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MILÉNIO STADIUM 1798- 22 DE MAIO

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CULTURA EM ALTA

A chegada da primavera não traz apenas flores e aromas de uma nova vida a desenraizar-se das lâminas de relva congeladas do inverno, mas reinicia as atividades ao ar livre que celebram tradições e costumes moldados por aqueles que conseguem sonhar.

Entretanto, como parte da aproximação do mês de junho, que celebra a herança de Portugal no Canadá, outros eventos estão a decorrer, os quais anunciam as celebrações de junho culminadas pelo desfile do Dia de Portugal a 13 de junho.

Na semana passada, houve dois eventos de importância. A Associação Internacional de Estudos Lusófonos (LSA) realizou a sua conferência de 2026 em Kelowna, na Colúmbia Britânica, sob a liderança

de Robert Kennedy da Universidade de York, José Carlos Teixeira e Luis Aguiar da Universidade da Colúmbia Britânica Okanagan. A conferência de três dias reuniu em diálogo lusófonos portugueses, brasileiros, africanos e da diáspora. Como participante, as minhas visões sobre a diáspora foram desafiadas por pontos de vista históricos e perspetivas culturais de como o mundo se veio a formar através dos tempos. Foram discutidos pontos de vista sobre o estado atual dos meios de

comunicação étnicos lusófonos no Canadá e no leste dos EUA, e cheguei à conclusão de que há muito trabalho a ser feito no que toca à sobrevivência dos meios de comunicação tal como existem e à inclusão da diáspora portuguesa por todo o Canadá, particularmente no oeste. Como fornecedores de informação dentro das diásporas portuguesas ao longo deste grande país, temos a responsabilidade de disponibilizar conteúdos mediáticos inclusivos de um jornalismo responsável, e não visões jornalísticas diluídas e preguiçosas que pouco contribuem para a manutenção de uma identidade cultural. Parabéns a todos os participantes. O segundo evento deste mês foi o da Federação de Empresários e Profissionais Portugueses, que realizou a sua gala anual para reconhecer cidadãos luso-canadianos na GTA e entregou bolsas de estudo a estudantes que se destacaram em diversas áreas de estudo. Parabéns a todos, no entanto, profissionalmente, apenas mulheres foram reconhecidas e considero isso preocupante. O que fizeram os homens para que nem um único fosse merecedor de reconhecimento? Possivelmente está na altura de rever, mais uma vez, o mandato de uma organização que poderia, eventualmente, rever a sua visão e propósito cultural.

Maio é o mês da consciencialização para a saúde mental. A maioria de nós sofre em silêncio e, muitas vezes, vive e morre sem falar sobre o que nos aflige devido ao estigma associado à doença. Abram as vossas mentes e falem sobre os vossos sentimentos, porque não estão sozinhos. No dia 23 de maio, na Casa dos Açores do Ontário, um evento chamado “Mente Forte – Gente Forte” será mais um passo para informar e promover a forma de nos libertarmos de sentimentos enclausurados que afligem muitos de nós. Encorajo-vos a comparecer e a fazer da saúde mental parte da vossa vida quotidiana.

No dia 30 de maio, no Camões Square, a 14.ª edição do Portuguese Canadian Walk of Fame irá homenagear quatro induzidos que deram contributos de responsabilidade social à sociedade. Por favor, compareçam às 16h00 e ajudem-nos a fazer parte de um passo que, através do sacrifício e do compromisso, culmina na admissão num clube exclusivíssimo de cidadãos da diáspora portuguesa.

Claro que listar todos os eventos num editorial não é possível, contudo, destaquei apenas maio como um ponto de partida para as celebrações eufóricas de junho. A nossa participação garantirá uma visão e estratégia saudáveis para o futuro, e é responsabilidade cívica de cada um fazer a sua parte, em vez de apenas fornecer comentários negativos. Façam disto o melhor que os luso-canadianos têm para oferecer.

Somos “Heróis do Mar”.

Ano XXXV - Edição nº 1798

22 a 28 de maio de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Manuel DaCosta Editorial Versão
Credito:

A PARADA DURA HORAS. O TRABALHO COMEÇA MESES ANTES...

QUEM FAZ A PARADA ACONTECER?

PORQUE CONTINUA A PARADA A MOBILIZAR TANTA GENTE?

O QUE VEMOS NAS RUAS DE TORONTO?

O QUE NÃO SE VÊ NO DIA DA PARADA?

A alma portuguesa prepara-se para sair à rua Toronto aquece motores para a Parada

Há sons que dizem “Portugal” antes de qualquer palavra: bombos ao longe, marchas a marcar o passo e aquele ferro a ranger dos carros alegóricos a nascer em garagens, sedes de clubes e parques de estacionamento. É assim que chega a Semana de Portugal — mais do que agenda, um ritual de orgulho bem vivido. No dia 13 de junho, às 10h, Toronto volta a vestir-se de verde e vermelho na Parada do Dia de Portugal, integrada na Semana de Portugal organizada pela ACAPO, com festa também no Earlscourt Park. Depois da mudança da Dundas Street West para a St. Clair Avenue West, houve quem torcesse o nariz — e quem só tivesse mesmo de andar mais uns minutos. No fim, a conclusão foi simples: a portugalidade não cabe numa rua, cabe onde houver gente suficiente para fazer barulho. E este ano a receita é a mesma: carros alegóricos em segredo, ensaios nervosos, camisolas esticadas de orgulho e bandeiras prontas a “apanhar vento”. A única coisa que se pede? Que os portugueses saiam à rua… e tragam a boa disposição também — que isso, felizmente, não pesa na mala.

Casa do Alentejo: nova direção, nova energia, novo dinamismo

Na Casa do Alentejo de Toronto, os preparativos já começaram e o entusiasmo acompanha a nova fase vivida pelo clube. Representando a direção liderada por Luís Costa, Andreia Pereira revelou que o tema escolhido será inspirado no Mundial FIFA 2026, competição que terá Toronto como uma das cidades anfitriãs. Mas haverá muito mais do que futebol. Marchas populares, música, cor e espírito festivo vão marcar a presença alentejana, envolvendo cerca de 50 participantes.

A expectativa é clara: que a parada possa refletir o mesmo dinamismo que a associação procura imprimir dentro de portas. Uma nova equipa. Novas ideias. A mesma missão de manter viva a ligação à cultura portuguesa. Porque mudar de equipa pode ser novidade… mas celebrar Portugal com alma alentejana continua a ser jogo em casa. Espera-se apenas que o ritmo seja mais acelerado do que uma bela soneca debaixo de um chaparro...

Arsenal do Minho: bombos confirmados e uma promessa de festa

Ainda sem tema oficialmente definido, o Arsenal do Minho já garantiu aquilo que muitos esperam ver... e ouvir. Os bombos do Arsenal vão marcar presença, acompanhados pelos ranchos folclóricos adulto e infantil, numa participação que deverá mobilizar cerca de 150 pessoas.

Para Frank Ferreira, diretor do clube, mais importante do que o tema é a resposta da comunidade.

O desejo é simples, mas ambicioso: ver os portugueses aderirem em massa e fazerem da parada uma verdadeira festa popular portuguesa nas ruas de Toronto. Porque uma parada não se mede apenas pelos carros alegóricos ou pelos grupos inscritos. Mede-se pela energia da multidão e, no caso do Arsenal do Minho, pelos bombos capazes de acordar até quem jurava que ia só “ver um bocadinho”… e acabou a dançar a rua inteira sem dar por isso.

Associação Cultural do Minho: surpresa com a mudança, fidelidade às raízes

O presidente Carlos Gonçalves admite ter um sentimento diferente para este ano e rapidamente aponta o foco para aqui-

do Dia

de Portugal 2026

lo que realmente importa: participar. O tema será profundamente enraizado nas tradições minhotas e no folclore, com a presença confirmada dos bombos e do rancho folclórico. Cerca de 40 pessoas deverão integrar o desfile. Mais do que números, fica um apelo sentido: que os portugueses voltem a sair à rua. Que encham os passeios. Que se reconheçam uns aos outros. Que façam da parada um encontro da comunidade consigo própria, ou seja, um daqueles dias em que se prova que somos mesmo unidos, muito queridos uns com os outros… ainda que metade do carinho e do caminho seja feito à base de “então, estás bom?” gritado do outro lado da rua sem nunca parar de andar. É tipo, “gosto muito de ti, mas vou andando que se faz tarde…”

Casa das Beiras: um segredo guardado numa garagem

Na Casa das Beiras de Toronto, há mistério no ar. Ou talvez numa garagem. Segundo o presidente Bernardino Nascimento, cerca de 80 pessoas estarão envolvidas na participação do clube, com presença confirmada do rancho folclórico e de um grande carro alegórico. O tema? Ainda não pode ser revelado. O suspense mantém-se cuidadosamente protegido. Mas uma pista foi deixada: o carro já está a ganhar forma… numa garagem. Há algo profundamente português nesta imagem.

Voluntários, criatividade, trabalho depois do expediente, mãos ocupadas a construir algo maior do que um desfile — construir orgulho comunitário… e, ao que tudo indica, o orgulho beirão vai desfilar em grande estilo, mesmo que alguém ainda esteja a fazer rezas para que “o carro não esteja pronto”… só que vai estar.. e talvez com a Katia Karamujo a guiar o barco.

Associação Migrante de Barcelos: comunidade forte, unida e alegre

Com uma das maiores mobilizações anunciadas, a Associação Migrante de Barcelos prevê colocar na rua cerca de 180 participantes. Falando com o presidente Vítor Santos, a presença incluirá os trajes tradicionais, os irreverentes Moto-Galos, a equipa de futebol e vários elementos representativos da identidade da associação. O tema permanece em aberto. Mas o objetivo está perfeitamente definido. Que a parada seja digna da comunidade portuguesa. “Forte, unida e alegre.” Três palavras que poderiam, aliás, servir de lema para toda a Semana de Portugal — ainda que, na prática, a “unida” só se confirme mesmo na estrada… e neste dia, em que todos conseguem finalmente ir na mesma direção sem discutir o caminho. Só neste dia!

O futebol também desfila: Sporting, Gil Vicente e a formação em destaque

A portugalidade em Toronto também se escreve em relvados, treinos ao final da tarde, viagens de carrinha, pais na bancada e jovens vestidos com as cores dos seus clubes. A Academia do Sporting de Toronto levará para a rua as suas equipas, mostrando o verde e branco, o valor da formação física, do desporto e da construção de carácter através do futebol. O mesmo espírito marcará igualmente a participação ligada ao Gil Vicente, num desfile onde o colorido desportivo pretende sublinhar a importância do fair play, da disciplina e da identidade clubística. Porque a comunidade portuguesa também se constrói assim: chuteira a chuteira, geração após geração — e, claro, com pais na bancada que juram que “hoje não vão gritar”, mas acabam a dar mais instruções do que o treinador.

Casa do Benfica: a águia vai sair à rua

Na Casa do Benfica de Toronto, o símbolo máximo já está confirmado: a águia vai sair à rua.

Segundo David Curto, vice-presidente da casa, a participação deverá envolver entre 30 a 40 pessoas, num desfile pautado por muita música e pela afirmação da identidade benfiquista.

Porque, independentemente das rivalidades saudáveis do futebol português, quando chega o Dia de Portugal há algo maior que une todos os emblemas: a comunidade. Embora a águia esta época tenha voado mais “rasteirinha”, na frente não faltará a mota benfiquista, onde é provável ver o Mourinho e o Rui Costa, com muitos a torcer para que “andem… mas, sobretudo, que andem depressa — e de preferência “mais rápido” que os cavalos lusitanos que normalmente fecham a parada e vão pintalgando de castanho os caminhos onde passam os trajes lusos.

First Portuguese Canadian Cultural Centre: 70 anos de história como possível inspiração

A expectativa é alta no First Portuguese Canadian Cultural Centre. Para Carina Paradela, diretora do clube, o desejo é claro: que as ruas se encham ainda mais do que no ano passado — ao ponto de parecer que alguém descobriu que há comida grátis e ninguém avisou oficialmente. O tema ainda está a ser finalizado, mas uma possibilidade ganha força: celebrar os 70 anos do First, revisitando a essência, a história e a identidade de uma instituição incontornável da presença portuguesa no Canadá — basicamente, um “throwback” completo, mas sem precisar de Wi-Fi. A participação deverá envolver cerca de 30 pessoas. Mas, como tantas vezes acontece na comunidade, o impacto mede-se muito para lá dos números porque basta um grupo bem animado para fazer barulho suficiente para parecer que são 300… especialmente se

houver música, dança e alguém a insistir para “só mais uma voltinha”.

De Mississauga para Toronto: meio século de identidade portuguesa

Desta vez é que é. O Portuguese Cultural Centre of Mississauga também marcará presença. Segundo o presidente Jorge Mouselo, o objetivo passa por trazer de Mississauga a Toronto cerca de 50 participantes, numa representação que pretende mostrar a verdadeira identidade de um clube com quase meio século de vida. Mais do que participar, a intenção é contribuir para uma grande parada e reforçar uma ideia que continua central na comunidade portuguesa: A união continua a ser o caminho. E atenção: este ano, o Jorge Mouselo vem cheio de garra de Mississauga, pronto a mostrar que ali também há gente que vive, respira e sofre de saudades de Portugal todos os dias. E em Toronto… a ACAPO que se cuide, porque entre sorrisos, abraços e muitos “há quanto tempo!”, pode bem acontecer que a sede da conversa mude de lado — Mississauga fica ali ao lado, e às vezes estas mudanças começam só com um café e acabam com uma mudança estratégica de morada.

Magellan Community Foundation: o sonho que nasceu da comunidade

Nem todos os carros alegóricos transportam apenas música, dança ou tradição. Alguns transportam sonhos. A Magellan Community Foundation regressa determinada a mostrar a importância do projeto que poderá vir a transformar profundamente a comunidade luso-canadiana: o futuro lar de idosos português. A mensagem é clara: o sonho está mais próximo. E nasceu da união de homens e mulheres da comunidade. Um grande carro alegórico deverá marcar presença, simbolizando um projeto construído “da comunidade para a comunidade”.

E permanece uma curiosidade quase inevitável nos bastidores da parada: Veremos

ou não novamente Manuel Da Costa, rosto maior deste sonho, de chapéu na cabeça ou de “capacete de obras”, de mangas arregaçadas, como tantas vezes a comunidade se habituou?

Ausências, folclore e o espírito que continua

Nem todos os habituais participantes estarão presentes. A Casa dos Açores do Ontário mantém o seu ritual: não marca presença — dizem que os Açorianos não são muito fãs de caminhos, e ainda por cima seria complicado arranjar umas vacas devidamente treinadas para desfilar por terras canadianas. Já a Associação da Comunidade Angolana do Ontário também não participará nesta edição, pelo que a Kizombada este ano fica em versão “silenciosa”.

Mas outras presenças prometem enriquecer o desfile. Entre elas, o Rancho Províncias e Ilhas de Hamilton, levando para Toronto o colorido da música, dos trajes e da dança portuguesa, sob o empenho de Norberto Paiva, açoriano que abraçou o folclore português com dedicação reconhecida.

O desfile da frente

Entre os sons das bandas portuguesas, não podia faltar o desfile dos políticos, claro — sempre com aquele aceno “à rainha”, mãos bem no ar, sorriso calibrado e postura ensaiada ao milímetro, como se cada passo tivesse legenda própria. Andam há semanas a treinar meia dúzia de palavras em português — o suficiente para cumprimentar, agradecer e prometer “grande ligação à comunidade” — tudo com muita convicção e ainda mais creme na cara, para aguentar abraços, beijos .... e apertos. Beijos para aqui, beijos para ali… Se a parada incluísse sardinhas ou pão de alho distribuído, não haveria tantos beijos. Ainda assim,lugar de destaque merecem sempre. E, fora de ironias (ou talvez com elas bem escondidas), desfilar no meio de

uma celebração portuguesa é mesmo motivo de orgulho. Todos querem participar — afinal, nunca se sabe de onde pode surgir um voto distraído, perdido no meio da multidão e do entusiasmo. Na frente, porque merece referência, está Joe Eustáquio, líder da ACAPO, o “homem do leme” da nau portuguesa — que nem com maré baixa, ondas de burocracia ou tempestades de opinião larga o timão, e ainda consegue pôr o barco a dançar ao som da concertina institucional. E mesmo sob chuva de críticas, mantém o rumo, reforça a tripulação e ainda aumenta, com teimosia digna de festival popular, a festa portuguesa — porque há quem navegue… e há quem transforme a navegação numa romaria. Merece apreço. E… viva a LiUNA Local 183 e Jack Oliveira, que nunca deixem de apoiar a comunidade portuguesa e que continue a ser um verdadeiro “poço sem fundo” de apoio, solidariedade e presença constante junto da bandeira nacional. Ai de muitos… se não fosse o “feel the power”.

Todos os anos, a Parada do Dia de Portugal oferece aquilo que o público espera: música, bombos, folclore, carros alegóricos, clubes, bandeiras e celebração — uma fotografia viva da comunidade portuguesa. A força está nos clubes que resistem às dificuldades, mobilizam voluntários e formam novas gerações, e nessa capacidade quase teimosa de transformar saudade em encontro, trabalho em festa e herança em futuro. E sim, eu (Rómulo) podia ter feito isto tudo num tom sério e engomadinho… mas a comunidade merece sorrisos e leveza — já bastam as complicações da vida. No fim, é isso: uma comunidade inteira a ocupar a rua com orgulho, memória e alegria, com a alma portuguesa bem viva no coração do Canadá.

RMA/MS (AMAR)

ACAPO celebra Portugal, Camões e as Comunidades em Toronto

As celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Toronto fazem parte da própria história da imigração portuguesa no Canadá. Tudo começou em 1966, de forma modesta, acompanhando os primeiros passos da comunidade portuguesa na cidade. Com o passar das décadas, e à medida que a presença luso-canadiana crescia, as comemorações transformaram-se numa das maiores e mais visíveis celebrações multiculturais de Toronto. Um dos momentos decisivos dessa evolução aconteceu em 1986, com a criação da Aliança de Clubes e Associações Portuguesas de Ontário (ACAPO), organização que passou a unir clubes, associações e diferentes setores da comunidade portuguesa na província. Desde então, a Semana de Portugal tornou-se um símbolo de identidade, orgulho cultural e união comunitária. Hoje, aquilo que começou por ser apenas uma celebração de um dia é muito mais do que uma simples parada. Segundo José Maria Eustáquio, presidente da ACAPO e Chair da LiUNA Portugal Week 2026, “a LiUNA Portugal Week 2026 é muito mais do que uma ‘Parada’. É uma celebração completa e diversificada da cultura luso-canadiana”, que este ano decorre entre 5 de maio e 5 de julho, abrangendo dois meses de atividades culturais, sociais e comunitárias.

Ao longo da programação realizam-se cerimónias protocolares, hasteamentos da bandeira portuguesa, encontros comunitários, atuações musicais, visitas institucionais e diversos eventos culturais que envolvem milhares de pessoas. Ainda assim, um dos momentos mais aguardados continua a ser a tradicional LiUNA Portugal Day 2026 Parade, marcada para sábado, dia 13 de junho, pelas 10h00 da manhã.

A parada percorrerá a St. Clair Avenue West, com início na Oakwood Avenue e término no Earlscourt Park, junto à Caledonia Road, prometendo voltar a encher as ruas de cor, música, folclore e tradição portuguesa. José Maria Eustáquio garante que a edição deste ano será “maior do que nunca”, acrescentando que são esperados participantes vindos “de todos os cantos do Canadá”, reforçando a ideia de que “a maior celebração do Dia de Portugal no país acontece em Toronto”.

O tema central da parada continua a destacar a diversidade e a força da comunidade portuguesa e lusófona. “A LiUNA Portugal Day 2026 Parade continua com o tema da diversidade da nossa comunidade”, explica José Maria Eustáquio, acrescentando que o desfile procura também chamar a atenção para prioridades comunitárias importantes, incluindo o trabalho desenvolvido pela Ma-

gellan Community Foundation e pela Luso Charity Foundation, ao mesmo tempo que celebra as 39 associações afiliadas da ACAPO.

Outro dos aspetos sublinhados pelo dirigente comunitário é o envolvimento das novas gerações. Para José Maria Eustáquio, a continuidade das tradições portuguesas depende diretamente dos jovens. “A nossa comunidade mantém-se unida, forte e resiliente e, ao fazê-lo, desperta nos nossos jovens a paixão por manter vivas as nossas tradições”, afirma.

O presidente da ACAPO destaca ainda o espírito de união que existe atualmente dentro da organização. “Olhem para a família ACAPO: mais forte e mais unida do que nunca, unida numa só mensagem - o nosso grande passado e o nosso melhor futuro.”

Esse espírito de inclusão também se reflete na crescente participação de outras comunidades lusófonas. Nos últimos anos, a parada tornou-se mais representativa da diversidade cultural de língua portuguesa no Canadá. Só este ano, segundo José Maria Eustáquio, a ACAPO recebeu “cinco novos membros provenientes de diferentes setores da comunidade lusófona”.

“Há força nos números e força na união”, sublinha o dirigente, reforçando a importância de construir pontes entre todas as

comunidades que partilham a língua e a herança cultural portuguesa.

O ponto alto das celebrações terá lugar nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Earlscourt Park, onde decorrerá um grande festival comunitário ao ar livre. Durante os três dias, milhares de visitantes poderão desfrutar de concertos ao vivo, ranchos folclóricos, atividades para crianças, animação cultural e uma vasta oferta gastronómica portuguesa, num ambiente de convívio e celebração para toda a família.

A programação musical contará com vários artistas de destaque, entre eles David Carreira, Manic Boys & Girls Club, Tuga Nights, Tiago Maroto, Henrick Cipriano e Banda, Greenville Pinto, Os Pêgas, Karma Band e Pedro Joel e Banda. O festival contará ainda com tributos especiais às bandas Starlight e Tabu, dois nomes marcantes da música popular portuguesa que deixaram uma forte ligação junto da comunidade portuguesa no Canadá.

Integrado nas celebrações terá também lugar a 32.ª edição do Festival de Folclore “Raízes do Nosso Povo”, um dos momentos mais tradicionais e identitários do evento, reunindo ranchos folclóricos e grupos culturais de diferentes regiões de Portugal, bem como grupos convidados de outras comunidades lusófonas, num espírito de partilha cultural e união entre povos de língua portuguesa. Em suma, ao longo dos vários dias de festa, a música, a animação e o espírito comunitário prometem atrair milhares de visitantes ao Earlscourt Park.

Ao recordar o crescimento da Semana de Portugal ao longo das últimas décadas, José Maria Eustáquio resume a evolução do evento de forma simbólica: “No primeiro ano, em 1987, era apenas um dia. Em 1997 passou a uma semana. Em 2017 tornou-se um mês inteiro. Agora, a LiUNA Portugal Week 2026 decorre entre maio e julho, atravessando dois meses de celebrações daquela que é uma das manifestações culturais étnicas mais visíveis de Ontário.”

Mais do que um evento festivo, a LiUNA Portugal Week 2026 representa um encontro de gerações, culturas e histórias de imigração. É um momento em que a comunidade portuguesa celebra as suas raízes, honra o seu passado e olha para o futuro com orgulho, união e esperança.

A terminar, José Maria Eustáquio deixa um convite aberto a toda a comunidade: “Convidamos todos a viver a Portugal Week 2026. Ela é vossa para celebrar. É vossa para desfrutar.”

Para mais informações sobre a programação completa, horários e atividades, visite o site oficial da ACAPO em www.acapo.ca

Feliz Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

FP/MS

José M Eustáquio. (DR.)

Parada de Portugal: expectativas e opiniões da comunidade

Vozes, emoções e orgulho de uma comunidade viva

A Parada de Portugal é um dos eventos mais importantes para a comunidade portuguesa, reunindo pessoas de diferentes idades para celebrar a cultura, as tradições e a identidade de Portugal. Neste vox pop, recolhemos opiniões de vários participantes para perceber quais são as suas

VOX POP

Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Espero que seja ainda mais animada do que no ano passado, com muita música, energia e mais jovens a participar. Acho que cada ano a parada melhora e fico curioso para ver as novidades que vão trazer.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

Acho que é muito importante porque ajuda a manter a cultura portuguesa viva, principalmente para quem nasceu fora de Portugal. Também aproxima as pessoas e cria um sentimento de comunidade.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Gosto mais dos carros alegóricos, porque são muito criativos e cheios de detalhes. É sempre interessante ver o trabalho que as pessoas fazem.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

É especial porque é um momento em que estamos todos juntos, em família, e sentimos orgulho das nossas raízes portuguesas.

expectativas para este ano, a importância do evento para a comunidade e aquilo que mais apreciam durante a celebração. As respostas mostram diferentes perspetivas, mas todas com um ponto em comum: o orgulho em ser português. RMA/MS

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Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Quero ver muitas cores, música e pessoas a dançar! Também quero ver os carros grandes e bonitos.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

Acho que é importante porque mostra como Portugal é bonito e divertido, e ajuda as pessoas a estarem juntas.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Gosto mais dos grupos a dançar porque fazem coisas divertidas e usam roupas bonitas.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

É especial porque vou com os meus pais e gosto muito de estar com eles a ver tudo e a comer coisas boas.

Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Espero uma celebração bem organizada, com boa participação da comunidade e que mantenha as tradições, mas também com um toque moderno que atraia os mais jovens.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

É muito importante porque reforça a identidade cultural e mantém a ligação entre os portugueses, mesmo longe do país. Além disso, ajuda a transmitir as tradições às novas gerações.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Gosto muito dos grupos participantes, especialmente das danças tradicionais, porque mostram a nossa cultura de forma muito viva e bonita.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

Para mim é especial porque é um momento de convívio familiar e também de orgulho em mostrar aos meus filhos a cultura portuguesa.

Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Espero ver uma parada respeitosa, com forte presença das tradições e com a comunidade toda envolvida. É sempre bom ver as gerações mais novas a participar.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

É muito importante porque mantém viva a nossa identidade cultural e ajuda a que as tradições não se percam com o tempo, especialmente fora de Portugal.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Prefiro os carros alegóricos, principalmente os que representam tradições antigas, porque me fazem lembrar o meu tempo em Portugal.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

É especial porque me traz muitas memórias e permite-me sentir novamente ligado ao meu país e às minhas origens.

Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Espero um evento bem organizado, com muita energia e boa representação da cultura portuguesa, mas também com espaço para novas ideias e estilos.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

É importante porque fortalece o sentimento de identidade e união entre os portugueses que vivem fora do país, criando uma ligação forte entre todos.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Gosto mais dos espetáculos ao vivo, porque trazem mais energia e tornam o ambiente ainda mais festivo e envolvente.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

É especial porque é um momento em que podemos socializar, celebrar a cultura e sentir orgulho em ser português.

Quais são as suas expectativas para a Parada de Portugal deste ano?

Espero uma celebração muito bem organizada, que represente bem a cultura portuguesa e que envolva todas as idades da comunidade.

Qual considera ser a importância da Parada de Portugal para a comunidade portuguesa?

É fundamental para manter viva a nossa cultura, especialmente para os mais jovens, e para unir a comunidade em torno das nossas tradições.

O que mais aprecia observar durante a Parada: os carros alegóricos, os grupos participantes ou os espetáculos?

Gosto de tudo, mas tenho um carinho especial pelos carros alegóricos, porque são muito trabalhados e cheios de significado cultural.

O que torna esta Parada especial para si e para a sua família?

É especial porque é um momento de união familiar e de celebração das nossas raízes, algo que valorizamos muito todos os anos.

Ricardo, 27 anos
Afonso, 9 anos
Helena, 45 anos
Maria, 34 anos
António, 62 anos
João, 17 anos

Siga a parada…

Ora viva, muito bom dia,

Mais um dia, mais um mês e andamos nisto... tiramos o “bilhete” do carrossel a 1 de janeiro e quando reparamos já estamos a 31 de dezembro.

Temas “pegajosos” que, por vezes, é melhor não ser muito sincero, pois as pessoas envolvidas querem é elogios e não contratempos, enfim...

Assim, não incorro no risco de ferir suscetibilidades.

Decidi deixar-vos um pequeno périplo histórico desde o início dos festejos do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Toronto, que têm sempre

como ponto alto a Parada de Portugal na maior cidade canadiana.

A Parada do Dia de Portugal em Toronto, organizada pela ACAPO (Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário), começou em 1966. Durante quase 40 anos, o desfile celebrou a cultura lusa na Dundas Street West, no histórico bairro de Little Portugal. Em 2025, o evento mudou-se para a St. Clair Avenue West, cruzando a área da Corso Italia.

Marcos Importantes:

• Origens (1966): As primeiras celebrações em homenagem ao Dia de Portugal na cidade tiveram lugar em 1966, de forma bem mais modesta.

• A Parada Tradicional: A fundação da ACAPO estruturou o evento, transformando o desfile numa das maiores manifestações de orgulho e cultura portuguesa fora de Portugal.

• Nova Era (2025): Devido à evolução demográfica e à forte presença lusa noutras artérias da cidade, a 38.ª edição da Parada fez história ao mudar o seu percurso para a St. Clair Avenue West. Tradições e Identidade Durante o mês de junho, a comunidade reúne-se para celebrar a herança luso-canadiana com ranchos folclóricos, música tradicional, feiras gastronómicas e pavilhões representativos das diversas regiões e ilhas de Portugal. O evento atrai milhares de participantes e lusodescendentes, preservando vivas as raízes e as tradições a milhares de quilómetros de distância.

A evolução desta celebração reflete o crescimento e o sucesso dos imigrantes portugueses na maior cidade do Canadá. Nesta edição do Milénio podem encontrar informações concretas sobre a Parada de Portugal deste ano, que continuará a

honrar o impacto histórico deste evento na sua nova rota na cidade. Não se esqueçam que este evento se faz com as centenas de voluntários que trabalham nos clubes e associações comunitárias, mas também se faz com a presença de todos os portugueses residentes no Canadá que não só não esquecem as suas origens, como têm orgulho em “gritar aos sete ventos” que Portugal é o país onde estão as suas origens. É o que é e vai valer sempre o que vale Divirtam-se e desfrutem com civismo. Até já, Cristina

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Cristina Da Costa Opinião

CULTURE PLUS

The arrival of Spring doesn’t just bring flowers and scents of a new life being uprooted from the frozen grass blades of winter, but restarts outdoor activities celebrating traditions and customs shaped by those who can dream.

Meanwhile, as part of the approaching month of June, which celebrates Portugal’s heritage in Canada, other events are on-going, which herald the celebrations of June culminated by the Portugal Day parade on June 13th. Last week there were 2 events of significance. The International Lusophone Studies Association (LSA) held its 2026 conference in Kelowna, British Columbia, under the leadership of Robert Kennedy of York University, José Carlos Teixeira and Luis Aguiar of University British Columbia Okanagan. The three-day conference brought together in dialogue Portuguese, Brazilian, African and diasporic Lusophones. As a participant, my views of the diaspora were challenged by historical viewpoints and cultural perspectives of how the world came to be through the ages. Viewpoints about the current status of Lusophone ethnic media were discussed for Canada and Eastern USA and I came to the conclusion that a lot of work needs to be done on the survivability of media as it exists and the inclusion of the Portuguese diaspora across Canada, particularly the west. As purveyors of information within Portuguese diasporas across this great country, we have the responsibility to provide media content inclusive of responsible journalism and not watered down and lazy journalistic views that contribute little to the maintenance of a cultural identity. Congratulations to all participants.

The second event this month was the Federation of Portuguese Business and Professionals which held its annual gala to recognize Portuguese-Canadian citizens in the GTA and presented scholarships to students who have excelled in several fields of studies. Congratulations to all, however, professionally, only women were recognized and I find that troubling. What have men done that not one was deserving of recognition? Possibly time to once again review the mandate of an organization that could possibly review its cultural vision and purpose.

May is mental health awareness month. Most of us suffer in silence and often live and die without speaking about what ails us because of the stigma attached to the disease. Open your minds and speak about your feelings because you are not alone.

On May 23rd, at Casa dos Açores do Ontario an event called “Mente Forte – Gente Forte” will be another step to inform and promote how to free ourselves from incarcerated feelings that afflict many of us. I encourage you to attend and make mental health part of your daily life.

On May 30th, at Camões Square, the 14th edition of Portuguese Canadian Walk of Fame will honour four inductees who have made contributions of social responsibility to society. Please attend at 4pm and help them be part of a step which, through sacrifice and commitment, culminates in the admission to a most exclusive club of citizens from the Portuguese diaspora.

Of course to list all events in an editorial is not possible, however, I only highlighted May as a starting point for the euphoric celebrations of June. Our participation will ensure a healthy vision and strategy for the future and it’s everyone’s civic responsibility to do their part, instead of only providing negative feedback. Make it the best of what Portuguese-Canadians have to offer.

We are “Herois do Mar.”

Esta semana

• Mário Laginha - Após 19 anos de parcerias, Mário Laginha regressa à intimidade do piano a solo com “Retorno”.

• Museu da Imprensa - Entre memórias, máquinas e histórias, descubra a essência da comunicação portuguesa numa visita imperdível.

• Magellan Community Charities Topping Off Celebration 2026, Acompanhe a celebração do futuro Magellan Centre!

• O “Road to Rock in Rio” invadiu o Porto com música ao vivo, surpresas e bilhetes para o festival, na Estação da Trindade.

• Livraria Moreira da Costa, uma das alfarrabistas mais antigas do país, onde o passado e os livros antigos ganham vida.

• Escola Deolinda Leite, hoje transformada no Museu da Educação, um passeio pela história e evolução do ensino em Portugal.

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Credito: Manuel DaCosta

A Fool’s Paradise

We keep waiting for this farce to come to an end, but it only seems to get worse. None of us, (people with at least half a brain), could have ever imagined that an elected leader could ever behave the way DT has, and get away with it. He rules the world’s most influential country, without any opposition. As demented as he is, he keeps an army of suits to do his bidding and openly threatens those who even think about considering an argument.

You can see the strain on the faces of some of his lackies, when asked pertinent questions about what’s really going on. He has left them only one way out of any argument: lie. Lie and blame the Democrats, especially Biden and Obama. Just yesterday, he managed to rid himself of one of the few Republicans who dared claim that the emperor had no clothes. It was in a Kentucky congressional primary. DT splurged, record-breaking donations came from people like Israeli billionaire gambling mogul Miriam Adelson, who incidentally is not from anywhere near Kentucky. I believe he splurged something like 34 million bucks on propaganda so that he could rid himself of Thomas Massey, an

honest republican who dared call out fearless leader, thus creating nightmares of an unruly minion who would affect the congressional elections in November, and not in the manner that DT would like.

The billionaires by his side? It’s all out in the open. Like I’ve stated several times in the past, they don’t hide anymore, they want to stick it to the 90-something percentile and will openly do anything to get it done. Of course, Massey was vilified by DT due to his opinions on foreign wars and the billions given to foreign countries, especially Israel. He was also adamant about transparency in government, which is a no-no in DT’s universe. Interestingly enough, Thomas Massey seems to have

been somewhat boosted by the president’s special attention. “The worst congressman in the history of our country”, according to the DT history book, seems to be eyeing a possible presidential run due to all this attention. Anyone on the team who defies the word of Donald could easily become a national hero.

Although I personally never trust them, the polls have fearless leader way down on popularity. The vast majority disapproves of most of what he’s ‘doing’, surely because his actions are with no one else but his friends and family in mind, and it’s working really well. They have all become much wealthier since he began his term, and nobody seems to care. Add to that a friendly supreme court that doles out presidential immunities, so he can use the justice department to skew elections, keep him from being handcuffed, and intimidate those who don’t follow the program. Remember the January 6th riot that saw his supporters, egged on by the man himself, stormed the Capitol building, injuring some 140 officers and killing five of them? Well, some were convicted, something DT made sure to ‘correct’ when he became president. Now he’s announced almost two billion dollars in taxpayer money in compensation to some of those who were jailed, and he’s says it’s going over well, while in the same press conference he also stated he didn’t know much about it, and wasn’t involved in the process. You can’t make this up.

Lucky for him, he lives in a fool’s paradise, where reality is not quite like anywhere else, truth is relative and sleight of hand is the game of choice. Let’s see what another week brings.

Fiquem bem!

em português

Raul Freitas Opinion

Crédito: Alberto Nogueira

PCWOF 2026... Every star tells a story

The Portuguese Canadian Walk of Fame is a cherished tradition in Toronto’s Portuguese community, recognizing individuals who have profoundly contributed to the fabric of Portuguese Canadian life. Scheduled for May 30, 2026, the induction ceremony continues to draw inductees from diverse backgrounds, each representing the many ways in which Portuguese heritage intersects with Canadian achievement.

Alongstanding Toronto tradition that honors people from arts, business, sports, community service, education, health, media, and public life.

This broad eligibility reflects the community’s commitment to inclusivity and to acknowledging excellence across all sectors. The ceremony serves as a yearly nexus for families, friends, and supporters to come together and celebrate shared heritage. Over the years, the Walk of Fame has become a visible symbol of the Portuguese Canadian narrative within Toronto’s multicultural landscape.

The Walk of Fame matters to the Portuguese Canadian community. Inductees illuminate the ways Portuguese Canadian individuals contribute to Canadian society, offering role models for younger generations. The event reinforces language, music, cuisine, and traditions that enrich the broader Canadian mosaic while highlighting how these traditions adapt and thrieve in a new homeland. The ceremony inspires families to celebrate heritage while pursuing excellence in various fields. It

strengthens networks among Portuguese Canadian organizations, clubs, and business groups, fostering collaboration and mutual support.

What the ceremony represents for the community.... for Portuguese communities abroad and locally, the PCWOF serves as a tangible link to Toronto’s vibrant Portuguese Canadian life, illustrating how diaspora ties can endure and flourish. Inductees often carry stories that resonate beyond Canada, highlighting universal themes of resilience, innovation, and service. The event provides a platform for diaspora narratives to be shared, celebrated, and remembered-creating a sense of belonging no matter where community members reside.

The Portuguese Canadian Walk of Fame induction ceremony taking place on May 30 at Camoes Square is much more than a celebration of individual achievement. It is

a public acknowledgement of the journey, sacrifices, and contributions of the Portuguese- Canadian community itself. Since its founding, the Portuguese Canadian Walk of Fame has recognized people from many different backgrounds and professions-from internationally known artists like Nelly Furtado and many others.

For an individual inductee, being recognized carries deep meaning. It says that their achievements are not only personal successes, but part of a larger collective story. Many Portuguese families came to Canada as immigrants seeking opportunity while facing language barriers, financial hardship, and the challenge of building a new life. To stand before the community as an inductee is to symbolize what perseverance, disciple, and vision can achieve across generations.

The honour also validates the idea that cultural identity and success can coexist. Inductees are celebrated not because they abandoned their roots, but because they carried their heritage with pride while contributing to Canadian society. That message resonates strongly with younger generations who may sometimes feel caught between cultures. For the broader community, ceremonies like this create something equally powerful like visibility. Public recognition matters because it tells a community that its history and contributions are part of the Canadian story.

The Walk of Fame has become more than a cultural event. It become a statement of collective identity and possibility. It reminds the Portuguese Canadian community that its contributions matter, its stories deserve recognition, and future generations can aspire to reach greater heights.

In closing l would like to recognize and congratulate this year’s class of 2026 for being inducted into the PCWOF. Sonia Pereira, Joaquina Pires, Antonio Do Vale and in the builders category, Antonio Forno.

On the PCWOF, every star tells a storybut the real magic is in the footsteps between them.

Some chase the stars in the sky; others find them at 722 College Street at Camoes Square.

Leia em português

MANUEL BARATA cidade / aldeia Castelo Branco e Mata Diário/Memórias

Manuel Barata (n.1952) nasceu duas vezes: para a Vida na Mata, para o Mundo em Castelo Branco- Não é de estranhar que o livro tenha essa dupla inscrição.

Ovolume tem 119 páginas (Edição RVJ, Capa João Leitã0o, Design André Antunes) e a primeira entrada é de 1-11-1994 sendo a última de 4-9-2024 ou seja trinta anos de registo entre o rigor e o afecto, entre o particular e o geral, entre o privado e o público. Na página 71 podemos ler, escrito em 15-4-2015 o seguinte: «Apesar das muitas desilusões, o 25 de Abril continua a ser uma das datas masi importantes da minha vida E por isso, com a força de sempre, digo 25 de Abril sempre!».

Manuel Barata alinha xom este seu contributo numa tradição que vem de Miguel Torga, Vergílio Ferreira, José Saramago, ;arcello Duarte Mathias, Vergílio Alberto Vieira - entre outros. Henry Miller (1891-1980) em «The books in my life» afirmou «Fiction is always closer to reality than fact».

O apoio à edição da Câmara Municipal de Castelo Branco e das Juntas de Freguesya da Mata e de Escalos de Baixo confirmam a ideia de Walter Benjamin (1882-1940) «Uma das principais responsabilidades do Homem é revekar o esquecido» Aqui está a prova. JCF

Camões TV+ APP

Available NOW

Host Vince Nigro

Guests Nick Bargis

Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am

Saturdays 7:30 am

E assim se partiu o vaso

Está em curso a batalha que irá eleger, dentro do Partido Trabalhista, um novo Primeiro-Ministro para o Reino Unido. Há pouco mais de uma semana, Keir Starmer sofreu um desaire sem precedentes, caindo para 17% do voto popular nas eleições autárquicas inglesas e perdendo quase 1500 mandatos. No País de Gales, bastião do Labour desde 1922, tiveram apenas 11% dos votos e ficaram reduzidos a 9 deputados regionais em 96. A menor quebra foi na Escócia, onde o voto trabalhista já tinha sido devorado pelo independentismo escocês e, mesmo assim, onde perderam 5 dos 22 mandatos de que dispunham.

servador, com 5 diferentes primeiros-ministros, o Brexit e péssimos indicadores económicos, as pessoas quiseram mudança, pensou-se. E pensou-se bem, apenas não se pode dizer que tenham querido a mudança protagonizada pelo Labour. Keir Starmer conquistou apenas 34% dos votos, a percentagem mais baixa alguma vez obtida por um partido de governo no Reino Unido e não muito mais que o pior resultado de Corbyn em 2019 (32%).

Como em Portugal e muitos outros países, a política britânica fragmentou-se. No caso, não só se regista a ascensão da extrema-direita e o crescimento dos partidos nacionalistas no País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, como mais recentemente, o surgimento dos Verdes, pela esquerda do Labour. Isto desafia um sistema eleitoral com círculos uninominais, que favorece fortemente o bipartidarismo e o voto útil. Ao contrário das nossas eleições presidenciais e de França, onde até as eleições legis-

da dinastia Ming” – prometer pouco e falar mais do adversário do que do nosso próprio programa, para não assustar eleitores moderados. Dito de outra forma, cuidado extremo senão o vaso vai partir. No caso, o Labour tinha uma tática adicional – interessa mais ganhar por pouco nos círculos eleitorais em objetivo, do que procurar uma grande mobilização nacional. Em 2017, Corbyn tinha obtido 40% do voto popular mas Theresa May vencera na mesma as eleições.

Funcionou. Mas foi sol de pouca dura. Enquanto a Terceira Via, como programa sistemático de afirmação de uma social-democracia mais liberal e tecnocrática, sobreviveu essencialmente até à crise de 2008, a amálgama moderada que levou Starmer até Downing Street durou menos de dois anos. É certo que a conjuntura era diferente. A estrutura também – o Labour nunca recuperou plenamente a confiança da classe média-baixa e foi perdendo paulatinamente a fidelidade das minorias étnicas.

Mas o problema de uma estratégia assente em pouco mais do que criticar o adversário é que quando o pouco não funciona e o adversário perde o seu lustre temível, nada sobra. Os conservadores nunca recuperaram de 2024 e, com as suas fileiras engrossadas por antigos ministros Tory, Farage prossegue o rumo de normalização que se vê em toda a Europa e que Vicente Valentim tão bem descreve no seu livro. Já o programa do Labour soube a pouco. Só agora estão a entrar em vigor a sua Agenda do Trabalho Digno e a lei dos direitos dos arrendatários. A simplificação da construção ficou pelo caminho e a impopular reforma dos apoios ao aquecimento doméstico (Winter Fuel Payments) teve de ser revertida.

Os maiores fracassos dos trabalhistas estão, todavia, nas finanças púbicas e na política de imigração. Nesta última, cederam ao impulso de procurar os eleitores da extrema-direita onde esta se encontra, sem perceber que iam, assim, validar e amplificar a xenofobia que sustenta o Reform, sem

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

com isso a conseguirem saciar nem conseguindo assim credibilizar-se. O original é sempre preferível à cópia.

Já nas finanças públicas, a promessa de que não iriam aumentar os impostos foi, tal como em Portugal, violada. Com um sentimento de culpa tipicamente inglês, essa necessidade foi convertida num drama diário, partido aos mil pedaços, inundando de pessimismo e de frustração o debate político. Maquiavel bem dizia para fazer o bem muitas vezes mas o mal de uma assentada só. Entretanto, enquanto Westminster discutia prudência fiscal, muitas famílias continuavam sem sentir melhoria no custo de vida.

Starmer podia ter dado a volta a todos estes problemas, erros e indefinições. Blair continuou a ganhar apesar do erro clamoroso da Guerra do Iraque. Os conservadores superaram o caos do Brexit e Trump recuperou após 2020. O atual primeiro-ministro inglês bem tentou, ziguezagueando entre posturas humildes e fortes. Só que não há boa mensagem que resista a um mau produto. Vivemos numa era dos homens fortes, como já aqui escrevi e como escreveu Bernardo Pires de Lima antes de mim. A Starmer faltou ambição e coerência. Faltou a eloquência de quem fala sem medo. Faltou pousar o vaso da dinastia Ming e meter mãos à obra. Isso é muito mais vasto do que a sova que os progressistas levam diariamente nas redes sociais. Como se viu com Zohran Mamdani, o bom marketing pode dar fama e sucesso de um dia para o outro. O que define o sucesso de uma liderança é o seu carácter – ou a falta dele. Quando uma liderança vive apenas para evitar riscos, acaba inevitavelmente sem força para criar esperança. E sem esperança, nenhum vaso resiste intacto durante muito tempo.

PROTEJA O SEU FUTURO

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Miguel Costa Matos Opinião
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Credito: DR
Ainda muitos julgam que o sol só nasceu para eles... Quando o poder fala mais alto que o país

Pois é exatamente o que muitos sentem, mas não tem coragem de o fazer. Muitas vezes digo a mim próprio que tenho que parar de olhar para os acontecimentos de uma forma diferente, mas acreditem, eu não ando a ver a procissão há dois dias, comecei muito cedo e até participava como figurante e muitas vezes de anjinho, isto quando era mais garoto. Mais tarde peguei na moda para dar a perceber exatamente o que vai na retórica de muita gente, fazia-me de anjinho.

Para que muitos percebam, a politica é das coisas mais sujas à face da terra, acreditem que muitos políticos fazem

tudo para chegar ao poder, isto em todos os partidos. Não acreditem em milagres, se não se trabalhar para se conseguir algo, nunca serão alguém com credibilidade na vida, as coisas fáceis, são histórias da carochinha e sabem que as histórias nos livros aos quadradinhos começavam sempre assim, “era uma vez”...

Meus ilustres e amigos leitores, as coisas e as verdades vêm sempre ao de cima e se há coisa que aflige muita gente é ouvir as verdades, mas há que dizer as verdades porque vivemos num mundo de oportunismo e de pessoas fanáticas pelo poder. No meio da sociedade anda muita mentira, estamos rodeados de pessoas que sabem, mas não têm coragem de expor as verdades. Eu saúdo a coragem de alguns políticos, que os têm no sitio contra os ilustres que se julgam reis da pátria, quando só fizeram asneiras. Sim, exatamente, foi isso que eu quis dizer,

porque há momentos na política em que se percebe quem está preocupado com o país e quem apenas anda à procura do poder.

E foi assim, aos poucos vai-se percebendo de que é precisamente aí que nasce o choque interno em muitos partidos, que hoje está a acontecer no PS. Uma parte da esquerda ainda vive numa política feita de slogans, trincheiras ideológicas e guerras partidárias, enquanto outra parte, onde Assis se posiciona, entende que o país entrou numa fase demasiado séria para aventuras políticas.

As recentes declarações de Francisco Assis vieram mostrar precisamente isso. E a reação indignada de parte da ala esquerda do PS acabou por confirmar aquilo que muitos portugueses já suspeitavam há muito tempo. E isto é o inicio para o PS e outros partidos como o PS, para que comecem a desaparecer. Os jovens já não acreditam no velho socialismo, hoje são mais liberais. Hoje existe uma esquerda que parece incapaz de perceber a gravidade do momento que o país atravessa. Portugal vive uma crise profunda na saúde, na educação, na justiça, na habitação e até no funcionamento do próprio Estado. O custo de vida sufoca famílias, os jovens perdem esperança, a classe média desaparece lentamente e a economia cresce sem força para acompanhar os restantes países europeus. Mas, perante tudo isto, há quem continue obcecado apenas com jogos partidários, alianças de bastidores e estratégias para chegar ao poder, custe o que custar. Neste aspeto, eu tenho de dar os parabéns ao Francisco Assis, limitou-se a dizer algo que devia ser óbvio para qualquer pessoa minimamente sensata, o país precisa de estabilidade política e de reformas sérias. Será que o tal moderado José Luís Carneiro não percebe isso e anda à deriva no alto mar, perdido com os da esquerda? Vejamos o essencial para o bem do país. Reformas na lei laboral, porque o mercado de trabalho mudou, mas as leis continuam presas ao passado. Reformas na saúde, porque o SNS já não responde como devia. Refor-

mas na educação, porque estamos a formar gerações cada vez mais frágeis perante um mundo altamente competitivo. E reformas na justiça, porque um país onde os processos duram anos perde credibilidade, investimento e confiança, basta olhar para os processos onde há políticos envolvidos. Mas basta alguém dentro do PS falar em responsabilidade, moderação ou entendimento institucional para imediatamente surgir uma parte da esquerda a acusar tudo e todos de traição ideológica. Eles esquecem-se que o problema é que o país real já não vive das fantasias políticas de há vinte anos.

Os portugueses estão cansados de eleições, de crises artificiais, de radicalismos e de partidos que parecem mais preocupados em destruir adversários do que em resolver problemas.

E talvez seja precisamente isso que muitos, dentro da esquerda, ainda não perceberam, o povo começa a afastar-se quando sente que a política deixou de servir o país para servir apenas carreiras partidárias.

Hoje, mais do que nunca, Portugal precisava de políticos capazes de colocar o interesse nacional acima das guerras ideológicas como muitos na oposição o estão a fazer.

Porque enquanto uns continuam presos à luta pelo poder, o país continua parado à espera de quem tenha coragem para o reformar. Deixem trabalhar quem sabe e quem teve coragem de dar início ao que Portugal precisa, reformas estruturais, descentralização, e este governo está a fazer tudo isso e por isso que incomoda muita gente que quer ir para o poder rápido. O tempo o dirá.

O país sempre em primeiro lugar. Bom fim de semana.

Credito: DR
Augusto Bandeira Opinião
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António Pargana Visão empresarial, diáspora e compromisso com Portugal

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua notável capacidade empreendedora, como o demonstram as trajetórias de inúmeros compatriotas que fundaram empresas de sucesso e assumiram funções de relevo nos domínios cultural, social, económico e político.

Entre os muitos exemplos de portugueses da diáspora que hoje são reconhecidos como ativos estratégicos na projeção internacional do país, destaca-se o percurso inspirador de António Pargana, um dos mais destacados empresários luso-brasileiros da atualidade.

Nascido no Porto, cidade onde o pai concluía o curso de Engenharia Civil, mas com raízes familiares em Silves, no Algarve, António Pargana mudou-se, aos quatro anos de idade, para o vale do Limpopo, em Moçambique. O pai integrou as obras de irrigação destinadas à instalação de um colonato agrícola promovido pelo Estado português, numa experiência que marcou os primeiros anos de vida da família.

Cinco anos depois, novos desafios profissionais levaram a família Pargana a regressar a Portugal. António concluiu o ensino secundário no Liceu Camões e ingressou posteriormente no Instituto Superior Técnico. Contudo, cedo percebeu que a engenharia não correspondia plenamente à sua vocação. Também a passagem pela área da gestão empresarial foi breve, optando, no início da década de 1970, por seguir novamente os passos africanos do pai, desta vez em Luanda, onde se matriculou na Faculdade de Engenharia.

Foi precisamente nesse período, ainda enquanto estudante, que surgiu a sua primeira experiência empresarial,

Em 1973, com apenas 23 anos, casou-se com Maria das Dores, sua companheira de vida, então estudante da Faculdade de Medicina de Luanda. Após a Revolução de Abril e a consequente desmobilização militar, António Pargana iniciou uma nova etapa profissional como diretor comercial do aviário Avicuca, empresa responsável pelo abastecimento de produtos avícolas à capital angolana.

Todavia, a escalada de violência decorrente da disputa pelo poder entre os movimentos de libertação conduziu o casal ao regresso a Portugal, em 1975. Ainda nesse ano, perante a instabilidade política e a escassez de perspetivas profissionais, António Pargana decidiu partir para o Brasil, país que acolhe a maior comunidade portuguesa e lusodescendente da América Latina.

Iniciava-se então, a partir de 1976, uma etapa decisiva da sua vida. Com apenas 26 anos e cerca de 500 dólares no bolso, António Pargana lançou-se no setor do comércio internacional, construindo, a partir da maior metrópole da América Latina, um percurso empresarial verdadeiramente notável. Foi também em São Paulo que nasceram os seus filhos, Mariana e Francisco.

Com participações em empresas ligadas aos setores energético e portuário, António Pargana fundou, em 1994, a Cisa Trading S.A., que se viria a afirmar como uma das maiores empresas de comércio internacional do Brasil. Paralelamente, assumiu funções em diversas organizações empresariais, entre as quais a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil — São Paulo, a que presidiu entre 2005 e 2009.

Apesar da sólida implantação empresarial no Brasil, António Pargana nunca perdeu a ligação a Portugal. Em 2015, através da Global Roads, investiu, com dois parceiros, cerca de 770 milhões de euros na Brisa, assegurando um terço do capital da principal operadora de infraestruturas rodoviárias portuguesa.

Essa ligação profunda ao país e à diáspora motivou a criação, em 2023, da Fundação António Pargana, sediada em Lisboa. A instituição tem o propósito de promover o conhecimento da história, da cultura e da capacidade científica e tecnológica de Portugal, reforçando simultaneamente a ligação entre a diáspora, os seus descendentes e o país de origem.

Ao longo do seu percurso, António Pargana recebeu diversas distinções. Entre elas destaca-se o grau de Grande-

-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído em 2015 pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, bem como o prémio “Empresário da Diáspora”, recebido recentemente na Gala do Fórum Portugal Nação Global, das mãos de Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Num tempo em que Portugal procura reforçar a sua presença global, figuras como António Pargana revelam a importância de uma diáspora dinâmica, influente e profundamente comprometida com as suas raízes, capaz de projetar o nome de Portugal muito para além das suas fronteiras.

colaborativa, construída para quem quer ir além do convencional.

Acreditamos em fazer diferente: com proximidade, partilha e um verdadeiro espírito de equipa. Aqui, a liderança não é distante - é presente, prática e dedicada ao seu crescimento.

Com apoio contínuo e mentoria real, ajudamos cada profissional a construir um negócio sólido, autêntico e do qual se orgulhe.

Esteja a começar ou pronto para elevar a sua carreira, encontrará um ambiente que impulsiona, inspira e cresce consigo. Tem dúvidas? Estamos aqui para ajudar - ligue hoje

Daniel Bastos Opinião
António Pargana . © Fundação António Pargana

Do fragas do Soajo ao Walk of Fame

“Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho contou-me que somos feitos de histórias” – escreveu o uruguaio Eduardo Galeano. Nada podia ser mais verdadeiro já que as histórias, ao funcionarem como a estrutura narrativa das nossas vidas, reproduzem memórias embrulhadas num conjunto de valores que são os pilares da nossa identidade individual e coletiva.

Todas as histórias de vida merecem ser contadas, mas hoje destaco a de Joaquina Pires, uma das mulheres que

irá ser homenageada no próximo dia 30, no Walk of Fame, em Toronto.

Natural da vila do Soajo é uma minhota dos quatro costados, cujo corpo nunca fica indiferente ao som da concertina ou ao toque do bombo, e os pés emprestam a agilidade da juventude ao desafio de uma chula picada. Nascida numa família numerosa, num tempo em que o país não chegava aos mais desfavorecidos, cedo se embrenhou do universo feminino das tarefas de sobrevivência. Aos cinco anos de idade, já ia lavar as fraldas do irmão mais novo ao lavadouro público. E assim que as suas frágeis pernas de criança ganharam mais firmeza, acompanhava a avó indo a pé buscar as sacas do correio à aldeia vizinha.

O futuro era um círculo fechado que só podia ser rompido com recurso à emigração. Mas até para isso a mãe teve que, numa

noite chuvosa de invernia, ir bater a portas para pedir emprestado o dinheiro que teria de dar ao passador. Foi assim que um dos irmãos, com 15 anos, percorreu a salto os Pirenéus para chegar a França. Em 1965, atravessa o Atlântico para se fixar no Quebeque, e é de lá que chega a carta de chamada para toda a família, tendo o nome de Joaquina Pires sido escrito por engano, já que ela prometera tomar conta da avó que nunca lhe faltara com pão e amor. Contrariada, em 1966 Joaquina é metida no bojo de um avião da Canadian Pacific para aterrar num deslumbramento de luzes que nunca vira na sua aldeia. Começa a frequentar a escola, numa turma de 30 meninas em que é a única imigrante. Frustrada por ter reprovado no primeiro ano de escolaridade, chora, mas cerra os dentes ao insucesso e promete lutar. Inicia a

sua luta muito cedo, sempre com os olhos bem abertos às injustiças que a rodeavam. Aprende o significado da palavra “reivindicar” e não mais a deixa por mãos alheias num caminho de entrega às mais variadas causas.

A avó materna, porém, continuava presente na promessa que lhe fizera, e é por ela que aos 13 anos começa a trabalhar, depois das aulas e aos fins de semana. Precisava do dinheiro para a visitar, ritual que passou a repetir com regularidade. Conciliando sempre o trabalho com os estudos, aos 17 anos entra no Instituto de Ensino Geral e Profissional. Terminado o curso, ingressa na Universidade de Montreal onde conclui a licenciatura em Sociolinguística, nunca tendo deixado de pertencer a grupos de intervenção, onde exercia os seus direitos de cidadã livre e participativa.

Após um curto interregno profissional como docente em Portugal, dos 28 aos 31 anos, já casada, regressa a Montreal em 1986 para fazer parte dos quadros da Câmara Municipal, como Conselheira em Relações Interculturais. Aí intensifica a sua vocação por conhecer várias culturas e intervir como mediadora sociocultural. Colabora com investigadores na temática das migrações, valorizando o papel daqueles que, tendo partido, nunca esqueceram as suas origens. De tantas iniciativas a que emprestou o seu nome, e foram muitas, enfatizo a publicação de “Rostos, olhares e memória (2012), “Montréal: empreintes portugaises (2023) e Mulheres Portuguesas no Quebeque - Caminhos de Liberdade (2024).

Se o propósito do Portuguese Walk of Fame é reconhecer pessoas e valorizar o seu contributo para o mosaico social e económico do Canadá, então eu direi que Joaquina Pires - mulher, mãe e avó - é o exemplo acabado de quem merece esse galardão.

ALBINO AROSO - O Pai do Planeamento Familiar

Não existe mãe solteira.
Mãe não é estado civil.

Papa Francisco

Se eu tivesse de homenagear alguém, quem, para mim, teria feito a diferença em termos de repercussão e alcance, na minha geração e nas que se seguiram?

Oprimeiro nome que me surgiu foi o de Albino Aroso, muito justamente apelidado de pai do Planeamento Familiar. Não me vou alargar sobre o seu currículo médico de Professor Universitário, membro do New York Academy Sciences e Diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santo António, até final da sua carreira; nem tampouco dos galardões recebidos porque a tudo isso o dr. Google responde. Vou-me debruçar-me, sim, sobre o Defensor da Dignidade e dos Direitos da Mulher, na tenacidade e coragem com que pugnou pela existência de uma Associação para o Planeamento da Família, que acabou por fundar em 1967, tendo ficado consagrada no Despacho de 76, quando era Secretário

de Estado da Saúde, tornando-o extensivo a todos os Centros de Saúde do País.

Acérrimo defensor dos direitos à saúde da mãe e da criança, como católico convicto, procurou junto do então Bispo do Porto, D. António Ferreira, a convergência ética e a sua colaboração pragmática para validar moralmente o acesso à contraceção, mitigando, assim, as críticas dos setores mais conservadores da Igreja. Essa colaboração, fundamentada na argumentação de que se tratava de uma ferramenta de combate à pobreza, traduziu-se na resposta: “Se é para não andarem por aí tantas crianças descalças e com fome, avance.” Esta atitude seguiu-se ao exílio imposto por Salazar.

Mas estas mudanças levam anos, já que derrubar barreiras culturais não é tarefa fácil, nem de curta duração e, por isso, Albino Aroso dedicou-lhe toda a sua vida. Lembro-me de, já na década de 80, iniciar a consulta de P.F. (Planeamento Familiar) no distrito de Braga e ver o choro amargo

e humilhado das mulheres excomungadas por tomarem a pílula.

A lei aprovada na nossa Constituição propõe:

- Promover a sexualidade saudável com informação sobre as Doenças Sexualmente transmissíveis (DST´s).

- Regular a fecundidade respeitando o espaçamento correto entre as gravidezes.

- Preparar para a maternidade e paternidade responsáveis.

- Reduzir o número de abortos clandestinos (inseguros e sem condições mínimas de assepsia, com elevadíssima mortalidade e sobretudo morbilidade da mulher).

A estas medidas se deve o facto de o país ter passado do fundo da lista, em indicadores de saúde fundamentais (mortalidade materna e infantil), para um honroso lugar entre os cinco melhores do mundo. Para finalizar, recordo frases do Dr. Albino Aroso, com quem fiz a minha pós-graduação em Planeamento Familiar, dita com graça: “A oração mais provável a Nossa Senhora de qualquer jovem apaixonada seria «Mãe Santíssima, Vós, que concebestes sem pecar, ajudai-me a pecar sem conceber.” E, acima de tudo, “Que nenhuma mulher que se entrega por amor, jamais tenha de pagar esse ato com o pesado fardo de uma gravidez, muitas

vezes com abandono do progenitor e o desprezo e preconceito da sociedade. Esse preconceito ou “piedadezinha” pelas mães solteiras só foram seriamente abalados pela frase simples e lapidar do Papa Francisco, quando afirmou: “Não há mães solteiras. Há Mães!” atravessando, assim, todos os credos e culturas, ao comparar a pequenez dum papel assinado com a grandeza de ser Mãe.

Recordar o Dr. Albino Aroso é lembrar, à nossa geração e às futuras, alguém que jamais deverá ser esquecido.

Susete Polónia, médica

Aida Batista Opinião
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Albino Aroso. (RD)
Crédito: Alberto Nogueira

CANADÁ

Canadá escolhe General

Jennie Carignan para a liderança do comité militar máximo da NATO

O governo liberal está a nomear a comandante militar máxima do Canadá para ser a próxima presidente do comité militar da NATO, quando o cargo ficar vago no próximo ano. O Ministro da Defesa, David McGuinty, anunciou a candidatura da General Jennie Carignan e afirmou que ela continuará na sua função atual até ao próximo ano. Uma eleição para o cargo será realizada em setembro.

Oatual presidente, o Almirante Giuseppe Cavo Dragone da marinha italiana, deverá terminar o seu mandato no próximo verão. Dragone serve como o principal conselheiro militar do Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, e é o principal canal para todos os conselhos militares dos chefes de defesa dos 32 países membros da NATO.

A posição de presidente foi ocupada pela última vez por um canadiano, o general reformado Ray Henault, no início dos anos 2000. Carignan tem sido a chefe do estado-maior da defesa do Canadá desde o verão de 2024 e, embora não haja um mandato fixo, a posição é habitualmente ocupada por três anos.

McGuinty afirmou que a nomeação do Canadá reflete o seu compromisso duradouro com a aliança militar ocidental. "O Canadá permanece inabalável no seu compromisso com a NATO", disse o ministro num comunicado. "A General Carignan é uma líder militar excecional, cuja experiência, discernimento e profundo compromisso com a colaboração aliada a tornam uma candidata extraordinária para servir como a próxima presidente do comité militar da NATO."

CBC/MS

Acolher o Campeonato do Mundo da FIFA custará mil milhões de dólares aos contribuintes

Acolher o Campeonato do Mundo de 2026 custará aos governos de todo o Canadá mais de mil milhões de dólares, fixando o custo por jogo em 82 milhões de dólares, de acordo com um novo relatório do Diretor de Orçamento do Parlamento (PBO).

Opreço estimado de 1,066 mil milhões de dólares para acolher jogos em Vancouver e Toronto fará com que o governo federal cubra 473 milhões de dólares, sendo o restante coberto por outros níveis de governo. No total, o Canadá irá acolher 13 dos 104 jogos que serão disputados no Canadá, México e Estados Unidos de 11 de junho a 19 de julho, com sete a serem jogados em Vancouver e seis em Toronto.

A maior parte do apoio federal está focada em infraestruturas e segurança.

As transferências federais para outros níveis de governo para operações e infraestruturas totalizam 220 milhões de

dólares, enquanto 145 milhões de dólares estão a ser transferidos para outros níveis de governo para operações de segurança, com mais 79 milhões de dólares a irem para a RCMP [Polícia Montada Real do Canadá].

O PBO fez referência a um relatório recente da Cidade de Toronto indicando que, incluindo o apoio financeiro federal, custará aos contribuintes um total de 380 milhões de dólares para acolher os seus seis jogos, enquanto os sete em Vancouver custarão cerca de 578 milhões de dólares, referiu o PBO.

O relatório referiu ainda que, caso os custos em Vancouver e Toronto aumentem, "quaisquer custos de acolhimento ao nível municipal que excedam as subvenções fornecidas pelo governo federal deverão ser pagos por outros níveis de governo".

CBC/MS

Carney diz que o mundo enfrenta uma "crise energética" e que o Canadá deve ajudar a resolvê-la

Na Colúmbia Britânica para se reunir com o Premier da província, que se mostra cético em relação a outro oleoduto, o Primeiro-Ministro Mark Carney afirmou que o mundo está no meio de uma "crise energética" e que o Canadá deve fazer a sua parte para o abastecer com os recursos naturais de que necessita.

Falando para um público maioritariamente empresarial na Greater Vancouver Board of Trade, antes de se sentar com o Premier David Eby, Carney disse que os recentes choques globais ameaçaram a disponibilidade de algumas formas de energia, colocando outros países numa situação difícil.

Ele afirmou que Otava quer agir rapidamente para fornecer esses recursos e, se a Colúmbia Britânica se opuser a mais desenvolvimento, o seu governo irá "passar mais tempo noutras partes do país".

Carney enquadrou o seu plano de acelerar as aprovações de projetos, reformular as políticas de energia limpa e apoiar um novo oleoduto para o Pacífico, como uma forma de o Canadá ajudar a preencher o

vazio energético global e, por sua vez, fazer crescer a economia interna num momento em que a guerra comercial com os EUA torpedeou alguns setores.

"Ao contrário de muitos países, o Canadá pode fazer parte da solução, para o mundo, para nós próprios", disse ele. "O Canadá é um parceiro estável e fiável num mundo que é tudo menos isso."

Embora atento àquilo que chamou de "desafio existencial das alterações climáticas", Carney referiu que a abundância e a acessibilidade de preços também estão no topo das preocupações do seu e de outros governos, à medida que o conflito no Irão faz aumentar drasticamente os preços dos combustíveis e retira de circulação algum abastecimento, incluindo uma parte significativa do gás do Catar.

"Num mundo em rápida mudança, o Canadá deve tornar-se a fonte da nossa própria energia acessível, limpa e fiável, porque quando dominamos a energia, dominamos o nosso destino", afirmou Carney.

CBC/MS

Carney desvaloriza

decisão de Washington de suspender o conselho de defesa bilateral

O Primeiro-Ministro Mark Carney não mostrou sinais de recuar perante a decisão dos Estados Unidos de suspender abruptamente um conselho de defesa bilateral de longa data e colocar o seu futuro sob revisão.

"Tem uma longa tradição, mas eu não exageraria a importância disto", disse Carney numa conferência de imprensa no Quebeque, quando questionado sobre o assunto. "Temos muitos aspetos de cooperação de defesa muito estreita com os Estados Unidos."

O Permanent Joint Board on Defense [Conselho Conjunto Permanente de Defesa], que não se reúne desde 2024, foi estabelecido em 1940 como um órgão consultivo para a cooperação bilateral de defesa entre os EUA e o Canadá.

O Subsecretário de Guerra dos EUA, Elbridge Colby, anunciou que o Pentágono está a "suspender" a participação no conselho bilateral. "Apenas ao investir nas nossas próprias capacidades de defesa é que os americanos e os canadianos estarão seguros, protegidos e prósperos", escreveu Colby numa série de publicações no X. "Infelizmente, o Canadá falhou em fazer progressos credíveis nos seus compromissos de defesa."

Embora a sua suspensão não afete as operações militares conjuntas, representa um golpe simbólico num momento em que o Canadá e os EUA estão bloqueados numa disputa comercial e as tensões bilaterais continuam elevadas.

As publicações de Colby atribuem implicitamente parte da culpa pela medida dos EUA às frequentes declarações do Primeiro-Ministro Mark Carney sobre a criação de alianças com outros países que não os EUA, na sequência da guerra comercial do Presidente dos EUA, Donald Trump, e dos seus apelos para fazer do Canadá o 51.º estado.

"Já não podemos evitar os fossos entre a retórica e a realidade. As potências reais devem sustentar a nossa retórica com res-

ponsabilidades partilhadas de defesa e segurança", escreveu Colby numa publicação ligada a uma transcrição do discurso de destaque de Carney no Fórum Económico Mundial deste ano em Davos.

O primeiro-ministro afirmou que existe muita cooperação entre o Canadá e os Estados Unidos e que esta irá continuar, mas Otava irá também aproximar-se de outros aliados para diversificar a cooperação de defesa.

Carney disse que o Canadá irá intensificar esforços em áreas críticas, como o apoio à defesa da Ucrânia contra a Rússia. Embora a Ucrânia não caia diretamente sob as responsabilidades de defesa da NATO, Carney afirmou que ajudar a sua defesa é "coerente com os nossos valores" e com os de um "vasto número dos nossos parceiros". "A Ucrânia vai triunfar e nós vamos estar no lado certo da história quanto a isso", afirmou.

CBC/MS

Crédito: CBC
Crédito: CBC

Toronto Transit Commission e a Live Nation oferecem viagens gratuitas após concertos no Rogers Stadium

Concertos em Toronto vão voltar a ter viagens gratuitas no TTC para o regresso a casa após espetáculos no Rogers Stadium, graças à renovação de uma parceria entre o Toronto Transit Commission e a Live Nation Canada.

Oprograma permite aos espetadores utilizarem gratuitamente o metro a partir das estações Downsview Park, Sheppard West e Wilson (linha 1), mediante a apresentação do bilhete do evento.

A iniciativa regressa para a segunda edição e pretende facilitar o transporte de milhares de fãs esperados para a nova temporada de concertos, que inclui atuações de artistas como Bruno Mars, Luke Combs e Mumford and Sons.

A TTC vai reforçar o serviço com mais comboios na linha 1 e linha 2, além de autocarros adicionais e maior presença de funcionários nas estações para apoio e gestão de multidões.

CTV/MS

Investigação revela falhas de segurança e crime organizado no aeroporto de Toronto

Uma investigação da unidade W5 da CTV News revela falhas graves na segurança do Toronto Pearson International Airport, com suspeitas de que redes de crime organizado exploram funcionários com acesso a áreas restritas para facilitar o tráfico de droga.

Apesar dos elevados níveis de segurança para passageiros, o controlo de funcionários nas zonas “airside” do aeroporto apresenta fragilidades. Trabalhadores entrevistados e antigos investigadores afirmam que não existem verificações regulares à saída dos funcionários, o que pode permitir a saída de drogas ou outros materiais ilícitos sem inspeção.

A investigação indica ainda que grupos criminosos como cartéis, máfia italiana e organizações asiáticas poderão ter influência através de “insiders” no aeroporto. Es-

tes funcionários poderiam, segundo especialistas, ajudar a desviar malas com droga entre voos internacionais e domésticos, contornando controlos aduaneiros mais rigorosos.

Casos anteriores de tráfico de cocaína envolvendo passageiros e “mulas” também levantam dúvidas sobre como grandes quantidades de droga conseguem passar pelos sistemas de controlo em aeroportos canadianos.

As autoridades da CATSA defendem que o seu foco é a segurança contra ameaças à aviação, como explosivos, enquanto a deteção de droga compete a outras entidades. Já especialistas alertam que a infiltração do crime organizado em funções aeroportuárias representa um risco sério e persistente para a segurança.

CTV/MS

Expansão do Billy Bishop Airport pode custar até 5 mil milhões e gera críticas em Toronto

A expansão do Billy Bishop Toronto City Airport poderá custar entre 4 e 5 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos, segundo a Autoridade Portuária de Toronto.

Oprojeto, apoiado pelo governo provincial, pretende aumentar a capacidade do aeroporto para responder ao crescimento da população e da procura futura, sendo financiado sobretu-

do por utilizadores e companhias aéreas, com pouca ou nenhuma intervenção de fundos públicos. No entanto, a Câmara Municipal de Toronto e vários críticos alertam para a falta de transparência, a ausência de estudos completos e o elevado custo da obra, levantando dúvidas sobre o impacto e a viabilidade do projeto.

Três agentes da polícia de Toronto foram detidos e acusados em Espanha

Três agentes do Toronto Police Service foram detidos e acusados em Espanha por crimes graves ocorridos em Barcelona, incluindo alegada agressão sexual, agressão com lesões e agressão a um agente de autoridade. Os incidentes terão ocorrido a 13 de maio, durante uma interação num táxi com uma trabalhadora sexual. Dois dos agentes foram detidos no local e um terceiro foi preso posteriormente em Palma de Maiorca, tendo todos comparecido em tribunal a 15 de maio.

Os três regressaram entretanto ao Canadá e encontram-se atualmente suspensos, mas continuam a receber salário enquanto a polícia aguarda informação adicional das autoridades espanholas para decidir se poderão ser suspensos sem vencimento. Essa decisão depende da legislação provincial, que desde 2024 permite suspensões sem pagamento em circunstâncias excecionais, mas apenas

quando estão reunidas determinadas condições legais.

Especialistas em policiamento explicam que a suspensão sem salário pode ser aplicada mais facilmente quando existem acusações criminais no Canadá ou quando condições judiciais impedem o agente de exercer funções, como restrições ao uso de armas ou ao acesso a bases de dados.

A direção da polícia de Toronto afirma ter tolerância zero para casos de corrupção, enquanto a presidente do conselho policial classificou as alegações como “graves e preocupantes”, sublinhando a necessidade de manter a confiança pública.

O caso junta-se a outras polémicas recentes envolvendo a força policial, incluindo alegações de antissemitismo e racismo anti-negro por parte de um antigo detetive de alta patente, bem como uma grande investigação por corrupção que levou à detenção de seis agentes em fevereiro.

CBC/MS

Excesso de velocidade numa rua de Toronto aumenta mais de 200% após remoção da câmara de controlo de velocidade

O aumento da velocidade na Parkside Drive, em Toronto, está a gerar polémica após a remoção das câmaras de controlo automático pelo governo de Ontário.

Dados apontam para um aumento de 235% nos veículos a circular acima dos 60 km/h entre janeiro e abril de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, quando a câmara ainda estava ativa. Os dados são recolhidos por um sinal municipal de monitorização de velocidade, embora já não resultem em multas.

O governo provincial defende a decisão, afirmando que a câmara já tinha emitido cerca de 70 mil multas e que a solução passa por medidas físicas como lombas e rotundas, apoiadas por financiamento às cidades.

A câmara da Parkside Drive foi também uma das mais vandalizadas da cidade antes do fim do programa, tendo sido destruída várias vezes ao longo de 2025. CP24/MS

Crédito: CBC
Crédito: CBC

A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos (FPCBP) anunciou uma reorganização interna para reforçar a sustentabilidade financeira, ampliar o apoio a estudantes e criar novos programas de mentoria e liderança para a comunidade portuguesa no Canadá. A proposta foi apresentada pelo novo presidente, Paulo Pereira, durante a 43.ª Black Tie Dinner & Awards Gala, em Brampton.

Pereira defendeu que a federação, com 45 anos, precisa de reduzir a dependência de apoios tradicionais e adotar um modelo mais sustentável, considerando insuficiente o atual nível de bolsas atribuídas. A nova direção pretende aumentar o impacto dos programas, com foco em mais apoio aos estudantes e maior ligação ao mercado de trabalho. Entre as prioridades estão iniciativas de mentoria, estágios, parcerias com instituições de ensino e empresas, e programas de preparação para carreiras e liderança, além da valorização da língua e cultura portuguesas. O dirigente também alertou para a diminuição do ensino de português nas escolas públicas e do financiamento ao ensino superior no Canadá.

Representado no evento por Bela Cumberbatch, o novo presidente destacou a necessidade de modernização, mais união e novas ideias dentro da organização. Por sua vez, Cumberbatch, ex-presidente e representante de Paulo Pereira, assumiu “o

orgulho no trabalho da Federação”, e falou em “novas ideias, novos diretores e mais união entre todos”.

Educação como motor da comunidade

Um dos momentos centrais da gala foi a atribuição de bolsas de estudo a 16 estudantes luso-canadianos (do secundário ao pós-graduado), em reconhecimento do seu mérito académico e como incentivo à continuidade dos estudos, com apoio de patrocinadores da comunidade portuguesa no Canadá.

Emma Saraiva Almeida, uma das bolseiras, afirmou que a distinção representa o reconhecimento do seu esforço e uma motivação adicional para continuar a estudar. Pretende seguir a área da educação infantil, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento das crianças e criar ambientes de aprendizagem positivos. Emma não se esqueceu do que a liga a Portugal e assume com orgulho a sua identidade e raíz luso-canadiana.

Também Martim Ferreira Policarpo destacou a surpresa e a importância da bolsa de estudo, sublinhando que o apoio financeiro será essencial para o seu percurso académico na área dos negócios. O estudante referiu ainda a ligação afetiva a Portugal, recordando a infância e o convívio familiar como elementos centrais da sua identidade.

Pedro Benevides, ligado à área da engenharia, reforçou a importância de manter viva

a língua e a cultura portuguesas entre os jovens. Destacou ainda o papel das associações no apoio educativo e na preservação da identidade cultural das novas gerações.

O jovem responsável aproveitou também a ocasião para anunciar um próximo evento comunitário marcado para 29 de maio, dedicado à celebração das bolsas de estudo e do trabalho académico dos jovens da comunidade portuguesa em Toronto. Trata-se de uma noite memorável para a comunidade luso-canadiana: a 42.ª gala da University of Toronto Portuguese Student Association (UTPA), que coincidirá com a sua tradicional Gala Anual de Entrega de Bolsas de Estudo.

Homenagear a comunidade

A gala também serviu para homenagear o trabalho voluntário desenvolvido ao longo dos anos, pois durante a cerimónia foram também entregues os prémios de excelência da FPCBP 2026.

Marcie Ponte, diretora executiva do Working Women Community Centre, recebeu o prémio de compromisso cívico pelo trabalho desenvolvido junto de mulheres imigrantes e comunidades multiculturais em Toronto, destacando a sua gratidão pelo impacto do seu trabalho.

O prémio humanitário foi atribuído a Lena Barreto, presidente do Centro Abrigo, antiga gestora no RBC Royal Bank e voluntária em várias organizações, que incentivou os jovens a persistirem nos seus objetivos.

Na área académica, Naomi Couto, da York University, foi distinguida pelo seu percurso profissional, lembrando a importância de apoiar estudantes de origem portuguesa no ensino superior.

O prémio Nova Geração foi entregue a Alexandra Santos, investigadora da BlueRock Therapeutics, que já tinha sido beneficiária de uma bolsa da federação durante os estudos.

No setor empresarial, Anne DeMelo, co-proprietária da Portuguese Cheese Company, recebeu o prémio de excelência empresarial.

Lena Barreto, uma das distinguidas, destacou que o reconhecimento público “faz sempre bem” e representa um sinal de valorização da contribuição comunitária, sobretudo num contexto em que grande parte do trabalho é feito por paixão e dedicação. Foi ainda sublinhando o papel das associações empresariais luso-canadianas como exemplo de integração e participação ativa na sociedade canadiana, refletindo o crescimento e a vitalidade da comunidade portuguesa no país.

Numa gala apresentada por dois rostos da MDC, Francisco Pegado e Rómulo Ávila onde falaram várias autoridades: deputados Peter Fonseca, Charles de Sousa, Marti Stiles e a Cônsul-Geral, Ana Luisa Riquito, foi reforçada a ideia por parte do Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo de Lucena, de que “o progresso individual dos estudantes contribui diretamente para o progresso coletivo da comunidade, assumindo “o dinamismo da comunidade portuguesa em Toronto”, descrevendo-a como “vibrante, integrada e cheia de energia”, resultado de décadas de trabalho associativo e empresarial. Ao mesmo tempo, o diplomata alertou sobre a necessidade de garantir continuidade geracional, incentivr novas lideranças e assegurar a sustentabilidade dos serviços comunitários.

A gala incluiu ainda atuações musicais de Sara Dantas e Carlos/Armando, dança folclórica da Associação Migrante de Barcelos Community Centre em Toronto, leilões solidários e momentos de homenagem à história da federação.

Com 45 anos de existência, a FPCBP afirma-se como uma das mais relevantes organizações luso-canadianas nos domínios empresarial, profissional e educativo, mantendo como missão central o apoio à formação académica e ao crescimento da comunidade portuguesa no Canadá. Mais do que um evento, a noite revelou-se um encontro de gerações, memórias e futuro — um testemunho vivo de uma comunidade que, mesmo longe da terra natal, continua a construir raízes fortes, a celebrar a sua identidade e a projetar com orgulho o caminho das próximas gerações.

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Embaixador de Portugal visita Toronto e reforça compromisso com a comunidade portuguesa

Na sua primeira visita oficial a Toronto desde que assumiu funções no Canadá, o novo Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo de Lucena, destacou o papel central da comunidade portuguesa nas relações bilaterais entre os dois países, sublinhando a abertura da Embaixada e do Consulado Geral para ouvir e apoiar os portugueses residentes no Canadá. Chegado há cerca de dois meses ao país e após apresentar credenciais à Governadora Geral canadiana há um mês, o diplomata iniciou em Toronto uma agenda intensa de encontros institucionais, reuniões governamentais e contactos com a comunidade luso-canadiana.

“A principal razão da minha visita a Toronto é a comunidade portuguesa”, afirmou o embaixador Bernardo de Lucena, acrescentando que pretende, antes de tudo, “ouvir mais do que falar”, numa fase inicial do seu mandato.

Relações Canadá–Portugal em fase “muito positiva”

Durante o encontro com jornalistas e representantes comunitários, o responsável diplomático descreveu o atual relacionamento entre Portugal e o Canadá como particularmente favorável. “As relações entre Portugal e o Canadá atravessam neste momento uma fase muito positiva, quer no plano económico, quer no plano político”, declarou, acrescentando que “não existem irritantes” entre os dois países. De Lucena destacou ainda o fortalecimento das relações entre o Canadá e a União Europeia, apontando oportunidades para Portugal beneficiar dessa conjuntura, sobretudo nas áreas económica, comercial e da defesa.

Ensino do português domina preocupações da comunidade

Entre os vários temas abordados nas reuniões com conselheiros das comunidades portuguesas, o ensino da língua portuguesa

surgiu como uma das maiores preocupações. O diplomata confirmou ter discutido o tema com representantes do Governo do Ontário, reconhecendo que o futuro do ensino do português na província constitui um desafio prioritário.

A questão foi igualmente aprofundada pela Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, que explicou os esforços desenvolvidos pelo Consulado e pelo Instituto Camões no apoio ao ensino da língua, desde escolas comunitárias ao ensino superior. Segundo a diplomata, o Programa de Línguas Internacionais do Toronto Catholic District School Board, onde estuda uma parte significativa dos alunos lusodescendentes — assim como estudantes brasileiros, angolanos e outros interessados na aprendizagem do português, enfrenta atualmente dificuldades. “Eliminar um programa de línguas internacionais num mundo globalizado representa uma desvantagem clara”, defendeu. Nos encontros realizados com representantes políticos do Ontário, incluindo

responsáveis pelas áreas da economia e do ensino superior, foi transmitida uma mensagem clara sobre a importância estratégica da língua portuguesa.

“O português não é apenas uma língua de identidade e de herança. É uma língua de oportunidade, uma língua internacional”, salientou o embaixador. A língua portuguesa, recordou, é falada em várias organizações internacionais e continua a expandir a sua relevância global, sendo hoje a segunda língua mais falada do hemisfério sul.

Uma comunidade “dinâmica, integrada e de sucesso”

Bernardo de Lucena deixou também elogios à comunidade portuguesa em Toronto, que descreveu como “dinâmica”, “bem integrada” e marcada por um forte sentido de identidade portuguesa. Apesar de reconhecer que esta foi apenas a sua primeira aproximação à realidade local, afirmou ter encontrado uma comunidade “de sucesso”.

Questionado sobre a duração da sua missão diplomática no Canadá, o embaixador indicou que deverá cumprir aproximadamente três anos de mandato, devido a regras legais relacionadas com limite etário.

Ainda assim, garantiu que a sua prioridade permanecerá inalterada: “O meu objetivo é o serviço público. Servir o melhor que puder, com a ajuda de todos”.

Por sua vez, a Cônsul-Geral apresentou ao embaixador o retrato atual da presença portuguesa no Ontário, destacando uma comunidade intergeracional, urbana e amplamente disseminada por diversos setores de atividade. “Little Portugal há muito que deixou de se limitar ao bairro original. Hoje, os portugueses estão presentes em todas as áreas profissionais e sociais”, explicou. Num momento em que as relações entre Portugal e o Canadá atravessam uma fase de proximidade e confiança, a visita do Embaixador Bernardo de Lucena a Toronto deixou uma mensagem clara: a comunidade portuguesa continua a ser o verdadeiro coração desta ligação bilateral. Entre os desafios do ensino da língua, a afirmação de uma identidade cada vez mais global e o reconhecimento de uma comunidade integrada e bem-sucedida, ficou evidente que o futuro da presença portuguesa no Canadá depende não apenas das instituições, mas da capacidade de manter viva a língua, a cultura e o sentimento de pertença entre gerações. Com uma postura de escuta, proximidade e serviço público, o novo embaixador inicia o seu mandato com um compromisso assumido — caminhar lado a lado com uma comunidade que já não ocupa apenas um bairro, mas um lugar consolidado no tecido social, económico e humano do Canadá.

RMA/MS

Tertúlia Night 2 juntou talento, comunidade e cultura portuguesa

A Casa do Alentejo encheu-se de palavras, música e partilha na passada sexta-feira, 15 de maio, para mais uma edição da Tertúlia Night, uma iniciativa que voltou a reunir diferentes expressões artísticas num ambiente marcado pela proximidade e pelo espírito comunitário.

ATertúlia Night 2 destacou-se pela diversidade de vozes e talentos presentes, juntando escritores, poetas, artistas e participantes de microfone aberto numa celebração da cultura luso-canadiana. Ao longo da noite, literatura, contos, música e arte cruzaram-se de forma natural, criando um ambiente intimista, mas simultaneamente inspirador. Um dos momentos de destaque foi a atuação musical de Chris e Greg Scian, que proporcionaram um ambiente descontraído e acolhedor através de um live lounge cuidadosamente pensado para acompanhar o espírito da iniciativa. Também o artista Michael Baptista captou a atenção do público com um desenho ao vivo, acrescentando uma dimensão visual à experiência cultural

da noite. O programa contou ainda com leituras de autores e poetas consagrados, bem como de participantes que aproveitaram o espaço de microfone aberto para partilhar textos, histórias e reflexões pessoais perante uma plateia atenta e participativa. Entre os convidados presentes estiveram o Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Homem de Lucena, e a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, cuja presença reforçou a importância cultural e simbólica do evento no contexto das celebrações da Semana de Portugal. Mais do que uma simples tertúlia, a iniciativa afirmou-se como um espaço de encontro entre gerações, experiências e formas de expressão artística, refletindo a vitalidade e a riqueza criativa da comunidade portuguesa no Canadá.

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Recusados metade dos novos cursos de ensino à distância

A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) avaliou, no ano passado, 391 pedidos para novos ciclos de estudo: quase um terço (32,2%) foram recusados.

Ataxa de indeferimento é superior entre os pedidos para novos cursos de ensino à distância, dos 62 pedidos foram, acreditados 31. Ouvido no Parlamento, o presidente da A3ES, João Sàágua, garantiu aos deputados que a agência "não está minimamente preocupada" com a eventual concorrência de congéneres estrangeiras.

Dos 391 pedidos de novos ciclos de estudo, foram acreditados 156 (38,6%), 114 foram acreditados com condições (29,1%) e 126 (32,2%) foram recusados. A A3ES recebe em média cerca de 300 novos pedidos, por ano, o que representa "um caudal muito elevado", frisou João Sàágua. Quanto aos cursos já em funcionamento, dos 1010 processos concluídos em 2025 a esmagadora maioria foi revalidada: 920 (91%), tendo sido apenas reprovados 12 (1,2%) e 78 (7,7%) acreditados com condições.

JN/MS

Segunda via da Carta de Condução já pode ser pedida na aplicação gov.pt

A segunda via da Carta de Condução já pode ser pedida na aplicação (app) gov. pt, anunciou esta quinta-feira a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), depois de 50 mil portugueses terem precisado de o fazer em 2025.

Desta forma, o processo pode ser realizado a qualquer hora e em qualquer ligar, diretamente pelo telemóvel.

Os cidadãos que percam ou tenham a carta de condução furtada "podem agora pedir a segunda via do documento diretamente pela app gov.pt, sem necessidade de se deslocar a qualquer balcão".

Esta nova funcionalidade, "disponível para quem tenha a carta associada à aplicação, foi desenvolvida em articulação com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e reforça o crescente papel do gov.pt como plataforma central de acesso aos serviços públicos digitais em Portugal", refere a ARTE.

"O processo é intuitivo, inteiramente digital e pode ser realizado a qualquer hora,

sendo apenas necessário selecionar o motivo, confirmar os dados e efetuar o pagamento", acrescenta.

Além de casos de perda ou furto, o serviço abrange também a substituição por danos ou alteração de dados.

No ano passado, "foram registados cerca de 50 mil pedidos de segunda via de carta de condução, tendência que se mantém em 2026, com quase 10 mil pedidos registados apenas nos primeiros quatro meses do ano".

A app gov.pt conta hoje com "mais de 2,2 milhões de utilizadores e disponibiliza mais de 30 documentos oficiais em formato digital com validade legal, com destaque para o Cartão de Cidadão e a Carta de Condução".

Além da Carta de Condução, a app gov. pt já permite pedir a segunda via do cartão de beneficiário da ADSE e do cartão de sócio da ACP, bem como renovar o Cartão de Cidadão por fim de validade ou por motivos de perda, danos ou furto.

JN/MS

Pinto Luz pede desculpa pelas filas nos aeroportos e admite enorme prejuízo para o país

As longas filas no controlo de fronteiras dos aeroportos estão a tornar-se um problema sério para a imagem do país.

O próprio ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reconheceu no Parlamento, que a situação é "um embaraço" e admitiu que a reputação de Portugal "já foi comprometida" junto dos turistas e passageiros internacionais, tendo em conta as filas significativas e os atrasos de horas dos últimos dias.

"Não vou pôr a minha cabeça debaixo da areia, claro que [a imagem do país] já foi comprometida. Acreditamos que, nas próximas semanas, vamos conseguir mitigar a situação. Estamos a investir tudo o que podemos para colmatar esta situação.

A única coisa que eu posso dizer aos portugueses e àqueles que nos visitam é [pedir] as desculpas formais em nome do Governo. O sistema não funcionou. É um embaraço e tanto eu como o ministro da Administração Interna estamos comprometidos em encontrar uma solução", afirmou.

O problema está relacionado com a implementação do novo sistema de entradas e saídas (EES, na sigla em inglês) da União Europeia, que substitui o tradicional carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos, como fotografias e impressões digitais, para cidadãos de fora do Espaço Schengen. Embora o objetivo fosse modernizar e agilizar os controlos fronteiriços, o resultado acabou por ser precisamente o contrário, sobretudo no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

várias horas no controlo de fronteiras e, em alguns casos, a perderem voos de ligação. Perante as críticas, o Governo garante que está a tentar resolver o problema, apostando no reforço de equipamentos e recursos humanos. O ministro Miguel Pinto Luz revelou que estão a ser feitos investimentos em "hardware" e confirmou o reforço policial nos aeroportos. Já esta semana foi anunciado que 360 agentes da PSP irão reforçar as equipas de controlo fronteiriço durante o verão, após concluírem formação específica.

Apesar disso, o Executivo continua dividido quanto à possibilidade de suspender temporariamente a recolha de dados biométricos. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu estar "insatisfeito" com a implementação do mecanismo, pondo a hipótese de suspender a recolha de dados biométricos caso a situação continue a degradar-se, mas o Ministério da Administração Interna rejeitou, para já, uma suspensão total do sistema durante o verão. Na terça-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, apelou à suspensão do EES.

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Desde a entrada em funcionamento do sistema, em outubro de 2025, os tempos de espera agravaram-se consideravelmente. A situação piorou ainda mais após a segunda fase da implementação, em dezembro, quando começou a recolha biométrica obrigatória. Nos últimos dias, os constrangimentos deixaram de se limitar a Lisboa e passaram também a afetar os aeroportos do Porto e Faro, com passageiros a esperarem

Reino Unido reduz impostos em alimentação e diversões para aliviar crise

O Governo britânico anunciou uma redução temporária de impostos sobre produtos alimentares como o chocolate e em bilhetes para diversões, numa tentativa de aliviar a pressão do custo de vida agravada pela guerra no Irão.

Além da redução do imposto sobre a importação sobre bolachas, chocolate e cerca de 100 outros produtos alimentares, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, anunciou medidas destinadas a impulsionar a economia durante o verão, incluindo viagens de autocarro gratuitas para crianças entre o final de junho e o mês de agosto.

Durante o verão, o IVA sobre bilhetes para diversões como incluindo jardins zoológicos, parques temáticos, cinemas, teatros, concertos e museus, será reduzido de 20% para 5%.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, já tinha confirmado na quarta-feira o adiamento do aumento previsto do imposto sobre os combustíveis.

Esta quinta-feira, Reeves revelou uma isenção de um ano do imposto rodoviário e a redução do peso fiscal sobre o gasóleo agrícola, para compensar a subida dos preços da gasolina e gasóleo causada pelo encerramento do Estreito de Ormuz.

Mas a ministra não se comprometeu com um apoio mais abrangente às contas de energia doméstica, nomeadamente para o

aquecimento. "Estamos preparados para agir caso as condições do mercado se agravem significativamente ainda este ano", prometeu.

Reeves explicou que estas medidas serão pagas através da reforma de um benefício fiscal utilizado pelos produtores de petróleo e gás para maximizar os seus lucros ao descontar os prejuízos noutras filiais no estrangeiro.

"Hoje, pomos fim a esta prática", o que "irá render centenas de milhões de libras por ano e permitirá financiar o conjunto de medidas apresentadas hoje", salientou.

As empresas petrolíferas que operam no Reino Unido, nomeadamente no Mar do Norte, estão sujeitas a uma taxa sobre os lucros provenientes da produção de petróleo e gás no país, atualmente fixada em 38%, que se soma aos 40% de impostos já em vigor no setor.

"Quando um país enfrenta dificuldades devido ao aumento dos preços do petróleo e do gás, devemos garantir que aqueles que beneficiam do aumento dos preços e da volatilidade contribuam de forma justa", argumentou.

A inflação no Reino Unido caiu para 2,8% em abril, face aos 3,3% registados em março, mas espera-se que volte a subir devido ao aumento dos preços dos combustíveis, do gás para aquecimento e da eletricidade.

JN/MS

Queda de avião

Airbus e Air France condenadas por homicídio negligente em acidente de 2009 entre o

Rio e Paris

O Tribunal de Recurso de Paris condenou a Air France e a Airbus por homicídio negligente num acidente aéreo entre o Rio de Janeiro e Paris em 2009, declarando-as "únicas e inteiramente responsáveis" pela queda do avião.

As duas empresas, que tinham sido absolvidas em primeira instância - em 17 de abril de 2023 -, foram condenadas a pagar uma multa no valor máximo de 225 mil euros pelo acidente que vitimou 228 pessoas, o mais mortífero da aviação francesa.

Embora a condenação seja essencialmente simbólica, mancha a imagem de ambas as empresas.

A Air France foi considerada culpada de não treinar os pilotos para as situações com formação de gelo nas sondas Pitot, que medem a velocidade da aeronave externamente, e de não fornecer informações suficientes às tripulações, alegações que a companhia aérea sempre negou.

Quanto à Airbus, o tribunal acusa-a de subestimar a gravidade das falhas nas sondas de velocidade e de não tomar todas as medidas necessárias para informar urgentemente as companhias aéreas equipadas com os mesmos, acusação que o fabricante também negou.

Depois de ter solicitado e obtido a absolvição tanto da companhia aérea como do fabricante no julgamento de primeira instância, a acusação reverteu a sua posição no final do julgamento de recurso, que durou dois meses, no outono, e solicitou a condenação das duas companhias pelo acidente.

China opôs-se à acusação dos EUA contra o ex-presidente de Cuba Raúl Castro

A República Popular da China criticou a acusação dos Estados Unidos contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, afirmando que se tratou de um aproveitamento abusivo de meios legais.

Os Estados Unidos acusaram Raúl Castro de assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996. Para Pequim, a acusação foi mais uma forma de Washington pressionar as autoridades cubanas.

"A China sempre se opôs às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e (...) é

contra o abuso de meios legais", afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

O mesmo porta-voz defendeu que os Estados Unidos devem parar de usar as sanções, a "força da lei" e as ameaças contra Cuba.

Guo Jiakun disse também que Pequim apoia Cuba na defesa da "soberania e dignidade nacional" e opõe-se a qualquer interferência estrangeira.

Raúl Castro, 94 anos, irmão de Fidel Castro (1926-2016), foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de norte-americanos num caso que remon-

ta a 1996. Na altura, dois aviões comerciais pilotados por opositores do líder cubano foram abatidos, provocando a morte de quatro pessoas, indicou a acusação dos Estados Unidos. Raúl Castro era, então, ministro da Defesa do Governo de Havana.

A acusação norte-americana ocorre numa altura em que se agravam as tensões entre Washington e Havana. Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impôs em janeiro um bloqueio total de petróleo a Cuba.

Tanto no julgamento inicial como no recurso, a Airbus e a Air France negaram veementemente qualquer responsabilidade criminal. Apontando para decisões erradas tomadas pelos pilotos na situação de emergência, o representante da Airbus argumentou em tribunal que "o fator humano foi o motivo determinante" no acidente. Para a acusação, os erros da Airbus e da Air France foram "claros" e "contribuíram, sem dúvida, para a ocorrência do acidente aéreo".

No final do julgamento de primeira instância, o Tribunal Criminal de Paris absolveu a Airbus e a Air France das acusações criminais em 2023, embora reconhecendo a sua responsabilidade civil. O tribunal decidiu que, embora tivessem ocorrido "imprudência" e "negligência", "nenhum nexo de causalidade definitivo" pôde ser "estabelecido" com o acidente.

A 1 de junho de 2009, o voo 447 da Air France, que ligava o Rio de Janeiro a Paris, despenhou-se no oceano Atlântico a meio da noite, poucas horas após a descolagem, o que resultou na morte dos 216 passageiros e 12 tripulantes. A bordo do A330 de matrícula F-GZCP seguiam pessoas de 33 nacionalidades, entre as quais 72 franceses e 58 brasileiros.

As caixas negras confirmaram o ponto de partida do acidente: o congelamento das sondas Pitot enquanto a aeronave voava a grande altitude na zona de calmaria equatorial, conhecida como "Doldrums". JN/MS

Raul Castro
Credito: JN

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PORTUGAL

Madeira regista a sobrevivência ao cancro mais baixa em Portugal

A sobrevivência ao cancro em Portugal atingiu os 66% aos cinco anos nos doentes diagnosticados em 2019, segundo um relatório do Registo Oncológico Nacional baseado em mais de 54 mil tumores analisados.

As mulheres apresentam melhores resultados (72%) do que os homens (62%), diferença associada ao tipo de tumores mais frequentes, hábitos de risco e maior procura de cuidados médicos pelas mulheres.

O estudo destaca ainda desigualdades regionais, com Norte e Centro a registarem melhores resultados e a Madeira os mais baixos. O RON sublinha a importância do diagnóstico precoce, dos rastreios e do acesso atempado ao tratamento para melhorar a sobrevivência, alertando também para a prevenção através da redução de fatores de risco como o tabaco e uma alimentação pouco saudável.

JM/MS

Governo dos Açores garante situação "acautelada" nas Lajes

“A situação está devidamente controlada e acautelada. Até ao momento não há qualquer informação de constrangimentos”, disse à agência Lusa fonte da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.

Segundo a mesma fonte, “até ao momento não se verificaram constrangimentos, nem se perspetiva que se venha a registar qualquer problema para a mobilidade aérea na região”.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas revelou ainda que "o navio Margarethe saiu hoje, pelas 12h00, de Ponta Delgada", na ilha de São Miguel, "com destino à Terceira, transportando 80 mil litros de combustível", devendo atracar ao final do dia.

“Entretanto, de acordo com o fornecedor, o navio com combustível com origem no porto de Sines deverá descarregar no fim desta semana na Terceira”, acrescentou o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/ PPM).

Ainda segundo o executivo açoriano, existe atualmente "capacidade de abastecimento para as aeronaves Q200 na Terceira".

Por outro lado, aquela secretaria regional garante que "há também capacidade para abastecimento dos Q400 na Terceira, que também podem recorrer a Ponta Delgada ou Horta, em caso de necessidade".

Já para "os Airbus A320 e A321, há capacidade de abastecimento complementar em Ponta Delgada".

AO/MS

Recluso foge da cadeia de Ponta Delgada mas já foi capturado

Um recluso evadiu-se durante a manhã desta segunda-feira do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, tendo sido capturado, um pouco depois da fuga, disse o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.

Segundo afirmou Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, ao jornal Açoriano Oriental, este recluso de 34 anos, fugiu precisamente pelo “mesmo sítio por onde fugiram os três reclusos da semana passada”. Ou seja, o recluso “estava no pátio sozinho - por estar em proteção, por dívidas com outros reclusos – e apoiando-se na parede do ginásio, saltou a rede”.

No entanto, estava “sempre a ser vigiado pelos guardas, que conseguiram vê-lo fugir e controlar a fuga. Houve uns tiros para o ar e o recluso atirou-se ao mar”, disse Frederico Morais, para acrescentar que o recluso acabou por se entregar porque “percebeu que o guarda ia lá buscá-lo sem qualquer problema".

Em pouco mais de uma semana, esta é a quarta fuga de um recluso da cadeia de Ponta Delgada. Para o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, “a chefia tem muita culpa, porque a nível de segurança tinha que se impor e não havia pátio enquanto não houvesse a rede”, afirmou. Frederico Morais lamenta que, uma vez mais, tenha ocorrido uma fuga da cadeia de

Ponta. Critica, por isso, a direção do estabelecimento prisional: “É lamentável termos dois chefes principais só para ganhar dinheiro e não querem saber da segurança. Isso é que me preocupa, porque a incompetência é geral neste momento, tanto da chefia como da própria direção da cadeia”. Para o sindicato, agora é “altura de alguém agir” e, “vamos daqui a uns dias estar outra vez a falar, de mais uma fuga, porque a incompetência continua igual”.

Por seu turno, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, acrescenta, em comunicado, que o recluso estava preso “pelo crime de roubo” e foi, agora, colocado em “medida cautelar de confinamento enquanto decorre o processo disciplinar e a sua afetação a regime de segurança”. Explicam, ainda, que a empresa a quem foram adjudicadas as obras de reforço da segurança dos muros exteriores do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada “aguarda a chegada dos materiais, vindos do continente, para executar a obra”. Uma vez que o Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada só tem um pátio para recreio a céu aberto “foi determinada, durante os períodos de recreio, a que legalmente os reclusos têm direito, a presença de elementos do corpo da guarda prisional junto aos locais do pátio com maior fragilidade de segurança”.

AO/MS

ARAE fiscaliza 30 bancas no mercado

dos lavradores e deteta irregularidades em livros de reclamações

A Autoridade Regional das Atividades Económicas (ARAE) realizou, no dia 15 de maio de 2026, uma ação de fiscalização no Mercado dos Lavradores, no âmbito da missão de proteção dos consumidores, tendo detetado quatro infrações de natureza contraordenacional, no âmbito do Livro de Reclamações.

Aoperação, denominada “Operação Valor Real”, abrangeu vários setores de atividade e teve como principal objetivo fiscalizar práticas comerciais potencialmente lesivas para os consumidores, designadamente o crime de especulação e a incorreta afixação dos preços de venda dos bens.

No decurso da ação, os inspetores da ARAE procederam, também, à verificação dos pesos dos produtos e dos respetivos preços cobrados aos consumidores, não tendo sido detetada qualquer infração nestas matérias.

Foram igualmente analisados outros aspetos legais, incluindo a obrigatoriedade de controlo metrológico e as informações obrigatórias a prestar aos consumidores, nomeadamente a origem da fruta, não tendo também sido identificadas infrações nestes domínios.

A ação foi executada por oito inspetores da ARAE, que fiscalizaram 30 bancas, stands e lojas.

A ARAE aproveitou a ocasião para sensibilizar os operadores económicos para o cumprimento da legislação em vigor, sublinhando que, salvo situações legalmente previstas, o preço de venda é livre, mas deve ser corretamente afixado, de modo a permitir aos consumidores efetuarem escolhas informadas e conscientes.

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

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ENTREVISTA: MADALENA BALÇA | FOTOS: FAMÍLIA FERREIRA E LUCIANO PAPARELLA JR. (CAPA)

Bernardino Ferreira

Bernardino Ferreira, nasceu há 68 anos em Barcelos, mas foi a Trofa que o viu crescer desde os primeiros meses de vida. Por isso, sente-se filho dessa terra onde se fez homem. A vida de Bernardino tal como de tantas outras pessoas, foi feita de terra nas mãos, de passos pequenos em caminhos de lama, de fruta roubada nos quintais dos vizinhos, de infâncias curtas demais para quem nasce com o peso da responsabilidade antes do tempo. A dele começou assim, no coração de uma casa cheia de gente, de trabalho e de silêncios que ensinavam mais do que muitas palavras.

Foi nos campos, ao lado do pai, que aprendeu cedo o significado do esforço. As vindimas, a apanha da batata, os dias longos sob o sol ou debaixo da chuva não eram apenas tarefas; eram uma forma de pertença, quase um ritual de família. Dividia os dias entre a escola e a terra, entre os livros que adorava e a consciência dolorosa de que, sendo o mais velho de nove irmãos, o futuro dificilmente lhe permitiria escolher apenas aquilo que queria ser.

A vida empurrou-o cedo para o trabalho, para as oficinas de madeira, para os estaleiros da cons-

trução, para turnos pesados e noites mal dormidas. Mas nunca conseguiu matar dentro de si a inquietação de quem acreditava que o mundo podia ser maior do que as ruas estreitas da sua terra. Havia nele uma fome silenciosa de futuro, uma vontade funda de quebrar destinos já escritos para tantos homens da sua geração.

E foi essa inquietação que o levou a atravessar o oceano rumo ao Canadá, com pouco dinheiro no bolso, saudades nos ombros e um medo escondido no peito. O que encontrou do outro lado não foi uma vida fácil, mas foi uma vida construída a

pulso, entre a entrada ilegal no país, sacrifícios, trabalho duro, lutas sindicais, comunidade, doença, família e resistência.

Esta é a história de um homem que nunca deixou que a dureza da vida lhe roubasse a capacidade de sonhar e sorrir. Porque há pessoas que passam pelo mundo apenas vivendo e há outras que, mesmo caindo algumas vezes, insistem em construir caminho para todos os que vêm atrás delas. Um caminho feito de exemplo, de força e resiliência.

INFÂNCIA NA TROFA:

E A RESPONSABILIDADE PRECOCE

Nasci em janeiro de 1958, em Barcelos, mas fui para a Trofa ainda muito pequenino. Na verdade, considero-me da Trofa, porque foi ali que cresci, que fiz os meus amigos e vivi toda a minha infância. Somos nove irmãos e eu sou o mais velho. Isso marcou-me muito desde cedo.

As maiores recordações que tenho da infância são do trabalho da terra com o meu pai. Ainda hoje, quando penso nesses tempos, lembro-me das vindimas, das apanhas da batata, das tardes inteiras nos campos. Havia muito trabalho, mas eu gostava daquilo. Gostava genuinamente. Era uma alegria acompanhar o meu pai e sentir que estava a ajudá-lo. Aquela ligação à terra ficou comigo para sempre.

Depois veio a escola. Também guardo muitas memórias desses anos. Dos amigos, das brincadeiras, das travessuras próprias da idade. Íamos roubar fruta aos vizinhos, fazíamos malandragens, mas tudo dentro daquela inocência de miúdos de aldeia. Ainda hoje, quando vou a Portugal, encontro alguns desses amigos. Alguns já partiram, infelizmente, mas muitos continuam lá. E quando nos juntamos, parece que voltamos logo àquele tempo.

Eu gostava muito de estudar. A minha professora primária e o padre da freguesia insistiam muito com os meus pais para que eu continuasse a estudar depois da quarta classe. Diziam que eu tinha capacidades, que havia ali “muito sumo para tirar”. Chamaram-me uma vez para conversar e perguntaram-me se eu queria estudar. E eu disse logo que sim. Era mesmo a minha paixão. Eu queria aprender, queria continuar na escola, queria construir alguma coisa através dos estudos.

Mas a vida, naquela altura, era diferente. Eu era o mais velho de nove irmãos. Havia um ano ou ano e meio de diferença entre cada um. A

minha mãe não conseguia fazer outra coisa senão tomar conta daquela casa cheia de crianças. O meu pai trabalhava muito, mas sozinho o dinheiro que ganhava não chegava para sustentar toda a gente.

Lembro-me perfeitamente da conversa da professora e do padre da freguesia com o meu pai. Ele explicou à professora e ao padre que precisava de mim a trabalhar. Disse-lhes que sozinho não conseguia dar conta do recado, a família era grande e a minha mãe não trabalhava fora de casa. E eu compreendi isso muito cedo. Foi aí que deixei um bocadinho de ser criança. A responsabilidade entrou na minha vida cedo demais.

OS PRIMEIROS

TRABALHOS:

Comecei a trabalhar muito novo, numa marcenaria. Fazíamos camas, guarda-fatos, mobílias. Aprendi muito ali. Ainda hoje digo que aprendi uma profissão a sério naquele tempo. Comecei por fazer as coisas mais simples e depois já montava camas, costas de móveis, armários. Ia aprendendo depressa.

Mas também era um tempo duro. Naquela altura os aprendizes levavam pancada. Qualquer erro dava direito a um cachaço. Aquilo custava-me bastante. Eu queixava-me em casa. A minha mãe dizia para eu aguentar, que aquilo fazia parte da vida. O meu pai não concordava muito. Dizia que ninguém tinha direito de bater nos filhos dos outros. Mas naquela época era assim.

Acabei por sair da marcenaria e fui para a construção civil, como servente. Era um rapazola ainda, mas tinha de trabalhar. Não havia outra hipótese. E, apesar de fazer aquilo porque era obrigado, eu andava sempre a pensar que queria mais qualquer coisa da vida. Não me resignava.

Foi também nessa altura que comecei a namorar a minha mulher. Ela tinha 13 anos e eu tinha 14 e tal. Crescemos praticamente juntos. Casámos muito novos: ela com 17 anos e eu com 19. Pouco depois nasceu o nosso primeiro filho.

Continuei a trabalhar na construção até conseguir entrar para a Petrogal, em Matosinhos. Aí comecei a sentir que talvez pudesse construir uma vida mais estável. Trabalhava bem, os chefes gostavam de mim e eu dava tudo no trabalho. Mas os contratos eram sempre temporários. Renovavam seis meses, depois mais seis meses. Nunca havia segurança.

Mais tarde, através de dois tios meus, surgiu a oportunidade de ir para a Siderurgia Nacional, na Maia. Fiz entrevistas, testes psicotécnicos e acabei por entrar. O ordenado era parecido ao da Petrogal, mas havia mais estabilidade. O problema eram os turnos. Trabalhava-se uma semana da meia-noite às oito, outra das quatro à meia-noite, outra das oito às quatro. Dormir de dia nunca foi fácil para mim.

Mesmo assim fui andando. Já tinha dois filhos pequenos e o terceiro vinha a caminho. Mas quanto mais olhava para a minha vida, mais sentia que estava preso. Eu via homens da minha idade encostados às portas dos cafés, sem perspetivas, presos à mesma rotina. E pensava muitas vezes: ‘Se eu continuar aqui, vou acabar igual.’

A DECISÃO DE EMIGRAR:

O SONHO DE DAR MAIS

AOS FILHOS

Foi aí que comecei a pensar seriamente em emigrar. A minha ideia inicial nem era o Canadá. Eu pensava mais na Austrália ou nos Estados Unidos. Um dos meus melhores amigos tinha ido para a Austrália pouco antes e falava maravilhas daquilo. Dizia-me que havia trabalho, qualidade de vida, oportunidades. Fiquei entusiasmado. Fui à embaixada australiana, preenchi formulários, entreguei documentação. Também procurei informações sobre os

Estados Unidos. Mas nada avançava.

Nessa altura apareceu um amigo meu que vivia no Canadá. Era professor de História em Portugal e aqui tinha conseguido equivalências para dar aulas. Falei com ele e expliquei-lhe a minha situação. Disse-lhe claramente: ‘Eu quero sair daqui. Quero dar melhor vida aos meus filhos.’ E nunca me esqueci da resposta dele. Disse-me apenas: ‘Aparece cá. Trabalho não falta.’ Aquilo ficou-me na cabeça.

Cheguei a casa e disse à minha mulher: ‘vou-me embora para o Canadá.’ Ela ficou surpreendida porque nunca tínhamos falado nisso. O Canadá nunca tinha estado nos nossos planos. Mas comecei a fazer contas. Naquela altura, o dólar canadiano valia muito dinheiro em escudos portugueses. E eu pensei que talvez ali estivesse a oportunidade que procurava. Só havia um problema: eu não tinha dinheiro para a viagem.

Fui falar com o meu sogro e com o meu cunhado. Pedi-lhes dinheiro emprestado para comprar o bilhete de avião. Eles ajudaram-me. Comprei um bilhete da TAP para Montreal, com ligação para Toronto. Trouxe apenas 500 dólares canadianos comigo. Era tudo o que tinha para começar uma nova vida.

A CHEGADA AO CANADÁ:

SOZINHO E SEM MALA

Cheguei ao Canadá em 1985. Primeiro Montreal, depois Toronto. Quando aterrei em Toronto fui procurar a minha mala… e ela tinha desaparecido. Fiquei apenas com a roupa que trazia no corpo. Passei 45 dias sem a mala aparecer.

Não passei pela imigração nem nada. Ninguém me parou e quando dei conta já estava fora do aeroporto, completamente sozinho. Nem sabia bem o que fazer. O meu amigo nem sequer tinha ido buscar-me ao aeroporto. Comecei a ouvir pessoas a dizer que os familiares tinham

ficado presos na imigração e fiquei com medo. Eu tinha apenas um papel com a morada dele escrita. Apanhei um táxi e fui até lá.

Quando cheguei à casa, bati à porta e apareceu a filha do dono. Disse-me que o meu amigo tinha ido para os Estados Unidos passar o fim de semana. Naquele momento fiquei aflito. Não conhecia ninguém, não tinha mala, não tinha roupa, não sabia para onde ir. Pensei mesmo que ia acabar a dormir na rua. Mas o dono da casa, um açoriano também chamado Manuel, acolheu-me – ele sabia que estava para chegar nesse dia. Levou-me ao basement onde alugava quartos pequeninos a trabalhadores. Um desses quartos já estava reservado para mim. O quarto era tão pequeno que praticamente só cabia a cama.

Fiquei ali a tentar perceber o que fazer à vida. Na segunda-feira o meu amigo chegou e ajudou-me. Emprestou-me umas calças de ganga, uma camisola e o Sr. Manuel emprestou-me umas botas de trabalho.

Na terça-feira comecei logo a trabalhar na carpintaria. Nunca mais parei. Trabalhava todas as horas que apareciam. Aos sábados também. Queria aproveitar tudo. E talvez também fosse uma forma de fugir às saudades que começaram a bater muito forte. Eu via aviões a passar e ia abaixo psicologicamente. À noite chegava ao quarto completamente destruído emocionalmente. Os outros portugueses, colegas de casa, percebiam e tentavam animar-me.

A VIDA ILEGAL NO CANADÁ E A CHEGADA DA MULHER

Passado algum tempo percebi que não aguentava sem a minha mulher. Disse-lhe ao telefone: ‘Se tu não vieres, eu volto para Portugal.’ Ela acabou por vir, mas claro também de forma ilegal.

Combinámos tudo ao detalhe. Uma amiga nossa, a Fátima Mourão, ia buscá-la ao aeroporto e a minha mulher iria dizer que vinha

apenas visitá-la durante um mês. Mas a imigração desconfiou.

Eu estava no aeroporto para a ir buscar com a Fátima Mourão e chamaram-me pelo intercomunicador e eu fiquei cheio de medo. Sabia que, se aparecesse, podia ser deportado. Aguentei algum tempo e acabaram por chamar a Fátima. Fiquei todo satisfeito, na minha ideia a partir desse momento estava tudo a correr bem, mas a oficial da imigração era muito esperta. Perguntou à Fátima onde é que eu estava, ela respondeu que não sabia, que devia estar em Portugal, mas a oficial de imigração disse-lhe “não mintas, porque ela já me disse que o marido está aqui à espera dela (isso era mentira, a minha mulher não tinha dito nada disso, mas pronto), acabaram por me chamar de novo e, entretanto, a Fátima veio ter comigo a dizer o que se passava. Aí percebi que não tinha alternativa, fui. E assim descobriram tudo. Entrei no gabinete. Interrogaram-me durante horas. Perguntaram-me há quanto tempo estava no Canadá, se trabalhava, como tinha entrado (porque não havia nenhum registo de entrada no meu passaporte). Insistiam muito a perguntar se eu trabalhava. Eu neguei sempre. Só que o oficial pediu para ver as minhas mãos, cheias de calos da carpintaria, e perguntou-me: ‘Estas mãos são mãos de quem não trabalha?’. Mesmo assim continuei a negar. No fim deram-me 15 dias para abandonar o Canadá. Nunca fui embora. Consegui um advogado através de amigos portugueses. Paguei-lhe com dinheiro emprestado. A minha mulher acabou por conseguir ficar legal e nós aqui continuámos, a trabalhar e a lutar.

OS FILHOS LONGE

E O REENCONTRO DA FAMÍLIA

Os nossos filhos ficaram em Portugal durante nove meses. Foram talvez os meses mais difíceis da nossa vida. Ao domingo telefonávamos para eles. Nem os meus pais nem os meus sogros tinham telefone em casa, por isso eles iam ao café da aldeia à hora combinada para

receber a chamada. Nós ficávamos sempre a chorar depois de falar com eles. Ao fim de nove meses decidimos mandar vir os três.

Quando chegaram ao aeroporto voltei a ser chamado pela imigração e pensei logo: ‘Agora é que estamos tramados.’ Virei-me para a minha mulher e perguntei: ‘também vens?’ E ela respondeu – ‘claro, se tivermos que ir de volta para Portugal, vamos os 5’. Chegámos lá o oficial de imigração perguntou ‘então como é isto?’, e eu respondi ‘olhe eles são os nossos filhos, nós estamos aqui e a família é para estar junta’, ele só disse ‘vocês têm coragem’. A verdade é que ele engraçou com os miúdos, viu-nos juntos e acabou por deixar a família sair, mas deu-nos um prazo para resolvermos a situação.

Os miúdos entraram logo para a escola, passados meses já falavam inglês. E nós continuámos a nossa vida, a trabalhar.

Um dia, mais tarde, fomos à imigração. Eu parecia o Egas Moniz, com a corda ao pescoço. Contei tudo o que se tinha passado e ele disse para preencher uns papeis e disse que se fosse cumpridor e dissesse a verdade que era melhor para mim. Passados uns meses fomos chamados. Chegámos às 9 da manhã e estivemos lá a ser entrevistados até o meio-dia e meia, até ele ir almoçar. Fomos também dar de comer aos miúdos. Chegámos lá e entregaram-nos os documentos de residentes permanentes. Nunca vou esquecer aquele momento. Vi o oficial a aproximar-se com os papéis na mão e comecei logo a chorar. Foi como quem tirasse um peso enorme de cima da nossa vida.”

A UNIÃO, O SINDICALISMO E A LIDERANÇA

Sempre trabalhei na carpintaria aqui no Canadá. Foi a minha área desde o primeiro dia. Entretanto comecei a envolver-me cada vez mais na união. Naquela altura, sindicalizavam praticamente toda a gente da construção. Mesmo estando ilegal, acabei por entrar para a união, eles

1. COM A SUA ESPOSA

2. COM A SUA ESPOSA E FILHA

3. PRONTO PARA SERVIR UM COPO DE VINHO AOS SEUS AMIGOS

4. A APOIAR O SPORTING NO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE

5. COM A SUA FILHA AO COLO

6. PRESIDENTE DO ARSENAL DO MINHO

7. BERNARDINO, UM PESCADOR NATO

8. BERNARDINO COM A SUA ESPOSA E FILHOS

9. NO ARSENAL DO MINHO

10. BERNARDINO A FAZER PONTARIA

11. A MOSTRAR O SEU APOIO AO A.C. BOUGADENSE

fizeram-me membro debaixo de um nome de um amigo meu, lá da terra, chamado Joaquim Oliveira, eu tinha um cartão dele e eu era o Joaquim, no trabalho. Comecei a participar nas reuniões, a falar, a envolver-me. Era muito vocal. Não tinha medo de dizer o que pensava. Comecei a ser conhecido, comecei a envolver-me. Com o tempo fui ganhando respeito e responsabilidades. Passei por várias lutas internas, campanhas, eleições e conflitos dentro da organização. Mais tarde entrei na liderança da Local 183 com a equipa liderada pelo Jack Oliveira e acabei por assumir responsabilidades importantes, incluindo o cargo de vice-presidente.

Foi uma caminhada longa, feita com muito trabalho e muita lealdade. Sempre acreditei que uma união só funciona se houver confiança entre as pessoas. E acredito que grande parte do sucesso da Local 183 veio exatamente disso: de haver uma equipa que trabalhava e trabalha ainda hoje verdadeiramente unida. E também por termos um líder como o Jack, com muita visão e sempre a trabalhar para dar o melhor aos membros e aos reformados. A Local 183 está em boas mãos, está bem entregue. Foi uma coisa que da qual eu fiz parte. Eu tenho uma honra e um orgulho muito grande de pertencer a LiUNA 183 e tenho um orgulho muito grande em ter as pessoas que lá estão a gerir a União, pessoas em quem se pode confiar e eu confio neles como se eles estivessem a gerir o meu dinheiro.

E O TRABALHO COMUNITÁRIO

Apesar de viver no Canadá, dentro da minha casa sempre existiu Portugal. Eu dizia muitas vezes aos meus filhos: ‘Aqui é território português.’ Eles falavam inglês na escola, claro, mas em casa falava-se português. Além disso, todos os meus filhos frequentaram a escola portuguesa. Fazia questão disso. A minha mulher teve um papel enorme nessa ligação às raízes. Sempre manteve os filhos ligados à família, aos avós, aos tios, a Portugal.

Também me envolvi muito na comunidade portuguesa. Frequentei clubes, participei em

organizações e durante muitos anos estive ligado ao Arsenal do Minho.

Quando entrei no Arsenal, o clube estava praticamente falido. Havia dívidas por todo o lado. Mas quando aceitei o desfio que algumas pessoas me fizeram e passei a presidir à direção, eu e as pessoas que estavam comigo arregaçámos as mangas. Eu e a minha mulher dedicámo-nos muito àquilo. Ela ajudava na cozinha, organizavam-se festas, jantares para 400 pessoas e era ela e outras duas ou três amigas que faziam tudo na cozinha. Conseguimos levantar o clube.

Mais tarde também participei na direção da ACAPO e nas celebrações do 10 de Junho. Sempre senti que era importante preservar a cultura portuguesa aqui no Canadá.

O CANCRO E A MUDANÇA

NA FORMA DE OLHAR PARA A VIDA

Quando me disseram que tinha cancro, a minha vida mudou completamente. Até ali eu vivia muito focado no trabalho, no dinheiro, na responsabilidade. Trabalhava sempre. Pensava sempre no próximo objetivo. E, de repente, um médico olha para mim e diz: ‘Tens cancro.’ Foi como se o céu me caísse em cima. Fiquei completamente em choque. A minha mulher e os meus filhos também. Quando saí de lá, deitei logo fora os cigarros e o isqueiro. Nunca mais peguei num cigarro. Nem vou pegar. Aquilo ajuda a destruir a nossa saúde. Durante dias parecia que toda a família andava perdida. Os meus filhos e a minha mulher andavam aí, um por cada canto. Eu comecei a interiorizar aquilo e disse não. Chamei-os e disse ‘eu não morri, eu ainda estou aqui vivo. E ainda me ides ver aqui muito tempo? Eu estou disposto a lutar contra isto. Vocês não desanimem. Eu preciso é do vosso apoio, ok?’ e comecei a reagir. Disse a mim mesmo que não podia desistir.

O apoio da família foi fundamental. O apoio dos meus colegas da União também. O Jack Oliveira esteve sempre presente. Deixou-me trabalhar de casa durante os tratamentos e nunca me pressionou.

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Tive uma operação difícil, tratamentos complicados, mas nunca deixei que o desânimo tomasse conta de mim.

E foi aí que percebi uma coisa importante: o dinheiro só faz falta para aquilo que precisamos de gastar. O resto não vale nada comparado com a saúde, com a família e com o tempo.

Depois da doença comecei a viver mais. Começámos a viajar, a aproveitar mais os momentos, a estar mais junto da minha família e dos meus amigos.

O SONHO QUE AINDA QUER CONCRETIZAR

Para o ano faço 50 anos de casado. E tenho um sonho muito especial: quero renovar os votos em Portugal, na mesma igreja onde casei.

Na altura casámos numa quinta-feira de chuva. Foi um casamento muito simples, básico mesmo, sem festa. Éramos novos, a vida era difícil e não havia possibilidades para mais.

Agora quero voltar lá com os meus filhos, os meus netos, toda a família. Quero sair daquela igreja como os outros casais saem. Com alegria, com festa, com a família toda à volta.

Esse é um dos sonhos que ainda quero concretizar. E vai acontecer, no próximo ano.

We build Ontario.

Jack Oliveira Business Manager

Joseph S. Mancinelli President

Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer

Carmen Principato Vice President

Robert Petroni Recording Secretary

Brandon MacKinnon

Executive Board Member

Terry Varga

Executive Board Member

O sabor que ela nos ensinou a amar

Mais números, menos campeonato

A Liga melhorou nos indicadores, mas continuou presa à falta de qualidade, ambição e transformação estrutural

Há campeonatos que crescem. Outros apenas parecem crescer. A Liga Portugal Betclic 2025/2026 pertence perigosamente ao segundo grupo. Os números dizem que há evolução: mais golos, mais público, mais tempo útil de jogo. A sensação que fica, no entanto, é outra: um campeonato mais cheio, mas não necessariamente melhor.

O FC Porto é campeão com uma autoridade que diz tanto sobre si como sobre os outros. Não foi um domínio esmagador em termos exibicionais, mas foi uma superioridade estrutural evidente. Num campeonato onde Benfica e Sporting oscilaram constantemente, o Porto limitou-se a ser consistente. E isso chegou para ganhar com margem confortável. Não porque tenha sido extraordinário, mas porque foi o único verdadeiramente previsível no bom sentido.

Atrás, o cenário foi mais revelador do que competitivo. A luta pelo segundo lugar entre Sporting e Benfica não elevou o nível do campeonato: expôs as fragilidades de ambos. Duas equipas que passaram a época entre versões de si próprias, incapazes de manter uma linha contínua de desempenho. O facto de a decisão ter chegado até ao fim não é sinal de equilíbrio forte, mas sim de consistência fraca. Não houve perseguição ao campeão, houve alternância de erros.

O SC Braga, quarto classificado, confirmou aquilo que há muito se tornou hábito:

estabilidade sem perturbação. Ficou onde era esperado, jogou dentro do seu nível e raramente o ultrapassou. Uma equipa que cumpre objetivos internos, mas que pouco acrescenta à exigência global da Liga. E enquanto esse tipo de regularidade for suficiente para garantir um lugar europeu, será difícil exigir mais ambição estrutural. No que diz respeito às vagas europeias, o cenário mantém-se dentro da lógica habitual do futebol português: Porto e Sporting na Liga dos Campeões, Benfica a disputar a Liga Europa, Braga novamente no circuito europeu, desta feita na Liga Conferência. A ordem altera-se, mas os nomes raramente mudam. E isso não é estabilidade saudável, é previsibilidade de um campeonato que continua fechado sobre si próprio.

Mais abaixo, a luta pela sobrevivência foi talvez o único espaço verdadeiramente intenso da época. Aqui, sem discurso nem margem para erro, tudo se decide de forma direta. As equipas que descem de divisão, Tondela e AVS SAD, fizeram uma época onde a instabilidade foi a única constante, enquanto a equipa que ficou em lugar de play-off, o Casa Pia, prolonga uma luta que, muitas vezes, começa demasiado tarde. Esta zona da tabela continua a mostrar a face mais honesta da Liga: menos narrativa, mais consequências.

Mas é fora da classificação que se percebe melhor o estado real do campeonato. Os dados oficiais indicam 93% de jogos com golos, um ligeiro recuo face aos 94% da época anterior. É um número que continua a poder ser vendido como espetáculo, mas a questão mais relevante raramente entra na discussão: a qualidade desses golos. Muitos resultam de erros individuais, desequilíbrios defensivos ou momentos de desorganização coletiva. Marcar não significa necessariamente jogar melhor, e esta Liga continua a confundir frequência com qualidade de forma insistente.

A ocupação média dos estádios fixa-se nos 53%, também abaixo dos 54% registados em 2024/2025. A descida é curta, mas simbólica. Num campeonato que procura afirmar-se, não basta estabilizar números: é preciso crescer de forma clara. E o futebol português continua sem conseguir transformar competição em hábito de consumo regular. Os estádios enchem em momentos específicos, quase sempre associados aos três grandes, mas a base mantém-se frágil e intermitente.

Ainda mais revelador é o dado do tempo útil de jogo, que volta a fixar-se nos 54%, exatamente o mesmo valor da época anterior. Ou seja, não há evolução. Metade do tempo continua a perder-se entre interrupções, faltas, simulações e gestão estratégica. Não é apenas uma questão estética ou de ritmo: é estrutural. Um campeonato que mantém este tipo de padrão dificilmente consegue elevar o seu nível competitivo real, por muito que outros indicadores apontem em sentido contrário.

E depois há a contradição mais evidente: ligeiramente menos jogos com golos, menos público nos estádios, exatamente o mesmo tempo útil e, ainda assim, um discurso que insiste em apontar crescimento. O problema não está nos dados isoladamente, mas na forma como se cruzam e no que revelam em conjunto: a Liga pode manter alguns sinais positivos, mas permanece distante de uma evolução sustentada.

O campeonato 2025/2026 acabou, assim, por ser marcado por essa ambiguidade permanente. O campeão destacou-se mais pela consistência do que pela excelência, enquanto os principais rivais passaram meses à procura de uma versão estável que nunca chegaram a consolidar. O produto global melhorou nalguns números, mas ficou curto naquilo que realmente sustenta um crescimento duradou-

HOUSE LEAGUE

• Boys & girls 4 to 18

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ACADEMY PROGRAM

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COMPETITIVE REP TEAMS

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• Boys & girls 8 to 18

• Men & women

SOCCER CAMP

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ro: qualidade contínua, exigência coletiva e identidade competitiva sólida. O resultado é um cenário inevitavelmente contraditório. Há evolução estatística, mas não há transformação estrutural. Há equilíbrio em várias zonas da tabela, mas esse equilíbrio nasce mais da irregularidade do que de um aumento real de qualidade. Há momentos de espetáculo, mas não existe um padrão que os sustente. No fim, o futebol português continua preso ao mesmo paradoxo. Quer crescer, mas carrega as mesmas fragilidades. Quer atrair, mas não consegue criar ligação consistente. Quer competir, mas mantém um nível de previsibilidade que limita qualquer salto verdadeiro. O campeonato terminou, alguns números ajustaram-se, mas a dúvida persiste: está a Liga a evoluir de facto, ou apenas a apresentar uma versão ligeiramente diferente dos mesmos problemas de sempre?

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

A Invicta vestiu-se de gala para celebrar o 31.°. Duas semanas depois da conquista do título e da alegria ter inundado as imediações do Estádio do Dragão, o mar azul inundou a corrente do rio Douro e transformou-se num verdadeiro oceano, que levou centenas de milhares de adeptos à Ribeira e ao mais nobre salão de festas da cidade do Porto, nos Aliados

Uma festa com vistas sublimes e que promete ficar bem guardada na memória coletiva do F. C. Porto. O novo campeão nacional soltou um grito que estava preso há quatro anos e as celebrações seguiram um rumo nunca visto nos quase 133 anos de vida do clube. A entrega do troféu, após a vitória sobre o Santa Clara, foi saudada por 50 002 gargantas que lotaram

Vitória amarga no adeus das águias à

Champions

quecer, com fortes críticas dos adeptos e novamente com uma época que terá de fazer nascer praticamente do zero.

o Dragão - que não esqueceu Pinto da Costa e Jorge Costa, falecidos no ano passado -, num aperitivo do que estava para vir. O barco dos campeões desceu o Douro ao som de um DJ e jogadores eufóricos - "acho que pelo menos dois vão à água e eu, se calhar, sou um deles", brincava Martim Fernandes, enquanto Alberto Costa decidiu usar uma máscara de Homem-Aranha - com a

Ponte Luiz I a receber a equipa com um fogo de artifício que ganhou ainda mais impacto graças ao espetáculo de drones que sobrevoou a Serra do Pilar.

O 31.° campeonato, os 87 títulos do palmarés, o 2 eterno de Jorge Costa e a "famiglia portista" desenharam-se nos céus de Vila Nova de Gaia e levaram ao êxtase as milhares de almas que estavam nas margens e que completaram o quadro à luz das lanternas dos telemóveis.

Com a taça nas mãos do capitão Diogo Costa, a comitiva desembarcou e entrou num autocarro panorâmico que só podia ter um destino por entre uma multidão a perder de vista. Os Aliados, para onde alguns adeptos se começaram a deslocar ao início da tarde, apesar das previsões indicarem a chegada da equipa bem para lá da meia-noite, estavam mais do que prontos para a vénia mais emblemática da Invicta.

Entre 200 a 300 mil pessoas receberam o F. C. Porto, que subiu à varanda da Câmara para mostrar o troféu ao povo, antes de os jogadores serem chamados, um a um, à passarela montada entre o mar de gente. A festa, essa estendeu-se pela madrugada dentro.

Benfiquistas entraram de rompante, com três golos que não chegaram para recuperar o segundo lugar na Liga.

As águias venceram com facilidade o Estoril, por 3-1, mercê de uma entrada triunfante, com os golos a serem marcados nos primeiros 16 minutos, mas a noite acabou por ser de tristeza e frustração. Apesar do triunfo, a equipa não conseguiu acabar no desejado segundo lugar, que lhe daria acesso à Liga dos Campeões, e muito provavelmente foi a partida do adeus de José Mourinho, que terminou a temporada sem qualquer troféu. Já para o presidente Rui Costa, tratou-se, também, de um ano para es-

Apesar de tudo, salvou-se ontem uma exibição bem conseguida, com boas performances individuais e do conjunto, que, desde cedo, mostrou que ainda acreditava na Champions. Aos sete minutos, Richard Ríos inaugurou o marcador, após cruzamento de Schjelderup, e, logo a seguir, Bah aumentou a vantagem, aproveitando bem uma assistência de Tomás Araújo. Nem dois minutos depois, o Benfica voltou a aumentar a vantagem, através de Rafa. Sem argumentos, o Estoril praticamente limitava-se a ver o Benfica jogar, sem conseguir esboçar uma resposta.

Avassalador ofensivamente, o conjunto orientado por José Mourinho teve várias oportunidades para aumentar a vantagem antes do intervalo, mas o facto de o Sporting, que jogava à mesma hora, estar

Leão fecha a época com o carimbo dos milhões

Sporting CP 3

Gil

Triunfo sobre o Gil Vicente permite a entrada do Sporting na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Jogo esteve sempre controlado diante de um adversário que terminou em sexto.

Acorrida para o lucrativo segundo lugar chegou ao fim e foi o Sporting que garantiu a última chave de ouro - a presença (para já) na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O emblema de Alvalade apresentou-se em campo com a missão bem definida e, num choque entre duas equipas que partilham alguma filosofia de jogo, mostrou que tinha do seu lado executantes de outro calibre, e uma estratégia mais afinada.

Na visita à capital, César Peixoto levou uma equipa ambiciosa, mas curta para roubar o sonho dos milhões a um leão que, com um Benfica a jogar pela vida do outro lado da cidade, sabia que apenas uma vitória po-

deria alimentar o sonho de ouvir o hino da Champions em Alvalade na próxima época.

A resistência dos visitantes foi honrosa enquanto durou, mas a verdade é que morreu muito cedo. O marcador contava um quarto de hora quando Quaresma, solto de marcação ao segundo poste, aproveitou uma bola precisa de Pedro Gonçalves para abrir a contagem, com um golpe de cabeça que deixou os defesas adversários pregados ao chão.

O ímpeto ofensivo dos leões incomodava cada vez mais a linha defensiva gilista, que voltou a sofrer um duro golpe aos 34 minutos, após ameaças sérias de Hjulmand (23) e Pedro Gonçalves (30). Trincão encontrou Morita, que atrasou para Suárez fuzilar a baliza de Dani Figueira.

O intervalo poderia configurar uma boa oportunidade para o Gil Vicente ajustar alguns pormenores da sua estratégia, no entanto, o esboço de uma reação do conjunto de Barcelos esgotou-se rapidamente, num remate perigoso de Luís Esteves, aos 47 minutos, que obrigou Rui Silva a sujar o equipamento.

também a vencer com conforto, acabou por esmorecer a ambição das águias. No segundo período, o Benfica manteve o mesmo ritmo, mas, ao contrário da primeira parte, não conseguiu ser eficaz. Mourinho refrescou o ataque, com as entradas de Lukebakio, Leandro Barreiro e Bruma, porém acabou por não ser feliz na finalização, ao contrário do Estoril. O recém-entrado Peixinho marcou um belo

golo aos 90+1 minutos e acabou por suavizar o resultado, que ameaçou várias vezes ser mais pesado para a equipa da casa. José Mourinho despediu-se com uma vitória numa temporada muito aquém das expetativas, mas não se ouviu contestação dos adeptos, que apoiaram durante 90 minutos, o oposto do que sucedeu na última partida, frente ao Braga. JN/MS

Com o cavalgar dos minutos, permanecia a ideia de que o jogo estava totalmente sob controlo, o que acabou por ser confirmado de forma definitiva com um golo (carregado de emoção) de Hjulmand, a fechar. Gorada a revalidação do título nacional, o Sporting seguiu para o plano B e agarrou o segundo lugar que garante, pelo menos, a presença na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Agora, resta-lhe torcer pelos leões de Birmingham, o Aston Villa, que ainda podem "entregar" a qualificação direta para a fase de liga aos verdes e brancos, se vencerem a final da Liga Europa. JN/MS

JN/MS
Richard Ríos abriu caminho ao triunfo do Benfica logo aos 7 minutos. (José Sena Goulão / EPA)
G.D. Estoril Praia 1
S.L. Benfica 3
Luís Suárez marcou o segundo golo do Sporting, o 28.º do colombiano na Liga.(António Pedro Santos / EPA)
Francesco Farioli e Diogo Costa mostram a taça de campeão aos adeptos em plena varanda da Câmara Municipal. (Miguel Pereira)

LIGA PORTUGAL -

Académica junta-se a Amarante na subida à Liga 2, Belenenses disputa

play-off

A Académica venceu na receção ao Trofense, por 3-0, e assegurou o regresso à Liga 2, ao terminar a Liga 3 no segundo lugar, atrás do promovido Amarante, deixando o Belenenses na disputa do play-off.

Em Coimbra, a "briosa" venceu o emblema da Trofa, por 3-0, com golos de Leandro Silva, na conversão de uma grande penalidade, aos 21 minutos, Marco Baixinho, aos 25, e Marcos Paulo, aos 49.

A Académica, que conta 64 presenças no primeiro escalão e 16 no segundo, a última das quais em 2021/22, vai regressar às competições profissionais quatro anos depois, como segundo lugar na fase de subida da Liga 3, com 28 pontos, a três do campeão Amarante, que já tinha assegurado a inédita promoção e este sábado confirmou o título ao vencer no campo do Vitória de Guimarães B, por 3-1.

O também histórico Belenenses termina esta competição no terceiro lugar, com 26 pontos, apesar de ter vencido nesta 14.ª ronda da fase de subida, por 3-1, na receção ao Mafra, quarto com 17, e vai disputar o play-off de acesso à Liga 2 com o 16.º classificado desse campeonato.

Os "azuis", campeões nacionais em 1945/46, tentam regressar à Liga 2, após a despromoção em 2023/24.

JN/MS

LIGA PORTUGAL

António Silva, Pote, Mora e Horta ficam de fora dos convocados de Portugal para o Mundial

Os futebolistas António Silva, Pote, Mora e Ricardo Horta são alguns dos nomes que ficaram de fora da lista dos 27 convocados de Portugal para o Mundial2026, anunciada na terça-feira (19) pelo selecionador Roberto Martínez, que conta com quatro guarda-redes. Lista dos convocados:

Guarda-redes:

Diogo Costa

José Sá

Rui Silva

Ricardo Velho

Defesas:

Diogo Dalot

Matheus Nunes

Nélson Semedo

João Cancelo

Nuno Mendes

Gonçalo Inácio

Renato Veiga

Rúben Dias

Tomás Araújo

Médios:

Rúben Neves

Samu Costa

João Neves

Vitinha

Bruno Fernandes

Bernardo Silva

Avançados:

João Félix

Trincão

Chico Conceição

Pedro Neto

Rafael Leão

Gonçalo Guedes

Ramos

Cristiano Ronaldo

Numa comitiva lusa que vai ser liderada pelo capitão Cristiano Ronaldo, que aos 41 anos se prepara para disputar a sexta fase final de um Campeonato do Mundo da carreira, o selecionador anunciou a chamada de quatro guarda-redes: Diogo Costa, José Sá, Rui Silva e Ricardo Velho, que já sabe que será a quarta opção.

Já no centro da defesa, Tomás Araújo suplantou a concorrência de António

Silva, seu colega no Benfica, que ficou de fora, e juntou-se a Rúben Dias, Renato Veiga e Gonçalo Inácio no lote de opções. Para as laterais, o selecionador optou por chamar cinco jogadores, com Nuno Mendes, único lateral de esquerdo de raiz, João Cancelo, que tem sido opção na esquerda no FC Barcelona, mas que pode fazer as duas alas, tal como Diogo Dalot. As outras opções são Nélson Semedo e Matheus Nunes, que também podem alinhar no meio-campo.

Para o centro do terreno, a grande novidade foi Samu Costa, dos espanhóis do Maiorca, que já tinha estado no estágio de março, enquanto João Palhinha está ausente.

Além de Samu Costa, Martínez vai contar com os habituais Rúben Neves, João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes e Bernardo Silva.

Já para o ataque, o avançado Gonçalo Guedes, da Real Sociedad, foi convocado por Martínez, com Paulinho, Ricardo Horta e Pedro Gonçalves a ficarem fora da lista final.

Como outras opções atacantes, o selecionador vai ter Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos, além de João Félix, Francisco Trincão, Francisco Conceição, Pedro Neto e Rafael Leão.

No momento de fazer o anúncio, Roberto Martínez usou a expressão 27+1 em

referência a Diogo Jota. E um momento que não passou em branco. "É a nossa força. Na vida todos temos momentos muito difíceis. Perder o Diogo Jota foi um momento inesquecível e um momento muito difícil. Mas o dia seguinte passou a ser uma responsabilidade de todos lutarmos pelo sonho do Diogo Jota. O espírito reforça o exemplo do Diogo Jota. É mais um e vai ser para sempre".

Martinez acrescentou ainda que a gestão de Cristiano Ronaldo será feita "com muita naturalidade"

JN/MS

Neymar convocado pelo Brasil para o Mundial

Carlo Ancelotti chamou a estrela do Santos para a fase final do Campeonato do Mundo.

Carlo Ancelotti divulgou, no Rio de Janeiro, os 26 jogadores convocados para representar o Brasil no Mundial 2026, destacando-se a chamada de Neymar, que não estivera nas opções do técnico italiano desde que este assumiu o cargo, há cerca de um ano.

Quanto ao central Thiago Silva, do F. C. Porto, que tinha a expectativa de ser convocado desde a chegada ao Dragão no mercado de janeiro, acabou mesmo por ficar de fora, perdendo, assim, a hipótese de disputar, aos 41 anos, a quinta fase final de um Campeonato do Mundo.

Com algumas baixas de peso, como os lesionados Rodrygo, Estevão e Éder Militão, a seleção canarinha parte para a "Copa" como uma incógnita, embora seja favorita no Grupo C, que partilha com Marrocos, Escócia e Haiti. O primeiro

jogo dos brasileiro será frente à equipa marroquina, no dia 13 de junho, no Metlife Stadium, em New Jersey.

Eis a convocatória da seleção brasileira:

Guarda-redes: Alisson

Ederson

Weverton

Laterais: Danilo Luiz

Wesley

Alex Sandro

Douglas Santos

Centrais:

Gabriel Magalhães

Marquinhos

Bremer

Ibañez

Léo Pereira

Médios: Casemiro

Bruno Guimarães

Danilo Santos

Fabinho

Lucas Paquetá

Avançados: Vini Jr.

Matheus Cunha

Raphinha

Gabriel Martinelli

Endrick

Luiz Henrique

Igor Thiago

Rayan

Neymar

RÂGUEBI

Benfica volta a sagrar-se campeão nacional 25

anos depois

O Benfica voltou este sábado a sagrar-se campeão nacional de râguebi, 25 anos depois do último título, apesar de perder em Cascais (28-14) na última jornada da Divisão de Honra.

Com 4-2 em ensaios, os "encarnados" não consentiram ao Cascais o ponto de bónus ofensivo de que precisava para ser campeão e fez a festa no Hipódromo Manuel Possolo, apesar de jogar quase toda a segunda parte em

inferioridade numérica devido à expulsão de Elliot Ryan, a um minuto do intervalo, momento em que o Cascais vencia por 14-0 (2-0 em ensaios).

Foi o 10.º título de campeão nacional de râguebi do clube da Luz, o primeiro desde 2001, que igualou o Belenenses no historial do principal escalão competitivo português, ambos com 10 conquistas, atrás de CDUL (20) e Direito (12). JNMS

POLO AQUÁTICO

Benfica heptacampeão

Fluvial Portuense esteve perto de obrigar ao Jogo 4 do 'play-off' feminino, mas a formação liderada por António Machado termina temporada sem sofrer qualquer desaire e junta o título nacional à Taça de Portugal e Supertaça

Aequipa feminina de polo aquático do Benfica conquistou, este sábado, o seu sétimo título nacional consecutivo ao derrotar o Fluvial Portuense por 7-8 (3-2, 3-2, 1-1, 0-3) num jogo disputado fora de casa. A vitória histórica permitiu à formação orientada por António Machado selar uma época perfeita com a conquista do triplete, depois de já ter vencido a Supertaça e a Taça de Portugal.

As encarnadas, que não sofreram qualquer derrota ao longo de toda a temporada, precisavam de vencer na deslocação

ao terreno do Fluvial para revalidar o título, após terem ganho o primeiro jogo da final em casa por 17-9. No entanto, a tarefa revelou-se difícil, com a equipa da casa, liderada por Ricardo Sousa, a dominar grande parte do encontro.

O Fluvial chegou ao final do terceiro período a liderar por 7-5, com parciais de 3-2 nos dois primeiros períodos e um empate a um golo no terceiro. Contudo, no quarto decisivo, o Benfica demonstrou a sua superioridade, impondo um parcial de 0-3 que virou o resultado e garantiu mais um troféu para o seu palmarés.

As águias, com sete, mantêm-se na terceira posição dos clubes com mais campeonatos ganhos, atrás do Fluvial Portuense, com 12, e do Algés com 11. Natação da Amadora têm 3 cada e Salgueiros 2. A Bola/MS

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Regresso de Conor McGregor ao octógono é oficial

O muito aguardado regresso de Conor McGregor ao octógono já tem data e adversário confirmados. The Notorious, a maior figura mediática na história das artes marciais mistas, vai defrontar Max Holloway no próximo dia 11 de julho, em Las Vegas.

Ocombate será o evento principal do UFC 329, inserido na International Fight Week, a semana mais importante do ano para a organização. Desta forma, confirmam-se os rumores que circulavam há algum tempo sobre o retorno do lutador irlandês.

McGregor, antigo duplo campeão da UFC com um registo de 22 vitórias e 6 derrotas, não compete desde julho de 2021. Na altura, sofreu uma grave fratura no tornozelo durante o combate contra Dustin Poirier, um desfecho amargo para uma carreira que também lhe rendeu bastante dinheiro no boxe. O seu regresso esteve previsto para o verão de

2024, contra Michael Chandler, mas uma lesão num pé acabou por adiar os planos. Por sua vez, Max Holloway (27-9) regressa à ação depois de ter perdido o cinturão BMF para Charles Oliveira, em março. O lutador americano tinha sido nocauteado por Ilia Topuria em outubro de 2024. O confronto com McGregor será disputado num peso combinado, uma vez que parece improvável que o irlandês consiga atualmente bater as 155 libras. A escolha de Holloway visa proporcionar um combate atrativo, focado no «striking», para abrilhantar o regresso de Conor.

Para além do combate principal, o cartaz de 11 de julho incluirá outros duelos de grande interesse, como o Saint-Denis vs. Paddy Pimblett, a desforra entre Sandhagen e Bautista, o Brandon Royval vs. Kavanagh, a estreia de Gable Steveson e a subida de Robert Whittaker para a categoria de meio-pesado, onde enfrentará Krylov.

A Bola/MS

TÉNIS Pesadelo de Alcaraz continua: também falha... Wimbledon

Tenista espanhol anunciou a ausência no torneio em Inglaterra através de uma mensagem nas redes sociais

Opesadelo continua! Carlos Alcaraz anunciou esta terça-feira que não irá competir em Wimbledon, falhando assim toda a temporada de relva devido a uma lesão no pulso direito que o tem afastado dos courts.

A decisão surge depois de o tenista espanhol já ter sido forçado a desistir dos torneios de Madrid, Roma e Roland Garros. Com esta ausência, Alcaraz não poderá defender os 500 pontos conquistados como campeão em Queen's nem os 1300 pontos de finalista em Wimbledon (perdeu com Sinner em 2025).

Numa publicação nas redes sociais, Alcaraz explicou a sua situação: «A minha recuperação está a correr bem e sinto-me muito melhor, mas, infelizmente, ainda não estou pronto para poder jogar e, por isso, tenho de renunciar à temporada de relva em Queen’s e Wimbledon. São dois torneios realmente especiais para mim e vou sentir muito a falta deles. Continuamos a trabalhar para voltar o mais rápido possível!»

O problema físico de Alcaraz surgiu durante o torneio Conde de Godó, onde se retirou após o seu jogo de estreia contra o finlandês Otto Virtanen. «Senti que o pulso cedeu e é mais sério do que eu esperava», admitiu na altura. Pouco depois, confirmou a sua ausência do Mutua Madrid Open e, após exames médicos, anunciou que não recuperaria a tempo de toda a época de terra batida. A Bola/MS

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FUTEBOL

Al Nassr de Jesus, Cristiano Ronaldo e Félix é campeão da Arábia Saudita

O Al Nassr conquistou, na quinta-feira (21), o título saudita, após vencer o Damac, por 4-1, na última jornada do campeonato. Quatro anos depois de ter aberto uma nova realidade para os futebolistas europeus na Arábia Saudita, Cristiano Ronaldo, autor de dois golos, sagrou-se, finalmente, campeão, tal como João Félix, enquanto o técnico Jorge Jesus repete a festa que já havia alcançado no comando do Al Hilal.

Após ter desperdiçado a oportunidade de se sagrar campeão, nos instantes finais do encontro com o Al Hilal, o Al Nassr estava proibido de perder pontos sob pena de ver o título fugir para o rival e a verdade é que, aos seis minutos chegou a notícia que o Al Hilal estava a vencer o Al Fayha.

Frente a um Damac a lutar pela permanência, a equipa de Jorge Jesus precisou de 21 minutos para criar verdadeiro perigo, com Sadio Mané a rematar para defesa apertada do guarda-redes. Treze minutos depois, o internacional senegalês acertou no alvo, de cabeça, abrindo o marcador após um pontapé de canto de João Félix.

O internacional português foi um dos mais irreverentes na primeira parte e, já perto do intervalo após um excelente trabalho individual, atirou para uma grande defesa de Kewin Silva.

O caminho para o título parecia ter ficado mais tranquilo no arranque do segundo tempo, quando Kingsley Coman assinou o 2-0 com um remate cruzado, mas o Damac não demorou a reduzir. O VAR descobriu uma mão de Simakan e

Sylla, antigo jogador do Arouca, reduziu a desvantagem.

Porém, o susto durou pouco. Aos 63 minutos, Cristiano Ronaldo cobrou um livre direto na linha lateral da área, a bola passou por uma floresta de pernas e o avançado ampliou para 3-1, antes de fazer o quarto golo da equipa, aos 81. CR7 chega, assim, aos 973 golos na carreira profissional.

O capitão do Al Nassr e da seleção nacional conquistou, à quarta temporada, o primeiro título de campeão na Arábia Saudita, tal como João Félix, enquanto Jorge Jesus celebrou o segundo troféu, depois de já o ter feito ao comando do Al Hilal.

BASEBALL

Jay’s Berrios has Tommy John surgery, out for the year

The Toronto Blue Jays suffered a massive blow on Wednesday with the news that veteran starter José Berríos underwent season-ending Tommy John surgery. Performed by Dr. Keith Meister in Texas, the procedure will sideline the 31-year-old right-hander well into the 2027 campaign.

Initially, the Blue Jays hoped Berríos— who missed Toronto’s World Series run last fall due to elbow inflammation—would only require a less invasive procedure to repair a stress fracture and remove loose bodies. However, manager John Schneider revealed that a loose body was discovered directly on the ligament, necessitating the full reconstruction.

“It sucks for him, it sucks for us,” Schneider said before Wednesday's matchup against the New York Yankees. “Since we acquired him, he’s just been steady... It’s weird not having him.”

Berríos had been the epitome of durability, joining Patrick Corbin as the only ma-

jor league pitchers to log at least 30 starts in each of the last seven full seasons. Since arriving via a July 2021 trade from Minnesota, Berríos has pitched to a 53-39 record with a 4.09 ERA. He attempted to battle through the discomfort this spring, but a brief fourgame rehab stint yielded a 10.67 ERA and noticeably diminished velocity.

His absence further decimates a Toronto rotation already ravaged by injuries. Bowden Francis underwent Tommy John surgery in February, and Cody Ponce suffered a season-ending knee injury in late March. Furthermore, Shane Bieber (forearm) has yet to debut this season, and veteran Max Scherzer has been limited to just five starts.

While Scherzer is scheduled for a bullpen appearance and Bieber could begin throwing next week, time is running out. The struggling Blue Jays are currently sitting third behind the Tampa Bay Rays and New York Yankees in the AL East.

RS/MS

JNMS

Leafs are interested in David Carle, is it a fit?

The Toronto Maple Leafs are "legitimately" interested in University of Denver head coach David Carle. Long viewed as one of the best hockey minds outside the NHL, Carle has resisted pro offers for years. Whether he would accept Toronto’s job remains to be seen, but the Leafs' serious interest shouldn't be taken lightly.

Named Denver’s head coach in 2018 at just 28 years old, Carle quickly silenced anyone who viewed the appointment as a risk. Aside from a bizarre, pandemic-disrupted 2020-21 campaign, his tenure has been a masterclass in dominance. Over the past five seasons, Denver has never finished outside the top three in the powerhouse NCHC.

More impressively, Carle has mastered the notoriously random, single-elimin-

ation NCAA Tournament. Over the last half-decade, the Pioneers have captured three national championships and made four Frozen Four appearances, boasting an astounding 14-2 tournament record. While single-elimination formats inherently require some luck—including spectacular postseason goaltending heaters from Matt Davis in 2024 and true freshman Johnny Hicks in 2026—Carle’s knack for winning close games is undeniable. His squad is a remarkable 8-1 in one-goal tournament games and 3-1 in overtime during this span.

Carle’s magic extends to the international stage as well. He led Team USA to 2 straight gold medals at the 2024 and 2025 World Junior Championships, putting up a 13-1 record in that span. Simply put, David Carle wins hockey games, whether his team is clearly superior or getting heavily

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OLÍVIA SARAIVA

Paralegal licenciada | Notária pública

Notariado de documentação e representação no tribunal

DE TRÂNSITO?

• CONDUÇÃO IMPRUDENTE

• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA

• PARAR EM SINAL DE STOP

• FURAR SINAL VERMELHO

• EXCESSO DE VELOCIDADE

• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)

• USO DE TELEMÓVEL

• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE

outshot.

What makes Carle an elite NHL candidate is his developmental prowess and modern tactical approach. Unlike rival programs that load up on flashy, firstround blue-chippers, Carle excels at building deep rosters with mid-round draft picks who stay three to four years. His 2025-26 Denver roster featured 14 drafted players, yet not a single one was selected in the top 50.Despite leaning on veteran structure rather than elite draft pedigree, Carle’s teams don't play a low-event, defensive style. They are consistently among the highest-scoring teams in the country, averaging a sizzling 4.6 goals per game in 2023-24 and 4.0 in 2024-25. Carle eschews old-school, physical "snot" hockey. Instead, his small but aggressive teams rely on consistent speed and dominant forechecking to force turnovers and make the most of opponent’s mistakes.

This system and style aligns with Maple Leafs General Manager John Chayka, who inisists on building from the defense out, using speed and skill. If hired, the young, energetic Carle has the tools to succeed in the NHL for a very long time.

Prying him away from Colorado, however, will be a massive challenge. Carle is highly compensated, loves Denver, and has young children. Furthermore, college coaches enjoy immense job security, while NHL coaches are routinely scapegoated.

To land him, Chayka cannot rely on money alone. The Leafs must pitch a long-term guarantee of job security and a meaningful voice in hockey operations. Positioned as the coach who can guide Toronto's veteran core today while developing tomorrow's emerging stars, the pitch might just be attractive enough to make Carle leap to the pros.

The "Old Man" Heist: How Ronaldinho fooled Toronto

Before taking the BMO Field pitch for Toronto's Living Legends match, Brazilian icon Ronaldinho had a simple message for reporters: don’t expect too much. Flashing his famous bucktoothed grin, the superstar playfully insisted that he and Adriano were simply "too old" for high-intensity football, promising a slow, walking-paced friendly against Toronto FC alumni.

It was the ultimate deception.

The moment the whistle blew, Ronaldinho completely abandoned the "old man" act. Instead, he treated a record crowd of 34,000 to a glorious masterclass in soccer nostalgia. He put on a clinic of physics-defying lobs, sleek step-overs, and trademark no-look passes that left winded TFC veterans entirely gasping for air.

The Brazilian maestro effortlessly orchestrated a thrilling 4-3 victory for the Brazil Legends before slipping away before the final whistle—capping off a brilliant, joyful heist that proved true magic never ages. Toronto fans will undoubtedly be talking about his unforgettable performance for years to come.

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Luis Camara

Secretar y Treasurer

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Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

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Marcello DiGiovanni Vice President

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Skills Ontario apresenta a maior competição de profissões do Canadá a 40.000 visitantes

A julgar pelo volume avassalador de participantes na maior competição de profissões técnicas e tecnologia do Canadá, existe um interesse considerável nas profissões técnicas por parte dos estudantes, das suas famílias e do público em geral.

Quase

40.000 visitantes compareceram à Skills Ontario Competition, que se realizou no Toronto Congress Centre de 4 a 6 de maio. Aproximadamente 2.900 estudantes, representando 65 conselhos escolares de Ontário e 23 faculdades (colleges), participaram nas 77 competições diferentes. A maioria consistiu em concursos individuais, embora tenham existido alguns eventos por equipas, afirma o diretor executivo da Skills Ontario, Ian Howcroft.

Muitas das competições focaram-se no setor da construção, tais como canalização, alvenaria, soldadura e carpintaria. Mas também houve competições em áreas como arquitetura paisagística, artes culinárias e design gráfico, além de disciplinas relacionadas com tecnologias de informação, incluindo cibersegurança e programação.

"Há escassez de cortadores de carne e de talhantes em Ontário", diz Howcroft, explicando a razão pela qual este evento foi introduzido há alguns anos. O primeiro dia foi reservado para estudantes do ensino básico, sendo o segundo dia alocado para estudantes do ensino secundário, faculdades e centros de formação, refere. Foi apresentado um total de 230 medalhas de ouro, prata e bronze aos vencedores. Além disso, foram distribuídos 60.000 dólares em prémios monetários. Alguns dos vencedores da medalha de ouro irão competir na Skills Canada National Competition no Enercare Centre, em Toronto, a 28 e 29 de maio.

Aproximadamente 1.800 raparigas e jovens mulheres participaram no seminário de iniciativas para jovens mulheres e entre 500 a 600 jovens assistiram presencialmente à apresentação indígena, com outros 1.000 a participar de forma virtual. Os tópicos abordados pelos oradores nesses seminários incluíram a forma de superar as barreiras à entrada na sua área de escolha, diz Howcroft. "Esta é a quarta vez que realizamos esta conferência. O seu objetivo é dar a conhecer aos conselheiros de orientação as oportunidades nas profissões técnicas para que eles, por sua vez, possam ajudar os seus estudantes na tomada de decisões sobre as suas carreiras."

Outra grande atração foi a Provincial Entrepreneurship Showcase bilingue, onde aspirantes a estudantes empreendedores apresentaram as suas ideias de negócio e/ou produtos e, em alguns casos, fizeram apresentações (pitches) em palco. A oradora principal foi a empreiteira e personalidade televisiva Kate Campbell. Outros destaques incluíram um pequeno-almoço VIP no segundo dia, que contou com a presença do Premier Doug Ford e do Ministro do Trabalho, Imigração, Formação e Desenvolvimento de Competências, David Piccini. Outro ponto alto foram as cerimónias de encerramento no terceiro dia, que incluíram o reconhecimento dos vencedores da competição, diz Howcroft. Realizada anualmente, a Skills Ontario Competition é o culminar de uma série de competições de qualificação que os conselhos escolares realizam para determinar quais os estudantes que irão participar na competição provincial.

Os "âmbitos" ou diretrizes dos concursos são publicados no website da Skills Ontario no início de janeiro. Eles fornecem aos professores e concorrentes um resumo do que cada concurso específico envolve, refere. Ao resumir a importância da competição, Howcroft afirma que esta proporciona uma oportunidade única para os melhores estudantes demonstrarem as suas competências naquela que poderá ser a sua futura carreira profissional. "Abre as suas mentes e abre portas."

CCN/MS

Miller Group inicia grande construção na Bradford Bypass

O Miller Group assinou o contrato de construção para a secção oeste da Bradford Bypass, onde as equipas já concluíram a limpeza de árvores ao longo do corredor e construíram um desvio temporário na Sideroad 10 para apoiar a construção da nova ponte e do nó de ligação.

Aconstrução da nova autoestrada de quatro vias irá apoiar 2.200 empregos anualmente e contribuir com até 286 milhões de dólares para o PIB de Ontário.

"Com a grande construção em curso na Bradford Bypass, alcançámos um marco histórico no nosso plano para dar alívio aos condutores de algumas das autoestradas mais congestionadas da América do Norte", afirmou o Premier Doug Ford. "Continuaremos a investir no nosso plano de construção de 236 mil milhões de dólares, incluindo a Bradford Bypass, a Autoestrada 413 e o túnel da 401, poupando tempo e dinheiro aos motoristas e empresas em todo o Ontário."

As equipas estão agora ativas na Sideroad 10, onde o trabalho está em curso para estabelecer o alinhamento da autoestrada dividida desde o oeste da Artesian Industrial Parkway

até à Autoestrada 400. O segmento ocidental inclui a construção de nós de ligação na Sideroad 10 e na County Road 4, a substituição da estrutura da Autoestrada 400 com a Line 9, e um novo nó de ligação de autoestrada para autoestrada que liga a Bradford Bypass diretamente à Autoestrada 400.

A WSP Canada Inc. está a liderar o trabalho de projeto para a secção central, enquanto a Stantec Consulting Ltd. é responsável pela secção leste que se estende em direção à Autoestrada 404. A gestão do programa para todo o corredor foi adjudicada à Jacobs Solutions Inc. em parceria com o Egis Group, supervisionando a coordenação, a gestão de risco e a integração do projeto e da construção em todas as fases do empreendimento.

OCN/MS

Ontário vai expandir capacidade prisional em 2.500 camas ao longo de 10 anos com um custo de 3 mil milhões de dólares

Michael Kerzner afirmou que a província irá construir novas prisões, expandir as atuais e reabrir algumas que haviam fechado em Walkerton, Ontário, e Brampton, Ontário.

A província irá adicionar 255 camas até novembro de 2026 como parte do seu "projeto de otimização de camas" e contratar 700 novos guardas prisionais, referiu. "Estamos a construir e a modernizar instalações para que os funcionários prisionais tenham o espaço, as ferramentas e os recursos de que necessitam para realizar o seu trabalho de forma segura e eficaz, garantindo ao mesmo tempo que temos a capacidade agora e no futuro para manter os criminosos perigosos fora das nossas ruas e atrás das grades, que é onde eles pertencem", disse Kerzner.

A província planeia utilizar componentes modulares para construir algumas prisões e utilizará estruturas tensadas para outras, num esforço para manter os custos baixos. A notícia faz parte de planos mais amplos do governo provincial para aumentar significativamente a capacidade prisional, revelados pela primeira vez pela The Canadian Press no mês passado. Documentos internos do governo mostram que a província pretende adicionar quase 6.000 camas prisionais até 2050, uma medida que os críticos estimam que custará pelo menos 7 mil milhões de dólares.

Entretanto, dados recentes obtidos através de leis de liberdade de informação mostram que a capacidade média das prisões em 2025, em todas as instituições, situou-se nos 127 por cento. Os dados do governo mostram que existiam, em média, 11.058 reclusos dentro das prisões provinciais em 2025, com uma capacidade média prisional para 8.676 reclusos. As prisões tornaram-se mais sobrelotadas todos os anos desde 2020, quando o sistema estava a 80 por cento da sua capacidade, mostram os dados. Os números aumentaram mesmo quando as instituições procuravam equilibrar a segurança pública com os esforços para travar a propagação da COVID-19, que causou estragos em lares de idosos, prisões e abrigos para sem-abrigo. A capacidade média em todo o sistema prisional atingiu os 100 por cento em 2022, passando para 112 por cento em 2023, seguidos de 122 por cento em 2024, mostram os dados. Um porta-voz de Kerzner afirmou que, à data de 1 de abril, 81 por cento dos reclusos nas prisões aguardavam julgamento e presumiam-se inocentes. As instituições provinciais detêm pessoas que são acusadas de um crime mas que não foram libertadas sob fiança, bem como aquelas que cumprem penas inferiores a dois anos. Os reclusos com penas mais longas são integrados no sistema prisional federal.

CC/MS

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Stress crónico

O desequilíbrio invisível e a fertilidade

Vivemos numa correria constante. O trânsito interminável, as pressões no trabalho, os problemas familiares, as preocupações financeiras ou até pequenas discussões do quotidiano fazem parte da vida moderna. Efetivamente, até as situações mais pequenas podem ter impacto no corpo. A pressão no trabalho, uma discussão com alguém próximo ou até o simples facto de ficar presa no trânsito, tudo isto faz parte do dia a dia, mas pode desencadear um aumento dos níveis de cortisol. E embora o cortisol, conhecido como a “hormona do stress”, desempenhe um papel importante na regulação do metabolismo e no controlo da inflamação, o seu excesso pode tornar-se problemático. Muitas vezes desvalorizado, este estado permanente de tensão pode ter consequências reais no organismo, incluindo na saúde reprodutiva feminina.

Quandoisso acontece, o corpo entra num estado de alerta contínuo que começa a afetar diferentes sistemas, incluindo o sistema hormonal responsável pela fertilidade.

Como o stress interfere com o ciclo hormonal?

O funcionamento reprodutivo feminino depende de uma comunicação delicada entre o cérebro e os ovários, através do chamado eixo hipotálamo-hipófise-ovário

(HPO). É este sistema que regula a produção hormonal, a maturação dos folículos e a ovulação.

Em situações de stress crónico, o cérebro aumenta a produção de cortisol e adrenalina. Com o tempo, o excesso de cortisol interfere com a libertação da GnRH, hormona responsável por “dar início” à cadeia hormonal que conduz à ovulação.

Sem esse estímulo adequado, hormonas fundamentais como a LH e a FSH deixam de funcionar de forma equilibrada. Como consequência, os níveis de estrogénio e progesterona podem ficar alterados, afetando diretamente o ciclo menstrual.

O resultado pode traduzir-se em ovulações irregulares, atrasadas ou até inexistentes.

O que pode acontecer ao organismo?

Quando o cérebro interpreta que o corpo está sob ameaça constante, passa a priorizar funções essenciais à sobrevivência, colocando temporariamente a reprodução em segundo plano.

Entre as consequências mais frequentes estão: Anovulação – ausência de ovulação. Embora possa acontecer ocasionalmente, episódios frequentes estão geralmente associados a desequilíbrios hormonais.

Ovulação tardia – ciclos menstruais mais longos, imprevisíveis e difíceis de monitorizar.

Amenorreia induzida pelo stress – ausência de menstruação devido à interrupção dos sinais hormonais enviados pelo cérebro aos ovários.

A ausência prolongada de menstruação não afeta apenas a fertilidade. Pode também ter impacto na saúde óssea, aumentar o risco cardiovascular e contribuir para sintomas como ansiedade, alterações de humor, acne ou queda de cabelo.

O stress crónico pode ainda interferir com a libido e a intimidade. Alterações hormonais provocadas pelo excesso de cortisol podem reduzir o desejo sexual, afetar a lubrificação vaginal e dificultar a excitação.

A importância de recuperar o equilíbrio

Apesar do impacto que o stress pode ter no organismo, existem estratégias simples que ajudam o corpo a recuperar equilíbrio hormonal e emocional.

Práticas de mindfulness, meditação ou exercícios de respiração profunda podem ajudar a reduzir os níveis de cortisol e transmitir ao cérebro uma sensação de segurança e estabilidade.

A alimentação também desempenha um papel importante. Uma dieta equilibrada, rica em vegetais, cereais integrais e gorduras saudáveis, pode ajudar o organismo a lidar melhor com situações de tensão. Por outro lado, o excesso de cafeína e açúcar pode intensificar a resposta de stress.

Reservar tempo para autocuidado é igualmente fundamental. Atividades simples como caminhar, praticar yoga, ler, ouvir música ou desfrutar de momentos de descanso podem ter um impacto significativo no bem-estar físico e emocional.

Saber ouvir o corpo

Embora a gestão do stress possa ajudar a regular o ciclo menstrual em muitos casos, é importante estar atenta aos sinais do organismo.

A ausência de menstruação durante vários meses consecutivos, dores intensas ou alterações significativas na saúde devem ser avaliadas por um profissional de saúde, de forma a excluir outras condições médicas, como a síndrome dos ovários poliquísticos (SOP) ou alterações da tiroide.

Num mundo cada vez mais acelerado, aprender a abrandar deixou de ser apenas um luxo. Em muitos casos, pode ser uma necessidade essencial para preservar o equilíbrio hormonal, a saúde mental e a qualidade de vida.

Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista

Saúde mental

Liliana Aguiar usou a conta oficial de Instagram para partilhar um desabafo sobre o tema: pessoas que se identificam como animais. A socialite portuguesa afirmou que considera tal atitude como um problema de saúde mental grave. Segundo Liliana Aguiar, pessoas que se identificam como animal e exigem ser tratados como tal "não é uma questão de «liberdade de expressão» ou de «cada um vive como quer». É uma questão de saúde mental". "Quando alguém acredita que é um cão, um gato ou qualquer outro animal, isso revela um nível de desconexão com a realidade que não deve ser romantizado nem incentivado. Essas pessoas precisam de ajuda profissional", continuou.

Nuno Markl vai estar de regresso às manhãs da rádio Comercial já a partir da próxima terça-feira, 26 de maio. O anúncio foi feito pelo radialista na sua página da rede social Instagram. "Uma nova era de bizarria, de segunda a sexta às 8h45, a partir de dia 26 nas Manhãs da rádio Comercial", começou por dizer. "Para já, em direto dos estúdios hospitalares da Bobadela, porque é preciso recomeçar com calma. Já tinha saudades, caramba", referiu o humorista, desvendando que, desta forma, vai manter-se no hospital onde está a recuperar dos dois AVC's que sofreu em novembro de 2025. "E em breve, novidades sobre o filme d’O Homem Que Mordeu o Cão. Que alegria estar vivo para tudo isto e com vocês desse lado para ouvir. E ver!", escreveu ainda o comunicador. Na caixa de comentários, os fãs e seguidores de Markl não esconderam o entusiasmo. "Bom regresso, que ajude ainda mais a recuperação", "Até me emocionou!" e ainda "Que bom querido Markl", escreveram os fãs. Recorde-se que Nuno Markl sofreu um Acidente Vascular Cerebral a 20 de novembro de 2025, e ainda um segundo já na unidade de saúde onde se encontrava. Embora lenta, a recuperação do humorista tem sido relatada pelo próprio nas redes sociais e sempre com muito humor à mistura. Até ao momento, o comunicador mudou os seus hábitos alimentares e estilo de vida e já conseguiu perder 17 quilos, o que ajuda a uma melhor recuperação.

Zahara, a filha mais velha de Angelina Jolie e Brad Pitt, de 21 anos, não usou o apelido do pai, Pitt, quando subiu ao palco para receber o seu diploma da faculdade Spelman College em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos da América. A 139.ª cerimónia de graduação da universidade aconteceu no passado domingo, 17 de maio, e a jovem é agora licenciada em psicologia. Embora nos documentos formais o nome da jovem constasse como Zahara Marley Jolie-Pitt, o seu nome foi lido como "Zahara Marley Jolie" quando ela subiu ao palco. Em novembro de 2023, Zahara apresentou-se como "Zahara Marley Jolie" ao ingressar na fraternidade Alpha Kappa Alpha.

Foi há precisamente oito anos, a 19 de maio de 2018, que a atriz e o príncipe Harry subiram ao altar e casaram-se perante inúmeros convidados. Meghan Markle não deixou este dia passar em branco. Para assinalar a data, a duquesa de Sussex decidiu abrir o álbum de fotografias e partilhar imagens inéditas da cerimónia e da festa que mostram alguns momentos íntimos deste que foi um dia muito especial para o casal. Ao longo de mais de 20 imagens, podemos ver detalhes da festa que decorreu na casa de campo no Castelo de Windsor, e foi oferecida e organizada pelo pai do noivo, na altura o príncipe Carlos.

O cantor Zé Filipe não ficou indiferente à separação de Virgínia Fonseca, sua ex-mulher, e Vinícius Júnior, que foi conhecida na passada sexta-feira (15). O artista fez questão de fazer uma piada - ou mandar uma indireta - na mais recente publicação da maior influencer do Brasil. A empresária partilhou no seu Instagram que estava no Dubai e o cantor escreveu na caixa de comentários dessa mesma publicação as palavras: "Bom dia fica bem kkk", numa clara referência ao comunicado que o jogador do Real Madrid fez ao pronunciar-se sobre a rutura. "Obrigado por tudo! Foi marcante cada momento e aprendizado ao seu lado! Tudo de melhor e sucesso na sua vida! Torcendo por sua felicidade. Agradeço sempre a você por ter dedicado uma parte da sua vida pra mim. Fica bem!", escreveu o jogador de futebol numa story partilhada no Instagram. Depois da separação, a relação entre Virgínia e Zé Felipe foi pautada por momentos altos e baixos. O casal esteve junto cinco anos, teve três filhos e anunciou o fim da relação em maio de 2025. Ultimamente, e em prol dos filhos, os dois estão a atravessar uma fase mais pacífica e nas redes sociais os fãs do casal torcem para que eles façam as pazes. Recorde-se que Virgínia Fonseca e Vinícius Júnior namoraram cerca de sete/oito meses.

Reencontro

Chris Rock reencontrou a ex-mulher, Malaak Compton-Rock, na comemoração da formatura da filha de ambos, Zahra. A jovem, de 21 anos, terminou a faculdade, tendo-se formado na Universidade do Sul da Califórnia, e contou com a presença dos pais na celebração deste momento especial. Malaak Compton-Rock fez questão de destacar na sua página de Instagram algumas fotografias deste dia único, e Chris Rock pode ser visto entre as imagens. "Parabéns, Zahra! Os teus pais e toda a tua família estão muito orgulhosos das tuas extraordinárias conquistas académicas". A ex-companheira de Chris Rock mostrou-se ansiosa para ver tudo o que o futuro reserva para a filha. "Amamos-te infinitamente e estamos a torcer por ti a cada passo do teu caminho." Veja aqui a publicação na íntegra. De recordar que Chris Rock, de 61 anos, conheceu Malaak Compton-Rock em 1994. Namoraram durante dois anos e deram o nó a 23 de novembro de 1996. Separaram-se em 2014 - ao fim de 18 anos de casamento - mas o divórcio só ficou finalizado em 2016. Além de Zahra, o ex-casal tem ainda em comum a filha Lola Simon, de 23 anos.

Credito: DR
Credito: DR
Credito: DR
8 anos
Jolie sem Pitt
Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Ride with wings. Créditos: Fa Azevedo
Mental health and women abuse. Créditos: Manuel Dacosta
Mãos que falam. Créditos: Paulo Perdiz

1. Recipiente de gargalo e boca estreitos, destinado a conter líquido

2. Construção com uma ou mais bicas por onde corre água; fonte

3. Ato, processo ou efeito de ser consumido pelo fogo; combustão

4. Jogo de cartas que tem como objetivo a formação de uma combinação de sete cartas

5. Peça ou conjunto de peças de vestir; traje

6. Indivíduo que comete homicídio; homicida

7. Interrupção de uma atividade ou trabalho, para descanso

8. Entidade das lendas europeias, de aspecto humano, orelhas pontudas e pe-

Jogo das 11 diferenças

quenina estatura

9. Aquele que ensina, ministra aulas; mestre

10. Peça de couro, tecido, plástico etc. que reveste internamente a sola do sapato

11. Impresso que acompanha medicamento e contém informações sobre ele

12. Terreno onde se cultivam flores e plantas ornamentais para lazer ou estudo

13. Inspiração involuntária longa com a boca aberta

14. Aquele que não crê em Deus ou nos deuses

15. Objeto de madeira, papelão, metal etc., destinado a guardar ou transportar objetos

D M O B C I C A S T A N H O V

R V O C N R Z E E M E H B B H

A T U R Q U E S A A O E E K N

O R O S A D T G A F T W G U I

C R N O U D B R O N E L E C O

R

E

X A L

E L U R D O U R A D O E L D A A L U Z A S S F T O C P E R M M B Y D K

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

CASTANHO

LARANJA

ROSA

ROXO

AZUL

CINZA

SÉPIA

TURQUESA

BEGE

VERDE

VIOLETA

OCRE

DOURADO

LILÁS

MAGENTA

Arroz de Tamboril

Ingredientes

• 10 camarões descascados, com as cascas reservadas

• 1 litro de água

• 300 g de arroz carolino

• 1/4 de pimento vermelho, cortado em cubos

• 1 cebola picada

• 2 colheres de sopa de pasta de pimento

• 2 dentes de alho picados

• 1 fio de azeite

• Sal e pimenta q.b.

• Piripíri q.b.

• Salsa picada

• 1 cebola

• 1 folha de louro

• Salsa

• 1 litro de água

• Espinha de tamboril reservada e cascas de camarão reservadas

Modo de preparação

Num tacho, coloque a água, a cebola, o louro, a salsa, a espinha do tamboril e as cascas de camarão. Deixe levantar fervura e cozinhe durante 20 minutos. Coe bem o caldo para o arroz ficar mais aveludado e sem resíduos. Noutro tacho, coloque o azeite, o alho picado e a cebola picada.

Deixe refogar em lume médio durante 10 minutos. Junte a pasta de pimento e o pimento

vermelho em cubos. Envolva bem. Adicione o tamboril, 1 litro de caldo coado de tamboril e camarão e 1 litro de água. Deixe estufar durante 15 minutos. Retire o tamboril para um recipiente e reserve. Retirar o tamboril nesta fase ajuda a mantê-lo tenro e evita que coza em demasia.

Junte o arroz carolino ao tacho. Deixe o arroz cozinhar durante 15 minutos, mexendo de vez em quando. O arroz carolino liberta bastante amido, por isso este prato deve ficar malandrinho e cremoso, nunca seco.

Junte o camarão e o tamboril reservado. Deixe cozinhar mais 5 minutos. Tempere com sal, pimenta e piripíri a gosto. Sirva de imediato e salpique com salsa picada. Até à próxima receita!

Palavras cruzadas
Rosa's Portuguese Kitchen
Caça palavras

Paulo Neves O Diálogo entre a matéria e o escultor

Reconhecido como uma das figuras incontornáveis da escultura contemporânea portuguesa, o artista Paulo Neves apresenta agora a sua mais recente exposição na vila de Mira, uma mostra singular que desafia as fronteiras da matéria. A exposição, desenhada para este espaço, é composta por três núcleos escultóricos circunferenciais, desenvolvidos a partir da relação íntima entre a madeira e a pedra — materiais que se assumem como a essência absoluta da sua linguagem plástica e da sua identidade e um manifesto sobre o peso, a textura, a memória e o tempo.

Desta vez, o escultor traz a público peças nascidas de matérias-primas com uma forte ligação territorial, oriundas do Alentejo, mais concretamente da histórica e rica zona de Estremoz. Trata-se de uma azinheira que secou naturalmente, tombada pelo tempo, e de restos de mármore recuperados de desperdícios industriais. Estes elementos, que para muitos teriam atingi-

do o fim do seu ciclo de utilidade, ganham uma nova vida, dignidade e dimensão poética através do olhar atento e das mãos experientes do artista. No espaço expositivo, o mármore reluzente e a madeira densa não se anulam; pelo contrário, celebram uma simbiose perfeita, onde o mineral e o vegetal se completam. O processo criativo de Paulo Neves está longe de ser um exercício puramente conceptual. Pelo contrário, é um confronto físico, um corpo a corpo diário com as resistências dos materiais. Paulo Neves contextualiza a origem da exposição e partilha a sua intenção de atrair público para a região: "Olha, o que eu trago aqui hoje é madeira e pedra, ambos da zona de Estremoz, do Alentejo. Que é uma azinheira que secou e é restos de mármore. Pronto, é uma... uma exposição que tem a ver com o meu trabalho, com aquilo que eu tenho vindo a desenvolver atrás. E só espero que as pessoas venham cá, porque, apesar de ser um lugar pouco visitado, acho que as pessoas deviam vir mais vezes aqui a este Atrium Raul Al-

meida em Mira. Por isso mesmo é que eu vim montar a exposição." Esta declaração do artista revela uma profunda preocupação não só com o fazer artístico, mas também com a descentralização do acesso à cultura, levando as suas criações para fora dos grandes centros urbanos.

Sobre a relação visceral de forças no momento da criação, o escultor complementa de forma poética e concisa: "Não, é... foi sempre a relação entre... isto é sempre a relação entre o material e eu, eu e o material. É desta luta que depois surgiu... surgiu esta exposição." Esta "luta" a que o artista se refere é visível em cada detalhe deixado pelas ferramentas, em cada superfície polida que contrasta com as áreas deliberadamente mantidas em bruto. Nesta exposição em Mira, os materiais ganham uma dimensão quase orgânica e espiritual. As pessoas são levadas a esquecer a rigidez física dos blocos; a ilusão criada é a de que as peças se encontram em constante mutação, explorando com mestria as tensões eternas

entre a força e a delicadeza, a permanência do mineral e a transformação do biológico. O reconhecimento do génio de Paulo Neves não se limitou ao território nacional. Foi sobretudo durante a marcante década de 90 que o escultor consolidou a sua maturidade artística e técnica, alcançando um merecido prestígio internacional através de uma obra singular, marcada por uma forte intensidade expressiva.

Quando questionado sobre a sua marcante passagem por terras canadianas e o impacto que essa viagem transatlântica teve no seu percurso pessoal e artístico, o escultor não escondeu a nostalgia e um desejo genuíno de regressar àquelas paragens. Com enorme sensibilidade, Paulo Neves recordou essa etapa da sua vida: "Oi, foi tão bonito! Gostei muito. Gostava de voltar. A sério que gostava muito de voltar. Foi uma aventura, mas foi uma boa... uma boa aventura, sim. E recordo o Sr. Manuel DaCosta, não é? Que foi uma pessoa fantástica, que me recebeu de braços abertos. Estou... estou muito grato”. O ritmo de trabalho no seu atelier não abranda. O escultor mantém a energia e a paixão de sempre, dividindo o seu quotidiano produtivo entre a execução de grandes encomendas para espaços públicos — onde a sua arte ganha uma dimensão monumental e urbana — e a criação de peças mais intimistas para colecionadores particulares. Com uma agenda constantemente preenchida e solicitações que chegam de várias latitudes, o criador confessa a dificuldade que tem sentido em gerir o tempo disponível para finalizar uma grande exposição individual planeada para Lisboa.

Confrontado com a escala dos seus projetos atuais, o artista partilha o seu estado de espírito e os seus planos de rutura material: "Há muito trabalho, sim. Felizmente há muito trabalho, sim, graças a Deus. Montes de projetos... Olha, eu tenho que fazer agora uma... preparar uma exposição, mas só que não tenho conseguido tempo para ela, que é para Lisboa. Mas tenho tido... tenho tido encomendas, coisas para... públicas, coisas particulares... Mas a próxima exposição talvez seja uma exposição só com ferro. Estou a trabalhar nesse sentido." Esta revelação de uma futura transição para o ferro representa um momento de viragem e audácia na carreira de Paulo Neves.

Depois de passar décadas a domar a madeira e a esculpir a pedra — dois materiais essencialmente subtrativos, onde o artista retira matéria para encontrar a forma —, a passagem para o ferro abre as portas ao mundo da soldadura, da maleabilidade térmica e da adição de elementos.

Paulo Neves continua a lançar um convite irrecusável ao público: o de parar, observar em silêncio e mergulhar profundamente num diálogo sensorial, tátil e artístico absolutamente único.

É um universo fascinante onde a matéria bruta, tocada pela genialidade e pela sensibilidade humana, teima em não calar a sua voz e em ganhar, perante os nossos olhos, uma vida própria e eterna.

Paulo Perdiz
Credito: DR

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Durante este período irá provavelmente apetecer-lhe ficar mais por casa, dando mais valor à intimidade. Tal não significa que não possa organizar um jantar ou uma pequena festa para os amigos mais chegados, o que lhe irá proporcionar momentos muito agradáveis. Evite os excessos alimentares, o seu estômago agradece.

TOURO 21/04 A 20/05

Conclua depressa os trabalhos que tem em mão por acabar. Resolva todas as situações que tem vindo a adiar. Vai começar um novo ciclo e é conveniente estar livre para entrar nele com sucesso. Nesta fase estará mais a analisar o seu interior do que o Mundo em geral. Vai aprender a conhecer-se melhor.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

É uma boa altura para estabelecer novos contactos. Terá a lucidez e a determinação necessárias para fazer um negócio com condições muito favoráveis para si. Se tiver de se movimentar através de pequenas viagens, tanto melhor. Verá que a mudança de ambiente se poderá revelar extremamente enriquecedora.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

É possível que o contato com amigos, nesta altura, seja para si de grande importância. Poderá contar com o apoio deles para algum projeto que queira concretizar, em especial se não for um projeto individual. Pode também surgir uma tendência para fuga à rotina. Procure fazer exercício, se possível com os seus amigos.

LEÃO 22/07 A 22/08

Com o Sol a passar pela sua Casa X estarão favorecidos os assuntos profissionais. Está na altura de mostrar realmente o que vale. Aproveite para concluir os projetos que tem em mão. É também um bom momento para as suas relações com os outros.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Aproveite esta semana para se dedicar a tudo o que implique movimento e contactos. Pequenas viagens de negócios em que possa estabelecer novos contatos e expor os seus planos e ideias inovadoras poderão dar os seus frutos na sua carreira profissional, melhorando as suas condições de trabalho e financeiras.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Durante este trânsito é possível que venha a beneficiar do apoio de uma pessoa mais velha e experiente ao nível do trabalho. A profissão e os negócios são agora a área com mais destaque, embora uma relação amorosa também possa estar na ordem do dia, sobretudo se, de algum modo, estiver ligada à sua esfera profissional.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

As suas relações podem ser influenciadas por esta passagem de Marte. Dependendo da sua atitude, os efeitos podem ser positivos ou negativos. Assim, quanto melhor souber usar a sua energia, melhores serão os resultados. Evite situações das quais possam surgir atritos e canalize os seus esforços para um maior equilíbrio e harmonia com o seu par e com as pessoas que estão à sua volta.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Este é um tempo que lhe traz uma necessidade de diálogo a apoio dos amigos para poder clarificar situações e resolverem assuntos antigos. É um trânsito que favorece esclarecimentos e definições. Aproveite, portanto, a possibilidade de poder beneficiar da tranquilidade e harmonia na sua relação afetiva e do seu poder de sedução.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Esta é uma fase de expansão e afirmação da sua identidade. O otimismo e a confiança vão transparecer nas suas ações, provocando a admiração dos que o rodeiam. Você será o centro das atrações e encarará isso com satisfação e orgulho. Período de grande energia, canalize o seu lado competitivo para a prática do desporto.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Talvez algum episódio mais marcante do seu passado, lhe tenha deixado algum complexo, que esteja a perturbar a sua realização nesta altura. Tente fazer uma autoanálise com rigor e isenção e verá que, afinal, não há razões válidas para essa sensação. Aproveite esta passagem do Sol e encontre a paz interior que lhe trará, a curto prazo veja o futuro com outros olhos.

PEIXES 20/02 A 20/03

Durante estes dias vai sentir-se feliz e bem-disposto em especial no campo sentimental. As atividades criativas despertarão o seu interesse, trazendo a satisfação de ver concretizada a sua expressão pessoal. Talvez sinta que a sua autodisciplina está um pouco diminuída pois atravessa uma época de descontração e descanso das rotinas diárias.

Soluções

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Aluga-se um basement com um quarto, ou um basement com dois quartos. Na area da Ossington e Dupont.Contatar 416-707-4939.

Um apartamento para alugar com 1 quarto, cozinha, casa de banho e lavandaria e possibilidade de estacionamento. Disponível no fim do mês. Na area da Eglinton e Caledonia. Contatar 416-953-5911

Churrasqueira em Toronto está a recrutar! Procuramos colaboradores para trabalho full-time e part-time: Trabalhador para o grelhador (full-time), Atendimento ao balcão, Corte e preparação de frango (part-time) Alguma experiência em restauração e/ou culinária é preferível, mas será dada formação. Contacto: 416-562-3641

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@ nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

22, 23 e 24 DE MAIO

Associação Migrante Barcelos Festival do Galo

Desporto, Gastronomia, Música, Folclore, Animação, Ride Motard, Tourada e Alegria. No Madeira Park. Informações: 647-949-1390

Carassauga Festival 22 e 23 maio

5600 Rose Cherry Place Email: info@carassauga.com. Visite www. carassauga.com. Colaboração especial do Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM)

Mente Forte- Gente Forte Angariação de Fundos (Saúde Mental)

Na Casa dos Açores do Ontário, a partir das 18:00h: jantar e promoção do tema. Todos os lucros revertem a favor do CAMH (Center for Addiction and Mental Health). Informações: Suzanne Cunha - 416 873 6362; Linda Correia 416-720 -9371; Cindy Da Ponte 416-450-3417

30 DE MAIO

Portuguese Canadian Walk of Fame (PCWOF)

Camões Square, 722 College Street, Toronto. Informações: https://portuguesecanadianwalkoffame.com/

Casa da Madeira Aniversário “63 anos de história”

Jantar, Baile e Variedades, na Casa dos Açores (1136 College St), a partir das 18h00. Informações: 647-656 1806

Clube Português de Oshawa Festival de Comédia

A partir das 20h00, Silly Goose The Third - Comedy Show . Informações: 905-2442761

INFORMAÇÕES COMUNITÁRIAS

Rancho Ribatejano de Toronto voltou ao ativo. Ensaios na Casa do Alentejo, das 20h00 às 22h00. Reservas e Informações: José Avelino – 416 726 7219

Rancho Infantil (pré-escolar) da Associação C. do Minho. Os ensaios decorrem na Sede da ACMT: 165 Dynevor Rd. Reservas e Informações: 416 805 1416

Grupo de Folclore “Pérolas do Atlântico”. Da Casa dos Açores do Ontário – abriu as inscrições para voltar ao ativo. Informações: caopresidente@gmail.com

Para publicar ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium com

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