Edição Especial WTM-LA
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Abril de 2026






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Abril de 2026

Eventos e viagens de lazer aceleram o crescimento do setor, que agora busca ganhar escala com estratégia, integração e inovação
TENDÊNCIAS
Estudo revela mudanças duradouras no comportamento do viajante, que está mais consciente e exigente
SUPLEMENTOS
Ceará e Paraná destacam seus atrativos e reforçam posicionamento como destinos desejados no Brasil e no exterior
HUB ME
Conheça a nova infraestrutura lançada pelo M&E para conectar e reorganizar o turismo brasileiro
JÁ!


O turismo brasileiro vive um momento de consolidação e transformação, impulsionado tanto pelo crescimento do segmento de lazer quanto pelo fortalecimento do MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Juntos, esses dois pilares vêm ampliando a relevância do setor na economia nacional, movimentando bilhões de reais, gerando empregos e estimulando cadeias produtivas que vão muito além da hotelaria e da aviação. Mais do que volumes, o turismo passa a ser estratégico para o desenvolvimento regional e para a inserção do Brasil no cenário global. No caso do MICE, o país já reúne atributos consistentes para competir internacionalmente. Infraestrutura qualificada, centros de convenções modernos, rede hoteleira robusta e diversidade de destinos colocam o Brasil em posição de destaque, especialmente na América Latina. O avanço no ranking global de eventos e a maior presença em feiras e congressos internacionais reforçam esse protagonismo. Ainda assim, o crescimento poderia ser mais acelerado se houvesse maior integração entre poder público, iniciativa privada e entidades do setor, transformando esforços isolados em uma estratégia nacional coordenada.
Esse desafio de articulação é, hoje, o principal entrave para que o Brasil avance de forma mais consistente no MICE global. Diferentemente de mercados mais maduros, que tratam o segmento como política estruturada de desenvolvimento econômico, o país ainda opera com iniciativas fragmentadas. Há capacidade, criatividade e expertise, mas falta alinhamento estratégico para ampliar escala, atrair eventos de maior porte e gerar impactos mais duradouros nas economias locais.
Paralelamente, o turismo de lazer segue em trajetória de crescimento, impulsionado tanto pela demanda internacional quanto pela força do mercado doméstico. O Brasil voltou a figurar como destino desejado, com recordes recentes de visitantes estrangeiros e expansão da malha aérea. No entanto, o avanço também evidencia desafios antigos,

Presidente Roy Taylor
Vice-Presidente Rosa Masgrau rosamasgrau@mercadoeeventos.com.br(55-21) 99236-5288
Diretor Executivo João Taylor joao.taylor@mercadoeeventoscom.br(55-11) 94542-0911
Diretora de Redação Natália Strucchi natalia.strucchi@mercadoeeventos.com.br(55-21) 99164-2940
Editora Janaina Brito janaina.brito@mercadoeeventos.com.br(55-11) 98779-5732
Diretora de Vendas Mari Masgrau mari.masgrau@mercadoeeventos.com.br(55-11) 97509-0605
Diretora Administrativa e Financiera Roberta Saavedra roberta.saavedra@mercadoeeventos.com.br(55-21) 99389-2282
Operacional Andreia Boccalini andreia.boccalini@mercadoeeventos.com.br(55-11) 95389-7662
como a dificuldade de converter demanda em receita, a necessidade de qualificar o produto turístico e a importância de integrar promoção, distribuição e conectividade.
O país tem ativos únicos — biodiversidade, cultura, gastronomia e diversidade de experiências —, mas ainda enfrenta limitações na forma como estrutura e comercializa esses diferenciais. Há consenso entre as lideranças do setor de que o Brasil “vende bem”, mas ainda deixa oportunidades na mesa, especialmente no mercado internacional. Ampliar a promoção, investir em infraestrutura e fortalecer a conectividade são passos essenciais para elevar a competitividade e aumentar o gasto médio do turista.
Nesse contexto, as novas tendências do turismo ajudam a redesenhar o setor e apontam caminhos claros. O viajante de hoje é mais consciente, informado e exigente, buscando experiências autênticas, contato com a cultura local, bem-estar e conexão com a natureza. A sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser critério de escolha, enquanto a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, transforma o planejamento e a personalização das viagens. Eventos, gastronomia, esportes e até influências da mídia passam a orientar decisões e fluxos turísticos.
Ao mesmo tempo, cresce a busca por viagens com propósito, mais longas e imersivas, além da valorização de destinos menos explorados e experiências genuínas. Esse movimento dialoga diretamente com o potencial brasileiro, mas exige organização, estratégia e visão de longo prazo. O Brasil reúne todos os elementos para se consolidar como uma potência turística global, tanto no lazer quanto no MICE. O desafio, agora, não é mais de potencial, mas de execução: transformar ativos em valor, experiência em produto e crescimento em resultado sustentável.
Natália Strucchi
Diretora de Redação do M&E
www.mercadoeeventos.com.br
Reportagem Ana Azevedo ana.azevedo@mercadoeeventos.com.br Rafael Torres rafael.torres@mercadoeeventos.com.br Beatriz do Vale beatriz.vale@mercadoeeventos.com.br Felipe Abilio felipe.abilio@mercadoeeventos.com.br Giulia Jardim giulia.jardim@mercadoeeventos.com.br Beatriz Waehneldt beatriz.waehneldt@mercadoeeventos.com.br Yuri Ricci yuri.ricci@mercadoeeventos.com.br
Designer Patrick Peixoto
Social Media Matheus Bueno
Reportagem SP (55-11) 98779-5732
Reportagem RJ (55-21) 99164-2940
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Sede
Rua 24 de Maio, 276 - 3º andar - República, São Paulo - SP | 01041-000
Uma publicação da Editora Mercado e Eventos Ltda Os artigos e opiniões de terceiros publicados nesta edição não refletem necessariamente a posição do jornal.




Embarque com quem transforma cada viagem na melhor experiência da sua vida.

Esse é o nosso propósito.
Esse é o nosso diferencial.
Estamos com você do primeiro passo ao destino final, criando soluções sob medida com os melhores parceiros do mundo porque para nós, não existem fronteiras quando o assunto é realizar sonhos.

M&E AWARDS - 34
HUB ME - 38
ENTREVISTAS
BIANCA PIZZOLITTO - 42
MARCELO FREIXO - 44
BRUNO REIS - 48
TENDÊNCIAS DO TURISMO - 52
IMPACTOS DOS EVENTOS - 60
MULHERES VIAJANTES - 62
PREVISÕES DO GOOGLE - 64
PESQUISA UFF/USP - 68
TURISMO RESPONSÁVEL - 70
PAPEL DA IA NAS AGÊNCIAS - 72
ESTUDO DA IATA - 76
DESCENTRALIZAÇÃO DO TURISMO - 78
ESG NO TURISMO - 80
NÚMEROS DO SETOR DE CRUZEIROS - 82
RESULTADOS DO PRIMEIRO BIMESTRE - 126
MERCADOMICE - 84
LAZER -
BAHIA -
RIO GRANDE DO NORTEMARANHÃOCEARÁALAGOASPARAÍBAPERNAMBUCO -
PARÁAMAZONAS -
DISTRITO FEDERALMATO GROSSO DO SULMATO GROSSO -
RIO DE JANEIROSÃO PAULOMINAS GERAIS -
PARANÁSANTA CATARINARIO GRANDE DO SUL-
CEARÁPARANÁABOTTC -



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Talvez, o paraíso na terra seja aqui, no litoral cearense. Com mais de 570 km de costa, o Ceará abriga algumas das praias mais bonitas do Brasil, onde o sol brilha o ano inteiro.
Além das belezas naturais, o litoral cearense é rico em cultura e gastronomia. As vilas de pescadores preservam tradições centenárias e a culinária local é um show à parte.
Seja para relaxar em praias desertas, praticar esportes radicais como kitesurf e windsurf ou explorar a cultura local, o litoral do Ceará é um destino inesquecível, onde cada praia tem sua própria magia e um convite para momentos inesquecíveis.




















EXPLORE O PARQUE NACIONAL DE UBAJARA! SERRA DE UBAJARA
Localizado no coração da Serra da Ibiapaba, aqui no Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é um verdadeiro paraíso natural.
Venha, caminhe por trilhas fascinantes, descubra mirantes com vistas incríveis, refresque-se em cachoeiras cristalinas e explore a famosa Gruta de Ubajara. Para tornar a experiência ainda mais especial, embarque no teleférico e deslize sobre a paisagem deslumbrante em um trajeto de 550 metros.
Venha viver momentos inesquecíveis e se encantar com as belezas naturais deste santuário ecológico!




TURISMO DE AVENTURA
TURISMO DE LAZER
TURISMO DE CULTURA
TURISMO

CATARATAS DO IGUAÇU

CURITIBA
TREM SERRA VERDE



Diversidade, praias, cultura e natureza no único estado do Brasil com dois patrimônios naturais da humanidade.
Vizinho da Argentina e do Paraguai, e com conexão direta com Uruguai, Peru e Chile, o Paraná é um estado brasileiro repleto de atrações de costa a costa, desde as magníficas Cataratas do Iguaçu até o litoral repleto de
ilhas e praias. É o único estado do Brasil com dois Patrimônios Naturais da Humanidade: o Parque Nacional do Iguaçu e a maior e mais preservada área da Grande Reserva da Mata Atlântica.
Não faltam motivos para conhecer o Paraná e aproveitar a beleza de seus destinos turísticos. A seguir, descubra alguns deles! MUSEU
Voos diretos para Curitiba Voos diretos para Foz do Iguaçu
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (RJ)
Porto Alegre (RS)
Florianópolis (SC)
Belo Horizonte (MG)
Brasília (DF)
Salvador (BA)
Maceió (AL) Recife (PE)
Foz do Iguaçu (PR)
Buenos Aires (ARG)
Santiago(CHI)
Lima (PER)
Lisboa (POR)


São Paulo (SP)
Rio de Janieiro (RJ)
Belo Horizonte (MG)
Maceió (AL)
Recife (PE)
Florianópolis (SC)
Curitiba (PR)
Santiago (CHI)










O Paraná é uma verdadeira caixa de surpresas para visitantes de todas as partes do mundo que o conhecem pela primeira vez. Maior do que países como Uruguai, Grécia, Áustria ou Portugal, esse estado brasileiro oferece opções para todos os gostos: praias de água salgada e doce, ilhas que podem ser chamadas de paraísos, o campo
com o charme do interior, a infraestrutura das grandes metrópoles e uma natureza exuberante. São cerca de 90 áreas de conservação, recantos onde a Mata Atlântica se mantém preservada.
O Viaje Paraná selecionou lugares imperdíveis para conhecer no estado:
O principal atrativo turístico da América do Sul está na cidade de Foz do Iguaçu
Poucos lugares do mundo concentram tantas experiências surpreendentes e encantadoras quanto a capital paranaense do turismo: Foz do Iguaçu, no extremo oeste do estado do Paraná, na fronteira com Argentina e Paraguai.
Começando pela exuberância das Cataratas do Iguaçu, Patrimônio Natural da Humanidade, eleitas o principal atrativo turístico da América do Sul no prêmio Travellers’ Choice 2025, do TripAdvisor.
A cidade oferece ainda diversos outros atrativos, como o Parque das Aves, passeios de barco, parques temáticos e a multiculturalidade da tríplice fronteira.
A capital paranaense é moderna, sofisticada e cosmopolita. Eleita em 2024 como a Cidade Mais Inteligente do Mundo (World Smart City Awards, FIRA Barcelona), é um retrato da diversidade, com roteiros históricos, culturais e gastronômicos, soluções urbanas reconhecidas mundialmente e arquitetura com influência europeia.
A cidade conta com nada menos que 75 museus, entre eles o Museu Oscar Niemeyer, o maior museu de arte da América Latina e um ícone da arquitetura brasileira.
Também é a capital brasileira da sustentabilidade, com 50 parques e bosques abertos ao público. Possui aeroporto internacional com voos diretos a partir de Buenos Aires, Assunção, Montevidéu, Santiago e Lima, além de estar a apenas uma hora de voo de São Paulo.
Além disso, há inúmeras possibilidades de passeios nos arredores: vinícolas, turismo rural e parques naturais.


Praias, baías, ilhas paradisíacas, natureza, charme e sabores no coração da Grande Reserva da Mata Atlântica – outro Patrimônio Natural da Humanidade.
Por suas belezas naturais e investimentos em infraestrutura, o litoral paranaense é cada vez mais procurado por turistas de outros estados brasileiros e de países vizinhos, como Argentina e Paraguai.
A apenas uma hora da capital Curitiba, são mais de 100 praias e balneários com areias brancas e águas limpas. As ilhas merecem um capítulo à parte: verdadeiros paraísos de natureza preservada, com destaque para a famosa Ilha do Mel.
Para quem busca movimento, os municípios de Matinhos, Pontal do Paraná e Guaratuba oferecem belas praias e uma grande variedade de bares e restaurantes para curtir a noite.
Nos meses de janeiro e fevereiro, o Governo do Paraná realiza o projeto Verão Maior, com shows de nível nacional, internacional e atividades esportivas e turísticas nas areias do litoral.
Além disso, o litoral do Paraná oferece muita cultura, turismo de aventura e sabores únicos, como o barreado e os doces de banana, típicos das históricas cidades de Morretes e Antonina.
Nesta temporada, 2,56 milhões de pessoas curtiram as atrações gratuitas nas areias.
Um lugar para conhecer e se apaixonar!
GUARAQUEÇABA



Uma das formas mais encantadoras de viajar entre Curitiba e o litoral é de trem, em um percurso até Morretes pela centenária ferrovia que corta a maior área preservada de Mata Atlântica do país. O passeio da Serra Verde Express é o único atrativo brasileiro incluído no ranking dos melhores do mundo da publicação Amazing Train Journeys, do portal britânico Lonely Planet.
Com cerca de quatro horas de duração, o trem percorre 65 quilômetros, passando por 41 pontes, 13 túneis, paredões rochosos e cachoeiras, sobre uma via com mais de 135 anos de história. O passeio também se destaca por oferecer diferentes tipos de vagões: alguns focados em experiência
Duas cidades históricas a menos de uma hora da capital, que combinam arquitetura colonial, belezas naturais e experiências sensoriais.
Na Baía de Antonina, a canoagem permite observar a biodiversidade local enquanto se navega por águas tranquilas.
Em Morretes, o Ekôa Park se destaca como um centro de ecoturismo que reúne atividades como arvorismo, tirolesa e trilhas interpretativas em um ambiente de imersão na Mata Atlântica.
Para os mais aventureiros, os cumes do Parque Estadual do Marumbi e o Pico do Sete oferecem desafiadoras opções de montanhismo.
Os restaurantes servem o barreado, prato típico do litoral, além de frutos do mar.
O município de Ponta Grossa é ideal para um bate-volta a partir de Curitiba: apenas uma hora de carro pela BR-376. Um dos principais atrativos da região é o Parque de Vila Velha, famoso por suas grandiosas formações rochosas esculpidas pela natureza ao longo de milhares de anos. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, é uma ótima opção para quem deseja contemplar a natureza, aproveitar atividades recreativas e de aventura e conhecer os Arenitos, as Furnas e a Lagoa Dourada. O parque possui quase 4 mil hectares e preserva fragmentos de floresta com araucárias e vegetação de campos nativos.

e conforto, enquanto outros contam a história da linha férrea.


6. Resorts do Paraná: luxo, lazer e descanso
São mais de 40 resorts, spas e hotéis de luxo espalhados por todo o estado, oferecendo tudo o que o hóspede pode desejar para celebrar a vida com a família, amigos ou em grandes eventos corporativos.
Os resorts são uma das formas mais prazerosas e práticas de passar as férias, um feriado ou até mesmo um fim de semana: diversão para toda a família, geralmente com todas as refeições incluídas.
Ou seja, você não precisa se preocupar com nada — apenas em aproveitar.










A Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC) nasceu no ano 2000 com uma missão clara: promover, fortalecer e ampliar as operações de trens turísticos no Brasil, incentivando novos projetos e consolidando o transporte ferroviário como importante vetor do turismo nacional.
Com mais de duas décadas de atuação, a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC) tornou-se referência no setor, reunindo atualmente 19 empresas associadas distribuídas em sete estados brasileiros — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais.
Juntas, essas operações transportam mais de quatro milhões de passageiros por ano, número que demonstra a força e a relevância do segmento.
Mais do que promover viagens, a ABOTTC atua na valorização do patrimônio histórico ferroviário, na preservação cultural e no fortalecimento das economias regionais. Ao longo de sua trajetória, conquistou espaço institucional estratégico, garantindo cadeira no Conselho Nacional do Turismo e no Comtur de Curitiba, consolidando sua voz nas decisões que impactam o setor.
O trabalho da associação reforça a importância dos trilhos como instrumentos de integração, memória e desenvolvimento sustentável

AdonaiArruda Filho, presidente daABOTTC
À frente da ABOTTC está Adonai Aires de Arruda Filho, um dos principais representantes do turismo ferroviário brasileiro. Além da presidência da entidade, ele também atua como diretor Geral da Serra Verde Express e da BWT Operadora.
Sua atuação é marcada pela defesa da valorização histórica das ferrovias e pelo reconhecimento do impacto econômico que os trens turísticos promovem
nas cidades atendidas. Sob sua liderança, a associação fortalece o diálogo com o poder público, amplia a visibilidade do setor e fomenta novos investimentos.
A ABOTTC trabalha de forma contínua no desenvolvimento de projetos, na troca de boas práticas entre as operadoras associadas e na qualificação da experiência oferecida aos passageiros. O foco está em garantir segurança, excelência operacional e inovação, mantendo o equilíbrio entre tradição e modernidade.
O turismo ferroviário, nesse contexto, deixa de ser apenas um passeio e passa a ser instrumento de transformação regional, geração de empregos e preservação da memória brasileira.
A Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) celebra a recente aprovação, pela comissão de viação e transportes da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 3803/24, que pode assegurar a continuidade dos trens turísticos em trechos ferroviários desativados ou onde não haja mais demanda de cargas.
“A manutenção dos trens turísticos nas ferrovias inativas não apenas preserva a história ferroviária nacional, mas também impulsiona a economia local, beneficiando comunidades e promovendo o desenvolvimento regional”, afirma Adonai Aires de Arruda Filho, presidente da associação.
De acordo com Arruda Filho, a decisão representa um avanço estratégico para o setor, garantindo que as operações turísticas possam ser mantidas até a definição das indenizações devidas pelas concessionárias ao poder público.
A manutenção dos trens turísticos nas ferrovias inativas não apenas preserva a história ferroviária nacional, mas também impulsiona a economia local, beneficiando comunidades e promovendo o desenvolvimento regional
A força da ABOTTC está na diversidade e na qualidade de seus associados. Cada operação possui identidade própria, conectando visitantes a paisagens, histórias e tradições locais.
• RIO DE JANEIRO
Trem do Corcovado – Rio de Janeiro (RJ)
• SÃO PAULO
Viação Férrea Campinas - Jaguariúna –Campinas/Jaguariúna (SP)
Trem dos Imigrantes – São Paulo (SP)
Trem da República – Itu/Salto (SP)
Trem de Guararema – Guararema (SP)
• MINAS GERAIS
Trem das Águas – São Lourenço (MG)
Trem da Serra da Mantiqueira – Passa Quatro (MG)
• PARANÁ
Serra Verde Express – Curitiba/Morretes (PR)
Trem Caiçara – Morretes/Antonina (PR)
• SANTA CATARINA
Trem da Serra do Mar – Rio Negrinho (SC)
Trem das Termas – Piratuba (SC)
Trem do Vale Europeu – Apiúna (SC)
Passeio Ferroviário Expresso – Tubarão (SC)
• RIO GRANDE DO SUL
Trem do Vinho – Bento Gonçalves/Carlos Barbosa (RS)
Trem do Pampa – Santana do Livramento (RS)
Trem de Marcelino Ramos – Marcelino Ramos (RS)
• PERNAMBUCO
Trem do Forró – Recife (PE)


Cada trajeto representa uma experiência singular, seja pela paisagem, pela gastronomia, pela música ou pelo resgate histórico.

O turismo ferroviário tem papel estratégico no desenvolvimento regional. Ao movimentar mais de 4 milhões de passageiros por ano, as operadoras associadas à ABOTTC geram empregos diretos e indiretos, fortalecem o comércio local e impulsionam setores como hotelaria, gastronomia e artesanato.
Além do impacto econômico, há uma contribuição cultural significativa. Os trens turísticos preservam estações históricas, locomotivas centenárias e trechos ferroviários emblemáticos, mantendo viva a memória da formação do Brasil.
A ABOTTC atua como articuladora nacional, promovendo integração entre as operadoras, estimulando políticas públicas e defendendo o reconhecimento do segmento como patrimônio cultural e

ativo estratégico do turismo brasileiro.
Mais do que conectar cidades, os trilhos conectam passado e presente — e apontam para um futuro em que o turismo ferroviário seguirá crescendo como experiência autêntica, sustentável e transformadora.















Estado mais visitado do Sul do Brasil por turistas nacionais e 4º do país mais visitado por turistas internacionais – mais de 1,064 milhão de turistas estrangeiros em 2025!







O Estado Natural, que abriga uma das Sete Maravilhas do MundoCataratas do Iguaçu - e referência em sustentabilidade, com parques, turismo em meio à Mata Atlântica e gastronomia única.









Com mais de 84 mil votos, iniciativa valoriza estratégias,




PATROCÍNIOS:



“A votação do M&E Awards 2026 contou com forte engajamento do mercado. Em diversas categorias, a disputa foi bastante acirrada, com diferenças mínimas entre os mais votados. Os destinos fizeram campanhas lindas, se dedicaram a conquistar os prêmios e levam pra casa agora um título de grande relevância, uma chancela fornecida pelo principal veículo de comunicação do setor”, destacou.
Com categorias que refletem a diversidade do turismo brasileiro, o M&E Awards reconhece destinos que se destacam por suas estratégias, atrativos e capacidade de gerar experiências relevantes. A seleção dos três destinos finalistas em cada categoria foi feita através de uma curadoria da própria equipe do MERCADO & EVENTOS, além de autoridades do setor.
A realização da primeira edição do M&E Awards não seria possível sem o apoio de importantes nomes do setor. Em 2026, o prêmio conta com patrocínio da Sakura Consolidadora e do Affinity
Seguro Viagem, que apoiam a iniciativa como parceiras estratégicas do projeto.
Para Wagner Chaves, CEO da Sakura, a parceria reforça o compromisso com o setor. “Ninguém chega longe sozinho, e o MERCADO & EVENTOS faz parte da nossa trajetória. Apoiar um prêmio que reconhece os destinos nacionais faz todo sentido, porque valoriza quem faz o turismo acontecer”, afirmou
Já Alexandre Lança, diretor de Marketing do Affinity Seguro Viagem, destaca a importância da valorização do mercado interno. “Patrocinar o M&E Awards é uma forma de valorizar o turismo brasileiro e reconhecer os destinos que fazem o setor avançar. Queremos reforçar a importância dos viajantes contratarem o seguro viagem também para viagens dentro do Brasil”, completou.
Mais do que premiar, o M&E Awards se firma como uma plataforma de reconhecimento e incentivo ao desenvolvimento do turismo nacional, fortalecendo destinos e ampliando sua visibilidade no mercado.

PATROCÍNIOS: REALIZAÇÃO:





























Plataforma nasce como resposta à fragmentação do trade e propõe um novo modelo baseado em conexão contínua, inteligência e comportamento de mercado
Natália Strucchi
O turismo brasileiro cresceu, diversificou rotas e ampliou sua presença — mas, por trás dos números positivos, manteve uma estrutura fragmentada, baseada em relações pontuais, excesso de informação desconectada e pouca organização prática do mercado. É nesse cenário que o Mercado & Eventos apresenta oficialmente o HUB ME, uma iniciativa que propõe não apenas uma nova plataforma, mas uma nova lógica de funcionamento para o trade.
O que é o HUB ME ?
O HUB ME é o novo centro digital do trade turístico brasileiro, criado para conectar agentes de viagem, empresas e marcas em um ambiente contínuo de interação, troca e desenvolvimento. Diferente de iniciativas tradicionais, ele não se posiciona como portal, comunidade ou marketplace. Trata-se de uma infraestrutura de mercado. Na prática, isso significa um espaço onde o trade não se encontra apenas em momentos pontuais — como feiras ou eventos —, mas opera de forma constante, com acesso à informação qualificada, relacionamento e oportunidades.
O HUB ME vai além do digital?
A proposta do HUB ME é integrar diferentes frentes do mercado. Ele se conecta diretamente com eventos presenciais, ativações institucionais, encontros estratégicos e iniciativas de capacitação. O Hub não substitui o mercado — ele amplifica o mercado.
Mais do que um ambiente digital, o HUB ME surge como uma infraestrutura contínua, onde profissionais, empresas e soluções passam a se conectar de forma estruturada, com foco em troca real, inteligência e geração de negócios.
“O Hub ME nasce para resolver um problema estrutural do turismo brasileiro. O mercado sempre foi relacional, mas nunca foi organizado. Estamos criando uma camada onde o trade deixa de apenas existir e passa, de fato, a operar de forma integrada”, afirma o diretor-executivo do Mercado & Eventos, João Taylor.
ponto
O lançamento do HUB ME marca uma mudança de lógica no turismo nacional. Em vez de um mercado baseado apenas em volume e presença, surge um modelo orientado por conexão, inteligência e organização. “O novo poder do mercado não está no volume, mas na conexão. Quem entender isso primeiro, se posiciona antes e lidera o movimento”, conclui João Taylor.
Qual a diferença entre o HUB ME e a mídia tradicional?
O modelo tradicional de comunicação no turismo é baseado em audiência. O HUB ME é baseado em participação. Enquanto a mídia mostra o que aconteceu, o Hub revela o que está acontecendo — em tempo real, a partir do comportamento dos agentes.
Por que o HUB ME foi criado?
O projeto nasce a partir de um diagnóstico claro: o modelo atual do turismo funciona, mas está longe do seu potencial máximo.
Entre os principais desafios identificados estão: fragmentação do trade; comunicação pulverizada; excesso de informação sem contexto; baixa eficiência de ações pontuais e ausência de canais estruturados de troca.
Para agentes de viagem, isso se reflete em
Como o HUB ME funciona na prática?
O HUB ME atua como um ponto de convergência do trade, reunindo agentes de viagem, operadoras, consolidadoras, fornecedores e marcas do setor. Mas com uma mudança central: os agentes participam ativamente e as empresas acessam institucionalmente.
Essa lógica transforma o ambiente, que deixa de ser um espaço de exposição e passa a ser um espaço de acesso qualificado. Dentro do Hub, acontecem: con -
isolamento, pouca visibilidade e dificuldade de acesso a oportunidades. Já para as empresas, o cenário inclui baixo retorno de investimento em ações e falta de leitura real do comportamento do mercado.
“O problema nunca foi falta de oportunidade. Foi falta de estrutura. O Hub vem justamente para organizar o que já existe, conectando as partes certas no momento certo”, reforça João Taylor.
Qual o novo papel do Mercado & Eventos ?
Com o HUB ME, o Mercado & Eventos amplia sua atuação no setor. De veículo de comunicação, passa a atuar como: organizador do mercado, mediador de relações, curador de conteúdo e estruturador de contexto. “O Hub não compete com o trade. Ele organiza o trade. Nosso papel evolui junto com a necessidade do mercado”, destaca João Taylor.



Evento traz como tema principal o turismo regenerativo, e quer colocar o agente no centro

Janaina Brito
Os corredores do Expo Center Norte começam a ganhar vida entre estes dias 14 e 16 de abril, e a WTM Latin America 2026 se consolida como um dos principais pontos de encontro da indústria turística no continente. Gratuito para agentes de viagens, o evento chega com a proposta de aprofundar discussões estratégicas, ampliar conexões e, sobretudo, reforçar um conceito que permeia toda a programação deste ano: o turismo regenerativo.
“A gente vem trabalhando esse conceito e ele estará muito presente. Um dos reflexos mais diretos dessa abordagem está no Prêmio de Turismo Responsável, que ganha uma categoria inédita dedicada exclusivamente ao turismo regenerativo. Eu vejo isso como uma forma de promover mesmo, de dar luz, de colocar um holofote nessas iniciativas que já estão acontecendo”, destacou.
Essa lógica de experiência e interação também se traduz no novo desenho da feira. Pela primeira vez, a área de experiências ocupa uma posição central no pavilhão, incentivando um contato mais próximo entre visitantes e expositores. “Agora, no meio do evento, a gente vai ter essa área para os visitantes interagirem, terem um outro tipo de contato com os
expositores”, disse Bianca. “A nossa atmosfera de negócios permanece, mas a experiência vem para fortalecer ainda mais essa conexão”.
Outro eixo estratégico desta edição é o fortalecimento do agente de viagens. Com a campanha “Agente Protagonista”, a feira investe em uma curadoria dedicada a esse público. “A gente está trabalhando muito especificamente com os agentes de viagem nessa edição. Tem uma curadoria de conteúdos pensada para eles, com temas de transformação, tecnologia e tendências”, ressaltou. Além disso, um lounge exclusivo foi criado para atender esse perfil. “É um espaço para que eles possam descansar, fazer reuniões e aproveitar melhor o evento”.
No campo da sustentabilidade, o desafio é proporcional ao tamanho da feira. Ainda assim, a organização avança com práticas alinhadas a metas globais, incluindo gestão de resíduos, reciclagem de materiais e iniciativas voltadas à redução de impacto ambiental. O conceito, no entanto, vai além: incorpora também dimensões sociais e econômicas, em sintonia com as discussões promovidas no evento.
A edição de 2026 também se destaca pela diversidade de expositores e pela presença internacional reforçada. Destinos europeus como Portugal, Espanha e Itália ampliam participação, enquanto mercados latino-americanos — como Argentina, Colômbia e Peru — ganham ainda mais relevância. O Caribe marca presença com o retorno de Bahamas e Jamaica, e a Ásia aparece com novas empresas, incluindo representantes do Japão.
Apesar de manter um número de expositores próximo ao da edição anterior, cerca de 900 players, o foco está na qualidade. “Estamos trabalhando muito na qualificação este ano. Esse é o nosso maior indicador”, reforçou. “Claro que o volume é importante, mas a satisfação e a qualidade das conexões são fundamentais”.
Outro destaque é a ampliação do programa de Hosted Buyers, que traz mais compradores internacionais para o evento. Nesta edição, 85 compradores internacionais fazem parte da delegação.

Após quase quatro anos à frente da Embratur, gestor encerra ciclo com recordes históricos, reposicionamento global e reconhecimento do setor

Foto: Eric RibeiroM&E
“Vamos trabalhar juntos para reconstruir a Embratur e transformar o turismo num instrumento de desenvolvimento sustentável e geração de emprego”, afirmou em sua primeira fala pública.
O que se viu a partir dali foi uma virada silenciosa, porém profunda. Freixo fez da escuta sua principal estratégia. Cercou-se de uma das equipes mais técnicas - se não a mais, que a Embratur já viu, abriu diálogo com o mercado, buscou conhecimento, e, sobretudo, entendeu que o turismo não é apenas uma indústria: é um elo entre identidade, economia e imagem internacional.
30 de dezembro de 2022. O Brasil respirava, ainda com cautela, após anos de isolamento. O turismo, um dos setores mais impactados pela pandemia, começava a se reerguer, não apenas em números, mas em esperança. Foi neste cenário de reconstrução que o nome de Marcelo Freixo surgiu como aposta para liderar a Embratur.
A indicação, feita pela então ministra do Turismo, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, carregava dúvidas. Não pela capacidade política de Freixo, amplamente reconhecida, mas pela ausência de um histórico direto no turismo. A pergunta ecoava nos corredores do trade: estaria o setor sendo compreendido em sua complexidade?
Hoje, mais de três anos depois, a resposta não apenas se consolidou, ela se transformou em legado.
O início foi marcado por desconfiança. Conhecido por sua atuação no combate às milícias no Rio de Janeiro, Freixo trazia consigo uma trajetória sólida na segurança pública e na política. Mas turismo? Parecia um território distante. E ele sabia.
Nos primeiros dias à frente da Embratur, a urgência era evidente. Era preciso reorganizar a casa, reconstruir pontes e reposicionar o Brasil no cenário global.
Freixo apostou em três pilares: técnica, integração e inteligência de dados.
“Faremos uma gestão baseada em boas práticas, com foco em promoção internacional, inovação e sustentabilidade”, destacou.
As reuniões interministeriais, a retomada da Marca Brasil, a aproximação com estados e municípios e o diálogo com o setor privado marcaram o início de uma gestão que rapidamente deixou de ser promessa para se tornar ação.
A estreia internacional aconteceu na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), em 2023. Ali, ainda no início da gestão, Freixo demonstrava entusiasmo, e uma visão clara do que estava por vir.
“O Brasil voltou”, afirmou, em tom firme.
E voltou mesmo.
Nos anos seguintes, o país não apenas recuperou sua presença internacional, como passou a liderar rankings de crescimento. Em 2025, o Brasil atingiu a marca de nove milhões de turistas estrangeiros e ultrapassou US$ 8 bilhões em
receita, números que reposicionaram o turismo como vetor estratégico da economia nacional.
O maior legado, no entanto, não está apenas nos resultados, mas na forma como eles foram alcançados.
A gestão Freixo implementou uma mudança estrutural na atuação da Embratur:
✔ Integração com estados e municípios
✔ Planejamento baseado em dados
✔ Promoção internacional segmentada
✔ Diálogo constante com o trade
✔ Valorização da diversidade regional
O Plano Brasis, primeiro grande Plano de Marketing Internacional desde 2004, simboliza essa transformação. Mais do que promover destinos, ele passou a contar histórias e a mostrar um Brasil plural, autêntico e preparado.
O HOMEM POR TRÁS DO CARGO
Ao longo da gestão, uma característica se manteve constante: a presença.
Freixo esteve em feiras, eventos, reuniões e entrevistas. Mesmo em momentos difíceis, manteve o compromisso com o setor, sempre acessível, sempre disposto ao diálogo.
Para o MERCADO & EVENTOS, foram inúmeras entrevistas. E, a cada uma delas, algo ficava evidente: o aprendizado contínuo.
“A Embratur não é fim, é meio. Quem ganha é o destino, o hotel, o restaurante. E o Turismo é isso: geração de emprego e renda”, repetia.
Mais do que gestor, tornou-se parte ativa de um ecossistema que aprendeu a respeitar, e que passou a respeitá-lo de volta.
A ÚLTIMA ENTREVISTA: MISSÃO CUMPRIDA
Na BTL 2026, já em tom de despedida, Freixo concedeu sua última entrevista como presidente da Embratur. O discurso, agora, era de balanço, e de realização.
“O Brasil hoje está na prateleira do mundo como nunca esteve”.
A frase resume mais do que números. Resume percepção, imagem e confiança.
RELEMBRE AS 10 MAIORES CONQUISTAS DE FREIXO A FRENTE DA EMBRATUR
Ao longo de sua gestão à frente da Embratur, Marcelo Freixo acumulou conquistas que
reposicionaram o Brasil no cenário global do turismo:
✔ Recorde histórico de 9 milhões de turistas internacionais e mais de US$ 8 bilhões em receita
✔ Criação do Plano Brasis, primeiro planejamento estratégico internacional em duas décadas
✔ Revalorização da Marca Brasil, com resgate de identidade e coerência na promoção
✔ Implementação de gestão baseada em inteligência de dados e evidências
✔ Reconstrução da imagem do Brasil no exterior após anos de desgaste
✔ Fortalecimento da presença em feiras internacionais com estratégia integrada
✔ Ampliação do diálogo com estados, municípios e todo o trade turístico
✔ Montagem de uma equipe técnica altamente qualificada e reconhecida pelo mercado
✔ Inserção do turismo como pauta econômica central no governo de Luiz Inácio Lula da Silva
✔ Consolidação do turismo como ferramenta de desenvolvimento social, geração de emprego e renda no país
DESPEDIDA QUE NÃO É O FIM
Ao deixar o cargo para disputar uma nova eleição, Freixo encerra um ciclo que começou sob desconfiança e terminou sob reconhecimento. Há despedidas que encerram histórias. Outras, inauguram legados.
A passagem de Marcelo Freixo pela Embratur pertence à segunda categoria. Ele não fez sozinho, e nunca quis fazer. Construiu pontes, fortaleceu equipes, devolveu ao Brasil algo que havia se perdido: o respeito internacional no turismo.
E talvez esse seja seu maior feito. Porque, no fim, turismo é mais do que viajar.
É sobre como um país se apresenta ao mundo, e como o mundo decide enxergá-lo.
Hoje, esse olhar mudou. E parte dessa mudança carrega, inevitavelmente, a assinatura de Marcelo Freixo.


Viva a experiência Costa, do clássico ao contemporâneo





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Reis acumula mais de duas décadas de atuação no turismo e uma carreira construída dentro da própria Embratur

Foto: Ana AzevedoM&E
minante para fortalecer a imagem do Brasil em mercados prioritários e ampliar a visibilidade do destino em escala global.
Em sua passagem mais recente pela Embratur, como diretor, Bruno liderou uma série de iniciativas voltadas à reestruturação da presença internacional do Brasil. Entre os principais focos estiveram a qualificação da participação do país em feiras e eventos internacionais e a retomada da conexão com mercados estratégicos, especialmente no contexto pós-pandemia.
O nome de Bruno Reis era a escolha mais óbvia da Agência para assumir a presidência da Embratur, em substituição a Marcelo Freixo - que deixou o cargo após mais de três anos, para disputar eleições em 2026, consolidando uma trajetória rara no setor público: a de um profissional que iniciou sua carreira como estagiário e percorreu praticamente todos os níveis da instituição até chegar ao posto mais alto.
Bacharel em Turismo, Bruno iniciou sua trajetória profissional há mais de 20 anos na própria Embratur. Desde então, construiu uma carreira sólida dentro da Agência, passando por funções como assistente, analista, coordenador de mercados e gerente de Mercados e Eventos Internacionais. Esse percurso técnico, aliado ao conhecimento acumulado sobre promoção turística internacional, o posiciona como um dos nomes mais experientes dentro da estrutura da instituição.
Ao longo dos anos, esteve diretamente envolvido em momentos estratégicos da promoção do Brasil no exterior. Entre eles, a coordenação das ações globais durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016, quando gerenciou os 13 escritórios internacionais de promoção do país. A atuação nesses megaeventos foi deter-
A escolha de Bruno para assumir a presidência da Embratur indica uma continuidade na estratégia de fortalecimento da promoção internacional do Brasil, com foco em inteligência de mercado, conectividade aérea e posicionamento competitivo do país. Em diferentes momentos de sua trajetória, o executivo tem defendido uma atuação cada vez mais estruturada e orientada por dados na promoção turística. “Uma boa ação precisa estar alinhada ao Plano Brasis. Ela começa com inteligência de mercado e dados concretos, passa por uma atuação integrada entre os atores locais e chega à execução com foco em conversão e resultados mensuráveis”, disse Reis.
Em entrevista ao Mercado & Eventos, ao relembrar sua trajetória dentro da própria Agência, Bruno destacou o valor da experiência construída ao longo dos anos e o papel da equipe na consolidação dos projetos. “Comecei como estagiário e tive a oportunidade de aprender em diferentes áreas da Embratur, o que me deu uma visão ampla da promoção internacional do Brasil e da importância do trabalho integrado”, afirmou.
“De fato, quando a gente realmente escolhe este caminho do turismo, sabemos o quanto faz diferença. Sou um apaixonado pelo nosso País e ser apaixonado pelo Brasil faz toda a diferença neste meu posto. Eu tenho muito que agradecer aos meus gestores passados, agradecer de fato a todos que me ajudaram nesta trajetória”, completou Bruno.















Movimentos refletem alterações duradouras nos valores, nas motivações e na forma como as pessoas planejam e vivenciam suas viagens
Em um cenário de transformações constantes, as tendências do turismo para 2026 reforçam mudanças que vêm se consolidando no comportamento do viajante. Mais do que modismos passageiros, esses movimentos refletem alterações duradouras nos valores, nas motivações e na forma como as pessoas planejam e vivenciam suas viagens.
1. SAÚDE E BEM-ESTAR NAS VIAGENS
O turismo de saúde e bem-estar se consolida como uma das principais forças do setor em 2026. As viagens deixam de ter apenas caráter recreativo e passam a incorporar práticas de autocuidado, incluindo saúde mental, equilíbrio emocional e bem-estar físico. Spas, águas termais e atividades como yoga, meditação e trilhas ganham protagonismo, assim como experiências mais holísticas e conectadas à natureza.
2. EM BUSCA DO ESPORTE
Eventos esportivos seguem como importantes motivadores de viagem, impulsionando deslocamentos para competições como Copa do Mundo, Olimpíadas e campeonatos internacionais. Além de assistir, cresce o interesse em vivenciar o esporte no destino, seja visitando arenas e museus ou praticando atividades como corrida e ciclismo.
A gastronomia se fortalece como uma das principais formas de conexão com o destino. O viajante busca compreender a cultura local por meio de sa-
A análise da 7ª edição da Revista Tendências do Turismo da Embratur mostra que, embora a tecnologia avance e acelere decisões, o turismo caminha em paralelo para uma valorização crescente da autenticidade, do bem-estar e das experiências com significado. O resultado é um viajante mais estratégico, informado e consciente, que busca equilibrar custo, propósito e qualidade das vivências.
bores, ingredientes e modos de preparo, valorizando desde restaurantes típicos até mercados e produtores locais. Experiências participativas, como aulas de culinária e visitas a vinícolas, também ganham espaço.
Filmes, séries e conteúdos digitais continuam influenciando a escolha de destinos. O chamado set-jetting leva viajantes a lugares vistos nas telas, motivados pelo desejo de vivenciar cenários e recriar experiências ligadas à cultura pop.
5.
Experiências com apelo nostálgico crescem como resposta à hiperconectividade. Hospedagens históricas, roteiros ligados à memória e vivências que resgatam histórias pessoais ou coletivas ganham relevância, reforçando o desejo por conexões emocionais mais profundas.
O turismo de natureza segue em alta, impulsionado pela busca por desaceleração e contato com o meio ambiente. Atividades ao ar livre, contemplação e experiências em áreas preservadas ganham destaque, assim como o interesse por fenômenos naturais e destinos ameaçados pelas mudanças climáticas.

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Um Parque Temático por dia, a menos que a opção Park Hopper ou Park Hopper Plus seja comprada. Parques, atrações e outras ofertas sujeitos a disponibilidade, fechamentos e alterações ou cancelamentos sem aviso prévio ou responsabilidade.
IMPULSIONADOR DA VIAGEM
Eventos culturais, esportivos e musicais influenciam diretamente a escolha do destino e do período da viagem. Shows, festivais e competições se consolidam como catalisadores de fluxo turístico, reunindo viajantes em torno de experiências coletivas.
2. ESCOLHAS MAIS CONSCIENTES
A sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a integrar o processo de decisão. O viajante valoriza destinos menos massificados, experiências que apoiem comunidades locais e práticas com menor impacto ambiental, ainda que o custo continue sendo um fator relevante.
3. FOCO NO CUSTO-BENEFÍCIO
A busca por equilíbrio entre preço e experiência
1. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA
A inteligência artificial transforma o planejamento de viagens, permitindo a criação de roteiros personalizados, comparação de preços e tomadas de decisão mais rápidas. Durante a viagem, assistentes digitais e aplicativos ampliam a autonomia e a praticidade do viajante.
2. O TRANSPORTE COMO PARTE DA EXPERIÊNCIA
O deslocamento deixa de ser apenas funcional e passa a integrar a experiência. Viagens de carro, trem e cruzeiros ganham destaque, oferecendo uma jornada mais imersiva e conectada ao percurso.
3. VIAGENS EM FAMÍLIA E MULTIGERACIONAIS
As viagens em grupo familiar, incluindo diferentes
se intensifica. O viajante se torna mais estratégico, optando por períodos como a baixa temporada e combinando diferentes padrões de consumo para otimizar gastos sem abrir mão de experiências relevantes.
4.
A autenticidade ganha protagonismo, com viajantes buscando experiências reais, conectadas ao cotidiano local. Recomendações espontâneas, contato com moradores e vivências culturais se tornam mais valorizados do que roteiros tradicionais.
5. DESTINOS ALTERNATIVOS
Destinos menos explorados ganham espaço, impulsionados pela busca por exclusividade, menor aglomeração e custos mais acessíveis. A tendência também dialoga com o desejo de descoberta e apoio a economias locais.
6. VIAGENS LITERÁRIAS
Inspiradas por livros e narrativas, essas viagens refletem o desejo de desacelerar e vivenciar ambientes que favoreçam a contemplação e a imersão. Embora ainda em desenvolvimento, indicam um movimento de reconexão com experiências mais introspectivas.
gerações, crescem como forma de fortalecer vínculos e valorizar o tempo compartilhado. O turismo passa a ocupar o papel de experiência coletiva, substituindo encontros tradicionais.
4. VIAGENS INSPIRADAS PELAS REDES SOCIAIS
As redes sociais seguem influenciando decisões, mas com mudança de comportamento. Conteúdos espontâneos e recomendações reais ganham mais credibilidade do que produções altamente editadas, especialmente entre as gerações mais jovens.
5. VIAGENS MAIS LONGAS
Cresce o interesse por viagens mais longas e imersivas, motivadas pela busca por desconexão e experiências mais profundas. Ao mesmo tempo, há uma reorganização das jornadas, com equilíbrio entre tempo, orçamento e qualidade da experiência.
6. VIAGENS COM
O conceito de “whycation” ganha força, colocando o propósito no centro da decisão de viagem. Mais do que o destino, importa o significado da experiência, com foco em transformação pessoal, aprendizado e conexão emocional.
Principais lideranças do trade nacional apontam caminhos para o futuro do setor
Beatriz Waehneldt
O Brasil projeta os próximos anos com perspectivas positivas no turismo, mas o avanço do setor traz uma nova questão central: “Qual será o princi-
pal fator de competitividade do turismo brasileiro nos próximos cinco anos?”. Diante disso, o MERCADO & EVENTOS ouviu lideranças do trade para entender quais caminhos devem definir a competitividade do turismo brasileiro nos próximos cinco anos.
“A capacidade de integrar tecnologia, personalização e qualidade de atendimento em toda a jornada do viajante. A demanda aponta para experiências mais relevantes, seguras e fluidas, enquanto o mercado B2B exigirá agilidade, confiança e suporte estratégico. Ganham espaço as empresas que investem em inteligência de dados, curadoria qualificada de produtos e eficiência operacional. O diferencial competitivo estará na combinação entre escala, relacionamento e capacidade de adaptação às novas demandas do consumidor.”
Gabriel Cordeiro, diretor-geral da BWT Operadora

“O viajante de alto padrão hoje busca mais do que um destino, ele busca um propósito e uma conexão profunda com o ambiente, o que chamamos de Ocean State of Mind. O futuro do turismo no Brasil pertence aos destinos e marcas que conseguirem equilibrar o uso de novos portos e roteiros menos conhecidos com um compromisso inegociável com a sustentabilidade e a preservação ambiental, garantindo que o luxo de amanhã seja, acima de tudo, consciente e transformador.”
Flavio Corr ê a, Business Relationship Lead da Explora Brasil

“O desenvolvimento de produtos em muitos dos estados brasileiros trará uma maior competitividade ao turismo no país. É importante que esta consolidação do produto seja acompanhada por uma eficaz comunicação institucional e comercial. Igualmente, é fundamental criar condições de acesso aos vários destinos, através de voos diretos e competitivos no mercado internacional.”
Pedro Ribeiro, diretor de Vendas e Marketing da Vila Galé

“A capacidade de transformar a sua diversidade natural e cultural em experiências turísticas diferenciadas, apoiadas por uma estratégia sólida de promoção internacional e investimentos consistentes em infraestrutura. O Brasil tem ativos únicos, mas, para que esse potencial se traduza em resultados, será essencial ampliar a conectividade aérea, qualificar a mão de obra e apostar em práticas sustentáveis que respondam às tendências globais.”
Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas

“A competitividade do turismo brasileiro estará na combinação entre infraestrutura eficiente, maior conectividade e uma experiência cada vez mais qualificada. O país tem enorme potencial, mas precisa avançar na promoção internacional e na eficiência operacional. Tendências como personalização, sustentabilidade e tecnologia serão decisivas. Quem integrar esses pilares com consistência e visão estratégica se destacará no cenário global.”
Estela Farina, diretora da NCL no Brasil

“Sustentabilidade, autenticidade e humanização. O viajante está cada vez mais atento ao impacto da sua presença e busca conexões reais com a cultura local, com experiências que tenham propósito e verdade. Isso exige uma curadoria mais cuidadosa e uma entrega mais próxima, quase artesanal, mesmo em operações maiores. No fim do dia, o que sustenta valor é essa combinação de identidade local com sensibilidade no atendimento.”
Marcelo Andrade, sócio da Transmundi

“O turismo brasileiro passa, cada vez mais, por dois pilares: eficiência e relevância. Tecnologia e IA deixam de ser diferenciais e passam a ser base para escala, produtividade e distribuição. Ao mesmo tempo, ganha força quem consegue entregar experiências personalizadas, com curadoria e conhecimento.”
Mariana Azevedo, diretora de Marketing, Produtos e Operações no Brasil da Diversa

“Produtos que gerem experiência ao turista, convidando-o a se (re)conectar em ambientes onde possa desfrutar da natureza, de sua própria essência e vivenciar o momento. É indispensável realizar a promoção e venda desses produtos por meio de ferramentas digitais, com tecnologia e IA como aliadas do planejamento estratégico, sem deixar de lado a sustentabilidade do negócio. Outro ponto importante é ter atenção e empenho coletivo para formar e oferecer uma rede de profissionais capacitada para ‘SERVIR’, já que a hospitalidade faz toda a diferença.”
Celso Guelfi, presidente da GTA
“Será a eficiência financeira das empresas aliada à capacidade de adaptação à nova reforma tributária. Empresas mais eficientes terão uma vantagem competitiva clara. A transparência e a simplificação tributária tendem a favorecer negócios mais organizados, exigindo um nível maior de profissionalização do setor. Mais do que apenas atrativos turísticos, o diferencial estará na gestão inteligente do negócio, com foco em eficiência, planejamento tributário e sustentabilidade financeira no longo prazo.”
Ana Santana, diretora-geral do Grupo Schultz


“Para o setor de cruzeiros marítimos, dois fatores são primordiais para o Brasil: melhoria da infraestrutura portuária e redução de custos operacionais em estreita colaboração com os órgãos públicos. Ao otimizar a operação logística, conseguiremos receber mais navios e mais investimentos, tornando assim o produto turístico brasileiro mais acessível e atrativo frente a outros destinos.”
Ruy Ribeiro, diretor Comercial da Costa Cruzeiros no Brasil

“Combinação entre diversidade de experiências e custo-benefício. O Brasil reúne praias, natureza e cultura como poucos destinos no mundo. A ampliação da malha aérea vai facilitar o acesso e colocar o país no radar dos demais viajantes. A realização de eventos de grande porte aumenta a visibilidade internacional, enquanto a melhora na prestação de serviços ajuda a fidelizar. Em resumo, o Brasil vai se destacar por entregar muita experiência com cada vez mais qualidade e acessibilidade.”
Daniel Castanho, diretor Comercial da Ancoradouro

“A capacidade das empresas de colocar as pessoas no centro da experiência. Isso significa oferecer jornadas mais seguras, acolhedoras e personalizadas, mas também assumir compromissos concretos com sustentabilidade, diversidade e responsabilidade social. Quem conseguir combinar tecnologia, qualidade de serviço com equipes preparadas e impacto positivo terá um diferencial competitivo importante.”
Leandro Pimenta, CEO da tg.mob

“A competitividade estará cada vez mais em experiências fora do óbvio, exclusivas e que despertem conexões reais. Mais do que oferecer opções, será essencial investir em curadoria qualificada, destacando o que é de fato imperdível. No segmento premium, não se trata de volume, mas de valor percebido, autenticidade e sofisticação na entrega.”
Ricardo Alves, CEO da Velle Representações

“Com um litoral extenso e grande potencial de desenvolvimento, o país tem nos cruzeiros um diferencial estratégico, ao permitir o acesso a múltiplos destinos em uma única viagem, impulsionar a economia local e promover o Brasil internacionalmente. Para atrair ainda mais visitantes, é fundamental avançar na infraestrutura turística e portuária, incluindo eficiência e competitividade dos custos operacionais, além de evoluir continuamente a oferta de experiências nos destinos, fator essencial para a atratividade do país.”
Adrian Ursilli, diretor-geral da MSC no Brasil

O crescimento dos eventos no Brasil escancara um problema: medir virou disputa, não estratégia


Felipe Abílio
Os eventos já não cabem mais na categoria de “movimento pontual” no turismo brasileiro. Viraram engrenagem e das grandes. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, sustentam uma economia que não para, ocupam hotéis fora de temporada, enchem restaurantes em dias comuns e mantêm uma cadeia inteira girando, do motorista de aplicativo ao pequeno fornecedor.
Os números ajudam a entender o tamanho disso. Em São Paulo, foram 47,2 milhões de turistas em 2025, com R$25,4 bilhões gerados. Não é coincidência. A cidade funciona como uma máquina de eventos, com agenda praticamente contínua entre feiras, congressos e grandes atrações. No Rio de Janeiro, o turismo movimentou R$24,5 bilhões até novembro do mesmo ano, impulsionado por um calendário que mistura entretenimento, eventos corporativos, esportivos e culturais ao longo de todo o ano, segundo dados oficiais das prefeituras.
O que antes era pico, agora virou base. Os eventos deixaram de ser exceção e passaram a estruturar a economia urbana. O problema é que essa força toda
ainda não vem acompanhada de uma medição à altura. Falta precisão, falta padrão e, principalmente, falta transformar números em estratégia de longo prazo.
É aí que começa o desafio. A professora e pesquisadora da USP, Mariana Aldrigui, mostra um ponto sensível dessa discussão. “Em termos de literatura recente, há poucos modelos consistentes de mensuração de impacto de eventos em todo o mundo, especialmente quando falamos de grandes eventos. As estimativas, entretanto, vêm se refinando cada vez mais, graças à combinação de dados trazidos de outras áreas, como o setor financeiro e as telecomunicações.”
Esse avanço não significa uniformidade. Cada destino ainda mede do seu jeito, o que dificulta qualquer comparação mais séria entre cidades. “Para fins de comparação, é importante que as metodologias sejam replicáveis, razão pela qual sempre há a demanda da descrição da metodologia. Muitos países contratam empresas especializadas para elaboração destas projeções ou medições, mas características locais precisam ser levadas em consideração, como as formas de pagamento mais utilizadas pelos participantes, volume de patrocínio, entre outros pontos.
No Brasil, entretanto, cada prefeitura usa parâmetros próprios para divulgar os resultados de seus eventos, e raramente são transparentes em termos de metodologia.”
Sem uma base comum, o risco de distorção cresce. E essa lógica contamina a percepção do impacto real. “Não se pode iniciar os cálculos a partir de estimativas equivocadas de eventos anteriores e a pressão política para gerar números maiores sempre. Estamos em um universo de mentiras criadas lá atrás e ampliadas ano a ano para satisfazer o ego de prefeitos e secretários", afirma Mariana.
“O fato de não haver uma cobrança mais sistemática da imprensa e da sociedade por coerência nos números faz com que qualquer informação valha. São números jogados ao vento, sem resultados concretos e perceptíveis pelo cidadão comum", pontua.
Se o poder público ainda patina, o setor privado tenta organizar essa conta com mais métodos. É o que aponta Doreni Caramori Júnior, presidente da Abrape, Associação Brasileira dos Promotores de Eventos.
“Atualmente, o que conseguimos medir com precisão são os indicadores de emprego formal, como estoque de vagas e saldos de contratações, além do número de empresas ativas. Essas informações vêm
de bases oficiais como o Novo CAGED, a RAIS e dados da Receita Federal.”
Quando o assunto é faturamento, o caminho ainda passa por projeções. “Por mensurar o volume de consumo e a movimentação financeira total (faturamento) do setor, a Abrape utiliza modelos que cruzam o peso do item "Recreação" no IPCA com a massa de rendimento real da população, calculada pela PNAD Contínua do IBGE, permitindo projetar o impacto financeiro das atividades de lazer e entretenimento na economia.”
Doreni reconhece a fragmentação histórica, mas vê um movimento de mudança.
“Historicamente, o Brasil apresentava uma grande fragmentação metodológica, com cada cidade ou evento utilizando critérios isolados e variados, como taxa de ocupação hoteleira ou fluxo de turistas, para medir o sucesso de suas iniciativas. No entanto, a Abrape tem liderado um movimento para unificar essa régua por meio da classificação por CNAEs, definindo o que é o core business do setor e as atividades que formam o seu hub.”
Olhando todas as pontas, a conclusão é que a discussão sobre eventos no Brasil já não é mais sobre relevância, isso está resolvido há tempos. A pergunta agora é outra, bem mais incômoda e urgente: quanto dessa potência a gente realmente entende e quanto ainda está sendo contado no escuro? Porque sem medir direito, o risco é seguir celebrando números grandes enquanto as decisões continuam pequenas.




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Embora o lazer lidere (72,6%), a busca por independência e liberdade é central para 65,1% das entrevistadas

e dez salários mínimos e 67,7% não têm filhos
Natália Strucchi
Um levantamento inédito do Ministério do Turismo revela que quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas e 31,4% realizam esse tipo de viagem com frequência. Nesse cenário, o Brasil ocupa papel de destaque: entre as 41,8% que já viajaram sozinhas (tanto no país quanto no exterior), 35,9% optaram por vivenciar essa experiência exclusivamente em território nacional. Apenas 4,6% nunca realizaram uma viagem solo pelo país.
As informações constam no Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, lançado pelo MTur. A publicação reúne dados e orientações para promover um turismo mais seguro e inclusivo. Com 72 páginas, o guia foi elaborado a partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, com 2.712 mulheres de todas as regiões do país. Elas compartilha-
ram percepções, motivações, receios e estratégias de viagem. O documento amplia o olhar sobre diferentes perfis, incluindo mães que viajam com filhos, mulheres maduras, profissionais em deslocamento a trabalho e entusiastas de nichos como ecoturismo, bem-estar e gastronomia.
A faixa etária predominante é de 35 a 44 anos (34,6%), seguida pelas faixas de 45 a 54 anos (22,1%) e 25 a 34 anos (21,7%). A maioria possui renda entre três e dez salários mínimos e 67,7% não têm filhos. Entre as mães com filhos menores, 58,5% sentiram-se seguras ao viajar com eles.
Embora o lazer lidere (72,6%), a busca por independência e liberdade é central para 65,1% das entrevistadas. Autoconhecimento, trabalho e visitas a familiares também são citados. Na escolha do destino, a segurança e a liberdade de escolha superam fatores como preço e conforto.
O material contou com a consultoria de 17 especialistas das áreas de turismo e gênero, além da parceria com a UNESCO e a jornalista Anelise Zanoni. O conteúdo dialoga com políticas públicas como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e o Protocolo Não é Não, reforçando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia turística.
“O guia nasce a partir de algo que sempre observei como jornalista e viajante: muitas mulheres desejam viajar sozinhas, mas ainda enfrentam inseguranças e falta de informação. Por isso, além de reunir histórias e experiências, o guia tem uma pesquisa inédita que dá visibilidade a esse cenário e traz dados para qualificar o debate sobre segurança, autonomia e mobilidade feminina no turismo”, destacou Anelise Zanoni, jornalista e consultora da UNESCO que participou da elaboração do guia.


situam-se na faixa mínimos; e 24,7% entre 1 e Além disso, 12,5% das informam renda superior a veja gráfico abaixo). corroboram a pesquisa realizada pela ONG Think Olga em parceria com o projeto “Sonhe Como Uma Garota”, que ouviu mais de mil mulheres e identificou que o desejo de viajar é um sonho central e persistente na vida das mulheres brasileiras, independentemente da faixa etária ou da condição socioeconômica.
mensal
Na jornada de deslocamento, elas consideram diferentes itens fundamentais:
73% valorizam a liberdade de escolha durante uma viagem sozinha
26,9% mínimos 12,5% salários mínimos
que participaram da pesquisa, entretanto, vive na região Sudeste, com destaque para São Paulo (23,3%), Rio de Janeiro (13,4%), Minas Gerais (9,8%) e Espírito
35 e 44 anos. Também formam grupos relevantes aquelas com idades entre 45 a 54 anos (22,1%), 25 a 34 anos (21,7%) e 55 a 64 anos (13,4%). Veja o gráfico abaixo.
de 18 anos
63,2% consideram importante sentir-se segura
57,8% desejam conhecer a cultura local
salários mínimos; 24,9% situam-se na faixa de 3 a 5 salários mínimos; e 24,7% entre 1 e 3 salários mínimos. Além disso, 12,5% das respondentes informam renda superior a 10 salários mínimos (veja gráfico abaixo). Esses dados corroboram a pesquisa “Os Sonhos Delas”, realizada pela ONG
6,5% 1 salário mínimo
42,1% consideram importante o preço praticado pelos empreendimentos de turismo
(Fonte: Mulheres que Viajam Sozinhas, 2025)
“Não existe coisa que empodere mais do que fazer uma viagem sozinha. Você descobre que é capaz de planejar e conhecer novos lugares, mesmo com
26,9% 5 a 10 salários mínimos 12,5% +10 salários mínimos
Think Olga em parceria com o projeto “Sonhe Como Uma Garota”, que ouviu mais de mil mulheres e identificou que o desejo de viajar é um sonho central e persistente na vida das mulheres brasileiras, independentemente da faixa etária ou da condição socioeconômica.
Fonte: Pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas”, Ministério do Turismo e UNESCO (2025)
40,2% acreditam que conforto e estrutura são fundamentais na viagem
24,7% 1 a 3 salários mínimos
6,5% 1 salário mínimo
todos os medos. Descobre que consegue contornar perrengues e fica com a sensação de ‘venci esse negócio!, olha aí o que eu consigo fazer!’ Todas nós podemos, é
24,7% 1 a 3 salários mínimos
24,9%
“Mulheres que Viajam Sozinhas”, Ministério do Turismo e UNESCO (2025)
Quanto às características das entrevistadas, quando perguntadas sobre sua orientação sexual, a maioria se identifica como heterossexual (83,2%), sendo a bissexualidade a orientação não heterossexual mais citada, com quase 10% das respostas.
mínimos
Fonte: Pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas”, Ministério do Turismo e UNESCO (2025)
respeito à autoiden58,9% das mulheres brancas, o que evidenpredominância entre as responsozinhas. Embora permita estabelecer essa distribuição relacionada a desigualdaacesso à renda, ao segurança, especialconsiderando que a maioria brasileira se identifica preta, segundo dados Brasileiro de Geografia e 2022).
36,6% eventos e festivais
No que diz respeito à autoidentificação racial, 58,9% das mulheres declararam-se brancas, o que evidencia sua predominância entre as respondentes que viajam sozinhas. Embora a pesquisa não permita estabelecer relações causais, essa distribuição pode estar relacionada a desigualdades estruturais no acesso à renda, ao tempo livre e à segurança, especialmente considerando que a maioria da população brasileira se identifica como parda ou preta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022).
Como se autoidentificam
64,2% ecoturismo 30,1% experiência gastronômica 44,9% experiências de bem-estar
escolhidos por elas nacionais quanto entrevistadas experiências de viadentro e fora do parcela signisomente no terrimostrando que o palco das jornadas observar os destinos nacional, as regiões destacam como entrevistadas. apenas 4,6% não viajaram que sugere que consolidando como um estimulante para
As motivações para viajar sozinha revelam o caráter íntimo e transformador dessas jornadas, já que deixar a zona de conforto do lar rumo ao desconhecido é percebido como uma oportunidade de crescimento pessoal e empoderamento.
preferiu não responder
0,3% indígena
58,9% branca 27,5% parda 10,8% preta 1,4% amarela 0,3% indígena 1% preferiu não responder
branca 27,5% parda 10,8% preta 1,4% amarela
Os números da pesquisa revelam que os principais fatores que as levam a viajar sem companhia são: a busca por momentos de lazer (72,6%) , o desejo por independência e liberdade (65,1%), o anseio por autoconhecimento (41,4%) e compromissos profissionais (37,6%).
oferecendo diversidade de destinos e condições que estimulam a autonomia das viajantes.
Norte 4,6% ainda não viajaram sozinhas pelo Brasil

Este breve retrato das brasileiras que viajam sozinhas evidencia um movimento crescente de mulheres que
Observa-se também que cerca de um terço das mulheres que viajam sozinhas tem entre 35 e 44 anos, o que sugere que, nessa fase da vida (possivelmente marcada por maior estabilidade financeira e liberdade pessoal) elas dispõem de mais autonomia para realizar
viagens individuais. Outro fator relevante é que a maioria das mulheres que viajam sozinhas (67,7%) não tem filhos. O turismo também está presente na cesta de consumo das mulheres em diferentes classes sociais. Entre as respondentes, 26,9% afirmam ter renda de 5 a 10
72,6% momentos de lazer 65,1% independência e liberdade
41,4% anseio por autoconhecimento
Atividades durante as viagens
68,3% atividades culturais 64,2% ecoturismo
37,6% compromissos profissionais Experiências culturais e contato com a natureza são as principais atividades buscadas pelas mulheres que viajam sozinhas. Entre as respondentes, 68,3% afirmam estar interessadas em atividades culturais , como visitas a museus, centros históricos, entre outros.
38,5% compromissos de trabalho 36,6% eventos e festivais
Os destinos escolhidos por elas incluem tanto locais nacionais quanto internacionais: 41,8% das entrevistadas afirmam que suas experiências de via-
30,1% experiência gastronômica 44,9% experiências de bem-estar
oferecendo diversidade de destinos e condições que estimulam a autonomia das viajantes.
O ecoturismo aparece em seguida,
O estudo indica que, até 2050, cerca de 70% da população mundial será potencial viajante, o equivalente a 6,7 bilhões de pessoas
Beatriz Waehneldt
O estudo The Power of Tr[AI]vel 2050, realizado pelo Google em parceria com a Alvarez & Marsal, projeta que as viagens internacionais vão atingir 3.5 bilhões de passageiros até 2050 e movimentar US$ 6 bi. O relatório analisa mercados emissores, destinos e turismo doméstico e indica que a América Latina, incluindo o Brasil, deverá crescer em volume, enquanto mercados maduros vão focar em rentabilidade. A Inteligência Artificial é apontada como elemento central para eficiência, personalização e competitividade.
O turismo internacional deverá mais do que duplicar até 2050, passando de 1,6 bilhão de viagens em 2025 para 3,5 bilhões. No mesmo período, a despesa internacional deverá crescer de US$ 1,8 bilhão para US$ 6 bilhões, adicionando US$ 4,2 bilhões ao mercado global.
A análise do Google baseia-se em modelos preditivos que combinam mais de 20 variáveis estruturais, bilhões de pesquisas no Google, mais de 90 mil pontos de dados de turismo e tendências da Iberia. O objetivo é oferecer uma visão de longo prazo para orientar decisões estratégicas até 2030, com projeções até 2050.
O estudo indica que, até 2050, cerca de 70% da população mundial será potencial viajante, o equivalente a 6,7 bilhões de pessoas. A população global deverá atingir 9,6 bilhões, impulsionada pela expansão da classe média e pelo aumento da expectativa de vida. O número de gerações viajando simultaneamente poderá chegar a oito.
A Ásia-Pacífico deverá ultrapassar a Europa como maior mercado emissor até 2050. Índia e China liderarão o ranking de saídas internacionais, com 415 milhões e 365 milhões de viagens outbound, respetivamente. Os Estados Unidos deverão alcançar 295 milhões. Os cinco maiores emissores concentrarão 40% do total mundial, de acordo com o Google.

BRASIL ESTÁ ENTRE OS 15 MAIORES EMISSORES NO RELATÓRIO DA GOOGLE
O Brasil aparece entre os 15 maiores mercados emissores projetados pelo Google para 2050, com 65 milhões de viagens internacionais, equivalente a 0,32 viagens por membro da classe média. O país integra o grupo classificado como “Major Global Feeders”, mercados relevantes no fornecimento de fluxos internacionais, ainda que não no grupo das três superpotências globais de procura.
No inbound, a Europa deverá manter a liderança como principal região receptora, mas perderá participação relativa para a Ásia-Pacífico. Em 2050, Espanha (130 milhões), França (125 milhões), China (110 milhões), Estados Unidos (105 milhões) e Tailândia (100 milhões) deverão liderar em chegadas internacionais.
O relatório aponta que os destinos tenderão à democratização, com perda de participação dos cinco principais mercados e crescimento mais acelerado dos países fora do Top 15. Esse movimento abre espaço para destinos emergentes ampliarem participação no fluxo global.
Embora o Brasil não esteja entre os 15 maiores receptores projetados para 2050, surge no mapeamento de crescimento de despesa inbound entre 2025 e 2050 como destino material, com potencial de expansão tanto em volume quanto em valor. O desempenho dependerá de conectividade, acordos de mobilidade, estabilidade macroeconómica e posicionamento internacional.
No turismo doméstico, o estudo reforça que este continuará a representar mais de 90% das viagens globais. Em mercados-chave, o doméstico é classificado como o “motor de fidelização”. Para o Brasil, onde o mercado interno já representa a maior parte do fluxo turístico, o relatório indica que a fidelização doméstica pode ser porta de entrada para retenção de clientes no mercado internacional.
O estudo indica que a IA permitirá hiper personalização em escala, automação de processos, otimização de preços e receitas, modernização tecnológica e suporte a decisões estratégicas. A transição para modelos de “agentic AI”, capazes de executar fluxos de trabalho completos, deverá alterar tanto a experiência do viajante quanto os modelos operacionais.
As projeções indicam que o turismo entrará num ciclo de expansão estrutural até 2050, com aumento de volume e de despesa, mas também com maior exigência operacional. Para o Brasil, o cenário combina oportunidade de crescimento no outbound, potencial de ganho no inbound e papel central do mercado doméstico como base de fidelização. A capacidade de integrar tecnologia, ampliar conectividade e alinhar estratégia a mercados emissores emergentes será determinante para ampliar participação no fluxo global.




Estudo aponta impactos diretos, indiretos e induzidos sobre produção, renda e geração de empregos

Cada R$ 1 de receita turística internacional gera um crescimento de R$ 3,31 na produção econômica total do Brasil
Natália Strucchi
Cada R$ 1 de receita turística internacional gera um crescimento de R$ 3,31 na produção econômica total do Brasil. Esse é o efeito multiplicador do turismo. O impacto inicial do gasto dos turistas se alastra pela economia por meio da cadeia produtiva, gerando uma produção adicional de R$ 0,75. Além disso, cada R$ 1 que entra na economia por meio do turismo tem um efeito direto de R$ 0,59 sobre o PIB. Esse aumento na renda é dividido entre diferentes setores da sociedade, incluindo R$ 0,28 de remuneração dos trabalhadores, R$ 0,21 de lucros das empresas e R$ 0,10 de impostos. Quando toda essa renda é gasta, a economia recebe um impulso ainda maior. O efeito do turismo induzido pela renda sobre a produção econômica total chega a R$ 1,55 por cada R$ 1 de receita internacional. Mas não apenas quem trabalha no turismo sai ganhando. Trabalhadores e empresários de outros setores também sentem os efeitos indiretos e induzidos do turismo internacional. No total, a renda brasileira cresce R$ 1,92 por cada R$ 1 de gasto dos turistas estrangeiros. Além disso, a pesquisa aponta que o turismo internacional é um importante gerador de empregos. Para cada R$ 1 milhão em receitas turísticas, são gerados 15 empregos diretos e 34 empregos totais. Estes são alguns dos resultados de um estudo
Foto: Freepik
inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolvido para a Embratur e publicada na revista científica Turismo Visão e Ação.
O número de turistas em 2025 foi 37% maior do que no ano anterior, que havia registrado o recorde até então. A receita turística internacional também cresceu, embora em ritmo menos frenético. Em 2025, os turistas estrangeiros deixaram cerca de R$ 44 bilhões no país. Pelas estimativas do projeto, essa receita deve ter gerado um aumento de R$ 145 bilhões na produção total e de R$ 84 bilhões no PIB (0,7% do PIB).
Segundo o coordenador da pesquisa, o professor Osiris Marques, da UFF, os resultados da pesquisa mostram que o turismo internacional é um importante acelerador da economia nacional. O pesquisador destaca que, apesar do efeito multiplicador do turismo ser um conceito bastante difundido, o Brasil não contava com estimativas numéricas até então. Para ele, “todos falavam do efeito multiplicador, mas ninguém havia calculado nem apresentado as estatísticas”.
O professor João Evangelista Monteiro, também da UFF, afirma que o cálculo do efeito multiplicador do turismo é fundamental para demonstrar a importância econômica do setor. Ele ressalta que o turismo contribui para a geração de emprego e renda em diversos setores, e não apenas naqueles que atendem diretamente ao turista.
O professor Glauber Santos, da USP, que também participou do projeto, salienta o rigor das estimativas elaboradas e destaca as diferenças econômicas entre o turismo internacional e o doméstico. O professor lembra que a receita internacional tem um efeito multiplicador sólido porque constitui uma injeção de novos recursos na economia nacional, enquanto o turismo doméstico tem um efeito de deslocamento de recursos entre diferentes setores e regiões. Além disso, o professor sustenta que o Brasil deve buscar não apenas receber mais turistas estrangeiros, mas, principalmente, atrair turistas que contribuam para a economia e o bem-estar dos brasileiros. Para tanto, não se deve olhar apenas para o número de turistas, mas sim para os gastos e o comportamento dos visitantes internacionais.
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Mudança no perfil do viajante pressiona destinos a investir em sustentabilidade, infraestrutura e experiências autênticas
Yuri Ricci
O turismo de lazer no Brasil vive um momento de transformação diante de um viajante mais atento a práticas sustentáveis, impacto ambiental e valorização das comunidades locais. A adaptação às exigências do turismo responsável já começou, mas ainda esbarra em desafios estruturais que limitam o avanço do setor de forma equilibrada.
Dados do setor mostram que o país ampliou sua presença no cenário internacional nos últimos anos, acompanhando o avanço das economias emergentes, que já representavam cerca de 46,9% dos destinos mais procurados no mundo antes da pandemia. Ainda assim, o fluxo de turistas estrangeiros segue concentrado nas regiões Sudeste e Sul.
Entre 2012 e 2018, por exemplo, a América do Sul liderou com folga a emissão de turistas para o Brasil, saindo de cerca de 2,8 milhões para mais de 4 milhões de visitantes anuais. A Europa aparece na sequência, com cerca de 1,2 milhão a 1,6 milhão de turistas por ano, enquanto a América do Norte registra volumes entre 600 mil e 800 mil visitantes no mesmo período.
Esse cenário reforça um ponto central: o Brasil tem potencial, mas ainda não está plenamente preparado para atender, de forma homogênea, às novas exigências do turismo responsável.
AINDA DEFINEM O FLUXO
Apesar da valorização crescente do turismo responsável, fatores tradicionais continuam determinando o fluxo de visitantes internacionais. Estudos indicam que turistas de maior renda tendem a buscar destinos com melhor infraestrutura, o que ajuda a explicar a concentração nas regiões mais desenvolvidas do país. O comportamento do turista também revela mudanças importantes. Mesmo com o aumento das tarifas aéreas no período analisado, a demanda internacional pelo Brasil continuou crescendo, indicando que parte dos visitantes está disposta a pagar mais por experiências diferenciadas.
Outro dado relevante é o perfil econômico desses turistas. A maior parte ainda vem de países com

menor PIB per capita, como na América do Sul, África e América Central, o que impacta diretamente o gasto médio no destino.
A adaptação ao turismo responsável exige mais do que promoção de destinos. O avanço do setor depende de investimento em infraestrutura, políticas públicas integradas e gestão eficiente dos recursos naturais e culturais.
Destinos que conseguem equilibrar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e experiências genuínas tendem a ganhar espaço no mercado internacional. O Brasil reúne todos os elementos para isso, mas ainda precisa reduzir desigualdades regionais e fortalecer a estrutura turística fora dos principais polos.
O movimento já está em curso. A consolidação, porém, dependerá da capacidade do país de transformar potencial em prática sustentável no longo prazo.

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Com o avanço da IA, profissionais apostam em personalização para agregar valor às experiências

agente deve
Em um cenário cada vez mais digital, marcado pelo crescimento das plataformas de reservas online e pelo avanço da Inteligência Artificial (IA), o papel do agente de viagens passa por uma transformação significativa. Longe de desaparecer, esse profissional vem se reposicionando como consultor especializado, oferecendo um valor agregado que vai muito além da simples venda de passagens e hospedagens. Na prática, o agente passa a atuar como um verdadeiro curador de experiências. Ele analisa o perfil do cliente, compreende expectativas, orçamento, preferências culturais e estilo de viagem para construir roteiros personalizados. Esse olhar humano, aliado ao conhecimento técnico do setor, ainda é um diferencial que a tecnologia dificilmente consegue reproduzir de forma completa.
Outro ponto importante é a segurança oferecida ao viajante. Em um ambiente global sujeito a imprevistos, como mudanças climáticas, crises sanitárias ou alterações nas regras de entrada em países, o agente de viagens se torna um suporte essencial. O profis-
or
sional acompanha a jornada antes, durante e depois da viagem, oferecendo assistência em cancelamentos, remarcações ou situações emergenciais.
Além disso, o agente atua como mediador entre o viajante e a ampla rede de fornecedores do turismo, como companhias aéreas, hotéis, operadoras e empresas de transporte. Essa articulação facilita a solução de problemas e contribui para que a experiência do cliente seja mais fluida e segura.
Outro aspecto relevante é a capacidade de acesso a informações qualificadas e atualizadas. O agente acompanha tendências de mercado, mudanças regulatórias e novidades em destinos turísticos, permitindo oferecer recomendações mais estratégicas e alinhadas ao perfil de cada viajante.
Nesse contexto de transformação digital, entidades do setor também reforçam a importância do equilíbrio entre tecnologia e atendimento humano. Segundo Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional, “a Inteligência Artificial consolidou-se como uma parceira estratégica no turismo, atuando de forma complementar para otimizar a rotina dos agentes de viagens."
A Abav Nacional, completa Medeiros, incentiva o uso de inovações tecnológicas, mas reforça que a tecnologia atua para potencializar o atendimento humanizado, que permanece insubstituível.
"Enquanto os algoritmos oferecem respostas automatizadas, são os agentes que garantem confiança e segurança. O profissional é essencial para compreender os desejos individuais de cada turista, antecipar soluções para imprevistos e oferecer uma consultoria empática, transformando roteiros comuns em experiências verdadeiramente únicas e personalizadas”, ressalta.
Para Duda Slud, diretor de Parcerias, Eventos e Comunicação da União Nacional das Agências de Viagens (Unav), a inteligência artificial não representa uma ameaça à profissão, mas uma oportunidade de reposicionamento no mercado.
Segundo o executivo, o diferencial competitivo do agente está cada vez menos nas respostas prontas e mais na capacidade de fazer as perguntas certas. Com o avanço das ferramentas digitais, muitas informações já estão disponíveis ao públi-
co. O valor do profissional passa a ser a habilidade de interpretar as necessidades do cliente e transformar esse entendimento em soluções de viagem mais precisas.
“O agente de viagem possui um conhecimento acumulado sobre destinos, fornecedores e perfis de viajantes que permite formular perguntas muito mais assertivas na hora de planejar uma viagem”, explica Slud.
Esse repertório profissional aliado à agilidade das ferramentas tecnológicas, permite que o atendimento alcance um novo patamar de qualidade e personalização. A tecnologia entrega velocidade e escala, enquanto o agente ocupa o espaço da interpretação e da consultoria.
Nesse processo, a inteligência artificial também pode auxiliar na análise de dados de comportamento do consumidor, identificando padrões de compra, preferências de destinos e períodos de viagem mais procurados. Essas informações ajudam o agente a antecipar demandas e oferecer sugestões mais alinhadas aos interesses dos clientes.

O Egito com a excelência de quem realmente conhece o destino.
Dunas Travel — referência em turismo receptivo no Egito para o mercado latino-americano.
A Dunas Travel é um dos DMCs mais reconhecidos do Egito, com mais de 17 anos de experiência dedicados a transformar viagens em experiências memoráveis.
Com atuação sólida e premiada internacionalmente, a empresa se destaca pela excelência operacional, profundo conhecimento do destino e uma abordagem altamente personalizada para o mercado B2B.
Especializada no mercado latino, a Dunas combina equipe multilíngue, operação própria e um rigoroso controle de qualidade para garantir segurança, eficiência e alto nível de satisfação para parceiros e clientes finais.
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O Valle Nevado continua ampliando sua oferta de hospedagem com o lançamento do Aconcagua Ski Residences, um novo conceito projetado para atender à crescente demanda do turismo internacional por experiências de neve de alto padrão, combinando a independência de uma residência privada com serviços próprios de um hotel premium.
Localizado a mais de 3.000 metros de altitude, em plena Cordilheira dos Andes, o projeto incorpora 39 residências, ampliando a oferta de hospedagens do destino com uma proposta voltada principalmente para famílias, grupos de amigos e viajantes de mercados internacionais, especialmente Brasil e Estados Unidos.
Com esse novo produto, o Valle Nevado Ski Resort busca fortalecer seu posicionamento como um dos principais destinos de neve do hemisfério sul, oferecendo uma alternativa de hospedagem alinhada às tendências observadas nos grandes resorts de esqui da América do Norte e da Europa, onde o formato de ski residences ou apartamentos com serviços hoteleiros ganhou grande relevância nos últimos anos.
As residências do Aconcagua Ski Residences têm
metragens que variam de 45 m² a 96 m², com capacidade para 2 a 7 pessoas, permitindo atender diferentes perfis de viajantes, desde casais até grupos familiares.
Cada unidade conta com sala de estar, cozinha equipada e espaços projetados para estadias prolongadas — característica especialmente valorizada pelos mercados internacionais que costumam visitar o Chile durante a temporada de inverno do hemisfério sul.
A experiência é complementada por uma série de serviços pensados para facilitar a estadia dos hóspedes, entre eles concierge 24/7, café da manhã incluído servido no apartamento, ski room exclusivo e spa, elementos que permitem manter padrões de serviço comparáveis aos principais destinos de neve do mundo.
Para operadores turísticos e agências especializadas, esse formato oferece maior flexibilidade na comercialização, permitindo trabalhar com unidades familiares e estadias mais longas.
Um dos elementos-chave para a temporada é a incorporação do ticket interconectado entre Valle Nevado e La Parva, que amplia significativamente a experiência de esqui disponível para os visitantes.
Com essa integração, o domínio esquiável alcança
1.771 hectares, mais de 87 pistas e 30 meios de elevação, consolidando o destino como um dos maiores centros de esqui da América do Sul.
Essa ampliação representa uma vantagem competitiva relevante para o mercado internacional, especialmente considerando a crescente demanda por destinos do hemisfério sul durante os meses de verão na América do Norte e na Europa.
Visando as próximas temporadas, o Valle Nevado anunciou diversos investimentos voltados para melhorar a experiência do visitante e a infraestrutura operacional do resort.
Entre eles destacam-se investimento em equipamentos para a área de rental (locação), a incorporação de novas máquinas de preparação de pista Prinoth, melhorias nos sistemas de produção de neve, a modernização de alguns meios de elevação, além da implementação de quiosques de autoatendimento para tickets e melhorias na conectividade dos hotéis.
Esses investimentos buscam otimizar tanto a operação do centro quanto a experiência do visitante, especialmente em períodos de alta demanda.
Com sua localização privilegiada na Cordilheira dos Andes, a apenas uma hora de Santiago e do principal aeroporto internacional do Chile, o Valle Nevado consolidou-se como um dos destinos preferidos por esquiadores internacionais que buscam combinar esqui de qualidade com experiências gastronômicas, culturais e urbanas.
O lançamento do Aconcagua Ski Residences faz parte da estratégia do resort de diversificar sua oferta de hospedagem e fortalecer seu posicionamento no segmento premium do turismo de neve.
Para a temporada 2026, o Valle Nevado já abriu seu período de Early Booking, com programas que incluem hospedagem, tickets de meios de elevação, café da manhã e jantar, permitindo que operadores e viajantes planejem com antecedência suas viagens de inverno.
Com essa nova proposta, o destino continua se consolidando como uma das principais plataformas de esqui do hemisfério sul para o turismo internacional.
E RESERVAS PODEM SER CONSULTADAS EM: TELEFONE: 0800 892 1047
E-MAIL: reservas@vallenevado.com
SITE: http://www.vallenevado.com/pt/
*Imagens são perspectivas dos ambientes, podendo apresentar alterações no projeto final.




O ritmo de crescimento será desigual entre as regiões, refletindo diferenças em demografia, maturidade dos mercados, desenvolvimento econômico e potencial de conectividade
Natália Strucchi
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou suas Projeções de Demanda de Longo Prazo (Long-Term Demand Projections - LTDP) para o transporte aéreo, mostrando que a demanda global por transporte aéreo de passageiros deve mais que dobrar até 2050.
No cenário intermediário, a demanda deve atingir 20,8 trilhões de passageiros-quilômetro pagos (RPKs), com base em uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 3,1% (2024–2050), partindo dos 9 trilhões de RPKs registrados em 2024.
Em um cenário de crescimento mais alto, a CAGR seria de 3,3%, com a demanda de passageiros alcançando 21,9 trilhões de RPKs em 2050. Já um cenário de crescimento mais baixo apontaria para uma CAGR de 2,9%, com a demanda chegando a 19,5 trilhões de RPKs até 2050.
Os diferentes cenários são impulsionados por modelagens alternativas de fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e o desenvolvimento da capacidade de oferta do transporte aéreo.
“As perspectivas para as viagens aéreas são positivas. As pessoas querem viajar e, em todos os cenários que modelamos, espera-se que a demanda por viagens aéreas mais que dobre até meados do século. Isso é uma boa notícia para o desenvolvimento econômico e social global, porque o crescimento da aviação catalisa oportunidades, incluindo empregos, em todo o mundo. Nosso relatório de Projeções de Demanda de Longo Prazo oferece aos governos, à indústria e aos fornecedores de energia uma base robusta para o planejamento de longo prazo. Ele reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem fatores-chave de sucesso, como o desenvolvimento eficiente de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

TENDÊNCIAS GLOBAIS DE LONGO PRAZO
Duas tendências de longo prazo identificadas no relatório merecem destaque:
- O LTDP confirma que a pandemia de COVID-19 provocou uma mudança estrutural permanente na demanda global por aviação. Diferentemente de crises anteriores, o colapso sem precedentes dos RPKs criou uma lacuna persistente que não deve convergir novamente para a tendência pré-pandemia alinhada ao crescimento do PIB até 2050, mesmo no cenário de crescimento mais elevado.
- Embora a demanda de longo prazo permaneça robusta, a taxa de crescimento está se moderando gradualmente. A análise histórica mostra que o crescimento médio anual desacelerou de 6,1% de CAGR entre 1972 e 1998 para 4,5% de CAGR entre 1998 e 2024. O cenário central para 2024–2050 projeta uma desaceleração adicional para 3,1% de CAGR. Essa moderação gradual reflete a maturidade dos mercados, e não uma queda na demanda, já que o número absoluto de passageiros continua aumentando significativamente.

Busca por experiências autênticas impulsiona destinos fora do circuito tradicional

A busca por experiências mais autênticas, longe de multidões e dos roteiros tradicionais, tem impulsionado um movimento cada vez mais consistente no turismo de lazer: a descentralização dos destinos. Em vez de concentrar fluxos em ícones já consolidados, o viajante contemporâneo passa a olhar com mais interesse para regiões menos exploradas, motivado pelo desejo de viver a cultura local de forma mais genuína, evitar a superlotação e encontrar novas formas de conexão com os lugares visitados.
Esse comportamento já aparece com força nos dados de mercado. Levantamento da Booking.com, realizado com mais de 32 mil viajantes em 34 países, incluindo o Brasil, mostra que 47% dos brasileiros afirmam optar por destinos menos conhecidos, enquanto 50% buscam viajar em períodos alternativos para escapar da alta temporada. Ao mesmo tempo, 82% dizem procurar experiências autênticas que representem a cultura local, e 83% querem que o dinheiro gasto nas viagens beneficie as comunidades visitadas.
“Ainda que destinos tradicionais mantenham forte
apelo, observamos um interesse crescente por lugares menos explorados, especialmente como forma de evitar superlotação e viver experiências mais autênticas”, afirmou Nelson Benavides, gerente regional da Booking.com no Brasil.
Na prática, essa mudança já se traduz em vendas. A Flot Viagens observa um avanço consistente na procura por destinos fora do circuito clássico, com destaque para regiões como o Cáucaso (incluindo Armênia, Geórgia e Azerbaijão) e países dos Bálcãs menos explorados, como Albânia, Macedônia do Norte e Kosovo.
“Sem dúvida, já percebemos uma mudança bastante consistente na demanda por destinos menos tradicionais. O viajante está mais experiente, busca sair do óbvio e valoriza cada vez mais experiências autênticas, culturais e menos massificadas”, destacou Eduardo Barbosa, presidente da operadora.
Do lado dos destinos, a descentralização também avança, ainda que de forma desigual. Para a Anseditur, o processo já é uma realidade em construção no Brasil, impulsionado pela valorização de experiências ligadas à natureza, à cultura e à identidade local.
“O crescimento do turismo de lazer passa, necessariamente, pela descentralização. O turista contemporâneo busca experiências autênticas, contato com a natureza e vivências locais, que muitas vezes estão fora dos grandes centros”, afirmou Meyre France, secretária executiva da entidade.
Regiões como Jalapão (TO), Bonito (MS), Pantanal (MS/MT), Chapada dos Veadeiros (GO) e Chapada Diamantina (BA) ilustram esse movimento, ao lado de destinos que apostam na gastronomia, no turismo rural e em eventos culturais como diferencial competitivo.
“A descentralização permite distribuir melhor os fluxos turísticos, gerar renda em diferentes territórios e reduzir a pressão sobre destinos consolidados, mas ainda é um processo que exige planejamento, investimento e políticas públicas consistentes”, completou Meyre.

20.000
Setor cresce bilhões, mas ainda falha em medir o próprio impacto de forma consistente

Beatriz Waehneldt
O setor de Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions (MICE) no Brasil vive um momento de transição diante das exigências de ESG e da crescente pressão por eventos carbono neutro. Embora movimente bilhões e amplie sua relevância internacional, ainda enfrenta entraves estruturais para integrar práticas sustentáveis de forma consistente ao longo da cadeia produtiva. O avanço do turismo reforça esse protagonismo. Em 2025, o Índice de Atividades Turísticas cresceu 4,6%, atingindo o maior nível em 14 anos, segundo o IBGE. Parte desse desempenho foi impulsionada pelo MICE, que atrai visitantes de alto valor e estimula estadias mais longas. As viagens corporativas somaram R$ 1,34 bilhão. Ao mesmo tempo, o setor intensifica impactos ambientais, como emissões de gases de efeito estufa,
geração de resíduos e pressão sobre recursos naturais.
Para Jaques Paes, professor da FGV, o setor ainda não está preparado de forma homogênea. “Há escala econômica, mas não padronização de práticas”, resume. A sustentabilidade, segundo ele, ainda é frequentemente tratada como agenda ou comunicação, e não como critério de decisão. Isso gera um cenário desigual: enquanto alguns players já trabalham com inventários de emissões e gestão de resíduos, outros adotam ações pontuais.
Essa assimetria também aparece na abordagem do carbono neutro. Em mercados mais maduros, a sustentabilidade está integrada ao design do evento — da concepção à operação. No Brasil, ainda predomina uma lógica de compensação no final da cadeia. O principal obstáculo, segundo Paes, é estrutural: a cadeia de fornecedores é
fragmentada e temporária, o que dificulta padronização, rastreabilidade e integração de dados.
Apesar disso, há avanços. Priscila Bentes, presidente do Instituto XIS, aponta que o setor começa a amadurecer, impulsionado por certificações e iniciativas mais estruturadas. O SeloXIS, por exemplo, avalia mais de 100 indicadores ESG e já foi aplicado em eventos como o Festuris. Ainda assim, o Brasil avança de forma desigual em relação a outros mercados, onde a sustentabilidade já está incorporada à cultura e aos processos. Para ela, a evolução depende de educação setorial, incentivos financeiros e políticas públicas.
A pressão internacional também acelera mudanças. Empresas globais exigem cada vez mais transparência, métricas e gestão de risco, o que força o mercado brasileiro a sair do discurso. No entanto, a ausência de padrões consolidados ainda compromete a credibilidade. “É comum ver eventos com narrativa forte e dados frágeis”, observa Paes.
Nesse contexto, o risco de greenwashing cresce — muitas vezes não por má-fé, mas por falta de estrutura. Sem indicadores claros, linha de base e comparabilidade, decisões seguem frágeis. Métricas como emissões por participante, consumo de energia, gestão de resíduos e indicadores sociais ainda são pouco difundidas.
Outro desafio está no perfil da demanda. Enquanto multinacionais exigem comprovação e do -


cumentação, parte do mercado doméstico ainda trata o ESG como diferencial de comunicação. Isso pode afetar a competitividade do país no longo prazo. “O Brasil tem escala e capacidade operacional, mas precisa consolidar método”, afirma Paes. A percepção de ESG como custo também persiste, especialmente entre pequenos e médios organizadores. No entanto, quando integrado desde o início, o ESG tende a aumentar eficiência, reduzir riscos e qualificar a entrega. “O problema não é o discurso, é a arquitetura. Sem integração e governança, não há credibilidade”, resume.
Nesse cenário, certificações ganham relevância como ferramentas de padronização. O SeloXIS, que expandiu sua atuação para eventos por meio do Índice de Sustentabilidade em Gestão de Eventos (ISGE), busca avaliar o grau de maturidade das operações e estimular a evolução contínua. Com critérios que incluem eficiência energética, gestão de resíduos, inclusão e governança, a metodologia tem caráter educativo e incentiva práticas mais estruturadas.
Além de mensurar impactos e apoiar a compensação de carbono, iniciativas como essa também direcionam recursos para projetos socioambientais. Ainda assim, o desafio permanece: transformar a sustentabilidade de diferencial pontual em elemento central da gestão.
Mercado global de cruzeiros cresce com US$ 9 bilhões em novos navios, enquanto Brasil enfrenta desafios estruturais

Ana Azevedo
A indústria global de cruzeiros deve atingir 37,2 milhões de passageiros na temporada 2025/2026 e ampliar sua capacidade nos próximos anos com a entrada de 75 novos navios até 2036, o que representa aumento estimado de 32% na oferta mundial de leitos. O crescimento ocorre em meio a investimentos bilionários das companhias marítimas, enquanto o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais que limitam sua participação nesse mercado.
De acordo com a Clia Brasil, a expectativa é de continuidade do crescimento da demanda global.
A projeção do setor é que o volume de passageiros ultrapasse 40 milhões nos próximos ciclos, impulsionado pela ampliação da frota e pela diversificação de produtos e destinos.
“Estamos fechando os números do ano passado e a expectativa é atingir 37 milhões e 200 mil cruzeiristas. O crescimento continua forte e
exige cada vez mais capacidade da indústria”, ressalta Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil.
EXPANSÃO DA FROTA E INVESTIMENTOS
Atualmente, a indústria reúne mais de 300 navios em operação, que somam cerca de 651 mil leitos disponíveis. Somente neste ano, 13 novos navios entrarão em operação, acrescentando aproximadamente 27 mil leitos à capacidade global. O investimento previsto para essas embarcações é de cerca de US$ 9 bilhões.
No horizonte de longo prazo, o planejamento das companhias prevê 75 novos navios até 2036, o que deve adicionar aproximadamente 200 mil novos leitos à frota mundial. Para Ferraz, esse crescimento reforça a importância do canal de distribuição formado pelas agências de viagens.
“Os agentes vão ajudar a preencher essas cabines. Pelo menos dois milhões de novos passageiros por ano precisarão embarcar, e grande parte passa pelas agências”, afirma.
Apesar da expansão global da indústria, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua participação no mercado de cruzeiros. Entre os principais obstáculos apontados pelo setor estão custos operacionais elevados, infraestrutura portuária limitada e entraves regulatórios.
Segundo Ferraz, operar no país pode ser até 50% mais caro do que a média mundial, fator que reduz a competitividade do destino frente a outras regiões. “A gente tem falta de infraestrutura adequada, custos altos de operação e uma regulação que às vezes demora para se atualizar”, afirmou.
Entre os exemplos citados estão processos burocráticos para obtenção de vistos de tripulantes estrangeiros, ainda realizados de forma manual, além de questões relacionadas à segurança jurídica e à sazonalidade das operações.

Lideranças do setor apontam avanços, mas cobram mais integração para ampliar competitividade
Giulia Jardim
O Brasil reúne atributos consistentes para disputar espaço no mercado global de MICE, combinando infraestrutura, diversidade de destinos e um setor cada vez mais qualificado. Nos últimos anos, o país também ampliou sua presença no cenário internacional, refletindo avanços na captação de eventos e no fortalecimento da indústria.
Ainda assim, na avaliação de especialistas ouvidos pelo MERCADO & EVENTOS, há margem para acelerar esse movimento. O principal desafio não está na capacidade instalada, mas na articulação entre poder público e iniciativa privada, considerada essencial para destravar novas oportunidades e ampliar a competitividade.
A seguir, lideranças do setor respondem ao M&E.
“O Brasil tem ativos importantes para competir no mercado global de MICE, como diversidade de destinos, rede hoteleira diversa e com excelência em serviços, além de excelentes centros de convenções. O país também vem alcançando um maior protagonismo na América Latina, como foi provado com a conquista da 15ª posição no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), divulgado ano passado, liderando inclusive entre os países latino-americanos. Esse resultado demonstra claros avanços na captação de eventos internacionais.”
Toni Sando, presidente da Unedestinos

“O Brasil reúne atributos competitivos sólidos para o segmento MICE, como infraestrutura especializada, serviços profissionais e conectividade aérea para sediar eventos internacionais. O que temos hoje é uma estratégia consistente e de longo prazo para consolidar o Brasil como um destino cada vez mais competitivo no mercado global de eventos. Os resultados recentes demonstram que o país avançou significativamente, e seguimos trabalhando de forma integrada com todo o setor (público e privado) para ampliar ainda mais a presença do Brasil no calendário do segmento MICE Global.”
Alexandre Nakagawa, gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional na Embratur

“O Brasil tem plenas condições de competir globalmente no setor MICE e, em muitos casos, já compete. Nossa indústria de feiras de negócios está entre as mais relevantes do mundo, temos centros de convenções modernos e uma cadeia de organizadores, fornecedores e profissionais altamente qualificados. O que ainda nos impede de avançar mais rápido não é falta de capacidade. É, principalmente, falta de coordenação. Enquanto vários países tratam o setor MICE como uma política estruturada de desenvolvimento econômico, com integração clara entre governo, destinos e iniciativa privada, no Brasil ainda operamos, muitas vezes, com excelentes iniciativas isoladas. Funcionam, entregam resultados, mas poderiam alcançar uma escala muito maior se houvesse uma estratégia nacional mais articulada.”
Paulo Ventura, presidente do Conselho da Ubrafe
“O Brasil tem todas as condições de competir globalmente no setor MICE. Somos um país com grande diversidade de destinos, infraestrutura em crescimento e profissionais reconhecidos pela criatividade e excelência na realização de eventos. No entanto, para transformar esse potencial em resultados ainda mais robustos, é essencial fortalecer a integração entre o poder público e a iniciativa privada, com planejamento estratégico, promoção internacional contínua e políticas públicas alinhadas às necessidades do setor. Quando essa parceria acontece de forma estruturada, o Brasil amplia sua capacidade de atrair grandes eventos e de gerar impacto positivo na economia e nos destinos.”
Enid Câmara, presidente da Abeoc
"O Brasil possui um grande potencial para o desenvolvimento do setor de MICE. O país conta com infraestrutura relevante para receber eventos. Além disso, temos vantagens competitivas importantes: a diversidade cultural, a forte atratividade turística, a hospitalidade brasileira e um câmbio que pode tornar o país ainda mais competitivo para a realização de eventos internacionais. No entanto, ainda enfrentamos desafios significativos. É fundamental compreender que o MICE vai muito além do turismo. Ele envolve também universidades, centros de pesquisa, clusters industriais e associações profissionais. Por isso, é essencial fortalecer a integração entre o setor público e o setor privado, além de fomentar e estruturar melhor os convention bureaux, que desempenham papel estratégico na atração de eventos. É necessária uma estratégia integrada.”
Marina Marinho, presidente do Fornatur



Principais entidades do trade Nacional fazem diagnóstico do turismo de lazer
Ana Azevedo
O Brasil iniciou 2026 em alta no turismo, mas o avanço levanta uma questão central para o setor: “O país está vendendo bem o seu turismo de lazer ou estamos deixando
oportunidades na mesa?”. Diante desse cenário, o MERCADO & EVENTOS ouviu as principais entidades representativas do setor para entender como o país está se posicionando e comercializando seu turismo de lazer. Confira as respostas abaixo.
“O turismo brasileiro vem em crescimento constante desde a retomada pós-pandemia, com uma evolução muito consistente ano após ano. Em 2025, atingimos um recorde histórico de visitantes internacionais e esse movimento segue em 2026. O Brasil, sem dúvida, está em voga no cenário internacional, mas, ao mesmo tempo, ainda temos muitas oportunidades pela frente. O nosso desafio agora é ampliar a promoção, melhorar a conectividade e fazer com que esse crescimento chegue de forma mais equilibrada a todo o país.”
Ana Carolina Medeiros, presidente da Associação
Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional)

“O Brasil vende bem e os números comprovam esse desempenho, mas sempre há espaço para crescer. Em uma escala de 0 a 10, diria que estamos entre 7 e 7,5, com potencial para alcançar 9 ou 10. Segurança, promoção aprofundada e infraestrutura turística são o tripé que pode impulsionar o país de forma consistente. Contribuem também a ampliação da malha aérea, o fortalecimento dos mercados próximos e o cenário geopolítico, que abre oportunidade para reposicionar o Brasil. O país já é destaque na América do Sul e pode ampliar sua presença no cenário global.”
Sérgio Pereira Gaspar, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional)

“O Brasil melhorou a forma como vende o turismo de lazer lá fora, mas ainda deixa muita oportunidade na mesa e parte disso passa por uma questão cultural. O brasileiro muitas vezes enxerga mais valor no que está fora e isso impacta diretamente o desenvolvimento dos produtos turísticos. No caso dos trens turísticos, isso é claro: são experiências que poderiam ser protagonistas, conectando destinos e contando histórias, mas ainda são vistos como algo pontual. O Brasil vende bem o sonho, mas ainda precisa aprender a valorizar e lapidar melhor aquilo que já tem.”
Adonai Arruda Filho, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC)

“O Brasil está vendendo bem o turismo de lazer e aproveitando oportunidades no mercado doméstico e internacional. O inverno no hemisfério Norte, o câmbio favorável, a ampliação da malha aérea e a promoção mais profissional têm atraído turistas. No mercado interno, mais voos, divulgação, diversidade de oferta e pacotes impulsionam as viagens. O país reúne biodiversidade, cultura, patrimônio e gastronomia e avança para transformar potencial em resultados. Esse movimento se apoia em melhorias de infraestrutura, conectividade e ambiente de negócios, além de investimentos em qualificação, inovação e digitalização.”
Alexandre Sampaio, presidente da Câmara Nacional do Comércio (CNC)

“O Brasil está vendendo bem o turismo de lazer, com avanços e atualização para acompanhar um setor em transformação. A demanda evoluiu para experiências mais autênticas, descentralizadas e conectadas à cultura e à gastronomia local. O viajante está mais exigente, busca personalização e evita destinos saturados. Apesar dos resultados, o país ainda deixa oportunidades na mesa por desafios que limitam um crescimento mais estruturado. Superá-los é essencial para transformar potencial em resultados sustentáveis.”
Marina Figueiredo, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa)

“O Brasil está vendendo bem o turismo de lazer, com avanços na promoção internacional liderada pela Embratur. Mesmo com recursos limitados, houve participação relevante em feiras de turismo, especialmente no segmento MICE, esforço que ampliou a presença do país no exterior. Ainda assim, há espaço para crescer, sobretudo com maior investimento em promoção internacional. A ampliação de recursos é vista como necessária para fortalecer a competitividade do Brasil. O cenário indica avanço, mas também limitações estruturais que precisam ser superadas.” Orlando de Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB)
“O Brasil não só está vendendo bem o seu turismo de lazer, como está reposicionando a sua imagem no cenário internacional com acordos estratégicos e fortalecendo a conectividade aérea, mas ainda há oportunidades a capturar, e nós estamos atuando para não deixar nenhuma delas na mesa. Os números mostram que o país voltou a ser desejado, competitivo e visível no mercado internacional. Estamos nos estruturando em bases sólidas: investindo em infraestrutura, qualificando profissionais, melhorando o ambiente de negócios. O Brasil vende com inteligência, planejamento e visão de futuro. E é isso que vai nos permitir continuar crescendo.”
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo do Brasil
“O Brasil está vendendo bem o turismo de lazer, mas ainda deixa oportunidades na mesa. O crescimento é consistente no mercado interno, com oferta diversificada para diferentes perfis de público, incluindo destinos, hotelaria, resorts, parques, gastronomia e entretenimento. Esse avanço, porém, se concentra principalmente no turismo doméstico. No cenário internacional, ainda há espaço relevante para ampliar a atração de visitantes. Mercados como o europeu já contam com voos diretos, especialmente para o Nordeste, mas podem ser mais explorados. A abertura de novos mercados também aparece como caminho. O potencial de crescimento externo segue elevado.”
Thiago Borges, presidente do Conselho da Resorts Brasil






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Desempenho do Carnaval reforça fluxo de visitantes e impacto econômico no estado
Ana Azevedo
O Governo da Bahia lançou, em março, o programa Qualiturismo Bahia, com objetivo de fortalecer o setor turístico e preparar o estado para receber cerca de 7,5 milhões de visitantes no primeiro semestre do ano. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 22 milhões e a capacitação de mais de 15 mil profissionais da cadeia turística.
A primeira etapa do programa contempla aproximadamente 1.700 vagas distribuídas em 25 municípios, com cursos voltados à qualificação de trabalhadores e pequenos empreendedores do setor.
“Serão mais de 15 mil trabalhadores e pequenos empreendedores beneficiados, tornando a Bahia cada vez mais um destino qualificado, pronto para receber turistas do mundo inteiro”, disse o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar.
A expansão da malha aérea é um componente estratégico para o crescimento do turismo na Bahia, especialmente durante a alta temporada de inverno, quando a demanda das férias escolares aumenta o fluxo de visitantes.
A Azul Viagens estima a oferta de mais de 10,5 mil assentos para Salvador em julho, com voos saindo de Confins e Viracopos. A Gol inicia, em agosto, operação direta entre Teresina e Salvador, com dois voos semanais, fortalecendo a conexão regional no Nordeste e ampliando oportunidades
de turismo e negócios.
No mercado internacional, a Copa Airlines lançará a rota direta entre Salvador e o Panamá, facilitando o acesso de visitantes das Américas Central e do Norte e consolidando a presença da Bahia em mercados estratégicos.
Durante o Carnaval deste ano, o setor aéreo viu um volume expressivo de viajantes. O estado registrou crescimento de 43% na emissão de passagens internacionais, mais que o dobro da média nacional, com ligações para destinos na América do Sul e Europa. O transporte aéreo segue como principal porta de entrada de turistas estrangeiros, concentrando 95% das chegadas.
Em termos de circulação, foram registrados 3,7 milhões de visitantes nas 13 zonas turísticas, com movimentação econômica estimada em R$ 8 bilhões. Em Salvador, a taxa média de ocupação hoteleira chegou a 95%, com picos de 100% nas áreas próximas aos circuitos da festa.
No interior, destinos como Porto Seguro, Lençóis e Barreiras também apresentaram alta ocupação. Em Porto Seguro, o período movimentou cerca de 250 mil visitantes e gerou impacto econômico estimado em R$ 650 milhões.





A malha internacional foi ampliada em março com o início da rota Montevidéu–Natal, operada pela Gol

Ana Azevedo
O Rio Grande do Norte avança na estratégia de fortalecimento do turismo ao ampliar a malha aérea internacional, intensificar ações de promoção e estruturar iniciativas de qualificação profissional. O movimento ganhou força ao longo de 2025 e início de 2026, com foco na atração de turistas estrangeiros e na diversificação da atividade no estado.
A expansão da conectividade aérea ocorre diante do aumento da demanda internacional, que cresceu quase 50% em 2025. A principal ligação com a Europa é a rota Natal–Lisboa, operada pela TAP Air Portugal, com voos diários mantidos ao longo do ano, reduzindo o tempo de viagem e consolidando Natal como porta de entrada no Nordeste. Na América do Sul, o avanço se concentra na Argentina, que registrou crescimento de 138% no fluxo de turistas em 2025. O resultado é impulsionado pela ampliação de frequências da JetSMART
e da Gol, que somam cerca de dez voos semanais entre os mercados.
A malha internacional foi ampliada no último mês de março com o início da rota Montevidéu–Natal, operada pela Gol, inserindo o Uruguai entre os mercados prioritários do estado. A estratégia é diversificar a origem dos visitantes e reduzir a dependência de um único emissor. Apesar disso, a conectividade ainda depende de hubs nacionais, o que limita a escala das operações.
A qualificação profissional ganhou impulso na agenda do estado em março, com a articulação junto ao Ministério do Turismo para implantação de uma unidade da Escola Nacional de Turismo. A proposta prevê investimento de R$ 7,5 milhões, com oferta de 11 cursos gratuitos e polos em cinco municípios.
Segundo a governadora Fátima Bezerra, a iniciativa busca preparar a mão de obra local para a expansão do setor. “A qualificação é fundamental para fortalecer o turismo e ampliar oportunidades em todas as regiões do estado”, afirmou.
A iniciativa busca ampliar a formação de trabalhadores e alinhar a mão de obra à expansão da atividade turística em diferentes regiões do estado.
VISIBILIDADE AMPLIADA
Ainda no mês de março, o destino ganhou reforço no quesito visibilidade, com a estreia da novela “A Nobreza do Amor”, da TV Globo, gravada em diferentes regiões potiguares. A iniciativa integra a estratégia da Emprotur para estimular a demanda e fortalecer a imagem do estado.
No cenário internacional, o Geoparque Seridó conquistou o selo Bronze da Green Destinations, após atender a critérios ambientais, culturais e socioeconômicos. O reconhecimento, anunciado durante a ITB Berlin, reforça o posicionamento do interior como vetor de turismo sustentável e diversificação da oferta.

Com salto na visitação e mais conectividade, Estado aposta na integração regional
Ana Azevedo
O Maranhão iniciou 2026 com forte expansão no turismo, impulsionado pelo crescimento da demanda, avanço da conectividade aérea e novas iniciativas de estruturação do setor. Em janeiro, o fluxo de visitantes nos principais acessos ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Barreirinhas e Santo Amaro, cresceu mais de 138% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o Estado como um dos destinos em alta no país.
Ao todo, 35,3 mil turistas passaram pelos dois portais no primeiro mês do ano, ante 14,8 mil no mesmo período do ano anterior. O resultado acompanha o desempenho de 2025, quando o parque somou 656 mil visitantes, alta de 41,28% frente aos 491 mil registrados em 2024, reforçando a tendência de crescimento sustentado da atividade turística.
A expansão está diretamente ligada ao fortalecimento da malha aérea. Em janeiro, o Maranhão registrou 192,3 mil passageiros entre embarques e desembarques, crescimento de 26,36% na comparação anual. Apenas o Aeroporto Internacional de São Luís avançou 31,7% no período, consolidando a capital como principal porta de entrada do turismo no Estado.
No acumulado de 2025, o fluxo aéreo total atingiu 2,2 milhões de passageiros, maior resultado da série histórica, com alta de 14,15% sobre 2024. O desempenho reflete a ampliação da oferta de voos e o fortalecimento da conectividade regional, com destaque para Barreirinhas, que registrou crescimento superior a 2.700% no fluxo anual após a expansão das operações aéreas.
A malha segue em expansão neste ano. A Gol anunciou voos diários diretos entre São Luís e Rio de Janeiro a partir de abril, enquanto o Maranhão confirmou a operação da rota internacional São Luís–Lisboa, pela TAP Air Portugal, com início previsto para outubro, conectando o destino ao mercado europeu.
O aquecimento do turismo também se refletiu no Carnaval. Em São Luís, a taxa de ocupação hoteleira chegou a 83,01% durante o período, indicando aumento da demanda e impacto direto

no estado atingiu 2,2 milhões de passageiros
na cadeia turística local. O resultado acompanha a consolidação do calendário de eventos como indutor de fluxo e dinamização econômica.
Com foco na integração da cadeia turística, o Governo do Maranhão lançou a Expoturismo, realizada entre 12 e 14 de março, em São Luís. O evento reuniu representantes dos dez polos do Estado, empresários e operadores, com rodadas de negócios e debates sobre crédito, marketing e comercialização.
Durante a feira, o Estado avançou na proposta de uma rota integrada com o Tocantins, conectando a Chapada das Mesas ao Jalapão. O projeto prevê a criação de um corredor turístico no Cerrado, com foco em ecoturismo e experiências de base comunitária, além de ampliar o tempo de permanência dos visitantes.




Destino do Mês: Maravilhas da Inglaterra, Irlanda e Escócia com Londres



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Estado aposta em novos voos, promoção global e infraestrutura para ampliar fluxo de visitantes

Em 2025, o turismo cearense registrou crescimento de 7,3%, segundo o Índice de Volume das Atividades Turísticas da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. O resultado superou o desempenho nacional, que avançou 4,6%, e também a média do Nordeste, de 4,3%, colocando o Ceará entre os principais destaques do setor no país. O desempenho reflete uma estratégia focada na ampliação da conectividade aérea. Atualmente, o Estado conta com nove destinos internacionais conectados por voos diretos, além de conexões que ampliam o acesso de visitantes de diferentes regiões do mundo. Entre os marcos recentes está o lançamento da rota Fortaleza–Madri, operada pela Iberia, que fortalece a ligação do Ceará com a Europa e amplia as possibilidades de conexão global.
A Europa segue como principal mercado emissor para o destino, com destaque para turistas de Portugal e França. O relacionamento histórico com companhias aéreas como a TAP Air Portugal e a presença constante em eventos internacionais, como a Fitur e a BTL, ajudam a manter o Ceará em evidência entre operadores e agentes de viagens europeus.
CONECTIVIDADE E NOVOS PROJETOS IMPULSIONAM O DESTINO
Para 2026, o Ceará pretende ampliar ainda mais sua presença internacional. O governo estadual trabalha para anunciar pelo menos três novos voos diretos e expandir a malha aérea internacional, elevando de nove para até 12 o número de destinos conectados diretamente ao Aeroporto de Fortaleza.
O Ceará atravessa uma fase de crescimento consistente no turismo, impulsionada principalmente pela ampliação da conectividade aérea e por estratégias de promoção internacional. Com presença em feiras globais e ações direcionadas aos principais mercados emissores, o Estado vem ampliando sua visibilidade e atraindo cada vez mais visitantes estrangeiros.
Outro projeto estratégico é a internacionalização do aeroporto de Jericoacoara, que deve reduzir o tempo de viagem de turistas vindos da Europa e impulsionar o desenvolvimento turístico da região. A iniciativa também fortalece a chamada Rota das Emoções, que integra destinos do Ceará, Piauí e Maranhão em um mesmo roteiro. Além da conectividade, o Estado aposta na diversificação de sua oferta turística. Das dunas e lagoas de Jericoacoara às falésias de Canoa Quebrada, passando pela estrutura urbana de Fortaleza e pelo crescimento do turismo de eventos, o Ceará reúne natureza, infraestrutura e experiências que ajudam a sustentar o avanço do turismo e a ampliar sua presença no cenário internacional.





























Alta temporada histórica deve movimentar até R$ 2,8 bilhões na economia do Estado
Giulia Jardim
Alagoas vive um momento de forte expansão no turismo. Impulsionado pelo aumento de voos, pelo crescimento do fluxo de visitantes e por novos investimentos na hotelaria. A conectividade internacional vem registrando forte expansão em 2026. Entre janeiro e abril deste ano, o número de assentos ofertados em voos internacionais para Alagoas cresceu 134% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) analisados pela Secretaria de Estado do Turismo.
O estado também ampliou sua presença no mercado europeu com novas operações diretas entre Portugal e Maceió. A iniciativa, realizada em parceria com operadoras turísticas europeias, deve trazer mais de 2,2 mil turistas portugueses ao destino durante o período da operação.
Outro vetor importante é a expansão da rede hoteleira. Atualmente, 22 novos empreendimentos estão em construção, com previsão de entrega de mais de 3,2 mil novos leitos até o fim de 2026, acompanhando o crescimento da demanda turística e reforçando a capacidade do estado de receber visitantes.
A estimativa (números finais ainda não foram fechados) da Setur-AL indica que mais de 1,3 milhão de passageiros devem passar pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares ao longo da alta temporada, movimentando até R$ 2,8 bilhões na economia local. Apenas o fluxo aéreo deve gerar cerca de R$ 2,6 bilhões, resultado do aumento das operações e da ampliação das rotas nacionais e internacionais para Maceió.
Além da conectividade e dos investimentos em infraestrutura, Alagoas aposta na diversidade de experiências para sustentar o crescimento do turismo. Das águas cristalinas de Maragogi às piscinas naturais da costa de Maceió, passando por destinos como Barra de São Miguel e Barra de Santo Antônio, o estado reúne praias, gastronomia e hospitalidade que ajudam a consolidar sua posição entre os destinos mais desejados do Brasil.


Crescimento de visitantes, aumento da receita e investimentos no setor consolidam o Estado como destino em ascensão no Nordeste
Beatriz Waehneldt
Impulsionado pelo aumento do fluxo de visitantes, expansão da promoção internacional e investimentos em infraestrutura turística, a Paraíba vive um momento de crescimento no turismo. Com praias reconhecidas, patrimônio histórico e novas experiências no interior, o Estado consolida sua presença como um dos destinos em ascensão no Nordeste brasileiro em 2026.
De acordo com a Fecomércio PB, a grande maioria dos turistas que visitaram a Paraíba em janeiro de 2026 demonstra forte intenção de retornar ao Estado. Ao todo, 96,20% dos entrevistados afirmaram que pretendem voltar à Região Metropolitana de João Pessoa. Entre os turistas que visitaram a Paraíba pela primeira vez (36,78% da amostra), 92,56% manifestaram desejo de retornar.
Nos últimos anos, o turismo paraibano tem apresentado indicadores positivos. Dados da ForwardKeys e Embratur apontam que o número de turistas estrangeiros que escolheram a Paraíba como destino principal cresceu 22,3% até maio de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O avanço reflete o aumento do interesse internacional pelo destino e o fortalecimento das ações de promoção turística no exterior.
Entre os principais mercados emissores estão Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal, Paraguai e Alemanha, países que têm ampliado o fluxo de visitantes para o Estado. Em janeiro de 2025, os paraguaios representaram 20,18% dos turistas internacionais, seguidos por argentinos (9,87%) e alemães (8,97%), demonstrando a diversificação da origem dos viajantes estrangeiros.
O crescimento também se reflete na atividade econômica, de acordo com a PBTur. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o turismo movimentou R$ 244,5 milhões na Paraíba, com destaque para os meses da alta estação. O resultado reforça o bom momento do setor e aponta perspectivas positivas para o restante do ano.
No turismo doméstico, a Paraíba também registra expansão. Em 2024, o Estado foi destino principal de 339 mil viagens nacionais, crescimento de
7,3% em relação a 2023, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE. A movimentação econômica gerada pelas viagens ultrapassou R$ 369 milhões, consolidando o turismo como atividade relevante para a economia local.
INVESTIMENTOS IMPULSIONAM O SETOR
O avanço do turismo na Paraíba também é sustentado por novos investimentos em infraestrutura e qualificação dos destinos. O governo estadual prevê mais de R$ 133 milhões em investimentos no setor entre 2025 e 2026, com projetos voltados à revitalização de atrativos históricos, expansão de equipamentos turísticos e interiorização da atividade.
Entre as iniciativas estão melhorias em locais como o Parque das Itacoatiaras, na Pedra de Ingá, o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, em Sousa, além de projetos voltados ao turismo científico e cultural, como a criação da Cidade da Astronomia. As ações buscam ampliar o leque de experiências e fortalecer o turismo em diferentes regiões do Estado.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.PBTUR.PB.GOV.BR
Foto: EmbraturSebrae


Um itinerário inesquecível com a Disney Cruise Line que oferece uma experiência mágica em alto mar.
Musicais originais ao vivo, fogos de artifício em alto mar, destinos incríveis como Disney’s Lookout Cay at Lighthouse Point, nossa ilha privativa Disney Castaway Cay e muito mais.
Espetáculos no estilo Broadway, como Disney Hercules, Disney The Tale of Moana, Frozen, a Musical Spectacular e muito mais. Encontro com Personagens Disney, Marvel e Star Wars. Espaços dedicados para todas as idades.
Experiências gastronômicas de classe mundial, acompanhadas por Personagens inesquecíveis, fazem parte do serviço rotativo dos restaurantes principais.
Piscinas temáticas e áreas aquáticas repletas de aventura, com toboáguas a bordo e experiências exclusivas nos destinos em ilhas da Disney.
Para reservas ou mais informações, entre em contato com um Operador Seleto da Disney Cruise Line





Crescimento de visitantes estrangeiros, aumento da receita do setor e diversidade de destinos consolidam o Estado como um dos principais polos turísticos do Nordeste
Beatriz Waehneldt
Pernambuco vive um momento de fortalecimento do turismo, impulsionado pelo aumento da chegada de visitantes estrangeiros e pela consolidação de destinos reconhecidos nacional e internacionalmente. Com investimentos em promoção turística e ampliação da conectividade aérea, Pernambuco recebeu, apenas em janeiro de 2026, 16.046 turistas estrangeiros, de acordo com a Secretaria de Turismo e Lazer.
O número de visitantes argentinos, em especial, teve crescimento de 310% em relação ao mesmo período do ano anterior, com um salto de 2.173 para 8.915 turistas, o que representa 55,56% de todo o fluxo internacional no mês. Portugal aparece como o segundo principal mercado emissor, com 15,23% das chegadas, seguido por Uruguai, Chile e Itália.
O desempenho de Pernambuco acompanha uma evolução a longo prazo. Em 2024, recebeu mais de 67 mil turistas internacionais, um aumento de 7,7% em relação a 2023, segundo dados do Ministério do Turismo, Embratur e Polícia Federal. Em 2025, recebeu 108.115 visitantes estrangeiros, consolidando-se como o terceiro destino mais procurado do Nordeste por turistas internacionais, atrás apenas da Bahia e do Ceará.
IMPULSIONA O SETOR
Segundo o Observatório do Turismo de Pernambuco, o avanço no fluxo turístico também se reflete na economia. A receita do setor cresceu cerca de 10,5% em 2025, enquanto o volume de atividades

O crescimento do turismo em Pernambuco está diretamente ligado à diversidade de experiências oferecidas pelo Estado
turísticas registrou aumento de 3,7% em comparação com o ano anterior.
Os indicadores mostram ainda que o turismo pernambucano já superou os níveis registrados antes da pandemia, com expansão de 9,6% no volume de atividades e crescimento de 55,2% na receita nominal em relação a 2019.
FORTALECE O TURISMO
O crescimento do turismo em Pernambuco está diretamente ligado à diversidade de experiências oferecidas pelo Estado. A capital Recife reúne patrimônio histórico, cultura, gastronomia e tradicionais festas de carnaval, como o Galo da Madrugada, enquanto cidades como Olinda, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, preservam um dos conjuntos coloniais mais importantes do país.
O litoral também é um dos grandes atrativos, com destaque para a praia de Porto de Galinhas, frequentemente citada entre as mais bonitas do Brasil, além da Ilha de Itamaracá, Praia dos Carneiros e do arquipélago de Fernando de Noronha, famoso mundialmente pelo turismo ecológico e biodiversidade.
WWW.EMPETUR.PE.GOV.BR












Gastronomia, festas tradicionais e requalificação urbana impulsionam o estado no cenário nacional
Yuri Ricci
O Pará vive um momento de fortalecimento no turismo cultural, impulsionado pela valorização de suas tradições, gastronomia e novos investimentos em espaços urbanos. Com maior visibilidade no cenário nacional, o estado amplia o fluxo de visitantes e diversifica sua oferta turística em 2026.
A capital Belém concentra boa parte desse movimento, com destaque para a requalificação de áreas históricas e o fortalecimento de polos gastronômicos. O tradicional Ver-o-Peso segue como um dos principais cartões-postais, atraindo turistas interessados na culinária regional e na cultura local.
O calendário cultural também tem papel importante no avanço do setor. Festas tradicionais, como o Círio de Nazaré, continuam entre os maiores atrativos do estado, reunindo milhões de pessoas todos os anos e movimentando a economia local.
Além disso, eventos gastronômicos e culturais
têm ampliado o interesse pelo destino ao longo de todo o ano, reduzindo a sazonalidade e criando novas oportunidades para o turismo urbano.
O avanço recente também passa por investimentos em infraestrutura e na modernização de espaços turísticos. Projetos de revitalização urbana e melhoria da mobilidade têm contribuído para tornar a experiência do visitante mais completa.
Outros destinos dentro do estado também ganham destaque, como Santarém, que combina natureza e cultura, ampliando o leque de opções para quem visita a região.
Com a combinação de tradição, gastronomia e novos investimentos, o Pará reforça sua posição como um dos destinos culturais mais autênticos do Brasil, atraindo um público cada vez mais interessado em experiências ligadas à identidade local.
WWW.SETUR.PA.GOV.BR


√ Estratégia de mobilidade para eventos de alta complexidade
√ Gestão em tempo real, com total controle da mobilidade
√ Frota híbrida com rastreabilidade ESG
√ Foco integral na experiência da sua marca










Investimentos, natureza única e experiências autênticas impulsionam o destino em 2026
Yuri Ricci
O Amazonas vem consolidando sua posição como um dos principais destinos de turismo de natureza no Brasil, com iniciativas que fortalecem a infraestrutura, ampliam a promoção internacional e valorizam experiências sustentáveis. Em 2026, o estado aposta em estratégias que unem conservação ambiental e desenvolvimento econômico para atrair mais visitantes.
“O Amazonas está preparado para receber turistas de lazer, principalmente aqueles interessados em natureza, aventura e cultura amazônica. Com investimentos contínuos em infraestrutura e promoção, o estado tem potencial para se consolidar como um dos destinos de ecoturismo mais importantes do planeta”, afirma Marcel Alexandre, presidente da Amazonastur.
Entre os principais diferenciais do estado estão os atrativos naturais únicos. Experiências como o Encontro das Águas, em Manaus, passeios pelos rios amazônicos, observação da fauna e flora, hospedagens em lodges na selva e atividades de aventura colocam o des -
tino em destaque no cenário internacional. Outro ponto forte é a estrutura turística da capital. Manaus conta com rede hoteleira diversificada, aeroporto internacional, centros culturais e operadores especializados em turismo na floresta, o que garante suporte para receber visitantes com diferentes perfis.
EXPERIÊNCIAS SUSTENTÁVEIS AMPLIAM INTERESSE INTERNACIONAL
O Amazonas também se destaca pela oferta de experiências autênticas e sustentáveis, cada vez mais procuradas por turistas estrangeiros. O estado tem atraído visitantes interessados em ecoturismo, turismo científico e vivências com comunidades locais, reforçando o valor da cultura e da biodiversidade amazônica.
Com a combinação de infraestrutura, riqueza natural e propostas inovadoras, o Amazonas avança na consolidação de um modelo turístico baseado na sustentabilidade, alinhado às novas demandas do mercado global.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.AMAZONASTUR.AM.GOV.BR

















Crescimento de congressos e feiras impulsiona fluxo de visitantes à capital do Brasil
Beatriz do Vale
O Distrito Federal vem consolidando sua posição como um destino turístico multifuncional, que vai além da força institucional de Brasília. Embora a capital federal siga como principal porta de entrada e motor do turismo de negócios e eventos, cresce a valorização de experiências complementares em outras regiões do DF.
O segmento Mice continua sendo destaque, com aumento expressivo no número de congressos, feiras e eventos corporativos, impulsionando a ocupação hoteleira e movimentando a economia local ao longo de todo o ano. A infraestrutura consolidada e a capacidade logística reforçam a competitividade do destino nesse segmento.
Ao mesmo tempo, o Distrito Federal vem ampliando sua oferta turística com foco na diversificação. O turismo cívico e arquitetônico, marcado pelas obras de Oscar Niemeyer, segue como base, mas passa a ser complementado por experiências gastronômicas, turismo religioso e atividades ao ar livre.
Regiões como a Chapada Imperial e áreas de preservação ambiental no entorno ganham relevância, atraindo visitantes interessados em trilhas, cachoeiras e contato com a natureza, um movimento alinhado à tendência nacional de busca por destinos menos massificados.
O Lago Paranoá também se consolida como polo de lazer, com crescimento de atividades náuticas, eventos esportivos e novos empreendimentos turísticos. Esse avanço amplia o perfil do visitante e estimula o turismo de fim de semana e proximidade.
Outro diferencial estratégico é o papel do DF como hub aéreo nacional, conectando diferentes regiões do país e facilitando o fluxo de turistas. Esse posicionamento fortalece não apenas Brasília, mas todo o território como ponto de distribuição turística.
Com a integração entre turismo de negócios, lazer e natureza, o Distrito Federal amplia sua re -

levância no cenário nacional e se posiciona como destino completo, capaz de atender diferentes perfis de viajantes ao longo do ano.
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Pantanal Sul e novos produtos ampliam permanência do turista no estado
Beatriz do Vale
O Mato Grosso do Sul apresenta um dos crescimentos mais consistentes do turismo nacional, impulsionado pela combinação entre sustentabilidade, organização e experiências de alto valor agregado. Entre 2021 e 2024, o número de visitantes no estado cresceu mais de 90%, refletindo a retomada do setor e a consolidação do destino no cenário nacional.
O principal destaque segue sendo Bonito, referência internacional em turismo sustentável. O modelo de controle de visitação, baseado em capacidade de carga, garante a preservação ambiental e qualidade da experiência, fatores que têm elevado os índices de satisfação e fidelização dos turistas.
O Pantanal Sul também ganha protagonismo, especialmente com o aumento da visibilidade internacional do bioma. A região tem atraído turistas interessados em observação de fauna, fotografia e experiências exclusivas, muitas vezes com roteiros personalizados e de maior permanência.
Dados recentes indicam crescimento no turismo internacional, além do aumento no gasto médio, que atingiu o maior patamar da série histórica
estadual. Esse cenário reforça o posicionamento do destino como premium dentro do segmento de natureza.
Outro movimento importante é a diversificação da oferta turística. O estado vem ampliando produtos ligados ao turismo rural, experiências culturais e gastronomia regional, além de roteiros integrados que combinam diferentes regiões, aumentando o tempo de permanência do visitante.
A infraestrutura também evolui, com melhorias na malha aérea e maior conectividade via Campo Grande, que atua como porta de entrada para os principais destinos. Há ainda investimentos em qualificação de serviços e profissionalização do setor.
O turismo interno também cresce, impulsionado por viajantes brasileiros em busca de destinos organizados e seguros, o que contribui para reduzir a dependência do mercado internacional.
Com estratégia bem definida e foco em sustentabilidade, o Mato Grosso do Sul se consolida como um dos destinos mais estruturados do país e projeta crescimento contínuo, com potencial de expansão em nichos especializados.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.TURISMO.MS.GOV.BR



Ecoturismo e observação de fauna impulsionam chegada de visitantes estrangeiros
Beatriz do Vale
O turismo em Mato Grosso acompanha o crescimento recorde do setor no Brasil. Inserido nesse cenário positivo, o estado tem ampliado sua participação com base no ecoturismo e na valorização de experiências autênticas, tendência que vem reposicionando o Centro-Oeste no mapa turístico nacional e internacional.
Destinos como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal seguem como principais vitrines, atraindo turistas internacionais interessados em biodiversidade, safáris fotográficos e observação de fauna. O Brasil ultrapassou a marca de 9 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, o que abre uma janela de oportunidade para destinos de natureza menos explorados comercialmente.
Além da força do ecoturismo, Mato Grosso começa a diversificar sua oferta com produtos ligados ao turismo esportivo e de eventos. A inauguração do Autódromo Internacional, em Cuiabá no ano passado, já insere o estado em circuitos nacionais e amplia o fluxo de visitantes em períodos fora da alta temporada tradicional.
Outro vetor de crescimento está no turismo de pesca esportiva, bastante procurado por visitantes estrangeiros, especialmente em regiões de rios preservados, e no turismo de base comunitária, que ganha espaço com experiências autênticas em comunidades locais e indígenas.
Na infraestrutura, a ampliação da malha aérea tem sido determinante, com reforço de frequências e maior integração de Cuiabá a hubs nacionais como Brasília e São Paulo. Esse movimento facilita não apenas o acesso direto ao estado, mas também sua inserção em roteiros combinados com outros destinos brasileiros.
O estado também avança na qualificação profissional e na estruturação da cadeia turística, com investimentos em capacitação, sinalização e melhoria da experiência do visitante. Paralelamente, cresce a oferta de hospedagens de pequeno e médio porte com perfil sustentável, como lodges e pousadas integradas à natureza.
A promoção internacional tem sido intensificada, com foco em mercados prioritários da Europa e América do Norte, além de ações voltadas à América do Sul. Operadores e companhias aéreas começam a enxergar Mato Grosso como um destino com potencial de alto valor agregado.
Com esse conjunto de fatores, a expectativa é de crescimento contínuo nos próximos anos, impulsionado pela demanda por experiências únicas, pela valorização da natureza e pela diversificação dos produtos turísticos oferecidos pelo estado. MAIS INFORMAÇÕES: WWW.SEDEC.MT.GOV.BR






Alta na chegada de estrangeiros, força dos eventos e visibilidade mundial mantêm o estado em destaque

Felipe Abílio
O Rio de Janeiro vive um novo ciclo de crescimento no turismo, puxado pela retomada internacional e pela força da sua imagem no exterior. Com alta na chegada de estrangeiros e grande
exposição global, o estado se consolidou entre os principais destinos do Brasil em 2025 e mantém o ritmo em 2026.
A capital, Rio de Janeiro, recebeu 2,1 milhões de turistas internacionais em 2025, resultado reforça o destino como um dos mais procurados por estrangeiros no país.
O bom momento também passa pela agenda de grandes eventos. Iniciativas como o “Todo Mundo no Rio” ajudam a ampliar a visibilidade do destino no exterior, reunindo cultura, entretenimento e experiências que reforçam a imagem do estado como um lugar vibrante e diverso.
O Carnaval segue como principal vitrine. Em 2026, a festa movimentou quase R$ 6 bilhões na economia do estado e reuniu cerca de 8 milhões de pessoas, de acordo com estimativas do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
A recuperação da demanda também passa pela malha aérea. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) registrou aumento no fluxo de passageiros internacionais em 2025, segundo a ANAC, refletindo a retomada de rotas e o avanço da conectividade com mercados estratégicos.
Em março, a Gol Linhas Aéreas anunciou que vai transformar o Galeão em seu hub internacional e ampliar sua malha para Estados Unidos e Europa, além dos destinos já operados para América Latina. Ainda em 2026, a companhia estreará voos para Lisboa, Paris, Orlando e Nova York.
O avanço do turismo fluminense está diretamente ligado à variedade de experiências. Das praias de Copacabana e Ipanema aos destinos de natureza como Angra dos Reis e Armação dos Búzios, o estado combina lazer, cultura e paisagens icônicas que mantêm o Rio de Janeiro entre os destinos mais desejados do Brasil.










Eventos, cultura e diversidade de destinos mantêm o estado como principal hub turístico do país
Felipe Abílio
São Paulo vive um momento de força no turismo ao equilibrar dois pilares que sustentam o setor: negócios e lazer. Com recorde de visitantes, crescimento na chegada de estrangeiros e uma oferta cada vez mais diversa, o estado consolida sua posição como principal destino do Brasil em 2025 e mantém o ritmo em 2026.
Só a capital, São Paulo, recebeu 47,2 milhões de turistas em 2025, segundo dados do Observatório de Turismo e Eventos da prefeitura. Desse total, 2,5 milhões foram internacionais, reforçando o papel da cidade como principal porta de entrada de estrangeiros no país.
NEGÓCIOS SEGUEM COMO
MOTOR DO TURISMO
O turismo corporativo continua sendo a base do setor em São Paulo. A cidade concentra a maior agenda
de feiras, congressos e eventos da América Latina, mantendo fluxo constante de visitantes ao longo de todo o ano. Esse movimento teve impacto direto na economia, com R$ 25,4 bilhões movimentados pelo turismo em 2025, de acordo com dados oficiais.
Ao mesmo tempo, o lazer vem ganhando força e ampliando o tempo de permanência dos visitantes. A capital investe em cultura, gastronomia e entretenimento, enquanto o interior e o litoral ampliam a experiência com destinos como Campos do Jordão, Ilhabela e Ubatuba.
O avanço do turismo paulista está ligado à diversidade de experiências. Da vida urbana da capital às praias e serras do estado, São Paulo reúne cultura, gastronomia, natureza e infraestrutura em diferentes regiões, atendendo tanto quem viaja a trabalho quanto quem busca lazer.

Patrimônio histórico, experiências autênticas e natureza impulsionam a chegada de visitantes ao estado
Felipe Abílio
Minas Gerais tem atraído cada vez mais turistas pela combinação de cultura, gastronomia e natureza. Com cidades históricas preservadas, culinária reconhecida e destinos de interior em alta, o estado se consolida como uma das principais escolhas para quem busca experiências mais autênticas no Brasil.
Segundo o Observatório do Turismo de Minas Gerais, o crescimento do fluxo turístico está diretamente ligado à valorização de viagens regionais e ao interesse por destinos culturais e de natureza.
Cidades como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina seguem entre os principais pólos turísticos, atraindo visitantes pela arquitetura colonial, igrejas barrocas e calendário de eventos culturais ao longo do ano.
Além do valor histórico, esses destinos vêm am-
pliando a oferta de experiências, com hotéis boutique, festivais gastronômicos e programação cultural que ajudam a distribuir o fluxo ao longo do ano e não apenas em feriados prolongados. Esse movimento contribui para fortalecer a economia local e estimular o turismo de permanência.
A culinária mineira também se tornou um dos grandes atrativos do estado. Reconhecida nacionalmente, ela movimenta roteiros gastronômicos, festivais e experiências que valorizam produtos locais, como queijos artesanais e pratos típicos, ampliando o interesse dos visitantes.
O reconhecimento de produtos como o queijo artesanal mineiro e a valorização da cozinha regional ajudam a posicionar Minas como um destino gastronômico completo, atraindo não só turistas de lazer, mas também viajantes interessados em experiências sensoriais e culturais.
O turismo de natureza ganha cada vez mais espaço, com destinos como Capitólio e a Serra do Cipó atraindo turistas em busca de trilhas, cachoeiras e paisagens naturais. Esse movimento fortalece o interior como protagonista no crescimento do setor.
O avanço do turismo mineiro está ligado à diversidade de experiências. Entre cultura, gastronomia e natureza, Minas Gerais oferece um turismo baseado na vivência e na identidade local, consolidando o estado como um destino cada vez mais procurado no país.


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O Estado é referência em sustentabilidade, eleito quatro vezes o mais sustentável do Brasil
Estado fortalece conexões aéreas e infraestrutura para impulsionar o turismo em 2026
Rafael Torres
O Paraná consolida-se como o destino que mais cresce no Brasil, fechando 2025 com o recorde histórico de 1 milhão de turistas estrangeiros: um salto de 16,6% que posiciona o Estado como o quarto maior portão de entrada do País. A grande novidade para 2026 é a consolidação da rota direta Curitiba-Lisboa (TAP Air), o primeiro voo intercontinental ligando o Estado à Europa. Com uma malha aérea fortalecida pelos investimentos em seus principais aeroportos e a construção da nova pista do Afonso Pena, o Paraná atrai hoje um fluxo recorde vindo de vizinhos como Paraguai e Argentina (77% do emissivo internacional), além de crescentes mercados nos EUA, Chile e Espanha.
A robustez do setor reflete uma movimentação econômica anual de até R$ 60 bilhões. Essa força sustenta-se em três pilares: segurança (menores índices de criminalidade da história), qualificação de serviços e um ciclo bilionário de infraestrutura. Projetos como a Ponte de Guaratuba, a revitalização da Orla de Matinhos e o programa Paraná Turismo + Infra modernizam o acesso aos 18 territórios turísticos. O Estado é referência em sustentabilidade, eleito quatro vezes o mais sustentável
do Brasil (CLP), abrigando dois Patrimônios Naturais da Humanidade: o Parque Nacional do Iguaçu e a Grande Reserva Mata Atlântica. No segmento MICE, Curitiba e Foz do Iguaçu reafirmam-se como hubs globais de negócios, com infraestrutura para eventos de grande porte e rede hoteleira de excelência.
ATRATIVOS QUE SUSTENTAM O CRESCIMENTO
O crescimento é ancorado por ícones mundiais e experiências únicas. As Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, lideram a visitação ao lado da Itaipu Binacional. No Leste, a Serra do Mar oferece um dos passeios de trem mais espetaculares do planeta, conectando a moderna Curitiba, referência em planejamento urbano e cultura, com o Museu Oscar Niemeyer, às cidades históricas do litoral. Da sofisticação gastronômica da capital ao ecoturismo de aventura nos Campos Gerais e o lazer nas praias de água doce do Noroeste, o Paraná oferece um portfólio diversificado que garante alta ocupação e retorno constante do visitante nacional e internacional.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.TURISMO.PR.GOV.BR

21ª edição | 2026
Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil 10 11 12 JUNHO




Com novos atrativos, boa conectividade aérea e forte calendário cultural, o estado amplia experiências no litoral e no interior
Rafael Torres
Santa Catarina consolida uma estratégia de crescimento turístico baseada na valorização das quatro estações do ano. A proposta é manter o fluxo de visitantes constante ao longo do calendário, fortalecendo rotas, roteiros e iniciativas que ampliem e diversifiquem a oferta turística em todo o estado. Os investimentos estão distribuídos por diferentes regiões, tanto no litoral quanto no interior. Novos atrativos vêm transformando paisagens, ampliando a infraestrutura e despertando maior interesse entre turistas brasileiros e estrangeiros.
Entre os destaques está o Píer Oporto, instalado sobre o mar na orla de Meia Praia, em Itapema, no litoral norte catarinense. O complexo se tornou um novo cartão-postal da cidade e reforça a vocação turística da região.
Balneário Camboriú também aposta na inovação no entretenimento. Os parques temáticos da cidade ampliam suas atrações com projetos como uma montanha-russa indoor integrada ao aquário local, iniciativa que busca oferecer experiências durante todo o ano.
Outra ação que fortalece o turismo regional é a implantação de ruas cobertas destinadas à realização de eventos culturais e gastronômicos. Um exemplo é a estrutura construída em São Ludgero, no sul do estado, município marcado pela forte influência da imigração germânica.
A conectividade aérea também desempenha papel estratégico. A malha de voos conecta Santa Catarina diariamente às principais capitais brasileiras, facilitando o acesso de visitantes de diversas regiões.
No cenário internacional, a rota entre Lisboa e Florianópolis, operada pela TAP, fortalece a presença de turistas europeus e amplia a conexão do estado com o exterior.
A diversidade de produtos regionais também impulsiona o turismo. No planalto serrano, cidades como Urubici, Bom Jardim da Serra e São Joa-
quim se destacam pela produção de frutas e vinhos, atraindo visitantes para experiências de enoturismo, especialmente durante a Vindima.
No litoral, praias paradisíacas convivem com destinos voltados ao turismo de aventura. Jaguaruna é conhecida por suas dunas e pelas ondas formadas na Laje de Jagua, enquanto Apiúna e Ibirama atraem aventureiros para atividades como rafting.
O calendário de eventos é outro grande motor do turismo catarinense. Festas tradicionais como Oktoberfest, Fenarreco e Marejada celebram a herança cultural europeia e atraem milhares de visitantes todos os anos.
Somente no mês de outubro, essas festividades reúnem mais de 600 mil turistas e movimentam toda a cadeia econômica, de hotéis e restaurantes ao comércio local.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.SECULT.SC.GOV.BR


Entre os principais mercados emissores estão Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e países europeus
Rafael Torres
O Rio Grande do Sul vive um momento positivo no turismo, impulsionado pela retomada da conectividade aérea e pela ampliação da promoção nacional e internacional do destino. O Aeroporto Internacional Salgado Filho vem registrando crescimento no número de voos e passageiros, fortalecendo o acesso ao Estado.
Os resultados já aparecem nos indicadores. Em 2025, o Rio Grande do Sul recebeu mais de 1,4 milhão de turistas internacionais e foi o segundo estado que mais cresceu no turismo no Brasil, com expansão acima do dobro da média nacional. Entre os principais mercados emissores estão Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos e países europeus, reforçando a vocação do Estado para o turismo regional e internacional.
Com uma oferta turística diversificada, o Rio Grande do Sul se destaca pela combinação entre paisagens naturais, patrimônio cultural e experiências autênticas. O Estado reúne destinos consolidados e em expansão, com forte presença do turismo de lazer, eventos, enoturismo, turismo rural e vivências ligadas à cultura gaúcha.
Regiões como a Serra Gaúcha, os Campos de Cima da Serra, o Litoral Norte, a região das Missões e os vales produtores de vinho e espumantes oferecem experiências que conectam natureza, tradição e hospitalidade. A agenda anual de eventos culturais e gastronômicos também contribui para manter o fluxo turístico ao longo de todo o ano.
Entre os principais diferenciais do destino estão os parques naturais, cânions, vinhedos, roteiros históricos e a forte identidade cultural do povo gaúcho. O Estado reúne atrativos reconhecidos nacional e internacionalmente, como os cânions do Parque Nacional de Aparados da Serra, a arquitetura e o enoturismo da Serra Gaúcha, as paisagens missioneiras e o litoral que se estende por mais de 600 quilômetros.
A combinação entre diversidade de experiências, infraestrutura turística em expansão e ações con -
tínuas de promoção consolida o Rio Grande do Sul como um dos destinos mais completos do Brasil para quem busca natureza, cultura, gastronomia e vivências autênticas.
WWW.SETUR.RS.GOV.BR







Mais de 2,6 milhões de turistas estrangeiros escolheram o Brasil como destino no primeiro bimestre de 2026
O Brasil recebeu mais de 2,6 milhões de turistas internacionais nos primeiros dois meses de 2026. Somente em fevereiro, o país registrou a entrada de 1.287.800 visitantes. Este é o segundo melhor resultado para o mês e para o bimestre em toda a história, posicionando o período como um dos momentos de maior fluxo de estrangeiros nos destinos nacionais. Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal.
Por países, o número de entradas no primeiro bimestre apresentou crescimento expressivo em mercados da Europa e América do Sul. Portugal, por exemplo, emitiu 29,7% mais turistas para o Brasil em relação aos primeiros dois meses de 2025, seguido por
Alemanha, com um incremento de 17%, Reino Unido (+14,5%) e pela França (+8,6%). Entre os vizinhos sul-americanos, a vinda de colombianos cresceu 37%, já o Chile registrou ampliação de 11,3% nas chegadas comparado com o mesmo período do ano passado.
Esse avanço em diferentes continentes contribui para a diversificação da origem dos visitantes e a redução de dependências regionais. A Argentina se mantém como principal emissor, e apresentou um crescimento de chegadas por via aérea de 28%. A diminuição
na vinda dos turistas desse país por via terrestre, porém, impactou no número de visitantes neste início de ano. O país registrou queda de 17,8%, passando de 662.694 visitantes em fevereiro de 2025 para 544.692 no segundo mês de 2026.
Chile, Paraguai, Estados Unidos e Uruguai completam as cinco primeiras posições entre os principais emissores do mês. O número total de chegadas nos dois primeiros meses
do ano é 52,9% maior que o registrado no período em 2024, quando chegaram ao país 1,7 milhão de turistas. As entradas ficaram atrás apenas de 2025, em -4,3%.
A aviação brasileira iniciou 2026 com o melhor desempenho da série histórica para o primeiro bimestre. Entre janeiro e fevereiro, foram registrados 22,9 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais no país, um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de
2025. O resultado representa o maior volume já registrado para os dois primeiros meses do ano nos últimos 25 anos, segundo dados do Relatório de Demanda e Oferta, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Turismo é mais do que visitar. É viver, cuidar e transformar. Saia do raso e mergulhe no que realmente importa: se envolva com culturas locais, colabore com comunidades, se informe sobre a biodiversidade, preserve paisagens únicas, compartilhe histórias e cuide dos destinos que ama. Cada atitude faz a diferença. Saia do raso e viaje com propósito.

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