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MILÉNIO STADIUM 1796- 8 DE MAIO

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David Ganhão

O X MARCA O LUGAR

Num mundo económico em mudança, onde o discurso patriótico ofusca a realidade dos desafios financeiros, muitos lutam para acompanhar as exigências que lhes são impostas para cuidar de outros em situações precárias.

Espera-se agora que os baby boomers mais jovens e a Geração X assumam responsabilidades sociais que vão muito além do sonho do "Freedom 55" (reforma aos 55), e muitos nunca alcançam a liberdade financeira, mesmo após a idade da reforma. Estas gerações estão a assumir os cuidados parentais e a responsabilidade por idosos cuja esperança de vida se prolonga para além de prazos que muitos não previram. Chamemos a este dilema "presos no meio contigo", onde residem as expectativas de cuidar da geração tradicional e, simultaneamente, dos millennials e da

Geração Z - esta última agora considerada a mais infeliz de todas as gerações. A fonte de frustração e desespero das gerações anteriores deve-se à baixa autoestima e a problemas de saúde mental pela falta de um futuro visionário, onde a igualdade de oportunidades face aos boomers para alcançar um futuro próspero desapareceu. No outro lado do pêndulo, estão os idosos que sempre tiveram a expectativa de que as famílias deveriam cuidar umas das outras mas, financeiramente, essa suposição tornou-se um pesadelo tanto para o idoso como para a geração antecedente. Ao olharmos para as gerações abaixo da X dentro das nossas famílias, o problema predominante parece estar enraizado nas atitudes perante a qualidade de vida que cada um espera e na suposição de que o amanhã trará dias melhores, por isso hoje podemos ser preguiçosos. A falta de planeamento para o futuro - fingindo que uma certa quantia de dinheiro será suficiente para viver uma vida de conforto após a reforma - mostra a sua face mais feia devido à ignorância nos cálculos matemáticos sobre a esperança de vida e o financiamento necessário para ajudar os

nossos jovens e velhos. A Geração X assume agora a responsabilidade de ser mentora e protetora das gerações mais jovens, além de cuidadora das gerações mais velhas. Não há dúvida de que as mudanças de atitude sobre a forma como as gerações jovens respondem à responsabilidade e às expectativas sociais irão levar a sociedade à falência, se a realidade não se impuser e lhes der um estalo na cara, como os nossos pais costumavam fazer para nos meter juízo na cabeça. É inquestionável que todos, exceto o 1% dos ricos, estão a passar por problemas de acessibilidade financeira, muitos vivem de salário em salário, e a questão nas discussões à volta da mesa é: "quem é responsável pelos irresponsáveis e pelos septuagenários que vivem mais tempo, esperando cuidados de saúde e apoio mental até à morte?" Deverão as famílias ser responsáveis quando a maioria atravessa dificuldades financeiras?

A paternidade e a maternidade são abraçadas para estender as árvores genealógicas e pelo instinto natural de cuidar que reside na maioria de nós. No entanto, o investimento que é exigido ao longo da nossa vida para cuidar daqueles que as-

sumem que a vida é fácil e, portanto, esperam que o círculo familiar esteja lá para prover, resultou em gerações que praticam a preguiça e a ineptidão, onde o caminho mais fácil é a sua via. Este disparate é promovido por uma educação parental fraca, onde queremos que os nossos filhos tenham uma vida melhor do que a nossa. Isso, eu não entendo!

Um dogma sobre ser pai foi proferido por Martin Luther King, que sugeriu que "preferiria ter um filho morto do que um desobediente". E aí reside a questão: se todos adotassem uma atitude social e financeiramente responsável, todos seriam capazes de se sustentar a si próprios em vez de dependerem do pai ou da mãe para tirar da sua boca para sustentar a preguiça. Isso, por extensão, proporciona um melhor apoio às gerações mais velhas quando estas precisassem. Não fechemos os olhos prematuramente apenas porque a vida de outra pessoa supostamente deve ser uma prioridade. Acordem, pessoas, ou os boomers vão dar-vos um chuto no rabo.

Ano XXXV - Edição nº 1796

8 a 14 de maio de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
Versão em inglês Pág. 09
Photo:
Manuel DaCosta Editorial

A geração entalada

A REALIDADE

OS DADOS

O IMPACTO

O AUMENTO DA ESPERANÇA DE VIDA

nada, para dar?

A QUESTÃO CENTRAL

Quando o cuidado tem género

O peso invisível das mulheres

Num momento em que o envelhecimento da população avança ao mesmo ritmo que se adiam projetos de vida, há uma geração que se encontra, cada vez mais, no centro de uma equação exigente e silenciosa. São homens e, sobretudo, mulheres na casa dos 50 e 60 anos que continuam a apoiar os filhos, muitas vezes ainda dependentes, numa fase em que a autonomia financeira chega mais tarde, e ao mesmo tempo assumem um papel crescente no cuidado de pais idosos. Entre duas gerações, vivem numa constante gestão de tempo, recursos e emoções. É a esta realidade que a sociologia contemporânea chama de “geração sanduíche”.

Mais do que um conceito académico, trata-se de uma vivência concreta, moldada por transformações profundas na estrutura social. As famílias mudaram, os percursos de vida alteraram-se, o custo de vida aumentou e a esperança média de vida prolongou-se. As mulheres, em particular, passaram a integrar de forma massiva o mercado de trabalho, sem que, na mesma proporção, tenham sido redistribuídas as responsabilidades do cuidado dentro das famílias. O resultado é uma sobrecarga acumulada, muitas vezes invisível, mas com consequências reais na estabilidade financeira, na progressão profissional e no bem-estar emocional.

É neste contexto que ouvimos Susan Prentice, Duff Roblin Professor of Government e docente no Departamento de Sociologia da Universidade de Manitoba. Com um percurso académico dedicado ao estudo das políticas sociais, das desigualdades e das dinâmicas familiares, Susan Prentice ajuda-nos a compreender as raízes estruturais deste fenómeno e os seus impactos concretos na vida de milhares de canadianos.

Nesta entrevista, a socióloga desmonta a ideia de que este é apenas um desafio individual ou familiar, sublinhando antes o peso das escolhas políticas e das lacunas nos sistemas de apoio social. Desde o acesso a cuidados infantis até à ausência

de respostas robustas para o envelhecimento da população, são vários os fatores que empurram o cuidado para dentro de casa e, frequentemente, para os ombros das mulheres.

Ao longo das próximas respostas, emerge uma leitura clara: a “geração sanduíche” não é apenas o reflexo de mudanças demográficas, mas também o resultado de um modelo social que ainda não conseguiu acompanhar essas mesmas mudanças. Entre responsabilidades cruzadas, expectativas culturais e limitações económicas, esta geração vai encontrando formas de resistir, mas nem sempre sem custo.

Perceber quem são, como vivem e o que enfrentam é essencial para pensar o presente… e, sobretudo, para antecipar o futuro.

Milénio Stadium: Na sua opinião, que mudanças estruturais ou sociais contribuíram para o surgimento da chamada “geração sanduíche” no Canadá?

Susan Prentice: As mulheres estão a ter menos filhos do que anteriormente e, em média, são mais velhas quando os têm. Assim, os seus anos de cuidado de crianças mais novas e de assistência a pais e sogros idosos estão mais próximos do que nunca. É a isto que chamamos a “geração sanduíche”.

MS: De que forma é que esta dupla responsabilidade — apoiar simultaneamente os filhos e os pais idosos — afeta a mobilidade social e a estabilidade financeira entre adultos na casa dos 50 e 60 anos?

SP: Quando os serviços públicos são caros, inexistentes, de má qualidade ou não são culturalmente sensíveis, o cuidado familiar torna-se a opção por defeito. Apesar de muitas mudanças nos papéis de género ao longo das últimas décadas, ainda existem suposições generalizadas de que as esposas e filhas devem prestar cuidados aos membros da família. Embora muitas mulheres queiram prestar esses cuidados, o facto de tantas estarem inseridas no mercado de trabalho remunerado e estarem a conciliar o apoio a múltiplas gerações pode ser profundamente desafiante. A razão número um pela qual muito

mais mulheres do que homens trabalham a tempo parcial (e não a tempo inteiro) é para acomodar as necessidades familiares. Isto significa que os rendimentos das mulheres são mais baixos, tanto durante os anos de trabalho como na reforma. Ao seguirmos este fio condutor, torna-se claro que a prestação de cuidados é um dos elos diretos para a situação económica reduzida das mulheres quando comparada com a dos homens. As mulheres pagam um preço elevado ao longo de toda a vida quando a prestação de cuidados não é partilhada e apoiada de forma equitativa.

MS: Até que ponto este fenómeno é influenciado pelos custos da habitação, pela maior esperança de vida e pela independência financeira tardia das gerações mais jovens?

SP: O custo de vida é elevado e a maioria dos agregados familiares com filhos quer e precisa de maximizar os salários. De uma perspetiva económica, as mulheres precisam de trabalhar para suportar as despesas domésticas. Felizmente, em todo o Canadá, o custo das propinas das creches baixou recentemente ao abrigo do novo plano nacional de cuidados infantis — mas as creches custam frequentemente mais de 10 dólares por dia e, muitas vezes, não estão disponíveis quando e onde os pais precisam.

MS: Existem diferenças notáveis na forma como este fardo é vivido entre as diferentes comunidades culturais, incluindo as populações imigrantes?

SP: Os agregados familiares multigeracionais são mais comuns entre as famílias recém-chegadas e contribuem muito para criar suportes sociais (bem como tensões) no quotidiano.

MS: Que políticas públicas ou apoios sociais acredita serem mais urgentemente necessários para melhor apoiar esta geração?

SP: O Canadá deu passos para apoiar os pais com o cuidado das crianças pequenas, mas o plano nacional de cuidados infantis

ainda está numa fase inicial. Ter acesso a mais creches de alta qualidade e baixo custo ajudaria imenso os adultos, especialmente as mães, que estão a sofrer as pressões da geração sanduíche. Precisamos de melhorar e expandir os serviços de cuidados infantis em todo o país. Também precisamos de ambições semelhantes para construir serviços de apoio ao idoso fortes e eficazes para servir a nossa população envelhecida e para aliviar o fardo sobre as famílias. MB/MS

DESTAQUE

“Apesar de muitas mudanças nos papéis de género ao longo das últimas décadas, ainda existem suposições generalizadas de que as esposas e filhas devem prestar cuidados aos membros da família. Embora muitas mulheres queiram prestar esses cuidados, o facto de tantas estarem inseridas no mercado de trabalho remunerado e estarem a conciliar o apoio a múltiplas gerações pode ser profundamente desafiante.”

Susan Prentice. (DR.)
Photo: MDC Media Group Inc / A.I.

Viver para os outros, esquecer-se de si...

Vivemos um tempo cada vez mais exigente e, neste enquadramento, há histórias que se repetem em silêncio dentro de muitas casas. Rotinas preenchidas, agendas sobrelotadas, responsabilidades que se acumulam sem espaço para pausa. Entre o trabalho, a vida familiar e o apoio constante a diferentes gerações, muitas pessoas vivem num estado permanente de disponibilidade para os outros, mas raramente para si próprias.

Éneste contexto que o olhar da psicologia se torna essencial. Mais do que compreender o que se faz, importa perceber o que se sente. O desgaste não surge apenas no corpo, mas instala-se de forma subtil na mente, nas emoções, na forma como cada pessoa se vê e se relaciona com o mundo à sua volta. A pressão contínua pode transformar-se em ansiedade, culpa ou exaustão profunda — sinais que, muitas vezes, passam despercebidos até atingirem níveis difíceis de ignorar. Conversámos com Angela Masuzzo, psicoterapeuta, que acompanha de perto esta realidade no seu trabalho clínico. Através da sua experiência, ajuda-nos a identificar os principais impactos psicológicos desta sobrecarga acumulada, os sinais de alerta a que devemos estar atentos e, sobretudo, os caminhos possíveis para recuperar equilíbrio.

Porque, no meio de tantas exigências, há uma pergunta que importa não esquecer: até que ponto é possível cuidar dos outros sem cuidarmos de nós próprios?

Milénio Stadium: Quais são os principais impactos emocionais e psicológicos em pessoas que cuidam simultaneamente dos filhos e dos pais idosos?

Susan Prentice: Interessante essa pergunta neste momento pois tenho clientes que estão passando por essa situação que não é fácil e justamente essa semana falámos sobre este assunto e como lidar com essa situação de uma maneira saudável que não comprometa o estado físico e emocional da pessoa que faz o papel de cuidador/a. Os impactos emocionais e psicológicos são vários, mas os principais seriam:

A sobrecarga e cansaço emocional que essas pessoas experienciam. Isso pode trazer a fadiga crónica, a sensação de nunca estar

descansado mesmo após ter descansado. Irritabilidade ou falta de paciência também podem se apresentar acompanhadas da tolerância emocional baixa. Isso pode causar o que chamamos de “burnout” da pessoa que cuida, pois essas pessoas sentem-se com a responsabilidade de ‘cuidar de tudo’.

• A pessoa também pode sentir-se culpada por não estar atuando ou fazendo os papeis que pensa serem devidos. Como por exemplo: Não sou uma boa filha/ filho, boa mãe ou pai, será que estou fazendo o suficiente? Será que estou sendo boa esposa ou marido.

• Essa culpa existe devido à pessoa sentir-se impossibilitada de atender todas as pessoas e as demandas.

• Outro fator também é a perda da identidade pessoal, onde a pessoa deixa de existir como individuo e passa a se ver como ‘uma função’ - cuidador, desconectado de seus próprios interesses e a evidenciar falta do ‘autocuidado.’

• A constante ansiedade que esta situação causa, com o seu sistema nervoso em estado de alerta contínuo.

• Tudo isso pode causar conflitos conjugais, familiares pelas diferenças de expectativas de todos envolvidos.

MS: De que forma esta pressão contínua pode afetar a saúde mental, nomeadamente ao nível do stress, ansiedade ou burnout?

AM: Como já comentei acima, quando a pessoa chega à exaustão emocional intensa- tudo ao seu redor é afetado imensamente. Temos que ter cuidado com os sinais que podem passar por desapercebidos por um bom tempo, para evitar problemas maiores. Alguns dos sinais podem ser, mas não se limitam a: falta de energia, desmotivação total relativamente às coisas ao seu redor, a sensação de aprisionamento e o afastamento emocional, a despersonalização, a redução da empatia mesmo com as pessoas que ama, a sensação de vazio e falta de energia, tudo isso causado pelo stress da situação. Se a pessoa está passando por essa experiência e sintomas, é aconselhável procurar ajuda médica ou terapia. Normalmente, a pessoa não consegue identificar certos termos, mas ela vem

com uma narrativa real e mais parecida com frases assim: “Estou sem paciência”, Me sinto sempre cansada”, Sinto muita culpa”, “Não consigo me desligar, a minha cabeça está sempre funcionando”, “Já não me reconheço”. Essas pequenas frases são indicações fortes de que a pessoa chegou ao seu limite e precisa de ajuda externa.

MS: Porque é que tantas pessoas nesta situação têm dificuldade em cuidar de si próprias e quais são os riscos dessa negligência?

AM: Pessoas que cuidam, ao mesmo tempo, dos filhos, casa, trabalho e dos pais idosos muitas vezes têm dificuldade em cuidar de si mesmas porque seu valor fica ligado ao papel de cuidar, há um forte senso de responsabilidade e culpa. A pessoa às vezes sente-se culpada por tirar um tempo para descansar. Além de manter um sistema nervoso constantemente em alerta, a culpa às vezes o impede de cuidar de si próprio. Muitas vezes, também existe pouca rede de apoio. Isso leva ao autoabandono pela sobrecarga, mesmo quando percebem que precisam de pausa. Como fazer para tirar esse tempo e cuidar de si mesmo quando tem tanta coisa para fazer e resolver? A obrigação sempre fala mais alto, e até chegar ao ponto onde realmente a saúde física e mental é seriamente afetada a pessoa não consegue se dar esse direito de ‘pausa’, até quase chegar a um esgotamento emocional e físico.

Os riscos são altos e acumulativos: podem desenvolver burnout, depressão, ansiedade generalizada, além de perda de identidade, ressentimento e grandes impactos nos relacionamentos ao seu redor, tanto familiar como profissionalmente.

MS: Que estratégias ou ferramentas psicológicas podem ajudar a gerir melhor estas responsabilidades acumuladas?

AM: Em primeiro lugar vem a realização de que algumas estratégias ou ferramentas precisam ser colocadas em prática para alcançar um alinhamento e balanço pessoal para evitar o burnout.

• Colocar certos limites pode ajudar muito. Por exemplo, dizer ‘Não’, ajuda a reduzir e dividir responsabilidades com outras pessoas e familiares.

• Saber diferenciar a responsabilidade real das expectativas irreais e prestar atenção na narrativa de que cuidar de si mesmo, ao mesmo tempo, é necessário e não é egoísmo de sua parte.

• Avaliar seu próprio limite e tomar decisões mais saudáveis para poder continuar prestando apoio aos pais idosos. Às vezes é mais simples do que pensamos:

• Uma técnica simples e que pode ajudar muito é da respiração consciente,

• Fazer grounding, ou promover o contato com a natureza, como por exemplo uma caminhada para reduzir o stress e trazer um pouco de alinhamento pessoal.

• Pensar em formas de resgatar um pouco seus valores, alguns interesses que ficam perdidos pelo caminho.

• Muito importante é não se privar de pedir ajuda - suporte externo como terapia, assistência médica, grupos de apoio - pois não é sustentável fazer tudo sozinho.

MS: Em que momento deve uma pessoa nesta situação procurar ajuda profissional?

AM: Uma pessoa nessa situação pode considerar procurar ajuda profissional quando começa a se sentir constantemente tudo que foi mencionado acima. Sentir-se cansada, sem energia, mais irritada ou emocionalmente sobrecarregada do que o normal. Quando a mente não desacelera, o sono piora e a preocupação vira constante, pode ser um sinal de que a ansiedade está aumentando, como uma Ansiedade Generalizada.

Da mesma forma, quando tudo começa a parecer pesado demais, surge uma sensação de vazio ou de estar funcionando no automático, isso pode indicar um nível de esgotamento mais profundo, como o burnout. Se a pessoa perde o interesse pelas coisas que antes gostava ou se sente desconectada de si mesma, também pode ser um sinal e o começo de uma depressão. E isso não pode ser ignorado, tem que se dar a atenção adequada.

Na verdade, não é preciso esperar chegar ao limite. Um bom momento para buscar ajuda é quando a pessoa percebe que está carregando muita coisa sozinha e gostaria de ter mais apoio, clareza e leveza para lidar com tudo isso.

A pessoa não precisa estar no seu pior momento para procurar ajuda, ela precisa sentir que esta sobrecarregada, estressada e está pesado demais para carregar tudo sozinha.

MB/MSv

Angela Masuzzo. (DR.) Credito:

Entre cuidar dos pais, criar os filhos e sobreviver...

Há uma geração que vive em silêncio uma das maiores pressões sociais e emocionais da atualidade. São homens e mulheres que, ao mesmo tempo que educam filhos, apoiam netos ou tentam manter estabilidade profissional, assumem também o papel de cuidadores dos próprios pais envelhecidos. Vivem divididos entre duas gerações dependentes deles e, muitas vezes, acabam por deixar a própria vida para segundo plano.

Chamam-lhe a “geração entalada” — adultos que se encontram presos entre a responsabilidade de cuidar dos mais velhos e a obrigação de garantir o futuro dos mais novos. O fenómeno não é novo, mas tornou-se cada vez mais visível com o envelhecimento da população, o aumento da esperança média de vida e as dificuldades económicas que afetam milhares de famílias. Por trás das estatísticas existem histórias de exaustão, culpa, ansiedade e sacrifício pessoal. Nós saímos à rua e fomos conhecer a realidade de três famílias.

Entre o trabalho, a mãe e a filha: a vida invisível de Helena Martins Helena Martins, de 47 anos, começa os dias antes das seis da manhã. Prepara o pequeno-almoço da filha adolescente, organiza o material escolar e sai rapidamente para o trabalho. Durante o expediente, o telemóvel nunca está realmente em silêncio. Há sempre receio de receber uma chamada sobre a mãe, de 81 anos, que vive sozinha e apresenta sinais iniciais de demência. Ao final do dia, enquanto muitos regressam a casa para descansar, Helena inicia uma segunda jornada. Passa pela farmácia, ajuda a mãe no banho, prepara refeições para os dias seguintes e organiza medicação e consultas médicas. Só regressa a casa perto

da noite, quando ainda precisa de acompanhar os estudos da filha e tratar das tarefas domésticas.“Há dias em que sinto que vivo apenas para resolver problemas”, admite. “Quando estou com a minha filha, sinto culpa por deixar a minha mãe sozinha. Quando estou com a minha mãe, penso que estou ausente da vida da minha filha.”

A culpa tornou-se uma presença constante. Também o corpo começou a dar sinais de desgaste. Helena sofre de insónias frequentes, dores musculares e crises de ansiedade. Já deixou de sair com amigas, abandonou atividades que gostava de fazer e raramente encontra tempo para descansar.

“O que mais perdi foi a sensação de liberdade”, diz. “Já não faço planos para mim. Tudo gira à volta das necessidades dos outros.”

A situação financeira também se agravou. Apesar de trabalhar a tempo inteiro, grande parte do salário é absorvida por medicamentos, deslocações, exames médicos e pequenas adaptações feitas em casa da mãe para garantir mais segurança. Contratar ajuda profissional tornou-se praticamente impossível devido aos custos elevados.

Como Helena, muitos cuidadores informais sentem-se invisíveis. Embora desempenhem funções essenciais para o bem-estar das famílias e até para aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde, continuam muitas vezes sem apoio suficiente.

A reforma que nunca chegou: o peso silencioso de Carlos Ferreira

A realidade de Carlos Ferreira mostra outro lado desta pressão familiar. Aos 63 anos, Carlos imaginava uma reforma tranquila depois de décadas a trabalhar como motorista. Sonhava viajar com a mulher, descansar e finalmente ter tempo para si. Mas a crise financeira do filho alterou completamente esses planos.

Hoje vive numa casa cheia, com o filho desempregado, a nora e dois netos pequenos. A reforma, que deveria garantir estabilidade, passou a sustentar praticamente toda a família.

Carlos acorda cedo para levar os netos à escola, ajuda nas refeições e continua a fazer pequenos trabalhos ocasionais para complementar o orçamento familiar. Apesar do cansaço, raramente se queixa na frente da família.

“Os meus netos não têm culpa de nada”, afirma. “Faço o que posso para que não lhes falte estabilidade.”

No entanto, a pressão acumulada tornou-se pesada. O dinheiro raramente chega ao fim do mês e Carlos começou a adiar consultas médicas próprias para evitar despesas adicionais. Sofre de hipertensão e dores articulares, mas prefere suportar o desconforto em silêncio.

“Às vezes sinto medo de adoecer”, admite. “Porque sei que toda a família depende de mim.”

O impacto emocional também é profundo. Carlos sente que perdeu a reforma que imaginava. Em vez de descanso, voltou a viver rotinas semelhantes às de um pai jovem, mas agora com menos energia física e mais preocupações financeiras.

Entre o cuidado e o cansaço: a vida em pressão de Sofia e Ricardo Almeida

Em muitos casos, esta geração acaba por assumir responsabilidades familiares sem qualquer preparação emocional ou apoio especializado. O desgaste acumulado afeta não apenas a saúde física, mas também as relações pessoais, o casamento e até a autoestima.

É isso que acontece com Sofia Almeida e Ricardo Almeida. O casal, ambos na casa dos 40 anos, trabalha a tempo inteiro e cria

dois filhos pequenos. Há dois anos, a vida mudou drasticamente quando o pai de Ricardo sofreu um AVC que o deixou dependente de cuidados permanentes.

Desde então, os dias passaram a ser organizados ao minuto. Entre terapias, consultas médicas, horários escolares, reuniões de trabalho e tarefas domésticas, o casal vive num estado permanente de exaustão. “Estamos sempre cansados”, diz Sofia. “Não existe pausa mental. Mesmo quando tentamos descansar, estamos preocupados com alguma coisa.”

A relação do casal começou a sofrer desgaste. Há menos tempo para conversas, lazer ou momentos em família. Pequenas discussões tornaram-se frequentes, alimentadas pelo stress e pela sensação constante de pressão.

Ricardo admite que sente culpa por não conseguir dedicar mais tempo aos filhos. “Às vezes penso que estou ausente da infância deles porque estou sempre preocupado com o meu pai.”

Também os filhos sentem o impacto desta dinâmica familiar. Embora compreendam parcialmente a situação, ressentem-se da falta de tempo e atenção dos pais. Muitas atividades em família foram canceladas devido a dificuldades financeiras ou falta de energia emocional.

Para Sofia, o maior sacrifício foi deixar de pensar no futuro. “Vivemos apenas para responder às urgências do presente”, afirma. “Os nossos sonhos ficaram em pausa.”

Envelhecimento populacional e a sobrecarga das famílias cuidadoras

Especialistas alertam que esta realidade está a crescer em vários países europeus, sobretudo devido ao envelhecimento da população e à insuficiência de respostas sociais para famílias cuidadoras. Muitas pessoas acabam por desempenhar funções equivalentes às de profissionais de saúde sem formação adequada, sem descanso e sem apoio psicológico.

O impacto na saúde mental é significativo. Ansiedade, depressão, exaustão emocional e isolamento social são problemas frequentes entre cuidadores informais. Muitos acabam também por negligenciar a própria saúde, adiando exames, tratamentos ou momentos de descanso.

Além disso, existe uma forte pressão económica. O aumento do custo de vida, das despesas médicas e da habitação torna ainda mais difícil equilibrar as necessidades de várias gerações dentro da mesma família. Apesar disso, muitos cuidadores sentem que continuam invisíveis no debate público. Defendem mais apoio financeiro, horários laborais flexíveis, acesso facilitado a apoio domiciliário e licenças específicas para quem cuida de familiares dependentes.

Para Helena, faria diferença ter mais apoio psicológico e serviços acessíveis para idosos. Carlos acredita que os avós que sustentam famílias deveriam receber reconhecimento e benefícios sociais específicos. Já Sofia e Ricardo defendem redes comunitárias de apoio que permitam aliviar a sobrecarga diária.

Enquanto os governos discutem envelhecimento populacional e sustentabilidade social, milhares de pessoas continuam diariamente a viver esta realidade silenciosa. São homens e mulheres que tentam ser filhos presentes, pais atentos, avós disponíveis e trabalhadores produtivos ao mesmo tempo.

No meio de tantas responsabilidades, sobra pouco espaço para si próprios.

E talvez esse seja o maior retrato desta geração: pessoas que passam a vida inteira a cuidar dos outros, enquanto aprendem a sobreviver ao próprio cansaço. RMA/MS

Happy Mother's Day

To the women who lift us up. Thank you for your strength, your guidance, and your endless love. Today, we celebrate you.

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Os “cadilhos” para toda a vida

Olá, muito bom dia, boa sexta-feira e feliz Dia da Mãe para todas as mulheres que tiverem o privilégio de o ser.

Cá estamos, e maio já vai a acelerar, a mesma conversa de sempre. O tempo passa num ápice e vamos lidando.

Tema de capa, fala-nos de uma “geração entalada”, de filhos adultos que, ao invés de serem mais autónomos apesar de todos os mecanismos do século XXI, continuam e, cada vez mais, a depender dos pais. Cada vez mais filhos tardam a sair do “ninho”, para viverem as suas vidas. Cada vez mais filhos ficam por casa e usufruem das regalias como se fossem adolescentes sem obrigações, nem deveres. Cada vez mais o sonho de comprar uma casa se torna mais impossível, cada vez mais o viver o “hoje” está mais na moda e assim vão ficando...

Quando ganham “asas” continuam a depender dos pais para ajudar com a logística da família que entretanto formaram. A verdade é que a sociedade atual está cada vez mais limitada a “acessos sociais”. Já existe uma enorme pressão no dia-a-dia com salários que não alcançam o custo de vida, que teima em subir, colocar crianças em atividades extracurriculares está a transformar-se num luxo, e é aí que entram os pais/avós. E o ciclo repete-se... levar e buscar os miúdos à escola, levá-los a uma e a outra atividade, cuidar uma vez mais

como se dos filhos se tratassem... Depois há ainda, cada vez mais, em muitas famílias, uma outra realidade – a necessidade de dar apoio e cuidar dos mais velhos. E assim quem poderia (deveria...) estar já numa altura da vida em que, finalmente, se pode ter mais tempo para si próprio, para viver a vida, encontra-se “entalado” entre os pais e os filhos e muitos ainda com o seu trabalho pelo meio. E a vida passa a ser uma verdadeira loucura onde o tempo parece fugir pelos dedos. Como será, de ora em diante, com as mudanças radicais a nível empresarial onde a IA está a tomar conta do mercado a uma velocidade desmedida? Uma coisa é certa, filhos que tenham pai e mãe e que possam contar com a sua ajuda, são muito ricos. E os idosos que tenham filhos atentos e cuidadosos também têm neles a verdadeira riqueza.

Por tudo isto, tratar bem esta geração “entalada”, que já tanto se sacrificou ao longo da vida e agora, quando seria tempo de relaxar, continua na rotina ainda mais dura que tinha no início da própria vida é uma obrigação e um ato de puro amor. Infelizmente, na dureza do dia-a-dia e porque esta geração de certo modo se anula em prol dos outros, passando quase despercebido todo o seu esforço, muitos nunca reconhecem o seu imenso valor na estrutura familiar.

Contudo e sem muito mais adiantar, desejo-vos um excelente fim de semana e, se por acaso se esquecerem... eu lembro-vos que, quando se é mãe, é-se todos os dias. Celebrem sempre as vossas mães com muito amor e respeito.

É o que é e vale o que vale.

Até já e fiquem bem

Read in English

Cristina Da Costa Opinião
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X MARKS THE SPOT

In a changing economic world where patriotic talk overshadows the reality of financial challenges, many are struggling to keep up with the demands being imposed to look after others in precarious situations.

Younger baby boomers and generation X are now expected to assume social responsibilities which extend far beyond the “Freedom 55” dream and many never achieve financial freedom

even after retirement age. These generations are assuming parental care and responsibility for elders whose life expectancy is being extended past timelines that many didn’t envision. Let’s call this dilemma “stuck in the middle with you” where the expectations for caring for the traditional generation and millennials and generation Z, which is now considered the unhappiest of all generations. The source of frustration and despair from previous generations is due to low self-esteem, mental health issues due to lack of a visionary future where the equalization to boomers in achieving a prosperous future has disappeared. On the other side of the pendulum, are seniors who always had the expectation that families were supposed to

look after each other but financially, this assumption has turned into a nightmare for both the senior and the generation antecedent.

As we look at generations below X within our families, the predominant issue appears to be rooted in attitudes towards the quality of life that each expects and the assumption that tomorrow will bring better days, so today we can be lazy. Lack of planning for the future pretending that a certain amount of money will be sufficient to live a life of comfort after retirement reality rears its ugly head due to ignorance in mathematical calculations about life expectancies and the funding required to help our young and old. Generation X has now assumed responsibility to be mentors

and protectors to the younger generations plus caregivers to the older generations. There is no doubt that attitudinal changes on how young generations respond to responsibility and social expectations will bankrupt society if reality doesn’t set in and slaps them in the face as our parents used to do to bring sense into our brains. There is no question that everyone, except the 1% of the rich, are experiencing affordability issues, many are living paycheque to paycheque, and the question on discussions around the table is “who is responsible for the irresponsible and for the septuagenarians that live longer, expecting healthcare and mental support until death?” Should families be responsible when most are experiencing financial difficulties?

Fatherhood and motherhood is embraced to extend family trees and the natural nurturing that resides within most of us. However, the investment that is required over our lifetime to take care of those who assume that life is easy and therefore expectations that that circle of family will be there to provide has resulted in generations practising laziness and ineptitude where the easy way out is their path. This nonsense is promoted by weak parenting where we want our kids to have a better life than we did. That, I don’t understand!

A dogma of being a parent was related by Martin Luther King who suggested that “he would rather have a deadjust son than a disobedient one.” And there lies the issue that if everyone adopted a financially responsible attitude, everyone would be able to support themselves instead of relying on mom or dad to take from their mouths to support laziness. That, by extension, would provide better support for the older generations when they need it. Let’s not close our eyes prematurely just because someone else’s life is supposed to be a priority. Wake up people or the boomers will kick your ass.

Esta semana

• Museu do Rali de Fafe: Uma viagem pela adrenalina e a história das lendas das quatro rodas.

• IPMA 2026: Os melhores momentos da maior gala da lusofonia. Brilho, talento e grandes estrelas!

• NAPA: Da Madeira para o mundo! O fenómeno “Deslocado”, a Eurovisão e segredos do novo álbum.

• Rosa’s Portuguese Kitchen: O conforto num prato. O sabor rústico da nossa tradicional Sopa de Peixe.

• Fábio Augusto: Damos voz e palco a quem sonha com a música.

• Arte do Empalhamento: Tradição viva em Fafe. Conheça a história e os segredos do trabalho em palha.

• Música no Coração: O desfecho memorável de um clássico mundial, numa gravação exclusiva da Camões

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

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Manuel DaCosta Editorial

• Imóvel misto comercial/residencial.

• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.

• Um investimento único e chave na mão.

Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)

• Frente de 45 metros

• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina

• Vistas espetaculares da cidade e do lago

Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Imóvel comercial/residencial

• 2 unidades comerciais ao nível da rua

• Frente de 24 metros para a Dundas

• Construção em tijolo bem conservada Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Prédio misto comercial/residencial

• Frente de 11,4 metros

• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)

Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Aprox. 1.300 m².

• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).

Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.

• Imóvel misto comercial/residencial

• Edifício isolado de 3 pisos

• Frente de 25 metros para a College St

• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village

• Rodeado por alta densidade residencial

Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

Onde a mãe está, é que é o lar.

Um feliz Dia das Mães a todas as mulheres que transformam casas em lares e sonhos em realidade.

Desejamos um dia repleto de amor a todos os nossos clientes e amigos.

Toronto - PARA VENDA
256 Crawford St, Toronto - PARA VENDA
1264 College St, Toronto - PARA VENDA
33 Eddystone Ave, Toronto - PARA VENDA
1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
22A Ripley Ave, Toronto - PARA ARRENDAMENTO
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA
• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
36 Marquette Ave e 1 Brightwood St, Toronto - PARA VENDA

Just a couple of minutes ago, as I was trying to come up with something I felt like writing about for this page, the doorbell rang.  It was my neighbour, an 89-year-old widow, with tears welling up in her eyes.  She had come bearing sad news; another neighbour, a gentleman 86 years of age, had just passed away.  Now there are two widows living on their own in our hamlet.

Fortunately for both, family is just a couple of kilometres away, but it was something else our friend next door said that also made me think. Lamenting the death of her old friend of many years, she feared the thought of dying alone, just as her friend, a couple of hours before. She feared not being able to call for help, if something ever happened to her. The sadness of what just happened is fused with the sadness of witnessing the loneliness sometimes felt by people in these circumstances. And then you start looking around, to our left we have a wonderful 95-year-old lady who has the good fortune of having a daughter, (also a widow), who resides with her. In our circle is a couple in their late eighties, just up the street, our neighbours get a little younger, late seventies, but at the very end of our nook there’s a young couple, with a 5-year-old child.

These latest editions are the hope that our ‘hood won’t disappear in the not-toodistant future. For the most part we live surrounded by very elderly people, few in number, but all of them with a good heart. Things are obviously not like the old days, when families lived together, or side-byside. When people began going away in order to find a good-paying job, or any job at all, the natural support system crum-

The Inevitable

bled. People did get accustomed to the new way of living, but the drawbacks are the aforementioned, to name one. Medicine has, ironically, contributed to this situation simply because people are now living much longer. In a progressive world, there would be ways of accompanying those who live alone, especially the elderly, who, like the rest of us, want to live as independently as possible, for as long as possible. Family and friends can only do so much, with the little spare time afforded to them, so meaningful and readily available social assistance, in the manner of friendship and company, would really go a long way, especially in the evenings.

My neighbour has mentioned in the past

that she gets the loneliest in the evening, because if anyone is going to pop by for a visit, it will be before dinner, (after dinner, we all know how it goes). I know there’s never money for things like this, not due to it’s lack of importance, but due to improper use of public funds, just like health care, and other vital services. The cash rarely flows our way, and when it does, it’s just a trickle, but these people deserve the respect they have earned, mostly through a lifetime of servitude, where the spoils go to the few and the rest of us get to survive, (some with a few perks, but their numbers are minute, in comparison).

After this, I’m going over to my neighbour’s house, so that I can add my num-

ber to her cell’s speed dial, that should in help easing her fears, but I’m also going to make a habit of knocking on her door more often, and I’ll keep looking for the signs that signal her daily routine, which is something she’s done for us over the 20 years we’ve known her. We never know what tomorrow will bring, especially for people of a ripe old age, so appreciate them while they’re around. It’s worth the effort. Fiquem bem!

Leia em português

Onde a palavra se celebra à mesa.

Retribua o amor com uma experiência inesquecível na Enoteca Rossio. A tradição do Piri Piri Grill abre caminho para a sofisticação da Enoteca Rossio. Venha celebrar no local de sempre, agora com uma nova energia e a gerência que já conhece. Reserve a sua mesa ou uma das nossas salas privadas para uma celebração em família.

Raul Freitas Opinion

A entrada para Portugal em Brampton A maturidade institucional

A comunidade portuguesa no Canadá, tal como em tantos outros cantos do mundo, não é meramente um grupo de imigrantes de passagem; somos, e fomos, protagonistas ativos e responsáveis pela construção deste e de outros países. É imbuído deste espírito de afir-

deira entrada simbólica para Portugal em terras canadianas. Uma ideia brilhante de Guido Pacheco e de todos os que se empenharam nesta edificação, que merece não só o meu, mas deveria ter o total reconhecimento de todos.

Este monumento representa o respeito conquistado por nós e por aqueles que, antes de nós, desbravaram este caminho. Não se trata apenas de arquitetura; é um marco da nossa identidade que servirá de cenário para as nossas manifestações de fé, como as tradicionais festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres (que a comunidade portuguesa celebra ano após ano em Brampton). Na dicotomia entre o

sagrado e o profano, onde festejamos com uma entrega inigualável, estas Portas tornam-se o palco maior. Quando as procissões, os desfiles ou os grupos de folclore atravessarem aqueles arcos, teremos a prova viva de que a nossa cultura é vibrante, respeitada e, acima de tudo, eterna. É fundamental reconhecer o papel político nesta conquista. Felicito o Mayor Patrick Brown pela sua visão inclusiva e por compreender que a vitalidade de Brampton passa, inevitavelmente, pelo sucesso da nossa comunidade. Mas o meu destaque vai, com especial orgulho, para o trabalho incansável de dois dos nossos: os vereadores Martin Medeiros e Paul Vicente. O desempenho de ambos na cidade de Bramp-

ton é o exemplo perfeito do que podemos alcançar quando nos envolvemos na vida pública. O Martin e o Paul não estão lá apenas a ocupar um lugar; estão a lutar pelos nossos interesses e a garantir que o legado português seja perpetuado com dignidade. Esta afirmação de Brampton não surge isolada. Ela faz uma "colagem" perfeita com outro gigante da nossa diáspora: o Magellan Community Centre em Toronto. Se em Brampton erguemos as Portas que celebram a nossa chegada e a nossa fé, em Toronto o Magellan ergue as paredes que acolherão os nossos pioneiros com o carinho e a dignidade que merecem. São dois projetos irmãos, dois portais de resistência que provam que a nossa comunidade atingiu uma maturidade institucional sem precedentes. Enquanto as Portas da Cidade projetam a nossa cultura no espaço público, o Magalhães garante a nossa coesão social e o apoio àqueles que tudo deram para que hoje pudéssemos estar aqui. Estas iniciativas são o testemunho de que não aceitamos mais ser figurantes na história do Canadá. As Portas da Cidade, de Ponta Delgada, em Brampton, são o nosso novo cartão de visita e o Magellan é o nosso porto de abrigo. Juntos, estes marcos criam um corredor de portugalidade que atravessa gerações e fronteiras municipais.

A Guido Pacheco e à sua equipa, ao Manuel DaCosta e à sua equipa assim como aos nossos representantes políticos, deixo o meu mais profundo agradecimento por elevarem o nome de Portugal. Que estas portas sejam sempre o símbolo de uma comunidade que sabe de onde veio, que honra os seus idosos e que exige, com toda a legitimidade, o seu lugar de destaque no futuro deste país e de todas as nações onde a cultura lusa se sente e a língua portuguesa se fala com orgulho.

colaborativa, construída para quem quer ir além do convencional.

Acreditamos em fazer diferente: com proximidade, partilha e um verdadeiro espírito de equipa. Aqui, a liderança não é distante - é presente, prática e dedicada ao seu crescimento.

Com apoio contínuo e mentoria real, ajudamos cada profissional a construir um negócio sólido, autêntico e do qual se orgulhe.

Esteja a começar ou pronto para elevar a sua carreira, encontrará um ambiente que impulsiona, inspira e cresce consigo. Tem dúvidas? Estamos aqui para ajudar - ligue hoje

Vítor Silva Opinião

As Toronto gears up for its next municipal election on October 26, residents will have an opportunity to shape the city’s leadership, budgets, and policies for the coming years. The milestone dates for registration already set the pace for candidates and campaigns to begin, with May 1 marking the first day to submit names to register.

Why Municipal Elections Matter

Municipal governments are closest to everyday life. Mayors, city councillors, and school board trustees directly influence housing, transit, policing, garbage collection, parks, and local economic development. Most of the tax’s residents support city services. Elections determine who drafts the annual budget, set property tax rates, and prioritize capital projects like road repairs or new community centres.

Municipal elections provide a direct mechanism for residents to hold leaders accountable for service delivery, community safety, and the efficiency of municipal programs. Local elections encourage residents to participate in consultations, public meetings, and committee work that influence zoning, urban planning, and climate action at a scale that immediately impacts communities. For many residents, municipal government offers a first, meaningful avenue into public service. Running for office is a practical way to advocate for neighborhood needs, mentor future community leaders, and gain governance experience.

May 1 was the registration window that potential candidates must submit their nomination papers to officially register to run. In Toronto, this process is managed by the City Clerk’s office and includes required forms, financial

disclosure, and compliance with electoral rules. Municipal elections in Ontario are conducted under provincial legislation, but they are managed locally by each city. This means Toronto’s rules, timelines, and oversight are tailored to the city while aligning with provincial standards.

As Canada’s largest city, Toronto has a complex governance landscape, including a strong mayor and a large city council, along with city-wide services and regional responsibilities. This scale amplifies the impact of municipal elections on housing density, transit integration with regional networks, and urban planning strategies. While provincial and federal elections shape broad policies, municipal elections determine the day-to-day quality of life in cities. Decisions on housing affordability, transportation options, public health initiatives, crime prevention, and neighborhood services are all shaped through municipal leadership.

Municipal elections rarely generate the same level of excitement as federal or provincial contests-but they arguably have a more immediate and tangible impact on people’s daily lives. With May 1 marking the opening of candidacy submissions for the upcoming municipal election, the political process closest to home is officially underway, it is the starting line for decisions that will shape neighborhoods, infrastructure, and community priorities for years to come.

Another reason municipal elections matter is accessibility. Local representatives are typically more reachable than their federal or provincial counterparts. Constituents can attend council meetings, speak at public consultations, or even directly contact their councillors or mayor with relative ease. This proximity creates a unique opportunity for civic engagement, where residents can see the direct results of their participation and advocacy.

The opening of candidacy submissions on May 1 is a reminder that democracy is not a passive process. It relies on individuals stepping forward to represent their com-

Este livro de 236 páginas com capa de Ana Sofia Milheiro organiza-se sob o lema «cem anos – cem crónicas» de modo a retratar as viagens do Padre José da Felicidade Alves (1925-1998) que nos seus 73 anos de vida andou pelo Vale da Quinta, Salir de Matos, Caldas da Rainha, Santarém, Almada, Olivais, Cruz Quebrada, Paris e Roma – entre outros lugares.

Mas a viagem que este livro testemunha e releva á a viagem interior do Padre, professor, escritor, editor e olisipógrafo ilustre com o Prémio Júlio de Castilho atribuído em 1995 pela Câmara Municipal de Lisboa. Os Cadernos GEDOC agitaram o País e deram origem a um julgamento de quatro dos responsáveis – Padre Felicidade Alves, Nuno Teotónio Pereira, Abílio Tavares Cardoso e Manuel Mendes Mourão – todos absolvidos pelo Tribunal. Uma nota pessoal: há três livros que nunca me

Camões TV+ APP

Available NOW

Host Vince Nigro

City’s Future

munities and on voters taking the time to stay informed and participate. Municipal elections often suffer from low voter turnout, which can lead to decisions being made by a small segment of the population. This makes each vote even more powerful and each instance of civic engagement even more meaningful.

Ultimately, municipal elections are where governance meets daily life. They determine how cities grow, how communities’ function, and how communities’ function, and how resources are allocated at the most immediate level. As the election cycle begins, it is worth paying attention-not just to who is running, but to the issues at stake and the vision each candidate brings. The outcomes will shape the places people live, work, and call home in ways both visible and lasting.

If you are thinking of throwing your name into this race wherever you may be in Ontario jump in and participate, because the experience is very rewarding. Municipalities need your participation.

Just do it!

abandonaram apesar de já ter mudado de casa 14 vezes. São eles «Católicos e Política De Humberto Delgado a Marcelo Caetano», «É preciso nascer de novo» e «Jesus de Nazaré». Luís Alves Milheiro o autor do livro (n.1962) tem aqui uma dupla inscrição: é licenciado em História e pertence à família do Padre Felicidade. Esta dupla inscrição permite-lhe abordar o tema do livro biográfico com o rigor do historiador e com a força do afecto do familiar próximo.

Livros, jornais, programas de televisão e revistas forma lidos com toda a atenção e passados a pente fino ao mesmo tempo que a ligação familiar permitiu um olhar do lado de dentro do percurso de José da Felicidade Alves, o oposicionista militante. O mesmo é dizer o tempo pessoal do pároco de Belém, um homem grande e rico, surge em paralelo com o tempo púbico dum país pequeno e pobre. Uma nota pessoal – meu pai nasceu em 1927 no Zambujal que fica perto do Vale da Quinta

– pelo meio há as Antas, a Cabeça Alta e as Cruzes. Eu nasci em 1951 em Santa Catarina que também fica perto do Vale da Quinta - pelo meio há o Carvalhal Benfeito, a Cabeça Alta e as Cruzes. Acontece que as únicas vezes que o meu pai me falou do Padre Felicidade foi para repetir o que dizia a sua patroa, uma senhora rica que tinha uma quinta em Alcácer do Sal. Para ela o pároco de Belém era um malandro que se recusava a abençoar os soldados a caminho do Ultramar. Muitas vezes, quase sempre os superiores não são legítimos como diz um dos Mandamentos da Igreja. «Honrar pai e mãe e os outros legítimos superiores». Cá para mim honrar pai e mãe é uma coisa, os superiores já é outra conversa. Está de parabéns o autor deste livro. Seguiu uma ideia do filósofo Walter Benjamin (18821940): «Uma das principais responsabilidades do Homem é revelar o esquecido». JCF

Guests Dr. Ammendolia

Saturday 10:30 am

10:00 am Saturdays 7:30 am

Vincent Black Opinion
Leia em português
Photo: CBC

Os que estiveram na capoeira, nada fizeram, mas hoje cantam de galo

Entre a coerência e o populismo. O debate que falta na Lei Laboral.

Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre as alterações à lei laboral propostas pelo atual governo. Entre debates políticos, opiniões divergentes e alguma confusão mediática, o cidadão comum acaba por ficar com mais dúvidas do que certezas. É precisamente por isso que importa olhar para esta questão com algum equilíbrio e bom senso.

Durante anos, ouvimos especialistas, economistas e responsáveis institucionais defenderem que a legislação laboral em Portugal precisava de ser revista. O argumento era simples e fazia sentido, aumentar a produtividade, melhorar a competitividade das empresas e adaptar o país a uma economia cada vez mais global. Essa necessidade não surgiu agora, já vinha sendo discutida há muito tempo. No entanto, hoje assistimos a uma forte contestação por parte de uma grande fatia da oposição às propostas apresentadas. E isso levanta uma questão legítima, o que mudou entretanto? Será que a realidade económica é assim tão diferente ou estamos perante um posicionamento mais político do que propriamente técnico? Mais curioso ainda é observar a evolução do discurso de algumas figuras políticas. Quem no passado defendia a necessidade de reformas estruturais, hoje parece confortável em rejeitá-las sem apresentar alternativas consistentes. Esta mudança de posição,

muitas vezes pouco explicada, acaba por fragilizar o debate público e criar desconfiança junto dos cidadãos, por exemplo, Jose Luis Carneiro não mostra confiança nem capacidade em fazer reformas, canta, mas não encanta, ainda não percebeu que a economia do país só pode ser estável com boas empresas. Pois aqui se vê que no caso do líder do principal partido da oposição, (PS), essa incoerência começa a ser notória. O discurso tem va riado conforme o momento político, aproximando-se por vezes de uma lógica mais populista, focada na captação de votos a curto prazo, em vez da apresentação de soluções concretas e sustentáveis.

Criticar é legítimo, faz parte do jogo democrático, mas não chega. É preciso mais do que palavras, é neces sário visão, responsabilidade e propostas claras, a oposição é fraca. A verdade é que qualquer alteração à lei laboral exige sempre equilíbrio. Não se pode legislar apenas a pensar no patronato, nem exclusivamente nos trabalhadores. É necessário encontrar um ponto de estabilidade que permita às empresas crescer, criar emprego e competir, ao mesmo tempo que garante condições dignas, segurança para quem trabalha sem

esquecer quem emprega. Durante anos, esse equilíbrio foi muitas vezes adiado. Falar de competitividade era fácil, mas implementar medidas concretas nem sempre aconteceu. Por isso, quando surgem propostas de mudança, é natural que gerem debate, houve coragem e sabedoria deste governo, o que já não é tão compreensível é a rejeição quase automática, sem que se apresentem alternativas claras e construtivas, chegou

gar assustador, caladinho recebia um trofeu, abriu a boca estragou tudo. A oposição tem, naturalmente, o seu papel. Questionar, fiscalizar e propor caminhos diferentes faz parte de uma democracia saudável. Mas criticar por criticar não constrói. O país precisa de estabilidade, previsibilidade e confiança, fatores essenciais para quem investe, trabalha e tenta planear o futuro.

Por outro lado, importa também reconhecer o contexto em que este governo iniciou funções. Herdou um país com vários desafios acumulados, quer ao nível económico, quer social. Resolver problemas estruturais não acontece de um dia para o outro, e exigir resultados imediatos pode não ser realista. Isso não significa que tudo esteja perfeito. Há, sem dúvida, aspetos a melhorar e decisões que podem, e devem, ser ajustadas. Mas, no essencial, parece existir uma tentativa de colocar o país num caminho mais sustentável, promovendo crescimento económico e alguma estabilidade.

No meio de tudo isto, o mais importante é não perder de vista o objetivo principal, um país mais competitivo, mais justo e com oportunidades para todos. Para isso, é fundamental que haja diálogo, responsabilidade e, acima de tudo, coerência nas posições assumidas, coisa que parece não estar a acontecer.

Porque no final do dia, mais do que discursos políticos, aquilo que os portugueses esperam são resultados concretos e um futuro com mais segurança. Não acreditem nos que hoje falam quando estiveram a governar e nada de bom fizeram pelo país, parece que a memória de muitos é curta, o país precisa de estabilidade e uma lei laboral equilibrada, não de populistas, hoje vemos a esquerda a virar populista atras de votos a curto prazo. Bom fim de semana!

Acompanhe histórias inspiradoras da nossa comunidade, eventos inesquecíveis e momentos que fazem a diferença!

Augusto Bandeira Opinião

O que é vivo não tem cópia. Duas pessoas, duas roseiras, não podem ser iguais. E onde a violência tenta apagar a variedade e a diferença, a vida extingue-se.

Vasilij Grossman

Com dois antolhos na cara

Tenho a felicidade de já ter vivido bastantes anos e passado por vários países. Em alguns, estive na condição de turista; noutros, por razões de natureza profissional. Foi nesta última condição que tive o privilégio de trabalhar numa das cidades mais multiculturais da América do Norte – Toronto - com mais de 50% da sua população nascida fora do Canadá e cerca de 180 línguas faladas.

Foi lá que, pela primeira vez, me foi dada a oportunidade de, no terreno, estar em contacto com uma grande diversidade de culturas que, entre si, conviviam de forma pacífica, respeitando-se mutuamente. Entre elas, a comunidade portuguesa que, livremente e em vários locais, se podia fazer ouvir através das mais variadas manifestações de caráter religioso, económico e social. O mesmo acontecia com todas as outras, e são muitas, independentemente da sua origem, grupo étnico ou credo, concentradas em bairros facilmente identificáveis no tecido urbano, por todo o tipo de comércio e restaurantes representativos das suas culturas. Foi, portanto, em Toronto, que o conceito de “alteridade” saiu dos compêndios por

Conte com a Campos Immigration para facilitar o seu reagrupamento familiar, residência permanente ou vistos. Guiamos o seu processo com o cuidado que ela merece. Passo a passo, até ao seu lado.

onde tinha estudado para o ver praticado no respeito pela individualidade e singularidade do “outro” nas suas vivências e pensamento próprio. Foi lá que aprendi a sair da minha bolha para, num espaço de diálogo e tolerância, aceitar todas as formas de ser e de estar. Foi lá que, pela primeira vez, entrei em transportes públicos conduzidos por motoristas de turbante; que recebi nas aulas alunas vestidas de “sári” e outras de “hijab”; que vi no campus universitário jovens árabes a envergar as suas longas túnicas brancas ou jovens judeus de cabeça coberta com o respetivo “kipá”, usando as suas típicas vestes negras. Nunca me apercebi de que as vestes com que cada um circulava ou se apresentava nas aulas, fosse impedimento para uma saudável convi-

vência entre a massa estudantil e docente, numa província onde a cultura dominante é de base anglófona. Vem esta introdução a propósito do que passou por estes dias no meu país. Uma jovem muçulmana, de 26 anos, usando hijab e máscara cirúrgica aproximou-se de um autocarro da Carris para entrar. O motorista pediu-lhe primeiro que retirasse a máscara, o que é já por si um pedido inusitado, já que, após a pandemia, é frequente vermos algumas pessoas a utilizar este método preventivo de proteção do utente ou de terceiros. Não satisfeito com o facto de a jovem ter anuído ao seu pedido, de seguida, o motorista exigiu-lhe que retirasse o véu. Face à recusa, foi negada à jovem a entrada no autocarro.

É assim que está a nossa Lisboa, pejada de gente sem cultura, sem mundo, vestida de preconceitos contra quem é diferente. Tivessem estudado um pouco mais e lido umas passagens de Fernão Lopes, o cronista-mor do reino, e saberiam como ele retratou a Lisboa do século XV – “uma grande çidade de mujtas e desvairadas gentes.” Ou seja, há mais de cinco séculos, Lisboa era uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, repleta de estrangeiros que fizeram dela um grande centro comercial e político.

Os mesmos grupelhos que enchem a boca com slogans patrióticos, que embandeiram em arco com frases de termos dado mundos ao mundo, são precisamente os mesmos que nunca tiveram mundo por continuarem a viver no perímetro de um reduto de ignorância a que estão aprisionados. Para eles, uma burka e um hijab são a mesma coisa e não sabem a diferença porque, como os burros, adotaram dois antolhos que lhes retira o campo de visão para as diferentes realidades.

PROTEJA O SEU FUTURO

MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

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Aida Batista Opinião
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Elisabete da Cunha Uma astrofísica portuguesa na vanguarda da ciência global

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua reconhecida vocação empreendedora. Ao longo de décadas, inúmeros compatriotas têm afirmado percursos de sucesso, criando empresas sólidas e desempenhando funções de relevo nos planos cultural, social, económico, político e científico.

Neste último domínio, e numa época em que o mundo se encontra cada vez mais interligado e dependente do conhecimento tecnológico, a diáspora científica portuguesa — constituída, em larga medida, por profissionais altamente qualificados — é hoje amplamente reconhecida como uma mais-valia para o desenvolvimento dos países de acolhimento. Simultaneamente, afirma-se como um ativo estratégico na transferência de conhecimento, na promoção internacional de Portugal e na afirmação de uma ciência sem fronteiras.

É neste contexto que se destaca o percurso paradigmático e inspirador de Elisabete da Cunha, investigadora da Universidade da Austrália Ocidental e uma referência internacional na área da astrofísica. Ao longo da sua carreira, tem trabalhado com alguns dos mais avançados instrumentos de observação do Universo, incluindo o James Webb Space Telescope, posicionando-se na linha da frente da investigação contemporânea.

Filha de emigrantes portugueses, Elisabete da Cunha nasceu em Paris, mas foi no Alto Minho, na vila de Barroselas (Viana do Castelo), que cresceu, após o regresso da família a Portugal quando tinha sete anos, juntamente com o seu irmão gémeo. Foi a partir deste contexto que construiu um percurso académico sólido, alicerçado numa licenciatura em Física/Matemática Aplicada (Astronomia), pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (2005), e num doutoramento pela Universidade de Paris VI (Pierre et Marie Curie), concluído em 2008.

Seguiram-se vários períodos de investigação pós-doutoral na Grécia, Alemanha e Austrália, país onde se fixou em 2014. Após passagens por Melbourne e Camberra, estabeleceu-se em Perth, onde, desde 2019, exerce funções como investigadora sénior e professora associada no Centro Internacional de Investigação em Radioastronomia da Universidade da Austrália Ocidental.

O seu percurso científico, marcado por uma notável consistência e projeção internacional, inclui participação em projetos científicos de grande escala associados a infraestruturas de referência, como o ALMA e o James Webb Space Telescope. A sua investigação combina observações profundas do cosmos com modelos teóricos sofisticados, permitindo compreender de que forma galáxias como a Via Láctea se formaram e evoluíram ao longo de milhares de milhões de anos.

Entre os seus contributos mais relevantes destaca-se o desenvolvimento do MAGPHYS, uma ferramenta amplamente utilizada pela comunidade científica internacional, que permite inferir propriedades físicas das galáxias a partir de dados observacionais em diferentes comprimentos de onda. O impacto do seu trabalho traduziu-se no reconhecimento como “Investigadora Altamente Citada” pela Clarivate em 2023 e 2025, bem como na atribuição de diversos prémios, entre os quais o de “Cidadã Portuguesa do Ano da Austrália Ocidental” (2023) e distinções académicas de relevo no contexto da investigação científica australiana.

Apesar de uma carreira consolidada além-fronteiras, Elisabete da Cunha mantém uma ligação estreita a Portugal. Em 2019, copresidiu, em Viana do Castelo, um simpósio da União Astronómica Internacional dedicado à evolução precoce das galáxias na era do ALMA e do James Webb Space Telescope, reunindo mais de 170 especialistas de todo o mundo. Mais recentemente, publicou a obra O que se Passa Acima das Nossas Cabeças, dirigida ao público português, com o propósito de aproximar a sociedade dos grandes desafios e descobertas da ciência contemporânea. O seu percurso evidencia, de forma clara, o papel inovador da diáspora científica portuguesa na produção de conhecimento de ponta e na construção de pontes entre Portugal e o mundo. Elisabete da Cunha personifica uma

geração de investigadores que, sem perderem o vínculo às suas origens, projetam o nome do país no panorama científico internacional, contribuindo para a valorização do capital humano português e para a afirmação de Portugal como um ator relevante na ciência global.

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Elisabete da Cunha, professora na Universidade da Austrália Ocidental e investigadora em Astrofísica – © University of Western Australia (UWA)
Daniel Bastos Opinião
Filipe

FELIZ DIA DA MÃE

Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer
Robert Petroni Recording Secretary
Brandon MacKinnon Executive Board Member
Terry Varga Executive Board Member
Carmen Principato Vice President
Joseph S. Mancinelli President
Jack Oliveira Business Manager

ro desafios, promovo o crescimento e inspiro outras pessoas.” A artista, que se mudou para Tillsonburg há três anos, encontrou na paisagem local uma nova fonte de inspiração. “Descobri a beleza de pintar as paisagens que me rodeiam. Pintar árvores fez-me sentir conectada a pessoas e coisas das quais tive que me afastar”, partilha.

O processo criativo de Stella Maris começa com esboços rápidos e evolui para composições detalhadas em tela. “Gosto de trabalhar a partir de fotografias que tiro em diferentes ângulos e com várias exposições de luz. Pinto até sentir que alcancei a imagem que idealizei”, explica.

A exposição apresenta uma variedade de estilos — desde os seus primeiros trabalhos figurativos a óleo até peças de arte pop e arte vestível. Entre as influências, destacam-se figuras icónicas e referências culturais marcantes. “Presto homenagem a pessoas que considero interessantes, temas ligados ao cinema, à musica e as minhas raízes culturais.

Exposição “Discovery” revela jornada artística e pessoal

Stella Maris Boturão Jurgen

A artista Stella Maris Boturão Jurgen inaugura no próximo sábado, 9 de maio, às 14h, a sua exposição individual “Discovery” (Descoberta), no Station Arts Centre, em Tillsonburg. A mostra reúne um conjunto diversificado de obras que refletem uma profunda exploração interior e artística, marcando um momento significativo na sua trajetória criativa.

Em conversa com Rómulo Ávila, Stella Maris explicou que esta exposição nasce de um processo íntimo de autodescoberta. “A exposição ‘Discovery’ é o resultado de desafiar a minha mente criativa a compreender o meu propósito na vida”, afirma. “Ao explorar múltiplas disciplinas, temas e técnicas, descubro as minhas forças e motivações emocionais. Com a arte, supe-

Um exemplo de um artista internacional é a obra “Sir Sweet”, onde retrata Elton John com elementos lúdicos inspirados nas suas canções. Já numa abordagem mais pessoal, a obra ‘Cheira Bem, Cheira a Lisboa’ é baseada no fado de Amália Rodrigues que o meu pai tanto gosta”, diz. Também pintou Sophia Loren, evocando memórias familiares e tradições culinárias. “Ela aparece com uma ‘coroa’ de massa, numa celebração das minhas origens italianas da parte da mãe”, descreve.

A diversidade estética presente na exposição reflete a evolução da artista ao longo dos anos. “Depois da minha primeira exposição, senti necessidade de explorar outros caminhos. Criei uma série de trabalhos mais coloridos e atrevidos, que foram parte da minha exposição “Kissed” na Galeria Peach em Toronto em 2018. Entre os maiores desafios desta fase, Stella destaca a pintura de paisagens — uma área relativamente nova para si. “A luz do

sol na neve trouxe dificuldades interessantes, mas acredito que consegui transmitir a sensação que pretendia.” Outro desafio foi a escala das obras: “Decidi pintar telas grandes desta vez, algumas com mais de 1,80 metros.”

Expor no Station Arts Centre tem um significado especial para a artista. “Esta instituição teve um papel fundamental no meu crescimento. Fui acolhida de braços abertos e tive oportunidades incríveis, desde integrar o conselho administrativo até desenvolver projetos públicos”, revela. Stella Maris também tem contribuído ativamente para a comunidade artística local, pintando murais, criando instalações públicas e lecionando aulas de arte para a comunidade. Uma das suas obras “Autumn Leaves” foi recentemente selecionada para a exposição “A La Carte 2026” na Assembleia Legislativa de Ontário, reconhecimento que reforça a relevância do seu trabalho.

Apesar do encanto pelas paisagens tranquilas de Tillsonburg, a artista confessa uma paixão mais profunda: “Adoro paisagens calmas, mas o meu sonho é pintar o mar, as ondas com espuma branca. Como uma sereia — o meu nome é Stella Maris, Estrela do Mar.”

Recorde-se ainda que Stella tem, há alguns anos, uma parceria com o grupo MDC, sendo que neste momento é a responsável pela animação gráfica de um espaço mensal de humor.

A exposição “Discovery” promete, assim, levar o público por uma viagem entre memória, identidade e imaginação — um convite à descoberta através da arte.

RMA/MS

Abertura Oficial da 39.ª Semana de Portugal em Toronto 2026

A ACAPO (Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário) deu início oficial à 39.ª edição da Semana de Portugal em Toronto, num momento marcado pela celebração, pelo convívio e por um forte espírito de comunidade, reunindo clubes membros, órgãos de comunicação social, patrocinadores, talentos locais e amigos da comunidade portuguesa.

Asessão de abertura decorreu na Casa do Alentejo de Toronto, contando com a participação dos clubes membros, num ambiente de união e orgulho cultural, onde foi apresentado o programa oficial das festividades, que decorrerão entre 5 de maio e 5 de julho de 2026. Para o responsável máximo da organização, José Maria Eustáquio, este arranque representa mais do que o início de um calendário festivo, simbolizando a força e coesão da comunidade "esta Semana de Portugal é o reflexo da nossa identidade e do trabalho conjunto de muitos anos. É um orgulho ver os clubes e associações reunidos em torno de um mesmo objetivo.”

Já a vice-presidente, Katia Caramujo, sublinhou o espírito de continuidade e envolvimento que marca a iniciativa “todos os anos sentimos mais participação, mais energia e mais vontade de fazer melhor. Esta é uma celebração feita por todos e para todos.”

A receção na Casa do Alentejo proporcionou igualmente um espaço de encontro entre dirigentes associativos e parceiros da comunidade, reforçando os laços que mantêm viva a herança portuguesa em Toronto. A organização deixou ainda um agradecimento especial pela hospitalidade e

acolhimento. O ponto alto das celebrações terá lugar nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Earlscourt Park, com um festival ao ar livre que incluirá concertos, folclore, atividades para crianças e uma vasta oferta gastronómica portuguesa.

Um dos momentos mais aguardados será a tradicional parada da Semana de Portugal, marcada para o dia 13 de junho, pelas 10h00, ao longo da St. Clair Avenue West, com início na St. Clair Avenue West e Oakwood Avenue e término no Earlscourt Park, na Caledonia Road, prometendo voltar a encher as ruas de cor, música e tradição. A programação musical contará ainda com vários artistas de destaque, entre os quais David Carreira, Manic Boys & Girls Club, Tuga Nights, Starlight, Tiago Maroto, Henrick Cipriano, Greenville Pinto, Os Pêgas, Tabu, Karma Band, Pedro Joel e Banda, entre outros nomes que irão animar as celebrações ao longo dos vários dias de festa.

A Semana de Portugal afirma-se, uma vez mais, como uma das maiores celebrações culturais da comunidade luso-canadiana, destacando a riqueza das suas tradições, o dinamismo das suas gerações e a forte ligação à música e à identidade portuguesa.

José M. Eustáquio. DR

20.ª edição do Concurso de Canto “The Long & McQuade Musical Instruments Singing Contest with John Santos"

A 20.ª edição do concurso de canto chegou ao fim, celebrando duas décadas de dedicação à descoberta de talentos, à promoção da música e à criação de novas oportunidades para artistas emergentes.

Sob a direção de John Santos, uma das figuras mais reconhecidas da comunidade luso-canadiana, o concurso voltou a afirmar-se como um espaço de descoberta e crescimento artístico, mantendo vivo o lema desta edição: “Onde a música transforma sonhos em realidade”.

Ao longo de 20 anos, esta iniciativa tem marcado gerações, proporcionando experiências únicas a jovens e adultos e promovendo a música como forma de expressão, aprendizagem e valorização pessoal.

A celebração reuniu diversas figuras comunitárias e políticas, refletindo a importância e o alcance do evento. Entre os presentes estiveram a presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, o deputado federal Peter Fonseca, o deputado provincial Rudy Cuzzetto, e os vereadores Chris Fonseca e Stephen Dasko, entre outras personalidades da comunidade, como representantes da Casa do Alentejo. A ocasião ficou ainda marcada por reconhecimentos oficiais de diferentes níveis de governo, bem como de instituições e organizações locais.

Na sua intervenção, Olivia Chow destacou o valor cultural e comunitário do concurso: “este concurso é um exemplo claro da riqueza cultural da nossa cidade. Celebrar 20 anos é reconhecer o impacto que a música tem na vida das pessoas e o papel fundamental destas iniciativas na valorização dos nossos talentos.”

A autarca deixou ainda uma mensagem de incentivo “continuem a sonhar e a usar a música como forma de união e expressão. Toronto orgulha-se de iniciativas como esta. Parabéns aos organizadores.”

O momento alto da noite foi, como es-

perado, a grande final, onde subiram ao palco 10 finalistas, divididos pelas categorias Juvenil e Adulto. Na categoria Juvenil participaram April Yan, Lauren Lee, Arnav Naraharisetti, Katrin Madoyan e Yzabelle Albea. Já na categoria Adulto estiveram em competição Em Faith, May Medeiros, Cassandra Oliveira Marques, Andrew Dichio e Callixa Raposo.

Num ambiente marcado pela emoção e pela qualidade das atuações, foram anunciados os vencedores: Katrin Madoyan, na categoria Juvenil, e Callixa Raposo, na categoria Adulto.

Visivelmente emocionada, Katrin Madoyan destacou “foi uma experiência incrível. Aprendi muito e sinto-me mais confiante para continuar a seguir a música.”

Também Callixa Raposo partilhou a sua emoção “é uma sensação indescritível. Este palco representa muito mais do que um concurso é uma oportunidade de crescer e acreditar no nosso talento.”

O espírito de entreajuda e companheirismo entre os participantes foi igualmente sublinhado por Arnav Naraharisetti e Andrew Dichio, segundos classificados nas respetivas categorias, ao destacarem o ambiente vivido e a importância da partilha, bem como a visibilidade e motivação que o concurso proporciona aos artistas. Outro dos momentos marcantes da noite foi o reconhecimento de dois jovens, Zack Weinstein e Jake Pastein, pela conclusão do “The Back On Track Program”, uma iniciativa que alia música, disciplina e desenvolvimento pessoal. Este percurso foi destacado como um exemplo de superação e crescimento, tendo ambos os participantes recebido reconhecimento institucional por parte de diferentes níveis de governo no Canadá.

No final, John Santos fez um balanço desta edição especial "são 20 anos de muito trabalho e dedicação. Este projeto nasceu de uma fase de mudança na minha vida,

quando deixei a estrada para me dedicar à família, e acabou por se transformar num compromisso com a comunidade e com a música.”

Ao recordar o percurso do concurso, destacou também alguns dos momentos mais marcantes “uma das maiores alegrias foi ver o reconhecimento internacional de alguns dos nossos concorrentes. Isso mostra o potencial que existe aqui.”

Numa mensagem de gratidão, destacou o contributo de todos os envolvidos “estou muito agradecido aos pais, às famílias, aos voluntários e aos patrocinadores. Sem eles, nada disto seria possível.” Sublinhou ainda o carácter acessível da iniciativa, reforçando que “este concurso é gratuito, ninguém paga nada; vivemos do apoio da comunidade, e é isso que permite continuar”, deixando também um apelo para o futuro: “Esperamos continuar a contar com a comunidade e ver ainda mais pessoas envolvidas nos próximos anos.”

Entre os patrocinadores, destaca-se a MDC Media Group, juntamente com as suas afiliadas Camões Radio & TV e o jornal Milénio, cujo contributo tem sido fundamental para a divulgação e valorização do evento junto da comunidade. Ao fim de 20 edições, o concurso afirma-se como uma das mais relevantes plataformas culturais da comunidade, refletindo não só o talento dos seus participantes, mas também o esforço coletivo, os sacrifícios e a dedicação de todos os que, ano após ano, tornam possível este projeto. Uma celebração de música, identidade e união com os olhos postos no futuro.

FP/MS

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Dragão conquista Portugal e faz Toronto vibrar

No coração de Toronto, a milhares de quilómetros do Estádio do Dragão, o azul e branco voltou a fazer-se sentir com intensidade. A conquista do título nacional pelo FC Porto foi celebrada além-fronteiras com emoção, orgulho e um forte espírito de união na Casa do Porto de Toronto, onde a festa juntou dezenas de adeptos. Para Sandra Rocha, vice-presidente da instituição, este triunfo tem um significado especial. “Esta vitória significa muito para todos os portistas. É um título que nos foge há quatro anos. Temos perfeita noção de que partíamos atrás dos nossos adversários diretos, com uma equipa nova e muito jovem, uma equipa técnica nova e até um presidente que tomou posse há apenas dois anos. Mas desde o princípio da época começámos a acreditar e remámos todos para o mesmo lado”, destacou.

Adistância não impediu que a conquista fosse vivida com enorme intensidade. Em Toronto, os adeptos celebraram como se estivessem no próprio Dragão. “Foi vivido com alegria e com enorme satisfação, porque finalmente cumprimos o nosso objetivo, que era ser campeões nacionais”, afirmou Sandra Rocha, sublinhando o sentimento coletivo que marcou o momento.

A festa, porém, não termina aqui. A Casa

do Porto de Toronto, situada no 545 Rogers Rd,prepara já novos momentos de convívio para manter viva a chama portista. “Neste momento estamos a organizar mais

um aniversário da nossa casa, mas antes disso ainda vamos fazer uma festa no dia do último jogo do campeonato”, revelou.

O convite está lançado a toda a comuni-

dade. A hora é a partir da 1pm, no dia em que o FC Porto disputar o último jogo da época. A festa do título está garantida, com muita comida e diversão, prometendo reunir portistas de todas as idades num ambiente de celebração e partilha.

A terminar, Sandra Rocha deixou uma mensagem de agradecimento e confiança no futuro: “Aos nossos aqui em Toronto só temos de agradecer a presença assídua na nossa casa. É para eles que trabalhamos todos os dias. E para os portistas de todo o mundo, somos os maiores. Conseguimos juntos e nunca deixem de acreditar, porque vamos continuar a ganhar.”

Porque ser portista não é apenas apoiar um clube — é carregar uma identidade, uma história de superação e uma mística que atravessa oceanos. Em Toronto, como no Porto, o grito é o mesmo, sentido com a mesma força: campeões, com orgulho, raça e uma fé inabalável. E enquanto houver um portista em qualquer canto do mundo, o FC Porto nunca estará longe de casa.

Fotografia Principal: Vencedores: Da esquerda para a direita, são Andrew Dichio (segundo lugar Categoria Adulto), Callixa Raposo (vencedora da Categoria Adulto), Arnav Naraharisetti (segundo lugar Categoria juvenil) e Katrin Madoyan (vencedora da categoria Juvenil).DR.

PULSAR DA COMUNIDADE

Portugalidade em destaque: cultura, juventude e tradição em Toronto

Toronto celebra a portugalidade com sabor a bacalhau e anuncia Congresso Mundial de 2026

Toronto voltou a afirmar-se como um dos grandes palcos da portugalidade na diáspora, com a realização de mais um convívio da Academia do Bacalhau local, que juntou dezenas de participantes na emblemática Casa dos Açores do Ontário. A noite de 1 de maio, dia do Trabalhador em Portugal, foi marcada por boa disposi-

cia foi recebida com entusiasmo e orgulho pelos presentes, reforçando o papel ativo da comunidade portuguesa local no panorama internacional das academias.

Raoul Gomes e Zilda Evangelista, dirigentes da Academia do Bacalhau de Toronto, destacaram a importância deste momento para a comunidade. “É uma honra enorme receber academias de todo o mundo na nossa cidade. Toronto tem uma comunidade portuguesa forte, unida e cheia de alma, e queremos mostrar isso a todos os

dição e um forte sentido de comunidade, a Academia do Bacalhau de Toronto continua a mostrar que, mesmo longe de Portugal, o coração bate forte pelas suas raízes.

Evento cultural destaca protagonismo jovem e preservação das tradições

Realizado no início de maio, o encontro realizado na Irmandade do Imigrante

No Dia da Mãe, retribua todo o carinho com o sabor autêntico da nossa cozinha. Criamos o ambiente perfeito para celebrar quem mais ama. Reserve já a sua mesa para almoço ou jantar.

do pela comunidade, demonstrando organização, dedicação e, sobretudo, um forte compromisso com a preservação das tradições. A iniciativa reforça a ideia de que a juventude está preparada para assumir um papel ativo na valorização cultural. Em tempos de mudanças rápidas e desafios para manter vivas as tradições, ações como esta mostram que há uma nova geração

Bilhetes gratuitos para o FIFA Fan Festival de Toronto esgotam em poucas horas

Mais de 220 mil bilhetes gratuitos para o FIFA Fan Festival Toronto esgotaram poucas horas após a abertura das inscrições online. Segundo a organização, a forte procura demonstra o entusiasmo crescente para o FIFA World Cup 2026.

Ofestival decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, em Toronto, com transmissões ao vivo dos jo-

gos, animação, experiências interativas e mais de 30 vendedores de comida internacional.

A entrada geral é gratuita, mas exige registo antecipado online. A cidade confirmou que novos bilhetes gratuitos serão disponibilizados em várias fases, com a próxima distribuição marcada para 15 de maio.

GN/MS

Bares de Toronto criticam regras

da FIFA antes da

A poucas semanas do Campeonato do Mundo, bares e restaurantes de Toronto reclamam das rígidas regras de marca da FIFA, que proíbem o uso de termos como “Campeonato do Mundo” sem autorização oficial. Estabelecimentos dizem que estão a ser obrigados a usar expressões alternativas para divulgar transmissões dos jogos.

Ocoproprietário do Scotland Yard Pub afirmou que as exigências são “redundantes e ridículas”, já que os bares apenas querem atrair público para assistir às partidas. O vereador Josh Matlow também criticou o facto de fiscais da cidade ajudarem na aplicação das regras da FIFA. O debate relembrou um caso de 2006, quando o Cafe Diplomatico recebeu uma

“Helmets

Copa

notificação após promover jogos do torneio de forma considerada irregular. Apesar da polémica, a expectativa é de casas lotadas durante a competição, que começa em 12 de junho.

CP24/MS

on Kids”

Toronto investiga surto de doença do legionário após nove casos confirmados

A Toronto Public Health está a investigar um surto de doença do legionário após confirmar nove casos registados entre o fim de março e o início de abril. Segundo as autoridades, os casos ocorreram próximos em tempo e localização, concentrados na região sudeste de Toronto.

Até agora, nenhuma fonte específica da bactéria foi identificada. Equipes de saúde pública realizaram inspeções na área, coletaram amostras e trabalham em conjunto com órgãos municipais, provinciais e federais para localizar a origem do surto. Apesar da investigação, o risco para a população continua sendo considerado baixo. A doença do Legionário ou Legionella é um tipo de pneumonia causa-

Juntos pela Segurança Infantil

A escola católica St. Anthony’s foi palco de mais uma edição da iniciativa “Helmets on Kids”, um programa que cruza segurança, educação e espírito comunitário, com o objetivo de garantir que todas as crianças tenham acesso a um capacete.

Asessão contou também com a participação de alunos da escola St. Sebastian’s, reunindo estudantes de duas comunidades escolares numa ação conjunta dedicada à promoção do uso correto do capacete na prática de ciclismo. Integrada no mês de maio, assinalado como o Mês de Sensibilização para a Segurança em Bicicleta, a iniciativa é promovida pela Ontario Trial Lawyers Association, contando com a colaboração da Jewell Radimisis Jorge LLP e o apoio do Toronto Catholic District School Board, do Toronto Police Service, dos Toronto Raptors, da Access Rehab Injury Clinic, da Liske Accident & Injury Experts, da Medchart, da Synoptic Medical Assessments, da RHK Consulting Group Inc., da Seven Star Sports e de voluntários.

Foi neste contexto que Michelle Jorge, da Jewell Radimisis Jorge LLP e uma das organizadoras, sublinhou o alcance da iniciativa “este é um momento especial em que, ano após ano, nos juntamos em torno de uma causa comum: proteger as nossas crianças. Através da doação de capacetes e de ações de sensibilização, procuramos não só oferecer equipamento, mas também ensinar a utilizá-lo corretamente. Sabemos que nem todas as famílias têm possibilidade de ad-

quirir estes materiais, e é precisamente aí que a comunidade pode fazer a diferença.”

A par desta visão, também Tina Radimisis, igualmente responsável pela organização através da Jewell Radimisis Jorge LLP, reforçou a importância da continuidade do projeto e do envolvimento coletivo “este programa só é possível graças ao compromisso de muitos parceiros e voluntários. Mais do que distribuir capacetes, estamos a investir na prevenção e na educação das nossas crianças. Cada capacete entregue representa uma oportunidade de evitar uma lesão grave e de sensibilizar uma família inteira para a importância da segurança.” Desde cedo, o ambiente vivido na escola foi marcado pelo entusiasmo e pela proximidade entre alunos, professores e restantes participantes, num claro reflexo

do espírito comunitário que sustenta a iniciativa. Ao longo da manhã, a mensagem foi sendo reforçada andar de bicicleta é sinónimo de liberdade, mas deve ser sempre acompanhado de segurança.

Também presente esteve Jamaal Magloire, antigo jogador da NBA e atual representante dos Toronto Raptors em iniciativas comunitárias, que destacou “com a aproximação das férias de verão, é fundamental relembrar as crianças da importância da segurança ao andar de bicicleta. Sabemos que nem todas têm acesso a um capacete, e iniciativas como esta ajudam a colmatar essa necessidade.”

É precisamente este equilíbrio entre ação concreta e componente educativa que dá consistência ao programa. Durante a atividade, foram distribuídos capacetes aos

da pela bactéria Legionella, encontrada em sistemas de água mal conservados, como torres de resfriamento, fontes decorativas e banheiras de hidromassagem. Os sintomas incluem febre, tosse, falta de ar e dores musculares.

A Toronto Public Health alertou que idosos, fumadores e pessoas com problemas de saúde preexistentes fazem parte do grupo de maior risco para a doença do legionário. Em Ontário, foram registados 354 casos da doença entre janeiro e dezembro do ano passado, com 26 mortes confirmadas, segundo a Public Health Ontario. As autoridades também destacaram que os casos costumam atingir o pico durante o verão.

CP24/MS

alunos, acompanhados de explicações práticas sobre a sua correta utilização.

As crianças aprenderam e aplicaram a técnica “2-V-1”: dois dedos acima das sobrancelhas, as fitas em formato de “V” junto às orelhas e um dedo de espaço entre a fita e o queixo uma regra simples, mas essencial para garantir a eficácia do equipamento.

A componente pedagógica ganhou ainda mais força ao dar voz aos próprios alunos. Diogo partilhou “não sabia o quão importante era o uso do capacete. A partir de hoje vou usar sempre e também falar disso com outros colegas.”

Já Aryana sublinhou: “foi um momento muito importante para todos os alunos. Percebemos que, por descuido, podemos magoar-nos seriamente. Agradeço a todos os que tornaram isto possível.”

No final, a Ontario Trial Lawyers Association e a Jewell Radimisis Jorge LLP agradeceram o apoio dos seus patrocinadores, essencial para o sucesso das suas iniciativas comunitárias e ações de sensibilização.

Desde a sua criação, em 2002, o programa já permitiu a distribuição de mais de 45 mil capacetes em toda a província, afirmando-se como uma verdadeira rede de apoio às comunidades.

Em 2012, Michelle Jorge e Tina Radimisis, através da Jewell Radimisis Jorge LLP, associaram-se a esta causa, contribuindo para reforçar uma missão que continua a fazer a diferença: proteger o presente e ajudar a construir um futuro mais seguro para as crianças.

Credito: DR

Processos de falência e insolvência aumentam no final de 2025 na Madeira

O número de processos de falência, insolvência e recuperação de empresas que deram entrada nos tribunais judiciais de 1.ª instância da Comarca da Madeira aumentou no 4.º trimestre de 2025, quer em termos trimestrais, quer em termos homólogos.

De acordo com dados da Direção-Geral da Política de Justiça, divulgados em comunicado, deram entrada 57 processos entre outubro e dezembro de 2025, o que representa um aumento de 29,5% face ao trimestre anterior (44 processos) e de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2024 (54). No mesmo trimestre, foram concluídos 55 processos, menos 8,3% do que no período homólogo. Destes, 49 terminaram com declaração de falência ou insolvência, correspondendo a 89,1% do total. Este valor é superior ao registado no trimestre anterior (36), mas inferior ao verificado no mesmo trimestre de 2024 (54).

Relativamente ao tipo de intervenientes, as pessoas singulares representaram a maioria das falências e insolvências decretadas, com 71,4% dos casos (35 processos),

Emprego

enquanto as pessoas coletivas totalizaram 14. A análise anual revela igualmente um aumento do número de processos em 2025. No total do ano, deram entrada 201 processos, mais 14,9% do que em 2024, e foram concluídos 185, o que corresponde a uma subida de 4,5%. Como resultado, o número de processos pendentes aumentou significativamente. Segundo a mesma fonte, a diferença entre processos entrados e findos traduziu-se numa subida de 72,7% dos processos por decidir.

No que diz respeito às falências e insolvências decretadas, registou-se também um aumento anual, passando de 162 em 2024 para 167 em 2025, o que representa uma subida de 3,1%. Também aqui, as pessoas singulares assumem maior peso, representando 79% dos casos, face a 21% de pessoas coletivas.

Quanto ao valor dos processos, o escalão entre 5.000 e 9.999 euros foi o mais representativo, com 34,7% do total, seguido do escalão até 4.999 euros (29,9%). Já os escalões entre 10.000 e 49.999 euros e de 50.000 euros ou mais representaram, em conjunto, 35,3% dos processos.

Apoiados 10 projetos de empreendedorismo e criados 11 postos de trabalho

Dez projetos empresariais, criados por pessoas que estavam desempregadas, receberam apoio no âmbito dos programas de apoio ao empreendedorismo (CRIEE), promovidos pelo Instituto do Emprego da Madeira.

Aformalização dos contratos decorreu esta tarde na Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, com a presença de Paula Margarido, que felicitou todos aqueles que “ousaram voar, sem aventuras”. O apoio total é da ordem dos 300 mil euros e permitiu a

criação de 11 postos de trabalho. Construção civil, psicologia, turismo, estética e bem-estar, cultura, reparação de veículos, consultadoria de negócios e gestão são as áreas de negócio. Em declarações aos jornalistas, a secretária regional disse que a taxa de sucesso das empresas criadas no âmbito desta iniciativa, fomentada pelo Governo Regional, é da ordem dos 90%. Segundo Paula Margarido, desde 2015 foram criados 1008 postos de trabalho e o investimento global ronda os 11 milhões de euros.

JM/MS

Governo dos Açores destaca importância do "jornalismo livre"

na defesa da democracia

Numa mensagem para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, sublinha que para a região “esta não é apenas uma efeméride abstrata, mas um compromisso diário e uma chamada à ação”.

“Vivemos um tempo complexo, profundamente caracterizado pela manipulação, pelos extremismos e pela proliferação de notícias falsas”, alerta o governante, na mensagem divulgada a propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se celebra sob o lema definido pela UNESCO para 2026: Moldar um Futuro de Paz. Na sua mensagem, o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) reforça a importância do “jornalismo livre”.

“Neste cenário turvo, o jornalismo livre, ético e profissional não é apenas um direito civil - é a garantia da nossa cidadania e a primeira linha de defesa da nossa democracia”, lê-se na mensagem assinada pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares. E, acrescenta, “não existe democracia sem órgãos de comunicação social, tal como não existem jornalistas independentes sem meios que sustentem a sua nobre missão”, sublinhando também a necessidade de garantir condições que permitam aos profissionais exercer a sua profissão com independência e qualidade.

Paulo Estêvão destaca as medidas do Governo dos Açores para o reforço do setor na região, nomeadamente através do novo Sistema de Incentivos aos Media Privados (SIM), que “duplicou os apoios” anteriores.

A medida visa apoiar diretamente a capacitação, a transição digital e assegurar a sustentabilidade das redações, “evitando que o pluralismo informativo" na região "desapareça perante a força das grandes plataformas e das redes sociais”, explica.

Paulo Estêvão realça ainda o papel da im-

prensa regional na ligação à diáspora açoriana, destacando o recente lançamento da revista “Açorianidade”, um projeto editorial que visa "estreitar os laços culturais e identitários com os emigrantes".

Outro dos “desafios do jornalismo moderno” passa pela formação contínua dos profissionais, tendo o governante assinalado, no âmbito do “Plano para os Media Açorianos”, iniciativas desenvolvidas em parceria com o CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas) e o Sindicato dos Jornalistas. Entre as ações em curso, está a formação em “Jornalismo e Inteligência Artificial”, que pretende preparar os profissionais de todas as ilhas e da diáspora para os desafios tecnológicos e para o combate à desinformação.

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

Crédito: DR

DR Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

Na mensagem o secretário regional sublinha que “é indispensável” esta qualificação técnica, assinalando que “os Açores se preparam ainda para viver anos decisivos na vanguarda tecnológica", com o desenvolvimento do setor aeroespacial e a preparação para o retorno do veículo orbital europeu ‘Space Rider’ à ilha de Santa Maria. Paulo Estêvão considera ainda que celebrar a liberdade de imprensa é igualmente "celebrar a resiliência autonómica" dos Açores e reafirma o compromisso do Governo Regional em fortalecer os media, garantindo que “a voz dos Açores” continuará “a fazer-se ouvir com clareza na construção de um futuro de paz”.

AO/MS

DR

Açores foram a única região do país em 2025 com queda na mortalidade

Em 2025, os Açores registaram 1 968 nados-vivos (+5,2% face a 2024) e 2 440 óbitos (−0,6%), sendo a única região com redução da mortalidade.

Apesar disso, o saldo natural manteve-se negativo. A natalidade aumentou na maioria das regiões, e os Açores destacaram-se pelo crescimento. A mortalidade também subiu em quase todo o país, exceto nos Açores.

A maioria dos nascimentos ocorreu entre mães dos 30–34 anos, e a idade média da maternidade foi de 31,5 anos, abaixo da média nacional (32,2). Os Açores têm ainda a menor percentagem de nascimentos de mães estrangeiras (8,9%).

AO/MS

Crédito:
Crédito:

Operações e Logística

UBERMÃE

CLASSE EXECUTIVA

$68.000

Navegar numa teia complexa de largadas na escola, treinos de futebol e festas de aniversário sem ultrapassar o limite de velocidade (muito), e com uma política de tolerância zero para pontapés no banco de trás. $68.000

GESTORA DE INVENTÁRIO

$72.000

Saber exatamente onde todos deixaram tudo... em todos os momentos.

GESTORA DE FROTA

$55.000

Garantir que a base móvel da família (a carrinha) está abastecida com snacks de emergência, toalhetes e meias suplentes.

ESPECIALISTA EM COMPRAS

$65.000

Encontrar a marca específica de iogurte que a criança pequena "aceita" no momento.

ENTRETENIMENTO A BORDO

$55.000

Fornecer uma playlist com curadoria de bandas sonoras da Disney enquanto responde simultaneamente "Já chegámos?" pela 400.ª vez.

Saúde e Segurança

CHEFE DE TRIAGEM

$98.000

Saber a diferença entre um choro de "preciso de um penso" e um choro de "preciso das urgências" em menos de 3 segundos.

SUPERVISORA DO TURNO DA NOITE

$60.000

Gerir negociações sobre o "monstro debaixo da cama" à meia-noite e reabastecimentos de água às 3 da manhã.

TERAPEUTA DE SERVIÇO

$92.000

Ouvir dramas do recreio e mágoas de corações partidos com paciência infinita e zero julgamento.

GUARDA-COSTAS PESSOAL

$75.000

Garantir que ninguém se aproxima demasiado do baloiço e proteger habilmente as crianças tanto do "perigo de estranhos" como de escaldões solares.

ESPECIALISTA EM TOXICOLOGIA

$85.000

Identificar exatamente qual o copo de tubinho que é um risco biológico antes mesmo de a tampa ser aberta.

=Ser mãe é uma experiência absolutamente maravilhosa. Tão maravilhosa que nos preenche o corpo e a alma a 99,99%. De tal modo que a única fantasia realista de ser algo para além disso... é ficar sozinha, dentro do carro, num parque de estacionamento do supermercado, em silêncio… durante sete minutos.

Ah a maternidade, esse universo de ternura, amor incondicional e fotografias perfeitas no Instagram. E sim, existe tudo isso, mas... há sempre um “mas”, não é verdade? É que também existem lancheiras esquecidas, birras em supermercados, discussões sobre banhos, roupa espalhada pela casa inteira e a estranha capacidade que uma criança tem de gritar “MÃÃÃÃE!” precisamente no único minuto em que ela finalmente se sentou.

Ainda assim, as mães continuam. Cansadas, atrasadas, emocionalmente exaustas, mas sempre capazes de

Restauração e Bebidas

CHEF EXECUTIVA

$85.000

Preparar três refeições separadas simultaneamente para acomodar "novas alergias" a côdeas de pão ou a qualquer coisa verde.

COZINHEIRA DE ORDEM

$52.000

Operar uma cozinha 24/7 sem aviso prévio.

NUTRICIONISTA NINJA

$75.000

Especialista em esconder espinafres em batidos e curgete em brownies de chocolate.

GESTORA DE CATERING

$60.000

Preparar lancheiras nutritivas que ocasionalmente voltam para casa fechadas, mas que têm sempre um aspeto fantástico.

Estilo

CABELEIREIRA

$55.000

Remover pastilha cavalo perfeito" escova.

CONSULTORA

$60.000

Encontrar uma convencer uma

Homem-Aranha

ENGENHEIRA

$48.000

Especialista na conquistar o Monte

EMPREITEIRA

$82.000

Habilidosa na reparação arquitetura complexa alta-costura de

e Manutenção

QUERIDA!”

encontrar o peluche perdido às duas da manhã ou de transformar nuggets de dinossauro num jantar “feito com amor”.

Se todas as funções desempenhadas por uma mãe fossem pagas ao valor de mercado, muitas de nós já seríamos milionárias. Mas, como qualquer mãe sabe, o pagamento real chega normalmente sob a forma de um abraço meloso, um “gosto mais de ti do que do pai” dito em segredo… ou um desenho torto onde a mãe aparece com cabelo azul e três braços.

E pronto. Isso basta. Ou pelo menos é o que repetimos a nós próprias enquanto escondemos chocolates na despensa ou choramos quando pisamos descalças a maldita peça de Lego que procurámos por toda a casa durante horas.

Feliz Dia da Mãe!

Manutenção

CABELEIREIRA EXPRESSO

pastilha elástica do cabelo, dominar o "rabo de perfeito" e negociar a necessidade de usar uma

CONSULTORA DE GUARDA-ROUPA

uma t-shirt limpa numa montanha de roupa e uma criança de que um fato de Homem-Aranha não é apropriado para um casamento.

ENGENHEIRA DE LIMPEZA

na remoção de "manchas misteriosas" e em Monte Evereste da roupa suja.

EMPREITEIRA GERAL

reparação de brinquedos de emergência, complexa de LEGO e no mundo da de vestir bonecas Barbie.

Educação e Entretenimento

TUTORA PRIVADA

$70.000

CRÍTICA DE CINEMA

$55.000

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PORTUGAL PORTUGAL

Revisão Constitucional

Carneiro diz que revisão constitucional está a ser usada para "distrair as pessoas" do essencial

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou que a Constituição e sua revisão esteja a ser usada para "distrair as pessoas do que é essencial", como os problemas na saúde.

Àmargem da Gala da Liberdade, organizada pela Federação do PS/Setúbal, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre como irá o PS intervir no processo de revisão constitucional, cuja proposta do Chega foi apresentada na quinta-feira (7).

"Há algo que eu sei. Há quem utilize a Constituição para distrair as pessoas daquilo que é essencial. A saúde é mesmo um tema essencial", respondeu apenas, sem

Médicos Tarefeiros

clarificar o que irá fazer o partido sobre este processo para rever o texto fundamental. A direção da bancada do PSD não quis comentar o anúncio do Chega de que irá desencadear o processo de revisão constitucional (com a IL a prometer também uma iniciativa), remetendo para declarações públicas do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que remetem este tema para uma fase posterior da legislatura.

Uma vez que qualquer alteração à Constituição precisa de dois terços de votos favoráveis para ser aprovada, bastaria o voto contra do PSD para que nenhuma proposta obtivesse esta maioria.

Governo volta a aprovar regime de trabalho para médicos tarefeiros

O Governo aprovou o regime do trabalho médico em prestação de serviços, que apresenta "ligeiras alterações" em relação ao diploma inicial que tinha sido devolvido pelo anterior presidente da República.

Com esta medida o executivo pretende "evitar que os médicos saiam do sistema para trabalhar no sistema", mas como tarefeiros, com vantagens remuneratórias em relação aos profissionais do quadro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), adiantou a ministra da Saúde em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

O Governo já tinha aprovado a regulamentação do trabalho médico em prestação de serviços em outubro, mas o diploma foi devolvido, sem promulgação, ao executivo no início deste ano pelo anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para aperfeiçoamentos.

Este regime "já tinha feito o seu caminho", mas voltou agora ao Conselho de Ministros, onde sofreu "ligeiras afinações", adiantou Ana Paula Martins. "Não queremos continuar a promover que os médicos, quer os recém-especialistas, quer os que já estão no SNS, sintam que é mais vantajoso saírem do sistema, desvincularem-se, porque, ao terem um contrato de prestação de serviços, acabam por ser mais

valorizados do ponto de vista remuneratório", realçou a governante.

Segundo a ministra, este regime agora aprovado prevê que "tenha de haver a necessidade" para a contratação de tarefeiros, não impedindo a prestação de serviços por não especialistas, mas "mediante algum tipo de condições".

O regime de prestação de serviços contempla ainda várias incompatibilidades, adiantou Ana Paula Martins, apontando o exemplo dos médicos que já fazem parte do SNS e que não se mostram disponíveis para fazer mais horas extraordinárias do que os limites de 250 horas previstos na lei.

No final de 2025 os médicos conhecidos como tarefeiros criaram uma associação para contestar estas medidas do Ministério da Saúde, admitindo mesmo a possibilidade de paralisar os serviços de urgências, o que não se verificou.

No ano passado, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou cerca de 250 milhões de euros com a contratação de médicos tarefeiros. A maioria destes médicos asseguraram as escalas das urgências, um aumento de 17,3% em relação a 2024.

As horas extraordinárias dos médicos nas urgências acima do limite legal anual podem valer um incentivo entre os 40% e 80% do salário base. JN/MS

Morte Paraquedista

Exército confirma morte de militar após

acidente em salto de paraquedas

Ismael Lamela, de 23 anos, não resistiu aos ferimentos na sequência de um acidente durante um salto de paraquedas em Tancos, confirmou o Exército.

"É com profundo pesar que o Exército Português comunica o falecimento do Furriel Ismael José Silva Lamela, na sequência do incidente ocorrido no dia 5 de maio, em Tancos, durante a realização de um salto de paraquedas, no âmbito do Curso de Paraquedistas", confirmou o Exército.

Na nota lê-se que o óbito foi declarado, depois de, durante a manhã, ser noticiado que o jovem militar estava em morte cerebral devido aos graves ferimentos sofridos.

Arquivamento INEM

André Nunes, natural de Rio de Onor, no concelho de Bragança, também ficou ferido na queda durante um salto de paraquedas na passada terça-feira (5) e está hospitalizado em Leiria. Continua "estável e sob observação", disse à Lusa o porta-voz do Exército.

O incidente ocorreu no último dia do Curso de Paraquedismo, que envolveu 48 formandos, em Tancos, na zona de saltos do Arripiado. Os paraquedas dos dois jovens acabaram por se emaranhar um no outro, durante a descida, precipitando a queda.

JN/MS

Ministério Público arquiva todos os inquéritos por mortes durante greve do INEM

O Ministério Público arquivou os seis inquéritos que tinha aberto às mortes por alegada falta de socorro durante a greve dos técnicos do INEM, no final de 2024, confirmou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Dos seis inquéritos, dois foram investigados em Bragança e os restantes em Almada, Montemor-o-Novo, Pombal e Tondela, indicou à Lusa a PGR, sem precisar quando ocorreram os arquivamentos, a que casos se referem e o que fundamentou as decisões.

Aniversário PSD

Em setembro de 2025, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu as investigações a 12 mortes registadas durante greves dos técnicos de emergência pré-hospitalar no outono de 2024 e, em três delas, associou os óbitos a atrasos no socorro.

Em causa estão as mortes de um homem de 84 anos que se engasgou, em Mogadouro, de um de 86 que sofreu um enfarte do miocárdio, em Bragança, e de um de 53 anos, também na sequência de um enfarte, em Pombal.

JN/MS

Montenegro diz contar com Marcelo no PSD e promete não desiludir "histórica" Conceição Monteiro

O presidente do PSD, Luís Montenegro, saudou "o regresso a casa" de Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que contará com ele no partido, e prometeu "continuar a fazer bem" para não desiludir a militante número dois, Conceição Monteiro.

Oex-presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa participou nas comemorações do 52.º aniversário do PSD, em Lisboa, na primeira iniciativa partidária desde que deixou Belém, e que serviu também para homenagear Conceição Monteiro, de 92 anos.

Na sua intervenção, o antigo líder do PSD centrou-se sobretudo nos elogios à antiga secretária de Francisco Sá Carneiro, dizendo que ainda hoje se lhe dirige como avó e ela lhe chama neto, sem qualquer referência (como prometeu) à atualidade política. Montenegro notou essa contenção, dizendo que ainda não foi hoje que ganhou a aposta de que o ex-Presidente não resistiria muito tempo a comentar a política nacional, mas assegurou que conta com ele no PSD. "É com todo o afeto e também com gratidão por tudo aquilo que tem feito e fez na Presidência, que nós, na sua casa, na sua família, o tornamos a acolher e contamos consigo. Não podendo expressar as suas opiniões, porque há esse compromisso,

mas podemos contar consigo e vamos contar consigo", disse.

Conceição Monteiro - que recusou uma cirurgia marcada para hoje poder estar presente "neste evento" - deixou um pedido aos seus "pêpêdês", a forma como se referiu aos militantes sociais-democratas.

"Não nos deixem ficar mal, o partido não merece, o partido merece o melhor de nós próprios, o melhor de cada um de nós", pediu, revelando que "quando andam pelas linhas certas" envia mensagem aos dirigentes do partido, mas quando fica triste nada lhes diz.

Conceição Monteiro defendeu que "a linha certa está na social-democracia" e pediu a todos que no PSD, quando vão à rádio ou televisão, não se esqueçam de que ela está, na maioria das vezes, a ouvi-los no sofá. "Tenho a certeza que, se pensarem isso, vão sempre trabalhar a favor de Portugal e dos portugueses", apelou.

Na resposta, Montenegro disse que é destinatário das mensagens de Conceição Monteiro há muitos anos.

"Eu só posso dizer-vos que sinto cada vez mais o peso da responsabilidade de continuar a fazer bem, de não desiludir, de não dececionar", disse. JN/MS

Credito: JN

Carolina do Sul segue Alabama e Tennessee na mudança de mapas eleitorais a favor de republicanos

Os republicanos de vários estados norte-americanos do sul estão a avançar com a revisão de mapas eleitorais em ano de eleições, apesar de protestos contra os planos favoráveis ao partido, no Alabama, Tennessee e agora na Carolina do Sul.

No Tennessee, manifestantes interromperam uma comissão do Senado, liderada por republicanos, que analisava legislação sobre a redistribuição de distritos eleitorais, levando à suspensão dos trabalhos.

Apesar dos veementes apelos dos parlamentares democratas negros do Alabama, os republicanos da assembleia estadual aprovaram também uma medida para anular as primárias para o Congresso no estado, caso os tribunais permitam a mudança dos seus distritos nas eleições para a Câmara dos Representantes.

Na Carolina do Sul, os democratas criticaram os seus homólogos republicanos por darem os primeiros passos para redesenhar um distrito tradicionalmente representado por um parlamentar democrata negro, acatando os desejos do presidente Donald Trump.

Os governadores republicanos do Alabama e do Tennessee convocaram para esta semana sessões extraordinárias parlamentares para definir novos círculos eleitorais, visando eleger mais congressistas para o partido nas eleições interca-

IA

lares de novembro.

Os processos foram desencadeados após o Supremo Tribunal federal anular na semana passada um círculo eleitoral de maioria negra na Louisiana, argumentando que a definição do mapa eleitoral deste estado se baseou excessivamente em critérios raciais.

A decisão começou a ter repercussões nas assembleias legislativas de todo o sul do país, e, no domingo (3), Trump incentivou mais estados a participarem no processo de redesenho de círculos eleitorais, afirmando nas redes sociais que o seu partido poderia ganhar 20 lugares na Câmara dos Representantes.

Trump tem instigado os estados tendencialmente republicanos a avançar com revisões de mapas, alertando que a perda de controlo do Congresso levaria à sua destituição pelos democratas.

Com os processos de alteração de mapas agora em curso, os republicanos acreditam que podem ganhar até 13 lugares em cinco estados, enquanto os democratas acreditam que podem conquistar até dez lugares com os novos distritos adotados em três estados.

Os círculos eleitorais legislativos norte-americanos são geralmente redesenhados apenas uma vez por década, após os censos, para considerar as alterações populacionais.

JN/MS

União Europeia chega a acordo para proibir IA que cria imagens de teor sexual

Os Estados-Membros e o Parlamento Europeu chegaram a acordo para proibir na União Europeia (UE) os serviços de inteligência artificial (IA) que possam "despir" pessoas sem o seu consentimento.

A iniciativa surge na sequência da introdução, há alguns meses, de uma funcionalidade no Grok, o assistente de IA da rede social X, que permitia aos utilizadores solicitar a criação de montagens hiper-realistas (ou "deepfakes") de adultos e crianças nus a partir de fotografias reais, sem o seu

consentimento.

O caso gerou indignação em muitos países e levou a UE a abrir uma investigação.

Na terça-feira (5), a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou veementemente as fotos falsas de si própria geradas por IA, classificando os 'deepfakes' como uma "ferramenta perigosa".

De acordo com o Parlamento Europeu, a nova proibição visa sistemas que possam criar imagens, vídeos e sons de natureza pornográfica com crianças, ou representações das partes íntimas de uma pessoa identificável, ou imagens dessa pessoa envolvida em atividade sexual, sem o seu consentimento.

As novas regras entrarão em vigor em 2 de dezembro. A partir dessa data, os sistemas de IA deverão estar equipados com medidas de segurança que os impeçam de gerar este tipo de conteúdo.

A medida foi adotada no âmbito de uma revisão da legislação europeia sobre a IA, ou Lei da IA, uma lei pioneira formalmente aprovada há dois anos.

Nessa ocasião, os 27 Estados-membros e os eurodeputados acordaram ainda, conforme proposto pela Comissão Europeia, adiar a entrada em vigor de novas regras destinadas a regular a atividade dos chamados sistemas de IA de alto risco, ou seja, aqueles que operam em áreas sensíveis como a segurança, a saúde ou os direitos fundamentais. As regras deveriam entrar em vigor já em agosto, mas a Comissão quis dar mais tempo às empresas para se adaptarem ao novo quadro.

Seis semanas de incubação OMS admite que possa haver mais casos ligados ao navio de cruzeiro

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou cinco casos confirmados de contágio por hantavírus no surto registado num navio de cruzeiro, admitindo que o número possa aumentar.

"Considerando o período de incubação do vírus Andes, que pode chegar às seis semanas, é possível que sejam reportados mais casos", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a sua primeira conferência de imprensa desde que a OMS anunciou, no domingo (3), o surto de hantavírus.

Até agora, oito pessoas foram sinalizadas como casos de possível infeção, "três das quais morreram" e "cinco destes oito casos foram confirmados como hantavírus, enquanto três outros são considerados suspeitos", declarou.

O vírus Andes é um tipo de hantavírus nativo da América do Sul, sendo a causa mais comum da Síndrome Pulmonar por Hantavírus na região. Esta é a única estirpe

para a qual foi documentada a transmissão de pessoa para pessoa.

O responsável da OMS adiantou ter já informado os 12 países cujos cidadãos desembarcaram em Santa Helena, durante uma escala no dia 24 de abril, apontando o Canadá, a Dinamarca, a Alemanha, os Países Baixos, a Nova Zelândia, São Cristóvão e Névis, Singapura, a Suécia, a Suíça, a Turquia, o Reino Unido e os Estados Unidos.

O diretor-geral da organização afirmou ainda que espera que os habitantes das ilhas espanholas das Canárias, "compreendam, apoiem e cooperem" mesmo estando preocupados com os riscos representados pela chegada do navio onde foi reportado o surto, prevista para o próximo fim de semana.

Segundo disse o diretor-geral da OMS na quarta-feira (6), "neste momento, o risco global para a saúde pública continua a ser baixo".

JN/MS

Israel confirma morte de comandante do Hezbollah "no coração de Beirute"

O Exército israelita confirmou a morte do comandante de uma unidade de elite do Hezbollah num bombardeamento realizado, na quarta-feira (6), nos arredores de Beirute, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram que Ahmed Qalib Balut morreu num ataque na região de Dahiya, reduto do movimento xiita na capital libanesa, acusando-o de liderar "dezenas de planos terroristas" contra tropas israelitas no sul do Líbano.

Segundo o Exército, o dirigente do Hezbollah era responsável pela "prontidão e preparação" da Força Radwan para operações contra Israel e trabalhava para "restaurar as capacidades" da unidade, alegadamente "financiada e dirigida pelo regime terrorista iraniano".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação e

afirmou que Balut foi morto "no coração de Beirute".

Netanyahu acrescentou ainda que Israel matou mais de 200 elementos do Hezbollah desde o início do atual cessar-fogo e garantiu que "nenhum terrorista tem imunidade".

O ataque ocorreu apesar da trégua acordada em meados de abril, após semanas de confrontos desencadeados a 2 de março, quando o Hezbollah lançou "rockets" contra Israel em resposta ao assassínio do líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, durante a ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão.

Na sequência desses ataques, Israel lançou uma nova ofensiva militar em grande escala e uma incursão terrestre no Líbano, conflito que provocou quase 2700 mortos, segundo balanços divulgados pelas autoridades libanesas. JN/MS

Vírus
Líbano

O sabor que ela nos ensinou a amar

Simples para uns, indeciso para outros

O FC Porto fechou o campeonato enquanto Benfica e Sporting continuam a oscilar entre versões de si mesmos.

Há campeonatos que acabam com uma explosão. Outros acabam com um silêncio. A 32.ª jornada da Liga Portugal ficou algures no meio: houve festa, houve polémica, houve decisões, mas acima de tudo houve uma sensação difícil de ignorar: quase tudo ficou exatamente como parecia que ia ficar, e quase ninguém aprendeu grande coisa com o caminho até aqui.

O FC Porto é campeão nacional, e a vitória por 1–0 frente ao Alverca serviu apenas para formalizar aquilo que já não precisava de confirmação. Durante semanas falouse da vantagem pontual, de eventuais deslizes, dos calendários, das combinações possíveis. No fim, tudo isso

revelouse secundário. O Porto fez aquilo que as equipas campeãs costumam fazer: nunca deixou que a discussão parecesse verdadeiramente aberta.

Não encantou sempre, não dominou sempre, mas nunca perdeu o controlo do essencial. E talvez seja precisamente aí que o campeonato se tenha perdido para os outros. Não por falta de qualidade, mas por excesso de intermitência. Enquanto o Porto simplificava, os rivais acumularam camadas de dúvida.

O mais curioso é que a consagração chega numa jornada onde, à volta do campeão, quase todos continuam à procura de respostas que já deviam ter encontrado. O Benfica, por exemplo, empatou em Famalicão (2–2) num jogo que pareceu reunir várias versões da mesma equipa. Houve momentos de domínio, houve superioridade clara durante fases do jogo, e houve também aquela sensação já familiar de que faltou fechar quando era preciso. Não é um tropeço isolado, é um padrão que regressa nos momentos em que a margem deixa de existir.

Depois, como tantas vezes acontece, a análise não ficou só pelo jogo. Houve lances discutidos, decisões questionáveis, leituras inconsistentes. A arbitragem voltou a ganhar protagonismo, não necessariamente por ser decisiva de forma inequívoca, mas porque surge num momento em que qualquer erro passa a pesar mais do que devia. E isso diz tanto sobre a qualidade das decisões como sobre a fragilidade do contexto competitivo. No fundo, o problema não é apenas o erro. É a previsibilidade do ruído que vem depois. O empate encarnado teve um efeito imediato: devolveu o segundo lugar a um terreno instável. Porque o Sporting, depois de semanas a perder pontos onde não podia, respondeu com uma goleada clara, 5–1 ao Vitória de Guimarães. Uma reação forte, tardia e, sobretudo, reveladora de uma equipa que nunca foi propriamente consistente, mas que nunca deixou de ter capacidade para o ser.

E é aqui que a época se torna mais difícil de ler, e mais fácil de explicar. Nem o Sporting foi tão sólido como parecia durante largos períodos, nem o Benfica foi tão falhado como muitas vezes se descreveu. Ambos passaram demasiado tempo a oscilar entre versões de si próprios. E, num campeonato onde o líder raramente oscilou, isso faz toda a diferença.

O resultado é este: dois candidatos ao segundo lugar que chegam às últimas jornadas mais definidos pela margem de erro do que pela autoridade do seu futebol.

O SC Braga, fiel à sua própria narrativa, voltou a empatar. O 1–1 com o Estoril é daqueles resultados que não chocam e, talvez por isso, dizem mais do que parece. É o retrato de uma equipa que cumpre, que raramente falha em excesso, mas que também nunca aproveita verdadeiramente os momentos para se impor. Mantém o lugar, mantém a estabilidade, mas dificilmente muda o seu papel.

É um tipo de conforto que, no futebol, costuma ser silenciosamente punitivo.

Mais abaixo, o campeonato é outra coisa. Menos interpretação, mais consequência.

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SC TORONTO

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SOCCER CAMP • Weekly soccer camp • Full day & half day camp

O Santa Clara empatou em Arouca (2–2) e somou um ponto que vale mais do que o resultado em si: vale a permanência. Num campeonato onde tantas equipas passaram semanas a adiar decisões, a equipa açoriana resolveu a sua época com aquilo que teve: sem espetáculo, sem romantismo, mas com lucidez. Não fez mais do que precisava. E, numa Liga onde muitos fizeram menos do que deviam, isso tornase decisivo. Há aqui um contraste difícil de ignorar. Enquanto em cima se discutem narrativas, estilos e expectativas, cá em baixo algumas equipas limitaramse a fazer contas simples: pontos ganhos, riscos controlados, objetivos cumpridos. O Santa Clara não brilhou ao longo da época, mas também não se perdeu em excessos de ambição mal medida. Percebeu o que estava em causa e jogou exclusivamente para isso. Noutros contextos, pode parecer pouco. Aqui, chegou.

E é esse, talvez, o retrato mais fiel desta jornada, e desta Liga. Um campeão que nunca complicou. Candidatos que complicaram demasiado. Equipa média que se manteve onde estava. E outras que sobreviveram porque, ao contrário de muitos, sabiam exatamente o que estavam a tentar fazer.

A jornada 32 não trouxe surpresa no topo. Trouxe confirmação. O FC Porto é campeão porque foi o único que não precisou de se reinventar constantemente. O Benfica ainda tenta estabilizar uma identidade que nunca foi totalmente segura. O Sporting reage, mas já fora do controlo pleno. O Braga mantémse, mas não mexe.

E o Santa Clara, silenciosamente, ficou. No fim, talvez seja isso que melhor define o futebol português nesta altura da época: não ganha quem mais promete, nem quem mais entusiasma.

Ganha, ou sobrevive, quem percebe a tempo o que o campeonato realmente exige. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião
Creditos: Gemini

LIGA EUROPA

Braga perde na Alemanha e diz adeus à final da Liga Europa

SC Freiburg 3

S.C. Braga 1

Acabou o sonho dos guerreiros. O Braga perdeu, na quinta-feira (7), no terreno do Friburgo, por 3-1, e disse adeus à possibilidade de disputar a final da Liga Europa. Após o triunfo, por 2-1, no Minho, a equipa de Carlos Vicens ficou reduzida a 10 jogadores logo no início do encontro e, apesar de ter lutado até à exaustão, não conseguiu evitar a reviravolta germânica.

Oduelo da segunda mão dificilmente podia ter começado pior para a equipa portuguesa. Logo aos sete minutos, Matanovic isolou Best e o antigo lateral do Benfica esperou pelo contacto de Dorgeles, sofrendo falta à entrada da área e provocando a expulsão do extremo.

Com menos um jogador, o Braga juntou linhas em torno da baliza de Hornicek, mas voltou a não ter a sorte do seu lado aos 19 minutos: após um lance confuso na área, o alívio de Gorby acertou em Kubler e o defesa direito aproveitou para inaugurar o marcador e empatar a eliminatória.

Aos 41 minutos, Manzambi assinou um grande golo e fez o 2-0 para o Friburgo, mas o Braga até podia ter ido para o intervalo numa posição mais confortável.

Pau Víctor isolou Víctor Gómez, o lateral ultrapassou o guarda-redes mas o remate foi ao poste.

A segunda parte começou com um lance idêntico, com Grifo a rematar à base do ferro da baliza arsenalista e a pressão ger-

mânica quase resultava pouco depois, mas Ginter falhou por muito pouco o alvo. O minuto 58 trouxe uma boa oportunidade para Gorby e João Moutinho também ficou muito perto de festejar antes de Hornicek se transformar num muro e negar o terceiro golo alemão com uma dupla defesa.

No entanto, o 3-0 surgiria mesmo aos 72 minutos, com Kubler a bisar, desta vez de cabeça, após um livre lateral. A precisar de dois golos para forçar o prolongamento, o Braga reduziu aos 79. Jogada de bola parada, com Moutinho a descobrir Víctor Gómez e o lateral a cruzar para o cabeceamento bem-sucedido de Pau Víctor. A pressão arsenalista acentuou-se, Gorby ainda obrigou Atubolu a uma defesa incrível, mas não houve tempo para o milagre.

LIGA PORTUGAL

F. C. Porto vence Alverca e sagra-se campeão nacional

FC Porto 1

F.C. Alverca 0

Num dia de festa, um golo solitário de Bednarek, de cabeça, acabou por ser suficiente para garantir um título que foge ao F. C. Porto desde 2022.

OAlverca ainda tentou chegar à igualdade, mas a defesa dos dragões aguentou as investidas e manteve a vantagem para fechar com um triunfo.

Entraram sem euforia os dragões e com personalidade os de Alverca e talvez por isso os primeiros 20 minutos só tiveram um remate enquadrado à baliza - e sem perigo. Ao som de «Eu quero o Porto campeão», as bancadas pediam mais, já que os golos dificilmente caem do céu como a chuva que entretanto carregava forte na Invicta.

O capitão sem braçadeira, Bednarek, dava o exemplo atrás e mostrava como se faz à frente: foi dele o primeiro e único golo da noite, aos 41’, após um daqueles cantos cobrados na perfeição por Gabri Veiga.

O jogo começou finalmente a correr bem ao FC Porto e começou Oskar Pietuszewski a correr até à área. Mas o resultado manteve-se até ao intervalo e os azuis e brancos recolheram ao balneário com os adeptos já a fazer a festa.

Na 2.ª parte, os treinadores foram mexendo, mas nada se alterou: a vitória foi magra, mas saborosa. Ouviu-se «o campeão voltou» e ainda antes do apito final o título já era celebrado. Nem um ano passou desde o 3.º lugar e o vergonhoso Mundial de Clubes. Pode dizer-se que Villas-Boas também fez bingo ao escolher Farioli! JN/MS

JN/MS
Creditos: DR
Bednarek selou a conquista de cabeça. (Pedro Correia)

Benfica empata em Famalicão e F. C. Porto nem precisava de ganhar

F.C. Famalicão 2

S.L. Benfica 2

Num jogo em que esteve a ganhar por 2-0, o Benfica acabou por ver o Famalicão resgatar um empate a duas bolas. Um empate frente ao Alverca era o que bastava ao F. C. Porto para ser campeão.

OBenfica até entrou com o pé direito e, no espaço de 20 minutos, marcou dois golos. Andreas Schjelderup, de penálti, abriu o marca-

dor aos 11 minutos. Pouco depois, foi a vez de Richard Ríos (19 m) fazer o gosto ao pé com um grande golo e ampliar assim para as águias. Um resultado que prevaleceu até ao intervalo.

No entanto, na segunda parte tudo mudou. Nico Otamendi (55 m) foi expulso da partida e o Famalicão acabou por reagir à desvantagem. O luso-francês Matthias de Amorim (67 m) e Umar Abubakar (78 m) conseguiram empatar.

Já na compensação, Rodrigo Pinheiro (90+10 m) ainda assustou os encarnados ao mandar uma bola ao ferro da baliza defendida por Trubin.

JN/MS

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Sporting goleia e deixa luta pela Champions ao rubro

A eficácia leonina manteve-se depois do intervalo e foi sem surpresa que a diferença no resultado aumentou.

O Sporting venceu (5-1), na segunda-feira (4), o V. Guimarães, no fecho da 32.ª jornada da I Liga, igualou os 76 pontos do Benfica na classificação, reanimando a luta pelo segundo lugar.

Depois de cinco jogos sem vencer, os leões não deram hipóteses aos vitorianos e ao intervalo já venciam por 3-0. Gonçalo Inácio, que foi surpresa no onze de Rui Borges, inaugurou o marcador, antes de Daniel Bragança e Maxi Araújo também fazerem o gosto ao pé.

Luis Suárez assinou o 4-0 e pouco depois assistiu Luís Guilherme para o quinto golo. Debast, na própria baliza, fez o resultado final, aos 85 minutos.

Com os três pontos garantidos ainda antes do último quarto de hora, Rui Borges aproveitou para gerir o plantel e dar descanso a alguns dos jogadores mais desgastados da equipa, como Pedro Gonçalves, Trincão e Gonçalo Inácio.

Na próxima jornada, o Sporting desloca-se ao terreno do Rio Ave, enquanto o Benfica recebe o Braga.

JN/MS

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Sporting CP 5
Vitória S.C. 1
Luis Suárez voltou aos golos com a camisola do Sporting. (José Sena Goulão/Lusa)
Celebração do golo de Mathias de Amorim (Estela Silva/Lusa)

33

ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

10/05

AFS 18:00 FC Porto

FC Alverca 20:30 Estoril Praia 11/05

CD Tondela 20:15 Moreirense

Est. Amadora 20:15 FC Famalicao

Rio Ave 20:15 Sporting

Santa Clara 20:15 Nacional

Benfica 20:15 SC Braga

Vitoria SC 20:15 Casa Pia AC

Gil Vicente 20:15 FC Arouca

FUTEBOL Pedro Proença garante compromisso com ciência e inovação no futebol

O presidente Pedro Proença assegurou o compromisso da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com a ciência e inovação na modalidade, com a pretensão de estar "na vanguarda da partilha de conhecimento a nível global".

FC Porto B 1-0

Torreense 3-2

33

Farense

FC Felgueiras

FC Penafiel

ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

09/05

Sporting B 15:30 FC Porto B

FC Penafiel 15:30 Maritimo

Feirense 15:30 UD Oliveirense

FC Felgueiras 15:30 Portimonense

GD Chaves 15:30 Leixoes

Farense 15:30 Pacos Ferreira

Benfica B 20:30 Academico

FC Vizela 20:30 UD Leiria

Lourosa 20:30 Torreense

Em discurso na sessão de abertura de uma conferência sobre ciência no futebol, na Cidade do Futebol, em Oeiras, Pedro Proença lembrou a construção da quinta fase do local, a desenvolver-se, que incluirá um Instituto Universitário do Futebol.

"Em breve, tornar-se-á uma grande conquista para a nossa comunidade. Este é o nosso compromisso com uma nova abordagem à ciência e à inovação no futebol. O que queremos é que Portugal esteja na vanguarda da partilha de conhecimento desportivo a nível global", disse o dirigente federativo, perante um auditório cheio.

Frisando que "o conhecimento é a chave para o futuro do futebol" e, nesse prisma, "Portugal é o futuro", Proença considerou que o país tem "os melhores jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes e especialistas na área da saúde e performance".

A conferência científica teve lugar na Cidade do Futebol, em Oeiras, com várias palestras, de diferentes temáticas, com especialistas nacionais e internacionais, e 200 participantes, de 22 distintas nacionalidades.

JN/MS

Pedro Proença, presidente da FPF. (Arquivo)

ATLETISMO

Dois em dois dias

Estafeta mista 4x100m bate novo recorde nacional nos Mundiais

A equipa portuguesa da estafeta mista de 4x100 metros estabeleceu no domingo (3) um novo recorde nacional, com o tempo de 40,76 segundos, durante a segunda ronda de qualificação dos Mundiais de estafetas, que decorrem em Gaborone, no Botswana.

Oquarteto composto por Carlos Nascimento, Tatjana Pinto, Delvis Santos e Arialis Martinez melhorou a marca que outra formação nacional já havia alcançado no sábado (2). Com este desempenho, a equipa garantiu a presença nos Mundiais de Pequim em 2027 (reservada aos dois primeiros

de cada uma das duas corridas de repescagem), embora não tenha conseguido o apuramento para a final da competição.

Na primeira fase de qualificação, a equipa contou com Lorene Bazolo e David Landim, que correram ao lado de Delvis Santos e Arialis Martinez. A alteração na formação para a segunda ronda revelou-se decisiva para o novo recorde.

Em declarações divulgadas pela federação, Delvis Santos expressou a satisfação. «É uma sensação de euforia. Ontem [sábado] prometemos, mas melhor que prometer, nós gostamos de cumprir com resultados», afirmou o atleta.

A Bola/MS

BASQUETEBOL

Sporting vence

Benfica

e faz a festa na Taça

Hugo dos Santos

Entrou melhor o Sporting, apostando numa defesa quase irrepreensível limitando as ações benfiquistas, que apenas conseguiu, por exemplo, um triplo em nove tentativas. Os leões conseguiram sete ressaltos ofensivos e uma margem relativamente tranquila que chegou aos 10 pontos (5-15), antes dos encarnados conseguirem adaptar-se e recuperar para 13-19.

Osegundo parcial trouxe uma partida muito mais equilibrada e renhida como se quer entre dois rivais eternos. Ritmo elevado e alternância no marcador marcaram primeira parte da final da Taça Hugo dos Santos entre Benfica e Sporting, com os pupilos de Luís Magalhães a seguirem para os balneários na frente (4244), mas cientes, por certo, de que tudo

poderia mudar. O Benfica, por seu lado, foi para o balneário a olhar para a estatística e a perceber que permitiu 11 ressaltos ofensivos dos leões e só acertou 3 triplos em 13 tentativas.

O derradeiro quarto foi um teste à resiliência de ambos os conjuntos. O Benfica assustou os leões nos últimos dois minutos, reduzindo a diferença a um ponto (71-72). Mas Robinson respondeu com novo triplo e Sueing ainda conseguiu voltar a aproximar os encarnados (75-76) para um final de nervos em Gondomar. Norberto Alves pede time out e, a 1,2 segundos do fim, o Benfica reduz 77-79 e tenta tudo, mas Swenson com duas oportunidades de lance livre falha, esgota o tempo e o desejo dos encarnados de conquistarem o troféu. A festa foi toda verde e branca em Gondomar.

A Bola/MS

Descubra os melhores sabores da cozinha portuguesa nas nossas três localizações

Creditos: DR
Arialis Martinez, Carlos Nascimento, Tatjana Pinto e Delvis Santos. (Federação Portuguesa de Atletismo)

CICLISMO

Daniela Campos conquista prata no GP Junek Velodromes de pista

A ciclista olímpica portuguesa Daniela Campos foi segunda classificada no concurso de omnium do GP Junek Velodromes de ciclismo de pista, em Praga, atrás apenas da checa Petra Sevciková.

Campos, de 24 anos, foi quinta no scratch, terceira em tempo, segunda na eliminação e segunda nos pontos, ficando com 145 pontos, superada apenas pelos 169 de Sevciková,

completando o pódio a norte-americana Reagan Pattishall, com 128. A prova, que conta para o ranking UCI de ciclismo de pista, e portanto para a qualificação olímpica do país com vista a Los Angeles2028, contará com Daniela Campos também em corridas de fora do programa de Jogos Olímpicos, no caso o scratch e a corrida de pontos, ambas no domingo.

JN/MS

ANDEBOL

Sporting bate FC Porto e sagra-se tricampeão nacional

O Sporting é tricampeão nacional! A precisar de pelo menos o empate para conquistar o título, os leões venceram o FC Porto no Pavilhão João Rocha, por 36-29, e fizeram a festa com os seus adeptos.

Desde cedo o Sporting começou a impor o seu jogo e precisou de 45 segundos para chegar à vantagem. Os dragões foram respondendo aos golos do adversário, mas, a partir do 6-6, não voltaram à igualdade e até ficaram atrás no marcador por três golos.

O início de jogo foi bastante intenso e com grandes momentos, como o golaço de Kiko Costa no 3-1 e belas intervenções de Kris-

tensen, mas o destaque vai para os segundos finais em que o FC Porto podia ter reduzido para 13-14. No entanto, o guarda-redes leonino fez uma enorme intervenção, lançou o contra-ataque e resultou no 15-12 mesmo antes do intervalo.

Nos minutos finais, o FC Porto ainda colocou a dúvida no resultado, reduzindo para dois golos de diferença (25-27), mas tentou tanto chegar ao empate que acabou por sofrer golos evitáveis, alguns de baliza aberta, perdendo por 36-29. Com uma boa vantagem no marcador, a festa foi-se fazendo nos segundos finais e o banco juntou-se aos adeptos na festa do tri.

A Bola/MS

Creditos: DR
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FUTEBOL

Cláudio Braga, do Hearts, eleito o melhor jogador da Liga escocesa

O avançado português Cláudio Braga, do Hearts, foi eleito o melhor jogador da edição 2025/26 da Liga escocesa de futebol, divulgou a organização da competição no seu site oficial e nas redes sociais.

Aviver a primeira experiência no futebol escocês, o jogador de 26 anos bateu o colega de equipa Lawrence Shankland e também Elijah Just e Tawanda Maswanhise, ambos do Motherwell, os outros jogadores que também estavam nomeados, para arrecadar o troféu.

Formado primeiro no Boavista e depois no Rio Ave, Cláudio Braga passou pelas

divisões inferiores em Portugal antes de rumar à Noruega, onde com as cores do Moss, primeiro, e do Aalesund, passou quatro anos.

No arranque de 2025/26, o avançado nascido em Mafamude ingressou no Hearts, numa temporada que tem sido histórica para o emblema de Edimburgo.

A três jornadas do final da prova, o Hearts lidera a Scottish Premier com 73 pontos, em igualdade com o Celtic, e pode alcançar apenas o quinto título da sua história, o primeiro desde 1959/60.

Braga leva 14 golos marcados na competição e 17 em todas as provas ao serviço do Hearts.

JN/MS

GOLFE

Daniel Rodrigues consegue o melhor resultado da carreira na Turquia

O golfista português Daniel Rodrigues foi segundo classificado no Open da Turquia, apenas superado pelo sueco Mikael Lindberg, com quem repartia a liderança à entrada para a última volta do torneio do DP World Tour.

Daniel Rodrigues entregou um cartão com 71 pancadas na quarta volta da prova do circuito principal, uma abaixo do par do campo de Belek, em Antália, graças a três birdies (uma pancada abaixo do par do buraco) e dois bogeys (uma acima), terminando com um total de 280 golpes (oito abaixo do par), em igualdade com o italiano Guido Migliozzi. O português tinha iniciado o último dia de competição na liderança do torneio, em igualdade com Lindberg, mas o sueco, de 33 anos, foi mais eficaz, ao efetuar 69 pancadas, três abaixo do par do campo e menos duas relativamente a Daniel Rodrigues, conquistando o primeiro título no DP World Tour, com um agregado de 278 (10 abaixo do par do campo).

Aos 23 anos, Daniel Rodrigues consegue o melhor resultado da carreira, e um dos melhores da história do golfe português, melhorando o sexto lugar alcançado em março no torneio de Hainan, na China, na época de estreia no circuito profissional europeu, em que falhou o cut em apenas duas das 11 provas realizadas.

O compatriota Ricardo Melo Gouveia também esteve em evidência na Turquia, ao terminar no grupo dos golfistas classificados em sétimo lugar – a quarta presença no top10 da temporada -, com um agregado de 282 pancadas, depois de este domingo ter efetuado 69, três abaixo do par do campo, fruto de sete birdies e quatro bogeys.

A Bola/MS

Luana Dourado vence no Europeu Júnior

A 21.ª edição do Cascais Boogie Chicks 2026 consagrou a portuguesa Luana Dourado como vencedora da primeira etapa do Campeonato da Europa júnior e a brasileira Luna Hardman na categoria Open. O evento, que se destacou por um recorde de participação com mais de 200 atletas, reafirmou o seu estatuto como a maior prova de bodyboard feminino da Europa.

No escalão júnior, Luana Dourado dominou a competição, alcançando o primeiro lugar com uma pontuação de 12,50 na final. A atleta portuguesa mostrou-se satisfeita com o resultado, que lhe

SUPERBIKES

escapou no ano anterior. «Fico muito feliz por ganhar esta etapa do Europeu Júnior. No ano passado fugiu e, por isso, o balanço que faço é muito positivo», afirmou. A atleta de 16 anos, que também competiu na final Open, admitiu o cansaço após um dia intenso com oito baterias disputadas. «Na final do Open já estava um pouco cansada», confessou, acrescentando: «Mas consegui mostrar tudo o que trabalhei ao longo do ano. O Europeu sénior tem mais etapas e espero continuar a dar o meu melhor». Luana Dourado destacou ainda a «energia única» de Carcavelos, um local que adora visitar.

A Bola/MS

Miguel Oliveira levado ao hospital na Hungria após

Visto no centro médico do circuito, foi-lhe diagnosticada concussão e lesão no ombro esquerdo. Português «está bem», mas não vai participar na segunda corrida do dia

Opiloto português Miguel Oliveira viu a participação na ronda húngara do Campeonato do Mundo de Superbikes terminar mais cedo, após um acidente na corrida Superpole que o obrigou a ser transportado para o hospital.

Após uma primeira avaliação no centro médico do circuito, onde lhe foram diagnosticados uma concussão e uma lesão no ombro esquerdo, Miguel Oliveira foi transportado para uma unidade hospitalar local para exames mais detalhados.

O incidente ocorreu logo na primeira volta da segunda corrida do fim de semana. O português, que seguia nos lugares provisórios do pódio, foi abalroado na curva 6 quando Sam Lowes e Andrea Locatelli se tocaram à saída da curva 5, projetando a moto de Locatelli contra o lado direito da moto de Oliveira.

Na sequência do impacto, o piloto português caiu para o lado esquerdo, sendo projetado para fora da pista juntamente com a sua moto. O acidente levou à imediata interrupção da corrida com bandeira vermelha. Pelo envolvimento no

queda

incidente, Andrea Locatelli, o piloto com o número 55, foi penalizado pelos comissários por condução irresponsável.

Por isso, Miguel Oliveira não participou na segunda corrida do dia, depois de conseguir um pódio no sábado (2). «O Miguel está consciente e responsivo. No entanto, hoje já não voltará a correr. Irá ao hospital para realizar mais exames», indicou à agência Lusa fonte oficial da equipa Rokit BMW.

A Bola/MS

BODYBOARD
Creditos: DR
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MENTAL HEALTH AWARENESS

FUNDRAISER

A Franchise at the Crossroads: The Chayka-Sundin era begins with a bonus

For Leaf fans, it has been a whirlwind week to say the least. One to test everyone’s nerves, with the entire league no doubt watching with a bowl of popcorn in hand. Between a polarizing front-office overhaul, a captain’s uncertain future, and a miraculous stroke of lottery luck, the organization finds itself at a pivotal junction that will define the next era of hockey in Toronto.

The chaos ignited with the unconventional hiring of John Chayka as General Manager, paired with legendary captain Mats Sundin as Senior Executive Advisor. The move was met with immediate fire. During the introductory press conference, Postmedia’s Steve Simmons leveled a blistering critique at MLSE CEO Keith Pelley, claiming that a survey of league insiders yielded descriptions of Chayka ranging from "salesman" to "con

artist." Pelley remained unfazed, citing deep due diligence, while Chayka later defended his reputation on a local news outlet, pointing to his active trade history in Arizona as proof of his ability to operate within the NHL’s tight-knit circle.

However, the front-office optics are secondary to the looming crisis involving Auston Matthews. The captain, currently recovering from surgery on a Grade 3 MCL tear suffered in March, has sent ripples of anxiety through the fanbase. Reports suggest Matthews is hesitant about the team’s trajectory, and his "I can’t predict the future" comment at the end-of-season media availability did little to quell fears. With two years left on his deal and a full no-movement clause, Matthews holds the leverage. If he doesn't buy into the vision, the Leafs face the unthinkable prospect of trading a generational talent in his prime.

BASKETBALL Raptors offseason: High ambition, tight constraints

The Toronto Raptors’ season ended with an abrupt thud in Cleveland. Less than 12 hours after a grueling Game 7 loss, the roster gathered at the OVO Athletic Centre for exit interviews, trading the camaraderie of the team plane for the cold reality of the business of basketball.

Despite the sting of the first-round exit, the season was an undeniable success. A 46-win campaign—a 16-game improvement over the previous year—re-established Toronto as a threat in the Eastern Conference. However, as the focus shifts to training camp, General Manager Bobby Webster faces a complex puzzle: how to elevate a promising core that is currently hamstrung by financial rigidity.

The Foundation and the Growth

The postseason served as a definitive arrival for Scottie Barnes. Averaging 24.1

points and 8.6 assists against the Cavs, Barnes proved he is a legitimate superstar. Around him, the development plan is clear. Ja’Kobe Walter is focusing on physical strength, Immanuel Quickley is refining his skill set, and Collin Murray-Boyles is committing to a summer of development in Toronto.

Perhaps the biggest revelation was RJ Barrett. Once considered a potential trade piece, Barrett emerged as the team’s second-best player. His desire to stay in his hometown is vocal and firm, but with only one year left on his contract, he remains one of the few truly "moveable" assets if the front office decides a major roster shake-up is necessary.

The Financial Gridlock

The path to improvement is blocked by several "untradeable" or "clunky" contracts. Jakob Poeltl’s four-year, $104

Chayka’s primary mission is now a charm offensive directed at his superstar. He has emphasized a desire for "alignment," acknowledging that Matthews has invested his entire career into this market. The hope is that Sundin’s presence—a man who understands the unique weight of the Toronto captaincy better than anyone—will help bridge the gap and convince Matthews that the "common vision" Chayka preaches is attainable. That, and the fact that MLSE has told Chayka to do whatever it takes to win a Stanley Cup. They will undoubtedly need to lure notable unrestricted free-agents like Alex Tuch and actively explore the trade market to shore up their defensive core.

Just as the outlook seemed at its grimmest, the "Hockey Gods" intervened. The Maple Leafs shocked the hockey world and jumped 5 spots in the draft lottery to win

first-overall pick in the 2026 NHL Draft. The prize is Gavin McKenna, a prospect described as franchise-altering. The arrival of a talent like McKenna (or the highly-touted Ivar Stenberg) changes the math for everyone, including Matthews. It provides the Leafs with a blue-chip asset and a potential secondary scoring engine that could extend the team's competitive window indefinitely.

As Chayka begins collaborative meetings with the scouting staff, the narrative in Toronto has shifted from pure skepticism to a tense, electric curiosity. Can Chayka repair his reputation while repairing a fractured relationship with his best player? Will the addition of McKenna be enough to convince Matthews to stay? The summer has only just begun, but for the Maple Leafs, the stakes have never been higher.

million deal remains difficult to move, especially after he struggled against Cleveland’s size. As well, the long-term contracts in Quickley and Brandon Ingram constrict the Raptors' ability to have flexibility in free agency. With little "wiggle room," it will take creativity to add depth. Sandro Mamukelashvili, a breakout rotation player, is expected to opt out of his contract. While both sides want a reunion, finding the cap space to retain him without crossing

into the luxury tax will require creative accounting—potentially involving moving younger assets like Gradey Dick. The Raptors have successfully built a competitive culture and a star-level anchor in Barnes. However, threading the needle between internal growth and external upgrades will be the front office's greatest challenge in years. In a deepening Eastern Conference, standing still is the same as falling behind.

RS/MS

Bobby Webster Toronto Raptors GM. (DR)
Mats Sundin, Keith Pelley and John Chayka. (DR)
Auston Matthews. (DR)
Gavin McKenna. (DR)

MÃESFeliz Dia das

Luis Camara Secretar y Treasurer

Ricardo Teixeira Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Marcello DiGiovanni Vice -President

Jaime Cor tez E-Board Member E-Board Member

David McCluskey

Empreiteiros canadianos navegam numa nova era

Poucos compreendem melhor do que os empreiteiros gerais canadianos os impactos muito reais das tarifas impostas pela administração Trump. Embora as medidas comerciais dominem frequentemente as manchetes a um nível geopolítico, os seus efeitos estão a ser sentidos de forma mais aguda nos estaleiros canadianos, nas salas de orçamentação e nas equipas de compras. É um problema com o qual as empresas de construção em todo o país lidam diariamente, e que se tornou uma realidade operacional inevitável e dispendiosa.

Não é segredo que os custos dos insumos na construção sofreram uma volatilidade significativa nos últimos anos, impulsionada em grande parte por uma combinação de interrupções nas cadeias de abastecimento globais e tensões comerciais. O aço e o alumínio, que servem como materiais essenciais para tudo, desde pontes a arranha-céus, têm estado especialmente expostos à volatilidade dos preços. No entanto, Bruce Karn, Vice-Presidente de Serviços Jurídicos da EllisDon, afirma que, embora as flutuações de preços sejam uma preocupação, o desafio mais profundo reside na imprevisibilidade.

“O aço e o alumínio são provavelmente os componentes mais mencionados”, diz ele. “Mas evitar as tarifas não é tão simples como decidir recorrer ao mercado interno. Os efeitos dominó das tarifas impostas noutros locais continuam a impactar os preços aqui no Canadá.” De facto, nem mesmo os produtores canadianos estão isolados. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o aço importado resultaram em consequências para os produtores domésticos, restringindo a oferta e influenciando os preços em toda a América do Norte.

O custo oculto da incerteza

Embora o aumento dos preços dos materiais seja visível e mensurável, a própria incerteza emergiu como uma das forças mais disruptivas na construção. Ao longo do último ano, a rápida mudança nas políticas tarifárias, por vezes alterando-se em poucos dias, tornou difícil para os empreiteiros orçamentar propostas com confiança ou garantir cadeias de abastecimento. É uma incerteza que obrigou os empreiteiros a contabilizar não só os custos conhecidos, mas também os hipotéticos. Os fornecedores, inseguros sobre se as tarifas serão aplicadas ou não no momento da entrega, incorporam frequentemente contingências nos seus preços, explica Karn. No entanto, o resultado são propostas inflacionadas, negociações tensas e, em alguns casos, decisões de aquisição adiadas. Contratos sob pressão

À medida que a volatilidade se tornou a nova norma, as estruturas contratuais estão a evoluir para melhor alocar e gerir o risco nos projetos. E, como resultado das atuais tensões comerciais, a indústria está a descobrir que os riscos relacionados com tarifas já estavam integrados, por vezes implicitamente, nos acordos padrão. Karn aponta os contratos do Comité Canadiano de Documentos de Construção (CCDC), amplamente utilizados, como exemplo.

No entanto, surtos recentes na atividade tarifária levaram os afetados a ir além da dependência da linguagem padrão. Donos de obra, empreiteiros e subempreiteiros estão agora mais propensos a negociar explicitamente como os riscos tarifários são geridos antes de avançarem com um projeto. Uma ferramenta cada vez mais comum utilizada para sal-

vaguardar contra potenciais custos tarifários, diz Karn, são as verbas de reserva (cash allowances), de modo a criar uma margem de segurança. As cláusulas de revisão de preços de materiais também estão a ganhar tração, permitindo que os preços contratuais se ajustem em resposta a mudanças significativas nos custos de produção. É uma abordagem que reconhece os impactos a longo prazo das ruturas comerciais para além das tarifas imediatas.

Repensar as estratégias de aquisição

As tarifas e a incerteza comercial também estão a servir para remodelar a forma como os empreiteiros adquirem materiais e equipamentos, com uma ênfase crescente na diversificação das cadeias de abastecimento e na redução da exposição a jurisdições com tarifas elevadas. “Vemos as partes interessadas a procurar fontes alternativas, seja dentro do Canadá ou em países com tarifas mais baixas ou inexistentes”, explica Karn.

No entanto, esta mudança não é isenta de desafios, observa ele. O abastecimento doméstico é muitas vezes limitado, particularmente quando múltiplos projetos competem pelos mesmos materiais. Noutros casos, certos componentes especializados simplesmente não são fabricados no Canadá, deixando aos empreiteiros pouca escolha senão importar.

Além disso, as iniciativas “compre canadiano” do governo federal estão a adicionar outra camada de desafio às decisões de aquisição. Embora estas políticas visem fortalecer a indústria doméstica, também exigem que os empreiteiros equilibrem a conformidade com considerações de custo e disponibilidade.

À luz destes fatores, e como meio de contornar as tarifas, a antecipação das compras surgiu como outra estratégia, permitindo aos empreiteiros garantir materiais antes que potenciais mudanças tarifárias entrem em vigor. No entanto, segundo Karn, mesmo esta abordagem acarreta riscos. “Se as tarifas estão em vigor agora, mas se espera que sejam removidas mais tarde, a compra antecipada pode, na verdade, aumentar os custos”, observa Karn. “É uma questão muito situacional.”

Disputas no horizonte

Apesar dos esforços para gerir o risco antecipadamente, Karn observa que o impacto total das tarifas nas disputas de projetos pode ainda não estar totalmente concretizado. Embora os custos tarifários diretos, como uma taxa de 25% aplicada na fronteira, sejam relativamente simples de documentar, os efeitos secundários são muito mais complexos. Considere um cenário onde um fabricante dos EUA importa matérias-primas sujeitas a tarifas, incorpora-as em equipamentos e depois exporta esses equipamentos para o Canadá, onde se aplicam tarifas adicionais. Estes aumentos de custos em camadas podem ser difíceis de rastrear, identificar e alocar dentro dos contratos existentes para as organizações.

“São esses efeitos de segunda ordem que são mais difíceis de definir e que podem levar a disputas”, diz Karn. A complicar ainda mais a situação para os empreiteiros gerais estão outras pressões globais, incluindo a volatilidade dos preços da energia e a instabilidade geopolítica. Além disso, o Fundo Monetário Internacional alertou recentemente que as interrupções nas cadeias de abastecimento e a fragmentação comercial podem continuar a pesar na estabilidade económica global, com implicações diretas nos custos e prazos de construção.

A comunicação como estratégia de risco

Num ambiente claramente definido pela incerteza, Karn sugere que a comunicação se tornou mais crítica do que nunca e pode, na verdade, servir como a melhor tática disponível para ajudar a salvaguardar contra o risco. De facto, ele enfatiza que o diálogo proativo e transparente entre todas as partes interessadas do projeto — incluindo donos de obra, empreiteiros gerais, subempreiteiros e fornecedores — é essencial para gerir os impactos relacionados com as tarifas. “Se as tarifas vão ser um problema, todos precisam de estar na mesma página”, diz ele.

Isto, explica ele, inclui o alinhamento dos termos contratuais ao longo de toda a cadeia do projeto para garantir um tratamento consistente dos riscos tarifários. O desalinhamento, explica ele, pode levar a disputas, atrasos e dificuldades financeiras, particularmente para subempreiteiros mais pequenos que operam com margens estreitas.

Além disso, a flexibilidade é importante em tempos de instabilidade, acrescenta Karn. Embora os contratos forneçam uma estrutura, as condições do mundo real podem exigir que as partes interessadas revisitem acordos e colaborem em soluções que mantenham os projetos em movimento. “Pode haver situações em que as partes precisam de se unir e encontrar uma resolução que mantenha o projeto a avançar sem levar ninguém à falência”, observa Karn.

Um novo normal para os empreiteiros Embora a volatilidade tarifária tenha diminuído um pouco em comparação com o seu pico em 2025, a estabilidade continua a ser ilusória, forçando os empreiteiros canadianos a adaptarem-se a um “novo normal” no qual a incerteza comercial é um fator constante. Para que os empreiteiros gerais alcancem o sucesso neste ambiente desafiante, Karn sugere que é necessária uma combinação de compras estratégicas, gestão contratual diligente e relacionamentos sólidos entre as partes interessadas. Também exigirá a vontade de adotar novas abordagens, diz ele, desde cadeias de abastecimento diversificadas a modelos de preços mais dinâmicos.

Construir através da incerteza

Para além de todos os desafios, diz Karn, as tarifas e as ruturas comerciais realçam o facto de que os projetos, por mais complexos que sejam, não são entregues de forma isolada na indústria da construção do Canadá. São moldados por forças globais, decisões políticas e dinâmicas de mercado que podem mudar rápida e imprevisivelmente, servindo como uma espécie de aviso para permanecer o mais estratégico e flexível possível perante a incerteza. Porque o desafio, diz Karn, não é simplesmente reagir às mudanças, mas antecipá-las e geri-las, integrando flexibilidade nos contratos, resiliência nas cadeias de abastecimento e colaboração na entrega dos projetos. E num mundo onde a política comercial pode mudar da noite para o dia, a capacidade de navegar na incerteza pode ser a ferramenta mais valiosa à disposição de um empreiteiro no momento. ON-Site/MS

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SAÚDE & BEM-ESTAR

DOR CIÁTICA

Sintomas, causas, prevenção e formas de aliviar o desconforto

A dor ciática é uma das queixas mais frequentes relacionadas com a coluna e o sistema nervoso periférico. Intensa, incapacitante e muitas vezes descrita como uma dor “em choque” ou “em queimadura”, pode afetar significativamente a qualidade de vida, dificultando tarefas tão simples como caminhar, sentar ou dormir.

Apesar de ser comum falar-se em “ciática” como se fosse uma doença, trata-se, na realidade, de um sintoma provocado pela irritação, inflamação ou compressão do nervo ciático - o maior nervo do corpo humano, que se estende da região lombar, passa pelos glúteos e desce por cada perna até ao pé.

O sintoma mais característico é a dor que começa na zona lombar ou na nádega e irradia ao longo da parte posterior da coxa, perna e, por vezes, até ao pé. Na maioria dos casos, afeta apenas um lado do corpo. Esta dor pode ser acompanhada por formigueiro, dormência, sensação de queimadura e, em situações mais graves, fraqueza muscular.

As causas mais comuns

A causa mais frequente da dor ciática é a hérnia discal lombar, quando um disco entre as vértebras se desloca e comprime a raiz nervosa. No entanto, existem outras causas possíveis, como o estreitamento do

canal vertebral (estenose), artrose, “bicos de papagaio”, deslizamento de vértebras, espasmos musculares e a chamada síndrome do piriforme, em que um músculo na região glútea comprime o nervo.

A idade, a obesidade, a gravidez, profissões que exigem levantar pesos, permanecer muitas horas sentado ou conduzir durante longos períodos também aumentam o risco de desenvolver este problema.

Sintomas a que deve estar atento

Para além da dor irradiada, os sinais mais frequentes incluem:

• dor aguda na lombar ou nádega;

• dor que desce pela perna;

• formigueiro ou dormência;

• sensação de choque elétrico;

• dificuldade em caminhar;

• fraqueza na perna ou no pé;

• agravamento ao tossir, espirrar ou permanecer sentado muito tempo.

Em casos raros, mas graves, podem surgir perda de controlo da bexiga ou do intestino. Nestes casos, deve procurar assistência médica imediata.

Como aliviar a dor?

O tratamento depende sempre da causa,

mas na maioria dos casos a dor melhora com medidas conservadoras.

O repouso absoluto prolongado não é aconselhado. Pelo contrário, o ideal é manter alguma mobilidade, evitando movimentos bruscos ou esforços excessivos. Caminhadas leves e mudanças frequentes de posição ajudam a evitar rigidez muscular. A aplicação de calor local pode aliviar a tensão muscular, enquanto o gelo é útil sobretudo nas fases iniciais de inflamação. Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos podem ser prescritos para controlar a dor, bem como relaxantes musculares em alguns casos.

A fisioterapia é frequentemente um dos tratamentos mais eficazes, com exercícios de alongamento, fortalecimento da musculatura lombar e abdominal, correção postural e técnicas específicas para descompressão nervosa.

Em situações mais graves, quando existe hérnia discal importante ou perda de força, poderá ser necessário recorrer a infiltrações ou cirurgia.

Prevenção: o melhor tratamento

Prevenir a dor ciática passa sobretudo por cuidar da coluna. Manter um peso saudável, praticar exercício físico regular e fortalecer a musculatura do core (abdómen e lombar) são medidas essenciais.

Também é importante:

• evitar levantar pesos de forma incorreta;

• dobrar os joelhos ao apanhar objetos do chão;

• manter boa postura ao sentar;

• fazer pausas frequentes se trabalha muitas horas ao computador;

• evitar sedentarismo.

Alongamentos regulares para costas, glúteos e pernas podem ajudar a reduzir a tensão no trajeto do nervo ciático.

Quando procurar ajuda médica? Se a dor persistir mais de alguns dias, piorar progressivamente ou vier acompanhada de dormência intensa, perda de força ou dificuldade em andar, deve procurar avaliação médica. Embora muitos casos melhorem em poucas semanas, a identificação precoce da causa é fundamental para evitar complicações e episódios recorrentes.

Mais do que um simples desconforto, a dor ciática pode ser um sinal de alerta do organismo. Ouvir o corpo e agir atempadamente é, muitas vezes, a chave para recuperar qualidade de vida.

Credito: DR

O tema da Met Gala 2026

“Costume Art” (Arte do

Vestuário)

o dress code associado ou seja, a forma como os convidados deveriam interpretar o tema foi

“Fashion is Art” (A moda é arte) e... não faltou imaginação.
Bad Bunny, vestiu Zara.
AsapRocky, vestiu Chanel ‘PAVË NITEO’ em parceria com a tradicional Codognato. Rihanna, vestiu Maison Margiela e Jennifer Behr.
Beyonce, vestiu Olivier Rousteing e Chopard.
Sarah Paulson, vestiu Matières Fécales.
AnokYai, vestiu Balenciaga.
Madonna, vestiu Saint Laurent por Anthony Vaccarello e A. Codognato
Kris Jenner, vestiu Dolce & Gabbana. Kim Kardashian, vestiu Allen Jones e Whitaker Malem.
Georgina Rodriguez, vestiu Ludovic de Saint Sernin
Heidi Klum, vestiu Mike Marino
Hailey Bieber, vestiu Saint Laurent e Anthony Vaccarello
Cher, vestiu Burberry e Swarovski Ciara_Celia, vestiu Kritharioti

OLHAR COM OLHOS DE VER

Choo, Choo metal sculpture. St. Thomas. Créditos: Stella Jurgen
Solitude. Créditos: Fa Azevedo
Pequeno observador Créditos: David Ganhão

Palavras cruzadas

1.Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo

2.Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo

3.Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

4.Precipitar-se a chuva sobre a terra

5.Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala

6.Provocar hipnose em alguém

7.Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição

8.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

9.Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro

Jogo das 11 diferenças

10. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas

11.Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo

12. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade

13. Causar dano, prejuízo, apodrecimento em, ou ficar em mau estado, danificado, quebrado

14. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)

15. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder

S Q C F O G H O E T Z O X B B

O K E I B K L O R L I R A C U

R C B E O F P I B C M E O O S

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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

CAMOMILA

CEBOLA AÇÚCAR ALHO COENTROS LOURO

GENGIBRE

VINAGRE

ALECRIM

MENTA

MOSTARDA

CANELA

BAUNILHA

CARIL

COLORAU

Ingredientes

• 3 peitos de frango

• 12 fatias de bacon

• Sal e pimenta q.b.

• Colorau doce

• 1 colher de sopa de pasta de pimento

• 50 g de chouriço picado

• 1 cebola picada

• 2 copos de espinafres

• 30 g de nozes picadas

• 20 g de uvas passas

• 30 g de arandos

• 1 pacote de queijo de cabra

• 1 fio de azeite

• 1 colher de manteiga

• 2 dentes de alho picados

Modo de preparação

Leve ao lume uma frigideira com o azeite e a manteiga e refogue o alho picado e a cebola.

Adicione o chouriço picado e deixe cozinhar

alguns minutos. Junte os espinafres e cozinhe apenas até murcharem. Cozinhe os espinafres apenas o suficiente para manter a cor e o sabor. Misture as nozes, as uvas passas, os arandos e o queijo de cabra até formar um recheio cremoso. Se necessário, junte um pouco de natas para tornar o recheio mais cremoso.

Abra os peitos de frango em formato de borboleta. Tempere com sal, pimenta, colorau doce e pasta de pimento.

Recheie cada peito de frango com a mistura preparada. Envolva cada peito de frango com fatias de bacon. Use palitos se necessário para segurar o recheio.

Coloque os peitos de frango num tabuleiro de forno. Leve ao forno a 200°C durante cerca de 25 minutos. Para bacon mais estaladiço, finalize alguns minutos no grill do forno.

Até à próxima receita!

Rosa's Portuguese Kitchen Peito de Frango Recheado com Bacon
Caça palavras

O Regresso de Raquel Tavares

No universo do fado, onde a saudade é a moeda de troca e a emoção é o oxigénio, Raquel Tavares sempre foi uma artista na linha da frente. No entanto, houve um momento em que o silêncio pareceu ser a única saída. Afastada dos palcos por um período necessário de introspecção e exploração, a fadista regressa com uma nova aura e com nova energia. Numa conversa reveladora ao Milénio Stadium, Raquel Tavares partilhou o seu percurso de redescoberta, a influência da televisão e da representação na sua arte, e a forma como hoje vê o palco: não como um fardo de expectativas, mas como um regresso a casa.

Aconversa começou com um agradecimento caloroso à comunidade portuguesa no Canadá. Raquel Tavares recordou com carinho a sua passagem pela Casa do Alentejo, sublinhando a forma única como os portugueses na diáspora recebem os seus artistas. "A comunidade recebe-nos com um carinho que é mes mo deles", afirmou, notando que estas plataformas são essenciais para encurtar distâncias e fazer com que quem está longe se sinta "um bocadinho mais perto" das suas raízes. Este sentimento de pertença e a "saudade refletida na forma bo nita como nos tratam" são, para a fadista, memórias inesquecíveis que moldam a sua relação com o público. A paragem musical de Raquel Tavares não foi um va zio, mas sim um período de preenchimento por outras formas de arte. Questionada sobre o que a surpreendeu durante o tempo em que esteve longe dos palcos, a fadista foi assertiva: "Sur preende-me isto de nós não termos que nos contentar de ser uma única coisa." Embora o fado seja a sua identidade primária desde que se lembra, Raquel sentiu a necessida de vital de perceber o que era a vida para além de ser fadista. Nesta procura en controu felicidade e realização na televisão e na representação. "Eu fui muito feliz a fazer televisão, e a representar, e em todos os projetos a que me dediquei", confes sou. Esta experiência permitiu-lhe conhecer outras facetas e enfrentar desafios que a tiraram da sua zona de conforto. No entanto, a essência acabou por falar mais alto: "Aquilo que nós somos de raiz fala um bocadinho mais alto... e eu tenho saudades acima de tudo de cantar para as pessoas." Os três anos dedicados à televisão, especialmente aos programas em direto, dotaram Raquel Tavares de ferra mentas preciosas que agora leva para o palco. A fadista destacou a "ca pacidade de improviso" e a agilidade mental necessária para lidar com o inesperado. "A televisão em direto obriga-nos a ter... alguma coisa para dizer na ponta da língua nos momentos mais mortos", explicou. Esta vivência permite-lhe agora uma maior interação com o público, utili zando o improviso para cativar a audiência de forma imediata. fado exige uma exposição emocional imensa, algo que pode levar à exaustão. Aos 41 anos, Raquel Tavares sente que a idade lhe trouxe um equilíbrio necessário. "Quando somos mais novos acabamos por ser todos muito mais intensos, muito mais impulsivos e viver tudo muito mais à flor da pele", re fletiu.

Hoje, a fadista consegue expor-se emocionalmen te no palco sem permitir que essa intensidade a afe te negativamente fora dele. "Eu uso-os ali, naquele momento... mas fica ali. É basicamente como repre sentar." Esta capacidade de "cortar" a cena e regres sar à sua vida quotidiana, sem carregar o peso das emoções dolorosas que o fado muitas vezes evoca, é uma das grandes vitórias da sua maturidade artística. Sobre o seu novo trabalho, lançado em dezembro, e o regresso aos ensaios, Raquel Tavares descreve a expe riência como algo "orgânico".

O seu primeiro concerto em Barcelona, após o inter regno, foi marcado não pelo nervosismo, mas por uma sensação de familiaridade absoluta. "Subi ao palco e era como se nunca tivesse saído dali... voltar aos fados e vol tar ao palco é voltar a casa."

A fadista expressou profunda gratidão pela genero sidade do público, que a esperou e a recebeu de braços abertos. Este apoio validou a sua decisão tanto de se afas tar como de regressar. "Gosto de fazer isto e sinto que sou capaz", afirmou com renovada confiança. Numa indús tria musical muitas vezes focada no sucesso imediato e na popularidade, Raquel Tavares mantém uma postura de independência. "Eu só voltei à música, não voltei à indús tria", declarou. Para a fadista, a prioridade agora é o di

vertimento e a entrega artística, livre da pressão comercial. Se um projeto não lhe trouxer alegria, prefere nem sair de casa.

O seu mais recente álbum é um testemunho desta filosofia: um disco de fado tradicional, fiel às suas raízes e àquilo que mais gosta de cantar. A dualidade entre os grandes palcos e a intimidade das casas de fados é uma constante na sua carreira. Raquel confessou que, embora adore a imponência e a energia do Coliseu de Lisboa, é na casa de fados, em Alfama, que o nervosismo fica maior "Onde eu fico nervosa e continuo a ficar é

cos é como um atleta jogar no estádio do seu clube:

A proximidade e o respeito pela tradição fazem cia emocional é mais do a nova geração de fadistas, Raquel Tavares

sica evolua e tenha contemporaneidade, mas

dernizar um estilo se não o conhecer de raiz. Eles têm que o conhecer primeiro para depois zá-lo." Para Raquel, o fado subsiste porque é forte e bonito, e é esse alicerce que permite

res são simples e focados no presente: "Cantar, cantar... depois também quero ver se canto." Após dois anos de vida vividos dia após dia, a fadista abdicou de grandes planos que, no Atualmente, marca concertos de forma ponderada, escolhendo onde, com quem e para quem quer atuar. O objetivo é a cionar quem a ouve. Citando quel Tavares deixa-se levar pela vida, focada na arte sonora que a de de ser, acima de tudo, uma mulher que reencontrou a

Paulo Perdiz
Credito: DR

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Com Marte a transitar pela sua Casa I vai desejar tudo menos o anonimato. É um bom período para se dedicar ao trabalho, que executará melhor se não sofrer pressões ou a imposição de ordens rígidas. O exercício físico poderá ser uma forma excelente de canalizar algum excesso de energia física e ficar em forma.

TOURO 21/04 A 20/05

Está a iniciar um novo ciclo de vida muito propício ao êxito. Sente-se muito enérgico e com grande criatividade, o que lhe pode ser francamente útil em termos de trabalho. Também poderá sentir que está mais virado para si mesmo e para os seus assuntos pessoais e que presta menos atenção ao mundo que o rodeia.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Durante este período você irradia charme e simpatia, o que atrai os outros para junto de si. Aproveite para se relacionar e distrair, saindo das obrigações do quotidiano. Poderá optar por uma atividade que lhe dê mais prazer e satisfação e assim juntará o útil ao agradável, no entanto, procure não se aproveitar dos outros.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Nesta fase disporá de muitas energias que lhe facilitarão a ação, mas deverá olhar em volta e reconhecer as necessidades dos outros. Da sua iniciativa, esforço e perseverança poderá surgir a realização de um projeto há muito ambicionado, porém o seu brilho será maior se não se esquecer daqueles que o ajudaram.

LEÃO 22/07 A 22/08

Se tiver necessidade de projetar a sua imagem perante outros, este é o momento ideal para o fazer. A Casa X tem justamente a ver com a relação com a sociedade. Aproveite também para fazer uma análise da sua vida e do seu percurso. Verá que tem maior capacidade para perceber se está a caminhar na direção certa.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Durante este período irá procurar melhorar a sua posição profissional e social, para o que terá o apoio de pessoas mais velhas e experientes e que fazem parte do seu círculo de relações. Destes contactos mais estreitos poderão advir benefícios profissionais, como também podem estar na origem de uma nova relação afetiva.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Com a passagem de Vénus na Casa IX, a Casa das viagens, esta é uma ótima altura para tirar férias e gozar os prazeres de uma longa viagem por países distantes e exóticos. Deixe-se levar pela aventura e beleza do desconhecido e abra os seus horizontes através da observação dos hábitos e costumes dos diferentes povos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Verá aumentada nesta altura a sua capacidade de trabalho. Vai sentir vontade de fazer coisas que quebrem a rotina quotidiana. Como há o risco de surgirem conflitos com pessoas ligadas ao seu mundo laboral, terá mais facilidade na realização de tarefas que dependam só de si.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Durante este trânsito é o seu mundo do trabalho que lhe vai requerer maior atenção. Poderá tornar-se mais perfeccionista, mais metódico e ter maior necessidade de aprender novos métodos para rentabilizar o seu trabalho. É ainda uma boa altura para cuidar da sua saúde e regularizar alguns desequilíbrios.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

A Casa V tem a ver com o conhecimento mais profundo de nós próprios. Quanto melhor me conhecer, mais e melhor poderei dar-me aos outros. É um bom momento para vermos como somos realmente, independentemente de ser a maneira como os outros nos veem.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Algumas dúvidas obscuras em relação ao seu passado poderão atormentá-lo nesta altura. Procure fazer alguma pesquisa para obter as informações de que necessita. Se puder contacte um parente mais idoso para se esclarecer. Verá que um diálogo aberto e desinibido lhe poderá trazer a tranquilidade que tanto procura.

PEIXES 20/02 A 20/03

Este trânsito aconselha-o mais à reflexão do que propriamente a tomar decisões definitivas. Se tiver de fazer um contrato ou um negócio, procure documentar-se devidamente de modo a preparar a defesa dos seus pontos de vista. Poderá necessitar de grande argúcia e poder de argumentação para levar a sua avante.

Soluções

Classificados Agenda comunitária

Aluga-se apartamento num basement na zona da St. Clair e Caledonia. Com 1 quarto, casa de banho, cozinha e acesso a lavandaria, entrada privada. Contatar 416-838-5937

Zona da Rogers e Caledonia -Aluga-se apartamento num basement com entrada separada com 1 quarto, cozinha, sala, casa de banho, lavandaria a moedas, utilidades incluídas. Entrada a partir de 1 de Junho, $1650.00. Contactar 647-765-2128

Apartamento alto na cave, 4 janelas com entrada separada, 1 quarto, cozinha, sala de estar e casa de banho. Closets. Não fumador, não animais, internet e utilidades incluídas. Weston & Eglinton. Por favour ligar para Sandra 416-652-8805 e deixar uma mensagem.

Aluga-se 1 quarto com cozinha, sala e casa de banho compartilhado para 1 pessoa. Na area da Ossington e Bloor. Contatar 416318-5816. Disponível 1 de maio.

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Aluga-se quartos para homem entrada imediata. Na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 647-824-6283

Aluga-se um basement com um quarto, ou um basement com dois quartos. Na area da Ossington e Dupont. Contatar 416-707-4939.

Um apartamento para alugar com 1 quarto, cozinha, casa de banho e lavandaria e possibilidade de estacionamento. Disponível no fim do mês. Na area da Eglinton e Caledonia. Contatar 416-953-5911

Churrasqueira em Toronto está a recrutar! Procuramos colaboradores para trabalho full-time e part-time: Trabalhador para o grelhador (full-time), Atendimento ao balcão, Corte e preparação de frango (part-time) Alguma experiência em restauração e/ou culinária é preferível, mas será dada formação. Contacto: 416-562-3641

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@ nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

ALGARVE-PRAIA DA ROCHA: Aluga-se apartamento para ferias ate 6 pessoas com internet, piscina, garagem e terraço. Vista para o mar. Ligar para 647-636-4152 ou 011351-917437903

8 DE MAIO

Casa do Benfica de Toronto Noite de Fados

Com Manuel Moscatel, Sara Dantas, Pedro Joel e Carmen Moscatel . Informações: 416-651-1548

9 DE MAIO

Centro Cultural Português de Mississauga Dia da Mãe

Com jantar e atuação de Leandro e Tabu Banda. Informações: 905-286-1311

Casa dos Açores do Ontário Dia da Mãe

1136 College St, a partir das 18:30h, com Jessica Amaro. Informações:416-953-5960

Caloura Bar & Grill Dia da Mãe

A partir das 18:30h, com o Duo DT. Informações: 416-999-4707

Casa das Beiras de Toronto Dia da Mãe

No 115 Ronald Ave, a partir das 19h00. Com a banda “Os Jovens”. Informações: 416604- 1125

Vasco da Gama de Brampton Jantar Dia da Mãe

Jantar e música “Mike Da Silva”, a partir das 18h00. Informações: Natália Rego - 647 966 2349 ou Tânia Carvalho - 416-471-2790

10 DE MAIO

Clube Português de London Mother’s day buffet

134 Falcon St, a partir das 12:30h . Informações: 519-902-6096

15 DE MAIO

Casa do Alentejo de Toronto

Tertúlia

Literatura, Arte, Música, Comédia e Open Mic. Gratuito, a partir das 18h00. Informações: 416-537-7766

16 DE MAIO

Associação Cultural do Minho Ladies Night

165 Dynevor Rd, a partir das 18h30. Informações: 416-300-5632

Banda do Sr. Santo Cristo Vamos à festa

Liuna Local 183, a partir das 17h30, com Karma Band. Informações: 416-818-5462

Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos Gala Annual

Evento Bolsas de Estudo e Prémios de Excelência Empresarial. Pearson Convention Centre, a partir das 18h30. Informações: 416-537-8874

INFORMAÇÕES COMUNITÁRIAS

Rancho Ribatejano de Toronto voltou ao ativo. Ensaios na Casa do Alentejo, das 20h00 às 22h00. Reservas e Informações: José Avelino – 416 726 7219

Rancho Infantil (pré-escolar) da Associação C. do Minho. Os ensaios decorrem na Sede da ACMT: 165 Dynevor Rd. Reservas e Informações: 416 805 1416

Grupo de Folclore “Pérolas do Atlântico”. Da Casa dos Açores do Ontário – abriu as inscrições para voltar ao ativo. Informações: caopresidente@gmail.com

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