
Amar Diana Pires

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Amar Diana Pires


Quando um Papa se envolve em política, está, de muitas formas, a seguir um caminho que foi esculpido ideologicamente por Jesus Cristo que, como um político da oposição, morreu na cruz pelas Suas convicções. Portanto, a mais recente guerra entre Leão XIV e o establishment político, predominantemente dos Estados Unidos, não deve ser vista como uma postura invulgar da Igreja Católica, mas como uma reafirmação dos princípios da humanidade do homem para com o homem. A guerra que o Papa está a travar contra Trump sublinha o desespero de um mundo que vê a sua moralidade diminuir e que desce por um beco de esgoto.
Mais do que nunca, a voz do Papa é necessária neste momento para contrariar a ascensão ao inferno
Ano XXXV - Edição nº 1794
24 a 30 de abril de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
causada por um homem que se retratou a si próprio como Jesus Cristo. Leão XIV tem tido a reputação de ser cauteloso, mas a cautela não é o que precisamos agora para combater o vitríolo vomitado por Trump e J.D. Vance. Com o desespero a instalar-se na administração Trump devido à sua incapacidade de confirmar com sucesso verdades acionáveis, Trump decidiu entrar em guerra com o Vigário de Deus. Este pensamento deve ter ocorrido a Trump às três da manhã de uma noite da semana passada, após tentar sem sucesso dar prazer a si próprio, o que enfureceu o seu machismo pessoal.
Com J.D. Vance, Hegseth e todos os homens do Presidente a papaguearem disparates, a guerra contra o Papa estava declarada. Embora alguns dos comentários do Papa, como o facto de ser contra a guerra no Irão, não tenham um comentário de contexto para justificar a sua crítica, a sua visão da guerra pode sustentar-se teologicamente por mérito próprio, apesar da longa história de guerras perpetradas em nome da religião católica. Nos Camarões,
pediu às autoridades que abandonassem a "sede idólatra de lucro". Mais uma vez, sem contexto, a afirmação refere-se mais à corrupção em muitos países africanos, que leva ao conflito. J.D. Vance questiona o conhecimento do Papa sobre a Bíblia e a sua teologia. É óbvio que a ignorância do Vice-Presidente provém de uma fé baseada no ódio aos desiguais e aos submissos, mas Deus aceita todos os ignorantes e pecadores.
Noutro país africano, o Papa exortou: "Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para o seu ganho militar, económico e político, arrastando o que é sagrado para as trevas e para a sujidade". Estes sentimentos são nobres e refletem o que está errado com a sociedade como um todo. Deus foi sempre incluído no roteiro da fundamentação de guerras e conflitos desde o início dos tempos. Esperar que o Papa consiga mudar isto seria a forma mais elevada de um milagre. Militarmente, o Papa tem de admitir que o poder militar tem por vezes um papel inteiramente moral a desempenhar, tendo sugerido que os
seus comentários não eram sobre Trump. Ele deveria ser mais direto nas palavras que profere, já que todos assumimos que a alusão é sobre o Presidente. Finalmente, uma das declarações mais controversas do Papa é a de que não tem medo de Trump ou da sua administração e que continuará a falar alto contra a guerra e outros conflitos, e que não descerá à lama com eles. Citou Santo Agostinho, afirmando que "aqueles que governam servem aqueles que parecem comandar". Com esta afirmação, o Papa está a ascender a áreas desconhecidas para os líderes da Igreja. Esperemos que a sua mensagem ressoe junto dos homens e mulheres comuns que podem iniciar a mudança dentro dos seus mundos, porque os tiranos limitar-se-ão a palavras vãs perante a bondade que o Santo Padre defende.

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Sem exército, sem poder militar e sem capacida de de impor decisões políticas, o Vaticano mantém, ainda assim, uma das formas mais influentes de autoridade no cenário global: a autoridade moral. É precisamente nesse espaço, entre a consciên cia e o poder, que se joga hoje uma parte importante do equilíbrio do mundo.

“Basta de guerra.”
“O mundo está a ser devastado por um punhado de tiranos.”
A tradição religiosa cristã assenta, no seu núcleo, em valores de paz, compaixão, justiça e defesa da dignidade humana. No entanto, a História mostra-nos que a relação entre fé e poder político nunca foi linear. Ao longo dos séculos, a Igreja tanto se afirmou como voz de paz como, em determi nados momentos, legitimou conflitos e alian ças com regimes de poder. Esta tensão histórica permanece atual, sobretudo quando líderes políticos invocam valores religiosos para justificar decisões que conduzem à guerra ou à escalada militar.

“Não tenho medo da administração Trump.”
“A paz exige coragem moral e não demonstrações de força.”
É neste contexto que ganha especial relevância o papel de líderes religiosos como o Papa Leão XIV. A sua intervenção pública, assente numa linguagem moral clara e frequentemente crítica em relação à guerra, ao autoritarismo e à lógica da força, procura recentrar o debate internacional em princípios éticos universais. Ao condenar a violência e ao insistir na defesa dos mais vulneráveis, o pontífice posiciona-se não como agente político, mas como consciência moral de uma comunidade global.
“Continuarei a falar em voz alta sobre a mensagem do Evangelho.”
“A ilusão da omnipotência está a alimentar a guerra.”
“Deus
não quer isto.”
“A guerra moderna tornou-se cada vez mais imoral.”
“A democracia corre o risco de se transformar numa tirania da maioria.”
“Não é do meu interesse entrar num debate com o Presidente.”
A tensão com Donald Trump ilustra de forma particularmente expressiva este confronto entre duas visões do mundo: de um lado, a lógica do poder, da soberania e da afirmação estratégica; do outro, a defesa da paz, da justiça social e do acolhimento. Quando o Vaticano e a Casa Branca entram em rota de colisão, as consequências ultrapassam a esfera diplomática. O impacto faz-se sentir na opinião pública, na relação entre religião e política e na forma como milhões de fiéis interpretam o papel do cristianismo no mundo contemporâneo.
Mais do que um confronto entre duas figuras, este é um debate sobre a própria alma do nosso tempo: entre a força e a consciência, entre a guerra e a paz.
“O Papa Leão está errado.” “Foi eleito porque é americano.”
“O Papa Leão é fraco em matéria de crime e péssimo em política externa.”
“Não quero um Papa que ache aceitável o Irão ter uma arma nuclear.”
“Tenho o direito de discordar do Papa.”
“Ele é terrível em política externa.”
“O Papa está a prejudicar a Igreja Católica.”
“Não vou pedir desculpa ao Papa.”

Entre a paz e o poder
Num tempo marcado por guerras, tensões diplomáticas e profundas divisões ideológicas, a voz da Igreja Católica continua a ocupar um espaço relevante no debate internacional. Embora o Vaticano já não detenha o poder temporal de outros séculos, o Papa mantém uma influência moral significativa junto da opinião pública mundial e, em certos momentos, também junto dos líderes políticos. A relação entre fé, poder e conflito continua, por isso, a levantar questões centrais: até que ponto a Igreja pode influenciar decisões políticas?
Qual é o peso da autoridade moral do Papa num cenário internacional dominado por interesses estratégicos e militares? E que consequências pode ter a tensão entre o Vaticano e líderes como Donald Trump?
Em entrevista ao Milénio Stadium, o professor David Seljak, sociólogo e especialista canadiano na relação entre religião e esfera pública, analisa a evolução histórica do papel político da Igreja, a contradição entre a mensagem cristã de paz e as guerras legitimadas ao longo dos séculos, bem como o atual posicionamento do Papa Leão face ao movimento MAGA e ao presidente norte-americano. Para o académico, o grande desafio do pontífice passa por resgatar a mensagem original de Jesus num contexto em que o cristianismo é, cada vez mais, apropriado por discursos nacionalistas e militarizados.
Milénio Stadium: De uma perspetiva sociológica e política, de que forma as instituições religiosas, como a Igreja Católica, continuam a influenciar o poder político e a tomada de decisões internacionais no mundo atual?
David Seljak: Numa época anterior, a Igreja Católica Romana exercia poder político de forma direta. O Papa era um príncipe com os seus próprios territórios — os Estados Pontifícios — e desempenhava um papel importante nas relações dentro do Sacro Império Romano-Germânico. No sécu-
lo XX, o papado tentou recriar esse papel através da assinatura de acordos com vários governos, geralmente regimes não democráticos, como os da Espanha e Portugal fascistas, e até mesmo com a Alemanha nazi. Depois da Segunda Guerra Mundial, os Papas abandonaram a ideia de formar alianças com governos ou partidos políticos. Continuaram a querer influenciar a tomada de decisões políticas, mas passaram a fazê-lo de forma indireta, através da Doutrina Social da Igreja. Desde 1960, os Papas têm tomado posição sobre questões que vão desde os valores familiares e a moral pessoal até à economia, democracia, imigração, escravatura, que continua a existir até hoje, e ambiente. Mesmo um Papa conservador como Papa João Paulo II interveio em questões de justiça social e equidade económica.
MS: Como podemos compreender a aparente contradição entre os valores religiosos promotores da paz, que alguns líderes políticos afirmam defender, e as decisões políticas que conduzem à guerra ou a conflitos militares?
DS: O Cristianismo começou como uma religião pacifista, razão pela qual a Roma imperial o perseguiu nos primeiros séculos. No entanto, quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, a Igreja teve de confrontar-se com o poder político e com o militarismo. Foi então que desenvolveu a chamada Doutrina da Guerra Justa, um conjunto de princípios destinados a orientar os líderes na decisão de entrar em guerra. Assim, por exemplo, a Igreja aceitava uma guerra defensiva, mas não uma guerra de agressão ou imperialismo. A guerra defensiva travada pelas Forças Aliadas contra a Alemanha nazi e os seus aliados foi considerada uma guerra justa e, por isso, moralmente aceitável. Dito isto, muitos líderes políticos, ao longo dos séculos, envolveram-se em guerras imperialistas com a bênção plena dos Papas e da Igreja. Basta pensar nas guerras espanholas contra os impérios asteca e inca, ou
nas guerras portuguesas de colonização em África.
MS: Na sua opinião, que papel podem os líderes religiosos, em particular o Papa, desempenhar na formação da opinião pública e na influência sobre os líderes mundiais em tempos de tensão internacional?
DS: Hoje, o Papa pode desempenhar melhor esse papel ao centrar-se na moralidade. J.D. Vance e outros disseram ao Papa para “se manter fora da política” e concentrar-se na “moral”. Mas, durante séculos, os Papas, juntamente com a Igreja, discutiram precisamente a moralidade da guerra. Recentemente, os Papas, incluindo conservadores como João Paulo II e Bento XVI, têm defendido que a tecnologia da guerra moderna torna a guerra cada vez mais imoral. Desde a Segunda Guerra Mundial, é mais provável que morram civis do que soldados. Mesmo quando existe um alvo militar legítimo, o bombardeamento de um centro urbano está inevitavelmente condenado a matar inocentes. Eu diria a J.D. Vance que o bombardeamento de uma escola e a morte de cerca de 170 crianças é, claramente, uma questão moral.
MS: Quão significativa é a relação entre o Vaticano e grandes potências políticas, como os Estados Unidos, na manutenção da estabilidade global ou na prevenção de novos conflitos?
DS: O Vaticano tem voz, mas não tem verdadeiro poder político. As pessoas têm dificuldade em imaginar o que é o Vaticano. Tem aproximadamente o tamanho da Universidade de Harvard. Não tem exército nem armas. O Papa pode fazer declarações, mas não pode definir políticas.
Dito isto, desde a década de 1960, os Papas têm sido extremamente hábeis a influenciar o debate público através das suas declarações e, ainda mais importante, das suas visitas internacionais. Por exemplo, João Paulo II publicou cartas críticas do capitalismo nas suas formas mais extremas, e Papa Francisco divulgou duas importantes
cartas sobre a crise ecológica. Mas os Papas também comunicam através da sua presença pessoal. O Papa Leão encontra-se atualmente em África e levantou a questão do legado da escravatura. Noutras ocasiões, Papas deslocaram-se a sinagogas e mesquitas para rezar com judeus e muçulmanos. Tendo em conta a história do Catolicismo na legitimação do tráfico de escravos e na demonização de outras religiões, estes gestos dizem muito sobre dignidade humana, tolerância e unidade numa era de intolerância e conflito.
MS: Quais podem ser as consequências políticas e sociais quando surgem tensões entre uma autoridade religiosa como o Vaticano e o presidente de uma das nações mais poderosas do mundo?
DS: Nos Estados Unidos de hoje, os católicos estão divididos. Os católicos liberais acolhem as declarações do Papa Leão e veem-nas como uma crítica necessária a um presidente que acredita que “a força faz o direito”. No entanto, os católicos americanos tendem a ser conservadores, e a maioria (55%) apoiou Donald Trump nas eleições de 2024. Muitos destes católicos conservadores sentem-se hoje irritados e confusos com a tensão entre Trump e o Papa Leão. Embora alguns apoiem Trump sem reservas, a maioria não quer criticar o primeiro Papa americano. Sessenta por cento dos católicos norte-americanos concordam também com o Papa Leão ao considerarem errada a guerra no Irão. Donald Trump não ajuda a sua causa quando recorre a insultos e linguagem grosseira para atacar o Papa. Por sua vez, o Papa Leão afirma que não atacou Trump; apenas salientou que os tiranos e os promotores da guerra são prejudiciais. Penso que a agenda mais ampla do Papa Leão é quebrar a identificação de Jesus com as tendências militaristas, autoritárias e desumanizantes do movimento MAGA. Como Trump beneficia de um apoio acrítico tão forte por parte dos cristãos evangélicos (80%) e de apoio maioritário entre os católicos (55%), as pessoas identificam cada vez mais o Cristianismo com um nacionalismo cristão branco e conservador. O Papa Leão está a tentar recordar-lhes que Jesus transmitiu uma mensagem de paz, justiça para os pobres, acolhimento ao imigrante e ao refugiado, compaixão pelos prisioneiros e amor pelos inimigos. Os seus comentários são um ataque direto ao chamado “Jesus MAGA”, usado para justificar o militarismo, benefícios fiscais para os ricos, deportações em massa, encarceramento generalizado e a rejeição de todos aqueles que se opõem ao poder, até mesmo aliados. O objetivo do Papa Leão é resgatar tanto Jesus como a América do movimento MAGA.
MB/MS


poder
O mundo assiste, nos dias de hoje, ao agravamento de conflitos armados, ao crescimento de discursos nacionalistas e à erosão do diálogo entre potências e a religião volta a ocupar um lugar central na reflexão sobre a paz e o equilíbrio internacional. Muito para além da dimensão espiritual, as tradições religiosas continuam a influenciar valores coletivos, identidades nacionais e até decisões políticas. Mas até que ponto essa influência pode ser mobilizada como força de reconciliação? E quando é que se transforma em fator de divisão?
Estas questões ganham particular atualidade perante o papel do Vaticano na cena internacional e a crescente tensão entre o Papa Leão e figuras políticas como Donald Trump. Para compreender esta complexa relação entre fé, poder e conflito, o Milénio Stadium ouviu Lucian Turcescu, professor da Concordia University, em Montreal, académico amplamente reconhecido pelo seu trabalho nas áreas da teologia, religião e política, nacionalismo religioso, identidade cristã no espaço público e relações entre Igreja e Estado. Ao longo da sua carreira, Turcescu tem-se dedicado ao estudo do papel das religiões na esfera política contemporânea, com particular atenção à forma como os discursos religiosos podem influenciar dinâmicas sociais, conflitos ideológicos e processos de construção democrática. Nesta entrevista, analisa o papel da religião como promotora de paz, a autoridade moral do Papa em tempos de guerra e os riscos que emergem quando o Vaticano entra em tensão com uma das maiores potências mundiais.
Milénio Stadium: Do ponto de vista teológico, que papel pode a religião desempenhar na promoção da paz e do equilíbrio num mundo cada vez mais dividido?
Lucian Turcescu: Do ponto de vista teológico, a religião pode funcionar simultaneamente como um recurso e como um risco num mundo cada vez mais fragmentado. A maioria das religiões possui quadros interpretativos que recomendam a paz em detrimento do conflito. No seu melhor, a religião oferece um código moral centrado na dignidade humana, no perdão e na reconciliação, princípios profundamente enraizados em tradições como o Cristianismo, o Islão e o Judaísmo.
Conceitos como o “imago Dei”, presente no Livro do Génesis, sustentam a ideia de que cada pessoa é criada à imagem de Deus
e, por isso, possui um valor intrínseco. Essa visão pode servir de base a compromissos éticos com a paz, a contenção e o respeito pelo outro.
Ao mesmo tempo, quando a religião se entrelaça com o nacionalismo ou com o poder político, pode reforçar divisões em vez de as curar. Um exemplo claro é o chamado nacionalismo cristão nos Estados Unidos, onde certos grupos evangélicos apoiam Donald Trump de forma quase incondicional, vendo nele uma espécie de figura providencial para os tempos atuais.
O grande desafio está, portanto, numa religiosidade crítica e reflexiva, capaz de resistir à instrumentalização política e de cultivar o diálogo entre fronteiras culturais e ideológicas. Aqui recordo a análise de Paul Rowe, que identifica quatro formas de envolvimento da religião na resolução de conflitos: como observadora interessada, como promotora de paz, como protagonista direta nas negociações e como cultura de paz.
MS: Como devemos interpretar o papel do Papa enquanto líder espiritual e voz moral internacional em tempos de guerra e crise geopolítica?
LT: Enquanto Bispo de Roma e líder da Igreja Católica, o Papa ocupa uma posição singular, que lhe confere uma dupla responsabilidade: conduzir uma comunidade global de fé e, simultaneamente, articular preocupações morais no palco internacional.
Há ainda uma terceira dimensão: o Papa é também chefe de um Estado soberano, o Vaticano, o que lhe confere uma componente política e diplomática. Ao contrário dos líderes políticos, que recorrem ao chamado poder duro (militar ou económico), o Papa exerce sobretudo uma forma de autoridade moral, aquilo que poderíamos designar como “soft power”.
Ao longo do último século, os Papas têm utilizado essa plataforma para defender a paz, os direitos humanos e a proteção dos mais vulneráveis, intervindo simbolicamente em momentos de crise. Temos o exemplo de Papa João Paulo II na Polónia dos anos 1980, quando interveio no conflito entre o regime comunista e o movimento sindical Solidariedade.
Enquanto as autoridades comunistas recorriam à repressão, o Papa e os membros do Solidariedade insistiam na resistência não violenta e no diálogo, contribuindo para a perda de poder do regime e, mais tarde, para a transição democrática em grande parte da Europa de Leste. Em tem-
pos de guerra, a voz do Papa pode funcionar como contraponto à lógica da escalada militar, recordando os limites éticos que devem enquadrar as decisões políticas.
MS: Que influência pode o Papa Leão XIV exercer sobre líderes políticos que apoiam ou promovem ações militares?
LT: A influência do Papa é, inevitavelmente, indireta. Tal como referi anteriormente, essa influência faz-se através do “soft power”: persuasão moral, pressão pública e mobilização das comunidades católicas e de outros grupos religiosos em todo o mundo. Na prática, essa influência é desigual. Líderes já predispostos à moderação ou à contenção podem encontrar reforço nos apelos do Papa. Já aqueles fortemente comprometidos com objetivos militares dificilmente alteram a sua posição apenas com base nessas intervenções. Ainda assim, as intervenções papais podem ser extremamente relevantes. Podem legitimar a dissidência, encorajar alternativas diplomáticas e moldar a forma como a História irá julgar esses conflitos. A sua eficácia reside menos na mudança imediata de políticas e mais na definição do enquadramento ético em que essas decisões são tomadas. Recordo a propósito que as tentativas do Papa Francisco de dialogar com Vladimir Putin ou com o Patriarca Kirill, no contexto da guerra na Ucrânia, não tiveram o impacto desejado. Do mesmo modo, os apelos do Papa Leão a Donald Trump e aos seus apoiantes têm sido recebidos, até agora, com ataques verbais.
MS: Como avalia a atual posição do Papa Leão relativamente a Donald Trump?
LT: Para avaliar esta relação, é essencial considerar a tensão estrutural entre a ética religiosa universalista e a retórica política nacionalista.
O ensino papal das últimas décadas tem enfatizado a solidariedade, o acolhimento aos migrantes e a necessidade de evitar conflitos desnecessários. Por outro lado, a administração Trump promove uma política mais isolacionista, soberanista e frequentemente crítica da globalização.
Como o Catolicismo é uma religião global que historicamente beneficiou da circulação de ideias e pessoas, estas duas visões entram naturalmente em choque. Ainda assim, a relação não é totalmente linear. Existem áreas de convergência, por exemplo em certas questões sociais, como o aborto ou a crítica a algumas formas de liberalismo secular.
Mas o mais importante é perceber que a crítica do Papa não é partidária - é uma crítica de princípio, que procura responsabilizar todos os atores políticos perante uma visão moral que transcende o interesse nacional.
MS: Que riscos podem surgir quando as relações entre o Vaticano e uma grande potência mundial se deterioram?
LT: Quando as relações entre o Vaticano e uma grande potência se tornam tensas, surgem riscos significativos.
Ao nível diplomático, a capacidade da Santa Sé para mediar conflitos ou influenciar debates globais pode ser reduzida. No terreno, as comunidades católicas desses países podem sofrer maior pressão política ou ideológica.
Do ponto de vista teológico, existe também o risco de a voz moral da Igreja se tornar demasiado silenciosa ou, em sentido oposto, excessivamente confrontacional.
Durante a Guerra Fria, por exemplo, estas tensões tiveram impacto não apenas na diplomacia internacional, mas também na vida interna da própria Igreja.
O grande desafio é manter a clareza moral sem fechar as portas ao diálogo, algo que exige prudência, coragem e visão histórica.
MB/MS


Quando a instabilidade internacional se reflete no quotidiano das famílias, a palavra da Igreja ganha uma dimensão que ultrapassa o altar e entra diretamente na vida das pessoas. A guerra deixou de ser apenas uma realidade distante, confinada a mapas e noticiários internacionais, faz-se sentir no medo coletivo, na incerteza económica, nas divisões sociais e no peso emocional que atravessa comunidades inteiras.
Éneste contexto que a reflexão pastoral assume uma importância singular. Mais do que uma análise política, a Igreja é chamada a oferecer um olhar humano e moral sobre os conflitos que marcam o nosso tempo. A sua missão não se resume a condenar a guerra, passa também por recordar que a paz não é um ideal abstrato, mas uma construção diária feita de justiça, escuta, diálogo e responsabilidade coletiva.
Na perspetiva cristã, a dignidade da pessoa humana permanece acima de qualquer estratégia de poder, interesse nacional ou cálculo geopolítico. Por isso, sempre que a violência é apresentada como solução, a Igreja sente o dever de recentrar a discussão na defesa da vida, no valor do perdão e na urgência da reconciliação entre povos e nações.
Nesta entrevista ao Milénio Stadium, o Padre Ricardo Esteves reflete precisamente sobre esta missão da Igreja num mundo ferido por guerras, tensões diplomáticas e profundas clivagens sociais. Ao abordar o papel do Papa Leão, a relação com líderes políticos como Donald Trump e o impacto espiritual destes conflitos nas comunidades, o sacerdote oferece uma leitura pasto-
ral marcada pela clareza moral e pela proximidade à experiência concreta dos fiéis. Mais do que discutir apenas poder e diplomacia, esta conversa leva-nos ao coração da questão: que lugar pode ainda ter a paz quando o mundo parece cada vez mais habituado ao ruído da guerra?
Milénio Stadium: Num mundo marcado por guerras, tensões políticas e divisões sociais, que papel pode a Igreja desempenhar como voz de paz e de reconciliação entre os povos?
Pe. Ricardo Esteves: Em nenhuma circunstância a guerra é ou pode ser sinal de solução de conflitos. Fazer guerra, mesmo que seja para resolver injustiças, só agrava as anteriores e acrescenta outras.
A Igreja tem o papel de apresentar a paz como veículo de maturidade intelectual, emocional e de consciência. A paz não é nada mais, nada menos do que ser justo, e nenhuma justiça deve arrastar consigo qualquer forma de injustiça. A Igreja está no mundo não para ser do mundo, mas para o mundo.
MS: Como se pode conciliar a mensagem cristã, assente na paz, no perdão e na dignidade humana, com decisões políticas que conduzem ao conflito e à guerra?
RE: Em primeiro lugar, a dignidade humana está acima de qualquer interesse, regra ou tipo de domínio. Aqueles que são eleitos para exercer o poder são chamados a ser exímios na forma como direcionam os problemas e necessidades, promovendo o bem comum.
“Nenhum poder terias sobre mim se não te fosse dado do alto.” Este dizer de Jesus
a Pilatos revela profundamente a vontade de Deus para com a humanidade. Todos os milagres que Jesus realizou tiveram sempre o propósito de promover a paz individual e comunitária. A forma mais direta de conciliar e reconciliar é através de uma comunicação verdadeira e assertiva.
MS: Que influência pode ter o Papa Leão junto dos líderes mundiais e, em particular, junto daqueles que promovem ou legitimam ações militares?
RE: O Papa Leão tem um papel preponderante nesta conciliação entre os líderes mundiais políticos e religiosos de todo o mundo. Este papel tem peso se houver dignidade e humildade para o escutarem. A influência nem sempre está no que se diz, mas no que se promove e se faz.
MS: Como avalia a relação e a eventual tensão entre o Vaticano e líderes políticos como Donald Trump, sobretudo quando existem visões divergentes sobre imigração, justiça social e conflitos internacionais?
RE: A visão de Trump é a mesma visão do Papa, bem como a de todos os outros líderes mundiais. A forma como se resolvem os conflitos é que cria aqui um abismo entre uns e outros. O Papa apela à paz, ao diálogo, ao valor da vida humana, ao arrependimento… ou seja, ao amor. Trump exerce domínio por interesses pessoais e nacionais.
MS: Na sua perspetiva pastoral, que impacto têm estes conflitos e tensões políticas na vida espiritual dos fiéis e no papel da Igreja junto das comunidades emigrantes, como a comunidade portuguesa em Toronto?
RE: É lógico que estas tensões e conflitos políticos interferem na vida espiritual de todos. Até porque qualquer membro da Igreja é também um cidadão com direitos e deveres que lhe são próprios. Ninguém está acima da lei. Estas guerras e conflitos desconcertam as vidas das famílias, criam angústias presentes e inseguranças futuras. O aumento dos preços exaspera a paz, desestabiliza os propósitos das comunidades e impõe desordem. Quando há ausência de paz, não pode haver espiritualidade na sua essência.

Num contexto internacional marcado por conflitos e tensões geopolíticas, o papel das instituições religiosas continua a gerar debate. Se por um lado defendem valores de paz e diálogo, por outro são frequentemente criticadas pelo seu silêncio ou proximidade com o poder político. Neste vox pop, seis pessoas partilham as suas perspetivas sobre a influência da religião nas decisões que moldam o mundo, o papel de líderes religiosos na política global e o impacto — real ou simbólico — da Igreja na promoção da paz. RMA/MS
André, 27 anos
Se a religião defende a paz, como se explica que ainda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
Porque em muitos países religião e política ainda estão muito ligadas. Isso cria conflitos de interesse e limita posições mais independentes.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Acho que devem intervir mais no plano humanitário do que político. Quando entram demasiado na política, podem perder credibilidade.
Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
É coragem, mas também pode trazer consequências imprevisíveis. Depende muito do contexto e da forma como é feito.
Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Tem influência, mas é mais simbólica. Não consegue competir com interesses económicos globais.
Ricardo, 52 anos
Se a religião defende a paz, como se explica que ainda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
Porque muitas instituições preferem manter boas relações com o poder político. Às vezes o silêncio é uma forma de preservar estabilidade interna.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Devem intervir de forma clara, porque têm uma responsabilidade moral. Podem influenciar milhões de pessoas e pressionar decisões mais éticas.
Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
Pode ser os dois. É coragem, mas se for mal gerido pode agravar divisões e tensões diplomáticas.
Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Hoje pesa menos. O poder económico e geopolítico acabou por ganhar mais relevância nas decisões globais.
Se a religião defende a paz, como se explica que aunda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
Porque muitas vezes as instituições religiosas também protegem os seus próprios interesses e alianças, em vez de assumirem posições mais firmes.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Devem intervir quando há injustiças claras ou crises humanitárias. Fora isso, talvez devam ser mais cautelosos. Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
É um risco. Pode escalar tensões e tornar os conflitos ainda mais polarizados.
Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Hoje pesa muito menos. Os interesses económicos e estratégicos dominam claramente.
Se a religião defende a paz, como se explica que ainda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
Porque na prática nem sempre seguem os princípios que defendem. Há muita contradição entre discurso e ação.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Depende muito da forma como intervêm. Se for para mediar e unir, pode ajudar; se for para tomar lados, pode piorar.
Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
Pode ser coragem, mas também é arriscado. Pode dividir ainda mais a opinião pública.
Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Acho que hoje pesa menos. As decisões parecem cada vez mais guiadas por interesses económicos e estratégicos.
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Se a religião defende a paz, como se explica que ainda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
Acho que muitas vezes há interesses institucionais e políticos que falam mais alto. Algumas religiões acabam por evitar confrontar diretamente o poder para não perder influência ou privilégios.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Devem intervir, mas com equilíbrio. Se forem vistos como neutros e focados em valores humanitários, podem ajudar muito na mediação de conflitos. Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
Vejo como um acto de coragem, sobretudo se estiverem a defender direitos humanos. Mas também pode gerar mais tensão se não houver diplomacia. Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Ainda tem influência, especialmente em comunidades mais religiosas, mas globalmente já não é tão determinante como antes.
Se a religião defende a paz, como se explica que ainda haja decisões políticas que levam à guerra com apoio — ou silêncio — de instituições religiosas?
O silêncio muitas vezes é estratégico. Algumas instituições evitam posicionar-se para não perder fiéis ou influência política.
Até que ponto líderes religiosos, como o Papa Leão, devem intervir na política mundial — isso contribui para a paz ou agrava os conflitos?
Devem intervir para promover diálogo, justiça e direitos humanos. Quando bem feito, pode ajudar bastante na construção da paz.
Quando um líder religioso entra em confronto com um presidente poderoso, como Trump, isso é um acto de coragem ou um risco para o equilíbrio global?
Vejo como coragem, sobretudo quando se trata de defender valores éticos. Mas exige muita responsabilidade.
Acredita que a Igreja ainda tem influência real na promoção da paz, ou hoje já pesa menos do que os interesses políticos e económicos?
Ainda tem alguma influência, especialmente em questões morais e sociais, mas já não dita o rumo das decisões globais.


Olá, muito bom dia, como está? Mais um fim de semana, este com sabor a liberdade. Amanhã dia 25/04 celebramos todos quer concordemos ou não, a revolução pacífica de 1974 que acabou com a ditadura. Volvidos que estão 52 anos após esta celebre data. E, claro
está, mais um feriado em Portugal que antecede outro do dia 1 de maio, Dia do Trabalhador. Grande país, nem sei como a roda “gira” com tantas interrupções. Enfim, adelante…
Mas em cima da mesa, o tópico é bem mais aguçado. Tenho por norma não querer, nem gostar de colocar sal na ferida política e, muito menos, na religiosa, por isso faço aqui apenas o enquadramento do que está em causa. O jornal Milénio debate esta semana a questão de diferença de opiniões entre dois cidadãos
americanos, cada um deles com altos cargos de poder no mundo. Um por ser presidente de uma nação, outro porque é o líder religioso ao mais alto nível no mundo Cristão. Então, em que ficamos? Papa Leão, XIV, eleito no mês de maio do ano transato de 2025, nasceu sob o nome de Robert Francis Prevost em Chicago, nos EUA, a 14 de setembro de 1955.
As polémicas entre estas duas entidades, estão inseridas nada mais nada menos sob os temas da Paz e da Guerra.
A polémica recente (deste mês de abril) que envolve o Papa Leão XIV e Donald
Trump, e centra-se numa troca de “farpas “públicas sobre política externa, mais concretamente em relação ao Irão e à guerra no Médio Oriente, onde o presidente “tresloucado” dos EUA chamou o Papa Leão XIV de "fraco no combate ao crime", "péssimo em política externa" e alguém que "cede à esquerda radical". Trump também sugeriu falsamente que o Papa aprovaria o Irão de ter armas nucleares e acusou o Sumo pontífice de não compreender a ameaça iraniana. Claro está que não há ida sem volta e o Papa Leão XIV apelou desde a Basílica de São Pedro para acabar com a "loucura" da guerra no Médio Oriente, descrevendo-a como uma "idolatria ao dinheiro" e "exibição de força", o que foi visto como uma crítica direta à administração Trump. Ai, ai, ai, mentes poderosas em ambas a partes. Trump retaliou com algo que não lembra nem a quem já faleceu no seculo XV, nada mais nada menos do que a publicação e consequente “desfazer” de uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) que o retratava como Jesus Cristo curando enfermos, logo após criticar o Papa, o que gerou indignação entre bispos católicos e conservadores. Papa Leão XIV afirmou que "não tem medo do governo Trump", lamentou a instrumentalização da fé para fins políticos e declarou que não tem "interesse em debater" com o presidente, mantendo suas críticas à guerra. Posto isto, acabaram de criar mais uma guerra dentro da guerra. No entanto, uma coisa é mais que certa - Trump tem de ser colocado no seu devido lugar, uma vez que já é considerado “uma ameaça global”, antes que ele conduza o mundo a uma guerra nuclear. É o que é e vai valer sempre o que vale. Cansativo este mundo que poderia andar a navegar “por marés mais calmas”. Fiquem bem e até já!
Read in English Credito:



When a Pope engages in politicking, in many ways he’s following a path which was carved in ideology by Jesus Christ who, as an opposition politician, died at the cross for His views. Therefore, the latest war between Leo XIV and the political establishment predominantly from the United States, should not be taken as an unusual stance by the Catholic Church, but as a reaffirmation of the principles of man humanity to man.
The war that the Pope is waging against Trump underscores a desperation of a world diminishing in its morality and descending into a sewage alley. More than ever, the voice of the Pope is needed at this time to counteract the ascent to hell caused by a man who portrayed himself as Jesus Christ.
Leo XIV has had a reputation of being cautious but caution is not what we need now to counter the vitriol being vomited by Trump and J.D.Vance. With desperation setting in the Trump administration because of its failure to successfully confirm actionable truths, Trump decided to go to war with God’s Vicar. This thought must
have come to Trump at 3 am one night last week after unsuccessfully trying to pleasure himself, which enraged his personal machismo. With J.D Vance, Hegseth and all the President’s men parroting nonsense, the war against the Pope was on. While some of the Pope’s comments, such as being against the Iran war, have no background commentary to justify his criticism, his view of the war can theologically stand on its own merit, despite the long history of wars perpetrated in the name of Catholic religion.
In Cameroon, he asked authorities to abandon “Idolatrous thirst for profit.” Again, without context, the statement is more
about corruption in many African countries, which lead to conflict. J.D Vance questions the Pope’s knowledge of the Bible and its theology. It’s obvious that the Vice-President’s ignorance comes from his faith being based on hatred of the unequals and agreeables, but God accepts all ignorants and sinners.
In another African country, the Pope exhorted “Woe to those who manipulate religion and the very name of God for their military, economic and political gain, dragging that which is sacred into darkness and filth.” These sentiments are noble and reflective of what is wrong with society as a whole. God has always been scripted into the reasoning of wars and conflicts since the beginning of time. Hoping the Pope can change this would be the highest form of a miracle.
Militarily, the Pope has to admit that military power sometimes has an entirely moral role to play and he suggested that his comments were not about Trump. He should be more forthright about the words he says, as we all assumed the allusion is about the President.
Finally, one of the Pope’s most controversial statements is that he has no fear of Trump or his administration and would continue to speak loudly against the war and other conflicts, and wouldn’t go in the mud with them.
He quoted St Augustine that “those who rule serve those whom they seem to command.” With this statement, the Pope is ascending into areas unknown to leaders of the Church.
Hopefully, his message will resonate with the common men and women who can initiate change within their worlds, because the tyrants will only pay lip service to the goodness which the Holy Father advocates.

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Canada is finally riding in the front seat of diplomatic relations these days, surfing the high created by prime minister Mark Carney’s seemingly honest approach to DT’s clear-cutting of anything that doesn’t go according to what he cooks up in his head.
Basically, the Canadian PM is saying what most everyone is merely thinking, and in a way that everyone could understand, even DT. In my view, (at least
on the surface), Mr. Carney is showing what it is to be Canadian, something that has been lacking for a good number of years. He’s been a catalyst for other leaders, who declare their support by signing new alliances and other agreements without the blessing of the US. This is something that should have always been. It’s always been a gamble placing so many eggs in their basket. It’s easy to see why Canadian governments always sought closer ties with the United States; like water or electricity, humans will usually take the easiest path, especially the human politician. Why not? It’s right there, we speak the same language, they have lots of cash, where’s the downside?
There’s no doubt that Canada’s economic power is due in large part to the business it does in the US, but it hasn’t always
been easy dealing with this giant. Even with trade agreements in place, they didn’t have any issue with throwing their weight around when it suited them.
The soft wood lumber disputes are one that I particularly remember, because it was in the news practically every day, about 40 years ago, or so. Canada was selling lumber to American buyers cheaper than their American counterparts, so the US governement introduced, or raised a tax on softwood imports. There were battles in court, although I confess that I don’t even remember who came out on top, if anybody. I’m sure there were other clashes, yet Canada has persevered in pusuing close ties with their neighbours, at least until we started getting dissed by DT and his loony cast of characters. I was impressed by pre-
miere Ford, (at least his stance against DT), and even more impressed by the relatively new PM.
I have to confess that the first time I laid eyes on him I saw exactly what he was, an economist, banker, nothing out of the ordinary. Not speaking of him as a politician, because I have yet to see one that I trust, he seems to be injecting some spirit into Canadians and others, apparently just by being who he apparently is, someone who’s not afraid to do his job. Don’t get me wrong, he’s doing the world some good, but in the end, they all play on the same team, so the best case scenario will be that the world order may change, which will mean that DT will finally be sent to the corner, but it will all be business as usual; everyday people will continue on the road to irrelevance, a road we toil to pave ourselves. If a handful of individuals continue to amass the power once reserved for nations, we will never see improvement.
We need to reign these people in by taxing them, appropriately, breaking up their conglomerates, in order to maintain healthy competition, and keeping essential resources and services out of their hands. Power corrupts, we witness that every day, it’s up to us to push our leaders into creating bold policies that benefit those who work to live. There’s always more money than what they let on, it’s big business that gets in the way. When the separation of church and government became the norm, they should have included the separation of government and business, (although I believe most governments’ separation from religion is relative, at best).
Let’s hope Carney transforms his words into actions, and that his momentum will continue to take on passengers. The scales need to be tipped sooner than later. Fiquem bem!
Leia em português


The clash between Donald Trump and Pope Leo XIV over the war in Iran is not just a personal feud-it reflects a deeper divide between political power and moral authority in global affairs.
Most folks are asking the question.... what is the conflict about?
The disagreement centers on the ongoing war involving Iran and U.S. policy under Trump.
The President has taken a hardline, militaristic stance, including threats of escalation and actions like naval blockades. Pope Leo XIV has strongly opposed the war, calling for peace, dialogue, and protection of civilians. This led to a public confrontation with Trump criticizing the Pope as “weak” and politically misguided. The Pope responded that he has a “moral duty” to speak against war, regardless of political backlash.
Trump’s approach reflects a traditional “realist” foreign policy mindset with emphasis on national security and deterrence. The willingness to use military pressure or threat and framing opponents like Iran as threats requiring strength. At times, Trump and his allies have even used religious language to justify policy, which has created tension with religious leaders. For Trump, the issue is primarily for strategic, political and about power and control in the Middle East.
Pope Leo XIV’s position is rooted in Catholic social teaching. With war being a last resort, and civilian lives must be protected with peace and diplomacy are always preferable. He condemned extreme rhet-

Crédito: DR
oric-such as threats against entire populations-as morally unacceptable and harmful to humanity. For the Pope, the issue is ethical, humanitarian and grounded in universal moral principles, not geopolitics.
Is this a religious issue or a moral issue?
It is both-but primarily moral. The war itself is not about Christianity vs Islam. Trump’s policies are not based on formal religious doctrine. The Pope is not acting as a political combatant but as a moral voice. The core disagreement is about what justifies war, how much human suffering is acceptable. The Pope’s argument is moral human dignity and peace. Trump’s argument is strategic with security, and dominance along with nuclear weapons that Iran has produced and will use.
The conflict escalated after Pope Leo XIV openly criticized the U.S. backed war in Iran, condemning what he described as the misuse of religion to justify violence. Trump responded aggressively, attacking the Pope’s views on foreign policy, and
portraying his own actions as necessary to prevent a nuclear Iran. This disagreement quickly became symbolic, the pope framed the war as a moral failure, while Trump framed it as strategic necessity.
Tensions intensified when Trump posted as AI-generated image depicting himself as a Crist-like figure healing a man. Even though Trump later claimed the image was meant to show him “as a doctor,” the backlash was immediate and unusually broad including from religious conservatives and Catholic leaders. For many Catholics, the imagery crossed a line. Christianity- especially Catholicism-places strong emphasis on reverence toward Jesus Crist, and political figures portraying themselves in that role is widely viewed as inappropriate or even blasphemous.
Catholics are one of the most important voting blocs in American politics. They are the largest single Christian denomination in the U.S. Historically, they are a true swing group, divided between Republicans and Democrats. Trump performed strongly

among Catholics in past elections, particularly among white Catholics. Because of this, Catholics are not just “a base” – they are a decisive battleground constituency.
Some polls are showing 52% of Catholics disapprove of Trump, with support slipping below a majority. Some long-time Catholics supporters say the Ai image was a turning point in withdrawing support. The issue has divided Catholics internally, especially between those prioritizing policy and those emphasizing church teaching and tone. In short, the controversy is not just symbolic-it is mensurable.
As some Catholic observers noted, conflicts between presidents and popes rarely end well politically. If the perception grows that Trump is dismissive of the Churchor worse, elevating himself symbolically above it-he risks alienating moderate Catholics, weakening support among swing voters, and creating a moral credibility gap.
Trump’s clash with Pope Leo XIV and AI “Jesus” imagery controversy could become more than a temporary news cycle. Catholics are a crucial and often voting bloc, and while many remain supportive, this episode exposes a real vulnerability. If the conflict continues, it may not collapse his support-but it could chip away at the margins that often decide elections.
Trump has finally met his match with Pope Leo XIV who will destroy him if he continues with this narrative. Trump has backed off slightly but has put himself in a deep hole and will not get out of it if he keeps attacking the Pope. Pope Leo XIV in a knockout!
Dedicado â memória de Redondo Junior, jornalista e homem de teatro injustamente esquecido, este livro de Orlando Raimundo (1949-2026) tem 288 páginas e apresenta o subtítulo de «Tentativas de condicionamento da informação em Portugal».
Entre as páginas 175 e 276 apresenta um parecer jurídico dos professores de Direito Jónatas Machado e Paulo Nogueira da Costa As restantes páginas são o estudo do caso que tentou decapitar um jornal de Santarém (O MIRANTE) a partir de uma decisão judicial que pretendia condenar o jornal a pagar uma indemnização milionária em 7-7-2015. Isto um pouco à maneira dos casos de crueldade mental dos anos sessenta do século vinte em que maridos dos EUA se queixavam das esposas que os obrigavam a lavar as mãos de dez em dez minutos. Mas aqui a
Camões TV+ APP
crueldade era outra. A origem do caso etá no facto de O MIRANTE ter-se limitado a noticiar um facto de evidente interesse público – uma querela entre a Câmara Municipal de Santarém e um advogado que lhe exigia meio milhão de euros de avenças não pagas.
Vejamos a página 95 do livro: «Sete anos passados sobre o início da saga kafkiana, a 17 de Julho de 2017 o Supremo Tribunal de Justiça voltou a dar razão aos jornalistas Joaquim Emídio e Alberto Bastos reconfirmando a sentença do Tribunal da Relação de Évora que os absolveu». Presidiu à sessão o conselheiro Lopes do Rego e convém referir os nomes dos desembargadores de Évora – Tomé Almeida Ramião, José Tomé de Carvalho e Mário Branco Coelho. Tantos anos depois de Raul Brandão ter escrito sobre o caso de Gomes Freire de Andrade (um dos mártires da Pátria) «os tiranos e os déspotas sempre tiveram
os seus desembargadores» foi um conselheiro de nome Paulo Távora Victor que assinou com António Joaquim Piçarra o acórdão do Supremo que determina a vitória da Justiça sobre o Direito.
O Marquês de Pombal procurou dizimar a família Távora mas a derrota foi um acidente de percurso – a Vida venceu a Morte. A nota da contracapa assinada por António Valdemar conclui: «Esta luta frontal pelo direito à informação, ao fim de sete anos, acabou reconhecida pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Fica a ser uma referência na história do Jornalismo». A moral da história pode estar no provérbio arménio que diz «Dai um cavalo a quem estiver disposto a dizer a verdade necessitará dele pêra fugir quando a tiver dito». (Editora Rosmaninho –Santarém)

Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am


Saturdays 7:30 am


Sim, meus caros leitores deste excelente jornal, que tanto contribui para informar todos aqueles que gostam de compreender a nossa realidade.
Vivemos tempos em que, por vezes, há quem procure estar no centro das atenções a qualquer custo, esquecendo que o verdadeiro valor está no contributo coletivo e não no protagonismo individual. Numa comunidade, ninguém deve esperar tratamento especial, não porque não sejamos importantes, mas preci-
samente porque somos todos importantes. Há atitudes que, em momentos menos positivos, revelam mais do que mil palavras, afastamentos inesperados, críticas precipitadas ou julgamentos feitos sem conhecimento total dos factos. Situações dessas não fortalecem ninguém, muito menos a comunidade.
Vivemos em democracia, com espaço para todos, mas também com responsabilidade. Respeitar, ouvir e compreender são pilares fundamentais. Liderar não é apenas estar à frente, é saber estar, saber ouvir e, acima de tudo, saber unir.
Falava recentemente com alguém por quem tenho grande respeito, que dizia que muita coisa precisa de mudar a curto prazo para o bem da sociedade. Concordo. Mas
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
EU TRATO DISSO POR SI!
acrescento, essas mudanças fazem-se com trabalho, com propostas e, sobretudo, com espírito de união.
Quando se tenta desvalorizar o trabalho dos outros, não se constrói nada, perde-se. E quem perde não é apenas uma pessoa, é toda a comunidade. Temos exemplos de pessoas que, ao longo de anos, têm dado o seu contributo de forma silenciosa e consistente. Esses merecem reconhecimento.
Podia deixar aqui nomes de alguns, mas deixo os parabéns e peço que continuem sempre na mó de cima e de cabeça erguida, muito obrigado e parabéns.
Também é importante refletir sobre responsabilidade e transparência, especialmente quando se lideram iniciativas culturais. A cultura exige dedicação, co-
nhecimento e respeito por aquilo que representa, não pode, nem deve, servir interesses individuais.
Temos uma comunidade rica, com jovens capazes e com vontade de dar continuidade ao que foi construído. Cabe-nos dar o exemplo, com respeito, com diálogo e com espírito construtivo.
Nem sempre devemos levantar poeira. Mas também não devemos ignorar aquilo que pode e deve ser melhorado.
Porque, no final, o sol nasce para todos, e o futuro também. Bom fim de semana!
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O
mundo e o país vivem num impasse, de dimensões algo distintas. Enquanto se aguarda por um desfecho que desbloqueie o estreito de Ormuz, a economia portuguesa aguarda reais medidas de auxílio do Governo. Enquanto o mundo se preocupa com o impacto da IA no mercado de trabalho, Portugal arrasta há 9 meses um processo negocial sobre um pacote laboral faccioso e injusto. En quanto os tempos clamam por clareza e estabilidade, a AD decidiu voltar atrás com a sua palavra na eleição para o Pro vedor de Justiça.
Se pensarmos bem, na política como na vida, a arte está no difícil equilíbrio não só entre interesses conflituantes, como entre os anjos e demónios que habitam dentro de nós – a verdade e a moderação, a coragem e a prudência, a inteligência e a humildade. Há, porém, uma virtude abso luta em política – a palavra. Devemos ser parcimoniosos a dá-la, mas quan do a damos, temos de cumprir. É uma condição indispensável da confiança. E, se algumas vezes não há outra alternativa à sur presa, devemos evitar a todo o custo o engano.
Esta teoria é muito boni ta, mas está nos antípodas da perceção que as pes soas têm dos políticos, tantas vezes associados a promessas que não cumprem e a circuns tâncias que não lhes
permitem, alegam, cumprir com a sua palavra. Desde a crise económica à conjuntura política, há sempre um “mas” ao dobrar da esquina. Esta é a falta de clareza que alheia os portugueses da política e confunde as escolhas ideologicamente distintas que há entre uns e outros. Miranda Sarmento já veio avisar que uma redução do IRS e um bónus aos pensionistas são “mais difíceis de executar” em 2026.
Estas “nortadas” naturalmente exigem ajustamentos de percurso, embora se possa discutir qual o ajustamento e qual o destino. Coisa diferente é quando não há nada que o instigue. É aparentemente o caso do



tratação a prazo e a reintegração de trabalhadores. Se o objetivo for chegar a um acordo com a UGT, esta tática do “yo-yo” não permite consolidar as aproximações e gera desconfiança entre as partes. No Parlamento, essa confiança também já viu melhores dias. A somar à falta de resposta às cartas e à clara preferência do PSD em negociar dossiers como a Lei da Imigração com o CHEGA, esta passada semana tiveram lugar as famigeradas eleições para os órgãos externos, adiadas há meses à conta da indefinição negocial do PSD. Depois de tudo, chegou-se a um consenso a divisão pelos vários partidos dos diversos conselhos, com exceção do Conselho de Estado, onde houve listas separadas, e o Tribunal Constitucional, que ficou para Eis quando se percebe que o PSD massivamente votou contra o nome de Tiago Antunes para Provedor de Justiça. Não têm a coragem de sequer o admitir, nem muito menos a decência de explicar publicamente porque o fizeram. É evidente que a razão não está nas alegações espúrias de Rui Rocha de que Tiago Antunes escreveu argumentários quando foi adjunto de um PS. O objetivo de Hugo Soafoi fragilizar o PS. Infeliz, não se apercebeu que saiu ele pior na fotografia – incapaz de honrar um acordo tão delicadamente conseguido. Afinal, não é a primeira vez que o PSD rói a corda a um acordo destes. É, talvez, a primeira que o faz quando

está no Governo – e, ainda para mais, um governo minoritário.
Quem já fez sumir o valor da sua palavra foi o Presidente dos Estados Unidos da América. Donald Trump tinha prometido um fim às aventuras militares americanas no estrangeiro, mas o isolacionismo teve vida curta. A desastrosa campanha no Irão não se limita a contar com inúmeros crimes de guerra e a fragilização das alianças americanas no Golfo. Há já danos em unidades de produção não só de petróleo como também de produtos derivados. Apesar das sucessivas tentativas de cessar-fogo dos últimos dias, este acaba sempre por sair gorado, especialmente à luz de Israel não respeitar que deve parar a sua invasão do Líbano. Entretanto, o Estreito continua fechado.
O autor do “Arte da Negociação”, tal como os seus companheiros no governo português, devem achar que fazem melhores acordos a partir de uma posição de força. E fariam, se tivessem nela. A Trump corre-lhe mal a guerra, tal como já haviam corrido as tarifas há uns meses. A Montenegro, como se começa a ver nas sondagens, a perceção é de um Governo incapaz, mesquinho e sem visão reformista para o país. Quanto mais se afastam do PSD moderado de outrora, mais se afastam não só do PS como do eleitor do centro. E se o objetivo for levar tudo em aberto para uma negociação parlamentar com o CHEGA, nomeadamente no pacote laboral, porque acha o Governo que assim fica em melhores condições? O Governo é tão frágil quanto a sua palavra e essa parece estar perdida. Resta saber se de vez.


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Daniel Bastos Opinião

Espalhados por todo o território nacional, do Minho às ilhas atlânticas, os monumentos dedicados aos emigrantes constituem marcas físicas de um dos fenómenos mais estruturantes da história contemporânea de Portugal: a emigração. Ao longo de décadas, milhões de portugueses partiram em busca de melhores condições de vida, deixando para trás famílias, terras e afetos. Esta realidade encontrou expressão simbólica em monumentos que hoje funcionam como marcos de identidade, memória e reconhecimento coletivo.
Olivro Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa apresenta um levantamento destas estruturas, assumindo-se como uma homenagem à diáspora. Mais do que um inventário, oferece uma leitura interpretativa da linguagem simbólica que traduz a experiência migratória nas suas múltiplas dimensões.
Entre os elementos mais recorrentes destacam-se a mala de cartão, símbolo maior da emigração do século XX; a esfera armilar e o globo terrestre, evocando a dimensão global da diáspora; e as figuras humanas, frequentemente em contexto familiar, sugerindo separação e esperança. As inscrições — com palavras como “saudade” ou “partida” — reforçam essa dimensão emocional, transformando muitos destes monumentos em autênticos espaços de memória.
Entre os vários destinos da diáspora portuguesa, os Estados Unidos assumem um lugar de destaque, com particular inci-
dência no arquipélago dos Açores, onde a intensidade dos fluxos migratórios para a América do Norte deixou marcas profundas na memória coletiva. Embora também presente noutras regiões, é sobretudo no contexto açoriano que essa ligação se manifesta de forma mais expressiva.
No plano simbólico, os Estados Unidos surgem associados à mobilidade social e ascensão económica, sendo evocados através de elementos como rotas migratórias ou referências a cidades como New Bedford, Fall River, Newark ou San José, que remetem para o imaginário do “sonho americano”. Num primeiro ciclo migratório (finais do século XVIII a primeiras décadas do século XX), a presença portuguesa nos Estados Unidos desenvolveu-se sobretudo a partir dos Açores, ligada à baleação e, posteriormente, à agricultura e indústria, originando comunidades duradouras em estados como Massachusetts, Rhode Island e Califórnia. É neste contexto que se insere João Inácio de Sousa. Natural de Santo Amaro (São Jorge), ativo entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, construiu fortuna em Bakersfield, Califórnia, destacando-se como empresário e filantropo. O monumento que perpetua a sua memória ilustra esta primeira vaga, marcada pela ascensão social e pelo retorno simbólico às origens. Num segundo ciclo (décadas de 1950 a 1970), a emigração intensificou-se devido à pobreza, à falta de oportunidades e à Guerra Colonial. A erupção dos Capelinhos, em 1957, desencadeou uma vaga significativa de emigração açoriana para os EUA. Este período encontra expressão nos monumentos através da “mala de cartão”, símbolo de rutura e recomeço.
Num terceiro ciclo, já tardio (finais do século XX e início do século XXI), verifica -se um abrandamento — e em muitos casos
declínio — da emigração para os Estados Unidos, em resultado de políticas migratórias mais restritivas e da reorientação dos fluxos para a Europa após 1986. Em paralelo, as comunidades luso-americanas entram numa fase de consolidação e mobilidade social.
É neste enquadramento que ganham visibilidade figuras da diáspora, cuja memória é perpetuada em monumentos de natureza biográfica, como a estátua do comendador Manuel Eduardo Vieira, na Silveira (Pico), e o busto do comendador Batista Vieira, em Velas (São Jorge), ambos ligados à Califórnia. Os seus percursos, no setor agrícola e no tecido empresarial e associativo, refletem uma fase mais madura da emigração, marcada pelo sucesso económico e pela ação filantrópica.
Estes monumentos introduzem uma dimensão individualizada na memória da emigração, valorizando trajetórias concretas e o contributo dos emigrantes para as sociedades de acolhimento e de origem.
A Califórnia assume, neste contexto, um papel central, sendo um dos principais polos de fixação de lusodescendentes. Regiões como o Vale de São Joaquim ou cidades como San José tornaram-se referências dessa presença.
As comunidades portuguesas nos Estados Unidos consolidaram-se ao longo do tempo, desenvolvendo uma vasta rede associativa e cultural. Este património imaterial encontra-se simbolicamente refletido nos monumentos, através de elementos que evocam continuidade e pertença.
Hoje, a comunidade luso-americana constitui uma das mais antigas e influentes da diáspora portuguesa, contribuindo para

livro Monumentos ao Emigrante constitui, ele próprio, um instrumento fundamental dessa memória, ao preservar histórias individuais e coletivas.
Em síntese, estes monumentos são testemunhos duradouros de uma história feita de partidas, sacrifícios e conquistas. No caso dos Estados Unidos, essa ligação assume especial relevância, refletindo uma das mais antigas e dinâmicas comunidades da diáspora portuguesa — uma memória viva, inscrita na pedra e na identidade coletiva de um povo que sempre soube partir sem

deixar de pertencer.

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.
Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo.
O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.


conseguem viver mais de mil anos, absorvendo apenas a água do orvalho através das suas folhas.

Foste tu, mãe, quem um dia, sem nunca teres saído do aconchego da tua aldeia, te meteste num navio com uma filha ao colo e outra pela mão, para te lançares numa viagem pelo desconhecido. Ias juntar-te ao homem que amavas e a quem prometeras seguir sem vacilar. Porque sim, porque era assim! Fora ele a decidir um futuro por inventar, num presente que ele sabia que, não sair do chão onde se tinha nascido, significava ser condenado à pobreza e viver rodeado de horizontes que lhe limitavam o sonho.
Não tenho memória da viagem que fizemos, mas cedo percebi que era outro o lugar onde cresci, me fiz mulher e mãe de dois filhos, a quem ditei Benguela na cédula de nascimento. Quan-
do a deixaram, levaram dela algumas memórias, mas nada que fizesse crescer neles o desejo de lá voltarem. Talvez por culpa minha, por não alimentar saudosismos e estabelecer como lema de vida que o caminho se faz sempre em frente, ao contrário dos que nunca se cansam de olhar para trás, buscando no passado o ânimo que lhes falta na caminhada.
No entanto, quis o destino que eu tivesse voltado quando, em 2004, fui colocada como Leitora do Instituto Camões a dirigir o centro de língua Portuguesa de Benguela. E foi nesse espaço e tempo, onde estavam sedimentadas todas as memórias do meu crescimento e idade adulta, que fechei o ciclo da minha carreira profissional, tendo-me depois aposentado. Não pensava, então, que um dia voltaria a dar formação a professores. Quis o destino que, como voluntária, voltasse a Angola para o fazer, desta vez na Província do Namibe (em Moçâmedes), tendo novamente o mesmo mar como cenário.
A África, cuja seiva me corria nas veias,
voltou a chamar-me e eu não soube dizer não ao seu apelo. Cheguei a Moçâmedes, pela primeira vez, em outubro do ano passado e tive oportunidade de conhecer uma parte de Angola completamente diferente, feita de deserto e transumâncias; de uma imensidão de aridez a prolongar-se sem fim, como se a linha do horizonte se confundisse com o chão que pisava e este deixasse de existir. Percebi melhor o conceito de solidão, do silêncio que nos invade e implora respeito pela força da natureza que não acolhe, mas desafia; que obriga a refletir, a parar, a pensar o quão perigoso é avançar quando estamos no meio do nada. Ali, rodeados de coisa nenhuma, os telemóveis deixam de ter rede e ficamos entregues a nós próprios, à nossa pequenez, a fundirmo-nos com a terra sem qualquer possibilidade de sobrevivência.
Até àquele momento, considerava o embondeiro o símbolo da resistência da paisagem africana, mas, depois de ver as welwitschias no deserto, soube que estas
Voltei ao Namibe, no mês das “águas mil” que cumpriram o aforismo com as chuvadas que haviam desabado uns dias antes. Visitei novamente o deserto e foi um outro deserto que conheci. Do seu ventre, húmido das águas que o haviam penetrado, rompera um capim rasteiro que ondeava ao vento como as searas do nosso Alentejo. Mas, mais inusitado ainda é que, pelo meio de todo este verde, despontavam pequenas flores brancas a exalar um perfume que se sente na cidade, especialmente à noite. Deslumbrei-me com esta imensidão de verde e branco tão raro de acontecer, segundo os que cá vivem.
Senti-me grata à vida por me ter proporcionado tamanho milagre da natureza, mas é contigo, pai, que o quero partilhar. Porque foste tu quem, tendo nascido com uma bússola voltada a Norte, lhe mudaste a agulha voltando-a para um chão mais a Sul a que para sempre fiquei ligada.

Os meus valores de Abril foram-me integralmente transmitidos pelo meu Pai Guilhermino . Recebi dele um legado sólido assente na liberdade e nas garantias cívicas: o acesso universal à educação, um Serviço Nacional de Saúde geral e gratuito e uma Segurança Social pública. Com ele aprendi que a dignidade humana passa pelo direito à habitação, pelo pleno emprego com direitos, por salários e pensões justas e por uma velhice protegida. O seu ideário era claro: o combate à corrupção, o fim dos latifúndios e a erradicação da especulação.
O meu pai recordava frequentemente o peso sufocante da ditadura na nossa aldeia transmontana. Contava como a PIDE ali
surgiu, um dia, para prender um vizinho pelo "crime" de ouvir rádio. Narrava o episódio trá gico-cómico de uma banda fi larmónica que, ao chegar a uma aldeia de Vila Real, viu a popula ção fugir e trancar-se em casa; ao verem os músicos fardados, o medo instintivo fez as pessoas confundirem a arte com a repressão da GNR. Foi o meu pai quem me ensinou que era possível viver num mundo sem medo. Ele descrevia os métodos ma cabros da PIDE - a tortura da gota de água, a extração de unhas, o sa dismo de inquisidores modernospara que eu valorizasse o livre-arbí trio. Através dele, abracei os valores sociais, democratas e progressistas que hoje posso semear livremente. Ensinou-me a repelir o fascismo com a mesma força com que me ensinou a respeitar as mulheres, a defender os jovens e a valorizar

cada trabalhador, independentemente da sua origem ou identidade. Hoje, 50 anos depois da Revolução dos Cravos, sinto que essa Liberdade e essa Democracia enfrentam uma ameaça real. O populismo e a extrema-direita nófoba cavalgam tamento social, infiltrando-se em setores outrora progressistas e aproveitando-se de escândalos para mi-
O meu pai partiu em outubro de 2023. Partiu a tempo de não testemunhar o que consideraria um profundo retrocivilizacional: ver pelo mundo fora tantos
partidos de matriz fascista ocupar lugares nas diferentes "casas da democracia" que ele tanto prezava. Para quem viveu o silêncio das aldeias transmontanas, ver o ódio ganhar voz parlamentar seria uma dor insuportável.
Honrar a memória do meu pai é, agora mais do que nunca, manter acesa a chama daquela madrugada de 1974. Não podemos permitir que o esquecimento abra caminho à tirania. Cinquenta anos depois, a lição permanece viva: a democracia não é um estado garantido, mas uma construção diária.
Obrigado, pai, por cada ensinamento e pela coragem de acreditar. A Liberdade saiu à rua e, por mais que tentem erguer muros de intolerância, o nosso dever é continuar a deixá-la passar. Hoje e sempre: 25 de Abril, sempre!
Convite à candidatura: Portuguese Canadian Walk of Fame 2026












Call for nominations: 2026 Portuguese Canadian Walk of Fame



tem de evoluir. Tem de ser complementar com profissionalização e melhores condições de trabalho”, defendeu. E acrescentou: “é necessário apostar mais na formação e na eficiência dos meios. O sistema não está a funcionar com as premissas corretas, nem ao nível da prevenção nem do combate”, referiu.

A comunidade Arcuense em Toronto reuniu-se no passado sábado nas instalações da LIUNA Local 183 para a segunda edição do jantar solidário de angariação de fundos a favor dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez. A iniciativa voltou a registar uma forte adesão, consolidando-se como um importante momento de mobilização da diáspora e de reforço dos laços com a terra natal.
Anoite contou com a presença de várias entidades convidadas, com destaque para o Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, e para o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Germano Amorim. Ambos sublinharam o papel determinante da comunidade emigrante no apoio às corporações de bombeiros em Portugal. A Rádio Arcos de Valdevez acompanhou a iniciativa, registando os principais momentos.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, destacou o significado pessoal da presença em
Toronto e a ligação à comunidade emigrante “eu vir aqui a Toronto para vir dar uma satisfação. Porque eu sou luso-canadiano, embora tivesse adquirido a nacionalidade já com 16 anos. A minha carta de condução foi tirada em Toronto. Trabalhei num restaurante e numa padaria. Apanhei cogumelos em Hamilton, portanto já é um gosto estar aqui”, afirmou.
O autarca salientou ainda o impacto da mobilização da diáspora e deixou elogios à organização do evento: “como presidente de Câmara associado à Associação dos Bombeiros Voluntários, acho que é um grande feito. Mas o grande feito é para quem organiza. Sem estas pessoas, com vontade de organizar e esta forma de estar junto dos emigrantes, e com a adesão que se vê, é de facto muito gratificante”, acrescentou. Também o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Germano Amorim, deixou uma mensagem de agradecimento à comunidade emigrante, sublinhando a importância do seu contributo “gostaria de agradecer a todos os presentes e à comunicação social, pela oportunidade de levar a
nossa voz mais longe. A nossa comunidade portuguesa no Canadá voltou a reunir-se em torno de uma causa humanitária extremamente importante”, começou por referir. O responsável destacou ainda o papel dos emigrantes no apoio à missão dos bombeiros: “é fundamental este apoio para que possamos ter capacidade de investimento. Os associados e amigos são fundamentais para que os bombeiros consigam obter incentivos financeiros e desempenhar as suas funções com mais qualidade e rigor”, afirmou. Germano Amorim sublinhou também a dimensão humana e identitária da iniciativa: “é uma honra extraordinária estar novamente neste país do outro lado do Atlântico. Mas é estar em casa. Isso é a nossa portugalidade. É ser português e é amar a nossa comunidade e o nosso património”, referiu. Na mesma intervenção, o dirigente deixou ainda críticas ao atual modelo de proteção civil, defendendo uma maior aposta na profissionalização e formação: “sou muito crítico do funcionamento do atual sistema de prevenção e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. O sistema baseado apenas no voluntariado
Em nome da organização do evento esteve a cargo de Dores Pedreira Cerqueira destacou a importância da continuidade destas iniciativas solidárias, afirmando: “Esta festa teve início em 2024, quando estivemos em Portugal, e foi muito triste testemunhar o que aconteceu. Posteriormente, após uma conversa com o capitão dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, tive a oportunidade de conhecer de perto as dificuldades existentes, tanto a nível humano como material. Não podemos deixar de apoiar o nosso Norte.”
Durante a noite, foram homenageadas várias personalidades pelo seu contributo associativo e solidário, entre as quais Ana Fernandes Iria, José Amorim, José da Costa Gomes Fernandes, José Carlos Gonçalves, Maria Melo e Suzy Soares.
A vertente cultural esteve a cargo do rancho e do grupo de bombos da Associação Cultural do Minho de Toronto, que animaram o jantar. A noite contou ainda com a participação da Império Show, liderada por Delfim Júnior, proporcionando momentos de grande convívio comunitário.
Esta segunda edição do jantar solidário reforçou os laços entre a comunidade Arcuense emigrada e Arcos de Valdevez, contribuindo de forma significativa para o apoio aos bombeiros locais.
O evento terminou num ambiente de forte espírito comunitário, solidariedade e preservação das tradições portuguesas além-fronteiras, com a organização a garantir a intenção de dar continuidade à iniciativa nos próximos anos.
FP/MS Read in english
Olivia Chow, Presidente da Câmara Municipal de Toronto, assinalou o primeiro aniversário do Azores Parkette com uma visita oficial ao espaço, situado no emblemático bairro de Little Portugal. A ocasião serviu para destacar o impacto deste espaço comunitário desde a sua inauguração, em 2025, afirmando-se como um ponto de encontro e de ligação da comunidade açoriana na cidade.
Durante a visita, a autarca reuniu-se com Matthew Correia, Conselheiro da Diáspora Açoriana pelo Ontário, e com AnaBela Taborda, presidente da Little Portugal Toronto BIA, entidade responsável pela dinamização e valorização do comércio local. O encontro proporcionou um momento de diálogo sobre o trabalho desenvolvido na zona e o papel crescente da comunidade portuguesa no tecido urbano da cidade.
Na sua intervenção, Olivia Chow destacou a importância da comunidade luso-canadiana para a identidade multicultural de Toronto, sublinhando o seu contributo nas áreas da cultura, gastronomia, língua, desenvolvimento urbano, entre outras. “Toronto é uma cidade vibrante e profundamente diversa, onde pessoas oriundas dos Açores e de outras partes de Portugal contribuem diariamente para o dinamismo
urbano. Ao longo de décadas, soubemos captar esse espírito, refletindo a riqueza cultural trazida por gerações de imigrantes. Celebrar este legado é essencial, não só para honrar o passado, mas também para inspirar as gerações futuras.”
A autarca elogiou ainda o espírito de ambição e criatividade refletido no espaço, acrescentando: “este é um exemplo claro do que torna Toronto uma cidade inclusiva, onde a diversidade não é apenas reconhecida, mas celebrada.”
Seguiram-se as intervenções de representantes da comunidade e do tecido associativo local. Matthew Correia recordou o compromisso assumido há um ano na cria-
ção do espaço, salientando que o Azores Parkette é hoje muito mais do que um projeto urbano ou artístico: “é um verdadeiro ponto de encontro, onde se celebram as origens, a história, os sacrifícios e o percurso de integração da nossa comunidade”. O responsável destacou também o contributo dos imigrantes portugueses, em particular na indústria da construção, deixando uma palavra de reconhecimento pelo legado deixado na cidade. Na ocasião, ofereceu ainda uma lembrança simbólica evocativa dos Açores.
Por sua vez, AnaBela Taborda reforçou a vitalidade da comunidade portuguesa em Little Portugal, sublinhando que “não es-
tamos a desaparecer estamos mais fortes do que nunca”. A dirigente destacou a importância de continuar a promover não só a cultura, mas também as artes portuguesas, afirmando o espaço como um símbolo duradouro da presença lusa em Toronto.
A visita ao Azores Parkette representou também uma oportunidade para refletir sobre futuras formas de cooperação na valorização e preservação dos espaços públicos da cidade, reforçando o papel das comunidades na construção de uma Toronto mais inclusiva.
O arquipélago dos Açores, composto pelas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo, encontra assim uma nova expressão em Toronto. Entre memórias e tradições, as ilhas permanecem vivas no quotidiano da comunidade, num espaço que simboliza união, pertença e continuidade cultural. Um ano após a sua inauguração, o Azores Parkette afirma-se como um marco identitário e um ponto de encontro onde a cultura açoriana continua a celebrar-se e a projetar-se no futuro, no coração da cidade.


A comunidade portuguesa no Canadá viveu um sábado marcante, repleto de iniciativas culturais e solidárias na região de Ontário, com especial destaque para eventos que voltaram a evidenciar a força das tradições e o espírito de união.

Maple celebrou o Espírito Santo com fé, tradição e mesa cheia

Em Maple, a Irmandade do Divino Espírito Santo da Paróquia de St. David realizou a tradicional Festa do Chicharro, uma celebração profundamente ligada à fé e às tradições açorianas. Mais do que um convívio, foi uma manifestação de devoção ao Espírito Santo, marcada pela partilha, solidariedade e espírito comunitário. Ao longo da tarde e noite, viveu-se um ambiente festivo com forte simbolismo cultural, refletindo uma herança açoriana preservada pelas comunidades emigrantes. A gastronomia foi um dos destaques, com chicharros fritos, sopa, galinha assada, batatas e salada, recriando sabores das ilhas. A animação esteve a cargo de DJ Steve da Silva, prolongando o convívio noite dentro. A organização foi de José Luís e Fernanda Rego, cujo empenho e dedicação foram amplamente reconhecidos, contribuindo para manter viva esta tradição, pois o ambiente de grande envolvimento, marcado pelo simbolismo característico destas festividades — expressão viva de uma herança cultural que atravessou o Atlântico e continua a ser preservada com orgulho pelas comunidades emigrantes. A devoção ao Espírito Santo, associada a valores como a igualdade, a caridade e a fraternidade, voltou a unir gerações em Maple à volta de uma tradição que permanece viva no coração dos açorianos.Em nome da equipa Milénio S.: Parabéns a todos os voluntários.
Toronto e Mississauga: elegância, convívio e solidariedade
Em Toronto, a A. Migrante de Barcelos promoveu a elegante Noite Branca na Casa dos Açores, com jantar de leitão e animação do grupo Raça Latina. O próximo evento será o Festival do Galo, nos dias 23 e 24 de maio, no Madeira Park. Em Mississauga, o Convívio
Nordestenses e Amigos destacou-se pela vertente solidária, com angariação de fundos para o SickKids. O evento contou com atuações de Jessica Amaro e Eduardo Sant’Ana, reforçando o espírito de entreajuda da comunidade.

Brampton: 20.º aniversário das Festas do Senhor Santo Cristo em noite de emoção e fé
O jantar de gala do 20.º aniversário das Festas do Senhor Santo Cristo de Brampton reuniu mais de 900 pessoas, num ambiente de forte emoção e fé. As senhoras foram recebidas com uma rosa amarela e a cerimónia iniciou com procissão e o hino do Senhor Santo Cristo. Um dos momentos mais marcantes foi a homenagem a familiares falecidos e antigos membros da irmandade. O presidente Guido Pacheco foi amplamente homenageado pelo seu papel na continuidade e crescimento da festa, recebendo reconhecimento da comissão, familiares e comunidade. Houve ainda testemunhos emocionantes dos filhos Eric e Marlene, destacando a sua dedicação e luta pessoal. A bênção da refeição foi feita pelo Padre Andrzej Chilmon. O evento contou com presença de autoridades locais, incluindo o presidente de Brampton Patrick Brown, vereadores e a deputada federal Sonia Sidhu, que elogiaram os 20 anos de celebração. Foi exibido um vídeo comemorativo, seguido do corte do bolo e apresentações culturais, incluindo Bailinho de Rabo de Peixe, José Alberto Reis e o conjunto Starlight.
Matthew Correia, enquanto conselheiro da diáspora açoriana,apresentou também o projeto “Portas da Cidade Azores-Canada”, em construção no Azores Park, com inauguração marcada para 12 de setembro.
As comemorações continuam nos dias 11, 12 e 13 de setembro, com jantar de gala, inauguração das Portas da Cidade e a tradicional procissão. Segundo reforçou o conselheiro: “uma noite assim não termina — permanece viva na memória coletiva, como fé partilhada, gratidão sentida e promessa renovada de que esta tradição continuará a unir gerações sob o mesmo coração”.
RMA/MS
Os Amigos da Terceira no Canadá apresentaram aos meios de comunicação social luso-canadianos os resultados da 4.ª edição do Festival da Alcatra, realizada no passado dia 22 de março, em Mississauga. A iniciativa teve como objetivo divulgar o montante arrecadado e reforçar o apoio aos grupos que promovem a cultura terceirense no Canadá.
Durante a apresentação, a organização destacou que os fundos angariados serão aplicados na promoção da cultura da Ilha Terceira, bem como no apoio logístico e financeiro à deslocação de vários grupos culturais. Entre os beneficiários encontram-se a Banda do Senhor Santo Cristo de Toronto e duas marchas: a Marcha da Saudade do Canadá e a Marcha dos Amigos das Tradições Terceirenses. O objetivo é viabilizar a participação destes grupos nas Festas Sanjoaninas de 2026, uma das mais emblemáticas celebrações da Ilha Terceira, que decorrerá entre
19 e 29 de junho, em Angra do Heroísmo. No total, foram arrecadados 12 mil dólares, distribuídos da seguinte forma: 10.000 dólares para a Banda do Senhor Santo Cristo, 1.000 dólares para a Marcha dos Amigos das Tradições Terceirenses e 1.000 dólares para a Marcha da Saudade. As Festas Sanjoaninas, em honra de São
João Batista, contam com mais de 500 anos de história e transformam anualmente a cidade de Angra do Heroísmo num palco de cor, música, tradição e convívio, atraindo milhares de visitantes.
A sessão contou com a presença de patrocinadores, que procederam à entrega dos cheques, bem como de Matthew Cor-

reia, Conselheiro da Diáspora Açoriana pelo Ontário, entre outros membros da comunidade.
A encerrar, a organização reforçou o seu compromisso com a comunidade, sublinhando a importância da união e do apoio contínuo às tradições terceirenses no Canadá. Iniciativas como esta demonstram que, mesmo longe da terra natal, a cultura açoriana permanece viva, graças ao empenho coletivo na sua preservação e divulgação.
A Associação Amigos da Terceira no Canadá é presidida por Nellie Pedro e conta com a colaboração de uma equipa dinâmica composta por Rosa Vaz, Gary Fraga, Dulce Sales, Judy Rodrigues, Lúcia Rocha, Luciano Rocha e Marília Moreira.

Segundo Berta Cabral, que participou na sessão de abertura da DRV Annual Conference 2026, encontro anual da Associação Alemã de Agências de Viagens, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em 2025 verificou-se um crescimento de 12% nas dormidas de turistas alemães, sendo “o mais elevado entre os dez principais mercados emissores da região”.
Agovernante, citada numa nota de imprensa do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), destacou que, no ano passado, a Alemanha “assumiu a liderança como principal mercado emissor estrangeiro para os Açores, ultrapassando novamente os Estados Unidos da América”. Um resultado que, segundo Berta Cabral, “comprova a solidez” da ligação dos Açores ao mercado alemão e reflete “um
caminho consistente de promoção, confiança e excelência”.
“A Alemanha compreende os Açores, mesmo sem falar a nossa língua. E os Açores são, em muitos aspetos, um destino perfeitamente alinhado com aquilo que o turista alemão valoriza”, afirmou.
Ainda de acordo com Berta Cabral, a forte aposta no turismo de natureza (trilhos únicos, paisagens de grande impacto, biodiversidade excecional, oceano, sustentabilidade e autenticidade), “corresponde plenamente às motivações do visitante alemão”. “Falamos de um público que valoriza qualidade, responsabilidade ambiental, férias ativas e experiências culturais genuínas. E isso faz parte do ADN dos Açores”, disse. Berta Cabral destacou ainda que a realização do encontro anual da Associação Alemã de Agências de Viagens nos Açores é “um sinal claro do prestígio internacio-
nal do destino e da confiança que o setor turístico alemão deposita na região”.“A escolha dos Açores para acolher este congresso é um reconhecimento inequívoco da qualidade, autenticidade e singularidade do nosso destino, bem como da relação próxima e estratégica que mantemos com o mercado alemão”, sublinhou.
A secretária regional aludiu também ao "percurso notável" do turismo açoriano nos últimos anos, salientando que, “apesar dos desafios internacionais, os Açores foram a primeira região do país a recuperar totalmente do impacto da pandemia [de covid-19], superando os resultados de 2019 e conquistando distinções internacionais de grande prestígio, como a de Melhor Destino de Aventura do Mundo e da Europa, atribuída pelos World Travel Awards”. Em 2025, pela primeira vez na história, os Açores “ultrapassaram as 4,5 milhões de dormidas, com a hotelaria regional a superar os 206 milhões de euros em proveitos”, acrescentou. “O turismo é hoje o principal motor da economia regional, com impacto direto e transversal, representando cerca de 17% do PIB [Produto Interno Bruto], 17% do emprego e 20% do Valor Acrescentado Bruto”, destacou. Contudo, “mais do que crescer”, os Açores querem “crescer bem”, já que o seu “compromisso é com um turismo responsável, equilibrado e sustentável”. Berta Cabral recordou ainda que os Açores alcançaram o Nível II - Ouro da certificação internacional de Destino Sustentável, atribuída pela EarthCheck, um reconhecimento que reflete “uma visão de desenvolvimento que respeita o território, as comunidades e o modo de vida, protegendo aquilo que torna os Açores únicos: a natureza humana”.
A governante valorizou igualmente a parceria com o mercado alemão no reforço da conectividade aérea, salientando que as ligações diretas operadas pelas companhias Lufthansa, Eurowings e Azores Airlines, que ligam Ponta Delgada a Frankfurt e Nuremberga, são “fundamentais para o crescimento do destino e um claro sinal de confiança no potencial e na qualidade turística dos Açores”.
AO/MS
destaca “particular importância”
José Manuel Bolieiro participou ontem, no Palácio de Belém, em Lisboa, na reunião do Conselho de Estado, a primeira realizada após a tomada de posse do Presidente da República António José Seguro. Segundo um comunicado do executivo açoriano de coligação PSD/ CDS-PP/PPM, a sessão foi dedicada ao tema da segurança e defesa, "tendo proporcionado uma reflexão alargada sobre os principais desafios que se colocam a Portugal, tanto no plano interno como no contexto internacional".
De acordo com a nota, no encontro, José Manuel Bolieiro "destacou a relevância da participação das Regiões
Autónomas nestes processos de reflexão estratégica", sublinhando que os Açores "assumem um papel de particular importância no quadro da segurança e defesa nacional, pela sua posição no Atlântico". O presidente do Governo dos Açores referiu, ainda, que "é essencial garantir uma abordagem integrada, que valorize o contributo dos Açores e reforce a capacidade de resposta do país perante riscos e ameaças emergentes".
A primeira reunião do Conselho de Estado presidida por António José Seguro, pouco mais de um mês depois de ter tomado posse, em 09 de março, começou pelas 15:00 e terminou cerca das 19:00. Nos termos da Constituição, o Conselho de Estado
A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!
é o órgão político de consulta do Presidente da República, presidido por este e composto pelos titulares dos cargos de presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, provedor de Justiça, presidentes dos governos regionais e pelos antigos presidentes da República.
Na reta final do discurso no encerramento da reunião magna dos social-democratas madeirenses, Miguel Albuquerque afirmou que a região está a passar por estabilidade política, mas que o PSD estará sempre ativo e dinâmico. O secretariado agora eleito estará nas ruas. Por outro lado, ficou o alerta e a memória: “O centralismo não desapareceu. O partido das autonomias humilhou os deputados da Madeira”, afirmou, lembrando a discussão do Subsídio de Mobilidade na Assembleia da República.
Expressou que “temos de ter a capacidade e a lucidez” de defender os princípios autonómicos para o futuro da Madeira. “Continuaremos a ter uma Madeira viva e informada. A nossa luz é a autonomia. A nossa verdade é a liberdade da Madeira e dos madeirenses”, rematou.
Comentando que o Estado português está a governar para manter os conformados, sem querer mudanças, Miguel Albuquerque criticou “a mesmice”, de sempre, com falta de reformas em prol dos portugueses. “Ninguém faz reformas porque têm medo das minorias”, afirmou o reeleito líder do PSD, no encerramento do congresso regional. “Qualquer governante está hoje sujeito a que qualquer tarado esquizofrénico mande um conjunto de denúncias anónimas no Ministério Público, de que é um ladrão”, disse, considerando que esta situação torna a atividade política “quase impossível”.
O PS está em minoria e o PSD tem uma grande dificuldade de fazer as medidas reformistas, seja quais forem. E o povo ia compreender”. Portugal tem de ter o objetivo de ter crescimento económico para distribuir riqueza, erradicar pobreza e desigualdades. Portugal tem de reformar o que tem de ser reformado, advogou, salientando que o país não pode estar preso a um labirinto de burocracia bizantina e a minorias. Reforçou que “o medo tem de ser superado” para fazer as mudanças que o país precisa. Miguel Albuquerque foi, recorde-se, reconduzido no passado fim de semana como líder do PSD/Madeira. JM/MS

Para além destes membros, integra cinco cidadãos designados pelo Presidente da República, pelo período correspondente à duração do seu mandato, e cinco eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura. AO/MS Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

O Premier de Ontário, Doug Ford, anunciou que a província vendeu o jato privado adquirido recentemente por 28,9 milhões de dólares, na sequência de forte contestação pública.
“Posso anunciar que vendemos o avião pelo mesmo preço de volta à Bombardier”, afirmou Ford durante um evento em Toronto.
A decisão surge poucos dias depois de o seu gabinete ter indicado que o governo avançaria com a venda da aeronave, adquirida num contexto de críticas devido ao elevado custo e ao momento de crise de acessibilidade financeira. Apesar da venda
pelo mesmo valor de compra, não é ainda claro se a província teve custos adicionais associados à aquisição e à transação, ponto que tem sido criticado pela oposição, que considera a situação “desfasada da realidade” dos cidadãos.
A líder da oposição, Marit Stiles, pediu esclarecimentos e defendeu que Ford deverá assumir pessoalmente eventuais custos adicionais.
O Premier afirmou anteriormente que considerava a compra justificada, mas admitiu avançar com a venda após receber “mensagens muito claras” da população.
CBC/MS
A empresa postal nacional do Canadá divulgou o seu mais recente relatório financeiro, revelando perdas colossais de 1,57 mil milhões de dólares no ano passado antes de impostos — o pior resultado de sempre.
Trata-se de mais um golpe para a empresa pública, que já se encontra tão profundamente endividada que sobrevive graças a empréstimos federais no valor de 2 mil milhões de dólares para se manter à tona.
«A gravidade da situação financeira da empresa sublinha a urgência de se transformar e de responder às necessidades modernas do país», escreveu a Canada Post num comunicado de imprensa na segunda-feira. A perda de 1,57 mil milhões de dólares em 2025 é quase o dobro do que a
empresa perdeu em 2024, quando registou 841 milhões de dólares em prejuízos antes de impostos.
A Canada Post atribui a culpa a uma combinação de perturbações causadas por greves e regulamentações federais que impediram a empresa de competir com os operadores de correio privados.
«A situação financeira da Canada Post deteriorou-se significativamente em 2025, à medida que a incerteza laboral pesava sobre o negócio e regras e estruturas com décadas de existência continuavam a impedir a modernização da empresa e a sua capacidade de competir», lê-se no comunicado.
As receitas e os volumes de encomendas caíram mais de 30% em 2025, informou a empresa.
CBC/MS

O Subsídio para Produtos Alimentares do governo liberal e o pagamento único complementar do GST, anunciados em janeiro, começarão a chegar às contas bancárias dos canadianos em junho e julho.
No início deste ano, o primeiro-ministro Mark Carney anunciou o Subsídio Canadiano para Produtos Alimentares e Artigos de Primeira Necessidade, que, segundo ele, aumentará o valor que as famílias e os indivíduos recebem através do seu reembolso do GST nos próximos cinco anos.
O reembolso do GST é um pagamento isento de impostos destinado a canadianos com rendimentos baixos e modestos. A partir de julho, esse reembolso trimes-
tral aumentará 25%, e permanecerá nesse nível mais elevado durante os próximos cinco anos. Este aumento contínuo de 25% significa que uma família de quatro pessoas que se qualificava para um benefício máximo de cerca de 1100 dólares passará a receber até 1400 dólares por ano, enquanto um indivíduo que se qualificava para um máximo de cerca de 540 dólares passará a receber cerca de 700 dólares por ano.
A partir de julho, o reembolso do GST passará a chamar-se «Canada Groceries and Essentials Benefit» e deverá aparecer com essa designação nos extratos bancários. O pagamento único complementar do GST chegará às contas dos canadianos em junho, e o Subsídio para Produtos Alimentares em julho.
CBC/MS


Startup Fashion Week, em Toronto, teve marca portuguesa Afirma-se como plataforma internacional para novos talentos da moda
A Startup Fashion Week™ (SFW) é uma iniciativa internacional dedicada exclusivamente à promoção de talentos emergentes em todas as áreas da indústria da moda — desde o design à tecnologia, passando pelo empreendedorismo, fotografia e comunicação. Criada em 2014 por Jodi Goodfellow, esta plataforma nasceu em Toronto, no Canadá, com o objetivo de contrariar os modelos tradicionais da indústria da moda, frequentemente marcados por exclusividade e barreiras à entrada de novos criadores. Em vez disso, a SFW propõe um modelo centrado na colaboração, inclusão e crescimento coletivo.
Ao longo de 15 edições realizadas em cidades como Toronto, Montreal e Vancouver, a iniciativa já apresentou mais de 130 designers e startups, recebendo mais de 22.000 participantes nos seus eventos. Para muitos dos envolvidos, a SFW funciona como um verdadeiro ponto de partida profissional, permitindo visibilidade mediática, contactos na indústria e oportunidades de negócio. A Startup Fashion Week™ distingue-se por integrar três áreas fundamentais no seu programa: moda, negócios e tecnologia. No campo da moda, a plataforma seleciona designers emergentes para desfilarem em passerelle. No eixo dos negócios, promove conferências, workshops e eventos de networking orientados para o desenvolvimento de marcas e projetos. Já na vertente tecnológica, integra startups, soluções inovadoras e experiências imersivas nos seus desfiles e produções.
Mais do que um conjunto de desfiles, a SFW assume-se como uma experiência completa de formação e capacitação. Os participantes recebem apoio prático e mentoria, sendo preparados para os desafios da indústria, tanto ao nível criativo como empresarial e mediático. Outro dos pilares centrais da iniciativa é a inclusão. A SFW procura ativamente dar visibilidade a criadores frequentemente sub-representados, incluindo comunidades BIPOC, LGBTQIA+, indígenas, imigrantes e pessoas com deficiência, garantindo que a diversidade está presente em todas as fases do evento — desde a seleção de talentos até às parcerias institucionais.
A marca portuguesa de 2026 no evento - Ms.CarryOne lança marca de moda sustentável e inclusiva
Rute Carvalho, conhecido no mundo do“fashion designer” como Belle T., iniciou uma carreira de sucesso na área financeira, mas o ritmo intenso e o stress levaram-na a repensar o seu percurso após uma lesão cerebral. Foi nesse momento que regressou a um sonho antigo: a moda. “Hoje sinto-me em casa. Isto é casa para mim”, afirma. Daí nasceu a Ms.CarryOne, criada para a mulher viajante moderna que quer explorar destinos
de verão apenas com uma mala de mão, sem comprometer o estilo. A versatilidade está no centro de cada peça, pensada para transitar facilmente do dia para a noite e permitir múltiplos looks.
Embora exista parceria com a fábrica Fashion Exchange do George Brown College para parte da produção, a maioria das peças é “human made”, feita à mão por artesãs portuguesas reformadas, sendo que a líder da compania “Ms.CarryOne Inc.”, com o trade/brand name: Ms.CarryOne, quer incentivar e cultivar esta relação com a comunidade portuguesa, que considera “cheia de sucesso e prosperidade”.
Vamos conhecer a Rute e o seu trabalho num próximo episódio do “Sentir, Pensar e Agir”, mas realça-se que a marca valoriza estas competências tradicionais, garantindo remuneração justa e reconhecimento do trabalho. “Preservar estas competências é essencial para nós”, sublinha Rute, que pretende continuar a expandir a rede de artesãs dentro da comunidade. Neste momento, a marca procura costureiras e senhoras que façam crochet. Para o StartUp Fashion Week 2026, foi criada uma cápsula de alta-costura resort com peças em crochet, seda e renda, pensada para noivas que casam em destinos quentes. Todas as roupas e acessórios são produzidos no Canadá. Mais do que moda, o projeto aposta na sustentabilidade, na inclusão e na valorização do trabalho artesanal, promovendo um consumo mais consciente: “comprar menos, obter mais.”
Jodi GoodFellow: “Startup Fashion Week quer transformar a moda e dar voz a novos talentos e comunidades diversas”
A fundadora e produtora executiva, Jodi GoodFellow, explicou à nossa reportagem o propósito do evento: “Estamos aqui para dar aos designers a oportunidade de deixarem a sua marca na indústria da moda e mostrarem o seu talento antes de se tornarem marcas estabelecidas.” Sobre a comunidade portuguesa, sublinhou a aposta na inclusão: “Independentemente da origem, queremos criar uma comunidade diversa e dar espaço a todas as culturas. É um orgulho ter designers a representar a comunidade portuguesa no Canadá e nos EUA.”
Segundo a organização, o objetivo não é apenas apresentar moda, mas sim construir um ecossistema onde diferentes talentos possam crescer em conjunto. Como refere a fundadora, Jodi Goodfellow: “Não criei a Startup Fashion Week para seguir a indústria da moda — criei-a para a transformar.” Com este posicionamento, a Startup Fashion Week™ afirma-se como uma das plataformas mais inovadoras no panorama da moda contemporânea, promovendo uma visão mais acessível, colaborativa e representativa do setor.

We are proud to play a role in suppor ting health and wellness for you and those you cherish, now and for the long term.
entREVISTA AMAR

ENTREVISTA: MADALENA BALÇA | FOTOS: FAMÍLIA PIRES
Entre a memória de Portugal e o pulsar cosmopolita de Toronto, a vida de Diana Pires foi sendo desenhada como um evento cuidadosamente preparado pela própria existência - cheio de cor, emoção, encontros e significado. Filha de emigrantes portugueses que chegaram ao Canadá ainda muito jovens, trazia já no sangue a coragem de quem atravessa oceanos em busca de futuro. Nasceu em Toronto há quarenta anos, mas cresceu com a alma repartida entre dois mundos: o Canadá que lhe deu raízes e oportunidades, e Portugal, que lhe ofereceu identidade, língua, afetos e pertença.
Desde cedo, a sua vida foi marcada pela presença constante da comunidade portuguesa. O rancho, as cantigas ao desafio, as tardes passadas no Sporting de Toronto, as festas, a música, a alegria coletiva, tudo isso ajudou a formar o olhar sensível de uma menina que, ainda sem saber, estava a aprender a arte de criar momentos inesquecíveis. Em casa, a língua portuguesa era um elo sagrado entre gerações; fora dela, Toronto mostrava-lhe a diversidade e a energia de uma cidade onde tudo parecia possível.
Mas o que verdadeiramente moldou o seu percurso foi algo mais profundo do que o
gosto pela beleza ou pela celebração. Foi a capacidade rara de transformar memória em propósito. Nas dificuldades vividas pelos avós e pelos tios, Diana aprendeu que a alegria também pode ser um gesto de cuidado, quase um ato de amor. Percebeu cedo que uma festa não é apenas música, flores ou mesas bem compostas, é um espaço onde as pessoas se reencontram com a felicidade, mesmo que por breves horas.
Foi desse entendimento íntimo da emoção humana que nasceu a sua vocação. Hoje, Diana Pires é uma das mais reconhecidas
ABRIL 2026
event planners do Canadá, distinguida nacionalmente e admirada muito para além da comunidade portuguesa. Porém, por detrás do brilho dos grandes eventos, permanece a mesma menina que cresceu entre duas culturas, que aprendeu a valorizar as pequenas alegrias e que acredita que celebrar a vida é, em si mesmo, uma forma de honrar a história de quem veio antes.
A sua história é, no fundo, a história de uma mulher que fez da alegria uma profissão e da memória uma herança para o futuro.
Antes do reconhecimento nacional, dos grandes eventos e dos prémios, existiu uma infância feita de pertença e tradição. Diana cresceu no coração da comunidade portuguesa de Toronto, rodeada pela música, pela dança, pela língua e por uma forte ligação às suas origens familiares. A casa dos pais era um prolongamento de Portugal em terras canadianas: falava-se português, cozinhava-se português e vivia-se a cultura como parte essencial da vida quotidiana. Entre as idas anuais à aldeia dos avós e as atividades na comunidade local, foi-se formando uma identidade profundamente enraizada nas memórias herdadas dos pais emigrantes. Essa ligação às origens não só moldou a mulher que viria a tornar-se, como hoje é também uma herança que procura transmitir aos filhos.
Quando os meus pais vieram para o Canadá tinham 18 anos. O meu pai tinha vindo primeiro, já cá tinha os irmãos, depois voltou a Portugal, casou-se com minha mãe e vieram os dois para aqui. E foi assim que começou a minha vida, porque foi aqui que nasci há 40 anos, cresci e vivo até hoje. Aqui nasceu também o meu irmão, que é mais novo que eu.
Da minha infância lembro-me que sempre estive muito envolvida na comunidade. Dançava no rancho e cantava ao desafio, frequentava com os meus pais o Sporting aqui de Toronto, estávamos sempre por lá, estávamos sempre muito envolvidos. E isso foi sempre uma coisa de que eu gostei muito.
Em casa falei sempre português e, para dizer a verdade foi um bocadinho difícil quando entrei para a escola, porque quando eu ia para a escola canadiana e misturava o português com o inglês, mas falar português foi sempre muito importante para mim. Também ia todos os anos a Portugal e estava sempre a aprender a língua portuguesa com os meus avós e restante família e fui trazendo tudo o que eu aprendia lá, aqui para Toronto. Foi muito importante para mim saber falar português e viver aqui em Toronto. Hoje dou ainda mais valor porque quando vou a Portugal consigo falar com as pessoas. Além disso, hoje tenho duas crianças e quero que eles cresçam também com a nossa cultura. Acho isso muito importante. Quanto mais nós ficarmos dentro da nossa cultura de origem mais conseguimos ensinar à nova geração. No Canadá, e em particular em Toronto, felizmente a cultura portuguesa está viva. As pessoas convivem, dançam folclore, vivem e trazem aquilo que eles são e sabem do seu

país para todos os que, como eu, entretanto já cá nasceram. As memórias, a música, a festa, as danças, a cultura, aquela alegria de que eu tanto gosto. E isso é uma coisa muito importante para mim, para eu mostrar aos meus filhos. E estamos a fazer isso agora também. Eles estão a aprender o português, estão a dançar folclore. Para mim isso significa que lhes estou a passar a minha história, a história dos meus pais, dos meus avós... isso é muito importante para mim.
Depois há a parte da comida, portuguesa, pois claro. O Sandro, que é o meu marido, cozinha muito bem. Ele também é português e adora fazer o caldo verde dele com pão com chouriço. É uma coisa que na nossa casa adoramos, incluindo os meus filhos. Todos os domingos fazemos aquele caldo verde. Na casa dos meus sogros também têm sempre na mesa a comida portuguesa e os meus filhos gostam muito. Eu sei fazer certas coisas, mas o meu marido cozinha muito melhor. E nós adoramos isso, porque é uma coisa que ele gosta muito de fazer e assim temos sempre comida portuguesa em casa.
Há profissões que se escolhem; outras parecem escolher-nos. No caso de Diana, a vocação nasceu muito cedo, ainda na adolescência, a partir de uma sensibilidade especial para a alegria dos outros. Mais do que o fascínio pelas festas, foi a emoção das pessoas, os sorrisos, os reencontros, a felicidade partilhada, que despertou nela a certeza de que queria dedicar a vida a criar momentos felizes. As memórias dos avós e dos tios, marcadas por desafios e limitações, ajudaram-na a perceber que celebrar também pode ser um gesto profundamente humano. Foi aí que começou a desenhar-se o caminho que a levaria ao mundo dos eventos.
Acho que tinha 16 anos e já sabia que eu queria fazer uma coisa para trazer alegria para as pessoas. Porque o mundo que fica tão difícil tantas vezes, temos tantas pessoas que sofrem tanto na vida que quando podemos trazer-lhes alegria e, ao mesmo tempo, ajudá-las... é fantástico. Por exemplo, os meus avós sofreram muito, a vida deles em Portugal foi muito difícil, porque eu tinha um tio e uma

tia deficientes, que entretanto já faleceram, muito jovens, por sinal. Os meus tios sempre gostaram muito de festas, ficavam muito alegres quando iam, mas iam poucas vezes porque era muito difícil transportá-los. Por outro lado, a minha avó nunca podia sair de casa, era muito difícil para ela, porque era ela quem tomava conta deles. Ir às festas com eles era mesmo muito difícil, mas ainda assim, eu lembro-me de ir com eles algumas vezes, atrás das cadeirinhas de rodas e nunca me esquecerei da alegria deles quando iam a festas. Foi muito por causa dos meus tios e dos meus avós que, mais tarde, quando pensei sobre o que queria fazer na minha vida profissional disse para mim mesma – “eu quero fazer uma coisa que tenha tudo a ver com trazer alegria para as pessoas, incluindo para os que não podem”. Foi por isso que eu comecei como event planner – para criar momentos especiais e felizes para os outros. Agora continuo porque adoro aquilo que faço. Adoro ver as caras das pessoas, adoro ver a alegria que elas sentem e ver que o trabalho que fizemos tornou aquelas pessoas todas mais felizes. E depois também me incomodava ver que muitos faziam as coisas sem darem 100% para que tudo resultasse como os clientes queriam. Lembro-me de ir a certas festas e pensar “se fosse eu faria assim...” e não gostava de muito do que via, porque conseguia ver “behind the scenes”. Foi tudo isso que me fez pensar que gostaria de ajudar a fazer as coisas um bocadinho melhor, porque eu sentia que isto era uma coisa que eu sabia que tinha que fazer. Depois havia eventos onde ia e pensava “oh, eu adoro tudo isto”. Gostava de ver como é que as coisas trabalham por trás, quando vemos as coisas pela frente é de uma maneira, quando eu vejo o que está por trás é de outra. Eu “puxei para mim a correia” porque eu queria muito esta vida. Pensei sempre, “se eu pudesse fazer melhor, se eu pudesse ajudar certas pessoas, se eu pudesse fazer as coisas à minha maneira”. Depois, claro, aprendi muito na minha carreira, eu queria desenhar mais e estar envolvida em todas as partes da festa, porque é muito importante compreender as pessoas, saber aquilo que elas querem, tirar toda a informação e fazer o meu trabalho de uma maneira

que quando você vem à festa, você sente alguma coisa. E eu quero que as pessoas sintam aquilo que eu faço e falem nisso.
Como tantas histórias de sucesso, a de Diana começou longe dos holofotes. Antes de dirigir grandes produções, aprendeu cada detalhe do universo dos eventos a partir da base: no catering, no serviço de mesas, nos bastidores de cozinhas e festas. Cada função foi uma escola. Observava tudo com atenção, aprendia com cada experiência e, sobretudo, imaginava sempre como poderia fazer melhor. Aos poucos, o seu talento para lidar com pessoas e coordenar ambientes tornou-se evidente. O que começou como um trabalho em part-time transformou-se numa pequena empresa e, depois, numa carreira sólida, construída com dedicação, visão e coragem.
Quando era nova, comecei em catering, ajudava nas mesas a servir as pessoas e aprendi com tudo o que fiz. Depois quando tinha 18, 19 anos, comecei a ajudar um chef numa cozinha, mas disse a mim mesma “isto não é para mim. Eu quero estar à frente perto dos clientes”. E fui e as pessoas davam-se bem comigo. Às tantas começaram a dizer “tu tens jeito para isto. Quero que tomes conta destes eventos” e todas as vezes que eles tinham eventos, chamavam-me e eu tomava conta


das coisas. Foi assim que tudo começou e pensei “eu posso entrar nisto” e decidi abrir uma empresa pequena, comecei em part-time no início para ver como era porque, naquele tempo, também era difícil abrir uma companhia. Até que consegui mostrar os meus serviços num curso de preparação para o casamento e alguns casais deram-me uma oportunidade. E foi assim que tudo começou. Eu comecei com casamentos era só aquilo que eu fazia e teve um tempo na minha carreira que eu disse “ai, não sei se eu vou fazer mais para além de casamentos, porque adoro fazer casamentos’. Mas depois eu comecei a fazer mais coisas e certos clientes para quem eu tinha trabalhado tinham empresas e pediram-me para ajudar nas festas de empresa e eu comecei a entrar nesse mercado também. E eu também gosto de fazer galas de eventos, é uma coisa que eu acho que é um exciting challenging, porque é diferente. E então decidi “vou abrir a porta para esse tipo de trabalho e ver o que é que acontece”. E se há coisa que eu aprendi, com todos esses trabalhos é que toda a gente merece que se trabalhe com o mesmo empenho, sempre com o objetivo de entregar um trabalho digno, seja para uma pessoa, uma organização, para um familiar ou uma empresa. Para mim, o que interessa é que, no fim, toda a gente esteja feliz e que o trabalho seja bem feito. E eu sei, ao fim de mais de 15 anos de trabalho quem são as pessoas que eu tenho que trazer para uma festa, para fazer aquela festa muito especial e sei dar o valor àquilo que eles fazem, sei dar valor à equipa que sabe trabalhar bem em conjunto, que compreende aquilo que precisamos fazer para satisfazer os clientes, que gostam de arriscar comigo, querem
desenhar coisas diferentes... tudo isto é muito importante naquilo que eu faço.
O sucesso, quando chega, raramente é fruto do acaso. No percurso de Diana, o reconhecimento nacional surge como a confirmação de muitos anos de trabalho intenso, dedicação absoluta e paixão genuína pelo que faz. Ser finalista do Canadian Special Events Awards representa muito mais do que um prémio: é o sinal de que o seu nome ultrapassou fronteiras comunitárias e conquistou espaço no panorama profissional canadiano. Para Diana, esta nomeação é também uma celebração da equipa que a acompanha e da confiança que construiu ao longo dos anos. Por detrás de cada evento bem-sucedido está uma rede de colaboradores, talentos e cumplicidades que transformam ideias em experiências memoráveis.
Para mim, é muito importante ter sido notada pelo Canadian Special Events Awards do Canadá e ser uma dos finalistas. São sete finalistas no chamado Event Professional of the Year do Canadá. É uma coisa muito importante, saber que somos conhecidos para além da nossa comunidade e das pessoas que nos rodeiam. É muito importante para mim saber que o trabalho que eu faço foi divulgado pelo Canadá inteiro. Fico muito contente. Não sei o que é que vai acontecer no fim, mas só eu ser nomeada é já uma coisa ótima, que



me enche o coração. Fico contente por saber que eu cheguei lá. Tudo isto resulta do trabalho que fazemos, da maneira que falamos com as pessoas, porque o evento não é só o trabalho que tu fazes, também resulta muito da maneira como trabalhas com pessoas. Assim, na minha empresa, quem trabalha comigo, são muito importantes para aquilo que eu faço, porque nós somos colaboradores uns dos outros, trabalhamos todos juntos, dão-me muito apoio também. Aquilo que é ainda mais importante para mim é que eu sei que eles têm confiança em mim.

1. A DIANA COM OS PRIMOS: LUÍS (À ESQUERDA), KENNEDY (AO CENTRO) E MARLENE (À DIREITA).
2. PRIMA LAURA COM A DIANA, A MENINA DAS ALIANÇAS.
3. EM PORTUGAL.
4. COM O PAI E O IRMÃO, PEDRO.
5. VESTIDA COM O SEU TRAJE DE RANCHO.
6. AMIGOS DE INFÂNCIA REUNIDOS NA ALDEIA DE GRAÇÃO, SÃO JORGE. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: MADALENA, SÍLVIA, ADELINA, SANDRA, HÉLDER, DIANA, E AS PRIMAS CARLA E MARLENE.
7. A CLAQUE DA SELEÇÃO.
8. A FAMÍLIA SILVA A APOIAR O SPORTING.
9. A DIANA COM OS FIGURINOS DA DANÇA DO LEÃO ANTES DE UM CASAMENTO CHINÊS.
10. COM A TIA LUCILIA E O TIO TONE.
11. SANDRO, ELENA, NATHAN E A DIANA.


No meio da exigência constante da vida profissional, Diana encontra o seu verdadeiro centro na família. Mãe de dois filhos, esposa, filha e mulher profundamente ligada aos seus, vê na vida familiar não apenas um refúgio, mas também uma fonte de inspiração. Entre passeios com os filhos, momentos com a filha no shopping, caminhadas com o cão e encontros com a família alargada, constrói memórias que espelham a mesma alegria que procura criar no seu trabalho. Ao mesmo tempo, reconhece a importância de reservar tempo para si - pequenos rituais de cuidado, leitura, journaling e descanso que lhe devolvem equilíbrio e energia.
Gosto de dançar, gosto de ir ao shopping com a minha filha, ela adora isso, gosto de dar umas voltas com meus filhos. Nós temos
um cão também e damos umas voltas grandes com ele. Gosto de fazer parte da comunidade, estar com meus primos, com a minha família, todas as vezes que estamos juntos é uma alegria. E gosto de ter aqueles dias em que tomo conta de mim, a fazer as unhas, os pés, fazer uma massagem que é muito importante depois de tanto trabalho e estar sempre muitas horas em pé. Preciso desse tempo para mim. Gosto muito de ler um livro, ter aquele tempo para fazer journaling que eu adoro de fazer. São coisas pequenas, mas para mim fazem uma grande diferença.
O meu filho mais velho vai fazer 13 anos e a minha filha vai fazer nove anos. Ela é muito criativa. Um dia destes, estava a trabalhar num projeto e ela perguntou: “posso estar à tua beira para ver o que é que estás a fazer?
Posso ajudar-te?” E eu gosto que ela queira envolver-se, ajudar. O meu filho é mais jogador (risos). É rapaz... gosta muito de falar e conversar. A minha filha também gosta, mas eu acho que ela, se calhar, um dia vai gostar de estar nesta cadeira.



Portugal continua a ser, para Diana, muito mais do que um destino de viagem - é uma casa emocional. Embora tenha nascido no Canadá, as temporadas passadas com os avós durante a infância deixaram marcas profundas, feitas de montanhas, lagoas, verões longos e um sentimento de pertença que nunca desapareceu. Sempre que regressa, revive uma parte essencial de si mesma e procura partilhá-la com os filhos. Hoje, esse vínculo afetivo cruza-se também com a dimensão profissional: levar a sua arte para a Europa, organizar eventos em Portugal e, quem sabe, realizar o sonho de trabalhar com a seleção nacional ou com o “seu” Sporting Clube de Portugal.
Vou a Portugal sempre que posso. Estive lá no ano passado e adorei. Antes eu ia por mais tempo, mas como nós temos muitos eventos no verão, agora fica mais difícil. Mas ano passado nós decidimos ir porque eu já não via os meus avós há uns tempos e queria estar lá mais tempo com eles. Sempre que vou a Portugal parece que eu nunca saí de lá e, na

1. COM OS AVÔS E A MÃE.
2. DIANA COM A MÃE, OS IRMÃOS (PATRICK E PEDRO) E O BEBÉ NATHAN.
3. MOMENTOS EM FAMÍLIA: O AVÔ ANTÓNIO E O PEDRO NUM REGISTO NATURAL E DIVERTIDO, RODEADOS POR TODOS NÓS À MESA.
4. DIANA E O PAI.
5. DIANA COM A AVÓ DO SANDRO, LOURDES, A SUA CUNHADA JÉSSICA, E O MARIDO SANDRO.
6. ALMOÇO DE FAMÍLIA. DO LADO ESQUERDO: MARI (MADRASTA), A SOBRINHA CELINE, A CUNHADA BIANCA, A FILHA ELENA, O AFILHADO LEO E A CUNHADA JENNIFER. DO LADO DIREITO: O HENRIQUE (IRMÃO), O PAI MÁRIO, A DIANA, O FILHO NATHAN, A SOBRINHA MIA E O IRMÃO PEDRO.
realidade, não nasci lá sequer, mas ia lá sempre, todos os anos e eu ficava lá o verão inteiro com os meus avós. Conhecia toda a gente da aldeia. Agora já é diferente. As coisas já mudaram um bocadinho, mas tenho sempre aquela infância a dizer “isto é uma casa para mim”. Eu corria nas montanhas, brincava lá com toda a gente e quando vou lá, eu gosto de mostrar tudo aos meus filhos, vamos ver as lagoas e aqueles sítios que as pessoas não conhecem. Os meus filhos gostam muito de ir a Portugal.
O meu irmão casou-se lá em Portugal, adorei a comida, adorei as pessoas. Como profissional sinceramente adorava ir para Portugal e fazer eventos lá. Eu já fiz um casamento ou dois lá em Portugal. Este ano vou fazer outro casamento na Grécia e quero fazer mais eventos na Europa. Gostava muito de poder trabalhar mais em Portugal e tenho um sonho grandegostava de fazer um evento para a seleção nacional. E também gostava muito de ter oportunidade de fazer um grande evento para o meu clube, Sporting Clube de Portugal.


Jack Oliveira Business Manager
Joseph S. Mancinelli President
Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer
Carmen Principato Vice President
Robert Petroni Recording Secretary
Brandon MacKinnon
Executive Board Member
Terry Varga
Executive Board Member



A UGT rejeitou por unanimidade a proposta da reforma laboral do Governo. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da central sindical, Mário Mourão. O responsável disse ainda que continua em aberto a possibilidade de negociações tendo em vista um acordo.
"A UGT espera que o Governo diga se quer continuar a fazer um esforço para que possa haver um acordo ou considere que encerra aqui a discussão. É a ministra que tem de decidir", realçou Mário Mourão, depois da reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT.
O líder sindical vincou ainda que o resultado da votação é claro, notando que a "UGT não está dividida, está mais reforçada, mais unida e determinada em lutar pela defesa dos trabalhadores que representa e dos seus sindicatos".
Questionado sobre as linhas vermelhas para a central sindical, Mário Mourão detalhou que continuam a ser a possibilidade de as empresas recorrerem a outsourcing após despedimentos coletivos; o regresso o banco de horas individual; ou a não integração do trabalhador que tenha sido despedido ilicitamente.
Mario Mourão acrescentou que se o Governo tiver em conta a proposta da UGT para o banco de horas é "um passo muito
importante tendo em vista um acordo, mas não determinante. "Acha que poderiamos ficar confortáveis se houvesse um trabalhador que fosse despedido injustamente, que tem o direito de recorrer ao tribunal para ver se foi ou não mal despedido, que o tribunal diga que foi injustamente despedido, e que agora o poder do tribunal para ser reintegrado passe para a entidade patronal? Não podemos estar de acordo com isso", atirou.
"A UGT sempre foi uma organização de diálogo e concertação, sempre se pautou por não fugir às responsabilidades para defender os trabalhadores, para dar resposta aos sindicatos, hoje foi um debate muito intenso de onde a UGT sai muito mais reforçada e preparada para enfrentar as situações complicadas", reforçou.
Mário Mourão adiantou ainda que a central sindical está preparada para quando o diploma chegar à Assembleia da República e que o momento será de "luta" caso não haja acordo. "A UGT no dia seguinte está junta dos grupos parlamentares para tentar influenciar que a proposta que vai para o Parlamento seja melhorada. Vamos voltar à carga e não vamos baixar os braços relativamente ao trabalho que a UGT tem de continuar a fazer junto de quem vai decidir a legislação laboral", notou.
JN/MS
O ministro da Administração Interna fez um apelo "muito sério" aos portugueses para que se preparem para um "verão terrível" e colaborem, desde já, na limpeza de terrenos e áreas florestais para minimizarem o risco de incêndio.
"O verão vai ser terrível, pode ser muito difícil, há fatores novos, extraordinários, negativos, e, por isso, eu peço, em nome de todos, que cada um possa fazer o seu trabalho. O tempo de preparação, de limpeza, de identificação de dificuldades é agora, este é o momento oportuno", disse Luís Neves.
O governante falava aos jornalistas no final da inauguração da sede do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda. "Devido às chuvas, temos mais mato para limpar, há mais combustível com milhões de árvores caídas e temos algumas estradas ainda obstruídas. Vamos ter muitas dificuldades no verão", alertou.
O governante pediu, por isso, "colaboração" aos privados e proprietários de terrenos agroflorestais para que "façam a sua
parte".

"Limpem em redor das casas, em redor das edificações e, sobretudo, que nos sinalizem aquilo que é necessário fazer. Nós, como sabem, não podemos entrar nas propriedades privadas para fazer o trabalho que gostaríamos de fazer, que é a limpeza", afirmou.
Luís Neves lembrou que foi recentemente aprovada a legislação que "dá alguma margem de manobra, mas a propriedade privada, um direito constitucionalmente consagrado, tem que ser respeitada, pelo que se está a trabalhar no sentido de minimizar essa situação".
Disse ainda que este ano há mais meios disponíveis para o combate aos incêndios e que a Proteção Civil está a contar com "um apoio absolutamente singular, e que virá para ficar, das Forças Armadas, sobretudo nos equipamentos pesados".
O governante assinalou que "é a primeira vez que estruturas que estão vocacionadas para o combate estão a trabalhar meses antes, na antecipação".


Ministra defende evolução para um "verdadeiro sistema nacional de saúde"
A ministra da Saúde defendeu a evolução para "um verdadeiro sistema nacional de saúde" em Portugal e alegou que os portugueses escolheram o Executivo para governar e não para "arranjar desculpas".
"O compromisso do Governo é precisamente esse, continuar a reformar, corrigir o que não está bem, reforçar o SNS como um sistema público universal mais justo, mais eficiente e mais próximo das pessoas e evoluir, de uma vez por todas, para um verdadeiro sistema nacional de saúde", afirmou Ana Paula Martins no Parlamento. Numa interpelação ao Governo promovida pelo Livre sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), após dois anos da governação da coligação PSD-CDS/ PP, a governante disse que, apesar de não desvalorizar os barómetros, não confunde "popularidade com responsabilidade". "É por isso que não desistimos, porque os por-
tugueses nos escolheram para governar, não para fugir, não para desertar, não para arranjar desculpas, mas para assumir responsabilidades pelas reformas", salientou
Ana Paula Martins.
No encerramento do debate, a ministra reconheceu ainda que o último inverno foi "particularmente exigente" para o SNS, devido à coincidência de um pico de gripe e a episódios de frio extremo, que se traduziram num aumento significativo da pressão nas urgências, nos cuidados intensivos e nos internamentos.
Ana Paula Martins adiantou ainda que Portugal "não esteve sozinho" na mortalidade em excesso nesse período, que foi a mais alta dos últimos dez anos, excluindo os anos da pandemia de covid-19, alegando que pela mesma situação passaram França, Dinamarca, Itália, Suíça, Irlanda e Espanha.
"Exatamente porque o inverno foi muito duro para todos, criou uma pressão enor-
me em todos os sistemas de saúde", referiu a governante, ao salientar que, a este contexto, somaram-se várias intempéries, que exigiram uma "resposta rápida e coordenada" entre o ministério e o SNS.
O relatório do módulo de inverno 2025/2026, a que a agência Lusa teve acesso, revela que foi identificado um período de nove semanas de excesso de mortalidade em Portugal, com um total de 4.685 mortes além do esperado (até 8 de abril), um excesso de 21%. Além disso, o número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025, indicou o documento. Segundo a ministra, o modelo de governação do plano de resposta para o inverno mostrou-se adequado, assegurando um acompanhamento permanente a ajusta-
mentos operacionais atempados, adiantando ainda que o relatório será publicado. Já sobre o novo Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgia (SINACC), que vai substituir o atual SIGIC, Ana Paula Martins reafirmou que "está pronto para arrancar daqui a quatro meses", a 1 de agosto. De acordo com a ministra, este novo sistema vai começar a funcionar pelas cirurgias, permitindo que cada cidadão possa acompanhar o seu percurso e conhecer a sua posição na lista de espera.
"Quando não é possível garantir a resposta dentro do tempo adequado, o utente pode ser encaminhado para outras entidades do SNS ou do setor social ou privado, sempre com o seu consentimento e com critérios claros de equidade", referiu Ana Paula Martins. JN/MS

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, admitiu que o país deve preparar-se para uma eventual agressão dos Estados Unidos (EUA), admitindo que, no atual contexto, Washington poderá tentar atacar a ilha.
Em entrevista ao portal Ópera Mundi, o chefe de Estado cubano considerou que "é possível que tentem agredir Cuba", sublinhando a necessidade de preparação para evitar "surpresas ou derrotas", num cenário de crescente tensão com os Estados Unidos liderados por Donald Trump.
Díaz-Canel frisou, contudo, que Havana não procura o confronto militar, mas garantiu que o país está disposto a defender a sua soberania, afirmando que Cuba "não promove a guerra, não a incentiva, mas também não a teme" caso seja necessário proteger os ideais da revolução.
O líder cubano descreveu que a estratégia de defesa do país está assente na doutrina da "guerra de todo o povo", que combina meios convencionais e irregulares, com mobilização da população, destacando que a preparação tem uma natureza essencialmente defensiva.
Questionado sobre a prontidão do país para um eventual conflito, Díaz-Canel respondeu que Cuba está preparada a todos os níveis, incluindo entre os responsáveis políticos.
Díaz-Canel avisou ainda que uma eventual intervenção militar norte-americana teria elevados custos políticos internacionais, prevendo rejeição por grande parte da comunidade internacional e até de setores da opinião pública dos próprios Estados Unidos.
Apesar do tom de alerta, o chefe de Estado reiterou a disponibilidade de Havana para dialogar com Washington, desde que esse diálogo respeite a soberania e a independência da ilha, posição que tem sido reiterada pelas autoridades cubanas em vários contactos diplomáticos recentes.
As declarações surgem num contexto de agravamento das tensões bilaterais, marcado pelo endurecimento das sanções norte-americanas e por uma crise energética e económica em Cuba, associada a um bloqueio ao fornecimento de petróleo e às consequências da situação na Venezuela, desde a captura do líder chavista Nicolás Maduro em janeiro pelos Estados Unidos.
JN/MS


Porta-contentores foram atacados pelas forças de Teerão enquanto atravessavam passagem marítima no Golfo Pérsico.
As forças iranianas intercetaram e apreenderam dois porta-contentores que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, apesar da prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. "A força naval do Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica identificou e deteve, no estreito de Ormuz, dois navios infratores", afirmou o exército iraniano. "Os dois navios foram apreendidos e conduzidos para a costa iraniana".
As autoridades iranianas identificaram um dos navios como "MSC-Francesca", que disseram pertencer "ao regime sionista", em referência a Israel, e o outro como "Epaminondas". Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, uma lancha iraniana abriu fogo contra um dos porta-contentores na costa de Omã, bem como contra um terceiro navio na costa do Irão, identificado pela empresa de segurança Vanguard Tech como o "Euphoria", de bandeira do Panamá.
O presidente do Parlamento do Irão afirmou que Ormuz não será reaberto enquanto o bloqueio naval norte-americano se mantiver em vigor. "Um cessar-fogo com-
pleto só tem significado se não for violado por um bloqueio naval. Reabrir o estreito de Ormuz não é possível durante uma violação flagrante do cessar-fogo", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf.
A Guarda Revolucionária iraniana avisou também que qualquer nova agressão dos EUA e Israel terá como resposta "golpes devastadores, para além do que é imaginável" para os inimigos. "Numa possível nova fase do confronto militar, a Guarda Revolucionária infligirá golpes devastadores, para além do que é imaginável", lê-se em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim. A força militar iraniana assegurou que a resposta a qualquer nova agressão será "firme, decisiva e imediata".
Antes dos incidentes em Ormuz, Trump anunciou a extensão da trégua até que o Governo iraniano elabore uma proposta para acabar com a guerra. A primeira ronda de negociações em Islamabade terminou sem acordo e o futuro das conversações permanece incerto. Um funcionário da Casa Branca confirmou que o vice-presidente JD Vance não viajará para a capital paquistanesa, como estava previsto inicialmente, e o Irão, por sua vez, não anunciou se havia decidido enviar uma delegação.
Porém, Trump admitiu que é possível que as negociações sejam retomadas nos próximos dias.


Nova baixa militar: responsável civil da Marinha dos EUA deixa cargo "com efeito imediato"
O principal responsável civil da Marinha norte-americana, John Phelan, deixou o cargo "com efeito imediato", anunciou o Pentágono, sem apresentar uma explicação para a súbita decisão, após outras saídas na liderança militar.
Oporta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou nas redes sociais que Phelan deixa o posto de secretário da Marinha imediatamente e que o seu adjunto, Hung Cao, assumirá o cargo de forma interina.
A saída repentina ocorre apenas um dia depois de Phelan ter discursado para uma grande plateia de marinheiros e profissionais da área da Defesa na conferência anual da Marinha em Washington, D.C., e falado com os jornalistas sobre a sua agenda.
O papel do secretário é em grande parte administrativo e inclui a formulação de políticas, o recrutamento, o treino e o equipamento da Marinha, bem como a supervisão do orçamento e da logística, como a cons-
trução e a reparação de navios e instalações navais. Phelan, um civil que não tinha experiência militar prévia, tomou posse como secretário da Marinha em março de 2025, após ser indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump em 2024. O empresário foi um dos principais doadores da campanha do republicano. Os dois apareceram juntos em Mar-a-Lago, em dezembro passado, quando Trump anunciou que os EUA encomendariam uma nova série de "navios de guerra" fortemente armados para a Marinha, batizados com o seu próprio nome, parte de uma "Frota Dourada" reformulada, que Phelan apoiava.
Segundo fontes que falaram com diversos meios de comunicação, Phelan terá sido demitido do cargo depois de entrar em conflito com o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, sobre a implementação da iniciativa de construção naval de Trump.
JN/MS

Coreia do Norte e Rússia concluem ligação de ponte em novo gesto de aproximação
A Coreia do Norte e a Rússia concluíram as obras para ligar a ponte que une os dois territórios, com vista à inauguração "o mais rapidamente possível".
As obras terminaram na terça-feira (21), de acordo com a agência de notícias norte-coreana KCNA, que escreve que o importante projeto se destina a "reforçar e fortalecer a infraestrutura vital para a cooperação económica" bilateral.
A agência acrescentou que ambos os países estão a "trabalhar intensamente" para concluir e inaugurar o mais rapidamente possível a ponte rodoviária, que permitirá atravessar o rio Tumen, na fronteira terrestre de apenas 20 quilómetros que ambos os países partilham.
As obras de construção da ponte começaram em março de 2025 e o presidente
russo, Vladimir Putin, afirmou que a ponte vai ser inaugurada até ao final do ano. À ponte junta-se o reinício dos voos e da ligação ferroviária com Pyongyang, em 2025, embora, segundo afirmaram em março os meios de comunicação russos, a ligação aérea entre Moscovo e Pyongyang não tenha atingido a ocupação desejada. A Rússia e a Coreia do Norte reforçaram a cooperação desde o início da guerra na Ucrânia, durante a qual Pyongyang forneceu armamento e tropas a Moscovo. Em troca, o regime de Kim Jong-un recebeu divisas, bens e tecnologia russa.
Ainda esta semana, o ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, acordou reforçar a cooperação policial com o homólogo norte-coreano, Pang Tu-Sop, numa reunião bilateral realizada em Pyongyang. JN/MS









Benfica relançado, Sporting pressionado e um FC Porto que já escolhe a data da consagração
Há jornadas que fazem barulho e jornadas que fazem sentido. A 30.ª ronda da Liga Portugal fez as duas coisas, mas nem sempre no mesmo jogo. O dérbi de Alvalade trouxe o drama que o campeonato vinha a pedir, relançou a luta pelo segundo lugar e ofereceu manchetes. No entanto, o verdadeiro retrato da época viuse noutro lado: no silêncio eficaz do FC Porto e na queda anunciada do AVS. Comecemos pelo centro das atenções. O Sporting–Benfica terminou com vitória encarnada por 2–1, num dérbi decidido nos detalhes, nos nervos e, sobretudo, na maturidade emocional. O Benfica soube esperar, resistir aos momentos de domínio leonino e ferir quando o jogo pedia frieza: primeiro na grande penalidade convertida por Schjelderup, depois no golo tardio de Rafa, já em tempo de compensação, num golpe duro para Alvalade e simbólico para o campeonato. Foi uma vitória que vale mais do que
três pontos: valeu a reentrada clara do Benfica na luta pelo segundo lugar, posição que pode significar acesso direto à fase milionária da Liga dos Campeões.
O Sporting saiu derrotado, mas mais uma vez deixou uma sensação conhecida: jogou, teve bola, teve presença, mas faltoulhe controlo emocional nos momentos decisivos. Penalidade falhada, ansiedade crescente, incapacidade de fechar linhas quando o relógio apertou. Esta equipa leonina continua a jogar como se tivesse tempo, e o calendário já não o permite. A luta pelo título já se perdeu antes; agora, a luta pelo segundo lugar ficou perigosamente exposta à pressão externa.
O Benfica, pelo contrário, mostrou algo que lhe faltou noutros momentos da época: sangue frio competitivo. Não foi dominante, não foi brilhante, mas foi eficaz e oportuno. E numa fase em que muitos continuam a discutir mérito e estilo, este Benfica decidiu discutir resultados. Relançou a corrida pelo segundo lugar e empurrou o Sporting para uma posição defensiva, tanto desportiva como emocionalmente.
Mas enquanto Lisboa discutia o dérbi, o campeonato era decidido em silêncio no Dragão. O FC Porto venceu o Tondela por 2–0 e ficou a um passo de confirmar matematicamente um título que, na prática, já começou a ser fechado. Com 79 pontos

em 30 jornadas, vantagem confortável e uma regularidade assente no pragmatismo, o Porto não precisou do dérbi para afirmar poder. Bastoulhe cumprir. E é precisamente aí que está a diferença: quando os outros vivem de picos emocionais, o FC Porto vive de gestão implacável do campeonato. Não há romantismo neste Porto, e talvez por isso haja tanta eficácia. A equipa joga o suficiente, acelera quando precisa e desliga quando o contexto o permite. Não discute processos em público, não dramatiza finais e não desperdiça noites teoricamente acessíveis. Em abril, isso não é feio: é campeão. Atrás, o SC Braga voltou a afirmar a sua identidade… ou a falta dela. O empate 2–2 frente ao Famalicão foi mais um episódio de uma época onde o Braga cumpre sem ameaçar. Mantém o quarto lugar, mas passa ao lado dos grandes momentos competitivos. Continua a ser sólido, organizado e previsível. E quando o campeonato entra na sua fase mais dura, a previsibilidade raramente é uma aliada.
A meio da tabela, a jornada foi de sobrevivência calma. Nacional venceu o Alverca, Casa Pia e Santa Clara empataram a zero, Vitória de Guimarães ganhou em Barcelos. Jogos de margem curta, ideias contidas, futebol funcional. Poucos riscos, pouca ambição. Um retrato fiel de uma Liga que, fora dos grandes palcos, prefere não perder a
tentar ganhar.
Na parte de baixo, a história foi mais clara, e mais crua. O AVS empatou com o Rio Ave (2–2), mas nem isso adiou o inevitável. Com a vitória do Nacional, a descida do AVS ficou matematicamente confirmada, fechando um ciclo marcado por instabilidade, erros de planeamento e uma sucessão de treinadores que nunca encontrou identidade nem rumo. Foi uma época longa, mal preparada e, no fundo, mal resolvida. A Liga fechalhe a porta sem surpresa.
A luta pela manutenção continua aberta para Tondela, Casa Pia e Estrela da Amadora, mas o pânico ainda está à distância de um resultado. Há sofrimento, mas falta o dramatismo total: esse virá nas próximas rondas.
A jornada 30 fez duas coisas com clareza desconfortável: devolveu relevância ao dérbi… e retirou suspense ao título. O Benfica reentrou na discussão pelo segundo lugar. O Sporting passou a sentir o peso do erro. O FC Porto segue quase indiferente, como quem já escolhe a data da consagração.
O campeonato aproximase do fim com uma hierarquia cada vez mais exposta. Quem soube competir cedo colhe agora os frutos. Quem adiou decisões vive de contas. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.
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Nulo garante apuramento dos leões para o Jamor, num jogo feio. Portistas tentaram o golpe que igualaria a eliminatória, mesmo a jogar com dez na reta final, mas a baliza verde e branca manteve-se inviolável.
Openálti convertido por Luis Suárez no primeiro jogo, em Alvalade, decidiu mesmo a meia-final entre F. C. Porto e Sporting. Na segunda mão, os leões jogaram com essa vantagem, congelaram a bola quando puderam e defenderam sempre bem, perante portistas com pouco fogo no ataque. E já se sabe: sem um avançado que se veja, como tem acontecido aos dragões nos últimos meses, marcar torna-se uma missão muito mais difícil.
A compreensível estratégia de Rui Borges, a quem o nulo bastava para se apurar, conseguiu anular quase todas as jogadas de ataque do adversário. Farioli rodou menos a equipa do que na primeira mão e na Liga Europa, mantendo sete das peças que tinham formado o onze frente ao Tondela, mas o F. C. Porto sentiu muitas dificuldades para criar perigo, apesar de um início forte.
Curiosamente, foi quando passaram a jogar com 10 que os dragões puseram mais coração no relvado. Na única vez em que aproveitou a superioridade numérica, o

Sporting esteve perto de dar a estocada (Diogo Costa negou o golo ao recém-entrado Luís Guilherme), mas os nove minutos de compensação trouxeram o assalto azul e branco à área leonina, que podia
ter sido recompensado mesmo no último lance, quando Moffi cabeceou para grande defesa de Rui Silva, antes de Pablo Rosario e Froholdt desperdiçarem duas recargas sucessivas.
O Dragão aceitou o desgosto e "pediu" o campeonato. Quanto à Taça, só um escândalo no Jamor a tirará ao Sporting. JN/MS











O Torreense, da II Liga, qualificou-se na quinta-feira (23) para a sua segunda final da Taça de Portugal em futebol, na qual defrontará o Sporting, ao vencer o Fafe, da Liga 3, por 2-0, na segunda mão das meias-finais.
Depois do empate 1-1, em Fafe, em 4 de fevereiro no jogo da primeira mão, a formação de Torres Vedras impôs-se, em casa, com um golo de David Bruno, aos 85 minutos, e uma grande penalidade convertida por Stopira, aos 90+13.
No caminho para segunda final do seu historial, depois da de 1955/56, perdida para o FC Porto (2-0), o Torreense eliminou, além do Fafe, o Correlhã (Distritais), a Oliveirense (II Liga), o Lusitânia de Lourosa (II), o Casa Pia (I Liga) e a União Leiria (II).
Na final, agendada para 24 de maio, o Torreense, atual terceiro classificado da II Liga, vai defrontar o Sporting, detentor do troféu, que nas "meias" afastou o FC Porto, depois de um triunfo por 1-0 no Estádio José Alvalade, e um empate sem golos no Dragão.



Sporting CP 1
S.L. Benfica 2
Em Alvalade, o intenso dérbi entre o Sporting e o Benfica terminou com a vitória das águias (1-2), graças ao golo tardio de Rafa.
Odérbi começou cheio de oportunidades e a equipa da casa teve a mais flagrante. Aos 15 minutos, o VAR chamou o árbitro João Pinheiro que validou um penálti por falta de Aursnes a Trincão, mas Luis Suárez bateu rasteiro e facilitou a defesa de Trubin para manter a igualdade.
Quem não facilitou foi Schjelderup, que dez minutos depois assumiu a responsabilidade e marcou um penálti, após mão na bola de mão Morita dentro
da área leonina, levando as águias em vantagem para o intervalo, numa primeira parte de grande intensidade.
A segunda metade não arrancou de forma diferente, mas faltaram os golos. Entre bolas ao poste e defesas, a vantagem encarnada só foi desfeita aos 72 minutos, quando Morita apareceu dentro de área para cabecear, fazendo o 1-1 em Alvalade. Mourinho e Rui Borges mexeram na equipa, trazendo do banco jogadores capazes de mexer com o duelo, e apesar de um golo anulado já em tempos de descontos ao jovem Rafael Nel, foi Rafa a dar a vitória aos benfiquistas a dois minutos do fim da partida.
O Sporting desce para terceiro com 71 pontos, com o Benfica a ficar em segundo com mais um, mas tendo menos um jogo.
JN/MS

FC Porto 2
C.D. Tondela 0
Farioli lançou bem Gabri Veiga que abriu o marcador, depois de Varela falhar um penálti. Cheira a título.
OF. C. Porto ainda não tinha entrado em campo e os adeptos já festejavam, depois de confirmada a derrota do Sporting, em Alvalade, contra o Benfica. Melhor tónico era impossível e a passadeira vermelha rumo ao título de campeão estava estendida. Para dar seguimento a todo esse entusiasmo, num estádio que mais parecia um vulcão, porque os portistas sentem que o título está cada vez mais perto, faltava derrotar o Tondela, equipa que precisa desesperadamente de pontos para não voltar a cair na Liga 2. E se há vitórias saídas do banco, esta é uma delas.
Com o jogo empatado ao intervalo, Farioli deixou no balneário Kiwior, que já tinha um cartão amarelo, e Rodrigo Mora, entrando Pablo Rosario para o eixo defensivo e Gabri Veiga para o meio-campo. A resposta foi imediata e os dois jogadores que saltaram do banco abriram a defesa cerrada do Tondela. O golo marcado por Gabri Veiga colocou justiça no resultado, depois de uma primeira parte dinâmica, com várias oportunidades, boas defesas de Bernardo Fontes e dois casos de arbitragem. O primeiro, aos 12 m, provocou a euforia no Dragão, quando Cláudio Pereira assinalou um penálti por considerar que Bryan Medina tocou a bola com a mão, mas o árbitro foi alertado pelo VAR, reviu a imagem e considerou que o defesa-central tinha o braço numa posição natural. A pressão do F. C. Porto era tal, que a equipa beirã era obrigada a recuar. E numa das muitas tentativas para chegar ao golo resultou um penálti. O árbitro assinalou um
livre direto à entrada da área, mas foi novamente alertado pelo VAR e apontou para a marca dos 11 metros. Alan Varela tentou o golo e Bernardo Fontes, mais uma vez, esteve em grande e executou uma excelente defesa. O empate não agradava aos portistas e Farioli sentiu que tinha de mexer, evitando que a equipa começasse a jogar contra o relógio. E foi Gabri Veiga quem inaugurou o marcador, coroando uma grande entrada em campo. Estava feita justiça. Todavia, os dragões sentiram que tinham de continuar com o pé no acelerador para evitar dissabores, como aconteceu no empate com o Famalicão, no último jogo em casa. E Froholdt tratou de aumentar a vantagem, permitindo à equipa começar já a desfilar pela passadeira vermelha do título.

MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

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24/04
FC Alverca 20:15 FC Arouca 25/04
CD Tondela 15:30 Nacional
Benfica 18:00 Moreirense
Vitória SC 20:30 Rio Ave 26/04
Estoril Praia 15:30 FC Famalicão
Santa Clara 18:00 SC Braga
Est. Amadora 18:00 FC Porto
AFS 20:30 Sporting 27/04
Gil Vicente 20:15 Casa Pia AC
Farense
FC Felgueiras
FC Porto B 0-3 Leixões
UD Oliveirense 3-0 Benfica B
25/04
Leixões 11:00 Portimonense
Farense 14:00 Académico
FC Felgueiras 18:00 UD Leiria 26/04
Lourosa 11:00 Paços Ferreira
FC Vizela 14:00 Sporting B
FC Penafiel 15:30 FC Porto B
Benfica B 18:00 Marítimo 27/04
GD Chaves 18:00 UD Oliveirense 28/04
Feirense 18:00 Torreense
Figo diz que Ronaldo marca "sempre" e espera que ajude a seleção "a chegar longe"
Luís Figo, antigo internacional português, defendeu a ida do capitão Cristiano Ronaldo ao Mundial 2026.
Em Madrid para acompanhar os prémios Laureus World Sports Awards, Luís Figo, antigo capitão da seleção portuguesa e vencedor da Bola de Ouro, falou sobre o espaço de Cristiano Ronaldo no seio da seleção portuguesa em vésperas do Mundial 2026. "Desde que tenhas rendimento, não tem de se questionar nada. Mas é lógico que no futebol é sempre assim. Estás sempre sob uma lupa. Vamos ver o que acontece", começou por dizer à "TNT Sports Brasil", antes de projetar aquilo que deseja para o torneio.
"Espero que se encontre bem, porque fisicamente é o mais importante nessa altura da vida e com essa idade. O Cristiano sempre marca golo e espero que possa ajudar a nossa seleção a chegar longe", concl uiu.
O Al Nassr está a estudar a hipótese de promover Cristianinho, de 15 anos, à equipa principal em 2026/27, abrindo a possibilidade de pai e filho partilharem o balneário e cumprirem sonho.
A notícia foi avançada pelo jornal saudita "Al Weeam News" e confirmada mais tarde pelo jornalista Fabrizio Romano, especialista em mercado e com ligações estreitas ao futebol saudita. Ao que tudo indica, a ideia é integrar Cristianinho na pré-temporada da equipa principal e tomar uma decisão definitiva depois de ver o filho de Cristiano Ronaldo em ação junto dos mais velhos.
Recorde-se que Cristianinho, também avançado e que completa 16 anos no verão, faz parte da equipa de sub16 do Al Nassr e já é internacional português no mesmo escalão.
Cristiano Ronaldo, de 41 anos, já confidenciou que jogar com o filho é um sonho que gostaria de cumprir antes de terminar a carreira.
JN/MS

O jovem natural de Gondomar, Simão Barbosa, atleta do Liga-Dura (Associação de Desporto, Cultura, Espetáculo e Conhecimento), venceu a Taça de Portugal de Regatas em Linha em canoagem.
No passado dia 19 de Abril, no Centro de Alto Rendimento em Montemor-o-Velho, disputou a Taça de Portugal de velocidade Seletiva Nacional em C1 Júnior 1000 metros e ficou em primeiro lugar.
No mesmo dia, o atleta do Liga-Dura de Melres, em Gondomar, atingiu o
2º lugar da o classificação em C1 Júnior nos 500 metros, numa prova de seleção nacinal para a presença nos Campeonatos da Europa e do Mundo em Szeged, Hungria, Halifax, Canadá.
No ano anterior, Simão Barbosa, já tinha vencido a prova de C1 Júnior Masculino de 500 metros na mesma competição além de ter conquistado a medalha de prata em C1 500 metros nos Olympic Hopes na Chéquia.
JN/MS


O mundo do triatlo está de luto pela morte da atleta brasileira Mara Flavia Araujo, de 38 anos, ocorrida no sábado (18) durante a prova do Memorial Hermann Ironman Texas. O corpo da atleta foi encontrado três horas após o início da competição.
Atragédia terá acontecido durante o segmento de natação, a primeira de três etapas da exigente prova de longa distância que inclui 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e uma maratona.
O corpo da triatleta foi descoberto no lago Woodlands três horas após o tiro de partida, que foi dado às 6h30 da manhã. Segundo o jornal The Sun, a atleta estaria debilitada por uma gripe.
A organização do evento confirmou o sucedido. «É com grande tristeza que confirmamos o falecimento de uma participante durante a prova de natação do triatlo Ironman Texas. Endereçamos as nossas sinceras condolências à família e aos entes queridos da atleta, e prestaremos todo o nosso apoio neste momento tão difícil. Gostaríamos de agradecer aos socorristas pela sua ajuda», pode ler-se na nota.
Mara era triatleta há cerca de 10 anos e já tinha competido em provas Ironman várias vezes. Formada em jornalismo e marketing, partilhava no perfil no Instagram, com cerca de 58 mil seguidores, as rotinas de preparação para a modalidade. A Bola/MS

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A equipa detida pelo antigo astro da NBA venceu pela quinta vez esta temporada e registou feito que que não era alcançado desde 1987
A23XI Racing, equipa da qual Michael Jordan é co-proprietário, entrou para a história da NASCAR. O piloto Tyler Reddick garantiu a quinta vitória da equipa nas primeiras nove corridas da temporada — um registo que não era alcançado desde 1987. Ao volante do Toyota n.º 45, Reddick impôs-se no Kansas Speedway, tornando-se no quarto piloto na história da competição a vencer cinco das primeiras nove corridas de uma época. Michael Jordan, visivelmente impressionado, não poupou elogios ao seu piloto em declarações à Fox Sports. «Este miúdo está imparável», afirmou. «Nem sei o que dizer. Não sei se consigo arrefecê-lo. Ele é inacreditável».
Apesar de ter partido da pole position, Reddick liderou apenas durante 10 vol-
tas. A corrida foi maioritariamente controlada por Denny Hamlin, que esteve na frente durante 274 voltas, e por Kyle Larson, que liderou 78. O momento decisivo surgiu após uma bandeira amarela a duas voltas do fim. No recomeço, Larson ultrapassou Hamlin e ganhou distância, mas Reddick executou uma manobra pela parte inferior da pista na segunda volta, passando Larson e garantindo a vitória nas curvas 3 e 4.
Jordan acrescentou ainda o seu orgulho pelo desempenho coletivo: «Foram umas últimas voltas inacreditáveis. Estou orgulhoso dele. Estou orgulhoso de toda a equipa — 23XI, todos os rapazes conduziram bem».
A temporada de 2026 tem sido notável para Reddick, que venceu as três primeiras corridas do ano — Daytona 500, Atlanta e Circuit of the Americas — e para a equipa de Michael Jordan. A Bola/MS

O piloto português Miguel Oliveira (BMW) terminou na 12.ª posição a segunda corrida do fim de semana da prova dos Países Baixos do Mundial de Superbikes, terceira ronda da temporada, disputada em Assen.
Opiloto luso, que largou da 15.ª posição da grelha, cortou a meta a 24,570 segundos do vencedor, o italiano Nicolo Bulega (Ducati), que garantiu a 13.ª vitória consecutiva, nona da temporada nas três rondas já disputadas, igualando o recorde do turco Toprak Razgatlioglu, que este ano subiu à MotoGP.
"É algo bom de conseguir, mas são só números, o importante é vencer corridas. Estou muito contente com a minha equipa e por poder mostrar o meu potencial", frisou o italiano.
O espanhol Iker Lecuona (Ducati) foi segundo, a 2,724 segundos, com o britânico Sam Lowes (Ducati) em terceiro, a 5,257.
Miguel Oliveira, que tinha sido 11.º classificado na corrida de qualificação esta manhã, a Superpole, largou da 15.ª posição da grelha.
O piloto português sofreu um pequeno toque de um adversário no momento do ar-
ranque e perdeu duas posições, baixando ao 17.º lugar.
Daí em diante encetou uma recuperação que, a meio da corrida, o levara já ao 11.º posto. Contudo, numa luta com mais dois adversários acabou por falhar uma travagem e perder novamente três posições.
Até final, o piloto português ainda recuperou até ao 12.º posto, mas já a quase 25 segundos do vencedor.
Tal como tem acontecido desde o final da temporada passada, Nicolo Bulega dominou as operações de fio a pavio, numa prova dominada pela Ducati, que colocou seis motas nos seis primeiros lugares.
Bulega, que venceu as nove corridas disputadas esta temporada, mais as quatro últimas da temporada passada, lidera destacado este campeonato do mundo para motas derivadas de série, com 187 pontos.
Miguel Oliveira baixou ao quarto lugar, agora com 69, a 13 do terceiro posto do britânico Sam Lowes.
A próxima ronda será na Hungria, de 1 a 3 de maio.
JN/MS




COI ambiciona torneio olímpico de futebol masculino semelhante a Mundial
O vice-presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) Juan Antonio Samaranch assumiu como objetivo da organização que competição masculina de futebol nos Jogos Olímpicos se aproxime "um pouco mais" de um Campeonato do Mundo.
"Da parte da FIFA, há muitas exigências em relação ao futebol feminino e ao futebol de sete, e nós queremos que a competição masculina sénior se aproxime um pouco mais do Campeonato do Mundo", disse Samaranch, durante um colóquio organizado pela Liga espanhola.
Nos Jogos Olímpicos Los Angeles2028, o torneio masculino vai ser reduzido de 16 para 12 seleções, em sentido contrário do feminino, que vai ser aumentado de 12 para 16 equipas.
O dirigente espanhol referiu ainda que o calendário desportivo vai "com-
plicar-se, e muito", admitindo que possa haver Jogos Olímpicos de Verão no outono no hemisfério Norte, devido às condições climáticas e geográficas.
A posição contrasta com a de Javier Tebas, presidente da Liga espanhola, que se manifestou contra um reforço do futebol masculino nos Jogos Olímpicos, defendendo que isso agravaria a sobrecarga dos calendários nacionais e afetaria as principais ligas e o descanso dos jogadores.
"Os Jogos Olímpicos afetariam imensos países. Espero que Infantino tenha diplomacia desportiva, consulte e pergunte. Isso preocupa-me. Teremos de tentar que isso não se concretize. Para mim, está bem como está, que não seja como um Mundial. Espero que haja espaço, que se possa considerar, mas, sinceramente, não vejo isso a acontecer", defendeu Tebas.
JN/MS

apresenta alterações ao Regulamento Disciplinar com agravamento
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) as 84 alterações ao Regulamento Disciplinar das suas competições, com agravamento de sanções, devido aos episódios de violência contra os árbitros.
Há um mês, os dois organismos reuniram-se de emergência, na sequência de vários casos de violência com os juízes, tendo sido anunciada a apresentação de alterações ao Regulamento Disciplinar da FPF para a temporada 2026/27, "que exorta a serem também adotadas pelo futebol profissional e futebol distrital, respeitando sempre o princípio da autorregulação das instituições".
De acordo com a nota divulgada no sítio do organismo presidido por Pedro Proença, as alterações incidem em seis áreas, com destaque para as "agressões e declarações ofensivas e caluniosas que tenham como alvo os elementos da equipa de arbitragem, violência, posse e uso de material produtor de fogo-de-artifício ou de quaisquer engenho pirotécnico e comportamento discriminatório dos adeptos".
Também fazem parte das mudanças ao regulamento as áreas das "declarações ofensivas de dirigentes desportivos para com outros dirigentes desportivos ou organizações, assédio sexual e moral e dívidas salariais".
Em declarações ao Canal 11, o antigo árbitro internacional português destacou a rapidez do processo para dar conta das "grandes alterações".
"Em menos de um mês, alterámos o nosso Regulamento Disciplinar para a próxima época. Um regulamento que terá grandes alterações. São mais de 84 alterações que teremos incluídas no nosso Regulamento Disciplinar, alinhando às boas práticas internacionais e às propostas da
própria APAF", explicou o presidente da FPF.
Pedro Proença acrescentou que já partilhou com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e com as Associações Distritais e Regionais "esta preocupação e a tipologia das alterações a fazer aos regulamentos" para que "sejam acompanhadas por estas entidades, cumprindo o que o princípio de autorregulação de cada um dos organismos".
Por sua vez, o homólogo da APAF, José Borges, enalteceu a rapidez e a resolução: "É a defesa dos nossos árbitros, do desporto em geral e ficamos muito satisfeitos pela FPF, em tão pouco tempo, ter assumido esta pasta e ter resolvido esta pasta perante os argumentos que apresentámos".
JN/MS


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The Toronto Maple Leafs are at a pivotal point, working through the emptiness that is their front officethis demands more than just a standard executive search. As the organization hunts for a new head of hockey operations, Maple Leaf Sports & Entertainment (MLSE) is doubling down on a strategy that prioritizes institutional knowledge and cultural transformation. The plan? As it stands today - perhaps reuniting with franchise icons to bridge the gap between the team’s storied past and its high-pressure future.
The Return of Captain Clutch
The most electrifying development in this front-office overhaul is the potential return of Mats Sundin. Sources indicate that the Maple Leafs' all-time leading scorer is already in Toronto for high-level discussions with MLSE President Keith Pelley. While the exact parameters of the role remain fluid— ranging from a Senior Advisor to a Vice President of Hockey Operations—the intent is clear. Sundin is more than just a jersey in the rafters; he is a symbol of stability and professionalism.
Sundin’s potential involvement isn't merely a play for nostalgia. Since retiring, the former captain has remained tethered to the elite levels of the game, serving as an analyst during the Winter Olympics and working within Team Sweden’s management structure during the 2016 World Cup of Hockey. His presence would offer immediate credibility within the dressing room and provide a seasoned sounding board for a roster often criticized for its post-season fragility.
Investing in Peak Performance
While Sundin represents the soul of the franchise, Gary Roberts represents its physical evolution. Reports have surfaced that the Leafs are in active conversations with Roberts, a move that would likely revolutionize the team’s approach to sports science and
The Toronto Blue Jays are at a crossroads regarding the back end of their bullpen. Following a string of shaky performances, manager John Schneider indicated on Wednesday that a change at the closer position may be imminent. The club plans to use Thursday’s off-day to sit down with Jeff Hoffman and re-evaluate his high-leverage role.
Hoffman’s season has been a statistical paradox. On the surface, the numbers are jarring: three blown saves, a bloated 7.59 ERA, and a 2.06 WHIP across 12 appearances. Yet, beneath the struggle lies a dominant 3.33 FIP and a staggering 24 strikeouts in just 10 2/3 innings. This suggests that while his "stuff" remains elite, a combination of defensive misfortune and poor command has left him vulnerable. Schneider acknowledged the
mental toll of the role, questioning whether the issues are mechanical or "between the ears," while emphasizing the team’s commitment to supporting him through the slump.
Waiting in the wings is Louis Varland, who has emerged as the clear frontrunner to take over the ninth. Varland has been flawless this year, maintaining a 0.00 ERA. He earned his first career save on Tuesday against the Los Angeles Angels, ironically cleaning up a bases-loaded mess created by Hoffman. While Schneider praised Varland’s versatility and poise under fire, he cautioned that the ninth inning requires a unique psychological makeup. As the Blue Jays look to stabilize their season, the transition from Hoffman to Varland appears to be a necessary gamble to protect narrow leads.
player development. Since hanging up his skates, Roberts has become the gold standard for NHL conditioning. The "Gary Roberts Performance" facility in Maple, Ontario, has become a mecca for superstars looking to extend their careers through meticulous biomechanics, nutrition, and recovery protocols.
Roberts’ own career trajectory—returning from a devastating neck injury in 1996 to play another decade of high-impact hockey—serves as the ultimate proof of concept for his methods. By bringing Roberts into the fold, the Leafs wouldn't just be hiring a former player; they would be acquiring a cutting-edge performance platform. His reputation for demanding excellence and his "old-school warrior" mentality, which he frequently praises in players like Chris Tanev, could be the exact tonic needed to toughen the team’s internal culture.
Building the Brain Trust
These maneuvers are happening in tandem with a search for a primary architect to lead the department. Names like Mike Gillis have headlined the shortlist, suggesting that the Leafs are looking for a progressive, experienced executive to steer the ship. However, the true intrigue lies in the "support staff" being assembled. By surrounding a potential GM like Gillis with the poise of Sundin and the intensity of Roberts, MLSE is attempting to build a multi-faceted brain trust. This approach addresses the "turmoil" of recent seasons by injecting the front office with individuals who understand the unique pressures of the Toronto market. If the Leafs can successfully finalize these appointments, the new-look front office won't just be a collection of executives—it will be a statement of intent, signaling that the franchise is finally ready to blend modern science with the grit of its greatest legends.

plans available | Falamos Português
Luis Camara Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

Os maiores fornecedores de habitação pública da área da Grande Toronto e Hamilton (GTHA) formaram uma nova aliança regional destinada a reforçar os esforços de renovação habitacional e a defender o aumento do investimento no setor.
AGTHA Community Housing Collaborative reúne seis grandes fornecedores — CityHousing Hamilton, Housing Durham, Halton Community Housing Corporation, Housing York Inc., Peel Housing Corporation e Toronto Community Housing — que, coletivamente, servem mais de 150.000 residentes em mais de 600 comunidades.
O grupo afirma que foi estabelecido para alinhar melhor os esforços na renovação de habitação, no financiamento para nova oferta e na sustentabilidade do sistema a longo prazo. Visa também posicionar a habitação pública como infraestrutura essencial ligada à produtividade económica e à estabilidade comunitária.
Como primeira iniciativa conjunta, a Aliança encomendou um estudo a nível regional para examinar o valor económico e social do investimento em habitação pública. A investigação está a ser realizada pelo Centro Canadiano de Análise Económica através da sua plataforma de simulação ONEMODEL.
Desenvolvido ao longo de mais de uma década sob a direção de Paul Smetanin,
o modelo integra centenas de pontos de dados para simular como indivíduos e comunidades respondem a mudanças de políticas e investimentos. O objetivo é captar impactos económicos e sociais mais amplos do investimento em habitação pública que os modelos tradicionais podem não refletir totalmente.
O estudo basear-se-á em dados das seis carteiras de habitação e prevê-se que produza o que a Aliança descreve como a primeira análise regional do género com base empírica.
O apoio financeiro para a iniciativa está a ser fornecido pela Scotiabank através do seu programa ScotiaRISE, um compromis-
so de 500 milhões de dólares focado na melhoria da resiliência económica de grupos desfavorecidos.
Meigan Terry, vice-presidente executiva e diretora de assuntos corporativos e públicos do banco, afirmou que a investigação pretende gerar perspetivas sobre como as abordagens de financiamento podem apoiar o crescimento da habitação e resultados económicos mais amplos.
“Através do ScotiaRISE, temos orgulho em apoiar a GTHA Community Housing Collaborative para avançar na investigação baseada em dados e melhorar os resultados para grupos desfavorecidos”, afirmou. “Os resultados da Aliança fornecerão informa-

ções significativas sobre o papel que o financiamento inovador pode desempenhar no crescimento do setor habitacional e no reforço do crescimento económico e da resiliência.”
Sean Baird, presidente e CEO da Toronto Community Housing, afirmou que a colaboração reflete uma visão partilhada de que a habitação pública desempenha um papel fundamental na economia da região.
“A habitação pública na GTHA é uma infraestrutura valiosa e produtiva”, afirmou.
“Se tratarmos a habitação pública como uma infraestrutura que gera prosperidade económica e comunidades mais resilientes, podemos desbloquear benefícios que se propagam a todos os cantos da sociedade.”
Adam Sweedland, presidente e CEO da CityHousing Hamilton, afirmou que a iniciativa ajudará a demonstrar o valor mais amplo da habitação acessível.
“Ao trabalharmos juntos e fundamentarmos as nossas decisões em investigação rigorosa e baseada em evidências, temos a oportunidade de demonstrar que a habitação pública não é apenas um bem social, mas uma parte essencial da economia que beneficia todos”, afirmou.
Os resultados do estudo deverão ser divulgados em junho de 2026.
A cidade de Vaughan adotou uma nova Política de Redução e Diferimento de Taxas de Encargos de Desenvolvimento (DC) para apoiar a criação de mais empreendimentos residenciais. A política, aprovada pelo autarca Steven Del Duca, recebeu elogios da Building Industry and Land Development Association (BILD).
“A BILD reconhece e felicita o autarca Del Duca e a cidade de Vaughan por tomarem medidas ousadas para abordar a oferta de habitação e o custo de construção através da redução das taxas de desenvolvimento”, afirmou o presidente e CEO da BILD, Dave Wilkes, num comunicado na quarta-feira (20 de novembro).
“Isto irá aumentar a viabilidade financeira de projetos futuros, desbloqueando poten-
ciais investimentos e estimulando a oferta.”
A área da Grande Toronto (GTA) enfrenta um desafio crescente de custos de construção em ascensão e de taxas, impostos e encargos governamentais, o que dificulta a entrega de novas unidades habitacionais a uma taxa que satisfaça a procura do mercado. Estes fatores levaram a um declínio nas vendas e a uma subsequente diminuição na construção de novas habitações, ameaçando a futura oferta de habitação da região.
Os compradores de casas na GTA pagam quase 25% do custo de uma casa nova em taxas, impostos e encargos de todos os níveis de governo. As novas reduções de taxas da cidade, em vigor desde 19 de novembro, colocam as taxas de Vaughan abaixo das de outras vilas e cidades compa-
ráveis na região. Isto ajudará a desbloquear projetos habitacionais paralisados e a gerar a oferta tão necessária.
A BILD observa que outros municípios da GTA também tomaram medidas para abordar a questão das taxas de desenvolvimento. No início de 2024, Burlington fez uma redução significativa no seu aumento proposto para as taxas de desenvolvimento. Discussões sobre políticas de taxas de desenvolvimento estão em curso noutros municípios.
“A solução é clara: para resolver a crise de habitação da Grande Toronto, devemos primeiro resolver o custo de construção para reativar a construção paralisada e colocar o início de novas habitações de volta na trajetória certa”, disse Wilkes. “É tempo de outros municípios seguirem a liderança
audaz demonstrada pelo autarca Del Duca e pela cidade de Vaughan e tomarem medidas para reduzir as barreiras à construção da oferta de habitação que a região precisa desesperadamente. A viabilidade económica e o tecido social de todas as comunidades da GTA estão em jogo.”
A BILD representa 1.200 empresas envolvidas na construção de casas, desenvolvimento de terrenos residenciais e não residenciais, e renovação profissional na área da Grande Toronto.
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Perda de peso e bem-estar O impacto das pequenas mudanças
A vontade de perder peso continua a ser uma das principais razões que levam muitas pessoas a procurar um estilo de vida mais ativo. Para alguns, trata-se de uma questão de saúde; para outros, de autoestima, mobilidade ou energia. Há ainda quem seja motivado por fatores sociais, numa sociedade onde a imagem corporal tem um peso significativo.
Independentemente da razão, a verdade é que o excesso de peso e a obesidade continuam a crescer e representam um dos maiores desafios de saúde pública. Em Portugal, cerca de metade da população adulta apresenta excesso de peso, um número que reforça a importância de promover hábitos mais saudáveis e sustentáveis. Como saber se há excesso de peso? O Índice de Massa Corporal (IMC) é a medida mais utilizada para avaliar se uma pessoa está dentro de um peso considerado saudável. Calcula-se dividindo o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros). De forma geral, um IMC entre 25 e 30 indica excesso de peso, enquanto valores
acima de 30 correspondem a obesidade.
No entanto, este indicador não é perfeito. Não distingue massa muscular de gordura nem considera fatores como idade, género ou distribuição da gordura corporal. Por isso, deve ser visto como uma referência e não como um diagnóstico absoluto.
Pequenos passos, resultados duradouros
Ao contrário do que muitas vezes se promove, perder peso de forma saudável não passa por dietas radicais ou soluções rápidas. O caminho mais eficaz baseia-se em mudanças simples, mas consistentes, que possam ser mantidas ao longo do tempo.
Três pilares são fundamentais neste processo: movimento, alimentação equilibrada e descanso adequado.
Mais movimento no dia a dia
A atividade física não precisa de ser complicada para fazer diferença. Incorporar movimento na rotina diária é um dos primeiros passos.
Caminhar, por exemplo, é uma das formas mais acessíveis de exercício. Meia hora por dia a um ritmo moderado já traz
Credito: DR
benefícios. Aumentar o número de passos diários - idealmente até aos 10 mil - é outra meta simples, mas eficaz.
Pequenas escolhas também contam: optar pelas escadas em vez do elevador, fazer pausas ativas durante o trabalho ou caminhar enquanto se fala ao telefone são exemplos de “movimento invisível” que somam ao longo do dia.
Para complementar, o treino de força, realizado duas a três vezes por semana, ajuda a preservar massa muscular e a acelerar o metabolismo. Alongamentos, especialmente ao acordar ou antes de dormir, também contribuem para o bem-estar físico.
Hábitos que fazem a diferença
O sono é frequentemente subestimado, mas tem um impacto direto no peso corporal. Dormir entre sete a oito horas por noite ajuda a regular as hormonas responsáveis pela fome e saciedade. Quando dormimos mal, a tendência para consumir alimentos mais calóricos aumenta.
A monitorização do progresso pode ser uma ferramenta útil para manter a moti-
vação. Registar hábitos alimentares, atividade física ou até o estado emocional permite identificar padrões e ajustar comportamentos.
Definir objetivos claros também é essencial. Em vez de metas vagas, como “quero emagrecer”, é mais eficaz estabelecer objetivos concretos e mensuráveis, como perder alguns quilos num determinado período ou caminhar um número específico de vezes por semana.
Celebrar pequenas conquistas ao longo do percurso é igualmente importante. Cada passo conta e reconhecer esses progressos ajuda a manter o foco.
Procurar apoio - seja de profissionais de saúde, familiares ou amigos - pode fazer toda a diferença. O acompanhamento adequado torna o processo mais seguro e motivador.
Por fim, a saúde mental não deve ser esquecida. O equilíbrio emocional influencia diretamente os comportamentos alimentares e o estilo de vida. Momentos de lazer, pausas e técnicas de relaxamento são aliados importantes.
Alimentação: equilíbrio em vez de restrição
Uma alimentação equilibrada é outro pilar essencial na perda de peso. Mais do que seguir dietas restritivas, importa criar hábitos sustentáveis.
Começar as refeições com vegetais, como sopa ou salada, ajuda a aumentar a saciedade e a controlar a ingestão calórica. Comer devagar, sem distrações, permite ao corpo reconhecer melhor os sinais de fome e saciedade.
Manter horários regulares para as refeições também é importante. Longos períodos sem comer podem levar a escolhas menos saudáveis e ao consumo excessivo de alimentos.
A qualidade dos alimentos faz toda a diferença. Reduzir o consumo de produtos ultraprocessados - geralmente ricos em açúcar, sal e gorduras - e privilegiar alimentos frescos e pouco processados é fundamental.
Nos lanches, combinar fruta com uma fonte de proteína ou gordura saudável ajuda a prolongar a sensação de saciedade e a evitar picos de fome.
E, claro, a hidratação não deve ser esquecida. Beber água ao longo do dia é essencial para o bom funcionamento do organismo.
Um estilo de vida, não uma meta temporária
Mais do que um objetivo pontual, a perda de peso deve ser encarada como parte de um estilo de vida equilibrado. Não se trata de alcançar resultados rápidos, mas de construir hábitos que promovam saúde e bem-estar a longo prazo.
No fundo, são as pequenas mudanças consistentes que fazem a maior diferença. Porque, quando se trata de saúde, cada passo conta e todos juntos podem transformar vidas.




Georgina Rodríguez doou 120 mil euros a uma fundação, El Ángel de Javi, tendo ajudado a trazer dos Estados Unidos o tratamento para crianças diagnosticada com NEDAMSS. A informação foi revelada pela irmã, Ivana. Trata-se de uma doença neurodegenerativa, causada pela mutação IRF2BPL, que afeta 15 crianças em Espanha, de acordo com a associação IRF2BPL, citada pelo 20minutos. Georgina e Ivana Rodríguez são embaixadoras da El Ángel de Javi e trabalham há muito tempo com a instituição. Aliás, Ivana foi recentemente a vencedora do programa "Top Chef: Dulces y Famosos", em Espanha, e doou o prémio, 100 mil euros, à associação El Ángel de Javi.

José Raposo está muito orgulhoso da sua mulher, Sara Barradas. O ator reagiu publicamente à notícia da artista que se vai mudar para a SIC para dar vida à grande protagonista da próxima novela. Raposo assumiu que este reconhecimento é mais do que justo devido ao seu grande talento. "Ela merece tudo, porque sei que acumula a sua dimensão como atriz com a dimensão da sua formação humana, que são grandes… coisa que muito me comove…! Desejo-lhe como é óbvio todo o sucesso do mundo! Ah… e amo-a!", completou José Raposo, mostrando o seu entusiasmo com a novidade.

António José Seguro, Margarida Maldonado Freitas e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel estiveram em Espanha onde foram recebidos por Felipe VI e Letizia no Palácio Real em Madrid, Espanha. Na ocasião, a rainha de Espanha e a primeira-dama portuguesa escolheram elegantes vestidos midi em tons pastel. A mulher de Felipe VI escolheu um vestido rosa pastel, com mangas 3/4 e com a cintura ligeiramente ajustada. A mulher de António José Seguro optou também por um vestido em tons pastel mas em verde-água. De acordo com a revista Hola!, esta escolha não foi ao acaso. Esta imagem transmite harmonia e entendimento entre os dois países.


Bernardina Brito e o músico Badoxa são o mais recente casal famoso do momento? Os rumores espoletaram no início desta semana depois de partilhas enigmáticas de ambos. A antiga concorrente de reality shows da TVI e o músico partilharam nas contas oficias de Instagram de ambos uma fotografia na qual surgiam juntos, deixando no ar a possibilidade de estarem num relacionamento. Sobre os rumores de namoro com Badoxa, cujo verdadeiro nome é Edgar Silva Correia, Bernardina Brito acabou por quebrar o silêncio. "Estamos a viver uma fase bonita, mas tudo com calma", respondeu-nos em exclusivo ao ser questionada sobre se as fotografias partilhadas seriam o assumir de um namoro ou promoção de um possível novo videoclipe do músico. Bibi, como é carinhosamente tratada pelo público desde a sua participação no "Secret Story 4", revelou ainda que se aproximou de Badoxa depois de ter gravado recentemente um videoclipe do músico. "O videoclip fez com nos aproximássemos mais", disse, confirmando ainda que a amiga Daniela Santos assumiu neste romance o papel de cupido. "Pode dizer-se que, talvez, a Dani tenha sido o cupido", deixou escapar. Bernardina Brito, recorde-se, terminou no final de 2025 a relação de longa data com Pedro Almeida. Deste namoro, que durou 10 anos, resultou uma filha em comum, Kyara, de oito anos. A empresária e criadora de conteúdo digital é ainda mãe de Kévim, de 11 anos, fruto do namoro com Tiago Ginga.

Luís Figo e Helene Svedin marcaram presença num importante evento desportivo em Madrid, na segunda-feira, 20 de abril. O casal foi um dos grandes destaques da 26.ª edição dos Prémios Laureus do Desporto Mundial, uma cerimónia que premeia quem mais se destacou nos mais variados desportos. Tenistas, jogadores de futebol, ginastas e atletas de outras modalidades reuniram-se na Galeria do Palácio de Cibeles, na capital espanhola. O casal apareceu na red carpet sorridente. O antigo futebolista escolheu um elegante smoking com riscas e a modelo sueca optou por um vestido cai-cai também preto e com a zona do peito com brilhantes. O cabelo foi solto com ondas largas e no que aos acessórios diz respeito, a mulher de Luís Figo escolheu uma carteira a combinar com o vestido e uns brincos de diamantes que se destacavam. Recorde-se que no ano passado surgiram alguns rumores a dar conta de uma possível separação do casal. Em abril de 2025 o desportista foi precisamente aos mesmos prémios mas sozinho, o que deu início a alguma especulação. Para além disso, a revista Vanitatis avançou que o desportista já tinha deixado a casa de família para ir viver num apartamento no centro de Madrid. Porém, pouco tempo depois os dois voltaram a partilhar imagens juntos, de umas férias na Suécia, deitando por terra os rumores. Luís Figo e Helene Svedin conheceram-se em Barcelona no fim dos anos 90 e casaram em 2021. Tem três filhas em comum: Daniela, Martina e Stella.


Joana Marques comentou pela primeira vez a poliémica recente que envolve Cristina Ferreira. A humorista falou sobre o tema no podcast "Humor À Primeira Vista", da SIC, conduzido por Gustavo Carvalho. Joana Marques foi questionada sobre a recente celeuma, gerada depois de a apresentadora da TVI ter comentado o caso de uma jovem alegadamente violada por quatro criadores de conteúdo digital, e não resistiu a fazer um paralelismo entre o caso e o recente julgamento em que foi processada pela banda Anjos. "[...] quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve... claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele: «Não quero mais?»", questionou Cristina na "Crónica Criminal" do programa matutino da TVI. Joana Marques considerou que a forma como a TVI defendeu Cristina Ferreira através de um comunicado no qual afirma que a pergunta da apresentadora foi tirada de contexto se assemelha ao discurso usado por Sérgio e Nélson Rosado. "Achei muito curioso. Também vi este programa da Cristina Ferreira e posso garantir que aquilo não está tirado de contexto de forma alguma e aqui estou à vontade, porque eu nem falei sobre o assunto - estou a falar agora apela primeira vez. E nem percebo como é que se pode alegar ali que a coisa esteja fora de contexto", afirmou Joana Marques.



Palavras cruzadas
1. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)
2. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)
3. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar
4. Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos
5. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo
6. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder
7. Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se)
8. Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto
9. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade
10. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
11. Fazer chegar, passar às mãos de; dar
12. Exercer (uma prática) com regularidade; praticar, professar
13. Representar por meio de caracteres ou escrita
14. Coordenar a execução de; conduzir, liderar
15. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)


A E T N E D I S E R P N F R M
M A S E Z Q W S E N A D O J R
A H M M M A G E L L A N U O W
R K O B F O I O P A X N D U E
G I E A M P O R T U G A L L S
O M D I A Y O R E C E H N O C
R I A X R A H Q G J L E R J A
P G D A C R C F Q K F B B G H
U R I D E D E V V B H E M Y C
I A N O L E N I L L G Y D M A
A N U R O P T A G O V E R N O
O T M H I M R J O U B S E G O
D E O F X U O A Q F D A C N X
Z S C N L A H R M Z G Y M A O
T T L P T R J E L G M N Y P E
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
PRESIDENTE
MARCELO
SENADO
COMUNIDADE
PORTUGAL
IMIGRANTES
VIAJAR
CONHECER
PROGRAMA
EMBAIXADOR
MAGELLAN
APOIO
GOVERNO
PEDRA
CENTRO

Ingredientes
• 2 polvos pequenos
• 1 cebola
• 2 dentes de alho
• Azeite
• 1 dl de maionese de alho
• 8 pães pequenos
Modo de preparação
Num tacho, coza o polvo em água com uma cebola durante 1 hora. Deixe arrefecer no tacho durante mais uma hora. Corte os tentáculos do polvo em 8 pedaços iguais.
Esmague muito bem os dois dentes de alho até formar uma pasta. Misture o alho esmagado na maionese até ficar bem envolvido. Para um
sabor mais suave, junte uma pitada de sal enquanto esmaga o alho. Aqueça uma frigideira em lume médio e regue com azeite.
Salteie o polvo durante alguns minutos até ficar ligeiramente dourado e bem quente. Não cozinhe demasiado — o polvo já está cozido, só precisa de aquecer e ganhar cor.
Abra os pães ao meio. Coloque um pedaço de polvo dentro de cada pão.
Acrescente uma boa colher de maionese de alho em cada sandes. Se quiser mais textura, torre ligeiramente o pão antes de montar.
Sirva de imediato, ainda quente. Até à próxima receita!



Paulo Perdiz

Num dia magnífico, Joaquim de Almeida recebeu a equipa do Milénio Stadium para uma conversa sobre a sua carreira, os sacrifícios da vida como ator e o estado atual do cinema. Prestes a embarcar para os Ipma Awards 2026, o ator, que é um dos rostos mais reconhecidos da cultura portuguesa no estrangeiro, refletiu sobre o seu percurso desde os tempos de um "mau aluno" em Lisboa até se tornar uma presença incontornável em Hollywood.
Ahistória de Joaquim de Almeida no cinema não começou por uma urgência, mas sim por uma sucessão de acasos e rebeldias. Vindo de uma família de oito irmãos, com um pai proprietário de laboratórios farmacêuticos, o destino esperado seria a ciência ou a medicina. Contudo, após chumbar no 5.º ano de ciências e perceber que o ambiente laboratorial não era para si, Joaquim encontrou a sua vocação numa viagem de Interrail em Paris. Ao ver uma amiga a ensaiar num teatro, foi convidado a ler o papel de um ator doente. "Percebi logo que isto era o que eu fazia todos os dias", recorda. O regresso a Portugal levou-o ao Conservatório Nacional, que acabou por fechar após a Revolução de 25 de Abril, empurrando-o para Viena
de Áustria e, finalmente, para Nova Iorque. O sucesso em solo americano não tardou. Através de uma diretora de casting da Paramount, Joaquim conseguiu as suas primeiras audições sérias, garantindo um papel no filme The Soldier. Com o primeiro grande cachet, a sua prioridade foi pragmática: comprar o trespasse do seu loft, um investimento que manteve até 2004. Ser o "primeiro português em Hollywood" trouxe-lhe responsabilidade, mas Joaquim sublinha que a verdadeira dificuldade não é chegar, mas sim manter-se. Com cerca de 165 créditos em cinema e televisão, o ator recorda que o reconhecimento em Portugal demorou a chegar. Foi apenas após o sucesso de Perigo Iminente (Clear and Present Danger), ao lado de Harrison Ford, que o público nacional se rendeu à evidência de que Joaquim de Almeida era uma estrela global. Conhecido nos Estados Unidos pelos seus papéis de antagonista, Joaquim explica que o seu segredo reside na humanização. "Os seres humanos têm emoções. O mau que é mau só por ser mau não tem piada", afirma, recordando a cena em 24 Horas onde, após matar o próprio irmão, deixa cair uma lágrima. A sua versatilidade linguística — trabalhando em português, inglês, espanhol, francês e ita-
liano — é uma das suas maiores ferramentas. Para Joaquim, saltar entre línguas não é confuso; pelo contrário, ajuda a separar as personagens. "É muito mais fácil estar a fazer um filme numa língua e preparar outro noutra, porque assim as coisas não se misturam". Ao longo de décadas, Joaquim partilhou o ecrã com nomes como Michael Caine, Gene Hackman e Sandra Bullock. Para ele, trabalhar com os grandes é sempre mais fácil: "Os grandes atores são muito mais seguros de si mesmos". Por outro lado, admite alguma dificuldade em lidar com jovens atores que, com apenas dois ou três trabalhos, mostram uma arrogância desmedida.
Sobre os grandes blockbusters, como Velocidade Furiosa 5 (Fast Five), o ator é sincero: aceitou o papel pelo impacto financeiro e pelos direitos de autor (residuals), mas acabou por se divertir imenso nas filmagens em Porto Rico e Atlanta, interpretando personagens que são "um bocadinho maiores que a vida". Questionado sobre o estado do cinema em Portugal, Joaquim é direto: "Não há muita indústria". Lamenta a falta de meios e o facto de os subsídios parecerem ir sempre "para os mesmos", embora elogie produções recentes como Rabo de Peixe, que teve um orçamento mais
robusto. Relativamente ao futuro e à Inteligência Artificial, o ator confessa algum receio, especialmente no que toca ao uso da imagem sem consentimento. No entanto, reconhece que a tecnologia veio para ficar e pode ser útil, por exemplo, na recriação de cenários de época sem a necessidade de produções logísticas pesadas. A vida de um ator internacional exige sacrifícios, e Joaquim fala com honestidade sobre a gestão da culpa por ter estado longe dos filhos durante as filmagens. Se o seu filho mais velho ainda o acompanhou em muitas viagens, a sua filha sentiu mais a ausência de um pai presente devido às constantes filmagens nos Estados Unidos. "Ela ressente-se um bocado... e eu compreendo", admite. Aos 69 anos, a ideia de reforma já não é um tabu — Joaquim já recebe reforma dos EUA e fez os seus investimentos — mas a paixão continua viva. Atualmente, prefere papéis que não o obriguem a estar no set todos os dias, mas continua aberto a projetos que o entusiasmem.
Ao ser questionado sobre como gostaria de ser recordado daqui a 50 anos, Joaquim de Almeida responde com o seu humor característico: "Gostava que houvesse um outro ator que dissesse: 'Olha, este finalmente fez mais que o Joaquim de Almeida'".


aos sábados 7h30 às 9h00



CARNEIRO 21/03 A 20/04
As pessoas e coisas que realmente valoriza poderão estar agora no centro das suas atenções. Dará também maior atenção ao seu dinheiro e aos seus bens em geral, podendo ter o desejo de aumentar os seus lucros.

TOURO 21/04 A 20/05
Durante esta semana a sua personalidade projetará uma imagem de simpatia o que lhe poderá evitar algumas contrariedades e aborrecimentos no contacto com terceiros. O seu gosto pelas coisas bonitas e agradáveis estará agora mais acentuado. Vai tentar evitar a rotina e contactar mais com os seus amigos online ou por telemóvel.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Durante este trânsito a sua relação com o seu mundo inconsciente está incrementada, o que lhe permite perceber melhor de que forma esse seu mundo influencia a sua vida. Poderá sentir-se hipersensível e inquieto sem perceber porquê, o que lhe poderá trazer variações de humor e de comportamento frequentes.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Este não é o momento de estar só, mas sim o de se relacionar com os amigos. Poderá começar nesta altura um novo amor caso esteja sozinho. Nesta fase vão ser bastante dinâmicas as atividades coletivas, em grupo, e a sua vida social. Surgem-lhe ideias criativas e inovadoras que quer pôr em prática.

LEÃO 22/07 A 22/08
Se as suas relações com a fiscalidade e com a lei não são as melhores, cuidado, pois poderá estar a atravessar um período de dificuldades nessas áreas. Evite todos os conflitos legais, caso contrário poderá ir parar ao tribunal. Avalie bem os riscos de uma atitude menos legal. As suas ideias, mais do que as palavras, estarão beneficiadas.

VIRGEM 23/08 A 22/09
É um bom momento para refletir mais profundamente acerca dos aspetos psíquicos da sua vida. Vai sentir-se mais atento para as áreas que estão habitualmente ocultas. Poderá ter tendência para pensamentos contraditórios tanto para o lado belo da vida como para pensamentos lúgubres. Sobreponha as realidades positivas às divagações negativas.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Esta semana uma aproximação de alguém pode produzir em si um forte impacto. Uma profunda análise psicológica poderá ocasionar uma mudança de rumo a vários níveis. Avalie as situações com todo o seu rigor e saberá se as novas perspetivas são corretas ou se, pelo contrário, está perante uma simples miragem ou uma armadilha intencional.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Nesta semana Mercúrio irá dar-lhe maior flexibilidade mental e clareza de ideias. Poderá aproveitar para escrever ou simplesmente para pôr os seus papéis em ordem, arrumar gavetas ou resolver mesmo situações passadas! Tente refrear o seu sentido crítico, evitando assim criar atritos desnecessários.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Ao longo desta semana sentirá uma forte necessidade de enriquecimento mental mesmo durante atividades totalmente lúdicas como sejam os jogos que exijam agilidade de raciocínio. Não considere que está a perder tempo pois ao desenvolver a sua mente e criatividade colherá sempre proveitos para futuras atividades.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Esta é uma altura em que a sua personalidade, espírito criativo e conceitos de beleza e estética estarão mais acentuados. A sua atitude aberta e afetuosa, e a forma de exprimir os seus sentimentos, conquistará simpatias e novas amizades que poderão dar origem a relacionamentos futuros mais profundos e intensos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Esse seu desejo de comunicar com os outros pode não ser sempre marcado pela positiva. Dependendo dos seus interlocutores, pode até haver alguma polémica e desentendimento uma vez que a sua tendência será para impor as suas ideias. Aproveite este momento de maior energia para se dedicar a tarefas que exijam maior esforço intelectual e mental.

PEIXES 20/02 A 20/03
Neste período terá tendência a autoavaliar-se consoante os bens monetários que conseguiu adquirir, sentindo-se inseguro se não atingir os objetivos traçados. A sua sensibilidade está frágil e poderá facilmente entrar em discussões sobre os seus méritos. Disputas que envolvam bens materiais poderão ocorrer.
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Rancho Ribatejano de Toronto voltou ao ativo. Ensaios na Casa do Alentejo, das 20h00 às 22h00. Reservas e Informações: José Avelino – 416 726 7219
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Grupo de Folclore “Pérolas do Atlântico”. Da Casa dos Açores do Ontário – abriu as inscrições para voltar ao ativo. Informações: caopresidente@gmail.com


