

POLÍTICOS TRAIDORES


E agora o Partido Liberal do Canadá detém a maioria dos assentos no Parlamento e governará o país por, pelo menos, mais três anos. Do outro lado, os Conservadores estão irritados com os seus membros traidores que escolheram os Liberais. Vivem-se tempos divertidos na esfera política canadiana, com os Liberais a vangloriarem-se do sucesso e os Conservadores a chorarem a traição. Tudo isto sugere que a política é um jogo sujo e que os eleitores são deixados a questionar-se sobre um mundo onde a confiança e a integridade são bens escassos. Na segunda-feira (13), realizaram-se três eleições parciais (by-elec-
tions), todas vencidas pelos Liberais, o que cimentou a sua maioria no governo, aliviando a tensão de terem de depender de outros partidos para aprovar legislação. Não que Carney tenha cumprido quaisquer promessas legislativas até à data, optando, em vez disso, por uma abordagem de discursos, feitos maioritariamente no estrangeiro, sobre quão incrível o Canadá será com ele como primeiro-ministro. Os Liberais acabam de realizar a sua convenção em Montreal sem que nada de substancial tenha sido alcançado, para além de darem palmadinhas nas próprias costas. No seu discurso, Carney referiu-se ao Partido Liberal como uma coligação de "tenda larga" (big tent) de pessoas que partilham a "missão" Liberal de construir o Canadá. Isto soa à formação de uma seita religiosa onde todos são bem-vindos e onde se espera que concordem com uma doutrina de acordo com Carney. Ele não vê direita ou esquerda, apenas uma "coisa do Canadá", o que soa a uma embarcação à procura da Arca de Noé para encontrar substância nas vidas dos canadianos.
Aemanada dos Liberais é equivalente à capitulação a um jogo de poder, vendendo os princípios do partido para alcançar uma maioria; a pergunta preeminente que deve ser feita é: "onde está a integridade num sistema político que não tem respeito pelos eleitores?".
Se um deputado "azul" (conservador) quer ver "vermelho" (liberal), então deveria realizar-se uma eleição parcial para dar aos eleitores a oportunidade de escolher.
Aceitar que o Azul se misture com o Vermelho ou o Laranja sem questionar significa apenas que as pessoas devem aceitar que as ideologias anteriores fiquem guardadas até ao futuro, ou até que a mentalidade dos traidores mude de cor. Este conceito cria uma codificação política onde agir conforme os interesses do partido é o cerne da governação. Portanto, os eleitores terão de questionar o que representam o nosso PM e os deputados que mudaram de lado, e quais são os seus valores fundamentais. Estará tudo na vida, incluindo a integridade, sujeito a negociação?
O Sr. Carney pede emprestado aos Conservadores e vende essas políticas como
iniciativas Liberais. Ele abraça Xi-Ping e Gladu e vende a sua alma ao licitante que oferecer mais. O sistema Liberal que está a ser vendido aos canadianos faz lembrar a queda do Império Romano, onde a assimilação do poder e a necessidade de um controlo ganancioso levaram à sua queda. Talvez seja um pouco drástico, mas outros já o fizeram e deveríamos apenas olhar para o sul da fronteira como exemplo. Marc Carney e os cinco trânsfugas, e possivelmente haverá mais, mascararam as suas ações como pragmatismo sem fundamentos morais. Dirão a palavra "família", rebaixando o termo a um nível onde ações traiçoeiras são um padrão aceitável de moralidade. Não é desse princípio de deslealdade que este país precisa. Pierre Poilievre reagiu com indignação, mas, em vez disso, deveria olhar para si próprio para entender a razão pela qual o seu partido se está a desmoronar. Talvez ele também devesse mudar de lado. Carney está à espera de braços abertos.

Ano XXXV - Edição nº 1793 17 a 23 de abril de 2026
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Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
retórica
Uma maioria sem eleições
O fenómeno do floor crossing - a mudança de partido por parte de deputados eleitos - faz parte da história política do Canadá desde os primeiros anos após a Confederação. Embora juridicamente permitido e, em certos casos, politicamente estratégico, trata-se de uma prática que, ao longo do tempo, tem sido geralmente pontual, individual e com impacto limitado na estabilidade global dos governos. Ainda assim, em momentos-chave da história canadiana, estas mudanças revelaram tensões profundas entre lealdade partidária, convicção pessoal e cálculo político.
Desde o século XIX, com casos como o de Stewart Campbell logo após 1867, até às recomposições políticas provocadas pela Crise da Conscrição de 1917, o Parlamento canadiano tem assistido a episódios em que a disciplina partidária cede lugar a realinhamentos inesperados. No final do século XX e início do século XXI, figuras como Lucien Bouchard, Scott Brison, Belinda Stronach, Eve Adams ou Jenica Atwin tornaram-se exemplos mediáticos de deputados que mudaram de bancada, refletindo divergências ideológicas ou estratégicas, mas sem provocar, na maioria dos casos, alterações estruturais imediatas no equilíbrio de poder.
No entanto, o período entre 2025 e 2026, sob o governo minoritário liderado por Mark Carney, introduz uma dinâmica diferente. Num curto espaço de tempo, vários deputados da oposição, sobretudo provenientes
TIMELINE
PRIMEIRO CASO: STEWART CAMPBELL
muda de partido logo após a Confederação
Durante a Crise da Conscrição, vários deputados liberais mudam para apoiar o governo de guerra
s
LUCIEN BOUCHARD
abandona os Conservadores e funda o Bloc Québécois
do Partido Conservador e do NDP, passaram para o Partido Liberal, alterando progressivamente a composição da Parlamento do Canadá.
Este movimento concentrado e num único sentido distingue-se claramente dos episódios anteriores, tradicionalmente dispersos e isolados.
Mais do que uma sucessão de decisões individuais, este conjunto de mudanças levanta questões sobre a natureza da representação democrática num sistema parlamentar. Quando um governo minoritário pode, através de adesões sucessivas, aproximar-se, ou mesmo atingir uma maioria (como foi o caso), sem recorrer a eleições, coloca-se um debate fundamental sobre legitimidade política, estabilidade governativa e confiança pública nas instituições.
Afinal, cinco deputados, em menos de seis meses, bastaram para transformar um governo apoiado por uma minoria, num governo suportado por uma maioria, sem que os canadianos voltassem às urnas. É caso para perguntar: com esta “travessia”... onde fica a democracia?
A cronologia que vos deixamos, nesta página, procura precisamente enquadrar esse fenómeno no tempo longo da política canadiana e no impacto imediato que teve no equilíbrio do poder em Ottawa.
passa dos Conservadores para os Liberais
muda para os Liberais
ADAMS troca Conservadores por Liberais
ATWIN deixa os Verdes para se juntar aos Liberais
Governo minoritário liderado por Mark Carney NOVEMBRO 2025 → ABRIL 2026: Vários deputados da oposição (sobretudo conservadores) passam para os Liberais, incluindo:
CHRIS D’ENTREMON
Partido de eleição
Conservative Party of Canada
Círculo
Acadie–Annapolis (Nova Escócia)
Mudança novembro de 2025

PORQUE
MICHAEL MA
Partido de eleição
Conservative Party of Canada
Círculo
Markham–Unionville (Ontário)
Mudança dezembro de 2025

É QUE ESTE MOMENTO É DIFERENTE?
Historicamente o floor crossing é pontual e disperso.
Agora vários deputados mudaram na mesma direção (oposição → governo), num curto período de tempo, com impacto direto no equilíbrio parlamentar.
MATT JENEROUX
Partido de eleição Conservative Party of Canada
Círculo
Edmonton Riverbend (Alberta)
Mudança fevereiro de 2026

LORI IDLOUT
Partido de eleição
New Democratic Party (NDP)
Círculo
Nunavut
Mudança março de 2026

MARILYN GLADU
Partido de eleição
Conservative Party of Canada
Círculo
Sarnia–Lambton–Bkejwanong (Ontário)
Mudança abril de 2026

O IMPACTO DIRETO NO PARLAMENTO
LIBERAIS APÓS ELEIÇÕES 2025
▶ 166 lugares (governo minoritário)
ANTES DAS BY-ELECTIONS (início de abril de 2026)
▶ O Partido Liberal do Canadá já tinha 171 deputados (com a mudança de 5 deputados de partidos da oposição) ficando a 1 lugar da maioria (172)
DEPOIS DAS BY-ELECTIONS (13 de abril de 2026)
▶ Ganho de +3 lugares nas eleições intercalares, Situação: governo maioritário (maioria absoluta no Parlamento)
▶ O Partido Liberal passou a ter: 174 deputados
Floor crossing no Canadá Entre a liberdade parlamentar e o sentimento de traição dos eleitores

O debate em torno do floor crossing, a mudança de partido por parte de deputados eleitos, ganhou uma nova intensidade no Canadá, num momento em que a passagem de vários parlamentares da oposição para o Partido Liberal transformou um governo minoritário numa maioria. Para Anthony Wilson-Smith, presidente e CEO da Historica Canada, este é um momento sem precedentes na história política federal do país.
Em entrevista ao Milénio Stadium, Wilson-Smith sublinha que a questão não é apenas política, mas profundamente democrática, porque toca diretamente na relação entre o voto popular, a lealdade partidária e a confiança nas instituições.
Na sua resposta à primeira questão sobre o impacto destas mudanças na confiança pública, o historiador foi claro: “Embora as pessoas votem em candidatos específicos nas eleições, as sondagens ao longo dos anos têm mostrado que a principal motivação para a forma como escolhem votar assenta na lealdade partidária (apenas cerca de 10 por cento do total dos eleitores baseia o seu voto no candidato individual). Assim, quando um candidato eleito com base nisso abandona o partido e se junta a outro, existe frequentemente um sentimento de traição. O facto de esta ser a primeira vez na história em que a mudança de partido pode transformar um governo minoritário numa maioria torna este cenário ainda mais dramático.”
Traduzido para a realidade política canadiana, isto significa que, embora formalmente os cidadãos votem num nome inscrito no boletim, a escolha é, na esmagadora maioria dos casos, feita com base na identificação partidária. Segundo Wilson-Smith, apenas cerca de 10 por cento dos eleitores decidem o seu voto em função do candidato individual. É precisamente por isso que a mudança de bancada tende a ser sentida por muitos como uma quebra de confiança. Quando um deputado abandona o partido pelo qual foi eleito para se juntar a outro, especialmente ao partido do governo, instala-se frequentemente um sentimento de traição entre os eleitores.
O especialista destaca ainda que o atual momento é historicamente singular. Pela primeira vez, o floor crossing não é apenas um episódio político isolado, mas sim o fator decisivo para transformar um governo minoritário numa maioria parlamentar. Esta possibilidade confere ao fenómeno uma dimensão muito mais dramática do que em momentos anteriores.
A segunda questão centrou-se no significado do voto e na tradicional ideia de que os eleitores escolhem sobretudo partidos, não apenas indivíduos. Também aqui Wilson-Smith apresentou uma leitura equilibrada, mostrando que o tema está longe de ser linear. “Existem duas perspetivas
O
facto de esta ser a primeira vez na história em que a mudança de partido pode transformar um governo minoritário numa maioria torna este cenário ainda mais dramático.
diferentes sobre o significado de um voto. Há uma razão para o Canadá e outras democracias parlamentares não proibirem a mudança de partido. Isso deve-se à preocupação de que tal daria demasiado poder aos partidos e aos seus líderes sobre os deputados individuais, fazendo com que estes tenham receio de desafiar a liderança, mesmo perante decisões muito negativas. Além disso, os objetivos e as estruturas partidárias podem, por vezes, mudar drasticamente. Por exemplo, o Partido Conservador de hoje é muito diferente dos antigos Progressive Conservatives, e os Liberais sob Mark Carney são, sem dúvida, muito diferentes dos tempos de Justin Trudeau. Assim, alguns deputados podem sentir que foi o partido que mudou, e não eles próprios, razão pela qual já não se sentem confortáveis. O argumento contrário é aquele que referi acima: a maioria dos eleitores baseia a sua escolha no partido e, por isso, sente-se traída quando o seu deputado vai contra essa opção.”
Esta resposta coloca em evidência duas visões distintas da democracia representativa. Por um lado, existe a perspetiva de que o deputado deve manter a liberdade política necessária para agir segundo a sua consciência e para se distanciar de uma liderança com a qual deixou de se identificar. O sistema parlamentar canadiano, inspirado no modelo de Westminster, protege precisamente essa autonomia.
Por outro lado, permanece a realidade política de que a maioria dos eleitores vota no partido e no seu programa. Quando um deputado muda de lado, muitos sentem que a sua escolha foi alterada sem consentimento.
Historicamente, o Canadá não é estranho a este tipo de transições. Porém, Wilson-Smith faz questão de sublinhar que a frequência e, sobretudo, o impacto atual são de outra ordem.
“Houve mais de 300 casos de mudança de partido na política federal canadiana, e mais de 80 apenas no último quarto de século. Mas a situação atual — um governo minoritário a transformar-se em maioria devido a deputados que mudaram de bancada — marca claramente um capítulo e uma dimensão totalmente novos.”
Estes números revelam que o floor crossing está longe de ser um fenómeno raro. Mais de 300 casos na política federal e mais de 80 apenas nos últimos 25 anos mostram que a prática faz parte da história parlamentar do país.
Ainda assim, a atual situação distingue-se pelo efeito concreto no equilíbrio do poder em Ottawa. Não se trata apenas de uma mudança simbólica ou de um gesto individual: está em causa a possibilidade de alterar a própria natureza do governo sem novas eleições.
Questionado sobre se o sistema atual oferece mecanismos suficientes de responsabilização quando um deputado muda de partido sem voltar às urnas, Wilson-Smith recordou um momento importante do debate legislativo.
“As sondagens mostram que a maioria dos canadianos não se sente confortável com deputados que mudam de bancada para se juntarem a outros partidos. Mas, em 2012, um deputado do NDP apresentou o Projeto de Lei C-306. O seu efeito seria obrigar qualquer deputado que abandonasse o seu partido com a intenção de se juntar a outro a renunciar ao mandato e a submeter-se a uma eleição intercalar. (Poderiam, no entanto, deixar o partido para se sentarem como independentes.) Os Conservadores (incluindo Pierre Poilievre), que estavam então no poder, votaram todos contra a proposta, tal como os Liberais, invocando as razões que referi acima.”
Este ponto é particularmente relevante no contexto atual. As sondagens mostram que a maioria dos canadianos não se sente confortável com estas mudanças partidárias. Em resposta a esse desconforto, o Projeto de Lei C-306 propôs, em 2012, uma solução clara: qualquer deputado que quisesse aderir a outro partido teria de renunciar ao mandato e disputar uma eleição intercalar. A proposta permitiria, no entanto, que o parlamentar
saísse do partido para se sentar como independente, sem necessidade de nova eleição. O facto de conservadores e liberais terem votado contra a medida, incluindo Pierre Poilievre, revela como o tema continua a dividir profundamente o sistema político. Por fim, sobre possíveis reformas futuras, Wilson-Smith mostra-se pragmático. “Em termos de responder às preocupações do público, o Projeto de Lei C-306 teria (ou teria tido) a resposta. Mas é muito do interesse dos grandes partidos, especialmente daquele que está no poder, manter as coisas como estão — por isso, embora a mudança não seja impossível, é pouco provável a curto prazo.” Ou seja, do ponto de vista institucional, já existe um modelo possível para responder às preocupações democráticas da população. No entanto, a realidade política torna improvável qualquer mudança a curto prazo.
Os grandes partidos, sobretudo o que está no governo, têm pouco interesse em alterar regras que podem, em determinados momentos, reforçar a sua posição parlamentar. O Canadá encontra-se, assim, perante uma questão central da democracia moderna: deve prevalecer a liberdade individual do deputado ou a fidelidade ao mandato partidário conferido pelos eleitores?
As respostas de Anthony Wilson-Smith mostram que não existe uma solução simples. O debate entre flexibilidade política e legitimidade democrática continuará, certamente, a marcar a atualidade parlamentar canadiana nos próximos meses. MB/MS

Anthony Wilson-Smith Pesidente e CEO da Historica Canada
Anthony Wilson-Smith. (DR)

Mudanças de bancada reacendem debate sobre legitimidade democrática no Canadá
As recentes mudanças partidárias no Parlamento federal canadiano continuam a provocar forte contestação política e a alimentar um debate mais vasto sobre a confiança dos eleitores no sistema democrático. Depois de vários deputados da oposição terem passado para o Partido Liberal nos últimos meses, a mais recente decisão de Marilyn Gladu, deputada eleita pelo Partido Conservador no círculo de Sarnia–Lambton–Bkejwanong, veio intensificar as críticas da oposição e reacender a discussão sobre se os deputados que mudam de partido devem ou não submeter-se a uma eleição intercalar.
Em resposta às questões enviadas pelo Milénio Stadium, o gabinete da deputada conservadora Melissa Lantsman remeteu uma posição firme do Partido Conservador, defendendo que qualquer deputado que faça “floor crossing” - expressão usada no sistema parlamentar para descrever a mudança de partido - deve procurar um novo mandato junto dos seus eleitores.
A posição conservadora surge numa altura particularmente sensível da política canadiana, em que sucessivas mudanças de bancada contribuíram para reforçar a posição parlamentar do governo liberal liderado por Mark Carney. O que inicialmente era um governo minoritário aproximou-se rapidamente da maioria, num processo que os conservadores classificam como politicamente questionável.
Numa declaração emitida a 8 de abril, Chris Warkentin, Chief Opposition Whip, foi direto nas críticas à decisão de Marilyn Gladu. O responsável recordou que a própria deputada tinha defendido, poucas semanas antes, que qualquer parlamentar que atravessasse o plenário para se juntar a outro partido deveria enfrentar imediatamente uma eleição intercalar.
Segundo Warkentin, a deputada deve agora “ter a coragem de assumir as suas convicções” e renunciar ao lugar para permitir que sejam os eleitores a decidir quem melhor representa os interesses da
comunidade. A mensagem é clara: para a oposição conservadora, a legitimidade política não reside apenas no mandato individual do deputado, mas também no compromisso assumido perante o eleitorado com um determinado programa e uma determinada visão política.
O gabinete de Melissa Lantsman reforça esta ideia ao sublinhar que os eleitores das comunidades representadas por Marilyn Gladu, Michael Ma, Chris d’Entremont e Matt Jeneroux “votaram na visão conservadora de um Canadá acessível, seguro e forte”, e não no governo liberal ao qual estes deputados se juntaram.
Este argumento atinge o centro do debate democrático: quando os cidadãos votam, estarão a escolher sobretudo a pessoa ou o partido? Para os conservadores, a resposta é inequívoca. O voto é entendido como uma escolha política mais ampla, ligada a um projeto de governação, a promessas eleitorais concretas e a uma plataforma ideológica claramente identificável. Por isso, defendem que os eleitores devem ter o direito de desencadear uma eleição intercalar através de uma petição sempre que o seu deputado mude de partido. Na perspetiva da oposição, esta medida seria uma forma de assegurar que “os votos contaram não apenas na urna, mas também no Parlamento que elegeram”.
A crítica sobe ainda de tom nas declarações do líder conservador, Pierre Poilievre, que acusa Mark Carney de estar a conquistar uma maioria liberal que os eleitores recusaram nas urnas. Numa mensagem divulgada publicamente, Poilievre afirma que o primeiro-ministro está a assegurar essa maioria através de “acordos de bastidores”, expressão que sugere uma forte condenação política do processo.
A acusação é particularmente relevante porque toca numa das linhas mais sensíveis da perceção pública: a ideia de que o equilíbrio parlamentar está a ser alterado sem uma nova consulta popular. Ainda que o sistema parlamentar canadiano permita legalmente estas mudanças de bancada, a oposição insiste que a legitimidade moral e democrática da prática é altamente discutível.
Por outro lado, os defensores do sistema atual argumentam que os deputados são eleitos para representar os interesses dos seus eleitores e devem manter a liberdade de agir de acordo com a sua consciência, convicções políticas ou evolução ideológica. Nesta perspetiva, impedir ou penalizar a mudança de partido poderia ser visto como uma limitação da liberdade política dos representantes eleitos.
É precisamente esta tensão entre liberdade individual do deputado e fidelidade ao mandato partidário que está agora no centro do debate nacional.
O caso de Marilyn Gladu ganha ainda maior peso político pelo facto de a própria deputada ter anteriormente defendido que mudanças de bancada deveriam levar a uma nova ida às urnas. Ao recordar essas declarações, os conservadores procuram demonstrar uma aparente contradição entre o discurso passado e a decisão presente.
Esta estratégia política visa também transformar o caso num símbolo mais amplo daquilo que consideram ser um enfraquecimento da confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. A frase usada anteriormente por Gladu - de que o “floor crossing” “pode corroer a confiança dos eleitores em tempos de crescente corrupção política e escândalos” - está agora a ser utilizada pela própria oposição como argumento contra a deputada. Mais do que um confronto partidário, esta situação revela um debate profundo sobre a natureza da representação política no Canadá. Num sistema baseado no modelo de Westminster, o mandato pertence formalmente ao deputado e não ao partido. No entanto, na prática, a maioria dos eleitores vota com base em siglas, lideranças e programas eleitorais.
Quando um deputado muda de bancada, especialmente da oposição para o governo, a perceção pública pode ser a de que a vontade expressa nas eleições foi alterada sem consentimento popular.
Politicamente, o impacto destas mudanças vai além do simbolismo. Cada nova adesão ao Partido Liberal fortalece a capacidade do governo para aprovar legisla-
ção, controlar comissões parlamentares e reduzir a margem de manobra da oposição no escrutínio do executivo. Para os conservadores, isso fragiliza a capacidade dos partidos da oposição de responsabilizar o governo e desequilibra o papel fiscalizador que é essencial numa democracia parlamentar.
Ao mesmo tempo, o debate coloca pressão sobre todos os partidos para clarificarem a sua posição sobre uma possível reforma das regras parlamentares. A proposta conservadora de permitir eleições intercalares automáticas ou acionadas por petição poderá ganhar força à medida que o tema continua a dominar a agenda política.
No fundo, a questão ultrapassa os nomes envolvidos e coloca uma interrogação central sobre a democracia representativa: até que ponto um deputado pode mudar de lado sem procurar uma nova legitimação popular?
É essa pergunta que, neste momento, ecoa em Ottawa e, cada vez mais, junto dos eleitores canadianos.
MB/MS

Melissa Lantsman. (DR)

A deputada liberal Julie Dzerowicz considera que o fenómeno de mudanças de bancada no Parlamento Federal, faz parte do funcionamento normal da democracia parlamentar. Em entrevista ao Milénio Stadium, a MP liberal defende que a entrada de deputados oriundos de outros partidos é permitida pelo sistema canadiano e reflete, acima de tudo, uma procura por liderança, estabilidade e unidade num contexto internacional que considera sem precedentes. Dzerowicz sublinha ainda que a prioridade do governo liderado por Mark Carney é proteger a soberania do país e garantir a prosperidade económica do Canadá.
Milénio Stadium: Como é que o governo justifica acolher deputados de outros partidos, mantendo ao mesmo tempo o respeito pelas escolhas democráticas feitas pelos eleitores nos seus círculos eleitorais de origem?
Julie Dzerowicz: Para responder a esta questão, é de importância vital que os canadianos sejam recordados do momento que estamos a atravessar, algo que foi articulado pelo nosso primeiro-ministro no seu discurso em Davos. É sem precedentes a quantidade de mudança e de transição que está a acontecer no mundo neste momento. Também é sem precedentes o facto de o Canadá ver agora a sua soberania ameaçada pelo seu maior parceiro comercial e vizinho, que são os Estados Unidos da América. É importante que as pessoas compreendam isto para que eu possa responder a esta pergunta.
Também é importante recordar que o nosso primeiro-ministro, Mark Carney, e o novo governo liberal foram reeleitos com a promessa de, primeiro, proteger a nossa soberania e defender o nosso país, e, segundo, proteger a nossa prosperidade económica, tanto hoje como no futuro.
Então, como justificamos acolher deputados de outros partidos? Bem, isto faz parte do nosso processo. Quando se olha para a história, houve vários liberais que passa-
ram para o lado conservador em anos anteriores. Neste momento, o que estamos a ver são conservadores e membros do NDP a juntarem-se ao lado liberal. O nosso sistema permite isso.
Os outros partidos estão a queixar-se apenas porque isto não está a acontecer a favor deles — está a acontecer contra eles. Nós damos as boas-vindas a cada um deles.
Em última análise, aquilo que temos de fazer é encontrar uma forma de trabalharmos todos em conjunto para proteger o nosso país, defender a nossa soberania e assegurar a prosperidade, protegendo os empregos agora e no futuro. Temos de ultrapassar as divisões que os conservadores estão a tentar promover dentro do nosso país.
MS: Na sua opinião, as mudanças de bancada são uma parte natural de uma democracia parlamentar funcional ou correm o risco de distorcer os resultados eleitorais?
JD: Acredito que são uma parte natural de uma democracia parlamentar funcional. Correm o risco de distorcer os resultados eleitorais? Não acredito que seja esse o caso. Penso que não é uma decisão pequena abandonar o seu partido, que é como uma família. Atravessar o plenário para outro partido, que passa a ser uma nova família, não é algo fácil, porque está a deixar a sua família. Normalmente, isso é feito em consulta com a equipa executiva à sua volta, que o apoiou na candidatura no seu círculo eleitoral. Envolve liderança e apoio fundamentais em toda a circunscrição.
MS: O que diria aos canadianos que sentem que estas mudanças políticas desrespeitam o seu voto e enfraquecem a responsabilização democrática?
JD: O que lhes diria é que isto sempre fez parte do nosso sistema político. Penso que é saudável reconhecer que não estamos apenas a receber pessoas da direita para o nosso partido, também estamos a receber pessoas da esquerda. Portanto, sim, tivemos Chris d’Entremont, Michael Ma, Matt Jeneroux e Marilyn Gladu vindos da direita. Mas também temos, da esquerda, Laurie
Idlout, e acabámos também de eleger Dolly Begum, que era vice-líder do NDP a nível provincial no Ontário.
Todos eles decidiram que temos de ultrapassar as divisões do momento. O que temos de fazer é encontrar uma forma de trabalharmos todos em conjunto para proteger o nosso país, defender a nossa soberania e garantir a prosperidade, protegendo os nossos empregos agora e no futuro.
MS: Até que ponto estas transições refletem realinhamentos políticos mais amplos, em vez de decisões individuais?
JD: Penso que aquilo que as pessoas estão basicamente a dizer é que procuram liderança e procuram um plano. E isto vai além do partido a que pertencem, quer sejam de direita ou de esquerda. As pessoas dizem que procuram liderança, ação e mudança, mas também querem uma comunicação clara sobre aquilo que está a ser feito. Por isso, acredito que o que está a acontecer neste momento na sociedade canadiana é que as pessoas confiam na liderança e na equipa de Mark Carney, assim como concordam não apenas com o plano que apresentámos, que está articulado no Orçamento de 2025, mas também com as decisões que tomámos.
Tomámos decisões muito claras. Acredito que as pessoas precisam de compreender a forma como vemos o mundo, algo que foi articulado no discurso de Davos. Países e nações têm concordado amplamente com essa visão e apoiado essa explicação do que está a acontecer no mundo.
MS: Deveriam existir regras ou orientações mais claras a regular a mudança de partido, ou a flexibilidade é essencial ao sistema parlamentar canadiano?
JD: Estou sempre aberta a analisar formas de fortalecer o nosso sistema parlamentar canadiano. Há muitos canadianos que acreditam que não temos o sistema político certo. As pessoas sentem que deveríamos adotar alguma forma de representação proporcional mista ou um tipo diferente de sistema político.
Estou sempre aberta a analisar formas de fortalecer e melhorar o nosso sistema político. Mas há uma coisa que eu sei: não se pode ter uma democracia forte sem meios de comunicação social fortes. Meios de comunicação fortes significam acesso a informação independente e baseada em factos.
Não se pode ter uma democracia forte a menos que os canadianos possam tomar as suas próprias decisões sobre os líderes que querem, e isso depende de jornalismo independente e assente em factos.
Também precisamos de instituições fortes que apoiem a nossa democracia, isso inclui o sistema judicial. Precisamos igualmente do Estado de direito. Precisamos do Estado de direito nacional e do Estado de direito internacional.
Precisamos de todos estes elementos para podermos viver vidas prósperas e bem-sucedidas, em que não só nós prosperamos, mas também os nossos filhos e netos.
MB/MS


Julie Dzerowicz. (DR)


As cores do “Poder”

Ora viva, bom dia, como tem passado? Esta “primavera de calendário” que não nos dá tréguas. Chuva e mais chuva.
De resto, o mundo revirado “do avesso e é o que temos. Sobre o tópico, cá vamos nós saber o que nos traz o nosso mais recente líder eleitonada mais nada menos do que o Sr. Mark Carney, primeiro-ministro do nosso país. Bem, acho que “descobriu a pólvora” e, ao fim do dia, com o seu belo poder de
manipulação cá está a revelar realmente ao que veio. Não perdeu muito tempo. Nos títulos “grossos” da media surgia esta manchete: “Carney, do Canadá, à beira de um governo maioritário após outro membro da oposição se juntar aos liberais no poder”.
Ok... vamos lá ver o que se anda a passar na realidade.
Mark Carney, atual primeiro-ministro do Canadá, consolidou a sua maioria parlamentar neste mês de abril de 2026, com destaque para a mudança de “cor partidária“ da deputada conservadora Marilyn Gladu para o Partido Liberal. Essa adesão, somada às vitórias em eleições parciais em Toronto e Quebec, permitiu a Carney obter a maioria absoluta.
Assim, a mudança da deputada conservadora Marilyn Gladu para o Partido Liberal, veio fortalecer a posição do governo, que já tinha “acolhido” outros três deputados Conservadores e um do NDP.
Entretanto, aconteceram eleições intercalares em abril de 2026) e o Partido Liberal venceu em três assentos-chave (dois em Toronto, um em Quebec), consolidando o governo, conseguindo assim uma maioria absoluta. Com essas mudanças, Carney passou a ter 174 assentos (para a maioria seriam necessários 172) na Câmara dos Comuns, consolidando o poder até 2029.
O fortalecimento da base de Carney ocorreu num contexto de necessidade de maior estabilidade parlamentar para aprovar medidas económicas e responder a tensões comerciais.
Jogos políticos, enfim... o poder seduz já é mais que sabido. Contudo, a que custo?
Quem vota em quem? Que benefícios têm estes deputados “que pulam a cerca partidária“? O que é que lhes é prometido? E estas ações são legais e constitucionais? Esses e outros temas ficam nos segredos dos Deuses, mas atitudes como esta e mais outras que certamente vêm a caminho, só demostram que, ao fim do dia, é tudo igual e que comem mesmo todos na “mesma gamela” A “gamela “ da ganância e do poder. É o que é e vai valer sempre o que vale. Até já e bom fim de semana, Cristina
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Cristina Da Costa Opinião

The rhetoric emanating from the Liberals is tantamount to capitulation to a power play of selling party principles to achieve a majority and the preeminent question that should be asked is “where is the integrity in a political system that has no respect for voters?” If a blue MP wants to see red, then a by-election should be held to provide an opportunity to voters to choose. Accepting the Blue to mix with Red or Orange without question, simply means that people are to accept that previous ideologies are to be banked until the future or until the mindset of traitors change colours. This concept creates political coding where acting to suit party principles is the core of governance. Therefore, voters will have to question what our PM and crossing MPs are about and what their core values are. Is everything in life, including integrity, up for negotiation?
DOUBLE CROSSING POLITICIANS

And now the Liberal Party of Canada owns a majority of seats in Parliament and will govern Canada for at least another 3 years. On the other side, the Conservatives are annoyed at their double crossing members who have chosen the Liberals instead. Fun time in the political sphere of Canada with gloating about success from Liberals
and conservatives crying about betrayal. All to suggest that politics are a dirty game and that voters are left to wonder about a world where trust and integrity is in short supply. On Monday (13), three by-elections were held, all won by the Liberals which cemented their majority in government, easing the tension of having to depend on other parties to get legislation approved. Not that Carney has fulfilled any legislative promises to date choosing instead to an approach of speechifying mostly from abroad on how incredible Canada will be with him as Prime Minister. The Liberals have
just held their convention in Montreal without anything of substance being achieved but patting themselves on the back. In his speech he referred to the Liberal Party as a “big tent” coalition of people who share the Liberal “mission” of building Canada. This sounds like the formation of a religious sect where all are welcome and are expected to agree with a doctrine according to Carney. He doesn’t see a right or left, only a Canada thing, which sounds like a vessel looking for Noah’s Arc to find substance in the lives of Canadians.
Mr. Carney borrows from the Conservatives and sells the policies as Liberal initiatives. He embraces Xi-Ping and Gladu and sells his soul to the highest bidder. The Liberal system being sold to Canadians is reminiscent of the fall of the Roman Empire where assimilation of power and the need for glutenous control, led to its fall. Perhaps it’s a bit drastic, but others have done it and we should just look to the South of the border as an example. Marc Carney and the five crossers, and there will possibly be more, dressed their actions as pragmatism without moral underpinnings. They will say the word “family” debasing the word to a level where traitorous actions are an acceptable standard of morality. That’s not the principle of disloyalty that this country needs.
Pierre Poilievre has reacted with indignation but instead he should look at himself for the reason why his party is falling apart. Maybe he should also cross the floor. Carney is waiting with open arms.

Aos sábados às 7:30 da manhã
Esta semana
• Augusto Canário em Toronto - O lançamento do livro que uniu a comunidade à volta das nossas raízes.
• Chico César - 30 anos de poesia e música. Uma conversa profunda sobre liberdade, política e o novo disco.
• Healthy Bites - Comer bem para treinar melhor. Saiba como o treino certo potencia os seus resultados e a sua saúde.
• Sentir, Pensar e Agir - Patrícia Borges em discurso direto: uma história de garra, resiliência e a coragem de ser autêntica.
• 460Aniversário SCP Toronto - 46 anos de união e orgulho leonino no coração da comunidade luso-canadiana.
• Museu de Na. Sra. de Guadalupe - Um baú de memórias sagradas. Visitamos o espaço que preserva o passado e o orgulho de uma terra simples.
• Romaria a S. Torcato - O retrato vivo da devoção popular numa romaria que é o espelho da nossa identidade.
• e muito mais...
Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
Manuel DaCosta Editorial

• Imóvel misto comercial/residencial.
• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.
• Um investimento único e chave na mão.
Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Imóvel comercial/residencial
• 2 unidades comerciais ao nível da rua
• Frente de 24 metros para a Dundas
• Construção em tijolo bem conservada
Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)
• Frente de 45 metros
• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina
• Vistas espetaculares da cidade e do lago
Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village
• Rodeado por alta densidade residencial
Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

• Prédio misto comercial/residencial
• Frente de 11,4 metros
• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)
Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Cabeleireiro e Spa Médico com serviço completo.
• 20 anos de atividade.
• Carteira de clientes estabelecida. Operação “chave na mão” de estética médica e bem-estar. Inclui design moderno, tecnologia de ponta, equipa formada e o imóvel. Rendimento imediato garantido em localização premium.

• Imóvel misto comercial/residencial
• Edifício isolado de 3 pisos
• Frente de 25 metros para a College St
• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
• Aprox. 1.300 m².
• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).
Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.



A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $.
Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.
Toronto - PARA VENDA
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1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA

Nothing to report

Here I am, one week later and sadly, I’ve nothing new to rant about over DT and his cast of dutiful clowns. He continues to pretend that he has the upper hand, while, in reality, jonesing super hard for a deal that will give him a way out of the mess he created with his cohort Netanyahu.
The Israeli prime minister’s only focus is destruction of everything around his country, excepting, of course, the almost 50 US military bases that surround the entire region. DT, on the other hand, is quickly running out of lies and other excuses, so he needs to create distraction using some other fantastical subject that will either be a rehash of older nonsensical claims, (51rst state, Greenland invasion, squeezing the life out of Cuba, etc.), or, who knows, he might delight us with some fresh, demented claims, the sense of which can only be claimed by him, or parroted by
one of his ´secretaries’, or that vice president of his. I read something today about some Senate members asking JD Vance to begin proceedings to remove DT from office; and then JD would be in charge? Talk about paradoxes! They all cower before ‘fearless leader’, but what would they be like on their own? I saw a clip of Hegseth during one of his press briefings, for lack of a better term, and he stated that the reason the strait was not flowing was because Iran was shooting missiles into it! Again, the Strait of Hormuz was in full function BEFORE the US invasion, and the kind of
deal the US wants is the same one they were working towards BEFORE the invasion. No doubt in my mind that Netanyahu’s incessant claims about Iran, over the last decades, finally found the right president, one weak enough to bend to his will; no other US president agreed to do this. DT also seems hell bent on controlling the oil supply with his billionaire buddies, he loves to mention the oil once in a while, as if it’s an after though, or a bonus that will make everything better.
I must say no one is innocent here, including the Iranian regime. Their treatment of their citizens is really what the world seems to have against them, and rightly so, in my opinion. But, as the Portuguese did in ´74, the Iranian people must create their own destiny and refuse to fall for the ‘giant who comes in as the saviour, (this is not a pun intended to refer to the picture DT posted of himself as a '”doctor”). Beware of DTs bearing gifts; neither he nor like-minded others ever really intend to help anyone’s people. They are pure capitalists, where people are of little concern, unless it plays into their endgame, which is to rape them of all their home’s natural resources, sell you as much of their stuff as they can, and leave without cleaning up or even closing the door. Africa has suffered from this for the last 500 years, or so, and Central and South America following a close second. Change is difficult because anyone brave enough to stand up for their country and their people, with honest intentions of putting the country to work for the benefit of its citizens, usually ends up dead.
So, like I said, nothing new to rant about. Fiquem bem!
Leia em português

Raul Freitas Opinion
Credito: DR
Floor Crossing from one party to another
Should it be allowed?

In a typical parliamentary system, a government’s ability to govern is shaped by its seat count in the House of Commons. A majority government requires more than half of the 343 seats requiring 172 seats, which indeed constitutes a majority government. With these By-elections that just concluded, the Liberals solidified and formed a majority government.
Mark Carney through his government has convinced other MPs whether from the conservatives or the NDP to cross the floor and join the Liberals. Floor-crossing refers to MPs changing their party allegiance while in office, or independents joining a party. The question these days is that the legitimacy and mandate of these floor crossers is legal and morally correct especially when voters voted an MP in under one-party banner and switched to another party. Crossing can bolster a party’s numeric strength, potentially stabilizing a majority or altering the balance of power in tightly hung parliaments. Crossing may trigger voter sentiment, campaign friction, and calls for by-elections or recall mechanisms in some jurisdictions. In Canada, cross-party shifts are relatively rare but have occurred, and they often spark debates about accountability, representation, and democratic norms.
Is it legitimate for a government to gain a majority through by-elections and floor crossings?
Proponents argue it reflects shifting political support and can provide stability for governance and long-term planning. Critics argue it can undermine the proportional influence of voters who initially elected

MPs under a different mandate and may increase strategic maneuvering over policy substance.
Should voters in other ridings have a say?
By-elections are the constitutional mechanism for voters to express their preferences between general elections. If a government’s majority hinges on a few seats won in by-elections or floor-crossings, some voters may feel their influence is diminished or delayed. If the Liberals win additional by-elections seats or further cross overs, their majority strengthens. There is also much more speculation that the Liberals are having discussions with
at least 8 other MPs to possibly cross the floor to the Liberals. By-elections serve as a barometer of public mood between general elections. They can signal whether voters are satisfied with the governing party’s performance, or whether opposition narratives have gained traction. A by-election win can embolden a government to push ahead with contentious or ambitious policy initiatives, secure in a reinforced majority.
A poor by-election performance can force a government to recalibrate priorities, adjust messaging, or seek concessions from opposition partners in Parliament.
A stable majority can speed up the passage of routine businesses, estimates, and non-controversial bills. It can also enable

POESIA de Afonso Lopes Vieira
Este livro de 706 páginas (Edição E-Primatur/Letras Errantes Lda, Revisão Susana Ramos, Editor Hugo Xavier) tem organização, edição de texto e notas de José Manuel Quintas e Manuel Vieira da Cruz. Embora o título do volume indique «Poesia», ele não se fica pelos poemas de Afonso Lopes Vieira (18781946) mas inclui um excelente estudo de José Carlos Seabra Pereira entre as páginas 513 e 706 com o título de «O trovador de Portugal».
Entre as páginas 17 e 495, além de toda a poesia publicada entre 1898 e 1924, este volume recupera a «Écloga de Agora», um livro de 36 pági-
nas que foi editado pelo autor em 1935 e logo apreendido pela Censura do Estado Novo. Surgem nele uma alusão a Francisco Rodrigues Lobo, José Hipólito Raposo, António de Oliveira Salazar, José Pequito Rebelo, Américo Cortez Pinto, Adriano Sousa Lopes, António Xavier Rodrigues Cordeiro, António Feliciano de Castilho, António Sardinha, Adriano Xavier Cordeiro, Luís de Almeida Braga, Alberto Monsaraz, Artur Lucas, D. Duarte Nuno de Bragança, Henrique de Paiva Couceiro, Agatão Lança e Mouzinho de Albuquerque – entre outras figuras das Artes, das Letras e da Política.
Não por acaso um dos poemas deste livro pode ser lido como resultante dessas
more ambitious budgets and longer-term planning. Even with a majority, the opposition can shape policy through amendments to bills, committee inquiries and reports. A strong majority can aid rapid decision-making during national crises, but it also heightens the importance of ethical governance and accountability to prevent overreach. With ongoing by-elections and potential cross-party movements, voters have new opportunities to express preferences before the next general election. This can keep government performance aligned with public expectations or serve as a corrective counterweight.
There are compelling arguments on both sides when it comes to floor-crossers and forming a majority with it. On the one hand, a strong majority obtained via by-elections and strategic floor-crossings can provide stability, policy continuity, and the ability to enact long-term agendas without constant parliamentary deadlock. Then again, concerns about democratic legitimacy, representational fairness, and the risk of urban-centric or regionally unbalanced policy priorities remind us that governance is most legitimate when it remains tethered to the broad consent of the electorate.
For voters and observers, the key is to monitor not only seat counts but the quality of representation, policy outcomes, and the government’s responsiveness to rural and urban needs alike. Still, in my opinion any floor-crosser should sit as an independent and not join the opposing party. If a by-election cannot be held to determine a true victory, any floor-crosser should sit as an independent until the next federal election.
éclogas de 1935 proibidas e retiradas do mercado. Vejamos a página 451: «O poeta português/que não passar ao menos uma vez/pelas prisões/não será digno aluno de Camões.//Senhores carcereiros/desta terra que o sol tanto alumia/sois musas e parceiros/da nossa Poesia.//E não é em verdade/portuguesa a saudade/que não tiver também Virilidade». Afonso Lopes Vieira dedicou uma especial atenção à vida e às obras de Gil Vicente, Luís de Camões, Santo António de Lisboa, Cristóvão Falcão, Francisco Rodrigues Lobo, Almeida Garrett e João de Deus.
Todo um programa que lhe dá uma dimensão acima, muito acima, do grande Poeta que é e continua a ser.
JCF

Camões TV+ APP Available NOW
Host Vince Nigro
Guest Carmine Nigro Chair


Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
Saturdays 7:30 am
Vincent Black Opinion
Leia em português
Photo: Copyright
Há coisas fantásticas!

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.” E, neste caso concreto, a comunidade ficou verdadeiramente a ganhar. Porque, quando há união, há força, e quando há visão, há resultados.
Meus caros leitores e amigos deste jornal, hoje não escrevo um simples artigo de opinião, mas sim uma nota de informação e, acima de tudo, de agradecimento. O passado fim de semana foi prova clara de que tudo é possível quando se trabalha com dedicação em prol da nossa comunidade e da nossa cultura.
O grupo Amigos de Viana voltou a arregaçar as mangas e organizou o segundo Encontro Vianense, distribuído por dois dias memoráveis, sexta-feira (10) e sábado (11).
A abertura aconteceu com uma visita ao FPCC, onde fomos recebidos de forma calorosa. Foi uma manhã difícil de descrever por palavras, um verdadeiro encontro de pessoas, de partilha e de ligação emocional que muitos levaram consigo no coração.
Mais tarde, na ACMT, assistimos a um momento encantador com a dança para crianças, um sinal claro de que o futuro da nossa cultura está vivo. Seguiu-se uma aula para adultos, num ambiente de alegria, convívio e união entre grupos, sempre com a cultura regional como elo comum.
A noite continuou com uma tertúlia simplesmente deslumbrante. Quem já tinha vivido a experiência no ano passado voltou a aplaudir, e quem participou pela primeira vez ficou rendido. Sob a orientação de Mafalda Rego, criou-se um ambiente de partilha, aprendizagem e entusiasmo que deixou todos com vontade de mais.
E depois veio o sábado. Uma noite verdadeiramente arrepiante, com um espetáculo de folclore de excelência. Vindos de Viana do Castelo, os participantes trouxeram consigo a autenticidade, o rigor e a alma do verdadeiro folclore. Um momento que ficará, sem dúvida, na memória de todos, especialmente dos verdadeiros amantes da cultura.
Foi um fim de semana completo, explicações sobre instrumentos tradicionais, tertúlias sobre canto, oficinas de dança para miúdos e graúdos, momentos dedicados ao trajar e ao saber popular. Tudo com um denominador comum, qualidade. Qualidade que se viu, se sentiu e se viveu.
E é precisamente aqui que deixo uma reflexão, é tempo de envolver os jovens, de os ouvir e de lhes transmitir, com rigor e paixão, aquilo que herdámos dos nossos antepassados. Só assim garantimos a continuidade das nossas raízes.
Com toda a sinceridade, raramente se viu um evento com esta qualidade. E talvez por isso tenha sabido a pouco. Muitos pediram mais, e isso diz tudo.
Um agradecimento muito especial à equipa dos Amigos de Viana que mantiveram a união dependendo das capacidades de cada um, mas sempre unidos, da minha parte muito obrigado, a toda a comunicação social que esteve envolvida, um especial agradecimento à Chin Radio, MDC Media Group, OMNI, Gente da Nossa e FPTV, aos empresários que acreditaram e apoiaram este projeto, e a todos os presentes. Porque sem pessoas, não há cultura, e vocês fizeram a diferença.
Uma palavra também de enorme apreço à embaixada de folclore vinda de Portugal, um grupo de excelência que representou 14 freguesias, acompanhado por nomes bem conhecidos como Augusto Canário e Cândido Miranda, e pelos mestres que prepararam este espetáculo com dedicação e profissionalismo, Mafalda, Flávio e Cândido.
Este evento teve também uma finalidade maior, promover a nossa cultura aliada à solidariedade. A totalidade dos lucros reverteu a favor dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo e do projeto Magellan, uma instituição que, mais cedo ou mais tarde, muitos de nós poderão vir a precisar.
Tivemos a felicidade de, até ao momento, entregar 30.500 dólares a cada uma destas causas. No entanto, este valor poderá ainda aumentar após o fecho final das contas. Com a ajuda de Deus e o contributo de todos, acreditamos que será possível elevar ainda mais este apoio.
Tudo isto só foi possível graças a todos aqueles que acreditaram, participaram e estenderam a mão.
Se tudo correr como esperamos, e com a boa vontade de todos, comunidade, empresários e entidades, estaremos
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de volta no próximo ano, breve anunciaremos a data, para mais um Encontro Vianense, não se esqueça de marcar na sua agenda.
E deixo, desde já, um desafio a toda a comunidade: Vamos apostar mais na qualidade e menos na quantidade. Menos eventos, mas melhores.
Mais união, mais rigor, mais identidade.
Porque o futuro da nossa cultura depende das escolhas que fazemos hoje.
Bom fim de semana!

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Augusto Bandeira Opinião
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Photo: Adriana Paparella
Regionalizar para quê?

Há um novo consenso a surgir em Portugal em torno da regionalização. A letargia e o fracasso dos governos de Luís Montenegro em responder às emergências, das tempestades este janeiro, dos incêndios o ano passado e, ainda, do apagão, marcou um contraste total com a ação dos municípios, em muitos casos ainda hoje sem receberem um euro da Administração Central. Essa experiência vivida intensa e recentemente consolida a ideia de que um euro gasto a nível local é melhor gasto do que um euro a nível nacional, seja por motivos de celeridade e eficiência, seja por ajustamento às necessidades e oportunidades do território.
Portugal é um país com forte tradição municipalista, com a traça dos concelhos representados nas Cortes desde o nosso momento fundacional. Os últimos anos foram marcados por uma nova centralidade autárquica na vida pública e nas políticas públicas. António Costa, o primeiro edil a chegar a Primeiro-Ministro após o 25 de abril, fez da descentralização de competências para os municípios “a pedra angular da reforma do Estado”, aproveitando esse impulso para definir critérios de recrutamento de pessoal e de investimento em equipamentos que, na prática, estão a dotar o país de maior equidade entre territórios.
Esse avanço foi alicerçado no último grande acordo firmado entre PS e PSD, num tempo menos polarizado e mais claro. Além da descentralização para os mu-
nicípios, os dois maiores partidos da nossa democracia acordaram a cedência de poder do Estado central para o nível regional, prevendo a democratização deste nível de administração através da eleição indireta das CCDR. No horizonte estava já a hipótese de se avançar para a regionalização. Decorridos 8 anos desde essa reforma, há claros sinais da sua involução. A AD no Governo tem limitado as transferências para os municípios e, no debate orçamental, roeu a corda ao financiamento previsto para os municípios fazerem as obras que cabiam ao Estado na rede escolar. As CCDR passaram a ter uma maioria não-eleita na sua direção, através da soma de vogais nomeados pelo Governo, com o Ministro da Economia e Coesão Territorial e os seus designados a afirmarem explícita e descaradamente que estes estão lá para servir o Governo e não a região. Não será por acaso que nomearam sobretudo “boys” e “girls” para o efeito. É curioso que quanto mais longe da regionalização nos leva Montenegro, mais claro é o clamor, até dentro do seu próprio Partido, para que ela tenha lugar. A ANMP, agora com um Presidente laranja, fez disso uma das suas prioridades, tal como a SEDES, que, apesar de dirigida pelo socialista Álvaro Beleza, representa muitos intelectuais de direita. O fim do mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, que em 1998 conseguiu, através do referendo, matar a regionalização, é também um importante auspício para este processo.
A questão mais relevante será, por isso, não discutir se devemos regionalizar, mas como o devemos fazer. Há, desde logo, o tema do mapa. Os arautos da regionalização têm defendido tornar o mapa uma não-questão, assumindo como boas as 5 regiões-plano (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), sendo mesmo
essa a conclusão da comissão Cravinho, criada para esse mesmo efeito. Todavia, em 2024, estas NUTS2 viram a cisão de 2 novas regiões – a Península de Setúbal e o Oeste e Vale do Tejo. Será que, agora, essas mesmas pessoas defendem 7 regiões em Portugal Continental? O tema que importará aferir é se a mesma conclusão a que se chegou em Lisboa e Vale do Tejo não se aplicará a outras das regiões – isto é, que a escala atualmente existente é demasiado grande, distante e, sobretudo, díspar para conseguir uma coerência de políticas e de representação política, para o qual é indispensável um sentimento de identidade regional. Afinal, que interessa aos minhotos e aos transmontanos que se substitua o centralismo de Lisboa por um centralismo do Porto? Assim, poderá fazer sentido, um modelo assente nas províncias de outrem ou, ainda, nas NUTS3, que desempenham já importantes funções de coordenação política a nível sub-regional.
A segunda questão que é necessário resolver é as competências das regiões. Infelizmente, o comboio de tempestades de janeiro deu-nos uma intuição errada. A ação dos municípios é indispensável para operacionalizar a proteção civil e a reconstrução, mas a resposta a catástrofes deve continuar a ser uma competência nacional, assegurando que há recursos das regiões mais ricas a apoiar as mais fustigadas no seu momento de crise. De igual forma, a gestão do Serviço Nacional de Saúde deve continuar a ser nacional, evitando a dispersão de padrões de cuidado visíveis, por exemplo, em Itália, e que determinaram que esta teve muito piores resultados na resposta à Covid.
As regiões devem responder à realidade dos cidadãos e empresas, que fazem a sua vida sem olhar para as fronteiras administrativas e onde um território muitas vezes
responde com emprego, educação, cultura ou habitação às necessidades do concelho vizinho. Esta necessidade tornou-se, para mim, clara quando trabalhava no gabinete do Primeiro-Ministro, acompanhando de perto a captação de investimento estrangeiro para Portugal. Muitas vezes, é preciso mobilizar a resposta de toda uma região para conseguir trazer investimentos industriais importantes.
Esta abordagem deve, porém, ter balizas, evitando uma concorrência fiscal que inquine o tabuleiro em prol daqueles que já são mais ricos. O trabalho científico de Cailin Slattery e o recente relatório do Global Tax Expenditures Lab apontam para várias limitações a benefícios fiscais localizados numa determinada região ou até dirigidas à captação regional de uma determinada empresa. Muitas vezes, estamos apenas a subsidiar o que já seria investido ou a roubar uma parte da fatia a outra região, sem aumentar o tamanho do bolo nacional.
Debater estas questões é necessário para que o país saiba o caminho que se prepara para trilhar. É preciso dar confiança aos cidadãos de que a criação das regiões administrativas não serve para criar mais lugares para os políticos, mas para verdadeiramente melhorar as suas vidas, através de políticas públicas mais eficientes e que respondam mais rapidamente às necessidades que sentem em cada local. Há 10 anos, ninguém acreditava que uma tão vasta descentralização de competências para os municípios poderia funcionar. Com um pouco de sorte e muito trabalho, também na regionalização poderemos pôr as vacas a voar.
Leia em inglês

Miguel Costa Matos Opinião
Louis Pinto Um marco histórico da diáspora portuguesa no Luxemburgo

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua reconhecida vocação empreendedora. Ao longo de décadas, inúmeros compatriotas têm afirmado percursos de sucesso, criando empresas sólidas e desempenhando funções de relevo nos planos cultural, social, económico e político.
Entre os muitos exemplos de portugueses e lusodescendentes da diáspora, hoje amplamente reconhecidos como um ativo estratégico na projeção internacional de Portugal, destaca-se o percurso inspirador de Louis Pinto, o primeiro burgomestre (presidente da câmara municipal) de origem portuguesa no Luxemburgo, uma nação europeia onde os portugueses representam cerca de 15% da população total, constituindo, desde os anos 80, o mais importante grupo estrangeiro no país. Tradicionalmente ligados às atividades da construção civil, comércio, hotelaria, restauração e serviços, os cerca de 100 mil portugueses residentes no Grão-Ducado assumem uma relevância ímpar. Essa importância foi, aliás, sublinhada em 2023 pelo então primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, no Parlamento Europeu: “A comunidade portuguesa ajudou a construir o meu país. O Luxemburgo não seria o que é hoje sem a comunidade portuguesa.” A trajetória de vida de Louis Pinto corrobora, de forma exemplar, esse papel
determinante dos portugueses no desenvolvimento de um dos países mais prósperos do mundo.
Natural do concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, onde nasceu em 1960, no seio de uma família numerosa, humilde e marcada por dificuldades económicas, César Luís da Costa Oliveira Pinto seguiu, ainda jovem, o caminho da emigração. Na esteira dos pais e dos seus nove irmãos, partiu no final da década de 1960 para o Luxemburgo, em busca de melhores condições de vida.
Após uma primeira estadia num albergue, Louis Pinto, nome que adotou nos anos 80 aquando da aquisição da nacionalidade luxemburguesa, numa época em que não era possível a dupla nacionalidade, fixou-se com a família em Heisdorf, na comuna de Steinsel. Em 1984, após o casamento com Annette Wiltgen, natural de Lintgen, passou a residir nessa localidade situada no cantão de Mersch, nas margens do rio Alzette.
No Grão-Ducado, encetou formação profissional, especializando-se na área da encadernação mecânica e de luxo. Paralelamente, integrou a equipa de futebol do clube de Steinsel e destacou-se como sindicalista, assumindo funções de secretário na Federação dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, uma das mais antigas do país. Mais tarde, ingressou na OGBL, o maior sindicato independente do Luxemburgo, onde integrou o comité, mantendo-se ainda hoje como membro, já na condição de pensionista.
Foi precisamente essa intensa atividade sindical que abriu caminho à sua partici pação política. Em 2005, integrou pela pri meira vez listas para as eleições comunais
em Lintgen. Não tendo sido eleito nessa ocasião, voltou a candidatar-se em 2011, numa fase de crescente envolvimento na vida associativa, desportiva e cultural local, vindo então a ser eleito conselheiro comunal. Posteriormente, exerceu funções como vereador e, em 2023, alcançou um feito histórico ao ser eleito burgomestre de Lintgen, com 1.167 votos. O seu grupo político, Engagéiert Bierger Lëntgen, “Cidadãos Envolvidos”, venceu com 43% dos votos, formando maioria em coligação com o DP. Desde então, assume a liderança da comuna, sendo responsável pela administração local e pela representação institucional do município.
A eleição de Louis Pinto como burgomestre de Lintgen, uma comuna com mais de dois mil habitantes, constitui um marco histórico de elevado significado político e simbólico. Ao tornar-se o primeiro burgomestre de origem portuguesa no Luxemburgo, o autarca, que nunca esconde o orgulho nas suas raízes, corporiza uma conquista coletiva da comunidade portuguesa. Mais do que um sucesso individual, a sua eleição traduz o reconhecimento público de décadas de trabalho, resiliência e integração exemplar de milhares de portugueses que ajudaram a edificar o Luxemburgo contemporâneo.
Este feito representa uma mais-valia inequívoca para a comunidade portuguesa no Luxemburgo, reforçando o seu prestígio, visibilidade e capacidade de influência nas esferas de decisão. Simultaneamente, constitui um motivo de orgulho para Por-

ternacional é uma constante, casos como o de Louis Pinto demonstram que a diáspora portuguesa não é apenas memória de partida, mas sobretudo uma força viva de construção, participação cívica e liderança, contribuindo ativamente para sociedades mais inclusivas, dinâmicas e plurais.


Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.
Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo.
O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

Louis Pinto, burgomestre de Lintgen. © Commune de Lintgen
Daniel Bastos Opinião
Diane Campos Founder/RCIC

O fim do tridente autocrático
Orban, Putin e Trump contra a democracia

AQuem acompanha a política europeia e mundial percebe facilmente que Viktor Orbán foi, durante anos, a principal força de bloqueio às medidas da União Europeia e da NATO para proteger a Ucrânia da invasão russa. No seio dos aliados, Orbán era visto por muitos como um verdadeiro traidor da segurança europeia. Agora, essa política chegou ao fim com a sua derrota histórica nas eleições húngaras. Foram 16 anos de governação ininterrupta, onde a agenda foi marcada por viagens polémicas a Pequim e a Moscovo e por um afastamento progressivo dos valores liberais.
Hungria assumiu, em julho de 2024, a Presidência rotativa do Conselho da União Europeia. Embora Charles Michel tenha incentivado a visita inicial a Kiev, as deslocações seguintes de Orbán à Rússia e à China caíram como uma bomba, obrigando o Presidente do Conselho Europeu a clarificar que o líder húngaro não tinha mandato para dialogar com Vladimir Putin em nome da União. Orbán provou não ser um líder capaz de promover um diálogo genuíno para a paz, mantendo-se sempre como uma voz dissonante no seio da NATO. A criação do grupo "Patriotas pela Europa" no Parlamento Europeu representou um perigo real para a coesão democrática,
tornando-se a terceira maior força política no hemiciclo ao unir Orbán a figuras como Marine Le Pen e Matteo Salvini. Este bloco nacionalista e eurocético, composto por 84 eurodeputados, definiu-se pela oposição ao apoio à Ucrânia. No entanto, as instituições europeias mantiveram-se em sobreaviso contra esta aliança que parecia servir unicamente os interesses do Kremlin, ameaçando a segurança e a liberdade do continente. O agora ex-líder húngaro nunca escondeu o seu entusiasmo pelo regresso de Donald Trump à presidência dos EUA, revendo-se em políticas de ataque às liberdades individuais. É sabido que Trump admira o modelo de "democracia iliberal" de Orbán,
Os “justos” avançam na ofensiva política contra os “impuros”. Estamos agora a caminhar para institucionalizar não a justiça, mas violação de direitos humanos, abusos de poder, interferência não democrática na vida política.
Pacheco Pereira
tendo ambos testado os limites das instituições democráticas. Nos seus sucessivos mandatos, Orbán aprovou mais de mil leis que asfixiaram o poder judicial e a justiça, promovendo uma "guerra cultural" assente na reversão de direitos adquiridos. É profundamente irónico que Orbán, assumidamente ateu, se tenha proclamado o "cruzado" defensor das raízes cristãs da Europa. Perante a queda deste regime, resta a esperança de que o novo Primeiro-Ministro eleito, Peter Magyar, cuja vitória por maioria de dois terços foi confirmada no domingo (12), esteja à altura do desafio e tenha energia suficiente para restaurar o Estado de Direito e afastar os "herdeiros do Reich". A vitória esmagadora do partido TISZA de Péter Magyar não é apenas uma mudança de governo; é um sinal de que os povos europeus, quando mobilizados, conseguem expulsar o autoritarismo das suas instituições. A queda de Orbán marca o início do desmoronamento deste "tridente" que ameaçava o mundo civilizado.
A hipocrisia nas relações com a Venezuela

Foram vários os deputados do PSD e da direita a fazer comentários críticos à deslocação de José Luís Carneiro à Venezuela. Uma atitude estranha, porque dois dias depois o diretor regional das Comunidades Madeirenses aterrava em Caracas e, logo a seguir, o secretário de Estado das Comunidades também, com programas praticamente idênticos. Parecia uma competição para ver quem chegava primeiro, quando a defesa da comunidade portuguesa devia ser encarada por todos como um desígnio nacional.
Alguns dos críticos da deslocação chegaram mesmo a proclamar a ideia absurda de que se tratava de uma legitimação do regime. Com efeito, o líder do PS não ficou à espera que fossem retomados os voos da TAP para Caracas
e, antes de todos, foi apelar à libertação dos detidos, usando para isso os melhores canais, que são os luso-venezuelanos em posições de destaque nas instituições políticas, e pedir proteção para a importante e influente comunidade luso-venezuelana, motor da vida económica do país, e mais atenção para os milhares de compatriotas que vivem em grande precariedade social. Coincidência ou não, a verdade é que, dois dias depois de a delegação do PS ter deixado Caracas, a Lei da Amnistia foi prorrogada por mais 30 dias, o que abre a esperança na libertação dos detidos luso-venezuelanos. Em muitos dos comentários críticos, ressaltava não apenas indiferença relativamente aos anseios e expectativas da comunidade, mas também um certo alheamento quanto às transformações atualmente em curso na Venezuela. Por mais detestável que fosse Nicolas Maduro, a sua captura não deixa de ser uma violação do Direito Internacional e jamais poderia ser classificada como benigna, como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Em boa verdade, a Venezuela, após a captura de Maduro, está a mudar, particularmente devido ao alívio das sanções por parte da Administração Trump e ao reconhecimento do Governo de Delcy Rodriguez, a quem foram também já levantadas as sanções, sendo previsível que o mesmo venha a acontecer por parte da União Europeia.
Não deixa de ser incongruente que os mesmos críticos da deslocação do líder do PS tenham mantido o silêncio sobre a legitimação e o levantamento das sanções a Delcy Rodriguez, bem como sobre os encontros institucionais dos representantes do Governo da República e da Região Autónoma da Madeira. E muito menos se ouviram críticas a uma qualquer legitimação do regime quando o secretário de Estado das Comunidades disse que o Governo Português está disposto a ajudar a Venezuela no processo de transição política, como, aliás, fez também José Luís Carneiro.
Em vez de tanta e tão patética hipocrisia política, mais valia que uma coisa tão importante como são as relações entre
Portugal e a Venezuela e o apoio e acompanhamento à comunidade portuguesa pudessem suscitar a convergência entre as várias forças políticas.
Como foi referido por empresários luso-venezuelanos nos Altos Mirandinos, é da maior importância que se promovam canais de diálogo bilaterais, contribuindo assim para que haja mais previsibilidade nos investimentos e na atividade económica e que a comunidade seja mais valorizada.
Vale a pena recuperar o que disse José Luís Carneiro no encerramento do XXV Congresso do PS, referindo-se à sua deslocação à Venezuela: “Estive junto dos nossos e assim será sempre! Estarei sempre mais perto de quem está mais longe.”
Paulo Pisco - Diretor do Departamento de Comunidades do PS
Vítor Silva Opinião
Paulo Pisco Opinião
Convite à candidatura: Portuguese Canadian Walk of Fame 2026












Call for nominations: 2026 Portuguese Canadian Walk of Fame

NOMEIE / NOMINATE



Num espírito de união e tradição, a comunidade portuguesa em Ontário reuniu-se para celebrar as suas raízes e identidade cultural.
Comunidade portuguesa celebra 46.º aniversário do Rancho Folclórico “As Tricanas” em Hamilton
A comunidade portuguesa reuniu-se no St. Mary’s Hall, em Hamilton, para celebrar o 46.º aniversário do Rancho Folclórico As Tricanas, numa noite marcada pela emoção, tradição e forte espírito de união. Fundado em 1980, o rancho tem sido, ao longo de mais de quatro décadas, um verdadeiro guardião das raízes portuguesas além-fronteiras, mantendo vivas as danças, os trajes e a música que contam a história de um povo. Este aniversário foi mais do que uma comemoração — foi um tributo ao legado construído por gerações. A noite começou com um jantar tradicional português e entre conversas, reencontros e sorrisos, viveu-se um ambiente de grande proximidade e orgulho cultural. A anima ção, a cargo de Carlos & Armando com a Imperial Entertainment, trouxe ainda mais
vida à celebração, enchendo a pista de dança e criando momentos de alegria partilhada que se prolongaram pela noite dentro. Mais do que assinalar uma data, este evento reforçou a importância da comunidade, do voluntariado e do apoio contínuo que permitem ao Rancho Folclórico As Tricanas continuar a sua missão. Foi, acima de tudo, uma noite de pertença — onde passado, presente e futuro se uniram em nome da cultura portuguesa.
Casa dos Açores do Ontário celebra Festa Branca em Toronto
Também no sábado (11) a Casa dos Açores do Ontário realizou mais uma edição
de organizar iniciativas de qualidade e de fortalecer os laços da diáspora açoriana no Canadá. Durante a tarde, a instituição recebeu a visita oficial de António Reis, líder autárquico da Graciosa, acompanhado por Fernando Espínola, Fernando Correia (representantes do Graciosa) e pelo conselheiro da diáspora Matthew Correia. A visita reforçou a proximidade entre os Açores e a comunidade local, consolidando relações institucionais e culturais.
Entre duas pátrias, um só coração: 46 anos de história, união e orgulho graciosense em Toronto
No dia 11 de abril, o Graciosa C. Centre de Toronto assinalou o seu 46.º aniversário com uma cerimónia marcada por momentos de emoção, reconhecimento e forte ligação à comunidade. A sessão teve início com a intervenção de Matthew Correia, responsável pelas relações públicas do clube, que deu as boas-vindas aos presentes. Seguiu-se o discurso do novo presidente do executivo, Fernando Correia, que agradeceu a presença de convidados de honra, ex-presidentes e membros da direção, destacando o simbolismo de reunir “dois presidentes — da terra que nos viu partir e da terra que nos acolheu”.
Segundo Matthew Correia, a componente solene incluiu a interpretação, à capela, dos hinos do Canadá e de Portugal por Tânia Barbosa, tendo sido também ouvido o hino dos Açores. Foi ainda respeitado um minuto de silêncio em homenagem aos fundadores, sócios e antigos dirigentes já falecidos. Na qualidade de Conselheiro da Diáspora Açoriana pelo Ontário, Matthew Correia transmitiu uma mensagem do Diretor Regional das Comunidades Açorianas, em representação do Governo dos Açores. Durante a sua intervenção, apresentou igualmente uma proposta para a instalação de um elevador no clube, projeto já aprovado em Assembleia Geral, sublinhando a importância de adaptar o espaço ao envelhecimento da comunidade. Referiu ainda a abertura manifestada pela Ma-


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yor de Toronto para apoiar a iniciativa, que foi prontamente valorizada pelo presidente do Executivo.
Foram também partilhadas mensagens institucionais de diversas entidades e personalidades, incluindo representantes políticos e organizações comunitárias, bem como reconhecida a presença de figuras relevantes da comunidade local. Após o jantar, a presidente da Câmara Toronto, Olivia Chow, dirigiu-se aos convidados, tendo sido homenageada com distinções simbólicas. Seguiu-se a intervenção do Presidente da Câmara de Santa Cruz da Graciosa, António Reis, que reforçou os laços entre a ilha e a diáspora, num momento de grande significado institucional. Um dos pontos altos da noite foi a homenagem ao casal Aldevino e Maria Ivo, fundadores e antigos presidentes do clube. A sua trajetória foi evocada por Matthew Correia, num momento emotivo que culminou com a entrega de distinções e palavras de agradecimento, na presença do seu filho, também ele dedicado dirigente da instituição.
O presidente da Assembleia Geral, Fernando Espínola, usou também da palavra para agradecer ao casal homenageado e a Matthew Correia pela condução do programa da noite, pela organização protocolar e pelo acompanhamento das entidades oficiais.
Mais do que celebrar um aniversário, o Graciosa Community Centre voltou a afirmar-se como um verdadeiro porto de abrigo para a alma açoriana no Canadá — um espaço onde memórias se entrelaçam com novos sonhos, onde gerações se encontram e onde a distância nunca apaga as raízes. Porque, enquanto houver quem cante, recorde e construa em conjunto, a Graciosa continuará viva — não apenas na ilha, mas em cada coração que a leva consigo. RMA/MS Read in english


Encontro Vianense também aconteceu na Peach Gallery Histórias de vida e memórias partilhadas, um livro de legado, cultura e emoção
Há momentos que transcendem o simples acontecer — momentos que nos tocam profundamente, que nos unem e que permanecem gravados na memória como testemunhos vivos de esperança, generosidade e propósito. Este evento nasceu desse espírito: de uma vontade genuína de fazer a diferença, de aproximar pessoas e de acender luzes onde, por vezes, só existe silêncio.
Integrado no espírito do Encontro Vianense, este momento trouxe Viana do Castelo no coração — como quem guarda memórias, tradições e afetos que resistem ao tempo e à distância. Foi, em essência, uma verdadeira embaixada cultural, onde a alma vianense se fez sentir de forma autêntica e emocionante.
Assim, os artistas populares Augusto Canário e Cândido Miranda marcaram presença este fim de semana na Peach Gallery, em Toronto, participando num evento cultural que reuniu membros da comunidade portuguesa num ambiente de emoção, partilha e celebração da identidade lusa: a apresentação do seu livro.
Rodeado pelo público, o cantor destacou a importância simbólica do espaço, considerado um ponto de encontro relevante para a dinamização cultural da comunidade portuguesa na cidade. Apesar de alguma incerteza quanto à adesão, sublinhou que “independentemente de quem esteja, vale o evento”, reforçando o valor destas iniciativas. Durante a intervenção, Augusto Canário manifestou também preocupação com o futuro da língua portuguesa no estrangeiro, referindo a possível retirada do ensino
do português das escolas públicas como um sinal inquietante. “Temos de continuar a lutar para manter a nossa cultura viva”, afirmou, enaltecendo o papel das comunidades emigrantes nessa missão. odeado pela sua gente, Augusto Canário destacou a importância do momento vivido num espaço que considera emblemático para os portugueses na diáspora.
“Há uma grande alegria e uma emoção muito forte por estarmos aqui”, afirmou, sublinhando que o local é hoje “um dos maiores polos culturais da comunidade portuguesa” na cidade canadiana. Ainda assim, não escondeu alguma preocupação quanto à adesão ao evento. “Não sabemos como vai ser. Pode vir muita gente, pode vir pouca, mas o que importa é o valor do evento”, referiu.
O artista evidenciou também o peso simbólico destes encontros, não apenas como celebração cultural, mas como expressão de identidade e continuidade. “É uma responsabilidade, mas também uma grande alegria”, reforçou. Questionado sobre a mensagem que leva consigo sempre que regressa a Portugal após contactar com as comunidades emigrantes, Augusto Canário destacou dois sentimentos essenciais: “o carinho e a gratidão pela forma como somos recebidos”.
Apesar de reconhecer que nem todos os eventos conseguem mobilizar grandes multidões, sublinhou a persistência de quem mantém viva a cultura portuguesa além-fronteiras. “Há sempre uma vontade de continuar a lutar por ter Portugal presente na comunidade”, disse. Num tom mais sério, deixou ainda um
alerta sobre o futuro do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, nomeadamente no Canadá. “Tempos negros aproximam-se com a retirada do português das escolas públicas, e isso é preocupante”, afirmou.
Ainda assim, a mensagem final foi de resistência e esperança: “Como sempre fizemos, há sempre alguém que luta, que resiste e que persiste. O caminho é manter a nossa cultura viva.”
Em declarações, Cândido Miranda explicou que o livro surge como uma forma de preservar esse legado. “O livro é uma resenha dos nossos mais de 40 anos de parceria a cantar ao desafio e contém, fundamentalmente, dedicatórias ou textos sobre nós, de pessoas amigas que lá deixaram o seu depoimento sobre o que acham da nossa dupla”, afirmou. A publicação inclui ainda fotografias dos vários projetos em que participaram, reunindo momentos marcantes até à atualidade. “É, para nós, um legado de memória que quisemos deixar para quem o quiser conhecer”, acrescentou. Questionado sobre a ligação às comunidades portuguesas, especialmente a de Toronto, o artista destacou o sentimento de gratidão. “No coração, rima com gratidão. A forma como nos tratam nas nossas comunidades, especialmente aqui… A verdade é que temos de ter muita gratidão”, sublinhou, referindo que o acolhimento recebido torna a apresentação da obra ainda mais especial. “É hora, agora, de agradecer esta honra que nos dão de apresentar este nosso livro a esta comunidade de portugueses aqui em Toronto.”
Sobre a arte do improviso e da rima, característica do cantar ao desafio, Cândido Mi-
randa considera que existe uma componente natural difícil de explicar. “Acho que é um dom. Assumimos que é um dom que Deus nos deu e que nós tentámos desenvolver”, disse. Ainda assim, aponta a observação como elemento essencial: “Há uma coisa que é fundamental para o improviso: é a perspicácia. É ver, às vezes, o que está na sala para poder falar do que está à nossa volta.”
A obra, recorde-se, reúne testemunhos, dedicatórias e fotografias que retratam o percurso artístico da dupla, constituindo um importante registo de memória. A sessão terminou com um forte sentimento de proximidade entre os artistas e a comunidade portuguesa de Toronto, num momento em que a cultura, a língua e a identidade nacional voltaram a estar em destaque. Que este encontro não termine aqui, mas que continue a ecoar em cada gesto, em cada coração que foi tocado. Porque quando nos unimos por uma causa maior, deixamos de ser apenas indivíduos — tornamo-nos força, tornamo-nos mudança.
Este evento organizado por Augusto Bandeira (líder dos Amigos de Viana), contou com o alto apoio de Manuel Da Costa, comendador, empresário e filantropo, cuja dedicação e compromisso com o bem comum foram essenciais para tornar este momento possível.
VEJA
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Nos dois dias
Encontro Vianense em Toronto foi também formação e celebração cultural minhota
Entre o som das concertinas, o brilho do ouro minhoto e a força das memórias que atravessam o Atlântico, Viana do Castelo voltou a afirmar-se como um dos grandes corações culturais da diáspora portuguesa no Canadá. De 10 a 12 de abril de 2026, Toronto acolheu a segunda edição do “Encontro Vianense”, uma iniciativa que foi muito mais do que um evento cultural: foi reencontro, identidade e pertença.
Convidada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, uma comitiva de 21 bailarinos e músicos, representando 13 grupos folclóricos da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM), levou consigo a essência viva de uma região onde a tradição não era memória, era presença. Esta embaixada cultural integrou o Rancho de Danças e Cantares de Afife, o Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha, o Grupo Etnográfico de Areosa, o Grupo Folclórico Cultural Danças e Cantares de Carreço, o Grupo Etnográfico de Castelo do Neiva, o Grupo Folclórico de Castelo do Neiva, o Grupo Folclórico da Associação Cultural de Chafé, o Rancho Folclórico das Terras de Geraz do Lima, o Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela, o Rancho Folclórico do Centro Social Desportivo e Cultural de Outeiro, o Grupo de Danças e Cantares de Perre, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo e o Grupo Folclórico de Viana do Castelo. Coordenado por Cândido Torres, este conjunto de grupos representou um mosaico vivo da identidade vianense, onde cada traje, cada canto e cada passo
de dança transportava séculos de tradição transmitida de geração em geração.
O programa teve início no dia 10, no First Portuguese Canadian Cultural Centre, com uma primeira jornada marcada pela cultura, pela partilha e pela emoção, tendo sido exibido um trabalho cinematográfico de Flávio Cruz sobre a Romaria d’Agonia, seguido de uma tertúlia com o realizador, num momento de reflexão sobre um dos maiores símbolos da identidade de Viana do Castelo. Depois, a música tomou conta do espaço com um workshop de instrumentos e ritmos tradicionais portugueses, onde os participantes tiveram contacto direto com sonoridades do Minho e chegaram mesmo a aprender uma canção tradicional vianense, tendo o almoço sido oferecido por este clube comunitário.
Durante a tarde, nesse mesmo dia, e já na Associação Cultural do Minho de Toronto, a tradição continuou a ganhar forma
através de oficinas de danças tradicionais portuguesas, destinadas a crianças até aos 7 anos, e posteriormente a jovens e adultos, promovendo não só a aprendizagem de passos e coreografias, mas também o conhecimento dos costumes associados a essas expressões culturais. O dia terminou com uma tertúlia dedicada ao trajar e ao ourar à moda de Viana, onde se partilhou saberes antigos e apresentaram peças representativas das várias freguesias, num testemunho vivo da arte do ouro e do traje minhoto. De salientar ainda deste dia que as mãos da Glória Pereira, com o grande cunho de Rosa Bandeira preparam um belo arroz de feijão e uns belos panados oferecidos a todos. Aliás, a companheira de Augusto - a Rosa - faz juz ao velho lema: “por detrás de um homem, está sempre uma grande mulher”… organizada. No segundo dia (ver reportagem neste jornal), na Peach Gallery, a cultura po-


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pular voltou a estar em destaque, com a apresentação do livro “Augusto Canário & Cândido Miranda – Mais de quarenta anos a cantar ao desafio”, na presença dos próprios músicos, num momento de memória e reconhecimento de uma vida dedicada ao improviso e à tradição oral. Seguiu-se a oficina “De repente canta a gente”, dedicada ao cantar ao desafio, onde os participantes foram convidados a experimentar técnicas e segredos desta forma de expressão popular, aprendendo que o improviso também era uma arte profundamente enraizada na identidade do Minho. O encontro culminou numa gala solidária (ver reportagem neste jornal), de apoio à Magellan Community Foundation, destinada à construção de um centro comunitário luso-canadiano, bem como aos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, reforçando o espírito de união entre cultura e solidariedade que atravessou todo o evento.
Mais do que um programa cultural, o “Encontro Vianense” afirmou-se como uma ponte viva entre Viana do Castelo e a diáspora portuguesa no Canadá. Em Toronto, durante estes dias, a tradição não foi apenas lembrada: foi vivida, ensinada e sentida, provando que a distância não enfraquece a identidade — apenas a transforma em encontro.




II Encontro Vianense 2026
Mostrou que verdadeira força da cultura está na qualidade
O II Encontro Vianense 2026 voltou a afirmar-se como um momento alto da comunidade, onde emoção, identidade e cultura se cruzaram num ambiente de grande participação. O coração de Viana falou alto, marcou o ritmo e a agenda luso-canadiana. Num momento em que o sucesso de eventos muitas vezes se mede pela dimensão, Augusto Bandeira deixou uma mensagem clara e sem hesitações: a verdadeira força da cultura não está na quantidade, mas na qualidade.
Em Mississauga, o líder dos “Amigos de Viana” celebrou um encontro “cheio e acima das expectativas”, mas fez questão de sublinhar que o mais importante não é crescer rápido — é crescer bem, com identidade, emoção e continuidade. Neste contexto, Augusto Bandeira, líder da organização “Amigos de Viana de Toronto”, fez um balanço positivo do segundo encontro, sublinhando que, apesar do entusiasmo, o foco imediato está na sua conclusão antes de avançar para novos planos. “O primeiro já passou e correu muito bem. O segundo superou as expectativas, com sala cheia. Houve um momento inicial de alguma ansiedade, mas conseguimos ultrapassar e, neste momento, tudo está a correr muito bem”, afirmou. No final, Augusto Bandeira agradeceu aos patrocinadores, reconhecendo o contributo de todos os envolvidos, e destacou ainda a colaboração de vários clubes comunitários, salientando a importância da união para o sucesso da iniciativa. Questionado sobre a possibilidade de um terceiro encontro, Augusto preferiu adotar uma abordagem prudente: primeiro terminar o atual com sucesso e só depois pensar nos próximos passos. Ainda assim, destacou a importância de dar continuidade a iniciativas deste tipo. “Aquilo que começa não deve parar. É como uma criança que está a gatinhar — precisamos de ver como vai crescer e evoluir.” Sobre a pressão associada à organização, Augusto revelou sentir-se confortável nesse contexto. “O coração bate sempre forte. Gosto de pressão e de adrenalina. Quanto mais pressão existe, mais eu avanço. Sem pressão, não se faz nada”, afirmou, sublinhando que é esse espírito que faz os projetos avançarem. Defendeu ainda uma cultura bem divulgada,
com qualidade e não apenas quantidade, destacando a importância de dar à juventude acesso a iniciativas de valor e de ir passando, com consistência, o testemunho às novas gerações. Bandeira deixou uma mensagem de esperança, reforçando a necessidade de continuar a envolver os mais jovens e garantir a continuidade do projeto com qualidade e futuro.
Mafalda Rego destaca forte ligação com comunidade luso-canadiana e defende valorização das tradições
Mafalda Silva Rego, rosto da embaixada cultural de Viana do Castelo, destacou a forte ligação criada com a comunidade luso-canadiana na sua mais recente visita, que considerou especialmente marcante. Sublinhou a proximidade com pessoas de todas as idades — desde crianças a idosos — e o intercâmbio com grupos folclóricos locais. Para a responsável, esta interação reforçou a comunicação e evidenciou a importância de valorizar as comunidades emigrantes. Defendeu ainda que estas devem ter mais oportunidades de visitar Portugal e viver tradições como a Romaria da Senhora da Agonia, acreditando que isso fortaleceria o orgulho na identidade portuguesa.
Flávio Cruz destaca paixão e união da comunidade emigrante
A comunidade portuguesa em Toronto continua a revelar um forte apego às suas tradições e identidade cultural, segundo Flávio Cruz, convidado de um encontro com oficinas e atividades culturais que reuniu dezenas de participantes. “O amor pelas suas raízes é inexcedível”, afirmou, destacando a forte adesão e o envolvimento de várias gerações, sinal da ligação à cultura portuguesa. Este foi o segundo encontro na cidade, e o regresso poderá repetir-se: “Quem vem duas vezes, vem três, vem quatro”, disse. Para muitos emigrantes, estas iniciativas são um reencontro com a língua, a música e as tradições de Portugal. Manuel Da Costa destaca ligação às origens e papel da diáspora na preservação da cultura portuguesa
O empresário, comendador, filantropo e líder da Magellan Community Foundation,
Manuel Da Costa, natural de Viana do Castelo, destacou a importância da ligação às origens e o papel fundamental da comunidade na preservação da cultura portuguesa no estrangeiro. Visivelmente emocionado, Manuel Da Costa sublinhou o orgulho em ver a cidade minhota reforçar a sua presença além-fronteiras. “É uma grande conquista ver Viana do Castelo chegar ao Canadá”, afirmou, acrescentando que momentos como este permitem reviver tradições e fortalecer o sentimento de pertença. “Quando revisitamos a nossa terra, reacende-se uma chama dentro de nós.” O líder comunitário fez ainda questão de elogiar o trabalho dos voluntários, que considera essencial para a continuidade cultural. “Há pessoas que, sem obrigação, dão tanto de si para manter viva a nossa identidade. Isso merece toda a nossa admiração e respeito”, destacou, reconhecendo o esforço daqueles que impulsionam iniciativas culturais junto das comunidades emigrantes. Na qualidade de responsável pelo “Lar Magalhães”, Manuel Da Costa reconheceu que o contexto atual traz desafios, sobretudo financeiros, mas garantiu que o foco permanece inalterado. “Vivemos tempos complicados, mas continuamos comprometidos com o propósito que nos levou a iniciar este projeto”, afirmou. Com cerca de 18 meses ainda pela frente, o projeto entra numa fase decisiva, em que “as etapas finais são sempre mais exigentes”, sublinhou, destacando o papel essencial da comunidade e o crescente envolvimento em torno da iniciativa, prometendo “manter viva a chama e unir a diáspora”.
Bombeiros de Viana destacam ligação emocional com comunidade luso-canadiana e elogiam preservação das raízes David Lourenço, presidente dos Bombeiros de Viana do Castelo esteve no Canadá, acompanhado pelo comandante Jorge Alonso, numa visita marcada pela proximidade e reconhecimento à comunidade emigrante. Em declarações, o presidente destacou a forte ligação emocional sentida, sublinhando que a comunidade luso-canadiana “faz-nos sentir em casa” e que, apesar da distância, a ligação a Portugal permanece viva. Enalteceu ainda a preser-
vação das raízes culturais e a solidariedade sem fronteiras, deixando uma mensagem de gratidão e respeito pelo trabalho de quem serve os outros. Organizado pelos “Amigos de Viana”, recorde-se que o II Encontro Vianense 2026, realizado a 11 de abril em Mississauga, voltou a reunir a comunidade em torno da cultura, música e tradições minhotas, num ambiente de grande convívio e celebração. Apresentado por Rómulo Ávila e Verónica Travassos, o evento contou com a presença da “embaixada cultural” de Viana do Castelo, da dupla Canário e Miranda, dos Bombos e do Rancho Folclórico da Associação Cultural do Minho de Toronto, bem como do segmento “Tuga Nights”, destacando-se pela forte animação e pela expressiva adesão do público. A presença do chefe de gabinete da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Marco Silva, reforçou a importância da iniciativa na valorização da cultura portuguesa no estrangeiro. Para além do caráter festivo, o encontro manteve a sua vertente solidária, com a angariação de 30.500 dólares para os Bombeiros de Viana do Castelo e igual montante para o projeto “Sonho Português” do Lar Magalhães, que continua firme no caminho de se tornar uma realidade.
“Entre sombras misteriosas”, mais do que um evento, foi um reencontro de raízes. E “Havemos de ir a Viana”, pois “se o meu sangue não me engana”, há destinos que a memória insiste em cumprir, mesmo quando o tempo tenta desviar o caminho. Porque a fantasia engana, mas o coração lembra. Ficam as palavras como maré: leves, teimosas, eternas. E deixai-me com esta crença — de que tudo o que foi vivido regressa, um dia, em forma de lugar, de rosto, de abraço. Os pecados têm vinte anos… os remorsos têm oitenta. E entre uns e outros, vai-se fazendo a vida — com saudade, com esperança, e com Viana sempre à espera...
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Credito:
Adriana Paparella

Diferenças entre concelhos e perfis marcam rendimentos nos Açores
Desigualdades nos concelho, género, idade e escolaridade continuam a marcar os rendimentos na Região, segundo dados do INE. Média anual de 2024 situa-se nos 1174,93, menos 116,34 euros face à média de Portugal Continental
Os dados relativos a 2024 mostram que o ganho médio mensal na Região Autónoma dos Açores foi de 1174,93 euros, com diferenças quando analisado ao nível local e por diferentes variáveis socioeconómicas. Um valor que está abaixo da média anual de Portugal Continental (1291,26 euros).
Os números apresentados referem-se a trabalhadores por conta de outrem a tempo completo com remuneração completa, sendo que o total inclui igualmente trabalhadores com nível de educação e idade desconhecidos. Para o cálculo da média anual, foram considerados os três quartis disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), verificando-se que o terceiro quartil apresenta, como habitual, o valor mais elevado, influenciado sobretudo pelo subsídio de natal (13.º mês).
Ao nível geográfico, os valores da Região variam de forma acentuada entre concelhos. O rendimento médio mais elevado é
registado no Corvo, com 1490,55 euros, especialmente devido aos resultados do terceiro quartil (2204,53 euros). Em contraste, os valores mais baixos observam-se em concelhos como Calheta (1022,08 euros), Povoação (1041,45 euros) e Vila Franca do Campo (1040,68 euros). Outros concelhos, como Nordeste (1056,39 euros), Lajes das Flores (1055,35 euros) e Velas (1095,61 euros), apresentam também níveis salariais abaixo da média regional.
Por outro lado, concelhos com maior centralidade económica registam valores mais elevados, nomeadamente Ponta Delgada (1238,63 euros), Horta (1171,54 euros),
Angra do Heroísmo (1170,57 euros) e ainda Vila do Porto (1290,85 euros).
No que diz respeito à distribuição por género, os dados indicam que os homens auferem, em média, 1210,02 euros, enquanto as mulheres recebem 1138,17 euros, evidenciando uma diferença salarial de mais de 70 euros no final das contas. Esta diferença verifica-se na maioria dos concelhos, como em Ponta Delgada (1287,25 euros para homens e 1195,51 euros para mulheres) e na Horta (1223,91 euros para homens e 1124,50 euros para mulheres).
Relativamente ao nível de escolaridade, os rendimentos aumentam de forma significativa com o grau de educação. Trabalhadores com escolaridade inferior ao 1.º ciclo apresentam ganhos médios próximos dos 994 euros, enquanto aqueles com ensino básico e secundário se situam, respetivamente, em torno dos 1068 euros e 1153 euros. Já os indivíduos com ensino superior registam ganhos médios de cerca de 1825 euros. Em alguns casos específicos, como em Ponta Delgada, os rendimentos passam de cerca de 1040 euros nos níveis mais baixos para 1921 euros no ensino superior. Em Vila do Porto, o valor associado ao ensino superior anual atinge os 5599,74 euros.
Sobre a análise dos grupos etários, os trabalhadores com 34 anos ou menos auferem, em média, 1093,53 euros, enquanto os que se situam entre os 35 e os 54 anos registam cerca de 1219,54 euros. Já os trabalhadores com 55 ou mais anos apresentam um rendimento médio de aproximadamente 1269,91 euros.
Em Ponta Delgada, os trabalhadores mais jovens auferem cerca de 1140,75 euros, enquanto os com mais de 55 anos atingem aproximadamente 1461,03 euros. Em Vila do Porto, os rendimentos aumentam de 1123,31 euros nos mais jovens para 1754,17 euros nos mais velhos. AO/MS
Mulheres Socialistas da Madeira alertam para o aumento da violência contra as mulheres
A Comissão Política das Mulheres Socialistas da Madeira (MSM) reuniu-se numa sessão marcada pela apresentação do plano de atividades para 2026 e pela análise dos dados mais recentes do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
Oplano de atividades, subordinado ao lema ‘Pela Igualdade: Resistir, Transformar, Agir’, conforme dá conta o MSM em nota de imprensa, estrutura-se em três eixos e define como prioridades o “reforço da organização interna, a capacitação das mulheres para a participação política e cívica e uma maior presença no território”.
Entre as linhas gerais destacam-se ações de formação, dinamização de debates públicos, criação de grupos de trabalho temáticos, reforço do trabalho em rede com a sociedade civil, a criação de uma rede de apoio às mulheres eleitas pelo Partido Socialista e a promoção de iniciativas de sensibilização e intervenção pública. Um dos pontos centrais da reunião foi também a análise da situação política. A presidente da estrutura regional, Cátia Vieira Pestana, abordou os números do RASI, recentemente divulgados, que apontam para um aumento da violência contra as mulheres. As MSM manifestam “preocupação face aos indicadores relativos à violência sobre as mulheres”. Em 2025, foram registadas 29.644 participações de violência doméstica, mantendo-se esta como uma das tipologias criminais mais expressivas, apesar de uma ligeira descida de 1,9% face ao ano anterior. Ainda assim,
o aumento da violência contra menores (+8,6%) reforça, segundo a estrutura, a necessidade de respostas públicas mais eficazes e articuladas.
“Os dados do RASI confirmam uma realidade que não pode ser ignorada. Continuamos a registar níveis muito elevados de violência sobre as mulheres, o que demonstra que as respostas existentes ainda não são suficientes. É necessário reforçar as políticas públicas de prevenção, garantir proteção efetiva às vítimas e assumir este combate como uma prioridade política clara”, afirma Cátia Vieira Pestana.
Particular destaque é dado ao crime de violação, que registou um aumento de 6,4% em 2025, atingindo o valor mais elevado da última década e confirmando uma tendência de crescimento. As MSM alertam para a gravidade deste indicador, sublinhando que a maioria das vítimas são mulheres e que, em mais de metade dos casos, existe uma relação de proximidade entre vítima e agressor. “O aumento do número de violações é particularmente alarmante e não pode ser dissociado do contexto social que vivemos. Assistimos a uma crescente normalização de discursos de ódio e à
persistência de padrões de masculinidade tóxica que, quando não são contrariados, acabam por legitimar formas extremas de violência. É fundamental travar este retrocesso”, sublinha Cátia Vieira Pestana. As MSM defendem, neste contexto, uma resposta integrada que articule prevenção, educação para a igualdade e intervenção no terreno, em linha com o plano de atividades agora apresentado, assumindo o combate à violência contra as mulheres como uma prioridade política e social.
JM/MS






Viana


com alma, vida e amor: a



W o r kshop
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do Castelo afirma-se uma terra de forte profundo enraizamento onde o mar e o tram e moldam vida das suas entre tradições tas, festas populares ção constante ao território símbolo de pertença um lugar vivido com intensidade, beleza das suas paisagens, tradições e por um orgulho nesse mesmo espírito, o Encontro dois dias intensos de cultura, portuguesa no Canadá, onde música e dança reuniram reviver memórias do Minho, e manter viva a ligação às reportagem fotográfica não conseguir conter do evento, procura a essência de um tro onde a tradição e a cultura falam mais alto.
Nas ilhas cresci com mar bravo,no Minho encontrei chão e valor; sou filho de dois mesmos lavrados, do Atlântico feito em amor.
De Açores trago o sal da memória, de Viana o coração a bater; sou Rómulo em nova história, duas terras num só viver.
E quando o vento me chama baixinho, trago no peito mais céu e paixão; Viana do Castelo no meu caminho, Portugal e Açores a pulsar no coração.




Viana
a tradição que cruza o Atlântico

Viana afirma-se como forte identidade e enraizamento cultural, monte se enconmoldam o modo de suas gentes, tradições minhopopulares e uma ligaterritório que a tornam e memória coletiva, intensidade, marcado pela paisagens, pela riqueza das suas orgulho que atravessa gerações; Encontro Vianense celebrou cultura, tradição e identidade onde workshops, tertúlias, reuniram a comunidade para Minho, partilhar saberes às raízes. Esta é uma que, apesar de toda a alma procura captar encontradição cultura mais
















Carros autónomos podem chegar a Toronto?
A empresa norte-americana Waymo, especializada em veículos autónomos, está a considerar expandir o seu serviço de transporte sem condutor para novas cidades, incluindo Toronto.
Oserviço, já presente em várias cidades dos Estados Unidos, funciona sem qualquer motorista humano, utilizando tecnologia avançada que permite aos veículos “ver” em todas as direções e operar continuamente sem fadiga.
A presidente da câmara de Toronto, Olivia Chow, mostrou cautela face à possível chegada da tecnologia, sublinhando que a prioridade é proteger os empregos locais. A autarca afirmou que não apoiará o projeto caso este prejudique trabalhadores ou re-
duza salários. Especialistas também levantam preocupações, nomeadamente sobre o impacto no trânsito e questões legais em caso de acidentes. Além disso, projetos anteriores de veículos autónomos na cidade tiveram resultados limitados.
A opinião pública está dividida: enquanto alguns cidadãos veem vantagens na eficiência e inovação, outros demonstram receio quanto à segurança e ao impacto no emprego.
Para já, nem o governo provincial de Ontário nem a Waymo confirmaram oficialmente a implementação do serviço na cidade.
CP24/MS
Começa a escavação de túneis para o troço do centro da "Ontario Line"
Poderá ter visto vedações e gruas a surgir para a construção da Ontario Line, mas os três níveis de governo reuniram-se na quinta-feira (16) para anunciar "um marco", à medida que o trabalho começa num local que não conseguimos ver.
Aescavação de túneis começou oficialmente no segmento do centro da linha de trânsito de 15,6 quilómetros de extensão, anunciou o Primeiro-Ministro provincial Doug Ford. "Se não agirmos agora, há demasiadas pessoas a perder tempo no trânsito", afirmou na conferência de imprensa de quinta-feira.
Este é um "momento histórico" para Toronto e acabará por trazer acesso a transportes rápidos a quase 230.000 residentes, disse a presidente da câmara, Olivia Chow. Duas máquinas perfuradoras de túneis vão escavar a 40 metros de profundidade, desde a estação Exhibition, a oeste, em direção ao Don Yard, perto de Lakeshore Boulevard e da Don Valley Parkway, segundo um comunicado da província. A Ontario Line, que também terá secções à superfície, está planeada para funcionar entre 15 estações e mais de 40 ligações de transporte.
O Ministro dos Transportes de Ontário, Prabmeet Sarkaria, afirmou que o trabalho já está a decorrer "em toda a linha". Isso inclui as secções elevadas que se estenderão da Don Valley Parkway até às estações de Thorncliffe Park, bem como a ligação ao bairro de Pape Village pela primeira vez,
disse ele.
Espera-se que a linha abra no "início da década de 2030", de acordo com o CEO da Metrolinx, Michael Lindsay. Ele referiu que, apesar de a escavação de túneis estar a decorrer, tal não marca ainda o início de um "progresso de construção de grande escala no projeto".
"A complexidade deste trabalho é tremenda", afirmou Lindsay, acrescentando que o trabalho de tunelização no centro da cidade é próximo de uma linha ferroviária existente "que tem de continuar a prestar serviço".
Todos os níveis de governo contribuem para o projeto
Ford disse que está a ser feito um progresso "inacreditável" para expandir o transporte na Grande Área de Toronto (GTA).
O governo federal investiu 4 mil milhões de dólares no projeto da Ontario Line, o que representa o seu maior gasto em transportes na GTA, disse o Ministro federal Evan Solomon, que supervisiona a inovação em inteligência artificial e o desenvolvimento económico federal para o sul de Ontário.
"Quando os governos trabalham juntos, construímos juntos e construímos rápido", afirmou. Solomon acrescentou que estes projetos de transporte não servem apenas para levar as pessoas do ponto A ao ponto B, mas sim para abordar o tempo e o dinheiro que os residentes gastam nas suas deslocações diárias.
Frequência nas escolas de Ontário cai para 40% e governo avalia mudanças
A frequência nas escolas secundárias da província de Ontário caiu para cerca de 40% dos objetivos definidos, segundo novos dados divulgados pelo governo, numa altura em que se discutem mudanças no sistema de avaliação dos alunos.
De acordo com a informação oficial, a taxa de assiduidade tem vindo a descer de forma significativa ao longo da última década e agravou-se após a pandemia. No último ano letivo, apenas cerca de 40,2% dos alunos do 9.º ao 12.º ano cumpriram o nível de presença considerado adequado.
Perante estes números, o governo provincial, liderado pelos Progressive Conservative Party of Ontario, está a estudar uma nova medida que poderá atribuir parte da nota final dos alunos à assiduidade.
O ministro da Educação, Paul Calandra, afirmou que a ideia surgiu de professores que enfrentam dificuldades com faltas e controlo das turmas. Segundo o governante, a proposta pretende melhorar a disciplina e incentivar a presença nas aulas.
Atualmente, os conselhos escolares consideram como ausência relevante a falta a 10% ou mais das aulas, o que pode desencadear medidas disciplinares adicionais. Os dados mostram ainda que a assiduidade tende a piorar com a idade: os alunos do 9.º ano apresentam melhores taxas de presença do que os do 11.º ano.
O governo diz que continuará a analisar medidas para travar o absentismo escolar, num problema que tem vindo a agravar-se desde antes da pandemia.
GN/MS
Ontário quer proibir trabalhadores de pagar pelos uniformes
O governo de Ontário quer proibir que os trabalhadores tenham de pagar pelos seus próprios uniformes obrigatórios.
Oministro do Trabalho, David Piccini, defende que ninguém deve ter de suportar custos do próprio bolso para poder trabalhar. A medida visa sobretudo setores com empregos de entrada, como o retalho, hotelaria e restauração, onde alguns trabalhadores chegam a pagar mais de 50 dólares por uniforme.
A proibição aplicar-se-á a uniformes obrigatórios e específicos da empresa, como aqueles com logótipos, que não possam ser usados fora do trabalho. O governo está também a estudar possíveis exceções para pequenas empresas. Além disso, estão a ser propostas novas regras para agências de talentos, incluindo limites às comissões e a obrigatoriedade de pagamentos atempados aos profissionais do setor do entretenimento.
CBC/MS
Governo de Ford autoriza consumo de álcool na maioria das áreas dos parques provinciais
O governo de Ontário, liderado por Doug Ford, vai permitir o consumo de álcool em quase todas as áreas dos parques provinciais já a partir deste verão.
Até agora, o consumo era limitado aos parques de campismo, mas passará a ser autorizado em zonas como praias e áreas de piquenique. Os visitantes poderão levar bebidas alcoólicas ou adquiri-las em alguns parques.
O ministro do Ambiente, Todd McCarthy, afirma que a medida pretende melhorar a experiência dos visitantes e incentivar
o turismo, garantindo ao mesmo tempo a segurança. Apesar da flexibilização, continuam em vigor regras contra comportamentos ilegais, como consumo por menores ou intoxicação em público. Algumas zonas, como parques infantis e áreas desportivas, continuarão a proibir álcool.
A decisão insere-se numa estratégia mais ampla do governo para modernizar as regras sobre o consumo de bebidas alcoólicas na província.
CTV/MS

Carney após vitória nas intercalares "É hora de falar a sério"
O Primeiro-Ministro Mark Carney afirma que utilizará a sua recém-conquistada maioria para fazer aprovar legislação que os partidos da oposição travaram nos últimos anos, declarando que o seu foco imediato será a aprovação rápida de medidas de acessibilidade e de um projeto de lei destinado a acelerar a construção de habitação.
Os candidatos Liberais em dois círculos eleitorais de Toronto derrotaram rotundamente os seus adversários nas eleições intercalares de segunda-feira, melhorando o desempenho já forte do partido em ambos os assentos nas últimas eleições gerais. O partido também venceu uma disputa renhida em Terrebonne, um círculo na área de Montreal que é, há muito, um reduto do Bloc Québécois.
Carney apresentou estas vitórias, particularmente a do Quebeque, como um forte endosso à agenda do governo. Afirmou que as vitórias eleitorais mostram que a maioria não foi alcançada apenas através de mudanças de bancada (floor-crossings).
"Acho que, muito claramente, os canadianos querem que o governo gover-
ne", disse ele. "Esse é o produto das últimas 24 horas: um apoio forte e crescente. A proporção de votos no Partido Liberal subiu bastante. É um voto forte a favor."
Carney disse que "não saiu para celebrar" ontem à noite, mas que aguarda com expectativa o controlo total da Câmara dos Comuns para não ter de lidar com o que descreveu como "espetáculo mediático" (showboating), particularmente nas comissões parlamentares, onde o obstrucionismo (filibustering) tem sido uma constante nos últimos anos.
O projeto de lei anti-ódio dos Liberais, por exemplo, foi retido durante meses por obstrução Conservadora devido a preocupações de que este pudesse restringir a liberdade de expressão e as liberdades religiosas. Isso levou a solilóquios longos e fora do tópico, incluindo sobre as virtudes de cachorrinhos, entre outros temas bizarros.
"Vamos ter menos disso e mais substância. Penso que todos os parlamentares acabarão por apreciar isso, mesmo que seja uma mudança para alguns deles", disse Carney. "É hora de falar a sério e vamos ser sérios."
CBC/MS

Credito: DR
Governo Liberal maioritário
Partidos da oposição enfrentam nova realidade
Na manhã seguinte à conquista de uma maioria tangencial pelos Liberais, o líder conservador Pierre Poilievre afirmou que o Primeiro-Ministro Mark Carney já não tem desculpas perante os canadianos. "O poder absoluto traz responsabilidade absoluta", declarou Poilievre na Câmara dos Comuns, sublinhando que o governo terá agora de apresentar resultados sem culpar terceiros.
Com o apoio de cinco deputados que mudaram de bancada e vitórias em eleições parciais, os Liberais formaram uma maioria menos de um ano após as eleições gerais. Embora seja uma maioria curta, esta garante ao partido o controlo de procedimentos cruciais: podem agora vencer qualquer votação na Câmara, desde que a bancada vote unida, e têm o poder de limitar o tempo de debate de novas leis. Atualmente, os Liberais ainda não controlam as comissões parlamentares, onde Conservadores e o Bloc Québécois ainda podem unir-se para travar legislação. Contudo, com a nova maioria, os Liberais têm agora votos suficientes para aprovar uma moção que reconstitua as comissões a seu favor.
Reações da Oposição
• Bloc Québécois: Apesar de ter perdido uma eleição parcial renhida em Terrebonne, Yves-François Blanchet mostrou-se otimista, argumentando que o seu partido resistiu melhor do que os outros e está bem posicionado para o futuro.
• NDP: Com a perda de influência que detinha no governo minoritário, a deputada Jenny Kwan apelou aos novos deputados liberais para que "digam a verdade ao poder" em vez de apenas seguirem as diretrizes do partido.
• Partido Verde: Elizabeth May, cujo voto único foi decisivo em orçamentos anteriores, admitiu que é menos provável que os Liberais a procurem agora, embora defenda que, sendo uma maioria tão curta, "cada voto continuará a contar".
Mark Carney justificou a necessidade da maioria para acelerar a agenda governativa, focando-se na estabilidade política e na soberania nacional.
CBC/MS
CANADÁ

Transporte aéreo enfrenta crise de combustível "sem precedentes" com a guerra a restringir o abastecimento
À medida que a guerra no Médio Oriente ultrapassa a marca das seis semanas e os preços do combustível mais do que duplicaram, os custos estão a começar a ser passados para os consumidores. Um dos setores que está a sentir os impactos imediatos está prestes a entrar na época alta: o transporte aéreo.
Voar já estava a ficar mais caro devido à inflação. Agora, algo mais está a acontecer — está a tornar-se menos previsível.
O chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, traça um cenário preocupante das repercussões globais do que chamou de "a maior crise energética que alguma vez enfrentámos", resultante do bloqueio de petróleo, gás e outros suprimentos vitais através do Estreito de Ormuz.
Na verdade, a Europa tem "talvez seis semanas, aproximadamente, de combus-
Otava
tível para aviões restante", disse Birol na quinta-feira, alertando para possíveis cancelamentos de voos "em breve" se os suprimentos de petróleo continuarem bloqueados pela guerra com o Irão.
A CBC News falou com cinco especialistas sobre o que poderá acontecer ao custo das viagens aéreas nos próximos meses. "Ainda não vimos nada", disse John Gradek, professor na Universidade McGill, em Montreal. Gradek ecoou as declarações de Birol, chamando-lhe a "pior crise que já tivemos na aviação", argumentando que supera tanto o 11 de setembro como a COVID-19 porque, nessas situações, "nunca houve um problema de abastecimento".
"E sem combustível, não se pode voar", acrescentou Gradek, observando que, mesmo que o Estreito de Ormuz reabra, a capacidade de refinação na região foi atingida, com uma instalação crítica que poderá levar anos a ser reparada.
CBC/MS
considera "muito
seriamente"
restrições de idade para redes sociais e chatbots de IA
O Ministro do Património Federal afirma que o governo está a considerar "muito seriamente" a hipótese de restringir o acesso de jovens canadianos a plataformas de redes sociais e chatbots de inteligência artificial — mas ainda não chegou a uma decisão.
"Temos algum trabalho a fazer, francamente, se quisermos fazer as coisas bem", disse Marc Miller após uma reunião da bancada parlamentar na quarta-feira. "Os danos online não terminam assim que se faz 15, 16 ou 17 anos."
O ministro, cuja pasta inclui a segurança online, reagia a duas resoluções não vinculativas que os membros do Partido Liberal aprovaram na sua convenção política no fim de semana, em Montreal.
Uma delas instava o governo a obrigar as empresas de redes sociais a impedir que utilizadores com menos de 16 anos tivessem contas. A redação é semelhante a uma lei aprovada pela Austrália no fi-
nal do ano passado, que estabeleceu uma idade mínima para possuir conta nalgumas das plataformas mais populares.
A outra resolução aprovada pedia que qualquer pessoa com menos de 16 anos fosse proibida de aceder a "todos os chatbots de IA e outras formas potencialmente prejudiciais de interação com IA", incluindo o ChatGPT da OpenAI.
A resposta do governo às empresas por detrás dos chatbots de IA — ferramentas que simulam conversas humanas — está a ser monitorizada de perto após o tiroteio em massa em Tumbler Ridge, B.C. A OpenAI decidiu não sinalizar mensagens preocupantes que o atirador tinha trocado com o ChatGPT meses antes.
Miller afirma que uma moratória sobre redes sociais e chatbots de IA "poderia ser uma camada importante" enquanto o governo procura ressuscitar parte da sua legislação sobre danos online, "mas tem de ser vista como tal e não como a resposta para tudo." CBC/MS
Credito: DR


AIMA queria expulsar menina de nove anos que vive com a família em Albufeira
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) reconheceu que a recusa do pedido de renovação de residência a uma criança de nove anos e ao seu irmão, de 20, foi um erro de análise e esclareceu que as notificações de abandono voluntário, "erradamente emitidas", foram canceladas. Mas Cátia Moreira, cidadã brasileira e mãe da menina, afirmou ter tido conhecimento da decisão por mero acaso. "Nem um email me mandaram", diz.
Afamília, original de Goiânia, no Brasil, vive em Portugal há cerca de nove anos, residindo atualmente em Paderne, no Algarve, e foi surpreendida, há dias, com a ordem de afastamento voluntário do território da Beatriz, de nove anos, e do Lucas, com 20. "Andava mesmo assustada e aflita, sem saber o que lhe podia acontecer. Já imaginava a GNR a apanhar a Beatriz", contou Cátia Moreira. O processo assume contornos ainda mais estranhos quanto o casal havia visto a sua autorização de residência tornar-se per-
manente, enquanto à menina e ao irmão a AIMA deu 20 dias para abandonarem o país. O email da AIMA foi recebido no passado dia 7 de abril, comunicando que a criança tinha 20 dias para sair do país com o argumento de que não foi dado um comprovativo de alojamento e dava nota de que a AIMA inscrevera o nome da menor na base de dados centralizada do Sistema de Segurança Interna e do Espaço Schengen. Cátia Moreira só descansou quando se preparava para ser entrevistada por uma estação de televisão: "Fui ao portal da AIMA para mostrar ao jornalista a ordem de abandono dos meus filhos e o que vi foi o seu cancelamento. Podiam ter-me telefonado ou mandado ou email".
Numa nota de esclarecimento, a AIMA esclareceu "ter-se tratado de um erro de análise no processo administrativo de pedido de renovação, já devidamente corrigido e notificada a família. Esclarece-se, ainda, que a notificação de abandono voluntário erradamente emitida foi cancelada".
JN/MS

Governo anuncia programa de apoio com 30 milhões para transporte de mercadorias
Luís Montenegro anunciou que o Governo vai lançar um programa de apoio com 30 milhões de euros para veículos de transporte de mercadorias por conta de outrem e mais 10 milhões para os transportes coletivos de passageiros afetos a obrigações de serviço público, pagos de uma só vez.
Vai também adiar o pagamento das contribuições para a Segurança Social devidas em abril, maio e junho para os transportes de mercadorias. E solicitará à Comissão Europeia "a derrogação da diretiva que impõe um limite de auxílios do Estado de 300 mil euros por empresa
para permitir descontos adicionais na formação de preço de combustíveis".
O primeiro-ministro lembrou ainda o reforço da ajuda do Estado na botija de gás solidária e a linha de apoio de 600 milhões para as empresas que têm maior impacto no consumo de energia, no seu sistema produtivo.
"Estamos atentos às consequências dos aumentos dos preços e custo de vida", assegurou o chefe do Executivo durante o debate quinzenal. Montenegro recusou, no entanto, adotar o IVA zero no cabaz alimentar por não ter "o efeito pretendido".

Deixa de ser possível saber quem financia os partidos e as campanhas
A identidade dos financiadores de partidos políticos e de campanhas eleitorais passou a ser secreta e, por isso, inacessível à comunicação social ou demais cidadãos. A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) faculta apenas o acesso à lista de donativos, com valores, mas sem nomes ou outros dados pessoais que permitam identificar os doadores.
De acordo com o jornal "Público", a decisão do órgão independente que funciona junto ao Tribunal Constitucional surge após um parecer pedido à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), que considera que "a associação de um donativo a determinado partido político ou candidatura é, em regra, susceptível de revelar, direta ou indiretamente, as opiniões ou convicções políticas do doador". Segundo a ECFP, alguns partidos invocaram o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) para se recusarem a enviar à ECFP os elementos de identificação dos doares.
Na prática, a ECFP continua a poder identificar internamente os doadores dos partidos para cumprir a sua função de fiscalização, mas deixa de permitir o acesso aos nomes dos financiadores por parte de terceiros. No parecer emitido, a CADA argumenta que os dados pessoais que revelem opiniões políticas dos financiadores
Teletrabalho Política
são consideradas sensíveis e, por isso, estão sujeitos a uma maior proteção legal.
A CADA sustenta que o controlo do financiamento político deve ser assegurado, em primeira linha, pela própria ECFP, e não pelo escrutínio público direto. Embora reconheça o papel da liberdade de imprensa, entende que o estatuto de jornalista não garante acesso a dados nominativos.
O Chega foi um dos partidos que utilizou o RGPD como razão para não identificar doadores. O partido de André Ventura recusou-se a entregar documentação que permitisse associar cerca de 29 mil euros em donativos, em 2020, aos respetivos doadores, invocando proteção de dados. Também o Bloco de Esquerda (BE) e CDU "levantaram o problema sobre a identificação dos doadores".
Em comunicado, o BE garantiu que "entregou sempre à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos as listas de doadores que não são aderentes do partido, cumprindo as recomendações da entidade, bem como o espírito da lei de financiamento dos partidos", adiantando que "suscitou perante a ECFP, dúvidas legítimas sobre a articulação entre a lei do financiamento e o RGPD, fazendo-o sem nunca deixar de cumprir o dever de prestar contas". E recusou ser equiparado ao Chega que "invoca o RGPD para se recusar a identificar à própria ECFP a origem de donativos".
JN/MS

Comissão Europeia propõe um dia
por semana de teletrabalho obrigatório
É uma das medidas para combater a crise energética que devem ser apresentadas na próxima semana. Outra é reduzir preço dos transportes públicos.
AComissão Europeia deve apresentar na próxima semana um conjunto de medidas para atenuar os efeitos da crise energética, incluindo a imposição de um dia de teletrabalho obrigatório por semana às empresas e tornar os transportes públicos mais baratos ou mesmo gratuitos. É a resposta de Bruxelas à escassez de combustíveis gerada pela guerra no Irão, com o encerramento do estreito de Ormuz e consequente aumento do preço do petróleo e do gás.
As propostas, ontem avançadas pelo jornal "El País" e pela agência Reuters, fazem parte do pacote de medidas que a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, irá
apresentar na próxima semana aos líderes dos 27 Estados-membros. Para implementar de imediato consta um dia de teletrabalho por semana. Apesar de referir o carácter obrigatório, a Comissão Europeia aponta que empresas e organismos públicos, "sempre que possível", devem estabelecer "pelo menos um dia de teletrabalho obrigatório por semana" para reduzir as deslocações diárias dos trabalhadores e o consumo de combustível.
Devem também surgir medidas de apoio direto às famílias mais afetadas pelo aumento dos preços da energia, passando por ajuda financeira específica, preços regulamentados temporários e reduções nos impostos sobre a eletricidade para os consumidores mais vulneráveis.
JN/MS


Adolescente autor de massacre em escola da Turquia copiou ataque misógino dos EUA
O adolescente que matou nove pessoas a tiro na quarta-feira (15) em Kahramanmaraş, no sul da Turquia, copiou um ataque misógino semelhante ocorrido nos Estados Unidos. Autoridades anunciaram 83 detenções.
"As primeiras conclusões da investigação revelaram que o autor do ataque usava uma imagem no seu perfil do WhatsApp referente a Elliot Rodger, autor de um ataque nos Estados Unidos em 2014", segundo a direção-geral da polícia da Turquia, em comunicado.
O pai do atirador, identificado como sendo um ex-inspetor de polícia, foi detido e colocado em prisão preventiva, segundo a mesma fonte.
Elliot Rodger foi autor do massacre de Isla Vista, na Califórnia, quando matou seis pessoas no campo universitário em Santa Bárbara, matando-se em seguida. Num vídeo divulgado antes do ataque o jovem homicida em série explicou que se trataria de uma "punição" às mulheres que o tinham rejeitado.
Oito vítimas mortais foram cinco meninos e três meninas, entre 10 e 11 anos, a outra vítima foi um professor de 55 anos, de acordo com a lista fornecida pelo município de Kahramanmaras.
O autor deste massacre, com 14 anos, também morreu, mas o governador de Kahramanmaraş, Mükerrem Ünlüer, não esclareceu "se foi suicídio ou se [a sua morte] ocorreu no meio do caos".
As autoridades locais descreveram que o aluno "chegou à escola com armas, presumivelmente do pai, na sua mochila, entrou em duas salas de aula e abriu fogo indiscriminadamente", um dia após ataque similar de outro adolescente que feriu a tiro 16 pessoas - 10 alunos e quatro professores -, numa escola profissional da província de Şanlıurfa, 200 quilómetros mais a leste.
A polícia turca anunciou ter emitido 83 mandados de detenção para pessoas suspeitas de perturbar a ordem pública, através de mensagens de ódio na internet, ao elogiarem os dois ataques armas de fogo em escolas. JN/MS

Indonésia

Principal responsável indonésio na luta anticorrupção detido por ter recebido subornos
O principal provedor da Indonésia, responsável pela luta contra a corrupção no Estado, foi detido apenas cinco dias após ter assumido funções por alegadamente ter aceitado subornos, anunciou o gabinete do procurador-geral.
Hery Susanto, nomeado provedor principal pelo presidente indonésio, Prabowo Subianto, foi detido sob suspeita de ter recebido subornos de uma empresa da indústria do níquel, indicou Syarief Sulaeman Nahdi, diretor de investigações do gabinete do procurador-geral. Susanto é acusado de ter recebido 1500 milhões de rupias (cerca de 74.260 euros) quando ocupava anteriormente um cargo
de menor nível na hierarquia do gabinete do provedor. "Fizemos uma busca e detivemo-lo na noite passada na sua residência, tendo sido colocado em detenção", declarou Syarief à imprensa, em Jacarta.
Hery Susanto foi apresentado aos jornalistas envergando um colete cor-de-rosa vivo, semelhante aos utilizados frequentemente em detenções por corrupção, e arrisca uma pena de prisão efetiva caso venha a ser considerado culpado.
A Indonésia possui as maiores reservas de níquel do mundo e é o principal produtor global deste metal, utilizado, nomeadamente, no fabrico de baterias para veículos elétricos e de aço inoxidável.

Imigração

ICE mantém detida francesa de 86 anos que viajou
para os EUA para casar com antigo namorado
O Serviço de Controlo de Imigração e Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) dos EUA confirmou a detenção de uma francesa, de 86 anos, após expirar a autorização de permanência no país, de 90 dias.
Marie-Therese Helene Ross foi detida em 1 de abril, e o ICE descreveu-a como "uma estrangeira indocumentada".
O caso ganhou projeção mediática pela idade da mulher, que foi detida na sua residência na pequena cidade de Anniston, no Estado do Alabama.
Um dos filhos disse ao jornal francês "Ouest-France" que o ICE não notificou a
Pentágono
família sobre a detenção da mãe e que só souberam depois de funcionários consulares franceses a terem visitado.
Segundo o diário britânico "The Guardian", a imigrante tinha-se mudado para os EUA para se casar com um antigo namorado que tinha reencontrado e ambos esperavam o desenrolar dos trâmites para obter a residência permanente.
O ICE explicou que a última entrada de Ross nos EUA ocorreu em junho de 2025, sob o Programa de Isenção de Vistos, que lhe permitia permanecer por 90 dias. "Sete meses depois, continua ilegalmente nos EUA", realçou o serviço de controlo de imigração norte-americano.
JN/MS

EUA pedem aos fabricantes de automóveis que ajudem na produção de armas
O Departamento de Defesa dos EUA iniciou conversações com os principais fabricantes de automóveis para aumentar a produção de armas, dada a redução das reservas devido aos conflitos na Ucrânia e no Irão.
Ainformação é avançada pelo jornal norte-americano "The Wall Street Journal", que dá conta de que altos funcionários da defesa dos EUA se encontraram com executivos de empresas como a General Motors e a Ford Motor, propondo-lhes que dediquem parte da sua capacidade produtiva e pessoal ao fabrico de munições e equipamento militar.
As conversações incluem também grupos como a General Electric Aerospace e a Oshkosh Corporation, e abordam a capacidade das empresas de converter rapidamente as suas operações para a produção militar, bem como os obstáculos regula-
mentares ou contratuais existentes, de acordo com o jornal.
A administração Trump considera a expansão da base industrial uma questão de segurança nacional, numa altura em que os EUA e os seus aliados transferiram grandes volumes de armamento para a Ucrânia desde a invasão russa de 2022, sobrecarregando assim a capacidade de produção interna.
O jornal indica que a utilização da indústria civil como investimento tem precedentes nos EUA, como quando, durante a Segunda Guerra Mundial, os fabricantes de automóveis de Detroit redirecionaram a sua produção para fabricar bombardeiros, motores de aviões e veículos militares. Mais recentemente, empresas como a General Motors e a Ford colaboraram na produção de ventiladores durante a pandemia.
Credito:
O Ritual da Primavera que aquece a alma.







O campeonato entrou na sua fase da verdade


Em abril não há processos nem contextos: há coragem. A jornada 29 provou isso.
Há momentos num campeonato em que deixa de fazer sentido falar de “processos”, “contextos” ou “tendências”. A 29.ª jornada da Liga Portugal foi um desses momentos. A partir daqui tudo o resto soa a desculpa. Em abril, o futebol não quer explicações: quer decisões. E o futebol português continua demasiadas vezes a fugir delas.
O FC Porto venceu no Estoril por 3–1 e fez aquilo que os campeões fazem quando o espaço desaparece: ganhou sem pedir autorização. Não foi brilhante, não foi esmagador, mas foi adulto. Enquanto outros ainda discutem se jogaram “bem”, o Porto limitase a ganhar jogos. E essa frieza, tão criticada em discursos de sofisticação táti-
ca, é, na prática, a maior vantagem competitiva do líder.
Este Porto não encanta porque não precisa. Não joga para convencer comentadores, joga para fechar campeonatos. E isso é algo que Sporting e Benfica, por motivos diferentes, continuam sem saber fazer quando a pressão aperta.
O Sporting venceu o Estrela da Amadora por 1–0, mas saiu do jogo mais exposto do que reforçado. A equipa domina a bola, mas não domina o jogo. Confunde controlo territorial com controlo emocional, e isso pagase caro quando o calendário encurta. O Sporting parece sempre à espera de que algo aconteça (um erro do adversário, um lance isolado) em vez de assumir o peso do favoritismo. Um candidato que joga na expectativa não está confortável com a responsabilidade.
O Benfica, por sua vez, bateu o Nacional por 2–0 como quem trata de um assunto administrativo. Resolve cedo, gere depois e segue em frente. Não sofre, não arrisca, não falha, mas também raramente intimida. Há aqui um paradoxo difícil de ig-

SC TORONTO
norar: uma equipa que precisa de ganhar tudo até ao fim joga como se o campeonato já estivesse fora do seu alcance. É futebol competente, sim, mas perigosamente acomodado. E coragem competitiva não se gere, exercese.
O SC Braga continua sólido no quarto lugar e venceu o Arouca pela margem mínima. Cumpriu. Mas há anos que o Braga cumpre. Faltalhe rasgar, desafiar, sair do papel do “melhor dos outros” para algo mais incómodo. Neste ponto da época, não se pergunta se uma equipa é organizada, perguntase se é ambiciosa. E essa pergunta continua sem resposta em Braga. Depois há o resto da Liga, esse território cinzento onde a prudência virou norma e o medo passou a fazer parte do modelo de jogo. Famalicão, Moreirense, Vitória de Guimarães, AFS: todos parecem mais empenhados em justificar empates do que em disputar vitórias. O Vitória fala de Europa, mas apresentase fora de casa como quem quer apenas não errar. E no futebol moderno, não errar raramente chega para subir degraus.
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Na parte de baixo da tabela, ao menos, há verdade. O Casa Pia, derrotado em Alverca por 3–1, mostrou o que acontece quando um projeto vive demasiado tempo da tranquilidade e não aprende a reagir ao conflito. Faltalhe liderança, faltalhe leitura, faltalhe nervo. Pelo contrário, o Alverca percebeu algo simples: nesta fase, jogase com estômago e coragem, não com estatísticas.
O Rio Ave, ao ganhar nos Açores, fez o essencial, e isso é bem mais do que muitas equipas têm conseguido. Santa Clara e Estrela da Amadora continuam presas a um futebol reativo que parece não acreditar que atacar também é uma forma de sobrevivência. Esperar raramente salva alguém em abril.
Mas o problema maior não está nos clubes isoladamente. Está na cultura do futebol português, viciada numa lógica de desculpabilização permanente. Jornadas passam, e continuam os mesmos debates: arbitragem, calendário, lesões, intensidade. Quase nunca se fala de medo competitivo, de falta de arrojo ou de opções técnicas demasiado conservadoras. É mais fácil apontar fatores externos do que assumir que, muitas vezes, falta coragem.
A Liga também não ajuda. Vende crescimento, promove slogans, mas tolera um produto cada vez mais previsível e emocionalmente empobrecido. Há equilíbrio pontual, mas pouco conflito futebolístico real. Poucas equipas jogam para ferir. Muitas jogam para não sangrar.
A jornada 29 não decidiu o campeão, mas deixou algo ainda mais claro: este campeonato será ganho por quem melhor aceita a dureza do momento, e perdido por quem continuar a fingir que abril se joga como novembro.
O futebol, no fim, não é justo nem bonito. É implacável. E neste momento, em Portugal, poucos parecem preparados para essa verdade.
Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião
LIGA DOS CAMPEÕES
Nulo em casa do Arsenal ditou eliminação do Sporting
O Sporting deslocou-se a Londres para empatar a zero com o Arsenal (0-0), sendo eliminado nos quartos de final da Liga dos Campeões, após ter perdido por um golo de diferença em Alvalade.
Na primeira metade, os "gunners" controloram a posse de bola, mas a verdade é que as grandes oportunidades de golo pertenceram aos leões, sobretudo o remate ao poste de Geny Catamo, sem esquecer o remate em jeito de Francisco Trincão, que ficou muito perto de inaugurar o marcador.
Já os segundos 45 minutos não trouxeram uma história muito diferente. Maxi Araújo tentou ser protagonista num encontro que não mudou de toada, sendo que foi visível o desgaste da formação leonina nos minutos finais, sem conseguir quebrar a baliza defendida por David Raya.
Com este empate, o Sporting termina de pé uma caminhada histórica na Liga dos Campeões, enquanto o Arsenal continua a sonhar em conquistar o troféu da Champions, disputando agora as meias-finais.
JN/MS


F. C. Porto perde em casa do Nottingham Forest e é eliminado
Porto
O F. C. Porto foi derrotado no terreno do Nottingham Forest pela margem mínima (1-0), sendo eliminado nos quartos de final da Liga Europa, já que o jogo da primeira mão, no Estádio do Dragão, terminou empatado a uma bola. Os dragões jogaram a partida quase toda com menos um jogador, devido à expulsão de Bednarek, tendo ainda enviado dois remates à trave adversária.
Ojogo começou agressivo e quem foi castigado foi Bednarek. Aos oito minutos, o central polaco dos dragões acertou em Chris Wood e o VAR analisou um possível cartão vermelho que se concretizou. Quatro minutos
depois, quando os azuis e brancos ainda se tentavam organizar, Morgan Gibbs-White abriu o marcador, contando com um desvio de Rosario que travou Diogo Costa.
Depois de uma primeira metade onde poucos ataques conseguiram, tendo menos um jogador, Farioli lançou quatro jogadores ao intervalo e conseguiu ter momentos de fulgor. Aos 57 minutos, Fofana cruzou para William Gomes, que já dentro da pequena área, acertou na barra, enquanto Alan Varela rematou de longe e teve o mesmo desfecho, para desalento dos adeptos portistas no City Ground.
O F. C. Porto bem tentou, mas acabou eliminado ao perder nos quartos de final da Liga Europa, enquanto que o Nottingham Forest, de Vítor Pereira, defronta o Aston Villa, em confronto inglês nas meias-finais.
JN/MS
Braga avança para as meias-finais com reviravolta épica
Minhotos vencem (4-2) os espanhóis do Bétis, em Sevilha, e 15 anos depois voltam a disputar a meia-final da Liga Europa. Bracarenses estiveram a perder por 2-0, mas deram a volta ao marcador no segundo tempo histórico.
OSporting de Braga assinou uma das noites europeias mais memoráveis da sua história ao vencer o Betis por 4-2, em Sevilha, garantindo o apuramento para as meias-finais da Liga Europa, após uma reviravolta épica no Estádio La Cartuja, em Sevilha.
Os minhotos voltam, assim, a disputar, 15 anos depois, uma semi-final da segunda mais importante competição de clubes do continente, repetindo o feito de 2010/11, quando chegaram à final da prova, e perderam frente ao F. C. Porto.
Depois do empate (1-1) trazido do duelo da primeira mão, em Braga, a entrada neste desaifo foi tudo menos prometedora para os minhotos. O Betis surgiu forte e chegou rapidamente à vantagem por Antony, aos 13 minutos, ampliando pouco depois por Abde Ezzalzouli (26m), aproveitando erros na construção bracarense. Mas, ainda antes do intervalo, Pau Víctor reduziu (38m) e relançou a discussão. O que se seguiu foi um segundo tempo de sonho para os arsenalistas. Logo a abrir, Vítor Carvalho empatou (49m) e, poucos minutos depois, Ricardo Horta consumou a reviravolta, de penálti (53m), gelando o estádio andaluz.
Com o Betis em choque, o Braga cresceu, dominou emocionalmente o jogo e confirmou o apuramento com um momento de génio. Gorby Baptiste, aos 74 minutos, com um remate de primeira, atirou para o 4-2 final, selando a vitória inesquecível. JN/MS

LIGA PORTUGAL
F. C. Porto bate Estoril e volta a distanciar-se na liderança do campeonato
ter marcado mais dois. Temos de melhorar algumas coisas. Se fecharmos o jogo mais cedo é melhor para todos. Foi um resultado muito merecido", afirmou.
Benfica vence Nacional na Luz apesar de penálti falhado por Pavlidis
S.L. Benfica 2
C.D. Nacional 0
O F. C. Porto deslocou-se ao terreno do Estoril para vencer por 1-3, voltando a criar uma margem confortável na liderança do campeonato nacional.
Oencontro começou com maior pendor ofensivo dos dragões, que inauguraram o marcador aos 14 minutos, com Pepê a marcar o primeiro golo em 2026, após cruzamento rasteiro com peso e medida de Gabri Veiga. Depois do golo, o extremo brasileiro ainda assistiu para o golo de Deniz Gul, anulado por fora de jogo, após indicação do VAR.
Ainda antes do intervalo, os azuis e brancos fizeram o segundo, desta vez confirmado, com uma infelicidade de Xeka que encostou para a própria baliza, na sequência de um cabeceamento de Froholdt, que apareceu sozinho após bola parada.
Já na segunda parte, os estorilistas reagiram, mas o árbitro foi chamado ao VAR para um possível penálti portista que não se confirmou. O jogo ficou equilibrado, mas os forasteiros voltaram a ampliar a vantagem, através de Froholdt, que só teve de encostar para o 3-0. Begraoui ainda fez o golo de honra da equipa canarinha, insuficiente para ter influência no resultado final.
Francesco Farioli elogiou a exibição do F. C. Porto, que permitiu manter a distância de cinco pontos face ao Sporting no campeonato, após a vitória diante do Estoril (13). "Foi um jogo em que, potencialmente, a vantagem podia ter sido maior na primeira parte. Marcámos três golos mas podíamos
Com este triunfo, o F. C. Porto continua em primeiro com mais cinco pontos que o Sporting, que tem menos um jogo disputado. O Estoril segue na sétima posição com 37 pontos.
JN/MS


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O Benfica recebeu e venceu o Nacional da Madeira, por 2-0, a contar para o campeonato nacional, num encontro em que o grego Pavlidis desperdiçou uma grande penalidade. Prestianni não marcou, mas foi o principal desiquilibrador e Gonçalo Moreira estreou-se.
Depois do empate frente ao Casa Pia (1-1), as águias entraram determinadas a mudar o rumo e marcaram logo aos três minutos, quando Schjelderup finalizou um cruzamento de Prestianni. Apesar de várias oportunidades de golo na primeira metade, os encarnados apenas aumentaram mais uma vez o marcador, por intermédio de Rafa, com nova assistência do argentino Prestianni. Na segunda metade, os madeirenses apresentaram nova versão e ainda assustaram os caseiros um par de vezes, nomeadamente marcando um golo ra-
pidamente invalidado por falta. Quem teve a oportunidade de meter um ponto final no duelo foi Pavlidis, que desperdiçou um penálti, com grande defesa do guardião Kaike, sendo que o marcador não mudou mais. Jovem Gonçalo Moreira foi lançado por Mourinho, estreando-se na equipa principal.
No final, o treinador do Benfica, José Mourinho, elogiou a postura de Fábio Veríssimo, revelando que, no intervalo, o juiz do encontro admitiu a Dahl ter errado num lance. "O Veríssimo apanhou o Dahl no túnel e eu por acaso estava ao lado. Disse-lhe 'estive a ver a imagem. Falta sim, amarelo nunca. Olha, peço desculpa pelo meu erro.' Este tipo de comunicação é salutar e cria respeito entre jogador e árbitro. Gostei", comentou.
Com esta vitória, o Benfica segue em terceiro lugar, com 69 pontos, enquanto o Nacional continua a lutar pela manutenção, estando na 15.º posição, com 25 pontos.

de catering e take-out para todas as ocasiões, mesmo as mais especiais
G.D. Estoril Praia 1
FC Porto 3
Pepê marcou o primeiro dos dragões. (Mário Vasa)
II LIGA - CLASSIFICAÇÃO

30ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 17/04
Rio Ave 20:45 AFS 18/04
Nacional 15:30 FC Alverca
Casa Pia AC 18:00 Santa Clara
Gil Vicente 20:30 Vitória SC 19/04
FC Arouca 15:30 Est. Amadora
Sporting 18:00 Benfica
FC Porto 20:30 CD Tondela
SC Braga 20:30 FC Famalicão 20/04
Moreirense 20:15 Estoril Praia
RESULTADOS -
30ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 17/04
Académico 18:45 Feirense 18/04
Paços Ferreira 11:00 GD Chaves
UD Leiria 14:00 FC Penafiel
Torreense 18:00 Marítimo 19/04
Portimonense 11:00 Lourosa
FC Vizela 14:00 Farense 20/04
Sporting B 18:45 FC Felgueiras
FC Porto B 18:45 Leixões 22/04
UD Oliveirense 18:00 Benfica B
mínima e coloca pressão no F. C. Porto
O Sporting foi até ao reduto do Estrela da Amadora, na Reboleira, vencer por 1-0. Daniel Bragança voltou a fazer a diferença para os leões. Depois da derrota frente ao Arsenal (1-0) para a Liga dos Campeões, o Sporting voltou as atenções para a Liga e conquistou a terceira vitória consecutiva na prova.
Já na segunda metade, Daniel Bragança, que mereceu novamente a confiança de Rui Borges, recebeu uma bola à entrada da área, ajeitou e atirou com precisão para o fundo das redes, chegando assim aos cinco golos esta temporada em 15 jogos realizados. Rui Borges, treinador do Sporting, analisou a vitória sobre o Estrela da Amadora, na Reboleira, que coloca os leões a dois pontos do F. C. Porto. "Um jogo difícil. Uma equipa muito competitiva, que, na primeira parte, defendia com 11 homens dentro da área. Controlámos o jogo, mas sem criar grandes oportunidades. Faltou qualquer coisa no último terço. A nossa posse estava muito lenta. Acima de tudo, fizemos um jogo muito competitivo contra uma equipa difícil em termos físicos e atléticos.”
O técnico leonino olhou ainda para a ponta final da época. "São 10 dias importantes em relação ao final da época. Quanto mais perto estamos, mais decisivos se tornam os jogos. Nós sabemos disso, mas o que me compete é pensar só no próximo. Vamos um de cada vez", afirmou.
Fruto deste triunfo, os leões passam a ter 71 pontos.
JN/MS

COACHES WANTED
C.F. Estrela da Amadora 0 Sporting CP 1
Daniel Bragança marcou o tento solitário. (António Cotrim/Lusa
CAMPEONATO EUROPEU DE TRAMPOLINS
Ganhou ouro e recebeu chamada do Presidente da República
Ginasta Vasco Peso fez história ao tornar-se no primeiro português a sagrar-se campeão europeu de tumbling sénior masculino. Pouco depois do ouro inédito, foi surpreendido com uma chamada de António José Seguro.
Vasco Peso entrou para a história da ginástica portuguesa no domingo (12). O ginasta alcançou uma inédita medalha de ouro, ao sagrar-se campeão europeu de tumbling sénior masculino. A euforia do jovem era bem patente depois deste feito.
A conquista durante o 30.º Campeonato Europeu de trampolins, que decorreu em Portimão, antecedeu uma surpresa das boas para Vasco Peso. Depois de ter alcançado o lugar mais alto no pódio, o ginasta luso recebeu uma chamada do Presidente da República, António José Seguro. NM/MS



Carlos Queiroz assume comando do Gana e vai ao Mundial
O treinador português Carlos Queiroz vai orientar a seleção do Gana no Mundial 2026, em sucessão de Otto Addo, anunciou a Associação de Futebol do Gana (GFA), sem revelar a duração do vínculo.
"O Conselho Executivo da GFA, em conjunto com todas as partes interessadas, nomeou Carlos Queiroz como treinador principal da seleção principal. O ex-técnico de Real Madrid, Manchester United, Portugal e Irão comandará o Gana no Campeonato do
Mundo", lê-se numa nota divulgada no sítio oficial do organismo na Internet. Carlos Queiroz, de 73 anos, vai estar pela quinta vez em fases finais da principal prova internacional de seleções, após 2010, com Portugal, e 2014, 2018 e 2022, todas pelo Irão, sendo que igualará o recorde de presenças seguidas do sérvio Bora Milutinović - o brasileiro Carlos Alberto Parreira detém um máximo global de seis participações, mas não foram consecutivas.
JN/MS
Gabriel Albuquerque bate recorde nacional e é vice-campeão europeu
Jovem português, de 20 anos, venceu a prata na disciplina olímpica de Trampolim individual masculino do Campeonato da Europa de Portimão
Oginasta português Gabriel Albuquerque conquistou a medalha de prata na prova de trampolim individual masculino sénior durante o 30.º Campeonato Europeu, que decorreu este domingo em Portimão. O atleta da Associação de Pais e Amigos de Loulé (APAGL) alcançou um feito notável ao bater o recorde nacional de pontuação na modalidade.
Na final, Albuquerque ficou a apenas um ponto da medalha de ouro, que foi conquistada pelo bielorrusso Ivan Litvinovich. Esta foi a segunda medalha do ginasta algarvio na competição, depois de no sábado ter contribuído para o bronze de









Portugal na prova por equipas, ao lado de Diogo Abreu e Pedro Ferreira.
Após a conquista, Gabriel Albuquerque mostrou-se satisfeito por superar uma fase menos positiva. «Este resultado é muito bom», afirmou, explicando que vinha de «duas fases difíceis, em que conseguia bons desempenhos nas preliminares e semifinais, e depois falhava nas finais». O atleta confessou sentir-se «concentrado e focado» para alcançar «o melhor resultado, que seria o ouro».
«Para mim é muito emocionante ter realmente feito valer o meu potencial neste Europeu, pois sei que são estes os lugares a que pertenço», sublinhou o atleta, de 20 anos.
Com esta medalha, a comitiva portuguesa terminou o Europeu de Portimão com um total de oito pódios: uma medalha de ouro, duas de prata e cinco de bronze. A Bola/MS





FUTEBOL
Creditos:
Neemias é o terceiro lançador mais eficaz da NBA
Português fechou a época regular com 65,3% de conversão de lançamentos de campo e registos nos ressaltos e desarmes inéditos nos Celtics desde 1992/93
Na quinta época na NBA, Neemias Queta tornou-se um dos jogadores mais influentes dos Boston Celtics durante a fase regular de 2025/26, que terminou na madrugada desta segunda-feira, contribuindo de forma decisiva para um desempenho da equipa que superou as expectativas e coloca-a entre as mais fortes candidatas à final.
Apesar de um cenário que apontava para uma época de transição, devido à saída de jogadores influentes como Kristaps Porzingis, Al Horford e Jrue Holiday, e ainda à lesão grave de Jayson Tatum, os Celtics emergiram entre as melhores equipas na fase regular. A equipa de Boston foi segunda classificada da Conferência Este, com registo de 56 vitórias e 26 derrotas, atrás dos Detroit Pistons (60-22).
Depois de duas temporadas com utilização limitada, Neemias Queta, de 26 anos, agarrou a oportunidade e assumiu a titularidade desde o início da época, justificando a confiança depositada pelo treinador Joe Mazzulla. O internacional português só num
HÓQUEI EM PATINS
jogo não foi escolhido para o cinco inicial e registou uma média de 25,3 minutos, mantendo o estatuto mesmo após a chegada do experiente Nikola Vucevic, em fevereiro.
A influência do poste luso foi particularmente notória no setor defensivo, destacando-se nos desarmes de lançamento e nos ressaltos. Os números confirmam-no: Queta tornou-se o primeiro jogador dos Celtics desde Robert Parish, na época 1992/93, a alcançar mais de 600 ressaltos (636), 90 desarmes de lançamento (100) e 50 roubos de bola (60) na fase regular. O número 88 dos Celtics concluiu a fase regular com uma média de 10,2 pontos por jogo e uma notável eficácia de 65,3% nos lançamentos de campo, o que o posicionou como o terceiro melhor registo da liga. Mostrou também consistência na linha de lance livre (70,3%) e uma maior disciplina defensiva, evitando faltas desnecessárias.
Com esta época de afirmação, Neemias Queta sonha agora em conquistar o segundo título da NBA, desta vez como protagonista. Para isso, os Boston Celtics terão de superar na primeira ronda dos playoffs o vencedor do confronto entre os Philadelphia 76ers e os Orlando Magic.
NM/MS
FEMININO
Sanjoanense volta a erguer troféu 40 anos depois

A equipa portuguesa bateu as espanholas do Voltregà na final da Taça Europeia feminina, em S. João da Madeira
ASanjoanense sagrou-se campeã da Taça Europeia feminina de hóquei em patins ao vencer de forma categórica as espanholas do Voltregà por 5-1. A final da segunda edição da prova foi disputada, em São João da Madeira, com a equipa da casa a fazer a festa perante os seus adeptos.
Este é o segundo troféu europeu na história do hóquei da Sanjoanense, juntando-se à Taça das Taças conquistada pela equipa masculina em 1986. No que toca à secção feminina, trata-se do primeiro título desde a vitória na Taça de Portugal em 2013.
A jogar em casa, no Pavilhão dos Desportos, a formação portuguesa entrou dominante e adiantou-se no marcador logo aos sete minutos, por intermédio da chilena Sofía Reyes. Curiosamente, Reyes já tinha brilhado na final da época passada, ao apontar um hat-trick ao serviço da Escola Livre. Apesar da resposta do Voltregà, foi a Sanjoanense quem dispôs das melhores ocasiões na primeira parte, chegando mesmo a acertar na barra. Na segunda metade, a equipa da casa não tirou o pé do acelerador. A argentina Martina Sad bisou no espaço de um minuto, aos 31, elevando a vantagem para 3-0. O emblema da Catalunha ainda reagiu e reduziu no minuto seguinte por Alexia Bosch, mas a esperança foi curta.
Com o jogo mais aberto, a Sanjoanense soube explorar os espaços concedidos e sentenciou a partida. Joana Teixeira, aos 35 minutos, e Catarina Costa, aos 40, fixaram o resultado final em 5-1, confirmando a conquista histórica para o clube de São João da Madeira. JN/MS

ANDEBOL Quem não tem Kiko Costa, caça com... Marcos Fis
O Barcelona já terá encontrado sucessor para a estrela Dika Mem e virou-se para outra das promessas do andebol mundial, depois de não conseguir convencer o internacional português, por quem o Flensburg está disposto a pagar 1.1 milhões de euros e oferecer 55 mil de salário.
OFC Barcelona prepara-se para uma nova era na sua secção de andebol e já identificou o sucessor de Dika Mem, cuja saída para Berlim está agendada para o verão de 2027. O escolhido é o jovem Marcos Fis, lateral-direito de 18 anos do Fraikin Granollers.
Com as saídas já confirmadas de Gonzalo Pérez de Vargas e Emil Nielsen, a direção desportiva catalã antecipa agora a partida da sua estrela Dika Mem. Devido a limitações financeiras, o clube optou por uma estratégia focada na juventude.
O Barça não conseguiu contratar Kiko Costa, a estrela de 21 anos do Sporting, cujo passe de um milhão de euros o levará para o Flensburg, na Bundesliga, garantem os media alemães, que acrescentam que o clube tem um salário de 55 mil euros para o lateral-direito do Sporting.
A aposta recaiu, assim, numa alternativa local e promissora. Marcos Fis, internacional jovem por Espanha e filho do antigo jogador Julio Fis, destacou-se esta época como o terceiro melhor marcador da Liga Asobal, com 128 golos. As suas exibições impressionaram o técnico Carlos Ortega, especialmente num jogo no Palau Blaugrana, onde, apesar da derrota da sua equipa, marcou nove golos em onze remates. Segundo o jornal espanhol Mundo Deportivo, o lateral poderá assinar um contrato de três anos, válido até 2030. A contratação foi recomendada por Raúl Entrerríos, antigo jogador do clube e atual selecionador dos escalões jovens de Espanha. Com um orçamento global a rondar os oito milhões de euros, o FC Barcelona já não consegue competir pelas maiores estrelas europeias, focando-se em jovens talentos que valorizam o projeto desportivo. Marcos Fis personifica esta nova filosofia e, a confirmar-se a sua transferência, o clube assegura uma peça fundamental para manter o seu estatuto de liderança em Espanha e na Europa.
NM/MS

What is going on with the Jays?
There is a certain kind of heartache that comes with a fall from grace, especially when the highs reached were so unexpected. For the Toronto Blue Jays, the 2025 season was a fairytale of offensive dominance and "lightning-in-a-bottle" team-play. They transformed from a struggling squad into an attacking machine that pushed the Los Angeles Dodgers to the absolute brink of elimination in the World Series. It was a year of the "unlikely hero"—where Ernie Clement and Nathan Lukes became household names, and Trey Yesavage emerged from the draft into becoming a star.
But now as we turn toto April 2026, that magic feels like such a distant memory, replaced by a cold, sobering reality. Fifteen games into the new campaign, the Blue Jays aren’t just struggling; they are stumbling over the very obstacles they bypassed last year. A poor record might look like a slow start on paper, but the context is more damning. Losses to the basement-dwelling White Sox and Rockies have stripped away the "defending AL Champs" aura, leaving fans to wonder if last year was a flash in the pan rather than a new standard.
The primary culprit is a roster currently held together by athletic tape and optimism. The injury list reads like a Pro Bowl ballot: George Springer, Alejandro Kirk, and Addison Barger are all sidelined, leaving a vacuum of leadership and production. The gamble on Japanese slugger Kazuma Okamoto to fill the Bo Bichette-sized hole in the lineup has, so far, yielded more breeze than thunder. With a team-high
21 strikeouts and a meager three RBIs, Okamoto is finding that the transition to North American pitching is a steep climb. Meanwhile, Nathan Lukes, the spark plug of 2025, has seen his bat go ice-cold, managing only two hits in the young season.
The mound offers little solace. While Kevin Gausman remains a pillar of consistency and Dylan Cease has looked the part of a frontline starter, the depth behind them has evaporated. The "Scherzer/ Bieber" safety net has frayed; Bieber is on the 60-day IL, and the 41-year-old Scherzer’s arm soreness is a reminder that father time eventually stops taking calls. This has forced the Jays into a desperate "warm body" strategy, relying on Eric Lauer’s inflated 7.82 ERA and the recently signed Patrick Corbin just to eat innings.
In 2025, every coin flip landed heads. In 2026, the coin seems to be stuck in the mud. Vladimir Guerrero Jr. is still performing like a superstar, but without protection in the lineup, he is becoming an island.
Is it too early to panic? History says yes. The legendary 1992 and 2015 teams both overcame sluggish starts to find postseason glory. However, those teams had a health and depth profile that this current iteration lacks. For Toronto to avoid "turning back into a pumpkin," they don't just need their stars to return; they need to rediscover the defiant, underdog spirit that defined them a year ago. Right now, the "whisper of doubt" has become a roar, and the Blue Jays are running out of time to silence it.
RS/MS

PROTEJA O SEU FUTURO
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE
Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade o sistema sozinho. Confie na experiência,
e resultados focados



What to expect for Raptor’s first playoff appearance in 4 years
The Toronto Raptors have officially punched their ticket back to the postseason, snapping a four-year drought that dates back to Scottie Barnes’ rookie campaign. Locking in the 5th seed after a season defined by dizzying highs and frustrating developmental regressions is a massive achievement. While the "experts" pivot to deep-dive analytics, there is something to be said for simply appreciating the foundation being laid here.
This season is already a victory; the playoffs are just the hard-earned dessert.
However, the matchup against Cleveland presents a fascinating, albeit grueling, chess match between both clubs. If the Raptors want to do more than just "show up," the heavy lifting begins with Scottie Barnes. Historically, Barnes has treated the Evan Mobley matchup with a certain competitive fervor,


and his defensive versatility will be the linchpin of Toronto's scheme. The looming question is his engine. To stifle the dual-threat penetration of Donovan Mitchell and James Harden, Barnes will be asked to help, recover, and rotate at a playoff intensity he hasn't had to sustain in years. Toronto needs him to push past those short bursts of dominance and find a secondary lung capacity.
In the trenches, Jakob Poeltl holds the keys to the series. The Harden-Jarrett Allen pick-and-roll has become a clinical operation in Cleveland, and Poeltl is the only one capable of disrupting that rhythm. He must match Allen’s minutes and physicality, neutralizing those easy lob threats that can demoralize a defense. If Poeltl isn't operating at 100% health, the Raptors' interior defense could collapse under the weight of Cleveland’s size.
Then there is the Jamal Shead factor. While his point-of-attack defense is a necessity against a scorer like Mitchell, the playoffs are notoriously unkind to non-shooters. If Cleveland ignores him to clog the paint and his perimeter shots aren't falling, he becomes a spacing liability that stalls the half-court offense. Finding ways to keep him effective without sacrificing scoring gravity will be Darko Rajaković’s toughest balancing act.
An uphill battle? Absolutely it is. But after the lean years and the "rollercoaster" narratives, having meaningful basketball in April is a gift, one we haven’t gotten too used to recently. Whether this ends in a gritty upset or a swift exit, this core has proven they belong where they are right now. It’s time to savor this journey every step of the way.
RS/MS

HOCKEY
THE TORONTO SPECIAL A home finale for the history books
The Toronto Maple Leafs have always excelled at drama, but Monday’s home finale against the Dallas Stars was pure slapstick comedy. In a season already defined by its absence of a playoff berth, the Leafs decided to give their fans one last, chaotic memory.
The script started perfectly: a dominant 3-0 lead in the first period that had Scotiabank Arena actually feeling— dare we say—optimistic. But as any seasoned fan knows, a three-goal lead is the most dangerous score in Toronto hockey. What followed was a defensive masterclass in "what not to do."
The Leafs surrendered five goals in the latter half of the match, including a few highlight-reel blunders that looked more like a blooper reel than professional sports. They ultimately collapsed into a 6-5 loss. From fans holding signs of "impressed" disbelief to the inevitable radio rants that followed, it was the most "Leafs" way possible to say goodbye to the home crowd.
David De Sousa (R.I.B.O.), Account Executive O ice: 416-576-7766 Direct: 647-915-6685 davidd@connectinsurance.ca
Creditos: DR
MS
Luis Camara Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

LiUNA Local 837 conclui expansão do centro de formação em Cambridge
A LiUNA Local 837 concluiu uma grande expansão do seu campus de formação e educação em Cambridge, apoiada por mais de 8,8 milhões de dólares em financiamento provincial, destinado a fortalecer a força de trabalho qualificada de Ontário.
Oprojeto, apoiado através da vertente de capital do Fundo de Desenvolvimento de Competências (Skills Development Fund Capital Stream), permitirá ao sindicato dar formação a até 5.000 aprendizes e trabalhadores da construção adicionais nos próximos cinco anos.
"A formação é a base de tudo o que construímos e, hoje, essa base torna-se ainda mais forte", afirmou Nick Ciccone, diretor de formação da LiUNA Local 837. "Este é um investimento direto nos trabalhadores, na segurança e no futuro da nossa indústria."
A expansão incluiu renovações no espaço de salas de aula existente nas instalações da delegação na Industrial Road e a construção de um novo anexo de 2.210 metros quadrados (23.791 pés quadrados). O centro atualizado possui um laboratório de equipamentos e um espaço de simuladores, incluindo tecnologia de realidade virtual concebida para ajudar os aprendizes a treinarem em condições realistas de estaleiro antes de entrarem no terreno. O Ministro do Tra-
balho de Ontário, David Piccini, afirmou que os investimentos em infraestruturas de formação são fundamentais para satisfazer as necessidades de construção da província. "O Canadá tem hospitais para construir, autoestradas para expandir e casas de que as famílias precisam desesperadamente, e nada disto acontece sem os nossos profissionais qualificados", disse Piccini. "Ao investir em instalações de formação modernas e de classe mundial como esta, estamos a ajudar os trabalhadores a construir carreiras gratificantes, garantindo ao mesmo tempo que Ontário tem a força de

trabalho de que necessita para entregar projetos críticos."
A província anunciou 128,7 milhões de dólares até à data através da vertente de capital do Fundo de Desenvolvimento de Competências para expandir e modernizar instalações de formação. O programa pretende ligar trabalhadores a carreiras com elevada procura, apoiando simultaneamente os empregadores e o crescimento económico.
Havia cerca de 577.500 pessoas empregadas no setor da construção em Ontário em 2025, e a província estima que serão necessários quase 400.000 trabalhadores qualificados ao longo da próxima década para substituir trabalhadores em vias de reforma e satisfazer a procura crescente.
A LiUNA Local 837, afiliada à União Internacional dos Trabalhadores da América do Norte (Labourers’ International Union of North America), representa trabalhadores da construção civil em todo o sudoeste de Ontário. OCN/MS
Do choque à estratégia: o que o "reset" político do Canadá significa para a construção
À medida que a incerteza global redefine as prioridades de Otava, os líderes da indústria devem construir de forma mais rápida e inteligente, preparando-se para uma nova era de oportunidades impulsionadas por políticas públicas.
Na Conferência Anual da Associação Canadiana de Construção em Coronado, Califórnia, no início de março de 2026, um painel de estrategas políticos experientes analisou um ano que inverteu as expectativas tanto em Otava como em Washington. O que começou como um caminho quase certo para uma vitória conservadora mudou drasticamente com mudanças de liderança e choques geopolíticos. "Sem esses dois eventos desencadeadores - a demissão de Justin Trudeau e a eleição de Donald Trump - Mark Carney provavelmente não seria primeiro-ministro", afirmou Richard Mahoney, sócio fundador da McMillan Vantage. "Mas os canadianos contrataram-no para lidar com uma ameaça existencial." Essa mudança, da acessibilidade económica para a resiliência nacional, remodelou o panorama político que os empreiteiros gerais devem agora navegar.
A economia da construção numa era de défices
A resposta do governo federal tem sido um investimento agressivo, particularmente em infraestruturas. Com milhares de milhões prometidos para grandes projetos, transportes, habitação e defesa, as empresas de construção posicionam-se no centro da estratégia económica do Canadá. Mahoney enfatizou que esta não é uma situação tem-

porária. "É improvável que vejamos uma mudança significativa na situação fiscal federal durante algum tempo", afirma. "O Canadá vai precisar desse tipo de investimento durante anos." Mas o financiamento por si só não é suficiente. Karl Bélanger, da Traxxion Strategies, alertou que a entrega continua a ser um "gargalo". "Quando as províncias não estão presentes para igualar o financiamento, o dinheiro não flui e os projetos não são construídos."
Ambições energéticas como ponto de viragem?
Um tema principal ao longo da discussão foi a ambição, há muito adiada, de o Canadá se tornar uma superpotência energética. Jason Lietaer, presidente da Enterprise Canada, apontou falhas passadas, como o gasoduto Northern Gateway, como exemplos de inconsistência política. "Conseguimos passar pelos processos regulatórios", disse ele. "E depois a incerteza do governo matou o projeto." Hoje, porém, ele vê uma mentalidade diferente em Otava. "Temos agora um governo federal que, propositadamente, está a tentar reverter isso." A implicação para os empreiteiros é significativa e reflete-se no facto de projetos de energia e recursos em grande escala, que estiveram parados durante muito tempo, estarem agora a ressurgir como construções prioritárias. Ainda assim, a política interna poderá complicar a execução.
Custos, concursos e o "Buy Canadian" Embora a oportunidade esteja a expandir-se, as pressões também aumentam. Lietaer alertou para o crescente escrutínio político
sobre os custos dos projetos. "Eles não vão conseguir a infraestrutura que querem com o orçamento que têm", sugere. "E vão culpar as pessoas que a estão a construir." Ao mesmo tempo, os governos estão a impulsionar o aprovisionamento doméstico com uma insistência acrescida no "Buy Canadian" (Compre Canadiano). É uma estratégia que certamente poderá beneficiar as empresas nacionais, mas que também poderá ter o efeito não intencional de complicar as cadeias de abastecimento, que já estão sobrecarregadas pela instabilidade global.
Risco e relacionamento
Nenhuma questão foi mais relevante, contudo, do que a relação do Canadá com os Estados Unidos. Apesar do aumento do sentimento antiamericano a nível interno, os painelistas reforçaram a importância de manter laços fortes com os vizinhos do sul. "Não há relacionamento mais importante do que o que temos com os Estados Unidos", disse Bélanger. "Quando os amigos estão em dificuldades, não nos afastamos, continuamos a construir essa relação." Para as empresas de construção, isto significa uma exposição transfronteiriça contínua, seja através de materiais, mão de obra ou investimento. No entanto, ao mesmo tempo, a instabilidade nos EUA, desde as tensões comerciais aos conflitos geopolíticos, adiciona volatilidade aos custos e cronogramas dos projetos.
Diversificação comercial e investimento global
Com os canais tradicionais de comércio com os EUA sob pressão, o Canadá está a
olhar cada vez mais para o exterior. Perante isto, Mahoney destacou a importância de atrair capital global. "O objetivo não é apenas escolher projetos", disse ele. "É convencer os investidores internacionais de que estes projetos serão realmente construídos." Esta mudança poderá desbloquear novos fluxos de financiamento para infraestruturas, mas também poderá introduzir novas partes interessadas e expectativas na entrega dos projetos.
Oportunidade no meio da incerteza Apesar da turbulência, os painelistas foram claros: este momento atual representa uma das oportunidades mais significativas para o setor da construção do Canadá em décadas. "O país precisa de vocês agora mais do que nunca", disse Mahoney aos empreiteiros gerais na audiência. "É daqui que virão os empregos e onde o crescimento acontecerá." Para quem está atento, o caminho a seguir é complexo mas promissor, com o sucesso a depender da capacidade e competência para navegar nas dinâmicas políticas, gerir o aumento dos custos e entregar projetos de forma eficiente num ambiente onde as expectativas, e os riscos, nunca foram tão elevados.
OCN/MS
Creditos: LiUNA
SAÚDE & BEM-ESTAR

Medicina Tradicional Chinesa
Milénios de sabedoria ao serviço do equilíbrio
A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é um sistema terapêutico com milhares de anos de existência que encara a doença como um sinal de desequilíbrio energético no organismo. Ao contrário da medicina ocidental, que tende a aplicar protocolos específicos para cada patologia, a MTC valoriza uma abordagem individualizada: duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber tratamentos distintos, de acordo com os seus sintomas, constituição e estilo de vida.
No centro desta visão está o equilíbrio entre duas forças fundamentais: o Yin e o Yang. O Yin representa a dimensão mais passiva, fria e material; o Yang associa-se à energia, ao calor e à atividade. A saúde resulta da harmonia entre estas duas forças, permitindo que a energia vital - conhecida como Qi - circule livremente pelo corpo. Quando esse fluxo é interrompido ou desequilibrado, surgem os sintomas de doença.
A MTC distingue-se também pela sua abordagem holística. Corpo, mente e ambiente são considerados inseparáveis, numa perspetiva influenciada pela filosofia taoista, que entende tudo como interdependente. Assim, o tratamento não se limita a aliviar
sintomas, mas procura compreender e corrigir as causas profundas do desequilíbrio, valorizando tanto a prevenção como a cura.
Entre as várias técnicas utilizadas, a acupuntura é uma das mais conhecidas. Com cerca de três mil anos de história, consiste na inserção de agulhas muito finas em pontos específicos da pele, ao longo dos chamados meridianos - canais energéticos que percorrem o corpo. Ao estimular esses pontos, a acupuntura ajuda a regular o fluxo de energia, promovendo o equilíbrio interno. É amplamente utilizada no tratamento da dor, muscular, articular ou crónica, mas também em problemas como enxaquecas, insónias, distúrbios digestivos e questões emocionais.
Complementar à acupuntura, a moxabustão utiliza o calor produzido pela combustão da planta artemísia. A moxa é aproximada da pele, aquecendo pontos energéticos específicos e ajudando a expulsar o frio do organismo. Esta técnica é especialmente indicada em condições crónicas, associadas à falta de energia ou ao predomínio do Yin, tendo efeitos analgésicos e de melhoria da circulação.
Outro método frequentemente utilizado são as ventosas, que criam sucção na pele
através da formação de vácuo. Este estímulo melhora a circulação sanguínea, alivia tensões musculares e pode atuar em problemas respiratórios, digestivos e até neurológicos. Após o tratamento, é comum surgirem marcas circulares na pele, geralmente avermelhadas ou arroxeadas, que desaparecem com o tempo e não representam risco.
A massagem Tui Na é uma terapia manual que combina diferentes técnicas, como pressões, alongamentos e manipulações. Os movimentos são geralmente firmes e contínuos, sendo eficazes no tratamento de dores musculares, contraturas, problemas articulares e algumas disfunções internas. É uma abordagem que alia relaxamento a efeitos terapêuticos profundos. Entre outras práticas, destaca-se também o Guasha, que consiste em raspar a pele com instrumentos específicos, como pedra de jade, para estimular a circulação e libertar bloqueios energéticos. É frequentemente utilizado em casos de dor, fadiga, problemas respiratórios e digestivos. Já a auriculoterapia baseia-se na estimulação de pontos reflexos na orelha, correspondentes a diferentes órgãos e sistemas do corpo, sendo útil no controlo da ansiedade, insónias, dores e até dependências, como o tabaco.
A fitoterapia chinesa é outro pilar essencial da MTC e continua a ser amplamente utilizada na China. Baseia-se no uso de plantas, raízes, flores e outros elementos naturais, combinados de forma precisa para tratar desequilíbrios específicos.
A sua eficácia depende de um profundo conhecimento das propriedades de cada componente, uma vez que algumas plantas podem ter efeitos tóxicos se mal utilizadas. Por isso, a sua prescrição deve ser sempre feita por profissionais qualificados. Mais do que um conjunto de técnicas, a Medicina Tradicional Chinesa propõe uma forma de compreender a saúde e o bem-estar. Valoriza o equilíbrio, a prevenção e a ligação entre o ser humano e o meio envolvente. Num mundo cada vez mais acelerado, esta abordagem milenar continua a oferecer uma perspetiva complementar, centrada na harmonia e na procura de um equilíbrio duradouro.



Juntos!

Kim Kardashian e Lewis Hamilton tentaram ser discretos, mas não conseguiram. A celebridade e o piloto de Fórmula 1 estiveram no Coachella e não escaparam as lentes dos mais atentos. Kim Kardashian e Lewis Hamilton estiveram juntos a assistir ao espetáculo de Justin Bieber, que este ano foi uma das atrações principais do festival. A celebridade e o piloto circularam pela multidão acompanhados de seguranças, como relata o TMZ, mantiveram-se juntos e caminharam, a dada altura, de braço dado. Na ocasião, ambos mantiveram um estilo casual enquanto desfrutavam do ambiente festivaleiro no meio da multidão com a equipa de segurança sempre por perto.

A família de Mário Jardel acaba de aumentar. A filha do ex-jogador de futebol, Victória Ribeiro, deu à luz um menino. A novidade foi anunciada publicamente através de uma publicação que a avó babada Karen Gaidão fez na sua página de Instagram, no domingo, dia 12 de abril. Ao mostrar aos seguidores o primeiro registo fotográfico que captou com o neto ao colo, Karen Gaidão escreveu: "O que dizer deste dia, o que dizer deste sentimento. Só peço a Deus que me capacite para ser a avó que o Tomás merece… Meu mundo azul, meu primeiro neto, meu grande amor. Gratidão a Deus."

Maria João Abreu continua muito presente no coração dos seus, sobretudo nas datas especiais, como o dia 14 de abril. Se fosse viva, Maria João Abreu teria completado 62 anos e o viúvo, João Soares, não deixou passar em branco a data. O músico dedicou uma publicação à atriz. "Minha Joãozinha! Hoje, é o teu aniversário! E vamos celebrá-lo como assim o deve ser feito: com amor, família e amigos. Estamos e continuaremos juntos. Sempre. Tal como tu gostas. E como nós gostamos", começou por escrever junto de uma fotografia de Maria João Abreu.
Visita com memória

Meghan Markle e o príncipe Harry viajaram recentemente até à Austrália e seguiram os passos da falecida princesa Diana, mãe do duque de Sussex. No dia 14 de abril, os duques de Sussex iniciaram a sua visita à Austrália com uma passagem pelo The Royal Children's Hospital Melbourne, em Melbourne. No local foram recebidos por centenas de pacientes, os seus respetivos familiares e funcionários do hospital pediátrico, que, de acordo com a People, formaram filas, ocuparam varandas e viram através das janelas dos escritórios. Meghan Markle e o príncipe Harry chegaram de mãos dadas ao local e estiveram entre a multidão, descontraídos, pararam para tirar selfies, conversaram com crianças que estavam em cadeiras de rodas e interagiram com os seus pais, como relata a People. "Dei flores ao Harry e ele disse «obrigado«, disse-me para «continuar a ser corajosa». Isso deixou-me muito feliz e vou pensar nisso", Novalie Morris, de 12 anos, com a revista. A criança é um dos pacientes do hospital e conheceu o casal. Para a ocasião, Meghan Markle escolheu um elegante vestido azul da estilista australiana Karen Gee, tendo combinado a peça com sapatos Dior. Esta visita tem uma ligação com a falecida princesa Diana. Isto porque os pais de Harry, Diana e o agora rei Carlos III visitaram a mesma unidade de saúde em outubro de 1985.

Concerto

Pedro Granger magoou-se em casa enquanto estava a "arrumar o quarto". O resultado? Fez o programa "Funtástico" de muletas na tarde de domingo, dia 12 de abril. Logo ao início do programa, Manuel Luís Goucha começou a comentar o facto de o colega estar lesionado, tendo explicado o que aconteceu. "Estou tão triste porque hoje o Pedro Granger não pode dançar, não pode pular, não pode saltar para aquele palco. (risos) Magoou-se e não foi na natação, foi a fazer arrumações no quarto", disse entre risos. "Mas eu trouxe muletas, por isso vou dar um abraço ao meu apresentador preferido", responde de seguida o ator, tendo-se deslocado para junto de Manuel Luís Goucha para o cumprimentar. "Não faças isso! Tu não te esbardalhes", alertou Goucha, entre risos novamente. "Já me esbardalhei por isso é que fiquei assim", comentou Pedro Granger. "Viva o Goucha", afirmou depois. Entretanto, Manuel Luís Goucha continuou a falar com Pedro Granger sobre a sua condição e acrescentaram que Pedro Granger se tinha magoado num dos gémeos depois de ter subido a um escadote. "Estava em cima de um escadote a acabar de fazer arrumações. Moral da história: em casa não façam arrumações, vivam em desarrumação, está tudo bem", disse o ator.
Catarina Furtado foi uma das fãs da cantora Rosalía que não perdeu um dos espetáculos que a artista catalã deu no nosso país, nos passados dias 8 e 9 de abril, na Meo Arena, em Lisboa. Mas a comunicadora não foi sozinha já que levou consigo o pai, Joaquim Furtado, um admirador da intérprete de "Memória", fazendo-lhe, desta forma, uma surpresa. "Há uns tempos o meu pai disse-me que andava a ouvir um disco de uma cantora de quem gostava muito: Rosalía. Fiz-lhe a surpresa de o levar ao concerto. Rosalia deu um concerto tão bonito que foi um espetáculo de simplicidade e intensidade. A sua espiritualidade devolveu-nos memórias e permitiu-nos sentir em nós a presença de quem nos é verdadeiramente eterno. Rosalia deixou-nos mensagens despidas de preconceitos embrulhadas por múltiplas formas de arte. Com respeito à tradição, reinventando-a com provocação. Sem medo de ser quem é, e é muitas coisas diferentes e todos os seus gostos e influências, aparentemente antagónicos, casam sem conflito mas com compromisso", referiu também Catarina Furtado, encantada com o espetáculo que viu. "Com coragem, com autenticidade, com amor, com os vários mundos e com a dança como parceira inseparável de caminhos de descoberta. Fomos do céu ao inferno porque durante duas horas andámos no carrossel da vida. E a nossa Carminho a ser aplaudida por um Meo Arena inteiro, comovido!", concluiu a comunicadora.
Credito: DR
Credito: DR
OLHAR COM OLHOS DE VER



Carving space for wellness. Créditos: Fa Azevedo
Arte portuguesa aos nossos pés. Créditos: David Ganhao
Beco de cor. Créditos: Paulo Perdiz
Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1. Coordenar a execução de; conduzir, liderar
2. Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas)
3. Mostrar ou manifestar gratidão, render graças; reconhecer
4. Provocar hipnose em alguém
5. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer
6. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio
7. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)
8. Exprimir por meio de palavras

9. Pôr para trás, fazer recuar; retrasar 10. Escolher uma pessoa ou coisa entre outras; decidir-se por 11. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar 12. Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala 13. Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si 14. Entregar em troca; permutar 15. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição

E H Q M J R L K A U D Q H M E
F Q N A M E T S I S F C T O N
E R L G X V E I H I I L C F T
I I C L U S L S P R N A P O R
T I S W C E A A B U A G R D E
O G E C H S I F C V N E O I V
P M S Y S I D E V C C L B N I
V W C M S R N P I P E W L H S
E S A M A C U A Q J I B E E T
E O L V R Z M S D H R M M I A
R R A X P B U T H J A N A R B
K U T E M R A I F N O C G O S
F J O O O T P R E V E N I R S
C I I R C B G V Y P W F G V B
C O C N A B E A R Z W W R J O
CRISE LEGAL JUROS
PROBLEMA ESCALA EFEITO COMPRAS CONFIAR DINHEIRO BANCO MUNDIAL
FINANCEIRA
ENTREVISTA
SISTEMA

Ingredientes
• 6 batatas cozidas
• 150 g de ervilhas e cenoura congeladas
• 100 g de miolo de camarão cortado
• 4 camarões inteiros
• 3 ovos cozidos picados
• 4 colheres de sopa de maionese
• Sal e pimenta q.b.
• Folhas de manjericão fresco
Modo de preparação
Corte as batatas cozidas em cubos pequenos e reserve. Num tacho, coza as ervilhas e as cenouras em água durante cerca de 15 minutos. Tempere com pimenta.
Junte o miolo de camarão cortado aos legumes e deixe cozer mais 5 minutos. Não deixe o camarão cozer demasiado para não ficar rijo.
Retire do lume, escorra bem e deixe arrefecer um pouco. Numa taça grande, misture a batata, os legumes com camarão e os ovos picados.
Junte a maionese e envolva delicadamente até ficar bem cremoso. Acrescente a maionese aos poucos para não ficar demasiado pesada. Rectifique os temperos.
Coloque numa travessa de servir e decore com os camarões inteiros e folhas de manjericão. Leve ao frio pelo menos uma hora antes de servir para apurar sabores.
Até à próxima receita!


Rosa's Portuguese Kitchen Salada russa
Caça palavras
Jogo das 11 diferenças

Chico César
30 anos de música, liberdade e o regresso às raízes
Numa entrevista exclusiva, o cantor e compositor brasileiro falou sobre as três décadas do álbum que mudou a sua carreira, a relação com Portugal e o que esperar do seu próximo trabalho, "Fofo".
Chico César não é apenas um dos maiores nomes da música brasileira contemporânea; ele é um filósofo atual. Com um sorriso constante e a serenidade de quem sabe o peso e a leveza da sua arte, o músico paraibano visitou Portugal para uma tour que mostra muito mais do que datas no calendário: celebra a sobrevivência e a renovação de um repertório que se tornou parte do ADN cultural do Brasil. O pretexto para a atual tour europeia, que percorreu cerca de dez cidades portuguesas antes de seguir para Zurique e Madrid, é a celebração dos 30 anos (agora 31, como ele mesmo corrige com precisão) do seu disco de estreia, "Aos Vivos". Lançado em meados dos anos 90, o álbum foi um divisor de águas. "Foi um disco que impactou bastante a cena da música brasileira", relembra Chico. Segundo o artista, o trabalho abriu portas para uma geração que inclui nomes como Lenine, Zeca Baleiro e Paulinho Moska, redefinindo o que se entendia por música popular brasileira naquele momento.
Curiosamente, o formato acústico e cru que consagrou o disco não foi uma escolha estética planeada, mas uma necessidade prática. "Foi falta de dinheiro", confessa com risos. Sem recursos para passar semanas em estúdio de gravação, Chico optou pelo caminho mais rápido e barato: gravar ao vivo em apenas dois dias. O resultado foi uma obra que mostrou a essência da sua voz com a guitarra acústica, criando uma intimidade com o público que dura até hoje. Apesar de ser muito conhecido pelas suas atuações a solo, Chico César revela uma perspectiva surpreendente sobre a liberdade artística. Para ele, estar sozinho no palco com a sua guitarra é o momento em que se sente mais "exposto", e não necessariamente mais livre. "Eu me sinto mais livre quando estou tocando com os meus amigos, com a minha banda", explica. Para o músico, a liberdade não é um exercício individualista ou de elevação do ego, mas algo que só se realiza plenamente na troca, na soma e no convívio com o outro — seja na música, no amor ou na vida. Essa ligação com o outro é o que mantém vivas canções como "Mama África", "À Primeira Vista", "Beradêro", "Mulher e Eu", "Templo", "Dança" e "Nato". Chico afirma que cada
noite de concerto traz uma frescura nova, pois a reação de cada plateia é única, trans formando músicas escritas há décadas em experiências presentes e surpreendentes. Questionado sobre a carga política das le tras, Chico é categórico: "Há sempre". Para ele, a política está na escolha de cada pala vra. Ao cantar "Mulher e Eu", por exemplo, ele entende que a abordagem das questões de género e o respeito à subjetividade fe minina são atos políticos profundos. A sua origem no Nordeste brasileiro também é um pilar central da sua identida de. Citando mestres como Dorival Caymmi, João Gilberto e Luiz Gonzaga, além de contempo râneos como Caetano Veloso e Gilberto Gil, Chico defende que a música nordestina é a que dá a verdadeira "cara de brasilidade" ao país. Ele vê o Brasil como uma "eterna construção" que, ao mesmo tempo, já é ruína, e acre dita que a sua mensagem continua atual para o mundo, especialmen te em tempos de retrocessos so ciais e culturais. Após concluir a tour europeia, Chico César já tem os olhos postos no futuro. Ele revelou que está a trabalhar no novo álbum, cujo nome será "Fofo". O disco é um mergulho no seu passado. Cerca de dois terços do disco serão compostos por canções que ele escreveu entre os 17 e 20 anos de ida de, enquanto ainda vivia na Paraíba, antes de se mudar para São Paulo. "São canções mais angustiadas, mais dissonantes, mais complexas", descreve. Contrastando com a simplicidade e transparência que adqui riu com a maturidade, Chico quer agora resgatar esse material mais "hermético e contundente", misturando-o a composi ções recentes feitas durante a pandemia. No final da conversa, Chico deixou uma mensagem poderosa para a comunidade lusófona no Canadá e em todo o mundo; relembrando sua própria vida de migra ção dentro do Brasil e as suas viagens pelo mundo: "Todo mundo é migrante. Todos os habitantes da Terra têm o di reito de viver em qualquer lugar." Seja em Portugal, no Canadá ou no Brasil, Chico César continua a ser uma voz que une fronteiras através da música, lembrando-nos de que, na "permu ta" e no "convívio", somos todos um pouco mais livres.




Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.

artesonora
Paulo Perdiz
Credito: Ana Lefaux

CARNEIRO 21/03 A 20/04
Um novo ciclo está a começar. Esclareça de vez situações cuja concretização tem adiado; nesta fase a sua personalidade está centrada naquilo que faz e naquilo que é, mas por meio de uma necessidade real de olhar para si e encontrar aquilo de que necessita para o seu progresso e a sua vocação pessoal.

TOURO 21/04 A 20/05
Durante este trânsito a sua insegurança, medos, complexos de inferioridade serão notórios. Poderá sentir-se emocionalmente em baixo, pelo que deve evitar confrontações com os outros. Aproveite para se isolar um pouco, leia, medite, analise emoções e atitudes e prepare-se para recomeçar a sua atividade em pleno.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Tente nesta altura delinear e concretizar os seus planos. Procure para tal o envolvimento dos que o rodeiam. Descubra os prazeres de trabalhar em equipa. Evitando, a todo o custo, o isolamento e os esforços individuais. Partilhe o seu êxito e verá o seu sucesso redobrado e reconhecido por todos.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Está presentemente com mais facilidade de comunicar, de trocar ideias, de fazer contactos, contratos e negócios, o que poderá fazer agora, caso necessário, através dos novos meios de comunicação. Sente capacidade de pôr em prática as ideias inovadoras que tem. Aproveite para melhorar a sua vida no campo profissional. Esta é uma boa altura para fazer planos de futuro.

LEÃO 22/07 A 22/08
Sentir-se-á com uma forte tendência para fugir à rotina diária e partir à conquista de algo diferente, de adquirir novas experiências e conhecimentos. Procure obter uma compensação na leitura, vibrando ou aprendendo com livros a seu gosto. Escreva a um amigo distante que não vê há muito. Viaje.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Este trânsito convida-o a refletir profundamente sobre a sua vida interior e psíquica. Poderá sentir-se mais tenso, agressivo, ou simplesmente irónico, e com maior dificuldade para controlar os seus instintos. Poderão surgir pessoas no seu caminho que tenham um efeito transformador na sua maneira de pensar.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Poderá sentir nesta altura um desejo intenso de mudança em termos de relacionamento. As emoções e a sexualidade são vividas com grande intensidade. É também um bom período em termos financeiros. Se necessitar de solicitar um empréstimo de dinheiro a um banco ou a um sócio, esta é a altura indicada para o fazer.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Esta é uma altura em que sentirá uma maior necessidade de organização no seu dia-a-dia, no seu trabalho e na sua profissão. Terá maior flexibilidade mental, maior capacidade de escrita e estará com um aguçado sentido crítico, o que lhe facilitará acabar aquelas tarefas que tem adiado por não se sentir com «inspiração».

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Sente vontade de se dedicar ao trabalho de alma e coração. A forma cordial como se relaciona com colaboradores, assim como a sua eficiência, vão favorecê-lo no campo profissional. Poderá receber uma ajuda ou um favor. Faça nesta altura uma dieta que vai melhorar tanto a sua saúde como o seu aspeto físico.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Marte poderá favorecer algum assunto de carácter familiar ou até mesmo legal. Poderá sentir necessidade de se isolar um pouco, de se refugiar no conforto do seu lar, de usufruir da intimidade dos que lhe estão mais próximo, de analisar mais profundamente os seus sentimentos ou as suas atitudes. Não se deixe, cair na melancolia ou nas recordações do passado.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Sente-se transbordante de energia e de atividade, desejando experimentar coisas novas e diferentes. Decida-se, mude de ambiente e opte até pela viagem que tem adiado. Se pensa não conseguir abstrair-se do que julga ser uma obrigação permanente, leve consigo algum trabalho e execute-o em novos horizontes.

PEIXES 20/02 A 20/03
É possível que, ao longo deste trânsito, sinta que o ambiente à sua volta se tornou mais leve. Desejará rodear-se de coisas bonitas e apreciar o que de belo existe à sua volta. Conseguirá, com mais facilidade que o usual, conciliar a sua vida afetiva com o trabalho e expressar-se de um modo mais emocional.
Soluções


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1136 College St, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 416-953-5960
Amigos Arcos de Valdevez e Ass. Cultural do Minho de Toronto Angariação de fundos para a Rádio Valdevez
No 165 Dyenvor Rd, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 416-917-8746
18 de Abril
Associação Migrante de Barcelos Jantar e Noite Branca Na CAO, 1136 College St, a partir das 18:30h, com Raça Latina. Reservas e Informações: 647-949-1390
Convívio Arcuense
Angariação de Fundos para os Bombeiros de Arcos de Valdevez
Local 183, no 1263 Wilson Ave, a partir das 18:00h, com Delfim Júnior & Império Show, Rancho e Bombos da ACMT. Reservas e Informações: 416-917-8746.
Festa dos Amigos da Comissão de Nossa Senhora da Luz
“Preservar a Tradição”
St Matthew’s Parish Hall, 708 Weston Road, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-457-2196.
nutos a pé até as praias/Cidade Velha. Contatar: 416-277-3172
Apartamento no primeiro piso para arrendar, com quarto, cozinha, sala e casa de banho, perto de transportes públicos. Na area da Eglinton e Weston Road. Ligar para 416-531-4045 ou pode mandar mensagem.
We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.
Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate
para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155
Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.
Aluga-se apartamento no basement na area da Keele & Lawrence, com dois quartos, entrada separada, com um estacionamento. Contatar 416-995-4883.
Apartamento num basement com 1 quarto, cozinha, sala, casa de banho. Entrada separada. Despesas incluídas. Area da Lansdowne & College Ligar para 416-937-5212.

PCCM
Convívio Nordestenses e Amigos, para apoiar crianças necessitadas
Com Jessica Amaro e Eduardo Sant Ana. 53 Queen St N, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 905-520-1110
Grandiosa Noite de Fados
Caloura Bar&Grill
Com Jennifer Bettencourt e João Brito. 468 Rogers Rd, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 647-748-3044
Comissão do Sr. Santo Cristo dos Milagres de Brampton
20.º Aniversário
No Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek rd, a partir das 18h00. Com José Alberto dos Reis, Starlight, Bailinho de Rabo de Peixe, DJ Elite Sound. Reservas e Informações: 416-254-5813
Festa dos Amigos de Ferrel
Quinto Convívio
No 1075 Queensway E, a partir das 18:00h, com César Luís e Duo Daniel e Tânia. Reservas e Informações: 416-561- 6944
Asas do Atlântico
Sopas do Espírito Santo à Pico
No 2185 Stavebank Road, a partir das 18h00. Com Carlos e Armando Janeiro e muita música. Reservas Informações: 416- 725 -9237
Davenport

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When: April 25th 2026, 1PM – 5PM Where: St Mary’s Catholic Academy | 66 Dufferin Park Ave.

