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MILÉNIO STADIUM 1799- 29 DE MAIO

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Portuguese Canadian Walk of Fame

No dia 30 de maio, a 14.ª edição do Portuguese Canadian Walk of Fame terá o seu dia. Como membro da comissão organizadora, é uma experiência prazerosa garantir que a celebração proporcione um sentimento de orgulho e entusiasmo pelo reconhecimento de mais quatro indivíduos, reconhecidos pelas suas capacidades de se integrarem numa sociedade e de superarem as expectativas da generalidade comumente assumida.

Nenhuma organização está imune a dúvidas e críticas sobre a forma como opera e faz as suas escolhas de homenageados. O PCWOF tem uma declaração de missão e critérios que segue para

chegar às conclusões sobre os indivíduos, estabelecidos há 14 anos e, certamente devido à sensibilidade das escolhas feitas, expõe frequentemente os diretores a difamações sobre os processos; no entanto, as invectivas de fanfarrões que vivem em caixas de ressonância, deturpando o trabalho árduo que outros realizam ano após ano e, no processo, menosprezando aqueles que foram distinguidos e aclamados por feitos excepcionais, refletem uma sociedade que glorifica a ignorância, e isto é perigoso em todos os aspetos. Já existe um negativismo excessivo no mundo de hoje e precisamos de contrariar isso com ações que promovam as realizações positivas das nossas mulheres e homens.

Os antigos compreendiam a importância do otimismo intergeracional e o ditado grego dizia que "uma sociedade se torna grande quando os velhos plantam árvores sob cuja sombra sabem que nunca se sentarão." O PCWOF planta árvores

exemplares para mostrar o que é possível quando mulheres e homens extraordinários querem dar um contributo à sociedade que vá além das próprias árvores. Mais do que nunca, precisamos de líderes que se cheguem à frente e liderem com integridade, porque o mundo mudou e não podemos assumir que cada geração deixará a seguinte mais rica, mais livre e mais próspera do que ela própria. Por esta razão, e de uma forma modesta, o Portuguese Canadian Walk of Fame fornece forças exemplares para dar esperança às gerações mais jovens, provando que o impossível é possível.

Parafraseando a minha amiga Aida Batista: "Parece que as pessoas estão a sofrer de distúrbio de atenção e não conseguem concentrar-se num texto que as possa fazer pensar. Tudo se está a transformar em fast food para ser consumido sem os garfos e facas das nossas mentes. Independentemente disso, precisamos de ter

esperança na humanidade e acreditar na capacidade dos nossos netos para dar a volta aos desafios de hoje."

Exemplos para os nossos filhos, este ano, são a Joaquina, a Sonia, o Tony e o António, cujas estrelas brilham com as suas ações e com a humildade na forma como conduzem as suas vidas. No futuro, haverá mais heróis que estão agora e continuarão a tornar o mundo melhor. Seguramente houve algumas falhas prévias nas escolhas feitas, na medida em que os homenageados não cumpriram a integridade da declaração de nossa missão. Ter o rosto numa estrela no Portuguese Canadian Walk of Fame é um privilégio que deve ser respeitado, mas mesmo os homenageados que denigrem o Walk of Fame e a sua organização têm algumas qualidades redentoras, embora possivelmente não o suficiente para merecerem o seu lugar na parede. Independentemente disso, continuarei a admirar aqueles que se esforçam por fazer da integridade, da empatia e da compaixão o seu caminho para se superarem.

Parabéns a todos os que têm bom coração.

Ano XXXV - Edição nº 1799

29 de maio a 4 de junho de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores
Credito: DR
Versão

MUITO MAIS DO QUE UMA ESTRELA

Sábado, 30 de maio

15:00 Receção com Cocktail VIP

16:00 Cerimónia de Homenagem do Portuguese Canadian Walk of Fame

18:00 Jantar VIP

21:00 Atuação ao vivo de RENO e Ruby Anderson

António do Forno
Sonia Pereira
Tony Do Vale
Joaquina Pires

Um livro aberto da nossa história

Ao longo das últimas décadas, o professor José Carlos Teixeira tem sido uma das vozes académicas mais respeitadas no estudo das comunidades portuguesas no Canadá. Investigador, autor e conferencista, dedicou grande parte do seu percurso a analisar a imigração portuguesa, a identidade luso-canadiana e o impacto das nossas comunidades no mosaico multicultural canadiano. Desde 2023, vê esse trabalho reconhecido de forma simbólica e duradoura, ao figurar (com uma estrela) no Portuguese Canadian Walk of Fame. Nesta entrevista ao Milénio Stadium, José Carlos Teixeira fala sobre o significado desta distinção, o papel histórico dos luso-canadianos no Canadá e a importância de monumentos como o PCWOF para preservar e divulgar a herança cultural portuguesa junto das novas gerações.

Milénio Stadium: O que sentiu no momento em que soube que iria ter uma estrela com o seu nome no Portuguese Canadian Walk of Fame?

José Carlos Teixeira: Muita, muita alegria e, ao mesmo tempo, muita gratidão às pessoas que me nomearam e, claro, ao comité de seleção para tão importante distinção para fazer parte e integrar os portugueses no Portuguese Canadian Walk of Fame. Na minha opinião, foi o reconhecimento do trabalho que tenho feito a nível académico nas últimas décadas, trabalho este que visa divulgar as nossas comunidades junto do meio académico e científico, a nível nacional e internacional. E isto através das minhas publicações, livros, conferências e muitas palestras que tenho dado ao longo dos anos, dentro e fora da comunidade portuguesa.

MS: Que significado tem para si ver o seu nome eternizado num espaço que celebra o contributo dos luso-canadianos para a sociedade canadiana?

JCT:Tem um significado muito importante. E isto por várias razões. Primeiro, porque é uma honra muito grande fazer parte de um grupo, eu diria restrito atualmente, mas que se vai alargar com o tempo, certamente, de portugueses que muito se distinguiram nas mais variadas áreas da nossa sociedade, na área social, cultural, política, empresarial, no jornalismo, na área das artes e letras, incluindo o ensino, educação e investigação científica, tudo áreas muito

importantes na nossa sociedade canadiana e para as quais os portugueses, que fazem parte do mosaico canadiano há muito se distinguiram e contribuíram de uma forma importante para uma maior divulgação da comunidade portuguesa e dos seus ricos valores familiares, sociais, culturais e identitários que transportaram connosco do nosso país de origem, Portugal, e que muito nos orgulham e ajudaram a nos integrarmos ainda mais no país de acolhimento o Canadá. Os luso-canadianos, incluindo todos aqueles homens e mulheres que fazem parte do Portuguese Canadian Walk of Fame, foram e continuam a ser importantes elos de ligação para um maior enriquecimento e crescimento do mosaico cultural que define o Canadá e de uma maneira muito especial, esta grande comunidade de Toronto. O PCWOF está muito bem integrado no coração da comunidade portuguesa e, na minha opinião, já é um marco histórico muito importante para uma melhor compreensão não só do passado, mas também do presente das nossas comunidades espalhadas de costa a costa neste país. Cada luso-canadiano, homem ou mulher representado naquele mural, tem uma história rica de vida, cada estrela fala do papel e do impacto que tiveram nas mais diferentes áreas para o engrandecimento e divulgação das nossas comunidades e dos nossos valores socioculturais e identitários que nos definem neste grande país, que é o Canadá.

MS: Que mensagem pensa que o Portuguese Canadian Walk of Fame transmite às novas gerações de portugueses e lusodescendentes que cresceram no Canadá?

JCT:Começo por dizer que hoje somos parte integrante da sociedade canadiana e é muito importante que as novas gerações, já nascidas no Canadá, se familiarizem cada vez mais e estudem, aprofundem a nossa história e a evolução da nossa comunidade de costa a costa, que, diga-se de passagem, nem sempre foi fácil. A imigração em si é muitas vezes um drama. Não é fácil deixar o nosso país de origem e recomeçar uma nova vida num continente onde tudo, ou quase tudo era diferente do nosso Portugal. Neste contexto, o PCWOF não só é um monumento, mas é um marco histórico dedicado a homens e mulheres que se distinguiram dentro e fora da comunidade portuguesa, nas mais variadas áreas da nossa sociedade e que poderão servir de role models, até certo ponto, em diferentes áreas ou, se pre-

ferirem, de ponte com as novas gerações de portugueses já nascidas no Canadá. Através destes homens e mulheres e do contributo que deram para a nossa sociedade em geral e para as nossas comunidades portuguesas em particular, os nossos jovens poderão compreender melhor não só o passado histórico das comunidades e o presente destas mesmas comunidades e, claro, ao mesmo tempo, projetar o nosso futuro num dos países mais multiculturais do mundo, que é o Canadá.

MS: Considera que iniciativas como o PCWOF têm um impacto importante na visibilidade da comunidade portuguesa junto da sociedade canadiana em geral? Acredita que este tipo de reconhecimento ajuda a reforçar o orgulho identitário da comunidade?

JCT: Iniciativas muito válidas, como o PCWOF ajudam muito a divulgar a nossa presença e o impacto que tivemos e que temos, com uma comunidade nos mais diferentes níveis - social, cultural, económico, político, institucional, etc.. Junto da sociedade canadiana, os portugueses são conhecidos por serem gente honesta, muito humildes, que por vezes têm receio, e diria quase medo, de divulgarem junto dos canadianos os nossos valores humanos. Já estamos com quatro gerações de portugueses no Canadá. Agora, mais do que nunca, é importante que as novas gerações e a própria sociedade canadiana saibam quem somos, de onde viemos, assim como e quão valioso é o contributo que damos para este grande país. Neste contexto, e na minha opinião, o Portuguese Canadian Walk of Fame e os homens e mulheres ali representados divulgaram e continuam a divulgar e bem, as nossas comunidades, suas gentes e seus valores. O PCWOF pode funcionar como uma verdadeira ponte, ou, eu diria um “livro aberto”, repleto de história, que poderá ser de grande utilidade pedagógica, e não só, para os mais jovens, ou seja, para as novas gerações. Através do PCWOF poderão ficar mais identificados, mais informados sobre a estrutura, a evolução e impactos portugueses e suas comunidades no Canadá, através do trabalho de todos aqueles homens e mulheres ali representados. Mais, o PCWOF pode e deve ser um ponto de paragem obrigatória, tal como um “centro de interpretação”. Um ponto de reflexão para todos os jovens e não só, que possam visitar pessoalmente aquele marco histórico que ali existe, mas também através da social media que dá muita e boa informação

sobre todos aqueles homens e mulheres ali representados. E eu acabaria por dizer que este espaço único e emblemático, localizado no coração da comunidade portuguesa, neste caso de Toronto, onde tudo começou há sete décadas, bem aproveitado e estudado e compreendido pelos nossos jovens e por todos os canadianos que por ali passem, ajudará em muito a reforçar, no caso dos jovens, o seu orgulho de serem portugueses e/ou descendentes de portugueses no continente norte-americano. Só vejo razões para o seu orgulho identitário aumentar e não diminuir. Somos uma comunidade jovem com apenas 73 anos de idade. Dito isto, todas as iniciativas que venham a aparecer no futuro são sempre bem-vindas e acho que o PCWOF, de uma maneira particular e o Manuel da Costa e toda aquela equipa que trabalha com eles, estão de parabéns, porque essas iniciativas fazem a diferença. Termino dizendo, porque sou um otimista por natureza, que temos um futuro muito risonho à nossa frente e faço votos para que outros marcos históricos, tal como o Portuguese Canadian Walk of Fame, venham a aparecer nestas comunidades de costa a costa, a fim de dar a conhecer ainda melhor quem somos, de onde viemos e o nosso impacto neste país. MB/MS

Portuguese Canadian Walk of Fame
José Carlos Teixeira. (DR.) Credito:

Tenho orgulho em levar pessoas ao Portuguese Canadian Walk of Fame

Ao longo de várias décadas ligada aos media e ao envolvimento comunitário, Nellie Pedro tornou-se uma figura bem conhecida da comunidade portuguesa no Canadá. Em 2022, viu o seu percurso reconhecido com uma estrela no Portuguese Canadian Walk of Fame, uma homenagem que continua a considerar, das mais importantes distinções que já recebeu e o sentimento hoje permanece o mesmo – um enorme orgulho. Nesta entrevista conduzida por Vince Nigro, que poderá ver na íntegra no programa Insight’s da Camões TV+, Nellie Pedro fala sobre o significado de integrar aquele espaço emblemático no coração de Toronto, a importância de preservar a memória da comunidade luso-canadiana e o hábito que mantém até hoje de levar amigos e visitantes ao local para lhes mostrar o mural que celebra gerações de portugueses e lusodescendentes que marcaram e continuam a marcar a diferença no Canadá.

Vince Nigro: Foi homenageada em 2022 com uma estrela no Portuguese Canadian Walk of Fame. O que sentiu quando recebeu essa notícia?

Nellie Pedro: Foi uma surpresa muito agradável. Ao longo dos anos, muitos amigos diziam-me que enviavam o meu nome para

nomeação e que acreditavam que eu merecia estar naquele mural. Quando finalmente aconteceu, senti uma enorme alegria. Mas, acima de tudo, senti-me profundamente honrada por ser reconhecida pela minha própria comunidade. Isso tem um significado muito especial para mim, porque são pessoas que acompanharam o meu percurso profissional e comunitário ao longo de décadas.

VN: Então esse reconhecimento teve um impacto especial por vir da comunidade portuguesa?

NP: Sem dúvida. Já recebi alguns reconhecimentos ao longo da vida, mas este teve um peso muito diferente. Quando a distinção vem da nossa própria comunidade, de pessoas que conhecem o nosso trabalho, o sentimento é muito mais forte. É uma validação de tudo aquilo que fizemos e construímos ao longo dos anos.

VN: Também sente que representa um exemplo importante para outras mulheres luso-canadianas?

NP: Acho importante mostrar que as mulheres portuguesas e açorianas podem ter um papel ativo em muitas áreas. Durante muitos anos, havia poucas mulheres envolvidas em posições de liderança na comunidade. Fui a primeira mulher presidente da Portuguese Canadian Business Association e trabalhei em várias áreas, desde os media

até à política comunitária. Hoje vejo mais mulheres envolvidas e isso deixa-me feliz.

VN: O facto de figurar no mural do Portuguese Canadian Walk of Fame dá-lhe um sentimento de orgulho?

NP: Dá muito orgulho, mas também um grande sentido de responsabilidade. Quando as pessoas se aproximam de mim e dizem que acompanham o meu trabalho ou que se inspiram no meu percurso, isso faz-me perceber que temos de dar o exemplo. O mural reúne pessoas que fizeram contribuições importantes para a comunidade portuguesa no Canadá, e é uma honra enorme fazer parte desse grupo.

VN: O que pensa quando visita o espaço do Walk of Fame?

NP: Penso sempre na qualidade e diversidade das pessoas que ali estão representadas. Há nomes ligados às artes, à política, aos negócios, aos media, à medicina e a muitas outras áreas. É impressionante ver quantos portugueses e lusodescendentes contribuíram para o crescimento da comunidade e para a sociedade canadiana em geral.

VN: Acha que o espaço foi bem concebido?

NP: Muito bem concebido. Não é apenas um mural com estrelas. É um espaço bonito, moderno e elegante, que chama a

atenção das pessoas. Tem uma forte componente visual, um jardim, arte pública e até códigos QR que permitem conhecer melhor a história de cada homenageado. Tudo isso ajuda a tornar o espaço mais vivo e mais interessante para quem o visita.

VN: Ainda acompanha de perto o projeto?

NP: Sim, muito. Aliás, sempre que posso levo amigos, familiares ou visitantes ao local. Gosto de mostrar o mural e explicar o significado daquele espaço. Acho importante que as pessoas conheçam o Portuguese Canadian Walk of Fame e percebam que representa décadas de história e de contributo português no Canadá.

VN: Portanto, faz questão de levar pessoas ao local?

NP: Faço mesmo. Tenho muito orgulho em mostrar aquele espaço. Acho que todos os portugueses e lusodescendentes deviam visitar o mural pelo menos uma vez. É uma forma de percebermos melhor o impacto que a nossa comunidade teve neste país. Muitas vezes passamos pelo local sem parar para observar o que ali está representado, mas quando se olha com atenção percebe-se o valor histórico e cultural daquele projeto.

VN: Considera então que o Walk of Fame ajuda a preservar a memória da comunidade portuguesa?

NP: Sem dúvida. Acho que funciona quase como um arquivo vivo da presença portuguesa no Canadá. Cada estrela conta uma história diferente. Algumas pessoas contribuíram através dos negócios, outras através da cultura, dos media, da educação ou do ativismo comunitário. Tudo isso faz parte da história da imigração portuguesa e merece ser preservado e divulgado.

VN: Acredita que as novas gerações podem aprender com esses exemplos?

NP: Claro que sim. Os mais jovens precisam de conhecer as histórias daqueles que vieram antes deles e ajudaram a construir esta comunidade. O Walk of Fame permite exatamente isso: mostrar exemplos concretos de portugueses e lusodescendentes que alcançaram sucesso e contribuíram positivamente para a sociedade canadiana. Isso pode inspirar muitos jovens a acreditarem mais nas suas capacidades e no valor das suas raízes.

VN: Também sente que o espaço reforça o orgulho identitário?

NP: Sim, muito. Acho importante que os jovens tenham orgulho na sua herança portuguesa. O Walk of Fame mostra que os portugueses tiveram e continuam a ter um papel importante no Canadá. Quando os jovens veem pessoas da sua comunidade reconhecidas publicamente, percebem que também podem aspirar a grandes objetivos.

VN: O que gostaria de ver no futuro para o Portuguese Canadian Walk of Fame?

NP: Gostava de ver ainda mais pessoas a visitarem o espaço e a valorizarem aquilo que ali existe. Também acho importante continuar a divulgar o projeto nas redes sociais e junto das escolas e das novas gerações. É um espaço único no coração da comunidade portuguesa de Toronto e merece ser cada vez mais conhecido. Pela minha parte, torno a dizer, sinto-me verdadeiramente orgulhosa por fazer parte daquele mural. Sempre que passo por lá, sinto uma enorme gratidão pela comunidade portuguesa e pelas pessoas que acreditaram no meu trabalho ao longo dos anos. É uma honra que levo comigo todos os dias.

Vince Nigro e Nellie Pedro nos estúdios do "Insight's". (MDC Media Group)
Nellie Pedro

As nossas histórias importam

Maria Barcelos e o orgulho de representar a comunidade luso-canadiana

Para Maria Barcelos, ser homenageada com uma estrela no Portuguese Canadian Walk of Fame representa muito mais do que um reconhecimento pessoal. Filha de imigrantes portugueses e atualmente Diretora Executiva da The Gatehouse, Maria Barcelos vê esta distinção como uma homenagem às gerações que abriram caminho para a comunidade portuguesa no Canadá e um símbolo da importância do serviço comunitário, da empatia e da defesa de causas sociais. Ao longo da sua carreira, tem trabalhado no apoio a sobreviventes de abuso sexual na infância, ajudando a criar espaços seguros de acolhimento e recuperação. Nesta entrevista, Maria Barcelos reflete sobre o significado de integrar o Portuguese Canadian Walk of Fame, o impacto da visibilidade luso-canadiana na sociedade canadiana, a mensagem de orgulho e sentimento de pertença que este reconhecimento

receu uma homenagem não só à minha própria jornada, mas também à minha família, à comunidade e a todos aqueles que me apoiaram ao longo do caminho. Foi um momento de reflexão sobre os sacrifícios feitos pelas gerações anteriores e sobre a importância de continuar a retribuir à comunidade.

MS: Que significado tem para si ver o seu nome eternizado num espaço que celebra o contributo dos luso-canadianos para a sociedade canadiana?

MB: Tem um significado tremendo para mim, porque representa visibilidade, pertença e o reconhecimento das muitas contribuições que os luso-canadianos deram a este país. Ter o meu nome incluído entre tantos indivíduos inspiradores deixa-me humilde. Espero que isto também lance luz sobre a importância do serviço comunitário, da defesa de causas e do apoio a populações vulneráveis, incluindo os so-

Mostra às gerações mais jovens que elas podem ter sucesso em muitos campos diferentes, ao mesmo tempo que honram as suas raízes, a língua, as tradições e os valores comunitários. Também as relembra de que a liderança e o impacto podem surgir através da empatia, da resiliência e do ato de retribuir às comunidades que servimos.

MS: Considera que iniciativas como o PCWOF têm um impacto importante na visibilidade da comunidade portuguesa junto da sociedade canadiana em geral? De que forma esse reconhecimento público pode influenciar a perceção do contributo português no Canadá?

MB: Absolutamente. Iniciativas como o Portuguese Canadian Walk of Fame ajudam a celebrar e a preservar o legado dos luso-canadianos, ao mesmo tempo que aumentam a consciencialização sobre as nossas contribuições para a sociedade canadiana. O reconhecimento público ajuda a desafiar estereótipos e destaca a diversidade, o talento, a liderança e o trabalho árduo dentro da nossa comunidade. Cria oportunidades para a educação, discussão e uma maior valorização do papel importante que os luso-canadianos desempenharam e continuam a desempenhar em vários setores.

MB: Sim, sem dúvida. Um reconhecimento como este fortalece o orgulho comunitário e cria um sentido de ligação entre gerações. Permite que as pessoas se vejam refletidas em histórias de conquista e perseverança. Para muitos imigrantes e as suas famílias, ser reconhecido desta forma valida anos de sacrifício e trabalho árduo, ao mesmo tempo que inspira as fu turas gerações a continuar a construir co munidades mais fortes e seguras.

MB/MS

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Acredita que este tipo de reconhecimento ajuda a reforçar o orgulho identi-

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Maria Barcelos. (DR.)
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VOX POP

impacto do PCWOF na comunidade portuguesa

O Portuguese Canadian Walk of Fame (PCWOF), em Toronto, tornou-se um dos principais símbolos da presença portuguesa no Canadá. Mais do que um monumento, representa memória, identidade e reconhecimento de uma comunidade que ajudou a

construir a cidade ao longo de várias gerações. Falámos com vários portugueses para perceber o que este espaço significa na sua vida e na forma como veem a sua própria história no Canadá. RMA/MS

Maria, 62 anos

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a co-

Para mim, representa reconhecimento. É a prova de que os portugueses vieram para cá, trabalharam, criaram famílias e ajudaram a construir este país. Dá-nos um sentimento de per-

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente?

Sem dúvida. Dá visibilidade porque mostra, de forma pública, aquilo que a comunidade fez ao longo de décadas. E dá orgulho porque vemos a nossa cultura e a nossa história valorizadas.

Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Percebe-se perfeitamente. Quem vem de Portugal sente logo uma ligação emocional. É como encontrar um pedaço da nossa identidade longe de casa.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo muito mais do que um monumento. Vejo a marca dos portugueses no Canadá, construída com muito esforço e dedicação.

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a comunidade?

Representa orgulho cultural. Mostra quem somos, as nossas raízes e a importância da comunidade portuguesa aqui.

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente?

Dá, porque faz com que outras pessoas conheçam melhor a nossa presença em Toronto. Não ficamos invisíveis.

Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Claro que sim. Há curiosidade, orgulho e uma vontade de sentir essa ligação à comunidade portuguesa no estrangeiro.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo história, identidade e o percurso dos portugueses neste país.

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a comunidade?

Acho que tem valor simbólico, claro, mas também não resolve os desafios reais da comunidade. É importante termos representação, mas há outras coisas que preocupam mais as pessoas no dia a dia.

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente? Dá alguma visibilidade, sim. Mas acho que às vezes damos demasiado peso ao lado simbólico. O orgulho da comunidade vê-se mais no trabalho, nos negócios, nas famílias e no contributo que os portugueses dão todos os dias.

Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Percebe-se, porque é um ponto de referência e porque mexe com a identidade das pessoas. Mas acho que nem todos sentem a mesma ligação — depende muito da geração e da relação que cada um tem com a comunidade.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo um símbolo importante, mas a verdadeira marca dos portugueses no Canadá está nas pessoas, no esforço de décadas, nos bairros, nas empresas, nas histórias de imigração. O monumento representa isso, mas não é isso sozinho.

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a comunidade?

Significa presença. Mostra que os portugueses deixaram de ser apenas imigrantes e passaram a fazer parte da história daqui.

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente?

Sim. Dá orgulho porque reconhece publicamente o trabalho e o sucesso de muita gente da comunidade.

Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Percebe-se porque é um símbolo forte. Quem visita sente que está perante algo que representa verdadeiramente os portugueses no Canadá.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo memória, legado e a marca clara dos portugueses neste país.

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a comunidade?

Representa a caminhada de várias gerações. Pessoas que chegaram aqui com pouco, trabalharam muito e conseguiram construir uma vida.

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente?

Sem dúvida. Mostra à cidade e ao país que os portugueses têm um papel importante e uma presença forte. Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Porque toca nas emoções. É um lugar que faz lembrar as raízes, a família, a cultura.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo uma marca muito forte da comunidade portuguesa e do seu contributo.

O que é que o PCWOF significa para os portugueses que vivem no Canadá? O que representa este espaço para a comunidade?

Para mim, significa identidade. Principalmente para os mais novos, ajuda-nos a manter a ligação às nossas origens. Significa respeito pelo caminho da nossa comunidade. Foram muitos anos de trabalho duro para chegarmos aqui.

Acha que este monumento dá mais visibilidade e orgulho à comunidade portuguesa? De que forma isso se sente?

Sim, porque mostra que a nossa cultura está viva e tem espaço numa cidade tão multicultural como Toronto. Dá muito orgulho.

Muitos portugueses que vêm a Toronto fazem questão de visitar o PCWOF. Percebe-se porquê? O que é que este lugar desperta em quem o visita?

Percebe-se totalmente. Representa Portugal fora de Portugal, e isso tem um impacto muito forte.

Quando olha para o PCWOF, vê apenas um monumento bonito ou algo mais profundo — a verdadeira marca dos portugueses no Canadá?

Vejo muito mais do que um monumento. Vejo orgulho, continuidade e legado. Vejo décadas de sacrifício, trabalho e uma marca portuguesa que vai ficar para as próximas gerações.

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Carlos, 41 anos
Helena, 49 anos
Ana e Manuel (casal), 56 anos
João, 28 anos
Ricardo, 38 anos

O NOSSO PASSEIO DA FAMA…

Olá bom dia,

Como está? Muito bem, espero. Cá estamos chegados a mais uma sexta-feira, dia de leitura do Milénio Stadium, pois deveria :) .

Aproxima-se mais um dia especial para a comunidade portuguesa ativa em Toronto, que já faz parte do programa de festas das celebrações do 10 de Junho - a implementação de mais alguns nomes de relevo no Portuguese Canadian Walk of Fame.

O PCWOF, criado em 2013, do qual fiz parte desde o inicio, primeiramente no board e, na sequência, como mestre de cerimónias. Será este o primeiro ano que, por motivos de força maior, não poderei estar presente fisicamente, mas estou em mente e sentimento.

Esta instituição criada por Manuel DaCosta, Vince Nigro e Michael Nobrega levou o nome de Portuguese Canadian Walk of Fame, em Toronto, teve início no dia 2 de junho de 2013.

A cerimónia inaugural decorreu durante as comemorações dos 60 anos da imigração portuguesa no Canadá, na região de Little Portugal, e homenageou pioneiros que ajudaram a construir e a dar voz à comunidade luso-canadiana. Os eventos e homenagens continuam ativos até hoje.

E a cada ano que passa são reconhecidos 3 nomes de pessoas da comunidade portuguesa que, de alguma forma, se têm evidenciado. Quer seja através da sua interação com ou pela comunidade (verdade se diga, uns mais do que outros), mas é o que é, quer seja por serem personalidades de relevo nas suas áreas profissionais que contribuem, desse modo, para o engrandecimento da comunidade portuguesa na sociedade canadiana. Há sempre alguém, incluindo os que já não estão entre nós, ou alguma instituição que carece de reconhecimento pelos feitos em seu tempo. O PCWOF é unânime nas suas escolhas e não existem “cunhas” nem “pessoas preferidas” aquando da votação dos candidatos submetidos pela própria comunidade. Foi uma ideia brilhante e cada vez apresenta mais relevância no panorama da nossa comunidade.

Inserido junto ao monumento de Luís Vaz de Camões, na College Square, é um ponto obrigatório a visitar.

Resta desejar às “estrelas” que vão ser colocadas nesta parede de fama, que está cada vez maior e mais brilhante, uma celebração muito feliz e repleta de bons momentos.

É o que é e vai valer sempre o que vale. Até já e fiquem bem, Cristina

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Cristina Da Costa Opinião

Portuguese Canadian Walk of Fame

On May 30th, the 14th edition of the Portuguese Canadian Walk of Fame will have its day. As a member of the organizing committee it is a pleasurable experience to ensure the celebration provides a sense of pride and excitement about the recognition of four more individuals

recognized for abilities to immerse in a society and exceeding the expectations of the commonality generally assumed.

No organization is immune from questions and criticisms of how an organization operates and makes its choices of inductees. The PCWOF has a mission statement and criteria which it follows to reach the conclusions about individuals established 14 years ago and, certainly because of the sensitivity of choices made, often opens the directors to

aspersions about processes , however, invectives from blowhards who live in echo chambers misrepresenting the hard work that others perform year after year and in the process belittling those who have been distinguished and acclaimed for exceptional deeds, reflects a society that glorifies ignorance and this is dangerous in every respect. There is already excessive negativism in the world today and we need to counteract that with actions which promote the positive accomplishments of our women and men. The ancients under-

stood the importance of intergenerational optimism and the Greek adage goes that "a society grows great when old men plant trees whose shade they know they shall never sit in." The PCWOF plants exemplary trees to show what is possible when extraordinary women and men want to make a contribution to society over and above the trees.. More than ever we need leaders that will step up and lead with integrity because the world has changed and we cannot assume that each generation will leave the next one wealthier, freer, and more prosperous than itself. For this reason, and in a small way, the Portuguese Canadian Walk of Fame provides exemplary forces to give hope to younger generations proving that the impossible is possible. To paraphrase my friend Aida Batista "It seems that people are suffering from attention disorder and can't concentrate on a text which may make them think. Everything is transforming into fast food to be consumed without the forks and knives of our minds. Regardless, we need to have hope in humanity and believe in the capacity of our grandchildren to turn today's challenges around."

Examples this year for our children are Joaquina, Sonia,, Tony and Antonio, whose star shines with their actions and humility on how they lead their lives. In the future, there will be more heroes who are now and will continue to make the world better. Surely there have been some failures in the choices made as the inductees have not complied with the integrity of the mission statement. To have your face on a star in the Portuguese Canadian Walk of Fame is a privilege that should be respected but even those inductees who denigrate the Walk of Fame and its organization have some redeeming qualities, but possibly not enough to deserve their spot on the wall. Regardless, I will continue to be in awe of those who strive to make integrity, empathy and compassion their way to exceed.

Congratulations to all with good hearts.

Aos sábados às 7:30 da manhã

Esta semana

• No TEDxPorto, falámos com o chef José Avillez sobre a gastronomia nacional e a projeção de Portugal além-fronteiras.

• Da pasta de papel à expressão humana, visitamos a capela em Barcelos para conhecer o universo de Cristiana Sá.

• O novo Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo de Lucena, esteve em Toronto numa visita oficial

• A 43.0 Gala da Federação de Empresarios e Profissionais Luso Canadianos, em Brampton, juntou a comunidade

• Conversamos com Raquel Tavares sobre o seu regresso aos discos e ao Fado, o grande amor que sempre foi a sua casa.

• Visitámos a Fábrica do Chocolate em Viana do Castelo.

• “A Calçada Conhece-te” Documentário de Mariana Arroja sobre a calçada portuguesa e os calceteiros.

• e muito mais...

Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Manuel DaCosta Editorial

Credito: DR

gardens as part of their sustenance are among the first of us regular people to sound the alarm. Besides the usual fare on the news, the people will only officially hear of a possible crisis in trickles, news bites, and by then it’s already way too late to act accordingly, to stave off any crisis. We saw that with the Covid scam/fiasco. It is in the public’s best interest to be officially aware of a possible crisis, and to be informed as to the measures to be taken to try and avert it. The problem with that is that it isn’t in the best interest of business, because shares don’t rise if business is working with governments to avert problems. Business is never interested in anything that may slow it down, even if it’s for the good of everyone. They follow the one rule; make as much money as is possible, no matter what. No looking back to see if they are part of the problem.

THE FRYING PAN

It’s getting more and more difficult to be optimistic. Around here, when discussing the state of our world, we always say: “At least we still have our great food and our great wine!”), utterly convinced that these are untouchable, and within everyone’s reach.

Our new normal is the incessant climb of the price of everything we need. We have reached that moment where we would even accept the ridiculous prices we are paying today, for a

guarantee that the gouging would stop. It’s kind of like the way most of us feel about DT; wishing he would just go away and never come back, leaving the rest of us to deal with the mess he created. What hit me this week was the way our weather went from Spring to the middle of the Summer, literally from one day to the next. I’ve experienced an early Summer, but this is insane. From pants and long sleeves to shorts and sleeveless overnight. My brain wasn’t prepared for it. At first I just went with it, even basking in it, but then I realized that maybe I was being a little bit naive, even selfish. We can’t always live in the moment, sometimes we need to think ahead, in order to grasp the reality of that moment. I began wondering if this was a fluke, or was this becoming the new normal? In the

last few years, even the weather is blamed on Africa. Apparently, this heat is coming from there, along with sand, (which I can attest to, because my car was covered in a layer of it), add of couple of technical terms and there you have it. Whatever the cause, I just wonder what the excuse may be next year, or even if an excuse will be necessary. As a person who lives in a rural setting, plants a garden, (my wife), and has several fruit trees, we know that this kind of early heat could kill much of what is planted. As far as watering goes, were ok, because we use naturally flowing springs. The thing is, the earlier the heat, the faster the springs dry up. The more heat there is, the more watering is required.

Do you see how the story ends with no crops and no water? People who plant

One great example is BP, British Petroleum, an oil company who had already begun to invest in a green plan, (who knows what shade of green), shelved the whole thing once DT took over the world. Before DT, the world was working toward a cleaner future, at a snail's pace, but at least they were forced to go with the growing momentum, but as soon as they saw DT was forging armies with opposite views, off came the mask. Now, at least they could breathe again!

That’s my new concern; am I going to have fruit in my trees, water in the well, and food on the table. How long will our climate allow us the treasures we have been gifted by nature. How long will supermarkets have whatever we may need, although we are accustomed to having everything we want, available to us.

Fiquem bem!

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Why Quebec and Alberta want to separate

Canada is often viewed internationally as one of the world’s most stable democracies... peaceful. prosperous, multicultural, and politically moderate. Yet beneath that image, regional tensions have existed for decades. Two provinces in particular, Quebec and Alberta have periodically produced movements advocating greater autonomy or even separation from the Canadian federation.

Although the motivations in Quebec and Alberta are very different, both movements reflect deeper questions about identity, political representation, economic fairness, and the balance of power inside Canada.

Quebec’s separatist movement is rooted primarily in language, culture, and national identity. Unlike the rest of Canada, Quebec is overwhelmingly French speaking. Many

Quebecers see themselves not simply as a distinct nation with its own culture, history, civil law system, and identity dating back to French colonial times. The modern sovereignty movement gained momentum during the 1960s quiet revolution, when Quebec underwent rapid social and political modernization. Nationalist sentiment grew as many French-speaking Quebecers argued they had historically been marginalized within English-dominated Canada. There are many reasons why Quebec continued to harp on separating from Canada, with many Quebec nationalists fearing assimilation into English-speaking North America. Some believe Quebec should have complete control over immigration, taxation, foreign affairs, and cultural policy. There remains resentment over past constitutional negotiations and perceptions that Quebec’s distinct identity has not been fully recognized. Some Quebecers simply believe Quebec constitutes a nation and therefore should become a sovereign state. Today, support for full independence fluctuates and is generally lower than during the 1990s through Quebec nationalism remains a

powerful political force. Alberta’s separatist movement has very different origins. Unlike Quebec, Alberta separatism is not based on language or ethnicity. Instead, it grows out of economic concerns and a feeling often called “Western alienation” – the belief that western provinces are politically ignored by central Canada, especially Ontario and Quebec. Alberta’s economy is heavily tied to oil and gas production. Many Albertans argue federal policies have unfairly harmed the energy sector through environmental regulations, pipeline restrictions, and climate policies. As well Alberta contributes disproportionately to federal revenues through taxes and equalization payments. Alberta also feels that the Federal governments are too influenced by voters in Ontario and Quebec. National environmental policies damage Alberta’s economy. As well Alberta lacks sufficient influence in Ottawa despite its economic importance. The rise of Alberta’s separatism movement gained visibility after the 1980s National Energy Program along with pipeline disputes and federal climate legislation with a period of low oil prices. Some Albertans are not necessarily seeking independ-

Manuel Simões livro recente

HISTÓRIAS INSÓLITAS

Com o subtítulo de «Episódios Burlescos da Pequena História», este livro recente de Manuel Simões (n. 1933) integra 13 histórias nas Edições Colibri - capa de Raquel Gil Ferreira, editor Fernando Mão de Ferro. Poeta, ensaísta, tradutor, organizador de antologias, jornalista, editor, cronista e professor, Manuel Simões é um autor multifacetado, um homem de oito ofícios como agente cultural.

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Host Vince Nigro

ence, but rather senate reform, with more provincial powers. Changes to equalization payments, or constitutional restructuring. The real big question in all of this is whether separation is constitutionally possible, technically, yes-but it would be extraordinarily difficult. Following the narrow 1995 Quebec referendum, the separation question established important constitutional principles.

The Supreme Court of Canada ruled that a province cannot unilaterally declare independence under Canadian law. However, if a clear majority voted in favor of separation on a clear question, the federal government would have a constitutional obligation to negotiate. In response, the federal government passed the Clarity Act, which gives the Canadian Parliament authority to determine whether a referendum question and result are sufficiently clear to trigger negotiations. Even if a province voted to leave...constitutional amendments would likely be required, Indigenous treaty rights would complicate borders, economic uncertainty would be enormous. Separation from Canada would therefore involve years of negotiations and political instability.

Internationally, Canadian separatist movements are generally viewed differently from violent or revolutionary independence struggles elsewhere. Still, most international observers currently see Canadian separatism as a political pressure movement rather than an imminent threat to the country’s survival. At present, most analysts believe a breakup of Canada remains unlikely. Support for outright independence in both Quebec and Alberta tends to rise during periods of political frustration and decline when economic conditions improve or political leadership changes.

Canada is not simply one unified identity. It is a federation made up of distinct regions with different histories, economies, languages, and political cultures. The challenge of Canadian politics has always been balancing those differences while maintaining national unity. That balancing act continues today.

Uma das histórias mais insólitas tem a ver com a troca de palavras, algo azeda, entre António Quadros(1923-1993) e António Quadros (1933-1994) quando o segundo quis que o primeiro passasse a assinar António Quadras.

Por acaso muitos anos depois o segundo acabou por publicar livros de poemas com os nomes de João Pedro Grabato Dias e Mutimáti Barnabé João e escreveu em Moçambique algumas quadras cantadas por José Afonso. Outra história está na página 51 com um jovem polaco a ouvir atónito esta frase em Paris: «O que conheces tu da sociedade francesa? Chegas aqui, queres ser recebido por famílias burguesas e vais para a Polónia dizer que os franceses vivem bem».

Para além das peripécias de cada caso, o conjunto mostra um certo tempo português que em alguns aspectos não desapareceu de todo.

Guests Nellie Pedro

Saturday 10:30 am

Sundays 10:00 am

Saturdays 7:30 am

Vincent Black Opinion
Leia em português
Photo: MDC Media Group Inc.

John Negreiro Guedes e a benemerência ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Vidago

Uma das marcas distintivas das comunidades portuguesas na diáspora reside no seu forte espírito empreendedor, bem patente nas trajetórias de numerosos compatriotas que alcançaram sucesso empresarial e relevância cívica além-fronteiras. Entre esses exemplos de mérito e dedicação, destaca-se o percurso inspirador de John Negreiro Guedes, empreendedor e benemérito de referência da comunidade luso-americana.

Natural da aldeia de Vilas Boas, no concelho de Chaves, João Negreiro Guedes emigrou para os Estados Unidos da América no início da década de 1960, com apenas dez anos de idade, num contexto marcado pelas dificuldades socioeconómicas que então afetavam o interior transmontano durante o Estado Novo. Já nos Estados Unidos, licenciou-se em Arquitetura no Norwalk State College, no Connecticut, vindo posteriormente a fundar, no final da década de 1970, a Primrose Companies, empresa de arquitetura e construção sediada em Bridgeport, especializada em projetos comerciais, habitacionais multifamiliares e unidades médicas no Connecticut e em Nova Iorque, e que atualmente movimenta um volume de negócios de vários milhões de dólares. Com mais de quatro décadas de atividade profissional, o arquiteto luso-ame-

o Twin Brooks Village Homes, em Trumbull, o Post Road Professional Center, em Westport, ou o Easton Community Center, em Easton.

Todavia, o sucesso alcançado nos Estados Unidos nunca afastou John Negreiro Guedes das suas raízes transmontanas. Pelo contrário, tem mantido uma profunda ligação à sua terra natal, manifestada através de um consistente e notável espírito benemérito. Em Vilas Boas, aldeia à qual regressa regularmente, apoiou diversas iniciativas de caráter desportivo, cultural e recreativo, destacando-se, entre outras ações, a aquisição do terreno para o campo de futebol e a construção da sede da associação cultural local.

Este compromisso solidário estende-se igualmente a várias instituições do concelho de Chaves, assumindo particular expressão no apoio prestado à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, que tem encontrado em John Negreiro Guedes um dos seus mais importantes benfeitores ao longo das últimas décadas.

Entre os inúmeros contributos em prol desta corporação humanitária — cuja área de intervenção abrange sete freguesias a sul do concelho de Chaves, no distrito de Vila Real — destaca-se a oferta, em 2007, de um monitor de sinais vitais. No ano seguinte, o benemérito luso-americano doou uma Ambulância de Socorro totalmente equipada, avaliada em cerca de 60 mil euros. Em 2017, concedeu um significativo donativo que permitiu equipar todo o corpo ativo com a farda n.º 2 e, já no início de 2023, possibilitou a aquisição de uma viatura de

assumir um papel determinante ao contribuir de forma substancial para a aquisição de uma nova Ambulância de Socorro (ABSC) para os Bombeiros Voluntários de Vidago. Trata-se de um meio essencial para o reforço da capacidade operacional da corporação numa área de atuação com cerca de 100,27 km² e aproximadamente 5.300 habitantes, caracterizada por uma forte predominância florestal, mas também por uma crescente presença de estruturas comerciais e industriais, bem como por uma densa rede viária.

Em reconhecimento do valioso contributo prestado à causa dos bombeiros portugueses, a Liga dos Bombeiros Portugueses distinguiu John Negreiro Guedes com o Crachá de Ouro, uma das mais elevadas distinções honoríficas da instituição, reservada a personalidades que tenham desenvolvido ações e serviços de inequívoca relevância para a dignificação da causa bombeira. Por sua vez, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago atribuiu-lhe igualmente a Medalha de Prata da corporação e erigiu, em 2022, um busto em sua homenagem no quartel dos “Soldados da Paz”. Ainda no passado dia 24 de maio, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago celebrou, como é tradição, o Dia do Bombeiro, numa cerimónia que reuniu bombeiros, dirigentes, autarcas, convidados e comunidade local. O programa incluiu uma sessão solene no quartel-sede da corporação, a condecoração de elementos da instituição e a bênção de novas viaturas. Durante a cerimónia, o presidente da direção da associação, Marco Terrão, destacou publicamente o contributo decisivo que, ao longo dos anos, John Negreiro Guedes tem proporcionado ao apetrechamento e reforço da capacidade operacional desta nobre

Campos

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

corporação humanitária, distinguindo-o com a oferta de uma pintura alusiva “Ao nosso Benemérito John Negreiro Guedes”. O empreendedor e benemérito luso-americano John Negreiro Guedes (à direita), durante a cerimónia de homenagem promovida pelos Bombeiros Voluntários de Vidago, realizada no passado dia 24 de maio. O percurso de John Negreiro Guedes constitui um exemplo paradigmático do papel absolutamente decisivo que a diáspora portuguesa, e em particular a comunidade luso-americana, continua a desempenhar no desenvolvimento e na valorização de Portugal, contribuindo de forma ativa para a coesão territorial, para o fortalecimento das comunidades locais e para a projeção e afirmação internacional do país.

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MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

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O empreendedor e benemérito luso-americano John Negreiro Guedes (à direita), durante a cerimónia de homenagem promovida pelos Bombeiros Voluntários de Vidago, realizada no passado dia 24 de maio. Créditos: DR.
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Daniel Bastos Opinião

Já tudo foi inventado, não vale a pena tentar alterar! E onde fica o respeito pelos que vieram antes de nós?

Meus caros leitores e amigos deste jornal, como este continua a ser um jornal informativo, que transmite com qualidade e vai dizendo algumas verdades, seja na cultura, na política ou noutras áreas, hoje vou deixar a política um pouco de lado. Até porque ouvimos tanta mentira de certos políticos que às vezes até parecem gémeos… a única diferença é que um não usa barba. Perceberam?

Tinha aqui muitos assuntos para abordar, mas esta semana vou falar do que considero importante para a nossa comunidade. E volto a repetir aquilo que digo muitas vezes, quantidade não é qualidade, e as verdades, em 95% das vezes, doem e não são fáceis de aceitar.

Isto não é uma crítica destrutiva. Pelo contrário. É apenas uma observação atenta ao que se vê e, mais importante ainda, ao que se tenta transmitir.

É de aplaudir a dedicação e o entusiasmo que hoje se vê em muitos jovens, e não só, na defesa da nossa cultura regional. Isso merece respeito e reconhecimento. É saudável ver e ouvir jovens interessados nas tradições portuguesas. Posso até dizer que nos devemos sentir felizes ao ver tantos jovens dançar com qualidade e entrega. Em muitos grupos nota-se trabalho, disciplina e gosto pela aprendizagem. E isso é fundamental, porque nem todos nascem para o folclore, o folclore sente-se, aprende-se e vive-se.

Mas nem tudo é perfeito, e ainda bem, porque tudo se pode corrigir.

Vou focar-me em alguns pormenores relacionados com os trajes. Notei algumas gafes fáceis de identificar, e ouvi pessoas com muito conhecimento na área comentarem exatamente o mesmo perto do local onde eu estava. É aqui que se deve ter muito cuidado quando se fala de certas regiões e das suas tradições.

Para quem não sabe, em Portugal existem dezenas e dezenas de trajes tradicionais diferentes. É praticamente impossível definir um número exato, porque cada região, concelho e até aldeia tinha variantes próprias. Entre o continente e as ilhas, podemos falar facilmente em mais de uma centena de variantes folclóricas reconhecidas.

No continente destacam-se regiões como o Minho, Douro Litoral, Trás-os-Montes, Beiras, Ribatejo, Estremadura, Alentejo e Algarve. Nas ilhas, Açores e Madeira. Cada zona tinha os seus trajes próprios, de trabalho, de festa, de romaria, de ceifa, de pesca, de pastorícia, de vindima, entre muitos outros.

Fora de Portugal, o traje que mais representa o país em grandes eventos internacionais continua a ser o traje minhoto/ vianês. E isso acontece porque é visualmente rico, transmite alegria, cor e identidade popular, além de ter sido fortemente divulgado pela emigração e pelos ranchos folclóricos ao longo de décadas.

Mas, por muito que custe a alguns aceitar, o verdadeiro traje à vianesa é muito mais do que um vestido bonito ou um símbolo turístico. É uma expressão histórica, social e cultural da região do Alto Minho, sobretudo de Viana do Castelo e das freguesias rurais em redor.

Ao longo dos anos, muita gente começou a usar versões adaptadas, misturadas ou até inventadas, criando alguma confusão sobre aquilo que é realmente autêntico.

Dou apenas um exemplo, o traje vianês tradicional não se usava de cabelo descoberto nem sem lenço sobre o colete. E isto não é uma questão de gosto pessoal, mas sim de respeito pela autenticidade histórica.

O traje à vianesa divide-se em várias categorias, porque nunca existiu apenas “um traje”. Havia o traje de mordoma, de lavradeira rica, de trabalho, de domingar, de noiva, de meia senhora, entre outros. Cada um tinha regras próprias, tecidos específicos, cores adequadas e formas diferentes de usar o ouro, os lenços e os aventais.

O famoso traje vermelho, tão conhecido hoje, é apenas uma das variantes mais populares e não representa toda a riqueza cultural do traje vianês, na verdadeira essência do traje, tudo tinha significado, as cores representavam momentos sociais e festivos, o ouro simbolizava prosperidade e honra familiar, os lenços, bordados e aventais indicavam idade, condição social ou ocasião.

Nada era usado apenas “porque ficava bonito”. Tudo tinha lógica cultural e regional. Por isso, nem todos os trajes serviam para todas as idades ou ocasiões.

Quando um grupo altera trajes, mistura regiões ou inventa elementos apenas para criar impacto visual, pode até agradar ao público, mas acaba por desvirtuar a história. E se as novas gerações aprenderem versões erradas, daqui a algumas décadas perde-se a autenticidade original.

A melhor forma de corrigir isso não é atacar ninguém, mas sim ensinar com co-

nhecimento e respeito. Em vez de dizer “isso está errado”, talvez seja mais correto explicar que os estudos etnográficos e os registos antigos mostram que determinada região usava o traje de outra forma.

Ensinar com respeito passa por mostrar documentos, fotografias antigas, livros e pesquisas, convidar especialistas e etnógrafos, promover workshops culturais e tertúlias como algumas que recentemente aconteceram, onde todos tiveram oportunidade de aprender. Nós podemos melhorar se soubermos ouvir.

Muitas pessoas erram não por má intenção, mas porque aprenderam assim durante anos. O importante é preservar a autenticidade sem criar guerras dentro da comunidade.

No fundo, o verdadeiro folclore não é fantasia nem vaidade. É identidade, memória e respeito pelos que vieram antes de nós.

E os clubes que conseguem transmitir isso aos mais novos estão a fazer muito mais do que dançar e cantar, estão a preservar Portugal.

Espero não ter ofendido ninguém. Foi apenas uma observação sincera de alguém que acredita que existem livros, estudos e conhecimentos suficientes para evitar certos erros, tanto na apresentação como na forma correta de usar os trajes. Bom fim de semana.

Augusto Bandeira Opinião
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O tempo é a imagem móvel da eternidade.

Platão

O SABOR DA ETERNIDADE

Esta é a minha última crónica de maio, designado por mês de Maria pelos católicos. Para mim, há trinta e sete anos que passou a ser o mês da orfandade, o mês em que partiste tal como viveste, numa despedida silenciosa porque não soubemos ler nenhum dos sinais que foste deixando. Fixávamo-nos apenas na tua imagem de bonomia esquecendo-nos das notas que iam aparecendo no rodapé.

Andávamos demasiado ocupados com as nossas vidas para percebermos que as mães não se queixam, evitando semear preocupações no horto lavrado do quotidiano dos filhos, impreparados que estão para as perdas em pousio. À medida que os anos passam, cada vez estão mais presentes as histórias que, na minha infância, me contavas a falar do

teu país distante. De como me conseguiste criar aldeias e cidades que me fascinavam por lá habitar toda uma família que me faltava. Cresci, assim, num país para onde tu e o pai haviam emigrado, a ouvir falar de familiares cujos rostos não conhecia, nem sequer por fotografia, um bem muito raro na humildade da nossa casa. Essas histórias não me inventaram apenas uma família, puseram-me a viajar por lugares que recriei à minha maneira, situando-os numa metrópole que eu apenas conhecia através dos navios que faziam escala no porto do Lobito. Eram eles que traziam as cores e os cheiros de lugares distantes, despejando no cais gente chique e mercadoria fina, depois vendida nos espaços frequentados pela alta burguesia e classe média de Benguela. Falavas-me ainda de um Portugal rural que se viram obrigados a deixar, porque o vosso sonho fora sempre maior que aquela nesga de chão onde haviam nascido, mas do qual falavam com muito carinho. Foi, portanto, numa África longínqua que eu comecei a habitar os espaços das vossas histórias, de que faziam parte lugares míticos, como os socalcos do Douro. Habituada

a terras planas - com vistas a perderem-se num horizonte sem limites - e a banhar-me em rios que galgavam margens e deixavam as águas espreguiçarem-se sem fronteiras, era-me difícil imaginar um outro apertado entre fráguas, por onde a vinha crescia em degraus de terra xistosa, onde se aninhavam as quintas dos grandes senhores. Pelas vossas histórias viajei nos barcos rabelos, conhecendo por dentro as aventuras de um vinho que ganhara o nome da cidade de onde partia para outros lugares, embora tivesse nascido e crescido noutras encostas, junto de portos bem mais a montante da foz. Os da Régua e do Pinhão, figuravam sempre nas vossas narrativas por serem os mais próximos do lugarejo onde nasceu o amor que vos uniu. E o pai não se cansava de contar as viagens feitas a pé, a partir dessas quintas onde trabalhava, noite cerrada, com seu irmão Adérito, atravessando as serranias do medo, para entregarem por inteiro o dinheiro da jorna à mãe, avó Catarina, que os esperava com outros órfãos para sustentar. Mas tu, mãe, agarravas-te às memórias das regueifas, do doce da Teixeira ou rebuçados

da Régua, feitos apenas de açúcar em ponto de caramelo. Era esta rigidez que permitia o prolongamento do prazer de os ir chupando por muito tempo. Guardei sempre a imagem e o sabor destes rebuçados que, na minha imaginação de criança, conseguia sentir de cada vez falavas deles. É por isso que ainda hoje, pese embora toda a enorme variedade de guloseimas a que tenho acesso, não resisto a comprá-los sempre que, nas minhas viagens, passo pela cidade da Régua. Os lugares, as pessoas e as coisas que com eles dialogam, prolongam dentro de mim este sentimento de pertença que nos une. Se a tua ausência é uma eternidade, quando caminho já com a finitude por companheira, sei que guarda o tempo, o sabor e a memória dos rebuçados da Régua.

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O despertar da diáspora

Hoje escrevo o meu artigo número 200 para o jornal Milénio e para celebrar este facto não podia deixar de falar das comunidades.

Recentemente, tive a oportunidade de visitar São Paulo, o coração económico da América Latina, numa missão que reforçou uma convicção que carrego comigo em Toronto: a diáspora portuguesa não pode continuar a ser tratada como um apêndice distante, mas sim como a espinha dorsal de um Portugal moderno e global.

Ao assumir a coordenação política do Partido Socialista para as comunidades fora da Europa, trago comigo a voz de quem vive a realidade da emigração no dia a dia. Esta nomeação representa uma mudança de paradigma necessária na política por-

tuguesa. Pela primeira vez, a coordenação nacional deste projeto não é feita a partir de um gabinete em Lisboa, mas sim por alguém que, como tantos de vós que estão a ler este artigo, conhece as dores, os sacrifícios e as ambições de quem construiu a vida longe do território nacional.

O nosso território de atuação é vasto, abrange as Américas, a Ásia, a África e a Oceânia, mas o nosso objetivo é único: transformar os portugueses no estrangeiro em cidadãos de primeira categoria. Costumo dizer que a nossa jurisdição é, na verdade, uma “cidade global” ligada pela língua e pelo afeto, mas que ainda carece de uma estrutura de apoio que corresponda à sua importância.

Não podemos aceitar passivamente a atual distorção representativa. É um contrassenso democrático que 3 a 4 milhões de portugueses na diáspora elejam apenas dois deputados para o círculo fora da Europa, enquanto distritos no território continental, com uma fração deste número de eleitores, gozam de uma representatividade muito superior. O meu compromisso é lutar para que Portugal reconheça a real

dimensão da sua diáspora. Queremos que as forças políticas, e desafio a oposição a seguir este exemplo, deem protagonismo real a lideranças que vivem em Toronto, São Paulo, Luanda ou Macau. Só quem sente a distância e as dificuldades consulares na pele sabe o que a comunidade realmente precisa.

Esta visão de fortalecimento estende-se, obrigatoriamente, à economia. Durante a minha agenda na Casa de Portugal de São Paulo, ficou evidente que existe um potencial comercial gigantesco que permanece subaproveitado. No atual cenário geopolítico de incertezas e conflitos, Portugal não pode dar-se ao luxo de olhar apenas para o centro da Europa. Temos uma rede de câmaras de comércio robusta, mas falta-nos a vontade política para transformar protocolos em transações reais.

Precisamos de intensificar o fluxo económico entre as nações lusófonas e ibéricas. Se Portugal consolidar acordos profundos com o Brasil, com as nações africanas e com o eixo Canadá-EUA, todos sairemos fortalecidos. A economia da saudade deve dar lugar à economia da oportunidade.

A nossa comunidade merece este reconhecimento, seja através de uma representação parlamentar justa, seja através de uma agenda institucional que nos coloque no centro das decisões. A expectativa de uma visita presidencial ao continente americano não é apenas um desejo protocolar; é o "abraço" que o Estado deve a quem nunca deixou de elevar a bandeira nacional, independentemente da distância. Portugal é muito maior do que o seu retângulo geográfico. Portugal está onde nós estamos. É hora de o país nos ver, finalmente, com os olhos de quem valoriza o seu maior ativo estratégico: o seu povo espalhado pelo mundo. A nossa voz em Toronto terá de ecoar em São Bento, para que o futuro de Portugal seja escrito, também, com a tinta da nossa experiência além-mar.

Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinião
Photo: Copyright

Olivia Chow, anuncia candidatura à reeleição para um segundo mandato

A Presidente do Município de Toronto, Olivia Chow, anunciou que irá candidatar-se a um segundo mandato.

população de Toronto: estou do vosso lado. Sempre estive e sempre estarei."

Funcionários públicos de Ontário podem trabalhar remotamente em alguns dias de jogos do Mundial

O Conselho do Tesouro de Ontário afirma que os funcionários da função pública poderão ter autorização para trabalhar remotamente durante os jogos diurnos do Campeonato do Mundo da FIFA em Toronto, após apelos dos sindicatos por opções de trabalho mais flexíveis durante o torneio e críticas ao mandato de regresso ao escritório do governo.

Liz Tuomi, porta-voz da Presidente do Conselho do Tesouro, Caroline Mulroney, afirma que a província espera que a Função Pública de Ontário (OPS) esteja no local de trabalho cinco dias por semana, mas os gestores "podem aprovar pedidos de trabalho remoto ad hoc, ocasionais ou temporários para proporcionar

flexibilidade a curto prazo" em situações como os jogos diurnos do Mundial agendados para 12 e 26 de junho.

Isto acontece depois de os sindicatos da OPS terem defendido regimes de trabalho alternativos durante o torneio de futebol, invocando preocupações com o aumento do congestionamento, as obras em curso e o acesso condicionado aos passeios.

A Cidade de Toronto também tinha recomendado às organizações no centro da cidade que considerassem ajustar os horários de trabalho e permitir o trabalho remoto sempre que possível para minimizar a necessidade de deslocações, enquanto a cidade se prepara para acolher cerca de 300.000 visitantes durante o Mundial.

CBC/MS

Oseu anúncio surge semanas após a abertura do período de candidaturas para as eleições autárquicas. Embora fosse amplamente esperado que se candidatasse novamente ao cargo mais alto da cidade, nem Chow nem a sua equipa revelaram os seus planos até segunda-feira (25). "Esta manhã registei-me para concorrer à reeleição. Mas isso não muda o que faço aqui como presidente do município", disse. "Haverá muito tempo para fazer campanha no outono. Neste momento, vou dedicar o meu tempo a servir a população de Toronto. Registei-me para dizer uma coisa à

Antes do seu anúncio, a autarca tinha falado regularmente sobre os seus planos para a cidade além de 2026, enviando um forte sinal de que tinha trabalho inacabado. Chow, que nasceu em Hong Kong e mudou-se para Toronto aos 13 anos, foi eleita na eleição intercalar para a presidência do município em 2023 como a terceira mulher e a primeira pessoa racializada a servir como presidente do município na história da cidade. A sua carreira política estende-se por quatro décadas, desde a sua eleição como conselheira do conselho escolar de Toronto em 1985 até um lugar no conselho municipal durante 14 anos.

CBC/MS

Carney afirma que a Câmara

dos Comuns não irá pronunciar-se sobre a pergunta do referendo de Alberta

O Primeiro-Ministro Mark Carney afirma que a Câmara dos Comuns não irá pronunciar-se sobre a pergunta do referendo de outono de Alberta, que poderá abrir caminho para uma votação sobre a separação da província do Canadá.

APremier de Alberta, Danielle Smith, comprometeu-se na semana passada a realizar um referendo em outubro, perguntando essencialmente se os eleitores desejam um segundo referendo vinculativo sobre a separação numa data posterior. Carney afirmou ter sido informado de que a lei federal que confere à Câmara dos Comuns um papel de supervisão sobre um referendo de separação não foi acionada por essa proposta de pergunta. A Lei da Claridade federal, aprovada em 2000, estipula que a Câmara dos Comuns precisa de

determinar se uma proposta de pergunta de separação pode levar a uma indicação clara da vontade de uma província se separar do Canadá. Carney disse aos jornalistas, à saída do período de perguntas, que a lei não foi acionada porque a próxima votação em Alberta "não é um referendo vinculativo". Smith corroborou a avaliação de Carney sobre a sua pergunta de referendo, dizendo aos jornalistas que a votação de outubro servia para "testar as águas". "Está estruturado de forma a permitir-nos obter alguma indicação dos cidadãos de Alberta sobre a política; não é uma pergunta da Lei da Claridade, não é vinculativa", afirmou numa conferência de imprensa com os restantes premiers do oeste.

CBC/MS

Taça do Campeonato do Mundo de Futebol emociona adeptos no Nathan Phillips Square

A contagem decrescente para o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 já começou e Toronto viveu esta semana um aperitivo do que será o maior espetáculo do futebol mundial. A icónica taça chegou ao coração da cidade através da FIFA Trophy Tour by Coca-Cola, reunindo centenas de adeptos no Nathan Phillips Square numa celebração marcada pela emoção, música e paixão pelo futebol.

Ainiciativa, organizada pela Coca-Cola em parceria com a Federação Internacional de Futebol (FIFA, sigla em inglês), integra uma digressão internacional que percorre vários países antes do arranque do torneio. Em Toronto, o troféu esteve em exibição numa estrutura montada em frente à Câmara Municipal, atraindo adeptos de várias idades e nacionalidades. Na digressão mundial estão incluídas 7 cidades canadianas: Vancouver, Calgary, Winnipeg, Montreal, Halifax, Ottawa e Toronto.

Entre bandeiras, camisolas de seleções e telemóveis erguidos para captar o momento, muitos aguardaram ansiosamente pela oportunidade de ver de perto o símbolo máximo do futebol mundial. Para além da

exposição da taça, os pequenos campos de futebol instalados para assinalar a aproximação do torneio permitiram aos visitantes participar em jogos e atividades ligadas ao desporto.

A famosa taça mede cerca de 36,8 centímetros, pesa aproximadamente 6,1 quilos e é produzida em ouro de 18 quilates. Mais do que um troféu, representa o sonho máximo de qualquer seleção nacional e tornou-se um dos símbolos desportivos mais reconhecidos do planeta.

Os bilhetes para visitar a exposição, nos dias 25 e 26 de maio, eram gratuitos, mas esgotaram rapidamente, refletindo o entusiasmo que já se vive no Canadá para o Mundial de Futebol. Toronto será uma das cidades anfitriãs da competição e irá receber seis jogos do torneio, incluindo um encontro da seleção canadiana marcado para 12 de junho de 2026.

As mascotes oficiais do Campeonato do Mundo também marcaram presença, representando os três países anfitriões: Maple, o alce do Canadá; Zayu, a onça-pintada do México; e Clutch, a águia-careca dos Estados Unidos.

Crédito: CBC
Credito: Francisco Pegado

Governo dos Açores elabora Plano Estratégico das Migrações 2027-2037

Segundo o presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, o plano 20272037 será executado com a audição de todos os que “fazem o pensamento crítico e a estratégia proponente do valor dos Açores”, para valorização do arquipélago. “Hoje, com as vossas intervenções, já poderemos considerá-las a primeira ajuda, reflexão e aportação estratégica no contributo que queremos de todos para elaboração desse Plano Estratégico de Migrações que começa hoje”, disse o líder do Governo Regional na sessão de abertura do III Conselho da Diáspora Açoriana, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Na sua intervenção, disse que o contributo dos presentes “será, com todos os outros, decisivo” para o projeto hoje iniciado.

“E, por isso, não faremos ao acaso e de forma avulsa as demonstrações do que possam ser as nossas iniciativas futuras. Elas integrar-se-ão num plano estratégico e que tem, obviamente, um objetivo de valorização, de descoberta, de inovação e de reforço da nossa ligação global e mundial”, vincou.

José Manuel Bolieiro adiantou que o Plano Estratégico das Migrações “quer envolver não apenas a componente emigratória, aliás, felizmente mais reduzida, mas também a componente imigratória e de regressos e retornos”, fruto do impulso de desenvolvimento dos Açores e da atual capacidade de retenção e de atração de pessoas. “E a vossa aportação é decisiva e importante nessa matéria”, rematou, referindo-se aos representantes da diáspora que o escutavam.

No seu discurso, o líder do executivo de coligação também falou dos desafios que se colocam aos Açores, referindo que “fruto de um excesso de centralismo”, muitas vezes, foram “ignorados por decisões globais e nacionais”. “Creio que estamos numa fase em que podemos mudar essa mentalidade.

À visão da pequenez e da distância podemos, agora, contrapor a visão da grandeza e da centralidade. É, por isso, que tenho procurado incentivar a exaltação da nossa História em nome do potencial do nosso futuro”, afirmou.

Bolieiro destacou que os Açores são “grandiosos”, apesar da dimensão terrestre e da geografia: “Não são, na atualidade, os 240 mil residentes, que são a dimensão demográfica da açorianidade. É - estes residentes em cada uma das nossas ilhas -, associada à demografia da nossa diáspora que, afinal, nos dá uma enorme grandeza”. No entanto, reconheceu que nem sempre o país, a União Europeia e, “porventura, nem o mundo”, reconhecem “esta dimensão”, indicando, como exemplo, que o mar dos Açores corresponde a 51% do mar de Portugal. “E isso, já é representativo de uma dimensão grandiosa que, muitas vezes, nós não consideramos. Com o valor estratégico que isso tem e representa para o contexto geopolítico global, como até para o imaginário prospetivo das economias do futuro ligadas à transição digital, à transição climática, à transição energética”, vincou. O presidente do Governo Regional açoriano referiu, ainda, entre outros aspetos, as potencialidades e os recursos da região, relacionados com a economia azul e o espaço. O Conselho da Diáspora Açoriana está hoje reunido em sessão plenária, em Ponta Delgada, numa iniciativa promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades. Este órgão consultivo do Governo dos Açores foi instituído em 2019 e eleitoralmente constituído em 2021, visando assegurar a participação, colaboração e auscultação de representantes das comunidades açorianas dispersas pelo mundo. Na quarta-feira, os conselheiros da diáspora açoriana deslocam-se às ilhas Terceira e Faial para um conjunto de visitas institucionais e culturais.

AO/MS

Governo Regional condiciona criação de reserva marinha à salvaguarda da pesca madeirense

O Governo Regional da Madeira deixou claro que “a criação da futura Reserva Natural Marinha D. Carlos só avançará se estiver plenamente garantida a continuidade da pesca regional”.

A posição foi reafirmada pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, que a classifica como uma condição essencial e inegociável. Em comunicado, o executivo madeirense sublinha “que sempre defendeu um modelo de conservação equilibrado e compatível com a realidade económica e social da Região, rejeitando que a proteção do oceano seja feita à custa das atividades tradicionais que sustentam famílias, comunidades e a economia azul regional”, lê-se.

O Governo Regional rejeita igualmente o que considera serem “visões extremistas ou desligadas da realidade atlântica da Madeira”, defendendo que “a proteção eficaz dos oceanos deve assentar no conhecimento científico, numa gestão equilibrada e no envolvimento das comunidades piscatórias”. “Sem a garantia da salvaguarda da pesca tradicional, a Madeira não acompanhará o processo” de criação da área marinha protegida. Para o executivo regional, “a conservação dos oceanos e a defesa dos pescadores não são objetivos incompatíveis, mas sim duas prioridades que deverão caminhar lado a lado”.

Mural em homenagem a Cristiano Ronaldo será inaugurado na Quinta Falcão

Um mural de homenagem a Cristiano Ronaldo foi inaugurado esta sexta-feira, dia 29 de maio, pelas 15h00, no Centro Comunitário da Quinta Falcão. A cerimónia contou com a presença de Dolores Aveiro, mãe do internacional português, tornando o momento ainda mais simbólico para a comunidade local.

Ainiciativa resultou de uma parceria entre a associação Garouta do Calhau, a KW Alfa Madeira e a Rochas Design, no âmbito do Red Day, um dia em

que os consultores e associados da KW suspenderam a atividade comercial para se dedicarem ao apoio e valorização das comunidades locais.

Este ano, a associação escolhida foi a Garouta do Calhau, nomeadamente o Centro Comunitário da Quinta Falcão, onde foram desenvolvidas diversas ações de intervenção e melhoria do espaço, culminando na criação do mural dedicado àquele que é uma das maiores figuras do desporto madeirense e mundial.

JM/MS

Está à Solta no Do West Fest !

O Rei do Churrasco estará presente no Do West Fest, servindo os melhores sabores da cozinha portuguesa! 5, 6 e 7 de junho

1168 Dundas West (perto do IC Savings)

Crédito: DR
Crédito: DR

além-fronteiras. Para Jorge Mouselo, presidente do PCCM, o balanço desta edição foi extremamente positivo. O responsável destacou o orgulho de ver a comunidade portuguesa continuar a crescer dentro do festival e sublinhou o enorme esforço coletivo necessário para organizar um evento desta dimensão “foram dias inesquecíveis de celebração da nossa cultura portuguesa. Tudo isto só é possível graças ao trabalho, dedicação e união de tantas pessoas que dão o seu tempo e coração para manter viva a nossa tradição”, afirmou.

O Carassauga Festival of Cultures voltou este ano a transformar Mississauga num verdadeiro palco de culturas do mundo. Na sua 41.ª edição, considerado um dos maiores festivais multiculturais do Canadá, o evento reuniu milhares de visitantes ao longo de um fim de semana marcado pela música, gastronomia, tradição e convívio entre comunidades de diferentes origens.

Espalhado por vários centros comunitários da cidade, o festival apresentou dezenas de pavilhões culturais, proporcionando aos visitantes uma verdadeira viagem pelo mundo sem sair de Mississauga. Danças tradicionais, trajes típicos, artesanato, atuações musicais e sabores internacionais fizeram novamente parte de uma celebração que continua a afirmar-se como um dos eventos culturais mais importantes da região.

Uma das tradições mais populares voltou a ser o famoso “passaporte” do Carassauga, o passaporte cultural que incentiva os visitantes a percorrer os vários pavilhões e a colecionar carimbos de diferentes países. Para muitas famílias, sobretudo crianças e jovens, esta experiência representa não apenas diversão, mas também uma oportunidade de contacto direto com a diversidade multicultural que caracteriza o Canadá. Entre os espaços mais visitados voltou a destacar-se o Pavilhão de Portugal, organizado pelo Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM, na sigla em inglês) uma das instituições fundadoras do festival desde 1986. Ao longo das últimas décadas, o espaço português tornou-se uma referência dentro do Carassauga, reconhecido pela autenticidade, hospitalidade e forte envolvimento da comunidade luso-canadiana.

Durante os dois dias do evento, centenas de pessoas passaram pelo Pavilhão de

Portugal para apreciar o melhor da cultura nacional. A gastronomia tradicional voltou a conquistar visitantes de várias nacionalidades, enquanto a música, o folclore e as atuações culturais deram vida ao espaço, criando um ambiente de festa, identidade e orgulho português.

O espaço contou também com várias barraquinhas de diferentes organizações, que aproveitaram a ocasião para divulgar os seus serviços e iniciativas, contribuindo para a dinâmica e vitalidade do pavilhão português.

Os grupos culturais convidados trouxeram também os seus ranchos folclóricos, que tiveram um papel de destaque com atuações de danças e cantares tradicionais de várias regiões de Portugal. Os trajes típicos, a energia em palco e o entusiasmo das gerações mais jovens emocionaram o público e reforçaram a importância de preservar e transmitir as raízes culturais

O evento contou também com a presença de várias figuras da vida política e comunitária canadiana. Entre elas esteve Charles Sousa, deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, que destacou o papel da comunidade portuguesa no crescimento multicultural da cidade e do país.

O programa cultural do Pavilhão de Portugal contou ainda com a participação de artistas convidados, que trouxeram ainda mais animação e emoção às celebrações, criando momentos de grande proximidade, nostalgia e ligação com a comunidade portuguesa emigrante.

O cantor Luís Martelo, vindo de Inglaterra, e a cantora Liliana Oliveira, vinda de Portugal, ambos estreantes no Carassauga, destacaram o caloroso acolhimento da comunidade portuguesa no Canadá. “Foi uma experiência incrível atuar pela primeira vez no Carassauga e sentir tão de perto o carinho da nossa comunidade”, afirmou Luís Martelo.

Também Liliana Oliveira deixou palavras de emoção e orgulho pelo contacto com a diáspora portuguesa, reforçando a importância da continuidade cultural. “Foi uma honra representar Portugal em Mississauga e sentir o afeto da comunidade portuguesa no Canadá”.

No final de mais uma edição memorável, ficou a certeza de que o Carassauga continua a ser uma das maiores celebrações multiculturais do Canadá e de que Portugal continuará a ocupar um lugar de destaque nesta grande festa das culturas. FP/MS

Quando a chuva não cala o orgulho português no Canadá

Por entre nuvens carregadas, lama no recinto e um espírito impossível de travar, nasceu um evento que promete marcar gerações. O tempo não ajudou a Associação Migrante de Barcelos, mas há coisas que nem a meteorologia consegue derrubar: a persistência portuguesa, a força da comunidade e a visão de quem se recusa a desistir. E foi precisamente isso que se viveu no Festival do Galo 2026, no Madeira Park, durante os dias 22, 23 e 24 de Maio.

Oque podia ter sido um contratempo transformou-se numa demonstração viva da alma portuguesa no Canadá. Entre o cheiro da comida tradicional, o som da música popular, o colorido do folclore, os encontros entre famílias, clubes e associações, o festival mostrou que a identidade portuguesa continua bem viva além-fronteiras. Nem a chuva travou os abraços, os brindes, as conversas demoradas nem a vontade de celebrar. A ganadaria canadiana, um dos momentos mais aguardados, trouxe emoção e adrenalina. O futebol juntou equipas, amizades e rivalidades saudáveis. Os ranchos folclóricos deram voz às raízes, enquanto o convívio popular

devolveu ao recinto aquela sensação tão portuguesa de “estar em casa”, mesmo a milhares de quilómetros de distância. Um dos pontos altos foi também a celebração do 4.º aniversário dos Moto Galos – Barcelos Toronto, reforçando o espírito de união e orgulho barcelense.

Mas por trás desta iniciativa existe um nome que merece destaque: Vítor Santos. Num fim-de-semana em que muitos po-

deriam ter baixado os braços perante um tempo ingrato, Vítor Santos mostrou aquilo que define muitos dos grandes projetos comunitários: persistência, coragem e crença na ideia.

Porque organizar um festival desta dimensão não é apenas montar tendas, palcos ou atividades. É carregar um sonho às costas, enfrentar obstáculos invisíveis, ouvir dúvidas, resolver imprevistos e con-

tinuar a avançar quando seria mais fácil parar. E avançou. O Festival do Galo 2026 não foi apenas mais um evento. Foi uma declaração de intenção. Foi o primeiro capítulo. Houve desafios? Muitos. O tempo complicou? Sem dúvida. Mas também houve entrega, participação, apoio comunitário e uma mensagem clara que ficou no ar quando as luzes começaram a apagar-se: isto não termina aqui. Quem esteve presente percebeu que nasceu algo com potencial para crescer, consolidar-se e tornar-se referência no calendário luso-canadiano. Porque os grandes eventos não nascem perfeitos — nascem com coragem. E se depender da determinação de Vítor Santos e da comunidade que acreditou neste projeto, o Festival do Galo não será lembrado apenas pelo ano em que a chuva apareceu. Será lembrado como o primeiro de muitos. E promete voltar ainda mais forte, até que o galo de Barcelos para de cantar.

Carassauga voltou a celebrar o multiculturalismo em Mississauga
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Festival do Galo
“Mente Forte, Gente Forte” une comunidade e angaria 23 mil dólares para a saúde mental

A comunidade portuguesa respondeu em força ao apelo à solidariedade e à consciencialização para a saúde mental na gala “Mente Forte, Gente Forte –Mental Health Awareness Fundraiser”, realizada na Casa dos Açores, que angariou 23 mil dólares para apoiar o CAMH –Centre for Addiction and Mental Health.

Oevento reuniu participantes, patrocinadores, colaboradores e voluntários numa demonstração de união em torno de uma causa que continua a exigir mais apoio, visibilidade e ação. Para além da forte adesão, a gala destacou-se pelo uso de meios digitais para promover mensagens de esperança, coragem e sensibilização. O programa incluiu apresentações de patrocinadores, rifas solidá-

rias e vídeos de parceiros, colaboradores e testemunhos ligados ao CAMH, Abrigo e Toronto Western Hospital. Mensagens em vídeo de Ana Luísa Riquito, Anabela Taborda, Katherine Carvalho, Jessica Amaro, Paul Tavora e Patrícia Borges reforçaram a importância da prevenção, tratamento e apoio emocional.

A componente artística, com Tony Câmara e DJ Jason Branco, trouxe energia e emoção a uma noite marcada pela reflexão e pela celebração da saúde mental.

Ao longo do evento foi repetidamente reconhecida a visão, dedicação e determinação das três diretoras do movimento — Suzanne da Cunha Carvalho, Odilia Andrade Janeiro e Cindy Da Ponte — apontadas como a força impulsionadora de uma iniciativa nascida para quebrar o silêncio,

combater o estigma e criar espaços seguros de diálogo assumiram-se como os pilares centrais desta missão.

A mensagem transmitida ao público foi simples, mas poderosa: pedir ajuda não deve ser motivo de vergonha. Como referiu Odilia Janeiro, “não tenham medo de pedir ajuda. Mesmo no meio da solidão e da escuridão, há sempre uma luz que brilha. Não guardem a dor. Cada pessoa carrega dentro de si a força e a coragem para seguir em frente”.

Apresentada como a primeira edição de um movimento com ambição de crescer junto da comunidade, a iniciativa nasce da convicção de que a saúde mental continua a ser um tema ainda pouco debatido. “Queremos continuar este movimento. É importante que as pessoas tenham acesso

à informação sobre saúde mental, possam ouvir, falar e perceber que não estão sozinhas”, afirmou Cindy Da Ponte.

Por sua vez, Suzanne da Cunha Carvalho destacou a necessidade de continuar a criar oportunidades de diálogo e sensibilização. “Há muitas pessoas que ainda desconhecem a realidade de várias doenças mentais. É fundamental abrir espaço para a conversa”, afirmou, explicando ainda que os fundos angariados serão distribuídos entre programas destinados a idosos e iniciativas dirigidas aos jovens.

Suzanne admitiu que havia dúvidas sobre a reação da comunidade, mas reforçou que a saúde mental diz respeito a todos: “Ninguém está imune a dificuldades emocionais. É preciso continuar a falar sobre o tema e mostrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.”

Com a colaboração especial de Tony Câmara e Linda Correia, e também com a marca da MDC Media Group, aquilo que começou como um evento solidário poderá afirmar-se como o início de um verdadeiro movimento de consciencialização, união e apoio mútuo, com intenção assumida de regressar no próximo ano. Carregado de emoção, humanidade e orgulho coletivo, o encontro deixou uma ideia central entre os presentes: uma mente forte não é aquela que nunca sofreu, mas aquela que encontrou mãos para se levantar — mãos que ouviram, acreditaram, não julgaram e permaneceram presentes.

A gala terminou com agradecimentos dirigidos à comunidade, patrocinadores, colaboradores e voluntários, bem como com o anúncio da próxima edição, prevista para 2027. Mais do que uma angariação de fundos, “Mente Forte, Gente Forte” afirmou-se como um movimento comunitário de sensibilização, empatia e compromisso. Porque, como ficou dito no encerramento da noite, “uma mente forte… nasce quando existe gente forte à nossa volta”. RMA/MS

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Nova direção da Casa do Alentejo aposta na juventude, experiência, tradição e abertura à comunidade

A Casa do Alentejo de Toronto iniciou um novo ciclo com a tomada de posse da sua nova direção, liderada por Luís Costa, que assume a presidência com a ambição de reforçar o papel da instituição na comunidade, apostando na renovação, na experiência, na valorização das tradições e na criação de novos projetos. Perante uma sala cheia na cerimónia de tomada de posse, o novo presidente traçou a sua visão para o futuro da coletividade, destacando a vontade de elevar a Casa do Alentejo a “patamares superiores”, sem perder a identidade, o respeito e a dignidade conquistados ao longo dos anos. Entre as prioridades da nova direção estão o desenvolvimento de iniciativas dirigidas aos sócios e aos seniores, bem como uma forte aposta na juventude, que Luís Costa identifica como um dos principais desafios da instituição. “Queremos continuar a evoluir, trabalhar passo a passo e reforçar o reconhecimento da Casa do Alentejo dentro da comunidade”, afirmou.

Apesar de não ser alentejano, Costa explicou que a decisão de assumir a presidência surgiu após dois anos de envolvimento na direção anterior, liderada por Jaime Nascimento. Segundo revelou, a dificuldade em encontrar alguém disponí-

vel para assumir o cargo levou-o a refletir sobre a necessidade de uma liderança mais jovem e dinâmica. “Pensei que era o momento de apostar na juventude, em ideias novas, em energia e vontade de trabalhar”, referiu, sublinhando o compromisso da equipa diretiva para os próximos dois anos.

A forte adesão à cerimónia de tomada de posse foi recebida com entusiasmo pelo novo presidente, que confessou ter ficado surpreendido com o número de pessoas in-

teressadas em marcar presença, ao ponto de surgirem pedidos de última hora para mais lugares. Para o novo presidente, este apoio demonstra a confiança da comunidade no novo projeto e simboliza também o regresso de antigos colaboradores que estiveram afastados da instituição durante vários anos.

No plano das atividades, a nova direção pretende manter os projetos já existentes, mas introduzir igualmente novas iniciati-

Credito: DR

vas. Um dos objetivos assumidos passa pela reativação do Rancho Folclórico a curto ou médio prazo, além de outros projetos que ainda se encontram em fase de preparação e que serão anunciados futuramente. As propostas pretendem envolver diferentes faixas etárias, desde os jovens aos seniores, promovendo uma maior dinâmica associativa.

Na sua intervenção, o novo presidente fez ainda questão de reforçar uma mensagem de inclusão e abertura. Sublinhou que a Casa do Alentejo continua a ser um espaço destinado não apenas aos alentejanos, mas a todos os portugueses, independentemente da sua origem regional ou condição.

“Esta casa está aberta a toda a gente. Aqui, todos são bem-vindos”, destacou, defendendo uma instituição plural, agregadora e aberta à comunidade em geral. Com uma liderança jovem, novos objetivos e a promessa de preservar a cultura e as tradições alentejanas, a Casa do Alentejo inicia assim uma nova etapa, marcada pela renovação e pela vontade de fortalecer o seu papel associativo e cultural.

RMA/MS

PORTUGAL PORTUGAL

Pensões

Credito: JN

Penalização vai ser maior para quem pedir reforma antecipada

O corte das pensões por via do fator de sustentabilidade, aplicado a algumas reformas antecipadas, será de 17,63%, aumentando face aos 16,9% de 2025, segundo cálculos da agência Lusa com base em dados do INE.

Os cálculos feitos pela agência Lusa basearam-se nos mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a esperança média de vida aos 65 anos, indicador utilizado para efeitos de determinação da idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de Segurança Social e do fator de sustentabilidade. Em 2026, a idade normal de acesso à reforma está fixada nos 66 anos e nove meses, pelo que as pessoas que se reformem antes desta idade - e que não estejam abrangidas por nenhum dos regimes especiais ou de carreiras contributivas longas - terão um corte de 17,63%. A este corte há ainda a somar uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal da reforma.

O fator de sustentabilidade usado no cálculo das pensões de velhice do regime geral de Segurança Social tem em conta a evolução da esperança média de vida aos 65 anos entre o ano de 2000 e o ano anterior ao do início da pensão. O fator de sustentabilidade de 2026 é superior ao que foi aplicado no ano passado (16,9%), que já tinha aumen-

tado face aos 15,8% de 2024. Em 2023 foi de 13,8%, em 2022 de 14,06% e, em 2021, de 15,5%. O recuo em 2022 e 2023 resultou da diminuição da esperança média de vida registada quer no triénio 2019-2021, quer no 2020-2022, devido à mortalidade registada durante as fases mais agudas da pandemia de covid-19. O sistema de pensões atualmente em vigor comporta várias situações em que o corte pelo fator de sustentabilidade não é aplicado, mesmo que a pessoa aceda à pensão antes da idade normal. Estão neste caso as pessoas que, enquanto têm 60 anos de idade completam 40 anos de carreira contributiva, sendo que nesta situação se lhes aplica a penalização de 0,5% por cada mês de antecipação. Já quem reúne as condições previstas no âmbito do regime das muito longas carreiras contributivas - onde estão os trabalhadores com 60 ou mais anos de idade e 46 ou mais anos de descontos e começaram a trabalhar antes dos 16 anos - podem reformar-se sem qualquer penalização.

O valor provisório da esperança de vida aos 65 anos, apurado anualmente pelo INE, é divulgado em novembro, servindo de referência para efeitos de determinação da idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de Segurança Social e do fator de sustentabilidade a aplicar ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de Segurança Social.

JN/MS

Prazo para limpeza de terrenos alargado até 30 de junho em todo o território

O prazo para limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território, anunciou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.

"Para todo o país, e face às condições climatéricas que também tivemos e às chuvas, vamos alargar o prazo de limpeza, que acabava [para os concelhos que não estiveram em situação de calamidade] agora a 31 de maio, até 30 de junho", disse o ministro da Agricultura. O governante acrescentou que as entidades já foram ouvidas para o prolongamento do prazo em todo o território nacional. No início do mês, os proprietários florestais já tinham

pedido o prolongamento do prazo para a limpeza de terrenos, para prevenir incêndios rurais, apontando falta de mão-de-obra e aumento de custos.

Até agora, os prazos para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de fogos rurais, iam até 30 de junho apenas nos concelhos abrangidos pela declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro. As coimas por falta de limpeza oscilam entre 150 a 1500 euros, para pessoas singulares, podendo atingir 10 mil em casos específicos, e até 25 mil para pessoas coletivas.

Duarte Moral é

um dos detidos

da megaoperação da PJ ao poder autárquico do PS

A CNN Portugal sabe que foram já levadas a cabo cinco detenções - quatro foram realizadas fora de flagrante delito e uma em flagrante delito, por posse ilegal de arma. Foram já constituídos 37 arguidos.

Duarte Moral, antigo assessor do ex-primeiro-ministro António Costa e também próximo do atual líder do PS José Luís Carneiro, é um dos cinco detidos da megaoperação da PJ ao poder autárquico do PS, sabe a CNN Portugal.

A Polícia Judiciária tem em marcha uma das maiores operações do ano, com cerca de 400 inspetores na rua numa investigação da unidade de combate à corrupção que visa um alegado polvo montado em torno do poder autárquico do PS - por crimes como prevaricação, tráfico de influência ou recebimento indevido de vantagem, relacionados com a contratação de militantes e a adjudicação de serviços a empresas de socialistas, por ajuste direto, que ascenderam a mais de 800 mil euros só entre os anos de 2016 e 2022.

No epicentro desta operação está a junta de freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, que era liderada pelo socialista Miguel Coelho - um dos visados na operação de buscas. Contratou, em Mafra, uma rede de nove elementos ex-candidatos do PS àquela autarquia, com Sérgio Santos à cabeça, enquanto diretor do departamento de compras da junta lisboeta. E este, com Miguel Coelho, passaram a contratar para serviços 19 empresas também da zona de Mafra e ligadas a militantes socialistas por valores que chegaram a 800 mil euros.

Parlamento

Uma das beneficiárias de contratos por ajustes diretos é a mulher de Duarte Moral, antigo assessor do ex-primeiro-ministro António Costa e também próximo do atual líder do PS José Luís Carneiro na gestão da comunicação do partido. A mulher de Duarte Moral celebrou contratos com a junta de Santa Maria Maior, por ajuste direto, na ordem dos 70 mil euros entre 2020 e 2022. E também o próprio Duarte Moral teve ligações empresariais ao mesmo PS de Mafra nas autárquicas de 2021, com a venda de panfletos publicitários e consultadoria de comunicação, por mais de 10 mil euros, negócio que replicou por outras campanhas do PS no país.

Além das centenas de inspetores e peritos da Polícia Judiciária, estão no terreno sete magistrados do Ministério Público, para dar cumprimento a 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra.

A sede nacional do Partido Socialista (PS), no Largo do Rato, em Lisboa, é um dos alvos das cerca de 90 buscas realizadas pela Polícia Judiciária, na quinta-feira de manhã (28), no âmbito da designada Operação Imergente.

Em comunicado enviado às redações, o PS afirmou que a Polícia Judiciária estava na sua sede nacional a realizar "diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores".

"O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária", garante o mesmo comunicado.

Montenegro responde a Passos com metáfora da maratona

As declarações de Pedro Passos Coelho sobre a necessidade de "mais ritmo" na política portuguesa e as críticas aos políticos que se tornam "postiços", comparando-os a "prostitutos sem carácter", dominaram o debate político.

No debate quinzenal na Assembleia da República, Montenegro procurou relativizar as críticas de Pedro Passos Coelho, recorrendo à metáfora de um "corredor de fundo" para defender a estratégia do executivo PSD/CDS. "Somos corredores com "endurance", somos corredores de fundo, somos corredores que sabem que para chegar ao fim numa maratona não

se pode "sprintar" nos primeiros tempos", afirmou o primeiro-ministro, sustentando que o Governo segue "o seu ritmo", sem acelerar em excesso nem ficar para trás. A resposta surgiu depois de o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, ter ironizado com as críticas dirigidas ao executivo. O comunista afirmou ser "a única pessoa neste Parlamento solidária com o primeiro-ministro", argumentando que o Governo tem tido "ritmo" suficiente no "desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde", no ataque aos direitos laborais e na transformação de áreas como a habitação ou as creches em "negócio".

CNN/MS

Ataque ao Irão

EUA sancionam autoridade iraniana que gere trânsito no estreito de Ormuz

Washington sancionou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), considerando-a uma nova tentativa por parte do Irão de tirar proveito económico dos navios que transitam pelo estreito de Ormuz.

OEscritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro norte-americano incluiu esta entidade numa "Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas", por considerar que a PGSA assistiu, patrocinou ou forneceu apoio financeiro, material ou tecnológico, bem como bens ou serviços, ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ou em seu benefício.

A PGSA é um organismo do Governo iraniano criado para gerir os pedidos de passagem pelo estreito de Ormuz, tendo publicado na semana passada um mapa em que reafirma as reivindicações de Teerão sobre uma ampla área marítima do estreito.

Entre as exigências recentes de Teerão para o trânsito por Ormuz incluem-se o pagamento de portagens - em moeda fiduciária, ativos digitais, compensações, trocas informais ou outros pagamentos em espécie - ou a providenciação de informação sensível sobre os navios.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, declarou que a ação visa "a tentativa mais recente do Exército iraniano de extorquir o comércio marítimo mundial, prova de que a ofensiva 'Fúria Épica' deixou o regime desesperado por obter dinheiro".

Com a inclusão nesta lista, todos os bens e direitos da Autoridade que se encontrem nos Estados Unidos ou sob posse ou controlo de pessoas norte-americanas ficam bloqueados e devem ser comunicados.

Também ficam bloqueadas as entidades que a Autoridade detenha, direta ou indi-

retamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais.

O Departamento do Tesouro tem privado o regime iraniano de receitas para os seus programas de armamento, para os programas semelhantes de grupos aliados e destinados a alegadas ambições nucleares. "Sob a liderança do presidente Trump, continuaremos implacáveis no esforço para restringir a rede de embarcações e intermediários", acrescentou Bessent.

Conselho de Paz de Trump sem dinheiro para reconstruir Gaza

O Conselho de Paz do presidente dos EUA, Donald Trump, não tem dinheiro no fundo oficial para a reconstrução de Gaza, apesar de os países membros terem prometido milhares de milhões de dólares, segundo revelou à AFP uma fonte familiarizada com o processo.

Trump criou inicialmente o conselho para reconstruir Gaza, quando Israel e o Hamas chegaram a acordo sobre um cessar-fogo apoiado pelos EUA em outubro, numa tentativa de pôr fim a dois anos da escalada da guerra. Mas rapidamente levantou dúvidas ao enviar convites generalizados, incluindo ao presidente russo Vladimir Putin e a países bastante distantes da diplomacia tradicional do Médio Oriente.

Desde que o Conselho foi criado, o seu fundo - administrado pelo Banco Mundial e apoiado pelas Nações Unidas - não recebeu dinheiro de doadores, disse à AFP uma fonte ligada ao Conselho de Paz. O dinheiro não foi depositado porque o fundo foi criado para a fase de reconstrução e desenvolvimento, que ainda não foi alcançada, explica a mesma fonte.

Numa publicação nas redes sociais, o Conselho da Paz afirmou que o fundo ad-

ministrado pelo Banco Mundial era "apenas um dos muitos mecanismos de financiamento que, até à data, não foram utilizados pela comunidade de doadores". A publicação acrescentou que o Conselho estava a ser financiado "através de outros mecanismos".

As principais nações europeias têm evitado o Conselho, que é dominado por parceiros de longa data dos EUA no Médio Oriente, aliados ideológicos de Trump e países mais pequenos ansiosos pela atenção do líder norte-americano.

Uma avaliação da UE e da ONU publicada em abril estimou que serão necessários mais de 71 mil milhões de dólares na próxima década para a reconstrução de Gaza, devastada pela guerra, onde a ONU afirma que a situação humanitária é "crítica".

As operações militares israelitas em Gaza continuaram apesar do cessar-fogo, com pelo menos 910 pessoas mortas desde então, de acordo com o Ministério da Saúde do território. Israel ainda mantém o controlo de 60% da Faixa de Gaza, incluindo todos os pontos de entrada e saída, enquanto a população se concentra na costa. JN/MS

Israel suspende relações com António Guterres

Israel suspendeu relações com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou o embaixador israelita na ONU, denunciando a decisão, ainda não pública, de incluir Israel numa "lista negra" relacionada com violência sexual em conflitos.

Amissão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano.

JN/MS

União Europeia

Temu multada em 200 milhões de euros por produtos ilegais

A União Europeia multou em 200 milhões de euros a retalhista online chinesa Temu por permitir a venda de produtos ilegais, incluindo brinquedos perigosos para bebés e carregadores defeituosos.

Segundo os reguladores da UE, é "muito provável que os consumidores europeus encontrem artigos ilegais" na Temu, tendo a empresa subestimado "gravemente a frequência com que os consumidores da UE são suscetíveis de" ver tais produtos.

"A empresa não identificou, analisou e avaliou de forma diligente os riscos sistémicos da oferta de produtos ilegais na sua plataforma e os danos daí resultantes para os consumidores na União Europeia", afirmou a UE. A Temu afirmou discordar da UE e que a multa era "desproporcionada".

A plataforma é extremamente popular na União Europeia, com 130 milhões de utilizadores após a entrada no mercado do bloco em 2023. No entanto, tem sido alvo de um escrutínio rigoroso desde outubro de 2024, quando a UE abriu a sua investigação, que concluiu preliminarmente, em julho do ano passado, que a Temu tinha violado regras fundamentais relativas aos riscos de produtos ilegais.

"A Temu é um interveniente muito importante no mercado europeu", disse a comissária europeia para a tecnologia, Henna

Virkkunen, aos jornalistas, acrescentando que a sua dimensão significava que muitos consumidores da UE poderiam obter produtos ilegais.

A multa é apenas a segunda imposta ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais (DSA) da UE relativa a conteúdos, depois de a plataforma X de Elon Musk ter recebido uma multa de 120 milhões de euros em dezembro.

JN/MS

Credito: JN
Credito: JN
António Santos e Sousa
José Correia
Micheal Nóbrega
Maria Linhares de Sousa
Nelly Furtado
António Amaro
Charles Sousa
Pedro Vieira
Shawn Desman
Jack A. Prazeres
Mario Silva
Meaghan Benfeito
Horácio Arruda
Nellie Pedro
Paula Palma
Nancy Silva-Gagliardi
Frank Alvarez
Pedro Antunes
Albino Fernandes Da Silva

J. (Manny)

Portuguese Canadian Builders

2014

Pedro da Silva “dit le Portugais”

José Mário dos Santos Freitas Coelho 2016

Branca Amélia Correia Proença Gomes

2017

Damião Costa & Virgínia Costa

Jill Webster

Ricardo Sternberg

2018

Alberto de Castro

2019

Mário Coelho Tomaz 2022

David Tavares

Virgílio Pires

2023

António de Sousa

2024

Luso-Can Tuna

2025

First Portuguese Canadian Cultural Centre

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O sabor que ela nos ensinou a amar

da vitória na cidade

Sporting CP 1

S.C.U. Torreense 2

A equipa do Torreense surgiu à varanda da Câmara Municipal empunhando a taça ganha na Taça de Portugal perante as centenas de adeptos que os esperavam na cidade para continuar os festejos da vitória na Taça de Portugal.

Pelas 00.30, jogadores e treinador da equipa chegaram à Câmara Municipal de Torres Vedras e da varanda exibiram a taça conquistada no domingo (24), com uma vitória por 2-1 frente ao Sporting, ao som da música "We are the Champions" e do hino do clube, um momento ainda assinalado com fogo de artifício e com centenas de adeptos a vibrar, devidamente equipados com bandeiras e cachecóis do clube.

O treinador, Luís Tralhão, agradeceu o apoio dos adeptos.

Depois do fim do jogo, muitos torreenses de todas as idades foram enchendo todo o espaço em frente ao edifício da Câmara Municipal, à espera da equipa, transformando o local numa improvisada "discoteca ao ar livre".

Além dos clássicos "we are the champions" ou "conquistadores", os adeptos e simpatizantes ouviram ainda o hino do clube e músicas de Carnaval a fazer lembrar as tradicionais festividades carnavalescas, adiadas este ano devido às intempéries de janeiro e fevereiro.

O Torreense tornou-se na primeira equipa abaixo do escalão principal a conquistar a Taça de Portugal de futebol, ao vencer o Sporting, detentor do troféu, por 2-1, após prolongamento, na final disputada no Estádio Nacional, em Oeiras.

DIVERSOS

Cristiano Ronaldo lidera a lista de atletas mais bem pagos em 2026

Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo, jogador do Al Nassr e da seleção nacional, continua a ser o atleta mais bem pago do mundo, agora pelo quarto ano consecutivo, segundo o ranking da Forbes divulgado.

Nos últimos 12 meses, Ronaldo é o atleta com maiores rendimentos, com estimados 258,5 milhões de euros (300 milhões de dólares), antes de impostos ou comissões de agentes, igualando o máximo já registado pela publicação, que pertencia a Floyd Mayweather, em 2015. O montante inclui 202 milhões de euros do contrato com

o Al Nassr e 56 milhões provenientes de patrocínios, participações públicas, concessão de licenças, artigos de coleção e outras atividades comerciais.

Em segundo na lista está o boxeador mexicano Canelo Álvarez e Messi é terceiro, ambos a rondar metade dos rendimentos de Ronaldo. LeBron James, basquetebolista, é quarto e o basebolista Shohei Ohtani é quinto.

É a sexta vez que Ronaldo lidera este ranking, sendo que em termos de jogadores de futebol, é o mais bem pago desde 2019, segundo o último relatório da conceituada publicação.

JN/MS

Villas-Boas sobre título dos sub-17:

“Futuro do F. C. Porto está a ser construído em casa”

André Villas-Boas, presidente do F. C. Porto, felicitou toda a estrutura da equipa de sub-17 que venceu o Campeonato Nacional.

Depois do título conquistado nos sub19, o F. C. Porto bateu também a concorrência e tornou-se campeão no escalão de sub-17, após ter empatado no reduto do Benfica, no Seixal, por 2-2.

André Villas-Boas, presidente do F. C. Porto, deixou uma mensagem no site do clube para celebrar o momento. "Há vitórias que contam a história de um título e há outras que contam a história de um projeto. Este campeonato nacional de sub-17, conquistado com um avanço de 11 pontos

a três jornadas do fim, é um pouco das duas coisas", começa por escrever, destacando o caráter da equipa.

"Ver estes jovens competir e conquistar assim, com personalidade, coragem e respeito pela nossa identidade, enche de orgulho qualquer Portista. Aqui sentese bem o que é o F. C. Porto: talento com ambição, mas também com caráter e espírito de equipa", acrescentou.

O líder azul e branco estendeu ainda as felicitações a todos os responsáveis. "Quero deixar uma palavra muito especial aos jogadores, ao treinador José João e à sua equipa técnica, que fizeram um trabalho exemplar ao longo de toda a época. Mas este título também pertence a toda a estrutura da

formação, que vem realizando um trabalho notável: em pouco tempo, dois campeonatos nas camadas jovens e, ao mesmo tempo, jogadores preparados para darem o salto e ajudarem os escalões superiores".

Por fim, André Villas-Boas realçou o trabalho que tem sido desenvolvido desde as camadas jovens. "Esta conquista reforça a ideia de que o futuro do F. C. Porto está a ser construído em casa, dia após dia, com exigência, competência e uma paixão enorme por este clube. Hoje celebramos os sub-17, mas celebramos também o caminho que estamos a trilhar para manter o F. C. Porto forte, competitivo e fiel a si próprio. Viva o Futebol Clube do Porto!", finalizou. JN/MS

COACHES

Ronaldo e os filhos nos festejos de campeão do Al Nassr. (EPA)
André Villas-Boas, presidente do F. C. Porto. (Carlos Carneiro)
Equipa do Torreense celebra a conquista da Taça de Portugal na varanda da Câmara Municipal de Torres Vedras (Carlos Barroso/Lusa)

FUTEBOL INTERNACIONAL

Palhinha salva Tottenham e West Ham de Nuno Espírito Santo é despromovido da Premier League

O West Ham, de Nuno Espírito Santo e Mateus Fernandes, foi despromovido ao Championship, segundo escalão do futebol inglês, porque o Tottenham venceu com um golo de Palhinha.

Apesar da vitória dos "hammers" por 2-0 (golos de Taty Castellanos, Jarrod Bowen e Callum Wilson, aos 67, 79 e 90+4 minutos) sobre o Leeds, o resultado não foi suficiente para a salvação, uma vez que o Tottenham também venceu, por 1-0, com um golo de João Palhinha, diante do Everton.

No terceiro posto em Inglaterra, com 71 pontos, ficou o Manchester United, que bateu o Brighton por 3-0, com o último golo do desafio a ser apontado pelo 'inevitável' Bruno Fernandes, recém-eleito melhor jogador da Liga inglesa.

Logo a seguir ficou o Liverpool, com 60 pontos, que completa o lote de cinco em-

O internacional português Bernardo Silva realizou no domingo (24) o último jogo pelo Manchester City, diante do Aston Villa, sendo agraciado com uma guarda de honra dos companheiros e dos adversários, na derradeira jornada da Liga inglesa de futebol.

Estavam decorridos 56 minutos quando o "criativo" luso foi rendido pelo croata Mateo Kovacic, deixando o relvado do Estádio Etihad em lágrimas e sendo cumprimentado por todos os jogadores do City e também dos "villans" que lhe concederam uma guarda de honra. A saída emocionada de campo foi ainda mais emotiva quando o técnico Pep Guardiola, também ele a realizar o seu último encontro à frente dos "citizens", dispensou um forte e sentido abraço ao capitão, que, ao longo dos nove anos no clube, foi um dos jogadores preferidos do catalão, como o próprio treinador assumiu diversas vezes.

blemas ingleses na Champions, depois de vencer hoje em casa o Brentford (nono com 53), que acabou a época com os mesmos pontos que o Brighton (oitavo classificado e apurado para a Liga Conferência), mas falhou o acesso às competições europeias.

O Bournemouth (sexto com 57) empatou fora (1-1) com o Nottingham Forest (16.º com 44), de Vítor Pereira, e ficou no sexto posto, assegurando uma vaga na Liga Europa, tal como o Sunderland (sétimo com 54), que ganhou ao Chelsea (10.º com 52), por 2-1, e agarrou o outro lugar na segunda competição mais importante de clubes na Europa.

De referir ainda que, na próxima temporada, Coventry, Ipswich e Hull City disputarão a Premier League.

Bernardo Silva, que completa 32 anos em agosto, cumpriu nove épocas no City, somando 459 jogos e 76 golos desde que o emblema inglês o contratou ao Mónaco, em 2017.

Neste período, conquistou 19 troféus pelos "citizens": venceu por seis vezes a Premier League, inclusive o inédito "tetra" (2021 a 2024), cinco Taças da Liga inglesa, três Taças de Inglaterra, três Supertaças inglesas, um Mundial de clubes e a primeira e única Liga dos Campeões da história do clube.

Minutos depois, também John Stones teve direito a igual despedida, ele que vai igualmente deixar o City, ao fim de 10 anos. Após abandonar o relvado, sentou-se ao lado de Bernardo Silva, chorando com o amigo português, que deu a um dos seus cães o nome próprio do defesa inglês.

JN/MS

Bruno Fernandes eleito melhor jogador da época da Premier League

O internacional português Bruno Fernandes, médio do Manchester United, foi eleito o melhor jogador da época 2025/26 da Liga inglesa de futebol, anunciou o organizador da competição, que já consagrou o Arsenal como campeão.

Bruno Fernandes marcou oito golos na Premier League e efetuou 20 assistências, igualando o recorde da prova na mesma época, que pertence também ao francês Thierry Henry (Arsenal, em 2002/03) e ao belga Kevin De Bruyne (Manchester City, em 2019/20), os quais poderá ultrapassar na 38.ª ronda, no domingo, quando os "red devils" defrontarem o Brighton.

O médio português, de 31 anos, desempenhou um papel central na boa

campanha da equipa de Manchester, especialmente depois de Michael Carrick ter substituído o português Ruben Amorim como treinador do United, que vai terminar no terceiro lugar do campeonato, atrás do Arsenal, virtual campeão, e do rival Manchester City, segundo classificado.

Bruno Fernandes, que completou a sétima época ao serviço do Manchester United, vai receber pela primeira vez o prémio de melhor futebolista da época em Inglaterra e tornar-se-á o terceiro jogador português a ser distinguido, depois do avançado Cristiano Ronaldo, em 2006/07 e 2007/08, também no Manchester United, e do defesa Rúben Dias, em 2020/21, no Manchester City.

O capitão do Manchester United, o primeiro jogador dos "red devils" a ser eleito desde o sérvio Nemanja Vidic, em 2010/11, já tinha escolhido como o melhor futebolista da Liga inglesa de 2025/26 pela Associação de Jornalistas Desportivos, à frente de Declan Rice, médio do Arsenal, e do norueguês Erling Haaland, avançado do Manchester City.

Rice e Haaland foram também dois dos sete jogadores que Bruno Fernandes superou na corrida pelo prémio atribuído pela Premier League, cuja lista incluía ainda o espanhol David Raya e o brasileiro Gabriel Magalhães, ambos do Arsenal, o ganês Antoine Semenyo, do Manchester City, o brasileiro Igor Thiago, do Brentford, e Morgan Gibbs-White, do Nottingham Fo-

rest, equipa treinada pelo português Vítor Pereira.

Kevin De Bruyne tinha sido o último jogador a ser eleito o melhor da competição sem ter conquistado o título de campeão inglês, na temporada 2019/20, em que igualou o recorde de 20 assistências estabelecido por Thierry Henry, número que Bruno Fernandes também já atingiu. Bruno Fernandes sucede na lista de vencedores ao egípcio Mohamed Salah, avançado do Liverpool, enquanto o defesa inglês do Manchester City Nico O'Reilly, de 21 anos, foi eleito o melhor jogador jovem da Liga inglesa de 2025/26, galardão que é atribuído ao jogadores com idade até 21 anos, inclusive, no início da época. JN/MS

Bernardo Silva despede-se do Manchester City com guarda de honra e lágrimas
Creditos: DR
Palhinha festeja golo. (David Cliff/AFP)

Sporting sagra-se campeão europeu

masculino e 'vice' feminino

O Sporting venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus na competição masculina, um feito que o clube alcança pela segunda vez na história do clube. Na vertente feminina, a equipa leonina garantiu o estatuto de vice-campeã europeia.

Acompetição, que decorreu em Castellón, Espanha, e que regressou ao calendário após uma ausência de sete anos, viu a equipa masculina do Sporting confirmar o favoritismo. Os leões, que já tinham vencido em 2000, chegaram ao dia decisivo na liderança, com 99 pontos, e selaram a vitória com um total de 194 pontos, superando o Playas de Castellón (189,5 pontos) e o Enka Sports Club (188,5 pontos).

O triunfo masculino foi consolidado por uma série de desempenhos de alto nível. A estafeta de 4x400 metros, composta por Delvis Santos, João Coelho, Diogo Barrigana e Omar Elkhatib, foi decisiva ao vencer a sua prova com o tempo de 3.06,35 minutos, garantindo pontos cruciais para a classificação final.

Individualmente, destacaram-se atletas como Gerson Baldé no salto em comprimento, Abdel Larrinaga nas barreiras, David Garcia nos 800 metros, Leandro Monteiro nos 3000 metros barreiras e Emmanuel Eseme nos 200 metros, todos eles somando a pontuação máxima nas respetivas disciplinas e contribuindo para a consistência da equipa.

No setor feminino, a equipa do Sporting lutou pela vitória até às últimas provas, terminando na segunda posição. As leoas, que também lideravam no final do primeiro dia com 127 pontos, concluíram a

competição com 217 pontos, sendo apenas superadas pela equipa espanhola do Diputación Valencia CA, que somou 222 pontos. O pódio ficou completo com o Playas de Castellón, em terceiro lugar, com 193 pontos.

O desempenho coletivo da equipa feminina foi notável, com várias atletas a obterem classificações de relevo. Jéssica

Inchude, Tirhas Gebrehiwet, Katherine Jacobsen e Patrícia Silva foram alguns dos nomes em destaque, somando pontos importantes em provas de velocidade, barreiras, saltos e meio-fundo. A estafeta feminina de 4x400 metros também alcançou a pontuação máxima, sublinhando a competitividade da formação portuguesa.

A Bola/MS

SC TORONTO

FÓRMULA 1

Kimi Antonelli vence GP do Canadá e reforça comando do Mundial de Fórmula 1

O piloto italiano Kimi Antonelli (Mercedes) venceu no domingo (24) o Grande Prémio do Canadá, quinta ronda da temporada, e cimentou o comando do Mundial de Fórmula 1. Antonelli, que largou da segunda posição da grelha, aproveitou a desistência do companheiro de equipa, o britânico George Russell (Mercedes), para assumir a liderança da corrida em definitivo, batendo o britânico Lewis Hamilton (Ferrari) por 10,768 segundos, com o neerlandês Max Verstappen (Red Bull) em terceiro, a 11,276.

Com estes resultados, Kimi Antonelli, que se tornou no primeiro piloto a vencer as primeiras quatro provas da carreira de forma consecutiva, lidera o campeonato, com 131 pontos, mais 43 do que Russell, que é segundo.

JN/MS

Creditos: DR

Portugal perde a final com a Espanha nos penáltis

Num jogo cheio de emoção e reviravoltas, com a decisão a acontecer apenas nas grandes penalidades, a Espanha venceu Portugal e conquistou a primeira etapa da Liga Europeia de Futebol de Praia, em Cádis. A Seleção Nacional marcou primeiro, no segundo período esteve a perder por 1-4, mas recuperou de forma fantástica e esteve muito perto da glória, mas um penálti falhado ditou a derrota lusa.

Portugal até começou a ganhar logo nos primeiros segundos com golo de Rúben Brilhante, que recebeu a bola picada pelo guarda-redes, tirou um adversário da frente e abriu as contas. Porém, este bom início da Seleção Nacional ia virar rapidamente para pesadelo. A resposta foi imediata e de Chiki Ardil, o melhor do encontro com um póquer. O número 11 teve direito a um livre direto pouco depois e empatou o marcador.

O golo da reviravolta foi marcado por Kuman, que foi festejar com um beijo ao filho, presente nas bancadas, aos seis minutos, e o início do segundo período não foi nada positivo... com mais dois golos de rajada. Depois de uma bicicleta espetacular com a bola a ir à barra, Chiki Ardil bisou, resistindo a dois adversários antes de celebrar à... Cristiano Ronaldo. Ainda se ficou a pedir braço na bola, mas nada foi assinalado. Pouco depois, novo livre direto e o número 11 chegou ao hat trick, com a areia a enganar o guarda-redes português.

Estava feito o 4-1, com novo festejo à CR7, mas Portugal teve uma enorme reação e conseguiu voltar à discussão desta final. Foi um golaço de Bê Martins, de primeira e sem deixar a bola cair, com mais uma assistência de Pedro Mano, o guarda-redes, sem hipóteses para o adversário mesmo no ângulo. Foram necessários apenas mais alguns segundos para o 3-4 e de

livre direto de Léo Martins, muito perto da baliza, e o golo do empate chegou praticamente no fim do segundo período, novamente pelo número 11, Léo Martins. No terceiro período, mais um golo para cada lado, com Chiki Ardil a chegar ao póquer e a copiar mais uma vez o festejo de Cristiano Ronaldo. A resposta foi imediata e através de um canto de Bê Martins com Rui Coimbra ao segundo poste a cabecear para o fundo das redes. No pro-

longamento, Chiki Ardil podia ter feito o quinto, mas um corte espetacular em cima da linha evitou o 6-5 e, logo de seguida, Léo Martins, em esforço e quase de baliza aberta, falhou.

Por isso, a decisão foi mesmo para grandes penalidades e aí, Juanmi foi o herói ao defender a grande penalidade de Léo Martins, a terceira de Portugal.

A Bola/MS

SELEÇÃO

Pedro Proença e os jogadores de Jorge Mendes: “Interesses económicos não entram na seleção”

Pedro Proença esteve na Conferência Bola Branca e foi questionado sobre o elevado número de jogadores agenciados por Jorge Mendes (19) na convocatória final para o Mundial de 2026.

"Não há interesses económicos a entrarem na nossa seleção. Isto acontece no presente. Tenho a plena convicção que também aconteceu no passado. Existem decisões técnicas. Eu diria que é tão fácil de ser presidente da atual Federação Portuguesa de Futebol porque temos melhores jogadores, melhores técnicos, melhores árbitros e temos os melhores agentes do mundo", começou por dizer.

"É natural que esse agenciamento se faça dentro daquilo que são os nossos melhores jogadores. Na porta da Cidade do Futebol só entra o mérito desportivo", afirmou.

Pedro Proença garantiu ainda que não há influências externas nas escolhas de Martínez. "Nem o presidente da Federação tem qualquer tipo de intervenção naquilo que são escolhas técnicas. Era o que faltava", concluiu.

JN/MS

ATLETISMO PARALÍMPICO

Mamudo Baldé bate recorde europeu nos 100 metros em cadeira de rodas

Mamudo Baldé alcançou um feito notável ao estabelecer um novo recorde europeu nos 100 metros em cadeira de rodas, classe T54. Com um tempo de 13,61 segundos, o atleta português conquistou o segundo lugar no ParAthletics 2026, uma prova do WPA Grand Prix realizada em Nottwil, na Suíça, tornando-se o atleta mais rápido da Europa na disciplina, superando o finlandês Leo-Pekka Tahti (13,63 segundos, marca que prevalecia desde os Jogos Paralímpicos de Londres 2012).

Oatleta que representa a seleção portuguesa e a Academia João Correia tornou-se o segundo mais rápido do mundo, apenas atrás do tailandês Athiwat Paeng-Nuea, que venceu a

prova, fixando um novo recorde mundial com o tempo de 13,54 segundos.

Tanto o vencedor como Mamudo Baldé correram abaixo da anterior melhor marca mundial, demonstrando a elevada competitividade do evento.

Recorde-se que Mamudo Baldé, que chegou a esta prova na liderança do ranking mundial, continua a sua preparação com vista aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Na mesma prova, destaque ainda para a participação de Rafael Neto. O colega de Baldé na Academia João Correia terminou a final dos 100m T54 no 13.º lugar, estabelecendo um novo recorde pessoal com a marca de 14,63 segundos.

A BolaMS

KARTING

Vicente Costa arranca em grande no Canadian Rookie Karting Championship

O jovem piloto Vicente Costa começou da melhor forma a sua participação no Canadian Rookie Karting Championship 2026, disputado em Goodwood Kartways, deixando já a sua marca entre os talentos emergentes da modalidade.

Depois dos treinos e da sessão de qualificação, Vicente alinhou na segunda posição da grelha de partida. Na primeira corrida da categoria Youth Class (7 aos 12 anos), confirmou o seu forte andamento ao terminar num sólido 2.º lugar, registando ainda o segundo melhor tempo do seu grupo.

Um arranque promissor, numa competição onde ainda faltam nove corridas até à grande final, mas onde o jovem português já demonstra personalidade, velocidade e uma evolução consistente fruto de muito trabalho, dedicação e inúmeras horas de treino.

Por detrás do capacete está uma história feita de esforço, disciplina e humildade. Luis Costa e Andreia Pereira, pais de Vicente, vivem este percurso com enorme felicidade e orgulho, mas mantendo sempre os “pés bem assentes no chão”, conscientes de que o crescimento no desporto se constrói passo a passo.

Vicente leva consigo, em cada volta, a bandeira portuguesa, representando com paixão as suas raízes, enquanto ostenta também o símbolo da MDC – Media Group, numa ligação de confiança assumida desde o primeiro momento por Manuel DaCosta, que acreditou no potencial deste jovem pi loto e decidiu apoiar o seu caminho.

Num desporto onde os detalhes fazem a diferença, Vicente Costa continua a mostrar que talento e trabalho podem andar lado a lado. O campeonato ainda agora começou, mas a determinação já está bem visível dentro e fora da pista.

A estrada até à final é longa. Mas já há um jovem piloto português que começou a escrever a sua história.

Ferreira,

RMA/MS
Creditos:
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The

price of contention:

Blue Jays send Davis Schneider to Triple-A

The Toronto Blue Jays' decision to option Davis Schneider to the Triple-A Buffalo Bisons earlier this week highlights a harsh reality of competitive championship-level baseball: the past can’t outweigh immediate production.

Over the past two seasons, Schneider transformed into a legitimate folk figure in Toronto. With his signature moustache, relentless hustle, and a knack for clutch home runs, he was the embodiment of an authentic, blue-collar energy that connected with the fanbase. His biggest moment came during last fall's American League pennant run, with an unforgettable Game 5 leadoff home run against Yoshinobu Yamamoto in the World Series. That swing cemented his lore in a season where Toronto fell ever so short with just two outs shy of capturing their third ever World Series.

However, the 2026 campaign has painted a completely different picture. Through his first 89 plate appearances this year, Schneider’s bat has gone entirely cold. A quick dive into the numbers reveals the depth of his recent slump:

→ Batting Average: .127

→ On-Base Percentage: .295

→ Slugging Percentage: .211

→ Strikeout Rate: 34.8%

While that .295 OBP demonstrates that his fundamental plate discipline and pitch recognition remain somewhat intact, the physical execution is missing. His mechanics appear completely out of sync, resulting in a troubling lack of quality con-

tact when he does decide to swing.

In professional sports, a struggling bat is a vulnerability, but a roster crunch forces immediate action. Toronto's front office faced a mathematical dilemma with Nathan Lukes ready to be activated from the injured list.

Compounding Schneider's vulnerability is the sudden emergence of Yohendrick Piñango. The young outfielder has forced the manager's hand with a scorching start to his major league career, batting north of .310 over his first month. When a teammate provides that level of immediate offensive spark, carrying an underperforming bat becomes increasingly difficult to justify—even one with Schneider's impressive resume.

Ultimately, this demotion is a byproduct of the franchise's current contention window. After suffering World Series heartbreak, the Blue Jays are operating with a razor-thin margin for error. The American League East remains a divisional gauntlet where a prolonged slump can permanently derail a team's standing. There is simply no runway to let a player passively work through mechanical issues at the major league level.

The organization certainly has not abandoned Schneider. He remains a highly valued asset, and a stint in Buffalo should provide the low-pressure environment needed to recalibrate his swing. But Monday’s roster move sends a definitive message to the clubhouse: for a team harboring championship aspirations, immediate production is the only metric that matters. Everything else takes a back seat.

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HOCKEY Maple Leafs begin crucial new era with positive Matthews meeting

The Toronto Maple Leafs have officially kicked off a vital offseason of restructuring. According to Sportscaster Elliotte Friedman on the 32 Thoughts podcast, the team’s newly appointed front office—led by General Manager John Chayka and Senior Executive Advisor Mats Sundin—recently held a lengthy, highly anticipated Zoom meeting with captain Auston Matthews to outline their vision for the franchise.

The initial dialogue between the superstar and the new management was overwhelmingly positive, with Friedman noting that the conversation raised "no alarms or concerns." While massive organizational decisions still loom, both sides currently find themselves on the same page.

This meeting serves as a critical first step in stabilizing a franchise coming off a turbulent year. The Maple Leafs finished a dismal fifth-last in the NHL standings, resulting in the team missing the postseason for the first time in Matthews’ career. The disappointing campaign led to the March firing of GM Brad Treliving, followed by Chayka and Sundin dismissing head coach Craig Berube after just two seasons at the helm.

Matthews, now 28, is also looking to rebound from a frustrating, injury-plagued season. He only 27 goals and 26 assists in 60 games, a huge departure from his historic 69-goal total in the 2023-24 season. With only two years left on his contract, questions about his long-term future in Toronto have now arisen, especially after an injury sustained in a game against Anaheim where no Leaf player stood up

for him. However, Friedman reiterated that Matthews remains fiercely committed to his original goal: ending the franchise’s Stanley Cup drought, which dates back to 1967."He has indicated that he wants to win in Toronto... and that is what the organization is going with," Friedman stated.

While Chayka and Sundin aren’t seeking the captain’s explicit approval for personnel moves, the meeting allowed the front office to transparently pitch their blueprint for a roster makeover.

The impending executive decisions will shape Toronto's trajectory for years to come. In addition to securing a new head coach, the Maple Leafs hold the number-one overall pick in June’s NHL Draft—their first time picking first since they drafted Matthews themselves in 2016. The front office is widely expected to choose between dynamic wingers Gavin McKenna and Ivar Stenberg, instantly injecting elite young talent into a retooling roster that is officially moving forward in lockstep with its captain.

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Luis Camara

Secretar y Treasurer

R icardo Teixeira

Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cor tez E-Board Member

Marcello DiGiovanni Vice President

David McCluskey E-Board Member

Novo centro de ciências de mais de mil milhões de dólares inicia construção em Ontario Place

O governo provincial iniciou oficialmente a construção do novo Ontario Science Centre, uma das componentes fundamentais para o desenvolvimento revitalizado de Ontario Place e uma das medidas mais comentadas desde que a antiga instalação foi encerrada em 2024.

Anova instalação de 400.000 pés quadrados está no bom caminho para abrir em 2029, explica um comunicado, e contará com um edifício continental, um complexo de estruturas integrado (pods), exposições interativas, uma Cinesphere melhorada e mais espaço de programação do que o local anterior.

Em fevereiro, a Infrastructure Ontario (IO) e o Ministério do Turismo, Cultura e Jogos adjudicaram um contrato de 1,04 mil milhões de dólares à Ontario Science Partners para projetar, construir, financiar e manter a nova instalação do Ontario Science Centre.

A equipa do projeto inclui:

• Líderes candidatos: John Laing Limited, Sacyr Infrastructure Canada Inc. e Amico Major Projects Inc.

• Equipa de projeto: Hariri Pontarini Architects & Snøhetta

• Equipa de construção: Sacyr Canada Inc. e Amico Design Build Inc.

• Gestão de instalações: Johnson Controls Canada L.P.

• Conselheiro financeiro: Agentis Capital Advisors

Mas enquanto este marco é celebrado pela província e pelas partes interessadas,

a decisão de fechar a outra instalação foi calorosamente contestada, com muitos a dizerem que o dinheiro para construir a nova instalação deveria ter sido canalizado para reparar a antiga no número 770 da Don Mills Road. Descobriu-se que o antigo local tinha "graves deficiências estruturais" no telhado do edifício.

Um caso de negócio baseado numa avaliação das condições do edifício realizada pelos engenheiros da Pinchin Ltd. em abril de 2022 concluiu que seriam necessários pelo menos 478 milhões de dólares em reparações de capital para ajudar a reparar e substituir a infraestrutura obsoleta da antiga instalação.

A província decidiu seguir noutra direção e o Harbourfront Centre foi selecionado para servir como localização provisória para o centro de ciências até que a sua casa permanente em Ontario Place esteja pronta.

A construção atual irá apoiar mais de

1.000 empregos na construção e no turismo, acrescenta o comunicado. O desenvolvimento mais amplo de Ontario Place contará com mais de 50 acres de trilhos públicos gratuitos, espaço verde ampliado, parques infantis, fontes interativas, novas praias, espaços para eventos, uma marina modernizada e o RBC Amphitheatre redesenhado. Os seus projetos finais foram revelados em junho de 2025. Além dos aspetos públicos de Ontario Place, a Therme Canada está a construir um novo parque aquático e uma instalação de bem-estar na West Island. Os seus projetos foram revelados em julho do ano passado.

CC/MS

Expansão do Aeroporto Billy Bishop poderá custar

Expansão do aeroporto da ilha de Toronto levaria a trânsito severo

O secretariado da marginal de Toronto afirma que os planos da província para requalificar o Ontario Place e expandir o aeroporto nas ilhas de Toronto irão criar um congestionamento severo de trânsito e de transportes públicos, e poderão levar à degradação da qualidade da água no porto.

Os comentários foram feitos numa audição de um comité, na terça-feira, sobre a proposta de legislação do governo que permitiria à província assumir o papel da Cidade de Toronto no Aeroporto Billy Bishop Toronto City.

O Premier Doug Ford está a pressionar para uma expansão do aeroporto que permita a aterragem e descolagem de aviões a jato, com o objetivo de aumentar o serviço para 10 milhões de passageiros por ano, face aos atuais dois milhões por ano. O comité ouviu que a província não tem um plano de negócios nem realizou quaisquer estudos de saúde ou ambientais sobre os seus planos de expansão. O Ministro dos Transportes, Prabmeet Sarkaria, afirma que a expansão do aeroporto é um projeto de construção nacional que irá impulsionar l'economia e oferecer mais escolha aos passageiros. A presidente do município de Toronto, Olivia Chow, chamou à medida uma usurpação de terrenos sem consultar os habitantes de Toronto.

CCN/MS

5 mil

milhões

de dólares ao longo de 25 anos, afirma Autoridade Portuária

A Autoridade Portuária de Toronto afirma que uma proposta de expansão do Aeroporto Billy Bishop Toronto City poderá custar entre 4 e 5 mil milhões de dólares nos próximos 25 anos.

OCEO da autoridade portuária, RJ Steenstra, disse a um comité de Queen’s Park esta semana que o projeto seria implementado por fases e financiado maioritariamente de forma privada. "Isto não é um investimento de um dia para o outro", disse Steenstra na reunião do comité. "Isto levará tempo para garantir que estamos a responder às necessidades. É uma abordagem faseada."

A Autoridade Portuária de Toronto possui e opera o aeroporto, enquanto o terminal de

passageiros é propriedade da Nieuport Aviation. Steenstra disse ao comité que os aeroportos comerciais no Canadá são geralmente autofinanciados através de taxas de passageiros e companhias aéreas ao abrigo da Lei da Aeronáutica, e afirmou que o Billy Bishop seguiria o mesmo modelo.

"O aeroporto Billy Bishop precisa de se preparar para o crescimento futuro da população da província e da nossa economia em crescimento", afirmou. "Se não planearmos com antecedência, a falta de capacidade aeroportuária poderá resultar em tarifas mais elevadas por passageiro, no declínio da conectividade regional, incluindo o acesso a comunidades remotas do norte, e numa redução no turismo e na atividade empresarial."

O Projeto de Lei 110, introduzido no final de

abril, permitiria que Ontário substituísse a Cidade de Toronto no acordo tripartido que rege os terrenos do aeroporto. Durante as audições do comité, Steenstra confirmou que não foi realizado um plano de negócios ou estudos de saúde e ambientais que analisem os impactos da expansão, e os planos ainda não foram partilhados com a Cidade de Toronto. A presidente do município de Toronto, Olivia Chow, criticou o processo e afirmou que a cidade deveria ter um maior envolvimento. Ela pronunciou-se contra um plano provincial para assumir uma secção de um parque na marginal de Toronto como parte dos planos para expandir o Aeroporto Billy Bishop. "Este parque pertence às pessoas. E não, não deve ser expropriado. Não deve ser pavimentado", disse Chow numa conferên-

cia de imprensa no início de maio no Little Norway Park. "É apenas uma pura usurpação de poder." "Ao governo provincial: não vão apagar este parque sem luta. E às pessoas aqui presentes e a todos os habitantes de Toronto, precisamos da vossa voz. Falem com os vossos vizinhos, façam barulho. Este parque pertence-vos e vamos mantê-lo assim." O conselho municipal aprovou moções para contestar a província e irá equacionar uma ação judicial. "Não terminámos", disse Chow. OCN/MS

& BEM-ESTAR

Antidepressivos Entre o tratamento e os mitos: o que é importante compreender

A depressão continua a ser uma das doenças mais silenciosas e incompreendidas da atualidade. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo e interfere profundamente com a qualidade de vida, os relacionamentos, o desempenho profissional e o equilíbrio emocional. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 120 milhões de pessoas vivem com depressão, um número que continua a aumentar e que faz desta condição um verdadeiro problema de saúde pública.

No centro de muitos tratamentos encontram-se os antidepressivos, medicamentos frequentemente rodeados de dúvidas, preconceitos e desinformação. Ainda hoje existem pessoas que acreditam que estes fármacos “mudam a personalidade”, criam dependência imediata ou funcionam como uma espécie de “pílula da felicidade”. No entanto, a realidade é bastante mais complexa. Os antidepressivos são medicamentos desenvolvidos para ajudar a corrigir desequilíbrios químicos no cérebro, sobretudo relacionados com neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. Estas substâncias desempenham um papel fundamental na regulação do humor, do sono, da motivação e até da energia diária. Quando existe um desequi-

líbrio, podem surgir sintomas associados à depressão, ansiedade e outras perturbações emocionais.

Ao contrário da ideia popular, os antidepressivos não provocam euforia nem felicidade artificial. Em pessoas sem depressão, estes medicamentos não produzem uma sensação de bem-estar exagerado. O objetivo do tratamento é ajudar o organismo a recuperar um funcionamento mais equilibrado, reduzindo sintomas como tristeza persistente, falta de motivação, ansiedade intensa, irritabilidade ou alterações do sono.

Importa também perceber que os antidepressivos não são a única forma de tratar a depressão. Em muitos casos, a medicação é acompanhada por psicoterapia, mudanças no estilo de vida, prática regular de exercício físico e acompanhamento médico contínuo. Cada paciente é diferente e o tratamento deve ser sempre adaptado às suas necessidades específicas.

Ao longo das últimas décadas, a medicina evoluiu significativamente nesta área. Os primeiros antidepressivos utilizados no tratamento da depressão foram os chamados antidepressivos tricíclicos e os inibidores da monoaminoxidase. Apesar de eficazes, estes medicamentos provocavam frequentemente efeitos secundários importantes, precisamente porque atuavam de forma menos específica no organismo.

Com o avanço da investigação científica, surgiram novas gerações de antidepressivos, mais direcionadas e geralmente mais toleráveis. Entre os mais utilizados atualmente encontram-se os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, conhecidos pela sigla ISRS, frequentemente prescritos devido ao seu perfil de segurança e eficácia.

Ainda assim, como qualquer medicamento, os antidepressivos podem provocar efeitos secundários. Entre os mais comuns encontram-se náuseas, dores de cabeça, alterações do sono, boca seca, tonturas, diminuição da libido e alterações gastrointestinais. Nem todos os pacientes sentem estes sintomas e, em muitos casos, os efeitos diminuem após as primeiras semanas de tratamento.

Uma das questões mais importantes prende-se com o uso responsável destes medicamentos. Os especialistas alertam que os antidepressivos nunca devem ser tomados sem prescrição médica. A automedicação pode trazer consequências graves e mascarar outros problemas de saúde mental ou física.

Da mesma forma, interromper a medicação de forma abrupta também pode ser perigoso. Muitas pessoas, ao sentirem melhorias, decidem deixar de tomar os comprimidos sem orientação médica. Contudo, a suspensão repentina pode provocar sin-

tomas desagradáveis como tonturas, ansiedade, irritabilidade, insónias ou sensação de choque elétrico no corpo. Por essa razão, qualquer alteração no tratamento deve ser feita de forma gradual e sempre acompanhada por um profissional de saúde. Outro aspeto importante é combater o estigma ainda associado à saúde mental. Durante muitos anos, falar sobre depressão ou tomar antidepressivos foi visto como sinal de fraqueza. Felizmente, a sociedade começa lentamente a encarar estas doenças da mesma forma que encara outras condições médicas: como problemas reais que necessitam de tratamento adequado. Pedir ajuda não é sinal de fragilidade. Pelo contrário, reconhecer que algo não está bem e procurar apoio médico pode ser o primeiro passo para recuperar qualidade de vida, estabilidade emocional e esperança no futuro. Os antidepressivos não resolvem todos os problemas, nem substituem o apoio emocional, familiar ou psicológico. Mas, para muitas pessoas, representam uma ferramenta importante no caminho da recuperação e do equilíbrio mental.

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Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista

Fraude

Depois de se ter apercebido que está associada a um esquema fraudulento sem saber, Ana Guiomar fez questão de alertar os fãs. A atriz gravou um vídeo para explicar que não está associada a um determinado produto e alertou os seguidores para não se deixarem enganar. "É assim, enviaram-me isto agora e eu não sei o que pensar. Primeiro, esta aqui, ok, sou eu, mas nunca tive este corpo e está mal feito como o raio. Tipo, por amor de Deus", começou por dizer. "Isto (a imagem ao lado bem mais magra) é uma imagem minha de há, nem sei, mas para aí há 8 anos, 10 anos. Isto é completamente mentira, por favor, ninguém compre isto, ninguém dê dinheiro a esta gente. Isto é completamente ridículo".

Luís Figo mostrou o seu enorme orgulho pela filha mais velha, Daniela, após a jovem ter concluído a licenciatura em Medicina na Universidade de Navarra, Espanha. O antigo jogador de futebol, a mulher, Helene Svedin e as outras filhas do casal, Martina e Stella, marcaram presença na cerimónia de graduação, um momento emocionante para toda a família. "Ontem foi um dia de sonho onde realizaste um dos teus sonhos!! Muitos parabéns minha DOUTORA Daniela Figo (...) Continua a acreditar sempre nos teus sonhos e no que queres realizar!!! Amo-te", escreveu o desportista na legenda de uma.

Pep Guardiola parece ter-se reconciliado com a ex-mulher, Cristina Serra, que foi vista nas bancadas do estádio do Manchester City no último jogo do treinador, no domingo (24). No fim da partida, Cristina desceu até ao relvado e fez parte da foto da família e, mais tarde, num discurso, o ex-treinador do clube inglês chamou-a de "mulher excecional". Este momento emocionante na carreira de Guardiola - o treinador catalão despediu-se do clube -, foi visto de perto pelo seu pai, Valentin, de 95 anos. "Talvez ele não perceba, mas tenho a certeza de que a Cris - uma mulher excecional - e os meus filhos perceberão daqui a muitos e muitos anos que o nome da minha família estará aqui por muitos anos!", referiu. O casal conheceu-se em 1994 mas só se casaram em 2014. A noticia do divórcio chegou em janeiro de 2025 mas o processo terá iniciado em 2024. Segundo a imprensa britânica, Cristina não terá gostado que o então marido assinasse um novo contrato com o Manchester City até 2027 às escondidas. Pep Guardiola, de 55 anos, e Cristina Serra, de 53 anos, estão juntos há mais de 30 anos e têm três filhos em comum: Maria Guardiola, influencer com 25 anos, Marius Guardiola, de 23 anos, que trabalha na área do marketing, sendo CEO de várias empresas, e Valentina Guardiola, de 18 anos.

De regresso

Bárbara Bandeira foi a artista convidada para cantar o hino nacional no jogo da final da Taça de Portugal, que decorreu no domingo (24) no Jamor. A artista entoou "A Portuguesa" perante mais de 37 mil espectadores que se preparavam para ver o jogo entre o Sporting e o Torreense, que acabou por dar a vitória ao clube de Torres Vedras. Bárbara escolheu um visual dramático, a combinar com a imagem que tem apresentado nos últimos tempos. A artista usou um vestido longo e volumoso preto, com decote em barco e o cabelo foi apanhado num coque.

Catarina Furtado não deixou passar em branco uma data importante para a sua família: os 20 anos da filha Beatriz. A apresentadora da RTP1 partilhou uma foto com a jovem e fez-lhe uma declaração de amor. "20 anos da minha Papoila. Ainda hoje ao almoço falávamos as duas de uma das suas imensas maravilhosas características: não ser influenciável. Uma qualidade maior no sentido em que se deixa inspirar, mas tem pensamento próprio, crítico e uma sensibilidade tão construtiva. Sou tão orgulhosa de ter uma filha menina mulher extraordinária. Viva a Beatriz!", escreveu a comunicadora. Catarina referiu que espera ser sempre um ombro e um apoio importante para a vida. "Sonho e desejo estar sempre muito perto para lhe atenuar as dores que inevitavelmente a vida às vezes provoca. Espero mesmo que o seu sorriso tão bonito dê cabo de qualquer injustiça. Voa, meu amor. O mundo será sempre pequeno para ti! Amo-te tanto. Mãe. Psparabéns também e obrigada ao pai", fez questão de referir Catarina Furtado, não se esquecendo da importância de João Reis. Catarina Furtado e João Reis estiveram casados 18 anos e tiveram dois filhos em comum: Maria Beatriz e João Maria (18 anos). O ex-casal separou-se em 2023.

Nuno Markl teve na terça-feira, 26 de maio, um dia particularmente especial. Depois de em novembro do ano passado ter sofrido dois AVCs, o radialista voltou a fazer na Rádio Comercial a rubrica "O Homem Que Mordeu o Cão", diretamente do quarto de hospital onde ainda se encontra a recuperar. O que Nuno Markl não esperava era ser surpreendido pelas enfermeiras e auxiliares do hospital onde se encontra internado a recuperar das sequelas dos AVCs. Após o final da emissão de "O Homem Que Mordeu o Cão", as profissionais de saúde entraram no quarto do radialista e agraciaram-no com uma salva de palmas. "Estas mulheres incríveis e incansáveis que desde há seis meses zelam pela minha saúde e recuperação entraram-me pelo quarto adentro no fim do primeiro episódio da nova temporada d’O Homem Que Mordeu o Cão", enalteceu ao mostrar um vídeo que imortalizou o momento. Nuno Markl falou ainda sobre o que sentiu neste regresso à rádio, ainda que a partir do hospital. "Malta, fiz asneira tecnológica: tinha o setup áudio todo montadinho; assim que pus a gravar vídeo no computador, o Bluetooth largou o telemóvel e passou para o computador. São estas desconsiderações da tecnologia que me agastam. A tecnologia é tola. E, vá, eu também. Amanhã já verão a minha fronha a contar alarvidades. Fora isso, adorei voltar. Chorei a rir com os meus amigos. Isto ser o meu emprego é inacreditável. E obrigado a vocês por ouvirem", disse.

Credito: DR
Credito: DR
Credito: DR
Hino
Orgulho
Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Postais de pedra. Créditos: Paulo Perdiz
Passeio para a primavera. Créditos: Augusto Bandeira
Wonderland treasures. Créditos: Fa Azevedo

1. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)

2. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)

3. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar

4. Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos

5. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo

6. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder

7. Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se)

8. Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto

9. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade

10. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

11. Fazer chegar, passar às mãos de; dar

12. Exercer (uma prática) com regularidade; praticar, professar

13. Representar por meio de caracteres ou escrita

14. Coordenar a execução de; conduzir, liderar

15. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

A E T N E D I S E R P N F R M

M A S

R I A X R A H Q G J L E R J A

P G D A C R C F Q K F B B G H

U R I D E D E V V B H E M Y C

I A N O L E N

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

Talharim de Salmão com Cogumelos

Ingredientes

• 250 g de massa talharim

• 300 g de salmão

• 1 cebola grande laminada em meias-luas

• 3 dentes de alho picados

• 250 g de cogumelos

• Salsa fresca picada

• Azeite

• 250 ml de natas

• Sal e pimenta q.b.

Modo de preparação

Coza a massa tagliatelle em água a ferver temperada com sal até ficar al dente. Enquanto a massa coze, tempere o salmão com sal e pimenta. Numa frigideira ou sauté, coloque um fio de azeite e cozinhe o salmão durante 5 a 8 minutos, consoante a espessura. Quando o salmão estiver cozinhado, retire-o da frigideira e reserve. Não cozinhe demasiado o salmão, porque ele ainda volta ao molho mais tarde. Na mesma frigideira, junte a cebola laminada e os alhos picados. Deixe refogar durante alguns minutos até amolecerem.

Reduza o lume para médio, junte os cogumelos e deixe cozinhar até ficarem tenros e ligeiramente dourados. Deixe os cogumelos cozinhar bem para largarem a água e ganharem mais sabor. Adicione as natas e envolva bem até ob-

ter um molho cremoso. Volte a juntar o salmão à frigideira e envolva-o delicadamente no molho. Polvilhe com a salsa fresca picada. Desfaça o salmão em lascas generosas para manter pedaços bonitos ao longo da massa.

Escorra a massa já cozida e junte-a ao molho. Envolva bem para ficar toda coberta. Prove e ajuste os temperos com mais sal e pimenta, se necessário. Sirva de imediato.

Guarde um pouco da água da cozedura da massa caso queira ajustar a consistência do molho antes de servir.

Até à próxima receita!

Palavras cruzadas
Rosa's Portuguese Kitchen
Caça palavras
Jogo das 11 diferenças

Quero que me recordem como alguém que deu algo de novo à nossa cultura

O panorama da música pop portuguesa contemporânea encontra em Nuno Ribeiro um dos seus nomes mais dinâmicos e originais. Numa altura em que as rádios e as plataformas de streaming parecem cada vez mais dominadas por tendências globais e sonoridades semelhantes, o cantor tem seguido um percurso diferen te, apostando na valorização das raízes portuguesas e na recuperação de elementos ligados à identidade cultural nacional. Nesta entrevista, o artista falou sobre o crescimento da sua carreira, os novos desafios e a constante necessidade de reinvenção artística.

Aconversa começou com uma reflexão sobre a participação de Nuno Ribeiro nos IPMA (International Portuguese Music Awards) de 2024, um evento de grande prestígio junto da comunidade por tuguesa nos Estados Unidos. O cantor recordou a experiência com emo ção e destacou o acolhimento caloroso que recebeu ao longo de toda a viagem. Para o músico, as comunidades portuguesas no estrangeiro vivem a música nacional de forma particularmente intensa devido à saudade da terra natal. Nuno Ribeiro considera que os emigrantes por tugueses demonstram sempre um enorme carinho pelos artistas nacio nais e transformam cada concerto num momento especial de união.

Foi precisamente nessa fase que “Maria Joana” se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira. O tema conquistou Portugal e as comunida des portuguesas espalhadas pelo mundo, criando uma forte ligação entre o cantor e o público. O artista admite que atuar para por tugueses emigrados carrega uma energia diferente e mais emotiva. “Abraçam-nos sempre de uma maneira mui to especial e diferente”, explicou, acrescentando que guarda sempre consigo o carinho recebido nas atuações realizadas fora do país.

Apesar do reconhecimento alcançado, Nuno Ribeiro confessa que continua a olhar para o sucesso com alguma surpresa, sobretudo porque sabe que muitas pessoas lutam dia riamente pelos seus sonhos sem consegui rem concretizá-los. Ainda assim, o cantor garante que sempre acreditou no valor do esforço e do trabalho contínuo. “Se eu imaginava? Imaginava, claro que sim, porque senão não tinha lutado tan to”, afirmou. O músico reconhece que as dúvidas e inseguranças fize ram parte do percurso, mas acre dita que o lado sonhador acabou sempre por prevalecer.

Outro dos momentos marcantes da carreira de Nuno Ribeiro foi o concerto em nome próprio no Coli seu de Lisboa. Para muitos artistas, atuar numa sala tão emble mática poderia ser moti vo de grande pressão, mas o cantor prefere interpretar esse desafio como uma enorme res ponsabilidade perante o público. Segundo o músico, todo o espetá culo foi cuidadosamente preparado pela sua equipa, desde os detalhes técnicos até à construção do cenário, com o objetivo de proporcio nar a melhor experiência pos sível aos espectadores. Por isso, os ensaios e toda a preparação fo ram feitos de forma rigorosa e in tensa. O artista descreve essa noi

como uma experiência especial e garante que novos concertos importantes serão anunciados futuramente.

Se “Maria Joana” representou um ponto de viragem importante, “Saloia” consolidou definitivamente a identidade artística do cantor. O tema mistura elementos tradicionais portugueses com sonoridades pop modernas, criando uma fusão entre tradição e contemporaneidade. O músico revelou que a música nasceu da vontade de combater o sentido pejorativo associado à palavra “saloia”. “Nós quisemos pegar aqui na saloia e torná-la numa pessoa cheia de força e poder”, explicou. Nuno Ribeiro mostrou ainda orgulho pelo facto de a figura feminina surgir representada como símbolo de autenticidade, resistência e orgulho cultural. O público acabou por abraçar a mensagem

O cantor reconhece que esta mudança artística exigiu coragem, sobretudo porque se afastou da fórmula mais segura e comercial que marcou os primeiros anos da sua carreira. Inicialmente, descreve-se como alguém mais “certinho”, focado naquilo que sabia que funcionava melhor nas rádios. No entanto, sentiu necessidade de mostrar um lado mais verdadeiro e criativo da sua personalidade. A evolução artística tornou-se evidente primeiro em “Maria Joana”, através da introdução de elementos tradicionais portugueses, e ganhou maior expressão em “Saloia”, onde assume plenamente a mistura entre raízes culturais e

Outro traço importante da personalidade de Nuno Ribeiro é o perfeccionismo. O músico define-se como “um eterno insatisfeito”, alguém que procura constantemente melhorar o seu trabalho e elevar a qualidade daquilo que faz. Essa exigência pessoal impede-o de cair na acomodação e obriga-o a manter um foco permanente na evolução artística. Para o cantor, a vontade de experimentar novas sonoridades e superar desafios é essencial para continuar a crescer enNo final da entrevista, Nuno Ribeiro refletiu sobre o legado que gostaria de deixar. Mais do que números de streaming ou sucessos comerciais, deseja ser lembrado pelo contributo dado à valorização da música portuguesa e das tradições culturais do país. Ao mesmo tempo, revelou que gostaria de ser recordado como uma pessoa genuína e verdadeira ao longo de

Para terminar, fez questão de deixar uma mensagem direta, carinhosa e bastante emotiva a toda a vasta comunidade portuguesa residente no Canadá e em toda a diáspora espalhada pelo mundo: “Deixo um abraço apertado e com muita saudade a todos. Sempre que me quiserem ver por aí, eu vou com todo o gosto do mundo. Continuem a ouvir e a apoiar aquilo que é nosso, a nossa música portuguesa, e a valorizar as nossas raízes. Nós, os artistas, valorizamos também muito o vosso abraço caloroso sempre que aí vamos cantar. Um beijinho gigante para todos e obrigado.” Um artista que se tornou verdadeiramente

artesonora
Paulo Perdiz

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Com o Sol a transitar pela sua Casa da comunicação, esta terá agora uma relevância especial na sua vida. Haverá muito diálogo, muita correspondência escrita e uma constante partilha de ideias. Nesta fase verá aumentada a sua capacidade de concentração. Fazer planos, iniciar negócios ou fazer uma viagem são agora excelentes opções.

TOURO 21/04 A 20/05

Neste período, aproveite para comunicar ideias, dialogar ou negociar no campo financeiro ou do trabalho. Este será um momento oportuno para levar avante um plano financeiro. O seu interesse em ganhar dinheiro por processos racionais está fortemente aguçado. É possível que, nesta fase, se identifique com aquilo que possui ou valoriza.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Os seus sentidos estão neste momento mais desenvolvidos. Necessita de harmonia na sua estabilidade financeira. Precisa saber aquilo que possui e o terreno que pisa. Apesar desta ser uma fase favorável relativamente a finanças não deve fazer gastos desnecessários e exagerados.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

O seu gosto pelas coisas bonitas e agradáveis estará agora mais acentuado. No trabalho, escolha fazer prioritariamente aquilo que lhe dá mais prazer. No aspeto pessoal aproveite para se relacionar com as pessoas, ir a eventos sociais, pois a sua personalidade irradiante só lhe terá benefícios no futuro.

LEÃO 22/07 A 22/08

Durante esta altura será o trabalho ou os negócios que reclamarão a sua atenção. As suas capacidades de trabalho estarão à prova pois é tempo de levar à prática aqueles projetos que tem vindo a amadurecer. A sua carreira poderá sair, de alguma forma, beneficiada pela colaboração das pessoas que trabalham consigo.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Encontra-se num período de grande criatividade intelectual, benéfico para apresentar uma ideia ou um projeto inovador. Lembre-se, contudo, que mais vale tentar persuadir os outros através de um bom argumento do que impor-lhes um ponto de vista. Evitará conflitos e conseguirá mais facilmente levar a sua avante.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Ficar em casa nesta altura, só se for para ler e estudar. Mas se isso não lhe sossegar o espírito, largue a rotina e parta à aventura. Este período também aconselha um aprofundamento intelectual, sobretudo dirigido a uma expansão de conhecimento não só de si como de tudo o que está à sua volta. Que tal iniciar agora o gosto pela leitura.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Esta é uma fase muito propícia a um encontro amoroso. Poderá sentir um interesse muito especial por alguém. Está otimista e alegre e sente vontade de se divertir. Poderá fazer nesta altura um passeio agradável. Aprecie o que é belo, leia, ouça música. Este período é ótimo para aumentar os seus conhecimentos e fazer boas relações. Não exagere na ingestão de doces, bebidas e comidas.

SAGITÁRIO

22/11 A 21/12

Durante este trânsito Mercúrio traz-lhe uma maior necessidade de participar em atividades ou trabalhos de grupo. É um momento propício para conseguir um apoio ou esclarecer uma dada situação. A sua necessidade de diálogo e a sua abertura para a troca de impressões poderão ser-lhe extremamente úteis.

22/12 a 20/01

O seu lado romântico, apaixonado e idealista estará sublinhado nesta altura, sendo mais do que nunca, difícil esconder os seus sentimentos até porque quererá mostrar-se tal como é. As suas relações afetivas serão mais intensas e profundas e terá mais facilidade em atrair terceiros para um projeto seu.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Nesta altura estará mais permeável para transmitir a sua energia e alegria aos outros. A disponibilidade de dar e receber vai ser ligeiramente diferente. Poderá ser considerada uma atitude um pouco egoísta pois vai estar com a sua recetividade menos disponível às necessidades dos seus interlocutores.

PEIXES 20/02 A 20/03

É possível algum episódio do seu passado lhe tenha deixado algum complexo que esteja a perturbar a sua realização. Tente fazer uma autoanálise com rigor e isenção e verá que, afinal, não há razões válidas para essa sensação tão desagradável. Aproveite e encontre a paz interior que lhe trará, a curto prazo, uma serena disponibilidade para enfrentar o futuro com outros olhos.

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Cavalheiro deseja conhecer senhora para fins de amizade. Ligar para 647-427-7273

Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dufferin. Com 2 quartos, sala, cozinha, casa de banho e acesso a lavandaria. Contas incluídas. Contatar 416-427-4703

Padaria portuguesa precisa de pessoas para trabalho tempo inteiro ou parcial. Por favor contactar 437 603 9395

Disponível para ajudar como PSW durante o dia, 5 dias por semana. Experiência, dedicação e disponibilidade imediata

Contatar Lidia: 647-201-6207.

Aluga-se um basement com um quarto, ou um basement com dois quartos. Na area da Ossington e Dupont.Contatar 416-707-4939.

Churrasqueira em Toronto está a recrutar! Procuramos colaboradores para trabalho full-time e part-time: Trabalhador para o grelhador (full-time), Atendimento ao balcão, Corte e preparação de frango (part-time) Alguma experiência em restauração e/ou culinária é preferível, mas será dada formação. Contacto: 416-562-3641

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@ nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

Aluga-se apartamento no basement na area da Keele e Lawrence com dois quartos, entrada separada, com um estacionamento. Contatar 416-995-4883

30 DE MAIO

Portuguese Canadian Walk of Fame (PCWOF)

Camões Square, 722 College St, Toronto. pcwof.com

Casa da Madeira

Aniversário “63 anos de história”

Jantar, Baile e Variedades, na Casa dos Açores (1136 College St), a partir das 18h00. Informações: 647-656 1806

Clube Português de Oshawa Festival de Comédia

A partir das 20h00, Silly Goose The ThirdComedy Show . Informações: 905-244- 2761

Obituário

Carlos Manuel Lima

INFORMAÇÕES COMUNITÁRIAS

Rancho Ribatejano de Toronto voltou ao ativo. Ensaios na Casa do Alentejo, das 20h00 às 22h00. Reservas e Informações: José Avelino – 416 726 7219

Rancho Infantil (pré-escolar) da Associação C. do Minho. Os ensaios decorrem na Sede da ACMT: 165 Dynevor Rd. Reservas e Informações: 416 805 1416

Grupo de Folclore “Pérolas do Atlântico”. Da Casa dos Açores do Ontário – abriu as inscrições para voltar ao ativo. Informações: caopresidente@gmail.com

É com profunda tristeza e com o coração pesado que anunciamos o falecimento de Carlos Manuel Lima, que partiu no dia 4 de maio de 2026, no seu 74.º ano de vida. Carlos foi o amado marido da saudosa Aida Lima, que o precedeu na morte a 6 de abril de 2009. Foi um pai dedicado de Brian Lima e da sua esposa Andrea, e de Kevin Lima e da sua esposa Mariana. Foi um avô orgulhoso e carinhoso de Gabriela e Sofia. Carlos é sobrevivido pela sua querida mãe, Maria Leontina, e pelos seus irmãos José e a sua esposa Vidália, Conceição e o seu marido Durval, e Nelia e o seu marido George. Foi precedido na morte pelo seu pai, António. Carlos foi um homem que amava profundamente a sua família. Tinha um coração bondoso e generoso, uma forte ética de trabalho e um amor leal pelo Benfica. Será lembrado pelo amor que deu, pela força que demonstrou e pelas muitas memórias que deixa. A sua memória viverá nos corações da sua família, amigos e de todos os que tiveram o privilégio de o conhecer.

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