

UMA TEMPESTADE PERFEITA

Manuel DaCosta Editorial

Cerca de 1,15 milhões de agregados familiares têm a renovação das suas hipotecas agendada para 2026. Vendedores de imóveis em dificuldades tentam desesperadamente perceber como passaram a fazer parte de um sistema imobiliário que está a arruinar a vida de muitos canadianos.
Milhares de propriedades encontram-se sob "Power of Sale" (venda forçada) por bancos e credores privados, porque os proprietários foram incapazes de cumprir a obrigação de pagamento das hipotecas dos imóveis que adquiriram. A condição de uma propriedade estar "debaixo de água" ocorre quando o montante em dívida sobre o ativo é superior ao valor de mercado atual do mesmo, causando uma falha estrutural na renovação ou no reembolso aos credores. Assim que o credor assume a posse da propriedade, esta é colocada à venda pelo valor atual e, se a venda não cobrir o montante da hipoteca, o proprietário é responsável pela diferença. Os dados disponíveis para Toronto sugerem que
em abril houve 300 processos de "Power of Sale", mas muitos sugerem que isto representa apenas cerca de 25% do valor real. Esta suposição de 1.200 processos em abril significa que 1.200 famílias perderão a sua casa, o seu investimento e o seu sonho. Estes são os nossos amigos e vizinhos que, tal como muitos de nós, foram apanhados na euforia da casa própria no pico das avaliações do mercado, incentivados por uma indústria imobiliária e de construção civil que apenas servia os seus próprios interesses. Nunca na minha vida vi um esquema Ponzi funcionar com tanta perfeição, onde milhares de milhões de dólares foram ganhos por todos, exceto pelos compradores que pagaram preços inflacionados para adquirir uma caixa de betão quadrada num edifício alto. O colapso do mercado imobiliário não foi acidental. Nos últimos 20 anos, a ganância tomou conta da indústria da construção, liderada por promotores, governos, sindicatos e promotores imobiliários, que inflacionaram todos os aspetos da construção, o que infetou compradores gananciosos que pensavam que haveria milhões de dólares a ganhar ao entrar no jogo. Os compradores esqueceram-se de que o dinheiro não era para benefício deles, mas sim de quem lhes entregou o produto inferior que compraram, facilitado por instituições financeiras que não realizaram a diligência necessária. Ins-
tituições governamentais, particularmente da esquerda progressista, começaram a assumir que a riqueza existiria sempre, desde que as caixas quadradas fossem plantadas em parques de estacionamento, e o seu trabalho passou a ser a distribuição da riqueza em vez da sua criação, porque existia uma prosperidade sem fim vinda dos canadianos abastados.
Os preços dos condomínios estão aos níveis de 2017, o que significa que pessoas com dinheiro podem adquirir imóveis aos seus custos reais. No entanto, os promotores têm milhares de apartamentos vazios que precisam de vender. Assim, para além dos credores que vendem abaixo dos custos pelos quais os apartamentos foram adquiridos, os promotores competem agora pelos compradores, vendendo também as unidades por menos do que os compradores originais pagaram no mesmo edifício, reduzindo o valor das unidades originalmente vendidas para os novos níveis de venda e impedindo os compradores originais de obter refinanciamento. Assim, os promotores que lhe venderam um "excelente negócio" estão agora a destruir qualquer capital que tenha acumulado, sufocando os sonhos, seus e da sua família, além de potencialmente arruinar o seu futuro financeiro por muitos anos. No Milénio da semana passada, discutimos o apoio geracional
aos nossos idosos e às gerações mais jovens. Existe, no entanto, uma estatística preocupante sobre o atual mercado imobiliário em crise e o seu efeito em investidores perturbados, o que afeta canadianos próximos da reforma. Proprietários mais velhos alavancaram o seu património para ajudar membros mais jovens da família, aumentando os riscos financeiros à medida que a reforma se aproxima. A dívida hipotecária que afeta pessoas entre os 55 e os 64 anos em 2025 cresceu cerca de 6% em relação ao ano anterior, com muitos a recorrerem ao capital próprio das suas casas para financiar a entrada de familiares no mercado. As estatísticas mostram que 29% dos canadianos que se reformaram recentemente continuarão a fazer pagamentos de hipotecas na sua residência principal, quase o dobro da quota de há uma década, e um aumento de apenas 8% face a 1999.
Pergunto-me quando é que este segmento da população poderá reformar-se. O "banco do pai e da mãe" também pode ir à falência como resultado, pois 41% dos compradores da primeira casa dependeram dos pais para financiar a sua entrada. Canadá, onde os sonhos se tornam realidade.

Ano XXXV - Edição nº 1797
15 a 21 de maio de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Versão em inglês Pág. 09
Photo: MDC Media Group Inc / A.I.
CASA PRÓPRIA
QUANDO O SONHO VIRA PESADELO
Durante anos, comprar casa foi apresentado como o símbolo máximo de estabilidade e sucesso financeiro no Canadá. Mas, para milhares de famílias, esse sonho começa agora a transformar-se num verdadeiro pesadelo.
O aumento abrupto das taxas de juro está a atingir em cheio quem precisa de renovar ou refinanciar a hipoteca. Muitos proprietários que assinaram contratos quando os juros estavam historicamente baixos enfrentam hoje prestações de centenas e, em alguns casos, milhares de dólares mais caras por mês. E nem todos conseguem acompanhar esse aumento.
Especialistas alertam que o número de pessoas em incumprimento, venda forçada ou perda de propriedades poderá aumentar significativamente nos próximos meses, criando novas pressões sobre um mercado imobiliário já fragilizado e emocionalmente desgastante para quem vê anos de esforço financeiro ameaçados.
O problema torna-se ainda mais preocupante porque muitas propriedades já não valem aquilo que valiam quando foram compradas. Depois da explosão imobiliária durante a pandemia, o mercado corrigiu significativamente em Toronto e na GTA. Em certos segmentos, sobretudo nos condomínios, os preços regressaram praticamente aos
NÚMEROS QUE AJUDAM A EXPLICAR A CRISE
Cerca de 60% de todas as hipotecas no Canadá serão renovadas em 2026.
ONTÁRIO / GTA
Mais de 300 mil
renovações hipotecárias deverão acontecer em Ontário nos próximos tempos.
quem renovar poderá enfrentar prestações 10% mais altas
muitos contratos fixos de cinco anos poderão subir entre 15% e 20%
Toronto e GTA continuam entre as regiões mais vulneráveis devido:
→ ao elevado custo da habitação
→ ao aumento do desemprego
→ e ao enorme número de famílias que compraram casa durante os anos de juros historicamente baixos
O MERCADO MUDOU — E MUITAS CASAS JÁ NÃO VALEM O MESMO
Condomínios em Toronto:
→ pico: perto dos �700 mil
→ hoje: cerca de �565 mil
Casas destacadas (detached):
→ pico: acima de �1.6 milhões
→ hoje: acima de �1.2 milhões
O preço médio agregado na GTA caiu cerca de:
→ 4,7% num ano
→ condomínios caíram mais de 6%
níveis de 2020. Isto significa que milhares de proprietários enfrentam hoje prestações mais altas precisamente numa altura em que o valor do seu imóvel caiu, uma combinação que poderá aumentar o número de vendas forçadas e agravar ainda mais a instabilidade do mercado imobiliário.
A equação é simples: mais casas à venda, maior instabilidade financeira das famílias, aumento da ansiedade económica e na sequência uma inevitável crise do mercado imobiliário canadiano.
Nesta edição, vamos tentar perceber o que está realmente a acontecer e o que poderá ainda estar por vir.
Aproximadamente um terço de todos os proprietários canadianos poderá acabar a pagar prestações significativamente mais elevadas até ao final de 2026.
Estima-se que mais de 1.15 milhões hipotecas estejam em período de renovação
Muitos proprietários que assinaram hipotecas entre 2020 e 2021 pagavam juros entre 1% e 2% e estão agora a renovar perto dos 4% ou 5%.
Por exemplo, uma hipoteca de �1.000 4,5% → renovada a pode significar mais /mês
�400.000
O PROBLEMA DA “EQUITY” (capital
Muitos canadianos compraram:
→ com entrada mínima
→ juros abaixo de 2%
→ e preços historicamente inflacionados
DÍVIDA AO BANCO
próprio)
Hoje:
→ devem praticamente o mesmo ao banco
→ mas a casa vale menos
Em alguns casos, os proprietários estão: “underwater”
→ criando um efeito dominó ou seja: devem mais do que a casa atualmente vale
Especialistas estimam que: cerca de 5% dos hipotecados no Canadá poderão estar em situação de negative equity o que aumenta o risco de vendas forçadas.
E quando começam as vendas forçadas:
→ aparecem mais casas no mercado
→ os preços descem ainda mais

Estamos a ver famílias perderem as suas casas
Manny Andrade, Presidente da Royal LePage Supreme Realty
O mercado imobiliário da região de Toronto e GTA atravessa um dos períodos mais delicados das últimas décadas. O aumento acentuado das taxas de juro, a quebra no valor dos condomínios e a redução da imigração estão a criar um cenário difícil para milhares de proprietários que enfrentam dificuldades em refinanciar as suas hipotecas.
Em entrevista ao Milénio Stadium, Manny Andrade, Presidente do Royal LePage Supreme Realty, explica que o problema já é bem visível, sobretudo no sector dos condomínios comprados durante o auge do mercado imobiliário. O responsável acredita que as consequências poderão prolongar-se durante vários anos e alerta para o impacto profundo que esta situação poderá ter na economia da província de Ontário e do Canadá.
Segundo Manny Andrade, os casos mais problemáticos envolvem condomínios adquiridos há três ou quatro anos, quando os preços estavam no pico do mercado.
“Há apartamentos que foram comprados por cerca de um milhão de dólares e que hoje podem ter desvalorizado 30%. O problema é que os bancos não financiam hipotecas acima do valor atual da propriedade. Muitos compradores não conseguem obter o financiamento necessário para fechar o negócio e acabam por perder o imóvel”, explica.
O presidente da Royal LePage considera que esta crise resulta de vários fatores acumulados ao mesmo tempo. Entre eles, destaca o crescimento excessivo da construção durante os anos de maior procura, a forte subida das taxas de juro e a redução significativa da imigração e do número de estudantes internacionais.
“Em 2022 o Canadá recebeu cerca de 1,3 milhões de imigrantes. No ano pas-
sado o número caiu drasticamente. Ao mesmo tempo, continuaram a construir-se condomínios em grande escala. Hoje temos muito mais oferta e menos compradores”, refere.
Manny Andrade recorda ainda que o mercado já viveu uma situação semelhante durante os anos 90. “Quem se lembra dessa altura sabe que aconteceu praticamente o mesmo: construiu-se demasiado e depois faltaram compradores. Estamos novamente perante um ciclo semelhante.”
Os números demonstram a dimensão da desaceleração. Segundo Andrade, em 2021 registaram-se cerca de 121 mil vendas imobiliárias, enquanto no ano passado o número caiu para aproximadamente 60 mil. “É uma quebra enorme. Estamos a falar de metade das vendas. Isso mostra bem a fragilidade atual do mercado.”
Outro dos grandes problemas prende-se com a renovação das hipotecas. Muitos proprietários beneficiaram, durante anos, de taxas de juro historicamente baixas e agora enfrentam prestações muito mais elevadas.
“Muitas famílias compraram casa quando os juros estavam a 1,4% ou 1,5%. Agora estão a renovar hipotecas a rondar os 4%. Para muita gente isso significa mais do dobro, ou quase o triplo, dos encargos mensais.”
O impacto de toda esta situação que afeta o setor imobiliário já começa a sentir-se em várias outras áreas da economia, especialmente na construção civil, que já tem neste momento muita gente no desemprego.
“Estamos a ver famílias perderem as suas casas. Há pessoas que simplesmente não conseguem suportar o aumento das prestações. Também já se sente uma quebra no emprego, principalmente na construção. Ontário enfrenta atualmente uma
taxa de desemprego significativa e isso agrava ainda mais a situação.”
Questionado sobre a possibilidade de o sector imobiliário estar a abrir caminho para uma recessão económica mais profunda, Manny Andrade admite preocupação, embora tente manter algum otimismo.
“O mercado imobiliário é um dos motores económicos da província. Não estamos apenas a falar de compra e venda de casas. Há toda uma cadeia ligada ao sector: advogados, bancos, mortgage brokers, construção civil e muitos outros serviços. Quando o imobiliário abranda, toda a economia sente o impacto.”
Para além disto, o especialista alerta ainda para o efeito psicológico e financeiro da desvalorização das propriedades.
“Quando uma família vê a sua casa perder 20% ou 30% do valor, isso representa uma perda enorme do património familiar. Não é apenas um número. Afeta a segurança financeira das pessoas.”
Perante este quadro e apesar do aumento gradual das vendas forçadas pelos bancos, Manny Andrade sublinha que as instituições financeiras tentam evitar despejos em massa. “Os bancos não têm interesse em ficar com as casas. Normalmente tentam encontrar soluções e dão tempo às famílias para reorganizarem a sua situação financeira. É por isso que não estamos a assistir a uma explosão de execuções hipotecárias, mas há claramente um aumento gradual desses casos.”
Apesar de tudo, Manny Andrade consegue vislumbrar uma “luz ao fundo do túnel” e acredita que a crise poderá criar oportunidades para uma nova geração de compradores e para os imigrantes recém-chegados ao Canadá. Isto para além do facto de “as rendas também começarem a estabilizar porque muitos condomínios que
não foram vendidos estão agora a entrar no mercado de arrendamento. E se os preços continuarem a baixar, isso poderá abrir portas a jovens compradores que até agora não conseguiam entrar no mercado.”
Por tudo isto e por ser um “otimista por natureza”, Manny Andrade, apesar das dificuldades atuais, acredita que o ajustamento dos preços poderá tornar o mercado imobiliário mais acessível no futuro. “Há males que vêm por bem. Durante anos era praticamente impossível para muitos jovens ou novos imigrantes comprarem casa em Toronto. Agora começa a haver oportunidades que não existiam há dois ou três anos.”
É o que se chama “ver o copo meio cheio” em vez de o considerar meio vazio. MB/MS

Manny Andrade. (DR.)

O peso das novas hipotecas
O aumento das taxas de juro e a queda no valor de muitas propriedades estão a colocar milhares de famílias canadianas sob forte pressão financeira. Em entrevista ao Milénio Stadium, Dennis da Cunha, agente hipotecário - nível 2 da Mortgage Scout, explica os principais riscos enfrentados por proprietários que chegam ao momento da renovação da hipoteca sem conseguirem cumprir os critérios exigidos pelos bancos.
Milénio Stadium: Em termos práticos, o que está a acontecer às muitas pessoas que chegam ao momento do refinanciamento e descobrem que já não cumprem os critérios exigidos pelos bancos?
Dennis da Cunha: Se um proprietário precisar de refinanciar a sua hipoteca para consolidar dívidas ou ajustar a sua amortização para ajudar a baixar as suas prestações mensais, terá de se qualificar com base nas taxas de mercado atuais e no teste de esforço (stress test), que é 2% superior à taxa contratual que o proprietário pagaria pela própria hipoteca. O banco solicitaria também uma nova avaliação para confirmar o valor atual da casa. Se o proprietário não se conseguir qualificar para a nova hipoteca devido a rendimentos insuficientes ou mau crédito, então o refinanciamento para uma nova hipoteca não seria aprovado pelo banco. Se o proprietário precisar de extrair capital próprio (equity) ou alterar a estrutura do seu empréstimo e os grandes bancos (credores "A") disserem que não, seriam então forçados a procurar credores alternativos, credores "B" (cooperativas de crédito ou instituições alternativas) ou, em casos piores, credores privados. Os credores alternativos não são soluções a longo prazo; eles surgem com taxas de juro significativamente mais elevadas, taxas iniciais de corretagem e de credor pesadas, e prazos mais curtos. Onde as coisas se complicam para proprietários bem qualificados que precisam de refinanciar é se o valor da propriedade diminuiu desde que compraram a sua casa ou garantiram a sua hipoteca. Se o valor caiu abaixo do limite do banco, o proprietário não será aprovado por nenhum credor, mesmo que tenha rendimentos sólidos e crédito forte. Isto forçaria o proprietário a encontrar uma forma de gerir as suas finanças mês a mês ou, no pior cenário, a vender a propriedade. O proprietário também pode optar por permanecer na sua instituição atual e simplesmente renovar a hipoteca por outro período. Desde que a hipoteca esteja em dia e nenhum pagamento tenha sido falhado durante o decorrer do prazo, o credor existente oferecerá tipicamente ao proprietário a renovação automática com as taxas de hoje, sem forçar qualquer nova verificação de rendimentos, verificação de crédito ou teste de esforço ao proprietário. No entanto, o proprietário perde algum poder de negociação, uma vez que é forçado a aceitar qualquer taxa que o banco ofereça.
MS: Muitos proprietários compraram propriedades quando as taxas de juro estavam extremamente baixas. Até que ponto foi criada uma falsa sensação de segurança pelo mercado e pelas próprias instituições financeiras?
DdC:Durante o pico da era da pandemia, a narrativa predominante dos bancos centrais e das instituições financeiras sugeria que as taxas de juro permaneceriam baixas por muito tempo. Isto encorajou os compradores a levar os seus orçamentos até aos limites máximos absolutos. As instituições financeiras qualificaram prontamente os mutuários com base nessas taxas variáveis mínimas, utilizando um teste de esforço que se provou inadequado para o choque maciço das taxas de juro que se seguiu. Taxas abaixo de 2% pareciam uma realidade permanente em vez de uma anomalia histórica. Todo o mercado imobiliário, juntamente com práticas agressivas de empréstimos bancários e promessas de que "o imobiliário só sobe", criou um ambiente alimentado pelo medo de ficar de fora (FOMO). Deu aos compradores a falsa impressão de que os preços do imobiliário apenas se moveriam para cima e que qualquer atraso significaria ser excluído da GTA (Greater Toronto Area) para sempre.
MS: Tem notado perfis específicos que são mais afetados por esta crise — por exemplo, investidores, jovens famílias, recém-chegados ou pessoas que recorreram a credores alternativos?
DdC: Embora o ambiente atual afete um amplo espetro de proprietários, três perfis específicos estão a sofrer o maior impacto do choque hipotecário:
1. Investidores e Especuladores de Condomínios em Pré-Construção: Muitos indivíduos compraram unidades que estão agora a ser concluídas num mercado onde as avaliações baixaram. Enfrentam capital próprio negativo e défices maciços no fluxo de caixa do arrendamento, tornando incrivelmente difícil a qualificação para financiamento tradicional. O maior segmento a ser afetado foi o dos especuladores. Muitos utilizaram linhas de crédito sobre o capital próprio (Home Equity Lines of Credit) garantidas pela sua residência principal para obter a entrada necessária para comprar a unidade ao construtor. Muitos não tinham intenção de fechar o negócio ou ficar com a propriedade após a conclusão. Estavam convencidos de que poderiam simplesmente "ceder" (assign) o contrato de compra a outro indivíduo perto da conclusão por um preço superior ao que pagaram originalmente ao construtor. Pagariam então o saldo da linha de crédito e ficariam com o lucro. Em vez disso, estes especuladores estão agora "submersos", pois não conseguem fechar o negócio com o construtor. Aqueles que conseguirem fechar o negócio com o construtor e cumprir as
suas obrigações serão processados pelo construtor em tribunal por quaisquer perdas incorridas.
2. Jovens Famílias e Compradores de Primeira Habitação (2020–2022): Estes compradores esticaram os seus orçamentos familiares até ao limite absoluto para entrar no mercado. Estão agora a enfrentar aumentos maciços nos pagamentos aquando da renovação, enquanto lidam com salários estagnados e custos de vida diários elevados.
3. Mutuários Retidos em Credores Alternativos ou Privados: Proprietários que contraíram hipotecas de curto prazo (1 a 2 anos) com credores privados ou alternativos "B", esperando que as taxas caíssem rapidamente, encontram-se bloqueados. Os credores alternativos "B" operam de forma muito semelhante a um banco regular (Schedule A). Desde que a hipoteca esteja em ordem e os pagamentos em dia, o credor alternativo oferecerá ao proprietário uma renovação automática, mas a taxas significativamente mais elevadas. Os credores privados, contudo, estão a restringir fortemente a sua exposição ao risco, recusando renovar prazos ou exigindo amortizações de capital que os mutuários simplesmente não possuem.
MS: O que acontece normalmente a uma família quando um refinanciamento falha? Existe margem para negociação com os bancos ou o processo leva rapidamente a uma venda forçada ou execução de hipoteca?
DdC: Quando um refinanciamento falha, o banco não expulsa imediatamente a família. Os bancos querem gerir dívida, não ser donos de imobiliário, pelo que uma candidatura falhada raramente leva diretamente a uma execução. Em vez disso, a família torna-se "refém" do seu credor atual. O banco oferecerá quase sempre uma renovação automática, desde que a hipoteca esteja em dia e em boa ordem, mas o proprietário perde poder de negociação e deve aceitar qualquer taxa que lhe seja oferecida.
Geralmente existe bastante margem para negociação. Os bancos têm equipas de mitigação de perdas para ajudar os mutuários em dificuldades. Se uma família for proativa, o banco pode estender o seu período de amortização novamente para 30 anos para baixar as prestações mensais. Se isso falhar, um corretor de hipotecas (mortgage broker) pode direcionar a família para um credor alternativo "B" ou cooperativa de crédito. As taxas e comissões são mais elevadas, mas funciona como uma rede de segurança para os manter na casa. Uma venda forçada é sempre o último recurso absoluto. Em Ontário, os bancos utilizam um processo legal chamado Power of Sale para recuperar o seu dinheiro rapidamente. No entanto, esta ação legal apenas acontece se um proprietário ficar
completamente em silêncio, falhar vários pagamentos da hipoteca e rejeitar todas as soluções alternativas.
MS: Que conselhos daria hoje a quem está preocupado com a renovação da sua hipoteca nos próximos meses? Existem ainda formas de evitar a perda da casa?
DdC: O conselho mais crítico é agir cedo, idealmente quatro a seis meses antes da sua data real de renovação. Não espere pela chegada da carta automática do seu banco atual pelo correio.
4. Audite as Suas Finanças Imediatamente: Reveja o fluxo de caixa do seu agregado familiar, verifique a sua pontuação de crédito atual e minimize quaisquer dívidas não hipotecárias para otimizar os seus rácios de serviço de dívida antes de se candidatar em qualquer lugar.
5. Consulte o Mercado Cedo: Trabalhe com um corretor de hipotecas independente para analisar todo o panorama de credores "A", "B" e alternativos. Isto dá-lhe uma visão objetiva das suas verdadeiras opções de empréstimo antes de ser forçado a decidir.
6. Prolongue a Amortização de Forma Proativa: Se o choque do seu pagamento mensal parecer insustentável, considere estender a sua amortização novamente para 25 ou 30 anos para baixar artificialmente o fluxo de caixa mensal necessário.
7. Considere Prazos Fixos Mais Curtos: Comprometer-se com uma taxa fixa mais curta de 2 ou 3 anos pode proporcionar certeza orçamental a curto prazo sem o prender às taxas de hoje por meia década, caso as condições de mercado continuem a normalizar-se.

Dennis da Cunha. (DR.)
Credito: DR
Da euforia imobiliária à incerteza financeira

Durante décadas, comprar casa no Canadá foi visto como o símbolo máximo de estabilidade, segurança financeira e ascensão social. Em cidades como Toronto e Vancouver, o mercado imobiliário transformou-se numa verdadeira máquina de valorização, alimentada por juros baixos, imigração em massa e uma crença quase inabalável de que os preços continuariam sempre a subir. Durante esse período, para milhares de canadianos, possuir uma casa deixou de ser apenas uma necessidade básica para se tornar também o maior investimento das suas vidas. Mas essa narrativa começa agora a mostrar sinais profundos de desgaste.
Oaumento das taxas de juro, a dificuldade crescente em refinanciar hipotecas e a desaceleração do mercado estão a colocar muitas famílias sob enorme pressão financeira. Há proprietários que, ao chegarem ao momento de renovar a hipoteca, descobrem que já não conseguem suportar as novas prestações. Outros enfrentam um problema ainda mais grave: as suas propriedades perderam valor e os bancos recusam conceder financiamento suficiente para manter os imóveis. O resultado é uma realidade que até há poucos anos parecia impensável no Canadá - famílias em risco de perder as suas casas. Ao mesmo tempo, cresce o receio de que esta crise vá muito além do sector imobiliário. O mercado da habitação tem um peso determinante na economia canadiana e qualquer abalo afeta diretamente o consumo das famílias, o emprego, a construção civil e até a confiança económica do país. Muitos especialistas começam mesmo a questionar se o sonho canadiano da casa própria não estará a tornar-se inalcançável para toda uma geração.
Nesta entrevista ao Milénio Stadium, Moshe Lander, professor catedrático de economia na Universidade Concordia, em Montreal, analisa as fragilidades estruturais do mercado imobiliário canadiano, alerta para o risco de exclusão de uma geração inteira do acesso à habitação e explica porque acredita que o problema vai muito além das taxas de juro. Entre desigualdade social, estagnação salarial e políticas públicas insuficientes, o economista traça um retrato preocupante de um país onde, para muitos, o sonho da casa pró-
pria começa a transformar-se num privilégio cada vez mais distante.
Milénio Stadium: Estamos a assistir a um aumento significativo de proprietários que não conseguem refinanciar os seus apartamentos ou casas. Até que ponto este fenómeno revela fragilidades estruturais no mercado imobiliário canadiano?
Moshe Lander: O mercado imobiliário canadiano é altamente problemático e a questão do refinanciamento é apenas uma parte do problema. Primeiro, a oferta e a procura determinam o preço de uma casa, tal como acontece com o preço de um chocolate Twix, de um iPad da Apple ou de bilhetes para a Taylor Swift. Se o preço está a aumentar, é porque a procura está a superar a oferta, tal como em qualquer outro mercado. O governo federal tem alterado regras e regulamentos ao longo dos anos para tentar travar a procura, chegando ao ponto de tentar parar/reverter a imigração, mas reconhece (privadamente) que tem pouco controlo sobre a oferta. A oferta de habitação é essencialmente uma questão municipal, baseada em leis de zoneamento e impostos sobre a propriedade. Se os conselhos municipais não estiverem dispostos a criar um ambiente no qual os promotores queiram construir, há pouco que o governo federal possa fazer.
Aos proprietários foram oferecidas hipotecas baseadas, em parte, no pressuposto de que os preços das casas subiriam continuamente e, em parte, sem que os proprietários compreendessem que o facto de os modelos do banco dizerem que se qualificam para uma hipoteca de 500 mil dólares não significa que tenham de contrair uma hipoteca de 500 mil dólares. Os bancos não deturparam a situação perante os compradores de casas; trata-se mais de uma questão de ignorância do comprador.
MS: Que impacto poderá esta vaga de perdas de imóveis ter na economia em geral, nomeadamente no consumo das famílias, no endividamento e até na estabilidade do sistema financeiro?
ML: É possível que as dificuldades financeiras forcem os canadianos a reduzir os gastos noutros setores da economia, o que poderá causar uma diminuição do PIB. Dito isto, a Agência de Consumo Financeiro do Canadá (FCAC) espera que os
bancos ajudem as famílias que estão com dificuldades em pagar as suas hipotecas devido a circunstâncias excecionais. Se as famílias forem honestas com os seus bancos sobre as suas terríveis circunstâncias financeiras, é possível que os piores resultados económicos sejam evitados. O sistema financeiro é suficientemente sólido para que, mesmo que um ou mais bancos mostrem sinais de aflição, o governo federal consiga recapitalizar esses bancos fácil e rapidamente (embora não necessariamente de forma barata) e evitar uma crise financeira.
MS: Durante anos falou-se do imobiliário como o investimento mais seguro no Canadá. Acredita que esta crise poderá alterar profundamente a relação dos canadianos com a compra de casa própria?
ML: Penso que é improvável que uma geração inteira de canadianos (ou seja, aqueles que têm, digamos, entre 10 e 35 anos) consiga pagar uma casa se ainda não possuir uma. Estamos perante uma geração perdida e esse é provavelmente o melhor cenário possível. Não é uma função da segurança da propriedade da casa e do investimento, é uma função do quão estagnado se tornou o crescimento dos rendimentos em relação ao crescimento dos preços da habitação e do que é necessário para restaurar a acessibilidade à compra de casa.
MS: Em cidades como Toronto e Vancouver, onde os preços dispararam durante anos, existe o risco de vermos uma correção mais agressiva do mercado? Ou o problema continuará sobretudo ligado às taxas de juro e ao refinanciamento?
ML: Se houver uma correção de mercado, Toronto e Vancouver verão os preços cair mais, tanto em termos de dólares como em termos percentuais. Os impulsionadores dessa correção serão um aumento acentuado nas taxas de juro e a capacidade de suportar o novo plano de pagamentos. Dito isto, é do interesse dos bancos evitar que as pessoas percam as suas casas ou se envolvam em vendas forçadas. No final de contas, o negócio dos bancos não é ser dono de casas, o seu negócio é o empréstimo.
MS: Que consequências sociais podem surgir desta realidade, sobretudo para famílias da classe média que investiram tudo na
compra de uma habitação e agora enfrentam a possibilidade de perder a casa?
ML: Para a maioria dos proprietários, os seus dois maiores ativos são as suas pensões e o capital próprio da sua casa. Se os preços das casas caírem e o seu capital próprio for eliminado, a sua capacidade de se reformarem ou a sua capacidade de terem uma vida confortável quando reformados ficam comprometidas. O desenho atual do sistema de pensões canadiano não permitirá aumentos substanciais nos pagamentos aos reformados para compensar isto, por isso é do interesse do governo evitar um colapso. Dito isto, enquanto os preços da habitação e as regras sobre os pagamentos iniciais mínimos (down payments) permanecerem como estão, uma geração inteira será excluída do mercado, criando o seu próprio conjunto de problemas sociais, como o aumento da desigualdade e até consequências na capacidade de casar (quem quer casar com alguém que ainda vive no sofá do pai e da mãe?) e de ter filhos (onde se vai criar um filho se não se pode pagar uma casa?).
MB/MS

Moshe Lander. (DR.)
Credito: DR
A crise no refinanciamento da habitação e as famílias afetadas

Nos últimos meses, tem-se vindo a agravar um fenómeno que está a gerar crescente preocupação entre famílias, especialistas e entidades do setor imobiliário: milhares de pessoas estão a perder as suas casas por não conseguirem refinanciar os seus empréstimos à habitação. O aumento significativo das taxas de juro, combinado com critérios mais exigentes por parte das instituições bancárias, está a dificultar a renegociação dos créditos e a colocar muitas famílias numa situação de forte vulnerabilidade financeira.
Esta realidade, que já não se limita a casos isolados, levanta questões sobre a sustentabilidade do atual modelo de acesso à habitação e sobre o impacto social e económico que poderá ter a médio e longo prazo. Para compreender melhor esta problemática, ouvimos três famílias com experiências distintas, que ajudam a ilustrar diferentes dimensões desta crise.
A perda da habitação e as consequências para a família Santos
A primeira, a família Santos, encontra-se diretamente afetada. O casal explica que, apesar de já terem sentido a subida do custo de vida nos últimos anos, não estavam preparados para o impacto que o aumento das prestações da casa viria a ter no orçamento familiar. Inicialmente, acreditavam que seria possível renegociar o crédito ou encontrar uma solução com o banco, mas rapidamente perceberam que essa possibilidade não seria viável nas condições atuais. A recusa do refinanciamento acabou por levar a uma situação limite, culminando na perda da sua habitação.
Os Santos descrevem este processo como profundamente desgastante, não apenas
do ponto de vista financeiro, mas sobretudo emocional. A incerteza constante, a pressão psicológica e a necessidade de reorganizar toda a vida familiar tiveram um impacto significativo no bem-estar de todos, especialmente dos filhos, que tiveram de mudar de escola e adaptar-se a um novo ambiente. “Não é só uma casa que se perde, é toda uma vida construída ao longo de anos”, referem.
Para esta família, o problema vai além da sua situação individual. Acreditam que este tipo de casos está a gerar uma sensação generalizada de insegurança no mercado imobiliário, tornando mais difícil a confiança de quem quer comprar casa. Defendem que deveria existir uma maior intervenção das entidades reguladoras e dos bancos, nomeadamente através de mecanismos de renegociação mais flexíveis, períodos de carência mais alargados e apoio direcionado a famílias em risco de incumprimento.
Família Oliveira alerta para impacto emocional e social da perda de habitação
A segunda, a família Oliveira, não está diretamente afetada, mas vive a realidade de forma próxima através de um familiar. O irmão de um dos membros da família encontra-se numa situação semelhante, após não conseguir refinanciar o seu crédito habitação. Este contacto próximo com o problema permitiu-lhes observar de forma mais concreta as consequências desta realidade, que muitas vezes não são visíveis nos números ou nas estatísticas. Segundo relatam, o impacto emocional tem sido tão significativo quanto o financeiro. A perda iminente da casa gera sentimentos de insegurança, ansiedade e frustração, não só para quem vive a situação diretamente, mas também para o círculo familiar mais
próximo. “É difícil ver alguém tão próximo a passar por isto e sentir que há tão poucas soluções disponíveis”, referem. Os Oliveira alertam ainda para possíveis efeitos colaterais no mercado habitacional. Acreditam que o aumento de casos de incumprimento e perda de habitação pode contribuir para uma maior pressão sobre o mercado de arrendamento, levando a um aumento dos preços e a uma maior dificuldade no acesso a casa. Na sua perspetiva, é essencial reforçar os mecanismos de proteção social, criando soluções mais rápidas e eficazes para famílias em risco, bem como garantir maior estabilidade nas condições de crédito.
A perspetiva da família Pereira sobre o impacto do refinanciamento no mercado habitacional
Já a terceira, a família Pereira, não tem qualquer ligação direta com o problema, mas acompanha a situação com preocupação através dos meios de comunicação social e de casos conhecidos no seu círculo de amigos. Ainda que não tenham sido afetados pessoalmente, reconhecem que se trata de um fenómeno cada vez mais presente na sociedade atual e com impacto potencialmente alargado.
Para esta família, o problema do refinanciamento está diretamente ligado às condições económicas atuais e à instabilidade dos mercados financeiros. Consideram que o aumento das taxas de juro teve um efeito rápido e significativo na capacidade de muitas famílias cumprirem as suas obrigações financeiras, o que pode estar a contribuir para um cenário de maior fragilidade no setor imobiliário.
Na sua opinião, esta situação pode ter consequências importantes no futuro, tanto ao nível dos preços como da confiança no
mercado. Acreditam que poderá haver uma desaceleração na compra de habitação própria e um aumento da procura por arrendamento, o que, por sua vez, poderá pressionar ainda mais os preços das rendas. Os Pereira defendem que o Estado deve desempenhar um papel mais ativo na regulação do setor, promovendo políticas de habitação mais robustas e mecanismos de apoio que evitem que as famílias cheguem a situações extremas de perda de casa. Para além disso, consideram importante reforçar a transparência e o acompanhamento dos contratos de crédito, de forma a prevenir situações de sobre-endividamento.
Em conclusão, a crise no refinanciamento da habitação está a revelar-se um problema estrutural com impactos profundos a vários níveis. As histórias das famílias Santos, Oliveira e Pereira demonstram diferentes realidades, mas convergem numa preocupação comum: a crescente dificuldade de acesso e manutenção da habitação. Mais do que um problema individual, trata-se de uma questão com fortes implicações sociais e económicas, que poderá influenciar o futuro do mercado imobiliário, o acesso à habitação e a estabilidade financeira de milhares de famílias. Num contexto de incerteza económica, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de respostas mais eficazes, equilibradas e humanizadas, capazes de garantir não apenas a sustentabilidade do sistema financeiro, mas também a proteção das pessoas que dele dependem.
RMA/MS

A perda de pulso…

Olá, muito bom dia, meio de maio e bora lá... mais uma corridinha a não sei o quê.
Estão bem? É isso que mais interessa. Pela nossa província e cidade grande, a questão é a crise imobiliária. Não é novidade, certo?
O que também não vem a ser novidade é a perda de empregos. Efetivamente, a taxa de desemprego está a crescer cada vez mais e, depois, há ainda a questão dos juros do crédito à habitação.
E cada vez mais o cinto aperta... que vai ser deste grande país?
E onde estão os nossos governantes para apoiar as pessoas que estão na iminência de perderem o seu teto?
Vamos lá tentar perceber melhor o que se passa - o mercado imobiliário na província do Ontário, especialmente na região de Toronto, continua a enfrentar um ajuste prolongado neste ano de 2026, caracterizado por vendas baixas, queda de preços e um excesso de oferta de condomínios. As vendas residenciais caíram significativamente no início de 2026, com especialistas a prever novas quedas de preço devido ao alto desemprego e ainda pelo facto de estarmos em período de renovações de hipotecas.
Principais aspetos da crise em 2026
Queda nas Vendas: A região de Toronto registou o menor número de vendas em 25 anos em 2025, um cenário que se mantém em 2026, com quedas de 16,2% em janeiro face ao ano anterior.
Correção de Preços: Após o pico de 2022, os preços médios no Canadá caíram cerca de (21%). Em Toronto, prevê-se que os preços das casas possam cair mais (4,5%) em 2026.
Excesso de Oferta de Condos: Uma onda de novos projetos de condomínios concluídos, especialmente após a pandemia, gerou excesso de oferta, pressionando os preços de revenda e aluguer para baixo.
Construtoras em Retração: O alto custo de construção e a desaceleração do mercado levaram a uma queda no início de novos projetos.
Desafios para Compradores: Apesar da correção, os altos juros e o custo de vida tornam o acesso à habitação desafiador, com o preço médio no Canadá ainda alto, a ultrapassar os $673.000.
O cenário reflete uma mudança de um mercado de vendedores para um mercado
mais equilibrado ou de compradores em certas áreas, com perspetivas de estabilização a longo prazo, mas com dificuldades imediatas de acessibilidade.
Como podem perceber, há que pensar no dia de amanhã e guardar umas pepitas nem que sejam de sal para temperar o manjar.
Estas gerações tem tendência a viver só o “agora”, mas à moda antiga também não é má ideia - guardar uns trocos para o que der e vier.
E o que é e vai valer sempre o que vale. Muito obrigada e até já, Cristina
Read in English

Cristina Da Costa Opinião
A PERFECT STORM


About 1.15 million households are scheduled to renew mortgages in 2026. Distressed home sellers are desperately trying to figure out how they came to be part of a real estate system that is ruining the lives of many Canadians.
Thousands of properties are under Power of Sale by banks and private lenders because owners have been unable to fulfill the obligation of payment of mortgages in the properties they purchased. The condition which refers to a property as being underwater is when the
amount owed on the asset is more than the current value of the asset, causing a structural failure in renewal or repayment to the lenders. Once the lender assumes ownership of the property, it is put for sale at current value and if the sale doesn’t cover the amount of the mortgage, the owner is responsible for the shortfall. Available data for Toronto suggests that for April there were 300 Power of Sales but many suggest that this represents about 25% of the true amount. This assumption of 1,200 in April means that 1,200 families will lose their home, their investment, and their dream. These are our friends and neighbours who, like many of us, got caught in the euphoria of home ownership at the top of the market valuations, incentivized by the self-serving real estate and the development industry. Never in my lifetime have I seen
a Ponzi scheme work to perfection where billions of dollars were made by all except buyers who paid inflated prices for purchasing a square concrete box in a highrise. The collapse of the real estate market was not accidental. For the past 20 years, greed took over the building industry led by developers, governments, unions and real estate promoters, who were inflating every aspect of construction, which infected greedy buyers thinking that there were millions of dollars to be made by getting into the game. Buyers forgot that the money was not to benefit them but those who handed over the inferior product they bought, facilitated by financing institutions who didn’t carry out the necessary due diligence. Government institutions, particularly of the progressive left, began to assume that wealth would always exist
as long as the square boxes were planted into parking lots and their job became the distribution of wealth rather than its creation, because there was unending prosperity coming from fat cat Canadians. Condo prices are at 2017 levels, meaning that people with money can acquire real estate at its true costs. However, developers have thousands of empty condos, which they must sell. So, in addition to lenders, selling below costs at which the condos were purchased, developers are now competing for buyers also selling the units at less than the original buyers did on the same building, reducing the value of the originally sold units to new sale levels and preventing original buyers from getting refinancing. So developers who sold you a great deal are now destroying any equity you accumulated and choking you and your families’ dreams plus potentially ruining your financial future for many years. In last week’s Milénio, we discussed generational support for our elders and younger generations. There is, however, a troubling statistic about the current distressed real estate and its effect on distraught investors, which affects Canadians nearing retirement. Older homeowners leveraged their equity to help younger family members, raising financial risks as retirement approaches. Mortgage debt affecting those aged 55 to 64 in 2025 grew by about 6% year over year with many tapping home equity to fund family members into the market. Statistics show that 29% of Canadians who are recently retired will continue to make mortgage payments on their primary residence, nearly double the share from a decade ago, and up just 8% compared to 1999.
I wonder when this segment of the population will be able to retire. The bank of mom and dad may also go broke as a result because 41% of first home buyers relied on mom and dad to finance their down-payment.
Canada, where dreams come true.

Esta semana
• Descubra em Aboim o Museu do Moinho e a Aldeia Pedagógica, onde as tradições ganham nova vida
• Calema no Canadá: A energia contagiante da “International Origin Tour”
• Vozes de Sucesso: John Santos celebra 20 anos a transformar sonhos em realidade
• Relíquias de Guerra: Vítor Ferreira mostra-nos a sua rara coleção de bicicletas militares da Segunda Guerra Mundial.
• Batata Assada na Areia: O segredo da Beira Litoral onde o calor da praia tempera a tradição gastronómica.
• Larissa Goretkin: Uma viagem minimalista e poética pelo álbum “Onírico”, que une continentes através do piano.
• Helmets on Kids 2026: Acompanhe a missão de segurança que já distribuiu mais de 45 mil capacetes às crianças de Ontário.
• e muito mais...
Manuel DaCosta Editorial
Photo:
TONY
• Imóvel misto comercial/residencial.
• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.
• Um investimento único e chave na mão.
Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)
• Frente de 45 metros
• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina
• Vistas espetaculares da cidade e do lago
Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Imóvel comercial/residencial
• 2 unidades comerciais ao nível da rua
• Frente de 24 metros para a Dundas
• Construção em tijolo bem conservada Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Prédio misto comercial/residencial
• Frente de 11,4 metros
• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)
Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Aprox. 1.300 m².
• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).
Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.


1264 College St, Toronto - PARA VENDA
• Imóvel misto comercial/residencial
• Edifício isolado de 3 pisos
• Frente de 25 metros para a College St
• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village
• Rodeado por alta densidade residencial Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $. Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.

Toronto - PARA VENDA
256 Crawford St, Toronto - PARA VENDA
33 Eddystone Ave, Toronto - PARA VENDA
1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
22A Ripley Ave, Toronto - PARA ARRENDAMENTO
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA
• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
36 Marquette Ave e 1 Brightwood St, Toronto - PARA VENDA
DEMOCRACY OPINIÃO


The word Democracy consistently conjures up comfortable thoughts. The word originated around 500 BCE, (demokratia), in Athens, and was used to describe a system of government for the people, or population. In today’s terms, democracy is a system where the government relies on the will of the people who act either directly, or through elected officials.
We are all acutely aware of how a democracy is supposed to work, but is that what we have? Do we live in a true democracy, like our parties like to affirm? Like we all affirm. The Greek word, demokratia, derives from two other Greek words: demos, (people)
and kratos, (power), so I’m asking, is that what we have? I don’t know about you, but I’m certainly not feeling empowered.
I don’t feel like a talk with my local councilor would ever amount to much, on any given subject. I absolutely don’t feel like I’ve been told everything I need to know and have a right to know.
I don’t feel like there’s somebody among our elected officials that is out there working every day to ensure we are all ok. That’s just me, but I have many fine arguments that will back up my case, one of the main ones being our everyday existence. I hate to admit it, but I believe we’ve been just blindly dancing to the tune. We have been turned into what we are today: obedient and afraid. The cycle has been going for so long that it’s just considered ‘normal’.
This anxiety and angst we all work to subdue has just become part of the day. We don’t like it, but there are bills to pay
and mouths to feed. Prices go up, we pay them, stuff goes scarce, we do without, all in a day's work. We know we have no choice because these are not democracies, they’re capitalist renditions. A modern adaptation of actual democracy would be a death nell for big business, and under the current system that will never fly. Under a modern democracy there would be no ‘big’ business; it would be cut down to bite-sized pieces. These are the nightmares that the oligarch class struggles with at night; they can’t bear the thought of being like everyone else, except maybe with a few more bucks in the bank.
That’s the problem with capitalism; it pushes us apart. Another problem is how it creates this monster called the billionaire. These monsters have a tendency to gobble up most of what’s around that’s of any worth, leaving nothing for the rest of us. They don’t want cash, so they buy property, art, stocks, whatever is good
at the time. The slim pickins’ left behind end up ballooning in value due to their scarcity, and in return so do all of the billionaire’s holdings. They then borrow on their assets at a minimal rate, (untaxable), and bob’s your uncle, lots of available cash with minimum investment.
Why don’t they like cash? Because their business models devalue the currency. Remember when a house in Toronto cost 2, 3, 400 thousand? Where are they now? And the money you’ve been saving all your life ends up not being enough to retire on, simply because of the rate at which everything went up in ‘value’. Democracy. Fiquem bem!


Leia em português
Raul Freitas Opinion
Mais vale prevenir que remediar

Estamos a poucas semanas do início da época de incêndios. Em breve, veremos políticos, comentadores e cidadãos desesperados a comentar a aflição das populações. Seguramente, veremos apelos a um grande consenso nacional. Alguns ousarão falar da prevenção e, usando a palavra da moda, da “transformação” da floresta. Nessa altura, porém, já será tarde.
Depois de um outono e inverno especialmente chuvoso, estamos a ter, segundo o IPMA, uma das primaveras mais secas de que há registo. Com isso, a carga combustível cresceu e agora secou, aumentando significativamente o risco de incêndio. Na região Centro, tão tipicamente afetada pelos incêndios, há árvores no chão e caminhos florestais impedidos.
O cenário está armado para um verão muito difícil. É neste contexto que se esperava que o Governo fizesse da limpeza de terrenos uma prioridade. Infelizmente, o ICNF ainda não abriu os apoios à limpeza de terrenos. Na sua primeira edição, lançado no final de 2023, o Vale Floresta recebeu 832 candidaturas para 4300 hectares. Com a fase de análise das candidaturas e pagamentos a decorrer já com um novo Governo, foi preciso esperar até abril 2025 para os primeiros produtores receberem os apoios. Nesse ano, voltar-se-ia a lançar os apoios, mas as candidaturas apenas estiveram abertas nos meses de junho e julho – já tarde demais para poderem ter qualquer tipo de efeito. Em 2026, apesar de anunciado o reforço do montante para 1000€ por hectare, a 12 de maio, o programa ainda não abriu. Mesmo que abrisse, a exigência operacional desta limpeza, em particular este ano, exigiria uma ação planeada, conforme alertou o Presidente da Associação Nacional de Municípios. É preciso mobilizar de forma integrada os sapadores florestais do Estado e a maquinaria

trolado identifica mais de 78 mil hectares como área prioritária de intervenção.
O governo andou a arrastar os pés. Mesmo no que concerne ao PRR, as áreas de gestão integrada de paisagem e os condomínios de aldeia, apesar de formalmente assinados, têm taxas de execução muito baixas, tendo sido classificadas pela Comissão Nacional de Acompanhamento como estando em estado crítico. Apesar de ter visto a sua meta reduzida de 37,5 para 21 mil hectares, a rede primária de faixas de gestão de combustível apenas conta com 13 mil hectares contratados. Já a reforma do SIRESP, apresentada com 10 meses de atraso, ainda não conseguiu encontrar vagar para nomear um novo Presidente desta empresa ou para autorizar as contratações urgentes pedidas por esta já em 2024.
É certo que a reforma da floresta é mui to maior do que estas “peças do puzz le”. Também não se faz, certamente, num dia. Mas não ajuda o país andar neste constan te para-arranca. Em 2009, aprovava-se um Código Flores tal, para se rever tido menos de 3 anos depois. Em 2017, ainda antes dos fatídicos incêndios, aprovou-se 12 diplomas de reforma da flo resta, incluindo o ca dastro simplificado. Dos incêndios, surgiu uma Comissão Técnica Inde pendente que mandou criar o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Ru rais. Com o PRR, criou-se finalmente músculo financei-

para quem quer ir além do convencional.
ro para investir na prevenção. Nos últimos anos, entre a criação da FlorestGal e o banco de terras, criaram-se os instrumentos de mercado para tornar a floresta produtiva. A lei da reforma da propriedade rústica, deixada pronta pelo Governo PS, prometia ser a chave que punha todo este motor a mexer.
Quase 10 anos desde que morreram 115 pessoas vitimadas pelo fogo, o país não aprende. Cada um dos instrumentos que acima referi está na gaveta, a ganhar pó – aliás o mesmo destino que o Plano Floresta 2050, apresentado pelo Governo há mais de um ano. Não será novidade para ninguém que o Presidente da Assembleia da República tenha demorado 3 meses a dar posse à nova Comissão Téc-


A reforma da propriedade rústica, reapresentada pelo PS no Parlamento, está num limbo à espera de decisão. O Governo, por sua vez, apresentou uma proposta de lei dirigida às heranças mas focado no mercado da habitação, com pouca aplicabilidade no mundo rural. Ontem mesmo, o Negócios sugeriu que os terrenos sem dono conhecido poderiam finalmente ser registados a favor do Estado, mas sem que a notícia confirme se e quando o processo vai avançar.
Não quero com este artigo ser alarmista. Ficarei satisfeito e o país ficará mais protegido se qualquer um dos dossiers que aqui enumerei for resolvido. Tanto a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas como o PTRR, recentemente aprovados pelo Governo, contêm esboços de medidas relevantes nesta área, mas faltam compromissos que preparem o país adequadamente para os riscos diversos que a transformação da natureza apresenta. E depois falta cumpri-los. Afinal, mais vale prevenir que remediar. Quando tantos no país andarem a debater os incêndios, daqui a apenas umas breves semanas, será bom que nos lembremos disso.


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Miguel Costa Matos Opinião

Census are important in Canada but also globally
What is a Census?
Vincent Black

A census is one of the most important tools a country can use to understand its population. In Canada, the census is undertaken by Statistics Canada every five years. Many countries around the world also conduct censuses to collect information about people who live there, including their age, education, language, income, housing, and employment.
The main purpose of a census is to help governments, businesses, and communities make better decisions. While some people believe censuses are extremely useful, others raise concerns about privacy, cost, and accuracy. Understanding both the benefits and drawbacks helps explain why census continues to be important globally.
A census is an official count of the population. It gathers information about how many people live in a country and details about their living conditions and lifestyles. In Canada, every household is asked to complete census forms either online or by mail. The information collected is used for planning services and understanding social and economic trends. Canada conducts censuses for several important reasons.... governments need accurate information to provide services effectively. Census data helps determine where to build schools, hospitals, roads, public transportation and housing and community centers. For example, if a city’s population grows quickly, the government can use census data to decide where new schools or transit systems are needed. Census results help determine electoral districts and representation in government. Areas with growing populations may receive more seats in parliament or local councils. This helps ensure democracy remains fair and balanced.
Businesses and governments use census information to understand employment
trends, income levels, and consumer needs. Companies may use census data when deciding where to open stores, factories, or offices. Community organizations also use census information to identify populations that may need support, such as seniors, newcomers, or low-income families. This allows programs and funding to reach the people who need them most. Canada is known for being multicultural. Census data helps the country understand language use, immigration patterns, Indigenous populations, and cultural diversity.
Censuses provide many positive benefits both in Canada and around the world. Governments can predict healthcare needs by understanding population growth and aging trends. Areas with older populations may require more hospitals and senior care facilities. Census data helps governments estimate how many teachers, classrooms, and schools are needed in different regions. Roads, bridges, internet access, and transportation systems can be developed more efficiently when governments know where populations are increasing. Accur-
ate population data helps emergency services prepare for natural disasters, pandemics, and other crises. For example, during health emergencies, census data helps identify vulnerable populations and regions requiring extra support.
Economic growth is another major factor when it comes to census data. Businesses rely on census data to understand markets and customers demographics. This can create jobs and strengthen local economies. Census information can reveal social problems such as poverty, unemployment, or overcrowded housing. Governments can then create programs to address these issues.
Censuses are important globally because every country needs reliable population information. International organizations such as the United Nations encourage countries to conduct regular censuses because accurate data helps governments make informed decisions. Although censuses have many advantages, there are also criticisms. Some people worry about sharing personal information with governments. They may fear their information could be misused or leaked. However, in Canada, strict privacy laws protect census data.
Overall, census reports are generally considered a very useful and important tool. There are many great tools on why censuses are good, and l have tried to give you a glimpse into the positive narratives. And on the flip side there are some negatives where concerns about privacy the main issue with most people is. High financial costs, possible inaccuracies, and fear of government surveillance. Despite these concerns, most experts believe the benefits of censuses outweigh the disadvantages because societies function better when leaders have accurate information.
Censuses play a major role in Canada and throughout the world. They help governments understand populations, plan public services, support communities, and improve quality of life. While there are concerns about privacy and costs, censuses remain one of the most effective tools for making informed decisions. Without census data, governments and organizations would struggle to provide fair representation, healthcare, education, transportation, and economic opportunities. For this reason, censuses continue to be an essential part of modern society.
Rui Lage - ADEUS, CAMPOS FELIZES

Numa edição da Assírio & Alvim, com capa de Silva Porto, este volume de 662 páginas inclui um ensaio de Rui Lage (páginas 583 a 637).
Poemas de Afonso Duarte, Afonso Lopes Vieira, Alexandre O`Neill, A.M. Pires Cabral, António Cabral, António Feliciano de Castilho, António Gedeão, António Nobre, António Osório, Armando Silva Carvalho, Bernardim Ribeiro, Camilo Pessanha, Carlos de Oliveira, Cesário Verde, Conde de Monsaraz, Daniel Faria, D. Dinis, Diogo Bernardes, Eduardo Guerra Carneiro, Eugénio de Andrade, Fernando Assis Pacheco, Fernando Echevarria, Fernando Namora, Fernando Pessoa, Fiama Hasse Pais Brandão, Filinto Elísio, Florbela Espanca, Francisco Sá de Miranda, Francisco Rodrigues Lobo, Gastão Cruz, Gil de Carvalho, Gil Vicente, Gomes Leal, Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro, Jaime Cortesão, João de Lemos, Joaquim Namorado, Jorge de Sena, José Agostinho Baptista, José Gomes Ferreira, Luís Vaz de Camões, Luíza Neto Jorge, Manuel da Fonseca, Maria Teresa Horta, Mário Beirão, Mário Cesariny, Mário Dionísio, Marquesa de Alorna, Miguel Torga, Natália Correia, Nicolau Tolentino, Nuno Guimarães, Nuno Júdice, Abade de Jazente, Correia Garção, Rui Knopfli, Rui Pires Cabral, Ruy Belo, Ruy Cinatti, Teixeira de Pascoaes, Tomás
António Gonzaga, Tomaz de Figueiredo, Vasco Graça Moura e Vitorino Nemésio – entre outros. Um dos livros da mimha vida é uma antologia de Carl Sandburg (18781967) poeta norte-americano de origem sueca. A tradução é de Alexandre O´Neill. Devo muito do qie sei e do qie sou às Líricas Portuguesas de Cabral do Nascimento, José Régio, António Ramos Rosa e Jorge de Sena. A minha estante integra antologias espanholas, italianas, francesas, inglesas, norte-americanas, argentinas, brasileiras, mexicanas, soviéticas, cubanas, de tudo um pouco. Ou seja – poesia social, religiosa, política, há de tudo. Para mim que até já organizei duas (uma sobre ofícios e profissões, outra sobre modalidades desportivas) cada antologia nova é uma festa. F iquemos com o poema da página 131, com um mote e dias voltas de Luís de Camões: «Verdes são os campos/ da cor do limão/assi são os olhos/do meu coração//Campo que te estendes/com verdura bela/ovelhas que nela/ vosso pasto tendes/d´ervas vos mantendes/que traz o Verão/e eu das lembranças do meu coração//Gado que paceis/co contentamento/vosso mantimento/ não o entendeis/isso que comeis/não são ervas não/São graças dos olhos/do meu coração».
Opinion
Leia em português

Afinal, nem tudo o que brilha é diamante

No meio ainda há muito ferro velho e interesses pessoais.
Ésabido que estamos numa fase nada fácil para garantir estabilidade num país que precisa de ser competitivo e ter uma economia sólida. Mas, para isso, tem de existir equilíbrio, coisa que os anos de governação socialista não conseguiram assegurar. Como se sabe, uma das piores fases políticas foi a geringonça e, antes disso, o que se passou com Sócrates ainda hoje faz correr tinta e envergonha Portugal. O mais admirável é ainda haver quem ache que foi tudo muito bonito, quando, na rea-
lidade, pouco ou nada melhorou além das desgraças que ficaram. Para bom entendedor, bastou ouvir a entrevista de Álvaro Beleza à Rádio Renascença, no passado dia 9 de maio. Foi certeiro em muitas das coisas que disse e, pelo menos, teve coragem de assumir erros graves do PS no passado, erros esses que hoje levam tempo a corrigir e a colocar novamente o país no eixo.
José Luís Carneiro é deputado na Assembleia da República, não é primeiro-ministro, nem tem moral para exigir certas coisas. É verdade que aparenta ser um homem moderado, mas também é visível que lida mal com as pressões internas do partido. E está à vista de todos, dentro do PS existem divisões graves. Há uma esquerda radical que quer o poder à força e há os mais moderados que até admitem que o PS deve viabilizar muitas propostas do atual governo, porque percebem que Portugal precisa de uma social-democracia.
Mas também existem aqueles que vivem da destruição política e da mentira para chegarem ao poder. Gostam de enganar o povo e, infelizmente, ainda há quem vá no conto do vigário. O PS ou assume de vez que deve servir os interesses do país, ou corre o risco de desaparecer aos poucos. Não nos podemos esquecer que a juventude de hoje é mais liberal e já não se identifica com o velho socialismo. Muitos jovens já dizem, e bem, que o Presidente da República não pode agir como figura partidária nem está lá para governar, mas sim para unir o país. E quando se ouvem jovens a falar assim, é de louvar. Querem mudança, querem competência e estão cansados dos velhos interesses instalados.
Há reformas urgentes para fazer, mas não podemos continuar a fingir que está tudo bem. Não está. A justiça, a saúde, a educação e muitas outras áreas precisam de mudanças profundas. Este governo, goste-se ou não, teve coragem de tocar em assuntos que outros evitaram durante anos. Agora aparecem alguns com panos quentes a tentar enganar novamente o povo.
Acordem para a vida. O povo quer descentralização e este governo está a dar passos nesse sentido. Mas há verdades que custam ouvir e muita comunicação social prefere ficar calada porque lhe convém.
Outra questão importante é a reforma antecipada. Como disse Álvaro Beleza, e bem, hoje a esperança média de vida ultrapassa os 90 anos. Será realista mandar toda a gente para um banco de jardim durante 30 anos? Temos de ser sérios e não populistas.
Ainda há dias ouvia jovens dizerem que, com políticos fracos, é difícil acreditar no futuro. E referiam-se a grande parte da oposição. E porquê? Porque governaram durante décadas depois do 25 de Abril e o país continua atrasado em muitos aspetos.
Muitos portugueses acreditam numa social-democracia equilibrada, credível e capaz de implementar mudanças reais. Todos sabemos que as reformas no início custam, mas a médio prazo podem beneficiar todos. Pão cozido demasiado rápido não tem sa-

bor e acaba depressa.
As reformas têm de ser feitas, mas com a Assembleia que temos não será fácil. E sinceramente, com este Presidente da República, que tantas vezes se contradiz, também não vejo grande ajuda para unir o país. Não venham dizer que um discurso bonito no 25 de Abril resolve tudo. Discursos preparados todos fazem. O que faz falta é obra, união e provas dadas.
Outro problema grave é a política da caça ao voto. Há quem queira o poder sem perceber a realidade do país a longo prazo. Não se vê visão, não se vê estratégia, não se veem ideias sólidas para o futuro.
E numa altura destas, com guerras sem fim à vista e uma economia mundial instável, as greves são das piores coisas que podem acontecer. Aqui vê-se a capacidade e a inteligência dos políticos. E convém lembrar uma coisa, os sindicatos representam uma pequena parte do país, mas muitas vezes fazem mais barulho do que trabalho. Gostei particularmente de ouvir Álvaro Beleza admitir que não é fácil governar em minoria e, indiretamente, reconhecer que este governo tem feito um trabalho positivo. Também foi claro quando disse que o IVA zero não resolve os problemas estruturais. Mas continua a haver quem ache que a solução é dar, dar e dar. Meus amigos, solução é criar condições para que todos possam crescer. O sol nasce para todos. Há quem trabalhe, lute e se esforce, e há outros que vivem à espera que o Estado resolva tudo. O Estado não é pai de ninguém.
Os políticos que nunca fizeram nada fora da política talvez devessem estudar mais o país real e deixar trabalhar quem sabe gerir e quem sempre trabalhou na vida. Hoje, o que mais se vê é caça ao voto e tentativas de enganar o povo. Bom fim de semana!

Augusto Bandeira Opinião
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Crédito: DR

Trago no olhar visões extraordinárias De coisas que abracei de olhos fechados. Florbela Espanca
Recusar o mar como fronteira

Durante toda a semana vimos imagens de muitos peregrinos a caminho de Fátima a pé para poderem celebrar o 13 de Maio no santuário. A chuva, o vento e o frio dificultaram a caminhada, mas quando se é movido pela fé, nada constitui impedimento aos que acreditam na força divina. Porém, não é desta peregri-
Partiram de barco, mas igualmente movidos pela fé de acreditarem que, à chegada, os esperava uma crença inabalável nas oportunidades que os esperava.
Os primeiros chegaram no navio Satúrnia, mas outros se seguiram em sucessivas levas. Ainda hoje os designamos de pioneiros, por terem desbravado caminhos que permitiram tecer uma rede de apoio para os que continuavam a chegar. Ao longo do tempo, e porque a lei da natureza é implacável, foram partindo, deixando-nos como legado as suas histórias de vida ilustradas pela combatividade
meras dificuldades que enfrentaram. Entre eles, conta-se José Eduardo Santos Sousa, mais conhecido por Jess Sousa, e é através dele que homenageio todos os outros.
Sérgio Mourato publicou na edição 72 da Senso Magazine uma entrevista que lhe fez. Nela podemos constatar que, apesar dos seus 90 anos, Jess mantém viva a memória de tudo quanto passou desde que, na inocência dos 19 anos, chegou ao Canadá a bordo do Vulcania. Como formação profissional trazia apenas o Curso Comercial, mas o que mais pesava na sua bagagem era a trouxa dos sonhos e uma vontade inquebrantável de não deixar escapar qualquer oportunidade de trabalho. Num tempo em que os homens eram educados sob o lema “Um homem nunca chora”, Jess Sousa admite que chorou pela primeira vez em To-

Diane Campos
Founder/RCIC
Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

ronto. E muito! Chorou a solidão de não ter o ombro amigo de um familiar; chorou as saudades da família; chorou as dificuldades da barreira da língua cujo código não dominava; chorou a incerteza de não saber o que o esperava. Por mais fortes que sejamos, como humanos que somos, todos temos o direito de extravasar as nossas emoções.
De Toronto, Jess Sousa foi para Kitimat, na Colômbia Britânica, onde fez de tudo um pouco, já que a linguagem do trabalho era aquela que nunca lhe levantava entraves. Como autodidata, impôs a si mesmo a disciplina de aprender cinco palavras por dia em inglês. Objetivo atingido, ao fim de um mês já se desenvencilhava na língua de acolhimento, ao ponto de ter conseguido, através da União Laboral, melhores condições de trabalho para si e para tantos outros portugueses imigrantes.
Em 1956, de regresso a Portugal conhece Nina, uma jovem americana de origem italiana, com quem vem a casar. Partiu com ela para Nova York e, após ter trabalhado em várias áreas, que lhe permitiram ficar a conhecer bem a geografia da cidade, entrou na Varig. Foi nessa companhia que fez um percurso profissional bem-sucedido, tendo lidado com escritórios espalhados por várias cidades dos Estados Unidos. Quando a Varig enfrenta graves crises financeiras e operacionais que levam à sua extinção, Jess não hesita em começar de novo do zero. Como ele confessa, o trabalho sempre fora a sua universidade e, de todas as cadeiras que o qualificaram, a mais importante era a de nunca ter receio de nada e não ficar à espera que a vida acontecesse. Pelo contrário, Jess fez a vida acontecer. E porque o fez sempre com a enorme alegria de viver que o carateriza, ele é o testemunho vivo de quem, tendo nascido na vila piscatória da Nazaré, recusou o mar como fronteira.
PROTEJA O SEU FUTURO
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA
Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.
Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade



Aida Batista Opinião

José Ávila
A imprensa ao serviço da portugalidade na Califórnia

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indiscutivelmente, a sua notável capacidade empreendedora. Essa realidade é amplamente comprovada pelas trajetórias de inúmeros compatriotas que, nas mais diversas geografias, edificaram empresas de sucesso e assumiram papéis de relevo nos planos cultural, social, económico, político e associativo, contribuindo simultaneamente para o prestígio de Portugal e para o desenvolvimento das sociedades de acolhimento.
Entre os múltiplos exemplos de líderes comunitários e promotores da cultura portuguesa na diáspora, hoje cada vez mais reconhecida como um ativo estratégico da projeção internacional de Portugal, destaca-se, ao longo das últimas décadas, o percurso exemplar e abnegado de José Ávila em prol da portugalidade, em geral, e da açorianidade, em particular, na Califórnia, estado que alberga a maior comunidade de origem portuguesa dos Estados Unidos da América.
Nascido em 1945, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, e filho de pais naturais da ilha Graciosa, José Ávila viveu a infância em Santa Cruz da Graciosa, regressando posteriormente a Angra do Heroísmo para concluir o ensino secundário. Cumpriu serviço militar por duas vezes no Exército português e frequentou o curso de Engenharia
Eletrotécnica na Universidade de Aveiro. Já no ocaso do Estado Novo, foi novamente mobilizado para o curso de capitães, em Mafra, onde permaneceu até depois da Revolução dos Cravos, em 1974.
Na década de 1960, casou, em Angra do Heroísmo, com a sua companheira de vida, Ilda Vale, consolidando na família, entretanto enriquecida com três filhos e oito netos, um dos pilares centrais do seu percurso humano e profissional. No plano laboral, José Ávila esteve durante vários anos ligado aos CTT, Correios e Telecomunicações de Portugal, onde desempenhou funções de gestão nas ilhas de São Jorge e Terceira.
Em 1983, emigrou com a família para Milpitas, no estado da Califórnia, iniciando uma carreira de sucesso na Hewlett-Packard, uma das mais emblemáticas empresas tecnológicas norte-americanas, onde assumiu responsabilidades em diversas operações de relocalização. Após a reforma, em 2003, José e Ilda Ávila fixaram-se em Modesto, no condado de Stanislaus, adquirindo o jornal Tribuna Portuguesa (The Portuguese Tribune), publicação histórica e de referência da comunidade luso-americana de San José, cidade que constitui a maior concentração urbana portuguesa da Califórnia.
Com essa decisão, procuraram reforçar os laços com as comunidades portuguesas do Vale de San Joaquin, uma das regiões mais emblemáticas da presença açoriana nos Estados Unidos, e continuar a servir a vasta comunidade de língua portuguesa da costa oeste norte-americana. Duas décadas depois, em 2023, o casal regressou a San José, devolvendo a Tribuna Portuguesa ao seu berço de origem e reafirmando a missão fundamental do jornal: informar,
fortalecer os laços comunitários e valorizar a identidade das comunidades luso-californianas.
Num contexto frequentemente marcado por dificuldades estruturais e pela escassez de apoios institucionais, os jornais da diáspora sobrevivem, muitas vezes, graças ao espírito de missão dos seus diretores, colaboradores, leitores e empresários mecenas. Ao longo das últimas décadas, inúmeros títulos históricos desapareceram perante crises económicas, transformações tecnológicas e limitações financeiras. Neste panorama particularmente exigente, a Tribuna Portuguesa assume um significado ainda mais relevante.
Jornal bilingue, publicado em português e inglês, a Tribuna Portuguesa é, há mais de duas décadas, o único jornal português em circulação regular na Costa Oeste dos Estados Unidos e o derradeiro bastião da imprensa escrita em língua portuguesa na Costa do Pacífico. Mais do que um simples órgão de comunicação social, representa um verdadeiro património cultural da diáspora portuguesa, funcionando como espaço de memória, identidade e ligação entre gerações.
Numa época em que vários meios de comunicação da diáspora portuguesa têm sucumbido, inclusive na América do Norte, o quinzenário dirigido por José Ávila constitui um notável exemplo de resistência cultural, dedicação cívica e serviço público comunitário. Através de uma informação de proximidade, o jornal constrói pontes entre comunidades dispersas, combate a distância e a saudade, fortalece a identidade cultural luso-americana e projeta Portugal, particularmente os Açores, na sociedade norte-americana.
O papel da comunidade portuguesa na Califórnia é profundamente relevante. Com mais de 300 mil pessoas de ascendência portuguesa, maioritariamente açoriana, esta comunidade tem dado um contributo significativo nos planos económico, agrícola, empresarial, político e cultural, preservando ao longo de gerações as suas tradições, festividades, língua e herança cultural. Neste contexto, a Tribuna Portuguesa tem sido, ao longo de quase meio século, um espaço incontornável da portugalidade e da açorianidade na Califórnia, registando as histórias, os desafios e as conquistas de sucessivas gerações de emigrantes portugueses na América.
O trabalho desenvolvido por José Ávila e pela Tribuna Portuguesa levou o Município de Angra do Heroísmo a distinguir o jornal, em 2021, com a Medalha de Mérito Municipal, Classe Cultural. Mais recentemente, em 2025, José Ávila foi homenageado pela Portuguese Fraternal Society of America (PFSA) com o Prémio de Serviço à Comunidade Portuguesa, pelo seu contributo na preservação e promoção da língua e cultura portuguesas na Califórnia. Num tempo marcado pela globalização e pela fragmentação dos laços comunitários, figuras como José Ávila e instituições como a Tribuna Portuguesa demonstram que a diáspora portuguesa continua a ser uma extraordinária força cultural, humana e civilizacional, projetando diariamente o futuro da portugalidade no mundo.
A Procissão do Vazio

Estamos em plena época de festas. Com a chegada do bom tempo, as romarias e celebrações vêm para ficar; instalam-se com o sol de maio e prometem estender-se até que o calendário de setembro dite o regresso ao mau tempo.
Aprocissão saiu à rua com toda a pompa e circunstância que este tipo de manifestação exige. As ruas estavam devidamente engalanadas, os sinos tocavam com uma força e vigor que pareciam querer despertar os mortos, e o povo juntava-se ao longo dos passeios com aparente devoção. No entanto, algo de
profundamente estranho saltava à vista de quem se atrevesse a olhar para o desfile por mais tempo do que o necessário para tirar uma fotografia: o andor principal, aquele que deveria ser a essência de tudo isto, simplesmente não estava lá. À frente do cortejo, o Presidente da instituição seguia impávido e sereno. Segurava a vara da sua irmandade com a rigidez de quem empunha um cetro papal, caminhando com a solenidade de quem carrega o peso do mundo sobre os ombros. Mas a verdade era nua e crua: as suas mãos apertavam apenas o nada. O mais irónico desta encenação surrealista é que ninguém parecia dar pela falta do andor principal. O público aplaudia o "nada" e a comitiva sorria, não para os fiéis, mas para os ecrãs dos telemóveis que registavam o momento. Era uma encenação perfeita de uma estrutura que, de tanto olhar para o espelho, se esqueceu de para que serve. Atrás, as ban-
das filarmónicas tentavam preencher o silêncio espiritual com a sua música. Estes músicos, que valem ouro e que são muito mais do que meros figurantes, esforçavam-se por disfarçar a ausência do protagonista da festa com a qualidade do seu instrumental. Logo a seguir, vinha o povo desta estranha procissão. Aparecem porque foram convocados, talvez movidos por uma réstia de fé, mas caminham com o olhar perdido de quem não faz a menor ideia da missão que ali desempenha. Seguram velas sem chama, marcham fora de ritmo e trocam olhares confusos, ansiando apenas pelo final do percurso para reclamarem o seu lugar, como se o chegar mais depressa ao fim fosse uma forma direta de alcançar a divindade. Este retrato é fiel. Há festa, há barulho e há gente na rua, mas o centro, a causa, o andor que justifica a caminhada, perdeu-se algures num armazém esquecido.
in english
A procissão continua a passar, mas já só leva consigo o vazio de quem se contenta com a moldura, tendo já vendido o quadro há muito tempo. Vivemos tempos de "instituições de fachada", onde o Presidente prefere levar o varal vazio do que admitir que a imagem se partiu ou que nunca chegou a existir. O que importa é o desfile, o clique da câmara e a ilusão de movimento. Mas uma procissão sem andor principal é apenas uma caminhada sem destino. Se o andor principal é a ausência, o que estamos afinal a celebrar? Talvez a nossa própria capacidade de bater palmas ao nada, enquanto o bom tempo de setembro não chega para levar o que resta desta ilusão. “Não seria o não ser a única realidade absoluta? Eis um paradoxo à altura do paradoxo deste mundo”. E. M. Cioran
Daniel Bastos Opinião
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Vítor Silva Opinião
José Ávila durante a cerimónia de homenagem da Portuguese Fraternal Society of America (PFSA), onde foi distinguido, em 2025, com o Prémio de Serviço à Comunidade Portuguesa. © Tribuna Portuguesa.jpg


Toronto é a "única cidade" que pode acolher o novo banco internacional de defesa: Ford
O "premier" de Ontário e a presidente da Câmara de Toronto estão a fazer um novo esforço na candidatura da cidade para servir de sede a um novo banco internacional de defesa.
"Existe apenas uma cidade no Canadá que pode verdadeiramente oferecer tudo o que o banco precisa, e essa cidade é Toronto", afirmou o "premier" Doug Ford.
No final do mês passado, foi confirmado que o Canadá foi escolhido para acolher o multinacional Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB).
A instituição financeira, modelada em parte pelo Banco Mundial, irá fornecer aos membros da NATO e aliados "financiamento de longo prazo e baixo custo para iniciativas de defesa, segurança e resiliência", de acordo com um comunicado federal.
Com cerca de 3.500 empregos diretos em jogo, cinco cidades — Montreal, Halifax, Otava, Toronto e Vancouver — apresentaram-se como possíveis anfitriãs, cabendo ao governo federal a decisão final.
"Toronto é onde reside a liderança financeira do Canadá", disse a presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow. "Estamos prontos para acolher esta instituição na nossa cidade".
Chow e outros oradores destacaram a elevada concentração de sedes bancárias, universidades, licenciados em áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e prestigiadas empresas de advocacia e contabilidade em Toronto.
"A bolsa de valores está aqui. As agências de notação de crédito estão aqui. Não se trata de desvalorizar [os outros], é apenas um facto. Temos aqui os ativos para competir", afirmou Blake Hutcheson, CEO do plano de pensões OMERS.
Ford, juntamente com o CEO da Ontario Shipyards, Shaun Padulo, também enfatizou a capacidade industrial da província.
"Ontário é o coração da base industrial do Canadá e, à medida que a pressão aumenta sobre setores tradicionais em Ontário, como o automóvel, existe uma oportunidade real de transição de trabalhadores qualificados", afirmou Padulo.
Ford diz que a província ainda não recebeu clarificação de Otava sobre quais os critérios que serão utilizados para escolher a cidade anfitriã, embora a província já tenha escolhido um edifício no centro da cidade que poderia servir como sede interina do banco antes de ser escolhido um local permanente.
CBC/MS
TTC e sindicato procuram chegar a acordo enquanto o relógio avança para o Campeonato do Mundo da FIFA
A Toronto Transit Commission e o sindicato que representa os seus trabalhadores de manutenção dizem que esperam chegar a um acordo sobre um novo contrato coletivo, mas o relógio está a avançar, uma vez que o Campeonato do Mundo da FIFA está a apenas algumas semanas de distância.
Nenhum acordo foi alcançado entre a TTC e o CUPE 2, e as conversações estão a levantar preocupações sobre possíveis interrupções no trânsito durante o evento. O sindicato representa cerca de 700 pessoas que instalam e mantêm os sistemas elétricos, de sinalização e de comunicações da TTC.
O Premier de Ontário, Doug Ford, disse esperar que a comissão e o sindicato "ganhem juízo" antes do torneio em junho. "Coloquem as pessoas e Toronto, que está a acolher o evento, à frente das negociações", disse ele numa conferência de imprensa sobre outro assunto na terça-feira.
No domingo, a TTC estará numa posição legal de lockout, o que significa que poderá impedir os trabalhadores do CUPE 2 de realizar o seu trabalho, agravando o debate laboral. Da mesma forma, o sindicato estará
numa posição legal de greve. Apesar disso, Sumit Guleria, presidente do CUPE 2, diz que o sindicato está esperançoso de que um acordo seja alcançado antes dos jogos.
"Acho que é importante colocar as pessoas, a cidade, em primeiro lugar e focar na negociação", disse ele. "Acreditamos que há muito tempo".
O sindicato não pretende usar o Campeonato do Mundo da FIFA como alavanca, disse Guleria aos jornalistas numa conferência de imprensa na quinta-feira.
"Estes membros não escolheram que o contrato expirasse este ano ou que o evento ocorresse, o que aconteceu apenas ao mesmo tempo", disse ele.
Quase todos os membros do CUPE 2 — 99,5 por cento — votaram a favor de um mandato de greve em abril, depois de o seu acordo anterior ter expirado no mês anterior.
No entanto, o sindicato não está em greve nem a convocar uma greve, disse Guleria, acrescentando que quer que a TTC continue as negociações e prolongue o prazo potencial de lockout. CBC/MS
Ontário acaba de atualizar a sua calculadora do OSAP
A calculadora do Programa de Assistência a Estudantes de Ontário (OSAP) está agora atualizada para o ano letivo de 2026-27, oferecendo aos estudantes um vislumbre de como os cortes do governo Ford no programa de ajuda financeira podem afetar a quantia de dinheiro que receberão para a escola.
As alterações na estrutura do programa foram anunciadas pelo governo Ford em fevereiro, juntamente com o fim de um congelamento de propinas de vários anos e milhares de milhões em novo financiamento para o setor pós-secundário.
O OSAP normalmente fornece uma mistura de empréstimos e bolsas a estudantes do pós-secundário atuais ou novos para pagarem a faculdade ou universidade. Embora gerido provincialmente, o financiamento do OSAP provém tanto do governo provincial como do federal.
As alterações afetam a parcela provincial do OSAP e reduzem a quantia de bolsas que os estudantes podem receber de um máximo de 85 por cento para 25 por cento, provocando preocupações e protestos de estudantes por toda a província.
Bianca Giacoboni, secretária de imprensa do Ministro das Faculdades e Universidades de Ontário, Nolan Quinn, disse anteriormente à CBC News que os cortes no OSAP se alinham com os modelos de financiamento que outras províncias utilizam.
"Para restaurar a sustentabilidade do sistema OSAP, que enfrentava uma pressão de 2,3 mil milhões de dólares, e garantir a sua disponibilidade para as gerações futuras, o nosso governo está a alinhar o nosso quadro de apoio financeiro aos estudantes com outras jurisdições em todo o Canadá", disse ela num comunicado enviado por e-mail. CBC/MS
Ontário divulgou documentos sobre jato privado de 28,9 milhões de dólares
Os contribuintes de Ontário terão de pagar quase 200.000 dólares devido à mudança de posição do Premier Doug Ford sobre a compra de um jato privado de 28,9 milhões de dólares, mostram documentos recém-divulgados pelo gabinete do premier.
Ogabinete de Ford confirmou a 17 de abril que a província comprou um jato Bombardier Challenger 650 usado, de 2016, para uso do premier. Isso gerou revolta entre o público, levando a
uma avalanche de mensagens e chamadas telefónicas para o telemóvel de Ford. No espaço de um par de dias, Ford recuou na compra. Alguns dias depois, Ford disse numa conferência organizada pelo The Globe and Mail que a província tinha vendido o jato à Bombardier pelo exato mesmo preço, prometendo divulgar publicamente a documentação financeira das transações.
Os documentos divulgados ao fim da tarde de quarta-feira mostram que a província, através do Ministro dos Recursos
Naturais, comprou e vendeu o jato por 21 milhões de dólares americanos.
Um recibo da Bombardier mostra que a província entrou inicialmente no acordo para comprar o jato em meados de janeiro, quando deu uma entrada de 500.000 dólares americanos.
Mas a província também incorreu em 190.865,56 dólares antes de impostos em custos relacionados com aviação fora da compra e venda.
Estes incluem despesas de quase 140.000 dólares em serviços de gestão de aeronaves,
tais como manutenção, armazenamento e assistência, bem como quase 34.000 dólares em aconselhamento jurídico externo. A província também pagou quase 18.000 dólares por "apoio externo na aquisição de aviação".
Uma nota informativa do ministério diz que a compra da aeronave executiva foi finalizada com a Bombardier a 15 de abril e vendida de volta ao fabricante aeroespacial a 27 de abril.
Photo: CBC
Viagens para os EUA diminuíram ainda mais drasticamente do que se pensava, mostram dados
O boicote dos canadianos às viagens para os EUA, motivado em grande parte pela aversão ao Presidente Donald Trump, às suas tarifas que destroem a indústria e às provocações sobre o "51.º estado", tem sido, na realidade, mais eficaz do que se pensava anteriormente, de acordo com novos dados.
Enquanto os números oficiais da Statistics Canada mostram um declínio de cerca de 25% nos residentes canadianos que regressam dos EUA no ano passado, dados de telemóveis compilados por investigadores da School of Cities da Universidade de Toronto revelaram que a queda anual nas viagens transfronteiriças foi próxima de 42%.
Os investigadores analisaram dados de dispositivos móveis canadianos que viajaram para áreas metropolitanas dos EUA entre 1 de abril de 2025 — o dia que Trump apelidou famosamente de "dia da libertação" ao impor tarifas globais — e 31 de março de 2026. Descobriram que o declínio foi ainda mais dramático nalguns locais de clima quente que têm sido, historicamente, pontos de grande afluência para canadianos que fogem do clima de inverno.
• Myrtle Beach, S.C.: O número de viagens de canadianos baixou 65% em termos anuais, garantindo-lhe o duvidoso título de área metropolitana com a queda mais acentuada.
• Florida: Nas cidades de Panama City, Orlando, Cape Coral, Miami e Naples, o número de visitantes canadianos caiu 50% ou mais.
• Centros de Negócios: A queda na procura não se registou apenas em destinos solarengos; as viagens para San Francisco, Nova Iorque, Ann Arbor e Grand Rapids (Michigan), Boston e outros centros de negócios também caíram para mais de metade.
De facto, das 267 áreas metropolitanas dos EUA analisadas, apenas três — Cleveland, Portland (Oregon) e Gainesville (Florida) — mostraram um aumento nas visitas de canadianos no ano passado.
Esta proibição de viajar autoimposta estendeu-se a centros de alta tecnologia, financeiros e industriais, sinalizando que os padrões de negócios e comércio transfronteiriços mudaram fundamentalmente no último ano.
CBC/MS


CANADÁ
Governos federal e de Manitoba violaram direitos de bem-estar infantil das Primeiras Nações, diz juiz em decisão "histórica"
Numa decisão descrita como "histórica", um juiz de Manitoba considerou que os governos de Manitoba e do Canadá violaram os direitos de autogoverno das Primeiras Nações no que respeita ao bem-estar infantil.
Os chefes de três Primeiras Nações de Manitoba — Black River, Pimicikamak Cree e Misipawistik Cree — juntamente com a Assembleia de Chefes de Manitoba, lançaram a proposta de ação coletiva em outubro de 2022, pedindo 2,1 mil milhões
de dólares em danos.
• Fundamento: O processo visa compensar os danos causados pela apreensão de crianças por agências de serviços à criança e à família entre 1992 e o presente.
• Decisão: O Juiz Glenn Joyal reconheceu o direito constitucional das Primeiras Nações de criarem os seus filhos na sua cultura, comunidade e língua.
• Violação: A forma como os governos financiaram e administraram o bem-
-estar infantil "infringiu injustificadamente este direito".
• Próximos Passos: O juiz emitiu um julgamento sumário, o que significa que o caso não deverá ir a julgamento. Contudo, ainda não foi tomada uma decisão sobre o valor dos danos/indemnizações.
Manitoba tem a taxa mais elevada de crianças em acolhimento fora de casa em todo o Canadá.
Advogados em todo o Canadá preparam desafios constitucionais contra nova lei de asilo
Advogados de imigração em todo o Canadá estão a coordenar um desafio constitucional contra a nova lei de asilo de Otava, com três dezenas de casos já apresentados no Tribunal Federal.
Os desafios argumentam que o Projeto de Lei C-12, que se tornou lei a 26 de março, viola a Carta de Direitos e Liberdades do Canadá, incluindo o Artigo 7.º (direito à vida, liberdade e segurança) e o Artigo 15.º (proteção contra a discriminação).
• Abrangência: As partes alertam que até 28.000 pedidos de refugiados poderão ser revistos sob a nova lei.
• Restrições: A nova lei impede pessoas de fazerem pedidos de refugiado se tiver passado mais de um ano desde a sua primeira entrada no Canadá.
• Retroatividade: A lei é retroativa a 24 de junho de 2020 e aplica-se a pedidos feitos em ou após 3 de junho de 2025.
• Fronteira Irregular: O C-12 remove
também a opção de pedido de refúgio para quem cruzou a fronteira Canadá-EUA de forma irregular após a data de junho de 2025.
O Partido Liberal federal argumentou que a lei reduzirá o atraso nos processos e desencorajará o uso indevido do sistema de asilo, mas os advogados afirmam que poderá ter o efeito oposto, além de causar dificuldades indevidas a milhares de requerentes.
Gás natural desempenhará papel fundamental na estratégia para duplicar a rede elétrica do Canadá até 2050
Uma nova estratégia nacional irá duplicar a capacidade da rede elétrica do país até 2050, afirmou o Primeiro-Ministro Mark Carney ao anunciar o plano na quinta-feira (14).
"O caminho para a acessibilidade é a eletrificação; o caminho para a competitividade é a eletrificação; o caminho para o 'net zero' [emissões líquidas nulas] é a eletrificação", disse Carney em Otava. "A eletrificação sustenta tudo: as nossas emissões, o nosso ambiente, a nossa economia".
De acordo com um comunicado do governo, o plano, denominado Powering Canada Strong, reduzirá o custo da eletricidade para sete em cada dez famílias canadianas ao expandir o papel que o gás natural desempenha na matriz energética.
O Powering Canada Strong afirma que o gás natural "tem uma das intensidades de emissões mais baixas do mundo", o que "permite que o gás natural desempenhe múltiplos papéis, incluindo o apoio à procura de pico, o reforço da fiabilidade do sistema durante períodos de stress ou de baixa produção renovável e o suprimento das necessidades de geração de base".
• Energia de base: Refere-se tipicamente a uma central elétrica que fornece uma produção contínua de eletricidade e garante a estabilidade da rede.
• Centrais de pico: Respondem às flutuações na procura da rede.
O governo anunciou também que irá rever e alterar os controversos Regulamentos de Eletricidade Limpa (CER) do anterior governo Trudeau.
"O governo do Canadá pretende ajustar os Regulamentos de Eletricidade Limpa para permitir que o setor cresça mais rapidamente em todas as províncias e territórios, proporcionando maior flexibilidade para compensar emissões residuais noutros locais", refere a estratégia.
Carney afirmou na quinta-feira (14) que o seu governo está a lançar consultas com as províncias e territórios, povos indígenas, empresas de serviços públicos e sindicatos em todo o país. Mais de 80% da rede elétrica do Canadá não é emissora, graças à geração de energia hidroelétrica, nuclear e renováveis como a eólica e solar.
A CBC News informou que tanto o governo federal como Alberta alcançaram
recentemente um acordo sobre a tarifação das emissões de carbono.
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avó é diferente… é um amor diferente”, explicou, descrevendo a experiência como algo impossível de comparar, destacando ainda o ambiente familiar vivido no Centro Cultural Português de Mississauga: “A base da família são as mães.”
Jorge Mouselo destaca união da comunidade portuguesa

O Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM) encheu-se de famílias, música e emoção para celebrar o Dia da Mãe, numa iniciativa que reuniu comunidade, dirigentes associativos e artistas portugueses num ambiente de união e portugalidade. A festa contou com momentos de homenagem às mães, atuações musicais e mensagens de reconhecimento à importância da família e da cultura portuguesa no Canadá.

Tony Gouveia destaca atividade intensa e celebração dos 40 anos dos Tabu
O artista Tony Gouveia fez um balanço muito positivo da atual temporada de espetáculos, sublinhando a forte ligação às comunidades portuguesas espalhadas pelo Canadá. “Temos andado em localidades diferentes, convivido com pessoas e comunidades diversas.
Tem sido muito bom”, afirmou o artista, revelando ainda que os Tabu estão a celebrar 40 anos de carreira com a gravação de um novo álbum comemorativo. Gouveia confirmou também a presença nas celebrações da Semana de Portugal em Toronto, apelando à participação da comunidade: “Espero que apareçam para celebrar o nosso Portugal, as nossas comunidades e também os 40 anos dos Tabu.” Numa mensagem emotiva dedicada ao Dia da Mãe, deixou ainda palavras de carinho para todas as mães:“Há só uma mãe e ninguém a pode substituir.”

Fernanda Soares: “Ser mãe é estar sempre presente”
Entre as mães presentes na celebração esteve Fernanda Soares, que partilhou a experiência de criar três filhos. “Ser mãe é amar os filhos e fazer tudo por eles quando precisam de nós”, afirmou, destacando a importância da presença constante na vida familiar. Apesar dos desafios da maternidade, Fernanda considera essencial manter o equilíbrio entre carinho e educação: “Na hora certa temos de educar e dizer as verdades.” A terminar, deixou votos de felicidade e saúde para todas as mães.

Lina Pedrosa deixa mensagem de felicidade para todas as mães
Também Lina Poderosa aproveitou a ocasião para homenagear as mães de todo o mundo. “Desejo a todas as mães do mundo a maior felicidade. Tudo de bom, hoje, amanhã e sempre”, declarou.

Sammy Gomes: “Agora damos muito mais valor às nossas mães”
Sammy Gomes, mãe e voluntária diretora do Centro de Mississauga, deixou uma mensagem especial a todas as mães neste Dia da Mãe, destacando que ser mãe é uma experiência “muito gratificante”, apesar dos desafios e do cansaço do dia a dia vivido no Canadá. A responsável sublinhou que os momentos mais recompensadores acontecem ao regressar a casa e ser recebida pelos filhos “com um sorriso” e ao ouvir chamarem-lhe “mãe”. Sammy Gomes afirmou ainda que, depois de ser mãe, passou a valorizar ainda mais o papel da sua própria mãe, considerando o Dia da Mãe uma celebração “muito comovente”.

Angie Câmara afirma: “O amor de mãe e o amor de avó é totalmente diferente”
Angie Câmara, um dos rostos de liderança comunitária e atuamente diretora do PCCM, falou sobre os desafios e alegrias de ser mãe e avó, assumindo ambos os papéis com orgulho. “Ser mãe foi mais difícil. Ser
O presidente executivo do Centro Cultural Português de Mississauga mostrou-se satisfeito com a forte adesão da comunidade ao almoço do Dia da Mãe. “É um orgulho enorme ver esta casa cheia”, afirmou, acrescentando que “o Dia da Mãe devia ser todos os dias”. Mouselo revelou ainda que o clube terá uma agenda preenchida nos próximos meses, com várias iniciativas comunitárias e culturais, sendo que um dos pontos altos é o o regresso da colaboração entre o PCCM e a ACAPO nas celebrações da Semana de Portugal, algo que não acontecia há vários anos. “Somos todos portugueses e o Dia de Portugal é para todos nós”, sublinhou, defendendo uma maior união entre associações portuguesas no Canadá. Segundo Jorge, o entendimento alcançado representa “a abertura de uma nova porta” para a comunidade luso-canadiana.

Leandro regressa à comunidade com mais maturidade
O cantor português Leandro marcou presença no evento e falou sobre o regresso aos palcos da comunidade portuguesa de Mississauga. “É uma experiência diferente, com mais maturidade e mais experiência”, afirmou. O artista explicou que, ao longo de duas décadas de carreira, foi acumulando canções que marcaram a vida do público: “O público quer ouvir as músicas que fizeram parte da sua vida.” Leandro admitiu ainda que algumas canções continuam emocionalmente difíceis de interpretar, devido às memórias que carregam. Questionado sobre a participação num reality show televisivo, Leandro garantiu que encara essa experiência apenas como parte do seu trabalho artístico. “Fui contratado para desempenhar um papel [de mau] e fiz esse papel”, afirmou, acrescentando que a televisão e a música fazem parte da mesma área profissional. O cantor sublinhou ainda a importância da evolução contínua na carreira: “O segredo é trabalhar todos os dias e dar sempre o melhor.” Mais do que um simples almoço comemorativo, o Dia da Mãe no Centro Cultural Português de Mississauga transformou-se num verdadeiro encontro de gerações, memórias e afetos. Entre abraços, música portuguesa e palavras sentidas, celebrou-se não apenas o papel das mães, mas também a força de uma comunidade que continua a manter vivas as suas raízes longe de Portugal. Num salão cheio de famílias, ficou evidente que a cultura portuguesa continua a passar de geração em geração através do amor, da união e do sentido de pertença. E, no meio das canções, das homenagens e dos testemunhos emocionados, houve uma certeza comum a todos os presentes: uma mãe é sempre o coração da família e a comunidade portuguesa continua a encontrar nesses valores a sua maior força.




Portuguese Canadian Walk of Fame anuncia homenageados de 2026
O conselho de administração do Portuguese Canadian Walk of Fame (PCWOF) revelou oficialmente a lista dos homenageados neste ano de 2026.
Ainiciativa, liderada pelo presidente Manuel DaCosta, visa distinguir indivíduos de ascendência portuguesa que, através das suas trajetórias de excelência e dedicação, elevaram o nome da comunidade no Canadá e inspiraram as futuras gerações.
A cerimónia de indução está agendada
ronto. O evento, com início previsto para as 16h00, é aberto ao público e promete ser um momento de celebração da cultura e do sucesso luso-canadiano.
Os escolhidos deste ano representam diversas áreas de atuação, desde o associativismo à liderança empresarial e sindical:
• Sónia Pereira: Reconhecida pela sua compaixão e generosidade para com os mais vulneráveis, servindo como um exemplo de solidariedade para toda a comunidade.
ra portuguesa em Montreal e noutras regiões.
• António Do Vale: Homenageado pelo seu papel de relevo como Secretário-Tesoureiro no sindicato LIUNA Local 506.
• António Forno: Distinguido na Categoria de Construtor (Builders Category) pelo seu pioneirismo no empreendedorismo e na cultura luso-canadiana ao longo de décadas, mantendo-se sempre fiel às suas raízes.
dian Walk of Fame mantém-se firme no propósito de reconhecer pessoas notáveis que incutam orgulho na comunidade e valorizem o contributo do povo português para o mosaico social e económico do Canadá. Deste modo, este evento anual não só honra o passado e o presente, mas funciona como um farol de inspiração para os jovens luso-canadianos.
MB/MS

Camões TV APP Available NOW
Host Vince Nigro
Guests Irwin Karnick and Cindy Karnick


Saturdays 7:30 am
Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
Sónia Pereira. (DR)
Joaquina Pires. (DR)
António Do Vale. (DR)
António Forno. (DR)
PORTUGAL AUTONOMIAS

Credito: DR
Sismo provoca derrocada na ilha de São Jorge
De acordo como o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), a derrocada “provocou a obstrução parcial da via, impossibilitando temporariamente a circulação no local”.
Entretanto, a via encontra-se desobstruída, “mantendo-se o acesso condicionado por precaução”, segundo o comunicado do SRPCBA.
Foi ainda registada, na ilha de São Jorge, a queda de pedras de pequena dimensão provenientes de muros, não havendo, até ao momento, registo de danos pessoais.
O sismo com magnitude 4,6 na escala de Richter e epicentro a cerca de 3 quilómetros a NW de Santo Antão, ilha de São Jorge, foi registado ontem pelas 12h21. De acordo com a informação do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), o sismo foi senti-
do com intensidade máxima V/VI (Escala de Mercalli Modificada) em Santo Antão e Topo (concelho de Calheta), na ilha de São Jorge. Ainda nesta ilha, foi sentido com intensidade V nas freguesias de Ribeira Seca, Calheta, Norte Pequeno (concelho de Calheta), Norte Grande, Manadas, Urzelina, Santo Amaro e Velas (concelho de Velas).
Na freguesia de Rosais foi sentido com intensidade IV.
Na ilha do Pico, o sismo foi sentido com intensidade IV/V nas freguesias de Piedade, Calheta de Nesquim, Ribeirinha, Ribeiras (concelho de Lajes do Pico) e Santo Amaro (concelho de São Roque do Pico).
Na restante ilha do Pico foi sentido com intensidade IV.
Nas restantes ilhas do grupo central, o sismo foi sentido com intensidade IV na ilha Terceira e na Graciosa, e com intensidade III na ilha do Faial.
AO/MS
Madeira Mais de duas mil candidaturas para a “programa renda reduzida”
A atribuição de 30 habitações em regime de renda reduzida, na Ponta do Sol, como anunciado, vai beneficiar famílias de classe média com dificuldades no acesso ao mercado imobiliário, garantiu Leonel Silva, presidente do Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).
Aentrega dos fogos foi formalizada esta segunda-feira e contou com a presença de Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional (GR). Segundo o responsável pela tutela da habitação, os critérios do programa exigem que os candidatos tenham atividade profissional regular.
“Estamos a falar essencialmente de famílias de classe média que, apesar de trabalharem, têm dificuldades em conseguir
habitação no mercado regular”, afirmou. O edifício resulta de uma parceria com um promotor privado, tendo sido adquirido pela IHM ainda no início da construção. O investimento ascendeu aos seis milhões de euros, sendo financiado em 80% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), enquanto os restantes 20% são suportados pelo Orçamento da Região.
Em toda a Região, o programa Renda Reduzida já recebeu mais de duas mil candidaturas.
“Neste momento temos cerca de 555 fogos aprovados e entregues ou em fase de entrega, faltando ainda 245 habitações previstas até junho”, revelou o responsável.
JM/MS
Coordenação do PRR-Açores mantém confiança na execução integral dos fundos
A poucos meses da conclusão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o coordenador da Estrutura de Missão para o Acompanhamento da Execução do PRR-Açores, Rui Luís, admite riscos em várias metas finais, mas garante condições para executar integralmente os fundos previstos.
Apesar de uma evolução positiva no primeiro trimestre de 2026, 10 dos 15 marcos finais estão classificados como “condicionados”, sobretudo devido a atrasos em cerca de 40 obras, afetadas pela falta de mão-de-obra, dificuldades no fornecimento de materiais e mau tempo. Até agora, já foram cumpridos 25 marcos e metas em áreas como
saúde, educação, energia e administração pública. Destacam-se projetos como o Novos Idosos, a expansão das teleconsultas e da app MySaúde Açores, a digitalização das escolas e o reforço de plataformas digitais da administração regional. Nos últimos meses do PRR, as áreas mais críticas são a habitação e os circuitos logísticos. Entre os projetos com acompanhamento reforçado estão o Matadouro de São Jorge e a Variante a Capelas. Rui Luís alerta que “não há margem para atrasos” até ao prazo final de 31 de agosto de 2026, sublinhando que a Comissão Europeia não prevê prolongamentos.
JM/MS
Revisão dos acordos de cooperação para garantir sustentabilidade das respostas sociais na Madeira
A diferença do custo padrão nos Centros de Dia entre a Madeira e o território continental foi um dos pontos centrais abordados na reunião realizada entre a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e a Secretaria de Estado da Segurança Social.
Asecretária Paula Margarido esteve acompanhada pela presidente do Instituto de Seguranaça Social da Madeira (ISSM), Nivalda Gonçalves, no encontro com a Secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima. O presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segu-
rança Social, Nuno Venes, também marcou presença. Em cima da mesa esteve a revisão dos acordos de cooperação com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e a consequente atualização do custo padrão aplicável às respostas sociais, num processo que, segundo a tutela regional, pretend.
Em declarações no final do encontro, Paula Margarido sublinhou que a “atualização do custo padrão não se limita a uma única valência e que o objetivo passa por corrigir desigualdades que se refletem na sustentabilidade das respostas sociais”. A governante mostrou-se confiante, “um
passo fundamental para assegurar o montante necessário para suportar a revisão dos acordos”.
Essa convicção resulta, segundo referiu, da abertura demonstrada pela secretária de Estado, Filipa Lima, que se comprometeu a analisar o dossier assim que receba os elementos preparados pelo ISSM e a retomar o trabalho num prazo curto, dentro de uma semana ou duas semanas, com vista a avançar com a atualização do custo padrão e o respetivo enquadramento financeiro.
“É um trabalho de auscultação que, embora exigente, se torna fundamental para que o rigor e a certeza das contas feitas se-
jam, na prática, a melhor estimativa possível e permitam concretizar este que é um dos grandes anseios das IPSS: a revisão do custo padrão fixado para as suas respostas sociais”, afirmou.
A próxima reunião entre a secretaria regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e a Secretaria de Estado da Segurança Social está marcada para daqui a um mês e meio, mantendo-se, entretanto, em fase de negociação a criação de uma convenção coletiva de trabalho para o setor social na Região Autónoma da Madeira.
JM/MS

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!
Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

TORONTO AO SOL
As 15

Downtown Winery
Saboreie vinhos locais enquanto petisca pequenos pratos na esplanada desta garrafeira e bar de vinhos.

RendezViews
Uma enorme esplanada inspirada em piqueniques que está a finalizar a sua decoração temática do Mundial de Futebol. Além da comida e bebida, conta com campos de voleibol de praia e futebol de areia.

Bar Raval
Esta esplanada espanhola de pinchos destaca-se pela decoração simples, excelente exposição solar e uma vista privilegiada para a rua.

Rhino Bar & Grill
Um marco da cidade com um menu eclético, uma esplanada enorme e um grande foco em cerveja, com opções locais e mais de 300 garrafas.

Hemingway’s
Um pub de estilo neozelandês com um terraço icónico no topo, 24 cervejas de pressão e comida típica de pub. Servem a zona de Yorkville há 42 anos.

Amsterdam BrewHouse
Esta cervejaria na zona de Harbourfront, sobre a marginal, possui grandes esplanadas com vistas deslumbrantes para as Ilhas de Toronto.

Sonndr Cafe
Esta esplanada lateral minimalista refúgio elegante para desfrutar de especialidade.

ampla esplanada em
do comida de conforto e excelentes

Ao contrário do que acontece em Portugal, a época das esplanadas em Toronto é curta... muito, muito curta. A boa notícia é que os dias estão finalmente a ficar mais longos e quentes, o que significa que os chapéus de sol já saíram à rua para que todos os possam aproveitar.
da estação
As esplanadas não são todas iguais: algumas especializam-se no pequeno-almoço, onde pode tomar um café e comer algo rápido antes do trabalho, enquanto

minimalista e banhada pelo sol oferece um de um brunch sazonal e café de

à entrada do restaurante, servinexcelentes harmonizações com vinho.

nas traseiras da sua garrafeira! pequenos pratos de petiscos.
outras convidam a um almoço demorado com uma cerveja fresca. Há esplanadas à beira-água e opções sofisticadas em rooftops com piscina própria; algumas têm campos de voleibol e outras permitem até que leve a sua própria comida.
Escolhemos 15 das nossas favoritas — qual é o seu estilo?

Paradise Grapevine
Uma esplanada arborizada nas traseiras com vinho, sidra e cerveja para acompanhar petiscos e música ao vivo.

Paupers Pub
Um pub animado com um menu eclético e um terraço com vista... além de um piano bar no andar de cima para cantar em grupo!

O Bisha Hotel tem um terraço no 44.º andar, bem acima da cidade, equipado com uma piscina infinita e vistas diretas para a CN Tower.

Lucky Shrike
Uma esplanada nas traseiras que serve como um refúgio relaxante com música de DJ e cervejas locais. Não têm cozinha, mas pode levar a sua própria comida!

Cafe Diplomatico
Uma escolha clássica de gestão familiar para comida italiana e uma cerveja. Abrem cedo e fecham tarde, o que significa que também servem pequenos-almoços.

Bairrada Churrasqueira
É como jantar num quintal português — experimente um jarro de sangria a acompanhar o frango no churrasco.
DG. Fotos DM
PORTUGAL PORTUGAL

Contratação pública

Ministro da Presidência afasta relação com buscas que envolvem o cunhado
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reiterou à agência Lusa que não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação que envolve o seu cunhado, que foi na quinta-feira (14) alvo de buscas pela Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção.
Em resposta à Lusa, o gabinete de António Leitão Amaro sublinhou que "o ministro não teve também intervenção em procedimentos de contratação pública de helicópteros".
"O ministro da Presidência não tem qualquer envolvimento ou relação com a investigação criminal tornada pública e que envolve um seu familiar", referiu.
O gabinete acrescentou ainda que a investigação prossegue, considerando "inadmissível envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares".
A Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A notícia das buscas foi confirmada à Lusa por fonte ligada ao processo e as buscas decorreram na sua residência, no Restelo, em Lisboa, e em várias empresas.
Em comunicado, a PJ revela que a operação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Segundo a PJ, estão em investigação suspeitas da prática de crimes de burla qualificada, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.
As autoridades investigam "ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate a incêndios rurais", existindo suspeitas de que responsáveis de empresas concorrentes terão tido acesso a informação privilegiada e combinado previamente as propostas apresentadas aos concursos públicos, lesando os interesses financeiros do Estado.
A operação envolve o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em domicílios, sedes de empresas e escritórios de advogados no distrito de Lisboa.
Nas diligências participaram 63 inspetores da Polícia Judiciária, quatro juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Público, quatro elementos do Núcleo de Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral da República e quatro representantes da Ordem dos Advogados.
JN/MS
Reforma laboral

Carneiro sugere que é difícil acordo na lei laboral se Governo insistir "na desumanidade"
O líder do PS sugeriu que será difícil um acordo sobre legislação laboral se o Governo insistir em manter "a insensibilidade e desumanidade" da reforma, referindo que "desde a primeira hora" os socialistas foram contra esta proposta.
Na perspetiva do secretário-geral do PS, algumas das propostas que foram sendo apresentadas pelo Governo quebram barreiras que abrem "a selva às relações laborais".
Questionado se será difícil que os socialistas sejam parceiros do PSD e CDS-PP nesta reforma, Carneiro respondeu: "não é difícil" se o primeiro-ministro deixar "cair todos estes pilares fundamentais".
"Agora se o Governo insistir, se teimar, se for insensível, se continuar com esta insensibilidade, com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais... Veja, eu não estou a proteger-me a mim próprio, estou a proteger as pessoas, os meus semelhantes, que é o meu dever enquanto
Diplomacia ativa
secretário-geral de um partido cujos fundamentos são precisamente os trabalhadores", respondeu.
Apesar de acreditar que todos estão de boa-fé neste processo, o dirigente do PS considerou que os partidos que apoiam o Governo "estão errados nessa visão".
"Nós temos uma visão alternativa e vou apresentá-la, naturalmente, no debate político que vamos ter no parlamento com os nossos deputados e também no diálogo que terei com o primeiro-ministro", disse.
Carneiro referiu que vai "transmitir ao primeiro-ministro que a proposta que o Governo apresentou não responde às necessidades da economia do país".
O líder do PS reiterou que o seu partido nunca aceitará propostas em "que se procure retirar direitos, nomeadamente, às mulheres trabalhadoras e aos trabalhadores na sua compatibilização da vida profissional com a vida familiar".
JN/MS

O procurador-geral adjunto Jorge Rosário Teixeira, responsável pela investigação da Operação Marquês, negou, no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, qualquer responsabilidade na divulgação de elementos do processo em segredo de justiça para a comunicação social.
No arranque do julgamento da ação cível movida por José Sócrates contra o Estado, nomeadamente por violação dos prazos do inquérito e do segredo de justiça pelo Ministério Público, Jorge Rosário Teixeira foi confrontado pela defesa do antigo primeiro-ministro com vários episódios considerados indiciadores de fugas de informação, entre os quais a publicação de imagens e excertos de interrogatórios, bem como a presença
de jornalistas no aeroporto de Lisboa no momento da detenção de José Sócrates, em novembro de 2014.
O magistrado refutou qualquer responsabilidade na divulgação de informação: "Sou guardador de um segredo do qual não sou o único titular. O problema é esse", respondeu.
Rosário Teixeira explicou que, a partir do momento em que o processo deixou de estar exclusivamente sob a alçada do Ministério Público, passaram a ter acesso aos autos outros intervenientes, nomeadamente arguidos, advogados e testemunhas. Questionado pela defesa sobre as medidas adotadas para prevenir eventuais violações do segredo de justiça, Rosário Teixeira afirmou que o acesso ao processo foi limitado a um número restrito de pessoas, todas devidamente identificadas.
Seguro quer Portugal com "uma voz mais ativa"
na União
O presidente da República, António José Seguro, defendeu esta terça-feira que Portugal deve ter "uma voz mais ativa" na União Europeia porque tem muito para oferecer.
No encerramento de uma conferência comemorativa da adesão de Portugal às Comunidades Europeias na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, Seguro considerou que Portugal deve ter uma política europeia consistente e preservar o consenso interno sobre a pertença à União Europeia.
O país deve "centrar a diplomacia e a política externa num projeto ambicioso que permita ser uma voz cada vez mais relevante em Bruxelas [Bélgica]", frisou. Num momento em que a Europa precisa de diversificar parcerias e ampliar a sua rede de influência, Portugal não é uma periferia, é uma ponte, sustentou.
Europeia
"Somos a porta ibérica de entrada para uma relação mais profunda com o Brasil, com a África e com a América Latina", declarou.
O chefe de Estado assinalou que Portugal tem mais a oferecer à Europa do que aquilo que habitualmente reconhece a si próprio.
De certa forma, acrescentou, Portugal e a Europa confrontam-se com desafios semelhantes. "Ou a Europa escolhe ser o sujeito da história ou resigna-se a ser objeto da escolha dos outros. No que se refere a Portugal, estou certo de que escolheu ser sujeito e estou certo que essa continuará a ser a vontade da larga maioria dos portugueses", salientou.
O presidente da República alertou ainda que "a Europa que hesita é a Europa que perde e é a Europa que fica para trás".
JN/MS

O procurador acrescentou ainda que algumas das notícias publicadas sobre a Operação Marquês poderão ter resultado de trabalho autónomo dos jornalistas: "Algumas dessas notícias são trabalhos de investigação dos próprios jornalistas", declarou.
Segundo o magistrado do MP, em certos casos terá existido "apenas uma coexistência de procedimentos", sem que isso signifique necessariamente que tenha havido transmissão de informação a partir do Ministério Público.
No final da sessão desta manhã, a defesa de José Sócrates requereu a abertura de um incidente de contradita à testemunha, um procedimento destinado a questionar a sua credibilidade.
Para fundamentar o pedido, o advogado de Sócrates solicitou a junção aos autos de
um livro do jornalista António José Vilela sobre a Operação Marquês, defendendo que o seu conteúdo poderá ser relevante para avaliar a fiabilidade do depoimento prestado por Jorge Rosário Teixeira. Em alternativa, a defesa admitiu a possibilidade de requerer a audição do próprio jornalista como testemunha.
A ação prossegue no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, onde José Sócrates procura responsabilizar o Ministério Público pelos alegados prejuízos causados pela duração do inquérito e pelas alegadas sucessivas violações do segredo de justiça, com divulgação de informações que terão contribuído para prejudicar a sua imagem.
JN/MS
Procurador
Credito: JN
Crítica

Papa critica corrida ao armamento sob capa da Defesa
O Papa Leão XIV condenou o aumento de despesas militares em todo o mundo, particularmente na Europa ao longo do último ano, criticando que seja classificado como gastos em Defesa, por beneficiar elites "indiferentes ao bem comum".
"Não chamemos 'Defesa' ao rearmamento que aumenta as tensões e a insegurança, diminui os investimentos em educação e saúde, mina a confiança na diplomacia e enriquece elites indiferentes ao bem comum", disse o chefe da Igreja Católica, na Universidade La Sapienza, em Roma.
Diante de estudantes, professores e autoridades académicas e religiosas, o religioso norte-americano Robert Prevost lamentou que o mundo esteja "distorcido por guerras e pela retórica da guerra".
"O que está a acontecer na Ucrânia, em Gaza e nos territórios palestinianos, no Líbano e no Irão ilustra a evolução desumana da relação entre a guerra e as novas tecnologias, numa espiral de aniquilação", defendeu.
O Papa pediu "o acompanhamento do desenvolvimento e da aplicação da inteligência artificial nas esferas militar e ci-
vil, para que ela não absolva as decisões humanas de responsabilidade nem agrave a tragédia dos conflitos".
"O grito de 'basta de guerras!' dos meus antecessores, tão semelhante à rejeição da guerra consagrada na constituição italiana, impele-nos a forjar uma aliança espiritual com o sentido de justiça que reside nos corações dos jovens, cuja vocação não deve ser limitada por ideologias ou fronteiras nacionais", continuou.
Pediu aos estudantes e aos jovens em geral "que sejam arquitetos de uma paz verdadeira que desarme e trabalhe pela harmonia entre os povos e pela proteção da Terra".
O Papa expressou preocupação com o facto de que "muitos jovens não estão bem", hoje em dia, devido à "chantagem das expectativas e à pressão por resultados", lastimando "a mentira generalizada de um sistema distorcido que reduz as pessoas a números, exacerbando a competitividade e conduzindo a espirais de ansiedade".
"Esse mal-estar espiritual de muitos jovens lembra-nos de que não somos a soma do que temos, nem matéria aleatória num cosmos silencioso. Somos um desejo, não um algoritmo!", concluiu.
JN/MS

Convite diplomático

Trump convida Xi a visitar a Casa Branca em 24 de setembro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o homólogo chinês, Xi Jiping, a visitar a Casa Branca em 24 de setembro, após considerar "extremamente positivas e produtivas" as discussões entre ambos em Pequim.
"Tenho a honra de o convidar e à senhora Peng para nos visitarem na Casa Branca a 24 de setembro", disse Trump, ao dirigir-se a Xi e à sua mulher, Peng Liyuan, durante o discurso no banquete de Estado realizado em Pequim, no âmbito da visita oficial do líder norte-americano à China.
Na sua intervenção, Trump descreveu as conversações que manteve com Xi Jinping como "extremamente positivas e produtivas", no primeiro dia da cimeira bilateral. "Mais cedo hoje, tivemos conversas e reuniões extremamente positivas e produtivas com a delegação chinesa", disse.
O líder republicano descreveu a relação entre os Estados Unidos e a China como "uma das mais importantes da história" e definiu-a como "muito especial", brindando à "prosperidade" de ambos os países e a um futuro "promissor" para as relações bilaterais.
Trump também analisou diferentes episódios históricos para sublinhar os laços entre as duas nações e assegurou que a relação entre os dois povos foi construída sobre "250 anos de comércio e respeito mútuo".
O presidente norte-americano evocou referências históricas que vão desde a publicação de textos de Confúcio por Benjamin Franklin até à participação dos trabalhadores chineses na construção da ferrovia dos Estados Unidos ou ao apoio de Theodore Roosevelt à criação da Universidade Tsinghua, alma mater de Xi. "Americanos e chineses partilham muitas coisas em comum. Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e as conquistas. Amamos as nossas famílias e os nossos países", disse Trump. "Temos a oportunidade de construir sobre esses valores para criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz para as nossas crianças", acrescentou.
O jantar de gala teve lugar num dos salões do Grande Salão do Povo em Pequim e reuniu altos funcionários de ambos os países e empresários de algumas das principais empresas norte-americanas e chinesas.

Tensões regionais

Teerão acusou Emirados Árabes Unidos de
atuarem ativamente na guerra
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Teerão acusou, esta quinta-feira, os Emirados Árabes Unidos de participarem ativamente na guerra contra o Irão junto dos Estados Unidos e de Israel.
Ochefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, disse na cimeira dos BRICS na Índia que os Emirados Árabes Unidos são um parceiro "ativo na agressão" contra o Irão.
"Agora é claro que participaram nos ataques, talvez até atuando diretamente contra nós (Irão)", acrescentou o ministro na cimeira da organização internacional.
O organismo (BRIC) é atualmente constituído pelo Brasil, República Popular da China, Egito, Etiópia, Indonésia, Irão, Rússia, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.
Abbas Araghchi referiu-se ainda ao encontro, descrito por Israel como secreto, entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
As autoridades de Abu Dhabi negaram o encontro.
As relações entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos agravaram-se desde 28 de
fevereiro, com o início dos ataques israelitas e norte-americanos, que desencadearam uma resposta iraniana contra Israel e os países do Golfo, aliados dos Estados Unidos. Embora o cessar-fogo esteja em vigor desde 8 de abril, a televisão estatal iraniana continuou a transmitir comentários de analistas que acusaram os Emirados Árabes Unidos de envolvimento em ataques contra o Irão durante o conflito.
No início de maio, os Emirados Árabes Unidos culparam Teerão de um ataque com um drone contra uma instalação de energia em Fujairah.
O Irão negou envolvimento no ataque e tem acusado repetidamente os países do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas realizem operações a partir dos respetivos territórios.
Os Emirados Árabes Unidos são um dos principais aliados dos Estados Unidos na região e estão entre os poucos países árabes que normalizaram as relações com Israel, após a assinatura dos Acordos de Abraão em 2020.
O conflito está a provocar constrangimentos à navegação no Estreito de Ormuz com reflexos económicos a nível global. JN/MS

Marco Rubio defende mudança dos dirigentes cubanos
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu a mudança dos dirigentes cubanos, após a diplomacia dos Estados Unidos da América ter renovado uma oferta de ajuda de cem milhões de dólares.
Oarquipélago de Cuba, localizado a 150 quilómetros da costa da Florida, enfrenta uma grave crise económica, agravada pela escassez de energia, que deixou novamente 65% do país às escuras na terça-feira.
Os líderes cubanos culpam as sanções americanas, mas Rubio, de ascendência cubana e crítico do regime comunista cubano, considera que o verdadeiro problema reside no próprio sistema político do país caribenho.
"É uma economia arruinada e disfuncional e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia dos EUA, que acompanha o presidente norte-americano, Donald Trump, na visita à China.
Para Rubio é impossível "mudar a trajetória de Cuba enquanto aquelas pessoas estiverem no poder."
Na semana passada, após uma visita ao Vaticano, o secretário de Estado norte-americano tinha afirmado que Cuba recusou a oferta de ajuda dos EUA, declaração negada por fontes diplomáticas de Havana.
Cuba acusou os EUA de serem responsáveis pela situação da rede elétrica da ilha. As trocas de argumentos intensificaram-se nas últimas semanas entre os dois países, embora estejam em curso negociações e tenha havido uma reunião diplomática de alto nível em 10 de abril.
No final de janeiro, Trump assinou um decreto classificando Cuba como "ameaça extraordinária" aos EUA e ameaçou com represálias qualquer país que desejasse fornecer ou vender petróleo a Havana. JN/MS
Mudança política
Credito:
JN
O sabor que ela nos ensinou a amar







Quem decidiu chegou. Quem hesitou perdeu o controlo.

O Porto confirmou o óbvio, o Sporting assumiu-se e o Benfica ficou dependente quando já não podia
Há alturas numa época em que o futebol deixa de tolerar ambiguidades. Nem teorias, nem processos, nem explicações demoradas. A 33.ª jornada chegou precisamente aí, ao ponto em que cada jogo já não acrescenta novidade: limita-se a revelar, sem filtros, aquilo que cada equipa foi durante meses.
O FC Porto já é campeão, e a derrota nesta jornada pouco altera essa leitura. Aliás, reforça-a. Quando o objetivo desaparece, o jogo muda de natureza e expõe a relação real das equipas com a competição. O Porto jogou sem urgência, sem ansiedade, praticamente sem necessidade, e isso acaba por dizer mais sobre o título do que muitas vitórias apertadas ao longo da época. Não foi uma equipa perfeita, mas foi a única que percebeu sempre o essencial: competir com clareza. Enquanto os outros alternavam entre boas fases e inexplicáveis ausências, o Porto nunca se perdeu em versões de si próprio. Foi esse detalhe que decidiu o campeonato, mesmo que ninguém o tenha assumido a tempo. Atrás, a história é diferente, e bastante menos confortável. O Benfica empatou, e esse resultado, por si só, poderia ser explicado como mais uma dificuldade de fim de época num terreno exigente. O problema é que já não é apenas um resultado isola-
do, mas sim uma repetição. A equipa entra bem, controla momentos do jogo, cria o suficiente para decidir, mas continua a mostrar dificuldade em fechar quando o jogo exige decisão. E nesta altura, fechar jogos não é um detalhe técnico: é uma questão de autoridade.
O impacto é direto: o Benfica deixou de depender apenas de si para garantir o segundo lugar. Mas o impacto real vai além da classificação. Há uma sensação persistente de que a equipa nunca conseguiu estabilizar completamente a sua identidade competitiva. Há qualidade suficiente, há momentos de superioridade clara, mas falta consistência emocional quando o jogo fica apertado.
Depois, como tantas vezes acontece no futebol português, o jogo não termina no apito final. Voltam os lances discutidos, os critérios inconsistentes, a arbitragem em foco. E, mais uma vez, instalase aquela dúvida habitual: até que ponto o erro foi determinante e até que ponto o contexto o tornou determinante. Porque a verdade é esta: equipas que controlam verdadeiramente o seu jogo raramente ficam dependentes de decisões marginais. Equipas que deixam tudo em aberto acabam inevitavelmente a viver à mercê delas.
E talvez seja aqui que o momento atual do Benfica se torne ainda mais delicado. A polémica em torno de uma eventual saída de José Mourinho para o Real Madrid não explica resultados, mas também não é irrelevante. O ruído instala-se, as perguntas multiplicam-se e a concentração fragmenta-se. Em equipas seguras, isso não altera o essencial. Em equipas que já vivem entre dúvidas, pode ser apenas mais um fator de instabilidade.

Do outro lado da Segunda Circular, o Sporting fez algo que lhe faltou demasiado tempo esta época: reagiu quando era obrigatório. O jogo não começou bem, houve sinais de mais um desses tropeços difíceis de justificar, mas a equipa não se perdeu nesse momento. Corrigiu, acelerou e acabou por resolver. Não foi a melhor exibição da época, mas foi talvez a mais reveladora, porque mostrou uma capacidade de resposta que durante largos períodos simplesmente não existiu.
Com este resultado, o Sporting passou a depender apenas de si próprio para garantir o segundo lugar, e consequente acesso às pré-eliminatórias da Champions League. Mais do que a posição, o que muda é o controlo. Durante semanas, os leões viveram entre a possibilidade e a frustração. Agora têm uma linha direta até ao objetivo. E isso levanta inevitavelmente uma pergunta: porque demoraram tanto tempo a chegar aqui?
A classificação resume tudo com uma clareza quase desconfortável. O Porto isolado, campeão sem discussão. O Sporting agora no controlo do segundo lugar. O Benfica próximo, mas dependente. Não é apenas uma diferença pontual: é uma diferença de posição emocional e competitiva.
O SC Braga, por seu lado, volta a encaixar no mesmo registo. Faz o suficiente para não cair, mas raramente faz o necessário para subir. A estabilidade existe, o quarto lugar está seguro, mas a época continua marcada por uma ausência evidente de afirmação real nos momentos decisivos. É uma equipa segura, mas previsível. E no futebol, esse tipo de segurança acaba muitas vezes por ser limitadora.
Mais abaixo, o campeonato ganha outra lógica, mais direta e mais honesta. O Santa Clara, já com a manutenção assegurada, é um exemplo claro disso. Não brilhou, não dominou, não construiu uma narrativa épica. Limitou-se a resolver o que precisava resolver. Num campeonato onde tantas equipas passaram semanas a adiar decisões, os açorianos chegaram ao fim com aquilo que realmente conta: o objetivo cumprido. E isso diz muito.
Há um contraste difícil de ignorar entre as diferentes zonas da tabela. Enquanto em cima se discutem identidades, filosofias e leituras, cá em baixo resolve-se o essencial com pragmatismo puro. Pontos ganhos, riscos calculados, margem reduzida. Não há espaço para hesitar, apenas para reagir.
E é esse, talvez, o retrato mais fiel desta jornada. Um campeão que nunca complicou, candidatos que complicaram mais do que deviam e equipas que sobreviveram porque perceberam a tempo o que estava verdadeiramente em causa.
A jornada 33 não trouxe revelações. Trouxe confirmação. O Porto fez o caminho sem se desviar. O Sporting chegou finalmente ao controlo. O Benfica continua à procura de estabilidade no momento mais exigente. E o resto da Liga segue o seu curso, entre quem luta para subir e quem apenas tenta não cair.
No fim, o futebol tem pouca margem para ilusões. Não ganha quem mais promete, nem quem mais entusiasma durante fases da época. Ganha quem percebe a tempo o que o campeonato exige, e não perde tempo a tentar ser outra coisa. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.
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Paulo Freitas Opinião
LIGA PORTUGAL
Inspiração avense engasga um campeão relaxado
AVS Futebol SAD 3
FC Porto 1
Último classificado da Liga derrota dragões ainda na ressaca dos festejos do título. Dois golos do médio Roni lançaram o lanterna-vermelha para triunfo surpreendente.
Aprimeira semana de festa pela conquista do 31.º título terminou em derrota para o F. C. Porto no terreno do último classificado. O AVS confirmou a melhoria das últimas semanas, que de nada lhe serve, pois a despromoção há muito está selada, e conseguiu uma vitória com todo o mérito, que teve no médio Roni o grande protagonista. Inspirado, o brasileiro marcou dois golos e abriu as portas da surpresa. Sem Bednarek, ainda a restabelecer-se do enorme susto vivido na sexta-feira devido a um assalto em casa, Francesco Farioli devolveu Prpic ao onze portista (o central croata não jogava desde dezembro) e fez mais sete alterações em relação à partida com o Alverca, e depressa se percebeu que
a tarde não seria de acerto azul e branco. Aos 23 minutos, os anfitriões chegaram ao golo, no primeiro remate certeiro de Roni após um canto mal desfeito por Cláudio Ramos, também ele a caminho de uma exibição periclitante, como se comprovaria mais à frente. Fofana esteve perto do empate na única jogada de verdadeiro perigo dos portistas até ao intervalo, mas o remate do costa-marfinense encontrou o corpo de Devenish, que festejou o corte como se tivesse acabado de ganhar a Liga dos Campeões. No segundo tempo, os dragões não demoraram a chegar ao 1-1, num desvio em cima da linha de Deniz Gul, após lance bem desenhado por Prpic e Borja Saiz, e quando se esperava que os campeões partissem para o esperado triunfo, eis que Roni assinou o momento do jogo: do meio da rua, o médio do AVS saiu-se com um tiro sensacional, que tornou inútil a tentativa de defesa do guarda-redes portista.
O F. C. Porto acusou bastante o segundo golo e nem as substituições de Farioli, que estreou o jovem Tiago Silva, juntamente com Pietuszewski, já depois de Froholdt e William Gomes também terem entrado, trouxeram inspiração para o relvado.
Leão crava as garras nos milhões europeus
Equipa de Rui Borges aproveita erros vila-condenses e fica à frente na corrida pela Champions 2026/27.
Foi com os pés em Vila do Conde e os ouvidos no Estádio da Luz que os adeptos do Sporting festejaram o regresso ao segundo lugar do campeonato. A equipa de Rui Borges aproveitou os tiros nos pés dados pelo Rio Ave para selar um triunfo claro que, aliado ao empate em casa do Benfica com o Braga, deixa os leões a uma vitória de garantir a presença na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões 2026/27.
Os números até podem indicar uma noite tranquila dos verdes e brancos, mas a história do encontro não foi tão simples. O Rio Ave conseguiu bloquear a criatividade dos avançados de Rui Borges e, aos 13 minutos, já vencia. Luís Guilherme, uma das novidades no onze leonino, perdeu a bola de forma infantil e Tamble serviu Bezerra para o 1-0. Já depois de ter reclamado, sem razão, duas grandes penalidades, Luis Suárez isolou-se pouco depois da meia hora e caiu na área após o duelo com Petrasso. O árbitro marcou penálti e o colombiano não perdeu a oportunidade para o empate, que seria desfeito ainda antes do intervalo num lance caricato. Gustavo Mancha perdeu o norte no atraso para o guarda-redes e assinou um autogolo.
Luz entra em depressão com a Champions a fugir
S.L. Benfica 2
Empate entre águias e bracarenses deixa segundo lugar na mão do Sporting. Equipa de Mourinho esteve a ganhar, permitiu a reviravolta minhota e só salvou um ponto.
Obrigado a vencer para segurar o segundo lugar e o consequente acesso à Champions, o Benfica voltou a falhar. Num jogo de bom nível, a equipa lisboeta não conseguiu bater o Braga e o empate deixou um sabor amargo na Luz, cujas bancadas não esconderam o descontentamento após o apito final, até em relação a Rui Costa. A equipa de José Mourinho esteve por cima no jogo, teve várias ocasiões, mas, como tantas vezes aconteceu esta época, pagou caro a ineficácia. Na outra área, os bracarenses aproveitaram quase tudo o que criaram e, por incrível que possa parecer, estiveram mesmo mais perto da vitória.
Sem os castigados Otamendi e Richard Ríos, Mourinho devolveu Tomás Araújo e Rafa à titularidade, e o Benfica entrou mais forte no jogo, mas os remates perigosos que teve na primeira parte foram todos bem defendidos por Hornicek. No Braga, as ausências de Ricardo Horta e Zalazar (começou no banco), tiraram poder ofensivo à equipa, que teve menos bola do que o habitual, sem deixar de segurar o nulo até ao intervalo.
A abrir a segunda parte, Rafa deu vantagem às águias, mas a Luz quase não teve tempo para celebrar, pois no lance seguinte os visitantes voltaram a igualar, num cabeceamento certeiro de Pau Víctor. O Benfica sentiu o golo sofrido e demorou a recompor-se. A entrada de Pavlidis deu nova alma à equipa da casa e o grego chegou a festejar o 2-1, mas a bola passada pelo incansável Schjelderup já estava fora no momento do cruzamento. Com os minutos a passar e sem notícias agradáveis de Vila do Conde, onde o Sporting já vencia confortavelmente o Rio Ave, a perspetiva de mais um dissabor ganhou forma na Luz. Mourinho só fez mais uma substituição, lançando Lukebakio para o lu-

Para os avenses, a cereja no topo do bolo surgiu já perto do fim, quando Aderllan Santos aproveitou uma saída disparatada de Cláudio Ramos e carimbou a segunda derrota da época para os dragões no campeonato. Esfumavam-se as hipóteses de os
portistas igualarem o recorde de pontos na prova, que estabeleceram há quatro anos, num final de jogo que ainda trouxe a expulsão de Prpic, no meio do dilúvio que se abateu sobre a Vila das Aves.

O cenário ficou ainda pior para os vila-condenses no início da segunda parte, quando Petrasso viu o segundo amarelo por falta clara sobre Suárez e, a jogar contra 10, o Sporting passou, finalmente, a dominar os acontecimentos. A qualidade individual de Trincão abriu caminho para o 3-1 e, já depois do segundo vermelho da partida - a Ryan Guilherme -, os vila-condenses nada puderam fazer para evitar que Quenda selasse uma vitória leonina que pode valer muitos milhões.
JN/MS

gar de Barreiro, e os sucessivos ataques das águias não trouxeram o golo redentor. Numa noite de muita chuva, o balde de água gelada na Luz foi servido aos 88 minutos, quando um remate em arco sensacional do médio Gorby colocou o Braga na frente. O acesso à Champions passou de imediato a miragem para o Benfica, que, ainda assim, não deixou de lutar e ainda conseguiu evitar a derrota nos descontos, num penálti de Vítor Carvalho sobre Schjelderup que
João Pinheiro só viu depois de avisado pelo VAR. Pavlidis converteu e fez o 2-2, mas as águias já não foram a tempo de tentar o golpe de teatro. Em duas jornadas, a equipa de Mourinho deixou fugir quatro pontos e o segundo lugar volta a estar na mão do Sporting. Para disputar a Champions na próxima época, talvez o "Special One" tenha mesmo de ir para Madrid. JN/MS
JN/MS
Trincão remata de pé esquerdo para o terceiro golo da equipa sportinguista. (Miguel Pereira)
Pavlidis marcou o golo do empate. (Miguel A. Lopes / Lusa)
LIGA PORTUGAL -
34 ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
16/05
Moreirense 15:30 AFS
FC Porto 15:30 Santa Clara
Nacional 18:00 Vitória SC
Casa Pia AC 18:00 Rio Ave
FC Arouca 18:00 CD Tondela
SC Braga 18:00 Est. Amadora
FC Famalicão 20:30 FC Alverca
Sporting 20:30 Gil Vicente
Estoril Praia 20:30 Benfica
II LIGA -

Presidente da República felicita Sporting e F. C. Porto pelos títulos europeus
JORNADA
Paços Ferreira
Benfica B 0-2 Académico
FC Vizela 1-0
Leiria Lourosa 1-2 Torreense
34 ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
15/05
FC Porto B 18:00 Benfica B
Marítimo 19:00 GD Chaves
Leixões 20:00 Lourosa 16/05
Académico 11:00 Sporting B
Torreense 11:00 FC Vizela 17/05
UD Oliveirense 11:00 FC Felgueiras
UD Leiria 15:30 Feirense
Paços Ferreira 20:30 FC Penafiel
Portimonense 20:30 Farense
O presidente da República, António José Seguro, felicitou este domingo o Sporting, pelo título europeu de futsal, alcançado em Itália, e o F. C. Porto, pelo título europeu de hóquei em patins, conquistado em Coimbra
"O presidente António José Seguro congratula os dois clubes, os seus atletas e equipas técnicas pelas prestações de altíssimo nível e que engrandecem estas duas modalidades muito queridas dos portugueses. O Sporting alcançou o seu terceiro título na UEFA Futsal Champions League, enquanto o FC Porto triunfou pela quarta vez na WSE Champions League de hóquei em patins, em Coimbra", pode ler-se na nota publicada no sítio da Presidência da República.
António José Seguro realçou ainda "o fim de semana de excelentes resultados internacionais e organizativos do desporto nacional", assinalando ainda a prestação da canoagem nacional na etapa da Taça do Mundo em Szeged, na Hungria, com a obtenção das duas medalhas de ouro por Fernando Pimento (K1 1.000 metros e K1 5.000), o ouro de Pedro Casinha (K1 200) e o bronze pela dupla João Ribeiro e Messias Baptista (K2 500m).
O presidente da República estendeu os parabéns à organização das fases finais da Liga dos Campeões, feminina e masculina, de hóquei em patins e à organização do Rali de Portugal, "competições que projetam a imagem do país".
JN/MS

António José Seguro, presidente da República. (António Pedro Santos/Lusa)

Ana Capeta deixa Sporting e assina em definitivo pela Juventus até 2028
A futebolista internacional portuguesa Ana Capeta assinou contrato com a Juventus até 30 de junho de 2028, anunciou o emblema italiano, que já contava com a avançada por empréstimo do Sporting desde fevereiro.
"O negócio de Ana Capeta é permanente. Ana Capeta veio para ficar!
O clube exerceu a opção de transformar a permanência da jogadora emprestada na equipa principal da Juventus numa contratação definitiva", avançou a Juventus, na sua página na Internet.
A internacional lusa de 28 anos, que pertencia aos quadros do Sporting, as-
sinou por dois anos com a formação de Turim.
"Ana chegou em fevereiro com um contrato de empréstimo inicial e mostrou seu talento sem perder tempo. Desde o começo, ela demonstrou instinto para marcar golos e flexibilidade tática. Os seus números também falam por si: marcou seis golos em 12 jogos até agora, tornando-se um verdadeiro ponto focal da linha de frente das 'bianconeri' em apenas alguns meses. Parabéns, Ana!", salientou a Juventus.
JN/MS
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Liverpool vai criar memorial permanente para recordar Diogo Jota
O Liverpool vai criar um memorial permanente para recordar o português Diogo Jota e o irmão André Silva, que morreram há quase um ano num acidente de viação, anunciou a o clube da Liga inglesa de futebol.
Em comunicado, os "reds" dizem que a estátua vai chamar-se "Forever 20" (para sempre 20), em alusão ao número da camisola que era utilizado pelo internacional português no clube. "No centro, vai estar um coração, em reconhecimento da icónica celebração de Diogo, sendo que visto de diferentes ângulos também revela os números 20 e 30, que adornavam a parte de trás das camisolas dos irmãos", lê-se no comunicado do Liverpool, que já retirou a camisola 20.
A escultura vai ser colocada na 97 Avenue, onde está o atual memorial aos dois fu-
tebolistas portugueses, e vai ter igualmente a letra da música dedicada a Diogo Jota, que continua a ser entoada pelos adeptos do Liverpool aos 20 minutos de cada encontro.
Em 03 de julho, o avançado luso, de 28 anos e que jogava ao serviço dos ingleses do Liverpool, e o irmão André Silva, de 25, que atuava no Penafiel, morreram num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha.
Desde o falecimento de Jota, os "reds" têm arrecadado dinheiro através da sua fundação que é destinado a criar programas de futebol de formação em nome do jogador português e do seu irmão.
Jota realizou 182 encontros e marcou 65 golos no Liverpool, tendo conquistado um campeonato, uma Taça de Inglaterra e uma Taça da Liga inglesa.

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VOLEIBOL
F. C. Porto sagra-se campeão feminino de voleibol
pela segunda vez
O F. C. Porto sagrou-se este domingo campeão português feminino de voleibol pela segunda vez, depois de vencer em casa do Sporting de Braga, por 3-0, no quarto encontro da final.
Depois de ter vencido os dois encontros em casa e ter sido derrotado na primeira visita a Braga, a equipa azul e branca garantiu o segundo
GOALBALL
título em três anos, com um triunfo pelos parciais de 25-20, 27-25 e 25-22.
O F. C. Porto somou o seu segundo título em nome próprio, depois de ter vencido outros três na parceria com a Academia José Moreira, com o Leixões a ser o clube mais vezes campeão, com 18 troféus, mais 10 do que o Benfica.
JN/MS

Jogador do Sporting agarra árbitro pelo pescoço em jogo de goalball
Encontro da segunda divisão nacional marcado por confronto físico
Apartida entre o Sporting B e a Associação Jorge Pina, a contar para a 2.ª divisão nacional de goalball (desporto adaptado a atletas com deficiência visual), ficou marcado por uma agressão de um jogador verde e branco a um árbitro do encontro, agarrando mesmo o juiz pelo pescoço, antes de ambos serem separados
GOALBALL
A situação decorreu como protesto a uma decisão arbitral. Após o Sporting B marcar um golo, um dos atletas no banco de suplentes celebrou já depois de ter sido dada a ordem para o recomeço do encontro. Sendo o goalball um desporto no qual os jogadores utilizam vendas nos olhos e só podem identificar a localização da bola através dos guizos dentro dela, de modo a impedirem os golos do adversário, o jogo decorre sob silêncio absoluto, o que torna esta ação punível com um penálti.
Goalball: O Goalball é um jogo de pavilhão de três contra três, desenvolvido para jogadores com de ciência visual. É uma modalidade paralímpica.
Como a infração foi cometida por um jogador que não estava no terreno de jogo, a Associação Jorge Pina pôde escolher que atleta ia defender o penálti. E foi esse atleta em questão que, após ser escolhido, protestou de forma veemente com a situação, dirigindo-se para o árbitro de forma intimidatória, que, em resposta, o expulsou. Já quando o jogador ia a sair de campo é que acabou por agarrar um árbitro pelo pescoço, provocando uma situação de rara agres -
são no goalball, mas que rapidamente foi serenada.
Mais tarde, a organização perguntou à equipa do Sporting B se esta estaria em condições de recomeçar o encontro, ao que os verde e brancos responderam de forma positiva, tendo, inclusive acabado por ganhar a partida. A restante equipa do Sporting pediu imediatamente desculpas à equipa de arbitragem pelo sucedido, lamentando a atitude do atleta.
JOGAR O JOGO
O que precisas
• Recinto interior adequado. As dimensões do campo são 18 metros x 9 metros (ex: campo de voleibol).
• Bola de Goalball (bola com guizos internos) ou uma bola sonora improvisada.
• Fita adesiva e cordel.
O que fazer
• O objetivo do jogo é marcar um golo, lançando a bola rasteira ao longo do chão para que esta cruze a linha de golo da equipa adversária.
• Existem três características que distinguem o goalball dos jogos praticados por pessoas com visão:
→ A bola contém guizos internos que ajudam os jogadores a localizá-la durante o jogo;
ÁREA DE EQUIPA.
DE MEIO-CAMPO.

→ O goalball é jogado numa área com marcações táteis para ajudar os jogadores a determinarem a sua posição no campo;
→ Todos os jogadores utilizam vendas (óculos opacos), o que permite que todos joguem em condições de igualdade.
Regras
• Quando a bola é lançada, deve tocar no chão antes de passar a Linha de High Ball. Isto serve para garantir que a bola rola, dando à equipa defensora a oportunidade de a ouvir chegar.
• Assim que uma bola é defendida, deve ser lançada novamente no prazo de 10 segundos.
• Nenhum jogador pode efetuar mais de 2 lançamentos consecutivos.
• Se a bola for lançada diretamente para fora pelas linhas laterais (FORA), a equipa defensora ganha a posse. Se a equipa defensora desviar a bola para fora das linhas laterais (BLOQUEADA PARA FORA), a posse de bola regressa à equipa que a lançou.
• O primeiro contacto da equipa defensora com a bola deve ser dentro da sua área de equipa (ver ilustração).
Equipamento
Utiliza alternativas se não houver uma bola de goalball disponível. Por exemplo, embrulha uma bola de basquetebol num saco de plástico.
• As vendas, ou alternativas, devem bloquear toda a visão. Em competição, são rigorosamente veri cadas, mas para o treino podem ser usadas vendas improvisadas.
• As linhas no campo e as marcas de orientação dos jogadores devem ser táteis para permitir que os jogadores as sintam com os dedos ou pés. Na prática, apenas as linhas de orientação e as que de nem a área de equipa precisam de ser táteis — as restantes são visuais para o árbitro ou professor.
Ambiente
• Garante que existe distância su ciente entre as equipas, especialmente se for utilizada uma bola o cial. Estas são bastante pesadas (1,25 kg).
Segurança (Safety)
• Em superfícies duras, os jogadores devem usar cotoveleiras, joelheiras e proteção de anca.
A Bola/MS
LINHA
BOLA COM GUIZOS.
LINHA DE FRENTE / LINHA DE ORIENTAÇÃO.
LINHA DE "HIGH BALL" (LINHA DE LANÇAMENTO ALTO). A BOLA DEVE TOCAR NO CHÃO ANTES DESTA LINHA.
ÁREA DE EQUIPA.
José Dinis Rogeira brilha no Europeu de Bajas
Jovem piloto venceu a categoria Challenger na primeira ronda da Taça Europeia de Bajas, disputada em Cuena, em Espanha, e terminou no pódio da geral, numa prova marcada por bons resultados de outros pilotos portugueses em várias categorias.
José Dinis Rogeira esteve em grande destaque na Baja TT Cuenca, em Espanha, ao conquistar a vitória na categoria Challenger da FIA European Baja Cup, ao lado do navegador Nelson Ramos. A jovem dupla portuguesa terminou ainda num brilhante terceiro lugar da classificação geral, assegurando o máximo de pontos entre os pilotos inscritos no campeonato europeu, numa prova marcada pela chuva intensa,

muita lama e terrenos extremamente escorregadios.
Com apenas 19 anos, Rogeira confirmou o seu enorme potencial ao superar condições muito difíceis ao longo dos dois dias de competição. No final, o piloto português não escondeu a satisfação pelo resultado alcançado. "Estou muito feliz com este resultado. Quero dedicar esta vitória à minha família, especialmente ao meu pai, que me apoia sempre e está aqui a correr comigo", afirmou. O jovem destacou ainda a dificuldade da prova espanhola, onde a consistência acabou por ser decisiva para o sucesso da equipa.
A presença portuguesa acabou, aliás, por marcar de forma clara esta ronda inaugural da FIA European Baja Cup. Além do triunfo de José Dinis Rogeira nos Challenger, Paulo Rodrigues e Fausto Mota terminaram em quarto da geral e venceram entre os SSV, enquanto Rúben Rodrigues e Tiago Magalhães completaram o pódio da categoria. Também Filipe Lopes e Gonçalo Reis estiveram em bom plano, fechando a prova na sexta posição absoluta.
Outro destaque foi José Rogeira, pai de Dinis, que juntamente com Paulo Marques, levou a Ford Ranger da 767/PRK Sport Rally Team ao 12.º lugar da geral e ao segundo posto entre os inscritos na categoria Ultimate. Já Fernando Barreiros e José Sá Pires triunfaram na categoria Stock, somando igualmente pontos importantes para Portugal.
A vitória absoluta da Baja TT Cuenca pertenceu aos espanhóis Luis Recuenco e Daniel Cámara, em Toyota Hilux, mas entre os inscritos para a Taça Europeia o domínio português acabou por ser evidente. A competição prossegue em junho, com a Baja Greece, próxima etapa do campeonato europeu..
JN/MS

Thierry Neuville vence Rali de Portugal pela segunda vez
O piloto belga Thierry Neuville (Hyundai i20) venceu a 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda da temporada, repetindo o feito conseguido pela primeira vez em 2018.
Ocampeão mundial de 2024 herdou o comando à entrada para a última especial, após um furo do francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris),
garantindo o triunfo com 16,3 segundos de vantagem sobre o sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) e 29,1 sobre o britânico Elfyn Evans (Hyundai i20). Com estes resultados, Evans reforçou a liderança do campeonato, com 123 pontos contra os 111 do segundo classificado, o japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris).
JN/MS
Creditos:
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Mais um ouro para Fernando Pimenta!
Portugal encerra participação na Taça do Mundo de canoagem com um total de quatro medalhas
Fernando Pimenta voltou a brilhar na Taça do Mundo de canoagem de velocidade em Szeged, na Hungria, ao conquistar a segunda medalha de ouro na competição, desta vez na prova de K1 5.000 metros. Com este triunfo, Portugal encerra a participação com um total de quatro medalhas.

O canoísta limiano, que já no dia anterior tinha subido ao lugar mais alto do pódio no K1 1.000 metros, confirmou o domínio na distância mais longa. Pimenta completou a prova em 21.55,97 minutos, superando o dinamarquês Mads Brandt Pedersen por 1,48 segundos. O sul-africano Hamish Lovemore garantiu o bronze, terminando 16,04 segundos depois do português. Na mesma corrida, o compatriota Bruno Brasileiro não conseguiu concluir a prova.
Ainda durante a manhã, a dupla composta por João Ribeiro e Messias Baptista, atuais vice-campeões mundiais, conquistou a medalha de bronze na distância olímpica de K2 500 metros. Os portugueses registaram o tempo de 1.27,54 minutos, ficando atrás dos campeões olímpicos de Paris2024, os alemães Jacob Schopf e Max Lemke (1.27,12), e da dupla húngara Levente Kurucz e Bence Fodor (1.27,16).
No que toca aos restantes atletas lusos em competição, Iago Bebiano e Bruno Brasileiro alcançaram o sexto lugar na final B de K2 500 metros. Na mesma distância, mas em femininos, Clara Duarte e Teresa Portela foram quintas na final B. Já André Moreira terminou na sexta posição da final C de K1 500 metros. O balanço final da comitiva portuguesa na Taça do Mundo de Szeged é positivo, com a conquista de quatro medalhas: três de ouro, duas por Fernando Pimenta e uma por Pedro Casinha (K1 200 metros), e uma de bronze, pela dupla João Ribeiro e Messias Baptista. A Bola/MS

HÓQUEI EM PATINS
Benfica derrotado
na final da Liga dos Campeões feminina
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica não conseguiu conquistar a Liga dos Campeões, ao perder por 4-1 frente às espanholas do Esneca Fraga na final disputada em Coimbra.
Aformação espanhola, que ergueu o troféu da competição pela segunda vez no historial, começou a construir a vitória cedo. Aos três minutos, Adriana Soto inaugurou o marcador, num remate que contou com um desvio infeliz de Maria Sofia Silva. A mesma jogadora viria a bisar aos 19 minutos, com um potente disparo de longa distância, dilatando a vantagem para 2-0.
Apesar de ter criado inúmeras oportunidades de golo, o Benfica esbarrou numa exibição de grande nível da guarda-redes adversária, Anna Ferrer.
Na segunda parte, as águias entraram com grande intensidade, encostando o Esneca
Fraga à defensiva, mas o golo benfiquista só surgiu aos 37 minutos, por intermédio de Sara Roces. O golo surgiu num momento em que as espanholas jogavam com menos uma unidade, devido a um cartão azul mostrado a Anna Ferrer.
A guarda-redes espanhola foi penalizada por atingir Aimée Blackman após defender uma grande penalidade. Na sequência, Raquel Santos desperdiçou novo castigo máximo, defendido pela recém-entrada Leyre López.
Demonstrando uma eficácia notável, o Esneca Fraga sentenciou a partida na reta final. Carla Fontdegloria fez o 3-1 aos 42 minutos e, pouco depois, aos 45, María Sanjurjo fixou o resultado final em 4-1.
Pelo meio, aos 46 minutos, a equipa de Aragão ainda desperdiçou um livre direto, assinalado por o Benfica ter atingido a décima falta.
A Bola/MS

Creditos: DR
Creditos: DR
Chayka era begins with Berube firing

Just over a week into the Toronto Maple Leaf’s new administation and a new era led by John Chayka and Mats Sundin followed suit with move many felt was expected: the firing of head coach Craig Berube. While Berube is a former cup winner and was liked by everyone within the organization, his dismissal marked a necessary move for a franchise that had didn’t deliver upon the high level of talent it touts. Chayka went on to say "We're going have a very wide and deep search, people across varying backgrounds and experiences, and through that we'll pick the right leader."
BASEBALL
Here is why this this clean slate was the only way forward:
1. Establishing Chayka’s Authority
If John Chayka is to be taken seriously as the architect of the Leafs' future, he needed to choose his own coach. Entering a third season with Berube—after a staggering 30-point drop in the standings—would have suggested the coach had lost the room. For the "analytical" Chayka, keeping a coach whose metrics were bottom-tier would have signaled that he was either protecting his own job or deferring to those above him. Moving
on validates Chayka’s authority and ensures the next coach’s philosophy aligns with the front office's data-driven vision.
2. Reigniting a Waning Fanbase Fan engagement had hit a new disinterested low. After a season defined by missed adjustments and confusing roster deployment, the "groundswell" of opposition to Berube was palpable. To bring back a coach that the market had already mentally moved on from would have signaled a lack of competitive urgency. Letting go of Berube avoids another season of spinning their tires in the mud and
shows the fanbase and potential freeagents that they are serious about moving forward in the right direction.
3. Fixing Systems and Motivation
Berube was hired to bring "grit" and accountability, yet the results were the opposite. Skilled players like William Nylander seemed to win early power struggles, while young talents like Easton Cowan were scratched in favor of veterans like Max Domi, despite poor defensive metrics. Ultimately, Berube failed to deliver on both fronts: the team lacked a modern tactical system (his "dump and chase" style stifled Auston Matthews) and the locker room lacked the very accountability he was brought in to instill.
4. Protecting the Matthews Era
To keep Auston Matthews committed long-term, the team must prove they aren't merely "lambs to the slaughter." Matthews' production dipped significantly under Berube’s rigid defensive deployment. A new coach offers the chance to move away from "glass-and-out" hockey and toward a lateral, puck-possession game that maximizes the roster's elite skill.
5. Looking Ahead: The Search Begins
According to a current poll, former Toronto assistant Manny Malhotra is a top target following his championship run with the AHL's Abbotsford Canucks. While the Leafs also have interest in Vegas’s Bruce Cassidy, who was recently denied access in speaking to Edmonton, even though they still have a coach in Kris Knoblauch. As the search intensifies, Toronto remains open to both proven winners and fresh voices for their bench.
Guerrero Jr. seeks a return to rhythm amid power drought
Vladimir Guerrero Jr. is currently grappling with a rare identity crisis at the plate. Despite a respectable .300 batting average, the Toronto Blue Jays’ cornerstone is mired in a power slump that has seen him go nearly three weeks without an extra-base hit. Following an 0-for-4 performance in a recent loss to the Tampa Bay Rays, Guerrero’s season totals sit at just two home runs this season—a staggering statistic for a player of his caliber.
The root of the struggle, according to Guerrero, isn't physical mechanics but a mental weight. "Trying to do too much instead of playing normal and playing my game," he admitted to Sportsnet’s Shi Davidi. As the face of the franchise, the 27-year-old feels the inherent pressure of being "that guy" for his teammates. This desire to carry the offensive load has led to a rushed approach









and a lack of the relaxed, joyful demeanor that usually defines his game. Guerrero’s recent stretch has left him trailing unlikely names on the home run leaderboard, including light-hitting utility players. To snap the cold spell, he is leaning on veteran teammate George Springer for perspective. Springer’s advice was simple: reclaim the fun. By returning to a mindset of laughing and joking, Guerrero hopes to naturally improve his body language and swing timing.
The timing is critical for the Blue Jays. Sitting fourth in the AL East with an 18-23 record, Toronto already finds themselves 9.5 games behind the division-leading Rays. For the Jays to climb back into contention, they need their superstar to stop pressing and start producing. If Guerrero can translate his clubhouse camaraderie back into confidence in the batter's box, the power numbers are sure to follow.
RS/MS





Luis Camara
Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

Alexia MacLeod fará história como a primeira mulher presidente da OGCA
Alexia MacLeod vai quebrar o teto de vidro este setembro, quando for nomeada presidente da Ontario General Contractors Association (OGCA), a primeira mulher de sempre a assumir o cargo. A sua resposta a este feito é genuína e prática: “Isto não vai ser um caso único,” disse ela ao Daily Commercial News. “Amo esta indústria e quero que outras raparigas jovens, mulheres de meia-idade, venham e digam: ‘Sim, este é o meu percurso profissional e é isto que devo fazer o resto da minha vida’.”
MacLeod é coproprietária e presidente da Somerville Construction, Consulting and Project Management. Começou a trabalhar na empresa em 2004 como assistente administrativa e chegou à companhia com oito anos de experiência em gestão que adquiriu a trabalhar para os The Sports Medicine Specialists e médicos de equipa dos Toronto Maple Leafs. Na Somerville, a sua função principal é gerir as operações financeiras da empresa e também coordena o desenvolvimento de negócios. Após uma proposta bem-sucedida e adjudicação de projeto, ela atua como controller e administradora financeira. MacLeod é membro da direção da OGCA há mais de 10 anos e diz que viu a indústria evoluir, mas que ainda há trabalho por fazer para trazer mais mulheres para a indústria, para cargos corporativos maiores e para
mais conselhos de administração. “Espero que, ao estar nesta posição e ao ter, esperançosamente, mais presença e uma voz maior na organização, possamos chegar a mais pessoas, mais mulheres em particular,” afirma ela. “Para mim, nem se trata de trazer as mulheres para a mesa. Nós estamos aqui. Temos estado a fazer isto. Acho que agora se trata mais de educação.” Como é que educamos os homens na sua posição para as ajudar a crescer dentro das suas empresas? “Para as mulheres, em particular, precisamos de ter ferramentas de negociação diferentes. Já chegamos com um pacote diferente.”
O presidente da OGCA, Giovanni Cautillo, diz que MacLeod é uma escolha natural para a presidência da direção e que o seu impacto será sentido de muitas formas. “Ela foi em grande medida uma pioneira ao garantir que as mulheres tivessem um lugar à mesa e agora as mulheres estão a liderar a mesa,” descreve ele. “Sentada numa direção composta apenas por homens, ela destaca-se. Quando ela expressa a sua opinião, a sala fica em silêncio. É vista como alguém que fornece contributos oportunos e fá-lo de uma forma muito refrescante. A Alexia vai fazer uma enorme diferença; ela mudou a forma como a configuração da direção é vista. Isto é apenas o começo de um novo capítulo para a OGCA.”
MacLeod sucede a Greg Brokenshire, presidente da divisão canadiana da Alberici Constructors. “O Greg tem sido um presi-
dente maravilhoso,” acrescenta MacLeod. “Tenho-o em grande consideração e estou muito feliz por ser a sua sucessora.”
Gala WIC da OGCA introduz prémios
Antes de MacLeod assumir oficialmente o leme como presidente no final deste ano, ela participará na Gala Women in Construction 2026 da OGCA, no dia 21 de maio, das 17h às 23h, no Universal EventSpace em Vaughan, Ontário. Desde a sua criação em 2023, o evento tem sido “mais um crescendo do que uma evolução,” afirma MacLeod. “A indústria estava tão entusiasmada desde o início. É um ambiente onde tanto homens como mulheres podem vir.”
Com 19 anos de experiência na indústria da construção, Dibling traz uma visão operacional sobre a liderança de pessoas e desempenho em ambientes complexos e de alto risco, observa a OGCA. O seu foco inclui o design e implementação de programas que desenvolvem as capacidades da força de trabalho e se alinham com os principais objetivos de negócio.
Watkinson traz mais de uma década de experiência em planeamento da força de trabalho, transformação de RH e desenvolvimento organizacional em várias indústrias. Ela ajuda as organizações a otimizar estruturas, processos, pessoas e cultura para atingir objetivos estratégicos. Além de oradoras e oportunidades de networking, ocorrerá uma estreia na gala, sob a forma de três prémios
Ontário anuncia 44 milhões de dólares para projetos de infraestruturas de água e águas residuais em Niagara
O governo de Ontário está a investir quase 44 milhões de dólares nos municípios da Região de Niagara para reabilitar projetos de infraestruturas de água potável, águas residuais e águas pluviais, destinados a apoiar o crescimento habitacional e a melhorar a segurança pública.
Ofinanciamento está a ser disponibilizado através da Vertente de Água, Saúde e Segurança do Programa de Infraestruturas Habitacionais Municipais (MHIP-HSWS) da província, que apoia atualizações em sistemas de água e infraestruturas concebidas para proteger as comunidades durante eventos climáticos extremos.
Quatro municípios da zona de Niagara receberão financiamento através do programa:
• Cidade de St. Catharines – 3,8 milhões de dólares para o projeto de Reabilitação da Represa de Martindale Pond
• Cidade de Welland – 10,7 milhões de dólares para renovar as Infraestruturas Sanitárias, de Água e Pluviais da Área de Broadway

• Município Regional de Niagara – 24,5 milhões de dólares para atualizações do tratamento primário da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Niagara Falls
• Vila de Fort Erie – 4,5 milhões de dólares para substituir uma conduta de água existente ao longo da Colony Road, Windmill Point Lane e Staniland Park Road
“Ao atualizar e expandir infraestruturas críticas de água em Niagara, o nosso governo está a ajudar a garantir serviços seguros e fiáveis em toda a nossa região, ao mesmo tempo que cria empregos e impulsiona o crescimento económico,” afirmou Sam Oosterhoff, MPP por Niagara West. “Este último investimento de quase 44 milhões de dólares em Niagara faz parte de 272,5 milhões de dólares em investimentos provinciais em infraestruturas nas nossas comunidades locais desde 2024, representando um dos maiores compromissos de infraestruturas na história de Niagara, apoiando famílias
e empresas para o futuro.”
Os projetos ajudarão a apoiar o acesso a água potável segura, permitirão o desenvolvimento de novas habitações e criarão empregos em toda a região.
Ontário lançou o MHIP-HSWS em janeiro de 2025 com um investimento inicial de 175 milhões de dólares. A província expandiu mais tarde o Programa de Infraestruturas Habitacionais Municipais global para 4 mil milhões de dólares em agosto de 2025, para acelerar a construção de casas e infraestruturas essenciais, incluindo estradas e sistemas de água.
“Investimentos em infraestruturas de água essenciais são fundamentais para manter as nossas comunidades seguras e resilientes. A reabilitação da Represa de Martindale Pond ajudará a proteger as áreas circundantes, a manter os níveis de água na lagoa e a preservar uma parte importante da paisagem de St. Catharines nos próximos anos,” afirmou o Presidente da Câmara de St. Catharines, Mat Siscoe. “Agradecemos
que reconhecem mulheres excecionais que estão a causar um impacto notável em toda a indústria. “Queríamos incorporar uma forma de retribuir,” diz MacLeod. Cautillo reitera os seus comentários, afirmando que o evento, no seu todo, pretende mudar o panorama da construção. “A gala é o nosso ponto focal para as mulheres na construção,” afirma ele, “mas requer que todas as pessoas na construção entendam a necessidade de avançar nessa direção. Estou a lançar um apelo para as mulheres da indústria que queiram fazer a diferença. Já estão a fazer a diferença nas vossas próprias empresas; ao juntarem-se à OGCA, estão a fazer a diferença para a indústria no seu todo. Há um lugar em todas as mesas para elas.”

a parceria do governo de Ontário no apoio a infraestruturas que fortalecem as comunidades em toda a região de Niagara.”
Um montante adicional de 700 milhões de dólares anunciado em janeiro de 2026 elevou o investimento total de Ontário na vertente MHIP-HSWS para 875 milhões de dólares.
Desde 2024, a província anunciou mais de 272,5 milhões de dólares na Região de Niagara através do MHIP, do Fundo de Infraestruturas Comunitárias de Ontário e do Fundo Construir Mais Depressa (Building Faster Fund).
O financiamento do MHIP apoiou infraestruturas que permitem aproximadamente 800.000 novas casas e reabilitou sistemas de água, águas residuais e águas pluviais que servem cerca de 375.000 casas existentes em todo o Ontário. OCN/MS

Credito: DR
Quando a Inteligência Artificial entra na sala de exames de diagnóstico
Durante décadas, a imagiologia médica dependeu quase exclusivamente do olhar treinado de médicos radiologistas e técnicos especializados. Radiografias, tomografias computorizadas (TAC), ecografias ou ressonâncias magnéticas continuam a ser ferramentas fundamentais para diagnosticar doenças, acompanhar tratamentos e salvar vidas. No entanto, o volume crescente de exames realizados diariamente em hospitais e clínicas de todo o mundo está a mudar profundamente esta realidade. E é precisamente aqui que a Inteligência Artificial (IA) começa a assumir um papel cada vez mais relevante.
Longe dos cenários futuristas dos filmes de ficção científica, a IA já está presente em muitos serviços de saúde, funcionando como uma ferramenta de apoio à decisão clínica. O objetivo não é substituir médicos ou técnicos, mas ajudá-los a trabalhar de forma mais rápida, precisa e eficien-
te. Os algoritmos de Inteligência Artificial utilizados na imagiologia médica funcionam através de sistemas computacionais capazes de “aprender” com exemplos anteriores. Para isso, são alimentados com milhares, por vezes milhões, de imagens médicas previamente analisadas e classificadas por especialistas. A partir dessa enorme quantidade de dados, os sistemas aprendem a identificar padrões associados a diferentes doenças. Pequenas alterações que poderiam passar despercebidas ao olho humano podem ser rapidamente sinalizadas pelo software, sobretudo em situações em que os sinais da doença são muito subtis ou quando existe pressão de tempo sobre os profissionais de saúde.
Nos últimos anos, vários estudos científicos demonstraram que alguns destes algoritmos conseguem atingir níveis de precisão semelhantes e, em tarefas muito específicas, até superiores aos dos especialistas humanos. Isto acontece, por exemplo, na deteção de pequenos nódulos
pulmonares, hemorragias cerebrais ou determinadas lesões complexas.
Ainda assim, os especialistas sublinham que a IA não substitui o julgamento clínico. O seu papel é complementar o trabalho humano, fornecendo informação adicional que ajuda o médico a tomar decisões mais fundamentadas.
A verdade é que a influência da IA não se limita apenas ao momento do diagnóstico. A tecnologia já começa também a transformar o trabalho diário dos técnicos de radiologia, radioterapia e medicina nuclear. Muitos equipamentos modernos incluem sistemas inteligentes capazes de ajustar automaticamente parâmetros técnicos durante os exames. Ângulos, doses de radiação, tempos de aquisição e níveis de contraste podem ser otimizados em tempo real, garantindo imagens mais uniformes e de melhor qualidade. Na prática, isto traduz-se em várias vantagens importantes. Reduzem-se as repetições desnecessárias de exames, encurta-se o tempo de reali-
zação dos procedimentos e diminui-se a exposição do doente à radiação. Para os profissionais, estas ferramentas funcionam como um apoio adicional que lhes permite concentrar mais atenção na segurança, no conforto e no acompanhamento do paciente, enquanto parte das tarefas técnicas é automatizada pelo sistema. Ao produzir imagens mais nítidas, consistentes e fiáveis, a IA contribui diretamente para diagnósticos mais rigorosos e para uma avaliação clínica mais eficaz.
O cérebro como um dos maiores desafios Uma das áreas onde os avanços da Inteligência Artificial se tornaram mais evidentes é na neurorradiologia, a especialidade dedicada ao estudo do cérebro, da medula espinal e dos vasos sanguíneos do sistema nervoso. O cérebro é uma estrutura extremamente complexa e delicada. Em situações como acidentes vasculares cerebrais (AVC), hemorragias ou aneurismas, cada minuto pode fazer a diferença entre a recuperação e consequências irreversíveis. Hoje, já existem sistemas capazes de analisar exames cerebrais em poucos segundos e alertar automaticamente as equipas médicas para sinais de urgência. Alguns programas conseguem identificar aneurismas, malformações vasculares, áreas de isquemia ou alterações associadas a doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. Além do diagnóstico, estas ferramentas começam também a ajudar os médicos a prever riscos e a antecipar a evolução clínica dos doentes. Em muitos casos, a IA permite cruzar diferentes tipos de informação, imagens médicas, análises laboratoriais, histórico clínico e outros dados, para construir modelos preditivos mais completos e personalizados.
Apesar do entusiasmo em torno destas novas tecnologias, os especialistas alertam para a necessidade de equilíbrio. A Inteligência Artificial continua dependente da supervisão humana e da qualidade dos dados utilizados no seu desenvolvimento.
Existem também preocupações éticas relacionadas com privacidade, proteção de dados e possíveis enviesamentos dos algoritmos. Um sistema treinado com informação limitada ou pouco diversificada pode produzir resultados menos fiáveis em determinados grupos populacionais. Por isso, o consenso entre os profissionais da saúde é claro: a IA deve ser encarada como uma ferramenta de apoio e não como substituta do conhecimento médico.
O futuro da imagiologia médica será assim, provavelmente, marcado por uma colaboração cada vez mais próxima entre tecnologia e profissionais de saúde. A capacidade das máquinas para analisar enormes quantidades de informação poderá acelerar diagnósticos e melhorar tratamentos, mas continuará a ser o olhar humano, clínico, ético e empático, a fazer a diferença no cuidado ao doente. Porque, no fim de contas, por mais avançada que seja a tecnologia, a medicina continua a ser profundamente humana.
MB/MS



Internado

Diogo Nogueira foi obrigado a cancelar os próximos concertos que estavam agendados por motivos de saúde. Na segunda-feira, dia 11 de maio, foi revelado que o artista brasileiro foi diagnosticado com uma "laringite bacteriana grave". No comunicado divulgado nas redes sociais informaram ainda que o cantor "está a ser tratado em ambiente hospitalar, impossibilitando temporariamente o uso da sua voz para apresentações musicais". "Lamentamos e agradecemos a compreensão e o apoio do público, reforçando que a decisão foi tomada por orientação médica, visando a plena recuperação do cantor", realçaram, por fim, na mesma nota.

A família de Maluma está prestes a crescer. O cantor publicou uma fotografia no Instagram a anunciar que a companheira, Susana Gómez, está novamente grávida. Na imagem que Maluma publicou na sua página de Instagram podemos ver o cantor a dar um beijinho na barriga de grávida da companheira, assim como a filha mais velha de ambos, a pequena Paris Londoño Gómez, de dois anos. Na legenda da partilha, Maluma apenas acrescentou um emoji em forma de coração azul. Será esta descrição uma indicação que o casal está à espera de um menino?

Rod Stewart elogiou o rei Carlos III pela recente viagem que o monarca fez aos EUA, isto sem deixar de partilhar comentários que muitos entenderam como uma crítica ao presidente Donald Trump. O rei esteve na celebração dos 50 anos da instituição The King's Trust, que decorreu no Royal Albert Hall, em Londres, e cumprimentou uma série de convidados, entre eles famosos como Rita Ora, Anne-Marie e Craig David. Rod Stewart foi uma das caras conhecidas que também não faltaram ao evento, que ao cumprimentar o rei fez questão de mencionar a ida da realeza aos EUA. Inicialmente, o cantor deu os parabéns ao rei pela viagem, tendo acrescentado de seguida um comentário que muitos entenderam que seria sobre Donald Tump: «Permita-me dizer-lhe que esteve muito bem nas Américas. Foram magníficos. Absolutamente magníficos. Meteram aquele ratinho no seu lugar»", pode ler-se na partilha que foi feita na rede social X (antigo Twitter).

O cantor brasileiro Netinho anunciou que voltou a ser diagnosticado com cancro. O artista tinha regressado aos palcos o ano passado depois de ter sido dado como curado. O linfoma foi descoberto durante os exames que tinha ido fazer na semana passada, após uma ida ao hospital para tratar um problema nos rins. "Foi detetado no exame uma obstrução no rim esquerdo, foi feita a desobstrução e o meu rim está livre, porém, foi detetado que o meu linfoma voltou”,contou o artista de 59 anos, mas garantiu: "Não vai ser como no ano passado, não vou ficar tanto tempo aqui".
Manuel Luís Goucha viu a sua imagem e voz ser utilizada para promover uma falsa campanha solidária, que aparenta estar também a usar indevidamente a imagem de uma criança com Distrofia Muscular Duchenne. O apresentador usou nas últimas horas a sua conta oficial de Instagram para se pronunciar sobre o caso, apelando a fãs e seguidores que não se deixem enganar. "Este vídeo é falso no que toca à utilização da minha voz (não gravei uma única palavra do que está dito) e à imagem, se bem quanto a isso acho que se percebe rapidamente que estamos perante um caso de uso de Inteligência Artificial. O Tik Tok é uma plataforma que não tenho, nunca usei nem faço tenção, o vídeo contudo chegou até mim como denúncia de um claro e enganoso aproveitamento da minha imagem e voz", começou por referir. "Acredito que o caso exposto do jovem seja verdadeiro, mas esta é uma forma fraudulenta de apelar à solidariedade, o que não ajuda à causa. Não se deixe enganar! Tudo quanto eu lhe queira dizer será só aqui no meu Instagram (o único que tenho) ou na minha página de Facebook (Manuel Luís Goucha -TVI).


A família de Rodrigo Guedes de Carvalho aumentou no passado mês de abril. O jornalista da SIC foi avô da pequena Camila, como contou na sua página de Instagram. Rendido à pequena Camila, o avô babado voltou a mostrar aos seguidores um retrato fotográfico mais pessoal - na presença da bebé. Rodrigo Guedes de Carvalho publicou uma nova fotografia, igualmente no Instagram, onde aparece com a bebé ao colo, celebrando assim os 21 dias desde que a criança nasceu. "Esta família tem gente forte e experiente e cuidadora e independente e mais não sei que… E um belo dia nasce uma neta que se torna logo dona disto tudo. E nem precisa de dar ordens", escreveu na legenda da imagem que pode ver abaixo.
Dona disto tudo...
Credito: DR
Credito:
DR
Credito: DR
Burla
Cancro
Gravidez
Credito: DR
Credito: DR
OLHAR COM OLHOS DE VER



Monólitos urbanos. Créditos: Paulo Perdiz
Quando a natureza respira arte. Créditos: Fa Azevedo
Looking for a home. Créditos: Manuel DaCosta
1.Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)
2.Analisar questionando; levantar questões a respeito de (algo); examinar detalhadamente
3.Adquirir habilidade e/ou conhecimento
4.Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si
5.Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo
6.Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição
7.Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas)
8.Causar dano, prejuízo, apodrecimento
das 11 diferenças

em, ou ficar em mau estado, danificado, quebrado
9.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
10. Precipitar-se a chuva sobre a terra
11.Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa
12. Submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar
13. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer
14. Submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico
15. Entregar em troca; permutar

C L I X E I R O C O V E I R O
A I Q C S W T W I Z Z U A M R
L M E O K E W
T D T Z U V
T I A O R E N T C B Á X A R R
E C T R M Y L T A U D R L E A
E O O S N B I A I A O U I A D
K H R S F I E L D S
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
Y B A
TAXISTA ATOR JUIZ
ALFAIATE ENGENHEIRO LAVRADOR MANICURE COVEIRO ZELADOR MÉDICO
LIXEIRO
SECRETÁRIO CONTADOR JARDINEIRO CIENTISTA ATLETA DENTISTA ADVOGADO CARTEIRO
Moelas com Picante

Ingredientes
• 1 kg de moelas
• 1 cebola picada
• 1 copo de vinho branco
• 1 copo de cerveja
• 250 ml de polpa de tomate
• 2 colheres de pasta de pimento
• 1 colher de pasta de tomate
• 1 colher de picante
• Sal e pimenta q.b.
• 1 fio de azeite
Modo de preparação
Leve um fio de azeite a um tacho e refogue a cebola picada até ficar macia e aromática. Junte a polpa de tomate, a pasta de tomate, a pasta de pimento e o picante. Misture bem.
Deixar o tomate cozinhar primeiro ajuda a desenvolver mais sabor. Adicione as moelas ao
tacho e envolva bem no molho. Tempere com sal e pimenta. Adicione o vinho branco e a cerveja e misture tudo muito bem. A combinação de vinho e cerveja dá ao molho um sabor rico e equilibrado.
Deixe levantar fervura suave, tape e cozinhe cerca de 1 hora até as moelas ficarem bem tenras. Mexa de vez em quando durante a cozedura para não pegar ao fundo. Prove e retifique os temperos se necessário.
Sirva bem quente como petisco ou prato principal. As moelas ficam ainda mais saborosas no dia seguinte, quando os sabores se intensificam. Acompanhe com pão fresco ou arroz branco.
Finalize com salsa picada antes de servir para um toque de frescura. Até à próxima receita!


Palavras cruzadas
Rosa's Portuguese Kitchen
Caça palavras
Jogo

artesonora
Paulo Perdiz
Liberdade do piano a Solo
Dezanove anos depois de "Canções e Fugas", o mestre do piano português quebra o hiato com um novo álbum, revelando como o fado, a pandemia e o improviso sem rede moldaram a sua nova paisagem sonora.
Há quase duas décadas, o panorama do jazz e da música erudita em Portugal era marcado por um lançamento que definiria novos horizontes para o piano solo: "Canções e Fugas". Hoje, dezanove anos depois, o mestre do piano, Mário Laginha, regressa ao formato que o consagrou como um dos mais sensíveis intérpretes e compositores da sua geração. Numa entrevista exclusiva, o músico partilhou os detalhes deste novo capítulo e como a estrada, o tempo e até o fado moldaram as suas mãos. A pergunta inevitável: porquê esperar quase vinte anos para um novo disco a solo? Para o músico, não se tratou de uma ausência, mas de uma proliferação de diálogos. “Foram aparecendo tantos projetos muito atraentes, coisas que eu queria muito fazer e que fui fazendo. Fui adiando”, explicou. O empurrão final, curiosamente, veio de casa. Laginha revelou que a sua esposa foi a grande impulsionadora para que ele se fechasse novamente em estúdio: “Houve um momento em que pensei: eu não posso adiar mais. Mesmo a minha mulher dizia-me: ‘Tu tens que gravar, tens que gravar!’ E eu gravei”. Um dos pontos mais fascinantes da evolução de Mário Laginha é a sua relação com o Fado, especificamente através da sua colaboração de longa data com o fadista Camané.
O pianista admitiu que, durante muito tempo, manteve uma distância cautelosa em relação ao género nacional. “Houve muitos anos em que eu não gostava de fado. Depois comecei a gostar”, confessou. Esta mudança não foi apenas de gosto, mas de técnica e alma.
Laginha descreveu como a convivência com o fado "derrubou um muro" interno, permitindo que novas sonoridades permeassem o seu jazz. “Acho que tudo o que uma pessoa faz musicalmente vai sempre transformando ligeiramente aquilo que se é. Ter tocado muito com o Camané... eu deixei que essa influência começasse a aparecer”. Essa influência é visível naquilo que o músico chama de "ornamentação". Se outrora o seu estilo era puramente "jazzístico", hoje as suas mãos procuram as subtilezas das cordas da guitarra portuguesa. “Antigamente era uma ornamentação muito jazzística. Agora, acho que é mais influenciada pelos trilos das guitarras. É o tipo de ornamento... esse tipo de som é muito a influência do fado que deixei entrar”. Ao comparar o novo trabalho com o antecessor, Laginha estabelece uma distinção clara entre o rigor matemático e a liberdade criativa. Enquanto em “Canções e Fugas” o título denunciava uma estru-
tura quase barroca inspirada em Bach, onde tudo era escrito "da primeira à última nota", o novo disco respira de outra forma. “Este é um álbum mais livre. No outro, as fugas eram todas escritas. Aqui não há isso. Não há nenhum tema todo escrito do princípio ao fim. Há temas que estão escritos, mas depois têm espaço para improvisar”, explicou o pianista.
O processo de criação de “Jardim” teve o seu click num período de isolamento global. Durante a pandemia, o piano tornou-se o seu refúgio e o seu interlocutor principal. “Durante o Covid, escrevi bastante música para piano. Estava eu e todos em casa, e aproveitei para escrever. Depois comecei a sentir que tinha reportório e disse: ‘É agora’. Fechei as datas no estúdio e gravei”. Para os puristas do jazz, Laginha reservou uma surpresa neste disco: o improviso total. Para além dos temas estruturados, existem cinco faixas que nasceram do vazio absoluto. “Sentei-me ao piano, pedi para porem a gravar e o que eu toquei ficou. Há cinco desses no disco”, revelou, sublinhando a coragem de se expor sem rede. Essa coragem traduz-se também numa nova postura em palco. Se há dezanove anos a solidão do piano solo trazia uma tensão quase palpável, hoje o músico sente-se mais em paz. “Sinto-me mais liberto e mais descontraído. No momento de subir ao palco, quero fazer o melhor que posso, e há sempre um nervoso miudinho, mas agora comunico com mais facilidade. Sinto-me mais depressa liberto dos nervos e com prazer em estar a tocar”. Mário Laginha recusa-se a ditar o que o público deve sentir. Quando questionado sobre que "filme" as pessoas deveriam criar nas suas cabeças ao ouvir as suas novas composições, a resposta foi de uma abertura democrática: “As pessoas fazem sempre bem em imaginar, porque cada pessoa, ao ouvir uma música, há de construir a sua própria história, que tem a ver com as suas memórias. Portanto, que cada um crie a sua própria história”. Aos que pensam que o regresso ao piano solo significa uma redução de ritmo, o pianista prova o contrário.
A agenda de Laginha para 2026 é um testemunho da sua relevância internacional. “Daqui a duas semanas vou tocar com um pianista arménio e um estónio na Arménia, num concerto a três pianos em Erevan”, partilhou com entusiasmo. Além disso, uma digressão pela América Latina está já no horizonte para setembro, abrangendo países como o Brasil, Argentina e Equador, sem esquecer os inúmeros concertos em solo português que continuam a esgotar salas. Mário Laginha termina a conversa reforçando que o seu "retorno" não é um regresso ao passado, mas uma chegada a um sítio novo. É a prova de que o piano, embora tenha o mesmo número de teclas, oferece infinitas paisagens para quem, como ele, nunca para de caminhar.




Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.

Credito: DR.

CARNEIRO 21/03 A 20/04
Durante este período terá um grande desejo de se rodear de beleza em todos os aspetos do seu quotidiano, tudo o que envolve o seu dia-a-dia tem de transpirar harmonia. Os assuntos que tenham a ver com deslocações, pequenas viagens, contactos com os outros ou com energia mental serão resolvidos com maior desenvoltura.

TOURO 21/04 A 20/05
Durante este trânsito valorizará mais as coisas e os objetos que estão à sua volta fazendo com que sinta por eles um apego quase sentimental. É uma boa altura para fazer investimentos que serão vantajosos para si e poderá combinar esta posição favorável com um relacionamento que será traduzido em realização pessoal.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Nesta fase procure a colaboração das pessoas certas pois em conjunto conseguirão alcançar os objetivos que têm em vista. É um tempo produtivo que poderá originar algum stress. Para se libertar desta tensão pratique um desporto que lhe agrade e, se possível, faça-o com amigos. Não é, de todo, altura para se isolar.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
No decorrer desta fase, chegará à conclusão de que é mais proveitoso e útil consultar os seus amigos ou colaboradores, nas decisões que tiver de tomar. Caso não possa estar pessoalmente com eles, comunique através da Internet ou outro meio de comunicação e ouça com atenção as suas ideias e os seus argumentos. Sente necessidade de procurar novas ideias e experiências para dar um sentido mais real à sua vida.

LEÃO 22/07 A 22/08
O período que agora atravessa é propício ao autoconhecimento, pelo que terá boas possibilidades de perceber quem realmente é e o que quer. É muito provável que sinta um certo esgotamento físico e intelectual, pelo que deverá procurar abrandar o seu ritmo diário. Descanse mais e valorize os momentos de lazer.

VIRGEM 23/08 A 22/09
O seu lado instintivo e estratega, vai fazer com que atue de modo subtil e discreto a fim de conseguir dominar os outros sem que estes se apercebam. Conflitos relacionados com a obtenção de bens materiais, heranças ou propriedades, poderão surgir. Não seja rígido e aproveite para modificar atitudes e renovar convicções.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Com o fim de um período de uma certa rotina, que é alterada por fatores que provocam uma transformação, poderá sentir indecisão face aos novos valores. Tente não se deixar levar por um certo pessimismo. A compreensão lógica e racional das coisas não lhe basta, necessita sentir a vida com as suas emoções e a um nível mais profundo. Época de preocupações financeiras.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Poderá surgir na sua vida um novo amor ou haver uma transformação na sua forma de estar na relação afetiva. Vai sentir prazer de viver e fazê-lo de forma intensa. Esta é um período bom no aspeto económico. Poderá ver facilitado a concessão de um empréstimo bancário ou receber dinheiro vindo de uma herança.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
O seu bem-estar físico, a sua saúde, e, em princípio, a manutenção de um bom estado geral, vão reclamar a sua atenção e preocupação. Talvez seja altura para uma decisão drástica, para cortar com tudo o que lhe é prejudicial fisicamente. Nesta altura você poderá também afinar novos métodos de trabalho e ganhar, assim, maior eficiência.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Esta é uma época em que vai ter facilidade de comunicar aos outros o que pensa de uma forma criativa. Tem mais vontade de ocupar o seu tempo com jogos e distrações do que com trabalhos rotineiros. Poderá nesta altura ganhar dinheiro através do jogo ou fazer uma operação comercial com resultados positivos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
A casa e o ambiente doméstico serão agora olhados como um refúgio apetecível ao longo deste período de introversão, durante o qual procurará recuperar das solicitações. Poderá aproveitar este momento mais retirado para analisar aspetos da vida doméstica, e dar mais atenção a assuntos relativos à família do mundo exterior.

PEIXES 20/02 A 20/03
Modere a impulsividade no que respeita a gastos ou a aquisição de bens. É possível que neste momento sinta a necessidade de adquirir bens apenas pelo status que estes lhe conferem. Logo, pense duas vezes. Atualize o seu visual, cortando o cabelo ou mudando a maquilhagem, e poderá ser o centro das atenções.
Soluções


Classificados Agenda comunitária
Disponível para ajudar como PSW durante o dia, 5 dias por semana. Experiência, dedicação e disponibilidade imediata Contatar Lidia: 647-201-6207.
Zona da Rogers e Caledonia -Aluga-se apartamento num basement com entrada separada com 1 quarto, cozinha, sala, casa de banho, lavandaria a moedas, utilidades incluídas. Entrada a partir de 1 de Junho, $1650.00. Contactar 647-765-2128
Aluga-se apartamento num basement na area da Dufferin & Davenport, com 2 quartos, cozinha, sala e casa de banho. Ligar para 416-318-5816. Disponível 1 de Junho
Aluga-se quartos para homem entrada imediata. Na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 647-824-6283
Aluga-se um basement com um quarto, ou um basement com dois quartos. Na area da Ossington e Dupont. Contatar 416-707-4939.
Um apartamento para alugar com 1 quarto, cozinha, casa de banho e lavandaria e possibilidade de estacionamento. Disponível no fim do mês. Na area da Eglinton e Caledonia. Contatar 416-953-5911
Churrasqueira em Toronto está a recrutar! Procuramos colaboradores para trabalho full-time e part-time: Trabalhador para o grelhador (full-time), Atendimento ao balcão, Corte e preparação de frango (part-time) Alguma experiência em restauração e/ou culinária é preferível, mas será dada formação. Contacto: 416-562-3641
We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.
Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@ nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.
ALGARVE-PRAIA DA ROCHA: Aluga-se apartamento para ferias ate 6 pessoas com internet, piscina, garagem e terraço. Vista para o mar. Ligar para 647-636-4152 ou 011351-917437903


15 DE MAIO
Casa do Alentejo de Toronto
Tertúlia
Literatura, Arte, Música, Comédia e Open Mic. Gratuito, a partir das 18h00. Informações: 416-537-7766
16 DE MAIO
Associação Cultural do Minho
Ladies Night
165 Dynevor Rd, a partir das 18h30. Informações: 416-300-5632
Banda do Sr. Santo Cristo Vamos à festa
Liuna Local 183, a partir das 17h30, com Karma Band. Informações: 416-818-5462
Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos
Gala Annual
Evento Bolsas de Estudo e Prémios de Excelência Empresarial. Pearson Convention Centre, a partir das 18h30. Informações: 416-537-8874
22, 23 e 24 DE MAIO
Associação Migrante Barcelos Festival do Galo
Desporto, Gastronomia, Música, Folclore, Animação, Ride Motard, Tourada e Alegria. No Madeira Park. Informações: 647-949-1390
Carassauga Festival 22 e 23 maio
10AM
5600 Rose Cherry Place
Email: info@carassauga.com. Visite www. carassauga.com. Colaboração especial do Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM)
Mente Forte- Gente Forte
Angariação de Fundos (Saúde Mental)
Na Casa dos Açores do Ontário, a partir das 18:00h: jantar e promoção do tema. Todos os lucros revertem a favor do CAMH (Center for Addiction and Mental Health). Informações: Suzanne Cunha - 416 873 6362; Linda Correia 416-720 -9371; Cindy Da Ponte 416-450-3417
30 DE MAIO
Portuguese Canadian Walk of Fame (PCWOF)
Camões Square, 722 College Street, Toronto. Informações: https://portuguesecanadianwalkoffame.com/
Casa da Madeira
Aniversário “63 anos de história”
Jantar, Baile e Variedades, na Casa dos Açores (1136 College St), a partir das 18h00. Informações: 647-656 1806
Clube Português de Oshawa
Festival de Comédia
A partir das 20h00, Silly Goose The Third - Comedy Show . Informações: 905-2442761
INFORMAÇÕES COMUNITÁRIAS
Rancho Ribatejano de Toronto voltou ao ativo. Ensaios na Casa do Alentejo, das 20h00 às 22h00. Reservas e Informações: José Avelino – 416 726 7219
Rancho Infantil (pré-escolar) da Associação C. do Minho. Os ensaios decorrem na Sede da ACMT: 165 Dynevor Rd. Reservas e Informações: 416 805 1416
Grupo de Folclore “Pérolas do Atlântico”. Da Casa dos Açores do Ontário – abriu as inscrições para voltar ao ativo. Informações: caopresidente@gmail.com

ST CLAIR AVE - WEST FROM OAKWOOD TO CALEDONIA

Magellan Centre atinge marco importante e aproxima-se da realidade em Toronto

A Magellan Community Charities assinalou uma etapa decisiva na construção do futuro Magellan Centre com a realização da cerimónia de “Topping Off”, em parceria com a empresa de construção Corebuild Construction.
A cerimónia de “Topping Off”, também conhecida como cerimónia de conclusão da estrutura ou “roofing ceremony”, assinala a colocação da última viga no ponto mais alto do edifício, marcando a conclusão da estrutura principal e um importante marco no avanço do projeto.
O evento reuniu membros da comunidade, responsáveis políticos, parceiros, trabalhadores da construção e convidados especiais, num momento simbólico que assinala o progresso de um projeto concebido para responder às necessidades crescentes da população sénior de língua portuguesa em Toronto.
Durante a cerimónia, o Presidente do Conselho de Administração da Magellan Community Charities, Manuel DaCosta, destacou a evolução do projeto e o seu significado para a comunidade “é um dia muito especial para nós. Ao longo dos últimos anos temos trabalhado para chegar até aqui, e hoje a estrutura do edifício está praticamente concluída. É uma grande satisfação ver o apoio da comunidade transformado em resultados concretos. Os nossos parceiros, empresas, construtores e apoiantes têm sido fundamentais neste processo”, afirmou.
O responsável sublinhou ainda que, apesar de alguns atrasos provocados pelas condições climatéricas, o projeto mantém-se dentro dos prazos previstos “em construção há sempre desafios, mas com a equipa que temos tudo tem sido bem gerido e o resultado final será muito positivo”, acrescentou, referindo que a conclusão está prevista para novembro de 2027. Foi também um momento de agradecimento à comunidade “quero agradecer aos parceiros, doadores e voluntários. O trabalho da Magellan e dos seus voluntários é diário e incansável. A nossa missão é servir esta comunidade e é isso que nos motiva todos os dias. Este projeto é um exemplo do que pode ser feito em iniciativas sem fins lucrativos, não só para a comunidade lusodescendente, mas para muitas outras comunidades”, sublinhou. Em representação da empresa construtora, o Diretor Executivo da Corebuild Construction, Steven Aquino, destacou o percurso do projeto e o trabalho das equipas envolvidas “trabalhamos neste projeto há vários anos, desde a fase de planeamento até à
construção. Ver o edifício ganhar forma e chegar a este marco é motivo de grande entusiasmo para toda a equipa. É um privilégio colaborar com a Magellan, com as equipas de consultoria e com os nossos subempreiteiros, que têm feito um trabalho excecional. Estamos muito satisfeitos com o que está a ser construído e com o resultado que se aproxima”, afirmou.
Vários representantes dos diferentes níveis de governo também sublinharam a relevância do projeto para a cidade e para a comunidade portuguesa.
O deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou o significado do projeto para a comunidade portuguesa no Canadá, sublinhando a importância de preservar a língua, a cultura e a identidade “este é um projeto muito importante para a comunidade luso-canadiana. Durante muitos anos procurámos criar uma casa para os nossos idosos. Hoje estamos mais perto de concretizar esse objetivo. Casa Portuguesa. A nossa casa. Parabéns a todos”, afirmou.
Já a vereadora de Toronto, Alejandra Bravo, sublinhou o impacto do projeto para a cidade “é um projeto monumental, que traz grande orgulho à comunidade portuguesa e à cidade de Toronto. É o resultado de anos de trabalho e dedicação e representa um contributo importante para a cidade e para os seus residentes”, referiu. O futuro Magellan Centre ficará localizado na 640 Lansdowne Avenue, no coração da comunidade portuguesa em Toronto, com fácil acesso por transporte público. O projeto prevê um edifício com 256 camas e 57 unidades de habitação a preços acessíveis, além de um centro comunitário, espaços comerciais e várias valências
de apoio à comunidade.
Para além de residência assistida e serviços de saúde, o centro irá oferecer programas culturais, atividades sociais e espaços de convívio, preservando a identidade, a língua e as necessidades da comunidade sénior portuguesa.
Mais do que um edifício, o Magellan Centre representa um investimento no futuro da comunidade, simbolizando união, colaboração e um legado coletivo construído ao longo de décadas.
Magellan Centre atinge marco importante e aproxima-se da realidade em Toronto
A Magellan Community Charities assinalou uma etapa decisiva na construção do futuro Magellan Centre com a realização da cerimónia de “Topping Off”, em parceria com a empresa de construção Corebuild Construction.
A cerimónia de “Topping Off”, também conhecida como cerimónia de conclusão da estrutura ou “roofing ceremony”, assinala a colocação da última viga no ponto mais alto do edifício, marcando a conclusão da estrutura principal e um importante marco no avanço do projeto.
O evento reuniu membros da comunidade, responsáveis políticos, parceiros, trabalhadores da construção e convidados especiais, num momento simbólico que assinala o progresso de um projeto concebido para responder às necessidades crescentes da população sénior de língua portuguesa em Toronto.
Durante a cerimónia, o Presidente do Conselho de Administração da Magellan Community Charities, Manuel DaCosta, destacou a evolução do projeto e o seu significado para a comunidade “é um dia muito especial para nós. Ao longo dos últimos anos temos trabalhado para chegar até aqui, e hoje a estrutura do edifício está praticamente concluída. É uma grande satisfação ver o apoio da comunidade transformado em resultados concretos. Os nossos parceiros, empresas, construtores e apoiantes têm sido fundamentais neste processo”, afirmou. O responsável sublinhou ainda que, apesar de alguns atrasos provocados pelas condições climatéricas, o projeto mantém-se dentro dos prazos previstos “em construção há sempre desafios, mas com a equipa que temos tudo tem sido bem gerido e o resultado final será muito positivo”, acrescentou, referindo que a conclusão está prevista para novembro de 2027. Foi também um momento de agradecimento à comunidade “quero agradecer aos parceiros, doadores e voluntários. O trabalho da Magellan e dos seus voluntários é diário e incansável. A nossa missão é servir esta comunidade e é isso que nos motiva todos os dias. Este projeto é
um exemplo do que pode ser feito em iniciativas sem fins lucrativos, não só para a comunidade lusodescendente, mas para muitas outras comunidades”, sublinhou. Em representação da empresa construtora, o Diretor Executivo da Corebuild Construction, Steven Aquino, destacou o percurso do projeto e o trabalho das equipas envolvidas “trabalhamos neste projeto há vários anos, desde a fase de planeamento até à construção. Ver o edifício ganhar forma e chegar a este marco é motivo de grande entusiasmo para toda a equipa. É um privilégio colaborar com a Magellan, com as equipas de consultoria e com os nossos subempreiteiros, que têm feito um trabalho excecional. Estamos muito satisfeitos com o que está a ser construído e com o resultado que se aproxima”, afirmou.
Vários representantes dos diferentes níveis de governo também sublinharam a relevância do projeto para a cidade e para a comunidade portuguesa.
O deputado federal pelo círculo eleitoral de Mississauga–Lakeshore, Charles Sousa, destacou o significado do projeto para a comunidade portuguesa no Canadá, sublinhando a importância de preservar a língua, a cultura e a identidade “este é um projeto muito importante para a comunidade luso-canadiana. Durante muitos anos procurámos criar uma casa para os nossos idosos. Hoje estamos mais perto de concretizar esse objetivo. Casa Portuguesa. A nossa casa. Parabéns a todos”, afirmou.
Já a vereadora de Toronto, Alejandra Bravo, sublinhou o impacto do projeto para a cidade “é um projeto monumental, que traz grande orgulho à comunidade portuguesa e à cidade de Toronto. É o resultado de anos de trabalho e dedicação e representa um contributo importante para a cidade e para os seus residentes”, referiu. O futuro Magellan Centre ficará localizado na 640 Lansdowne Avenue, no coração da comunidade portuguesa em Toronto, com fácil acesso por transporte público. O projeto prevê um edifício com 256 camas e 57 unidades de habitação a preços acessíveis, além de um centro comunitário, espaços comerciais e várias valências de apoio à comunidade.
Para além de residência assistida e serviços de saúde, o centro irá oferecer programas culturais, atividades sociais e espaços de convívio, preservando a identidade, a língua e as necessidades da comunidade sénior portuguesa.
Mais do que um edifício, o Magellan Centre representa um investimento no futuro da comunidade, simbolizando união, colaboração e um legado coletivo construído ao longo de décadas.

