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Manuel DaCosta Editorial

Enquanto as guerras assolam o nosso globo, a maioria de nós limita-se a ficar à margem, opinando sobre as tragédias que resultarão dos combates e sobre como isso afetará as nossas vidas; não comentamos com frequência a perda de vidas ou o deslocamento de grandes fatias da população, perturbando os habitats naturais de pessoas que podem nunca mais regressar para desfrutar das suas casas ancestrais.
Surge a questão de saber se as guerras são necessárias para alcançar a paz. Na minha opinião, uma guerra opressiva baseada na ideologia e em visões políticas regressivas é uma guerra que não pode ser ganha, nem perdida. Muitos de convicção política de esquerda opinarão
que todos os conflitos podem ser resolvidos através da diplomacia e da negociação. Embora as guerras não devam ser a solução, este ponto de vista baseia-se em pressupostos ingénuos e na falta de investigação sobre as razões que levam as nações beligerantes a entrar em conflito. As guerras existem desde a criação da humanidade. As pessoas lutam por praticamente qualquer coisa para obter vantagem sobre os seus inimigos do outro lado e, muitas vezes, os indivíduos que participaram nos campos de extermínio são as mesmas pessoas que se sentarão à mesa para negociar a paz. Como é que as dinâmicas individualistas mudam do ódio para a amizade?
A imprudência das guerras e as suas consequências podem ser observadas em todo o mundo. A Segunda Guerra Mundial proporcionou exemplos horríveis da desumanidade do homem para com o homem e mudou para sempre a forma como vivemos e confiamos uns nos outros, alterando a sociedade para todas as gerações futuras. No final, os salvadores do que restou das forças destrutivas foram aclamados como heróis porque não per-
mitiram que um criminoso governasse o mundo. O problema é que, só porque se corta a cabeça da serpente, não se consegue eliminar os descendentes culturais e políticos da mesma. Israel matou três gerações da liderança do Hamas em Gaza desde a fundação de Israel como nação no Médio Oriente. A quarta geração esconde-se agora entre os escombros de Gaza, para nunca ser destruída, com Israel a aperceber-se de que o mal idealista não pode ser totalmente eliminado.
Os políticos dizem frequentemente: "temos de acabar com as políticas regressivas nos países autocráticos de uma vez por todas". Esta afirmação é a maior mentira de todas, como provado por Donald Trump e muitos outros, onde, após os conflitos, viram as costas às ruínas do país destruído, permitindo que muitos outros inimigos prosperem no meio da miséria. Frequentemente, as guerras ocorrem como um caos moldado, como vemos hoje no Irão, planeado e implementado por mentes perturbadas que esperam por um poder oportunista; estas mentes eram, ontem, promotores imobiliários que não compreendem o conceito de degradação de
relações e de lealdade cultural dentro das populações do mundo.
Aqueles que estão mandatados para prevenir guerras e impor a paz, como a NATO e as Nações Unidas, são espectadores que fingem que, a certa altura, todos os problemas desaparecerão, fechando os olhos a arruaceiros políticos livres para implementar a destruição. Alguns argumentarão sempre que a força militar é necessária para dissuadir a agressão ou acabar com a tirania. A verdadeira paz é contraditória à guerra, pois é uma condição independente do conflito. Enquanto observamos os campos de girassóis da Ucrânia a serem banhados em sangue e as casas de Gaza a serem destruídas, cada vez mais sou de opinião que as guerras nunca acabarão e que a paz deve ser defendida através da força. Aristóteles afirmou: "fazemos guerra para que possamos viver em paz". O problema é que a maioria das guerras é liderada pela ignorância instalada nos cérebros dos seres desprovidos de inteligência que nos governam.

Ano XXXV - Edição nº 1790
27 de março a 2 de abril de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Ao longo da história, a humanidade tem vivido num equilíbrio frágil entre conflito e estabilidade. Impérios ergueram-se e caíram, fronteiras foram redesenhadas e milhões de vidas foram marcadas, ou perdidas, em nome daquilo que, muitas vezes, se justificou como um caminho para a paz. Mas será que a guerra pode, de facto, ser um instrumento legítimo para a alcançar?
O antigo provérbio romano - “se queres paz, prepara-te para a guerra”continua a ecoar no pensamento político contemporâneo. A lógica da dissuasão, assente na força militar, sustenta que a capacidade de resposta evita ataques e mantém o equilíbrio. No entanto, esta “paz armada” levanta uma questão inevitável: trata-se de uma paz verdadeira ou apenas de uma pausa tensa entre conflitos?
Num mundo marcado por novas tensões geopolíticas, guerras prolongadas e ameaças globais, o debate ganha renovada urgência. Deve a guerra
Mais de 50 conflitos armados ativos no mundo
ser sempre o último recurso, utilizado apenas quando todas as vias diplomáticas falham? Ou haverá circunstâncias em que o uso da força se torna inevitável para travar injustiças, proteger populações ou restaurar a ordem?
Ao mesmo tempo, vozes humanistas e religiosas defendem que a paz duradoura não se constrói com armas, mas com justiça, diálogo e cooperação. Porque a verdadeira paz não é apenas a ausência de guerra, é a presença de condições que permitem viver com dignidade, segurança e esperança.
Entre a razão estratégica e a consciência moral, este é um debate sem respostas simples. Nesta edição, reunimos diferentes perspetivas para refletir sobre uma das questões mais antigas, e mais atuais, da condição humana.
Cerca de 90 milhões de pessoas deslocadas globalmente
Gastos militares globais ultrapassam 2,4 biliões de dólares/ano
A guerra pode ser moralmente justificável?
A força evita conflitos — ou alimenta-os?
Existe “guerra justa” no século XXI?
O mundo está mais seguro ou mais instável?
A NATO representa mais de 50% da despesa militar mundial
1947–1991 | Guerra Fria
Confronto indireto entre EUA e URSS. O mundo vive sob a lógica da dissuasão nuclear — o equilíbrio do medo evita uma guerra direta.
1991 | Fim da Guerra Fria
Queda da União Soviética. Surge a esperança de uma era de maior estabilidade e cooperação internacional.
2001–2021 | Guerra no Afeganistão
Intervenção liderada pelos EUA no Afeganistão após o 11 de setembro. Um dos conflitos mais longos da história recente.
2004–presente | Conflitos no Paquistão
Violência ligada a grupos insurgentes e terrorismo no Paquistão.

Dissuasão (força = paz)
▶ Preparação militar evita ataques
▶Equilíbrio de poder reduz riscos
▶“Paz armada” como estratégia de estabilidade
Paz através do diálogo
▶ Guerra gera ciclos de violência
▶ Soluções duradouras exigem justiça
▶ Diplomacia e cooperação como base
Desde a sua fundação em 1776, os Estados Unidos estiveram em guerra durante cerca de 230 a 235 anos dos seus 250 anos de história. Isto significa que os EUA estiveram envolvidos em conflitos, incluindo operações militares de menor dimensão, durante mais de 90% da sua existência, com menos de 20 anos sem conflitos ativos.
Contexto-chave sobre a história de conflitos dos EUA
▶ Conflito quase constante: Dependendo da definição de «guerra» (incluindo contra as
2011–presente | Conflitos no Sahel (África)
Instabilidade em Mali, Burkina Faso e Níger.
2014 | Anexação da Crimeia
A Crimeia é anexada pela Rússia.
2014–presente | Conflito na Nigéria
A insurgência do Boko Haram na Nigéria.
2020–presente | Guerra na Etiópia (Tigray)
Conflito interno na Etiópia.
2022–presente | Guerra na Ucrânia
Invasão da Ucrânia pela Rússia.
2023–presente | Guerra no Sudão
Conflito entre forças militares rivais no Sudão, com milhões de deslocados e grave crise humanitária.
2023–presente | Médio Oriente em tensão
Guerra entre Israel e Palestina/Hamas. Guerra entre EUA, Israel e Irão.
nações nativas americanas), muitas análises concluem que os EUA estiveram em guerra durante cerca de 222 a 225 anos da sua história.
▶ Tipos de conflitos: Isto inclui guerras formalmente declaradas (por exemplo, a Segunda Guerra Mundial), grandes conflitos (Guerra Civil, Vietname) e inúmeras intervenções de menor dimensão, conflitos territoriais e ocupações estrangeiras.
▶ Os anos «pacíficos»: Os períodos de paz são raros, com muitos estudos a

indicarem apenas cerca de 15 a 17 anos no total sem envolvimento militar ativo.
Embora as declarações formais de guerra abranjam apenas uma pequena fração destes casos, os EUA têm estado ativamente envolvidos em operações militares no estrangeiro ou no território nacional durante a maior parte da sua existência.

A ideia não é nova. Desde a Roma Antiga que o provérbio “Si vis pacem, para bellum” (“se queres paz, prepara-te para a guerra”) atravessa séculos e molda estratégias políticas e militares. A lógica é aparentemente simples: a força dissuade o conflito. Mas, num mundo marcado por guerras prolongadas, ameaças assimétricas e instabilidade global, a questão mantém-se atual: será a guerra um instrumento inevitável para alcançar a paz ou apenas a prova do fracasso da diplomacia?
Para muitos responsáveis militares, a resposta começa pela distinção entre guerra e dissuasão. O Tenente-General reformado canadiano Andrew Leslie, antigo comandante do Exército, tem defendido ao longo dos anos que a preparação militar não é sinónimo de agressão, mas antes uma forma de evitar conflitos. “A capacidade de resposta credível é, muitas vezes, o que impede que um adversário avance”, afirmou em diversas intervenções públicas. Esta visão é partilhada por vários quadros das Forças Armadas canadianas, para quem a paz não é apenas um ideal, mas um equilíbrio que precisa de ser protegido.
Também em Portugal, militares no ativo e na reserva sublinham esta ideia. O General Ramalho Eanes, antigo Presidente da República e Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, tem defendido que a guerra deve ser sempre evitada, mas reconhece que a capacidade militar é um elemento essencial da soberania. “A paz não se decreta, constrói-se, e exige vigilância”, afirmou numa conferência sobre segurança internacional. Para Eanes, a ausência de
preparação pode, paradoxalmente, tornar um país mais vulnerável ao conflito.
No entanto, há uma linha ténue entre dissuasão e escalada. A história recente oferece exemplos de como o reforço militar pode gerar o efeito contrário ao pretendido. A corrida armamentista durante a Guerra Fria criou um equilíbrio assente no medo, a chamada “destruição mútua assegurada”. Embora tenha evitado um confronto direto entre superpotências, deixou o mundo à beira de uma catástrofe nuclear durante décadas.
Militares com experiência em cenários de conflito contemporâneos tendem a adotar uma perspetiva mais cautelosa. O Major-General canadiano Denis Thompson, que participou em missões no Afeganistão, tem sublinhado que a guerra moderna raramente conduz a soluções claras. “Entrar numa guerra é sempre mais fácil do que sair dela”, afirmou numa entrevista sobre operações internacionais. No terreno, os objetivos militares nem sempre se traduzem em estabilidade política ou paz duradoura.
Essa realidade é também reconhecida por oficiais portugueses que participaram em missões da NATO e da ONU. O Coronel Carlos Branco, analista militar, tem sido crítico da ideia de que a intervenção armada pode, por si só, resolver conflitos complexos. “A guerra pode impor um cessar-fogo, mas dificilmente resolve as causas profundas de um conflito”, defende. Questões como desigualdade, tensões étnicas, disputas territoriais ou interesses económicos permanecem, muitas vezes, intocadas após o fim das hostilidades.
Ainda assim, há quem considere que, em determinadas circunstâncias, a guerra pode ser inevitável. O conceito de “guer-
ra justa”, desenvolvido ao longo de séculos na tradição filosófica e teológica, sustenta que o uso da força pode ser legítimo quando visa defender populações, travar agressões ou impedir violações graves dos direitos humanos. Para alguns militares, esta continua a ser uma referência ética importante.
No contexto canadiano, esta posição tem sido evocada em intervenções internacionais com mandato multilateral, como no Kosovo ou no Afeganistão. A ideia de que a guerra pode ser um “último recurso” surge associada à falência de todas as vias diplomáticas. “Nenhum comandante responsável deseja a guerra, mas há situações em que não agir pode ter consequências ainda mais graves”, referiu um oficial das Forças Armadas Canadianas numa conferência sobre operações de paz.
Em Portugal, a mesma prudência é frequentemente sublinhada. A participação em missões internacionais tem sido enquadrada por princípios de legalidade internacional e cooperação. Para muitos militares portugueses, a legitimidade da intervenção é tão importante quanto o seu objetivo. Sem um enquadramento claro, a guerra arrisca-se a perder qualquer justificação moral.
Mas a discussão não se esgota no plano estratégico ou ético. Há também uma dimensão profundamente humana. A guerra tem custos, visíveis e invisíveis, que vão muito além dos campos de batalha. Militares que regressam de missões trazem consigo experiências difíceis de traduzir em números ou relatórios. Stress pós-traumático, perda de camaradas, contacto direto com o sofrimento civil: tudo isto pesa na avaliação do que significa, na prática, “fazer a guerra”.
É por isso que muitos militares, apesar de defenderem a necessidade de preparação, são também vozes críticas quando se banaliza o recurso à força. “Quem conhece a guerra de perto sabe que ela deve ser sempre o último recurso”, afirmou um oficial português numa sessão sobre segurança e defesa. A frase resume uma tensão central: a necessidade de estar preparado para combater, mas também a consciência do que isso implica.
Num mundo cada vez mais interligado, onde conflitos regionais têm impacto global, seja no preço da energia, nas cadeias de abastecimento ou nos fluxos migratórios, a questão da guerra e da paz torna-se ainda mais complexa. A dissuasão continua a ser uma ferramenta central das políticas de defesa, mas já não é suficiente por si só. A diplomacia, a cooperação internacional e a prevenção de conflitos assumem um papel cada vez mais relevante.
No final, talvez a resposta não seja binária. A guerra pode, em certos contextos, impor uma pausa na violência ou travar uma ameaça imediata. Mas a paz duradoura exige mais: exige justiça, reconstrução, diálogo e, acima de tudo, vontade política.
Entre a força e a razão, entre a estratégia e a ética, permanece a pergunta: será que é preciso guerra para haver paz? Para muitos militares, no Canadá, em Portugal e um pouco por todo o mundo, a resposta é clara na sua complexidade: preparar-se para a guerra pode evitar conflitos, mas fazer a guerra raramente é o caminho para uma paz verdadeira. MB/MS


Num momento em que as tensões globais moldam novamente a agenda internacional, as questões em torno da guerra, da paz e da segurança assumiram uma urgência renovada. Da guerra na Ucrânia às crescentes rivalidades geopolíticas num mundo cada vez mais multipolar, decisores políticos e cidadãos debatem-se com um dilema fundamental: pode a paz ser mantida através da força, ou dependerá a estabilidade duradoura da cooperação e do diálogo?
ODr. Blair Welsh, Professor na University of Western Ontario, traz uma perspetiva analítica a este debate. Especialista em relações internacionais, ele explora o papel da dissuasão, os limites do poder militar e a complexa interação entre conflito e diplomacia num cenário onde novas formas de guerra, desde ameaças cibernéticas à coerção económica, testam as teorias tradicionais. Nesta entrevista, o Dr. Welsh reflete sobre se o princípio "se queres paz, prepara-te para a guerra" ainda é relevante ou se corre o risco de simplificar excessivamente uma realidade complexa.
Milénio Stadium: No atual clima geopolítico, acredita que o princípio da dissuasão — "se queres paz, prepara-te para a guerra" — ainda se mantém, ou está a tornar-se obsoleto num mundo multipolar?
Blair Welsh: Vale a pena ser preciso sobre o que significa a dissuasão. A dissuasão não consiste em procurar o conflito ou em "preparar-se para a guerra" no sentido agressivo. Trata-se de elevar os custos esperados de uma agressão a um nível suficientemente alto para que um potencial adversário conclua que a aposta não vale a pena. A capacidade militar é importante, mas a credibilidade, a comunicação e a vontade demonstrada de cumprir compromissos também o são.
As provas da relevância da dissuasão não são difíceis de encontrar. A resposta da NATO à invasão da Ucrânia pela Rússia é um exemplo claro. O reforço rápido do flanco oriental da aliança, a expansão da
adesão para incluir a Finlândia e a Suécia, e o apoio militar sustentado a Kiev foram todos concebidos, pelo menos em parte, para sinalizar que uma maior agressão russa acarretaria custos proibitivos. Isso é a dissuasão a operar em tempo real. No entanto, a multipolaridade complica isto. A teoria clássica da dissuasão foi construída em grande parte para um mundo bipolar, onde as linhas de confronto eram relativamente claras. Quando se tem múltiplas grandes potências com interesses sobrepostos, esferas de influência contestadas e uma gama crescente de ferramentas não militares — como a coerção económica e os ataques cibernéticos — a dissuasão torna-se mais difícil de calibrar e mais fácil de calcular mal. O desafio hoje não é que a dissuasão se tenha tornado obsoleta, mas sim que se tornou consideravelmente mais complexa de gerir.
MS: Na sua perspetiva, pode a força militar prevenir genuinamente um conflito, ou corre o risco de escalar as tensões e criar um ciclo de insegurança?
BW: Em teoria, a força militar pode prevenir conflitos. A lógica é direta: um Estado que pode impor custos inaceitáveis a um agressor reduz o incentivo para atacar. Mas a resposta mais honesta é que isso depende enormemente do contexto. Quem detém o poder militar é fundamental. Quando uma democracia liberal inserida numa rede de alianças constrói capacidade militar, o sinal enviado é geralmente tranquilizador para os seus parceiros. Quando uma potência revisionista faz o mesmo, o cálculo muda.
Os Estados leem a intenção juntamente com a capacidade; quando a intenção é ambígua ou agressiva, os reforços militares podem desencadear o "dilema de segurança": eu armo-me porque me sinto ameaçado, tu armas-te porque eu me armei, e ambos acabamos menos seguros do que quando começámos. O que está em jogo também molda a dinâmica. Em disputas onde interesses nacionais fundamentais ou recursos essenciais estão em causa, a força militar por si só é frequente-
mente insuficiente para dissuadir. Líderes que enfrentam riscos existenciais podem concluir que os riscos da inação superam os do conflito, independentemente do equilíbrio militar. Portanto, a relação entre força militar e prevenção de conflitos é real, mas condicional. As variáveis que determinam para que lado a balança pende merecem tanta atenção como as próprias armas.
MS: Na sua opinião, pode a guerra alguma vez ser justificada como um meio para alcançar uma paz mais duradoura?
BW: Não creio que exista uma resposta única. O contexto importa muito, e eu distinguiria entre duas questões separadas: se uma guerra pode ser justificada e se ela produz uma paz duradoura. Quanto à justificação, a minha visão é clara: a guerra pode ser justificada. Os Estados e os povos têm não só o direito, mas por vezes a obrigação moral de resistir à agressão armada. Esse princípio é quase um consenso nas relações internacionais.
A mesma lógica estende-se a populações sob regimes repressivos; das lutas anticoloniais à resistência contra a ocupação totalitária, a história demonstra que, quando as vias pacíficas se esgotam, pegar em armas contra um opressor é defensável. Aqueles que recorrem à violência contra agressores e abusadores de direitos humanos não devem ser condenados; muitas vezes merecem apoio. Se as guerras justificadas proporcionam uma paz duradoura é uma questão mais difícil. Uma vitória militar pode remover um regime, mas raramente elimina as queixas subjacentes. Sociedades pós-conflito ficam com assimetrias profundas entre quem se sente vingado e quem se sente derrotado ou humilhado. Quando essas queixas não são resolvidas, as condições para futuros conflitos persistem. O rescaldo da Primeira Guerra Mundial é talvez o exemplo mais instrutivo.
MS: Quão importantes são a diplomacia e as instituições internacionais hoje, quando as grandes potências parecem menos dispostas a cooperar?
BW: Muito importantes. Eu contestaria a premissa de que a cooperação institucional está simplesmente a desmoronar-se. As manchetes focam-se na disfunção, mas a arquitetura da governação global continua a moldar o comportamento dos Estados. Considere o comércio: muitos membros da OMC cumprem as suas obrigações porque o acesso ao sistema baseado em regras é valioso.
Os Estados levam disputas ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) porque querem uma resolução autoritária e a legitimidade que advém dela. Países fazem fila para a adesão à União Europeia porque o quadro institucional oferece segurança e prosperidade que não geram sozinhos. Mesmo a ONU fornece fóruns e normas que Estados de todo o espetro político continuam a invocar. Isto aponta para algo crucial: o cumprimento das normas internacionais é em grande parte voluntário, impulsionado pelo reconhecimento de que a cooperação produz melhores resultados. Os académicos chamam a isto o "apelo ao cumprimento" (compliance pull). A resposta à pressão das grandes potências deve ser fortalecer estas instituições, não descartá-las. A alternativa - um mundo onde cada disputa é resolvida apenas pelo poder - é um cenário ao qual não devemos querer regressar.
MS: Olhando para o futuro, qual é o caminho mais eficaz para uma paz sustentável?
BW: A minha resposta é um compromisso renovado com o diálogo e o direito internacional. Estes não são alternativas à dissuasão, mas sim o quadro dentro do qual essas ferramentas operam melhor. O desenvolvimento do direito internacional público tem sido notável. Há um século, não existia uma arquitetura séria para gerir conflitos entre Estados. Isso mudou profundamente com os tribunais de Nuremberga e Tóquio, que estabeleceram a responsabilidade pessoal dos líderes por crimes de guerra.
As Convenções de Genebra criaram proteções para civis e o Tribunal Penal Internacional (TPI) estendeu esse quadro de responsabilidade. Embora imperfeito, a sua existência altera o cálculo de quem contempla atrocidades. A proibição do uso da força na Carta da ONU e a proliferação de tratados em áreas como segurança, ambiente e direitos humanos representam uma conquista extraordinária. O apelo ao cumprimento destas instituições é real porque o sistema entrega coisas que os Estados valorizam, como previsibilidade e legitimidade. A paz sustentável nunca emergiu apenas do poder; emergiu do trabalho lento de construir regras partilhadas e do hábito do diálogo. Esse trabalho é mais difícil hoje, mas é também mais necessário. MB/MS


Num contexto internacional marcado por conflitos prolongados, tensões geopolíticas crescentes e uma sensação generalizada de incerteza, o debate sobre como alcançar e manter a paz ganha uma nova urgência. Durante décadas, a lógica da dissuasão, a ideia de que a força militar previne a guerra, dominou o pensamento estratégico global. No entanto, à medida que o mundo se torna mais interligado e complexo, surgem dúvidas sobre a eficácia e os limites desse modelo.
Será suficiente manter a paz através do medo? Ou estaremos a perpetuar ciclos de instabilidade ao privilegiar o poder militar em detrimento de soluções mais estruturais e humanas? Num cenário em que guerras regionais têm impacto global, desde o aumento do custo de vida até à instabilidade nas cadeias de abastecimento, a discussão deixa de ser apenas teórica para se tornar profundamente concreta e quotidiana.
Dr. AMM Fahath, Diretor do Center for Peace Canada, propõe uma reflexão crítica sobre estas questões. Com uma abordagem centrada na segurança humana, na diplomacia e na justiça social, defende que a ausência de guerra não equivale necessariamente à presença de paz. Para o académico, a paz duradoura constrói-se não apenas com estratégias de defesa, mas com investimento em educação, direitos humanos e cooperação internacional.
Num momento em que instituições internacionais enfrentam desafios crescentes e os grandes atores globais parecem, por vezes, afastar-se do multilateralismo, as suas ideias ganham particular relevância. Fahath sublinha que insistir exclusivamente na dissuasão pode não só ser insuficiente, como até contraproducente, ao alimentar desconfianças e rivalidades entre Estados.
Nesta entrevista ao Milénio Stadium, analisa o papel da dissuasão no mundo atual, questiona a ideia de que a força garante estabilidade e apresenta alternativas concretas para prevenir conflitos. Mais do que um debate teórico, esta é uma conversa sobre escolhas reais e sobre o tipo de mundo que queremos construir num tempo em que a paz parece cada vez mais frágil, mas também mais necessária do que nunca.
Milénio Stadium: No atual clima geopolítico, acredita que o princípio da dissuasão — "se queres paz, prepara-te para a guerra" — ainda se mantém, ou está a tornar-se obsoleto num mundo multipolar?
AMM Fahath: Embora a visão realista tradicional sugira que a dissuasão previne a agressão direta, devemos perguntar: a que custo? Na minha perspetiva, embora a dissuasão possa criar uma ‘ausência de guerra’ temporária, raramente cria uma ‘presença de paz’. Assenta numa lógica de medo. Quando confiamos exclusivamente no poder militar para manter a paz, entramos num dilema de segurança, em que a procura de segurança por uma nação é percecionada como ameaça por outra. Isso aumenta inevitavelmente o risco de escalada acidental ou de situações de ‘brinkmanship’, onde um erro de cálculo pode levar a um conflito que ninguém realmente desejava.
MS: Muitos governos defendem que a força e a preparação militar são essenciais para prevenir a guerra. Como responde à ideia de que “a paz se garante pela força”?
AF: A ideia de que ‘a paz se garante pela força’ é um paradoxo que a história frequentemente desmente. A força pode alcançar um cessar-fogo, mas não a reconciliação. A paz verdadeira e duradoura não resulta de uma espada mais forte, mas de instituições mais fortes, de uma distribuição equitativa de recursos e de respeito mútuo. Quando priorizamos a preparação militar em detrimento da preparação social, desviamos recursos essenciais das bases que realmente estabilizam as sociedades — educação, saúde e oportunidades económicas. Não
se pode plantar a paz num solo constantemente preparado para a guerra.”
MS: Num ambiente geopolítico cada vez mais instável, que estratégias não militares considera mais eficazes para prevenir conflitos e construir paz a longo prazo?
AF: Num ambiente instável, as ferramentas mais eficazes são aquelas que atacam as causas profundas da instabilidade. Destaco três estratégias principais:
• Diplomacia de Track II: envolver líderes não governamentais, académicos e comunidades para manter o diálogo quando os canais oficiais falham.
• Interdependência económica: criar sistemas de comércio e partilha de recursos que tornem o conflito demasiado caro para todas as partes.
• Direitos humanos e educação: investir na literacia para a paz. Quando as pessoas são educadas na resolução de conflitos e têm os seus direitos protegidos, tornam-se menos vulneráveis à radicalização.”
MS: Até que ponto as instituições internacionais ainda têm capacidade para promover a paz, especialmente quando grandes potências parecem contorná-las?
AF: É verdade que os sistemas internacionais estão sob enorme pressão, mas continuam a ser a nossa única ‘rede de segurança global’. Mesmo quando são contornadas, estas instituições fornecem a linguagem moral e legal para responsabilizar o poder. Hoje, a sua força reside menos na capacidade de impor e mais na capacidade de gerar consenso internacional. O seu enfraquecimento não significa obsolescência, mas sim a necessidade urgente de reforma para refletir a realidade multipolar atual.
MS: Olhando para o futuro, que passos concretos deveriam países como o Canadá dar para passar de um modelo baseado na dissuasão para outro assente na cooperação?
AF: O Canadá tem uma forte tradição como país de manutenção da paz e deve recuperar essa identidade com uma visão atualizada. Para isso:
• Apoio internacional feminista: focar-se nos mais vulneráveis, pois sociedades estáveis constroem-se de baixo para cima.
• Reforço da diplomacia: investir em mediadores e especialistas em desenvolvimento, em vez de apenas presença militar.
• Segurança climática: reconhecer as alterações climáticas como um multiplicador de conflitos e liderar a transição energética.
• Integração comunitária: mostrar, a nível interno, como sociedades multiculturais podem resolver tensões através do diálogo democrático.
MB/MS

Carlos, 50 anos
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Às vezes é preciso lutar para defender o país ou proteger pessoas. Nem sempre há outra escolha.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Concordo, porque quem está preparado transmite força e evita ser atacado. Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Sim, quando alguém não quer negociar ou invade outro país.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
O poder militar, porque garante segurança.
A guerra e a paz são temas centrais na História da humanidade e continuam a gerar debate na atualidade. Enquanto alguns defendem que a guerra pode, em situações extremas, ser um meio para alcançar a paz, outros acreditam que nunca se justifica devido às suas consequências devastadoras. Neste vox pop, foram recolhidas opiniões de pessoas de diferentes idades e contextos, com o objetivo de compreender como a sociedade vê questões como a inevitabilidade da guerra, o papel da preparação militar e a importância da diplomacia na construção de um mundo mais pacífico.
RMA/MS

Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Em casos extremos, como genocídios ou invasões, a guerra pode ser vista como uma forma de proteger populações. Mesmo assim, é sempre a última opção.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Pode funcionar como dissuasão, mas é um equilíbrio difícil, porque o excesso de preparação pode gerar desconfiança.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Sim, quando há uma falha total do diálogo e uma das partes recusa qualquer negociação.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
A diplomacia é essencial, mas deve existir capacidade de defesa.
Sofia, 19 anos
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Não acho que a guerra faça sentido para alcançar a paz, porque só causa destruição.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Parece contraditório preparar guerra para evitar guerra.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Acho que não devia ser inevitável, as pessoas deviam sempre tentar resolver as coisas de outra forma.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
A diplomacia, porque envolve diálogo e entendimento.
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Não, acho que a guerra nunca pode ser justificada, porque destrói vidas e sociedades. A paz construída com violência não é verdadeira paz.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Não concordo muito, porque isso leva a uma competição entre países e pode aumentar o risco de conflito.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Penso que a guerra quase nunca é inevitável, depende muito das decisões políticas e da capacidade de diálogo.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
A diplomacia é claramente mais eficaz, porque resolve problemas sem violência.
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Em alguns momentos históricos, a guerra foi usada para acabar com ameaças maiores. Mas tem sempre consequências graves.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Sim, a preparação pode funcionar como forma de prevenção.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Pode ser inevitável quando há interesses completamente opostos e nenhuma vontade de negociar.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
Ambos: a diplomacia deve ser apoiada por poder militar.
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
Acho que, em alguns momentos da História, a guerra foi usada para acabar com regimes muito injustos e violentos. No entanto, é sempre uma solução muito dura, porque causa sofrimento a muitas pessoas inocentes.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Pode ajudar, porque um país forte pode dissuadir ataques. Mas também pode aumentar o medo entre países e criar mais tensão.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Talvez quando há ditaduras extremas ou perseguições graves, como genocídios, em que não há qualquer diálogo possível.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
A diplomacia deve vir sempre primeiro, mas às vezes precisa de ser apoiada por alguma força.
Beatriz, 29 anos
Acha que a guerra pode alguma vez ser justificada como meio para alcançar a paz? Porquê?
É muito difícil justificar a guerra, porque quem mais sofre são os civis.
Concorda com a ideia de que “preparar-se para a guerra” ajuda a evitar conflitos?
Pode evitar conflitos, mas também pode criar uma corrida ao armamento.
Na sua opinião, existem situações em que a guerra é inevitável? Que exemplos daria?
Talvez apenas em situações de defesa extrema.
O que considera mais eficaz para garantir a paz: a diplomacia ou o poder militar?
A diplomacia, sempre que possível, porque salva vidas.


Ora viva, como estão?
Há que ser muito otimista nos tempos que correm, certo? Desanimar não é bem a melhor opção, até porque guerras sempre existiram, mas em pleno século XXI, com tamanhos NARCISISTAS no comando do Mundo, a coisa torna-se bem mais complicada.
Pergunto eu: quanto nos vai custar a paz? Pagamos em moedas, em géneros e, o mais comum, com a própria vida. A força
do poder e da (mal)dita ganância supera o bom senso. Vale tudo por uns hectares de terra ou umas toneladas de petróleo? Vai custar-nos bem cara esta situação, podem escrever o que vos digo.
Olho para o lado e vejo pessoas sem pátria, sem rumos, a fome a apertar e o custo de vida cada vez mais elevado, a subir por aí acima sem pedir licença. Sinceramente, ando stressada com tudo isto. Os alertas de escassez trazem-me memórias — apenas lidas, porque ainda não era nascida, nem pensada, para ter passado tal tipo de provação. Mas não é preciso ter vivido o passado para sentir o aperto no peito ao ver as prateleiras a ficarem vazias ou o combustível a preço de ouro.
Assusta-me a incerteza e este mal-estar global que se entranha na pele. E o que
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA
Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.
Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade

pensam estes tresloucados que causam destruição, que roubam e matam, cegos pela ambição e por uma necessidade doentia de afirmação no mundo? Pensarão eles que são imortais? E depois? Levam as medalhas e os poços de petróleo com eles para o além?
Nem sei, mas uma coisa é certa: já estamos todos a pagar a fatura. Sem exceção. Desde o pão que pomos na mesa até à conta da eletricidade que nos tira o sono, a guerra já entrou pelas nossas casas adentro, mesmo sem convite. E o pior é o cansaço psicológico de ligar a televisão e só ver desgraças. Também vos digo que trazer crianças inocentes ao mundo, em altura de caos, é complicado e um ato de coragem tremenda. Que futuro estamos a preparar para eles? Um mundo de escombros ou um jardim de esperança?
Fico aqui a matutar nestas coisas e a conclusão é sempre a mesma: o ser humano parece não aprender com os erros. Mas, apesar de tudo, não quero que o medo nos paralise. Vou pedir por dias melhores, que sejam ao menos mais tranquilos e sem que as chefias deste mundo se lembrem de incutir ainda mais pânico na população. Precisamos de menos retórica de combate e de mais mãos dadas.
É o que é e vale o que vale.
Até já e fiquem bem, Cristina






As wars rage across our globe, most of us stand by the wayside opining about the tragedies that will result from the fighting and how it will affect our lives and not very often do we comment of loss of life or the displacement of large tranches of populations, upsetting the natural habitats of people who may never return to enjoy their ancestral homes.
The question arises if wars are necessary in order to achieve peace. In my view, an oppressive war based on ideology and regressive political views is a war that cannot be lost or won. Many of the left wing political persuasion will opine that every conflict can be solved by diplomacy and negotiation. While wars should
not be the solution, this point of view is based on naïve assumptions and lack of research as the reasoning for what causes warring nations into conflicts.
Wars have ben in existence since the creation of humankind. People will fight about practically anything in order to achieve an advantage over their enemies on the other side and often the individuals who participated in the killing fields are the same people who will sit at a table to negotiate a peace. How do the individualistic dynamics change from hatred to friendship?
The recklessness of wars and its consequences can be observed throughout our globe. The Second World War provided horrific examples of man’s inhumanity to man and forever changed the way we live and trust each other and changed society for all future generations. In the end, the rescuers of what was left of the destructive forces were hailed as heroes because they didn’t allow a criminal to rule the world.
The problem was that just because you cut the head of the snake, you cannot eliminate the cultural and political descendants of the snake. Israel has killed 3 generations of the Hamas leadership in Gaza since the inception of Israel as a nation in the middle east. The fourth generation is now hiding within the rubble of Gaza, never to be destroyed and Israel realizing that idealistic evil cannot be fully eliminated.
Politicians will often say “we have to end regressive policies in autocratic countries once and for all.” This statement is the biggest lie of all as proven by Donald Trump and many others, where after the conflicts they turn their backs on the ruins of the destroyed country, allowing many other enemies to prosper in the midst of misery. Often wars occur as shaped chaos as we see in Iran today, planned and implemented by deranged minds hoping for opportunistic power these minds were yesterday real estate developers who do not understand the concept of relationship degradation
and cultural loyalty within populations of the world.
Those who are in place to prevent wars and enforce peace such as NATO and United Nations are bystanders pretending that at some point all the problems will go away and closing their eyes to political hooligans free to implement destruction. Some will always argue that military force is required to deter aggression or end tyranny. True peace is contradictory to war as it is a condition independent of conflict. As we watch the sunflower fields of Ukraine being bathed by blood and the homes of Gaza being destroyed, more and more I’m of the opinion that wars will never end and that peace must be defended through force. Aristotle stated, “we make war so that we may live in peace.” The problem is that most wars are led by the ignorance placed in the brains of the unintelligent beings that lead us.

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It was a beautiful day; sunshine and temperatures in the mid-twenties. Outside, the dominant sound was the buzzing of the bees floating plant to plant, engaged in their prime directive. This year, the cuckoo birds arrived right on schedule, their silly calls echoing along the valley all day long. They announce the Spring, but I must say that although I enjoy hearing them, I disapprove of their lifestyle. I’ve mentioned it before, but it still astounds me.
Before moving here over twenty years ago, I though the cuckoo was a wood-
en creature that popped out of a German clock, to mark the hour with its familiar call. Every time I hear one, I’m reminded of the surprise I felt hearing one in real life for the first time. Intrigued, I read up on them, only to find out that I should have left well enough alone. Turns out these critters don’t make their own nests; they steal nests from other birds! They then toss out the resident eggs and proceed to occupy their new quarters with their own bundles of joy. There must be a reason that nature placed them in the matrix, but I can’t think of one. Either way, though, I accept nature’s decision, especially since we get such a kick out of hearing them. Nature knows best. Speaking of nature and Spring, our fruit trees are all blossoming, and we’ve been eating fabulous oranges since December; lately, we’ve been delighting in our tangerines. But this
year the stars of the show have been our grapefruits; super meaty and much more sweet than bitter. We finally used up all the limes from this year, but there’s no way we can keep up with the lemons, the trees never stop producing! Next will be the early cherries and the early figs, in a couple of months. The garlic that was planted late last year is already popping out of the ground, along with the fava beans, and the planting of lettuce and onions will soon be taking place. In the meantime, hundreds of little seeds of various yummy plant matter have been placed in little containers for germination and eventual planting in the ground.
I thought I’d go out on a limb and talk about positive, but probably boring stuff, (to some), because I feel lucky that we are able to be living in this possibly boring positive way. With what’s going on
around us, it makes us appreciate it that much more. The tranquility amidst the noise, confidence amidst the uncertainty. How lucky we are to be where we are right now, and yet, we still struggle to put the rest on the backburner; we can’t help but feel for those who would certainly love a boring positive life but have no control over their present.
In some strange way, I think we need to keep going for them, as well as ourselves. Basically, we need to bring peace and sensibility to everyone’s life, which will then restore the balance this world so desperately needs.
Fiquem bem!
Leia em português


There is an old song that has the rhythm of “War and Peace what is it good for” from Edwin Starr that was performed over 30 years ago and it has such meaning today as it did 30 some years ago. There is another wise tale that every 30 years or so we need a war to reset the economy and the global compass of human beings and if we loose millions of humans through these wars, the world will be better off. These words are from the new world order and..... yes, these words resonate to this day.
War often seems at odds with peace, yet history shows that some of the most dur able peace settlements emerge from periods of intense conflict. Several mechanisms help explain why a war might push factions toward reconcilia tion and stability. International pressure and shifting alliances can make a negoti ated settlement more attract victory on the battlefield. The one exception is that l feel that Trump has over stepped his boundary with the war on Iran.
Trump has not looked at history and has considered the past wars and how they have affected the global outcomes. Many en during peace settlements followed periods of in tense conflict, as parties recognized the limits of ongoing warfare. Successful peace often combines ceasefires, confidence-building measures, inclusive nego tiations, and robust monitor ing mechanisms. Sustainable peace requires addressing root causes.... governance, rights, resources, and cred ible security guarantees.
What is happening with Iran and the question of “money” or “resetting the world economy”?
This touches a couple of complex mix of policy, geo politics, and economic strategy. Iran’s regional role, its nuclear program, and its missile activities have long been central to regional security concerns. U.S. admin istrations have pursued a combination of sanctions, dip lomacy, and brinkmanship to curb perceived threats while avoiding a full-scale military confrontation. The United States and allied sanctions have aimed to con strain Iran’s economy to push it toward more favorable negotiations. Sanctions affect access to global finance,
energy revenues, and technology, influencing both domestic politics and external behavior.
Sanctions and financial restrictions are the most direct levers. They aim to change behavior by making the status quo more painful than concessions. While large geopolitical moves can have global ripple effects, the notion of a deliberate “reset” of the world economy through a single conflict is more speculative. Some actors may seek loader strategic leverage or to alter regional energy dynamics, but global economic reset risks are typically a by-product of wider conflict and disruption, not a primary
those involving Iran and U.S. leadership under Donald Trump-driven less by ideals and more by money, power, and economic control?
Under Trump’s administration, the approach to Iran was marked by maximum pressure-withdrawal from the nuclear deal, economic sanctions, and targeted military actions. Publicly, these moves were framed as efforts to prevent nuclear proliferation and ensure global safety. Critics, however, argued that these actions also served domestic political purposes...projecting strength, consolidating support, and influencing global markets. When leaders take hardline stances, it can boost nationalistic sentiment at home


Ana Francisco Sutherland
The notion that war must precede peace is deeply embedded in political thinking. Some argue that conflict forces resolution-that it brings hidden tensions to the surface and compels negotiation. Others see this as a dangerous myth, one that normalizes violence as a tool of diplomacy. History offers examples on both sides. Some wars have ended in lasting peace agreements. Others have created cycles of instability that last generations. The key question is whether war is truly the last resort-or simply the most expedient one for those
So, should there be a war before peace happens? Not necessarily. Peace can be built through diplomacy, cooperation, and mutual understanding-but these paths require patience and compromise, qualities often in short supply in high-stakes politics. As for whether current tensions represent a reset, it may be more accurate to see them as part of an ongoing struggle over power and resources. War, in this context, isn’t just about shaping the world that emerges afterward. And in that world, money, influence, and control remain as central as
Peace, ideally, should be the goal. But when systems that benefit from conflict remain powerful, the path to peace becomes complicated......As the song says.... “War what for” ...answer ....” Absolutely Nothing...it’s nothing but a heartbreaker.”
Modern buildings in blackheath and greenwich london 1950-2000
Um dos aspectos mais curiosos deste livro de 416 páginas (Editora Park Books – Zurich) é que a jovem autora nasceu em Lisboa (1978) e os arquitectos cujo trabalho está plasmado neste inventário qualificado de dois bairros londrinos (rua a rua, casa a casa) formando uma espécie de «bilhete de identidade» de cada projecto e de cada realização, são também, em grande parte, emigrantes – vieram de países como Iraque, Índia, Jugoslávia, Itália, Alemanha e na maioria do Reino Unido entre ingleses e escoceses.
Aidentificação de cada casa envolve: morada, arquitecto autor do projecto, pessoa ou promotor imobiliário que fez a encomenda, ano da construção e prémios atribuídos. Quinze das casas estudadas foram desenhadas pelo arquitecto
para nela viver com a sua família. Ao mesmo tempo que fazia o trabalho de campo, a autora pôde consultar os arquivos do RIBA Royal Institute of British Architects, fundado em 1834 e que integra quase toda a memória da arquitectura inglesa. O trabalho demorou sete anos pois incluiu entrevistas a arquitectos e seus familiares, promotores imobiliários, consulta de arquivos municipais e entrevistas com historiadores. Não por acaso o prefácio é assinado por Neil Bingham, reputado historiador ligado à Royal Academy of Arts, ao RIBA e responsável no Victoria anda Albert Museum pela curadoria da vertente histórica da Arquitectura.
Além das casas estudadas em pormenor, o livro indica em três página outros edifícios com interesse na zona de Blackheath e de Greenwich. Para além do apoio do mecenato (John Payne) colaboraram de
modo activo no livro (entre outras entidades e pessoas) The Blackheath Society, The Greenwich Society e o Wates Family Enterprise Trust. A autora estreou-se em livro no ano de 2003 com «Personagens para um lugar memorável» (Editora Black Sun - Lisboa) um livro de contos curtos por si ilustrados. Assumiu desde Janeiro de 2026 a presidência da The Blackheath Society. Seguindo à risca as indicações de Tolstoi («Se queres ser universal, escreve sobre a tua aldeia») a autora juntou os desenhos, mapas e plantas à escala do marido (Ian Sutherland), as fotografias do filho Tomás e o trabalho de relações públicas do outro filho Lucas. Tal como num poema, este livro foi escrito para juntar de novo tudo o que a Morte separou.
Augusto Bandeira Opinião

Será assim tão difícil perceber que tem de existir equilíbrio para o bem do país?
Quandoa aproximação ao poder se faz com promessas que podem iludir muitos, ou, pior ainda, quando não se percebe que não se pode dar o que não existe, estamos perante um problema sério. Isto é simples.
Na minha opinião, sempre que houve governos de centro-direita, existiu uma classe média mais sólida e um certo equilíbrio entre empregador e empregado. As regalias devem existir, claro, mas têm de ser bem geridas. E os sindicatos, sendo necessários, também têm de reconhecer uma realidade essencial, sem empresas e sem patrões, não há empregos.
Nem todos têm capacidade ou condições para ser empregadores, e isso sempre foi assim. Existem diferentes classes, e continuarão a existir. O importante é criar condições para que quem quer investir o faça com confiança. Porque para atrair empreendedores não é com hostilidade, é com incentivo.
Os sindicatos têm o seu papel, mas em Portugal representam uma parte limitada da força laboral. Ainda assim, têm um peso significativo nas decisões e no discurso público. E aqui importa dizer, o equilíbrio exige responsabilidade de todos os lados.
Se olharmos para outros países, percebemos que quando há diálogo sério entre trabalhadores e empregadores, a produtividade existe e a economia cresce. Em Portugal, continuamos muitas vezes presos a um sistema que dificulta essa evolução. E isso reflete-se na nossa produtividade, que continua baixa para o nível de exigências que muitas vezes se colocam. Por outro lado, há uma narrativa política que promete
soluções fáceis para problemas complexos. Prometer mais, dar mais, exigir menos, pode soar bem, mas não é sustentável. Governar não é alimentar ilusões, é gerir a realidade.
Hoje nota-se uma falta de diálogo entre os vários parcei-

ros. E isso preocupa. Governar um país que ainda procura estabilidade exige visão e responsabilidade. Resolver problemas estruturais leva tempo, não se faz de um dia para o outro, nem com discursos simplistas.
Muitas vezes vemos críticas imediatas a quem governa, como se fosse possível corrigir anos de más decisões em poucos meses. Quem tem noção da realidade económica sabe que não é assim que funciona.
Infelizmente, também se nota, em alguns casos, uma visão de curto prazo. Há quem queira governar para o imediato, sem pensar no futuro. E isso paga-se caro.
O resultado é um país que parece andar à deriva, sem rumo claro, onde quem trabalha e produz continua a suportar o peso das decisões erradas. E o chamado “Zé povinho” acaba sempre por pagar a fatura, por isso há que ter muito cuidado com o que a oposição está a prometer, e alguns encostados aos sindicatos. Sim, sim fazem falta, mas os críticos que olhem para as leis dos países para onde os portugueses por norma emigram, pensem nisso, e reparem, lá trabalham e não reclamam, e têm qualidade de vida.
É importante dizer isto com clareza, ninguém constrói um país sem trabalho, sem esforço e sem responsabilidade. Para haver emprego, tem de haver quem arrisque, quem invista e quem crie.
Ou se fazem reformas sérias, com equilíbrio entre todas as partes, ou mais cedo ou mais tarde todos iremos sentir as consequências.
Peçamos, acima de tudo, que não falte saúde e trabalho, porque quando isso falta, tudo o resto deixa de ter importância.
Bom fim de semana.
Daniel Bastos Opinião

Ao longo das últimas décadas, a diáspora portuguesa tem afirmado, de forma consistente, um notável espírito de solidariedade — um dos mais elevados valores que enobrecem a condição humana e conferem sentido à vida em comunidade. Este desígnio manifesta-se tanto no apoio aos compatriotas radicados no estrangeiro como na permanente ligação solidária a Portugal, numa demonstração inequívoca de coesão e responsabilidade coletiva.
Entre os múltiplos exemplos que ilustram esta vocação solidária, destaca-se, de forma particularmente expressiva, a ação desenvolvida pela Fundação Nova Era Jean Pina. Constituída em 2019 pelo empresário português João Pina, radicado na região de Paris, esta instituição tem vindo a afirmar-se como um dos mais relevantes agentes de intervenção social no seio da comunidade luso-francesa — a mais numerosa comunidade portuguesa na Europa. Natural de Trinta, no concelho da Guarda, João Pina emigrou para França na década de 1980, então com apenas 19 anos, acompanhando o fluxo de milhares de portugueses que procuravam melhores condições de vida na pátria gaulesa. Apesar das dificuldades iniciais inerentes ao processo migratório, construiu um percurso empresarial sólido e bem-sucedido na área da construção civil. Hoje, enquanto administrador do Grupo Pina Jean, sediado nos arredores de Paris, lidera um conjunto diversificado de empresas com atividade nos setores da construção, limpeza e reciclagem de resíduos.
Todavia, o seu percurso não se esgota no sucesso empresarial. Reconhecido em França como Jean Pina, tem desenvolvido, de forma contínua e empenhada, uma intervenção solidária de grande alcance, colocando os recursos e a capacidade organizativa ao serviço dos mais vulneráveis. É precisamente nesta dimensão que se destaca o papel estruturante da Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão assenta no lema “Solidariedade em Movimento”. Sob a liderança direta do seu presidente, a instituição tem promovido uma relevante cooperação entre França e Portugal, através da conceção, financiamento integral e concretização de projetos dirigidos a públicos particularmente fragilizados, como idosos, crianças institucionalizadas e pessoas em situação de desemprego.
Neste enquadramento, assume especial relevo o projeto “Sonhos sem Idade”, lançado no ano passado pela Fundação. Trata-se de uma iniciativa pioneira, de elevado alcance humano e simbólico, que visa concretizar o sonho de cidadãos seniores portugueses, com baixos rendimentos e beneficiários de apoio social, de viajarem de avião pela primeira vez e visitarem Paris — uma das cidades mais emblemáticas do mundo. Em 2026, a Fundação deu continuidade a este projeto através da sua segunda edição, integralmente suportada do ponto de vista financeiro pela própria instituição, reafirmando o seu compromisso inequívoco com a solidariedade ativa. Entre os dias 19 e 22 de março, quatro seniores beneficiários de apoio domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe deslocaram-se à capital francesa, numa experiência transformadora e profundamente marcante. Esta instituição, de reconhecida relevância na sub-região do Douro, distrito de Viseu, tem desempenhado, desde a segunda metade do século XX, um papel essencial nas áreas
da saúde e do apoio social, num território particularmente afetado pelo envelhecimento demográfico.
Acompanhados pelo provedor Romeu Santos, pela diretora técnica Andreia Fonseca e pela enfermeira Maria Rodrigues, os participantes tiveram oportunidade de visitar alguns dos mais icónicos locais de Paris, como a Torre Eiffel, a Basílica do Sacré-Cœur, o bairro de Montmartre e o Palácio de Versalhes, culminando com um cruzeiro no rio Sena. Ao longo desta jornada, estiveram permanentemente acompanhados pelo presidente da Fundação e pela vice-presidente, Marie Morgado, num gesto que evidencia proximidade, compromisso e uma liderança ativa e humanizada.
A iniciativa contou ainda com a participação de diversos membros da comunidade luso-francesa, destacando-se o envolvimento de voluntários da associação Soleils de Paris, presidida pela lusodescendente Eleonor Patrício, que tem desenvolvido um meritório trabalho junto de populações vulneráveis na capital francesa. Este encontro intergeracional constituiu um momento de elevado valor simbólico, evidenciando o papel fundamental dos lusodescendentes na preservação e transmissão de valores culturais, onde os mais idosos assumem um papel insubstituível.
A experiência vivida por estes quatro seniores representa, assim, muito mais do que uma viagem: constitui a materialização de um compromisso ético e social que dignifica a diáspora portuguesa. Ao promover o envelhecimento ativo e saudável — um imperativo crescente nas sociedades contemporâneas —, a Fundação Nova Era Jean Pina afirma-se como um exemplo paradigmático da capacidade transformadora das comunidades portuguesas no mundo. Num tempo marcado por desafios sociais complexos, iniciativas desta natureza
demonstram que a diáspora não é apenas memória ou identidade: é também ação, responsabilidade e solidariedade concreta. E, neste domínio, o trabalho desenvolvido pela Fundação Nova Era Jean Pina, sob a liderança do seu presidente, constitui um testemunho maior do que de melhor Portugal projeta além-fronteiras.


A primavera chegou e entramos numa fase crítica para a prevenção dos incêndios rurais. Não é por acaso que se assinala por estes dias o Dia Mundial da Árvore. É nesta altura que, em muitos campos agrícolas, se faz a sementeira, mas também quando, nas áreas florestais, se deve proceder à limpeza e à queima do material le nhoso acumulado.
Portugal continua a ser um país extremamente vulne rável aos incêndios rurais, o que apenas se agravará com as alterações climáticas. É verdade que, nos úl timos anos, temos investido mais na prevenção, que pas sou a ocupar uma fatia tão grande quanto o combate nos orçamentos públicos. Mas ainda há muito por fazer para tornar a floresta mais produtiva, gerível e resiliente.
Foi precisamente isto que debatemos na Assembleia da República na passada semana. Muitas vezes, as notícias centram-se na votação na generalidade. Mas é na especialidade e na votação final que percebemos se a vontade reformista se traduz efetivamente em lei.
Há alguns meses, o PS apresentou uma proposta para reformar as regras de corte de árvores - uma medida prevista no Plano Nacional Integrado de Gestão de Fogos Rurais desde 2021 e que permanecia por concretizar. A situação era, no mínimo, paradoxal: em muitos casos, era mais fácil cortar árvores do que plantar.
É evidente que é necessário reduzir a carga combustível das florestas e garantir que a indústria da madeira pode operar sem entraves burocráticos excessivos. Mas não podemos permitir um regime de corte desregrado, que favorece uma lógica extrativista, aumenta o risco de incêndio e compromete a regeneração dos solos. Os cortes rasos, como os que vimos na Serra da Lousã, expõem os terrenos à erosão, facilitam a proliferação de espécies invasoras e degradam o equilíbrio ecológico. Precisamos de gestão florestal, não apenas de exploração económica.
necessário rever os poderes dos cabeças de casal e os pra zos para a divisão de heranças, permitindo desbloquear a gestão dos terrenos. Esse trabalho legislativo está, há meses, a marinar na Comissão de Agricultura. A estas dimensões somam-se outras reformas essenciais. É necessário reforçar a proteção do sobreiro e do carvalho autóctone, rever o regime da conservação da natureza e concluir a reforma dos parques naturais. O ordenamento do território continua incompleto, com planos florestais e de gestão da paisagem na gaveta do Conselho de Ministros, apesar de muitos estarem há anos prontos.
Ao mesmo tempo, precisamos de tornar economicamente viável não só a floresta de produção como também a floresta de conservação. Foi esse o objetivo da remuneração dos serviços de ecossistema e do mercado voluntário de carbono lançados por governos do PS. Decorridos dois anos de governação AD, é preocupante ver estas iniciativas praticamente paradas. O seu potencial para valorizar o mundo rural e promover uma floresta mais sustentável é significativo.
Também no domínio da limpeza de terrenos há avanços, mas ainda insuficientes. O Governo retomou o Vale
rios com os custos de limpeza, mas deve-se assegurar que
rar: quem limpa a floresta? O interior está despovoado e envelhecido. Os jovens saem, e os cursos agrícolas têm

O país tem de mobilizar melhor os recursos existentes.rias entidades, devem ser consolidadas numa única autoridade. E tal como existe o dispositivo especial de combate aos incêndios rurais no verão, os bombeiros devem ter incentivos para participar na prevenção durante o inverno. No fundo, precisamos de dar corpo à fábula da formiga e da cigarra. Enquanto há quem queira apenas reagir quando o problema já chegou, o país precisa de quem trabalhe antecipadamente, preparando o futuro. A prevenção dos incêndios não se faz no pico do verão - faz-se meses antes, com planeamento, investimento e persistência.
A história dos incêndios em Portugal tem sido, demasiadas vezes, a história de reformas adiadas, de medidas incompletas e de oportunidades perdidas. Se queremos quebrar este ciclo, temos de agir como a formiga - com método, consistência e visão de longo prazo. Porque, quando o verão chegar, já será tarde demais.
Vítor Silva Opinion

Somos simultaneamente influenciadores e influenciados — no seio da família, nas empresas onde trabalhamos ou nos grupos em que nos inserimos. Contudo, a verdadeira riqueza reside na diversidade de pensamento. O segredo está no facto de sermos todos diferentes, e é precisamente nessa diferença que deve assentar a nossa atuação nas decisões quotidianas. É possível preservarmos a nossa individualidade e, ainda assim, deixarmo-nos inspirar por algo comum.
Sabemos reconhecer quem está connosco e como manter essas alianças. No entanto, embora a nossa opinião se construa no coletivo, ela é também profundamente moldada pelos jornais, pela televisão e pelas redes sociais, que movem massas de forma extraordinária. É evidente que plataformas como o Instagram, Face-
book, YouTube e TikTok possuem influenciadores que exercem uma persuasão direta sobre as ideias que regem o mundo. Não vejo problema em que tentem influenciar; a questão central é que uma grande parte da população parece ter desistido de pensar e raciocinar pela própria cabeça.
Um ex-governante português que muito admiro disse-me um dia: “Ouve todos e, quando tiveres de tomar uma decisão, toma-a única e exclusivamente pela tua linha de raciocínio”. Devemos aprofundar a nossa capacidade crítica, promover discussões e repensar matrizes predefinidas por outrem. Sem atropelar ninguém, devemos fazer prevalecer a nossa opinião como válida — não como uma verdade absoluta, mas como uma solução possível.
A pandemia trouxe um aumento exponencial de influenciadores, mas parece ter reduzido a capacidade reflexiva de
muitos. Quem nunca foi influenciado? Quase todos seguimos contas nas redes sociais, mas já pensou no modo como é persuadido? Até a publicidade nos condiciona o consumo. O grande problema surge quando o que se lê e ouve são notícias falsas (fake news), o que gera desinteresse ou, pior, a incapacidade de distinguir a verdade da mentira. A nossa sensibilidade crítica está debilitada.
Infelizmente, certas esferas políticas aproveitam-se destas mentiras e de palavras fáceis para conduzir as pessoas a abismos de difícil retorno. Muitos acreditam nestes políticos como se fossem "gurus" ou líderes religiosos. Como se diz habitualmente: “O ser humano tem tendência a buscar crenças mágicas. Quando recebe correntes de pensamento político, incorpora-as como verdades absolutas para reforçar a sua própria satisfação”.
A função da oração não é influenciar Deus, mas especialmente mudar a natureza daquele que ora
Søren Kierkegaard
Vemos pessoas a comportarem-se como se fossem os próprios candidatos, repetindo frases e comportamentos como quem veste a camisola de uma equipa de futebol. Não podemos baixar os braços. Quem pensa, tem de agir. A primeira medida deve ser transformar as escolas num escudo contra estes "roubos de consciência". Como escreveu William Ralph Inge: “A época exata para influenciar o caráter de uma criança é cem anos antes de ela ter nascido”. Se dermos cultura e ferramentas às crianças para combaterem a desinformação, teremos esperança num mundo melhor.
Não deixemos que decidam se o nosso dia é bom ou mau. Não permitamos que nos tirem a esperança, nem que nos vendam ilusões inatingíveis. Pense e repense. Sabemos que existem organizações com o poder de criar e manipular líderes políticos. Exemplos de como certas figuras chegaram ao poder devem servir de lição para não repetirmos esses modelos de liderança frágeis.
Leia em inglês
A gente não escreve porque tem coisas para dizer, a gente escreve porque quer escrever.
António Lobo Antunes

Março chega ao fim e, com ele, a celebração de três efemérides importantes no nosso calendário: o Dia da Mulher, o Dia do Pai e o Dia da Poesia. Mas não só de festividades viveu este mês, pois foi também o da perda de uma das vozes mais sonoras da nossa literatura – António Lobo Antunes.
Apesar de não ter privado com o escritor, tive o privilégio de assistir ao lançamento de “Sôbolos Rios Que Vão”. Há quem considere este título estranho e esquisito, esquecendo-se que este é o nome dado por Camões a uma composição poética intitulada “Redondilhas de Babel e Sião”, cujo primeiro verso é “Sôbolos rios que vão”. Por isso, antes de se começar a ler a obra, importa primeiro ir à procura das redondilhas de Camões para se perceber se existe algum paralelismo entre os dois textos. E ele lá está, quando o poeta nos dá conta dos seus lamentos, num momento em que faz um balanço da sua vida, desapontado com tudo quanto viveu, como se através do espelho das águas do rio rememorasse todas as deceções que sentira.
O rio tem uma representação simbólica muito forte na cultura clássica, porque se acreditava que, após a morte, as almas seriam sujeitas a uma travessia e transportadas para a outra margem do rio. Apesar de toda a narrativa de “Sôbolos Rios” se centrar no período em que Lobo Antunes esteve internado no hospital (últimos dias de março e primeiros de abril de 2007), estou certa de que não pretendeu, com este título, fazer o retrato do seu descontentamento, nem invocar os ritos de passagem da morte. Pelo contrário, no desenrolar da narrativa, o rio a que o autor mais vezes se refere é um rio de vida - o Mondego - nascido na Serra da Estrela, a região de Portugal, por excelência, ligada aos primórdios da afirmação de um povo que foi a matriz da nossa identidade nacional. E Lobo Antunes está ligado por laços familiares à Serra, lugar da infância onde se encontram as marcas mais fortes da sua ancestralidade.
A sombra da morte paira sobre toda a narrativa, mas, na última página, quando Lobo Antunes pede que todos saiam «Exeunt Omnes», é para celebrar o triunfo da vida, invocando a expressão latina, como se esta fosse a língua com que se exorcizam todos os fantasmas. E a morte é um deles que, de forma explícita ou disfarçada em metáforas, está presente em todas as páginas. No período de diálogo com o público,

Lobo Antunes afirmou que os seus livros não têm um desfilar de personagens com características físicas definidas. De facto, as duas personagens, Antoninho e Senhor Antunes – coexistindo no nome próprio e no apelido, mas a viverem em tempos diferentes -, dão-nos um registo de várias vozes que se entrecruzam para rememorar instantâneos do passado e do presente, feitos de lembranças: umas vezes felizes, outras, mais consentâneas com um presente ligado à doença.
Lobo Antunes revisita os espaços da sua infância, onde habitam todos aqueles com quem conviveu na idade da inocência. Para o fazer de forma descomprometida, recorre aos delírios e alucinações, como se estivesse a despertar de uma anestesia ou sob o efeito de sedativos e analgésicos.
“Sôbolos Rios Que Vão” é tecido a partir de imagens que se fundem e confundem entre passado e presente, num confronto que põe frente a frente a dimensão do sofrimento do homem, o Senhor Antunes, e a inocência do menino Antoninho. É este último que continua a enrolar-se nas pernas da mãe para a ouvir cantar, mas duvida que haja andorinhas porque a verba do hospital não dava para pássaros.
E a verba do hospital continua a não dar para pássaros, já que partiste antes de chegar a primavera.




O Peniche Community Club of Toronto celebrou o seu 45.º aniversário com uma noite memorável, marcada pelo convívio, pela cultura e por um profundo sentimento de identidade comunitária, reafirmando o seu papel central na preservação das tradições portuguesas no Canadá.
Criado por um grupo de amigos com o objetivo de manter vivas as raízes de Peniche além-fronteiras, o clube consolidou-se, ao longo de mais de quatro décadas, como um verdadeiro pilar da comunidade luso-canadiana, promoven-
reuniram membros, familiares, amigos e diversas personalidades de destaque, num ambiente de celebração, alegria e orgulho coletivo.
A presença de Filipe Sales conferiu um significado especial à efeméride, reforçando os laços entre a cidade e a sua diáspora. Na sua intervenção, destacou o orgulho em ver Peniche tão bem representada além-fronteiras, sublinhando que “há laços que o tempo não apaga e que a distância não quebra, e Peniche é uma terra-mãe que não esquece os seus filhos.
Estou genuinamente emocionado e é incrível perceber como, mesmo estando tão
com a gente da nossa terra, e poder abraçá-los e juntos celebrarmos o 45.º aniversário desta instituição”
Acrescentou ainda que estas associações desempenham “um papel fundamental na preservação da identidade, da cultura e das tradições”, aproximando gerações e mantendo viva a ligação à terra de origem.
Também a deputada federal do círculo eleitoral de Davenport, Julie Dzerowicz, marcou presença, reconhecendo publicamente o contributo do clube para a diversidade cultural e para a coesão social no Canadá, reforçando a importância destes espaços como pontos de encontro e de união para a comunidade portuguesa.

Diane
Campos Founder/RCIC
Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc. Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo. O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

Num registo igualmente emotivo, ACAPO, representada pelo seu presidente José Eustáquio, deixou uma mensagem de apre-
ço pelo percurso do clube, salientando o papel fundamental do associativismo na valorização e continuidade da cultura portuguesa além-fronteiras.
O programa artístico foi um dos grandes destaques da noite. Entre os convidados, destacou-se o músico e compositor Toy, vindo de Portugal, cuja atuação trouxe brilho e emoção à celebração. A nível local, Cheila Teixeira e a Karma Band mantiveram a animação ao longo de toda a noite, enquanto a apresentação esteve a cargo de Clara Abreu, que conduziu a cerimónia com proximidade, energia e dinamismo. Durante o evento, Cheila Teixeira dirigiu palavras de carinho à comunidade, enaltecendo o Peniche Community Club of Toronto como um espaço de união, partilha e continuidade das tradições portuguesas no Canadá.
Ao longo da noite, vários associados foram homenageados pela sua dedicação e empenho, num reconhecimento público do contributo que têm dado ao crescimento e à sustentabilidade da instituição.
Em declarações, o vice-presidente Joel Filipe destacou a importância do clube: “Este é um momento de celebração 45 anos de história, dedicação e trabalho construído por muitas mãos e gerações. Continuamos empenhados em manter vivas as nossas tradições e em transmiti-las às novas gerações, com a esperança de que os jovens se juntem a nós nesta caminhada e continuem este legado de união e cultura."
A celebração terminou em ambiente festivo, com música e dança, assinalando não só 45 anos de história, mas também a vitalidade, a união e o orgulho de uma comunidade que, mesmo longe de Portugal, continua profundamente ligada às suas raízes. FP/MS
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Aceitamos encomendas para a sua mesa de Páscoa
Aberto: Sexta-feira Santa Sábado Domingo de Páscoa
Entre sabores que contam histórias e músicas que despertam memórias, a comunidade luso-canadiana voltou a reunir-se em momentos que celebram aquilo que a une: a tradição, a partilha e o orgulho nas suas raízes.
Festival de Alcatra reuniu comunidade com tradição, música e solidariedade
O Festival de Alcatra 2026 realizou-se no passado domingo, dia 22 de março de 2026, reunindo a comunidade luso-canadiana num momento de celebração cultural, gastronómica e solidária.
O evento decorreu no salão do Renaissance by the Creek, em Mississauga, e teve como principal destaque a tradicional alcatra, prato típico da Terceira, que cerca de 400 participantes no almoço. Mais do que um simples convívio, o festival teve também um propósito solidário: apoiar a Banda do Senhor Santo Cristo na sua participação nas Sanjoaninas 2026, em Angra do Heroísmo, pois é a primeira vez que isso acontece – marca cultural histórica. A banda marcou presença durante o evento, proporcionando um momento musical que foi muito aplaudido pelos presentes.
A animação continuou ao longo da tarde com música e baile ao som de Tony Silveira, que garantiu um ambiente festivo e dançante. O programa contou ainda com momentos de humor protagonizados por Paulinho e a sua mãe, que arrancaram gargalhadas do público.
Segundo Nellie Pedro, dos Amigos da Terceira, e organizadora do evento, foram doados 10 mil dólares à banda, tornando esta deslocação numa ocasião única e especial. A organizadora acrescentou ainda ao nosso jornal que, com o objetivo de manter viva a tradição terceirense no Canadá,
foram também concedidos mil dólares a cada marcha que viajará à Terceira. Neste momento, duas marchas já confirmaram a sua participação.
Entre gastronomia, música, comédia e convívio, o Festival de Alcatra voltou a afirmar-se como um evento importante para a preservação das tradições terceirense e açorianas no Canadá, fortalecendo os laços culturais e comunitários entre gerações.

OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
Noite de Saudade: A festa do chicharro uniu Rabo de Peixe em Ontário
No coração da comunidade portuguesa em Ontário, viveu-se uma noite que foi muito mais do que um simples jantar — foi um encontro de memórias, sabores e identidade. A Associação dos Amigos da Vila de Rabo de Peixe reuniu gerações na tão aguardada Festa do Chicharro, realizada no dia 21 de março de 2026. O evento teve lu-


gar na acolhedora Casa das Beiras e o aroma do chicharro frito — simples, mas profundamente ligado às raízes açorianas — foi o grande protagonista de uma noite que celebrou a tradição de Rabo de Peixe, terra de gente resiliente e orgulhosa da sua história. À mesa, não se serviu apenas comida: serviu-se saudade, pertença e comunidade. A música deu alma ao evento. O talento de Tony Câmara envolveu o público numa viagem entre o passado e o presente, enquanto o ritmo de DJ Jason Branco trouxe energia à pista. A condução da noite esteve a cargo de Rómulo M. Ávila, que garantiu momentos de ligação, alegria e boa disposição.
Mais do que entretenimento, esta festa foi um verdadeiro ponto de encontro — um espaço onde histórias foram partilhadas, laços reforçados e a cultura portuguesa afirmada além-mar. Entre risos, música e o sabor inconfundível do mar, cada participante levou consigo um pedaço de casa. Numa era em que tudo muda rapidamente, noites como esta provaram algo essencial: as raízes não se perderam — foram celebradas, vividas e transmitidas às gerações futuras.
Eventos como estes mostram que a cultura vive nas pessoas e nos encontros que constroem ao longo do tempo. Continuaremos a acompanhar de perto tudo o que se passa na nossa comunidade, porque é também dela que se faz a nossa identidade. Para a semana há mais...
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Após anos de atraso e um reforço de última hora
O Canadá ultrapassou o limiar politicamente significativo de cumprir a meta de gastos em defesa da NATO de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o relatório anual do secretário-geral da aliança ocidental e a compilação de estatísticas divulgada na quinta-feira.
Éa primeira vez desde o final da década de 1980, perto do fim da Guerra Fria, que o país atinge a meta, que nos últimos anos assumiu uma enorme importância política e simbólica.
O governo Liberal alcançou o objetivo com uma injeção adicional de 9,3 mil milhões de dólares no orçamento do Ministério da Defesa Nacional em junho passado, elevando as despesas totais de defesa para pouco mais de 61 mil milhões de dólares.
Apesar do enorme gasto, o relatório da NATO mostrou que o Canadá ultrapassou a linha "por um triz", registando um valor estimado de 2% do PIB. O país continua no terço inferior da aliança em termos de gastos de defesa, juntamente com a Bélgica,
Espanha, Albânia e Portugal.
Os maiores investidores em termos de percentagem do PIB incluíram a Polónia (4,3), Lituânia (4,0), Letónia (3,74), Estónia (3,42) e Dinamarca (3,34). Os Estados Unidos ocuparam o sétimo lugar geral (3,19).
Atingir a meta de 2% até ao final do ano fiscal, a 31 de março, foi uma promessa feita pelo Primeiro-Ministro Mark Carney face à pressão de longa data dos aliados, incluindo os Estados Unidos.
Esta conquista representa uma reviravolta dramática em relação a há pouco menos de dois anos, quando o ex-primeiro-ministro Justin Trudeau se referiu à meta de 2% como um "cálculo matemático grosseiro", algo que, alegadamente, terá dito aos aliados que o Canadá nunca cumpriria.
O país chega a este patamar meses depois de os líderes da NATO terem prometido aumentar os gastos em defesa ainda mais na próxima década, para 5% do PIB (3,5% em gastos militares diretos e 1,5% em infraestruturas de defesa).
CBC/MS
CEO da Air Canada lamenta incapacidade de falar francês
O Premier do Quebeque, François Legault, uniu-se a políticos de várias vertentes para pedir a demissão do CEO da Air Canada, Michael Rousseau.
Aunião multipartidária surge em resposta a um vídeo de condolências em inglês divulgado pela Air Canada após a colisão fatal no aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, que vitimou dois pilotos, incluindo Antoine Forest, um quebequense de língua francesa. Durante o vídeo de quatro minutos, Rousseau disse apenas duas palavras em francês: "Bonjour" e "Merci".
Na manhã de quarta-feira, Rousseau emitiu um comunicado reiterando as suas condolências e pedindo desculpa por não se conseguir expressar bem em francês. "Lamento profundamente que a minha incapacidade de falar francês te-
nha desviado a atenção do luto profundo das famílias e da grande resiliência dos funcionários da Air Canada", escreveu. "Apesar de muitas lições ao longo de vários anos, infelizmente, ainda não sou capaz de me expressar adequadamente em francês."
O Comissário das Línguas Oficiais confirmou ter recebido 795 queixas relativas à mensagem de vídeo. Esta não é a primeira vez que Rousseau enfrenta queixas; em 2021, foi criticado por fazer um discurso quase inteiramente em inglês em Montreal, admitindo na altura que viveu na cidade durante 14 anos sem precisar de falar a sua língua maioritária. "Se ele ainda não fala francês", disse Legault na quarta-feira, "é uma falta de respeito".
CBC/MS
O novo projeto de lei contra o ódio do governo Liberal, politicamente contencioso, superou o seu último obstáculo na Câmara dos Comuns e seguirá agora para o Senado.
OProjeto de Lei C-9 - apelidado de Lei de Combate ao Ódio - propõe novos crimes no Código Penal, incluindo um que tornaria crime promover intencionalmente o ódio contra grupos identificáveis em público, utilizando certos símbolos relacionados com ódio ou terrorismo.
O projeto foi aprovado em terceira leitura com o apoio do Bloc Québécois na noite de quarta-feira. Os Conservadores e o NDP votaram contra a legislação.
Os Liberais obtiveram o apoio do Bloc ao incluir uma cláusula que remove a isenção religiosa da lei de discurso de ódio do Cana-
dá. Atualmente, o Código Penal inclui uma isenção para o discurso de ódio se, "de boa-fé, a pessoa expressou ou tentou estabelecer através de um argumento uma opinião sobre um assunto religioso ou uma opinião baseada numa crença num texto religioso".
Os Conservadores opuseram-se agressivamente à inclusão da cláusula que remove essa isenção, argumentando que tal representava um "assalto" às liberdades religiosas. Vários grupos religiosos também manifestaram preocupação.
O Ministro da Justiça, Sean Fraser, que patrocinou o projeto e negociou o acordo com o Bloc, refutou as críticas, afirmando que a nova legislação não irá "criminalizar a fé". O Senado deve agora estudar o projeto antes de este se tornar oficialmente lei.

Canadá
apresenta ambições energéticas no Texas - conseguirá convencer a indústria do petróleo e gás?
No Texas, esta semana, para uma conferência global de energia, o ministro federal dos Recursos Naturais proclamou que "o Canadá está de volta" e pronto para reforçar o seu setor energético e aumentar as exportações.
Amensagem de Tim Hodgson surge num momento em que o mundo enfrenta uma crise energética causada pela guerra dos EUA-Israel contra o Irão, que levanta receios de um pico na inflação e de uma possível recessão global. Embora os executivos do setor tenham saudado o entusiasmo de Hodgson na conferência CERAWeek, em Houston, afirmam querer ver ações concretas antes de se convencerem de que o governo federal fala a sério sobre tornar-se uma superpotência energética e mudar a reputação do país de ser relutante em expandir a oferta e exportações, especialmente de petróleo e gás natural.
"Sabemos que os nossos aliados precisam desesperadamente da nossa energia e dos nossos minerais críticos. É uma questão de segurança nacional", disse Hodgson numa entrevista à CBC News. Em Houston, Hodgson fez-se acompanhar pelos primeiros-ministros conservadores da Terra Nova e Labrador, Nova Escócia e Alberta, numa rara demonstração de unidade entre o governo federal e provincial.
Internamente, o impulso energético tem recebido respostas mistas. No verão passado, os Liberais aprovaram legislação para acelerar projetos de interesse nacional, atraindo críticas sobre o possível enfraquecimento das avaliações ambientais e consultas indígenas. O governo federal assinou também um memorando de entendimento com Alberta, que inclui o apoio a um possível novo oleoduto de exportação de petróleo para a costa da Colúmbia Britânica (B.C.), embora o Premier de B.C. continue a rejeitar a ideia.





PORTUGAL LOCAL

Toronto vai realizar, entre o final de março e o início de abril, queimadas controladas nos parques High Park e Lambton Park, uma prática anual que visa proteger e restaurar os ecossistemas locais.
Ainiciativa é promovida pela City of Toronto em parceria com o Indigenous Land Stewardship Circle, integrando conhecimentos tradicionais indígenas. Estas queimadas, realizadas de forma controlada, permitem eliminar vegetação seca, como folhas e ramos, contribuindo para a regeneração de habitats naturais, em particular dos raros bosques de carvalho-negro e savanas existentes na cidade.
Segundo as autoridades, esta prática é aplicada há mais de 20 anos em Toronto e está alinhada com métodos ancestrais utilizados pelos povos indígenas na chamada Turtle Island. Conhecida como “Biinaakzigewok Anishnaabeg”, a iniciativa incorpora também um significado cultural e espiri-
tual associado à renovação através do fogo. No dia das queimadas, algumas áreas dos parques estarão temporariamente encerradas ao público, incluindo estradas e trilhos próximos das zonas de intervenção. O High Park estará igualmente fechado à circulação automóvel durante as operações. As autoridades recomendam que os visitantes respeitem toda a sinalização de segurança. A população poderá notar a presença de fumo, que, em condições normais, se dissipa rapidamente, embora alterações meteorológicas possam fazer com que este se desloque para zonas residenciais próximas. Pessoas com problemas respiratórios são aconselhadas a permanecer no interior durante esse período.
Equipas municipais estarão no local para garantir a segurança de residentes, visitantes e da vida selvagem, bem como para prestar esclarecimentos ao público sobre o decorrer das operações.
CP24/MS


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Março é, no Canadá, o Mês da Prevenção da Fraude uma altura em que autoridades e instituições reforçam o alerta para um problema crescente que afeta milhares de pessoas todos os anos. O Canadian Anti-Fraud Centre tem vindo a registar um aumento significativo tanto no número de esquemas como na sofisticação das técnicas utilizadas pelos burlões.
Um dos casos mais recentes é o chamado esquema do “investigador bancário”. Neste tipo de fraude, criminosos fazem-se passar por representantes de bancos, polícia, plataformas online ou agências de crédito, alegando que a conta da vítima foi comprometida. Para parecerem credíveis, utilizam dados pessoais reais muitas vezes obtidos em fugas de informação anteriores e recorrem à falsificação de números de telefone, fazendo com que a chamada pareça legítima.
As abordagens variam, mas seguem um padrão: criar urgência e medo. As vítimas são levadas a acreditar que precisam de agir rapidamente para “proteger” o seu dinheiro. Os burlões podem pedir acesso remoto ao computador, solicitar transferências de dinheiro para contas fraudulentas ou pedir códigos de verificação enviados por SMS, que na realidade servem para aceder às contas bancárias. Em situações mais graves, chegam a deslocar-se à casa das vítimas para recolher cartões bancários.
Mas este não é o único esquema em circulação. As autoridades alertam também para phishing, através de e-mails e mensagens falsas; fraudes românticas, que exploram relações emocionais online; esquemas de investimento com promessas de lucros rápidos; fraudes em compras online, com produtos que nunca chegam; e burlas com recurso à inteligência artificial, cada vez mais difíceis de identificar.
O impacto é cada vez maior. Apesar de algumas oscilações no número de denún-
cias, os prejuízos financeiros continuam a aumentar, atingindo centenas de milhões de dólares por ano. E o problema pode ser ainda mais grave, já que apenas uma pequena percentagem dos casos é oficialmente reportada.
Outro desafio está nos comportamentos digitais. Muitos utilizadores continuam a adotar práticas de risco, como usar redes Wi-Fi públicas para aceder a contas pessoais, clicar em ligações desconhecidas ou descarregar aplicações fora das plataformas oficiais. Ao mesmo tempo, uma parte significativa da população admite não procurar informação sobre prevenção de fraude, o que aumenta a vulnerabilidade.
Perante este cenário, as autoridades reforçam algumas regras essenciais: nunca partilhar códigos de segurança ou palavras-passe, desconfiar de contactos não solicitados, confirmar sempre a identidade de quem liga através de contactos oficiais, não permitir acesso remoto a dispositivos e monitorizar regularmente contas bancárias.
É igualmente importante lembrar que o Canadian Anti-Fraud Centre não contacta cidadãos para pedir dinheiro ou informações pessoais. Qualquer tentativa nesse sentido deve ser considerada suspeita. O Centro Canadiano de Combate à Fraude não aceita denúncias de fraude por e-mail. Para reportar uma fraude, utilize o sistema de denúncia online (Fraud Reporting System – FRS) ou contacte o centro através do número 1-888-495-8501.
As autoridades apelam ainda à denúncia de todos os casos, mesmo tentativas falhadas, para ajudar a identificar padrões e proteger outras pessoas.
Num contexto em que a tecnologia evolui rapidamente, a fraude acompanha esse ritmo. A melhor defesa continua a ser uma comunidade informada, atenta e preparada para reconhecer os sinais de alerta.
Toronto reforça
com nova unidade e maior presença policial nas ruas
A polícia de Toronto anunciou a criação de uma unidade dedicada ao contra-terrorismo e de uma força especial que irá reforçar a presença de agentes em locais estratégicos da cidade, incluindo espaços de culto, zonas turísticas, áreas com grande circulação de pessoas e infraestruturas críticas.
As autoridades sublinham que se trata de uma medida preventiva, não relacionada com uma ameaça específica, mas com o aumento da complexidade dos riscos associados ao extremismo, crimes de ódio e ao atual contexto internacional. A decisão surge também após recentes incidentes com disparos em alguns pontos da cidade e numa altura em que Toronto se prepara para receber grandes eventos, que deverão atrair muitos visitantes. Segundo a polícia, uma presença mais visível e equipada pretende dissuadir atos de violência e reforçar o sentimento de segurança junto da população. No entanto, algumas vozes da comunida-
de consideram que a medida pode ser excessiva, alertando que a presença de agentes com armas de grande porte nas ruas poderá causar receio em alguns cidadãos.
A nova força deverá entrar em funcionamento nos próximos dias, sendo acompanhada com atenção pela comunidade.
CBC /MS

Guerra

Israel reivindica morte de comandante "responsável" pelo bloqueio do estreito de OrmuzTeerão nega negociações por medo
O exército eliminou o comandante da marinha da Guarda Revolucionária iraniana, anunciou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, referindo que se tratava do "responsável direto pela colocação de minas e bloqueio do estreito de Ormuz".
Num vídeo divulgado pelo seu gabinete, Katz prometeu que Israel "continuará a caçá-los um a um", referindo-se à Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica.
"Hoje, as Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram o comandante da marinha da Guarda Revolucionária [Alireza Tangsiri], numa operação precisa e letal", disse o ministro, acrescentando que "vários responsáveis" da organização também foram mortos no ataque, mas sem especificar as suas identidades.
Katz salientou que Tangsiri "foi diretamente responsável pelos atos terroristas de bombardeamento e bloqueio do estreito de Ormuz" e alegou que esta morte constitui "uma mensagem clara para todos os altos responsáveis da organização terrorista iraniana", incluindo os da Guarda Revolucionária.
"As Forças de Defesa de Israel continuarão a eliminá-los um a um", ameaçou
Tecnologia
Katz, sublinhando que a morte de Tangsiri é uma "notícia importante" para os Estados Unidos e "uma demonstração da ajuda das FDI para a abertura do estreito de Ormuz".
"Continuamos a operar no Irão com todas as nossas forças para alcançar os objetivos da guerra", acrescentou.
A morte de Tangsiri, nascido em 1964 e comandante da marinha da Guarda Revolucionária desde 2018, ainda não foi confirmada pelas autoridades iranianas.
O responsável estava sob sanções dos EUA desde junho de 2019, quando Washington o designou como terrorista.
As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000.
Entre os mortos estão figuras proeminentes do Irão como o líder supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente, e responsáveis das forças armadas e de outras agências de segurança.
JN/MS



Trump afirma que liderança em Teerão nega negociações por medo
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".
"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. Desde o início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o líder supremo aiatola Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde o início da guerra, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.
Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.
Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.
Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.
O Parlamento Europeu quer a proibição na União Europeia (UE) de sistemas de inteligência artificial (IA) que manipulam imagens sexualmente explícitas ou íntimas e que se assemelham a uma pessoa real, sem o seu consentimento.
Numa posição aprovada na minisessão da assembleia europeia, em Bruxelas, por 569 votos a favor, 45 contra e 23 abstenções, os eurodeputados defendem uma "nova proibição dos sistemas ditos 'nudificadores', que utilizam a IA para criar ou manipular imagens sexualmente explícitas ou íntimas e que se assemelham a uma pessoa real identificável sem o consentimento dessa pessoa".
O Parlamento Europeu quer introduzir alguns adiamentos: para 2 de dezembro de 2027 no caso dos sistemas de IA de risco elevado especificamente enumerados no regulamento (incluindo os que envolvem dados biométricos e os utilizados em infraestruturas críticas, na educação, no emprego, nos serviços essenciais, na aplicação da lei, na justiça e na gestão das fronteiras) e para 02 de agosto de 2028 para os sistemas de IA abrangidos pela legislação setorial da UE em matéria de segurança e fiscalização do mercado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou, na quarta-feira, que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".
No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.
JN/MS

Parlamento Europeu quer proibir aplicações que criam imagens de falsa nudez Antigo bispo francês condenado a indemnizar vítima de abusos sexuais em 200 mil euros
"A proibição não se aplicaria aos sistemas de IA com medidas de segurança eficazes que impeçam os utilizadores de criar essas imagens", acrescenta o PE em comunicado de imprensa.
Esta medida consta da posição do Parlamento Europeu referente às negociações sobre a simplificação das regras relativas à IA.
"A proposta atrasaria a aplicação de determinadas regras em matéria de sistemas de IA de alto risco, a fim de assegurar que as orientações e normas para ajudar as empresas na aplicação estão prontas. Nas suas alterações, os eurodeputados introduzem datas fixas para a aplicação, a fim de garantir a previsibilidade e a segurança jurídica", explica a instituição na nota.
O regulamento de IA estabelece que a data geral de aplicação é 2 de agosto de 2026, o que significa que, a partir dessa data, as regras gerais do regulamento começam a aplicar-se, como obrigações de transparência, marcação de conteúdos gerados por esta tecnologia e princípios básico.
"Os eurodeputados são igualmente favoráveis a que os fornecedores cumpram, até 02 de novembro de 2026, as regras relativas à marcação de conteúdos áudio, imagem, vídeo ou texto criados por IA para indicar a sua origem", é ainda referido.
As negociações com o Conselho podem agora iniciar-se com vista a alcançar a forma final da lei.
JN/MS

Um antigo bispo e ex-porta-voz da Conferência Episcopal Francesa, Jean-Michel di Falco, foi condenado a pagar quase 200 mil euros de indemnização a um homem que o acusa de violação e agressão sexual na década de 1970.
Adecisão foi proferida pelo Tribunal de Recurso de Paris, num processo em que o queixoso, Pierre-Jean Pagès, atualmente com 65 anos, acusa o antigo responsável religioso, hoje com 84, de abusos cometidos entre 1972 e 1975, quando di Falco era padre e dirigia a escola Saint-Thomas d'Aquin, em Paris.
Os factos já não podem ser alvo de processo penal por terem prescrito, de acordo com a legislação francesa.
Ainda assim, o tribunal considerou, ao contrário de decisões anteriores, que a ação civil interposta em 2016 não se encontrava prescrita.
Os juízes entenderam que os danos provocados pelo religioso se consolidaram apenas em 2009, ano em que Pagès integrou uma companhia de teatro após duas décadas de terapia.
A decisão determina o pagamento de 10 mil euros por danos sexuais, 70 mil euros por prejuízos na carreira e 81.392 euros por incapacidade funcional temporária.
JN/MS

Com a chegada da primavera, a paisagem transforma-se. Os dias tornam-se mais longos, a luz regressa com mais intensidade e a natureza começa, lentamente, a despertar. Março, mês em que se assinala o Dia Mundial da Árvore, convida-nos precisamente a isso: a sair de casa, respirar fundo e reconectar com o que é essencial.
Em Ontário, e particularmente na região da Grande Área de Toronto (GTA), não faltam espaços verdes, trilhos e florestas que oferecem refúgio do ritmo urbano. Seja para uma caminhada tranquila, um passeio em família ou uma aventura de bicicleta, há opções para todos os níveis e preferências.
Ficam aqui algumas sugestões para aproveitar o melhor da estação, porque a primavera é o momento perfeito para redescobrir o equilíbrio entre corpo e mente e, muitas vezes, tudo começa com um simples passeio ao ar livre.
MB / DG (DR)
DESTAQUES: Trilhos acessíveis, lagoas, natureza + sustentabilidade
NOTA: Perfeito para famílias
ENDEREÇO: 550 Bayview Ave, Toronto
WEBSITE: evergreen.ca

DESTAQUES: Falésias, vistas sobre o Niagara Escarpment
NOTA: Um dos miradouros naturais mais impressionantes
ENDEREÇO: 7200 Appleby Line, Milton
WEBSITE: conservationhalton.ca/parks/rattlesnake-point

5–8 km
DESTAQUES:Cerejeiras em flor (primavera), lago Grenadier, trilhos florestais
NOTA: Ideal para um passeio leve no coração da cidade
ENDEREÇO: 1873 Bloor St W, Toronto
WEBSITE: highparktoronto.com ou toronto.ca/highpark

5–7 km (vários trilhos) A pé /
DISTÂNCIA MODALIDADE
DESTAQUES: Percurso junto ao rio, zonas verdes extensas
NOTA: Excelente para caminhadas longas ou ciclismo
ENDEREÇO: Estende-se desde a foz do rio (Etienne Brule Park - 10 Catherine St) até Steeles Ave
WEBSITE: toronto.ca/humber-river-trail

cerca de 20 km
A pé / bicicleta DISTÂNCIA
DESTAQUES: Cascata, trilhos florestais, zonas de piquenique
NOTA: Excelente para um dia completo
ENDEREÇO: 4985 Campbellville Rd, Milton
WEBSITE: conservationhalton.ca/parks/hilton-falls 5–7

DESTAQUES: Trilhos naturais, ravinas, contacto direto com a natureza
NOTA: Sensação de “fuga” sem sair de Toronto
ENDEREÇO:1Vários pontos de entrada (ex: Crothers Woods ou Evergreen Brick Works)
WEBSITE: toronto.ca/parks

km
DISTÂNCIA
MODALIDADE
DESTAQUES: Biodiversidade, zonas húmidas, vistas panorâmicas
NOTA: Um dos maiores parques urbanos da América do Norte
ENDEREÇO: 25 Zoo Rd, Toronto
WEBSITE: parks.canada.ca/rouge

15+ km de trilhos A pé / bicicleta
DISTÂNCIA
MODALIDADE
DESTAQUES: Trilhos mais desafiantes, floresta densa
NOTA: Para quem procura aventura
ENDEREÇO: 27 Henderson Ave, East York (entrada principal)
WEBSITE: toronto.ca/crothers-woods

km A pé / bicicleta (mais técnico)
DISTÂNCIA MODALIDADE
DESTAQUES: Florestas, cascatas, trilhos históricos
NOTA: Ideal para um passeio leve no coração da cidade
ENDEREÇO: 1873 Bloor St W, Toronto
WEBSITE: Para explorar com tempo

40 km (rede de trilhos) A pé
DISTÂNCIA
MODALIDADE
DESTAQUES: Observação de aves, vistas do lago Ontário
NOTA: Natureza selvagem junto à cidade
ENDEREÇO: 1 Leslie St, Toronto,
WEBSITE: tommythompsonpark.ca

cerca de 10 km A pé / bicicleta
DISTÂNCIA
MODALIDADE
DESTAQUES: Educação ambiental, trilhos tranquiloss
NOTA: Ideal para famílias com crianças
ENDEREÇO: 9550 Pine Valley Dr, Woodbridge, WEBSITE: kortright.org

3-5km A pé
DISTÂNCIA MODALIDADE


Miranda Sarmento anuncia excedente "absolutamente histórico" para Portugal
Portugal fechou 2025 com um excedente orçamental de 0,7% do PIB, acima das previsões do Governo, num resultado que o ministro do Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, classificou nesta quinta-feira como "absolutamente histórico".
De acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o saldo positivo ultrapassa dois mil milhões de euros e supera largamente os 0,3% inicialmente previstos. Também a dívida pública recuou para 89,7% do PIB - pela primeira vez abaixo dos 90% em 16 anos. Ou seja, Portugal teve mais dinheiro a entrar do que a sair - as receitas subiram 2% e a despesas subiram 0,9% "Estes resultados são uma grande vitória para Portugal", afirmou o ministro, em conferência de Imprensa, sublinhando que o país se afirma como "uma economia de contas equilibradas, previsíveis e com gestão orçamental responsável".
Segundo Miranda Sarmento, o desempenho resulta de três motivos determinantes: crescimento da receita, controlo da despesa e uma boa estratégia. "Não só não esgotámos a margem orçamental, como a reforçámos de forma constante", afirmou.
PORTUGAL PORTUGAL Justiça
O governante destacou que o excedente foi alcançado num contexto de alívio fiscal e reforço da despesa social, incluindo redução de impostos, valorização de carreiras na função pública e aumento de prestações sociais. "Foi possível apoiar famílias e empresas e, ainda assim, melhorar o saldo", realçou, deixando um recado: "A narrativa de risco para as contas públicas estava errada".
Apesar do saldo positivo, alertou que o excedente "não é um ponto de chegada", mas sim uma base para enfrentar um contexto externo difícil. Entre os desafios para 2026, estão o impacto das recentes tempestades em Portugal, o aumento da despesa com a defesa e a instabilidade internacional, centrada no conflito no Médio Oriente, com consequências nos preços da energia.
O Governo admite utilizar o excedente para responder aos desafios e já estão em curso medidas de apoio, como descontos no imposto sobre combustíveis. "Iremos avaliando semana a semana as medidas necessárias", sublinhou. "O excedente permite-nos enfrentar as crises com mais confiança, mas não há espaço para complacência nas contas públicas. Vamos manter uma trajetória prudente", frisou.
JN/MS

O antigo presidente do INEM Luís Meira afirmou que nunca teria aberto qualquer processo disciplinar aos profissionais durante a greve de 2024, considerando "vergonhoso" que se tenha sugerido responsabilizar os operacionais do CODU.
"Aquilo que eu teria feito era não abrir processo disciplinar nenhum", declarou, apesar de respeitar a decisão do então presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro.
Luís Meira falava na comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao INEM para apurar responsabilidades durante a greve no final de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.
Durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).
"Não me sinto minimamente conivente ou cúmplice daquilo que poderão ter sido mortes associadas ao momento da greve", salientou.
O antigo presidente do INEM criticou o primeiro relatório da IGAS, afirmando que, "por muito que o inspetor-geral tente dizer que não", o documento insinuava a necessidade de processos disciplinares ao médico e ao técnico de emergência pré-hospitalar envolvidos. "Acho que isso foi vergonhoso", considerou.
O ex-responsável defendeu que os profissionais mereciam reconhecimento e não punição. "Não fugiram do CODU [Centros de Orientação de Doentes Urgentes], estiveram lá, deram a cara, trabalharam enquanto o mundo estava a acabar à sua volta e a recompensa é esta", lamentou.
Luís Meira acrescentou que, se estivesse em funções, teria "mandado publicar um louvor no dia a seguir a todos os que tiveram de serviço no CODU".
Luis Meira, que presidiu ao instituto entre outubro de 2015 e julho de 2024, in-

sistiu que "todos os partidos deviam olhar para o INEM de forma diferente", considerando que a missão deste organismo "é demasiado importante para que da CPI não resulte algo de positivo".
Composta por 24 deputados para apurar responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas à atual situação do INEM, a CPI foi aprovada em julho do ano passado por proposta da IL. O foco inclui a atuação do INEM durante a greve do final de outubro e início de novembro de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019. JN/MS


Governo não vai conseguir atribuir médico de família a todos os utentes até 2027 Vítimas de abuso sexual na Igreja vão receber entre nove e 45 mil euros
As vítimas de abuso sexual na Igreja Católica vão receber entre nove e 45 mil euros e já foram aprovados 57 pedidos no valor de mais de um milhão e meio de euros, anunciou, esta quinta-feira, a Conferência Episcopal Portuguesa.
Em comunicado, a CEP explicou que, dos 95 pedidos recebidos, 78 foram considerados elegíveis e 17 foram logo arquivados. Dos considerados elegíveis, 11 foram indeferidos, 57 pedidos já tiveram luz verde para compensação, no valor de 1.609,650 euros.
Dos 78 pedidos de compensação considerados inicialmente elegíveis, há ainda nove em fase final de análise e um pedido pendente que aguarda decisão da Santa Sé. JN/MS

A ministra da Saúde disse que o Governo não vai conseguir atribuir médico de família a todos os utentes até 2027, justificando com o facto de estarem a inscrever-se "todos os dias" novas pessoas nos centros de saúde.
"Para nós, Governo, atribuir um médico de família a todos os utentes é, de facto, uma ambição. Não o conseguimos até agora, não o vamos conseguir em 2027, porque todos os dias temos pessoas a inscreverem-se, todos os dias temos pessoas novas que chegam até nós, que vêm trabalhar connosco em Portugal", afirmou Ana Paula Martins, na inauguração da requalificação do centro de saúde de Fátima.
Para Ana Paula Martins, "este desafio é muito complexo e é novo, pelo menos é novo no sentido dos últimos cinco anos", sendo algo que o Governo tem também de acomodar no Serviço Nacional de Saúde".
Na cerimónia de inauguração, Ana Paula Martins realçou a colaboração entre os po-
deres local e central, "essencial para fortalecer o sistema de saúde", reconhecendo, contudo, que, em matéria de delegação de competências da área da saúde para as autarquias, "há ainda um aperfeiçoamento, uma recalibração que a tutela tem de fazer" para que essa transferência seja "virtuosa e não seja apenas uma transferência de responsabilidades sem as devidas contrapartidas".
"E não falo só das contrapartidas de natureza financeira, naturalmente que essas são relevantes, mas falo também daquilo que são as contrapartidas sob o ponto de vista da decisão, sob o ponto de vista de fazerem parte do desenho e da organização que nós queremos dar aos cuidados de saúde", adiantou.
Questionada pelos jornalistas se em 2028, 2029 ou 2030 pode assegurar o cumprimento desta promessa, Ana Paula Martins garantiu que a ambição de atribuir médico de família a todos os utentes "nunca vai cair".
JN/MS
A Região Autónoma da Madeira continua a evidenciar sinais consistentes de robustez no mercado de trabalho, sendo os dados mais recentes relativos a fevereiro de 2026 que confirmam uma evolução globalmente positiva, em linha com o desempenho nacional, tendo particular destaque para os vários indicadores regionais. De acordo com a informação divulgada pelo IEFP, “o desemprego registado no país voltou a diminuir, tendência que se verifica igualmente na Madeira”.
No que toca ao desemprego registado, a Região apresenta uma descida homóloga de 11,7%, o que significa menos 786 desempregados na RAM, posicionando-se como uma das mais relevantes a nível nacional. Este indicador confirma a trajetória sustentada de redução do desemprego na Região.
No que diz respeito à dinâmica de entrada no desemprego, os dados revelam uma evolução favorável. Nos indicadores referentes aos novos inscritos ao longo do mês, verifica-se uma diminuição significativa da procura de emprego na Madeira, tanto em termos homólogos (-9,3%) como em relação ao mês anterior (-21,5%).
Este comportamento sugere uma menor pressão sobre os serviços de emprego o que traduz numa maior estabilidade no acesso ao trabalho. “Há mais pessoas empregadas, logo há menos cidadãos à procura de emprego”. Por outro lado, o mercado de trabalho regional evidencia sinais claros de vitalidade do lado da procura de trabalhadores. No indicativo relativo às ofertas de emprego, a Madeira regista um aumento expressivo de 23,9%, quer em cadeia, quer em termos homólogos, sendo uma das regiões com melhor desempenho neste indicador, com valores muito superiores à evolução do total do país, de +3,7% face ao mês anterior e +10,9% comparativamente ao mês homólogo.
“Este crescimento das ofertas de emprego é particularmente relevante, na medida em que reflete a capacidade de regeneração da economia regional, a sua resiliência face ao contexto internacional desafiante e a manutenção de níveis consistentes de investimento e criação de atividade económica”.
No que se refere às colocações, a Região regista um crescimento homólogo de 4,8%, o segundo mais alto do país, o que reforça a tendência de um médio prazo de integração de desempregados no mercado de trabalho. Em reação a estes dados, a secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude destacou que “estes indicadores confirmam que a Madeira tem conseguido consolidar um mercado de trabalho mais dinâmico, mais estável e com maior capacidade de resposta”.
A governante sublinhou que “a redução do desemprego, acompanhada pela diminuição de novos inscritos e pelo aumento significativo das ofertas de emprego, demonstra que estamos perante uma economia que cria oportunidades e que consegue absorver mão de obra, mesmo num contexto externo exigente”.
Salientando a importância de uma abordagem integrada, Paula Margarido reforçou “que o desafio agora passa por continuar a qualificar as pessoas, aproximar a oferta da procura e garantir que este crescimento se traduz em emprego mais estável, mais qualificado e melhor remunerado”.
Por fim, deixou uma nota sobre o caminho a seguir. “Continuaremos a apostar em políticas ativas de emprego, na formação e na valorização dos trabalhadores, assegurando que ninguém fica para trás neste processo de crescimento”. Os dados agora divulgados consolidam, assim, a perceção de que a Madeira mantém um desempenho positivo no mercado de trabalho, sustentado numa economia dinâmica e numa estratégia consistente de promoção do emprego. JM/MS

A EasyGest reuniu mais de 50 Top Producers do Grupo nos Açores, no âmbito do EasyAwards 2026, evento que distingue anualmente os melhores profissionais do grupo no setor imobiliário. A iniciativa realizou-se no Azoris Royal Garden Hotel, em Ponta Delgada, num encontro que premiou os profissionais que mais se destacaram ao longo do último ano, promovendo também momentos de partilha, estratégia e networking.
Conforme comunicado, a realização deste evento na região reflete o crescente destaque da EasyGest Açores dentro do grupo. Nos últimos anos, a operação açoriana tem marcado presença consistente nos tops de faturação e angariação da rede, destacando-se igualmente pela dinamização de iniciativas como o EasyWeek, um evento de recrutamento que tem contribuído para atrair novos profissionais para o setor imobiliário.
Este ano a equipa dos Açores conquistou as três principais categorias nacionais,
ficando em primeiro lugar na Faturação, Angariação Geral e Angariação em Exclusivo. A equipa tem também participado ativamente em eventos empresariais como a FICSA – Feira Industrial, Comercial e Agrícola de São Miguel, além da concretização de negócios imobiliários de elevado valor, alguns na ordem dos milhões de euros, como foi o caso da unidade Hoteleira Aldeia da Fonte Nature Hotel, nas Lajes do Pico, reforçando a presença da marca no arquipélago.
Segundo João Costa, CEO do Grupo EasyGest, o trabalho desenvolvido nos Açores demonstra “o dinamismo do mercado regional e o enorme potencial da equipa local”. Num momento de crescimento da marca na região, destaca-se ainda a entrada da Capital Imobiliário nos Açores, uma das insígnias do grupo, reforçando a aposta em soluções de investimento imobiliário e na dinamização do mercado regional.
DA/MS

O Conselho do Governo Regional dos Açores aprovou na sua última reunião duas resoluções com impacto nas áreas da mobilidade aérea e da cultura: a abertura de um novo processo de alienação de, pelo menos, 51% do capital da SATA Internacional – Azores Airlines, S.A., e a autorização de um contrato-programa com o Teatro Micaelense – Centro Cultural e de Congressos, S.A., no valor máximo de 850 mil euros para 2026.
Adecisão relativa à transportadora aérea surge após o encerramento do anterior concurso público internacional, iniciado em 2023, que terminou sem adjudicação. Segundo o relatório final do júri do procedimento, não se verificaram condições para selecionar a proposta apresentada, tendo sido identificadas fragilidades relevantes face aos critérios definidos e aos objectivos estratégicos da alienação.
Apesar desse desfecho, o Governo Regional considera que se mantém válida a estratégia de venda de uma participação maioritária na companhia aérea, entendida como um instrumento essencial para reforçar a sustentabilidade financeira da empresa e a sua competitividade num setor cada vez mais exigente.
A resolução agora publicada determina que a SATA Holding, S.A., avance com
um novo processo de alienação de ações representativas de, pelo menos, 51% do capital social da Azores Airlines, desta vez através de um procedimento de negociação particular. Este modelo, previsto na legislação aplicável à alienação de participações públicas, foi escolhido por permitir maior agilidade e eficiência no processo, mantendo os princípios de transparência, concorrência e igualdade entre potenciais interessados.
A decisão enquadra-se também no calendário definido pela Comissão Europeia no âmbito do plano de reestruturação da companhia aérea. Bruxelas prorrogou, através da Decisão C(2025) 9277, de 23 de dezembro de 2025, o prazo para implementação das medidas previstas nesse plano até 31 de dezembro de 2026.
O processo ficará sob supervisão da Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública e da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas. O caderno de encargos deverá incluir cláusulas destinadas a salvaguardar os interesses estratégicos da Região Autónoma dos Açores, garantir os direitos laborais dos trabalhadores e assegurar as rotas essenciais que ligam o arquipélago ao continente português e à diáspora açoriana.








Porto mantém controlo, rivais repetem padrões e até o fair-play sai penalizado pela arbitragem
Ajornada 27 da Primeira Liga 2025/2026 não foi decisiva em termos matemáticos, mas foi profundamente reveladora do estado real do campeonato. Sem grandes ambiguidades, sem leituras forçadas. Os resultados falaram por si, e aquilo que disseram reforça uma ideia que começa a ganhar peso: o campeonato está a inclinar-se.
O FC Porto venceu em Braga por 2-1 frente ao Sporting Clube de Braga e, mais uma vez, fê-lo sem necessidade de espetáculo. Mas talvez esteja precisamente aí a chave. Num dos terrenos mais exigentes da Liga, contra um adversário capaz de discutir o jogo, o Porto fez o suficiente, e isso chega. Chega quase sempre.
Não foi um domínio total, nem uma exibição que fique na memória. Foi, isso sim, uma demonstração de controlo competitivo. E começa a ser difícil não olhar para isto como algo mais do que competência: é uma equipa que percebe exatamente o que precisa de fazer para ganhar jogos neste campeonato.
A questão que se coloca é simples: onde estão os sinais de fragilidade? Porque continuam a não aparecer.
O problema para quem persegue não está apenas na consistência do Porto. Está na incapacidade de fazer mais do que “acompanhar”.
O Sporting Clube de Portugal goleou o Alverca por 4-1. Fez um jogo competente, resolveu cedo e nunca esteve verdadeiramente em risco. Mas, nesta fase da época, isso já não impressiona. Cumprir calendário não chega quando se está atrás.
O Sporting continua a ser uma equipa equilibrada, organizada, com processos claros. Mas há uma sensação cada vez mais evidente: falta-lhe capacidade para forçar o erro do adversário direto. Vive demasiado dependente do que o jogo lhe dá, em vez de impor aquilo que o jogo deve ser.
E quando se persegue um líder que não falha, isso torna-se um problema estrutural.
Este jogo deixou ainda um episódio difícil de compreender e que expõe, mais uma vez, a falta de critério na arbitragem em Portugal. João Pinheiro assinalou grande penalidade por alegada falta do guarda-redes do Alverca sobre Luís Suárez. No entanto, logo após o apito, o avançado do Sporting teve a honestidade de se dirigir ao árbitro para esclarecer que não tinha existido qualquer infração. Perante isso, o árbitro recorreu ao VAR, reviu o lance e, corretamente, reverteu a decisão inicial. O problema veio a seguir: exibiu cartão amarelo por simulação ao jogador.
E é aqui que o lance entra no absurdo. Não houve falta, mas também não houve simulação evidente: houve um lance de contacto inexistente e uma queda natural no seguimento da jogada. Penalizar disciplinarmente um jogador que, além disso, teve a iniciativa rara de repor a verdade junto do árbitro, é passar uma mensagem errada em toda a linha.
Mesmo admitindo, por hipótese, que pudesse haver dúvida sobre a queda, o contexto deveria ter pesado na decisão. Num futebol onde tantas vezes se critica a falta de fair-play, quando ele surge de

forma clara deve ser valorizado, e não castigado. A existência do cartão branco, com o qual não concordo, serviria precisamente para enquadrar este tipo de comportamento.
Assim, a decisão final não só falha na análise do lance, como falha, sobretudo, na mensagem que transmite: a de que ser honesto em campo pode não ter qualquer recompensa e, pior, pode até ser penalizado. Um contrassenso que o futebol português não pode normalizar.
O Sport Lisboa e Benfica venceu o Vitória Sport Clube por 3-0 e, à superfície, fez tudo bem. Entrada forte, controlo do jogo, eficácia na finalização. Foi uma das exibições mais seguras das últimas semanas.
Mas há uma questão que não pode ser ignorada: onde esteve este Benfica durante o resto da época? Porque a equipa mostra que tem capacidade para este nível, mas raramente o sustenta. E quando a consistência falha durante meses, não é uma boa exibição que muda o enquadramento.
A equipa de José Mourinho está mais organizada, mais consciente, mais consistente, mas continua a carregar o peso de pontos perdidos que, nesta altura, já não se recuperam com facilidade. O Benfica melhorou, mas melhorou tarde.
Um dos resultados mais reveladores da jornada aconteceu fora do topo mediático: a vitória do Santa Clara sobre o Gil Vicente Futebol Clube (1-0). O Gil Vicente, uma das equipas mais consistentes da época, caiu num jogo onde não conseguiu impor a sua habitual estabilidade. E isso serve também como lembrete: manter regularidade num campeonato tão emocional não é fácil, e ainda menos quando se começa a sentir o peso das expectativas.
Na Reboleira, o Estrela da Amadora goleou o Casa Pia por 4-0, num resultado que expõe bem a irregularidade cróni-
ca de muitas equipas do meio da tabela. Num fim de semana são competitivas, no outro desaparecem. Falta consistência, falta identidade, falta continuidade, e isso impede qualquer ambição maior.
O triunfo do Rio Ave sobre o Estoril Praia (2-1) e a vitória do Arouca frente ao Moreirense Futebol Clube (1-0) mostram exatamente isso: jogos equilibrados, decididos por detalhes, sem grande capacidade de controlo prolongado por parte de nenhuma das equipas.
Já o empate entre Tondela e AVS Futebol SAD (0-0) foi o retrato mais puro da luta pela permanência. Um jogo fechado, tenso, onde o medo de errar falou mais alto do que a vontade de ganhar. E isso diz muito sobre o momento dessas equipas.
Mas, no final, tudo volta ao topo.
O que esta jornada 27 expôs com clareza foi a diferença entre uma equipa que sabe exatamente o que é e outras que ainda procuram afirmar-se dentro do campeonato. O Porto não precisa de provar nada a ninguém: joga dentro de uma lógica que domina. Os outros, mesmo quando ganham, continuam a levantar dúvidas.
E isso, nesta fase da época, é decisivo. Porque já não se trata apenas de qualidade. Trata-se de fiabilidade.
O FC Porto é, neste momento, a equipa mais fiável da Liga.
O Sporting é consistente, mas pouco incisivo.
O Benfica é capaz, mas irregular.
E enquanto este equilíbrio se mantiver, o campeonato não vai mudar. Não porque esteja decidido. Mas porque ninguém está verdadeiramente a fazer o suficiente para o decidir de outra forma..
Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

“Esta é a quarta edição da Taça de Portugal de Duplas Mistas e, pela primeira vez, foi organizada em cooperação com um clube local”, afirmou à agência Lusa João Cardoso, diretor da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, destacando “um fim de semana com nove equipas e uma final de elevado nível”.
Oresponsável sublinhou que a competição exige ligação a Portugal, “por sangue, matrimónio ou ascendência”, sendo esse um dos critérios de inscrição, além do interesse pela modalidade.
A quarta Taça de Portugal de Curling –Duplas Mistas decorreu entre 20 e 22 de março, em Dundas (Hamilton), em colaboração com o Oriental Sport Club de Cambridge, no Ontário.
A prova reuniu nove equipas e terminou com a vitória da dupla formada por Ashley Spalding e Christopher Skidmore, de Sacramento, Califórnia (Estados Unidos), que venceram a final por 7-4 frente a Brooke Schaeffer e Will Barbosa.
A competição integra um modelo de desenvolvimento que aposta na diáspora, face às limitações existentes em Portugal ao nível de infraestruturas.
“Os portugueses no estrangeiro são fundamentais para o crescimento da modalidade”, afirmou João Cardoso, referindo que o acesso a pistas de gelo com dimensões adequadas no Canadá permite elevar o nível competitivo.
Segundo o dirigente, apesar da existência de uma base recreativa em Portugal, incluindo um torneio na Covilhã com mais de 100 praticantes, o país continua sem infraestruturas suficientes para competição regular.
O envolvimento comunitário foi também destacado pelo presidente do Oriental Sport Club, João Silva.

“O objetivo é envolver a comunidade luso-canadiana e permitir que possa competir e integrar o projeto do curling português”, afirmou, acrescentando que o número de praticantes em Cambridge “ainda é reduzido, mas está a crescer”.
O dirigente indicou que o clube conta atualmente com seis atletas e pretende expandir o projeto, com foco na participação de jovens.
A evolução competitiva foi assinalada pela treinadora nacional, Fiona Simpson.
“É gratificante ver a evolução do programa ao longo dos últimos quatro anos. O número de participantes tem aumentado, com atletas provenientes de várias regiões do Canadá”, disse.
A responsável referiu ainda que o modelo de desenvolvimento recorre a treinadores locais e tem registado crescimento consistente.
Também Tim Schols, assistente da seleção, destacou o papel da diáspora na formação de equipas competitivas.
“Em seis semanas, uma equipa masculina baseada na região de Toronto irá representar Portugal no Campeonato do Mundo Divisão C, na Eslovénia”, indicou.
A equipa será composta por atletas ligados ao Oriental Sport Club, incluindo William Barbosa, Alan Chaves, Eric Fenech, Christopher Ribau e Ben Silva.
No plano competitivo, a dupla mista Arlete Rodrigues e Ben Silva foi selecionada para representar Portugal no evento de qualificação para o Campeonato do Mundo de duplas mistas.
“Representar Portugal e a ilha das Flores tem um significado muito especial”, afirmou Arlete Rodrigues.
Ben Silva destacou “o orgulho em representar Portugal”, apesar de ter nascido
no Canadá, sublinhando a importância das raízes familiares.
A dupla conheceu-se numa edição anterior da competição e tem como objetivo competir ao mais alto nível nas qualificações internacionais.
A Federação de Desportos de Inverno de Portugal conta atualmente com cerca de 170 atletas federados na modalidade, incluindo 18 no Canadá em duplas mistas, estando identificados cerca de 30 atletas com nível competitivo.
A competição tem como objetivo agregar a comunidade portuguesa do curling e contribuir para a definição das duplas que irão representar Portugal em provas internacionais, incluindo o processo de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2027.
AO/MS

LIGA PORTUGAL
F. C. Porto supera teste muito difícil em Braga e continua na "pole position" para o título. Zalazar deu vantagem aos minhotos, de penálti, mas Farioli lançou William e Fofana para o sorriso azul.
OF. C. Porto superou aquele que muitos consideravam o desafio mais difícil até ao final do campeonato. O Municipal de Braga já custou pontos a Sporting e Benfica esta época, os arsenalistas ainda ameaçaram repetir a proeza, mas Francesco Farioli acertou em cheio nas substituições e os azuis e brancos mostraram um coração enorme para reagir ao golo de Zalazar, com William Gomes e Fofana a assinarem a reviravolta que mantém as distâncias para os rivais na luta pelo título. Na semana em que ambos os emblemas garantiram o apuramento para os quartos de final da Liga Europa, o jogo da pedreira não foi propriamente um primor técnico, mas houve emoção e duelos disputados até ao limite. Como é hábito, o F. C. Porto entrou a todo o gás e até podia ter marcado logo aos quatro minutos, mas o grande remate de Alan Varela tirou tinta ao poste. Pietuszewski, de cabeça, não mostrou melhor pontaria e só uma arrancada de Zalazar, mal aproveitada por Ricardo Horta, mostrou que o Braga estava em campo. Numa primeira parte em que um derrube de Niakaté a Deniz Gul causou polémica - o central viu amarelo, os portistas pediram expulsão, mas o avançado não tinha a bola controlada -, o derradeiro lance de destaque foi um livre de Gabri Veiga. O descanso fez bem aos guerreiros do Minho, que passaram a ter mais persona-

lidade com bola e, aos 51 minutos, adiantaram-se no marcador. O árbitro viu um puxão de Gabri a Niakaté e Zalazar não desperdiçou a grande penalidade. Farioli foi rápido a reagir, lançando William Gomes e Moffi para os lugares de Pepê e Gul, com o banco portista a voltar a render juros. Uma grande jogada do extremo brasileiro permitiu a Froholdt testar Hornicek e, pouco depois, foi o próprio William a assinar o já habitual remate de pé esquerdo que só não deu golo porque a bola desviou em Lagerbielke. Os dois avisos não alertaram o Braga e, à terceira, foi mesmo de vez. Um passe sublime de Kiwior lançou Pietuszewski e o jovem polaco mostrou visão de jogo para oferecer o empate a William. À entrada dos últimos 10 minutos, um pontapé de canto na direita lançou o pânico na área minhota e alguém se esqueceu de Fofana que, totalmente solto, rematou de primeira para a reviravolta e para um triunfo que deixa, sem qualquer dúvida, o F. C. Porto um pouco mais perto da conquista do título.
JN/MS

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer
Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo.
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• apelos ao Tribunal Federal • apelos de ordens de deportação • LMIAs Direito Criminal: incluindo assaltos, agressões e roubos; crimes de condução sob influência de álcool ou droga; assédio. Testamentos e Procurações (Powers of Attorney)
MARTINS LAW FIRM preocupa-se com os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo é prestar soluções honestas e uma abordagem altamente personalizada e de alta qualidade para cada caso. Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.
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F.C.
Leões superam cansaço do apuramento para os quartos de final da Champions com um triunfo tranquilo no Ribatejo. Pedro Gonçalves bisou, Suárez e Geny também marcaram.
OSporting cumpriu, sem grandes dificuldades, a missão na visita a Alverca. Depois do desgastante apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões, que obrigou a um prolongamento frente ao Bodo/Glimt, a equipa de Rui Borges jogou a um ritmo mais baixo, mas mostrou classe mais do que suficiente para superar a oposição ribatejana com grandes golos de Pedro Gonçalves, dois, Luis Suárez e Geny Catamo.
O sucesso verde e branco não se fez, porém, sem contrariedades. Nuno Santos, que voltou à titularidade, sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda logo aos 26 minutos e os alarmes voltaram a soar perto do final do encontro,

quando Pedro Gonçalves saiu agarrado à coxa direita, mas tudo indica ter-se tratado apenas de uma cãibra. Pote foi, de longe, o homem do jogo, com o número 8 a abrir o marcador aos 22 minutos, com um remate de marca registada. A vantagem fez o Sporting baixar ainda mais o ritmo, com o Alverca a cheirar o empate num remate de Lincoln, que Rui Silva defendeu, e num cabeceamento ao lado de Sandro Lima.
A segunda parte começou com um lance caricato, Luis Suárez ultrapassou o guarda-redes André Gomes, desequilibrou-se e caiu, fazendo de imediato sinal ao árbitro a dizer que não tinha havido falta. João Pinheiro apontou, no entanto, para o castigo máximo e, após ser alertado pelo VAR, viu as imagens, reverteu a decisão e mostrou amarelo ao ponta de lança, que não escondeu a surpresa.
A sensação de injustiça transformou-se em força pouco depois, com Suárez a disparar uma bomba de fora da área para o 2-0 e a falhar uma excelente oportunidade, de seguida, após ter sido isolado por Pedro Gonçalves. O terceiro momento de festa leonina nasceu da inspiração do pé esquerdo de Geny Catamo, também de fora da área, com o Alverca a reduzir a desvantagem num excelente movimento de Marezi.
O momento de incerteza durou, porém, menos de 60 segundos. Na transformação de um livre direto na zona lateral da área, Pedro Gonçalves mostrou classe para enganar toda a gente e assinar o quarto golo da noite, num resultado que poderia ter sido ainda mais desnivelado, mas Rafael Nel e Ricardo Mangas, que acertou no poste, não aproveitaram as ocasiões.
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Est.
28ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
03/04
Gil Vicente 15:30 AFS
Vitória SC 18:00 CD Tondela
Sporting 20:30 Santa Clara 04/04
Nacional 15:30 Est. Amadora
Moreirense 18:00 SC Braga
Rio Ave 18:00 FC Alverca
FC Porto 20:30 FC Famalicão 06/04
FC Arouca 18:45 Estoril Praia
Casa Pia AC 20:45 Benfica
RESULTADOS -
FC Penafiel 0-1 FC Vizela
Marítimo 1-0
UD Oliveirense
Portimonense 2-1 FC Porto B
FC Felgueiras 0-3 Torreense
Feirense 1-2 Sporting B
Leixões 3-2 Paços Ferreira
Benfica B 1-0 Farense
28ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
03/04
UD Oliveirense 15:30 Portimonense 04/04
Sporting B 11:00 FC Penafiel
Farense 11:00 Feirense
Paços Ferreira 14:00 Marítimo
Académico 18:00 FC Felgueiras 05/04
UD Leiria 15:30 Lourosa 06/04
FC Porto B 18:00 GD Chaves
Torreense 18:00 Leixões 07/04
FC Vizela 18:00 Benfica B
O início de noite na Luz até começou com lágrimas de José Mourinho, durante a homenagem a Silvino, mas acabou com um enorme sorriso encarnado. O Benfica foi exímio a aproveitar os erros de um Vitória que, a cumprir o segundo jogo sob o comando de Gil Lameiras, não conseguiu materializar em golos o maior número de remates e tempo de posse de bola.
O técnico encarnado emocionou-se durante o minuto de silêncio em memória do antigo treinador-adjunto, com quem trabalhou durante duas décadas, e viu, ao longo do primeiro quarto de hora, o Benfica a sentir muitas dificuldades em penetrar na linha de cinco defesas minhota. Beni recuava para junto dos centrais e complicava a ação dos avançados encarnados, mas um erro de Samu precipitou a queda vimaranense. O médio perdeu a bola para Richard Ríos, com o colombiano a galgar terreno antes de assistir Prestianni para o primeiro golo.
A desvantagem no marcador até soltou o Vitória, que ficou a escassos centímetros do empate num remate ao lado de Nelson Oliveira, após cruzamento de Strata, e, ainda antes do intervalo, foi Schjelderup a testar a atenção de Charles. O segundo tempo começou com Trubin a salvar o Benfica - após remate de Miguel Nogueira que desviou num defesa - e Nelson Oliveira a falhar o alvo, numa falta de eficácia que contrastava com o que acontecia no outro lado do terreno. Beni falhou o tempo de entrada à bola e perdeu-a para Ríos, que assinou a segunda assistência da noite para a conclusão fácil de Pavlidis. O Benfica tinha os três pontos no bolso, mas os minhotos não desistiram. com Samu a testar a agilidade de Trubin e Gustavo Silva, em boa posição, a atirar por cima.
Como não há duas sem três, as águias capitalizaram novo erro para fechar o resultado. Jogada de insistência de Bah no flanco direito, o remate de Pavlidis saiu furado, mas a bola desviou em Beni e acabou no fundo das redes de Charles. Foi o canto do cisne da equipa de Guimarães e o Benfica até poderia ter festejado um resultado mais desnivelado perante os mais de 60 mil adeptos que estiveram na Luz, mas os recém-entrados Rafa e Lukebakio não mostraram pontaria. JN/MS













A portuguesa Agate Sousa conquistou, no domingo (22), a medalha de ouro do salto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta, em Torun, na Polónia, reeditando o feito de Naide Gomes, 18 anos depois.
Aatleta do Benfica, de 25 anos, venceu a final direta com um salto a 6,92 metros, na sua quinta tentativa, tornando-se na segunda medalhada portuguesa na disciplina, depois da recordista nacional Naide Gomes, campeã em Valência2008 e vice-campeã em Moscovo2006 e Doha2010.
Na estreia em Mundiais 'indoor', Agate Sousa iniciou a final com 6,73 metros
e assegurou o triunfo com os 6,92 da penúltima tentativa, superando, num concurso consistente, ainda com ensaios a 6,82 e 6,81, a italiana Larissa Iapichino (6,87, no último salto), campeã da Europa em pista coberta, e relegando para o terceiro lugar a colombiana Natalia Linares (6,80).
Agate Sousa, terceira classificada nos Europeus ao ar livre Roma2024, que tem como recorde pessoal os 7,03 metros alcançados em 2023, ainda como são-tomense, conquistou a 18.ª medalha de Portugal em Mundiais em pista coberta, a sexta de ouro e a primeira na 21.ª edição, que hoje termina na Arena Torun, na Polónia.
JN/MS

Gerson Baldé campeão mundial com recorde nacional do salto em comprimento

O português Gerson Baldé conquistou no domingo (22) o título de campeão do mundo do salto em comprimento em pista curta, em Torun, na Polónia, com os 8,46 metros do novo recorde nacional, na sua sexta e última tentativa.
Gerson Baldé, de 26 anos, voou para 8,46 metros para decidir a final, para destronar o italiano Mattia Furlani, que desceu do ouro para a prata, com 8,39, enquanto o bulgaro Bozhidar Sarâboyukov terminou em terceiro, com 8,31.
Após ter sido quarto nos Europeus "indoor" Apeldoorn de 2025, o algarvio, natural de Albufeira, conquistou a medalha de ouro com a melhor marca do ano, depois de ter chegado a Torun com a terceira (8,32
do anterior recorde nacional, conseguido já este ano).
O atleta do Sporting, clube ao qual regressou depois de seis anos no Benfica, conquistou a primeira medalha de ouro para Portugal no salto em comprimento masculina, disciplina em que Carlos Calado tinha arrebatado o bronze em Lisboa de 2001.
Portugal conquistou pela primeira vez três medalhas numa edição dos Mundiais "indoor", duas de ouro, ambas no comprimento, por Baldé e Agate Sousa, e a prata de Isaac Nader, nos 1.500 metros.
O histórico nacional aumenta para 20 'metais', sete das quais de ouro.
JN/MS












Isaac Nader com a medalha de prata nos 1500 metros nos Mundiais de pista coberta
Isaac Nader ficou às portas de juntar a medalha de ouro dos 1500 metros "indoor" à do ar livre, no encerramento dos Mundiais de atletismo em pista coberta, em Torun de 2026, conseguindo o segundo lugar, atrás do espanhol Mariano Garcia, que conquistou o ouro.
O meio-fundista português cumpriu a distância em 3.40,06 minutos, cedendo na reta final para Garcia, que venceu
em 3.39,63 minutos com uma reta final numa velocidade superior, sendo que o pódio fechou com o fechar com o neozelandês Adam Spencer, com 3.40,26.
Esta foi a segunda medalha para Portugal nestes mundiais, depois do ouro de Agate Sousa no comprimento, tendo sido seguida ainda pela medalha de ouro de Gerson Baldé no comprimento masculino.
JN/MS


O piloto português António Félix da Costa (Jaguar) venceu o E-Prix de Madrid, sexta ronda da temporada do Mundial de Fórmula E, competição para carros elétricos.
Opiloto luso, que largou da terceira posição, terminou a prova com o tempo de 38.26,706 minutos, deixando na segunda posição o neozelandês Mitch Evans, seu companheiro de equipa na Jaguar, enquanto o alemão Pascal Wherlein (Porsche) foi terceiro, a 0,799.
Esta foi a segunda vitória consecutiva do piloto português, que já havia vencido a segunda corrida disputada na Arábia Saudita, em fevereiro.
"Vencer na Fórmula E é sempre especial, vencer a segunda vez consecutiva este ano ainda mais especial é, e principalmente com

tantos amigos, família e fãs a apoiar, torna-se um dia dos mais felizes da minha carreira", disse o piloto natural de Cascais. Félix da Costa considerou que "a corrida foi brilhante".
"Mostrámos, uma vez mais, um grande andamento e também efetuámos uma estratégia perfeita na paragem da box, que me permitiu saltar para a frente. A partir daí, foi atacar até ao final. Foi difícil, mas é a vitória da resiliência e dedico-a à minha equipa Jaguar TCS Racing e a todos os que vieram de Portugal para me apoiar", disse.
Com este resultado, o piloto luso subiu ao quarto lugar do campeonato, com 64 pontos, a 19 pontos do líder, Pascal Wherlein. A próxima prova será uma ronda dupla, em Berlim, a 02 e 03 de maio.
JN/MS
FUTEBOL
Com Mora e sem Ronaldo: os convocados de Portugal para os jogos de preparação
O selecionador Roberto Martínez anunciou os convocados de Portugal para os particulares de futebol com México e Estados Unidos, numa lista em que está ausente o capitão Cristiano Ronaldo, mas há várias novidades, em preparação para o Mundial de 2026.
Otécnico espanhol abordou a lesão de Cristiano Ronaldo e a ausência de Bernardo Silva. "É uma lesão leve, muscular e que nós achamos que pode voltar em uma ou duas semanas. Em relação ao Bernardo Silva, é uma decisão técnica baseada na informação médica divulgada pelo clube do jogador", disse.
No Mundial de 2026, Portugal está integrado no Grupo K, juntamente com o Uz-

bequistão e a Colômbia e um adversário
ainda a definir, que vai sair do play-off
Esta foi a última convocatória da seleção nacional, antes das escolhas derradeiras para a maior competição mundial. Os particulares frente a México e Estados Unidos, realizam-se respetivamente nos dias 29 deste mês e 1 de abril.
Os 27 convocados:
Guarda-redes
Diogo Costa (F. C. Porto)
José Sá (Wolves)
Rui Silva (Sporting)
Defesas
Matheus Nunes (Man. City)
Diogo Dalot (Man. United)
João Cancelo (Barcelona)
Nuno Mendes (PSG)
Gonçalo Inácio (Sporting)
Renato Veiga (Villarreal)
António Silva (Benfica) e Tomás Araújo (Benfica);
Médios: Rúben Neves (Al Hilal)
Samú Costa (Maiorca)
Mateus Fernandes (West Ham)
João Neves (PSG)
Vitinha (PSG)
Bruno Fernandes (Man. United)
Rodrigo Mora (F. C. Porto)
Avançados
Ricardo Horta (Braga)
Pedro Gonçalves (Sporting)
João Félix (Al Nassr)
Francisco Trincão (Sporting)
Francisco Conceição (Juventus)
Rafael Leão (Milan)
Pedro Neto (Chelsea)
Gonçalo Guedes (Real Sociedad)
Gonçalo Ramos (PSG).
O árbitro Luís Godinho partilhou uma mensagem nas redes sociais, esta segunda-feira, mostrando-se revoltado contra os episódios de violência pelo país. "Fim de semana após fim de semana, repetem-se agressões, ameaças e comportamentos selvagens", pode ler-se.
"Mais três árbitros agredidos. Mais três episódios de violência num espaço que deveria ser de formação, respeito e educação. Em Lagoa, um jogador agride o árbitro com um murro. Em Ponte de Frielas, num jogo de sub11, um treinador agride um árbitro com uma cabeçada. Em Vieira do Minho, um adepto invade e agride o árbitro", começa por escrever Luís Godinho na rede social Instagram, salientando que existe "um padrão".
"Fim de semana após fim de semana, repetem-se agressões, ameaças e comportamentos selvagens nos campos portugueses. E do outro lado? Silêncio", prosseguiu. O árbitro português fala ainda na necessidade de "agir", "punir", "proteger" e diz que se está "a normalizar a violência no desporto". "Hoje foi um árbitro. Amanhã pode ser um jogador. Um treinador. Um adepto. Ou pior... uma criança. Se nada mudar, é apenas uma questão de tempo até acontecer uma tragédia", afirma, antes de realçar a importância do exemplo que se passa para os mais novos. "O futebol português merece melhor. Os seus agentes merecem respeito. E as nossas crianças merecem crescer num ambiente onde o desporto ensine valores - não violência. Basta!", finalizou.
JN/MS

JN/MS


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Looking back at last October, the most striking element was the sheer velocity of the experience. One moment, Vladimir Guerrero Jr. was celebrating a victory over the Yankees; the next, the Toronto Blue Jays were entrenched in a grueling ALCS battle in Seattle. Within a mere four weeks, the team traveled from the euphoria of George
Springer’s Game 7 clincher to the high-stakes emotional rollercoaster of a World Series that pushed everyone to their limit.
That month provided a lifetime of highlights: Max Scherzer’s defiance on the mound, Addison Barger’s pinch-hit grand slam, and Bo Bichette’s home run against
Shohei Ohtani. It was a period that defined the franchise’s 50th season, yet it vanished in a blur of 18-inning marathons and intense lobbying for every possible competitive edge.
As the Blue Jays return to Rogers Centre to open the 2026 season, the atmosphere will be one of dualities. Before Kevin Gausman throws the first pitch, the stadium will pause

to raise an American League Championship banner. For the players—most of whom spent the winter away from Toronto—this ceremony offers a rare moment to reflect on the magic of 2025. But as soon as the game begins, that reflection must turn into a relentless forward focus.
The urgency of this season cannot be overstated. While the 2025 run relieved the immediate pressure on Ross Atkins and John Schneider—both of whom earned extensions— the window for this specific core is tightening. Key veterans like Gausman, Springer, and Daulton Varsho are approaching free agency. Furthermore, the specter of a potential lockout following the 2026 season looms over the league, threatening to stall the momentum of "win-now" teams.
The front office didn't rest on its laurels, aggressively adding Dylan Cease, Kazuma Okamoto, and Max Scherzer to an already deep roster. These acquisitions signal a clear intent: the Blue Jays aren't just looking to participate; they are looking to finish what they started.
In 2025, the Blue Jays proved they belonged on the sport’s biggest stage. Now, sandwiched between last year’s breakthrough and the labor uncertainty of 2027, lies a singular opportunity. As Addison Barger noted, baseball is never-ending—but this specific group's best chance to build a legacy starts Friday.




Springer and Clement get the "heave-ho" from wrong seats
They might be AL Champions, but they aren't the Kings of Scotiabank Arena just yet.
Yesterday, George Springer and Ernie Clement—the duo that practically carried Toronto to the World Series last fall—were caught in a hilarious "rookie" blunder at the Maple Leafs game. Dressed in custom Leafs jerseys, the pair settled into prime lower-bowl seats, only to be tapped on the shoulder by an usher during the first period.
The verdict? Wrong seats. In a video that’s already going viral, the two "Boys of Summer" had to do the walk of shame a few rows back to their actual tickets. Clement, who grew up playing hockey, later joked on the broadcast that he was just trying to "put the body on the line" for the team. Apparently, that includes taking a defensive stance in someone else's section.
RS/MS
Luis Camara Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

O conselho municipal de Mississauga aprovou um novo plano para reurbanizar cerca de 12 acres de terrenos de propriedade municipal junto à câmara municipal, com o objetivo de criar uma zona central mais animada que atraia residentes, empresas e visitantes.
Aproposta inclui um centro de conferências, um hotel e uma grande instalação musical com um espaço para espetáculos, estúdios de gravação e uma escola de música. Inclui também novos espaços de escritórios, habitação para arrendamento e lojas ao nível da rua ao longo de uma Princess Royal Drive redesenhada e mais propícia a caminhadas.
"A visão para esta reurbanização marca um passo audacioso e emocionante para o centro de Mississauga que irá impulsionar o crescimento económico da nossa cidade como um todo", afirmou o CAO Geoff
Wright. "Ao revitalizar os terrenos de propriedade municipal de uma forma abrangente, estamos a criar novas oportunidades para o turismo, emprego, habitação e cresci-
mento da indústria criativa." A participação pública continuará à medida que o plano se desenvolve. Espera-se que os funcionários municipais apresentem uma atualização em

junho de 2026. O plano prevê novos espaços públicos, incluindo um "Sky Park", para ligar melhor as diferentes partes do centro. As autoridades municipais afirmam que o projeto faz parte de um esforço mais amplo para transformar o centro numa área mais urbana e amiga dos peões, apoiada pelo trânsito de metro ligeiro (LRT) e focada no crescimento da economia local, do turismo e das artes. O terreno situa-se entre a zona do centro cívico — incluindo o Sheridan College — e os bairros em crescimento perto do Square One Shopping Centre e da Confederation Parkway. Também se liga a espaços verdes próximos, incluindo o Zonta Meadows Park.
GTAC/MS
A cidade de Burlington confirmou a sua oferta de 15 milhões de dólares para comprar parte do Millcroft Greens Golf Club.
Oconselho analisou o relatório confidencial LLS-20-26 dos funcionários jurídicos da cidade relativo à divulgação pública de informações que estavam sujeitas a sigilo profissional (advogado-cliente).
"Após essa revisão, o conselho aceitou a recomendação do departamento jurídico da cidade para levantar o sigilo profissional sobre informações limitadas relacionadas com a autorização do conselho para que os funcionários negociassem a aquisição dos restantes terrenos do Campo de Golfe Millcroft, excluindo os já aprovados para reurbanização pelo Tribunal de Terras de Ontário, sujeito à aprovação final do conselho", afirmou a cidade num comunicado.
As informações foram tornadas públicas pelo vereador Bentivegna e pela presidente da câmara Meed Ward, com base no conselho recebido, na altura, do CAO, de que as mesmas poderiam ser divulgadas. Assim que foi determinado pelo Comissário de Serviços Jurídicos e Legislativos, no entanto, que tinha havido uma violação do sigilo profissional, foram tomadas medidas para remover a informação das redes sociais e os dois membros do conselho pediram desculpa pelo seu erro inadvertido. O conselho aceitou esse pedido de desculpas.
O levantamento de sigilo do conselho aplica-se apenas às informações específicas
que já tinham sido divulgadas publicamente, nomeadamente:
• que o Conselho autorizou o CAO a negociar a aquisição dos restantes
terrenos do Campo de Golfe Millcroft e a reportar ao Conselho para instruções adicionais caso o proprietário estivesse disposto a vender pelo preço oferecido;

• que o Diretor Administrativo (CAO) contactou o proprietário para indagar sobre uma potencial compra pela Cidade de todos ou parte desses terrenos por 15 milhões de dólares, uma soma aproximadamente três vezes superior ao montante pelo qual o campo de golfe foi comprado em 2020, antes de ser permitido o uso residencial nos terrenos;
• que o proprietário informou posteriormente a Cidade de que não estava interessado em vender os restantes terrenos à Cidade por esse preço.
• Todos os outros aspetos do assunto permanecem confidenciais e sujeitos a sigilo profissional.
"Os dois membros do conselho pediram desculpa pelo seu erro inadvertido", afirma a resolução do conselho. "O conselho aceitou esse pedido de desculpas."
A Millcroft Greens Corporation, uma parceria entre o operador do campo de golfe e a Argo Development Corp., é a proprietária do Millcroft Golf Club.
GTAC/MS

Todos os olhos da comunidade musical internacional estarão postos em Hamilton, Ontário, esta semana, enquanto a cidade se prepara para acolher a 55.ª edição anual dos JUNO Awards. No domingo, 29 de março, o recém-renovado TD Coliseum tornar-se-á o epicentro da cultura canadiana, encerrando uma semana de festival de alta voltagem que transformou "The Hammer" numa celebração abrangente de melodia, ritmo e talento nacional.
As festividades começaram oficialmente a 26 de março com o JUNO Comedy Show e um concerto de abertura. O ímpeto tem vindo a crescer desde então, culminando no muito aguardado JUNO Fest desta noite e no íntimo JUNO Songwriters’ Circle. Ao longo do fim de semana, eventos como os Junior JUNOs e "Stories From The Studio" aproximarão os fãs dos seus artistas favoritos. No entanto, o grande espetáculo acontece este domingo à noite, destacando atuações inesquecíveis e honrando marcos históricos.
Um marco Luso-Canadiano Embora os JUNOs sirvam sempre como um barómetro da diversificada paisagem musical do país, a cerimónia de 2026 parece particularmente especial para a comunidade luso-canadiana. A presença luso-canadiana nos prémios deste ano está num nível recorde, abrangendo uma "tomada de assalto" multigeracional do palco nacional. Desde a ascensão incrível de estrelas da era digital até à consagração de um ícone global, a presença lusa está entrelaçada no conteúdo do programa deste ano. Um dos momentos mais antecipados da entrega de prémios é a entronização de Nelly Furtado no Canadian Music Hall of Fame. Esta prestigiada honra reconhece
as suas imensas contribuições para a pop global e o seu papel como pioneira para os artistas canadianos no palco internacional. Com mais de 20 mil milhões de streams e 35 milhões de álbuns vendidos, Furtado é um ícone indiscutível da música. O seu som único — uma mistura de géneros que funde folk, pop, hip-hop e influências latinas — rendeu-lhe prémios Grammy e Latin Grammy, 10 prémios JUNO e inúmeras certificações de Multi-Platina. O legado musical de Furtado não se resume a sucessos do passado como "I'm Like a Bird" ou "Promiscuous", mas sim a uma evolução constante. O seu álbum de 2024, 7, que escreveu e coproduziu, foi recebido com aclamação crítica global por publicações como a Rolling Stone e o The New York Times. Descrita como o produto de uma "revolução interior", Furtado continua musicalmente relevante, provando que a sua influência é tão potente em 2026 como era quando surgiu pela primeira vez na cena musical.
Lendas e novas vozes
A transmissão de domingo à noite, apresentada pelo comediante e ator Mae Martin, apresenta um alinhamento que equilibra sucessos contemporâneos com lendas profundamente enraizadas.
A lista de atuações para este ano é dinâmica e inclui:
• The Beaches e Arkells, ambos com rock de alta energia.
• Daniel Caesar, oferecendo o seu inegável R&B repleto de alma.
• William Prince, com o seu folk narrativo.
• As estrelas em ascensão MICO e Cameron Whitcomb, destacando o talento emergente.
Duas grandes homenagens prometem emocionar o público: uma saudação especial a Joni Mitchell, recipiente do prémio Lifetime Achievement, que será interpretada pela dupla etérea composta por Sarah McLachlan e Allison Russell. Além disso, o tributo à entronização de Nelly Furtado no Hall of Fame será uma atuação energética com Alessia Cara, Jully Black, Tanya Tagaq e o também ícone luso-canadiano Shawn Desman.
O regresso de Shawn Desman Falando de Desman, a sua presença nos JUNOs deste ano marca um capítulo triunfante numa das histórias de regresso mais impressionantes do Canadá. Vencedor de um JUNO para Gravação R&B do Ano e uma figura central da cena pop dos anos 2000, Desman passou anos como pioneiro do género R&B no Canadá.
O seu regresso à ribalta começou com um concerto lendário no espetáculo OVO All Canadian North Stars, seguido pelo sucesso "Maniac". Desde então, tem demonstrado a sua consistência com "Love Me With The Lights On", uma faixa que se tornou viral não apenas pelo seu refrão viciante, mas pela sua parceria empoderadora com a marca Knix, enfatizando a positividade corporal e o amor-próprio. A carreira de Desman é um testemunho da ideia de que o verdadeiro talento não desvanece quando a paixão e a dedicação são o motor.
A nova vanguarda: Sofia Camara Representando o futuro do legado luso-canadiano está Sofia Camara. O seu percurso desde sensação do TikTok — onde acumulou mais de 1,2 milhões de seguidores e mais de 40 milhões de "likes" — até se tornar uma força dominante no mainstream é um modelo para a indústria musical moderna. Com mais de 150 milhões de
streams, Camara conquistou o coração dos fãs através de baladas cruas e emocionais como "Never Be Yours" e "Who Do I Call Now? (Hellbent)". O seu EP de 2025, Was I(t) Worth It?, e o seu recente EP, Hard To Love, consolidaram-na como uma favorita da crítica, recebendo elogios de pesos pesados como Justin Timberlake e Tate McRae. Desde cantar o hino nacional na Grey Cup até ter a sua versão de "What Are You Waiting For?" dos Nickelback escolhida como a canção oficial do Campeonato Mundial de Hóquei Júnior de 2025, Camara está a tornar-se impossível de ignorar. A sua atuação este domingo é uma das mais antecipadas da noite, sinalizando a sua transição de "artista emergente" para "nome de referência".
Uma noite para recordar
Os 55.º JUNO Awards representam mais do que apenas uma entrega de troféus; são um reflexo de uma nação que expressa a sua identidade através da música. Seja pelas tradições folk das pradarias, pelo R&B da cidade ou pela pulsação vibrante da comunidade luso-canadiana, o TD Coliseum será um caldeirão de som e espírito.
Para os fãs de música em todo o país, e especialmente para aqueles nas áreas de Toronto e Hamilton que viram estes artistas crescer de palcos locais para arenas internacionais, este domingo oferece um momento de orgulho coletivo.
A transmissão começa às 20h00 (EST) na CBC. Não perca — vai ser uma noite histórica para a música canadiana.
Reno Silva/MS
Primeiro filho

Já nasceu o primeiro filho em comum entre Fernando Alonso e Melissa Jiménez. Este é o primeiro filho do piloto da Fórmula 1, de 44 anos, e o quarto rebento da jornalista espanhola, de 38 anos. As suspeitas de que o bebé poderia já ter nascido ou estar para nascer surgiram depois de a equipa da Aston Martin ter anunciado que o piloto chegaria mais tarde a Suzuka, por "motivos familiares pessoais", onde decorre a 29 de março o Grande Prémio do Japão de 2026. O nascimento do bebé foi confirmado mais tarde pela BBC Sport, que desta forma clarificou quais os "motivos familiares pessoais" a que se referia a Aston Martin.

Alan Ritchson, protagonista da série de ação "Reacher", foi filmado a agredir um vizinho no passado domingo, 22 de março. As imagens tornaram-se virais nas redes sociais e agora já se sabe mais sobre o caso. Segundo o Entertainment Weekly, o ator não vai enfrentar acusações criminais devido às agressões. De acordo com as autoridades do Tennessee, mais propriamente o Departamento de Polícia de Brentwood, o artista agiu em legítima defesa. Pepin disse ainda que Alan Ritchson optou por não prestar queixa contra o vizinho e o caso foi encerrado.


Lewis Hamilton viajou com Kim Kardashian e os filhos mais novos da celebridade para Tóquio. A informação foi confirmada à revista People por uma fonte. Saint, de dez anos, Chicago, de 9, e Psalm, de seis, juntaram-se à mãe e ao seu namorado nesta viagem, mas não foram os únicos. A revista relata ainda que a irmã de Kim, Khloé Kardashian, e os filhos da mesma, True, de sete anos, e Tatum, de três, também partiram a capital do Japão. Estas curiosidades foram confirmadas depois de Kim e Lewis Hamilton terem sido vistos em Tóquio.

"Há pouco tempo foi notícia que tu tinhas terminado a tua relação", foi desta forma que Cláudio Ramos deu início a um dos temas do momento ao entrevistar na manhã desta quarta-feira, 25 de março, Merche Romero. A apresentadora marcou presença no programa "Dois às 10" e ao ser questionada pelo amigo e colega acabou por publicamente reagir ao rumor de que estaria separada de Fábio Pinto. "Sei que não queres falar muito sobre o assunto, mas posso só perguntar como é que as coisas estão?", disse o apresentador do programa matutino da TVI. "Estão bem. Olha, eu amo o Fábio", começou por referir Merche. "Às vezes precisamos de nos afastar para perceber o que realmente sentimos. Vivi essa fase e estou a viver o amor de outra forma", acrescentou. Cláudio Ramos questionou a apresentadora sobre a possibilidade de estar a viver uma crise no relacionamento com o marido por estar a passar um período delicado devido à morte do irmão, Óscar Romero. O artista, recorde-se, morreu a 4 de janeiro de 2026. "O Fábio é uma pessoa maravilhosa, tem estado muito presente. Infelizmente, houve uma fase em que eu não estava preparada para lhe dar esse amor", disse Merche. "Porque a tua dor era muito grande...", acrescentou Cláudio Ramos. "E continua a ser e tem sido uma aprendizagem, mas acima de tudo ele é o meu melhor amigo e eu amo o meu melhor amigo", explicou a apresentadora.


José Condessa não podia estar mais feliz já que concretizou um sonho antigo. O ator português conseguiu levar os pais ao Brasil, um país que bem conhece já que tem passado temporadas por lá, e tem partilhado com os seguidores alguns momentos em família. Numa recente publicação no Instagram, o ator mostrou várias imagens dos três no Rio de Janeiro e em São Paulo e contou como ganhou este desejo de viajar na companhia dos pais. "Esta será para sempre das memórias mais bonitas que terei com eles, e acreditem que já vivemos muitas. Quando eu era pequeno os meus pais tinham o costume de nas férias de verão abrir um mapa de Portugal na minha frente e dar-me uma caneta. Eu rabiscava umas linhas que sentia serem dignas de rota e acabava por destinar os nossos dias seguintes: as nossas férias", começou por explicar o artista. Diz a minha mãe que mais tarde eu sempre lhes disse que um dia viajaríamos juntos para além das fronteiras daquele mapa, e assim foi", disse ainda. "Ter a oportunidade de estarmos de novo os três sozinhos a descobrir o mundo é algo que não se traduz, mas sente-se muito. E sei que todo este amor e felicidade, assim como quando era pequeno, não se deve só à rota desenhada, mas principalmente à escolha ter sido a certa: a de escolhermos estar sempre juntos", escreveu também o ator.
Perante a polémica no "Secret Story", depois de ter sido descoberto o segredo de Eva, as redes sociais encheram-se de comentários sobre o caso. Na casa todos ficaram a saber que Eva namora há cinco anos com Diogo, que tem tido comportamentos íntimos com outra concorrente, Ariana. E Sofia Ribeiro fez questão de comentar toda esta história. "Porque é que estão tão chocados? Quantas Evas vocês conhecem? Nenhuma? Não me parece. Quantas de vocês já foram Evas? Obviamente, noutras circunstâncias. Quantas Evas haverá por este mundo fora? Eu tenho para mim que muitas. Isto não me parece uma situação muito diferente daquela que acontece todos os dias à nossa volta. A única diferença é que isto acontece dentro de um programa à vista de toda a gente", começou por introduzir a atriz num vídeo que publicou no TikTok. "Eu já fui uma Eva. Noutras circunstâncias, claro, mas também já fui. Também eu já me deixei enredar por um narcisista. Também eu já me envolvi, já acreditei, já criei expectativas, já achei que ia mudar outra pessoa, fazer dela um ser humano melhor. E normalmente é assim que acontece", assumiu. "Por que acontece? Porque estes predadores escolhem pessoas que estão frágeis, que não se amam, portanto falta de amor próprio. Pessoas que, por algum motivo, se sentem sozinhas e, consequentemente, agarram-se a migalhas, agarram-se a restos de pessoas sem princípios, sem valores e fazem desses míseros seres humanos a sua missão, o seu propósito.”



Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1. Perceber claramente as diferenças; distinguir, diferenciar, discriminar
2. Adquirir habilidade e/ou conhecimento
3. Amar excessivamente
4. Descansar em estado de sono
5. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar
6. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)
7. Coordenar a execução de; conduzir, liderar
8. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro
Jogo das 11 diferenças

9. Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se)
10. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer
11. Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo
S E C T M E U
12. Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar
13. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
14. Pôr para trás, fazer recuar; retrasar
15. Entregar em troca; permutar

Q F E C F L Y P I R I T I K S
I U Y T P U U M O D A O D R I O T N O R O T A C B L V A E N
N B S M Z X U C A Z F
REALIDADE

Ingredientes
• 250g de feijão branco cozido
• 500g de açúcar
• 12 gemas + 1 clara
• 100g de manteiga
• 100g de miolo de amêndoa moída
• 200 ml de água
• Açúcar em pó para polvilhar
• Farinha para polvilhar as formas
Modo de preparação
Num tacho, coloque o açúcar e a água. Leve ao lume até atingir o ponto de pérola. Se ao levantar a colher formar um fio fino e contínuo, está no ponto certo.
Triture o feijão branco cozido até obter um puré bem liso. Junte o puré de feijão à calda e leve ao lume médio até atingir o ponto de estrada. Quando passa a espátula no fundo
e fica uma “estrada” visível, está no ponto. Adicione a amêndoa moída e misture bem até incorporar. Junte a manteiga e mexa sempre até derreter. Retire do lume e deixe arrefecer 15 minutos.
Numa taça à parte, bata as gemas com a clara. Leve novamente o tacho ao lume muito brando e adicione os ovos em fio, mexendo sempre. Deixe levantar fervura suave e retire do lume. O creme está pronto. Pré-aqueça o forno a 200°C. Polvilhe ligeiramente as formas com farinha. Encha cada forma até meio com o preparado. Leve ao forno durante 20–25 minutos até dourar e firmar. Vão crescer ligeiramente e baixar ao arrefecer, não deixe cozer demais. Deixe arrefecer totalmente, desenforme e polvilhe generosamente com açúcar em pó. Até à próxima receita!



Paulo Perdiz

Valter Lobo, um dos nomes mais singulares da nova composição portuguesa, fala sobre a sua evolução artística, o seu processo criativo solitário e a dualidade emocional que define a sua obra. Desde os primeiros acordes de "Inverno" até ao ritmo mais pulsante do seu trabalho mais recente, o percurso de Valter é uma caminhada de introspecção que, finalmente, encontrou um lugar ao sol. Ele é fiel à sua estética: paisagens melancólicas e emocionais que, no entanto, têm ganho novas cores. É a evolução natural de um artista que continua a desenhar paisagens melancólicas, mas agora com um género mais mexido.
Otrabalho de novos ritmos foi um processo orgânico. Embora mantenha a fonte romântica e melancólica, ele faz questão de sublinhar que "nunca é triste". Este seu último disco trouxe batidas inspiradas em viagens pela América Latina: "Não que tenha incorporado a música latina diretamente, mas trouxe esses ritmos e juntei à minha canção. Quando comecei a ouvir as maquetes, percebi que o disco só se poderia chamar 'Melancólico Dançante'." Este título, que surgiu antes mesmo de as composições estarem finalizadas, resume o estado de espírito atual do músico. Para
Valter, o corpo responde naturalmente aos ritmos durante o processo de composição e gravação, tornando a transição para algo mais "mexido" uma consequência lógica do seu crescimento pessoal.
A sua discografia parece seguir um ciclo sazonal e emocional. Questionado sobre se este novo trabalho é mais "solar" em comparação com o anterior "Inverno", o artista confirma: "Este é muito mais solar. Aliás, todos têm sido mais solares desde o 'Inverno'. É um processo de amadurecimento. As minhas canções acompanham o meu crescimento pessoal e, talvez, eu esteja agora num lugar mais luminoso, mais eu próprio." Essa luz não apaga o passado; Valter revela que o seu álbum "Mediterrâneo" continua a ser um pilar central dos seus espetáculos. De facto, anunciou em primeira mão que o disco será editado em vinil e que planeia concertos especiais com banda completa para tocar o álbum na íntegra a partir do verão. Um dos momentos mais reveladores da entrevista ocorre quando se discute a natureza da criação. Ele descreve a sua música como um "refúgio daquilo que não tenho na realidade" e, simultaneamente, "uma realidade que quero assumir e viver".
O processo de criação é, por definição, solitário. Começa sempre sozinho, desen-
volvendo ideias e sentimentos até ao ponto em que se sente confortável para os partilhar com aqueles que gravam e trabalham consigo. Ele aceita com humildade a metáfora de ser um "arquiteto de paisagens sonoras", explicando que a melancolia e a solidão são os seus motores criativos. "Gosto de diferenciar as coisas: não se trata de estar triste ou solitário no mundo, mas de estar num lugar sereno e contemplativo."
A escolha de cantar em português é, para Valter Lobo, uma questão de integridade artística. Embora domine outros idiomas, ele acredita que a sua língua materna é a única ferramenta capaz de expressar a sua verdade sem artifícios: "Cantar em português ajuda-me a ser honesto. É a minha língua, a que eu domino. Escrever noutra língua, como o inglês, seria um esforço ou uma ficção. Para falar sobre o que sinto, não posso deturpar a emoção com uma língua que não me é natural."
Se o seu último disco fosse um filme, Valter imagina-o como um road movie pela América Latina — talvez uma estrada interminável entre São Paulo e o Uruguai, servindo de banda sonora para uma viagem de descoberta. Valter nota com satisfação que o seu público tem crescido de forma progressiva e "puritana", etapa a etapa. Para ele, o trabalho só faz sentido quan-
do encontra eco no outro: "Trabalho para mim, mas também para eles. Sem as pessoas, o meu trabalho não faz sentido. Não quero apenas entreter; quero inspirar as pessoas a terem uma vida um pouco mais bonita e a fazerem aquilo que gostam.” Mesmo com a vida na estrada, passando pelos principais teatros e festivais nacionais, o músico encontra sempre tempo para compor: "Em Portugal não temos 50 dias seguidos de concertos, por isso há sempre tempo para respirar e criar", explica. Ao ser questionado sobre o que o Valter de hoje diria ao Valter que escreveu "Inverno", a resposta é curta: "Diria: fizeste muito bem em escrever isso à tua maneira, como tu querias, contrariando todas as opiniões que te pudessem dar."
Valter Lobo deixa uma mensagem de otimismo e ligação, convidando todos a ouvirem as suas canções e a aproveitarem a vida com autenticidade. "Onde quer que estejam, sejam felizes e façam o que tiverem que fazer." Atualmente, Valter continua a promover o "Melancólico Dançante" em formato solo, preparando-se para um verão onde o sol do "Mediterrâneo" voltará a brilhar com toda a força nos palcos portugueses.




Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.

CARNEIRO 21/03 A 20/04
Este trânsito será um tempo menos dinâmico, mais voltado para o lado sonhador e espiritual da vida. A aplicação da sua energia potencial ao serviço dos outros, num trabalho social, criativo e até humanitário, será útil para ajudar a vencer as suas dúvidas e inseguranças e a readquirir a sua plena personalidade.

TOURO 21/04 A 20/05
Tente nesta altura delinear e concretizar os seus planos para o futuro. Procure para tal o envolvimento dos que o rodeiam. Descubra os prazeres de trabalhar em equipa, evitando a todo o custo o isolamento e os esforços individuais. Partilhe o seu êxito e verá o seu sucesso redobrado e reconhecido por todos.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Será uma altura de extroversão e poderá, desse modo, entrar mais facilmente em acordo com os outros. Terá oportunidades para sair e conviver com os seus amigos, para fazer atividades de grupo, dar festas, organizar encontros mesmo de negócios. A sua capacidade para ajudar os outros também estará reforçada.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Este é um período em que não conseguirá manter secretos os seus problemas, estes virão a público e você ficará exposto. Analise o seu passado de modo a poder com responsabilidade e inteligência, orientar sem remorsos o seu futuro. É uma época de expansão e sucesso profissional, obtendo o apoio e a aprovação dos que o rodeiam.

LEÃO 22/07 A 22/08
Período de reforço da sua autoconfiança, que poderá projetar na relação com a sociedade. Assim, esta é uma boa altura para fazer um pedido a alguém ou, simplesmente, para fazer contactos a nível profissional e social. Possibilidade de conhecer pessoas particularmente interessantes, sobretudo em viagem.

VIRGEM 23/08 A 22/09
As suas relações podem ser influenciadas por esta passagem de Marte. Dependendo da sua atitude, os efeitos podem ser positivos ou negativos. Assim, quanto melhor souber usar a sua energia, melhores serão os resultados. Evite situações das quais possam surgir atritos e canalize os seus esforços para um maior equilíbrio e harmonia com o seu par e com as pessoas que estão à sua volta.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Durante este período é possível que esteja mais sensível às energias e humores das pessoas que giram à sua volta, uma vez que o seu lado emocional está destacado. A sua vida amorosa está neste momento favorecida, pelo que é possível que inicie agora uma nova relação, ou simplesmente aprofunde a já existente.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
O seu poder de discernimento lógico e racional encontram-se especialmente aguçados. Examine o modo como resolve as situações e assume as suas responsabilidades quotidianas. Esta é uma fase de trabalho e de serviço prestado aos outros, cujos benefícios só serão rentabilizados numa fase posterior da sua vida.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Algumas dúvidas obscuras em relação ao seu passado poderão atormentá-lo nesta altura. Procure fazer alguma pesquisa para obter as informações de que necessita. Se puder contacte um parente mais idoso para se esclarecer. Verá que um diálogo aberto e desinibido lhe poderá trazer a tranquilidade que tanto procura.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Este trânsito aconselha-o mais à reflexão do que propriamente a tomar decisões definitivas. Se tiver de fazer um contrato ou um negócio, procure documentar-se devidamente de modo a preparar a defesa dos seus pontos de vista. Poderá necessitar de grande argúcia e poder de argumentação para levar a sua avante.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Aproveite esta semana para concretizar um plano financeiro. Nesta fase, deverá ter um forte sentido dos valores quer sejam materiais, intelectuais ou espirituais. Conseguirá com mais facilidade exercer um diálogo com os outros quer a nível das ideias quer no campo dos negócios e dinheiro.

PEIXES 20/02 A 20/03
Durante este trânsito valorizará mais as coisas e os objetos que estão à sua volta fazendo com que sinta por eles um apego quase sentimental. É uma boa altura para fazer investimentos que serão vantajosos para si e poderá combinar esta posição favorável com um relacionamento que será traduzido em realização pessoal.
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Aluga-se apartamento no basement na area da Keele & Lawrence, com dois quartos, entrada separada, com um estacionamento. Contatar 416-995-4883.

Agenda comunitária
27 de Março
Casa do Alentejo de Toronto
“O Sobreiro” – Fado Vadio
1130 Dupont St, partir das 18h30, noite tradicional de Fado. Reservas e Informações: 416-537 7766
28 de Março
Vasco da Gama – Brampton
Festa de 1920
1925 Fisherman Dr, a partir das 18h30, com Tony Silveira. Reservas e Informações: 647-966-2349
Rancho Folclórico
“Os Camponeses” de Toronto 19.º Aniversário
Europa Convention Centre, 7050B Bramalea Rd, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-678-2201
ACAPO
Prémios de Mérito e Bolsas de Estudo Na Liuna Local 183, a partir das 18:00h, Jantar de Gala. Reservas e Informações: joe@joeeustaquio.ca
Rancho Províncias e Ilhas de Portugal
Festa Branca / Noite de Amizade
56 Mulberry Street, Hamilton, a partir das 18h30, com música e diversão Reservas e Informações: Norberto Paiva - 416 791-6651
Gala da Abrigo
Angariação de fundos para o trabalho diário da Instituição
Pearson Convention Centre, a partir das 18h00. Reservas e Informações: www.abrigo.ca
Asas do Atlântico
Matança de Porco
2185 Stavebank Road, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 647-768-0887
29 de Março
Casa dos Açores do Ontário
High Tea Party
1136 College St, a partir das 16h00. Reservas e informações: 416-953-5960
4 de Abril
Bife da Páscoa
Amigos de Viana, Ass. Cult. do Minho, Casa do Benfica
No PCC Mississauga, a partir das 12h30. Reservas e Informações: 647-533-2922.
Gala do Sporting de Toronto
46.º Aniversário
Na Liuna Local 183, 1263 Wilson Ave, a partir das 18h00. Com Duo Daniel e Tânia, Bombos Arsenal do Minho, Photoboot. Reservas e informações: 416-688-0401
A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!


Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

