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MILÉNIO STADIUM 1791- 3 DE ABRIL

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O CORAÇÃO DE UM CATÓLICO

A nossa crença em Deus não deveria estar em constante mudança à medida que enfrentamos os desafios de um mundo moderno. Cada um de nós, na sua própria singularidade, aceitará ou respeitará os princípios da religião e de Deus com base nos ensinamentos e na interpretação de qualquer que seja a Bíblia em que baseamos as nossas suposições sobre Deus e a Sua influência na Terra. Para os católicos, a aceitação de Deus como nosso salvador é o dogma da nossa existência religiosa; no entanto, a religiosidade moderna colocou nos nossos caminhos questões que desafiam a nossa moralidade na forma como confrontamos a nossa fé. A doutrina já não é preto no branco e a fé está a tornar-se mais um desafio pessoal do que um ensinamento bíblico de "instruções de uso".

Um dos grandes pensadores do mundo, Einstein, refletiu sobre um Deus pessoal e chamou à crença na vida após a morte um "egotismo ridículo", embora não fosse religioso. Ele não conseguia compreender ou imaginar um Deus que "recompensa e pune os objetos da sua criação. Cujos propósitos são moldados segundo os nossos — um Deus, em suma, que não é senão um reflexo da fragilidade humana". Se Deus é uma estrutura do próprio universo, então os seus pensamentos são um ponto de discussão para a crença e desafiam muitos ensinamentos da Bíblia e do Catolicismo, principalmente à medida que a Páscoa se aproxima e celebramos a ressurreição de Cristo, o representante de Deus na Terra. A Páscoa é um momento importante para refletir sobre a nossa conceção das crenças católicas e sobre como praticamos as nossas responsabilidades para honrar a Deus.

O meu declínio pessoal em ser um bom católico começou há muitos anos, precisamente por causa daquilo sobre que Einstein escreveu e porque a minha igreja pouco fez para contrariar a decadência da minha moralidade estruturada. Sim, não é culpa de ninguém que a fraqueza da minha alma tenha permitido o questionamento do que a Igreja Católica representa hoje.

No entanto, questiono se o credo do catolicismo não pode ser moldado para se adequar à cultura religiosa e integridade de cada um de nós, permanecendo um bom católico praticante. Certa vez, perguntei a um padre católico se eu merecia um bom lugar aos olhos de Deus porque não ia à igreja todos os domingos e se o facto de ele ser padre o tornava um homem melhor do que eu? A sua resposta foi inequívoca, sugerindo que ele era um homem melhor do que eu e que eu não deveria esperar o mesmo tratamento de Deus que ele. Isto é, naturalmente, contrário a tudo o que sempre acreditei: que Deus é perdoador e que o Seu povo tem todo a mesma oportunidade. A estrutura existente para a aceitação por um Deus Universal é ambígua e separa aqueles cujas opiniões alternativas sobre a governação de Deus resultam numa redenção igual. Estas reflexões têm perturbado a minha mente há muitos anos, tal como a outros. Se examinarmos a fuga de muitos da igreja para encontrar consolo noutros movimentos religiosos, a fé é tudo aquilo em que as religiões confiam para atrair e reter pessoas. Não há nada na crença de que as palavras que saem da boca de humanos imperfeitos, de milhões de púlpitos em todo o mundo, são o que

Deus quer que preguem para suavizar a ignorância das pessoas através da repetição de palavras, mas não para corrigir os seus próprios comportamentos morais.

A conciliação dos nossos pensamentos devido à nossa fé é muito pessoal e questioná-la ataca o cerne de quem somos. A aceitação de pontos de vista não alinhados com os nossos deveria estar no centro das nossas crenças religiosas. Existem movimentos por todo o mundo onde estão a ocorrer conversões fora das suas religiões herdadas para serem "salvos" ou para "nascerem de novo". Nascemos uma vez e fomos salvos ao ver a luz do dia e, se tivéssemos tido tempo para preservar o que nos foi dado no primeiro dia das nossas vidas, a nossa inocência teria sido preservada para sempre.

O Domingo de Páscoa não se trata de banquetes glutões, mas sim de uma reflexão sobre o que significa a nossa moralidade dentro do mundo conturbado de Deus. Talvez Ele não esteja a fazer um trabalho assim tão bom e precise de alguns conselhos de cada um de nós.

Ano XXXV - Edição nº 1791

3 a 9 de abril de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
Manuel DaCosta Editorial
Versão em inglês Pág. 09
Photo:
Manuel DaCosta

Fé em Deus, porque nos homens... está difícil

Fé

A confiança e adesão a Deus e às suas verdades reveladas, mesmo sem prova material, baseada na crença e na relação espiritual com o divino.

Dogma

Verdade de fé definida pela Igreja como essencial e que deve ser aceite pelos fiéis, por ser considerada revelada por Deus.

Sacrifício

A entrega voluntária de algo por amor a Deus ou aos outros, tendo como maior exemplo o sacrifício de Jesus na cruz, pela humanidade.

Redenção

O ato pelo qual a humanidade é libertada do pecado através da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Salvação

A libertação do pecado e a reconciliação com Deus, que permite ao ser humano alcançar a vida eterna.

Páscoa

A celebração mais importante do calendário cristão, que comemora a ressurreição de Jesus Cristo e simboliza a vitória da vida sobre a morte.

Ressurreição

Crença central do Cristianismo que afirma que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, vencendo a morte e abrindo o caminho para a vida eterna.

Renascimento

Na perspetiva cristã, representa a renovação espiritual do ser humano, um recomeço na fé e na vida interior, inspirado pela mensagem da ressurreição.

Esperança

Virtude teologal que expressa a confiança nas promessas de Deus, especialmente na vida eterna e na salvação.

Vida eterna

A vida plena e definitiva junto de Deus, prometida aos fiéis após a morte, como consequên- cia da fé e da salvação.

Numa era definida por rápidas transformações sociais e uma crescente sensação de incerteza, as instituições tradicionais enfrentam o desafio de permanecerem relevantes e credíveis. Para a comunidade católica, o período da Páscoa oferece mais do que uma celebração litúrgica; representa um convite à introspeção e à ressurreição espiritual. Nesta entrevista exclusiva ao Milénio Stadium, a Dr.ª Josephine Lombardi, conceituada teóloga e Decana Académica no Seminário de Santo Agostinho, em Toronto, partilha a sua visão sobre o estado atual da fé e da Igreja.

Com uma vasta experiência no acompanhamento pastoral e na formação teológica, a Dr.ª Lombardi aborda temas sensíveis, desde a crise de confiança nas instituições religiosas até ao impacto de políticas contemporâneas, como a ajuda médica à morte (MAID). Através de uma lente de esperança e resiliência, ela explora como a Igreja pode fortalecer a sua ligação com as gerações mais jovens e oferecer estabilidade a todos os que se sentem assoberbados pelos conflitos globais e pela perda de valores partilhados.

Milénio Stadium: Numa época marcada pela incerteza social e pelo que muitos descrevem como um declínio dos valores morais, que papel acredita que a Igreja Católica deve desempenhar para oferecer orientação e estabilidade a indivíduos e comunidades?

Josephine Lombardi: Em tempos de incerteza, a Igreja desempenha um papel fundamental ao oferecer esperança àqueles que se sentem confusos ou desanimados pelos sinais dos tempos. O desespero pode seduzir as pessoas a acreditar que não há esperança para o seu futuro. A esperança, ensina o Catecismo da Igreja Católica, "é a virtude teologal pela qual desejamos o reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade" (CIC 1817). Além disso, é a disposição ou o hábito de esperar com alegria, paciência e perseverança. São Paulo usa a imagem de um capacete para captar o poder protetor da esperança para a mente (1 Tes. 5:8). O Espírito Santo fortalece-nos com esta disposição ou virtude especial para nos mantermos focados no amor e na providência de Deus. A ressurreição de Jesus revela este poder ao mostrar-nos que o pecado e a morte podem ser vencidos; que, com a graça de Deus, não seremos derrotados pela adversidade que vemos e experimentamos. Nós, a Igreja, como membros do Corpo de Cristo, somos chamados a comunicar e a testemunhar o poder da graça de Deus, trazendo estabilidade às pessoas dominadas pelo desânimo.

RESSUSCITAR A IGREJA NUM MUNDO EM MUDANÇA

MS: A Páscoa é um tempo centrado na renovação e na ressurreição. Acredita que a própria Igreja necessita de uma forma de "renovação" hoje e, em caso afirmativo, como seria isso em termos práticos?

JL: Como membros do Corpo de Cristo, a Igreja, estamos em constante necessidade de renovação e transformação. A morte de Jesus venceu as consequências do pecado, e a ressurreição de Jesus venceu as consequências da morte, abrindo a porta para a vida eterna com Deus além do túmulo. A Páscoa é um tempo para refletir sobre o poder do Espírito Santo, ou seja, o poder do amor de Deus. São Paulo diz-nos que o mesmo poder que operou a ressurreição (Romanos 8:11), e eu acrescentaria a encarnação, pode fazer de nós uma nova criação. A intimidade com este poder, o Espírito Santo, pode trazer a renovação das nossas mentes (Filipenses 2:5); no entanto, precisamos de humildade e autoconsciência para identificar os aspetos de nós mesmos que requerem renovação e transformação. O Espírito Santo fornece o espelho, e a ressurreição de Jesus fornece a esperança de que a dor e o sofrimento podem ser superados. Sozinhos somos limitados. Com a ajuda da graça de Deus, podemos cooperar com Ele para que o trabalho que Ele pretende em nós seja levado à conclusão (Filipenses 1:6). Algumas formas práticas de facilitar este processo de renovação incluem:

• Um exame de consciência diário, refletindo sobre os pecados de omissão (o que deixei de fazer) e os pecados de comissão (o que fiz).

• Pedir a graça de Deus para nos ajudar a responder ao chamamento à santidade. Pessoas de todos os estados de vida são chamadas à santidade.

• Permitir que a nossa fé seja maior do que o nosso medo, focando-nos na misericórdia de Deus e no Seu desejo de nos curar e restaurar. Jesus venceu toda a dor e sofrimento e, com a Sua graça, não seremos vencidos pelas nossas aflições.

• Pedir coragem para enfrentar as nossas aflições e limitações com a esperança de transformação, não nos deixando dominar pela vergonha.

• Permanecer ancorado na esperança, resistindo à tentação do desespero.

MS: Nos últimos anos, a confiança nas instituições religiosas tem sido desafiada. Que passos considera necessários para que a Igreja Católica reforce a sua credibilidade e se reconecte com aqueles que se sentem desiludidos?

JL: A Igreja consiste em pessoas: os que vivem na terra como peregrinos numa jor-

nada, os que estão a ser purificados no purgatório e os que experimentam a glória de Deus no Céu. Juntos, somos a comunhão dos santos, uma irmandade de crentes, com Cristo como nossa cabeça. Algumas pessoas limitam a sua compreensão da Igreja apenas à hierarquia ou aos que estão no Vaticano. Quando a nossa fé não está desenvolvida, corremos o risco de equiparar a totalidade da Igreja a uma pessoa - talvez um membro do clero que falhou no seu chamamento - ou corremos o risco de equiparar Deus às falhas do Seu povo. Projetamos as nossas frustrações e desilusões com a humanidade em Deus. Podemos fortalecer a credibilidade e a importância da Igreja, o Povo de Deus, estabelecendo confiança e afinidade com os outros. Se aqueles que se afastaram da Igreja, ou aqueles que não têm qualquer afiliação, nos virem como pessoas amorosas e gentis, fiéis à nossa identidade como filhos e filhas de Deus, profetas, sacerdotes e reis batizados, eles aprenderão a confiar em nós à medida que construímos essa ligação. O acompanhamento e a construção de relacionamentos criam pontes, e podemos testemunhar a beleza da nossa fé quando os outros sentem os frutos do Espírito Santo nas nossas vidas. Embora possamos ter experimentado perda ou dor, a alegria que sentimos em tempos de adversidade tornará a fé atraente para os outros. Eles questionar-se-ão sobre este poder que nos torna resilientes em tempos de luta.

MS: Como pode a Igreja apoiar melhor os seus fiéis num mundo onde muitos se sentem assoberbados por crises globais, conflitos e uma perda de valores partilhados?

JL: O Papa São João Paulo II lembrou aos fiéis que um bom cuidado pastoral é uma forma de evangelização contínua, especialmente para os membros dos fiéis que estão em dificuldade. Ser acompanhado pelo clero, pessoas consagradas ou leigos formados pode oferecer um grande consolo a alguém que está desanimado. Podemos fazer melhor na partilha de recursos, grupos de apoio e ministérios concebidos para apoiar e confortar aqueles que se sentem aflitos. A formação contínua do clero, das pessoas consagradas e dos leigos é essencial, especialmente para famílias que vivem traumas e perdas. A proximidade com as comunidades escolares locais, a partilha de cartazes em locais públicos, o uso das redes sociais e de outros meios de comunicação para chegar àqueles que precisam de se sentir ligados a uma comunidade que dá vida, pode ajudar a unir as pessoas para partilharem as suas alegrias e tristezas. A Arquidiocese de Toronto oferece muitos ministérios para indivíduos que lutam com diversos problemas, por exemplo, para os enlutados e para idosos confinados às suas casas. Além disso, mantermo-nos próximos dos sacra-

mentos fortalecer-nos-á para esta jornada desafiante. Somos recordados de eventos passados ao longo da história onde populações inteiras se sentiram ameaçadas e assoberbadas pela guerra e pelo conflito. Podemos não estar protegidos destas situações, mas o amor de Deus sustenta-nos em tempos de tribulação.

MS: Olhando para o futuro, o que vê como as prioridades mais importantes para a Igreja Católica no Canadá para permanecer relevante e significativa, particularmente para as gerações mais jovens?

JL: Os perigos colocados pela MAID (Ajuda Médica à Morte) precisam de ser abordados. Precisamos de formar indivíduos para educar os fiéis sobre a ameaça do desespero e do desânimo quando alguém adoece. Precisamos de mais educação sobre as diretivas antecipadas de cuidados de saúde e sobre o ensinamento da Igreja acerca do valor redentor do sofrimento. Precisamos de pessoas formadas para oferecer o cuidado pastoral adequado aos que estão a morrer ou a sofrer devido a doenças de longa duração ou problemas de saúde mental. Precisamos de oferecer esperança numa cultura de morte, especialmente para os idosos que procuram conforto e proteção. Devem ser implementados recursos para providenciar apoio aos que vivem em situações de vulnerabilidade. As gerações mais jovens beneficiarão do contacto com as gerações mais velhas de católicos. Lares multigeracionais podem incentivar os jovens a estarem mais atentos às necessidades dos seus parentes idosos. Além disso, beneficiarão da sua sabedoria.

MB/MS

Dr.ª Josephine Lombardi. (DR)
Creditos:

Num tempo em que a fé na ressurreição é celebrada, a reflexão sobre a própria vitalidade da Igreja torna-se inevitável. Para o Padre Vando Marques Gomes, da Paróquia Santa Helena, “a Igreja é viva porque Cristo está vivo!”. Ele lembra que, como nos ensina São Paulo nas suas cartas, somos o corpo de Cristo e Ele, como nossa cabeça, guia-nos para

a plenitude de vida que Deus espera de nós, para sermos a melhor versão de nós próprios como seres humanos, tomando como modelo o próprio Jesus. O contexto da ressurreição, que celebramos durante a Páscoa, é um lembrete de que todos nós precisamos morrer para os nossos egoísmos e vaidades, para tudo aquilo que se torna excesso

nas nossas vidas, e abrir-nos à vontade de Deus, que nos faz homens e mulheres renovados. “Porém, para que isso aconteça no contexto eclesial, é preciso que cada batizado tome decisões sérias sobre a forma como tem vivido e as escolhas que tem feito no quotidiano da sua história”, afirma. Enquanto os fiéis não assumirem com profundidade a sua fé e a responsabilidade que dela advém, de ser testemunho de Cristo num mundo que ainda o desconhece, podemos dizer que a Igreja não ressuscita plenamente. Ainda assim, “temos a esperança de que ela alcançará o sonho de Deus no fim”, como descreve o livro do Apocalipse, no capítulo 21, que fala de um novo céu e uma nova terra, assim como da Nova Jerusalém, símbolo da Igreja na sua plenitude de intimidade com Deus.

Osacerdote ressalta que, no contexto mundano, a Igreja adapta-se aos tempos na linguagem e naquilo que é possível, mas não pode nem vai mudar a sua essência ou a sua mensagem para se adequar à vontade do mundo. “A Igreja não é chamada a ser igual ao mundo, nem a reproduzir os seus modelos para atrair pessoas como se fosse uma espécie de associação ou clube. A Igreja é Corpo de Cristo e manifesta Cristo fazendo a vontade do Pai; por isso, continua com os seus valores e ensinamentos intactos.” Linguagens e meios de comunicação podem ser atualizados para alcançar os fiéis, mas “ser relevante ou não depende do que as pessoas que vêm à Igreja querem para si”. Para aqueles que percebem que a vida não começa e termina nesta terra, a Igreja é necessária e relevante; para os que vivem na superficialidade, talvez pareça desnecessária — mas o caminho da esperança mantém-se, na expectativa do encontro com o Cristo Ressuscitado que nos ajuda a discernir o que é valioso. Para o Padre Vando, o papel da Igreja num mundo instável continua o mesmo desde Jesus: ser “sal da terra e luz do mundo”. Ser sal significa realçar o que é bom e justo, conduzindo a uma felicidade duradoura baseada no amor, na partilha e no serviço aos outros. É oferecer-se ao mundo, servindo mais do que sendo servido. Ser luz, continua, é testemunhar o bem que há em nós e nas virtudes cultivadas, para que aqueles ao nosso redor se sintam estimulados e atraídos pelo nosso modo diferente de ser. Gentileza, ternura, benignidade, afabilidade, paciência e outras virtudes tornam o mundo melhor quando praticadas. Traduzindo isto para a ação da Igreja, o Padre Vando afirma: “Como grupo de fiéis que professa a mesma fé e procura viver o discipulado de Jesus, não sendo uma estrutura meramente formal e institucional, a Igreja atua no mundo como um farol, guiando pelos seus ensinamentos e serviços todos aqueles que estão perdidos e à deriva nas tempestades de um mundo voltado apenas para o egoísmo e a busca de poder.”

A luz da ressurreição que brilhou na manhã da Páscoa continua a inspirar a Igreja a anunciar que é possível viver de forma diferente,

viver a novidade de Deus. O Padre Vando cita a missão deixada por Jesus em Mateus 28, 1920: “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. Eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.”

A Igreja, segundo o sacerdote, é também um porto seguro para aqueles que se sentem desacreditados ou perdidos. Desde os seus primeiros momentos, tem sido um suporte para os pequenos, marginalizados e necessitados, tanto no âmbito material como espiritual. “A Igreja está no mundo como a casa do Pai, que acolhe todos os seus filhos. Vivemos isso constantemente com as portas abertas para receber e escutar todos aqueles que estão a viver os seus dilemas e crises.” Através de obras de caridade e serviços de apoio aos mais necessitados, a Igreja resgata vidas e devolve dignidade. “Isto é o que podemos chamar de ressuscitar o próximo com a força do Evangelho, pois Jesus mandou-nos amar como Ele nos ama, ou seja, gastando-nos pelo bem do outro. A Igreja continua a ajudar os que estão desacreditados quando insiste em nos lembrar que não estamos sozinhos e que as portas estão abertas para acolher cada um.” Cada campanha de caridade, cada serviço de auxílio, cada escuta das angústias e os sacramentos são formas de manifestar que Deus se importa e que é possível encontrar luz em meio às trevas e sofrimentos.

A mensagem para 2026

Para a Páscoa de 2026, o Padre Vando lembra: “A Páscoa nos convida a seguir Jesus da morte à vida nova que Deus preparou para nós, chamados a sermos muito bons’”. Todos temos acesso a Deus em Jesus e com Ele podemos superar dores, angústias, sofrimentos, medos, conflitos interiores e dores físicas, por mais intensas que pareçam.” Ele reforça que o mal, a injustiça e a morte não têm a última palavra: “Deus é o vencedor no fim. Este tempo enche-nos de esperança e da certeza de que podemos sair das trevas dos nossos erros e escolhas equivocadas e experimentar a luz do recomeço, acolhendo Jesus como centro das nossas vidas.” E conclui lembrando o maior mandamento deixado por Cristo: “Escolher Cristo consiste em viver à sua semelhança no constante amor e entrega pelos irmãos: ‘Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros’ (Jo 13,34-35). Este é o amor que muda corações, decisões e modo de viver; o amor que atrai, converte e testemunha o essencial. Este é o amor que vence a morte e faz brotar a vida que não tem fim. Que cada um de nós redescubra este modo de amar como o Senhor nos ensinou nas suas palavras e ações. Feliz Páscoa a todos!”. RMA/MS

VOX POP

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

Sim, especialmente no diálogo com a sociedade moderna. Existem temas atuais que não podem ser ignorados, e a Igreja precisa estar disposta a ouvir e conversar.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Inclusão e respeito por todas as pessoas. Independentemente das diferenças, ninguém deveria sentir-se excluído.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

A fé ajuda a lidar com esses conflitos. Dá uma espécie de orientação emocional e espiritual em momentos difíceis. O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Criar espaços seguros de acolhimento. Lugares onde as pessoas possam partilhar as suas dores sem medo de julgamento.

Fé em tempos de incerteza: o que pensam diferentes gerações sobre a Igreja hoje

Numa altura marcada pela celebração da Páscoa — um dos momentos mais simbólicos do calendário cristão, associado à renovação, esperança e recomeço — fomos ouvir pessoas de diferentes idades sobre o papel da Igreja Católica no mundo atual. Entre dúvidas, críticas e sinais de confiança, este vox pop revela como a fé continua a ser vivida, questionada e reinterpretada num tempo de conflitos e mudanças. O que esperam hoje da Igreja? E que lugar ainda ocupa a fé na vida de cada um?

RMA/MS

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

Acho que precisa se adaptar, mas sem perder a essência. Os valores principais são importantes, mas a forma como são vividos pode evoluir com o tempo.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Menos escândalos e mais exemplo. As pessoas olham muito para quem representa a Igreja, e quando há incoerência, isso afasta.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

Sempre teve, e talvez hoje ainda mais. Em tempos difíceis, muita gente procura algo em que se apoiar.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Ajudar de forma prática, não só com palavras. Pequenas ações fazem muita diferença na vida de quem está a passar por dificuldades.

Ricardo, 55 anos

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

Não diria renascer, mas renovar algumas práticas. Há coisas que já não fazem tanto sentido para as pessoas de hoje e precisam de ser repensadas.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Lideranças mais humildes e próximas do povo. Quando há proximidade, cria-se confiança.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

A fé é é justamente o que mantém muita gente firme. Funciona como uma base em momentos de instabilidade.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Estar nas ruas, junto das pessoas. Não ficar só dentro das igrejas, mas ir ao encontro de quem precisa.

Sim, principalmente na forma como se comunica com as pessoas. A mensagem pode até ser importante, mas muitas vezes não chega de forma clara ou próxima. Falta linguagem mais acessível e conexão com a vida real.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Ver atitudes coerentes com o que prega. Não basta falar de amor, empatia ou justiça — isso precisa ser visível nas ações, especialmente por parte das lideranças.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

Sim, mas não necessariamente dentro de uma instituição. Acho que hoje muita gente vive a fé de forma mais pessoal, sem se prender a estruturas.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Estar presente nas dificuldades reais das pessoas. Não só em momentos formais, mas no dia a dia, ajudando de forma concreta quem precisa.

Teresa, 68 anos

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

A Igreja sempre se renovou ao longo da história. Já passou por muitas fases e continua presente, por isso acredito que vai saber adaptar-se novamente.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Eu nunca deixei de confiar, mas entendo quem se afastou. Talvez mais diálogo e compreensão ajudem a trazer essas pessoas de volta.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

A fé é essencial nesses tempos difíceis. Dá força, esperança e sentido à vida.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Oferecer consolo e presença verdadeira. Às vezes, só estar ao lado de alguém já faz muita diferença.

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A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

Acho que sim, mas não mudar tudo — só ser mais aberta ao que os jovens vivem hoje. Muitas vezes parece que a Igreja está distante da realidade da minha geração, como se não entendesse os nossos problemas ou dúvidas. Se conseguisse aproximar-se mais, sem perder aquilo que a define, talvez fosse mais fácil os jovens se identificarem.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Mais transparência e menos julgamento. Às vezes dá a sensação de que se fala muito em regras e pouco em compreensão. Se houvesse mais honestidade sobre os erros e mais abertura para acolher as pessoas como elas são, acho que seria diferente.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

Tem, porque às vezes é a única coisa que dá algum sentido. Quando tudo parece confuso ou injusto, a fé pode ser um ponto de apoio, mesmo para quem não é muito religioso.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Ouvir mais e falar menos. Acho que muita gente só precisa de ser escutada de verdade, sem sentir que está a ser julgada ou corrigida o tempo todo.

Lucas, 31 anos

A Igreja Católica precisa “renascer” para continuar relevante hoje?

Sim, principalmente na forma como lida com temas atuais. Há questões que fazem parte da sociedade hoje e que precisam ser abordadas com mais abertura.

O que faria você voltar a confiar mais na Igreja?

Mais responsabilidade pelos erros do passado. Reconhecer falhas de forma clara é essencial para reconstruir confiança.

A fé ainda tem espaço num mundo com tantos conflitos e incertezas?

Sim, mas cada um encontra à sua maneira. Nem todos precisam de uma instituição para viver a fé.

O que a Igreja deveria fazer para apoiar quem perdeu a esperança?

Mostrar que ainda pode ser uma fonte de apoio real, com ações concretas e proximidade com as pessoas.

Ana, 42 anos
Mariana, 28 anos
Carlos, 34 anos
João, 22 anos

A “consciência” da igreja católica

Olá, muito bom dia e uma excelente Sexta-feira Santa, repleta de paz, saúde e reflexão.

Isso, reflexão. É o que tenho andado a praticar.

Pensar como tudo tem evoluído e se chega onde se está. Questão válida, certo?

reencarnou e muito bem “Os dez mandamentos”.

1º Mandamento: Não terás outros deuses diante de mim.

2º Mandamento: Não farás para ti imagem de escultura, nem te prostrarás diante delas.

3º Mandamento: Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

4º Mandamento: Lembra-te do dia do sábado (ou domingo) para o santificar.

PROTEJA O SEU FUTURO

MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA

Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.

Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade

5º Mandamento: Honra a teu pai e a tua mãe.

6º Mandamento: Não matarás.

7º Mandamento: Não adulterarás.

8º Mandamento: Não furtarás (ou não roubarás).

9º Mandamento: Não dirás falso testemunho (ou não mentirás).

10º Mandamento: Não cobiçarás (não desejarás o próximo ou os seus bens)

Sim, palavras escritas em “tábuas de Pedro” por Moisés, a pedido de Deus.

Quer nós creiamos ou não, temos incutido no nosso “ser”, por mais impregnado de pensamentos e ações pecaminosas que esteja, estas regras. Foram-nos passadas pelos nossos pais, avós e familiares e não esquecendo as doutrinas de igreja.

Apesar de ter sido criada na religião católica, os meus pais nunca foram muito “beatos”, não digo com isto que não fossem boas pessoas, aliás, muito pelo contrário eram muito mais dignos do que muitos e tantos que são ávidos frequentadores de igrejas e depois é o que se vê.

Cada um vive com a sua consciência e a Igreja Católica também.

Em tempos menos austeros para esta instituição, que sempre incutiu “medo”, “façam o que eu digo, não o que eu faço“, sempre houve muitos sacerdotes que sempre abusaram do poder e que, ao fim do dia, foram destruindo vidas e famílias, pelo mero prazer de saciar “desejo”. A que custo, pergunto eu?

Quando um padre se coloca à frente de uma congregação inteira e prega o bem, o são, o mais puro e, por detrás, de portas fechadas, pratica os crimes mais horrendos, principalmente, contra pessoas ingénuas e com problemas de carência, como é que pode ter moralidade? Porque não aceitar o

casamento dos sacerdotes? Dar-lhes uma vida em família e não em reclusão?

Garanto que crimes deste tipo iam deixar de existir (ou, pelo menos, diminuiriam bastante, espero). É que o fruto proibido foi sempre e será sempre o mais desejado, como terá acontecido com Adão e Eva, onde tudo supostamente começou. Com isto tudo quero apenas dar a minha opinião, é aliás isso que vos deixo aqui todas as semanas – a minha opinião. Considero que sou uma pessoa que pratica o bem e não acendo palha para prejudicar quem quer que seja. Não cobiço os bens alheios, nem a “luz” que certas pessoas possuem – ah, já agora, é um facto que o brilho de alguns incomoda muita gente, lá isso incomoda.

Fico feliz com o sucesso alheio e adoraria que ainda no tempo em que por cá andar, não sei (ninguém sabe, só Deus) quanto mais andarei por cá a “respirar”, que a nossa igreja fosse mais íntegra, mais respeitada e se desse ao respeito. E que estes “escândalos“ cessassem de existir. Que a igreja continuasse a ser o lugar onde se procura a paz, a calma da mente e a solidariedade. Não obstante, a fé que nos move aplica-se a praticantes ou não. A fé é a base de tudo, sempre e para sempre.

Que a morte e a ressurreição do Senhor tragam de novo luz e paz á Terra. Cessem as guerras, a fome e a insaciável corrida ao poder, seja a que custo for.

É o que é e vai valer sempre o que vale. Fiquem bem, na paz do Senhor, e desfrutem de uma Santa Páscoa em família. Até já!

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Durante o mês passado assisti a uma série da Netflix, que embora tenha muito “floreado”,
Cristina Da Costa Opinião

The heart of a Catholic

Our belief in God should not be ever changing as we face the challenges of a modern world.  Each of us in our own uniqueness will accept or respect the principles of religion and God based on

the teachings and the interpretation of whichever bible we base our assumptions about God and His influence on earth.  For Catholics, acceptance of God as our saviour is the tenet of our religious existence, however, modern religiosity has thrown on our paths questions which challenge our morality in the way we confront our faith.  The doctrine is no longer black and white and faith is becoming more a personal challenge rather than a biblical “how to” teaching.

One of the great thinkers of the world, Einstein, reflected on a personal God and called belief in the afterlife “ridiculous egotism” even though he wasn’t religious. He could not comprehend or imagine a God who “rewards and punishes the objects of his creation. Whose purposes are modeled after our own – a God, in short, who is but a reflection of human frailty”. If God is a structure of the universe itself, then his thoughts are a point of discussion for belief and challenges many teachings of the Bible and Catholicism, primarily as Easter approaches and we celebrate the resurrection of Christ, God’s representative on Earth. Easter is an important time to reflect on our conception of catholic beliefs and how we practice our responsibilities to honour God.

My personal decline in being a good Catholic began many years ago, precisely because of what Einstein wrote about and because my church has done little to counteract the descendancy of my structured morality. Yes, it’s no one’s fault that the weakness of my soul has allowed the questioning of what the catholic church represents today. However, I question if the creed of Catholicism cannot be molded to suit each of our religious culture and integrity, while remaining a good practicing catholic. Once I asked a Catholic priest if I deserved a good place in the eyes of God because I didn’t attend church every Sunday and if the fact that he was a priest made him a better man than I? His answer was unequivocal, suggesting that he was a better man than I and that I should not expect the same treatment from God as he did. This is of course, contrary to everything I have ever believed in that God is ever forgiv-

ing and that His people all have the same opportunity. The existing structure for acceptance by a Universal God is ambiguous and separates those whose alternative opinions about God’s governance results in equal redemption. These reflections have troubled my mind for many years as it has others. If we examine the flight of many from the church to find solace in other religious movements, faith is all that religions rely on to attract and retain people. There is nothing to the belief that the words that come out of the mouth of imperfect humans from millions of pulpits around the world are what God wants them to preach to each to assuage the ignorance of people through repetition of words but not to correct their own moral behaviours.

The conciliation of our thoughts because of our faith is very personal and questioning it attacks the core of who we are. Acceptance of points of view not aligned with ours should be at the core of our religious beliefs. There are movements throughout the world where conversions outside of their inherited religions are occurring to be “saved” or being “born again”. We were born once and saved on seeing the light of day, and if time had been taken to preserve what we were provided the first day of our lives, our innocence would have been preserved forever.

Easter Sunday is not about glutenous banquets but rather about reflection of what our morality within God’s troubled world is about. Perhaps he’s not doing such a great job, and needs some advice from each of us.

Esta semana

• Acompanhe a continuação do documentário Romaria a São Torcato. Uma celebração que atravessa gerações

• Ovos, farinha e o tempo que a perfeição exige. O Folar de Páscoa é a nossa herança que partilhamos consigo

• Luz, câmera e conversa no Querem Drama? Com um dos nomes maiores da crítica de cinema: Rui Pedro Tendinha

• Celebramos o 440 aniversário do Peniche Community Club de Toronto, um marco de união e resiliência!

• O Healthy Bites traz uma aula de ginástica para transformar o seu dia

• Mais do que uma Conversa, teve como convidada, a advogada, Isabel Rebelo

• A voz, a guitarra e o sentimento que nos une. Fado TV, sempre a trazer até si a verdadeira alma do Fado

• e muito mais...

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specifically the billions that DT’s family and friends are raking in from this invasion: billions in family investments all around the gulf, (merely a coincidence, I’m sure), US and Israeli weapons manufacturers, (although there are other, smaller players), insurance companies have increased premiums for ships in the strait by more than tenfold, and close associates of DT buying oil stocks a couple of days before the invasion.

The alarms are blaring everywhere, but our leaders look the other way. At least they have, for the most part, refused to assist.

French president Macron has finally found his mojo, while British PM Starmer keeps balancing on the fence, whilst wagging his finger. It’s one thing to torment your own people, in your own country, as evil as that may be, but to torment the entire planet is a blatant slap in the face to all of us. All of this to distract from the fact that he’s up to his neck in sexual deviance. From what I read, it doesn’t seem to be working, and even if it did, it would only be temporary. This guy is so reviled that the Epstein case will follow him to the grave.

Another week

Another week living in the worldwide circus that DT has thrown us into. I just noticed that the gas around here is already more expensive than it ever was during the pandemic. I wish someone could explain this phenomenon to me in a manner that makes sense to the average person.

Also, the price of oil dropped because DT said that the invasion will be over in a couple of weeks; if that’s how it works, let me announce that not only will we see the invasion come to an end, but DT will resign and throw himself at the mercy of justice, along with his gang of misfits. This should help reduce the price of oil even more quickly. What? I know as much about what is going to happen as he does, which is nothing, so it should work. The only complication is that raising gas prices is immediate, whereas

lowering them always takes substantially more time, which is another of those phenomena that requires an explanation that makes sense. Speaking of making sense, DT has been about as clear as London fog. ‘We don’t need help’, ‘we’re angry no one has helped’, ‘we negotiated a deal´, but the other side has no clue what he’s talking about, ‘the war is over’, but the war is escalating, Iran is begging for a deal, but if Iran doesn’t play ball he’s going to have to commit war crimes. Who is going to end this trainwreck? Let’s talk about money,

In the meantime, he continues to suck the life out of everyone, including his idiot supporters, although unfortunately, they are mostly too stupid to realize it.

How long will this go on? As long as Netanyahu is able to pull his strings, and as long as those that are profiting can push the bar. The rest of us are like frogs in a pot of heating water; we’ll either make a move when it gets too hot or just boil away in ignorance and fear.

Fiquem bem!

Raul Freitas Opinion
Photo: MDC Media Group Inc.

Doug Ford 2026 Ontario budget

The 2026 Ontario provincial budget outlines the government’s priorities, spending plans, and fiscal outlook for the next two years. I will try to give you a snapshot of the key elements, along with the pros and cons, potential “good, bad, and indifferent” aspects, and a forward-looking two-year projection.

Some of the key priorities for this government is to try and roll out a fiscal framework and debt/deficit trajectory. The budget lays out a path to gradual consolidation, with a multi-year plan to reduce deficits and stabilize debt-to-GDP over the medium term. Health care funding and system reform is on their radar with the roll out of a new billing platform that should be quicker and more efficient. Increased investment in hospitals, primary care, and mental health services, continued reform to wait-time management and digital health records. The last time the provincial Liberal government changed the health record platforms evolved into a major disaster.

Education and skills funding for classroom resources, special education, and workforce development to address labor shortages in high-demand sectors. On the education file the best thing that this government has done is issue a prepaid credit card of $750.00 per teacher to buy supplies for the classroom. Many teachers had used their own money to buy supplies in the past, this move by the Ford government is not only a smart move, but a politically brilliant move to avert a strike with the teachers.

Infrastructure and transit... Capital spending on transit expansion, roads, and maintenance, with a focus on climate-resilient projects and provincial/ municipal cost-sharing. Climate and energy are another area of concern to this government. Investments in clean energy, electric vehicle charging networks, and energy efficiency programs for households and businesses.

Taxation and transfers are modest tax measures or credits aimed at targeted households or sectors, and updates to transfer payments to municipalities and school boards. Household and affordability are a buzz area for the conservatives with initiatives to increase supply, support affordable housing, and streamline regulatory processes.

Every budget over the decades tends to work towards a re-election of a sitting government and in many cases it never gives you the true pros and cons of a budget. Here are some of the pros and cons starting with the pros in the 2026 Ontario budget. Better access to services and potential wait-time reductions. Programs aimed at closing skill gaps and preparing workers for in-demand jobs. Improve transit and road networks, with climate considerations. Support for energy efficiency and clean energy initiatives, aligning with long-term affordability and emissions targets. Enhanced transfers and collaboration on local projects, potentially easing local fiscal pressures.

In my view the not so good areas of this budget are the deficit trajectory concerns. If deficits persist longer than planned, debt service costs could rise or crowd out other priorities. Tax/transfer reliance, if targeted credits or transfers fade or are reversed, households and municipalities could face uncertainty. Small changes may have limited immediate macro impact but could af-

fect consumer behavior or business investment marginally. Also, routine funding for fields like culture or rural development may maintain the status quo without dramatic shifts.

This budget had the buzz words that it is a two-year outlook and in year one this government sees a moderate growth with continued recovery dynamics post-pandemic, inflation trending toward ranges, with uncertainty from global trends. Gradual deficit reduction through a mix of revenue, debt-to-GDP improves if growth outpaces interest costs. Health system modernization, education enhancements, and infrastructure completion phases for high-priority projects.

In year two the government is estimating that growth will stabilize, population aging and migration patterns influence health care and housing demand. Continued consolidation with a clearer path to balance by the end of the horizon, contingent on macro conditions. Expanding housing initiatives, further transit expansions, and scaling of climate programs. Their policy reversals or program slowdowns could stall progress in housing affordability and long-term competitiveness.

At the end of the day, most governments can only predict and hope that with money thrown to areas of popular political gains the voters will be accepting of the government's fiscal responsibilities. However, the things to really watch are health care with hopefully ER wait times reduced, hospital capacity, and access to family doctors improvements. On the education file the $750.00 per teacher to buy school supplies is a winner both morally and politically.

The 2026 Ontario budget emphasizes a measured path toward better health care access, stronger education and skills pipelines, robust infrastructure, and cli-

Celebre a Páscoa

O coração leva-o a casa e nós levamo-lo até lá.

mate-aligned growth. The success of the budget hinges on execution-how quickly programs roll out, how resilient the fiscal outlook remains amid global and domestic economic shifts. For stakeholders, the key question focuses on whether deficits shrink on a credible timeline, whether service delivery improves without new bottlenecks, and whether housing and climate objectives translate into tangible affordability and resilience gains.

Celebre as tradições que mais importam. Do doce sabor do Folar dos Açores às ruas históricas de Lisboa e do Porto, a SATA Azores Airlines liga Toronto diretamente à alma de Portugal. Desfrute de voos diretos para Ponta Delgada e Terceira, e de ligações rápidas para Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

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Happy Easter from my family to yours!
Vincent Black Opinion
Leia em português
Photo: MDC Media Group Inc.
Açores (9 ilhas)
Funchal
Lisboa
Porto
Faro

Uma viagem ao passado

Como as celebrações pascais eram bonitas

Meus caros leitores, estamos no fim de semana da celebração da Páscoa. Nem sei se posso chamar a este texto um artigo de opinião. Vou, isso sim, fazer uma viagem ao passado para dar a conhecer como eu vivia o fim de semana de Páscoa na minha freguesia, que ainda hoje se celebra mais ou menos da mesma forma. No entanto, com o passar do tempo, a relíquia que existia foi-se perdendo.

Falo de quando era muito jovem, ainda criança. Lembro-me como se fosse hoje, esperava pelo domingo de Páscoa com tanta ansiedade e alegria, só pelo facto de, nesse dia, o almoço ser diferente, ter um sabor especial.

Viajo até finais dos anos 60, quando tinha iniciado a escola primária. Na altura, o respeito e as tradições religiosas eram levados muito a sério. Na Quaresma não havia carne para ninguém, embora, na verdade, quase nunca houvesse, mas aproveitava-se esse tempo como desculpa. Eu logo notava que a Páscoa se aproximava. Primeiro, porque recebia, pelo menos, uma peça de roupa nova; com sorte, até podia estrear uns sapatos, isto se o irmão mais velho já tivesse gastado os dele. Era tudo passado de irmão para irmão. Os sapateiros, nesses tempos, tinham muito trabalho.

Depois, havia a tradição dos padrinhos darem o folar aos afilhados. Do meu padrinho, poucas lembranças tenho, enviava, de vez em quando, uma nota de vinte escudos, que não era para mim, mas sim para ajudar nas despesas da casa. Já a minha madrinha, com poucas posses, lá trazia, umas vezes meia dúzia, outras vezes uma dúzia de ovos pintados e uma carcaça, que chamávamos de “petim”. Que alegria quando a via chegar com o cesto a casa dos meus pais, aquilo era tudo para mim. Na véspera, as donas de casa faziam uma limpeza a fundo. As crianças enchiam-se de alegria, porque no domingo as portas abriam-se a todos.

No domingo, era obrigatório ir à missa e ver as cruzes sair. Os foguetes anunciavam a saída, e durante o dia serviam de guia para sabermos por onde andava o compasso. Eu, contra as regras dos meus pais, saía de casa de manhã e só entrava para almoçar, houve anos em que nem isso. Adorava entrar nas casas das outras pessoas. Naquele tempo, havia fartura do que se cultivava e isso permitia partilhar. Em quase todas as casas havia uma tigela de tremoços; em algumas, uns doces brancos que conhecíamos como “doces da Páscoa”. Que alegria ver aquelas mesas e ouvir: “Come, meu menino, podes comer.” E, muitas vezes, ainda nos enchiam os bolsos de amêndoas.

Corria-se muito atrás do padre, e eu sempre por perto, à espera de uma oportunidade para me encostar à mesa. Era um tempo bonito. A maior preocupação era garantir que não perdíamos a visita às casas dos familiares. Como havia dois compassos na freguesia, tínhamos de escolher bem qual acompanhar, para ter a certeza de passar pelos lugares onde viviam os avós e outros familiares.

Com o passar do tempo, foi-se perdendo a beleza do domingo de Páscoa. Hoje, já poucas casas abrem a porta ao compasso, e, pouco a pouco, vai-se perdendo aquilo que havia de mais bonito no tempo em que era criança.

Tinha aqui história para continuar, mas hoje foi mesmo uma viagem ao passado.

Termino desejando uma Feliz Páscoa a todos os leitores do jornal Milénio. E deixo também um recado: nunca pense que é melhor do que os outros. O respeito, o saber estar e compreender as diferenças fazem parte da cultura. Nunca valorize as pessoas apenas por interesse. Deixo ainda um excerto de um poema de Paloma Andrade Pinheiro:

“Jamais veremos maior prova de amor: Alguém, por nós, morrer na cruz. Só Ele, o Mestre e Senhor, Só Ele, Cristo Jesus.” Bom fim de semana!

Augusto Bandeira Opinião
Photo: Copyright

E agora, PS?

Depois deste Congresso, não pode ficar tudo na mesma. Não se juntaram centenas de pessoas para nada. As suas reflexões não podem cair em saco roto. Em concreto, o PS terá agora de encontrar não só novas práticas, novas ideias e novo discurso, como terá de clarificar estrategicamente o que quer na sua relação com o Governo e com os eleitores.

Muito se tem escrito ao longo da última semana sobre a moção que apresentei, em conjunto com o Pedro Costa, a Sofia Pereira e vários autarcas e dirigentes nacionais do Partido. Cada um projetou sobre a mesma aquilo que queria, concordando ou discordando, por vezes sem adesão ao que o texto dizia.

Honrando o compromisso com que abriu o Congresso de ouvir e integrar os contributos das moções, José Luís Carneiro prometeu, no seu discurso de encerramento, um Partido “reformista”, indo além da defesa do legado para afirmar uma oposição “firme” e com propostas para o país. Essas eram precisamente algumas das mais relevantes recomendações do “Socialismo com futuro”.

O desafio estará agora em dar corpo a essa postura. Afinal, à primeira vista, pode parecer incompatível augurar “tempestades” em relação ao negócio do PSD com o CHEGA para a eleição de juízes ao Tribunal Constitucional, e querer continuar a escrever ao Governo a propor acordos políticos. Descalçar essa bota implica mais do que assertividade, muita clareza e coerência no discurso.

mento reiterado da AD em ter na extrema-direita um parceiro preferencial. Isso é mais do que tática parlamentar. Traduz-se concretamente na vida das pessoas – é dinheiro desperdiçado em rendas (pouco) moderadas, são proteções sobre quem trabalha desmanteladas, é essa aliança ser a única causa para hoje não termos pensões mais altas ou IVA Zero.

Inevitavelmente, porém, o PS terá de definir quais são as “áreas essenciais” nas quais ainda queremos procurar acordos de regime. Nas demais áreas, o PS deve agir como partido de oposição puro e duro. Isso nunca significou ser apenas um partido de protesto, embora importe ser capaz de criticar e protestar. Sempre significou também apresentar propostas alternativas. Mas um partido que lidera a oposição, como o PS deve fazer, não se corresponsabiliza pela ação do Governo, nem dilui a força e a convicção da sua propositura. Dado o comportamento recente da AD, diga-se que assim se evita ficarem com os louros das nossas iniciativas ou, pior, o risco do desprezo que Montenegro tem demonstrado.

Se o PS não for capaz de imprimir essa distinção entre “compromissos e ruturas”, como lhe chamou Francisco Assis, a sua ameaça torna-se inconsequente. Até para aqueles que pretendem um espaço maior de convergência entre PS e PSD, é um erro não entender que a ambiguidade tira pressão a Montenegro e encurrala o PS numa posição negocial fragilizada. Mas este assunto é bem mais importante do que a arte da negociação.

a sua mercearia portuguesa

Beneficiará, em primeira instância, de clarificar que um divórcio com o Governo tem causas mais fundas que lugares – nomeadamente, o que esses lugares representam para os direitos dos portugueses, mas também o realinha-

Trata-se do cidadão comum, na rua, compreender as posições do Partido Socialista. Para isso, elas devem estar bem definidas e ser comunicadas de forma clara e tempestiva. A combinação certa entre força e humildade é essencial para convocar respeito e ser credível. Por muito tentador que seja discutir em torno da tática quotidiana ou refugiar-nos na linguagem redonda e elaborada dos tecnocratas e do “politiquês”, temos de ter a disciplina de falar do que importa – do custo de vida, dos baixos salários - e a inteligência superior para o fazer de forma concisa e simples.

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Aqui você encontra todo o tipo de produtos portugueses para saborear à sua mesa. Os produtos do Continente e dos Açores que lhe fazem lembrar a sua terra e as suas tradições.

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José Luís Carneiro lançou, no encerramento do Congresso, várias ideias para o país. Foi um momento importante de afirmação do que poderia ser uma governação socialista, com opções muito diferentes desta “gestão corrente” da AD. Mas, tal como nos ensina o sucesso doutros partidos nossos rivais, as ideias só se percebem se forem repetidas muitas vezes e se apelarem a uma visão aspiracional. Para conseguir que as suas ideias mobilizem, o PS terá de criar “objetos de desejo político”. Por exemplo, traduzir o universalizar do apoio aos idosos num Serviço Nacional do Cuidado. Combater o fenómeno de jovens “nem-nem” deve significar uma verdadeira garantia de emprego ou formação realmente útil e ajustada ao tecido económico local – na hora certa, a cana de pesca e o ensinar a pescar. Nada disto se fará de um dia para o outro, nem a atual direção do PS tinha de ter isso já pronto a tempo do Congresso. Com eleições só em 2029, e o Presidente a declarar que elas não acontecerão mais cedo, o PS tem tempo. Temos de fazer uso desse tempo para escutar. Temos mesmo de escutar para afinar os temas e os termos em que participamos na batalha das ideias. Na nossa moção, apontamos vários métodos concretos de valorizar a participação dos autarcas e militantes e de abrir o Partido ao conhecimento e à sociedade.

Depois da derrota que tivemos, depois da reflexão adiada, depois de um Congresso em forma de pontapé de saída, a pergunta que se impõe é – e agora? É certo que vivemos numa modernidade “líquida”, como dizia Bauman, e que, em Portugal, nada se inscreve, como nos descreve José Gil. Será muito fácil tudo isto ser esquecido ou relativizado. Mas isso é tanto um “fado” como a profecia de que a social-democracia europeia está obsoleta e acabada. Não tenhamos o medo de mudar. Temos um futuro a conquistar.

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feliz Páscoa a todos clientes e amigos

Leia em inglês
Miguel Costa Matos Opinion

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indubitavelmente, a sua vocação empreendedora. Esta realidade é amplamente comprovada pelas trajetórias de inúmeros compatriotas que criaram empresas de sucesso e assumem funções de relevo nos domínios cultural, social, económico e político.

Entre os múltiplos exemplos de empresários lusos da diáspora — hoje cada vez mais reconhecidos como um ativo estratégico na projeção internacional de Portugal — destaca-se o percurso inspirador de Artur Brás.

Natural da freguesia de Rossas, no concelho minhoto de Vieira do Minho, onde nasceu em 1948, no seio de uma família de lavradores, Artur Brás teve oportunidade de estudar em Braga até à adolescência, concluindo o 5.º ano na Escola Industrial Carlos Amarante. Em 1965, partiu para França, seguindo o caminho de milhares de jovens portugueses que, no contexto da ditadura salazarista, procuravam escapar ao serviço militar obrigatório na Guerra Colonial.

Munido de um passaporte de estudante e com alguns conhecimentos de francês, não percorreu — ao contrário de muitos compatriotas — os trilhos da emigração clandestina. Ainda assim, a chegada a França ficou marcada por dificuldades iniciais, tendo sido acolhido durante três

dias no “bidonville” de Saint-Denis, um vasto bairro de lata que, na década de 1960, acolheu milhares de portugueses em condições extremamente precárias.

Dotado de uma personalidade resiliente e de uma ética de trabalho profundamente enraizada nos valores familiares, iniciou o seu percurso profissional como ajudante na construção civil. A sua determinação permitiu-lhe ascender rapidamente, tornando-se diretor de uma empresa francesa aos 26 anos, na região de Seine-et-Marne.

Um ano depois, regressou a Vieira do Minho, movido pela saudade da terra natal, onde realizou alguns investimentos e deu início à sua atividade empresarial na construção civil. Contudo, um acidente de trabalho levou-o a regressar a França. Foi aí que, em 1977, fundou uma empresa especializada na construção de vivendas de luxo e conheceu, em Paris, Maximina da Silva, também natural de Vieira do Minho, que viria a tornar-se sua companheira de vida e um pilar fundamental no seu percurso.

A empresa “Arthur Brás Construções” afirmou-se, na região de Chantilly, a norte de Paris, como uma referência de qualidade, rigor e credibilidade. Paralelamente, expandiu a sua atividade para o setor da promoção imobiliária, consolidando o “Grupo Arthur Brás”, hoje composto por mais de uma dezena de empresas ligadas à construção, património e investimento imobiliário.

O reconhecimento do seu percurso empreendedor materializou-se, em 2018, com a inauguração, no dia do seu 70.º aniversário, do Hyatt Regency Chantilly, um hotel de quatro estrelas que simboliza o culminar de décadas de trabalho, visão estratégica e capacidade de execução.

Apesar do sucesso alcançado em França, Artur Brás nunca quebrou a ligação a Portugal. Discreto, fiel aos valores da família e da amizade, mantém uma relação próxima com o país de origem, sendo hoje um exemplo paradigmático do potencial estratégico da diáspora portuguesa.

Num momento em que Portugal enfrenta um dos maiores desafios da sua contemporaneidade — a crise habitacional —, o empresário luso-francês tem vindo a afirmar-se como um agente ativo na resposta a este problema. Em Braga, desenvolve projetos junto à Universidade do Minho e ao Hospital de Braga, com forte procura por parte de docentes e profissionais de saúde.

Para além deste investimento num dos concelhos mais dinâmicos do país, onde o crescimento demográfico tem sido particularmente expressivo na última década, Artur Brás impulsionou também a construção de cerca de meia centena de apartamentos em Amares. Simultaneamente, encontra-se a estudar novos projetos em Vieira do Minho, terra que, em 2021, o homenageou no âmbito do 507.º aniversário da sua elevação a concelho.

Ao expandir a sua atividade em território nacional, o empresário não só reforça o crescimento do “Grupo Arthur Brás”, como contribui diretamente para o desenvolvimento económico regional, criando emprego, dinamizando o setor da construção e ajudando a fixar população.

Mais do que um caso de sucesso individual, o percurso de Artur Brás — marcado também por diversas iniciativas de apoio à comunidade luso-francesa, designadamente na área do futebol e em ações de solidariedade em prol de crianças carenciadas — evidencia, de forma inequívoca, o papel estruturante da diáspora portuguesa

no desenvolvimento do país. As comunidades portuguesas no estrangeiro não são apenas depositárias de memória e identidade: afirmam-se, cada vez mais, como agentes económicos e sociais de relevo, capazes de gerar investimento, promover a transferência de conhecimento e construir pontes duradouras entre Portugal e o mundo.

Num tempo em que se impõe repensar estratégias de crescimento e coesão territorial, a valorização deste capital humano e empresarial da diáspora revela-se não apenas desejável, mas indispensável. O exemplo de Artur Brás demonstra que o empreendedorismo emigrante não é apenas uma história de superação individual — é, sobretudo, uma alavanca concreta para o futuro coletivo de Portugal.

O empreendedor luso-francês Artur Brás.

Daniel Bastos Opinião
(DR)

O novo fôlego da diáspora

A Comissão Nacional do Partido Socialista, realizada no passado fim de semana em Viseu, trouxe um novo fôlego à Diáspora.

No quadro do reforço da representação política das nossas comunidades, o recente Congresso Nacional do PS selou um compromisso renovado com os portugueses residentes no estrangeiro. Movidos por um sentido de lealdade e visão de futuro, foi apresentada a votação uma lista para a Comissão Nacional que não foi meramente nominal; foi uma afirmação estratégica para as comunidades portuguesas no mundo.

A minha própria eleição para este órgão — o mais importante do partido entre Con-

gressos — representa o reconhecimento do peso que a Diáspora deve ter no centro da decisão política, em Lisboa. Ao meu lado, Francisca Beja, de Macau, reforça uma seleção focada na competência e na renovação, garantindo que os novos dinamismos da emigração e a mobilidade qualificada têm voz ativa onde as decisões são tomadas. Estamos, assim, comprometidos com propostas concretas. Pessoalmente, assumo uma responsabilidade acrescida: após ter sido nomeado pelo Secretário-Geral, José Luís Carneiro, em novembro do ano passado, como Coordenador do PS Fora da Europa, o objetivo é transformar representação em influência. A prioridade é garantir que a voz das nossas comunidades se traduza em medidas em áreas críticas: da dinamização associativa e justiça fiscal à participação cívica e ao reforço dos laços económicos com Portugal. Esta estratégia visa valorizar o contributo de quem vive fora, assegurando que as suas preocupa-

ções e aspirações estão devidamente refletidas na agenda política nacional. Temos que trabalhar em proximidade tendo em vista uma expansão global. Paralelamente a esta afirmação nos órgãos nacionais, o trabalho de fundo no Círculo Fora da Europa ganha uma nova dinâmica. Tem sido liderada uma estratégia de auscultação e presença territorial que abrange desde as Américas até à Austrália, passando por África e Ásia, focada na consolidação de estruturas e na criação de novas Secções que respondam às realidades atuais. Este pilar estratégico será valorizado através de uma estrutura dedicada, garantindo que nenhum português fique sem interlocutor.

Este é, pois, um momento de afirmação. Com uma representação reforçada e uma rede em expansão, a Diáspora Fora da Europa ganha um canal direto para influenciar as políticas públicas, posicionando o partido como uma alternativa de governa-

Fraga da Silva OS AÇORES EM 50 VELHAS

Neste livro de 134 páginas (Edição Letras Lavadas) que é dedicado ao Mestre

São Jorge, Graciosa, Flores e Corvo. Além das «velhas», herdeiras das cantigas medievais de escárnio e mal-dizer, Fraga da Silva integrou nestas páginas citações de autores tão diversos como Dias de Melo, Katherine Vaz, Vitorino Nemésio, António Tabuchi, Gaspar Frutuoso, João de Melo, Romana Petri, Alice Moderno, Raul Brandão, Valentim Fernandes, Natália Correia, Daniel de Sá, Joel Neto, Almeida Garrett, Gervásio Lima., Mark Twain, Teófilo Braga, Chateaubriand,

We’re more than just a real

a community of driven, collaborative professionals who believe in doing things differently. Backed by supportive leadership and hands-on mentorship, we help you build a business you’re proud of Whether you’re newly licensed or looking to level up, we’re ready for

ção credível e de confiança para todos os portugueses, independentemente da latitude onde residam.

O caminho que agora traçamos não se esgota em nomeações; concretiza-se na ação diária e na capacidade de encurtar a distância entre as comunidades e o Parlamento. Ao integrarmos a Diáspora no coração estratégico do partido, estamos a dizer a cada português no estrangeiro que o seu país não o esquece e que a sua voz é fundamental para construir o Portugal de amanhã.

O futuro do PS e do país passa, inevitavelmente, por esta visão global. É com este espírito de missão que continuaremos a trabalhar: com os pés no mundo, mas sempre com o coração em Portugal.

Victor Rui Dores e Vasco Callixto entre outros.

Um aspecto curioso deste livro é a partitura musical de «As velhas» logo a seguir à dedicatória.

Fiquemos com as «velhas» da página 66: «O ti João, cá nos Açores/é de todos os cantadores/o melhor que já se viu/Quando às Velhas se faz/não se poupa e é capaz/ de rimar horas a fio/Tua avó que é sua fâ/ segue-o com grande emoção/da Agualva à Terra Chã/nunca perde uma actuação.»

JCF
Vítor Silva Opinion

Anúncios de primavera

Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.

Desconhecido

Sempre que em Portugal irrompem os sinais da primavera, lembro-me de Toronto.

Da cidade que deixei e aquela a que regresso em namoros fugazes de ocasião, onde registo uma ou outra alteração de pormenor, sem que, no entanto, a sinta desfigurada; dos espaços anteriormente percorridos nos automatismos que os vínculos laborais diariamente me exigiam; dos amigos mais íntimos, para quem não tenho mãos a medir para satisfazer convites e solicitações, prova inequívoca de que as amizades fortes não se desfazem com a ausência; dos rostos que continuam a habitar a galeria dos conhecidos, mesmo que o contacto nunca tenha passado de um cerimonioso cumprimento ou aperto de mão; dos eventos que continuam a celebrar a pujança de uma comunidade, onde novos elementos despontam para dar continuidade aos valores já consolidados; dos cafés e das pastelarias, num roteiro de sons, cheiros e sabores, a lem-

brar estabelecimentos de bairro fixados no tempo; dos jornais, ainda que vestidos de novos nomes, a distribuir notícias internacionais e locais, calendários das jornadas de futebol sempre atualizadas, receitas e anúncios que, num passado recente, me fizeram perceber um mundo que não conhecia; de uma familiaridade de linguagens a lembrar-me que acabara de mergulhar no “little Portugal” - perímetro do cruzamento da Dundas e College com a Ossington.

Não há dúvida de que é nos países sujeitos ao rigor dos gélidos invernos que a natureza é muito mais eloquente nos anúncios da primavera. Em Portugal, por exemplo, onde é possível em dezembro ver o vermelho das rosas nos jardins, há muito que os rebentos da nova estação passaram de galhos a ramos, desabrochando em flor, para em menos de nada entrarem no ciclo dos frutos.

As transformações vão-se fazendo muito mais cedo, ao longo de meses, pelo que não nos é possível experimentar sensações tão fortes como as que se vivem em Toronto. Destaque-se o culto dos jardins e de como toda a cidade se volta para a terra, mesmo quando confinada a uma pequena nesga a disputar espaço com o “drive way”. E as hortas, igualmente bem tratadas, à espera que rompam do solo as hastes dos tomateiros, dos pepinos, dos pimentos, do feijão

verde, das ervilhas, para que as estacas os orientem no caminho para o alto. Mais rasteiras, ficam as alfaces e outras verduras, a comporem o ramalhete do ecologicamente equilibrado e saudável. Caminhar pelas áreas residenciais de Toronto, nesta altura do ano, é assistir ao chamamento que transforma cada citadino num camponês. Na forma como esgravata a terra e a revigora nas braçadas com que a envolve e revolve, alinha os canteiros, delineia sebes, semeia e planta, ajeita um vaso ou acaricia uma folha. Em cada gesto, um diálogo permanente com a força telúrica da natureza, onde não faltam as pedras a estabelecer a harmonia que se quer completa. Por toda a cidade, na parte exterior das superfícies comerciais, há estufas a céu aberto: vasos e mais vasos de árvores em miniatura, plantas, flores e ramos à espera dos clientes que trazem o perfume da primavera à flor da pele. Nos corpos vestidos de roupas mais leves - ombros, braços e

pernas à mostra -, depois da longa clausura imposta pelo frio.

É um ritual que, com maior ou menor intensidade, todos cumprem. E todos falam desta atividade como se a energia da terra lhes corresse como seiva pelas veias. Nota-se na postura mais direita do corpo, na ligeireza do caminhar, no sorriso que passa a morar no rosto dos que diariamente se cruzam para iniciar mais um quotidiano de trabalho, no movimento das ruas transformadas em solários, onde muitos buscam a energia luminosa para, à semelhança das plantas, a transformarem em energia química.

Os raios de sol são a batuta que cada ano dita uma renovada coreografia da Sagração da Primavera!

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Aida Batista Opinião

A cerimónia dos Canadian Juno Awards do último domingo (29) foi repleta de magia, atuações marcantes e reconhecimentos que muitos sentiram que já pecavam por tardios. O evento destacou o melhor da indústria musical canadiana e reforçou o quão longe a nossa música chega internacionalmente, para lá das nossas próprias fronteiras. Contou até com um regresso especial ao palco da lendária banda “Rush” para abrir as festividades da noite, estreando a nova baterista alemã, Anika Nilles. A lendária Joni Mitchell foi homenageada pelo Primeiro-Ministro Mark Carney ao receber o prémio Lifetime Achievement, sendo apenas a terceira pessoa a recebê-lo na história dos Junos.

No entanto, a noite significou muito mais para a comunidade luso-canadiana, com uma representação robusta como nunca se vira. O orgulho português não foi apenas sentido por todos os que têm raízes portuguesas, mas também por todos os que não as têm, ao verem uma bandeira que não a canadiana adornar o palco quando Shawn Desman a exibiu durante o tributo a Nelly Furtado, cantando “Força”. Sem dúvida, todos os luso-canadianos que assistiam em casa apontaram literalmente para a televisão com alegria, porque, durante muito tempo, Portugal foi visto como um país pequeno com pouco impacto global no cenário internacional. Mas ali estava a nossa bandeira, e uma bandeira gigante, ondulando como se fosse uma pessoa real no palco, absorvendo toda a atenção das câmaras da rede de televisão. Talvez para os não-portugueses/luso-canadianos tenha sido mais fácil de aceitar por se tratar de um tributo a Nelly, que sempre abraçou as suas raízes, escrevendo a canção

precisamente para a organização do Euro 2004 em Portugal. O sentimento geral nas redes sociais tem sido positivo, de aceitação e ponderado, mas, por outro lado, Nelly sempre foi a "querida" da comunicação social e um excelente modelo para tantos. Ver um nome titânico como Drake abrir uma exceção para aparecer nos prémios (ainda que através de uma mensagem de vídeo direta para Nelly) acrescentou outra camada de orgulho, tal como a vasta gama de artistas que se juntaram à atuação de tributo, com Alessia Cara, Jully Black, Tanya Tagaq e o porta-bandeira Shawn Desman. Após a atuação, Nelly subiu ao palco para agradecer a sua entronização e afirmar que é o “produto do sonho canadiano”, acrescentando que o Canadá sempre se preocupou com a arte, com a cultura, e que ela vem exatamente daí. Uma das surpresas, porém, surgiu após o espetáculo, na sala de imprensa, onde Nelly anunciou que, afinal, não terminou a sua carreira na música, como havia sido anunciado anteriormente

em outubro de 2025, após uma série de concertos pela Europa. Ela tinha dito anteriormente que, nesta fase da vida, estava mais vocacionada para novos empreendimentos criativos e pessoais. No domingo, contudo, a reviravolta que deu deixa muitos na antecipação de um futuro lançamento.

A somar à presença portuguesa no início da noite, houve uma forte atuação da luso-canadiana Sofia Camara, cantando os seus êxitos sentidos “Girls Like You” e “Who Do I Call Now”. Ela estava também nomeada para Artista Revelação do Ano, após ter atuado também no JUNO Songwriter’s Circle em Hamilton. A jovem de 24 anos tem estado em todo o lado ultimamente — literalmente, pois tem estado em digressão pela Europa e América do Norte e tem ocupado espaço nas rádios de forma consistente. Isto permitiu-lhe reunir mais de 1,2 milhões de seguidores, tornando-se viral frequentemente entre as versões que faz e o seu catálogo original. Ela é, sem dúvida, a próxima aposta para elevar o orgulho luso-canadiano, vendo um dos seus, do Canadá, a causar impacto global no cenário internacional. Os JUNOs são sempre um evento muito antecipado, que nos permite, como canadianos, reconhecer artistas que transcendem as nossas fronteiras e alcançam a fama global, bem como aqueles que permanecem dentro delas. Oferece-nos também a oportunidade de descobrir artistas que poderíamos não conhecer, mas que passamos a conhecer. E para nós, luso-canadianos, significou o mundo ver as nossas raízes em plena exibição no meio de tudo isto, para além do "teto" da comunidade, em pé de igualdade com os melhores e com a nossa bandeira a acenar como um ponto de exclamação. Para as legiões de jovens aspirantes a cantores luso-canadianos, foi o melhor cenário possível: inspiração, orgulho e a possibilidade de serem o que Nelly disse –“um produto do Sonho Canadiano”.

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Reno Silva Opinião

Convite à candidatura: Portuguese Canadian Walk of Fame 2026

Call for nominations: 2026 Portuguese Canadian Walk of Fame

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"A verdadeira grandeza de uma comunidade mede-se pela forma como cuida dos seus membros mais vulneráveis". Começo assim o meu texto informativo acerca da gala “Building the Fire Within”, organizada pelo Abrigo Centre, que reuniu centenas de pessoas para apoiar vítimas e reforçar a consciencialização sobre um problema que muitas vezes permanece invisível. Mais do que um evento, tratou-se de um apelo à comunidade: quebrar o silêncio, apoiar quem precisa e construir um futuro mais seguro para todos.

OCentro Abrigo reuniu assim cerca de 350 pessoas no passado sábado, angariando aproximadamente 100 mil dólares para os seus programas de apoio à comunidade. A MDC Media Group, de Manuel Da Costa, produziu um vídeo para a gala, mostrando o trabalho diário da instituição. Em pouco mais de três minutos, re-

sumiu e apresentou ao público a dedicação e a paixão que o Abrigo tem pela comunidade.

As declarações

Gila Raposo, Co-Executive Director do Abrigo Centre, destacou a alegria de ver a casa cheia de pessoas alinhadas com esta missão, sublinhando que o encontro também é uma importante angariação de fundos, necessária para manter as portas abertas e garantir a continuidade do trabalho essencial da instituição. Com o apoio da comunidade, Gila expressou a confiança de que o abrigo poderá continuar a desempenhar o seu papel por muitos anos, celebrando não apenas a presença de todos, mas também a força de uma causa que transforma vidas.

Para Lena Barreto, Diretora Executiva do Abrigo Centre, o trabalho na instituição é um ato de amor pela comunidade. “Queremos continuar a mostrar que o Abrigo tem as por-

tas abertas e está pronto para atender todos os pedidos. Ao mesmo tempo, precisamos de algum financiamento para continuar este trabalho sem custos para os clientes”, afirmou. Barreto destacou que o Abrigo vai muito além do que muitos imaginam. “Ajudamos quem precisa de apoio com papéis do governo, pensões, emprego, o lazer e os tempos saudáveis para a terceira idade, mães e pais recentes, e ainda promovemos conversas com os jovens sobre relacionamentos saudáveis. Tudo isso é essencial para o bem-estar da nossa comunidade”, explicou Lena. Já para Paula de Jesus, Co-Executive Director, todos os dias são importantes, mas há um dia que se destaca. “Na verdade, todos os dias são importantes para nós, mas este dia é especial porque é quando a comunidade se reúne e apoia o trabalho que realizamos em todos os serviços sociais”, explicou. Segundo Paula, é nesse momento que todos percebem a dimensão do traba-

lho realizado pelo Abrigo, especialmente junto aos idosos e à comunidade em geral. Por seu turno, Joyce dos Santos, uma das apresentadoras da noite e membro do quadro da instituição, reforçou o significado pessoal do evento. “Todos os anos estamos aqui para angariar fundos para este projeto, que é super importante para podermos manter as portas sempre abertas e ajudar aqueles que mais necessitam. É algo importante para mim porque o Abrigo sempre teve a ideia de reunir toda a comunidade dos PALOP e poder representar a parte angolana, essa parte da língua portuguesa, que não é só de Portugal, mas de todos nós. Isso, com certeza, mantém o fogo aceso”, afirmou. Suzy Henriques, também co-chair desta gala de angariação de fundos, destacou que a presença e o apoio da comunidade são essenciais. “É muito importante para nós e para o Abrigo ter o apoio da comunidade e também agradecer aos patrocinadores que tornaram este evento possível.”

No final da noite, ficou claro que a gala “Building the Fire Within” não foi apenas um evento de angariação de fundos, mas um momento de união, esperança e compromisso coletivo. Cada sorriso, cada aplauso e cada gesto de apoio recordou que, mesmo diante da violência e da adversidade, a comunidade luso-canadiana em Brampton tem força, coragem e determinação para proteger os seus, ouvir quem sofre e reacender a chama da solidariedade. Mais do que celebrar conquistas, a noite deixou uma mensagem forte e inspiradora: juntos, é possível transformar vidas, quebrar ciclos de dor e construir um futuro onde a segurança, o respeito e o cuidado pelo outro não sejam exceções, mas a base de uma sociedade verdadeiramente justa. RMA/MS

Merit Award and Scholarship Gala Dinner 2026

A Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas de Ontário (ACAPO) realizou, no passado sábado, 28 de março, a sua cerimónia anual, a Gala de Prémios de Mérito e Bolsas de Estudo (Merit Award and Scholarship Gala Dinner), no salão da LiUNA Local 183, em Toronto, reunindo a comunidade luso-canadiana numa noite marcada pelo reconhecimento do mérito, pela celebração e pela valorização da educação.

Consolidada como uma das iniciativas de maior relevo no calendário comunitário, a gala tem como propósito distinguir personalidades que se destacam em várias áreas da sociedade, ao mesmo tempo que incentiva o investimento académico junto das gerações mais jovens. Desta forma, a ACAPO reafirma a educação como um pilar fundamental para o desenvolvimento e a afirmação da comunidade portuguesa no Canadá.

Neste ano, cinco personalidades foram homenageadas: Fernanda Brás, do Arsenal do Minho, Maria Helena Martins, da Associação Migrante de Barcelos, e Lúcio Oliveira, da Casa das Beiras de Toronto, receberam os Prémios de Mérito. Já Jorge Ribeiro e Rosa de Sousa, a título póstumo, foram distinguidos com o Prémio de Carreira, em reconhecimento pelo seu notável envolvimento comunitário em múltiplos níveis. Ao subirem ao palco, os homenageados destacaram a importância deste reconhecimento para o trabalho associativo, realçando o valor do esforço coletivo que fortalece a comunidade.

Maria Helena Martins sublinhou que o seu trabalho voluntário é dedicado a toda a comunidade portuguesa, reforçando o compromisso contínuo com o serviço à comunidade. Lúcio Oliveira acrescentou:

“Fizemos isso pela nossa comunidade”, destacando o papel de cada um na construção de uma rede sólida de apoio. Fernanda Brás partilhou a sua motivação: “Faço isto para manter viva a nossa cultura.”

Este reconhecimento pertence a todos os que se dedicam ao associativismo”, afirmou Jorge Ribeiro, resumindo o espírito da noite. Na mesma linha, Nancy de Sousa, em representação da mãe, Rosa de Sousa, recordou o legado da homenageada, sublinhando “uma vida dedicada à comunidade, com generosidade e espírito de missão.”

Um dos momentos altos da noite foi, igualmente, a atribuição de 34 bolsas de estudo a estudantes ligados a 15 associações membros da ACAPO, evidenciando o compromisso contínuo com a educação e a vitalidade do movimento associativo português em Ontário.

Entre as entidades representadas com estudantes estiveram o Arsenal do Minho, a Associação Cultural do Minho de Toronto, a Associação Migrante de Barcelos, a Banda do Sagrado Coração de Jesus, a Casa da Madeira, a Casa das Beiras de Toronto, a Casa do Alentejo, a Casa do Benfica de Toronto, o First Portuguese Canadian Cultural Centre, os Luso M

Riders, o Northern Portugal Cultural Centre, o Portuguese Cultural Club of Vaughan, o Rancho Folclórico “As Trincanas”, o Rancho Folclórico da Nazaré e o SCP Academy Toronto, refletindo a forte ligação entre o tecido associativo e as novas gerações.

Em declarações ao nosso jornal, vários bolseiros destacaram a importância deste apoio no seu percurso académico. Marina Balinha, da Casa do Benfica de Toronto, afirmou: “É um reconhecimento que nos motiva a continuar e a dar o nosso melhor.” Lisa Lopes, da Associação Cultural do Minho de Toronto, realçou o sentimento de pertença: “Sentimos que a comunidade acredita em nós e isso faz toda a diferença.”

Matilde Lima, do First Portuguese Canadian Cultural Centre, acrescentou: “Sentimo-nos orgulhosos e gratos. Esta bolsa dá-nos confiança para alcançar os nossos objetivos.” Já Ruben da Rocha considerou tratar-se de “um incentivo importante para quem quer investir na sua formação.”

Todos deixaram palavras de agradecimento aos seus clubes e à organização do evento, sublinhando o papel fundamental destas iniciativas na promoção da educação e no incentivo às novas gerações.

A cerimónia marcou ainda a 10.ª edição da bolsa ACAPO Damião P. Costa, homenagem a uma figura de referência na promoção do ensino da língua portuguesa em Toronto. O prémio foi atribuído a Raphael Almeida Mendes, da Casa do Benfica de Toronto, distinguido pelo seu percurso académico de excelência. O jovem partilhou a sua satisfação: “É uma grande honra. Este apoio dá-me ainda mais motivação para continuar os meus estudos e contribuir para a comunidade.” Presente na gala, a cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a importância destas iniciativas para a valorização da língua, da cultura e da educação no seio da diáspora portuguesa. Na sua intervenção, o presidente executivo da ACAPO, José Maria Eustáquio, salientou o crescimento sustentado da organização, que conta atualmente com 37 membros, reforçando a importância de continuar a investir nas novas gerações. “Investir na educação é investir no futuro da nossa comunidade e nas novas gerações”, afirmou, agradecendo de coração aos clubes, associações, patrocinadores e meios de comunicação pelo apoio e pela parceria, que tornam estas conquistas possíveis e fortalecem os laços da nossa comunidade.

A noite decorreu num ambiente de forte espírito comunitário, marcado pelo orgulho, pela união e pela celebração das conquistas coletivas, evidenciando o papel da ACAPO na promoção do mérito, no apoio à juventude e no fortalecimento da identidade cultural portuguesa no Canadá.

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Fim de uma era: cortes no Toronto Catholic District School Board Ameaçam 50 anos de ensino do Português no Canadá

O Toronto Catholic District School Board anunciou cortes e mudanças significativas devido a problemas orçamentais, incluindo a eliminação do programa intensivo de literacia Fifth Block, destinado a alunos com dificuldades de leitura, e alterações no ensino de línguas.

Otradicional Programa de Línguas Internacionais, que existia há mais de 50 anos, será encerrado no formato atual e passará a funcionar apenas aos sábados, limitando o acesso dos alunos à aprendizagem de uma terceira língua. A decisão deverá levar à perda de emprego de dezenas de professores e reduzir oportunidades de desenvolvimento linguístico e cultural.

Segundo sabemos, os pais, alunos e professores foram apanhados de surpresa pela decisão, gerando forte descontentamento, especialmente tendo em conta a diversidade e especificidade cultural do Canadá. O ensino do português é um dos que será claramente prejudicado, podendo mesmo desaparecer em muitas escolas, o que representa uma perda significativa para a comunidade lusófona e para a preservação da língua e cultura. O nosso jornal recebeu várias mensagens e protestos de pais e docentes, que apelam à mobilização da comunidade para tentar impedir a concretização destas medidas.

“Esta é uma decisão devastadora e míope”, afirmou Val Di Gregorio, do CUPE 3155. Segundo o sindicato, os cortes refletem o subfinanciamento da educação pública pelo governo provincial liderado por Doug Ford e pelo ministro Paul Calandra. Apesar disso, não há confirmação de que todos os programas de línguas em Ontário vão terminar. Programas como o LINC, destinados a imigrantes adultos aprenderem inglês e francês, continuam disponíveis, embora especialistas recomendem que as famílias confirmem diretamente com os conselhos escolares locais a oferta de cursos, já que o financiamento pode continuar a mudar.

50 Anos de resistência: O ensino do Português no Canadá e a luta de uma professora Após mais de cinco décadas de dedicação ao ensino, a professora Teresa Luiz partilha uma reflexão profunda sobre os desafios, conquistas e incertezas que marcaram o percurso do ensino da língua portuguesa no Canadá — uma história de resiliência, identidade e compromisso comunitário.

O programa de ensino do português, implementado no ano letivo de 1976/1977, destacou-se desde o início como uma iniciativa pioneira. Surgiu num contexto de forte imigração portuguesa, respondendo à necessidade urgente de apoiar alunos que enfrentavam desafios linguísticos e culturais significativos. Mais do que uma ferramenta pedagógica, este programa tornou-se um pilar fundamental na preservação da língua e da cultura portuguesas entre os filhos de imigrantes.

O Núcleo de Leitura

Segundo Teresa Luiz, o impacto foi imediato e profundo. “Tornou-se evidente que os nossos alunos precisavam de um apoio educativo especializado”, afirma. Ao integrar a língua portuguesa no sistema educativo, o conselho escolar demonstrou um compromisso claro com a inclusão e com a valorização da diversidade cultural, fortalecendo o sentimento de pertença dos alunos e enriquecendo o ambiente escolar.

Contudo, este percurso nunca foi isento de dificuldades. Desde a sua criação, o programa enfrentou controvérsias constantes e sucessivas ameaças de descontinuação, frequentemente justificadas por alegadas limitações de financiamento. “Não houve um único ano em que não tivéssemos de lutar pela manutenção do programa”, recorda a professora. Essa luta contou com o empenho de professores, trustees, pais e membros da comunidade, cuja persistência foi essencial para garantir a sua continuidade.

Ao longo dos anos, Teresa Luiz esteve também ativamente envolvida no sindicato, defendendo não apenas a existência do programa, mas também os benefícios académicos do bilinguismo. Inicialmente, o português não era amplamente valorizado pelos alunos. No entanto, com o tempo, essa realidade transformou-se. A modernização de Portugal e a sua crescente projeção internacional contribuíram para um aumento do orgulho nas raízes culturais e linguísticas.

A motivação de Teresa Luiz sempre foi clara: uma paixão genuína pelo ensino. “Sempre quis ser professora — faz parte de quem sou”, afirma. Ao longo da sua carreira, essa vocação foi reforçada pelo trabalho colaborativo com outros educadores, com quem aprofundou o estudo do bilinguismo e das suas vantagens cognitivas, linguísticas e socioculturais. Para ela, ensinar vai muito além da sala de aula — é contribuir para a construção de identidades e para o desenvolvimento de cidadãos mais conscientes e preparados. Orgulha-se dos jovens luso-canadianos pela sua abertura e adaptação, mas a professora alerta: sem o ensino do português, que valor damos à nossa cultura? Critica ainda a desvalorização das línguas na América do Norte e decisões políticas que enfraquecem a voz da comunidade.Apesar das incertezas, Teresa Luiz acredita que o ensino do português não desaparecerá completamente, embora reconheça que poderá tornar-se menos acessível. “Nem todas as famílias têm condições para recorrer ao ensino complementar”, alerta, sublinhando o risco de aumento das desigualdades.

A docente destaca a evolução do português como língua global e deixa um apelo: não desistam de lutar. O futuro depende de uma comunidade unida na preservação da língua e cultura.

Secção Local do Conselho das Comunidades Portuguesas contesta fim do ensino de português

A Secção Local do Conselho das Comunidades Portuguesas no Canadá manifestou forte preocupação com a decisão do Toronto Catholic District School Board de encerrar, a

partir de setembro de 2026, o ensino integrado do Programa de Línguas Internacionais no ensino elementar. Segundo o CCP, a medida terá um impacto significativo no ensino da língua portuguesa, que atualmente envolve mais de 2.100 alunos em dezenas de turmas, com apoio pedagógico do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua. A organização considera que o fim deste modelo representa um retrocesso no acesso às línguas de herança, essenciais para o desenvolvimento cultural e identitário dos jovens, sobretudo quando a escola é o principal espaço de aprendizagem estruturada da língua. O CCP destaca ainda a importância global do português e o seu valor em termos académicos e profissionais, bem como a crescente diversidade dos alunos que procuram este ensino no Canadá. Por fim, alerta que a decisão contraria os princípios de diversidade e inclusão do país, apelando à sua reavaliação através do diálogo com as comunidades afetadas. O apelo é subscrito por representantes da organização, incluindo Laurentino Esteves, Katia Caramujo, Paulo A. Pereira e Daniel Loureiro. A luta continua. Pais, alunos e comunidade mobilizam-se para defender o ensino do português diante dos cortes do Toronto Catholic District School Board. Não podemos perder décadas de identidade e cultura. Continuaremos firmes para garantir que as futuras gerações possam aprender e valorizar a língua portuguesa no Canadá.

RMA/MS

Do inverno para a primavera no aconchego dos livros

A primeira reunião do ano, exclusivamente por Zoom, bateu o recorde para o mês de janeiro com a participação de 16 pessoas. Nunca a conveniência de nos juntarmos virtualmente foi tão apreciada para os membros do Núcleo como nessa noite de nevão e baixa temperatura.

Oautor clássico Raúl Brandão tinha sido escolhido pela maioria que desconhecia a sua obra, e foi uma boa surpresa para quem leu as suas obras mais famosas e de leitura relativamente fácil: As Ilhas Desconhecidas, Os Pobres e Os Pescadores. Por outro lado, quem teve a coragem de mergulhar na sua obra-prima Húmus e noutras menos conhecidas, considerou a leitura deprimente e por vezes difícil de assimilar. No entanto, todos concordaram que o autor escreve muito bem e valeu a pena conhecê-lo e ler mais dos seus livros. O encontro de fevereiro teve como autor a ler e a debater, Castro Soromenho, selecionado por pertencer ao grupo de autores africanos, neste caso moçambicano, e ser considerado um clássico da literatura colonial portuguesa. Participaram 13

membros. Sete livros do autor foram lidos e debatidos pelos participantes só on-line. Este autor agradou pela facilidade com que se lê a sua escrita e pelo conteúdo histórico e antropológico da sua obra. O último encontro do trimestre e para

celebrar a entrada da primavera, foi dedicado à poesia. O Dia Mundial da Poesia é celebrado anualmente a 21 de março, data instituída pela UNESCO em 1999 para promover a leitura, a escrita e o ensino da poesia, além de valorizar a diversidade

Credito: DR

linguística. Todos os participantes trouxeram um poema ou dois para ler, tanto de autores populares como de poetas reconhecidos. Como é o nosso hábito, a informação é partilhada pós-reunião, para que os membros do Núcleo, especialmente os que não puderam participar, leiam e avaliem por si mesmos o valor da escrita poética dos autores escolhidos. O autor de abril vai ser António Lobo Antunes, recém-falecido e considerado um dos melhores escritores portugueses pela originalidade da sua escrita mais elaborada e das crónicas mais acessíveis ao público leitor. A partir desse mês, os nossos encontros serão híbridos, ou seja on-line e presenciais no piso superior da Casa do Alentejo.

Até lá desejamos a todos os leitores deste jornal, uma feliz primavera e uma Santa Páscoa. Podem manter-se informados sobre as nossas atividades, consultando o Facebook Group do mesmo nome; ou por e-mail: nucleodeleitura@gmail.com

Ilda Januário e Carmen Carvalho, coordenadoras

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Pulsar da Comunidade

Sabores, Tradições, Música e Comunidade

Entre sabores, tradições e muita alegria, a comunidade portuguesa celebra a cultura em eventos em Mississauga, Toronto e Hamilton, reunindo amigos e famílias em experiências que deixam memórias para toda a vida.

Em Mississauga: Bacalhau foi rei da mesa

No último sábado, a comunidade em Mississauga se reuniu para uma noite memorável na Festa do Bacalhau, realizada na Igreja do Cristo Rei. A casa estava cheia, a comida estava espetacular e o público trouxe consigo uma energia contagiante que fez o evento brilhar. Os mordomos João e Fernanda Santos, que organizaram cada detalhe desta festa tão especial, chegaram ao final da noite felizes. A animação ficou por conta de Tony Camara e Jason Branco, garantindo música e alegria para todos. Entre risos, danças e sabores, também se destacou a presença da Coroa do Espírito Santo, tradição que muitos trouxeram diretamente dos Açores, simbolizando a fé e a união de um povo que mantém viva a sua cultura. Foi uma noite de celebração, memórias e energia que certamente ficará no coração de todos os presentes.

Em Toronto: Chá com elegância e tradição na Casa dos Açores

No passado dia 29 de março, a Casa dos Açores do Ontário abriu as suas portas para uma tarde encantadora de chá e convivência, reunindo amigos e amantes da cultura açoriana numa experiência de graciosidade e sabor. Entre as 16h e as 18h, os convidados deliciaram-se com chás finos, sandes leves e uma decoração floral que evocava a delicadeza das tradições europeias, onde cada detalhe exalava elegância. Muitos não resistiram em trazer os seus chapéus finos e chávenas de porcelana, completando o cenário de

um verdadeiro chá das cinco. O evento proporcionou não apenas momentos de convívio, mas também a oportunidade de conhecer melhor a cultura açoriana e as iniciativas da Casa dos Açores. Entre os anfitriões estiveram Suzanne da Cunha, presidente e Odilia Janeiro, vice-presidente, que acolheram calorosamente os participantes e garantiram que cada detalhe fosse perfeito. Além do chá, a presidente da direção aproveitou a oportunidade para informar que a Casa dos Açores continua a promover a tradição e a cultura açoriana através de projetos como o grupo de folclore “Pérolas do Atlântico”, agora novamente aberto a jovens entre os 8 e os 35 anos. Para quem deseja integrar o grupo, as inscrições podem ser feitas através do email: caopresidente@gmail. com. Foi uma tarde memorável, onde tradição, amizade e cultura se entrelaçaram numa experiência que promete permanecer na memória de todos os presentes.

Em Hamilton: Festa da Amizade - Noite Branca reúne comunidade

No sábado, dia 28 de março, o Rancho Províncias e Ilhas de Portugal promoveu a animada Festa da Amizade e Noite Branca, no Salão Paroquial da Igreja de Santa Maria, em Hamilton. O evento atraiu amigos, famílias e amantes da cultura portuguesa, todos vestidos de branco para celebrar a tradição e a amizade. O público desfrutou de uma noite com boa comida, boa música e boa companhia, com jantar servido pelo Cabral Catering e uma atuação especial do próprio rancho, que trouxe muita animação e dança típica portuguesa. As portas abriram para proporcionar uma experiência acolhedora para todas as idades. O evento teve como objetivo apoiar os jovens da comunidade e fortalecer a cultura portuguesa local. Ao final da noite, entre risos, aplausos e passos de dança, ficou claro que a Noite Branca não foi apenas um jantar ou uma fes-

Praia da Vitória de emoções e saudade

ta, mas um verdadeiro encontro de gerações, onde tradições se renovam e amizades se fortalecem. Segundo Norberto Paiva, “momentos assim lembram-nos do poder da cultura e da comunidade. Uma celebração da identidade portuguesa que aquece o coração e deixa memórias para a vida toda”.

Em Mississauga: o jantar de matança do porco do Asas do Atlântico

O evento de sábado do Asas do Atlântico foi marcado por uma experiência que aguçou todos os sentidos. A sala transformou-se em um verdadeiro festival de sabores, aromas e convívio, reunindo amigos e familiares em torno de uma das celebrações mais esperadas do ano: o jantar de matança do porco. Entre os fumos que se misturavam ao aroma irresistível da carne, a animação de Maria e Jerry contagiou os presentes, enquanto a batida envolvente do DJ Mix 97 garantiu que ninguém ficasse parado. Cada detalhe parecia pensado para criar memórias: o riso compartilhado, os pratos servidos com carinho e a música que embalava a noite tornaram o encontro muito mais do que um simples jantar – foi uma verdadeira celebração da cultura, da amizade e do prazer de estar junto. Segundo a organização, tudo decorreu de forma impecável, do início ao fim, deixando participantes e visitantes encantados.

Entre abraços e música celebra-se a comunidade terceirense

A comitiva da Praia da Vitória chegou a Toronto trazendo consigo não apenas a tradição e a alegria das festas, mas também o calor humano e a saudade que caracterizam a comunidade terceirense. O objetivo principal da visita foi aproximar-se dos emigrantes, reconhecer a coragem de quem vive longe para buscar uma vida melhor e reforçar que a cidade pertence a todos — moradores e emigrantes — convidando-os a sentir-se parte dela.

Apresidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória mostrou-se muito agradada com a receção que teve durante a sua primeira visita a Toronto, no Canadá. Destacou a afetividade da comunidade portuguesa e açoriana, afirmando que se sentiu “em casa” ao encontrar esse calor humano. A autarca explicou que o principal objetivo da visita foi aproximar-se dos emigrantes, reconhecendo a coragem de quem decidiu viver longe para buscar uma vida melhor. Levou consigo um pouco da Praia da Vitória e reforçou que a cidade pertence a todos — moradores e emigrantes —, convidando-os a sentir-se parte dela. “Levo daqui uma grande lição de vida”, afirmou Vânia Ferreira. No âmbito das Festas da Praia, a presidente destacou que estas são pensadas para envolver todos, incluindo os emigrantes, permitindo-lhes vivenciar momentos festivos intensos e reviver tradições como o Carnaval e o São João.

Segundo a autarca, a iniciativa também mostra aos visitantes, turistas e emigrantes, como é viver na Terceira, ilha conhecida pelo seu espírito festivo. Por fim, deixou um convite direto: a Praia da Vitória está pronta para receber todos, não apenas durante as Festas da Praia 2026. Com boa gastronomia, vinhos de qualidade e hospitalidade reconhecida, a cidade promete experiências memoráveis a quem a visitar.

César Toste, coordenador das festas da Praia da Vitória, destacou que estas celebrações são o ponto alto do verão na cidade, reconhecidas pela alegria e pelo espírito de festa que as caracterizam.

Além de homenagearem a cultura açoriana e portuguesa, as festas também têm um forte vínculo com a emigração, valorizando aqueles que contribuem para a cultura açoriana além-fronteiras.

Este ano, o tema escolhido é simboliza a união e faz uma homenagem às freguesias e à vila do concelho. Além disso, as festividades comemoram os 50 anos da autonomia dos Açores e os 125 anos do nascimento de um ilustre açoriano, Vitorino Nemésio, reforçando o sentimento de memória e identidade cultural. César Toste convida todos a visitar a Praia da Vitória, garantindo que a cidade estará de braços abertos, oferecendo não apenas festas e surpresas, mas também a oportunidade de conhecer a natureza, o mar e o povo acolhedor da região. Joe da Silva, comunicador, empresário

e delegado das festas da Praia no Canadá, destacou a enorme alegria e honra de receber a comitiva da Praia da Vitória. Como filho da Praia e terceirense de coração, sentiu-se privilegiado por organizar a recepção, contando com a colaboração preciosa de amigos, que ajudaram a tornar tudo possível em tão pouco tempo. A comitiva veio partilhar e promover a riqueza das festas, e a divulgação contou com o apoio entusiástico da comunicação social, incluindo a MDC Media Group, que abrange televisão, rádio, jornais e revistas.

Todo o trabalho correu muito bem, e mostrou mais uma vez a força da união e do empenho da comunidade.

Joe da Silva deixou um convite caloroso a todos: a Praia da Vitória estará de braços abertos, pronta para receber quem deseja celebrar, sentir a nossa cultura e mergulhar na tradição e alegria da Ilha Terceira.

Ele garantiu que estará presente para festejar e reforçou que estas festas são um momento único de reencontro, de saudade

e de orgulho, convidando todos a viverem intensamente a experiência, a partilharem sorrisos, emoções e histórias, e a celebrarem juntos a alma da nossa terra.

Durante a visita, a comitiva fez contactos importantes e visitou locais significativos da comunidade luso-canadiana, reforçando laços e partilhando memórias.

O grupo incluía músicos que encantaram todos por onde passaram: José Avelino Borges, Evandro Machado e Ricardo Mourão, cuja música trouxe emoção e fez vibrar a cultura terceirense em cada apresentação. Todo o percurso culminou numa noite inesquecível, na sexta-feira, no Centro Cultural Português de Mississauga, onde se celebrou o que significa ser terceirense — entre abraços, sorrisos e lágrimas de saudade.

Entre 31 de julho e 9 de agosto, a Praia da Vitória estará de braços abertos para todos aqueles que desejam celebrar, sentir a cultura e mergulhar na tradição e alegria da Ilha Terceira.

As festas são um momento de reencontro, de saudade e de orgulho, um convite para viver intensamente emoções, histórias e memórias que nos unem. Foi uma semana em que a distância se transformou em ponte, e a música, os abraços e os sorrisos lembraram a todos que, independentemente de onde estivermos, somos filhos do mesmo mar, da mesma terra e da mesma cultura. Uma celebração que toca a alma e que faz chorar de emoção quem sente verdadeiramente o que é ser terceirense.

PORTUGAL

Casa da Moeda lança moeda de 2$ que

brilha

no escuro para assinalar o 50.º aniversário da CN Tower

A Real Casa da Moeda do Canadá revelou uma moeda de circulação de 2$ que brilha no escuro, apresentando a CN Tower para assinalar o 50.º aniversário do marco de Toronto.

ACN Tower faz 50 anos a 2 de abril.

"Estamos a celebrar a conquista histórica que é a CN Tower em três milhões de moedas de dois dólares", disse Simon Kamel, presidente e CEO interino da Real Casa da Moeda do Canadá, na revelação da moeda no Nível de Observação Principal da atração. Dos três milhões de moedas de 2$, um milhão serão versões sem cor e dois milhões serão coloridas.

A versão colorida da moeda terá o efeito de brilhar no escuro e é "apenas a segunda moeda de circulação a apresentar esta inovação da Real Casa da Moeda do Canadá".

"Durante meio século, a CN Tower man-

Feliz Páscoa

Desejamos a todos os nossos clientes e amigos uma Páscoa cheia de alegria. Venha celebrar connosco no melhor ambiente desportivo de Toronto.

teve-se como um marco de renome mundial, instantaneamente reconhecível em todo o globo como um símbolo da ambição e inovação do Canadá. Mais do que uma maravilha da engenharia, tornou-se parte de quem somos, acolhendo milhões de visitantes ao longo dos anos", disse o Ministro das Finanças, François-Philippe Champagne, num comunicado.

"Ao assinalarmos o seu 50.º aniversário, esta nova moeda de circulação dá aos canadianos a oportunidade de carregarem consigo um pedaço dessa história."

A moeda foi desenhada pelo ilustrador canadiano Carl Wiens, e o lado do reverso assinala a abertura oficial da CN Tower a 26 de junho de 1976. A Casa da Moeda disse que a moeda comemorativa entrou em circulação a partir de terça-feira (31).

TC/MS

Proibições americanas de álcool e política "Buy Canadian" sinalizadas pelos EUA

como irritantes comerciais

Regras provinciais em torno do álcool e a política "Buy Canadian" (Compre Canadiano) do governo federal foram sinalizadas num novo relatório que cita vários irritantes comerciais entre o Canadá e os EUA.

Odocumento anual preparado pelo Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos disse que as barreiras de acesso ao mercado impostas pelas juntas provinciais de controlo de bebidas alcoólicas "prejudicam grandemente" as exportações de vinho, cerveja e espirituosos dos EUA para o Canadá. Várias províncias canadianas retiraram bebidas alcoólicas americanas das prateleiras no ano passado, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter imposto tarifas, e o documento diz que os EUA querem que o seu álcool regresse "imediata e permanentemente" a todos os mercados.

O documento também levantou preocupações sobre a política de contratação pública "Buy Canadian" do governo federal, que visa garantir que os produtos e trabalhadores canadianos sejam priorizados em contratos no valor de 25 milhões de dólares ou mais.

O relatório diz que as importações dos EUA acima dos níveis de quota estão sujeitas a "tarifas proibitivamente altas", incluindo 245 por cento para o queijo e 298 por cento para a manteiga.

O relatório indicou que as exportações de bens dos EUA para o Canadá totalizaram 336,5 mil milhões de dólares americanos em 2025, uma queda de quase quatro por cento em relação a 2024. Também afirmou que o Canadá foi o segundo maior mercado de exportação de bens dos EUA no ano passado.

Canada Post está a planear acabar com a entrega ao domicílio

Se o seu cão fica louco sempre que a pessoa da entrega do correio aparece à sua porta, poderá ficar aliviado ao saber que em breve isso poderá deixar de ser um problema.

Mas, além disso, muitas pessoas estão incertas sobre o que o fim iminente da entrega de correio porta-a-porta significa para elas.

O Canada Post disse na segunda-feira que está a avançar com um plano de transformação que inclui uma transição para caixas de correio comunitárias, acabando eventualmente com a entrega ao domicílio. É algo que o ministério dos Serviços Públicos e Contratação Pública do Canadá determinou no ano passado — enquanto enfrenta o que tem sido chamado de uma crise "existencial" e finanças instáveis.

O vereador da cidade de Toronto, Josh Matlow, compreende que o Canada Post precisa de se adaptar. Mas ele, como muitos

canadianos, tem muitas perguntas sobre a mudança para caixas de correio comunitárias e preocupações "sobre tudo, desde a estética e o design até à segurança e acessibilidade".

Num comunicado à CBC News, o Canada Post diz que está a começar a dar os "passos iniciais" do seu plano, consultando primeiro os agentes de negociação dos seus trabalhadores sindicalizados, representados pela Canadian Union of Postal Workers (CUPW), e depois as autoridades municipais e outras partes interessadas.

A corporação estatal terá também de colaborar com o governo federal para eventualmente alterar a Carta do Serviço Postal Canadiano, que atualmente estabelece que "entregará em todos os endereços no Canadá", incluindo "à porta".

Atualmente, cerca de quatro milhões de endereços ainda recebem correio à porta. CBC/MS

Política federal de 30 dias ou grátis para passaportes já está em vigor

A nova política do governo federal de "30 dias ou grátis" para a emissão de passaportes entra hoje em vigor.

Se demorar mais de 30 dias úteis para processar um pedido, os requerentes receberão um reembolso total da taxa do seu passaporte ou documento de viagem.

O governo afirma que os requerentes devem ser compensados se este não cumprir os seus padrões de serviço. Diz ainda que a maioria dos passaportes são processados dentro do padrão de serviço de entre 10 e 20 dias úteis.

A nova garantia de 30 dias não inclui o tempo de envio por correio e a contagem decrescente começa quando o governo recebe um pedido completo.

O padrão não se aplicará a todos os pedidos, tais como serviços urgentes e expresso.

CBC/MS

HAPPY EASTER

Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer
Robert Petroni Recording Secretary
Brandon MacKinnon Executive Board Member
Terry Varga Executive Board Member
Carmen Principato Vice President
Joseph S. Mancinelli President
Jack Oliveira Business Manager

de porta em porta, a anunciar ressurreição

O som do badalo chegada do Compasso casas têm as suas das com ramos verdes porta está entreaberta. sempre algo para beber a quem acompanha da Cruz em cada Esta é uma das tradições blemáticas e profundamente zadas da cultura religiosa gal, celebrando a alegria reição de Cristo de comunitária. Realizado de Páscoa ou na seguinte, este ritual visita do pároco tantes da paróquia fiéis, levando a cruz Boa Nova: Cristo ressuscitou.

Acompanhado por comunidade, o sacerdote ruas, aldeias e cidades, cada casa que abre cruz é beijada pelos gesto simbólico de renovação espiritual. regiões, a chegada preparada com cuidado: limpas e decoradas, nem-se para acolher de bênção e convívio. localidades, a visita por cânticos e bombos, momento ainda mais

Com o passar do tempo, ção tem-se adaptado da sociedade, chegando desaparecer, especialmente meios urbanos, onde nem sempre permite ção. Ainda assim, Pascal mantém-se em zonas rurais.

Entre o sagrado e passo Pascal continua temunho vivo da fé da comunidade, lembrando Páscoa não se celebra igreja, mas também casas e das pessoas.

Freguesia de Antas, concelho de Esposende em 1950
Compasso de Rande, Felgueiras
Freguesia do Outeiro, em Viana do Castelo
Freguesia do Outeiro, em Viana do Castelo
Braga
Mesa de Páscoa
O sino que anuncia o compasso Compasso pascal motard

anunciar a ressurreição

do sino anuncia a Compasso Pascal. As entradas decora verdes ou flores e a entreaberta. A mesa tem para dar de comer e acompanha a entrada casa da freguesia. tradições mais em profundamente enrai religiosa em Portu alegria da Ressur de forma única e Realizado no Domingo na Segunda-feira ritual consiste na - ou de represen paróquia - às casas dos cruz e anunciando a ressuscitou.

por membros da sacerdote percorre cidades, entrando em abre as suas portas. A pelos habitantes, num de fé, devoção e espiritual. Em muitas chegada do compasso é cuidado: as casas são decoradas, e as famílias reúacolher este momento convívio. Em algumas visita é acompanhada bombos, tornando o mais festivo.

tempo, esta tradiadaptado às mudanças chegando mesmo a especialmente nos onde o ritmo de vida permite a sua realizaassim, o Compasso mantém-se vivo, sobretudo

o social, o Comcontinua a ser um tesfé e da importância lembrando que a celebra apenas na também no coração das pessoas.

Compasso Pascal em Braga em meados do século XX
Braga
Compasso pascal na pandemia
Braga
Freguesia da Correlhã, em Ponte de Lima
Viana do Castelo
MB / DG (DR)
Mesa posta para receber o Senhor
Compasso pascal na pandemia
Compasso pascal no rio

PORTUGAL LOCAL

Funcionário da Air Canada acusado de alegado esquema de tráfico de cannabis no aeroporto Pearson

Um funcionário da Air Canada foi acusado após alegadamente tentar exportar mais de 60 quilos de cannabis a partir do aeroporto Pearson, em Toronto, utilizando malas identificadas com os nomes de dois passageiros que não tinham conhecimento do esquema.

Segundo a Royal Canadian Mounted Police, a Agência de Serviços de Fronteira do Canadá alertou as autoridades no dia 19 de fevereiro, depois de terem sido encontrados cerca de 33 quilos de cannabis em cada uma das duas malas despachadas por cidadãos alemães que se preparavam para embarcar num voo com destino à Alemanha.

A polícia deteve inicialmente os dois passageiros, que negaram qualquer ligação às malas. As investigações revelaram que as bagagens eram idênticas e não tinham sido registadas por nenhum deles.

De acordo com a polícia, o funcionário, que trabalhava na área de bagagens, terá colocado etiquetas com os nomes dos passageiros nas malas que continham a droga.

O suspeito, um homem de 32 anos residente em Mississauga, foi acusado de posse de cannabis com intenção de exportação e conspiração para cometer um crime.

Os dois passageiros cooperaram plenamente com as autoridades e foram libertados sem qualquer acusação.

CBC/MS

Feliz Páscoa

Secretário parlamentar da Indústria do Canadá destaca defesa e automóvel como pilares de cooperação com Portugal

O secretário parlamentar da Indústria do Canadá, Carlos Leitão, defendeu em Toronto o reforço das relações económicas entre Portugal e Canadá, apontando os setores da defesa e da indústria automóvel como áreas estratégicas para crescimento conjunto.

Aintervenção ocorreu durante um almoço promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Canadá, que reuniu empresários, diplomatas e membros da comunidade luso-canadiana.

Num contexto internacional marcado por instabilidade e mudanças nas cadeias de abastecimento, Carlos Leitão sublinhou que o momento atual cria oportunidades para novas parcerias. “Há oportunidades importantes para aumentar o comércio entre Portugal e o Canadá”, afirmou em declarações à Lusa.

O governante destacou que o Canadá está a desenvolver uma estratégia industrial na área da defesa, com investimentos que poderão envolver empresas de países aliados, incluindo da União Europeia. Neste contexto, considerou que empresas portuguesas podem reforçar a sua presença, sobretudo na produção industrial e na cooperação tecnológica.

A indústria automóvel foi igualmente identificada como um setor com elevado potencial, em particular ao nível das cadeias de abastecimento. Leitão referiu o interesse canadiano em acelerar a transição

para veículos elétricos, destacando as competências técnicas de Portugal nesta área.

O evento contou também com intervenções de representantes institucionais e empresariais. Victor Severino sublinhou a importância de iniciativas que promovam o contacto direto entre empresários e reforcem o comércio bilateral.

Já Alexandre Pales, diretor do Centro Global de Tecnologia e Automação da Sodecia, destacou o papel do Canadá como polo tecnológico para a empresa, que pretende expandir operações com foco em automação e inovação.

A cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, referiu que Portugal possui uma indústria automóvel fortemente exportadora e integrada em cadeias globais, apontando ainda áreas como descarbonização, digitalização e defesa como oportunidades de cooperação. Por sua vez, Luís Sequeira indicou que o comércio bilateral atingiu cerca de dois mil milhões de euros em 2025, refletindo uma evolução positiva das relações económicas entre os dois países.

Natural de Peniche, Carlos Leitão emigrou para o Canadá em 1975, tendo desenvolvido carreira no setor financeiro antes de ingressar na política. Foi ministro das Finanças do Quebeque entre 2014 e 2018 e, em 2025, foi eleito deputado federal pelo círculo de Marc-Aurèle-Fortin, em Laval.

Polícia emite alerta Ladrões usam câmaras escondidas para monitorizar rotinas de moradores

A polícia da Região de York está a alertar os residentes sobre o uso de câmaras escondidas por suspeitos para vigiar casas antes de as assaltarem. Numa nota de imprensa, a polícia partilhou fotografias da câmara encontrada em propriedades residenciais em Vaughan, após dois incidentes. A polícia regional de York explicou que a câmara e os blocos de baterias estavam disfarçados com camuflagem.

“As câmaras estavam escondidas junto a árvores e arbustos nas propriedades”, disse a polícia. “A análise das imagens revelou que os dispositivos foram colocados para registar as rotinas dos moradores, permitindo aos suspeitos vigiar as casas antes de cometerem os assaltos.”

A polícia apela aos proprietários que estejam atentos e denunciem quaisquer pessoas, objetos ou atividades suspeitas.

A Polícia Regional de York está a alertar o público após dois incidentes em que câmaras foram utilizadas para vigiar residências antes de assaltos domici-

liários. Dois casos foram reportados em Vaughan, após a deteção de câmaras e blocos de baterias em propriedades residenciais, disfarçados com camuflagem. As câmaras estavam escondidas junto a árvores e arbustos, e a análise das imagens mostrou que os dispositivos foram usados para registar as rotinas dos moradores, permitindo aos suspeitos planear os assaltos. Os proprietários são encorajados a estar atentos a esta técnica criminosa e a denunciar qualquer pessoa, objeto ou atividade suspeita à polícia. Quem tiver informações é convidado a contactar o Departamento de Investigação Criminal do 4.º Distrito da Polícia Regional de York pelo número 1-866-876-5423, ext. 7445, ou ligar para o Crime Stoppers através do 1-800-222-TIPS, ou deixar uma denúncia anónima online em www.1800222tips.com Visite o nosso Portal de Dados de Segurança Comunitária para estatísticas completas e informações sobre crimes na Região de York. A prevenção do crime é uma responsabilidade de todos. Saiba mais sobre a Operação Streetview. CP24/MS

Credito: CBC

Trump ameaça centrais elétricas do Irão e diz que a guerra estará perto do fim

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

Apromessa surgiu num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque

os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.

"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.

JN/MS

Artemis II a caminho da Lua

A missão Artemis II da agência espacial norte-americana NASA, o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos, foi lançada, na quarta-feira (1), do Cabo Canaveral, sudeste dos Estados Unidos.

"3, 2, 1, ignição de propulsores e... lançamento! A tripulação da Artemis II segue agora rumo à Lua. Começa a próxima grande viagem da Humanidade", anunciou o locutor da NASA, com mais de 1,5 milhões de pessoas a seguir a transmissão através da rede social X.

Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo cerca de 11 minutos depois do previsto, às 18.35 horas locais, com milhares de espetadores a festejarem nos arredores do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida.

Antes do lançamento do foguetão que porá em órbita a cápsula Orion, com quatro astronautas, a NASA resolveu um problema relacionado com as comunicações do sistema de terminação de voo, que poderia ter impedido o lançamento da Artemis II e durante alguns minutos a equipa do Centro de Testes Espaciais da Força Espacial norte-americana anunciou que as condições de lançamento eram inadequadas ("no go").

A equipa detetou também um problema com uma bateria, mas nenhuma das questões técnicas obrigou a que fosse interrompida a contagem decrescente para o lançamento no Cabo Canaveral.

O comandante da Artemis II, Reid Wiseman, liderou a viagem rumo ao espaço gritando "Vamos à Lua!" ao entrar na nave espacial, acompanhado pelo piloto Victor

Glover, Christina Koch e pelo canadiano Jeremy Hansen.

Antes, os tripulantes formaram corações com as mãos ao despedirem-se das suas famílias e embarcarem em direção à plataforma de lançamento, onde os aguardava a nave espacial.

"Victor, Christina e Jeremy, nesta missão histórica, transportam convosco o coração da equipa Artemis, o espírito audaz do povo americano e dos nossos parceiros em todo o mundo, e as esperanças e os sonhos de uma nova geração", afirmou, minutos antes da descolagem, Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento da missão Artemis II da NASA e a primeira mulher a ocupar este cargo.

JN/MS

Rússia anuncia novo envio de petróleo para Havana

O ministro da Energia russo anunciou que a Rússia está a preparar um segundo carregamento de petróleo para Cuba, após a chegada de um primeiro petroleiro que rompeu o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

"Um navio russo rompeu o bloqueio. Agora está a ser carregado o segundo. Não abandonaremos os cubanos", declarou Serguei Tsivilev à imprensa local num fórum sobre energia realizado na cidade russa de Kazan.

O ministro da Energia referiu que a decisão foi tomada após uma reunião realizada em São Petersburgo com representantes cubanos. A confirmação de um novo envio surge um dia depois do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Rya-

bkov, ter dito que a Rússia iria continuar a apoiar Cuba. O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, agradeceu também nas redes sociais a Moscovo e em particular ao homólogo russo, Vladimir Putin. "Obrigado, Rússia. Obrigado, Presidente Putin. Obrigado aos tripulantes do petroleiro 'Anatoli Kolodkin' que, ao atracarem no porto cubano com a sua valiosa carga de combustível, nos trazem a certeza de uma amizade comprovada nos momentos mais difíceis, como tantas vezes ao longo da história", escreveu Díaz-Canel nas suas redes sociais.

O líder cubano assegurou que Havana continuará a "defender o direito soberano de importar combustíveis, sem qualquer tipo de ingerência ou pressões".

JN/MS

NOVOS COMEÇOS, NOVAS OPORTUNIDADES. A SUA HISTÓRIA IMIGRANTE COMEÇA AQUI

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.

Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo.

O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

Diane Campos Founder/RCIC Petróleo
Seguro avisa que frustração que os portugueses sentem "não é da Constituição, é do seu incumprimento"

O presidente da República voltou a rejeitar a necessidade de uma revisão constitucional, defendendo que "não é a Constituição que impede a resolução dos problemas concretos dos portugueses". "A frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição, é do seu incumprimento", afirmou António José Seguro, na Assembleia da República.

Volvido quase um mês desde a sua tomada de posse como presidente da República, António José Seguro regressou ao hemiciclo da Assembleia da República para defender a Constituição da República Portuguesa, no dia em que fez 50 anos. O chefe de Estado começou por recordar que, a 2 de abril de 1976, Portugal escreveu "o seu pacto mais solene com o futuro" com as "mãos ainda trémulas de liberdade", definindo o documento como a "voz de um povo, que saindo das sombras de décadas de silêncio, escolheu a luz da democracia, da dignidade e da justiça social como seus valores fundacionais".

Para o presidente da República, a Constituição não é apenas "um conjunto normativo", mas sim um "pacto de paz e uma partilha coletiva de valores" que "soube resistir ao tempo e evoluir em sete revisões constitucionais, revelando flexibilidade sem perder a sua essência". "É a matriz comum que dá continuidade e estabilidade à nossa democracia. O escudo do cidadão perante o arbítrio do poder. A garantia da cidadania. Todos iguais nos direitos e nos deveres", defendeu ainda. "A frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição, é do seu incumprimento. Da incapacidade de vários poderes em concretizarem, de forma efetiva, os direitos que ela consagra. O presidente da República não tem poder legislativo nem executivo. Mas, como jurei na tomada de posse, tudo farei para defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa" garantiu, no Parlamento, sob uma prolongada salva de palmas.

JN/MS

PSD e Chega chegam a acordo sobre a lei da

nacionalidade

O líder parlamentar do PSD anunciou que o partido chegou a acordo com o Chega sobre as alterações à lei da nacionalidade. "Conseguimos um entendimento com o partido Chega para suprir as inconstitucionalidades da lei da nacionalidade e também no que diz respeito às alterações ao Código Penal", anunciou Hugo Soares, no Parlamento.

"Lamentamos que não tenha sido possível também fazer este entendimento com o Partido Socialista. Nós dialogámos com todos, como sempre nos comprometemos, mas a verdade é que o Partido Socialista quis recuperar uma discussão que já tinha acontecido antes da primeira aprovação desta lei, e nós dissemos sempre que só estaríamos disponíveis para fazer aquilo que nos competia, que era, em sede de Parlamento, procurar suprir as inconstitucionalidades que foram decididas pelo Tribunal

Constitucional e isso foi possível fazer em diálogo com todos os partidos, designadamente com o partido Chega", justificou o social-democrata.

Em comunicado, o grupo parlamentar do Chega confirmou o acordo relativamente a um texto conjunto sobre a lei da nacionalidade, antecipando a cedência do PSD em algumas matérias, nomeadamente na redução, de cinco para três anos, do prazo de condenação criminal como fator impeditivo de obtenção da nacionalidade.

De acordo com o comunicado assinado pelos deputados do Chega, o partido aceitou "a regulação do Governo PSD/ CDS em relação às restantes alterações propostas à lei da nacionalidade, como por exemplo a reconfiguração proposta em matéria de ponderação de motivos para a rejeição da nacionalidade e as questões procedimentais adjacentes".

JN/MS

Constituição da República

Deputados constituintes abandonaram o parlamento em protesto

Os deputados constituintes Helena Roseta e António Mota Prego justificaram a decisão de abandonar as galerias do hemiciclo por se terem sentido insultados pelo líder do Chega e acusaram-no de falta de educação.

Em declarações aos jornalistas no final da sessão, Helena Roseta considerou que "a questão não são os discursos, a questão é a maneira como os deputados se comportam", e que a bancada do Chega queria "provocar este tumulto".

A parlamentar acusou André Ventura de ter insultado os constituintes que foram convidados a assistir à sessão solene comemorativa dos 50 anos da Constituição, razão pela qual decidiu abandonar a sala. "Instantaneamente saiu-me um comentário que é uma quadra popular: não se sabem comportar, só armam confusão, não podemos suportar, tanta má criação. A leitura que eu faço disto já não é só política, não são maneiras de os deputados se comportarem", afirmou. Helena Roseta, eleita para a Assembleia Constituinte pelo PPD, recordou que houve vários momentos de "grande tensão" nessa altura e, quando isso acontecia, os trabalhos eram interrompidos, defendendo que pode ser uma solução

para casos como o de hoje. "Os deputados têm que saber comportar-se, é o mínimo. São eleitos para fazerem o seu trabalho legislativo, são eleitos para representarem os cidadãos, e eu tenho a certeza absoluta que os cidadãos não se comportam assim, a não ser que pertençam a uma claque violenta de futebol ou estejam mais ou menos embriagados numa tasca", criticou.

O primeiro a protestar o discurso de André Ventura foi António Mota Prego, eleito para a Assembleia Constituinte pelo PS, que se levantou para "lavar a honra dos deputados constituintes" e dizer que o presidente do Chega estava a ser "insultuoso".

Quando Ventura terminou a sua intervenção, os constituintes regressaram e os deputados do Chega protestaram, tendo sido repreendidos pelo presidente da Assembleia da República, pedindo que se contivessem na gesticulação que "não dignifica este parlamento".

José Pedro Aguiar-Branco recordou que os deputados constituintes estão na sessão "a convite da Assembleia da República".

A reentrada destes antigos deputados valeu uma ovação de pé das bancadas, à exceção de Chega e do CDS-PP.

JN/MS

Dois anos depois, Montenegro diz que uniu o país e não cedeu a extremismos

Para assinalar dois anos como primeiro-ministro, Luís Montenegro escreveu um artigo de opinião no qual reivindica que, "num tempo de polarização", o Governo escolheu "unir". "Não cedemos a extremismos nem ignorámos os problemas. Trouxemos ordem e humanismo onde antes havia caos e laxismo", considera.

No texto, que começa e termina com citações de Francisco Sá Carneiro, o primeiro-ministro defendeu que "a estabilidade política é mesmo possível sem maioria parlamentar" e que "ambição sem estabilidade seria imprudência infantil".

Antes de acenar com o rol de medidas implementadas pelos dois governos que liderou, Luís Montenegro enquadrou o início do seu mandato com uma crítica à governação socialista de António Costa, indicando que antes de "transformar o país" - "frustrado com anos de promessas defraudadas" - era necessário "devolver confiança e estabilidade às instituições, à sociedade e ao país".

"Serviços públicos degradados, impostos em máximos históricos, uma política de imigração em colapso, uma crise habitacional sem resposta, e, tudo isto, num clima de instabilidade política, social e geracional", enumerou. O primeiro-ministro atesta que o Executivo da AD, composto pelo PSD e CDS-PP, garantiu estabilidade através do diálogo, iniciando reformas em várias áreas, com o objetivo de "devolver paz social a setores há décadas em contestação".

"Num tempo de polarização, escolhemos unir. Para que os portugueses pudessem acreditar connosco num país em que o projeto comum beneficia todos", defendeu. Da economia à educação, passando pela saúde ou pela imigração, Montenegro elencou os feitos do Executivo que lidera, relembrando que o país foi eleito "Economia do Ano 2025" pela revista britânica "The Economist". "A dívida pública caiu abaixo dos 90% do PIB pela primeira vez em mais de

quinze anos. E alcançámos um excedente orçamental sem sacrificar o investimento público nem aumentar impostos - facto inédito em cinco décadas", vangloriou-se. Entre as áreas mencionadas, o chefe do Governo destacou a imigração, criticando o "sistema em colapso" herdado por António Costa. "Na imigração, assumimos um problema que outros fingiram não ver", atirou. Além de mencionar a aprovação da lei dos estrangeiros, que pôs fim à manifestação de interesse que "alimentava o efeito-chamada", Montenegro recordou a lei da nacionalidade, cujas alterações após o chumbo do Tribunal Constitucional foram aprovadas no Parlamento, após um acordo com o Chega.

Nacional
Saúde

Madeira recebe conferência internacional sobre Sistemas e Tecnologias de Informação

A Madeira acolheu a 14.ª edição da World Conference on Information Systems and Technologies (ver aqui), um encontro científico de referência internacional que reuniu investigadores, académicos, profissionais da indústria e decisores na área dos Sistemas e Tecnologias de Informação.

A sessão de abertura teve lugar na terça-feira, dia 31, pelas 9h00, no auditório da Reitoria, no Colégio dos Jesuítas, e contou com a presença de Sílvio Moreira Fernandes, Reitor da Universidade da Madeira, Elsa Fernandes, Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Álvaro Rocha, General Chair da conferência e Presidente da Information and Technology Management Association (ITMA), e de Fernando Moreira, Workshops Chair e Professor da Universidade Portucalense, Portugal.

Coorganizada pela Universidade da Madeira e pela Information and Technology Management Association, a edição de 2026 refletiu a crescente dimensão internacional e maturidade científica da WorldCIST. A conferência recebeu cerca de 400 trabalhos científicos provenientes de 53 países, distribuídos por todos os continentes, o que confirmou o reconhecimento internacional deste fórum científico e a relevância crescente das áreas ligadas à transformação digital, inteligência artificial, sistemas interligados e decisão orientada por dados.

Após um exigente processo de avaliação científica, conduzido por uma comissão composta por 451 especialistas, foram selecionados 205 artigos para apresentação e publicação, refletindo a qualidade e o rigor académico do evento. A realização da WorldCIST’26 na Madeira representou uma oportunidade estratégica para reforçar a projeção internacional da Região no domínio da ciência, tecnologia e inovação, ao mesmo tempo que consolidou a ligação entre o ensino superior, a investigação e as redes globais de colaboração científica. O programa incluiu sessões paralelas, workshops, conferências plenárias e apresentações científicas, promovendo a partilha de conhecimento, o debate sobre tendências emergentes e a criação de novas parcerias entre participantes presenciais e online.

Com a realização da WorldCIST’26, a Madeira reforçou o seu posicionamento como destino de eventos científicos internacionais e como espaço de encontro para a produção e disseminação de conhecimento nas áreas dos Sistemas e Tecnologias de Informação.

JM/MS

AUTONOMIAS

Madeira nomeada em cinco categorias nos World Travel Awards 2026

O Destino Madeira está novamente em destaque na edição europeia dos World Travel Awards (WTA) 2026, com cinco nomeações em categorias de relevo no turismo internacional. O arquipélago concorre nas categorias de Melhor Destino de Praia da Europa, com a Ilha do Porto Santo, Melhor Destino de Festivais e Eventos da Europa, Melhor Destino Insular da Europa, Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura da Europa e Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa, esta última pela Associação de Promoção da Madeira.

Conhecidos como os “Óscares do Turismo”, os World Travel Awards foram criados em 1993 e distinguem anualmente a excelência na indústria global das viagens, turismo e hospitalidade.

Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, afirmou que “as nomeações representam um reconhecimento da qualidade, diversidade e autenticidade da oferta turística da Madeira e do Porto Santo, refletindo o trabalho conjunto de toda a Região, desde os profissionais do setor até à hospitalidade genuína da nossa população”. Para o governante, “estar novamente entre os nomeados em categorias tão exigentes demonstra a solidez da estratégia seguida e o posicionamento da Madeira como um destino de excelência à escala europeia e mundial. É também um incentivo para continuarmos a apostar num turismo sustentável, inovador e capaz de proporcionar experiências únicas a quem nos visita”.

As votações já estão abertas e contam com a participação de profissionais do setor

e do público em geral. A Região apela a todos que votem, contribuindo para afirmar a Madeira como um dos destinos turísticos mais prestigiados da Europa. As votações para estes prémios podem ser submetidas carregando sobre a designação de cada distinção: Melhor Destino Insular da Europa (Europe’s Leading Island Destination), Melhor Destino de Aventura da Europa (Europe’s Leading Regional Adventure Tourism Destination 2026), Melhor Destino de Festivais e Eventos da Europa (Europe’s Leading Festival & Event Destination 2026), Melhor Destino de Praia da Europa (Europe’s Leading Beach Destination 2026) e Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa (Europe’s Leading Tourist Board 2026).

JM/MS

Associações ambientalistas querem mais áreas florestadas e revisão do arvoredo de interesse público nos Açores

No âmbito do Dia Mundial da Floresta, que se assinalou a 21 de março, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica e o Núcleo Regional dos Açores da IRIS – Associação Nacional do Ambiente defenderam um aumento substancial das áreas florestadas no arquipélago, dando prioridade à plantação de espécies nativas e endémicas, para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

As duas associações recordaram a aprovação unânime, em 2022, do Decreto Legislativo Regional n.º 27/2022/A, que estabeleceu o regime jurí-

dico de classificação de arvoredo de interesse público, e consideraram que aquela data constituiu uma oportunidade para reforçar a proteção das árvores e das florestas açorianas.

Citando o cientista Stefano Mancuso, que alertou para a impossibilidade de inverter o aumento do CO2 sem florestas suficientes e defendeu que a desflorestação deveria ser considerada crime contra a humanidade, as organizações apelaram a que fosse revista com brevidade a classificação já existente de arvoredo de interesse público, de acordo com as novas categorias e critérios legais.

Apesar de aguardarem o modelo de requerimento previsto no Decreto Regulamentar Regional n.º 2/2026/A, os Amigos dos Açores e a IRIS assinalaram o Dia Mundial da Floresta propondo atenção especial a um conjunto de árvores que consideraram dignas de classificação em vários pontos do arquipélago, incluindo exemplares em Ponta Delgada, Povoação, Vila Franca do Campo, Furnas, Madalena do Pico e em jardins e espaços públicos como o Pinhal da Paz, o Jardim António Borges e o Jardim da Universidade dos Açores. DA/MS

643 Chrislea Rd. Unit 6, Vaughan, Ontario L4L 8A3 (905) 856-5599

Info@olympictrophies.com www.olympictrophies.com

O Ritual da Primavera que aquece a alma.

Muito pouco para quem tanto pode

Portugal empata sem ideias e ganha sem convencer, numa dupla jornada que levanta mais dúvidas do que certezas.

Os dois últimos jogos da Seleção Nacional de Portugal deixaram uma sensação estranha. Não é tanto pelos resultados pois um empate com o México e uma vitória frente aos Estados Unidos não são, por si só, alarmantes, mas pela forma como tudo aconteceu. Há qualquer coisa que não encaixa. Quem viu os jogos percebe isso rapidamente. Contra o México, Portugal pareceu uma equipa confortável demais. Teve bola, circulou, trocou passes…, mas quase sempre longe de causar verdadeiro incómodo. Foi um jogo morno, sem ritmo, sem rasgo, sem aquela urgência que se espera de uma seleção com esta qualidade. A sensação era simples: Portugal jogava, mas não queria verdadeiramente ferir o adversário.

E isso notou-se sobretudo no meio-campo. Houve demasiado cuidado, demasiado receio de arriscar. Jogar seguro é importante, claro, mas quando se transforma em hábito, mata o jogo. Faltaram passes verticais, faltaram decisões que partissem o jogo. Houve espaço, houve tempo, mas quase nunca houve coragem.

Na frente, o cenário foi ainda mais apagado. Os avançados passaram largos períodos desligados, sem conseguir dar continuidade ao jogo nem criar perigo. Poucos movimentos de rutura, pouca agressividade, pouca vontade de assumir. Houve momentos em que parecia que ninguém queria ser o protagonista. E numa equipa destas, isso não devia acontecer.

Mesmo sem grande pressão do México, Portugal também não convenceu sem bola. A equipa raramente pressionou alto com intensidade, raramente encurtou espaços com agressividade. Ficou muitas vezes à espera que o erro surgisse, em vez de o provocar. E isso diz muito sobre a atitude com que entrou em campo.

O jogo com os Estados Unidos trouxe um resultado melhor, mas não mudou assim tanto o cenário. O 2-0 dá outra tranquilidade, claro, mas não apaga aquilo que voltou a ser uma exibição aos altos e baixos.

Portugal entrou mais ligado, com outra energia, e durante alguns momentos pareceu uma equipa diferente. Houve mais dinâmica, mais intenção, mais gente a querer pegar no jogo. Mas foi sol de pouca dura. Ao longo da partida, a equipa voltou a cair em fases de menor intensidade, perdeu clareza nas decisões e deixou o jogo arrastar-se sem grande controlo.

E aqui volta a questão central: os jogadores.

Há qualidade em praticamente todas as posições, disso não há dúvida. Mas essa qualidade aparece demasiado aos bocados. Há quem tente assumir, há quem apareça em momentos chave, mas falta consistência coletiva. Falta que todos estejam no mesmo nível de exigência.

No ataque, isso é particularmente visível. As jogadas raramente têm continuidade, os movimentos não parecem trabalhados em conjunto e muitas decisões acabam por ser individuais. Não é tanto falta de talento, é falta de ligação. E isso sente-se.

Mesmo em vantagem, Portugal nunca transmitiu aquela segurança de equipa que tem o jogo completamente controlado. Houve perdas de bola evitáveis, momentos de desconcentração e alguma passividade defensiva. Contra um adversário mais exigente, esses detalhes podem custar caro.

E depois há a atitude. Portugal parece, muitas vezes, jogar em gestão. Como se estivesse à espera do momento certo, mas sem fazer o suficiente para o criar. Falta intensidade nos duelos, falta agressividade na recuperação, falta urgência quando se aproxima da baliza adversária. É verdade que são jogos de preparação. Mas é precisamente nestes jogos que se criam hábitos. Que se definem comportamentos. Que se constrói uma identidade. E, neste momento, essa identidade não é clara.

A crítica não é exagerada. É uma reação natural ao que se viu em campo. Porque esta seleção pode dar muito mais. Tem jogadores para isso. Tem qualidade para isso. Mas falta transformar esse potencial em rendimento consistente.

O empate com o México mostrou uma equipa demasiado confortável e previsível. A vitória frente aos Estados Unidos trouxe algum alívio, mas não resolveu os problemas. No fundo, os dois jogos deixam a mesma ideia: Portugal ainda está longe daquilo que pode, e deve ser.

E enquanto isso não mudar, enquanto os próprios jogadores não elevarem o nível de exigência dentro de campo, vai ser difícil olhar para esta equipa como uma verdadeira candidata nos momentos a sério. Porque no futebol de alto nível, talento sem intensidade raramente chega. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

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Paulo Freitas Opinião

SELEÇÃO NACIONAL Perder oportunidades num ataque sem fogo na seleção

México 0

Portugal 0

Gonçalo Guedes e Paulinho pouco fizeram na segunda parte do particular no México e não passaram no teste pré-Mundial. Portugal fez apenas dois remates enquadrados.

Se Roberto Martínez queria aproveitar o jogo amigável com o México para tirar dúvidas relativamente a um avançado que possa ir ao Mundial e funcionar como alternativa a Ronaldo e Gonçalo Ramos, não será exagero dizer-se que essas dúvidas adensaram-se. O particular realizado na madrugada de domingo (29) no Estádio Azteca redundou num nulo e, no contexto de uma exibição apagada da seleção lusa, as apostas para o ataque saíram furadas. Na primeira parte, João Félix e Ramos ainda estiveram perto do golo num par de ocasiões desperdiçadas, mas, na segunda, Guedes e Paulinho nada trouxeram de novo.

O atacante da Real Sociedad foi lançado após o intervalo e jogou colado ao flanco esquerdo, ficando por perceber em que moldes é que Martínez pensará nele como opção a Ronaldo e Gonçalo Ramos. Paulinho entrou na última meia-hora e, mesmo tendo sido muito aplaudido pelos adeptos mexicanos, passou quase despercebido em campo. É um facto que o selecionador tem ainda a partida com os EUA para voltar a testar, mas o que se viu na Cidade do México não augura grandes perspetivas a ambos relativamente a uma possível convocatória para o Mundial.

A nível ofensivo, Portugal assinou, de facto, um jogo medíocre, acabando com 10 remates (nos últimos jogos, só fez menos - sete - na final da Liga das Nações perante a Espanha) e só dois enquadrados.

Dos 26 jogadores convocados por Roberto Martínez para os dois particulares deste estágio da seleção portuguesa no continente americano, seis não foram utilizados no México. JN/MS

Portugal vence Estados Unidos com golos de Trincão e João Félix

Estados Unidos 0

Portugal 2

A seleção nacional venceu, na madrugada de quarta-feira (31), os Estados Unidos, por 2-0, no último jogo de preparação antes de ser conhecida a convocatória final para o Campeonato do Mundo. Em Atlanta, Francisco Trincão abriu o marcador e Josão Félix selou o triunfo da equipa das quinas frente a um dos organizadores do Mundial, que também se vai jogar no Canadá e no México.

Roberto Martínez apresentou oito novidades - José Sá, Diogo Dalot, Tomás Araújo, Gonçalo Inácio, Cancelo, Vitinha, Trincão e Pedro Neto - em relação à equipa que iniciou o empate a zero com o México, mantendo no onze apenas Samu Costa, Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos. E, tal como aconteceu no duelo no Azteca, Portugal voltou a entrar mal na partida, permitindo algumas aproximações perigosas aos Estados Unidos.

A equipa das quinas despertou ao minuto nove, com uma recuperação de Gonçalo Inácio a lançar o remate cruzado de Bruno Fernandes para uma grande defesa de Freese. O lance foi um pequeno oásis no deserto de ideias e, aos 23 minutos, José Sá teve de se aplicar para evitar o golo de Berhalter.

Após um sério aviso de Pulisic, Vitinha descobriu Bruno Fernandes que, de calcanhar, serviu Trincão para o 0-1, aos 37 minutos, vantagem que se manteve até ao intervalo.

O selecionador nacional lançou Matheus Nunes, António Silva, Nuno Mendes, Rúben Neves, Ricardo Horta, Francisco Conceição e João Félix para a segunda parte, mantendo apenas José Sá, Gonçalo Inácio,

Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos. As alterações serviram para transformar a seleção para melhor. A conseguir ditar o ritmo de jogo, Portugal mostrava um pouco mais de imaginação no ataque: um bom passe de António Silva permitiu a Matheus Nunes servir Gonçalo Ramos, mas o remate do ponta de lança do PSG saiu ao lado. Aos 59 minutos, Bruno Fernandes bateu um pontapé de canto para a entrada da área e João Félix rematou muito colocado para ampliar a vantagem. A evolução lusa era notória e Rúben Neves, de muito longe, fez Freeze voar para a defesa.

Portugal criou mais um par de boas jogadas, Martínez ofereceu as primeiras internacionalizações a Ricardo Velho e Mateus Fernandes - apenas Pedro Gonçalves não somou qualquer minuto nos dois jogos de prepração -, e Portugal acabou por segurar a vitória, com Francisco Conceição, bem isolado por Paulinho, a desperdiçar a última oportunidade do encontro.

JN/MS

Gonçalo Guedes entrou na segunda parte contra o México. (Miguel A. Lopes/Lusa)

MUNDIAL 2026

Congo é o terceiro rival de Portugal

A República Democrática do Congo é o adversário que faltava a Portugal no Grupo K do Mundial 2026. Os congoleses garantiram a segunda presença em fases finais ao baterem a Jamaica, por 1-0, após prolongamento no play-off intercontinental, e vão defrontar as quinas na estreia, a 17 de junho.

Os congoleses preencheram a última vaga no Grupo K, juntando-se à seleção de Portugal, à Colômbia e ao Uzbequistão, pondo fim a uma ausência de 52 anos entre a elite do futebol mundial.

Em Guadalajara (México), o golo que apurou os africanos, deitando por terra o sonho dos jamaicanos, foi apontado por Axel Tuanzebe, que joga no Burnley, da Premier League, aos 101 minutos.

A última presença da República Democrática do Congo remonta a 1974, na República Federal da Alemanha, então ainda como Zaire. Então sofreram três derrotas, contra a Escócia (0-2), Jugoslávia (0-9) e Brasil (0-3).

JN/MS

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Selecionador de Itália pede desculpa

pela terceira ausência seguida

O selecionador de Itália, Gennaro Gattuso, pediu desculpa pela terceira ausência seguida dos transalpinos da fase final do Mundial de futebol, face à derrota nos penáltis com a Bósnia-Herzegovina, no Caminho A do play-off europeu de qualificação.

"Peço desculpa, porque não atingimos o objetivo. É um golpe duro e difícil de engolir, porque os jogadores surpreenderam-me com a garra e paixão demonstradas. Estivemos em vantagem e procurámos resistir, mas cá estamos pela enésima vez a falar sobre não ir ao Campeonato do Mundo", afirmou o técnico, em declarações na zona de entrevistas rápidas à estação televisiva Rai Uno, no fim do jogo disputado em Zenica.

Campeã do mundo em 1934, 1938, 1982 e 2006 e finalista derrotada em 1970 e 1994, a Itália perdeu no desempate por grandes penalidades (4-1), após a igualdade 1-1 no

fim do tempo regulamentar e no prolongamento.

Moise Kean ainda adiantou os transalpinos (15 minutos), que ficaram em inferioridade numérica antes do intervalo, por expulsão de Alessandro Bastoni (41), e viram o recém-entrado Haris Tabakovic empatar para os bósnios (79), qualificados pela segunda vez, 12 anos depois da estreia.

Ao falharem a terceira qualificação seguida - estiveram também ausentes em 1930, na edição inaugural, e 1958 -, os transalpinos vão ficar, pelo menos, 16 anos sem atuar em Campeonatos do Mundo, tendo nas últimas duas presenças, em 2010 e 2014, sido afastados logo na fase de grupos.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e conta pela primeira vez com 48 seleções, incluindo Portugal, numa inédita organização tripartida entre Canadá, México e Estados Unidos.

JN/MS

Serviço de catering e take-out para todas as ocasiões, mesmo as mais especiais

Descubra os melhores sabores da cozinha portuguesa nas nossas três localizações

Ranking FIFA com novo líder e Portugal ultrapassa o Brasil

A seleção portuguesa de futebol subiu uma posição no ranking da FIFA, ocupando agora a quinta posição numa classificação atualizada e que tem a vice-campeã mundial França como nova líder.

Portugal, que empatou com o México (0-0) e venceu os Estados Unidos (2-0), nos jogos particulares que disputou nesta janela competitiva da FIFA, ultrapassou o Brasil na classificação geral, passando a somar 1.763,83 pontos.

A liderança do ranking da FIFA mudou de mãos, com a França, que venceu o Brasil e a Colômbia nestes jogos de final de março, a subir da terceira para a primeira posição, destronando a Espanha, que caiu para segundo lugar devi-

do ao empate com o Egito (0-0).

Também a campeã mundial Argentina desceu um lugar, para a terceira posição, apesar de ter vencido os dois particulares que disputou, com a Mauritânia (2-1) e a Zâmbia (5-0). No top10 ainda se encontram os Países Baixos (sétimo lugar), Marrocos (oitavo), Bélgica (nono) e Alemanha (10.º).

Em relação aos adversários de Portugal no Grupo K do Mundial2026, a Colômbia é 13.ª, a República Democrática do Congo 46.ª e o Uzbequistão 50.º.

Dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Cabo Verde continua a ser o mais bem classificado, apesar da queda de duas posições, para o 69.º lugar.

JN/MS

MOTOCICLISMO Superbikes no Algarve

Miguel Oliveira no pódio duas vezes

O piloto português Miguel Oliveira (BMW) terminou no degrau mais baixo do pódio nas duas corridas da prova portuguesa do Mundial de Superbikes, que se realizaram no Algarve.

No sábado (28), na primeira corrida, Oliveira, que arrancou do quarto lugar, terminou a cerca de quatro segundos do vencedor, o italiano Nicolò Bulega (Ducati), que bateu o seu companheiro de equipa, o espanhol Iker Lecuona (Ducati), por cerca de dois segundos.

No domingo (29), o piloto português terminou de novo na terceira posição a segunda corrida do fim de semana em Portimão, no Mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

Oliveira, que partiu do terceiro lugar da grelha, terminou atrás do italiano Nicolò Bulega (Ducati) e do espanhol Iker Lecuona (Ducati), após um duelo intenso com o britânico Alex Lowes (Kawasaki).

Miguel Oliveira ocupa agora o quarto lugar da geral no Mundial de Superbikes, com 56 pontos.

"Senti a força de todos. Impossível não ficar emocionado"

A passagem do Mundial de Superbikes no Autódromo do Algarve, em Portimão, revelou ter sido um momento especial para Miguel Oliveira (BMW). O piloto português estreou-se em pódios na nova aventura e até repetiu a receita por mais duas vezes ao longo do fim de semana.

Um momento que não deixou passar em branco nas redes sociais. "Primeiro pódio em casa. Com este público, com a minha família, no Autódromo do Algarve... Senti a força de todos, cá em baixo e lá em cima. Impossível não ficar emocionado e orgulhoso. Obrigado, Portugal", escreveu no Instagram. Miguel Oliveira ocupa agora o quarto lugar da geral no Mundial de Superbikes, com 56 pontos.

JN/MS

A Páscoa é um tempo de união, reflexão e partilha com a família e amigos. Que esta época traga muita paz, alegria e esperança para todos os residentes de Davenport.

Com os meus melhores votos de saúde e felicidade para si e para os seus.

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Happy Easter

Celebrating a season of renewal and the bright future we are building together. We are honored to grow alongside you.

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SURF

Seleção feminina de râguebi perde na estreia no Europe Championship 2026

A seleção portuguesa feminina de râguebi perdeu, por 59-0, frente aos Países Baixos, em Amesterdão, em encontro da primeira jornada do Women's Rugby Europe Championship 2026 (WREC26).

Portugal já perdia, ao intervalo, por 28-0, num encontro no qual consentiu nove ensaios, sete dos quais transformados, sem esboçar resposta.

Com este resultado, as "lobas" seguem em último lugar no WREC26, sem qualquer ponto, tal como a Bélgica, que, no sábado, foi derrotada em Espanha, por 39-0.

Portugal volta a entrar em ação em 11 de abril, quando receber a Espanha, no Centro de Alto Rendimento do Jamor.

JN/MS

SURF

Mundial de surf arranca com dupla portuguesa e vários "pesos pesados" de volta

O circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) começa na terça-feira, na Austrália, com mudanças significativas no formato competitivo, numa nova época marcada pelo regresso de alguns tubarões e pela estreia absoluta de atletas portuguesas.

Pela primeira vez, Portugal vai estar representado no quadro feminino do Championship Tour (CT), e logo com uma dupla de ases, depois de Yolanda Hopkins ter conquistado o segundo lugar e Francisca Veselko a quinta posição no ranking das Challenger Series (CS), que oferecem os bilhetes para a elite mundial. Depois de Tiago Pires e Frederico Morais, as cores nacionais voltam a estar representadas ao mais alto nível do surf mundial, com Yoyo e Kika a garantirem dois dos limitados sete lugares do lado das mulheres que davam acesso à elite em 2026.

Além das surfistas lusas, qualificaram-se outras cinco atletas, com destaque para a jovem prodígio francesa Tya Zebrowski que, com apenas 15 anos, acabados de fazer (em 09 de março), venceu as CS e tornou-se a mais nova de sempre a garantir a entrada no CT.

A experiente australiana Sally Fitzgibbons, vice-campeã mundial em 2010, 2011 e 2012, a norte-americana Alyssa Spencer (ex-top mundial), a espanhola Nadia Erostarbe e a israelita Anat Lelior fecham o lote de classificadas.

Se as atletas europeias conseguiram, pela primeira vez, dominar o acesso ao CT, do lado dos homens, foram os australianos que deram cartas, com cinco em 10 vagas, apesar de o vencedor das CS ter sido o francês Kauli Vaast, que ganhou a meda-

lha de ouro olímpica em Paris2024 e chega pela primeira vez à Champions do surf.

Aos regressos dos 'aussies' Morgan Cibilic, George Pittar, Callum Robson e Liam O'Brien, todos ex-top mundiais, juntou-se ainda o seu compatriota Oscar Berry.

Os brasileiros Samuel Pupo e Mateus Herdy, o havaiano Eli Hanneman e o sul-africano Luke Thompson fecham o ramalhete.

Este ano, o circuito de elite vai voltar ao seu formato original de pontos corridos, aumentando assim a importância de consistência ao longo da temporada, estando a decisão final prevista para Pipeline, no Havai (Estados Unidos), após passagem pela Praia de Supertubos, em Peniche, prova que passou de março para outubro. JN/MS

Creditos:
A olímpica Yolanda Hopkins conquistou uma vaga na elite, a par de Francisca Veselko. (DR)

ANDEBOL

Sporting quer reunião de emergência após "sucessivas ações repugnantes" do F. C. Porto

O Sporting emitiu um comunicado no qual "considera absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o F. C. Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos" e informa que "vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião" com Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto.

Oemblema leonino fala em "sucessão vergonhosa, reiterada e deliberada de comportamentos" sem "consequências imediatas e exemplares" e considera inadmissível "que comportamentos desta natureza - reiteradamente protagonizados pelos mesmos intervenientes - envergonhem e colo-

quem em causa a imagem do desporto português no plano internacional".

"O mais recente capítulo deste inaceitável encadeamento de episódios atinge um nível que ultrapassa todos os limites: um balneário com cheiro tóxico e intenso que afetou o estado físico de jogadores e staff da equipa de andebol. Isto não é apenas lamentável, é criminoso", escreve ainda o Sporting, referindo-se ao episódio que antecedeu o duelo com o F. C. Porto, no Dragão Arena.

A formação leonina, entre várias acusações, afirma ainda que "estes episódios não são isolados nem acidentais".

JN/MS

ATLETISMO

Nelson Évora reconhece que "faz sentido" aspirar a futuras funções na FPA e COP

O campeão olímpico Nelson Évora reconheceu que "faz sentido" aspirar a funções na Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e no Comité Olímpico de Portugal (COP), não fechando portas a essa possibilidade no futuro.

"Sem dúvida que não fecho as portas a essa possibilidade. Aliás, faz sentido um atleta campeão olímpico, com mais de 30 anos a fazer atletismo e 20 anos ao mais alto nível enquadrar-se nessas instituições - na Federação ou no Comité Olímpico -, mas vamos ver o que o futuro reserva para mim", disse à Agência Lusa, à margem da apresentação do projeto "O Salto de um Sonho", da sua autoria, na Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos.

Já retirado após ter terminado a carreira desportiva em 2025, Nelson Évora assumiu o seu desejo de continuar ligado ao atletismo de forma ativa, muito embora possivelmente não a breve trecho.

"Dependendo de mim, continuarei sempre a dar o meu contributo ao desporto, seja em que cargo for. Gosto, sou super apaixonado por desporto e faz sentido também passar o meu testemunho, do que vivi e aprendi ao longo de toda a minha carreira, mas a curto prazo ainda não tenho nada muito bem definido. Estou numa fase de final de carreira e estou focado nisso, embora já tenha muitas coisas paralelas", assinalou. O antigo especialista no triplo salto anunciou que nos próximos meses se dedicará a projetos de "mental coaching" para só mais tarde equacionar novo envolvimento na atividade desportiva.

"O que estamos a fazer a curto prazo tem de ser muito bem feito, sempre fui perfeccionista e então estou mais focado em fazer tudo da melhor forma nos próximos meses. O que virá depois, teremos tempo para também o fazer com perfeição", concluiu o vencedor da medalha de ouro para Portugal nos Jogos Olímpicos Pequim2008.

JN/MS

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BASQUETEBOL Benfica vence GDESSA e reconquista Taça de Portugal feminina

O Benfica conquistou a Taça de Portugal feminina de basquetebol pela quarta vez, ao vencer o GDESSA por 76-56, após igualdade a 32 ao intervalo, na final disputada no Pavilhão Multiusos de Paredes.

Àsemelhança do que tinha feito na meia-final, a poste norte-americana Schaquilla Nunn, com mais um duplo-duplo (25 pontos e 12 ressaltos), destacou-se na vitória do Benfica, que recupera o título perdido na época passada.

O Benfica saiu na frente do marcador, com dois lances livres de Shaquilla Nunn, mas, na resposta, Maianca Umabano deu a primeira vantagem ao GDESSA, num lançamento de três pontos, estratégia que rendeu 12 dos 16 pontos conseguidos pela formação do Barreiro no primeiro período.

A alternância no marcador foi uma constante e, apesar dos parciais de 10

de basquetebol

pontos sem resposta para o Benfica e de oito para o GDESSA, nenhuma equipa logrou uma vantagem superior a cinco pontos.

No arranque da segunda parte, o Benfica conseguiu colocar condicionantes ao jogo exterior do adversário, aliando solidez defensiva à grande eficácia nos ressaltos, logrando uma vantagem de nove pontos que chegou aos 12 pontos no final do terceiro período.

Maria Bettencourt revelou grande acerto neste período, com um total 13 pontos.

O GDESSA acusou a desvantagem e sentiu muitas dificuldades em encurtar a distância, apesar dos esforços de Maianca Umabano (20 pontos) e Márcia Costa (12), terminando o encontro a 20 pontos de distância do favorito Benfica, que juntou a Taça de Portugal à Taça da Federação. JN/MS

POLO AQUÁTICO

V. Guimarães e Benfica conquistam Taça de Portugal de polo aquático

O Vitória de Guimarães conquistou a Taça de Portugal em polo aquático, impondo-se ao Fluvial, por 15-12, enquanto o Benfica venceu em femininos, superiorizando-se ao Pacence, por 24-6.

Na piscina municipal da Guarda, minhotos e lisboetas renovaram as conquistas da época passada. Na final masculina, após o 4-4 no fim do primeiro período, os vitorianos fizeram 4-2 e 3-1 nos parciais seguintes, de pouco valendo ao Fluvial a reação final com 5-3 a seu favor no quarto tempo.

"Desde a época de 2018/2019 que o Vitória ganhou quase todos os campeonatos. Um ganhou o Fluvial e outro não aconteceu devido à covid-19. Por isso, penso que já podemos falar em hegemonia, embora tenhamos bons adversários como é o caso do

A NOSSA

Fluvial. Agora queremos repetir o triplete como sucedeu no ano passado", analisou o treinador Vítor Macedo, após a terceira Taça de Portugal para os vimaranenses. O favoritismo do Benfica na competição feminina confirmou-se, com claros 6-1, 7-2, 5-2 e 6-1 a conferir um triunfo expressivo às encarnadas.

"O Benfica está, nesta altura, num patamar mais elevado do polo aquático nacional e isso é algo feito sobretudo com trabalho. O mérito é das jogadoras, que conseguem motivarem-se constantemente para fazer algo complicado: mais difícil do que chegar ao topo e mantermo-nos. E o Benfica trabalha diariamente para conseguir isso", reagiu o treinador António Machado. Esta época, tanto o Vitória de Guimarães como o Benfica já conquistaram a Supertaça.

JN/MS

TRADIÇÃO

NA SUA MESA DE PÁSCOA

Celebre com o autêntico Folar de Páscoa da Ardglen Bakery. Quer a sua família prefira o folar tradicional com ovo ou o nosso pão doce simples, temos tudo fresco e pronto a levar. Acompanhe com o nosso Pão de Ló e Pastéis de Nata para um fim de semana de Páscoa perfeito. Disponível na loja durante todo o fim de semana. Visite-nos cedo para garantir os seus favoritos! (Apenas aceitamos encomendas antecipadas para quantidades de 10 ou mais).

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HOCKEY

Craig Berube’s future unclear after Treliving firing

The winds of change are howling through the Scotiabank Arena, but any "house cleaning" in Toronto appears to be a slow-motion process rather than a swift sweep. Following the dismissal of General Manager Brad Treliving on Monday, the spotlight has shifted toward the bench. While the organization officially notified head coach Craig Berube of Treliving's departure, league sources indicate that Berube remains in a state of professional limbo regarding his long-term future with the franchise.

The situation is particularly delicate given the financial and historical context. Hired by Treliving in May 2024 to succeed Sheldon Keefe, Berube still has two years remaining on his contract after this season. Yet, the security of that contract is being tested by a staggering decline in performance. The Maple Leafs are currently spiraling toward their worst statistical output in a decade, mirroring the dismal 201516 season—the last time the "Blue and White" failed to qualify for the Stanley Cup Playoffs.

This collapse is jarring when compared to the high-water marks of Berube’s debut year in Toronto. Under his initial guidance, the team surged to a 108-point finish, securing the second seed in the Eastern Conference and advancing to the second round of the postseason—a rare feat for the franchise over the last twenty years.

Berube arrived in Toronto with a pedigree of championship resilience, having famously steered the St. Louis

Blues from the bottom of the league to their first Stanley Cup in 2019. Throughout his six-season tenure in St. Louis, he amassed 206 wins, cementing his reputation as a coach capable of maximizing veteran talent. However, as the Leafs face a potential playoff absence, the "Chief’s" past accolades may not be enough to insulate him from a front office looking to hit the reset button.

BASKETBALL Masai Ujiri joins Toronto Tempo ownership group

Masai Ujiri, the architect behind the Toronto Raptors’ historic 2019 NBA championship, is officially embarking on his next chapter in Canadian sports. The expansion Toronto Tempo announced Tuesday that Ujiri has joined the WNBA franchise as a principal owner, marking a significant win for the team’s executive profile ahead of its inaugural season.

Beyond his role in the front office, Ujiri will spearhead a new coaching mentor-

ship program designed to cultivate and elevate the next generation of women’s basketball leaders. Having spent 12 years with the Raptors before his departure last June, the 55-year-old executive expressed a deep sense of purpose in this new venture. Describing himself as an "honorary Canadian," Ujiri noted that the Tempo represents a "truly historic" shift in the landscape of professional basketball.

The move also offers Ujiri a sense of competitive redemption. He has been vocal about his desire to secure another championship, citing the fact that his 2019 victory was marred by a high-profile physical altercation with a sheriff’s deputy at Oracle Arena. The incident, which occurred as Ujiri attempted to join his team on the court to celebrate their win over the Golden State Warriors, left a lingering shadow over what should have been a purely joyous milestone.

Ujiri joins an elite ownership group that features some of the most prominent names in sports and business, including:

Larry Tanenbaum

MLSE board member

Serena Williams

Tennis icon and entrepreneur

Geoff Molson Montreal Canadiens owner

The Toronto Tempo are set to make their professional debut on May 8 at Coca-Cola Coliseum. Facing off against the Washington Mystics, the franchise aims to capitalize on the massive momentum behind women's sports and Ujiri’s proven track record of building championship-caliber organizations..

RS/MS

OFTORONTO
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Wishing all our Members,their families and the local community a Happy Easter

EXECUTIVE BOARD

CARMEN PRINCIPATO BUSINESS MANAGER

TONY DO VALE SECRETARY-TREASURER

LUIS PIMENTEL VICE-PRESIDENT

SAVERIO REPOLE RECORDING-SECRETARY

OFFICE MANAGER

ISABELLA COSTANZO

DISPATCHER

HARDY JALLOH

ROLY BERNARDINI PRESIDENT

FABRIZZIO MASSARI EXECUTIVE BOARD MEMBER

REGIONAL ORGANIZING CO-ORDINATOR

ELIO TOPPAN

BUSINESS REPRESENTATIVES

MIKE BETTENCOURT

MAMADOU BAH

JOE FURTADO

JOHN WALKER

MARCO MELO

ROCCO CHIAVUZZO

ANTHONY DO VALE

MAURO MAGLIOCCHI

DANNY CHIEFFALLO

CONNOR MACDONALD

MILTON MEDEIROS EXECUTIVE BOARD MEMBER

SENIOR LEGAL COUNSEL

RYAN EHRENWORTH

COMPLIANCE CONTROL OFFICER

RENATO TAGLIONE

SUPPORT STAFF

PATRICIA LUM

NATALIY KRASKOVSKY

NICOLE GIOVANNELLI

ADRIANNA DO VALE-VUMBACA

JULIA ALICANDRO

BRENDA RODRIGUEZ

MAI NAKAMURA

VERA RODRIGUES

AMANDA CROSKERY

FELIZ PÁSCOA

Jack Oliveira Business Manager

Luis Camara Secretar y Treasurer

Ricardo Teixeira

Recording Secretar y

Nelson Melo President

Marcello DiGiovanni Vice -President

David McCluskey

Jaime Cor tez E-Board Member E-Board Member

Windsor vai construir 48 habitações em terrenos municipais ao abrigo de programa de habitação

Foi anunciado um segundo grande empreendimento futuro ao abrigo do programa Housing Solutions Made for Windsor (Soluções de Habitação Criadas para Windsor).

Desenvolvido pelo 531 Pelissier Group — que inclui a BK Cornerstone Design Build, Philip Fernandes Designs e Realty ONE Group Iconic — o projeto contempla 48 unidades residenciais. "O Pelissier Park representa o tipo de desenvolvimento inovador de que a nossa comunidade precisa neste momento", afirmou Brent Klundert, proprietário da BK Cornerstone Design Build.

"Estamos orgulhosos de trazer a nossa experiência em construção ecoeficiente e sustentável para um projeto que não só entrega habitação de alta qualidade, mas também apoia a habitabilidade a longo prazo e a responsabilidade ambiental no centro de Windsor."

Planeado de acordo com os padrões Energy Star, o projeto incorpora práticas de construção sustentáveis que promovem a eficiência energética, o conforto e a acessibilidade dos custos operacionais a longo prazo para os residentes. Este local foi uma das primeiras propriedades municipais identificadas na estratégia HSMFW, que se foca em preparar terrenos camarários ("shovel ready") com

elevado potencial para desenvolvimentos residenciais. "O Conselho continua a cumprir as promessas de assumir um papel proativo ao desbloquear oportunidades, preparar terrenos e trabalhar com parceiros para entregar mais habitação onde faz mais sentido e onde o crescimento pode ser apoiado de forma responsável", referiu o responsável.

A estratégia HSMFW visa aumentar a oferta de habitação em Windsor para sustentar o crescimento atual e futuro, apoiando simultaneamente o compromisso provincial da cidade de facilitar o desenvolvimento de 13.000 casas até 2031.

Juntamente com o projeto do parque de estacionamento da Caron Avenue, recentemente anunciado, o Pelissier Park ilustra o progresso contínuo desta iniciativa abrangente, avançando em simultâneo com vários terrenos municipais para nova habitação. "Este projeto é mais do que apenas construir casas: trata-se de moldar uma comunidade. A nossa abordagem de design focou-se em criar um ambiente habitável e propício a peões que equilibra a densidade com o conforto", afirmaram Philip e Amanda Fernandes, da Philip Fernandes Designs.

O projeto recebeu um financiamento superior a 16,8 milhões de dólares para um empreendimento de moradias em banda (townhomes) de três andares, que aumenta a densidade numa escala que se ajusta ao carácter do bairro circundante, colmatando a lacuna entre casas unifamiliares e grandes edifícios de apartamentos.

OCN/MS

Ontário apoia conversão de 2.200 unidades de condomínio em arrendamento, incluindo 550 habitações acessíveis

Uma nova iniciativa provincial visa a oferta de habitação na Área da Grande Toronto (GTA), redirecionando o inventário de condomínios não vendidos para o mercado de arrendamento. Anunciado ontem, o governo de Ontário comprometerá 300 milhões de dólares através do Building Ontario Fund (BOF), em parceria com a High Art Capital, para apoiar a conversão de aproximadamente 2.200 unidades de condomínio em apartamentos de arrendamento de longa duração. Destas, cerca de 550 casas serão asseguradas a rendas abaixo do mercado.

"Para apoiar o nosso plano de proteger Ontário, o governo está a utilizar ferramentas de financiamento inovadoras para desbloquear habitação que satisfaça as necessidades das famílias", afirmou Pe-

ter Bethlenfalvy, Ministro das Finanças.

"Através do Building Ontario Fund, estamos a mobilizar capital privado, a reduzir riscos e a acelerar a entrega de habitação para arrendamento acessível que, de outra forma, não estaria disponível."

Do total de unidades, cerca de 550 serão designadas como acessíveis, com rendas fixadas 25% abaixo dos níveis de mercado ou limitadas a 30% do rendimento mediano dos agregados familiares na GTA (consoante o valor que for mais baixo). A acessibilidade a longo prazo será assegurada através de acordos legais registados no título de propriedade.

A iniciativa utiliza um modelo de conversão que transfere unidades de condomínio concluídas, mas não vendidas, para o mercado de arrendamento. Em vez de esperar que novos projetos avancem no planeamento e construção, esta aborda-

gem permite uma entrega a curto prazo ao adquirir inventário existente. O apoio provincial através do BOF visa colmatar as lacunas de financiamento que deixaram muitas unidades por absorver.

O compromisso provincial de 300 milhões de dólares está estruturado principalmente como um empréstimo reembolsável, complementado por uma pequena posição acionista que confere à agência um papel na supervisão do projeto. Espera-se que este capital atraia cerca de 733 milhões de dólares em empréstimos adicionais de outros investidores. Segundo o modelo, as unidades adquiridas serão mantidas por um período mínimo de cinco anos antes de serem vendidas, altura em que o empréstimo ao BOF será reembolsado.

A execução do programa é liderada pela High Art Capital, uma empresa privada de

investimento imobiliário. A High Art iniciou um concurso competitivo para vendedores, convidando proprietários e partes interessadas a participar no programa e a disponibilizar unidades para aquisição. Inserido no mandato do Building Ontario Fund, o programa alinha-se com as áreas de investimento prioritário, a par de setores como a energia e os transportes. O BOF é uma agência estatal autónoma (Crown agency) estabelecida pela legislação de 2024 para impulsionar grandes projetos de infraestruturas na província.

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Porque os amigos fazem bem à saúde?

Num mundo cada vez mais acelerado, onde o tempo parece escasso e as rotinas exigentes, há um elemento essencial para o bem-estar que muitas vezes é negligenciado: as relações humanas. Ter amigos, cultivar laços e manter uma rede de apoio não é apenas um conforto emocional - é, cada vez mais, reconhecido como um fator determinante para a saúde física e mental.

Durante décadas, a saúde foi vista sobretudo através de uma lente biológica: alimentação, exercício físico, sono. Hoje, essa visão alarga-se para incluir dimensões sociais e emocionais. Estudos científicos têm demonstrado de forma consistente que pessoas com relações sociais fortes vivem mais tempo, têm menos doenças crónicas e apresentam níveis mais baixos de ansiedade e depressão. A amizade funciona como um verdadeiro “amortecedor” do stress. Quando enfrentamos dificuldades, sejam problemas financeiros, profissionais ou familiares, ter alguém com quem falar, partilhar ou simplesmente estar presente faz uma diferença significativa. O simples ato de conversar com um amigo pode reduzir os níveis de cortisol, a hormona associada ao

stress, promovendo uma sensação de alívio e equilíbrio.

Mas os benefícios vão além da saúde mental. Relações sociais positivas estão associadas a um melhor funcionamento do sistema imunitário, menor risco de doenças cardiovasculares e até uma recuperação mais rápida em situações de doença. Em contraste, o isolamento social tem sido comparado, em termos de impacto na saúde, a fatores de risco como o tabagismo ou o sedentarismo. Curiosamente, não é a quantidade de relações que importa, mas sim a sua qualidade. Ter muitos conhecidos não substitui a presença de amizades significativas, baseadas na confiança, na empatia e no apoio mútuo. São essas ligações mais profundas que contribuem para um verdadeiro sentimento de pertença, um dos pilares do bem-estar humano. Para muitos emigrantes, as redes de amizade funcionam como uma extensão da família, especialmente quando os familiares diretos estão longe. Associações culturais, clubes, igrejas e encontros informais tornam-se espaços fundamentais de convívio, onde se partilham experiências, tradições e apoio emocional. Com o passar dos anos, no entanto, manter estas relações pode tor-

nar-se mais difícil. As exigências do trabalho, as responsabilidades familiares e, mais tarde, a mobilidade reduzida ou a reforma podem levar a um afastamento gradual. É precisamente por isso que investir nas relações deve ser visto como uma prioridade ao longo da vida, tal como cuidar da alimentação ou praticar exercício físico.

A tecnologia trouxe novas formas de manter contacto, mas também desafios. Embora facilite a comunicação à distância, não substitui o valor do contacto presencial, do olhar, do toque, da partilha de momentos reais. Um café com um amigo, uma caminhada em conjunto ou um simples telefonema podem ter um impacto muito mais profundo do que interações digitais superficiais.

Na fase da reforma, este tema torna-se ainda mais relevante. A saída do mercado de trabalho implica, muitas vezes, a perda de uma parte significativa da rede social diária. Sem colegas, rotinas ou compromissos profissionais, o risco de isolamento aumenta. Por outro lado, este pode ser também um momento de oportunidade, para reativar amizades, criar novos laços e investir em atividades comunitárias. Efetivamente, participar em grupos, voluntariado, atividades culturais ou desportivas

são formas eficazes de manter uma vida social ativa. Mais do que preencher o tempo, estas iniciativas ajudam a preservar o sentido de propósito, a autoestima e o equilíbrio emocional.

Importa também reconhecer que nem todas as relações são benéficas. Relações tóxicas, marcadas por conflito constante, crítica ou falta de respeito, podem ter um impacto negativo na saúde. Saber estabelecer limites e valorizar relações saudáveis é parte fundamental deste processo. No fundo, cuidar das relações é cuidar de nós próprios. Num tempo em que se fala tanto de bem-estar, talvez a resposta não esteja apenas em dietas ou rotinas de exercício, mas também na simplicidade de um gesto: ligar a um amigo, marcar um encontro, estar presente.

Porque, no final, a saúde não se mede apenas em anos de vida, mas na qualidade desses anos. E poucas coisas contribuem tanto para essa qualidade como o sentimento de não estar sozinho. MB/MS

english

Credito: DR

Romântica!

Mónica Sintra, de 47 anos, usou as suas redes sociais para declarar-se a uma pessoa muito especial. O namorado da cantora, Pedro Santos, completou, no passado dia 31, mais um ano de vida. "Hoje celebro a tua vida, mas celebro ainda mais o facto de ela se ter cruzado com a minha. Tu não és só importante para mim, és essencial", começou por declarar. Parabéns por mais um dia, seja o início de mais um ano a criar memórias felizes. Meu [emoji em forma de mundo]. Estarei sempre aqui! Parabéns. [amo-te] + que ontem", terminou. Às suas palavras, Mónica Sintra juntou um conjunto de românticas fotografias de momentos felizes passados ao lado da cara-metade.

A artista Céline Dion anunciou que irá regressar aos palcos com 10 concertos em Paris, França. O anúncio coincidiu com a data de aniversário da canadiana (fez 58 anos, no dia 30 de março). Foi através das suas redes sociais que Céline Dion partilhou que irá regressar a partir de setembro deste ano. No entanto, os espetáculos realizar-se-ão apenas em Paris. "Ao longo dos últimos anos, todos os dias, senti as vossas orações e apoio, a gentileza e o amor. Vocês ajudaram-me de maneira que nem consigo descrever e sou verdadeiramente grata por ter o vosso apoio", começou por dizer num vídeo. E acrescentou: "Este ano, estou a receber o melhor presente de aniversário da minha vida. Terei a oportunidade de vos ver, de me apresentar para vocês mais uma vez em Paris, a partir de setembro". A artista afirmou ainda que se sente bem e que está "animada" e "nervosa". Mas, sublinhou, estar acima de tudo "grata". "Amo-vos e vemo-nos em breve", concluiu. Céline Dion, que atuou na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, regressará assim aos palcos seis anos depois de ter feito uma pausa na carreira devido a problemas de saúde.

Dias depois de Carlão dar a conhecer o seu novo disco, "Quinta-Essência 75/25", Catarina Furtado dedicou uma publicação no Instagram a promover e elogiar este novo trabalho do músico. Ao destacar nas stories da sua página de Instagram um dos temas que fazem parte deste "Quinta-Essência 75/25", a música "A Sorte", feita com a colaboração de Branko, a apresentadora da RTP começou por escrever: "O Carlão tem novo disco. Ouçam! Façam a viagem do seu tempo que valerá muito a pena." Antes de terminar, Catarina Furtado fez questão de esclarecer: "E não, não somos namorados como se diz por aí."

O amor é...

As princesas Eugenie e Beatrice não vão comparecer à tradicional missa da família real no domingo de Páscoa. As duas irmãs, filhas de André Mountbatten-Windsor e Sarah Ferguson, este ano ficarão à margem da restante família. As irmãs, com a concordância e compreensão do rei, fizeram planos alternativos para esta Páscoa. Porém, elas continuam a fazer parte da família e estarão presentes nas futuras celebrações familiares. A verdade é que após o mais recente escândalo que envolve o príncipe André e Sarah Ferguson, as duas decidiram resguardar-se dos eventos públicos.

Bárbara Guimarães está novamente apaixonada. A apresentadora da SIC partilhou uma imagem misteriosa abraçada a um homem e já se sabe a identidade do seu companheiro. No programa "Passadeira Vermelha", Liliana Campos, amiga pessoal de Bárbara Guimarães, confidenciou que o novo companheiro da comunicadora é Guilherme Magalhães, que "pertence ao Conselho de Administração da CUF". "Senti a Bárbara muito, muito feliz", explicou a comunicadora do formato que disse que falou com a amiga ao telefone. "Estão a passar um fim de semana no norte. Não conversei muito com o Guilherme, mas trocámos ali umas palavrinhas e achei os dois apaixonados." A comunicadora já tinha dito à revista TV Guia que tinha o coração "muito bem entregue". Recorde-se que o último namorado da apresentadora conhecido foi Tiago Raposo Magalhães, oito anos mais novo do que Bárbara. Antes disso, a comunicadora teve um relacionamento com o forcado Carlos Pegado. Bárbara Guimarães passou por um período complicado após ter sido diagnosticada com cancro da mama em 2008, fase que ainda coincidiu com o processo contra o ex-marido Manuel Maria Carrilho.

O novo namorado de Joana Diniz, Pedro Prata, declarou-se publicamente à cabeleireira e antiga concorrente dos reality shows da TVI. Provando que a relação está mais forte e sólida que nunca, o nortenho partilhou fotografias românticas junto da amada e na legenda falou sobre o amor que os une. "Amar não é só aceitar o outro como ele é, também é escolher moldarmo-nos, crescer e mudar por essa pessoa. É acordar todos os dias e escolher a mesma pessoa. É perceber que o nosso lugar favorito deixa de ser um lugar… e passa a ser alguém", começou por escrever. "Amar não é só sentir ou querer, é sonhar, idealizar e construir. É entender os sonhos do outro e querer fazer parte deles, é projetar um futuro com intenção, baseado no respeito, na confiança e na transparência. Amar é sonhar a dois e ter a coragem de caminhar lado a lado, porque no amor verdadeiro não existem dois caminhos, existe um só, construído por ambos. No final… Amor é tudo aquilo que nós somos", completou.

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OLHAR COM OLHOS DE VER

Visível. Créditos: Paulo Perdiz
Mesa posta para o pique nique Créditos: Stella Jurgen
69 nunca foi tão criativo. Créditos: Fa Azevedo

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1. Mostrar ou manifestar gratidão, render graças; reconhecer

2. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)

3. Fazer chegar, passar às mãos de; dar

4. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)

5. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer

6. Perceber claramente as diferenças; distinguir, diferenciar, discriminar

7. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

das 11 diferenças

8. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo 9. Pôr para trás, fazer recuar; retrasar 10. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

11. Provocar hipnose em alguém

12. Descansar em estado de sono

13. Voltar ao lugar de onde partiu; regressar 14. Precipitar-se a chuva sobre a terra

15. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição

Z U S A T S E C V C H P J C C

M Z P R Z C E C O M P R A S X

S H O V S A D I M O C P F R V

P O R T U G A L G A S E M P T

D O C E S Y E W Y F K S L L R

E F A M I L I A R E S T C M A

E C O V G N P O Z W X D A E D

T K O E O Z X D D D I U L S I

N F O U H Q R N Z K B C I A C

E J R C G U Y U K I O B M T I

S V I F N W S M I E L U E I O

E V G F

RECEITAS CESTAS

OVOS

FAMILIARES

COMIDAS

BOLOS

ORIGENS PORTUGAL

MUNDO DOCES

MESA

COMPRAS

PRESENTE

TRADICIONAL

ALIMENTAR

Crepes com ananás e cobertura de Vinho do Porto

Ingredientes

• 3 ovos

• 6 colheres de sopa de farinha

• 300 ml de leite

• Sal q.b.

• 2 colheres de sopa de manteiga derretida

Recheio

• 1 lata de leite condensado

• 1 lata de leite (usar a lata como medida)

• 6 gemas

• 2 colheres de sopa de farinha

• 1 pacote de natas

• 4 fatias de ananás picadas

Cobertura

• 3 colheres de sopa de açúcar

• 1 dl de vinho do Porto

• 1 colher de doce de morango

Modo de preparação

Numa taça, bata os ovos com a farinha e o leite até obter uma massa homogénea. Junte a manteiga derretida e tempere levemente com sal e pimenta. Misture bem. Deixe a massa repousar 15 a 20 minutos para crepes mais macios.

Leve uma frigideira antiaderente ao lume médio e deixe aquecer bem. Coloque uma concha de massa, rode a frigideira para espalhar, deixe cozinhar, vire e repita até terminar a massa. Se necessário, unte ligeiramente a frigideira apenas antes do primeiro crepe. Num tacho, coloque o leite condensado, o leite, as gemas e o amido de milho.

Leve ao lume médio, mexendo sempre até engrossar. Mexa continuamente para evitar grumos e que as gemas talhem. Retire do lume e deixe o creme arrefecer completamente.

Bata as natas até ficarem firmes e envolva cuidadosamente no creme frio. Envolva com cuidado para manter o creme leve e fofo.

Coloque uma colher de creme e uma de ananás em cada crepe. Dobre e disponha no prato de servir. Num tacho pequeno, coloque o açúcar, o vinho do Porto e o doce de morango.

Deixe ferver cerca de 10 minutos até engrossar ligeiramente. Deixe a cobertura arrefecer um pouco para ganhar uma textura perfeita. Coloque a cobertura por cima dos crepes antes de servir.

Até à próxima receita!

Rosa's Portuguese Kitchen
Credito: MDC Media Group Inc.
Caça palavras
Jogo

Sétima Legião

O

passado e o futuro cruzam-se no presente

A história da música portuguesa tem capítulos que parecem escritos com uma tinta invisível, revelando-se apenas com a luz certa ou o passar das décadas.

Um desses capítulos pertence à Sétima Legião. Em 2026, o regresso da banda aos palcos não é um mero exercício de nostalgia; é a reafirmação de um fenómeno que, há 44 anos, desafia as leis do tempo. Como bem definiu uma funcionária de uma rádio: "Esta é a banda que parece ser do futuro e do passado ao mesmo tempo." Esta dualidade, que funde a gaita-de-foles com o vanguardismo do post-punk, continua a ser o alicerce de um grupo unido pela amizade num bairro de Lisboa, em 1982. Para compreender o impacto da Sétima Legião, recuamos ao início da década de 80.

Portugal vivia a ressaca do "boom" do rock português e um grupo de adolescentes procurava algo novo. A sonoridade vinda de Inglaterra — o misticismo dos Echo & the Bunnymen ou a eletrónica melancólica dos New Order — servia de bússola, mas a direção que tomaram foi inteiramente sua. Numa época sem algoritmos, a música era um bem precioso, passado de mão em mão em cassetes gravadas. Foi nesta efervescência que a banda encontrou o seu diferencial. Enquanto os seus pares seguiam caminhos convencionais, eles integraram a gaita-de-foles de Paulo Marinho e o acordeão de Gabriel Gomes. Na altura, estes instrumentos estavam longe de ser modernos, mas a lógica do grupo era guiada pela amizade: "O Paulo tinha de tocar connosco porque era nosso amigo". O resultado foi uma colisão mágica entre o folclore ancestral e a modernidade

urbana, evocando as névoas do Norte e a arquitetura cinzenta de uma Lisboa em transformação.

Falar da Sétima Legião em 2026 é, inevitavelmente, falar de Ricardo Camacho. O músico e produtor, falecido em 2018, foi o arquiteto sonoro do grupo. A sua morte deixou um vazio, mas o regresso atual é uma homenagem contínua à sua memória. No palco, o seu lugar é uma presença espiritual. A entrada de João para o coletivo permitiu perpetuar essa herança, garantindo que as composições de Camacho mantenham a sua precisão. Tocar "Sete Mares" ou "Nacional" é a forma mais pura de manter o diálogo com o amigo que partiu. No calor da performance, a saudade transforma-se em celebração: "É como se o Ricardo estivesse ali connosco". Ao longo de quatro décadas, o mundo mudou radicalmente, mas as letras de Francisco Menezes parecem imunes à erosão cronológica.

A banda acredita que a sua poesia possui uma qualidade que se adapta tanto ao passado como ao futuro. Num 2026 marcado por incertezas globais, a música do grupo serve como refúgio e espaço de introspeção. Há uma humildade refrescante na forma como encaram a sua história. Quando questionados sobre o impacto nas novas gerações, os músicos confessam que muitos jovens podem não associar o nome aos rostos no palco. No entanto, a obra superou os criadores: é comum encontrar quem saiba cantar cada palavra de "Sete Mares" sem conhecer a génese da banda. A música tornou-se património genético da cultura portuguesa. A trajetória dos membros não se esgotou no grupo. Nomes como Rodrigo Leão e Gabriel Gomes levaram a sen-

sibilidade portuguesa ao mundo através de projetos como os Madredeus. Essa experiência internacional trouxe uma nova maturidade.

Este regresso beneficia de uma segurança técnica e emocional que só o tempo confere. Contudo, por mais que tenham viajado, regressam sempre à Sétima Legião pelo prazer genuíno de estarem juntos: "Se não houver concertos, não há motivo para ensaiarmos". O alinhamento dos espetáculos atuais é uma viagem que recupera até o primeiro disco na íntegra. Mas a banda não vive apenas de glórias passadas. Existe a vontade de registar novas ideias, e a revelação de que podem gravar algo novo no início do próximo ano prova que a chama criativa continua acesa. O espírito de 2026 é o mesmo de 1982. Assim que as luzes se acendem e a gaita-de-foles entoa as primeiras notas, o mundo exterior deixa de existir, dando lugar a uma comunhão que transcende o palco.

A Sétima Legião sempre foi uma banda de partidas e chegadas, mantendo uma ligação forte à diáspora. Ao encerrar esta reflexão, o grupo envia um abraço caloroso aos portugueses pelo mundo, com especial carinho pela comunidade em Toronto: "Aguentem o frio", dizem com humor, prometendo um reencontro. Em 2026, a Sétima Legião é o testemunho de que a autenticidade é o melhor conservante para a arte. Entre o passado que os formou e o futuro que desenham, habitam um presente vibrante onde a amizade é a nota mais alta. O regresso não é um adeus, mas a confirmação de que, enquanto houver união, a Legião continuará a marchar, intemporal e necessária.

Credito:

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Este trânsito será um tempo menos dinâmico, mais voltado para o lado sonhador e espiritual da vida. A aplicação da sua energia potencial ao serviço dos outros, num trabalho social, criativo e até humanitário, será útil para ajudar a vencer as suas dúvidas e inseguranças e a readquirir a sua plena personalidade.

TOURO 21/04 A 20/05

Há um aumento da sua criatividade e uma maior abertura. Nestes dias poderá ter uma boa ideia que mude a sua vida para melhor. Tanto o seu pensamento como a sua capacidade de comunicar com os outros estão estimulados. Use as novas tecnologias, tais como a internet ou o telemóvel para se manter em contacto com os seus amigos e familiares.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Marte a transitar pela Casa X faz com que se sinta muito bem. As suas energias estão fortificadas. O seu espírito de iniciativa está no auge, a sua vontade de desenvolvimento a todos os níveis também. Aproveite para dar um salto positivo na sua vida. Momento propício para iniciar projetos novos ou acabar aqueles que tem em mão.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

É a época ideal para dar atenção a assuntos que lhe suscitam especial interesse. Uma viagem ou um contacto com um amigo distante poderão satisfazer a sua natural curiosidade e desejo de mudança e trazer-lhe experiências enriquecedoras. Poderá talvez assinalar o início de um estilo de vida diferente.

LEÃO 22/07 A 22/08

Período de reforço da sua autoconfiança, que poderá projetar na relação com a sociedade. Assim, esta é uma boa altura para fazer um pedido a alguém ou, simplesmente, para fazer contatos a nível profissional e social. Possibilidade de conhecer pessoas particularmente interessantes, sobretudo em viagem.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Sente vontade de iniciar coisas novas. Está mais sensível aos outros, com uma maior capacidade de dialogar e de trocar pontos de vista a nível intelectual. Esta poderá ser uma boa altura para fazer uma sociedade. Aproveite esta fase harmónica para resolver uma discórdia que tenha com amigos, colaboradores ou da sua relação amorosa.

BALANÇA 23/09 A 22/10

A união faz a força, é bem verdade. Não se isole nem se feche no seu pequeno mundo. Dê mais atenção às opiniões dos outros. Aproveite esta ocasião para examinar bem essa relação e tente descobrir se poderá acrescentar algo que a venha beneficiar mais. Dê ouvidos ao seu coração e dedique algum do seu tempo ao seu par.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

O seu poder de discernimento lógico e racional encontram-se especialmente aguçados. Examine o modo como resolve as situações e assume as suas responsabilidades quotidianas. Esta é uma fase de trabalho e de serviço prestado aos outros, cujos benefícios só serão rentabilizados numa fase posterior da sua vida.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

É uma fase em que se sente mais voltado para si próprio. Poderá mesmo ter necessidade de se isolar ou para passar mais tempo em casa na companhia da família. Analise os seus sentimentos e atitudes em relação ao que o rodeia, mas evite as más recordações do passado. Procure recarregar as baterias, descansando mais.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Durante este período o seu lado romântico e apaixonado estará em evidência, tornando as suas relações afetivas mais profundas e intensas. Esta será também, uma boa altura para um relacionamento divertido e harmónico com crianças. Se tem filhos aproveite agora para lhes dedicar a atenção que por vezes não pode dedicar.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Vénus acentua o seu lado mais caseiro. Que tal aproveitar para fazer algumas reformas domésticas, redecorar a casa ou fazer algumas limpezas? À sua volta instalar-se-á um clima de harmonia que lhe trará uma sensação de segurança e bem-estar.

PEIXES 20/02 A 20/03

O seu quotidiano parecer-lhe-á nesta altura mais harmónico, e os seus relacionamentos mais fáceis, ligeiros e agradáveis. Atravessa um bom período para o diálogo e a comunicação, o que também é válido para os relacionamentos amorosos. Um calmo passeio a dois e uma boa conversa poderão ser agora bastante agradáveis.

Soluções

Aluga-se um apartamento num basement com 1 quarto na area da Rogers e Old Weston Road. Contatar 416-805-6394

Apartamento alto na cave, entrada separada, 1 quarto, cozinha, sala de estar. Não fumador, nãao animais, internet e utilidades incluidas. Weston & Eglinton. Por favor ligar para 416-652-8805 e deixar uma mensagem.

T1 apartamento em Albufeira para arrendar totalmente equipado com A/C, wifi, piscina. Poucos passos de restaurantes, mercearias, farmácias e muito mais, 10 minutos a pé até as praias/Cidade Velha. Contatar: 416-277-3172

Aluga-se apartamento num basement com 3 quartos, cozinha, sala, casa de banho e lavandaria a moedas. Perto de escolas. Area da Lawrence e Dufferin. Contatar 416-881-3326

Espaço comercial College e Landsdowne, com aprox. 1000sq.ft. Bom para cabeleireiro ou escritório e outros. Contatar 647-828-6393.

Apartamento no primeiro piso para arrendar, com quarto, cozinha, sala e casa de banho, perto de transportes públicos. Na

Agenda comunitária

3 de Abril

PCCM

Jantar de Peixe de Sexta-Feira Santa No 53 Queen St N, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 905 286-1311

4 de Abril

Bife da Páscoa

Amigos de Viana, Ass. Cult. do Minho, Casa do Benfica

No PCC Mississauga, a partir das 12h30. Reservas e Informações: 647-533-2922.

Gala do Sporting de Toronto

46.º Aniversário

Na Liuna Local 183, 1263 Wilson Ave, a partir das 18h00. Com Duo Daniel e Tânia, Bombos Arsenal do Minho, Photoboot. Reservas e informações: 416-688-0401

Grupo de Manter a Tradição e Casa dos Açores do Ontário

Danças da Páscoa.

À moda da Terceira, no 1136 College St, 17h00. Reservas e informações: 416-9535960 ou 647-298-8946

Graciosa Community Center de Toronto

Tradicionais Danças da Páscoa

Local 279 Dovercourt Rd, 17h00. Reservas e informações: 416-656-5260

5 de Abril

Associação Cultural do Minho

Páscoa - Almoço de Cabrito

Europa Convention Center, 7050B Bramalea Rd, 12h00. Com DJ, Rancho da ACMT, Bombos Os Alegres, Beijar da Cruz com P. André. Reservas e informações: 416-937-1892.

area da Eglinton e Weston Road. Ligar para 416-531-4045 ou pode mandar mensagem.

Aluga-se apartamento no 1º andar com 1 quarto de cama, sala, cozinha, casa de banho, estacionamento para carro pequeno, na zona da Rogers e e Caledonia. Contatar 416-886-4398

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada,

forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

Aluga-se apartamento com 1 quarto, sala, cozinha e casa de banho. Entrada privada. Esta disponível, todo Renovado, com lavandaria a Moedas. Não fumadores e não animais. Perto Yorkdale, Dufferin e Wilson. Ligar para 416-618-4704

Aluga-se apartamento to do renovado, quarto, sala, cozinha, casa de banho e quarto de arrumação. Para senhora ou casal. Area da Dupont e Lansdown. Preço razoável Contatar 647-466-8675 ou 416-5300064 telefonar depois das 6 horas da tarde ou fins de semana.

Apartamento para alugar na area da College e Crawford com espaço para um carro. Ligar para 416-533-4800 ou 416-887-3156

Aluga-se apartamento no basement na area da Keele & Lawrence, com dois quartos, entrada separada, com um estacionamento. Contatar 416-995-4883.

Apartamento num basement com 1 quarto, cozinha, sala, casa de banho. Entrada separada. Despesas incluídas. Area da Lansdowne & College Ligar para 416-937-5212.

Casa das Beiras de Toronto

Almoço de Domingo da Páscoa

No 115 Ronald Ave, 13h00, com Duo Daniel e Tânia, Beijar da Cruz com P. André. Reservas e Informações: 416-604-1125

10 de Abril

Academia de Bacalhau de Toronto

Jantar de Bacalhau

Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Rd, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-910-5183

10 e 11 de Abril

Vem assistir a um evento cultural único em Toronto, com um programa especial nos dias 10 e 11 de Abril. Uma seleção de folclore diretamente da capital do folclore, Viana do Castelo, e ainda a presença dos famosos cantores ao desafio: Augusto Canario e Miranda. Reservas e Informações: 647-836-7097

11 de Abril

Apresentação do Livro “Mais de 40 Anos a Cantar ao Desafio”

Pelas 9h30, no 722 College St, com a presença de Augusto Canario e Miranda. Informações: 647-836- 7097

Encontro Vianense 2026

Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Rd, com Augusto Canário e Miranda, a partir das 18h00. Grandiosa festa/ noite com a alma do Minho. Reservas e Informações: 647-836-7097

Casa dos Açores do Ontário

Festa da Branca

1136 College St, a partir das 18h30, com Tony Camara e DJ Mark Lima. Reservas e Informações: 416-953-5960

ATUALIZAÇÃO MENSAL

MARÇO /

Bem-vindos à edição de março da newsletter da Magellan! À medida que o inverno finalmente chega ao fim e os primeiros sinais da primavera se aproximam lentamente, esta época do ano oferece uma oportunidade para refletir sobre o nosso progresso recente e olhar para os meses que se seguem. Este mês, partilhamos atualizações sobre o local de construção do Centro Magellan, os próximos eventos de angariação de fundos organizados por parceiros em abril e outros destaques para o manter informado. Obrigado por dedicar o seu tempo a manter-se envolvido com a nossa comunidade. Agradecemos a sua presença e esperamos que desfrute da atualização deste mês!

ATUALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO

Existe um elevado nível de atividade no local à medida que o projeto continua a progredir no Centro Magellan. O trabalho de betão está em fase de conclusão, o que está a libertar espaço para o trabalho de outras especialidades.

• A instalação de pladur (drywall) e de perfis metálicos está a decorrer no exterior, no rés-do-chão e no segundo andar.

• O empreiteiro de sistemas de extinção de incêndios (sprinklers) iniciou a instalação de colunas secas temporárias nas caixas de escada.

• Estão a ser instaladas as pré-instalações das colunas montantes de canalização.

• A instalação das condutas de aquecimento e arrefecimento teve início nas unidades do segundo andar.

• A linha de águas pluviais e os tanques de armazenamento de águas pluviais já foram instalados e estão a ser ligados à rede.

EVENTOS

"Bife de Páscoa"- Junte-se a nós no sábado, 4 de abril de 2026, às 12:30, para o evento Bife de Páscoa, organizado pelos Amigos de Viana, Associação Cultural do Minho e Casa do Benfica de Toronto, no Centro Cultural Português de Mississauga. Este evento de angariação de fundos reunirá a comunidade para uma tarde de excelente gastronomia e celebração partilhada. As receitas do evento reverterão a favor da Magellan Community Foundation, sendo uma excelente oportunidade para apoiar uma boa causa e desfrutar de um delicioso almoço de bife. Não perca este evento especial! Para reservar o seu bilhete, contacte: Elisabete: 647-533-2922 ou Nikki: 416-805-1416.

Evento "Encontro Vianense"- Marque no seu calendário uma noite inesquecível no evento Encontro Vianense, que terá lugar no sábado, 11 de abril de 2026, às 18:00, no Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Road, em Mississauga. Este emocionante evento de angariação de fundos é em apoio à Magellan Community Foundation e aos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo. Os convidados desfrutarão de uma animada celebração da cultura portuguesa, com música tradicional ao vivo, atuações cativantes e uma requintada refeição de quatro pratos. Este é um evento que não vai querer perder! Para adquirir bilhetes, contacte Augusto: augustob1963@gmail.com, Rosie: (647) 836-7097, ou Elisabete: (647) 533-2922.

O Centro Magellan oferecerá dois tipos de alojamento para residentes em cuidados de longa duração. Os alojamentos privados incluem uma cama individual num quarto com casa de banho privativa, enquanto os alojamentos básicos dispõem de duas camas num quarto separado por uma divisória e uma casa de banho partilhada. Para aqueles que desejam apoiar a Magellan Community Foundation. Cada contribuição, independentemente do tamanho, ajuda-nos a aproximarmo-nos do nosso objetivo de abrir o Centro Magellan. Pode doar online visitando o nosso website: www. magellancommunityfoundation.com ou por cheque enviado para o nosso escritório: 207-1460 The Queensway, Etobicoke, ON M8Z 1S4. As doações também podem ser feitas através de ações e títulos. Para mais informações sobre como doar, pode ligar-nos para: (437) 914-9110 ou enviar um e-mail para: info@magellancharities.ca.

CONCURSO CONCERTO DOS CALEMA. A Magellan Community Foundation tem o prazer de lhe dar a oportunidade de ganhar bilhetes VIP para ver os CALEMA ao vivo em concerto no domingo, 26 de abril de 2026, às 18:00, no CAA Centre em Brampton. O prémio inclui 2 bilhetes VIP, meet & greet nos bastidores após o concerto e acesso a um camarote privado com comida e bebidas. O concurso decorre até segunda-feira, 20 de abril de 2026, e os vencedores serão anunciados na terça-feira, 21 de abril de 2026. Para detalhes completos do concurso, instruções de participação e informações sobre como receber 4 chances adicionais de ganhar, visite a conta de Instagram da Magellan Community Charities. Não perca a oportunidade de viver os CALEMA ao vivo!

A Federation of Portuguese Canadian Business & Professionals assinalou o dia 5 de março de 2026 com o seu 19.º Almoço Anual do Dia Internacional da Mulher, reunindo mulheres da comunidade para uma tarde extraordinária de celebração e convívio. As convidadas desfrutaram de uma refeição de três pratos, uma série de discursos inspiradores e valiosas oportunidades de networking. Sob o tema “Dar para Ganhar”, o evento enfatizou o poder da generosidade. Em colaboração com o Purse Project York Region, as convidadas foram incentivadas a contribuir com malas novas ou pouco usadas e itens essenciais de higiene pessoal, criando uma forma tangível de apoiar mulheres necessitadas enquanto se celebra o espírito de partilha. A tarde foi uma ocasião incrível marcada pelo propósito, união e impacto positivo.

Dia Internacional da Mulher No dia 8 de março, a Magellan celebrou com orgulho o Dia Internacional da Mulher, reconhecendo as conquistas, a liderança e a força das mulheres na nossa organização e em toda a nossa comunidade. O dia serviu como uma oportunidade para refletir sobre o progresso feito em direção à igualdade de género, reafirmando o nosso compromisso em promover um ambiente respeitoso, inclusivo e de apoio para que as mulheres prosperem. Ao homenagear as mulheres, continuamos a apoiar uma cultura que valoriza a igualdade e o empoderamento. Estamos gratos por todas as mulheres inspiradoras e trabalhadoras que transformam a dedicação num impacto duradouro para aqueles que as rodeiam. Na Magellan, esforçamo-nos por reconhecer e celebrar as mulheres não apenas no Dia Internacional da Mulher, mas todos os dias.

Mantenha-se ligado e nunca perca uma atualização da Magellan! Registe-se na nossa newsletter mensal e receba as últimas notícias e atualizações diretamente na sua caixa de entrada. Visite o nosso website para se inscrever: www.magellancommunityfoundation.com. Procura mais formas de se manter informado? Siga-nos no Instagram, Facebook, X, YouTube e LinkedIn. Seja por newsletter ou redes sociais, manter-se ligado nunca foi tão fácil. Faça parte da nossa comunidade crescente!

Obrigado por dedicar o seu tempo a ler a newsletter deste mês e por se manter ligado à comunidade Magellan. Fique atento à nossa edição de abril, onde lhe traremos os destaques para o mês que se segue. Como sempre, agradecemos os seus comentários e sugestões. Agradecemos o seu apoio contínuo e esperamos partilhar mais notícias consigo no próximo mês!

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