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M&E 536

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RIO GRANDE DO NORTE IRRESISTÍVEL

Entre dunas e vilarejos, estado surpreende além da capital

São Miguel do Gostoso reúne praias tranquilas, charme e o melhor do slow travel.

Páginas 6 e 7

Giulliana Mesquita inaugura nova

Primeira entrevista oficial após assumir a diretoria da operadora revela prioridades para os próximos anos, investimentos e desafios

Janaina Brito

Um ano depois de assumir interinamente a liderança da Azul Viagens, Giulliana Mesquita foi oficialmente nomeada diretora da operadora em abril e passou a comandar, de vez, uma das unidades de negócio mais importantes do grupo Azul. A promoção marca também um momento histórico para a empresa: pela primeira vez, a Azul Viagens conta com uma diretoria exclusiva dedicada ao negócio. Confira a entrevista completa abaixo.

MERCADO & EVENTOS

- Você acaba de assumir oficialmente a diretoria da Azul Viagens após um ano liderando a operação. O que muda efetivamente com essa promoção e o que ela representa para o negócio?

GIULLIANA MESQUITA

- Acho que existe uma mudança importante não apenas para mim, mas para a própria Azul Viagens. Pela primeira vez, a operadora passa a ter uma cadeira de diretoria exclusiva. Isso demonstra o quanto a Azul acredita nesse negócio e entende a sua relevância estratégica. Durante esse último ano, eu tive a oportunidade de liderar a operação, mas também de preparar a estrutura para esse novo momento. A equipe foi fortalecida, os processos foram amadurecidos e hoje temos uma organização preparada para dar os próximos passos.

M&E- A Azul Viagens cresceu muito nos últimos anos. Quais são hoje as principais prioridades estratégicas da operadora?

GIULLIANA MESQUITANós estamos vivendo uma fase muito focada em soluções de negócio. A estrutura comercial está consolidada, a estrutura de produto também. Agora nosso grande desafio é evoluir em tecnologia, atendimento e relacionamento. Estamos investindo fortemente em ferramentas que ajudem as agências de viagens a vender mais e trabalhar melhor conosco. Também estamos criando novas propostas de valor para lojas e parceiros, porque acreditamos que competir apenas por preço não faz mais sentido. O mercado ficou muito parecido em vários produtos e precisamos entregar diferenciais que gerem valor real para o agente de viagens. Além disso, seguimos com um forte plano de expansão.

Devemos encerrar o ano com cerca de 250 lojas, praticamente dobrando nossa presença em relação ao início de 2025.

M&E - O atendimento sempre foi

apontado como um dos principais desafios da operação. O que já foi feito e o que ainda precisa evoluir?

GIULLIANA MESQUITA - O O atendimento foi, sim, uma área que exigiu muita atenção nossa. Talvez não tenha limitado o crescimento da empresa, mas certamente impediu que estivéssemos completamente satisfeitos com a experiência que entregávamos para os agentes. E isso sempre nos incomodou. Nos últimos meses, avançamos bastante. Implementamos novos canais, ampliamos o atendimento via WhatsApp, criamos projetos-piloto para atendimento dedicado e estamos estruturando células exclusivas para nossos principais parceiros. A ideia é oferecer um suporte cada vez mais consultivo e próximo. Outro ponto importante é a tecnologia. A Azul tem uma agenda muito forte de inteligência artificial e já estamos desenvolvendo projetos que envolvem tanto atendimento quanto operações. Giulliana

Prepare sua empresa para dar um grande salto no mercado do turismo. Na FIT, reunimos as propostas mais destacadas do setor turístico internacional em um único lugar, proporcionando-lhe uma visibilidade sem igual perante um público altamente qualificado.

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País Convidado:

Mesquita, diretora da Azul Viagens

União que gera resultados Ninguém cresce sozinho

Se houve uma mensagem capaz de resumir os debates recentes do turismo brasileiro, ela foi simples: chegou a hora de o setor falar mais como indústria e menos como segmentos isolados.

Ao longo dos painéis, representantes da aviação, dos cruzeiros, da hotelaria, do agenciamento e de entidades setoriais apresentaram desafios distintos, mas todos convergiam para a mesma conclusão. O Brasil continua crescendo abaixo do seu potencial turístico.

Temos recursos naturais únicos, uma diversidade cultural invejável, capacidade empresarial, conectividade crescente e um mercado interno robusto. Ainda assim, seguimos discutindo obstáculos que outros destinos já superaram há anos.

A solução não virá de um único segmento. Não virá apenas das companhias aéreas, dos hotéis, dos agentes de viagens ou dos governos. Virá da capacidade de construir uma agenda comum.

A aviação depende dos destinos. Os destinos dependem da promoção turística. Os hotéis dependem da conectividade. Os cruzeiros dependem da infraestrutura. Os agentes dependem de produtos competitivos. Todos dependem de um ambiente favorável para investir e crescer.

Por isso, a proposta de uma maior união do turismo merece atenção.

Não se trata de criar mais uma entidade ou mais uma sigla. Trata-se de fortalecer o diálogo entre os elos de uma cadeia que, muitas vezes, enfrenta os mesmos problemas sem atuar de forma coordenada.

No Mercado & Eventos, acompanhamos essa evolução há mais de

TURISMO EM DADOS

quatro décadas. Vimos conquistas importantes surgirem quando setor público e iniciativa privada sentaram à mesma mesa. Também vimos oportunidades serem desperdiçadas quando faltou convergência.

É justamente nesse contexto que entendemos nosso papel.

O M&E não pretende liderar movimentos nem substituir o protagonismo das entidades representativas. Nossa missão é outra: conectar. Conectar empresas, destinos, governos, lideranças e profissionais que ajudam a construir o turismo brasileiro todos os dias.

Foi com esse espírito que demos um passo importante com o Hub M&E, aproximando novamente os agentes de viagens do centro das discussões do setor e criando novas oportunidades de relacionamento, conteúdo e negócios.

Nosso histórico de proximidade com governos, destinos, empresários e entidades nos permite contribuir para esse processo de aproximação. Não como articuladores políticos, mas como facilitadores de diálogo.

O turismo brasileiro não precisa apenas de mais investimentos ou mais visitantes. Precisa de mais alinhamento.

Se existe uma agenda capaz de acelerar o crescimento do setor nos próximos anos, ela passa necessariamente pela união.

E, sempre que esse debate acontecer, o Mercado & Eventos estará pronto para cumprir seu papel: ser ponte, ser palco e ajudar a conectar os elos que movem o turismo brasileiro.

Roy Taylor é Presidente do M&E

Entre tantas falas que ouvi durante a abertura do Festival Internacional de Turismo das Cataratas, em Foz do Iguaçu, uma me chamou especialmente a atenção. Não pela novidade, mas pela força da verdade que carrega. “Ou a gente se junta para jogar todo mundo junto, ou vai perder literalmente todo mundo separado.” A frase foi dita pelo presidente da Embratur, Bruno Reis, diante de um auditório lotado. E, embora tenha sido direcionada ao turismo, poderia servir para praticamente qualquer setor da economia brasileira. Vivemos um momento extremamente positivo para o turismo nacional. Os números de visitantes internacionais crescem, novos mercados são conquistados e destinos brasileiros ganham cada vez mais visibilidade mundo afora. Mas nada disso acontece por acaso. Os resultados são fruto de uma construção coletiva que envolve governos, entidades, empresas, operadores, companhias aéreas, meios de hospedagem e toda uma cadeia produtiva que precisa atuar de forma coordenada.

Talvez por isso a fala de Bruno Reis tenha encontrado tanta sintonia entre os presentes. Ela traduz uma realidade que o próprio Festival das Cataratas simboliza há anos: a força da união. Foz do Iguaçu é um exemplo claro desse modelo. A cidade aprendeu que competir internamente não faz sentido quando existe um objetivo maior em comum. Poder público, iniciativa privada e entidades locais construíram uma governança capaz de transformar o destino em uma das maiores referências turísticas do Brasil e da América do Sul.

Os resultados estão aí: eventos internacionais, investimentos constantes, novos atrativos e uma imagem consolidada no mercado.

No turismo, ninguém cresce sozinho. Um destino depende de conectividade aérea. As companhias aéreas dependem da demanda. A demanda depende da

promoção. A promoção depende de investimentos. Os investimentos dependem de confiança. E a confiança nasce justamente quando todos caminham na mesma direção.

Durante muito tempo, o setor turístico brasileiro desperdiçou energia em disputas isoladas, agendas fragmentadas e interesses individuais. Felizmente, os últimos anos têm mostrado um movimento diferente. Cada vez mais vemos estados promovendo roteiros integrados, destinos trabalhando em conjunto e entidades construindo pontes em vez de muros. O turista não enxerga as divisões institucionais que existem nos bastidores. Ele vê a experiência como um todo. Quando ela funciona, todos ganham. Quando falha, todos perdem.

Por isso, a mensagem deixada por Bruno Reis vai além de uma frase de efeito. Ela funciona como um lembrete necessário para um setor que ainda tem um potencial gigantesco a ser explorado. O Brasil possui diversidade cultural, riqueza natural e atrativos capazes de competir com qualquer destino do mundo. Mas transformar esse potencial em resultados concretos exige exatamente aquilo que o presidente da Embratur defendeu em Foz do Iguaçu: união. Porque, no fim das contas, o sucesso do turismo brasileiro não será construído por um único destino, uma única empresa ou um único governo. Será resultado da capacidade de todos entenderem que o crescimento sustentável acontece quando o jogo é coletivo. E talvez essa seja a principal lição deixada pelo palco do FIT Cataratas: no turismo, ganhar sozinho é impossível. Crescer juntos é o único caminho.

Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E

Pesquisa aponta liderança de viagens corporativas por mulheres com avanço da IA

A pesquisa “Panorama do Gestor de Viagens no Brasil (2026)”, realizada pela Paytrack em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas – Alagev, mostra que a gestão de viagens corporativas vem ganhando relevância dentro das empresas e consolidando um perfil profissional mais estratégico, ligado a controle de orçamento, uso de tecnologia e apoio à tomada de decisão.

O levantamento identificou uma função majoritariamente feminina, concentrada em profissionais entre 35 e 44 anos e cada vez mais conectada à agenda de eficiência e digitalização das companhias.

De acordo com a pesquisa, 84% dos gestores de viagens são mulheres e 50% têm entre 35 e 44 anos. Em relação à formação, 56% vieram de áreas como Administração, Economia e Contabilidade, enquanto 22% têm formação em Turismo e Hotelaria. Os dados apontam para uma função que combina conhecimento operacional e visão de negócio, em um contexto em que o gestor passou a ser mais demandado em relação a resultados tangíveis, governança e produtividade.

O peso estratégico da função também aparece no volume de recursos administrados. Segundo a pesquisa, 30% dos profissionais gerenciam mais de R$ 20 milhões por ano em viagens corporativas, enquanto 28% administram entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões e outros 28%, entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.

Em relação às frentes de trabalho contempladas por essa posição, a pes-

quisa mostra que a gestão de viagens já não se limita à organização de deslocamentos corporativos. Apenas 19% dos respondentes atuam exclusivamente com essa atividade. Entre os demais, 26% acumulam responsabilidades com eventos, 14% com facilities e 10% com compras, indicando uma ampliação do escopo da função dentro das empresas. Esse movimento ajuda a explicar por que a área vem ganhando espaço em decisões relacionadas a orçamento, políticas internas e experiência do colaborador. Também reforça a percepção de que o travel manager passou a operar de forma mais transversal, dialogando com diferentes áreas da organização.

A pesquisa também revela que a digitalização já faz parte da rotina da área, embora ainda em estágios distintos. Entre os respondentes:

→ 51% classificam o nível de automação dos processos de viagens em suas empresas como intermediário;

→ 23% apontam alta automação;

→ 10% afirmam já operar em um ambiente totalmente automatizado e integrado.

Ao mesmo tempo, 51% dizem que digitalização e automação de processos serão o principal foco de investimento ou esforço ao longo de 2026.

A inteligência artificial também começa a se consolidar de forma prática. Segundo a pesquisa, 48% dos profissionais usam IA pontualmente para criação de textos e comunicações,

enquanto 42% recorrem à tecnologia para análise de dados, resumos de relatórios e geração de insights. Apesar do avanço tecnológico, os desafios da função continuam concentrados em eficiência e governança. A pesquisa destaca que a redução de custos aparece como principal prioridade para 29% dos respondentes, seguida por compliance da política de viagens (20%) e falta de integração entre sistemas (17%). Na tomada de decisão, a pesquisa mostra equilíbrio entre referências

externas e informações internas:

→ 26%citambenchmarkingdemercado;

→ 25% mencionam métricas e indicadores próprios;

→ 24% apontam tanto o feedback dos viajantes quanto às diretrizes da liderança executiva como embasamento para ajustes de política e decisões da área.

Foto:
Magnific

Maceió é a cidade mais comercializada do Brasil em 2025

O dado consta no Anuário Braztoa 2026, levantamento que reúne informações de vendas de 54 operadoras associadas à entidade

Maceió foi a cidade mais comercializada pelas principais operadoras de turismo do país em 2025. O dado consta no Anuário Braztoa 2026, levantamento que reúne informações de vendas de 54 operadoras associadas à entidade e é considerado uma das principais referências para acompanhar o desempenho do turismo de lazer no Brasil.

Além da liderança da capital alagoana entre os destinos nacionais, o estudo também coloca Alagoas na terceira posição entre os estados mais vendidos pelas operadoras. No mercado internacional, Maceió aparece ainda como a quarta cidade brasileira mais comercializada no segmento receptivo, reforçando o crescimento da visibilidade do destino fora do país.

Os resultados refletem o momento positivo vivido pelo turismo alagoano. Nos últimos anos, o estado ampliou sua conectividade aérea, intensificou as ações de promoção turística e consolidou sua posição entre os principais destinos de lazer do Nordeste.

RANKING DAS CIDADES MAIS COMERCIALIZADAS

NAS VIAGENS

NACIONAIS EM 2025

1. Maceió (AL)

2. Porto de Galinhas (PE)

3. Porto Seguro (BA)

4. Rio de Janeiro (RJ)

5. Salvador (BA)

6. Gramado (RS)

7. Foz do Iguaçu (PR)

8. São Paulo (SP)

9. Fortaleza (CE)

10. Natal (RN)

Para o secretário de Estado do Turismo de Alagoas, Paulo Kugelmas, o desempenho registrado no levantamento demonstra a força do setor e seus reflexos na economia local. “Os números crescentes do setor só deixam cada vez mais clara a vocação que o nosso estado tem para receber os turistas. É importante também observar que esse fluxo consolida a economia local ao gerar cada vez mais emprego e renda para os alagoanos”, destacou.

O bom desempenho nas vendas das operadoras ocorre paralelamente ao avanço do fluxo internacional. Dados da Embratur analisados pela Secretaria de Estado do Turismo mostram que Alagoas recebeu 18.458 turistas estrangeiros entre janeiro e abril de 2026. No mesmo período do ano passado, foram registrados 8.846 visitantes internacionais. Produzido anualmente

pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), o anuário reúne dados sobre comportamento do consumidor, movimentação do setor, tendências de viagem e desempenho de destinos turísticos. A edição de 2026 foi elaborada a partir de informações fornecidas por 54 operadoras associadas e 36 parceiros da entidade.

Dois dias de networking, negócios, lançamentos, capacitação e troca de experiências entre agências de viagens, operadoras, destinos e parceiros do turismo.

Escultura O Beijo, na Praia de Jatiúca, em Maceió, um dos cartões-postais da capital alagoana

RIO GRANDE DO NORTE É “GOSTOSO”, O DESTINO

QUE O BRASIL PRECISA DESCOBRIR

Gostoso é um refúgio de paz (e sabores) no litoral potiguar que encanta pela autenticidade

Ana Azevedo

No mapa do Rio Grande do Norte, São Miguel do Gostoso é, para muitos, apenas um ponto no extremo. Entre o badalo de Natal e o movimento de Pipa, o destino mostra-se como uma oportunidade de praticar o luxo do slow travel e deixar o caos do mundo online de lado. O município, a cerca de 100 km da capital potiguar, é um convite urgente para desacelerar e conectar-se consigo mesmo, com o outro e com a natureza.

A “Capital do Vento”, como é conhecida por conta da prática constante de kitesurf e windsurf, transpira uma atmosfera rústica que, paradoxalmente, é a sua maior sofisticação. Aqui, o vento que impulsiona as velas dos esportistas é o mesmo que dita o compasso da vida local: uma cadência própria, onde cada detalhe — da imensidão das praias desertas à hospitalidade genuína de quem vive à beira-mar — é um lembrete de que o tempo, quando bem desfrutado, é o bem mais precioso que se pode adquirir em uma viagem.

E é claro que a receita para uma experiência memorável está no planejamento e na qualidade dos serviços escolhidos. Faço aqui uma ressalva à Luck Receptivo — em especial ao guia Sena e ao motorista Douglas —, que me conduziram desde o aeroporto com presteza, empatia, bom astral e um profundo profissionalismo. Afinal, visitar um destino pela primeira vez e contar com a expertise de quem conhece cada curva do caminho torna tudo mais proveitoso.

É “GOSTOSO” COMO

O TEMPO PARA

Não é preciso muito tempo em São Miguel do Gostoso para se apaixonar. Comigo aconteceu nos primeiros minutos, assim que pisei na Pousada Mi Secreto, na Praia da Ponta do Santo Cristo. O estabelecimento nasceu do sonho da médica espanhola Dra. Mercedes Lasso e, ao contrário da frieza dos hotéis convencionais, traz uma sensação genuína de acolhimento; é como chegar à casa de um parente ou de um amigo muito querido. Cheguei para contemplar o pôr do sol e fui recebida com um brunch em um lounge na areia. Entre petiscos, drinks e bons papos, tive a certeza de que este não é um destino para um “bate e volta”; afinal, é “Gostoso” como ali o tempo para, para que você possa, enfim, viver sem culpa e sem compromisso. Ao conhecer a Pousada Mi Secreto, veio a primeira surpresa: sua estrutura. São 22 suítes, incluindo opções com piscina privativa, spa, jacuzzi, bar molhado, piscina compartilhada e o “porta da felicidade”, que leva à praia, já que o hotel boutique é pé na areia. Há ainda o restaurante Mar y Brasa, com menu assinado pelo chef italiano Lorenzo Mancini, que une a cozinha mediterrânea aos sabores autênticos do Nordeste brasileiro.

A experiência gastronômica é um capítulo à parte. No menu, a Croqueta de Sol, o Arancini de alho-poró ou as Bruschettas de camarão são escolhas perfeitas para compartilhar. Na hora do prato principal, os favoritos são o Peixe Branco com crosta de queijo coalho e o Mi Secreto Burger. Agora, se busca uma experiência com-

pleta, peça o Escalope de Mignon de Sol: a carne chega com mousseline de macaxeira, jerimum caramelizado e farofa de limão. O equilíbrio entre o salgado da carne e o adocicado do jerimum é o que torna o prato inesquecível. Para fechar, um prato de afeto: o Sorvete Caseiro de Maracujá com Chocolate é obrigatório. Feito com polpa fresca, açúcar orgânico e raspas de chocolate, é uma receita afetiva da própria Dra. Mercedes, criada originalmente para seus filhos.

A GASTRONOMIA COMO FIO CONDUTOR

É importante dizer que, em São Miguel do Gostoso, a gastronomia é o fio condutor da viagem. Antes de chegar à mesa, porém, é preciso voltar ao mar e entender que o município, que foi uma pequena vila de pescadores, cresceu e hoje encontra na atividade turística uma de suas principais forças econômicas. Não por acaso, um dos atrativos mais procurados são as piscinas naturais formadas em meio ao Atlântico.

O passeio para os Parrachos de Rio do Fogo começa na Praia de Perobas, a aproximadamente 45 quilômetros da Pousada Mi Secreto. Em cerca de 20 minutos de lancha, a paisagem muda completamente. A ausência do turismo de massa reforça a sensação de exclusividade. O local conta com um barco de apoio que oferece bebidas, prolongando o conforto sob o sol forte do Rio Grande do Norte, mas é na água cristalina, com tonalidades vibrantes e uma diversidade de peixes coloridos, que está o verdadeiro

encanto do lugar. Com o fim do passeio vem a fome — de comida e de novidades. Em terra firme, no restaurante e ponto de apoio “Tuná“, acontece a parada para o almoço. Além de diversas opções, há uma descoberta regional: a Ginga com Tapioca. O prato é composto de tapioca recheada com pequenos peixes fritos no dendê, consumidos por inteiro.

Mais do que uma iguaria, é patrimônio imaterial do Rio Grande do Norte e carrega uma história de resiliência: sua origem remonta aos pescadores que transformaram peixes de pequeno porte — muitas vezes rejeitados pelo mercado — em alimento criativo para suas famílias. O cardápio destaca ainda a Tábua do Mar, o Baião de Dois, a Salada Tropical e o Filé Perobas. O diferencial, porém, não está apenas nos ingredientes de alta qualidade, mas na experiência de ter seu churrasco finalizado à mesa, enquanto aprecia o mar e sente a areia nos pés. Para coroar, não deixe de provar a limonada de coco.

MEMÓRIAS COM ALMA

Se busca um motivo especial para visitar o destino, anote: a 13ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso será realizada entre 20 e 24 de novembro. O evento transforma a Praia do Maceió em uma sala de exibição gratuita ao ar livre. É um momento perfeito para celebrar com os locais e encontrar viajantes de todo o mundo. Além de cenários naturais, o destino pulsa arte e história. Ao visitar a Urca do Tubarão, em São José de Touros,

Vista da suíte da pousada Mi Secreto para a praia

você encontrará um verdadeiro túnel do tempo. O poeta Edson Nobre conta causos e apresenta sua coleção de objetos históricos — que vai de discos de vinil a relíquias tecnológicas — em um ambiente rústico de pau a pique. O complexo integra hospedagem, restaurante e até uma capela feita artesanalmente. A economia criativa também valoriza a autenticidade local. Na Casa Reduto, por exemplo, há de tudo, desde vestimentas até itens de decoração. Curiosamente, fui a primeira cliente de uma artista local que, insegura com sua arte, produziu justamente os itens que comprei para minha casa própria. É nesses encontros, que não figuram em folhetos promocionais, que a viagem ganha significado profundo.

A experiência em São Miguel do Gos-

toso não fica completa sem explorar a Rua da Xêpa, o coração da vida noturna. Entre música ao vivo, boutiques e o clima acolhedor de cidade do interior, é comum reencontrarmos viajantes que cruzaram nosso caminho ao longo dos dias.

Bem pertinho, na Rua Cavalo Marinho, encontra-se o Sampei. Este restaurante é uma referência gastronômica local, especializado em frutos do mar e conhecido pelo seu cooking show, que proporciona ao visitante uma verdadeira imersão sobre o que será consumido. No menu, os destaques ficam por conta das Ostras Trufadas, do Tataki de Atum e do Trio do Mar. Já nas sobremesas, as estrelas são a Panacota de Café e o “Falso Coco”.

Outra opção que vale a pena é o restaurante La Pepita, que foca na gastronomia

italiana. Além dos pratos clássicos, vale explorar destaques como a Bruschetta em todas as suas versões, a Pasta alla Siciliana e a Parmigiana feira com beringela.

Por incrível que pareça, São Miguel do Gostoso não leva esse nome por conta da gastronomia. A história por trás fala sobre a união de dois elementos da memória local: o padroeiro da cidade, São Miguel Arcanjo, e o apelido de um morador pioneiro da região, um homem conhecido como ‘Gostoso’, famoso por sua alegria e hospitalidade. No entanto, estar no destino traz um sentimento constante que o valida: “como é Gostoso estar aqui”.

ARCO-ÍRIS NO MAR

Não há forma mais especial de encerrar um dia de passeio em São Miguel do Gostoso do que observando o pôr do sol, mas é possível elevar essa experiência. O trajeto até a Praia de Tourinhos, feito em uma jardineira 4×4, já prepara os sentidos: a luz da tarde ressalta a vivacidade das cores do destino e, com um pouco de sorte, você pode ser presenteado com um arco-íris que surge do mar em direção à costa.

O ápice dessa imersão acontece quando chegamos à Praia de Tourinhos. O pôr do sol ali é, por mérito próprio, um dos espetáculos mais bonitos do país. Em vez de apenas observar o horizonte da areia, a dica é entrar no mar. Sentir a temperatura morna da água enquanto o céu se transforma — com o arco-íris vibrando ao fundo — será um dos momentos mais memoráveis da viagem. Nessa hora, você não está apenas visitando o lugar; você faz parte dele e é transformado por ele, sem pressa, no ritmo da natureza.

COM AVENTURA, SEMPRE

Não é possível conhecer o Rio Grande do Norte sem passar por Natal. A capital potiguar reúne praias urbanas, dunas monumentais e uma relação constante entre cidade e natureza, mas é na aven-

tura que o destino encontra uma de suas expressões mais emblemáticas. O tradicional passeio de buggy pelo litoral norte continua sendo uma experiência difícil de comparar. Entre subidas e descidas nas dunas móveis, o percurso provoca o mesmo frio na barriga de uma montanha-russa, mas com um diferencial importante: a paisagem muda a cada curva. O que parece ser apenas uma descarga de adrenalina logo se transforma em contemplação.

Ao longo do trajeto, lagoas de águas cristalinas surgem entre as dunas como um convite para desacelerar. Em Jacumã, atrações como tirolesa, aerobunda e kamikaze adicionam ainda mais emoção ao roteiro, enquanto as paradas para banho de mar equilibram a experiência entre aventura e descanso.

Na hora do almoço, a parada no Miramar merece atenção especial. Localizado à beira-mar, o restaurante oferece um cardápio amplo, capaz de agradar diferentes perfis de viajantes, dos amantes de frutos do mar aos que preferem pratos mais tradicionais.

Dependendo da maré, a experiência ganha um charme extra: as mesas ficam praticamente com os pés na água. A estrutura também é um diferencial para famílias, com área kids e atrações aquáticas que garantem diversão para as crianças enquanto os adultos aproveitam a gastronomia e a vista privilegiada do litoral.

Ao final do dia, fica claro que o passeio de buggy vai muito além da adrenalina. Ele revela parte da identidade do Rio Grande do Norte e ajuda a compreender a diversidade de paisagens que fazem do estado um dos destinos mais completos do Nordeste. E, para quem ainda não está pronto para encerrar a viagem, basta seguir pela costa rumo ao sul, onde falésias, mata atlântica e praias cercadas por natureza preservada anunciam o próximo capítulo dessa jornada: Pipa

À noite o público aproveita o clima quente para socializar nos barzinhos
A ausência do turismo de massa torna a vivência nos Parrachos do Rio do Fogo ainda mais especial
Vinagrete de polvo, um destaque no meu do restaurante Tuná
Passeio de lancha até os Parrachos do Rio do Fogo
Esportes off road estão entre os atrativos de São Miguel do Gostoso

Workshop Brasil Diversa 2026 fortalece networking e geração de negócios em Campos do Jordão

Capacitações, networking, lounges e rodadas de negócios marcaram a programação do evento que reuniu 400 participantes

Com o objetivo de ampliar a conexão entre agentes de viagens, destinos, fornecedores e parceiros estratégicos, o Workshop Brasil Diversa 2026 tem uma dinâmica que combina plenárias, capacitações de destinos, apresentações comerciais e rodadas de negócios ao longo da programação, trazendo conteúdos voltados à sustentabilidade financeira no turismo, transparência comercial e soluções que contribuem para fortalecer a competitividade do setor.

A abertura do evento aconteceu na noite de 31 de maio, no Parque Capivari, em Campos do Jordão, e reuniu cerca de 400 participantes, entre agentes de viagens, fornecedores estratégicos, parceiros nacionais e equipe organizadora, que puderam, além de se conectar com o destino.

NETWORKING, CAPACITAÇÃO E OPORTUNIDADES COMERCIAIS

Um dos principais pilares do Workshop são as rodadas de negócios com parceiros e os lounges de destinos, criando ambientes dedicados a networking, capacitações, ativações comerciais e apresentação de novidades ao mercado. Os agentes de viagens participam de treinamentos voltados a destinos, tendências de mercado e oportunidades comerciais, fortalecendo o conhecimento sobre os produtos trabalhados pela operadora e seus parceiros. Outro destaque é o espaço WOW, criado para apresentar produtos de luxo e

experiências diferenciadas da operadora, ampliando as oportunidades de troca entre agentes de viagens e fornecedores.

Participam desta edição do Workshop parceiros de diferentes segmentos do turismo nacional, incluindo destinos, hotéis, receptivos, locadoras, seguradoras e fornecedores estratégicos.

CAMPOS DO JORDÃO: TURISMO

EM TODO O ANO

O prefeito de Campos do Jordão, Carlos Eduardo Pereira, o Caê, destacou os investimentos que vêm sendo realizados no município e reforçou que o destino já ultrapassou a sazonalidade do inverno. “Campos do Jordão hoje não é turismo só no inverno. Hoje é turismo os 12 meses do ano e precisamos de vocês para fortalecer ainda mais essa história. Só neste ano, em quatro meses de gestão, já são quase R$ 700 milhões em investimentos privados de novas atrações para atrair mais visitantes e fazer com que permaneçam mais tempo na cidade”, disse.

A proposta é ampliar a percepção do viajante sobre o destino: “Não é apenas o frio, não é apenas o fondue. São experiências inesquecíveis que vocês vão passar por aqui e depois poderão replicar para trazer muita gente para cá”.

A secretária executiva da Setur-SP, Mônica Samia, agradeceu às empresas envolvidas na realização do evento e destacou a trajetória do CEO do Grupo Arbo, Arnaldo Franken, anfitrião do encontro.

“Arnaldo é um parceiro de longa data, um profissional em quem eu me espelho. Foi uma pessoa capaz de se reinventar e de olhar sempre para o futuro, sempre com inovação.”

Mônica também ressaltou a importância da constante evolução dos profissionais do turismo diante das transformações do mercado: “O nosso trabalho sempre é questionado, se o turismo vai acabar, se o agenciamento vai acabar. Mas onde tem um bom profissional, onde tem um profissional competente, sempre vai existir espaço”.

NÚMEROS

E ESTRATÉGIA

PARA 2026

Durante a apresentação institucional da Diversa, Adriana Fredericce, diretora Comercial e de Vendas, apresentou os resultados da operadora, que atualmente conta com mais de 3.760 bloqueios aéreos distribuídos em 17 origens diferentes, e destacou os principais pilares da estratégia de expansão da empresa para os próximos anos. A executiva também enfatizou os conectores DivPix, DivWeek e DivCorp, além de ações de capacitação que já levaram mais de 350 agentes a famtours nacionais e internacionais e premiaram mais de 170 agências parceiras.

“Depois do sucesso do Florida 360 no ano passado, ampliamos o projeto em 2026 com o Diversa 360 edição Estados Unidos, uma campanha ainda mais robusta e conectada ao nosso posicionamento nos Estados Unidos. As viagens acontecerão

de 15 a 23 de novembro e o grande diferencial desta edição são os famtours simultâneos por diferentes regiões do país, proporcionando experiências complementares e mostrando aos agentes novas possibilidades de vendas além dos destinos tradicionais”, destacou Adriana Fredericce, Diretora Comercial e de Vendas da Diversa Turismo.

A campanha integra o plano de expansão internacional da operadora e busca ampliar o conhecimento dos agentes sobre diferentes regiões dos Estados Unidos. Já James Giacomini, diretor de Grupos, apresentou a estratégia da Diversa para a capacitação de destinos internacionais em 2026, uma iniciativa que faz parte do projeto de expansão e regionalização da operadora, com a realização de mais de 100 eventos regionalizados ao longo do ano e a capacitação de mais de 2 mil agentes de viagens em diferentes regiões do Brasil.

O executivo também destacou o fortalecimento do departamento de Grupos da operadora, área considerada estratégica para a expansão junto aos agentes de viagem, atuando de forma consultiva no desenvolvimento de experiências personalizadas, oferecendo suporte desde a definição dos roteiros até a logística das viagens.

NOVA CAMPANHA TEM PONTOS EM DOBRO E MAIS DE 700 MIL PRÊMIOS

A campanha lançada pela Diversa Turismo durante o Workshop Brasil vai premiar agentes de viagens ao longo dos meses de junho e julho por meio da DivPrêmios, plataforma de incentivos da operadora. A ação traz como principal novidade a pontuação em dobro para vendas realizadas com fornecedores parceiros presentes no evento, ampliando as oportunidades de premiação para as agências participantes. Lançada em abril, durante as comemorações de aniversário da operadora, a DivPrêmios reúne mais de 130 lojas e oferece mais de 700 mil opções de resgate, permitindo que os próprios agentes escolham seus prêmios de acordo com suas preferências.

A nova campanha foi desenvolvida a partir de feedbacks recebidos dos agentes de viagens e terá duração de dois meses, permitindo o acúmulo de vendas entre junho e julho para o alcance das metas estabelecidas.

Beatriz do Vale
Arnaldo Franken, CEO do Grupo Arbo
Trade visita Prana Park em Campos do Jordão
Equipes Diversa, Setur-SP e Setur de Campos do Jordão, no Workshop Brasil Diversa 2026
Campos do Jordão é a cidade mais alta do Brasil, a uma altitude oficial de 1.628 metros acima do nível do mar
Workshop Brasil Diversa 2026 no Parque Amantikir a 1.680 metros de altitude

Orinter reúne 300 convidados em amistoso da Seleção

Feminina para promover divisão

Sports & Fun

Orinter reforça divisão Sports & Fun em evento na Neo Química e antecipa ações para a Copa 2027

A Orinter reuniu cerca de 300 participantes no camarote Fielzone, na Neo Química Arena, para acompanhar o amistoso entre as seleções femininas de Brasil e Estados Unidos, no sábado, 6 de junho. A ação, realizada em parceria com a Soccer Hospitality, teve como objetivo apresentar ao mercado a Orinter Sports & Fun, divisão especializada na comercialização de ingressos, camarotes, shows e experiências de entretenimento, além de marcar o início das iniciativas da operadora voltadas à Copa do Mundo Feminina de 2027.

“O jogo foi escolhido por uma ação estratégica, junto com a Soccer Hospitality. A gente entendeu que era um momento tanto de Copa do Mundo, para aproximar os agentes de viagem desse clima, quanto para proporcionar a experiência de camarotes, que hoje é um produto que se torna uma realidade na Orinter, dentro da etiqueta chamada Sports & Fun”, afirmou Roberto Sanches, diretor-geral da operadora.

Criada a partir da parceria entre a Orinter e a Soccer Hospitality, iniciada há cerca de dois anos, a Sports & Fun concentra a oferta de ingressos para eventos esportivos nacionais e internacionais, shows, tours e experiências premium, comercializados exclusivamente por meio dos agentes de viagens.

O portfólio inclui produtos ligados à NBA, NFL, MLS, Fórmula 1, campeonatos de futebol e apresentações musicais, além de visitas a estádios e experiências em camarotes. Atualmente, a empresa oferece acesso a espaços premium em arenas como Allianz Parque, Neo Química Arena, Morumbis, Vila Belmiro, Arena do Grêmio, Arena Fonte Nova e Estádio dos Aflitos, além de produtos relacionados ao Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.

Segundo Daniel Firmino, diretor de Produtos & Operações Brasil da Orinter, a proposta é ampliar as possibilidades de venda dos agentes de viagens ao integrar entretenimento aos serviços turísticos tradicionais.

“O agente de viagem hoje tem um portfólio completo que não só agrega o turismo em si, como passagem aérea, hotel e receptivo, mas também a experiência desse tipo de evento”, afirmou.

O executivo destacou ainda o crescimento da procura por produtos ligados ao entretenimento desde o lançamento da marca. “Se eu falar só dos shows do BTS, é um crescimento gigante, de mais de mil por cento. Esse nicho vem crescendo cada vez mais e, para nós, o céu é o limite”, disse.

Para a Soccer Hospitality, a experiência prática é um dos principais fatores para impulsionar as vendas desse tipo de produto. “Essa ação é fundamental para demonstrar o diferencial do nosso produto. Quando o

agente de viagens vivencia a experiência na prática, ele adquire o conhecimento necessário para comercializá-la com muito mais segurança”, afirmou Vanessa Garcia, representante da empresa.

COPA DE 2027 NO RADAR

Além da divulgação da Sports & Fun,

a ação na Neo Química Arena marcou o início do calendário de iniciativas da Orinter relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Segundo Sanches, a operadora já trabalha no desenvolvimento de produtos temáticos e

experiências ligadas ao torneio, envolvendo diferentes segmentos da cadeia turística, como hotelaria, receptivos e entretenimento. “Essa ação foi o start para ações da Copa do Mundo. Vai vir muita coisa, muita novidade em breve”, afirmou.

Roberto Sanches e Daniel Firmino, da Orinter, com Vanessa Garcia, da Soccer Hospitality

Tap celebra com festa os 60 anos de operações no Brasil

Chairman Carlos de Oliveira reforçou a relevância estratégica do mercado brasileiro para a companhia e apresentou números recentes da operação

A Tap Air Portugal celebrou,no dia 9 de junho, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro, seis décadas de operações regulares no Brasil. A cerimônia reuniu autoridades dos governos municipal, estadual e federal, representantes da aviação civil, executivos da companhia aérea e integrantes do setor turístico para marcar a data e reforçar a importância da ligação aérea entre Brasil e Portugal.

A abertura do evento ficou a cargo do ator Ricardo Pereira, que relembrou a trajetória da companhia no país e destacou a relação histórica construída ao longo dos anos. “Há seis décadas que a Tap cruza o Atlântico ligando Portugal e Brasil. Não apenas com aviões, mas com histórias, afetos e sonhos partilhados. Na verdade, hoje nós celebramos muito mais do que uma companhia aérea. Celebramos uma ponte de amizade que nos torna portugueses com coração brasileiro”, declara.

O apresentador recorda que foi no Rio de Janeiro que a companhia realizou, em junho de 1966, o primeiro voo direto a jato entre Lisboa e a capital fluminense. Segundo ele, a operação foi realizada pelo Boeing 707 Santa Cruz, comandado pelo comandante Silva Soares, em homenagem aos aviadores Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Desde então, milhões de passageiros cruzaram o oceano em busca de oportunidades de negócios, experiências culturais e reencontros familiares. “São, sem dúvida, essas conexões que celebramos aqui hoje.”

Durante a cerimônia, o deputado estadual Gustavo Tutuca, ex-secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, destacou a parceria construída entre o poder público e a companhia aérea para promover as comemorações dos 60 anos da operação no Brasil. Segundo ele, a data representa um marco para a conectividade internacional do país. “Hoje, e há muitos anos, a Tap é a companhia aérea internacional que mais voa para o nosso país e aqui para o Rio de Janeiro, sempre com perspectivas de aumentar esse fluxo”, observa.

Tutuca também relacionou o crescimento do turismo internacional no estado à ampliação da conectividade aérea e ao trabalho conjunto entre diferentes esferas de governo. “Os resultados que nós celebramos aqui no Rio de Janeiro, onde ano passado alcançamos o número de 2 milhões de turistas internacionais na cidade e 9,3 milhões no Brasil, são muito fruto da integração dos entes federativos, do poder executivo estadual, municipal e federal”, pontuou.

O parlamentar lembrou ainda que a recuperação do movimento no Aeroporto

Internacional Tom Jobim (Galeão) teve participação decisiva da companhia portuguesa. “A Tap teve um papel fundamental nesse processo. Desse número de 2,2 milhões de turistas internacionais, que já aponta para este ano mais de 2,5 milhões”, registra. Ao final de sua participação, Tutuca entregou uma moção de congratulações à companhia pelos 60 anos de operações no Brasil.

PARA A PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO, A TAP AJUDA A FORTALECER O GALEÃO

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, destacou a relevância da Tap para o fortalecimento do Galeão e para a recuperação da movimentação internacional do terminal. “Temos feito aqui no Rio de Janeiro um esforço de fortalecer o nosso Aeroporto Internacional, o Galeão. E uma parte enorme da responsabilidade de a gente ter saído de 5 milhões de passageiros no Galeão em 2023 para 18 milhões no ano passado também passa pela conectividade”, aponta.

Cavaliere agradeceu a permanência da empresa na operação do aeroporto carioca. “Quero agradecer muito à Tap por acreditar no Brasil ao longo desses 60 anos e por sempre ter voado para o Galeão e continuar voando para o Galeão. Isso para nós é motivo de muito orgulho”, enfatizou. O prefeito também mencionou a atuação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) no processo de reorganização do sistema aeroportuário da cidade. “Sabemos

que o Galeão vai continuar se fortalecendo e com mais passageiros. Então, viva Portugal, viva o Brasil, viva o Rio de Janeiro e viva a Tap”, declarou.

TAP REFORÇA A RELEVÂNCIA DO MERCADO BRASILEIRO

Na sequência, o chairman da Tap Air Portugal, Carlos de Oliveira, reforçou a relevância estratégica do mercado brasileiro para a companhia e apresentou números recentes da operação. “Para a Tap é um orgulho enorme podermos estar aqui hoje. No ano passado, transportamos 2,2 milhões de passageiros para o Brasil. Este ano já registramos mais de 145 mil passageiros só para o Rio de Janeiro, um crescimento de quase 10%”, informou. O executivo lembra que a companhia encerrará 2026 operando para 15 destinos brasileiros, dos quais 10 são atendidos exclusivamente pela Tap. “Para muitos estados brasileiros, a Tap é a verdadeira companhia de bandeira desses estados”, afirma. Carlos de Oliveira destacou ainda o papel da empresa na conexão entre Brasil, Portugal e Europa. “A Tap é o operador que liga a Europa através de Portugal ao Brasil e ao mundo”, ressaltou. O chairman também sinaliza que a presença da companhia no país deverá ser ampliada nos próximos anos. “A Tap está neste momento numa fase em que vai ter um novo parceiro, que será um grande grupo internacional, e isso só nos fará

reforçar também o Brasil”, declara. Segundo ele, a trajetória construída ao longo das últimas seis décadas demonstra o compromisso da transportadora com o mercado nacional. “Não viemos cá para experimentar. Estamos cá há 60 anos e esse caminho queremos continuar a fazer com vocês”, acrescenta.

CEO DESTACA FUTURA DAS OPERAÇÕES

O CEO da Tap Air Portugal, Luís Rodrigues, também participa da celebração e relaciona sua história pessoal com a companhia e o Rio de Janeiro. “Faz 60 anos que a Tap voa para o Rio de Janeiro e há 38 anos que eu andei de avião pela primeira vez pela Tap, e vim pela primeira vez ao Brasil e ao Rio de Janeiro”, relembrou. Ele reforçou a intenção da companhia de manter sua presença no mercado brasileiro pelas próximas décadas. “Todos juntos, vamos voar juntos e estamos prontos para fazer mais 60 anos”, conclui.

A cerimônia terminou com uma foto oficial reunindo autoridades brasileiras e portuguesas, representantes da Tap, da ANAC, do Turismo de Portugal e das secretarias de Turismo do estado e do município do Rio de Janeiro. Na sequência, os convidados acompanharam uma apresentação do guitarrista e compositor português Pedro Joia, marcando o início das celebrações dos 60 anos da companhia aérea no Brasil.

Companhia destaca ligação com o Brasil, resultados e planos para ampliar voos
Bruno Reis, da Embratur, e Carlos Antunes, diretor da Tap
Daniel Catalão, da AirTP, Joana Caspar, cônsul geral de Portugal, e seu esposo José Trincão, Ana Ventura Miranda, do Arte Institute, e Ana Rita Ferreira, cônsul geral adjunta
Frederic Gossot, da Tap, e Ricardo Pereira, ator
Luís Rodrigues, CEO da Tap, e sua esposa Patricia Poças

Lucro das aéreas cai pela metade, IVA ameaça o Brasil e Willie Walsh se despede da direção da IATA

Rio de Janeiro sediou a 82ª Assembleia Geral Anual (AGM) da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA)

Beatriz Waehneldt

A 82ª Assembleia Geral Anual (AGM) da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) aconteceu entre os dias 6 e 8 de junho, no Windsor Oceânico Hotel, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Durante os paineis, foram debatidos diversos assuntos, como o alerta sobre a queda do lucro global das aéreas, críticas ao governo brasileiro pela proposta de IVA de 26,5% sobre passagens, denúncias de “exploração” por fabricantes de motores, a despedida de Willie Walsh, que deixa a direção-geral da entidade para assumir o comando da IndiGo, e a entrada de Roberto Alvo como presidente do Conselho. O evento reuniu cerca de 1.500 representantes da indústria aérea de todo o mundo e marcou o retorno do maior encontro da aviação ao Brasil após 27 anos, com o Grupo Latam Airlines como anfitrião.

LUCRO DO SETOR

CAI PELA METADE

O lucro líquido total do setor deve chegar a US$ 23 bilhões em 2026, cerca de metade dos US$ 45 bilhões estimados para 2025. A margem de lucro líquido deve ficar em 2,0%, com lucro líquido por passageiro transportado de US$ 4,50, contra US$ 9,10 registrados no ano anterior. O principal vilão das contas é o querosene. Os custos com combustível devem subir quase 40%, de US$ 252 bilhões em 2025 para US$ 350 bilhões em 2026, com base em um preço médio esperado do petróleo bruto de US$ 95 por barril (Brent). O preço médio do querosene de aviação deve ser de US$ 152 por barril, alta de quase 70% sobre US$ 90 em 2025. O crack spread deve chegar à média de US$ 57 por barril, recorde histórico. Walsh não poupou palavras ao traduzir o que isso representa na prática. “O lucro líquido por passageiro deve cair para US$ 4,50, metade do que foi no ano passado.

Nas circunstâncias atuais, isso demonstra resiliência. Mas não é suficiente nem para comprar um cachorro-quente na maioria dos estádios da Copa do Mundo da FIFA, e deixa pouco espaço para absorver outros aumentos de custos ou impostos”, declarou.

FABRICANTES, IVA E O BRASIL NO CENTRO DAS CRÍTICAS

Além do combustível, a cadeia de suprimentos da indústria aeroespacial figurou entre os principais alvos do diretor-geral. A carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves e a idade média da frota mundial alcançou o recorde de 15,2 anos. Além disso, a indústria enfrenta um déficit superior a 5 mil aeronaves de nova geração que deveriam estar em operação, e as falhas da cadeia de suprimentos custaram pelo menos US$ 11 bilhões às companhias aéreas em 2025. “Parem de explorar as companhias aéreas e voltem a fabricar motores que funcionem e durem. Permitir que essas falhas se estendam para a próxima década é totalmente inaceitável para os clientes”, disse Walsh, em recado direto aos fabricantes de motores.

O Brasil esteve no centro das críticas em dois fronts distintos. No campo fiscal, Walsh criticou com dureza a proposta do governo brasileiro de aplicar um IVA de 26,5% sobre passagens aéreas, afirmando que isso adicionaria US$ 195 ao valor médio de uma passagem internacional de US$ 740 e poderia eliminar até 3,6 milhões de viagens internacionais ao ano. O vice-presidente Geraldo Alckmin estava presente na sala durante o discurso. Horas antes, na sua própria participação no evento, Alckmin havia defendido exatamente o caminho oposto: a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o transporte aéreo regular de passageiros e a redução gradual do IRRF sobre operações de leasing de aeronaves. No campo jurídico, o país também concentrou atenção. O Brasil concentra 95% de

toda a litigância de direitos de passageiros do mundo, segundo dados divulgados pela própria IATA durante a assembleia. Dados da entidade indicam que o índice chega a uma reclamação a cada 227 passageiros no país, ante uma reclamação a cada 1,2 milhão de passageiros nos Estados Unidos. Walsh voltou ao tema ao criticar o modelo europeu de regulação de direitos de passageiros. “O EU261 é o principal exemplo de uma regulamentação inadequada”, avaliou, apontando que as penalidades podem superar o valor da passagem e responsabilizam as companhias por fatores fora de seu controle.

A AGM REVELOU UM SETOR FRAGMENTADO E INSUSTENTÁVEL

No epicentro do conflito, as companhias do Oriente Médio devem encerrar o ano com prejuízo de US$ 4,3 bilhões. Europa e América do Norte permanecem as regiões mais lucrativas em termos absolutos, com US$ 9,6 bilhões e US$ 9,4 bilhões respectivamente, embora com margens comprimidas. A América Latina deve registrar lucro líquido de US$ 1,2 bilhão, com margem de 2,1% e lucro por passageiro de US$ 3,50, contra US$ 5,90 em 2025.

O setor também não tem caminho para cumprir a meta intermediária da ICAO de redução de 5% nas emissões até 2030. Walsh pediu um diálogo urgente para construir um cronograma revisado e realista. Quanto ao SAF, os números seguem aquém do necessário: a produção em 2026 deve permanecer em 2,4 milhões de toneladas, apenas 0,8% da demanda total.

O Brasil surgiu como uma das poucas fontes de otimismo no tema. A IATA aponta que o país pode alcançar cerca de 180 milhões de toneladas de matéria-prima até 2050, com potencial para gerar aproximadamente 60 milhões de toneladas de SAF. Até 2030, o potencial brasileiro corresponderia a cinco vezes toda a produção mundial estimada para 2026. “O Brasil tem todos os

ingredientes para ser uma potência global em SAF. Possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, além de abundância de matéria-prima”, declarou Walsh.

A ASSEMBLEIA FOI PALCO TAMBÉM DE ANÚNCIOS INSTITUCIONAIS

A IATA lançou a Aliança de Apoio ao Fornecimento de EEUs do CORSIA, reunindo mais de 32 entidades, incluindo Air France-KLM, IAG, Lufthansa Group, Qatar Airways e Singapore Airlines, com o objetivo de ampliar a disponibilidade de 225 a 250 milhões de Unidades de Emissões Elegíveis até a primavera de 2027. Na área de experiência do passageiro, a entidade anunciou a ampliação do programa PaxInsight com a inclusão das rotas transatlânticas da Virgin Atlantic, ferramenta que já coletou mais de 57 mil avaliações de passageiros nos últimos 12 meses e disponibiliza resultados em até cinco minutos após a conclusão de cada questionário.

Na segurança, a IATA lançou a campanha global “Save a Life, Not a Bag”, com apoio da EASA e da FAA, após pesquisa revelar que apenas 61% dos passageiros sabem que devem abandonar todos os pertences antes de deixar a aeronave em uma emergência, e que um em cada dez admite que poderia tentar levar bagagem consigo durante uma evacuação.

O EVENTO TAMBÉM RECONHECEU INICIATIVAS DE INCLUSÃO

Foram anunciadas, também, as vencedores do IATA Diversity & Inclusion Awards: Rania Alturki, do Saudia Group, como Modelo de Inspiração; Fiona Omondi, da Tradewinds Aviation Services, como Profissional em Ascensão; e a Latam Airlines Group, cuja equipe de manutenção passou de 111 para 539 técnicas mulheres entre 2021 e 2025, na categoria Equipe de Diversidade e Inclusão.

No plano de governança, Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines Group, assumiu a presidência do Conselho de Administração da IATA por mandato de um ano, tornando-se o 84º presidente do colegiado. E a próxima sede já está definida: a cidade de Xiamen, na China, receberá a 83ª Assembleia Geral Anual da IATA entre os dias 30 de maio e 1º de junho de 2027, organizada pela Xiamen Airlines. Será o retorno do evento à China após 15 anos.

Walsh encerrou sua última Assembleia como diretor-geral com um aceno ao futuro que aguarda na IndiGo, cargo que assume em 31 de julho de 2026, e com uma frase que resume o paradoxo de um setor que conecta bilhões de pessoas enquanto opera no fio da navalha financeira. “Enquanto as forças do conflito e da divisão parecem tornar nosso mundo mais perigoso a cada dia, a aviação torna o mundo um lugar melhor ao aproximar as pessoas.”

A 82a edição da AGM da IATA aconteceu no Rio depois de 27 anos
Diversidade na aviação ganha destaque em premiação da IATA
Willie Walsh - IATA projeta

FIT Pantanal fortalece promoção de Mato Grosso como destino turístico

Evento reuniu profissionais do setor e destacou biodiversidade, cultura e oportunidades de negócios

Representantes do Estado durante a cerimônia de abertura

Giulia Jardim

A 33ª edição da FIT Pantanal refor -

çou a estratégia de posicionar o Mato Grosso entre os principais destinos de natureza do Brasil. Realizada

no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a feira reuniu gestores públicos, empresários, operadores e

profissionais do setor em uma programação voltada à promoção de destinos e à geração de negócios. Ao longo de cinco dias, o evento contou com exposições, rodadas de negócios, palestras, experiências gastronômicas e apresentações culturais. Promovida pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), em parceria com o Governo de Mato Grosso, a feira teve como foco ampliar a visibilidade dos atrativos mato-grossenses e fortalecer a cadeia turística regional.

A FIT Pantanal destacou o potencial de Mato Grosso como destino de natureza, apoiado em atrativos ligados aos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Destinos como Chapada dos Guimarães, Nobres, Alta Floresta e a região do Encontro das Águas estiveram entre os principais destaques apresentados aos visitantes e profissionais do setor.

“O brasileiro ainda não conhece o Brasil”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ao defender a divulgação dos atrativos mato-grossenses para ampliar o fluxo de turistas.

A sustentabilidade também esteve no centro dos debates. Segundo o secretário-adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luis Carlos Oliveira Nigro, o crescimento do turismo de natureza tem contribuído para fortalecer a conservação ambiental e gerar renda em diferentes regiões. “Hoje as pessoas entendem que uma onça viva vale muito mais”, destacou. Além da promoção dos destinos, a feira manteve seu papel como plataforma de negócios para o setor. Na edição anterior, as rodadas comerciais movimentaram cerca de R$ 35 milhões, evidenciando a importância do evento para o desenvolvimento do turismo no estado.

TTM+: os bastidores da maior feira de turismo da Tailândia

Evento debate bem-estar, cultura e negócios, tendo o Brasil como principal mercado emissor da América Latina

Felipe Abílio

Entre reuniões, rodadas de negociações e apresentações de destinos, uma mensagem apareceu repetidamente durante a Thailand Travel Mart Plus (TTM+) 2026: a Tailândia quer ser conhecida por muito mais do que praias paradisíacas, templos dourados e mercados flutuantes.

Realizada no início de junho em Pattaya, a principal feira internacional de turismo do país reuniu compradores, operadores, companhias aéreas, jornalistas e representantes da indústria de viagens de diferentes partes do mundo. Ao longo de três dias, o evento serviu não apenas para fechar negócios, mas também para apresentar a visão que deve orientar a promoção turística tailandesa nos próximos anos.

A principal novidade foi apresentada logo na cerimônia de abertura. Diante de centenas de participantes, o vice-governador de Marketing Communications da Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT), Nithee Seeprae, resumiu a nova estratégia em uma frase simples: “Healing is the New Luxury”, ou “Bem-estar é o novo luxo”.

Segundo ele, o comportamento dos viajantes mudou. Em um cenário marcado por excesso de informação, rotinas aceleradas e busca por qualidade de vida, cresce o interesse por viagens que proporcionem experiências transformadoras e conexões mais profundas.

“Hoje, o verdadeiro luxo não está apenas em serviços sofisticados. O novo luxo é encontrar equilíbrio”, afirmou durante a abertura da feira.

A mensagem reflete uma tendência

observada em diversos mercados internacionais. O turismo de bem-estar deixou de ser um nicho e passou a ocupar espaço relevante dentro da indústria global de viagens. Nesse contexto, a Tailândia acredita ter vantagens competitivas naturais.

A combinação entre natureza, gastronomia, espiritualidade, hospitalidade e tradições culturais aparece como um dos principais diferenciais explorados pelo país. A proposta é estimular experiências capazes de gerar impacto positivo mesmo após o retorno para casa.

Mais do que visitar atrações turísticas, a ideia é criar jornadas ligadas ao bem-estar físico, emocional e mental.

A estratégia também busca ampliar a percepção internacional sobre o destino. Embora cidades como Bangkok, Phuket e Pattaya continuem sendo importantes cartões-postais, o governo tailandês pretende incentivar a descoberta de regiões menos conhecidas, experiências comunitárias e atividades relacionadas à cultura local.

A preocupação com sustentabilidade também esteve presente nas discussões. Autoridades destacaram a importância de distribuir melhor os benefícios econômicos do turismo entre diferentes regiões do país, valorizando comunidades locais e reduzindo a concentração de visitantes em poucos destinos.

BRASIL GANHA DESTAQUE

Durante a feira, o Brasil apareceu diversas vezes nas apresentações da TAT. Em coletiva realizada com a imprensa internacional, o diretor executivo regional para Américas, Oriente Médio e África, Santi Sawangcharoen, afirmou que o país ocupa atualmente a

Corredores da TTM+ 2026 reúnem expositores, compradores e profissionais do turismo durante as rodadas de negócios em Pattaya, na Tailândia

liderança entre os mercados emissores da América Latina.

Dados divulgados pela entidade mostram que a região enviou mais de 221 mil visitantes para a Tailândia em 2025, crescimento superior a 19% em relação ao ano anterior.

Até maio deste ano, o Brasil já havia registrado mais de 28 mil visitantes no destino, mantendo a liderança regional à frente de México, Argentina, Colômbia e Peru.

Segundo os executivos da TAT, parte desse crescimento está ligada ao interesse crescente pela cultura pop tailandesa, especialmente entre os viajantes mais jovens.

Séries, produções audiovisuais, mú-

sica e influenciadores digitais têm ajudado a aproximar o público latino-americano da cultura do país, despertando curiosidade sobre destinos além dos roteiros tradicionais. Entre eles, Chiang Mai se destaca como um dos favoritos dos brasileiros. Localizada no norte da Tailândia, a cidade é conhecida por seus templos históricos, mercados noturnos e pelo famoso Festival das Lanternas, evento que atrai milhares de visitantes todos os anos. Em um mercado cada vez mais competitivo, a Tailândia aposta naquilo que considera seu maior patrimônio: a capacidade de criar conexões entre pessoas, lugares e experiências.

Foto:
Felipe
AbílioM&E

Turismo cobra união, competitividade e visão de longo prazo para destravar potencial do Brasil

Seminário LIDE reuniu lideranças da aviação, cruzeiros, hotelaria e agenciamento buscando transformar o turismo em prioridade econômica

Janaina Brito

A necessidade de uma estratégia nacional integrada para o turismo brasileiro foi o principal consenso do Fórum LIDE Turismo, realizado no dia 10 de junho, em São Paulo, que reuniu representantes dos principais segmentos da cadeia turística, incluindo companhias aéreas, cruzeiros marítimos, hotelaria, operadores e agentes de viagens.

Ao longo de uma manhã de debates, executivos e lideranças do setor defenderam maior coordenação entre iniciativa privada e poder público, além de políticas voltadas à competitividade, infraestrutura e promoção internacional. A avaliação predominante foi de que o Brasil continua crescendo abaixo de seu potencial turístico, mesmo reunindo atributos naturais, culturais e econômicos que o colocam entre os destinos mais competitivos do mundo.

A proposta de criação de uma União Nacional do Turismo, apresentada durante o encontro, ganhou apoio entre os participantes como um possível mecanismo para alinhar interesses de diferentes setores e fortalecer a interlocução com os governos federal, estaduais e municipais.

O ex-ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, e outras lideranças destacaram que o turismo deixou de ser apenas uma atividade econômica complementar para se consolidar como um dos principais motores de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. O desafio, segundo os participantes, está em transformar esse potencial em resultados concretos.

AVIAÇÃO PEDE DESONERAÇÃO E ALERTA PARA IMPACTO DA REFORMA TRIBUTÁRIA

O painel que reuniu os CEOs das três

maiores companhias aéreas do país concentrou algumas das discussões mais contundentes do evento.

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, afirmou que o turismo brasileiro ainda realiza um trabalho “medíocre” na promoção de seus destinos quando comparado a países concorrentes. Para o executivo, o Brasil possui vantagens competitivas evidentes, mas segue recebendo menos turistas e transportando menos passageiros do que mercados como Chile, Colômbia e Argentina.

Cadier também demonstrou preocupação com os impactos da reforma tributária sobre o setor aéreo. Segundo ele, a carga tributária da Latam poderá saltar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões por ano, o que inevitavelmente seria repassado ao consumidor por meio das tarifas.

Já Celso Ferrer, CEO da Gol, defendeu que a próxima fase de crescimento da aviação brasileira dependerá de políticas de desoneração e incentivo ao setor. O executivo lembrou que o país ficou praticamente uma década sem crescimento relevante no transporte aéreo e destacou o papel da infraestrutura aeroportuária na expansão da conectividade nacional. Para Ferrer, a competição pela renda do consumidor mudou. Se antes viajar era um dos principais sonhos de consumo dos brasileiros, hoje o setor disputa espaço com novas formas de gasto e entretenimento.

John Rodgerson, CEO da Azul, reforçou a necessidade de medidas que ampliem a capacidade de investimento das empresas e criticou o aumento da carga tributária sobre a atividade aérea. Em uma das declarações mais diretas do painel, afirmou que “tributar a aviação é uma das coisas mais burras que se pode fazer”, destacando o efeito multiplicador

que o setor exerce sobre toda a cadeia econômica do turismo. Outro tema relevante foi a formalização dos pedidos de acesso à linha de crédito de R$ 5,5 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Tanto Latam quanto Azul manifestaram apoio à iniciativa do governo federal, classificando o programa como uma ferramenta importante para enfrentar o forte aumento dos custos operacionais, especialmente do combustível de aviação.

TURISMO DE INCENTIVO E VIAGENS CORPORATIVAS

GANHAM PROTAGONISMO

A presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, destacou a relevância crescente das viagens de incentivo como instrumento de desenvolvimento econômico e promoção de destinos.

Durante sua participação, a executiva lançou uma reflexão que permeou diversas discussões ao longo do evento: o Brasil está competindo por volume ou por valor?

Para ela, o país precisa avançar em um modelo de turismo capaz de gerar maior retorno econômico, menor sazonalidade e experiências mais qualificadas, especialmente nos segmentos corporativo e de incentivo, que possuem ticket médio superior e forte capacidade de movimentação da economia local.

Ana Carolina também alertou para desafios estruturais que continuam limitando o crescimento do setor, como infraestrutura, conectividade aérea, segurança e produção de dados confiáveis para orientar investimentos.

CRUZEIROS APONTAM

GARGALOS E DEFENDEM PLANO NACIONAL

No segundo painel do dia, dedicado ao setor marítimo, o discurso foi semelhante

ao da aviação: o Brasil possui potencial, mas continua perdendo competitividade.

Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil, destacou que apenas 0,35% dos brasileiros realizam cruzeiros anualmente, índice muito inferior ao observado em mercados consolidados como Estados Unidos e Austrália. Segundo ele, se o país atingir 1% de penetração, o número de cruzeiristas poderá triplicar.

Executivos da MSC Cruzeiros, Costa Cruzeiros e Norwegian Cruise Line reforçaram que o país enfrenta desafios relacionados a custos operacionais, infraestrutura portuária, burocracia e insegurança regulatória.

Dario Rustico, presidente-executivo para as Américas da Costa Cruzeiros, afirmou que operar um cruzeiro no Brasil pode ser entre 40% e 50% mais caro do que em destinos concorrentes, como Caribe e Mediterrâneo. Segundo ele, os navios seguem a competitividade dos mercados e acabam sendo direcionados para regiões mais atrativas do ponto de vista econômico.

Já Adrian Ursilli, diretor-geral da MSC Cruzeiros, ressaltou que os cruzeiros funcionam como importantes “polinizadores do turismo”, apresentando destinos brasileiros a viajantes que posteriormente retornam para estadias mais longas em terra.

Ao final do encontro, ficou evidente um ponto de convergência entre todos os segmentos representados: o Brasil dispõe dos recursos naturais, da diversidade cultural e da capacidade empresarial necessárias para ampliar sua participação no turismo global. O que ainda falta, segundo os participantes, é uma agenda permanente de competitividade, coordenação institucional e visão estratégica de longo prazo para transformar potencial em resultados.

Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional
companhias aéreas do Brasil no palco do LIDE
Marco Ferraz, presidente da Clia e Aldo Leone, presidente da Agaxtur
Painel das armadoras reuniu líderes do marítimo
O presidente da Maringá Turismo e head do LIDE Turismo, Marcos Arbaitman
Vinicius Lummertz, ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur

Costa Rica: Expotur 2026 supera expectativas e alcança 4.200 reuniões de negócios em San José

Ao longo de seus 40 anos de história, a feira já contribuiu para a geração de mais de US$ 2 bilhões em receitas turísticas

Natália Strucchi

A Expotur 2026, realizada no Crowne Plaza San José La Sabana, superou amplamente as expectativas ao promover 4.200 reuniões de negócios entre compradores internacionais e empresas do setor turístico costarriquenho.

O evento é organizado pela Associação Costarriquenha de Profissionais em Turismo (ACOPROT), com apoio do Instituto Costarriquenho de Turismo (ICT).

Ao longo de seus 40 anos de história, a feira já contribuiu para a geração de mais de US$ 2 bilhões em receitas turísticas projetadas para a Costa Rica.

Na edição anterior, a Expotur encerrou suas atividades com cerca de 3.000 reuniões de negócios e uma projeção superior a US$ 39 milhões em receitas turísticas, segundo destacou Yadyra Simon, presidente da ACOPROT. Ela comemorou os resultados alcançados pela feira, considerada a principal plataforma de comercialização turística do país.

Um dos destaques desta edição foi a conquista da Certificação de Sustentabilidade Turística (CST) pela ACOPROT, concedida pelo ICT. Com isso, a entidade se torna a primeira associação a receber esse reconhecimento, que contempla o compromisso com práticas sustentáveis, incluindo economia de recursos, proteção ambiental e ações socialmente responsáveis para o setor e seus associados.

Entre os eventos de encerramento da feira, destacou-se um encontro entre diretores da ACOPROT, o presidente executivo do ICT, Marcos Borges, presidentes de câmaras de turismo e outros representantes do setor.

Na ocasião, Borges reafirmou o apoio do ICT à Expotur. Segundo ele, trata-se de “um evento histórico, com resultados concretos ao longo de quatro décadas. Sua evolução tem sido constante e inovadora, permitindo que se consolidasse como uma bem-sucedida plataforma de negócios entre compradores de alto nível. O evento apresenta o que há de mais inovador na oferta turística do país, servindo como vitrine internacional para destinos consolidados e emergentes”.

BRASIL

A Costa Rica segue ampliando sua presença no mercado brasileiro e colhendo resultados positivos. Após registrar um crescimento de 21% nas chegadas de visitantes do Brasil em 2025, quando recebeu quase 25 mil turistas brasileiros, o destino manteve o ritmo de expansão em 2026, com alta de quase 10% entre janeiro e abril em comparação com o mesmo período do ano anterior. As informações foram relevadas por Ireth Rodríguez, chefe de Promoção Turística do ICT. Os números reforçam a importância estratégica do Brasil para o turismo costarriquenho. Considerado

um dos principais mercados emissores da América do Sul, o país ocupa posição de destaque nos planos de promoção internacional da Costa Rica, que busca ampliar sua participação na região por meio de ações voltadas ao relacionamento com o trade turístico, capacitação de agentes de viagens e divulgação de experiências ligadas à natureza, aventura e sustentabilidade.

CONECTIVIDADE ENTRE

COSTA RICA E BRASIL

Hoje não há voos diretos ligando Brasil e Costa Rica. De acordo com Ireth Rodríguez, em reunião com a Copa Airlines em abril, a companhia afirmou que vai receber mais aviões e isso permitirá ampliar a operação. “A Copa possui muitos voos entre Brasil e Panamá e, do Panamá para a Costa Rica há nove conexões diárias. Isso definitivamente ajuda para que mais brasileiros possam vir ao nosso país”, avalia Rodríguez.

Outra opção, segundo ela, são voos da Latam via Lima. “Da mesma forma estamos fazendo com a Latam. A Latam começou saindo do Peru para Costa Rica voando quatro vezes por semana, agora já voa diariamente e, em alguns sábados do mês, há um voo extra. Então seguiremos trabalhando em todas as cidades que pudermos. Estamos nesse esforço e os números vão muito bem.”

COMPRADORES DE 27 PAÍSES

A Expotur 2026 reuniu 150 representantes de mercados internacionais, incluindo destinos prioritários como Estados Unidos, Canadá, México e diversos países da Europa. Também chamou atenção a presença de operadores e atacadistas de mercados emergentes, como Índia, Austrália e Turquia, além de representantes de outros países de diferentes continentes. Todos participaram de reuniões com empresas turísticas da Costa Rica para negociar produtos e serviços relacionados a hospedagem, locação de veículos, reservas naturais, parques temáticos e diversas outras experiências oferecidas pelo país. O evento também contou com a participação de 24 câmaras e associações de turismo de diferentes regiões da Costa Rica, entre elas a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo de Quepos, a Câmara de Turismo de Guanacaste, a Câmara de Turismo de Sarapiquí, a Câmara de Turismo e Comércio de Arenal e a Câmara de Turismo de Los Santos. Além das rodadas de negócios, a Expotur sediou uma exposição do Museu do Ouro Pré-Colombiano do Banco Central da Costa Rica e reservou um espaço especial para artesãos locais por meio do programa Artesanías con Identidad, do ICT. Os visitantes também puderam conhecer trabalhos inspirados na história e biodiversidade do país, além de uma área dedicada ao turismo de bem-estar.

Oscar Saborío, diretor de Marketing e Estratégia do ICT, com Ireth Rodríguez, chefe de Promoção Turística do ICT
Leonel Bonilla, diretor organizador da Expotur
Presidente da Associação Costarriquenha de Profissionais em Turismo (Acoprot), Yadira Simón
Ao longo de seus 40 anos de história, a feira já contribuiu para a geração de mais de US$ 2 bilhões em receitas turísticas

ViajaFlux Summit 2026 movimenta Olímpia com palestras, negócios e grandes marcas do turismo

Evento reuniu mais de mil profissionais do trade criando oportunidades de relacionamento e focando nas tendências atuais do mercado

Beatriz do Vale

Entre os dias 28 e 29 de maio, a Estância Turística de Olímpia recebeu a sexta edição do ViajaFlux Summit, evento que reúne agentes de viagens, operadoras, destinos, hotéis, companhias aéreas e empresas do setor turístico em uma programação voltada à capacitação, networking e geração de negócios.

A programação incluiu palestras, painéis, rodadas de relacionamento e exposição de marcas ligadas ao trade turístico. Além do conteúdo voltado a tecnologia, vendas, marketing e inteligência artificial, o evento também funciona como uma grande vitrine comercial para fornecedores do setor. A proposta é aproximar agentes de viagens de fornecedores e parceiros estratégicos, criando oportunidades de relacionamento e atualização profissional em um ambiente focado em tendências do mercado.

CAPACITAÇÃO COM TEMAS

LIGADOS À TECNOLOGIA, VENDAS E GESTÃO

Ao longo dos dois dias, os agentes de viagens acompanham palestras e painéis voltados a temas como inteligência artificial, gestão de viagens, vendas de grupos, cruzeiros, Disney, reforma tributária, provas sociais, vistos e tendências do turismo. A programação também reúne apresentações de operadoras, redes hoteleiras, destinos, consolidadoras e empresas de tecnologia, além de debates jurídicos e conteúdos voltados à atualização profissional do trade turístico.

A programação do Summit da ViajaFlux também incluiu debates sobre produção de conteúdo, redes sociais, inteligência artificial e novas ferramentas voltadas à operação das agências. Além da movimentação no centro de convenções, o evento deve gerar impacto positivo para hotéis, restaurantes e atrações turísticas da cidade durante os dois dias de programação.

MOLDAR FUTURO DAS AGÊNCIAS

Experiência, personalização e diferenciação devem ser fatores cada vez mais importantes para o futuro das agências de viagens. A avaliação é de Luiz Gregatti, CEO da ViajaFlux. Segundo o executivo, o grande desafio das agências será encontrar formas de se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado.

“Muito se ouve: ‘eu não consigo bater preço de tal lugar’. Possivelmente esses agentes estão vendendo as mesmas coisas que estão sendo vendidas em outros lugares, na internet e no modo geral.”

Para Gregatti, o caminho está na criação de produtos personalizados, experiências exclusivas e nichos específicos

de atuação: “Eu falei muito sobre a possibilidade do agente de viagem vender produtos para os quais não existe comparação”.

Entre os exemplos citados por ele estão grupos exclusivos, roteiros personalizados, serviços de concierge e agências altamente segmentadas. “Temos agências focadas em torneios de tênis internacionais, outras que trabalham apenas com público 60+ para turismo religioso e outras totalmente voltadas para concierge”, explicou.

TURISMO DE EXPERIÊNCIA

O executivo destacou que o turismo de experiência tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos, principalmente entre clientes que buscam algo além da simples compra de passagens e hospedagens.

“Quem tem muita facilidade com internet possivelmente não vai buscar o serviço de uma agência de viagem. Essa pessoa já vai montar a própria viagem. Então o agente precisa oferecer algo diferente.”

Gregatti acredita que a personalização será um dos principais diferenciais competitivos daqui para frente. “Quando eu fui fazer um grupo específico para o festival das lanternas na Tailândia, por exemplo, eu contratei uma agência porque eu queria toda aquela estrutura pronta”, comentou.

Além da experiência, o CEO reforçou que as agências também precisam desenvolver visão empresarial e investir em gestão, marketing e posicionamento. “O agente de viagem precisa ser empresário. Ele precisa ter visão de gestão do negócio”, disse.

Durante o Summit, os conteúdos foram estruturados justamente para provocar essa reflexão entre os participantes. O primeiro dia teve foco em diferenciação de produto e posicionamento de mercado, enquanto o segundo abordou marketing, conteúdo e estratégias comerciais.

“A gente quis plantar uma sementinha na cabeça do agente de viagem de como ele consegue se diferenciar no mercado.” Gregatti também destacou o avanço da inteligência artificial dentro do setor, mas ressaltou que o uso da tecnologia precisa caminhar junto com capacitação: “A inteligência artificial vai ser um vetor gigante de transformação e o perfil do agente vai mudar ainda mais”.

Atualmente, a plataforma ViajaFlux atende principalmente agências pequenas e médias focadas no lazer, mas já conta com integrações financeiras, operacionais e de gestão para facilitar o dia a dia dos profissionais.

Segundo o CEO, a proposta da empresa é centralizar praticamente toda a operação do agente dentro de uma única estrutura: “A ideia é que a ViajaFlux seja possivelmente a única plataforma que essas agências vão utilizar a nível de gestão”.

Luiz Gregatti, João Zanini, Viviane Gregatti e Pablo Alexandrino, da ViajaFlux
EXPERIÊNCIA, NICHO E PERSONALIZAÇÃO DEVEM
Alexandre Zubaran, da Enjoy Hotéis Resorts, com Beto Puttini, Geninho Zuliani e Vanessa Sperandio, da prefeitura de Olímpia Equipe Cativa
Equipe HotelDO
Equipe Orinter

Festival das Cataratas consolida Foz do Iguaçu como hub do turismo nacional

Programação incluiu feira de negócios, rodadas comerciais, encontros setoriais e o InnovaCity

Natália Strucchi e Ana Azevedo

Realizado entre os dias 10 e 12 de junho, em Foz do Iguaçu (PR), a FIT Cataratas chegou à 21ª edição reunindo representantes de destinos, atrativos turísticos, operadoras, agências de viagens, meios de hospedagem, companhias aéreas e fornecedores do setor.

A programação deste ano incluiu feira de negócios, rodadas comerciais, Fórum Científico de Turismo, encontros setoriais e o espaço InnovaCity, voltado à apresentação de startups e soluções tecnológicas para a atividade turística.

Consolidado entre os principais encontros do turismo brasileiro, o Festival das Cataratas ampliou sua relevância para além da feira de negócios e se tornou uma das principais vitrines da estratégia de Foz do Iguaçu para atrair eventos, ampliar a internacionalização do destino e fortalecer a economia do turismo. A avaliação foi compartilhada pelo CEO do Festival das Cataratas, Paulo Angeli.

Ao fazer um balanço da trajetória do evento, Angeli afirmou que o festival alcançou um patamar de destaque no calendário nacional. “Eu acho que nós já estamos entre os quatro principais eventos de turismo do Brasil”, disse. O executivo também destacou o crescimento do Fórum Científico, que classificou como o maior encontro técnico-científico do turismo brasileiro. Nesta edição, o espaço recebeu mais

de 350 trabalhos acadêmicos.

Segundo Angeli, o diferencial da FIT Cataratas está justamente na capacidade de reunir diferentes segmentos da atividade turística. “Por isso o nosso mote é ser o evento mais completo. Nós não temos limite para as discussões que, de uma forma ou de outra, tenham

conseguimos trazer operadores, agentes de viagens, imprensa especializada e mostrar tudo o que o destino tem de novo”, disse. A executiva destacou que a cidade mantém uma estratégia permanente de captação de eventos. Segundo ela, o Visit Iguassu trabalha com a meta de atrair pelo menos 35 novos eventos por ano. “Evento gera emprego, distribui renda, movimenta fornecedores e faz a economia girar. O nosso papel é formar um colchão de eventos para a cidade”, afirmou.

NOVA CAMPANHA DE FOZ DO IGUAÇU

Vivendo um dos períodos mais positivos de sua história turística, Foz do Iguaçu anunciou o lançamento de uma grande campanha de promoção internacional com o objetivo de ampliar ainda mais sua presença nos principais mercados de visitantes. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Turismo, Jin Bruno. Segundo ele, o projeto foi desenvolvido ao longo dos últimos meses e busca reposicionar Foz do Iguaçu nos mercados internacionais, ampliando sua visibilidade e atraindo novos visitantes.

ligação com o turismo”, afirmou. Para a diretora-executiva do Visit Iguassu, Elaine Tenerello, a evolução do festival acompanha o amadurecimento de Foz do Iguaçu como destino de eventos. “Sempre entendemos o festival como um evento de Foz do Iguaçu e para Foz do Iguaçu. É uma vitrine onde

“Era algo que eu considerava essencial. Trabalhamos muito para tornar essa campanha realidade e hoje podemos apresentá-la em primeira mão. Vamos replicá-la também nacionalmente. Posso afirmar que é a maior campanha de promoção de Foz do Iguaçu desde o movimento que levou as Cataratas do Iguaçu ao reconhecimento como uma das Sete Maravilhas da Natureza”, destacou.

A iniciativa conta com apoio de parceiros estratégicos, entre eles a Itaipu Binacional, e integra uma série de ações voltadas à consolidação do destino como uma das principais referências turísticas da América do Sul.

Fila na entrada da FIT Cataratas 2026
Paulo ANgeli, CEO da FIT Cataratas
Assinatura do acordo de cooperação técnica entre Itaipu Parquetec e o Fornatur
Bruno Reis, presidente da Embratur, marcou presença na abertura da FIT Cataratas
O corte da fita marca a abertura da FIT Cataratas
Neuso Raffagnin e Giovani Raffagnin, do Rafain Palace Hotel & Convention Center, com Roy Taylor, do M&E
Marina Marinho, secretária de Turismo do Rio Grande do Norte
Roy Taylor do M&E com parceiros durante a FIT Cataratas
Trade do Ceará na FIT Catarata
Trade de Pernambuco na FIT Catarata
Trade de Alagoas na FIT Cataratas
Matheus Medina, Cristina Beleza e Amir Omar, do Rio Grande do Sul, com Breno Mesquita, da BTM
Equipe de Santa Catarina na FIT Cataratas
Delegação da Paraíba
Equipe da Orinter na FIT Cataratas
Pedro Gramacho, diretor de Promoção Nacional e Internacional da Setur-BA
Deborah Daloia, da Arajet
Equipe da Azul na FIT Cataratas
Equipe do M&E com Marquinhos e Mira Momo, da Angeli Eventos
Alexandre Sampaio, diretor da CNC e presidente da FBHA

• CATIVA OPERADORA - A Cativa Operadora anunciou a contratação de Paulo Cezar Martins como novo Head de Produtos da empresa. O movimento faz parte da estratégia da operadora para ampliar a competitividade do portfólio e fortalecer a oferta de produtos voltados aos agentes de viagens.

• PLAZA PREMIUM GROUP – O Plaza Premium Group (PPG) anunciou a promoção de David Thompson ao cargo de vice-presidente sênior para a América Latina. A movimentação faz parte da estratégia da companhia para acelerar sua expansão e consolidar sua presença na região.

• BEFLY - A BeFly anunciou mudanças em sua liderança com a saída de Luciano Guimarães, conhecido no mercado de turismo como Luti, da vice-presidência de Negócios da companhia. Com sua saída, a área de Negócios passa a ser comandada interinamente por Sylvio Ferraz, atual vice-presidente de Produtos e Novos Negócios. Além disso, a BeFly confirmou o desligamento de Flavio Marques, responsável pelas operações de Consolidação, Hotelaria e Cruzeiros.

• MENDES TUR – A Mendes Tur anunciou a contratação de Raphael Magalhães para reforçar sua estratégia de crescimento, inovação e desenvolvimento comercial. Com experiência consolidada no mercado de turismo, o executivo chega à empresa após passagens por organizações como CVC Corp, BeFly e Reservia.

• CVC - Pouco menos de um mês após a ampla reestruturação promovida pela CVC Corp, que resultou no desligamento de mais de 100 colaboradores, a companhia realizou uma nova rodada de cortes em diferentes áreas da empresa. Entre os profissionais que deixaram a empresa estão Orlando Palhares, gerente de Produtos Marítimos com mais de duas décadas de trajetória na companhia; as irmãs Sueli Ruotolo e Silvia Ruotolo, reconhecidas no mercado de turismo e com carreiras que somam mais de 30 anos de atuação no grupo; Renata Fernandes, coordenadora de Expansão, PMO e Implantação, após quase dez anos de empresa; Victor Ardevol, do departamento aéreo; e Jacqueline Neves, especialista de Produtos em Alagoas.

• GRAMADO PARK – A Gramado Parks anunciou a unificação de todas as suas áreas comerciais sob a liderança de Gentil Cysneiros, que passa a responder pela estratégia, gestão e performance comercial de todos os negócios do grupo.

• GAV RESORTS - O mercado de turismo e hotelaria brasileiro registra uma importante movimentação entre seus principais executivos. Após nove anos de atuação no Grupo Mabu, Luciano Motta encerrou sua trajetória na companhia para assumir a posição de Head de Hotelaria da GAV Resorts.

• SOUTH AFRICA TOURISM – Após mais de uma década à frente das relações comerciais do South African Tourism no Brasil, Marcelo Marques está deixando o cargo de Trade Relations Manager da entidade. O executivo encerra um ciclo de 12 anos marcado pelo fortalecimento da presença da África do Sul no mercado brasileiro.

• GRUPO ARBO - O Grupo Arbo anunciou a chegada de Kleber Moreira como novo coordenador de produto aéreo da operadora. O executivo reforça a equipe da empresa trazendo uma trajetória consolidada no turismo, com ampla experiência em negociações, operações e desenvolvimento de produtos aéreos.

AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS

LGBT+ TURISMO EXPO 2026

A LGBT+ Turismo Expo 2026, considerada a maior feira B2B de turismo LGBT+ da América Latina, será realizada em 21 de julho de 2026, no Hotel Unique, em São Paulo. Em sua quinta edição, o evento reunirá destinos, redes hoteleiras, operadoras, companhias aéreas e profissionais do trade para um dia de networking, palestras e geração de negócios, com foco no tema “Turismo LGBT+ para pessoas 60+”.

AVIRRP 2026

A feira Avirrp 2026 está marcada para os dias 21 e 22 de agosto, em Ribeirão Preto (SP). Uma das mais tradicionais feiras do setor, o evento acontece no Taiwan Centro de Eventos e reúne grandes players do turismo nacional.

FIT BUENOS AIRES

De 26 a 29 de setembro de 2026, o mundo se reúne na capital argentina para mais uma edição da FIT Buenos Aires, uma das principais feiras no calendário internacional do turismo global.

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Ex-ministro do Turismo, Vinicius Lummertz defende a criação da ‘União Nacional do Turismo’
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