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MILÉNIO STADIUM 1744 9 DE MAIO

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mileniostadium.com

David Ganhão / Francisco Pegado

Ano XXXIV edição nº 1744 | 9 de maio de 2025

MAIO 2025 REVISTAMAR.COM

JANETTE DESOUSA


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9 a 15 de maio de 2025

Credito: David Ganhão

EDITORIAL

Folclore - Uma Fábula Manuel DaCosta Editorial

No passado fim de semana, Toronto teve o privilégio de receber um grupo de 30 pessoas da zona norte do continente português, nomeadamente de Viana do Castelo. O objetivo da sua visita foi o de esclarecer aqueles que, como eu, apreciam as vistas e os movimentos do folclore e, neste caso, do folclore da região de Viana. Sendo eu um estudante inculto da arte praticada por aqueles que amam e respeitam o que o folclore representa, esperava ansiosamente por uma aquisição de conhecimentos, que confirmaria ainda mais a minha ignorância acerca da mitologia que envolve estas danças ritualísticas.

O

incrível conjunto que visitou Toronto não desiludiu ao partilhar o seu conhecimento e talento, elevando a mitologia que envolve o folclore e

os seus costumes e tradições. Uma dança folclórica é uma dança que reflete a vida de um país ou de uma região. As danças estão enraizadas em costumes e tradições desenvolvidas ao longo de muitos anos e adotadas por cada região ou cidade para refletir um aspeto da vida dentro dessa comunidade particular e as pessoas adotam a importância histórica da sua cultura e história europeias. A dança folclórica no Norte de Portugal está muito ligada aos costumes e tradições galegas, que ao longo de muitos anos foram assimilados às tradições do Norte de Portugal. O folclore é considerado a dança das pessoas comuns e sempre foi uma forma de dar um pouco de alegria à vida quando se assiste a um evento folclórico. O folclore português está profundamente enraizado na história cultural do país e reflete um conjunto de mitos, lendas e tradições que evoluíram ao longo dos séculos. Foi influenciado por uma mistura de elementos celtas, romanos e mouros devido a invasões ou migrações históricas. O folclore tem-se mantido relevante na vida das pessoas através de tradições

orais, espetáculos e festividades comunitárias, que mostram a diversidade do património cultural português e, em muitos aspetos, é emblemático da própria história de Portugal. O regionalismo desempenha um papel importante na diversidade do folclore português, que varia muito entre as diferentes zonas do país e/ou de cada cidade. O Minho, por exemplo, é conhecido pela sua dança do “Vira” e pelos seus trajes coloridos, que muitas vezes apresentam bordados intrincados e tecidos vibrantes que refletem a herança agrícola regional e o espírito comunitário. Cada região de Portugal tem a sua dança caraterística que reflete o impacto histórico que as suas populações tiveram ao longo dos séculos. Assim, do “Corridinho” no Algarve ao “Cante Alentejano” no Alentejo, passando pelo “Bailinho da Madeira e Chamarrita” na Madeira e nos Açores, as histórias e lendas são celebradas durante os festivais dedicados aos santos padroeiros das cidades. O folclore aproxima as pessoas, reforçando os laços comunitários e perpetuando o património cultural entre os habitantes

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXII- Edição nº 1744 9 a 15 maio de 2025 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Fabiane Azevedo Colaboradores do jornal: Adam Care, Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina Da Costa, Daniel Bastos, Francisco Pegado, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

locais e outros. As danças e os costumes atuam como marcadores culturais que diferenciam uma região da outra, mostrando a rica tapeçaria de tradições de Portugal. Ao assistir às celebrações destas tradições na sexta-feira e no sábado à noite, não pude deixar de pensar que deveria saber mais sobre a pureza com que o folclore deve ser praticado. A diluição dos costumes e tradições do que cada um representa é semelhante à falsificação de elementos históricos na longa vida de Portugal. A integridade é difícil de aceitar por aqueles que consideram o folclore apenas uma dança. Na verdade, é muito mais, como pude observar atentamente no passado fim de semana. Olhando para cada par de dançarinos em interação, parece-me que se trata mais de um ritual religioso em que uma relação profunda entre duas pessoas evolui a cada passo dado. Que coisa linda.

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Versão em inglês

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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MORDOMA, MORDOMAS

“Começa pelas meias, depois é mais difícil de as calç a r ! ” – avisa a mãe do outro l a d o da sala. Como se ela não soubesse que se começa pelas meias. As pernas já estão habituadas àquele aperto rendado em algodão branco n.12. Depois das meias, a camisa e os saiotes com um intricado de fios a apertar na cintura. Primeira pausa para inspecionar as chinelas. Impecáveis! “A saia veste-se pela cabeça!” – volta a atirar a mãe, e, como num toque de magia, a pesada saia voa caindo sobre as ancas. “Cresceste?! Parece um pouco mais curta desde o ano passado!” – a preocupação com os detalhes cabe sempre à mãe, mas foram uns milímetros, e está bonita a saia, ajustada à cintura e com um “bom cair”. Depois vem a habitual inspeção à algibeira. Nenhum vidrilho perdido, nenhum fio solto, as palavras VIANA e AMOR ainda a fazerem sentido todo este tempo depois de ter sido pacientemente bordada. Após ser colocada, chegou a vez do avental de “cadros”. Enquanto a algibeira, disposta à direita, fica metade tapada pelo avental, a primeira silva da saia fica totalmente tapada por este. Mesmo assim, a saia está bordada a toda a volta. Nem uma falha. O colete, justinho (Ainda serve!). Mas também este, apesar de profusamente bordado ficará parcialmente tapado depois de, com todos os cuidados, se colocar o meio lenço do peito.

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Como sempre, está cuidadosamente organizado em cima da mesa: um cordão herdado da avó paterna, um trancelim emprestado pela irmã, uma laça, duas peças com moedas barrocamente adornadas e um colar de 52 contas de 6 milímetros, que levou apenas 7 anos a juntar. Vem agora a grande dúvida: - Coloco uma borboleta, ou já será demasiado? Mas ainda vai a borboleta (Festa é festa!). E para terminar: os brincos. Não tarda nada estarão 200 anos de história nas mãos, ou melhor, nas orelhas!

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E o ouro?

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São 4 gerações representadas naqueles adornos. E, para finalizar, o lenço da cabeça. Dobrar, pousar, alinhar, cruzar na nuca e no topo.

“Vamos?” “VAMOS!”

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“Estará cheia a Avenida? Espero que não esteja demasiado calor…”

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i Passará a peritagem da mãe?! Claro que sim. Anos ar m Ro deste ritual, embora o nervoso miudinho mais da a dê a parecer que poderia ser a primeira vez. om É sempre como na primeira vez.

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Credito: AGFAM

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Laurentino Esteves considera que o “folclore Comunitário é um património vivo da Cultura portuguesa no Canadá” O folclore português voltou a ganhar destaque na comunidade luso-canadiana com a realização de um evento memorável no Portuguese Cultural Centre of Mississauga (PCCM), que acolheu uma Tertúlia sobre folclore minhoto, culminando com uma vibrante atuação de elementos de nove ranchos vindos diretamente da região de Viana do Castelo.

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ais de 700 pessoas assistiram ao espetáculo no dia 3 de Maio, que trouxe até Toronto um pedaço genuíno da alma portuguesa. A iniciativa, que teve início com uma sessão de partilha e reflexão cultural na noite anterior, destacou a riqueza e autenticidade das tradições populares do Minho, reforçando a importância do folclore como elo de ligação entre gerações e entre comunidades espalhadas pelo mundo. Laurentino Esteves, Comendador e Conselheiro das Comunidades Portuguesas no Canadá, foi uma das figuras centrais do

evento e partilhou a sua visão sobre o papel vital do folclore na coesão e identidade da comunidade. "Aceitei sem hesitar o convite para refletir sobre este tema, porque acredito que o folclore é uma mais-valia, uma forma viva e participativa de manter as nossas raízes", afirmou. A pandemia de Covid-19 trouxe tempos difíceis para os ranchos folclóricos, muitos dos quais viram as suas atividades suspensas e alguns até desapareceram. No entanto, os grupos que resistiram demonstraram uma resiliência notável. “Reemergiram mais fortes, mais coesos e motivados”, sublinha Laurentino Esteves, que há 37 anos acompanha de perto a vida cultural da comunidade portuguesa em Toronto. Apesar dos desafios, o entusiasmo da juventude mantém-se como sinal de esperança. “As associações com ranchos são, geralmente, as que têm mais jovens envolvidos. Isso mostra que os nossos jovens têm orgulho nas suas raízes”, destaca Esteves, lamentando apenas que algumas direções

associativas não saibam capitalizar este dição com identidade, cultura com alma. valioso voluntariado cultural. Ainda assim, Não podemos perder esta riqueza, sob pena nem tudo são aplausos. O conselheiro fez de não a recuperarmos mais”. questão de apontar o desrespeito com que, Rómulo Medeiros Ávila/MS por vezes, os grupos folclóricos são tratados em eventos comunitários. “Os ranchos são muitas vezes usados como mero adereço decorativo. É fundamental que passem a ser tratados com a dignidade que merecem”, defendeu, apelando a uma maior valorização interna e externa do trabalho desenvolvido por estes grupos. O evento no PCCM provou que, quando bem organizadas e respeitadas, as manifestações folclóricas podem ser um veículo poderoso de união e afirmação cultural. No entanto, a fraca representação dos ranchos locais na tertúlia do dia 2, apenas quatro marcaram presença, levanta questões sobre o envolvimento e sentido de missão de alguns dirigentes culturais. A mensagem de Laurentino Esteves é clara: “O folclore comunitário não é apenas entretenimento. É lazer com memória, tra- Laurentino Esteves. Créditos: DR.

Complete a frase…

Gostaria de ler no Milénio trabalhos sobre _ _ _ _ _ _ _ _ _ . Porque nós temos muitas ideias, mas as suas podem ser melhores. Envie a sua proposta para: info@mdcmediagroup.com


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Credito: Francisco Pegado

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A importância de respeitar o passado para garantir o futuro Com uma vida dedicada ao ensino e à preservação da cultura tradicional, Mafalda Silva Rego é um exemplo notável de como o folclore pode ser uma ponte viva entre passado e futuro. Professora com mais de duas décadas de experiência, tem também um percurso marcante como voluntária no Grupo Etnográfico de Areosa, onde, há cerca de 40 anos, promove a dança, a música e a identidade cultural do Alto Minho. Nesta entrevista, realizada após a sua participação no Encontro Vianense em Toronto, Mafalda reflete sobre o valor do folclore como herança imaterial, a sua relevância no mundo globalizado e a importância de manter viva a tradição sem a cristalizar. Fala-nos da canoa que desce o rio — uma poderosa metáfora para a cultura em movimento — e da urgência em documentar, partilhar e reinventar aquilo que nos torna únicos. O seu testemunho é um apelo ao enraizamento, à transmissão e à celebração do que nos liga à nossa terra e às nossas origens.

que não está nos livros, que não está escrita, tento passá-la para as novas gerações. Neste mundo globalizado, onde tanta coisa parece igual em qualquer parte do mundo, isso é importante. Por exemplo, nós agora quando estivemos em Toronto vimos muitas coisas que também temos aqui em Portugal. Mas o que nos distingue? O que nos torna únicos? Essa cultura tradicional. É isso que nos distingue e que é interessante descobrir em cada parte do mundo. Há particularidades lindíssimas que eu tenho descoberto pelo mundo fora. E esses momentos de descoberta do outro, que é igual a nós, mas ao mesmo tempo tem aquela particularidade diferente de nós, parecem-me ser muito, muito importantes e muito enriquecedores acima de tudo.

MS: Mas o folclore no nosso país, por exemplo, é bastante diverso. Quer dizer, basta sair da cidade de Viana, ir para Braga e já há diferença. Aliás, no próprio concelho de Viana também há diferenças consoante se está mais perto do mar ou mais na zona interior. Isso também faz com que aprendamos mais até sobre a história da Milénio Stadium: O que é para si folclore? construção do nosso país e do desenvolviO que é que lhe vem à mente quando pensa mento do nosso povo? em folclore? MSR: Sim, sem dúvida. Aliás, esta ida ao Mafalda Silva Rego: O folclore, para mim, Canadá trouxe, para os elementos dos é como um tesouro, um tesouro que nós nove grupos folclóricos que foram, uma temos e que devemos preservar e passar às experiência única. Porque apesar de todos novas gerações. Dentro do folclore estão as vivermos aqui uns mais junto do mar, uns danças, estão os cantares, estão as músicas, mais no interior, e de nos encontrarmos estão as histórias que os nossos antepasconstantemente em espetáculos, nas festas sados nos contam, estão os trajes que eles da Senhora da Agonia, etc., a verdade é que usavam e é para mim algo muito importanna preparação do espetáculo que fizemos te, porque é algo que eu devo passar, penso para Toronto, aprendemos imenso uns com eu. Devo passar às próximas gerações. os outros. Não só sobre as particularidades MS: Porque sente que esse tesouro, no fim dos trajes de cada um, mas sobre como se de contas, é em grande medida a raiz que a dançava, as histórias que nos contaram dos grupos a que pertencem. Portanto, a ida ao liga à sua terra e ao seu povo? Canadá foi muito rica também nesse senMSR: Sim, é a humanidade. No fundo, há tido. Nós temos feito muito trabalho conquem pense que é importante deixar aos fijunto. Há jornadas de reflexão, desde logo lhos casas, carros, bens materiais... eu penem que temos sempre um tema para debaso que a melhor coisa que eu posso legar às ter entre todos os grupos, o Festival Internovas gerações é a cultura, é aquilo que me nacional do Minho, que já vai na 27.ª ediensinaram também. E não falo isto só em ção e é organizado em conjunto, também termos pessoais, familiares, mas também é algo único a nível de todo o país porque na minha profissão. Enquanto professora não é um grupo que organiza este festival, também é essa mensagem que eu tento tosão vários grupos (neste momento são oito dos os dias passar, esta cultura que é oral,

grupos que organizam esse festival), mas também a Festa da Dança, a comemoração do Dia Mundial do Canto, do Dia Mundial da Dança e muitas outras iniciativas. Temos feito também espetáculos temáticos. Um chama-se Encontro de Culturas, em que, além dos grupos folclóricos daqui chamamos os imigrantes que residem em Viana do Castelo para que possam mostrar também a sua cultura, aquilo que trazem do seu país para aqui. E é um espetáculo lindíssimo, porque as pessoas passam a conhecer-se melhor, a cumprimentar-se na rua. Deixa de haver o nós e o outro e passa a ver o artista, os artistas. Muitos deles nunca tinham pisado no palco, mas ali são artistas. E temos o espetáculo A Minha Terra é Viana, que junta normalmente mais de 400 bailarinos e músicos e que esse sim, é um espetáculo totalmente dedicado a Viana do Castelo. O que aconteceu de novo na ida a Toronto é que foi a primeira vez que aconteceu a internacionalização. Isso sim foi a primeira vez. Ou seja, nunca as atividades da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho tinham ocorrido num país diferente e foi muito especial. Até porque o Canadá, como vocês sabem, é muito especial para nós. Aqui em Viana do Castelo há muita história de ligação de Viana do Castelo ao Canadá, nomeadamente a Saint John e à Terra Nova.

jam melhores, nem piores, mas estão mais preparados porque tiveram escola, porque conhecem mais sobre música, sobre dança. Portanto, o que eles fazem já não é, já não pode ser o que faziam as primeiras gerações dos grupos folclóricos. A cultura, quando fica imóvel, estática, morre. Nós temos que ter uma ideia contrária. Nós temos que trazer algo de nós, das nossas gerações, para a cultura. Alguém, numa determinada altura, disse-me e eu fixei esta imagem e nunca mais me esqueci – “A cultura tradicional é como uma canoa que desce o rio, a olhar para trás, mas não deixa de descer o rio”. MS: Mas de qualquer maneira, há sempre um limite, que é o respeito pela tradição e pela história, não é? MSR: Com certeza! Nós aqui em Viana do Castelo temos inúmeras publicações relativas ao trajar, ao traje, e os grupos folclóricos, se quiserem fazer um bom trabalho, devem procurar essas publicações. Devem ler o que está escrito. O mesmo não posso dizer, infelizmente, em relação ao cancioneiro, em relação às danças. Temos quilómetros por percorrer para criar este conhecimento que, neste momento, passa apenas oralmente. Mas lá está, a canoa anda em frente, desce o rio, mas sempre a olhar para trás, com propriedade. MB/MS

MS: O folclore é muitas vezes visto como uma expressão artística fixa, como algo em que não se deve mexer, não se deve alterar. Acha que há alguma margem de construção ou de reconstrução do folclore para não o deixar cristalizar e esvaziar de significado? MSR: Toda a margem! Aliás, é esse o trabalho que nós fazemos. Cada geração aporta algo de si. A folclore aporta algo de novo. O folclore não é imutável. Os trajes não são imutáveis, as danças não são imutáveis. Cada nova geração que aprende estas danças, que veste os trajes, traz algo de si também. Hoje em dia nós temos, nos nossos grupos, elementos com uma educação a nível artístico, seja musical, não é o canto ou o instrumental, ou seja, até na dança, que já não tem nada a ver com as gerações de há 30, 40, 50 anos ou mais anos. Não é que se-

Mafalda Rego. Créditos: Facebook.


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O estudo do folclore e da etnografia ajuda-nos a compreender a riqueza existente da nossa cultura, tradição popular, das nossas identidades nacionais Daniel Café, Presidente da Federação do Folclore Português Daniel Café, nasceu no lugar de Gouxaria, freguesia de Alcanena. Com poucos meses de idade emigrou com sua família para Winnipeg, Manitoba (Canadá) onde, aos 12 anos, teve o primeiro contacto com o folclore português integrando o Portuguese Folk Dancers da Associação Portuguesa de Manitoba. Ao regressar a Portugal em 1984, trazendo experiência e participação no campo do folclore português, fundou o Rancho Folclórico de Gouxaria com outros membros da comunidade sendo o sócio número um daquela instituição. Em 1986, fruto de um profundo trabalho de pesquisa e recriação histórica e cultural, o Ranho Folclórico de Gouxaria tornou-se sócio efetivo da Federação do Folclore Português apenas um ano e meio após a sua fundação.

J

á em Portugal completou a sua formação académica iniciada com o Curso de Música do Pietro Diero Music Conservatory (Canadá); a Licenciatura em Línguas e Literaturas modernas já foi tirada na Universidade de Lisboa. Depois veio;a Pós-graduação em Ciências da Educação (Universidade Aberta); o Mestrado em Museologia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – ULHT) e o Doutoramento em Museologia Social (ULHT). É o atual Presidente da Federação do Folclore Português, instituição responsável pela preservação, promoção e valorização das tradições do Folclore de Portugal. Com uma vida dedicada ao associativismo e à cultura tradicional, Daniel Café mantém uma ligação profunda à diáspora portuguesa, graças aos anos que viveu no Canadá. Essa experiência permitiu-lhe testemunhar de perto o papel do folclore como elo entre gerações e como instrumento fundamental na construção de identidades comunitárias fora do país de origem. Nesta entrevista, refletimos com ele sobre a importância do folclore como veículo de memória coletiva, reconstrução histórica e afirmação cultural — tanto em Portugal como entre as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Milénio Stadium: Na sua opinião, em que medida os usos e costumes retratados no folclore contribuem para compreendermos as nossas raízes sociais e culturais? Daniel Calado Café: Eu diria que o trabalho dos grupos de folclore é central nessa mesma compreensão, porque cabe aos grupos de folclore, aqueles que efetivamente fazem um trabalho baseado no folclore e não encaram esta área cultural como sendo uma atividade meramente recreativa. Também o é, também é recreativo, mas, acima de tudo, deve assentar no pressuposto central da investigação, do estudo das tradições populares de uma comunidade, de uma região, de uma localidade, para que possamos entender e compreender melhor as diversas identidades que existem no nosso país e que cuja súmula acaba por construir aquilo que é a identidade nacional. A identidade nacional é o somatório de todas as identidades portuguesas que, pelas suas características geológicas, geográficas, culturais e identitárias, formam este povo português e, portanto, diria que é central, mesmo, a questão do estudo da tradição popular. O estudo do folclore e da etnografia ajuda-nos a compreender a riqueza existente da nossa cultura, tradição popular, das nossas identidades nacionais. MS: Olhando para outros países, o nosso país é extremamente rico, é diverso. O que é que justifica, num país tão pequeno, haver tanta diversidade? DCC: Eu diria que o nosso contexto social e político, histórico, levou a isto. Repare que Portugal é o único país do mundo, o único país do mundo, sublinho, que tem esta variedade tão grande e ainda tão presente na memória das pessoas. Nós vivemos numa Península Ibérica, temos uma única fronteira, que é com Espanha, isto é, somos um país periférico, enquanto a Europa andou durante séculos e séculos em lutas territoriais e de fronteiras. Nós temos uma fronteira muito estável, praticamente desde a restauração da nossa independência, em 1640. As nossas comunidades permanece-

ram intactas, permaneceram salvaguardadas da guerra,. Nós passamos aqui por uma Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial que devastou a Europa. E nós aqui no nosso canto, no nosso retângulo à beira-mar plantado, como dizia Fernando Pessoa, que passou ileso. Portanto, nós tivemos a nossa memória coletiva intacta, transmitida de geração em geração, sem qualquer tipo de entrave. Depois tivemos no século XX o Estado Novo, tivemos a ditadura. E a ditadura o que é que fez? Fez com que isto estagnasse completamente. Portugal não evoluiu, não se desenvolveu? E foi uma das coisas terríveis que nos aconteceu em termos de nação, em termos de país, porque não conseguimos evoluir democraticamente, não havia democracia, não conseguimos evoluir economicamente, não conseguimos evoluir culturalmente e ficarmos presos a um passado. Pelo bem e pelo mal. E pelo bem o que aconteceu foi que muito daquilo que era a tradição popular permanecesse intacta nas nossas aldeias e nas nossas vilas. Quase até 1974, que era o foi o ano da Revolução de Abril e, portanto, até ao último quartel do século XX, tivemos um país intocado em termos de cultura tradicional e popular. Porque é que nós hoje, nas arcas dos nossos avós, ainda encontramos tanta coisa? Porque ela não foi destruída? Ela esteve ali guardada nas arcas. Décadas e décadas e décadas foram transmitidas de geração em geração e chegaram aos nossos dias. Tal como as danças, as cantigas, os trajes, tudo isto faz parte da nossa identidade e manteve-se intacto. Não há mais nenhum país do mundo onde isto tenha acontecido. Nenhum.

que foi desde o nascimento até aos meus 17 anos, eu era um canadiano igual a todos os outros que como eu tinham ascendência portuguesa. Na adolescência, procuramos descobrir-nos a nós próprios, quem é que eu sou? Onde é que nos encaixamos, afinal? Sou canadiano na escola e no meu dia a dia. Tenho os meus amigos canadianos. Sou igual a eles, falo igual a eles, tenho os mesmos princípios, valores, custos, etc. Ou sou português porque quando chego a casa falo português e ouço as histórias de Portugal e é tudo imbuído noutro ambiente, noutra atmosfera? E isso levou-me, efetivamente, a procurar respostas na Associação portuguesa local (Winnipeg), precisamente envolvendo-me com outras pessoas como eu, que tinham a mesma realidade - de dia somos canadianos, estamos envolvidos na sociedade tal como outro qualquer, mas à noite e nos fins de semana e noutros momentos de convívio e tal, somos portugueses. Somos descendentes de portugueses, falamos português, temos outro contexto. E, portanto, foi nesse momento que, ao entrar para a associação, entrei também no grupo de Folclore. E foi, digamos, para mim, uma coisa fabulosa. Porquê? Porque eu consegui sentir na música o ser português. Eu conseguia ver no trajar uma maneira de ser português e senti uma expressão no trajar. Eu vi aqui um sentir diferente, uma realidade artística diferente, uma realidade sentimental também diferente do que eu encontrava no Canadá. Então eu percebi rapidamente que não sou nem uma coisa nem outra - sou uma mistura dos dois.

MS: Relativamente ainda ao folclore que marca as comunidades portuguesas, nomeadamente aqui no Canadá. Entretanto regressou a Portugal e tem agora a responsabilidade de estar à frente da Federação do Folclore Português, que é o órgão que superintende e tenta garantir a quaDCC: Eu diria que o folclore tem um papel lidade dos grupos folclóricos que o país central nas comunidades da diáspora, um mantém. Como é que olha para os grupos papel central na ligação umbilical com Porque existem nas comunidades e a forma tugal. No tempo em que estive no Canadá, como eles trabalham? MS: Concretamente com a sua experiência de vivência como emigrante aqui no Canadá, onde teve os primeiros contactos com esta realidade do mundo do folclore, como é que avalia a envolvência das comunidades neste fenómeno cultural que é o folclore?


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Credito: David Ganhão

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DCC: Temos bons exemplos e temos maus exemplos, tal e qual como aqui em Portugal. É a mesma coisa em território nacional. Temos bons exemplos de grupos que fazem um trabalho muito sério, assente no estudo, na investigação, no trabalho de recolha. E depois temos grupos que são meramente recreativos e que inventam tudo e mais alguma coisa. Portanto, isso existe tanto na diáspora como em território nacional. A nossa mensagem na Federação de Folclore Português é efetivamente de que nós ou trabalhamos o folclore ou trabalhamos uma outra coisa qualquer. Temos que ser sérios nisto. Temos que ser sérios. O trabalho de um grupo de folclore na diáspora é mais fácil, nalgumas vertentes muito mais fácil, do que aqui em Portugal. Porquê? Porque nós aqui temos que ir ao terreno, falar com as pessoas, investigar, registar, fazer recolhas, enquanto que os grupos que estão na diáspora não têm essa possibilidade. Então o que é que eles devem fazer? Devem selecionar um grupo de referência ou uma região de representatividade para poderem incidir o seu trabalho. Agora, devem selecionar um grupo de referência que faz trabalho científico, faz um trabalho avalizado pela própria Federação. Isso é que é bom - trabalhar com essa base bem presente, bem assente. Porque é um esforço que depois é recompensado. Agora trabalhar com um grupo que não é sério, que não tem trabalho de investigação feito, é perder tempo, porque o vosso esforço na diáspora depois sai gorado e depois, aquilo que vão apresentar não tem substrato absolutamente nenhum. E é muito fácil haver esta tentativa de pessoas muito criativas, dos músicos e dos poetas muito criativos e começarem a inventar coisas. E não há necessidade nenhuma de inventar. Quando nós temos uma tradição tão rica, tão importante no contexto internacional, no contexto global, nós só temos é que nos

a preocupação de separar as águas. É preciso separar as águas. Uma coisa é folclore, matriz popular, matriz identitária. As matrizes são isso, são matrizes. Não se podem mexer, não se podem adulterar, porque senão deixa de ser uma matriz. É como um museu... como é que eu vou apresentar um objeto histórico no museu? Vou embelezáMS: Em que medida é que a Federação do -lo? Vou pintá-lo? Não vou fazer nada disFolclore Português trabalha para manter a so. Mantenho a autenticidade daquela peça autenticidade das tradições sem as cristalido museu, não é? Agora podemos pegar zar ou esvaziar de significado? nisso e fazer uma atividade com as crianDCC: Estamos a falar de duas coisas di- ças no ateliê. Sim, podemos. Vamos pôr as ferentes. A primeira coisa é o folclore e a crianças a fazer um desenho, a fazer uma etnografia, que a gente não pode mexer. recriação, a reconstruir o seu próprio obAquilo é aquilo. Ponto final. Não há outra jeto museológico com inspiração no origiforma de fazer. As coisas estão assim. O fol- nal, mas o original tem que estar intocado. clore é o que era antigamente. Se era assim, O original é original. E o problema todo é é assim que a gente tem que fazer. Ponto quando se misturam as coisas. Não se pode final. Se nós estamos numa representação misturar. etnográfica, se nós estamos num espetácuMS: Muito obrigada pela sua disponibilidalo folclórico é isso que nós temos que fazer. de em nos conceder esta entrevista. É trajar como antigamente, dançar como antigamente, tocar e cantar como antiga- DCC: Eu agradeço imenso a oportunidamente. Porque essa é a nossa matriz, a ma- de que me foi dada para poder falar para o vosso jornal sobre este tema que é tão caro triz que não se mexe. para mim e tão importante para a minha O que é que os grupos de folclore podem pessoa. Por aquilo que eu vivi no Canadá, fazer nos dias de hoje? É pegar nessa nossa o meu processo de aprendizagem que comatriz, mas fora do contexto de espetácumeçou aí e também todo o trajeto que levei los folclóricos. Podemos fazer outro tipo posteriormente ao regressar a Portugal e de espetáculo qualquer. Um espetáculo de aprofundar esses mesmos conhecimentos. dança, dança contemporânea ou dança de Eu sei quais são as dificuldades. inspiração folclórica. Podemos fazer tudo isso, mas fora do contexto. E sempre expli- Compreendo perfeitamente as dificuldades car ao público que isto que nós estamos a que os grupos radicados no Canadá sentem fazer não é uma representação folclórica, é e a Federação do Folclore Português está cá um espetáculo com inspiração folclórica. E para vos ajudar. Tudo aquilo que haja neisso podemos fazer. Não há problema, po- cessidade de informação, de atualização, de demos modificar, podemos estilizar, não algum contexto que precisem de vir atuahá problema, porque o que nós estamos a lizar, alguma formação que possam sentir fazer é trazer ao presente a nossa expressão necessidade. Nós estamos cá, nós estamos da matriz popular. Ok, isso é outra coisa. cá para ajudar. Os grupos da diáspora não Nós aqui em Portugal temos muitos exem- estão sozinhos. Têm uma instituição que plos disso. O problema é quando em Portu- acompanha, que zela pelos seus interesses gal eu vejo grupos que fazem isto e não têm e que os pode orientar para que o vosso escingir ao bom, aos bons exemplos, aos bons grupos que fazem este trabalho e à Federação de Folclore Português que está cá para orientar os grupos que estão no estrangeiro, sobre quais os grupos onde podem incidir a sua pesquisa, onde podem incidir o seu trabalho de recriação.

forço de recriação da nossa cultura tradicional popular seja mais fácil e seja também muito mais produtiva. Portanto, estamos cá ao vosso dispor. Muito obrigado por tudo aquilo que que o jornal tem feito para divulgar a nossa cultura, tradição popular e também a própria instituição Federação de Folclore Português. Bem-haja a todos. MB/MS

Daniel Café. Créditos: DR.

cultura | tradição | histórias | lugares Saturdays 7:30 am Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am


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Cristina da Costa Opinião

Ora viva, bom dia! Como estão? Mais um mês e assim vamos remando. As ondas cada vez mais altas mundo fora. Pós-covid promete. Foi apenas um abrir de olhos durante aquele périplo às “cegas” como costumo descrever a Covid.

E

nfim, falemos de coisas mais alegres. Todos nós sabemos e bem diz o ditado: “Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”. E assim se distingue Portugal Continental e regiões in-

Design: Marta Prozil

Enquanto existirem tradições... sulares por cidades, concelhos, distritos, vilas, freguesias e aldeias. O Milénio Stadium esta semana coloca em cima da mesa o tema de Folclore e o que representa na nossa cultura em terras fora de Portugal. O que faz trazer esse costume, essa tradição dentro da bagageira chamada de Saudade? É isso mesmo, o saudosismo de um povo que sai do seu país e traz com ele/ela, um bocado do seu ser, do seu viver e seu estar. As partes mais a norte de Portugal têm uma forma peculiar de celebrar a cultura através dos cantares e das danças. Portugal todo o faz, contudo as gentes do Norte tem o folclore aceso no coração. Marca uma corrente de vida, de música, de cor e de uma forma inigualável de amizade e união. Apesar de nos Açores e na região autónoma da Madeira se viva em pleno as suas tradições, há algo de místico

sobre o folclore do Norte do nosso país. os trajes a beleza e o modo de estar. O que isso significa para uma comunidade? É um marco de vida, de raízes de tudo em que acreditam e carregam com eles no regaço. Assim fica a referência de uma tradição. Folclore, em português, refere-se a um conjunto de tradições populares, crenças, rituais, lendas, contos, músicas e danças que são transmitidas de geração em geração, formando a cultura popular de um determinado grupo social ou região. É a expressão da identidade cultural de um povo, através de práticas e conhecimentos transmitidos oralmente ou por meio de outras formas de comunicação. É o que é e vale o que vale. Até já e fiquem bem, ah... já agora feliz Dia da Mãe!

Esta semana •

Amigos da Treta estão de volta com José Pedro Gomes e Aldo Lima.

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Vamos conhecer um Pastor de sonhos que vive na Serra da Estrela.

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Aprenda a fazer Tarte de Nata no Rosa’s Portuguese Kitchen.

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O Luso Support Centre, em Mississauga, foi palco de solidariedade e compromisso com a comunidade.

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Mais um docu-talk Baseado Numa História Verídica, com relatos emocionantes de vida.

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English version

Credito: David Ganhão

Editorial

MILÉNIO | CAPA

9 a 15 de maio de 2025

FOLKLORE – A FABLE This past weekend, Toronto was privileged to have received a group of 30 individuals from the northern area of the Portuguese mainland, namely Viana do Castelo. The purpose of their visit was to enlighten those who, like myself, enjoy the sights and movements embodied by folklore and in this case, folklore from the region of Viana. Being an uneducated student of the art practiced by those who love and respect what folklore represents, I looked forward to an acquisition of knowledge, which would further confirm my ignorance about the mythology which encompasses these ritualistic dances.

Apresentador

Augusto Bandeira

T

he incredible ensemble who visited Toronto did not disappoint in sharing their knowledge and talent, elevating the mythology surrounding folklore and its customs and traditions. A folk dance is a dance that reflects the life of a country or a region. The dances are rooted in customs and traditions developed over many years and adopted by each region or town to reflect an aspect of life within that particular community and people adopt the historical importance of its European culture and history. Folk dancing in northern Portugal is very much tied in with Galician customs and traditions, which over many years were assimilated into traditions in northern

Convidados

Mafalda Rego Manuel DaCosta Laurentino Esteves

Tema da semana:

Discussão de temas da atualidade O Folclore como forma de expressão cultural de um povo sexta-feira às 18h

Portugal. Folklore is considered the dance of the common people and has always been a way to get a little bit of happiness into life when attending a folklore event. Portuguese folklore is deeply rooted in the cultural history of the country and reflects a blend of myths, legends and traditions that evolved over centuries. It has been influenced by a mix of Celtic, Roman and Moorish elements due to historical invasions or migrations. Folklore has been kept relevant in the lives of people through oral traditions, performances and communal festivities, which showcase Portugal’s diverse cultural heritage and in many aspects it’s emblematic of the history of Portugal itself. Regionalism plays an important role in the diversity of Portuguese folklore, which varies greatly from different areas of the country and/or each town. Minho, as an example, is known for its “Vira” dance and colourful costumes, which often feature intricate embroidery and vibrant fabrics reflecting the regional agricultural heritage and communal spirit. Each region of Portugal has its signature dance reflective of the historical impacts its populations have had over the centuries. So, from “Corridinho” in Algarve to “Cante Alentejano” in Alentejo, to “Bailinho da Madeira and Chamarrita” in Madeira and Azores, stories and legends are celebrated during festivals dedicated to patron saints of the towns. Folklore brings people together enhancing community bonds and perpetuates cultural heritage among the locals and others. The dances and customs act as cultural markers that differentiate one region from another, showing Portugal’s rich tapestry of traditions. Watching the celebrations of these traditions on Friday and Saturday night, I couldn’t help but think that I should know more about the purity by which folklore should be practiced. Dilution of the customs and traditions of what each is represented is similar to falsifying historical elements in the long life of Portugal. Integrity is difficult to accept by those who consider folklore to be just a dance. In fact, it’s much more, as I carefully watched this past weekend. Looking at each pair of dancers interacting with one another, it would appear to me that it was more like a religious ritual where a deep relationship between two people evolved with each step taken. What a beautiful thing. Manuel DaCosta/MS


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Créditos: Correio do Ribatejo

OPINIÃO

Not just song & dance For thousands of years, man has used music and dance to manifest its culture. This practice takes many forms and covers several subjects. Music and dance have always been the most popular way to communicate beliefs, social order, and any celebration, as they’re as much fun to watch as they are to perform. Eventually, music and dance branched into entertainment. This branch exists to entertain, without the ritual aspect. People began to gather strictly to let off some steam; to play instruments, to

that when you’re a kid, a lot of things are forced on you, but you learn to like them sometimes. In my case, I did enjoy it, got to make some new friends, and got to spend some more time with those who were already my friends, after all we all lived pretty close to each other. My point? Well, Dona Helena, (that’s Portuguese for Mrs., not her actual name), ran the night school at Montrose Public School. She was a super nice lady, that really cared about everything Portuguese, and it rubbed off on most of us. One day, she interrupted a class, to say she was setting up a “rancho” to represent our Portuguese school, and she wanted volunteers. When she said volunteers, she didn’t really mean it. She knew I was taking guitar lessons, (for about three months), so I was in. My buddy Paul ‘volunteered’ to play accordion, as did all the dancers. In a few minutes, she had picked out the team. We practiced on Saturdays, and eventually went on to perform in several places, including a cold winter night in Ottawa. It was hilarious because Paul’s accordion froze in the luggage compartment of the bus. We had to wait an hour before he could get any sound out of it. Anyway, we played as well as any rancho of 8 to 12-year-olds could play, and we always got an applause. I never forgot those experiences. I guess what I’m trying to say is that trying something different can many times turn into an unforgettable experience. Maybe we’re all too cool now, to care about rancho, but I believe that it’s always better to see something live over reading about it in a book. And again, if we’re to keep any part of our Portuguese heritage alive, the ranchos are of the utmost importance. They’re a symbol of who we were, and who we are, and essentially, they, along with our other cultural gems, show whoever is watching, that which makes us stand out.

unique to its locality. The differences may not have been too great, but they were enough to express the local culture. With the advent of the migrations to cities, the n the old days, populations were more entertainment became more homogenous, isolated due to limited means of trav- so the differences became more regional el and bad roads. Villages were pretty than local, and there lie some more signifimuch self-sufficient, which was another cant differences, especially when speaking contributor to the isolation. Natural- of cultural dance. When I was a kid in Toronto, like many Fiquem bem, ly, when there was a need for entertainment, the music would probably be locally other children of Portuguese immigrants, sourced. This made way for a diverse tap- I was forced to go to Portuguese school in estry of songs and dances, each of them the evening. When I say forced, I mean dance to the rhythm, to sing. All of our cultures have this in common, right up until modern day.

I

CONHECEDORES ABSOLUTOS DAS LEIS DE IMIGRAÇÃO

Vistos de trabalho aberto a jovens (18 aos 35 anos) Processos de residência permanente (nomeações em Ontário e outras Províncias, Express Entry, entre outros) Ofertas de trabalho podem resultar em vistos de trabalho temporário ou permanente Jason Ferreira, B. Comm, RCIC immigration4canada.ca | 416-653-8938 1560 Bloor Street West, Toronto

Raul Freitas/MS


MILÉNIO | OPINIÃO

9 a 15 de maio de 2025

Foto: DR

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A urgência de defender a nossa cultura

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Augusto Bandeira Opinião

Meus caros leitores e amantes da boa cultura regional, digo “boa” como quem diz “com qualidade”, e que não se confunda qualidade com quantidade. No fim de semana passado, tivemos entre nós uma comitiva vinda da capital do folclore, Viana do Castelo. Durante dois dias, encheram de alegria os verdadeiros apreciadores da autenticidade e da excelência do folclore. Sim, porque há quem não aprecie a qualidade, e ninguém é obrigado a gostar. Mas deve-se respeitar quem gosta e aprecia.

comunidade não tem donos. Infelizmente, nota-se a presença de grupos que usam instituições como plataformas de promoção pessoal, quando deveria ser ao contrário: a promoção da cultura regional, com qualidade, deve ser a prioridade. Estamos numa transição cultural muito negativa. Aos poucos, estamos a perder o que distingue as nossas regiões. Falo disto com grande à-vontade. Não sou sábio, mas sei observar e ouvir. Gosto de divulgar, no bom sentido, e passar testemunhos com qualidade sempre que possível. Estamos sempre a aprender, e eu, neste último fim de semana, aprendi muito graças ao grupo que esteve entre nós. Quem participou na tertúlia sabe bem do que falo. No sábado, no evento “Encontro Vianense”, assistiu-se a uma atuação que deixou muitos amantes do folclore arre-

piados e sem palavras. Não é por acaso que Viana do Castelo é considerada a capital do folclore. Aliás, vale lembrar que o grupo folclórico mais antigo de Portugal é o das Lavradeiras de Carreço, fundado em 1904. Espero que os grupos presentes na tertúlia tenham aproveitado a oportunidade: observar a forma de trajar, de usar o ouro, de dançar. A Mafalda, porta-voz do grupo, até se disponibilizou para ajudar os grupos locais na aquisição de trajes. Foi, sem dúvida, um encontro muito frutífero. Quem esteve atento reparou até no modo como a atuação terminou: a mudança de música, os braços erguidos, como dizia Amadeu Costa, “braços levantados, sorriso no ar”, porque era assim que se fazia. O folclore é belo quando tratado com excelência e respeito. Não é a quantidade de apresentações, nem os saltos no ar, que dignificam o folclore, mas sim a preserva-

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ção do legado que os nossos antepassados nos deixaram. Agora é nossa vez de passar esse conhecimento às novas gerações, mostrando-lhes como era, para que possam dar continuidade. Claro que há inovações, e até quem chame de “modas”. Nada de errado com isso, desde que se mantenha a base do que nos foi ensinado. Tenho pena que muitos ranchos da comunidade não tenham aproveitado esta visita dos nossos amigos vianenses. Vieram com a intenção de ajudar: ensinar como se traja, como se coloca o ouro, como se dança. Todos devemos respeitar, mas um pequeno ajuste ou toque de melhoria não faz mal a ninguém. Saber ouvir e ver é fundamental. Houve quem não comparecesse por falta de coragem ou por se deixarem levar por “contos de fadas” negativos. Esse tipo de evento e tertúlia faz falta. Promove a união. A comunidade não tem dono e todos devem ser respeitados. Todo indivíduo que apresente um projeto para melhorar a nossa cultura deve ser apoiado. Espero que deixemos de fazer “festinhas” e passemos a realizar grandes festas com qualidade, sempre com foco na vertente cultural. A união faz a força, não importa se somos amigos ou não. Rixas e divisões não ajudam ninguém a crescer. Seja de Toronto, Mississauga, Milton, Hamilton... todos devem ser tratados por igual. Na minha humilde opinião, está na hora de formar um grupo que defenda a nossa cultura regional com qualidade, envolvendo também a juventude. É preciso saber ouvir e saber transmitir. É preciso que haja quem defenda verdadeiramente a cultura. Há muita gente a usar plataformas de promoção pessoal ou a fazer festas em excesso apenas para sobreviver. Unam-se! Façam menos, mas com mais qualidade. E, no futuro, os resultados serão excelentes. Bom fim de semana!


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MILÉNIO | OPINIÃO

Folklore… what may mean for me and you Opinon

This past weekend some friends and I were lucky to be part of a great celebration of folklore with its music, traditions, and entertainment performed by the “Ranchos Da Associação De Grupos do Alto Minho”. This traditional music and entertainment brought back many memories for me and my wife in more ways that one could imagine. This past weekend got me thinking about going down memory lane where my mother kept popping back into my brain singing and speaking about folklore.

F

olklore, the collection of traditional beliefs, stories, customs, and practices passed down through generations, serves as a vital expression of cultural identity. It embodies the collective consciousness of communities, encapsulating their history, values, and worldview. Over the years, folklore has played a significant role in shaping cultural heritage, fostering social cohesion, and preserving unique traditions. At its core, folklore functions as a cultural repository-preserving stories, myths, legends, music, dance, rituals, and crafts that define a community’s identity. These elements often explain natural phenomena, justify social norms, or commemorate historical events. For example, fairy tales and legends often carry moral lessons, while traditional songs and dances reinforce social bonds and cultural continuity. Throughout history, folklore has influenced social structures, religious practices, and artistic expression. It acts as a living archive, offering insights into a community’s worldview and societal values. In many cultures, folklore has been instrumental in resisting cultural assimilation, maintaining a sense of uniqueness amidst external influences, and fostering pride among community members. Folklore reinforces a community’s sense of identity and belonging. It provides a shared narrative that unites generations and reinforces cultural continuity. Festivals, celebrations, and rituals rooted in folklore serve as communal acts that strengthen social bonds and transmit cultural knowledge. For the Portuguese community, folklore is a cornerstone of national identity. Portugal’s rich tapestry of legends, music, and customs reflects its diverse history-marked by maritime exploration, colonial expansion, and regional diversity. Some of the key elements of Portuguese folklore are its rich music and dance. Folklore has helped preserve Portuguese language, traditions, and social values through turbulent historical periods, including periods of foreign

performances, ensuring that these cultural expressions remain relevant and vibrant. In the age of globalization, folklore’s role extends into cultural tourism, heritage preservation, and education. It helps communities maintain their uniqueness while sharing their culture internationally, promoting mutual understanding and respect. Folklore’s influence on cultures around the world is profound, acting as a vessel for preserving identity, history, and social values. For the Portuguese community, folklore is not just entertainment but a vital component of their cultural heritage, fostering pride and continuity across generations. As a form of cultural expression, folklore exemplifies the creative and adaptive spirit of communities, reinforcing their sense of self in an ever-changing world. Folklore remains a powerful vehicle for cultural identity worldwide.

Credito: Francisco Pegado

Vincent Black

occupation and political upheaval. It fosters a sense of pride and continuity, serving as a bridge between the past and present. Moreover, in a globalized world, Portuguese folklore has become a symbol of cultural resilience and identity, often showcased in tourism and cultural festivals. Many ask the question, is folklore a cultural expression? And the answer is a resounding YES from my perspective. Folklore is fundamentally a form of cultural expression. It encapsulates the expressive practices-music, dance, storytelling, rituals-that communities use to communicate their values, beliefs, and history. As a living, dynamic phenomenon, folklore evolves over time but remains rooted in collective memory. In the digital age, folklore is increasingly expressed through multimedia, social media, and popular culture. Traditional stories and songs are adapted into contemporary formats, reaching broader audiences. For example, Portuguese filmmakers and musicians incorporated folkloric themes into m o v i e s , music videos, and

Armando Cardoso novo livro Memórias (des) Conexas Era uma vez a PIDE Depois de «50 anos 50 fotografias» a editora Espaço Ulmeiro publica novo livro de Armando Cardoso (n.1946).

O

volume tem 69 páginas, é organizado em 11 capítulos e, além do posfácio, integra uma apresentação de José Antunes Ribeiro e de Manuel Barata. O autor do livro explica na nota introdutória que a PIDE o manteve detido durante quatro semanas em 1966 mas afirma e adverte «A minha passagem pelos calabouços da PIDE nada teve de heróico; ao contrário de tantos milhares de cidadãos não sofri torturas de sono nem outras sevícias». Além das peripécias e dos aspectos pessoais da narrativa, o livro aponta sempre para o colectivo: não só na página 60 («4 mortos e 45 feridos») quando refere as vítimas da PIDE mas também na página 67 - «Não esquecemos! Não perdoamos!». Um livro a não perder. JCF

Camões TV APP Available NOW Host Vince Nigro Guest Yara Attalla

Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am

Saturdays 7:30 am


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MILÉNIO | OPINIÃO

15 Credito: DR

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Conta-me mãe! Conta-me histórias, mãe! Lendas infindas. De castelos erguidos nas colinas. Onde habitavam fadas e meninas. Brancas e loiras, sempre muito lindas Emanuel Félix, Fantasia

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Aida Batista Opinião

Conta-me histórias, mãe! Não histórias em que há castelos erguidos nas colinas, onde habitam fadas e meninas, brancas e loiras, sempre muito lindas. Não, não me contes histórias que não conheceste, porque sobre o teu berço não sentiste o toque mágico de uma mão de fada que espalhasse estrelas no teu caminho. Não, não me fales de príncipes encantados, mas do teu enamoramento por meu pai, com quem, inicialmente, partilhaste uma modesta casinha de pedra iluminada pelo amor que vos fez andar de mãos dadas até ao fim.

onta-me como foi a vossa primeira separação, quando ele partiu em busca de um futuro adiado, porque tanto o passado como o presente não correspondiam à medida dos seus sonhos. Conta-me como foi o vosso tão aguardado reencontro, levando tu pela mão duas filhas que ele mal conhecia. Conta-me como foi sair do círculo da única aldeia que tinhas como horizonte, dizer adeus a pai, mãe e irmãos e olhar pela primeira vez a imensidão azul do mar alto que, durante tantos dias, tiveste por companhia. Conta-me como foi trocar o certo pelo incerto, o conhecido pelo desconhecido e, menina ainda, descobrir uma terra estranha onde te tornaste mulher. Conta-me como foi teres perdido uma filha, a minha irmã Lizete, de quem guardo tão fugazes memórias. Diz-me por que nunca falavam dela? Não sabes a falta que me fez a vida inteira! Nem podias saber, porque também não te cheguei a dizer

que todos os que depois dela vieram nunca preencheram esse espaço amputado da minha infância. Diz-me como aprendemos a manter secretos os segredos lacrados em sobrescritos de silêncios. Conta-me como foi estares ao lado de tua mãe quando ela perdeu um filho, involuntariamente atropelado pelo próprio irmão. Diz-me como mãe, filha, irmã, numa trindade feminina, choraram lágrimas fundidas numa só perda. Conta-me como pudeste dozes vezes teres sido mãe, sem nunca te ter ouvido um lamento, uma confissão de cansaço ou uma qualquer expressão de arrependimento de cada vez que carregavas uma nova vida dentro de ti. Conta-me como se multiplica um só colo por tantos braços estendidos a suplicá-lo. Como primogénita, fui a única que teve o privilégio de o gozar por inteiro, mas num tempo tão breve que logo teve de o repartir. Falta-me a memória desse colo, porque depressa me tornei também colo para tantas vezes substituir o teu. E do meu também nunca se ouviram histórias de encantar quando a realidade nos confrontava com um tempo alheio à fantasia das lendas. Conta-me como foi o dia em que deixaste

de poder chamar “mãe” à tua mãe depois de te teres despedido dela pela última vez. Conta-me como aprendeste a viver com a tua orfandade, quando eu, tantos anos depois, ainda não sei viver com a tua ausência. Conta-me, mãe, conta-me tudo quanto não tiveste tempo de me contar, porque as estrelas, que a tua fada madrinha não deixou na hora do teu nascimento, aguardavam pelo teu brilho no firmamento da nossa existência, onde um dia te irei fazer companhia Não, não precisas de me contar. Já não sou menina, já vivi mais anos do que tu e o tempo ensinou-me a entender todos os silêncios que guardaste. Hoje, sou mãe também e sei como as mães escondem a sua reserva de intimidade num lugar que ninguém vê; como todas as mães, maquilhadoras de emoções, disfarçam o sofrimento atrás de uma canção de ninar ou de um sorriso sempre aberto ao nosso olhar. “Quantas vezes as mães cantam com vontade de chorar”, diz-se, mas, com igual propriedade, também se chora de alegria, a alegria de podermos celebrar mais um Dia da Mãe.

In memoriam Fernando Cruz Gomes Daniel Bastos Opinião

No ocaso do passado mês de abril, assinalaram-se os 86 anos do nascimento de Fernando Cruz Gomes, saudoso decano dos jornalistas da comunidade portuguesa no Canadá, falecido em 2018, e que era um dos rostos mais conhecidos da numerosa prole luso-canadiana que vive e trabalha em Toronto.

N

atural da vila de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, Fernando Cruz Gomes, iniciou nos finais dos anos 50 a sua vida profissional como jornalista, no vetusto “Primeiro de Janeiro”, um jornal diário que se publicou na cidade do Porto. Mas foi em solo africano, mais concretamente em Angola, antiga província ultramarina portuguesa, onde residiu

durante 25 anos, que o seu trabalho jornalístico ganhou amplitude e profundidade, através do desempenho de funções em diversos meios de comunicação, jornais e rádios, como o ABC Diário de Angola, a Rádio Eclésia, no diário de Luanda O Comércio”, A Província de Angola (atual Jornal de Angola), no Rádio Clube de Benguela e na Emissora Oficial de Angola. No início da Guerra do Ultramar em Angola, a 15 de março de 1961, Fernando Cruz Gomes chegou a acompanhar sozinho os combates entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação deste território da costa ocidental de África. Durante o seu percurso jornalístico por terras africanas, o profissional de comunicação social foi ainda presidente da secção de Angola do Sindicato Nacional de Jornalistas, onde se manteve até finais de 1974. A sua chegada ao Canadá ocorreu em 1975, ano do conturbado processo de descolonização. Na nova pátria de adoção, foi fundador e diretor de jornais comunitários, como Popular, Comércio, Mundo, ABC Por-

tuguese Canadian Newspaper e A V oz, e editor e repórter na CIRV Rádio e na FPTV. As suas multifacetadas funções jornalísticas em Toronto, inclusive de correspondente durante vários anos da Lusa, foram fundamentais para a promoção e conhecimento da língua, cultura e pulsar da comunidade luso-canadiana. E estiveram na base do justíssimo reconhecimento de que foi alvo em 2014, com a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique, uma ordem honorífica que visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, da sua História e dos seus valores. A vida e obra de Fernando Cruz Gomes, que se encontram vertidas no livro Um Homem Novo Por entre os horrores da guerra, cuja edição a título póstumo em 2019 constituiu uma homenagem sentida da família e da comunidade portuguesa em Toronto, rememoram a pensamento do monumental escritor francês Victor Hugo: “Morrer não é acabar, é a suprema manhã”.

O historiador da diáspora Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das comunidades portuguesas, entrevistado em 2014 pelo jornalista Fernando Cruz Gomes (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto. Créditos: DR.


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Credito: Facebook

COMUNIDADE

“A cultura não tem dono. É de todos nós”

Tertúlia Viva: celebrar o folclore com alma e paixão Foi na passada sexta-feira, 2 de maio, que se realizou uma verdadeira mostra de folclore, onde estiveram em cima da mesa questões tão sensíveis e importantes como a arte e o porquê de "ourar" (colocar ouro), o trajar tradicional vianense e muitos outros aspetos da cultura mais bela e espontânea - a que vem da alma do povo.

A

ssim, o Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) foi palco desse encontro que acabou por ser uma autêntica mostra, uma verdadeira tertúlia dedicada ao folclore que tem tanto de popular como de formal, para quem quiser cumprir a tradição como “manda a lei do bem fazer e representar”.

Presente neste fórum dedicado ao folclore esteve Laurentino Esteves, comendador e desde sempre um amante desta arte popular, que realçou à nossa reportagem: “Esta é uma iniciativa muito louvável, pois juntar pessoas numa associação portuguesa, como é o caso, para falar de folclore, é ter um dia ganho. Estas iniciativas são louváveis e necessárias, porque o folclore é uma representação do que era no final do século XIX e início do século XX. Mas convém que seja sempre aperfeiçoado e, de vez em quando, é preciso ir beber à fonte.” Um dos homens que mais respira folclore na comunidade luso-canadiana aproveitou para deixar uma mensagem: “Todos nós somos agentes culturais. A cultura não tem donos. Iniciativas individuais, coletivas, de onde quer que venham, são sempre bem-vindas.

Há que unir esforços e, neste caso, unir mentalidades com a noção de que a cultura não pertence a ninguém; é de todos. Cabe-nos a nós ser os primeiros a interiorizá-la e, depois, a divulgá-la. E é isto o folclore: juntar esforços, colaborar todos para o mesmo fim, sem divisões nem protagonismos. Isso não é necessário. O que é necessário é contribuir para algo maior: a cultura portuguesa, neste caso, o folclore.” Como poveiro, Laurentino Esteves aproveitou o encontro para oferecer ao rancho do CCPM um traje completo da sua terra natal. A tertúlia, organizada pelo grupo “Amigos de Viana”, bem como toda a viagem de 21 bailarinos e músicos, representando nove grupos folclóricos da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho, teve a liderança de Augusto Bandeira, que nos confidenciou que os grupos locais “agora possam tirar verdadeiro proveito deste tipo de iniciativas”. “Temos aqui excelentes grupos folclóricos. E não nos causa qualquer dano, nem fere ninguém, recebermos a visita de pessoas que vêm de uma região com uma tradição folclórica rica, como é o caso de Viana do Castelo. Eles não vêm ensinar ninguém, mas acredito que todos nós vamos sair a ganhar.” Bandeira, um homem que sente Portugal e Viana no coração, frisou que “a cultura na nossa comunidade precisa de crescer. Está num bom ponto, mas pode, e deve, evoluir. Temos muitos jovens envolvidos nos nossos grupos folclóricos. E não custa nada passarmos o testemunho, para que eles possam dar continuidade ao trabalho, mas com qualidade. É isso que eu defendo: qualidade.” Por seu turno, Mafalda Rego, coordenadora do grupo, realçou com emoção: “O Canadá é muito especial. O meu avô viveu aqui mais de 20 anos, em St. John’s. E há uma grande ligação entre Viana do Castelo e este país, por causa da pesca do bacalhau.” “É bom que quem emigrou continue a manter viva essa ligação e esta cultura. Nós não estamos aqui para ensinar nada a ninguém. Estamos aqui para ajudar, para contribuir e para ajudar a perceber certos detalhes: o modo de trajar, as formas de ourar, as danças e as músicas tradicionais”, vincou.

Para Flávio Cruz, um dos elementos-chave desta equipa cultural, esta “iniciativa é mais do que um espetáculo: é uma verdadeira embaixada cultural de Viana. Reunimos vários grupos folclóricos do concelho, que se juntaram, pela primeira vez, com o propósito comum de apresentar um espetáculo representativo da nossa identidade.” “O nosso objetivo é construir pontes, criar ligações, para que estas relações que hoje nascem possam, no futuro, resultar em projectos conjuntos e num apoio mútuo real”, asseverou Flávio, insistindo que “as comunidades portuguesas pelo mundo fora, em cada país, em cada região — não precisam de ser uma só, mas, se conseguirem trabalhar em conjunto, desenvolver projectos comuns e colaborar, alcançarão um impacto e uma força imensuráveis.” À nossa reportagem, Cândido Torres, elemento da seleção de Viana, sempre bem-disposto, descreve a participação no encontro folclórico no Canadá como a concretização de um sonho iniciado em 2010, quando entrou no folclore. Sempre desejou representar, além-fronteiras, a riqueza dos mais de 20 grupos folclóricos de Viana do Castelo, reunindo-os num projecto comum. Salienta que “não veio para ensinar”, mas para “partilhar o trabalho feito, respeitando a tradição e valorizando a autenticidade do trajar, da música e da dança”. Defende que “a cultura é uma partilha mútua e que esta iniciativa é uma oportunidade para aprender e fortalecer os laços com a comunidade portuguesa no Canadá”. E assim, numa tertúlia acesa de memórias e emoções, o Canadá foi chão de saudade e semente de futuro. De Portugal vieram vozes, passos, cores e tradições, e aqui encontraram eco nos corações que nunca esqueceram a raiz. Neste encontro cultural não houve, em nenhuma ocasião, mestres nem aprendizes, apenas partilha. Porque a cultura não tem dono, mas tem herdeiros. E são estes: os que dançam, os que cantam, os que vivem e os que mantêm viva a tradição e a cultura seja ela de onde for. Rómulo Medeiros Ávila/MS

Cultura Vianense leva Portugal até Toronto “Manter viva a chama entre os dois lados do Atlântico”

No dia 3 de maio, Viana do Castelo levou a sua cultura até Toronto, Canadá, num evento que promoveu a partilha de tradições, o reforço de laços institucionais e o estímulo ao investimento económico. O Vice-Presidente da Câmara Municipal, Manuel Vitorino foi recebido por Manuel DaCosta, líder do grupo de comunicação “MDC”, na Peach Gallery, onde destacou a importância de manter viva a ligação entre Portugal e a diáspora.

“

O orgulho de ver uma comitiva jovem a representar a nossa cultura em Toronto é imenso. Estes encontros ajudam a reforçar os laços com a comunidade portuguesa”, afirmou o autarca. A estratégia da autarquia tem sido apostar na juventude como motor da preservação das tradições, promovendo um sentimento de pertença entre os emigrantes. Além da vertente cultural, a visita procurou estreitar os laços com a comunidade emigrante e mostrar a disponibilidade da autarquia para receber de volta os que desejem regressar. “Esta relação é de duas vias: levamos cultura para fora e recebemos de braços abertos quem regressa,” sublinhou. Num tom pessoal, o Vice-Presidente, Manuel Vitorino, partilhou ainda a sua ligação à comunidade local: “Sinto-me em casa. Tenho aqui amigos com quem janto e

partilho momentos.” Deixou também uma mensagem clara: “Devemos preservar a nossa língua e cultura. A língua portuguesa é uma vantagem cultural e profissional. É a nossa pátria, onde quer que estejamos.” A atriz e apresentadora Melânia Gomes, natural de Viana do Castelo, também marcou presença no evento, destacando a receção calorosa no aeroporto como símbolo do espírito português. “Assim que cheguei, senti aquele calor humano. Ser português é saber acolher com alegria e coração aberto,” afirmou. Melânia reforçou a importância de manter viva a memória e as tradições: “Não podemos esquecer o nosso passado. Este encontro é uma forma de unir, passar o testemunho e voltar à essência daquilo que somos.” Sublinhou ainda o papel destes eventos para as novas gerações: “É uma oportunidade de aprender e reenraizar, para garantir continuidade cultural.” Durante a sessão, também intervieram Augusto Bandeira e Mafalda Rego. Esta última, como coordenadora do grupo, destacou que estas relações devem ir além da cultura, promovendo também benefícios económicos. Augusto Bandeira, organizador do evento, partilhou a sua emoção: “Saí de Viana, mas Viana nunca saiu de mim. Dói ouvir críticas à minha terra, que me viu crescer.” As suas palavras foram um testemunho de pertença profunda. “Viana do

Castelo é especial, acolhedora. Quem ama, fica. E fica para sempre… no coração,” disse com emoção, Augusto Bandeira. Manuel DaCosta encerrou o encontro sublinhando a importância de continuar a construir pontes culturais: “Esta visita foi histórica. Ainda estamos a dar os primeiros passos, mas o importante é começar. O folclore não é apenas saias e danças, é uma mensagem, uma lição de identidade.” Da Costa destacou ainda os desafios da comunidade emigrante: “Muitas vezes sentimos que somos esquecidos. Mas ninguém promove a cultura portuguesa com mais paixão do que os emigrantes. Eu vivo aqui há mais de 50 anos, mas a minha cultura continua comigo. E é esse apreço que queremos transmitir a quem nos visita.” O evento em Toronto foi mais do que

uma simples celebração folclórica. Foi um momento de afirmação cultural, de reencontro e de reforço emocional com as raízes portuguesas. Através da música, da palavra e da presença, ficou provado que Portugal cabe inteiro no coração de quem nunca o deixou partir. Rómulo Medeiros Ávila/MS

Mafalga Rego. Créditos: Luciano Paparella Jr.

Manuel DaCosta, Augusto Bandeira e Manuel Vitorino. Créditos: Luciano Paparella Jr.


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1.º Encontro Vianense em Toronto

Cultura, emoção e união Foi um fim de semana verdadeiramente memorável em Toronto, que acolheu pela primeira vez o Encontro Vianense uma celebração vibrante que levou à comunidade emigrante o melhor da cultura e das tradições do Minho, com especial destaque para Viana do Castelo, reconhecida como a capital do folclore português.

D

urante dois dias, nove pares de dançarinos de nove ranchos folclóricos, do concelho de Viana do Castelo, viajaram até ao Canadá para partilhar com orgulho as suas raízes culturais, promovendo uma ligação profunda entre o Minho e a sua diáspora. O evento foi pontuado por momentos de grande simbolismo, incluindo uma tertúlia dedicada ao folclore vianense, à riqueza dos trajes tradicionais e à arte da ourivesaria minhota. Augusto Bandeira, um dos organizadores, destacou a relevância desta iniciativa: “O dia de hoje é muito importante, porque Viana merece muito mais destaque por ser, de facto, a capital do folclore português. Recordo que Viana foi considerada a cidade mais acolhedora de Portugal e a 10.ª mais acolhedora do mundo. Agradeço a presença de todos, são pessoas amáveis, queridas e que valorizam a qualidade e a cultura.” Augusto Bandeira sublinhou ainda o papel crucial do apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que viabilizou financeiramente a realização do encontro: “Espero que a nossa comunidade se una cada vez mais. Foi bonito ver o envolvimento dos nossos jovens, o que mostra que as tradições têm continuidade garantida.” O Grupo Folclórico da Associação Cultural do Minho, sediado em Toronto, teve a honra de abrir as festividades com uma atuação carregada de alma e simbolismo, representando a ponte viva entre a cultura portuguesa e a canadiana. A partir daí, os grupos convidados preencheram o salão com cor, música, trajes e emoção, uma verdadeira mostra do património imaterial minhoto. Laurentino Esteves, também, refletiu sobre o significado da noite: “Este foi um momento histórico para a nossa comunidade. Tivemos aqui uma verdadeira embaixada cultural do Minho, especialmente da zona de Viana do Castelo. Vieram mostrar como

se dança, como se canta e como se traja isto é muito importante para quem ama a cultura portuguesa. Os nossos ranchos precisam de ver estas referências, porque são as nossas raízes. Hoje recebemos uma autêntica lição de folclore e cultura portuguesa. Estou muito animado e profundamente orgulhoso.” Mais do que um evento cultural, o encontro foi uma afirmação de identidade, união e solidariedade. Um dos pontos altos foi a entrega de um donativo de 63 mil dólares canadianos à instituição Magellan Community Charities, que apoia a população sénior de origem portuguesa em Toronto, um gesto que provou que a cultura também se faz de cuidado e compromisso social. Manuel DaCosta em nome da Magellan, agradeceu emocionado: “Vejo uma evolução notável no projeto. A Magellan tem vindo a ganhar reconhecimento, e cada vez mais pessoas compreendem a sua importância e sentem vontade de contribuir. Este apoio reforça o papel essencial que temos na vida da nossa comunidade sénior. Quero reforçar que o dia de hoje tem um significado cultural muito grande, pelo que aqui se fez.” Um dos momentos mais marcantes da noite foi a entoação do Hino de Viana, cantado pela voz de Teresa Santos e acompanhado em uníssono por todos os presentes, um símbolo poderoso de pertença, identidade e amor à terra natal, mesmo a milhares de quilómetros de distância. Melânia Gomes, atriz, natural de Viana do Castelo, e Flávio Cruz, convidados vindos de Portugal, partilharam a emoção de viver Viana além-fronteiras. “É como estar em Viana, mesmo fora de Portugal. Quem é do Minho, quem é de Viana, sente esse orgulho, essa "chieira" que atravessa oceanos. É algo que não se explica, sente-se”, afirmou Melânia. Flávio acrescentou: “Foram dias que nos lembraram tudo aquilo que é Portugal: as nossas tradições, o calor humano, a alegria de uma comunidade que, mesmo longe das suas origens, vive intensamente o amor à pátria. Viemos trazer um pouco da nossa identidade e fomos recebidos com imenso carinho.” Este primeiro Encontro Vianense em Toronto foi mais do que uma festa, foi uma celebração de herança, memória e continuidade. Cantou-se com alma, dançou-se com

o coração e provou-se que Viana vive onde quer que haja um português. Se Viana veio a Toronto, também um pedaço de Toronto viajou nos corações dos que regressaram a Portugal. Como diz a sabedoria popular: “Viana é amor. Quem gosta, vem. Quem ama, fica. Mas, acima de tudo, Viana fica no coração”. Texto e fotos: Francisco Pegado/MS

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pescadores da Terra Nova, como ao mar de cultura que, na atualidade, ajuda a unir as referidas comunidades. Vira Trespassado, Vira da Meadela, Vira das Palmas, Vira de Viana e Vira da Boa Viagem, Rosinha, Chula de Roda, Gota de Carreço, Chula de Viana, mas também Verde Gaio e Vira Geral, estas últimas, dançadas com o público, foram as danças apresentadas aos mais de 700 portugueses presentes, pelos 21 bailarinos e músicos dos grupos de Viana do Castelo. Para além das visitas à Torre CN, ao centro da cidade, ou às Cataratas de Niágara, esta verdadeira embaixada cultural pôde viver, de forma muito emocionada, vários momentos de convívio, proporcionados pela referida comunidade. Os grupos associados da AGFAM que integraram esta comitiva foram: Grupo Etnográfico de Areosa, Grupo Folclórico Cultural Danças e Cantares de Carreço, Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço, Grupo Etnográfico de Castelo do Neiva, GRECANE - Grupo Recreativo e Cultural de Castelo do Neiva, Rancho Folclórico das Terras de Geraz do Lima, Grupo Folclóritradicionais (Cavaquinho, Bandolim e Gai- co das Lavradeiras da Meadela, Grupo de ta de Fole) e o ensino de uma das danças de Danças e Cantares de Perre e Grupo Folclóroda, referidas por Abel Viana na sua obra rico de Viana do Castelo. A AGFAM agradece à Câmara Municipal etnográfica. O segundo momento, foi um espetáculo de Viana do Castelo e a todos os “Amigos criado de raiz para o “Encontro Vianense”, de Viana” que trabalharam, incansavelno Mississauga Convention Center, que mente, para a concretização do sonho de iniciou, simbolicamente, com a cantiga internacionalização das atividades desta Luisinha e com referências ao imenso mar associação, em prol da divulgação da nossa que une Portugal e o Canadá, tanto pelas herança cultural. A Direção da AGFAM alusões aos navegadores portugueses e aos Credito: AGFAM

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Grupo Folclórico (com muitos outros dentro), une-se à Comunidade Portuguesa em Toronto numa experiência única, que também lhes permitiu aprofundar os seus conhecimentos sobre as danças e os cantares populares da região. O primeiro momento, em jeito de tertúlia, foi pensado para partilhar, com os membros dos grupos folclóricos locais, ara estas exibições, nos meses de as particularidades dos Trajes à Vianesa, ensaio que antecederam a viagem, com especial enfoque no Traje à Lavradeira membros de 9 grupos partilharam (Traje de Festa). Este, incluiu, igualmente, músicas, letras, passos e coreografias, um momento dedicado a 3 instrumentos A Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM) preparou dois momentos especiais para apresentar junto da comunidade portuguesa em Toronto, Canadá, durante a visita à referida cidade, que decorreu entre 1 a 5 de maio de 2025.

P

Semana de Portugal 2025 em Toronto arranca com abertura oficial na Casa do Alentejo Com entusiasmo renovado e um forte espírito de união, foi apresentada oficialmente, no dia 6 de maio, a 38ª edição da Parada do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, juntamente com a 31ª edição do festival folclórico 'Raízes do Nosso Povo', numa cerimónia realizada na emblemática Casa do Alentejo, que contou com a presença de representantes da imprensa, bem como de clubes e associações portuguesas afiliadas à ACAPO, reforçando a coesão e a vitalidade da comunidade luso-canadiana.

N

a abertura, José Eustáquio, presidente da ACAPO, destacou o crescimento contínuo da celebração como reflexo da força e dinamismo da comunidade portuguesa no Canadá. Falando à imprensa, o dirigente apelou à participação ativa de todos os membros da comunidade, sublinhando a importância de manter

vivas as tradições portuguesas e de transmitir esse legado às novas gerações. “Esta mudança para a St. Clair é muito importante e precisa ser divulgado. Agradeço ao MDC Media Group pela ajuda promocional. Vale a pena continuar com este amor pela celebração da língua portuguesa no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, organizado em qualquer parte do mundo, é aqui, em Toronto, que sentimos esta festa com tanta intensidade. Só peço que compareçam e façam parte desta grande celebração.” A cerimónia incluiu a apresentação do programa oficial e o anúncio de várias novidades que prometem tornar esta edição ainda mais memorável. Entre os destaques está a nova localização da Parada, que passará a realizar-se na St. Clair Avenue pelos próximos dez anos. Este ano, o desfile acontece no dia 7 de junho, às 10h00, com partida St. Clair Ave. W / Oakwood,

e chegada ao Earlscourt Park. Além disso, o vibrante Festival da Semana de Portugal regressa ao mesmo parque nos dias 6, 7 e 8 de junho de 2025. O palco de folclore, denominado “Raízes do Nosso Povo”, marcará presença com momentos de orgulho e emoção, celebrando o reencontro de gerações e o espírito de pertença que une os portugueses além-fronteiras através da música, da dança e dos trajes típicos. O cartaz artístico desta edição traz uma combinação vibrante de talentos locais e internacionais, incluindo o cantor João Pedro Pais, Shawn Desman, Sofia Câmara, a banda ERATOXICA, Peter Serrado, Miguelito, Karma Band, Isabel Sinde, Décio Gonçalves, Unique Touch, o duo Sandra e Ricardo, Os Pegas, entre outras surpresas que prometem animar os palcos ao longo das celebrações. A Semana de Portugal em Toronto é reconhecida como um dos mais importantes

eventos culturais da diáspora portuguesa, reunindo milhares de pessoas portuguesas e não só, e mantendo viva e pulsante a identidade lusa. A cada edição, afirma-se como uma celebração essencial do mosaico cultural da cidade de Toronto. É emocionante ver o envolvimento associativo e comunitário, o que dá esperança à continuidade desta tradição. Texto e foto: Francisco Pegado/MS

Coração açoriano em Palco

Rui Açoriano: a música que nasce das raízes e ecoa além-mar

Credito: Rómulo M. Ávila

Numa voz que traz consigo a brisa atlântica e o bater do coração das ilhas, Rui Rego, conhecido no meio artístico como Rui Açoriano, é mais do que um cantor, é um verdadeiro embaixador da alma açoriana. Com 33 anos, bombeiro de profissão, carrega nos ombros o peso doce das tradições, e nas veias, a força das nove ilhas que o inspiram.

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ascido e criado com o som do mar por perto e o eco das festas populares, Rui encontrou no cantor José Malhoa uma referência, mas foi nos Açores que firmou as suas raízes e, desde então, nunca mais parou de crescer. As suas letras — todas escritas por ele próprio — falam de amor, saudade, festa e identidade, com uma autenticidade que toca quem ouve. "Sinto os Açores nas veias. É de lá que vem tudo o que canto", diz, com orgulho. Foi em 2019 que Rui viu o seu nome bri-

lhar com o tema "O Verão Chegou", um verdadeiro hino estival que conquistou corações nas rádios, redes sociais e festas por toda a diáspora. Desde então, as suas músicas multiplicaram-se nas plataformas digitais, ganhando seguidores em Portugal, no Canadá e onde quer que haja um açoriano com saudades de casa. Rui Açoriano tem sido presença assídua em eventos da comunidade, como recentemente na Festa do Asas do Atlântico, e já tem data marcada para regressar: dia 12 de julho, em Georgetown. Por cá, conta com o apoio da sua agente Helena Furtado, que o tem ajudado a levar o nome dos Açores ainda mais longe. E a sua agenda está cheia. São mais de 20 espetáculos confirmados nos Açores nos próximos quatro meses um verão de emoções, reencontros e palcos onde vai continuar a partilhar a sua paixão com o público que o viu nascer. Mas nem só de luzes se faz a vida de um artista. En-

tre os momentos que mais o marcaram, Rui destaca o nascimento da sua filha, Vitória, como "o maior presente" da sua vida. Já a perda da avó deixou-lhe uma dor silenciosa, mas também um legado de força e ternura que leva para cada palco. A sua editora é País Real, e Rui que visitou as instalações do grupo MDC, deixa uma mensagem firme e sentida: "Acreditem nos artistas jovens, nos talentos que vêm das ilhas. Há tanto valor por descobrir. E à comunidade açoriana, peço que nunca se esqueçam das raízes. O que é nosso, tem valor. Basta ouvirem com o coração." Rui Açoriano é isso mesmo: uma voz com alma, uma canção que vem do mar e uma prova viva de que a cultura açoriana continua a vibrar — onde quer que haja alguém disposto a escutá-la. Rómulo Medeiros Ávila/MS


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Credito: José Rodrigues

AUTONOMIAS

Semana Cultural Madeirense em Toronto

Uma celebração da Tradição, Cultura e Identidade

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ca marcaram a noite, culminando com as atuações do Rancho Folclórico da Casa da Madeira e da banda “Os Pestinhas”. No segundo dia, o ambiente foi dominado pela tradição do fado. Os fadistas João Brito e Carmen Moscatel, acompanhados por Pedro Joel na viola de fado e Manuel Moscatel na guitarra portuguesa, encantaram os presentes. A experiência gastronómica ficou a cargo do chef Gabriel Costa, vindo de Winnipeg, que serviu um menu típico com Caldo Verde, Bacalhau e sobremesa regional. O encerramento da semana cultural aconteceu no passado domingo, com um Encontro Cultural, com diversas exposições

Décima terceira edição do Azores Fringe Festival abraça a arte de mais de uma centena de artistas Oriundos de várias ilhas, do Norte ao Sul de Portugal Continental e ainda uma dúzia de países, a décima terceira edição do Azores Fringe Festival arranca no dia 16 de Maio, na ilha do Pico, com obra de mais de uma centena de artistas.

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eira Fringe, desde o artesanato à pintura e escultura, exposições, workshops e conversas, lançamentos de livros e performance faz parte do primeiro fim de semana de abertura. Em destaque, a performance AMIJIK, uma co-produção Cães do Mar e Seja Dono do Seu Nariz, encerra a noite de abertura no Auditório da Madalena. Espectáculo de

teatro físico sem palavras que fala da solidão e da procura da pertença numa sociedade cada vez mais acelerada e consumista que quebra laços antigos e nos faz rever a ideia ou ideal de comunidade. Encenado por Ana Brum com interpretação de Catarina Mota, o espectáculo é livre e aberto ao público em geral. O Azores Fringe também é uma oportunidade de artistas desenvolverem novas obras de arte e instalações em programa público e educativo, desde a primeira edição produzida pela associação MiratecArts, e nesta edição de transição não faltam estes projectos. “Chamo esta, a #13, a edição de transição porque o Fringe foi fundado para dar mais destaque aos colaboradores da Mi-

ratecArts, e necessitamos de voltar a esse mandato,” admite o fundador Terry Costa. “Sendo assim, e já este ano, incentivamos os nossos colaboradores a comunicarem com os seus eventos, apresentações, e abrir suas portas para colocarmos na agenda o que se faz nos Açores.” As sessões do “SHORTS@ FRINGE”, curtas de filmes e vídeo, estão disponíveis para outras entidades apresentarem nas suas ilhas – é só comunicar com MiratecArts. Além da Câmara Municipal da Madalena, o Azores Fringe tem apoio do Governo dos Açores, através do programa RJAAC da Direcção Regional da Cultura, entre várias entidades privadas. DA/MS

Para o ano letivo 2025/2026, o contingente prioritário para candidatos oriundos da Região Autónoma dos Açores (RAA) é de 3,5% das vagas reservadas para a 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público.

O

Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da publicação da Portaria n.º 207/2025/1, aprovou o Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público para a Matrícula e Inscrição no Ano Letivo de 2025-2026, onde se pode confirmar a manutenção do contingente especial destinado aos candidatos oriundos da Região Autónoma dos Açores no concurso nacional de acesso ao ensino superior público em 2025. De acordo com a Portaria publicada no Diário da República n.º 84/2025, Série I de 2025-05-02, o contingente especial para os Açores representa 3,5% do total de vagas iniciais fixadas por cada instituição/curso.

Esta percentagem garante que os estudantes açorianos tenham acesso preferencial a um número determinado de lugares nas universidades e institutos politécnicos públicos, reconhecendo as especificidades geográficas, sociais e económicas da região. Este contingente especial abrange todos os estudantes que tenham realizado o ensino secundário na Região e que preencham os requisitos de candidatura estipulados no regulamento geral de acesso. A decisão visa promover a equidade no acesso ao ensino superior e combater as assimetrias regionais, contribuindo para a fixação e valorização do capital humano nas regiões autónomas. A medida é particularmente importante para os estudantes das ilhas que, sem este tipo de apoio, enfrentariam maiores obstáculos de acesso, não apenas por questões logísticas e financeiras, mas também pelas desigualdades em termos de oportunidades educativas. DA/MS

Credito: PDR

Contingente especial para os candidato dos Açores ao Ensino Superior no ano letivo 2025/2026 mantém-se nos 3,5% do total de vagas fixadas

madeirenses, variedade gastronómica e entretenimento ao vivo com o artista Mike Silva. A entrada foi gratuita, tornando o evento ainda mais acessível à comunidade. Mais do que um evento festivo, a Semana Cultural Madeirense em Toronto é um símbolo da força e resiliência da diáspora madeirense. A iniciativa reconhece a importância dos emigrantes como ativos essenciais para a Região e para Portugal. A Casa da Madeira de Toronto continua a ser um bastião do associativismo e da preservação da identidade cultural madeirense em terras distantes. Rómulo Medeiros Ávila/MS

Credito: PDR

pelo Rancho Folclórico da Casa da Madeira de Toronto, e a banda “Os Pestinhas” animou o público com sons contagiantes. Houve ainda espaço para exposições dedicadas ao património cultural da Madeira, como o emblemático Bordado Madeira e os tradicionais trabalhos em vime. A programação teve começo com a cerimónia oficial do hastear da bandeira e o emocionante canto dos hinos do Canadá, Portugal e Madeira, interpretados por o longo de três dias, diversos artis- Jonathan Garcia. Seguiu-se uma receção tas passaram pelo palco do certame, com brinde madeirense, na presença de oferecendo atuações que encheram convidados especiais, meios de comunio espaço de alegria e orgulho madeirense. cação, sócios e amigos da comunidade. As O folclore foi representado com destaque exposições culturais e a gastronomia típi-

Toronto voltou a ser palco de uma vibrante celebração da cultura madeirense durante o passado fim de semana, com a realização da já tradicional Semana Cultural Madeirense, uma iniciativa da Casa da Madeira de Toronto. O evento reuniu centenas de pessoas numa verdadeira festa de tradições, onde não faltaram animação, música, dança, folclore e gastronomia regional.

MEO Monte Verde 2025 reforça cartaz com Portugal. The Man, Plutonio, Fernando Daniel e Novah O MEO Monte Verde, o maior festival de Verão dos Açores, regressa à Ribeira Grande, em São Miguel, nos dias 7, 8 e 9 de Agosto de 2025, e anuncia novos nomes para o seu cartaz. A edição deste ano ganha novo fôlego com a confirmação de Portugal. The Man, banda norte-americana de rock alternativo distinguida com um Grammy Award e conhecida mundialmente pelo tema “Feel It Still”. A edição deste ano ganha novo fôlego com a confirmação de Portugal. The Man, banda norte-americana de rock alternativo distinguida com um Grammy Award e conhecida mundialmente pelo tema “Feel It Still”. Do panorama nacional, juntam-se ao alinhamento Plutonio, referência incontornável no hip hop e R&B nacional, e Fernando Daniel, uma das maiores vozes da pop portuguesa actual. O novo lote de confirmações completa-se com Novah, uma das novas referências do Techno e do Hard Techno a nível mundial. Com um cartaz que continua a crescer e surpreender, o MEO Monte Verde afirma-se como um encontro imperdível entre a música e a paisagem natural única dos Açores. DA/MS


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Carney reunir-se-á com os Premiers em Saskatchewan a 2 de junho

CANADÁ

Mark Carney vai reunir-se com os Premiers do país no início do próximo mês em Saskatchewan - numa altura em que as frustrações com Ottawa fervilham para alguns líderes ocidentais. Depois de o Primeiro-Ministro do Ontário, Doug Ford, ter falado pela primeira vez aos jornalistas sobre a próxima reunião, o Gabinete do Primeiro-Ministro confirmou que Carney se deslocará a Saskatoon no dia 2 de junho para uma reunião presencial.

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Credito: CBC

ord, que participou numa conferência telefónica com Carney e os outros Premiers na quarta-feira (7), considerou a reunião de campo um “ramo de oliveira” para o Ocidente e um passo para unir o país. “Eu disse que é altura de o vosso governo começar a mostrar algum amor por Saskatchewan e Alberta porque, como disse, o último primeiro-ministro não mostrou amor”, afirmou Ford. “Eles foram tratados de forma terrível, para ser muito franco, e penso que o novo primeiro-ministro compreende isso e vai ter uma ótima conversa”. Após a vitória de Carney, o quarto governo liberal consecutivo, os Premiers de A WestJet está a suspender nove rotas geles regressa a 28 de agosto. As restantes Alberta e Saskatchewan apelaram a uma entre os Estados Unidos e o Canadá de- duram até ao final do mês. “A WestJet avalia e ajusta continuavido à diminuição da procura de viagens mente a sua programação para satisfazer entre os dois países. a procura, e continuamos empenhados em Um porta-voz da companhia aérea confir- analisar as oportunidades de serviço direto nestas rotas no futuro”, disse o porta-voz. mou as seguintes suspensões: A WestJet anunciou em abril que iria • Vancouver-Austin (de maio a outubro) acrescentar novas rotas domésticas no Ca• Calgary-Fort Lauderdale; Edmontonnadá e facilitar a ligação com voos para a -Chicago; St. John's-Orlando; e WinniEuropa. peg-Orlando (junho) As alterações surgem numa altura em • Kelowna-Seattle-Tacoma; e Winnipeg- que cada vez menos canadianos viajam para o sul, devido às tensões comerciais, -Los Angeles (de junho a agosto) e em que o Presidente dos EUA, Donald • Edmonton-Atlanta; e Winnipeg-Las Trump, continua a usar uma retórica aneVegas (julho a agosto) xionista em relação ao Canadá, afirmando A rota Edmonton-Chicago regressa a 28 repetidamente que deveria ser o 51º Estado. de junho, a rota St. John's-Orlando regresCBC/MS sa a 30 de junho e a rota Winnipeg-Los An-

WestJet suspende nove rotas nos EUA devido a uma menor procura

mudança na forma como Ottawa trata as províncias ocidentais. No dia seguinte às eleições, em que os liberais regressaram com um governo minoritário, o Premier Scott Moe deu uma conferência de imprensa em que afirmou que Ottawa precisa de “envolver e consultar” melhor Saskatchewan em matéria de legislação e políticas, incluindo regulamentos sobre energia limpa e preços do carbono. A Premier de Alberta, Danielle Smith, afirmou que, pessoalmente, não apoia a separação da sua província da federação, mas está a propor a redução do número de assinaturas necessárias para a realização de um referendo em 2026. Ford disse que os primeiros-ministros não abordaram a questão do referendo com Smith durante a chamada. “Eu digo sempre que unidos estamos e divididos caímos. Foi essa a minha mensagem hoje”, afirmou "cabe a Carney mostrar algum amor pelo Ocidente". Uma das promessas eleitorais de Carney é fazer do Canadá aquilo a que chama uma “superpotência” energética e acelerar os projetos de infraestruturas. CBC/MS

Credito: CBC

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Equipas de busca terrestre partem da comunidade onde as crianças desapareceram na estação de Lansdowne, cerca de 25 quilómetros a sudoeste de New Glasgow. A polícia anunciou na quarta-feira (7) que, após seis dias de busca nas zonas densamente arborizadas que rodeiam a casa, não havia sinais das crianças e não é provável que estejam vivas. O Sargento Curtis MacKinnon disse numa conferência de imprensa que a busca ativa estava a ser “reduily Sullivan, de 6 anos, e Jack Sullivan, zida”, mas que a investigação das pessoas de 4 anos, estão desaparecidos desde desaparecidas iria continuar. “Por isso, em 2 de maio, quando a polícia recebeu vez de termos uma grande presença aqui, uma chamada para o 112 a informar que ti- o número massivo de investigadores no nham saído da sua casa em Gairloch Road, local todos os dias, as buscas basear-se-

Um dia depois de a Polícia Regional da Nova Escócia ter anunciado que estava a reduzir a busca de duas crianças desaparecidas, o centro de comando da força policial numa comunidade rural do condado de Pictou foi empacotado e as equipas de busca terrestre abandonaram a área.

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-ão nas informações que chegarem”, disse MacKinnon. “Não estamos a fazer as malas e não vamos desistir. A nossa investigação é vasta e só terminará quando soubermos onde estão Lily e Jack e os pudermos trazer para casa.” Na tarde de quinta-feira (8), tudo o que restava no centro de comando da RCMP era um pedaço esfarrapado de fita amarela, algumas casas de banho portáteis e marcas de pneus. Numa declaração, a polícia Carlie McCann disse que a força não tinha mais nenhuma informação para partilhar sobre o caso.

Embora a RCMP tenha dito que algumas áreas que já foram pesquisadas seriam revisitadas como parte dos esforços de redução, eles não disseram quantos pesquisadores ou investigadores continuam envolvidos no caso. Durante o dia, foi possível ver um helicóptero a sobrevoar a zona. MacKinnon disse que os investigadores não excluíram a possibilidade de o caso ser suspeito e referiu que a unidade de crimes graves da RCMP tem estado envolvida na investigação desde 3 de maio. CBC/MS

tarde à equipa de imprensa da Casa Branca. “Ele é um homem simpático. Damo-nos muito bem. Tivemos uma ótima reunião hoje - a sério. Acho que a relação vai ser muito forte”, disse Trump sobre Carney. Embora tenha havido gentilezas, Carney foi claro com Trump em privado, tal como o foi nas suas declarações públicas perante a imprensa, que o Canadá e os EUA se unirem como um só país é um fracasso, de acors dois líderes deram-se muito bem, do com o funcionário, e outros repórteres disse o funcionário, e o presiden- que viajaram com o primeiro-ministro, na te enfatizou no início e no final do condição de não serem identificados. Mas a delegação canadiana saiu da reualmoço que era uma honra receber o novo nião com um entendimento mais claro de primeiro-ministro na Casa Branca. Na altura, Trump disse que considerava que o presidente pensa realmente que seas discussões do dia “ótimas”, o que coin- ria uma boa ideia o Canadá tornar-se o 51º cidiu com os comentários que disse mais Estado - estes não são apenas comentários

Depois do encontro na Sala Oval sob o brilho das luzes da televisão, o Primeiro-Ministro Mark Carney e o seu homólogo americano retiraram-se para a Sala Roosevelt para um almoço de trabalho. De acordo com um alto funcionário canadiano, grande parte da conversa à hora da refeição foi sobre questões de política externa.

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destinados a provocar, disse o funcionário. Trump, no entanto, admitiu que “são precisos dois para dançar o tango” e que não é provável que isso aconteça com a grande maioria das pessoas neste país que se opõem firmemente. O primeiro-ministro também transmitiu ao presidente durante o almoço que as suas tarifas sobre os produtos canadianos precisam de ser desmanteladas se houver um novo acordo comercial entre os dois países, como ambos os líderes discutiram que deveria haver, disse o funcionário. Qualquer “acordo” comercial para o Canadá deve incluir o levantamento das tarifas por parte dos EUA. CBC/MS

Credito: CBC

O que Trump e Carney discutiram durante o almoço em Washington


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Ontário regista quase 200 novos casos de sarampo à medida que surto se alastra no Canadá

A

s autoridades de saúde informam que o sarampo infetou mais 197 pessoas em Ontário na última semana, à medida que esta doença altamente contagiosa surge em novas regiões do país. Com estes casos, o número total de infeções prováveis e confirmadas na província sobe para 1.440 desde o início do surto, em outubro. O relatório sobre o sarampo da Saúde Pública de Ontário indica que já

LOCAL

houve 101 hospitalizações, incluindo 75 crianças. Oito doentes estiveram internados em unidades de cuidados intensivos. Nova Escócia e os Territórios do Noroeste registaram esta semana os seus primeiros casos de sarampo desde o início do surto. Ontem, Alberta comunicou que o número total de casos na província atingiu quase 300 desde meados de março, incluindo três doentes com menos de 18 anos internados em cuidados intensivos. A província de Saskatchewan atualizou o seu total acumulado para 27 casos, um dia depois de o Manitoba ter anunciado que chegou aos 24 casos. O sarampo tem afetado maioritariamente crianças, bebés e adolescentes não vacinados, com quase 500 casos registados na unidade de saúde pública do sudoeste de Ontário. CBC/MS

Credito: DR

Ontário registou 197 novos casos de sarampo na última semana, elevando para 1.440 o total de casos prováveis e confirmados na província desde o início do surto, em outubro. Segundo a Saúde Pública de Ontário, o vírus altamente contagioso está agora a surgir noutras regiões do Canadá. Dos casos registados, 101 pessoas foram hospitalizadas, incluindo 75 crianças. Oito doentes necessitaram de cuidados intensivos.

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Ontário prepara-se para iniciar Escolas alvos de exigências construção da primeira central de resgate após ciberataque nuclear modular do Canadá à PowerSchool

S

egundo documentos do Ministério da Energia e Minas de Ontário, o reator modular fornecerá 300 megawatts de eletricidade, o suficiente para abastecer cerca de 300.000 habitações. Este será o primeiro de quatro reatores que a OPG pretende construir no local, num projeto avaliado em 20,9 mil milhões de dólares, com o objetivo de responder ao aumento previsto da procura energética na província. O custo estimado de construção do primeiro reator é de 7,7 mil milhões de dólares, incluindo 1,6 mil milhões em infraestruturas que serão partilhadas entre os quatro reatores. “Ontário precisa de mais energia — penso que todos compreendemos esse problema hoje. Quando acende a luz da sala, talvez não pense de onde vem essa eletricidade”, afirmou Stephen Lecce, ministro da Energia e Minas de Ontário, na passada quinta-feira. “Mas garantir que temos energia fiável e acessível é essencial para a soberania económica da nossa província e do nosso

país”, acrescentou. O anúncio foi feito nas imediações da central nuclear de Darlington. Os trabalhos preparatórios já começaram no local do projeto, imediatamente a leste da central atual, ao longo da costa do Lago Ontário. CBC/MS

O maior agrupamento escolar do Canadá e outros por toda a América do Norte receberam exigências de resgate relacionadas com a grande violação de segurança informática da PowerSchool, ocorrida durante as férias de inverno — isto após a empresa ter pago um resgate aos hackers para que os dados roubados fossem eliminados.

A

Credito: CBC

O governo do primeiro-ministro Doug Ford deu luz verde à Ontario Power Generation (OPG) para iniciar a construção do primeiro reator modular de pequena escala (SMR) do Canadá — uma nova tecnologia de energia nuclear que será instalada junto à central de Darlington.

pesar das garantias de que os dados tinham sido apagados, isso não se confirmou, afirmou esta quarta-feira o Conselho Escolar do Distrito de Toronto (TDSB). Em email enviado às famílias, o TDSB referiu ter recebido uma exigência de resgate "por parte de um agente malicioso" que está a utilizar dados do ataque ocorrido em dezembro de 2024. O Conselho Escolar do Distrito de Peel, a oeste de Toronto, e o Conselho Escolar de Calgary, o maior do oeste do Canadá, também alertaram as famílias para tentativas de extorsão com base nos dados roubados. Estes foram obtidos após a conta de um administrador da PowerSchool — usada para suporte técnico — ter sido comprometida. Agrupamentos escolares em várias províncias canadianas — incluindo Alberta, Ontário, Manitoba, Terra Nova e Labrador, Nova Escócia, Territórios do Noroeste, Ilha do Príncipe Eduardo e Saskatchewan — usam principalmente o sistema baseado

na web da empresa da Califórnia para gerir dados pessoais dos alunos, incluindo por vezes informações médicas, notas e outros detalhes. Algumas escolas utilizam ainda a plataforma como canal de comunicação com as famílias. Foram acedidos diferentes tipos de dados, em alguns casos com décadas de antiguidade. Dependendo do conselho escolar, poderá incluir nomes, datas de nascimento, moradas, números de telefone e, nalguns casos, informações ainda mais sensíveis, como números de identificação estudantil, género, dados médicos e contactos de emergência. A empresa afirmou que a decisão de pagar o resgate foi difícil. Não revelou o valor pago. "Acreditámos que era o melhor para os nossos clientes, os alunos e as comunidades que servimos", declarou a PowerSchool em comunicado, acrescentando que as novas exigências de resgate foram comunicadas às autoridades dos EUA e do Canadá. "Lamentamos sinceramente estes desenvolvimentos — entristece-nos que os nossos clientes estejam a ser ameaçados e revitimizados." Os conselhos escolares de Toronto e Calgary voltaram a recomendar às famílias que adiram aos serviços de monitorização de crédito e proteção de identidade oferecidos pela PowerSchool. CBC/MS

Cerca de metade das chamadas para o 911 da região de Peel não são urgentes colha de lixo ou cortes de eletricidade. “O 911 é para chamadas urgentes com risco de vida. O 911 não é uma brincadeira”, disse ela. “Há outros números para ligar se tiver uma necessidade não urgente ou uma pergunta”. Polsinelli disse que a campanha utilizará publicidade em 90 línguas para ajudar os residentes a contactar os recursos certos para uma situação não urgente e ajudar as Comissária dos Serviços de Saúde pessoas a compreender a importância de de Peel, Nancy Polsinelli, disse que manter as chamadas para o 911 gratuitas mais de 30 por cento dos ontarianos para as pessoas que realmente precisam não sabem para que número ligar quando delas. Em janeiro de 2024, o conselho da retêm problemas municipais ou quando necessitam de serviços municipais, como re- gião de Peel votou no sentido de estudar a

A região de Peel tem uma nova campanha para que as pessoas saibam quando devem ligar para o 112, o que pode parecer disparatado até se perceber que cerca de metade das chamadas para a linha de emergência não são urgentes. Apesar de anos de avisos, alguns residentes continuam a ligar para o 112 por causa da temperatura do seu café.

A

possibilidade de aplicar multas ou outras sanções a quem utilizar indevidamente o 911. Na altura, a polícia de Peel afirmou que 40% das chamadas foram classificadas como não legítimas, inadequadas ou de utilização indevida. O Subchefe da Polícia de Peel, Anthony Odoardi, disse na quinta-feira que as chamadas não urgentes são geralmente uma marcação de bolso ou um mal-entendido sobre o que é considerado uma chamada urgente. Segundo ele, a polícia também recebeu “chamadas bastante ridículas em que as pessoas deviam saber que não devem chamar a polícia”. Algumas dessas chamadas envolviam pessoas a perguntar

à polícia se podiam pedir objectos emprestados ou até a queixarem-se de uma ordem de recolha errada ou da temperatura do café. O Presidente da Câmara de Brampton, Patrick Brown, disse, aquando do anúncio, que “cada segundo conta” quando se trata de chamadas urgentes para o 911 e pediu aos residentes que não afastassem os socorristas de uma resposta crítica. “Recebemos chamadas de pessoas que se queixam do barulho do seu jogo de críquete. Essa não é a razão correta para ligar para o 911”, afirmou Brown. CBC/MS


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considera que estes estão “dentro da média” e vão permitir “repor stocks que se encontravam em valores mínimos”. Outra consequência do regresso a uma “relativa normalidade” da produção, acredita a secretária-geral da Casa do Azeite, é que “os preços altíssimos nas últimas duas campanhas por causa da escassez estão a regressar a valores normais”. Tal levará à “recuperação de algum consumo que se perdeu devido aos preços elevados”. No entanto, não deverá baixar para os valores praticados em 2022, onde havia garrafas de azeite virgem extra de 75 cl a serem vendidas a pouco mais de quatro euros.

PORTUGAL

Credito: JN

Boas notícias para 2025/26

Produção

Mais produção faz cair preço do azeite A produção de azeite na campanha de 2024/2025 vai ser a segunda maior de sempre em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Comparativamente com a anterior, são mais 10% e espera-se que continue a crescer. Com o aumento da produção, o preço está a baixar. De acordo com a DECO Proteste, em meados de abril, uma garrafa de azeite virgem extra (75 cl) custava 6,79 euros, menos 40,96% do que há um ano (11,43 euros) e uma poupança de 2,14 euros face ao final de 2024. Já em meados de abril de 2023, era preciso desembolsar 7,03 euros. No entanto, há cada vez mais azeite gourmet, que pode ascender a 140 euros por litro.

N

da Casa do Azeite, assinala que “a segunda maior produção de sempre” é ainda “mais relevante” por ser “obtida num ano de contrassafra” (ano em que a colheita não correu tão bem). Patrícia Falcão Duarte, secretária-geral da Fenazeites, destaca que os dados do INE refletem “o crescimento do setor”. Explica-o com a “entrada em produção de novos olivais e a plena produção de outras áreas”, bem como com a “boa produtividade de áreas já estabilizadas e a conversão de outras de olival intensivo de regadio em olival em sebe”. Em termos de produção mundial, Mariana Matos adianta que foram produzidas, Reposição de stocks na campanha de 2024/2025, “cerca de 3,5 Apesar das estimativas iniciais apontarem milhões de toneladas”. É um “aumento de para uma “produção de cerca de 195 mil to38% em relação à anterior”. A especialista neladas”, Mariana Matos, secretária-geral o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas de março, o INE especifica que “a produção de azeite deverá ser a segunda maior de sempre” no território nacional. Traduz-se em “1,9 milhões de hectolitros (177 mil toneladas)”. Só foi superada pela campanha de 2021/2022 com 2,2 milhões de hectolitros. Destaca ainda que “o Alentejo concentra cerca de 80% da produção. Na Terra Quente Transmontana e na Campina e Campo Albicastrense na Beira Interior, “os aumentos também foram significativos”.

Narcotráfico

Nesta primavera, “os olivais apresentam muito boa floração depois das últimas chuvas”, o que sugere a Patrícia Falcão Duarte, secretária-geral da Fenazeites, “boas perspetivas para a campanha 2025/2026”. Mariana Matos acrescenta que “todos os anos entram em produção novas áreas de olival recém-plantado, irrigado e muito mais produtivo”, principalmente no Alentejo. Com tudo conjugado, a secretária-geral da Casa do Azeite admite que, nos próximos anos, vão registar-se “novos recordes de produção de azeite em Portugal”, o que permitirá “atingir valores médios acima das 200 mil toneladas por ano”. Pedro Rodrigues, que produz o azeite transmontano Tua Valley, refere que, “se houver sorte com o tempo, a limpa será boa” e pode levar a “um ano de produção excelente” e “talvez ainda melhor do que o anterior”, que, para a sua empresa, “foi o melhor de que há registo”. Foram processadas “cerca de 1400 toneladas de azeitona”, que renderam 280 mil litros de azeite, metade dos quais para os clientes do seu lagar. O produtor Pedro Rodrigues está a vender a embalagem de cinco litros a 35 euros. São menos 15 euros do que há dois anos, mas, mesmo assim, “compensa o trabalho que a olivicultura dá”. Admite que o limite mínimo rondará os “30 euros”. Abaixo disso, “não compensará os custos de produção, que são cada vez mais elevados”. JN/MS

Ouro

Juiz libertou detidos na operação que levou PJ à casa de Nininho Vaz Maia Joalharia portuguesa Os dois detidos na operação “SKYS4ALL”, realizada pela Polícia Judiciária (PJ) na terça-feira (6), foram libertados após o interrogatório judicial, que decorreu nesta quarta-feira (7), em Lisboa.

O

s suspeitos de integrar uma rede dedicada ao tráfico de droga ficaram apenas com o termo de identidade e residência. Não estão obrigados, sequer, a apresentarem-se na esquadra. Entre os

suspeitos da PJ está o cantor Nininho Vaz Maia, alvo de buscas às primeiras horas da manhã de terça-feira (6). O artista foi constituído arguido, mas não foi detido. Também não foi notificado para comparecer no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para ser interrogado pelo juiz. Mesmo assim, a PJ suspeita que Nininho Vaz Maia, não sendo um dos líderes do grupo investigado, estava ligado à compra de cocaína no Brasil e posterior revenda em

Portugal e em Espanha. Em comunicado, o cantor garantiu que está inocente. Já os dois detidos na operação que levou alguns dos 80 inspetores da PJ à casa de Nininho Vaz Maia passaram a noite nos calabouços e foram levados ao tribunal na manhã de quarta-feira (7). No final do interrogatório conduzido pelo juiz de instrução criminal foram libertados pelo magistrado. JN/MS

Legislativas 2025

Cerca de 241 mil eleitores inscritos no voto antecipado a sua intenção através de meio eletrónico ou por via postal, dirigida à Administração Eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, localizada na Praça do Comércio, Ala Oriental, 1149-015 LISBOA. No pedido via postal devem constar os seguintes dados: Nome completo; Data de nascimento; Número de identificação civil; s inscrições para o voto antecipado Morada; Mesa de voto antecipado em moem mobilidade para as legislativas bilidade onde pretende exercer o direito de 18 de maio terminam na quinta- de voto; Contacto telefónico e sempre que -feira, podendo apenas fazer este registo os possível endereço de correio eletrónico. O voto em mobilidade realiza-se no próeleitores recenseados em Portugal. Para o fazer, o eleitor tem que comunicar ximo domingo (dia 11), uma semana antes

Fonte da Administração Eleitoral da SGMAI disse à Lusa que, entre domingo e as 8 horas de hoje, 241.138 eleitores inscreveram-se na modalidade de voto antecipado em mobilidade e os distritos com maio número de inscritos são Lisboa (72.904), seguido do Porto (39.220) e Setúbal (20.843).

A

das eleições, num local escolhido pelo eleitor em qualquer município do continente ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, devendo identificar-se e indicar a freguesia onde está recenseado. Caso o eleitor se inscreva para votar antecipadamente em mobilidade e não consiga fazê-lo, pode votar no dia da eleição na assembleia ou secção de voto onde se encontra recenseado. Mais de 10,8 milhões de eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro podem votar a 18 de maio nas eleições legislativas antecipadas. JN/MS

brilha no Japão

Portugal vai integrar a exposição mundial de joalharia em Osaka, no Japão, que decorre até 13 de outubro. A Portugal Jewels vai fazer-se representar entre 160 países e numa mostra na qual são esperados 28 milhões de visitantes.

S

ob o tema Oceano: Diálogo Azul, a participação lusa “envolve mais de 150 empresas, associações, autarquias e artistas nacionais”, refere o comunicado enviado às redações. As peças vão estar disponíveis na loja do Pavilhão de Portugal e apresenta uma seleção de peças pensadas especialmente para o público japonês, juntando, ao mesmo tempo, os valores da tradição, do património da ourivesaria e da sua importância cultural. “Com a sustentabilidade e a inovação como pilares desta Expo, a marca de joias foi desafiada pela missão portuguesa a criar um packaging sustentável, feito através de materiais recicláveis e pensada para um consumo rápido, mas consciente”, indica a mesma nota. Situado na zona Empowering Lives, o Pavilhão de Portugal foi projetado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma - o mesmo responsável pelo Centro de Arte Moderna Gulbenkian, no qual a marca de joalharia também marca presença. JN/MS


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EUA

MUNDO

Governo Trump oferece mil dólares por autodeportação

"Se está aqui ilegalmente, a autodeportação é a melhor, mais segura e mais económica forma de deixar os EUA para evitar a prisão", destacou a secretária de Segurança Interna norte-americana, Kristi Noem, em nota. A tutela a qual lidera "está a oferecer agora aos imigrantes ilegais assistência financeira para viagens e um auxílio para regressar ao país de origem através da aplicação CBP Home". O valor de mil dólares será pago, de acordo com o Governo Trump, após confirmação do regresso, através desta plataforma digital. Um dia antes, o presidente norte-americano confirmou que ofereceu à homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, o envio de militares dos EUA para o México. "Se o México quisesse ajuda com os cartéis, teríamos a honra de entrar e ajudar", disse Trump. O líder da Casa Branca ordenou ainda a reabertura da prisão de Alcatraz, na baía de São Francisco, na Califórnia, "substancialmente ampliada e reconstruída, para abrigar os criminosos mais cruéis e violentos da América". O local, com capacidade para 336 prisioneiros, funcionou como prisão durante 29 anos e fechou portas em 1963 devido a altos custos operacionais. Atualmente, é uma atração turística. Trump anunciou também que pondera uma taxa de 100% sobre filmes estrangeiros. A medida, que pretende ajudar a "devastada" indústria cinematográfica dos EUA, terá grande impacto em Hollywood, que tem produções em todo o Mundo. JN/MS

Credito: JN

A Administração Trump anunciou que vai pagar mil dólares a imigrantes em situação irregular que se "autodeportem" para o país de origem. A medida surge um dia após outras polémicas ações anunciadas pelo presidente norte-americano, como o envio de tropas para o México, a reativação da prisão de Alcatraz e a tributação a 100% de filmes produzidos fora dos Estados Unidos da América (EUA).

Vaticano

Prevost, um Papa americano com fortes laços com o Peru Robert Francis Prevost, eleito Papa na quinta-feira (8), chegou ao Peru como um jovem missionário agostiniano e, do país sul-americano, partiu como bispo para o Vaticano, para se tornar uma figura central na administração do Papa Francisco. Agora, é o Papa Leão XIV.

D

os cardeais americanos, Robert Prevost já fazia parte da lista com mais probabilidade de ser nomeado Papa, devido à sua inclinação pastoral, perspetiva global e capacidade de governar a Cúria Romana, de acordo com os especialistas. A sua reputação como moderado e "construtor de pontes", também pode ser crucial num momento em que a Igreja parece profundamente dividida. "Muito para fazer"

chegavam atrasados aos conclaves - ou por decisões geopolíticas. Segundo o site especializado Crux, ter um pontífice da maior potência mundial também levantou receios de que a CIA pudesse colocar as mãos na Igreja. Arcebispo emérito de Chiclayo, cerca de 750 quilómetros ao norte de Lima, Prevost deixou o Peru para se juntar ao governo do Vaticano, onde chefiou o Dicastério para os Bispos, que tem a importante função de aconselhar o Papa sobre a nomeação de líderes da Igreja. Após a morte de Francisco, Prevost disse que ainda havia "muito a fazer" na transformação da Igreja. "Não podemos parar, não podemos retroceder. Temos que ver como o Espírito Santo quer que a Igreja seja hoje e amanhã, porque o mundo de hoje, em que a Igreja vive, não é o mesmo que o mundo de 10 ou 20 anos atrás", disse ele, no mês passado, ao Vatican News. "A mensagem é sempre a mesma: proclamar Jesus Cristo, proclamar o Evangelho, mas a maneira de alcançar as pessoas de hoje, os jovens, os pobres, os políticos, é diferente", acrescentou.

Prevost passou um terço da sua vida nos Estados Unidos. O restante entre a Europa e a América Latina, uma das periferias do mundo, de onde também era natural o argentino Jorge Mario Bergoglio. O jornal italiano "La Repubblica" considerou-o "o menos americano dos americanos" pela moderação dos seus discursos. A Missionário no Peru ideia de um Papa americano foi descartada Foi um dos cardeais mais próximos de durante séculos em Roma, seja pela distância - estavam tão longe que geralmente Francisco, cujo pontificado gerou resistên-

cia nos setores mais conservadores. Mas, ao mesmo tempo, a sua sólida formação em direito canónico tranquiliza os círculos que procuram uma abordagem mais focada na teologia. Prevost nasceu a 14 de setembro de 1955, em Chicago, e frequentou um seminário menor da Ordem de Santo Agostinho, em St. Louis como noviço, antes de se formar em matemática na Filadélfia. Poliglota, estudou direito canónico em Roma, onde também obteve o doutorado. Juntou-se aos agostinianos no Peru, em 1985, para a primeira missão no país andino. Ao regressar a Chicago em 1999, foi nomeado prior provincial dos agostinianos naquela região americana e, posteriormente, prior geral da ordem em todo o Mundo.Voltou ao Peru em 2014, quando Francisco o designou administrador apostólico da Diocese de Chiclayo. Quase uma década depois, juntou-se à Cúria, substituindo o cardeal canadiano Marc Ouellet, que foi acusado de agredir sexualmente uma mulher e renunciou devido à idade. Na altura, o falecido pontífice também o nomeou presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina. JN/MS

Ambiente

Credito: JN

"Se salvarmos o mar, salvamos o nosso mundo": o apelo de David Attenborough aos 99 anos importante da Terra não é em terra" e que devemos "abrir os olhos para o que está a acontecer neste momento debaixo das ondas". "Esgotámos a vida dos nossos oceanos", afirma no trailer do filme, acrescentando: "Se salvarmos o mar, salvamos o nosso mundo". O documentário analisa a razão pela qual os oceanos estão em tão mau estado de saúde e como podem "voltar à vida", de acordo com Attenborough. Esta não é a primeira vez que o documentarista se concentra nos oceanos. Em pós décadas a observar o mundo 2017, "Planeta Azul II" tornou-se numa natural, Attenborough diz com- chamada de atenção global para os ampreender agora que "o lugar mais bientalistas sobre o perigo a que os mares

O filme de Attenborough "Life on Earth", de 1979, foi visto por 500 milhões de pessoas em todo o mundo, enquanto dezenas de documentários e livros subsequentes fizeram dele um nome conhecido. "Ocean", que apresenta imagens espectaculares de habitats submarinos e da vida marinha, sublinha a importância de mares saudáveis para combater a biodiversidade e as alterações climáticas.

A

estão expostos, especialmente devido à poluição por plásticos. "Ocean", produzido pela Silverback Films e pela Open Planet Studios, será exibido nos cinemas de alguns países a partir de quinta-feira, no mesmo dia em que Attenborough celebra o seu 99.º aniversário. No pequeno ecrã, estreará no National Geographic a 7 de junho e estará disponível para transmissão global no Disney+ e no Hulu um dia depois. JN/MS


Photos DR


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P36

Cristiano Ronaldo JR. Na seleção sub-15 P34

Conference League

Meias-finais com árbitros portugueses P35

Why these Maple Leafs are different P39

Às segundas-feiras, Sérgio Esteves, do FC Porto, Vítor Silva, do SL Benfica, Sérgio Ruivo, do Sporting CP, entram em campo, fazem remates certeiros e defesas seguras. Francisco Pegado é o árbitro desta partida onde nada, nem ninguém ficará Fora de Jogo. Todas as segundas-feiras, às 6 da tarde, no Facebook da Camões Radio. segunda-feira às 18h

Não fique Fora de Jogo.


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LIGA I

Bomba de Quaresma agarra leão à liderança Sporting CP

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Gil Vicente F.C.

1

Sporting sela reviravolta com golos de Eduardo Quaresma, este no tempo extra, e Maxi Araújo. Gilistas anulam Gyokeres e lideram marcador durante quase uma hora

U

m golo de Eduardo Quaresma, já nas compensações, permitiu ao Sporting vencer o Gil Vicente (2-1) e manter o estatuto de líder que lhe permite entrar no dérbi a olhar de cima para o rival. O leão selou a reviravolta num jogo com um final dramático que incendiou Alvalade. O campeão entrou com garras e coração quente. Dominou, mas foi previsível perante um Gil Vicente que anulou Gyokeres, foi solidário e esteve em vantagem durante quase uma hora. O leão nunca desistiu e, apesar de realizar uma exibição cinzenta, revelou coração e garras para o último assalto que o manteve na liderança. O Gil Vicente jogou com a vantagem, roubou espaço, mas deixou de atacar e começou só a defender demasiado cedo. O leão entrou embalado no ambiente escaldante de Alvalade que empurrava a equipa. Trincão, endiabrado na ginga, baralhou Buatu, mas falhava na mira. O Gil Vicente tentava respirar, mas era sufocado pela pressão. E a solução esteve no lançamento direto. O campeão perdeu o ímpeto inicial e sentia problemas com Gyokeres, bem marcado, por Marvin e Buatu.Neste contexto, Debast deu muito espaço a Mutombo que já só foi parado por St. Juste. Félix Correia "traiu" o clube formador, ao converter o penálti, mas não festejou. As bancadas reagiram à adversidade, mas a equipa sentiu o momen-

Eduardo Quaresma levou os colegas e os adeptos à loucura com o golo da vitória no período das compensações. Foto: Filipe Amorim / Lusa

to. Catamo ainda levou a bola à rede lateral, mas o leão atacava de forma confusa, sem o farol sueco e as combinações de passe curto encontravam sempre alguma barreira dos galos. O leão reentrou ao ataque, mas com dificuldade em fluir jogo face ao recuo e

solidariedade do Gil Vicente. Pedro Gonçalves testou Andrew numa fase em que o cerco apertava e os galos sentiam evidente cansaço. Rui Borges lançou Harder e Quenda. O campeão pressionava mais e, num lance de ressalto, Maxi Araújo encheu o pé e fez o empate. Neste período,

os gilistas já só defendiam com dificuldade, Trincão acertou no poste, Harder fez brilhar Andrew, mas o guardião já não conseguiu fazer nada para travar a bomba de Eduardo Quaresma. E Alvalade veio abaixo! JN/MS

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Estoril-Benfica: descolar de forma segura e quase falhar a aterragem G.D. Estoril Praia

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S.L. Benfica

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Aursnes e Otamendi marcaram para os encarnados que pareciam que iam ter uma noite tranquila. Estoril pensou e acabou como um grande. Trubin travou penálti de Begraoui O Benfica venceu o Estoril (1-2), isolou-se, à condição, na liderança e colocou pressão sobre o Sporting que só entra em campo esta noite, em Alvalade. Um triunfo suado (21), tirado a ferros, depois de quase uma hora de duelo a controlar o jogo com e sem bola, apesar da audácia estorilista. Um erro de Otamendi influenciou uma última vida e os adeptos do Benfica celebraram o apito final como se de um golo se tratasse.

Creditos: DR

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Kokçu esteve em posição de tiro e após uma fase de alguma discussão de princípios, sem perigo nas balizas, Otamendi ampliou o resultado. O argentino saltou mais alto e aproveitou falha de Robles, muito mal na fotografia.

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Com uma vantagem confortável o Benfica tentou gerir a discussão a um ritmo baixo, por vezes demasiado. Otamendi borrou a pintura e foi salvo por Trubin que defendeu a penalidade de Begraoui. Mas a adversidade não impediu a onda canarinha que cresceu

Dragão dá a volta a mais um pesadelo FC Porto

3

Moreirense F.C.

1

Minhotos estiveram a vencer na Invicta, até Francisco Moura e Samu, por duas vezes, marcarem os golos da reviravolta. Exibição foi pobre, mas serviu para ultrapassar o Braga.

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já com Guitane em campo a desequilibrar. Zanocello reduziu, já numa fase merecida, e os encarnados terminaram o jogo sob tensão e em sofrimento. Num final quente e com muitas queixas pelas decisões do juiz. JN/MS

exibição não foi brilhante, muito longe disso, mas o F. C. Porto reencontrou o caminho do sucesso e a reviravolta frente ao Moreirense permitiu à equipa de Anselmi dormir no pódio do campeonato. Depois da péssima imagem deixada na derrota frente ao Estrela, na Amadora, os azuis e brancos voltaram a esboçar um sorriso tímido graças ao golo de Francisco Moura e ao bis de Samu. Num Dragão com metade dos lugares vazio – ao contrário do que é habitual, os responsáveis portistas não divulgaram a assistência -, a paciência esgotou-se em cinco minutos. Foi o tempo necessário para se ouvirem os primeiros assobios vindos da bancada, enquanto para ver um lance de perigo foi preciso esperar meia hora e pela classe de Mora, que atirou ao poste. No entanto, menos de um minuto depois, os fantasmas voltaram a atacar em força: Alanzinho correu meio-campo e serviu Yan que, depois de sentar Nehuén Pérez, atirou para o 0-1. A reação surgiu por linhas trocadas. Cruzamento de pé direito do esquerdino Fábio Vieira e Moura, mais habituado a assistir, cabeceou para o empate. O golo até poderia sossegar o F. C. Porto, mas não foi isso que aconteceu e apenas duas defesas enormes de Cláudio Ramos permitiram que o intervalo chegasse com 1-1 no marcador.

Os dragões defenderam um pouco melhor no segundo tempo e, aos 68 minutos, o cruzamento de João Mário bateu no braço de Maracás, que estava quase em cima do lateral. Penálti de futebol moderno que Samu transformou na reviravolta e mereceu muitos aplausos de toda a equipa no banco. Um passe fantástico de Ivo Rodrigues ainda fez Frimpong sonhar, mas o lateral falhou a receção e o F. C. Porto não perdoou. Mora mostrou toda a classe com uma arrancada inteligente e serviu Samu, que igualou Pavlidis como segundo melhor marcador da Liga. A partida terminou com um grande susto, quando Namaso atingiu Caio Secco na cabeça, com o guarda-redes a ter de sair. Sem substituições disponíveis, Ausé calçou as luvas e foi para a baliza, mas a história do encontro já estava escrita. JN/MS

Creditos: DR

runo Lage poupou Di María, que ficou no banco de suplentes, aproveitou o regresso de Florentino, castigado na jornada anterior, e recuou Dahl, na única alteração em relação ao duelo anterior. Do lado estorilista, Jandro Orellana e Pedro Carvalho substituíram Pina e Holsgrove, castigados. O Estoril entrou fiel ao ADN de equipa que gosta ter bola e mostra vocação ofensiva. Begraoui ameaçou Trubin, mas os encarnados cedo demonstraram que a ideia canarinha continha muitos riscos. Aursnes isolou-se duas vezes na cara de Robles e, na segunda, não perdoou, garantindo uma vantagem madrugadora. A adversidade não inibiu os canarinhos que se mantiveram firmes a jogar com muita gente no plano ofensivo e a defesa colada ao meio-campo. As águias sentiram-se confortáveis no papel de expectativa e com muito campo aberto para atacar. Primeiro adotaram uma resposta com ações muito verticais e depois alternaram com um jogo mais pensado, mas que facilmente desmontava o puzzle contrário.


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II LIGA

FC Porto B

0

F.C. Vizela

1

A tarde era de chuva e também muito importante para as aspirações das duas equipas – o FC Porto B procurava, pelo menos, manter a diferença pontual a salvo do lugar de play-off, ao passo que ao Vizela também se desaconselhava a perda de pontos, sob pena de poder perder a vice-liderança e, consequentemente, um lugar de subida direta à Liga. Um risco que os minhotos não irão correr, face ao golo solitário de Vivaldo, que garantiu o triunfo (0-1).

A

s condições climatéricas adversas retiravam qualidade e discernimento aos dois conjuntos nos primeiros vinte minutos e a partir daí, já mais ambientados, FC Porto B e Vizela dividiram as ocasiões de perigo até ao final da primeira parte. A equipa B azul e branca produziu a sua primeira (real) oportunidade aos 22’, numa tentativa em arco de Ángel Alarcón à qual os

vizelenses responderam aos 25’ num remate de primeira de Diogo Nascimento, e aos 39 por Rodrigo Ramos, em ambos os casos colocando em sentido Samuel Portugal que, desta feita, não era o único reforço proveniente da equipa principal ao dispor de João Brandão. Ao guardião juntou-se William Gomes, que mostrou serviço com dois remates perigosos praticamente sucessivos, aos 42 e 43 minutos, e quase deu vantagem ao conjunto local. William Gomes não foi convocado por Martín Anselmi para o jogo com o Moreirense (3-1) e vai ajudar a formação secundária dos portistas na receção ao Vizela Tal não sucedeu e, ainda na fase inicial do segundo tempo, o Vizela aproveitou para se colocar na frente do resultado: Orest Lebedenko lançou Vivaldo Semedo que, mais forte que os seus marcadores, cabeceou certeiro apenas com Samuel Portugal como oposição aos 52’. O FC Porto B tentou responder de imediato e dispôs de um cabeceamento de Gabriel Brás aos 58, mas o encontro perdeu fluidez com as substituições realizadas pelos dois conjuntos e apenas nos dez minutos finais o conjunto portista voltou a ameaçar a baliza defendida por Ruly Garcia, com Domingos Andrade a tentar a sorte aos 80’ e Brayan Caicedo, num último esforço, com um movimento interior aos 90+2 minutos, porém sem conseguir marcar. O Vizela segurou, assim, o triunfo e alcançou, de forma provisória, o Tondela na liderança da prova – os beirões defrontam, este domingo, o Chaves no encontro de cartaz da ronda. Por seu turno, o FC Porto B aguardará pelo resultado do Paços de Ferreira, que pode ultrapassar os dragões e deixar o lugar de play-off de manutenção, caso derrote o Alverca. A Bola/MS

Para a melhor taxista do mundo...

C.D. Tondela

2

G.D. Chaves

1

O Desportivo de Chaves ficou afastado da luta pela subida ao primeiro escalão ao perder por 2-1 na visita a Tondela, em jogo da 32.ª jornada da Liga 2 de futebol.

M

iro, aos nove minutos, Rúben Pina (49’) em grande penalidade e Quattara Moudjatovic (90+1’) na compensação permitiram ao Tondela manter a liderança da II Liga de futebol e fizeram com que o Desportivo de Chaves não consiga lutar pela subida à I Liga de futebol. À terceira foi de vez. Miro fez a primeira tentativa direta às mãos do guarda-redes, depois atirou de cabeça por cima da barra e, aos nove minutos, na sequência de um canto marcado por Costinha, o avançado angolano inaugurou o marcador.

Após a superioridade do Tondela nos primeiros 15 minutos, a formação de Marco Alves conquistou terreno e alcançou algum equilíbrio em campo, com Rúben Pina a realizar o primeiro remate perigoso por parte dos transmontanos. O Desportivo de Chaves provocou perigo e intensidade nos últimos cinco minutos da primeira parte. Rúben Pina aos 49 minutos igualou o marcador na sequência de uma grande penalidade, no início da segunda parte. Numa segunda parte intensa e equilibrada, foi já nos minutos finais que o recém-entrado Quattara Moudjatovic fechou o resultado ao isolar-se no meio-campo e a atirar rasteiro por entre as pernas de Vozinha para o fundo da baliza. Com esta vitória, o Tondela mantém em aberto o regresso à Liga, ao somar 61 pontos e a manter a liderança da II Liga, enquanto o Desportivo de Chaves perdeu a hipótese de subir ao somar 50 pontos e a manter a quinta posição. JN/MS

Creditos: DR

Creditos: DR

Chaves sai da luta pela subida Vizela regressa ao topo e deixa FC Porto B novamente em apuros após derrota em Tondela

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RESULTADOS - 32ª JORNADA

I LIGA - CLASSIFICAÇÃO Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

Sporting

78

32

24

6

2

85

26

Benfica

78

32

25

3

4

82

26

FC Porto

65

32

20

5

7

60

29

SC Braga

65

32

19

8

5

53

27

Vitória SC

54

32

14

12

6

46

33

FC Porto

3-1

Moreirense

Nacional

1-2

Vitória

SCFarense

2-1

FC Famalicão

SC Braga

1-1

Santa Clara

Estoril Praia

1-2

Benfica

FC Arouca

0-0

Casa Pia AC

Sporting

2-1

Gil Vicente

Rio Ave

2-0

Est. Amadora

AFS

1-2

Boavista

Santa Clara

51

32

15

6

11

32

30

FC Famalicão

44

32

11

11

10

41

36

Casa Pia AC

42

32

11

9

12

36

41

Estoril Praia

42

32

11

9

12

42

51

Nacional

15:30

Rio Ave

Rio Ave

36

32

9

9

14

35

51

Santa Clara

15:30

FC Famalicão

Moreirense

36

32

9

9

14

37

48

Benfica

18:00

Sporting

FC Arouca

34

32

8

10

14

30

47

Gil Vicente

20:30

FC Arouca

Casa Pia AC

20:30

SC Braga

Nacional

33

32

9

6

17

29

44

Gil Vicente

32

32

8

8

16

32

45

Est. Amadora

15:30

AFS

Moreirense

18:00

Estoril Praia

Vitória SC

18:00

Farense

Boavista

20:30

FC Porto

Est. Amadora

29

32

7

8

17

24

45

Boavista

24

32

6

6

20

22

53

AFS

24

32

4

12

16

24

57

Boavista

15

27

3

6

18

17

46

II LIGA - CLASSIFICAÇÃO

33ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 10 de maio

11 de maio

RESULTADOS - 32ª JORNADA UD Leiria

5-0

UD Oliveirense

Académico

2-1

Portimonense

FC Porto B

0-1

FC Vizela

FC Alverca

1-0

Paços Ferreira

32

FC Felgueiras

3-3

Benfica B

48

36

CD Mafra

1-2

Leixões

9

46

38

Marítimo

1-1

Feirense

8

10

40

32

CD Tondela

2-1

GD Chaves

FC Penafiel

0-1

Torreense

14

7

11

47

35

32

12

10

10

33

31

33ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

44

32

11

11

10

42

39

10 de maio

FC Penafiel

43

32

12

7

13

44

46

Marítimo

42

32

10

12

10

40

45

FC Felgueiras

40

32

9

13

10

39

36

Leixões

38

32

9

11

12

33

39

Portimonense

34

32

9

7

16

37

49

FC Porto B

32

32

7

11

14

32

43

Paços de Ferreira

30

32

8

6

18

32

48

UD Oliveirense

28

32

7

7

18

28

61

CD Mafra

24

32

5

9

18

26

52

Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

CD Tondela

61

32

16

13

3

55

3

FC Vizela

58

32

16

10

6

47

28

FC Alverca

57

32

15

12

5

54

Benfica B

51

32

14

9

9

Torreense

51

32

14

9

GD Chaves

50

32

14

UD Leiria

49

32

Feirense

46

Académico

Feirense

33

MILÉNIO | DESPORTO

9 a 15 de maio de 2025

20:15

CD Mafra

11 de maio Paços Ferreira

11:00

FC Felgueiras

UD Oliveirense

14:00

Marítimo

GD Chaves

18:00

UD Leiria

11 de maio Torreense

11:00

Leixões

FC Vizela

14:00

Académico

CD Tondela

14:00

FC Alverca

Benfica B

18:00

FC Penafiel

Portimonense

18:00

FC Porto B

Alverca vence Paços e sonha (cada vez mais) com a subida F.C. Alverca

1

F.C. Paços de Ferreira

3

Pacenses, que lutam pela permanência na Liga 2, acabaram reduzidos a 10 (por lesão) e tiveram penálti revertido O Alverca venceu o Paços de Ferreira, por 1-0, e somou três pontos que podem ser cruciais nas contas da tão desejada subida à Liga. Já os pacenses tiveram um jogo sofrido, não pelo bom futebol que praticaram, mas porque perderam três jogadores por lesão e perto do final viram ser-lhes revertido um penálti. Foi cedo que os alverquenses chegaram à vantagem. Aos 9 minutos, após uma entrada na área pela esquerda, Carter assiste o capitão Pedro Bicalho, que remata de primeira e coloca a equipa em vantagem, alimentando o sonho da subida. O Paços de Ferreira não desistiu e esteve muito perto do empate (58’) quando dos pés de Pavlic saiu um remate de longe que quase traía Bravim. Aliás, o médio dos Países Baixos foi dos melhores dos castores o e o passe longo a desmarcar João Pinto merecia melhor fim do que o remate ao lado da baliza alverquense. Duas equipas com ambições distintas na Liga 2, mas com uma entrega digna na busca dos pontos tão necessários. O Paços de Ferreira teve o contratempo de ficar reduzido a dez aos 81 minutos, devido à lesão de Marcos Paulo, que saiu agarrado ao joelho, numa altura em que o treinador Filipe Cândido já não tinha mais substituições para fazer. Mesmo reduzidos, nas ambições e no número de jogadores em campo, os pacenses ainda sonharam com o empate aos 85 minutos, quando o árbitro assinalou penálti, a penalizar jogada de David Bruno sobre João Caiado, mas, após recurso ao VAR e ao visionamento das imagens, reverteu a decisão, considerando não ter existido infração. O sonho manteve-se até ao apito final, numa demonstração clara que até ao último segundo do campeonato Alverca e Paços de Ferreira vão acreditar. No caso dos ribatejanos, o tão desejado regresso à Liga fica agora mais perto. A Bola/MS

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MILÉNIO | DESPORTO

FUTEBOL FEMININO

Alisha Lehmann:

"Gosto de jogar com maquilhagem, qual é o problema? Alisha Lehmann, mediática futebolista suíça que alinha pela Juventus, abordou vários tópicos numa conversa com o canal de Youtube “Small Talk”, incidindo sobre a sua subida à fama.

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9 a 15 de maio de 2025

A

avançado de 26 anos, que se sagrou campeã italiana na sua época de estreia na “Vecchia Signora”, somando dois golos e duas assistências em 22 jogos, começou por contar como foi a sua infância na Suíça, traçando diferenças entre a cultura desse país e a de Inglaterra, onde jogou no West Ham, Everton e Aston Villa entre 2018 e 2024, após deixar o Young Boys. “A educação na Suíça é muito estrita. Ali, todos estamos centrados no trabalho. Noutro países as pessoas são mais relaxadas, mas nós pensamos que temos de trabalhar, comprar uma casa, formar uma família... Isso ajudou-me muito, cresci assim e aprendi o que significa a disciplina. Gostei da cultura inglesa, é muito diferente da nossa. Em Inglaterra, toda a gente é relaxada: saem muito, divertem-se, talvez trabalhem um pouco menos”, comparou. “Quando tinha seis ou sete anos, assinei com um clube. Era muito rápida em pequena, era mais rápida do que os rapazes. Comecei na minha terra e sempre quis jogar. O momento em que tudo mudou foi quando cheguei ao Young Boys, tinha 11 ou 12 anos. Nessa altura, treinávamos de manhã com os rapazes e aos fins de semana jogávamos com as raparigas. Diverti-me, mas não acreditava que pudesse tornar-me numa futebolista a sério. O futebol feminino não era como hoje e eu acreditava que na Suíça ganharia mais dinheiro com um trabalho normal do que como futebolista. Nunca pensei que o conseguiria, vivi a minha vida”, admitiu. Lehmann, que conta com mais de 16 milhões de segui-

dores no Instagram, apontou ainda que a sua popularidade nas redes sociais também contribuiu para a evolução do futebol feminino nos últimos anos: “Quando jovens raparigas te dizem que és o ídolo delas, sentes algo especial. Nunca pensei que poderia ser um ídolo. Estamos a presencial algo incrível, também graças ao último Europeu em Inglaterra e ao Mundial na Austrália e Nova Zelândia”. A concluir, a futebolista também abriu o livro sobre os aspetos negativos dessa atenção mediática e questionou quem a critica por usar maquilhagem em campo ou arranjar as unhas. “Sou uma mulher, sou feminina e gosto de unhas. Não sou lateral, não tenho de fazer lançamentos laterais. As pessoas falam demasiado dessas coisas, não influenciam o que se passa no campo de forma alguma. Sempre me criticaram por estas coisas, mas não me interessa o que escrevem. Há pessoas que não gostam que jogue com maquilhagem, mas qual é o problema? Não faço mal a ninguém. Qual é o problema? Sou mulher e podia jogar sem maquilhagem, mas gosto de a usar e se alguém se chateia com isso, eu gosto. Pinto mais os lábios de propósito só porque há pessoas que podem não gostar, faço-o por eles. Qual é o mal? Não faço nada de mal, gosto disso”, atirou. “Eu nunca diria nada a outras mulheres. As pessoas podem falar sobre como jogo ou não, parece-me bem. É futebol e tudo muda muito rápido, mas sobre a minha vida privada sinto-me ofendida, mas só me disserem pessoas com quem me importo”, acrescentou. O Jogo/MS

FUTEBOL Cristiano Ronaldo Jr chamado aos sub-15 de Portugal

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O filho de Cristiano Ronaldo, Cristiano Ronaldo Jr, foi convocado para a Seleção Nacional de Sub-15. Cristiano Ronaldo Jr está convocado para os Sub-15 de Portugal. O jovem avançado de 14 anos, que está ao serviço do Al Nassr e é filho de Cristiano Ronaldo, foi chamado para o Torneio Internacional Vlatko Markovic, na Croácia. Portugal vai jogar frente a Japão (13 de maio), Grécia (14 de maio) e Inglaterra (16 de maio), tendo ainda um quarto encontro, com um adversário a definir, no dia 18 de maio. Esta é a primeira chamada de Cristiano Ronaldo Jr à Seleção Nacional de Portugal. A seleção de Sub-15 é o primeiro escalão de formação da equipa das quinas. Sapo/MS

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9 a 15 de maio de 2025

João Pinheiro vai arbitrar encontro das meias finais da Conference League com equipa de arbitragem 100% portuguesa

Presidente da UEFA arrasa estádios de Itália:

"São uma vergonha"

O Chelsea x Djurgarden vai ter equipa de arbitragem portuguesa. João Pinheiro vai ser o árbitro principal do encontro.

J

A Federação Portuguesa de Futebol já comunicou oficialmente a data e hora a que será disputada a final da Taça de Portugal entre Benfica e Torreense.

S Creditos: DR

egundo nota divulgada na segunda-feira (5), a final da Prova Rainha terá lugar no Estádio Nacional do Jamor - como habitual - no próximo dia 17 de maio pelas 15 horas e terá transmissão na RTP1. Recorde-se que o Benfica chega a esta final pela quarta vez, tendo conquistado a prova por duas vezes. No entanto, é a presença do Torreense no Jamor é inédita. Será a primeira vez que o conjunto azul-grená irá disputar a final da Taça de Portugal. RMA/MS

Creditos: DR

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oão Pinheiro vai estar nas meias finais da Conference League. O árbitro português foi nomeado pela UEFA para o Chelsea x Djurgarden, encontro a ser jogado na próxima quinta-feira, dia 8 de maio. A equipa de arbitragem escolhida é 100% portuguesa. Bruno Jesus e Luciano Gonçalves serão os árbitros assistentes e Luís Godinho o quarto árbitro. Tiago Martins liderará o VAR assistido por André Narciso. Depois da vitória por 4-1 na Suécia, o Chelsea tem o apuramento para a final praticamente garantido. JN/MS

Final da Taça de Portugal entre Benfica e Torreense com horário definido

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, fez um balanço positivo dos novos formatos das provas europeias que foram estreados esta temporada, numa semana em que serão definidas as finais da Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Conferência.

E

m declarações ao canal italiano “SportMediaset”, o dirigente esloveno considerou mesmo que esta mudança foi “um grande sucesso” pelo facto de ter aumentado a emoção e imprevisibilidade das provas europeias ainda durante a conclusão das respetivas

fases regulares. “Estou mais do que satisfeito. Penso que aqueles que adoram e percebem de futebol entendem que esta época tem sido fantástica. Tivemos jogos realmente incríveis e o último dia da fase de liga foi incrível. Algumas equipas grandes correram um sério risco de serem eliminadas. Por exemplo, o PSG, que está agora nas meias-finais, se perdesse mais um ou dois jogos teria sido eliminado. Então, foi uma época fantástica. Penso que até aqueles que criticam tudo agora entendem. Se o querem admitir, isso já é outra questão”, atirou. Deixando elogios ao Inter, que recebe esta noite o Barcelona (20h00), na segunda mão das “meias” da Liga dos Campeões, depois de ter empatado 3-3 em Espanha, Ceferin arrasou, por outro lado, as condições da maioria dos estádios italianos, isto a sete anos de o país acolher, juntamente com a Turquia, o Europeu de 2032. “Penso que as infraestruturas no futebol italiano são uma vergonha. Vocês são um dos maiores países em termos de futebol, venceram vários Mundiais, Europeus e Ligas dos Campeões. E ao mesmo tempo, entre os maiores países, têm de longe as piores infraestruturas. Sendo honesto, estou um bocado farto destas discussões italianas sobre as infraestruturas, porque só vemos palavras. Espero que a Itália faça alguma coisa, os clubes precisam da ajuda do governo, dos municípios e também de investidores privados. É hora de agir, porque a situação é terrível”, apontou. O Jogo/MS

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9 a 15 de maio de 2025

JUDO

JUDO

Patrícia Sampaio assume liderança Miguel Oliveira regressa à do ranking mundial em -78 kg

competição no GP de França O piloto português Miguel Oliveira (Yamaha) regressa à competição no Grande Prémio de França de MotoGP, no próximo fim de semana, após a lesão num ombro, anunciou esta segunda-feira a equipa Prima Pramac.

“

Creditos: DR

Os últimos exames médicos mostraram uma evolução positiva, permitindo à Prima Pramac Yamaha dar de novo as boas vindas a Miguel Oliveira este fim de semana, em França”, anunciou a equipa italiana, em comunicado. O piloto luso, natural de Almada, falhou três corridas do Campeonato do Mundo de Velocidade (GP das Améri-

N

a atualização que se seguiu aos Europeus a judoca ainda manteve a quarta posição na hierarquia, mas as regras de rolling – com judocas a perderem os pontos mais antigos - permitiram que Sampaio assumisse hoje a liderança mundial. A judoca da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais soma 5.535 pontos, à frente da campeã olímpica, a italiana Alice Bellandi (5.395), e da alemã Anna Monta Olek, adversária que venceu na final dos Europeus, por ippon. Ainda entre os portugueses, a atualização de hoje da Federação Internacional de Judo (IJF) deixa a vice-campeã europeia Catarina Costa (-48 kg) em 10.º, com a queda de uma posição, face à subida da espanhola Laura Martinez Abelenda.

UM MOTIVO

Os Mundiais de Budapeste, agendados para o período entre 13 e 19 de junho, permitem apenas a inscrição de judocas classificados no top-100, o que até ao momento são os casos de Patrícia Sampaio, Catarina Costa, Maria Siderot (-52 kg), Taís Pina (-70 kg), Joana Crisóstomo (-70 kg), Rodrigo Lopes (-60 kg), Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg), João Fernando (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg). As judocas Raquel Brito (-52 kg) e Bárbara Timo (-70 kg), que competiram nos Europeus, ainda figuram no top-100 de -48 kg e -63 kg, mas subiram de categoria com vista ao ciclo olímpico Los Angeles2028 e ainda estão fora da ‘zona’ elegível, em 121.º e 106.º, respetivamente. Rochele Nunes (+78 kg) seria outra com possibilidade para estar nos Mundiais, mas a judoca do Benfica fez uma pausa na carreira e prepara-se para ser mãe. JN/MS

Creditos: DR

A judoca campeã europeia Patrícia Sampaio é a nova líder de -78 kg do ranking mundial, mais de uma semana depois de ter conquistado a medalha de ouro nos Europeus, em Podgorica.

cas, GP do Qatar e GP de Espanha) devido a uma lesão no ombro esquerdo, contraída na corrida sprint do GP da Argentina, quando foi abalroado pelo espanhol Fermin Aldeguer (Ducati) na segunda prova da temporada. O piloto luso terá, ainda, de se submeter à avaliação médica pelos especialistas do campeonato, de forma a ter luz verde para regressar à competição. O espanhol Alex Márquez (Ducati) lidera o campeonato, com 140 pontos, mais um do que o irmão Marc (Ducati), que é segundo. Miguel Oliveira é 21.º, com dois pontos. JN/MS

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37

OLÍMPICOS

O canoísta Emanuel Silva é o novo presidente da Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), com o lançador Francisco Belo a assumir o cargo de vice-presidente e nadador Miguel Nascimento o de secretário-geral, foi anunciado esta segunda-feira.

E

manuel Silva, de 39 anos, sucede na presidência da CAO a João Silva, que também faz parte da direção hoje eleita. O triatleta tinha substituído Diana Gomes no cargo, quando a antiga nadadora se tornou secretária-geral do Comité Olímpico de Portugal. “Os cargos foram atribuídos segundo o regulamento da CAO, por decisão dos novos membros eleitos para a direção”, esclarece a nota publicada no site do Comité Olímpico de Portugal. Além de Emanuel Silva, Francisco Belo e Miguel Nascimento, e do ex-presidente João Silva, foram hoje eleitos para a direção

da CAO outros cinco desportistas: o canoísta Fernando Pimenta, duas vezes medalhado olímpico (também conquistou o bronze em K1 1000 metros em Tóquio'2020), a judoca Catarina Costa, a atleta Cátia Azevedo, a nadadora Tamila Holub e Rui Bragança, já retirado do taekwondo. No ato eleitoral, que decorreu hoje na sede do Comité Olímpico de Portugal, em Lisboa, exerceram o seu direito de voto 94 atletas, com zero votos brancos e nulos. De acordo com o Regulamento da CAO, foram eleitos os nove atletas mais votados, considerando as regras de representatividade, nomeadamente a de um mínimo de três representantes por sexo, e a de um máximo de dois desportistas por modalidade. Concorreram às eleições, além dos nove eleitos, Yahima Ramirez (judo), Marcos Freitas (ténis de mesa), Marta Pen, Marta Onofre e Jéssica Augusto (atletismo). A estas eleições podiam candidatar-se atletas que tivessem participado em, pelo menos, uma das seguintes edições dos Jogos Olímpicos e Jogos Olímpicos de Inverno: Londres'2012, Sochi'2014, Rio'2016, Pyeongchang'2018, Tóquio'2020, Pequim'2022 e Paris'2024. Vice-campeão olímpico em K2 1000 metros em Londres'2012, ao lado de Fernando Pimenta – outro dos atletas eleitos hoje para esta comissão -, o bracarense anunciou a sua despedida da alta competição em abril. O lançador de peso Francisco Belo, duas vezes olímpico (Tóquio'2020 e Paris'2024), será o vice-presidente, enquanto o nadador Miguel Nascimento, que esteve nos Jogos da capital francesa, assume o cargo de secretário-geral. O Jogo/MS

gesto nos Jogos Olímpicos O corredor da equipa espanhola Caja Rural foi galardoado com a categoria "Spirit of Fair Play" nos Prémios Europeus de Fair Play, atribuídos pela organização não governamental European Fair Play Movement, após uma proposta do IPDJ.

A

8 de agosto de 2024, no Velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines, Iúri Leitão lutava com Benjamin Thomas pela vitória, quando o francês caiu a 25 voltas do final, num incidente que poderia ter aberto o caminho para o ouro para o português, que, contudo, quis ter a certeza de que o francês estava bem e que poderiam "voltar a discutir o ouro de forma justa". Leitão revelou que se sentiu “aliviado” por ter percebido que o homem que derrotou na luta pelo título mundial de omnium em 2023 “estava ok”. “Foi um azar. Claro que já estamos num ponto de fadiga tão grande, que muitas vezes não processamos bem as coisas. Ele cometeu um erro. Dois ciclistas à frente subiram e ele caiu. Sinto que seria injusto ele perder o ouro daquela forma. E eu quis ter a certeza de que ele voltava e que estava bem […] e que podíamos continuar, entre aspas, a nossa batalha. Então, no fim, tentei a minha sorte para ganhar o ouro. Acho que foi o melhor e acho que era o mais justo”, defendeu. Iúri Leitão viria a arrecadar a medalha de prata nessa prova, dois dias antes de, ao lado de Rui Oliveira, dar na prova de madison o único ouro a Portugal em Paris2024 e o primeiro de sempre do país fora do atletismo JN/MS

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Emanuel Silva é o novo presidente Iúri Leitão recebe prémio da Comissão de Atletas Olímpicos europeu de fair play pelo

VOLEIBOL

FUTEBOL DE PRAIA

Benfica quebra jejum de meio século e vence título nacional de voleibol feminino

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Portugal vence Japão e assegura meias finais do Mundial

Portugal garantiu a presença nas meias-finais do Campeonato do Mundo de futebol de praia, ao vencer o Japão por 7-6, em jogo dos quartos de final disputado em Victoria.

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ordan, por três vezes, Miguel Pintado, duas , Rúben Brilhante e Bê Martins foram os autores dos golos que permitiram à equipa portuguesa se-

guir em frente, marcando presença pela primeira vez nas meias-finais depois ter ficado ausente nas duas últimas edições. Na próxima ronda da prova, que decorre nas Seychelles, Portugal, atual campeão da Europa e vencedor em três ocasiões do Mundial (2001, 2015 e 2019, as duas últimas sob a égide da FIFA), vai defrontar o vencedor do encontro entre a Espanha e o Brasil. JN/MS

Encarnadas vencem (3-2) Sporting de gos, acabou por vencer os três jogos seguinBraga numa emotiva finalissima que tes e levantar o muito esperado troféu. teve de ser decidia na "negra". No Pavilhão da Luz, a finalíssima teve emoção até ao fim. As encarnadas venceinquenta anos depois do último títu- ram o primeiro set por 25-23, mas o Braga lo, o Benfica voltou a sagrar-se cam- empatou ao ganhar nas vantagens (30-28). O Benfica não se intimidou, voltou a lidepeão nacional de voleibol feminino. As encarnadas venceram o Sporting de rar com um parcial claro (25-15), mas o BraBraga por 3-2 na finalíssima do campeona- ga voltou a reagir e levou a decisão para a to, com os parciais de 25-23, 28-30, 25-15, negra com um 25-23 no quarto set. Nesse parcial decisivo, o Benfica capitali23-25 e 15-13. Foi o décimo título nacional zou o apoio do público e segurou uma curta das lisboetas e o primeiro desde 1974/75. Numa final disputada à melhor de cinco, vantagem na reta final e fechou por 15-13, o Benfica operou uma recuperação notável para conseguir uma histórica conquista. JN/MS depois de ter perdido os dois primeiros jo-

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BASEBALL

What’s going on with the Blue Jays?

Vladimir Guerrero Jr. Foto: Yahoo Sports

The Toronto Blue Jays, despite featuring a lineup filled with offensive stars like Vladimir Guerrero Jr., Bo Bichette, and Anthony Santander, have underwhelmed significantly in one key area: hitting home runs. Coming into the season, fans and analysts alike expected the Blue Jays to be among the league leaders in power hitting. Instead, the team has found itself at the very bottom of Major League Baseball in total home runs—a shocking development considering the firepower they appear to have on paper.

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glaring example of this underperformance occurred during a recent 5–4 loss to the Cleveland Guardians. Toronto failed to hit a single home run in that game, leaving their season total at just 23 long balls. On the same day, the Kansas City Royals—a team not exactly known for a potent lineup—belted seven home runs in one game against the Baltimore Orioles, pushing their total to 25 and overtaking Toronto in the standings. This dropped the Blue Jays to last place in MLB for home runs, a position few could

have imagined for a team with such a high-powered reputation. This trend is not entirely new. The Blue Jays ended the 2023 season with only 156 home runs, which ranked as the fifth-lowest total across the league. While they finished 16th in overall offensive production last year, their lack of home run power was a glaring weakness. It seems that issue has carried over into the new season, despite an upgraded roster and increased payroll. Perhaps this shouldn’t be as surprising

as it feels, considering the precedent set last year. However, it remains disappointing given the names in the lineup and the expectations that followed them into 2025. Much of the scrutiny has naturally fallen on the team's core stars. Guerrero Jr. recently signed a 14-year, $500 million extension—a deal that reflects his past production and the franchise's belief in his future. Between 2021 and 2024, Guerrero averaged 34 home runs per season, with a .887 OPS and a 4.6 WAR, making him one of the most consistent power hitters in the game. Santander has also proven his worth, launching 105 home runs over the past three seasons. Bichette, known for his aggressive swing and extra-base potential, has not yet found his rhythm in the home run column this year. Meanwhile, George Springer—though perhaps past his prime—is having a resurgent season, currently batting .322 and tracking toward his best offensive output in a Blue Jays uniform. Toronto’s payroll, which exceeds $246 million, reflects their win-now approach. With that kind of financial commitment, there’s an expectation of results, especially in a major offensive category like home runs. It’s especially alarming that teams like the White Sox and Pirates—both expected to finish near the bottom of the standings—have outpaced the Blue Jays in home runs so far. There’s still time for the Blue Jays to reverse course. Baseball is a long season, and a hot streak from just a few players could quickly change the narrative. The team has a day off to regroup before heading into a three-game road series against the Los Angeles Angels, which could provide a chance to reset and reignite their power game. For now, though, Toronto remains a mystery: a team built for slugging but struggling to deliver the long ball. RS/MS

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HOCKEY

The Toronto Maple Leafs came into the second round as their biggest playoff underdogs since 2017 — back when their core was still growing facial hair and gaining experience. Fast forward to now: three nights, nine goals, and suddenly, they have the defending champion Florida Panthers reeling. With a chance to end Florida’s run in Fort Lauderdale, Toronto is chasing history. The last team to knock out the Panthers? The 2023 Stanley Cup–winning Vegas Golden Knights.

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egas also led Florida 2-0 in a series — a hole the Panthers have never climbed out of, sitting 0-5 when trailing by two games in a best-of-seven. Leafs fans should savor this — it’s already the deepest playoff run of the Auston Matthews–Mitch Marner–William Nylander–Morgan Rielly era. A thrilling, occasionally nerve-wracking 15-3 run has led them here. But the job isn’t done. The Panthers pushed hard right to the buzzer in Game 2’s 4-3 win for Toronto, and they won’t go quietly. “They got the best of us in their building,” said Florida defenseman Aaron Ekblad. “We’ll find a way to do it in ours.” While Florida bullied their way past Ottawa with shot-blocking and gritty play, the Leafs have responded with higher intensity, smarter discipline, and lethal 5-on-5 scoring. “Shows how dangerous they are,” warned Brad Marchand. “Doesn’t take much for them to score. We have to be nearly perfect defensively.” Toronto has cracked Sergei Bobrovsky — the same goalie who shut them down in

Round 2 two years ago. They’ve scored on him off the rush, from distance, and on rebounds. Mitch Marner’s 56-foot wrister for the Game 2 winner was the latest example. Panthers coach Paul Maurice wasn’t thrilled with Bobrovsky in Game 1, but stood by him after Game 2: “We didn’t give up a ton, but the rush chances were dangerous. The goalie will be fine.” Ekblad added, “God mode — that’s what we’ve come to love about Bobby. Plus, he’s the greatest person on Earth.” Still, all the usual Leafs playoff warning signs — poor special teams, weak goaltending, undisciplined play, top-heavy scoring — have been absent so far. In fact, they’ve responded quickly to every opponent’s surge: in three straight games, goals by Perron, Jones, and Lundell were answered within two minutes by Pacioretty, Rielly, and Marner. This team looks deeper, smarter, and more resilient. “Absolutely,” Marchand admitted. “They’ve added good pieces, especially on the back end. They’re tough, structured, and don’t give up much around the net. Their top guys are making the most of every opportunity.” William Nylander has been the driving force, now tied with Connor McDavid for the playoff scoring lead (13 points). But he’s not alone. Max Pacioretty, healthy and energized, has chipped in six points in three games with top-six minutes. The defense has been active offensively, and even with Anthony Stolarz going down in Game 2, Joseph Woll stepped in calmly and got the win. “That’s what we need,” Nylander said. “Everyone just working hard and doing

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Why these Maple Leafs are the best version we have seen

Toronto Maple Leafs’ Mitch Marner (16) celebrates with goaltender Joseph Woll (60) after defeating the Florida Panthers

all the little things. We didn’t dominate, but we had guys all over the ice doing the details that don’t always show up on the scoresheet.” Pacioretty, whose power-play goal broke Florida’s perfect PK streak and who assisted on Nylander’s goal, knows Bobrovsky won’t stay down. “It’s not going to last,” he said. “We’ve got to make life harder for him next game. Get in his kitchen, keep him deep in his net.” As the series shifts south, the challenge only grows. Florida is desperate — and dangerous. “These series can flip fast,” Marchand cautioned. Still, Brad Treliving has to be pleased with the payoff from adding Pacioretty. At

36, he’s showing he still has game, and the $626,230 in future cap overage feels like a worthy cost. “He’s moving great,” said Marner. “After what he’s been through physically, it’s awesome to see him play at this level.” Craig Berube offered high praise for Nylander: “He thrives in big moments. Pressure doesn’t faze him. That goal he scored — just incredible hands. He’s got elite edgework, and he doesn’t overthink it. He just plays. And honestly, he doesn’t want to hear from me. He just wants to be left alone to do his thing.” RS/MS

The NHL’s newest franchise in Salt Lake City has officially adopted its permanent identity: the Utah Mammoth, set to start at the beginning of the 2025/2026 season. The announcement came Wednesday morning from owners Ryan and Ashley Smith, nearly a year after the relocation of the Arizona Coyotes and an extensive fan engagement campaign. The name "Mammoth" was chosen through a process that involved input and voting from fans across the state, reflecting Utah’s desire for a team that embodies local pride and rugged strength.

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From Day 1, we committed that this team would be built with and for the people of Utah,” the Smiths said in a joint statement. “The community chose the Utah Mammoth brand, and it stands as a symbol of who we are, where we came from, and the unstoppable force we’re building together.” The name replaces the placeholder "Utah Hockey Club," which was used during the team’s inaugural season following the relocation. The Mammoth moniker was

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selected over other finalists such as Outlaws and the original placeholder itself. Another popular fan suggestion, Yeti, had to be withdrawn from consideration due to a copyright conflict with the outdoor cooler company of the same name. The Utah Mammoth will maintain the original color scheme of black, light blue, and white, including the sharp road jerseys with “UTAH” spelled diagonally across the front. While the name has changed, the team’s commitment to establishing a distinct identity in the NHL remains the same. The franchise’s journey to Utah has deep roots. Before becoming the Mammoth, the team was known as the Arizona Coyotes, who played in the desert from 1996 to 2024 after relocating from Winnipeg, where they were originally founded as the Jets in 1972. The Coyotes experienced a tumultuous history in Arizona, marked by financial instability, ownership changes, and arena issues. Despite developing passionate local support and fostering NHL talent like Shane Doan and Clayton Keller, the team struggled to find long-term viability in the Phoenix area.

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In 2023, the NHL approved the sale and relocation of the Coyotes to Utah after a prolonged search for a stable home in Arizona fell through. Ryan Smith, also the owner of the NBA’s Utah Jazz, led the acquisition and relocation effort, vowing to create a sustainable and successful hockey franchise in Salt Lake City. Utah embraced the team wholeheartedly, and fan enthusiasm helped accelerate the branding and identity process. Looking ahead, the Utah Mammoth have an exciting offseason. With the fourth overall pick in the upcoming NHL Draft, over $20 million in salary cap space, and the first phase of arena renovations underway, General Manager Bill Armstrong is poised to reshape the roster and lay the foundation for a competitive team. As the Mammoth charge forward, they carry with them not only the promise of Utah’s hockey future but also the legacy of the Phoenix Coyotes and a long journey from the desert to the mountains. RS/MS

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NHL’s Utah Hockey Club announces Mammoth as team's official name


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Mississauga tops 100,000 building inspections “In addition to delivering excellent customer service, these highly-trained professionals stay abreast of new innovations and construction trends so that we can deliver housing more quickly and make sure our residents are safe and comfortable in their new homes.” The expertise required by building officials continues to advance as the code adopts new regulations around: • Accessibility updates include improvements to barrier-free paths of travel and expanded requirements for accessible signage. • Fire safety enhancements such as sprinkler system expansion and alarm systems with provisions for those with hearing impairments.

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• Energy efficiency and climate resilience updates include improved insulation standards and high-performance windows.

Mississauga building officials completed more than 104,000 inspections in 2024, up almost 10 per cent from the previous year. During the month of May, the City of Mississauga is joining with other communities around the world to recognize Building Safety Month.

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ith 2025 marking the 50th anniversary of the Ontario Building Code, the city wanted to recognize the code’s important role in creating uniform building standards and the critical role building officials play.

“As the housing crisis continues, it’s critical that cities build more homes, faster without sacrificing quality or safety,” states a release. “As part of the building permit process, Mississauga’s building officials ensure that construction complies with the Ontario Building Code and the Building Code Act.” In 2024, more than 95 per cent of the 11,627 units under construction in the city were highrise apartments. Highrise buildings have unique structural, mechanical and safety features that make inspections more challenging than those in

low-rise buildings, the release reads. At over 800 pages, the code Mississauga’s building officials use today is more than double the length it was when it was first established in 1975. “We often take for granted that buildings in Ontario are safe and structurally sound with the appropriate number of exits, washrooms and safe drinking water. But it’s no accident. Our building officials play a critical role in making sure these standards are met,” said Rick Conard, director of building and chief building official, in a statement.

• Structural and safety updates such as snow load requirements for roofs with solar panels and enhanced earthquake design standards. “With more than 104,000 inspections in 2024, Mississauga’s building officials are driving the delivery of new housing and employment space in our city. From architecturally complex towers in our growing downtown to cutting-edge commercial facilities, our inspectors make sure homes and businesses are built safely while helping builders prevent costly delays,” added Andrew Whittemore, commissioner of planning and building. MS

Ontario expanding Skills Development Fund by nearly $1 billion over three years Due mainly to the uncertainty surrounding tariffs, the Ontario government has announced it is expanding its Skills Development Fund (SDF) by nearly $1 billion over the next three years, for a total of $2.5 billion.

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he funding will go towards training and reskilling Ontario workers, including those directly impacted by layoffs resulting from tariffs, states a release. The money includes $705 million in new funding through the upcoming 2025 Ontario Budget to train more workers through the SDF Training Stream, building on the additional $100 million announced in January. Through the upcoming 2025 Ontario Budget, the government is also providing

$150 million over three years starting in 2025–26 to support increased demand in the SDF Capital Stream. This investment will help more organizations build, expand and retrofit their training facilities. According to the release, more than 500,000 workers are expected to be needed to fill job openings in skilled trades-related occupations in Ontario over the next decade. The SDF is comprised of two funding streams: the Training Stream, which supports hiring, training and upskilling programs for jobseekers, apprentices and workers; and the Capital Stream, which supports upgrades or construction of training centres for high-demand jobs in key sectors of Ontario’s economy such as skilled trades. DCN/MS


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SAÚDE & BEM-ESTAR

O que fazer quando começam as dores nas articulações? As dores nas articulações são uma queixa comum, especialmente a partir da meia-idade, embora possam surgir mais cedo. Estas dores podem interferir significativamente com a qualidade de vida, afetando a mobilidade, o sono e até o estado emocional. As causas mais frequentes incluem a osteoartrose e a artrite reumatoide, duas condições que afetam as articulações, provocando dor, rigidez e, por vezes, inflamação.

cias naturalmente presentes no organismo, especialmente na cartilagem. A sua principal função é manter a estrutura e elasticidade da cartilagem, atuando como elementos de construção e reparação. Com o envelhecimento ou em situações de doença articular, a produção destas substâncias pode diminuir, comprometendo a saúde das articulações.

A suplementação com sulfato de glucosamina e sulfato de condroitina tem vindo a revelar-se eficaz na redução das dores artiosteoartrose é a forma mais comum culares, sobretudo quando tomada de forma de doença articular degenerativa. contínua e preventiva. Além disso, estes Caracteriza-se pela perda gradual da compostos ajudam a manter a cartilagem cartilagem, o tecido que reveste e protege as saudável, a melhorar a mobilidade articular extremidades dos ossos dentro das articulae até a retardar a progressão da osteoartrose. ções. Com o tempo, essa degradação leva à dor, limitação dos movimentos e, em casos O selénio, um oligoelemento essencial ao avançados, até deformações. Já a artrite reu- funcionamento do organismo, desempematoide é uma doença autoimune, em que o nha também um papel importante na saúde próprio sistema imunitário ataca os tecidos articular. Com propriedades antioxidantes, das articulações, causando inflamação cró- ajuda a combater os radicais livres responnica. Apesar de estas condições não terem sáveis pela inflamação e degeneração dos cura definitiva, existem formas eficazes de tecidos. Estudos indicam que baixos níveis aliviar os sintomas, retardar a progressão da de selénio podem estar associados a um doença e manter uma boa qualidade de vida. maior risco de desenvolver osteoartrose, Um dos métodos mais estudados e utilizados especialmente nos joelhos. é a combinação de três elementos com origem natural: sulfato de glucosamina, sulfato Prevenir é melhor do que remediar de condroitina e selénio. Uma das vantagens desta combinação é o seu efeito preventivo. Ao contrário de muiUma solução natural e eficaz tos medicamentos que apenas aliviam a dor, A glucosamina e a condroitina são substân- a glucosamina, a condroitina e o selénio

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atuam na origem do problema, contribuindo para preservar a estrutura da cartilagem e prevenir a sua degradação. A glucosamina, em particular, estimula a produção de novos componentes da cartilagem, enquanto a condroitina melhora a retenção de água e nutrientes no tecido, mantendo-o resistente e flexível.

joelho, em comparação com aquelas com níveis baixos. Este dado é particularmente relevante em países como Portugal, onde os solos pobres em selénio dificultam uma ingestão adequada apenas através da alimentação.

É importante optar por suplementos que garantam uma dose diária adequada, sobretudo no caso da condroitina, cuja dose eficaz é geralmente de 800 mg por dia. Para assegurar a qualidade e a eficácia, recomenda-se adquirir estes suplementos em farmácias e seguir as orientações de um profissional de saúde.

A sinergia entre o sulfato de glucosamina, o sulfato de condroitina e o selénio forma um trio poderoso no combate às dores articulares.

Apoio da ciência A eficácia desta combinação está bem documentada. Diversos estudos científicos têm mostrado que a glucosamina associada à condroitina pode reduzir a dor de forma comparável aos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), mas com muito menos efeitos secundários. Para além disso, há indicações de que podem reparar lentamente a cartilagem já danificada, algo que os medicamentos convencionais não conseguem fazer. Um estudo americano com 940 participantes demonstrou que as pessoas com níveis mais elevados de selénio tinham 40% menos risco de desenvolver osteoartrose no

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Um trio de sucesso

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Alívio eficaz da dor: A combinação pode ser tão eficaz como os medicamentos convencionais na redução das dores.

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Componentes naturais: Tanto a glucosamina como a condroitina são naturalmente produzidas pelo corpo e essenciais para a saúde da cartilagem.

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Ação antioxidante do selénio: Ajuda a proteger as articulações contra a inflamação e a degeneração precoce.

Se sofre de dores articulares ou quer prevenir problemas futuros, fale com o seu médico ou farmacêutico. A prevenção e o tratamento precoce são fundamentais para manter as articulações saudáveis e garantir uma vida ativa e sem limitações. MS


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GRÁVIDA, DE NOVO

INFANTA SOFIA

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Rihanna encontra-se à espera do terceiro filho com A$AP Rocky. Os dois também são pais de RZA Athelston, que está prestes a completar 3 anos, e de Riot Rose, de 1, e já manifestaram o desejo de juntar uma menina aos dois rapazes. A cantora, de 37 anos, surpreendeu o público ao surgir na MET Gala 2025, realizada no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, com um look ousado, exibindo orgulhosamente a sua barriga de grávida.

MET GALA

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Prestes a terminar os estudos longe de Espanha e dos pais, a infanta Sofía, que está a estudar no UWC Atlantic College, no País de Gales, o mesmo colégio onde estudou a irmã mais velha, a princesa Leonor, celebra 18 anos.Foi também durante este ano que a filha mais nova de Letizia e Felipe VI se estreou num ato a solo, assumindo assim de forma mais ativa o seu papel na família real espanhola. Simpática e discreta, Sofia é uma apaixonada por desporto – esteve com a família nos Jogos Olímpicos – e também por moda.

Vestida com um conjunto Marc Jacobs, composto por um bustier de lã, jaqueta cropped e uma saia de riscas com cauda, Rihanna completou ainda o visual com um chapéu dramático e um lenço de bolinhas, alinhando-se com o tema deste ano: Superfine: Tailoring Black Style, que celebra o dandismo negro e a alfaiataria como forma de expressão cultural. A cantora chegou ao evento por volta das 22h, sendo uma das últimas a desfilar na passadeira vermelha como tem sido tradição. Durante a entrada, acariciou a barriga diante das câmaras, confirmando a gestação sem necessidade de fazer qualquer declaração. A sua presença era especialmente aguardada, dado que o namorado, A$AP Rocky, foi um dos anfitriões da gala, e já circulavam rumores de que poderiam estar à espera de mais um filho.

50 ANOS

Extravagância e ousadia são dois adjetivos que facilmente se associam ao desfile de celebridades de todas as áreas que acorrem à gala do MET, evento de beneficência dedicado à moda, realizado no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, sempre na primeira segunda-feira de maio. Este ano, os convidados foram desafiados a interpretar o dress code Superfine – Tailoring Black Style uma celebração do dandismo negro e da alfaiataria enquanto forma de expressão cultural. Cortes elaborados e tecidos luxuosos marcaram a edição de 2025, sublinhando o poder da moda enquanto veículo de identidade e afirmação estética.

AVÓ JÚLIA

Ivete Sangalo apareceu num quarto de hospital na última segunda-feira (05) e aproveitou o momento para alertar sobre sua saúde. A cantora passou por uma bateria de exames e destacou a necessidade de ir ao médico. "O vídeo é leve, mas o assunto é sério. Desde que completei 45 anos, faço minha endoscopia e colonoscopia como forma de prevenção e cuidados com a minha saúde. Um exame de suma importância", contou.

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ALERTA IMPORTANTE!

A comemoração foi organizada pela mulher, Victoria Beckham, e durou até de madrugada. Num ambiente íntimo mas sofisticado, o antigo futebolista foi surpreendido com homenagens, momentos musicais e várias recordações partilhadas ao longo da noite. Três dos quatro filhos do casal – Romeo, de 22 anos, Cruz, de 20, e Harper, – estiveram naturalmente presentes e foram dos primeiros a brindar ao pai, deixando mensagens emocionadas também nas redes sociais. Só faltou o mais velho, Brooklyn, de 26 anos, e a mulher, Nicola Peltz, o que voltou a fazer circular rumores de distanciamento entre o casal e a família do modelo. Aos 50 anos, David Beckham continua a ser um ícone de elegância e simplicidade, mantendo o equilíbrio entre a fama e o valor da vida familiar. A festa de aniversário foi, acima de tudo, um tributo à sua jornada de sucesso dentro e fora dos relvados.

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David Beckham comemora 50 anos com festa elegante e intimista. O empresário reuniu família e amigos para uma celebração repleta de estilo e emoções, onde não faltaram figuras públicas da área do desporto, moda e entretenimento, como Tom Cruise, que foi acompanhado de Ana de Armas, Eva Longoria, Gordon Ramsay, Elton John e Guy Ritchie.

Matilde Pêgo, de 32 anos, uma das filhas gémeas de Júlia Pinheiro, foi mãe pela primeira vez. A apresentadora partilhou a novidade no dia 2 de maio no seu programa em nome próprio, nas tardes da SIC, e também nas redes sociais, onde celebrou publicamente a chegada da neta: “O novo sol das nossas vidas acabou de chegar. Nasceu a Pilar, filha da Matilde e do Hugo. Bem-vinda, Pilar.” Dois dias depois, a propósito do Dia da Mãe, assinalado a 4 de maio, Júlia Pinheiro partilhou um novo retrato da recém-nascida, junto dos pais, à saída da maternidade. “O melhor Dia da Mãe. Temos uma nova mamã na nossa família. E um bombom chamado Pilar. A vida é prodigiosa”, escreveu na legenda. Recorde-se que, embora esta seja a primeira vez que uma das filhas biológicas de Júlia Pinheiro tem um filho, a apresentadora já se considerava avó há algum tempo, graças à relação próxima e afetuosa que mantém com Benedita e Francisca, filhas da sua enteada, Sofia, fruto do primeiro casamento de Rui Pêgo, com quem a apresentadora é casada há 39 anos. Além de Matilde, Júlia e o ex-radialista têm mais dois filhos em comum, Carolina, gémea de Matilde, e o ator e apresentador Rui Maria Pêgo, de 36 anos.


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artesonora Paulo Perdiz

Trovante e o seu regresso Em 2026, a música portuguesa celebra um dos seus mais simbólicos regressos: o Trovante, grande banda da música popular portuguesa, volta aos palcos para assinalar 50 anos. Com dois concertos únicos agendados para 21 de março, na MEO Arena, em Lisboa, e 28 de março, na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto, a banda promete fazer vibrar gerações de fãs sob o lema “Viver tudo numa noite”. Formados em 1976, o Trovante foi uma das bandas mais relevantes do panorama musical português nas décadas de 70 e 80.

A

sua sonoridade única, que funde influências do folk, jazz, pop e da música tradicional portuguesa, rapidamente conquistou o público e a crítica. Com letras com alma portuguesa e arranjos musicais que espelham a riqueza cultural do país, o Trovante deixou uma marca profunda. Entre os seus temas mais emblemáticos estão “Perdidamente”, baseado no poema de Florbela Espanca, “125 Azul”,

“Balada das Sete Saias” e “Memórias de um Beijo”. Esta última, aliás, inspira o mote do regresso da banda — “Viver tudo numa noite” —, uma promessa de reencontro emotivo com um repertório que atravessou gerações. Os concertos de 2026 ganham um peso simbólico ainda maior ao contar com a formação clássica do grupo: Luís Represas, voz inconfundível e rosto principal do Trovante, volta a juntar-se a João Gil (guitarra), Miguel Faria (baixo), Artur Costa (teclas), Fernando Júdice (guitarra portuguesa), António José Martins (percussão), José Salgueiro (bateria) e João Nuno Represas (percussão e coros). Esta reunião não é apenas uma celebração da carreira da banda, mas também uma evocação de uma época da música portuguesa em que o Trovante contribuiu para a afirmação de uma identidade musical própria, pós-revolução, num país em transformação. A sua música foi, em muitos sentidos, a banda sonora de uma nova liberdade. O percurso do Trovante está profundamente ligado à evolução cul-

Aos sábados 7h30 às 9h na

tural e política de Portugal. Surgiram dois anos após a Revolução dos Cravos, num tempo de efervescência cultural e de redescoberta da identidade nacional. Com uma sonoridade eclética e uma postura artística de compromisso com o país, o Trovante ajudou a construir uma nova consciência musical. Apesar de se terem separado oficialmente em 1990, o Trovante manteve uma aura mítica. Reuniu-se esporadicamente em 1999 para um concerto único no Pavilhão Atlântico, mas desde então tem estado afastado dos palcos. Por isso, o anúncio deste regresso é especialmente marcante — talvez irrepetível. O slogan escolhido para estes espetáculos — “Viver tudo numa noite” — sugere muito mais do que um simples revivalismo, é um convite ao reencontro com emoções, memórias e valores que resistiram ao tempo. É uma oportunidade para quem cresceu com a música do Trovante reviver momentos, e para os mais jovens descobrirem ao vivo o poder de uma banda que continua atual. A escolha dos locais — a MEO Arena

aos domingos 10 ao meio dia

e a Super Bock Arena — não é casual, são os maiores e mais emblemáticos palcos das duas principais cidades portuguesas, espaços ideais para acolher milhares de pessoas em comunhão com a música e a história. Esperam-se concertos carregados de simbolismo, energia e, inevitavelmente, emoção. Nas redes sociais, desde o anúncio do regresso, os comentários não deixam dúvidas sobre o entusiasmo gerado. Fãs de todas as idades expressam alegria, surpresa e emoção, muitos contam como a música da banda marcou momentos das suas vidas: primeiros amores, viagens, despedidas, reencontros. Embora não tenha sido anunciado se estes dois concertos serão os últimos da banda, o caráter comemorativo e excecional dos mesmos faz antever que esta possa ser uma derradeira celebração conjunta. Um fecho de ciclo perfeito, digno da grandeza de uma banda que atravessou tempos e gerações. E, para os que estiverem presentes, será mesmo possível “viver tudo numa noite”.


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Palavras cruzadas

Sudoku

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MILÉNIO | PASSATEMPOS

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

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7 9. Trocar palavras, ideias (com alguém), sobre qualquer assunto 10. Analisar questionando; levantar questões a respeito de (algo); examinar detalhadamente 11. Extrair ou raspar os pelos de 12. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se) 13. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder 14. Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si 15. Voltar ao lugar de onde partiu; regressar

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1. Exprimir por meio de palavras 2. Fabricar manualmente ou em máquina caseira 3. Fazer estimativa de; avaliar, calcular 4. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição 5. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa 6. Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas) 7. Submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar 8. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

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Culinária por Rosa Bandeira

Cordon Bleu de vitela

Credito: DR

Jogo das 10 diferenças

Caça palavras

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VO L U N TÁ R I O S I M I G R AÇ ÃO R E F UG I A D O S PA Í S E S O P O RT U N I DA DE CHEFES BA R R E I R A S C R I A NÇ A S V I DA FA M Í L I A F UG I R AMANHECER S O L I DA R I E DA DE U N I ÃO C A SA

Ingredientes

Modo de preparação

• 8 escalopes de vitela • 4 fatias de presunto • 4 fatias de queijo • Farinha para panar • Pão ralado para panar • 2 ovos batidos • Sal e pimenta q.b. • óleo para fritar

Colocar os bifes no recipiente e temperar com sal e pimenta, colocar em quatro escalopes uma fatia de presunto e outra de queijo e cobrir com o restantes escalopes. Passar os escalopes pela farinha depois pelos ovos batidos e passar depois pelo pão ralado. Apertar bem os escalopes para o pão ralado aderir bem. Fritar em óleo quente até ficarem dourados. Pode acompanhar com arroz e uma salada. Bom apetite!


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OLHAR COM OLHOS DE VER

Path. Créditos: Sean Dadson

Altar. Créditos: Paulo Perdiz

Ligação entre a prancha e o Mar. Nazaré - Portugal. Créditos: Lisbeth Domingues


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CARNEIRO 21/03 A 20/04 O Sol está na Casa do poder financeiro. Poderá melhorar a sua situação financeira. Será um bom momento para analisar o seu mundo interior ou o interior dos outros através dos seus recursos. Deixe de querer ser o centro das atenções e use os seus recursos para alegrar e dar prazer àqueles que estão à sua volta. TOURO 21/04 A 20/05 Energia e criatividade são as palavras-chave. O esforço com que neste momento se dedicar aos trabalhos que tenha em mãos tem boas hipóteses de conduzir ao sucesso. Tenderá a valorizar mais a sua independência do que habitualmente, pelo que a vida sentimental não está agora na primeira linha das suas preocupações.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

LEÃO 22/07 A 22/08 Ao longo desta semana sentirá uma intensa energia física e espírito criativo o que irá ajudar na tomada de decisões, de novas iniciativas e de novos projetos. No entanto, não deixe de ponderar as opiniões dos outros e não descuide a sua vida afetiva. Não se esqueça de que o exercício físico poderá ajudar a gastar as energias em excesso.

Nesta altura estará mais permeável para transmitir a sua energia e alegria aos outros. A disponibilidade de dar e receber vai ser ligeiramente diferente. Poderá ser considerada uma atitude um pouco egoísta pois vai estar com a sua receptividade menos disponível às necessidades dos seus interlocutores.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Durante este trânsito a sua sensibilidade emocional estará muito mais acentuada e receptiva pelo que poderão acontecer grandes transformações e mudanças nas suas formas de relacionamento afetivo. Do ponto de vista financeiro, será uma altura em que haverá boas condições para obter proveitos monetários do seu cônjuge ou sócios.

Trata-se de um momento emocionalmente muito intenso em termos interiores e a nível da relação a dois. Uma mudança profissional poderá ocorrer nesta altura que poderá trazer resultados frutuosos no futuro. Aproveite para transformar uma dada situação ou resolver assuntos que não tenham ficado totalmente resolvidos.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Com a passagem do Sol nesta Casa, está aumentada a sua capacidade de distinguir aquilo que realmente está a fazer daquilo que pensava que estava a tentar fazer. Dê ouvidos à sua intuição, pois também nesta semana terá mais facilidade de, num segundo, conseguir algo que habitualmente demora muito tempo a descodificar racionalmente.

É o mundo dos afetos que mais vai estar em evidência enquanto Vénus transitar pela sua Casa VII. Não é o momento ideal para se envolver em lutas ou conflitos. Um novo amor poderá surgir nesta altura. Há um maior desejo de intimidade, de expressar e de receber afeto, o que lhe trará grande satisfação.

Neste período estão beneficiados os contatos, as comunicações e as pequenas viagens. Os seus pensamentos estão mais claros. Tem necessidade de trocar ideias com as pessoas que o cercam e uma maior capacidade de se inserir no seu dia-a-dia. Esta é uma boa altura para ler mais e para reorganizar o seu trabalho.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Está neste momento com mais facilidade de comunicar, de trocar ideias, de fazer contatos, contratos e negócios, o que poderá fazer agora, caso necessário, através dos novos meios de comunicação. Sente capacidade de pôr em prática as ideias inovadoras que tem. Aproveite para melhorar a sua vida no campo profissional. Esta é uma boa altura para fazer planos de futuro.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

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PEIXES 20/02 A 20/03

Fase profissional muito positiva. A sua ambição e desejo de vencer, irão fazer com que trabalhe afincada e perseverantemente, a fim de atingir os seus objetivos. Apesar de se sentir melhor a trabalhar sem interferências e gozando de plena autoridade, seja tolerante com os colegas e agradeça as ajudas recebidas.

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Nesta altura, em que Vénus transita na Casa dos bens e da vida material, irá atravessar um período de boas oportunidades financeiras, mas precisará de ter um pouco de cuidado com essa tendência de ser extravagante e exagerar nos seus gastos. Por outro lado, irá identificar-se mais com aquilo que possui ou valoriza.

THIS MOTHER'S DAY, EVERY BITE SUPPORTS A BRIGHTER FUTURE FOR SENIORS AT THE MAGELLAN CENTRE

CELEBRATE

SUNDAY MAY 11 IAL SPEC E! C I PR

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MILÉNIO | CLASSIFICADOS

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9 a 15 de maio de 2025

Classificados Precisa-se de casais para limpeza de escri- Aluga-se quarto para homem na area da Catório, com chave, na zona do Aeroporto, ledonia e St. Clair. Contatar (647) 824-6283 (Etobicoke) a partir das 6:00 pm. Trabalho a tempo parcial. (part time), Tem que ter carro. Para mais informações é favor contactar: (416) 857-3649. Cabeleireira licenciada Manuela - está disponível para realizar serviço ao domicílio. com 20 anos de experiência. Fala português. Atende pessoas idosas, crianças, homens e mulheres. Especializada em corte, cor e madeixas. Área de Toronto. Contacte para todas as necessidades com o cabelo: (647) 761-9155

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Agenda comunitária

Associação Migrante de Barcelos MotoGalos

1263 Wilson Ave, Toronto - Maio 17 - 7pm 3ª aniversário animação com David e Emanuel Moura vindos de Portugal e a presença do Padre Esteves. Reservas (647) 949-1390 ou (416) 831-8251

First Portuguese

das coroas às 10:30 am (2451 Old Bronte Rd. em Oakville, a missa será celebrada às 11 am, serão servidas as tradicionais sopas e alcatra. Arraial, arrematações, ranchos folclóricos e animação com o DJ cockatil. Informações (416) 616-6740 ou (289) 242-3808

Luso Canadian C. Society Golf Tournament

Festa do Divino Espírito Santo

8525 Mississauga Rd., Brampton

60 Caledonia Rd, Toronto - Maio 30 - 9am

and 6378 Trafalgar Road, Milton, June 13

Golf Tournament is an important fundraiser that supports our quality programs & services for individuals living with disabilities & their families. Each year, this much anticipated event is sold out! Associação Migrante de Barcelos So mark your calendarand stay tuned 1º Encontro das Freguesias de Barcelos for a “Registration Open” email coming soon. Information on Registrations & 7050 Bramalea Rd. Mississauga - 8 Junho Sponsorship opportunities will be made 12pm available soon. Stay tuned to our website for more Golf information. Contact Um evento aberto a toda a comunidade, 905-858-8197 or info@lusoccs.org for receção ap Presidente da Camara de Baradditional information. celos e sua comitiva, ranchos folclóricos, entretenimento com Duo Raça Latina. Reservas (647) 949-1390 e (416) 831-8251 Celebrar o divino Espírito Santo. Sócios grátis, não sócios $20,00. Reservas (416) 531-9971

Filarmonica Lira bom Jesus

Portuguese C.I. Moviment Festa do divino Espírito Santo

Várias localizações (abaixo) - Junho 14 a 21 Grande festa da 1ª Irmandade do Divino Espírito Santo de Mississauga. Benção do pão, carne e vinho será nos dias 13 e 14 de junho e distribuição das pensões no salão da igreja São José de Oakville aos irmãos de Brampton, Oakville e Hamilton. Nos dias 20 e 21 de junho, missa e procissão

Festa Santíssima Trindade

2451 Old Bronte Rd. Oakville - 15 Junho 10 am Festa da Santíssima Trindade em Oakville a ser realizada na igreja St. Joseph's Catholic em Oakville, com procissão, sopas do divino Espírito Santo e animação com Henrick Cipriano. Entre em contato para receber as pensões com antecedência. Reservas (416) 457-4135, (289) 242-2781 ou (905) 510-1862

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