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Ano 03 • Número 06 • Maio a Agosto de 2008

A s s e n saçõ e s d o lux o m o d e r no do Exclusividade, bom gosto, inovação, sensibilidade e raridade. O luxo está em alta e muito relacionado às sensações e ao estilo de vida das pessoas. Mais: Paisagismo • Tecnologia • Estética • Leitura• Vinhos • Viagem • Moda • Gastronomia


editorial

índice

7 8

Cliente Uma atleta olímpica morará no Cosmopolitan.

Luxo é cuidar das plantas Gilberto Elkis é o paisagista dessa edição.

FOTO: ©ISTOCKPHOTO.COM / ALVAREZ

10

Dormir bem para acordar bem O colchão personalizado, de acordo com sua altura e peso, é garantia de bom sono e dia excelente.

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Terapia à base de uva

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O caminho intelectual para o luxo

16

Proteção com estética arquitetônica

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Luxo sobre rodas

A vinoterapia utiliza matéria-prima do vinho.

Três livros sobre hábitos e consumos sofisticados.

Blindagem arquitetônica protege residências.

Maybach, um carro exclusivo e artesanal. FOTO: ROSELI MELNICK / DIVULGAÇÃO

O que é luxo? Uma obra de arte, Luxo hoje é raridade, exclusividade, mas expressão de sensações.

colunas

Vale comentar a mudança por que passou a palavra luxo neste novo momento. Agora, o luxo significa principalmente bom gosto, exclusividade, inovação, sensibilidade e raridade, como disse o consultor Carlos Ferreirinha em entrevista para a Melnick Magazine. Enfim, luxo não é ostentação, mas personalidade. Nossos clientes conhecem bem esses conceitos, que procuramos empregar nas obras desde a nossa fundação, há 16 anos. Sempre tivemos a preocupação em oferecer a melhor tecnologia construtiva e os melhores produtos. Enfim, uma prática que nos levou à liderança nos empreendimentos em alto padrão no Rio Grande do Sul. Atualmente, o luxo está em toda a parte, como se pode observar na reportagem de capa, que além de dar uma visão geral sobre o tema, detalha sua presença nas moradias. Para isso, apresentamos as opiniões e o trabalho de seis profissionais que estiveram presentes na Casa Cor RS 2008. Além disso, há luxo nos automóveis, como o Maybach, que abordamos na sessão “Veículos”. Também se pode ter luxo em jardins, como explica Gilberto Elkis em “Paisagismo”. Existe inclusive literatura sobre o tema. Apresentamos três sugestões na sessão “Leitura”. O lazer é outra atividade que se pode ter com luxo, seja nos equipamentos de som, seja numa viagem às ilhas resorts das Maldívas.

Boa leitura!

20 Luxo no jardim Por Cynthia Garcia

Alto padrão em lojas Por Fernando Ely

Salmão com molho de aspargo Por Gilberto Timmers

As ilhas resorts das Maldivas Por Beto Conte

31

Nesta edição, focamos o mercado do luxo, desde a capa até a última página. Esse mercado teve um acentuado crescimento mundial nos últimos 25 anos, e no Brasil mais recentemente, por diversos fatores, entre eles, a diversidade de produtos exclusivos e a procura por melhor qualidade de vida.

Veja nessa edição tudo sobre os novos empreendimentos da Melnick Even e envie sugestões e/ou críticas para o e-mail melnickmagazine@melnick.com.br.

um carro, um estilo de vida.

principalmente

O mercado do luxo

O poder da exclusividade Por Anita Freire

Juliano Melnick

expediente A Melnick Magazine é uma publicação da Interna Projetos Editoriais, sob licença da Melnick Even Incorporação e Construção Ltda. As opiniões, entrevistas, artigos e colunas assinadas são de inteira responsabilidade dos autores. É vedada a reprodução total ou parcial do conteúdo sem prévia autorização e sem citação da fonte. Edição, reportagem, revisão, comercialização e diagramação

Coordenação Andrea Teixeira Andréia Cardoso Juliano Melnick

(51) 3019-5643 www.interna.com.br Jornalista responsável: Marco Antônio Schuster MTb 4.116/RS

Impressão Maredi 3.000 exemplares Projeto gráfico Parla Comunicação

Foto de capa: ©istockphoto.com/aldra

FOTOS: CONTE FREIRE / DIVULGAÇÃO

34

Surpresa norte-americana

36

Notas Melnick Even

O alto prestígio dos vinhos da Califórnia.

Nova sede, Eixo-M, Casa Cor e lançamento na Cidade Baixa.

R. Engenheiro Veríssimo de Matos, 255 Fone 3388 1818 - www.melnick.com.br


FOTOS: INTERNA

cliente

Ano de vento a favor, esse 2008, para Fernan-

de linha da Linha Serum, feitos com ingre-

da Oliveira. Ela é a principal velejadora bra-

dientes refinados e nobres como partículas

sileira, participa das Olimpíadas em Pequim

de ouro, em tons amarelos para dar sorte em

e prepara-se para casar em novembro. Já es-

Pequim. Essa atleta formada em Administra-

colheu o apartamento no Cosmopolitan e foi

ção — o que lhe permite administrar a pró-

no espaço de lazer do empreendimento que ela

pria carreira — chegou ao Cosmopolitan por

recebeu a nossa reportagem.

informações de amigos: “Nós conhecemos a

A conversa com a Melnick Magazine ocorreu três dias antes de sua partida para as Olimpía-

maneira da Melnick trabalhar, o alto padrão e o capricho com os detalhes”.

das de Pequim, onde ela e Isabel Swan, orien-

Moradora de uma casa na Zona Sul, com os

tadas pelo técnico Paulo Ribeiro, representam

pais, há mais de 20 anos, Fernanda procu-

o Brasil na classe feminina 470. Essa é a ter-

rava uma moradia que compensasse a per-

ceira olimpíada de Fernanda, que conquistou

da de espaços comuns em casas: “Além da

o primeiro título aos 14 anos, em 1994, o estadual de Optimist. Não parou mais, somando 11 títulos nacionais em 470, 11 pré-olímpicos e mais títulos nacionais e internacionais destacados, como o quinto lugar no “Trofeo Princesa Sofia” em Palma de Mallorca, Espanha, em 2008. Atualmente, é a melhor do ranking nacional.

“Nós conhecemos a maneira da Melnick trabalhar, o alto padrão, o capricho com os detalhes. ” 7

boa estrutura dos apartamentos, a área de lazer é ótima, com piscina, sala de fitness e espaço para as crianças, quando a gente tiver filhos”. Ela revela que a paixão pelo Cosmopolitan aconteceu antes da entrega do prédio. Desde então foram analisando a situação, negociando com a construtora até concretizarem a compra: “Sempre foi um

Demonstrou agradecimento e satisfação ao

sonho comprar um apartamento aqui. Esta-

receber o kit da Body Store com produtos top

mos realizando”.

Rua Olavo Barreto Viana, 36 - loja 218 Fone: (51) 3028.2710 www.emporiobodystore.com.br


pa i s a g i s m o

FOTOS: DIVULGAÇÃO / GILBERTO ELKIS

Luxo é cuidar das plantas Um vaso de temperos pode ser objeto paisagístico. “Ele traz uma série de sensações, pelas cores, pelo olfato, como o cheiro do manjericão. Depois, pode-se colher elementos dele para fazer uma pasta, o que projeta novos sentimentos ao saboreá-la”. Quem afirma isso? Ninguém menos de Gilberto Elkis, um dos grandes nomes do paisagismo brasileiro. Existem trabalhos dele em diferentes cantos do mundo: hotéis, bancos, condomínios, residências e até áreas rurais no Brasil, nos Estados Unidos, na Suíça e em Angola. Talento reconhecido internacionalmente há mais de 20 anos, Elkis nasceu em São Paulo, passou a infância no litoral paulista nos anos 60, fez estágios de paisagismo na Califórnia, com produtores como Evergreen e Springtime Growers, e daí pra frente o aprendizado foi autodidático, usando um método que sugere a todos: “Basta ter visão e observar a natureza”.

8

“O luxo não está nas plantas, mas em acessórios como gazebos, mobiliários, vasos e tecnologia.” Gilberto Elkis, paisagista.

Essa história e mais a paixão pelos quatro elementos, “adoro o fogo, a terra, a água e o ar”, norteiam seu trabalho: “Não chego a ter um estilo rígido. Procuro despertar os sentidos do homem”, diz. Seu escritório fica em frente a uma praça numa rua sem saída, na Vila Madalena em São Paulo: “Fiz um galpão. É um espaço aberto para o verde”. E o verde cabe em qualquer espaço: “Há diversas maneiras de proporcionar ao morador ambientes naturais”, garante. O vaso com

temperos é um exemplo disso. Outro é uma pequena fonte num terraço: “Com ela se tem o som da água correndo, tem movimento aguçando a visão”. As idéias básicas tanto valem para os pequenos ambientes como para jardins de condomínios, residências e estabelecimentos comerciais. “As plantas são muito simples”, acredita. “A natureza é um presente de Deus, é uma dádiva. Elas não têm moda, nem tendência. Isso é coisa que a imprensa gosta de fazer. Todas são belas”. O luxo não está nelas, mas em acessórios como “gazebos, mobiliários, vasos e tecnologia”. Mesmo assim, com parcimônia: “A iluminação pode produzir diferentes efeitos de cores. As lâmpadas de leds ajudam muito. A irrigação é outro recurso tecnológico. Mas é preciso uma orientação cuidadosa no uso. A tecnologia deve ajudar o verde”. Na verdade luxo ambiental é saber cuidar das plantas. “Muitas vezes, se sufocam plantas em locais de baixa luminosidade, é um assassinato que se faz”, reclama. Deve-se colocálas em peças arejadas, bem iluminadas e respeitar o ciclo de cada uma: “A planta que está florescendo é a mais bela”, finaliza Elks.


dia-a-dia

FOTO: ©ISTOCKPHOTO.COM / ALVAREZ

Dormir bem para acordar bem Muitas vezes não acordamos bem e nem suspeitamos quem é o verdadeiro respon-

“Estudos ortopédicos apontam que cada pessoa precisa de no mínimo 80 centímetros de largura para dormir.”

sável pelo nosso deplorável estado de espírito. Acusamos o estresse, a janta farta, o chá preto, o café, o álcool e, no entanto, quem também precisa ser investigado é o colchão. Ele mesmo. O colchão ainda não recebe a atenção devida, diz Letícia Pedroso Barcellos, diretora de Expansão da Cia. do Sono, “mas a ciência evoluiu nos últimos anos e mostra que ele é tão importante para dormir quanto uma iluminação adequada, som ambiente e outros detalhes”.

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plica Letícia. Mas até para relaxar são necessários cuidados. Um colchão macio demais, por exemplo, pode ser enganoso, diz ela, “porque não sustenta nosso peso e a musculatura continua trabalhando”. Também não se pode fazer o contrário, escolher um colchão duro demais, pois impediria que “nossa coluna

A função do colchão não é apenas ser con-

vertebral mantivesse sua curvatura natural”.

fortável. Ele deve sustentar o nosso esquele-

Nos dois casos, os resultados são ruins. As es-

to quando deitamos. “A nossa musculatura

truturas dos colchões precisam atender tam-

faz isso enquanto estamos de pé. Mas ela

bém ao peso e às características físicas de

precisa relaxar e se recompor no sono”, ex-

cada pessoa. “Graças à miscigenação, temos


diferenças anatômicas incríveis no Brasil”,

o colchão ideal”. É o fim daqueles desníveis

acrescenta. Tem mais: “Estudos ortopédicos

por causa do peso maior de um, ou do outro

apontam que cada pessoa precisa de no mí-

dormir num colchão duro demais para o seu

nimo 80 centímetros de largura para dormir.

corpo.

Um colchão tem que ter dimensões, estrutura interna e composição que respeitem a condição física e atenda as necessidades ergonômicas das pessoas”.

Agora, colchão ruim pode prejudicar o sono, mas colchão bom não resolve outras causas de dormir mal. Evite levar as preocupações do trabalho para casa, álcool, cigarros e refei-

Como cada ser humano é diferente do outro,

ções exageradas à noite, tente deitar sempre

este princípio indica que também nessa área

no mesmo horário, inclusive nos finais de se-

a personalização, acredita ela, “é um caminho sem volta”. Melhor que comprar um colchão pronto é montar um, de acordo com a exigência do corpo e estilo de vida, mesmo que isso signifique tipos de colchões diferen-

mana, pratique algum esporte durante o dia, mantenha o quarto arejado, faça exercícios de relaxamento e tome um banho quente antes de deitar. Se não pegar no sono em 30 minutos,

“Um colchão tem que ter dimensões, estrutura interna e composição que respeitem a condição física e atenda as necessidades ergonômicas das pessoas.”

levante, vá ler em outro cômodo.

tes para duas pessoas que partilhem a mes-

Dormir é uma necessidade do corpo. E não é

ma cama: “Nossos atendentes recebem uma

pouco tempo. A maioria precisa em média de

formação específica e se informam sobre

oito horas diárias. Dessa forma, o dia rende

medidas e hábitos dos clientes para montar

muito mais, e com muito bom humor.

11


Terapia à base de uva “Os produtos Caudalie combinam ervas, óleos essenciais e moléculas estabilizadas da vinha, sem qualquer conservante químico. São absolutamente naturais, o que os torna únicos no mundo e profundamente eficazes.”

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A diferença entre vinhoterapia e vinoterapia é bem maior que a ausência da letra “h” na segunda opção. Na primeira, a proposta é de banhos em água misturada com vinho e até a degustação de vinhos. A segunda utiliza subprodutos gerados na produção de bons vinhos. É dessa que vamos tratar. É uma proposta francesa, de 1993, para quem busca rejuvenescimento da pele, relaxamento e desintoxicação de forma natural. O produto básico deste tratamento são moléculas chamadas polifenóis, que a uva produz em alta quantidade para defender-se de pragas e doenças. Mas nem tudo da uva é utilizado na fabricação do vinho. E esta sobra está cheia de polifenol. Pois a farmacêutica Mathilde Cathiard Thomas, herdeira do Château Smith Haut Lafitte, uma vinícola de grandes vinhos franceses, percebeu que a sobra poderia ter um destino melhor que simplesmente virar adubo. Encomendou pesquisas e criou, em sociedade com o marido Bertrand, uma linha de tratamento natural a base de uva, a Caudalie. Hoje, a empresa vende mais de 10 milhões de produtos em 25 países. Um desses países é o Brasil. O Villa Europa Hotel & Spa do Vinho Caudalie Vinothérapie implantou, em Bento Gonçalves, a vinoterapia. Deborah Villas-Bôas Dadalt, uma das diretoras do empreendimento, diz que os polifenóis “promovem hidratação e nutrição da pele e reforçam a membrana celular” o que regenera e rejuvenesce a pele. “Os produtos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

estética

Caudalie combinam ervas, óleos essenciais e moléculas estabilizadas da vinha, sem qualquer conservante químico. São absolutamente naturais, o que os torna únicos no mundo e profundamente eficazes” completa ela. O spa gaúcho fica longe da região urbana e o que se vislumbra no horizonte é paisagem natural de morros, matas e céu límpido. Um tratamento vinoterápico contempla ainda banhos em barricas semelhantes às dos primeiros vinicultores gaúchos, aromas de ervas e flor de uva, massagens, esfoliações, hidroterapia e mais 30 opções. Ah, já aquele cálice de vinho não está proibido, mas depois da temporada vinoterápica.


leitura

O caminho intelectual para o luxo Nesta edição, mudamos ligeiramente o perfil da sessão leitura. Em vez de um autor, vamos abordar um assunto: o luxo, como mercado e cultura. Para quem está interessado em conhecer mais o tema, o consultor Carlos Ferreirinha sugeriu três livros, de autores diferentes, o que garante variedade de abordagem e maior conhecimento para o leitor. Gilles Lipovetsky nasceu na cidade francesa de Millau em 24 de setembro de 1944. Professor de filosofia da Universidade de Grenoble, destacou-se como teórico da pós-modernidade e surpreendeu a academia nos anos 1980 quando começou a discutir moda. Desde então, dedica-se a apresentar idéias renovadoras sobre consumo, moda e luxo. Entre os livros que escreveu estão: A Era do Vazio, O Luxo Eterno, O Império do Efêmero. Jean Castarède, também francês, de Bordeaux, nasceu em 1934 e é doutor em ciências econômicas por duas das melhores faculdades da França. Foi trabalhando em instituições do governo francês que se especializou no mercado do luxo a partir dos anos 80. Em 1990, participou da criação dos primeiros MBAs do luxo na França. Jurandir Freire Costa é psicanalista brasileiro, nascido no interior de Pernambuco em 1944, 14

estudou psiquiatria em Paris e é professor na Universidade do Rio de Janeiro. Seu campo de atuação abrange ainda filosofia e política, por isso trata de temas variados em artigos, palestras e livros.


Onde comprar

Sugestões de leitura

Siciliano Moinhos Shopping Rua Olavo Barreto Vianna, 36 – loja 319 Moinhos de Vento - Telefone: 51. 3222.7595 e-mail: loja0097@siciliano.com.br

Siciliano Shopping Iguatemi Av. João Wallig, 1.800 - loja 2249 Chácara das Pedras - Telefone: 51. 3328.9400 e-mail: loja0073@siciliano.com.br

O Luxo Eterno — Da Idade do Sagrado ao Tempo das Marcas Gilles Lipovetsky & Elyette Roux — Companhia das Letras. O livro tem dois ensaios. No primeiro, “Luxo eterno, luxo emocional”, Lipovetsky faz uma espécie de “história do luxo” e conta que, originalmente, tinha relação com esbanjar. O conceito mudou e hoje o luxo se democratiza. O segundo ensaio “Tempo do luxo, tempo das marcas” é da especialista em marketing e gestão de marcas de luxo Elyette Roux e analisa as atuais marcas de luxo.

O Luxo: os Segredos dos Produtos Mais Desejados do Mundo Jean Castarède – Editora Barcarolla. Um guia curto e bom porque aborda os aspectos cultural, econômico, histórico, comercial — além da gestão de negócio — do luxo na Europa, principalmente na França. O texto tem relatos curiosos de pessoas que ao longo da História envolveram-se com o luxo. Voltaire, por exemplo, um filósofo do século 16, tinha uma fábrica de relógios de bolso.

O Vestígio e a Aura – Corpo e consumismo na moral do espetáculo Jurandir Costa Freire – Editora Garamond Universitária. Não é o luxo o principal assunto, mas o consumismo no Brasil. Freire diz que existe uma angústia muito grande nas pessoas por haver uma perda de valores tradicionais em relação a uma “moral do espetáculo”, gerando desequilíbrios no corpo. Porém, isso tem aspectos positivos: não se trata de uma perda total de valores, mas de uma nova hierarquização deles.

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segurança

FOTOS: BLINDAÇO / DIVULGAÇÃO

Proteção com estética arquitetônica Casa protegida, sem perder a beleza. Numa frase assim pode-se resumir à “blindagem arquitetônica”, um conceito que procura unir estética com segurança na mesma construção.

“Antes a blindagem era em guaritas, portarias e pequenas construções. Agora, está em grandes obras. Há prédios inteiros blindados”

Embora seja uma tecnologia com 20 anos no país, sua utilização era pequena e praticamente restrita a São Paulo. A situação mudou recentemente e com tanta rapidez que a Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem) criou uma câmara especial para regularizar esse mercado no ano passado.

Portas, visores, passadocumentos, venezianas, tudo é blindado para a segurança dos moradores.

Por esse motivo, ainda não é possível medir o crescimento da procura. O presidente da

16

Abrablin, Christian Conde, revela que o Rio

pequenas ou mesmo a tiros de fuzil”, esclare-

de Janeiro deve estar liderando a procura:

ce Conde. Assunto tão delicado merece aten-

“Antes a blindagem era em guaritas, porta-

ção e cuidado especial: “Tanto a fabricação

rias e pequenas construções. Agora, está em

quanto a instalação de materiais de blinda-

grandes obras. Há prédios inteiros blinda-

gens são controladas pelo Exército brasilei-

dos”. Além das portas e janelas, também as

ro”, acrescenta.

paredes são à prova de balas. Nada escapa, diz Conde: “Encaixilhamento das aberturas, visores, maçanetas, passa-documento, venezianas, tudo é blindado”. Na parte opaca da construção (paredes, portas, etc.) a blindagem é feita com aço ou painéis sintéticos; na parte transparente (janelas, visores, etc.), com vidro.

Até agora, a regulamentação e as normas de balística são as mesmas da blindagem automotiva, mas a Abrablin está trabalhando para uma regulamentação específica para a blindagem arquitetônica. Mesmo prédios já construídos podem receber esta proteção. “Para não alterar fachadas, utiliza-se a blindagem no lado interno das pa-

O nível de blindagem varia de acordo com a

redes e a substituição dos vidros e caixilhos

necessidade. “Pode-se ter resistência a balas

na parte transparente”.


veículos

Luxo sobre rodas FOTOS: DIVULGAÇÃO

Maybach é mais que uma marca. É como uma grife. É a assinatura de carros especiais da Mercedes-Benz feitos em pequena quantidade com grande qualidade e preço. Tem até uma sinfonia para ele. A origem da montadora é de 1909, fundada pelo engenheiro August Wilhelm Maybach (pronuncia-se mai-bak). Antes disso, ele construiu o primeiro motor a quatro tempos, em sociedade com Gottlieb Daimler, o fundador da Daimler Benz, hoje Mercedes-Benz. A Maybach só fabricou carros de luxo, poucos, até fechar, em 1941. Ao descobrir numa pesquisa que uma parcela de seus clientes queria algo diferente e que estava cansada de ver a estrela, a MercedesBenz relançou a marca, mantendo a linha. Em 2003 lançou os modelos 62 (6,2 metros de comprimento) e 57 (5,7m). Todos com motor V12, mas o 62 tem bancos traseiros 18

totalmente reclináveis e um teto com dispo-

O Landaulet Maybach 62S deve ser encomendado agora para recebê-lo em 2009.

culo. Refrigerador embutido, filtros para limpar o ar, aparelho e telas de DVD e TV, cortinas, bancos e volantes aquecidos são alguns dos elementos integrantes num Maybach.

sitivo eletrônico que se torna transparente ao

“A entrega do veículo leva em torno de oito

comando de um botão.

meses”, diz Elizeu Pereira, diretor comercial

No Brasil, esses modelos custam perto de US$ 1 milhão. O processo de aquisição é

da revenda Mercedes-Benz, o que mostra o cuidado com que são construídos.

igualmente requintado. Deve-se procurar um

Por isso, a empresa anunciou no início de

revendedor da Mercedes-Benz e marcar um

2008 o lançamento da Landaulet Maybach

horário com um representante da empresa

62S (versão “especial” dos modelos) na linha

que virá de São Paulo especialmente para

2009. O destaque é o teto solar que pode ser

conversar com o cliente. O passo seguinte é

aberto totalmente em 16 segundos, enquan-

uma visita à fábrica na Alemanha, paga pela

to o compartimento do motorista permanece

Maybach, para definir como será feito o veí-

completamente fechado.


informe comercial

FOTOS: BROILO / DIVULGAÇÃO

Telhado solar inovador e confiável

“A viabilidade para instalação do sistema é sempre verificada pela equipe de engenharia da empresa que analisa todos os detalhes do projeto” Dirceu João Broilo.

Tomar um bom banho, ou relaxar numa pis-

internos: eles integram a área coletora (de

cina aquecida, e ao mesmo tempo proteger a

alumínio anodizado preto), sem utilização de

natureza. É possível? Claro que é. Para isso,

soldas ou engates, promovendo maior trans-

basta fazer uso das novas tecnologias cada

missão de calor para a água.

vez mais em evidência no mercado.

A utilização do telhado solar é principalmen-

Uma delas é o Telhado Solar da Broilo Aquecimento, de Gramado, onde o sistema de aquecimento é utilizado como o próprio

te indicada para empreendimentos que bus-

telhado do empreendimento, o que otimiza instalações, elimina perfurações e riscos

sistema é sempre verificada pela equipe de

de vazamentos, além de proporcionar ótima integração com o projeto arquitetônico. Dirceu João Broilo, que comandou a equipe criadora do telhado, explica: “Ele é

detalhes do projeto” explica Dirceu.

diferente dos coletores solares, o material é de qualidade, tem alta durabilidade, exce-

Rio Grande do Sul e seus diferenciais estão

lente desempenho e é 100% seguro contra infiltrações. É único no mercado”. Dirceu valeu-se da experiência de 36 anos para chegar ao novo produto. Um dos itens que garantem o design inovador do produto é o policarbonato que substitui o vidro comumente utilizado em coletores convencionais. Ele é “resistente, inclusive à chuva de granizo, e ainda permite o aproveitamento da luz solar para iluminar ambien-

cam soluções integradas de qualidade, beleza e eficiência. “A viabilidade para instalação do engenharia da empresa que analisa todos os

Este tipo de sistema já está sendo utilizado em vários projetos em todo o estado do agregando valor às construções. Para quem está buscando uma solução em sistema solar, fica então mais esta opção que tem como principais vantagens: integração arquitetônica; dispensa do uso do telhado convencional; alta durabilidade; proteção UV; isolante térmico e acústico; livre de infiltrações; iluminação natural; excelente desempenho; ... além de ser ecologicamente correto.

tes”, salienta Dirceu Broilo. Também foi de-

Confira mais informações no site da empresa:

senvolvida uma nova tecnologia para os dutos

www.broilo.com.br

19


FOTO: ©ISTOCKPHOTO.COM / JACOB WACKERHAUSEN

c a pa

O q u e é luxo? Uma obra de arte, um carro, um estilo de vida. Luxo hoje é sentir-se bem, exclusividade, mas principalmente expressão de sensações. É um diferencial personalizado. Confira, na opinião do consultor Carlos Ferreirinha e de arquitetos da Casa Cor RS 2008.


FOTO: ÉVERTON LUCAS

O luxo sempre existiu, ou quase sempre. Al-

luxo. Um é o de marcas de alto nível, carac-

guns pesquisadores afirmam que já no tempo

terizado pela produção em série (por exem-

das cavernas alguns líderes de grupos usavam

plo, Hermès, Rolls-Royce, Cartier). Um pouco

adornos para se destacar e dessa forma agra-

acima estão as marcas de luxo, que têm baixa

dar seus deuses.

produção e utilizam ateliê e, acima de todas,

Os ornamentos não eram bens de grande valor, explica o filósofo francês Gilles Lipovetsky (ver sessão Leitura) em suas pesqui-

“O luxo representa a busca de produtos que transmitam mais emoções, não é a ostentação, mas a procura pelo diferencial.” Carlos Ferreirinha, consultor de marketing de luxo.

as grifes, com obras praticamente únicas. Além disso, existem as marcas de luxo globais e as locais.

sas, mas mostram que o luxo estava mais

“Existe luxo desde o chocolate até o avião”.

ligado ao consumo. Só mais tarde é que

Ferreirinha fala com a experiência de quem

passou a significar aparência, frivolidade,

tem 23 anos no assunto e durante sete foi dire-

tornando-se palavra pejorativa no século

tor da Yves Saint-Laurent. O luxo chegou aos

20. Mas nos últimos 25 anos, tudo mudou

mercados imobiliários e de arquitetura e cres-

de novo, diz o consultor de marketing de

ce vertiginosamente também em Porto Alegre,

luxo Carlos Ferreirinha: “Hoje, representa

como atestam seis profissionais que apresen-

a busca de produtos que transmitam mais

taram suas propostas na Casa Cor 2008.

emoções, não é a ostentação, mas a procura pelo diferencial”. Esta procura não se limita a ornamentos, mas se amplia a estilo de vida e bem-estar.

Observe os seguintes conceitos:

Tem seu custo, mas, diz Ferreirinha, “nenhum

“A abordagem atual do luxo é como bem

produto associado ao luxo é barato. Mas não

viver. Usufruir as opções que o mundo ofe-

é caro”. Uma obra de arte original, um pro-

rece”; “As pessoas estão se olhando muito,

duto artesanal, uma moradia diferenciada

valorizando cada minuto do seu lazer”; “O

são exemplos de luxo. Não pelo seu valor de

referencial não é o preço. É qualificação, mo-

custo, diz ele, mas pelo que impactam: “Luxo

dernidade, durabilidade”.

deve despertar sensações”.

São definições que Roseli Melnick, arquiteta

Este conceito movimentou 5 bilhões de dóla-

há 25 anos, utilizou na “Sala de jantar com

res no Brasil, em 2007, um aumento de 17%

churrasqueira e varanda do sossego” na Casa

em relação a 2006. Este total representa

Cor RS 2008. “O churrasco faz parte da vida

pouco mais de 1% do volume mundial, que

do gaúcho. Mas, às vezes, queremos fazer um

foi de 480 bilhões de dólares. Mas a expec-

jantar mais sofisticado. Por isso criei um pai-

tativa é de que o Brasil salte para 2% em

nel que se fecha eletronicamente na frente da

2008.

churrasqueira”. E o painel passa a ser mais

“Existe uma democratização do acesso ao luxo”, diz Ferreirinha. Não é a mesma coisa que popularizar-se. Apenas há muito mais opções luxuosas à disposição dos consumidores. Estudiosos do tema chegaram a criar uma hierarquia: produtos de marca, caracterizados pela produção em grande quantidade e menor preço. Outros três níveis envolvem o FOTO: ROSELI MELNICK / DIVULGAÇÃO

Bem viver

um pano de fundo no ambiente. A varanda do sossego tinha outro conceito com sala de leitura, banheira de hidromassagem. “É um ambiente de flexibilidade”, explica, aproveitando o espaço e a melhor tecnologia para o bem viver: “Também é luxo ter um ambiente que estimule o convívio com amigos”.

21


c a pa

O que é luxo? Grande luxo é ser feliz O arquiteto Zeca Amaral foi responsável pelo Casa Cor deste ano. Define sua criação como

“A sensibilidade deve falar mais alto que as tendências.”

único. Eu trabalho o conceito de refletir integralmente a vida do cliente, com elementos que mostrem a sua personalidade”.

uma “mistura sem compromisso”, como é

O “Family Room” tinha funções de biblioteca,

jovem hoje, ligado a várias e diferentes refe-

estação de trabalho e home-theater. Mesclou

rências ao mesmo tempo. Assim, o ambiente

materiais tradicionais, como madeira certi-

reuniu uma TV de plasma de 52 polegadas,

ficada, com inovações, como um lustre com

um quadro de Nelson Lerner, móveis de todos

pantalha criada por ele e um elevador na bi-

os estilos, um pôster do filme Maria Antonie-

blioteca, “para substituir a escada”, explica.

ta, enfim, uma composição cujo objetivo era

“A tecnologia deve estar a serviço do bem-es-

o bem-estar.

tar. Tem que ter segurança, conforto, pratici-

Com escritório em Porto Alegre há 22 anos,

dade e unicidade, isso é o mercado do luxo”.

ele detectou que nos últimos anos cresceu

Não confundir com modismo, ressalta. “Eu

muito a preocupação com o luxo: “É uma

vejo tendências, observo muito o compor-

atração que brilha nos olhos, mas é aconse-

tamento das pessoas na rua, aqui, em Nova

lhável que se tenha bom senso. Pode-se com-

York e na Europa. Procuro criar ambientes

prar objetos sofisticados, muitas vezes ex-

que daqui a 10, 15 anos continuem atuais. Só

clusivos, mas sem nunca descuidar de outros

me permito a uma excentricidade relativa à

valores. A sensibilidade deve falar mais alto

moda se for um elemento fácil de trocar”.

que as tendências”. Especialista em arquitetura de interiores, ele se preocupa em dar orientações estéticas aos A mistura sem compromisso no home-theater de Zeca Amaral.

clientes, mas seguindo seu princípio básico: “Meu trabalho é dirigido à vida do cliente. O grande luxo é ser feliz”.

Exclusividade e perenidade Há dez anos, Dall’Agnol R. Junior fez uma proposta diferenciada na edição da mostra Casa Cor RS: o luxo. Foi como um gatilho

O charme da luz Para a luminotécnica Sandra Thomé, a “iluminação é o charme do espaço. Dá valor e identidade aos ambientes”. Ela e a arquiteta Karen Haas mostraram isso na praça da Casa Cor RS 2008. Luminárias de rua típicas do início do século 20, mas com lâmpadas modernas, madeiramento antigo na pérgola, leds iluminando os coqueiros: “De dia, é um ambiente, de noite, com a iluminação, é outro”.

projetando um novo público: “A partir daque-

Da mesma forma, é possível mudar espaços

le momento começou a aumentar o número de

internos só com iluminação. “Luxo é ter am-

pessoas buscando pelo exclusivo, por projetos

bientes cênicos. Você pode receber as mesmas

diferenciados”, recorda. O “Family Room”,

pessoas em cenários diferentes cada vez só

seu espaço na Casa Cor RS 2008, repre-

com efeitos de luz”, explica.

senta bem esta proposta: “Quando o cliente FOTO: DALL’AGNOL / DIVULGAÇÃO

FOTO: ZECA AMARAL / DIVULGAÇÃO

projeto do home-theater da Casa Jovem na

me contrata, está interessado num ambiente

Com uma boa programação, a iluminação pode destacar num momento um quadro e mais tarde uma escultura. Pode estar centrada num lugar no início e em outro no jantar. “Pode-se até conduzir uma pessoa a sair, apenas mudando a iluminação. O convidado entende, sutilmente, que a recepção está ter-

A exclusividade no Family Room, Dall’Agnol R. Junior.

minando”, diz.


FOTO: TRAUDDY TROTTA

Profissional há 11 anos, conta que seu trabalho exige integração total: “O ideal é fazer o projeto luminotécnico junto com o arquitetônico e compreender o cliente. É um trabalho espiritual”.

O desafio é diferenciar-se Joyce Chwartzmann já teve coluna na Zero Hora, sobre arquitetura de interiores, e em 30 anos de profissão trabalhou com vários mercados. O do luxo é o mais recente: “Os clientes de luxo são mais exigentes, mais informados, conhecem materiais e tendências”. Ela detectou em pesquisas que os ambientes multiuso são a tendência, como a cozinha que projetou em parceria com o arquiteto Luciano Teston no Espaço Sênior da Casa Cor

Valor e identidade no projeto luminotécnico de Sandra Thomé e Karen Haas.

RS 2008. “A cozinha voltou a ser um lugar aconchegante, de encontrar-se com amigos. Por isso, fizemos sala de jantar FOTO: SERGIO VERGARA

junto. Utilizamos materiais de qualidade e sofisticação para quem é exigente”. Para ela, que se dedica ao mercado do luxo nos últimos anos, “aqui está o grande desafio do arquiteto, apresentar trabalho diferenciado e personalizado”. Porque é preciso evitar as armadilhas da moda imediata e às vezes efêmera: “O projeto

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arquitetônico tem que ser mais abrangente que os complementos, tem que ser um trabalho mais perene”.

Luxo não sai de moda Sobriedade e sofisticação são os adjetivos que definiriam o Living com Lareira que a WJW Arquitetura & Design apresentou na Casa Cor RS 2008. José Wilson Coronel e Wagner Brasil, os sócios do escritório, montaram um ambiente

Ambiente multiuso como a cozinha projetada por Joyce Chwartzmann e Luciano Teston.

nas cores cobre e fendi, delineadas pelo preto. “Luxo não é exagero, é uma questão de design, de traço arquitetônico”, FOTO: SERGIO VERGARA

diz Wagner Brasil. Criar ambientes com poucos adornos é uma característica da dupla que está nesse mercado desde 1973. Coronel defende que o gosto pelo luxo se adquire com a vida: “É exercício de cultura vivenciado através de viagens, livros, etc.”. Foi assim que eles conseguiram muita informação sobre luxo, que procuram passar aos clientes tanto nos projetos prediais, quanto na arquitetura de interiores e design: “Não temos um estilo, mas, a partir da nossa experiência, buscamos dar um norte para o cliente”, explica Wagner. É esse conhecimento que vai garantir resultados bons e duradouros. “Luxo não sai de moda”, assegura.

Sobriedade e sofisticação no Living com Lareira WJW Arquitetura & Design.


decoração

FOTOS: BG ARQUITETURA / DIVULGAÇÃO

por Cynthia Garcia Arquiteta, sócia-fundadora da BGarquitetura, escritório atuante nas áreas comerciais, corporativas, residenciais e de arquitetura efêmera.

Luxo no Jardim “É um lugar que vale o passeio pelo que seu conceito oferece, ele é um grande jardim com lojas..”

Passear no shopping Cidade Jardim é um luxo. Recém inaugurado em São Paulo, este shopping concentra marcas exclusivíssimas, como Tyffany & Co, Mont Blanc, Chanel, Armani, Carlos Miéle, e operações únicas no Brasil, como as lojas da Rolex, Louis Vuitton e Hermès, algumas ainda em obras. Mas não é um shopping qualquer. É um lugar que vale o passeio pelo que seu conceito oferece, ele é um grande jardim com lojas. Projeto do arquiteto Julio Neves, interiores de Artur de Mattos Casas e paisagismo de Maria João d’Orey, ele é um shopping longitudinal, com duas circulações separadas por um jardim a céu aberto, com árvores nativas

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que acompanham seus três andares. No lugar de mármores, dourados, cromados e colunas detalhadas, vemos texturas variando dos beges aos terrosos, aço e alumínio bronze, vidro transparente e mobiliário em madeira natural, o que inclui até as lixeiras. Não existe praça

Em minha opinião, aliar o conceito de linhas arquitetônicas retas com a neutralidade e “simplicidade” do projeto de interiores e uma iluminação bem acolhedora coadjuvante à iluminação natural é que proporciona o clima diferenciado do shopping, evidenciando as fachadas das grifes. Os ventiladores, presentes em todos os andares, giram lentamente e completam o astral cool, desacelerado, bem diferente do que está do lado de fora.

de alimentação tumultuada e sim operações

Na cobertura de onde saem as torres residen-

discretas espalhadas pelo shopping, além do

ciais ainda em construção, um jardim nova-

futuro restaurante no terraço. No térreo, no

iorquino, com uma vista belíssima do skyline

meio do jardim, convidativos espaços de estar

de São Paulo e da Ponte Estaiada (Octavio

com poltronas de fibra.

Frias de Oliveira). Uma delícia de passeio.


tecnologia

p o r F e r n a n d o E ly Fernando Ely é formado em Marketing pela ESPM e sócio proprietário da empresa Áudio & Vídeo LTDA com 17 anos de atividade na comercialização e consultoria em sistemas de som, vídeo e automação residencial – fernando@audioevideo.com

Alto padrão em lojas especializadas FOTOS: AUDIO E VÍDEO / DIVULGAÇÃO

A moda agora é vender para a “classe C” e com o foco neste novo público as outras classes foram esquecidas definitivamente pela maioria dos grandes fabricantes nacionais de equipamentos eletrônicos. Quem deseja um home-theater de alta qualidade e está disposto a pagar mais por isto jamais vai encontrar sucesso em grandes redes de lojas

“Consumidores dispostos a pagar pelo melhor existem, assim como existem produtos diferenciados de alto luxo.” 26

simplesmente porque estes fabricantes não

tweeter de diamante, sabe que está pagando

produzem no Brasil aparelhos de home-the-

mais pela exclusividade e qualidade que ne-

ater de alta qualidade. Não adianta tentar se

nhum outro sistema jamais terá. Este mesmo

enganar, pois um consumidor com alto poder

consumidor certamente não irá se opor a pa-

aquisitivo, que deseja produtos de primeira li-

gar quase 4 mil reais pelo novo iPod Dock da

nha, nunca vai ter sua necessidade satisfeita

B&W (Zeppelin) que utiliza os alto-falantes

em uma loja que vende geladeiras, estofados,

desta conceituada fábrica inglesa e amplifi-

panelas e equipamentos de som. Já as lojas

cadores internos Classé com design exclusivo

especializadas oferecem um atendimento al-

e poucas unidades produzidas.

tamente diferenciado com uma ótima política de preços, produtos e promoções para conquistar consumidores cada vez mais exigentes e focados em produtos de alto luxo.

Consumidores dispostos a pagar pelo melhor existem, assim como existem produtos diferenciados de alto luxo. As lojas agora precisam solidificar a imagem de que este ne-

Marcas como B&W, NAD, Rotel, entre

gócio não é coisa de outro mundo e que esses

outras, investem no mercado especializado

equipamentos só podem ser adquiridos no ex-

há mais de 30 anos porque querem vender

terior. As empresas especializadas brasileiras

qualidade e não quantidade. Um consumidor

têm condições de distribuir de forma compe-

que paga 19 mil reais por um amplificador

tente seus produtos, pois, com este novo foco

da marca canadense Classé ou 33 mil reais

dos fabricantes nacionais, as demais classes

por um par de caixas B&W Série 800D com

não podem ficar desamparadas.


gastronomia

p o r G i l b e r t o Ti m m e r s Gilberto Timmers é chef e proprietário dos restaurantes Il Fornellone e Bier Garten. Apaixonou-se pela culinária na infância e aprimorouse em cursos com grandes chefs internacionais.

Ingredientes: 14 filés de salmão de 250g 350g de aspargos verdes 2 xícaras de caldo de vegetais 2 colheres de sopa de nata 1 xícara de creme de leite 1/3 xícara de vinho branco

Modo de fazer: Corte as pontas dos aspargos, raspe a pele da metade para baixo. Cozinhe as pontas por 3 a 4 minutos em caldo de legumes, retire, escorra e dê um choque térmico para que fiquem crocantes. Corte o resto dos aspargos em pedaços e cozinhe em caldo de vegetais até ficarem macios e depois faça um purê. Engrosse o creme de leite com a nata e o vinho. Junte tudo com o purê de aspargos e tempere com suco de limão, sal e pimenta. Junte as pontas de aspargos ao molho. 28

Você pode cozinhar os filés de peixe, no caldo quente de vegetais com vinho branco por 5 a 8 minutos em fogo leve ou se quiser coloque de 2 em 2 na frigideira com 1 colher de sopa de azeite por 2 minutos, vire, deixe por mais 2 minutos e transfira para uma assadeira. Regue com vinho branco e leve ao forno, por cerca de 10 minutos, para completar o cozimento. Sirva o salmão com o molho de aspargos e batatas cozidas salteadas na manteiga salpicadas com salsinha e cebolinha verde.

suco de limão pimenta sal

FOTO: INTERNA

Salmão com molho de aspargo verde


por Beto Conte beto@stbpoa.com Beto Conte, que já percorreu 114 países nos 5 continentes, leva desta vez os leitores da Melnick Magazine para as MALDIVAS

FOTOS: BETO CONTE / DIVULGAÇÃO

viagem

— um dos últimos paraísos tropicais e um dos melhores e mais exclusivos lugares do mundo para mergulho.

As ilhas resorts das Maldivas AS MALDIVAS

Caso se confirme a elevação do nível dos ma-

Este arquipélago de 1.192 ilhas do meio do

res, devido ao efeito estufa, o país poderá dei-

Oceano Índico foi o fechamento de ouro de uma

xar de existir ainda neste século. Perderíamos

viagem pelo Índico Sul. Fiquei na pequeníssima

uma parte do paraíso na Terra. Principalmente

ilha Vadoo, que como tantas outras se converte-

de novembro a março com seus dias constan-

ram em charmosos resorts a partir dos anos 70

temente ensolarados em torno de 30oC, com

para receber turistas ansiosos por sol, praias

uma agradável brisa permanente, o que faz

de areia fina sombreadas por coqueiros, águas

com que o turismo seja a maior fonte de renda,

cristalinas e, principalmente, a enlouquecida

com mais de 250 mil visitantes ao ano, corres-

natureza marinha. Corais multiformes formam

pondentes ao número de habitantes do país. A

o cenário por onde circulam peixes nas mais

capital Male tem 70 mil habitantes e a língua

diferentes composições de cores e formatos. Tu-

oficial do país é o Dhivehi.

barões e tartarugas gigantes adicionam ação e charme ao mundo submarinho fantástico.

As Ilhas: Apenas 200 ilhas são habitadas e os turistas só têm acesso às ilhas resorts para não

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Caso se confirme a elevação do nível dos mares, devido ao efeito estufa, o país poderá deixar de existir ainda neste século.

História: No século V chegam os primeiros ha-

afetar os costumes islâmicos locais. Cada ilha-

bitantes vindos do Sri Lanka e da Índia. A par-

resort é uma unidade hoteleira auto-suficiente

tir do século X já era ponto de parada de mer-

com atividades de lazer e de mergulho. Os re-

cadores árabes a caminho do extremo oriente.

sorts organizam passeios de barco para chegar

Suas conchas eram uma forma de moeda inter-

às mais variadas barreiras de corais. Fiquei no

nacional da época. Estado soberano e islâmico

atol sul com corais já na praia em frente aos

desde 1965.

quartos, podendo fazer “snorkling” o dia todo sempre com novidades. A ilha com o bar e ca-

Geografia: As ilhas, formação de corais sobre

banas sobre as águas oferece nascer e pôr-do-

picos de vulcões submersos, agrupadas em 26

sol no oceano, e nada mais energizante do que

atóis ao sudoeste do Sri Lanka distribuem-se

deitar em suas areias, com o luar e o barulho

por

754km2

cortando a linha do Equador. Não

do mar, imaginando a vibrante vida submersa.

há rios nem colinas no país uma vez que ne-

Entre as opções de mergulho – tubarões e na-

nhuma ilha atinge 3m acima da linha do mar

vios afundados – uma viagem ao mundo mágico

e a maior tem 8 quilômetros de comprimento.

submerso.


FOTO: SILVA’S FOTOGRAFIA

moda

p o r A n i ta F r e i r e Empresária do segmento de moda e diretora-geral da Conte Freire, loja especializada em produtos premium, que trabalha com renomadas grifes nacionais e importadas.

FOTOS: CONTE FREIRE / DIVULGAÇÃO

O poder da exclusividade no consumo de luxo A exclusividade e a raridade sempre foram fatores primordiais para as pessoas que consomem luxo. Atualmente, com o crescimento desse mercado, tais consumidores valorizam cada vez mais a personalização. Na França, por exemplo, alguns laboratórios já desenvolvem cápsulas com um cheiro específico de cada pessoa, para que ela exale um aroma único.

é o maior consumista mundial. Por outro

Outra iniciativa para atender a este exigen-

lado, países emergentes, onde o número de

te perfil de consumidor é o uso de marcas

novos milionários cresce em ritmo acelerado,

consagradas em produtos diferentes daque-

surgem como grandes impulsionadores do

les pelos quais elas são conhecidas. É o caso

crescimento. Destacam-se, nesse contexto,

da BMW, que está assinando o interior de

Rússia e China – esta registrando aumento

aeronaves. Os modelos Phenom 100 (US$ 3

de 80% no consumo de artigos de luxo nos

milhões) e Phenom 300 (US$ 6,9 milhões)

últimos anos.

já tiveram duas encomendas do Brasil e há 500 pedidos desses jatos no mundo.

O que este crescimento demonstra é que está cada vez mais presente no ser humano o de-

Segundo pesquisa feita pela MCF, consul-

sejo de se diferenciar, auto-expressar poder,

toria de Carlos Ferreirinha, o negócio do

requinte e outros atributos que definem uma

luxo movimenta US$ 250 bilhões, podendo

grife de luxo. Assim, consumindo produtos

chegar a US$ 400 bilhões se considerarmos

de luxo nos sentimos únicos e experimenta-

o “novo luxo” – consumo de pequenas ex-

mos sensações singulares. E a percepção de

travagâncias, como um vinho mais caro ou

preço fica diretamente relacionada a valores

um café gourmet. Neste mercado, o Japão

emocionais.

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vinhos

Surpresa norte-americana

Sonoma Zinfandel 2006

Caymus Conundrum 2005

Tipo: tinto Produtor: Seghesio Região: Califórnia Uva: Zinfandel Conteúdo: 750ml Servir: entre 16º e 18ºC.

Tipo: branco seco Produtor: Caymus Vineyards Região: Califórnia Uva: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Moscato Canelli, Sémillon e Viognier Conteúdo: 750ml Servir: entre 08º e 10ºC.

A Califórnia é mundialmente reconhe-

mexicano e tornou-se norte-americano,

cida como terra de bons vinhos. Mas

e a famosa Corrida do Ouro acontecia,

Mesmo assim, foram adotadas algumas práticas para uniformizar a produção,

isso só ficou claro em 1976, quando

as plantações multiplicaram-se para a baía de San Francisco e região norte.

evitar proliferação de parasitas e do-

houve uma histórica degustação chamada “Julgamento de Paris”. Num teste cego, os provadores elegeram como melhores os vinhos da Califórnia, superando marcas tradicionais francesas. (O fato gerou dois filmes. Um, “Bottle Shock” (EUA), estreou no Festival de Cinema de Sundance, em janeiro, o outro, “The Judgment of Paris”, deve iniciar as filmagens em breve.) Mas para chegar nesse patamar foram

Foi aí que se iniciaram as dificuldades. Uma foi a praga Phylloxera vastatrix, em 1880; outra foi a Lei Seca, de 1919. E quando a proibição de produção e venda de bebidas alcoólicas caiu, em 1933, havia a Grande Depressão. Tudo isso fez a produção baixar violentamente. A recuperação só aconteceu na segunda metade do século 20 e foi possível conquistar prestígio já nos anos 70.

necessários dois séculos de história e percalços. Missionários franciscanos plantaram as primeiras vinhas nos anos de 1770, em San Diego. A partir 34 FOTOS: DIVULGAÇÃO

de 1850, quando o estado deixou de ser

O clima da Califórnia, além de sol, tem correntes oceânicas que provocam névoas gerando áreas frias e úmidas no litoral, onde estão localizadas as regiões produtoras, uma área de 960 quilômetros quadrados, mas não há congelamentos no inverno. Além disso, a tecnologia auxilia onde o clima não é ideal: enormes ventiladores ajudam a manter o ar frio em movimento nos vinhedos. A classificação se dá por Áreas Viticultoras Americanas (AVA), não impõe limitações nas variedades plantadas ou nas práticas dos vinhedos.

como distância entre as videiras, para enças. UVAS Chardonnay é a uva líder de produção, seguida da Cabernet Sauvignon. Zinfandel é uma uva característica já cultivada em 1850. Outras especialidades são Charbonot, Emerald Riesling, Flora, Green Hungarian, Petit Sirah, Ruby Cabernet e Symphony. Regiões: VALE DO NAPA Região mais famosa da Califórnia. Ela produziu o grande vencedor do “Julgamento de Paris”, um Cabernet Sauvignon da vinícola Stag’s Leap Wine Cellars. Vale um passeio pelas vinícolas, tanto pelas belas ornamentações quanto pela degustação gratuita de algumas. CONDADO DE SONOMA No litoral, ao norte da baía do San Francisco, clima áspero. Especialidade são as uvas Zinfandel e Cabernet Sauvignon.


California Pinot Grigio

Hawk Crest Merlot 2004

Tipo: branco seco Produtor: Meridian Vineyards Região: Califórnia Uva: Pinot Grigio Conteúdo: 750ml Servir: entre 08º e 10ºC.

Tipo: tinto Produtor: Stag’s Leap Wine Cellars Região: Califórnia Uva: Merlot Conteúdo: 750ml Servir: entre 16º e 18ºC.

Belle Glos Pinot Noir Clark & Telephone Tipo: tinto Produtor: Caymus Vineyards Região: Califórnia Uva: Pinot Noir Conteúdo: 750ml Servir: entre 16º e 18ºC.

VALE CENTRAL Também famosa por sua Zinfandel devido à brisa fresca da baía e da luz do sol abundante. CONDADO DO LAGO Acima do Vale do Napa, tem clima morno e os solos vulcânicos. Produz o Cabernet

Roseburg

Sauvignon. SANTA BARBARA Ao sul do Estado, vizinha a Los Angeles, As regiões vitícolas da Califórnia

tem grande variedade de vinhos, devido à diferença de clima dentro da região. Produz Pinoit Noir, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Syrah. Outras regiões são: Condado de Mendocino, com vinhos mais baratos, Vale de Temecula, área da baía do San Francisco,

Santa Rosa San Francisco

Monterey

com vinhedos de Beauregard, McHenry, Hallcrest, winery da Montanha do Cedro, vinhedo de Concannon, vinhedos de Wente e vinhedos de Zanger.

San Luis Obispo Santa Barbara Los Angeles

Onde comprar Costi Bebidas Rua Santos Dumont, 752 www.costibebidas.com.br 51. 3222.0878

A Argentina aproveitou bem o clima ao pé da Cordilheira do Andes para produzir vinhos. Na próxima edição, vamos tratar da vinicultura de “los hermanos”.


FOTOS: ÉVERTON LUCAS / INTERNA

melnick even

Convidados participaram do anúncio oficial e da formalização da Melnick Even.

Arte e negócios na Casa Cor RS 2008 Foi num coquetel, na noite de 9 de junho, antes da abertura da Casa Cor RS 2008, que aconteceu o anúncio oficial e a formalização da Melnick Even Construção e Incorporação Ltda. O evento teve a participação de convidados exclusivos como clientes, colaboradores, investidores, parceiros e amigos da Melnick Even. Num ambiente descontraído e amigável, os convidados também foram informados sobre o Arte, o primeiro empreendimento da nova construtora.

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“É o maior empreendimento de alto padrão de Porto Alegre”, anunciou Leandro Melnick, que representou os sócios gaúchos na cerimônia rápida e elegante da noite. Ele explicou como foram as conversas que culminaram na formação da nova empresa, marcadas por uma total empatia entre as duas partes desde o início. Impressão confirmada por Carlos Terepins, diretorpresidente da Even: “Temos sete parcerias no País. Esta sem dúvida é a mais intensa, e que nos dá mais satisfação. Queria só deixar uma lembrança: nós temos preocupação com responsabilidade social. Sabemos que muita gente não tem e não terá condições de ter imóveis tão bons e precisamos ter nossa ação voltada para eles, para ajudá-los a melhorar a vida”. A Melnick Even foi a patrocinadora estrutural da Casa Cor RS 2008, que teve exposição de 41 ambientes e 46

profissionais apresentando o que melhor existe em arquitetura, decoração, bom gosto e luxo. Essa elegância está em todos os detalhes, inclusive no Lounge do Construtor, o plantão de vendas no local, diferenciado e charmoso, sem igual na cidade. Vale a pena conferir. O Arte será erguido no palco dessa mostra, Rua Luiz Manoel Gonzaga, 111. São duas torres de 18 unidades cada, uma por andar, todos os quartos de frente e infra-estrutura de clube: quadras de tênis e poliesportiva, piscinas adulto e infantil, com raia de natação e coberta, salão de festas e jogos, brinquedoteca, cinema infantil, fitness e spa com sauna seca e úmida.


Nova sede da Melnick Even A esquina da Carlos Trein Filho com Anita Garibaldi, em Porto Alegre, será o novo endereço da Melnick Even. Ali está sendo erguido um prédio de seis andares, com 1.556m2 de área construída com a tecnologia, qualidade e padrão que já têm 16 anos de história. Uma história que começou em 21 de maio de 1992, já se destacando por prédios de alto padrão. Unindo a experiência do engenheiro Milton Melnick com novos conhecimentos aprendidos pelos seus filhos, a Melnick apresentou ao mercado um modelo diferenciado de construção civil que a transformou, ao longo dos anos, em líder absoluta de construção em alto padrão, detentora do certificado ISO 9001 desde 2001, premiada três vezes consecutivas com o prêmio Top Ser Humano da ABRH-RS, duas vezes com o Top de Marketing da ADVB/RS, na categoria Marketing Promocional, única construtora brasileira a conquistar o prêmio Oswaldo Cecchia em 2005, ano em que também ganhou o Top Ser Humano Nacional da ABRH. Hoje, é líder em construções de alto padrão no estado, sendo a quarta maior incorporadora do Rio Grande do Sul e oitava na região sul, conforme o ranking da revista Tem Construção. Em abril deste ano, constituiu com a paulista Even, a maior construtora do Brasil em metros quadrados construídos, a Melnick Even Incorporação e Construção Ltda. A nova empresa reforçou o ritmo e ampliou

a estratégia de crescimento. Além de continuar a trabalhar em Porto Alegre, a Melnick Even também investirá no interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sem perda de qualidade nos empreendimentos e sem deixar de atender o mercado de alto padrão. A nova sede é mais um passo no crescimento da empresa e na qualificação do relacionamento com seus clientes. Construído com piso elevado, forro mineral e sistema de lógica de última geração, o prédio terá loja comercial no térreo com grande show-room da Melnick Even.

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Spot, tudo a sua volta A Cidade Baixa vai unir inovação e modernidade a sua arquitetura histórica com o Spot, o mais recente lançamento da Melnick Even. O prédio será em frente ao Shopping Olaria, a duas quadras da Redençao e com fácil acesso à orla do Guaíba. São apartamentos loft, um, dois e três dormitórios com áreas privativas de 43 a 83 metros quadrados, todos com churrasqueira e opção de uma ou duas vagas na garagem. A cobertura é o principal atrativo. Localizada no 19º andar, com vista de 360 graus da cidade, tem: piscina adulto com raia, piscina infantil, fitness, sauna seca, sauna úmida, brinquedoteca, cinema, espaço gourmet, sala de jogos, salão de festas. No térreo, o prédio terá um mall de lojas e serviços, facilitando a vida dos moradores e vizinhos. Localização - Rua General Lima e Silva, 777.

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FOTOS: BOSSA AGÊNCIA DE IMAGENS

Lançamento oficial da Eixo-M A Melnick Even lançou oficialmente a Eixo-M, empresa para o mercado corporativo que aplica os mesmos princípios de alto padrão da Melnick Even. A empresa já nasce mostrando competência e qualidade. Entregou em fevereiro de 2008 o novo prédio da Escola Técnica Cristo Redentor, em Porto Alegre.

Engenheiro Marcos Colvero, da Eixo-M.

Na Avenida dos Estados, perto do aeroporto, está construindo o Centro Logístico Araucária, que apresenta um novo conceito de armazenagem. O Centro traz solução para dois problemas do setor logístico: a busca de alternativas para distribuição de produtos, por sua localização estratégica, próxima às principais saídas da cidade; e para o crescimento dos custos diretos do segmento, como segurança e manutenção de depósitos. A terceira obra da Eixo-M é a ampliação de 5.685,15 m2 do Partec, no Parque Tecnológico de São Leopoldo, centro que abrigará empresas de Tecnologia de Informação. O executivo do projeto Partec, Donato Luiz Schons, explicou que a proposta da Eixo-M atende necessidades do prédio: “As salas precisam ter versatilidade para atender qualquer tipo de lay-out, coisa que a construtora apresentou, além de um excelente atendimento e referência reconhecida”. Para o diretor da Eixo-M, engenheiro Marcos Colvero, a parceria é valorosa: “Empresas de tecnologia são referência em dinamismo e inovação e, seguramente, repassam esta expectativa para a performance da obra”.

Donato Luiz Schons, da Partec.

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Melnick Magazine 6