomia"

Um estudo alerta para as "consequências devastadoras para a astronomia" que representa a colocação na órbita terrestre de mais de 1,7 milhões de novos satélites, incluindo os "extremamente brilhantes", que estão a ser planeados por empresas.

Oestudo, conduzido por um astrónomo do Observatório Europeu do Sul (OES), que descreve o trabalho num comunicado, é o primeiro a calcular a extensão do impacto de grandes, e brilhantes, constelações de satélites nas observações astronómicas, ao tornarem o céu noturno mais luminoso prejudicando a observação com telescópios de galáxias distantes, planetas extrassolares parecidos com a Terra ou asteroides potencialmente perigosos para a Terra.

O OES, organização astronómica da qual Portugal é membro, acrescenta a este efeito o de a poluição luminosa gerada por constelações de satélites muito brilhantes poder causar "impacto na saúde e no fun-

cionamento da vida na Terra ao perturbar os relógios biológicos e os ecossistemas".

Segundo o OES, grandes constelações de satélites têm também "impactos diretos na qualidade do ar", devido aos numerosos lançamentos que são necessários para os enviar e manter em órbita e à poluição provocada pela queima quando reentram na atmosfera terrestre no fim de vida.

Atualmente, existem mais de 14 mil satélites ativos na órbita da Terra. O número de satélites em órbita ascende aos 32 mil se forem incluídos os satélites inativos ou o que resta deles.

O estudo agora divulgado, da autoria do astrónomo belga Olivier Hainaut, refere que a empresa norte-americana SpaceX, do magnata Elon Musk, pretende lançar um milhão de novos satélites, destinados a servir centros de dados no espaço, que "irão alterar significativamente a aparência do céu".

NM/MS

Teerão reivindica controlo do estreito de Ormuz e critica reunião no Bahrein

O viceministro dos Negócios Estrangeiros iraniano reivindicou o controlo do Irão sobre o estreito de Ormuz e criticou a reunião de segurança regional liderada pelos Estados Unidos e realizada na véspera no Bahrein.

"O estreito de Ormuz está sob o comando do Irão, não do Comando Central dos Estados Unidos", afirmou Kazem Gharibabadi nas redes sociais, defendendo que "a segurança da região será garantida" com "o fim das intervenções e a retirada dos Estados Unidos da zona, o respeito pela soberania dos países e a aceitação das novas realidades geopolíticas".

A publicação de Gharibabadi surgiu depois de Washington anunciar que responsáveis militares de 12 países, entre os quais Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Líbano e Síria, se tinham reunido no Bahrein para discutir a segurança no Médio Oriente e reafirmar o "compromisso com a livre circulação" através do estreito, por onde, em tempos de paz, circulavam cerca

Defesa nacional

de 20% das energias fósseis mundiais.

O encontro ocorreu em plena ronda de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos no Catar para abordar a execução do Memorando de Entendimento assinado por ambos os países, conversações que terminaram na quartafeira, depois do fogo cruzado registado entre as partes durante o fim de semana.

O Memorando de Entendimento, negociado com a mediação do Paquistão, foi assinado eletronicamente em junho pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pelo homólogo norteamericano, Donald Trump.

Washington e Teerão concordaram prosseguir as conversações, com uma próxima reunião a ser marcada "o mais cedo possível", depois de terminadas as cerimónias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto na ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o país persa a 28 de fevereiro.

JN/MS

Alemanha prepara convocatórias obrigatórias para reservistas das Forças Armadas

O Governo alemão anunciou estar a preparar uma reforma que prevê a convocação obrigatória de pessoas para a reserva do exército, de modo a atingir, em 2033, a marca de 200 mil militares que não estão no ativo.

O Papa Leão XIV fez a sua primeira nomeação importante de uma mulher para a hierarquia da Santa Sé, promovendo a irmã italiana Alessandra Smerilli para chefiar o escritório do Vaticano responsável pelos migrantes, meio ambiente e desenvolvimento.

Smerilli, economista, é atualmente a número 2 do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral. Como prefeita, substitui o cardeal canadiano Michael Czerny que se aposentará em breve, ao completar 80 anos. Com a nomeação de Smerilli, Leão XIV parece estar a seguir o exemplo do seu predecessor, o Papa Francisco, que se empenhou em promover mulheres para po-

sições de gestão no mais alto nível dentro da Santa Sé, como resposta aos pedidos de maior participação das mulheres nas decisões da igreja. No início deste mês, o papa nomeou uma mulher de nacionalidade mexicana e americana, Maria Montserrat Alvarado, para liderar as operações de comunicação do Vaticano.

A Igreja Católica reserva o sacerdócio apenas para homens, e as mulheres têm-se queixado há muito de um estatuto de segunda classe, apesar de serem responsáveis pela maior parte do trabalho da igreja, como gerir escolas, hospitais e transmitir a fé às gerações mais jovens. MB/MS

Segundo o Ministério da Defesa alemão, "a lei prevê, no futuro, a possibilidade de uma convocação obrigatória" para a reserva, atualmente composta por voluntários, embora na sua maioria por pessoas com experiência militar, como ex-soldados profissionais. A reforma põe fim ao princípio da "dupla voluntariedade" que era praticado até agora na Alemanha, um modo de gestão de uma reserva que conta atualmente com cerca de 49.200 pessoas disponíveis, de acordo com dados de 2024 da Associação de Reservistas das Forças Armadas alemãs. Esse princípio estabelecia que tanto as empresas como os trabalhadores que integravam a reserva deviam dar o seu consentimento a uma eventual convocação

pelo exército alemão."Esta prática já não se coaduna com os requisitos da política de segurança nem com a necessidade de dispor de uma reserva pronta para o combate e integrada nas Forças Armadas, como contributo para a capacidade de dissuasão e defesa da Alemanha", argumentou o Ministério da Defesa.

A reforma prevê que as empresas sejam informadas da convocação dos seus funcionários reservistas com oito semanas de antecedência e constitui "um afastamento do sistema de dupla voluntariedade em vigor até agora", afirmou o porta-voz do Governo alemão, Sebastian Hille, numa conferência de imprensa em Berlim sobre as novas regras.

Aos reservistas, segundo indicou o Ministério da Defesa, é oferecida, além de benefícios económicos, formação que inclui o conhecimento de "equipamentos pesados de última geração e sistemas informáticos", juntamente com o contacto "com a tropa e com os soldados no serviço ativo". JN/MS

Credito: DR

HAPPY CANADA DAY!

On behalf of LiUNA Local 506, we proudly celebrate the strength, diversity, and resilience that make Canada a great nation.

Today, we recognize the hardworking men and women whose dedication helps build our communities and shape our country's future. As we gather with family, friends, and neighbours, let us take pride in all that we have accomplished together.

Wishing all our members and their families a safe, happy, and memorable Canada Day!

CARMEN PRINCIPATO
TONY DO VALE ROLY BERNARDINI
FABRIZZIO MASSARI
SAVERIO REPOLE
LUIS PIMENTEL MILTON MEDEIROS

HAPPY CANADA DAY

Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer
Robert Petroni Recording Secretary
Brandon MacKinnon Executive Board Member
Terry Varga Executive Board Member
Carmen Principato Vice President
Joseph S. Mancinelli President
Jack Oliveira Business Manager

Antes do apito inicial

Portugal disputou o primeiro no Mundial 2026, mas a Seleção. Nas ruas, ganhava-se em festa, em emoção e vive consegue explicar. A Seleção Nacional ia defrontar a Croácia em bloco: trouxe malas, cachecóis, bandeiras e aquela capacidade

Diz quem viu que até o trânsito andava mais devagar, talvez por sotaque. Eu tenho a certeza de que o semáforo piscou verde, vermelho,

Diz-se por aqui, meio a brincar, meio a sério, que nestes dias o Canadá ruas para perceber por quê.  É como se o Atlântico tivesse

No dia da chegada, o aeroporto parecia menos um terminal e mais olhos postos no horizonte, como se o tempo tivesse decidido cortejo: um desfile de motards abriu caminho entre a multidão, conseguem inventar. Joe da Silva e Vítor Santos lideravam a segurar um pedaço de orgulho coletivo em equilíbrio sobre barulho: era um país inteiro

Já perto do hotel, o cenário subiu de intensidade. As ruas Vermelho e verde por todo o lado, vozes a sobreporem-se, porque sim, porque Portugal tinha chegado e isso já é

Seleção fez o primeiro treino, o calor não era só meteorológico. chamados como se cada nome fosse uma promessa lançada juramento antigo: “estamos aqui, aconteça o que acontecer

E entre bilhetes que voam mais depressa do que pão quente começar, há também uma certeza: nem toda a gente gente vai

E depois havia o grito que atravessava tudo, como portuguesa: “Ronaldooo!” — dito com a devoção de está a jogar a milhares

Entretanto, Brooklyn, Mariana e Maria Inês formam o há sempre quem diga que o talento de João Félix não de aura extra, difícil de explicar, fácil de comentar. estética entra na convocatória

Antes do apito inicial, no Stanley Park, iniciou-se ACAPO, naquele ritual tão português de transformar estádio, o jogo espalhou-se: casas, quintais, salas improvisadas, ecrãs e bacalhau emocional servido em doses generosas. viu-se em comunidade, como se isso fosse regra não restaurantes de Toronto, que prepararam ementas inspiradas o jogo em direto, permitindo que todos vibrassem juntos. E, de certa forma, estivemos No fim, depois do apito soar e as luzes Toronto, o resultado vai ser só uma nota Porque aquilo que ficou a vibrar não como um país inteiro, espalhado num mesmo gesto, numa “estamos aqui” dito sem

Toronto foi Portugal

ainda nem minuto, em Toronto, cidade já vestia as cores da e naquele excesso de coração português que só quem o Croácia e, de repente, parece que Portugal decidiu mudar-se capacidade muito nossa de transformar qualquer esquina num arraial. por respeito, talvez por curiosidade, talvez só para ouvir melhor o vermelho, com um toque de amarelo só para participar na festa portuguesa. Canadá falou mais português do que inglês. Bastava passear pelas tivesse encolhido e o sonho tivesse aterrado mesmo aqui. mais um ponto de reencontro nacional. Gente colada às grades, respeitar o momento e parar um bocadinho. E então surgiu o multidão, com a solenidade improvisada que só os grandes dias a comitiva como quem não está apenas a conduzir - está a duas rodas. Os motores rugiam e, por momentos, não era inteiro em modo vibração.

ruas encheram-se como copos num brinde interminável. sobreporem-se, abraços a acontecerem sem motivo especial, apenas razão suficiente para festa. No Centennial Park, onde a meteorológico. Era humano. Um a um, os jogadores foram lançada ao futuro. E cada resposta da bancada soava a acontecer — e se for preciso, sofremos todos juntos”.

quente e preços que fazem doer o bolso antes do jogo gente vai conseguir entrar no estádio, mas quase toda a estar lá.

como se fosse um idioma universal reinventado à quem chama pelo rei lá de casa, mesmo quando ele milhares de quilómetros.

o grupo improvável das atenções divididas - porque não joga sozinho: entra em campo com uma espécie E assim se prova que, no futebol português, até a convocatória não oficial. uma caminhada até ao Estádio, com a marca da transformar deslocações em procissões festivas. E fora do improvisadas, casas comunitárias, restaurantes com generosas. Em Toronto, ninguém viu o jogo sozinhonão escrita do futebol português. Uma palavra para os inspiradas na gastronomia portuguesa e transmitiram vibrassem e apoiassem a Seleção como se estivessem estivemos e estaremos todos juntos. luzes começarem a baixar devagar sobre nota no rodapé de uma história maior. não foi apenas o jogo - foi a maneira espalhado pelo mundo, se reconheceu mesma voz, num mesmo sem precisar de tradução.

Cindy Da Ponte

Ministro

da Educação

de

Ontário

apela aos pais para não tirarem os filhos da escola por causa do desporto

O Ministro da Educação de Ontário, Paul Calandra, está a apelar aos pais para que não tirem os filhos das aulas para torneios desportivos no próximo ano, altura em que entram em vigor as novas regras de assiduidade.

Apartir do próximo ano letivo, a assiduidade e a participação vão representar 10% ou 15% da nota final, dependendo do ano de escolaridade. No 9.º e 10.º anos, a assiduidade e a participação vão equivaler a 15% da nota final. No 11.º e 12.º anos, corresponderão a 10%. O aluno que tiver mais de duas faltas injustificadas não conseguirá obter a totalidade desses 10% ou 15%. "A educação é uma prioridade", afirma o ministro As faltas justificadas incluem normalmente situações de doença e feriados religiosos. Os pais têm permissão para tirar os filhos da escola para um torneio de hóquei de fim de semana que comece numa sexta-feira, por exem-

plo, mas Calandra afirma que não quer que isso se torne a norma. O ministro sublinha que as taxas de assiduidade nas escolas secundárias de Ontário estão entre as piores do país e que algo tem de ser feito. "O meu conselho para os pais é: mantenham-nos na escola", disse na segunda-feira, à margem de um anúncio sobre outro tema. "A educação deve ser a prioridade deles. Vamos monitorizar a situação ao longo do próximo ano, como disse na semana passada, e se tivermos de fazer algumas modificações adicionais, fá-lo-emos."

Calandra referiu que o ministério já foi contactado pela Liga de Hóquei de Ontário (OHL), por exemplo, no que diz respeito a atletas de elite.

"Atletas de alta competição em treino, obviamente, teremos alguma flexibilidade para isso, mas repito isto também para as organizações desportivas: a educação é uma prioridade", concluiu.

Agricultores de Ontário acolhem calor extremo após semanas de tempestades e granizo que danificaram culturas

Alguns agricultores do sudoeste de Ontário estão a celebrar a vaga de calor intenso que cobre a região, classificando-a como uma mudança bem-vinda após um início imprevisível da época de cultivo.

Na passada semana, uma forte tempestade assolou a zona, trazendo chuvas torrenciais, ventos fortes e granizo. Um tornado perto de Glencoe, Ontário, marcou também o quarto tornado confirmado na região desde o início de maio, após outros registados perto de Lucan, no sul de London e perto de Melbourne. "Foi a nossa primeira vez com granizo.

Foi muito diferente e causou danos nos nossos arbustos e nos frutos", disse Hope Parks, da Parks Blueberries em Bothwell, Ontário. Parks explicou que a exploração agrícola já estava com dificuldades em cul-

tivar mirtilos após um inverno particularmente longo e frio, e que as pedras pesadas de granizo destruíram os frutos que tinham conseguido amadurecer com sucesso. "Estimamos que a Parks Blueberries registe uma quebra de cerca de 40% na produção de mirtilos em comparação com os anos anteriores”.

Nenhum dos agricultores afirmou esperar tantas tempestades quando planearam inicialmente a época de cultivo. "É muito difícil prever as condições para uma temporada", desabafou Jacques. Se tivéssemos uma daquelas bolas de cristal, seria excelente."

Outros agricultores disseram que os consumidores poderão notar que certos produtos hortícolas estarão disponíveis mais tarde do que o habitual, ou durante um período de tempo globalmente mais curto.

Universidade de Toronto entre as 20 melhores do mundo

Três universidades canadianas estão entre as 100 melhores do mundo, segundo o mais recente ranking Best Global Universities 2026-2027, divulgado pela U.S. News & World Report.

AUniversity of Toronto foi classificada como a melhor universidade do Canadá e ocupa o 20.º lugar a nível mundial. A instituição destacou-se pela qualidade da sua investigação, produção científica e impacto académico. No ranking canadiano, a University of British Columbia surge em segundo lugar

e 42.º no mundo, seguida da McGill University, que ocupa a 68.ª posição global. O estudo avaliou mais de 2.400 universidades em 105 países, tendo em conta critérios como reputação académica, publicações científicas, citações de investigação e colaboração internacional.

A nível mundial, a Harvard University mantém a liderança, seguida do Massachusetts Institute of Technology e da Stanford University. Os resultados confirmam o destaque do ensino superior canadiano no panorama académico internacional.

CP24/MS

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Credito: CBC

Canadá suspende modernização de 800 milhões de dólares dos helicópteros

Griffon devido a "complexidade" técnica

O governo federal ordenou a suspensão dos trabalhos de extensão de vida útil dos antigos helicópteros CH-146 Griffon da força aérea.

Aremodelação multimilionária deparou-se com problemas técnicos, de acordo com fontes que falaram sob anonimato por não estarem autorizadas a falar com a comunicação social.

Existe preocupação entre os estrategistas da defesa sobre se a Bell Textron Canada Ltd., sediada em Mirabel, no Quebeque, conseguirá recondicionar todos os 82 helicópteros.

A empresa foi notificada recentemente da suspensão do contrato e encontra-se atualmente em conversações com o Ministério da Defesa Nacional (DND) e com o Ministério dos Serviços Públicos e Contratação Pública para definir o âmbito do contrato de modernização de 800 milhões de dólares. Tanto o DND como a empresa, em comunicados escritos separados, con-

firmaram que o projeto está num impasse e que a extensão das modernizações está a ser reavaliada. "Continuamos empenhados em trabalhar em colaboração com o governo federal para adaptar o programa GLLE [Griffon Limited Life Extension] em conformidade", afirmou Lindsey Hughe, porta-voz da Bell Textron. "Juntos, estamos no processo de redefinir o âmbito dos trabalhos do projeto."

O contrato de modernização foi assinado em maio de 2022 e um contrato separado de sustentação de 2,2 mil milhões de dólares, para manter a frota de CH-146 a voar até 2039, foi adjudicado em janeiro de 2024.

As melhorias incluem sistemas modernos de comunicação e navegação, gravadores de voz na cabine de pilotagem, ecrãs, sensores e motores.

Não se sabe ao certo quantos helicópteros já receberam as melhorias. A Bell Textron apresentou o primeiro Griffon recondicionado em 2024.

CBC/MS

Carney afirma que o plano climático da era Trudeau era "demasiado caro" e "divisivo"

O Primeiro-Ministro Mark Carney ecoou as críticas ao plano climático do anterior governo Liberal num vídeo, afirmando que o plano que herdou era demasiado caro e divisivo.

"No meu entender, esse plano não era sustentável a longo prazo", afirmou Carney no seu segundo vídeo da série "Forward Guidance". "Teria sido demasiado caro para os canadianos — canadianos que já estão a lutar com o custo de vida."

Mais adiante, acrescenta que o plano "teria sido demasiado divisivo para o nosso país" e representava "uma oportunidade aberta para aqueles que desejam dividir o Canadá, tanto a nível interno como no estrangeiro".

Ao afastar-se do plano climático de Trudeau, Carney reconheceu que as emissões do país seriam mais elevadas nos próximos anos do que seriam de outra forma.

"Prometi-vos que não iria suavizar as mensagens difíceis", disse. Os Conservadores e outros defensores da expansão das exportações canadianas de petróleo e gás argumentam há muito que o plano climático desenvolvido sob o mandato do Primeiro-Ministro Justin Trudeau custaria demasiado às famílias canadianas e prejudicaria o crescimento económico. O governo de Trudeau argumentava que medidas como a taxa sobre o carbono para os consumidores devolviam mais dinheiro à maioria dos canadianos, através de reembolsos federais, do que aquilo que pagavam, aumentando o poder de compra. De uma forma mais geral, o governo de então repetia frequentemente que era possível proteger o ambiente e, ao mesmo tempo, fazer crescer a economia.

CBC/MS
Credito: CBC

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Duas nações.

Uma tradição de sabor.

Portugal vence Croácia com reviravolta épica e marca encontro com Espanha

Portugal venceu a Croácia com um golo nos minutos de compensação e conseguiu completar a reviravolta para marcar presença nos oitavos de final frente à Espanha, com Cristiano Ronaldo a fazer o primeiro golo em fases a eliminar em Campeonatos do Mundo.

Foi até ao fim, mas chegou! Portugal está nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2026 depois de eliminar a seleção da Croácia, por 2-1, com uma reviravolta épica já perto do apito final, em Toronto, com Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos a fazerem os golos da seleção nacional, nesta madrugada de quinta-feira.

Apesar de uma fase de grupos algo apagada por parte da seleção de Portugal, houve um novo fôlego por parte do grupo de trabalho, com a entrada de Rafael Leão no onze inicial a ser preponderante para uma entrada muito positiva neste encontro.

Desde o primeiro minuto que a equipa das quinas tomou conta do ritmo da partida, com muitas oportunidades a serem obtidas pelos lusos, mas sem o tão importante 'produto final' no fundo das redes de Livakovic.

Ainda assim, o primeiro remate do encontro acabou mesmo por chegar do lado... da Croácia. Ante Budimir recebeu a bola à entrada da área portuguesa de Ivan Perisic, mas atirou à figura de Diogo Costa, que não teve problemas em segurar a bola. Logo de seguida, foi a vez de Portugal responder com perigo, ao minuto quatro, com Rafael Leão a arrancar pela esquerda e a deixar para Bruno Fernandes, que atirou para uma grande defesa de Livakovic.

Seguiu-se um cerco autêntico à grande área da Croácia, com vários cruzamentos consecutivos a causarem calafrios às redes croatas, com Cristiano Ronaldo, Renato Veiga e ainda a dupla dos camisolas sete e oito, a não conseguirem fazer as bancadas festejar com um golo.

Até ao intervalo, o controlo do jogo continuou do lado da turma comandada por Roberto Martínez, mas nada fez com que o marcador se mexesse antes do apito para o intervalo, ainda que Rafael Leão tivesse tido a oportunidade de ouro já nos descontos, mas atirou por cima, quando se pedia mais tranquilidade na altura do remate.

O segundo tempo começou com uma entrada a ferver por parte da Croácia, que foi atrás de um golo madrugador, com várias intervenções perto da baliza de Diogo

Costa, que teve de ser chamado a intervir com grandes defesas, mas antes, houve um lance com Nuno Mendes a ter espaço para rematar à baliza de Livakovic, mas preferiu tentar servir Cristiano Ronaldo, que estava marcado e nem sequer teve a bola nos pés.

Mas esta boa entrada da Croácia fez-se sentir na defesa de Portugal, que deixou Perisic sozinho na zona do segundo poste, atirando para o fundo das redes e bateu Diogo Costa para inaugurar o marcador na partida, aos 53 minutos.

Apenas oito minutos depois, houve golo anulado a Cristiano Ronaldo, que ficou em posição irregular por poucos centímetros, mas a resposta chegou... depois de uma mudança a quadriplicar.

Depois das entradas de Gonçalo Ramos, Francisco Conceição, Bernardo Silva e Nélson Semedo, houve falta dentro da grande área da Croácia, com Renato Veiga a ser impedido de disputar a bola.

Com a grande penalidade, aos 68 minutos, o capitão da seleção nacional não desperdiçou e estreou-se a marcar em fases a eliminar de Campeonatos do Mundo, com um remate para o meio da baliza de Livakovic, para empatar a partida e relançar a esperança portuguesa.

Mas foi a Croácia que voltou a festejar, com Petar Sucic a colocar a bola no fundo das redes, mas o lance foi invalidado por um fora de jogo muito semelhante ao de Cristiano Ronaldo. A festa, essa, foi mesmo feita pela seleção portuguesa. Já depois de o capitão português ter saído de campo, Gonçalo Ramos cabeceou para o fundo das redes, aos 90+4 minutos. O banco de Portugal foi abraçar de forma efusiva o avançado luso, que colocava os portugueses nos oitavos de final num jogo épico até ao fim, que ainda contou com um grande sofrimento para os corações dos milhões de portugueses acordados às 2h00 em Portugal Continental, já que Gvardiol marcou o golo do empate aos 90+12 minutos, mas não contou após o sensor da bola TRIONDA ter detetado um toque de Matanovic que deu fora de jogo. Desta forma, Portugal defronta a Espanha e vai discutir um lugar nos quartos de final do Campeonato do Mundo, naquela que será uma reedição da final da Liga das Nações, que Portugal venceu na Alemanha, em 2025.

FP/MS

Espanha 'baila' frente à Áustria

Formação espanhola não deu qualquer hipótese à congénere austríaca e carimbou um lugar nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2026. Adversário sairá do duelo entre Portugal e a Croácia.

Está encontrada mais uma seleção apurada para os oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2026. A Espanha garantiu o passaporte para a próxima fase, ao vencer a congénere da Áustria, por 3-0, em mais um duelo relativo aos 16 avos de final deste torneio.

No Los Angeles Stadium, em Inglewood, no estado norte-americano da Califórnia, a seleção da Áustria até entrou atrevida, foi conseguindo ter alguma bola e foi apostando na busca pelas costas da defesa dos espanhóis. Ao minuto 17, Michael Gregoritsch tentou responder a um grande cruzamento de Sabitzer na esquerda e ficou a centímetros do cabeceamento.

No entanto, os austríacos acabaram por ir perdendo algum fulgor com o passar dos minutos, o que entregou a Espanha o

comando do encontro. Em cima da meia hora de jogo, Dani Olmo viu um defesa austríaco tirar-lhe o pão da boca no momento em que se preparava para rematar, antes de Marc Cucurella, em cima do minuto 29, ter visto um golo ser-lhe anulado. O recente reforço de verão do Real Madrid, agora orientado por José Mourinho, aproveitou uma confusão enorme na pequena área austríaca e encostou para o 1-0, mas o árbitro considerou ter existido falta sobre o guarda-redes.

Lamine Yamal, por seu turno, foi dando água pela barba a Laimer, que não conseguia travar as iniciativas do jogador do Barcelona. Os espanhóis foram sendo pacientes e conseguiram quebrar o nulo em Los Angeles à passagem do minuto 36. Pedri encontrou Marc Cucurella sozinho à esquerda, o lateral cruzou rasteiro e Oyarzabal, sozinho na área, só precisou de encostar para fazer o golo. Antes, Schlager já te tinha aplicado para fazer duas boas defesas.

À beira do tempo de descanso, Espanha esteve a um passo de ampliar a contagem,

mas duas grandes defesas de Schlager impediram os festejos dos espanhóis. Baena bateu o pontapé livre e o austríaco defendeu para a trave. Na recarga, Yamal rematou com muita força, mas Schlager voltou a brilhar.

A Áustria reentrou no encontro com vontade de mostrar uma imagem diferente daquela que tinha evidenciado no primeiro tempo, mas acabou por ser a Espana a marcar mais dois golos na Califórnia e sem grandes dificuldades.

Em cima do minuto 66, Pedro Porro estreou-se a marcar com a camisola dos hispânicos. Numa jogada construída pela esquerda, Baena, cruzou para o coração da área, onde o antigo jogador do Sporting apareceu na zona do ponta de lança para fazer o 2-0. Depois de Alaba ter evitado o terceiro de Espanha com um corte em cima da linha de golo (85'), o conjunto de Luis de la Fuente assinalou o terceiro aos 89', com o bis de Oyarzabal.

NM/MS

Creditos: DR
Creditos: Samantha Rainho
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Foi uma emoção impossível de explicar.

Mauro Eustáquio revive o golo histórico do irmão

Stephen

O Canadá continua a viver um momento histórico no Mundial de 2026. A vitória por 1-0 frente à África do Sul, garantida por um golo de Stephen Eustáquio, já nos descontos, colocou pela primeira vez a seleção canadiana nos oitavos de final de um Campeonato do Mundo.

No final do encontro, o médio luso-canadiano resumiu o espírito desta equipa numa frase que rapidamente conquistou os adeptos: "Toda a equipa rematou aquela bola comigo. Quando lutamos uns pelos outros, quando jogamos uns pelos outros, coisas especiais como esta podem acontecer."

Uma frase que traduz a união de um grupo e que ganha ainda mais significado quando ouvida por quem conhece Stephen desde os primeiros passos no futebol.

O Milénio conversou com Mauro Eustáquio, irmão mais velho de Stephen, treinador e uma das pessoas que melhor conhece o percurso do internacional canadiano. A primeira pergunta foi inevitável: onde estava Mauro no momento em

Eustáquio

que o irmão marcou o golo que colocou o Canadá nos oitavos de final?

"Estava com a minha equipa de trabalho a ver o jogo. Quando a bola entrou foi uma emoção impossível de explicar. Primeiro senti a alegria de ver o Canadá fazer história, mas depois percebi a verdadeira dimensão daquele momento. Foi um orgulho enorme como irmão, mas também como alguém que acompanha o futebol canadiano há muitos anos."

Aquele golo não foi apenas mais um momento de futebol. Foi o golo que mudou a história da seleção canadiana. Mas o que significa, para Mauro, ver o irmão tornar-se o protagonista de uma noite que ficará marcada para sempre? "É um momento único. Estou ligado ao futebol canadiano há mais de quinze anos, primeiro como jogador e depois como treinador, e sei o quanto esta conquista significa para o país. Ver o nome do meu irmão ligado a um momento destes é algo extraordinário. É uma memória que toda a gente vai recordar."

Depois do jogo, Stephen fez questão de dividir o mérito com todos os colegas ao

à escala

afirmar que "toda a equipa rematou aquela bola comigo". Perguntámos a Mauro se esta frase representa a personalidade do irmão. "Sem dúvida. O Stephen nunca coloca o 'eu' acima da equipa. É um líder pelo exemplo, uma pessoa muito humilde. Ele sabe que ninguém conquista nada sozinho. Esta seleção tem um espírito de família e essa união foi fundamental para chegar até aqui."

O selecionador Jesse Marsch disse aos jogadores: "Vocês são heróis canadianos. Heróis para as futuras crianças deste país que jogam futebol." Uma mensagem forte que mostra o impacto desta geração.

Mauro, acredita que esta equipa está a inspirar uma nova geração de jovens jogadores no Canadá?

"Acho que ainda não percebemos totalmente aquilo que esta geração está a fazer. Hoje, muitas crianças olham para jogadores como Alphonso Davies, Jonathan David ou Stephen Eustáquio e acreditam que também podem chegar ao mais alto nível. Eles estão a abrir portas e a mostrar que existe um caminho."

A história de Stephen é também uma história de duas culturas. Nascido no Canadá, com raízes portuguesas, representa uma ligação especial entre os dois países. O que significa para a família Eustáquio viver este momento entre Portugal e o Canadá?

"É algo muito especial. Crescemos com valores de trabalho, humildade e perseverança, valores muito ligados às nossas raízes portuguesas. O Stephen podia ter representado Portugal, mas escolheu o Canadá, o país onde nasceu e cresceu. Foi uma decisão feita com o coração."

Com o Canadá já nos oitavos de final, fica a pergunta: até onde pode chegar esta seleção?

"Já fizeram história, mas esta equipa é muito ambiciosa. Existe qualidade, união e confiança no trabalho que está a ser feito. Nos jogos a eliminar tudo pode acontecer. Se mantiverem este espírito, podem continuar a sonhar."

Depois de uma noite inesquecível, houve ainda espaço para uma conversa entre irmãos.

Qual foi a primeira coisa que disse ao Stephen quando falaram depois do jogo? "Ele ligou-me ainda do balneário. Estava muito cansado, mas extremamente feliz. Foi uma conversa simples, de orgulho, satisfação e também de ambição. Eles sabem que este sonho ainda não terminou."

Também José Maria Eustáquio, primo do jogador luso-canadiano, fez questão de partilhar o orgulho vivido por toda a família neste momento histórico. “O Stephen sempre foi um motivo de orgulho para todos nós. Mais do que um grande jogador, destaca-se pela humildade, pelo carácter e pela forma como inspira quem está à sua volta. O Canadá ganhou dentro das quatro linhas, mas todos nós ganhámos por conhecer uma pessoa como ele. Os seus pais, Esmeralda e Armando, e toda a família estão profundamente orgulhosos deste momento.”

Mais do que um golo decisivo, Stephen Eustáquio ofereceu ao Canadá um momento que ficará para sempre na história do futebol do país.

E talvez a melhor forma de resumir esta conquista seja através das palavras do próprio jogador: "Quando lutamos uns pelos outros, quando jogamos uns pelos outros, coisas especiais como esta podem acontecer."

Uma frase que já faz parte da história do futebol canadiano.

FP/MS

global: da mensagem de Sérgio Conceição à do MVP da NBA

Stephen Eustáquio é o nome do momento no Canadá. O médio do FC Porto e capitão dos canucks marcou o golo que carimbou a inédita passagem da seleção aos oitavos de final do Mundial 2026 e não escondeu a emoção, tanto ainda no relvado, como, mais tarde, nas redes sociais.

Ojogador de 29 anos publicou, no Instagram, uma fotografia no balneário da equipa canadiana, na qual surge visivelmente emocionado e com o troféu de melhor jogador em campo à sua beira, e que tem gerado uma onda massiva de reações.

Além de contar, nesta altura, com mais de 250 mil 'gostos' — Eustáquio conta com cerca de 171 mil seguidores —, já foi comentada por quase 5500 pessoas, entre as quais várias personalidades do mundo do futebol... e não só.

Além de vários colegas de seleção, entre eles Moise Bombito — «Vou chamar Antunes [um dos apelidos do luso-canadiano] ao meu filho!», escreveu o central do Nice

—, vários jogadores do FC Porto deixaram mensagens de apreço ao companheiro de equipa, que vai voltar ao Olival após a participação no Mundial. João Costa, Bednarek, Kiwior, Samu e Pablo Rosario são apenas alguns exemplos, tal como outros atletas que conviveram no Dragão com Stephen: Otávio, Toni Martínez e Wendell, entre outros.

Mas um dos comentários que mais atenções captou foi o de Sérgio Conceição, que orientou Eustáquio no FC Porto durante dois anos e meio, tendo acompanhado o centrocampista em momentos pessoais muito difíceis, como a morte dos pais: «Muito merecido. Sempre soube que a tua ambição e o teu trabalho te levariam longe. Um Herói. Um abraço.»

Numa nota mais curiosa, importa referir que até o MVP da NBA, o canadiano Shai Gilgeous-Alexander, que joga nos Oklahoma City Thunder, reagiu à publicação de Eustáquio, com o emoji de uma cabra — alusão à sigla GOAT.

Paraguai mata Alemanha com o próprio veneno

Penáltis premiaram resistência de quem sofreu, feriu e sorriu perante a desinspiração adversária. Germânicos caíram nas grandes penalidades pela primeira vez em Mundiais.

Com mil e uma canetas se pode escrever um sonho. O Paraguai escolheu a do pragmatismo contra a seleção, por natureza, mais fria da história e terminou com o apuramento para os oitavos de final no bolso. No Mundial 2026, foram onze para onze e no final, venceu quem mais trabalhou... da marca dos 11 metros (4-3).

O Paraguai deu uma lição de como defender. O professor Gustavo Alfaro apostou em linhas compactas, solidárias e muito disciplinada.

A Alemanha subiu de nível quando apostou no jogo direto, mas pouco conseguiu fazer contra a muralha paraguaia que tinha feito o trabalho de casa.

a resistência aos 102'. O VAR, ainda assim, salvou o sonho paraguaio ao alertar o árbitro da partida para um bloqueio de Anton no guardião Gill. A decisão tranquilizou os paraguaios e enfureceu os germânicos, cada vez mais afastados pelo fantasma da eliminação precoce.

Tudo se decidiu da marca dos 11 metros. O Paraguai sonhou em cima da muralha e fez o que ninguém tinha feito à Alemanha. Pela primeira vez na história, a Mannschaft perdeu em desempate por penáltis em Mundiais. Adeus inglório para uma equipa que nunca se encontrou no torneio.

A Bola/MS

Japão 1 Alemanha 1 (3)

As cábulas eram simples: dar a bola ao adversário, defender de forma compacta sem erros individuais e ser feliz em transição e na bola parada.

O Paraguai terminou a primeira parte com mais remates à baliza do que a Alemanha, que se perdeu em cruzamentos sem fundamento. 15 minutos de descanso e de estudo do adversário.

A meia hora do final do exame, ninguém tinha a passagem garantida. A desinspiração alemã face à solidez do adversário tornou o prolongamento inevitável.

O Paraguai neutralizou as tentativas da Alemanha... até o gigante Tah ter quebrado

Creditos: DR

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Brasil carimba passagem aos oitavos com golo no último suspiro

Brasil 2

Um golo de Martinelli na compensação consumou a reviravolta do Brasil sobre o Japão, em Houston, por 2-1.

A seleção canarinha avança para os oitavos de final do Mundial 2026.

No segundo jogo dos 16 avos de final, o Brasil assumiu o controlo do jogo, mas foi o Japão que acabou por abrir o marcador. Sano (29 m) intercetou um passe de Danilo, saiu em condução e disparou para um golaço de fora da área. Um resultado que perdurou até ao descanso.

Na segunda metade, Carlo Ancelotti promoveu a entrada de Endrick e a seleção canarinha investiu ainda mais no golo. Nesse ritmo, só um autêntico milagre a meias entre Suzuki e Tomiyasu, aos 53 minutos, evitou por três vezes a igualdade. No entanto, pouco depois, não houve resposta para a cabeçada certeira de Casemiro (56 m).

Animado, o Brasil continuou a investir e teve próximo do segundo. Vinicius Jr levou tudo à frente, rematou, mas viu Suzuki a voar para dar uma palmada na bola que esbarrou no ferro da baliza nipónica.

Gabriel Martinelli (90+5 m) apareceu ao segundo poste para consumar a reviravolta canarinha.

JN/MS

Martinelli colocou o Brasil nos oitavos de final do Mundial. (Sam Wasson/AFP)

Patrícia

Silva torna-se a segunda

portuguesa mais rápida de sempre nos 1500 metros

A atleta do Sporting foi sétima na Liga Diamante, em Paris, e melhor só mesmo Carla Sacramento com uma marca que tem quase 28 anos

Patrícia Silva alcançou um feito histórico no meeting de Paris da Liga Diamante, ao correr os 1500 metros em 3.58,74 minutos e tornar-se na segunda melhor atleta portuguesa de sempre na distância. A atleta do Sporting, de 26 anos, pulverizou o seu anterior recorde pessoal de 4.00,40, que havia estabelecido este ano.

Com este tempo, Patrícia Silva, que terminou a prova na sétima posição, fica apenas atrás do recorde nacional de 3.57,71, na posse de Carla Sacramento desde agosto de 1998. A atleta do Sporting ultrapassou Salomé Afonso na lista das mais rápidas de sempre, já que

a atleta do Benfica, que até agora ocupava o segundo posto com 3.59,52, foi 16.ª em Paris com um tempo de 4.06,36.

A prova foi vencida pela britânica Georgia Hunter Bell, com o tempo de 3.55,63, seguida pela etíope Freweyni Hailu (3.55,92). O pódio ficou completo com Agathe Guillemot, que estabeleceu um novo recorde francês com 3.56,24.

Um resultado importante para Patrícia Silva antes dos Europeus que vão decorrer em Birmingham, Inglaterra, de 10 a 16 de agosto.

Foram também estabelecidas as melhores marcas mundiais do ano nos 400 metros, pela dominicana Marileidy Paulino (48,48 segundos), e nos 800 metros masculinos, pelo canadiano Marco Arop (1.41,84 minutos).

Sporting sagra-se bicampeão e as leoas somam 16.º título feminino

consecutivo

O Sporting revalidou, em Coimbra, o título de campeão nacional de atletismo em pista ao ar livre no setor masculino, superiorizando-se ao rival Benfica. Na competição feminina, as leoas confirmaram o seu domínio avassalador ao conquistarem o 16.º troféu consecutivo.

Aequipa masculina do Sporting, que em 2025 havia quebrado uma hegemonia de 14 títulos consecutivos do Benfica, partiu para o segundo dia de provas com uma vantagem de cinco pontos e conseguiu geri-la com sucesso. As competições decorreram entre o Estádio Cidade de Coimbra e o Centro de Formação de Lançadores do Sobral de Ceira.

O triunfo leonino foi sustentado pelas vitórias cruciais em confrontos diretos com os encarnados. Nos 400 metros barreiras, Diogo Barrigana superou Mikael de Jesus, enquanto nos 800 metros, David Garcia levou a melhor sobre Thomas Garcia. Já nos 110 metros barreiras, Francisco Marques ultrapassou Sisínio Ambriz na reta final.

A somar a estes resultados, Emmanuel Eseme, nos 200 metros, e o islandês Johnsson Orn, no lançamento do martelo, garantiram vitórias confortáveis para o Sporting. O domínio ficou selado na estafeta de 400 metros, onde a equipa de Alvalade venceu de forma folgada, já com o título praticamente assegurado.

Por sua vez, o Benfica conseguiu somar vitórias importantes, embora insuficientes para reverter a desvantagem.

Vladyslav Lavskyi dominou o salto em altura, com Gerson Baldé (Sporting) a ficar-se pelo terceiro posto. No lançamento do disco, o recordista nacional Emanuel Sousa venceu sem dificuldades, numa prova em que o sportinguista Edujose Lima foi apenas quinto. Tiago Pereira, no triplo salto (15,50m), e Isaac Nader, nos 3.000 metros, também deram triunfos às águias. No setor feminino, a superioridade do Sporting foi incontestável, com sete vitórias em dez provas disputadas no segundo dia. Sofia Lavreshina (400 metros barreiras), Jessica Inchude (lançamento do peso), Tatjana Pinto (200 metros), Arianne Morais (lançamento do dardo), Joana Barreto (salto com vara), Jéssica Barreira (110 metros barreiras) e a equipa da estafeta de 400 metros contribuíram para o 16.º título consecutivo.

A única prova do dia que não foi vencida por um atleta do dérbi lisboeta foi a dos 3.000 metros obstáculos, ganha pelo espanhol Bakr Mohsine, do Marinha Grande. No triplo salto feminino, a vitória sorriu a Lucinda Gomes, do Estreito.

Destaque ainda para o Benfica feminino, que, a competir na 3.ª divisão após ausência em 2025, conseguiu uma recuperação notável, subindo do 12.º para o 5.º lugar final. Na mesma divisão, mas no setor masculino, o antigo campeão olímpico Nelson Évora contribuiu para a vitória do Juventude Ilha Verde ao vencer a prova do triplo salto com 15,40 metros.

A Bola/MS

SC TORONTO

Creditos: DR

Dupla portuguesa vence Baja Itália em todo-o-terreno

Os portugueses Francisco Barreto e Paulo Fiúza, ao volante de uma Toyota Hilux, conquistaram a vitória na Baja Itália, a quarta prova da Taça do Mundo FIA de Bajas. A dupla lusa superou a concorrência, terminando com uma vantagem de 3.15,8 minutos sobre o segundo classificado, o neerlandês Paul Spierings (Taurus).

Opódio ficou completo com o lituano Beneditas Vanagas, também em Toyota Hilux, que terminou a 3.54,5 minutos dos vencedores. A representação portuguesa contou ainda com Paulo Rodrigues, navegado por Fausto Mota (Can-Am), que alcançou a sexta posição na classificação geral.

Na categoria Stock, destaque para Fernando Barreiros (Izusu D-Max), que garantiu o terceiro lugar na prova e ocupa agora a mesma posição na classificação do campeonato.

O piloto de Loures lamentou não ter alcançado a vitória, que considerava estar ao seu alcance. «Infelizmente esta corrida não nos proporcionou a tão desejada vitória que estava seguramente ao nosso alcance. Problemas de gestão eletrónica, que a nossa equipa de assistência conseguiu resolver durante a noite, impediram-nos de terminar ontem na frente da corrida», explicou Barreiros.

Apesar do contratempo, o piloto mostrou-se satisfeito com o resultado final: «Conseguimos, nesta nossa segunda participação em etapas da Taça do Mundo, subir novamente ao pódio e com este resultado ascender ao terceiro lugar da FIA World Cup for Cross Country Bajas».

A próxima etapa da competição será a Baja Aragão, que se realiza em Espanha entre os dias 23 e 26 de julho.

A Bola/MS AUTOMOBILISMO

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CANOAGEM

Portugal fecha Europeus de canoagem com 10 medalhas

A Seleção Nacional de canoagem de maratona encerrou a sua participação nos Europeus de Pitesti, na Roménia, com um total de 10 medalhas, incluindo um ouro, cinco pratas e quatro bronzes. A última subida ao pódio foi garantida pela dupla José Ramalho e Alfredo Faria, que conquistou o bronze na prova de K2 sénior.

Os canoístas portugueses completaram os 22,6 quilómetros da regata em 1h31.56,90, ficando a apenas 1,31 segundos dos húngaros Adrian Boros e Tamas Erdelyi, que se sagraram campeões europeus com o tempo de 1h31.55.59. A medalha de prata foi para os espanhóis Joaquin Iglesias e Adrian Martin, que terminaram a 87 centésimos dos vencedores.

Este bronze em K2 sénior juntou-se à prata alcançada horas antes por Ricardo Coelho e Rui Lacerda em C2 sénior, selando assim o pecúlio de uma dezena de medalhas para a comitiva lusa.

O único título europeu para Portugal foi conquistado por Gabriel Fernandes, que se impôs na ‘short race’ de C1 júnior. O jovem canoísta somou ainda uma prata na prova longa da mesma categoria.

As restantes medalhas de prata foram arrecadadas por Rui Lacerda, tanto na ‘short race’ de C1 sénior como na prova longa, por Leonardo Barbosa em C1 sub-23, e pela dupla Ricardo Coelho e Rui Lacerda em C2 sénior.

Já no que toca aos bronzes, além do conquistado por José Ramalho e Alfredo Faria, subiram também ao pódio Nuno

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Barros na 'short race' de K1 júnior, Ricardo Coelho em C1 sénior (prova longa) e a dupla Beatriz Sá e Joana Peixoto em K2 júnior.
Creditos: DR
Gabriel Fernandes foi o único canoista português a conquistar ouro na Roménia. Foto FPC

Novo treinador e muitas incógnitas no regresso ao trabalho do Académico

O Académico de Viseu iniciou a preparação para a época 2026/27, que assinala o regresso à I Liga de Futebol 37 anos depois, com Bruno Pinheiro a orientar um grupo ainda condicionado pelas movimentações do mercado de transferências.

Os primeiros dias foram dedicados a exames médicos e testes físicos, antes de duas semanas de trabalho na Beira-Alta, com a pré-temporada a prosseguir num estágio em Cádiz, Espanha, entre 11 e 18 de julho.

As saídas já conhecidas incluem os guarda-redes Domen Gril, para o futebol polaco, e Ruben Brígido, que regressa ao Brasil para representar o América Mineiro, além do maliano Samba Koné, que rumou por empréstimo ao Sheriff, da Moldávia.

Carlão, guarda-redes campeão na Liga Revelação pela equipa de sub-23, trocou o Académico de Viseu pelo Tondela.

Oficialmente, a SAD do emblema beirão não confirmou ainda nenhum reforço para o plantel.

Em aberto permanece o futuro de peças-chave na conquista da promoção, como João Guilherme e Zamora, cujos empréstimos a SAD viseense pretende renovar, e André Clóvis, melhor marcador da II Liga transata, com 23 golos, que tem contrato com o clube, mas desperta interesse no mercado.

A SAD academista reservou para mais tarde a informação sobre os jogos de preparação agendados para esta pré-temporada. A Bola/MS

HOCKEY

Maple Leafs signal new era with blockbuster Bobrovsky signing

In a stunning Canada Day move, the Toronto Maple Leafs have secured the veteran goaltender who previously shattered their postseason dreams. Two-time Stanley Cup and Vezina Trophy winner Sergei Bobrovsky signed a three-year, $21 million contract to anchor a franchise desperate for a revival.

The blockbuster signing marks a dramatic pivot for Toronto. After missing the playoffs in the 2025-26 season—ending a postseason streak of 10 years, the organization is attempting to retool under newly hired General Manager John Chayka. After coming off an “off-year”, the 37-year-old Bobrovsky rejoins former Florida Panthers teammate Anthony Stolarz to form a former championship tandem in the crease.

Chayka emphasized that securing a netminder of Bobrovsky's caliber brings stability, durability, and a winning pedigree to the team. The move also signaled to the league that Toronto is serious about returning to contention, particularly after recently drafting winger Gavin McKenna first overall.

Chayka also filled up his free cap space in a free-agency and trade day to construct a deeper and more functional roster around core stars like Auston Matthews and William Nylander: • Free Agent Forwards: Brought in crucial depth by signing Colton Sissons (2 years, $8.5M), Jack Roslovic (2 years, $8M), Teddy Blueger (2 years, $5M), and Zack MacEwen (2 years).

• Strategic Trades: Acquired physical center Nick Paul from the Tampa Bay Lightning in exchange for goaltender Dennis Hildeby and a pair of midround picks. Additionally, winger Nick Robertson was dealt to Pittsburgh for a fourth-round selection.

• Blue Line Boost: Recently added defenseman Darren Raddysh to bolster the back end.

From their draft lottery victory to this sweeping roster renovation, the Maple Leafs have decisively turned the page. With Bobrovsky’s championship aura now guarding their net, Toronto hopes their historic title drought might finally be nearing its end.

Creditos: DR

Kawhi Leonard returns to the Raptors in huge trade

In a trade that few saw coming, Kawhi Leonard is officially heading back north of the border. According to a source with direct knowledge of the negotiations who spoke to The Associated Press on Tuesday, the Toronto Raptors have struck a monumental deal with the Los Angeles Clippers. This blockbuster trade reunites the franchise with the stoic superstar who famously catalyzed their historic, electrifying run to the 2019 NBA championship.

A kings' ransom for a king

Bringing a two-time NBA Finals MVP back to Toronto did not come cheap, and the front office has essentially mortgaged a significant portion of its future to secure Leonard’s services. As first reported by ESPN’s Shams Charania, the Raptors are sending a massive package to Los Angeles in exchange for the veteran forward.

The Clippers will acquired:

• Brandon Ingram

• Gradey Dick

• Unprotected First-Round Picks: 2031 and 2033

• Pick Swap: 2027

• Two Future Second-Round Picks

• The High-Stakes Gamble

The inclusion of unprotected draft capital deep into the next decade represents a massive, calculated risk for Toronto. By the time that 2031 pick conveys, the 35-yearold Leonard will almost certainly be retired, and current franchise cornerstone

Scottie Barnes will be nearing the end of his physical prime. Additionally, Leonard’s durability remains a perennial concern; the oft-injured forward missed the entirety of the 2021-22 campaign and has never managed to play more than 74 games in a single season.

However, the Raptors’ front office clearly senses a rapidly opening championship window. Last season, Toronto demonstrated they are tantalizingly close to true contention, taking the heavily favored Cleveland Cavaliers to a grueling seven games in the opening round of the playoffs. By adding Leonard’s veteran poise, Toronto believes they have found their missing piece.

A revamped roster and enduring dominance

Leonard joins an incredibly dynamic roster ready to make an immediate, forceful push in the Eastern Conference. He should fit in alongside Barnes, Canadian RJ Barrett, and point guard Immanuel Quickley. The Raptors also has a deep bench of young talent, including up and coming rookie Collin Murray-Boyles, alongside emerging players in Jamal Shead and Ja'Kobe Walter.

Despite his age, Leonard remains a force on both ends of the floor and is still considered one of the best defenders of this generation. During the 2025-26 season with Los Angeles, the seven-time All-Star averaged 27.9 points, 6.3 rebounds, 3.6 assists, and 1.9 steals per game.

Agnelo Costa, proprietário do Piri-Piri, e a sua chefe Sandra Rebelo, agora proporciam-lhe uma verdadeira cozinha mediterrânica com frango à Piri-Piri, uma grande variedade de carnes e peixe fresco grelhados, e marisco. Servimos também deliciosas pizzas e pastas à italiana.

Sem dúvida, o restaurante mais elegante da nossa comunidade. Conta com sala de jantar, salas privadas para as suas celebrações especiais, esplanada protegida, serviço de take-out, hot table e estacionamento gratuito.

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DE CANADA FELIZ DIA

Luis Camara Secretar y Treasurer

Ricardo Teixeira Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Marcello DiGiovanni Vice -President

Jaime Cor tez E-Board Member E-Board Member

David McCluskey

O Conselho Regional de York aprovou a submissão de uma candidatura ao Programa de Redução de Taxas de Desenvolvimento (DCRP, na sigla em inglês) para a Expansão do Sistema de Esgotos de North York-Durham, posicionando o projeto para procurar financiamento através do programa de parceria Canadá-Ontário para a Construção (Canada-Ontario Partnership to Build), dotado de 8,8 mil milhões de dólares e destinado a acelerar infraestruturas de habitação e transportes.

AExpansão do Sistema de Esgotos de North York-Durham (NYDSS), um projeto de crescimento de orientação provincial autorizado ao abrigo da Lei de Apoio ao Crescimento e à Habitação nas Regiões de York e Durham de 2022 (Supporting Growth and Housing in York and Durham Regions Act, 2022), foi concebido para aumentar a capacidade de saneamento de águas residuais em comunidades de rápido crescimento na região. Uma vez concluído, prevê-se que apoie a construção de aproximadamente 50.000 novas habitações e acolha cerca de 150.000 futuros residentes nas áreas de Aurora, East Gwillimbury e Newmarket, fortalecendo simultaneamente a rede regional alargada de águas residuais.

Falando em representação do conselho, Eric Jolliffe destacou a importância deste quadro de financiamento para impulsionar a oferta de habitação.

"Em nome do Conselho Regional de York, agradeço à Província de Ontário pela sua liderança no estabelecimento do Programa Canadá-Ontário de Redução de Taxas de Desenvolvimento", afirmou Jolliffe num comunicado. "Este programa reflete uma abordagem prática e inovadora para avançar com a oferta de habitação, combinando a isenção de taxas de desenvolvimento com investimentos nas infraestruturas necessárias para suportar o crescimento na Região de York."

Em maio, o conselho aprovou a atualização dos regu-

Duas opiniões drasticamente diferentes estão a ser partilhadas após a presidente do município de Toronto, Olivia Chow, ter avançado com uma moção para celebrar um acordo de reconhecimento voluntário com o sindicato LIUNA Local 183 para trabalhos fora do setor ICI (Industrial, Comercial e Institucional).

OLIUNA 183 está a aplaudir a decisão, afirmando em comunicado que se trata de um "passo histórico para os trabalhadores da construção sindicalizados em toda a cidade. A presidente Chow está a ajudar a criar um sistema mais justo, que dá a mais trabalhadores acesso a representação sindical, proteções no local de trabalho e à dignidade que vem com um emprego sindicalizado".

A Associação de Empreiteiros Progressistas do Canadá (PCA) tem um ponto de vista totalmente oposto e está a instar o Conselho Municipal de Toronto a reverter o rumo, afirmando que esta decisão concede "ao sindicato direitos exclusivos de contratação coletiva no setor da construção para os ramos residencial, construção pesada, obras rodoviárias, esgotos e condutas de água. Além disso, a moção prevê o acesso exclusivo a trabalhos residenciais postos a concurso diretamente pela Cidade de Toronto a outros oito sindicatos, além do LIUNA".

A PCA afirma que a moção foi apresentada sem qualquer intervenção, análise ou debate por parte dos técnicos municipais.

lamentos de 2026 para as taxas de desenvolvimento de águas residuais a nível regional e específicas para a área de Nobleton, assinalando a primeira vez na história da região que as taxas de desenvolvimento foram reduzidas em todas as categorias de construção.

Para se qualificarem para o DCRP, os municípios devem comprometer-se a reduzir as taxas de desenvolvimento residencial entre 30% e 50% ao longo de três anos, face às taxas em vigor a 30 de março de 2026, e assegurar uma contribuição de 10% do custo do projeto. Essa contribuição será gerida através do processo orçamental anual da região.

"A Região de York está pronta para fazer a sua parte e continuar a reduzir as taxas de desenvolvimento, investindo fundos locais e avançando com um projeto pronto a arrancar que trará resultados significativos na habitação para os nossos residentes", afirmou Steve Pellegrini, presidente da administração e finanças. "Ao trabalharmos em conjunto com todos os níveis de governo, e com um financiamento de 1,74 mil milhões de dólares através deste programa, teremos a oportunidade de demonstrar como os investimentos estratégicos em infraestruturas podem desbloquear o crescimento, apoiar a acessibilidade económica e ajudar a alcançar os objetivos habitacionais da província."

A candidatura alinha-se com o programa mais amplo da Parceria Canadá-Ontário para a Construção, anunciado no início deste ano para apoiar infraestruturas facilitadoras de habitação e a expansão da rede de transportes públicos em Ontário.

Espera-se que a expansão do NYDSS avance como parte de um processo faseado de decisão de financiamento, com as candidaturas a terminar na sexta-feira, 19 de junho de 2026, e as decisões de financiamento previstas para o verão de 2026. Se o projeto não receber a totalidade da dotação solicitada, prevê-se que os técnicos regionais apre-

O Business Manager do LIUNA Local 183, Jack Oliveira, afirmou que esta decisão garante salários justos, benefícios, pensões e uma "voz real no trabalho".

Em 2019, a Cidade de Toronto tomou uma decisão semelhante para o setor ICI, a qual, segundo a PCA, desencadeou uma ação judicial alegando a "violação de políticas de contratação pública justas e transparentes". A PCA observou também que esta última moção de reconhecimento laboral foi "avançada como parte de uma discussão sobre reembolsos de taxas de desenvolvimento", algo que não está relacionado com trabalho e contratação pública.

"Uma moção desta magnitude deveria ser debatida abertamente, com o devido aviso prévio, análise dos técnicos, consulta pública e uma avaliação clara do custo para os contribuintes. Em vez disso, o conselho enterrou uma grande decisão de contratação laboral dentro de um debate não relacionado", afirmou Karen Renkema, Vice-Presidente para Ontário na PCA.

"Toronto enfrenta enormes desafios de acessibilidade económica e de infraestruturas. A resposta não passa por reduzir a concorrência ou conceder direitos exclusivos através de manobras políticas. A resposta é uma contratação pública aberta, justa e competitiva que acolha todos os empreiteiros e trabalhadores qualificados, entregue melhor valor e proteja os contribuintes."

CCN/MS

sentem um relatório ao conselho com os detalhes revistos do financiamento e do âmbito do projeto mais à frente no verão, assim que as dotações do programa estiverem confirmadas.

A Região de York afirmou que continuará a colaborar com os parceiros provinciais e federais para entregar infraestruturas que sustentem o crescimento, mantendo a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Boas Notícias

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Cão Tsunami torna-se herói

na Venezuela

Verdadeiro herói de quatro patas. O cão Tsunami fareja, localiza e salva soterrados pelo terramoto duplo na Venezuela. Ele já ajudou equipas de resgate a encontrar 12 pessoas vivas em apenas dois dias de buscas.

O Border Collie de 9 anos tornou-se um símbolo nacional de esperança no meio da tragédia, pelo trabalho que tem realizado. Ele caminha por entre a destruição e quando sente alguém vivo, começa a latir e sinaliza para as equipas de busca agirem.

O cachorro foi resgatado das ruas em 2017 por uma ONG após sofrer maus-tratos e desnutrição extrema. Na época, ele estava debilitado e sem condições básicas de sobrevivência. Depois do resgate, Tsunami recebeu cuidados, treino especializado e passou a integrar as equipas de salvamento em desastres naturais.

Hoje, Tsunami retribui todo o carinho e os bons tratos que recebeu quando mais precisou ajudando a salvar vidas humanas.

Mulher de 77 anos concluiu curso universitário com a ajuda

da mãe de 98 anos de idade

Uma mulher de 77 anos emocionou professores, alunos e familiares ao defender o Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade com a mãe de 98 anos a assistir. A cena aconteceu, na Universidade de Fortaleza, Brasil.

A protagonista da história é Marivan Ferraro, que acaba de concluir o curso de Design. Mas o trabalho final teve um detalhe ainda mais especial: a própria mãe dela, dona Maria Augusta, de quase 100 anos, ajudou a criar o projeto. As duas bordaram juntas um livro infantil em tecido inspirado na história bíblica da Arca de Noé. O trabalho recebeu nota máxima e arrancou lágrimas de muita gente durante a apresentação. Marivan ainda fez uma homenagem especial à mãe durante a apresentação e entregou-lhe flores produzidas por ela própria.

Michael B. Jordan e a sua “nova avó”

Michael B. Jordan ligou para uma “avó” de 89 anos que colocou uma foto dele na parede de casa acreditando que o ator famoso era um dos seus netos. Tudo começou quando a neta verdadeira, Natalie, percebeu algo curioso na casa da avó Mary. Entre as fotos dos familiares penduradas na parede, havia o retrato de um homem que ninguém da família conhecia pessoalmente: o ator Michael B. Jordan.

Natalie resolveu gravar um vídeo a brincar com a situação onde perguntava à avó por que razão Michael estava no meio das fotos da família. A resposta espontânea da avó conquistou milhões de pessoas na internet, e chegou ao ator de Hollywood. Foi então que ele fez uma chamada de vídeo divertida para conversar com a dona Mary, que mora em Tulsa, Oklahoma (EUA). Durante a chamada, a idosa ficou emocionada ao conversar com o ator e até oficializou o convite para ele entrar definitivamente para a família. Michael aceitou e afirmou que um dia destes irá visitar a sua “nova vovó”.

Fim da ressonância magnética?

Um novo scanner corporal por ultrassons, criado por uma startup de inteligência artificial, promete fazer exames ao corpo humano em apenas 1 minuto, sem radiação, sem produto de contraste e sem os aparelhos tradicionais de ressonância magnética, nos quais tanta gente tem medo de entrar. A novidade foi apresentada esta semana em São Francisco pela Midjourney, conhecida mundialmente pelas ferramentas de criação de imagens com IA. O aparelho funciona como uma espécie de “ressonância por ultrassons”. Na prática, a pessoa entra numa pequena piscina enquanto um anel equipado com milhares de sensores faz o rastreamento completo do corpo. Tudo acontece em cerca de 60 segundos. Segundo a empresa, o sistema utiliza ondas sonoras para atravessar pele, gordura, músculos e ossos. Depois, um conjunto de computadores transforma os dados em imagens tridimensionais do interior do corpo. Tudo sem radiação, sem produto de contraste e sem os ímanes fortes usados nas ressonâncias tradicionais.

Amigas

Drew Barrymore celebrou o aniversário da melhor amiga, Cameron Diaz, que completou 51 anos no passado dia 24 de junho. A atriz e apresentadora americana fez uma publicação no Instagram com algumas imagens de ambas e destacou esta amizade de décadas. "Eu e a Cameron somos as melhores amigas desde a adolescência. Ela esteve ao meu lado nos bons e maus momentos. É por isso que eu a amo", disse Drew Barrymore junto das três imagens que destacou na referida publicação.

Taylor Swift não convidou Blake Lively para o casamento com Travis Kelce que está a poucas semanas de acontecer. Segundo o site Page Six, a atriz não recebeu o convite embora as últimas notícias dessem conta que as duas estariam a começar a reconstruir a sua relação. Mas de acordo com o site, a relação continua tensa após o nome de Taylor ter sido envolvido no processo entre Blake e o colega de elenco do filme "Isto Acaba Aqui", Justin Baldoni. Toda esta polémica terá deixado a artista frustrada a chateada com a amiga, criando um distanciamento entre as duas que eram amigas íntimas há anos.

Os fãs de Harry Styles ficaram preocupados com o cantor depois deste se ter engasgado com água durante um dos concertos no Estádio de Wembley, em Londres. Na passada sexta-feira, 26 de junho, o músico estava a protagonizar um movimento muito famoso e que é conhecido como “whale” (baleia), que consiste em cuspir água para o ar. Logo de seguida, deitou-se no chão e dando a entender que algo não tinha corrido muito bem. Por breves momentos, o cantor ficou deitado no chão a recuperar depois de se ter engasgado com a água, como foi depois confirmado ao TMZ.

Noivado Real

O filho mais novo dos duques de Bragança, Duarte Pio e Isabel de Herédia, o Infante D. Dinis de Bragança, está noivo da Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg. A novidade foi anunciada na página de Instagram da Casa Real Portuguesa através de um comunicado. "Suas Altezas Reais os Duques de Bragança tem o prazer de anunciar o noivado do seu filho, Sua Alteza o Infante D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, e da Senhora Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg. Sua Alteza e a Senhora Condessa Anna Schaffgotsch ficaram noivos em Lisboa, este mês. O Infante D. Dinis informou Suas Altezas Reais os Duques de Bragança e outros membros próximos da sua família", pode ler-se nas redes sociais. O comunicado informa ainda que em breve serão conhecidos "mais detalhes sobre o dia do casamento". O filho mais novo de Dom Duarte Pio e Isabel de Herédia, duque do Porto, nasceu em 1999, é estudante de Ciência Política e Relações Internacionais e já possui o grau de licenciatura em Ciências Sociais pela Vrije Universiteit de Bruxelas. O jovem é fluente em português, inglês e sabe ainda falar francês, espanhol e italiano. Já a noiva, a condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, é baronesa de Trachenberg e nasceu em Viena, na Áustria, em 2002.

Solidariedade

Depois de ter passado pela luta contra o cancro, Kate Middleton fez uma nova publicação no Instagram, no domingo, dia 28 de junho, e revelou que fez o "National Three Peaks Challenge". Junto de uma fotografia que mostra a sua chegada ao topo do Ben Nevis, na Escócia, a princesa de Gales deixou uma mensagem sobre esta experiência, que consiste em subir os três picos mais altos da Escócia, Inglaterra e País de Gales - Ben Nevis, Scafell Pike e Snowdon, respetivamente - em 24 horas. "Todos os anos, centenas de milhares de pessoas neste país ouvem as palavras que ninguém quer ouvir. O que se segue é um percurso que põe à prova todas as facetas do nosso ser: física, emocional, psicológica e espiritualmente.", começou por escrever Kate Middleton. "O cancro não afeta apenas o corpo. Muda a forma como pensamos e sentimos e afeta profundamente todos os aspetos da vida. Sei disso por experiência própria e sei que a jornada durante e após o tratamento requer mais do que apenas medicamentos", acrescentou. "Aceitei o National Three Peaks Challenge, não apenas como uma prova física, mas como uma oportunidade para explorar a vida além do diagnóstico e retribuir de alguma forma. Antes de terminar, Kate Middleton mencionou que "este desafio irá apoiar a Royal Marsden Cancer Charity, ajudando a transformar o acesso e a compreensão dos cuidados, o que irá melhorar a recuperação e a cura dos doentes em todo o Reino Unido".

Solidário com a Venezuela, que foi atingida por dois fortes sismos, Vin Diesel fez uma publicação na sua página de Instagram para mostrar o seu apoio pelo país. E tal momento levou-o ainda a recordar Paul Walker e um gesto que o falecido ator teve perante o sismo no Haiti, e que nunca esqueceu. "Em 2010, um sismo devastou a ilha Hispaniola. O presidente do país pediu-me para ir até lá e percorrer as ruas do Haiti, para mostrar força… e para ligar a todos os que conhecia e implorar-lhes que ajudassem, que estivessem ao lado das pessoas que tinham perdido tudo devido a algo que ninguém poderia ter evitado. A única pessoa que respondeu ao apelo foi o Pablo", recordou, referindo-se a Paul Walker. "Depois disso, ele perguntou-me o que eu achava de ele criar uma organização, porque tinha visto a necessidade com os próprios olhos. Chegou mesmo a perguntar-me como deveria chamá-la", lembrou ainda ao falar da Reach Out Worldwide, a organização sem fins lucrativos que foi fundada em 2010 por Paul Walker, cujo objetivo era levar equipas de resposta a desastres para reforçar os esforços de socorro locais. "Naquele momento, tornámo-nos irmãos para sempre… não por causa de um filme, de prémios ou de recordes batidos, mas por partilharmos o mesmo reconhecimento da compaixão pelos abandonados", afirmou. "Por isso, agora ouvi a voz dele novamente. Para o estúdio, para a nossa indústria,… fiz a única pergunta que importava... O que estamos a fazer pelas vítimas da catástrofe natural desta semana?", acrescentou, referindo-se ao povo venezuelano.

Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Uma flor para ti. Créditos: Stella Jurgen
O sentinela do Minho. Créditos: Paulo Perdiz
Tourist never gets tired, they just stop for coffee. Créditos: Fabiane Azevedo

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1. Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos

2. Tornar compreensível; esclarecer, elucidar, explicar

3. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar

4. Amar excessivamente

5. Fazer estimativa de; avaliar, calcular

6. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas

7. Mergulhar ou banhar em qualquer líquido

8. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

9. Fazer chegar ou ocorrer antes do tempo marcado; adiantar(-se)

10. Balançar criança no berço ou aconchegando-a no colo, para fazê-la dormir

11. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)

12. Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar

13. Extrair ou raspar os pelos de

14. Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala

15. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

S K T F S O C O N T R O L O N

O S Q J A A U M E N T O J U J

C K C Z C D N H G F D S H C O

I N W F R I L E S T R A D A Y

O R I K I U D A M G G F X X B

L G T V I N H A U R B A N O Q

O Q R J O V F Y D S U G Z Y A

G I F J L N B K D E H X L I O

I L B O V I T E P S E R A M R A O H L A B A R T B V N T I U

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Semifrio de Bolacha Oreo

Ingredientes

• 2 pacotes de bolacha Oreo triturada

• 80 g de manteiga

• 1 embalagem de queijo creme Philadelphia

• 1 lata de leite condensado

Misture a bolacha Oreo triturada com a manteiga derretida. Pressione bem a mistura no fundo dos copos de sobremesa. Leve ao frio durante cerca de 2 horas.

Bata o queijo creme com o leite condensado até obter um creme suave e cremoso. À parte, bata as natas até ficarem bem firmes. Envolva delicadamente as natas batidas no creme anterior. Envolva lentamente para manter o creme leve e fofo.

Misture a gelatina em pó em água fria durante 5 minutos. Adicione o leite quente à

• 2 pacotes de natas para bater

• 2 pacotes de gelatina em pó (14 gramas)

• 3 colheres de sopa de leite quente

• 1 caixa de mini bolachas Oreo

gelatina. Adicione a gelatina dissolvida ao creme e misture bem. Certifique-se de que a gelatina está completamente dissolvida antes de juntar ao creme. Deite o creme sobre a base de Oreo e alise a superfície. Leve ao frigorífico durante pelo menos 6 horas até ficar firme.

Polvilhe com Oreo triturada e decore com mini Oreos antes de servir. Deixe no frigorífico durante a noite para uma textura ainda melhor.

Bom apetite!

Rosa's Portuguese Kitchen
Caça palavras
Jogo das 11 diferenças
Modo de preparação

José Raposo e Carlos Areia

Fazer comédia com coisas sérias

O teatro português prepara-se para invadir o Porto com uma das produções mais hilariantes do ano: "Um Quinteto de Morte". Em conversa com o Milénio, José Raposo e Carlos Areia, partilharam os bastidores, as inspirações e a receita para o sucesso de uma peça que promete arrancar gargalhadas, mas também fazer pensar. Entre o humor refinado e a improvisação, os atores abrem o coração sobre o que significa fazer comédia em Portugal.

Questionado

sobre a origem da peça, o ator Carlos Areia confessa a sua ligação antiga a esta história, que conheceu através do cinema: "Vi o filme, uma comédia extraordinária dos anos 50. Não fazia ideia de que isto estava em teatro". A peça é uma adaptação de uma obra original do dramaturgo Frederico Corado, estreada originalmente em Inglaterra em 2012. Mas engane-se quem pensa que se trata de uma cópia literal. Embora mantenha o ADN do humor britânico, o texto ganhou uma nova vida em solo nacional. "É uma comédia negra, um assalto, mas com uma história muito bem contada. Nós vamos adaptando à nossa realidade, às nossas piadas e à nossa forma de dizer as coisas", explica José Raposo, sublinhando que a improvisação do dia a dia é o que dá o verdadeiro sabor ao espetáculo. A sinopse vende um plano de criminosos

"infalível", mas a piada reside exatamente no oposto. Se o plano corresse bem, a peça não teria história. "Não, o plano é falível! E daí nasce esta história. Se fosse infalível, não tinha graça nenhuma", partilham entre risos.

Para além da vertente puramente cómica, o espetáculo carrega uma mensagem mais profunda.

Ao contrário das tradicionais comédias de bastidores, "Um Quinteto de Morte" aborda temas como a corrupção de uma forma leve, mas perspicaz. É uma comédia que encontra o paralelo perfeito com a vida real: "É um bocado como aquelas histórias dos funerais... Normalmente junta-se um grupo de pessoas que se diverte muito porque descarrega a adrenalina. Aqui falamos de coisas sérias, mas a rir." Um dos pontos altos da produção é a convivência em palco com verdadeiras lendas da representação, como Florbela Queiroz. Para os colegas de elenco, trabalhar com atores desta geração é uma caixinha de surpresas e uma enorme honra: "É a prova de que atores com esta idade, desde que tenham o talento que eles têm, só têm é que se aproveitar ao máximo." José Raposo e Carlos Areia deixam ainda uma crítica construtiva à falta de reconhecimento e espaço para os atores seniores em Portugal. Defendem que figuras com esta bagagem deviam ser mais requisitadas, não só para representarem, mas para partilharem o seu conhecimento em masterclasses: "Basta ouvi-los. As

histórias que eles sabem... Isso é saber, é sabedoria. E nós não sabemos quase nada, principalmente a malta nova." Depois de passar por várias salas, "Um Quinteto de Morte" prepara-se para assentar arraiais no Norte de Portugal. A peça estará em cena no emblemático Teatro Sá da Bandeira, no Porto, durante um mês inteiro — de 18 de junho a 12 de julho, com sessões de quinta-feira a domingo. O convite ao público não podia ser mais direto por parte de José Raposo: "Eu já não digo 'venham ver esta peça', basta dizer: vão ao teatro! Procurem, façam as vossas escolhas e vão ao teatro. Se vierem ver o 'Um Quinteto de Morte', é uma maravilha, vão divertir-se e todo o elenco agradece."

Ao fechar a conversa, a dupla não quis deixar passar a oportunidade de enviar um abraço caloroso à comunidade portuguesa residente no Canadá, recordada com muito carinho e nostalgia por todos. Apesar do desejo de levar a peça além-fronteiras, os atores explicam que a logística de mover uma produção desta dimensão, que envolve cenários complexos, figurinos e uma equipa técnica de cerca de 15 pessoas, torna as digressões internacionais muito difíceis sem o apoio governamental. "Quem manda é que devia tratar disso, facilitar-nos para irmos ter com os imigrantes", desabafam, deixando a promessa de que, assim que for possível, cruzam o Atlântico para levar a sua "palhaçada" e o calor do teatro português à diáspora.

artesonora
Paulo Perdiz

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Nesta fase a imaginação e o poder criativo estão desenvolvidos, a sua sensibilidade às artes e à cultura é grande, aproveite para visitar um museu, ir a exposições ou assistir a um concerto musical. Está a atravessar um período de descontração e otimismo, se tiver filhos saia e divirta-se com eles.

LEÃO 22/07 A 22/08

É um momento propício ao autoconhecimento. Procure refletir sobre si, sobre a sua personalidade, procure rever a sua imagem, a sua maneira de estar e de se relacionar com o mundo exterior. Poderá sentir uma certa angústia e nervosismo. Procure dedicar-se a trabalhos que distraiam e ocupem o seu espírito, levando-o a uma atitude positiva.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Este é um momento de mudança. É o fim de um ciclo e o começo de um outro. É um período de transformações sobretudo a nível psicológico. Estas alterações podem ser interiores ou exteriores, isto é, vêm de dentro de si ou surgem através de fatores externos.

Soluções

TOURO 21/04 A 20/05

Ao longo deste período é natural que sinta uma maior necessidade de passar mais tempo em casa na companhia da família. É uma boa altura para organizar a casa, fazer as “grandes limpezas” e cuidar do seu bem-estar físico. Poderá aproveitar a imaginação fértil que tem nesta altura para redecorar a casa tornando-a mais bonita e agradável.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Quando Vénus passa pela Casa III, que é a Casa da comunicação, vai-lhe criar momentos de maior harmonia, de tranquilidade, mas fazendo com que se sinta mais à vontade no contacto com os outros. O seu poder de sedução vai passar precisamente pelo dom da palavra, conseguindo assim um ambiente leve e descontraído à sua volta.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Um novo ciclo está a começar. Esclareça de vez situações cuja concretização tem vindo a adiar; nesta fase a sua personalidade está centrada naquilo que faz e naquilo que é. Através de uma necessidade real de olhar para si mesmo, poderá encontrar aquilo de que necessita para o seu progresso e a sua vocação pessoal.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Este é um período no qual sente necessidade de estar em contacto com os seus amigos. Comunique com eles nem que seja só através da internet ou telefone. Partilhe as suas ideias ou ideais com os outros mesmo que as ideias deles sejam diferentes das suas. Exponha os seus problemas e verá que no debate de ideias, poderá encontrar as respostas e as soluções que necessita.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Com Marte a transitar na Casa IX vai ter de ter cuidado com todos os assuntos relacionados com a lei, justiça. Vai ter tendência de querer que os outros concordem consigo, isso poderá não acontecer pois cada um tem a sua própria opinião. Não queira identificar os outros consigo. Poderá vir a realizar uma viagem que já estaria planeada há uns tempos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Se tem assuntos legais pendentes, esta é uma altura favorável para lhes dar seguimento. Também os projetos que tem em mãos têm agora uma oportunidade de alcançar bons resultados. Como irá notar ao longo deste período, as suas ideias estarão mais claras. Aproveite para organizar-se. Os relacionamentos com o estrangeiro estão também favorecidos.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Poderá ter problemas de saúde ou relacionados com a sua profissão se tiver nesta altura um ritmo de vida mais agitado. Faça exercício físico, atividades criativas e uma alimentação mais saudável. Está neste momento mais sujeito a infeções e a ter febre. Cuidado para evitar acidentes.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Durante este trânsito poderá sentir que tem de trabalhar mais do que o usual de modo a satisfazer as necessidades dos outros ou simplesmente para equilibrar as suas finanças. A subalternidade poder-lhe-á ser especialmente pesada. Tente ver esta fase como uma oportunidade de aprendizagem e de amadurecimento.

PEIXES 20/02 A 20/03

Durante este trânsito as suas convicções estarão no auge e por elas será capaz de trabalhar e lutar afincadamente ultrapassando todos os obstáculos que lhe surjam. Ser-lhe-á difícil aceitar opiniões que discordem das suas, pelo que acordos conciliatórios não serão de prever. Analise se é conveniente chegar ao ponto de rotura.

Classificados

Aluga-se primeiro andar com 2 quartos, casa de banho, cozinha, sala. Disponível dia 1 de Julho. Área da Rogers e Oakwood. Contatar 416-737-3128

Apartamentos para Arrendar em Mississauga. A partir de $1.400 por mês. Apartamentos Studio, com 1, 2 e 3 quartos de dormir. Perto da Estação de Comboios Cooksville G. Apenas 5 minutos do Centro Comercial Square One. Perto da Hurontario e Dundas. Ligar para 647-333-0998.

Apartamento para arrendar com 800sf., modelo estúdio com muitas janelas, com tudo incluído (hydro, água, laundry). Localizado na St. Clair e Caledonia. Para não fumadores e animais de estimação. Entrada separada, disponível imediatamente. Valor $1550,00. Contato com Maria 647-9999276.

Agenda comunitária

2 de julho

Casa do Alentejo Workshop de Pintura para Seniores (1130 Dupont St., Toronto). Duração: 4 semanas / Informações: 416-276-6985

3 de julho

Associação Cultural do Minho

Jantar Tradicional de Vitela Assada (165 Dynevor Rd., Toronto) A partir das 19h30. Informações: 416-300- 5632

4 e 5 de julho

Madeira Park

Comemoração Canada Day

No Madeira Park (Highway 48, 3,5 km a norte da Ravenshoe Road). Animação: Henrik Cipriano Informações: 416-5332401

5 de julho

Northern Portugal Cultural Centre 22.º Torneio de Golfe

Kedron Dells Golf Club (2400 Ritson Rd. N, Oshawa). Informações: 905-576-2474

10 de julho

LiUNA Local 183

Retiree´s Day

Downsview Park (70 Canuck Ave.). Informações: info@liuna183.ca 416-2411183

Precisa-se de empregada/o em regime de full time para churrasqueira, com experiência. Contatar 416-531-1120

Aluga-se apartamento privado na zona da Caledonia e Eglinton. No segundo andar com 1 quarto, sala, cozinha, casa de banho, lavandaria a moedas no exterior com estacionament para um carro, ar condicionado. Não fumadores e não animais. Contatar 416-587-2891

Churrasqueira em Toronto está a contratar! Procuramos uma pessoa para trabalhar ao balcão, com responsabilidades na preparação e corte de frango. Requisitos: Disponibilidade para trabalhar à noite e aos fins de semana. Experiência é uma mais-valia, mas não é obrigatória. Interessados, por favor liguem para: 416-562-3641

11 e 12 de julho

LiUNA Local 183

Family Day

Downsview Park (70 Canuck Ave.). Informações: info@liuna183.ca 416-2411183

Portuguese of the Caribbean Picnic Madeira Park

(Highway 48, 3,5 km a norte da Ravenshoe Road) Animação: Fuhfun Band, Mike Silva e Décio Gonçalves. Informações: 416-533-2401

11 e 25 de julho

Caloura Bar & Grill

Noites de Verão

468 Rogers Rd., Toronto, a partir das 18h30. Com Reno Silva / Informações: 647-949-1390

12 de julho

Sardinhada

Associação Migrante de Barcelos 2079 Dufferin St., Toronto, a partir das 13h00. Informações: 647-949-1390

14 de julho

Casa dos Açores Torneio de Golfe

Glen Eagle Golf Course (15731 Regional Rd. 50, Caledon). Informações: suzannedacunha@hotmail.com

Aluga-se apartamento no rés do chão com 1 quarto, cozinha, casa de banho e lavandaria, na área da Dufferin e Dupont. Contato: 416-516-3815

Aluga-se apartamento no res do chão com 3 quartos, cozinha, sala de estar, sala de jantar, casa de banho e lavandaria. Zona da Wilson e Keele . Contato 647-272-7712

Senhora deseja conhecer senhora para fins de amizade. Ligar par 437-707-7730

Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila . Emitido às sextas-feiras.

O Magellan no mês de junho

A Magellan Community Foundation continua a dar passos concretos rumo à abertura daquele que será o primeiro lar de cuidados de longa duração de língua portuguesa em Ontário, Canadá. O projeto, que inclui também habitação acessível para idosos, encontra-se em plena fase de construção, com obras a decorrer em várias frentes em simultâneo.

Obras em ritmo acelerado

De acordo com a informação mais recente da organização, a membrana do telhado está concluída e estão em curso os trabalhos de instalação de isolamento, calçada e gravilha. As coberturas do quarto piso, nomeadamente na área da cozinha e nos parapeitos, continuam a avançar, com oito unidades mecânicas já instaladas no telhado. A estrutura metálica progride nos andares dois, três e quatro, enquanto as instalações mecânicas estão concluídas nesses mesmos pisos, com o quinto andar em curso. As instalações elétricas decorrem nos segundo e terceiro andares, e a colocação de janelas e fachadas envidraçadas já está em andamento. Uma das etapas simbólicas foi atingida na semana de 22 de junho, com a remoção das gruas-torre, sinal inequívoco da evolução da obra.

Lena Barreto distinguida

A membro do Conselho de Administração e tesoureira da Magellan, Lena Barreto, foi distinguida com dois prémios de prestígio ao longo das últimas semanas. A 16 de maio,

recebeu o Prémio Humanitário na Gala da Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos. Menos de um mês depois, a 11 de junho, foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro de Mérito das Comunidades Portuguesas. Os prémios reconhecem o trabalho notável de Lena Barreto ao serviço da comunidade luso-canadiana, nomeadamente o seu contributo para o projeto Magellan.

Assembleia Geral 2026

A 24 de junho, a Magellan realizou a sua Assembleia Geral Anual, reunindo o Conselho de Administração e a equipa de liderança para fazer um balanço do ano e definir prioridades futuras. O atual Conselho de Administração é composto por Manuel DaCosta, Lena Barreto, Tulia Ferreira, Gary Loder, Silvia Jacinto, Gil Nicolau, Vitor Fonseca, John da Costa, Eunice Machado e James Janeiro.

A organização agradeceu ainda a George Furtado, que deixou o conselho devido a compromissos pessoais e profissionais, destacando o seu contributo durante o período em que integrou o órgão.

Cada contributo faz a diferença!

Ao fazer um donativo à Magellan Community Foundation, está a ajudar a construir uma instituição única de cuidados continuados e residência assistida, pensada para oferecer a qualidade de cuidados, o conforto e a dignidade que deseja e merece para si e para os seus familiares. Juntos, podemos criar um espaço onde o cuidado, a proximidade e o sentido de comunidade estão em primeiro lugar.

Voluntariado estudantil

A Magellan lançou um apelo a estudantes, em especial aqueles com raízes portuguesas ou que falem português, interessados em participar em atividades de voluntariado ligadas à sensibilização comunitária e à preparação para a abertura do lar. As oportunidades estão organizadas em quatro áreas: investigação, marketing, comunicação e tradução. Os interessados podem contactar Faith Morris, da Responsive Health Management, através do endereço recruitment@magellancentre.com.

Presença nas festas comunitárias

Junho foi um mês intenso em termos de participação comunitária. A 6 de junho, a Magellan marcou presença no festival Do West Fest, a convite da equipa da IC Savings, sucursal do Little Portugal, liderada por AnaBela Taborda. A iniciativa contou com o apoio de Ashley Borges e de Lena Barreto, que se disponibilizaram voluntariamente para representar a organização. A 10 de junho, no Dia de Portugal, a Câmara Municipal de Toronto acolheu uma cerimónia de hasteamento da bandeira portuguesa, em coordenação com a ACAPO. O evento reuniu membros da equipa Magellan, políticos e representantes da comunidade.

No fim de semana de Portugal, entre 12 e 14 de junho, a Magellan participou nas celebrações, com presença nas festividades organizadas pela ACAPO. A organização destaca o empenho de Manny Andrade e da equipa da Royal LePage pelas iniciativas de angariação de fundos em apoio da Magellan Community Foundation. Um agradecimento especial foi dirigido a John da Costa pela doação de uma camisola do Sport Lisboa e Benfica autografada por Luísão, que serviu de prémio num sorteio. A vencedora foi Carla Antunes, bailarina do Rancho da Nazaré. A organização agradeceu igualmente a Augusto Bandeira e a todos os voluntários pela preparação da plataforma alegórica da Magellan no desfile.

Apoio de doadores

A Magellan reconheceu o apoio de vários benfeitores, com destaque para Jimmy Cardinal, das Cardinal Funeral Homes, que doou 25 000 dólares no âmbito de uma promessa total de 100 000 dólares. O Clube Transmontano e o Northern Portugal Cultural Centre de Oshawa foram igualmente reconhecidos pela sua generosidade e apoio continuado ao projeto.

Como apoiar o projeto

Quem pretenda contribuir para a Magellan Community Foundation pode fazê-lo através do site www.magellancommunityfoundation.com, por cheque enviado para 207-1460 The Queensway, Etobicoke, ON M8Z 1S4, ou ainda através de doações em ações e títulos. Para mais informações, está disponível o contacto telefónico (437) 914-9110 ou o endereço de correio eletrónico info@magellancharities.ca.

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