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MILÉNIO STADIUM 1803- 26 DE JUNHO

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Ano XXXV edição nº 1803 | 26 de junho de 2026

David Ganhão

mileniostadium.com

Mais um sucesso

P18

apresentador

Manuel DaCosta convidados

Daniel Bastos Paulo Teixeira Rómulo Ávila

José Silva

P19

Discussão de temas da atualidade

Lançamento do novo livro de Daniel Bastos O futebol e a exaltação do nacionalismo

sexta-feira às 18h

Abrigo fez a festa

EntRevista Amar

Golfe do PCCM

Temas em discussão

Santos Populares

P27


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26 de junho de 2026

mileniostadium.com

Credito: DR

EDITORIAL

Futebol – Patriotismo desperdiçado Manuel DaCosta Editorial

Houve um tempo em que a febre do futebol podia ser desvalorizada por ser praticada por um movimento marginal, saído de pântanos ignorantes habitados por aqueles que sabiam algo sobre o jogo e, com igual euforia, por aqueles que fingem saber. A exaltação de hoje, particularmente ao nível do Campeonato do Mundo, é uma exibição de falso patriotismo disfarçado de júbilo pelas mesmas pessoas que exibem níveis duvidosos de inteligência e que tentam enquadrar-se numa celebração apenas porque é o que todos os outros estão a fazer.

O

mito de que o patriotismo pode equivaler-se à fama do futebol é uma ideia perigosa, pois perpetua e reforça os níveis percebidos de compreensão interior em muitos adeptos praticantes, que misturam conhecimento e fanatismo para justificar uma existência desprovida

de qualquer outra compreensão dos princípios nacionalistas. A masculinidade é, naturalmente, um traço que tem sido praticado para mostrar força na lealdade ao jogo, sendo agora utilizada até pelas mulheres para justificar a inclusão. Sejamos realistas, estas palavras não servem para diminuir a importância de apoiar o futebol, mas a realidade é que o patriotismo nada tem a ver com isso, uma vez que a totalidade do jogo se baseia apenas no ganhar e não perder. O apoio às equipas e aos jogadores é consistente com os resultados positivos, mas cuidado quando os resultados negativos não se enquadram no desfecho esperado de uma partida. A seleção de Portugal no Mundial jogou a sua primeira partida e alcançou um empate. O resultado foi totalmente inaceitável para aqueles que sentiam que Portugal era superior ao seu adversário e que, por isso, um empate seria uma catástrofe merecedora de um colapso intelectual nacional. Mas o que torna Portugal superior a quem quer que seja? O talento individual nem sempre se assimila na estratégia global ideal de um jogo, porque as diferenças pessoais e os egos individualistas destroem os fluxos de jogo e os

planos delineados para toda a equipa, apenas para serem derrubados por jogadores egocêntricos sem qualquer consideração pelo coletivo. Muitas vezes, o talento cria preguiça, o que se traduz em exibições inferiores. A hipérbole de informação por parte de jogadores e treinadores antes e depois de cada jogo nada mais é do que a preparação da equipa para ganhar ou perder, preparando o respetivo aplauso do público ou as desculpas a apresentar após o jogo. É revigorante ver os mais desfavorecidos (underdogs), como as Ilhas de Cabo Verde, que não apresentam desculpas, mas sim suor e garra durante as suas exibições. Porque é que as equipas de topo, com talentos de topo, não conseguem fazer o mesmo? Não há dúvida de que o Campeonato do Mundo transcende as fronteiras do desporto tradicional, agindo como um catalisador para a identidade nacional. Muitas vezes questionam-me se sou leal ao Canadá ou a Portugal, e a resposta carrega muitas considerações pessoais como luso-canadiano. A interseção entre o futebol e o patriotismo revela sentimentos comple-

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXV - Edição nº 1803 26 de junho de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

xos e um profundo sentimento psicológico de pertença ao país onde se vive; logo, a minha identidade pessoal é a resposta a essa pergunta. Quando um país ganha, "nós" dizemos que ganhámos, mas quando perde, o país entra em luto como se algo tivesse morrido e ido para o inferno - claro, apenas até ao jogo seguinte em que o país ganhe. Ouve-se frequentemente a FIFA promover o "jogo bonito" e a "pureza do jogo". Não há nada de puro no jogo e, independentemente da ressonância cultural que projeta, o jogo é jogado ao mais alto nível por milionários que perderam a noção da realidade e do que é o jogo, jogando para um líder mundial corrupto onde o lucro é o mais importante, a menos que se jogue por Cabo Verde ou equipas semelhantes, onde ainda resta algum fair play. No fim de contas, regressemos à realidade e ensinemos os nossos filhos sobre os efeitos humildes de jogar o jogo, e que os falsos heróis são apenas a fundação da futura destruição do desporto.

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Jornal de Notícias Fotos: Cindy Da Ponte, Adriana Paparella e Francisco Pegado

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Pág. 11

Versão em inglês

SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI

23º

24º

26º

27º

26º

27º

30º


PÁTRIA E FUTEBOL JUNTOS NA ALEGRIA E NEM SEMPRE NA TRISTEZA ­

O FENÓMENO EM NÚMEROS

5 mil M

+35%

200%

O ESPECTRO EMOCIONAL DO ADEPTO ORGULHO NACIONAL

COMO O FUTEBOL AFETA O CORPO

TENSÃO E RIVALIDADE

FASES PSICOLÓGICAS DO ADEPTO

1 2 3 4

­ ­ ­ ¡ ­ ¢ £

QUANDO O FUTEBOL SE TORNA BANDEIRA ­ ­

RAIVA E CONFLITO

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£ ¤ ¥

EUFORIA PARTILHADA


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MILÉNIO | CAPA

26 de junho de 2026

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Credito: DG

O futebol pode unir, mas é também um para-raios de tensões sociais Dr.ª Carla Edwards | Psiquiatra Desportiva Há perguntas que o futebol coloca e que nenhum marcador consegue responder. Por que razão um golo da seleção nacional nos faz chorar de alegria diante de estranhos? O que acontece, a nível neurológico, quando a derrota de uma equipa mergulha multidões em tristeza profunda? E até onde vai a linha entre paixão e patologia?

P

ara responder a estas questões, recorremos a uma voz de autoridade singular. A Dr.ª Carla Edwards é psiquiat ra desportiva, professora clínica associada no Departamento de Psiquiatria e Neurociências do Comportamento da Universidade McMaster, e membro do Grupo de Peritos Médicos do Comité Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos. Ao longo da sua carreira, acompanhou atletas e equipas de alta competição — dos Hamilton Tiger-Cats ao Toronto Rock, passando pelo Toronto Tempo, o Hamilton Forge e o Ballet Nacional do Canadá. É a partir desta experiência clínica e científica privilegiada que a Dr.ª Edwards nos explica o que se passa no cérebro durante um Mundial de futebol: os mecanismos neurológicos da euforia coletiva, o risco real de episódios cardíacos e perturbações de saúde mental associados às grandes competições, os sinais de alarme quando a tristeza pós-derrota ultrapassa o normal e, talvez o tema mais perturbador, o modo como o ambiente dos estádios pode funcionar como terreno fértil para a violência, o racismo e a radicalização extremista. Numa altura em que o futebol reúne novamente o planeta em torno de uma bola, as respostas de Carla Edwards lembram-nos que o que se passa nas bancadas e nas ruas não é apenas desporto. É um espelho, às vezes incómodo, da condição humana. Milénio Stadium: Do ponto de vista psiquiátrico, que mecanismos cerebrais estão envolvidos na euforia coletiva gerada em torno do Mundial? Estamos a falar de algo comparável a outras formas de adição ou comportamento compulsivo? Carla Edwards: Muitos atribuem ao coração a lealdade e a paixão pelo apoio às seleções nacionais; no entanto, é o cérebro o órgão mais diretamente ligado a este fenómeno. Os pensamentos, os sentimentos e as ações resultam da ação coordenada de estruturas, vias e neurochemicais cerebrais. O principal centro de recompensa do cérebro, o estriado ventral, inunda-se de dopamina quando a equipa marca ou um atleta realiza uma grande jogada. A dopamina alimenta o entusiasmo e a excitação. Em momentos de grande intensidade competitiva ou de envolvimento cole-

CE: A tristeza após a derrota de uma equipa manifesta-se, na maioria dos casos, como uma queda de humor rápida e temporária, e não como a exacerbação de um episódio de perturbação afetiva. Se a experiência do adepto durante o evento implicou privação de sono, consumo excessivo de álcool, perdas em apostas ou conflitos interpessoais, o impacto no humor geral pode ser mais significativo. Os A autorregulação torna-se difícil quando o sintomas que sugerem um impacto mais sistema de recompensa está muito ativagrave na saúde mental incluem a persisdo, o que pode levar pessoas normalmente tência dos sintomas — por exemplo, com racionais a perderem o controlo quando duração superior a duas semanas — e a a equipa ganha ou perde. Este processo, interferência com o funcionamento quoticombinado com a redução da tomada de diano, como diminuição do autocuidado, decisões lógicas e do controlo de impulsos isolamento crescente ou incapacidade de no córtex pré-frontal, torna os adeptos trabalhar ou estudar. mais suscetíveis ao contágio emocional — em que a energia da multidão leva as MS: Ódio ao adversário, insultos, violência pessoas a espelhar e amplificar as reações entre adeptos — estas manifestações são algo que já existia dentro das pessoas e que umas das outras. o futebol simplesmente liberta, ou é o próEmbora as adições também envolvam a prio ambiente competitivo que cria estes ativação do sistema de recompensa, o cracomportamentos? ving, a tolerância e a dependência não são características típicas do apoio apaixo- CE: A dimensão dos grandes eventos nado a uma equipa desportiva. Os com- desportivos cria um contexto propício portamentos compulsivos, por sua vez, à expressão de ódio, racismo e outros envolvem estruturas cerebrais e neuro- comportamentos que ameaçam a dignidade humana. Entre os fatores que imchemicais diferentes. pulsionam estas manifestações estão as MS: Há estudos que mostram um aumento redes sociais, o anonimato, o tribalismo, o de eventos cardiovasculares e de intercontágio comportamental, a ativação innamentos psiquiátricos durante grandes tensa dos mecanismos de recompensa do competições desportivas. O que nos diz cérebro e a supressão do controlo de imisto sobre o impacto real do desporto na pulsos. Embora o potencial para este tipo saúde física e mental dos adeptos? de comportamento seja inerente ao ser CE: Os grandes eventos desportivos humano, a expressão do entusiasmo desatraem multidões de todo o mundo. Mi- portivo ocorre provavelmente num eslhares de pessoas com um vasto leque pectro: uma parte dos adeptos aprecia os de condições físicas e de saúde mental jogos com interesse e entusiasmo, outros preexistentes reúnem-se em ambientes tornam-se mais intensos e envolvidos, e de elevado stress, frequentemente com outros ainda demonstram graus variáveis consumo de álcool e exposição a condi- de hostilidade, agressividade e violência. ções climáticas adversas. Há um aumento Os indivíduos que se situam no extremo de visitas às urgências relacionadas com mais severo deste espectro encaram o amtraumatismos, lesões cranianas, inciden- biente desportivo como um espaço onde tes relacionados com substâncias e even- tais comportamentos são apropriados e tos associados ao calor. O stress e a excita- aceitáveis, sem qualquer consideração ção nos estádios foram identificados como pelo impacto que têm sobre os atletas, os fatores desencadeadores de paragens car- árbitros e os outros espectadores. díacas entre adeptos. A privação de sono MS: Numa sociedade cada vez mais poe a estimulação intensa podem contribuir larizada, com tendências nacionalistas e para a ativação de episódios de perturbaextremistas crescentes, o futebol funciona ção da saúde mental. As cidades anfitriãs como espelho ou como amplificador dessas preparam-se para estas situações antecitensões? Como vê a psiquiatria este fenópando o aumento da afluência às urgênmeno de massas? cias, a exposição a doenças infeciosas e o CE: O desporto tem o poder de unir, mas reforço do sistema de saúde local. é também um para-raios para as questões MS: A tristeza profunda que se segue à dersociais. Na ausência de conflito, a naturota de uma seleção nacional pode, em careza tribal intensa dos adeptos de futesos extremos, desencadear ou agravar perbol pode resultar na amplificação e insturbações depressivas preexistentes? Que trumentalização da identidade coletiva. sinais de alarme devemos ter em atenção? tivo, a amígdala desencadeia a libertação de adrenalina e cortisol, o que pode aumentar a frequência cardíaca e provocar reações emocionais como gritar, chorar, raiva, nervosismo ou tristeza. O sistema de recompensa é especialmente ativado em confrontos com rivais, o que pode reforçar a coesão do grupo e um sentido partilhado de identidade entre os adeptos.

Quando existem conflitos internacionais, os adeptos mais radicais podem tornar-se vulneráveis à doutrinação extremista. A devoção emocional profunda a uma equipa espelha a psicologia do fervor nacionalista, com rivalidades que frequentemente adquirem significados geopolíticos, étnicos ou culturais mais amplos. Houve vários incidentes históricos em que adeptos de futebol foram deliberadamente recrutados para fins extremistas e de radicalização, e em que os jogos foram usados como plataformas para manifestações de chauvinismo étnico, xenofobia e racismo. Os fatores psicológicos que tornam as subculturas do futebol particularmente vulneráveis à exploração nacionalista e extremista centram-se em necessidades humanas fundamentais: pertença, estatuto e identidade. O valor individual funde-se com a identidade coletiva do grupo. O enquadramento cognitivo divide o mundo entre o "nós virtuoso" e o "eles desumanizado", e esta divisão radical cria justificações para a hostilidade e a violência. O grupo estruturado e intenso confere estatuto e sentido de importância; a cultura dos estádios recompensa a dominância física e a lealdade agressiva. O anonimato da multidão reduz a responsabilização pessoal e a autoconsciência. Por fim, a psicologia de grupo transfere a culpa de qualquer fracasso para bodes expiatórios externos, alimentando uma narrativa de agravo e vitimização. MB/MS

Dr.ª Carla Edwards. (DR.)

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26 de junho de 2026

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MILÉNIO | CAPA

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A paixão deve enriquecer a vida, não substituir o resto dela Photo: FireFly

Joy Sereda | Psicoterapeuta

Num Mundial que transforma o planeta numa enorme bancada coletiva, a psicologia do adepto é tão fascinante quanto complexa: por que razão 90 minutos de futebol chegam para nos deixar eufóricos ou devastados? O que explica a rapidez com que um herói se torna vilão? E onde termina a paixão saudável e começa o desequilíbrio? Joy Sereda responde a estas e outras questões com uma perspetiva que vai muito além do desporto e que toca na forma como construímos a nossa identidade, o nosso sentido de pertença e a nossa saúde emocional.

P

sicoterapeuta registada com quase duas décadas de experiência em saúde mental, Joy Sereda é fundadora do Sereda Psychotherapy Group, em Toronto, onde lidera uma equipa de profissionais que acompanha indivíduos, casais e famílias em todo o Canadá. Presta também supervisão clínica a outros terapeutas e profissionais de saúde mental. Milénio Stadium: Do ponto de vista psicológico, o que explica a intensidade emocional que o futebol, e em particular o Mundial, desperta nas pessoas? Carla Edwards: Do ponto de vista psicológico, o futebol dá-nos algo que nem sempre recebemos o suficiente nas nossas vidas quotidianas: uma experiência pública e partilhada de pertença. Somos seres sociais, e grande parte do nosso sentido de si e da nossa identidade provém dos grupos, comunidades, culturas e relações de que fazemos parte. Quando alguém diz 'a minha equipa', essa equipa pode começar a parecer uma extensão de 'mim' ou de 'nós'. Uma vitória não é apenas um bom resultado; é também um momento de orgulho, validação e ligação. Por outro lado, uma derrota pode magoar porque pode parecer que uma parte da nossa identidade foi ameaçada. O Campeonato do Mundo intensifica isto ao unir o amor pelo desporto a algo ainda maior: a identidade nacional, o património, a cultura e a pertença. Durante noventa minutos, milhões de pessoas podem sentir a mesma esperança, pavor, frustração e alívio ao mesmo tempo. Esse tipo de experiência emocional partilhada é raro e é poderoso. É por isso que perfeitos desconhecidos se abraçam num bar quando a sua equipa marca um golo, ou porque famílias e comunidades organizam todo o seu dia em função de uma partida. Existe também o simples facto de que a incerteza é emocionalmente cativante. Estamos naturalmente programados para prestar atenção ao suspense e ao desconhecido, especialmente quando envolve algo importante para nós. Um grande tor-

cie de dupla pertença: sentem-se profundamente ligadas ao Canadá, mas também ao país e à cultura de onde vem a sua família. Um grande torneio dá a essa identidade dupla um espaço para se expressar. Vestir a camisola, pendurar a bandeira, ver o jogo MS: Nas grandes competições desportiem família, ouvir a língua, partilhar a expevas, podemos muito rapidamente passar a riência entre gerações — tudo isso carrega considerar um jogador "o melhor" e logo a um peso emocional real. seguir chamá-lo "o pior". O que acontece no cérebro humano para que este julga- Nesse sentido, a intensidade não se deve apenas ao futebol. Deve-se à continuidamento seja tão extremo e tão rápido? de e à ligação. Trata-se de sermos capazes JS: Quando as emoções estão ao rubro, a de dizer: 'Isto ainda faz parte de quem nós nossa perceção torna-se mais extrema e a somos.' Para os filhos ou netos que possam capacidade de ver nuances diminui. Não nunca ter vivido nesse país, estes momené que as pessoas sejam propositadamente tos também se podem tornar parte da forma injustas — é que emoções fortes estreitam como a identidade cultural é transmitida. O o foco e o julgamento equilibrado. Nesse jogo torna-se uma forma de nos ligarmos à momento, um jogador é herói ou desastre, nossa história, à nossa identidade e à nossa sem muito espaço para um pensamento comunidade. mais matizado como "cometeu um erro grave, mas continua a ser um jogador de MS: Faltas ao trabalho, conflitos com outros adeptos, euforia extrema, depressão qualidade." após uma derrota... Onde fica a linha entre Isto também se liga à identidade social. uma paixão saudável pelo desporto e algo Enquanto adeptos, não estamos simplesque começa a ser preocupante do ponto de mente a assistir a um jogo à distância. vista da saúde mental? Sentimo-nos pessoalmente investidos no desfecho. Quando a nossa equipa vence, JS: Sentir emoções fortes durante um jogo podemos senti-lo como uma vitória parti- não é, por si só, preocupante. Emocionarlhada. Quando a nossa equipa perde, a de- -se, gritar para a televisão, celebrar com silusão pode parecer surpreendentemente a comunidade ou sentir genuína deceção pessoal, e rapidamente encontramos al- após uma derrota fazem parte de uma paiguém a quem culpar por essa deceção. Essa xão saudável. A questão não é a intensidaoscilação rápida entre celebrar um jogador de do que se sente no momento — é o que num momento e criticá-lo no momento se- acontece depois. guinte pode ser uma forma de tentar gerir o Vale a pena estar atento se o resultado de desconforto emocional. um jogo continuar a afetar o humor duAs redes sociais podem intensificar isto rante dias, interferir com o sono ou com o ainda mais. As reações extremas tendem a trabalho, gerar conflitos repetidos com fareceber a maior parte da atenção, e é fácil mília ou amigos, ou alterar a forma como deixarmo-nos levar pelo estado de espírito se trata os outros. Um sinal importante é da multidão, mesmo online. Assim que haja quando o sentido de valor próprio comepessoas suficientes a reagir da mesma for- ça a subir e descer com a performance da ma, a situação pode assumir uma espécie equipa. Outro sinal importante é se o seu de mentalidade de rebanho (mob menta- sentido de valor próprio começar a subir e a lity). Uma reação que poderia ter suavizado descer de acordo com o desempenho da sua com o tempo pode tornar-se mais ruidosa, equipa. Quando a nossa identidade se torna mais convicta e mais intensa quando cen- demasiado ligada a algo que não podemos tenas ou milhares de outras pessoas a refor- controlar, como o desfecho de uma partida, isso pode tornar-se emocionalmente çam imediatamente. exaustivo. Uma forma útil de pensar no MS: O futebol e o nacionalismo têm uma assunto: a paixão deve enriquecer a vida, relação histórica muito próxima. Em conão substituir o resto dela. Se o futebol é munidades imigrantes, como a comunidauma das várias fontes de alegria e ligação, de portuguesa em Toronto, este fenómeno tudo bem. Se o humor, os relacionamentos parece ser ainda mais intenso. Porquê? e a autoestima passam a depender do resulJS: Para as comunidades imigrantes, tor- tado, pode ser altura de repensar o espaço cer por uma seleção nacional vai muito que o desporto ocupa. além do desporto. Pode ser um dos raros MS: Que conselho dá a alguém que sente momentos públicos em que cultura, língua, que as emoções associadas ao futebol estão história familiar, identidade e orgulho se a afetar negativamente o seu bem-estar ou reúnem de forma visível e profundamente as suas relações? significativa. JS: Começaria por observar, sem julgaMuitas pessoas que imigraram, ou cujos mento, em que medida o bem-estar emopais ou avós imigraram, vivem uma espécional está a ser moldado por algo que não neio de futebol oferece tudo isso de forma concentrada: grandes riscos, imprevisibilidade, investimento emocional e uma história que pode mudar completamente antes do apito final.

se controla. Está a reagir de forma mais agressiva após uma derrota? Está a arrastar o resultado para o trabalho no dia seguinte? Sente que o resultado diz algo sobre si ou sobre o seu valor? Esta autoconsciência ajuda a fazer uma pausa e a recuperar algum controlo. É importante distinguir o que se sente do que se pensa. Sentir deceção após uma derrota é completamente normal. Já pensar que a derrota "arruinou a semana" ou diz algo negativo sobre o seu valor como pessoa é uma coisa bem diferente. Não precisamos de lutar contra a emoção do desapontamento, podemos abrir espaço para a deceção sem tratar todos os pensamentos associados como factos. Recomendo que as pessoas se mantenham ligadas às outras dimensões da vida que importam: relações, saúde, trabalho, descanso, cultura, hobbies. Quando temos várias âncoras, tornamo-nos mais resilientes quando uma delas traz deceção. Isto não significa importar-se menos. Significa permitir que o futebol seja uma parte significativa da vida, sem deixar que ele comande todo o espetáculo. Se as emoções em torno do futebol estiverem a afetar significativamente o bem-estar ou os relacionamentos, pode ser oportuno falar com um terapeuta. Por vezes, a intensidade está ligada a algo mais profundo — identidade, pertença, solidão ou autoestima. A terapia pode ajudar a compreender o que está realmente em jogo e a recuperar o equilíbrio. MB/MS

Joy Sereda. (DR.)

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MILÉNIO | CAPA

26 de junho de 2026

O futebol, especialmente durante o Mundial, deixa de ser apenas um desporto para se transformar num fenómeno social e emocional de grande intensidade. Em muitos países, os jogos da seleção despertam sentimentos profundos de identidade nacional, orgulho coletivo e, por vezes, rivalidade extrema entre adeptos. Entre a euforia da vitória e a frustração da derrota, surgem comportamentos que vão muito além do racional: pessoas que mu-

Emily Carter, 29 anos. Canadiana Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? O Mundial pode aumentar o nacionalismo, mas também cria momentos de união e celebração coletiva.

VOX POP

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Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo? O comportamento de grupo e a emoção partilhada fazem com que as pessoas se deixem influenciar facilmente pelo ambiente. Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade? Não acho saudável viver dessa forma extrema, mas mostra o poder dos eventos desportivos na sociedade.

Luca Bianchi, 31 anos. Italiano Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? O Mundial intensifica o nacionalismo porque deixa de haver clubes e passa a haver países. Isso pode ser positivo ou negativo, dependendo dos contextos. Embora a Itália não participe em nada deste ano, sabemos que o futebol vive em nós e ficaram ressentimentos negativos. Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo? A identificação emocional é muito forte. As pessoas vivem o jogo como se fizessem parte dele. Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade? Não é totalmente normal, mas mostra como o futebol ocupa um papel cultural e emocional muito profundo.

dam completamente de atitude, que vivem cada lance como se fosse decisivo para a sua própria vida e que, em alguns casos, ultrapassam os limites do respeito pelos outros. Este voxpop procura compreender até que ponto o futebol pode alimentar o nacionalismo, o que explica estas reações emocionais tão intensas e o que tudo isto revela sobre a sociedade contemporânea. RMA/MS

Miguel Santos, 19 anos. Português Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? No Mundial as pessoas ficam muito mais ligadas ao país, o que pode aumentar rivalidades, mas também é sobretudo paixão. Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo? O futebol é imprevisível e isso cria mudanças emocionais muito rápidas, dependendo do resultado e do momento do jogo. Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade? Acho exagerado, mas percebo — para muitas pessoas é um escape emocional importante.

Sofia Almeida, 34 anos. Portuguesa Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? Depende de como cada pessoa vive o futebol. Para alguns é apenas desporto, para outros é orgulho nacional, o que pode intensificar rivalidades. Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo?

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Diego Hernández, 26 anos. Mexicano Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? Lá no México o Mundial desperta um nacionalismo muito forte, mas também muito orgulho e alegria coletiva. Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo? O futebol é imprevisível e emocionalmente muito intenso, o que provoca mudanças rápidas de comportamento. Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade? Não é totalmente normal, mas mostra como o futebol pode unir ou dividir as pessoas de forma muito forte.

João Martins, 27 anos. Português Até que ponto o futebol, especialmente o Mundial, desperta sentimentos de nacionalismo que podem ultrapassar os limites do respeito pelos outros e gerar ódio entre adeptos? O futebol mexe com um sentimento de identidade muito forte. No Mundial isso intensifica-se porque estás a representar o teu país. Isso pode gerar orgulho, mas também exageros e, em alguns casos, falta de respeito pelo outro lado. Na sua opinião, o que explica que o futebol transforme pessoas comuns em adeptos capazes de mudar completamente de comportamento — da alegria extrema à agressividade — em tão pouco tempo?

A pressão emocional e o ambiente coletivo influenciam muito. Em grupo, as pessoas perdem parte do controlo individual.

O futebol ativa reações muito rápidas, quase primitivas, em que a alegria e a frustração mudam em segundos. Um passe mal calculado, um desarme no último instante ou um golo inesperado são suficientes para virar completamente o estado emocional de quem assiste. Não há tempo para racionalizar: o corpo reage antes da mente processar o que aconteceu.

Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade?

Acha normal que um evento desportivo leve pessoas a faltarem ao trabalho, entrarem em conflitos ou viverem emoções tão intensas como se fosse uma questão de vida ou morte? O que isso diz sobre a sociedade?

Não considero saudável. Mostra que muitas pessoas procuram no futebol uma válvula de escape emocional que não encontram noutros contextos.

Não é “normal” num sentido racional, mas acontece porque muitas pessoas vivem o futebol como parte da sua identidade e das suas emoções.


Vai uma aposta?

Quem vai ganhar o Mundial? Dê o seu palpite, até ao dia 3 de julho, à meia-noite, e fique à espera que chegue o dia 19 de julho… Quem sabe acerta e a escolha aleatória de um computador revele o seu nome como feliz contemplado.

Só tem que seguir estes passos: 1▶ Abra o link através deste QRCode

→

2▶ Responda a algumas questões - não se preocupe, não são muitas 3▶ Dê o seu palpite

4▶ Reze para que o seu nom e seja o escolhido pelo divino espírito da intelig ência artificial 5▶ Ah… já me esquecia… prepare as malas porque poderá ser o feliz contemplado com uma viagem a Portugal. 20 de julho O resultado será divulgado no dia ial FIFA World Cup 2026. em direto no Fora de Jogo - Espec Acompanhe na CamoesTV+


26 de junho de 2026

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Credito: DG / Firefly

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Cristina Da Costa Opinião

Ora viva, bom dia, como tem passado? Mais uma semana e mais um mês a despedir-se. É o que é. Num ápice é Natal. Enfim, mais do mesmo. Não obstante, de 4 em 4 anos, o Mundo “goza e sofre “por um objeto redondo uma bola de futebol. Fazem-se apostas de muitos e muitos milhões, outras mais básicas, criam-se rixas e ódios e também se gera muita paixão

pelo jogo. Enfim. Já padeci mais deste “mal”, confesso que ainda não assisti a jogo algum, não me apetece, mas torço para que vença o melhor, se for alguma das nossas seleções, Portugal ou Canadá, melhor ainda.

A transformação provocada pelo clima de campeonato atua em várias frentes como, por exemplo, aumenta o sentimento de pertença, o fazer parte de.

O torneio faz com que os indivíduos se identifiquem com algo muito maior do que Então, bora lá - o que realmente se passa eles mesmos, unindo famílias, amigos e até quando há um campeonato deste gabarito? desconhecidos em prol de uma expectativa comum. E a vivência em grande escala age Campeonatos de futebol transformam como um amplificador neurológico, intenpessoas através da experiência coletiva e sificando a alegria e a tristeza, o que altera da intensidade emocional. O sentimento as rotinas e humores quotidianos. de pertencimento a um grupo, a euforia compartilhada nas vitórias e a libertação É também uma forma de socializar na hormonal alteram temporariamente o hu- “neutralidade”. Pessoas mais fechadas mor, o comportamento e a socialização, tendem a tornarem-se mais sociáveis e transformando até indivíduos reservados expansivas ao compartilharem debates e reações sobre as partidas. em seres mais comunicativos.

Temos ainda o fator químico onde o cérebro do adepto responde ao stress e à emoção do jogo libertando hormonas que estimulam a sensação de união e a catarse coletiva. A ver o que sai daqui e se, de uma forma ou outra, se conseguem moderar as emoções. É o que é e vai valer sempre o que vale. Até já, Cristina

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26 de junho de 2026

Credito: DR

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Soccer – Wasted patriotism Manuel DaCosta Editorial

There was a time when soccer fever could be dismissed because it was practiced by a fringe movement rising from ignorant swamps inhabited by those who knew something about the game and with equal euphoria from those who pretended to know. Today's elation, particularly at the World Cup level, is an exhibition of fake patriotism hidden as jubilation by the same people exhibiting dubious levels of intelligence and trying to fit into a celebration just because it’s what everyone

being only based on winning and losing. Support for teams and players is consistent with positive outcomes and watch out when negative results don’t fit into the expected outcome of a game. Portugal’s team at the World Cup played its first game and achieved a tie. The result was totally unacceptable by those who felt that Portugal was superior to its opponent and therefore a tie would be a catastrophe deserving of a national intellectual collapse. But what makes Portugal superior to anyone? Individual skills don’t always et’s face it, these words are not to assimilate into the ideal overall strategy of diminish the importance of sup- a game because personal differences and porting the game of soccer but the individualistic egos destroy game flows reality is that patriotism has nothing to and blueprints put together for the entire do as it relates to the entirety of the game team only to be overturned by self-ab-

else is doing. The myth that patriotism can be equalled by the fame of soccer is a dangerous idea as it perpetuates and bolsters perceived levels of inner understanding in many practicing fans who mix knowledge and fanaticism to justify an existence devoid of additional understanding of nationalistic principles. Masculinity is of course a trait that has been practiced to show strength in loyalty to the game, which is now being even used by women to justify inclusion.

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sorbed players with no consideration for the team. Often, talent creates laziness, which translates into inferior performances. Information hyperbole by players and coaches before and after each game is nothing more than preparation of the team for winning or losing preparing the public's respective applause or excuses to be provided after the game. It’s refreshing to watch the underdogs such as Cape Verde Islands who show no excuses but sweat and grit during their performances. Why can’t top level teams with top talent do that? There is no question that the World Cup transcends the boundaries of traditional sport acting as a catalyst for national identity. Often I’m questioned if I’m loyal to Canada or Portugal and the answer carries many personal considerations as a Portuguese-Canadian. The intersection of soccer and patriotism reveals complex feelings and deep-seated psychological belonging to the country you live in, therefore my personal identity is the answer to the question. When a country wins “we” say we win, but when it loses the country will go into mourning as if something dies and went to hell, of course only until the next game when the country wins. Often, you hear FIFA promote the “beautiful game” and the “purity of the game.” There is nothing pure about the game and regardless of the cultural resonance it projects the game is played at the highest level by millionaires, which have lost the concept of reality and what the game is about, playing for a corrupt world leader where the bottom line is most important, unless you play for Cape Verde or equal teams where there remains some fair play.. At the end of it all, let’s get back to reality and teach our children about the humbling effects of playing the game and that false heroes are only the foundation of the future destruction of sports.

Esta semana • Karetus – A tradição portuguesa encontra a energia contagiante da música eletrónica.

• Arte de Trabalhar o Ferro – O legado e a mestria do ferreiro

Gaspar Carreira ganham vida num documentário emocionante.

• 390 LiUNA Parada do Dia de Portugal – Toronto celebrou Portugal numa demonstração de orgulho e união.

• Mural “Conceição” – Uma homenagem artística à força, coragem e resiliência da mulher emigrante portuguesa.

• Luso Golf 2026 – Desporto e solidariedade reuniram a

comunidade em prol de causas que fazem a diferença.

• Healthy Bites – Dicas práticas para uma alimentação mais consciente e equilibrada.

• Mina Gallos – Uma visão contemporânea e irreverente do figurado de Barcelos pela artista portuguesa.

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26 de junho de 2026

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Credito: MDC Media Group

OPINIÃO

The Spectacle budget to make ends meet, or to deal with the sick in a timely manner.

Raul Freitas Opinion

No doubt that the human animal is easily distracted. I recall, as a youngster growing up in Toronto, a movement called ‘Bread Not Circuses’. Whenever a major sporting event was planned for Toronto, they would come forward, arguing that there were other pressing issues to invest such as poverty, and the fact that social services never had enough

A

t the time, I didn’t understand what one had to do with the other, naively believing that the right decisions were being made. But that’s not the way it works, is it? In reality, it’s just the corporate world demanding what it’s always had; taxpayer money. They don’t even need to make any demands; governments are always willing to renew/build stadiums and other venues necessary for the occasion, put up security, and deal with the influx of fans from other parts of the world, all while

touting the fact that the event will be good for the city, and there will be a lot of profit to go around. Corporations get to raise share prices by charging insane amounts of money for food, drinks, (including water), and those highly prized tickets. It seems that every new event comes with an even greater ‘sticker shock’, than the last one, and there are still enough people who can afford to pay, or pile up their debt load in order to go to the show. For a long time now, although I do love these events, I know that it’ wrong to ignore the obvious problems, while supporting these events.

There should be no investment necessary from the public. The people pay for this seat, the food, the drink. The onus falls on the big cheeses that are so accustomed to using other people’s money when spending and investing. There isn’t one world sporting event that has left the host city in the black; and now it’s cities, plural. These things have become so expensive to run that, like this year’s world cup and the next one, the pain has to be shared by multiple partners. Of course, it’s not like things ever get cheaper, FIFA and the IOC just look to sign up more investors, sorry, host countries. But the people love these events, and flock to them. Organizations also need to put them on because we need entertainment, or a distraction from everyday life. We all know how hard, or even impossible life is for so many of us, and a good game of race, or event is a major breath of fresh air. Otherwise, the people could revolt, like in ancient Rome. The Circus Maximus did attenuate the anger and frustration for a while, although not as long as the authorities hoped. Today, it’s not exactly the same, but the shoe fits quite well. Big players like oil and pharma already expect money from governments for drilling and R&D, just like FIFA and the IOC already expect host countries to kick in with vast quantities of cash and infrastructure, hell, they compete to win the nod! And we, the people, couldn’t be happier! It’s the norm. Maybe we could turn the tables and, collectively, not bid to host anything. Maybe that way they will have to make the moves and foot the bill. This way, maybe balance can be restored if governments then turn around and start investing in the people’s comfort and welfare. Go Portugal!

Leia em português

SESSÃO DE LANÇAMENTO Sábado, 27 de junho às 10h00, The Peäch Gallery

Portugal – Da Ditadura à Democracia Livro de Daniel Bastos e Marques Valentim Tradução de Paulo Teixeira | Prefácio de João Soares Apresentação por Manuel DaCosta (Empresário e filantropo) Converse com os autores e personalize o seu livro.

Entrada Livre 722 College St, Toronto


MILÉNIO | OPINIÃO

26 de junho de 2026

Credito: DR

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Global stage for soccer patriotism... Vincent Black Opinion

The 2026 FIFA World Cup is taking place in Canada, the United States, and Mexico. These matches are a pinnacle of global soccer competition and uses the broader concept of soccer-anchored patriotism to explore national identity on and off the pitch. Soccer is usually seen as a universal language where soccer is accessible and culturally pervasive, often learned in childhood and played in streets, schools, and local clubs.

I

nternational matches create predictable, recurring moments where fans can unite or rival in a standardized format, reinforcing collective identity. A single ball, two teams, and a recognizable flag or country emblem provide clear symbols around which fans can rally.

Nations often attach historic moments-emerging from colonial eras, independence, or regional rivalries-to soccer, embedding sport into national folklore. When FIFA tees up these games every four years the sense of unity and social cohesion seem to spike the interest in most people’s pride about their family country of origin. National teams stimulate youth participation and infrastructure investment when these soccer games ramp up every four years. The global interest in soccer is such an easy game to play and bridges many ties to personal pride. Humans are tribal by nature and throughout history, survival depended on belonging to a group. National identity is one of the strongest forms of collective identity because it is tied to culture, language, history, traditions, and shared experiences. When people watch their national team compete, they feel connected to something larger than themselves. The World Cup provides a stage where these feelings can be expressed openly and positively. A supporter from Argentina, Brazil, England, or Canada may have different political views, occupations, or back-

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grounds, but during the World Cup they often rally behind the same flag and the same team. One of the most powerful moments before every World Cup match is the singing of national anthems. Music has a unique ability to trigger emotions and memories. When players and fans sing together, it creates a sense of unity that extends far beyond the stadium. Millions watching at home feel connected to the same moment. The anthem reminds supporters of their country’s story. Thus, emotional ritual helps ignite patriotic feelings before the match even begins. Soccer’s global reach is unmatched. The sport requires little equipment, can be played almost anywhere, and is deeply woven into cultures across continents. Because soccer is so accessible, the World Cup becomes a truly universal event. More than any other sporting competition, it allows nations of all sizes to compete on equal footing. When a smaller nation defeats a traditional powerhouse, citizens often experience a surge of pride because their country has demonstrated its ability to compete with the world’s best. The World Cup creates these moments on a massive scale. Entire cities gather in public squares, bars, homes, and stadiums. Strangers hug after goals. Families celebrate together. Social media erupts with national pride. These shared experiences strengthen feelings of patriotism between people are not celebrating alone; they are celebrating as members of a nation. Historically, nations have competed through politics, economics, and sometimes conflict. Sports offers a peaceful alternative. World Cup also created emotions connections for people living outside their country of origin. Many immigrants and descendants of immigrants support the nation of their parents or grandparents. The reason patriotism emerges so strongly during FIFA World Cup is that soccer becomes a vessel for identity, belonging, culture, and national pride. The tournament is not simply about winning matches; it is about representing a nation’s story on the World stage. For a few weeks every four years, millions of people feel connected through a shared dream. The flag, the anthem, and the team become symbols of who they are and where they come from. That emotional connection is what makes the FIFA World Cup one of the most powerful and patriotic events in the world. The FIFA World Cup proves that soccer is more than a game-it is a powerful expression of national pride, capable of uniting millions in a shared sense of identity, passion, and hope.

Leia em português

FILIPE DO CARMO FRANCISCO

O primeiro Marquês de Alorna restaurador do estado português da Índia (1744-1750) O autor (n.1981) abre o livro com uma frase exemplar: «Clio, a Musa da História tem na mão um papiro para lembrar que o principal modo de registo da Memória é a palavra escrita». Por outras palavras - nem lenda nem fantasia. D. Pedro Miguel de Almeida Portugal (1688-1756), Conde de Assumar (1733), Marquês de Castelo Novo (1744) e nze quadros e sete mapas comple- Marquês de Alona (1748) casou em 1715 tam o conjunto. Da página 16 à 201 com D. Maria de Lencastre filha dos Condes de Vila Nova de Portimão e foi mais surge o texto do ensaio.

Crédito: DR

Com o subtítulo de «Guerra e Cultura na formação de uma imagem pública setecentista», este livro de 300 páginas inclui no seu conjunto várias ilustrações a cores (nove) e a preto e branco (uma) além de (da página 202 à 300) várias notas, anexo documental, bibliografia e índice remissivo.

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Host Vince Nigro Guests Dianne Saxe

tarde Vice Rei de Índia Portuguesa entre 1744 e 1750. Desempenhou vários cargos de relevo tanto em termos militares como políticos. (Editora Tribuna da História, Patrocínio Fundação das Casas de Fronteira e Alorna e Comissão Portuguesa de História Militar, Editor Pedro de Avillez,Capa Maia Moura Design, Revisão Manuel Amaral). JCF

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MILÉNIO | OPINIÃO

26 de junho de 2026

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Charles Sousa

Um rosto maior da diáspora portuguesa no Canadá Opinião

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua notável capacidade de integração e empreendedorismo. Ao longo de várias gerações, milhares de portugueses e lusodescendentes afirmaram-se nos mais diversos setores de atividade, fundando empresas de sucesso e assumindo responsabilidades de relevo nos domínios cultural, social, económico e político. Hoje, constituem um dos mais valiosos ativos estratégicos de Portugal na sua projeção internacional.

E

ntre esses exemplos sobressai Charles Sousa, uma das personalidades políticas mais influentes da comunidade luso-canadiana e um dos mais destacados representantes da diáspora portuguesa na vida pública do Canadá. Filho de emigrantes oriundos da Nazaré, Charles Sousa nasceu em 1958, no Canadá, país que acolhe atualmente mais de meio milhão de luso-canadianos, concentrados sobretudo nas províncias de Ontário, Quebeque e Colúmbia Britânica. O seu pai, António Sousa, pertenceu à geração pioneira da emigração oficial portuguesa para o Canadá, tendo desembarcado em Halifax, a bordo do navio Saturnia, a 13 de maio de 1953, num dos primeiros fluxos migratórios organizados entre os dois países. Licenciado em Administração de Empresas, com especialização em Economia

mericanos e Parapan-Americanos de 2015. Paralelamente ao percurso profissional e político, Charles Sousa manteve sempre uma estreita ligação à comunidade portuguesa. Presidiu, entre 1998 e 2006, à Federation of Portuguese-Canadian Business & Professionals, é Presidente Honorário da Luso Canadian Charitable Society e integra a direção da Magellan Community Charities, organização responsável pela criação, em Toronto, do primeiro lar de cuidados continuados destinado à comunidade de expressão portuguesa. Esta dedicação à comunidade e ao serviço público valeu-lhe, em 2009, a condecoração de Comendador da Ordem do Mérito da República Portuguesa, distinção atribuída a cidadãos que se destacam pelos relevantes serviços prestados à coletividade. Em 2017, o seu nome passou igualmente a integrar o Portuguese Canadian Walk of Fame, que distingue anualmente portugueses e lusodescendentes cujo percurso constitui motivo de orgulho para a comunidade e para o Canadá. Profundamente ligado às suas raízes, Charles Sousa continua a visitar regularmente a Nazaré, onde mantém fortes laços familiares e afetivos. Casado com Zenny Sousa e pai de três filhos, representa uma geração de luso-canadianos que conseguiu conciliar a afirmação plena na sociedade canadiana com a preservação da identidade portuguesa. Desde 2022 é deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga—Lakeshore e preside atualmente à Comissão Permanente de Defesa Nacional da Câmara dos Comuns do Canadá. O percurso de Charles Sousa demonstra que a diáspora portuguesa é muito mais do

que uma comunidade emigrante: é uma rede global de talento, competência e liderança. A sua carreira constitui um exemplo de como a dedicação ao serviço público, aliada ao orgulho nas origens, pode contribuir simultaneamente para o fortalecimento da sociedade de acolhimento e para a valorização do nome de Portugal no mundo.

Photo: CBC

Daniel Bastos

e Contabilidade, pela Wilfrid Laurier University, detém ainda um MBA Executivo em Finanças pela Ivey Business School e formação pelo Institute of Corporate Directors. Antes de ingressar na política, construiu uma sólida carreira de cerca de duas décadas no setor financeiro, desempenhando funções no Royal Bank of Canada e na RBC Dominion Securities, nas áreas da banca comercial, dos mercados de capitais e da gestão financeira. Foi igualmente empresário no setor do financiamento empresarial e integrou os órgãos dirigentes de diversas instituições financeiras e organizações sem fins lucrativos. Participou ainda ativamente em importantes entidades empresariais canadianas, como a Câmara de Comércio do Canadá, a Câmara de Comércio de Toronto e a Câmara de Comércio Americana. O seu percurso foi reconhecido, entre outras distinções, com a Medalha do Jubileu de Ouro da Rainha Isabel II, em 2003, e a Medalha do Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II, em 2012. A sua carreira política iniciou-se em 2007, com a eleição para o Parlamento da província de Ontário pelo círculo eleitoral de Mississauga South. Em 2010 assumiu funções como Ministro da Cidadania e Imigração e, no ano seguinte, foi nomeado Ministro do Trabalho. Em 2013 tornou-se Ministro das Finanças de Ontário, tornando-se o primeiro luso-canadiano a assumir uma das mais importantes pastas governativas da província. Durante esse período apresentou seis orçamentos provinciais, liderou reformas estruturais nos sistemas financeiro e de pensões, promoveu investimentos em infraestruturas e transportes e desempenhou igualmente funções como Ministro responsável pelos Jogos Pan-A-

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O desafio demográfico Vítor M. Silva Opinião

Numa altura em que tanto se fala de imigração, tanto aqui onde resido, em Toronto, como em Portugal, assistimos a uma queda inédita da população do Canadá no primeiro trimestre de 2026.

que as políticas do governo federal não têm sido suficientes para incentivar a natalidade. Com os custos elevadíssimos que os pais enfrentam para colocar as crianças em infantários e creches no Canadá, a realidade atual funciona quase como um convite à não procriação. É inegável que o crescimento populacional que se vinha a verificar exercia uma enorme pressão sobre o mercado imobi-

liário, mas não só; afetava também os cuidados de saúde e o custo de vida geral no Canadá. E é precisamente aqui que reside o lado positivo desta quebra populacional, que pode trazer um alívio bastante necessário aos setores da habitação, da saúde e do custo de vida. Quanto à descida da imigração, esta reflete claramente o impacto direto das novas restrições e tetos máximos impostos

Photo: CBC

S

egundo os dados do Statistics Canada divulgados recentemente, aos quais tive acesso, o país registou uma redução de cerca de 55 mil habitantes entre janeiro e abril de 2026. Esta quebra de 0,1% fixa a população canadiana em 41.417.056 pessoas a 1 de abril, marcando uma inversão histórica após anos de crescimento acelerado. A grande questão que agora se coloca é se isto será benéfico ou prejudicial para a economia. Analisando os dados estatísticos sobre as causas desta queda demográfica, a razão principal prende-se com a diminuição de 117 mil residentes não permanentes, designadamente trabalhadores temporários (Work Permit) e estudantes internacionais. Por outro lado, o Canadá acolheu 83 mil imigrantes permanentes no início deste ano, o que contrasta significativamente com os 104 mil registados no mesmo período do ano anterior. A juntar a isto, e pela primeira vez em vários anos, registou-se um número de mortes superior ao de nascimentos. Parece-me evidente

pelo governo de Ottawa aos vistos de estudantes e de trabalhadores temporários estrangeiros. Em contrapartida, o Instituto Nacional de Estatística de Portugal mostra uma realidade exatamente oposta para o mesmo período analisado. A população portuguesa continua em claro crescimento, situando-se em cerca de 10,4 milhões de habitantes, um fenómeno que se deve, em grande parte, aos fluxos migratórios. O INE projeta que a população em Portugal continuará a crescer até 2029, iniciando-se a partir daí um declínio demográfico acentuado. Estas políticas demográficas e de fluxos migratórios devem ser geridas com extrema cautela, funcionando de forma semelhante ao uso do sal na comida: nem em excesso, nem em falta. Concordo plenamente com a necessidade de regulamentar a imigração, mas é fundamental não cair em exageros restritivos. Uma imigração ponderada, planeada e devidamente regulada é o motor que ajuda os países em todas as suas vertentes de desenvolvimento, garantindo a sustentabilidade tanto a nível social como financeiro. O segredo, portanto, não está em fechar as portas, mas sim em gerir a entrada com equilíbrio e visão de futuro.

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Photo: CBC

A responsabilidade de reformar antes que seja tarde. Afinal, querem ou não reformas? Augusto Bandeira Opinião

Portugal enfrenta um dos maiores desafios das próximas décadas, garantir a sustentabilidade do Estado Social sem comprometer o futuro das novas gerações. A realidade demográfica é conhecida. Temos cada vez menos jovens a entrar no mercado de trabalho e cada vez mais pensionistas a depender de um sistema que vive essencialmente das contribuições dos trabalhadores e das empresas.

MILÉNIO | OPINIÃO

26 de junho de 2026

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erante esta realidade, é legítimo discutir reformas. O que já não é legítimo é fingir que o problema não existe. A recente controvérsia em torno das alterações à legislação laboral e da Prestação Social Única revelou, uma vez mais, a dificuldade que alguns setores políticos têm em encarar reformas estruturais. Em vez de participarem na construção de soluções duradouras, muitas vezes preferem explorar receios e alimentar desconfianças. A experiência do passado demonstra que algumas reformas laborais introduzidas durante o período de assistência financei-

ra internacional procuraram aumentar a competitividade e a flexibilidade da economia portuguesa. Existem diferentes interpretações sobre os seus resultados, mas é inegável que Portugal enfrentava graves problemas estruturais que exigiam mudanças profundas. Também é importante recordar que a crise que levou à intervenção externa teve origem em anos de desequilíbrios financeiros e decisões políticas que se revelaram insustentáveis. A Prestação Social Única surge precisamente como uma tentativa de tornar o sistema mais simples, mais transparente e mais justo. Ao concentrar vários apoios dispersos num único mecanismo, reduz-se a burocracia, facilita-se o acompanhamento dos beneficiários e reforça-se o combate à fraude, contribuindo para aumentar a confiança dos contribuintes no sistema. Os críticos afirmam que esta medida poderá reduzir direitos. Essa preocupação é legítima e merece acompanhamento rigoroso. No entanto, também é verdade que o atual sistema apresenta elevados níveis de complexidade e dificuldades de gestão, sendo frequentemente apontado por especialistas como pouco eficaz no combate à pobreza e à exclusão social. Outro aspeto relevante é a valorização do trabalho. Um sistema social equilibrado deve proteger quem está em dificuldades, mas também criar incentivos para que as pessoas regressem ao mercado laboral sempre que possível. Não faz sentido que alguém fique numa situação financeiramente menos favorável por aceitar um emprego. Essa distorção prejudica o trabalhador, a economia e a própria sustentabilidade da Segurança Social. Os jovens têm razões particulares para apoiar reformas que promovam mais emprego, mais produtividade e mais crescimento económico. São eles que irão suportar grande parte dos encargos futuros do sistema de pensões. Sem mais trabalhadores, mais investimento e mais riqueza

criada, será cada vez mais difícil garantir reformas dignas às próximas gerações. Também o tecido empresarial beneficia de um mercado de trabalho mais dinâmico. As empresas necessitam de mão de obra qualificada, estabilidade e previsibilidade para investir, crescer e criar riqueza. Quando existe equilíbrio entre proteção social e incentivo ao trabalho, toda a sociedade beneficia. Naturalmente, nenhuma reforma é perfeita. O Governo tem a responsabilidade de garantir que ninguém verdadeiramente vulnerável fica desprotegido e isso foi feito, mas as oposições não querem mudar nada, porque entre reformar e não fazer nada, este governo apresentou uma opção mais responsável que permitia preservar o Estado Social para o futuro. Portugal precisa de menos bloqueios ideológicos e de mais coragem política. Porque a maior injustiça social não será reformar o sistema. Será permitir que ele se torne insustentável para os nossos filhos e netos. Por fim, os cidadãos devem olhar para além dos slogans e das promessas fáceis. A democracia funciona melhor quando os eleitores analisam o passado, avaliam os resultados e exigem responsabilidade a quem governou e a quem se apresenta para governar. Hoje, mais do que nunca, é possível consultar informação, comparar políticas e formar uma opinião baseada em factos. O futuro de Portugal exige escolhas difíceis, mas também exige honestidade. E a honestidade começa por reconhecer que adiar reformas necessárias pode ter custos muito maiores do que a coragem de as implementar. Bom fim de semana.

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MILÉNIO | OPINIÃO

26 de junho de 2026

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Um Fundo sem fundo Miguel Costa Matos Opinião

O Primeiro-Ministro encerrou o Congresso do PSD anunciando um fundo soberano. Quarenta e oito horas depois de a AD ter ficado praticamente sozinha a defender o pacote laboral, Montenegro precisava de mudar de assunto. Conseguiu. O problema é que, para fugir de uma má ideia, anunciou outra.

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direita em Portugal descobriu, em pleno congresso partidário, as virtudes do Estado acionista. Parece uma ideia de esquerda. Keynesiana até. Afinal, o mesmo Governo que cria um grupo de trabalho para preparar privatizações secretas de empresas não-estratégicas, que quer subconcessionar a Linha de Cascais, entende agora que quer comprar posições minoritárias em empresas estratégicas nos setores da energia, banca, comunicações e transportes aeroportuários. Mas tal como os exemplos de que falámos a semana passada, o diabo está nos detalhes. Mais que a incoerência, a questão central é financiar o quê e como. Portugal ainda tem uma dívida elevada e tanto Bruxelas como o Banco de Portugal preveem que o Governo vá incumprir os limites de despesa já no próximo ano. É certo que se deseja que os investimentos do Fundo sejam rentáveis, mas como qualquer pessoa com literacia financeira sabe, o risco existe e ações não têm capital garantido. Além disso, qualquer rentabilidade será sempre, gradualmente, uma fração do que se investiu. Ora, o problema do Estado não é ter muita liquidez parada. Tem algum patri-

mónio ocioso, mas o grosso do seu problema é a falta de dinheiro para contratar médicos e oficiais de registos, reparar escolas e estradas ou investir em habitação ou no ambiente. Esta ordem de prioridades não é apenas sobre essas serem funções essenciais do Estado – desenvolver a economia também é. Sucede que a maioria desses investimentos são genuinamente rentáveis, seja nos ganhos de saúde que trazem ou nos ganhos de produtividade de uma força de trabalho mais qualificada. Quer isto dizer que não há um papel acionista do Estado? Claro que não. O Estado é dono de várias empresas públicas, muitas das quais lucrativas e que prestam serviço público essencial. É o caso da Águas de Portugal ou da CP. O Estado pode, ainda, ser dono de participações minoritárias que, no caso de empresas com capital disperso, o podem deixar em boas condições de orientar o rumo de uma empresa. Por fim, deve existir política pública de capitalização empresarial, investindo o dinheiro de todos com estratégia e exigência. Essa tarefa é conduzida pelo Banco Português de Fomento, em Portugal, tal como o é por bancos promocionais seus congéneres noutros Estados, como é o caso do BPI France ou do KfW na Alemanha. Nestas instituições, o Estado investe diretamente ou coinveste com privados tanto em dívida como em instrumentos de capital e quase-capital. Com equipas especializadas, estas instituições focam-se onde há falhas de mercado: em determinados setores com perfis de risco e inovação elevados, e que por isso teriam dificuldades em financiar-se no mercado livre. Em Portugal, tem-se investido fortemente também em business angels e venture capital, potenciando o empreendedorismo. Podemos e dever discutir os desafios do

mercado de capitais em Portugal. O BPF está (erradamente) a voltar à estratégia “spread and pray”, dissipando fundos amiúde por várias empresas a ver se alguma semente dá fruto. Falta uma estratégia para o segmento “growth” onde as rondas de investimento se cifram entre 10 e 25 milhões. Há, ainda, carência de capital paciente, especialmente apto no setor primário com as suas volumosas necessidades de fundo de maneio. Podemos até discutir o papel do Estado a resgatar “campeões nacionais”. Pedro Santa Clara, guru do liberalismo lusitano, desmanchou num artigo no seu LinkedIn os fundamentos deste Fundo Soberano. Faltou-lhe, porém, alguns dados fundamentais. Excluindo o cronicamente suborçamentado setor da saúde, as empresas públicas dão lucro. A CGD foi recapitalizada e vive dos melhores momentos da sua história. A TAP, na sequência do seu processo de reestruturação, deu lucros. Mesmo a EFACEC, dada como mau exemplo, está numa expansão sem precedentes, de que o Estado ainda irá beneficiar, nos termos do contrato de venda. Claro que não são nenhuns desses investimentos que o Presidente do PSD anunciou em Sangalhos. Pelo contrário, o mesmo PSD que privatizou (baratinho, diga-se) a ANA, a REN, a EDP ou os CTT parece querer agora renacionalizá-las (e mais algumas) às postas. O que Montenegro não referiu foi que a Comissão Europeia tem regras apertadas em relação a operações destas, evitando que as mesmas possam ser consideradas ajudas de Estado. No Novo Banco, implicou mesmo que o Fundo de Resolução não pode sequer nomear um administrador não-executivo. Se o Estado compra ações mas não pode influenciar a empresa, fica com risco de acionista e poder de espectador.

Um fundo soberano pode fazer sentido. Mas não como truque de congresso, nem como álibi patriótico para um Governo sem estratégia. A soberania de uma nação depende da capacidade de cumprir os seus desígnios e comandar os seus destinos. Portugal ganhava muito em saber onde é que ia agora buscar o financiamento para todos os projetos do PRR que se atrasaram e perderam os fundos europeus. O país ganhava em pensar como vai apoiar as empresas que vão ter de devolver os mil milhões de créditos fiscais não-utilizados ao abrigo do SIFIDE Indireto. Mais do que um Estado ao serviço de alguns capitais, faz sentido um mercado de capitais ancorado num Estado que regula, ajuda e potencia. E aí há muito a fazer. Os portugueses, mais do que pouco, investem mal, com muito pouco investimento dirigido às nossas PME. O tecido empresarial também não ajuda, com a dimensão empresarial pulverizada, gestores subqualificados e custos de transação muito significativos. E, no final do dia, os portugueses continuam a ganhar muito pouco para poderem constituir poupanças. Se o Governo quisesse, saberia que estas, sim, são opções estratégicas que interessam ao país. Mas é improvável que Montenegro tivesse à procura de algo mais do que um golpe de asa, um improviso, que o tirasse do buraco onde a arrogância de Palma Ramalho, Hugo Soares e Ana Paula Martins o enfiaram. No final do dia, mesmo que não dê certo, pode ser que dê jeito. E assim vai a AD navegando à vista, entre a ideologia e os interesses.

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Arraiais, festas e tradição reforça laços da comunidade portuguesa O espírito dos Santos Populares voltou a acender o coração da comunidade portuguesa no sul de Ontário, trazendo consigo memórias, afetos e tradições que atravessam gerações. Ao longo do fim de semana, várias associações uniram esforços para celebrar esta época tão querida, num conjunto de eventos que reuniu centenas de pessoas em torno da música, da gastronomia, do folclore e, sobretudo, do convívio caloroso que mantém viva a identidade portuguesa longe da terra natal.

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Festa de São João de Braga, organizada pelo Arsenal do Minho de Toronto, decorreu no Tibetan Canadian Cultural Centre, em Toronto. O evento reuniu minhotos e amigos da cultura portuguesa numa tarde e noite de animação, preservando costumes típicos das festividades joaninas que caracterizam a cidade de Braga. Também em Toronto, a Casa do Alentejo promoveu o seu tradicional Arraial de São João à Moda Alentejana, que contou com a apresentação do Mastro Alentejano e um

animado baile abrilhantado por Tony Câmara. A iniciativa proporcionou aos presentes uma autêntica viagem às tradições populares do Alentejo, num ambiente de grande confraternização. Ainda na mesma noite, a Casa das Beiras de Toronto assinalou o primeiro aniversário da sua nova sede com uma especial Noite de Vitela à Lafões. O evento foi acompanhado pela atuação do grupo Karma Band, reunindo sócios, dirigentes e convidados numa celebração que destacou a gastronomia e a cultura beirã. Destaque ainda para a

presença do vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, Mike Colle, que se associou à comemoração, ao lado de Bernardino Nascimento. Durante os dias 20 e 21 de junho, a Casa da Madeira de Toronto organizou a sua tradicional Festa dos Santos Populares no Madeira Park. O programa incluiu momentos de convívio familiar, atividades recreativas e animação musical, atraindo participantes de várias localidades da província. Já no domingo, dia 21 de junho, a Associação Cultural do Minho de Toronto realizou o seu Piquenique de São João, no Karlovac Croatian Park, em Milton. O encontro coincidiu com a celebração do aniversário do grupo “Carpe Diem” e proporcionou um dia repleto de música, folclore, futebol, gastronomia regional e convívio entre famílias e amigos. Em Mississauga, o Clube Português de Mississauga promoveu um animado Arraial e Festival de Folclore, reunindo diversos grupos folclóricos e membros da comunidade para celebrar as tradições portuguesas através da dança, da música e dos sabores típicos das diferentes regiões de Portugal. Mais do que um conjunto de festas, estes encontros reforçam a força e a continuidade de uma cultura que se recusa a perder raízes. Entre marchas, arraiais e momentos de partilha, ficou evidente que as tradições portuguesas seguem bem vivas no Canadá, alimentadas pelo empenho das associações e pelo entusiasmo da comunidade. E assim, com esta energia coletiva que atravessa gerações, o pulsar da comunidade continuará a acompanhar e a guiar os passos dos portugueses no Canadá, mantendo acesa a chama das suas origens e o orgulho de ser quem são. RMA/MS

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Entre sardinhas, dança e saudade: uma tarde inesquecível de Santos Populares no Centro Abrigo O Centro de Idosos Abrigo celebrou, no dia 24 de junho de 2026, uma tarde inesquecível dedicada aos Santos Populares, no Centro Abrigo. Foi um encontro cheio de vida e memória, onde centenas seniores da Comunidade Portuguesa de Toronto voltaram a sentir o pulsar das festas de verão de Portugal.

dos numa energia viva e contagiante, onde a música serviu de ponte entre gerações e memórias. Não faltaram os casamentos de Santo António, reproduzidos com grande alegria por parte dos idosos presentes.

Os eventos seniores continuam a ser dinamizados e mantêm vivo o compromisso de criar espaços onde a participação, a dignidade e o convívio são celebrados todos os dias. O voluntariado voltou a ser o cora-

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ntre risos soltos, histórias que abriram portas ao passado, cantigas entoadas com emoção, marchas improvisadas e o aroma das sardinhas assadas no ar, o ambiente transformou-se num verdadeiro arraial de afetos. Comeram-se saborosas sardinhas acompanhadas de broa de milho, partilhadas em mesas cheias de conversa, amizade e saudade. E, como manda a tradição, também houve música e dança, com muitos participantes a levantarem-se para dançar e celebrar com alegria. Mais do que uma celebração, foi um reencontro com a alma da tradição. Cada mesa guardava conversas antigas e novas, cada canção puxava pela saudade, e cada gesto trazia consigo a força de quem construiu comunidades longe da sua terra, mas nunca longe das suas raízes. A presença da artista Júlia Leal deu ainda mais brilho ao momento, envolvendo to-

ção desta iniciativa — silencioso, presente e essencial — mostrando que a verdadeira força destes encontros está nas pessoas que dão de si para que outros possam sorrir. No fim, ficou a certeza simples e profunda de que a felicidade também se encontra à volta de uma mesa partilhada, entre sardinhas assadas, broa de milho, canções, dança, histórias e abraços sinceros. Acima de tudo, ficou a gratidão pelos seniores da nossa comunidade, que mais uma vez nos abriram as portas das suas memórias, das suas vivências e dos seus afetos, recordando-nos o valor das tradições que transportaram consigo ao longo da vida. E foi assim, entre Santos Populares, alegria e saudade, que se viveu mais uma tarde cheia de alma no Centro de Idosos do Abrigo - Rostos de Vida e Esperança - um espaço onde cada encontro fortalece laços, honra as nossas raízes e celebra a riqueza humana daqueles que continuam a inspirar a nossa comunidade todos os dias.

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PCCM reúne comunidade em mais um torneio de sucesso O Portuguese Cultural Centre of Mississauga (PCCM) realizou mais uma edição do seu tradicional Torneio Anual de Golfe, uma iniciativa que continua a reunir membros da comunidade, patrocinadores e amantes da modalidade num ambiente marcado pelo convívio, pela amizade e pelo espírito solidário.

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Photo: Cindy Da Ponte

onsiderado um dos eventos mais aguardados do calendário do PCCM, o torneio voltou a atrair participantes de diferentes idades e níveis de experiência, provando que o mais importante não é a pontuação final, mas sim a oportunidade de apoiar uma boa causa e fortalecer os laços que unem a comunidade. Criada em 1995, esta iniciativa tornou-se uma tradição bem enraizada na comunidade portuguesa da região de Toronto e não só. Ao longo dos anos, o torneio tem percorrido vários campos de golfe da Área Metropolitana de Toronto, mantendo sempre o mesmo objetivo: promover o convívio, incentivar a participação comunitária e apoiar

o trabalho desenvolvido pelo Portuguese Cultural Centre of Mississauga. O evento voltou a contar com uma forte adesão, algo que deixou particularmente satisfeito o presidente do PCCM, Jorge Mouselo. Para o dirigente, a participação registada demonstra a vitalidade da comunidade e o apoio contínuo que o clube continua a receber “é muito gratificante ver tantas pessoas reunidas mais uma vez. Este evento só é possível graças ao apoio dos nossos voluntários, patrocinadores, participantes e de todos aqueles que trabalham para que, ano após ano, possamos continuar esta tradição”, afirmou. Também Ricardo Santos, vice-presidente do PCCM, fez questão de destacar o trabalho desenvolvido nos bastidores para garantir o sucesso da iniciativa “tivemos a sorte de contar com um excelente dia, mas houve muito trabalho para chegar até aqui. Felizmente, a comunidade continua a responder de forma fantástica às nossas iniciativas. É esse apoio que nos motiva a continuar a organizar eventos

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como este e a fortalecer os laços entre todos”, referiu. Ao longo do dia, o ambiente foi marcado pela boa disposição, pelos reencontros e pelo espírito de camaradagem que caracteriza este tipo de iniciativas. Muitos dos participantes destacaram a excelente organização do evento e a importância de apoiar uma instituição que desempenha um papel tão relevante na vida da comunidade. Foi o caso de Cynthia Prazeres, que fez questão de participar para apoiar o PCCM “estou aqui para jogar e para apoiar o PCCM neste torneio anual de golfe. É um evento muito importante para a nossa comunidade”, afirmou. Também Paulo Távora marcou presença, depois de ter sido convidado pela direção do clube. “fui convidado pela direção do clube e eu e os meus amigos juntámo-nos para dar o nosso apoio. É sempre bom participar e contribuir para o sucesso destes eventos”, destacou. Já Alex Nikolakakos sublinhou o ambiente positivo vivido ao longo de toda a jornada “estou aqui para apoiar o PCCM neste dia maravilhoso. É muito bom ver a comunidade reunida e participar num evento tão bem organizado”, disse. Depois de uma tarde de competição saudável, os participantes reuniram-se para um jantar de confraternização nas instalações do PCCM, encerrando o dia entre conversas, sorrisos e celebração. Mais do que um torneio de golfe, a iniciativa voltou a demonstrar a força de uma comunidade que continua a valorizar o voluntariado, a solidariedade e o trabalho em conjunto. Entre tacadas e reencontros, ficou evidente que o verdadeiro sucesso do evento não se mede pelos resultados alcançados no campo, mas sim pelas amizades fortalecidas, pelos novos laços criados e pelo apoio demonstrado a uma instituição que continua a desempenhar um papel central na comunidade portuguesa de Mississauga. À medida que o dia chegava ao fim, permanecia o sentimento de gratidão e orgulho por mais uma edição bem-sucedida. Um dia que voltou a provar que, quando a comunidade se une em torno de uma causa comum, o resultado é sempre muito maior do que qualquer competição: é a celebração da amizade, da solidariedade e do espírito comunitário que continua a definir a comunidade portuguesa no Canadá. FP/MS

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Contabilizando três meses de leituras diversificadas no Núcleo de Leitura

Dia de Portugal celebrado no Parlamento canadiano com homenagem à comunidade luso-canadiana O Parlamento do Canadá acolheu mais uma edição do Portugal Day on the Hill, cerimónia anual que assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A iniciativa, que decorreu no coração da democracia canadiana em Ottawa, reuniu deputados, senadores, o Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, e representantes das comunidades lusas de todo o país.

Saturnia ao Pier 21, em Halifax, em 1953, com a primeira grande vaga de emigrantes lusos. "Chegaram com pouco mais do que a sua determinação. E deram origem a uma comunidade que hoje ultrapassa o meio milhão de pessoas, com líderes em todos os sectores da vida canadiana", afirmou a deputada, destacando os mais de 150 clubes portugueses espalhados pelo país, as escolas de língua portuguesa fundadas desde 1956, e o papel das comunidades na presessão contou com intervenções de servação da cultura, do fado e das tradições vários deputados luso-canadianos, lusas. entre eles Charles Sousa, Carlos LeiA celebração inseriu-se no Mês do Patão, Alexandra Mendès e Peter Fonseca. O trimónio Português no Canadá, assinalado discurso de abertura foi proferido pela detodos os anos em junho. putada federal Julie Dzerowicz, represenMB/MS tante de Davenport — circunscrição que alberga a maior comunidade portuguesa do Canadá — e Presidente do Grupo de Amizade Canadá–Portugal, que prestou homenagem à trajetória dos imigrantes porRead in English tugueses, recordando a chegada do navio

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PROTEJA O SEU FUTURO MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA. DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.

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pámos em dois, inseridos no programa da "Semana de Portugal" da ACAPO. No dia 15 de Maio, realizou-se a segunda Tertúlia, organizada pelo Mirador Arts Collective e o Núcleo de Leitura. No Restaurante O Sobreiro da Casa do Alentejo, reuniram-se 13 autores, dois músicos e um desenhador que nos "serviram" um gostinho da sua arte. Foi uma noite de partilha pela leitura de textos e convívio com a promessa que, para o ano, haverá mais. No dia 2 de junho, assistimos ao lançamento do livro FLIGHT PATH HOME de Steven M. Silva na Galeria dos Pioneiros, um local apropriado uma vez que o seu livro reúne excelentes crónicas baseadas na perspetiva de um luso-canadiano, filho de um pioneiro vindo da Ilha da Madeira. Resta-nos recomendar que visite regularmente as bibliotecas de Toronto para desfrutar da vasta coleção de livros (incluindo em português) e que podem ser requisitados e levantados na biblioteca mais perto de si. Evitemos que eles sejam despachados para os arquivos por falta de leitores! Na Casa do Alentejo há também uma minibiblioteca, com acesso ao público, de onde pode levar um livro gratuitamente. Aceitamos também doações de livros. As reuniões mensais voltarão em setembro. Até lá, votos de um ótimo verão! Visite o nosso Facebook group e contacte-nos por e-mail nucleodeleituracat@ gmail.com

nossa homenagem a Lobo Antunes decorreu em abril, um mês após a sua morte. Não foi a primeira vez que lemos a sua obra mas, extensa como é (40 livros publicados em vida), surgiu a altura propícia de a redescobrir. Os seus livros dividem-se entre romances e crónicas, tendo a maioria optado pelas crónicas por serem mais fáceis de ler e com temas mais apelativos. Através delas, consegue-se entender o mundo onde o autor vivia e com quem vivia e a sua convivência, ao longo da vida, com quem se cruzava e trabalhava. A sua veia poética, menos conhecida, foi desvendada a 9 de junho, com o lançamento de um livro intitulado "Livro de Poemas". Neste estão reunidos os poemas que foi escrevendo ao longo da vida, incluindo alguns musicados por músicos de renome: "Ele que sempre lamentou não ter sido poeta", comentou a sua editora. Em maio, foi escolhido o escritor Álamo Oliveira, prestando-lhe uma merecida homenagem no mês em que teria completado 81 anos de idade. As intervenções dos leitores do Núcleo tiveram base em seis dos livros dos 36 livros que publicou em vida: romances, contos e poesia. O consenso foi que este multifacetado escritor captou o nosso interesse pela excelência da escrita, Carmen Carvalho e Ilda Januário, Coordenao sentido de humor e os temas interessan- doras- Núcleo de Leitura da Casa do Alentejo tes abordados. O mês de junho é dedicado ao tema: Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas, o qual foi explorado através da prosa e da poesia de vários escritores consagrados, assim como a apresentação de um texto inédito de um dos membros do Núcleo. Debatemos também dois livros recentemente lançados e textos escritos em inglês, já que as vozes de luso-canadianos começam cada vez mais a ser registadas. Ainda sobre as comunidades portuguesas, tivemos um relato muito interessante sobre os primórdios da comunidade portuguesa em Melbourne, Austrália, por quem a testemunhou pessoalmente. Sobre Camões, foi recomendada a exposição "No Rasto de Luís de Camões", patente ao público até ao dia 15 de setembro na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa. Descrita como "uma lição sobre Camões em imagens" não somente contém a sua biografia e bibliografia, como demonstra a influência da sua obra nas áreas da Ciência, Tecnologia, Inovação e Música. No âmbito de Eventos Especiais, particiCredito: DR

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Os meses de abril e maio foram dedicados a dois grandes escritores da literatura portuguesa, que nos deixaram recentemente: Álamo Oliveira (ilha Terceira, a 6 de junho de 2025) e António Lobo Antunes (Lisboa, a 5 de março 2026).

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AUTONOMIAS

Região Açores estabelece novo recorde em 2025 com 26 crianças adotadas família convivem para criar vínculos afetivos. Apenas uma está na Região Autónoma dos Açores, com as restantes 17 confiadas a casal ou pessoa singular que reside em território nacional, mas fora da Região. Quanto ao número de candidatos selecionados para adoção em lista de espera, no final do ano passado o número era de 41 (18 em São Miguel, 16 na Terceira e sete no Faial). No entanto, os dados indicam que duas s números de 2025 estão em linha com o que a tendência registada candidaturas (uma da Terceira e outra do dos últimos anos, em que se veri- Faial) estão em fase de reavaliação, hafica um aumento das adoções: em 2015, vendo ainda duas candidaturas suspenpor exemplo, apenas 10 crianças deixa- sas devido a gravidez da candidata. ram para trás a espera por uma família. AO/MS Dos 26 processos já concluídos com sucesso, mais de metade foi tratado pela Equipa de São Miguel (14), seguindo-se a Equipa da Terceira (11), com a Equipa do Faial a contar uma criança adotada. As famílias são esmagadoramente de fora da região: 21 crianças vão prosseguir a sua vida longe dos Açores, enquanto cinco foram adotadas no arquipélago. Ainda segundo os dados fornecidos ao jornal, existem atualmente 32 crianças abrangidas pelo processo de adoção: 14 juridicamente disponíveis para adoção e 18 em fase de pré-adoção. As 14 crianças consideradas juridicamente disponíveis para adoção, encontram-se nesta situação após avaliação pela Segurança Social e decisão do tribunal, o que ocorre quando se conclui que os vínculos com a família biológica estão fragilizados ou rompidos e é aplicada uma medida de confiança com vista à adoção. Das 18 que se encontram em situação de pré-adoção, um período de transição de até seis meses onde a criança e a nova

O ritmo de crianças adotadas na Região Autónoma dos Açores manteve-se alto em 2025: segundo os dados facultados ao jornal Açoriano Oriental pelo Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA) e pela Equipa da Adoção, no ano passado 26 crianças encontraram o seu lar, o que representa mais duas que em 2024, ano que tinha definido o recorde da década.

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APPAA reclama reabertura nocturna da Casa da Montanha do Pico A APPAA, Associação para a Promoção e Protecção Ambiental dos Açores, explica em comunicado que “considera necessário adoptar medidas para que sejam cumpridas as normas previstas no regulamento de acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico”. “Durante o período de verão existe uma crescente procura pela subida ao topo da Montanha, uma das principais atracções para quem visita a ilha do Pico. Justifica-se o cumprimento de regras rigorosas para a defesa da segurança e da vida de quem decide realizar esse percurso, que constam das portarias que têm sido actualizadas regularmente. A mais recente actualização foi aprovada há meses, na reunião do Conselho Regional do Ambiente e Acção Climática, com a concordância da APPAA”, refere. A APPAA salienta que “não basta aprovar regulamentos, é necessário criar condições para que sejam aplicados, sobretudo quando estão em causa a segurança e vida humanas, que não têm preço. É lamentável que se atraiam visitantes para usufruir da riqueza natural das nossas ilhas e que as receitas resultantes não sejam aplicadas, prioritariamente, na sua protecção e, simultaneamente, na protecção do meio ambiente”. “Todos os meios alternativos que sejam utilizados para garantir o cumprimento do registo prévio, ou a garantia do acompanhamento exclusivo por guias de Monta-

nha do Pico, ou o recurso aos Bombeiros Voluntários da Madalena, com o controle reforçado por parte dos Vigilantes da Natureza ou da PSP, não poderão compensar a ausência de controle, no local, na Casa da Montanha”, afirma. Ainda, a APPAA menciona que “os visitantes procuram as melhores condições meteorológicas dos meses de Julho e Agosto para pernoitarem, com a vontade de desfrutarem de uma experiência única, que se obtém com a observação dos inesquecíveis por do sol e nascer do sol. Esta procura obriga a um maior controle e maior exigência no cumprimento das normas previstas na legislação, exigindo-se um reforço urgente de meios humanos que também garantam o funcionamento da Casa da Montanha durante o período nocturno”. A associação finaliza o comunicado referindo que “a legislação obriga que fora dos períodos de funcionamento da Casa da Montanha, apenas é permitido o acesso à Montanha com acompanhamento feito pelas entidades reconhecidas para o efeito. Com o encerramento nocturno da Casa da Montanha, não haverá controle nem vigilância. A APPAA apela para que o encerramento nocturno da Casa da Montanha seja uma medida provisória e excepcional, até que se garanta a seu funcionamento durante todas as horas de cada dia, conforme previsto na legislação”. DA/MS

Madeira regista em maio o menor número de desempregados dos últimos 23 anos A Região Autónoma da Madeira voltou a destacar-se pelos resultados positivos no mercado de trabalho. No final de maio de 2026 estavam inscritos no Instituto de Emprego da Madeira 5.360 desempregados, menos 2,9% do que em abril e menos 9,7% do que há um ano, representando o valor mais baixo desde agosto de 2003.

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desemprego jovem também registou uma evolução favorável, com apenas 670 inscritos com menos de 25 anos, menos 4,0% do que no mês anterior e menos 6,0% em termos homólogos. Já o desemprego de longa duração diminuiu 12,9% face a maio de 2025. Durante o mês de maio inscreveram-se 609 novos desempregados, menos 11,4% do que no mesmo período do ano passado. Em simultâneo, a procura de trabalhadores

manteve-se dinâmica, com as ofertas de emprego captadas a crescerem 2,5%, contrariando a tendência nacional de redução. Para a Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, estes resultados refletem a confiança dos agentes económicos, o crescimento sustentado da economia madeirense e o impacto das políticas públicas de emprego, formação e empreendedorismo. A governante sublinha que a redução do desemprego de longa duração demonstra a capacidade de reintegrar mais pessoas no mercado de trabalho, destacando ainda o contributo dos programas de apoio ao emprego, qualificação e criação do próprio negócio. O desafio passa agora por continuar a valorizar os recursos humanos, melhorar os salários e criar condições para fixar jovens e talento na Região. JM/MS


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PORTUGAL PORTUGAL

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Fundo soberano Governo afasta objetivo de intervencionismo económico com fundo soberano O ministro da Presidência afastou hoje o objetivo de intervencionismo económico com a criação do fundo soberano, ressalvando que servirá para assegurar "a proteção e o alinhamento com o interesse do país" dos investimentos em empresas nacionais.

" Credito: JN

Não é intervencionismo económico, não é o meu objetivo seguramente de ir suportar empresas não rentáveis ou falidas, não é nada disso que está em causa", disse. "É importante a existência de mecanismos para assegurar a proteção e o alinhamento com o interesse do país, não necessariamente com prevalência dos outros países e de outros atores públicos ou privados externos que podem ter naturalmente as suas agendas", afirmou o ministro na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros. Leitão Amaro referiu que "há empresas estratégicas para a soberania nacional, da

segurança nacional e, de alguma forma, também soberania económica, que nem sequer é o caso de estarem plenamente em mercado aberto e capital disperso", mas nas quais o Estado poderia vir a investir através de um fundo soberano. Leitão Amaro assegurou que o objetivo do Governo não é investir em empresas falidas, mas assegurar a soberania nacional em setores estratégicos. O primeiro-ministro anunciou no fim de semana a criação de um fundo soberano de Portugal para o Estado poder intervir "em setores estratégicos", detalhando que será criado junto do IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, e apresentou-o como "um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos". NM/MS

Ensino no estrangeiro

Crise na Venezuela

A Cruz Vermelha Portuguesa está a recolher donativos para as operações de apoio às vítimas dos sismos que abalaram a Venezuela na quarta-feira (24).

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As informações iniciais indicam danos significativos em edifícios residenciais e comerciais, colapsos estruturais em algumas áreas, danos em infraestruturas essenciais, falhas no fornecimento de energia e nas telecomunicações, bem como a admissão de múltiplos feridos nos hospitais locais", destacou a Cruz Vermelha, em comunicado. A Cruz Vermelha Venezuelana está no terreno, com equipas mobilizadas para apoiar operações de resgate, salvamento e evacuação, realizar avaliações rápidas de necessidades e prestar assistência às populações afetadas, com prioridade para as zonas de La Guaira e Grande Caracas, onde a dimensão dos danos exige maior concentração de meios. Em La Guaira, foi preparado um espaço de acolhimento para receber pessoas afetadas, segundo a mesma fonte. "Foram também mobilizadas equipas de avaliação de necessidades para La Guaira e

Grande Caracas, num esforço coordenado com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho", referiu a organização. A própria sede nacional da Cruz Vermelha Venezuelana sofreu "danos estruturais críticos", evidenciando "a gravidade da emergência" e o impacto sobre as próprias estruturas de resposta, de acordo com o comunicado. "Neste momento, a resposta humanitária está concentrada em salvar vidas, através de operações de resgate, prestação de cuidados médicos urgentes às pessoas feridas, garantia de abrigo seguro a quem não pode regressar a casa, distribuição de bens de primeira necessidade, como água potável, alimentos e artigos de higiene e proteção dos grupos mais vulneráveis incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de maior fragilidade", avançou a Cruz Vermelha Portuguesa. A organização indicou que poderão ser realizados donativos através da ligação Venezuela precisa de si. JN/MS

Crise na Venezuela

Venezuelanos em Portugal: “Queremos ajudar, mas não temos forma de o fazer” A comunidade de venezuelanos e luso-venezuelanos em Portugal espera ansiosamente que cheguem à Venezuela equipas internacionais para ajudar o país a lidar com os danos provocados pelos dois fortes sismos registados na quarta-feira (24).

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ofia Alves, lusodescendente que mora em Estarreja, contou ao JN que logo após os sismos começou a receber mensagens de familiares que estão na Venezuela. Um tio, português, que mora em La Guaira, uma das zonas mais afetadas, foi dado como desaparecido, mas, entretanto, soube que "está bem, apesar de o apartamento ter ficado completamente destruído".

Segundo Sofia Alves, que integra a Venexos, uma associação que congrega venezuelanos e lusodescendentes da região Centro, é grande o "desespero de quem está fora" e não consegue ajudar. "Estamos muito preocupados e tristes porque queremos ajudar, mas não temos forma de o fazer, estamos de mãos atadas. Não temos forma de chegar à Venezuela e sabemos que o país não tem as condições necessárias para os salvamentos e tudo o que tem de ser feito", referiu. "Aguardamos com ânsia a chegada das equipas internacionais que vão apoiar e fazer o resgate de vítimas, mas sabemos que demora o seu tempo". JN/MS

Credito: DR

Cruz Vermelha Portuguesa recolhe donativos para vítimas dos sismos na Venezuela

CRAN exige revisão das tabelas salariais dos professores do Ensino Português no Estrangeiro O Conselho Regional da América do Norte (CRAN) manifestou publicamente "profunda indignação" perante a proposta salarial apresentada pelo Governo Português aos sindicatos para os profissionais do Ensino Português no Estrangeiro (EPE). Em causa está o fim de 17 anos sem qualquer atualização - a última remonta a 2009.

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CRAN critica em particular o facto de os Coordenadores de Ensino, Adjuntos e Leitores que trabalham nos Estados Unidos e no Canadá terem ficado no fim da lista, com aumentos muito inferiores aos atribuídos a profissionais em países europeus onde o custo de vida é substancialmente menor. O CRAN enumera estes “factos inquestionáveis” para demonstrar a insustentabilidade desta decisão: 1. Custo de Vida Global: Índices internacionais de referência (como o Numbeo ou dados do Banco Mundial) colocam sistematicamente as principais cidades dos Estados Unidos e Canadá onde o EPE opera (como Nova Iorque, Boston, Newark, Toronto, entre outras) no topo do custo de vida mundial, superando

largamente a esmagadora maioria das capitais europeias em despesas com habitação, saúde e serviços básicos. 2. Alimentação e Logística: O custo do cabaz alimentar nos EUA e Canadá sofreu uma inflação galopante nos últimos anos, sendo hoje significativamente mais dispendioso do que na Europa. 3. Viagens de Avião: A rota transatlântica e as ligações internas nos EUA e Canadá representam custos de transporte incomportáveis. Para estes profissionais, manter o vínculo com a pátria ou deslocar-se em funções oficiais tornou-se um luxo inacessível, com tarifas aéreas substancialmente superiores às praticadas nos voos intraeuropeus. "Não podemos aceitar que, após quase duas décadas de sacrifício e perda contínua de poder de compra, a resposta do Estado Português seja a discriminação negativa dos profissionais que servem nos EUA e no Canadá", afirma o organismo, que exige a revisão "imediata e urgente" da proposta. O CRAN representa os conselheiros das comunidades portuguesas eleitos na América do Norte. MB/MS


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26 de junho de 2026

Estados Unidos

MUNDO

O presidente norte-americano Donald Trump deu oficialmente início, na quartafeira (24) à noite, às celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos com um comício, sobrevoos de bombardeiros e música de bandas militares.

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Credito: JN

Nunca houve nada como os Estados Unidos da América, e juntos estamos a tornálos maiores, melhores, mais fortes e muito mais excecionais do que nunca", afirmou Trump, acrescentando que "ninguém se ri de nós agora". O chefe de Estado voltou a destacar o endurecimento na fronteira com o México e a oposição aos direitos das pessoas transgénero, mas foi menos crítico dos democratas do que habitualmente. "O sonho norte-americano voltou a estar vivo", disse, numa referência ao que classificou como "quatro anos de incompetência" anteriores ao seu regresso à Casa Branca. O discurso, com menos de meia hora, foi um dos mais curtos da sua carreira política, contrastando com intervenções recentes que ultrapassaram uma hora. Trump prometeu regressar ao palco no dia 04 de julho, apelando: "O vosso presidente

favorito vai falar, por favor apareçam". O comício inserese nas comemorações da fundação de 1776, organizadas como "A Grande Feira Popular Norte-Americana". A presença de Trump foi anunciada depois de vários músicos cancelarem atuações por receio de politização do evento. Entre os que discursaram esteve o secretário dos Transportes, Sean Duffy, que classificou Trump como "o maior presidente desde George Washington" (1789-1797). Trump aproveitou para proclamar "o início da idade dourada da América" e congratulouse pela captura, em janeiro, do presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, sem mencionar os sismos que atingiram o país. O público, limitado a uma secção do Passeio Nacional de Washington, foi animado com bandeiras de cartão distribuídas pelos organizadores e comida típica de feira, entre hambúrgueres e pernas de peru, com muitos dos presentes a usar chapéus "Make America Great Again". As celebrações decorrem num contexto político delicado, com as eleições intercalares de novembro no horizonte. Trump procura convencer os norte-americanos de que deixou para trás a guerra com o Irão, com a reabertura do estreito de Ormuz e a descida dos preços do petróleo. Apesar disso, enfrenta uma taxa de aprovação baixa, de 37%, segundo sondagem da APNORC. Os democratas criticam os gastos em projetos como a remodelação da piscina refletora junto ao Memorial de Lincoln, apontando para a vaidade de Trump em vez da criação de um legado nacional. A inflação continua elevada e acima do crescimento salarial, mantendo os juros altos. Investimentos em inteligência artificial impulsionam a economia, mas levantam receios de perda de empregos na classe média. Ainda assim, para muitos, Trump foi a principal atração, com famílias a viajar centenas de quilómetros para assistir ao comício e celebrar o 250.º aniversário do país. "É uma oportunidade única na vida", disse Jacob Wankasky, de Buffalo, Nova Iorque, que interrompeu as férias para ver o presidente. JN/MS

Credito: JN

Trump transforma celebrações do 250.º aniversário dos EUA em comício

Política brasileira

“Humilhada” e “maltratada”.

Michelle Bolsonaro rompe com candidatura presidencial do enteado A ex-primeira-dama brasileira Michelle Bolsonaro rompeu com a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ter sido "humilhada" e "maltratada".

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Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", disse Michelle Bolsonaro, num longo vídeo publicado nas suas redes sociais. "Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço", acrescentou. Michelle Bolsonaro sustentou que o afastamento surgiu no final do ano passado, quando ambos divergiram quanto à estratégia eleitoral do Partido Liberal (PL), a formação liderada por Jair Bolsonaro e que apresentou a candidatura presidencial de Flávio. A ex-primeira-dama afirmou ter sido atacada nas redes sociais por todos os filhos de Bolsonaro por se opor às negociações do PL para uma aliança com o ex-candidato presidencial Ciro Gomes, antigo governador do estado do Ceará e ex-ministro do primeiro mandato de Lula da Silva. "Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas

depois da 'postagem', ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele", afirmou a ex-primeira-dama. Michelle, que lidera a ala feminina do PL e figura entre os dirigentes conservadores com melhor imagem nas sondagens de opinião, disse ainda que foi "apunhalada" e "humilhada" pelo enteado. Além disso, reivindicou o seu desempenho dentro do partido e recordou que, desde que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliária por motivos de saúde, tem concentrado grande parte dos seus esforços a cuidar dele e a manter as suas atividades políticas. Embora tenha reconhecido que Flávio Bolsonaro visita semanalmente o pai, sustentou que nunca tentou recompor a relação com ela. "Se realmente quisesse falar comigo ou considerasse importante o meu apoio, já o teria feito", afirmou. Horas depois dos ataques de Michelle e poucos minutos antes do jogo do Brasil contra Marrocos no Mundial de Futebol de 2026, Flávio Bolsonaro reagiu nas redes sociais: "Hoje, dia de jogo, nada e nem ninguém me aborrece". JN/MS

Apoio à Venezuela Portugal já colocou à disposição da Venezuela, que aceitou, uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos para ajudar nas operações no país após os dois sismos sentidos na quarta-feira (24), anunciou o primeiro-ministro.

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uís Montenegro fez este anúncio através da rede social X, depois de ter falado telefonicamente com a presidente venezuelana, Delcy Rodriguez. "Portugal está disponível para ajudar a Venezuela quando, onde e da forma que o Governo venezuelano entenda útil. Pusemos desde já à disposição imediata uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos, o que a presidente Delcy Rodriguez prontamente agradeceu e aceitou", afirmou. No telefonema, o primeiro-ministro português disse ter transmitido à Presidente da Venezuela "plena solidariedade dos portugueses para com o povo e o Go-

verno da Venezuela, perante esta tragédia" e condolências pelas vidas perdidas. "Participaremos no apoio conjunto da União Europeia, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, cuja ajuda a Venezuela já solicitou", referiu. Montenegro assegurou ainda que a Embaixada portuguesa em Caracas e rede consular "está mobilizada para apoiar a enorme comunidade portuguesa na Venezuela", "A Venezuela tem canal aberto com Portugal, para apoio no plano bilateral e da União Europeia. A Venezuela conta com Portugal na reação e na recuperação desta catástrofe natural", disse. Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço oficial provisório. O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acor-

do com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas. Cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde os dois sismos causaram dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais. Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes. MB/MS

Credito: JN

Portugal vai enviar 50 elementos da proteção civil de emergência para a Venezuela


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Habitações abaixo de $500 mil ganham terreno no mercado imobiliário de Ontário

Crédito: CBC

Um novo relatório revela que as habitações com valor inferior a $500.000 estão a ocupar uma quota maior no panorama imobiliário de Ontário, impulsionadas por uma mudança visível no mercado de apartamentos (condos). Os novos dados publicados pela Municipal Property Assessment Corp. (MPAC) demonstram que estas casas de valor mais baixo representam agora perto de 24% do mercado imobiliário da província, face aos 17% registados em 2022.

Templo Tibetano ameaça árvore antiga em Parkdale Moradores da zona oeste de Parkda- • Moradores e especialistas: Residentes locais, como Dave Thomas e Carla Jenle estão a mobilizar-se para salvar uma antiga acer-prateada de 25 metros de sen, defendem que a árvore faz parte da altura pertencente ao município. A árvoidentidade do bairro e garante privacire, considerada a maior da King Street dade. Eric Davies, ecologista florestal West, está em risco devido ao projeto de da Universidade de Toronto, contesta construção de um edifício de 13 andares o relatório e afirma que a árvore está da congregação budista tibetana Karmuito vigorosa e saudável. ma Sonam Dargye Ling. O plano prevê O processo de licenciamento está numa comércio no piso térreo, habitação e o fase inicial e a autarquia ainda não recenovo templo nos andares superiores. beu nenhum pedido formal para a remoção da árvore. Os moradores esclarecem que Os dois lados do impasse: a contestação foca-se exclusivamente na • Consultores do projeto: Um relatório de defesa do ambiente e não na expansão da um arborista de abril de 2026 alega que congregação budista, que consideram uma a árvore está em declínio, sobrematura parte positiva e bem-vinda na comunidade. e em conflito com a nova estrutura, prevendo a sua remoção junto com CBC/MS outras seis árvores.

Ontário apresenta mudanças obrigatórias para as escolas a partir do próximo ano letivo

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Ministro da Educação, Paul Calandra, anunciou as medidas na segunda-feira, referindo que o ministério tem recebido relatos constantes por parte dos professores sobre a necessidade de um maior controlo nas salas de aula. Calandra explicou que a introdução de padrões obrigatórios de avaliação constitui uma forma de conceder esse controlo aos docentes e de garantir que os estudantes consolidaram as matérias lecionadas. Com o objetivo de apoiar um "currículo consistente" em toda a província, Ontário vai investir $60 milhões numa plataforma de aprendizagem digital da Nelson

Education, designada Edwin. Esta plataforma será disponibilizada aos conselhos escolares como uma opção de recurso no novo ano letivo, embora os professores não fiquem obrigados a utilizá-la. Colin Matthew, vice-presidente da Federação de Professores do Ensino Secundário de Ontário, afirmou que este investimento fica muito aquém das reais necessidades dos professores e é insuficiente quando comparado com os milhares de milhões de dólares que, segundo o mesmo, o governo liderado por Doug Ford retirou do sistema de educação pública desde 2018. Por sua vez, David Mastin, presidente da Federação de Professores do Ensino Primário de Ontário, criticou o anúncio, considerando que se trata apenas de uma estratégia da província para desviar as atenções do seu histórico negativo no setor. Mastin acrescentou ainda que o discurso em torno da "consistência" se assemelha a terminologia corporativa e não se adequa necessariamente ao contexto educativo. CBC/MS

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pesar desta evolução, que a MPAC classificou como um sinal de "reequilíbrio no mercado habitacional", o relatório indica que a percentagem de casas com preços inferiores a $500.000 continua significativamente abaixo dos valores de há uma década, altura em que representavam 67% do total. "A última década transformou o mercado de habitação em Ontário e, embora os preços continuem elevados, registaram-se correções face às condições de pico", afirmou Greg Martino, diretor de dados e avaliador-chefe da organização, num comunicado de imprensa. A proporção de habitações avaliadas acima de $1 milhão caiu do pico de 35% registado em 2022 para cerca de um quarto na atualidade. Os apartamentos representam a maior fatia neste recente aumento da acessibilidade financeira, com 46% deste segmento habitacional avaliado abaixo dos $500.000 em 2026, uma subida em comparação com os 24% registados há apenas quatro anos.

O relatório observa que outras tipologias de habitação continuam menos acessíveis. Atualmente, apenas 5% das moradias em banda (townhouses) estão avaliadas abaixo do limiar de $500.000, o que representa uma subida face ao mínimo de 3% em 2022, mas uma queda acentuada em comparação com os 69% verificados em 2016. No caso das moradias geminadas, 15% situam-se abaixo dos $500.000, contrastando com os 52% em 2016. No mercado de moradias isoladas, 18% estão abaixo desse patamar de preço, uma redução face aos 60% registados há uma década. Segundo os dados, há mais comunidades em Ontário a transitar para faixas de preço inferiores. Entre 2022 e 2026, o número de municípios com um valor mediano de habitação acima de $750.000 caiu de 105 para 65. O relatório detalha que várias localidades situadas nos arredores da Grande Área de Toronto e Hamilton (GTHA), onde mais de metade das casas estavam avaliadas acima de $750.000 em 2022, apresentam agora a maioria das habitações abaixo desse teto. Entre estas encontram-se Kitchener, Waterloo, Cambridge, Hamilton, Collingwood, Kawartha Lakes, Gravenhurst e Brock. "Para os compradores que anteriormente não tinham capacidade financeira para aceder ao mercado da área de Toronto, estas mudanças podem alargar o leque de comunidades ao seu alcance", aponta o documento. CBC/MS

Irmãos de Toronto ganham jackpot "transformador" de $75 milhões na Lotto Max ro que eles tenham o melhor dos melhores." Mylene, por sua vez, partilhou que o prémio significa que poderá comprar uma casa própria. "Esta vitória transforma vidas — não apenas as nossas, mas também as dos nossos filhos. Sempre sonhei construir uma casa só minha e estou ansiosa por onathan R. e Mylene P., que são irmãos, tornar isso realidade", disse. "Ganhava a ganharam o jackpot de $75 milhões da vida a limpar casas bonitas e agora poderei Lotto Max no sorteio de 3 de março de limpar a minha própria nova e bela casa. O 2026, informou a OLG num comunicado de meu coração está cheio de amor e alegria. imprensa divulgado na terça-feira. Atual- Esta vitória é um sonho tornado realidade!" mente, a organização apenas divulga aos CBC/MS meios de comunicação social o primeiro nome e a inicial do apelido dos vencedores. Durante a celebração dos vencedores no OLG Prize Centre, a dupla contou à agência governamental que joga na lotaria em conjunto há quase dois anos e que escolhe números que são significativos para eles e para as suas famílias. O bilhete premiado foi vendido na Drewry’s Variety, uma loja de conveniência na Drewry Avenue, em North York, perto da Yonge Street e da Cummer Avenue. A OLG destacou no comunicado que esta vitória marca a primeira vez que um irmão e uma irmã ganham um prémio tão avultado. Tanto Jonathan como Mylene disseram estar radiantes com a conquista. "Estou muito grato por tudo o que isto significa", disse Jonathan. "Viemos para o Canadá em busca de uma vida melhor para nós e para as nossas famílias. A minha principal prioridade é cuidar dos meus pais, da minha esposa e dos meus filhos", afirmou. "Os meus filhos terão a sua educação paga. QueDois irmãos de Toronto que vieram para o Canadá com o sonho de uma vida melhor ganharam 75 milhões de dólares num sorteio da Lotto Max, anunciou a Ontario Lottery and Gaming Commission (OLG).

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Crédito: CBC

LOCAL PORTUGAL

Estão previstas alterações obrigatórias nas escolas de Ontário a partir de setembro, abrangendo desde critérios de assiduidade e participação até à realização de exames que contarão para a nota final dos alunos do ensino secundário. Adicionalmente, será implementada uma plataforma de aprendizagem digital em todos os conselhos escolares.

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Investigação e suspensão de processos de cidadania por descendência

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governante clarificou que o ministério congelou a finalização de novas candidaturas desta tipologia enquanto todos os processos ativos são revistos. Aqueles que forem validados e considerados conformes receberão uma confirmação de que a sua situação legal permanece regularizada. Diab sublinhou que encara o problema com seriedade, reconhecendo a ansiedade dos afetados e a importância da integridade da cidadania para os canadianos. Segundo o ministério, as notificações originais visaram "algumas

dezenas" de indivíduos que obtiveram a nacionalidade por descendência direta. A nova legislação permite que pessoas nascidas antes de 15 de dezembro de 2025 reivindiquem a cidadania canadiana, desde que comprovem um antepassado direto. Alguns dos afetados que já tinham emitido o passaporte foram instruídos a entregá-lo, por ter perdido a validade. No âmbito do inquérito, a totalidade dos 4.100 pedidos deferidos ao abrigo desta lei está sob auditoria. O processo tem registado desenvolvimentos contraditórios, com várias pessoas a receberem e-mails de acompanhamento no fim de semana a retificar o aviso e a confirmar a validade da sua cidadania. Diab escusou-se a detalhar o que motivou a revisão, mas garantiu que os cidadãos afetados que já se mudaram para o Canadá manterão o seu estatuto e autorização de trabalho garantidos enquanto a investigação decorre.

CANADÁ

Crédito: CBC

A Ministra da Imigração, Lena Diab, ordenou uma investigação ao seu departamento após detetar anomalias que motivaram uma vaga de recolhas de documentos de cidadania. Numa conferência de imprensa, a ministra não especificou a falha técnica ou de segurança que levou ao envio de e-mails, na semana transata, a ordenar que várias pessoas devolvessem os seus comprovativos de nacionalidade.

Redução histórica no funcionalismo público federal canadiano

CBC/MS A função pública federal do Canadá registou uma contração significativa no último ano fiscal, resultando no corte de mais de 12.000 postos de trabalho para garantir a sustentabilidade da burocracia estatal. De acordo com os dados atualizados do Secretariado do Conselho do Tesouro, o contingente total fixou-se em comunicações no Ártico, fortalecendo a cerca de 345.000 funcionários em todo o capacidade militar nacional. país no final de março. A parceria foi anunciada pelo Primeiro-Ministro Mark Carney no ano transato, o orçamento de 2025, o governo do com uma estimativa global de 6 mil miPrimeiro-Ministro Mark Carney lhões de dólares para o programa. Contudo, identificou que a máquina estatal a oposição mantém-se crítica. O conserva- crescia a um ritmo superior ao da populador James Bezan questionou a demora nas ção, comprometendo-se a reduzir o pesnegociações, afirmando que um contrato soal em 4,5% — cerca de 16.000 empregos assinado não cumpre a promessa de Carney — num prazo de três anos. O tamanho da de construir com rapidez e que a oposição função pública atingiu o seu pico em 2024, continuará cética até o equipamento ser com quase 368.000 trabalhadores, inicianentregue às tropas. do depois uma trajetória de queda: reduziu Este contrato representa a primeira de duas unidades de radar planeadas. A segunda, o Radar Trans-Horizonte Polar (P-OTHR), será instalada no Extremo Norte, mas a sua localização exata permanece sob segredo de Estado. Ao contrário da unidade de Ontário, a rede P-OTHR terá O Canadá apresentou uma nova esde ser implantada no Arquipélago Ártico tratégia energética nacional focado Canadiano, que conta com mais de 36.500 na vertente nuclear. O plano prevê a ilhas. O projeto prevê a colaboração da construção de até 10 novos reatores BAE Systems Australia com empresas lonos próximos 15 anos, a exportação cais para transferir conhecimento e projeta de tecnologia de engenharia canadiaa criação de 2.270 empregos anuais entre na e a duplicação das exportações de 2026 e 2033. urânio. CBC/MS Ministro da Energia, Tim Hodgson, classificou a iniciativa como um "novo renascimento nuclear civil", essencial para alcançar a meta federal de duplicar a capacidade da rede elétrica do país até 2050. Hodgson defendeu que não existe um plano credível para expandir a rede e construir uma economia de baixo carbono em menos de 25 anos sem a energia nuclear.

Acordo estratégico de defesa aeroespacial com a Austrália para o Ártico

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stes radares são vistos como um investimento vital no Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) para monitorizar o espaço aéreo contra aeronaves e mísseis no Extremo Norte. As estações de transmissão e receção ficarão no sul de Ontário, na região de Kawartha Lakes, e o sistema deverá estar operacional em 2029. Fuhr destacou que o projeto integra um esforço para erguer uma rede interligada de vigilância e

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cerca de 10.000 postos em 2025 e bem mais de 12.000 em 2026. A nível regional, o impacto foi muito visível na área metropolitana de Ottawa-Gatineau, que concentra o maior volume de funcionários federais. Em 2025, a região contava com 154.000 trabalhadores, número que encolheu para perto de 146.000 este ano, representando uma quebra de cerca de 5% na capital. Estes cortes integram o plano federal de condensar a função pública para cerca de 330.000 funcionários até ao encerramento do ano fiscal de 2029. A estratégia, anunciada em 2025, engloba as reduções iniciadas em 2024. Segundo o executivo, a meta planeada será alcançada gradualmente através das taxas habituais de rotatividade do mercado, aposentações e saídas voluntárias. CBC/MS

Plano de Expansão e "Renascimento" da Energia Nuclear até 2040 Poilievre, mostrou-se cético em relação ao anúncio, afirmando que promessas não constroem infraestruturas e criticando o governo por publicitar promessas como se fossem resultados práticos. Atualmente, o Canadá possui quatro centrais operacionais — três em Ontário e uma em New Brunswick —, que geram cerca de 15% da eletricidade do país. O novo plano já inclui uma proposta nas instalações de Darlington, Ontário, para acolher o primeiro pequeno reator modular (SMR) do G7, capaz de produzir 300 megawatts por unidade. Saskatchewan também avalia a introdução de pequenos reatores até meados da década de 2030, enquanto o acordo energético entre Otava e Alberta prevê o desenho de uma estratégia para uma futura central nuclear. Os prazos da estratégia definem as seA vertente financeira envolve valoguintes metas estruturais: res colossais. Técnicos do Ministério dos • Início da construção de dois novos Recursos Naturais informaram que os reatores de larga escala até 2035. custos de capital estimados para os reatores previstos poderão ultrapassar os • Planeamento ou desenvolvimento 100 mil milhões de dólares. Embora a avançado de mais cinco reatores até estratégia não especifique o modelo de 2040. financiamento, fontes apontam o Banco • Garantia de pelo menos um reator em de Infraestrutura do Canadá e o Fundo construção ativa fora da província de de Crescimento do Canadá como origens Ontário até 2035. prováveis. Hodgson enfatizou o retorno económico do plano, projetando que • Finalização de um microrreator de a estratégia duplicará os atuais 90.000 tecnologia canadiana até 2035, para empregos do setor nuclear canadiano implementação numa comunidade nas próximas décadas. isolada no final dessa década. CBC/MS O líder do Partido Conservador, Pierre

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Crédito: CBC

O governo de Otava oficializou um acordo bilateral com o governo da Austrália e com a BAE Systems Australia para a aquisição de um sistema avançado de Radar Trans-Horizonte do Ártico (A-OTHR). O contrato de 2,5 mil milhões de dólares foi assinado em Camberra pelo Secretário de Estado para o Aprovisionamento de Defesa do Canadá, Stephen Fuhr, e pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa australiano, Richard Marles. Por se tratar de um equipamento fabricado no estrangeiro, o pacto inclui um acordo de benefícios industriais que exige investimentos na base tecnológica e industrial de defesa canadiana.

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26 de junho de 2026


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entREVISTA AMAR

ENTREVISTA: MADALENA BALÇA

JUNHO 2026

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FOTOS: FAMÍLIA SILVA

José Silva A

vida de José Silva nasceu junto ao mar e cresceu ao som de uma guitarra. Começa em São Miguel, na vila da Povoação, há 85 anos, numa casa que a morte visitou cedo demais, e atravessa o Atlântico duas vezes — primeiro entre ilhas, depois entre continentes — antes de se fixar, finalmente, num país que lhe deu o que a sua terra nunca pôde dar: uma casa, um carro e uma família a salvo da pobreza.

mais de um ano, e que aos doze já enterrava a mãe. A história de um rapaz que aprendeu sozinho a arrancar música de uma guitarra de fado velha, porque ninguém lhe pôde ensinar, e que descobriu na ilha Terceira não só o instrumento que lhe havia de mudar a vida, mas também a amizade e o sustento que a família lhe não pôde dar. É a história de um soldado que perdeu a memória numa cama de hospital em Lisboa e teve, literalmente, de recomeçar a existir. E é, sobretudo, a história de um homem que trocou Esta é a história de um menino os palcos pelas fábricas, a guitarque ficou órfão de pai com pouco ra pela pá e picareta, para que os

filhos pudessem ter aquilo que ele pendurar definitivamente o instrumento que mais amava. nunca teve. Há, neste percurso, uma espécie de obstinação serena — a de quem aceita o que a vida lhe atira e dela faz, ainda assim, qualquer coisa de bom. José Silva não escolheu a pobreza da infância, nem a doença que lhe roubou a memória, nem a partida abrupta de uma mãe demasiado nova para morrer. Mas escolheu a guitarra. Escolheu a Terceira. Escolheu o Canadá. E escolheu, ano após ano, o trabalho silencioso que sustenta uma família, mesmo quando isso significou

As palavras que se seguem são a sua própria voz, organizada em fases de uma vida longa: a infância marcada pela falta, a juventude que floresceu ao som da música, a provação da tropa, a aventura da emigração, os anos de trabalho e de palco partilhados, e o orgulho tardio de ver essa mesma música renascer nas mãos do filho. É um retrato sem adornos, contado por quem o viveu — e que, mesmo depois de tantas perdas, escolheu sempre, no fim, ficar grato.


INFÂNCIA EM SÃO MIGUEL

ros, pessoas que souberam olhar por mim. Foi cabeça e ficava, e depois com a habilidade que fantástico, mas também terrivelmente difícil, tinha na guitarra, não me custava aprendê-la. A minha infância em São Miguel foi, infeliz- porque passei a viver sozinho, ajudado apenas Mais tarde fui convidado para integrar o Conmente, marcada pela perda. O meu pai fale- por quem me quis ajudar. junto Insular do Recreio dos Artistas, no lugar ceu quando eu tinha um ano e três meses, e a minha mãe ficou viúva com seis crianças — eu Desde criança que tocava guitarra de fado. de um músico, o António Amaro, que tinha era o mais novo, o Humberto o mais velho, que Ninguém me ensinou, há coisas na vida que se partido para o Canadá. A custo deixei os Joteve de sair da escola para ir trabalhar. A vida aprendem por instinto. Tínhamos uma velha vens Unidos, éramos todos rapazes da mesma foi terrivelmente difícil para a minha mãe. Uma guitarra em casa; eu já sabia tocar, mas os de- idade, mas um homem mais velho avisou-me viúva jovem, na minha terra, ficava debaixo dos dos eram pequenos demais para fazer mais ou que, se não aproveitasse aquela oportunidaolhos do mundo: bastava sorrir a alguém para melhor. Fui crescendo e a guitarra tornou-se de, perderia a chance de tocar num conjunto melhor. O Conjunto Insular já tocava na base o seu nome ser posto a leilão na boca das pes- algo muito especial para mim. americana, e foi ali que me desenvolvi com a soas. Era duro para uma mulher sozinha cuidar de seis filhos que só sabiam comer. Mas a vida Quando cheguei à Terceira, alguém me disse música inglesa, pronto para tocar em qualquer foi seguindo, pobre, mesmo pobre. que, se tocasse viola elétrica, ganharia bom formação. Quando surgiram os Beatles e oudinheiro na base americana ali instalada. Isso tros grandes conjuntos, também tocávamos Saí da escola com nove anos e fui trabalhar. entrou-me no miolo, porque o meu problema as músicas deles. Pouco depois, morreu também a minha mãe. era mesmo a falta de dinheiro, eu vivia soziEu tinha perto de doze anos. A partir daí a vida nho. Fui uma vez a uma sociedade de artis- Nessa altura passei a viver só da música: tocávatornou-se ainda mais difícil, sobretudo na vila tas, vi lá uma guitarra elétrica, peguei nela, mos todas as semanas para a base americana e da Povoação, onde a pobreza era enorme e as experimentei umas posições, e formámos um também para os portugueses. A vida tornou-se pessoas viviam praticamente à base do mar. Um conjunto simples no Recreio dos Artistas, em uma maravilha, já não tinha família por perto, só dos meus irmãos partiu para a ilha Terceira, onde Angra do Heroísmo: os Jovens Unidos. Foi ali amigos que me adoravam. Mas depois chegou a diziam que havia mais hipóteses de trabalho por que conheci os meus futuros cunhados. Tocá- idade da tropa, e tudo desapareceu. causa da Base Americana, e eu pouco tempo de- vamos sobretudo por gosto, mas como não fomos logo aceites num certo grupo, passápois segui-o. mos a tocar todos os sábados no Sport Club A TROPA E A DOENÇA Angrense. Ganhávamos pouco, mas aquele TERCEIRA: pouco já dava um jeito à vida. Foi assim que Fui para a tropa e tive de deixar a música. Fui A DESCOBERTA DA MÚSICA me fui desenvolvendo na guitarra elétrica. para o Continente tirar duas especialidades, dactilógrafo e cripto, e depois fui colocado nos A música, para mim, sempre foi algo muito esAçores: primeiro em São Miguel, depois na A ilha Terceira era, antes de mais, uma ilha cheia de alegria, com festas quase todo o ano. pecial. Se me pusessem uma partitura à fren- Terceira, como eu queria. Mas certo dia recebi Foi ali que cresci, dentro daquele ambiente te, eu não sabia ler nada, mas qualquer mú- uma mensagem secreta, em código, e ao deterceirense, e que arranjei amigos verdadei- sica que o mundo tocasse, entrava na minha cifrá-la vi o meu próprio nome: José Silva, primeiro-cabo operador cripto, mobilizado para a Guiné. Foi um calafrio.

mas tivemos de fazer um exercício como se já estivéssemos na guerra, com pistolas e tudo o resto, apesar de a minha função, sendo de operador cripto, exigir normalmente mais resguardo. Nesse exercício apanhei uma gripe forte do lado esquerdo do ouvido e perdi a memória por completo. Fiquei tão doente que me esqueci de tudo: da minha noiva, da guitarra, de tudo. Perdi completamente a memória. Levaram-me para o hospital em Lisboa e, a partir daí, comecei a minha vida praticamente do zero. Eu ainda era solteiro nessa altura, tinha apenas a minha noiva, na ilha Terceira. Mas, com a doença, todas as minhas especialidades desapareceram da memória. Fui à junta militar, que reconheceu que eu já não estava em condições de seguir na vida militar, e fiquei livre da tropa. Voltei aos Açores, livre, mas tive que recomeçar tudo de novo.

UM NOVO COMEÇO Como já não tinha família que cuidasse de mim (os que me ajudaram quando cheguei à ilha Terceira tinham emigrado para a América), fui viver para casa dos meus sogros, ainda nessa altura nós ainda éramos solteiros, e fui reaprendendo tudo, devagar, até a vida se normalizar.

Tinha vinte e cinco anos, e já era casado, quando decidi vir para o Canadá. A ideia nasceu quase por acaso: um amigo casou-se na ilha Terceira e fomos tocar para o casamento dele. Nessa noite, disse ao noivo que tinha a impressão de que, um dia, iria parar ao Canadá, Tive duas semanas de férias e depois segui porque lá tinha uma irmã e um irmão. Algum para Lisboa, para me apresentar ao Comando tempo depois recebi uma carta desse mesmo antes de partir para a Guiné. Estava em forma, amigo, que entretanto tinha emigrado, a per-

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guntar se eu ainda queria vir, e a dizer que já nunca tive a possibilidade de ter carro, de ter havia um conjunto à minha espera. Fiquei com casa, de ter alguma abundância. O Canadá é uma certa alegria e entusiasmo e decidi vir, de um país que dá felicidade a toda a gente. início só de visita. Vim sozinho e por cá fiquei até hoje.

OS PRIMEIROS ANOS NO CANADÁ Cheguei ao Canadá e fui para casa da minha madrinha, irmã da minha mãe, que me acolheu sem me cobrar nada enquanto não tinha trabalho. Assim que arranjei emprego, comecei a pagar a minha parte, o que era justo, porque comia e dormia em casa dela. Devo dizer uma grande verdade: quando pisei terreno canadiano, respirei fundo, tal como quando pisei terreno terceirense e o coração trabalhou melhor. O Canadá é um país enorme, com muitas possibilidades de vida, e decidi logo que estava disposto a aceitar o que aparecesse. O meu primeiro trabalho foi pegar numa pá e numa picareta, quando na Terceira só tocava guitarra. Mas fui aprendendo a viver, trocando de emprego até encontrar o meu lugar. Entretanto, cerca de um ano depois de eu chegar, a minha esposa veio também para o Canadá, e tudo recomeçou outra vez. Se na Terceira a minha vida era só tocar guitarra, aqui tive de enfrentar qualquer trabalho, comecei a abrir caminhos e fazer limpezas. No Canadá temos de enfrentar a vida seja de que maneira for. A minha esposa, que na Terceira nunca tinha trabalhado, quando cá chegou também foi trabalhar, para uma fábrica de sapatos, porque aqui, se a mulher não trabalha também, a vida fica torta. Fomos os dois mudando de emprego até chegarmos a um ordenado que nos servisse.

SEMPRE COM A PAIXÃO PELA MÚSICA POR PERTO Quanto à música, comecei logo a tocar com um conjunto local, mas percebi rapidamente que era muito fraco. Tinha dois saxofones, uma viola e uma bateria, mais parecia uma filarmónica do que um conjunto profissional. Eu vinha de um conjunto a sério, na Terceira, e disse-lhes isso sem rodeios. Responderam-me: “Zé, tu mandas no conjunto, faz dele aquilo que quiseres.” E assim fiz. Reduzi os saxofones a um, ensinei o baixista a tocar viola, trocámos o baterista. Mesmo assim, aquele conjunto não deu em nada e acabei por sair. Formei mais tarde Os Lords. Trabalhava numa fábrica de travões para automóveis quando comentei com um amigo que precisava de um organista, porque já tinha um bom baterista e um bom baixista, que era meu cunhado. Apareceu na minha secção um rapaz vindo do Continente a quem tive de ensinar a trabalhar na máquina: o Pedro Alegre. Um colega revelou-me que esse rapaz tocava órgão. Fui a casa dele ouvi-lo tocar e percebi logo que era o músico de que precisava. Foi assim que nasceram, de facto, Os Lords, com o Pedro Alegre a trazer também o irmão, o Carlos Alegre, que tocava bateria.

em material, estávamos a começar a ganhar bom dinheiro para nós e eu sabia que os clubes não podiam pagar a seis elementos. Além disso, qualquer um de nós já cantava, individualmente ou em conjunto, sem necessidade de um vocalista dedicado. Disse-lhes que não entrava mais ninguém. Fizemos um último serviço, uma passagem de ano em Mississauga, por quatro mil dólares o que era muito dinheiro para a época, e ali terminaram Os Lords, o conjunto que todos os clubes portugueses conheciam. Mais tarde, formei de novo Os Lords, com o meu cunhado e mais dois elementos. Comprámos aparelhagem nova e um ano depois, já com tudo pago, o meu cunhado decidiu deixar a música para arranjar outro trabalho. Foi nesse momento que tomei a decisão: não há mais música na minha vida. E assim foi: nunca mais toquei em conjunto nenhum. Arranjei um emprego numa fábrica de tintas e produtos de construção, a TM, onde fiquei vinte e dois anos, e comecei a trabalhar de noite.

OS LORDS — DOZE ANOS DE MÚSICA

Os Lords duraram doze anos. Tínhamos os nossos empregos, mas a música era, digamos, um part-time, tocávamos sobretudo aos fins de semana. Fomos muito bem aceites pela comunidade portuguesa, porque tocávamos música Nunca me arrependi de ter saído de Angra do moderna, não só rock and roll, mas aquilo que Heroísmo, ainda que lá tivesse uma vida ra- todo o mundo gostava de ouvir. Tivemos sorte. zoável. Foi aqui, no Canadá, que tive a possibilidade de comprar casa, comprar carro, e ver Ao fim desses doze anos, os Alegres quiseram nascer os nossos três filhos. A vida prosperou, juntar mais dois elementos ao conjunto (um com a ajuda da minha esposa, que também saxofonista e um baterista) ficando o Carlos trabalhou, porque aqui, se só o homem tra- Alegre como vocalista. Eu opus-me: o conjunto balha, a vida fica torta; quando os dois tra- tinha sido formado por mim, nessa altura já balham, tudo se normaliza. Na minha terra, tínhamos pagado o investimento que fizemos

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1. JOSÉ EM PORTUGAL. 2. NA TROPA. 3. JOSÉ E FERNANDA. 4. O CASAMENTO. 5. NO BAPTIZADO DO ROBERTO. 6. JOSÉ TOCANDO GUITARRA NO ESTÚDIO. 7. OS LORDES: (DA ESQUERDA PARA A DIREITA, DE CIMA PARA BAIXO) JOSÉ, PEDRO ALEGRE, FERNANDO COSTA E CARLOS ALEGRE. 8. CELEBRAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA BANDA OS LORDES. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: BOBBY LOPES, JOAQUIM SOARES, FERNANDO COSTA E JOSÉ SILVA.

E isto porque acho que tudo tem um limite na vida: quando comecei a trabalhar de noite na TM, e havia sábados em que tinha de trabalhar, precisamente quando o conjunto ia tocar. Tive de escolher entre a música e o trabalho. E foi aí que Os Lords acabaram, definitivamente.


ROBERTO: O ORGULHO DO PAI

formou o seu próprio conjunto e foi evoluindo até tocar profissionalmente, sozinho.

A música era a minha felicidade, e tenho hoje um filho que é músico de profissão. Quando íamos tocar para os clubes, os músicos levavam as esposas e os filhos, e o Roberto, ainda pequeno, sentava-se à minha frente a ouvir o conjunto. Em casa, ainda bebé, já punha as mãos na guitarra. Aprendeu rapidamente. Não fui eu que o ensinei, ele aprendeu por si, como eu próprio aprendi sozinho. Via o ambiente dos músicos à sua volta, olhava sempre para mim a tocar, e foi assim que cresceu na guitarra. Com catorze, quinze anos, já tocava bem,

Ver o meu filho tocar, o meu Roberto que todos conhecem na comunidade como Reno Silva, é algo que me entrou na alma. Vi-o nascer, vi-o crescer, vi-o aprender e senti um orgulho enorme ao ouvi-lo tocar já como profissional, fazendo coisas na guitarra que eu próprio já não conseguia fazer, depois de ter esquecido tudo o que sabia quando fiquei sem memória na tropa. Disse-lhe sempre: continua, vale a pena, mas nunca te esqueças de ter um trabalho profissional e deixar a música apenas como part-time. E foi exatamente isso que ele fez.

REGRESSO AOS AÇORES...

dinheiro. Gosto muito da Terceira — foi lá que cresci, que aprendi a tocar guitarra elétrica, Durante muitos anos não voltei nem à Tercei- que fiz grandes amigos, incluindo o chefe da ra nem a São Miguel, embora sentisse sauda- polícia, que tocava trompete comigo e era um des. Sempre pensei que primeiro vem a vida, homem honesto, mas... depois os prazeres: se havia casa para pagar, carro para pagar e família para sustentar, não COM O CANADÁ SEMPRE se podia andar em viagens. Primeiro paga-se o que se deve; depois, com a vida normalizada, é NO CORAÇÃO que se pensa em passear. Foi nas ilhas açorianas que nasci e me fiz hoA minha esposa, sem eu saber, foi guardando mem, mas o Canadá é um país onde toda a dinheiro à parte, até que um dia me disse que gente pode dar um passo em frente. Não trotínhamos de ir aos Açores. Eu resisti, não que- co o Canadá por nenhum outro país, embora ria gastar dinheiro nisso enquanto houvesse goste muito de Portugal e das ilhas açorianas. contas por pagar, mas ela já tinha comprado Ninguém me arranca daqui. as passagens. Fez-me essa surpresa porque sabia o quanto eu gostaria de rever a ilha Tercei1. FERNANDA, ROBERTO (RENO) E JOSÉ ra e São Miguel. Quando cheguei à Terceira, gostei muito de rever a ilha, sem dúvida. Matei saudades de amigos, dei a volta à ilha, e fiquei com tudo visto. Percebi que a ilha Terceira já não era lugar para mim, porque foi no Canadá que tive a possibilidade de comprar casa, de ter carro, de desenvolver a família, de ter uma vida com

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2. JOSÉ TOCANDO GUITARRA COM O SEU FILHO ROBERTO (RENO) 3. COM OS SEUS FILHOS E NETOS. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: MASON, PEARL, TRISTEN, RENO, ADDY, FLOOR, MICHAEL, JOSÉ, FERNANDA, SHANTI, PAUL E DEMIEN.

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HAPPY CANADA DAY

Jack Oliveira

Business Manager

Luigi Carrozzi

Secretary-Treasurer

Carmen Principato Vice President

Joseph S. Mancinelli President

Robert Petroni

Recording Secretary

liunaopdc.ca

Brandon MacKinnon

Executive Board Member

Terry Varga

Executive Board Member


A nossa maior paixão. ­ ­ ­ ­ ­


Suplemento Desportivo

PORTUGAL / COLÔMBIA

DISPUTAM LIDERANÇA DO GRUPO K

Creditos: DR

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Com 44 anos

Domingo (28)

Canadá joga com África do Sul

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Serena Williams regressa a Wimbledon

Marlies P40

Take home the cup!

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Duas vozes, um jogo, zero filtros. Rómulo Ávila e Francisco Pegado levam-no Fora de Jogo. Em CamoesRadio.com e no Facebook @camoes.radio segunda-feira às 18h


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MILÉNIO | DESPORTO

26 de junho de 2026

mileniostadium.com

FIFA WORLD CUP 2026

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A seleção portuguesa bateu o Uzbequistão, por 5-0, para garantir a primeira vitória no Mundial 2026. Cristiano Ronaldo foi a grande figura do encontro ao marcar dois golos para disparar como melhor marcador português de sempre em Mundiais.

A

pós um dececionante desaire frente à RD Congo (1-1), as quinas lavaram a cara, foram dominantes e mostraram uma imagem completamente diferente no segundo jogo no Campeonato do Mundo. De pé no acelerador desde o primeiro segundo, o golo inaugural tornou-se uma

questão de tempo. Aos seis minutos, Cancelo meteu a bola na área para Cristiano Ronaldo finalizar com grande classe, colocando um ponto final no jejum de golos em fases finais. Um momento especial e que consagrou o camisola sete no primeiro jogador a marcar em seis Mundiais. Ao contrário do último desafio, a seleção portuguesa não baixou o ritmo e foi premiada com o segundo. Num livre direto estudado, as tropas de Roberto Martínez enganaram toda a gente. Cristiano Ronaldo simulou e coube a Nuno Mendes colocar um remate certeiro no fundo das redes (17 m). A habitual paragem para hidratação acabou por quebrar o ritmo, o Uzbequistão até marcou, contudo, o golo foi anulado por falta sobre Cancelo. O susto serviu de cautela. A intensidade de Portugal retomou e Cristiano Ronaldo, num movi-

mento característico, ganhou as costas ao adversário e bisou (39 m) na partida. Um golo que permitiu chegar aos 10 na competição, ultrapassar Eusébio e encostar no top-10. Consumado o descanso, as quinas não quiseram abrir espaço para surpresas e chegaram ao quarto na sequência de uma bola parada, numa infelicidade de Nematov (60 m). Daí para a frente, o quinto andou à espreita e, inevitalmente, apareceu com um rosto diferente. Rafael Leão (88 m) surgiu livre à entrada da área para colocar um ponto final no assunto com um remate potente. Uma vitória robusta que colocou para trás das costas o fantasma da partida de estreia. Desta feita, Portugal chega aos quatro pontos no Grupo K. JN/MS

Creditos: DR

Portugal aplica mão cheia ao Uzbequistão com um bis de Ronaldo

Cristiano Ronaldo:

“Eu chego sempre, mais cedo ou mais tarde estou lá” Na zona mista, após o jogo, o capitão da seleção, Cristiano Ronaldo foi questionado se gostaria de encontrar Messi na final. Uma pergunta que considerou "sem sentido". "Seria top, mas o mais importante era ganhar hoje, passar e estarmos preparados para o que vem a seguir, para a Colômbia. Conseguimos passar, ajudei, joguei bem, marquei, equipa esteve muito bem e seguimos", afirmou, antes de falar de uma "semana dura".

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"A opinião pública foi muito difícil connosco, em especial comigo e com o treinador, mas já levo 23 anos de profissão. Quando está tudo bem, o Cristiano está bem. Quando corre mal, já está velho, é um reformado", atirou.

GRUPO C

Cristiano Ronaldo reagiu ainda à estreia a marcar no Mundial. "Eu chego sempre, mais cedo ou mais tarde estou lá. Acredito muito naquilo que faço. A minha carreira foi sempre assim. Estou muito feliz. O mais importante é a equipa, estarmos unidos. Siga o barco!" JN/MS

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Imprensa estrangeira destacou goleada de Portugal e feitos de Ronaldo A goleada de Portugal sobre o Uzbequistão por 5-0, na segunda jornada do Grupo K do Mundial2026 de futebol, recebeu destaque na imprensa estrangeira, que salienta ainda Cristiano Ronaldo com golos em seis mundiais

M

al acabou o encontro, a imprensa internacional deu destaque à goleada lusa, com realce para o feito do avançado madeirense, que se tornou no primeiro a marcar em seis edições de campeonatos do mundo, tendo, além desse feito, igualado e ultrapassado Eusébio como melhor marcador luso de sempre em mundiais, chegando agora aos 10 golos. Mas, não foi só o feito de Ronaldo de marcar em seis mundiais que mereceu a atenção, tendo o britânico The Guardian salientado o fim da série de 10 jogos sem marcar de CR7:

"Ronaldo termina seca de golos, enquanto desenfreado Portugal 'esmaga' Uzbequistão". O jornal britânico chega a questionar no seu artigo se esta não estava a se tornar numa luta dos 'velhinhos de ouro' pela 'bota de ouro', numa referência aos cinco golos de Lionel Messi no torneio e à pretensa resposta hoje do capitão português, ao bisar e entrar mais uma vez no livro dos recordes, com o sexto mundial seguido a marcar. Já o também britânico The Independent considera que Ronaldo "calou os críticos do Mundial", enquanto a seleção portuguesa respondeu de forma clara às dúvidas levantadas após o empate da primeira jornada com a República Democrática do Congo (1-1). As agências internacionais destacam igualmente o triunfo de Portugal, com a espanhola EFE a destacar-se, quando real-

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ça que Ronaldo "se juntou à festa de Messi, Mbappé e Haaland em dia de recordes", ao mesmo tempo que salienta os dois golos do internacional luso, que o tornaram no primeiro a marcar em seis mundiais e no segundo mais velho, com 41 anos e 138 dias, a marcar em jogos do campeonato do mundo, apenas atrás do camaronês Roger Milla, que marcou com 42 anos. De resto, os ecos internacionais da vitória lusa confundem-se com os feitos de Ronaldo, que, para a imprensa internacional, ressurgiu em alta: "Quebrou recorde e Ronaldo está de volta", "Finalmente desencantou", "CR7 bate recordes na Copa e lidera goleada de Portugal sobre Uzbequistão", "Ronaldo dá grito de revolta e bisa na goleada de Portugal ao Uzbequistão". Para o jornal desportivo espanhol AS, Cristiano Ronaldo voltou a fazer o que

costuma, responder com golos ou com grandes exibições após receber críticas. Ainda em Espanha, o jornal Marca encara a vitória portuguesa como uma resposta direta às dúvidas dos últimos dias, enquanto o Sport classifica a exibição como uma libertação em relação aos dias que se seguiram ao empate frente à República Democrática do Congo. Enquanto se teciam rasgados elogios à exibição do internacional português, outro jornal especializado, o francês L´Équipe, optou pela ironia: "Não o devíamos ter incomodado". No seu artigo, o jornal gaulês destacou a facilidade do triunfo português sobre o Uzbequistão, que nunca conseguiu discutir o resultado, mas salienta essencialmente a exibição de CR7 e a obtenção dos seus dois golos. JN/MS

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mileniostadium.com

Suíça

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Canadá

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A selecção canadiana de futebol perdeu por 2-1 frente à Suíça, na última jornada do Grupo B do Mundial 2026, e terá de viajar até Los Angeles para defrontar a África do Sul no domingo (28), em vez de continuar a jogar perante o seu público no BC Place, em Vancouver.

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derrota foi particularmente amarga porque o Canadá precisava apenas de um empate para terminar no primeiro lugar do grupo. Em vez disso, foram os suíços a ficar com o primeiro lugar e com a comodidade de descansarem uma semana antes de um adversário mais acessível nos oitavos de final, também em Vancouver. O único golo canadiano foi anotado por Promise David, que entrou como suplente já no fim do jogo e marcou em escassos segundos, cumprindo uma promessa que tinha feito publicamente, em maio, numa entrevista à CBC: "Tenho este dom estranho de conseguir adivinhar os meus golos antes de os marcar." Só que o Canadá já perdia por dois quando o avançado cumpriu a palavra. Os golos suíços foram reveladores das fragilidades canadianas. O primeiro surgiu no início da segunda parte, quando a defesa, sólida ao longo do torneio, foi arrastada demasiado para o lado esquerdo e deixou Rubén Vargas completamente

livre na área. Um erro de concentração que o experiente extremo não desperdiçou. O segundo selou o destino de uma equipa que nunca conseguiu impor o seu ritmo. "Deixámos a concentração cair um pouco", admitiu o defesa Luc de Fougerolles. O guarda-redes Maxime Crépeau, que poderia ter feito mais no primeiro golo, estava visivelmente abalado no final. "A sensação no balneário é de desilusão", disse quase em voz baixa. "Queríamos continuar aqui." Apesar de tudo, o Canadá chega aos dezasseis avos de final com quatro pontos, depois de um empate inaugural frente à Bósnia-Herzegovina em Toronto e de uma vitória convincente sobre o Qatar. Antes deste Mundial, a seleção canadiana nunca tinha conquistado um único ponto numa fase de grupos. A história já está feita — e pode continuar a ser escrita. O selecionador Jesse Marsch, que não escondeu o desejo de permanecer em Vancouver, rapidamente reorientou o grupo. "Vamos focar-nos na resposta. Estamos exatamente onde queremos estar." Promise David resumiu o espírito da equipa com a clareza de quem já aprendeu a transformar sonhos em golos: "Nos jogos a eliminar, não há segunda oportunidade. Ficámos em segundo. Não importa. Temos 90 minutos em Los Angeles para provar o nosso valor." CBC/MS

Creditos: DR

Canadá perde com a Suíça e joga com a África do Sul Qatari Assim Madibo suspenso cinco jogos por lesionar Ismaël Koné O Comité Disciplinar da FIFA aplicou uma suspensão de cinco jogos ao futebolista do Qatar Assim Madibo, que foi expulso na sequência de um lance em que lesionou o canadiano Ismaël Koné, em encontro do Mundial2026. De acordo com a FIFA, Madibo começará a cumprir o castigo já no presente Mundial e o médio pode recorrer da decisão para o Comité de Apelo da FIFA. Koné lesionou-se na perna esquerda na segunda parte do jogo com o Qatar, em Vancouver, na quinta-feira (18), e já não vai poder jogar mais no Mundial. Numa primeira instância, o árbitro chileno Cristián Garay mostrou apenas o cartão amarelo a Assim Madibo, mas, depois, corrigiu para vermelho. NAM/MS

Brasil apurado no Mundial com Vinicius em destaque e Neymar de regresso Escócia

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O Brasil, liderado por Vinicius Júnior, conseguiu um tranquilo triunfo (3-0) sobre a Escócia e o apuramento para os 16 avos de final do Mundial de futebol de 2026, num embate marcado pelo regresso de Neymar.

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uase três anos depois da última presença na 'canarinha', o atual jogador do Santos, de 34 anos, entrou aos 76 minutos, quando o 'onze' de Carlos Ancelloti há muito decidira o jogo, com um 'bis' de Vinicius (sete e 45+3 minutos) e um tento de Matheus Cunha (60). Devido a uma maior diferença de golos do que Marrocos (7-1 contra 6-3 dos africanos, que venceram o Haiti por 4-2), o Brasil venceu o Grupo C e já sabe que vai jogar o primeiro embate a eliminar em 29 de junho, contra o segundo do Grupo F, em Houston. Por seu lado, a Escócia, que teve em Scott McTominay a única ameaça aos brasileiros, esbarrando sempre em Alisson, os três pontos, com 1-4 em golos, dificilmente serão suficientes para os escoceses não

caírem pela nona vez na fase de grupos, em nove presenças, como um dos quatro piores terceiros. Em relação ao desaire com Marrocos (01), Clarke trocou Hanley, Tierney, Christie e Adams por McKenna, McLean, Gannon-Doak e Shankland, enquanto, face ao 3-0 ao Haiti, Ancelotti só mudou por obrigação, trocando o lesionado Raphinha por Rayan. O jogo começou pausado, mas, sem que nada o fizesse prever, o Brasil adiantou-se logo aos sete minutos, com McKenna a facilitar na saída e a permitir o corte de Rayan, com a bola a sobrar para Vinicius, que contornou Gunn e encostou. Após 30 minutos, a Escócia teve três cantos seguidos, mas não criou perigo e, antes do intervalo, o Brasil voltou à carga, acabando por chegar ao segundo golo aos 45+3 minutos, novamente por Vinicius, de cabeça, após centro da direita de Bruno Guimarães, em nova saída a jogar em falso dos europeus. Os 'canarinhos' não demoraram a chegar ao terceiro golo, o que aconteceu aos 60 minutos, com Casemiro a lançar Bruno Guimarães, que, altruísta, deu um toque para o lado para Matheus Cunha encostar." NAM/MS

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Colômbia vence RD Congo e é líder do Grupo K Colômbia

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A Colômbia garantiu um lugar nos 16 avos de final do Mundial de futebol de 2026, ao vencer a República Democrática do Congo por 1-0, no fecho da segunda jornada do Grupo K, em Zapopan, no México.

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epois de já ter marcado no 3-1 ao Uzbequistão, Daniel Muñoz apontou, aos 76 minutos, o golo dos "cafeteros", que se juntaram na fase a eliminar a México, Estados Unidos, Alemanha, França, Noruega e à campeã em título Argentina. Os colombianos lideram o agrupamento com seis pontos, contra quatro de Portugal, que defrontam na terceira jornada, no sábado (27), enquanto a República Democrática do Congo conta um e o estreante Uzbequistão continua a zero. Portugal necessita vencer a Colômbia para terminar em primeiro lugar no Grupo K do Mundial2026 de futebol, mas os quatro pontos já somados deixam o apuramento quase assegurado para os 16 avos de final. Depois do empate frente à República Democrática do Congo (1-1), na estreia, Portugal goleou o Uzbequistão por 5-0, e enfrenta agora a já apurada Colômbia, rival mais conceituado e que venceu os dois primeiros jogos, no encerramento do grupo. A formação lusa chega ao último jogo da fase de grupos no segundo lugar da "poule", com quatro pontos, a dois da Colôm-

bia, enquanto a República Democrática do Congo é terceira, com um, e o estreante Uzbequistão é último, sem pontos. Num Mundial em que passam os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros, Portugal, com os quatro pontos já somados, juntando o saldo de golos positivo (6-1), tem o apuramento quase garantido, mesmo que termine em terceiro no grupo. No entanto, apenas o triunfo frente aos colombianos permite à formação de Ro-

berto Martínez terminar em primeiro e disputar os 16 avos de final frente a um terceiro classificado do Grupos D, E, I, J ou L. Este jogo está agendado para o dia 3 de julho, em Kansas City. Caso seja segundo no Grupo K, Portugal joga um dia antes, em 2 de julho, em Toronto, no Canadá, frente ao segundo classificado do Grupo L, que será a Inglaterra, o Gana, treinado por Carlos Queiroz, ou a Croácia, uma vez que o Panamá já está eliminado.

Na eventualidade mais remota de ser terceiro, a formação lusa vai jogar com o vencedor deste mesmo Grupo L, no dia 1 de julho, em Atlanta. Portugal defronta a Colômbia em Miami, num jogo agendado para sábado, pelas 19.30 horas locais (0.30 horas de domingo em Portugal continental). O Mundial 2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá. JN/MS

Vozinha, herói de Cabo Verde dá, Gana de Carlos Queiroz empata quer dizer..., dava aulas de voleibol no verão

com a Inglaterra

Vozinha, guarda-redes de 40 anos, tornou-se já numa das grandes figuras do Mundial 2026 ao ser decisivo no empate que o estreante Cabo Verde conseguiu contra Espanha, campeã da Europa em título, no jogo de estreia. A sua exibição catapultou-o para a fama, com a sua conta de Instagram a saltar de 50 mil para mais de 7,5 milhões de seguidores em apenas um dia.

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Inglaterra e Gana mediram forças, num encontro que terminou com um nulo no marcador.

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pós uma vitória convincente na estreia frente à Croácia, por 4-2, a Inglaterra realizou uma exibição bem mais tímida na segunda jornada do Grupo L. Num jogo discreto, as maiores oportunidades dos ingleses terão chegado para lá dos 80 minutos. Saka testou Asare, O' Reilly enviou ao ferro e Kane, na recarga, acabou por mandar a bola por cima da baliza ganesa. Tudo isto no espaço de apenas um minuto. Desta forma, a Inglaterra e o Gana, de Carlos Queiroz, chegam aos quatro pontos ao fim de duas jornadas. JN/MS

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uriosamente, o novo fenómeno das redes sociais tem uma forte ligação ao voleibol. Durante as suas férias, Vozinha dedica-se a dar aulas de voleibol e de voleibol de praia em Cabo Verde. A sua ausência este verão foi notada pelo Instituto Reis, que publicou uma mensagem bem-humorada sobre a falta do seu professor. «Este ano, por motivos completamente fora do controlo da direção, da equipa técnica e até das forças da natureza, o grande tal de Campeonato do Mundo é maior Vozinha não vai marcar presença este veque o nosso instituto. Toda a sorte, rão para bater aquela bola com o Instituto Reis. Motivo? Vai ali resolver um pequeno campeão. Representa como sempre», pode compromisso chamado Campeonato do ler-se na publicação. JN/MS Mundo de futebol. Nós ainda tentámos negociar, mas parece que por enquanto esse

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26 de junho de 2026

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FUTEBOL

Com as russas Mariya Savinova e Ekaterina Poistogova apanhadas pelo controlo antidoping, apenas as sul-africana Caster Semenya ficou no pódio Fotografia Imago

800M FEMININOS DOS JOGOS LONDRES 2012

Comité Olímpico oficializ redistribuição de medalhas COI confirma a perda da medalha de prata da russa Yekaterina Poistogova devido ao doping e pódio da prova conhece nova reformulação, com Caster Semenya a manter o ouro, que entretanto também passara a ser seu, mas agora ladeado por uma queniana e uma norte-americana

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Comité Olímpico Internacional aprovou a redistribuição das medalhas e diplomas da prova de atletismo dos 800 metros femininos dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, na sequência da desclassificação da russa Yekaterina Poistogova por violação das regras antidoping. A decisão de retirar a medalha de prata a Poistogova surge após a confirmação da sua sanção pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) em maio de 2025, que ratificou uma decisão inicial de março de 2024.

Com todos os recursos legais da atleta, que agora compete com o apelido Guliyev, esgotados, o COI pôde proceder à alteração oficial dos resultados, um processo que não é automático. Com esta atualização, a queniana Pamela Jelimo sobe ao segundo lugar e recebe a medalha de prata, enquanto a norte-americana Alysia Montaño herda o bronze. A classificação é completada com Francine Niyonsaba, do Burundi, a ficar com o diploma de 4.º lugar, e a queniana Janeth Busienei com o de 5.º. Recorde-se que a sul-africana Caster Semenya já tinha sido declarada campeã olímpica da distância, após a desclassificação da vencedora original, a também russa Mariya Savinova, que inicialmente tinha relegado Poistogova para o segundo posto, isto numa prova em que a também russa Elena Arzhakova foi suspensa. A Bola/MS

«

É oficial: Norberto Alves já não é o treiAgradeço a confiança da secção de nador do Benfica. O técnico, de 58 anos, basquetebol e da Direção, mas é anunciou a saída dos encarnados, desuma decisão pessoal. Penso que é a pedindo-se do clube da Luz ao fim de melhor decisão, tomada de uma maneicinco épocas. ra honesta comigo e com o Clube», frisou o timoneiro da equipa de basquetebol das águias, que perdeu o título de campeão para o FC Porto e falhou a oportunidade de conquistar o penta. Norberto Alves deixa um legado recheado de conquistas na Luz. Ao todo, conquistou oito títulos no Benfica: quatro campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, duas Supertaças e uma Taça Hugo dos Santos. O treinador assumiu que a saída partiu dele próprio: «Este fim de ciclo era algo que estava a ser pensado da minha parte. Senti que, para a equipa continuar a vencer, era preciso mudar. Mudar o treinador, vir alguém com muita energia, com outra energia, para a equipa continuar a ganhar.» Em declarações ao clube da Luz, o técnico prosseguiu na argumentação: «Refleti muito, como é evidente, sobre estes cinco anos de Benfica. É um clube exigente, é um clube fantástico, como sabemos. Mas senti que era preciso, após algum cansaço também, algum esgotamento de alguém que está sempre a tentar dar energia a toda a gente que o rodeia, perceber que fui ficando sem ela. E acho que é fundamental aquilo que procurei sempre: ser um exemplo para todos. Ser um exemplo e dizer a toda a gente que tentou, de alguma maneira, demover-me desta decisão, que é pessoal, que era importante trazer um treinador novo, que continuasse e que rapidamente voltasse a ganhar o campeonato.» De acordo com o jornal A Bola, os adjuntos Nuno Ferreira e Luís Catarino permanecem nos encarnados, independentemente de quem seja escolhido como novo técnico principal. O sucessor deverá ser um estrangeiro. A Bola/MS Creditos: DR

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Norberto Alves deixa o Benfica

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NBA Os Milwaukee Bucks trocaram a sua maior estrela, Giannis Antetokounmpo, juntamente com Bobby Portis, para os Miami Heat, num negócio que abalou a NBA. Em troca, os Bucks recebem Tyler Herro, Kel'el Ware, Jaime Jaquez Jr., Kasparas Jakucionis e um vasto conjunto de escolhas de draft, segundo a ESPN.

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pacote enviado para Milwaukee inclui três escolhas de primeira ronda do draft, a possibilidade de troca entre Bucks e Heat em 2030 (Mil-

waukee ficará com a que for melhor) e uma escolha de segunda ronda em 2033. A transferência, finalizada na noite de segunda-feira (22) entre os diretores-gerais Jon Horst (Bucks) e Andy Elisburg (Heat), será oficializada a 6 de julho, por motivos salariais. Com esta aquisição, Pat Riley, presidente dos Heat, consegue mais uma contratação de peso para a história da equipa de Miami, juntando Antetokounmpo a uma lista de elite que inclui nomes como LeBron James, Shaquille O'Neal, Chris Bosh, Alonzo Mourning e Jimmy Butler. O duas

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vezes MVP da NBA e MVP das Finais de 2021 fará agora dupla com Bam Adebayo, com o objetivo de liderar a equipa na luta pelo título da Conferência Este. Os Boston Celtics terão sido o outro finalista na corrida por Antetokounmpo, tendo apresentado uma proposta agressiva que incluía Jaylen Brown, o MVP das Finais de 2024, e duas escolhas de primeira ronda. No entanto, os Bucks optaram pela oferta dos Heat, privilegiando uma abordagem de longo prazo com mais flexibilidade, contratos controlados e talento jovem para o novo treinador Taylor Jenkins. Para Milwaukee, além das futuras escolhas do draft, o negócio centra-se nos jovens Kel'el Ware (22 anos) e Kasparas Jakucionis (20), escolhidos pelos Heat na primeira ronda 2024 e 2025, respetivamente. A vontade do próprio Antetokounmpo foi um fator decisivo para a troca. Com apenas mais um ano de contrato garantido antes de uma opção de jogador em 2027, o seu poder de influenciar o destino era considerável, uma vez que qualquer equipa interessada precisava da garantia de um compromisso a longo prazo. A partir de 6 de janeiro, o grego será elegível para assinar uma extensão de contrato que pode chegar aos 240 milhões de euros por quatro anos. Giannis Antetokounmpo deixa os Bucks após 13 épocas, durante as quais se transformou numa das maiores figuras da liga. Foi 10 vezes All-Star, duas vezes MVP e Jogador Defensivo do Ano em 2020. O ponto alto da sua carreira em Milwaukee foi a conquista do título da NBA em 2021, o primeiro da equipa em 50 anos, onde foi nomeado MVP das Finais. A Bola/MS

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Giannis Antetokounmpo tem novo clube

VOLEIBOL

Portugal encerra Liga Europeia com reviravolta A seleção nacional masculina de voleibol concluiu a sua participação na Liga Europeia com uma vitória por 3-1 sobre o Azerbaijão, em Baku. A equipa das quinas, que esteve a perder, conseguiu operar a reviravolta no marcador na sexta e última jornada da competição. Depois de um primeiro parcial perdido por 25-21, o conjunto orientado por João José impôs-se de forma categórica nos sets seguintes, com os resultados de 25-16, 25-12 e 25-19. Com este triunfo, Portugal termina a prova com 12 pontos, somando quatro vitórias e duas derrotas, o que lhe confere o 12.º lugar entre as 27 equipas participantes. A Bola/MS

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26 de junho de 2026

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Serena Williams recebe 'wild card' e regressa a Wimbledon com 44 anos Serena Williams vai fazer o seu regresso aos torneios do Grand Slam, tendo recebido o último wild card para o quadro principal de singulares femininos de Wimbledon. A lenda americana, de 44 anos, prepara-se assim para um regresso muito aguardado.

A Creditos: DR

confirmação do convite para a competição de singulares foi feita pelo All England Club. Recorde-se que a tenista, vencedora de 23 títulos do Grand Slam, já tinha garantido a sua presença no torneio pela primeira vez em quatro anos, ao aceitar um wild card para a competição de pares ao lado da sua irmã, Venus, de 46 anos.

Williams, que conquistou o título de singulares em Wimbledon por sete vezes, tem estado a treinar nas instalações do torneio para preparar o seu regresso. A tenista norte-americana regressou neste mês de junho à competição após uma ausência de quase quatro anos. Participou no torneio de Queen's, onde venceu o seu primeiro encontro na variante de pares ao lado de Victoria Mboko, antes de uma lesão da canadiana ter interrompido a sua participação. Posteriormente, rumou a Berlim para um evento do WTA Tour, mas foi eliminada na primeira ronda, jogando em pares com Karolina Muchova. A Bola/MS

TÉNIS

Recusou fazer teste antidoping... e levou quatro anos de suspensão

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chefe-executiva da ITIA, Karen Moorhouse, destacou a importância de «proteger a competição justa» e garantir a «segurança e bem-

-estar» dos tenistas. Moorhouse defendeu ainda que os testes «adequam-se sempre aos jogadores». Vondrousova explicou o incidente em abril: «Quando alguém tocou à minha campainha à noite sem se identificar devidamente ou seguir os protocolos, reagi como alguém que estava assustado. Naquele momento, tratava-se de me sentir segura, não de evitar o que quer que fosse.» A tenista checa admitiu que atingiu «um ponto de rutura após meses de stress físico e mental». A Bola/MS

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Marketa Vondrousova foi suspensa por quatro anos por se ter recusado a realizar um controlo antidoping em dezembro. A investigação conduzida pela Agência Internacional para a Integridade do Ténis (ITIA) determinou que a tenista não teve qualquer «justificação convincente» para se ter recusado a abrir a porta aos vampiros.

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Vistos de trabalho aberto a jovens (18 aos 35 anos) Processos de residência permanente (nomeações em Ontário e outras Províncias, Express Entry, entre outros) Ofertas de trabalho podem resultar em vistos de trabalho temporário ou permanente Jason Ferreira, B. Comm, RCIC immigration4canada.ca | 416-653-8938 1560 Bloor Street West, Toronto


26 de junho de 2026

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HOCKEY

Toronto Marlies win it all, boosts Leaf’s future The Toronto Marlies won the American Hockey League (AHL) championship, ending a grueling playoff journey with an emotional Calder Cup victory on Friday night. The victory was a collective of a dynamic mix of highly touted prospects, resilient veterans, and a breakout goaltending performance.

Cowan and Ben Danford offers a thrilling glimpse of the future. Cowan, the Leafs' 2023 first-round pick, handed the Calder Cup directly to 2024 first-rounder Danford, cementing a strong bond formed while living together during the postseason.

high praise from coaching advisor Mark Giordano.

brain tumor in 2023, was a close friend and former national teammate of Akhtyamov.

MVP Akhtyamov Honors Amirov

Resilience and Rebounds

Goaltender Artur Akhtyamov anchored the Marlies' magical run, earning playoff MVP honors. Taking over the net for good in the second round, the 24-year-old postEaston Cowan: Rebounded from a tough ed a stellar .923 save percentage and won The Future is Bright: turnover in the Eastern Conference Finals 15 of his 22 starts. Cowan and Danford to tally 18 points in 22 games. In a touching tribute, Akhtyamov held For Toronto Maple Leafs fans eager to Ben Danford: Jumped in midway through the jersey of late Leafs prospect Rodion end a 59-year Stanley Cup drought, the the playoffs from junior hockey, playing Amirov during the center-ice team photo. development of top prospects Easton 16 games with a fearless style that drew Amirov, who tragically passed away from a

The road to the championship tested the Marlies' mental toughness. They entered as the No. 4 seed in the North Division, surviving a play-in round and an astonishing four elimination games. "You’re allowed to have a bad day, but you can’t make it a bad week." — William Villeneuve Villeneuve exemplified this collective mindset. After a devastating overtime turnover that cost them a chance to clinch in Game 4, the 24-year-old defenceman reset mentally to help secure the title the following night. He finished as the AHL's top-scoring defenceman in the playoffs with 23 points. Meanwhile, forward Alex Nylander celebrated on the ice with his father, Michael, noting that the Marlies' victory will surely motivate his brother, Leafs star William Nylander, to chase down his own championship. A Collective Triumph

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Head coach John Gruden credited the team’s veteran core—including captain Logan Shaw, and alternates Marc Johnstone and Dakota Mermis—for guiding the locker room through the marathon run. Mermis, 32, celebrated his first professional championship alongside his family after stops with 11 different teams, calling the grueling battle "the Marlie way." Ultimately, the Calder Cup victory serves as a profound developmental milestone for Toronto's youth and a powerful testament to the organization's depth, leadership, and resilience. RS/MS

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26 de junho de 2026

O Canadá tem de quebrar o estigma em torno das carreiras nos ofícios qualificados

(mas importantes…)

Credito: DR

Notícias rápidas preiteiro preocupado com a sua equipa, fale connosco na Construction Job Site Canada, pois podemos ajudá-lo a A atividade no setor da habitação continua bem acima das contratar todas as pessoas de que precisa para aproveitar médias históricas. A Canada Mortgage and Housing Corestas oportunidades. poration (CMHC) relata que a tendência no início de construção de habitações atingiu 257.846 unidades em abril, Estão a morrer mais canadianos do que a nascer um aumento em relação às 253.226 unidades registadas em março. Isto faz com que a média móvel de seis meses das A população do Canadá encolheu pelo terceiro trimestre taxas anuais sazonais ajustadas (SAAR) de início de cons- consecutivo no arranque de 2026, e novos dados sugerem trução de habitações permaneça em níveis historicamente que a taxa de natalidade do país se está a tornar uma parte ainda mais importante da discussão em torno das muelevados. danças demográficas do país. O Canadá registou 90.173 nascimentos e 90.328 óbitos entre janeiro e março, resulInteligência Artificial vai levar a escassez de mão de tando num declínio populacional natural de 155 pessoas. O obra, diz Jeff Bezos Quebeque registou o maior declínio natural do país, com Jeff Bezos, da Amazon, uma das pessoas mais ricas do 18.550 nascimentos e 21.350 óbitos. Isso deixou a provínmundo, disse discordar totalmente de que a IA venha a cia com mais 2.800 mortes do que nascimentos, a maior causar desemprego em massa, ao contrário do que muidiferença em números absolutos entre todas as províncias. tos pensam. Enquanto os receios de desemprego em massa impulsionado pela IA pairam no horizonte, o fundador da Investimento de 6 mil milhões de dólares nos ofícios Amazon apresentou uma perspetiva contrária. O multimiqualificados lionário acredita, de facto, que a tecnologia ajudará a abrir novas oportunidades e a aumentar a procura de pessoas, Durante uma conferência de imprensa recente, Mark Carlevando a uma "escassez de mão de obra" no mercado, à ney destacou a iniciativa 'Team Canada Strong' — um inmedida que um número cada vez maior de ideias é trans- vestimento de 6 mil milhões de dólares focado no recrutamento, formação e contratação de até 100.000 novos formado em realidade. trabalhadores de ofícios com certificação Red Seal nos Novos programas de infraestruturas canadianos criam próximos 5 anos. oportunidades e stress para os empreiteiros 80% dos empregadores do setor elétrico enfrentam O governo federal e todas as províncias estão a anunciar escassez de mão de obra uma série de programas de infraestruturas de milhares de milhões de dólares, proporcionando uma enorme quanti- O Canadá tem um plano para expandir e modernizar a sua dade de oportunidades para os empreiteiros canadianos. rede elétrica. Para o fazer, a indústria precisará de 30.000 Ao mesmo tempo, os empreiteiros estão preocupados com novos profissionais qualificados e bem remunerados até 2028. Estima-se que outros 100.000 postos de trabalho em a mão de obra necessária para assumir estes projetos. ofícios qualificados serão criados até 2050. Para eletricisOs empreiteiros precisam de compreender que, ao inves- tas, técnicos de linhas de alta tensão, ofícios industriais tirem adequadamente no recrutamento e ao oferecerem e outros trabalhadores qualificados — esta é uma grande salários competitivos, benefícios e boas condições de tra- oportunidade. O problema é que o setor elétrico já tem falbalho, conseguirão atrair todas as pessoas de que neces- ta de trabalhadores qualificados. sitam para beneficiar destas oportunidades. Se é um emInício de construção de habitações em alta

Se o Canadá quer alcançar a sua agenda de infraestruturas e construção de habitação, precisa de atrair mais jovens para os ofícios técnicos (trades). No passado, os estudantes que frequentavam escolas de ofícios qualificados eram vistos de lado e estigmatizados. Foi dito aos jovens que um diploma universitário era o melhor caminho para o sucesso, embora a maioria das carreiras em ofícios qualificados tenha o mesmo ou maior potencial de ganho financeiro. Hoje em dia, os jovens que saem das universidades estão a lutar para encontrar emprego, especialmente na era da IA, ao passo que os jovens que saem das escolas técnicas têm um número quase ilimitado de oportunidades, com salários iniciais acima da média que sobem rapidamente. O governo federal está a estudar incentivos para ajudar os jovens trabalhadores a concluir estágios e formações em áreas como a construção, à medida que os trabalhadores mais velhos se reformam e ameaçam condicionar a capacidade de construção do Canadá. O Primeiro-Ministro Mark Carney afirmou que é um "excelente momento" para os jovens entrarem nos ofícios técnicos, uma vez que o governo planeia investimentos a longo prazo na habitação e infraestruturas. Contratação na construção civil prepara-se para crescer fortemente Há muitos projetos para breve, incluindo os projetos de investimento em infraestruturas do Primeiro-Ministro Mark Carney. O Canadá como um todo viu a criação de emprego estagnar no mês passado, mas para a indústria da construção, o futuro a curto e médio prazo parece muito risonho. O maior desafio será contratar todas as pessoas qualificadas de que estes projetos vão precisar. As empresas e os empreiteiros terão de ser muito agressivos no seu recrutamento. Há entre 40.000 e 90.000 empregos em aberto na construção no Canadá em qualquer dia Em qualquer dia da semana, existem entre 40.000 e 90.000 empregos na construção civil em aberto por todo o Canadá, de acordo com a BUILDFORCE Canada e a Canadian Construction Association. As empresas que se queixam de que não conseguem encontrar pessoas de qualidade são geralmente aquelas que não investem adequadamente no recrutamento e na pesquisa de candidatos. Se precisa de profissionais-chave, a Construction Job Site Canada tem o alcance, as ferramentas, as estratégias e a experiência para lhe encontrar essa pessoa essencial ou uma equipa inteira. Reformas preocupam gestores de contratação O desafio mais urgente que os gestores de contratação da construção enfrentam em 2026 continua a ser a disponibilidade de mão de obra. De acordo com as últimas perspetivas nacionais da BuildForce Canada, a indústria está a preparar-se para a reforma de aproximadamente 270.000 trabalhadores experientes ao longo da próxima década. Ao mesmo tempo, serão necessários mais de 380.000 novos trabalhadores até 2034, simplesmente para manter os níveis atuais de atividade na construção.

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26 de junho de 2026

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SAÚDE & BEM-ESTAR

Boas Notícias Porque elas também existem! Acordamos com guerras. Adormecemos com crises. Entre uma coisa e outra, os noticiários servem-nos catástrofes, conflitos e incertezas como se o mundo fosse apenas isso - um lugar à beira do abismo, em queda livre e sem rede. Mas o mundo não é apenas isso.

Em algum laboratório desta manhã, um cientista acabou de descobrir algo que pode mudar a forma como tratamos o cancro. Numa cidade canadiana, alguém plantou a árvore que vai melhorar a saúde de um bairro inteiro. Em Portugal, uma investigadora viu pela primeira vez um anticorpo ligar-se a uma célula tumoral e não ao tecido saudável ao lado. Em qualquer parte do planeta, alguém salvou uma espécie, limpou um rio, ensinou uma criança a ler, ou simplesmente fez uma coisa boa sem que nenhuma câmara estivesse a filmar.

rança que os seres humanos teimam em produzir, mesmo nos momentos mais difíceis. Por isso, e de forma regular, vamos trazer-lhe uma seleção de boas notícias. Não para ignorar o que corre mal - isso continuamos a contar, com rigor e sem concessões. Mas porque acreditamos que uma imprensa responsável não pode deixar que o medo seja a única história que se conta. O presente e o futuro também têm boas notícias. E elas merecem ser lidas.

MB/MS

O Milénio acredita que informar é também isto: dar ao leitor as ferramentas para entender o mundo na sua complexidade real - que inclui o sofrimento, mas também a resiliência, a criatividade e a espe-

Do Mundo O cérebro pode melhorar até aos 90 anos Um estudo realizado durante três anos com quase 4.000 adultos, entre os 19 e os 94 anos, concluiu que a saúde cerebral pode melhorar em qualquer idade — contrariando a ideia comum de que o declínio mental é inevitável com o envelhecimento. Avanços promissores contra o Alzheimer Cientistas do Baylor College of Medicine identificaram uma nova forma potencialmente promissora de combater o Alzheimer e o Parkinson. Separadamente, uma molécula chamada OLE ajudou a restaurar as células imunitárias do cérebro para um estado mais protetor em modelos de Alzheimer, reduzindo a acumulação de placas tóxicas e melhorando a memória. A regeneração que parecia impossível Cientistas deram um passo surpreendente rumo ao desbloqueio da regeneração em mamíferos, mostrando que a capacidade de reconstruir partes complexas do corpo pode não estar perdida — pode simplesmente estar desligada. Com um tratamento em duas etapas, os investigadores conseguiram redirecionar células para retomar essa capacidade. É uma das descobertas mais promissoras da biologia recente: a ideia de que o corpo humano pode, um dia, aprender a reparar-se a si próprio de formas que até agora só víamos nas salamandras e nos polvos. O carvão não voltou — a energia limpa avança Ao contrário do que se temia, o aumento dos preços do petróleo e do gás não provocou um regresso ao carvão. A geração total de combustíveis fósseis caiu um por cento em relação ao ano anterior, e a energia solar e eólica já produziu mais eletricidade na UE do que os combustíveis fósseis pela primeira vez em 2025, marcando um marco histórico na transição energética. Cientistas franceses criam anticorpo que combate a resistência do cancro de pâncreas à quimioterapia O cancro de pâncreas é um dos mais letais, e a taxa de sobrevida é baixa: cerca de 13% dos pacientes estão vivos cinco anos após o diagnóstico, de acordo com dados da Sociedade Americana do Câncer. No entanto, novas terapias, como o anticorpo NP137, desenvolvido por pesquisadores franceses e associado a outros medicamentos, podem melhorar os prognósticos. O anticorpo NP 137 atua como um tratamento coadjuvante e é capaz de bloquear um dos mecanismos de resistência das células cancerígenas. A nova terapia poderá ser associada ao medicamento daraxonrasib, que atua nas mutações do gene KRAS. A previsão é de que ele esteja disponível em 2027.

De Portugal Portugal com menor registo de tuberculose de sempre. Em 2024, Portugal registou 1.536 casos de tuberculose, com uma taxa de notificação de 14,3 casos por 100 mil habitantes — o valor mais baixo alguma vez registado no país. Restaurante Sobre Rodas Nascido em Odemira, o Restaurante Sobre Rodas reinventou a forma de levar a gastronomia ao encontro das pessoas. Instalado num autocarro transformado em restaurante itinerante, este projeto familiar alia tradição, inovação e identidade local, percorrendo o território com os sabores do Alentejo. O seu impacto e originalidade valeram-lhe o reconhecimento do Município de Odemira através da atribuição do Prémio Espírito Empreendedor 2024, afirmando-se como um exemplo de como a criatividade pode gerar valor para a comunidade e para o desenvolvimento local. Lina Cabeleireira Móvel É um projeto empreendedor e de proximidade criado por Lina Brissos, cabeleireira profissional desde 2011, que identificou uma necessidade real da população das zonas mais interiores do concelho de Odemira: a dificuldade de acesso a serviços básicos e cuidados pessoais devido ao isolamento geográfico, à escassez de transportes públicos e às limitações de mobilidade de muitos residentes. A ideia ganhou forma através da criação de uma unidade móvel de cabeleireiro totalmente equipada, permitindo levar o serviço diretamente às pessoas, em vez de obrigar as pessoas a deslocarem-se até ao serviço. Através da sua carrinha-salão, Lina percorre o território levando não apenas serviços de cabeleireiro, mas também autoestima, dignidade, convívio e inclusão social a pessoas que, de outra forma, teriam dificuldade em aceder a estes cuidados. Um anticorpo português que distingue o cancro do tecido saudável A investigadora Paula Videira e a sua equipa da NOVA FCT desenvolveram o L2A5, um anticorpo altamente específico que reconhece assinaturas moleculares presentes nas células cancerígenas, mas ausentes ou inacessíveis no tecido saudável. A investigação está nomeada para o Prémio Inventor Europeu 2026, o mais prestigiado reconhecimento europeu nesta área. A descoberta abre novas possibilidades para diagnósticos mais seletivos e terapias contra o cancro, identificando moléculas de açúcar associadas a tumores com uma precisão sem precedentes. Uma investigação feita em Portugal, com potencial de chegar a doentes em todo o mundo.

Do Canadá Passe nacional gratuito para museus e parques O governo canadiano lançou o Canada Strong Pass, que oferece entradas gratuitas ou com preços reduzidos em museus, parques nacionais e viagens de comboio - uma iniciativa para aproximar os canadianos do seu país e tornar a cultura mais acessível a todos. 750 milhões de dólares investidos no desporto comunitário O governo anunciou um investimento de 755 milhões de dólares para expandir o acesso ao desporto em todo o país, criando oportunidades para os canadianos construírem laços nas suas comunidades e apoiando os atletas de alta competição que inspiram orgulho nacional. Árvores nas cidades valem tanto como um aumento de salário Um livro recente do investigador canadiano Dr. Marc Berman, apoiado em dados do Ontario Health Study, mostra que adicionar em média 11 árvores a um quarteirão urbano está associado a uma melhor perceção de saúde e a menos doenças cardiometabólicas - um impacto comparável ao de ganhar 10.000 dólares a mais por ano, viver num bairro com rendimento mediano mais elevado, ou ser vários anos mais novo. Uma descoberta que reforça o valor da natureza no dia a dia e que pode influenciar políticas urbanas em todo o mundo.

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26 de junho de 2026

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MILÉNIO | ENTRETENIMENTO

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Como se sentiram?

Rute Cardoso e Diogo Jota casaram-se no dia 22 de junho de 2025 e a viúva do jogador de futebol não deixou passar em branco este dia marcante. Na sua página de Instagram, Rute Cardoso publicou um vídeo com várias imagens do casamento, incluindo parte do discurso de Diogo Jota. "Para onde nos leva o futuro, talvez haja aí um ou outro senhor que possa saber melhor que eu, mas a realidade é que não sei nem me interessa desde que seja contigo. Amo-te para sempre, minha branquinha", disse o falecido jogador de futebol durante os festejos da cerimónia. Após a partilha, Rute Cardoso recebeu uma 'onda' de carinho na caixa de comentários da referida publicação.

Credito: DR

Credito: DR

Emocionante

Luís Borges, de 38 anos, voltou a partilhar na rede social Instagram os seus desabafos. O modelo e stylist usa frequentemente as suas páginas oficiais para manifestar sinceras opiniões sobre os mais variados temas, temas fulcrais e atuais, reality shows e particularmente a respeito de preconceito e homofobia. Um dia depois do espetáculo de Pedro Sampaio no Rock in Rio Lisboa, Luís Borges pronunciou-se escrevendo na rede social Instagram a seguinte mensagem: "Gostava de saber como se sentiram os homofóbicos ontem no RIR [Rock in Rio] a fazer o cavalinho no Pedro Sampaio? Ou a bater o leque? Ou a dançar «uma é activa, outra é passiva»". Pedro Sampaio, DJ, produtor e cantor brasileiro, atuou no Rock in Rio Lisboa, no Parque Tejo, no último sábado, dia 20 de junho de 2026. "E as que estavam em casa a ver na televisão devem ter tido um enfarte. Quando o Riquencio [dançarino de Pedro Sampaio] apareceu a rebolar na cara delas", atirou ainda Luís Borges numa outra partilha. Há menos de um mês, Luís Borges passou por uma situação delicada relacionada precisamente com preconceito homofóbico. O modelo partilhou nas redes sociais que sofreu um "ataque homofóbico", situação que lhe provocou hematomas um pouco por todo o corpo. O stylist teve mesmo de receber tratamento hospitalar. Após o sucedido falou sobre o tema nas redes sociais e descansou os seguidores dizendo que "estava bem".

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Apaixonada

Sofia Ribeiro viveu um fim de semana onde não faltou amor, emoção e muito mimo. A atriz, de 41 anos, passou os últimos dias na Herdade Da Malhadinha Nova, em Beja, na companhia do novo namorado. João Jesus fez questão de mimar a amada nesta data particularmente emotiva e presenteou-a com algo especial, que a deixou emocionada e profundamente agradecida. Sofia Ribeiro revelou através das redes sociais detalhes sobre este gesto do namorado. "Namorem alguém que vos oferece um ramo de girassóis porque sabe que o vosso pai fazia anos e era a flor favorita dele", contou na sua conta oficial de Instagram, onde partilhou as melhores imagens deste fim de semana a dois no Alentejo.

Maria Leal no RiR Sim, é mesmo verdade. Maria Leal também atuou nos primeiros dias de Rock in Rio Lisboa 2026. A artista popular não esteve no palco principal do evento como os cabeças de cartaz, mas foi-lhe dada a oportunidade de cantar num dos palcos secundários. "Que tarde inesquecível no Rock in Rio Lisboa", realçou nas redes sociais a intérprete do tema viral "Dialetos de Ternura". Este momento surpreendente aconteceu no último domingo, 21 de junho, a convite do humorista Fernando Alvim. A artista fez parte da apresentação dos "Monstros do ano". "Agradeço de coração a todos os festivaleiros que marcaram presença e fizeram desta atuação um momento tão especial e cheio de energia", escreveu ainda nas redes sociais, onde partilhou vídeos do concerto. "Um agradecimento muito especial à organização do Rock in Rio Lisboa pela excelente receção e por proporcionar um evento tão grandioso. E um enorme obrigada ao Fernando Alvim pelo simpático convite e pela oportunidade de fazer parte desta grande festa com a minha participação no seu programa, «Monstros do ano»! Foi lindo, foi mágico e foi um dia muito feliz."

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Nicole Kidman assinalou no Instagram o Dia do Pai e não deixou de demostrar carinho pelo ex-marido, Keith Urban. A atriz recorreu à rede social para partilhar uma montagem fotográfica onde celebrou os pais da sua vida, tendo destacado o seu progenitor, Dr. Antony Kidman, que morreu em 2014, aos 75 anos, e ainda o ex-marido, de quem se separou no ano passado. "Feliz Dia do Pai para todos os pais", pode ler-se numa montagem fotográfica com imagens antigas onde podemos ver Nicole Kidman com o seu pai e ainda o ex-marido com as filhas que têm em comum.

Quase um ano depois, Marcos Tenório Bastinhas voltou ao programa "Dois às 10", da TVI, para fazer uma atualização sobre a grave depressão que lhe foi diagnosticada. O cavaleiro tauromáquico esteve um ano afastado das arenas, tendo regressado nas últimas semanas com um grande triunfo. Marcos Tenório Bastinhas está agora em processo de recuperação e com novo animo para viver a vida ao lado da mulher, Dália Madruga, e dos filhos de ambos. "Em primeiro lugar queria agradecer-lhe a oportunidade de ter vindo cá, porque foi essa oportunidade que deu azo a essa onda de carinho e de solidariedade que nos encheu o coração, tanto a mim como à Dália", disse em direto. "Via-se tanto que tu estavas no limite, no fundo, e que era preciso sair dali", recordou Cristina Ferreira, que recusou os agradecimentos de Marcos Bastinhas e se mostrou feliz por ver a televisão ter um tão bonito propósito. Ainda assim, o cavaleiro fez questão de oferecer à apresentadora e a Cláudio Ramos um presente especial. Marcos deu à dupla das manhãs da TVI um estribo em madeira com apontamentos prateados. Um presente especial que deixou Cristina Ferreira e Cláudio Ramos muito agradecidos.

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Gratidão

Dia do Pai


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OLHAR COM OLHOS DE VER

A arte da espera. Créditos: Fabiane Azevedo

Mirante. Créditos: David Ganhão

Home sweet Home. Créditos: Augusto Bandeira

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Palavras cruzadas

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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

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12 Rosa's Portuguese Kitchen em, ou ficar em mau estado, danificado, quebrado 9.Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder 10. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo) 11.Não aprovar; recusar algo 12. Trazer à memória; recordar 13. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro 14. Adquirir habilidade e/ou conhecimento 15. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

Peito de Frango com Banana

Credito: Credito: MDC Media DR Group Inc.

1.Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa 2.Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos 3.Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo 4.Descansar em estado de sono 5.Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio 6.Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade 7.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se) 8.Causar dano, prejuízo, apodrecimento Jogo das 11 diferenças

Ingredientes • 3 peitos de frango • 3 colheres de sopa de azeite • 3 dentes de alho picados • Paprika q.b. • Sal e pimenta q.b. Caça palavras

B H D Q E F E I T O D M V O Y P E P K G N C D I N H E I R O O T S O P M I O Q U B L J Q N Q H H Y T Q O N V C L I M A H X D W C Y N T O D O K A X B A U D S U P F N B R W U M T E R A V B C O O E R E O L W F T E I S O J V N M A B T Y V U N F G R S N T R I C E N A J N E S R B C P A E C Q C E E Z C I O E S O W X V E H E M I Z I B M N Y P W A O U J R A J V O M T E R S A S G Q R C G R Z N A A E T V G Q M A F W A O L A Q R E S T U F A K Y O P N R R V O

• Sumo de 1 limão • 3 bananas • 1 colher de manteiga • 250ml de molho bechamel • Vegetais para servir

Modo de preparação

C A R B O NO TA X A S G OV E R NO RECEBER IMPOSTO PAGA M E N T O D I N H E I RO F U NC I O NA R AMBIENTE CLIMA E S T U FA AQ U E C I M E N T O EFEITO AT M O S F E R A E N E RG I A

Tempere os peitos de frango com alho, sal, pimenta, paprika e sumo de limão. Deixe repousar cerca de 15 minutos. Deixar marinar ajuda o frango a ficar mais saboroso e suculento. Aqueça um sautée com o azeite em lume médio.

sautée, derreta a manteiga e frite as bananas até dourarem. Bananas ligeiramente maduras funcionam melhor nesta receita. Coloque os peitos de frango num recipiente de ir ao forno. Coloque as bananas fritas por cima do frango. Cubra tudo com molho bechamel. Leve ao forno cerca de 15 minutos até gratinar. Para mais cor, ligue o grill nos últimos 2 minutos.

Frite os peitos de frango até ficarem dourados por fora e cozinhados por dentro. Evite lume demasiado alto para o frango cozinhar uniformemente. Corte as bananas ao Sirva com salada fresca. meio no sentido do comprimento. Noutro Bom apetite!


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Paulo Perdiz

A eletrónica que chocalha as raízes da tradição portuguesa

reconhecimento deste trabalho singular materializou-se recentemente com a conquista de um prémio nos prestigiados IPMA (International Portuguese Music Awards), na categoria de World Music. Longe de assumirem o sucesso a título individual, os artistas fazem questão de sublinhar o caráter coletivo desta vitória. Para eles, o prémio pertence também a nomes como Conan Osíris, Isabel Silvestre com Vozes de Manhouce & Júlio Pereira. Esta colaboração alargada reflete o espírito de uma "família de puro português" que estende as suas ramificações do norte ao sul de Portugal, passando pelas ilhas, e ecoando com força junto das comunidades espalhadas pelo mundo inteiro. Quando questionados sobre a essência do seu som, os Karetus recorrem a uma metáfora gastronómica tipicamente nacional: definem-se como um verdadeiro "cozido à portuguesa". A expressão "cheio de sabor", que acompanha o projeto desde a sua gé-

nese, serve para ilustrar a mistura audaz de ingredientes aparentemente díspares. No seu mais recente trabalho discográfico, intitulado Modas, e no single "A Laurinda", a dupla combina o folk tradicional com vertentes eletrónicas, afrobeat e hip-hop. O segredo do sucesso, dizem, passa por encontrar o equilíbrio perfeito em que cada influência traz um "sabor bom" ao resultado final, como se de uma receita de família se tratasse. Esta harmonia criativa assenta numa cumplicidade que precede a própria existência da dupla. Amigos desde a infância, Carlos e André conhecem-se desde os tempos de escola. Essa ligação de longa data permite-lhes transportar as brincadeiras e a cumplicidade de miúdos para um contexto profissional exigente. O processo criativo é pautado pelo desafio mútuo: quando um tem uma ideia maluca, o outro responde com uma ainda mais audaz, resultando num produto final sempre inovador. E quando surgem os inevitáveis dilemas do quotidiano e as tarefas mais aborrecidas, o bom humor prevalece, dividindo as responsabilidades com a mesma descontração de quando eram crianças. A identidade visual dos Karetus é indissociável das suas máscaras, um elemento que consideram sagrado e que define a sua presença em palco. A escolha deste símbolo não foi um mero acaso estético, mas sim uma evolução natural da admiração que ambos nutrem pela tradição transmontana e do Entrudo. O momento de viragem ocorreu quando atuaram nas aldeias tradicionais, nomeadamente em Podence. Ali, os próprios habitantes e guardiões da tradição validaram o projeto de forma cate-

aos sábados 7h30 às 9h00

aos domingos 10 da manhã

Há projetos musicais que entretém, mas há outros que têm o poder de resgatar o antigo e colocá-lo a dançar na pista de dança moderna. É precisamente nesse segundo grupo que se posicionam os Karetus, uma dupla que, ao longo de dezesseis anos de carreira, transformou o panorama musical com uma sonoridade única e profundamente identitária. Na entrevista ao Milénio Stadium, os músicos partilharam os segredos por detrás do seu conceito «full of flavor», a experiência de levar a cultura portuguesa além-fronteiras e a paixão inabalável que partilham pelas tradições mais profundas do país.

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górica: disseram-lhes que tinham mesmo de usar os fatos e as máscaras tradicionais. Esse "batismo" local conferiu ao projeto uma legitimidade cultural que hoje exibem com orgulho, incorporando nos seus espetáculos elementos visuais e fatos modernos com design de Alexandra Moura, expandindo a tradição até à capital com os seus "caretos de Lisboa". Um dos aspetos mais fascinantes do percurso recente da dupla é a capacidade de quebrar barreiras geracionais através da música. No álbum Modas, os Karetus conseguiram juntar a irreverência da electrónica à sabedoria de figuras icónicas como Vitorino. Longe de se verificar um choque de gerações, o encontro em estúdio foi marcado por uma enorme simbiose. Os músicos recordam com entusiasmo a energia de Vitorino, a quem descrevem carinhosamente como "o mais jovem de todos", que ao ouvir os arranjos exclamou logo: "Isto tem um grande power!". O tema "A Laurinda" transforma-se, assim, num momento mágico de estúdio onde Vitorino faz um dueto com ele próprio, cruzando uma gravação original de 1981 com a sua voz atual. A mesma abertura de espírito foi demonstrada pela carismática Isabel Silvestre, que aos 85 anos aceitou prontamente o convite para colaborar, provando que a juventude é, acima de tudo, uma questão de mentalidade. Levar uma herança tão específica além-fronteiras poderia parecer um desafio, mas os Karetus garantem que a reação do público estrangeiro tem sido de puro fascínio. Para os artistas, quando se toca na raiz e na essência de uma cultura, a música torna-se universal.

A figura do careto e o misticismo da máscara apelam a arquétipos partilhados por toda a humanidade, permitindo que públicos de diferentes nacionalidades se liguem à energia do espetáculo, mesmo sem compreenderem a língua portuguesa. Essa energia contagiante, que mantém a dupla em movimento constante por palcos internacionais, parece ser renovada pelo próprio ato de vestir o traje. "São as máscaras, isto tem poderes!", brincam os músicos, confessando que o ritual de entrar em palco começa no exato momento em que se vestem, ativando instantaneamente o "modo Careto". Atualmente, os espetáculos contam ainda com um elemento cénico marcante: um careto gigante em palco que reforça a ligação profunda ao entrudo e ao imaginário carnavalesco nacional. Com o futuro em aberto e o disco Modas a desdobrar-se em novas edições, os Karetus prometem não dar descanso aos chocalhos. Entre os planos futuros está a edição de uma música de apoio à seleção nacional, que promete ser mais um marco de fusão ao englobar o Cante Alentejano, o Galandum Galundaina, o Canto de Pias e o fado na voz de Joana. Para Carlos e André, o universo da música tradicional portuguesa é uma fonte inesgotável de inspiração. O projeto que começou como uma paixão de infância transformou-se num veículo vital para a preservação cultural, provando que a tradição não tem de estar fechada num museu — pode, e deve, celebrar-se com a máxima energia e "cheia de sabor" em qualquer palco do mundo.


26 de junho de 2026

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CARNEIRO 21/03 A 20/04 O seu poder criativo vai estar em evidência neste período, podendo ser um meio de expressão pessoal. É também uma época favorável ao relacionamento com crianças. Se tem filhos aproveite para dar lhes dar mais atenção e afeto, pondo um pouco de lado os habituais afazeres e preocupações diários.

LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Durante esta semana sentirá uma maior capacidade de se autoanalisar, destrinçando com clareza, entre aquilo que julga que é daquilo que realmente é. Tente ver como as suas ações são muitas vezes contrárias às suas intenções. Ao fazer esta análise passará a ter um melhor conhecimento da sua identidade e natureza.

Marte na Casa VI vai pôr em destaque o seu trabalho. Momento de grande energia para levar a cabo todos os seus projetos. Estará numa fase de grande êxito profissional. Aproveite também nesta altura para dar mais atenção ao seu corpo. Faça uma desintoxicação alimentar. Preocupe-se em comer de modo mais saudável.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

A sua capacidade de comunicação estará acentuada. Se movimentar-se nessa área é já do seu agrado, então neste momento terá uma maior necessidade de falar, escrever, pôr em dia aquela correspondência com os amigos distantes ou, talvez mesmo, viajar até eles. As suas atividades quotidianas serão mais intensas e variadas.

Durante esta fase é provável que sinta aquilo que até agora lhe dava segurança e estabilidade como uma mera rotina que deseja ver alterada. É natural que tenha vontade de fazer agora algo de novo, que acabará por mudar em algum ponto a sua vida. É possível que surja algum acontecimento inesperado, talvez uma visita-surpresa.

O desejo de intimidade e empatia, conjuntamente com a sua sensibilidade que neste momento se encontra bastante recetiva e abrangente, poderá contribuir para um envolvimento amoroso. Aproveite e deixe fluir o seu poder de sedução. O diálogo, o debate e a troca de impressões a dois, está muito estimulado nesta semana.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

A forma calma e charmosa como contacta com os outros vai tornar mais agradável o seu ambiente quotidiano. Necessita de se rodear de harmonia e beleza. Este é um momento em que vai resolver mais facilmente os assuntos relacionados com comunicação. Tem vontade de ir a festas e de se relacionar com amigos.

É altura de investir na sua vida profissional e de concretizar um plano que tenha vindo a amadurecer. Este trânsito do Sol, que rege a sua relação com a sociedade, permitir-lhe-á ter sucesso nos seus empreendimentos, projetar a sua imagem perante os outros e o seu papel na sociedade. Não hesite em mostrar as suas capacidades.

Atravessa agora um período um pouco mais difícil a nível profissional, o que poderá radicar na sua presunção de que tem sempre as melhores ideias, e também numa certa incapacidade de diálogo. É melhor deixar que a maioria decida e aceitar o que daí resultar. É possível que surjam atritos com a família.

TOURO 21/04 A 20/05

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 É um bom momento para pôr em prática um plano financeiro. Aproveite as suas intuições e a sua capacidade de análise para melhorar a sua vida financeira. É uma época de boas oportunidades nessa área. Contudo, vigie os gastos extravagantes, em especial os que tenham que ver com luxo, beleza e conforto.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 As suas experiências emocionais estão neste momento mais em evidência e poderão ter sobre si algum impacto, provocando-lhe alguma insatisfação ou ansiedade. Neste momento de alguma tensão, deverá sempre lembrar-se que também depende de si evitar situações que levem a conflitos ou mal-entendidos. Use a sua energia de uma forma positiva e tudo se resolverá de uma forma mais harmoniosa.

PEIXES 20/02 A 20/03 Nesta altura estará mais criativo e apaixonado na forma como expressa as suas ideias. Poderá ter dificuldade em aceitar as opiniões dos outros e quando contrariado defender o que pensa de forma ostensiva e por vezes arrogante. Tem uma maior atração por jogos e divertimentos. Poderá ganhar dinheiro através do jogo.

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MILÉNIO | HORÓSCOPO

Soluções 5 4 9 13 V E N D E R 6 E D U C A R N 2 O E 11 3 C O M P R A R V H A M E I E N I J D 14 E S T U D A R U R E A 7 S I R 1 D E S C E R T 10 E A 15 V O A R B C R R U A 8 E S T R A G A R C A 12 L E M B R A R

B H D Q E F E I T O D M V O Y P E P K G N C D I N H E I R O O T S O P M I O Q U B L J Q N Q H H Y T Q O N V C L I M A H X D W C Y N T O D O K A X B A U D S U P F N B R W U M T E R A V B C O O E R E O L W F T E I S O J V N M A B T Y V U N F G R S N T R I C E N A J N E S R B C P A E C Q C E E Z C I O E S O W X V E H E M I Z I B M N Y P W A O U J R A J V O M T E R S A S G Q R C G R Z N A A E T V G Q M A F W A O L A Q R E S T U F A K Y O P N R R V O

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Classificados Aluga-se primeiro andar com 2 quartos, casa de banho, cozinha, sala. Disponível dia 1 de Julho. Área da Rogers e Oakwood. Contatar 416-737-3128

Apartamento alto na cave, entrada separada, 1 quarto, cozinha, sala de estar. Não fumador, nao animais, internet e utilidades incluidas. Weston & Eglinton. Por favor ligar para 416-652-8805 e deixar uma menApartamentos para Arrendar em Missis- sagem. sauga. A partir de $1.400 por mês. Apartamentos Studio, com 1, 2 e 3 quartos de Need a mechanic or apprentice with some dormir. Perto da Estação de Comboios experience Portugal Auto Garage. Please Cooksville G. Apenas 5 minutos do Centro call for for more information 416-603-1554 Comercial Square One. Perto da Huronta- or 416-603-4632. rio e Dundas. Ligar para 647-333-0998. Aluga-se apartamento privado na zona da Caledonia e Eglinton. No segundo andar com 1 quarto, sala, cozinha, casa de banho, lavandaria a moedas no exterior com estacionament para um carro, ar condicionado. Não fumadores e não animais. Contatar 416-587-2891

Apartamento para arrendar com 800sf., modelo estúdio com muitas janelas, com tudo incluído (hydro, água, laundry). Localizado na St. Clair e Caledonia. Para não fumadores e animais de estimação. Entrada separada, disponível imediatamente. Valor $1550,00. Contato com Maria 647-999-9276. Precisa-se de empregada/o em regime de full time para churrasqueira, com experiência. Contatar 416-531-1120

Agenda comunitária

27 de junho

nho: e os Bombos “Os Alegres”. Entrada livre; Informações: 416 720 9371

Casa dos Açores Jantar em honra do Padroeiro

“Portugal: da ditadura à democracia”

Casa dos Poveiros Festa de São Pedro

Irmandade do Divino Espírito Santo de

Peach Gallery, 722 College Street, às Às 18h00, na 1136 College St, Toronto;In- 10h00. Apresentação do livro “Portugal: formações: 416-953-5960. da ditadura à democracia” de Daniel Bastos.Entrada livre.

Parque de estacionamento da Casa dos Po- Maple veiros (187 Geary Ave., Toronto): BBQ ao Jantar do Divino Espírito Santo meio-dia; Espetáculo a partir das 16h00; Animação musical com Duo DT; Rancho A partir das 18:00h 2601 Major MackenFolclórico da Associação Cultural do Mi- zie Dr.; Informações: 416-602-8413

Mr. Carlos Manuel Lima Date of death: 5/4/2026 Place of birth: Sao Miguel, Azores

Mr. Francisco Sousa Ledo Date of death: 5/29/2026 Place of birth: Sao Miguel, Azores

Mr. Acacio Do Nascimento Da Barbara Date of death: 5/25/2026 Place of birth: Alfandega Da Fe Parada, Portugal

Mr. Joao Calado Caetano Date of death: 6/17/2026 Place of birth: Maiorga, Alcobaca, Portugal

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

Mr. Jorge Gomes Alves Date of death: 6/15/2026 Place of birth: Toronto, Ontario

Mrs. Maria de Fatima Bexiga Cavacas Date of death: 6/1/2026 Place of birth: Almendra, Portugal

Podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.


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