

apresentador Augusto Bandeira
convidados Manuel DaCosta
Rómulo Medeiros Ávila
Vítor Silva
EDITORIAL

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apresentador Augusto Bandeira
convidados Manuel DaCosta
Rómulo Medeiros Ávila
Vítor Silva


A questão da coexistência cultural dentro das fronteiras nacionais tem desafiado as sociedades desde a sua formação. Rupturas no equilíbrio cultural para fins egoístas são autocentradas e prejudiciais para o tecido do que constitui um país. Valeria a pena salvar uma cultura que se está a fraturar ao longo das linhas de separação cultural? Na minha perspetiva sim, e daí a razão para uma discussão sobre o continente de Portugal e as ilhas dos Açores e da Madeira. As três componentes que constituem o todo de Portugal coexistem há centenas de anos e, embora tenha havido desafios no passado, tais como conversas de separação, as mentes mais moderadas prevaleceram e o país permaneceu unido. No entanto, atualmente, na era dos meios de comunicação social e da provocação e saturação do pensamento intelectual, um tipo diferente de separatismo está a erguer a sua cabeça feia.
Um microcosmo do que Portugal é existe no Canadá, um país que aceitou imigrantes portugueses há 73
Ano XXXV - Edição nº 1801
12 a 18 de junho de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta
Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
anos e proporcionou condições de prosperidade que, por razões políticas, Portugal não quis resolver.
Açorianos, continentais e madeirenses têm vivido num sistema harmonioso nos últimos 73 anos no Canadá, mesmo que diferenças internas baseadas no "bairrismo" tenham criado instâncias de racismo e tendências misóginas, particularmente entre continentais e açorianos. As referidas diferenças lógicas no desenvolvimento comunitário têm frequentemente desafiado a nossa diversidade cultural e processo de pensamento, o qual tem sido baseado na ignorância de autoproclamados líderes vindos do continente.
A perpetuação de retórica que promove uma versão de complexo de inferioridade intelectual tem colocado barreiras no desenvolvimento positivo das nossas comunidades, ignorando sinais de que a autodeterminação, combinada com o respeito mútuo pela importância cultural de outras comunidades e a sobrevivência de subculturas distintas dentro de uma nação, depende de variáveis estruturais e sociais. As comunidades que controlam o seu próprio património experimentam frequentemente níveis mais elevados de coesão social e sobrevivência cultural.
Muitas vezes, líderes comunitários individualistas sentem que são os donos do
comboio que transporta uma comunidade para o seu ponto de encontro final.
O poder cultural unificado constroi comunidades fortes, resultando numa melhor influência a todos os níveis de inclusão política e geográfica; mas, pelo contrário, se não reconhecermos direitos unificados de existência cultural, resultará em "roubo cultural" e assimilação forçada. Parece haver uma perceção dentro da comunidade portuguesa de que existe um número de líderes que controlam a governação da diversidade social e cultural e que apenas eles sabem o que é melhor para o valor da diversidade. Isto, claro, é espalhado por narcisistas egoístas auto nomeados que frequentemente se auto engrandecem pela percepção de um poder falso. A influência não vem de quem molda o poder à sua conveniência, mas sim das pessoas que acreditam num conjunto de princípios baseados no equilíbrio e na justiça do respeito pelo desenvolvimento. Alargar as nossas mentes para glorificar uma comunidade não significa enriquecimento pessoal, mas sim cooperação por uma causa justa.
Junho é o mês da Herança Portuguesa no Canadá, o que proporciona uma oportunidade para nos elevarmos acima de envolvimentos de interesse próprio, inspirando todos aqueles que ainda não sentiram a cultura portuguesa. No dia 13 de
junho, o desfile do Dia de Portugal faz parte da humanização de quem somos enquanto comunidade. Alguns clubes decidiram boicotar este evento tão importante, não compreendendo que a cultura portuguesa associada a clubes e associações é muito maior do que qualquer indivíduo que boicote e/ou assuma a propriedade daquilo que o desfile e o mês de Junho representam. A separação por parte de alguns na comunidade açoriana como forma de protesto rouba a muitos a oportunidade de mostrar os corações e as mentes dos açorianos. É um pensamento de curto alcance que se refere a outros aspetos onde a separação cultural ignora propositadamente contributos que outros membros da comunidade poderiam valorizar se participassem.
Aqueles que silenciosamente se dedicam ao roubo da cultura deveriam reavaliar a sua própria hierarquia individualista, porque o resultado será o conflito interno. A cultura dentro das comunidades promove a sobrevivência das suas diferenças e dá prioridade à resiliência cultural e à autodeterminação.
Ajude a construir, não a destruir, aquilo que leva tanto tempo a tornar-se quem somos.

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Somos açorianos, madeirenses e continentais... ou somos simplesmente portugueses?

Como tudo começou?

Os factos


Porque existe esta separação entre açorianos, madeirenses e continentais?
É um problema?
Qual é a realidade hoje?

O que nos deve preocupar?


Photo: Copyright
Conselheiro das Comunidades Portuguesas acredita que as diferenças entre continentais, açorianos e madeirenses podem transformar-se numa força cultural para as futuras gerações.
Adiversidade regional sempre fez parte da identidade portuguesa. No entanto, dentro da comunidade luso-canadiana, especialmente na Grande Área de Toronto (GTA), continuam a existir diferenças e sensibilidades que, por vezes, dificultam uma participação mais unificada. Para Laurentino Esteves, Conselheiro das Comunidades Portuguesas no Canadá, estas divergências não devem ser encaradas como uma separação, mas sim como uma realidade complexa, influenciada pela história, pela cultura e pela própria experiência migratória.
Nesta entrevista, Laurentino Esteves reflete sobre as origens dessas diferenças, o impacto que têm na vida associativa e na representação coletiva dos portugueses no Canadá, defendendo um maior conhecimento mútuo entre continentais, açorianos e madeirenses e apelando ao diálogo como caminho para fortalecer a portugalidade além-fronteiras.
Milénio Stadium: Na sua perspetiva, por que razão continua a ser tão visível a separação entre continentais, açorianos e madeirenses dentro da comunidade portuguesa na GTA, mesmo após várias gerações no Canadá?
Laurentino Esteves: Esta é uma velha questão e tem vários ângulos de abordagem. Eu quero crer que não é necessariamente uma separação; é mais uma clivagem, e mais acentuada realmente entre continentais e açorianos e vice-versa.
Primeiro, temos que ter em conta que os nossos compatriotas açorianos são, de facto, a maior parte da nossa comunidade.
Chegaram primeiro cá, têm e tiveram raízes e o maior entrosamento na dita comunidade (mainstream). Afirmaram-se mais depressa no Canadá e muitos sem nenhuma intenção de voltar aos Açores. Há depois a parte cultural e identitária. A Região Autónoma dos Açores é isso mesmo, autónoma, e há quem entenda autonomia como independência. Eu estou muito à vontade para abordar estas questões. Tenho muitos amigos, e bem próximos, gente dos Açores com quem troco muitas vezes ideias e impressões deste género.
Queria trazer à equação um aspeto que para mim é fundamental. No meu tempo de escola, o que nos foi dado a saber sobre os Açores ou a Madeira foi muito pouco, apenas o básico e nada mais. Já falei muito e escrevi sobre isto. Eu vim conhecer a cultura dos Açores e da Madeira depois de chegar a Toronto, nos anos 80. Novamente, mais dos Açores. Eu vim conhecer as tradições, os costumes e a gastronomia (riquíssima). Aliado a isto, as cantorias, de que sou um enorme entusiasta e confesso fã. Quem me conhece sabe que consigo acompanhar no Pézinho e na Desgarrada. Estou há algum tempo a tentar aprender as “Velhas da Terceira” e hei-de lá chegar.
Há depois um último senão, visto por muitos, em particular pelos adeptos da discórdia, que é o sotaque diferente de praticamente todas as ilhas dos Açores, com maior preponderância em São Miguel. Sendo a maior ilha e tendo muitos dos seus no Canadá, é o padrão pelo qual incorretamente acabam por ser medidos todos os açorianos. Esta condição não deveria nunca ser um demérito, mas sim um valor e uma riqueza da nossa língua. Este estigma vem muito do berço e é uma barreira difícil, imposta por dogmas antigos e pouco informados. Conheço e sei que muitos açorianos pre-
ferem falar inglês do que português e fazem um esforço acrescido para não terem de usar o seu português com sotaque. Está provado que as gerações mais antigas de açorianos aprenderam mais rápido e melhor inglês do que os continentais. Isso não foi mau de todo. Abriu-lhes outras oportunidades no campo laboral, social e até político.
MS: Na sua opinião, esta separação resulta mais de fatores culturais e históricos trazidos de Portugal ou de dinâmicas criadas já na diáspora canadiana?
LE: Parte da resposta creio que está dada na primeira pergunta. No entanto, depois cada comunidade tem as suas particularidades e dinâmicas próprias.
MS: Que impacto tem esta divisão na construção de uma identidade portuguesa unificada no Canadá, sobretudo junto das gerações mais jovens?
LE: O impacto por vezes é visível e acentuado na comunidade. Afasta as pessoas das iniciativas comunitárias e, por arrasto, do próprio movimento associativo. Têm sido feitos alguns esforços pontuais para que haja cada vez mais interação entre todos os portugueses, sem exceção.
Por exemplo, entre nós, as celebrações do Dia de Portugal são um espaço onde todos se deveriam sentir incluídos. A Parada do Dia de Portugal tem tido a participação da Madeira, através da Casa da Madeira. Esta situação é mais simples porque é a única representação madeirense na área de Toronto. Há quem diga que a participação dos Açores fica aquém do número de clubes e associações oriundos das nove ilhas açorianas. Seria um tema para aprofundar e ter uma discussão profunda, séria e necessária com os interessados.
A ACAPO, como uma espécie de federação
das associações e clubes portugueses do Ontário, deveria ser a primeira a promover este diálogo entre todos os interessados. Na minha humilde capacidade de Conselheiro das Comunidades Portuguesas, estarei disponível para contribuir para esse diálogo. Curiosamente, os mais jovens, na minha opinião, estão mais flexíveis e serão também os mais interessados e possivelmente os mais beneficiados.
MS: Até que ponto esta fragmentação interna enfraquece a representação da comunidade portuguesa junto das instituições canadianas e o reconhecimento do seu contributo coletivo?
LE: Naturalmente, uma comunidade fragmentada ou dividida é mais fraca e tem menos argumentos para se impor quando é necessário mostrar uma frente robusta e unida. Isto pode ter consequências nefastas junto das instituições, a começar pelas do Canadá, o nosso país de acolhimento. Estou convicto e otimista de que seremos capazes de ultrapassar esta “clivagem” e outras que teremos pela frente.
Queria ainda trazer outro ponto de vista que tenho sobre isto há muito tempo. Um dos grandes problemas é o desconhecimento e a diferença. Ora, nem os continentais conhecem os Açores nem os açorianos conhecem o continente, geralmente falando, claro.
Quando se fala em tarifas aéreas subsidiadas para isto e para aquilo, deveria ser um desígnio nacional do Estado apoiar os cidadãos portugueses a viajar entre os arquipélagos da Madeira e dos Açores e o continente. Esta medida, usada noutros locais, para além de aproximar as pessoas e combater a insularidade, seria ainda um fator económico relevante.
Ainda a propósito, o facto de o Senhor Presidente da República ter escolhido a ilha Terceira para as celebrações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e depois ter seguido para a Madeira, é um passo na direção certa. Por fim, repito, quero estar confiante e acredito que saberemos, em conjunto, ultrapassar estas diferenças, que não passam disso mesmo: diferenças. Importante é saber transformá-las num potencial cultural rico da nossa portugalidade.
Viva Portugal.
Vivam as comunidades portuguesas. Vivam todos os portugueses.


Mais do que uma só comunidade
Num Canadá construído pela força do multiculturalismo, a comunidade portuguesa continua a afirmar-se através das suas raízes, tradições e identidade coletiva. Mas dentro dessa realidade existe uma diversidade muitas vezes invisível para quem observa de fora: açorianos, madeirenses e portugueses do continente carregam histórias migratórias distintas, experiências próprias e fortes ligações regionais que ajudaram a moldar o percurso da diáspora luso-canadiana ao longo de décadas. Embora essas diferenças tenham, por vezes, criado comunidades mais segmentadas, líderes associativos defendem que a diversidade interna não deve ser vista como fator de divisão, mas sim como uma das maiores riquezas da presença portuguesa no Canadá.
Entre memórias de imigração, preservação cultural e desafios de representação, cresce hoje uma nova visão de unidade — uma comunidade capaz de preservar as suas identidades regionais sem perder a força de uma voz comum. É nessa realidade que Suzanne da Cunha, presidente da Casa dos Açores do Ontário, e Matthew Correia, conselheiro da diáspora açoriana, refletem sobre o passado, o presente e o futuro da comunidade portuguesa no Canadá.

Suzanne da Cunha: “Identidades açoriana, madeirense e continental fortalecem a comunidade”
Em entrevista, a presidente da Casa dos Açores do Ontário, Suzanne da Cunha, sublinha que a perceção de alguma separação entre os diferentes grupos dentro da comunidade portuguesa resulta sobretudo de “um processo histórico de imigração feito em diferentes fases e com realidades sociais distintas”.
Segundo a responsável, muitos açorianos chegaram ao Canadá nas décadas de 1950
e 1960, frequentemente em contextos de maior vulnerabilidade económica e com forte ligação ao trabalho agrícola e operário. Já os emigrantes provenientes do continente português chegaram em diferentes períodos e com outras dinâmicas profissionais e sociais, o que contribuiu para a criação de redes comunitárias mais segmentadas. “A forma como a comunidade se organizou inicialmente, através de bairros, igrejas e associações ligadas à origem regional, ajudou a criar laços muito fortes dentro de cada grupo, mas também alguma separação natural entre eles”, explica a professora Suzanne da Cunha.
Apesar dessa realidade histórica, a presidente da Casa dos Açores do Ontário rejeita a ideia de que as diferenças regionais representem um problema estrutural. Pelo contrário, considera-as uma mais-valia.
“A cultura açoriana, madeirense e continental complementam-se. Essa diversidade é uma riqueza que torna a nossa comunidade mais viva, mais representativa e mais forte dentro do mosaico multicultural canadiano”, afirma. Ainda assim, reconhece que, quando estas identidades são vividas de forma demasiado isolada, podem limitar a capacidade de ação conjunta da comunidade portuguesa enquanto bloco social e institucional. “O desafio não é eliminar as diferenças, mas garantir que elas não se transformam em barreiras. A identidade portuguesa deve ser suficientemente ampla para acolher todas as suas expressões regionais”, defende salientando no entanto, por exemplo, que a Casa dos Açores do Ontário foi a primeira organização a ceder gratuitamente as suas instalações para os eventos da Casa da Madeira, e o mesmo faria caso outra qualquer precisasse de apoio e ajuda.
Para Suzanne da Cunha, instituições como a Casa dos Açores do Ontário, os clubes sociais, as associações culturais e os meios de comunicação social desempenham um papel determinante na construção de pontes entre gerações e origens. Estas estruturas, refere, devem apostar em iniciativas conjuntas que promovam o encontro entre diferentes segmentos da comunidade, desde eventos culturais a celebrações nacionais e projetos direcionados para os jovens luso-descendentes. “Temos de criar mais espaços de partilha entre açorianos, madeirenses e continentais. Quando trabalhamos juntos, a nossa voz torna-se mais forte e mais influente no contexto canadiano”, sublinha. Também os media comunitários são chamados a desempenhar uma função agregadora, valorizando narrativas comuns e histórias partilhadas de integração e sucesso no Canadá. Apesar das diferenças históricas e culturais, há um ponto de convergência cada vez mais evidente: as novas gerações. Nascidos
ou criados no Canadá, muitos jovens já se identificam como luso-canadianos, combinando heranças regionais com uma identidade portuguesa mais ampla e uma forte ligação ao país de acolhimento. “É nesse futuro que devemos apostar”, conclui Suzanne da Cunha. “Uma comunidade portuguesa unida na diversidade, orgulhosa das suas raízes e, ao mesmo tempo, capaz de falar a uma só voz quando necessário.”

Matthew Correia defende valorização das raízes açorianas como parte essencial da comunidade luso-canadiana
A emigração açoriana teve um papel fundamental na formação da comunidade portuguesa no Canadá, sobretudo na Grande Área de Toronto. Para Matthew Correia, conselheiro da diáspora açoriana, essa herança continua viva na identidade de milhares de luso-canadianos. “Trouxeram consigo não apenas a língua e as tradições, mas também uma profunda saudade das suas ilhas”, afirma.
Foi dessa ligação às origens que nasceram muitas das instituições comunitárias ainda hoje centrais na vida portuguesa em Ontário. Clubes, associações culturais, irmandades religiosas e festas tradicionais mantêm forte influência açoriana. Segundo Correia, esse legado está presente nas celebrações do Divino Espírito Santo e do Senhor Santo Cristo, nos grupos folclóricos, filarmónicas, touradas à corda e festas organizadas por entidades como a Casa dos Açores do Ontário e o Graciosa Community Centre.
Para muitos filhos e netos de emigrantes, a açorianidade vai além de uma identidade regional. “Ser açoriano é também uma forma de entender as nossas origens, cultura e ligação a Portugal”, sublinha. Questionado sobre alguma distância entre açorianos e portugueses do continente dentro da comunidade luso-canadiana, Matthew Correia reconhece diferenças históricas, mas rejeita a ideia de divisão. Explica que muitos açorianos emigraram por percursos diferentes e criaram redes
muito ligadas às suas ilhas de origem. Além disso, os Açores possuem tradições, sotaques e costumes próprios dentro da identidade portuguesa.
“A questão não é separação, mas sim reconhecimento”, afirma. “Os açorianos merecem ver a sua história e contributos refletidos na comunidade portuguesa. Não há portugueses de primeira nem de segunda.” Com esse objetivo, Correia impulsionou a criação do Azores Parkette, em Little Portugal, Toronto. O espaço procura homenagear o contributo açoriano para a comunidade portuguesa e para a sociedade canadiana. “Faltava um espaço que reconhecesse a presença e o legado da comunidade açoriana”, explica.
Sobre as novas gerações, Matthew Correia acredita que é possível preservar as identidades regionais sem perder a unidade da comunidade portuguesa. “Um jovem pode sentir-se canadiano, português e açoriano ao mesmo tempo”, refere. Para isso, considera essencial investir em programas juvenis, ensino da língua portuguesa, intercâmbios culturais e participação associativa.
Defende ainda que as instituições luso-canadianas devem ser mais inclusivas e abertas à diversidade regional. “Devemos ser acolhedores e não insulares”, afirma. Para o conselheiro, a diversidade interna é uma das maiores forças da comunidade portuguesa no Canadá. “A unidade não significa que todos tenham de ser iguais. A riqueza da nossa comunidade está precisamente na diversidade das suas tradições e experiências.”
“O objetivo deve ser construir uma comunidade unida por uma herança comum e pelo compromisso de manter as futuras gerações ligadas às suas raízes portuguesas. Porque, como diz o velho ditado: ‘A união faz a força.’”, rematou.
Concluindo, o desafio que permanece é o da continuidade: preservar a riqueza das raízes sem permitir que elas se transformem em fronteiras. Porque é na capacidade de reconhecer a diversidade interna como força comum que a comunidade portuguesa encontrará não apenas a sua unidade, mas também a sua relevância futura. No fim, a mensagem que emerge é clara — a identidade portuguesa no Canadá não se define pela origem de cada um, mas pela vontade coletiva de manter viva uma herança comum, aberta ao mundo e às gerações que virão.
RMA/MS

A comunidade portuguesa da Grande Área de Toronto é frequentemente apontada como uma das mais dinâmicas da diáspora portuguesa. E é, sem dúvida, no entanto, continua a evidenciar-se uma forte identificação regional entre os portugueses os lusodescendentes que aqui residem. Açorianos, madeirenses e continentais, parecem por vezes divididos ou se preferirem afastados, como se estivessem cada um no seu canto. Esta é uma realidade que se reflete nas várias associações, clubes e estruturas comunitárias. Esta diversidade representa, sem dúvida, uma enorme riqueza cultural, mas por vezes pode dificultar a afirmação de uma voz coletiva mais forte.
José A. Rodrigues, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa da Madeira e Conselheiro da Diáspora Madeirense no Canadá, considera que as diferenças regionais não são, por si só, um problema. Com uma visão plena de lucidez e bom-senso, José A. Rodrigues defende que o desafio está em garantir que essas identidades funcionem como elementos de união e não de separação.
Milénio Stadium: Na sua perspetiva, por que razão continua a ser tão visível a separação entre continentais, açorianos e madeirenses dentro da comunidade portuguesa na GTA, mesmo após várias gerações no Canadá?
José A. Rodrigues: É uma questão complexa e que varia de comunidade para comunidade. Na verdade, não creio que exista um verdadeiro afastamento entre açorianos, madeirenses e continentais. O que existe é uma tendência natural para as pessoas se relacionarem mais com quem partilha referências culturais, familiares e até linguísticas semelhantes.
Uma das razões para isso prende-se com a própria história da imigração portuguesa para o Canadá. Os diferentes grupos chegaram em períodos distintos e criaram as suas próprias redes de apoio, associações, clubes e círculos sociais. Essas estruturas foram fundamentais para ajudar os recém-chegados a integrarem-se e acabaram por consolidar identidades regionais muito fortes.
Há ainda um fator geracional importante. Muitos filhos e netos de emigrantes cresceram a ouvir que eram açorianos, madeirenses ou minhotos antes mesmo de se identificarem como portugueses. Esse orgulho pelas origens foi transmitido dentro das famílias e das associações. No entanto, observo que entre as gerações mais novas essa distinção tende a ser menos relevante. Muitos jovens identificam-se primeiro como portugueses ou luso-canadianos e só depois com a sua origem regional.
MS: Até que ponto considera que esta divisão tem raízes históricas importadas de Portugal e até que ponto é algo que se reforça já em contexto canadiano?
JAR: Penso que existem algumas raízes históricas trazidas de Portugal, sobretudo porque os Açores e a Madeira possuem identidades muito próprias e fortemente enraizadas. Contudo, diria que esta realidade é reforçada sobretudo no contexto da diáspora.
Em Portugal, apesar das diferenças regionais, as pessoas convivem diariamente com cidadãos de outras regiões sem que isso constitua uma barreira significativa. Um madeirense que vive em Lisboa ou um açoriano que trabalha no Porto raramente organiza toda a sua vida social em função da sua origem regional.
Na diáspora acontece algo diferente. Quando uma comunidade emigra, tende a preservar a identidade que possuía no momento da partida. As tradições, os costumes e até certas rivalidades ou perceções regionais ficam, de certa forma, “congelados no tempo”. Além disso, na GTA as primeiras redes de apoio foram criadas entre pessoas da mesma origem regional e as associações cresceram à volta dessas identidades.
Existe também um fator emocional. Muitos emigrantes não trouxeram apenas Portugal consigo; trouxeram a sua ilha, a sua freguesia ou o seu concelho. Para muitos açorianos e madeirenses, essa ligação à terra natal tornou-se um elemento central da sua identidade. Isso é perfeitamente compreensível e até admirável. O desafio surge apenas quando o orgulho regional deixa de ser um fator de enriquecimento cultural e passa a criar barreiras à construção de uma comunidade portuguesa mais unida.
MS: Que peso têm as associações culturais, clubes e estruturas comunitárias na manutenção destas identidades regionais em vez de uma identidade portuguesa mais agregadora?
JAR: Têm um peso significativo, embora não necessariamente negativo. As associações regionais desempenharam um papel essencial na preservação da cultura portuguesa no Canadá. Sem elas, muitas tradições, costumes e até aspetos da língua ter-se-iam perdido ao longo das gerações. Naturalmente, uma Casa da Madeira existe para promover a cultura madeirense, tal como um clube açoriano procura preservar a herança cultural dos Açores. Isso é legítimo e importante. O efeito secundário é que essas organizações ajudam também a perpetuar as identidades regionais que lhes deram origem.
No caso dos madeirenses, por exemplo, basta recordar a aquisição do Madeira Park,
em 1963, precisamente com o objetivo de reunir a comunidade e preservar as suas tradições. Estruturas como essa foram tão bem-sucedidas que continuam a moldar a vida comunitária várias décadas depois. Contudo, não creio que as principais divisões sejam necessariamente entre madeirenses, açorianos e continentais. Muitas vezes, as diferenças mais evidentes surgem entre organizações, entre gerações ou até entre diferentes estilos de liderança. Quando as associações colaboram entre si, as distinções regionais tendem a desaparecer rapidamente. A questão fundamental é saber se essas identidades funcionam como pontes ou como fronteiras.
MS: Acredita que esta fragmentação interna limita a capacidade de afirmação política, social e cultural da comunidade portuguesa no Canadá?
JAR: Em certa medida, sim. Uma comunidade que atua de forma dispersa tem menos capacidade de mobilização e menos influência do que uma comunidade capaz de articular objetivos comuns.
Quando as organizações trabalham isoladamente, os recursos humanos e financeiros ficam dispersos, as mensagens dirigidas aos decisores políticos tornam-se menos consistentes e a capacidade de atrair as gerações mais jovens diminui. O impacto institucional e mediático também acaba por ser menor.
No entanto, é importante não confundir unidade com uniformidade. A comunidade portuguesa nunca será uma estrutura única, nem precisa de o ser. A diversidade regional faz parte da sua riqueza. O desafio consiste em garantir que essa diversidade funcione como uma federação de interesses comuns e não como um conjunto de grupos isolados.
Na minha perspetiva, a fragmentação mais prejudicial não é a cultural, mas sim a institucional e, por vezes, pessoal. Ao longo dos anos, os momentos de maior projeção da comunidade portuguesa ocorreram precisamente quando diferentes organizações e lideranças conseguiram trabalhar em conjunto. Nesses momentos, o que prevalece não é a origem regional, mas a força coletiva de uma comunidade que representa milhares de luso-canadianos.
MS: O que poderia ser feito, de forma prática, para aproximar estas diferentes origens regionais sem apagar as suas especificidades culturais?
JAR: A solução não passa por diluir as identidades regionais, mas por criar mais espaços de encontro e colaboração entre elas.
Seria importante promover mais eventos conjuntos entre associações madeirenses,
açorianas e continentais, desde festivais culturais e conferências até iniciativas de angariação de fundos para causas comuns. No passado existiram exemplos positivos desse espírito de cooperação, que demonstraram ser possível trabalhar em conjunto sem perder as especificidades de cada grupo.
Outra medida importante seria a criação de fóruns permanentes de diálogo entre organizações portuguesas, permitindo discutir desafios comuns e coordenar esforços. Ao mesmo tempo, devemos apostar mais na juventude. Os jovens tendem a valorizar menos as divisões regionais e podem desempenhar um papel decisivo na construção de uma comunidade mais integrada através de projetos de liderança, voluntariado e participação cívica.
Também considero importante promover um maior conhecimento mútuo das diferentes regiões de Portugal. Muitas vezes, as pessoas conhecem pouco a realidade das outras comunidades. Quanto mais conhecimento existir, maior será o respeito e a proximidade.
No fundo, penso que devemos evoluir de uma lógica de “somos madeirenses, açorianos ou continentais” para uma visão mais abrangente: somos madeirenses, açorianos e continentais, mas pertencemos todos à mesma comunidade luso-canadiana. A riqueza da nossa comunidade está precisamente nessa diversidade. O desafio é transformá-la numa força coletiva capaz de beneficiar todos.

José A. Rodrigues DR.
Uma comunidade dividida: quando ser português no Canadá ainda depende de ser ‘da ilha’ ou ‘do continente’
Apesar de milhares de quilómetros de distância, a comunidade portuguesa no Canadá continua a carregar uma divisão silenciosa — mas persistente — entre continentais, açorianos e madeirenses.
O que começou como identidade regional transformou-se, ao longo das décadas de emigração, em fronteiras invisíveis dentro da própria diáspora.
Em festas, associações e até na vida social quotidiana, ainda há quem sinta que não basta ser português: é preciso ser “do grupo certo”. Entre a preservação das
raízes e a criação de muros internos, esta realidade levanta uma pergunta desconfortável — estaremos realmente unidos enquanto comunidade, ou apenas a viver lado a lado, separados por origens que nunca ficaram para trás?
Read in English

Porque acha que ainda existe uma separação tão visível entre portugueses continentais e açorianos (e, em menor escala, madeirenses) na comunidade luso-canadiana?
Porque essa separação já vinha de trás. As pessoas emigraram com as suas identidades muito marcadas e nunca houve uma verdadeira fusão entre comunidades. Cada grupo acabou por criar os seus próprios espaços.
Já sentiu ou testemunhou essa divisão no dia a dia? Pode dar um exemplo?
Sim, várias vezes. Em festas comunitárias ou eventos culturais, nota-se logo a divisão nas conversas e até nas mesas. Já ouvi comentários a diferenciar “os das ilhas” e “os do continente” como se fossem quase comunidades diferentes.
Na sua opinião, essa divisão tem raízes culturais e históricas trazidas de Portugal e das ilhas, ou foi algo que se desenvolveu já no Canadá? Porquê?
Tem as duas coisas. Já existia em Portugal, mas no Canadá ficou mais visível porque as comunidades cresceram separadas e criaram as suas próprias associações.
Até que ponto esta separação ajuda ou prejudica a força, a representatividade e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá?
Prejudica. Em vez de uma comunidade forte e unida, ficamos divididos em pequenos grupos.
Porque acha que ainda existe uma separação tão visível entre portugueses continentais e açorianos (e, em menor escala, madeirenses) na comunidade luso-canadiana?
Porque a identidade regional ainda é muito forte, especialmente entre gerações mais velhas que mantiveram essas diferenças vivas no Canadá.
Já sentiu ou testemunhou essa divisão no dia a dia? Pode dar um exemplo?
Sim. Já estive em contextos sociais onde se fazem distinções entre “ilhas” e “continente” de forma quase automática. Já me disseram diretamente que “não sou bem de lado nenhum”, o que é estranho sendo portuguesa.
Na sua opinião, essa divisão tem raízes culturais e históricas trazidas de Portugal e das ilhas, ou foi algo que se desenvolveu já no Canadá? Porquê?
Veio dos dois lados, mas no Canadá ficou mais rígida porque as comunidades cresceram separadas e com pouca interação entre si.
Até que ponto esta separação ajuda ou prejudica a força, a representatividade e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá?
Prejudica, mas também preserva tradições. O problema é quando isso vira exclusão.
Porque acha que ainda existe uma separação tão visível entre portugueses continentais e açorianos (e, em menor escala, madeirenses) na comunidade luso-canadiana?
Porque é mais fácil as pessoas se identificarem com grupos pequenos e familiares do que construírem uma identidade portuguesa única no estrangeiro.
Já sentiu ou testemunhou essa divisão no dia a dia? Pode dar um exemplo?
Sim. Em eventos culturais ou sociais, nota-se que as pessoas se agrupam por origem e há pouca mistura real entre esses grupos.
Na sua opinião, essa divisão tem raízes culturais e históricas trazidas de Portugal e das ilhas, ou foi algo que se desenvolveu já no Canadá? Porquê?
Acho que se desenvolveu mais no Canadá. Aqui, a distância e o tempo fizeram com que as diferenças regionais ficassem mais fixas do que em Portugal.
Até que ponto esta separação ajuda ou prejudica a força, a representatividade e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá?
Prejudica a representatividade global da comunidade.
Porque acha que ainda existe uma separação tão visível entre portugueses continentais e açorianos (e, em menor escala, madeirenses) na comunidade luso-canadiana?
Porque existe uma mentalidade antiga que nunca foi ultrapassada. Há uma tendência para cada grupo se ver como “mais autêntico” do que o outro, e isso nunca desapareceu completamente.
Já sentiu ou testemunhou essa divisão no dia a dia? Pode dar um exemplo?
Sim, e vou ser direto: já vi pessoas serem ignoradas ou afastadas de associações apenas por não pertencerem ao grupo regional dominante. Isso ainda acontece, mesmo que muita gente não queira admitir.
Na sua opinião, essa divisão tem raízes culturais e históricas trazidas de Portugal e das ilhas, ou foi algo que se desenvolveu já no Canadá? Porquê?
Veio de Portugal, mas no Canadá foi amplificada. Aqui, em vez de desaparecer, foi organizada em estruturas comunitárias separadas que reforçaram essa divisão.
Até que ponto esta separação ajuda ou prejudica a força, a representatividade e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá?
Prejudica muito. E enquanto continuarmos a fingir que isto é só “diferença cultural”, vamos continuar fragmentados e sem uma voz forte.
Porque acha que ainda existe uma separação tão visível entre portugueses continentais e açorianos (e, em menor escala, madeirenses) na comunidade luso-canadiana?
Porque ainda existe muito orgulho regional e pouca abertura para ultrapassar essas diferenças. Muitas pessoas continuam a ver mais o que nos separa do que o que nos une.
Já sentiu ou testemunhou essa divisão no dia a dia? Pode dar um exemplo?
Sim. Em alguns clubes e associações, percebe-se que certas decisões são sempre dominadas pelos mesmos grupos regionais. Já vi situações em que pessoas de fora do “grupo principal” acabam por não ter a mesma voz.
Na sua opinião, essa divisão tem raízes culturais e históricas trazidas de Portugal e das ilhas, ou foi algo que se desenvolveu já no Canadá? Porquê?
Veio de Portugal, mas no Canadá ficou mais forte porque cada comunidade se organizou de forma independente e isolada.
Até que ponto esta separação ajuda ou prejudica a força, a representatividade e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá?
Prejudica bastante. Enfraquece a nossa representação coletiva.


Dê o seu palpite, até ao dia 3 de julho, à meia-noite, e fique à espera que chegue o dia 19 de julho…
Quem sabe acerta e a escolha aleatória de um computador revele o seu nome como feliz contemplado.
Só tem que seguir estes passos:
1▶ Abra o link através deste QRCode →
2▶ Responda a algumas questões - não se preocupe, não são muitas
3▶ Dê o seu palpite
4▶ Reze para que o seu nome seja o escolhido pelo divino espírito da inteligência artificial
5▶ Ah… já me esquecia… prepare as malas porque poderá ser o feliz contemplado com uma viagem a Portugal.
O resultado será divulgado no dia 20 de julho em direto no Fora de Jogo - Especial FIFA World Cup 2026. Acompanhe na CamoesTV+


Olá, bom dia,
Como está? Espero que esteja tudo bem desse lado.
Ao longo dos anos, muito se tem falado sobre uma alegada divisão entre continentais, açorianos e madeirenses na comunidade portuguesa do Canadá. É um tema que surge de tempos a tempos, normalmente associado a eventos comunitários, associações ou até a simples conversas entre amigos. Mas será mesmo uma divisão?
A verdade é que a nossa comunidade foi construída por pessoas oriundas de diferentes partes de Portugal. Uns vieram do continente, outros dos Açores e outros da Madeira. Trouxeram consigo sotaques diferentes, tradições distintas, gastronomias próprias, formas de celebrar e até maneiras particulares de olhar para a vida. E ainda bem. Seria estranho esperar que uma comunidade formada por milhares de pessoas tivesse um percurso igual para todos. Os açorianos chegaram em grande número e ajudaram a construir muitas das bases da comunidade portuguesa no Canadá. Os madeirenses trouxeram também a sua força, os seus costumes e a sua identidade. Os continentais fizeram o mesmo. Todos contribuíram, cada um à sua maneira.
O problema surge quando as diferenças passam a ser vistas como barreiras em vez de riquezas.
Ainda existem alguns preconceitos, algumas ideias feitas e até certas rivalidades herdadas de outros tempos. Muitas delas nem sequer nasceram no Canadá. Vieram na bagagem de quem imigrou e foram passando de geração em geração. Felizmente, parece-me que os mais jovens olham para esta realidade de forma diferente.
Hoje, para muitos deles, ser português é mais importante do que ser açoriano, madeirense ou continental. E talvez seja aí que esteja a grande esperança para o futuro.
Quando participamos num desfile, num arraial, numa festa comunitária ou numa celebração do Dia de Portugal, estamos todos a representar o mesmo país. Com sota-
ques diferentes, sim. Com receitas diferentes, também. Mas com a mesma bandeira. No final do dia, aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa. E talvez esteja na altura de deixarmos de falar tanto das diferenças e começarmos a celebrar aquilo que construímos juntos ao longo de mais de sete décadas de presença portuguesa no Canadá.
É o que é e vale o que vale. Até já e fiquem bem,



The question of cultural co-existence within national borders has challenged societies since their formation. Ruptures in the cultural balance for egotistical purposes are self-serving and injurious to the fabric of what makes a country. Is culture that is fracturing along the lines of physical separation worth saving? In my view yes, and thus the reason for a discussion about Portugal’s mainland and the islands of Azores and Madeira. The three components, which make up the whole of Portugal and co-existed for hundreds of years and while there have been past challenges, such as talk of separation, cooler heads have prevailed
and the country has remained whole. However, currently in the age of media plus intellectual thought provocation and saturation, a different type of separatism is rearing its ugly head.
Amicrocosm of what Portugal is, exists in Canada, a country that accepted Portuguese immigrants 73 years ago and provided conditions for prosperity which for political reasons, Portugal didn’t want to provide. Azoreans, mainlanders, and Madeirans have lived in an harmonious system for the past 73 years in Canada, even if internal differences based on “bairrismo” created instances of racism and misogynistic tendencies, particularly between mainlanders and Azoreans. Said logical differences in community development have often challenged our cultural diversity and thought process, which has been based on ignorance of so-called lead-
ers from the mainland. The perpetuation of rhetoric promotion of a version of intellectual inferiority complex has provided barriers in the positive development of our communities, dismissing signs that self-determination combined with mutual respect for the cultural importance of other communities and the survival of distinct sub-cultures within a nation and its dependence and structural and social variables. Communities who control their own heritage often experience improved higher levels of social cohesion and cultural survival. Often, individualistic community leaders feel that they own the train that carries a community to its ultimate meeting point.
Unified cultural power builds strong communities, resulting in improved influence at all levels of political and geographical inclusion, but in the opposite, if we don’t acknowledge unified rights of
cultural existence, “cultural theft” and forced assimilation will result. There appears to be a perception being perpetuated within the Portuguese community that there are a number of leaders, which control the governance of social and cultural diversity and only they know what is best for the value of diversity. This, of course, is spread by self-appointed egotistic narcissists who often are self-aggrandized by the perception of fake power. Influence comes not from who configures power to suit but from the people who believe in a set of principles based on balance and fairness of developmental respect. Broadening our minds to glorify a community does not mean self-enrichment but co-operation for a just cause.
June is Portuguese Heritage month in Canada which provides an opportunity to rise above self serving engagement, inspiring all that still have not felt Portuguese culture. On June 13th, the Portugal Day parade is part of the humanization of who we are as a community. Some clubs have decided to boycott this most important event, not understanding that Portuguese culture associated with clubs and associations is much bigger than any individual who boycotts and/or assumes ownership of what the parade and June are all about. The separation by some in the Azorean community as a means of protest robs many of the opportunity to showcase the hearts and minds of Azoreans. It’s short thinking but it extends to other aspects where culture separation purposely ignores contributions that other members of the community may enhance if they participated. Those who quietly go about the theft of culture should reassess their own individualistic hierarchy because the result will be internal conflict. Culture within the communities promotes survival of differences and prioritizes cultural resilience and self-determination.
Help build, not destroy what took so long to become who we are.

• Visitámos a Livraria Lello, um dos mais emblemáticos e deslumbrantes espaços culturais do Porto.
• Descubra “Amolador”, o vídeo de Mariana Arroja que retrata uma profissão em vias de desaparecer.
• No TEDxPorto, conversámos com António Gameiro, antigo dirigente da Autoridade Nacional de Segurança.
• Visitámos a Papelaria Modelo, uma referência histórica e artística na cidade do Porto.
• O clarinetista Samuel Marques partilha a sua trajetória dos palcos locais aos grandes auditórios internacionais.
• Entrámos no universo da Alcino Silversmith, uma casa centenária dedicada à arte da prata.
• Em Sentir, Pensar e Agir, Anne DeMelo fala sobre identidade, liderança e a arte da tradição queijeira.
• e muito mais...
Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
• Imóvel misto comercial/residencial.
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Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

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Orgulho no nosso passado, confiança no futuro.
Viva a cultura, as tradições e a força da nossa comunidade. Uma feliz Semana de Portugal a todos os nossos clientes e amigos!



The holiday season here at home is in full swing. By this, I mean that tourists from all over place are converging here, taking advantage of the fantastic weather. My vacations always coincide or are
many late nights, and many great meals. An uncle visiting from Toronto, a family reunion set up around my sister’s birthday, (first at our house, then off to a restaurant for cabrito and bacalhau. Then, back to our house). Niece and nephew visiting with respective beaus; seeing the local sights that will wow just about anybody, and albeit these four have travelled extensively, their level of enjoyment told me that here,
experience in a year! Makes me think we may need to consider taking a little more initiative. I’m exaggerating, but you get my drift. Sometimes we spend too much time thinking about things, something that eventually may end up taking up all of our time. Plus, it’s nice to also do things in your own time. It’s so easy to sit back and relax the same way you always do, hell, it’s even very pleasurable, but there’s so much out there, even close by, that anyone can enjoy. It’s like being invited to a party, not really wanting to go, but you can’t say no, yet soon after arriving you’re glad you went. We really need to get off our butts and start enjoying ourselves. Who cares about CNN and Netflix. They’ll always be there, but it doesn’t mean you have to be. One of the best moves my wife and I pulled off was cancelling cable. We got sick and tired of watching the same crap every day.
That was 12, or so, years ago. Since then, we’ve watched whatever we find interesting on the half-dozen open signal channels available. Actually, since three of them are riddled with soap operas and reality shows, we really only have three to choose from, on a good day. But that’s ok, miraculously one finds other things to do! Go figure! Even at night, there are other things to do besides TV.
Let’s get out there, folks, who knows what you’ll find. If you can, stay up good and late every once in a while, I find it energizing!
Fiquem bem!



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Leia em português







Water is arguably one of Canada’s defining natural endowments. From towering mountain headwaters to expansive boreal rivers, Canada sits at the confluence of geography, climate, and policy that together shape a nation with some of the world’s most significant freshwater resources. I will explore why water is such a covenant resource for Canada, and l will explain why we have concerns about underestimating its value and explain why Canada is rich in water.
Canada is home to a remarkable share of the world’s freshwater resources.
About 20% of the world’s freshwater is contained within Canadian borders. The vast geography spans thousands of lakes, rivers, wetlands, and groundwater systems. Freshwater endowments are unevenly distributed, with major basins in provinces like Ontario, Quebec, British Columbia, Manitoba, and the prairie provinces. Northern regions harbor extensive

permafrost, glacial feeds, and pristine waters, while southern regions host large urban and agricultural demand. Snowpack, spring melt, and precipitation cycles influence river flows and reservoir levels.
Water bodies are part of Canada’s cultural landscape, Indigenous water rights, and regional identities. The notion of protecting water for current and future generations is embedded in policy debates and conversation efforts. Water is a cornerstone of Canada’s electricity generation, providing a large share of renewable, low-emission power. Irrigation and water management underpin food production across provinces. Clean water is essential for industry, health, and daily life.
Is Canada undervaluing its water?
On one hand, Canada often highlights water abundance as a national strength. On the other hand, water risks-pollution, over-extraction, aging infrastructure, and cross-boarder sharing-signal that value is not fully protected. Aging water infrastructure and underinvestment threaten drinking water safety, especially in smaller communities.
What really makes Canada rich in water is the Canadian Shield, the Great LakesSt. The Lawrence system, the Mackenzie
River basin, and sprawling Arctic waters give the country an enormous hydrological footprint. Glaciers and winter snowpacks act as natural storage, regulating flows through spring and summer.
More and more Canadians are starting to realize the importance of our most valued asset and this needs to be protected, especially from guys like Trump who try and bully their way into our country. Trump’s bullying is all about capturing our resources of gas and other natural minerals, but water is the key. Behind Trump's rhetoric recently about Canada the underlying plan is to capture our water reserves and control us.
To continue to maintain our stronghold on our water reserves, we need to stay current and innovative to prevent from falling to the wayside including modernizing aging water systems, treatment facilities, and flood defenses need to occur. Investment in green infrastructure to mitigate flood risk and enhance water quality we need to improve national and regional water-quality monitoring networks. Investment in climate-informed hydrology and predictive models to guide planning. We need to align provincial/territorial policies with national standards to ensure consistent protection.....we can’t afford another Walkerton
Com o subtítulo de «A Imprensa no centro da Revolução», este livro de 269 páginas é coordenado por Pedro Marques Gomes (que assina quatro textos) e integra trabalhos de Maria João Martins, Ana Paula Correia, Paulo Martins, Susana Cavaco, Álvaro Costa de Matos, Eunice Relvas, Pedro Serra, Carla Baptista e Helena Lima
Além de todos os jornais existentes no Continente Português em 25 de Abril de 1974, este livro dedica um capítulo aos novos jornais desse tempo –Jornal Novo, O Jornal, Tempo e A Luta. Vale a pena lembrar os protagonistas desse tempo cujo nome era gritado pelos ardinas: Jornal do Comércio, Diário de Notícias, O SÈCULO, República, Diário de Lisboa, Diário Popular, A CAPITAL e EXPRESSO.
disaster that killed many people due to stupidity and careless procedures because government employees were careless.
Canada’s water resources are a defining feature of the nation, shaping energy, economy, culture, and environmental stewardship. While abundance is a powerful asset, it also carries responsibilities to protect water quality, to invest in resilient infrastructure, and to ensure fair, sustainable access for all Canadians. By embracing integrated governance, science-led planning, and Indigenous-led stewardship, Canada can honor water as the covenant resource that it truly is-and continue to prosper from it for generations to come.
In short, water isn’t just a beverage, it’s a lifeline that supports health, food, ecosystems, energy, and economies. Caring for water means caring for life on Earth. Water is life’s most patient ally.... it’s always there, always essential, and always ready to refresh, hydrate, and sustain us.
No Porto eram O Primeiro de Janeiro, O Comércio do Porto e o Jornal de Notícias. António Pedro Ruella Ramos e Fernando Piteira Santos em 1976 afirmaram num editorial do Diário de Lisboa que «escrever é uma forma de actuar no tempo histórico».
Jacinto Bsptista em 1978 no Diário Popular disse-me o mesmo por outras palavras «O Jornalista é o Historiador do quotidiano». (Âncora Editora, capa Filipe Barrocas Lima, fotos Arquivo Carlos Gil e Fundação Mário Soares - Maria Barroso) Do mesmo autor existe outro livro sobre o tema «Media e Jornalismo em tempos de Ditadura» de 2024.
JCF

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nadá sem nunca subtrair a Portugal. Mas garantir que as novas gerações continuem a falar o português é o grande desafio do
A nossa análise cívica obriga-nos a olhar em frente de


O calendário assinala o mês de junho e, com ele, chega a renovada oportunidade de refletirmos sobre a nossa identidade no exterior. No Canadá, as celebrações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas ganham uma dimensão ainda mais expressiva ao estarem plenamente integradas no Mês da Herança Portuguesa, um reconhecimento formal do governo canadiano à nossa vibrante comunidade luso-canadiana.
Mais do que uma efeméride festiva, o 10 de junho é o espelho de uma trajetória coletiva moldada por três pilares fundamentais: a resiliência, a integração e o sucesso irrevogável da nossa diáspora.
A resiliência dos pioneiros toma um lugar único na nossa história, na história dos portugueses pelo mundo. Olhar para o presente exige, por imperativo moral, honrar o passado. Celebrar Portugal em solo canadiano é um ato profundo de gratidão para com os pioneiros que, há décadas, desembarcaram neste país. Aqueles homens e mulheres corajosos enfrentaram o desconhecido, as barreiras da língua e o rigor do clima munidos apenas de esperança e de uma ética de trabalho inquebrável. A resiliência dessas
enorme sucesso na integração multicultu ral. Hoje, quase meio milhão de canadianos partilham a herança portuguesa.
Deixámos, com muito orgulho, de ser vistos apenas como uma comunidade de operários da construção civil ou das limpezas. Atualmente, os lusodescendentes afirmam-se como uma força indispensável e altamente qualificada em todas as esferas da sociedade canadiana: nas artes, na política, na medicina, nos negócios e na ciência. O Canadá transformou-se numa nação mais rica, justa e multicultural porque os portugueses escolheram fazer deste vasto país a sua casa.
Como o próprio Ministério da Identidade e Cultura do Canadá faz questão de assinalar, a nossa portugalidade é parte integrante do motor de sucesso desta grande nação. Integramo-nos sem nos diluirmos; somamos
so maior desafio reside, sem dúvida, no futuro e na transmissão deranças associativas, às famílias e a cada um de nós garantir que os nossos filhos e netos mantenham vivo o orgulho nas suas origens. Incentivar de forma ativa o ensino mo luso-canadiano, os grupos de folclore e as nossas instituições locais é fundamental para que a chama da nossa cultura não se apague.
Ser luso-canadiano é ter o privilégio e a responsabilidade de viver com dois corações: um que bate ao ritmo do dinamismo canadiano e outro que pulsa com a saudade e o orgulho de Portugal. Neste 10 de junho, reafirmamos o compromisso de continuar a dignificar a nossa pátria-mãe. Onde houver um português ou um lusodescendente, aí estará hasteada a nossa bandeira honrando o passado e projetando a portugalidade.
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O sol nasce para todos! As praias pertencem a todos. Porque será que a sombra parece ser só para alguns?

Meus caros leitores e amigos deste jornal. Durante anos, milhares de portugueses chegaram à praia com a mesma convicção, em frente às zonas concessionadas não podiam colocar o seu chapéu de sol e até a sua toalha em muitos casos. Muitos ouviam isso dos funcionários, outros viam placas indicativas, e a maioria acabava por aceitar a situação sem questionar, porque eram pessoas educadas.
Mas afinal, a pergunta impõe-se, quem decidiu que uma parte da sombra na praia estaria reservada apenas para quem pode pagar? A resposta ainda se espera por ela.
Recentemente, a Agência Portuguesa do Ambiente veio esclarecer aquilo que mui-
tos suspeitavam e poucos sabiam ao certo, não existe qualquer lei que proíba um cidadão de colocar o seu chapéu de sol em frente às concessões, desde que esteja fora da área licenciada ao concessionário.
Esta revelação levanta uma questão incómoda. Durante anos, quantos portugueses foram induzidos em erro? Quantas famílias foram empurradas para zonas mais afastadas da água porque acreditavam que aquele espaço "não lhes pertencia"?
As praias portuguesas são um bem público. Pertencem ao Estado, mas sobretudo pertencem aos cidadãos. As concessões existem para prestar serviços, garantir apoio aos banhistas, disponibilizar equipamentos e contribuir para a segurança das praias. O que não existe é qualquer direito de transformar o espaço público numa espécie de extensão privada do negócio.
Ninguém questiona o direito dos concessionários a desenvolverem a sua atividade económica. Aliás, muitos prestam um serviço importante e indispensável, que muito ajuda as autarquias. O problema começa
quando se tenta confundir uma concessão com uma apropriação do espaço público.
Não nos podemos esquecer de uma coisa. O sol nasce para todos. O mar pertence a todos.
A areia pertence a todos. E assim sendo, a sombra também não pode ser transformada num privilégio reservado a quem abre a carteira. Andava muita gente enganada.
O mais preocupante nesta polémica não é apenas a tentativa de limitar a colocação de chapéus de sol. É a normalização da ideia de que quem paga tem mais direitos sobre um espaço que é de todos. Quando uma família é levada a acreditar que não pode instalar-se numa determinada zona da praia apenas porque não alugou um guarda-sol, estamos perante algo que fere o princípio da igualdade de acesso aos bens públicos. Então, vamos perguntar: será discriminação? No sentido jurídico, provavelmente não. Mas no plano social e moral cria-se uma distinção evidente entre os que podem pagar por uma sombra e os que levam a sua própria sombra de casa, isto agora até dá
para torcer o nariz, ficamos todos confusos. Mas, felizmente, o esclarecimento feito recentemente pelas autoridades vem repor alguma justiça e recordar um princípio fundamental, as concessões têm limites. O espaço público continua a ser público. Talvez esta polémica tenha servido para algo positivo. Recordou-nos que os direitos dos cidadãos não desaparecem apenas porque durante anos ninguém os questionou.
Este verão, quando milhares de famílias estenderem a toalha e abrirem o seu chapéu de sol em frente ao mar, estarão apenas a fazer aquilo que sempre puderam fazer, usufruir de uma praia que é de todos.
Porque o sol nasce para todos. E numa praia pública, a sombra também deve ser para todos.
Bom fim de semana!



Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua reconhecida vocação empreendedora. Ao longo de décadas, inúmeros compatriotas construíram percursos de sucesso, criando empresas sólidas e assumindo posições de relevo nos planos cultural, social, económico, político e científico.
Num tempo em que o mundo assenta, cada vez mais, numa sociedade do conhecimento, em que a inovação tecnológica e a produção científica constituem motores fundamentais de desenvolvimento, a diáspora científica portuguesa afirma-se como um ativo estratégico para a projeção internacional de Portugal e para a consolidação de uma ciência sem fronteiras.
É neste contexto que se destaca o percurso do investigador português Alexandre Aires da Silva, Coordenador da Investigação Científica da Comissão Interamericana do Atum Tropical (IATTC) e membro do Comité Consultivo Científico da International Seafood Sustainability Foundation (ISSF).
Nascido em 1971, em Lourenço Marques — atual Maputo —, na então província ultramarina portuguesa de Moçambique, Alexandre Aires da Silva licenciou-se, em 1996, em Biologia Marinha e Pescas pela Universidade do Algarve. Iniciou posteriormente a sua carreira profissional como técnico superior de investigação no Departamento de Oceanografia e Pescas da
Universidade dos Açores, instituição que tem desempenhado um papel relevante no desenvolvimento das ciências do mar em Portugal.
Em 2000, iniciou o doutoramento como bolseiro do Programa Fulbright e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), na prestigiada School of Aquatic and Fishery Sciences da University of Washington, em Seattle, nos Estados Unidos da América. Viria a concluir o doutoramento, em 2008, distinguido com o Faculty Merit Award, na sequência de investigação avançada em métodos quantitativos aplicados à avaliação de recursos pesqueiros.
Na sua tese de doutoramento, aprofundou o trabalho anteriormente desenvolvido nos Açores, centrando-se na dinâmica populacional da tintureira em todo o Atlântico Norte.
O seu currículo académico e a elevada qualidade da sua atividade científica contribuíram decisivamente para que integrasse, em 2007, a equipa da Comissão Interamericana do Atum Tropical (IATTC), sediada em La Jolla, na área metropolitana de San Diego, no estado norte-americano da Califórnia, no então designado Programa Atum-Peixes-de-Bico. Entre as suas principais responsabilidades encontrava-se a avaliação da unidade populacional de atum-patudo no Oceano Pacífico Oriental. Importa recordar que San Diego, segunda maior cidade da Califórnia, chegou a ser conhecida, em meados do século XX, como a “capital mundial do atum”. A esse protagonismo esteve profundamente ligada a histórica comunidade luso-americana da região, composta sobretudo por emigrantes oriundos dos Açores e da Madeira, que desempenharam um papel determinante no desenvolvimento da indústria conser-

Imigrar para o Canadá foi o primeiro passo de uma jornada de coragem. Hoje, a nossa comunidade é sinónimo de sucesso. Neste fim de semana, encontramo-nos todos na St. Clair para celebrar a Portugal Week.
Na Campos Immigration, honramos o vosso percurso e ajudamos a proteger o futuro da vossa família.

veira e da pesca do atum.
Desde 2017, Alexandre Aires da Silva exerce funções de Coordenador da Investigação Científica da IATTC, organização regional responsável pela conservação e gestão sustentável do atum e de outras espécies marinhas no Oceano Pacífico Oriental, numa vasta área marítima que se estende do Alasca ao Chile.
Paralelamente, integra o Comité Consultivo Científico da Fundação Internacional para a Sustentabilidade dos Produtos do Mar, entidade internacional de referência na promoção da sustentabilidade das pescas do atum e na conservação dos ecossistemas marinhos.
O papel da União Europeia enquanto membro da IATTC, bem como a sua condição de anfitriã, contribuíram decisivamente para que a 104.ª Reunião Anual da Comissão Interamericana do Atum Tropical se realize este ano em Lisboa, entre 31 de agosto e 4 de setembro.
O encontro internacional reunirá delegações governamentais, cientistas e representantes das principais partes interessadas das Américas, da Europa e da Ásia, para debater a gestão sustentável da pesca do atum no Oceano Pacífico Oriental. Será um momento particularmente relevante, em que ciência, política e cooperação internacional convergirão em Lisboa.
No âmbito da reunião anual da IATTC, prevê-se igualmente, em articulação com o Museu de Marinha, uma homenagem aos pescadores portugueses que marcaram a história da frota do atum em San Diego. Uma iniciativa que contará com o contributo decisivo de Alexandre Aires da Silva, mas também com o empenho do Cônsul Honorário de Portugal em San Diego, Idalmiro da Rosa, destacado promotor da portugalidade, e de Kenny Alameda, em-
presário luso-descendente de reconhecido sucesso na Califórnia.
O percurso de Alexandre Aires da Silva constitui, assim, um exemplo maior da capacidade de afirmação internacional da diáspora científica portuguesa, demonstrando como o talento, o conhecimento e a ligação às raízes nacionais continuam a projetar Portugal nos mais elevados patamares da ciência global contemporânea.

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer

Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo.
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Imigração: Todas as áreas da lei de imigração canadiana, incluindo:
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Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.

O regresso à barbárie é sempre possível.
Nenhuma conquista histórica é irreversível.
Edgar Morin, filósofo
Aida Batista Opinião

O mês de junho foi declarado oficialmente, em Toronto, o mês do Património e da Herança Portuguesa (Portuguese-Speaking Heritage Month) e, a nível federal, em todo o Canadá. É, por isso, o mês em que toda a Comunidade Portuguesa e Luso-canadiana congrega esforços para celebrar a sua herança através de vários eventos que se realizam um pouco por toda a parte, culminando com o tradicional desfile – momento alto dos festejos – por uma das importantes artérias da cidade.
As entidades oficiais canadianas não ficam indiferentes à data e, este ano, o ministro federal Marc Miller assinalou-o através de uma mensagem em que destaca o contributo histórico e contínuo
da comunidade luso-canadiana para o desenvolvimento do país. Elogiou a coragem, resiliência e dedicação das famílias portuguesas que ajudaram a construir o Canadá, destacando o seu impacto nas áreas da cultura, educação, ciência, empreendedorismo, desporto e vida comunitária. Não se ficou, contudo, apenas pelos elogios, tendo convidado todos os canadianos a participarem nas celebrações. Este é um bom exemplo de como um governante sabe exaltar a força de uma comunidade estrangeira como parte integrante do tecido humano do seu país, expressão máxima de uma política de inclusão.
Noutra geografia, o Presidente da República de Portugal iniciou as comemorações do Dia de Portugal no Luxemburgo, exemplo de um país da Europa que soube acolher os portugueses, hoje um terço da população estrangeira. Tratando-se de uma das comunidades mais importantes e mais dinâmicas da nossa diáspora, ela constitui já uma parte indissociável da própria identidade do Luxemburgo, como foi reconhecido por ambas as partes nos discursos
oficiais. O português, segundos dados estatísticos, é já a segunda língua mais falada. Assim, ao falarmos da palavra “herança” em contexto diaspórico, rapidamente concluímos que esta pouco tem a ver com os bens materiais, já que o maior legado que podemos deixar é de caráter imaterial, ou seja, constituído por valores, princípios e memórias transmitidos de geração em geração e que moldam as gerações futuras. Por coincidência, recebi esta semana a Descendências Magazine, uma revista de referência das Comunidades Portuguesas e Lusófonas. O seu editorial começava: “Junho é o mês em que Portugal se olha ao espelho.” É uma bela metáfora, mas talvez não seja tão bela a imagem que o espelho nos devolve, considerando que contraria tudo quanto ao longo de séculos tão bem soubemos fazer. Numa das mais célebres visões da alma lusitana, Fernando Pessoa, em 1923, declarou: “O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo.” A nossa história comprova-o, mas, se quisermos ser mais objetivos, e fizermos um estudo sério do nosso genoma, depressa concluiremos da enorme variedade de material genético que contém todas as nossas informações hereditárias que não se limitam a uma só identidade. E essa sempre foi a nossa maior riqueza – a
de fazer da variedade um todo que nos une numa vocação universalista.
Perante estes exemplos – Canadá e Luxemburgo –, e muitos outros haveria, não se percebe que, em Portugal tenha decorrido, numa quinta da Figueira da Foz, “A Cimeira do Ódio” (título do Expresso), em que os os participantes, portugueses e estrangeiros ligados a partidos de extrema direita, fizeram intervenções perfeitamente identificadas com os ideais nazis. Por entre os ruidosos aplausos dos presentes, não tiveram quaisquer pruridos em propagar mentiras, divulgar vídeos e dados falsos sobre crimes e outros atos perpetrados por certos imigrantes, advogando a supremacia da raça branca.
Edgar Morin deixou-nos há poucos dias. Tinha 104 anos, mas foi com 102 que, extremamente lúcido veio a Lisboa proferir uma conferência sobre o estado do mundo, e é dele a epígrafe “O regresso à barbárie é sempre possível”. Apesar de ser uma otimista militante, temo que os primeiros passos a caminho da barbárie estejam já a ser dados.
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Ilhas dentro de ilhas. Continente dentro de continentes. Todos a falar de união que.. não existe!
Depois há a nova geração — muito citada em discursos, pouco ouvida na prática. Para quem nasceu no Canadá ou cresceu entre dois mundos, esta divisão já não faz sentido. Não é tradição. Não é cultura. É ruído herdado. E talvez por isso incomode tanto: expõe que aquilo que se protege como identidade pode ser apenas hábito não questionado. Há jovens e menos jovens a ouvirem que “não são bem daqui nem dali”, como se a pertença fosse um teste com respostas certas. E aqui está o ponto incómodo: esta divisão não fortalece nada. Apenas administra fragilidades antigas. Dá uma ilusão de autenticidade, mas paga-se com fragmentação. E uma comunidade fragmentada não desaparece — perde voz. E estamos a perder...
A verdade simples é esta: a diáspora não está dividida por inevitabilidade, mas por falta de vontade de mexer no que incomoda. Porque unir exige abdicar de pequenos poderes simbólicos.
Enquanto açoriano, não vejo, por exemplo, sentido em fragmentar o que já nos une. Um hino não deve ser um símbolo de divisão, e criar versões paralelas só enfraquece a nossa identidade comum. Gosto de Natália Correia e reconheço a força da nossa cultura e da nossa gente, mas não apoio essa ideia. O meu hino é o “contra os canhões” — e esse basta-me. Podem começar a atirar as pedras...
Talvez a nova geração incomode porque não rejeita a cultura, mas recusa herdar muros. E até quando vamos confundir emigrar com levar fronteiras atrás?
Rómulo M. Ávila Opinião

Hoje escrevo com o coração. Separando a ética e os valores jornalísticos que me norteiam, não resisti a deixar a minha opinião. Caro leitor, dizem que a distância aproxima. No caso da comunidade portuguesa no Canadá, fez o contrário: cristalizou pessoas em caixas. O inquietante não é a divisão existir, é já quase ninguém se chocar com ela. Há um mapa invisível que hoje organiza festas, associações, amizades e até silêncios. De um lado, “os do continente”. Do outro, “os das ilhas”.
Eno meio, a pergunta que ninguém faz porque a resposta incomoda: emigrámos para ser comunidade portuguesa ou para repetir fronteiras que já deixámos em Portugal? A divisão sente-se. Está nas mesas que se formam sozinhas em eventos, nos convites que nunca chegam, nas associações onde certos nomes circulam com prioridade implícita. Não é um conflito aberto. É pior: é uma normalidade confortável. Aqui entra a parte desconfortável — aquela que muitos evitam porque mexe com orgulho, tradição e memória. Durante décadas, a identidade regional foi tratada como património. E é. Mas também foi usada como fronteira. No Canadá, longe de tudo, essa fronteira deixou de ser geográfica e passou a ser social. Mais difícil de ver, mais fácil de ignorar.
O resultado é uma comunidade que se diz “forte”, mas que funciona como pequenos arquipélagos identitários.

Nesta comunidade, valoriza-se mais a aparência do que a substância: quantidade em vez de qualidade, imagem em vez de cultura, registo em vez de impacto. Vive-se para mostrar, pouco para servir. Caro leitor, renovar é somar, não é dividir nem excluir. Fica a pergunta: quem tem medo da juventude ou daqueles que, independentemente da idade, pensam fora da caixinha habitual?
Falo por mim: amo profundamente os Açores – cada ilha que conheço como a palma das minhas mãos, mas nunca esqueço que Portugal é um todo único, indivisível e maior do que qualquer uma das suas partes — uma nação feita de ilhas, continente e histórias que se completam. Levo comigo o Minho, o Alentejo, Lisboa, Porto, a Madeira e o Algarve. Levo ou trago um país inteiro que se reconhece na diferença e se fortalece na união. É tempo – é sempre tempo – de sermos melhores.
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A pergunta já não é se a economia portuguesa vai abrandar. Uma economia dependente do turismo, como a nossa, numa crise de combustíveis, está em apuros. Apesar de não se antever para já falhas no abastecimento de jet fuel, em maio, o preço da energia na Europa já tinha subido 10,9%. A inflação não se ficará pelos combustíveis, porém, como escrevi logo a 17 de março. A combinação do bloqueio em Hormuz com o impacto de um fenómeno climático El Niño sem precedentes vai, com elevado grau de probabilidade, criar uma crise alimentar um pouco por todo o mundo.
Sabemos o que isso significa. O dinheiro vai faltar no bolso de milhões de pessoas e empresas. Ao contrário do que prevê a teoria económica, as pessoas não vão antecipar as suas decisões de consumo e investimento. Apesar de estarmos em situação de pleno emprego e de grande escassez de oferta, não haverá capacidade de rever salários e contratos para compensar plenamente os efeitos da inflação. Teremos, por isso, uma segunda dose do que nós, economistas, chamamos “estagflação” – a conjugação de estagnação com inflação. O cenário hoje é, todavia, diferente do de 2022. Por um lado, o choque energético é menor, mas é mais distribuído pelo globo, mitigando a procura externa. Por outro lado, o mundo não está a viver o boom
to salarial registou também uma forte desaceleração nos meses anteriores à ofensiva americano-israelita, tanto na Europa, como em Portugal. A estagnação não é apenas consequência da inflação – ela já cá estava e aconteceu coincidirem no tempo. No caso de Portugal, o cenário é um pouco mais alarmante. Os primeiros sinais eram preocupantes, como aqui tive oportunidade de esmiuçar. Entretanto, confirmou-se que Portugal perde quota de mercado nas suas exportações, após uma década a registar ganhos – uma tendência que está para durar, segundo o que Bruxelas antecipa. A medíocre situação económica do país contrasta com a nossa vizinha Espanha, mesmo com tão infame governo socialista e sem orçamentos. Com várias obras a transitarem do PRR para financiamento nacional, a recuperação das tempestades por fazer e, ainda, a crise inflacionista, é lamentável que Miranda Sarmento tenha esbanjado o excedente que herdou em nada que se veja. Se for para cumprir as regras, logo na altura em que era preciso gastar, será tempo de apertar o cinto. Quem o vai sentir? Em primeiro lugar, as famílias e as empresas. Aliás, já o estão a sentir. Nos últimos 6 meses, a confiança dos consumidores caiu uns impressionantes 10 pontos. A verdade é que, nos últimos anos, temos assistido a um “comprar de tempo” para a economia portuguesa, com um crescimento galopante do endividamento do setor privado não-financeiro. Mas este tapa-buracos está a acabar. As taxas de juro estão já a subir. Os bancos em toda a Europa estão já a apertar as condições de crédito. E o BCE ainda não decidiu nada. Tudo aponta para que o faça na sua próxi
perante um país cujo crédito está altamente exposto. É, sobretudo, um contrassenso dada a natureza temporária dos choques, a sua insensibilidade à variação das taxas de juro e o não haver sinais credíveis de que as expetati-
É preciso mitigar os impactos da crise, não apenas entre os mais pobres e vulneráveis, e é preciso apoiar a transformação industrial que permita conter os preços através da recuperação, por outras vias, da oferta e, não, através da contenção da procura. A inflação combate-se produzindo mais, transportando melhor e dependendo menos.
cente de recessão. Se em 2022, onde havia alguma pressão do lado da procura, esta já era a resposta errada, agora ainda mais o é. Mas há sempre alternativas – está longe de ser inevitável que a economia ceda. É preciso mitigar os impactos da crise, não apenas entre os mais pobres e vulneráveis, e é preciso apoiar a transformação industrial que permita conter os preços através da recuperação, por outras vias, da oferta e, não, através da contenção da procura. A inflação combate-se produzindo mais, transportando melhor e dependendo menos.
e encontre os melhores produtos naturais, chás tradicionais e suplementos para cuidar de si e da sua família com a qualidade e confiança de sempre.
vas de médio-prazo de inflação “desancoraram”. Assim sendo, uma política monetária restritiva não é só desnecessária como também ineficaz. Sem ganho real, é apenas um castigo para todos nós enfrentarmos. Já está tudo mais caro e estes políticos-feitos-magos da economia monetária decidiram tornar a prestação da casa, do carro, da empresa mais


Havia uma altura em que a economia do lado da oferta (“supply-side economics”) era um fetiche de direita. Hoje, é um adorno retórico no discurso de tantos, com palavras caras como “autonomia estratégica”, mas sem reais decisões nem recursos para as concretizar. Havia uma altura em que o apoio ao custo de vida era sempre pouco. Hoje, o apoio é menor, mas isso é um facto para quem está na oposição. Contudo, por detrás das folhas de Excel e dos argumentos políticos, estão pessoas e as suas vidas. Estão empresas e os seus projetos de crescimento. Está a casa, a mobilidade, a comida e a energia toda mais cara, toda de uma só vez. Está um sufoco sobre o qual não temos qualquer culpa, sobre o qual não podemos fazer nada, mas cuja fatura vamos ter de pagar. E são sempre os mesmos a pagar. Tal como haverá sempre alguns que se safam. Se nada fizermos, a recessão parecerá inevitável, mas terá sido, sobretudo, escolhida. E com consequências para o nosso contrato social que nenhum de nós quer imaginar.


Agnelo Costa, proprietário do Piri-Piri, e a sua chefe Sandra Rebelo, têm o prazer de lhe proporcionar uma experiência gastronómica inesquecível:
Saboreie o nosso famoso Frango à Piri-Piri, uma grande variedade de carnes e peixe fresco grelhados, e marisco selecionado.
Servimos também deliciosas pizzas e pastas à italiana

Sem dúvida, o restaurante mais elegante da nossa comunidade. Contamos com uma requintada sala de jantar, salas privadas para as suas celebrações especiais e uma esplanada protegida.
Serviço de take-out e estacionamento gratuito no local.
1444 Dupont St. Toronto
(416) 536-5100 / (416) 540-9114
enotecarossio.com


Um antigo comandante de linha aérea está a enfrentar acusações de fraude depois de alegadamente ter realizado centenas de voos ao longo de quase 17 anos sem a licença necessária, informou a Polícia Regional de Peel.
Geoffrey Wall, de 59 anos, residente em Barrie, Ontário, foi detido a 1 de junho, na sequência de uma complexa investigação de fraude apelidada de "Projeto Ícaro", anunciou o vice-chefe
res em salários, informou as autoridades. Durante a sua carreira de 27 anos, Wall ocupou vários cargos na Associação de Pilotos da Air Canada, incluindo o de presidente do conselho executivo principal, o órgão reitor da associação.
A Air Canada referiu em comunicado na segunda-feira que, embora a companhia aérea esteja a tratar o assunto com a máxima seriedade, a segurança não foi comprometida.
A empresa acrescentou que os pilotos da



416-760-9993 Royce Dupont Plaza 337 Symington Ave, Toronto. 416-535-9993 | Crossroads Plaza 2625-A Weston Rd, Unit 2, Toronto. 416-245-3847 Dundas & Ossington 1209 Dundas St W, Toronto. 416-534-3847 | Dundas & Jane 3497 Dundas St W, Toronto. 416-761-9499 Westside Mall 2406 Eglinton Ave, Toronto. 416-657-1999 | Etobicoke 1451 Royal York Rd, Unit 101. 416-241-9993 Mississauga 5425 Creditview Rd, Unit 14. 905-814-0049 | Bradford 442 Holland St W. 905-775-7400 Vaughan 3651 Major Mackenzie Dr, Unit E5. 905-303-3847 | Whitby 301 Dundas St W. 905-668-2253
caldensebakery.ca

A Toronto Transit Commission (TTC) está a adotar uma nova abordagem para manter a segurança nos metros: vigilância por vídeo constante, avisos através do sistema de som público e uma aplicação que permite aos passageiros denunciarem-se uns aos outros.
Apelidado de "gestão de assistência ao metro", ou SAM (subway assistance management), o sistema começou como um projeto-piloto de segurança para prevenir "comportamento antissocial" na estação Kennedy, em Scarborough, mas está agora a ser alargado a toda a rede de metro, anunciou o presidente do conselho de administração da TTC, Jamaal Myers, numa conferência de imprensa realizada na estação esta quarta-feira.
A TTC passará a ter dois funcionários a monitorizar as imagens de vigilância em todas as 70 estações da rede, referiu Myers. Se detetarem uma infração às regras, como fumar ou atos de vandalismo, os funcionários utilizarão os sistemas de som da estação para emitir avisos de cessação, caso contrário, a polícia ou os agentes de segurança es-
peciais (special constables) serão chamados. Os passageiros também poderão denunciar infrações diretamente à equipa do SAM através de uma aplicação, o que espoletará um aviso imediato pelo sistema de som na respetiva estação, explicou.
Numa demonstração encenada para os jornalistas, um funcionário da TTC fingiu estar a fumar na plataforma da estação, enquanto Myers fingiu tirar uma fotografia e fazer a denúncia no seu telemóvel.
Segundos depois, ecoou um aviso pelo sistema de som: "Atenção passageiros na estação Kennedy. Daqui fala o centro de controlo de tráfego. Parem de fumar imediatamente. Estão a ser gravados. A polícia e os agentes de segurança especiais serão enviados se não cumprirem."
Os sistemas de som das estações foram recentemente atualizados com tecnologia digital que deverá melhorar a notoriamente má qualidade de áudio da TTC, tornando os avisos claros, disse Myers. Os avisos não serão emitidos a bordo dos comboios devido a dificuldades de ligação nos túneis.
CBC/MS

Barbara Hall Park provoca preocupações com violência e vandalismo
Um pequeno parque no centro de Toronto dividiu os residentes, com alguns a afirmar que o local se tornou inseguro devido ao consumo de drogas, violência e vandalismo e os funcionários municipais vão agora ser chamados a analisar soluções, incluindo a ideia de fechar o parque durante a noite.
Após comentários por vezes emotivos por parte do público, a comissão de desenvolvimento económico e comunitário da cidade votou a favor do envio de uma moção sobre o Barbara Hall Park, localizado no Church-Wellesley Village, a dois subdiretores municipais.
A vereadora Alejandra Bravo afirmou que os funcionários municipais serão obrigados a rever as submissões escritas e verbais feitas à comissão sobre o parque, que alberga o Memorial da SIDA e o Memorial Trans. "Não há uma visão consensual aqui, e isso percebe-se pela variedade de opiniões que foram expressas pelas delegações", disse Bravo. "Embora seja uma questão muito local e uma fatia geográfica muito pequena, é crucial que a abordemos a um nível muito elevado." Uma moção apresentada pelo
vereador Chris Moise recomendava que o conselho municipal pedisse aos funcionários da autarquia para averiguar se existia apoio comunitário para o encerramento noturno do parque, devendo apresentar um relatório no segundo trimestre de 2027.
Em vez de tomar uma decisão sobre a moção, a comissão remeteu-a para análise dos funcionários técnicos. "O parque tem registado preocupações persistentes de saúde e segurança, significativamente intensificadas pela pandemia da COVID-19 e por um aumento de incidentes relacionados com opióides", lê-se na moção.
"Estes problemas, particularmente pronunciados durante as horas noturnas, incluem vandalismo, violência e violência lateral, bem como desafios de manutenção — especialmente em redor dos Memoriais, que se encontram em áreas isoladas do parque. Estes memoriais são centrais para a comunidade 2SLGBTQ+", acrescenta o documento.
Moise disse à comissão que apresentou a moção para tornar o parque um "espaço seguro e inclusivo" para todos e que não sabe "que outras medidas tomar".
CBC/MS


Um abraço do Rei do Churrasco a todos os clientes e amigos.
Celebre a Semana de Portugal com o pão fresco e a tradição da Ardglen Bakery.


Segundo uma nota publicada no site da Presidência, António José Seguro revelou que tinha decidido condecorar a academia açoriana, que naquele ano celebrava o seu 50.º aniversário.
“Ao longo de meio século, a Universidade dos Açores tinha desenvolvido um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades, do conhecimento e do desenvolvimento humano num território marcado pela dispersão geográfica e pela condição ultraperiférica”, lia-se.
O Presidente da República destacou o papel que a academia açoriana tinha desempenhado como “fator de coesão territorial e social, transformando os desafios da insularidade em oportunidades de conhecimento e projetando internacionalmente a Região Autónoma dos Açores, através da excelência do seu ensino e da investigação científica em domínios de relevância global, como as ciências do mar, as alterações climáticas, a vulcanologia, a biodiversidade e a sustentabilidade dos oceanos”.
A tripolaridade da Universidade dos Açores, com polos distribuídos por Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, constituiu para António José Seguro “um exemplo singular de proximidade às comunidades”.
Por último, a nota publicada no site da Presidência da República destacou que a contribuição da Universidade “para a afirmação dos Açores, a nível nacional e internacional, se revelava, assim, como plenamente merecedora de uma elevada condecoração pública, quer como reconhecimento do serviço prestado, quer como incentivo para continuar a preparar a sociedade e as novas gerações para enfrentar os desafios do futuro”.
Recorde-se que António José Seguro manteve a tradição do seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, de comemorar o 10 de Junho em território nacional e na
Diáspora.
Assim, o Presidente da República terminou a primeira parte das comemorações, que tiveram lugar no Luxemburgo entre os dias 5 e 8 de junho. No último desses dias, Seguro esteve junto da comunidade portuguesa residente naquele país europeu.
As comemorações prosseguiram no dia 9 de junho, terça-feira, com a viagem de António José Seguro para a ilha Terceira, onde chegou pelas 11h00.
Na agenda presidencial esteve previsto o hastear da bandeira nacional, às 15h00, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo, seguido de um encontro com jovens, na Academia da Juventude, na Praia da Vitória, às 17h00. Ainda nesse dia, às 19h00, realizou-se o cumprimento ao Corpo Diplomático, no Palácio dos Capitães-Generais, terminando a jornada com um concerto de cantigas ao desafio e do coro aMIT com a banda Myrica Faya, às 21h15, na Praça Velha, e um espetáculo de fogo de artifício, às 23h00, na Baía de Angra.
No dia 10 de Junho, a cerimónia militar decorreu no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo, seguindo-se um almoço com a população no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu.
AO/MS


Funchal é a cidade com menos casas acessíveis à venda em todo o país
O idealista publicou uma análise ao mercado de compra e venda de casas em Portugal que quantifica o que muitas famílias já sentem.
Encontrar uma casa abaixo dos 300.000 euros é cada vez mais difícil. E o Funchal é o exemplo mais extremo dessa realidade, apenas 3% das casas à venda na capital madeirense ficam abaixo desse valor, sendo o rácio mais baixo de todas as capitais
de distrito e regiões autónomas do país. A maioria da oferta no Funchal concentra-se entre os 300.000 e os 600.000 euros, colocando a habitação fora do alcance da generalidade das famílias madeirenses.
O cenário da Região reflete uma tendência nacional preocupante. No primeiro trimestre de 2026, só uma em cada três casas à venda em Portugal custava até 300.000 euros, e a oferta nesse segmento caiu 31% num ano. JM/MS
Partos na Madeira diminuiram 3,7% no ano passado
A Madeira registou 1.716 partos em 2025, menos 58 em relação ao ano anterior, sendo que o maior número ocorreu no município do Funchal, o principal e mais populoso da ilha, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) salienta que o número de partos de mães residentes na região diminuiu 3,3% entre 2024 e 2025, ao contrário do que aconteceu a nível nacional (+3,7%). O município no qual ocorreu o maior número de partos foi o do Funchal (697), seguindo-se Santa Cruz (297),
Câmara de Lobos (289) e Machico (118).
A Madeira foi a única região do país que registou um decréscimo no número de partos, indica ainda a DREM. Onze dos partos registados no arquipélago, em 2025, aconteceram em casa, seis noutros locais, sendo que os restantes ocorreram num estabelecimento hospitalar.
Segundo a autoridade regional, “78,4% dos partos foram de mães com idade entre os 25 e os 39 anos (1.345 partos), 13,5% de mães entre os 15 e os 24 anos (231) e 8,2% de mulheres com 40 ou mais anos (140)”.

JM/MS

Umfeliz MesdoPatrimonioPortugues atodaacomunidade delingua portuguesa.


Toronto voltou a entrar no verão em grande estilo com mais uma edição do Do West Fest, que decorreu de 5 a 7 de junho de 2026, em Little Portugal. O festival transformou 16 quarteirões da Dundas Street West num espaço dedicado à música, arte, gastronomia e cultura comunitária. Com concertos ao vivo, artistas de rua, murais, workshops, atividades para famílias e uma oferta gastronómica diversificada, o evento voltou a afirmar-se como uma
milhares de visitantes num ambiente festivo e inclusivo.
Tendo registado nesse ano uma participação superior à edição de 2025 e prevendo-se que ultrapassou a marca de um milhão de visitantes ao longo do fim de semana, um número que constituiu um novo recorde do evento. "Em balanço da edição deste ano, Anabela Taborda, Chair de Little Portugal Toronto BIA destacou o forte envolvimento da comunidade portu
dedores sediados em Toronto. “O festival continua a ser uma oportunidade importante para celebrar o património cultural do bairro, ao mesmo tempo que apoia os negócios locais e reúne a comunidade em geral”, referiu a líder da organização. Entre os momentos mais marcantes da edição de 2026 esteve a expansão da programação destinada às crianças, através da criação de uma zona familiar dedicada, com espetáculos e atividades especialmente concebidos para os mais novos. Outro dos destaques foi a ativação de um palco junto à Ossington Avenue, transformado num novo centro do festival graças ao apoio da LiUNA Local 183. A mudança de um dos três palcos principais para este espaço permitiu criar uma área mais acessível e confortável para os visitantes.
“Ao realocarmos um dos nossos três palcos principais para este espaço, conseguimos criar um ambiente mais acessível, com assentos suficientes e espaço para os visitantes se reunirem confortavelmente”, explicou Taborda.
Cultura portuguesa em destaque
A celebração da cultura portuguesa manteve-se como um dos pilares centrais do Do West Fest. Ao longo do fim de semana, milhares de visitantes tiveram oportunidade de assistir a desfiles e atuações que refletiram a riqueza das tradições lusas presentes em Toronto. Grupos como o Luso Can Tuna, Os Bombos do Arsenal e o Grupo de Folclore do Centro Comunitário da Associação Migrante de Barcelos levaram às ruas da Dundas Street West manifestações culturais que marcaram o ambiente do festival. Ao mesmo tempo, a organização procurou dar visibilidade a uma nova geração de artistas portugueses radicados na cidade, com atuações de Sara Dantas, Marito Marques e Jonatan Haller Pereira.

geração da expressão cultural portuguesa em Toronto”, sublinhou a líder do BIA. Objetivos alcançados
Para a organização, os objetivos definidos para esta edição foram cumpridos. “Os nossos objetivos principais eram apoiar os negócios locais, celebrar a cultura e o património do bairro e criar um evento comunitário inclusivo, e acreditamos que alcançámos esses objetivos”, afirmou Anabela Taborda. Ainda assim, a entidade reconhece que um evento desta dimensão traz desafios logísticos e operacionais, garantindo que serão analisadas as lições retiradas desta edição para melhorar futuras realizações.
Futuro passa por consolidar o crescimento
Sem planos para alterar radicalmente o formato do festival, a Chair garante que continuará a procurar formas de reforçar a segurança, apoiar o comércio local e valorizar as diversas culturas que caracterizam o bairro. “Continuamos a reconhecer tanto as contribuições históricas como as atuais da comunidade portuguesa, que desempenha um papel vital na formação desta área”, destacou.
A organização agradeceu o apoio de residentes, empresários, voluntários, artistas e visitantes, destacando o papel da comunidade no sucesso do festival. A BIA garantiu ainda que continuará a ouvir o feedback dos participantes para preservar o espírito comunitário do Do West Fest. “É uma oportunidade para celebrar a história, apoiar os negócios locais e reunir pessoas”, afirmou Anabela Taborda. Mais do que um festival, o Do West Fest voltou a afirmar-se como um retrato vivo de Toronto no início do verão.
RMA/MS

“Orgulhamo-nos de mostrar alguns dos talentos portugueses excecionais da cidade. Estes músicos ajudam a moldar a próxima




A Casa do Benfica de Toronto assinalou o seu 58.º aniversário com a realização de mais um torneio de golfe, uma iniciativa integrada no calendário de atividades da ACAPO, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Num ambiente de grande convívio e boa disposição, o torneio anual voltou a reunir dezenas de participantes, confirmando-se como uma das atividades desportivas mais aguardadas pela comunidade portuguesa. Com condições ideais para a prática da modalidade, o dia ficou marcado pela competição saudável,
pelo espírito de amizade e pela celebração das raízes portuguesas. O presidente da Casa do Benfica de Toronto, John Santos, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o apoio contínuo da comunidade. "Graças a Deus estamos cheios outra vez. O apoio da comunidade não podia ser melhor. Quero agradecer a todos os patrocinadores e a toda a gente que gosta de estar connosco e passar um dia bem divertido", afirmou.
John Santos destacou ainda que, apesar de se tratar de uma iniciativa da Casa do Benfica, o objetivo principal é reunir a comunidade portuguesa “somos Benfica de Toronto, mas somos portugueses primeiro.

bes, gerações e experiências partilharam a mesma paixão pelo golfe, num ambiente aberto, acolhedor e inclusivo. Entre jogadores experientes e estreantes, o mais importante foi o convívio e a oportunidade de celebrar a comunidade.
Paulo Pereira, participante habitual do torneio, mostrou-se satisfeito com mais uma edição da iniciativa “o dia tem sido excelente. Já é a quarta vez que participo neste torneio da Casa do Benfica. Nem sou benfiquista, mas apoio a iniciativa a cem por cento", disse, aproveitando também para deixar uma mensagem especial “quero desejar um feliz Dia de Portugal a todos."
Também Sara Dantas destacou a importância do convívio proporcionado pela iniciativa “é uma oportunidade única. Não sou uma jogadora profissional de golfe, mas vou dar o meu melhor e acredito que vai correr bem", afirmou.
A participante deixou ainda uma mensagem de incentivo à comunidade: "Acreditem nos vossos sonhos." E, assinalando o Dia de Portugal, acrescentou “tenham orgulho no vosso país, tenham orgulho na vossa língua e, mais importante, vamos ganhar o Mundial."
Tacadas precisas, desafios amigáveis e muitos momentos de boa disposição mar-

Há dias em que uma comunidade não se limita a existir — celebra-se. Em Toronto, o Dia de Portugal ergue-se como um desses momentos raros em que a memória, a identidade e a saudade caminham lado a lado pelas ruas da cidade, encontrando-se em símbolos, vozes e gestos que atravessam gerações. Do coração de Nathan Phillips Square ao verde silencioso de High Park, passando por Little Portugal e pelos espaços que guardam a história viva da presença portuguesa no Canadá, cada cerimónia é mais do que um protocolo: é um reencontro. Os hinos ganham corpo nas vozes, como se cada nota fosse uma ponte lançada entre a terra de partida e a terra de chegada. Há monumentos que não são apenas pedra. São promessa, são gratidão, são lembrança. Aos pioneiros, aos voluntários, a Camões e ao legado que continua a escrever-se todos os dias longe de Portugal, este ciclo de homenagens devolve dignidade ao que o tempo não apagou: o orgulho de ser e de pertencer. E quando o dia avança e a cidade acende as suas luzes, fica a sensação de que Toronto, por algumas horas, também fala português — não só na língua, mas na emoção partilhada de uma história que continua a ser cantada em conjunto.





O Içar da Bandeira realizou-se no Nathan Phillips Square, em Toronto, numa cerimónia marcada pela interpretação dos hinos por Isabel Sinde. O momento teve um significado especial, pois foi a última vez que a bandeira foi hasteada na City Hall de Toronto — e, felizmente, subiu direitinha sem precisar de assistência técnica nem de um tutorial. Entre emoção, orgulho e algumas fotografias repetidas “porque esta ficou tremida”, a cerimónia tornou-se ainda mais simbólica e memorável para todos os presentes.


Quando os pioneiros chegaram ninguém tinha Wi-Fi… mas tinham coragem e esperança. Foi feito no dia 10 de Junho, a justa homenagem aos pioneiros portugueses com os hinos canadiano e português interpretados por alunos do First Portuguese Canadian Cultural Centre no “Monumento aos Pioneiros Portugueses”, no High Park. Um local escondido, mas que todos deviam visitar e agradecer o caminho “por eles aberto e trilhado.


“Celebrar quem dá sem esperar nada em troca o melhor de uma comunidade”. Neste sentido, a rota do dia foi feita uma “Homenagem aos no Monumento a eles dedicado, no Trinity-Bellwoods Park, com hinos interpretados por Jonathan Casa da Madeira de Toronto. Um tributo ao valor so, mas essencial, de todos os voluntários que viva a nossa cultura e o nosso espírito coletivo… nem sempre esse valor seja reconhecido por




troca é celebrar sentido, e seguindo aos Voluntários Trinity-Bellwoods Jonathan Garcia, da valor silencioque mantêm coletivo… embora todos.






Quando o Galo de Barcelos canta em Dundas St. W., até o trânsito parece falar português. Foi feito o habitual tributo ao Little Portugal Toronto BIA com hinos interpretados pelo Grupo Coral Mariano, junto ao Galo de Barcelos. A anfitriã desta passagem pela zona foi Anabela Taborda, guiando-nos por um Little Portugal que ainda vai ‘sobrevivendo’… mas sempre em alto e bom português. E que se continue a dar “milho” ao Galo.
Com os hinos interpretados pela Banda do Sagrado Coração de Jesus, na Camões Square (722 College St.), viveu-se um momento de celebração da língua, da cultura e do legado de Luís de Camões, que continua a unir gerações com orgulho e emoção. O tributo a Camões foi realizado em clima de festa e leveza, e houve até quem pedisse “perdão pelos pontapés na gramática”.
Como diria o próprio Camões, com um toque de humor moderno: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”… mas agora a inteligência artificial também muda as palavras — e às vezes até melhora os versos, sem pedir licença ao poeta.



da comunidade da Rogers Road. Entre cores vibrantes e rostos sorridentes, a obra celebra a convivência entre diferentes culturas e o espírito de união do bairro.
A artista Fefa Cox sublinhou que o projeto nasce da própria diversidade de Toronto, uma cidade onde diferentes culturas convivem diariamente e que considera “única”. Explicou ainda que o mural celebra a união, a inclusão e a comunidade através do futebol, uma linguagem universal que aproxima pessoas de todas as origens, destacando as crianças como símbolo do futuro e reforçando a importância da arte pública estar próxima da comunidade.
Rodrigo Ardiles, da Creativo Arts, destacou o impacto coletivo da iniciativa “é arte pública feita com a comunidade e para a comunidade, que une pessoas.”
Em representação da Rogers Road BIA, Giovanny Restrepo reforçou o espírito do bairro “aqui somos todos diferentes, mas somos uma só comunidade.” A vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, sublinhou o momento especial vivido na área “estamos a celebrar a comunidade e a alegria de viver juntos.”
O cônsul-geral adjunto do Peru em Toronto, José Exebio, destacou o orgulho na participação de uma artista peruana num projeto de grande valor cultural. Através do futebol, linguagem universal, o mural transmite mensagens de amizade, respeito e inclusão, num momento em que Toronto e Vancouver recebem jogos do Campeonato do Mundo FIFA 2026. As celebrações terminaram com a campanha “Soccer Lives Here”, numa verdadeira festa comunitária. Mais do que um mural, esta obra deixa uma mensagem de união, pertença e orgulho comunitário na Rogers Road. O mural pode ser visitado na 324 Silverthorne Avenue, do lado da Rogers Road.
A diversidade que faz de Toronto uma das cidades mais multiculturais do mundo ganhou novas cores na Rogers Road com a inauguração do mural Unity in Diversity (Unidade na Diversidade).
Aobra, criada pela artista peruana Estefania Cox mais conhecida por (Fefa Cox) e produzida pela Creativo Arts, em parceria com a Rogers Road BIA e a vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, foi instalada
numa parede cedida pela Farmácia GO, com o apoio do proprietário Babak Khazra. O mural retrata crianças com equipamentos de futebol de vários países, numa imagem que representa a diversidade de Toronto, Davenport e
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Nos dias 12, 13 e 14 de junho, estaremos presentes no Earlscourt Park para as celebrações da Portugal Week com as deliciosas sandes de leitão, as bifanas e os pregos.
Venha visitar-nos e deliciar-se com os melhores sabores portugueses.
PORTUGAL PORTUGAL

Ensino
Credito: JN

Os membros da rede de Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) contestaram as alterações ao regime jurídico, previsto pelo Governo, que dizem acentuar a precariedade e diminuir a qualidade da oferta, colocando em risco os lugares destes profissionais.
Numa carta aberta enviada por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os profissionais da rede EPE (coordenadores,
adjuntos, docentes e leitores) manifestam "enorme apreensão a nova proposta de revisão do regime jurídico" do ensino, com um "enquadramento remuneratório" que "aprofunda a precariedade existente".
O novo regime "mantém profissionais num regime sem vínculo estável, limita a continuidade das funções desempenhadas e coloca em causa a permanência de centenas de trabalhadores atualmente ao serviço do Estado português no estrangeiro", acusam.
No documento, os subscritores apelam ao Presidente da República, à Assembleia da República, ao Governo e a várias estruturas executivas e forças políticas para que "promovam um processo de diálogo efetivo com os profissionais da rede e procedam à revisão desta proposta, garantindo a estabilidade profissional, a valorização das condições de trabalho, a continuidade dos projetos educativos e a sustentabilidade" do EPE. Os subscritores recordam que o ensino do português fora de Portu-

gal "constitui um dos mais importantes instrumentos da política externa cultural portuguesa", principalmente numa "língua pluricêntrica e global como é o português". O "ensino da língua é um elemento essencial da diplomacia cultural de Portugal, contribuindo para o fortalecimento das comunidades portuguesas, da CPLP e da projeção internacional do país" e, "ao longo de décadas, esta rede foi construída graças ao trabalho, dedicação e elevada qualificação dos seus profissionais", consolidando "projetos educativos" e "parcerias com escolas e universidades", procurando estabelecer "redes de cooperação internacional" e "a presença da língua portuguesa em contextos cada vez mais exigentes e competitivos", pode ler-se.
"Trata-se de uma medida com efeitos práticos equivalentes aos de um despedimento coletivo de profissionais altamente qualificados que têm sido responsáveis pela construção e consolidação da rede EPE", ao fazer cessar os contratos, sujeitando os lugares a novos concursos.
Na carta, perante a "possibilidade de recrutamento através de mecanismos simplificados e com menores exigências de qualificação", os subscritores manifestam "sérias dúvidas quanto à preservação da qualidade pedagógica e científica" do EPE. Atualmente, persistem problemas por resolver, como "remunerações desatualizadas, subsídios de residência e apoios à instalação inexistentes e/ou desajustados às responsabilidades exercidas e ao custo de vida dos países de colocação", pode também ler-se.
"A instabilidade agora criada coloca em causa não apenas percursos profissionais, mas também a segurança e o futuro de famílias inteiras que confiaram no compromisso do Estado português", acrescenta. O processo negocial do novo regime tem previstas três reuniões: 15 e 29 de junho e 13 de julho.
JN/MS

Portugal é país europeu que mais apoia contrair dívida para financiar Defesa
Portugal é o país europeu que mais apoiaria contrair dívida para financiar a Defesa e onde mais aumentou o apoio popular ao investimento nesse setor desde 2025, segundo uma sondagem.
Numa sondagem divulgada pelo European Council on Foreign Relations (ECFR) realizada em 15 países europeus, Portugal surge como o país que mais aceitaria assumir dívida comum para financiar a Defesa, com 59% dos inquiridos a apoiarem esta proposta, colocando o país à frente de outros como a Dinamarca (56%), Países Baixos (55%) e Espanha (53%).
A sondagem, que analisa a opinião pública dos europeus face à garantia de segurança dos EUA, à guerra na Ucrânia e à autonomia em matéria de segurança e defesa, aponta que, em termos gerais, os portugueses são os que mais apoiariam um aumento do orçamento de Defesa para reduzir a dependência dos EUA.
Segundo a sondagem, a maioria dos europeus deseja reduzir a sua dependência dos EUA em matéria de segurança e apenas na Polónia é que a maioria dos eleitores "considera uma boa ideia adquirir mais armamento norte-americano".
O responsável pelas sondagens do ECFR, Pawel Zerka, afirmou que a sondagem demonstrou que, "num contexto de críticas e
comportamento agressivo da administração [do Presidente norte-americano, Donald] Trump", os europeus "tornaram-se cada vez mais pragmáticos em relação à sua própria segurança". Portugal é também um dos países que mais apoia o envio de tropas nacionais para uma missão de paz na Ucrânia após o fim do conflito, surgindo em quarto com 53%, apenas atrás da Suécia (61%), Espanha (55%) e da Dinamarca (54%), contrastando com a maioria dos cidadãos dos outros países que se opõem a essa medida.
Os portugueses (50%) também são os que mais apoiam a ideia de alargamento de União Europeia (UE) para leste, incluindo a Ucrânia, seguidos pela Espanha (43%) e Suécia (42%).
A maneira como os portugueses olham para os Estados Unidos e a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, também acompanhou a média europeia, com 58% dos inquiridos a referirem que acreditam que as relações vão melhorar com Washington após a saída de Trump da Casa Branca. A coautora da sondagem e diretora do Programa de Segurança Europeia, Jana Kobzova, defendeu que em todo o continente europeu se registou um "apoio claro à redução da dependência de Washington".


O presidente da República, António José convencional expresso" e "posições po- acesso, o chefe de Estado fundamenta o seu primeiro veto político.
António José Seguro afirma que, ao exercer este veto, não desconhece ou desvaloriza as "preocupações legítimas que terão presidido à iniciativa legislativa, nomeadamente

a de preservar a dignidade e a neutralidade dos espaços institucionais do Estado".
"Não obstante, não se pode ignorar que as causas humanitárias com reconhecimento constitucional e convencional expresso se colocam numa posição distinta das posições político-partidárias, na medida em que o Estado assumiu já compromissos normativos relativamente a estas", lê-se na mensagem.
"Quando um titular de cargo político hasteia uma bandeira que simboliza a paz, os direitos humanos ou a proteção do clima, não está a imprimir ao Estado uma orientação que lhe seja estranha: está a expressar compromissos que a própria Constituição e o direito internacional vinculativo já incorporaram como valores da República", acrescenta na mensagem que será lida esta tarde na abertura da sessão plenária no Parlamento.
António José Seguro sustenta que não existe "impedimento ao hastear de bandeiras que simbolizem causas humanitárias, desde que tal se faça em contexto adequado, com proporcionalidade e sem desvio dos fins próprios do cargo".
O presidente da República devolve o diploma "para que a Assembleia da República possa, sendo esse o seu entendimento, proceder à sua reapreciação atendendo às objeções formuladas. O CDS-PP já anunciou que pretende confirmar o diploma.
A 17 de abril, o texto de substituição da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias foi aprovado em plenário, na generalidade, especialidade e votação final global, com os votos favoráveis do PSD, Chega e CDS-PP, contra de PS, PAN, Livre, BE e PCP e a abstenção da IL.
JN/MS



O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno" para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
"Acham que podem tornar o sagrado estreito de Ormuz num lugar inseguro?

"Dignidade humana não tem passaporte" Papa pede à Europa "exame de consciência" sobre imigração
O Papa disse que a Europa "não pode proclamar a dignidade humana" e normalizar o drama do Mediterrâneo e Atlântico transformados em "cemitérios sem lápides" de migrantes, apelando a um "exame de consciência" de políticos e sociedade civil.
"Não podemos habituar-nos a contar mortos. A dignidade humana não tem passaporte nem perde valor ao cruzar a fronteira", disse Leão XIV, num discurso perante 1800 pessoas, incluindo centenas de imigrantes, no porto de Arguineguín, na Gran Canária, no arquipélago espanhol das Canárias, que lida diariamente com a chegada de pessoas a bordo de embarcações precárias conhecidas como 'pateras' ou 'cayucos' oriundas das costas africanas.
"Queridos migrantes, antes de dizer qualquer outra palavra, quero inclinar-me perante a vossa dignidade. Não sois números nem processos. Sois pessoas com uma família e uma casa deixada para trás, com
sonhos que ninguém tem direito de menosprezar", afirmou o Papa.
O Papa insistiu num "exame de consciência" por parte da comunidade internacional, que considerou estar obrigada a uma "cooperação eficaz e perseverante".
"Também a Igreja deve deixar-se interpelar. O acolhimento do migrante não pode ser algo secundário nem delegado unicamente em alguns voluntários", afirmou, antes de acrescentar que os católicos "ajoelham no altar para adorar Cristo", que tem uma mensagem de caridade, e não podem depois "olhar para o lado perante cayucos e pateras".
Depois de agradecer "a todos os que se juntam aos resgates, acolhimento e acompanhamento" de migrantes, Leão XIV deixou um apelo final: "Que a história não tenha de nos acusar de ter transformado a dor dos que sofrem em paisagem habitual das nossas costas."
JN/MS
Vamos converter toda a região num inferno para vocês", declarou Majid Mousavi, em resposta à "agressão norte-americana", informou a televisão estatal Press TV.
O Exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra "múltiplos alvos" em território iraniano em "resposta a agressões" da República Islâmica, às 0.30 horas desta quinta-feira em Teerão (21 horas de quarta-feira em Lisboa), anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom). A Guarda da Revolução Islâmica iraniana retaliou com o lançamento de drones e mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia durante a madrugada de quinta-feira (11), noticiou a agência Fars.
No contexto dos ataques, o Exército iraniano anunciou o encerramento "total" do estreito de Ormuz a todo o tipo de embarcações, advertindo que disparará contra qualquer navio que tente atravessar a via estratégica para o comércio mundial de petróleo. "O estreito de Ormuz foi encerrado por completo a todo o tipo de embarcações, incluindo navios comerciais", declarou o Quartel-General Central Jatam al Anbiya em comunicado citado pela agência Tasnim. Os Estados Unidos, porém, negaram que este bloqueio esteja em vigor, garantindo que os navios comerciais continuam a transitar. "Esta noite, os navios comerciais prosseguem a passagem para dentro e fora do estreito de Ormuz", afirmou o Centcom numa breve nota.
Apesar de Washington e Teerão estarem a discutir um acordo de paz com a mediação de países como o Paquistão, os ataques intensificaram-se esta semana, com os Estados Unidos a justificarem inicialmente a ofensiva com o derrube de um helicóptero no estreito de Ormuz na terça-feira (9).



A cidade de Belfast e as localidades vizinhas na Irlanda do Norte vivem uma semana de distúrbios, na sequência do esfaqueamento de um residente por um imigrante que já se encontra detido.
Segundo os meios de comunicação britânicos e irlandeses presentes em Belfast, a polícia já utilizou canhões de água para dispersar os manifestantes em Sandyknowes, nos arredores de Belfast, após cerca de 200 pessoas se terem reunido e atirado pedras e garrafas contra a polícia que tentava contê-los.
Os protestos violentos surgem na sequência do caso que atraiu a atenção nacional devido à divulgação "online" de vídeos explícitos do ataque e o envolvimento de um imigrante, o que levou a críticas de alguns partidos políticos.
A polícia informou que a vítima foi levada para o hospital na noite de segunda-feira com ferimentos graves no rosto, pescoço e costas.
Segundo as autoridades, o alegado autor, na casa dos 30 anos, foi detido por suspeita de tentativa de homicídio e permanece sob custódia após ter sido encontrada uma faca
de cozinha no local. A família do jovem esfaqueado emitiu um comunicado em que se diz revoltada "com as cenas que se desenrolaram [na terça-feira] em toda a Irlanda do Norte"."Queremos deixar absolutamente claro que a nossa família não apoia este tipo de reação, e que o protesto pacífico é sempre a única via a seguir. Temos muitos migrantes que dão um contributo extremamente valioso ao nosso país, nomeadamente no nosso sistema de saúde e no setor da hotelaria e restauração, e dependemos deles para que o nosso país funcione", continuou a família numa nota partilhada pela polícia.
"Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir as pessoas ou alimentar a hostilidade - não façam isto em nome do nosso familiar, pois não partilhamos os mesmos valores", acrescentaram os familiares. As imagens do ataque provocaram uma avalanche de comentários de ódio nas redes sociais e de apelos para se manifestarem nas ruas de Belfast, comentários incitados por agitadores de extrema-direita como Tommy Robinson ou o magnata da tecnologia Elon Musk, a partir dos Estados Unidos.
JN/MS


A Amnistia Internacional (AI) exigiu a libertação de uma cidadã portuguesa e de outros nove ativistas detidos há mais de duas semanas no leste da Líbia, quando participavam numa missão internacional para levar ajuda humanitária a Gaza.
Num comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos acusou as Forças Armadas Árabes da Líbia (LAAF), que controlam grande parte do leste e sul do país, de manterem os ativistas em detenção arbitrária e de os terem sub-
metido a desaparecimento forçado após a sua detenção, em 24 de maio.
Segundo a AI, os 10 membros da Caravana Terrestre Global Sumud, provenientes de Portugal, Argentina, Itália, Polónia, Espanha, Tunísia, Uruguai e Estados Unidos, foram detidos quando se deslocavam para a cidade de Sirte para negociar a passagem da caravana humanitária rumo a Gaza.
A organização afirmou que os ativistas permaneceram incomunicáveis entre dois e nove dias antes de serem interrogados pelas autoridades judiciais, que ordenaram
a sua prisão preventiva enquanto decorre uma investigação por alegada "reunião sem autorização".
Caso sejam condenados, os detidos enfrentam penas até seis meses de prisão e o pagamento de multas.
uma greve de fome entre 1 e 4 de junho para protestar contra a sua detenção e contra as restrições de contacto com advogados e familiares.

A organização apelou às autoridades líbias para libertarem "imediata e incondicionalmente" os ativistas e garantirem o acesso regular a familiares, representantes consulares, advogados e cuidados médicos.
De acordo com a AI, os detidos, com idades entre os 30 e os 70 anos, iniciaram
A organização relatou ainda que vários ativistas sofreram complicações de saúde durante o protesto, alegando que recebem cuidados médicos insuficientes no centro de detenção da Agência de Segurança Interna (ISA), em Benghazi.
JN/MS




























O selecionador nacional, Roberto Martínez, voltou a insistir que só está preocupado com a fase de grupos, mas lá deixou escapar que lutar pelo título de campeão do Mundo é algo que está nos planos.
Portugal está pronto para o Mundial mais longo da história. Apesar da competição nos Estados Unidos da América, México e Canadá chegar após uma época desgastante, Roberto Martínez revelou que o grupo de trabalho está preparado para o desafio.
"Gostava de dizer que não é o fim da época. O balneário tem frescura, alegria e os jogadores que estiveram no último jogo (final da Champions) também estão recuperados. Depois, temos dois Mundiais como já refe-
ri e, para já, temos de nos concentrar nos três jogos que temos pela frente", afirmou o treinador, referindo-se à fase de grupos. No entanto, e confrontado com as palavras do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, que afirmou que a presença nas meias-finais é um objetivo mais do que realista, Martínez mostrou um pouco mais de ambição.
"O presidente é uma pessoa que tem a sua opinião e eu respeito isso. Para mim é um Mundial de três jogos, para já, mas a ideia é ganhar oito jogos, seja em 90, 120 minutos ou grandes penalidades. Só podemos controlar a atitude, mostrar o nosso talento e fazer o que fizemos na Liga das Nações", defendeu, antes de abordar um dado histórico.

Nunca um país foi campeão mundial com um selecionador estrangeiro, estatística que Martínez quer quebrar. "É um desafio que adoro. A minha carreira está cheia de desafios assim. É o primeiro mundial com 48 seleções, com oito jogos e é uma boa oportunidade de fazer o que nunca foi feito", reagiu.
Roberto Martínez também foi questionado sobre Cristiano Ronaldo, que se mostrou emocionado durante o hino nacional durante a partida do passado sábado (6) frente ao Chile, e não acredita que o capitão já tenha tomado uma decisão sobre se continuará na seleção após o Mundial. "O nosso capitão é um exemplo para o dia a dia, a dar tudo para melhorar e ajudar a seleção. Ele, nem os outros, não pensa no futuro: o futebol tem lesões, decisões que não estão nas tuas mãos. O foco é ser o melhor no treino, executar os conceitos e mostrar orgulho em vestir a camisola de Portugal", referiu.
JN/MS

Portugal venceu o particular com a Nigéria, em Leiria, por 2-1. Fechado o ciclo de jogos, as quinas preparam-se para fazer as malas e partir para os Estados Unidos.
Roberto Martínez fez sete alterações no onze que alinhou contra o Chile e testou novas funcionalidades no encontro frente ao conjunto africano. E foi um dos novos rostos que tratou de colocar a seleção portuguesa na frente do marcador. À passagem do minuto 23, Pedro Neto apanhou a bola dentro da área e não perdoou.
No entanto, a Nigéria acabaria por chegar à igualdade por intermédio de Adams (37 m), num lance em que a defesa portuguesa poderia ter feito mais.
Já na segunda parte, o encontro abriu praticamente com uma bomba de João Félix (48 m) à trave, que acabaria por ser um aviso ao que estaria por vir. Tarde, mas chegou. Ao minuto 75 do encontro, Francisco Conceição, que foi opção vinda do banco, fletiu para dentro e rematou de forma característica, com um arco para o segundo poste. Uma finalização que valeu a vitória aos comandados de Roberto Martínez.
Após cumprir dois particulares em solo nacional, a seleção portuguesa vai preparar as malas e partir rumo aos Estados Unidos para o arranque do Mundial 2026. O primeiro jogo será frente à RD Congo, na próxima quarta-feira (17).
JN/MS
O capitão da seleção portuguesa de futebol Cristiano Ronaldo "continua a ser uma grande referência", segundo o antigo internacional português Fernando Meira, que espera "muitos golos" no Mundial 2026 do "melhor de todos os tempos".
"Ao olhar para trás até me arrepia, o que ele representa para nós, para Portugal, para todo o mundo e para os mais jovens, em que é visto como um exemplo. Ele sempre demonstrou que é alguém que supera as expectativas, que trabalha e se dedica de forma ímpar e foi um orgulho tremendo acompanhar a sua evolução e desempenho. É o melhor de todos os tempos", afirmou Fernando Meira, em declarações à agência Lusa.
O antigo defesa central e médio defensivo, de 48 anos, esteve presente na estreia de Ronaldo em fases finais de um Campeonato do Mundo, em 2006 na Alemanha,
onde Portugal terminou no quarto lugar, a segunda melhor classificação de sempre, depois do terceiro na estreia em 1966.
Para Meira, Ronaldo, com 41 anos, já não apresenta as mesmas características de outros tempos, mas continua a ser uma mais-valia para o grupo às ordens do espanhol Roberto Martínez.
"Não tem as características naturais e físicas de outros tempos, mas continua a ser uma grande referência, como jogador e como capitão. É uma mais-valia", salientou. Fernando Meira, internacional português em 54 ocasiões e que representou clubes como Vitória de Guimarães, Benfica, Estugarda, Galatasaray, Zenit São Petersburgo ou Saragoça, acredita que a presença de Ronaldo significa golos e que pode até abrir muitos espaços para os companheiros de equipa. "Vai atrair atenções e esperemos que consiga fazer um bom Mundial, com muitos golos. Hoje em dia não desequilibra
no um para um, mas, na finalização, os golos falam por si e abre espaços para outros", destacou, lembrando a qualidade individual das opções disponíveis em Portugal, com "alguns dos melhores na atualidade mundial".
O Mundial 2026 arranca na quinta-feira e decorre até 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início marcado para as 12 horas (18 h em Portugal).
Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12 horas (18 h), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19.30 horas (00.30 h de 28 de junho). JN/MS


Éderson rende lesionado Wesley na convocatória do Brasil
O médio Éderson foi convocado pelo selecionador do Brasil, Carlo Ancelotti, para substituir o compatriota Wesley, que sofreu um lesão muscular na coxa esquerda, falhando assim a fase final do Mundial2026 de futebol.
Olateral dos italianos da Roma, de 22 anos, foi reavaliado e submetido a exames, que detetaram uma lesão no músculo adutor da perna esquerda, com Éderson, que joga nos italianos da Atalanta, a ser o escolhido para se juntar à comitiva "canarinha" em solo norte-americano.
"A ressonância magnética revelou uma lesão muscular no adutor da coxa esquerda. Wesley é um atleta querido pelo grupo e será sempre considerado parte desta equipa que busca o hexacampeonato mundial", pode ler-se na nota divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na página oficial na Internet.
No sábado (6), Wesley alinhou de início na vitória contra o Egito (2-1), o último jogo de preparação dos brasileiros antes de iniciar a participação no Campeonato do Mundo, mas acabou substituído por Danilo, à passagem do minuto 17.
O Brasil, único pentacampeão do mundo (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e totalista em fases finais (23), está inserido no Grupo C da primeira fase do Mundial2026, juntamente com Marrocos e os regressados Escócia e Haiti.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e integra pela primeira vez 48 seleções, incluindo Portugal, num total de 104 jogos, sob inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.
JN/MS

Venha apoiar a nossa Seleção no melhor ambiente desportivo de Toronto. Junte os amigos e venha celebrar e torcer connosco!


Árbitro da Somália nomeado para o Mundial barrado à entrada dos EUA
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, um dos principais nomes do futebol africano, foi recambiado pelos Estados Unidos para a Turquia.
Em vésperas do pontapé de saída do Mundial 2026, o árbitro Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, teve a entrada negada nos Estados Unidos após ter aterrado em solo norte-americano para participar na competição, segundo dá conta o jornalista Micky Jnr.
A mesma fonte refere que foi reencaminhado para a Turquia, sem uma razão clara para o sucedido.
O árbitro natural da Somália, que é considerado um dos principais nomes do futebol africano, preparava-se para fazer a estreia em Campeonatos do Mundo.
JN/MS


Por gerações, a cultura portuguesa tem sido definida por uma dedicação inabalável ao trabalho árduo, à precisão e à construção de estruturas feitas para durar. Na Maxim Roofing, trazemos essa mesma paixão e orgulho para cada telhado que instalamos, reparamos e protegemos na nossa comunidade.
Hoje, juntamo-nos à celebração da história vibrante, da cultura e da resiliência da comunidade portuguesa.
Feliz Semana de Portugal!

MILTON
RECORDING-SECRETARY
VICE-PRESIDENT SAVERIO
TONY
A RTP, SIC e TVI vão transmitir em sinal aberto os três jogos de Portugal na fase de grupos do Mundial2026, anunciaram os três operadores de televisão.
Ojogo de estreia de Portugal, frente à República Democrática do Congo, vai ser transmitido pela SIC, no dia 17 de junho, à 1 pm (hora de Toronto). No dia 23 de junho, à mesma hora, a TVI exibe o jogo de Portugal contra o Uzbequistão, segundo as operadoras. A RTP vai transmitir em 28 de junho, às 7.30 pm, o jogo de Portugal contra a Colômbia.
O primeiro jogo do Mundial2026, entre o México e a África do Sul, vai ser transmitido pela TVI em 11 de junho, às 3 pm.
A final do Mundial vai ser exibida pela RTP em 19 de julho, às 3 pm.
A RTP, SIC e TVI anunciaram terem chegado a acordo com a FIFA para a
compra conjunta dos direitos de transmissão de 20 jogos do Campeonato do Mundo, garantindo acesso, em sinal aberto, aos momentos mais relevantes da competição.
Esta aquisição "resulta de um esforço conjunto e de uma parceria inédita entre os três operadores generalistas portugueses, unidos por um objetivo comum: assegurar uma ampla cobertura de um dos maiores acontecimentos desportivos do planeta e disponibilizá-lo gratuitamente ao público português", afirmam em comunicado conjunto.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo vai ser disputada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
JN/MS



Irão acusa Estados Unidos de retirar bilhetes a adeptos do país
A Federação Iraniana de Futebol (FFI) denunciou que os Estados Unidos revogaram os bilhetes regulamentares para os adeptos do país para o Mundial2026 de futebol.
"É lamentável que, numa continuação de uma série de decisões e ações de pessoas fora dos agentes desportivos habituais por parte do país anfitrião, os Estados Unidos tenham desta vez tentado impedir a presença de adeptos iranianos no estádio que acolhe os três jogos da fase de grupos", lê-se num comunicado.
A FFI lembrou que as normas da FIFA preveem que 8% da lotação do estádio para cada jogo seja vendida pelos federações participantes, com a federação iraniana a revelar que iniciou a venda desses bilhetes através do seu site oficial.
"Contudo, numa medida inesperada, foi revogada a atribuição destinada à Federa-
ção Iraniana de Futebol e, nas circunstâncias atuais, não é possível proporcionar nem uma entrada aos adeptos da seleção através da federação", lamentou a FFI.
O organismo afirma que esta é "uma medida que vai contra o espírito da competição e contra o princípio de igualdade entre as nações participantes", pedindo a intervenção da FIFA.
Ao contrário do inicialmente previsto, o Irão montou o seu quartel-general no México e não nos Estados Unidos, com as autoridades do país a revelarem que 15 elementos da equipa e vários membros da equipa técnica e dirigentes não têm ainda visto.
No Mundial2026, que é organizado por Estados Unidos, México e Canadá, o Irão está colocado no Grupo G, defrontando a Nova Zelândia (15 de junho) e a Bélgica (21) em Los Angeles, e o Egito (26) em Seattle.
JN/MS
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FUTEBOL
Marco Silva é o novo treinador do Benfica
Poucos minutos depois de confirmar a saída de José Mourinho para o Real Madrid, o Benfica anunciou, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a contratação de Marco Silva. O técnico português assina por duas temporadas com as águias, com mais uma de opção.
Noite longa na SAD benfiquista. Após uma longa novela, o Real Madrid avançou, como se esperava, com o pagamento da cláusula de rescisão de José Mourinho, por 15 milhões de euros, e o clube liderado por Rui Costa não demorou a apresentar o sucessor.
Marco Silva é o escolhido para tentar devolver os encarnados à rota do sucesso, nomeadamente a conquista do título de campeão, que foge ao clube da Luz desde 2022/23, então sob o comando de Roger Schmidt.
O treinador português, de 48 anos, está assim de volta ao futebol português. A estreia foi ao serviço do Estoril-Praia, clube
que liderou durante três épocas e com o qual conquistou a 2.ª liga. As boas campanhas nos canarinhos abriram a porta de Alvalade, tendo-se tornado treinador do Sporting em 2014/15, conquistando a Taça de Portugal ao serviço dos leões.
Devido a divergências com o então presidente Bruno de Carvalho, deixou o Sporting no verão seguinte, sendo substituído por Jorge Jesus, que havia terminado contrato com o Benfica, e rumou à Grécia, onde se sagrou campeão nacional com o Olympiacos.
Seguiu-se o futebol inglês e as passagens por Hull City e Watford, antes de chegar ao Everton e, em 2021/22, ao Fulham, clube que orientou durante cinco temporadas.
O clube inglês ofereceu a renovação de contrato, mas Marco Silva rejeitou a proposta e assume, agora, o comando técnico do Benfica.
O contrato é válido por duas temporadas, até ao final de 2027/28, e extensível por mais uma época.
JN/MS

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O Sporting derrotou no prolongamento o Benfica (39-41), juntando a conquista da Taça de Portugal à Supertaça e ao campeonato nacional.
Os leões entraram como favoritos, mas a verdade é que as águias lutaram até ao fim e desperdiçaram várias vantagens, com a formação leonina a reverter o resultado no minuto final do tempo extra. O guardião Capdeville foi o grande responsável por manter os encarnados na disputa até ao último segundo, com várias defesas.
Com este troféu, o Sporting conquista um triplete pela segunda temporada consecutiva, recebendo a 20.ª Taça de Portugal do seu palmarés.
JN/MS
O Benfica conquistou a Taça de Portugal feminina de andebol pela 10.ª vez, ao vencer o Almeida Garrett, por 34-25, no Panorama Multiusos de Alcobaça.
As encarnadas, que ao intervalo venciam por 18-16, somaram assim a Taça de Portugal às conquistas do pentacampeonato e da Supertaça.
No historial da competição, o Benfica reforça a segunda posição, com as 10 conquistas, ainda distantes das 20 do Madeira SAD, o clube mais titulado na Taça.


José Mourinho fala em honra e privilégio de ter treinado o Benfica
O treinador José Mourinho agradeceu a honra e o privilégio de ter treinado o Benfica, numa mensagem publicada nas redes sociais um dia depois de ter sido oficializada a sua saída do clube da I Liga de futebol.
"Agradeço ao presidente Rui Costa a oportunidade que me foi concedida de trabalhar ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Representar este clube foi uma honra e um privilégio", escreveu Mourinho.
O treinador quis dar também "uma palavra de reconhecimento a todos os profissionais do Benfica Campus, cujo profissionalismo, dedicação e competência foram
exemplares", antes de agradecer aos futebolistas dos "encarnados".
"Aos jogadores com quem tive o prazer de trabalhar, deixo um sincero agradecimento e os votos do maior sucesso pessoal e profissional. Levo comigo a convicção de que, mais do que um momento, criámos uma ligação duradoura: meu jogador um dia, meu jogador para sempre", garantiu.
O Benfica oficializou na terça-feira (9) a saída do treinador José Mourinho para o Real Madrid, que pagou 15 milhões de euros (ME) de indemnização, segundo o comunicado enviado pelo clube da I Liga de futebol ao regulador do mercado.
JN/MS


Florentino
Florentino Pérez venceu, no domingo (7 de junho), as eleições do Real Madrid, levando a melhor sobre Enrique Riquelme. José Mourinho, treinador do Benfica, será, com este resultado, o novo técnico dos merengues.
"É um dia muito feliz para mim e para o universo madrileno", afirmou Florentino Pérez à chegada ao hotel onde reagiu à sua reeleição.
Segundo a imprensa espanhola, a contagem dos votos demorou muito mais do que o esperado, sendo que o atual presidente venceu com cerca de 60% dos votos.
Enrique Riquelme já reconheceu a derrota e, numa curta mensagem, vincou que o Real Madrid "não voltará a estar 20 anos sem eleições". "Quero felicitar a candidatura de Florentino pela sua vitória. O Real Madrid não voltará a estar 20 anos sem eleições. É preciso continuar a colocar os sócios no centro de tudo. Muito obrigado a todos. Estendo a mão, com todo o respeito pela instituição do Real Madrid e pelo seu presidente", comentou. Recorde-se que Florentino Pérez anunciou que, caso vencesse o sufrágio, José Mourinho, técnico do Benfica, regressaria ao clube da capital espanhola.
JN/MS

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), considerou que a aprovação, com 80% dos votos, da chave de repartição das receitas da comercialização centralizada dos direitos audiovisuais foi um "momento histórico" para o futebol nacional.
"É um momento histórico. Este é um passo que muitos tiveram dificuldade ou algum receio de assumir, mas é um caminho feito desde que chegámos, também com o trabalho vindo de trás. Foi uma assembleia em que as sociedades desportivas demonstraram grande sentido de responsabilidade, dando os seus contributos", disse Reinaldo Teixeira.
O líder da LPFP explicou que a proposta apresentada pela Liga Centralização, entidade criada pelo organismo para liderar o processo, foi sufragada por votação secreta, merecendo a oposição de três clubes da Liga e quatro da Liga 2. Sem possibilidade de esclarecer quais os clubes que rejeitaram esta proposta, Reinaldo Teixeira elogiou, no entanto, a iniciativa do Nacional, que defendia um modelo diferente no que toca à distribuição dos valores.
"O Nacional propôs uma solução com total correção, transparência e sinceridade. O seu presidente falou comigo, há quatro meses, sobre a sua intenção de dar este passo, que valorizou o debate", disse Reinaldo Teixeira.

Sobre os pressupostos da chave de distribuição aprovada, e que será implementada num ciclo inicial de cinco anos, a partir da época 2028/29, o presidente da LPFP acredita que vai dar mais "consistência e sustentabilidade".
"Atualmente, a diferença de quem menos recebe para os que mais recebem é de 14,4 vezes. Com esta chave agora aprovada reduzimos essa diferença para 7,3, que é metade, e há indicação de que na próxima revisão esse diferencial não seja superior a 4,5", explicou.
Quanto aos valores globais a distribuir, que têm sido apontados para 250 milhões de euros, Reinaldo Teixeira explicou que ainda não é possível determinar uma cifra, porque as negociações com os operadores nacionais e internacionais ainda decorrem.
"O espírito é crescer o máximo possível. Dizer 500 milhões pode ser irracional, como também será irracional falar em 100 milhões. Vamos trabalhar para que os clubes possam retirar o máximo proveito deste processo", apontou.
O dirigente lembrou, ainda assim, que a chave de distribuição é dinâmica, abrangendo vários critérios como desempenho desportivo, dimensão social, produto audiovisual e infraestruturas.
"O próximo passo é continuar a trabalhar para conseguirmos interessar o mundo todo pelo nosso futebol. Há ainda mercados que não conhecem ou não têm acesso ao nosso produto audiovisual e esse é o grande desafio", acrescentou.
Reiterando contactos com operadores nacionais e estrangeiros, o líder da LPFP considerou que a aprovação de uma chave de distribuição mesmo antes de se apurar o valor global "transmite tranquilidade e conforto para o comprador [dos direitos]".
JN/MS

Benfica revela camisola principal para a próxima temporada
A nova camisola do Benfica, divulgada na segunda-feira (8), tem como fonte de inspiração a formação do clube.
O Benfica, em conjunto com a Adidas, divulgou no site oficial a camisola principal para a próxima época, que estará intimamente ligada à celebração dos 20 anos do Benfica Campus.
"A nova camisola principal do Glorioso combina o legado arquitetónico do Benfica Campus com o ADN clássico do Clube, prestando homenagem ao lugar onde tantas histórias começaram antes de chegarem à glória. Mais do que um equipamento, esta camisola representa a base onde se constrói a identidade benfiquista: com trabalho, ambição e pertença", pode ler-se na nota do clube. Nas redes sociais, as águias publicaram ainda um vídeo, no qual recorreram a alguns dos destaques oriundos da formação, desde os que passaram até aos que singram atualmente na equipa principal.
JN/MS
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The Canadian Men’s National Team is refusing to close the door on Moise Bombito just yet. With only days remaining until Canada kicks off their highly anticipated FIFA World Cup campaign, head coach Jesse Marsch remains steadfast in his optimism. Despite the defender dealing with lingering pain in his surgically repaired left leg, the coaching staff is holding out hope that the defensive stalwart will be match-fit in time to anchor the backline.
Addressing the media following the squad's Monday practice session in Toronto, Marsch emphasized a cautious but hopeful approach. "With Moise, we're just gonna go day by day. I thought he looked really good today, so that was a positive development for him," Marsch noted, keeping the 26-year-old firmly in the mix.
A Long Road to Recovery
Bombito, a Montreal native who currently plays his club soccer in France with OGC Nice, has faced a frustratingly uphill battle this year. His upward trajectory was abruptly derailed during an early October clash against Monaco, where he suffered a fractured left tibia. The devastating injury
forced him into immediate rehabilitation and caused him to miss the entire remainder of the French Ligue 1 season. His highly anticipated return to the pitch finally materialized on June 1 during a pre-tournament friendly against Uzbekistan. Unfortunately, the comeback was painfully short-lived. After just 30 minutes of action, Bombito experienced significant soreness in the repaired leg and had to be substituted out, making way for Luc de Fougerolles.
This physical setback fueled heavy speculation over the weekend. On Sunday, a local news outlet confidently reported that the defender was definitively being removed from Canada’s finalized 26-man World Cup roster. However, Marsch forcefully pushed back against those claims on Monday, assuring reporters that Bombito would be given "up until the last minute" to prove his physical readiness for the world's biggest athletic stage.
During Monday's session, Bombito's involvement was highly specialized. According to reports from Joshua Kloke, the defender initially remained separated from Canada’s main training group, opting instead to complete 30 minutes of intensive solo conditioning. When he finally rejoined the rest of the squad, many noticed that his lateral movement and overall quickness lacked in relation to his usual crispness. In spite of these setbacks, he remains important to the team's defensive core. With 20 caps for the national team since his debut in 2023, his presence would be essential for Canada when they open their World Cup tournament this Friday against Bosnia and Herzegovina at home in Toronto.
RS/MS
The Toronto Marlies are on the precipice of American Hockey League glory. Standing just four wins away from capturing their first Calder Cup championship since 2018, the Maple Leafs’ AHL affiliate has accomplished what the parent club has struggled to do for nearly a decade: put together a deep, resilient postseason run.
Toronto's path through the Calder Cup Playoffs has been a difficult one but filled with notable performances:
• First Round: Eliminated the Rochester Americans in three straight games.
• Division Semifinals: Took out Montreal Canadiens farm team Laval Rocket in a tight five-game battle.
• North Division Finals: Came back from a 2-1 series disadvantage, winning the final two games.
• Conference Finals: After leading 2-0 in the series against the WilkesBarre/Scranton Penguins, Toronto let the series get tied before finishing it off with two straight wins.
The Marlies now face the Chicago Wolves in the ultimate showdown.
The Akhtyamov Advantage
A massive catalyst for Toronto's success has been the phenomenal play of Russian netminder Artur Akhtyamov. With a breakthrough 2025–26 regular season—where he posted a 21-12-6 record, a .904 sp, and a 2.88 gaa—Akhtyamov was briefly called up to the
Maple Leafs to help fill the net due to injuries. While his three-game NHL stint was a mixed bag (featuring a flawless relief effort against Edmonton followed by a rough 11-goal stretch against the Islanders and Stars in meaningless late-season games), his return to the AHL has been spectacular. Through 17 postseason starts, Akhtyamov boasts an 11-6 record, a stellar .927 save percentage, and a tight 2.12 goals-against average. He punctuated this run with a heroic 39-save performance in the 2-1 overtime series-clincher against the Penguins.
Ripple Effects in Toronto’s Crease
Akhtyamov’s emergence complicates an already crowded goaltending pipeline for the Toronto Maple Leafs, who effectively boast four NHL-calibre options: Akhtyamov, Dennis Hildeby, Joseph Woll, and Anthony Stolarz. Stolarz remains locked in through the 2029–30 season, while both Woll and Hildeby are secured until 2027–28. Armed with over $22 million in summer cap space, the Leafs have immense financial flexibility. That being said, Woll's $3.67 million cap hit is beginning to look worrisome. Regardless of Woll’s regular season numbers, his recent struggles at the 2026 IIHF World Championship with a 4.65 GAA and a surprising .761 SV% over three games— suggests that Toronto's front office may need to think about the immediate future in net for the Leafs.




























Luis Camara Secretar y Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Marcello DiGiovanni Vice -President
Jaime Cor tez E-Board Member E-Board Member
David McCluskey


Para Joe Mancinelli, receber a Ordem do Ontário é algo que ele diz que carregará com "imensa gratidão e orgulho".
Ovice-presidente internacional e gestor regional para o Centro e Leste do Canadá da Labourers’ International Union of North America (LiUNA) recebeu a distinção das mãos de Edith Dumont, vice-governadora do Ontário, numa cerimónia especial realizada recentemente.
Mancinelli esteve entre os 30 galardoados
com a Ordem do Ontário de 2025 e recebeu a honra porque "redefiniu o panorama laboral do Ontário através de uma inovação ousada", explica um comunicado. "Ele foi pioneiro em programas de aprendizagem inclusivos que abriram oportunidades para jovens, recém-chegados, mulheres e povos indígenas. Impulsionou a renovação comunitária através de habitação acessível, instalações de cuidados de saúde e projetos de restauração de património que equilibraram o crescimento económico com a preservação cultural." Em
geral, a Ordem do Ontário reconhece aqueles cujo serviço distinto e realizações extraordinárias ajudaram a construir um Ontário e um Canadá mais fortes. Os membros da Ordem vêm de todas as esferas da vida e representam diversas áreas.
"Fiquei profundamente honrado e grato por ser investido na Ordem do Ontário, a mais alta distinção civil da nossa província", disse Mancinelli numa publicação no LinkedIn. "Estar ao lado de um grupo tão extraordinário de indivíduos cujas contribuições ajudaram a moldar o Ontário de tantas formas é verdadeiramente significativo. Este reconhecimento não é apenas meu. Pertence às muitas pessoas que caminharam ao meu lado ao longo desta jornada: a minha família, amigos, mentores, colegas e os milhares de membros que tão orgulhosamente represento, que dedicaram as suas vidas a construir comunidades mais fortes e uma província melhor para as gerações futuras."
"Como filho de imigrantes, nunca me esqueci de onde vim ou dos valores que me foram incutidos desde tenra idade: trabalhar no duro, defender os outros, retribuir e nunca perder de vista a dignidade dos trabalhadores."
CC/MS
A inovação está a atingir novas alturas com o Toronto Rail Yards, uma nova comunidade de uso misto que está programada para ser construída acima de um corredor ferroviário ativo entre a Bathurst Street e a Spadina Avenue.
Oprojeto massivo de 14 acres é uma iniciativa do Fundo de Pensões da LiUNA do Centro e Leste do Canadá, construído em parceria com a Fengate Asset Management.
Assim que estiver concluído, irá disponibilizar quase 4.000 novas habitações, mais de dois acres de espaço de parque urbano, 85.000 metros quadrados de espaços de escritórios, duas creches e aproximadamente 4.700 metros quadrados de espaço comercial, indica um comunicado.
O projeto começará com uma plataforma de seis acres que se estenderá sobre a gare ferroviária para maximizar o espaço público, ligando-se simultaneamente à GO Transit e à rede de transportes mais ampla da cidade.
A empresa de design internacional Henning Larsen, juntamente com empresas sediadas em Toronto, incluindo a Hines, PCL,
WW+P Architects e RJC Engineers, estão a fazer equipa no projeto.
Ao todo, o empreendimento será executado por fases para minimizar os impactos da construção. A preparação do local está prevista para começar em 2028, com a construção da plataforma a iniciar-se mais tarde nesse mesmo ano.
O projeto recupera direitos aéreos subutilizados acima da infraestrutura ferroviária e "representa um novo capítulo audacioso no planeamento urbano orientado para os transportes em Toronto", observa o comunicado.
"As grandes cidades constroem-se com ambição e com a responsabilidade de deixar algo significativo para trás", disse Joseph Mancinelli, presidente do LPFCEC, vice-presidente internacional da LiUNA e gestor regional para o Centro e Leste do Canadá, em comunicado.
"O Toronto Rail Yards criará as habitações de que as pessoas precisam, empregos que sustentam famílias e um legado para a cidade. Espera-se que apenas a plataforma crie mais de 4.600 empregos na construção e gere mais de nove milhões de horas de trabalho sindicalizado na construção, tor-
nando este projeto não apenas um investimento transformador no futuro de Toronto, mas também um testemunho daquilo que o trabalho sindicalizado pode construir para as gerações vindouras."
O projeto incluirá uma mistura de tipos e tamanhos de habitação, incluindo unidades de tamanho familiar, integradas com comodidades para os residentes e para a comunidade em geral.
"O design do Toronto Rail Yards está enraizado no bairro — criando um novo ambiente urbano para a vida comunitária diária, moldado em torno da forma como as pessoas vão chegar, reunir-se e sentir-se ligadas à cidade e umas às outras", acrescentou Michael Sørensen, diretor de mercado global da Henning Larsen. "A escala, a materialidade e o microclima dos seus espaços acolhedores farão do Toronto Rail Yards um local com um verdadeiro sentido de pertença no seu âmago."
CC/MS
Ontário investe 178 milhões de dólares para nova comunidade ligada aos transportes em Scarborough
O governo do Ontário está a investir até 178 milhões de dólares através do Fundo Construir o Ontário (BOF - Building Ontario Fund) para apoiar a construção de aproximadamente 1.700 novas habitações para arrendamento em Scarborough.
O projeto inclui uma meta de 340 unidades acessíveis com rendas abaixo do valor de mercado, sublinha a província. Localizado em terrenos subutilizados perto da estação de comboios GO de Scarborough, o projeto fará parte da nova Scarborough Junction, uma comunidade ligada à rede de transportes que deverá incluir 7.700 habitações, além de parques, espaços públicos e infraestruturas comunitárias.
O investimento de capital no projeto está a ser feito através do Fundo Construir o Ontário (BOF) numa joint venture com a Republic Developments e a Harlo Capital. O fundo está a fazer avançar um projeto que se encontrava anteriormente estagnado.
"Assim que o investimento do BOF tiver sido reembolsado, este será reinvestido noutros projetos que, de outra forma, não seriam construídos em seis áreas prioritárias, incluindo habitação acessível, energia, transportes, cuidados de saúde de longa duração, infraestruturas municipais e comunitárias, e minerais críticos", lê-se no comunicado.
Espera-se que a construção do projeto comece em 2027, sendo as primeiras ocupações previstas para 2030.
CC/MS


• Obesidade e sedentarismo;
• Diabetes de aparecimento recente;
• Pancreatite crónica;
• História familiar de cancro do pâncreas;
• Alterações genéticas hereditárias, incluindo mutações dos genes BRCA. Uma revolução silenciosa nos tratamentos
Durante muitos anos, as opções terapêuticas foram limitadas. A cirurgia continua a ser a única possibilidade de cura, mas apenas uma minoria dos doentes reúne condições para ser operada no momento do diagnóstico.
agressivos e potencialmente fatais. Vários grupos de investigação trabalham atualmente no desenvolvimento de estratégias capazes de detetar lesões precursoras e até impedir a progressão para cancro invasivo. Uma esperança realista
O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças oncológicas mais agressivas e difíceis de tratar. Durante décadas, foi considerado um dos tumores com pior prognóstico, sobretudo porque evolui de forma silenciosa e é frequentemente diagnosticado em fases avançadas.
Contudo, os mais recentes avanços científicos estão a transformar o panorama desta doença. Pela primeira vez em muitos anos, investigadores e especialistas falam numa mudança de paradigma, graças ao desenvolvimento de novos tratamentos direcionados e às ferramentas de diagnóstico precoce que prometem aumentar significativamente as hipóteses de sobrevivência dos doentes.
Porque é tão difícil de detetar?
Desempenha funções essenciais na digestão dos alimentos e na regulação dos níveis de açúcar no sangue através da produção de insulina. Um dos grandes problemas do cancro do pâncreas é que, nas fases iniciais, raramente provoca sintomas específicos. Dor abdominal ligeira, fadiga, perda de apetite ou emagrecimento podem facilmente ser confundidos com outras condições menos graves. Quando surgem sinais mais evidentes, como a icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), a doença encontra-se muitas vezes numa fase avançada. É precisamente este diagnóstico tardio que explica, em grande parte, a elevada mortalidade associada a este tipo de cancro.
Fatores de risco
Embora possa afetar qualquer pessoa, existem fatores que aumentam o risco de
Nos casos mais avançados, a quimioterapia constituiu durante décadas a principal arma terapêutica. Contudo, os resultados obtidos eram frequentemente modestos. Esta realidade poderá começar a mudar. Recentemente, investigadores apresentaram resultados considerados históricos para um novo medicamento direcionado contra mutações genéticas presentes na maioria dos tumores pancreáticos. Em ensaios clínicos internacionais, este tratamento conseguiu praticamente duplicar a sobrevivência de doentes com doença metastática quando comparado com a quimioterapia convencional. Especialistas internacionais consideram este um dos avanços mais importantes alguma vez alcançados no tratamento do cancro do pâncreas. Embora não represente ainda uma cura, este avanço demonstra que é possível desenvolver terapias mais eficazes e mais direcionadas para os mecanismos biológicos que alimentam o crescimento do tumor.
O futuro: diagnosticar antes, tratar melhor
A combinação entre medicina de precisão, inteligência artificial e novas terapias direcionadas está a abrir uma nova fase na luta contra o cancro do pâncreas.
O objetivo já não passa apenas por tratar
O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças mais difíceis da medicina contemporânea. Contudo, pela primeira vez em muitos anos, os avanços científicos permitem falar de uma esperança sustentada por resultados concretos. Ainda não existe uma cura universal. Mas os novos medicamentos, as terapias de precisão, a imunoterapia e as ferramentas de inteligência artificial estão a mudar o curso da doença e a oferecer perspetivas que, há poucos anos, pareciam inalcançáveis. O que antes era visto como um dos tumores mais difíceis de combater começa agora a entrar numa nova era de possibilidades.
O que cada um pode fazer?
Apesar dos avanços científicos, a prevenção continua a desempenhar um papel fundamental:
• Não fumar;
• Manter um peso saudável;
• Praticar atividade física regular;
• Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e fibras;
• Procurar aconselhamento médico quando existe história familiar da doença ou fatores de risco relevantes.
A investigação está a avançar rapidamente, mas a deteção precoce e os estilos de vida saudáveis continuam a ser os aliados mais importantes na luta contra o cancro do pâncreas.


Bruna Gomes mudou radicalmente de visual. E, desta vez, a palavra radical é aplicada na perfeição à transformação da celebridade. A criadora de conteúdo digital brasileira cortou o cabelo pelo queixo, deixando de lado os fios longos que foram durante anos a sua imagem de marca.A transformação foi partilhada através das redes sociais, com um vídeo que deixa em destaque o impressionante antes e depois. Robson Sousa, hair stylist brasileiro responsável pela imagem de celebridades de renome como o ator da Globo Reynaldo Gianecchini, foi o responsável pelo corte.

Cláudio Ramos tem motivos para celebrar. O apresentador da TVI não podia estar mais orgulhoso da sua filha que queimou as fitas este fim de semana em Lisboa. A jovem Leonor, de 22 anos, concluiu uma licenciatura no IADE (Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia), momento esse vivido com muita emoção pela família. Nas redes sociais o comunicador partilhou uma imagem desse momento e mostrou-se comovido. "É impressionante como o tempo nos passa à frente, ainda ontem tinha a Leonor nos braços no dia que nasceu e hoje fez a sua Queima das Fitas. Vá lá a gente querer controlar o tempo. A mim foi difícil controlar a emoção", confessou Cláudio Ramos.

Um ano depois de ter-se separado de Gonçalo Cabral, Maria Sampaio está novamente apaixonada. A revelação foi feita pela própria em declarações ao programa "V+ Fama", do canal V+ TVI. A atriz e cantora marcou presença na antestreia do filme espanhol "Tudo o que nunca fomos", protagonizado por Margarida Corceiro, e falou sobre o estado atual do seu coração em conversa com o comentador e repórter Pedro Capitão. "Por acaso ele não está cá.", disse ao ser questionada por Pedro Capitão. "O meu coração está ótimo, aliás, nunca deixou de estar. Estou muito bem, passou um ano já", disse a respeito da separação do pai da única filha, Caetana Luís, de três anos.

Com 48 anos de vida, celebrados a 10 de junho, Mónica Sintra revelou publicamente que fez uma cirurgia estética ao rosto. A famosa cantora portuguesa falou sobre a intervenção através das redes sociais, onde explicou os motivos que a levaram a recorrer à medicina estética. "Há decisões que não têm apenas a ver com a forma como nos vemos ao espelho. Têm a ver com a forma como nos sentimos por dentro. Quem acompanha a minha história sabe que, no passado, passei por uma cirurgia que não correu como esperava. Talvez por isso esta tenha sido uma decisão ainda mais ponderada", começou por referir. Mónica Sintra não deu detalhes sobre a cirurgia, porém revelou ter tratado a zona do pescoço. Nas imagens que juntou à sua partilha e que mostram o seu incrível antes e depois é ainda possível ver que terá ainda intervencionado todo o rosto - apresentando cicatrizes junto às orelhas e um penso no nariz. "Durante anos, houve algo que me incomodou e que afetava a minha autoestima: o meu pescoço. Não era apenas uma questão estética. Era algo que mexia com a minha autoconfiança e com a forma como me sentia no dia a dia." A cantora foi operada por Luísa Magalhães Ramos, da clínica LMR, onde diz ter encontrado "a confiança, o profissionalismo e o acompanhamento de que precisava para avançar com esta mudança".
Miguel Bravo foi condenado na segunda-feira, 8 de junho, a quatro anos e meio de prisão com pensa suspensa. O cantor popular estava acusado de crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores agravado, de que foram vítimas duas raparigas, na altura dos factos com 13 e 15 anos. Perante a decisão do Tribunal de Évora, foram vários os rostos conhecidos a manifestarem-se publicamente, revelando-se indignados com o facto de o cantor não ter sido condenado com pena efetiva. Miguel Cristovinho, músico da banda D.A.M.A. foi um dos famosos a reagir. "Aos pseudo magistrados, académicos e criminologistas defensores das famosas penas suspensas: se fosse com os VOSSOS FILHOS seguramente paravam de uma vez com essa conversa de que a prisão efetiva nem sempre reduz a reincidência ou que o objetivo da justiça não é apenas punir. Assassinos, violadores, pedófilos, abusadores e agressores sexuais culpados têm de ir para a cadeia, prisão efetiva - ponto final. É vergonhoso, não há justiça para as vítimas neste país", comentou Miguel Cristovinho numa publicação da SIC Notícias que dava conta da decisão do tribunal.


Katy Perry e Justin Trudeau apareceram pela primeira vez juntos numa red carpet. O casal marcou presença no Festival de Tribeca, em Nova Iorque, Estados Unidos, esta segunda-feira, 8 de junho. O ex-primeiro-ministro do Canadá, de 54 anos, apoiou a cantora, de 41 anos, na estreia do seu filme-concerto "Katy Perry: The Lifetimes Tour - Live from Paris" neste certame. A artista escolheu usar um vestido branco de alças com alguns detalhes que fazem lembrar rosas. O cabelo foi apanhado num coque. Já o político optou por um fato clássico preto e uma camisa branca. O casal pareceu muito apaixonado enquanto posavam para os fotógrafos, trocando carícias e mostrando cumplicidade. "Isto é muito diferente de «Part of Me»", confessou a cantora à revista People. "Aquele era mais um documentário sobre a minha vida, e este é realmente uma experiência de concerto do mais alto nível para os fãs", referiu também. O casal já tinha ido junto ao evento "Beef Season 2 Montecito Tastemaker", no passado mês de abril. Os rumores do namoro de Katy e Justin começaram em julho de 2025, quando foram vistos a passear um cão num parque em Montreal e, mais tarde, a jantar no restaurante Le Violon.
1. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se).
2. Provocar alguém amorosamente, demonstrar interesse amoroso por; azarar.
3. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa.
4. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar.
5. Coordenar a execução de; conduzir, liderar.
6. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade.
7. Fazer chegar ou ocorrer antes do tempo marcado; adiantar(-se).
8. Exprimir por meio de palavras.
Jogo das 11 diferenças

9. Precipitar-se a chuva sobre a terra.
10. Entregar em troca; permutar.
11. Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar.
12. Analisar questionando; levantar questões a respeito de (algo); examinar detalhadamente.
13. Submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico.
14. Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo
15. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

A D U N D V R S G Y E L C R H
L U N A R S S T D F A Y J A Q
C O N T A G E M C I U N Z P H
B J V V I A J A R R L R C H T
H P O V I T A R T A K J V O N
F O G E T E U C M N A S A R M
O S R E V I N U J R O V L I M
M T Y T P Z R R B Y D A Y Z V
W W M N F M A P Y R N S S O M
R L M A M W G R M L U Z C N A
R Z J Z Q J U V A N M M F T Q
Z Q Z O W J L V L F U T Z E M
I M E N S O O H M O W K K O G
R E V I V O R I E H N I D D T
S W T K E S P A C I A I S Y S
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
IMENSO MUNDO UNIVERSO
LUGAR NASA LUA
DINHEIRO FOGETE
VIVER ATRATIVO
VIAJAR
LUNAR
ESPACIAIS CONTAGEM

Ingredientes
• 2 ovos inteiros mais 1 gema
• 300 g de açúcar
• 100 g de farinha
• Açúcar em pó para polvilhar
• 1 cerveja (33 cl)
• 100 g de margarina derretida
• Raspa de 1 limão
Modo de preparação
Bata os ovos, a gema e o açúcar até obter um creme leve e suave. Junte a margarina derretida e a raspa de limão e misture bem.
Certifique-se de que a margarina está morna e não quente, para envolver bem na massa sem cozer os ovos. Adicione a cerveja e mexa sua-
vemente. Junte a farinha e envolva tudo até obter uma massa homogénea. Misture apenas até ficar ligado para que as queijadas fiquem leves e macias depois de cozidas. Unte as formas individuais com margarina e polvilhe com farinha. Distribua a massa pelas formas.
Não encha as formas até acima. Deixe um pequeno espaço para a massa crescer ligeiramente. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante 25 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer completamente. Depois de frias, polvilhe com açúcar em pó. Coloque cada queijada numa forminha de papel antes de servir. Até à próxima receita!


Credito:AnjosTronchos

À quarta tentativa frustrada de entrevistar o mestre Caetano Veloso, o desânimo já ameaçava vencer-nos. Contudo, num gesto nobre que soube a um sincero pedido de desculpas, o seu manager abriu-nos as portas e ofereceu-nos entrada livre para este ritual sagrado - o seu grandioso concerto. A nossa equipa deixa um agradecimento profundo e de coração cheio a toda a equipa de Caetano Veloso por nos permitir fazer parte da magia.
regresso de Caetano Veloso a Portugal prometia ser apenas mais uma paragem da sua nova digressão. Aos 84 anos, o cantor baiano não subiu ao palco para desafiar o tempo, mas sim para mostrar que a grande poesia e a melodia sincera moram numa dimensão onde o tempo simplesmente não manda. A expectativa antes do espetáculo era palpável na atmosfera da sala esgotada e do trânsito infernal. Quando as luzes finalmente se apagaram, o som da multidão ecoou como de quem aguarda um velho amigo. Ao entrar em palco de braços abertos durante os acordes iniciais de “Branquinha”, Caetano fez o que poucos fazem: reduziu a grande arena à intimidade calorosa de uma sala de estar. O seu sorriso, funcionou como um abraço entre o Brasil e Portugal.
A energia contagiante de “Gente” fez levantar as plateias, transformando o recinto num mar de corpos em movimento, embalados pelos passos de dança leves e elegantes do próprio artista. Em clássicos absolutos como “Vaca Profana” e “Divino Maravilhoso”, a Super Bock Arena reencontrou o espírito do psicodelismo tropicalista, envolvida num desenho de luzes vibrantes que parecia pintar a própria música. Caetano canta com a frescura de quem descobre o prazer da partilha a cada nota, alimentando-se da energia que recebia de um público inteiramente rendido. Contudo, foram os momentos de recolhimento que elevaram esta noite. Em “Cajuína”, quando o mestre silenciou a sua voz e ergueu os braços para deixar que as milhares de vozes da arena cantassem o refrão sozinhas, sentiu-se um arrepio coletivo. O visível movimento do artista ao agradecer com um sentido “Que beleza estar no Porto” contatou-se a verdade mais profunda da sua arte: Caetano é eterno. Pouco depois, a interpretação de “Sozinho”, apenas amparada pela sua guitarra acústica e apontamentos subtis da banda, criou um vazio acústico absoluto ao nosso redor. Naquele instante, era apenas a plateia, ele e a dolorosa beleza daquela canção. O apogeu emocional da noite, contudo, estava reservado para o momento em que Caetano decidiu parar o alinhamento planeado para partilhar uma memória íntima. Ao recordar a sua infância em Santo Amaro da Purificação, o músico revelou que, com apenas dez ou onze anos, era o único rapaz da sua terra natal que decorava e cantava fados, imitando o sotaque lusitano que ouvia nas vozes de artistas portugueses. O anúncio de que iria cantar o primeiro fado que aprendeu na vida trouxe um silêncio enorme à sala. Quando os primeiros versos de “A Rosinha dos Limões” ecoaram na voz do baiano, o tempo parou. Não era apenas um músico brasileiro a interpretar uma canção tradicional portuguesa; era um menino de 84 anos a regressar à pureza das suas primeiras paixões musicais. Ao cantar o fado no Porto, Caetano devolveu a Portugal uma parte da identidade
A reação da assistência, que fez a arena tremer numa ovação interminável, foi a resposta justa e grata a um dos maiores atos de amor cultural que este país já testemunhou. Ver Caetano Veloso dançar com leveza após este pico de emoção, recuperando o fôlego e a festa com clássicos como “Alegria, Alegria”, foi um testemunho da sua imortalidade artística. Se em 2023, na digressão “Meu Coco”, o próprio artista sugeria que aquela poderia ser a sua última grande despedida dos palcos portugueses, a passagem por esta nova digressão provou precisamente o contrário. Caetano está mais vivo, mais relevante e mais necessário do que nunca. O concerto na Super Bock Arena transcende a mera celebração de um catálogo musical histórico. Foi um manifesto sobre a memória, sobre o envelhecimento digno e sobre o papel da música enquanto ponte indestrutível entre as duas margens do Atlântico. O Porto não assistiu apenas a um concerto; participou numa página viva da história da nossa língua comum, assinada por um homem que continua a emocionar-nos pela simplicidade com que transforma o simples em eterno.





CARNEIRO 21/03 A 20/04
Durante este período irá provavelmente apetecer-lhe ficar mais por casa, dando mais valor à intimidade. Tal não significa que não possa organizar um jantar ou uma pequena festa para os amigos mais chegados, o que lhe irá proporcionar momentos muito agradáveis. Evite os excessos alimentares, o seu estômago agradece.

TOURO 21/04 A 20/05
É uma altura em que sentirá grande força interior e personalidade. Embora não tente obter qualquer posição de destaque, se seguir as suas próprias ideias com independência e vontade sentirá que se está a realizar. Deverá entregar-se ao trabalho com afinco, mas sem interferência dos outros pois agora não aceitará bem opiniões alheias.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Com Marte a transitar na Casa XII, vai sentir uma enorme necessidade de se afastar de tudo e de todos. Vai querer fugir da rotina. Esta é uma fase em que a insatisfação estará presente. Está com receio de não se realizar emocional e profissionalmente. Para superar esta fase menos boa, tente dedicar mais atenção aos outros, ajudando-os.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Com Marte a transitar na sua Casa XI, vai estar numa fase em que não vai querer fazer nada por si só. Isto é, apetece-lhe tudo menos o isolamento. Aceite trabalhar em conjunto pois vai tirar bastante proveito desse projeto.

LEÃO 22/07 A 22/08
O trabalho de equipa deverá ser estimulado neste período. Sem se deixar dominar dê-se a conhecer, integrando-se e envolvendo-se nos trabalhos de grupo. Permita que o ajudem, verá que trabalhar em conjunto é bem mais gratificante que o trabalho solitário, aumentando em eficácia e rapidez os seus resultados.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Nesta semana os contactos humanos estão beneficiados. A sua autoconfiança e estima é grande pelo que se sente em segurança e com energia para ajudar e participar em atividades sociais. As amizades surgirão espontaneamente devido à sua simpatia e boa disposição. Aproveite para se divertir com os amigos.

BALANÇA 23/09 A 22/10
É o campo do trabalho que vai estar em evidência nesta altura. O diálogo, a troca de ideias e de experiências com as pessoas com quem trabalha e que tenham em vista uns bem comuns poderão ser frutuosos. Poderá sentir que a sua imagem pessoal e profissional assumem especial importância. Aproveite esta altura favorável para melhorar a sua imagem.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Nesta fase poderá sentir algumas dificuldades financeiras e até mesmo vir a ter necessidade de recorrer ao crédito bancário para resolver uma situação pouco clara. Tenha cautela e evite responsabilizar-se unilateralmente. No amor, modere uma certa tendência para adotar comportamentos possessivos ou de manipulação.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Nesta altura sentirá a crescer dentro de si, uma necessidade de mudança, de quebrar com a rotina. Toda essa energia e capacidade de estratégia que sente, poderá dar origem a que resolva avançar com novos projetos, novas ideias e decisões. É altura de dar aquele empurrão à sua vida que há tanto tempo tem vindo a adiar.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Momento em que vai precisar de trabalhar muito para poder equilibrar as suas finanças e simultaneamente satisfazer as suas necessidades. Contudo este período faz com que consiga conhecer-se melhor evitando assim lutas interiores. Aprenda a controlar-se ganhando experiência para situações futuras.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Este momento convida a planear com pormenor e realismo as atividades. Dedicará depois toda a sua atenção e cuidado à sua execução, conseguindo assim uma realização perfeita. É possível que não se sinta em plena forma, pelo que convirá fazer exercício e buscar ocupações que preencham o seu tempo e lhe deem prazer.

PEIXES 20/02 A 20/03
Neste momento, a sua criatividade vai estar no auge, quer seja no trabalho quer seja nas artes. Como tal, basta que solte a imaginação e ouse. O romantismo e a paixão vão ser as notas dominantes na relação a dois, que agora atravessa um período bastante positivo e até mesmo favorável ao aprofundamento.
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18.º Torneio Anual de Golfe
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Inauguração do mural
Tributo à mulher imigrante na Dundas Street West presença do Secretário de Estado das Comunidades, promovido por Little Portugal Dundas BIA, a partir das 18h00.
19 de junho
Fado Night
Portugalo Fest
Centro Cultural Português de Mississauga (53 Queen St. N., Mississauga), a partir das 18h30 Informações: 416-554-6198
20 de junho
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Casa do Alentejo
Arraial de São João à Moda Alentejana
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1.º Aniversário da Nova Sede
Noite de Vitela à Lafões com animação da banda Karma Band. Casa das Beiras (115 Ronald Ave., Toronto), a partir das 19h00. Informações: 416 604 1125
20 e 21 de junho
Ass. Cultural do Minho de Toronto Piquenique de São João
E aniversário de “Carpe Diem”, no Karlovac Croatian Park, Milton, a partir das 8h00. Informações: 4156-937-1892 ou 647854-4903.
Clube Português de Mississauga Arraial & Festival de Folclore
53 Queen St. North, Mississauga. Informações: 905 286 1311

Learn about Ontario's first Portuguese-speaking long-term care home and affordable housing for seniors
www.magellancommunityfoundation.com






