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Esta semana, o primeiro-ministro Mark Carney usou a frase “o Canadá é um mosaico, não um caldeirão cultural” (melting pot) para descrever o multiculturalismo canadiano. Esta é uma referência óbvia à abordagem diferente face à imigração e ao acolhimento de diferentes grupos étnicos no Canadá e nos EUA, onde a referência ao mosaico no Canadá incentiva os diferentes grupos a manterem as suas origens, línguas e culturas únicas enquanto vivem juntos, ao passo que, nos EUA, as culturas fundem-se numa única identidade uniforme. Carney, e muitos outros antes dele, assumiram que pessoas de diferentes origens se uniriam e celebrariam como um país belo e unificado.
Embora esta possa ser a visão e a fundação política através da qual este país tem sido promovido, na minha
Ano XXXV - Edição nº 1802
19 de junho de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
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opinião, é uma falácia e uma mentira que dividiu este país e continua a ter consequências ruinosas, porque os votos, em vez da lei, da ordem e da tolerância, tornaram-se a prioridade para ganhar eleições. Muitos canadianos sugerem há muito que as pessoas que imigram para o Canadá deveriam deixar a sua roupa suja nos países de onde vieram, mas a roupa já está no ciclo de centrifugação quando os recém-chegados estrangeiros aterram no Canadá, e a doença dos pensamentos obstrutivos e destrutivos não pode ser apagada. Numa altura em que o Milénio pergunta à comunidade lusófona o que está bem e o que está mal na nossa comunidade, a preponderância do que contribui para qualquer uma das questões baseia-se na totalidade daquilo que constitui uma comunidade, uma cidade, uma província e um país, e certamente não se pode assumir que alguém nascido em Portugal possa alguma vez ser assimilado da mesma forma que alguém nascido no Canadá, filho de pais portugueses. Ambos podem ser considerados de origem portuguesa, mas são, de facto, de países diferentes e podem, pelo resto das suas vidas, ver o mundo através de um prisma diferente.
Conforme a forma como a pergunta sobre o que está “bem” e “mal” numa comunidade é formulada e em que abordagem contextual é apresentada, as opiniões irão diferir com base no estatuto social e na educação de cada cidadão. O Canadá é um país grande com grandes problemas a todos os níveis de governo, onde a retórica separatista continua a erguer a sua cabeça feia, e é aqui que me afasto do paradigma do “mosaico”, que por si só promove a separação e a independência.
O conceito de lealdade permanece no país de nascimento em vez do país adotivo, criando problemas que podem refletir-se nas comunidades individuais, como a diáspora portuguesa no Canadá ou, até numa escala menor, em Toronto e na GTA [Grande Área de Toronto], que usarei como princípio central para concluir este artigo de opinião. No “mosaico” português, uma das nossas principais forças tem sido a celebração do património e da identidade cultural, criando um ambiente inclusivo para a cultura lusófona, mas à custa da falta de integração canadiana e de pouca lealdade ao país.
A preservação da singularidade cultu-
ral, como testemunhámos durante a Parada do Dia de Portugal e atividades associadas, eleva os espíritos nacionalistas e culturais dos lusófonos, mas questiono se este será um comportamento eufórico temporário que celebra as diferenças. Poderá este entusiasmo alcançar o mesmo nível de unidade que uma abordagem que exige a assimilação?
As comunidades num modelo de “mosaico” nunca serão desafiadas a aceitar se uma comunidade abraça a “unidade”, e a própria comunidade, enquanto “mosaico”, é desprovida de harmonia, com partes e agendas diversas a romper as costuras de uma solidariedade que reforçaria a fundação global de quem somos. Vamos lá, pessoal, sejamos realistas e compreendamos que o que está certo não está errado, e que a erosão do património cultural não deve acontecer porque os nossos valores partilhados e identidades comuns se desviaram do facto de todos sermos considerados portugueses.

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
e Francisco
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
INQUÉRITO DE FEEDBACK DA COMUNIDADE PORTUGUESA
VISÃO GERAL DO INQUÉRITO
PERGUNTAS DO INQUÉRITO 3.549
INQUÉRITO DE FEEDBACK DA COMUNIDADE PORTUGUESA
Entre o orgulho nas raízes culturais, o espírito de solidariedade e a preocupação com a falta de união, ouvimos 30 membros da comunidade sobre aquilo que valorizam e aquilo que gostariam de ver mudar. As
respostas revelam uma comunidade forte e resiliente, mas também consciente dos desafios que enfrenta. A necessidade de maior participação dos jovens, mais colaboração entre organizações e um compro-
misso coletivo com o futuro surgem como temas centrais para garantir o crescimento e a vitalidade da comunidade nas próximas gerações.
RMA/FP/MS
Maria Fernandes, 62 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O melhor é a solidariedade entre os membros da comunidade. Quando alguém enfrenta dificuldades, seja por motivos de saúde, financeiros ou familiares, há sempre pessoas dispostas a ajudar, o que cria um forte sentimento de pertença. No entanto, nota-se uma diminuição da participação nas atividades comunitárias, o que enfraquece um pouco a ligação entre gerações e reduz o dinamismo da comunidade.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Devem ser criadas mais oportunidades de convívio entre gerações, como eventos culturais, encontros comunitários e programas de mentoria entre jovens e idosos. Isto ajudaria não só a reforçar os laços sociais, mas também a preservar tradições e a transmitir valores importantes às novas gerações.
Manuel Oliveira, 71 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
As tradições e a cultura continuam a ser fortes, mas nota-se uma participação fraca e pouco consistente de várias entidades e pessoas. Há também a perceção de que algumas organizações, como a ACAPO, surgem de forma muito esporádica, quase como se só aparecessem uma vez por ano, o que transmite uma sensação de pouca presença e acompanhamento contínuo da comunidade.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
É importante reconhecer e valorizar mais o trabalho dos voluntários, mas também exigir maior regularidade e envolvimento das entidades, para que a participação não seja apenas pontual, mas constante ao longo do ano.
Ricardo Ferreira, 40 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O espírito de entreajuda continua a ser uma grande qualidade. O lado menos positivo é que, por vezes, existem demasiadas críticas e poucos reconhecimentos para quem trabalha voluntariamente.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Valorizar mais quem contribui para a comunidade, criar um ambiente mais positivo e apoiar muito mais a juventude.
Tiago Mendes, 26 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Gosto da proximidade entre famílias e amigos, mas falta maior envolvimento dos jovens.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Organizar eventos mais modernos e adaptados aos interesses das novas gerações.
José Silva, 58 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Temos uma comunidade trabalhadora e solidária, mas ainda existe alguma falta de comunicação entre associações e organizações. Muitas vezes, todos querem alcançar os mesmos objetivos, mas falta coordenação.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Mais diálogo, mais colaboração e menos divisões entre as instituições comunitárias.
Carla Rodrigues, 20 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Existe um forte sentimento de pertença, mas algumas pessoas sentem-se excluídas ou pouco representadas em certas organizações.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Tornar as associações mais abertas, inclusivas e representativas de toda a comunidade.
Carlos Martins, 58 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Existe muita boa vontade e dedicação, mas também excesso de críticas e pouca colaboração.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Valorizar o voluntariado e incentivar uma cultura de participação mais construtiva.
Luís Gomes, 43 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O espírito de entreajuda é forte, mas por vezes há conflitos pessoais que criam divisão.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Colocar os interesses coletivos acima dos interesses individuais. Muitos colocam os seus interesses nas associações e fazem delas um grupo familiar. Renovação é urgente acontecer. E renovando os clubes renova-se tudo o resto.
Ricardo Sousa, 37 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Há muito potencial e talento, mas falta cooperação entre grupos.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Desenvolver projetos conjuntos que envolvam toda a comunidade.
Catarina Almeida, 31 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O ambiente é acolhedor, mas falta apoio aos pequenos negócios locais.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Criar campanhas de incentivo ao comércio e ao empreendedorismo local.
Isabel Rocha, 39 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O orgulho nas nossas origens continua muito forte. Infelizmente, ainda existem atitudes de preconceito e discriminação que afastam algumas pessoas.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Construir uma comunidade mais acolhedora, onde todos se sintam respeitados e valorizados.
Sofia Pereira, 29 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
A comunidade é acolhedora, mas muitas atividades não são bem divulgadas.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor? Melhorar a comunicação através das redes sociais e meios locais.
Daniela Rocha, 41 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Existe um forte sentimento de identidade cultural, mas falta renovação nas lideranças.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Dar mais oportunidades aos jovens para assumirem responsabilidades.
Ana Costa, 24 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Gosto de ver a cultura portuguesa tão presente em Toronto. No entanto, sinto que alguns jovens não se identificam com certas estruturas comunitárias e acabam por se afastar.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Modernizar algumas iniciativas e dar mais espaço aos jovens para contribuírem com novas ideias.
António Correia, 56 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Somos uma comunidade resiliente e empreendedora. O que me preocupa é que algumas pessoas ainda vejam a comunidade como propriedade de determinados grupos ou organizações.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
A comunidade deve pertencer a todos e estar aberta a novas ideias e novos participantes.
Ana Costa, 34 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Destaco a diversidade cultural e o espírito de entreajuda, mas preocupa-me a baixa participação dos jovens nas atividades comunitárias.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Criar atividades mais apelativas para os jovens e envolvê-los nos processos de decisão.
Helena Santos, 27 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Temos uma história de sucesso construída com muito trabalho. No entanto, ainda existem situações de discriminação que não deveriam ter lugar numa comunidade que se orgulha dos seus valores.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Promover o respeito, a inclusão e a igualdade para todos.
Maria Ribeiro, 41 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
A força das famílias é um dos nossos maiores valores. O que me preocupa é a perda gradual da língua portuguesa entre os mais novos.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Investir mais em programas educativos e culturais para as crianças e jovens.
Susana Pereira, 42 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Uma das coisas mais positivas da nossa comunidade é a forte adesão às festas, eventos e negócios portugueses. Isso ajuda muitas pessoas a sentirem-se mais próximas de Portugal e das suas raízes, mesmo estando longe da terra natal. O lado menos positivo é que, por vezes, existe algum ciúme ou inveja entre pessoas e organizações, o que nem sempre contribui para o crescimento e união da comunidade.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Gostaria de ver uma maior aposta nos jovens, dando-lhes oportunidades para participarem nas diversas organizações comunitárias e contribuírem com novas ideias. Eles são o futuro da nossa comunidade e podem desempenhar um papel importante na continuidade de iniciativas como as celebrações do Dia de Portugal. Também acredito que mais união e colaboração ajudariam a fortalecer o trabalho da ACAPO e a garantir o sucesso destas grandes celebrações para as próximas gerações.
Fernando Carvalho, 65 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Temos uma história rica e pessoas dedicadas, mas existe alguma resistência à mudança.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Equilibrar tradição e inovação para acompanhar o futuro.
Daniela Sousa, 19 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Gosto da nossa cultura, das festas e do ambiente familiar. O que menos gosto é quando alguns jovens sentem que não são ouvidos ou não têm espaço para participar.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Dar mais oportunidades aos jovens, porque somos o futuro da comunidade e queremos fazer parte da sua evolução.
Fernando Martins, 62 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Temos pessoas muito talentosas, mas nem sempre aproveitamos esse potencial. Existem também alguns jogos de influência que acabam por afastar quem quer contribuir de forma genuína. O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Criar mais espaços de participação transparente e aberta a todos.
Carlos Medeiros, 33 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Existe muito voluntariado e dedicação. O problema é que, muitas vezes, esse trabalho passa despercebido e nem sempre recebe o reconhecimento merecido.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Valorizar mais os voluntários e incentivar novas pessoas a envolverem-se.
Helena Lopes, 54 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
A comunidade tem aspetos muito positivos, especialmente a generosidade e a solidariedade das pessoas, que se mostram disponíveis para ajudar quando alguém precisa. No entanto, essa união nem sempre se mantém de forma consistente. Em momentos importantes ou situações que exigem cooperação mais organizada, sente-se muitas vezes uma falta de união real, com as pessoas a agirem de forma mais individualizada ou pouco coordenada. Isto faz com que o potencial coletivo da comunidade não seja totalmente aproveitado.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Seria importante criar encontros regulares e não apenas pontuais, onde as pessoas possam dialogar, partilhar preocupações e aproximar-se de forma mais estruturada. Estes momentos ajudariam a reforçar laços, a melhorar a comunicação entre diferentes grupos e a construir uma comunidade mais unida e preparada para agir em conjunto quando necessário.
Paula Correia, 49 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Existe muita solidariedade, mas também rivalidades que dividem algumas pessoas.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Promover iniciativas que incentivem a cooperação e o respeito mútuo.
Teresa Lopes, 50 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
A proximidade entre as pessoas é muito positiva. No entanto, algumas iniciativas enfrentam dificuldades financeiras que limitam aquilo que pode ser feito.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Criar mais apoios e formas de financiamento para os projetos comunitários.
Maria Fernandes, 64 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
O melhor da nossa comunidade é a união que existe nos momentos difíceis e a forma como mantemos vivas as nossas tradições. O que me preocupa é a falta de participação dos mais jovens em algumas iniciativas.
Eles são o futuro da comunidade e devemos encontrar formas de os envolver mais.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Dar mais oportunidades aos jovens para participarem e terem voz ativa nas decisões da comunidade.
Paulo Gomes, 45 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Há muita dedicação e espírito de sacrifício. Por vezes, porém, os interesses pessoais falam mais alto do que os interesses da comunidade.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Trabalhar mais em conjunto e colocar a comunidade acima das diferenças individuais.
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
A nossa comunidade conquistou respeito ao longo de décadas. O desafio passa pela renovação das lideranças. Por vezes, parece que as mesmas pessoas ocupam sempre os mesmos espaços.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
Dar oportunidades às novas gerações para assumirem responsabilidades e cargos de liderança.
João Silva, 45 anos
O que é bom e o que é mau na nossa comunidade?
Temos uma comunidade trabalhadora, organizada e com capacidade de mobilização quando existe um objetivo comum. Há pessoas e grupos muito empenhados no desenvolvimento local. Contudo, continua a existir falta de união entre algumas associações e grupos, o que leva à dispersão de esforços e a resultados menos eficazes do que poderiam ser alcançados com maior cooperação.
O que recomenda que se faça diferente para um futuro melhor?
É fundamental reforçar o diálogo entre associações, líderes comunitários e restantes membros da comunidade. A criação de projetos conjuntos, reuniões regulares e canais de comunicação mais eficazes ajudaria a construir confiança, reduzir rivalidades e promover um trabalho mais colaborativo.


Olá, bom dia! Cá estamos, junho lá fora, com chuva e calor - que misturas boas.
Eo senhor leitor do Milénio, está bem?
Resolvi escrever fora de tópico, pois a nossa sociedade está cada vez mais a funcionar fora de órbita.
Quando é que, por causa de qualquer homem que seja, uma mãe perde a cabeça? Porque é que isso acontece, pergunto eu. Sabe Deus o que me custou criar as mi-
nhas duas pequenas, mas abandoná-las? Nunca, jamais. Antes que este caso também se perca e se torne em mais um, vamos reavivar a memória e orientar as mentalidades para que tal não se repita em países civilizados, supostamente.
A 19 de maio de 2026, dois irmãos franceses, de 3 e 5 anos, foram encontrados abandonados na berma da EN253, em Alcácer do Sal. A mãe e o padrasto, que viajaram mais de 2000 km desde França, foram detidos e as crianças acolhidas pelo Estado português.
Este caso, de repercussão internacional, reuniu os seguintes desenvolvimentos:
O Resgate: As crianças foram descobertas por um transeunte ao início da noite,
a chorar e a vaguear sozinhas numa zona rural.
Investigação e Detenção: A Polícia Judiciária deteve a mãe, Marine Rousseau, sexóloga, e o padrasto, Marc Ballabriga. O casal foi presente a tribunal em Setúbal e sujeito a medida de coação de prisão preventiva. A justiça francesa abriu igualmente inquéritos por suspeita de violência doméstica e rapto parental.
Acolhimento: Os menores ficaram à guarda de uma instituição de acolhimento em Portugal, sob alçada da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e do Ministério Público.
Estatuto Processual: O padrasto permanece em prisão preventiva em Portugal. Os
meninos não foram entregues de imediato ao pai biológico, que aguardava autorização para viajar desde França.
Continuo perplexa e muito sensibilizada com este tema e, se pudesse, estes dois "não-seres" não teriam perdão. Que a justiça seja firme e justa e que estes dois irmãozinhos tenham uma vida plena, rodeados de pessoas que lhes queiram bem.
Até já!



This week Prime Minister Mark Carney used the phrase “Canada is a mosaic, not a melting pot” to describe Canadian multiculturalism. This is an obvious reference to the different approach to immigration and settlement of different ethnic groups in Canada and the USA where the mosaic reference in Canada encourages different groups to keep their unique backgrounds, languages and cultures while living together, while in the USA, cultures are blended together into
one single uniform identity. Carney and many others before him have assumed that people from different backgrounds will come together and celebrate as a beautiful, unified country.
While this may be the vision and the political foundation by which this country has been promoted, in my view it’s a fallacy and a lie which has separated this country and continues to have ruinous consequences because votes rather than law, order and tolerance have become the priority for winning elections. Many Canadians have long suggested that people who immigrate to Canada should leave their dirty laundry in their countries from which they came from, but the
laundry is already in a spin cycle when the foreign arrivals get to Canada, and the sickness of obstructive and destructive thoughts cannot be erased.
As Milenio asks the Lusophone community what is right and wrong with our community, the preponderance of what contributes to either question is based on the entirety of what a community, a city, a province and a country is about and surely one cannot assume that a birth in Portugal can never be assimilated to a question of someone being born in Canada to Portuguese parents. Both may be considered of Portuguese backgrounds, but they are in fact from different countries and may for the rest of their lives see the world through a different prism. How the question of what
is “right” and “wrong” in a community is phrased and in what contextual approach presented, opinions will differ based on the social status and upbringing of each citizen. Canada is a big country with big problems at all levels of government where the separatist rhetoric keeps raising its ugly head and this is where I part with the “mosaic” paradigm which itself promotes separation and independence.
The concept of loyalty remains in the country of birth instead of the adopted country, creating problems which can be mirrored down to individual communities, such as the Portuguese diaspora in Canada or even in a smaller scale, to Toronto and GTA which I will use as a core tenet for concluding this opinion piece. In the Portuguese “mosaic” one of our main strengths has been the celebration of heritage and cultural identity, creating an inclusive environment for Lusophone culture, but at the cost of lack of Canadian integration and little loyalty to the country.
Preservation of cultural uniqueness, such as we witnessed during the Portugal Day Parade and associated activities, elevates nationalistic and cultural spirits of Lusophones but I question if this a temporary euphoric behaviour celebrating differences. Can this enthusiasm achieve the same level of unity as one that demands assimilation?
Communities in a “mosaic” mode will never be challenged to accept whether a community embraces “unity” and the community itself is as a “mosaic” is devoid of harmony and with diverse parts and agendas pulling at the seams of a solidarity that would reinforce the overall foundation of who we are. Come on people, let’s get real and understand that right is not wrong and erosion of cultural heritage should not happen because our shared values and common identities have strayed from all being considered Portuguese.

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It’s Wednesday, my deadline, so by the time anyone reads this, the result will be old news. But it’s impossible not to mention the first Portugal game of the world cup, because here it’s what everyone’s thinking, or talking about. I have no doubt that the outcome was a good one for our side, but being Portuguese includes the usual anxiety that most of us feel, even though this year we have as good a chance as any of the top teams, to win the big prize.
We, as a people, have long suffered everything from humiliating and heartbreaking defeats to the joy of the big win. Thing is, the big win happened once; the rest has been, well challenging. Needless to say, (but I’ll mention it anyway), relatively few European nations can boast that they’ve been champs, and that day, the win was bigger than life. We’ll see, we still seem to be a tad moody, so it’s difficult to be sure what attitude will take to the field.
Nonetheless, we now have a national team we can dare to be confident in, a great mix of young and experienced.
CR7 will be singing his World Cup swan song, so hopefully he can muster up some extra mojo to help his side to the final. In
my opinion, we are even better on the field without him, although he deserves all the respect in the world, so if he says he’s on, we trust him. There’s no downside as long as they stick to the plan, (I think).
While I’m on the subject, I must say that this World cup has been unprecedented, for the number of injustices that are apparently being committed, without a single word from the organization putting it together. It was pretty obvious from the get-go that Infantino, FIFA president, was DT’s lapdog, so not only was it clear the injustices would be waged; it was also quite clear that Mr. Infantino would be looking the other way.
The water, no bottles allowed to be carried in, but at least make it cheap, or free
to get hydrated! Speaking of, there’s also those two minute ‘hydration breaks’ for the players, who have never needed them in the past, if you exclude Saudi Arabia. Coincidentally, networks are using that time to sell enormously expensive advertising, to entertain the folks while the boys drink.
The billionaires always seem to get their way, especially in the US of A. Ticket prices, gaaa! Thousands of dollars! What happened to bringing everyone together? That’s the idea FIFA loves to fuse with this tournament. Tell that to the Iranian team that plays every game on American soil but is forced to fly back to Mexico, (where they are residing and training), immediately after every game, while the other national sides get to patch themselves up, as is protocol.
The poor Somali ref, who was to be in his first world cup tournament, gets turfed back after hours on end of interrogation. He was to be the youngest ever, at a World Cup even among those that made it in, there were many that had to withstand hours of interrogation. What a place.
It’s not even ironic that a country that has done and continues to do damage to the whole planet and its inhabitants, is super paranoid that a team that is playing in, arguably, the biggest sports event in the world, will do them harm, or a young referee, living the dream of a lifetime, would be there for anything other than that. The thief is always afraid of being robbed. Anyway, I hope that when this comes out Friday, we all have a smile on our collective faces.
Fiquem bem!


Peptides have become one of the most discussed topics in health, fitness, anti-aging medicine, and medical research. They are often promoted for benefits ranging from muscle growth and fat loss to improved recovery and healthier skin. While some peptides have proven medical uses, others remain experimental and may carry significant risks. Understanding what peptides are and how they work is essential before considering their use.
What are peptides?
Peptides are short chains of amino acids, the building blocks of protein. While proteins can contain hundreds or thousands of amino acids, peptides are generally made up of between 2 and 50 amino acids. The human body naturally produces many peptides that act as signaling molecules. These molecules help cells communicate and regulate numerous biological functions.
Examples of naturally occurring peptides include insulin, which regulates blood sugar. Glucagon, which helps increase blood glucose levels. Collagen peptides, important for skin, hair, and connective tissues. Growth hormone-releasing peptides, which influence hormone production. Scientists can also manufacture synthetic peptides that mimic or enhance the body’s natural signalling processes. Peptides work by binding to specific receptors on cells, triggering biological responses. Different targets, different systems within the body.
Peptides are used for muscle growth and recovery where certain peptides stimulate the release of growth hormone or insulin-like growth which can increase protein synthesis and enhance muscle repair. It also improves recovery after exercise and supports lean muscle growth. This is one reason peptides have gained popularity among athletes and bodybuilders as this community has always been the first to experiment with these types of substances.
The one big area that peptides are also used for is with weight loss where some peptides influence how the body stores and burns fat by increasing metabolic activity and

Crédito: DR
improving insulin sensitivity and encouraging the use of fat as an energy source. The most popular peptide for weight loss is the triple GLP amino acid that works effectively in most cases. Tripeptide is the next big weight loss peptide that is revolutionizing the weight loss business. It has been approved in the United States and prescribed by most doctors; however, it is legal; to get this peptide in Canada but has not been approved by the FDA and doctors in Canada will not prescribe it.
Collagen peptides are widely used in supplements and skincare products because they may improve skin elasticity and reduce wrangles which make this treatment also a big game changer in the skin care world. This peptide also supports hydration and promotes wound healing which all sound too good to be true, but these peptides seem to be revolutionising the next big health phase of finding that edge that we are all looking for. The body uses amino acids from collagen to help maintain healthy connective tissue.
Many peptides function as hormones or hormone regulators where they control growth hormone release which in turn helps curb appetite. Its elements to reproductive function along with stress responses and can regulate blood sugars. Proper peptide signaling is critical for maintaining overall health. Some peptides possess antimicrobial and immune-regulating properties. These compounds can help fight infections and regulate inflammation which supports tissue repair. Inflammation alone is a big plus for many because inflammation is one of the biggest problems we have as humans.
Cognitive function is making some breaking news with these peptides as certain experimental peptides are being studied for their potential effects on memory, learning functions along with focus and getting rid of that brain fog that was left over from COVID-19. It seems that peptides are wonderful for our neuroprotection and restore many aspects in our brain all on the positive side. However, much of this research remains in early stages and requires further validation. With anything new there are also side effects that come along with these new procedures, and you need to be careful and check always with your doctor whether you are eligible to use peptides and be safe.
The legality of peptides varies by country and by specific peptides involved where some peptides are approved with prescription medications, and you need to get more information from your doctor or a professional in this field.
Purchasing peptides from unregulated sources carries additional risks, including contamination, incorrect dosing, and counterfeit products....so buyers be aware.
Peptides are naturally occurring chains of amino acids that play essential roles in communication between cells and regulation of biological functions. They influence muscle growth, metabolism, skin health, hormone balance, immune function, and many other processes within the body. While certain peptide therapies have demonstrated significant medical benefits, others remain experimental and may pose risks ranging from mild side effects to serious hormonal and cardiovascular complications. As interest in peptides continues to grow, individuals should approach their use carefully and seek guidance from qualified healthcare professionals, particularly when considering injectable or hormone-altering peptide therapies.
The science behind peptides is promising, but responsible use and medical oversight remain crucial for safety and effectiveness.
BUYER BEWARE!

Com o subtítulo de «Um guia clássico do Estoicismo para os desafios de hoje», este livro de 215 páginas (Editora Ideias de Ler, tradução de Carla Ribeiro, capa de Leonardo Froes) integra doze livros deste Imperador Romano que viveu entre os anos 121 e 180 depois de Cristo.
Ainda hoje conhecido e reconhecido como um excelente administrador e um dos maiores líderes políticos da História, Marco Aurélio escreveu a sua
obra dentro de uma linha da Filosofia Estoicista. O facto de ser autor de uma obra vasta não o impede de referir com total gratidão aqueles a quem ficou a dever a sua formação. Começa pelo seu avô (Vero) que lhe ensinou boas maneiras e a restringir a raiva. Ao pai ficou a dever um modelo de modéstia e de virilidade. À mãe (Domicia Lucila) deve o exemplo de piedade, de generosidade e de simplicidade.
Ao bisavô deve os bons e hábeis mestres que teve em casa. Ao tutor (Antonino Pio) deve algumas regras de ouro: suportar o
trabalho, não necessitar de muitas coisas, não se intrometer nos assuntos dos outros e não dar ouvidos a calúnias. Com Diogneto aprendeu a não se ocupar com coisas vãs. Com Rústico, com Epicteto, com Apolónio, com Sexto, com os dois Alexandres (o Gramático e o Platónico), com Frontão, com Catulo, com Severo, com Trásea, com Helvídio, com Catão, com Bruto e com Máximo – com todos aprendeu.
O resumo possível em forma de síntese está nas palavras do próprio Marco Aurrélio: «Devo aos deuses o facto de ter tido bons avós e pais, uma boa irmã, bons mestres, bons servos, bons parentes e amigos». A editora «Ideias de Ler» integra o Grupo Porto Editora e adopta o Acordo Ortográfico de 1990. JCF

Host Vince Nigro
Guests Francesca Milan


Saturday 10:30 am
10:00 am Saturdays 7:30 am

A comunidade portuguesa na Austrália, cujas origens remontam sobretudo à segunda metade do século XX, com a chegada de sucessivas vagas migratórias provenientes maioritariamente da Madeira, destaca-se hoje pelo elevado grau de integração alcançado no continente-ilha da Oceânia, amplamente reconhecido como uma das sociedades mais multiculturais do mundo. Entre os primeiros núcleos de fixação, assumiu particular relevância a cidade portuária de Fremantle, na Austrália Ocidental, porta de entrada de muitos emigrantes que procuravam novas oportunidades de vida num país então marcado por um vigoroso crescimento económico.
Embora os dados oficiais apontem para uma comunidade de cerca de 55 mil portugueses e luso-descendentes, a sua influência ultrapassa largamente os números da estatística. Distribuída por cidades como Perth, Melbourne e Sydney, a diáspora luso-australiana mantém uma rede ativa de associações, clubes e instituições culturais que asseguram a transmissão da língua, das tradições e da herança cultural às novas gerações.
Neste esforço de valorização da herança cultural portuguesa e de afirmação do contributo da diáspora para a sociedade australiana, tem-se destacado o percurso de Sílvia Renda, uma das mais influentes personalidades luso-australianas da atualidade e a primeira portuguesa a integrar o Conselho das Comunidades Étnicas do Estado de Vitória.
Natural de Delães, no concelho de Vila Nova de Famalicão, Sílvia Renda emi-
grou para a Austrália no início da década de 1990, ainda adolescente. Desde então, construiu um percurso profissional e cívico de assinalável mérito, marcado por uma profunda ligação à comunidade portuguesa e pela defesa dos valores do multiculturalismo.
Licenciada em Estudos Jurídicos e detentora de um mestrado em Gestão de Conflitos, é mediadora certificada e exerce atualmente funções de Assessora Principal e responsável pelas Relações Governamentais na Australian Financial Complaints Authority (AFCA). Com mais de duas décadas de experiência nas áreas da resolução de conflitos financeiros, estratégia institucional e políticas públicas, desempenha um papel relevante na articulação entre aquela entidade e o Governo Federal australiano.
Paralelamente à sua atividade profissional, tem desenvolvido uma intervenção cívica de grande alcance. Em 2018 foi nomeada Comissária Multicultural do Estado de Vitória, assumindo a representação da Comissão Multicultural junto das autoridades governamentais e das diversas comunidades étnicas.
Nesse mesmo ano esteve na génese da Associação das Mulheres Portuguesas na Austrália, organização que preside e que se tem afirmado como uma importante plataforma de apoio, capacitação e promoção da liderança feminina entre mulheres lusófonas.
A sua dedicação à comunidade luso-australiana encontrou igualmente expressão no Conselho das Comunidades Portuguesas. Entre 2015 e 2023 liderou o Conselho Regional para a Austrália e Nova Zelândia, contribuindo para a representação dos emigrantes portugueses e para o reforço do diálogo entre as comunidades da Oceânia e o Estado português.
Em 2025 foi ainda nomeada Conselheira de Portugal no Mundo pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, passando a integrar
uma rede de personalidades de referência empenhadas no fortalecimento das ligações entre Portugal e as suas comunidades espalhadas pelo mundo.
O reconhecimento do seu percurso conheceu um novo marco quando se tornou a primeira portuguesa eleita para o Conselho das Comunidades Étnicas do Estado de Vitória, principal órgão de ligação entre o governo estadual e as diversas comunidades multiculturais e multirreligiosas. Na qualidade de Presidente do Conselho de Administração para o biénio 2025-2027, tem contribuído para a promoção de políticas de inclusão, coesão social e participação cívica. O seu trabalho foi igualmente distinguido com a atribuição do Prémio de Excelência Multicultural de Vitória.
Recentemente, Sílvia Renda foi agraciada com a Medalha da Ordem da Austrália (OAM), uma das mais prestigiadas distinções civis do país, atribuída por ocasião das celebrações oficiais do aniversário do rei Carlos III. Esta distinção representa o reconhecimento de décadas de serviço público, liderança comunitária e promoção dos valores da diversidade cultural.
Mais do que uma homenagem individual, esta distinção constitui também um reconhecimento simbólico do contributo da comunidade portuguesa para a sociedade australiana. Ao longo de várias gerações, os portugueses souberam afirmar-se como uma comunidade trabalhadora, empreendedora e plenamente integrada, preservando simultaneamente os seus laços culturais e identitários.
Como sublinhou a embaixadora de Portugal em Camberra, Carla Saragoça, Sílvia Renda representa «um exemplo notável de liderança, serviço à comunidade, generosidade e profundo orgulho nas suas raízes portuguesas». O seu percurso demonstra de forma exemplar como a diáspora portuguesa continua a projetar o nome de

Nos breves intervalos da sua inércia, o Governo tem-nos brindado com propostas que obrigam a sociedade a pensar no rumo que quer seguir. Desde um pacote laboral antiquado, que prometia desincentivar a inovação e a conciliação com a vida familiar, até à Prestação Social Única, a sua desumana obrigação de trabalho para famílias com doentes oncológicos e o canal de delação do vizinho, este será um dos Governos mais ideológico desde o PREC. Infelizmente, à ideologia, soma-se a incompetência.
Não há maior evidência disso do que no Serviço Nacional de Saúde. A Ministra, que já teve 3 diretores executivos do SNS e 4 Presidentes do INEM, substituiu quase integralmente gestores técnicos por antigos autarcas e deputados do PSD. O descalabro financeiro está à vista – a UTAO revelou que os resultados líquidos das empresas públicas da área, onde se incluem todas as Unidades Locais de Saúde, agravaram-se em 2025 em quase 800 milhões de euros. Já o setor não-saúde agravou os seus resultados em apenas 5 milhões. Isto depois de 2024 já ter visto a situação financeira
das ULS deteriorar-se.
Num grande favor aos recursos humanos dos grupos privados de saúde, o concurso de colocação de médicos no SNS está há 6 meses sem se conhecerem resultados. Ou seja, há médicos recém-especialistas, acabados de formar a grande custo para eles e para todos nós, a verem-se forçados a escolher entre continuar a trabalhar como internos ou sair para o privado. A isto acresce que, mais uma vez, o Governo não autorizou a abertura de vagas que faziam comprovadamente falta às unidades de saúde, obrigando-as a recorrer a tarefeiros para suprir necessidades de cuidados essenciais.
Situação semelhante vive-se em diversas partes do Estado a meras semanas do fim do PRR. Não falemos, para já, dos investimentos importantes que estavam programados e que foram abandonados, estando agora numa terra-de-ninguém sem garantia de financiamento. Não falemos, também, dos pedidos de devolução que as empresas, autarquias e IPSS começam a receber por não terem concluído os seus projetos. Deixemo-nos, por agora, de prognósticos em relação à distribuição sem critério que o BPF está a fazer dos capitais que recebeu. Falemos antes dos cerca de 1300 funcionários, contratados ao abrigo deste instrumento, e cujo vínculo à Administração Pública está prestes a terminar. Nalguns casos, as suas funções deixam de existir, mas noutros, o PRR permitiu
contratar técnicos onde faziam falta e começar projetos que agora importa continuar. No final de março, o Ministro das Finanças ainda não tinha decidido o que fazer a estes trabalhadores.
Esta semana, discute-se no Parlamento um projeto do PS para criar concursos para pôr no quadro as vagas que correspondam a necessidades permanentes, valorizando quem já desempenhou essas funções nestes últimos anos.
Precisamos de um Estado inteligente e ágil, mesmo quando discreto, no trabalho com as empresas para elaborar e executar uma estratégia para a economia portuguesa. Mas não podemos deixar de ter preocupação pela “frente de loja”: o atendimento ao cidadão.
A SÁBADO revelou o colapso dos serviços de renovação do cartão de cidadão, no que é apenas um retrato de um Estado que se despedaça aos bocados. Há dois anos, o Governo aprovou uma Resolução de Conselho de Ministros que exigia, no prazo de 6 meses, o levantamento do pessoal em falta e das necessárias melhorias nas instalações. Os resultados ainda estão por conhecer, tendo sido formalmente requeridos pelo PS. Este estado do Estado não pode, no entanto, surpreender os mais atentos. Foram décadas a emagrecer a função pública, não só em função da falta de dinheiro, mas em nome de uma qualquer obsessão liberal ou dieta moralizante. O que é capaz de ter escapado a quase to-
Portugal além-fronteiras, através do mérito, da participação cívica e da excelência profissional.
Num mundo cada vez mais interligado, onde as comunidades emigrantes desempenham um papel crescente na aproximação entre povos e culturas, o exemplo de Sílvia Renda evidencia a importância estratégica da diáspora portuguesa. O seu percurso mostra como é possível honrar as origens, contribuir para o desenvolvimento do país de acolhimento e, simultaneamente, fortalecer os laços que unem Portugal às suas comunidades espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

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dos é que, desde outubro 2023, todos os gestores públicos entretanto nomeados estão sem contrato de gestão. Estes instrumentos, que definem objetivos, estratégias e procedimentos, são o mínimo indispensável para a boa gestão. São também de lei, nos termos do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 71/2007, prevendo a nulidade da nomeação se, no prazo de 3 meses, esta não tiver contrato de gestão aprovado. Por mera incompetência governativa, podem estar, por isso, em risco as equipas de gestão nomeadas por este Governo, bem como as decisões que tomaram.
Não sei se tudo isto é incapacidade, ignorância ou má-fé. Aborrece-me que tenhamos de perder tempo a estudar os básicos, em vez de discutir o futuro. Um Estado que falha no básico não é apenas um problema administrativo. É uma promessa quebrada às famílias que precisam de cuidados, às empresas que esperam apoios, aos jovens que querem trabalhar no serviço público e aos cidadãos que só pedem um cartão renovado a tempo. Podemos discutir o tamanho do Estado. Podemos discutir o seu papel na economia e na sociedade. Mas antes disso há uma exigência mais simples: que o Estado funcione quando é chamado. Hoje, demasiadas vezes, falha. E essa devia ser uma preocupação de todos.
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Meus caros amigos, como todos sabem, no fim de semana passado celebraram-se as festividades do Dia de Portugal. Nós, emigrantes que vivemos longe do cantinho que nos viu nascer, acabamos por viver esta data de uma forma muito
ço final é claramente positivo. Ainda assim, isso não significa que não existam aspetos que possam ser melhorados. Dar uma opinião ou apresentar sugestões não é desvalorizar o trabalho de quem organizou, pelo contrário, é contribuir para que o futuro seja ainda melhor.
A parada voltou a ter uma dimensão que há muitos anos não se via. Grande parte do mérito pertence aos clubes e associações participantes, que deram o seu melhor e demonstraram um enorme orgulho nas
sentar dignamente a cultura portuguesa. A prova disso viu-se durante as festividades, quando artistas locais conseguiram envolver e entusiasmar o público. Apostar mais nos talentos da nossa comunidade permitiria reduzir custos com viagens, alojamento e logística, sem comprometer a qualidade do evento e, ao mesmo tempo, valorizaria quem trabalha durante todo o ano junto da comunidade portuguesa.
Naturalmente, é justo reconhecer o enorme esforço da organização. São muitas horas de dedicação e de trabalho para proporcionar um fim de semana desta dimensão, e todos os que colaboraram merecem uma palavra de agradecimento e reconhe-
elementos que retirem autenticidade às representações, como calçado inadequado ou acessórios que não fazem parte do traje tradicional.
Também considero que os carros alegóricos poderiam representar ainda melhor as diferentes regiões de Portugal, reforçando o carácter cultural do desfile e tornando-o mais rico visualmente. Outra sugestão prende-se com a presença dos patrocinadores. O seu apoio é indispensável e merece todo o destaque e reconhecimento. Talvez, em vez de integrarem viaturas comerciais no desfile, pudesse ser criada uma forma diferente de os homenagear, por exemplo através de carros alegóricos alusivos às regiões dos proprietários das empresas, eles próprios construir um carro alegórico, onde fosse colocada a identificação da própria empresa. Dessa forma, continuariam a ser valorizadas e, simultaneamente, contribuir-se-ia para enriquecer ainda mais o espírito cultural da parada.
Estas são apenas ideias e opiniões de alguém que gosta destas celebrações e que deseja vê-las crescer de ano para ano. Que a nossa Portugalidade continue viva por muitas gerações. Que a Semana de Portugal continue a unir a comunidade e que a parada nunca deixe de ser um dos seus momentos mais marcantes. Talvez com uma gestão mais equilibrada dos recursos seja possível investir ainda mais naquilo que nos distingue e valorizar os muitos talentos que existem entre nós.
Está novamente em crescimento!
FEIRA

No que respeita à parada, gostei bastante do resultado final, mas há pequenos detalhes que poderiam elevar ainda mais a sua qualidade. Seria interessante incentivar uma maior uniformização dos grupos folclóricos, evitando, sempre que possível,

Venha visitar-nos para se informar sobre os nossos programas de Mentoria | Formação | Integração e descubra o que temos de novo e emocionante na RLPS
Royal LePage® Supreme está à procura da pessoa certa para se juntar à sua equipa. Os interessados deverão contactar Raquel Lopes para uma reunião confidencial
Junte-se a nós para um dia repleto de boa disposição para toda a família!
Porque celebrar Portugal é, acima de tudo, celebrar a nossa história, a nossa cultura e as pessoas que, longe da sua terra, continuam a manter bem vivas as tradições. Viva Portugal! Viva o Canadá! Para o ano, se Deus quiser, estaremos novamente juntos para celebrar as nossas raízes. Bom fim de semana!





a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"


A 21 de junho, teremos mais um solstício de verão, que nos oferece o dia mais longo do ano, ao contrário do solstício de inverno, em que a duração da noite é a mais longa de todas. Mas não foi por acasos da astronomia que, há vinte e cinco anos este foi o dia mais longo para o nosso núcleo familiar, mas porque todas esperas vão muito para além da precisão dos relógios.
Esse dia, destinado a ser a data do teu nascimento (como de facto aconteceu), foi para tua mãe um dia muito longo, porque feito do somatório de muitas horas pequenas e breves, como são todas as horas que se desejam a quem entra em trabalho de parto.
- Que tenhas uma hora pequena! - é o voto que se formula, como se o simples ato de o dizermos pudesse contrariar o movimento dos minutos e segundos sempre iguais. E o dia continuou longo nas esperas de tua mãe, ansiosa por te ver nascer, e do teu pai que, impedido de estar presente, engordava a gravidez do tempo com o silêncio da falta de notícias.
A barriga da tua mãe continuava redonda, prenhe de ti, porque tu teimavas em a
manter na tensão máxima com que esticaras a pele que a envolvia. Dando razão à etimologia - solstício vem do latim sol+sistere que quer dizer “sol parado, que não se mexe” -, tu permanecias também quieto, sem te moveres, aconchegado no ventre de tua mãe, como se quisesses prolongar o dia até ao limite possível.
Pouco antes da meia-noite, celebrámos a tua chegada anunciada num choro saudável, no dizer dos médicos que te ditaram uma saúde robusta, premonição que não levou muito tempo a ser posta à prova. Seis meses depois, e durante um internamento de uma semana, travarias a tua primeira batalha entre o alfa e o ómega de um alfabeto que define princípio e fim de todas as coisas. Venceste-a, aliviando-nos dos

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer
Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo.
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MARTINS LAW FIRM preocupa-se com os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo é prestar soluções honestas e uma abordagem altamente personalizada e de alta qualidade para cada caso.
Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.
temores a que todas as correntes de amor estão sujeitas.
Chamaram-te Rodrigo, de origem germânica, que significa “famoso pela glória”. Não sei até que ponto o significado teve influência na escolha, mas, para nós, começaste a ser famoso desde o momento em que pudemos anunciar a todos: já nasceu! E, naquele dia, nada era mais importante do que sermos agraciados com a glória da tua chegada.
No entanto, só te conhecemos a vinte e dois. Primeiro, à distância, e só depois à hora da visita. Teus pais moravam junto ao hospital de S. Bernardo de Setúbal e foi da varanda de casa que te pudemos avistar da janela do quarto onde estavas – o menino nos braços de sua mãe. Essa foi a primeira imagem que tive de ti: emoldurado na caixilharia branca de uma janela de hospital. Fomos autorizados a visitar-te só da parte da tarde e o teu irmão mais velho, sofreu o primeiro revés da sua vida. De prendinha na mão, foi-lhe barrada a passagem, porque era demasiado novo para se sujeitar ao ambiente dos hospitais, onde as infeções espreitavam a cada esquina. Teria poucas defesas, argumentavam.
Não me lembro se ele chorou, mas, no regresso a casa, além da prenda com que tencionava surpreender-te, carregava uma enorme deceção que levou três dias a desaparecer. Só quando tua mãe foi autorizada a trazer-te para casa, ele pôde dar-te o abraço suspenso de tanta espera.
Ainda hoje, apesar dos cinco anos que vos separam, a força enternecedora, com que tantas vezes se apertam num abraço, continua a ser a imagem mais forte do carinho que sentem um pelo outro. E a fotografia mental com que sempre vos retrato.



A Semana de Portugal e a comunidade que a viveu provaram, mais uma vez, a força indescritível das nossas gentes no Canadá. O encerramento das festividades deixa um sentimento de profundo orgulho. Contas feitas, a nossa identi
Ogrande motor deste sucesso coletivo foi, sem margem para dúvidas, a ACAPO. Na pessoa de José Eustáquio, quero estender à organização os mais sinceros parabéns pelo profissionalismo demonstrado, pela excelente organização e pelo espetacular resultado. Organizar um evento desta importância e com este impacto exige coragem, resiliência e uma capacidade única de agregação. A ACAPO soube ler o pulsar da comunidade e uniu gerações nas ruas de Toronto. O des
Ver as nossas tradições preservadas e celebradas aqui em Toronto é um claro testemunho de vitalidade. Não somos apenas imigrantes que se integraram no multiculturalismo do Canadá; somos mais do que isso: somos agentes dinâmicos de cultura, de associativismo, de cidadania e, acima de tudo, embaixadores da nossa língua portuguesa.
O impacto destas celebrações ultrapassa o folclore e a festa popular, existindo uma dimensão cívica e política que não pode ser ignorada pelos mais minuciosos observadores da realidade luso-canadiana. Ao trazer figuras políticas canadianas e diplo-

A
Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

matas portugueses para o coração da nossa festa, a liderança associativa afirma o peso institucional da nossa comunidade. Este dinamismo serve de lição para o próprio Portugal.
A nossa diáspora não está num planeta distante (ou não deveria estar), mas sim num pilar estratégico da própria portugalidade. Quando a ACAPO eleva a fasquia da organização para patamares elevados, está a valorizar a marca do nosso país no estrangeiro, demonstrando o que de melhor sabemos fazer com muito rigor, dignidade e muito suor. Permitam-me considerar que o segredo do sucesso deste ano esteve na inclusão. Olhamos em redor e não podemos deixar de ver, entre tantas camisolas vermelhas, os rostos jovens de quem as veste, assumindo com orgulho as raízes dos seus pais e avós. É nesta transição geracional que se joga o futuro da nossa presença no Canadá e dos portugueses no mundo. Se não soubermos motivar os mais novos, o associativismo corre o risco de estagnar e até de desaparecer. Felizmente, o rumo traçado aponta no sentido oposto, demonstrando uma vitalidade renovada. O balanço final não deixa margem para dúvidas. A Semana de Portugal foi um êxito retumbante. À ACAPO e a todos os voluntários anónimos que abdicaram do seu tempo em prol do coletivo, deixo o meu profundo reconhecimento. Demonstraram que, quando trabalhamos com um propósito claro e em união, a voz de Portugal tem uma força imbatível e distinta. Que este exemplo de dinamismo sirva de inspiração para os desafios diários que a nossa comunidade enfrenta no seu quotidiano.
Viva Portugal e parabéns à nossa vibrante comunidade no Canadá!
Força, ACAPO!



gratidão pela homenagem e sublinharam que o reconhecimento reflete o esforço coletivo,
Aida Jordão confessou ter sido surpreendida pela distinção “foi um momento inesperado. Nunca esperei ser reconhecida pelo trabalho que desenvolvi dentro e fora da comunidade.”
Cristina Martins destacou o significado da homenagem “é uma grande honra receber este reconhecimento. Ser emigrante é um privilégio, mas também uma responsabilidade de representar Portugal.”

O Consulado-Geral de Portugal em Toronto acolheu, na passada quinta-feira (11), uma cerimónia dedicada ao reconhecimento do mérito académico e do serviço comunitário. Integrado na visita oficial do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio de Sousa, o evento reuniu representantes institucionais, dirigentes associativos, empresários, familiares e membros da comunidade portuguesa numa tarde marcada pelo orgulho e pela celebração das conquistas luso-canadianas.
Ainiciativa incluiu a entrega dos prémios do Portuguese Heritage Essay Contest, promovido pela Federation of Portuguese-Canadian Businesses and Professionals, que distinguiu oito estudantes luso-canadianos pela qualidade dos seus ensaios e pelo interesse demonstrado na preservação da herança cultural portuguesa.
Os estudantes homenageados foram Alicia Alexandra, Alice Medeiros, Emma Paradela-Ramalho, Lincoln Rego, Riley S. Colaco, Sofia Linhares, Sofia Moreira e Sofiane Accardi. Além do reconhecimento público,
os jovens receberam uma distinção monetária oferecida por membros do tecido empresarial luso-canadiano, num gesto de incentivo à excelência académica e ao envolvimento com a cultura portuguesa.
Os trabalhos apresentados abordaram temas ligados à identidade portuguesa, às raízes familiares e à importância de preservar a herança cultural junto das novas gerações.
A emoção dos estudantes premiados foi um dos momentos altos da cerimónia. Riley S. Colaco destacou o orgulho que sente nas suas origens “tenho muito orgulho na minha cultura portuguesa. Como os meus pais são portugueses, esta foi uma excelente oportunidade para celebrar as minhas raízes.” Também Alice Medeiros salientou o papel da família na sua ligação à língua portuguesa “sou muito grata aos meus pais por me ajudarem a aprender português. Este reconhecimento é muito especial para mim.” Por sua vez, Sofiane Accardi explicou que a experiência a levou a refletir sobre a história da sua família “escrever este ensaio levou-me a refletir sobre as minhas origens. Aproveito para agradecer aos meus avós por tudo o que fizeram pela nossa família.”
Na sua intervenção, Emídio de Sousa sublinhou o papel fundamental das novas gerações na continuidade da presença portuguesa além-fronteiras. O governante destacou que a comunidade portuguesa no Canadá é um exemplo de integração bem-sucedida, mantendo vivas as suas raízes culturais enquanto contribui ativamente para a sociedade canadiana.
Segundo o Secretário de Estado, os jovens distinguidos representam o futuro da língua portuguesa, da cultura nacional e da ligação permanente entre Portugal e a diáspora.
A cerimónia ficou igualmente marcada pela atribuição das Medalhas de Mérito das Comunidades Portuguesas - Grau Ouro a quatro personalidades que se destacaram pelo seu contributo para a comunidade portuguesa no Canadá: Aida Jordão, Cristina Martins, Joel Filipe e Lena Barreto.
Ao anunciar as distinções, Emídio de Sousa enalteceu o percurso dos homenageados, destacando o seu papel no fortalecimento dos laços entre Portugal e o Canadá e na promoção da identidade portuguesa junto das novas gerações. Ao receberem a distinção, os homenageados expressaram
Joel Filipe dedicou a distinção à sua família, amigos e comunidade, reafirmando o seu compromisso de continuar a servir a comunidade portuguesa “é uma honra receber esta medalha. Partilho este reconhecimento com todos os que me acompanharam ao longo do meu percurso.”
Já Lena Barreto recebeu a distinção com orgulho e gratidão “ser reconhecida por Portugal é um orgulho e um privilégio. Espero que mais pessoas da nossa comunidade recebam esta distinção.”
Também Paulo Pereira, presidente da Federation of Portuguese-Canadian Businesses and Professionals, destacou a importância do concurso literário como forma de incentivar os jovens a valorizarem a sua herança cultural e a manterem viva a língua portuguesa.
Por sua vez, o membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, Laurentino Esteves, sublinhou a importância do reconhecimento atribuído pelo Estado português “fico muito honrado por ver o Governo português reconhecer e valorizar o trabalho que fazemos em prol de Portugal e da nossa cultura.”
A cerimónia terminou sob fortes aplausos, num ambiente de celebração, reconhecimento e união.
A visita oficial de Emídio de Sousa, realizada entre os dias 11 e 13 de junho, incluiu ainda diversos encontros institucionais, empresariais, culturais e comunitários, evidenciando a vitalidade e o dinamismo da presença portuguesa no Canadá. FP/MS
Toronto será palco, no próximo dia 27 de junho, do lançamento da obra Portugal: da Ditadura à Democracia. A sessão está marcada para as 10h00, na Peach Gallery, na College Street, no âmbito das celebrações do Mês da Herança Cultural Portuguesa no Canadá.
Olivro resulta do trabalho do historiador Daniel Bastos, (colaborador habitual do Milénio Stadium) construído a partir do espólio fotográfico de Marques Valentim, um dos nomes de referência do fotojornalismo português. Ao longo de mais de três décadas em redações de jornais nacionais, Valentim registou alguns dos momentos mais decisivos da história contemporânea de Portugal, desde o processo revolucionário de 197475 até à consolidação da democracia. Entre mais de duas centenas de fotografias, incluindo imagens inéditas, a obra documenta o conflito colonial em Moçambique, a chegada dos "retornados" após o 25 de Abril, episódios marcantes do processo revolucionário como o 11 de Março e o 25 de Novembro de 1975, bem
como os quotidianos de trabalhadores, famílias e emigrantes do Portugal das décadas de 1970 e 1980. O olhar atento de Marques Valentim não se limita, contudo, aos grandes acontecimentos políticos. Ao captar as expectativas, as tensões e as transformações de uma sociedade em rápida mudança, o fotojornalista revela também a dimensão humana da transição democrática. Segundo João Soares, a obra constitui um contributo para a memória coletiva, oferecendo a quem não viveu aqueles tempos a oportunidade de os conhecer através do olhar atento de quem esteve presente. O novo livro de Daniel Bastos tem o apoio institucional da Fundação Mário Soares e Maria Barroso e foi editado em formato bilingue, português e inglês, com tradução de Paulo Teixeira. A obra conta com prefácio de João Soares, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-ministro da Cultura. A apresentação em Toronto será conduzida por Manuel DaCosta e a totalidade das receitas da venda dos livros reverterá a favor da Magellan Community Foundation.
Nascido após a Revolução de Abril, Da niel Bastos é autor de várias obras dedicadas às memórias da ditadura, ao processo de construção da democracia e à história da emigração portuguesa. O seu percurso tem sido marcado pelo contacto direto com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, afirmando-se, no seio da diáspora, como um investigador atento às dinâmicas da portugalidade contemporânea. Marques Valentim, nascido em 1949, cumpriu o serviço militar obrigatório em Moçambique entre 1972 e 1974, como furriel miliciano na especialidade de fo tocine. Após o regresso a Portugal, na sequência do 25 de Abril, iniciou uma carreira de relevo no fotojornalismo, acompanhando momentos decisivos da vida nacional durante o processo de transição e consolidação da democracia portuguesa.
MB/MS

tornou-se programa, e a música passou a acontecer onde havia espaço — e vontade. Subiram então ao palco os Tributo a Tabu e Os Pegas, trazendo um espetáculo feito de intensidade, memória e celebração, como se a noite tivesse decidido continuar por outros caminhos.
E como acontece apenas em festivais que vivem do chão e das pessoas, surgiu também um palco improvisado na tenda do Rui Gomes — mais próximo, mais cru, quase sem distância entre artista e público. Por lá passaram Pedro Joel e Banda e os Karma Band, mantendo viva a noite com atuações que não precisaram de formalidade para ganhar verdade. No fundo, o dia 14 acabou por dizer algo simples: quando a cultura é viva, ela não depende do plano — adapta-se ao momento. E às vezes, é precisamente no improviso que a festa encontra a sua forma mais humana.


Há fins de semana em que a cidade parece ganhar outra voz — mais quente, mais antiga, mais próxima da saudade. Em Toronto, no coração do Earlscourt Park, esse tempo regressa outra vez com o PW2026 LiUNA 32.º Festival da Semana de Portugal, onde a diáspora não se lembra apenas de onde veio: ela volta a sentir.
12 de junho — a noite em que a música chama pelo nome
Quando o sol desce sobre o parque, não é apenas o dia que termina — é uma espécie de travessia. Às 19h00, os primeiros acordes de Tuga Nights acendem o ambiente como quem abre uma janela para o Atlântico. Depois, às 20h30, o palco muda de energia com os Manic Boys & Girls Club, trazendo aquele pulsar moderno que conversa com duas margens ao mesmo tempo. E então, quando a noite já se estende e o ar fica mais denso de memórias, chega o momento mais esperado: às 22h00, David Carreira. Não é apenas um concerto — é um
ponto de encontro entre gerações que cresceram entre dois países, duas línguas, duas formas de dizer “casa”.
13 de junho — o dia em que as raízes caminham Foi logo depois da Parada. O sábado começa mais cedo e com outro ritmo: o da tradição. No Festival de Folclore “Raízes do Nosso Povo”, o palco transformou-se em aldeia simbólica, onde cada grupo trouxe consigo um pedaço de Portugal inteiro. Às 14h00, Hamilton abriu a dança com o Rancho Províncias e Ilhas de Portugal. Depois, um a um, os ranchos foram costurando a tarde com passos que já atravessaram oceanos: Tricanas, Nazaré, Camponeses de Toronto, Ribatejo, Minho — nomes que não são apenas grupos, mas territórios vivos de memória E há um momento em que o som muda de forma: os bombos entram, às 18h30, e o chão parece respirar mais forte com o Arsenal do Minho. É como se a terra chamasse a terra.
À noite, o festival volta a ser música con-
Andrew da Câmara homenageado

temporânea: Henrik Cipriano e Banda às 20h00, Tiago Maroto às 21h00 e, fechando o dia, um tributo aos Starlight às 22h00 — como quem encerra um capítulo sem nunca fechar o livro.
14 de junho — quando o plano muda, mas a festa encontra caminho
Há dias em que o programa é apenas uma intenção — e o céu, ou o destino, escreve outra versão. No Earlscourt Park, o sábado do Festival de Folclore “Raízes do Nosso Povo” começou com essa viragem inesperada: o programa previsto para o folclore foi cancelado.
Mas o que poderia ter sido um vazio transformou-se em movimento. O parque não esvaziou — antes pelo contrário. A comunidade ficou, o espírito manteve-se, e o festival reinventou-se no próprio instante em que parecia suspenso.
Com o tempo a abrir e o público a não abandonar o lugar da festa, o palco ganhou nova direção e nova energia. O improviso
Já o faz há mais de 30 anos. Três décadas de dedicação e voluntariado. Andrew da Câmara tem desempenhado um papel ativo na promoção e divulgação da cultura portuguesa em Mississauga. Entre as iniciativas em que esteve envolvido destacam-se a participação no festival multicultural Carassauga e a organização de um evento que estabeleceu um Recorde Mundial do Guinness na dança folclórica portuguesa, sendo também um ativo membro do Centro Cultural Português de Mississauga, seguindo a caminhada do seu pai e da sua mãe, voluntária também dedicada.
Oainda jovem luso-canadiano, com raízes micaelenses, nos Açores, foi distinguido com o prémio “Hazel McCallion Volunteer of the Year”, atribuído pelo Conselho de Artes de Mississauga. A homenagem reconhece os seus 34 anos de dedicação voluntária à comunidade artística da cidade.
Esta distinção representa também um marco para a comunidade portuguesa local, uma vez que é a primeira vez que uma personalidade de origem “vermelha e verde” recebe este reconhecimento em Mississauga.
A cerimónia de entrega do prémio teve
lugar esta quinta-feira, no Mississauga Convention Centre, durante uma gala oficial que contou, ao que se sabe, com a presença de representantes municipais, líderes comunitários e diversas entidades.
RMA/MS
Um reconhecimento impõe-se No fecho desta edição, fica também um reconhecimento inevitável à ACAPO pela forma como conseguiu dar corpo e alma a um evento desta dimensão, preservando o equilíbrio entre tradição, cultura e celebração comunitária. Na pessoa de José Maria Eustáquio, líder da organização, esse mérito ganha rosto e direção: o de quem assume a responsabilidade de manter viva uma referência essencial para a diáspora, com dedicação, visão e sentido de compromisso. Mais do que um festival bem organizado, fica a marca de um trabalho coletivo que respeita as raízes e, ao mesmo tempo, as projeta para o futuro — merecendo, por isso, o apreço e o reconhecimento de toda a comunidade. E eu, Rómulo, faço aqui esse reconhecimento.
Um festival que não é só festa No Earlscourt Park, Toronto deixa de ser apenas cidade. Torna-se ponte. E a Semana de Portugal não é apenas programação — é gesto coletivo de identidade, onde cada dança e cada canção são formas diferentes de dizer: “aqui estamos”. Porque há tradições que não se guardam em museus. Guardam-se em palcos, em vozes, em noites de verão onde a saudade dança sem pedir licença.



O torneio de golfe da Luso Canadian Charitable Society voltou a unir a comunidade portuguesa em Ontário num dia marcado pela solidariedade, amizade e espírito de missão. A iniciativa, realizada a 12 de junho, confirmou mais uma vez a força de uma causa que, ao longo de quase duas décadas, tem transformado vidas através do apoio a idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade.
Na sua 18.ª edição, o torneio decorreu em dois campos distintos — o Lionhead Golf Club, em Brampton, e o Royal Ontario Golf Club, em Milton — reunindo cerca de 500 golfistas num ambiente de convívio, partilha e generosidade. Mais do que uma competição desportiva, o evento representa um gesto concreto de apoio aos programas e serviços da Luso-Canadian Charitable Society, uma instituição que há mais de 40 anos serve a comunidade com dedicação e humanidade. O dia terminou no Centro Cultural Português de Mississauga, onde todos os participantes e convidados se reuniram num jantar de celebração e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela instituição. Entre os presentes estiveram representantes comunitários, empresários, dirigentes associativos e autoridades portuguesas e canadianas, reforçando o compromisso coletivo com a continuidade desta missão social. Durante a iniciativa, Emídio de Sousa, Secretário de Estado, visitou ainda as instalações da instituição em Mississauga, acompanhado pela cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, e pelo embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, que também marcaram presença na primeira “tacada” do dia”.
Jack Prazeres destaca forte adesão ao torneio de golfe solidário da LUSO e apelo ao apoio comunitário
Jack Prazeres, presidente da Luso, destacou a forte adesão ao torneio anual de golfe,
que reuniu mais de 500 participantes em dois campos, sublinhando o caráter solidário da iniciativa.
“A mensagem de hoje é simples: agradecer a toda esta gente que apareceu aqui. Temos cerca de 500 pessoas a jogar golfe hoje, o que é fantástico. Estão a ajudar uma boa causa e a ter também um dia divertido”, afirmou. O responsável referiu que o evento já se tornou uma tradição anual e que conta com uma base fiel de participantes. “Isto já passou a ser uma festa anual, porque as pessoas são quase sempre as mesmas que vêm aqui, e toda a gente já está à espera do próximo ano. Não precisamos de estar a pedir às pessoas para vir: elas próprias já reservam o seu lugar e querem estar aqui”, explicou.
Sobre os objetivos da iniciativa, Jack Prazeres destacou a ambição de crescimento sustentável. “Todos os anos tentamos fazer um pouco mais do que no ano anterior. Este ano, para ser sincero, acho que vamos ultrapassar”, referiu, acrescentando que a capacidade dos campos limita a expansão do evento.
O presidente da Luso sublinhou ainda a importância da causa apoiada, alertando para as necessidades crescentes da instituição. “Não nos podemos esquecer da Luso, porque a necessidade cada vez é maior. Temos tantos casos de pais que precisam de apoio para os filhos: pais com 60, 70 ou 80 anos que ainda cuidam dos filhos”, afirmou. “São casos que nos tocam profundamente e que nos fazem trabalhar mais. A ajuda da comunidade é fundamental. Vamos chegar ao nosso objetivo: ter este novo centro para apoiar estes pais o mais depressa possível”, concluiu.
Emídio de Sousa destaca espírito solidário da comunidade portuguesa em Toronto e reforça conceito de “Portugalidade”
Em visita a Toronto, no Canadá, o Secretário de Estado das Comunidades, Emídio de Sousa, destacou o papel ativo e solidário da comunidade portuguesa e a forte parti-
cipação em iniciativas sociais. “Estou a ter novamente uma excelente perspetiva da nossa comunidade”, afirmou, sublinhando o contacto com instituições e cidadãos portugueses na região.
O governante destacou também o reconhecimento atribuído a portugueses distinguidos localmente. “Ontem tive a honra de atribuir a medalha de mérito a quatro portugueses que se distinguiram, três senhoras e hoje mais dois na área empresarial”, referiu.
Sobre o torneio de golfe considerou tratar-se de uma iniciativa exemplar. “É uma organização fantástica, com um objetivo caritativo: angariar fundos para obras sociais”, afirmou, elogiando “a vertente solidária da comunidade”. Emídio de Sousa destacou ainda o conceito de “Portugalidade” e a visão de uma nação global. “Qualquer cidadão português no mundo faz parte desta nação global”, referiu, sublinhando o orgulho na diáspora portuguesa.
Olívia Saraiva, voluntária na LUSO, defende importância da entreajuda comunitária
Olívia Saraiva participa há vários anos em iniciativas de voluntariado na Luso Canadian, uma ligação que começou em 2017 com a caminhada anual organizada pela comunidade. Desde então, envolve toda a família nesta missão solidária. “Já comecei a participar na caminhada que eles fazem todos os anos desde 2017. Fazemos isto como uma família: os meus filhos, as minhas irmãs, os meus cunhados, toda a gente participa”, explica. Para a voluntária, “ajudar significa sobretudo apoiar quem mais precisa e não tem capacidade de se ajudar sozinho. Significa ajudar pessoas que precisam e que não conseguem ajudar-se a si próprias. E como nós podemos ajudar, sinto que é importante tentar apoiar os outros”, refere.
Olívia Saraiva deixa ainda uma mensa-
gem de incentivo à participação comunitária, sublinhando a importância da solidariedade. “Toda a gente tem o poder de ajudar alguém. Devíamos fazê-lo, porque nunca sabemos o que o futuro nos reserva. Hoje estamos a ajudar os outros, mas um dia também podemos precisar da ajuda de alguém.”
Participantes destacam a solidariedade da comunidade e a importância da LUSO Ao longo do evento, por parte dos participantes, foi sublinhada a importância de reforçar os laços comunitários e de contribuir para ajudar aqueles que se encontram em situações mais vulneráveis, promovendo um espírito de entreajuda contínuo. Os participantes referiram que a iniciativa representa um exemplo positivo de solidariedade, salientando que estetorneio simboliza precisamente a vontade de ajudar e fazer a diferença. Com vários anos de ligação ao evento, foi também evidenciado o compromisso de participação contínua, mantendo-se o apoio à causa ao longo do tempo e reforçando a importância da constância neste tipo de iniciativas.
Considerado um dos eventos solidários mais importantes da comunidade portuguesa na Grande Área de Toronto, o torneio de golfe da Luso Canadian Charitable Society continua a afirmar-se como um pilar fundamental no financiamento de programas sociais e novos projetos, incluindo iniciativas de apoio em Hamilton. Mais do que números ou arrecadação de fundos, o verdadeiro sucesso deste encontro mede-se na esperança, dignidade e apoio que chega diariamente a milhares de pessoas e famílias através do trabalho incansável da LCCS.

A comunidade portuguesa reuniu-se na passada sexta-feira (12), em Little Portugal, para assinalar a inauguração de "Conceição", um mural de grande dimensão que presta homenagem às mulheres portuguesas imigrantes e ao papel fundamental que desempenharam na preservação da cultura, da família e da identidade portuguesa no Canadá.
Localizada no número 1630 da Dundas Street West, a obra foi promovida pela Little Portugal Toronto BIA e pelo Dundas West Open Air Museum, reunindo representantes políticos, diplomáticos, líderes comunitários, artistas e dezenas de membros da comunidade numa celebração marcada pela arte, memória e identidade. Criado pela artista brasileira Hanna Lucatelli Santos, o mural, com cerca de 160 metros quadrados, é atualmente uma das maiores obras de arte pública de Little Portugal. Embora não tenha podido estar presente na inauguração, a artista enviou uma mensagem de agradecimento, manifestando a sua gratidão pela oportunidade de contribuir para um legado que celebra a história, a resiliência e a força das mulheres portuguesas.
Uma homenagem às mulheres que construíram comunidades
Mais do que uma obra de arte, "Conceição" é uma narrativa visual sobre imigração, sacrifício, esperança e transmissão de valores entre gerações.
No centro da composição surge uma mulher portuguesa rodeada de elementos simbólicos que evocam a herança cultural, a saudade, os laços familiares e a adaptação a uma nova vida além-fronteiras. Os azulejos, as crianças e as plantas retratados na obra simbolizam a continuidade das tradições e a capacidade de manter vivas as raízes portuguesas em terras distantes.
O mural procura dar visibilidade às histórias de mulheres que raramente aparecem nos registos oficiais, mas que desempenharam um papel essencial na construção da comunidade luso-canadiana.
Entre os convidados esteve o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que considerou o mural uma homenagem merecida às mulheres que ajudaram a construir as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo "todas as famílias têm uma mulher no centro da sua história. Este mural retrata a força, a resiliência e a determinação da mulher portuguesa."
O governante destacou ainda a expressividade da figura retratada "vemos cansaço e sacrifício, mas também coragem e determinação. É o olhar de quem nunca desiste da sua família."
A mesma mensagem foi partilhada pelo Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, que sublinhou o contributo das mulheres portuguesas para o crescimento e afirmação da comunidade no país "este mural celebra a resiliência, o talento e a capacidade de superação da mulher portuguesa. É uma forma de agradecer o seu
contributo para a nossa comunidade.”
A importância da arte como veículo de memória e identidade foi igualmente destacada pelas autoridades municipais presentes.
A Presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, salientou que a obra retrata uma história partilhada por muitas famílias imigrantes que ajudaram a construir a cidade "este mural conta uma história que pertence a muitos de nós. Representa a força, a união e a resiliência das mulheres imigrantes."
Também a vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, elogiou o impacto cultural e comunitário da iniciativa: "é um privilégio representar esta comunidade. Este mural será um legado permanente para as próximas gerações."
Para o curador do projeto, Rodrigo Ardiles, "Conceição" é muito mais do que uma intervenção artística. É um espaço de encontro entre diferentes culturas, experiências migratórias e histórias de vida "este mural celebra a mulher portuguesa, mas também a experiência universal da imigração. É um símbolo da diversidade cultural que caracteriza Toronto."
Uma visão partilhada por Marcie Ponte, líder comunitária e organizadora de visitas guiadas aos murais de Little Portugal, que vê na obra uma oportunidade para preservar memórias muitas vezes esquecidas "para mim, este mural representa a força e a resiliência das mulheres portuguesas, cujas histórias muitas vezes ficam por contar."
Um sonho concretizado

A concretização deste projeto representa também o culminar de vários anos de trabalho e planeamento por parte da Little Portugal Toronto BIA.
A sua presidente, Anabela Taborda, revelou que a ideia nasceu há mais de dois anos e que o objetivo sempre foi criar uma obra que representasse a mulher portuguesa de forma autêntica e contemporânea "esperámos mais de dois anos para concretizar este projeto. Queríamos uma obra que retratasse a verdadeira essência da mulher portuguesa, a sua força, a sua sensibilidade e também a saudade que faz parte da nossa identidade."
Com a inauguração de "Conceição", Little Portugal ganha não apenas mais um mural, mas um novo símbolo da história da imigração portuguesa em Toronto. A obra passa agora a integrar a coleção do Dundas West Open Air Museum e reforça a presença da herança portuguesa na paisagem cultural da cidade, perpetuando a memória das mulheres que ajudaram a construir e a fortalecer a comunidade luso-canadiana ao longo de gerações.


Creditos: DR
Folclore e Tradições Portuguesas: Um fator agregador dos portugueses e lusodescendentes no Canadá
Falar de Portugal no mundo e, neste caso, da sua diáspora, implica, necessariamente, mencionar as nossas comunidades espalhadas pelos vários continentes. Um dos maiores legados dessas comunidades é, sem dúvida, o seu forte movimento associativo, que tem desempenhado um papel fundamental na preservação da identidade cultural portuguesa.
Éamplamente reconhecido que a primeira emigração oficial portuguesa para o Canadá ocorreu a 13 de maio de 1953, quando o navio Saturnia chegou ao porto de Halifax, na província de Nova
Escócia. Esse momento marcou o início de uma nova etapa na história da presença portuguesa no país.
Curiosamente, no ano passado (2025), os conselheiros das comunidades portuguesas no Canadá reuniram-se nessa mesma cidade. Durante essa ocasião, foi realizada uma visita ao Pier 21, localizado no porto de Halifax, que atualmente abriga o Museu Canadiano da Imigração — um espaço simbólico que preserva a memória das diversas ondas migratórias que ajudaram a construir o Canadá. Muitos dos que chegaram ao Canadá eram pessoas oriundas do meio rural, das chamadas províncias. No entanto, ao chegarem ao país, rapidamente procuraram
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novas oportunidades fora do campo e da agricultura — área à qual muitos estavam inicialmente ligados.
Assim, muitos seguiram para os caminhos de ferro, outros para as minas e, nas cidades, passaram também a procurar oportunidades na construção civil.
Em vários casos, foram-se estabelecendo e formando comunidades. Curiosamente, apenas três anos depois, surgia a primeira associação em Montreal: a Associação Portuguesa do Canadá, em janeiro de 1956. No mesmo ano, em Toronto, foi fundado o First Portuguese Cultural Centre, em setembro de 1956.
É, portanto, claro e evidente o forte espírito de união, resiliência e a necessidade de organização que os portugueses sempre demonstraram ao longo do tempo — características que continuam a marcar profundamente as comunidades lusodescenden-


Criaram-se clubes e associações nos respetivos países de acolhimento e assim a nossa diáspora pelo mundo é hoje um património valiosíssimo, muitas vezes pouco respeitado ou valorizado por Portugal!
Queria e quero com este trabalho destacar o folclore que se foi formando em alguns casos a partir dessas mesmas associações, mas temos muitos exemplos de ranchos folclóricos que nasceram da iniciativa particular, ou de um grupo de pessoas da mesma região… este é um legado muito rico etnograficamente, tradicional e culturalmente também!
Hoje na grande região de Toronto, a chamada GTHA (Greater Toronto Hamilton Area), temos perto das duas dezenas de grupos folclóricos.
É estimado que no Canadá existam cerca de 40 a 45 grupos folclóricos. Podemos estar a falar aqui num universo de 4.000 a 4.500 pessoas ou mais.
Pretendo com este trabalho advogar e defender os nossos ranchos folclóricos e todos estes portugueses e lusodescendentes que dignificam e promovem a nossa cultura popular, os nossos costumes e tradições, em muitos casos com muitas dificuldades e poucos incentivos.
Nos anos 90 houve um fugaz interesse da F.F.P. (Federação do Folclore Português) que promoveu algumas diligências em Toronto e em outras comunidades, alguns workshops e formações que, na minha modesta opinião, começaram a casa pelo telhado, ou seja, nomearam alguns conselhos técnicos regionais e nas comunidades, mas depressa se quebrou a comunicação e o interesse.
Neste sentido e depois da pandemia do Covid-19, que aniquilou alguns grupos, esperemos que a pandemia do desinteresse não seja ainda mais aniquiladora… Proponho que o Governo, através dos seus órgãos competentes, ponha os olhos nestas matérias. Proponho que os apoios da DGACCP (Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas) direcionados para o movimento associativo possam também contemplar os ranchos folclóricos, que muitas vezes ficam excluídos desses apoios.
Da mesma forma apelo à DGACCP que nas formações direcionadas aos dirigentes associativos possam, à margem destes, adicionarem a formação de novos ensaiadores e diretores culturais, nas mais variadas valências incluindo diretores de grupos folclóricos! Por fim entendo que através do folclore e das suas atividades, este é um enorme fator agregador dos portugueses e luso-descendente no Canadá e no mundo.
Posso afirmar que a atividade do folclore é das poucas que envolve toda a família, dos diferentes grupos etários, as crianças, os adolescentes e os jovens envolvidos nos grupos folclóricos por inerência (arrastam) consigo os pais, os avós e outros familiares sendo esta uma atividade verdadeiramente familiar!
Devo acrescentar que na área de Toronto as associações que têm folclore são as que têm mais juventude.
Assistir a um ensaio no fim de semana em algumas coletividades é ver muitas vezes mais de uma centena de pessoas envolvidas, repito, com muito entusiasmo a perpetuarem as nossas tradições e costumes portugueses.
Em conclusão, é tempo de acabar com este estigma, que o folclore continua a ser o parente pobre da cultura portuguesa! Viva o folclore e viva Portugal!
Quero agradecer ao jornal Milénio pelo interesse em publicar o documento/proposta que primeiro apresentei oralmente aos meus colegas conselheiros do CRAN, na nossa reunião anual que teve lugar em Abril passado na cidade de San Francisco nos EUA...
Foi agora apresentado na Reunião anual da minha Comissão Temática do Conselho das Comunidades, CEPECACS, (Comissão do Ensino do Português no Estrangeiro Cultura e Comunicação Social) que teve lugar nos dias 27, 28 e 29 de Maio no MNE em Lisboa.
Tivemos vários encontros institucionais, entre eles com o novo Diretor Geral da DGACCP, o Senhor Embaixador Dr. António Moniz, a quem expus precisamente as minhas preocupações em relação ao movimento associativo e em particular sobre os nossos Ranchos Folclóricos, Foi assumido o compromisso do Senhor Diretor Geral de alterar o regulamento para que os Ranchos Folclóricos que não estejam integrados em nenhuma Associação, possam concorrer aos apoios da DGACCP, desde que credenciados junto do Consulado da sua área de jurisdição, ficando assim em pé de igualdade com os restantes!
Tenho escrito e dito varias vezes que os conselheiros não fazem festas ou bailinhos, o nosso trabalho é o de aconselhar, como o próprio titulo indica e muitas vezes fazer propostas... Eu e os meus colegas conselheiros do Canadá, cada um na sua área de intervenção vamos fazendo esse trabalho, às vezes com pouca visibilidade ou crédito! Por isso, mais uma vez o meu enorme apreço ao Jornal Milénio pelo interesse demonstrado neste importante assunto que implica diretamente a nossa comunidade!
Laurentino Esteves, Conselheiro das Comunidades Portuguesas no Canadá

Dê o seu palpite, até ao dia 3 de julho, à meia-noite, e fique à espera que chegue o dia 19 de julho…
Quem sabe acerta e a escolha aleatória de um computador revele o seu nome como feliz contemplado.
Só tem que seguir estes passos:
1▶ Abra o link através deste QRCode →
2▶ Responda a algumas questões - não se preocupe, não são muitas
3▶ Dê o seu palpite
4▶ Reze para que o seu nome seja o escolhido pelo divino espírito da inteligência artificial
5▶ Ah… já me esquecia… prepare as malas porque poderá ser o feliz contemplado com uma viagem a Portugal.
O resultado será divulgado no dia 20 de julho em direto no Fora de Jogo - Especial FIFA World Cup 2026. Acompanhe na CamoesTV+

Vários organismos de aplicação da lei em Ontário estão a saudar as há muito prometidas reformas do governo federal em matéria de fianças e sentenças, mas alguns especialistas receiam que estas medidas não façam muito para travar a criminalidade e possam prejudicar comunidades que já são marginalizadas.
OProjeto de Lei C-14, a Lei de Reforma de Fianças e Sentenças, recebeu o consentimento real (royal assent) na segunda-feira. O documento introduz mais de 80 alterações ao Código Penal, à Lei de Justiça Criminal para Jovens e à Lei de Defesa Nacional, com o objetivo de endurecer as leis de fiança e de fixação de penas para criminosos reincidentes e violentos. O projeto de lei foi inicialmente anunciado por Otava no outono passado, após pressões de primeiros-ministros provinciais, presidentes de câmara e forças de seguran-
ça para reduzir os índices de criminalidade. O chefe da polícia de Halton, Stephen Tanner, classificou as mudanças como "significativas".
"Com demasiada frequência vejo situações de carjacking (roubo de veículos) com armas de fogo, invasões domiciliárias ou perseguições em que os nossos agentes detêm pessoas armadas, e depois descobrimos que estão sob fiança ou que já foram libertadas com condições", disse ele ao programa Here and Now da CBC Radio.
"Penso que esta legislação desloca o pêndulo um pouco mais na direção das vítimas e das futuras vítimas que estamos a tentar proteger", afirmou. As novas alterações na reforma das fianças e na aplicação de penas entrarão em vigor 30 dias após terem recebido o consentimento real, de acordo com um comunicado de imprensa do Ministério da Justiça do Canadá.
CBC/MS
Ford ataca "sondagem falsa" que sugere queda abrupta na sua popularidade. Empresa de sondagens responde à altura
O Premier de Ontário, Doug Ford, está envolvido numa disputa com uma conhecida empresa de sondagens canadiana, após esta ter divulgado dados que mostram que a sua taxa de aprovação caiu para o nível mais baixo de sempre, situando-se nos 21%.
No dia 11 de junho, o Angus Reid Institute publicou dados de uma sondagem que analisou os índices de aprovação dos primeiros-ministros em todo o país. O de Ford foi o pior entre as oito províncias avaliadas (a Ilha do Príncipe Eduardo não foi incluída devido à sua pequena população).
Questionado sobre a sondagem, Ford classificou os resultados como "falsos", alegando que a empresa faz sondagens junto do "grupo parlamentar do NDP (Novo Partido Democrático) e do Partido Liberal".
"Uma vez tive acesso à metodologia deles, pessoal. Eles foram para um bairro firmemente do NDP no centro da cidade, não fizeram a sondagem de forma abrangente. São pequenos jogos e depois vocês [jornalistas] alinham nisso", disse ele numa conferência de imprensa sobre outro tema, em Thunder Bay.
O Premier acrescentou ainda que obteria uma "maioria massiva" se as eleições "fossem realizadas hoje".
Horas mais tarde, a Angus Reid respondeu com uma declaração publicada no seu website, afirmando que mantém a confiança na sua investigação e metodologia, e sublinhando que avalia os índices de aprovação dos Premiers há mais de uma década.
"Embora não seja surpreendente que um Premier com uma taxa de aprovação comparativamente baixa expresse insatisfação com os dados, registamos que o Premier Ford já esteve, por vezes, entre os líderes
provinciais mais aprovados do país, com base nos dados desta mesma sondagem trimestral", afirmou a empresa.
"Na altura, ele não manifestou qualquer problema com as sondagens da Angus Reid."
Os dados da sondagem trimestral mostram que a taxa de aprovação de Ford caiu de 31% para 21% entre março e junho. A Angus Reid atribuiu a queda à potencial pressão económica e a erros "auto-infligidos", como a compra e subsequente venda, por parte do governo, de um jato privado de quase 29 milhões de dólares.
A margem de erro provincial para os dados de Ontário é de (+/- 3%), o que significa que os resultados estão dentro de uma variação de três pontos percentuais, para mais ou para menos, na taxa de aprovação de Ford.


Agnelo Costa, proprietário do Piri-Piri, e a sua chefe Sandra Rebelo, agora proporciam-lhe uma verdadeira cozinha mediterrânica com frango à Piri-Piri, uma grande variedade de carnes e peixe fresco grelhados, e marisco.
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o Canadá como grande fornecedor global de energia para reduzir a dependência do
O Canadá está posicionado para se tornar um fornecedor de energia fundamental e fiável para o G7, depois de os líderes reunidos em França terem acolhido favoravelmente o potencial do país para fornecer uma "capacidade adicional significativa" aos mercados globais, com o objetivo de reduzir a dependência do petróleo e do gás que passam pelo Estreito de Ormuz.
"Comprometemo-nos a acelerar a diversificação das rotas de abastecimento de energia para reduzir a vulnerabilidade global em relação ao Estreito de Ormuz e para aumentar as nossas reservas energéticas", afirmou uma declaração conjunta dos líderes do G7 em Évian-les-Bains, França.
"Saudamos o potencial do Canadá para fornecer uma capacidade adicional significativa aos mercados mundiais nos próximos anos." O Primeiro-Ministro Mark Carney anunciou também novas parcerias no setor dos minerais críticos que, segundo o seu gabinete, "irão libertar mais de 5 mil milhões de dólares em investimento de capital para projetos em toda a cadeia de valor dos minerais críticos canadianos".
Na sua conferência de imprensa de encerramento, Carney afirmou ser crucial para a economia global diversificar as suas rotas de abastecimento de energia para longe do ponto de estrangulamento que é o Estreito de Ormuz.
"Um dos pontos que defendi na sala, nas nossas discussões em torno do Irão e da geopolítica, foi: temos de aplicar as lições dos acontecimentos recentes", referiu.
Antes da guerra, cerca de 20 por cento do petróleo bruto mundial era transportado a partir de estados do Golfo Pérsico, passando pelo Estreito de Ormuz e entrando no Golfo de Omã, antes de se espalhar por países de todo o globo.
Os ataques iranianos a navios que transportavam energia através do Estreito de Ormuz fecharam essencialmente o ponto de acesso ao Golfo Pérsico, travando a maioria dos carregamentos de petróleo e fazendo disparar os preços globais da energia.
O caminho para mais energia
Carney afirmou que o Canadá já está "no caminho" para aumentar a sua produção de energia, com vários grandes projetos de gás natural liquefeito em curso.
Combinando o aumento do rendimento do oleoduto TMX com o potencial de construção de dois oleodutos adicionais a partir do Oeste do Canadá — um em direção aos EUA e outro para a Costa Oeste —, Carney referiu que o potencial do Canadá para produzir energia foi notado. "É bastante substancial e é importante para os nossos parceiros europeus. É importante para os nossos parceiros asiáticos", declarou Carney. "Isto foi-me colocado também numa série de reuniões bilaterais." O primeiro-ministro afirmou que, para além da energia do Oeste do Canadá, existem "outras alternativas no leste" para ajudar a diversificar o abastecimento de energia do G7 para longe do Golfo Pérsico.
CBC/MS

Um rapaz de 12 anos foi acusado de tentativa de homicídio após ter alegadamente atropelado um agente da polícia de Toronto enquanto conduzia um carro roubado na zona leste da cidade, na noite de domingo, informou a polícia.
Dois outros rapazes, de 12 e 14 anos, foram também acusados no mesmo incidente, revelou a polícia de Toronto. A polícia alega no comunicado que os agentes tentaram mandar parar um carro roubado em East York, perto da Donlands Avenue e da O'Connor Drive, depois de terem sido alertados para o roubo de um veículo por volta das 23h40.
O condutor do carro roubado atingiu um agente e, em seguida, um agente disparou a sua arma, alega a polícia. O condutor fugiu do local e o agente foi transportado para o hospital com ferimentos graves, mas que não colocam a sua vida em risco. A polícia informou que o condutor foi detido a curta distância do
local e levado para o hospital com ferimentos ligeiros. Além de tentativa de homicídio, o jovem de 12 anos foi acusado de roubo de veículo motorizado, posse de bens obtidos por meios criminosos acima de 5.000 dólares, condução perigosa de veículo motorizado, agressão a um agente da autoridade e fuga do local do acidente. O rapaz tinha comparência em tribunal agendada para segunda-feira. O segundo rapaz de 12 anos foi acusado de roubo de veículo motorizado, posse de bens obtidos por meios criminosos acima de 5.000 dólares e condução perigosa de um meio de transporte, enquanto o jovem de 14 anos foi acusado de posse de bens obtidos por meios criminosos acima de 5.000 dólares. Ambos têm comparência em tribunal marcada para 15 de julho. Nenhum dos nomes dos jovens foi divulgado, uma vez que se encontram protegidos ao abrigo da Lei da Justiça Penal Jovem (Youth Criminal Justice Act).

A população do Canadá caiu cerca de 55.000 pessoas nos primeiros três meses deste ano, de acordo com novos dados da Statistics Canada, que estima que a população a 1 de abril era de 41.417.056 habitantes.
Aqueda de 0,1 por cento reflete uma diminuição tanto na imigração como no número de nascimentos face aos óbitos, informou a agência.
Os números preliminares para o início de 2026 surgem meses depois de a agência ter reportado um declínio geral na população no ano passado.
Houve cerca de 20 por cento menos imigrantes permanentes no Canadá no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, caindo de 104.210 em 2025 para 83.149.
O número de residentes não permanentes caiu mais de 117.000, embora a Statistics Canada tenha alertado para a possibilidade de futuras atualizações a estas estimativas iniciais devido às "mudanças nas políticas de migração internacional".
Além disso, aquilo que a agência designa por "crescimento natural" da população —
quando os nascimentos superam os óbitos — resultou, na verdade, numa quebra, uma vez que morreram mais 155 pessoas do que aquelas que nasceram no país no primeiro trimestre.
Efeitos na economia
Estas mudanças demográficas são também um fator provável nos dados recentes que mostram que, por alguns indicadores, a economia do Canadá tem estado em dificuldades.
O economista-chefe do National Bank of Canada, Stéfane Marion, afirma que o decréscimo da população tem sido parte da razão pela qual indicadores como o produto interno bruto caíram.
"Quando ajustamos os dados à população, os sinais que recebemos da economia canadiana são menos terríveis", afirmou Marion.
Com menos imigrantes, o tamanho global daquilo que o economista Mikal Skuterud descreve como o "bolo económico" iria encolher, ainda que uma população global mais pequena possa significar uma fatia maior desse bolo por pessoa.
Agente da GRC baseado no Quebeque acusado de proferir ameaças online contra Donald Trump
Um agente da polícia da GRC (Guarda Real Canadiana) baseado no Quebeque foi detido por alegadamente ameaçar online o Presidente dos EUA, Donald Trump.
Em comunicado, a Região Leste de Policiamento Federal da GRC anunciou que Evenson Dumerlus, de 34 anos, natural de St-Jean-sur-Richelieu, Quebeque, foi detido após ter alegadamente publicado um vídeo na sua conta de Snapchat onde proferia comentários ameaçadores dirigidos a Trump.
Os alegados eventos terão ocorrido enquanto o agente se encontrava destacado em operações de segurança do G7, em junho de 2025.
A investigação foi assumida pela Unidade de Investigações Especiais depois de um agente da GRC ter denunciado o vídeo. Após analisarem as provas, os investigadores agiram rapidamente e Dumerlus foi afastado das suas funções no próprio dia do incidente, indica o comunicado.
Dumerlus enfrenta uma acusação de proferir ameaças e deverá comparecer no dia 30 de julho no tribunal de St-Jean-sur-Richelieu.
"A GRC encara com seriedade quaisquer ameaças que possam afetar o sentimento de segurança de alguém", refere o comunicado. "Declarações violentas não serão toleradas."
A GRC incentiva o público a denunciar este tipo de atividades à polícia. Joe Routh, porta-voz do Serviço Secreto dos EUA, disse à CBC que a agência tem conhecimento da publicação nas redes sociais alegadamente feita pelo agente da polícia, mas que, "por motivos de segurança operacional, não discutimos assuntos de inteligência protetiva".
CBC/MS Crédito:











Um mar de bandeiras verdes e vermelhas, o som dos bombos, ranchos folclóricos, carros alegóricos, música popular e milhares de pessoas transformaram a St. Clair Avenue West num verdadeiro pedaço de Portugal. A 39.ª edição da LiUNA Portugal Day Parade, integrada nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, voltou a encher as
ruas de Toronto de cor, emoção e orgulho, afirmando-se como uma das maiores manifestações da herança portuguesa fora de Portugal.
Sob um céu azul e temperaturas de verão, famílias inteiras, associações, clubes, representantes políticos, diplomáticos, empresas e grupos culturais saíram à rua para celebrar as suas raízes e homenagear o legado das gerações de emigrantes que ajudaram a construir uma das comunidades portuguesas mais dinâmicas do mundo.
Ao longo de várias horas, a St. Clair Avenue West transformou-se num palco vivo da cultura portuguesa. O cheiro da gastronomia tradicional misturava-se com os sons da música popular e do folclore, enquanto crianças, jovens e idosos desfilavam lado a lado, unidos pelo orgulho de serem portugueses. Organizada pela Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas de Ontário (ACAPO), a Parada percorreu da St. Clair Avenue até ao Earlscourt Park, onde milhares de visitantes continuaram a celebração com espetáculos, gastronomia e atividades culturais. Mais do que uma festa, o evento voltou a demonstrar a força de uma comunidade que, apesar da distância, continua profundamente ligada às suas origens.
Para José Eustáquio, presidente da ACAPO, o ambiente vivido ao longo do dia foi a prova de que a comunidade portuguesa continua unida e empenhada em preservar a sua identidade “quando vemos o sol a brilhar, a energia das pessoas e o envolvimento dos clubes e associações, percebemos que esta celebração continua muito viva. São 39 anos de trabalho, dedicação e voluntariado. Nada disto acontece por acaso.” O dirigente aproveitou ainda para agradecer o esforço dos voluntários, associações e patrocinadores que, ano após ano, tornam possível uma celebração que já faz parte da história da cidade de Toronto.
A dimensão da festa impressionou também o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que participou nas comemorações durante a sua visita oficial ao Canadá “desde o primeiro momento senti que este seria um grande dia. É um dia de paixão, de afirmação das nossas raízes e da nossa cultura. Estou muito orgulhoso daquilo que vejo aqui.”
As palavras do governante refletiram o sentimento de muitos dos presentes, que viram na parada uma demonstração clara da vitalidade da comunidade portuguesa além-fronteiras.
Um dos aspetos mais elogiados ao longo do percurso foi a forte participação das novas gerações. Centenas de jovens desfilaram com associações, grupos culturais, clubes desportivos e organizações comunitárias, mostrando que a ligação a Portugal continua viva entre os filhos e netos de emigrantes.
Para o empresário, filantropo e comendador Manuel DaCosta, essa presença representa uma garantia de continuidade “é muito gratificante ver tantos jovens envolvidos. Isso mostra que a mensagem está a passar às novas gerações e que as nossas tradições vão continuar.”
A mesma convicção foi partilhada por Jack Oliveira, gestor da LIUNA Local 183, um dos principais apoiantes das festividades “ver tantos jovens aqui dá-nos esperança. Significa que teremos um futuro forte e que as tradições portuguesas continuarão vivas por muitos anos.”
As celebrações contaram igualmente com a presença da presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, que destacou o
contributo histórico da comunidade portuguesa para o desenvolvimento da cidade “tenho muito orgulho em participar nesta celebração. Hoje homenageamos a história, a cultura e as contribuições da comunidade portuguesa para Toronto.”
Ao longo do desfile, multiplicaram-se as demonstrações de carinho e orgulho. Entre a multidão encontravam-se portugueses recém-chegados, emigrantes de longa data e muitos luso-canadianos nascidos já em solo canadiano, mas que continuam a sentir uma forte ligação à terra dos seus pais e avós.
Foi o caso de João Francisco, filho de emigrantes portugueses, que não escondia a emoção “é um orgulho enorme. Estar aqui a celebrar as nossas raízes e a nossa cultura faz-me sentir mais próximo de quem somos.”
Para Steve Melo, a parada representa uma ligação afetiva às memórias de infância e à herança familiar “participo desde criança. Sempre que venho lembro-me dos meus pais e espero que a comunidade continue a apoiar esta tradição.”
O papel das famílias na preservação da identidade cultural portuguesa foi igualmente sublinhado por Marlene Mirassol, do Rancho Folclórico As Tricanas. Para ela, eventos como este são fundamentais para aproximar os mais jovens das suas raízes e garantir a continuidade das tradições “queremos continuar a
transmitir as nossas tradições aos nossos filhos, para que nunca se percam”, destacou.
Sentimento semelhante foi partilhado por Manuela, para quem o ambiente vivido nas ruas desperta memórias da terra natal “faz-nos lembrar Portugal. É bonito ver as nossas cores e sentir este orgulho pela nossa cultura”. Já Carolina destacou a união que marcou toda a celebração “é muito bonito ver a nossa comunidade unida para mostrar quem somos e celebrar as nossas origens.” O espírito de inclusão esteve igualmente presente. Cristina Marques, da Luso Canadian Charitable Foundation, sublinhou a importância de garantir que todos tenham um lugar nestas celebrações “celebrar o Dia de Portugal em terras canadianas é muito especial. É importante que todos possam participar, incluindo as pessoas com deficiência.”
À medida que o desfile avançava, tornava-se evidente que a parada representa muito mais do que um evento anual. É um momento de encontro entre gerações, uma celebração da memória coletiva e uma afirmação pública da identidade portuguesa numa das cidades mais multiculturais do mundo.
Entre música, folclore, gastronomia e incontáveis demonstrações de orgulho nacional, a 39.a Parada do Dia de Portugal voltou a confirmar porque continua a ser um dos momentos mais aguardados do calendário comunitário.
Quando as últimas bandeiras foram recolhidas e os sons da festa começaram a desaparecer, ficou a certeza de que a chama da portugalidade continua bem viva em Toronto. Uma chama alimentada por milhares de pessoas e também pelo trabalho de dezenas de voluntários que, ano após ano, dedicam tempo e esforço para manter viva esta tradição. Geração após geração, continuam a preservar a língua, a cultura e os valores que trouxeram consigo de Portugal.
Porque, longe da terra natal, celebrar Portugal é também uma forma de o manter sempre por perto. Toronto vestiu-se de verde e vermelho para recordar que o coração da comunidade portuguesa continua a bater forte do outro lado do Atlântico.
















Rangel acusa PS de ter deixado "apodrecer muita coisa" no ensino do Português
O ministro dos Negócios Estrangeiros acusou o PS de ter deixado "apodrecer muita coisa" no Ensino Português no Estrangeiro (EPE) e considerou que as negociações relativas à revisão do regime jurídico deste ensino "têm corrido francamente bem".
Durante uma audição regimental na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, quando questionado sobre como estão decorrer as negociações da revisão do regime jurídico do EPE, e confrontado com as críticas feitas por professores e respetivos sindicatos, Paulo Rangel afirmou que o Governo está aberto e salientou a cooperação dos sindicatos.
O deputado social-democrata Carlos Gonçalves, que iniciou o debate sobre o tema, frisou que tem existido desinformação sobre o assunto e relembrou que estes profissionais não têm valorizações salariais desde 2009.
"As negociações estão a decorrer com base no interesse comum", considerou o ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Confrontado sobre as queixas que têm sido tornadas públicas sobre o regime jurídico do EPE, o ministro dos Negócios Estrangeiros ironizou que o regime não é alterado há 20 anos, mas, agora que o Governo o quer atualizar, "já ninguém quer".
Rangel declarou que as rondas negociais têm "corrido francamente bem" e que "há abertura do Governo e cooperação dos sindicatos".
O governante corroborou com a questão da desinformação, nomeadamente, por exemplo, sobre as comissões de serviço, que, disse, atualmente têm a duração de dois anos, mas pode ser revogada.
"Tudo está a ser discutido com grande transparência e com grande cooperação
dos sindicatos, apesar da informação que, por vezes, passam para fora, mas isso também faz parte do processo negocial", declarou.
"Vamos melhorar muito as condições em que o português é ensinado lá fora, seja do quadro dos professores, seja dos leitores. Este governo, com capacidade reformista, está a resolver as coisas", acrescentou.
Também a deputada socialista Rosa Cruz se pronunciou sobre o tema referindo que, ao contrário do que foi referido na audição regimental, "os problemas estão a acentuar-se", informação que o seu partido tem obtido "através do acesso a cartas abertas, uma petição criada e testemunhos de sindicatos".
Como resposta, o MNE lamentou que os governos do Partido Socialista (PS), liderados por António Costa (2015-2019 e 20192022), "nada fizeram por estas pessoas".
"Acha que os professores e leitores querem que permaneça tudo como está? A responsabilidade é vossa", declarou o MNE. "Se está tão preocupada, deviam [o PS] tê-lo feito quando [António] Costa era primeiro-ministro. Deixaram apodrecer muita coisa!", acrescentou.
Segundo Paulo Rangel, quando o processo negocial estiver concluído, as condições dos professores e leitores vão melhorar.
Os sindicatos representativos dos professores e o Governo iniciaram, no passado dia 28 de maio, as reuniões do processo negocial relativas à revisão do regime jurídico do EPE, cuja pasta é tutelada pelo MNE. Após esse primeiro encontro, as propostas apresentadas pelo Governo têm sido contestadas pelos docentes e seus respetivos sindicatos. Estão ainda previstos encontros em 29 de junho e 13 de julho. JN/MS

Governo aprova aumento de efetivos das Forças Armadas para 31 mil
O Governo aprovou um conjunto de medidas centradas no reforço da Defesa Nacional, na adaptação às alterações climáticas e na reforma do Estado. Entre as decisões tomadas em Conselho de Ministros destaca-se a intenção de aumentar em 5% o número de efetivos das Forças Armadas ao longo dos próximos três anos, atingindo cerca de 31 mil militares.
Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o objetivo é consolidar o reforço da capacidade operacional das Forças Armadas e responder às necessidades de recrutamento e retenção de militares.
"Previmos e aprovámos um aumento de 5% do número de efetivos das Forças Armadas para atingir um número de cerca de 31 mil efetivos, combinando as diferentes
condições e tipos de recrutamento", afirmou o governante no final da reunião do Conselho de Ministros.
A medida surge depois das alterações remuneratórias introduzidas pelo Executivo em 2024 e representa um investimento superior a 150 milhões de euros. "Reforçamos o recrutamento e também as progressões nas carreiras de forma a conseguir incorporar e dar resposta a novas exigências operacionais", acrescentou.
Questionado sobre o calendário da medida, António Leitão Amaro indicou que o aumento será concretizado de forma gradual ao longo dos próximos três anos. "Cada ano permite-se um pouco de aumento", explicou. Esclareceu que a decisão agora aprovada não envolve novas alterações salariais, uma vez que essas medidas foram definidas em 2024 e continuam a ser executadas.

Português "nunca vai ser uma língua oficial" da ONU devido aos custos
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou no Parlamento, que o português "nunca vai ser uma língua oficial" das Nações Unidas, "como são outras", devido aos custos.
Durante a audição regimental do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado do Livre Rui Tavares questionou o governante sobre o objetivo de o português se tornar uma língua oficial das Nações Unidas até 2030.
Para o deputado - que parabenizou a eleição de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas - o facto de o mandato do secretário-geral da organização, António Guterres, estar a terminar faz com que haja uma "janela de oportunidade que se está a fechar".
Como resposta, Rangel declarou que "o português nunca vai ser língua oficial como são outras, devido aos custos".
Concretamente, segundo o chefe da diplomacia, Portugal e o Brasil estão disponíveis para arcar com os custos, mas essa dimensão é enorme e, apesar de já terem avaliado várias opções, não tem sido possível avançar com a ideia.
"Estamos sempre a analisar como fazer, mas isso nada tem a ver com o facto de o
secretário-geral ser português. Do ponto de vista financeiro, é um esforço muito grande e estamos avaliar como poderia ser compensatório", esclareceu.
Na cimeira de 2016 de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Brasília, no Brasil, foi aprovada uma proposta para que o português se tornasse, até 2030, uma língua oficial das Nações Unidas (ONU). Essa proposta tem constado também nos programas de Governo do executivo do PSD-CDS-PP desde 2024.
JN/MS


Maioria dos 159 milhões de euros pagos indevidamente em apoios sociais não resulta de fraude
Uma parte significativa dos 159 milhões de euros pagos indevidamente em apoios sociais, montante referido pela ministra do Trabalho no debate sobre a prestação social única (PSU), na semana passada, "decorre de atrasos na comunicação de factos, atualizações posteriores de informação ou limitações temporais inerentes aos processos administrativos" e não de fraudes.
Oesclarecimento foi dado por fonte do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ao semanário "Expresso". A tutela indicou, num comunicado enviado às redações, que "todo o pagamento obtido fraudulentamente é um
pagamento indevido, mas nem todo o pagamento indevido resulta de fraude".
"É verdade que parte dos pagamentos indevidos possa ocorrer por fraude, nomeadamente quando há ocultação deliberada de informação ou falsas declarações com o objetivo de obter ou manter uma prestação", apontou o ministério num comunicado enviado esta quarta-feira à tarde.
Horas antes, fonte do Executivo tinha dito ao "Expresso" que "pagamento indevido e fraude não são conceitos equivalentes". A maioria dos montantes indevidos em apoios sociais, os tais 159 milhões de euros, aconteceu porque a Segurança Social não dispunha de informação atualizada quando fez o pagamento.
Recuperação de 90% do valor
Na semana passada, no debate parlamentar sobre a PSU, a medida que vai agregar 13 apoios sociais, incluindo o rendimento social de inserção (RSI), a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou haver 159 milhões de euros pagamentos indevidos em apoios sociais, "alguns decorrentes de fraude". No mesmo debate, a governante disse existir "evidências de subsidiodependência" no país.
O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social declarou ainda, na quarta-feira à tarde (17), que a Segurança Social "conseguiu recuperar cerca de 90% do valor pago indevidamente". Segundo
a tutela, fica assim demonstrado "que os mecanismos de controlo, deteção e regularização da Segurança Social estão a funcionar, podendo ser melhorados com a simplificação administrativa resultante da PSU".
"A simplificação administrativa que a PSU pretende introduzir poderá trazer benefícios relevantes. Ao concentrar a informação relativa às prestações num sistema mais integrado, reduzem-se contactos, dependências e sobreposições para os cidadãos e a Segurança Social", argumenta o ministério de Maria do Rosário Palma Ramalho.
JN/MS
Horizonte de paz no conflito EUA - Irão e braço de ferro contra a Rússia dominaram cimeira de líderes internacionais, que terminou na quarta-feira (17), em França.
Reunidos durante três dias na cidade francesa de Evian para a cimeira do G7, os líderes de sete das maiores potências económicas do Mundo apontaram o futuro, unindo-se em ações e intenções: comemoraram os avanços no Médio Oriente; concordaram em avançar com mais sanções à Rússia; debateram os desafios da inteligência artificial; e apontaram metas ambiciosas para reduzirem a dependência tecnológica face à China (que, apesar de também ser uma das economias mais poderosas do planeta, não faz parte do grupo dos sete).
Os chefes de Estado e Governo da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido descreveram o acordo entre Washington e Teerão para terminarem a guerra - cuja assinatura está prevista para sexta-feira - como uma "oportunidade histórica para impedir que o Irão adquira qualquer arma nuclear e enfrente as ameaças relacionadas com as suas atividades regionais e balísticas". Uma força multinacional liderada por França e pelo Reino Unido "pode ter um papel importante para facilitar a retoma do tráfego marítimo" no estreito de Ormuz, onde a navegação foi severamente afetada pelo conflito, acrescentaram os líderes em declaração conjunta.
Outro dos temas quentes da cimeira foi a guerra na Ucrânia, com os líderes unís-

sonos quanto à intenção de pressionarem a Rússia com sanções e Donald Trump a assumir uma postura mais hostil do que a habitual em relação a Moscovo. Além de aumentarem as ajudas à defesa de Kiev, concordaram em "intensificar a pressão sobre a economia russa", sobretudo nos setores de petróleo e gás. "Consideramos que este é o momento adequado para avançarmos com medidas adicionais", agora que o estreito por onde transita quase 20% da produção de petróleo está a reabrir.
As potências mundiais também manifestaram que pretendem reduzir "significativamente" a dependência da China como fornecedora de minerais críticos, componentes essenciais de telemóveis e outros aparelhos eletrónicos. A meta é uma redução para "menos de 60% até 2030", com a ambição de atingir 50% "o mais rapidamente possível", informaram os países em comunicado, com o apoio da Austrália, nação parceira.
Também pediram às empresas de tecnologia que desenvolvam ferramentas para garantirem a segurança de menores online, face a preocupações com as implicações do avanço da inteligência artificial (IA). "Apelamos aos provedores de serviços digitais para que desenvolvam e apliquem tecnologias e sistemas que garantam experiências seguras, protegidas e adequadas à idade", disseram os líderes do G7 após um almoço de trabalho com tubarões de IA, incluindo o chefe da OpenAI, Sam Altman, e o chefe da Anthropic, Dario Amodei. JN/MS


O Irão advertiu que uma eventual recusa de Israel em retirar-se do sul do Líbano constituiria uma violação do memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington e levaria à anulação desse mesmo acordo.
Oporta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, explicou que o memorando, assinado na quarta-feira pelos presidentes norte-americano, Donald Trump, e iraniano, Masoud Pezeshkian, inclui compromissos relacionados com a soberania e a integridade territorial do Líbano.
Numa entrevista publicada pelo jornal libanês Al Akhbar, o porta-voz da diplomacia iraniana adiantou que Teerão interpreta que essas garantias implicam não só um cessar-fogo, mas também uma retirada total das forças israelitas de qualquer território libanês ocupado.
"Enquanto a ocupação se mantiver, pode dizer-se que a guerra continua em curso e que, na essência, ainda não terminou", afirmou Baghaei, que garantiu que o Irão insistiu, desde o início das negociações, em que o fim do conflito deveria ocorrer "em todas as frentes e de forma completa".
Questionado sobre a possibilidade de Israel manter uma presença militar numa chamada "zona de segurança" no Líbano após o acordo, Baghaei respondeu que uma situação desse tipo constituiria uma violação dos compromissos assumidos. "Nesse caso, o memorando de entendimento seria considerado nulo", afirmou.
Israel insistiu, esta quinta-feira, que não

se retirará dos locais ocupados "devido a necessidades operacionais", segundo um comunicado divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).
"Devido a necessidades operacionais, as IDF estão destacadas na zona de segurança, aproximadamente dez quilómetros dentro do território libanês", indicou o Exército, antes de acrescentar que as tropas "continuarão a eliminar ameaças e a reforçar a defesa dos residentes no norte de Israel".
O porta-voz iraniano acrescentou na entrevista que a segunda fase das negociações entre o Irão e os Estados Unidos, com vista a alcançar um acordo definitivo, dependerá do cumprimento integral do memorando.
No caso do Líbano, precisou, isso exige "uma cessação total das hostilidades e o fim da ocupação".
O Exército israelita também partilhou, esta quinta-feira, um mapa do perímetro que ocupa e assinalou a vermelho a área que se estende ao longo da fronteira sul do Líbano e que vai para além do rio Litani, a linha geográfica até à qual as tropas avançaram inicialmente e a norte da qual ordenaram à população libanesa que se deslocasse.
A Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa avançou entretanto que Israel violou o acordo com um ataque contra um veículo no sul do país, no qual morreu uma pessoa, horas após o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerão ter entrado em vigor.
JN/MS

Os Estados Unidos vão rever no prazo de seis meses a presença militar na Europa, anunciou o secretário da Defesa norte-americano, criticando os aliados que recusaram acesso às suas bases na guerra contra o regime iraniano.
"Anuncio hoje uma revisão em seis meses (...) que examinará a presença das forças norte-americanas e o seu posicionamento na Europa", declarou Hegseth durante uma reunião dos ministros da Defesa da NATO na sede da Aliança, em Bruxelas.
"Esta será uma revisão real. Será concebida para garantir que a NATO está a avançar de forma rápida e irreversível para que a Europa lidere, assumindo a responsabilidade principal pela defesa da Europa", disse aos seus homólogos da NATO.
Hegseth criticou os aliados europeus por não terem proporcionado às forças norte-americanas o acesso a bases na Europa
para lançar ataques contra o Irão, considerando-a uma atitude vergonhosa.
"Estes aliados colocam os filhos e filhas da América, os nossos filhos e filhas, em risco, negando-lhes o acesso, o uso de bases e o sobrevoo previsíveis que nunca deveriam ter sido questionados", afirmou.
Hegseth afirmou que os aliados dos Estados Unidos na Europa devem assumir a liderança na defesa do seu próprio continente e ajudar a transformar a NATO numa "uma aliança militar de linha dura".
Na reunião dos ministros da Defesa da NATO, Hegseth defendeu uma reformulação da organização de 32 nações para a transformar numa "NATO 3.0", capaz de dissuadir qualquer ameaça.
Como parte disso, o secretário de Defesa norte-americano disse aos jornalistas que os Estados Unidos investiriam 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros) na sua própria defesa em 2027, enviando "uma men-

sagem ao mundo" de que o seu país está a construir um "arsenal da liberdade".
Hegseth afirmou que este arsenal "protege, antes de mais, os Estados Unidos e os seus interesses, mas também reforça a força da NATO e dos nossos aliados".
Sublinhou que os

As câmaras municipais e o Governo Regional acertaram estratégias para reforçar execução do Açores 2030, numa reunião que permitiu fazer o ponto de situação da execução deste programa com fundos da União Europeia (UE).
Conforme refere uma nota de imprensa, foi também partilhada nesta reunião informação relativa aos investimentos municipais previstos para os próximos anos, “numa lógica de cooperação e acompanhamento permanente”.
Creditos: DR
Os Açores entram no verão IATA 2026 com um reforço histórico da conectividade aérea, com a chegada de três novas companhias: Air Canada, WestJet e Austrian Airlines.
Air Canada e WestJet começaram a operar em junho com várias ligações semanais a partir do Canadá,
aumentando significativamente os lugares disponíveis e reforçando a ligação com o mercado canadiano, que já é um dos principais da região.
A partir de 30 de junho, a Austrian Airlines estreia uma ligação direta entre a Áustria e os Açores, ampliando a ligação à Europa e reforçando a presença do grupo Lufthansa.
Governo Regional da
No total, os Açores passam a contar com mais companhias, mais rotas e ligações diretas a 12 países, num esforço do Governo Regional para aumentar a procura turística, diversificar mercados e reduzir a sazonalidade, num setor que representa uma parte relevante da economia regional. AO/MS
O Governo Regional assegura que a suspensão do programa Estudante Insular, a partir desta segunda-feira, 15 de junho, não representa um abandono do apoio às famílias madeirenses e porto-santenses com estudantes deslocados no ensino superior.
Em esclarecimento enviado à redação, o Executivo madeirense sublinha que “nunca esteve em causa o princípio que presidiu à criação do Estudante Insular”. Recorda ainda que o programa foi criado para “proteger as famílias madeirenses e portossantenses dos elevados custos associados à insularidade e para garantir igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior”.
O Governo Regional afirma que estão a ser desenvolvidas diligências para assegurar a continuidade deste apoio, mantendo
o compromisso de encontrar uma solução que salvaguarde os estudantes e respetivas famílias.
Segundo o comunicado, o objetivo continua a ser garantir “um mecanismo de apoio aos estudantes deslocados que evite que estes e as suas famílias tenham de suportar, na íntegra e antecipadamente, os custos das viagens”, pelo menos até ser encontrada uma solução definitiva para o enquadramento do programa.
A tutela das Finanças refere que decorrem contatos com o Governo da República para assegurar a manutenção do atual modelo ou, em alternativa, criar um novo mecanismo que preserve os mesmos princípios e objetivos que estiveram na origem do Estudante Insular.
Nesse sentido, o Executivo madeirense aguarda uma resposta do Governo da República que permita assegurar “o enqua-
dramento legal necessário à operacionalização, em tempo útil e em conformidade com as regras aplicáveis”, de uma solução que continue a proteger os estudantes deslocados.
O principal objetivo, reforça o Governo Regional, é evitar que os alunos e as suas famílias sejam obrigados a adiantar a totalidade do custo dos bilhetes de transporte entre a Região e o território continental, mantendo uma resposta que atenue os encargos decorrentes da condição ultraperiférica da Madeira.
Apesar da suspensão do programa a partir de hoje, o Executivo garante que permanece empenhado em encontrar uma solução que assegure a continuidade do apoio à mobilidade académica dos estudantes madeirenses e portossantenses no território nacional.
JM/MS
E foi ainda reconhecida a importância “de assegurar uma monitorização contínua da execução do Programa Açores 2030, reforçando os mecanismos de cooperação institucional e o trabalho conjunto entre todas as entidades envolvidas, com vista à maximização do aproveitamento dos fundos europeus e à concretização dos investimentos estruturantes previstos pelos municípios”.
Estas são as principais conclusões de uma reunião entre a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA) e o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas. Nesta reunião, esteve também representada a Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais.
Citado em nota de imprensa, o presidente do conselho de administração da AMRAA, Carlos Ferreira, afirmou que “a boa execução dos fundos comunitários exige uma articulação permanente entre os municípios, o Governo Regional e a Autoridade de Gestão”, pelo que “mais do que identificar constrangimentos, importa criar soluções e mecanismos de cooperação que permitam acelerar a concretização dos investimentos que as nossas populações aguardam”.
Carlos Ferreira salientou ainda que “a AMRAA continuará a assumir o seu papel de plataforma de concertação e de diálogo entre os municípios e o Governo Regional, contribuindo para que exista uma visão partilhada sobre os desafios da execução dos fundos europeus e sobre as medidas necessárias para os ultrapassar”.
AO/MS
Arranca a 15 de junho, a 15.ª edição da campanha solidária ‘Dê Troco a Quem Precisa’, promovida pela Associação Dignitude através do Programa abem: Rede Solidária do Medicamento.
Até 26 de junho, qualquer cidadão pode doar o troco das suas compras em mais de 500 farmácias aderentes em todo o país, 27 das quais na Região Autónoma da Madeira.
Os donativos recolhidos destinam-se a apoiar famílias em situação de pobreza no acesso aos medicamentos de que necessitam. Segundo o relatório ‘Acesso a Cuidados de Saúde 2025’ da Nova SBE, a probabi-
lidade de uma pessoa do escalão económico mais desfavorecido não adquirir toda a medicação necessária agravou-se de 41% em 2023 para 52% em 2025.
Na Madeira, o programa conta com uma rede de 16 farmácias abem: que serve atualmente 1.707 beneficiários, aos quais são disponibilizados os medicamentos prescritos sem qualquer custo. Desde 2016, já foram dispensadas mais de 173 mil embalagens de medicamentos apenas na região. As entidades referenciadoras locais são os municípios de Machico e de Santa Cruz.
“O seu troco fará a diferença no acesso aos medicamentos para quem mais precisa. Um donativo pode mudar uma vida”,
afirma Joana Gonçalves, farmacêutica da Farmácia Gaula.
Na Madeira, as 27 farmácias participantes distribuem-se pelos concelhos do Funchal, Santa Cruz, Machico, Câmara de Lobos, Calheta, Ribeira Brava, Santana, Porto Moniz e Porto Santo.
Para além das farmácias, é possível contribuir por MB WAY para o número 932 440 068 ou por transferência bancária para o IBAN PT50 0036 0000 9910 5914 8992 7.
Os doadores que pretendam recibo para efeitos fiscais devem enviar comprovativo, nome e NIF para geral@dignitude.pt.









FIFA WORLD CUP 2026
Portugal 1
RD Congo 1
Seleção sem alma, sem chama e às vezes sem sentido, no arranque do Mundial. Esteve a vencer, mas desperdiçou vantagem. Selecionador insiste em Ronaldo, que já não tem a disponibilidade física nem a confiança na finalização dos velhos tempos.
Não é fácil encontrar argumentos convincentes que justifiquem este empate na estreia do Mundial que todos apontam como podendo ser de verdadeiro sonho americano para os portugueses, mas há explicações bem visíveis das quais não é possível fugir.
Não se entende o motivo pelo qual o selecionador demora a reagir às adversidades, não corrige debilidades na transição defensiva e hesita em arriscar na linha ofensiva, quando dispõe de jogadores de característi-
cas bem distintas dos titulares e rematadores de excelência, como João Félix. Mas, pese estas observações óbvias, há algo que escapa ao entendimento geral e que se resume a uma pergunta: Portugal não tem qualidade suficiente para sufocar qualquer adversário? A resposta é óbvia e merece reflexão. Que não há jogos fáceis é um cliché no futebol e este Mundial já comprovou várias vezes essa velha máxima. Infelizmente, foi a vez de Portugal provar desse veneno, depois de ter entrado muito bem, com João Neves a ter faro e muita cabeça para abrir o marcador. A seleção usou e abusou da posse de bola, mas nunca foi efetiva no último terço. Na verdade, foram escassas as oportunidades para resolver o problema logo na primeira parte, expondo-se ao perigo de contra-ataques da República Democrática do Congo. Quando se esperava o último apito antes do intervalo, os africanos despejaram um verdadeiro balde de água gelada e aproveitaram a passividade defensiva para empatarem.
Ninguém duvidava de que Portugal teria de entrar na segunda parte com o fato de operário, a assumir que é candidato, mas tudo não passou mesmo de imaginação de quem sabe que a equipa pode e deve jogar muito melhor. Em vez do assalto à baliza da RD Congo, o perigo começou a rondar mais a área de Diogo Costa, pese as tentativas de Conceição para fazer com que a sua irreverência causasse desequilíbrios. Ronaldo mostrou desesperante desacerto nas duas finalizações de que dispôs e Bruno Fernandes esteve a centímetros de dar a vitória à entrada do período de compensação, mas os congoleses também assustaram... e não foi pouco.
A seleção entrou mal, mas ainda há mais do que tempo para afinar as guitarras. O que não dá resultado, como se viu, é esmagar na posse e no passe e fazer uma exibição sem alma, sem chama e nalgumas fases sem sentido. Assim, não vai dar Portugal.
JN/MS


João Cancelo, João Neves e Pedro Neto foram os melhores da seleção portuguesa frente à RD Congo, mas a exibição coletiva ficou muito a desejar.
Diogo Costa Ainda complicou com os pés, foi apanhado por golpe de cabeça
impossível de deter, mas também negou a reviravolta a Bakambu.
João Cancelo Dos poucos que revelaram energia até ao fim, conseguindo dar um ou outro impulso a uma equipa apática e errática. Numa acrobacia, festejou o 2-1, mas estava claramente em fora de jogo.
Tomás Araújo Arriscou um choque duro no fim para poupar a equipa a mais contratempos, mas não escapa do banco dos réus, completamente desposicionado, numa defesa perdida no golo congolês.
Renato Veiga Dificuldades com mudanças de velocidade na zona que tinha de patrulhar, esteve atarantado com as marcações no fim da primeira parte.
Nuno Mendes Com queixas físicas, deixou o jogo, com pinças. Ameaçou desequilíbrios na primeira parte e ficou na cara do guarda-redes congolês. Tentou ser cirúrgico nas subidas, sem êxito.
João Neves Foi ambicioso numa subida à área e cedo lançou Portugal para a frente num golpe de cabeça. Fez o que não lhe competia e andou inspirado na circulação, confiante e bem solto nas mecânicas de jogo. Ainda ofereceu o 2-1 a Cancelo com uma intuição brutal, de peito, mas havia ali um fora de jogo. Sem traje de gala, mostrou competência e o poder natural de quem foi campeão europeu e sabe como fazer a diferença.
Ronaldo Não está para 90 minutos, o jogo mostrou-o. Nos momentos de briga pelo golo, não teve a gula feroz de outros tempos. Até seria preferível uma exposição menor, num jogo de pólvora seca do coletivo.
Chico Conceição Agitou pela direita e foi quem mais criou para Ronaldo, mas em vão. Mais nervo e imprevisibilidade em campo foram garantidos pelo extremo da Juventus.
Rafael Leão Procurou acelerar jogadas pela esquerda, mas o Congo tinha a sua retaguarda segura. Quase sempre infeliz nas jogadas de um contra um.
Nélson Semedo Poupou estragos com Nuno Mendes e tentou combinar com Conceição, mas não conseguiu trazer vivacidade extra ao lado direito da seleção portuguesa.
Gonçalo Ramos Solução de última hora para se juntar a Ronaldo no ataque português, não teve tempo para mostrar serviço, nem dons milagreiros para fazer Portugal chegar à vitória.
Vitinha Sem o mesmo conforto nem as referências que tem no PSG. Fez girar o jogo, mas nunca houve consequência sumarenta nas ações. Acabou retirado de cena, num universo de trocas discutíveis.
Bernardo Silva Numa entrada arriscada, cedo ficou amarelado e mostrou desconforto nos terrenos onde se posicionou, encostado ao lado direito, com escassa liberdade para criar.
Bruno Fernandes Nos primeiros minutos parecia confiante e capaz de definir. Mas o tempo amarrou-o, o Congo também o soube conter, e só perto do fim assinou ameaça ténue.
Pedro Neto O mais esclarecido de Portugal na individualidade, assistiu com soberba precisão João Neves. Manteve o perigo noutros cruzamentos. A sua saída foi incompreensível.
JN/MS
Cristiano Ronaldo, capitão nacional, é o jogador mais velho de sempre a ser titular num Mundial, após o jogo contra a RD Congo (1-1).
Não seria propriamente o recorde que Cristiano Ronaldo mais ambicionava quebrar, mas foi o que sobrou da estreia de Portugal no campeonato do Mundo 2026. O capitão passa a ser o jogador de campo mais velho de sempre a ser titular no grande palco do futebol. Poucas horas depois do grande rival da carreira, Lionel Messi, ter assinado um hat-trick na vitória da Argentina e ter igualado Miroslav Klose como melhor
marcador da história dos Mundiais, com 16 golos, Cristiano Ronaldo também pisou o sexto Mundial consecutivo, mas ficou em branco no Texas e mantém o registo de oito golos marcados na competição da FIFA, ainda a um de igualar o melhor registo português, que continua a pertencer a Eusébio: nove golos marcados em Inglaterra 1966.
Ainda assim, CR7 não saiu de Houston sem deixar mais uma prova da longevidade como atleta. Aos 41 anos e 132 dias, passa a ser o futebolista mais velho - excetuando guarda-redes - a ser titular num Campeonato do Mundo, batendo os regis-
tos do canadiano Hutchinson, que jogou em 2022 com 39 anos, nove meses e 19 dias, e de Pepe, que alinhou por Portugal no Catar com 39 anos, nove meses e 15 dias.
O avançado não tem sido feliz nas grandes competições e já soma 10 jogos consecutivos sem marcar, entre Europeus e Mundiais, tendo mostrado a frustração logo após o final frente à RD Congo. Seguiu direto para os balneários, enquanto os companheiros agradeciam aos adeptos, e Roberto Martínez justificou o momento com uma entrevista rápida do capitão. JN/MS

David aumentou a vantagem canadiana aos 29 minutos, ao desferir um belo remate de primeira após um desvio, elevando o resultado para 2-0.
Liderada por um hat-trick de Jonathan David, a seleção nacional masculina de futebol do Canadá fez história em Vancouver e conquistou a primeira vitória do programa num Campeonato do Mundo da FIFA, ao vencer o Qatar por 6-0.
Com esta vitória por seis golos, o Canadá ultrapassa a Suíça e assume a liderança do Grupo B devido à vantagem na diferença de golos.
Cyle Larin deu início à festa aos 16 minutos, marcando o seu segundo golo no torneio. Após um excelente esforço de Alistair Johnston para colocar a bola na área, o jogador do Southampton aproveitou uma bola ressaltada e rematou com força para o fundo das redes, abrindo o marcador.
Ele voltou a marcar nos descontos da primeira parte, colocando o Canadá a vencer por 3-0. Depois de o cabeceamento de Larin ter sido defendido, David saltou para a recarga e, mais uma vez, ampliou a vantagem do Canadá.
Ismaël Koné teve de ser retirado do relvado de maca no início da segunda parte, após uma entrada dura do catari Assim Madibo aos 54 minutos. Koné caiu imediatamente no chão e recebeu assistência da equipa médica durante vários minutos antes de ser retirado de campo, enquanto Madibo recebeu um cartão vermelho — o segundo do Qatar na partida.
Nathan Saliba entrou no jogo para o seu lugar.

Caleb Yirenkyi foi o "herói" dos ganeses, ao marcar o golo da formação africana, aos 90+5 minutos, selando o quarto desaire em quatro jogos dos panamianos em quatro jogos dos panamianos em Mundiais, após os três de 2018.
Minutos após entrar em substituição de Koné, Saliba deu ao Canadá uma vantagem de 4-0 com a marcação de um livre fantástico que bateu no poste antes de entrar na baliza. Após o golo, Saliba ergueu a camisola de Koné sob os aplausos calorosos do público em Vancouver.
A vantagem disparou para cinco golos quando a tentativa de alívio de Mohammed Manai, após um remate de Jacob Shaffelburg, foi parar diretamente ao fundo da sua própria baliza, aumentando novamente a vantagem canadiana.
David completou o seu hat-trick nos descontos da segunda parte, colocando um ponto de exclamação num resultado incrível para o Canadá.
O último jogo da fase de grupos do Canadá decidirá o vencedor do Grupo B, num confronto contra a Suíça em Vancouver na próxima quarta-feira, 24 de junho. TSN/MS

da assistência para o primeiro, e Jaminton Campaz, aos 90+9, marcaram para os "cafeteros", enquanto Abbosbek Fayzullaev faturou para os uzbeques, aos 60.
O Gana, orientado pelo treinador português Carlos Queiroz, venceu na quarta-feira o Panamá por 1-0, com um golo a acabar, em encontro da primeira jornada do Grupo L do Mundial de futebol de 2026, disputado em Toronto, no Canadá.
Na classificação, a equipa de Queiroz, no quinto Mundial consecutivo, depois de uma presença com Portugal (2010) e três com o Irão (2014, 2018 e 2022), soma os mesmos três pontos da Inglaterra, que venceu a Croácia por 4-2. RS/MS
A Colômbia assumiu a liderança do Grupo K do Mundial de futebol de 2026, ao vencer o estreante Uzbequistão por 3-1, no encontro de encerramento da primeira jornada da fase de grupos.
Na Cidade do México, Daniel Muñoz, aos 41 minutos, Luis Díaz, aos 65, depois
Na classificação do Grupo K, a Colômbia, com o "leão" Luis Suárez até aos 80 minutos e a "águia" Richard Ríos desde aí, segue isolada na frente, com três pontos, já que, no outro jogo, Portugal e República Democrática do Congo empataram 1-1.

GRUPO A

O técnico português, de 46 anos, deixa o Gil Vicente e abraça a primeira experiência no estrangeiro, isto depois de também já ter orientado Varzim, Académica, Chaves, Moreirense e Paços de Ferreira.
Os moldes do negócio ainda não são conhecidos, mas, ao que tudo indica, o Wolverhampton (que na temporada que aí vem irá competir no segundo escalão do futebol inglês, o conhecido Championship) irá pagar ao Gil Vicente uma verba a rondar €1 milhão pela contratação de César Peixoto.
Luís Pinto deverá ser o sucessor de César Peixoto no comando técnico dos galos de Barcelos, sendo que o processo negocial com o ex-treinador do Vitória de Guimarães está já na reta final e ficará, ao que tudo indica, concluído nos próximos dias.
No momento de ser oficializado como novo treinador do Wolverhampton, clube
ao qual se vinculou para as próximas duas épocas, César Peixoto proferiu as primeiras declarações enquanto comandante dos lobos. E ambição do português está bem presente na mensagem.
“É uma sensação ótima. Tenho orgulho de estar aqui neste grande e histórico clube da Inglaterra. É uma grande oportunidade e estou preparado para fazer tudo para levar o Wolves ao lugar que lhe pertence na Premier League. Temos ótimos jogadores, mas acho que o time pode melhorar muito comigo e eu posso evoluir como treinador. Quero imprimir minha identidade na equipe, construir uma identidade forte no clube e também ajudar o time a crescer.”, assumiu, em declarações reproduzias pelos meios de comunicação oficiais do Wolverhampton.
A Bola/MS
António Félix da Costa terminou no 6.º lugar as 24 horas de Le Mans, com o Alpine A424, assinando turnos muito sólidos e sem erros numa exibição que provou o valor deste projeto.
Já Filipe Albuquerque, ao volante de um Cadillac, fechou na 9.ª posição. Apesar de penalizações por velocidade em Full Course Yellow terem comprometido o resultado final, a sua equipa mostrou uma evolução nítida face a 2025.
Nota ainda para a equipa portuguesa Algarve Pro Racing, que garantiu uma vitória dominante na classe LMP2 Pro/ Am.
A Toyota celebrou assim o seu sexto triunfo no Circuito de La Sarthe. O carro n.º 7 de Conway, Kobayashi e De Vries venceu de forma impecável, superando o BMW número 20 por meros 10 segundos. Já Toyota 8 completou a dobradinha nipónica no pódio.
A BolaMS


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Os dragões não conquistavam o título há 10 anos e no primeiro 'match point' destronaram os tetracampeões após a vitória por 75-71 (18-17, 19-18, 18-22 e 20-14), selando 3-1 da final do 'play-off' da Liga Betclic
OFC Porto conquistou o 13.º título de campeão nacional ao vencer o Benfica no Jogo 4 da final da Liga Betclic e fechou a série com o triunfo por 3-1. O FC Porto voltou a sentar-se no trono do basquetebol português. Empurrados por um Dragão Arena completamente esgotado, os azuis e brancos derrotaram este domingo o Benfica que chegou ao jogo 4 com o estatuto de tetracampeão nacional, mas foi incapaz de defender o título.
A partida teve tudo o que se espera de um clássico decisivo: intensidade, equilíbrio e sucessivas mudanças na liderança. Os portistas entraram melhor e chegaram aos 4-0 por Miguel Queirós, mas o Benfica respondeu rapidamente e transformou o primeiro período numa autêntica batalha, encerrada com uma vantagem mínima dos anfitriões (18-17). No segundo quarto, os encarnados chegaram mesmo à frente do marcador e aproveitaram o maior rendimento na área restritiva para criar dificuldades ao conjunto de Fernando Sá. Foi então que Allen Williams saltou do banco para mudar o rumo do encontro. Com uma mão quente da linha de três pontos, o base norte-americano devolveu confiança aos dragões, que

conseguiram chegar ao intervalo na frente (37-35), apesar da insistência de Broussard em manter o Benfica na discussão.
O regresso dos balneários voltou a sorrir às águias. Broussard abriu a segunda parte com um triplo e os visitantes atingiram a maior vantagem da tarde (51-44), sustentados pela inspiração ofensiva do extremo e de Dziewa. O FC Porto, porém, recusou baixar os braços. Mais uma vez, Allen Williams apareceu nos momentos decisivos, reduzindo a diferença com sucessivos triplos e recolocando os campeões em discussão antes do último período (55-57).
Até que os dragões assumiram definitivamente o controlo. O FC Porto demonstrou maior capacidade para resistir à pressão, com o conforto dos adeptos e sabendo que passaria muitas dificuldades num quinto jogo, na Luz. Por isso, este era o momento perfeito para, perante o seu público, e o seu presidente, André Villas-Boas, conquistar o troféu que há 10 anos escapava, colocando um ponto final no reinado benfiquista.
No final, antes ainda de erguer a Taça, Fernando Sá, o novo treinador campeão, depois de seis tentativas, estava feliz e realizado: «O momento de viragem talvez possa ter o segundo jogo, mas só se pensarmos no play-off. Senti a solidão quando os resultados não são os melhores, focando-me no que conseguia resolver, com os jogadores e fizemos isso. Tomando decisões difíceis e controversas, conseguimos. Acreditamos no trabalho», elogiou.
Por outro lado, Norberto Alves, o técnico encarnado, assumiu os erros e deu o corpo às balas. «Nós queríamos o penta e quando se perde somos criticados, critiquem-me a mim, não os jogadores ou a direção. Fui eu que liderei, eles lutaram para ganhar o jogo. Respeito-os muito», disse o timoneiro das águias.
A Bola/MS

ANDEBOL Luís Frade campeão da Europa com o Barcelona
O Barcelona conquistou a Liga dos Campeões de andebol, ao bater, em Colónia, o Füchse Berlim por 37-34. O internacional português Luís Frade foi o melhor marcador dos catalães, com sete remates certeiros. Mathias Gidsel, do conjunto germânico, considerado por muitos o melhor jogador da atualidade, assinou oito.
É o 13.º titulo continental para os catalães, o quarto nos últimos seis anos.
A Bola/MS
O canoísta Messias Baptista sagrou-se vice-campeão da Europa de K1 200 metros, consumando o terceiro pódio português na competição que decorre em Montemor-o-Velho.
Ovice-campeão da Europa em 2025 cumpriu a sua prova em 34,178 segundos, apenas superado pelo espanhol Carlos Arevalo, 75 milésimos de segundo mais rápido. O pódio ficou completo com o húngaro Gergely Balogh, a 115 milésimos do vencedor.
Esta é a terceira medalha lusa em Montemor-o-Velho, depois do bronze de Fernando Pimenta em K1 1.000 metros, no sábado (13), e do ouro de Norberto Mourão, no domingo (14), na classe adaptada de VL2 200 metros.
O canoísta Messias Baptista assumiu o sentimento “muito amargo” de subir ao
pódio dos Europeus somente em K1 200 metros, com a prata, enquanto em K2 500 e K4 500 ficou duas vezes em quarto lugar, em Montemor-o-Velho.
“É um sentimento muito amargo, subir ao pódio apenas em K1. Vim participar nas três provas, queria três medalhas e estava pronto para isso”, desabafou. Em declarações à Lusa, o canoísta referia-se à equipa com João Ribeiro, no K2, que é reforçada com Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha em K4, tripulação que no sábado ficou a impercetíveis 20 milésimos de segundo do pódio.
“O K2 e o K4 ficarem assim à porta é um sentimento de frustração, mas todos os anos digo ao João que, normalmente, nas Taças do Mundo e no Europeu é quando a nossa forma não está tão alta e o resultado do pódio acaba por não aparecer. Digo-lhe sempre para acreditar e confiar em
mim que no Mundial vamos voltar a subir, e isso tem acontecido. É oficial, digo aqui de novo que no Mundial vamos estar nos lugares do pódio”, sublinhou.
Apesar de nunca terem ido ao pódio europeu em K2, em Mundiais, Messias Baptista e João Ribeiro arrecadaram o ouro em 2023 e 2024, e a prata em 2025.
O atleta olímpico garantiu a continuação do “foco total” do K4 e K2 para as provas que faltam esta época, nomeadamente a Taça do Mundo no Canadá e os Mundiais no fim de agosto, na Polónia. Além da prata de Messias Baptista em K1 200 metros, Portugal arrecadou em Montemor-o-Velho o bronze de Fernando Pimenta em K1 1.000 e o ouro de Norberto Mourão na classe adaptada de VL2 200.
TS/MS

Creditos: DR

Creditos: DR
Fernando Pimenta campeão europeu K1 5000 metros
Português fechou com chave de ouro a participação portuguesa em Montemor-o-Velho.
Fernando Pimenta sagrou-se tricampeão europeu em K1 5000 metros, na final de domingo (14) realizada em Montemor-o-Velho.
O piloto português mostrou-se sempre bastante tranquilo, mesmo quando o arquirrival dinamarquês Mads Pedersen assumiu a liderança da prova. Pimenta foi para a frente a cerca de duas voltas do fim e resistiu a todos os ataques. É o terceiro campeonato da Europa consecutivo, o 15.º titulo continental para aquele que é cada vez mais um dos maiores canoístas da história.
JN/MS


The Toronto Maple Leafs are turning to a familiar face to fix their defensive woes, announcing Wednesday that Jim Hiller has been hired as the franchise's new head coach. Hiller, who succeeds Craig Berube, emerged victorious from a broad search that included notable candidates like Patrick Roy, Jay Woodcroft, Dallas Eakins, Pat Ferschweiler, and Joe Pavelski.
Toronto is betting that Hiller’s defense-first philosophy is exactly what a porous roster needs. Last season, the
Maple Leafs plummeted to 31st overall in goals against. Conversely, during Hiller’s recent tenure leading the Los Angeles Kings, his squad was the NHL's gold standard for suppressing offense. Under his watch, the Kings ranked first in the league with a stingy 2.60 goals against per game and 2.26 expected goals against per 60 minutes at five-on-five. While his Kings struggled to score—ranking 23rd in offensive production—Toronto already possesses the elite firepower to compensate.
Hiller compiled a solid 93-58-24 regular-season record in Los Angeles after taking over for Todd McLellan midway through the 2023-24 campaign. However, he was dismissed this past March following consecutive first-round playoff exits at the hands of the Edmonton Oilers in 2024 and 2025.
This hiring represents a homecoming for the 57-year-old. Hiller previously spent four seasons (2015-2019) behind the Maple Leafs' bench as an assistant to Mike Babcock. Crucially, he already has an established rapport with Toronto's core leadership group; Auston Matthews, William Nylander, John Tavares, and Morgan Rielly all played under him during his first stint.
Before Los Angeles, Hiller further honed his defensive systems during a three-year run as an assistant under Barry Trotz with the New York Islanders. General Manager John Chayka praised Hiller's clear vision and experience, while Hiller expressed his excitement to return to a passionate market and help the star-studded roster reach its full potential.
RS/MS
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
Despite enduring one of the most challenging statistical campaigns of his professional career, Toronto Blue Jays first baseman Vladimir Guerrero Jr. is discovering that fan loyalty often transcends a batting average. When the initial update for the American League All-Star Game ballot was released on Monday, the 27-year-old slugger found himself sitting securely at the top of his position, much to his own astonishment.
Speaking candidly with Mitch Bannon of The Athletic, Guerrero Jr. expressed genuine disbelief at the early returns. Given his well-publicized struggles this season, he is convinced some of his fellow players throughout the league are more deserving. That being said, he also recognizes the power of the fan’s vote, noting that he can’t control the incredible fan support pushing him to another Midsummer Classic All-star game.
The first wave of voting data shows exactly that fan support. Guerrero Jr. has already amassed 603,104 votes, giving him a comfortable cushion over his closest American League competitors.
The current runner-up list includes:
• Ben Rice (New York Yankees): 509,830 votes
• Munetaka Murakami (Chicago White Sox): 437,107 votes
• Nick Kurtz (Athletics): 269,658 votes
For Blue Jays manager John Schneider, this voting phenomenon is easily explained. Schneider points to Guerrero Jr.’s immense global popularity and the undeniable box-office draw he provides. This star power was only magnified by Toronto's thrilling march to the World Series last season. As Schneider aptly pointed out, fans pay the price of admission to see transcendent personalities perform under the brightest lights, regardless of temporary slumps. If his lead holds, this will mark Guerrero Jr.'s sixth consecutive All-Star Game appearance. Having been selected by the fans as an AL starter in four of his last five campaigns, the beloved first baseman has made his intentions perfectly clear: if the fans cast their ballots for him, he will proudly honor their choice and take the field.

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Arrancou a construção de um projeto de 37 milhões de dólares para modernizar e melhorar as instalações para passageiros e aperfeiçoar infraestruturas críticas no Aeroporto de Long Beach (LGB), no sul da Califórnia.
OProjeto de Melhoria do Terminal de Passageiros irá atualizar a área do terminal após o controlo de segurança, preservando ao mesmo tempo o ambiente descontraído que mistura espaços interiores e exteriores, que é uma imagem de marca do local.
Outros trabalhos incluem a remodelação das portas de embarque, assentos modernizados com estações de carregamento, novos jardins ao ar livre e trabalhos de infraestrutura — tais como atualizações nos sistemas mecânicos, elétricos e de canalização, bem como a substituição de componentes de ar condicionado antigos e a modernização das instalações sanitárias.
Está também prevista a instalação de um gerador de emergência para reforçar a resiliência operacional durante falhas de energia.
Haverá uma forte tónica na sustentabilidade, com iluminação LED e medidas de reciclagem.
O projeto, financiado principalmente

por subsídios federais, deverá criar quase 200 postos de trabalho na construção civil. O plano é ter os trabalhos de construção concluídos no próximo verão — um ano antes de os visitantes começarem a chegar para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2028, na vizinha Los Angeles. No entanto, segundo responsáveis municipais, o projeto vai muito além da estética para as próximas Olimpíadas. As melhorias são consideradas necessárias para resolver problemas de sistemas envelhecidos que servem os viajantes desde que o terminal abriu, em 2012.
Entre as atualizações mais significativas estarão a remodelação de todas as 11 áreas de embarque, configurações atualizadas para as filas de espera e uma melhor disposição dos assentos, concebida para facilitar a circulação dos passageiros. Os viajantes verão também novos pisos, balcões de embarque atualizados, ecrãs de informação de voo expandidos e sinalética de orientação melhorada para facilitar a navegação pelo terminal.
O conforto dos passageiros é outra componente essencial. Os assentos existentes serão substituídos por mobiliário moderno equipado com estações de carregamento e tomadas elétricas adicionais, respondendo à crescente procura dos viajantes que de-
pendem de dispositivos móveis enquanto esperam pelos voos.
Os responsáveis do aeroporto estão também a dar destaque à icónica experiência ao ar livre do espaço. Serão criadas novas áreas de jardim ao ar livre adjacentes aos terminais norte e sul, expandindo as áreas ajardinadas já existentes no aeroporto. As melhorias no atual pátio central do jardim incluirão mais assentos, coberturas, iluminação e sistemas de som para avisos públicos.
O projeto está a ser construído com base nos padrões da certificação ambiental LEED Silver e incorpora várias medidas ecológicas destinadas a reduzir o consumo de energia e o desperdício. Toda a iluminação do terminal será convertida para lâmpadas LED de alta eficiência energética, reduzindo o consumo de eletricidade e os custos operacionais a longo prazo. As equipas de construção serão também obrigadas a reciclar ou reutilizar pelo menos 95% dos detritos gerados durante a obra, desviando uma quantidade significativa de materiais dos aterros sanitários.
Novo centro de formação abre em Milton com foco na área da soldadura
O governo de Ontário celebrou recentemente a abertura de um novo centro de formação em soldadura em Milton, apoiado por um investimento de 1,46 milhões de dólares através da vertente de Capital do Fundo de Desenvolvimento de Competências (SDF).
O centro de formação modernizado do CWB Group ajudará a dar formação a até 5.740 estudantes adicionais e a pessoas que pretendem seguir uma carreira na área da soldadura ao longo dos próximos cinco anos.
A organização conseguiu transformar cerca de 12.000 pés quadrados (aprox. 1.115 m²) da sua sede num polo de formação que dispõe de uma oficina de soldadura com 15 cabines, espaço de formação para veículos elétricos, salas de aula, uma sala de exames e espaço para apoiar equipamentos industriais, indica um comunicado.
As instalações irão oferecer formação prática e teórica em soldadura, inspeção, segurança e tecnologias emergentes, incluindo ferramentas de realidade virtual e aumentada.
De acordo com a província, em 2025 existiam 25.300 soldadores empregados em Ontário. O salário médio provincial de um soldador era de $30,99 por hora em 2025.
Até à data, Ontário já investiu 129,4 milhões de dólares através da vertente de Capital do SDF para expandir e modernizar instalações de formação em toda a província.


A doença de Lyme — em português, borreliose de Lyme — é uma infeção bacteriana transmitida pela picada de carraças infetadas e representa, atualmente, a doença de origem vetorial mais comum em toda a América do Norte. No Canadá, os números são cada vez mais preocupantes: a Agência de Saúde Pública do Canadá registou um número recorde de 5.239 casos em 2024, o dobro dos casos verificados apenas dois anos antes, em 2022. Em Ontário, registaram-se 3.002 casos em 2025, um número bem acima da média dos últimos cinco anos, com mais de um terço diagnosticados só em julho. Os dados nacionais completos de 2025 deverão ser publicados no início de 2027, seguindo o padrão habitual. O que já se sabe é que a tendência continua a ser crescente, e que 2025 promete ser mais um ano recorde.
O que é e como se transmite
A doença é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, transmitida pela picada da carraça-de-patas-negras (Ixodes scapularis, predominante no leste do Canadá). Na maioria dos casos, a carraça infetada precisa de estar fixada no corpo durante pelo menos 24 horas para transmitir a bactéria. As picadas são geralmente indolores e muitos dos afetados nem sequer se apercebem
de que foram picados. As carraças são mais frequentes na primavera, verão e outono, mas em condições favoráveis podem estar ativas durante todo o ano. Qualquer pessoa que passe tempo em florestas, parques, jardins ou zonas de erva alta está potencialmente em risco.
Onde está o perigo no Canadá?
A maioria dos casos é reportada em Ontário (41%), Nova Escócia (40%) e Quebeque (14%). Nova Escócia é a província com a maior taxa de incidência do país - 217 casos por 100.000 habitantes. Para quem vive em Toronto e arredores, o risco é real e crescente, com a expansão do habitat das carraças a dever-se em grande parte às alterações climáticas. A incidência foi mais elevada entre crianças dos 5 aos 9 anos e adultos entre os 60 e os 69 anos, faixas etárias que tendem a passar mais tempo ao ar livre e que muitas vezes têm menor consciência dos riscos.
Sinais e sintomas: saiba reconhecer
A doença evolui em três fases distintas. Na fase inicial, o sintoma mais característico é uma erupção cutânea circular em forma de alvo (erythema migrans), com mais de 5 cm de diâmetro, que surge tipicamente entre 3 a 30 dias após a picada. Podem também surgir febre, dores musculares e arti-
culares, dores de cabeça e mal-estar geral. Se não tratada atempadamente, a doença progride. Na segunda fase, podem desenvolver-se paralisia facial (paralisia de Bell), meningite com febre e rigidez da nuca, e problemas cardíacos. Na fase mais avançada, surgem artrites severas e complicações neurológicas que podem tornar-se incapacitantes. A doença de Lyme pode permanecer dormente durante semanas, meses ou mesmo anos. Quando os sintomas finalmente aparecem, podem ser graves e exigir tratamento agressivo.
Tratamento: quanto mais cedo, melhor
Os antibióticos são mais eficazes na fase inicial da infeção. O tratamento precoce evita, na quase totalidade dos casos, a progressão para fases mais graves da doença. Nas fases avançadas, pode ser necessário recorrer a antibióticos intravenosos e a terapias de suporte prolongadas. Não existe atualmente nenhuma vacina disponível contra a doença de Lyme, embora ensaios clínicos estejam em curso na Europa e nos Estados Unidos.
Como se proteger: cuidados essenciais
A prevenção é a melhor arma. Ao visitar zonas de risco, siga estas recomendações: — Use roupas de cor clara (que facilitam a
deteção de carraças), calças compridas e calçado fechado.
— Aplique repelente de insetos com DEET ou Icaridin nas zonas expostas da pele e roupa.
— Mantenha-se nos caminhos marcados e evite entrar em zonas de vegetação densa. — Após cada saída ao exterior, inspecione cuidadosamente o corpo inteiro — incluindo couro cabeludo, axilas, virilhas e atrás dos joelhos.
— Se encontrar uma carraça, retire-a com uma pinça de pontas finas, puxando de forma firme e direta, sem torcer. Não use calor nem vaselina.
— Se desenvolver qualquer sintoma nas semanas seguintes a uma picada, consulte imediatamente um médico.
A doença de Lyme é tratável, mas o diagnóstico tardio pode ter consequências sérias e duradouras para a saúde. Num país onde os casos quase duplicaram em dois anos, a informação e a prevenção são, literalmente, uma questão de saúde pública.




Ana Patrícia Carvalho está quase a ser mãe pela primeira vez, uma fase que tem vivido de forma tranquila e discreta. A jornalista da SIC recorreu às redes sociais para fazer um alerta e uma chamada de atenção ao bom senso das pessoas. Ela contou que "nos últimos tempos" tem ouvido alguns comentários muito desagradáveis e deu alguns exemplos: «Credo, estás gigante»; «Tens a certeza que é só um bebé?»; «Se tivesses 30 era fácil, agora não vais voltar ao normal»; e ainda «Deves estar preparada para um downgrade na carreira»". “Tenham cuidado com as palavras. As mulheres precisam de apoio e não de opiniões inconvenientes. Mais empatia e menos palpites", pediu Ana Patrícia Carvalho.
Oportunidade

Sara Norte foi até ao Estabelecimento Prisional de Tires onde teve a oportunidade de se encontrar com presidiárias e juntas partilharam as suas experiências de vida. A atriz referiu que este encontro foi enriquecedor, tanto para si, como para estas mulheres, e reforçou a ideia de que toda a gente deve ter uma oportunidade para fazer melhor. "Fui convidada hoje a entrar no Estabelecimento Prisional de Tires para falar com algumas mulheres que estão neste estabelecimento. Para dizer a verdade estava muito nervosa porque apesar de não ter estado presa aqui, é voltar a uma época menos boa da minha vida", acrescentou Sara Norte.
Novo amor Palhaçada

Depois de ter sido condenado a três anos de prisão com pena suspensa pelas acusações de violência doméstica, Nuno Homem de Sá disse que vai recorrer da decisão do Tribunal. À saída, o ator comentou: "O que se passou nestes últimos três anos tem sido uma bosta de primeira apanha e é chato estar há três anos a levar com os ataques diários nas redes, com a intromissão na minha vida pessoal, na minha vida profissional, com a minha saúde, com a minha família..." Mas não ficou por aqui e acrescentou: "Estou tranquilo. Mantenho a minha inocência, eu não agredi ninguém e nós vamos recorrer e vamos mostrar que o Tribunal está enganado e que isto foi uma palhaçada."

João Palhinha tem uma nova namorada. Depois do fim da relação com Patrícia Palhares, com quem o jogador de futebol tem dois filhos, eis que o desportista pode estar novamente apaixonado por uma "mulher do norte, loira e de 25 anos", garantiu Hugo Mendes, comentador do programa da SIC Caras, "Passadeira Vermelha". "Uma fonte revelou-me que o João Palhinha encontrou um amor. É um amor que está a ser vivido de forma muito fogosa. É uma mulher do Norte, vive no Porto. Eu não vou revelar a identidade, é uma pessoa anónima e a minha fonte pediu-me por tudo que não revelasse. Os dois também não escondem porque estão juntos em vários momentos. É alguém que já conhece também a família [...] os pais, pelo menos, já conhece. O João Palhinha está agora no Algarve com os pais e os filhos, a aproveitar os momentos que tem", contou ainda Hugo Mendes, acrescentado que a nova companheira de Palhinha é uma "mulher lindíssima, loira". Patrícia Palhares e João Palhinha, recorde-se, estiveram casados e têm dois filhos em comum: João Maria e Francisco Maria. O fim da relação foi marcado por alguma polémica devido a questões financeiras discutidas em tribunal.
O acidente de helicóptero que no passado domingo (14) vitimou o cantor norte-americano Oliver Tree continua na ordem do dia. Esta tragédia ocorreu no Rio de Janeiro, Brasil, fez seis vítimas que não resistiram à colisão entre dois helicópteros. O artista, conhecido por cantar temas como "Life Goes On" e "Miss You", tornou-se mais conhecido em 2021 quando um dos seus singles se tornou viral nas redes sociais. Aos 32 anos, Oliver Tree juntou uma fortuna de cerca de 4 milhões de dólares e já tinha falado publicamente sobre qual o destino deste dinheiro caso lhe acontecesse alguma coisa. Numa entrevista ao podcast "Zach Sang Show", há menos de dois meses, o artista confidenciou: "O meu testamento está feito para, quando eu morrer, ninguém da minha família ganhar um cêntimo. Se eu tiver uma mulher ou filhos, ninguém vai ganhar um cêntimo". O cantor disse que iria sustentar os filhos até à universidade mas que eles não seriam criados em berço de ouro. Oliver Tree destinou antes o dinheiro da sua fortuna à criação de arte. "A ideia é que, quando eu morrer, todo o dinheiro volte para os artistas. Então, criei uma fundação chamada «Bolsas de Arte para Génios Bebés do Doutor Oliver Tree»", explicou. Porém, não se sabe mais nada sobre esta suposta fundação.


Há mais um capítulo na guerra entre a família Beckham e o filho mais velho de David e Victoria, Brooklyn. Tudo aconteceu quando o ex-jogador de futebol viajou até aos Estados Unidos, mais propriamente a Hollywood, para a inauguração da estrela na Calçada da Fama com o seu nome. Romeo, Cruz e Harper foram com os pais testemunhar este momento tão importante e a única filha do casal, de 14 anos, aproveitou para visitar o irmão mais velho com quem já quase não tem contacto. A jovem Harper deslocou-se até à mansão onde o cozinheiro mora com Nicola Peltz e levou uma carta na esperança de fazer as pazes, mas esteve apenas poucos segundos no local já que o irmão não estava em casa. Estes momentos foram fotografados e saíram em vários meios de comunicação, o que não agradou Brooklyn que fez novamente duras acusações aos pais. O marido de Nicola acusou mesmo os progenitores de fazerem uma manobra para explorar a filha e expô-la ao escrutínio público. "O facto de haver fotógrafos presentes quando a Harper foi entregar a carta pessoalmente diz tudo: ele estava preparado para ser apanhado pelas câmaras", referiu um representante de Brooklyn à revista HELLO! Importa salientar que o jovem, de 27 anos, estava em Nova Iorque onde participou num festival gastronómico.



Palavras cruzadas
1. Cuja temperatura varia entre o quente e o frio; pouco aquecido
2. Comportamento que tende a negar à mulher a extensão de direitos do homem
3. Utensílio de mesa e cozinha, composto de um cabo em cuja extremidade se forma uma parte côncava
4. Ato estúpido, erro tolo; asneira, tolice, besteira
5. Peça ou conjunto de peças de vestir; traje
6. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar
7. Peça contendo elementos letras, números ou figuras em relevo, usada para marcar ou autenticar documentos
Jogo das 11 diferenças 7 10 8 1 15 6 14 2 12 3 13 5 11 9 4

8. Canto solene em honra da pátria e/ou de seus defensores
9. Suspensão temporária de ação ou movimento
10. Móvel composto de um tampo horizontal, geralmente se destina a refeições, jogos, apoio etc
11. Utensílio de mesa, de três ou quatro dentes em uma das extremidades
12. Trazer à memória; recordar
13. Aquilo que possui baixa temperatura
14. Aquele que tem dignidade; honrado, digno 15. Desprovido de beleza, de aparência desagradável

V M U S I C A L D X D Y O F N
R A I L I M A F L L A W E V X
O S K K C K T J X D H R E S T
P A A G L A N O I C I D A R T
E N C T B N U V W A A W O U K
Q A O D S W I C D D R D Y T L
D I W V F E Q O I V A O O L A
L D G E I P F V X L H R G F A
E A H L U D I O E O O Q P T S
T N F V D T A G M N H W I U O
G A R N S X L D T S O D H J T
M C K E H E G O E O I C Y G N
Y X F P A R Q U E S C R M Z E
C W T L R S C W R C E G U B V
D S O D E U Q N I R B H Q T E
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
NOVIDADES
FERIADO
MUSICAL
CANADIANAS
EVENTOS
FAMILIAR
PARQUE
BRINQUEDOS
TRADICIONAL
TORONTO
FESTIVIDADES
TURISMO
GELADO
FESTA

Ingredientes
• 1 kg de abóbora descascada e sem sementes
• 2 cebola picada
• 2 batata amarela descascada
• 2 cenoura raspada
• 2 talo de aipo
Modo de preparação
Coloque a manteiga num tacho médio e leve ao lume médio. Quando derreter, acrescente a cebola picada e a cenoura raspada. Tempere com sal e pimenta e deixe refogar. Cozinhe a cebola lentamente para ganhar mais sabor e ficar mais doce. Junte o alho e misture bem. Adicione a abóbora, a batata e os pedaços de aipo. Regue com a água e deixe ferver. Reduza o lume e deixe cozinhar cerca de 15 minu-
• 2 dente de alho picado
• 2 litros de água
• 1 colher de azeite
• 1 colher de manteiga
• Croutons
• Sal e pimenta q.b.
tos até os legumes ficarem macios. Quanto mais macios estiverem os legumes, mais cremoso ficará o creme.
Com uma varinha mágica, triture tudo até obter um creme espesso e suave. Triture aos poucos para conseguir uma textura ainda mais cremosa. Sirva com cebolinho e croutons por cima.
Bom apetite!



Paulo Perdiz
Com uma carreira sólida de duas décadas, Anselmo Ralph continua a ser uma das figuras mais respeitadas e acarinhadas da música lusófona. Desde os primeiros sucessos que marcaram os anos 2000, o "Cupido" conquistou um lugar cativo no coração de milhões de fãs em vários continentes. Numa entrevista exclusiva e profundamente reveladora concedida ao Milénio Stadium, o cantor abriu o coração sobre o seu percurso recente, partilhou os bastidores da sua nova estratégia de lançamentos e revelou os detalhes de uma dualidade artística auda ciosa que promete surpreender o público e a crítica: a preparação de dois álbuns simultâneos com conceitos completamente distintos.
Após um período de menor exposição mediática e de uma ati vidade de estúdio visivelmente mais contida — uma pausa deliberada, estratégica e essencial para se focar na sua vida familiar e acompanhar de perto o crescimento e a educação da sua filha —, Anselmo Ralph sente que chegou o momento definitivo de regressar em força aos grandes palcos. O artista confessou que a ur gência de criar, reinventar-se e apresentar algo inteiramente novo ao mundo é uma necessidade pessoal e artística, que já não podia ser adiada. Embora tenha lançado alguns temas isolados recente mente, o músico esclareceu que essas canções faziam parte de ar quivos e trabalhos antigos; foram editadas estrategicamente com o único propósito de manter o contacto regular com o seu público fiel e não deixar os fãs totalmente desamparados.
Anselmo partilhou, de forma muito honesta e sem filtros, que já sentia um visível desconforto e até alguma saturação ao subir ao palco para cantar repetidamente o mesmo repertório de sempre. Sentia a falta daquela adrenalina pura, do frio na barriga e do nervosismo saudável que só as novas criações e o risco ar tístico conseguem provocar num verdadeiro criador. Para quebrar em definitivo este ciclo de repetição e previsibili dade, o cantor desenhou um plano de ação ambi cioso com a sua equipa. A partir de setembro, Anselmo planeia lançar novos singles quase todos os meses até ao final do ano civil. O grande objetivo desta autêntica maratona de lançamen tos digitais é construir, passo a passo, as fundações para um espetáculo totalmente renova do, visualmente impactante e transbordante de energia para o próximo ano.
O artista assegura que os grandes clássicos que defini ram a sua carreira continua rão presentes no alinha mento — pois reconhece a dívida de gratidão que tem para com os suces sos do passado —, mas a prioridade absoluta ago ra é a renovação musi cal, a experimentação e a evolução natural da sua sonoridade. A nível criativo, o regresso aos estú dios de gravação está a fazer-se em duas frentes opostas, no fim com o plano ar rojado de lançar dois álbuns em
simultâneo. Esta abordagem dupla pretende mostrar as duas facetas da alma do artista. O primeiro projeto, o álbum secular, será focado no romantismo, a sua eterna imagem de marca, mas com uma abordagem conceptual muito diferente do habitual. Sem querer revelar demasiados detalhes técnicos ou dar spoilers que estraguem o impacto da surpresa, Anselmo adiantou que este disco trará uma espécie de sátira ao amor dos dias de hoje. A ideia central é cruzar as suas habituais melodias envolventes e românticas com uma pitada de ironia mordaz sobre as dinâmicas, por vezes superficiais e dependentes das redes sociais, que caracterizam as relações modernas. Já o segundo projeto, o álbum gospel, será inteiramente dedicado à música de louvor, um reflexo íntimo da sua fé cristã inabalável e uma forma pública de expressar a sua profunda gratidão pelas inúmeras bênçãos, proteção e livramentos que tem recebido ao longo da sua vida pessoal e da sua atribulada carreira.

Os palcos internacionais já chamam pelo artista e a estratégia de concertos para os próximos tempos foi desenhada de forma faseada e meticulosa. Numa primeira etapa, as atenções de Anselmo e da sua agência estarão integralmente focadas em circular pelos países de língua oficial portuguesa (PALOP), com espetáculos já programados em Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e uma passagem muito especial por Timor-Leste. As grandes produções logísticas e as exigentes viagens transatlânticas ficarão reservadas para uma segunda fase no próximo ano, estando já no horizonte o muito aguardado regresso aos Estados Unidos e ao Brasil. Contudo, houve um território geográfico que mereceu um destaque nostálgico e emocionado durante a entrevista: o Canadá. Anselmo Ralph confessou que dar um grande concerto em solo canadiano é um desejo
O artista sublinhou que a comunidade lusófona residente no Canadá continua a ser uma prioridade absoluta na sua agenda de expansão e deixou a promessa solene de que fará tudo o que estiver ao seu alcance para visitar o país muito em breve. Questionado sobre a fórmula mágica que lhe permite continuar na linha da frente após vinte anos de carreira, Anselmo respondeu com a simplicidade que sempre o caracterizou. Para além de colocar a fé como pilar estruturante, o cantor destacou que o verdadeiro segredo reside na forma como trata os seus seguidores: com proximidade, empatia e absoluto respeito. "A única diferença real entre mim e o público é o facto de eu estar em cima do palco a cantar com um microfone na mão. Fora dali, quando as luzes se apagam, somos todos exatamente iguais", afirmou. Esta postura terra-a-terra justifica a fidelidade dos Ao olhar para trás, o músico surpreendeu pela maturidade: aconselharia o seu "eu" mais jovem a gerir melhor o tempo e a aproveitar mais a família.
O ritmo avassalador da indústria, outrora um obstáculo, é hoje algo que tenta equilibrar com mais qualidade de vida. A fechar, Anselmo deixou uma mensagem de agradecimento aos fãs da "velha guarda", elogiando o facto de estes estarem a passar o testemunho da sua música para os seus próprios filhos. Aos novos ouvintes, deu as boas-vindas, prometendo uma era tão marcante quanto o início dos anos 2000.
O "Cupido" está de volta, munido de novas setas e energia renovada.





CARNEIRO 21/03 A 20/04
Esse excessivo desejo de posse que durante este trânsito se verifica, pode originar a aquisição de bens não pela falta que eles façam, mas tão simplesmente pelo prazer da ostentação. Lembre-se de que o sentido de posse exclusiva lhe dá essa sensação de avareza e tira-lhe o prazer de partilhar com os outros os bens que possui.

TOURO 21/04 A 20/05
Durante este período a expressão dos seus sentimentos e emoções tornar-se-á mais tranquila e harmoniosa. Deverá ocupar-se das suas necessidades imediatas, reorganizando o seu mundo doméstico, o seu trabalho, o seu bem-estar físico. Esta é uma boa altura para organizar festas ou reuniões de convívio entre a família e amigos.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Os valores, de um modo geral, estão na ordem do dia, quer sejam materiais ou não. Poderá mesmo sentir mais interesse em gastar dinheiro com o intelecto do que adquirir bens materiais. Contudo, os assuntos financeiros poderão ser alvo de alguma preocupação e poderá sentir um mais forte sentido dos valores.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Este é um momento em que está mais facilitada a sua capacidade de transmitir aos outros o que pensa e sente tanto através da palavra como da escrita. Devido à forma original, autêntica e forte como se expressa, consegue defender melhor as suas ideias. Esta é uma boa altura para pôr em marcha um plano.

LEÃO 22/07 A 22/08
Durante este período terá boas relações com os amigos e a família. A sua personalidade vai tornar-se irradiante e cheia de charme, mas estará mais dependente do que os outros pensam de si. O convívio com os outros ser-lhe-á muito gratificante, pelo que deverá aproveitar todas as oportunidades para estar com os amigos.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Ao longo deste período poderão pedir-lhe para liderar algum projeto ou situação de que resultará uma agradável posição de comando acompanhada por uma melhoria das suas condições financeiras. Não se esqueça de que com o poder vêm as responsabilidades; analise bem a situação antes de se comprometer, para evitar deceções.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Ao longo deste período sentirá uma muito maior capacidade de argumentação, de expor e defender ideias, quer seja no plano profissional, no contacto com superiores ou com quem depende de si, como também na sua esfera afetiva e de amigos. A segurança que sente e que transmite ajudará a fazer vingar um projeto seu.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Conseguirá bons resultados se conseguir associar equilíbrio e sensibilidade ao mundo do trabalho. Poderá inclusivamente surgir um envolvimento amoroso através da carreira. Os conselhos de pessoas mais velhas e experientes ou de superiores hierárquicos poderão ser de grande utilidade nesta fase.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Nesta altura poderá vir a ter alguns conflitos. Não será grave, pois, irá analisar a situação e tirar partido a seu favor. Nesta altura está a desenvolver a sua capacidade de aprender mais acerca de si e de conhecer melhor também os outros com quem tem negócios. Será um bom momento para as questões legais e para resolver assuntos burocráticos

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Durante este trânsito de Marte pela sua Casa V, dos amores e divertimentos irá mostrar a sua verdadeira personalidade em todo o seu brilho e esplendor. Sentirá satisfação em ser quem é e não se coibirá de o mostrar. Em termos amorosos, a fase é de conquistas, entusiasmo e paixão. Emoções que quererá viver em pleno.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Ao longo desta semana poderão ocorrer alguns conflitos na sua vida familiar devidos à sua maneira intransigente e mesmo teimosa de encarar os factos. Não esqueça que as suas opiniões podem divergir das dos outros, não querendo isso dizer que estejam erradas. Procure ser mais flexível ou então afaste-se evitando discussões vãs.

PEIXES 20/02 A 20/03
Vai estar numa fase em que vai ajudar todos os que estão em seu redor. Será o ombro amigo, confidente, e a pessoa que dá conselhos a todos os seus amigos. Esta Casa tem a ver com a família, logo, também vai estar numa altura em que vai dar especial importância aos seus familiares.
Soluções


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53 Queen St. N., Mississauga, a partir das 18h30. Informações: 905 286 1311
21 e 27 de junho
Fiesta Week
Oshawa Portuguese Club, Northern Portugal Cultural Centre e Oshawa Folk Arts Council em Oshawa. Informações: 905 240-5225


24 de junho
PCCM
Torneio de Golf Annual
53 Queen St. N., Mississauga, a partir das 18h30. Informações: 416-554-6198
25 de junho
LiUNA Local 183
Torneio de Golf Charity Annual
O LiUNA Local 183 Golf Classic Annual é o maior torneio de golfe de um único dia da América do Norte, realizado em quatorze dos melhores campos de golfe da região da GTA (Grande Área de Toronto). Mais informações 416-240-2183
27 de junho
Casa dos Açores Jantar em honra do Padroeiro Às 18h00, na 1136 College St, Toronto;Informações: 416-953-5960.





O projeto do Magellan Community Centre continua a ganhar forma em Toronto, com novos avanços na construção, que refletem o crescimento contínuo daquela que será uma futura residência e centro de cuidados destinado à população sénior de língua portuguesa.
De acordo com a mais recente atualização divulgada pela Magellan, os trabalhos no edifício localizado na Lansdowne Avenue continuam a progredir em várias frentes. Entre os desenvolvimentos mais recentes destaca-se o início da instalação da cobertura, bem como o avanço significativo dos parapeitos, já concluídos em cerca de 95%.
A instalação dos sistemas mecânicos e de infraestruturas prossegue igualmente a bom ritmo. Os trabalhos incluem a colocação de condutas verticais de ventilação até ao sétimo piso, a instalação de drenagens na cobertura e a continuação das ligações de canalização até ao quinto andar. No interior do edifício, prosseguem também os trabalhos de estrutura metálica nos segundo e terceiro pisos, enquanto as instalações elétricas decorrem no rés-do-chão e nos pisos superiores já em construção.
No exterior, a colocação de estruturas e revestimentos encontra-se aproximadamente 85% concluída, ao mesmo tempo que continuam a ser instaladas janelas até ao quarto piso. Estão igualmente em curso trabalhos de preparação para a instalação dos painéis de cimento na fachada voltada para a Lansdowne Avenue. Um dos momentos mais simbólicos dos últimos meses aconteceu a 13 de maio, quando a empresa Corebuild Construction promoveu a tradicional cerimónia de topping off, assinalando a conclusão da estrutura principal do edifício. O evento reuniu membros da direção do Magellan, grandes doadores, representantes políticos e outros apoiantes do projeto, celebrando um marco importante no percurso de construção do futuro centro.
Durante o mês de maio, o local recebeu ainda diversas visitas institucionais. No dia 8, Vítor Silva e Manuel DaCosta receberam Miguel Costa Matos, deputado da Assembleia da República pelo Partido Socialista. Já no dia 16, a obra foi visitada pela cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, pelo novo embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, por AnaBela Taborda, gestora da agência da IC Savings e presidente da BIA Little Portugal, que foram acolhidos pelo membro da direção da Magellan Charities, Gil Nicolau.
Paralelamente aos trabalhos de construção, a Magellan Community Foundation prepara já algumas das suas principais iniciativas de angariação de fundos e envolvimento comunitário para os próximos meses.
Entre os eventos anunciados encontra-se a terceira edição do Torneio Anual de Golfe da organização, marcada para 16 de setembro de 2026, no Lebovic Golf
Club, em Aurora. A iniciativa pretende reunir apoiantes, patrocinadores e membros da comunidade para um dia de convívio e networking.
Já a terceira Gala Anual da Magellan está agendada para 7 de novembro de 2026, no Universal Event Space, em Vaughan. O evento celebrará mais um ano de atividade da organização e incluirá um programa dedicado à cultura portuguesa, com gastronomia, música e atuações inspiradas nas tradições nacionais.
Entretanto, a Magellan Community Charities prepara-se para marcar presença em vários eventos comunitários ao longo do mês de junho. Durante as celebrações do Dia de Portugal, entre os dias 12 e 14 de junho, a organização participará nas festividades e no desfile, promovendo junto da comunidade informações sobre o progresso do projeto e futuras oportunidades de recrutamento.
A presença da Magellan estender-se-á também ao Do West Fest, onde a instituição estará representada no espaço da IC Savings para divulgar o estado atual das obras e responder a questões do público.
A campanha de angariação de fundos continua igualmente em curso. A organização recorda que todas as contribuições, independentemente do valor, são consideradas importantes para ajudar a concretizar o objetivo de abrir as portas do Magellan Community Centre, uma infraestrutura concebida para responder às necessidades dos idosos de língua portuguesa na região.
Na sua mais recente newsletter, a direção da organização anunciou também alterações na composição do seu Conselho de Administração. Vítor Silva deixou recentemente o cargo de diretor devido às suas responsabilidades na liderança do Partido Socialista em Portugal. A instituição agradeceu publicamente o contributo prestado ao longo dos últimos anos, destacando o seu papel na área das relações-públicas e no desenvolvimento do projeto.
A fundação aproveitou ainda a newsletter para divulgar informação sobre os custos dos cuidados continuados em Ontário, recordando que os valores de alojamento nos lares de longa duração são definidos pelo Ministério dos Cuidados de Longa Duração da província e são iguais em todas as instituições. Foram também destacadas as opções de apoio financeiro disponíveis para residentes que necessitem de assistência no pagamento destes serviços.
À medida que a construção avança e novos marcos são alcançados, o Magellan Centre aproxima-se da concretização de um projeto que há vários anos mobiliza o apoio de inúmeros voluntários, doadores e membros da comunidade luso-canadiana.
