

FUGA DE CÉREBROS

Manuel DaCosta Editorial

A educação dos nossos filhos deve ser de suma importância, não apenas na mente dos pais, mas deve ser também a pedra angular de uma sociedade justa, próspera e estável. A sua criação dentro de um desenvolvimento cognitivo equitativo garantirá que um país tenha alicerces de sabedoria e dignidade, livres de barreiras sistemáticas. Este é, naturalmente, o desenvolvimento social ideal que todos desejam, até que os governos e os responsáveis pela educação equiparem os alunos a números financeiros num tabuleiro de xadrez, onde podem ser movidos para satisfazer orçamentos. O que estas instituições não reconhecem é que a educação não é apenas um benefício pessoal dentro da sociedade, mas um bem público que transforma comunidades e nações.
As manchetes da semana passada gritavam: “TCDSB corta programa internacional com 50 anos, afetando 19.000 alunos”. Os pais e outras organizações ligadas à educação das crianças e, neste caso, ao ensino da língua portuguesa nas escolas, ficaram alarmados com o anúncio repentino, que eliminará 77 cargos de docentes e mudará as aulas gratuitas durante a semana para uma alternativa paga aos sábados. O governo de Ontário está a implementar medidas drásticas sob a sugestão de que os Conselhos Escolares (School Boards) têm sido fiscalmente irresponsáveis e, por isso, a governação dos conselhos de educação passará a estar sob a alçada do Ministério da Educação do governo de Ontário.
O enorme problema da dívida do Canadá e de Ontário está a ser mitigado à custa de programas educativos, o que será prejudicial para o país culturalmente, à medida que os governos sacrificam o futuro para acomodar o presente. Entretanto, a má gestão fiscal nos vários níveis de governo continua a aumentar; a nível fede-
ral, em 2025-26, incorreu-se num défice de 86,8 mil milhões de dólares, somado a 81,4 mil milhões a nível provincial. O novo orçamento de Ontário adicionou 22 vezes mais despesa para aqueles com mais de 65 anos do que para os menores de 45. Na minha opinião, o segmento com mais de 65 anos é a parte mais rica da população, então porque estamos a dar-lhes mais financiamento, a não ser para comprar votos para uma província que já é Conservadora? Sim, os boomers que estão a envelhecer precisarão de alguma ajuda, mas em detrimento da educação dos nossos filhos? Doug Ford, ganha juízo e entende que a acumulação de poder através da tomada de controlo das instituições educativas não é o que define a democracia; o teu caminho é de governação regressiva, não de progresso. Concordo que responsabilizar as pessoas fiscalmente, neste caso na educação, é necessário, mas sacrificar os mais vulneráveis é apenas colocar mais obstáculos às famílias que já estão financeiramente estranguladas. Como conservador fiscal, eu
poderia argumentar que os contribuintes não deveriam ser responsáveis pelo ensino de línguas étnicas de forma generalizada; no entanto, não é a etnicidade o que torna este país único, ao comunicar numa miríade de línguas que o distinguem? Não conheço nenhum avô ou avó que escolheria gastar 20 vezes mais consigo próprio do que com os seus filhos e netos. Porque é que Ontário quer fazer isso? Claro, é a falta de visão a encobrir falhas políticas passadas com décadas de existência. Ministro Calandra, deixe as crianças em paz para aprenderem e adquirirem as ferramentas que as tornarão grandes embaixadores multilingues de Ontário. Encontre o dinheiro noutro lugar e não puna os contribuintes desta província em benefício dos seus amigos corporativos.
Parem de ser anti-criança, anti-pai e anti-jovem trabalhador.

Ano XXXV - Edição nº 1792
10 a 16 de abril de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
David Ganhão/DR
Versão em inglês Pág. 09
O silêncio da diversidade de línguas nas escolas
Num dos contextos mais multiculturais do mundo, a escola sempre foi, em Toronto, muito mais do que um espaço de aprendizagem académica: é também um lugar de identidade, de pertença e de ligação às origens. Durante mais de cinco décadas, o Ensino Integrado de Línguas Internacionais no sistema elementar do Toronto Catholic District School Board representou precisamente isso - uma ponte entre gerações, culturas e línguas, permitindo a milhares de crianças crescerem entre dois (ou mais) mundos sem terem de escolher entre eles.
Num momento em que a diversidade é frequentemente celebrada como um dos maiores ativos do Canadá, a decisão de terminar este modelo integrado levanta questões profundas sobre o futuro dessa mesma diversidade dentro das escolas. O que está verdadeiramente em causa não é apenas a aprendizagem de uma língua, mas também o papel que o siste-
O QUE É?
O Programa de Línguas Internacionais (International Languages Program) no ensino elementar do Toronto Catholic District School Board permite que alunos aprendam uma segunda língua durante o horário letivo regular, integrando essa aprendizagem no currículo escolar.
Ao contrário dos programas extracurriculares, estas aulas fazem parte do dia escolar normal.
ma educativo deve desempenhar na preservação das raízes culturais das comunidades que compõem o tecido social da cidade, assegurando uma educação inclusiva e representativa.
Para muitas famílias, particularmente da comunidade portuguesa, este programa foi ao longo dos anos uma extensão natural da casa, um espaço onde a língua, a cultura e os valores eram transmitidos de forma estruturada e reconhecida. A sua transformação, de modelo integrado para extracurricular, representa, para muitos, não apenas uma mudança logística, mas uma perda simbólica.
É neste enquadramento que importa compreender o que está em causa: como surgiu este programa, como ainda funciona, quem ainda beneficia dele e, sobretudo, como chegámos até aqui.
HÁ QUANTO TEMPO EXISTE?
Mais de 50 anos de implementação em Toronto
COMO FUNCIONA?
Integrado no horário letivo regular QUANTOS ALUNOS ENVOLVIDOS?
Cerca de 19.000 alunos em dezenas de escolas.
PORQUE FOI CRIADO?
Foi considerado um pilar importante para a preservação cultural e linguística das comunidades imigrantes.
Para refletir a diversidade cultural da cidade
Preservar línguas e culturas de origem
Promover o bilinguismo / multilinguismo
LINHA TEMPORAL DAS DECISÕES
ANOS RECENTES:
SUBFINANCIAMENTO
ESTRUTURAL
▷ O programa não tinha financiamento específico do governo provincial, obrigando o conselho escolar a suportar os custos internamente.
▷ Ao longo dos anos, surgiram sinais de pressão financeira crescente, com o programa a ser visto como “extra” face às disciplinas obrigatórias.
2024–2025:
AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA
▷ O TCDSB entrou em dificuldades financeiras, acumulando um défice significativo (cerca de 39 milhões de dólares).
▷ O Governo de Ontário colocou o conselho sob supervisão provincial, retirando parte da autonomia de decisão.
IMPACTOS IMEDIATOS
▶ Cerca de 77 professores perdem o emprego
▶ Aproximadamente 19.000 alunos deixam de ter acesso gratuito em horário escolar
Programa passa a:
▷ Opcional
▷ Fora do horário
▷ Pago (cerca de $20)
REAÇÕES
FORTE CONTESTAÇÃO DE:
▶ Sindicatos
▶ Pais
▶ Comunidades (incluindo a portuguesa)
2026 (MARÇO):
Melhorar competências cognitivas e académicas
DECISÃO FORMAL. O SUPERVISOR NOMEADO ANUNCIA:
▷ Fim do ensino integrado no horário escolar a partir de setembro de 2026
▷ Programa passa para formato extracurricular (sábado)
CRÍTICAS
PRINCIPAIS:
▶ Falta de consulta pública
▶ Impacto na identidade cultural
▶ Decisão vista como consequência direta de cortes na educação
Reforçar a ligação entre escola, família e comunidade
JUSTIFICAÇÕES
APRESENTADAS:
▷ Necessidade de cumprir os 300 minutos diários obrigatórios de ensino das disciplinas nucleares
▷ Redução do défice financeiro
▷ Reorientação para competências básicas (literacia e numeracia)
O QUE DIZEM AS ENTIDADES RESPONSÁVEIS PELA DECISÃO?
O fim do programa não resulta de uma decisão isolada, mas sim de um processo gradual:
▶ Subfinanciamento crónico
▶ Pressão orçamental crescente
▶ Intervenção do governo provincial
▶ Prioridade às disciplinas obrigatórias

TCDSB justifica decisão e aponta alternativas
A decisão do Toronto Catholic District School Board (TCDSB) de terminar, a partir de setembro de 2026, o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais no horário letivo regular continua a gerar forte debate entre famílias, professores e comunidades culturais — com particular destaque para a comunidade portuguesa, uma das mais diretamente afetadas.
Após várias críticas e preocupações levantadas, o TCDSB respondeu oficialmente às questões colocadas pelo Milénio Stadium, esclarecendo os motivos da decisão e apresentando as alternativas previstas para o futuro.
Uma decisão justificada pela “prioridade às competências essenciais”
No centro da decisão está uma reconfiguração das prioridades educativas, nomeadamente o reforço das chamadas competências essenciais (inglês, matemática etc...) e o cumprimento das diretrizes impostas pelo Ministério da Educação de Ontário.
Na sua declaração oficial, o TCDSB sublinha esse compromisso: “O Toronto Catholic District School Board está comprometido em garantir que cada aluno desenvolva uma base académica sólida necessária para o sucesso a longo prazo, ao mesmo tempo que celebra as ricas culturas, tradições e línguas que fazem parte das nossas comunidades escolares, incluindo as vibrantes contribuições das famílias de língua portuguesa.”
A administração escolar procura, assim, equilibrar dois objetivos: garantir uma base académica sólida e, ao mesmo tempo, reconhecer a diversidade cultural presente nas escolas. No entanto, a necessidade de cumprir os 300 minutos diários obrigatórios de ensino foi determinante na decisão de retirar o programa do horário regular.
“Para apoiar o desenvolvimento das competências essenciais e em conformidade com os requisitos do Ministério da
Educação de 300 minutos diários de instrução, o programa integrado de Línguas Internacionais no ensino elementar deixará de fazer parte do horário escolar a partir de setembro de 2026.”
Esta mudança marca o fim de um modelo que, durante décadas, permitiu a milhares de alunos aprenderem línguas como o português, italiano, espanhol ou mandarim dentro do horário escolar.
Apesar da eliminação do ensino integrado, o TCDSB garante que o acesso à aprendizagem de línguas será mantido, ainda que num formato diferente.
“Os alunos continuarão a ter acesso à aprendizagem de línguas através do já estabelecido Programa de Línguas Internacionais ao Sábado, onde poderão enriquecer as suas competências linguísticas e aprofundar a sua compreensão cultural.”
O modelo passará, assim, a ser extracurricular, baseado em aulas ao sábado. Segundo o conselho escolar, esta abordagem está alinhada com o que acontece noutros conselhos escolares da província. “Isto permite que as famílias decidam se o seu filho participa ou não e qual a língua que vai estudar, em linha com a forma como os programas de Línguas Internacionais são implementados pelos conselhos escolares em toda a província.”
No entanto, esta mudança levanta questões importantes. Ao passar para um modelo opcional e fora do horário escolar, o acesso ao programa poderá tornar-se mais desigual, dependendo da disponibilidade de tempo, transporte e recursos das famílias.
O TCDSB afirma estar a preparar um processo de consulta para compreender melhor as necessidades das famílias afetadas. “As famílias com crianças atualmente inscritas no programa diurno do ensino elementar receberão um inquérito para indicar o seu interesse na programação de sábado para o ano letivo de 2026–2027.”
Este inquérito permitirá recolher informações sobre preferências linguísticas, localização e nível de interesse, com o objetivo de orientar futuras decisões. “As famílias poderão utilizar este inquérito para indicar
a língua preferida, a localização e o nível de interesse, o que irá orientar o planeamento futuro, incluindo uma eventual expansão para mais turmas, línguas e locais.”
No caso específico da língua portuguesa, o conselho destaca que já existe uma oferta significativa no programa de sábado: “Temos orgulho em oferecer atualmente mais de meia dúzia de turmas de língua portuguesa através do nosso consolidado programa de sábado.”
Ainda assim, permanece a dúvida sobre se esta oferta será suficiente para responder à procura atual, sobretudo tendo em conta que cerca de 19 mil alunos participavam no programa integrado.
Parceria com o Instituto Camões como complemento
Outro elemento referido pelo TCDSB é a colaboração com o Instituto Camões, entidade responsável pela promoção da língua e cultura portuguesas no estrangeiro. “O Conselho também apoia a aprendizagem da língua portuguesa através da sua parceria com o Instituto Camões, que fornece recursos tanto para alunos como para educadores do ensino elementar e secundário.”
Esta parceria poderá desempenhar um papel importante no futuro, sobretudo na disponibilização de materiais pedagógicos e apoio a professores. No entanto, não substitui diretamente o ensino integrado que existia até agora.
Apesar das justificações apresentadas, a decisão continua a gerar contestação.
Muitos pais e representantes comunitários consideram que o ensino integrado era uma ferramenta essencial para garantir igualdade de acesso à aprendizagem de línguas de herança.
Para a comunidade portuguesa, em particular, este programa desempenhava um papel fundamental na transmissão da língua às novas gerações, muitas vezes nascidas já no Canadá. A sua eliminação do horário regular é vista como um enfraquecimento dessa ligação cultural.
Também os sindicatos têm alertado para as consequências da medida, não apenas
ao nível pedagógico, mas também laboral. A perda de dezenas de postos de trabalho entre professores especializados é apontada como um impacto direto e significativo. A decisão do TCDSB reflete um dilema mais amplo que atravessa os sistemas educativos contemporâneos: como conciliar a necessidade de reforçar competências fundamentais com a importância de promover uma educação inclusiva e culturalmente relevante.
Se, por um lado, o foco na literacia e numeracia responde a exigências académicas e políticas, por outro, a retirada de programas como o de Línguas Internacionais levanta questões sobre o tipo de escola que se pretende construir.
O modelo de sábado, embora mantenha formalmente o acesso às línguas, altera profundamente a lógica do programa. De uma oferta universal e integrada, passa-se para uma opção extracurricular, dependente da iniciativa e capacidade das famílias.
O futuro ainda em aberto
Com a implementação prevista apenas para setembro de 2026, há ainda margem para debate e eventual ajustamento da decisão. A consulta às famílias poderá revelar níveis de procura que obriguem o conselho escolar a rever ou expandir a oferta prevista.
Para já, o TCDSB mantém a sua posição: a mudança é necessária para cumprir exigências curriculares e garantir o sucesso académico dos alunos, sem abandonar totalmente a promoção da diversidade linguística.
Resta saber se este novo modelo conseguirá responder às expectativas das comunidades ou se marcará o início de um afastamento progressivo de uma das iniciativas mais emblemáticas da educação multicultural em Toronto. MB/MS

A decisão do Toronto Catholic District School Board (TCDSB) de terminar o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais no ensino elementar está a gerar forte contestação, não apenas entre famílias e comunidades, mas também entre sindicatos que representam os profissionais diretamente afetados. Para o Sindicato Canadiano de Empregados Públicos (CUPE), trata-se de uma medida com consequências profundas, tanto ao nível educativo como social.
Em entrevista ao Milénio Stadium, Shannon Carranco, representante de comunicações do CUPE, não hesita em classificar a decisão como um erro grave, que põe em causa décadas de trabalho e investimento num programa considerado essencial para milhares de alunos.
“O Programa de Línguas Internacionais no TCDSB é um programa de longa data que tem beneficiado alunos e comunidades há mais de 50 anos”, começa por sublinhar. Mais do que um simples complemento curricular, trata-se de uma iniciativa que, ao longo de meio século, ajudou a moldar gerações, reforçando identidades culturais e promovendo o multilinguismo numa das cidades mais diversas do mundo.
A decisão de eliminar este programa durante o horário escolar regular traduz-se, desde logo, numa consequência concreta e imediata: a perda de empregos. “A sua eliminação resultará na perda de 77 postos de trabalho docentes e de membros do CUPE 3155, alguns dos quais lecionam neste programa há mais de 30 anos”, explica Carranco.
Para o sindicato, esta não é apenas uma questão laboral, é também uma questão de reconhecimento e valorização profissional.
“Este programa tem desempenhado um papel essencial no enriquecimento da vida dos alunos e no reforço das ligações culturais, e opomo-nos firmemente à ideia de que estes educadores são dispensáveis”, afirma.
Mas o impacto vai muito além dos professores. Os principais afetados serão os alunos, sobretudo aqueles que dependem do programa para manter uma ligação viva às suas raízes linguísticas e culturais.
“Acreditamos que esta decisão terá um impacto negativo significativo nos alunos”, diz Shannon Carranco, destacando que o fim do programa “priva os alunos de oportunidades de aprender novas línguas, desenvolver competências de comunicação e construir consciência cultural”.
Num país como o Canadá, onde a diversidade é um dos pilares da identidade nacional, a aprendizagem de línguas de herança assume um papel particularmente relevante. Não se trata apenas de adquirir uma competência linguística, mas de preservar histórias, tradições e formas de ver o mundo. Para muitas famílias, da comunidade portuguesa e não só, estas aulas representam uma ponte entre gerações.
A eliminação do programa levanta também questões políticas, nomeadamente sobre o papel do Governo Provincial de Ontário. Segundo o CUPE, a responsabilidade não pode ser dissociada de um problema estrutural mais amplo: o subfinanciamento da educação pública.
“O governo provincial não demonstrou um envolvimento significativo com sindicatos ou educadores nesta questão”, afirma Shannon Carranco. Mais ainda, sustenta que a decisão “resulta diretamente de anos de subfinanciamento severo da educação pública por parte do governo Ford”.
Na perspetiva do sindicato, o fim do programa não é inevitável, mas sim uma escolha política. “Não há absolutamente nenhuma razão para que este programa esteja a ser eliminado, trata-se de um sintoma direto desse subfinanciamento crónico”, acrescenta.
Outro ponto crítico é a ausência de alternativas claras. Questionada sobre possíveis soluções para garantir a continuidade da aprendizagem de línguas como o português, Carranco é direta:
“Não nos foram apresentadas quaisquer alternativas.”
Esta falta de planeamento agrava as preocupações das famílias, que agora enfrentam um cenário de incerteza. A possibilidade de o programa passar para um modelo extracurricular, fora do horário escolar e eventualmente pago, levanta questões de equidade no acesso. Nem todas as famílias terão disponibilidade financeira ou logística para garantir a continuidade dessa aprendizagem.
Para os professores, o cenário é igualmente preocupante. “Neste momento, se o conselho escolar avançar com esta decisão, estes professores perderão os seus empregos no final do presente ano letivo”, alerta Shannon Carranco.
Perante este contexto, o sindicato garante que não ficará de braços cruzados.
“Estamos a lutar contra estes cortes e a pressionar o conselho a reconsiderar”, afirma. Paralelamente, está a ser desenvolvido um esforço de apoio direto aos profissionais afetados: “Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para apoiar os nossos 77 membros neste momento devastador, incluindo os professores de português.”
A palavra “devastador” não surge por acaso. Para muitos destes docentes, o programa não é apenas um emprego - é uma missão. São décadas de dedicação ao ensino, à cultura e à comunidade que estão agora em risco de desaparecer.
Este caso levanta, em última análise, uma questão mais ampla sobre o modelo de educação que se pretende para o futuro. Deve a escola limitar-se às disciplinas consideradas “essenciais” ou deve continuar a ser um espaço de formação integral, onde a diversidade linguística e a multiculturalidade que foram, ao longo dos tempos, valores sempre tão enaltecidos no Canadá, têm também um lugar central?
Para o CUPE, a resposta é clara. O fim do Programa de Línguas Internacionais
representa não apenas um corte orçamental, mas um retrocesso na forma como se entende o papel da educação numa sociedade multicultural.
Num momento em que o Canadá continua a afirmar-se como um país de diversidade e inclusão, a eliminação de um programa que promove exatamente esses valores levanta dúvidas e inquietações. E, como alerta o sindicato, os efeitos desta decisão far-se-ão sentir muito para além das salas de aula.
O debate está longe de estar terminado. Entre decisões administrativas, pressões financeiras e vozes da comunidade, o futuro do ensino de línguas de herança cultural em Toronto permanece em aberto, mas uma coisa é certa: para muitos, o que está em causa é muito mais do que um programa. É uma parte essencial da identidade de milhares de alunos e famílias. MB/MS


Shannon Carranco. (DR)
VOX POP
Como recebeu a decisão do TCDSB de terminar o ensino integrado do Progra ma de Línguas Internacionais no horário regular?
Recebi a decisão grado e preocupação, uma vez que esta medida interrompe um modelo de ensino integrado que tem sido fundamental para a promoção das línguas e culturas Inter nacionais no horário regular. Na sua opinião, que impacto esta medi da terá no desenvolvimento linguístico e cultural dos alunos, especialmente os de origem portuguesa?
Esta medida representa um retrocesso significativo e terá impactos profundos, e a meu ver bastante negativos, no per curso formativo dos alunos. Ao retirar as Línguas Internacionais, do horário regu lar, quebram-se os pilares de um ensino que se pretendia inclusivo, dinâmico e verdadeiramente integrado na vida escolar. Para os alunos de origem portuguesa, mas não só, a presença da língua no currículo regular confere uma validação institucional à sua herança cultural. Ao remeter o ensino da Língua para

inevitavelmente levará a uma redução no número de alunos. Por outro lado, a aprendizagem de uma língua exige consistência e imersão. No modelo integrado, a aprendizagem do Português, ou outra Língua Internacional, faz parte do ecossistema da escola. No modelo extracurricular a carga horária tende a
bilidade mental e capacidade de resolução de problemas. Ao desintegrar o ensino das Línguas Internacionais do horário regular, está-se a retirar aos alunos uma ferramenta competitiva no mercado de trabalho global. A Língua Portuguesa, em particular, é uma das línguas mais faladas no mundo e um ativo estratégico para o Manter o ensino integrado é investir no sucesso escolar, na saúde mental dos alunos (através do reforço da sua identidade) e na vitalidade do tecido multicultural de Ontário. As Línguas Internacionais não devem ser um "extra" após o toque de saída; devem continuar a ser parte do coração da escola.
Maria Rosário Gaspar,

Como é que a decisão do Toronto Catholic District School Board de terminar o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais vai afetar o seu filho e a vossa família?
Vai afetar bastante. O meu filho estava a aprender português na escola, de forma natural, com os colegas. Era algo integrado na rotina dele. Agora, vamos ter de encontrar alternativas fora do horário escolar, o que nem sempre é fácil com horários de trabalho. Sinto que estamos a perder uma oportunidade importante.
Qual é a importância da aprendizagem da língua portuguesa para si e para o desenvolvimento cultural e identidade do seu filho?
É fundamental. A língua é uma ligação direta às nossas raízes, à família e à cultura. Sem o português, o meu filho perde uma parte importante da identidade dele.
Consideraria inscrever o seu filho em programas alternativos fora do horário escolar para continuar a aprender português? Porquê?
Sim, consideraria, mas com dificuldades. Entre trabalho e outras atividades, pode ser complicado. Ainda assim, acho importante tentar manter o contacto com a língua. Que medidas gostaria de ver por parte do governo ou das escolas para garantir a continuidade do ensino da língua portuguesa?
Gostaria de ver mais apoio aos programas de línguas, talvez financiamento ou integração parcial no currículo. Não devia ser algo descartado tão facilmente.
Débora de Melo, Mãe de aluno
Como é que a decisão do Toronto Catholic District School Board de terminar o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais vai afetar o seu filho e a vossa família?
Para nós, é uma grande perda. A escola era um espaço acessível e inclusivo para manter a língua viva. Sem esse apoio, vai ser mais difícil garantir essa continuidade em casa, especialmente porque vivemos num ambiente maioritariamente “inglês”.
Qual é a importância da aprendizagem da língua portuguesa para si e para o desenvolvimento cultural e identidade do seu filho?
Mais do que uma língua, é uma herança. Quero que o meu filho consiga comunicar com os avós, entender as tradições e sentir orgulho nas origens. Isso ajuda muito no desenvolvimento pessoal e no sentido de pertença. Consideraria inscrever o seu filho em programas alternativos fora do horário escolar para continuar a aprender português? Porquê?
Sim, sem dúvida. Mesmo que seja mais exigente, vou procurar opções como escolas comunitárias ou aulas ao fim de semana. Não quero que ele perca essa ligação.
Que medidas gostaria de ver por parte do governo ou das escolas para garantir a continuidade do ensino da língua portuguesa?
As escolas deviam trabalhar com as comunidades para manter estes programas. Também seria importante haver mais investimento e reconhecimento da importância das línguas internacionais no desenvolvimento das crianças.
Como recebeu a decisão do TCDSB de terminar o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais no horário regular?
Eu recebi a decisão do TCDSB através de uma colega, embora há anos eu ouvisse que o programa não tinha condições para continuar.
Na sua opinião, que impacto esta medida terá no desenvolvimento linguístico e cultural dos alunos, especialmente os de origem portuguesa?
Considero que as alternativas propostas, como aulas fora do horário escolar, são suficientes para assegurar a continuidade da aprendizagem da língua portuguesa.
Considera que as alternativas propostas (como aulas fora do horário escolar) são suficientes para garantir a continuidade da aprendizagem da língua portuguesa? Porquê?
Frequentei igualmente o First Portuguese Cultural Centre na juventude, onde assistia a aulas de português após o horário escolar regular, durante duas horas diárias, de segunda a sexta-feira. Os meus pais suportavam as propinas e escolheram privilegiar a aprendizagem da língua portuguesa em detrimento de atividades como dança ou futebol.
Que mensagem gostaria de deixar ao Toronto Catholic District School Board e ao Governo Provincial sobre a importância deste programa?
O programa é importante e deveria ser oferecido após o horário das aulas do ensino regular (das 16h00 às 17h00) e também aos sábados. Existe apenas uma minoria de alunos com um aproveitamento mais elevado em português. Para muitos alunos, trinta minutos diários no ensino regular não são suficientes. Os pais também desempenham um papel fundamental na promoção e valorização da nossa cultura em casa.
Como recebeu a decisão do TCDSB de terminar o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais no horário regular?
Recebi a notícia do fim do programa com uma tristeza profunda — foi como perder algo de imenso valor, uma parte essencial da minha carreira que jamais poderá ser substituída.
Na sua opinião, que impacto esta medida terá no desenvolvimento linguístico e cultural dos alunos, especialmente os de origem portuguesa?
Como é evidente, o impacto desta medida nos nossos alunos não será imediato — afinal, durante anos, este programa fez parte do seu quotidiano. No entanto, serão as gerações mais novas as mais afetadas: deixarão de ter contacto direto com a língua e a cultura portuguesas.
Toda essa responsabilidade passa agora a recair sobre pais e educadores. Para alguns, esse legado continuará vivo; para outros, perder-se-á por completo.
Considera que as alternativas propostas (como aulas fora do horário escolar) são suficientes para garantir a continuidade da aprendizagem da língua portuguesa? Porquê?
Tudo dependerá da forma como o programa vier a ser implementado. Neste momento, ainda não há informação clara. Se forem criadas muitas turmas mistas — com crianças de diferentes idades e níveis de aprendizagem — será mais difícil garantir a continuidade e a qualidade do ensino.
A distância até às escolas onde estas turmas poderão ser oferecidas também terá um impacto significativo. No entanto, é ainda demasiado cedo para formar uma opinião concreta, uma vez que nada foi efetivamente implementado até agora.
Que mensagem gostaria de deixar ao Toronto Catholic District School Board e ao Governo Provincial sobre a importância deste programa?
Ficamos todos mais pobres — cultural e humanamente. As línguas aproximam-nos, constroem pontes entre pessoas e comunidades, e promovem o entendimento mútuo. Num mundo cada vez mais dividido, preservar e valorizar a diversidade linguística não é apenas importante — é essencial. As línguas trazem paz porque nos ensinam a ouvir, a compreender e a respeitar o outro.
João Silva, Pai de aluno
Tina M. Neto, Professora
Teresa Luiz, Professora
Os direitos e deveres…


Ora viva, bom dia, como tem passado?
Mais uma semana e abril a avançar, em grande.
Mudança nem sempre é bem-vinda ou, bem-vista. Muito mais ainda se forem alterações a nível escolar, onde o impacto
vai ser muito maior do que se possa imaginar. Tomei a liberdade de transcrever um trecho escrito pelo Milenio Stadium sobre o tema em cima da mesa:
“O Toronto Catholic District School Board anunciou cortes e mudanças significativas devido a problemas orçamentais, incluindo a eliminação do programa intensivo de literacia Fifth Block, destinado a alunos com dificuldades de leitura, e alterações no ensino de línguas.
O tradicional Programa de Línguas Internacionais, que existia há mais de 50 anos, será encerrado no formato atual e passará a funcionar apenas aos sábados, limitan-
do o acesso dos alunos à aprendizagem de uma terceira língua. A decisão deverá levar à perda de emprego de dezenas de professores e reduzir oportunidades de desenvolvimento linguístico e cultural.”
Convenhamos, após esta explicação muito bem dada, que as instituições de ensino a nível provincial no Ontário estão mesmo um caos. A decadência é tremenda e quiçá qual será o próximo passo?
Escolher alunos por diferentes etnias?
Bem, já se pode imaginar quase tudo. O Canadá está a impor leis nunca antes imaginadas e para muitas pessoas que dependem deste tipo de assistência, será muito grave.
Esperamos por dias melhores e que esta decisão possa ser revertida, afinal aprender é um direito que não devia de ser negado a ninguém, num pais de tanta diversidade e capacidade para tal.
É o que é e valerá sempre o que vale. Fiquem bem e até já, Cristina
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Cristina Da Costa Opinião
BRAIN DRAIN


The education of our children should be of paramount importance in the minds of not only parents but also has to be the cornerstone of a just, prosperous and stable society. Their upbringing within an equitable cognitive development will ensure that a country will have a foundation of wisdom and dignity free from systematic barriers. This of course, is the ideal social development
everyone wishes for until governments and those responsible for education equate students to financial numbers in a checkerboard where they can be moved around to satisfy budgets. What these institutions fail to recognize is that education is not merely a personal benefit within society but a public good that transforms communities and nations. The headlines this past week screamed “TCDSB cuts 50-year old International Program affecting 19,000 students”. Parents and other related organizations tasked with the education of children and in this case, Portuguese language teaching at schools, became
alarmed at the sudden announcement, which will eliminate 77 teaching positions and will change the free weekday lessons to a paid Saturday alternative. The government of Ontario is implementing drastic measures with the suggestion that School Boards have been fiscally irresponsible and thus governance of the boards of education will be under the purview of the government of Ontario’s Ministry of Education. Canada and Ontario’s massive debt problem is being soothed at the cost of education programs, which will be detrimental to the country culturally as governments sacrifice the future to accommodate the
present. Meanwhile, fiscal mismanagement at the various levels of government continues to rise as federally in 2025-26 an $86.8 billion deficit was incurred plus $ 81.4 billion provincially.
Ontario’s new budget added 22 times more spending for those 65 plus than those under 45. In my mind, those 65 plus are the wealthier segment of the population, so why are we providing more funding to, other than to buy votes for the already Conservative province? Yes, aging boomers will need some help but at the detriment of our children’s education? Doug Ford gives your head a shake and understands that accumulation of power by taking over educational institutions is not what democracy is about, and yours is a path of regressive governance, not progress. I agree that holding people fiscally accountable, in this case education, is necessary but sacrificing those most vulnerable is just placing more headwinds on families who are already strapped financially. As a fiscal conservative, I could argue that taxpayers should not be responsible for teaching ethnic languages across the board, however, isn’t ethnicity what makes this country unique by communicating in a myriad of languages, which distinguish this country? I don’t know of any grandparent who would choose to spend 20 times more on themselves than on their children and grandchildren. Why does Ontario want to do that? Of course, it’s lack of vision covering up past policy failures decades in the making. Minister Callandra, leave the kids alone to learn and acquire the tools which will make them great multi-linguistic ambassadors for Ontario. Find the money elsewhere and don’t punish the taxpayers of this province to the benefit of your corporate buddies. Stop being anti-child, anti-parent and anti-young worker.

Esta semana
• Rosa’s Portuguese Kitchen - aprenda a fazer um Frango à Brás com muito sabor.
• Aliança Underground Museum - Onde o vinho ganha alma artística: explore o museu subterrâneo que une o estágio à arte.
• Sétima Legião - Onde o post-punk encontra a gaita-de-foles: uma conversa exclusiva sobre 40 anos de história.
• Comitiva da Praia da Vitória - Uma ponte de afeto entre a Terceira e Toronto: a celebração de uma cultura sem fronteiras.
• Museu da Emigração - As memórias de quem partiu: uma viagem emocionante pelas raízes da nossa diáspora.
• Gala Abrigo Center 2026 - A união da comunidade luso-canadiana contra a violência de género.
• Bolsas de Estudo ACAPO 2026 - Toronto celebra o mérito e o talento dos nossos jovens.
• e muito mais...
Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
Manuel DaCosta Editorial
David Ganhão/DR

• Imóvel misto comercial/residencial.
• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.
• Um investimento único e chave na mão.
Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Imóvel comercial/residencial
• 2 unidades comerciais ao nível da rua
• Frente de 24 metros para a Dundas
• Construção em tijolo bem conservada
Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)
• Frente de 45 metros
• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina
• Vistas espetaculares da cidade e do lago
Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village
• Rodeado por alta densidade residencial
Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

• Prédio misto comercial/residencial
• Frente de 11,4 metros
• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)
Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Cabeleireiro e Spa Médico com serviço completo.
• 20 anos de atividade.
• Carteira de clientes estabelecida. Operação “chave na mão” de estética médica e bem-estar. Inclui design moderno, tecnologia de ponta, equipa formada e o imóvel. Rendimento imediato garantido em localização premium.

• Imóvel misto comercial/residencial
• Edifício isolado de 3 pisos
• Frente de 25 metros para a College St
• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
• Aprox. 1.300 m².
• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).
Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.



A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $.
Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.
Toronto - PARA VENDA
256 Crawford St, Toronto - VENDA DE NEGÓCIO
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1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA

‘achievments’, which is basically just telling everyone that they ‘blew it all up real good’. In the meantime, not much is said when the sheriff fires long-standing top armed forces officials. People that refused to follow stupid directives, get canned, to be replaced by like-minded individuals, in many cases, regardless of experience or background; a common thread in this administration. But seriously, can you imagine being a high-ranking officer, with the life experience that comes along with it, and suddenly your boss is TV personality Pete Hegseth?
War & Peace

Once again, the world is being held hostage by power-hungry madmen who are destroying our way of life, one missile at a time. One in particular is doing whatever he wishes, wherever he decides, literally making up reasons on the fly, because he cares nothing of consequences. He’s also quick to put the blame on whomever he chooses, so as to deflect anything that may have not gone as he expected.
New York mobster John Gotti used to enjoy the nickname ‘Teflon Don’ because criminal charges against him never
seemed to ‘stick’, (until they did). I believe DT is under the same delusion, and he would glow with delight if anybody ever called him that. The cracks are beginning to show, though, as there are some dissenting voices beginning to surface, along with some House Republicans voting with Democrats. There are also going to be a few Republican senators that will not be running for reelection, opting for retirement instead. Something tells me that these soon-to-be retirees saw the only safe way out from under this administration and are going to take it. The Republican majority will definitely suffer from this, as DT’s foolishness will not fare very well when people go to vote in the fall. As we have all been seeing, he’s desperately trying to redraw political maps in hope of favouring his side. Besides that, he tried to pass a bill that, without going into detail, would end
up making it difficult for millions of people to vote; people who would probably not vote for him. So, his latest distraction was attacking Iran, disrupting the global supply chain of oil.
Israel has been thirsting for an excuse to do this for decades and now he’s buddies with the world's biggest bully, who stumbled into the region with guns blazing, apparently not having a clue of the repercussions even though his own people told him exactly what would happen. Imagine being surprised that the Iranians fought back and targeted surrounding countries, he was. How incredibly surprised they were when the Strait of Ormuz became a parking lot, when all the world had predicted the outcome. Sheriff Hegseth is like Yosemite Sam, with all his Wild West lingo, trumpeting, (no pun intended, but so relevant), a play-by-play of their
Easter Monday, the man with impeccable timing announced the end of days for the Iranian civilization unless they agreed to whatever he demanded, by 8pm the next day. There he was, backing himself into a corner once again, because he didn’t get what he wanted and couldn’t control his childish temper. To be fair, I don’t think anyone knows what he wants, because, in the end, this is all about distracting from his disastrous presidency and the Epstein files, and, of course, this is all about appeasing Netanyahu.
To nobody’s surprise, someone reached out and pleaded to DT, to extend the ‘deadline’, so as to allow diplomacy to soothe the savage beast. DT didn’t wait long to agree, stating he actually found Iran’s peace deal appealing, or something like that, (I find it extremely difficult to listen to him). So, here we are, exactly where I expected we’d be today. The price of oil has plunged, according to the news, and yet the same news also tells us that the price of crude will remain high until the end of the year. Of course. The Israelis, however, continue bombing Lebanon, because according to them, Lebanon was not part of the agreement.
Fiquem bem!
Leia em português

Raul Freitas Opinion
The Next Big Step... Space Travel

Space travel for humans is just around the corner.
The story of space exploration in North America is increasingly one of partnership, ambition, and a shift from shortterm missions to long-term presence beyond Earth. The collaboration between the NASA and the Canadian Space Agency is a central pillar of this new era-one that aims not just to revisit the Moon, but to build the foundations for human expansion deeper into the solar system.
Canada plays a crucial role in space travel with one of the recent voyages had a Canadian. The CSA is contributing advanced robotics, including Canadarm3, a next-gen eration robotic system that will operate on the planned lunar space station known as the Lunar Gateway. In ex change, Canada has secured opportun ities for Canadian astronauts to partici pate in fu ture lunar mis sions-marking a historic milestone for the country. This partnership builds on decades of cooperation, in cluding Canada’s iconic contri butions to the International Space Station where the Canadarm became a sym bol of precision engineering and international teamwork.
Where is Space Travel going?
Rather than brief visits, the Moon is becoming a destin ation for long-term exploration. Future missions aim to build lunar bases, particularly near the Moon’s south pole, where water ice could be used for fuel and life sup port. Mars remains the goal. Technologies tested through Artemis-life support systems, deep-space navigation, and radiation protection-will pave the way for human missions to the Red Planet. Private companies like SpaceX and Blue Origin are transforming spaceflight. Reusable rockets and commercial partnerships are lowering costs
and accelerating innovation. Canada is also nurturing its own space-tech sector, contributing AI, robotics, and advanced sensors to international missions.
Space as an economic frontier is having many entrepreneurs look at space no longer just scientific-it’s economics. Key emerging industries include satellite mega constellations, space mining like asteroids and lunar resources. In-space manufacturing and space tourism are all forms of generation more money in the long run. The next transformative leap isn’t just reaching a new destination-it’s staying there.
and how sustainably. And when that future arrives, it will be shaped not by one notion alone, but be collaborations like the one between NASA and Canada-reaching farther, together.
Presently of what we know humans have not permanently lived on any planet other than Earth. All crewed missions to the Moon have been short-duration visits and have not established a permanent settlement. Long-term habitation experiences exist in space stations in low-Earth orbit, where astronauts live for months at a time to conduct research and develop life-support and operational capabilities for longer missions.

indispensable partner in humanity’s journey outward. As Artemis unfolds and technologies emerge, space travel is shifting from exploration to expansion. The question is no longer if humans will live beyond Earth-but how soon

Manuel da Fonseca
Á LAREIRA, NOS FUNDOS DA CASA ONDE O RETORTA TEM O CAFÈ
Os 32 contos que integram este livro foram publicados entre 1969 e 1971 no jornal «Diário Popular» e foram resgatados do esquecimento graças ao trabalho de três agentes culturais: Álvaro Matos, Francisco Dias Brito e Artur da Fonseca.
Aedição é da CAMINHO, a capa de Armando Alves e o prefácio de Urbano Tavares Rodrigues. No conto «Rosarinho» se pode ler uma referência ao tipo de escrita que o autor pratica e subscreve: «Um tipo que escreve livros. Lembranças de antigamente. De um tempo em que íamos uns tantos rapazitos e rapariguinhas da vi-
zinhança, brincar para o quintal de senhor Norberto Pedroso. Não sei se vocês o conheceram. Morreu novo. Pois é…». O título do livro está na página 16 no conto «Enredos confusos»: «Houve um prolongado silêncio em redor da lareira dos fundos da casa onde o Retorta tem o café».
Sobre a importância de Manuel da Fonseca (1911-1993) na literatura portuguesa do século XX bastam quatro títulos: «Seara de Vento», «O fogo e as cinzas», «Rosa dos ventos» e «Cerromaior».
A lareira está muito presente na vida do alentejano pois ali o Inverno não é para brincadeiras.
JCF

Camões TV+ APP
Available NOW
Host Vince Nigro
Guest Marc Di Nardo


Saturday 10:30 am
Sundays 10:00 am
Saturdays 7:30 am
Vincent Black Opinion
Leia em português
Photo: Copyright

ACAPO - TCSB call to action on the removal of the Portuguese language from their curriculum

Toronto Catholic School Board (TCSB) on the Removal of Portuguese Language from their Curriculum effective Fall of 2026 - ACAPO Monthly Membership meeting this past Tuesday April 7th at Casa das Beiras Community Centre where 35+ Member Organizations present unanimously ‘Call for Action’
and ask the Portuguese Speaking community of Toronto on ‘Call for Action’
The Discussion robust , with stories of the personal passages by many on ‘the importance of Our language’ continuing in the curriculum of the utmost importance and the need ‘for the community to take action’ … the past we cannot change was staged by many present … but the future we can effect thru solidarity / voice / action / demonstration … thus it was unanimous the Alliance of Portuguese Clubs and Associations of Ontario ( ACAPO ) and its’ united 35+ member proud organ-
SARAIVA LEGAL SERVICES
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
izations will ‘take action’ thru petitions / lobbying and if need be demonstrations to demand action and change to decisions made by the TCSB on discontinuing the Portuguese Language in their upcoming Fall 2026 Curriculum …
We the ACAPO family collectively will not sit by waiting on Our Portuguese representatives and or ‘Institute Camoes’ , or wait on local elected officials. Instead we ‘In Solidarity’ will ‘take action’ against this outrageous decision made by the TCDS and ‘Ask Our Community to Take Action’ … Nothing is off the table and we ask you the Portuguese speaking municipal home
owner ‘where are your school tax dollars going? If it’s to the Toronto Catholic School Board then maybe that too ‘should change’ … if these bureaucrats cannot serve our needs and that of our children , the future of Our Community … then we strongly do not support them … join us the ACAPO and or your local club or association today and get involved … we all one by one can change our today and foster a better tomorrow of accessibility to the Portuguese language to Our Children … Reach out to us ACAPO via email acapo@ acapo.ca or thru our Social Media #ACAPO
O Conforto do seu Lar, com os Cuidados que Merece.
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Os nossos serviços de apoio domiciliário incluem:
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✓ Descanso do cuidador
✓ Cuidados pós-cirúrgicos e de reabilitação
✓ Cuidados de demência e paliativos
José Maria Eustáquio Opinião
Quando o Estado não paga

O que fazer quando os apoios não chegam? Passaram-se 2 meses desde o comboio de tempestades que devastou uma grande parte do território nacional. Depois da inépcia na preparação e resposta imediata, depois da primeira onda de solidariedade ter passado, somam-se relatos de como o dinheiro não chegou às famílias, às empresas e aos municípios.
As promessas da resposta mais rápida de sempre e de dinheiro na mão sem burocracia são, e bem, tema de uma primeira e muito pertinente Presidência Aberta de António José Seguro. Têm sido, também, um foco do Grupo Parlamentar do PS, com visitas no terreno e a exigência de um relatório mensal de execução desta despesa. Estes atrasos são inaceitáveis em momentos de emergência, mas tornaram-se infelizmente prática comum noutras partes da administração. 2 anos depois, Montenegro não conseguiu implementar o prazo de pagamento de 30 dias e a conta-corrente com a AT que anunciou na sua tomada de posse. Pior, muitas vezes, a demora no pagamento agravou-se.
Há casos onde o atraso nem deve está contabilizado como tal. No Programa Edifícios Mais Sustentáveis, apesar das pessoas se terem candidatado em outubro de 2023 e terem realizado obras nas suas casas com o pressuposto de que receberiam 65 a 85% em apoios do Estado, 2 anos e meio depois, há ainda 3500 candidaturas em análise. Numa altura crítica para a prevenção dos incêndios florestais, passa-se o mesmo com os Condomínios de Aldeia. Situações semelhantes são relatadas noutras áreas do PRR, no programa de apoio ao arrendamento jovem Porta 65 e ainda na cooperação do Estado com o setor social. O Estado não se atrasará, seguramente, a pagar as 300 camas de cuidados continuados que a União das Misericórdias Portugueses teve de fechar por falta de atualização do financiamento. Também não chegará a atrasar-se em relação às 700 camas que estas disponibilizaram
para aliviar os internamentos sociais e que o Governo, apesar de anunciar, nunca chegou a contratar.
Esta passada semana estive em França, a convite do seu Governo, para partilharmos perspetivas so bre política orçamental, industrial e climática. Padecendo de semelhan tes problemas a Portugal, este país transferiu as suas políticas de apoio à reabilitação de edifícios e à compra de veículos elé tricos para “certifica dos de poupança de energia”, gerados e comercializados pelas empresas de eletrici dade e que colocam sobre esta a respon sabilidade de gerir as candidaturas dos consumidores a rea lizar estes investi mentos.
Esta é uma ma neira inteligente de resolver o pro blema de uma ad ministração pública sem capacidade de gerir milhares de candidaturas. É também uma forma esper ta de contor nar os limites de despesa pú blica, sendo França um país com um dé fice orçamental conside rável. Na prática, esta é 100% despesa privada mas que resulta de um mandato 100% público. Além disso,

o Governo francês conseguiu dirigir estes certificados à metade menos rica do país, evitando o desafio típico destes programas, tantas vezes apenas ao alcance da classe
Mas quem paga a fatura? As comercializadoras de eletricidade repercutem este valor no preço. Ao contrário do que sucederia com um incentivo fiscal ou um programa de gestão direta do Estado, nada garante que essa repercussão se limita ao valor despendido nestes certificados. De igual modo, o aumento do preço da eletricidade será igual para todos, pesando mais na carteira de famílias menos
Semelhante debate deve ser tido sobre o sistema de depósito de embalagens, lançado esta semana por todo o país. Parece muito boa ideia ressarcir 10 cêntimos pela devolução de cada embalagem. É um incentivo financeiro tangível e significativo para reciclar, um comportamento onde Portugal está muito atrás das metas. Sucede, porém, que o modelo financeira montado faz com que todos pagaremos essa “tara” em cada embalagem que compramos. Uma garrafa de água de 20 cêntimos passa a custar 30. Tudo somado, ainda é qualquer coisa para famílias com dificuldades, que pagarão o mesmo que as famílias desafogadas.
Como em tudo, o diabo está nos detalhes. Fazer política não é apenas ter ideias – é pensar como elas podem chegar ao terreno. Muitas vezes o Estado pode encontrar parceiros que apoiem de forma mais próxima e direta a sua adoção pelas pessoas. Mas quando o fazemos, não podemos esquecer quem paga. E, demasiadas vezes, são os mesmos de sempre. No final do dia, será essa a verdadeira bitola do que é justo e eficiente.

Pasta fresca, pizza, saladas, petiscos e os nossos grelhados de polvo, peixe, bife e carneiro. Celebre os seus momentos especiais connosco. Salas privadas para festas, batizados, comunhões e aniversários.
O Piri Piri não tinha segredos, mas a Enoteca Rossio tem um: o nosso Speakeasy. Um lounge privado para quem gosta de prolongar a noite até à 01h30.
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Leia em inglês
Miguel Costa Matos Opinião
Monumentos ao Emigrante Memória da Emigração Portuguesa no Canadá

Espalhados por todo o território nacional, do Minho às ilhas atlânticas, os monumentos dedicados aos emigrantes constituem marcas físicas de um dos fenómenos mais estruturantes da história contemporânea de Portugal: a emigração. Ao longo de décadas, milhões de portugueses partiram em busca de melhores condições de vida, deixando para trás famílias, terras e afetos. Esta realidade encontrou expressão simbólica em dezenas de monumentos que hoje funcionam como marcos de identidade, memória e reconhecimento coletivo.
Olivro recentemente editado, Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa, apresenta um levantamento tendencialmente exaustivo dessas estruturas, assumindo-se como uma homenagem à diáspora e à sua importância histórica, social e cultural. Mais do que um inventário, oferece uma leitura interpretativa da linguagem simbólica que atravessa estes monumentos, traduzindo a experiência migratória nas suas múltiplas dimensões. Entre os elementos mais recorrentes destacam-se a mala de cartão, símbolo maior da emigração dos anos 60 e da partida incerta; a esfera armilar e o globo terrestre, evocando a dimensão global da diáspora portuguesa; e as figuras humanas, frequentemente representadas em contexto familiar, sugerindo separação, sacrifício e esperança. As inscrições evocativas — onde surgem palavras como “saudade”, “par-
tida” e “mundo” — reforçam essa dimensão emocional e coletiva. Em muitos casos, estes monumentos tornam-se autênticos espaços de memória, onde o passado é constantemente reativado e transmitido às gerações futuras.
Entre os vários destinos da diáspora portuguesa, o Canadá ocupa um lugar de particular destaque, refletido em diversos monumentos espalhados pelo território nacional. Em localidades como Lobão, Fráguas, Alqueidão da Serra, Murtosa ou Ferrel, surgem referências explícitas ao Canadá, seja através da inscrição de destinos migratórios, da representação de bandeiras ou da evocação direta das comunidades estabelecidas na América do Norte. Nos Açores, em particular em Água de Pau e na Ribeira Grande, essa ligação é ainda mais evidente, com monumentos que refletem a forte relação com comunidades emigrantes em cidades como Montreal, muitas vezes envolvidos na sua própria promoção ou financiamento.
A importância do Canadá na história da emigração portuguesa ganha expressão a partir de 1953, com a chegada do navio Saturnia ao porto de Halifax, marco do início da emigração oficial para o segundo maior país do mundo em extensão territorial. Este momento assinala a abertura de um novo ciclo migratório, impulsionado por acordos bilaterais e pela necessidade de mão de obra no Canadá do pós-guerra. Entre as décadas de 1950 e 1970, dezenas de milhares de portugueses — muitos oriundos dos Açores, mas também do continente — fixaram-se sobretudo nas regiões de Ontário e Quebeque, com destaque para cidades como Toronto e Montreal. Inseridos ini cialmente em setores como a construção civil, a indústria transformadora e os ser viços, estes emigrantes enfrentaram con
dições exigentes, marcadas por barreiras linguísticas, adaptação cultural e contextos laborais frequentemente duros. Ainda assim, desenvolveram redes de solidariedade e apoio mútuo, criando associações, clubes, igrejas e escolas comunitárias que funcionaram como pilares fundamentais da sua integração.
Com o passar das décadas, a comunidade luso-canadiana consolidou a sua presença, evoluindo de uma emigração predominantemente operária para uma realidade social mais diversificada e qualificada. As gerações seguintes, já nascidas ou formadas no Canadá, alcançaram níveis mais elevados de educação e passaram a marcar presença em áreas como a política, os negócios, a cultura e os media. Paralelamente, mantiveram uma forte ligação a Portugal, visível na preservação da língua, das tradições e na participação ativa em iniciativas culturais e institucionais. Hoje, a comunidade portuguesa no Canadá afirma-se como uma das mais relevantes da diáspora, não apenas pelo seu peso demográfico, mas também pelo seu contributo para o reforço das relações bilaterais e para a projeção internacional da identidade portuguesa.
Os monumentos ao emigrante traduzem, assim, uma ideia fundamental: Portugal não se esgota nas suas fronteiras geográficas. A nação prolonga-se na diáspora, nos milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo. Neste contexto, a comunidade luso-canadiana assume um papel particularmente relevante, não apenas na preservação da língua e cultura portuguesas, mas também na projeção internacional de Portugal e no fortalecimen-

de memória. Ao documentar de forma sistemática estas estruturas, preserva histórias individuais e coletivas que poderiam perder-se no tempo, reforçando a ligação entre Portugal e a sua diáspora. Mais do que registar, dignifica.
Em síntese, os monumentos ao emigrante são testemunhos duradouros de uma história feita de partidas, sacrifícios e conquistas. No caso particular do Canadá, essa ligação assume especial relevância, refletindo uma das comunidades mais bem-sucedidas da diáspora portuguesa. Ao dar visibilidade a estas estruturas, o livro contribui decisivamente para que a história da emigração portuguesa permaneça viva — na pedra, na memória e na identidade coletiva de um povo que sempre soube partir sem nunca deixar de pertencer.

Em Castelo do Neiva, ergue-se desde 1973 um monumento à diáspora. Vários filhos da terra no estrangeiro têm apoiado melhorias na comunidade, destacando-se atualmente o comendador Manuel DaCosta, empresário em Toronto - © Livro “Monumentos ao Emigrante”

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Daniel Bastos Opinião
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Esquecer-se de andar

Dizer que a língua portuguesa é muito traiçoeira é já um lugar comum. E não é só a língua portuguesa, já que todas elas se prestam a trocadilhos, a interpretações de duplo sentido, a cacofonias, à utilização de falsos amigos e demais casos que podem dar origem às mais divertidas situações. Algumas delas são bastante exploradas no nosso nacional cançonetismo, nos diálogos de quadros de revista, nas anedotas, ou numa infinidade de exemplos que vão da brejeirice mais desbocada ao humor mais refinado.
Pnais do 12º Ano. De entre eles, destaco este (apesar de já ter uns anitos) por me parecer consentâneo com a situação que estamos a viver: “Em 2020 a Caixa da Previdência já não tem dinheiro para pagar aos reforma dos, graças à quantidade de velhos que não
querem morrer.” De facto, é uma chatice isto de os velhos se recusarem a caminhar de bom grado para a marcha da morte, cantando e rindo! Ironias à parte, se apli cássemos a esta resposta as teorias do “eduquês” que privilegiam o conteúdo da resposta em vez da sua formulação, diría mos que as ideias estão todas lá. Que o que se pretendia dizer era que o índice de na talidade é cada vez mais baixo enquanto o da esperança de vida é cada vez mais alto; que os dois fatores conjugados invertem o formato das pirâmides de idade que, num futuro quase pre sente, se apresentarão de pernas para o ar.
Continuando a viajar pelas armadilhas da linguagem, ocorre-me uma conversa travada durante uma das mi
ciam-se as qualidades da falecida - a morte é o filtro de todos os defeitos –, tendo-se depois entrado em assuntos de carácter mais prático: pintura do cabelo,



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provação face às práticas canadianas, proferiu num suspiro: - Ai, minha senhora, aqui é tudo tão diferente de Portugal! Lá, as pessoas enterram-se logo no dia seguinte. Aqui não! – E, voltando-se para mim, como que a pedir a minha concordância: - Aqui as pessoas ficam muito tempo mortas, não acha?
Apeteceu-me brincar com a situação e responder:
- Pois é, em Portugal ressuscitam! Achei melhor calar-me, já que, apesar do inusitado da afirmação, eu tinha descodificado a mensagem explícita na frase. Apesar de ser exigente com as questões que se prendem com a defesa da língua, sou igualmente tolerante e nada fundamentalista sempre que o interlocutor solta imprecisões nestas frases tão fáceis de perceber no seu sentido mais imediato.
Talvez por isso, eu tenha reparado em algo de muito literário, diria até poético, na resposta de um aluno que pretendia definir o caudal de um rio:
“Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!” Não será esta a definição mais exata do que é o caudal de um rio, mas associei-a à dos velhos. Porque também estes não têm pressa em partir e vão-se deixando ficar para trás, mirrados e secos.
Para além da demografia, que está a ser redimensionada por via da imigração, também a minha hidrografia passou a ser olhada de outra forma. Um rio sem pressa de abraçar o mar, vai deixando pedacinhos de si para trás. Se calhar um regato é isso –um fio de água que se esqueceu de andar! Como um velho quando morre. Esquece-se de andar!
Credito:
Aida Batista Opinião
Convite à candidatura: Portuguese Canadian Walk of Fame 2026












Call for nominations: 2026 Portuguese Canadian Walk of Fame

NOMEIE / NOMINATE


O Sporting Clube Português de Toronto não é apenas um clube; é uma família que atravessa gerações, um ponto de encontro onde a paixão pelo futebol se entrelaça com a identidade cultural lusa. Fundado em 1980 o clube tornou-se, ao longo de mais de quatro décadas, uma verdadeira casa para a comunidade portuguesa em Toronto, espalhando o legado verde e branco e fortalecendo laços que vão muito além das quatro linhas do campo. Cada vitória, cada celebração e cada encontro deixaram memórias que hoje ecoam com orgulho nos corações dos adeptos.
OSporting Clube Português de Toronto vive assim um momento especial, marcado pela forte adesão da comunidade e pelo entusiasmo das novas gerações. A garantia foi dada por Diana Pires, responsável pelas relações públicas da instituição, na festa de aniversário que aconteceu no passado sábado, destacando a importância de ver famílias inteiras envolvidas na vida do clube. “É muito especial ver tantas pessoas reunidas e, sobretudo, novas gerações a participar. Para quem já fazia parte desta casa há muitos anos, poder agora trazer os filhos torna tudo ainda mais significativo, não só a nível pessoal, mas também para toda a comunidade”, afirmou. Olhando para o futuro, a dirigente sublinha uma
visão ambiciosa, centrada no crescimento e no reforço dos laços comunitários. Entre os objetivos estão o regresso de atividades desportivas e a promoção de convívios que aproximem ainda mais os membros. “Temos muito orgulho no caminho que estamos a fazer. Queremos continuar a fazer crescer o Sporting, dinamizar atividades e criar mais oportunidades de encontro entre as pessoas. Há muitos projetos em andamento”, revelou. Um dos marcos mais aguardados é a nova sede do clube, cuja conclusão está prevista para o verão de 2026. A futura “casa” é vista como um símbolo de renovação e continuidade. “Estamos muito orgulhosos e entusiasmados com a nova casa. Queremos que todos venham conhecer o que estamos a construir. Quanto mais pessoas se juntarem a nós, mais forte será esta história”, concluiu Diana Pires.
O sentimento é de confiança e ambição, numa fase em que o clube procura consolidar o seu papel como ponto de encontro da comunidade portuguesa em Toronto.
No âmbito das comemorações dos 46 anos do Sporting Clube Português de Toronto, o presidente Luís Pires destacou a importância deste momento para a história da instituição. Segundo o dirigente, trata-se de uma ocasião especial que reflete décadas de dedicação e esforço coletivo. “Penso que é um momento muito bonito. Significa o trabalho que todos têm feito ao longo dos anos,

desde os sócios fundadores até às direções. Sabemos que é muito trabalho, muito dele voluntário, e que exige sempre muita vontade. É um momento muito lindo que vamos celebrar hoje”, afirmou. Um dos pontos altos da noite foi a apresentação do novo projeto do clube: a futura sede, conhecida como “Toca do Leão”. Luís Pires mostrou-se entusiasmado com este novo passo. “Estamos muito felizes. Pensamos que, se tudo correr bem, a meio do verão vamos poder apresentar a nova sede. Temos tido a possibilidade de evoluir de sede para sede. Tivemos muito sucesso na anterior e agora temos uma nova que está em construção. São bons momentos para o clube”, explicou. O presidente deixou ainda uma mensagem de agradecimento a todos os que contribuem para o crescimento da coletividade. “Muito obrigado a todos os que nos apoiam, a todos os nossos sócios. Parabéns aos sócios fundadores e às direções que sempre nos ajudaram. Parabéns também à direção atual, que é composta por um grupo maravilhoso de pessoas. Venham ao Sporting, o clube está aberto a todos. Esperamos que todos nos encontremos para celebrar e que seja uma noite de muito sucesso.”
Fundado a 4 de abril de 1980 por um grupo apaixonado de nove adeptos, o Sporting Clube Português de Toronto tem sido, ao longo de mais de quatro décadas, a casa oficial dos fãs do Sporting Clube de Portugal
na província de Ontário, no Canadá. Reconhecido como Filial nº 138 do clube lisboeta, o núcleo representa oficialmente a família sportinguista além-fronteiras, levando o legado verde e branco até à cidade de Toronto. O que começou como um pequeno grupo unido pela paixão ao clube rapidamente se transformou num importante ponto de encontro da comunidade luso-canadiana. Ao longo dos anos, o espírito dos “Leões” manteve-se vivo, criando laços fortes entre gerações de adeptos. Durante muitos anos, a sede localizada na Dupont Street foi palco de inúmeras celebrações, encontros e momentos inesquecíveis. Nesse espaço, adeptos reuniam-se para assistir a jogos, celebrar vitórias e fortalecer a ligação entre Toronto e o universo sportinguista. Mais recentemente, o clube deu continuidade a essa tradição nas instalações do 331 Symington Avenue, mantendo viva a paixão, o orgulho e o espírito de camaradagem que o caracterizam. Agora, o Sporting Clube Português de Toronto prepara-se para iniciar uma nova fase da sua história. Em breve, passará a operar na sua nova casa, situada na St. Clair Avenue West – número 1666 - , onde pretende continuar a crescer, acolher novas gerações e criar memórias que marcarão o futuro da instituição. Como membro ativo da ACAPO, o clube mantém um papel relevante na vida cultural portuguesa em Toronto, promovendo os valores que definem o Sporting: esforço, dedicação, devoção e glória. Refira-se ainda, a propósito da “mão solidária do leão”, que metade das receitas das rifas e dos leilões feitos na iniciativa reverteram a favor de Lucas, um menino luso-canadiano diagnosticado com uma doença genética rara, que exige tratamentos muito especiais, sobretudo, muito dispendiosos.
Mais do que um clube de futebol, o Sporting Clube Português de Toronto é um símbolo de união, tradição e paixão. Cada passo dado, cada projeto concluído e cada nova geração que se envolve reforçam a história viva de uma instituição que não apenas celebra vitórias desportivas, mas também o orgulho de uma comunidade que se mantém coesa, alegre e fiel aos valores que definem o Sporting: esforço, dedicação, devoção e glória. É esta herança, passada de pais para filhos, que garante que o espírito do Sporting continuará a rugir alto em Toronto, hoje e sempre.
O Abrigo Centre, em Toronto, anunciou a atribuição de um financiamento de 34.100 dólares pela Ontario Trillium Foundation (OTF), destinado ao lançamento de um programa inovador baseado no voluntariado, com o objetivo de apoiar clientes durante a época de entrega de impostos.
Integrado no programa “Pathway to Income Empowerment”, o projeto visa reforçar a estabilidade financeira de indivíduos e famílias economicamente vulneráveis na comunidade de Davenport e arredores. Entre as atividades previstas estão o apoio no preenchimento de declarações de impostos, orientação personalizada sobre recursos disponíveis, educação financeira e a redução de barreiras no acesso a serviços essenciais.
Ashley Da Silva esteve presente no anúncio, representando a deputada provincial pelo círculo eleitoral de Davenport e líder oficial da oposição, Marit Stiles, e
transmitiu a mensagem da deputada “o programa Pathway to Income Empowerment tem ajudado muitas pessoas a desenvolver literacia financeira e a ganhar confiança para aceder aos recursos e benefícios disponíveis, aumentando assim a sua estabilidade económica. Com este apoio crucial da OTF, o Abrigo poderá continuar este trabalho extraordinário ao serviço das pessoas mais vulneráveis da comunidade.”
O financiamento permitirá cobrir custos com recursos humanos, formação de voluntários e transporte. Desde o início do ano, o Abrigo Centre tem vindo a recrutar e formar voluntários, incluindo a equipa que irá apoiar a clínica comunitária anual de impostos. Gila Raposo, co-diretora executiva do Abrigo Centre, comentou “estamos muito satisfeitos por receber o apoio da Ontario Trillium Foundation. Este projeto reforça o nosso trabalho junto de pessoas economicamente vulneráveis,
ajudando-as a melhorar a sua estabilidade financeira e a aceder de forma mais eficaz aos recursos disponíveis na comunidade.”
O Abrigo Centre é uma organização multisserviços que presta apoio à comunidade lusófona da Grande Toronto, bem como a residentes da zona oeste da cidade.
A Ontario Trillium Foundation é uma agência do governo do Ontário que financia projetos comunitários com o objetivo de promover comunidades mais saudáveis e sustentáveis.

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Bife da Páscoa une comunidade e angaria
5 mil dólares para o Magellan Centre
O Bife da Páscoa, tradição minhota que tem vindo a afirmar-se de forma crescente na comunidade portuguesa no Canadá, realizou-se pela segunda vez no Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM, na sigla em inglês), reunindo dezenas de participantes num ambiente marcado pelo convívio, pela cultura e pela solidariedade.
Ainiciativa inspira-se num costume antigo da freguesia de Cardielos, que remonta à década de 1960. No Sábado de Aleluia, enquanto as mulheres permaneciam em casa a preparar a Páscoa, os homens saíam para escolher a carne para o almoço de Domingo. Esse momento transformava-se naturalmente num convívio, onde os bifes eram grelhados e partilhados, simbolizando também o fim do jejum quaresmal. Atualmente, esta tradição é recriada através do “Encontro de Homens no Sábado de Aleluia”, preservando o espírito de amizade, partilha e união.
Este ano, o destaque cultural coube aos Bombos da Associação Cultural do Minho
de Toronto, cujos tambores trouxeram um pouco do Minho à cidade de Mississauga, animando o evento e reforçando a ligação às raízes culturais da comunidade.
Para além do convívio e da vertente cultural, o evento voltou a destacar-se pelo seu forte carácter solidário. Nesta segunda edição, foram angariados 5.000 dólares, valor que reverte integralmente a favor da construção do Magellan Centre, um projeto destinado a prestar cuidados continuados à comunidade. A participação do público traduziu-se num contributo coletivo significativo, evidenciando o envolvimento e a generosidade da comunidade.
Em representação do Magellan Community Charities, John Santos agradeceu o montante angariado, sublinhando a importância deste contributo para o avanço do projeto e o impacto direto de ações solidárias como esta “este apoio será fundamental para garantir cuidados continuados à nossa comunidade e reforça a relevância de iniciativas que unem cultura e solidariedade.”
A organização esteve a cargo dos Amigos de Viana, em parceria com a Associação Cultural do Minho de Toronto e a Casa do Benfica de Toronto, instituições que continuam a desempenhar um papel determinante na preservação e promoção das tradições portuguesas em território canadiano. Durante o evento, os responsáveis destacaram não apenas a importância cultural da iniciativa, mas também o seu impacto social. Augusto Bandeira, em nome dos Amigos de Viana, afirmou “mais do que um simples convívio, este encontro representa a nossa identidade e a ligação às nossas raízes. É gratificante ver a comunidade unida, combinando a celebração do Bife da Páscoa com uma iniciativa de cariz solidário. Agradeço a todos os membros da organização e espero contar com a participação de clubes, associações e amigos da comunidade no próximo ano.”
Na sequência, Paulo Pereira, responsável das finanças da Associação Cultural do Minho de Toronto, reforçou o crescimento da iniciativa e o impacto positivo alcançado
“esta segunda edição superou as expectativas. A participação foi elevada e conseguimos contribuir de forma concreta para um projeto essencial como o Magellan Centre.”
Seguindo a mesma linha, John da Costa, presidente da Casa do Benfica de Toronto, destacou o espírito solidário vivido durante o encontro “este evento é também uma oportunidade para unir a comunidade. Quando nos juntamos por uma boa causa, os resultados falam por si. Demonstra de forma clara o que podemos alcançar quando combinamos a força e a generosidade da comunidade portuguesa em Toronto.”
Entre os participantes, Laurentino Esteves, conselheiro das comunidades, realçou a importância de iniciativas como esta para a preservação da identidade cultural “é através de momentos como este que mantemos vivas as nossas tradições e reforçamos os laços comunitários e solidários em torno da nossa cultura e da mesa.”
Seguindo esta perspetiva, Vítor Santos, presidente da Associação Migrante de Barcelos, destacou que o encontro vai muito além da tradição “esta é uma reunião de amigos que nos permite manter vivas as tradições portuguesas, matar as saudades e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa social.”
No encerramento, os organizadores deixaram uma palavra de agradecimento a todos os participantes, voluntários e patrocinadores, reforçando o compromisso de dar continuidade ao evento e de o fazer crescer nos próximos anos.
Com o sucesso alcançado, o Bife da Páscoa consolida-se como um evento de referência, afirmando-se não só como uma celebração cultural, mas também como um contributo relevante para causas sociais na comunidade portuguesa no Canadá.



Uma jovem luso-canadiana de 21 anos está a mobilizar a comunidade para uma causa solidária, ao desafiar-se a completar uma corrida de 75 quilómetros com o objetivo de angariar 10 mil dólares para a SickKids Foundation, uma das principais instituições de cuidados pediátricos no Canadá.
Liliana Lima, natural de Portugal e residente no Canadá desde os 10 anos, encontra-se atualmente a frequentar o curso de Child and Youth Care, numa fase decisiva do seu percurso académico e profissional. Em simultâneo, trabalha com a LIUNA Local 183, conciliando estudos, vida profissional e envolvimento comunitário. A iniciativa surge não apenas como um desafio físico exigente, mas também como uma forma de sensibilizar para as necessidades de crianças e famílias em situações vulneráveis. “Quero contribuir para um futuro mais saudável e incentivar outras pessoas a fazerem parte deste impacto, seja através de apoio direto ou da partilha da mensagem”, afirmou à agência Lusa.
Crescida no seio da comunidade portuguesa no Canadá, Liliana destaca a influência de valores como a resiliência, a importância da família e o apoio mútuo no seu percurso. Estes princípios, diz, têm orientado tanto as suas escolhas pessoais como profissionais. A campanha assenta numa forte componente de envolvimento comunitário, recorrendo às redes sociais e a iniciativas de proximidade para
ampliar a sua visibilidade. Entre as ferramentas utilizadas está um sistema de código QR que facilita o processo de doação.
Segundo a jovem, a resposta inicial tem sido encorajadora, com particular destaque para o apoio da comunidade luso-canadiana, que tem contribuído para a divulgação e adesão à causa.
A SickKids Foundation, destinatária dos fundos, desempenha um papel crucial no financiamento de cuidados especializados para milhares de crianças em todo o país, dependendo em grande parte de donativos e campanhas solidárias.
Para Liliana Lima, este desafio representa apenas o início de um percurso mais amplo de intervenção cívica. A estudante manifesta a intenção de continuar a promover iniciativas semelhantes no futuro, integrando o voluntariado e a solidariedade como parte permanente da sua vida. A corrida de 75 quilómetros, associada à meta de angariação de fundos, surge assim como o ponto de partida de um compromisso duradouro com a comunidade e com causas sociais. RMA/MS
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Laço Azul assinala mês de prevenção dos maus-tratos na infância no Funchal
No âmbito do mês da prevenção dos maus-tratos na infância, foi colocado um laço azul na Praça do Município do Funchal, sob o lema “Serei o que me deres, que seja amor”, símbolo da campanha promovida pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, com intervenção local da CPCJ.
Na ocasião, o presidente da Câmara, Jorge Carvalho, destacou que a proteção das crianças é uma responsabilidade coletiva,
envolvendo instituições e toda a comunidade, sublinhando ainda a recente estratégia municipal para os direitos da criança. Já Nivalda Gonçalves apelou à mobilização da sociedade, lembrando que a Madeira enfrenta falta de famílias de acolhimento — existindo atualmente 17 para cerca de 26 crianças — e reforçando que a proteção da infância é um imperativo ético. O laço azul ficará exposto até ao final de abril.
JM/MS
Projeto Cuidadores de Apoio ao Domicílio recebe menção honrosa
O projeto Cuidadores de Apoio ao Domicílio (CAD), desenvolvido pelo Serviço Social do SESARAM, recebeu uma menção honrosa, equivalente ao segundo lugar na categoria de Integração de Cuidados de Saúde, na 3.ª edição dos Top Health Awards, cuja cerimónia decorreu em Lisboa.
Promovida pela Associação Top Health, a iniciativa contou com 110 candidaturas, tendo o projeto do SESARAM integrado o grupo dos 14 finalistas e sido um dos quatro distinguidos na sua categoria. Em comunicado, o SESARAM destaca que o CAD tem como principal objetivo reforçar a continuidade dos cuidados após a alta clínica, permitindo que utentes dependentes regressem ao domicílio de forma segura, acompanhada e humanizada.
O modelo assenta na capacitação de cuidadores e na disponibilização de apoio temporário no domicílio, promovendo uma articulação mais eficaz entre o contexto hospitalar e o ambiente familiar, e assegurando transições de cuidados ajustadas às necessidades individuais.
A implementação do projeto já permitiu otimizar tempos de internamento, libertar camas hospitalares, criar emprego qualificado e reduzir custos em cerca de 50 euros por dia, comparativamente à permanência hospitalar. Até ao momento, o CAD possibilitou a reintegração de 48 utentes no seu ambiente familiar e conta com 29 cuidadoras formadas, afirmando-se como uma resposta relevante na melhoria da assistência e na organização dos cuidados de saúde JM/MS

A história da Boneca, a cadela dos Romeiros dos Fenais da Luz
Ao longo de cerca de 250 quilómetros da romaria, o rancho teve uma companhia especial: a cadela Boneca seguiu-os dos Fenais da Ajuda até aos Fenais da Luz, como uma “romeira de quatro patas”
“Acredito que não foi por acaso, o rancho dos Fenais da Luz foi escolhido”.
A frase é de Bruno Costa, mestre do rancho que, arriscamos a dizer, foi o mais seguido de toda as romarias quaresmais realizadas este ano na ilha de São Miguel. A razão tem quatro patas e dá pelo nome de Boneca, a cadela que fez 600 quilómetros lado a lado com o rancho de romeiros, numa comunhão que não deixou ninguém indiferente.
Não é que seja incomum ver animais, principalmente cães, a acompanhar os ranchos de romeiros. “Geralmente, seguem de uma freguesia para outra, duas no máximo”, explica Bruno Costa, em entrevista ao Açoriano Oriental.
O rancho de romeiros dos Fenais da Luz saiu no sábado, dia 21. Logo no segundo dia, quando estavam a passar pelos Fenais da Ajuda, a caminho da Algarvia, o Procurador das Almas - o último elemento do rancho, que vai recolhendo as preces das pessoas - sobressaltou-se com o aproximar de uma cadela de grande porte. Não era a primeira vez que a Boneca seguia os romeiros: segundo a dona da cadela, já o fez por três vezes. Mas desta vez, a companhia de Boneca foi mais além. O animal acompanhou o rancho durante alguns quilómetros, até os deixar, ao avistar, mais à frente, o rancho de romeiros de São Brás. Mas a história não ficaria por aí: ao chegar à Povoação, os romeiros dos Fenais da Luz são informados por um funcionário da Câmara Municipal da Povoação que a cadela está na bomba de gasolina das Furnas,
amarrada por uma corda e que a dona do animal pedia que a soltassem e levassem consigo.
“Eu disse que nós não podíamos responsabilizar-nos pela cadela, pois estávamos em romaria e precisei de algumas horas para pensar, pois iríamos passar por zonas de maior trânsito, como Lagoa e Ponta Delgada”, partilha. Desconhecedor de todo o burburinho gerado pela notícia que havia uma cadela a acompanhar um rancho de romeiros, Bruno Costa confessa que, ao chegar às
Furnas, o coração falou mais alto. “Falei com o rancho, todos aceitaram que ela nos acompanhasse. Quando nos viu, ficou muito alegre”.
E foi assim que o rancho passou de 26 elementos a 26 mais um: a Boneca seguiu todo o caminho, até de volta aos Fenais da Luz, ao lado dos romeiros, como se de um deles se tratasse.
“Nunca vi um cão que apenas ladrou duas vezes e uma delas foi por não ter entrado no Santuário. Ela tinha todo o seu ritual quando chegávamos a uma igreja: nós fazíamos

a oração de entrada e ela entrava na igreja, como um guia. Depois, voltava e entrava connosco. E quando nos colocávamos de pé a acabar a oração, ela escolhia sempre um de dois lados: ou à frente do altar, ou à frente do Santíssimo. Depois pedíamos para sair e ela fazia o mesmo”. Os romeiros só tomaram noção do que se estava a passar, nomeadamente nas redes sociais, durante o Encontro de Famílias. O mestre do rancho reconhece que ficaram “mais expostos”, mas diz que, ao fim de 20 romarias feitas, foi a melhor da sua vida. “Foi a romaria de puro humanismo, não só pela inclusão da Boneca que nos deu mais força, mas por um conjunto de situações que foram acontecendo ao longo da romaria. Diga-me ocasiões em que todos colocaram as diferenças de lado e uniram-se numa só missão? Foi isso que aconteceu com a Boneca. Ela conseguiu unir várias pessoas, de faixas etárias diferentes, de classes diferentes e isso sensibilizou-nos bastante. Pois esse é o verdadeiro espírito da romaria: sejamos doutores ou desempregados, ali somos todos iguais”.
Opinião semelhante tem Hugo Silva, contramestre do rancho, romeiro desde 2010. Para ele, a Boneca “também ajudou-nos nos momentos mais difíceis. Os pormenores , o respeito , o agir dela tinham coisas que ninguém consegue explicar o porquê”.
Ao longo da romaria, o rancho foi cuidando da cadela: Bruno Costa levou, nos primeiros dias, a ração no seu saco, às costas, mas depois, por onde passavam, todos tinham algo preparado para a Boneca. “Houve muito cuidado, foi comovente ver como as pessoas se sentiram tocadas pela história da Boneca”, diz Bruno Costa.
Creditos: DR

Os Barn Quilts (Colchas de Celeiro) são uma tradição visual fascinante, muito comum nas zonas rurais da América do Norte (Canadá e EUA). Embora pareçam apenas decorações geométricas coloridas, eles carregam camadas de significado histórico, cultural e prático.
O nome "quilt" refere-se às colchas de retalhos feitas à mão, tradicionalmente costuradas por mulheres. Como as colchas reais eram (e são) símbolos de conforto, família e herança, pintá-las nos celeiros é uma forma de homenagear as mulheres da família. Hoje em dia os Barn Quilts são feitos em alumínio ou madeira tratada com tintas resistentes ao clima. Afinal, o objetivo é que o símbolo permaneça intacto durante décadas, resistindo à neve e ao sol intenso, servindo como um "monumento" vivo à história daquela propriedade.
Antigamente, antes do GPS ou da numeração sistemática das estradas, os Barn Quilts serviam como pontos de referência. Uma pessoa podia dizer: "Vire à esquerda no celeiro com a estrela azul". Além disso, cada padrão funciona quase como um "brasão de armas" moderno, identificando uma família específica ou a produção principal daquela quinta.
Espalhados pelo Ontário existem vários Barn Quilt Trails que nasceram com o objetivo de incentivar o turismo rural. Deste modo, os agricultores são estimulados a manterem os seus celeiros históricos em bom estado. Por outro lado, os Trails convidam os turistas a saírem das autoestradas principais e a explorarem as estradas secundárias, parando em bancas de venda de produtos locais, mercados agrícolas e pequenas vilas.
Um Barn Quilt é uma celebração da vida rural, da herança familiar e da arte popular, transformando celeiros funcionais em verdadeiras telas de arte que contam a história da terra e das pessoas que a cultivam. MB


Para os locais que não têm montras viradas para a rua, por favor, lembre-se de apreciar as colchas a partir da berma da estrada.

Algumas colchas estão situadas em terrenos não agrícolas e celebram as fortes parcerias comunitárias que são fundamentais para o condado de Simcoe.

As colchas foram pintadas por anfitriões e voluntários em painéis de alumínio de 2,4 por 2,4 metros e fixadas em cada celeiro.
Muitas das colchas pintadas pelos dos quatro lares cuidados continuados (Long Term Care do condado de







colchas foram residentes lares de continuados Care Homes) Simcoe.



O conceito original das "barn quilts" (colchas de celeiro) nasceu no condado de Adams, no Ohio, quando Donna Sue Groves quis decorar um "celeiro feio" para a sua mãe, que era uma ávida fã de acolchoados.



As primeiras 150 "barn quilts" do condado de Simcoe foram criadas como uma celebração do sesquicentenário do Canadá.

Existem agora 164 colchas a embelezar celeiros em todos os 16 municípios membros do condado.



Para visualizar um mapa digital de todos os locais com barn quilts do condado de Simcoe, leia o código QR ou visite experience.simcoe.ca/ barnquilts

e União
mento institucional.
Também Zaida Benge reforçou a ligação entre literatura e identidade cultural, afirmando que “a literatura é a essência de um povo”, sublinhando que a iniciativa permitiu aproximar a comunidade das suas raízes. Herculano Caculo destacou a importância da escrita na preservação da memória coletiva, considerando a sua participação uma experiência enriquecedora e agregadora.
Num tom de reconhecimento, Sack Santos salientou o valor simbólico do evento, referindo que a celebração da paz vai além de uma data histórica, sendo uma construção contínua baseada na partilha e na ligação à comunidade.
Já Kito Aras sublinhou o impacto transformador da leitura, afirmando que “quem lê um livro jamais volta a ser a mesma pessoa”, destacando a dimensão coletiva da iniciativa.
Procissão da Sexta-feira Santa
Toronto reviveu a Paixão de Cristo
A tradicional Procissão da Sexta-feira Santa voltou a encher as ruas de Toronto de fé e devoção, reunindo centenas de fiéis na zona de Little Italy.
Organizada pela Igreja de St. Francis of Assisi, a iniciativa evoca a Paixão de Cristo e revela uma forte expressão de religiosidade, atraindo anualmente milhares de pessoas.
No âmbito das comemorações do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional de Angola, o Consulado-Geral de Angola em Toronto promoveu a “Galeria Literária da Paz”, uma iniciativa que destacou a riqueza da cultura angolana através da literatura, da reflexão e da partilha entre autores e público.
Assinalada desde 2002, esta data histórica marca o fim do conflito armado em Angola e simboliza valores fundamentais como a paz, a tolerância e a união. Passados 24 anos, a comunidade angolana, dentro e fora do país, continua a celebrar este marco com um renovado compromisso de reforçar a reconciliação nacional e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e coesa. O evento reuniu 12 escritores angolanos, maioritariamente residentes na diáspora, nomeadamente Bibiana Neves, Edana Sebastião, Flávio Rodrigues, Francisco Fwallah,
Gilmeaquene Filipe Tchipalanga, Herculano
Caculo, Kito Aras, Mirian Nzinga, Nani Santos, Sack Santos, vindo de Angola, Tomás Eurico e Zaida Benge. Ao longo da sessão, os autores apresentaram as suas obras, percorrendo diferentes géneros literários e evidenciando a diversidade e vitalidade da literatura angolana contemporânea. Durante a iniciativa, vários participantes sublinharam o papel da literatura como instrumento de memória, reflexão e construção da paz. Francisco Fwallah destacou o impacto do evento na comunidade, considerando-o “um passo importante para a comunidade angolana no Canadá”, com potencial para inspirar futuras iniciativas. Por sua vez, Gilmeaquene Filipe Tchipalanga evidenciou a vertente formativa do encontro, referindo que apresentou obras de carácter jurídico centradas no direito costumeiro, administração pública e autarquias locais, com o objetivo de promover o debate e contribuir para o fortaleci-
O Cônsul-Geral de Angola em Toronto, embaixador Mateus Barros José, destacou a importância da Galeria Literária da Paz como espaço de união e fortalecimento da identidade angolana na diáspora. Para o diplomata, a iniciativa reforça a ideia de que a paz é um dos maiores legados do país e um valor a preservar pelas gerações futuras.
Organizado em parceria com a Comunidade Angolana de Ontário e a Comunidade Angolana de Hamilton e Arredores, o evento reuniu participantes de várias regiões, promovendo o espírito de fraternidade e pertença.
Mais do que um encontro literário, a Galeria Literária da Paz afirmou-se como um espaço de reflexão, memória e união, onde a cultura e a literatura desempenham um papel essencial na construção de uma comunidade mais consciente, solidária e ligada às suas raízes.
FP/MS


Luso-Panel ’26 une estudantes e profissionais lusófonos na TMU
A Lusophone Student Association da Toronto Metropolitan University voltou a organizar o Luso-Panel ’26, um painel que reuniu profissionais lusófonos e estudantes num espaço de partilha de experiências, aconselhamento de carreira e reflexão sobre o papel da comunidade. O evento, realizado no dia 2 de abril, destacou-se pela troca de percursos inspiradores e pelo reforço dos laços entre gerações.
Nesta edição, participaram quatro convidados de destaque: Samantha Tomé, especialista em apoio e envolvimento estudantil na Lincoln Alexander School of Law; Cristina Martins, antiga deputada provincial pelo círculo eleitoral de Davenport; Kelly Amaral, empreendedora; e Francisco Pegado, líder comunitário e personalidade de rádio e televisão.
Para Nicole da Silva, vice-presidente da Lusophone Student Association da TMU, o evento teve um significado especial: “O painel reuniu profissionais e estudantes lusófonos para uma conversa enriquecedora sobre percursos profissionais, comunidade e representação. O nosso objetivo foi criar um espaço de ligação, partilha de experiências e visibilidade, valorizando as vozes lusófonas e proporcionando aos estudantes a oportunidade de aprender com exemplos reais de liderança.”
Declarações dos oradores
Ao longo da sessão, os convidados destacaram a importância da ligação à comunidade e do apoio entre pares no percurso académico e profissional. Samantha Tomé salientou o valor das redes de contacto e da mentoria “foi uma honra participar nesta conversa. Procurei incentivar os estudantes
a fortalecerem a sua comunidade e a reconhecerem a importância de criar ligações e de contar com mentores ao longo do percurso. Espero que se sintam motivados a envolver-se mais ativamente e a dar voz às comunidades lusófonas, valorizando não só a realidade portuguesa, mas também a diversidade dos países de língua portuguesa.”
Por seu turno, Cristina Martins evidenciou o impacto pessoal e profissional da sua participação “para mim, foi uma experiência muito significativa.
Como antiga aluna da TMU, senti a responsabilidade de retribuir a uma comu-
nidade que teve um papel importante no meu percurso. Sei o quanto é valioso ouvir conselhos práticos de quem já enfrentou desafios semelhantes. Foi uma oportunidade de apoiar e inspirar a próxima geração, reforçando a ligação à universidade e à comunidade.” Por sua vez, Kelly Amaral destacou a importância de iniciativas que aproximam estudantes e profissionais “tenho muito orgulho no trabalho desenvolvido pela associação ao criar oportunidades de aprendizagem e networking como este painel. Foi uma honra partilhar a minha experiência enquanto empreendedora e con-

tribuir para um diálogo sobre comunidade e entreajuda. É inspirador ver o entusiasmo e a motivação desta nova geração.”
Finalmente, o orador Francisco Pegado sublinhou a dimensão comunitária do encontro: “Participar no Luso-Panel foi uma experiência profundamente gratificante. Tive a oportunidade de partilhar com os estudantes a importância de construir redes de contacto sólidas, procurar mentores e aprender com quem já percorreu o caminho profissional. Acredito que iniciativas como esta desempenham um papel essencial no fortalecimento da comunidade lusófona, ao mesmo tempo que inspiram os jovens a envolverem-se, a contribuírem ativamente e a crescerem em conjunto, preservando a nossa cultura e reforçando os laços que nos unem.”
O Luso-Panel ’26 voltou a afirmar-se como uma iniciativa relevante no apoio aos estudantes lusófonos, promovendo não só o desenvolvimento académico e profissional, mas também o fortalecimento da identidade e dos laços comunitários. Ao tecer pontes entre gerações e trajetórias distintas, este evento floresce como um laço que une corações e saberes. Ele nutre uma comunidade mais coesa, vibrante e atenta ao amanhã, onde o conhecimento se entrelaça com a cultura, e o espírito de entreajuda dança lado a lado com cada passo rumo ao futuro.
RMA/MS
Credito: Francisco Pegado
TDSB prevê eliminação de 289 professores devido à queda no número de alunos
O Toronto District School Board (TDSB) prevê eliminar cerca de 289 posições de professores para o ano letivo de 2026/2027, devido à diminuição do número de alunos nas escolas.
Segundo o conselho escolar, é esperada uma redução de aproximadamente 5.000 estudantes, o que levou ao ajustamento no número de docentes tanto no ensino básico como no secundário. No entanto, o sindicato Elementary Teachers of Toronto (ETT) alerta que os cortes poderão ser ainda mais significativos, estimando a possível eliminação de mais de 480 posições no ensino básico. Entre as áreas afetadas poderão estar professores de programas especiais, ensino de inglês como segunda língua e bibliotecários escolares.
A presidente do ETT, Helen Victoros, manifestou preocupação com o impacto destas reduções, sublinhando as dificuldades crescentes em responder às necessidades dos alunos com menos recursos.
Por sua vez, o TDSB indica que os números ainda não são finais e poderão sofrer alterações até ao início do próximo ano letivo.
O ministro da Educação, Paul Calandra, esclareceu que parte das reduções corresponde a vagas que já não estavam a ser preenchidas em anos anteriores, devido à diminuição da população estudantil.
CTV/MS

Canada’s Wonderland reforça regras de segurança para jovens
O parque de diversões Canada’s Wonderland anunciou a implementação permanente de uma nova política de acompanhamento para menores durante a época de 2026, com o objetivo de reforçar a segurança no recinto.
Apartir das 16h, todos os visitantes com 15 anos ou menos terão de estar acompanhados por um adulto com mais de 21 anos para entrar ou permanecer no parque. Cada adulto poderá acompanhar, no máximo, 10 menores.
A medida surge na sequência de políticas semelhantes aplicadas anteriormente, nomeadamente durante o evento Halloween
Haunt, e segue uma tendência crescente em grandes espaços de entretenimento na América do Norte.
Segundo a administração do parque, trata-se de uma medida preventiva, destinada a garantir um ambiente mais seguro e familiar, facilitando também a resposta em situações de emergência. A nova época arranca a 3 de maio para o público em geral (1 de maio para titulares de passe), trazendo ainda novidades, incluindo a renovação de uma das atrações mais conhecidas do parque, agora com o nome “The DareDevil”, e novas opções de restauração. CBC/MS
Governo investe $51 mil milhões em infraestruturas
O primeiro-ministro Mark Carney anunciou um plano de 51 mil milhões de dólares para infraestruturas locais ao longo da próxima década, no âmbito do programa Build Communities Strong Fund, lançado no orçamento de 2025.
Oobjetivo é reforçar estradas, pontes, sistemas de água e esgotos, bem como financiar projetos comunitários como centros recreativos e reabilitação de edifícios.
Do total:
• $27,8 mil milhões destinam-se a infraestruturas essenciais
• $6 mil milhões a projetos locais (como centros comunitários)
• $17,2 mil milhões serão partilhados com províncias e territórios
O governo quer quase duplicar o ritmo de investimento em comparação com os últimos anos e incentivar jovens a seguir carreiras nas áreas técnicas e da construção.
Entre os primeiros anúncios:
• $64 milhões para um centro recreativo em Brampton
• $300 milhões para 13 projetos, incluindo sistemas de água em Iqaluit
Ontário será a província mais beneficiada, com cerca de $6 mil milhões, seguido do Quebec, Colúmbia Britânica e Alberta.
A oposição conservadora criticou o plano, considerando-o uma repetição de promessas anteriores e defendendo menos burocracia e impostos para facilitar o desenvolvimento.
CBC/MS

Deputada conservadora muda para os Liberais

A deputada conservadora de Ontário, Marilyn Gladu, anunciou que vai juntar-se ao Partido Liberal, tornando-se o quarto membro conservador a mudar de partido nos últimos meses.
Eleita pela primeira vez em 2015, Gladu justificou a decisão com a necessidade de uma liderança mais colaborativa e de um plano sólido para fortalecer a economia canadiana. Com esta mudança, o governo liderado por Mark Carney fica com 171 lugares no Parlamento, a apenas um da maioria absoluta (172). As próximas eleições intercalares poderão garantir essa maioria.
A decisão surge num momento politicamente sensível, com os Liberais a aproximarem-se de um controlo mais estável do Parlamento e os Conservadores a enfrentarem divisões internas.
O líder conservador, Pierre Poilievre, criticou a mudança, lembrando que a própria Gladu já tinha defendido que deputados que mudam de partido deveriam submeter-se a eleições intercalares.
A entrada de Gladu também gerou controvérsia devido a posições anteriores da deputada, incluindo oposição à legalização da cannabis e reservas sobre algumas políticas sociais. Ainda assim, membros do governo afirmam que a sua experiência e visão contribuem para um projeto mais inclusivo.
PORTUGAL PORTUGAL

Revisão laboral

UGT rejeita proposta de revisão da lei laboral
O secretariado nacional da UGT rejeitou a atual proposta de revisão de alteração à legislação laboral apresentada pelo Governo e apela à continuação das negociações.
Oórgão executivo máximo da UGT "constata ainda insuficiente aproximação negocial e afirma que a proposta não permite ainda alcançar consenso", lê-se na resolução aprovada por unanimidade.
A central sindical liderada por Mário Mourão sublinha ainda que é essa "posição" que será transmitida na reunião plenária de Concertação Social, "onde se deve dar o passo seguinte neste processo negocial".
"O Secretariado Nacional da UGT espera que os avanços já verificados e o trabalho do diálogo social não sejam desvalorizados", acrescenta o documento.
Contactado pela Lusa, o Ministério do Trabalho escusou-se a fazer comentários "enquanto não receber comunicação oficial da UGT", que disse aguardar serenamente. Em "defesa dos trabalhadores" e "por um Trabalho XXI com direitos", a UGT e os sindicatos seus associados apelam ainda a que as negociações continuem, referindo que "continuarão o seu trabalho por uma legislação laboral mais justa, mais inclusiva,
Abuso sexual
que responda aos desafios do presente e do futuro do trabalho, com uma negociação coletiva e sindicatos mais fortes e dinâmicos".
Após se ter reunido com a UGT e com as quatro confederações empresariais, a ministra do Trabalho afirmou que tinha chegado o momento de cada parceiro social consultar os seus órgãos sobre a proposta de alterações à lei laboral e que será marcada uma reunião plenária de Concertação Social "em breve".
Nos últimos meses, o Governo tem optado por reunir-se com a UGT e com as quatro confederações empresariais, deixando a CGTP de fora dos encontros, com o executivo a argumentar que a central sindical se colocou desde o início à margem das negociações ao pedir a retirada da proposta.
A primeira versão do anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado "Trabalho XXI" e que foi apresentado como uma reforma "profunda da lei laboral" ao contemplar mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, foi apresentada em julho de 2025 pelo Governo e mereceu críticas por parte dos representantes sindicais, tendo levado a uma greve geral convergente da CGTP e UGT em 11 de dezembro do ano passado. JN/MS

Ex-dirigente do Chega condenado a pena suspensa por recurso à prostituição de menores
O antigo dirigente do Chega Nuno
Pardal Ribeiro foi condenado a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa sob pagamento de 1200 euros, pelos crimes de recurso à prostituição de menores.
Segundo fonte próxima do processo, o Tribunal de Cascais decidiu condenar Nuno Pardal Ribeiro por um crime de recurso à prostituição de menores na forma consumada e por um crime de recurso à prostituição de menores na forma tentada.
A notícia foi avançada pelo jornal "Expresso" e o processo em causa decorreu à porta fechada.
O processo conta ainda com outro arguido que foi condenado a uma pena suspensa de ano e seis meses, indicou à Lusa fonte judicial.
Nuno Pardal Ribeiro foi acusado de dois crimes de recurso à prostituição de menores e, de acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público pediu ainda que Nuno Pardal Ribeiro fosse proibido de exercer funções
públicas ou privadas que envolvam contacto com menores.
Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação destinada a encontros, tendo combinado encontrar-se com o menor que é agora assistente no processo.
Para o Ministério Público, "o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos de idade" e, mesmo assim, praticou atos sexuais a troco de dinheiro.
Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro pagou 20 euros ao menor, tendo combinado um segundo encontro que não chegou a acontecer. "O arguido agiu sempre de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei", lê-se na acusação.
Depois da acusação do Ministério Público, Nuno Pardal Ribeiro apresentou, em fevereiro de 2025, a sua demissão da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.
JN/MS
Estatuto combatente

Governo vai reconhecer estatuto aos antigos combatentes na Índia portuguesa
O ministro da Defesa anunciou, na Batalha, que vai reconhecer o estatuto de antigo combatente aos presentes na Índia portuguesa ao tempo da anexação, atribuindo-lhes o cartão "que sempre lhes foi negado", "corrigindo uma injustiça".
"Quero anunciar que promoveremos a alteração legislativa necessária para que aos militares antigos combatentes na Índia, ainda vivos, infelizmente muito poucos, seja finalmente atribuído, querendo cada um deles, o cartão de antigo combatente que sempre lhes foi negado", afirmou Nuno Melo, que falava durante a celebração do Dia do Combatente e 108.º aniversário da Batalha de La Lys.
O ministro da Defesa sublinhou que se trata do "primeiro passo para o fim de uma injustiça que persiste desde 1961".
Segundo o governante, os antigos combatentes presentes na Índia Portuguesa ao tempo da anexação pela União Indiana combateram "com grande coragem" e "na maior parte dos casos, foram feitos prisioneiros".
Sessenta e cinco anos depois, "é tempo de a todos estes militares, na maior parte já falecidos, lhes fazer justiça", mesmo sendo "poucos os sobrevivos", defendeu o governante.
Agradecendo a todos, em nome do Estado, a "sua dádiva", Nuno Melo considerou que, "com este passo" é corrigida "uma injustiça histórica.
JN/MS

Independência judicial

Tribunal Constitucional "não pode andar ao sabor das maiorias", diz presidente
O presidente do Tribunal Constitucional (TC), José João Abrantes, considerou que "uma das grandes virtudes" deste órgão tem sido o equilíbrio na sua composição e defendeu que a instituição "não pode andar ao sabor das maiorias".
"Uma das grandes virtudes do TC é aquele equilíbrio e a exigência de que haja um mínimo de metade de magistrados de carreira", afirmovu o juiz conselheiro José João Abrantes, durante uma mesa-redonda realizada em Évora.
O presidente do TC falava na sessão com o tema "Constituição da República Portuguesa: passado, presente e futuro", que integrou o Colóquio Comemorativo do Cinquentenário da Constituição, organizado pelo Tribunal da Relação de Évora (TRE).
Assinalando que se têm "ouvido coisas inacreditáveis", o presidente do TC aludiu a um "discurso permanentemente" que consiste na ideia de que "o tribunal não tem legitimidade porque está a governar contra a maioria parlamentar".
"O tribunal não é legislador negativo e muito menos legislador positivo, mas existe para garantir a Constituição, o Estado de Direito Democrático e os Direitos, Liberdades e Garantias de todos os cidadãos, nem que seja só um", referiu.
"E, nesse sentido, não pode andar ao sabor das maiorias", prosseguiu.
Na sua intervenção, o presidente do TC defendeu que "não há em Portugal um problema constitucional" nem com a Constituição e os que são falados "são hoje em dia inventados".
"Não é preciso rever a Constituição e, muito menos, é preciso substituí-la por outra. Temos uma Constituição de que nos devemos orgulhar, é uma das mais progressistas do mundo, que consagra os Direitos, Liberdades e Garantias numa grande extensão, como os direitos sociais, económicos e culturais", frisou.
O juiz conselheiro José João Abrantes admitiu, ainda assim, a necessidade de se "tocar num ou noutro ponto cirúrgico" da Lei Fundamental do país, como em questões sanitárias, levantadas aquando da pandemia, dos metadados ou para consagrar a tutela penal dos animais de estimação.
"Mas uma coisa é alargar o consenso constitucional, outra coisa é afunilá-lo e diminuí-lo e tudo o que seja afunilá-lo e diminuí-lo, acho que é contraproducente e é, no fundo, contra a Constituição", acrescentou. JN/MS
Credito: JN
Ciberataque China

Hacker invade supercomputador e rouba informações confidenciais na China
Um hacker invadiu um supercomputador na China e roubou uma enorme quantidade de informações confidenciais, naquele que pode ser o maior roubo de dados da história do país. O crime ocorreu ao longo de seis meses, sendo que a informação está, agora, a ser vendida online.
Oconjunto de dados foi obtido através do Centro Nacional de Supercomputação (CNSC), em Tianjin, gerido pelo Governo chinês, que presta serviços a mais de seis mil clientes, incluindo agências científicas e de Defesa. Entre a informação roubada estão ficheiros de Defesa e esquemas de mísseis.
Apesar de não haver confirmação das autoridades chinesas, a CNN avança que, segundo um especialista em cibersegurança, uma amostra da informação foi divulgada online por um utilizador anónimo no Telegram. O resto da informação está à venda de duas formas: uma pré-visualiza-
Controlo fronteiriço
ção por milhares de dólares ou acesso total por centenas de milhares de dólares.
Em declarações à CNN, o especialista e investigador de cibersegurança Marc Hoffer revelou ter entrado em contacto com o alegado invasor, que afirmou ter "investigação de vários domínios, incluindo de engenharia aeroespacial, investigação militar, bioinformática, simulação de fusão e muito mais".
O hacker contou ter conseguido o acesso ao supercomputador através de um domínio de VPN comprometido, lançando, de seguida, uma série de programas automáticos e descarregando os dados ao longo de seis meses.
As autoridades chinesas não comentaram o ataque, que, a confirmar-se, representará um grande golpe para o país, demonstrando a vulnerabilidade dos sistemas informáticos chineses.
JN/MS

O novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários entra plenamente em vigor hoje, sexta-feira (10), indicou uma porta-voz da Comissão Europeia, afirmando que a sua implementação progressiva correu bem, apesar de constrangimentos em alguns países.
Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz Arianna Podestà referiu que, até ao momento, a implementação progressiva do novo Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) "tem corrido bem" e já está a ter um "papel importante no aumento da segurança da União Europeia (UE)".
A porta-voz salientou ainda que, "quando o sistema funciona bem", o tempo para registar uma entrada e saída
da UE é de cerca de 70 segundos, mas reconheceu que há Estados-membros que têm enfrentado "dificuldades técnicas de implementação". "Temos mantido um contacto próximo com esses Estados-membros, partilhando, por exemplo, boas práticas dos países onde o sistema está a funcionar muito bem", referiu.
Em Portugal, desde a entrada em vigor deste novo sistema, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.
A introdução, em 10 de dezembro, nos aeroportos portugueses, da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos (obtenção de fotografia e impressão digitais do passageiro), causou ainda mais constrangimentos, principalmente no aeroporto de Lisboa. JN/MS

Astronautas viram pó lunar e novas cores na Lua
Os quatro astronautas da missão Artemis II reportaram à NASA terem visto brilhos de impacto, pó lunar e novas cores na Lua, bem como a cratera de Ohm, durante o sobrevoo do satélite natural da Terra, na segunda-feira.
Os quatro astronautas conversaram com a líder do Diretório Científico de Missão da NASA, Kelsey Young, para partilharem memórias do seu tempo em torno da Lua, com o objetivo de ajudar missões futuras a levar humanos à superfície lunar em 2028.
Quatro brilhos de impacto, pelo menos, fenómenos de luz que ocorrem após a colisão de meteoritos com a superfície lunar, pó lunar levantado por forças eletroestáticas, e novas cores foram algumas das descobertas da missão, a primeira tripulada por humanos em órbita da Lua em mais de 50 anos, desde a Apolo 17, em 1972.
Os astronautas também falaram por rádio com amigos na Estação Espacial In-
ternacional, algo que as missões Apolo dos anos 1960 e 1970 não podiam fazer, na última vez que a Humanidade chegou tão longe.
Christina Koch, na Artemis II, e Jessica Meir, na Estação, encontraram-se de novo, a 370 mil quilómetros de distância, após terem feito, em 2019, a primeira "caminhada no espaço" inteiramente realizada por mulheres, então em torno do laboratório de órbita.
Foi estabelecido um recorde de distância para humanos e foram tiradas várias fotografias do lado oculto da Lua, antes do regresso à Terra, com a aterragem planeada para sexta-feira, na costa da Califórnia, tendo saído hoje da influência lunar.
Na segunda-feira, o recorde de 400.171 quilómetros atingido pela Apollo 13, em 1970, foi ultrapassado pelos astronautas norte-americanos Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e o canadiano Jeremy Hansen.

Críticas NATO

Trump ataca NATO que "não compreende nada a menos que seja pressionada"
O presidente norte-americano voltou a criticar a NATO, considerando os aliados dececionantes e argumentando que não entendem nada a não ser que sejam pressionados.
"Nenhuma destas pessoas, incluindo a nossa própria e muito dececionante NATO, compreende nada, a menos que lhes seja exercida pressão!", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth.
O líder republicano criticou em diversas ocasiões os países membros da Aliança Atlântica e ameaçou abandonar a mesma. Trump, que se reuniu com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, lamentou na sua rede social que a Aliança Atlântica "não esteve presente" quando precisou dela e previu que "não estará" quando voltar a precisar da sua ajuda.
O presidente republicano tem oscilado entre pedir apoio aos aliados da NATO para apoiar a reabertura do estreito de Ormuz e descartar essa ajuda, argumentando que "já não precisavam".
Os aliados europeus da NATO recusaram envolver-se na reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação
à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.
A reunião com Rutte ocorreu depois de Washington e Teerão terem acordado um cessar-fogo de duas semanas que implicaria a reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa uma parte importante do petróleo e do gás natural do mundo.
Depois de, na semana passada, Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas.
Justificando as recentes críticas de Trump aos aliados, Rutte afirmou em entrevista à CNN que "é verdade que nem todas as nações europeias cumpriram os seus compromissos".
Questionado se Trump mencionou durante a reunião as suas intenções de retirar os Estados Unidos da NATO, Rutte evitou responder diretamente, limitando-se a dizer que a aliança está num processo de "transformação" e que os países europeus estão dispostos a "acautelarem" mais as questões de defesa.
JN/MS

Milhares de iranianos homenagearam na quinta-feira (9) o ex-líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, 28 de fevereiro, apelando para que não se caia na armadilha norte-americana antes das conversações no Paquistão.
Com retratos de Khamenei nas mãos e agitando bandeiras da República Islâmica, os fiéis do líder assassinado participaram em concentrações organizadas em vários pontos do país, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
O prazo de 40 dias após a morte constitui um rito de luto importante para os muçulmanos.
"O assassínio do nosso amado líder foi verdadeiramente um ato cobarde", disse à AFP Maryam Esmaili, uma funcionária do setor privado de 33 anos, para quem os Estados Unidos e Israel "ultrapassaram a linha vermelha".
As concentrações decorreram nomeadamente em Urmia (noroeste),
Gorgan (nordeste) e também na capital, Teerão, onde os bombardeamentos cessaram desde a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo na noite de terça para quarta-feira.
Ali Khamenei tinha 86 anos, mais de 36 dos quais à frente da República Islâmica, instaurada após a revolução xiita de 1979, liderada pelo "ayatollah" Ruhollah Khomeini, que depôs a monarquia.
O filho de Khamenei, Mojtaba, que lhe sucedeu no início de março, não esteve presente hoje: ferido num ataque, segundo responsáveis iranianos, ainda não apareceu publicamente desde a nomeação.
O Irão lidera o chamado "eixo de resistência", uma aliança de grupos radicais que combatem Israel e interesses norte-americanos na região, de que fazem parte, entre outros, o Hezbollah, o palestiniano Hamas e o iemenita Huthis.
Missão Lunar
Homenagem Khamenei
O Ritual da Primavera que aquece a alma.







Um líder menos imune e um perseguidor mais perto
Paulo Freitas Opinião

O FC Porto falhou onde era mais forte, o Sporting CP cresce na sombra e o SL Benfica desaparece da luta
Ajornada 28 da Liga Portugal não trouxe uma mudança na liderança, mas mexeu, e muito, com a forma como se olha para a reta final do campeonato. O FC Porto continua no topo e mantém-se como o principal candidato ao título, mas deixou escapar pontos de uma maneira pouco habitual. E isso, mais do que o resultado em si, levanta sinais interessantes.
Durante grande parte da época, o Porto construiu a sua liderança com base numa identidade muito clara: intensidade constante, crença até ao fim e uma capacidade quase sistemática de resolver jogos nos descontos. Não foram poucos os pontos conquistados nos últimos minutos, muitas vezes arrancados a ferros, quando o empate já parecia fechado. Era uma marca de equipa campeã.
Por isso, o empate nesta jornada tem um peso simbólico diferente. Não foi apenas mais um jogo em que se perderam dois pontos: foi um jogo em que o Porto sofreu no fim aquilo que tantas vezes fez aos outros. Um golo nos descontos, a frio, quando tudo parecia controlado. Uma espécie de espelho invertido da própria época. Mas a maior ironia foi o facto do Porto ter marcado o 2-1 nos descontos e, minutos depois, ter sofrido o tento do empate.
Até esse momento, a exibição portista não tinha sido particularmente brilhante, mas também não levantava grandes dúvidas. A equipa estava organizada, competitiva, com mais iniciativa. No entanto, voltou a faltar alguma lucidez no último
terço, aquele último passe, aquela decisão que transforma domínio em vantagem confortável.
E depois veio o detalhe que muda tudo. Um momento de desconcentração, uma perda de controlo emocional ou simplesmente mérito do adversário: no futebol, essas linhas são sempre ténues. O certo é que o Porto não soube fechar o jogo. E quando assim é, arrisca-se sempre a pagar caro.
Ainda assim, convém colocar as coisas em perspetiva. Este Porto continua a ser a equipa mais consistente do campeonato. Continua a depender apenas de si e continua a mostrar, na maioria dos jogos, um nível competitivo superior aos rivais. Um empate, mesmo com este sabor amargo, não apaga meses de solidez.
Mas deixa um aviso: a margem de erro está a diminuir. E há alguém logo atrás pronto para aproveitar.
O Sporting CP fez exatamente isso. Sem entrar em euforias, sem precisar de uma exibição de luxo, cumpriu a sua missão: ganhou e encurtou distâncias. E fê-lo com a tranquilidade de quem percebe o momento.
O Sporting tem sido, talvez, a equipa mais pragmática nesta fase da época. Não impressiona sempre, não domina sempre, mas raramente falha quando tem de somar três pontos. E isso, num campeonato longo, é muitas vezes o fator decisivo.
Há uma maturidade evidente na forma como a equipa aborda os jogos. Sabe quando acelerar, sabe quando baixar o ritmo, sabe sofrer quando é preciso. Não entra em pânico, não se desorganiza facilmente. E tem jogadores capazes de resolver em momentos-chave, mesmo quando o coletivo não está particularmente inspirado. Mais do que uma perseguição feita de exibições brilhantes, o Sporting constrói a sua candidatura com base na consistência. Vai somando, vai pressionando, vai obrigando o líder a manter um nível elevado. E isso começa a ter impacto.

Porque se durante muito tempo o Porto parecia confortável na liderança, agora sente mais de perto essa pressão. E jogos como este, em que se perdem pontos no fim, podem ter um efeito psicológico importante.
Já o SL Benfica confirmou aquilo que vinha a ser evidente nas últimas semanas. O empate nesta jornada não só representa mais pontos perdidos, como praticamente encerra qualquer discussão sobre o título.
A equipa encarnada voltou a mostrar os mesmos problemas que têm marcado a época: dificuldade em transformar posse em perigo, falta de criatividade no último terço e uma previsibilidade que facilita a vida aos adversários. Há muito controlo, mas pouca capacidade de ruptura.
O mais preocupante, no entanto, é a sensação de falta de energia. O Benfica parece uma equipa sem chama, sem urgência, sem aquela agressividade competitiva que normalmente define quem está na luta. Mesmo quando precisa de arriscar, não consegue sair do seu registo habitual.
O empate acaba por ser coerente com o que se vê em campo. E o afastamento da luta pelo título, mais do que matemático, é emocional. Falta-lhe crença, falta-lhe dinâmica, falta-lhe aquele impulso que faz a diferença nas fases decisivas.
Assim, a jornada 28 acaba por redesenhar o campeonato sem alterar a liderança. O Porto continua na frente e continua a ser o mais forte candidato, mas deixou escapar pontos de uma forma que pode ter impacto. O Sporting aproxima-se, firme e paciente, pronto para aproveitar qualquer novo deslize. E o Benfica fica definitivamente para trás, fora de uma corrida que nunca conseguiu sustentar de forma consistente.
Entramos agora numa fase em que cada detalhe conta. E, ironicamente, foi precisamente num detalhe, nos descontos, que esta jornada deixou a sua maior marca. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

SC TORONTO

Creditos: DR
S. C. Braga - Bétis
Tudo em aberto para a 2ª mão
S.C. Braga 1 Real Betis Balompié 1
O sonho de atingir, pela segunda vez na história do clube, as meias-finais da Liga Europa está bem vivo em Braga. A equipa arsenalista empatou com o Bétis (1-1) na Pedreira e vai decidir o futuro europeu na Andaluzia, depois de um encontro em que os guerreiros se bateram olhos nos olhos com o atual quinto classificado do campeonato espanhol.
Mesmo sem contar com a magia de Zalazar, lesionado, o Braga mostrou inspiração que chegue desde o apito inicial, com Gabri Martínez e Pau Víctor a combinarem bem para um remate de Ricardo Horta que merecia melhor destino. O cronómetro marcava apenas cinco minutos quando os mais de 20 mil adeptos presentes no anfiteatro minhoto festejaram um incrível golo de calcanhar de Grillitsch, após pontapé de canto de Diego Rodrigues. O duelo estava frenético e Bartra ainda empatou de imediato, mas estava em fora de jogo, antes de Diego Rodrigues se lesionar e dar lugar a João Moutinho.
Um grande passe de Horta ofereceu uma chance de ouro a Pau Víctor, mas o ponta de lança perdeu-se em fintas e, na resposta, Bartra acertou no poste após um livre lateral. Os espanhóis carregavam e Hornicek teve de se aplicar para negar o empate a Ezzalgouli e, depois, o guarda-redes checo voou para uma enorme defesa a cabeceamento de Chucho Hernández. Apesar da pressão dos andaluzes, o intervalo até podia ter chegado com uma vantagem mais confortável do Braga, mas o excesso de cerimónia em frente à baliza e a falta de pontaria de Pau Víctor não deixaram.
O segundo tempo foi bem diferente do primeiro, com o Braga a controlar melhor as investidas adversárias e Grillitsch esteve muito perto do bis, num remate de fora da área bem travado por Pau López. Quando tudo parecia mais que controlado, um carrinho fora de tempo de Gorby resultou na grande penalidade que Chucho transformou no 1-1.
O Bétis pareceu, de imediato, satisfeito com o resultado e recuou as linhas, entregando o controlo ao Braga que, na verdade, pouco perigo conseguiu criar, à exceção de um cabeceamento de Niakaté, desviado por um defesa. Já nas compensação, Antony, lançado apenas na segunda parte, ficou a centímetros de um grande golo e da reviravolta na Pedreira, ficando tudo em aberto para a segunda mão.
JN/MS











Sporting segurou adversário e criou as melhores chances. Bragança distraiu-se e o Arsenal marcou.
Um golo de Havertz, já na compensação, permitiu o triunfo do Arsenal (0-1), no primeiro duelo dos quartos de final da Liga dos Campeões. Um golpe ao cair do pano, algo injusto pela exibição dos verdes e brancos que caíram pela primeira vez em Alvalade na prova, após cinco triunfos consecutivos. Num jogo muito tático, no qual as equipas privilegiaram a segurança defensiva, os londrinos dominaram no plano territorial perante um leão mais objetivo e que criou as melhores oportunidades. Maxi encontrou a barra a abrir e Geny, por duas vezes, e Suárez, também, viram Raya negar-lhes o sucesso perto do final.
O caminho da história já era difícil e tornou-se ainda mais complexo. Porém, o

F. C. Porto empata com o Nottingham com autogolo caricato

segundo poste onde surgiu William Gomes a marcar o primeiro da noite.
Um golo de William Gomes e um autogolo de Martim Fernandes ditaram o empate entre F. C. Porto e Nottingham Forest, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa. Os dragões tiveram mais oportunidades, mas não conseguiram melhor do que a igualdade que deixa tudo em aberto para a partida da próxima semana, em Inglaterra.
Francesco Farioli fez várias alterações no onze em relação ao empate frente ao Famalicão e o F. C. Porto entrou muito bem na partida, desperdiçando duas claras oportunidades nos primeiros dez minutos. Pouco depois, aos 11, uma grande jogada de Pablo Rosario permitiu a Gabri Veiga cruzar ao
A felicidade no Dragão durou muito pouco e o empate surgiu num lance absolutamente caricato. A tentar atrasar a bola para Diogo Costa, Martim Fernandes calculou mal a força e acabou por marcar um autogolo. A noite dio lateral direito foi de mal a pior e, aos 19 minutos, teve de ser substituído após sofrer uma lesão no tornozelo direito.
A segunda parte começou com William a falhar o alvo e Diogo Costa a ter de se aplicar para travar o remate de McAfee e, aos 63 minutos, o Nottingham chegou festejar a reviravolta mas o lance foi anulado por falta de Igor Jesus. William Gomes ainda teve mais duas excelentes chances para garantir vantagem para a segunda mão, mas Ortega defendeu o remate de William e Froholdt, após assistência de calcanhar de Pepê, falhou por pouco o alvo.
JN/MS
duelo entre os dois conjuntos revelou também que o sonho das meias-finais ainda sobrevive e que o leão está vivo para lutar pela passagem em Londres.
O Sporting entrou embalado pela atmosfera de Alvalade. Maxi fez abanar a barra e as bancadas leoninas. Diomande havia sido o autor insuspeito da assistência perfeita. A ameaça aqueceu o ambiente, já de si efervescente, ainda acentuado por um raide vertiginoso de Geny Catamo que ameaçou Raya. Os gunners reagiram e passaram a pressionar muito alto para inverterem o cenário. A equipa realizou uma circulação lenta, numa ação quase sonolenta e irritante. Só que sempre com sentido e à espera do momento certo para desferir o golpe sobre a área leonina. Madueke foi o eleito para desequilibrar Maxi, ou provocar o uruguaio a cair na tentação da falta para aproveitar as bolas paradas. As marcações impunham-se
com enorme rigor, num cenário que, por vezes, fez lembrar muitos embates táticos de futsal. Os ingleses dominavam territorialmente, mas sem ameaçar Rui Silva, a não ser nas bolas paradas. Na etapa complementar, o leão solidário a defender soltou-se mais e Trincão ameaçou Raya. Zubimendi ainda marcou, mas o lance foi anulado por fora de jogo de Gyokeres. Na fase final, o Sporting, já com Nel em campo, esteve perto do triunfo. Geny fez brilhar Raya por duas vezes, que ainda mergulhou de forma corajosa para impedir Luis Suárez de marcar. Um sinal de vida da equipa, infelizmente traída pelo golo de Havertz, nos descontos. Daniel Bragança distraiu-se e o Arsenal, como avisou Rui Borges, fez mossa num milésimo de segundo. JN/MS



FC Porto 1
Nottingham Forest F.C. 1
Creditos: DR
Dragão de sorriso amarelo perde um crédito na luta
FC Porto 2
F.C. Famalicão 2
Golo de Fofana aos 90+1 minutos parecia ter acelerado o F. C. Porto na autoestrada do título, mas Rodrigo Pinheiro, aos 90+9, gelou a Invicta.
OF. C. Porto desperdiçou um dos créditos que tinha na luta pelo título ao empatar, em casa, com o Famalicão, num duelo absolutamente frenético e que teve dois golos nas compensações. A equipa de Francesco Farioli pode ver o Sporting, caso vença o jogo em atraso com o Tondela (29 de abril), ficar a dois pontos da liderança do campeonato e as últimas seis jornadas prometem ser escaldantes.
O Famalicão deu espetáculo na primeira parte e apenas Diogo Costa foi mantendo o marcador a zero, enquanto o F. C. Porto precisou de meia hora para criar perigo e apenas mais seis minutos para marcar: Alberto Costa estava no sítio certo para apro-
veitar um mau alívio ao soco do guarda-redes Carevic.
A primeira parte não terminou sem mais uma boa defesa de Diogo Costa e uma má decisão de Pepê - rematou por cima quando tinha Pietuszewski em boa posição - e a verdade é que o segundo tempo foi bastante diferente. Os dragões controlaram melhor a posse de bola, mas viram Sorriso empatar, de cabeça, após mais uma defesa impossível do guarda-redes azul e branco ao cabeceamento de Elisor.
A equipa de Farioli carregou em busca do segundo, mas, na verdade, poucas ocasiões conseguiu criar, até que Fofana, aos 90+1 minutos, decidiu ser feliz e levou o Dragão à loucura, que acabaria por se transformar num autêntico balde de água fria quando Rodrigo Pinheiro, que fez parte da formação no F. C. Porto, rematou aos 90+9 para o 2-2 final, com a bola ainda a embater no poste antes de deixar o anfiteatro azul e branco mergulhado num silêncio poucas vezes visto esta época.
JN/MS

DR
Benfica tropeça e empata frente ao Casa Pia
Casa Pia A.C. 1
S.L. Benfica 1
Encarnados chegaram a estar em vantagem, com um golo de Richard Rios mas deixaram-se empatar, com um tento de Rafael Brito.
OBenfica desperdiçou a oportunidade de se aproximar da liderança ao empatar (1-1) no terreno do Casa Pia, num encontro, que fechou a jornada 28, marcado pelo equilíbrio e pela resistência dos gansos. Depois do empate do F. C. Porto nesta ronda frente ao Famalicão, os encarnados podiam encurtar distâncias, mas esbarraram na organização defensiva adversário..
A equipa de José Mourinho dominou largos períodos, criou várias ocasiões e chegou à vantagem aos 68 minutos, por Richard Ríos, de cabeça, após assistência de Schjelderup. Até aí, Pavlidis, Rafa e o próprio Ríos já tinham ameaçado, sempre travados por Sequeira.
O Casa Pia, a lutar pela permanência, reagiu e cresceu na segunda parte. Aos 78 minutos, Rafael Brito aproveitou uma sobra na área e restabeleceu a igualdade, premiando a maior ousadia dos locais nessa fase.
Até final, o Benfica voltou a carregar, mas sem eficácia, deixando fugir dois pontos num campo onde já tinha perdido na última visita e adiando a aproximação ao topo.
O treinador dos encarnados foi muito crítico com a equipa reconhecendo que a possibilidade de lutar pelo título fica praticamente impossível, apontando as dificuldades de poder lutar pelo segun-

do lugar. "Diria que perdemos as últimas possibilidades que teríamos de lutar pelo título", afirmou, reconhecendo também que a equipa "deixa de depender de si própria na disputa pelo segundo lugar" JN/MS
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José Mourinho foi muito crítico com os jogadores (Lusa)
29ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
10/04
FC Famalicão 20:45 Moreirense 11/04
AFS 15:30 Vitória SC
Santa Clara 18:00 Rio Ave
Est. Amadora 20:30 Sporting 12/04
FC Alverca 15:30 Casa Pia AC
SC Braga 18:00 FC Arouca
Benfica 18:00 Nacional
Estoril Praia 20:30 FC Porto 13/04
CD Tondela 20:15 Gil Vicente
II LIGA - CLASSIFICAÇÃO
29ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 10/04
FC Felgueiras 18:45 Paços Ferreira 11/04
FC Penafiel 11:00 Académico
Farense 14:00 Sporting B
GD Chaves 18:00 Torreense
Benfica B 18:00 UD Leiria 12/04
Feirense 11:00 FC Vizela
Marítimo 14:00 Portimonense
Leixões 15:30 UD Oliveirense 13/04
Lourosa 18:00 FC Porto B

O Sporting recebeu e venceu o Santa Clara, em Alvalade, por 4-2. Os leões até estiveram em desvantagem no marcador, mas deram a volta e somaram mais três pontos na luta pelo campeonato.
O cronómetro apontava três minutos quando o Santa Clara gelou Alvalade no regresso da competição após a paragem internacional. Numa jogada bem combinada dos açorianos, eis que surgiu Gustavo Klishmahn dentro a área para fuzilar sem dó a baliza defendida por Rui Silva.
No entanto, a resposta leonina não tardou. Pedro Gonçalves (21 m), de penálti, Daniel Bragança (39 m) e Francisco Trincão (42 m) trataram de consumar a reviravolta antes do descanso.
Na segunda metade, o Santa Clara não virou a cara à luta e ainda reduziu por Gonçalo Paciência (88 m). Marcou, não valeu, mas acabou por festejar pouco depois. Dentro da área, o avançado português tricoteou a defesa leonina e rematou para encurtar distâncias e manter os forasteiros vivos no jogo.
Com o resultado em aberto, foi Rafael Nel (90+4 m), em estreia a titular e dia de aniversário, a fechar o resultado para os verdes e brancos com um remate cruzado.
Assim sendo, o Sporting chega aos 68 pontos e encurta, à condição, a distância para o F. C. Porto. Já o Santa Clara, de Petit, permanece no 14.º lugar, contudo, consegue manter uma certa distância da linha de água.

COACHES WANTED
Daniel Bragança foi capitão e marcou um dos golos dos leões. (Patrícia de Melo Moreira/AFP)
SURF
«Inacreditável» estreia de Francisca Veselko no circuito mundial de surf

A surfista portuguesa Francisca Veselko teve uma estreia vitoriosa no circuito mundial (World Surf League, WSL), ao vencer a sua primeira bateria no icónico Rip Curl Pro Bells Beach, na Austrália. A surfista de 22 anos não escondeu a emoção e descreveu o momento como «inacreditável».
Acampeã mundial de juniores de 2022 superou a costa-riquenha Brisa Hennessy, somando 12,67 pontos (com ondas de 6,67 e 6) contra os 9,10 da adversária, garantindo assim a passagem à
fase seguinte da competição.
«Há anos que vejo isto, e é de loucos estar aqui agora, a disputar a minha primeira bateria. É inacreditável, estou demasiado feliz neste momento. Nada se compara a esta sensação. Estou onde sempre sonhei estar», afirmou a jovem surfista. Veselko, conhecida como Kika, recordou a natureza imprevisível da modalidade, mencionando a recente desilusão em Newcastle, onde foi eliminada precocemente. «O surf leva-nos por tantos altos e baixos», explicou, sublinhando a importância de manter o foco para os próximos desafios. Na segunda ronda, Veselko enfrentará a havaiana Gabriela Bryan, terceira classificada do circuito em 2025.
O dia teve, no entanto, um desfecho diferente para a outra rookie portuguesa em prova, Yolanda Hopkins. A atleta foi eliminada pela australiana Sally Fitzgibbons. Hopkins, que foi quinta classificada em Tóquio2020 e nona em Paris2024, obteve 9,60 pontos, insuficientes para bater os 11,84 da veterana australiana.
A presença de Hopkins e Veselko marca o regresso de Portugal ao mais alto escalão do surf mundial, desta vez na competição feminina. Recorde-se que, no masculino, Tiago Pires (entre 2008 e 2014) e Frederico Morais (em 2017, 2018, 2021, 2022 e 2024) já tinham representado as cores nacionais. As duas surfistas garantiram a qualificação após terminarem em segundo e quinto lugar, respetivamente, no Challenger Series de 2025.
O Rip Curl Pro Bells Beach é a primeira de 12 etapas do circuito e tem um período de espera que decorre até 11 de abril. O circuito mundial passará por Portugal, em Peniche, entre 22 de outubro e 1 de novembro.
A Bola/MS
HÓQUEI EM PATINS
Portugal vence a Espanha e fica com as amêndoas
Diz o ditado popular que não há duas sem três, mas neste caso aplica-se o não há uma sem duas! Depois de na Sexta-feira Santa ter vencido a Espanha, por 5-4, a Seleção Nacional, que perdeu o acesso à final da Taça das Nações (vulgo Torneio de Montreux) ao baquear, por 1-3, diante da Argentina, voltou a superar nuestros hermanos, agora por 3-2, e conquistou o terceiro lugar nesta 70.ª edição da competição.
Países com mais triunfos na competição - 19 para Portugal e 17 para Espanha -, o duelo ibérico sorriu, outra vez, ao conjunto de Reinaldo Ventura, selecionador que viu a Espanha adiantar-se no marcador e outra vez ao minuto 18 — recorde-se que no sábado Xano Edo foi batido duas vezes nesse mesmo minuto frente ao conjunto sul-americano —, golo de Martí Casas.
Na etapa complementar, a Seleção chegou ao empate, por Gonçalo Alves, mas dois minutos depois, aos 37, Iván Morales voltou a adiantar a Espanha no marcador.
Porém, aos 39’, Hélder Nunes voltou a estabelecer o empate, desfeito, agora a favor das cores portuguesas, por Gonçalo Alves, eficaz na hora de punir a 10.ª falta de Espanha.
Faltavam cinco minutos, Espanha jogou dois deles em superioridade numérica fruto do cartão azul a Carlitos, mas no final foi Portugal a ficar com as amêndoas. O folar, esse, foi para Itália ou Argentina, que entraram em rinque pelas 20h30 para a final da competição.
A Bola/MS

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MLSE taps Neil Glasberg to lead high-stakes front office search
The Toronto Maple Leafs are at a pivotal crossroads, and Maple Leaf Sports & Entertainment (MLSE) CEO Keith Pelley is taking a specialized approach to find the team's next hockey architect. To navigate this critical hire, MLSE has retained Neil Glasberg, founder of PBI Sports and Entertainment, to manage the search for a new head of hockey operations.
Glasberg is a power player in the hockey world, known for a diverse portfolio that includes representing NHL heavyweights like Rangers coach Mike Sullivan and Oilers GM Stan Bowman. Through his boutique firm, The Coaches Agency, Glasberg specializes in moving teams away from "old boys' club" hiring practices. His philosophy, according to the firm, emphasizes competencies and evidence-based qualifications over personal networks—a departure to the traditional hiring of a friend or tapping into the boy’s club so to speak.
This partnership aligns perfectly with Pelley’s vision for a modernized front office. Following the March 30 firing of Brad Treliving, Pelley has been vocal about wanting a "data-centric" leader. He insists that every decision must be grounded in evidence, citing the recent analytics-heavy rebuild of Toronto FC as the blueprint for the Maple Leafs' future.
The Conflict and the Candidates
Despite Glasberg’s track record with the Flyers, Canucks, and Ducks, his in-
volvement has raised eyebrows across the NHL. Critics point to a potential conflict of interest, as Glasberg represents several individuals who could be candidates for the very roles he is vetting. While this doesn't violate NHL regulations, it adds a layer of complexity to a search that Pelley describes as "wide open."
One name gaining significant traction is Florida Panthers assistant GM Sunny Mehta. A two-time Stanley Cup winner with a master’s degree in data science, Mehta fits Pelley’s "evidence-based" criteria perfectly. Other names circulating in the hockey ether include:
• Former GMs: Mike Gillis, Dean Lombardi, and Peter Chiarelli.
• The Analytical Edge: John Chayka.
• The Icon: Hall of Famer Chris Pronger.
A Rapid Timeline
With a target hire date of mid-May, the clock is ticking. Glasberg’s role is not to choose the winner, but to build a rigorous framework that ensures the final candidate can "hit the ground running."
As MLSE prepares for a busy spring, the union between Pelley’s data-driven mandate and Glasberg’s vetting process marks a new, more clinical era for the Maple Leafs' management.
RS/MS
A divided loyalty Frustrated fans pivot from Leafs to Jays
If the first week of April is any indication, Toronto is undergoing a rapid demographic shift from a hockey hotbed to a baseball town. Following a demoralizing stretch for the Maple Leafs—capped by a wild 7-6 overtime collapse against the Los Angeles Kings and a flat 5-1 loss to the Blues— fans appear to have reached a collective breaking point.
While the Leafs enter a precarious "tanking" conversation with eyes on a bottom-five finish, the vibes at the Rogers Centre couldn’t be more different. The Blue Jays opened their 50th anniversary season by sweeping the Athletics in dominant
BASEBALL Jays Ponce done for the season with injury
Blue Jays fans are reeling from the news that starter Cody Ponce will miss the remainder of the season following a catastrophic injury in his regular-season debut. The Jay’s medical team confirmed a torn right anterior cruciate ligament (ACL) requiring surgery. With an estimated recovery time of up to six months, Ponce’s highly anticipated return to the Majors has been cut short almost as immediately as it began.
A return interrupted
Ponce’s return to Toronto was a testament to international perseverance. After dominant campaigns in Japan’s NPB and South Korea’s KBO—most notably an all-star 2025 campaign with the Hanwha Eagles where he posted a 1.89 ERA and 252 strikeouts—he transformed that success into a lucrative three-year, $30 million contract with the Jays.
Expectations were sky-high after a near-flawless Spring Training, where he maintained a 0.66 ERA. However, the "curse" of the Blue Jays' rotation seemed to strike on March 31st. While facing the Colorado Rockies, Ponce collapsed mid-delivery, exiting the game after failing to complete even three innings.
Global reaction
The news echoed across three countries, sparking deep sympathy from fans in Korea and Japan who had watched his rise. Japanese media outlet The Answer highlighted the "unlucky" nature of the injury, noting the bittersweet timing of the news breaking just as the Dodgers and Blue Jays were set to headline the week’s headlines.
Hope amongst despair
Despite the bad news, Ponce’s outlook remains positive and resilient. Going onto social media to address the Toronto fans, he expressed disappointment but also vowed to return to playing. "I didn’t expect it to start like this. But I love this team and my teammates so much. The best stories always begin with a twist."
For a pitcher who reinvented himself overseas to earn a second chance in the majors, this injury is a cruel setback. However, if his career trajectory has proven anything, it is that Ponce excels at navigating the long road back. While the Blue Jays must now scramble to fill a massive hole in their rotation, the focus remains on Ponce’s recovery and the eventual "twist" in his comeback story.
RS/MS

confusion,
fashion. From Kevin Gausman’s franchise-record 11 opening-day strikeouts to newcomer Kazuma Okamoto’s walkoff heroics, the Jays are providing the local faithful with something the hockey club currently cannot: consistent momentum.
The contrast is becoming impossible to ignore in the city’s sports bars. As the Leafs struggle to find a defensive identity late in the season, the Blue Jays have stepped into the spotlight as the city’s primary source of optimism. For the frustrated "Blue and White" faithful, the change of seasons hasn't just brought warmer weather—it has brought a much-needed change of pace.
MS
Luis Camara Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

Província aprova plano para o crescimento e desenvolvimento de Mississauga
O Governo de Ontário aprovou o novo Plano Oficial de Mississauga, um marco importante na definição do crescimento e desenvolvimento futuro da cidade até 2051. Todas as novas candidaturas de desenvolvimento serão agora obrigadas a ser consistentes com o novo plano.
“Este é um momento de orgulho para Mississauga, com a aprovação do nosso novo Plano Oficial e o encerramento do processo de revisão”, afirmou Andrew Whittemore, comissário de planeamento e construção.
“Estou confiante de que, à medida que o desenvolvimento avance em linha com este plano, ajudará a fortalecer a nossa economia, a proteger o nosso ambiente e a criar uma cidade mais completa e habitável para as gerações vindouras.”
As políticas do novo plano visam:
• Incentivar mais habitação, permitindo autorizações para mais de 370.000 novas unidades residenciais em toda a cidade até 2051, incluindo mais habitação ao longo de corredores de transporte e densidade moderada em bairros;
• Criar comunidades de uso misto, ligando os residentes aos serviços e comodidades de que mais dependem;
• Apoiar o crescimento económico e do emprego, permitindo uma gama mais ampla de utilizações em
áreas-chave de emprego, ao mesmo tempo que protege as utilizações industriais da conversão residencial;
• Melhorar as opções de transporte, expandindo a infraestrutura para caminhadas, ciclismo e transportes

Creditos: DR
públicos para reduzir o congestionamento e melhorar a conetividade;
• Reforçar as proteções ambientais, culturais e patrimoniais.
O Plano Oficial também descreve onde o desenvolvimento deve ocorrer e quais as infraestruturas e comodidades necessárias para criar “uma cidade completa e habitável”. Os planeadores e funcionários municipais ouviram milhares de residentes e empresas sobre as principais prioridades, incluindo habitação, transportes, criação de emprego, património, diversidade, infraestruturas e proteção ambiental; o conselho municipal aprovou o plano em 2025.
O plano entrou em vigor após o Aviso de Decisão da Província; no entanto, os funcionários estão a consolidar as modificações emitidas pelo Ministério como parte da sua aprovação. Uma versão final e consolidada do plano será publicada no website do Plano Oficial da cidade nas próximas semanas.
CityNew/MS
Vendas de casas na Grande Toronto aumentam em termos homólogos pela primeira vez em seis meses: TRREB
As vendas de casas na Área da Grande Toronto (GTA) aumentaram em termos homólogos em março pela primeira vez em seis meses, enquanto os preços médios de venda voltaram a baixar.
OConselho Regional de Imobiliário de Toronto (TRREB) afirmou que 5.039 casas mudaram de mãos em março, um aumento de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, marcando o primeiro aumento desde setembro passado. As vendas também aumentaram 1,4% em relação a fevereiro, numa base ajustada sazonalmente.
O presidente do TRREB, Daniel Steinfeld, afirmou ser um sinal “encorajador” ver a atividade começar a crescer, sugerindo que mais agregados familiares procuram tirar partido da melhoria da acessibilidade financeira. “Notícias positivas sobre o comércio e questões geopolíticas ajudariam a melhorar a confiança dos consumidores e as vendas de casas nos próximos meses”, afirmou Steinfeld num comunicado à imprensa.
Ainda assim, a procura é relativamente contida, uma vez que muitos potenciais
compradores permanecem cautelosos, afirmou Vy Ngo, representante de vendas da Big City Realty Inc. Ela referiu que, com a guerra do Irão em curso e a incerteza comercial ainda latente, muitos não estão prontos para sair da margem. “No geral, continua calmo”, disse Ngo. “Obviamente, os dois primeiros meses, janeiro e fevereiro, foram muito, muito lentos. Acho que o tempo não ajudou. Em março, notei que mais compradores começaram a aparecer, mas ainda não ultrapassámos a barreira.”
O preço médio de venda caiu 6,7% em relação a março de 2025, fixando-se em 1.017.796$, e o preço de referência composto, destinado a representar a casa típica, caiu 7,4% em termos homólogos. Os preços de venda permaneceram relativamente estáveis numa base mensal ajustada sazonalmente.
À medida que o mercado habitacional de primavera se desenrola, a TD Economics baixou drasticamente a sua previsão nacional de vendas e preços para 2026, afirmando que já não espera que nenhum dos dois suba este ano. Uma economia contida, a incerteza acentuada e as pressões contínuas sobre o custo de vida estão a pesar no
mercado, refere o seu relatório recente; os economistas do banco esperam agora que as vendas caiam 1,8% em termos homólogos, em média, e que os preços das casas baixem 0,3% a nível nacional.
Em dezembro, o TD tinha previsto um ganho homólogo de 9,3% nas vendas de casas para 2026, bem como um aumento de 4,1% nos preços médios. Ngo disse acreditar que a atividade poderá arrefecer ainda mais este ano se o preço da gasolina e de outros bens básicos continuar a subir devido à guerra no Médio Oriente. “Acho que 2026 será pior do que 2025, a menos que haja alguma notícia importante e boa”, afirmou. “Apenas sei que não estamos no fundo do mercado, por isso [os compradores] são mais cautelosos. Não sei quanto tempo levará. Ninguém tem uma bola de cristal.”
Por enquanto, os compradores estão a beneficiar de um “poder de negociação substancial” no preço, disse o diretor de informação do TRREB, Jason Mercer. “Isto explica por que razão o preço de referência e o preço médio de venda baixaram em termos homólogos”, disse ele. “No entanto, se as condições de mercado continuarem
a apertar, como aconteceu em março, os preços de venda poderão começar a estabilizar à medida que avançamos pelo resto de 2026.”
Houve 14.442 novas listagens no mercado em março, uma queda de 16,7% em relação ao ano passado. O inventário diminuiu 8%, com um total de 21.596 listagens ativas em toda a GTA. Houve 1.913 vendas no mês passado na Cidade de Toronto, um aumento de 0,9% em relação a março de 2025. No resto da GTA, as vendas de casas subiram 2,1%, para 3.126. As casas isoladas registaram o maior aumento nas vendas homólogas, subindo 5,2% em toda a região. Houve também mais 1,7% de vendas de condomínios em comparação com o mesmo mês do ano passado. Entretanto, o mercado de casas geminadas caiu 6,9% em termos homólogos, enquanto as moradias em banda (townhouses) registaram menos 1,7% de vendas.

Crónica ao contrário: HUMOR COM REALIDADE
Rómulo Medeiros Ávila

Despertador, Ego, (falta de) Cultura e Hipocrisia
A vida está cheia de pequenos dramas que parecem banais, mas que, quando observados de perto, tornam-se verdadeiros espetáculos de comédia. Entre a fé que se torna espetáculo, os heróis do “eu faço tudo sozinho”, embalagens que desafiam a lei da física e despertadores que conspiram contra nós, descobrimos que a humanidade é, acima de tudo, divertida e contraditória.
Os católicos de “Páscoa”...
Passou a Páscoa e os católicos de mesa cheia são o retrato mais irónico desta vida: passam o ano mergulhados em pequenas falcatruas, fofocas de corredor, e hipocrisias domésticas, mas chega a Páscoa e lá estão eles, ajoelhados diante da cruz, enxugando lágrimas como se fossem anjos encarnados. Entre pedaços de cordeiro ou de vaca e sobremesas que dariam inveja a qualquer convento, a fé vira espetáculo, uma verdadeira exibição de moral seletiva. Julgam vizinhos com a mesma rapidez que inventam um boato ou esquecem de devolver o troco, sempre com aquela convicção digna de sermão, cheia de teatralidade. É a fé em contraste com a vida, tão humana quanto contraditória, temperada com pitadas de gula e fofoca. E, ironicamente, muitos daqueles de mãos postas sobre o peito são justamente os que no dia a dia não seguem o que Jesus veio ensinar: continuam mesquinhos, prontos para o maldizer, para a fofoca e para mexericar sobre a vida alheia. Hoje, invento um mandamento novo: vivam a sua vida e deixem a dos outros, porque Jesus ´tá vendo.
O clube dos “Eu Faço Tudo Sozinho”...
Há pessoas que nasceram para brilhar… ou para nos fazer rir às custas da própria arrogância. São os autoproclamados “fazem-tudo-sozinhos”, especialistas em transformar a vida num espetáculo de força de vontade que, na prática, é só teimosia e falta de noção.
Vê-los no supermercado é um caso de estudo. Transportam quatro sacos de compras, uma criança a chorar, o cachorro do vizinho e, ao mesmo tempo, tentam abrir a porta do carro com a chave que insiste em fazer birra. E, se lhe ofereces ajuda? “Não, não, eu consigo!” — diz ele com aquele sorriso entre heróico, masoquista e, às vezes, machista. Depois de cinco minutos de contorcionismo digno de circo, lá consegue… só para tropeçar na própria sacola e espalhar feijão pelo chão. Mas orgulhoso, claro. Porque pedir ajuda é coisa de fracos. “Eu faço tudo sozinho, diz ele!”. No trabalho, a história repete-se. Tarefa impossível? “Deixa comigo, eu resolvo!” E lá estão eles, teclado a pingar café, pasta a desaparecer do ecrã, e o Excel a gritar por misericórdia. Tudo controlado… na imaginação. Porque, na realidade, o “eu faço tudo sozinho” tem a mesma eficácia que um guarda-chuva furado num vendaval. Ninguém é bom sozinho, fica a dica.
O ápice da comédia acontece quando a vida decide dar-lhes uma rasteira: o carro não arranca, a torrada cai com a manteiga virada para o chão, e o gato decide que é hora de escalar a cortina ou.. falta ali uns dólares para cumprir algum sonho. É nesse instante que, pela primeira vez, se ouve um murmúrio quase humano: “Hum… talvez… só desta vez… eu precise… de ajuda.” Mas não se enganem: no minuto seguinte já estão a recompor-se, a erguer o queixo e a afirmar para todos os que ainda respiram: “Eu controlo tudo. Sempre.”
No fundo, estes heróis do “faço tudo sozinho” são uma dádiva: lembram-nos de rir da vida e de nós próprios. Porque por mais que se esforcem, por mais sacolas que carreguem ou tarefas impossíveis que abracem… a realidade insiste em mostrar que todos precisamos de alguém… mesmo que seja só para apanhar o feijão que caiu. E, claro, nunca se esqueçam: nunca digam isso a eles. Senão quebram o ego em mil pedacinhos.
O drama da embalagem invencível
Eu juro que não sou fraco… mas aquela embalagem de bolachas parecia protegida por soldados do exército suíço. Primeiro, tentei abrir com a unha. Resultado: unha lascada e zero bolachas. Então usei a tesoura. Resultado: uma espécie de explosão controlada, bolachas a voar pelo teclado e eu a parecer protagonista de um filme de ação. Não satisfeito, recorri à faca de cozinha. Nessa altura, a embalagem já me olhava com desprezo, como se soubesse todos os meus segredos e estivesse prestes a revelá-los ao mundo. Finalmente, com um último golpe, consegui abrir. Vitória? Quase. Porque as bolachas, traumatizadas pela violência, estavam partidas. E então perguntei-me: por que é que as empresas fazem embalagens que mais parecem cofres de banco? Será um teste de paciência? Um plano secreto para exercitar a coordenação motora? Ou apenas uma conspiração para nos fazer comprar mais bolachas, já que algumas acabam sempre esmagadas?
No fim, comi os pedaços partidos e prometi a mim mesmo que da próxima vez tentaria abrir com diplomacia, chá de camomila e, quem sabe, até música suave. Mas todos sabemos que, no próximo pacote, a guerra recomeçará.
O drama dos cinco minutos...
O despertador toca e o meu cérebro entra em modo soneca eterna… como se a manhã fosse uma conspiração pessoal. Cada toque é uma batalha: tento levantar-me, mas a cama transforma-se num íman. Já tentei técnicas sofisticadas: colocar o despertador longe, usar música animada, até pedir à Alexa para me acordar com elogios motivacionais. Nada funciona. Quando finalmente me levanto, percebo que já é tarde, o café está frio e a roupa… bem, digamos que estou a vestir criatividade em vez de camisa. A conclusão? O despertador não é o meu inimigo. O meu inimigo é o sono que
insiste em me segurar como se eu fosse um objecto de museu. No próximo capítulo da guerra matinal, estou a considerar negociar com ele: um acordo de “mais 5 minutos” por dia.
Os donos da cultura... Sabem aqueles que se dizem “donos da cultura portuguesa”? Ah, eles existem! Andam por aí a corrigir tudo: “Isso não é folclore verdadeiro!”, “Fado tem de ser triste, não pode ser alegre!”, “Poesia? Só com rimas antigas, nada de modernices!”… Mas a verdade é que cultura não é propriedade privada, é buffet aberto: todo o mundo prova, mistura e sai com a boca cheia.
E o mais engraçado é quando tentam reproduzir tradições e erram redondamente. Já viram alguém a dançar o vira com sapatos de dança clássica? Ou a cantar Coimbra no estilo fado de Lisboa? É como tentar fazer pastel de nata com Nutella: sai estranho, mas todos riem e… acabam a comer na mesma. No fundo, estes “donos” confundem cultura com colecionáveis: querem ter selo de autenticidade, enquanto a própria cultura se ri deles. Folclore, fado, poesia, memes, tudo se mistura, e eles só ficam a olhar, espantados. Porque a cultura é de todos, é como o vento ou o rio Douro: ninguém segura, ninguém é dono. Mas se é de todos, que seja também respeitada e dignificada. É que todos podem usar o “coração de Viana” ou “muito ouro”, mas pelo menos informem-se de como se usa e quem pode usar e quando, já agora. É só uma sugestão!
Sejam felizes. E riam muito, não precisa é ser uns dos outros!
“Não
o façam!”

Vânia Sá, antiga concorrente do "Secret Story", empresária e criadora de conteúdo digital tem visto fãs e admiradores aproximarem-se de si para conhecerem a bebé Leonor, de apenas três meses, acabando por tocar nas mãos da menina. "Pessoas, nós sabemos que é tentador quando vocês conhecem a Leonor na rua, por acaso, pôr a mão nas mãos dela como se tivessem a ser queridas/os! NÃO O FAÇAM! Ela está na fase de meter as mãos constantemente à boca e é uma falta de educação, se não for família, fazê-lo sem sequer pedir!”

A cantora Lady Gaga cancelou o concerto que tinha marcado para segunda-feira, dia 6 de abril. "Olá a todos. Lamento muito ter que vos informar que não vou conseguiu atuar esta noite e tenho de cancelar o espetáculo. Tenho estado a lutar contra uma infeção respiratória nos últimos dias e feito tudo o que posso para descansar e recuperar, mas o meu estado piorou. O meu médico aconselhou-me vivamente a não atuar hoje e, para ser sincera, também acho que não iria conseguir dar-vos um espetáculo com a qualidade que merecem", acrescentou.

A influencer Helena Coelho utilizou a sua página de Instagram para fazer um importante alerta. A sua voz está a ser usada sem autorização para um anúncio de uma peça de roupa que circula nas redes sociais. A criadora de conteúdos digitais partilhou o conteúdo audiovisual em questão onde é possível ouvir a sua voz na perfeição. "Denunciem isto por favor, é a minha voz em Inteligência Artificial e estão a fazer anúncio sem a minha autorização há um mês sem parar”.

Katia Aveiro chegou a Lisboa nas últimas horas, para matar saudades de Portugal e estar com familiares e amigos. Através das redes sociais, a empresária e irmã de Cristiano Ronaldo tem mostrado tudo sobre a passagem por Lisboa. No decorrer do dia de segunda-feira, 6 de abril, Katia Aveiro partilhou um vídeo no qual a mãe, Dolores Aveiro, aparece deitada na cama. "Eu vim visitar a minha mãe a casa e a minha mãe recebe-me deitadinha na cama. E eu disse: mãe, estás deitada na cama a esta hora? E ela disse: eu vou para a rua com este frio?", contou a empresária e criadora de conteúdo digital. As imagens terão sido captadas entre as 17h00 e as 18h00, uma vez que a mãe de Cristiano Ronaldo estava deitada na cama a ver a novela "Força de Mulher" - que está em exibição na SIC neste horário. "Está ela ali sentadinha, a Flávia [amiga de Katia] está ali. Estamos a fazer uma visita. Ela é o museu e nós estamos aqui a admirar a obra de arte", brincou Katia, referindo ainda a presença do filho mais velho, Rodrigo, deitado na cama ao lado da avó. O vídeo divulgado por Katia Aveiro mostra ainda detalhes da casa de dona Dolores em Lisboa, nomeadamente a decoração do quarto da matriarca da família Aveiro. A irmã de Cristiano Ronaldo fez questão de filmar os quadros que a mãe tem no quarto. "Olha ali o meu paizinho querido, a minha mãe, o Cristiano", disse, filmando os retratos.

A influencer brasileira Virgínia Fonseca completou 27 anos na segunda-feira, 6 de abril. A empresária passou o dia de anos em Madrid, Espanha, ao lado do namorado, o jogador de futebol Vinícius Júnior que mora na cidade espanhola. O jogador do Real Madrid fez questão de afirmar publicamente o seu amor pela companheira e partilhou várias fotos românticas dos dois, com uma declaração de amor na legenda da partilha. "Feliz aniversário, meu amor. Que seja um dia lindo e abençoado. Você merece as melhores coisas deste mundo. Especialmente saúde, para que possa cuidar dos seus filhos, da sua família, da sua empresa e do Vini, né, da melhor maneira que só você sabe fazer. Sucesso, sabedoria e felicidade para você seguir conquistando o mundo", começou por escrever o atleta. "Siga sendo essa pessoa única: uma mãe maravilhosa, uma empresária de alto nível e uma mulher que não mede esforços para que todos à sua volta estejam felizes. Muito obrigado pela companhia, pelos momentos e pelas risadas. Como é bom te ter por perto... Nunca perca sua essência. Te amo", disse ainda o futebolista. A declaração de amor do jogador foi elogiada mas alguns fãs que também repararam que esta surge numa altura em que a imprensa brasileira aponta uma crise entre o casal.

A atriz Tori Spelling, quatro dos seus filhos e ainda três amigos estiveram envolvidos num acidente de carro na passada quinta-feira, 2 de abril. "Aconteceu muito rápido e foi assustador. Estão ainda todos bastante abalados e sofreram ferimentos leves. A Tori acha que todos tiveram muita sorte de não ter sido pior", explicou a fonte. A família também se sentiu muito grata por "terem conseguido passar a Páscoa juntos", adianta a publicação. A atriz de "Febre em Beverly Hills" de 52 anos, e quatro dos seus filhos (Tori tem cinco filhos) foram levados para o hospital no passado dia 2 de abril depois de se terem envolvido num acidente de carro em Temecula, Califórnia, a 130 quilómetros de Los Angeles, refere a People. O Departamento do Xerife do Condado de Riverside confirmou que a polícia chegou ao local do acidente por volta das 17h45, onde encontraram dois carros com danos causados pela colisão. A atriz estava ao volante do carro, onde seguiram os filhos e ainda três amigos deles no momento do acidente. Tori Spelling e os restantes passageiros foram levados para o hospital em três ambulâncias diferentes, onde receberam tratamento para cortes, hematomas, contusões e concussões. O carro da artista foi atingido por um motorista em alta velocidade que, ao que parece, passou um sinal vermelho.
Acidente
Declaração de amor
Credito:
Credito:
Credito:
Visita
Burla
Doente
Credito: DR
Credito: DR
OLHAR COM OLHOS DE VER



Port Rowen congelado. Créditos: Stella Jurgen
Where every treat tells a story. Créditos: David Ganhao
Astro details. Créditos: Fa Azevedo
1. Ter parte em; partilhar;
2. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição;
3. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas;
4. Exprimir por meio de palavras;
5. Dizer quem é; determinar ou comprovar a identidade de (algo, alguém ou de si mesmo);
6. Não aprovar; recusar algo;
7. Tornar compreensível; esclarecer, elucidar, explicar;
8. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder;
das 11 diferenças

9. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa;
10. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo;
11. Voltar ao lugar de onde partiu; regressar;
12. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio;
13. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo).
14. Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se);
15. Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo;

C Q G M O S T A R D A C E K Q
O K C J P H J U C J A A R Z E
E C O E O C E B O L A N G B S N I R P I I S D L A A E A A C
T Q A T N E M I P C L L N U F
R U A T L U I R M I D A I N H O A R E B A I
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

Crepes Recheados com
Modo de preparação
Numa taça, bata os ovos com a farinha e o leite até obter uma massa lisa e sem grumos. Junte a manteiga derretida, tempere com sal e pimen-
Deixe a massa repousar 15 a 20 minutos para que os crepes fiquem mais macios e fáceis de trabalhar. Leve uma frigideira antiaderente ao lume médio e deixe aquecer bem.
Coloque uma concha de massa, rode a frigideira para espalhar bem, deixe cozinhar, vire e repita até terminar a massa.
Se necessário, unte ligeiramente a frigideira apenas antes do primeiro crepe.
Leve a manteiga ao lume médio até derreter. Junte a farinha e mexa bem para formar um roux. Acrescente o leite aos poucos, mexendo sempre até obter um bechamel cremoso e sem
Mexa sempre para evitar grumos e garantir um creme bem aveludado. Tempere com sal, pimenta e uma pitada de noz-moscada.
derretida
Recheio
• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 colheres de sopa de farinha
• 150 ml de leite
• 150 g de queijo fatiado
• 150 g de fiambre fatiado
• Sal e pimenta q.b.
• Noz-moscada q.b.
• 2 ovos (para panar)
• Pão ralado (para panar)
• Óleo para fritar
Coloque uma colher de bechamel em cada crepe, adicione uma fatia de fiambre e outra de queijo. Enrole bem apertado para fechar o recheio. Certifique-se de que os crepes ficam bem fechados para o queijo não sair ao fritar. Passe cada crepe enrolado por ovo batido e depois por pão ralado. Frite em óleo bem quente até ficarem dourados e estaladiços de todos os lados.
Frite poucos de cada vez para manterem a textura crocante.
Até à próxima receita!


Palavras cruzadas
Rosa's Portuguese Kitchen
Credito: MDC Media Group Inc.
Caça palavras
Jogo

artesonora
Paulo Perdiz

Os Tubarões
Os Reis da Lusofonia, da Resistência
Eles têm a força de um oceano, a força de um povo, eles são Os Tubarões. Mais do que uma banda, o grupo cabo-verdiano é uma instituição cultural que atravessa gerações, unindo a saudade da morna à energia do funaná e da coladeira. Numa conversa exclusiva ao nosso jornal, dois elementos da banda recordam décadas de história, desde o nascimento em tempos de repressão até o papel fundamental da música na independência de Cabo Verde. Fundada em 1969, a banda surgiu sob o manto denso do colonialismo. Naquela época, Cabo Verde vivia sob a vigilância constante da polícia política. "Não houve luta armada em Cabo Verde", recordam os músicos; a resistência era feita de outra forma: através da melodia e da palavra. Num ambiente onde a circulação de jornais e revistas era controlada e até ouvir rádios estrangeiras representava um risco, a música tornou-se a principal ferramenta de mobilização e de um “quebrar de algemas".
Os Tubarões deram voz aos compositores que cantavam a liberdade e a independência. "A música foi uma arma", afirmam. Eles lembram que, após a Revolução de 25 de Abril em Portugal, o medo ainda estava presente nas ilhas. Enquanto Portugal celebrava o 25 de Abril, em Cabo Verde só aconteceu a 1 de maio, quando o povo finalmente sentiu que podia sair às ruas sem ser reprimido.
Essa coragem musical foi levada além-fronteiras. Em 1979, o grupo viajou para os Estados Unidos, encontrando uma comunidade de imigrantes cética quanto à indepen-
dência do país. Inicialmente, o repertório era cauteloso, mas a força das "músicas de intervenção" acabou por conquistar o público. O que começou com pedidos tímidos em bailes terminou com a aceitação plena de um novo Cabo Verde, soberano e orgulhoso. O nome "Os Tubarões" não nasceu de uma metáfora agressiva, mas sim de uma sugestão comercial que acabou por se tornar um símbolo de força. No início, a banda utilizava instrumentos acústicos, a transição para os elétricos ocorreu em meados da década de 70, com equipamentos vindos diretamente do Japão. Foi essa abertura para a modernidade que permitiu ao grupo fundir o tradicional com o contemporâneo, sem nunca perder a raiz identitária. Questionados sobre o estado atual da música cabo-verdiana e a influência da tecnologia e da inteligência artificial, os veteranos mostram-se equilibrados. Para eles, a tecnologia deve ser uma aliada, não uma substituta. "A inteligência artificial veio para ajudar, não para estragar", defendem. No entanto, deixam um alerta para as novas gerações: o perigo dos "vírus" rítmicos que surgem e que nada têm a ver com a cultura tradicional das ilhas. Para Os Tubarões, cantar em crioulo não é garantia de que a música seja cabo-verdiana; a identidade reside no conteúdo lírico, na harmonia e na alma da composição. É impossível falar d'Os Tubarões sem mencionar Ildo Lobo, uma das figuras principais da banda.
Os membros recordam com emoção a presença constante de Ildo e de todos os que passaram pelo grupo. "Criámos uma família entre amigos", explicam. A banda orgulha-se de ter praticado a "primeira democracia" antes mesmo de 1974. Todas as decisões, desde a escolha do
e do Ritmo
repertório até às questões administrativas, eram tomadas por voto de maioria. Ildo Lobo, com a sua personalidade forte e sensibilidade aguçada, muitas vezes trazia temas que inicialmente eram recebidos com desconfiança, mas que, pela sua persistência e visão, acabavam por se tornar sucessos retumbantes. Exemplo disso é a música "Cundum Cundum” cujo ritmo imita o som de um bidão de combustível vazio, transformando o quotidiano em arte pura. Após um período de pausa devido a compromissos profissionais e familiares, a banda regressou aos palcos em 2015, a convite de António Costa, então presidente da Câmara de Lisboa, para comemorar os 40 anos das independências. Desde então, têm-se apresentado para plateias jovens, transmitindo o legado de rigor e qualidade que sempre os caracterizou. Sobre novos trabalhos discográficos, o grupo mantém a cautela. "O nosso último trabalho foi muito bom, a fasquia está alta", afirmam. O desafio atual é encontrar novos compositores que mantenham a raiz identitária tão forte quanto os mestres do passado. Recentemente, o grupo tem colaborado com um jovem compositor que promete dar continuidade a essa linhagem de excelência. No final da conversa, Os Tubarões deixaram uma promessa e um desejo: visitar o Canadá.
A comunidade cabo-verdiana e lusófona em Toronto e noutras cidades canadianas pode esperar, em breve, a energia desses "reis da lusofonia" que, através da música, continuam a contar a história de um povo que nunca deixou de cantar, mesmo nos tempos de silêncio.



Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.

Credito: DR

CARNEIRO 21/03 A 20/04
Como está com uma certa falta de concentração nesta fase deve evitar tomar decisões importantes tanto nos negócios como na sua vida pessoal. Poderá sentir-se enervado sem saber a causa. Este é uma boa altura para se autoexaminar e, caso o considere necessário, mudar a sua imagem ou a maneira de estar no mundo.

TOURO 21/04 A 20/05
Com Vénus a transitar na sua Casa I vai estar numa fase boa no que diz respeito à sua relação com os outros. Vai tentar evitar a rotina e rodear-se dos seus amigos sempre que puder. Momento propício para uma viagem para ajudar a distrair-se. Em relação ao seu trabalho vai selecionar para fazer em primeiro lugar o que lhe dá mais prazer.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Este é um período positivo profissionalmente. As ideias abundam, bem como a capacidade prática para as concretizar. Este trânsito de Mercúrio traz-lhe mais segurança e realismo na comunicação das suas ideias ou projetos. Terá, por isso, maior capacidade de conquistar as outras pessoas para a sua causa.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Será uma altura de extroversão e poderá, desse modo, entrar mais facilmente em acordo com os outros. Terá oportunidades para sair e conviver com os seus amigos, para fazer atividades de grupo, dar festas, organizar encontros mesmo de negócios. A sua capacidade para ajudar os outros também estará reforçada.

LEÃO 22/07 A 22/08
Este é um tempo de expansão, de crescimento, de evolução e de alargar horizontes tanto interiores como exteriores; junte-se a um grupo de amigos, para fazer novos projetos e realizar uma viagem diferente. Sentirá agora um maior interesse no campo espiritual, analisando temas religiosos e as suas derivações metafísicas.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Com o fim de um período de uma certa rotina que é alterada por certos fatores que provocam sempre uma transformação, poderá sentir uma indecisão marcada face aos novos valores que se contrapõem aos tradicionais. Tente não se deixar levar por um certo pessimismo ou uma tendência, instintiva, para tomar atitudes radicais.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Nesta altura procure preocupar-se mais com o seu estado físico. Faça uma dieta, tome cuidado com aquilo que come, faça mesmo uma desintoxicação alimentar se for preciso. Em relação ao seu trabalho, estará num momento bom para conseguir atingir os seus fins. Tenha cuidado com o que diz respeito às relações com as outras pessoas.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Nesta semana a sua atenção está voltada para o lado prático da vida. Serão encontrados métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, cumprindo rapidamente as suas obrigações. Pratique desportos ao ar livre e inicie um regime alimentar equilibrado, aproveite para se libertar de vícios e limpar o seu organismo.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Essa determinação, com laivos de teimosia, pode afetar a sua vida familiar se não admitir que nem sempre a razão está totalmente do seu lado. Não esqueça que toda e qualquer situação pode ser encarada de vários ângulos e, por muito bom que seja o seu ponto de vista, deverá analisar o dos outros.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Durante esta semana sente-se vocacionado para se dedicar mais as atividades criativas. Contudo, se não sentir a força da sua criatividade deixe-se contagiar pela dos outros. Deixe um pouco de parte o lado rotineiro da sua vida e dedique-se mais ao lazer. Não se admire se sentir que a sua autodisciplina está um pouco diminuída.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Aproveite esta semana para concretizar um plano financeiro. Depois de tudo analisado e bem ponderado será a boa altura para pôr o seu projeto em prática. Nesta fase, deverá ter um forte sentido dos valores quer sejam materiais, intelectuais ou espirituais. Conseguirá com mais facilidade exercer um diálogo com os outros no campo dos negócios e dinheiro.

PEIXES 20/02 A 20/03
Este é um período em que se sentirá com elevado vigor e energia. Você vai lutar pelos seus direitos com muita garra e dinamismo, não se deixando intimidar ou ultrapassar por terceiros. Grande capacidade de trabalho e de resolução de problemas adiados.
Soluções


Classificados
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Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155
Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de tra-
balho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.
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Apartamento num basement com 1 quarto, cozinha, sala, casa de banho. Entrada separada. Despesas incluídas. Area da Lansdowne & College Ligar para 416-937-5212.

10 de Abril
Academia de Bacalhau de Toronto Jantar de Bacalhau
Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Rd, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-910-5183
11 de Abril
Apresentação do Livro “Mais de 40 Anos a Cantar ao Desafio”
Pelas 9h30, no 722 College St, com a presença de Augusto Canario e Miranda. Informações: 647-836- 7097
Encontro Vianense 2026
Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Rd, com Augusto Canário e Miranda, a partir das 18h00. Grandiosa festa/ noite com a alma do Minho. Reservas e Informações: 647-836-7097
Casa dos Açores do Ontário
Festa da Branca
1136 College St, a partir das 18h30, com Tony Camara e DJ Mark Lima. Reservas e Informações: 416-953-5960
Grupo “As Tricanas”
46.º Aniversário
St Mary’s Hall, 56 Mulberry st, a partir das 18:30h, com Carlos & Armando. Reservas e Informações: 905-928-4417
Graciosa Communty Centre
46.º Aniversário
279 Dovercourt rd, a partir das 18:00h, com Duo Tânia e Daniel. . Reservas e Informações: 416-656-5260
Quinto Convívio dos Amigos da Povoação no Canadá
No PCC Mississauga, a partir das 18:00h, no 53 Queen St N.Com José Nazário e Banda Além-Mar. Reservas e Informações: 226-503-0458
Vasco Da Gama – P. Cultural Centre of Brampton
Festa Branca
1925 Fisherman Dr, em Brampton, a partir das 18:00h. Com Cesar Russo e Sylvie Pimentel. Reservas e Informações: 647966-2349
17 de Abril
Casa dos Açores do Ontário
Gertrudes Labaça à Janela, jantar e baile
1136 College St, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 416-953-5960
Amigos Arcos de Valdevez e Ass.
Cultural do Minho de Toronto
Angariação de fundos para a Rádio Valdevez
No 165 Dyenvor Rd, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 416-917-8746
18 de Abril
Associação Migrante de Barcelos
Jantar e Noite Branca
Na CAO, 1136 College St, a partir das 18:30h, com Raça Latina. Reservas e Informações: 647-949-1390
Convívio Arcuense
Angariação de Fundos para os Bombeiros de Arcos de Valdevez
Local 183, no 1263 Wilson Ave, a partir das 18:00h, com Delfim Júnior & Império Show, Rancho e Bombos da ACMT. Reservas e Informações: 416-917-8746.
Irmandade do Divino Espírito Santo Maple
Festa do Chicharro
No 2601 Major Mackenzie Drive, a partir das 18:00h, com DJ Steve da Silva. Reservas e Informações: 416-602-8413.


