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MILÉNIO STADIUM 1788 - 13 DE MARÇO

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Uma maçã por dia

Manuel DaCosta Editorial

Quando Deus criou o homem e a mulher, houve uma coisa que talvez não tenha considerado. Os seres humanos precisam de se alimentar diariamente para viverem felizes para sempre. Em termos simples, um corpo sem nutrição não funciona de forma eficaz. Então, o que estava Deus a pensar quando pediu aos humanos que cultivassem os alimentos de que precisavam para sobreviver, quando existem tantos problemas associados a esse processo?

Vivemos num mundo controlado por cadeias de abastecimento, onde aquilo que comemos num país pode ter origem noutro a milhares de quilómetros de distância. No entanto, raramente as pessoas pensam nas consequências e nos processos necessários para levar os alimentos da terra até às nossas panelas e pratos. A pandemia foi um verdadeiro alerta para a sociedade, lembrando-nos de que o

mundo funciona de maneiras misteriosas e que qualquer ditador insignificante pode, a qualquer momento, perturbar o fluxo de produtos que salvam as nossas vidas. E, além disso, quando finalmente conseguimos esses produtos, os seus preços sobem para além das nossas capacidades económicas.

A especulação de preços ao longo do percurso dos alimentos, orquestrada por aqueles que simplesmente transportam um produto de um lugar para outro, tem causado grande perturbação nos países que não produzem muitos dos seus próprios alimentos. O Canadá é um deles, em grande parte devido às suas condições geográficas e climáticas.

Stanley Kubrick escreveu: “As grandes nações do mundo sempre agiram como gangsters e as pequenas nações como prostitutas.” É exatamente isso que está a acontecer neste momento, enquanto lutamos não só para colocar comida na mesa, mas também para pagar gasolina e outras necessidades controladas pelos “gangsters” das cadeias de abastecimento.

Apesar das declarações otimistas do primeiro-ministro Mark Carney em Davos, afirmando que as nações mais pequenas te-

rão de se defender por si próprias, Kubrick tem razão ao dizer que não somos mais do que “prostitutas” a implorar por acordos com países mais fortes. O silêncio ensurdecedor das autoridades governamentais quanto a soluções para o elevado custo de vida é impossível de ignorar. E assim lidamos com mais guerras, orquestradas pelos “gangsters”, numa demonstração de quem tem os mísseis maiores, sem perceberem que os conflitos acabam sempre por afetar aqueles que estão na base da escala social. Então, o que dizemos às classes com menores rendimentos sobre como sobreviver nestes tempos de conflitos geopolíticos? A resposta fácil é a explicação cobarde de procurar preços mais baixos. No entanto, os custos são controlados por organizações multinacionais focadas em aumentar os lucros, escondendo-se atrás das desculpas das guerras propagadas pelos criminosos que as provocam. A atitude de “máfia”, que começa dentro dos governos e se espalha por todo o sistema das cadeias de abastecimento, sugere que estão a fazer tudo para cuidar de nós, enquanto se escondem atrás de um véu de pensamentos corruptos. O resultado final para todos nós, as criaturas de Deus, é que seremos pressionados

por custos adicionais, criando ainda mais dificuldades e incertezas para aqueles cujo rendimento disponível não é suficiente. Sobreviver a tempos difíceis terá de incluir um plano de “luta pela sobrevivência” por parte das famílias, à medida que os custos dos alimentos, do combustível e da habitação continuam a subir. Dentro dessa luta pela sobrevivência, as pessoas devem estar preparadas para não ter acesso a coisas que normalmente são facilmente disponíveis. A adoção de formas de ganhar a vida, fora do trabalho regulamentado pode ter de ser temporariamente considerada, sobretudo se os governos não derem um passo em frente para proteger os seus cidadãos.

Talvez este seja o momento para as criações de Deus olharem à sua volta e semearem as sementes da ajuda ao próximo, enquanto os “gangsters” e as “prostitutas” tentam resolver as coisas.

Ano XXXV - Edição nº 1788 13 a 19 de março de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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Photo: Copyright

O custo de viver

Quando o carrinho de compras pesa mais do que a carteira

Produtos mais caros, cestos mais pequenos

Pequenos supermercados da comunidade portuguesa relatam mudanças no comportamento dos consumidores, enquanto inflação, custos de transporte e instabilidade internacional pressionam o preço dos alimentos.

Oaumento do preço dos alimentos continua a marcar o quotidiano de muitos consumidores em Ontário. Nos últimos anos, a inflação, os custos de transporte e as perturbações nas cadeias de abastecimento globais têm contribuído para tornar as compras no supermercado cada vez mais caras. Nos pequenos estabelecimentos da comunidade portuguesa na área de Toronto, essa realidade sente-se de forma particularmente clara. Proprietários e gerentes de supermercados relatam mudanças no comportamento dos clientes, preocupações com o futuro e a necessidade constante de adaptação para manter os negócios a funcionar.

Maria Ondina, proprietária de um pequeno supermercado conhecido como Mercado da Carne, observa diariamente as dificuldades dos consumidores. Para ela, as mudanças são visíveis sobretudo nas escolhas que os clientes fazem quando chegam à loja. Eles propriamente não nos dizem nada, mas a gente vê neles que tentam escolher os sítios mais baratos ou os produtos mais baratos”, afirma Maria Ondina, referindo-se à forma como muitos consumidores estão a ajustar as suas compras.

Segundo a comerciante, o aumento dos preços não afeta apenas quem compra, mas também quem vende. Os pequenos negócios têm menos capacidade para competir com as grandes cadeias de supermercados, que compram em grandes quantidades e conseguem negociar melhores preços com os fornecedores. “Os stocks pequenos cada vez vão ter menos movimento”, explica Maria Ondina, acrescentando que as grandes superfícies comerciais têm uma vantagem clara porque “compram em grandes quantidades e têm os melhores preços”.

Outra mudança que tem notado é a redução da quantidade de produtos que os clientes levam para casa. Para muitas famílias, o orçamento já não permite fazer compras como no passado. “Antigamente eles compravam muito mais. Agora têm

que levar menos”, diz a comerciante. Entre os clientes portugueses, as conversas sobre o aumento do custo de vida tornaram-se frequentes. “Só reclamam que cada vez a vida está mais cara e que não se pode viver aqui”, conta Maria Ondina.

Embora mantenha alguma serenidade quanto ao futuro do seu negócio, reconhece que fatores externos, como o aumento do preço dos combustíveis, podem voltar a pressionar os preços dos alimentos. “Se aumentar o combustível, vão aumentar os preços todos outra vez das carnes e dos outros produtos”, afirma.

Pequenos comerciantes sob pressão

Para Filomena Duarte, proprietária do Duarte Market, em Hamilton, o aumento dos preços tem múltiplas causas e consequências. Na sua opinião, os conflitos internacionais têm desempenhado um papel importante na escalada dos custos. “Essas guerras estão a afetar-nos muito, não só a nós comerciantes como também as pessoas que vêm comprar as coisas”, afirma Filomena Duarte.

A comerciante explica que a situação não afeta apenas os preços, mas também a disponibilidade de alguns produtos importados, especialmente os provenientes de Portugal. Segundo relata, os fenómenos meteorológicos recentes também contribuíram para dificuldades no abastecimento. “Queremos as coisas vindas de Portugal e não estão a vir”, explica Filomena Duarte. “Disseram que foi o mau tempo, aquelas tempestades lá em Portugal, que estragaram muita coisa.”

Apesar dessas dificuldades, a relação com os fornecedores tem-se mantido relativamente estável. “Com os nossos fornecedores não tenho razão de queixa. Eles são simpáticos connosco, mas também não podem fazer nada, porque também lhes aumentam os preços”, refere. O impacto mais visível, segundo Filomena Duarte, está na quebra das vendas de muitos produtos das prateleiras. Ainda assim, encontrou formas de manter o negócio em funcionamento, apostando na qualidade e na relação com os clientes. “A única coisa que ainda me mantém aqui é a carne, porque temos bons produtos e fazemos o que o cliente quer”, explica. “E também ajudam muito os meus empregados, que são muito carinhosos com as pessoas.”

A comerciante acredita que o atendimento personalizado continua a ser um dos principais fatores que distinguem os pequenos supermercados das grandes cadeias. “As pessoas gostam quando somos educados e amigos”, diz. Quanto ao comportamento dos clientes, Filomena Duarte admite que há mudanças, embora não tão dramáticas em todos os produtos. “Alguns clientes que compravam coisas da prateleira agora vão às lojas maiores comprar isso”, explica. No entanto, produtos portugueses tradicionais continuam a ter procura entre os clientes da comunidade.

Menos poder de compra

Dina Santos, gerente de A Lota Seafoods na Dundas Street, também confirma que o aumento dos preços tem várias causas interligadas. “As guerras também não ajudam nada”, afirma. Para Dina Santos, outro fator importante é o aumento do custo do transporte internacional. “O preço das viagens e dos contentores está muito mais alto que nos anos atrás”, explica.

Segundo a gerente, esse aumento acaba por repercutir-se em todos os custos associados à operação de um supermercado.

“Desde o momento em que já se está a pagar mais pelos contentores, já mexe com tudo”, diz.

Tal como os outros comerciantes, Dina Santos tem observado mudanças no comportamento dos consumidores. O poder de compra diminuiu e as compras tornaram-se mais pequenas e mais cuidadosas.

“Tinham muito mais poder de compra há uns anos. Agora nota-se. Antes levavam uma cesta cheia, agora levam meia dúzia de coisas”, afirma. Na maioria dos casos, os clientes concentram-se nos produtos mais básicos, deixando de lado compras consideradas menos essenciais.

Apesar disso, Dina Santos diz que a procura por alimentos nunca desaparece completamente. “As pessoas acham caro, mas têm que comer. É uma loja de comida, vêm sempre clientes”, afirma. No entanto, a gerente reconhece que o contexto económico está a afetar muitas famílias da comunidade.

“Temos muitos clientes aqui que os maridos estão em casa, não trabalham”, explica, referindo-se ao impacto do desemprego em alguns agregados familiares.

O peso da identidade alimentar

Mesmo com o aumento dos preços, alguns produtos continuam a ter grande procura, especialmente entre os portugueses que vivem há décadas no Canadá.

Segundo Dina Santos, os alimentos tradicionais mantêm um valor especial para muitos clientes. “As pessoas estão aqui há muitos anos neste país, mas gostam sempre de consumir o produto português”, explica. O peixe vindo de Portugal, por exemplo, continua a atrair clientes à loja quando chega semanalmente. “O peixe que vem de Portugal, quando chega aqui à quarta-feira, mexe sempre um pouco”, diz.

Entre a incerteza e a esperança

Apesar das dificuldades, os três testemunhos mostram também uma forte capacidade de adaptação por parte dos pequenos comerciantes da comunidade portuguesa. Filomena Duarte, por exemplo, acredita que o futuro do seu negócio dependerá da capacidade de inovação e de adaptação às necessidades dos clientes. O filho planeia introduzir algumas mudanças, como a venda de cerveja, para atrair mais consumidores. “O meu filho quer fazer algumas mudanças e eu aprovo a cem por cento”, afirma. Ainda assim, reconhece que o contexto global torna qualquer previsão difícil. “A gente não pode fazer grandes previsões. O futuro ninguém sabe”, diz.

Dina Santos partilha uma visão semelhante e prefere encarar o futuro com prudência e esperança. “Este ano não esperamos melhoras”, admite. “Mas temos que pensar positivo. Que 2026 não seja muito bom, mas que o ano que venha seja melhor.”

Num momento em que os preços continuam a subir e o poder de compra diminui, os pequenos supermercados da comunidade portuguesa continuam a desempenhar um papel importante, não apenas como espaços de comércio, mas também como pontos de encontro e apoio para muitas famílias que procuram manter vivas as suas tradições e enfrentar, juntos, as dificuldades do presente. MB/MS

Photo: David Ganhão

Do campo ao supermercado

O que faz subir o preço dos alimentos?

Nos últimos anos, o aumento do custo dos produtos alimentares tem sido uma das maiores preocupações para consumidores e empresas em Ontário. Desde a pandemia até aos conflitos internacionais mais recentes, vários fatores têm contribuído para uma escalada de preços que afeta toda a cadeia alimentar, do produtor ao consumidor final. Para Hélio DeSouza, empresário do ramo alimentar e importador com décadas de experiência no setor (proprietário da empresa Sunshine International Imp&Exp), o problema é mais profundo do que aparenta e começa muito antes de os produtos chegarem às prateleiras dos supermercados.

Segundo o empresário, a raiz de muitos dos desafios atuais encontra-se na própria base da produção alimentar: a agricultura. “Todo ser humano depende da agricultura desde o momento em que é gerado até ao final da vida”, explica. No entanto, defende que, durante décadas, os governos de diferentes países negligenciaram este setor essencial, contribuindo para um cenário global de fragilidade na produção alimentar.

Um dos fenómenos que mais tem afetado a agricultura, diz, é o abandono das áreas rurais pelas gerações mais jovens. Cada vez menos pessoas querem trabalhar no campo, o que tem reduzido a capacidade produtiva em muitas regiões do mundo. “Quando vamos às zonas agrícolas hoje em dia, vemos poucos jovens. A maioria das pessoas que trabalha na produção tem mais de quarenta anos”, observa. Para ele, esta realidade levanta sérias preocupações sobre o futuro da produção alimentar global.

A redução da mão de obra agrícola tem sido acompanhada por outras mudanças estruturais. De acordo com Hélio DeSouza, políticas ambientais e restrições impostas à expansão de áreas de cultivo também contribuíram para diminuir a produção em várias regiões. Embora reconheça a importância da preservação ambiental, considera que algumas decisões políticas acabaram por limitar a capacidade produtiva em momentos críticos.

A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais esta situação. Durante os períodos de confinamento, muitos países enfrentaram interrupções significativas na produção agrícola e no transporte de alimentos. Em alguns casos, trabalhadores agrícolas foram impedidos de continuar as suas atividades devido às restrições sanitárias. “Houve cultivos que passaram dois anos sem ser plan-

tados”, afirma. Como resultado, a produção diminuiu e os efeitos dessa quebra continuam a sentir-se no mercado global.

Mas os desafios não se limitaram à produção. O aumento dos custos de transporte e logística tem sido outro fator determinante no preço final dos alimentos. O transporte internacional depende fortemente de combustíveis, e a subida dos preços da gasolina e do diesel tem impacto direto na cadeia de abastecimento. “Tudo precisa de combustível: os tratores na agricultura, os camiões, os navios, os aviões”, explica o empresário. Cada aumento nestes custos acaba por ser refletido no preço final pago pelos consumidores.

Hélio DeSouza explica-nos ainda que os conflitos internacionais também desempenham um papel importante neste cenário. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, por exemplo, teve consequências significativas para a agricultura mundial. Estes dois países eram responsáveis por uma grande parte da produção global de fertilizantes, essenciais para garantir boas colheitas. Com a guerra, o fornecimento desses produtos foi reduzido, o que afetou diretamente a produção agrícola em vários países. Quando os agricultores têm acesso limitado a fertilizantes, as colheitas tornam-se menos produtivas. Isso significa menos oferta de alimentos no mercado global. E quando a oferta diminui enquanto a procura permanece elevada, os preços inevitavelmente sobem. “É a lógica básica da oferta e da procura”, resume Hélio DeSouza. Agora temos mais uma de guerra que está já a afetar imenso o mercado alimentar, porque com a subida do preço do barril de petróleo, os transportes ficam bem mais caros e o efeito dominó ataca diretamente o setor agricola e alimentarPara os importadores e distribuidores, esta situação cria um desafio adicional. Eles funcionam como intermediários entre os produtores e os mercados consumidores e são obrigados a lidar com custos cada vez mais elevados. Ao mesmo tempo, enfrentam um consumidor cujo poder de compra não aumentou na mesma proporção.

O resultado é uma equação difícil de equilibrar. “Os custos sobem, mas o rendimento das pessoas não acompanha”, explica. Isso significa que, mesmo quando os consumidores continuam a comprar

alimentos, algo inevitável, acabam por reduzir a quantidade ou optar por produtos mais baratos.

O impacto dessa mudança de comportamento já se faz sentir nas empresas do setor. Hélio DeSouza dá um exemplo concreto do seu próprio negócio. Em anos anteriores, durante a época da manga, chegava a importar entre cinquenta e sessenta contentores da fruta para o Canadá. Este ano, o número caiu drasticamente para apenas dezoito. A razão é simples: por exemplo, os consumidores continuam a comprar manga, mas em quantidades menores. “Antes uma pessoa comprava uma caixa com doze mangas. Agora compra uma ou duas unidades”, explica.

Outro fator que dificulta a adaptação do mercado é a globalização económica. No passado, as empresas podiam procurar novos fornecedores em países onde os custos fossem mais baixos. Hoje, segundo o empresário, os desafios são semelhantes em praticamente todo o mundo. “A economia global está interligada. Se há problemas num lugar, acabam por afetar todos”, afirma.

Essa interdependência significa que as empresas têm menos margem para encontrar alternativas quando os custos aumentam. Ao mesmo tempo, crises internacionais continuam a pressionar o mercado. O recente conflito no Médio Oriente, por exemplo, já começou a ter impacto nos preços do transporte internacional.

De acordo com Hélio DeSouza, companhias aéreas e marítimas já anunciaram aumentos nas tarifas devido ao encarecimento do combustível. Isso significa que os custos logísticos podem voltar a subir nos próximos meses, agravando ainda mais o preço final dos alimentos.

Para o empresário, a situação atual pode ser apenas o início de um problema maior. Na sua perspetiva, os efeitos mais graves das mudanças económicas e geopolíticas ainda estão por vir. “O que estamos a viver agora é reflexo de decisões e acontecimentos de há dez anos”, afirma. Se as tendências atuais continuarem, os próximos anos poderão trazer novos desafios para o setor alimentar.

Apesar das preocupações económicas, Hélio DeSouza destaca sobretudo o impacto social desta realidade. O aumento do

custo dos alimentos afeta todos os consumidores, mas atinge com maior intensidade as famílias com menores rendimentos. Enquanto alguns conseguem ajustar o orçamento para lidar com preços mais altos, outros enfrentam dificuldades reais para garantir o essencial.

“Quem mais sofre são as pessoas menos favorecidas”, diz. “Algumas pessoas conseguem reclamar e continuar a comprar, mas muitas não têm essa opção.”

Num mundo cada vez mais interligado, os desafios da cadeia alimentar global mostram como decisões económicas, políticas e ambientais podem ter consequências diretas na vida quotidiana. Do campo ao supermercado, o caminho dos alimentos tornou-se mais complexo e caro, e os consumidores sentem cada vez mais o peso dessa realidade no seu dia a dia.

MB/MS

Hélio DeSouza. (DR)

A arte de poupar

Hábitos simples para tempos complexos

O aumento do custo de vida na Área da Grande Toronto (GTA) tem levado muitas famílias a repensar hábitos de consumo. Embora a subida dos preços dos alimentos, combustíveis e habitação seja uma realidade difícil de controlar, existem estratégias práticas que podem ajudar a reduzir despesas no dia a dia. Pequenas mudanças, quando aplicadas de forma consistente, podem traduzir-se numa poupança significativa ao longo do mês.

1. Planear as compras antes de ir ao supermercado

Uma das formas mais eficazes de poupar é planear as refeições da semana e fazer uma lista de compras antes de sair de casa. Comprar apenas o que está na lista ajuda a evitar compras por impulso, que normalmente aumentam a conta final. Além disso, permite aproveitar melhor os ingredientes e reduzir o desperdício alimentar.

2. Comparar preços entre supermercados

Na GTA, os preços podem variar bastante entre cadeias de supermercados. Lojas como No Frills, Food Basics e FreshCo costumam ter preços mais baixos do que supermercados como Metro ou Loblaws. Para muitos consumidores, dividir as compras entre duas lojas diferentes, uma para produtos básicos e outra para produtos específicos, pode resultar em poupanças relevantes.

3. Aproveitar promoções e programas de fidelidade

Muitos supermercados oferecem aplicações móveis, cartões de fidelidade e programas de pontos que permitem acumular descontos ou obter produtos gratuitos. Aplicações como Flipp ou Reebee ajudam a comparar folhetos promocionais e encontrar as melhores ofertas da semana.

4. Comprar marcas próprias do supermercado

Os chamados “store brands” ou marcas próprias (como No Name, Great Value ou Compliments) costumam ser significativamente mais baratos do que as marcas conhecidas, mantendo muitas vezes qualidade semelhante. Em produtos básicos, arroz, massas, leite ou conservas, a diferença de preço pode ser considerável.

5. Comprar em maior quantidade quando há promoções

Quando um produto essencial está em promoção, pode ser vantajoso comprar em maior quantidade, especialmente se tiver **longa validade ou puder ser congelado**, como carne, peixe ou pão. Esta estratégia permite reduzir o custo médio ao longo do mês.

6. Reduzir o desperdício alimentar

Estima-se que muitas famílias desperdicem uma parte significativa dos alimentos que compram. Guardar corretamente os produtos, congelar sobras e reaproveitar ingredientes em novas refeições (como sopas, saladas ou pratos de forno) pode reduzir despesas e tornar o orçamento alimentar mais eficiente.

7. Apostar em alimentos sazonais

Frutas e legumes da época costumam ser mais baratos e mais frescos. Comprar produtos locais quando estão na época pode representar uma poupança significativa em comparação com alimentos importados fora de temporada.

8. Cozinhar mais em casa

Comer fora ou encomendar comida tornou-se bastante caro na GTA. Preparar refeições em casa continua a ser uma das formas mais eficazes de controlar gastos. Mesmo levar almoço preparado de casa para o trabalho pode significar uma poupança de centenas de dólares ao longo do ano.

9. Reduzir o consumo de energia em casa

O aumento do custo de vida não se limita aos alimentos. Pequenas medidas como desligar aparelhos em standby, usar lâmpadas LED ou lavar roupa com água fria podem ajudar a reduzir a fatura da eletricidade e do gás.

10. Criar um orçamento mensal realista

Finalmente, uma das estratégias mais importantes é ter uma visão clara das despesas mensais. Criar um orçamento simples ajuda a identificar onde o dinheiro está a ser gasto e onde é possível cortar ou ajustar despesas.

Num período de inflação e incerteza económica, estas estratégias não resolvem todos os desafios financeiros, mas podem ajudar as famílias a manter maior controlo sobre o orçamento. Mais do que nunca, planeamento, informação e escolhas conscientes tornaram-se ferramentas essenciais para enfrentar o aumento do custo de vida na GTA.

MB/MS (Fotos: DR)

Custo de vida a subir: Famílias sentem cada vez mais o peso das compras

Ir ao supermercado, uma tarefa rotineira do dia a dia, tornou-se para muitas famílias um momento de preocupação. O que antes era uma simples lista de compras transforma-se agora num exercício de contas rápidas, comparações de preços e decisões difíceis à frente das prateleiras. Muitos consumidores admitem que o carrinho sai mais vazio, enquanto o valor na caixa continua a aumentar. Nos últimos meses, a subida do custo de vida tem sido

sentida de forma cada vez mais intensa, sobretudo nos produtos essenciais. A situação pode tornar-se ainda mais desafiante com a possível subida do preço dos combustíveis, influenciada pela instabilidade internacional e pelo conflito envolvendo o Irão — um fator que tende a refletir-se no transporte e, consequentemente, no preço final dos produtos. Perante este cenário, as famílias procuram adaptar-se: mudam hábitos, escolhem marcas mais

baratas, planeiam melhor as compras e tentam evitar desperdícios. À saída de supermercados, o Milénio Stadium falou com alguns consumidores para perceber como estão a viver esta realidade, o que mudou nas suas rotinas e que estratégias têm encontrado para fazer render cada dólar.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Sim, principalmente na carne e nos produtos frescos. Nota-se muito a diferença.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Tenho reduzido algumas coisas e substituído por alternativas mais baratas. Também compro em maior quantidade quando há promoções.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Provavelmente sim. Já vimos isso acontecer antes.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Planeamento é essencial. Fazer um orçamento mensal e tentar cumpri-lo ajuda bastante.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Senti bastante. Alguns produtos básicos estão muito mais caros do que há um ou dois anos.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Sim, compro apenas o essencial e procuro promoções. Às vezes até vou a duas lojas diferentes para aproveitar melhores preços.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Acredito que sim, porque o transporte influencia tudo. Isso acaba por chegar ao consumidor.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Evitar desperdício e aproveitar bem os alimentos. Também congelo comida para não deitar nada fora.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Sim, sem dúvida. Cada vez que venho ao supermercado sinto que pago mais pelos mesmos produtos. O carrinho vem mais vazio e a conta é mais alta.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Sim. Tenho comprado mais marcas brancas e tento aproveitar promoções. Também faço uma lista antes de vir às compras para não gastar em coisas desnecessárias.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Infelizmente acho que sim. Sempre que sobe o combustível, tudo acaba por subir também.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Comparar preços e planear as compras da semana ajuda muito. E tento cozinhar mais em casa para evitar gastos extra.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Sem dúvida. O valor final surpreende sempre pela negativa.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Sim, tenho comprado mais marcas do supermercado e planeio melhor as compras da semana.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Acredito que sim, porque o combustível afeta toda a cadeia de transporte e distribuição.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Controlar melhor o orçamento familiar e evitar desperdícios é fundamental.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Sim, mesmo comprando poucas coisas. Parece que tudo está mais caro.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Sim, tenho usado aplicações para comparar preços e compro muitas marcas brancas.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Acho que sim, porque os custos de transporte acabam sempre por influenciar os preços.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Evitar compras por impulso e levar sempre uma lista ajuda bastante.

Acabou agora de fazer compras. Sentiu que pagou mais do que costumava pagar?

Sim, e isso preocupa-me muito, principalmente para quem vive com pensão.

Com o custo de vida sempre a subir, tem mudado os seus hábitos de compra para conseguir poupar? Como?

Tenho comprado menos quantidade e optado por produtos mais baratos.

Com a possível subida do preço dos combustíveis devido à situação no Irão, acha que os preços no supermercado ainda vão aumentar?

Infelizmente penso que sim, e isso vai afetar muitas famílias.

Que conselhos ou estratégias de poupança tem adotado no dia a dia para lidar com o aumento do custo de vida?

Aproveitar promoções e cozinhar em casa são duas coisas que ajudam muito.

Ana Silva, 42 anos
Maria Costa, 55 anos
Sofia Martins, 29 anos
Teresa Almeida, 61 anos
João Pereira, 48 anos
Carla Ferreira, 37 anos

O custo de uma vida

Ora viva, bom dia, Desejo-vos bem e saudáveis.

Cá estamos, meio de março e vamos caminhando para uma vida rápida e quiçá menos duradoira. Andamos nesta constante correria contra o tempo. Assim é.

Quanto ao tema de capa, esta semana falamos do custo de vida, que cada vez mais está no auge da loucura. Comecei a reparar na loucura dos preços durante a pandemia, ok estavamos todos no mesmo “buraco”, ok, mas e depois da pandemia…? Onde estamos? Para onde vamos? De quanto dinheiro precisamos para nos manter? E quem não tem essa hipótese?

Muito sinceramente ando num estado de angústia tal que nem sei o que esperar, com tanta ansiedade na oscilação de preços e estilo de vida.

Não sabemos o que poderemos fazer amanhã, temos que viver o hoje e tentar conci-

liar a disponibilidade financeira com o que se pode ingerir, garantindo um equilíbrio entre uma dieta mais saudável e “manageable”.

Embora saibamos que há muitas pessoas e comunidades que não conseguem lidar com o stress diário de colocar a próxima refeição na mesa para a família, e aí, infelizmente, o cenário muda de figura. Transforma-se numa grande preocupação que deve ser comum a todos os seres humanos dignos desse nome.

Enfim, resta-nos esperar por dias e governos melhores. Onde os políticos que são eleitos tenham mais caridade e reconhecimento pelas pessoas que os elegem. Que não

se esqueçam que quando assumem o poder, fazem-no porque alguém acreditou neles e que os seus eleitores esperam que trabalhem no sentido de lhes proporcionar uma vida mais digna. Ah... e já agora que não se preocupem tanto em fazer a guerra, mas antes estimular a paz e a prosperidade para todos. É o que é e vai valer sempre o que vale. Fiquem bem e até já, Cristina

Leia em inglês

Sábado, 4 de abril | Portas abrem às 12:30PM Portuguese Cultural Centre of Mississauga 53 Queen St N, Mississauga

Entreténs

Preço: 55 Elisabete: 647-533-2922 ou Nikki 416-805-1416

Cristina Da Costa Opinião

An apple a day

When God created man and woman, there was one thing he may not have considered. Human beings need to be satiated with food on a daily basis to live a life happily ever after. Simply put, a body lacking nutrition will not function effectively, so what was God thinking when he asked humans to cultivate for the food they needed to survive when there are so many problems associated with the process?

We live in a world that is controlled by supply chains where what we eat in one country may have originated in another thousands of miles away, but rarely do people think about the consequences and processes of getting the food from the soil to our pots and pans. The pandemic was an awakening call to society reminding us that the world functions in mysterious ways and that any tinpot dictator can, at any time, upset the flow of the products that will save our lives and furthermore, when we get the products, the costs rise above our economic capacities. Price gouging by moving products along the food trail orchestrated by those

who simply move a product from one place to another have caused mayhem to the non-producing countries of the world with Canada being one of them because of our geographical and weather challenges. Stanley Kubrik wrote “The great nations of the world have always acted like gangsters and the small nations like prostitutes”. This is exactly what is going on at the moment as we struggle not only to put food on the table but gasoline and other necessities controlled by the supply chain gangsters.

Despite the positive pronunciations of Prime Minister Mark Carney in Davos about smaller nations having to fend for

themselves, Kubrik is correct that we are nothing more than prostitutes begging for a deal from stronger countries. The sound of silence from government officials about solutions to the high cost of living is deafening. And so we deal with more wars orchestrated by the gangsters to show whose missiles are bigger but not realizing that conflicts will always affect those who are at the bottom of societal scales. So what do we tell the lower earning classes about survival in these times of geo-conflicts? The easy answer is of course the cowardly explanation about looking for lower costs except that costs are controlled by multinational organizations set on higher profits and hiding behind the excuses of propagated wars by the criminals that wage these wars. The mob attitude, which begins within governments and proliferates the supply chain system, will suggest that they are doing all they can to look after you while hiding behind a veil of corruptive thoughts. The ultimate result for all of us who God created, is that we are going to be squeezed with additional costs, creating further struggles and uncertainty for those whose disposable income doesn’t measure up.

Surviving hard times will have to include a plan of “survival struggle” by families as the costs of food, fuel and shelter rise. Within this survival struggle, people should be prepared to not have access to things normally easily available.

Adoption of methods of earning a living outside of regulated labour may have to be temporarily adopted, particularly if governments don’t step up to protect their citizens. Perhaps this is the time for God’s creations to look around their periphery and sow the seeds to help another human being while the gangsters and prostitutes figure things out.

Esta semana

• Ana Lua Caiano - a artista que cruza a tradição do campo com as batidas da eletrónica.

• Jantar das Amigas (Toronto): Mais de mil mulheres unidas numa noite de solidariedade contra o cancro.

• Museu Hidroeléctrico de Santa Rita: Viajamos até a central pioneira que levou eletricidade ao noroeste de Portugal em 1914.

• Sara Silva - Conhecemos a autora Sara Silva e as emoções por trás do seu livro “O Diário de Laura”.

• Ciclo do Linho: O Grupo Folclórico da Corredoura revive a arte ancestral de transformar a planta em fio.

• Querem Drama, descubra como David Santos, Noiserv constrói o seu universo de “homem-orquestra”

• Rosa’s Portuguese Kitchen - Rosa revela-nos todos os segredos de fazer Sardinhas Panadas, perfeitas.

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Photo: Copyrights
Manuel DaCosta Editorial

• Imóvel misto comercial/residencial.

• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.

• Um investimento único e chave na mão.

Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Imóvel comercial/residencial

• 2 unidades comerciais ao nível da rua

• Frente de 24 metros para a Dundas

• Construção em tijolo bem conservada

Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)

• Frente de 45 metros

• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina

• Vistas espetaculares da cidade e do lago

Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village

• Rodeado por alta densidade residencial

Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

• Prédio misto comercial/residencial

• Frente de 11,4 metros

• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)

Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Cabeleireiro e Spa Médico com serviço completo.

• 20 anos de atividade.

• Carteira de clientes estabelecida. Operação “chave na mão” de estética médica e bem-estar. Inclui design moderno, tecnologia de ponta, equipa formada e o imóvel. Rendimento imediato garantido em localização premium.

• Imóvel misto comercial/residencial

• Edifício isolado de 3 pisos

• Frente de 25 metros para a College St

• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson

• Aprox. 1.300 m².

• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).

Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.

A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $.

Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.

Toronto - PARA VENDA
256 Crawford St, Toronto - VENDA DE NEGÓCIO
256 Crawford St, Toronto - PARA VENDA
1264 College St, Toronto - PARA VENDA
36 Marquette Ave e 1 Brightwood St, Toronto - PARA VENDA
33 Eddystone Ave, Toronto - PARA VENDA
1130 & 1136 Davenport Rd, Toronto - PARA VENDA
Doce Minho Bakery & Imóvel, Toronto - PARA VENDA

Expression

I think it’s safe to say that it’s already been close to a generation of young people, whose mind has been molded by modern tech. They have had a lifetime of smartphones and social media. It’s the only lifestyle they know, besides all the “in my day” stories, which also have their days counted.

Nearing retirement age myself, I have told stories like those, but looking back, I realize that my first cell phone, (their designation at the time), came into my possession in the mid to late 80´s! Obviously, compared to the technology we are presently accustomed to, it’s not even worth mentioning. But at least back then you still had to dial a number and speak to a live person. Today’s habits have become more distant.

A common topic of conversation with friends, (they range in age from being in their early thirties, all the way to yours

truly), is the low level of social skills among the young generations. We all have younger family members, many of whom are totally inept at carrying any kind of conversation. Even the phone call has become ‘so last year’.

Messaging on whatever platform has taken over, monopolizing and limiting our conversations to some typed, incomplete sentences, often containing shortened versions of real words, even using acronyms for common expressions. Basically, get the point across using as little effort as humanly possible. “If you don’t use it, you lose it”, is what I’m theorizing here. If young people don’t express themselves verbally, they will never develop those skills. Skills that will be important throughout their lives. What kind of society will we have going forward, if the once deemed natural skill of com-

municating face-to-face is lost? The clan that pulls the strings has done a bang-up job. Society is internalizing at an alarming rate, eventually placing us in our own mental cubicle, with our outside world contained in the palm of hand. They accomplished all of this through our hard work.

Once completed, we were then allowed to join via easy monthly payments; several of them. I’m told by city-dwelling friends that even one’s appearance is beginning to lose its relevance. They relay accounts of people they’d witnessed waking around the streets, shopping in stores, wearing pajamas and slippers. I’m all for free expression, but this kind of message might be telling a modern social tale. Guaranteed that there are people out there that love to go out in their bedclothes, but could it also be a cry for help, whether they realize it or not? Could some people be wearing signs that things need to change? I’m betting on the fact that at least some members of the younger generations eventually realize that we’ve gone too far towards the electronic and too little on the human, that expressing emotions personally is way cooler than a symbol on a keypad. There will be a natural rebellion to this way of living. If nature is true to form, it's already calculated ahead of time and made corrections for these anomalies. For all we know, there are already changes taking place that we could not possibly notice in real time. It’s an example to follow. I’m not calling for a glacial pace, but the speed at which our reality is changing, when something gives, it will hurt all of us. We need to slow down life in general. This will take a massive, coordinated human effort, far from what we are seeing today.

By nature, we are not loners, but currently that looks like where we are heading; less children, less couples, more pets, more wifi. Fiquem bem!

in portuguese

Raul Freitas Opinion
Photo: Copyright

What really changes your everyday expenses

Over the past five years, Canada has experienced one of the sharpest increases in the cost of living in the industrialized world. Housing, groceries, insurance, and services have all risen significantly, placing financial pressure on households across the country. While inflation itself has slowed, the reality for many Canadians is that the cost of goods remains higher, and the question now is whether relief is coming.

The biggest cost pressures in Canada come from housing and food, rather than energy or consumer goods. Prices have historically outpaced wages, though wage growth has varied by sector and region. Core inflation remains shaped by consumer demand, supply chain normaliza-

tion, and lingering service-price pressures.

Housing costs between rent, mortgage carriage remain a major component of living in Canada particularly in Toronto.

Trump's move on Iran has caused oil prices to go out of control affecting all sectors of our economy. Oil, gas, and electricity prices influence both direct household bills and broader input costs for goods and services. Global commodity dynamics, supply chain resilience, and domestic factors contribute to grocery price volatility. When l strolled through a grocery store l found that most folks only have one or two items in their carts. In recollection of shopping with my mother, most families had their cart filled to the rim with all types of groceries. Over the past five years, food prices in Canada have climbed about 27% overall, significantly outpacing wage growth.

Services such as insurance, restaurants, and telecommunications continue rising faster than overall inflation. Most of us are trying to figure out how we can continue to raise our families and survive these crazy

rising costs in all sectors. Many Canadians hope prices will fall but the reality is more complicated. In modern economies, prices rarely drop across the board. The Bank of Canada expects inflation to hover around 2% through 2026, which means prices will keep rising but slower. That means the cost-of-living crisis is unlikely to reverse, but the rate of pain may stabilize.

Some markets like Toronto have seen modest rent declines, but nationally housing affordability is still expected to remain tight for several years. Banks have tightened everything and are not providing mortgages or lines of credit and young couples starting out, need their parents to co-sign either a mortgage or a line of credit. Even though there is work out there, especially in large cities like Toronto, many young folks do not want to work. The immigrants who have landed in our country are the only ones taking many of the jobs in the hospitality sector and even in construction that Canadians are unwilling to do.

Global growth softens and commodity demand weakens, depressing prices in

O MUNDO DE RUBEN A.

Com prefácio de Mário Soares e posfácio de David Mourão-Ferreira, este livro de 251 páginas (Assírio & Alvim) coloca na contracapa e nas badanas textos de várias figuras das artes e das letras portuguesas.

Mário Soares, Miguel Torga, Maria Helena Vieira da Silva, Vitorino Nemésio, Eduardo Lourenço, Sophia de Melo Breyner Andresen, David Mourão-Ferreira, Francisco Pinto Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa, Menez, José-Augusto França, Vasco Pulido Valente,

Agostinho da Silva, João Gaspar Simões, Raul Miguel Rosado Fernandes, Luís Forjaz Trigueiros, António Quadros, Henrique Barrilaro Ruas, Salvador Barata Feyo, Jacinto do Prado Coelho, Pedro Homem de Mello, Charles Boxer, Alexandre O´Neill, João de Freitas Branco, Almada Negreiros e Eduardo Prado Coelho.

Além dos organizadores Liberto Cruz e Nicolau Andresen Leitão, o livro inclui textos de João Furtado Coelho, Luís dos Santos Ferro, Joaquim Veríssimo Serrão, Jorge Pais de Sousa e Rosemary Leitão. A página 116 reproduz o célebre telegrama

energy and core goods while unemployment rises significantly. Domestic fiscal and monetary policy actions stimulate growth that ease household budgets and support consumer demand. Stability in housing costs will be crucial, renters in many markets may face ongoing affordability pressures even if overall inflation eases.

Canada is fortunate to be in a unique position being both a major oil producer, a large energy consumer and has vast energy sources and much more, especially our clean water reserves. We have many positive things in our favour but times are difficult and for most households, the negative effects are usually felt faster than benefits.

Canada’s cost-of-living crisis and housing remains expensive and groceries and high costs of living are probably here for several years.

do Instituo de Alta Cultura enviado pelo seu secretário Medeiros Gouveia obrigando Ruben A. a voltar para Portugal quando era professor no King´s Colleg de Londres. Perseguido por Salazar, Ruben A, ficou impossibilitado de desempenhar qualquer cargo oficial em Portugal.

A página 153 integra um poema em forma de autógrafo de Vitorino Nemésio: «Do Reino da Estupidez/Na Província Etnográfica/Fiquei colado esta vez/Com goma de lima arábica/Serei só eu?/Serei a goma?/ Foi isto em Roma?/Diga-o Mafoma./Era uma vez/No Reino da Estupidez.» Trata-se aqui de um livro grande que é também um grande livro.

Camões

Host Vince Nigro

Guest Anthony Oliveira

Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am

Saturdays 7:30 am

Vincent Black Opinion
Três autores Liberto Cruz, José Brandão e Nicolau Andresen Leitão
Photo: Copyright

Norberto Aguiar Um rosto incontornável do jornalismo português em Montreal

Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indubitavelmente, a sua notável capacidade empreendedora. Tal realidade é amplamente confirmada pelas trajetórias de inúmeros compatriotas que, nas mais diversas geografias, criaram empresas de sucesso e assumiram funções de relevo nos planos cultural, social, económico, político e associativo.

Entre os muitos exemplos de dirigentes associativos e promotores da cultura portuguesa na diáspora — hoje cada vez mais reconhecida como um ativo estratégico para a projeção internacional de Portugal — tem-se destacado, ao longo das últimas décadas, o percurso altruísta de Norberto Aguiar em prol da portugalidade, em geral, e da açorianidade, em particular, no Canadá.

Natural da Lagoa, na costa sul da ilha de São Miguel, nos Açores, onde nasceu em 1954, Norberto Aguiar emigrou para o Canadá em 1975, deixando para trás uma promissora carreira futebolística no Clube Operário Desportivo. Partiu não apenas motivado pela presença dos pais no Quebeque, mas também pelo facto de aquela que viria a ser a sua companheira de vida — a também lagoense Anália, mãe das suas três filhas — ter entretanto emigrado para o país norte-americano.

O jovem casal estabeleceu-se em Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, onde a comunidade portuguesa e lusodescendente deverá ultrapassar as 60 mil pessoas. Foi aí que Norberto Aguiar iniciou o seu percurso de emigrante, trabalhando numa fábrica têxtil, enquanto concluía os

estudos secundários e aprofundava o conhecimento da língua francesa.

No ocaso de 1982, regressou aos Açores, já com três filhas, motivado pelo sonho de retomar a carreira futebolística — que lhe valera a alcunha de “Loirinho do Operário” — e de gerir simultaneamente um projeto empresarial na área da restauração. Contudo, o regresso ao torrão arquipelágico revelou-se breve. Cerca de meio ano depois, o casal decidiu regressar ao Canadá, onde, no ano seguinte, fixaria definitivamente o seu projeto de vida.

De volta a Montreal, Norberto Aguiar prosseguiu a sua formação e percurso profissional, aprofundando ao mesmo tempo a ligação à comunidade luso-canadiana. Através da dinamização de uma liga de clubes de futebol no Quebeque, reforçou a sua presença no movimento associativo, experiência que viria a conduzi-lo, nessa mesma época, ao mundo do jornalismo, assumindo funções na redação do jornal A Voz de Portugal. A partir de então, tornou-se uma voz inconfundível no panorama da imprensa de língua portuguesa em Montreal. Essa experiência e dedicação levariam a que, cerca de uma década mais tarde, assumisse o papel de editor e proprietário do jornal LusoPresse, publicação que, ao longo das últimas três décadas, se afirmou como um dos mais relevantes órgãos de comunicação social da comunidade portuguesa em Montreal.

Num contexto frequentemente marcado por dificuldades estruturais — muitas vezes sem o devido reconhecimento das autoridades políticas dos países de origem ou de acolhimento — os jornais da diáspora sobrevivem, em grande medida, graças ao espírito de missão dos seus diretores, colaboradores, leitores e empresários mecenas. Não raras vezes confrontados com crises económicas e desafios financeiros, vários títulos desapareceram ao longo dos anos. Apesar dessas adversidades, o LusoPresse

tem resistido e renovado o seu compromisso com a comunidade. Numa época em que vários jornais da diáspora portuguesa têm sucumbido, inclusive no Canadá, o periódico liderado por Norberto Aguiar constitui um exemplo genuíno de dedicação e serviço público. Através de uma informação de proximidade, constrói pontes entre a comunidade luso-canadiana, atenua a saudade e a distância, fortalece a identidade cultural e contribui para projetar Portugal — e, de modo muito particular, os Açores — na sociedade canadiana.

Essa projeção tem sido amplificada na última década pelo trabalho de uma equipa dedicada, onde se destacam nomes como o diretor do LusoPresse, Carlos de Jesus, ou o professor Joaquim Eusébio, que fazem da missão jornalística uma verdadeira voca-

Não há uma sem duas

Uma

sem fim à vista… e veio outra para desestabilizar

Augusto Bandeira Opinião

Sim, caros leitores, isto não está para brincadeiras, embora todos esperemos que dias melhores venham. Como não bastasse a Rússia ter invadido a Ucrânia, já lá vão alguns anos, e quando muitos pensavam que seria uma guerra rápida, a verdade é que o conflito se prolongou e não se vê ainda o fim à vista.

Lembramo-nos bem de que, no início, os preços dos cereais e de muitos outros produtos dispararam. Mais recentemente assistimos ao que aconteceu na Venezuela, quando o presidente Trump decidiu intervir e deter o presidente Maduro. E agora surge mais um conflito no Médio Oriente, que vem trazer ainda mais instabilidade ao mundo, sobretudo na área económica.

Por muito que nos custe ver, é necessário colocar um travão ao terrorismo. Essa realidade espalha-se rapidamente e infiltra-se um pouco por todo o mundo. Se não houver coragem para enfrentar esse problema, pouco a pouco acabam por ganhar terreno. E isso, certamente, é algo que ninguém deseja.

Sejamos realistas. Há sempre quem critique quem toma decisões ou tenta agir, mas também não apresenta soluções. Critica-se quem intervém, critica-se quem tenta impor alguma ordem, mas a verdade é que milhares de pessoas foram torturadas e sofreram durante anos. Era preciso que alguém tivesse a coragem de tomar uma posição.

Se essa intervenção foi bem organizada ou se houve falhas de informação, isso cabe aos especialistas e às autoridades avaliar e esclarecer. No entanto, é evidente que uma parte significativa da população mundial entende que era necessário agir, como fizeram os Estados Unidos juntamente com Israel.

Certo é que nada disto ficará sem consequências. Este conflito pode ainda alastrar a outros países se não houver o devido controlo por parte de quem tomou a iniciativa destes ataques. O terrorismo está espalhado por muitas regiões do mundo e nunca se sabe onde pode surgir o próximo foco de instabilidade.

Mas há outra consequência que sentimos quase de imediato, o aumento do custo de vida. A começar pelos combustíveis. Em poucas horas, aqui em Toronto o preço subiu cerca de seis cêntimos por litro, e em Portugal quase dez. E, segundo se diz, estes aumentos poderão manter-se durante algum tempo.

ção ao serviço da comunidade. Para além da imprensa escrita, Norberto Aguiar tem igualmente desenvolvido um relevante trabalho no campo audiovisual, enquanto produtor, realizador e proprietário do programa televisivo semanal LusaQ TV, que tem levado a atualidade lusófona às casas de milhares de famílias em Montreal.

Colaborador de diversos órgãos de comunicação social em Portugal e no Canadá, o jornalista lagoense tem sido também um incansável promotor do associativismo luso-canadiano e de múltiplas iniciativas ligadas à identidade e à memória da comunidade portuguesa. Entre elas, destacam-se projetos de promoção da açorianidade, como a implementação do Parque dos Açores, em Montreal, ou a geminação entre os municípios da Lagoa e de Sainte-Thérèse. Não por acaso, o seu percurso de vida, marcado pelo altruísmo e pela dedicação à comunidade, tem sido amplamente reconhecido. Norberto Aguiar foi já distinguido com a Medalha da Assembleia Nacional do Quebeque, com a Medalha da Câmara Municipal da Lagoa e com diversas homenagens no seio da comunidade portuguesa. Mais recentemente, no passado mês de fevereiro, foi agraciado com o “Prémio Portugalidade”, atribuído na XXI Gala do Jornal Audiência, em Vila Nova de Gaia, distinção que reconhece “a dedicação, a persistência e o facto de levar além-fronteiras a voz da diáspora portuguesa”. Um reconhecimento inteiramente justo para quem tem feito do jornalismo uma missão cívica ao serviço da comunidade, dando assim pleno sentido à célebre e intemporal visão de Victor Hugo: “A imprensa é a imensa e sagrada locomotiva do progresso.”

ainda mais e fazer tudo aumentar

A grande questão é sempre a mesma, quando os preços sobem, sobem depressa… mas quando descem, raramente voltam ao que eram.

Hoje em dia, uma família vai ao supermercado e quando chega à caixa quase se assusta com o valor da conta. Não é fácil fazer uma gestão equilibrada com os salários que existem, sobretudo para famílias numerosas, com muitos jovens sentados à mesa.

Na verdade, ninguém aponta diretamente um culpado. Mas os aumentos acontecem e acabam por ficar. E surge então a pergunta, será que, afinal, o petróleo controla tudo?

Houve tempos em que, na Europa, se controlava a produção agrícola. Havia quotas e limites para cada país. Muitos pequenos agricultores foram desaparecendo, pouco a pouco, até deixarem de produzir até para consumo próprio.

Hoje vamos ao supermercado, olhamos para a secção das frutas e dos legumes e ficamos a olhar para os preços. E perguntamo-nos, será que no futuro voltaremos a cultivar para consumo próprio?

O mundo precisa de organizações fortes que defendam a paz, o respeito e os direitos humanos. Mas também precisa de equilíbrio e de bom senso, porque quando acontecem conflitos desta dimensão, há sempre uma grande parte da população que acaba

por ficar ainda mais afastada do acesso aos bens essenciais.

Tudo faz falta no mundo. Mas há coisas que precisam de ser mais bem controladas para proteger as pessoas e garantir uma vida digna.

Bom fim de semana!

Norberto Aguiar, jornalista e editor do LusoPresse, em Montreal. (DR).
Daniel Bastos Opinião
Photo: Copyright

A semântica das palavras

Com as mãos se faz a paz e a guerra.

Com as mãos tudo se faz e desfaz.

Manuel Alegre

Nos desabafos com amigos e conhecidos, diariamente despejamos relatos dos nossos pequenos dramas familiares. Ao falarmos deles, damos-lhes uma amplitude que escapa aos mais sensíveis sismógrafos de emoções. Exigimos a atenção de todos como se os nossos problemas fossem os maiores do mundo. Do nada fazemos enredos dignos de novela, multiplicando-lhes os capítulos e prolongando o "suspense", sempre que achamos que ainda existe público disposto a ouvir-nos. Estarei a exagerar? Penso que não.

Estejamos atentos às conversas de circunstância - daquelas geradas a partir de um encontro casual de duas pes-

soas que se conhecem e não se veem há algum tempo. Reparem como, depois dos primeiros instantes dos cumprimentos da ordem, desatam ao desafio nas lamúrias de carácter pessoal, profissional ou familiar. É o desenrolar de um corolário de lamentações: a carestia de vida e o dinheiro que não dá para nada, a falta de empregos, a criminalidade, a insegurança nas ruas, as listas de espera, as exigências do patrão, a incompreensão dos colegas, a chuva, o frio e tudo o mais que lhes aprouver, resumindo tudo ao permanente desconcerto do mundo.

Há dias em que tenho a sensação de que tanto a alegria como a felicidade nos são interditas. Deve ser neste comprazimento pelo desconforto que assenta o nosso proverbial “vai-se andando!”. Na verdade, “nunca estamos bem”, vamos sempre andando, de desgraça em desgraça, como se o prazer nos fosse interdito e, no jogo da vida, apenas nos tivessem calhado bilhetes em branco. Estivéssemos nós atentos ao so-

matório das terminações que, semana após semana nos têm saído, e tomaríamos consciência de que a maioria se passeia com a sorte grande sem o saber. A grande questão reside no facto de andarmos tão ocupados a inventar e reinventar problemas, que nos esquecemos de conferir o talão e gozar o prémio. Quando nos apercebemos, está já caducado o prazo de validade da cautela. Sejamos realistas. Imagens de verdadeira desgraça e horror são as que nos chegam, há mais de uma semana, quando em direto vemos estilhaçar o relógio da vida de milhares de pessoas. Entre elas, mais de uma centena de meninas inocentes que diariamente cumpriam o dever de ir à escola, de estudar, de buscar e lutar pelo conhecimento, a única arma de que precisavam para sobreviver por entre os diversos fanatismos.

Soeiro Pereira Gomes, no seu livro “Esteiros”, fala-nos dos homens que nunca foram meninos. Parafraseando-o, direi que estas são as meninas que não chegaram a ser mulheres porque lhes deram o nome de “danos colaterais”. Por ironia, quando se invoca que, entre as várias razões da guerra, estaria também a defesa dos direitos das mulheres, estas foram as primeiras a cair por vontade de alguém que nunca respei-

tou e continua a não respeitar as mulheres. É de uma tremenda ironia que, poucas semanas depois de termos desejado uns aos outros tantos votos de saúde, paz, prosperidades, êxitos pessoais e profissionais para o ano que se iniciava, este nos tenha brindado com quadros de destruição rápida e agonia lenta. Tudo em frações de segundos, como que a lembrar-nos da efemeridade do que temos. Não aguentamos a violência das imagens e voltamos a cara. Por pudor e respeito a todos os inocentes que sofrem, sem nunca terem sido ouvidos.

Nos próximos dias, talvez meses – não sabemos quanto tempo a guerra vai durar -, as nossas vidas não irão melhorar. Mas, da próxima vez que nos sentirmos tentados a falar dos nossos pequenos problemas para sensibilizar quem nos ouve, lembremo-nos da carga semântica das palavras. Não existe escala para a medir, apenas a sensatez de nos sabermos calar, sempre que, de qualquer outro lado do mundo, outras vozes são caladas pela força das armas.

Influência real para o Conselho das Comunidades Portuguesas

O Conselho das Comunidades Portuguesas é o órgão consultivo do Governo para as políticas de emigração. Este conselho representa milhões de portugueses e lusodescendentes na diáspora. É necessário um debate sobre a sua continuidade e, mantendo-se, precisamos de avaliar a sua eficácia. Estamos perante um tema que divide opiniões, mas não é por isso que deve deixar de ser discutido.

Temos, naturalmente, a necessidade de representação democrática, mas esta deve ser exercida numa magistratura de influência assente em alicerces fortes. Pessoalmente, sou a favor da sua continuidade, reforçando-a, pois estamos perante um órgão que é um pilar essencial da democracia participativa para a diáspora. O Conselho das Comunidades funciona como um elo de ligação vital, dando voz

aos emigrantes junto dos centros de decisão em Lisboa, garantindo que quem vive no estrangeiro não seja ignorado. Sendo um órgão eleito, detém legitimidade democrática e constitui uma forma de representação que complementa a dos deputados eleitos pelo círculo da emigração. Diferentes governos têm reconhecido a importância das recomendações do Conselho, principalmente no ensino da língua portuguesa, no movimento associativo e na rede consular (parece-me pouco). No entanto, muitos conselheiros apontam falhas estruturais que levantam dúvidas sobre a utilidade do formato atual. O próprio Presidente do Conselho Permanente já afirmou que o poder real do órgão deixa muito a desejar uma vez que as suas recomendações não são vinculativas e, frequentemen-

te, são ignoradas pelo Governo. Acrescento que as alterações legislativas para melhorar o funcionamento deste Conselho demoram anos a sair do papel, o que mantém o órgão numa posição de fragilidade. Além disso, as eleições para o Conselho das Comunidades sofrem de uma elevada abstenção, comum a todos os atos eleitorais nas comunidades, o que leva alguns a questionar a sua legitimidade. Contudo, a solução não passa pela extinção, mas sim pelo reforço de competências e pela autonomia orçamental, dotando os conselheiros de meios para trabalhar. Conheço muitos deles: são pessoas capazes, bem formadas, disponíveis e competentes. Acima de tudo, são democratas que têm como denominador comum acreditar no bem-estar de quem vive longe de Portugal.

“Portugal é um país que por vezes consegue fazer aquilo que os ingleses chamam de “punch above its weight”, em parte graças à importância da Lusofonia”

Filipe Alves

O problema não reside nos conselheiros, mas sim nos sucessivos governos que, repetidamente, não lhe dão a devida importância."

Em jeito de conclusão, o Conselho das Comunidades Portuguesas atravessa uma crise de relevância institucional que não se deve à qualidade dos seus membros, mas à omissão política do Estado central. Manter o Conselho das Comunidades como está atualmente, sem capacidade de decisão ou recursos financeiros, é manter uma representação que não passa de simbólica e que deixa naturalmente frustrados tanto quem vota como os eleitos. Para que a diáspora se sinta verdadeiramente integrada no destino do país, o caminho exige uma reforma urgente que transforme a missa deste Conselho numa influência real, conferindo desde logo a este órgão consultivo a autonomia necessária para ser o rosto de Portugal no mundo.

Leia em inglês
Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinion

Os limites da era Marcelo

Ontem foi o fim de uma era. O fim definitivo da década Costa-Marcelo em que o país virou a página da austeridade e do pessimismo. Mas também, ou sobretudo, o fim do trajeto para Marcelo Rebelo de Sousa, a presença mais perene na cena política portuguesa, desde a fundação do Expresso à Assembleia Constituinte e por aí fora, servindo décadas como professor, comentador e político.

Asua passagem por Belém, tão intensa e omnipresente, pode ser definida por essa coisa tão passageira: o afeto. É irónico que assim seja. Até porque Marcelo sempre foi, como diz o próprio, “um solitário”. O seu comportamento, por vezes errático ao longo desta década, revela essa constante procura de contacto e reconhecimento público, seja pela imprensa, com quem nunca teve filtros, seja pelas ruas que tão habilmente conheceu.

A espontaneidade com que saía do programa oficial, a rapidez à la CMTV com que se punha no centro do acontecimento e, claro, as selfies e abraços que o caracterizaram eram chamadas de atenção. Mas corresponderam, tantas vezes, à nossa própria solidão como povo. Para muitos de nós, será estranho imaginar a vida pública sem Marcelo e a forma expressiva com que traduz a atualidade. Era – e continuará a ser – uma espécie de avô da nação.

Talvez por isso tenha sido, em diferentes alturas da sua presidência, tanto consensualmente inatacável como consensualmente insuportável. Falava tanto e sobre tudo que a palavra presidencial se banalizou. Mas essa leveza respondia a uma época em que a comunicação política está mais desintermediada e em que as instituições perderam a aura de credibilidade de antigamente. Marcelo percebia isto e preocupava-o muito, cultivando uma relação próxima dos movimentos inorgânicos que queria estudar e controlar.

Talvez exatamente por isso, os seus mandatos fiquem marcados pela vitória da conjuntura e da polarização, sobre a negociação e o planeamento. Afinal, foi Marcelo

quem bateu recordes de dissoluções. Foi ele quem aproveitou a demissão de um Primeiro-Ministro e a interrupção de uma maioria absoluta para distrair o país do seu próprio escândalo das gémeas. Derradeiramente, foi essa instabilidade que precipitou a eleição de 60 deputados de extrema-direita.

Tudo isso tem um preço nos livros da história. Ao contrário de vários dos seus antecessores, não lhe ficaram associadas grandes causas reformistas. Quis fazer a reforma da justiça, onde tudo ficou por fazer. Quis combater a pobreza, em especial dos sem-abrigo, e nunca houve tanta gente a dormir na rua. As decisões mais marcantes do seu

mandato foram, paradoxalmente, de bloqueio político, tanto da eutanásia como da regionalização. Na sua relação com outros agentes políticos, nunca largou o seu critério político. Todos se lembram da demissão conseguida e tentada de Constança Urbano de Sousa e João Galamba, respetivamente. Poucos se lembrarão da conspiração aberta para derrubar Montenegro como líder da oposição e lá instalar Carlos Moedas. Ameaçou Ana Abrunhosa por uma execução do PRR que piorou depois desta sair. Mais recentemente, foi dando novas vidas a Ana Paula Martins, sucessivamente adiando a data da sua prometida avaliação. O resultado? Todos podem dizer que “eram felizes”, sabendo ou não, mas Marcelo deixa Belém sem uma base duradoura de apoio, seja à direita seja à esquerda. Esta análise, da qual podemos tirar algumas lições, comprova que os políticos que querem ser criadores de conteúdos acabam sempre esvaziados de conteúdo. Mesmo reduzida a sua magistratura de influência ao seu papel formal, Marcelo jamais deixou de ser um grande Presidente. Na relação com as comunidades portuguesas no estrangeiro, a quem deu centralidade, no gosto pela música e pela literatura, consagrada na Festa do Livro que criou, na lucidez da análise e no amparo da proximidade. Perante o risco da fratura social, Marcelo foi “cola” que construiu a nossa paz com a inovação da “geringonça” e as dificuldades da gestão da pandemia.

Marcelo Rebelo de Sousa testou os limites da presidência. O quanto podia aparecer, o quanto podia comentar, o quanto podia intervir sem deixar de ser árbitro. Durante uma década, a sua presença constante ajudou a aproximar os portugueses da política. Quando os historiadores olharem para este período, talvez concluam que Marcelo foi um Presidente fautor do seu tempo. Talvez o vejam como o homem certo para uma época dominada pela comunicação permanente e pela política em tempo real. Porque, como tantas vezes sucede na história, o estilo que melhor serve uma época é também aquele que acaba por revelar os seus limites.

Leia em inglês

Credito: MiguelALopesLUSA
Miguel Costa Matos Opinion

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“Breast Cancer Gala Dinner” une comunidade na luta contra o cancro da mama

No último sábado, dia 7 de março, realizou-se mais uma edição da Festa das Amigas: Gala solidária, que apoia a Sociedade Canadiana do Cancro (Canadian Cancer Society), na luta contra o cancro da mama. O evento, realizado no Salão da Liuna Local 183, em Toronto, já se tornou uma referência no calendário comunitário, reunindo membros da comunidade numa noite marcada pela solidariedade, convívio e apoio a esta causa.

Ainiciativa começou de forma modesta em 2008, com pequenos encontros destinados a sensibilizar a comunidade. Dezoito anos depois, a gala cresceu de forma significativa, tendo já angariado cerca de 1,1 milhões de dólares para a Canadian Cancer Society. Este resultado evidencia o forte compromisso da comunidade com a investigação, o apoio às pacientes e a promoção da prevenção. Com mais de mil mulheres presentes nesta edição, o evento reforçou o espírito comunitário que o caracteriza, promovendo união e consciencialização em torno de uma causa que continua a mobilizar a comunidade ano após ano.

A organizadora do evento, Linda Correia, explicou a motivação pessoal que a leva a manter a gala: “às vezes fico um pouco triste ao ver tantas pessoas com cancro. Esta é a minha oportunidade de fazer algo por elas. Antigamente conhecíamos

alguém afetado; hoje conhecemos pessoas diretamente. Por isso, vou continuar.”

Sobre prevenção, Linda deixou um conselho direto à comunidade:“dizia às mulheres para, ao tomarem banho, observarem bem os seios e verificar qualquer alteração. Antigamente recomendava-se o rastreio aos 50 anos; hoje recomenda-se a partir dos 40. Esta doença está a aparecer mais cedo, por isso a prevenção é fundamental. Obrigada a todos pela vossa presença.”

Para Linda, é precisamente o envolvimento coletivo que garante o sucesso da gala, refletindo a generosidade da comunidade e reforçando a importância da união em torno de um objetivo comum.

A importância desta união foi também destacada pelos convidados. Ana Luísa Riquito, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, afirmou: “esta empreitada da nossa comunidade, liderada pela Linda Correia, é absolutamente deslumbrante. É uma prova viva da força coletiva das mulheres.”

Na mesma linha, Albertina Cassule, vice-cônsul de Angola em Toronto, acrescentou: “este é um dia muito importante para mim como mulher. Cada vez mais mulheres vivem com esta doença silenciosa que é o cancro. Estar aqui é mostrar união, força e solidariedade, e agradecer às organizadoras por iniciativas como esta.”

Julie Dzerowicz, deputada federal pelo círculo eleitoral de Davenport, destacou o caráter extraordinário do evento e o apoio

mútuo que promove: “Linda e o incrível grupo que organiza este evento conseguem, todos os anos, criar algo extraordinário. Este é um espaço de união, onde todos nos apoiamos e lembramos que quem enfrenta o cancro não está sozinho. Juntos, podemos dar força, apoiar uns aos outros e continuar a lutar por avanços na deteção e cura desta doença.”

Entre os participantes, Laila Abreu partilhou a sua inspiração pessoal: “sinto um grande amor e gratidão por todos os que estão aqui e que colaboram nesta festa. A minha mãe, sobrevivente de cancro da mama, foi a minha inspiração para criar a minha clínica, que nasceu para dar uma nova visão e cor às sobreviventes. Estou emocionada e muito feliz por ver uma festa tão bonita e envolvente nesta causa.”

Em representação da Canadian Cancer Society, Theresa Farjaro destacou o impacto concreto do apoio da comunidade: “um agradecimento especial a Linda Correia e à comunidade feminina luso-canadiana pelo apoio. Graças a todos conseguimos financiar investigação inovadora, melhorar a deteção e prevenção do cancro. Juntos, podemos fazer a diferença na vida de quem enfrenta o cancro da mama.”

Houve também momentos de homenagem, reconhecimento e força, dedicados às mulheres que venceram a doença e àquelas que continuam a lutar. A animação da noite esteve a cargo de DJ Jason Branco, Duo DT e Tony Câmara, que trouxeram música

e energia, proporcionando um ambiente de celebração entre todos os presentes.

O cancro da mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais na mama, formando um tumor maligno que pode invadir outros órgãos. É o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e, embora raro, também pode afetar homens.

No Canadá, é também a segunda principal causa de morte por cancro entre a população feminina. Estima-se que, ao longo da vida, cerca de uma em cada oito mulheres canadianas será diagnosticada com a doença.

Por isso, a deteção precoce é fundamental, pois aumenta significativamente as hipóteses de sucesso do tratamento e pode salvar vidas.

Mais do que um evento, a Festa das Amigas “Breast Cancer Gala Dinner” tornou-se um importante momento de solidariedade da comunidade, reunindo pessoas de diferentes origens em torno de um objetivo comum: apoiar a luta contra o cancro da mama e promover informação e esperança.

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José Rodrigues

Centro Abrigo e FPCBP lembra importância do valor feminino Comunidade celebra o Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado oficialmente a 8 de março, foi o mote para que o Centro Abrigo abrisse as portas para um evento especial dedicado à valorização do papel feminino na sociedade. A iniciativa reuniu membros da comunidade, seniores, jovens e profissionais do centro para refletir sobre conquistas, desafios e o impacto das mulheres no mundo atual. Durante o encontro, várias representantes do Abrigo destacaram a importância de manter viva a luta pela igualdade de género e pelo reconhecimento do contributo das mulheres em diferentes áreas da sociedade.

Para Lena Barreto, Board Chair do Abrigo Centre, “a data ganha ainda mais relevância diante do cenário global atual”. Segundo ela, “apesar dos avanços conquistados ao longo das últimas décadas, acontecimentos recentes no mundo têm mostrado que ainda há riscos de retrocessos”.

“Temos trabalhado muito para alcançar várias conquistas, mas ultimamente os acontecimentos mundiais têm-nos empurrado um pouco para trás. Por isso, este dia tem hoje ainda mais valor. É uma oportunidade para reconhecer o trabalho que a mulher faz e o lugar que ocupa na nossa comunidade — como líder, cuidadora, mãe, irmã e filha”, afirmou.

Também presente no evento, Alice Nunes, coordenadora do programa de seniores, destacou a “importância de celebrar a evolução do papel da mulher ao longo das gerações”. Segundo ela, trabalhar com pessoas idosas permite perceber de forma clara as mudanças que ocorreram na sociedade.

“Os seniores viveram várias fases em que o papel da mulher era muito diferente. Muitos contam histórias de quando eram jovens e havia dúvidas se as mulheres poderiam estudar ou não. Hoje vemos o quanto evoluímos. Podemos até brincar dizendo que somos ‘super-mulheres’, porque de certa forma somos mesmo”, explicou. Para Alice, a celebração é também um reconhecimento do longo caminho percorrido pelas mulheres e das oportunidades conquistadas ao longo do tempo.

Entre os momentos do evento houve também espaço para a participação dos mais jovens. Emma Machado, estudante da escola Loreto, deixou uma mensagem dirigida às jovens mulheres de todo o mundo: “Façam a diferença neste mundo.”

Para Paula de Jesus, diretora da instituição, este é um momento “de assinalar conquistas, mas também de refletir sobre

os desafios que as mulheres ainda enfrentam”. “A mulher deve ser celebrada em todos os papéis que desempenha na sociedade — é um dos seus pilares”, afirmou.

Já Luciana Pache de Oliveira, coordenadora do programa de prevenção à violência baseada no género no Abrigo, sublinhou que falar da importância da mulher é falar da própria existência humana.

“Todos nós viemos de uma mãe. Historicamente, a mulher tem sido não apenas cuidadora, mas também um elemento de união das famílias e de transmissão de valores entre gerações. Quando penso na mulher hoje, penso numa presença forte em diferentes espaços da sociedade, com coragem, sabedoria e resiliência”, afirmou. Luciana descreveu ainda o Abrigo como um espaço de “acolhimento, segurança, coragem e casa”.

Eugenia Garcia Pena, uma das participantes, deixou uma mensagem de esperança no futuro, defendendo que o papel da mulher deve continuar a ser cada vez mais valorizado. Apesar das conquistas, lembrou que “ainda existem desafios importantes”, entre eles “a persistência da violência doméstica e os ataques aos direitos das mulheres em várias partes do mundo”.

Também Gila Raposo, Co-Executive Director, salientou que “infelizmente, os índices de violência e de ataques aos direitos femininos continuam elevados”. “Isso mostra que ainda há muito trabalho a fazer. Este não é um problema exclusivo das mulheres; é um tema que diz respeito a toda a sociedade”, afirmou. Gila deixou ainda uma mensagem de reconhecimento e esperança: “continuar a lutar pela igualdade entre mulheres e homens é essencial para construir uma sociedade mais justa, saudável e com mais oportunidades para todos”.

Também a Federation of Portuguese Canadian Business and Professionals (FPCBP) reuniu a comunidade portuguesa na Casa dos Açores do Ontário para assinalar o Dia Internacional da Mulher, numa iniciativa que destacou o papel, as conquistas e os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade contemporânea. Durante o evento, várias personalidades da comunidade partilharam reflexões sobre a importância de continuar a celebrar a data, mesmo em 2026. A advogada criminal Melissa Azevedo, do escritório Heller Hunter Azevedo, sublinhou que o dia mantém grande relevância, sobretudo para fortalecer laços entre mulheres da comunidade. Segundo a jurista, celebrar a data é também uma forma de incentivar o apoio mútuo.

“Adoro a ideia de mulheres levantarem outras mulheres, especialmente dentro da nossa comunidade”, afirmou, destacando

ainda a importância de criar redes de contacto e partilhar experiências.

A oradora convidada foi Marlene Soares-Atzori, assessora regional na área de banca transfronteiriça do RBC Bank na região da Grande Toronto. Com mais de 35 anos de experiência na área financeira, reforçou que o Dia Internacional da Mulher deve servir como um momento de união e inspiração. Para ela, mais do que uma celebração simbólica, a data representa uma oportunidade para incentivar as mulheres a acreditarem em si próprias e nos seus objetivos.

“Devemos acreditar em nós mesmas e na nossa paixão. O apoio dos outros é importante, mas tudo começa connosco”, destacou.

Já Paula Bernardino, de Montreal e membro do Conselho da Diáspora Portuguesa – núcleo canadiano –, salientou que ainda existem desafios significativos para alcançar uma igualdade plena. Na sua opinião, datas como esta ajudam a criar oportunidades de contacto, partilha e colaboração entre mulheres.

“É importante recordar o que já foi conquistado, mas também perceber que ainda há muito por alcançar”, afirmou, acrescentando que as mulheres não devem ter receio de avançar para novas oportunidades.

Ana Luísa Riquito, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, afirmou que “é preciso continuar a avançar, acreditar no que queremos alcançar e procurar visibilidade”.

“Mesmo que não tenhamos todas as qualidades exigidas, muitas vezes basta dar o primeiro passo e contar com uma rede de apoio”, referiu, lembrando que, “apesar dos avanços registados nas últimas déca-

das, a igualdade entre homens e mulheres ainda não é uma realidade absoluta, mesmo em democracias consolidadas como Portugal e o Canadá”. Persistem desigualdades salariais, dificuldades na progressão profissional e casos de violência de género, o que reforça a necessidade de continuar a promover o debate e a ação, sublinhou.

O presidente da Federação, António Osório, destacou que a celebração do Dia Internacional da Mulher já se tornou uma tradição da organização e integra o calendário anual de atividades. A iniciativa pretende reconhecer o contributo das mulheres portuguesas em diversas áreas da sociedade, desde a família às empresas, passando pela política, diplomacia e vida comunitária. “A nossa comunidade deve muito às mulheres. Onde quer que existam mulheres portuguesas, existe também uma grande força”, afirmou.

A edição deste ano teve como lema “Give to Gain”, incentivando a colaboração, a partilha e o fortalecimento das redes de apoio entre mulheres. Mais do que duas celebrações isoladas, os encontros deixaram uma mensagem comum: celebrar as conquistas alcançadas, mas não esquecer que a igualdade plena ainda exige vigilância, coragem e ação. Porque cada avanço alcançado pelas mulheres não transforma apenas a vida de quem o conquista — transforma também famílias, comunidades e o futuro de todos.

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Credito: Adriana Paparella
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Adriana Paparella

Paddle Battle for Mental Health celebra 10 anos de apoio à saúde mental

O Paddle Battle for Mental Health assinalou uma década de impacto, tendo evoluído de um simples torneio solidário de ténis de mesa, realizado em 2016, para uma das principais iniciativas comunitárias de apoio à saúde mental em Toronto. Nesta edição, o evento voltou a evidenciar a força da solidariedade ao reunir atletas, voluntários, patrocinadores e apoiantes em torno de uma causa cada vez mais urgente: a saúde mental.

Ainiciativa foi organizada por uma equipa composta por Andrew Oliveira, Christianne Teixeira, Elizabeth McNeill, Erika Melo, Jason Prazeres, Michael Mancinelli, Saverio Repole, Victoria Mancinelli e Wilson Teixeira. O trabalho conjunto deste grupo tornou possível mais uma edição marcada pela elevada participação e pelo impacto social.

Wilson Teixeira, em representação da organização, destacou a relevância do envolvimento comunitário: “Estamos a inspirar cada vez mais organizações, e a comunidade tem-se juntado cada vez mais, oferecendo o seu apoio. Queremos continuar a angariar fundos para garantir que estas instituições possam manter e expandir os seus serviços essenciais.”

Este ano, 120 equipas participaram no torneio, criando um ambiente competitivo, mas sobretudo marcado pelo espírito de colaboração. Entre os participantes, destacou-se a equipa Viana Tigers, associada à empresa Viana Roofing & Sheet Metal Ltd., que também apoiou o evento como patrocinadora. A presença da equipa evidenciou o compromisso da organização com causas sociais e contou com o forte apoio dos seus simpatizantes.

Para além da vertente desportiva, o objetivo principal do torneio foi angariar fundos para instituições que desenvolvem trabalho essencial na área da saúde mental. As receitas foram distribuídas por quatro organizações: a Canadian Mental Health Association – Ontario Division, a Kids Help Phone, a Luso Canadian Charitable Society

e a Jack.org. Cada entidade recebeu um donativo de 65 mil dólares, contribuindo diretamente para a continuidade dos seus programas e serviços de apoio. Representantes das instituições beneficiadas marcaram presença no evento, sublinhando a importância de iniciativas comunitárias.

Joe Kim, Diretor de Operações da Canadian Mental Health Association – Ontario Division, afirmou: “em primeiro lugar, quero agradecer a todos os envolvidos. Quando a comunidade se mobiliza assim, conseguimos fazer a diferença e apoiar quem precisa. Só o facto de estarmos juntos já ajuda a quebrar o estigma e a discriminação. Peçam ajuda, estamos aqui para vos apoiar.”

Vivien Glencross, Vice-Presidente de Desenvolvimento e Marketing da Jack.org, reforçou o impacto do evento: “estamos muito felizes por sermos, mais uma vez, um dos beneficiários desta iniciativa. Eventos como este permitem-nos continuar a desenvolver os nossos programas e apoiar um maior número de jovens no Canadá ao longo do seu percurso na área da saúde mental, fortalecendo comunidades e disponibilizando educação e recursos essenciais.”

Também presente, Samantha Summers, Diretora Sénior de Desenvolvimento – Filantropia da Kids Help Phone, destacou a crescente procura por apoio entre os jovens: “eventos como este ajudam-nos a continuar os nossos programas e a apoiar

cada vez mais jovens. A Kids Help Phone (686868) é o único serviço de saúde mental eletrónica do Canadá disponível 24/7, gratuito, confidencial e anónimo, oferecendo apoio em várias línguas. Os jovens podem enviar ‘CONNECT’ para 686868 e falar com um voluntário treinado em situações de crise ou receber suporte em saúde mental.” Por fim, Cynthia Prazeres, voluntária da Luso Canadian Charitable Society, sublinhou a importância da mobilização comunitária: “quando a comunidade se mobiliza desta forma, conseguimos fazer a diferença e ajudar muitas pessoas que necessitam de apoio e recursos. Estou feliz por saber que há pessoas que podem ser a voz dos nossos utentes e agradeço imenso por isso.” No final do torneio, ficou claro que, mais do que as vitórias dentro de campo, a verdadeira vencedora foi a causa. O sucesso do evento só foi possível graças ao contributo de patrocinadores, participantes, voluntários e membros da comunidade que acreditam na importância de promover o bem-estar mental. De acordo com dados do Centre for Addiction and Mental Health (CAMH), um em cada cinco canadianos sofre de uma doença mental em determinado momento do ano. Até aos 40 anos, cerca de metade da população terá enfrentado ou enfrentará um problema de saúde mental ao longo da vida.

Perante esta realidade, iniciativas como o Paddle Battle for Mental Health assumem um papel cada vez mais relevante. Mais do que um torneio desportivo, o evento tornou-se uma plataforma para inspirar ação, fortalecer laços comunitários e apoiar serviços essenciais na área da saúde mental, demonstrando que a união e o empenho coletivo podem gerar um impacto duradouro na sociedade. FP/MS

Concurso de Cantores de John e Lisa Santos tem três portugueses na final Talento, diversidade e emoção marcaram o palco

Com talento, dedicação e muitas histórias inspiradoras, a mais recente edição do concurso organizado por John e Lisa Santos voltou a reunir jovens e adultos artistas numa celebração de criatividade e diversidade cultural. O evento, que conta com a MDC Media Group como patrocinadora oficial, realizou recentemente as duas rondas semifinais, definindo os dez finalistas que irão disputar o título na grande final. Esta edição traz também um destaque especial: três dos finalistas são de língua portuguesa ou de ascendência portuguesa, algo que não acontecia há mais de cinco anos na competição. O facto tem sido recebido com entusiasmo pela comunidade, refletindo a forte presença e contribuição cultural lusófona no evento.

Primeira Semifinal

A primeira semifinal contou com a participação dos seguintes concorrentes: Emiliano Rosales, Ikhlas Garba, Anngel Pollard, Elsa Kolahi, Callixa Raposo, Tommaso Romita, Katrin Madoyan, Cassandra Oliveira Marques, Lauren Lee, April Yan, Emma Tagliabue, Sophie Correia, Yzabelle Albea, Em Faith, Matt Quintana, Jocelyn Li, Selena Martins, Andrew Dichio, Arnav Naraharisetti, Kendra Pierroz e Natasha Costa. O painel de jurados foi composto por Anthony Wright, Rodney Ronquillo, Mon Torralba, Carina Bianchini, Ared

Arzumanian e Patrick Albernaz. Na categoria juvenil, as vencedoras foram Yzabelle Albea e Katrin Madoyan. Já na categoria adulta, os vencedores foram Andrew Dichio, Kendra Pierroz e Callixa Raposo.

Segunda Semifinal

A segunda semifinal reuniu os concorrentes Emiliano Rosales, Anngel Pollard, April Yan, Tommaso Romita, Jocelyn Li, Sophie Correia, Elsa Kolahi, Emma Tagliabue, Natasha Costa, Selena Martins, Arnav Naraharisetti, Matt Quintana, May Medeiros, Lauren Lee, Em Faith e Ikhlas

Garba. O painel de jurados foi composto por Anthony Wright, Rodney Ronquillo, Chyrell Ronquillo, Alex Andronache, Raechell Tamaryn e Ared Arzumanian. Na categoria juvenil, os vencedores foram April Yan, Lauren Lee e Arnav Naraharisetti. Já na categoria adulta, destacaram-se May Medeiros, Em Faith e Cassandra Oliveira Marques.

Os 10 Finalistas

A grande final será disputada por: May Medeiros, Em Faith, April Yan, Andrew Dichio, Yzabelle Albea, Cassandra Olivei-

ra Marques, Katrin Madoyan, Lauren Lee, Arnav Naraharisetti e Callixa Rapos. Entre eles, três finalistas de língua portuguesa ou descendência portuguesa — May Medeiros, Cassandra Oliveira Marques e Callixa Raposo — fazem história nesta edição, representando a comunidade lusófona numa presença que não se via há mais de meia década na final do concurso.

Um palco de sonhos

Mais do que uma competição, este evento tem sido um verdadeiro palco de sonhos para jovens talentos, onde cada apresentação representa meses de trabalho, coragem e paixão pela arte.

Agora, com a final no horizonte – 2 de maio na Casa do Alentejo de Toronto - cresce a expectativa para descobrir quem irá conquistar o público e os jurados. Mas independentemente do resultado final, uma coisa já ficou clara nesta temporada: o talento não tem fronteiras e continua a unir culturas, vozes e histórias num mesmo palco — exatamente o espírito que John e Lisa Santos sempre quiseram celebrar desde o primeiro dia.

Credito: Francisco Pegado
Credito: Francisco Pegado

A comunidade portuguesa no Canadá celebra as suas raízes com arte, fé e tradições, reunindo diferentes gerações em iniciativas culturais e comunitárias que mantêm viva a herança portuguesa além-fronteiras.

Exposição celebra arte e criatividade de Barcelos em Montreal

O Consulado-Geral de Portugal em Montreal participou na inauguração da exposição “Expressões da Arte e da Criatividade Barcelense”, patente na Associação Portuguesa do Canadá no âmbito do seu 70.º aniversário.

A iniciativa, promovida pela Associação Migrante Barcelos Community Centre e liderada por Vítor Santos, reúne artesanato tradicional — com destaque para a cerâmica e o Galo de Barcelos — e reforça os laços culturais entre Portugal e a comunidade portuguesa em Montreal. Sob o lema “O Que Nos Liga”, a exposição celebra arte, memória e identidade da diáspora. Está aberta ao público até 27 de março.

Comunidade portuguesa de Oakville celebra Jantar do Bom Jesus Milagroso

No passado sábado, a Paróquia de São José de Oakville recebeu dezenas de fiéis e membros da comunidade portuguesa para o tradicional Jantar do Bom Jesus Milagroso. O evento proporcionou uma noite de convívio, música e gastronomia típica portuguesa. A iniciativa contou com a participação especial do artista Rui Açoriano, vindo da ilha de São Miguel, que animou os presentes com momentos de música e alegria. Rui Açoriano afirmou: “Venho com a alma, para estar com as comunidades e cantar para a comunidade. É sempre um

privilégio partilhar música e tradição com quem valoriza as nossas raízes. Agradeceu a todos o carinho e “espera voltar em breve”, nunca esquecendo a sua empresária Helena Furtado e todos os que o ajudam a fazer uma das coisas que mais ama: cantar. A animação musical ficou ainda a cargo de César Russo, garantindo um ambiente festivo e acolhedor. Luménia Rodrigues, membro da organização referiu que “foi uma iniciativa incrivel” e “agradecera todos os que vieram à festa, a todos os que ajudaram indiretamente e a todos voluntários”. “Para mim manter esta tradição de cultura e de fé é muito importante. O Bom Jesus é muito festejado no Pico e é algo que a nossa comunidade carrega no peito e na alma. 20 de Setembro será o dia da nossa festa maior e todos estão convidados”. O evento destacou a importância de iniciativas que mantêm vivas as tradições culturais e religiosas da comunidade luso-canadiana.

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Primeiro Festival Multicultural Infantil/ Juvenil reúne jovens artistas no Centro Cultural Português de Mississauga

O Centro Cultural Português de Mississauga (PCCM) sediou no último sábado o 1º Festival Multicultural Infantil/Juvenil, reunindo jovens artistas e grupos culturais de diversas comunidades para uma tarde de música, dança e intercâmbio cultural.O evento contou com apresentações representando tradições portuguesas, macedônias, filipinas, irlandesas, armênias e outras, evidenciando a diversidade cultural da Região Metropolitana de Toronto. A tarde ainda contou com música de DJ Good Vibes, entretenimento e rifas. Laurentino Esteves, assumidamente apaixonado pelo folclore, destacou o simbolismo da sua participação no festival após chegar de Lisboa: um momento de encontro com a comunidade e a cultura portuguesa. Sublinhou ainda que, perante tempos de incerteza e intolerância,

é através da cultura que se devem reforçar os laços e as raízes comuns.

Andrew Camara explicou que o festival teve como objetivo angariar fundos para as atividades e viagens do rancho, ao mesmo tempo que abriu o PCCM a várias comunidades e culturas. Destacou ainda a importância de envolver crianças e jovens para preservar e valorizar a cultura e tradição portuguesas, agradecendo o apoio das famílias.

O festival celebrou a multiculturalidade e reforçou os laços comunitários, promovendo a preservação das tradições culturais entre as novas gerações da diáspora portuguesa e de outras comunidades.

Casa dos Açores do Ontário celebra o Divino Espírito Santo e reforça laços da comunidade

A Casa dos Açores do Ontário, em Toronto, realizou a 7 de março de 2026 a terceira Festa do Divino Espírito Santo, reunindo a comunidade açoriana numa noite de tradição, convívio e celebração do Dia da Mulher. O evento contou com a tradicional matança do porco e atuações musicais de Júlia Leal e Lídia Sousa. A presidente Suzanne Cunha destacou a importância destas iniciativas para preservar e transmitir as tradições açorianas às novas gerações. O próximo evento terá lugar a 21 de março, dedicado ao verde dos Açores.

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ACAPO apresentou “Portugal Week 2026” em conferência de imprensa

A ACAPO – Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas de Ontário realizou, na terça-feira, 10 de março, uma conferência de imprensa na Casa do Alentejo, em Toronto, para apresentar os detalhes da semana de Portugal 2026 (Portugal Week 2026).

Durante o encontro, a organização anunciou que a tradicional Parada de Portugal de Camões e das Comunidades se realizará no dia 13 de junho, a partir das 10h00. A concentração será na St. Clair Ave West com Oakwood Ave, seguindo-se o cortejo pela St. Clair Ave West até à Caledonia Road, reforçando a celebração da cultura e das tradições portuguesas na cidade.

José Eustáquio, principal responsável pela organização, destacou a importância do evento: “a Portugal Week é uma oportunidade única para a comunidade portuguesa se reunir, celebrar as nossas tradições e mostrar a riqueza cultural de Portugal à cidade de Toronto. Este ano, teremos um programa diversificado, com música, gastronomia, arte e atividades para todas as idades.”

A vereadora do círculo eleitoral de Davenport, Alejandra Bravo, sublinhou o valor da iniciativa: “é fundamental reconhecer e celebrar a comunidade portuguesa em Toronto. Eventos como a Portugal Week fortalecem os laços culturais e comunitários e evidenciam a diversidade que torna esta cidade tão especial.”

Katia Caramujo, vice-presidente da ACAPO, explicou que a conferência segue a

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bração: “este trabalho coletivo garante que todos os eventos sejam bem organizados e demonstra o compromisso das associações portuguesas, e não só, em celebrar a nossa cultura e apoiar a comunidade.”

Os organizadores apresentaram os principais eventos culturais da semana, que se continuam a expandir transformando a iniciativa numa celebração de um mês. A programação inclui o habitual hasteamento da bandeira, visitas a monumentos em diferentes áreas de Toronto, concertos, exposições, workshops e atividades familiares. A grande novidade deste ano será um festival de Fado, enquanto a agenda ainda está a ser finalizada, com várias surpresas por revelar. Foi também destacado o papel das associações locais, que promovem a participação comunitária e reforçam a presença da cultura portuguesa na cidade.

José Eustáquio acrescentou: “Contamos com o apoio da imprensa para divulgar a nossa cultura, os nossos artistas e as iniciativas que tornam a comunidade portuguesa cada vez mais vibrante, e também agradecemos aos patrocinadores que tornam possível a realização destes eventos.”

A “Portugal Week 2026” consolida-se como um evento de grande relevância cultural e comunitária, oferecendo uma plataforma para celebrar tradições, fortalecer laços e envolver novos públicos na riqueza da cultura portuguesa em Toronto, acrescentando mais cor ao mosaico cultural canadiano. FP/MS

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PORTUGAL CANADÁ

Liberais celebram enquanto

Poilievre

acusa Carney de “acordos de bastidores” após deserção do NDP

Sorrindo de forma evidente, o primeiro-ministro Mark Carney deu as boas-vindas, na quarta-feira (11), à deputada Lori Idlout no caucus liberal, depois de convencer mais um membro da oposição a juntar-se ao partido no poder - um golpe político que o aproxima ainda mais de um governo de maioria.

Falando brevemente com os jornalistas em Parliament Hill, com Idlout ao seu lado, Carney afirmou que a antiga deputada do Novo Partido Democrático (NDP) é “uma das melhores deputadas de círculo eleitoral”, que tem representado com competência Nunavut, um território que, recordou, é “tão grande como o México, mas com apenas uma pequena fração da população”.

O primeiro-ministro acrescentou que Idlout é “muito acessível e prática” e que ambos irão trabalhar juntos em projetos “grandes e pequenos em Nunavut”.

Por sua vez, Idlout afirmou que não houve um único motivo determinante para a sua decisão de se juntar aos liberais. “Como acontece com qualquer questão complexa, não foi apenas uma coisa que aconteceu”, disse quando questionada sobre a razão da mudança. “Várias coisas levaram-me a refletir sobre isto e estou grata por ter sido tão calorosamente recebida.”

A deputada tem ponderado juntar-se ao Partido Liberal há vários meses, apesar de, em várias ocasiões, ter sido uma crítica fe-

roz das políticas do governo. Em janeiro, chegou mesmo a afirmar que ainda não estava preparada para dar esse passo.

Na semana passada, Idlout participou num comício de campanha de Avi Lewis, amplamente considerado o favorito na corrida à liderança do NDP. No evento, apresentou o que muitos presentes interpretaram como um apoio pouco entusiástico a Lewis. “Estou verdadeiramente nervosa com a minha influência”, disse à audiência reunida numa igreja em Ottawa.

Posteriormente, Idlout reuniu-se em privado com Carney no seu gabinete, segundo o porta-voz do primeiro-ministro, encontro que acabou por formalizar a sua saída do NDP.

Em declarações à CBC News, Idlout afirmou que não lhe foi prometido nada em troca da adesão ao Partido Liberal. Acrescentou ainda que sentia que estaria a trair os seus eleitores se permanecesse no NDP.

Num comunicado escrito divulgado pelo Partido Liberal, a deputada explicou que as ameaças à soberania do Canadá e as pressões sobre o bem-estar das populações do Norte a motivaram a juntar-se a um governo capaz de enfrentar esses desafios.

“Mark Carney é o nosso primeiro primeiro-ministro proveniente do Norte e, neste momento decisivo da nossa história, estou pronta para trabalhar com ele para construir um futuro forte para Nunavut e para todo o Canadá”, afirmou, referindo-se ao facto de Carney ter nascido nos Territórios

do Noroeste. Lori Idlout torna-se a quarta deputada a deixar a oposição nos últimos meses para se juntar aos Liberais, seguindo o exemplo dos conservadores Chris D’Entremont, Michael Ma e Matt Jeneroux, que também trocaram a bancada do seu partido pelo governo.

Com esta mudança, os Liberais passam a contar com 170 assentos, ficando apenas dois lugares abaixo da maioria absoluta de 172 deputados.

A situação poderá mudar nas próximas semanas, com três eleições intercalares marcadas para 13 de abril. Duas ocorrerão em círculos eleitorais de Toronto, considerados redutos liberais, enquanto a terceira será em Terrebonne, Montreal, um distrito mais competitivo.

Na eleição anterior em Terrebonne, o candidato liberal venceu por apenas um voto, mas o resultado foi anulado pelo Supremo Tribunal do Canadá devido a uma irregularidade que impediu um eleitor de votar, obrigando à repetição do processo.

Caso os Liberais conquistem os três círculos em disputa, poderão atingir 173 deputados, assegurando uma maioria parlamentar confortável. Esse cenário permitirá ao governo de Mark Carney governar com maior estabilidade e reduzirá a probabilidade de eleições federais antecipadas nos próximos anos.

CBC/MS

Vai custar 8 dólares aos veículos de passageiros atravessar a Ponte Internacional Gordie Howe

Já se sabe quanto será necessário pagar para atravessar a Gordie Howe International Bridge quando entrar em funcionamento. Os responsáveis pela ponte anunciaram que a portagem para veículos ligeiros será de 8 dólares (5,75 dólares americanos) por travessia. No caso de camiões comerciais, veículos de grandes dimensões e veículos de passageiros maiores, o custo será de 12 dólares (8,75 dólares americanos) por eixo.

O programa de identificação eletrónica de veículos da ponte, denominado “Breakaway”, permitirá aos condutores beneficiar de tarifas com desconto e utilizar qualquer faixa de portagem disponível.

Segundo a autoridade responsável pela infraestrutura, os membros do programa Breakaway terão direito a um desconto de 25%. Isto significa que a travessia passará a custar 6 dólares para veículos de passageiros e 9,60 dólares por eixo para veículos comerciais.

A empresa responsável pela ponte anunciou, em comunicado divulgado na quarta-feira (11), que a infraestrutura deverá abrir na primavera deste ano.

A ponte irá estabelecer uma ligação direta entre autoestradas, conectando a Highway 401, em Ontário, à Interstate 75, no estado norte-americano do Michigan.

A travessia contará com seis faixas de circulação, 16 faixas de portagem e 60 postos de inspeção para o Canadá e os Estados Unidos. “Tal como as equipas estão a ajustar todos os detalhes do projeto, também estamos a garantir um arranque tranquilo para todos os viajantes e a cumprir o nosso compromisso de oferecer uma passagem fronteiriça moderna e eficiente”, afirmou David Henderson, director-executivo da Bridging North America.

Atualmente, atravessar a Ambassador Bridge custa 14 dólares canadianos, ou 10 dólares americanos, para automóveis, autocarros e motociclos.

Um representante da Ambassador Bridge não respondeu a um pedido de comentário na quarta-feira (11).

Carney observa exercícios militares no Ártico

A NATO demonstra força na Noruega

O primeiro-ministro Mark Carney viajará este fim de semana para norte do Círculo Polar Ártico para observar o enorme exercício militar Cold Response, organizado pela NATO, que se realiza de dois em dois anos. O treino militar decorre num contexto de tensões internacionais elevadas, incluindo a guerra em curso no Médio Oriente entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Aacompanhar o primeiro-ministro canadiano neste exercício militar estarão o seu homólogo norueguês e o chanceler da Alemanha. Ambos os países apoiam uma proposta da empresa alemã

de construção de submarinos TKMS para vender novos submarinos ao Canadá. No entanto, altos responsáveis do governo afirmaram na quarta-feira (11) que este programa multimilionário não está na agenda das reuniões. Tanto a TKMS como a empresa sul-coreana Hanwha Ocean, a outra concorrente, já apresentaram as suas propostas ao governo federal, que deverá tomar uma decisão rapidamente.

Durante a visita, a primeira de um primeiro-ministro canadiano à Noruega desde 1980, Carney deverá também reunir-se com vários líderes do norte da Europa, incluindo representantes da Dinamarca,

Suécia, Finlândia e Islândia. O encontro está a ser apresentado pelos noruegueses como uma cimeira nórdica, que dará a Carney a oportunidade de aprofundar, pessoalmente, a mensagem que transmitiu recentemente no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, onde afirmou que as potências médias precisam de cooperar mais estreitamente entre si.

A viagem terminará com uma visita ao Reino Unido, onde Carney deverá reunir-se com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em 10 Downing Street, a residência oficial do chefe do governo britânico.

A guerra dos Estados Unidos com o Irão e

a crise do petróleo que daí resultou deverão estar entre os principais temas de discussão. Carney e Starmer participaram também numa reunião virtual dos líderes do G7, na qual condenaram os ataques do Irão contra civis e infraestruturas civis nos Estados do Golfo e sublinharam a necessidade de evitar que o conflito se agrave ainda mais.

As Forças Armadas canadianas estão a participar no exercício Cold Response, juntamente com cerca de 25 mil militares de 14 países, numa operação liderada pela Noruega.

Pequeno-almoço de liderança da Women’s Habitat homenageia mulheres e apela ao fim da violência

Para assinalar o mês de março e o Dia Internacional da Mulher, a Women’s Habitat of Etobicoke organizou um pequeno-almoço especial no Palais Royale, em Toronto. O encontro reuniu líderes governamentais, representantes do setor corporativo, profissionais de serviços de apoio às mulheres e membros de organizações comunitárias, num momento de celebração das conquistas femininas e de reflexão sobre os desafios que persistem na promoção da igualdade e na prevenção da violência de género.

AWomen’s Habitat of Etobicoke é uma instituição dedicada ao apoio de mulheres, crianças e jovens afetados pela violência de género. A organização oferece abrigo seguro e confidencial, bem como programas de aconselhamento, acompanhamento e apoio social, ajudando mulheres e famílias a reconstruírem as suas vidas e a avançarem para um futuro mais seguro e independente.

Ao longo da manhã, foi também destacada a importância de envolver os homens de forma ativa nesta causa. A iniciativa insere-se numa abordagem que procura ir além da simples sensibilização ou alinhados, incentivando a participação masculina como parte integrante da mudança social e da prevenção da violência.

Durante a cerimónia, várias mulheres foram homenageadas pelo seu contributo e liderança em diferentes áreas da sociedade. Entre as distinguidas estava a portuguesa Mery Andrade, assistente técnica dos Toronto Raptors. O programa incluiu ainda um painel composto por líderes masculinos que refletiram sobre o papel dos homens na prevenção e erradicação da violência de género. A conversa centrou-se na responsabilidade individual e coletiva, na importância da educação e da prevenção, bem como na necessidade de mudanças estruturais que contribuam para uma sociedade mais segura e igualitária.

O encerramento ficou a cargo de Charmaine Williams, ministra associada para Oportunidades Sociais e Económicas para Mulheres, que sublinhou a importância da

colaboração entre homens e mulheres na construção de soluções eficazes para combater a violência doméstica e promover a igualdade de género.

Entre os testemunhos partilhados durante o evento, destacou-se a intervenção de Mery Andrade, que sublinhou a importância de promover espaços de diálogo inclusivos. “É importante celebrarmos as mulheres e reconhecermos o seu papel na sociedade. Este momento foi também uma oportunidade para convidarmos os homens a fazerem parte desta conversa. Criar espaços de diálogo onde todos possam participar é fundamental, porque é através da colaboração entre mulheres e homens que conseguiremos caminhar na direção certa, promovendo mais igualdade e compreensão”, afirmou.

Na mesma linha, Lena Barreto destacou o valor da solidariedade feminina e do envolvimento da comunidade na luta contra a violência “a solidariedade entre mulheres é essencial, mas é igualmente importante envolver toda a comunidade nesta causa. Iniciativas como esta ajudam a sensibilizar a sociedade e contribuem para mudanças reais”, referiu.

Por sua vez, Carla Neto, diretora executiva da Women’s Habitat of Etobicoke, reforçou o compromisso da instituição em apoiar mulheres e famílias afetadas pela violência: “o nosso trabalho passa por apoiar mulheres e famílias que enfrentam situações de violência, oferecendo segurança, recursos e acompanhamento. Iniciativas como esta são fundamentais porque incentivam também os homens a assumirem um papel ativo na transformação social, contribuindo para uma mudança cultural que permita prevenir a violência”, explicou.

Mais do que uma celebração do Dia Internacional da Mulher, o encontro representou um momento de reflexão e de compromisso coletivo. Ao reunir líderes de diferentes setores da sociedade, a iniciativa reforçou a importância da colaboração, da prevenção e da responsabilidade partilhada na construção de uma comunidade mais justa, segura e inclusiva.

FP/MS

O Premier de Ontário, Doug Ford, anunciou que o governo provincial vai assumir a participação da cidade de Toronto no Aeroporto Billy Bishop, permitindo a expansão das pistas e a operação de aviões a jato, atualmente proibidos por um acordo tripartido entre cidade, província e governo federal.

A província recorrerá ao direito de expropriação para adquirir cerca de 20% das terras da cidade, oferecendo compensação pelo valor do terreno e pela perda de receitas, estimada em 5 milhões de dólares

por ano. Ford descreveu o aeroporto como uma “joia da coroa” e um “motor económico”, comparável a aeroportos de Nova Iorque e Chicago.

A presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, reiterou a sua oposição, citando preocupações com ruído e impacto na orla costeira, e afirmou não ter recebido planos concretos da província. Por se tratar de um aeroporto regido por acordo tripartido, qualquer alteração significativa, como a expansão das pistas, precisa ainda de aprovação federal.

Disparos no Consulado dos EUA em Toronto

Polícia investiga possível incidente de segurança nacional

A polícia de Toronto está a investigar disparos efetuados contra o Consulado dos Estados Unidos, situado na 360 University Avenue, na madrugada de terça-feira, num incidente classificado pelas autoridades como de “segurança nacional”. O ataque ocorreu por volta das 04h30, hora local, e não provocou feridos, graças à robusta fortificação do edifício.

Segundo o subchefe da Polícia de Toronto, Frank Barredo, dois homens saíram de um Honda CR-V branco, dispararam contra o consulado com uma arma de fogo e fugiram em seguida. No local foram encontrados vários casquilhos, bem como danos na fachada do edifício. A polícia divulgou imagens do veículo suspeito na tentativa de identificar os autores.

As autoridades estão a investigar possíveis ligações ao terrorismo. O incidente ocorre poucos dias depois de três tiroteios dirigidos a sinagogas na região da Grande Toronto, bem como de um ataque a um ginásio de boxe pertencente a um crítico iraniano-canadiano. Embora ainda não exista confirmação de ligação entre os casos, a investigação procura determinar se há alguma relação.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que está a acompanhar o incidente em coordenação com as autoridades locais e com o FBI. Como medida preventiva, foi reforçada a segurança em vários postos diplomáticos norte-americanos e israelitas em Toronto e Ottawa.

Perante o sucedido, várias autoridades canadianas condenaram o ataque e destacaram a importância de garantir a segu-

O anúncio coincidiu com a abertura de um novo centro de pré-desembaraço da U.S. Customs and Border Protection no aeroporto. Grupos de cidadãos, como o NoJetsTO, criticaram a decisão, alegando exclusão da população nas decisões que afetam a orla costeira.

O governo defende que o projeto visa aumentar a capacidade do aeroporto e impulsionar o crescimento económico da região, mas enfrenta agora oposição local e potenciais desafios legais.

CBC/MS

rança das instituições diplomáticas. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o governo federal utilizará todos os recursos disponíveis para identificar e responsabilizar os autores dos recentes incidentes violentos registados em Toronto. Também o Premier de Ontário, Doug Ford, reagiu ao episódio, classificando-o como “um ato de intimidação e violência contra os nossos amigos e vizinhos americanos”, sublinhando ainda o apoio total às autoridades que conduzem a investigação. A presidente da Câmara Municipal de Toronto, Olivia Chow, condenou igualmente o ataque, descrevendo-o como “um ato de violência inaceitável” e reforçando a importância de manter a segurança e a tranquilidade na cidade.

Este caso surge no mesmo período em que a polícia da Noruega investiga uma explosão junto à Embaixada dos Estados Unidos em Oslo, também considerada um possível ato de terrorismo relacionado com tensões no Médio Oriente.

Especialistas sublinham que episódios desta natureza reforçam a importância de políticas de segurança, da cooperação internacional e da vigilância preventiva, bem como da sensibilização da comunidade para riscos de violência direcionada a instituições diplomáticas. A proteção de civis e de edifícios diplomáticos continua a ser uma prioridade para as autoridades locais e federais.

Até ao fecho desta edição, não tinham sido divulgadas novas informações sobre o caso.

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Creditos: Francisco Pegado

SHOW DE MAGIA E ESPETÁCULOS DE MARIONETAS

Descubra a sua “magia interior” nesta experiência mágica animada, hilariante e interativa com BenTastic. Para crianças dos 4 aos 12 anos. Não é necessário registo, mas os lugares são limitados. Bilhetes gratuitos serão distribuídos no Departamento Infantil a partir das 10h00.

Sábado, 14 de março 10h30–11h30

Agincourt 155 Avenue Ave

PREPARAÇÃO DE TACOS VEGETARIANOS PARA CRIANÇAS COM O CHEF SANG

O apresentador de televisão e chef celebridade Sang Kim vai ensinar os participantes a preparar salsa fresca e guacamole. Depois, cada participante irá criar os seus próprios tacos vegetarianos, utilizando os ingredientes preparados e tortilhas de milho. Haverá também prémios para as melhores criações de tacos! *Sem carne, frutos secos, laticínios ou glúten.

Segunda-feira, 16 de março 13h–14h

ATIVIDADES MUSICAIS E WORKSHOPS DE UKULELE

Toca, canta e diverte-te durante uma semana de aulas de ukulele para principiantes, concebidas especialmente para crianças. Com acordes fáceis, músicas familiares e atividades em grupo, as crianças desenvolvem competências e confiança enquanto descobrem a alegria de fazer música juntas. Não é necessária experiência! Este programa é apresentado em colaboração com a Toronto Blues Society. Os ukuleles serão fornecidos. Para crianças dos 8 aos 12 anos. Certifica-te de que podes participar em todas as cinco sessões antes de te inscreveres.

16 a 20 de março 10h–11h

Jane/Sheppard 1906 Sheppard Avenue West

ARTE COM ESCULTURAS DE DOCES

Crie com alimentos e produza as suas próprias esculturas artísticas de doces ao lado do artista expressivo Jasper Bryan. Liberte a sua imaginação, molde algo doce e depois desfrute da sua obra comestível ou leve-a para casa para partilhar. Serão fornecidos doces embalados individualmente.

Segunda-feira, 16 de março 14h–15h

Victoria Village

184 Sloane Avenue

ATIVIDADES EM FRANCÊS PARA CRIANÇAS

Hora do conto em francês histórias em feltro, participação atividades de artes e trabalhos vertida de expor as crianças

BLACK CREEK COMMUNITY CULTIVANDO GERMINADOS

Junte-se à Black Creek Community de março na York Woods Public convidadas a arregaçar as mangas, prias sementes e explorar como se transformam em verduras de atividades práticas, crianças der o que as plantas precisam tar a magia de cultivar alimentos também novas receitas. Perfeito pequenos jardineiros.

A Toronto Public Library organiza centenas de atividades gratuitas em diferentes locais da cidade durante a semana do March Break. Há opções para todas as idades e interesses: oficinas criativas, contos e histórias, música, ciência, culinária, jardinagem, teatro e muito mais! É uma oportunidade única para crian-

FRANCÊS

com fantoches, quadros de participação interativa nas histórias e trabalhos manuais. Uma forma dipequenas à língua francesa!

Domingo, 16 de março, 14h–15h Beaches 2161 Queen Street East

COMMUNITY FARM: GERMINADOS

Community Farm nesta pausa Public Library! As famílias são mangas, plantar as suas prócomo pequenos germinados frescas e nutritivas. Através crianças e cuidadores vão aprenprecisam para crescer e experimenalimentos juntos, descobrindo Perfeito para mentes curiosas e

Segunda-feira, 16 de março 14h30 – 15h30 York Woods 1785 Finch Avenue West

ARTESANATO DO ST. PATRICK’S DAY

Atividades temáticas, St. Patrick’s Day crafts, onde as crianças fazem trabalhos manuais inspirados na celebração irlandesa. Junte-se para criar divertidos trabalhos manuais de St. Patrick’s Day. Vamos celebrar “tudo o que é verde” com artesanato e música. Ideal para famílias com crianças até aos 12 anos.

Terça-feira, 17 de março 11h–12h

Mount Dennis Branch 1123 Weston Road

DECORAÇÃO CRIATIVA DE BOLACHAS PARA ADOLESCENTES

Desperte a sua criatividade através da arte de decorar bolachas com Jasper Bryan, terapeuta de artes expressivas. Este programa é uma activity prática e acolhedora que introduz os participantes às artes e promove a construção de comunidade. Cada participante receberá todos os materiais necessários para criar a sua bolacha única, enquanto se diverte e se conecta com os outros, expressando-se livremente. Aviso sobre alergias alimentares: Este programa envolve o uso de alimentos. Alguns ingredientes podem causar reações alérgicas em certas pessoas.

Terça-feira, 17 de março 12h–13h

ças, adolescentes e famílias explorarem a criatividade, aprenderem coisas novas e se divertirem em comunidade. Descubra o programa completo e encontre a atividade perfeita para si e para a sua família.

FA/DG. Fotos DM

PAWSITIVELY PETS

O Pawsitively Pets é um programa educativo prático sobre animais que promove interações positivas com eles. O seu objetivo é proporcionar à equipa de animais, composta por vários animais resgatados, um lar permanente e os melhores cuidados possíveis, enquanto partilha com o público o amor pelos animais. Todos os programas Pawsitively Pets focam-se na posse responsável de animais de estimação e no compromisso para toda a vida que implica ter um animal.

Segunda-feira, 16 de março 14h–15h Rexdale 2243 Kipling Avenue

OS FUNDAMENTOS DA POESIA

O treinador Joshua Watkis ensina os participantes a utilizar ferramentas essenciais da poesia, como símiles, metáforas, imagens e rimas, para enriquecer os seus poemas e adaptá-los ao seu estilo pessoal de escrita. Este é um programa livre para adolescentes. Não é necessária inscrição.

Sexta-feira, 20 de março 16h30– 18h Agincourt

O órgão legislativo chinês aprovou o esboço do XV Plano Quinquenal (20262030), que prevê a construção de um novo gasoduto com a Rússia e trabalhos preparatórios para uma ligação energética adicional entre os dois países.

Odocumento, ratificado na sessão de encerramento da Assembleia Popular Nacional, coloca a segurança energética como prioridade estratégica num cenário internacional marcado por "mudanças profundas e complexas" e depois de a China registar esta semana a maior subida dos preços dos combustíveis em quase quatro anos.

Entre os projetos previstos está o gasoduto China-Rússia do Extremo Oriente e o avanço dos trabalhos preparatórios para a chamada "rota central", que analistas associaram ao futuro gasoduto Força da Sibéria 2. Este projeto poderá fornecer até 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano durante várias décadas.

No plano interno, o documento prevê também a construção da segunda linha do gasoduto Sichuan-Leste, destinada a transportar gás das regiões do interior para as zonas industriais da costa oriental.

A aprovação ocorreu num momento de forte volatilidade nos mercados energéticos internacionais.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma chinesa, principal organismo de planeamento económico, anunciou esta semana aumentos de 695 yuan (cerca de 87 euros) por tonelada de gasolina e 670 yuan (84 euros) por tonelada de gasóleo. O regulador pediu às empresas estatais CNPC, Sinopec e CNOOC que garantam o abastecimento estável de combustíveis.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que Pequim vai tomar as "medidas necessárias" para proteger a segurança energética do país face ao impacto do conflito nas rotas de exportação.

MAM/MS

Governo de Cabo Verde anuncia medidas contra subida dos custos da energia

"As medidas estão prontas para serem acionadas para proteger as famílias e as empresas, caso os preços internos sejam afetados por aumentos anormais resultantes de impactos inflacionistas externos na energia", afirmou o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, numa comunicação ao país, na sequência da guerra no Irão e da crise no Médio Oriente.

Estas medidas incluem a suspensão temporária do mecanismo de atualização de preços, com compensação às petrolíferas pelo défice provocado, a aplicação de um desconto equivalente ao aumento de IVA gerado pela subida do preço do combustível importado e a redução de impostos sobre os produtos petrolíferos.

As medidas poderão ser aplicadas de forma isolada, em conjunto ou progressi-

vamente, dependendo do impacto da crise energética sobre os preços internos de combustíveis.

O chefe do Governo acrescentou que o país monitoriza diariamente o mercado internacional de combustíveis através de uma equipa técnica permanente, coordenada pelo ministro da Indústria, Comércio e Energia.

O ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, garantiu que o país dispõe atualmente de `stock´ suficiente para abastecimento e que o reabastecimento decorre normalmente.

Segundo o governante, comparando com os últimos cinco anos, a situação atual ainda não atingiu os níveis do pico da crise da Ucrânia, em 2022, embora haja incerteza quanto à evolução dos preços.

MAM/MS

Dos alertas às ameaças de vingança. O que disse Khamenei no 1.º discurso?

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: "Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires".

Adeclaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso.

Khamenei disse ser "difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei", referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de fevereiro.

Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que "o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar" e destacou a "solidariedade" da Frente de Resistência, que, "sem dúvida", irá "encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista".

"Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada

membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança", acrescentou. Mojtaba Khamenei foi o escolhido para suceder ao seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irão, no passado domingo (8). No entanto, cinco dias depois, o seu paradeiro continua a ser uma incógnita. Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, confirmou que Khamenei está "são e salvo", apesar de ter ficado ferido no ataque do passado dia 28 de fevereiro. Segundo adiantaram fontes de autoridades iranianas sob anonimato ao The New York Post, um dos motivos para o desaparecimento está relacionado com a preocupação de que qualquer comunicação possa revelar a sua localização e colocá-lo em perigo. O outro motivo está relacionado, precisamente, com os ferimentos que Khamenei, de 56 anos, sofreu no primeiro dia do ataque. De acordo com as mesmas fontes, o líder supremo sofreu ferimentos nas pernas, mas mantém-se "em alerta e isolado num local de alta segurança, com comunicação limitada".

Além do pai, o aiatola Ali Khamenei, o novo líder supremo, perdeu a mãe Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, um filho e a mulher, Zahra Adel, nos ataques dos Estados Unidos.

MAM/MS

“Foi um herói”. Português que morreu na Suíça era de Santa Maria da Feira

Albino Azevedo, de 63 anos, conduzia o autocarro que ardeu perto de Friburgo, na Suíça, na terça-feira. Ao que o JN apurou, o emigrante português, de Santa Maria da Feira, era casado e tinha uma filha. Morreu na véspera do aniversário da mulher.

Oportuguês morreu após um homem imolar-se dentro de um autocarro, provocando seis mortos e cinco feridos. A filha, Liliana, revela que o pai "foi um herói". Numa publicação nas redes sociais, conta que Albino "fez tudo o que estava ao seu alcance, e ainda mais, para salvar vidas. Arriscou a própria vida para proteger os outros até ao fim". A vítima "era um homem de coragem e de um coração imenso".

Com uma "dor profunda e um vazio impossível de preencher", conta que o pai faz "uma falta imensa", mas que, "agora, está

em paz, junto dos seus pais e do seu irmão". "Serás para sempre o nosso herói e ficarás eternamente nos nossos corações", conclui. Também a mulher de Albino, conhecida como "São", confessa ter passado, ontem, o dia de aniversário "em lágrimas de tristeza".

A Polícia de Friburgo anunciou, na noite de quarta-feira, que as vítimas do acidente em Kerzers foram identificadas. Além de Albino, morreram uma locutora de rádio de 26 anos (Lara Baumgartner), uma mulher 39 anos e três homens, de 16, 29 e 65 anos, todos suíços.

De acordo com o portal "20 Minuten", o suspeito de ter incendiado o autocarro era conhecido da polícia de Berna por consumo de droga. As autoridades suíças adiantaram que o fogo tinha sido causado por um homem "marginal e perturbado" que se imolou, afastando motivações terroristas. JN/MS

PORTUGAL PORTUGAL

Leiria

Câmara de Leiria pede que PTRR seja "transparente" e com "proporcionalidade"

"A única coisa que pedimos é que o processo seja transparente, e que haja uma proporcionalidade. O PTRR, que é um grande desafio, deve olhar para os territórios de uma maneira onde exista não só um critério claro, objetivo, mas que haja uma ponderação e, sobretudo, uma proporcionalidade", disse Gonçalo Lopes, durante a apresentação de mais um conjunto de prejuízos, no Castelo de Leiria.

Confrontado pelos jornalistas sobre quando perspetiva receber os apoios do Governo, o autarca afirmou que não consegue responder a essa pergunta, referindo que "foi várias vezes anunciado que há 150 milhões de euros (ME) disponíveis na CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] do Centro, portanto, estão lá depositados e irão ser distribuídos pelos municípios, eventualmente num sinal de adiantamento".

Com um orçamento na ordem dos 180 ME, o Município de Leiria tem uma capaci-

Algarve

dade de endividamento bancário de cerca de 115 ME, acrescentou o autarca.

"O Município de Leiria tem capacidade financeira, é um município robusto, felizmente tem as contas em ordem, mas há outros municípios mais pequenos, cujos orçamentos são muito baixos, e eles estão com problemas de tesouraria", adiantou, ao referir que a atual dívida bancária da Câmara é 7 ME.

Para o autarca, o "Estado português deveria rapidamente distribuir algum desse montante pelas autarquias, de modo a conseguir reforçar a sua capacidade de intervenção e de pagar as dívidas assumidas nas últimas semanas".

O Município de Leiria anunciou que os prejuízos causados pelo mau tempo rondam os 1.000 milhões de euros e revelou que os custos com os equipamentos municipais e do Estado, e com as vias rodoviárias, ascendem os 243 ME.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, apresentou os valores estimados com o custo da reposição de infraes-

truturas públicas e coletivas, que incidem "sobre equipamentos e infraestruturas da responsabilidade do município", mas também "daquilo que são os equipamentos das coletividades, IPSS [instituições particulares de solidariedade social] e também património religioso e infraestruturas do Estado localizadas no território".

"O impacto é de 243.037.176,18 euros e vem confirmar que Leiria ficou no epicentro desta tragédia. Este valor não inclui propriedade privada, como habitações, empresas ou floresta. O impacto real no território é significativamente superior", afirmou.

A este valor, acrescem os 792,8 ME divulgados pela autarquia em 18 de fevereiro: "Juntando este levantamento, que não tem a floresta, e o outro que já tínhamos anunciado, (...) podemos estar a falar de um prejuízo na ordem dos mil milhões de euros", revelou.

NM/MS

Coimbra com prejuízos de 15,2 milhões em equipamentos e infraestruturas

A Câmara de Coimbra estimou um impacto de 15,2 milhões de euros para intervenções em equipamentos e infraestruturas municipais afetadas pelo mau tempo que se fez sentir na região Centro do país, disse fonte oficial do município, em resposta à agência Lusa, esclarecendo que os valores totalizam intervenções urgentes já realizadas e estimativas para recuperar dos restantes danos registados.

Entre os investimentos, o município liderado por Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN) apontou para 3,8 milhões de euros na estabilização de taludes e dois milhões de euros na reabilitação de estradas, pontes e pontões.

A Câmara de Coimbra estimou ainda a necessidade de 1,5 milhões de euros no Aeródromo Municipal, um milhão de euros no Cemitério da Conchada, 700 mil euros em habitação municipal afetada e 600 mil euros no Jardim da Sereia, localizado no centro da cidade, afirmou a mesma fonte.

Além do impacto do comboio de tempestades em infraestruturas municipais, a Câmara apontou também para a necessidade de desassoreamento e regularização dos rios Mondego, Ceira e Dueça, num total estimado de 11,7 milhões de euros.

Num concelho particularmente afetado pela subida do caudal dos rios e consequentes inundações, o município estimou também a necessidade de investimento de 16,3 milhões de euros na regularização e estabilização das margens do Mondego.

Para lá do equipamento municipal e da necessidade de investimentos no plano hidrográfico, o município contabilizou ainda cerca de 1,8 milhões de euros de prejuízo em equipamentos de coletividades e instituições particulares de solidariedade social do concelho, acrescentou fonte oficial da Câmara de Coimbra.

Algarve com 35 praias afetadas por instabilidade em arribas e recuo do areal

"Na área de intervenção da ARH [Administração da Região Hidrográfica] Algarve, as principais ocorrências traduziram-se na ocorrência pontual de danos ao nível dos passadiços de acesso à praia e em apoios de praia, e recuo da linha e costa", resume a APA na parte dedicada à região sul de Portugal continental de um relatório técnico.

Otexto com a "síntese das ocorrências na faixa costeira de Portugal continental" indica que os prejuízos estimados na faixa costeira do país, em termos de danos, ascendem a cerca de 27 milhões de euros, cuja intervenção se prevê "no imediato", ao que se acrescentam outras intervenções de caráter "mais estruturante no curto e médio prazo".

Segundo o levantamento feito pela APA, um total de 35 praias foram mais atingidas, no Algarve, pelas tempestades sucessivas, sendo os concelhos com mais praias refe-

ridas os de Albufeira, com nove, e o de Lagoa, com oito.

O relatório também apresenta dados no âmbito da monitorização do programa Cosmos, que tem uma série de levantamentos de "carácter extraordinário" do recuo do areal em praias, desde meados de maio a junho de 2025 até fevereiro deste ano. Estas medições foram realizadas em áreas consideradas críticas "devido à sua tendência erosiva de médio longo prazo e ao risco potencial associado".

O caso mais preocupante no sul do país foi observado na praia do Peneco (Albufeira) com um recuo máximo da berma da praia de 24 metros. Outros casos assinalados são o do recuo máximo local de 15 metros detetado na praia de Loulé Velho--Trafal, de 14 metros na praia de Quarteira-Garrão (Loulé) e de seis metros na praia do Forte Novo (Loulé).

Coimbra

Secretário Regional da Economia enaltece “Uma Empresa do Mundo”

O livro ‘FN Hotelaria | Uma Empresa do Mundo’ foi apresentado esta segunda-feira no salão nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, numa sessão que contou com a presença do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues.

Ogovernante destacou o percurso da FN Hotelaria ao longo de 43 anos, sublinhando que a obra assinala “um trajeto empresarial marcado pela visão, pelo rigor e pela coerência entre propósito e realização”.

José Manuel Rodrigues enalteceu a liderança de João Abel de Freitas, considerando que a empresa é “um emblema de excelência no setor da hotelaria e da restauração”,

bem como “um parceiro relevante” do turismo madeirense.

O secretário regional dirigiu ainda uma palavra de reconhecimento à autora do livro, Sónia Silva Franco, pela forma como registou a história e a evolução da empresa. Na intervenção, o responsável pela pasta da Economia sublinhou também a importância de valorizar exemplos empresariais que contribuem para dinamizar o turismo, fortalecer a economia regional e projetar o nome da Madeira.

A sessão de apresentação reuniu convidados e marcou o lançamento público da obra que retrata mais de quatro décadas de atividade da FN Hotelaria.

JM/MS

Governo Regional reforça

articulação com juntas de freguesia

para resposta a emergências

O Governo Regional promoveu uma sessão técnica dirigida aos autarcas de freguesia da Região, com o objetivo de reforçar a articulação entre o poder local e as estruturas operacionais de proteção civil.

Ainiciativa é dinamizada pelo Serviço Regional de Proteção Civil e foi aberta pela secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas. Na ocasião, a governante sublinhou a importância de aproximar as estruturas operacionais do poder local e de apostar na prevenção, sobretudo numa altura em que o risco de incêndios rurais tende a aumentar.

Segundo explicou, este encontro surge na sequência de um ciclo de formação iniciado com os executivos municipais, procurando garantir que, em situações de adversidade, todos os intervenientes saibam como agir e utilizem a mesma linguagem operacional.

Durante a componente teórica, os eleitos locais foram sensibilizados para o seu papel estratégico enquanto estruturas de proximidade essenciais na prevenção e no apoio direto às populações. A sessão centra-se na

clarificação do papel das juntas de freguesia no Sistema Regional de Proteção Civil e na articulação prática com os serviços municipais.

Micaela Fonseca de Freitas destacou ainda que os presidentes de junta, pelo contacto direto que mantêm com os cidadãos, são peças fundamentais para o desenvolvimento de comunidades mais resilientes e preparadas.

A jornada prossegue com visitas guiadas a várias infraestruturas estratégicas, entre as quais o Comando Regional de Operações de Socorro e o Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER). Os autarcas têm ainda a oportunidade de conhecer ferramentas tecnológicas recentemente inauguradas para apoio à decisão e gestão de emergências, bem como o Posto de Comando Operacional, a Unidade de Sistemas Aéreos Não Tripulados e o Centro de Meios Aéreos.

A secretária regional concluiu reiterando que o investimento contínuo na formação e nos meios constitui uma prioridade do Governo Regional para reforçar o patamar local da proteção civil e a segurança das populações.

JM/MS

AUTONOMIAS

Passageiros aéreos caem 7,3% em fevereiro nos Açores com quebra mais forte nas ligações internacionais

Em fevereiro desembarcaram 105.276 passageiros nos aeroportos dos Açores, menos 7,3% do que no mesmo mês de 2025, segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA). A descida atingiu os três segmentos do tráfego aéreo, mas foi especialmente acentuada nas ligações internacionais, que recuaram 27,3% para 8.313 passageiros desembarcados. Nos voos territoriais, que ligam a Região ao continente português e à Madeira, os desembarques baixaram 4,0%, para 52.491, enquanto nas ligações interilhas desceram 6,4%, para 44.472.

Também o movimento de saída registou uma redução. No conjunto dos aeroportos açorianos embarcaram 104.553 passageiros, menos 6,9% em termos homólogos. Mais uma vez, foram os voos internacionais a evidenciar a maior contração, com uma quebra de 25,1%, para 6.796 embarques. Já os voos territoriais recuaram 4,6%, para 53.049 passageiros, e os interilhas diminuíram 6,0%, para 44.708. Do lado dos desembarques, quase metade do movimento de fevereiro foi assegurada pelos voos territoriais, que representaram 49,9% do total, seguidos das ligações interilhas, com 42,2%, e das internacionais, com 7,9%.

Açores acolhem conferência internacional sobre o futuro do mar e das ondas

A ilha de São Miguel vai receber já hoje, 13 de Março, a primeira edição da Azores Wave Conference, uma iniciativa que pretende colocar o mar, as ondas e a sustentabilidade costeira no centro da reflexão sobre o futuro do arquipélago. O evento é promovido pela Save Azores Waves, em parceria com a Save the Waves Coalition e a Surfrider Foundation Portugal, contando com o apoio institucional da Universidade dos Açores.

Mais do que uma conferência, este será um espaço de encontro entre ciência, políticas públicas, comunidade, surf e turismo, num momento em que os desafios da gestão costeira e da preservação dos ecossistemas marinhos se tornam cada vez mais urgentes para os Açores.

Entre os oradores confirmados estão Salvador Malheiro, Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Mário Pinho, Secretário

Regional do Mar e das Pescas, Berta Cabral, Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Pedro Nascimento Cabral, Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Luís Bernardo Brito e Abreu, coordenador do programa Blue Azores, Nik Strong Cvetich, CEO da Save the Waves Coalition, Adam Hall, cofundador da North Devon World Surfing Reserve, e António Meireles, membro da direção da Surfrider Foundation Europe. Segundo os organizadores, a presença destas entidades sublinha a importância estratégica do evento para a Região e para o país, num contexto em que as políticas do mar assumem um papel central no desenvolvimento económico, ambiental e cultural dos Açores. Durante dois dias, a conferência reunirá especialistas, investigadores, líderes comunitários, surfistas, organizações ambientais e agentes do turismo para debater temas como a proteção das ondas e do

património natural, o turismo costeiro e a sustentabilidade, a literacia do oceano e a educação ambiental, as políticas públicas e o ordenamento da zona costeira, bem como a conservação marinha e a resiliência climática.

A iniciativa reforça a importância das ondas para a identidade açoriana — não apenas pela relevância desportiva e cultural do surf, mas também pelo papel essencial na proteção natural das costas, na biodiversidade e na economia local. A Azores Wave Conference pretende, assim, valorizar este património e integrar o conhecimento científico, as experiências internacionais e o contributo da sociedade civil no debate sobre o futuro do litoral açoriano.

O evento, aberto ao público mediante inscrição prévia, decorrerá no Auditório Norte da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

DA/MS

A diminuição do tráfego foi transversal a todas as ilhas. Em termos percentuais, a maior quebra verificou-se na Graciosa, com menos 18,6%, seguida da Terceira, com menos 10,4%, e de São Jorge, com menos 8,9%. Seguiram-se Flores, com menos 7,2%, São Miguel, com menos 6,6%, Corvo, com menos 5,4%, Pico, com menos 2,7%, Faial, com menos 2,5%, e Santa Maria, com menos 0,8%. Apesar da descida, São Miguel continuou a concentrar a maior fatia do movimento regional, com 61.293 passageiros desembarcados, o equivalente a 58,2% do total, seguida da Terceira, com 25.227, do Faial, com 6.108, e do Pico, com 3.625.

No acumulado de janeiro e fevereiro, os aeroportos dos Açores somaram 217.717 passageiros desembarcados, abaixo dos 230.126 registados no mesmo período de 2025, o que corresponde a uma redução de 5,4%. Nesse mesmo intervalo, os voos internacionais continuam a mostrar a quebra mais expressiva, com menos 23,3% nos desembarques, para 16.910 passageiros, enquanto os voos territoriais descem 4,6%, para 106.230, e os interilhas recuam 2,3%, para 94.577.

O sabor de Portugal entre duas fatias

Reagir não chega

O Benfica acordou tarde no clássico com o FC Porto, o Sporting deixou pontos em Braga e a Liga entra na fase em que a consistência vale mais do que o talento.

Ajornada 25 da Primeira Liga 2025/2026 tinha um palco inevitável: o clássico entre Sport Lisboa e Benfica e FC Porto. Mais do que um simples dérbi, era um jogo com peso real na corrida ao título, num campeonato que entra agora na fase em que cada ponto vale mais do que qualquer discurso motivacional. E o que se viu na Luz foi um retrato claro das forças e fragilidades das duas equipas.

O Benfica não entrou bem no jogo. Pelo contrário. A primeira parte foi, provavelmente, uma das mais frágeis da equipa encarnada em jogos grandes esta época. O FC Porto assumiu o controlo praticamente desde o início, pressionou alto, ganhou a maioria dos duelos e instalou-se no meio-campo adversário com naturalidade. Durante largos períodos, o Benfica pareceu incapaz de ligar jogo ou sequer de aliviar a pressão portista com critério. Foi uma primeira parte de domínio claro do Porto. A equipa azul e branca mostrou intensidade, organização e maturidade competitiva, enquanto o Benfica revelou dificuldades evidentes para sair da pressão e para estabilizar emocionalmente o jogo. A diferença entre as duas equipas nesse período esteve sobretudo na forma como abordaram o clássico: o Porto entrou com convicção de líder, o Benfica entrou com o peso da necessidade.

Na segunda parte, o cenário mudou. O Benfica reagiu, subiu linhas e conseguiu finalmente aproximar-se da baliza portista com maior frequência. Houve mais agressividade na recuperação de bola e maior presença ofensiva. A equipa de José Mourinho mostrou então aquilo que muitos adeptos esperavam desde o início: intensidade, ambição e capacidade para discutir o jogo.

Ainda assim, a melhoria da segunda parte não apaga a realidade da primeira. Num clássico deste nível, oferecer 45 minutos ao adversário é quase sempre fatal. O Benfica reagiu, é verdade, mas reagiu tarde. E no futebol de alta competição, as reações tardias raramente compensam inícios frágeis.

Do lado portista, a exibição voltou a confirmar aquilo que tem sido a marca da época. O FC Porto não precisa de deslumbrar para ser eficaz. A equipa joga com maturidade competitiva, sabe gerir ritmos e raramente se desorganiza emocionalmente. Pode não dominar sempre durante noventa minutos, mas domina os momentos certos do jogo. E num campeonato longo, isso vale tanto como qualidade técnica.

Este clássico acabou por reforçar a tendência que acompanha a Liga desde o início da temporada: o Porto mantém-se como a equipa mais consistente da prova. Não é necessariamente a mais espetacular, mas é a mais estável.

Enquanto isso, o Sporting Clube de Portugal continua atento à luta pelo título. Os leões mantêm uma regularidade competitiva que lhes permite permanecer na perseguição direta ao líder. O modelo de jogo é claro, a equipa demonstra maturidade tática e raramente entra em desorganização emocional. O desafio do Sporting continua a ser transformar consistência em momentos de autoridade: aproveitar cada deslize dos rivais.

A jornada trouxe também um resultado importante na luta pelos lugares europeus: o empate 2-2 entre Sporting Clube de Braga e o Sporting Clube de Portugal. Foi um jogo intenso, aberto e com momentos de

qualidade ofensiva de ambos os lados. O Braga mostrou novamente porque continua a ser um adversário incómodo para qualquer candidato, enquanto o Sporting confirmou a sua capacidade de competir em contextos exigentes.

Ainda assim, o empate deixa leituras distintas. Para o Braga, o ponto mantém a equipa viva na luta europeia, mas volta a sublinhar um problema recorrente: dificuldade em transformar boas exibições em vitórias decisivas. Para o Sporting, o empate representa uma oportunidade parcialmente perdida para pressionar ainda mais o líder, embora mantenha a equipa na corrida.

Mais abaixo na tabela, equipas como Gil Vicente Futebol Clube continuam a surpreender pela consistência competitiva, enquanto clubes como Famalicão, Estoril Praia e Moreirense Futebol Clube vão garantindo campanhas equilibradas, demonstrando que organização e identidade tática podem equilibrar as diferenças orçamentais do campeonato.

Na zona de descida, a luta continua intensa, com Santa Clara, Tondela e AVS Futebol SAD a enfrentarem jornadas cada vez mais pesadas emocionalmente. Nesta fase, cada erro defensivo pode significar um passo mais perto da descida.

A jornada 25 deixou, portanto, uma mensagem clara: o campeonato entra na fase em que a consistência mental pesa tanto como a qualidade técnica. O Porto continua a demonstrar essa estabilidade, o Sporting mantém-se vigilante e o Benfica procura recuperar terreno.

Mas se o clássico da Luz ensinou alguma coisa, foi isto: no futebol de alto nível não basta reagir; é preciso entrar preparado para competir desde o primeiro minuto. Porque num campeonato tão equilibrado, quarenta e cinco minutos podem ser a diferença entre manter o sonho vivo ou ver o título afastar-se.

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião

LIGA DOS CAMPEÕES

Sporting complica ambições na Champions

permitindo ao adversário explorar espaços e criar perigo com regularidade.

Portugal garante sexto lugar do ranking UEFA e volta a ter três equipas na Champions

Triunfo do F. C. Porto em Estugarda garantiu os pontos necessários para Portugal se manter à frente dos Países Baixos até ao fim da temporada. Assim, na época 2027/28 duas equipas lusas terão presença direta na fase de liga da prova milionária e outra irá disputar as pré-eliminatórias de acesso.

Apesar de garantir já o sexto lugar do ranking da UEFA, o impacto direto no número de equipas portuguesas na Liga dos Campeões não será imediato. A nova distribuição de vagas só entra em vigor na época 2027/28, altura em que Portugal passará a ter três representantes na prova.

Leões perderam por 3-0 na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Lisboetas foram para o intervalo com dois golos de desvantagem e, apesar de melhorarem na segunda parte, sofreram mais um tento. As decisões da eliminatória ficam marcadas para 17 de março, em Alvalade.

OSporting saiu derrotado da visita ao terreno do Bodo/Glimt por 3-0, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, num encontro em que os leões sentiram muitas dificuldades perante a intensidade e organização da equipa norueguesa.

A formação orientada por Rui Borges até entrou com alguma iniciativa, mas rapidamente perdeu controlo do meio-campo,

O marcador foi inaugurado aos 32 minutos, quando Sondre Fet converteu uma grande penalidade assinalada por falta de Vagiannidis. Já perto do intervalo, Ole Blomberg ampliou a vantagem após surgir isolado na área, complicando ainda mais a tarefa leonina.

Na segunda parte, o Sporting reagiu e teve mais bola, criando algumas situações de perigo, sobretudo por intermédio de Luis Suárez e Trincão.

Ainda assim, o Bodo/Glimt manteve-se sempre confortável na gestão do jogo e acabou por sentenciar o resultado aos 71 minutos, com Kasper Hogh a desviar de perto após cruzamento de Jens Petter Hauge.

Com esta derrota pesada na Noruega, os leões ficam obrigados a uma recuperação difícil na segunda mão, marcada para 17 de março, em Alvalade.

JN/MS

HOUSE LEAGUE

• Boys & girls 4 to 18

• Weekly games & season ending tournament

• Team jersey, shorts & socks

ACADEMY PROGRAM • Weekly soccer school

COMPETITIVE REP TEAMS

our website for tryout info • Boys & girls 8 to 18 • Men & women SOCCER CAMP

Weekly soccer camp • Full day & half day camp

JN/MS
Ole Blomberg remata para o segundo do Bodo/Glimt na vitória por 3-0 sobre o Sporting. (AFP)
Portistas festejam com adeptos vitória que garante a Portugal o sexto lugar no ranking da UEFA. (EPA)

LIGA PORTUGAL

Zalazar resgata empate para o Braga frente ao Sporting ao cair do pano

S.C. Braga 2

Sporting CP 2

O Sporting empatou com o Braga, na Pedreira, por 2-2. Um penálti de Zalazar na compensação foi um valente balde de água fria para os leões em véspera de Clássico.

OSporting foi o primeiro a fazer balançar a rede. Pedro Gonçalves, a novidade no onze de Rui Borges, cobrou um canto que Gonçalo Inácio (22 m), de cabeça, disse presente para abrir as contas na partida.

A resposta do Braga não tardou a chegar. Por volta do minuto 34, Rodrigo Zalazar tirou da frente Geny Catamo e cruzou para o centro da área onde apa-

receu o capitão Ricardo Horta para igualar num remate potente.

No entanto, antes de recolher aos balneários, o central Arrey Mbi cortou uma bola com a mão e permitiu aos leões ter em posse um castigo máximo. Uma oportunidade de ouro que Luis Suárez (45+2 m) não desperdiçou, colocando assim os bicampeões nacionais novamente na frente.

Na segunda parte, quando já parecia certa a vitória dos comandados de Rui Borges, eis que o jogo sofreu um volte-face. O Braga conquistou um penálti bem perto do fecho e Zalazar, sem vacilar, resgatou a igualdade no último suspiro. Um desfecho que poderá ser muito importante na luta pelo campeonato.

Águia renasce das

cinzas e evita match

point azul e branco

A jornada das grandes decisões deixou tudo na mesma na frente do campeonato. Um dia depois do empate do Sporting em Braga, Benfica e F. C. Porto não conseguiram aproveitar o deslize dos leões e se a igualdade na Luz até pode parecer benéfica para os azuis e brancos, que mantêm uma vantagem confortável no topo da classificação, o desenrolar do clássico conta outra história.

Com nove rondas ainda por disputar, a matemática garante que nada ficaria decidido, mas o dragão acabou por perder um autêntico match point em Lisboa. Uma vitória deixá-lo-ia com seis pontos de margem sobre o Sporting e 10 em relação ao Benfica, mas a equipa de Francesco Farioli desperdiçou uma vantagem de dois golos - e vários contra-ataques para matar o clássico -, sendo punida pela crença de um Benfica que encontrou no banco de suplentes as soluções para um problema que foi demasiado evidente durante mais de 60 minutos.

O F. C. Porto entrou forte e a pressão de sempre permitiu a Alan Varela lançar a cavalgada de Froholdt logo aos 10 minutos. O primeiro remate não foi nada de especial,

mas a defesa de Trubin deu uma ajuda e a recarga do dinamarquês resultou no 0-1. A reação encarnada foi tímida, mas ainda fez Diogo Costa brilhar, após um desvio de Martim Fernandes, com os dragões a aproveitarem o balanceamento ofensivo do rival. Ao minuto 40, a visão de Gabri Veiga lançou o sprint de Pietuszewski, com a classe do jovem polaco a sentar Otamendi e a resultar no 0-2. O terceiro esteve à vista num livre de Gabri Viga ainda antes do intervalo e em vários contra-ataques, em que faltou definição, já na segunda parte, antes das mudanças que viraram o clássico do avesso.

Farioli mudou a ala esquerda, trocando Martim Fernandes e Pietuszewski por Francisco Moura e Borja Sainz, com Mourinho a responder com as entradas de Lukebakio e Ivanovic, que deram asas à águia e castigaram o novo flanco canhoto dos azuis e brancos.

Lukebakio acertou no poste, aos 69 minutos, e a bola sobrou para Schjelderup reduzir a desvantagem e dar chama ao inferno da Luz. O F. C. Porto recuou as linhas e o Benfica aceitou o convite para se manter na luta pelo título. A dois minutos dos 90, um cruzamento da direita de Ivanovic ofereceu o empate a Leandro Barreiro e garantiu que a corrida pelo título está para durar e ainda pode ser a três. JN/MS

S.L. Benfica 2
FC Porto 2
Uruguaio voltou a ser decisivo para os minhotos. (Hugo Delgado/Lusa) Creditos:

26ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

14/03

Vitória SC 15:30 FC Famalicão

Gil Vicente 18:00 FC Alverca

FC Arouca 20:30 Benfica 15/03

Sporting - CD Tondela

AFS 15:30 Santa Clara

Nacional 15:30 Estoril Praia

Rio Ave 18:00 Est. Amadora

FC Porto 20:30 Moreirense

23/04

Casa Pia AC 20:15 SC Braga

II LIGA - CLASSIFICAÇÃO

RESULTADOS

Mourinho irritado com acusação de Lucho:
“Chamou-me traidor 50 vezes”

José Mourinho foi expulso logo após o golo do empate (2-2) do Benfica frente ao F. C. Porto, apontado por Leandro Barreiro, revelando, na sala de imprensa, que Lucho González, adjunto de Farioli, lhe chamou "traidor".

Lourosa 1-0 Sporting B

Benfica B 3-0 Feirense

26ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

06/03

GD Chaves 18:00 Académico

Benfica B 18:00 Feirense

06/03

Portimonense 14:00 Paços Ferreira

FC Penafiel 15:30 Farense

06/03

FC Felgueiras 11:00 FC Vizela

Leixões 14:00 UD Leiria

Marítimo 15:30 FC Porto B

Lourosa 18:00 Sporting B

Benfica B 18:00 Feirense

Benfica B 18:00 Feirense

"O árbitro diz que me expulsou porque rematei uma bola para o banco do F. C. Porto, o que é completamente falso. Não sei se foram três, quatro ou cinco, mas já fiz muitas vezes na Luz golo nosso, bola para a bancada. Uma maneira de celebrar e dar bola ao sortudo do adepto. Sei que tecnicamente não sou muito bom, mas era para a bancada", começou por dizer, antes de revelar o comentário de Lucho. "Um elemento do banco do F. C. Porto que também foi expulso chamou-me 50 vezes traidor no túnel. Gostava que ele me explicasse: traidor de quê? Estive no F. C. Porto, dei a alma ao F. C. Porto. Fui para o Chelsea, para o Inter, Real Madrid, Fenerbahçe, dei a volta ao mundo e dei a alma, a vida todos os dias. A isto chama-se profissionalismo", afirmou.

Já sobre o jogo, Mourinho atribuiu os méritos aos dragões. "Durante grande parte, o F. C. Porto esteve mais perto de ganhar do que nós. Eles vão de mota e nós de bicicleta. Eles fizeram o jogo que queriam fazer. Com Aursnes e Barreiro era diferente", assumiu o treinador do Benfica.

JN/MS

OLÍMPICOS

COP recebeu

O Comité Olímpico de Portugal (COP) anunciou ter recebido 203 candidaturas para a medida de recuperação de instalações desportivas prevista no contrato-programa de desenvolvimento desportivo.

Em comunicado, o presidente do COP, Fernando Gomes, considerou que "o elevado número de candidaturas recebido demonstra a grande necessidade e a forte mobilização do país em torno da modernização das infraestruturas desportivas".

Garantindo o empenho em continuar a "trabalhar para que os recursos cheguem de forma rápida, transparente e orientada para o impacto real", o COP revelou que durante o mês de março vão ser anunciadas "novas medidas de apoio às federações e aos clubes".

As candidaturas apresentadas visam a requalificação e adaptação de infraestruturas essenciais à prática e à formação em todo o território nacional e destinam-se a clubes legalmente constituídos, sob a forma de associação sem fins lucrativos, e filiados em federações desportivas detentoras do estatuto de utilidade pública desportiva.

A medida de recuperação de instalações desportivas integra-se no conjunto de ações operacionalizadas ao abrigo do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo (PNDD) 2024-2028, que representa um investimento de cerca de 65 milhões de euros para o desenvolvimento desportivo nacional, anunciado pelo Governo em dezembro de 2024.

"Desde o arranque operacional do PNDD, o COP, em articulação com o Governo, o Instituto Português do Desporto e Juventude e o Comité Paralímpico de Portugal, tem vindo a distribuir um conjunto de apoios e a operacionalizar medidas com impacto direto nas federações, clubes e atletas", refere a nota.

Entre as ações já implementadas nos últimos meses, o COP destaca: a assinatura dos primeiros contratos-programa com os Centros de Alto Rendimento; a ampliação do projeto Esperanças Olímpicas; o apoio à contratação de profissionais qualificados pelas federações; e o início do processo de disponibilização de apoio financeiro e técnico às intervenções nas infraestruturas desportivas.

A Austrália concedeu asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, consideradas como traidoras no seu país após se recusarem a cantar o hino iraniano antes de um jogo da Taça Asiática.

Adecisão foi tomada por receio de que fossem perseguidas ao regressarem ao seu país de origem, anunciou o ministro do Interior australiano, Tony Burke. "Foram transferidas para um local seguro pela polícia australiana. Assinei ontem (segunda-feira, 9) à noite o pedido de visto humanitário delas", explicou Tony Burke à imprensa. "Elas podem ficar na Austrália, estão seguras aqui e precisam de se sentir em casa", acrescentou.

Segundo o ministro do Interior, o Governo australiano manteve discussões secretas durante vários dias com as jogadoras.

As autoridades do país acrescentaram estar prontas para ajudar outros mem-

bros da equipa, se necessário, mas até ao momento, nenhuma informação foi divulgada sobre o futuro das outras jogadoras.

Os 26 membros da delegação iraniana chegaram ao país alguns dias antes do início dos ataques norte-americanos e israelitas, que resultaram na morte do antigo líder supremo, o aiatola Ali Khamenei.

As atletas permaneceram em silêncio enquanto o hino iraniano tocava antes do primeiro jogo da Taça Asiática contra a Coreia do Sul, dois dias após o início da guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel. No entanto, cantaram o hino nos jogos seguintes.

A atitude foi interpretada como um ato de rebelião, com um apresentador da televisão estatal iraniana a designar as jogadoras como "traidoras em tempo de guerra", representando o "cúmulo da desonra". JN/MS

F. C. Porto vence em Estugarda e abre porta dos quartos

Braga perde na Hungria e complica passagem aos "quartos" da Liga Europa

O Braga perdeu diante do Ferencváros (2-0), no Groupama Arena, na Hungria, em jogo a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa e terá que reverter o resultado em casa, a 18 de março.

Os hungáros entraram mais pressionantes e apesar de alguns lances de perigo dos guerreiros, foi mesmo a equipa da casa a abrir o marcador, por intermédio de Gabi Kanichowsky que desmarcou-se bem e não perdoou diante do guarda-redes Hornicek.

Com um ambiente digno da competição, os minhotos tentavam uma reação, mas acabaram por sofrer mais um golo, com Lenny Joseph a ampliar a vantagem, após grande trabalho e passe de Makreckis, aos 68 minutos de jogo.

O placar não mais mudou e o Braga terá que reverter o resultado, na segunda mão em casa marcada para dia 18 de março, para conseguir seguir em frente na prova e disputar os quartos de final. Recorde-se que o Braga terminou em 6º lugar na fase de liga da Liga Europa, garantindo a qualificação direta. O Ferencváros, por sua vez, terminou em 12º e teve de disputar o playoff, onde eliminou o Ludogorets.

Terem Moffi e Rodrigo Mora marcaram os golos do triunfo do F. C. Porto em Estugarda, por 2-1, na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa. A equipa de Francesco Farioli assinou uma exibição competente e ganhou uma boa vantagem para defender, dentro de uma semana, no Estádio do Dragão.

OF. C. Porto apresentou muitas novidades no onze e sentiu algumas dificuldades para lidar com a pressão germânica no início do encontro, mas ao minuto 20 soltou-se das amarras e William Borges, com o remate que o caracteriza, acertou na barra da baliza do Estugarda.

Menos de 60 segundos depois, uma re-

cuperação de bola de Thiago Silva no meio-campo adversário permitiu a Moffi tabelar com Borja Sainz e o ponta de lança nigeriano não perdeu a oportunidade e deu vantagem à equipa de Francesco Farioli. O avançado ficou perto do bis, pouco depois, o Estugarda mostrou alguma intranquilidade e os dragões não perdoaram.

Após uma nova interceção ofensiva, Zaidu galgou metros e cruzou para Rodrigo Mora que, de primeira, assinou o 2-0. Ainda antes do intervalo, a defesa portista mostrou muita cerimónia para aliviar, Thiago Silva ficou a pedir uma falta que o árbitro e o VAR não deram e Undav aproveitou para fazer o 2-1 que se registava ao intervalo.

Já perto do final, Fuhrich rematou de longe, mas Diogo Costa segurou a preciosa vantagem, que abre boas perspetivas aos portistas rumo aos quartos de final da Liga Europa.

JN/MS

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Creditos:

WORLD BASEBALL CLASSIC Canada makes history!

National team advances to first-ever WBC quarter-finals

For the first time in the 20-year history of the World Baseball Classic, Canada is moving on.

Behind a stellar performance from right-hander Cal Quantrill and a relentless offensive attack, Canada defeated powerhouse Cuba 7-2 on Wednesday. The victory secured Canada the top spot in Group A with a 3-1 record, officially punching their ticket to the knockout stage in Houston, Texas.

Quantrill was the anchor, tossing five dominant innings and allowing only one unearned run. The offense provided plenty of support, sparked by Abraham Toro, who launched a 420-foot solo home run. Canada later broke the game open with a three-run surge in the sixth, fueled by a Bo Naylor RBI double and a two-run single from Otto Lopez.

James Paxton provided nerves of steel in relief, striking out six over 2.2 scoreless innings to stifle a late Cuban rally.

What's Next: A Border Battle in Houston

By winning Group A, Canada has set up a massive quarter-final showdown against the United States.

The Americans narrowly escaped elimination after a shocking 8-6 loss to Italy on Tuesday left them needing help. Their "pancetta" was ultimately saved by the Italians, who continued their surprising, undefeated run by crushing Mexico 9-1 on Wednesday night. That result eliminated Mexico and allowed the U.S. to "squeak in" as the Group B runner-up.

Canada will face the star-studded U.S. roster this Friday, March 13, at 8:00 PM ET. With the momentum of their firstever advancement and a "homegrown" victory secured just as March Break kicks off back home, the Canadians are ready for the ultimate test.

HOCKEY

Why KHL’s Vitali Pinchuk is

the Leafs’ ideal target

As the NHL off-season approaches, the buzz surrounding European free agents is reaching a fever pitch, and one name stands above the rest: Vitali Pinchuk. The 24-year-old Belarusian forward is currently torching the KHL with Dinamo Minsk, and all signs point to a North American leap this summer. For the Toronto Maple Leafs, he represents the perfect intersection of size, skill, and salary-cap efficiency.

A proven offensive catalyst Pinchuk isn’t just a "projection"; he is a statistical powerhouse. This season, he exploded for 29 goals and 61 points in 60 games. Unlike many KHL imports who struggle with the smaller ice surface, Pinchuk has a head start. He spent the 2019-20 season with the OHL’s Kingston Frontenacs, meaning the North American style of play is already in his DNA.

Standing 6'3", Pinchuk offers a blend of physicality and finesse that distinguishes him from recent KHL crossovers like Maxim Shabanov or Maxim Tsyplakov. While those players have faced "boom-or-bust" transitions, Pinchuk’s defensive reliability and high motor give him a much higher floor. He draws easy comparisons to former Leaf Ilya Mikheyev—a dependable two-way threat—but with the added versatility of playing center.

The fit in Toronto:

The Maple Leafs’ roster construction under GM Brad Treliving has prioritized

"snot" and size, yet the team remains desperate for middle-six center depth. Following the departures of Nicolas Roy and Scott Laughton, Toronto has a glaring vacancy in the 3C spot.

Pinchuk fits the vision perfectly:

• Roster Depth: He could slot in behind Auston Matthews and John Tavares, providing a massive upgrade over current internal options and allowing rookie Jacob Quillan to develop at a steady pace on the fourth line.

• Cap Efficiency: As a European free agent, Pinchuk would likely sign an Entry-Level Contract (ELC). In a hard-cap world, finding a potential 40-point contributor for league-minimum value is the ultimate competitive advantage—similar to the value Toronto found in Bobby McMann.

High stakes, high reward:

While several NHL clubs are circling, Toronto offers something the Islanders or other suitors might not: immediate opportunity. Rather than rotting in the press box or facing the waiver wire, Pinchuk would be an integral piece of the Leafs' retooling from day one. If Treliving can land this Belarusian standout, the Leafs might just secure the most cost-effective impact player of the 2026 season.

RS/MS

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Dominant power play vaults Canada into paralympic semifinals

In a high-stakes clash for Group B supremacy at the 2026 Paralympic Winter Games, Canada secured its direct ticket to the semifinals with a commanding 4-1 victory over Czechia. The win preserves Canada’s perfect 3-0 preliminary record and sets the stage for a highly anticipated medal-round showdown against China this Friday.

Special teams and tactical grit

Captain Tyler McGregor once again proved why he is among the world’s elite, orchestrating the offense with a three-point performance (one goal, two assists). While the final score suggests a comfortable margin, the path was defined by "beautiful chaos." Canada’s vaunted

power play remained its greatest weapon, accounting for three of the team's four goals.

The Canadians controlled the pace from the opening puck drop, relentlessly testing Czech goaltender Patrik Sedlacek. Though Sedlacek stood tall in a scoreless first period, the sheer volume of Canadian rubber—26 shots to Czechia’s 12—eventually wore down the defense.

Overcoming Adversity

The game wasn't without its tense moments. During a delayed penalty, a communication breakdown nearly resulted in Canada scoring on its own empty net. However, the team recovered instantly. James Dunn silenced any nerves by net-

ting his fifth goal of the tournament shortly after the mishap.

The momentum surged as Vincent Boliy doubled the lead, showcasing tenacity by burying his own rebound on the power play. McGregor followed suit, pouncing on another rebound to notch his 10th point of the Games, tying him for second in overall scoring. The goal also marked a historic milestone for veteran Dom Cozzolino, whose assist earned him his 200th career point.

Defending the Clean Sheet Czechia finally broke through in the third period when Zdenek Habel beat goaltender Corbin Watson on the short side after a powerful rush down the wing.

It was the first goal conceded by Canada in the entire tournament, ending a remarkable shutout streak. Liam Hickey eventually iced the game with an empty-netter, bringing his personal tournament tally to eight points.

Looking Ahead

Canada played Tuesday’s contest without legend Greg Westlake, who sidelined due to an injury sustained against Japan. The team is optimistic about his return for the knockout stage.

The road to gold now runs through a formidable Chinese squad. Canada is scheduled to face China in the semifinal on Friday at 2:05 p.m. ET, with a spot in the Paralympic final on the line.Ωx RS/MS

Luis Camara Secretar y Treasurer

R icardo Teixeira

Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cor tez E-Board Member

Marcello DiGiovanni Vice President

David McCluskey E-Board Member

Rita Pereira viveu no domingo, 8 de março, um dia particularmente emotivo. A atriz despediu-se da casa da avó. A atriz mostrou-se no Miradouro da Senhora do Monte, no centro de Lisboa, "Vou partilhar algo bem pessoal que não é habitual", podia ler-se nas imagens. "A minha avó morava neste prédio e, portanto, a vista que os turistas vem todos ver eu tinha todos os dias em casa da minha avó", contou. "E hoje é um dia triste porque a minha avó faleceu e eu vim entrar na casa pela última vez, porque a casa vai deixar de ser nossa", acrescentou dando conta de que não espera passar no local tão cedo.

Tatuagem

Joana Diniz viveu uma escapadinha especial, a primeira na qual contou com a companhia do novo namorado, Pedro Prata, e da filha, Valentina, fruto de uma anterior relação. "Colecionar momentos num lugar especial", enalteceu Joana Diniz ao partilhar na rede social Instagram imagens dos momentos passados ao lado do namorado e da filha. "Memórias feitas de Amor", disse ainda a respeito das imagens. O namoro de Joana Diniz e Pedro Prata foi assumido no início de fevereiro, depois de os fãs mais atentos terem conseguido perceber o romance através de uma fotografia partilhada pelo nortenho.

Meghan Markle não deixou passar em branco o Dia Internacional da Mulher, que se celebrou no domingo, dia 8 de março, e surpreendeu os seguidores com uma nova fotografia em que aparece na companhia da filha, a princesa Lilibet, de quatro anos. "Para a mulher que ela um dia vai ser… Feliz Dia Internacional da Mulher", pode ler-se junto da referida imagem. Na mesma partilha, a duquesa de Sussex revelou ainda que quem tirou a fotografia foi o príncipe Harry. "Papa Sussex", pode ler-se nos créditos da imagem.

Siara Holanda tem 45 anos e uma nova imagem. A antiga bailarina, mulher do músico Rui Bandeira e mãe da cantora Bárbara Bandeira, marcou presença no programa "Dois às 10", da TVI, para falar sobre a transformação pela qual passou nos últimos meses. Siara Holanda estava com excesso de peso e vários problemas de saúde associados, obesidades, hipotireoidismo e trigliceridos altos. Ao passar a tomar medicação diária para estes vários problemas de saúde, a mãe de Bárbara Bandeira resolveu agir para bem da sua saúde. "Para cuidar da minha família eu tenho de estar bem", notou ao conversar com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos sobre o processo de emagrecimento. Aliando o exercício físico a uma mudança radical na alimentação, Siara Holanda conseguiu um impressionante perda de peso. A mulher de Rui Bandeira, que conseguiu convencer o marido a entrar neste processo consigo e também o músico mudou radicalmente a sua imagem. Após a perda de peso, a antiga bailarina recorreu à cirurgia estética e deu por concluída a transformação de que tanto se orgulha. Com disciplina, exercício, mudanças na alimentação e ajuda médica perdeu 30 quilos.

Diogo Amaral continua ainda sem conseguir chegar a casa depois de ter sido surpreendido com o início da guerra do Médio Oriente quando se preparava para regressar a Lisboa ao terminar umas férias de sonho na Índia. O voo do ator foi cancelado e sem grandes alternativas quanto ao seu regresso, este resolveu fazer um enorme escala que ainda não terminou. Da Índia, voo para o Sri Lanka e depois para a África do Sul (onde se encontrava aquando das suas últimas partilhas). Segundo o próprio, faltam-lhe ainda dois voos para finalmente chegar a casa. Durante esta enorme aventura até finalmente aterrar em Portugal, Diogo Amaral resolveu, aparentemente, fazer uma tatuagem em homenagem à mulher - Jessica Athayde. "Era suposto ser uma surpresa para a minha Célia linda, mas eu não aguentei esperar até chegar a casa. Apresento-te a minha nova tatuagem. Gostas ou não gostas? Quero muito saber a tua opinião", disse, mostrando-se com o nome Célia tutado no antebraço. Não sabemos se a tatuagem será real, temporária ou apenas uma montagem. Contudo, Jessica Athayde já reagiu à alegada prova de amor. "Isto é a gozar. Por favor que seja", comentou a atriz na legenda da partilha.

Francisco Monteiro viveu um verdadeiro pesadelo ao deslocar-se no domingo, 8 de março, ao Estádio do Sport Lisboa e Benfica para assistir ao dérbi com o Futebol Clube do Porto. O vencedor do "Big Brother 2023" e atual comentador dos reality shows da TVI, que é adepto do Porto, diz ter sido "cuspido, agredido, insultado e empurrado" por adeptos do Benfica "no recinto de uma instituição como o Sport Lisboa e Benfica". Após ter divulgado o caso através das redes sociais, a alegada agressão a Francisco Monteiro foi tema em programas de comentário social que acabaram por desvendar novos pormenores sobre o caso. No programa "V+ Fama", do canal V+ TVI, o apresentador Adriano Silva Martins contou ter conversado com Zaza a respeito deste episódio de violência e revelou que o comentador necessitou de fazer exames médicos para perceber se estaria tudo bem.

Dia emotivo
Agredido
Credito:
Credito:
Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Pequeno na estrada, gigante na história. Créditos: David Ganhão
Linhas que nos levam mais longe. Créditos: Fa Azevedo
Arte urbana. Créditos: Paulo Perdiz

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1.Precipitar-se a chuva sobre a terra

2.Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo

3.Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar

4.Trazer à memória; recordar

5.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

6.Não aprovar; recusar algo

7.Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto

8.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

9.Pôr para trás, fazer recuar; retrasar

10. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas

11.Exprimir por meio de palavras

12. Ter parte em; partilhar

13. Submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico

14. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer

15. Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas)

B Y G Y D V E C E I X C C H M

P E S S O A S L S E B R N Q

V A V I E H Q G W D Ç H I P X N I M L V U R Q P I A L A R A

H C M H O L G D C N L A N E D

D E M O G R A F I A U B Ç F I

K J M S U N A A Q M P A A O V

T M U N D I A L J U O R S R S

DEMOGRAFIA

POPULAÇÃO PESSOAS

VIDA

HUMANIDADE

JOVENS

IDOSOS

REFORMAS

TRABALHO

CRIANÇAS

GOVERNO

MUNDIAL

Ingredientes

Base

• 200g de bolacha Maria triturada

• 150g de margarina derretida

Recheio

• 3 dl de polpa de manga

• 2 dl de natas

• 1 lata de leite condensado

• 2 pacotes de gelatina em pó (para o recheio)

• Água quente para dissolver a gelatina

Cobertura

• 2 dl de polpa de manga

• 4 folhas de gelatina

• Água quente para dissolver

Decoração

• Framboesas ou mirtilos frescos

• Folhas de hortelã

Modo de preparação

Misture a bolacha Maria triturada com a margarina derretida e pressione bem no fundo de uma forma de aro amovível.

Pressione com as costas de uma colher ou com um copo para criar uma base uniforme e bem compacta. Leve ao frigorífico enquanto prepara o recheio.

Dissolva a gelatina em pó em água quente e deixe arrefecer um pouco.

Numa taça, misture a polpa de manga com o leite condensado até ficar homogéneo. Noutra taça, bata as natas até ficarem levemente firmes. Junte a gelatina já arrefecida ao creme de manga e envolva cuidadosamente as natas batidas.

Para um sabor ainda mais intenso, utilize polpa de manga Alphonso ou Ataulfo, se encontrar. Verta o recheio sobre a base fria e alise bem a superfície. Leve ao frigorífico durante pelo menos 2 horas até solidificar.

Demolhe as folhas de gelatina em água fria por alguns minutos e depois dissolva em água quente. Misture a gelatina dissolvida com a polpa de manga da cobertura. Deixe arrefecer até à temperatura ambiente e verta cuidadosamente sobre o recheio já firme.

Leve novamente ao frigorífico cerca de 1 hora até a cobertura solidificar. Retire da forma, decore com frutos vermelhos e hortelã se desejar, e sirva bem fresco.

Se a polpa de manga já for adoçada, reduza um pouco o leite condensado para um resultado mais leve. Sem forno e sem complicações, apenas uma sobremesa fresca que impressiona sempre.

Deixe arrefecer bem, corte uma fatia e desfrute deste sabor tropical maravilhoso.

Até à próxima receita!

Rosa's Portuguese Kitchen
Jogo das 10 diferenças
Bolo de Manga (Sem Forno) Credito:
Caça palavras

A Alquimia Sonora de Ana Lua Caiano

No atual panorama da música portuguesa, poucos nomes conseguem equilibrar de forma tão audaz a herança da tradição com a vanguarda da electrónica como Ana Lua Caiano. Numa conversa reveladora, a artista, frequentemente descrita como uma das figuras mais sin-

ler o público em tempo real: se sente que uma parte da canção está a ressoar com a audiência, ela prolonga o momento, criando uma simbiose única entre a máquina e a emoção humana. No que toca à composição, o processo é igualmente fascinante. Ana confessa que raramente sabe quando uma

ra o seu disco seja denso, a artista procura constantemente o equilíbrio entre o minimalismo e a saturação, explorando o limite do que uma música pode suportar sem perder a sua essência. Nesta busca pelo som perfeito, Ana utiliza uma panóplia de instrumentos, alguns deles profundamente invulgares. Destacam-se as pedras da ribeira, que utiliza como se fossem castanholas, uma técnica que aprendeu com as adufeiras do Paúl. Estas pedras achatadas transportam para a electrónica moderna uma musicalidade ancestral, provando que o património musical português está vivo e em constante mutação. Ana não se vê apenas como uma preservadora da tradição, mas sim como alguém que faz parte

técnica vital: preencher as frequências graves. Como atua a solo, o bombo funciona como um sintetizador de baixo, garantindo que o som tem a robustez necessária para preencher qualquer sala. A voz, por sua vez, é tratada como um instrumento multifacetado. Através do looper, Ana cria harmonias e ritmos vocais que se sobrepõem, resultando num coro de si mesma que cresce organicamente ao longo da performance.

As letras de Ana Lua Caiano são o reflexo de um filtro muito pessoal aplicado à realidade. Partindo de observações quotidianas sobre a rotina, o cansaço e a vida moderna, a artista distorce estes temas até que se tornem surreais ou exagerados. É nesta interseção entre o mundano e o imaginário que o seu público se encontra. Ao olhar para o futuro, Ana promete continuar a levar o ta aberta à experimentação e ao improviso. O que fica claro é que a sua música não é apenas um produto de entretenimento, mas guesas através de uma lente futurista, onde cada concerto é uma oportunidade para desconstruir o passado e inventar um novo

Paulo Perdiz

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Vai encontrar as soluções de que precisa dentro de si. A meditação e a espiritualidade vão ajudá-lo a planificar a vida e a conhecer-se melhor, mas não se feche demasiado, inconscientemente poderá estar a fugir da realidade. Apesar de não sentir vontade de conviver faça-o, numa conversa ocasional poderá encontrar alguém especial.

TOURO 21/04 A 20/05

Ao longo deste período será de grande importância para si a sua relação com os amigos, grupos de trabalhos ou vida social. A colaboração de outras pessoas consigo poderá ser muito benéfica para o desenvolvimento de um projeto. Nestes dias a sua atenção estará centrada tanto nos seus ideais como nos do grupo.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Poderá sentir, neste período, que está a começar algo de novo e que está mais no centro da sua própria vida. É um momento favorável para testar as suas capacidades de trabalho ou para cuidar de um negócio. Contudo, procure não ignorar as pessoas que trabalham consigo ou a usá-las apenas para atingir os seus objetivos.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Poderá estar a sentir neste momento alguma saturação a nível físico, acompanhada de uma necessidade de mudar os seus hábitos e viver novas experiências. Se é esse o seu caso, poderá empreender uma viagem a um país distante sem fazer planos muito rígidos, deixando ao destino e aos imprevistos a possibilidade de lhe dar aquilo que no fundo deseja, aventura.

LEÃO 22/07 A 22/08

Irá atravessar neste período uma fase de grande lucidez e expansão a nível intelectual, a qual lhe permitirá planear a sua vida afetiva e profissional a longo prazo. A sua exuberância e espírito criativo atrairá o apoio e solidariedade de que possa necessitar para concretizar os seus planos.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Marte dá-lhe neste momento vontade de conquistar, mas também, poderá dar origem a desavenças que põem em causa a sua relação afetiva. Podem surgir situações de tensão nas suas relações de trabalho, associativas ou de negócio. Se o seu trabalho está relacionado com a criatividade poderão aparecer-lhe novas oportunidades.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Sente necessidade de organização na realização do seu trabalho e das atividades diárias. Terá vontade de agir, pelo que deverá aproveitar este momento para dar andamento a assuntos cujo fim tem vindo a ser protelado. Para melhorar o seu bem-estar físico faça exercício e corte com o que lhe pode prejudicar a saúde.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Nesta fase deverão ser assumidos os deveres e obrigações que uma relação a dois exige. Discuta abertamente os seus problemas, ultrapassando em conjunto as dificuldades que sempre surgem no dia a dia. Profissionalmente este é um período bastante compensador, relacionando-se facilmente com subordinados e superiores.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Este é um período em que a introspeção e a análise serão uma boa maneira para encontrar respostas no domínio dos sentimentos e emoções. Neste momento exprime de forma sensível e com profundidade aquilo que sente. Pode sentir o desejo de esclarecer alguma situação menos clara da sua infância, família ou passado.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

É uma boa altura para passar mais tempo em casa, para se dedicar mais à sua família e àqueles que lhe são queridos. Obterá destes o apoio de que necessita. É ainda favorável para redecorar a sua casa, torná-la mais confortável e bonita. Tenha cuidado com os excessos alimentares que poderão trazer-lhe problemas digestivos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Serão importantes para si durante este período tanto os valores de ordem material como espiritual. Nesta altura beneficiará de uma maior lucidez no que respeita a finanças, pelo que sentirá necessidade de proceder a um balanço do que tem realizado nesta área. A sua segurança financeira será um tema que lhe vai merecer grande atenção.

PEIXES 20/02 A 20/03

É uma boa altura para prestar atenção ao seu corpo. Sente-se portador de uma grande energia física, mas poderá sentir que tem momentos de grande energia alternados com outros de grande fadiga. Aproveite para canalizar essa energia para a área profissional e verá que pode alcançar resultados proveitosos.

Soluções

Aluga-se um quarto, casa de banho com internet e lavandaria. Area da St. Clair e Caledonia. Contatar: 437-676-1344

Aluga-se apartamento no 1º andar com 1 quarto de cama, sala, cozinha, casa de banho, estacionamento para carro pequeno, na zona da Rogers e e Caledonia. Contatar 416-886-4398

College e Lansdowne, aluga-se espaço comercial approx. 1000sq ft.. Bom para cabeleireiro ou escritório e outros. Contatar 647-828-6393

Basement for rent with one bedroom plus den, kitchen, living room, bathroom, laundry and parkin. Near Weston road and 401. Contact 647-299-4931

Apartamento para arrendar com 1 quarto + den, cozinha, sala, casa de banho, lavandaria e estacionamento. Perto Weston Rd & 401. Contatar 647-299-4931

Aluga-se Bachelor apartment privado num basement, cozinha, casa de banho. Na zona da Weston Road e St. Clair. Entrada imediata. Ligar para 416-858-3669

Agenda comunitária

14 de Março

Associação Migrante de Barcelos

7.º Festival do Marisco

Renaissance By the Creek, às 18:00h, com o Duo Raça Latina. Reservas e Informações: 647-949-1390.

Graciosa Community Centre

Jantar da Matança do Porco

279 Dovercourt Road, a partir das 18:30h, com muita música Reservas e Informações: 416-656-5260.

Caloura Bar & Grill

Celebrar os anos 80

468 Rogers Rd, a partir das 18h30, com o artista Reno Silva. Reservas e Informações: 416-999-4707

Casa das Beiras de Toronto Noite do Leitão

115 Ronald Ave, a partir das 18h00, com Tony Silveira. Reservas e Informações: 416-604-1125

21 de Março

Casa dos Açores do Ontário

Baile do “verde” dos Açores

1136 College St, a partir das 18h30, com muita diversão e música. Reservas e Informações: 416-953-5960

Casa do Alentejo de Toronto

Baile da Primavera

1130 Dupont St, a partir das 18h30, com o Duo Raça Latina. Reservas e Informações: 416-537-7766

Associação Amigos de Rabo de Peixe do Ontário

Festa do Chicharro

115 Ronald Av, a partir das 18h30, com Tony Câmara e Jason Branco. Reservas e Informações: 647-970-7236 ou 647-334- 8033

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road, com cozinha, sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-736-6460 ou 647-406-2994

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de tra-

balho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt, com 2 quartos e acesso a lavanderia. Contas incluídas. Contatar: 416-427-4703

Aluga-se apartamento com 1 quarto, sala, cozinha e casa de banho. Entrada privada. Esta disponível, todo Renovado, com lavandaria a Moedas. Não fumadores e não animais. Perto Yorkdale, Dufferin e Wilson. Ligar para 416-618-4704

Para publicar um classi cado, ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com

Peniche Community Club of Toronto

45 anos

Na Liuna Local 183, a partir das 18h00, com Karma Band, Toy e Cheila Teixeira. Reservas e Informações: 416 536 7063 ou 416-938-1593

Centro Cultural Português de Mississauga

Noite do Marisco

51 Queen St N, a partir das 18h30. Reservas e informações: 905-286-1311 ou secretary@pccmississauga.ca

22 de Março

Amigos da Terceira

Festival da Alcatra

Renaissance By the Creek, 3045 Southcreek Rd, Mississauga, a partir das 12h. Reservas e Informações: Nellie Pedro647-982-4688

27 de Março

Casa do Alentejo de Toronto “O Sobreiro” – Fado Vadio

1130 Dupont St, partir das 18h30, noite tradicional de Fado. Reservas e Informações: 416-537 7766

28 de Março

Vasco da Gama – Brampton Festa de 1920

1925 Fisherman Dr, a partir das 18h30, com Tony Silveira. Reservas e Informações: 647-966-2349

Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Toronto 19.º Aniversário

Europa Convention Centre, 7050B Bramalea Rd, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416 678 2201

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