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MILÉNIO STADIUM 1800- 5 DE JUNHO

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0 jogo bonito para milionários

Manuel DaCosta Editorial

À medida que se aproxima o dia 11 de junho, o primeiro jogo do Mundial de 2026 será disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México. Até ao dia 19 de julho, quando se jogará a grande final, uma euforia nacionalista irá contagiar todos os países concorrentes e demais adeptos, gerando o caos em todo o planeta. Milhões de pessoas vão alterar o seu modo de vida para fazer parte de um jogo ou para o assistir através dos vários sistemas de transmissão disponíveis. É um jogo bonito, mas será mesmo?

Por trás da pompa e da circunstância, cada uma das cidades anfitriãs está em sobressalto com programas pretensiosos e dispendiosos, não para fazer os residentes felizes, mas para satisfazer as exigências corruptas da FIFA. Não vou questionar a paixão ou a força da crença daqueles que têm atitudes fanáticas sobre a lealdade a um jogo de futebol ou a um país, mas questiono este temperamento fraco

e temporário daqueles que convenientemente usam estes eventos para roubar à sociedade a sua normalidade no trabalho ou dentro da própria cidade, porque o fogo da estupidez não pode ser contido em nome do futebol. Há meses que parece que o Campeonato do Mundo da FIFA é um passeio de lazer por um museu de alegria com subtonsdemoníacos de expectativas sombrias. Talvez esteja errado, mas o entusiasmo que está a ser promovido ignora a miséria que está a ser imposta à normalidade da vida nas cidades anfitriãs. O Canadá está a gastar mil milhões de dólares, o que equivale a 85 milhões de dólares por jogo para acolher uma dúzia de partidas. Poderíamos argumentar que o dinheiro trará benefícios para o país a longo prazo, mas a história prova o contrário. A única entidade que beneficia é a FIFA e, depois de todo o barulho cessar, são os cidadãos das cidades e dos países que ficam a arcar com as despesas. Após o torneio, Trump continuará por cá com as tarifas e o desenvolvimento económico condicionado, enquanto a FIFA regressa a casa para continuar a abraçar a corrupção da "Era Dourada" e a desfrutar dos lucros de preços inflaciona-

dos devido às condições antiéticas impostas às cidades anfitriãs. Parceiros sem escrúpulos do sistema da FIFA vergar-se-ão às condições impostas, e a vilania, como uma doença, infetará aqueles que por eles foram sancionados durante muitos anos. Padrões de corrupção ancestrais circulam pela cultura que é a FIFA e, embora muitos possam contestar esta afirmação, a história provou que o lucro desmedido e a exploração estão na base do jogo bonito. Em 2015, uma investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA expôs subornos sistemáticos, branqueamento de capitais e associação criminosa. A investigação levou à queda do então presidente Sepp Blatter e à detenção de inúmeros funcionários de alto escalão. Em 2016, Gianni Infantino foi eleito prometendo uma era de transparência e reforma, mas em 2023, condenações por suborno relacionadas com direitos televisivos voltaram a mostrar a sua face mais feia.

E não nos esqueçamos do "Prémio da Paz" para Donald Trump, que nunca saberá como se escreve paz.

Na sexta-feira, 12 de junho, o Canadá defrontará a Bósnia-Herzegovina em Toronto para abrir os jogos no Canadá. Toronto,

apesar das constantes queixas da Presidente do Município, Olivia Chow, sobre os custos, está a fazer os possíveis para "pôr batom no porco" — que é o que Toronto é atualmente —, fechando ruas, despejando sem-abrigo, removendo acampamentos, colocando faixas falsas e outras coberturas para esconder estruturas temporárias e dando preservativos a todos os jogadores com o logótipo da FIFA para garantir que todos os bebés concebidos em Toronto tenham uma marca da FIFA na testa.

Não sejamos apenas negativos aqui: todos podemos beber até às 4 da manhã e ir trabalhar às 6 da manhã, por isso vamos fazer festa a noite toda para que as pessoas nos acampamentos não consigam dormir, uma vergonha! Como se atrevem a colocar pessoas vulneráveis em locais perigosos, num estado de desconforto? Vamos criar mais engarrafamentos, mais barulho, mais irritação e bilhetes a preços exorbitantes porque é um jogo bonito. Não é verdade, Ronaldo?

Ano XXXV - Edição nº 1800 5 a 11 de junho de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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Photo: MDC Media Group Inc

A BOLA VAI COMEÇAR A ROLAR

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Mundial de 2026

Poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano

Samuel Gyeke-Amoako

A menos de um ano do arranque do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, a expectativa continua a crescer em todo o Canadá. Pela primeira vez na história, o país será um dos anfitriões da maior competição futebolística do planeta, acolhendo jogos em Toronto e Vancouver e recebendo adeptos de todos os cantos do mundo. Para muitos especialistas, o impacto do torneio irá muito além das quatro linhas, deixando um legado duradouro ao nível do desenvolvimento do futebol, da participação dos jovens e do fortalecimento da identidade multicultural canadiana.

Para analisar o significado deste momento histórico, o Milénio Stadium conversou com Samuel Gyeke-Amoako, Diretor Técnico e Treinador Principal do Sporting FC de Toronto. Com uma vasta experiência no desenvolvimento de atletas e na formação de jovens jogadores, Gyeke-Amoako acredita que o Mundial poderá transformar a forma como o futebol é encarado no Canadá, inspirando futuras gerações e consolidando o crescimento que a modalidade tem registado nos últimos anos. Nesta entrevista, fala ainda sobre as perspetivas para a seleção canadiana, as hipóteses de Portugal e as equipas que considera favoritas à conquista do título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá para o desporto canadiano e para a forma como o futebol é visto no país a longo prazo?

Samuel Gyeke-Amoako: O Campeonato do Mundo FIFA 2026 representa um momento histórico para o futebol no Canadá. Embora o entusiasmo imediato seja enorme, o verdadeiro impacto será medido pelo legado que permanecer após o torneio. Acredito que veremos um aumento da participação ao nível da formação, um maior investimento em infraestruturas, formação de treinadores e percursos de desenvolvimento para jogadores, bem como uma ligação mais forte entre o futebol profissional e o comunitário.

Durante muitos anos, o futebol foi um dos desportos mais praticados no Canadá, mas nem sempre recebeu o mesmo reconhecimento que outras modalidades. Organizar

um Mundial oferece uma oportunidade única para alterar essa perceção. Os jovens poderão ver atletas de classe mundial a competir nas suas próprias comunidades e acreditar que representar o Canadá no palco internacional é um objetivo alcançável. Se o investimento continuar depois de 2026, este torneio poderá tornar-se um marco decisivo no crescimento do futebol canadiano durante gerações.

MS: Toronto receberá seis jogos do Mundial, incluindo o primeiro encontro da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural acolher um evento desta dimensão?

SGA:Toronto é uma das cidades mais diversificadas do mundo e o futebol é o desporto que melhor reflete essa diversidade. Cada bairro, comunidade e grupo cultural tem uma ligação ao jogo. Receber o Campeonato do Mundo não é apenas um acontecimento desportivo; é também uma celebração da identidade multicultural da cidade.

O ambiente será único, porque adeptos de todas as partes do mundo já chamam Toronto de casa. Será uma oportunidade rara para diferentes comunidades se reunirem, celebrarem as suas origens e partilharem a paixão pelo futebol. Para muitos recém-chegados e famílias imigrantes, o futebol é uma importante ligação às suas raízes, e o Mundial mostrará como o desporto consegue unir pessoas independentemente da língua, cultura ou origem.

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Mundial disputado em casa?

SGA: O Canadá chega a este Campeonato do Mundo com um nível de confiança e experiência internacional que gerações anteriores não tiveram. Jogadores como Alphonso Davies, Jonathan David, Stephen Eustáquio e outros já provaram o seu valor ao mais alto nível do futebol de clubes e ajudaram a estabelecer o Canadá como uma nação respeitada no panorama futebolístico mundial.

Jogar em casa traz pressão adicional, mas também um enorme apoio dos adeptos. Se a seleção conseguir ultrapassar a fase de grupos, acredito que alcançar os oitavos-de-final ou mesmo os quartos-de-final é um objetivo realista. A partir daí, muito de-

penderá do momento, da confiança e dos detalhes de cada jogo. Embora a conquista do título continue a ser um desafio considerável, esta equipa tem capacidade para realizar exibições memoráveis e inspirar todo um país.

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

SGA: Portugal continua a ser uma das seleções mais talentosas do futebol mundial. O país desenvolveu uma identidade assente na qualidade técnica, inteligência tática e num excelente sistema de formação que continua a produzir jogadores de elite. Com uma combinação de líderes experientes e jovens talentos emergentes, Portugal entra na competição como um sério candidato ao título. As expectativas da comunidade portuguesa serão naturalmente elevadas, porque o nível apresentado pela seleção nos últimos anos tem sido excecional. Ganhar um Campeonato do Mundo é sempre extremamente difícil, mas Portugal possui a qualidade, profundidade e experiência necessárias para competir com as melhores equipas do mundo e chegar longe na prova.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maiores probabilidades de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

SGA: As minhas três escolhas seriam Portugal, Gana e França.

Portugal continua a ser uma das equipas mais completas do futebol internacional. O seu sistema de formação produz constantemente jogadores tecnicamente evoluídos e taticamente inteligentes, além de possuir um excelente equilíbrio entre experiência e juventude. Tem a qualidade e profundidade necessárias para competir com qualquer seleção.

Gana talvez não seja vista como uma das favoritas tradicionais, mas admito que existe aqui alguma ligação pessoal. Como alguém com raízes ganesas, apoiarei sempre os Black Stars. Ainda assim, Gana tem demonstrado repetidamente a sua capacidade para competir ao mais alto nível, produzindo jogadores talentosos que atuam nas principais ligas europeias. O seu atletismo,

paixão e resiliência fazem dela uma equipa capaz de surpreender muita gente.

A França continua a ser uma das grandes potências do futebol mundial. A profundidade do seu talento e a experiência acumulada em grandes competições fazem dela uma candidata permanente ao título. Tem demonstrado capacidade para chegar às fases decisivas dos grandes torneios e adaptar-se a diferentes adversários e contextos de jogo.

Se me fosse permitida uma quarta escolha, seria sem dúvida o Canadá. Existe algum favoritismo, naturalmente, por ser o meu país, mas a verdade é que o crescimento do futebol canadiano na última década tem sido notável. A jogar em casa, apoiado por adeptos apaixonados e liderado por uma geração talentosa de jogadores, o Canadá tem a oportunidade de criar momentos especiais e continuar a inspirar as futuras gerações de futebolistas.

A beleza do Campeonato do Mundo está precisamente na sua imprevisibilidade. Estas são as minhas escolhas, mas todos os torneios produzem surpresas e é isso que faz do Mundial o evento desportivo mais fascinante do planeta.

MB/MS

Samuel Gyeke-Amoako. (DR.)
Credito: DR
Espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá
Dwayne

De Rosario Mundial de 2026

Quando Dwayne De Rosario vestia a camisola da seleção canadiana, dificilmente imaginaria que um dia o Canadá receberia jogos de um Campeonato do Mundo de Futebol. Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol canadiano, o antigo internacional acompanhou de perto a evolução da modalidade no país e acredita que o Mundial de 2026 representa um momento transformador para o futebol canadiano.

Atualmente embaixador da Cidade de Toronto para o Campeonato do Mundo de Futebol 2026, De Rosario vê o torneio como uma oportunidade única para ins-

pirar as futuras gerações, fortalecer o orgulho nacional e consolidar o crescimento que o futebol tem registado nas últimas décadas. Na sua opinião, a chegada da Major League Soccer ao Canadá foi determinante para mudar a realidade da modalidade, criando novas oportunidades para jovens atletas e aproximando as comunidades em torno do jogo.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, fala sobre o significado de ver o Canadá acolher um Mundial, as expectativas para a seleção nacional, o legado que espera deixar às próximas gerações e as possibilidades de Portugal numa competição que promete captar a atenção do mundo inteiro.

Milénio Stadium: Como antigo internacional canadiano e atual embaixador do Campeonato do Mundo de 2026, o que sente ao ver o Canadá receber, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino em casa?

Dwayne De Rosario: É um momento histórico para o desporto no Canadá, mas sobretudo para o crescimento e a evolução do futebol no país.

MS: Toronto e Vancouver estarão no centro das atenções do mundo do futebol durante várias semanas. Que legado espera que este evento deixe para as futuras gerações de jogadores canadianos?

DdR: Acima de tudo, espero que inspire as futuras gerações e desperte um novo sentimento de orgulho e paixão pelo Canadá, algo que ainda não vimos verdadeiramente neste país.

MS: Quando representava o Canadá, imaginava que o país pudesse um dia organizar um Campeonato do Mundo desta dimensão? O que mudou no futebol canadiano para tornar isso possível?

DdR: Nunca imaginei que o Canadá viesse a organizar um Campeonato do Mundo, sobretudo devido à falta de apoio e de reconhecimento que o futebol recebia. O maior fator de mudança foi a chegada da MLS ao Canadá. Foi isso que impulsionou o crescimento da modalidade e criou oportunidades para os jovens sonharem em jogar numa liga profissional e num ambiente de alto nível. Também permitiu que a comunidade futebolística se unisse e partilhasse a paixão pelo jogo todas as se-

manas. Isso transformou completamente o panorama do futebol no Canadá.

MS: A seleção canadiana vive atualmente um momento de talento e visibilidade sem precedentes. Quais são as suas expectativas para a equipa e qual considera ser um objetivo realista para o Canadá neste torneio?

DdR: Pessoalmente, sinto-me muito orgulhoso e entusiasmado com o futuro da nossa Seleção Nacional. Os nossos jogadores estão a ter um desempenho extraordinário nas suas carreiras individuais e também enquanto equipa nacional. Agora, as associações e os organismos dirigentes provinciais precisam de acompanhar o talento que existe em campo. Precisamos de mais juventude, novas ideias e uma nova energia nos processos de decisão para levar todo o programa do futebol canadiano a um nível ainda mais elevado.

MS: Portugal continua a ser uma das seleções mais respeitadas do futebol mundial e desperta, naturalmente, enorme interesse junto da comunidade luso-canadiana. Como avalia as hipóteses portuguesas no Mundial e quem considera ser o principal candidato ao título em 2026?

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DdR: Portugal sempre foi um país com jogadores muito talentosos e uma equipa altamente competitiva. Acredito que tem excelentes hipóteses de chegar longe neste Campeonato do Mundo.

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O Canadá não está preparado para receber um Campeonato do Mundo

Com décadas de ligação ao futebol luso-canadiano e ao Gil Vicente Toronto, em particular, José Carlos Silva olha para o Campeonato do Mundo de 2026 com um misto de entusiasmo e ceticismo. Embora reconheça a dimensão histórica do torneio que terá o Canadá como um dos países anfitriões, considera que o evento deixará sobretudo um impacto económico, sem provocar mudanças profundas na realidade do futebol canadiano. Nesta entrevista ao Milénio Stadium, analisa a preparação do país para receber a competição, avalia as hipóteses da seleção canadiana e partilha as suas expectativas para Portugal e para as principais candidatas ao título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá no desporto canadiano e na forma como o futebol é encarado no país a longo prazo?

José Carlos Silva: Ok, eu vou ser muito simples. O impacto que vai ter para mim como uma pessoa ligada ao futebol há tantos anos, a nível da comunidade, há 30 e tal anos, não vai ser nenhum.

A mentalidade não mudou. Vai ter impacto a nível financeiro. A nível desportivo, zero.

Porque, para mim, a nível profissional das pessoas ligadas ao futebol rei, a cidade de Toronto em si e o Canadá não estavam preparados (e não estão…) para receber um evento desta dimensão, como

um campeonato do mundo. No Canadá continuam a ser o hóquei, o basquetebol e o basebol os desportos mais protegidos. O Governo, não aposta no futebol.

Por isso, para mim, não vai ser haver impacto nenhum. Vai passar aquela euforia a nível de imigrantes, Alemanha, Portugal e outros imigrantes aqui dos nossos países da Europa, Brasil e o resto, para mim, não vai ter impacto nenhum.

MS: Toronto acolherá seis jogos do Campeonato do Mundo, incluindo o primeiro jogo da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural receber um evento desta dimensão?

JCS: Pode significar muito, como de um momento para o outro, nada. Primeiro, não temos estruturas preparadas para fazer jogos desse tipo, como a Europa tem, como a América tem. Isso é um ponto de partida.

Continuo a dizer, nós, canadianos, Toronto, as suas autoridades, as suas pessoas, não estávamos preparados para receber jogos como o campeonato do mundo. E nota-se isso a nível do nosso BMO, do nosso clube de Toronto. Não há nível da Europa e dos outros países que já realizaram o campeonato do mundo.

Para mim, vai ser um fracasso.

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Campeonato do Mundo disputado em casa?

JCS: Cada jogo tem uma história. Cada equipa depende de si, mas depende também do adversário que vai ter pela frente. Para mim, o Canadá tem 3, 4 jogadores que sobressaem. De resto, não são jogadores de alto gabarito.

São jogadores que a nível internacional se nota que não estão nos grandes patamares, como temos jogadores portugueses, alemães, franceses, etc.

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio

JCS: Eu vou ser sincero. Temos uma geração incrível a nível de jogadores, desde o guarda-redes ao avançado, mas tudo depende do nosso selecionador. É preciso saber pôr as pedras no sítio.

E eu noto que isso não tem acontecido regularmente. Temos um líder, capitão, mas que já não é jogador para 90 minutos. Eu espero que o treinador tenha a força e a coragem de pôr aqueles que estão preparados para fazer 90 minutos e que nos deem a grande alegria.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maior probabilidade de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

JCS: A Alemanha, a Espanha e a Argentina têm sempre uma palavra a dizer, como o Brasil. Mas o Brasil tem sido uma seleção

de altos e baixos. E tem havido muitos problemas a nível interno, no balneário, e isso não é bom para um grupo.

Para mim, a Argentina, a Alemanha e a Espanha. A Espanha porque é uma equipa jovem, com muito talento. A Alemanha também. Vem a construir uma equipa com muita força e muito talento.

MB/MS

José Carlos Silva. (DR.)
Mundial de 2026
José Carlos Silva

VOX POP

Toronto no centro do mundo: vozes sobre o Mundial 2026 e o sonho português

Toronto prepara-se para fazer história ao receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano, num momento que coloca a cidade sob os holofotes do futebol mundial. Sob o tema “The World in a City”, ouvimos a opinião de comentadores do programa desportivo Fora de Jogo — Patrícia Borges, Rui Alves, Carlos Carneiro, Sérgio Esteves e Luís Cos-

ta — que analisam a capacidade de Toronto para acolher um evento desta dimensão e partilham ainda as suas expectativas para a Seleção Nacional no Mundial 2026, incluindo o nome que gostariam de ver a erguer o troféu caso Portugal chegue à final.

RMA/MS

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Toronto teve muitos anos para se preparar para receber um evento desta dimensão e, apesar dos esforços feitos, ainda existem aspetos que levantam algumas dúvidas. Em vários pontos da cidade nota-se que algumas intervenções foram concluídas muito perto do prazo, incluindo estruturas temporárias no estádio, o que naturalmente gera alguma preocupação entre os adeptos.

Acredito que tudo tenha sido realizado de acordo com os padrões de segurança exigidos, mas um Mundial é um evento que exige excelência em todos os detalhes. Organização, planeamento e infraestrutura são fundamentais para garantir que jogadores, adeptos e visitantes possam desfrutar desta grande festa do futebol com conforto, tranquilidade e segurança.

Toronto é uma cidade multicultural e vibrante, conhecida por acolher pessoas de todo o mundo. Agora terá a oportunidade de mostrar essa identidade ao planeta inteiro, e espero sinceramente que esteja à altura desse desafio.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê?

O que esperas de Portugal?

Gostava muito de ver Portugal chegar à final do Mundial 2026. A nossa seleção tem qualidade, talento e alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas, mais do que isso, será fundamental haver união, espírito de equipa e a capacidade de acreditar até ao último minuto de cada jogo. Se tivesse de escolher um jogador para levantar a taça, seria o nosso capitão, Cristiano Ronaldo.

Depois de tudo o que conquistou ao longo da carreira e de tudo o que representou para a seleção nacional, seria um momento histórico vê-lo erguer o troféu mais importante do futebol. É um sonho partilhado por muitos portugueses e um reconhecimento merecido por anos de dedicação e entrega ao país. Acima de tudo, espero que Portugal faça um grande Mundial, jogue com ambição e mostre ao mundo a qualidade do futebol português. E quem sabe? Talvez 2026 seja finalmente o ano em que trazemos a taça para casa.

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que sim: Toronto está preparada para mostrar ao mundo que sabe organizar grandes eventos. É difícil encontrar uma cidade tão multicultural como Toronto, onde se falam tantas línguas e convivem pessoas de origens tão diversas.

Temos verdadeiramente um mundo dentro desta cidade, com inúmeras culturas a demonstrarem as suas tradições e paixões. Uns vivem intensamente o futebol, enquanto outros acompanham com entusiasmo o hóquei, o basquetebol, o basebol e muitas outras modalidades. Gostaria também de destacar a excelência da restauração local.

Os visitantes encontrarão uma enorme variedade gastronómica, representando sabores de praticamente todos os cantos do mundo. Estou convencido de que Toronto deixará uma excelente impressão em todos os amantes deste Mundial de 2026, tal como aconteceu no Mundial Sub-20 de 2007. Tive o prazer de assistir ao jogo entre Portugal e a Nova Zelândia, bem como à grande final, na qual a Argentina se sagrou campeã do mundo.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Portugal já contou com grandes jogadores ao longo da sua história. Eusébio, por exemplo, levou o nome de Portugal aos mais altos patamares do futebol mundial. No entanto, se a taça vier para Portugal, acredito que, apesar de considerar que temos atualmente uma geração de grande qualidade e de não concordar com a titularidade de Cristiano Ronaldo, ele merece a honra de levantar o troféu.

Por tudo o que conquistou, pelos recordes que bateu e pelo impacto que teve no futebol mundial, seria um reconhecimento justo da sua extraordinária carreira. Quanto à seleção portuguesa, espero, no mínimo, uma presença nas meias-finais, embora acredite que temos qualidade suficiente para sonhar com algo ainda maior.

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Sim, acredito sinceramente que Toronto estará preparada para receber um evento desta dimensão. É uma cidade moderna, multicultural e habituada a acolher grandes acontecimentos internacionais. Durante esse período, os olhos do mundo estarão voltados para Toronto, e isso trará uma enorme responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para mostrar a sua capacidade de organização, hospitalidade e diversidade. Tenho confiança de que a cidade saberá responder à altura do desafio e proporcionar uma experiência memorável para todos os que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê?

O que esperas de Portugal?

Quanto a Portugal, o meu maior desejo é vê-lo chegar à final. Seria um momento de enorme orgulho para todos os portugueses espalhados pelo mundo. E, se pudesse escolher uma história perfeita para esse percurso, gostaria que Cristiano Ronaldo fosse uma das figuras centrais. Não apenas pelo jogador extraordinário que é e por todos os recordes que conquistou, mas sobretudo pelo caminho que percorreu para chegar onde chegou.

A sua história é um exemplo de trabalho, disciplina, sacrifício e perseverança. Cristiano Ronaldo é muito mais do que um jogador de futebol: é um símbolo de perseverança, ambição e orgulho nacional. Ao longo da sua carreira, levou o nome de Portugal ao mundo e inspirou milhões de pessoas.

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que Toronto estará totalmente preparada para receber um evento desta dimensão. O aumento da capacidade do BMO Field, a excelente oferta hoteleira, os inúmeros bares e restaurantes, a qualidade dos transportes públicos e, acima de tudo, a hospitalidade dos seus habitantes criam as condições ideais para uma experiência inesquecível. Além disso, Toronto é uma das cidades mais multiculturais do mundo, o que significa que contará com adeptos de praticamente todas as seleções participantes. Estou convicto de que será um momento memorável para a cidade e para todos aqueles que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Se Portugal chegar à final e conquistar o tão desejado título, acredito que será Cristiano Ronaldo, o nosso eterno capitão, a erguer a taça. Seria uma forma perfeita de encerrar a sua extraordinária carreira ao serviço da Seleção Nacional e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem do próprio futebol a tudo aquilo que CR7 deu ao jogo ao longo de mais de duas décadas. Acredito que Portugal tem qualidade, talento e experiência para vencer a competição. No entanto, não podemos ignorar o enorme potencial de outras seleções candidatas ao título. França, Espanha, Argentina e Inglaterra possuem plantéis de enorme qualidade e certamente terão uma palavra importante a dizer na luta pelo troféu. Ainda assim, tenho confiança de que Portugal reúne todas as condições para sonhar alto e lutar pelo maior objetivo de todos.

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Acho que ainda não estamos totalmente preparados para receber o Mundial, tanto ao nível das infraestruturas como das condições de acesso. Existem vários aspetos que ainda precisam de ser melhor trabalhados para garantir uma experiência mais fluida, segura e confortável para os adeptos.

As bancadas que foram montadas no BMO Field, por exemplo, deixam um pouco a desejar, tanto em termos de qualidade como de organização. Ainda assim, espero que tudo corra bem, porque sabemos que este é um grande desafio para a organização e envolve muita responsabilidade.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

A nossa seleção tem tudo para chegar à final, qualidade não falta e o grupo é forte, mas como já estamos habituados a fazer algumas contas de calculadora ao longo das fases da competição, espero que desta vez isso não seja necessário, até porque somos cabeças de série. No entanto, se conseguirmos chegar ao título de campeões, para mim o Ronaldo deveria ser o capitão e quem levanta o troféu, por tudo o que já fez por nós ao longo da carreira e pela importância que sempre teve na nossa seleção.

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Rui Alves
Patrícia Borges
Carlos Carneiro
Luis Costa

Vai uma aposta?

Quem vai ganhar o Mundial?

Dê o seu palpite, até ao dia 3 de julho, à meia-noite, e fique à espera que chegue o dia 19 de julho…

Quem sabe acerta e a escolha aleatória de um computador revele o seu nome como feliz contemplado.

Só tem que seguir estes passos:

1▶ Abra o link através deste QRCode →

2▶ Responda a algumas questões - não se preocupe, não são muitas

3▶ Dê o seu palpite

4▶ Reze para que o seu nome seja o escolhido pelo divino espírito da inteligência artificial

5▶ Ah… já me esquecia… prepare as malas porque poderá ser o feliz contemplado com uma viagem a Portugal.

O resultado será divulgado no dia 20 de julho em direto no  Fora de Jogo - Especial FIFA World Cup 2026. Acompanhe na CamoesTV+

A QUEDA DO GOLO…

Ora viva, bom dia, como tem passado? Bem, espero.

Em relação ao tempo talvez já não lhe possa responder tão literalmente.

Porque o tempo, esse, passa a correr, a galope. Quando piscarmos um olho, booo, é Natal!

Agora diga-me, se quiser, claro. Como está o seu estado de espírito para “levar” com multidões na altura dos jogos do Mundial?

Toronto será alvo de uma “invasão “temporária” de equipas, entourage, fans etc.. Uma cidade que tem uma dificuldade extrema em “escoar” o próprio transito, imaginem o caos que vai passar a fazer parte do dia-a-dia de quem tem que sair de casa para ir trabalhar. Sim, porque nem todos são funcionários do Governo (Federal ou Provincial) a quem está a ser concedida a possibilidade para trabalhar de casa nos dias de jogos em Toronto.

Apesar de continuar a ser a quarta maior cidade da América do Norte, de uma forma ou outra, Toronto nunca criou uma logística capaz para que a cidade fluísse. Político atrás de político, nos mais variados cargos de liderança, só enchem os “cartazes” de

promessas, mas já agora, diga-se de passagem, nós até sabemos bem que, no fundo, no fundo... os políticos frequentam todos, sem exceção, as mesmas aulas de aprendizagem.

Coloca-se a questão...

Estará Portugal na mira de Toronto durante o Mundial de Futebol?

Sim, há a possibilidade de Portugal jogar em Toronto! A Seleção Nacional está qualificada para o Mundial de 2026 e, caso avance na competição e fique em segundo lugar na fase de grupos, tem o seu jogo dos 16 avos de final marcado para o dia 2 de julho no BMO. Se isso acontecer, meus amigos, Toronto vai mesmo PARAR! Fiquem atentos, então, para este desenrolar de novidades.

Desejo sinceramente que este evento decorra com serenidade e muita pouca incompetência por parte da cidade, de toda a organização e que conte com a cooperação de todos os seus habitantes e milhares de visitantes.

É o que é e vai valer sempre o que vale. Até já!

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Cristina Da Costa Opinião

Beautiful game for millionaires

As the date of 11 th June approaches, the first game of the 2026 World Cup will be played at Estadio Azteca in Mexico City. Until July 19°, when the final game is to be played, nationalistic euphoria will permeate all the competing countries and other supporters, creating chaos around the globe. Millions of people will alter their way of life to be part of a game or to watch it on the various broadcasting systems available. It's a beautiful game, but is it?

Beneath the pomp and circumstance, each of the hosting cities are in overdrive with pretentious costly programs not to make the residents happy but to satisfy the corruptive demands of FI FA. I will not question passion or power of belief from those with fanatistic attitudes about loyalty to a soccer-garneuroeountry, bt.it I vvi-11 -qu-estion thi�� "vve-ak-ten1porary temf.Jt::ram-ent-of those-vvho conveniently use these events to rob society of its normalcy at work or within the city itself, because the fire of stupidity cannot be contained in the name of soccer. For months now, it feels as if the FIFA World Cup is a leisurely walk through a museum of joy with demonic undertones of darkening

expectations. Perhaps I'm wrong but the elation being promoted ignores the misery being thrust upon the normality of life in the host cities. Canada is spending a billion dollars, equating to 85 million dollars per game to host a dozen games. We could argue that the money will bring benefits to the country in the long run, but history proves otherwise.

The only benefiting entity is FIFA and after all the noise ceases, it's the citizens of the cities and countries that are left holding the bag. After the tournament, Trump will still be there with tariffs and restrained economic development while FIFA returns home to continue embracing Gilded Age corruption and enjoying the spoils of

inflated pricing due to unethical conditions placed on host cities. Unscrupulous associates of the FIFA system will bow to the conditions imposed and neferiosity as a disease will infect those who were sanctioned by them for many years to come. Ancient corruptive standards are circulating through the culture which is FIFA and while many may dispute the assertion, history has proven that profiteering and exploitation is at the base of the beautiful game. In 2015, a USA led Department of Justice investigation exposed systematic bribery, money laundering and racketeering. The probe led to the downfall of the then President Sepp Blatter and the arrest of numerous high-ranking officials. In 2016, Gianni Infantino was elected, promising an era of transparency and reform but in 2023, bribery convictions related to TV rights once again reared its ugly head. And let's not forget the "Peace Prize" for Donald Trump who will never know how to spell peace.

On Friday June 12", Canada will play Bosnia Herzegovina in Toronto to open up the games in Canada. Toronto, despite Mayor Chow's constant complaining about costs, is going all out in spreading lipstick on the pig, which is Toronto currently, closing streets, evicting homeless people, removing encampments, placing fake banners and other coverings to hide temporary structures and giving condoms to all players with the FIFA logo to ensure that all babies conceived in Toronto will have a FIFA marking on their foreheads.

Let's not be all negative here, we can all drink until 4am and go to work at 6am, so let's party all night so that people in encampments can't sleep, shame! How dare you place vulnerable people in perilous places in a state of discomfort? Let's create more gridlock, more noise, more aggravation and unaffordable tickets because it's a beautiful game. Right, Ronaldo?

Esta semana

• Coleção The Beatles a incrível coleção privada de Vítor Coutinho, em Viana do Castelo.

• Vamos explorar o Museu do Traje, o fascinante mundo de cor e memória que define o Traje de Viana do Castelo.

• Nuno Ribeiro: Descubra o percurso do cantor, compositor e produtor que anda a conquistar Portugal com os seus êxitos

• Entrega de 12 bolsas de estudo na University of Toronto Portuguese Association – 42nd Annual Scholarship Gala

• Vamos conhecer o trabalho pioneiro do investigador Mário Monteiro no desenvolvimento de vacinas inovadoras.

• TEDx Porto com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras da coleção “Uma Aventura”, referências da leitura em Portugal.

• Mariana Arroja vai nos levar a viajar pelo Brasil numa interpretação única na Capela de Santa Ana.

• e muito mais...

Manuel DaCosta Editorial
Credito: Manuel
DaCosta

TONY

• Imóvel misto comercial/residencial.

• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.

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Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

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• Frente de 45 metros

• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

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• Vistas espetaculares da cidade e do lago

Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

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• 2 unidades comerciais ao nível da rua

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• Construção em tijolo bem conservada Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

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• Frente de 11,4 metros

• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)

Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Aprox. 1.300 m².

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Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.

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A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $. Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.

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Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA
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36 Marquette Ave e 1 Brightwood St, Toronto - PARA VENDA

As the world turns

Another week, and more of the same.  In the middle east there are cease-fires announced while the bombing and killing continues, and DT announcing that he’s told Israel to cease attacking Lebanon, whilst Israel attacks Lebanon.  It’s like a bad soap, (not that there are any good ones), the story keeps getting spun the same way, and we go about our business, knowing full well that we’re just being played.

The problem is that the atrocities committed are all boiled down to no more than another news story, whose narrative we can’t control or even truly understand. We are nothing more than spectators; helpless and shell-shocked to a point of ineptitude. We are now just game

pieces on a board and the elites are having a great time rolling the dice. DT runs freely on the backs of every leader, and in turn, the rest of us.

The press struggles to tell the truth, as oligarch-run media outlets spin the tales in favour of the perpetrators. Seasoned journalists in the US are being turfed for trying to tell the facts as they really are, while others stay quiet as their country’s leader insults them for asking pertinent and obvious questions that he doesn’t want to answer.

There’s already a trail of journalists and other TV personalities that have been let go, following a public rant by fearless leader. And those who support him, (besides the Israeli lobbyists), seem to be either in a delusional state, or in sheer panic of losing whatever they might have that they hold dear. The blatant lying to support their leader’s buffoonery is beyond any scope. Pam Bondi, Kash Patel, Peter Hegseth, and many others have put their neck in the noose for this guy. They must be as deranged as he is. Even if initially, they didn’t

see how this would pan out, from what I can see, they’re in way too deep to back out now, although that would be the only way they could attempt to make things right. It would be the cleanest way to break this troglodyte. Don’t make him a martir, and don’t give him any excuses. If he dies, there’s backlash, if he loses, he won’t accept it, but if his own staffers turn on him, then he will be cornered, like a cockroach. No excuses, even for the dummies that love him, seeing as they believe everything that spews out of his mouth. Many are convinced that he’s sent by a higher power! Of course they do. Many don’t care what he says, even if they know he’s lying. That is the level of ignorance that has been created in the United States; your’re free, but also unsupported in any way. You’re free to be an idiot, and your ignorance is as respected as someone else’s intelligence. Hell, DT has already stated that he doesn’t like intelligent people, (no s**t). But he has weapons and credit, so the intelligent and rational world is forced to use diplomacy, stretching it to its ripping point.

At least there have been a few small victories that have torn down some of his egotistical and racist wonts; feel good victories for us, but they barely scratch the surface. The truth is that he continues to do whatever he pleases, while Israel hides under his skirt.

Both are destroying whatever we have achieved globally, in terms of any semblance of order and peace, all for the gain of individual profits and power. In the meantime, there’s the world cup of soccer, the circus that will serve to distract while ‘Rome burns’.

We’ll all be happily cheering for our teams while others can’t. They’ll be busy with more important things. Imagine what the good ol’ boys will be able to get away with while we’re lining up to trade our savings for a ticket.

Fiquem bem!

Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo

Raul Freitas Opinion
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Toronto’s downtown airport, officially known as Billy Bishop Toronto City Airport, has long been the subject of debate. Located on the Toronto Islands just minutes from the city’s financial district, the airport provides convenient regional air service while occupying a unique and sensitive location on Toronto’s waterfront.

Over the past decade, proposals to expand the airport have generated intense discussion among residents, businesses, politicians, urban planners, and environmental groups. Supporters argue that expansion would strengthen Toronto’s economy, improve transportation options, and create jobs. Opponents

contend that a larger airport would fundamentally alter the charter of the waterfront, increase noise and pollution, and prioritize commercial interests over community needs.

The central question remains: would expanding the island airport serve the people of Toronto, or would it primarily serve the interest of the aviation industry and airport operations?

Billy Bishop Airport operates under a tripartite agreement involving the federal government, the City of Toronto, and the Toronto Port Authority. The agreement governs airport operations, including restrictions on runway length and aircraft types. Historically. The airport was intended to remain a relatively small urban airport. Expansion proposals have included runway extensions, accommodation of larger aircraft, and increased passenger capacity. Such changes would transform the airport from a regional facility into a

more significant transportation hub. Because the airport sits adjacent to densely populated neighborhoods and valuable public waterfront land, and expansion carries consequences far beyond aviation.

The strongest argument against major expansion is that Toronto already possesses a larger international airport in Pearson. Critics ask why valuable downtown waterfront land should be used to duplicate infrastructure that already exists elsewhere in the region. The strongest argument in favour is convenience. A larger downtown airport could provide faster access for millions of travellers and support economic growth in Canada’s largest city. The question therefore becomes one of priorities.... should Toronto’s waterfront be primarily a transportation corridor, or should it remain focused on recreation, housing, public space, and environmental stewardship?

Doug Ford has pulled off a significant political victory in Ontario politics in my

humble opinion with the premiere being able to convince the mayor of Toronto Olivia Chow and the Prime Minister of Canada to go along with the expropriation and move on the Island airport that no other government has ever pulled off. Doug Ford has done what no other single politicians has ever been able to maneuverer this deal with all levels of government being on side. Whether the stars all lined up at the same time, or did Doug Ford make this happen?

Expanding Billy Bishop Toronto City Airport offers clear economic and transportation benefits. Increased connectivity, job creation, and business access could strengthen Toronto’s position as a major North American city. However, those benefits must be weighed against substantial costs, including noise, environmental impacts, pressure on surrounding neighborhoods, and potential loss of waterfront opportunities.

Whether the tripartite agreement serves the public interest depends largely on one’s view of what Toronto’s waterfront should become. If economic growth and transportation efficiency are the primary goals, expansion appears attractive. If preserving public waterfront space, neighborhood quality of life, and environmental sustainability are the priorities, significant expansion becomes much harder to justify.

The debate is not simply about an airport. It is a broader discussion about the future identity of Toronto itself and how the city chooses to balance growth, mobility, and quality of life.

Ford appears to have won the political battle to get Billy Bishop expansion moving, but the broader fight over whether the project is a good idea-and how much of it ultimately gets built-is still being contested.

Love it or loathe it, Toronto Island Airport has mastered one thing better than most airports; keeping an entire city talking before passengers even leave the ground.

Whether it was a “win” for Doug Ford depends on your viewpoint.

Woody Allen tem a particularidade de ter nascido em Nova Iorque (EUA) no mesmo dia em que morreu Fernando Pessoa em Lisboa (Portugal) – 30 de Novembro de 1935. Actor de cinema e de teatro, escritor, músico de Jazz e cineasta, este «Que se passa com Baum?» é o seu primeiro romance.

Otítulo original é «What´s with Baum?», a tradução é de Miguel Martins, a revisão é de Joana Camões Pereira, a foto é de Soon-Yi Previn,

a capa é de Cody Corcoran, o volume tem 202 páginas e o editor é Edições 70. O herói do romance, Asher Baum, vive em Nova Iorque e começou a falar sozinho, situação habitual para quem não tem ninguém que o possa ouvir.

Jornalista judeu de meia-idade, percebeu que a sua editora nova iorquina lhe cortara os contactos e deixou de publicar os seus livros. O seu terceiro casamento está por um fio e tem problemas com o filho que é um escritor bem sucedido no seu meio.

Não é inocente a referência a um poema de W.H. Auden na página 11: «Pensamentos da sua própria morte/como o som distante/de uma trovoada num piquenique». A página 202 revela um curioso diálogo entre o escritor e o seu irmão Josh quando Asher lhe revela a sua ideia para um novo livro: «A vida acabou. Não existe nada.

O Universo não existe. Não existem estrelas, nem luz, nem espaço, nem tempo. Absolutamente nada».

No seu livro autobiográfico anterior (»A propósito de nada») Woody Allen considera que «a vida é uma sorte». A leitura deste romance pode (e deve) ser também uma sorte para os leitores. Nem mais. JCF

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Vincent Black Opinion
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Fundação Nova Era Jean Pina Um elo solidário entre a diáspora e o interior de Portugal

Ao longo das últimas décadas, a diáspora portuguesa tem afirmado, de forma consistente, um notável espírito de solidariedade, um dos mais elevados valores que enobrecem a condição humana e conferem verdadeiro sentido à vida em comunidade. Este desígnio manifesta-se tanto no apoio aos compatriotas radicados no estrangeiro como na permanente ligação solidária a Portugal, numa demonstração inequívoca de coesão, pertença e responsabilidade coletiva.

Entre os múltiplos exemplos que ilustram esta vocação solidária, destaca-se, de forma particularmente expressiva, a ação desenvolvida pela Fundação Nova Era Jean Pina. Constituída em 2019 pelo empresário português João Pina, radicado na região de Paris, esta instituição tem vindo a afirmar-se como um dos mais relevantes agentes de intervenção social no seio da comunidade luso-francesa, a mais numerosa comunidade portuguesa na Europa.

Natural de Trinta, no concelho da Guarda, João Pina emigrou para França na década de 1980, então com apenas 19 anos, acompanhando o percurso de milhares de portugueses que procuravam melhores condições de vida na pátria gaulesa. Apesar das dificuldades inerentes ao processo migratório, construiu um percurso empresarial sólido e bem-sucedido na área

nos setores da construção, limpeza e reciclagem de resíduos.

Todavia, o seu percurso não se esgota no sucesso empresarial. Reconhecido em França como Jean Pina, tem desenvolvido, de forma contínua e empenhada, uma intervenção solidária de grande alcance, colocando os seus recursos e capacidade organizativa ao serviço dos mais vulneráveis. É precisamente nesta dimensão que se destaca o papel estruturante da Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão assenta no lema “Solidariedade em Movimento”.

Sob a liderança direta do seu presidente — distinguido pelo Governo português, no final do passado mês de abril, com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, no grau de ouro — a instituição tem promovido uma relevante cooperação entre França e Portugal, através da conceção, financiamento e concretização de projetos dirigidos a públicos particularmente fragilizados, como idosos, crianças institucionalizadas e pessoas em situação de desemprego.

Particularmente significativa tem sido a ação da fundação em territórios nacionais de baixa densidade, marcados pelo despovoamento e pelo envelhecimento populacional, aos quais o empresário e benemérito luso-francês tem dedicado especial atenção. Foi precisamente nesse contexto que, durante o passado mês de maio, João Pina deslocou-se aos distritos de Viseu e Guarda para uma série de encontros institucionais e ações sociais marcadas pelo desígnio da solidariedade, da proximidade e do reconhecimento das comunidades locais. Um dos momentos mais marcantes

tuição e a equipa técnica do programa “Vamos Realizar Sonhos de Idosos”. Durante a cerimónia, o responsável da fundação recebeu um diploma de agradecimento pelas mãos do provedor, em reconhecimento pelo trabalho solidário desenvolvido e pelo apoio prestado a diversas causas sociais. As ações de proximidade prosseguiram em Figueira de Castelo Rodrigo, onde o empresário benemérito assinou um protocolo de cooperação entre a Fundação Nova Era Jean Pina e a Associação Figueira S.O.S., lançando as bases de uma parceria destinada a reforçar projetos de apoio social e a desenvolver novas iniciativas dirigidas às populações mais vulneráveis desta vila raiana do distrito da Guarda.

A visita estendeu-se igualmente ao Município da Guarda, onde João Pina foi recebido pelo presidente da autarquia, Sérgio Costa, que destacou publicamente o trabalho desenvolvido pelo empresário em prol dos mais carenciados da região, sublinhando a importância das iniciativas solidárias e do apoio social promovido pelo filho da terra ao longo dos últimos anos.

Ainda na cidade mais alta do país, o presidente da Fundação Nova Era Jean Pina, a convite da psicóloga Sandra Ladeira, e no âmbito do projeto BrilhanteMente, visitou a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, marcando presença numa apresentação científica realizada por duas jovens estudantes, num momento de aprendizagem, partilha e aproximação às novas gerações e às suas preocupações.

Num tempo frequentemente marcado pelo individualismo e pela indiferença, o percurso de João Pina e da Fundação Nova Era Jean Pina constitui um exemplo inspirador da força transformadora da solidariedade. A diáspora portuguesa continua, assim, a revelar-se não apenas um elo de

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

ligação entre Portugal e o mundo, mas também uma extraordinária reserva de humanismo, generosidade e compromisso social. Ao levar esperança, apoio e dignidade às populações mais vulneráveis do interior do país, a Fundação Nova Era Jean Pina demonstra como a emigração portuguesa permanece profundamente ligada às suas raízes e aos territórios de onde partiu, contribuindo de forma concreta para a coesão social e para a valorização do interior de Portugal.

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Daniel Bastos Opinião
O empresário e benemérito luso-francês João Pina (à direita) durante a receção nos Paços do Concelho da Guarda pelo presidente da Câmara. @DR

A política precisa de menos escândalos e mais respeito pelos portugueses! Para onde vai Portugal, com políticos que querem ser governo, sempre envolvidos em casos.

Meus caros leitores, na política, como na vida, a ambição não é um defeito. O problema surge quando a ambição se transforma numa corrida desenfreada pelo poder, onde vale tudo para alcançar um cargo ou uma posição de destaque. Quando se prometem soluções para todos os problemas, sem explicar como serão concretizadas, corre-se o risco de criar expectativas irrealistas e de aumentar a desconfiança dos cidadãos.

Vivemos tempos difíceis. A economia mundial enfrenta desafios, o custo de vida continua elevado e as incertezas acumulam-se. É precisamente nestes momentos que os portugueses precisam de ser tratados com seriedade e honestidade, e não com promessas que parecem demasiado boas para serem verdade. E mais uma vez, vindas do mesmo lado, em Portugal voltaram a surgir notícias que não dignificam a política. Investigações, detenções e suspeitas envolvendo figuras ligadas ao poder político levantam novamente questões sobre a transparência e a responsabilidade de quem exerce cargos públicos.

Cabe agora à justiça fazer o seu trabalho, com independência e sem pressões.

O que os cidadãos exigem não é perfeição. Exigem apenas que quem os governa coloque o interesse público acima das ambições pessoais ou partidárias. E essa é uma lição que todos os partidos deveriam ter presente. Portugal voltou a acordar com notícias de buscas, detenções, suspeitas de corrupção e investigações que envolvem autarquias e estruturas ligadas ao poder político. Desta vez, os holofotes apontam para várias entidades locais e para figuras ligadas ao Partido Socialista, numa situação que está a provocar preocupação e desgaste na confiança dos cidadãos.

Importa dizer, desde já, que num Estado de Direito todos são inocentes até prova em contrário. A justiça deve funcionar com independência, sem interferências políticas e sem julgamentos na praça pública. Mas também é verdade que quando os casos se acumulam, os portugueses começam a questionar se os seus representantes estão verdadeiramente ao serviço do país ou dos seus próprios interesses.

Nos últimos anos, temos assistido a um desgaste contínuo da imagem da política. Não por culpa da maioria dos autarcas, deputados ou governantes, muitos dos quais trabalham honestamente, (alguns que calados eram poetas, criticam quem trabalha), mas porque basta uma minoria para

lançar suspeitas sobre todos os restantes. O Partido Socialista atravessa atualmente um período particularmente difícil. Depois de anos no poder, enfrenta problemas internos, divisões, perda de influência e sucessivos casos que têm alimentado a desconfiança popular. Em vez de apresentar uma reflexão profunda sobre os erros cometidos, muitas vezes parece mais preocupado em atacar quem governa do que em reconstruir a sua própria credibilidade. Por outro lado, o atual Governo tem procurado avançar com algumas reformas que há muito eram reclamadas pelos portugueses. Nem tudo estará perfeito, como é evidente, mas há sinais de tentativa de modernização do Estado e de uma maior descentralização de competências, algo que muitos defendem há anos. É legítimo criticar o Governo quando erra, mas também é justo reconhecer quando existem medidas que vão ao encontro das necessidades do país.

Mas se há algo que deve preocupar todos os partidos, sem exceção, é o crescente afastamento dos cidadãos da vida política. Um exemplo recente foram as eleições diretas no PSD. A reduzida participação dos militantes deveria servir de alerta para todos. Quando até aqueles que pertencem aos partidos demonstram desinteresse em participar nos processos internos, algo não está bem. Como militante e observador da vida política, considero preocupante essa

falta de mobilização. Os partidos são pilares fundamentais da democracia e precisam de militantes ativos, motivados e envolvidos. Sem participação não existe renovação, sem renovação não existe confiança, e sem confiança a democracia enfraquece.

Os portugueses estão cansados de guerras partidárias permanentes. Estão cansados de escândalos, suspeitas e ataques pessoais. O que querem é transparência, competência e resultados. Querem políticos que resolvam problemas e não políticos que criem problemas.

A justiça deve continuar o seu trabalho, doa a quem doer. Os partidos devem fazer a sua reflexão interna. E os cidadãos devem continuar atentos e exigentes. Porque a democracia não se fortalece com silêncio nem com fanatismos. Fortalece-se com responsabilidade, participação e verdade.

O país precisa de menos ruído político e de pessoas aflitas pelo poder, que parece que obrigam o cidadão a ser o que eles querem. O que o país precisa é de mais respeito pelos portugueses. Bom fim de semana.

O Milénio Stadium agora também está no YouTube! As histórias da nossa comunidade portuguesa no Canadá ganham vida em vídeo!

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Augusto Bandeira Opinião
Photo:

A bandeira da inclusão

zermos uma visita ao nosso poeta, cronista e músico Garcia de Resende, que viveu entre 1470 e 1536. Num dos seus poemas, depois de se indignar por ver “(…) muito espalhar/ Portugueses no viver;/ Brasil, ilhas povoar/ e às Índias ir morar,/ natureza lhe esquecer.”, remata com o seguinte: "Vemos no reino meter/ tantos cativos crescer/ (…)/ que se assim for serão mais/ eles que nós a meu ver. Ou seja, já Garcia de Resende aflorava a Teoria da Substituição (Grand Remplacement), apesar de esta só ter surgido em 2011, imbuída de uma retórica de incitamento ao ódio e à violência.

Passados quase quinhentos anos sobre a morte do nosso cronista e depois de séculos de tantas misturas étnicas, nada mudou na nossa matriz cultural, mantendo-nos fiéis à tão discutida lusitanidade que se receava poder ser beliscada.

Até 1978, celebrava-se o nosso 10 de Junho com a designação de “Dia de Camões e da Raça Portuguesa”, na lógica de um simbolismo nacionalista que retratava o espírito imperial do Estado Novo. Só depois da Revolução dos Cravos, o Dia de Portugal passou a chamar-se "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".

Esta alteração teve a ver com a consciência de que Portugal, desfeito o império, não era apenas um país confinado à sua parte continental e insular, mas abrangia também todas as comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo, tendo-se passado, assim, a valorizar a nossa diáspora. Contas feitas, direi que estamos a dois anos de completar 50 anos de reconhecimento do papel de todos os portugueses que, em determinada altura das suas vidas, procuraram fora o que não encontraram cá dentro. E foram muitos! É, por isso, cada vez mais incompreensível que a maioria dos que estão ausentes, condene os movimentos migratórios que, nos últimos anos, têm che-

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gado a Portugal. Pior ainda, é concluirmos que toda essa má vontade está expressamente ligada ao facto de terem uma cor de pele e hábitos culturais diferentes dos nossos, como se isso, por si só, fosse um crime. Quando se deram as grandes vagas migratórias dos portugueses, não existiam redes sociais, pelo que o retrato que deles foi feito ficou circunscrito a artigos de opinião e fotografias que agora fazem parte de arquivos históricos que ninguém consulta, salvo um diminuto grupo de estudiosos da matéria. Nos tempos que correm, tudo está exposto e ganha uma amplitude nunca antes experimentada. Já para não falar dos inúmeros vídeos falsos e das frases curtas de grande impacto, que determinados grupos se encarregam de manipular, tornando-se na “vox populi, vox dei” como se de verdades se tratasse. O fenómeno é novo? Não, apenas no que aos meios de divulgação diz respeito. Basta-nos recuar uns séculos e fa-

A pergunta que se deve colocar é, então, a seguinte: “Por que motivo, estamos agora a levantar a questão do risco de descaraterização iminente de um povo que, desde sempre, foi o resultado de vários encontros (leia-se como um eufemismo) de povos com que se foi cruzando, viajando de identidade em identidade? Porquê agora?” A resposta é óbvia: para satisfazer desígnios ocultos que fazem crescer e aumentar o ódio contra o outro, como se o conceito de alteridade tivesse sido descoberto no século XXI.

Para que o Dia de Portugal seja celebrado na sua plenitude, é imperativo que aprendamos a juntar às nossas Comunidades todas as outras que connosco se estão a misturar. Para que se sintam incluídas, para que possam fazer parte de um todo que se chama Portugal, esteja ele onde estiver nas suas tão díspares coordenadas geográficas. Sentir-nos-emos, orgulhosos quando, em cada 10 de junho, içarmos a bandeira de Portugal, cantando bem alto: - Contra a exclusão, marchar, marchar!

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Amparar os nossos idosos nas comunidades portuguesas

Quem está fora de Portugal sabe que emigrar é um ato de coragem. No entanto, envelhecer longe do nosso país, sem a devida proteção do Estado que se ajudou a construir além-fronteiras, é uma injustiça profunda. Como alguém que vive a realidade da diáspora e conhece de perto o pulsar das nossas comunidades no exterior, recuso-me a aceitar o silêncio e a inércia perante o sofrimento dos portugueses espalhados pelo mundo.

Adenúncia que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista fez na Assembleia da República não é apenas uma interpelação política; é um grito de socorro que exige uma resposta imediata e sem tibiezas do Governo português.

Existem graves e insustentáveis atrasos no pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados a inúmeros cidadãos portugueses residentes na Venezuela e no Brasil. Falamos de pessoas idosas, muitas vezes doentes e isoladas, que têm neste apoio de sobrevivência a sua única e exclusiva tábua de salvação para garantir o básico: alimentação, medicamentos e habitação. Para agravar o cenário, na Venezuela, os atrasos no pagamento das pensões de reforma pela Segurança Social portuguesa já superam um ano. Isto não é apenas burocracia; é uma situação de desespero absoluto que atenta contra a dignidade humana. O Apoio Social para Idosos Carenciados foi pensado como um instrumento mínimo de proteção social do Estado português junto das comunidades emigrantes mais fragilizadas. O valor atribuído é, por si só, reduzido, variando entre os 30 euros e o valor da pensão mínima do regime contributivo, sendo pago trimestralmente. Retardar estas verbas, cujas transferências deveriam ter sido efetuadas em março, significa em

purrar centenas de idosos para a miséria extrema. A desculpa da falta de verbas ou de bloqueios nos mecanismos bancários e na emissão de cheques na Venezuela não pode servir de escudo para a incompetência operacional. Se existem constrangimentos bancários crónicos na Venezuela, o Estado tem o dever de encontrar e implementar soluções alternativas urgentes.

Não podemos tolerar que os nossos postos consulares fiquem de mãos atadas por falta de articulação central. A nossa diáspora não é um peso; é parte integrante da identidade e do património de Portugal. É inaceitável que cidadãos que dedicaram as suas vidas ao trabalho e mantiveram viva a ligação ao país fiquem meses sem receber as prestações sociais e as pensões a que têm pleno direito, privados de informação clara e de respostas eficazes.

Por isso, exigem-se esclarecimentos claros ao Governo: quantos idosos estão afetados por estes bloqueios? Quando será regularizado, integralmente, o pagamento do Apoio Social para Idosos Carenciados e

das pensões em atraso? E que mecanismos estruturais serão criados para garantir que estes atrasos vergonhosos nunca mais se repitam? A solidariedade nacional não devia terminar dentro das fronteiras geográficas do retângulo continental. Proteger os portugueses no estrangeiro, especialmente os mais vulneráveis, é um imperativo moral e constitucional do qual Portugal nunca deve abdicar. Ignorar esta realidade é falhar com a nossa própria história. O Governo deve agir de imediato, retificando estes erros operacionais e logísticos, assegurando que o apoio financeiro chegue a quem dele depende para sobreviver. Cuidar dos nossos idosos na diáspora não é uma escolha política ou uma benesse partidária, mas sim um ato elementar de justiça, respeito e humanidade para com aqueles que, mesmo distantes, sempre honraram Portugal .

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Vítor Silva Opinião
Crédito: DR

Uma recessão técnica é, tecnicamente, um problema para Mark Carney?

Tecnicamente? Depende de quem responde à pergunta. Politicamente e na prática? É, sem dúvida, uma dor de cabeça para Mark Carney, embora disponha de algumas vantagens e margens de manobra que os seus antecessores não tiveram.

A realidade económica versus a arma política

Pela definição mais rigorosa - dois trimestres consecutivos de crescimento económico negativo - o Canadá encontra-se em recessão, uma vez que o PIB recuou 1,0% no quarto trimestre de 2025 e uma estimativa aponta para uma queda adicional de 0,1% no primeiro trimestre de 2026. No entanto, como salientam os economistas, uma recessão técnica nem sempre

corresponde a uma recessão real. Uma descida de apenas 0,1% pode facilmente desaparecer em futuras revisões estatísticas, e o atual abrandamento económico não apresenta os sinais de devastação generalizada típicos de uma verdadeira crise económica. Mas, na política, a perceção muitas vezes sobrepõe-se aos aspetos técnicos. O líder conservador Pierre Poilievre tem utilizado repetidamente a palavra “recessão”, mencionando-a dezenas de vezes perante os jornalistas, numa tentativa de fragilizar a reputação de Mark Carney como gestor económico sólido e confiável. Para Carney, ver a palavra “recessão” associada ao seu nome apenas um ano depois de assumir o cargo de primeiro-ministro representa uma mudança de narrativa pouco favorável.

Entre mudanças e incertezas

O fator Donald Trump

Neste momento, o principal trunfo de Carney é a forma como os canadianos interpretam as causas do abrandamento económico. Sondagens recentes sugerem que uma parte significativa da população (47% considera que o país está no rumo certo e 59% aprova o desempenho de Carney) atribui as dificuldades económicas a fatores externos, nomeadamente à instabilidade económica e às tarifas consideradas injustas impostas por Donald Trump, e não a falhas da política interna. Poilievre enfrenta uma batalha difícil para convencer os eleitores de que os impostos e a burocracia do governo Carney são os verdadeiros responsáveis pela situação, sobretudo porque o próprio governo já começou a avançar com

reformas regulatórias que os Conservadores vinham defendendo há vários anos. O luxo do tempo

Se existe uma razão principal para que esta recessão técnica ainda não represente um golpe fatal para Carney, essa razão é o calendário político.

Quando Stephen Harper enfrentou uma situação semelhante em 2015, a recessão técnica ocorreu durante o seu décimo ano no poder e em plena campanha eleitoral, prejudicando seriamente a sua imagem. Carney, pelo contrário, está apenas no primeiro ano do seu mandato. Além disso, graças à passagem de alguns deputados conservadores para outras bancadas, reforçando a sua posição parlamentar, Carney não terá, tecnicamente, de enfrentar os eleitores para defender o seu desempenho económico durante mais três anos.

Então...

Embora possa parecer apenas uma questão “técnica” numa folha de cálculo, o enfraquecimento da economia representa um desafio real para o governo. Se os canadianos continuarem a sentir dificuldades financeiras à medida que o verão avança, Carney não poderá refugiar-se indefinidamente no argumento de que “a culpa é de Trump”. Mais cedo ou mais tarde, as bases económicas mais fortes e resilientes que prometeu terão de se tornar visíveis no dia a dia dos cidadãos. A questão é saber se a estratégia agressiva de Pierre Poilievre na interpretação dos dados económicos acabará por desgastar os elevados níveis de aprovação de Carney ou se Donald Trump continuará a ser visto, pela maioria dos canadianos, como o principal responsável pelos problemas económicos do país. MB/MS

Famílias lutam pelo futuro das escolas em Toronto

A decisão do Toronto District School Board (TDSB) de transferir temporariamente os alunos da Heydon Park Secondary School para outra localização, a partir de janeiro, está a preocupar pais e encarregados de educação. Embora o TDSB garanta a continuidade dos serviços, da equipa docente e da direção, muitas famílias receiam que a mudança seja o primeiro passo para o encerramento definitivo da escola, especializada no apoio a alunos com necessidades educativas especiais. As preocupações são agravadas pela redução das admissões nos últimos anos e pela alegada falta de consulta à comunidade escolar. Os pais alertam ainda para o impacto que a alteração poderá ter nos alunos, para quem a estabilidade e a familiaridade do ambiente escolar são fundamentais.

Disputa sobre terrenos escolares gera novo debate Uma disputa entre o Toronto District School Board (TDSB), o Toronto Catholic District School Board (TCDSB) e a Câmara Municipal de Toronto está a gerar preocupação sobre o futuro dos terrenos escolares da cidade. Em causa está a exclusão destes terrenos da Avenues Policy, um plano que permite a construção de edifícios de média altura em grandes avenidas. As juntas escolares recorreram da decisão, defendendo que a inclusão dos terrenos lhes daria maior flexibilidade de gestão. No entanto, associações de moradores receiam que a reclassificação urbanística aumente o valor das propriedades e facilite futuras vendas ou requalificações, colocando em risco espaços importantes para as escolas e para as comunidades locais, como recreios e campos desportivos.

O que está realmente em causa?

A política municipal permite a construção de edifícios entre seis e 14 andares em determinadas avenidas de Toronto, mas excluiu os terrenos escolares após consultas públicas. As juntas escolares contestam essa decisão, alegando que limita a gestão dos seus ativos e a adaptação a futuras necessidades. Já a Câmara Municipal defende que a medida integra a sua estratégia para aumentar a oferta de habitação e responder à crise habitacional da cidade.

Mobilização comunitária ganha força. Maria Judas é um rosto da luta

A controvérsia em torno das escolas e dos terrenos escolares em Toronto tem vindo a mobilizar cada vez mais a comunidade. Uma encarregada de educação em Toronto, Virginia Johnson começou a alertar para planos que poderão permitir a venda de terrenos de mais de 200 escolas públicas. Johnson lançou uma petição, criou um site e organizou protestos para sensibilizar a comunidade, defendendo que a população deve ser informada antes de possíveis decisões avançarem. Também critica a possibilidade de venda destes terrenos a promotores privados, considerando a situação um conflito de interesses e prejudicial para as comunidades, já que estes espaços são usados também para lazer e circulação local. A par de Virginia Johnson que foi a mulher que iniciou toda essa manifestação, entre as vozes mais envolvidas está Maria Judas, mãe e ativista, que expressa preocupação com o impacto destas decisões no futuro das próximas gerações. “Tal como qualquer mãe, quero o melhor para a minha filha. Quero que cresça numa comunidade forte, onde as famílias tenham voz e onde as escolas continuem a ser espaços de aprendizagem, convivência e identidade”, afirma. Maria tem participado ativamente na organização de iniciativas destinadas a informar os cidadãos sobre o processo e a incentivar a participação pública nas audiências do tribunal. Segundo a ativista, existe uma lista de escolas potencialmente afetadas em toda a região da Grande Toronto (GTA), incluindo estabelecimentos como a St. Helen’s Catholic School, Stella Maris Catholic School, St. Mary of the Angels Catholic School e Pope Francis Catholic School. Dirigindo-se particularmente à comunidade portuguesa e luso-canadiana, Maria Judas deixa um apelo à participação cívica. “A nossa voz conta. Não podemos ficar indiferentes quando estão em causa instituições que servem as nossas famílias e os nossos bairros. Cada assinatura, cada carta enviada e cada telefonema feito podem fazer a diferença.” Para muitas famílias, a situação sobre os terrenos escolares em Toronto vão muito além de uma simples decisão administrativa — tocam no coração do que significa comunidade. Está em causa a ideia de que as escolas devem continuar a servir as necessidades das gerações atuais e futuras, pre-

servando espaços educativos que são parte essencial da vida dos bairros, onde se constrói identidade, pertença e futuro. Petição ultrapassa 6.000 assinaturas em defesa de terrenos escolares e parques públicos

A petição para proteger escolas e terrenos de parques públicos já ultrapassou as 6.000 assinaturas, num movimento crescente de mobilização comunitária. Na última audiência do Ontario Land Tribunal, foi concedida uma extensão que permite a mais residentes solicitarem o estatuto de participante no processo. Os pedidos podem ser feitos através de www.protectschoollands.ca/participant, onde os cidadãos são convidados a explicar de que forma a situação os afeta pessoalmente. A próxima audiência está marcada para 9 de setembro, em formato virtual. Os organizadores apelam à continuidade da mobilização, incentivando a assinatura e partilha da petição, bem como o contacto com representantes governamentais e autoridades locais, sublinhando que “cada ação conta” na defesa destes espaços públicos.

RMA/MS

Açores vão ter “todas as potencialidades” para estudar o mar

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores considerou que a região vai ter “todas as potencialidades” para estudar o mar, para além da biodiversidade, e a Europa tem o dever de ajudar nesse desígnio.

“Sim, eu acho que essa reflexão [sobre o estudo do mar pelos Açores] deve ser feita em termos de futuro, por vários motivos. Eu disse ali [no discurso proferido antes], [que] ‘já fomos várias vezes à lua, era preciso que a gente olhasse para o nosso mar, que nós conseguimos tocar com a mão’. E nós vamos ter todas as potencialidades para isso”, disse Artur Lima à agência Lusa, após ter presidido à sessão de abertura da “S3 Summit 2026”, no Nonagon - Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel.

Segundo o governante, para o estudo do mar, os Açores vão ter o Tecnopolo - MARTEC, um centro experimental de investigação e desenvolvimento ligado ao mar, na Horta, na ilha do Faial e o navio de investigação oceanográfica ‘NI AZORES OCEAN’, ambos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A Comissão das Pescas do Parlamento Europeu também aprovou, em 2025, a instalação de um Observatório Europeu do Mar Profundo, que, a concretizar-se, deverá ser fixado na Horta, o que para Artur Lima será “extraordinário”.

“Portanto, temos todas as qualidades para olhar para o nosso mar, estudar o nosso mar, estudar as nossas riquezas marítimas e marinhas, para além da biodiversidade”, afirmou.

E prosseguiu: “Eu acho que os Açores têm essa oportunidade de olhar com mais cuidado e, sobretudo, a Europa tem esse dever de nos ajudar, a compreender, a estudar, a quinta maior zona económica ex-

clusiva da Europa e a maior portuguesa”. “Eu acho que o espaço, obviamente, está na moda, mas é o mar que nos rodeia, que nos abraça todos os dias, e é esse mar que nós temos que perceber e entender”, concluiu Artur Lima.

O vice-presidente do executivo também deixou uma mensagem de satisfação pela qualidade dos 37 projetos científicos de investigação apresentados no evento, que terminou na sexta-feira, considerando que os Açores têm futuro como região ultraperiférica.

SESARAM

lançou

manuais para pais e profissionais sobre a alimentação no primeiro ano de vida

O Serviço de Saúde da Madeira lançou dois novos manuais sobre alimentação no primeiro ano de vida: um técnico, dirigido a profissionais de saúde, e outro prático, destinado a pais e cuidadores. O objetivo é uniformizar a informação e as orientações dadas às famílias, com base em recomendações científicas atualizadas e adaptadas à realidade alimentar madeirense, incluindo alimentos típicos da região.

Os documentos foram elaborados por uma equipa multidisciplinar composta por pediatras, médicos, en-

fermeiros, nutricionistas e farmacêuticos, procurando combater a desinformação e as mensagens contraditórias, especialmente nas redes sociais. Estarão disponíveis em formato físico nos centros de saúde e consultórios, bem como online através de código QR.

As autoridades regionais destacam a importância da alimentação desde a gravidez até ao primeiro ano de vida para a criação de hábitos saudáveis e admitem a possibilidade de desenvolver futuros manuais sobre alimentação infantil.

JM/MS

Programas de saúde chegaram a 3.750 crianças e jovens da Região

Mais de 3.750 crianças e jovens beneficiaram, no ano passado, dos Programas de Saúde, implementados pelo Governo Regional da Madeira, através do Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE).

Estes apoios concretizaram-se através de três programas, o Kit Bebé, o +Visão Crianças e Jovens e o +Sorriso, que disponibilizaram mais de 78.300 pro-

dutos e atos de saúde às famílias madeirenses, com uma comparticipação total de mais de 1,6 milhões de euros.

Todos estes programas são dirigidos a crianças e jovens com residência na Região, abrangendo faixas etárias distintas. Em 2025, o Kit Bebé chegou a mais de 1.600 crianças, num investimento de mais de 960 mil euros. O Programa +Sorriso teve inscritas, também no ano passado, cerca de 1.020 crianças e jovens dos 10 aos 16 anos,

apoiados em mais de 520 mil euros, facilitando, desta forma, o acesso a cuidados ortodônticos.

Já o Programa +Visão Crianças e Jovens, implementado em 2022, possibilitou, no ano passado, a compra de óculos graduados a 1.130 crianças e jovens, dos 0 aos 14 anos, numa comparticipação global de cerca de 170 mil euros.

No conjunto dos três programas, inscreveram-se, nos primeiros três meses

de 2026, mais de 1.190 crianças e jovens, os quais beneficiaram de mais de 30.800 produtos e atos de saúde, permitindo uma poupança de mais de 600 mil euros nos orçamentos familiares.

Em todos estes programas a comparticipação é realizada de forma imediata no ato de pagamento.

JM/MS

Alterações ao Subsídio Social de Mobilidade entram em vigor no sábado

A partir do próximo sábado, o Subsídio Social de Mobilidade vai ter nova denominação, passando a chamar-se Mecanismo de Continuidade Territorial. Com a alteração da designação, irão entrar também em vigor novas regras no apoio às viagens aéreas entre as Regiões Autónomas e o continente.

Entre as alterações, em destaque surge a eliminação do teto máximo ao custo elegível do bilhete, sendo que o apoio vai passar a ser calculado de forma variável. No que concerne às restantes alterações, a nova lei estabelece que não pode poderá haver qualquer redução do apoio, pelo tipo de bilhete adquirido, eliminando fracionamentos ou coeficientes de redução. Outro ponto que muda é que deixa de ser exigida a situação fiscal ou contributiva regularizada para a atribuição e pagamento do apoio.

No que diz respeito ao processo de candidatura ao apoio, este passa a poder ser feito não só pelo beneficiário, mas também por intermediários, como agências de viagens ou empresários em nome individual, desde que exista autorização expressa. Para a candidatura, apenas será agora necessário a apresentação da fatura ou documento equivalente da compra do bilhete, sendo o comprovativo de pagamento entregue posteriormente, até 30 dias após a atribuição do apoio.

Este processo para pedir o apoio deverá ser submetido através do Portal Único de Serviços Digitais, o gov.pt, embora estejam previstos mecanismos alternativos durante o período de transição, sendo que após essa fase, haverá ainda um ano de funcionamento em paralelo entre a plataforma digital e o sistema atual.

Credito:
Credito: DR
Madeira

A Camões Square, em Toronto, voltou a ser palco de uma das mais significativas celebrações da comunidade portuguesa no Canadá. Entre abraços, reencontros e momentos de emoção, realizou-se mais uma edição do Portuguese Canadian Walk of Fame, uma iniciativa que homenageia homens e mulheres cujo trabalho e dedicação deixaram uma marca duradoura na comunidade luso-canadiana.

Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o evento celebra a herança portuguesa, as histórias de perseverança e os valores que ajudaram gerações de imigrantes e seus descendentes a construir um lugar de destaque na sociedade canadiana. É também uma oportunidade para recordar aqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, dedicaram a sua vida ao serviço da comunidade.

Este ano, foram homenageados Sónia Pereira, Joaquina Pires, Tony do Vale e António do Forno, este último a título póstumo. Quatro percursos distintos, unidos pelo compromisso com a comunidade, pela generosidade e pela vontade de fazer a diferença, não só na comunidade portuguesa, mas também na construção de um Canadá melhor.

A cerimónia reuniu familiares, amigos, líderes comunitários e representantes de diversas organizações portuguesas, num ambiente marcado pelo orgulho e pela gratidão.

Para Manuel DaCosta, fundador e presidente do Portuguese Canadian Walk of

Fame, a edição de 2026 foi uma das mais desafiantes no processo de seleção “recebemos muitas nomeações de enorme qualidade. Este ano decidimos olhar para além dos votos e concentrar-nos sobretudo no impacto humano e comunitário de cada pessoa. Há muitas pessoas extraordinárias que dedicam a sua vida aos outros sem nunca procurarem reconhecimento. Sentimos que os homenageados deste ano representam precisamente esse espírito de dedicação e serviço.”

Segundo o Manuel DaCosta, a essência do projeto está precisamente em reconhecer aqueles que trabalham em silêncio, muitas vezes sem esperar qualquer recompensa “a melhor parte é ver a reação dos homenageados. Muitos nunca imaginaram receber uma homenagem destas. São pessoas humildes que fazem o bem sem esperar nada em troca. Ver a emoção e a gratidão nos seus rostos faz todo o esforço valer a pena.”

Numa mensagem dirigida à comunidade, apelou ainda à importância de continuar a valorizar aqueles que contribuem para o bem coletivo “todos temos talentos diferentes e formas distintas de servir a comunidade. É importante reconhecer aqueles que dedicam o seu tempo e energia a ajudar os outros e a fortalecer a nossa comunidade.”

Entre os homenageados deste ano esteve Tony do Vale, reconhecido pelo seu percurso de liderança e pelo trabalho desenvolvido no sindicato LIUNA Local 506. Ao receber a distinção, mostrou-se agradecido pelo reconhecimento “sempre procurei fa-

zer o melhor possível pela nossa comunidade. Este reconhecimento significa muito para mim, mas não muda quem eu sou. Vou continuar a ajudar sempre que puder.”

Dirigindo-se aos jovens, deixou uma mensagem de orgulho e identidade “conheçam as vossas raízes. Nunca se esqueçam de onde vieram os vossos pais e avós. O futuro da nossa comunidade está nas mãos das novas gerações.”

Também Sónia Pereira recebeu a homenagem com surpresa e emoção. Reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto de famílias e pessoas com necessidades especiais, aproveitou o momento para destacar a importância da empatia e da inclusão “foi uma enorme surpresa receber esta distinção. Precisamos de ser mais pacientes, mais compreensivos e mais bondosos. Muitas famílias enfrentam desafios invisíveis e é importante não julgarmos sem conhecer a história de cada pessoa.”

Sónia sublinhou ainda que a sensibilização para as necessidades especiais continua a ser uma responsabilidade de toda a sociedade.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia aconteceu durante a homenagem póstuma a António do Forno, empresário, líder comunitário e uma figura muito respeitada na comunidade portuguesa de London, Ontário.

Em representação da família, o filho Paul do Forno recordou o legado deixado pelo pai “é um enorme orgulho ver o nome do meu pai reconhecido desta forma. Tudo o que ele fez foi motivado pelo desejo de ajudar os outros. Nunca procurou reconheci-

mento. Fazia-o porque acreditava que era a coisa certa a fazer.”

Visivelmente emocionado, recordou também os sacrifícios feitos pela geração pioneira dos portugueses no Canadá “o meu pai chegou ao Canadá há 60 anos e trabalhou incansavelmente para criar oportunidades para a família e para ajudar quem precisava. A vida que temos hoje é fruto do esforço e dos sacrifícios da sua geração.” A homenagem a Joaquina Pires foi igualmente recebida com emoção. Figura incontornável da promoção da cultura portuguesa em Montreal e noutras comunidades canadianas, Joaquina dedicou grande parte da sua vida à valorização da língua portuguesa, da educação e da participação cívica “receber esta notícia foi uma enorme surpresa. Aceito esta homenagem com muita humildade porque sinto que esta estrela representa todas as pessoas com quem tive o privilégio de trabalhar ao longo dos últimos 60 anos.”

Ao recordar o seu percurso, destacou a importância da colaboração e do trabalho em equipa “sempre acreditei que os melhores projetos nascem quando as pessoas trabalham juntas. Não são apenas os recursos financeiros que fazem a diferença. São as ideias, a dedicação e a capacidade de unir esforços.”

Numa mensagem dirigida às futuras gerações, apelou à preservação das tradições e ao envolvimento dos jovens na vida comunitária “é fundamental mantermos vivas as nossas raízes e transmitir aos mais novos o orgulho pela nossa cultura. Precisamos dos jovens para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de tantas décadas.”

A edição de 2026 foi inspirada no tema ‘o espírito, o povo, a terra’, uma homenagem às raízes, às tradições culturais e às paisagens que moldam a identidade e a história do povo português. O tema assenta no trabalho fotográfico de Irwin Karnick, que capta de forma sensível a ligação profunda entre as pessoas e as suas origens.

Com a colocação das suas estrelas na Camões Square, os homenageados passam agora a integrar permanentemente o Portuguese Canadian Walk of Fame, juntando-se a uma lista crescente de luso-canadianos que ajudaram a escrever a história da comunidade portuguesa no Canadá. Mais do que um reconhecimento individual, cada estrela simboliza um legado de dedicação, serviço e orgulho cultural. São histórias de trabalho, perseverança e generosidade que continuam a inspirar as gerações atuais e futuras.

Ano após ano, o Portuguese Canadian Walk of Fame reafirma-se como um símbolo vivo da herança portuguesa no Canadá, celebrando aqueles que, através das suas ações, fortalecem a comunidade e enriquecem o mosaico cultural canadiano.

Cindy Karnick e Irwin Karnick.

42.ª Gala da UTPA celebra o mérito académico e o futuro da juventude portuguesa

Num ambiente de celebração, reconhecimento e orgulho comunitário, a University of Toronto Portuguese Association (UTPA) realizou a sua 42.ª Gala Anual no Casa do Alentejo Community Centre, em Toronto.

Fundada em 1984, a associação tem como missão apoiar estudantes luso-canadianos, promovendo a educação, a cultura portuguesa e o envolvimento comunitário ao longo do ano.

O evento reuniu estudantes, famílias, líderes comunitários e representantes políticos, num momento de forte ligação intergeracional e de valorização do percurso académico dos jovens da comunidade.

Na abertura da cerimónia, o presidente da UTPA, Pedro Benevides, sublinhou a importância do papel da juventude na continuidade da comunidade portuguesa “hoje celebramos os jovens que se dedicam ao voluntariado nos nossos clubes e associações e que representam com orgulho a cultura portuguesa, enquanto prosseguem o seu percurso académico. Na UTPA, acreditamos que a juventude é um dos pilares da nossa comunidade. São os líderes de

amanhã e terão um papel fundamental em levar a comunidade portuguesa a novos horizontes.”

Seguiu-se o momento central da noite: a atribuição de 12 bolsas de estudo a estudantes que se destacaram pela excelência académica, liderança e envolvimento comunitário. Os premiados deste ano foram Victoria da Silva, Raphael Mendes, Beatriz Simas, Vanessa Sousa, Leonor das Neves, Melanie Silva, Auriana da Costa, Evan Nunes, Matthew Goulart, Tomas Isabel, Arabella Rafie e Daniel Braga.

Num ambiente de emoção e reconhecimento, os bolseiros subiram ao palco para receber a distinção, sublinhando o impacto que este apoio terá nos seus percursos académicos e pessoais.

Entre eles, Victoria da Silva destacou o significado do percurso que a trouxe até este momento “sou muito grata por todo o apoio que tenho recebido da comunidade portuguesa desde o primeiro dia. Tive a felicidade de fazer parte da Queens Portuguese Association e de trabalhar com o deputado Charles Sousa, experiências que contribuíram muito para o meu crescimento pessoal e profissional. Fazer parte

da comunidade portuguesa tem um significado muito especial para mim.”

Também Raphael Mendes reforçou o sentimento de gratidão e motivação perante esta distinção “ser selecionado pela UTPA é uma grande honra e uma recompensa por todo o esforço e dedicação ao longo dos anos. Esta bolsa será um apoio importante para mim e para a minha família e motiva-me a continuar os meus estudos com ainda mais empenho.”

As palavras dos restantes bolseiros refletiram igualmente o reconhecimento coletivo de que esta oportunidade representa um voto de confiança no seu potencial.

O significado da educação como pilar da comunidade foi também sublinhado pelos representantes políticos presentes. Entre eles, o deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou a evolução da presença portuguesa no ensino superior ao longo das últimas décadas:“tenho muito orgulho em ser luso-canadiano e em ver os nossos jovens a alcançar cada vez mais sucesso. Quando entrei na universidade, éramos poucos; hoje, vemos estudantes portugueses a destacar-se em muitas áreas. A

educação sempre foi uma prioridade para a nossa comunidade, e iniciativas como estas bolsas de estudo ajudam os jovens a concretizar o seu potencial e a construir um futuro melhor.”

Na mesma linha, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a relevância destas iniciativas na preservação e valorização da língua, cultura e identidade portuguesa junto das novas gerações.

A gala prosseguiu com momentos de convívio, gastronomia tradicional portuguesa e a atuação da Luso-Can Tuna, num ambiente marcado pela partilha e pelo orgulho das raízes.

A noite encerrou com homenagens, música e dança, reforçando o compromisso da UTPA em apoiar a educação e inspirar as futuras gerações de luso-canadianos.

Credito: Francisco Pegado
MAIS
FOTOS
Credito: Francisco Pegado
Credito: Francisco Pegado
GRUPO A México (MEX) África do Sul (RSA) República da Coreia (KOR) Chéquia (CZE)
GRUPO Bélgica Egito (EGY) Irão (IRN) Nova Zelândia
GRUPO B Canadá (CAN) Bósnia e Herzegovina (BIH) Catar (QAT) Suíça (SUI)
GRUPO C Brasil (BRA) Marrocos (MAR) Haiti (HAI) Escócia (SCO)
GRUPO D EUA (USA) Paraguai (PAR) Austrália (AUS) Turquia (TUR)
GRUPO E Alemanha (GER) Curaçau (CUW) Costa do Marfim (CIV) Equador (ECU)
GRUPO F Países Baixos (NED) Japão (JPN) Suécia (SWE) Tunísia (TUN)

Domingo 2 8 Junho

Segunda 2 9 Junho

Terça 3 0 Junho

Quarta 1 Julho Quinta 2 Julho Sexta 3 Julho OITAVOS-DE-FINAL

Sábado 4 Julho

Dias de descanso Dia de descanso RONDA DOS 32

Domingo 5 Julho

Segunda 6 Julho Terça 7 Julho Quinta 9 Julho

1 0 Julho Sábado 1 1 Julho Terça 1 4 Julho Quarta 1 5 Julho Sábado 1 8 Julho Domingo 1 9 Julho Quarta 8 Julho Domingo 12 Julho Segunda 1 3 Julho Quinta 1 6 Julho Sexta 1 7 Julho

Dias de descanso

(NZL)
GRUPO H Espanha (ESP) Cabo Verde (CPV) Arábia Saudita (KSA) Uruguai (URU)
GRUPO I França (FRA) Senegal (SEN) Iraque (IRQ) Noruega (NOR)
GRUPO J Argentina (ARG) Argélia (ALG) Áustria (AUT) Jordânia (JOR)
GRUPO K PORTUGAL (POR) RD Congo (COD) Usbequistão (UZB) Colômbia (COL)
GRUPO L Inglaterra (ENG) Croácia (CRO) Gana (GHA) Panamá (PAN)

PicNic Borges Foods

Um convívio solidário

É uma tradição já com 33 anos, o PicNic Borges Foods começou em 1993, sempre com o objetivo de promover o convívio entre todos os colaboradores, clientes e amigos da empresa.

Acontece sempre nesta altura, entre o final do mês de maio e o dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o que transforma este evento, também, numa

excelente ocasião para celebrar a cultura portuguesa.

Para além de tudo isto, há ainda uma outra razão para o Borges Foods continuar com esta iniciativa, ano após ano – transformar um convívio numa oportunidade para ser solidário com instituições canadianas (ou luso-canadianas) que desenvolvem um trabalho essencial em prol dos outros. Este ano a instituição contemplada foi a Canadian Cancer Association.

Para além dos comes e bebes, como uma boa festa à portuguesa que é, também não faltou animação musical, garantida por: Rancho Folclórico e Bombos da Associação

Cultural do Minho; João Marques e ainda a dupla Daniel e Tânia.

Assim, ao longo de mais de três décadas, o PicNic Borges Foods tem demonstrado que o sucesso de uma empresa também se mede pela sua capacidade de unir pessoas e retribuir à comunidade. Mais do que um

Está à Solta no Do West Fest !

O Rei do Churrasco estará presente no Do West Fest, servindo os melhores sabores da cozinha portuguesa!

5, 6 e 7 de junho

1168 Dundas West (perto do IC Savings)

simples encontro anual, este evento tornou-se um símbolo de amizade, tradição e solidariedade, reunindo gerações em torno dos valores que ajudaram a construir a história da empresa.

Entre momentos de convívio, celebração da cultura portuguesa e apoio a causas nobres, o PicNic Borges Foods continua a afirmar-se como uma iniciativa que faz a diferença, fortalecendo laços e deixando uma marca positiva na comunidade luso-canadiana e na sociedade em geral.

JC/MB/MS

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O meu amigo Alfredo Keil está sempre a ouvir música, suponho que seja por isso que se tornou num compositor. Felizmente para mim, ele não é muito bom com palavras, por isso, em 1891 perguntou-me, a mim Henrique Lopes de Mendonça, se escreveria um poema para uma melodia em que estava a trabalhar. Fizemos um trabalho muito bom, já que qualquer pessoa de ascendência portuguesa ainda canta as nossas músicas com orgulho – normalmente antes dos jogos de futebol. Parece que toda a gente gosta do refrão, “Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar. Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões, marchar, marchar!” Dá-me arrepios cada vez que oiço.

Tenho a certeza que se tivéssemos um smartphone, o Alfredo estaria a ouvir boa música na aplicação da CamõesRadio.com em vez de estar a ouvir-me.

Faça download da aplicação através da App Store ou Google Play – é grátis!

Credito: Júlio Carias
Credito: Júlio Carias

mília e de explorar a forma como as experiências de migração continuam a marcar a identidade das gerações seguintes “é um sentimento de grande orgulho estar aqui, num espaço dedicado aos pioneiros portugueses e durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá. Este livro permitiu-me reconectar com o passado, fortalecer os laços familiares, encontrar-me através destas histórias e compreender melhor quem sou. É também uma celebração da nossa identidade, das nossas tradições e do orgulho nas nossas origens”, partilhou o autor que também não se esqueceu de agradecer às três pessoas que proporcionaram a apresentação do seu livro – Kátia Caramujo, José Eustáquio e Manuel DaCosta.

Flight Path Home dá voz às histórias de migração e pertença

A Galeria dos Pioneiros Portugueses e a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) promoveram uma sessão especial de apresentação do livro Flight Path Home: Stories of Family Migrations and Belonging (O Caminho de Regresso a Casa: Histórias de Famílias, Migração e Sentimento de Pertença), da autoria de Steven M. Silva.

Oevento reuniu membros da comunidade, familiares, educadores e amantes da literatura para uma noite de leitura, reflexão, autógrafos e venda de exemplares da obra, que aborda temas como a migração, a identidade, a memória e o sentimento de pertença. Partindo da história da sua própria família, Steven

Silva conduz os leitores numa viagem entre a Ilha da Madeira, em Portugal, e o Canadá, revisitando memórias, desafios e conquistas que marcaram o percurso de várias gerações. A obra reflete sobre a experiência da emigração, a preservação das raízes portuguesas e a forma como estas histórias continuam a moldar a identidade e o sentimento de pertença das famílias luso-canadianas.

Na abertura da sessão, Manuel DaCosta, em representação da Galeria dos Pioneiros Portugueses, destacou a importância de preservar as histórias dos pioneiros portugueses no Canadá, sublinhando que obras como esta ajudam a manter viva a memória coletiva da comunidade e a transmitir esse legado às gerações futuras.

Também Kátia Caramujo, em representação da ACAPO, salientou o valor cultural e educativo do livro, considerando-o um importante testemunho da experiência de muitas famílias portuguesas que construíram uma nova vida no Canadá “apresentar Flight Path Home durante o Mês da Herança Portuguesa no Canadá é também uma forma de mostrar que esta celebração vai muito além das festividades e do Desfile do Dia de Portugal. É igualmente uma oportunidade para valorizar a nossa história, a nossa cultura e as histórias que moldaram a comunidade portuguesa no Canadá”, afirmou.

Durante a apresentação, Steven Silva explicou que a obra nasceu da vontade de compreender melhor o percurso da sua fa-

Um dos momentos mais emotivos da noite contou com a participação de quatro antigas professoras de Steven Silva, Gabriella Colussi Arthur, Maria João Maciel Jorge, Mary Di Biase Petrungaro e Gabriela Sangiorgio, que recordaram o seu percurso académico e a sua dedicação à aprendizagem e às suas raízes culturais.

Em destaque esteve também a mãe do autor, Cesaltina Silva, que visivelmente emocionada afirmou: “é um enorme orgulho ver o meu filho fazer aquilo que ama e transformar as histórias da nossa família numa obra que pode inspirar tantas outras pessoas”.

A iniciativa terminou com uma sessão de autógrafos e convívio entre os participantes, celebrando não apenas o lançamento de um livro, mas também as histórias, as memórias e as experiências que continuam a unir a comunidade luso-canadiana e a enriquecer o património cultural português no Canadá.

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10 de Junho arranca com visita de Seguro ao Luxemburgo

As comemorações do Dia de Portugal vão arrancar no fim de semana com uma visita oficial do presidente da República, António José Seguro, ao Luxemburgo, dividida entre contactos institucionais e encontros com a comunidade.

Oprimeiro-ministro, Luís Montenegro, juntar-se-á ao chefe de Estado ao final do dia de sábado (6), depois de participar na Cimeira UE-Balcãs, em Tivat (Montenegro), na sexta-feira.

Acompanharão também a visita do chefe de Estado ao Luxemburgo o presidente da Comissão da Organização das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas, Miguel Monjardino, e os deputados Carlos Alberto Gonçalves (PSD), José Dias Fernandes (Chega), Filipe Neto Brandão (PS), Jorge Miguel Teixeira (IL) e João Almeida (CDS-PP).

De acordo com o programa divulgado pelo Palácio de Belém, António José Seguro chega ao Luxemburgo na tarde de sexta-feira (5) e terá um encontro com empresários portugueses ao final do dia, na chancelaria da Embaixada de Portugal.

No sábado, o programa da visita oficial de dois dias inicia-se com a cerimónia de boas-vindas no Palácio Ducal ao presidente da República e a sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, que são recebidos pelos Grão-Duques do Luxemburgo, Guilherme V e Stéphanie, com quem irão almoçar, depois das tradicionais honras militares.

Ainda na tarde de sábado, o chefe de Es-

Governo lamenta

APA esclarece que banhistas podem colocar guarda-sóis

em frente às concessões de praia

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que "não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia", indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num esclarecimento técnico.

"Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre", reforça a APA, no âmbito de um esclarecimento sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares.

Referindo que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida, este organismo público sublinha que essas áreas estão sujeitas aos

limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças, consoante as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades. No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares, "garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público", sendo que estas ocupações "não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia".

JN/MS

tado português marcará presença na apresentação do livro "Testemunhos", que assinala os 60 anos da comunidade portuguesa no Luxemburgo, na Câmara Municipal de Dudelange.

O programa oficial do primeiro dia termina no Centro Cultural Camões, com a inauguração da exposição "Atlas Lusitano" do escultor Frederico Ferreira, comissariada por André Quiroga no Centro Cultural Português.

O presidente da República terá ainda um jantar privado oferecido pelo chefe do Governo luxemburguês, no qual também já participará o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O segundo e último dia da visita será dedicado à comunidade portuguesa, que representa mais de 10% da população do Grão-Ducado.

Na manhã de domingo, Seguro e Montenegro visitam uma escola, onde vão encontrar-se com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem.

Para a tarde, está marcado o encontro com a comunidade portuguesa na Filarmónica do Luxemburgo, que inclui discursos, um concerto do cantor António Zambujo, e no qual marcará também presença o Grão-Duque do Luxemburgo.

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas prosseguirão depois em território nacional na ilha Terceira (Açores) nos dias 9 e 10 de junho.

JN/MS

Falta de respostas aos idosos é "um tsunami que já está na

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) entende que "se perderam anos decisivos" no planeamento das respostas ao envelhecimento da população, defendendo um investimento urgente em lares e apoio domiciliário para evitar uma "debacle social".

Em entrevista à Lusa, a propósito do congresso nacional das misericórdias, que vai decorrer entre os dias 4 e 6 de junho em Braga, Manuel Lemos considerou que Portugal enfrenta hoje as consequências de anos de falta de planeamento para responder ao envelhecimento demográfico, uma realidade que classificou como o principal desafio social do país. Segundo o responsável, a pressão sobre hospitais, lares e famílias resulta de um fenómeno que era previsível, mas que não foi acompanhado pelas respostas necessárias ao nível da proteção social e da saúde. "Não foi por falta de alertas. Eu sempre disse que um dia o tsunami chegava à praia. O tsunami está na praia", afirmou. Manuel Lemos defendeu que o Estado deve assumir o envelhecimento como uma prioridade estratégica, através da construção das respostas residenciais necessárias, do reforço da rede de cuidados continuados e da transformação do atual modelo de apoio domiciliário. JN/MS

praia"

"comportamentos condenáveis" no dia em que "alguns" fizeram greve

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou, no final do Conselho de Ministros, que "hoje foi um dia de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses" e condenou os desacatos decorridos nas imediações da Assembleia da República, frisando que foram "comportamentos condenáveis" de alguns manifestantes. Palma Ramalho insistiu na adesão de "alguns" trabalhadores à greve geral.

Em linha com as declarações amplamente proferidas pelo Governo ao longo do dia de greve geral, António Leitão Amaro repetiu que o dia foi "de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses, embora tenha sido também um dia

de greve para alguns, vários portugueses". E condenou o comportamento de outros "alguns", que "ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do limite à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas".

"Queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livre, no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns. Não o comportamento da maioria dos manifestantes e, pela informação que temos, não é um movimento associado à organização e aos organizadores desta manifestação", insistiu o

governante, agradecendo a prontidão das forças de segurança que "orgulham o país".

De seguida, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho insistiu na ideia de que "alguns" trabalhadores fizeram greve no setor privado, mas "numa percentagem bastante reduzida", admitindo que a adesão foi superior no setor público. "A maioria dos trabalhadores esteve e está a trabalhar, está nos seus locais de trabalho, sendo que alguns setores comunicaram que tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como teletrabalho", afirmou.

Munida pelos dados disponibilizados pelos patrões e grandes empresas nacionais, Palma Ramalho escudou-se nos números

para provar que a greve geral não teve impacto, ao contrário do que afirmaram os sindicatos e algumas associações, e defendeu que os indicadores apontam para "um dia de atividade económica normal".

Segundo a governante, entre 38 e 35% das escolas encerraram, o que significa que quase metade dos alunos não fizeram a prova de aferição de Português; na saúde, só se realizaram 25% das cirurgias programadas e 72% das consultas; nos transportes públicos houve uma adesão de 74% e 49% dos voos foram cancelados. Fazendo eco do discurso do primeiro-ministro, Palma Ramalho afirmou que, apesar de "expressão reduzida", a greve trouxe "prejuízos" às pessoas que queriam ir trabalhar e não conseguiram.

JN/MS

Dia de Portugal
Greve Geral
Credito: JN Praias
Lares de idosos

Tecnologia

Parlamento Europeu troca o Google pelo Qwant e UE mostra plano de soberania digital

A UE revelou o plano para reduzir a dependência da tecnologia americana e asiática, incluindo a preferência por empresas europeias nos contratos públicos mais sensíveis relativos à computação em nuvem e à inteligência artificial. O Parlamento Europeu avançou com uma medida simbólica, que substitui o Google pelo motor de busca francês Qwant.

Otão esperado pacote de "soberania tecnológica" faz parte de um conjunto de novas regras da UE destinadas a impulsionar a produção nacional em diferentes setores e a alcançar as empresas rivais dos Estados Unidos e da China. Mas os planos correm o risco de irritar ainda mais os Estados Unidos, que têm reagido com veemência às multas e regras da União Europeia nos últimos anos contra empresas tecnológicas americanas.

A questão é existencial para a UE, uma vez que esta depende fortemente de fornecedores de tecnologia estrangeiros. A Comissão Europeia afirmou que as empresas de fora da UE fornecem mais de 80% dos seus produtos, serviços, infraestruturas e propriedade intelectual digitais. Bruxelas receia que o seu ponto fraco tenha ficado exposto após as crises relacionadas com chips e terras raras com a China no ano passado, a par dos receios de que Donald Trump possa um dia desligar a computação em nuvem dos EUA através de um "kill switch".

A responsável pela tecnologia da UE, Henna Virkkunen, insistiu que o bloco "não está a excluir ninguém", mas disse aos jornalistas que, para setores "muito críticos" como a defesa, é "muito importante" que sejam os europeus a fornecer os ser-

viços. Isto será feito através de um regime com quatro níveis que vão desde uma obrigação geral de manter os dados na Europa até requisitos mais rigorosos nas áreas mais sensíveis, como a segurança e a defesa. Existem receios de que as novas regras possam provocar retaliações por parte de Trump. Mas um legislador da UE que tem trabalhado de perto na soberania tecnológica disse aos jornalistas que a Europa "não deve ceder à pressão. Estabelecemos as nossas regras na Europa, conforme as necessidades e as exigências dos cidadãos europeus", afirmou Matthias Ecke, do Grupo dos Socialistas e Democratas, embora espere que os fornecedores norte-americanos continuem "dominantes", mesmo com a pressão da UE.

As últimas medidas refletem uma mudança em Bruxelas, indo além da simples regulamentação das grandes empresas tecnológicas para passar a favorecer ativamente a tecnologia europeia.

No exemplo mais recente, o Parlamento Europeu anunciou que o Qwant, de França, se tornaria o motor de busca predefinido nos seus navegadores Microsoft Edge e Mozilla Firefox, como parte do esforço para reduzir a dependência de ferramentas digitais estrangeiras.

Os chips, a computação em nuvem e a IA "são o sistema nervoso da economia moderna", impulsionando tudo, desde a defesa até aos cuidados de saúde, afirmou o deputado europeu Oliver Schenk. "A Europa não pode, portanto, dar-se ao luxo de permanecer meramente como consumidora de tecnologias críticas desenvolvidas noutros locais", afirmou o eurodeputado conservador à AFP.

JN/MS

Presidente libanês diz que acordo entre Israel e Líbano é "última oportunidade"

O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", afirmou o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda "a resposta" do Hezbollah.

Ochefe de Estado disse que transmitiria a resposta do grupo xiita aos Estados Unidos, cujo presidente será "o garante" da aplicação deste acordo para um cessar-fogo condicionado a uma "cessação total" dos disparos do movimento pró-iraniano Hezbollah.

"Cada parte deve assumir a responsabilidade, caso não responda favoravelmente", acrescentou, citado pela AFP, sendo que está prevista para esta tarde uma mensagem do secretário-geral do Hezbollah, Naïm Qassem. Entretanto, os Guardas da Revolução do Irão exigiram a retirada do exército israelita do Líbano.

"Apoiar a resistência no Líbano é um dever de cada um de nós e expulsar Israel da região é um objetivo alcançável para os muçulmanos", escreveu o general Esmaïl Qaani, responsável pela Força Qods, o ramo de operações externas dos Guardas. Apesar de um cessar-fogo em novembro de 2024 num conflito anterior, o exército

israelita mantinha então cinco posições na região. Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma "paragem completa" dos ataques do Hezbollah. Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

O acordo prevê "a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas", disse o ministro da Defesa, Israel Katz. No acordo está prevista a criação de uma "zona desmilitarizada", acrescentou.

Planeta esgota recursos naturais deste ano a 30 de julho

O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver "a crédito", assinala-se a 30 de julho.

Segundo os dados da organização internacional "Global Footprint Network", o planeta vai entrar em sobrecarga a 30 de julho, poucos dias mais tarde do que em 2025, quando a data se assinalou a 24 de julho.

A organização explica que "a aparente data mais tardia" para esgotar os recursos da Terra este ano tem por base a revisão dos dados usados para calcular o dia da sobrecarga, que leva a recalcular também os dados de anos anteriores.

Em 2026, explicou a organização, a principal mudança para efeitos de cálculo teve a ver com a revisão em alta da capacidade dos oceanos absorverem dióxido de carbono, para além de mais alguns pequenos ajustamentos, o que "empurrou o Dia da Sobrecarga da Terra" seis dias para a frente face a 2025.

Por outro lado, apesar de acontecer mais tarde do que em 2025, a data deste ano representa "o nível mais elevado de sobrecarga ecológica alguma vez registado".

Esgotar os recursos que o planeta é capaz de regenerar no espaço de um ano demonstra, segundo a "Global Footprint Network", o "quanto a economia depende da sobreutilização da natureza".

JN/MS

Português detido por violar menina de 14 anos em Inglaterra

A polícia britânica deteve dois homens, entre eles um cidadão português, acusado de violar uma menina de 14 anos em Eastbourne.

Segundo a imprensa britânica, o crime terá ocorrido entre as 2.30 horas e as 7 horas de sábado, dia 23 de maio.

As autoridades de Sussex detiveram, dois dias depois, um homem de 39 anos, identificado como Miguel da Silva, de nacionalidade portuguesa e residente em Longland Road, em Eastbourne. O suspeito foi acusado de prática de ato sexual com penetração com uma menina de 13 a 15 anos, prática de ato sexual sem penetração com uma menina de 13 a 15 anos e comunicação sexual com uma criança. Compareceu ao Tribunal de Magistrados de Brighton na quarta-feira, 27 de maio.

Um segundo homem, identificado como Adam Hendrick, um cidadão britânico de 40 anos e residente em Walton Close, na mesma cidade, foi detido e acusado de violação de uma menina de 13 a 15 anos e de quatro crimes de ato sexual com penetração contra uma menina de 13 a 15 anos. Foi presente ao Tribunal de Magistrados de Brighton um dia depois, na quinta-feira, 28 de maio.

Ambiente
Cessar-fogo
Ambos foram mantidos sob custódia e deverão comparecer a 24 de junho no Tribunal da Coroa de Lewes.
JN/MS

A nossa maior paixão.

Seleção nacional arranca estágio com quatro ausências confirmadas

A seleção portuguesa iniciou na segunda-feira (1) o estágio de preparação para a fase final do Mundial 2026 de futebol com um treino na Cidade do Futebol, em Oeiras, e com quatro ausências confirmadas.

Portugal, que tem como selecionador o espanhol Roberto Martínez, tem a sua primeira sessão agendada para as 18 horas, com os primeiros minutos a serem abertos à comunicação social. Antes, às 17 horas, também na Cidade do Futebol, um jogador ainda a designar irá falar aos jornalistas em conferência de imprensa.

Da lista de 27 jogadores convocados, Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos vão falhar o arranque do estágio e só se juntam à seleção nacional no dia 6 de junho. Os quatro jogadores sagraram-se bicampeões europeus com o Paris Saint-Germain no sábado e vão ter direito

a uma semana de descanso antes de se juntarem à comitiva lusa.

Este pode ser o último estágio para uma grande competição do capitão Cristiano Ronaldo, que, aos 41 anos, poderá abandonar a seleção nacional após o Campeonato do Mundo.

No primeiro treino, o destaque vai para Ricardo Velho, que é uma das surpresas da convocatória, com o papel de quarto guarda-redes, e para Samu Costa e Gonçalo Guedes, que ganharam um lugar nas escolhas de Martínez apesar de não terem participado em qualquer jogo da fase de qualificação.

Na preparação para o próximo Campeonato do Mundo, o nono da sua história, sétimo seguido, Portugal vai realizar dois particulares: primeiro, a 6 de junho com o Chile, no Estádio Nacional, em Oeiras, e depois, com a Nigéria, em 10 de junho, em Leiria.

No dia 12 viaja para Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai "montar" o seu centro de estágio, a seleção nacional vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12 horas (18 horas de Portugal).

Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12 horas (18 horas), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19.30 horas (00.30 horas 28 de junho).

O Mundial 2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

JN/MS

Jogadores que tapem a boca em situações de confronto serão expulsos

A atribuição de cartão vermelho direto a futebolistas que tapem a boca ao expressarem-se em situações de confronto é uma das alterações às leis do jogo, aprovadas pela FIFA e pelo IFAB, que se aplica no Mundial2026.

Numa videoconferência com jornalistas para esclarecer as alterações às leis para o próximo campeonato do mundo, o presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, vincou que os jogadores que cubram a boca com a mão, o braço ou a camisola ao proferirem palavras dirigidas a outro agente

desportivo em situação de conflito são sempre punidos com vermelho. "É algo que vai ser sempre punido com vermelho, porque é algo que um jogador faz propositadamente, não instintivamente. Esperamos que os jogadores não façam isso", explicou, a propósito de uma das regras que será aplicada no torneio organizado por Estados Unidos, México e Canadá e que irá vigorar, de forma geral, a partir de 01 de julho.

A lei surge após o argentino Gianluca Prestianni, ao serviço do Benfica, tapar a boca ao dirigir palavras a Vinicius Júnior, em 17 de fevereiro de 2026, após

o golo que deu a vitória ao Real Madrid em Lisboa, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, com o brasileiro a acusar o adversário de insultos racistas. Suspenso preventivamente por um jogo pela UEFA, que abriu um processo disciplinar por racismo, Prestianni negou ofensas dessa índole, mas admitiu insultos homofóbicos, o que, devido à falta de provas, pelo facto de tapar a boca, valeu-lhe uma suspensão de seis jogos pela UEFA, três deles com pena suspensa, e de dois pela FIFA, a cumprir na seleção argentina, que não vai integrar no Mundial2026.

As alterações também contemplam a possibilidade de expulsar jogadores que estejam a protestar com o árbitro no momento em que deixam o relvado, adiantou o ex-juiz italiano, que dirigiu a final do Mundial2002, entre Brasil e Alemanha, a valer o pentacampeonato aos "canarinhos".

O aumento do tempo útil de jogo é uma prioridade no Mundial2026, com um pontapé de baliza que demore mais de cinco segundos desde que o árbitro levanta a mão a transformar-se em canto para a outra equipa e um lançamento lateral que demore mais de cinco segundos a transformar-se num arremesso adversário, embora haja flexibilidade em lançamentos longos para a área, especificou Collina.

Nas substituições, o jogador que sai tem 10 segundos para deixar o campo desde que o marcador eletrónico é levantado, sempre pela via mais próxima exceto se o árbitro lhe indicar uma alternativa, caso contrário o futebolista que o rende tem de permanecer fora do

"retângulo" por um minuto e entrar na primeira paragem após esse intervalo. O antigo árbitro internacional FIFA esclareceu que, nos casos em que se processam várias alterações em simultâneo, os jogadores dispõem de 10 segundos para sair a partir do momento em que aparece a última substituição no "placard".

Os jogadores que deixam o relvado após assistência médica também reentram na primeira paragem após cumprirem um minuto de fora, sendo exceções a assistência ao guarda-redes, a colisão de um guarda-redes com outro jogador, a colisão de dois colegas de equipa, lesões na cabeça ou o atleta que vai marcar penálti após sofrer falta.

O videoárbitro (VAR) passa a intervir para remover um segundo cartão amarelo mal exibido, para corrigir a identidade de um jogador a quem foi erradamente atribuído um cartão amarelo ou vermelho e para anular cantos incorretamente atribuídos, se for possível "tomar a decisão imediatamente, sem atrasos no reatamento do jogo".

"Um pontapé de baliza não pode passar a canto. O objetivo é evitar que aconteça um golo a partir de um pontapé de canto errado. Tem de ser claro que o canto é errado. Como os cantos não são marcados imediatamente, é possível alterar a decisão nessa espera. Os jogadores aceitam a decisão quando é correta", disse o responsável da FIFA.

Convencido de que a arbitragem foi muito boa no Mundial2018 e no Mundial2022, que já supervisionou, Pierluigi Collina referiu que o objetivo em 2026 é "elevar o nível".

JN/MS

Gianni Infantino e Pierluigi Collina, encabeçam esta decisão da FIFA. (Bob Frid)
Roberto Martínez, selecionador nacional. (Miguel A. Lopes/Lusa)

Lista dos portugueses bicampeões europeus expande-se para 24

Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos ganharam o segundo título com o PSG e sobem a um pódio liderado por Ronaldo (5) e Pepe (3).

Foi em Berna que o futebol português começou a marcar presença relevante na competição de clubes que nasceu com esse

propósito e veio mesmo a tornar-se na mais importante e mais desejada a nível mundial. Na capital suíça, em 1961, o Benfica ganhou a Taça dos Campeões pela primeira vez e com esse triunfo sobre o Barcelona (3-2) inaugurou-se a lista de jogadores portugueses a vencer a "orelhuda", que, desde então, não cessou mais de aumentar.

Aí incluídos estão Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, sendo que a recente conquista do Paris Saint-Germain, coroado bicampeão europeu ao vencer o Arsenal anteontem, em Budapeste, serviu para elevar ainda mais a preponderância desse grupo entre os conterrâneos.

Mais de 60 anos depois do brilharete das águias, são 67 os futebolistas portugueses campeões da Europa, mas entre esses há agora 24 que repetiram a proeza, com o quarteto que tem contribuído mais ou menos decisivamente para o domínio parisiense a aumentar essa lista, juntando-se a Costa Pereira, Ângelo Martins, Mário João, Manuel Serra, Fernando Cruz, José Augusto, José Neto, Germano, Santana, José Águas, Coluna, Cavém, José Torres, Deco, Bosingwa, Paulo Ferreira, Fábio Coentrão e Paulo Sousa, para além de Pepe e Cristiano Ronaldo, que ganharam a competição por três e cinco vezes, respetivamente, ocupando por isso o segundo e o primeiro lugares neste pódio. O Benfica, em virtude das vitórias consecutivas na década de 1960, é o clube com mais jogadores portugueses bicampeões europeus, apesar de o F. C. Porto ser o emblema que contribuiu com mais futebolistas para a lista global (33) devido às conquistas de Viena (1987) e Gelsenkirchen (2004). Deco, pelo Barcelona, e Bosingwa e Paulo Ferreira, ao serviço do Chelsea, conquistaram mais uma Champions depois de deixarem os dragões. Ainda assim, o primeiro jogador português a ser campeão da Europa por

dois clubes foi Paulo Sousa e ainda por cima conseguiu-o em anos consecutivos: pela Juventus em 1996 e pelo Borussia Dortmund em 1997, curiosamente graças a uma vitória sobre a ex-equipa. Ronaldo é o outro que levantou a "orelhuda" com duas camisolas, a do Manchester United (1) e a do Real Madrid (4).

De fora do lote de bicampeões europeus ficam nomes de peso do futebol português, saltando logo à vista as ausências de Eusébio e Luís Figo. Rui Costa também venceu a Liga dos Campeões apenas numa ocasião, tal como António Simões, Paulo Futre, Fernando Gomes ou Vítor Baía. Bernardo Silva, Rúben Dias e João Cancelo são os únicos que ainda podem aspirar ao bis.

Dupla distinguida

A UEFA revelou o melhor onze da época da Champions e o PSG é, sem surpresa, o clube mais representado. Entre as escolhas do Grupo de Observadores Técnicos da UEFA estão os lusos Nuno Mendes e Vitinha.

Festejos caóticos

As celebrações do feito do PSG ficaram marcadas por inúmeros incidentes em várias cidades francesas. Segundo o Ministério do Interior, houve dezenas de detenções, quase 800 feridos e até uma vítima mortal.

JN/MS

Bicampeão europeu Vitinha eleito melhor jogador da final

O internacional português Vitinha foi este sábado eleito o melhor futebolista da final da Liga dos Campeões, contribuindo para a vitória do Paris Saint-Germain sobre o Arsenal nos penáltis (4-3), após empate 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento.

"Vitinha foi o melhor jogador do Paris Saint-Germain. Assumiu o comando do meio-campo - especialmente na segunda parte -, impulsionando a sua equipa para a frente e ditando o ritmo do jogo. Foi uma excelente exibição do médio português", disse o Grupo de Observadores Técnicos da UEFA, no fim da partida disputada na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria.

O médio alinhou de início nos pentacampeões franceses, a exemplo dos compatriotas Nuno Mendes e João Neves, enquanto o também luso Gonçalo Ramos foi suplente utilizado pelo treinador espanhol Luis Enrique.

No dia em que chegou aos 50 jogos pelo Paris Saint-Germain em 2025/26, com sete golos e 10 assistências nas diversas provas, Vitinha, de 26 anos, totalizou 105 minutos e saiu a coxear da perna esquerda ao intervalo do prolongamentoNuno Mendes e João Neves competiram a tempo inteiro.

Antes de representarem a seleção portuguesa no Mundial2026, para o qual estão convocados, os quatro internacionais lusos revalidaram o título europeu conquistado na temporada passada pelos parisienses, com uma goleada sobre os italianos do Inter Milão (5-0), em Munique, na Alemanha.

Na altura, o avançado Désiré Doué, do Paris Saint-Germain, foi designado melhor jogador da final da Liga dos Campeões, prémio que, antes de Vitinha, distinguiu os portugueses Deco, vitorioso pelo FC Porto em 2003/04, e Cristiano Ronaldo, envolvido no êxito dos espanhóis do Real Madrid em 2016/17.

Depois da goleada ao Inter Milão e da derrota frente aos alemães do Bayern Munique (1-0), em 2019/20, em Lisboa, o Paris Saint-Germain tornou-se o nono clube a revalidar o troféu, algo que não acontecia desde os sucessos seguidos entre 2015/16 e 2017/18 do Real Madrid, recordista de êxitos, com 15.

Os franceses impediram uma inédita conquista dos ingleses do Arsenal, que tinham afastado nos quartos de final o Sporting, melhor representante português nesta edição, e estiveram pela segunda vez no encontro decisivo, após o desaire diante dos espanhóis do FC Barcelona (2-1), em 2005/06.

Com a derrota dos londrinos, Inglaterra falhou o pleno de vitórias nas três provas continentais de clubes em 2025/26, volvidos os triunfos do Aston Villa na Liga Europa, frente aos alemães do Fri-

burgo (3-0), e do Crystal Palace, na Liga Conferência, perante os espanhóis do Rayo Vallecano (1-0).

Quarteto luso do PSG festeja o segundo título europeu consecutivo em pleno relvado com a "Orelhuda". (AFP)

FUTEBOL

Líder Palmeiras, de Abel, vence Chapecoense e mantém distâncias no Brasileirão

O Palmeiras, treinado pelo português Abel Ferreira, consolidou no domingo (31) a liderança do campeonato brasileiro de futebol com uma vitória na receção à lanterna-vermelha Chapecoense (1-0), na 18.ª jornada, jogando em inferioridade numérica desde o fim da primeira parte.

Em São Paulo, um golo do recém-entrado Paulinho, aos 65 minutos, assegurou o segundo triunfo consecutivo dos anfitriões, que tinham ficado reduzidos a 10 unidades aos 43, devido à expulsão de Allan Elias, e sofreram em tempo de compensação para manter a diferença tangencial.

Num jogo com forte intervenção do videoárbitro (VAR), o árbitro principal Felipe Fernandes de Lima recorreu à tecnologia para invalidar um golo à Chapecoense, aos 90+5 minutos, por pretensa falta no decurso da jogada.

O VAR voltaria a atuar instantes depois, quando foi assinalado um penálti contra o Palmeiras, mas o congolês Yannick Bolasie, antigo avançado do Sporting, rematou à barra no último lance do encontro, aos 90+20, sem evitar que a equipa de Abel Ferreira mantivesse distâncias na liderança.

O Palmeiras chega à paragem do campeonato para o Mundial2026 no primeiro lugar, com 41 pontos, sete acima do campeão brasileiro e sul-americano Flamengo, segundo classificado (menos uma partida), que é orientado por Leonardo Jardim e ganhou na receção ao Coritiba (3-0), no sábado, uma semana depois da derrota caseira frente ao verdão (3-0).

A Chapecoense perdeu pela 10.ª vez e continua na 20.ª e última posição, com nove pontos (menos um duelo), 12 abaixo da zona de manutenção.

JN/MS

TÉNIS
Multa de 65 mil euros para Vallejo por declarações sexistas sobre árbitra

O tenista paraguaio Adolfo Daniel Vallejo foi multado em 65 mil euros por declarações sexistas em relação à árbitra brasileira Ana Carvalho, anunciou esta segunda-feira a diretora do segundo Grand Slam da temporada, Amélie Mauresmo.

Adolfo Daniel Vallejo "recebeu uma multa de 65 mil euros, cerca de metade do seu prémio monetário. É algo que, claramente, não é aceitável para nós, para o torneio, para a Federação [Francesa de Ténis] e que vai além do torneio. Esse tipo de discurso não tem lugar aqui", disse Amélie Mauresmo.

A organização do "major" parisiense já tinha revelado que o paraguaio, de 22 anos, tinha sido sancionado "de forma significa-

tiva, através de uma multa", mas sem precisar o valor.

As declarações de Vallejo, 71.º do ranking mundial, aconteceram após a derrota com o francês Moïse Kouame, na segunda ronda de Roland Garros, vendo agora ser-lhe atribuída uma sanção de 65 mil euros, metade do prémio monetário que recebeu (130 mil).

"Este tipo de encontro deve ser arbitrado por um homem. É muito difícil para uma mulher fazê-lo. Deve ser arbitrado por um homem, porque é um público muito exigente, é preciso ter muita força para enfrentar o público", disse, na altura, o paraguaio, que pediu depois desculpas pelas declarações.

JN/MS

SC TORONTO

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Abel Ferreira, treinador do Palmeiras. (Ernesto Benavides/AFP)

Isaac Nader segundo nos 1500 metros da Liga Diamante de Rabat

O atleta português Isaac Nader, campeão do Mundo, terminou na segunda posição os 1500 metros da etapa de Rabat da Liga Diamante, com a sua melhor marca do ano.

Oatleta do Benfica correu em 3.30,43 minutos, mais de dois segundos abaixo da sua anterior melhor marca de 2026 (3:32.44), numa corrida ganha pelo norte-americano Yared Nuguse, com um novo recorde do meeting (3.30,35), com o francês Azeddine Habz a ser terceiro, em 3.30,68.

Na sua estreia em etapas da Liga Diamante, José Carlos Pinto, que, devido ao cancelamento do seu voo, só chegou hoje a Rabat, terminou na 14.ª posição, em 3.33,94 minutos.

Na prova feminina, Patrícia Silva terminou na quarta posição, com um novo recorde pessoal, de 4.00,40 minutos, superando em quase dois segundos a sua anterior melhor marca, que era de 4.02,23, conseguida em 20 de maio.

Salomé Afonso conseguiu a sua melhor corrida de 2026, com 4.01,84 minutos, ainda a mais de dois segundos do recorde pessoal (3.59,32).

A etíope Freweyni Hailu venceu em 3.58,25 minutos, à frente da compatriota Haregeweyni Kalayu (3.59,28) e da francesa Agathe Guillemot (3.59,60).

Liliana Cá foi oitava no lançamento do disco, com uma marca de 61,87 metros, à segunda tentativa, ficando a três centímetros da sua melhor marca do ano, mas ainda longe do seu recorde pessoal de 66,40.

Terceira nos Europeus de 2024, a atleta do Sporting conseguiu ainda mais dois

lançamentos acima dos 60 metros (60,46 e 61,57), além de dois nulos, num concurso ganho pela norte-americana Valarie Sion, com 68,75, um novo recorde do

meeting, seguida da neerlandesa Jorinde van Klinken (66,72) e da compatriota Laulauga Tausaga (65,94).

JN/MS

BASQUETEBOL

F. C. Porto elimina Sporting e apurase para a final da Liga portuguesa de basquetebol

O F. C. Porto qualificou-se, pela terceira época consecutiva, para a final da Liga portuguesa de basquetebol, depois de vencer o Sporting, por 9486, no quarto jogo das meias-finais, disputado no Dragão Arena, no Porto.

Os dragões, que já não vencem o campeonato desde 2015/16, garantiram a presença na final, depois de triunfarem nas meias-finais por 3-1, após um encontro em que chegaram ao intervalo a vencer por 57-47.

Na final, o F. C. Porto volta a encontrar o Benfica, que afastou a Oliveirense, por 3-0, e vai tentar o quinto título consecutivo.

JN/MS

Creditos: DR
Creditos: DR

HÓQUEI EM PATINS

Benfica vence em Barcelos e fica a uma vitória da final do campeonato de hóquei em patins

Saiu por cima o Benfica num grande duelo das meias-finais em casa do Óquei de Barcelos, vencendo por 5-4 no prolongamento, após empate por 4-4 no tempo regulamentar. Pau Bargalló brilhou com um hat-trick e deixou os encarnados a uma vitória da final do campeonato nacional.

Depois do triunfo das águias no primeiro encontro (3-2), os minhotos entraram melhor com os golos de Carlos Ramos e Miguel Rocha. Tudo parecia encaminhado, mas o Benfica empatou ainda na primeira parte por Bargalló e Di Benedetto.

Os barcelenses voltaram a aumentar a vantagem, quando Kyllian Gil marcou e Carlitos bisou, mas Bargalló não ficou atrás e faturou por duas vezes, completando o hat-trick ao levar o jogo para prolongamento (4-4).

No tempo extra, Vieirinha foi punido por simulação, cometendo a 20.ª falta coletiva do Barcelos, que resultou no livre direto convertido por Zé Miranda, selando o triunfo benfiquista.

BASEBALL

The historic dominance of Jay’s Louis Varland

Despite posting a flawless 0.00 ERA over 15 innings in May, Toronto Blue Jays fireballer Louis Varland was shockingly robbed of the Reliever of the Month award for the second consecutive time. However, looking past the monthly hardware reveals a much larger narrative: Varland is quietly authoring one of the greatest relief seasons in baseball history.

Holding a microscopic 0.29 ERA through June 1st, Varland joins exceptionally rare company. Since the 1961 expansion era, only two pitchers have carried a 0.00 ERA into June—Aroldis Chapman (2012) and Dellin Betances (2015)—both of whom went on to earn Cy Young votes. Through 31 innings this season, Varland has surrendered just a single earned run. He boasts 42 strikeouts against a mere nine walks, is a perfect 8-for-8 in save opportunities, and holds an astronomical 1517 ERA+. For context, elite closer Mason Miller currently sits at a 566 ERA+. Varland’s dominance is no accident; it is a masterclass in arsenal optimization. Unlike most bullpen arms, he possesses an fivepitch mix-up, placing him in the 98th percentile for potential strikeout, barrel, and groundball rates.

His pitch usage has evolved quite a bit since last season:

• Fastball & Curveball: His 98.4 mph four-seamer is still his main weapon (43%), followed by his curveball (29%), though both have seen slight usage drops.

• Changeup: This has been the gamechanger. Usage has spiked from 5% to 14%. Averaging 92.7 mph, he traded 1.4 inches of horizontal run for increased

vertical drop (up to 29.9 inches). The results? Opponents are hitting a dismal .130 against it with a 38.6% whiff rate.

• Slider: Usage is up 4%, and after opponents battered it for a .412 average last year, they are now hitting just .182 against it with a weak 80.3 mph average exit velocity.

The last reliever to win a Cy Young was Canadian Eric Gagne in 2003. While Varland’s late transition to the closer role limits his overall save totals, his current pace—82 innings, 112 strikeouts, and just three earned runs—builds a legitimate case for the award.

Having already shattered B.J. Ryan’s franchise record for the lowest ERA through 28 games (0.61 in 2006) and locked under team control through 2030, Toronto has secured the game's most dominant reliever. An All-Star nod in Philadelphia this July is inevitable. Soon enough, the entire league will have to recognize his sheer dominance.

RS/MS

Creditos:

Knicks erase 14-Point deficit to stun Spurs in Game 1 of NBA Finals

The New York Knicks drew first blood in the NBA Finals, carryon on their incredible postseason winning streak to 12 games with a hard-fought 105-95 comeback win over the San Antonio Spurs on Wednesday night. Overcoming a 14-point second-half deficit, New York finished the game on a 11-0 run to steal away home-court advantage.

Jalen Brunson led the Knicks' offense, dropping in a game-high 30 points. His presence was felt in the fourth quarter, where he posted 13 points—only six less than the entire Spurs roster managed in the final frame. Brunson put away the victory with an incredible spinning jumper while falling to the floor with just 38 seconds remaining.

"He’s a gamer, man," Knicks head coach Mike Brown remarked. "In the biggest moments, he shows up. That’s what MVPs are supposed to do." Key performances were Jalen Brunson with 30 points (13 in the 4th quarter,) Karl-Anthony Towns with 18 points and 12 rebounds, and OG Anunoby with 17 points.

For the Spurs, Victor Wembanyama finished with 26 points and 12 rebounds in his highly anticipated Finals debut, but the counting stats masked a difficult shooting night. The towering center shot a dismal 6-for-21 from the floor. "I was bad tonight," Wembanyama admitted bluntly. "It’s not more complicated than that."

San Antonio had built a 14-point advantage midway through the third quarter, only for the Knicks to roar back with a 22-9 surge, tying the game at 76 entering the fourth. Though Wembanyama briefly reclaimed a 95-94 lead for the Spurs with free throws at the 2:16 mark, Brunson immediately responded with a decisive corner three-pointer.

This victory cements New York's status in the history books. Their 12-game playoff win streak makes them only the third team in NBA history to do it in a single postseason, joining the 2017 Warriors (15) and the 1999 Spurs (12). Additionally, they eliminated a longstanding San Antonio record: before Wednesday, the Spurs were a perfect 6-0 in Finals Game 1s and had never trailed in a championship series before the conclusion.

The electric atmosphere in San Antonio drew legends and celebrities alike. Former Spurs coach Gregg Popovich watched from a suite alongside franchise icons like Tim Duncan and David Robinson. Meanwhile, a massive contingent of Knicks faithful—including Patrick Ewing, Spike Lee, and Ben Stiller—made the trip south to witness the upset.

With Game 2 set for Friday in San Antonio, the Knicks are now just three wins away from their first championship in 53 years. Still, their leader remains laser-focused. "We have a long way to go," Brunson noted.

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SOCCER

Davies will be held out for Canada’s 1st game

Canada's highly anticipated home-soil World Cup campaign will kick off without its most crucial player on the pitch.

Superstar left-back and team captain Alphonso Davies officially confirmed he will miss Canada’s tournament opener against Bosnia and Herzegovina on June 12. Speaking on a local sport’s show, the 25-year-old acknowledged that a lingering hamstring injury will keep him sidelined for the historic match.

Davies has endured a grueling physical stretch this year. After suffering a torn

ACL during a Concacaf Nations League match in late March, his recovery has been plagued by consecutive hamstring issues. The most recent flare-up occurred during Bayern Munich's Champions League semifinal against Paris Saint-Germain, forcing him to sit out the remainder of his club's season, including the DFB-Pokal final.

Despite his absence from the roster, Davies is back on Canadian soil and actively rehabilitating. After missing the national team's initial training camp in North Carolina, he rejoined the squad in his hometown of Edmonton. He was recently spotted testing his hamstring with a light run before Canada's 2-0 friendly victory over Uzbekistan.

Head coach Jesse Marsch emphasized that the national team is in close communication with Bayern Munich's medical staff, making sure Davies doesn’t feel any pressure to hamper his recovery. Daily monitoring is in place to prioritize his long-term health over the World Cup needs.

While missing the opener is a crushing blow, Davies remains cautiously optimistic about the rest of the group stage. Canada is scheduled to face Qatar on June 18 and Switzerland on June 24 in Vancouver. "I want to play, of course... especially in a home World Cup, but we have to face reality," Davies admitted. Stressing the danger of rushing back-to-back injuries, his return will depend on how his body responds to treatment in the coming weeks, with the possibility for a later appearance.

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Creditos: DR
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R icardo Teixeira

Recording Secretar y

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Nelson Melo President

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Marcello DiGiovanni Vice President

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Toronto assinala marco de construção de torre de arrendamento em Scarborough com 80 habitações acessíveis

A Cidade de Toronto está a celebrar um importante marco de construção num novo empreendimento habitacional de arrendamento em Scarborough, que incluirá 80 habitações acessíveis como parte dos esforços para acelerar a construção de habitação em toda a cidade.

APresidente do Município, Olivia Chow, o deputado federal por Scarborough-Woburn, Michael Coteau, e o vereador de Scarborough Centre, Michael Thompson, juntaram-se na sexta-feira a representantes da The Rose Corporation e ao parceiro de desenvolvimento Michael Langer para assinalar a cerimónia de cobertura (topping off) do edifício no número 26 da Gilder Dr., sinalizando a conclusão da estrutura do imóvel.

O projeto, conhecido como The Glenview, irá disponibilizar 341 unidades de arrendamento, incluindo 80 habitações acessíveis e 261 apartamentos a preço de mercado. Localizado perto da estação de Kennedy, o empreendimento visa proporcionar aos residentes um acesso mais fácil ao transporte público, a oportunidades de emprego e a serviços comunitários. Espera-se que a ocupação comece na segunda metade de 2027.

Este é o primeiro de 44 empreendimentos atualmente em construção ao abrigo do Programa de Oferta de Habitação de Arrendamento (RHSP) da autarquia a iniciar as obras, tendo o arranque ocorrido em março de 2025. Responsáveis municipais afirmam que o programa está a ajudar a acelerar a construção de nova habitação para arrendamento.

Toronto está a contribuir com mais de 11,4 milhões de dólares em incentivos fi-

nanceiros para o projeto, incluindo o diferimento e a isenção de taxas de desenvolvimento. O empreendimento é também apoiado por cerca de 150 milhões de dólares em financiamento e fundos da Canada Mortgage and Housing Corporation (CMHC), através das suas iniciativas SEED e do Programa de Empréstimo para Construção de Apartamentos. Este marco surge após a cerimónia de início de obras, na semana passada, de outro projeto de arrendamento construído de raiz e apoiado pelo RHSP, no número 72 da Perth Ave. Juntos, estes empreendimentos fazem parte da estratégia mais ampla da cidade para expandir a oferta de habitação para arrendamento e apoiar a construção de fogos.

Uma vez concluídos, espera-se que os 44 projetos do RHSP atualmente em curso disponibilizem mais de 11.000 novas habitações, incluindo mais de 6.200 unidades com renda controlada ou acessível.

"Todos os cidadãos de Toronto merecem um local seguro e acessível para chamar de lar, perto de transportes, empregos e dos serviços em que confiam", afirmou Chow em comunicado. "Ao estabelecer parcerias com outros níveis de governo e com o setor privado, estamos a reduzir a burocracia e a avançar mais rapidamente para construir as casas de que Toronto precisa."

Thompson considerou o projeto especialmente significativo para os residentes de Scarborough que procuram opções de habitação mais acessíveis, perto de transportes e serviços.

"É claro que a habitação é uma das principais prioridades para as pessoas em Scarborough", acrescentou Coteau, afirmando que os investimentos federais na habitação estão a ajudar a fortalecer as comunidades

e a criar empregos. Daniel Berholz, presidente da The Rose Corporation, referiu que o projeto reflete um esforço colaborativo entre os setores público e privado para responder às necessidades habitacionais da comunidade.

"Simplificando, este projeto não teria acontecido sem a parceria deles", disse Berholz, referindo-se ao apoio da Cidade de Toronto e da CMHC.

DCN/MS

AECOM selecionada para posição de destaque na Defence Construction Canada

A AECOM anunciou que conquistou a posição de topo na Lista de Fornecedores Nacionais de Arquitetura e Engenharia (A&E) da Defence Construction Canada (DCC).

Oprograma plurianual tem um valor potencial de até 270 milhões de dólares, explica um comunicado, e irá apoiar o Ministério da Defesa Nacional (DND) na entrega de infraestruturas em todo o Canadá. O contrato compreende um acordo de três anos com duas opções adicionais de período de um ano. A AECOM irá fornecer serviços multidisciplinares de arquitetura e engenharia que abrangem todo o espetro de planeamento, design e apoio na fase de construção. "Sendo a maior lista de fornecedores alguma vez emitida pela DCC em valor máximo total estimado, este programa representa um grande investimento na

infraestrutura de defesa do Canadá", lê-se no comunicado. "O processo de seleção da lista de fornecedores foi especificamente concebido para dotar a DCC com os parceiros de melhor valor, e a posição de topo da AECOM reflete o valor superior da empresa em termos de mérito técnico, custo e experiência especializada em defesa."

O trabalho ao abrigo do programa irá abranger a entrega de hangares e edifícios de manutenção de aeronaves, oficinas de manutenção de veículos, complexos de escritórios de alta segurança, alojamentos, refeitórios, instalações recreativas e centros de treino. O comunicado acrescenta que a AECOM também irá fornecer serviços de planeamento estratégico com planos de recapitalização a longo prazo e gestão de portfólio de ativos.

"Em todo o Canadá, as nossas equipas locais sentem um profundo orgulho em

apoiar as pessoas e as infraestruturas que protegem a nação", afirmou Richard Barrett, diretor executivo da região da AECOM no Canadá, em comunicado. "À medida que ajudamos o DND a preparar-se para os desafios futuros, iremos alavancar toda a nossa experiência em arquitetura e engenharia, juntamente com modelação energética avançada, gestão de ativos e soluções de design inovadoras, para ajudar a entregar instalações que tenham bom desempenho, durem e cumpram os mais elevados padrões de segurança e excelência técnica."

DCN/MS

Ontário anuncia 1,7 mil milhões de dólares para setores de "alta procura" como as áreas de STEM e os ofícios qualificados

O governo de Ontário anunciou que está a investir 1,7 mil milhões de dólares para financiar 70.000 vagas adicionais em setores de alta procura, tais como cuidados de saúde, STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), educação e ofícios qualificados, em colégios e universidades públicas de toda a província. De acordo com um comunicado, a medida faz parte do novo modelo de financiamento do ensino pós-secundário do governo, orçado em 6,4 mil milhões de dólares. Desde o seu lançamento em fevereiro, a província investiu 975 milhões de dólares para financiar mais 30.000 vagas na saúde, STEM e educação.

Este recente anúncio dá continuidade a esse esforço ao lançar um concurso para apresentação de propostas apoiado por um investimento adicional de 730 milhões de dólares, para criar 40.000 novas vagas em programas dinamizadores da economia — incluindo saúde, ensino, STEM e ofícios qualificados —, perfazendo um total de 70.000 vagas e 1,7 mil milhões de dólares.

Como parte do concurso para propostas, os colégios e universidades irão articular-se com as empresas locais e empregadores das suas comunidades para submeter um plano de crescimento ao governo provincial, garantindo que a expansão de vagas está alinhada com as exigências do mercado de trabalho local. As primeiras destas vagas estarão abertas para os estudantes no outono, acrescenta o comunicado.

"Este investimento vai além do aumento do acesso — trata-se de construir um sistema de formação reativo e preparado para o futuro", afirmou Ian Howcroft, CEO da Skills Ontario, em comunicado. "Ao ligar a educação às necessidades económicas locais, podemos equipar melhor os estudantes para prosperarem, ao mesmo tempo que apoiamos a competitividade das indústrias de Ontário."

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Credito: DR

Crónica ao contrário: HUMOR COM REALIDADE

Rómulo Medeiros Ávila

Aplaudir o avião, reuniões e outras formas modernas de loucura organizada

Este texto é uma viagem — literalmente e figurativamente — por alguns dos maiores mistérios da vida moderna. Vamos rir. Mas se quiser chorar: berre alto! Palmas por nada e outras tradições inexplicáveis do ar

Nunca percebi as pessoas que batem palmas quando o avião aterra. Quer dizer… porquê? O piloto fez… o trabalho dele. Literalmente a função do homem “piloto” ou da mulher “pilota”: levantar aquilo do chão sem matar ninguém e, umas horas depois, voltar a pousá-lo sem transformar a pista num episódio especial do National Geographic: Desastres Aéreos.

Bater palmas ao aterrar é como aplaudir um jornalista porque escreveu uma notícia: “Bravo! Conseguiu usar verbos e pontuação!” Ou como eu começar a bater palmas quando o Manuel DaCosta me passa o cheque: “Extraordinário! Cumpriu o combinado!”. Ninguém aterra um avião e espera ouvir uma ovação tipo concerto dos Coldplay. Imagina o absurdo noutras profissões. O canalizador arranja-te o cano: - palmas! O dentista acaba a desvitalização: - todos de pé, senhores! O caixa do supermercado passa o código de barras sem engolir uma ameixa: - bis! bis!

Portanto, além de aterrar — que já era o mínimo olímpico da profissão — o piloto ainda consegue perturbar o meu único sono decente a 11 mil metros de altitude. “Senhores passageiros, acabámos de chegar em segurança.” Sim, ótimo. Era precisamente o pacote que eu tinha comprado. Mas não. Há sempre aquele grupo de passageiros que reage à aterragem como se tivesse acabado de assistir à multiplicação dos pães. Palmas. Sorrisos. Gente emocionada. Só falta alguém gritar: “Ele conseguiu! O maluco conseguiu!”

Calma, minha gente. Não atravessámos o Cabo das Tormentas num barco de madeira. Fizemos Lisboa - Toronto sentados ao lado de um senhor que comeu uma sandes de atum às sete da manhã, cheia de “alho”. E depois há sempre aquele aplauso tímido no avião… começa com duas pessoas lá

atrás, muito entusiasmadas, provavelmente as mesmas que agradecem ao multibanco quando o dinheiro sai. Clap… clap clap… e a cabine entra em crise: “Acompanhamos? É tradição? Ou estamos só a fazer figura?”

Não, António. Estamos num autocarro com asas. Só isso.

E a lógica devia aplicar-se a tudo: elevador chega ao rés-do-chão — génio da engenharia. Wi-Fi funciona à primeira — Nobel imediato. Micro-ondas aquece a lasanha sem zonas geladas — praticamente Tesla renascido. Se vamos celebrar o básico, façamos bem: aterragem com confettis, banda na pista, faixa gigante: “Obrigado por fazeres o teu trabalho.” O piloto lá dentro diz “…eu aterrei. Era o plano.”

E isto é como um cirurgião sair e ouvir dizerem: “Ele fechou o abdómen! Nunca duvidámos!” Mas atenção: respeito total pelos pilotos. Só não percebo o timing das palmas — que é sempre exatamente quando eu estava finalmente a dormir, com o pescoço em modo origami. No fundo, o meu problema nem é com as palmas. É com o horário das palmas. Porque acontecem sempre no exato segundo em que eu estava finalmente a dormir, encostado à janela, com o pescoço numa posição clinicamente impossível, a babar discretamente para a manga do casaco. Clap clap clap. Acordo. Sem saber se cheguei a Roma ou se começou uma revolução. E, no avião, aquelas mulheres que, momentos antes da aterragem, vão-se perfumar na minúscula casa de banho e deixam a aeronave com um cheiro capaz de matar qualquer mosca ou mosquito. Ou então, ainda, aqueles que viajam como se fossem a uma gala de estrelas de Hollywood... E pronto… agora vou bater palmas ao padeiro porque o pão veio… em formato de pão e tem sal.

O voo turístico da realidade portuguesa (turbulência incluída)

Por cá a viagem agora é outra, e eu, embora não sendo piloto, faço o aviso : “Senhores passageiros, senhora comunidade, bem-vindos ao voo especial Mês de Portugal – edição comemorativa permanen-

te, porque cá celebramos tudo até deixar de fazer sentido. Informamos que vamos entrar numa zona de ligeira instabilidade atmosférica — também conhecida por realidade quotidiana — onde tudo parece bem organizado em PowerPoint, mas na prática depende de alguém que ainda está a ver se há orçamento, se há consenso ou se entretanto já passou a vontade.

Durante o voo, poderão sentir fenómenos normais como: sorrisos institucionais tão largos que deviam ter HST; abraços obrigatórios com gente que ontem era “complicada”, mas hoje já é “parceira estratégica”; e aquele clássico português: unidade total… até alguém dizer “vamos alinhar isto melhor” e a cabine entrar em revisão estrutural emocional. Atenção: hoje seguimos todos na mesma direção. Não por GPS — que isso dava demasiado conforto — mas por tradição. E tradição, como se sabe, é seguir em frente mesmo quando ninguém tem bem a certeza de onde é “frente”, mas ninguém quer ser o primeiro a perguntar. Pedimos que permaneçam sentados, ou de pé, ou emocionalmente disponíveis, com espírito patriótico em modo atualização contínua. Se houver vento, não se alarmem: é só o país a testar mais uma vez a nossa capacidade de aguentar pequenas tragédias com café, piadas e uma resignação altamente funcional. E lembrem-se: nada é mais forte do que a nossa capacidade nacional de improvisar soluções provisórias para problemas permanentes, enquanto dizemos com convicção que ´desta é que vai ser´. Seguimos juntos… até à próxima ideia brilhante que ninguém pediu, mas que vai mesmo assim para Produção”. Seguimos juntos até....à casa de banho do parque, porque normalmente acabo sempre apertado, com grande urgência e com o planeamento feito num “oito”.

Manual não oficial da vida comunitária: onde ninguém sabe tudo, mas todos têm opinião

A vida comunitária é aquele lugar onde todo mundo se conhece… mesmo quando preferia não conhecer tanto assim. Tudo

começa nas reuniões da comunidade. A ideia é resolver problemas, mas normalmente acaba numa maratona de opiniões, onde alguém sempre diz “na minha época era melhor” e outro responde “mas isso nunca foi resolvido mesmo”. No fim, sai uma decisão… ou pelo menos a promessa de uma. E quando parece que acabou, alguém lembra de “um assunto rápido” que dura mais 40 minutos e reabre tudo outra vez. O grupo de WhatsApp/Facebook é outro ecossistema. Começa com um inocente “bom dia comunidade” às 6h da manhã e, quando piscas o olho, já tem 83 mensagens, 19 figurinhas repetidas, um áudio de 4 minutos sem necessidade e uma discussão filosófica sobre um evento paranormal.. Nos eventos comunitários, tudo é “simples e organizado”… até começar. Aí vira fila, improviso, alguém esquecendo algo e sempre uma pessoa dizendo “mas ficou bonito mesmo assim”. E tem sempre alguém que leva uma caixa de bolos “só para ajudar” e vira herói oficial do dia. E claro, tem o clássico “vizinho fiscal”, que sabe tudo: quem chegou, quem saiu, quem falou alto e quem pegou mais uma cadeira sem pedir. Ele não precisa de agenda — ele é a agenda. No fim, viver em comunidade é isso: um misto de confusão, convivência e muita história engraçada — porque se não levar na brincadeira, não dá pra acompanhar o ritmo. Mas, de alguma forma, entre o caos e as reuniões que nunca terminam, ainda aparece aquele momento raro em que todo mundo ri junto e finge que “dessa vez vamos ser mais organizados”. E fica sempre a promessa adiada: “da próxima é que é com qualidade”. Termino, caro leitor, como escreveu o meu amigo Augusto Bandeira na anterior edição deste jornal: “Nós podemos melhorar se soubermos ouvir. Muitas pessoas erram não por má intenção...”. Ah pois é meu amigo, hoje em dia é burro quem quer e muitos têm as orelhas bem pequenas.

Verão em festa

O Verão Continente vai arrancar em breve com várias festas que se dividem por todo o país. A 8.ª edição do Festival da Comida Continente regressa ao Parque da Cidade do Porto, nos dias 11 e 12 de julho, e contará mais uma vez com a atuação de Tony Carreira. Mas a grande novidade fica para o fim. O encerramento da Festa na Praça vai ser na Praça do Comércio, marcando assim o regresso a Lisboa. Mariza foi a primeira artista confirmada deste cartaz que traz várias atuações à capital, que podem ser vistas de forma gratuita.

Katia Aveiro assinalou na sua página de Instagram mais um grande passo que o filho do meio, Dinis, deu no mundo do futebol. O jovem, de 16 anos, acaba de assinar o primeiro contrato de formação com o Vitória de Guimarães. "Os sonhos são teus, mas cada passo teu foi também um passo meu. Cada lágrima, cada renúncia, cada queda e cada vitória. O passado ninguém nos tira. O futuro pertence-te", disse Katia Aveiro na publicação que fez no Instagram a assinalar esta grande novidade.

Mais um dia especial...

Dua Lipa casou-se com Callum Turner numa cerimónia íntima que decorreu na Old Marylebone Town Hall, em Londres, no domingo, dia 31 de maio. O enlace aconteceu na presença de uma pequeno grupo de pessoas, como mostram as fotografias obtidas por meios de comunicação internacionais como o Daily mail ou o The Sun. Imagens que estão já também a circular nas redes sociais. A cantora, de 30 anos, usou neste dia especial um vestido da Schiaparelli, que foi desenhado por Daniel Roseberry, de acordo com a Vogue. O look ficou completo com luvas e sapatos Christian Louboutin, além de um chapéu branco oversized de Stephen Jones. Por sua vez, o ator, de 36 anos, optou por um clássico fato em tons de azul com camisa e gravata da mesma cor. De recordar que o noivado foi confirmado pela cantora semanas depois de terem começado a surgir os rumores. Na altura, a novidade foi falada pela própria numa entrevista à Vogue britânica, em junho de 2025. Os rumores sobre o romance entre Dua Lipa e Callum Turner começaram a circular em janeiro de 2024, isto depois de ambos terem estado presentes na festa pós-prémios do Masters of Air, em Londres. A relação só foi assumida publicamente em julho daquele ano.

Polémica

Os dois filhos de Tânia Ribas de Oliveira, Tomás e Pedro, assinaram os seus primeiros contratos relacionados com a prática desportiva de futebol. Através da sua conta oficial de Instagram, Tânia Ribas de Oliveira, que é sportinguista ferrenha, celebrou a conquista dos seus meninos e mostrou-se cheia de "fairplay": "Parabéns, meus amores! O Tomás renovou pelo Olivais Sul (Sporting) e o Pedro assinou pelo Alta de Lisboa (Benfica) e inicia o seu caminho na competição. E não me digam que não tenho FairPlay!", disse.

Júlia Palha já é uma mulher casada. A atriz deu o nó com Frederico Porém Murta e foram muitos os convidados presentes. Entre familiares e amigos estavam várias caras conhecidas, que fizeram questão de destacar este dia especial nas suas páginas de Instagram. "Celebrar o amor continua a ser das coisas mais bonitas da vida. Ontem rimos até doer a barriga, chorámos de emoção, dançámos sem parar, abraçámos muito e fomos incrivelmente felizes", começou por dizer a atriz Carolina Carvalho na partilha que fez na rede social. "Júlia e Frederico, obrigada por nos terem oferecido uma noite tão especial. Foi mágico ver tantas pessoas unidas pelo carinho que têm por vocês. vosso amor é daqueles que inspira, que contagia e que faz acreditar. Que a vida vos traga tudo o que merecem e que continuem a dançar juntos para sempre", completou. "Que casamento tão bonito, que noiva perfeita, que discursos tão comoventes que comecei logo a lixar a maquilhagem. Depois disso descarrilei emocionalmente e logisticamente. Os cocktails deliciosos e o meu esquecimento de tomar o pequeno-almoço antes de arrancar para o campo mostram bem a minha maturidade aos 40. Obrigada, Júlia e Frederico. Bem-vindos à vida de casados", disse Jessica Athayde.

Em debate no programa "Dois às 10", da TVI esteve a polémica que envolve Catarina Miranda e Afonso Leitão. A conversa entre os dois concorrentes de reality shows dentro do "Secret Story - Desafio Final" mereceu opiniões acutilantes de Cinha Jardim, Adriano Silva Martins e Gonçalo Quinaz. "Acho que a Catarina não tem a capacidade para gostar de uma pessoa como ela deveria ter gostado do Afonso. Acho que ela é bloqueada emocionalmente. Ela pode gostar do Afonso, mas não sabe amar o Afonso", começou por referir Adriano Silva Martins. "Ela tinha um objetivo claro que era separar o Afonso dos amigos, coisa que ela já tinha conseguido quase na totalidade e agora separar o Afonso da família", continuou o comentador, referindo mesmo que Miranda terá premeditado "todos estes passos". "A Catarina não estava cómoda com o protagonismo do Afonso, com o facto de o Afonso não estar à beira dela." Também Gonçalo Quinaz se mostrou acutilante com Catarina Miranda. "Aquilo que ela fez foi tentar destruir e humilhar de certa maneira o Afonso", disparou, considerando desnecessário o facto de a jovem ter dito publicamente que Afonso não tinha dinheiro.

Credito: DR
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Fair Play
Mais um passo...
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OLHAR COM OLHOS DE VER

Reflexo da tradição. Créditos: David Ganhão
My light house in Port Burwell. Créditos: Stella Jurgen
A beleza da simplicidade. Créditos: Fa Azevedo

1. Perceber claramente as diferenças; distinguir, diferenciar, discriminar

2. Adquirir habilidade e/ou conhecimento

3. Amar excessivamente

4. Descansar em estado de sono

5. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar

6. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

7. Coordenar a execução de; conduzir, liderar

8. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro

Jogo das 11 diferenças

9. Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se)

10. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer

11. Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo

12. Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar

13. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

14. Pôr para trás, fazer recuar; retrasar

15. Entregar em troca; permutar

S E C T M E U P C M M V B O F

K Y I B N Q M A O P O D C H R

X E D J I L X H M O R R A Z A

N O A S Z V A N B D A R N B R

N F D J E T M A O E D A D A T

Q F E C F L Y P I R I T I K S

I U Y T P U U M O D A O D R I

O T N O R O T A C B L V A E N

N B S M Z X U C A Z F W T V I

W G N P R O M E S S A S O L M

R K A O P P W E L B O D S O D

B G H Q V G A D I V D U B S A

G Z G A M E L B O R P X K E K

A C R E D A D R E V U H J R V

I J U T R E A L I D A D E X Q

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

REALIDADE TORONTO COMBOIO PROMESSAS CANDIDATOS VIDA VOTAR VERDADE MORADIA

RESOLVER PROBLEMA

CIDADE

PODER

ADMINISTRAR

CAMPANHA

Linguado com Camarão

Ingredientes

• 6 filetes de Linguado

• 150 g de miolo de camarão

• 200 g de queijo ralado

• 200 g de espinafres frescos

• 1 cebola picada

• 1 dente de alho picado

• 4 dl de molho bechamel

• Azeite

• Sal e pimenta q.b.

Modo de preparação

Coloque um fio de azeite num tacho, junte a cebola picada e o alho picado e deixe refogar ligeiramente durante alguns minutos.

Junte os espinafres frescos e deixe cozinhar até murcharem e ficarem macios.

Não cozinhe demasiado os espinafres. Assim que murcharem e largarem a água, estão prontos.

Disponha as filetes de Linguado num tabuleiro ou pirex que possa ir ao forno. Tempere com sal e pimenta.

Coloque por cima a mistura de espinafres até a Linguado ficar bem coberta.

Distribua o miolo de camarão por cima da camada de espinafres.

Espalhe bem o camarão para que cada dose fi-

que equilibrada com peixe, verdes e marisco.

Cubra tudo com o molho bechamel, espalhando bem por cima.

Polvilhe com o queijo ralado.

Use um queijo que derreta bem e aloure no forno para um resultado mais saboroso.

Leve ao forno pré-aquecido a 200°C durante 15 minutos.

Retire do forno e sirva decorado a gosto.

Se quiser uma cobertura mais douradinha, ligue o grill no último 1 a 2 minutos, sempre com atenção.

Até à próxima receita!

Palavras cruzadas Sudoku
Rosa's Portuguese Kitchen
Caça palavras

artesonora

A Fábrica que nos devolve o sorriso

Vivemos tempos estranhos. Corremos de um lado para o outro, de olhos colados aos ecrãs dos telemóveis, a tentar processar um mundo cada vez mais caótico, tecnológico e, por vezes, profundamente cinzento. No meio desta azáfama, corremos o risco de nos esquecermos daquilo que nos torna genuinamente humanos: a capacidade de nos ligarmos uns aos outros, de partilharmos momentos reais e, acima de tudo, de rirmos juntos. Felizmente, há quem se recuse a aceitar esta dormência coletiva. É precisamente no coração da inovação, no Parque da Ciência e Inovação (PCI), em Ílhavo, que nasceu um projeto que promete agitar as mentes mais fechadas: a Fábrica do Humor.

Idealizada pelo conhecido humorista, ator e apresentador de televisão Marco Horácio — que adotou orgulhosamente a região de Aveiro como a sua nova casa — e pela dinâmica empreendedora Maria João Rodrigues, esta não é apenas mais uma empresa de entretenimento. Trata-se de uma verdadeira lufada de ar fresco, uma plataforma criativa que surge com a nobre ambição de colocar a criatividade, a empatia e o desenvolvimento pessoal e profissional no centro das nossas vidas. Quando pensamos num polo tecnológico como o PCI, a nossa mente viaja imediatamente para números, algoritmos, dados e computadores. É um lugar de mentes brilhantes, sem dúvida, mas onde as pessoas muitas vezes se fecham nos seus cubículos. Trazer o humor

para este ambiente poderia parecer, à primeira vista, um contrassenso, mas a verdade é que a tecnologia e a ciência também têm de estar ao serviço do bem-estar e das relações humanas.

O Marco e a Maria João perceberam isso perfeitamente. A Fábrica do Humor veio dar vida a um espaço que tinha condições ótimas, mas que precisava de alma, de convívio e de proximidade. O que torna esta "Fábrica" tão especial é a sua visão do que é, afinal, o humor. Para os fundadores, fazer rir vai muito além da simples piada fácil ou da diversão passageira. O humor é visto aqui como uma ferramenta estratégica e poderosa de ligação e transformação. É o melhor antídoto contra o medo, a ansiedade e o stresse do dia a dia. Quando rimos,

desarmamos o outro, baixamos as defesas e criamos pontes onde antes existiam barreiras. Nesta Fábrica, "fabricam-se" produtos específicos para pessoas, empresas e organizações. Através de eventos culturais, espetáculos de stand-up, formações, workshops e experiências interativas, mostra-se como o humor pode ser aplicado no dia a dia, na liderança de equipas ou na produtividade de uma empresa. Afinal, trabalhadores felizes e descontraídos são, comprovadamente, colaboradores mais criativos e produtivos. Mas há um detalhe crucial que importa sublinhar: os valores que guiam este projeto.

A Fábrica do Humor rege-se pela empatia, inclusão, respeito e educação. Num mundo onde as redes sociais são tantas vezes inundadas por um humor agressivo, corrosivo e que vive de rebaixar os outros, este projeto assume o compromisso de utilizar o riso como algo que une, e nunca que exclui. É um humor generoso, humanizado e de partilha. Como o próprio Marco Horácio costuma dizer, a prioridade da Fábrica não é o humor em si, são as pessoas. O humor é apenas o meio que utilizam para chegar até elas e tocar-lhes na alma. Os primeiros passos deste projeto na região já provaram que as pessoas estavam ávidas disto. As noites de Stand-up Night têm esgotado, trazendo ao público momentos de pura leveza. Há quem saia destes espetáculos a chorar de riso, confessando que já não se lembrava do que era rir assim há muito tempo. E o segredo do sucesso tem sido a simplicidade e a verdade. Em cada evento, seja no PCI ou na recente experiência com os Happy Talks na Universidade de Aveiro, o ambiente que se cria é de uma enorme proximidade. A colocação de um simples tapete no palco, que já se tornou uma imagem de marca, transforma o auditório na sala de estar de cada um de nós. É um regresso ao afetivo, ao calor humano. Os planos para o futuro são ambiciosos e estendem-se muito além das salas de espetáculo tradicionais.

A equipa quer levar o humor às escolas, trabalhar com os lares de idosos e criar, a seu tempo, um grande festival de humor na região. Não há pressa em enriquecer ou em queimar etapas; há sim uma enorme resiliência e a vontade firme de criar uma rotina cultural sólida, que faça com que as pessoas queiram sair de casa. E é precisamente essa a grande mensagem que a Fábrica do Humor nos deixa: saiam de casa.

A vida pode ser difícil, o contexto global pode ser cinzento e assustador, mas fecharmo-nos entre quatro paredes a consumir o ódio das redes sociais ou a rotina do trabalho não é a solução. Precisamos de ir ver cultura, de ouvir música, de ver os artistas e de nos permitirmos pensar e ser surpreendidos.

A Fábrica do Humor está a semear algo muito bonito em Portugal. Cabe-nos a nós, público, alimentar esta colheita, encher as salas e recordar que a rir também nos tornamos mais fortes, mais unidos e, definitivamente, mais humanos.

aos sábados 7h30 às 9h00

Paulo Perdiz
Credito: Eduardo PinaDiário de Aveiro

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Neste momento é possível que tenda a exagerar ao autoavaliar-se. Defenderá as suas opiniões e convicções com unhas e dentes, considerando-as inatingíveis, o que poderá trazer-lhe alguns conflitos inesperados. Cuidado com os gastos excessivos fruto de mera impulsividade e não de uma necessidade real.

TOURO 21/04 A 20/05

Ao longo deste período conseguirá, com mais facilidade, concretizar projetos e alcançar objetivos que aguardavam o momento próprio. Poderá pôr em prática um plano ou projeto de usufruto imediato ou imobiliário que irá melhorar as suas possibilidades de ganho. Os bons resultados projetar-se-ão no aspeto financeiro.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

O seu comportamento está nesta altura mais enérgico e impulsivo. Deve ter cuidado para evitar discussões e para não desrespeitar os direitos dos outros. Esta é uma altura favorável para desenvolver com sucesso trabalhos criativos ou que necessitem de energia física.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Durante esta semana a sua personalidade projetará uma imagem de simpatia o que lhe poderá evitar algumas contrariedades e aborrecimentos nos contactos com terceiros. O convívio com os amigos dar-lhe-á grande prazer, pelo que não deve perder oportunidades de estar com eles ajudando com a sua presença.

LEÃO 22/07 A 22/08

Estes dias são bons para a realização de todo o tipo de trabalhos que requeiram rigor e detalhe. Está ativo, eficiente e exigente consigo mesmo. Nesta altura tem mais confiança em si próprio e sabe o rumo que quer tomar. Na relação com os que trabalham consigo deve evitar conflitos, ter atitudes rígidas e egocêntricas.

VIRGEM 23/08 A 22/09

É a altura favorável para pôr em prática os planos que idealizou e amadureceu nas semanas anteriores. Pode surgir um convite para liderar um projeto, que lhe poderá trazer uma situação financeira muito estável. Contudo, não se esqueça de que maiores responsabilidades virão. É bom que analise as suas capacidades reais.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Durante este período poderá sentir uma certa saturação pelos ambientes que lhe são usuais ou monótonos. Dando liberdade à sua criatividade e bom gosto, poderá desejar fazer uma remodelação de fundo no seu lar ou mesmo no seu local de trabalho. Os seus afazeres serão encarados de uma forma criativa e inovadora.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Fase de grande abertura de espírito a ideias e conceitos novos no que diz respeito ao amor, à arte e à estética. Sentir-se-á capaz de lutar pelos seus ideais ou por uma causa justa com redobrada diplomacia, sem agressividade, o que lhe poderá granjear maior sucesso. Ao nível afetivo, atravessa um período bastante positivo, marcado por grande romantismo e ternura.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Durante esta fase, opte por reorganizar o seu mundo interior, sem se deixar levar por pensamentos lúgubres ou pessimistas. Deverá agora reunir forças e fazer novos planos, que terá oportunidade de pôr em prática mais tarde. Seja prudente e não entre em nenhum relacionamento sem antes refletir. Viva o presente sem receio e com positivismo.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

É uma época propícia à sua afirmação pessoal e criativa, o que lhe trará grande satisfação. Uma paixão forte poderá surgir nesta altura e a sexualidade poderá ser vivida de forma muito intensa. Escoe o excesso de energia praticando desporto ou participando em atividades lúdicas. Procure envolver nelas os seus filhos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Esta passagem de Mercúrio pela Casa VI é um convite a prestar mais atenção ao seu trabalho e à sua saúde. É possível que não se sinta em plena forma, podendo sentir-se nervoso, receoso ou inquieto. Procure fazer exercício físico ou uma atividade que lhe dê prazer. Verá que a sua mente também sairá beneficiada.

PEIXES 20/02 A 20/03

Este é um período de grande criatividade e expressividade em termos intelectuais. Contudo, estará mais disposto para transmitir energia do que propriamente para a receber, o que o pode tornar egoísta aos olhos dos outros. Poderá sentir maior necessidade de se dedicar a atividades lúdicas e de lazer.

Soluções

Aluga-se q quarto com casa de banho e partilha a cozinha no 2o piso, to do mobilado. Zona da Dufferin & Eglinton. Contatar 416-476-7456

Aluga-se apartamento com entrada privada, 1 quarto, sala, cozinha, casa de banho. Lavandaria com moedas. Perto da TTC e escolas, Zona da Dennis perto de Lambton. Contatar 416-985-5363.

Apartamento para arrendar com 800sf., modelo estúdio com muitas janelas, com tudo incluído (hydro, água, laundry). Localizado na St. Clair e Caledonia. Para não fumadores e animais de estimação. Entrada separada, disponível imediatamente. Valor $1550,00. Contato com Maria 647-999-9276.

Precisa-se de empregada/o em regime de full time para churrasqueira, com experiência. Contatar 416-531-1120

Apartamento alto na cave, entrada separada, 1 quarto, cozinha, sala de estar. Não fumador, nao animais, internet e utilidades incluidas. Weston & Eglinton. Por favor ligar para 416-652-8805 e deixar uma mensagem.

Estamos a Contratar – Trabalhador de Renovação e Servente de Construção Deve ter experiência em:

• Renovações interiores comerciais e resdenciais

• Instalação de drywall (pladur)

• Estuque e acabamento de paredes

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• Acabamentos gerais Servente de Construção: Procuramos uma pessoa responsável, trabalhadora e com experiência na área da construção. Contatar 647-244-1237

Need a mechanic or apprentice with some experience Portugal Auto Garage. Please call for for more information 416-603-1554 or 416-603-4632.

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Cavalheiro deseja conhecer senhora para fins de amizade. Ligar para 647-427-7273

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Padaria portuguesa precisa de pessoas para trabalho tempo inteiro ou parcial. Por favor contactar 437 603 9395

Disponível para ajudar como PSW durante o dia, 5 dias por semana. Experiência, dedicação e disponibilidade imediata. Contatar Lidia: 647-201-6207.

Aluga-se um basement com um quarto, ou um basement com dois quartos. Na area da Ossington e Dupont.Contatar 416-707-4939.

Churrasqueira em Toronto precisa de pessoa para servi no balcão take out para os fins de semana e um ou dois dias durante a semana. Telefone para 416 562-3641

Aluga-se apartamento no basement na area da Keele e Lawrence com dois quartos, entrada separada, com um estacionamento. Contatar 416-995-4883 Classificados

Agenda comunitária

5 de junho

Academia do Bacalhau de Toronto Jantar

2255 Keele St, a partir das 19h00. Informações: 416 910 5183

DO West Fest 5 -7 junho Festival organizado pela Little Portugal Dundas BIA

Dundas St. W. (entre Shaw St. e Lansdowne Ave.)

10 de junho

Casa do Benfica de Toronto Torneio de Golfe do 58.º Aniversário

Lebovic Golf Club (1420 Leslie St., Aurora), a partir das 9h00. Informações: 416- 651-1548

Portugal Week

PW2026 – Içar da Bandeira: Cerimónia com hinos interpretados por Isabel Sinde, no Nathan Phillips Square, Toronto; às 12h00

PW2026 – Homenagem aos Pioneiros: Hinos interpretados por alunos do First Portuguese Canadian Cultural Centre - Monumento aos Pioneiros Portugueses (High Park – 1873 Bloor St. W.), às 18h00

PW2026 – Tributo ao Little Portugal Toronto BIA: Hinos interpretados pelo Grupo Coral Mariano - Monumento do Galo de Barcelos, Dundas St. W., às 19h00

PW2026 – Homenagem aos Voluntários: Hinos interpretados por Jonathan Garcia, da Casa da Madeira de Toronto - Monumento aos Voluntários, Trinity-Bellwoods Park, às 19h30

PW2026 – Tributo a Camões: Hinos interpretados pela Banda do Sagrado Coração de Jesus - Camões Square (722 College St.), às 20h00.

12 de junho

Luso Canadian Charitable Society 18.º Torneio Anual de Golfe

Lionhead Golf & Conference Centre (Brampton) e Royal Ontario Golf Club (Milton) Informações: 416-761-9761.

Inauguração do mural

Tributo à mulher imigrante na Dundas Street West presença do Secretário de Estado das Comunidades, promovido por Little Portugal Dundas BIA, a partir das 18h00.

12 a 14 de junho

ACAPO - Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário, no Earlscourt Park, Toronto, PW2026 LiUNA 32.º Festival da Semana de Portugal Dia 12

Programa Musical 19h00 — Tuga Nights 20h30 — Manic Boys & Girls Club 22h00 — David Carreira

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