NOVOS CAMINHOS ABAV 2026
Turismo
do
Conexões, experiências e negócios apontam para um setor cada vez mais diverso
Edição Especial ABAV EXPO Distribuição Gratuita Setembro / Outubro 2026
TRAJETÓRIA E LEGADO
REFORMA TRIBUTÁRIA
SUPLEMENTO ESPECIAL
Nova premiação do M&E reconhece aqueles que já deixaram a sua marca na história do turismo brasileiro
Tire suas dúvidas e entenda quais mudanças vão impactar a rotina das empresas turísticas
Descubra as belezas e atrativos turísticos que fazem de Rondônia um destino imperdível
PRÊMIO M&E
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ÍNDICE PRÊMIO M&E
Foto: Magnific
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20 - PRÊMIO M&E TRAJETÓRIA E LEGADO NO TURISMO 22 - PREMIADOS
ENTREVISTAS 42 - ABAV NACIONAL 44 - MINISTÉRIO DO TURISMO 48 - EMBRATUR 54 - FORNATUR 56 - VELLE 58 - FBHA
PANORAMA DO SETOR 59 - REFORMA TRIBUTÁRIA 64 - OPERADORAS (BRAZTOA) 68 - PREVISÕES PARA O TURISMO MUNDIAL (WTTC) 70 - COPA DO MUNDO FEMININA 72 - VIAJANTES BRASILEIROS 74 - GERAÇÃO Z 76 - CENSO ABAV 78 - EXTRAVIO DE BAGAGEM 80 - TURISMO DE LUXO 82 - GASTOS DE BRASILEIROS NO EXTERIOR 90 - TURISMO DE EVENTOS 92 - TURISMO FERROVIÁRIO 94 - AVIAÇÃO 96 - PARQUES E ATRAÇÕES 100 - VIAGENS DE NEGÓCIOS 102 - MICE 104 - CRUZEIROS MARÍTIMOS 108 - PANORAMA CORPORATIVO
SUPLEMENTOS ESPECIAIS 7 - RONDÔNIA 15 - ABOTTC 84 - VISIT FLÓRIDA
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ABAV EXPO: ONDE O TURISMO SE ENCONTRA PARA CONSTRUIR O PRÓXIMO CAPÍTULO Há momentos no calendário do turismo que ultrapassam a agenda de uma feira. A ABAV Expo é um deles. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como um dos principais pontos de encontro do nosso mercado, reunindo, em um mesmo espaço, agentes de viagens, operadores, destinos, companhias aéreas, hotéis, empresas de tecnologia, entidades e profissionais de diferentes áreas da cadeia. Para mim, estar na ABAV Expo é também reencontrar pessoas, descobrir novos projetos, acompanhar transformações e, principalmente, perceber para onde o turismo está caminhando. Em sua 53ª edição, a ABAV Expo retorna a São Paulo em um ambiente que combina negócios, networking e capacitação. Mais do que apresentar produtos e destinos, uma feira como essa cria oportunidades para conversas que muitas vezes começam de maneira informal e terminam em uma parceria, uma venda, uma nova ideia ou um projeto. É essa capacidade de aproximar pessoas e gerar conexões de valor que mantém a feira tão relevante para o turismo brasileiro. Também vejo a ABAV Expo como um importante espaço de atualização. O turismo mudou — e continua mudando em uma velocidade que exige profissionais cada vez mais preparados para entender novos comportamentos, tecnologias, destinos e modelos de negócio. A presença de empresas internacionais, por sua vez, amplia esse horizonte e mostra como o Brasil está inserido em uma indústria global, ao mesmo tempo em que abre caminhos para que os profissionais brasileiros conheçam novas possibilidades e ampliem sua oferta para diferentes perfis de viajantes. E esse movimento acontece em um momento especialmente significativo para o turismo brasileiro. Nos primeiros oito meses de 2026, o Brasil recebeu mais de seis milhões de turistas internacionais e segue a pleno vapor para bater a marca de 10 milhões de visitantes estrangeiros até o fim de dezembro.
É justamente nesse ambiente de encontros e celebração do turismo que o Mercado & Eventos realiza, no primeiro dia da ABAV Expo 2026, o Prêmio M&E – Trajetória & Legado no Turismo. A iniciativa nasce com um propósito muito claro: reconhecer pessoas e organizações cuja contribuição ultrapassa resultados pontuais e se conecta à construção do próprio turismo brasileiro. São histórias de profissionais, empresas e entidades que ajudaram a abrir caminhos, criar oportunidades, fortalecer negócios, desenvolver destinos e deixar marcas que permanecem. Para mim, como diretora de Redação do Mercado & Eventos, participar desse momento tem um significado especial. Ao longo de nossa história, acompanhamos de perto as transformações do turismo, os profissionais que ajudaram a construir o mercado e as empresas que fizeram parte dessa evolução. O prêmio é, portanto, também uma forma de olhar para essa trajetória e reconhecer quem fez e continua fazendo história. Não se trata de uma competição, mas de uma homenagem do Conselho Editorial a legados que merecem ser lembrados e celebrados. É assim que a equipe do M&E chega a mais uma ABAV Expo: com a certeza de que o turismo é feito de movimento, mas também de encontros. De destinos que se renovam, empresas que inovam, profissionais que compartilham conhecimento e relações que se transformam em negócios. Em um mercado que vive um momento de crescimento e novas oportunidades, estar junto é mais importante do que nunca. E que São Paulo seja, mais uma vez, o ponto de encontro para que possamos celebrar o que já construímos e, principalmente, conversar sobre tudo aquilo que ainda podemos construir juntos. Natália Strucchi Diretora de Redação do M&E
www.mercadoeeventos.com.br Presidente Roy Taylor Vice-Presidente Rosa Masgrau rosamasgrau@mercadoeeventos.com.br (55-21) 99236‑5288 Diretor Executivo João Taylor joao.taylor@mercadoeeventoscom.br (55-11) 94542-0911 Diretora de Redação Natália Strucchi natalia.strucchi@mercadoeeventos.com.br (55-21) 99164-2940 Editora Janaina Brito janaina.brito@mercadoeeventos.com.br (55-11) 98779-5732 Diretora de Vendas Mari Masgrau mari.masgrau@mercadoeeventos.com.br (55-11) 97509-0605 Diretora Administrativa e Financiera Roberta Saavedra roberta.saavedra@mercadoeeventos.com.br (55-21) 99389-2282 Operacional Andreia Boccalini andreia.boccalini@mercadoeeventos.com.br (55-11) 95389-7662
Reportagem Ana Azevedo ana.azevedo@mercadoeeventos.com.br Rafael Torres rafael.torres@mercadoeeventos.com.br Beatriz do Vale beatriz.vale@mercadoeeventos.com.br Felipe Abilio felipe.abilio@mercadoeeventos.com.br Giulia Jardim giulia.jardim@mercadoeeventos.com.br Beatriz Waehneldt beatriz.waehneldt@mercadoeeventos.com.br Yuri Ricci yuri.ricci@mercadoeeventos.com.br Designer Patrick Peixoto Social Media Matheus Bueno Reportagem SP (55-11) 98779-5732 Reportagem RJ (55-21) 99164-2940
Asistência ao leitor (55-11) 95389-7662 Gestão de Infraestrutura de TI WorkNet Tecnologia fernando.carilo@worknetecnologia.com.br Gerênciamento de internet Agência WA (https://waagenciadigital.com.br) Representante Comercial nos Estados Unidos Juliana Costa juliana.costa@mercadoeeventos.com.br +1 (850) 225-9376 Departamento comercial (55-11) 95389-7662 Sede Rua 24 de Maio, 276 - 3º andar - República, São Paulo - SP | 01041-000 Uma publicação da Editora Mercado e Eventos Ltda Os artigos e opiniões de terceiros publicados nesta edição não refletem necessariamente a posição da publicação.
Um novo olhar sobre a Amazônia começa em Rondônia Natureza, aventura, cultura e patrimônio se unem em experiências que revelam diferentes formas de descobrir um dos territórios mais surpreendentes do Brasil. Localizado na região Norte do Brasil, Rondônia reúne a força da Amazônia em uma paisagem marcada por rios, florestas e grande diver-
sidade cultural. Com Porto Velho como capital, o estado preserva importantes capítulos da história brasileira, além de oferecer experiências de natureza, aventura, cultura e turismo de base comunitária. Entre paisagens exuberantes e tradições que atravessam gerações, Rondônia revela uma Amazônia autêntica e ainda cheia de descobertas.
Onde a cultura indígena vive a Amazônia Em Rondônia, conhecer a Amazônia também significa se aproximar de seus povos originários. Em diferentes territórios, comunidades indígenas abrem espaço para receber visitantes e compartilhar histórias, tradições, saberes e modos de vida, em experiências que valorizam a cultura e a conexão com a floresta. EXPERIÊNCIAS QUE APROXIMAM O VISITANTE DA CULTURA INDÍGENA
Foto: Marcelo Sokal
Experiências revelam culturas, histórias e saberes de Rondônia
K ARO AR AR A - Tê Xaragá, que significa “Nosso Coração, Nossa Vida”, é um espaço criado pela própria comunidade Paygap, do povo Karo Arara, na Terra Indígena Igarapé Lourdes, a cerca de 51 km de Ji-Paraná. Construído coletivamente pela comunidade, o local proporciona vivências culturais autênticas, valorizando a história, a espiritualidade e a identidade indígena em uma experiência única de turismo de base comunitária. PAITER SURUÍ - Centro Cultural Indígena Wagôh Pakob, ou “Força da Floresta”, preserva e compartilha a memória, a cultura e as tradições do povo Paiter Suruí. Localizado na Terra Indígena Sete de Setembro, a 51 km de Cacoal, o espaço proporciona uma imersão na riqueza cultural indígena, promovendo experiências autênticas em um ambiente planejado para receber visitantes com respeito à comunidade. CINTA LARGA - Na Comunidade Asanuééj, do povo Cinta Larga, localizada no Parque Indígena Aripuanã, a aproximadamente 108 km de Pimenta Bueno, cultura e história caminham juntas. O roteiro inclui o Rio Roosevelt e a histórica Pedra Roosevelt, proporcionando uma experiência que une vivências indígenas, natureza exuberante e importantes acontecimentos da história da Amazônia. ESPAÇO TURÍSTICO YABNABY - localizado na Terra Indígena Sete de Setembro, a cerca de 40 km de Cacoal, reúne cultura, hospitalidade e conforto. Administrado pelo povo Paiter Suruí, oferece bangalôs, restaurante, redário e experiências culturais conduzidas pela própria comunidade, permitindo ao visitante conhecer a história, os saberes tradicionais e a forte conexão desse povo com a floresta.
Índios da comunidade Karo-Arara vivem atualmente em duas aldeias, Iterap e Paygap com forte valorização da língua e cultura próprias
A Comunidade Lage Velho, na Terra Indígena Igarapé Lage, a cerca de 35 km de Guajará-Mirim, oferece experiências autênticas junto ao povo Wari’. A proximidade com Guajará-Mirim permite integrar as vivências indígenas a outros grandes atrativos da região, como o tradicional Duelo da Fronteira, um dos maiores festivais de bois-bumbás da Amazônia, e os cenários naturais da Serra dos Parecis, formando roteiros que unem cultura, natureza e história em uma experiência completa.
FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA: a história de Rondônia entre muralhas Foto: Setur - RO
Construído no século XVIII, durante o período colonial, o forte impressiona por sua grandiosidade e arquitetura. Suas enormes muralhas de pedra testemunham um passado marcado pela presença portuguesa na região e pela importância estratégica do território amazônico. Hoje, o Forte Príncipe da Beira vai muito além de uma construção histórica. É um destino que conecta história, cultura, natureza e aventura, convidando visitantes a conhecer de perto um patrimônio que atravessou séculos. Visitar o forte é caminhar por páginas vivas da história de Rondônia e sentir a força de um lugar que permanece imponente em meio à floresta amazônica.
O Forte Príncipe da Beira é a maior fortificação militar portuguesa construída fora da Europa
Às margens do Guaporé, um patrimônio do século XVIII conecta história, cultura e natureza.
Rondônia guarda histórias que merecem ser descobertas. E o Forte Príncipe da Beira é uma delas!
Em meio à imensidão da Amazônia, às margens do rio Guaporé, no município de Costa Marques, em Rondônia, ergue-se um dos maiores símbolos da história do estado: o Forte Príncipe da Beira.
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Em Rondônia, o encontro das águas revela a força da Amazônia No Pakaas Lodge, Mamoré e Pacaás Novos formam um espetáculo diante da floresta Em Guajará-Mirim, dois rios de diferentes tonalidades se encontram diante de uma das paisagens mais marcantes de Rondônia. Às margens do Mamoré, o Pakaas Lodge oferece ao visitante uma perspectiva privilegiada para contemplar o fenômeno em meio à floresta amazônica.
Onde as águas dos rios Mamoré e Pacaás Novos se encontram, a natureza revela um dos cenários mais fascinantes de Rondônia. Do alto das palafitas do Pakaas Lodge, esse espetáculo ganha uma perspectiva ainda mais especial. Cercado pela floresta amazônica e pelo silêncio da natureza, o visitante pode contemplar o encontro dos rios e sentir de perto a grandiosidade da Amazônia.
Venha viver o encontro das águas e descobrir a beleza da Amazônia de um novo ângulo. Foto: Gildo Júnior
O ENCONTRO DAS ÁGUAS NO PAKAAS LODGE
No Pakaas Lodge, a Amazônia não é apenas um destino: é uma experiência para contemplar, sentir e guardar na memória.
As diferentes tonalidades das águas se unem em um verdadeiro espetáculo natural, formando uma paisagem que encanta os olhos e transforma o momento em uma experiência inesquecível. O encontro dos rios Mamoré e Pacaás Novos em Guajará-Mirim é um fenômeno natural deslumbrante
Foto: Setur-RO
Parte das locomotivas estão localizadas nos trilhos que ligavam Porto Velho a Guajará-Mirim, atualmente conhecidas como Cemitério da Candelária
Rondônia sobre trilhos: a memória que resiste ao tempo Locomotivas da Madeira-Mamoré preservam histórias que ajudaram a construir Porto Velho Em Rondônia, parte da história ainda pode ser contada sobre trilhos. As locomotivas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré atravessaram a floresta, movimentaram pessoas e mercadorias e deixaram marcas profundas na formação de Porto Velho. Hoje, essas máquinas são testemunhos de uma das páginas mais emblemáticas da história amazônica. AS LOCOMOTIVAS DA MADEIRA-MAMORÉ A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi inaugurada em 1º de agosto de 1912, com aproximadamente 366 km de extensão, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim. Sua principal função era superar o trecho encachoeirado do rio Madeira e permitir o transporte de produtos, especialmente a borracha, entre a região e os mercados internacionais. As locomotivas utilizadas na ferrovia vieram principalmente dos Estados Unidos e de países europeus. Muitas chegaram a Porto Velho transportadas por navios a vapor, desmontadas ou em partes, para depois serem montadas e colocadas em operação na Amazônia.
LOCOMOTIVAS A VAPOR As primeiras máquinas eram movidas a vapor. A queima de combustível produzia vapor em uma caldeira, que movimentava os pistões e, consequentemente, as grandes rodas de aço. Imagine a cena em Porto Velho no início do século XX: fumaça preta + vapor + apito + rodas de aço + floresta amazônica. O som dessas máquinas tornou-se parte da identidade da cidade. LOCOMOTIVA CORONEL CHURCH Uma das máquinas históricas mais famosas é a Coronel Church. Ela esteve relacionada às primeiras tentativas de construção da ferrovia. Durante uma das primeiras viagens, a locomotiva chegou a descarrilar devido a problemas no traçado da linha. Posteriormente foi recuperada e voltou a operar na Madeira-Mamoré, recebendo o número 12. Ela representa uma fase pioneira da ferrovia, quando a construção avançava em meio a enormes dificul-
dades técnicas e ambientais. LOCOMOTIVA Nº 20 — MAQUINISTA RIVERO Outra máquina muito conhecida é a Locomotiva nº 20, de origem americana, fabricada em 1909. Ela recebeu o nome Maquinista Rivero, em homenagem ao ferroviário Antônio Rivero. A locomotiva chegou a ser utilizada em passeios turísticos entre Porto Velho e Santo Antônio entre 1981 e 1999. Também foi recuperada para as filmagens da minissérie Mad Maria, da Rede Globo. LOCOMOTIVA Nº 18 — BARÃO DO RIO BRANCO Essa é uma das máquinas mais importantes atualmente. A Locomotiva nº 18, conhecida como Barão do Rio Branco, foi fabricada na Alemanha pela L. Schwartzkopff em 1936 e incorporada à Madeira-Mamoré em 1950. Ela possui: • • • •
15,20 metros de comprimento; Bitola de 1 metro; Configuração de rodas 2-8-2; Cilindros de aproximadamente 55 cm.
Ela recebeu o nome Barão do Rio Branco em homenagem ao diplomata brasileiro associado ao Tratado de Petrópolis, fundamental para o contexto que levou à construção da ferrovia. E há uma novidade muito interessante: em 2026, o apito da Locomotiva 18 voltou a ser ouvido no complexo da EFMM, durante passeios dominicais.
Foto: Setur-RO
O CEMITÉRIO DAS LOCOMOTIVAS Depois da decadência e posterior desativação da
Locomotivas foram desativadas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré na década de 1970
ferrovia, muitas locomotivas e equipamentos permaneceram abandonados. O local passou a ser conhecido como Cemitério das Locomotivas, onde ficaram máquinas, guindastes a vapor, vagões e outros equipamentos ferroviários. A imagem dessas máquinas enferrujando em meio à vegetação amazônica acabou se tornando uma das representações mais fortes da memória da Madeira-Mamoré. É quase como se fossem monumentos de ferro contando a história da construção de Rondônia. MAIS DO QUE MÁQUINAS As locomotivas da Madeira-Mamoré estão diretamente relacionadas ao nascimento de Porto Velho. A construção da ferrovia trouxe trabalhadores de dezenas de nacionalidades para a região. Surgiram alojamentos, oficinas, comércio, casas e estruturas que ajudaram a formar o núcleo urbano que posteriormente se transformaria na capital de Rondônia. Por isso, quando falamos das locomotivas da EFMM, estamos falando também de: Porto Velho + trabalhadores + imigração + borracha + Amazônia + engenharia + sofrimento + desenvolvimento + memória. E talvez seja justamente isso que torne essas máquinas tão importantes: elas são peças de patrimônio que ainda permitem visualizar e imaginar uma época que ajudou a construir a identidade de Porto Velho.
Rondônia, um voo pela diversidade da Amazônia Mais de 700 espécies registradas em Porto Velho fazem do estado um destino para birdwatchers Rondônia é o verdadeiro paraíso para a observação de aves no Brasil, localizado na porção sul da Amazônia. Porto Velho destaca-se por ser a capital brasileira da observação de aves, sendo o município com o maior número de espécies registradas no país, são mais de 700 espécies. Rondônia espera por você com asas abertas! Rondônia abriga uma impressionante diversidade de paisagens naturais, que vão muito além da floresta densa. Aqui, diferentes biomas como a Floresta Amazônica, o Cerrado, a Capinarana e as áreas de Várzea se encontram, criando um mosaico único de habitats que favorecem a presença de uma fauna riquíssima. UM TERRITÓRIO DE ASAS E DESCOBERTAS
Toda essa variedade de cenários e aves faz do estado um destino imperdível para birdwatchers de todos os níveis. Hoje, Rondônia está preparada para receber o turismo de observação de aves, com guias especializados, rotas exclusivas e infraestrutura em grande crescimento. Seja para fotografar aves raras, somar lifers à sua lista ou simplesmente vivenciar a beleza da Amazônia profunda.
Fotos: Setur-GO
Essa diversidade ecológica é atravessada por
rios de importância continental, como o Rio Madeira, o Guaporé e o Mamoré, verdadeiros corredores de biodiversidade. Essa riqueza é reflexo da variedade de ecossistemas e da posição geográfica privilegiada da região. Um dos grandes destaques é a impressionante diversidade de tucanos e araçaris, com 11 espécies registradas, o que torna Rondônia uma das regiões mais especiais do mundo para os apaixonados por essas aves carismáticas.
O araçari-castanho é uma ave neotropical que desempenha um papel importante na dispersão de sementes nas florestas tropicais
O anacã é uma espécie de papagaio amazônico, conhecido por suas cores vibrantes e hábito social
O Gavião-Real é uma das maiores e mais aves de rapina do mundo, conhecido por sua força, tamanho e papel como predador de topo nas florestas tropicais
O capitão-de-bigode-limão é uma pequena ave amazônica encontrada em florestas de planície e várzeas alagadas da região norte da América do Sul
Rios amazônicos, biodiversidade e pesque e solte impulsionam novo momento para Rondônia
Fotos: Setur-GO
Entre grandes rios e uma biodiversidade privilegiada, pesca esportiva ganha espaço no estado e fortalece uma experiência que vai muito além da pescaria te, a atividade foi se organizando e se consolidou como uma importante ferramenta de conservação ambiental e desenvolvimento turístico do estado. PESCAR, PRESERVAR E MOVIMENTAR A ECONOMIA A pesca esportiva é estratégica para Rondônia por gerar emprego e renda, fortalecer o turismo sustentável e promover a conservação ambiental, consolidando o estado como referência na Amazônia. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS:
Rondônia é conhecida por seus rios caudalosos e preservados, que abrigam uma rica diversidade de espécies
Rondônia é um dos destinos mais promissores do Brasil para a pesca esportiva. Com rios exuberantes, rica biodiversidade e paisagens únicas, oferece experiências inesquecíveis para pescadores e amantes da natureza. O estado vem fortalecendo o turismo sustentável por meio de investimentos, eventos e ações de conservação ambiental. Em 26 de junho de 2025, foi criado o Plano de Desenvolvimento do Turismo da Pesca Esportiva de Rondônia, lançado pelo Governo de Rondônia, busca colocar o estado como referência nacional e internacional no esporte de “pesque e solte”. A iniciativa foca em regulamentação, sustentabilidade e fortalecimento da economia. A pesca esportiva em Rondônia começou a ganhar destaque nas décadas de 1990 e 2000, quando pescadores de várias regiões do Brasil passaram a explorar o potencial dos rios amazônicos, atraídos pela grande diversidade de espécies e pela beleza natural da região. Com o crescimento do turismo de pesca e da prática do pesque e sol-
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Geração de emprego e renda; Fortalecimento do turismo sustentável; Conservação ambiental dos rios e da biodiversidade; Desenvolvimento da economia regional.
ENTRE SEUS DESTINOS DESTACAM-SE: Rio Madeira – O principal rio do estado, conhecido pelos grandes peixes amazônicos e pela diversidade de espécies; Rio Guaporé – Um dos destinos mais procurados, com águas preservadas e excelente potencial para a pesca esportiva; Rio Mamoré – Importante corredor pesqueiro da Amazônia, com rica biodiversidade e paisagens naturais; Rio Jaci-Paraná – Referência em pesca esportiva próxima a Porto Velho, especialmente para a pesca do tucunaré. A participação de Rondônia em feiras e eventos especializados fortalece a promoção da pesca esportiva e do turismo amazônico, ampliando a visibilidade do estado, gerando novas oportunidades de negócios, atraindo investidores e consolidando sua presença nos mercados nacional e internacional. Essas ações também contribuem para o desenvolvimento sustentável do setor e para o fortalecimento da economia regional.
Foto: Setur-GO
TURISMO DE CACHOEIRAS: Rondônia revela a força das águas da Amazônia Estado amplia as possibilidades para quem busca experiências de natureza e aventura e contato com paisagens ainda pouco exploradas Rondônia é um estado marcado pela força e diversidade da natureza amazônica. Entre rios, florestas, serras e paisagens exuberantes, as cachoeiras se destacam como importantes atrativos para o turismo de natureza e aventura, oferecendo aos visitantes experiências de contato direto com o meio ambiente e com as belezas naturais do estado. Espalhadas por diferentes regiões de Rondônia, as cachoeiras apresentam características únicas. Algumas estão cercadas por grandes áreas de floresta, enquanto outras surgem entre formações rochosas, cânions e serras, formando cenários ideais para banho, contemplação, fotografia, trilhas e atividades de aventura. O turismo de cachoeiras também possui grande importância para o desenvolvimento econômico das comunidades locais. A visitação movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, transportes, guias de turismo, artesãos, produtores rurais e diversos outros segmentos da cadeia turística. Dessa forma, a valorização desses atrativos naturais pode gerar emprego e renda, principalmente em municípios do interior do estado. POTENCIAL ESPALHADO PELO ESTADO Entre as regiões que apresentam potencial para esse segmento estão áreas próximas às serras e aos rios de Rondônia, incluindo destinos localizados nas regiões de Vilhena, Colorado do Oeste, Alta Floresta d’Oeste, Rolim de Moura, Cacoal, Pimenta Bueno, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici e Guajará-Mirim, entre outras localidades que possuem paisagens naturais ainda pouco exploradas pelo turismo. Além da beleza das quedas d’água, o turismo de cachoeiras permite conhecer diferentes ambientes naturais de Rondônia. Trilhas em meio à floresta, rios, paredões rochosos e áreas de preservação proporcionam ao visitante uma experiência que vai
A Cachoeira do Rio Mandi é a cachoeira mais alta do estado, com uma queda livre de 32 metros e cercada por um parque aquático
muito além de um simples passeio: é uma oportunidade de conhecer, valorizar e preservar o patrimônio natural rondoniense. Esse potencial vem sendo desenvolvido de maneira sustentável, ganhando investimentos em infraestrutura turística, placas de sinalização, Plano Estadual de Turismo, capacitação de guias, divulgação dos destinos, governança, promoção nacional e internacional e campanhas que valorizam cada produto rondoniense. O turismo de cachoeiras pode, portanto, tornar-se uma importante ferramenta de valorização da identidade natural de Rondônia. Ao transformar seus recursos naturais em experiências turísticas responsáveis, o estado fortalece o turismo regional, amplia as oportunidades para as comunidades e apresenta ao Brasil e ao mundo uma Amazônia que também pode ser conhecida por suas águas cristalinas, corredeiras, quedas d’água, serras e paisagens de grande beleza. Rondônia possui uma natureza que merece ser conhecida, valorizada e preservada. Suas cachoeiras representam não apenas destinos turísticos, mas também oportunidades de desenvolvimento sustentável, geração de renda e valorização do patrimônio natural do estado.
Foto: Divulgação - Serra Verde Express
ABOTTC
PROMOVENDO O BRASIL SOBRE TRILHOS HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS A Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC) nasceu no ano 2000 com uma missão clara: promover, fortalecer e ampliar as operações de trens turísticos no Brasil, incentivando novos projetos e consolidando o transporte ferroviário como importante vetor do turismo nacional. Com mais de duas décadas de atuação, a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC) tornou-se referência no setor, reunindo atualmente 19 empresas associadas distribuídas em sete estados brasileiros — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais.
Juntas, essas operações transportam mais de quatro milhões de passageiros por ano, número que demonstra a força e a relevância do segmento. Mais do que promover viagens, a ABOTTC atua na valorização do patrimônio histórico ferroviário, na preservação cultural e no fortalecimento das economias regionais. Ao longo de sua trajetória, conquistou espaço institucional estratégico, garantindo cadeira no Conselho Nacional do Turismo e no Comtur de Curitiba, consolidando sua voz nas decisões que impactam o setor. O trabalho da associação reforça a importância dos trilhos como instrumentos de integração, memória e desenvolvimento sustentável
LIDERANÇA E ATUAÇÃO ESTRATÉGICA nas cidades atendidas. Sob sua liderança, a associação fortalece o diálogo com o poder público, amplia a visibilidade do setor e fomenta novos investimentos. A ABOTTC trabalha de forma contínua no desenvolvimento de projetos, na troca de boas práticas entre as operadoras associadas e na qualificação da experiência oferecida aos passageiros. O foco está em garantir segurança, excelência operacional e inovação, mantendo o equilíbrio entre tradição e modernidade. O turismo ferroviário, nesse contexto, deixa de ser apenas um passeio e passa a ser instrumento de transformação regional, geração de empregos e preservação da memória brasileira. PL APROVADO
A Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) celebra a recente aprovação, pela comissão de viação e transportes da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 3803/24, que pode assegurar a continuidade dos trens turísticos em trechos ferroviários desativados ou onde não haja mais demanda de cargas.
À frente da ABOTTC está Adonai Aires de Arruda Filho, um dos principais representantes do turismo ferroviário brasileiro. Além da presidência da entidade, ele também atua como diretor Geral da Serra Verde Express e da BWT Operadora. Sua atuação é marcada pela defesa da valorização histórica das ferrovias e pelo reconhecimento do impacto econômico que os trens turísticos promovem
De acordo com Arruda Filho, a decisão representa um avanço estratégico para o setor, garantindo que as operações turísticas possam ser mantidas até a definição das indenizações devidas pelas concessionárias ao poder público.
A manutenção dos trens turísticos nas ferrovias inativas não apenas preserva a história ferroviária nacional, mas também impulsiona a economia local, beneficiando comunidades e promovendo o desenvolvimento regional
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Adonai Arruda Filho, presidente da ABOTTC
“A manutenção dos trens turísticos nas ferrovias inativas não apenas preserva a história ferroviária nacional, mas também impulsiona a economia local, beneficiando comunidades e promovendo o desenvolvimento regional”, afirma Adonai Aires de Arruda Filho, presidente da associação.
TRILHOS QUE CRUZAM O BRASIL A força da ABOTTC está na diversidade e na qualidade de seus associados. Cada operação possui identidade própria, conectando visitantes a paisagens, histórias e tradições locais. •
RIO DE JANEIRO
Trem do Corcovado – Rio de Janeiro (RJ) •
SÃO PAULO
Viação Férrea Campinas - Jaguariúna – Campinas/Jaguariúna (SP) Trem dos Imigrantes – São Paulo (SP) Trem da República – Itu/Salto (SP) Trem de Guararema – Guararema (SP) •
MINAS GERAIS
Trem das Águas – São Lourenço (MG) Trem da Serra da Mantiqueira – Passa Quatro (MG) •
PARANÁ
Serra Verde Express – Curitiba/Morretes (PR) Trem Caiçara – Morretes/Antonina (PR) •
SANTA CATARINA
Trem da Serra do Mar – Rio Negrinho (SC) Trem das Termas – Piratuba (SC) Trem do Vale Europeu – Apiúna (SC) Passeio Ferroviário Expresso – Tubarão (SC) •
RIO GRANDE DO SUL
Trem do Vinho – Bento Gonçalves/Carlos Barbosa (RS) Trem do Pampa – Santana do Livramento (RS) Trem de Marcelino Ramos – Marcelino Ramos (RS) •
PERNAMBUCO
Trem do Forró – Recife (PE)
Cada trajeto representa uma experiência singular, seja pela paisagem, pela gastronomia, pela música ou pelo resgate histórico.
Foto: Divulgação - Serra Verde Express
IMPACTO ECONÔMICO, CULTURAL E TURÍSTICO
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O turismo ferroviário tem papel estratégico no desenvolvimento regional. Ao movimentar mais de 4 milhões de passageiros por ano, as operadoras associadas à ABOTTC geram empregos diretos e indiretos, fortalecem o comércio local e impulsionam setores como hotelaria, gastronomia e artesanato. Além do impacto econômico, há uma contribuição cultural significativa. Os trens turísticos preservam estações históricas, locomotivas centenárias e trechos ferroviários emblemáticos, mantendo viva a memória da formação do Brasil. A ABOTTC atua como articuladora nacional, promovendo integração entre as operadoras, estimulando políticas públicas e defendendo o reconhecimento do segmento como patrimônio cultural e
SAIBA MAIS EM: Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turisticos e Culturais
ativo estratégico do turismo brasileiro. Mais do que conectar cidades, os trilhos conectam passado e presente — e apontam para um futuro em que o turismo ferroviário seguirá crescendo como experiência autêntica, sustentável e transformadora.
abottc.org.br
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PRÊMIO M&E - TRAJETÓRIA & LEGADO NO TURISMO
M&E homenageia grandes nomes do turismo com o Prêmio Trajetória e Legado Propósito é reconhecer quem ajudou, e segue ajudando, a movimentar a indústria de viagens no Brasil Janaina Brito Criado pelo Mercado & Eventos, o Prêmio Trajetória & Legado no Turismo nasce para reconhecer empresas, personalidades e instituições que ajudaram a construir, transformar e desenvolver o turismo brasileiro ao longo dos anos. Mais do que celebrar resultados pontuais, a iniciativa volta o olhar para histórias que deixaram marcas no setor e para aqueles que seguem contribuindo para o fortalecimento da indústria de viagens no País. Os homenageados foram definidos pelo Conselho Editorial do M&E a partir de suas trajetórias, iniciativas, projetos e contribuições para o turismo. A pro-
posta é registrar e valorizar legados enquanto eles continuam sendo construídos, reconhecendo quem fez e segue fazendo parte da evolução do setor. O prêmio parte de uma perspectiva que vai além de uma conquista específica ou de um resultado de um único ano. São histórias construídas ao longo do tempo, por meio de carreiras, decisões, projetos e iniciativas que ajudaram a movimentar e transformar o turismo brasileiro. “O turismo brasileiro foi construído por pessoas que, muitas vezes, não tiveram suas trajetórias registradas ou reconhecidas na proporção da importância do trabalho que realizaram. O Prêmio M&E Trajetória & Legado no Turismo nasce para preen-
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cher esse espaço. Não queremos premiar o resultado de um ano, uma campanha ou um desempenho pontual. Queremos reconhecer aquilo que permanece: carreiras, decisões, iniciativas e contribuições que ajudaram a construir o turismo como ele é hoje”, afirma Roy Taylor, presidente do M&E.
FBHA E CNC O “Prêmio M&E – Trajetória & Legado no Turismo” é patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).
Confira a lista dos homenageados em 2026: •TRAJETÓRIA EXECUTIVA NO TURISMO: Toni Sando •LEGADO INSTITUCIONAL: Clia Brasil •LIDERANÇA PÚBLICA NO TURISMO: Bruno Reis •INOVAÇÃO QUE VIROU LEGADO: Marta Rossi •DESENVOLVIMENTO DE DESTINOS: Imaginadora •FORTALECIMENTO DO TRADE TURÍSTICO: Alexandre Sampaio •FORMAÇÃO & DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS NO TURISMO: Fecomércio RJ •SUSTENTABILIDADE & RESPONSABILIDADE NO TURISMO: Bruno Wendling •EMPREENDEDORISMO COM IMPACTO: Adonai Arruda Filho •LEGADO DE EXCELÊNCIA: Guilherme Paulus
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Foto: Ana Azevedo -M&E
Trajetória Executiva no Turismo
TONI SANDO A trajetória de Toni Sando reúne diferentes experiências profissionais e uma carreira construída a par tir do associativismo, da hotelaria, da promoção de destinos e da defesa do desenvolvimento do turismo brasileiro. Ele começou aos 14 anos como caixa de supermercado e of fice boy, hoje, décadas depois, está à frente de duas impor tantes entidades ligadas ao turismo de negó cios e eventos no Brasil. É justamente esse percurso que leva o executivo a ser homenageado pelo Mercado & Eventos na categoria Trajetória E xecutiva no Turismo, dentro do Prêmio M&E Trajetória & Legado no Turismo. Atualmente, Sando é presidente executivo do Visite São Paulo (São Paulo Convention & Visitors Bureau) e presidente da Unedes-
tinos (União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos). No Visite São Paulo, Toni consolidou uma atuação voltada à promoção da capital paulista e à atração de eventos, enquanto na Unedestinos passou a trabalhar também em uma perspectiva nacional, reunindo Convention & Visitors Bureaus e entidades de destinos em torno de pautas comuns. É essa combinação de experiência empresarial, conhecimento do setor e liderança institucional que fundamenta a homenagem. Mais do que os cargos que ocupa atualmente, a escolha considera o caminho percorrido por Sando e a construção de uma carreira em diferentes ambientes profissionais até chegar à liderança de entidades representativas do turismo. Para Toni, porém, uma trajetória profissional nunca é resultado de um trabalho individual. Ao receber o reconhecimento, ele destaca justamente as equipes e as pessoas que fizeram par te de diferentes momentos de sua carreira. “ Receber um prêmio que traz as palavras ‘ trajetória ’ e ‘ legado’ tem um significado muito especial para mim. Faz a gente olhar para trás e lembrar de onde veio, das escolhas que fez, dos desafios enfrentados e, principalmente, das pessoas que fizeram par te do caminho”, ressalta. Ele garante que construiu sua vida profissional acreditando no trabalho, nas relações e na força do associativismo. “ Nunca caminhei sozinho e, por isso, recebo este reconhecimento com muita gratidão e o divido com as equipes que trabalharam comigo na Accor, no Visite SP e na Unedestinos ”. Para ele, mais do que uma homenagem ao que passou, o prêmio ser ve como estímulo para o que ainda será construído. “ Porque, para mim, legado não é aquilo que deixamos quando terminamos uma trajetória. É aquilo que vamos deixando enquanto caminhamos ”, afirma.
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Foto: Natália Strucchi - M&E
Fortalecimento do Trade Turístico
ALEXANDRE SAMPAIO Fortalecer o trade turístico vai além de representar uma categoria. Em um setor formado por empresas, trabalhadores, entidades, destinos e diferentes instâncias do poder público, significa criar pontes, aproximar interesses e levar as demandas do mercado aos espaços onde as decisões são discutidas. É nessa frente que Alexandre Sampaio construiu uma trajetória de representação institucional, que inclui a presidência da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e a coordenação do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Por essa trajetória e pela contribuição para ampliar a interlocução entre o setor produtivo, entida-
des e governo, Alexandre Sampaio recebe o Prêmio M&E Trajetória & Legado no Turismo, na categoria “Fortalecimento do Trade Turístico”. À frente da FBHA, ele participa de discussões que ultrapassam os interesses específicos de empresas ou atividades. Hotéis, restaurantes, bares e outros negócios ligados à hospitalidade estão diretamente relacionados a temas como legislação, mão de obra, ambiente de negócios, competitividade e políticas públicas — questões que também interferem no desenvolvimento dos destinos e na dinâmica de toda a cadeia turística. Essa dimensão se amplia com a coordenação do Cetur/CNC, espaço que reúne diferentes segmentos empresariais ligados ao turismo e à hospitalidade. A trajetória de Sampaio também está marcada pela defesa de uma visão integrada do turismo. Hospedagem, alimentação, transporte, agenciamento, eventos, comércio e entretenimento fazem parte de uma mesma engrenagem econômica, com impacto direto na geração de empregos, renda, investimentos e oportunidades. Nesse contexto, a representação institucional ganha importância justamente por conectar interesses que, embora distintos, dependem de um ambiente favorável para que o turismo avance. “Receber esse prêmio é uma grande honra e um reconhecimento que compartilho com todos os profissionais e entidades com os quais tenho tido a oportunidade de trabalhar ao longo dessa trajetória. Essa distinção reforça também a importância da união e do diálogo permanente para o desenvolvimento do turismo brasileiro”, ressalta Sampaio. Ele reforça que seguirá trabalhando para fortalecer o trade, ampliar a interlocução entre o setor produtivo e o poder público e contribuir para a construção de políticas públicas que reconheçam o peso econômico e social do turismo. “Temos um setor com enorme capacidade de gerar empregos, renda e oportunidades em todo o País, e nosso desafio é criar as condições para que esse crescimento aconteça de forma sustentável, competitiva e integrada ao desenvolvimento dos nossos destinos”, finaliza.
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Foto: Divulgação
Formação & Desenvolvimento de Talentos no Turismo
FECOMÉRCIO RJ (ANTONIO QUEIROZ) Formar profissionais para o turismo é contribuir para o desenvolvimento de uma cadeia que reúne hotelaria, gastronomia, agenciamento, eventos, transporte, entretenimento e uma série de outros serviços. No Rio de Janeiro, essa atuação faz parte de uma estratégia mais ampla da Fecomércio RJ, que combina qualificação, inclusão, produção de conhecimento e estímulo à atividade turística. É por essa contribuição que a entidade recebe o Prêmio M&E Trajetória & Legado no Turismo, na categoria “Formação & Desenvolvimento de Talentos no Turismo”. A homenagem reconhece o trabalho desenvolvido pelo Sistema Fecomércio, especialmente por meio do Senac RJ e do Sesc RJ, na formação de
profissionais, na ampliação do acesso ao turismo e na criação de iniciativas que contribuem para o fortalecimento do setor no Estado. A escolha considera uma trajetória que vai além de uma ação específica e reúne diferentes frentes de atuação em torno do desenvolvimento do turismo. Um dos principais pilares desse trabalho está no Senac RJ, que oferece formação e qualificação para profissionais de diferentes áreas ligadas ao turismo, como hotelaria, gastronomia, eventos e agenciamento. Ao aproximar a capacitação das necessidades do mercado, a instituição contribui para preparar profissionais para uma cadeia em constante transformação, além de ampliar oportunidades de inserção e desenvolvimento profissional. A atuação do Sistema Fecomércio também alcança o público por meio do Sesc RJ, com iniciativas de turismo social que ampliam o acesso a viagens, lazer, cultura e experiências turísticas. Ao aproximar diferentes públicos dos destinos e das atrações fluminenses, o trabalho também contribui para movimentar negócios e serviços ligados à atividade turística. Para Antonio Queiroz, presidente da Fecomércio RJ, o reconhecimento reforça a importância que o turismo ocupa na atuação da entidade e do setor de comércio de bens e serviços. “O turismo é uma atividade muito importante para a Fecomércio RJ e para todo o comércio de bens e serviços. Por isso, temos atuado de forma intensa e estratégica para fortalecer o setor. E vamos continuar trabalhando nessa direção”, salienta. O presidente também destaca a importância da parceria construída com o trade e do reconhecimento recebido pelo M&E. “É muito gratificante ver esse trabalho e a parceria que construímos serem reconhecidos por uma publicação tão relevante para o setor do turismo. Essa homenagem nos traz ainda mais motivação para seguir contribuindo para o desenvolvimento do turismo no estado do Rio de Janeiro”, completa.
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Foto: Ana Azevedo - M&E
Legado de Excelência
GUILHERME PAULUS Poucos nomes estão tão diretamente ligados à transformação do turismo brasileiro quanto Guilherme Paulus. Ao longo de mais de cinco décadas no setor, o empresário participou de diferentes momentos e segmentos da indústria de viagens, ajudando a ampliar o acesso dos brasileiros ao turismo e a transformar viagens em produtos cada vez mais estruturados e acessíveis. Fundador da CVC, empresário da hotelaria e da aviação e atuante em entidades representativas do setor, Paulus construiu uma trajetória que se confunde com parte da própria evolução do turismo nacional. É por essa contribuição de longo prazo que Guilherme Paulus recebe o Prêmio M&E Trajetória & Legado no Turismo, na categoria “Legado de Excelência”. A homenagem reco-
nhece uma carreira marcada pela criação e expansão de negócios, pela inovação e pela capacidade de transformar ideias em produtos, destinos e experiências que ajudaram a movimentar o mercado brasileiro de viagens. Ao longo de sua trajetória, Paulus esteve ligado a diferentes elos da cadeia turística, passando por agenciamento, operação, transporte rodoviário, aviação, cruzeiros e hotelaria. A contribuição também ultrapassou o ambiente empresarial. Paulus participou de entidades e fóruns de representação do setor, entre eles o Conselho Nacional de Turismo, a Abav Nacional e o São Paulo Convention & Visitors Bureau. Essa atuação aproximou sua trajetória das discussões e dos movimentos coletivos que contribuíram para a evolução da indústria de viagens no Brasil. Para o empresário, o reconhecimento do M&E representa uma celebração do trabalho de toda a cadeia do turismo e das pessoas que fizeram parte de sua trajetória. “ Tenho uma trajetória longa no turismo, e isso é muito gratificante. Conheci muitos lugares, pessoas e realidades ao longo dessa caminhada, e tudo isso contribuiu para que eu pudesse ajudar a construir e fortalecer o turismo brasileiro. A vida é feita de complementos e de evoluções. Se pensarmos em Graham Bell, que inventou o telefone, e em Steve Jobs, que levou o celular a outro patamar, vemos que o desenvolvimento acontece a partir de ideias que vão sendo transformadas e aprimoradas. Acredito que essa também foi a minha contribuição para o turismo: participar da evolução do setor ”, explica. Segundo ele, as entidades também têm um papel importante nesse processo, promovendo inovação e desenvolvimento. “ Tive a oportunidade de transformar minha habilidade e minha vontade em algo que sempre me motivou: ampliar o acesso dos brasileiros às viagens e desenvolver produtos e destinos. É isso que mais me orgulha”, reforça.
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Temporada
EUROPA 2027 Três roteiros inesquecíveis para descobrir o melhor do continente
Mediterrâneo
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Ilhas Britânicas
Ida e volta de Southampton (Londres) - 12 noites Visitando: Cornwall (Falmouth), Cork (Cobh), Dublin (Dun Laoghaire), Liverpool, Belfast, Glasgow (Greenock), Invergordon, Edimburgo (South Queensferry) e Le Havre (Paris/Normandia)
Báltico
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Foto: Eric Ribeiro - M&E
Liderança Pública no Turismo
BRUNO REIS De estagiário à presidência da Embratur, Bruno Giovanni Reis construiu uma carreira de cerca de duas décadas ligada à promoção, à gestão e ao desenvolvimento do turismo brasileiro. Ao longo desse percurso, passou por diferentes áreas e instituições, acumulando experiências que vão da formulação e execução de estratégias de promoção turística à gestão de destinos, desenvolvimento de negócios e relacionamento com o trade. É essa trajetória que leva o Mercado & Eventos a homenageá-lo na categoria Liderança Pública no Turismo. Reis iniciou sua carreira na própria Embratur, entre 2004 e 2007, apoiando estratégias voltadas ao segmento MICE. Entre 2008 e 2012, passou pelo Ministério do Turismo. Também esteve envolvido na promoção turística durante a Copa do Mundo de 2014, quan-
do atuou como Special Advisor do Governo do Distrito Federal. A Embratur voltou a fazer parte de sua trajetória entre 2013 e 2016. Primeiro como gerente do mercado europeu e, posteriormente, como gerente geral da agência. Entre 2016 e 2019, o executivo esteve no RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, na área de Desenvolvimento de Negócios. A passagem pela infraestrutura aeroportuária acrescentou outra perspectiva à carreira, aproximando a promoção turística de questões relacionadas à conectividade e ao desenvolvimento de negócios. Em 2019, assumiu a presidência da Emprotur, empresa responsável pela promoção turística do Rio Grande do Norte, onde permaneceu até 2023. A experiência à frente de uma estrutura estadual de promoção ampliou sua visão sobre o desenvolvimento de destinos e sobre a necessidade de integrar promoção, mercado e gestão pública. O retorno à Embratur marcou uma nova etapa. Antes de chegar à presidência da agência, Reis ocupou a diretoria de Marketing, reunindo experiências acumuladas em promoção internacional, gestão pública, desenvolvimento de destinos e relacionamento com o trade. “O turismo é a atividade do futuro para o Brasil. Construí minha carreira entendendo a relevância disso, compartilho esse prêmio e agradeço a todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui, tive líderes inspiradores que me acompanharam e isso fez toda a diferença”, avalia. O reconhecimento também representa, para Reis, a valorização de uma trajetória construída a partir da experiência técnica e do compromisso com o desenvolvimento do setor. “Esse prêmio vem como um reconhecimento. Ele valida uma atuação pautada pelo conhecimento técnico, coerência e compromisso contínuo com o desenvolvimento econômico do Brasil ”.
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Foto: Acervo M&E
Sustentabilidade & Responsabilidade no Turismo
BRUNO WENDLING Com mais de 25 anos dedicados ao turismo, Bruno Wendling construiu uma trajetória que reúne planejamento e gestão de destinos, atuação no poder público e promoção turística. Turismólogo de formação, passou por diferentes posições e realidades do setor, acumulando experiência em mais de 100 localidades no Brasil e no exterior. É essa trajetória, marcada pela busca de um desenvolvimento turístico que considere os territórios e seus recursos naturais, que leva o Mercado & Eventos a homenageá-lo na categoria “Sustentabilidade & Responsabilidade no Turismo”. Desde março de 2017, Wendling está à frente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), onde participa da estratégia de posicionamento do Estado como um dos principais destinos brasileiros de natureza e ecoturismo. O trabalho envolve promoção, governança, estru-
turação do mercado e valorização dos atrativos naturais, com o Pantanal ocupando papel central nessa construção. A experiência anterior em diferentes destinos contribuiu para ampliar essa perspectiva. Antes da Fundtur-MS, Wendling foi secretário de Turismo de Cairu, na Bahia, região que inclui Morro de São Paulo, e atuou como consultor técnico do Ministério do Turismo. Também esteve à frente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), ampliando sua participação no debate sobre políticas públicas e estratégias para o desenvolvimento do turismo brasileiro. Em Mato Grosso do Sul, a promoção do Estado no mercado nacional e internacional passou a estar associada à força de seus destinos de natureza, enquanto a gestão turística busca articular diferentes agentes em torno de uma atividade capaz de gerar desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, valorizar o patrimônio natural. Para Wendling, entretanto, o reconhecimento não é individual. A homenagem também representa o trabalho realizado pela equipe da Fundação de Turismo e pelo próprio Estado de Mato Grosso do Sul. “Fico muito feliz com esse reconhecimento do Mercado & Eventos, especialmente por uma trajetória relacionada à sustentabilidade e à responsabilidade. E, claro, isso envolve todos os aspectos da gestão pública. Entendo que esse reconhecimento também é um reflexo dessa jornada à frente da Fundação, junto com o meu time”, afirma. O executivo destaca que a trajetória construída à frente da Fundtur-MS envolve diferentes dimensões da gestão turística e que os resultados são consequência de um trabalho contínuo. “É também um reflexo da gestão do Estado de Mato Grosso do Sul nesta última década e de todos os resultados que a gente vem alcançando, não somente nessa temática, mas em todas as vertentes da governança, da promoção, do mercado e da gestão pública”, garante.
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Do Mediterrâneo aos grandes rios da Europa, a Emerald Cruises combina design contemporâneo, serviço personalizado e experiências cuidadosamente planejadas em duas coleções: Emerald Yachts e Emerald River Cruises.
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Foto: Eric Ribeiro - M&E
Legado Institucional
CLIA BRASIL (MARCO FERRAZ) A indústria de cruzeiros movimenta uma ampla cadeia do turismo, conectando companhias marítimas, portos, destinos, agências de viagens, terminais e diferentes fornecedores. Em um mercado que depende da articulação entre tantos atores, a existência de uma entidade capaz de representar a atividade, aproximar interesses e contribuir para seu desenvolvimento ganha relevância. É essa trajetória que o Mercado & Eventos reconhece ao homenagear a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil) na categoria Legado Institucional. Braço nacional da Cruise Lines International Association (Clia), a entidade global que representa a indústria de cruzeiros, a Clia Brasil atua na interlocução entre o mercado brasileiro e os diferentes agentes que fazem
parte da atividade. Sua presença no País está relacionada à representação das companhias associadas, ao diálogo com o trade e à participação em discussões que envolvem o ambiente regulatório, a infraestrutura, a operação e a expansão do mercado. O reconhecimento do M&E considera justamente essa contribuição construída ao longo do tempo. Mais do que representar empresas, a associação ocupa um espaço de articulação entre diferentes elos de uma cadeia que envolve não apenas os navios, mas também destinos, portos, terminais, agências, operadores e fornecedores. A atuação institucional também se materializa na criação de espaços de encontro e discussão. Iniciativas como o Fórum Clia Brasil e o Cruise360 aproximam profissionais, empresas e especialistas para tratar de temas que impactam diretamente a indústria e sua relação com o turismo brasileiro. Esses encontros também ajudam a conectar o mercado nacional às discussões, experiências e tendências de uma atividade de alcance internacional. Para Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil, a homenagem pertence a todos que participam dessa construção. “Receber este prêmio é uma alegria, porque ele reconhece uma história construída por muitas mãos e um legado que pertence a toda a Clia. A indústria de cruzeiros tem um papel muito importante no turismo e na economia, e trabalhamos para conectar as necessidades do mercado brasileiro à experiência e à visão global da entidade”, ressalta Ferraz O presidente também destaca a importância da articulação entre os diferentes integrantes da cadeia para a evolução da atividade no País. “Nada disso seria possível sem a parceria das companhias, do trade turístico, dos destinos, dos portos, dos terminais e do poder público. São anos de atuação no Brasil, e esse reconhecimento nos inspira a seguir trabalhando pelo crescimento do setor ”, conclui.
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Foto: Gustavo Merolli
Inovação que Virou Legado
MARTA ROSSI Algumas ideias nascem como novidade e, com o tempo, passam a fazer parte da estrutura de um mercado. A trajetória de Marta Rossi se encaixa justamente nessa transformação. Ao longo de décadas dedicadas ao turismo, a empresária criou eventos e projetos que aproximaram mercados, estimularam negócios, valorizaram destinos e ajudaram a ampliar a presença de Gramado no cenário nacional e internacional. É por essa contribuição que o Mercado & Eventos a homenageia na categoria Inovação que Virou Legado. Cofundadora da Rossi & Zorzanello Eventos e Empreendimentos, ao lado de Silvia Zorzanello, Marta teve papel importante na construção de uma indústria de eventos de negócios na Serra Gaúcha. O trabalho das duas empresárias ajudou a consolidar Gramado como destino para encontros profissionais e a inserir uma cidade do interior do
Rio Grande do Sul no circuito de negócios do turismo. A história ganhou um de seus principais capítulos em 1989, com a criação do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado. O que começou como uma feira de alcance regional cresceu ao longo das décadas e passou a reunir agentes de viagens, operadores, destinos, companhias aéreas, hotéis e marcas nacionais e internacionais em torno de relacionamento, conteúdo e negócios. “Ser homenageada na categoria ‘Inovação que Virou Legado’ tem um significado muito especial para mim. Ao lado da Silvia, em uma pequena cidade do interior à época, transformamos uma ideia em um projeto que hoje atravessa fronteiras, reunindo pessoas, abrindo caminhos, provocando negócios e fomentando o turismo mundial”, ressalta Marta. A trajetória também representa uma história de liderança feminina no turismo. “A emoção bate forte, porque tive como professora uma mulher forte, visionária, à frente de seu tempo, que foi minha sócia, Silvia”, lembra. Silvia morreu há 16 anos, mas o trabalho iniciado pelas duas teve continuidade com Eduardo Zorzanello, filho de Silvia e atual sócio de Marta. “Há 16 anos, quando Silvia partiu, ela deixou o caminho preparado para a continuidade com seu filho Eduardo, meu sócio e grande amigo. São 16 anos que compartilhamos decisões, desafios e conquistas. Ele é hoje parte essencial da evolução deste legado que seguimos construindo”. A continuidade é parte importante da própria definição de legado para Marta. A empresa e seus projetos atravessaram diferentes ciclos do turismo, mantendo a capacidade de se adaptar a novos comportamentos, mercados e oportunidades. “Realmente é um momento muito especial. Ver o trabalho ao qual dediquei tanto de mim sendo aplaudido. Isso me fez compreender de forma mais clara que legado se revela nas oportunidades que ajudamos a criar, nas pessoas que inspiramos e na capacidade de construir uma história que continua se renovando. Obrigado a todos vocês. Muito emocionada e estimulada a continuar construindo”.
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Foto: Priscilla Fiedler
Empreendedorismo com Impacto
ADONAI ARRUDA FILHO Sustentabilidade, inovação e desenvolvimento de novos produtos fazem parte da trajetória de Adonai Arruda Filho no turismo brasileiro. À frente da BWT Operadora e da Serra Verde Express, o empresário construiu uma atuação que combina negócios, experiências turísticas e iniciativas voltadas à evolução do setor — trajetória que o leva a ser homenageado pelo M&E com o Prêmio Trajetória & Legado no Turismo na categoria “Empreendedorismo com Impacto”. CEO da BWT Operadora e diretor-geral do Grupo Serra Verde Express, Adonai tem na sustentabilidade um dos pilares de sua atuação. A BWT está entre as empresas mais reconhecidas pelo Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, principal premiação
de sustentabilidade do turismo brasileiro. Finalista em diferentes edições, a operadora já conquistou o troféu cinco vezes, em 2015, 2016, 2017, 2019 e na edição mais recente, quando venceu na categoria Gestão e Governança com a Convenção BWT 2023. O evento, que reuniu mais de 350 agentes de viagens e fornecedores, foi realizado com o compromisso de ser carbono neutro e se tornou um dos exemplos da estratégia da empresa de incorporar práticas sustentáveis também à gestão e à realização de seus projetos e eventos. A atuação da BWT nessa frente continua. Neste ano, a operadora concorre novamente ao Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, desta vez com a Linha Eco Prestige. Lançada em 2024, a iniciativa reúne produtos e destinos que associam sustentabilidade, responsabilidade ambiental e qualidade, a partir de uma seleção de fornecedores que adotam práticas de respeito à fauna, à flora e às comunidades locais. Na outra frente de sua trajetória está a Serra Verde Express, empresa que ajudou a transformar o tradicional percurso ferroviário entre Curitiba e Morretes, pela Serra do Mar paranaense, em uma das principais experiências turísticas do Paraná. O trabalho ampliou a relevância do turismo ferroviário no Estado e contribuiu para projetar a experiência para além das fronteiras paranaenses. A operação alcançou recentemente a marca de 5 milhões de passageiros transportados, um número que dimensiona a trajetória do produto e a sua relevância dentro do turismo ferroviário brasileiro. A experiência também reforça a relação entre transporte, destinos e vivências turísticas, elementos que marcam a atuação de Adonai à frente dos negócios. Para o empresário, o reconhecimento do M&E representa um estímulo para continuar contribuindo com o desenvolvimento do setor. “Receber esse reconhecimento de um veículo tão respeitado pelo trade é uma alegria imensa e reforça o compromisso que temos em seguir fortalecendo o turismo brasileiro”, ressalta.
PRÊMIO M&E - TRAJETÓRIA & LEGADO NO TURISMO
Foto: Divulgação
Desenvolvimento de Destinos
IMAGINADORA (ANNA DONATO E MARJORI SCHROEDER) Transformar destinos em histórias capazes de despertar interesse, gerar visibilidade e aproximar mercados. É nessa interseção entre comunicação, promoção e negócios que a Imaginadora construiu sua trajetória ao longo de 18 anos. Liderada por Anna Donato e Marjori Schroeder, a empresa desenvolveu um modelo de trabalho voltado a conectar destinos, marcas e diferentes públicos da indústria de viagens. É essa contribuição que leva a Imaginadora a ser homenageada pelo Mercado & Eventos na categoria Desenvolvimento de Destinos. Ao longo de sua história, a Imaginadora participou da construção e do fortalecimento da imagem de destinos por meio de posicionamento, relacionamento com imprensa e trade, storytelling, eventos, conteúdo e parcerias. A combinação dessas ferramentas permite transformar atributos de
uma localidade em narrativas capazes de alcançar profissionais, empresas e viajantes e gerar novas oportunidades de relacionamento e negócios. Ao longo de sua história, a empresa já representou mais de 20 destinos, ampliando sua atuação em diferentes mercados e perfis de clientes. Atualmente, mantém 12 destinos entre seus clientes fixos. Para a Imaginadora, o reconhecimento chega em um momento simbólico de sua trajetória e representa a consolidação de uma proposta construída ao longo de quase duas décadas. “Este prêmio chega para nós como a coroação de um dos momentos mais especiais da Imaginadora. Há 18 anos, chegamos ao mercado com o propósito de ser mais do que uma agência de marketing, eventos e relações públicas — ser um elo verdadeiro na complexa cadeia que forma a indústria de viagens”, afirmam Anna e Marjori A empresa também destaca a conexão entre comunicação e resultados como parte da construção desse modelo de atuação. “Conectar ideias a vendas, boas notícias a boas performances, criatividade a resultados. Por mais pretensioso que pareça, esse sonho vem se consolidando a cada ano, a cada novo colaborador e a cada novo cliente. O reconhecimento da equipe do Mercado & Eventos, na categoria Desenvolvimento de Destinos, nos dá ainda mais certeza de que estamos no caminho certo”. Em um mercado no qual destinos disputam atenção, investimentos, visitantes e espaço nas estratégias de empresas e profissionais, a comunicação passa a ter papel importante na construção de posicionamento. Contar uma boa história, nesse contexto, é também uma forma de apresentar diferenciais, criar interesse e abrir portas para novos relacionamentos comerciais. A trajetória da Imaginadora se desenvolveu justamente nesse ponto de encontro entre narrativa e mercado. Ao trabalhar com destinos e marcas por meio de estratégias integradas de marketing, relações públicas, eventos e relacionamento, a empresa contribui para aproximar seus clientes dos diferentes públicos que movimentam a indústria de viagens.
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C O N H E Ç A
MANAUS
Localizada no coração da Amazônia, Manaus é um convite para sentir, explorar e se encantar. Aqui, a força da floresta se encontra com a energia de uma cidade viva, autêntica e cheia de histórias.
Entre rios, cores, sabores e sons únicos, a natureza caminha lado a lado com uma cidade moderna, que pulsa cultura, gastronomia e tradição. Do Encontro das Águas à vista ao Mirante Lúcia Almeida, cada cenário revela uma experiência que fica na Entre sabores encontros e amores, e sabores, vocêManaus vai viversurpreende esse calor que pelo envolve calor e memória.
a pela hospitalidade hospitalidade. que acolhe, Uma cidade em uma de Manaus experiências que temarcantes, encanta a Manaus é o edestino onde e o urbano e o natural se abraçamde todos os dias, criando o cada onde esquina natureza, tecultura surpreende vida em todas urbana asconvivem experiências vividas. forma para quem busca aventura, descanso, conexão e novas descobertas. intensa Vivalugar suaideal e natureza verdadeira. e Em conheça cada detalhe, a cidadea que essência traz a amazônica essência amazônica se faz presente em toda e encontra a sua beleza. um espaço no seu coração, onde faz morada e vive para sempre.
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Onde a natureza e a cidade andam de mãos dadas
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ABAV NACIONAL APONTA PRIORIDADES PARA O AGENTE DE VIAGENS CHEGAR COMPETITIVO A 2027 Gestão financeira, especialização e tecnologia ganham peso em um mercado mais maduro Foto: Ana Azevedo - M&E
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Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional
Ana Azevedo O agenciamento brasileiro vive uma fase de transformação: mais maduro, atento à gestão e pressionado a gerar valor em um mercado no qual vender uma viagem já não é suficiente. O Censo da Abav mostra uma base formada majoritariamente por micro e pequenas empresas e aponta para um setor que combina confiança na demanda com maior preocupação com margens, especialização e sustentabilidade dos negócios. À frente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros acompanha essa mudança em diferentes frentes, da Reforma Tributária e da regulamentação da profissão à capacitação, tecnologia e expansão de nichos de maior valor agregado. Em entrevista exclusiva ao M&E, a presidente da entidade analisa os desafios do agenciamento. Confira. MERCADO & EVENTOS – O ano de 2026 tem co-
locado pautas importantes do setor em discussão no Congresso. Como a Abav Nacional tem atuado nas principais questões que envolvem o agenciamento? ANA CAROLINA - A Abav Nacional tem avançado na defesa e na valorização do setor de agenciamento, ampliando a visibilidade da importância do turismo para a economia nacional, do papel estratégico das agências de viagens e da atuação dos profissionais que estão na ponta. Esse trabalho também envolve o avanço de pleitos fundamentais para o setor, como a regulamentação da profissão dos agentes de viagens e a construção de uma aplicação equilibrada da Reforma Tributária para os diferentes agentes da cadeia. Agências de viagens, operadoras, companhias aéreas e hotéis têm modelos de negócio distintos e, por isso, é importante que as novas regras considerem essas particularidades e estabeleçam uma carga adequada a cada tipo de atividade. O objetivo é garantir condições para que as empresas continuem investindo, gerando empregos e oferecendo seus serviços de forma competitiva, contribuindo também para a manutenção de um mercado de viagens acessível ao consumidor. M&E – O Censo Abav mostra um setor mais atento à gestão financeira e à proteção das margens. Diante desse cenário, qual é o legado que a sua gestão pretende deixar para a sustentabilidade do agenciamento nos próximos anos? ANA CAROLINA - O legado que a Abav Nacional quer deixar é a resolução e o amplo debate de pleitos pertinentes para o setor, representando os interesses e necessidades reais das agências brasileiras. Além disso, nosso objetivo é fortalecer cada vez mais a profissionalização, ampliando o acesso ao conhecimento por meio de capacitações e orientações, destacando informações relevantes para o setor e defendendo um am-
ABAV 2026 biente de negócios com mais segurança jurídica
e condições para que as agências possam atuar cada vez mais de forma competitiva e sustentável. Se o Censo mostra um setor mais maduro, que substituiu a euforia por um otimismo pragmático, a Abav Nacional acompanha esse momento. A entidade busca contribuir para que as agências estejam mais preparadas, diversificadas e sustentáveis e para que o agente de viagens siga relevante e competitivo no turismo brasileiro. M&E – Como a Abav Nacional tem trabalhado para manter os associados próximos e atrair novas empresas? ANA CAROLINA - O Censo mostra uma base madura e resiliente: 78,4% das agências participantes estão em operação há mais de cinco anos. Esse perfil reforça a importância de um associativismo que acompanhe a evolução do mercado, se adapte às novas necessidades dos empresários e gere valor concreto para os associados. A Abav Nacional atua para fortalecer essa relação por meio da representação institucional, da defesa de pleitos do setor, da capacitação, do acesso a informações relevantes e da criação de oportunidades de relacionamento e negócios. Ao mesmo tempo, a ABAV Nacional busca ampliar esse vínculo, aproximando novos profissionais e empresas e mostrando, na prática, como o associativismo pode contribuir para o fortalecimento de cada negócio e do agenciamento como um todo. M&E – Como a Abav Nacional tem trabalhado a capacitação de uma base formada por mais de 92% de micro e pequenas empresas para aproveitar oportunidades em nichos de maior valor agregado? ANA CAROLINA - O Censo Abav passou a orientar também nossa agenda de capacitação. Se mais de 92% da nossa base é formada por micro e pequenas empresas, a capacitação precisa ser prática, acessível e conectada aos desafios que esses empresários enfrentam no dia a dia. E, diante da transição da intermediação para a curadoria, isso significa ampliar o conhecimento não apenas sobre destinos e produtos, mas também sobre gestão, relacionamento com o cliente, tecnologia e novas oportunidades de mercado. A Abav Nacional tem ampliado o acesso dos associados a conteúdos de atualização e qualificação por meio de webinars, capacitações e iniciativas em parceria com as Abavs estaduais de todo o Brasil, aproximando os agentes de novos produtos, destinos e tendências. O objetivo é que os agentes
de viagens tenham ferramentas para identificar oportunidades, desenvolver sua especialização e transformar conhecimento em produto e serviço de maior valor agregado. M&E – Olhando para 2027, quais devem ser as principais prioridades do agente de viagens para acompanhar as mudanças no comportamento do viajante e manter a competitividade e a rentabilidade? ANA CAROLINA - O cenário para 2027 é de continuidade do crescimento, mas com um mercado mais maduro e criterioso. O Censo mostra que as agências estão confiantes na demanda e mais atentas à gestão financeira e à proteção de margens, essa combinação deve continuar orientando o setor no próximo ano. Para o agente, algumas prioridades são claras: conhecer profundamente o cliente, buscar especialização em nichos com potencial de crescimento, diversificar o portfólio e acompanhar as mudanças no comportamento do viajante. A gestão financeira também precisa estar no centro da operação, com atenção a custos, margens e rentabilidade. O agente competitivo em 2027 será aquele que conseguir unir conhecimento de mercado, relacionamento e capacidade de oferecer experiências personalizadas. A tecnologia terá um papel importante nesse processo, apoiando o agente na organização, na agilidade dos processos e na gestão do relacionamento com o cliente, complementando sua experiência e capacidade de curadoria. Mas o diferencial continua sendo a capacidade do profissional de entender o viajante e transformar suas necessidades em uma experiência adequada e personalizada.
A Abav Nacional tem avançado na defesa e na valorização do setor de agenciamento, ampliando a visibilidade da importância do turismo para a economia nacional, do papel estratégico das agências de viagens e da atuação dos profissionais que estão na ponta
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TURISMO BRASILEIRO MIRA NOVO RECORDE E PREPARA PRÓXIMA FASE DE EXPANSÃO Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano aponta conectividade, sustentabilidade e descentralização como prioridades para os próximos anos Foto: Eric Ribeiro - M&E
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Gustavo Feliciano, ministro do Turismo do Brasil
Janaina Brito O turismo brasileiro atravessa, na avaliação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, um ciclo de expansão que combina crescimento da demanda internacional, fortalecimento do mercado doméstico e geração de empregos. Os números de 2026 reforçam esse cenário: de janeiro a agosto, o País recebeu 6,4 milhões de turistas estrangeiros, segundo melhor resultado da história para o período, depois do recorde anual de 9,2 milhões registrado em 2025. Para o fechamento deste ano, a expectativa do Ministério do Turismo é ainda mais ambiciosa: superar a marca de 10 milhões de visitantes internacionais. Confira a entrevista. MERCADO & EVENTOS - Qual é o balanço que o MTur faz de 2026 até agora e qual a projeção para fechar este ano? GUSTAVO FELICIANO - O Brasil vive um momento extraordinário, com vários números comprovando
que a atividade turística constitui um dos motores mais eficientes do desenvolvimento econômico e social do país. De janeiro a agosto, por exemplo, tivemos a entrada de 6,4 milhões de turistas estrangeiros, o segundo melhor resultado da história para o período, dando sequência ao marco de 2025, quando atingimos o inédito número de 9,2 milhões de chegadas. As projeções para o fechamento de 2026 são as mais otimistas possíveis. Devemos encerrar o ano superando os 10 milhões de turistas internacionais. M&E - Olhando para o futuro, quais tendências devem mudar a forma como o turismo brasileiro será vendido e consumido? GUSTAVO FELICIANO - O viajante global e doméstico hoje busca autenticidade, sustentabilidade e experiências de imersão cultural. As pessoas não querem mais só turismo contemplativo, elas procuram vivência, etnoturismo, ecoturismo e gastronomia tradicional. Para liderar essa transformação, lançamos o Plano Brasis, uma estratégia de marketing internacional com a Embratur que busca descentralizar o fluxo turístico, jogando luz sobre a pluralidade do interior, da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado. Por meio do Plano Brasis, estamos orientando os destinos e o trade turístico a operarem com dados preditivos, permitindo entender o comportamento do novo viajante. O Plano Brasis é a nossa bússola para esse movimento: um compromisso estruturado para garantir que, em 2027 e nos anos seguintes, o Brasil não apenas acompanhe as tendências mundiais, mas se consolide como uma das maiores potências sustentáveis e competitivas do turismo global. Estamos valorizando a diversidade cultural das nossas cinco regiões e mostrando ao mundo um país comprometido com a preservação ambiental e a inclusão social. O futuro do turismo global é sustentável, e o Brasil está pronto para liderar essa transformação.
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Temos atuado com muito vigor para ampliar a conectividade aérea, que é o grande motor da atração de turistas internacionais e da crescente circulação de brasileiros pelo próprio país
M&E - O turismo brasileiro ainda enfrenta desafios como infraestrutura, conectividade aérea, qualificação e competitividade dos destinos. Qual é hoje o principal gargalo para o crescimento do turismo no Brasil? GUSTAVO FELICIANO - Temos atuado com muito vigor para ampliar a conectividade aérea, que é o grande motor da atração de turistas internacionais e da crescente circulação de brasileiros pelo próprio país. Estamos articulando avanços junto a grandes emissores globais de viajantes, como a China, que tive a oportunidade de visitar neste ano e onde mantivemos um ótimo diálogo com operadores locais. Outra importante iniciativa foi a recente assinatura do acordo de liberalização aérea com Argentina, Chile e Paraguai. Esse acordo, que busca construir o chamado ‘Céu Único Sul-Americano’, vai permitir no futuro que uma empresa aérea de um país signatário opere voos comerciais entre outros países da região sem passar pelo seu país de origem. M&E - Qual tem sido o papel do Fungetur na ampliação do acesso ao crédito para empreendedores do turismo? GUSTAVO FELICIANO - Atuamos ainda na disponi-
bilidade de crédito em condições extremamente vantajosas a empreendedores turísticos privados por meio do Fungetur (Fundo Geral de Turismo). Desde 2023, houve cerca de 6.560 financiamentos em todo o Brasil, que se refletiram na aplicação de um total de R$ 2,93 bilhões no setor para melhorias em negócios do ramo. Neste ano, estamos destinando um orçamento global de mais de R$ 1 bilhão para a concessão de crédito via Fungetur em todas as regiões do país. M&E - Além do crédito, quais investimentos estão sendo realizados para melhorar a infraestrutura dos destinos turísticos brasileiros? GUSTAVO FELICIANO - No âmbito da infraestrutura turística, celebramos, desde 2023, quase 2.100 contratos com estados e municípios para obras. São projetos essenciais, como a reforma de orlas, a melhoria de acessos aos atrativos e a construção de centros de eventos, entre vários outros, garantindo que cada destino tenha plenas condições de acolher bem seus visitantes. Estamos construindo uma política pública sólida, que prepara o Brasil não apenas para bater novos recordes, mas também converter nossos diversos atrativos em fonte de prosperidade para a população.
O Brasil vive um momento extraordinário, com vários números comprovando que a atividade turística constitui um dos motores mais eficientes do desenvolvimento econômico e social do país
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@expanmais @expanmais
VOCÊ FRENTE VOCÊ FRENTEA AFRENTE FRENTECOM COMQUEM QUEMVENDE VENDEOOBRASIL BRASILNO NO MUNDO MUNDO
INTELIGÊNCIA MERCADO • RELACIONAMENTO• NETWORKING • NETWORKING• •NEGÓCIOS NEGÓCIOS••EXPERIÊNCIAS EXPERIÊNCIAS INTELIGÊNCIA DE DE MERCADO • RELACIONAMENTO
PARTICIPE DO MEETING BRASIL 2027 PARTICIPE DO MEETING BRASIL 2027
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SEU PRODUTO PRODUTOPRECISA PRECISAESTAR ESTAR SEU ONDE AS ASDECISÕES DECISÕESSÃO SÃOTOMADAS TOMADAS ONDE O Meeting Brasil 2027 coloca seu produto frente a frente com quem mento de produto com operadores de turismo, capacitações e Orealmente Meeting Brasil 2027 coloca seu eproduto frente ao frente quem mento de produto de turismo, capacitações e influencia, promove comercializa Brasil com nos mercados ações especiaiscom de operadores relacionamento. realmente influencia, promove e comercializa o Brasil nos mercados ações especiais de relacionamento. internacionais. Cada etapa é planejada para proporcionar proximidade e tempo internacionais. Cada é planejada para proporcionar proximidade e tempo Um evento de negócios criado para aproximar destinos, hotéis, deetapa qualidade entre quem oferece o Brasil e quem pode Um evento de negócios criado para aproximar destinos, hotéis, de qualidade entre quem oferece o Brasil e quem pode atrativos, experiências e empresas brasileiras de operadores, agentes transformá-lo em produto nas prateleiras internacionais. atrativos, experiências e empresas brasileiras de operadores, agentes transformá-lo em produto nas prateleiras internacionais. de viagens e profissionais altamente qualificados, em encontros Em 2027, leve seu produto para onde as oportunidades acontede viagens e profissionais altamente qualificados, em encontros 2027, leve seu produto para onde as oportunidades acontepresenciais cuidadosamente selecionados nos principais mercados Em cem. Esteja ao lado dos principais profissionais dos mercados que presenciais cuidadosamente selecionados nos principais mercados cem. Esteja ao lado dos principais profissionais dos mercados que emissores. trabalhamos, amplie sua presença internacional e transforme emissores. trabalhamos, amplie sua presença internacional e transforme Participar do Meeting Brasil é muito mais do que estar presente em relacionamento em resultados. Participar do Meeting Brasil é muito mais do que estar presente em relacionamento em resultados. um evento. É apresentar seu produto, gerar novos contatos, fortalecer Meeting Brasil 2027: proximidade, relacionamento um evento. É apresentar seu produto, gerar novos contatos, fortalecer Meeting Brasil 2027: maismais proximidade, maismais relacionamento e e relacionamentos profissionais e criar oportunidades reais de mais oportunidades para os seus negócios. relacionamentos profissionais e criar oportunidades reais de mais oportunidades para os seus negócios. negócios,por pormeio meiodederodadas rodadasdedenegócios, negócios, reuniões reconhecinegócios, reuniões dede reconheci-
Reunião | Capacitações | Experiências Reuniãode deProduto Produto| Rodada | RodadadedeNegócios Negócios | Capacitações | Experiências
*evento não incluído
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Rodada de Negócios Rodada de Negócios e Capacitações e Capacitações
Rodada de Negócios Rodada de Negócios e Capacitações e Capacitações
Rodada de Negócios Rodada de Negócios e Capacitações e Capacitações
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Patricia Schaebler Patricia Schaebler Executiva de Negócios
Jair Pasquini Jair Pasquini Diretor de Negócios
+55 (47) 98928-9320 +55 (47) 98928-9320
+55 (47) 99904-7813 +55 (47) 99904-7813
Executiva de Negócios comercial@expanmais.com.br comercial@expanmais.com.br
Diretor de Negócios jair@expanmais.com.br jair@expanmais.com.br
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EMBRATUR APONTA HIPERPERSONALIZAÇÃO COMO TENDÊNCIA NA PROMOÇÃO TURÍSTICA Bruno Reis destaca uso de inteligência comercial, novos mercados emissores e experiências autênticas como pilares da promoção do Brasil Foto: Acervo M&E
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cados emissores como tendências centrais.
Bruno Reis, presidente da Embratur
Janaina Brito Com o Brasil ampliando a entrada de turistas estrangeiros e diversificando mercados, a promoção internacional passa por uma transformação baseada em dados, tecnologia e segmentação. À frente da Embratur desde abril deste ano, Bruno Reis defende uma atuação cada vez mais direcionada ao perfil do viajante e às potencialidades de cada território. Em entrevista ao M&E, o executivo fala sobre as inovações implementadas em 2026, o avanço de mercados como a China, a busca por experiências autênticas e o papel da inteligência artificial na estratégia de promoção do País. Para os próximos anos, Reis aponta a hiperpersonalização das viagens e a diversificação dos mer-
MERCADO & EVENTOS – A promoção internacional do Brasil mudou bastante nos últimos anos, com maior uso de dados, tecnologia e segmentação. Quais foram as principais inovações incorporadas pela Embratur em 2026 e seus resultados? BRUNO REIS – A Embratur toma decisões com inteligência comercial e os dados trazem clareza sobre o que promover, como promover e onde promover, gerando os resultados que temos hoje. Dessa forma, a agência e os atores da indústria tiveram mais assertividade para atuar de forma segmentada, com resposta à sazonalidade e também à diversificação da oferta e dos mercados. Para se ter uma ideia, de janeiro a agosto de 2026, o Brasil superou as chegadas internacionais, com 6,4 milhões de desembarques. Também podemos afirmar que o País terminará o ano à frente de 2025 na entrada de dólares do turismo internacional. Como exemplo, lembro que o Brasil retornou ao Top 15 da ICCA ao promover nossa infraestrutura e serviço, apoiando a captação de eventos importantes para o País. Também desenvolvemos uma plataforma online para acelerar a internacionalização do turismo brasileiro, que dá ao trade turístico acesso a capacitações, informações de mercado, inteligência comercial, oportunidades de networking e acesso a programas e ações da Embratur e do Sebrae, parceiro na iniciativa. A plataforma já conta com 4,9 mil membros. M&E – O viajante internacional está cada vez mais interessado em experiências autênticas, sustentabilidade e destinos menos óbvios. Como a Embratur pretende aproveitar essas tendências para diversificar a imagem do Bra-
ABAV 2026 sil no exterior? BRUNO REIS – A estratégia da Embratur é atrair o turista internacional que deixa impacto positivo nos nossos territórios. A Agência já estrutura a promoção global para atrair esse viajante, que também costuma ser um visitante que busca permanência mais longa. Para alcançar essas pessoas, nós, em parceria com o Sebrae, elaboramos uma curadoria com 101 experiências em 61 municípios distribuídos em todas as regiões do País. O programa conecta turistas internacionais a vivências brasileiras genuínas, sustentáveis e inclusivas. Mais de 70% dos roteiros são ofertados por micro e pequenas empresas e uma grande parte deles tem liderança feminina. M&E – A inteligência artificial e a análise de dados estão transformando a forma como destinos e empresas se comunicam com o turista. Até que ponto essas ferramentas já fazem parte da estratégia da Embratur e como devem evoluir nos próximos anos? BRUNO REIS – A inteligência comercial com uso de dados e a inteligência artificial orientam as decisões do trade turístico para fomentar a geração de novos negócios e movimentar a economia do setor. No Portal de Dados, a Embratur transforma informações sobre entrada de passageiros, gastos e perfis em painéis interativos de inteligência de negócios para orientar decisões de estados, municípios e setor privado. Na conectividade aérea, a análise preditiva da malha e
das buscas de voos fundamenta as negociações com companhias estrangeiras para a criação de rotas diretas. No marketing, cruzamos dados de comportamento para segmentar campanhas conforme o perfil dos mercados emissores. Pelo EmbraturLAB, testamos e validamos soluções tecnológicas de startups para otimizar a jornada do visitante e inserir os produtos brasileiros nos ecossistemas digitais de planejamento de viagens. M&E – Se você pudesse apontar uma grande tendência que vai definir a promoção turística internacional do Brasil nos próximos cinco anos, qual seria - e por que o País está preparado para aproveitá-la? BRUNO REIS – A tendência que define a promoção turística é a hiperpersonalização da viagem associada à consolidação de novos mercados emissores globais. Um exemplo é a China, cujas chegadas ao País cresceram 73,3% no acumulado de janeiro a agosto de 2026. Como o setor é sensível, a análise geopolítica e macroeconômica é necessária para uma estratégia assertiva focada na diversificação de destinos e na segmentação de mercados. O Brasil está preparado para esse cenário porque expande sua malha aérea internacional. Nossa previsão é atingir mais de 80 mil voos e 18,8 milhões de assentos em 2026. E o caminho para isso é focar em rotas que descentralizam o fluxo e atraem visitantes de maior permanência e gasto.
A tendência que define a promoção turística é a hiperpersonalização da viagem associada à consolidação de novos mercados emissores globais. Um exemplo é a China, cujas chegadas ao País cresceram 73,3% no acumulado de janeiro a agosto de 2026
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CAPTAR VOOS INTERNACIONAIS É SÓ O PRIMEIRO PASSO PARA AMPLIAR O FLUXO DE TURISTAS PELO BRASIL Diversificação da oferta pode reduzir sazonalidade e agregar valor à experiência do turista Foto: Eric Ribeiro - M&E
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Bruno Villa, diretor de Marketing, Sustentabilidade e Inovação da Embratur
Ana Azevedo Atrair um voo internacional não significa, por si só, ampliar o turismo pelo Brasil. O desafio seguinte é fazer com que esse passageiro permaneça mais tempo, consuma diferentes produtos e avance para destinos além das principais portas de entrada do país. É nesse ponto que conectividade, oferta turística e estratégia de promoção passam a fazer parte da mesma equação. Em entrevista ao M&E, Bruno Villa, diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, analisa os caminhos para transformar a chegada de turistas estrangeiros em negócios para diferentes regiões brasileiras. Ele também fala sobre o papel dos dados na promoção internacional, a diversificação da oferta e a necessidade de aproximar a estratégia de promoção de quem efetivamente comercializa o destino no exterior.
MERCADO & EVENTOS - O mercado internacional de turismo tornou-se hipercompetitivo. Destinos disputam a atração de viajantes de alto valor. De que forma o uso da inteligência de dados transformou as tomadas de decisão na promoção de destinos continentais e na identificação de novos perfis de consumo? BRUNO VILLA - A inteligência de dados é hoje o pilar central da promoção internacional. É assim que a Embratur atua, com base em dados como malha aérea, intenção de busca, comportamento de compra e gasto médio do turista em tempo real. Isso permite identificar tendências antes mesmo de se consolidarem e direcionar esforços promocionais e até mesmo fazer campanhas segmentadas voltadas para públicos que buscam permanência mais longa, experiências autênticas, diversidade cultural e menor impacto ambiental, maximizando a eficiência das ações.
M&E - Diversificar a oferta para além dos produtos tradicionais de sol e praia é um desafio histórico para destinos de grande dimensão. Quais abordagens estratégicas e técnicas de posicionamento são importantes para consolidar segmentos como afroturismo, ecoturismo e turismo de experiência no portfólio de vendas das operadoras globais? BRUNO VILLA - A diversificação exige uma mudança no formato de apresentação dos nossos destinos. Quando falamos de ecoturismo e afroturismo, por exemplo, não se trata de produtos de nicho. O viajante que vem ao Brasil por motivação de Negócios, Luxo ou mesmo Sol e Praia também consome gastronomia, cultura, história e natureza. São vertentes transversais que agregam valor e reduzem a sazonalidade. Para entrar nas prateleiras das grandes operadoras mundiais, esses segmentos precisam de estruturação de produto, capacitação de agentes
ABAV 2026 internacionais e a criação de narrativas contemporâneas que mostrem a sofisticação e a riqueza da diversidade cultural brasileira. M&E - A conectividade aérea é a espinha dorsal do turismo receptivo internacional. Quais são as estratégias estruturais que o setor deve adotar para dialogar com companhias aéreas internacionais, captar novos voos e garantir que a ampliação das frequências reflita de maneira integrada nos destinos do interior? BRUNO VILLA - A captação de voos internacionais não depende apenas do desejo do destino; é uma equação matemática que envolve rentabilidade para as companhias aéreas, para os aeroportos, estudos de demanda potencial para as cidades que pretendem receber o voo e sustentabilidade dessa rota ao longo do tempo. O diálogo bem-sucedido envolve construir rotas com inteligência de mercado, demonstrando o potencial de demanda bidirecional. Envolve, também, articular com o trade local, operadoras e aeroportos. Garantir o transbordamento do fluxo para cidades que não recebem passageiros desses voos exige a estruturação prévia de rotas regionais e a qualificação da oferta, para que o hub de chegada funcione como um indutor de negócios para toda a região. M&E - O conceito de sustentabilidade tornou-se premissa no mercado global de viagens. Como garantir que as diretrizes ESG e a preservação socioambiental ultrapassem o discurso institucional e se tornem ativos comerciais re-
ais de atração de turistas? BRUNO VILLA - A sustentabilidade precisa ser percebida no produto final. O turista internacional busca impacto positivo. Quer ter experiências e saber como sua viagem apoia a economia local, conserva biomas e respeita comunidades tradicionais. A atração de negócios sustentáveis se dá quando o mercado internacional enxerga a biodiversidade e a cultura local não como pano de fundo, mas como a essência da experiência. Para isso, é preciso qualificar produtos e conquistar certificações que validem o posicionamento dos destinos brasileiros diante de um público cada vez mais exigente. M&E - Na ABAV Expo toda a cadeia produtiva do turismo se reúne. Qual é a importância estratégica da integração entre as diretrizes de promoção internacional e as operadoras, agentes de viagens e o setor de economia criativa na ponta receptiva? BRUNO VILLA - A promoção internacional só gera conversão em vendas quando conversa diretamente com quem está na ponta vendendo o destino. O agente de viagens e o operador são os grandes elos de confiança do turista. Quando somamos a isso o ecossistema da economia criativa, nossa gastronomia, artes, música e manifestações culturais, criamos produtos turísticos autênticos. É fundamental garantir que o trade tenha acesso a ferramentas técnicas, conhecimento de mercado e ambiente de negócios para transformar nosso potencial em contratos fechados e aumento no fluxo de turistas internacionais.
A captação de voos internacionais não depende apenas do desejo do destino; é uma equação matemática que envolve rentabilidade para as companhias aéreas, para os aeroportos, estudos de demanda potencial para as cidades que pretendem receber o voo e sustentabilidade dessa rota ao longo do tempo
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Fotos: Emanoele Daiane e Rennan Oliveira
NO CORAÇÃO DE CUIABÁ: A CIDADE PULSA NO CENTRO DO BRASIL Há cidades que funcionam como ponto de partida. Cuiabá quer ser também parte da viagem. Aos 307 anos, a capital mato-grossense transforma seu Centro Histórico em experiência turística, convidando o visitante a caminhar por ruas onde casarões, igrejas, praças e sabores contam uma história viva. É nesse território que ganha forma o Circuito Turístico No Coração de Cuiabá. Fundada em 1719, Cuiabá guarda no traçado de seu centro parte da formação do Brasil Central. O conjunto histórico tombado pelo Iphan reúne cerca de 400 edificações e preserva referências de diferentes épocas. É também aqui que está o Marco do Centro Geodésico da América do Sul, determinado pela Comissão Rondon em 1909. Mais do que curiosidade cartográfica, a centralidade ajuda a traduzir a vocação da cidade: Cuiabá sempre foi lugar de encontro. O circuito organiza a experiência em cinco roteiros que podem ser combinados conforme o interesse de cada visitante: Patrimônio Histórico e Arquitetônico; Artes e Cultura; Praças e Monumentos; Boemia e Gastronomia; e Fé. A proposta é descobrir a capital no ritmo das ruas, entrando em museus, observando casarões, conversando com artesãos, provando quitutes ou simplesmente
percebendo o cotidiano cuiabano. No patrimônio, a Casa Barão de Melgaço, o Palácio da Instrução, o Sesc Arsenal e os museus revelam capítulos da cidade. Nas artes, a experiência segue por ateliês, galerias, cerâmica, fotografia e arte urbana. Praças como Mandioca, Alencastro, República e Ipiranga ajudam a compreender a vida pública, enquanto monumentos e becos transformam a caminhada em leitura da memória. A fé aparece de maneira plural. Igrejas seculares, como Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e Senhor dos Passos, dividem o roteiro com a Catedral, a Mesquita de Cuiabá, templo presbiteriano, centro espírita e espaços de religiões de matriz africana. Devoção, resistência, arquitetura e identidade se entrelaçam na formação da capital. E há uma Cuiabá que se conhece pelo paladar. Bolo de arroz, bolo de queijo, baguncinha, peixes, comida de rua e o tradicional escaldado entram em cena ao lado de cafés, mercados, restaurantes e da boemia da Praça da Mandioca. Do café da manhã à madrugada, comer por aqui é também ouvir histórias. A mesa cuiabana tem memória, afeto e hospitalidade.
PUBLIEDITORIAL
Estruturado em 2025 pelo Instituto Cordemato, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Sedec, o No Coração de Cuiabá nasceu para contribuir com a retomada do Centro Histórico pelo turismo e ampliar a oferta de experiências na capital. Com atuação em cultura, turismo e economia criativa, o Cordemato conduz a iniciativa, que vem agregando parceiros públicos, privados e agentes locais. Para quem quiser escolher a época da viagem, agosto guarda um motivo extra. Na semana do Dia dos Pais, o coração de Cuiabá bate ainda mais forte com o Mato Grosso AgroFestival, também organizado pelo Cordemato. O evento reúne tradição, negócios, gastronomia, rodeio e música em uma vitrine da cultura agro mato-grossense, aproximando visitantes da força de quem produz e de uma das identidades mais presentes no estado. A estratégia também reposiciona Cuiabá no turismo de Mato Grosso. Para quem chega ao estado atraído pelo Pantanal, Chapada dos Guimarães, Nobres e destinos consolidados, a capital deixa de ser apenas passagem e passa a oferecer razões para ficar, explorar e viver a cidade. No centro geodésico da América do Sul, o convite é descobrir outro centro: aquele feito de memória, fé, arte, sabores, encontros e calor humano. O coração de Cuiabá não é apenas um lugar no mapa. É uma experiência.
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FORNATUR DEFENDE INTEGRAÇÃO ENTRE ESTADOS PARA AMPLIAR O TURISMO NACIONAL Marina Marinho: “Cooperar é mais estratégico do que competir o tempo inteiro” Foto: Eric Ribeiro - M&E
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tir demanda durante todo o ano. Por isso, os estados precisam promover os destinos, estruturar produtos, gerar demanda e trabalhar inteligência de mercado. O Fornatur tem um papel muito importante nessa articulação. Queremos ampliar cada vez mais esse diálogo com o MTur, a Embratur e os demais órgãos federais, além das empresas do setor. Conectividade não pode ser uma disputa entre estados. Precisamos pensar a malha aérea brasileira de maneira integrada.
Marina Marinho, presidente do Fornatur
Beatriz Waehneldt O Fornatur (Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo) busca ampliar a conectividade aérea, distribuir o fluxo turístico e fortalecer a promoção dos destinos brasileiros. Em entrevista ao Mercado & Eventos, a presidente da entidade, Marina Marinho, detalha como busca avançar em pautas como integração regional, inteligência de dados, interiorização do turismo e criação de roteiros integrados, além de ampliar a articulação com o Ministério do Turismo (MTur), a Embratur e o setor privado. MERCADO & EVENTOS – Quais são os principais entraves para ampliar a conectividade aérea regional e como os estados podem atuar para criar e manter novas rotas? MARINA MARINHO – A conectividade aérea é uma construção conjunta. Não adianta um estado, sozinho, querer uma nova rota. Precisamos reunir os governos estaduais, o Governo Federal, as companhias aéreas, os aeroportos e o trade turístico para demonstrar que aquela operação é viável e sustentável. Um dos grandes desafios é justamente garan-
M&E – O que precisa ser feito para garantir a continuidade das políticas públicas, especialmente em períodos de mudanças de governo? MARINA MARINHO – Precisamos transformar boas iniciativas em políticas de Estado, e não apenas em políticas de uma determinada gestão. Isso passa por planejamento, governança, legislação, orçamento, participação do setor privado e fortalecimento das instâncias de governança turística. Também acredito muito na construção coletiva. Quando uma política é construída com municípios, estados, Governo Federal, empresários, trabalhadores e comunidades, ela ganha mais força para permanecer independentemente de quem esteja governando. O turismo precisa trabalhar com planejamento de médio e longo prazo. Os resultados não acontecem de um dia para o outro. M&E – Quais pautas exigem maior união entre os estados e como o Fornatur pretende fortalecer a integração regional, inclusive na criação de roteiros turísticos integrados? MARINA MARINHO – A integração entre os estados é uma das prioridades da nossa atuação no Fornatur. Temos pautas que precisam ser construídas coletivamente: conectividade aérea, promoção internacional, infraestrutura, qualificação profissional, sustentabilidade, atração de investimentos e inteligência turística. Também precisamos avançar nos roteiros integrados. O turista não olha necessariamente para os limites geográficos entre dois estados. Ele quer viver experiências. Podemos conectar gastronomia, cultura, patrimônio, natureza e história de diferentes estados em um mesmo produto turístico. O Brasil precisa aprender a se vender também de forma integrada. Quando um destino cresce, ele pode ajudar a movimentar toda uma região.
ABAV 2026 M&E – A estratégia do Nordeste, de avançar como bloco integrado, pode ser replicada por outras regiões e ajudar a distribuir melhor o fluxo turístico pelo país? MARINA MARINHO – Sem dúvida. O Nordeste tem mostrado a força da cooperação regional, e acredito que essa experiência pode inspirar outras regiões do país. Naturalmente, cada região possui características próprias, mas existe uma ideia que serve para todas: cooperar é mais estratégico do que competir o tempo inteiro. Quando vários estados conseguem construir uma agenda conjunta, ganham força na promoção, na negociação de conectividade, na atração de investimentos e na construção de grandes roteiros. E isso também ajuda o Brasil a distribuir melhor o fluxo turístico, fazendo com que visitantes descubram novos destinos e permaneçam mais tempo no país. M&E – Com o crescimento do turismo internacional, quais são hoje os principais gargalos de infraestrutura, qualificação e conectividade que precisam ser enfrentados? MARINA MARINHO – O crescimento do turismo internacional é uma oportunidade extraordinária, mas também aumenta nossa responsabilidade. Precisamos de mais conectividade internacional e doméstica, infraestrutura urbana e turística preparada, qualificação profissional, sinalização adequada, serviços multilíngues e experiências compatíveis com diferentes perfis de visitantes. Também precisamos preparar os destinos que ainda estão fora dos circuitos tradicionais. Não queremos apenas aumentar o número de turistas estrangeiros. Queremos melhorar a experiência de quem chega ao Brasil e fazer com que esse crescimento alcance mais territórios e mais pessoas. M&E – Como o Fornatur avalia a parceria com Ministério do Turismo e Embratur na promoção internacional e o que ainda precisa ser aprimorado? MARINA MARINHO – Temos uma relação muito importante com o MTur e com a Embratur e queremos aprofundá-la ainda mais. O Brasil vive uma oportunidade muito positiva de fortalecimento da sua imagem internacional, e os estados precisam estar cada vez mais integrados a essa estratégia. A Embratur possui inteligência dos mercados internacionais, capacidade de promoção e relacionamento com operadores e companhias aéreas. Os estados possuem os destinos, os produtos e o conhecimento de cada território. O MTur tem a capacidade de coordenar políticas nacionais e estruturar programas. Quando essas três forças trabalham alinhadas, quem ganha é o turismo brasileiro. O que precisamos aprimorar é justamente essa integração: compartilhar mais
informações, construir agendas antecipadamente, identificar conjuntamente mercados prioritários e permitir que mais destinos brasileiros participem da promoção internacional. M&E – Depois do crescimento das chegadas internacionais, qual deve ser a próxima prioridade: conquistar novos mercados, aumentar a permanência, distribuir melhor os visitantes ou ampliar a infraestrutura? MARINA MARINHO – Precisamos simultaneamente conquistar novos mercados e permanecer fortes nos mercados que já conquistamos. Não podemos comemorar um crescimento expressivo e achar que aquele turista continuará vindo automaticamente. Turismo exige relacionamento permanente, promoção, conectividade e qualidade da experiência. Precisamos fidelizar mercados que hoje são estratégicos para o Brasil e, ao mesmo tempo, prospectar novas oportunidades. E há uma segunda etapa igualmente importante: fazer esse turista permanecer mais tempo, conhecer mais destinos e circular por outras regiões do país. Mais importante do que simplesmente aumentar o número de chegadas é aumentar o impacto positivo que o turismo gera na economia e na vida das pessoas. M&E – Quais são as principais entregas que você espera deixar à frente do Fornatur e quais resultados devem ser alcançados até o fim da gestão? Algum spoiler? MARINA MARINHO – Meu principal desejo é deixar um Fornatur ainda mais integrado e fortalecido institucionalmente. Quero que os estados brasileiros conversem mais entre si, compartilhem experiências, construam projetos conjuntos e tenham cada vez mais capacidade de apresentar uma agenda nacional para o turismo. Também quero aprofundar nossa parceria com o MTur e com a Embratur, especialmente nas agendas de conectividade, promoção internacional, inteligência turística, sustentabilidade e interiorização, além de aproximar ainda mais as cinco regiões do Brasil. Temos experiências extraordinárias acontecendo nos estados e, muitas vezes, uma solução desenvolvida em um lugar pode servir de inspiração para outro. Quero ajudar a construir pontes entre os estados, regiões, governos e setor turístico. E sobre spoiler, posso dizer que estamos trabalhando para transformar essa integração em iniciativas cada vez mais concretas. Quero ver os estados construindo mais agendas conjuntas, compartilhando dados, pensando novos roteiros integrados e chegando juntos aos grandes mercados.
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VELLE CRESCE 17% EM EMBARQUES EM 2026 E APONTA MUDANÇA NO CONSUMO DE CRUZEIROS DE LUXO Ricardo Alves destaca avanço de produtos em português, embarcações menores e novos roteiros como reflexo da demanda brasileira 2026 e julho de 2027. As viagens terão um diretor de cruzeiro falando português, além de comunicação e cardápios adaptados ao público brasileiro. A saída pela Provença vendeu mais de 60% das cabines poucos dias após o lançamento. “O consumidor de luxo não busca mais só o destino, ele busca a experiência inteira: gastronomia, exclusividade, contato mais próximo com a cultura local, embarcações menores e serviço personalizado”, diz. A procura por experiências mais específicas também aparece na Emerald Cruises. Em abril de 2027, o Emerald Liberté fará a primeira saída da companhia inteiramente em português, em um roteiro pelo sul da França. A programação terá atendimento no idioma, guias em português e cardápios traduzidos. No Caribe, a temporada 2026/2027 da companhia aposta em iates menores, com roteiros que incluem destinos como Martinica, Bequia e Saint Barthélemy. A proposta atende a um viajante que já conhece os principais destinos e procura novas possibilidades dentro de regiões já visitadas. “Esse cliente já viajou, já conhece o básico, e agora quer descobrir a camada seguinte”, afirma Alves.
Foto: Divulgação
Ricardo Alves, CEO da Velle
Ana Azevedo A Velle Representações cresceu 17% no número de embarques em 2026 na comparação com 2025, resultado que, para Ricardo Alves, diretor executivo da empresa, acompanha uma mudança no perfil do brasileiro que compra cruzeiros de luxo. O passageiro de alto padrão tem buscado roteiros menos convencionais, embarcações menores e experiências personalizadas em diferentes tipos de cruzeiro. “O ano de 2026 tem sido um ano de muito trabalho para a Velle. Tivemos um crescimento de 17% no número de embarques na comparação entre 2025 e 2026 — e o ano ainda não terminou!”, afirma Alves, em entrevista exclusiva ao M&E. Um dos produtos que refletem esse movimento é o AmaBrasil, da AmaWaterways, que terá seis saídas exclusivas para brasileiros entre novembro de
PRODUTOS SOB MEDIDA PARA O MERCADO BRASILEIRO A ampliação de produtos em português acompanha uma estratégia de capacitação dos agentes de viagens. A Velle tem utilizado iniciativas como o Conexão Velle para apresentar ao trade novidades de frota e produto e preparar os profissionais para trabalhar com experiências de maior grau de personalização. “Não é adaptar um produto existente, é criar uma experiência pensada para o público brasileiro desde a concepção, com atendimento no idioma, guias em português e cardápios traduzidos”, explica Alves.
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PRESERVAR A CAPACIDADE DE CONTRATAR É PRIORIDADE DO TURISMO, DIZ ALEXANDRE SAMPAIO Presidente da FBHA detalha impactos da reforma tributária, pressão sobre custos, relações de trabalho e desafios para o mercado em 2027 ção decisiva nas discussões que resultaram na redução de 40% das alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aplicáveis aos serviços de hotelaria e restaurantes, conforme o regime específico estabelecido pela Lei Complementar nº 214/2025. A previsão legal, no entanto, ainda precisa ser preservada na regulamentação. “Essa conquista está no texto da lei, mas precisa ser preservada na regulamentação infralegal e no funcionamento do Comitê Gestor do IBS”, afirma. Na avaliação do dirigente, é nessa etapa que será definido se o benefício tributário terá efeito efetivo sobre o caixa das empresas. Por isso, a regulamentação é hoje o principal ponto de atenção para o turismo. A preocupação com o ambiente tributário se estende à capacidade de investimento. Sampaio considera que o patamar atual da taxa básica de juros restringe novos empreendimentos e afirma que, nas condições atuais, projetos de expansão ficam acessíveis principalmente a grupos estrangeiros ou empresas com maior disponibilidade de capital. “O setor não é contrário à evolução das relações de trabalho, mas qualquer mudança precisa considerar o impacto sobre o custo da contratação e sobre a sustentabilidade dos empregos formais”, afirma.
Foto: FBHA - Marcelo Freire
Alexandre Sampaio, presidente da FBHA e diretor da CNC
Ana Azevedo O setor de turismo e hospitalidade chega à segunda metade de 2026 sob pressão de mudanças regulatórias, custos elevados e restrições ao investimento. Para Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), preservar a capacidade de contratação será o principal desafio do setor em 2027. A questão, segundo ele, passa pelo ambiente tributário, pelo custo da mão de obra, pelo acesso a crédito e pelas condições de concorrência. A reforma tributária concentra uma das principais frentes de atuação da FBHA ao longo deste ano. Sampaio afirma que a entidade teve participa-
EMPREGO E QUALIFICAÇÃO ENTRAM NO CENTRO DA AGENDA A declaração resume uma das principais preocupações da FBHA para o futuro do setor. Em atividades intensivas em mão de obra e com baixa apropriação de créditos tributários, como turismo, hospedagem, alimentação e serviços, o custo da contratação tem impacto direto sobre a capa-
ABAV 2026 cidade de expansão das empresas. “A prioridade número um é uma só: preservar a capacidade de contratar”, diz Sampaio. Para ele, essa premissa deve orientar também as discussões no Congresso sobre jornada e escala de trabalho. O presidente da FBHA não se coloca contra as mudanças nas relações trabalhistas, mas defende que seus efeitos econômicos sejam considerados. Na avaliação dele, reduzir a jornada sem discutir mecanismos para compensar o aumento do custo do trabalho pode produzir um efeito contrário ao pretendido. “Pode produzir justamente menos empregos formais e mais informalidade”, afirma. A formação profissional aparece como outro componente dessa equação. Sampaio defende a preservação do Sistema S, que considera fundamental para a qualificação dos trabalhadores do setor. “O que a FBHA defende é um ambiente em que seja possível investir, empreender e, principalmente, continuar contratando”, resume. CUSTOS, REGULAÇÃO E PLATAFORMAS PRESSIONAM A OPERAÇÃO A preocupação com a sustentabilidade dos negócios também se manifesta nos custos que incidem diretamente sobre a operação. Na hotelaria, segundo Sampaio, a pressão vai além da inflação percebida pelo consumidor. Energia, água e saneamento, alimentos e folha de pagamento interferem na formação da diária média e, em parte, correspondem a despesas sujeitas a regulação. As tarifas aéreas acrescentam outro obstáculo, sobretudo para o turismo doméstico. Para o presidente da FBHA, o preço das passagens limita a circulação de viajantes e dificulta a expansão de destinos fora dos principais eixos. “O avanço da aviação regional é condição para destravar destinos fora do eixo tradicional”, afirma. AVANÇOS E ENTRAVES No campo regulatório, algumas pautas avançaram, enquanto outras permanecem pendentes. A FBHA não conseguiu avançar, segundo Sampaio, em uma sistemática considerada adequada para a cobrança de direitos autorais nos meios de hospedagem, que continua representando um custo relevante para hotéis e pousadas. No Rio Grande do Sul, por outro lado, houve uma decisão favorável ao setor em relação à cobrança de água. O entendimento de que hotéis não devem ser tarifados como se cada apartamento fosse uma residência independente evitou, na avaliação de Sampaio, a abertura de um precedente com potencial de repercussão nacional.
A transformação do mercado de hospedagem acrescenta outra frente à agenda regulatória. O crescimento da locação por temporada no Rio de Janeiro, seguindo uma tendência já observada em São Paulo, ampliou a discussão sobre as regras aplicáveis às plataformas. A questão também envolve a relação comercial entre hotéis e grandes plataformas de reservas. A FBHA, em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), encaminhou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Ministério Público Federal questionamentos sobre reajustes unilaterais de comissões, cláusulas de paridade tarifária e critérios de ranqueamento considerados pouco transparentes. Para Sampaio, essas práticas afetam diretamente as margens dos meios de hospedagem, principalmente os independentes e de menor porte. A entidade pretende levar o tema ao Conselho Nacional de Turismo e defender uma atuação mais ativa do Ministério do Turismo na busca de um entendimento entre as partes. E em relação à locação por temporada, a defesa da FBHA é por isonomia regulatória. A entidade entende que imóveis utilizados de forma habitual e com finalidade econômica para hospedagem devem cumprir obrigações equivalentes às dos meios de hospedagem tradicionais, como cadastro no Cadastur, registro de hóspedes, normas de segurança contra incêndio, licenciamento sanitário e recolhimento de tributos. “Não pedimos a proibição de ninguém; pedimos regras iguais para quem exerce a mesma atividade”, afirma Sampaio. PERSPECTIVAS PARA 2027 Apesar das pressões sobre custos, investimento e regulação, o presidente da FBHA identifica oportunidades de crescimento no próximo ano. A principal delas está no turismo corporativo, especialmente em regiões agrícolas e cidades que concentram investimentos nos setores industrial, de mineração, geração de energia e tecnologia. O calendário eleitoral pode trazer incertezas no curto prazo, mas, segundo Sampaio, não altera o planejamento estrutural das empresas. Os eventos também devem permanecer como importante fonte de demanda, desde que o país amplie sua capacidade de receber esse mercado. “Os eventos são e continuarão sendo fundamentais e, para captá-los, precisamos de mais centros de convenções e de uma política consistente de atração de eventos internacionais”, afirma.
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IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA NO TURISMO: TUDO QUE O AGENTE DE VIAGEM PRECISA SABER SOBRE O TEMA Entre os principais pontos está o split payment, mecanismo que prevê o recolhimento automático dos tributos no momento do pagamento Foto: Magnific
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Empresas precisarão adaptar fluxo de caixa, contratos, preços e regimes tributários antes da transição
Yuri Ricci A Reforma Tributária deve alterar a gestão financeira das empresas de turismo a partir de 2027, com mudanças no recolhimento de impostos, no aproveitamento de créditos e na formação de preços. A transição começou com a Emenda Constitucional 132, aprovada em 2023, e avançou com as leis complementares 214, de 2025, e 227, de 2026. O cronograma prevê a extinção do PIS e da Cofins em 31 de dezembro de 2026. Em janeiro de 2027, entra em vigor a CBS, enquanto o IBS substituirá gradualmente ICMS e ISS entre 2029 e 2032. O novo sistema será concluído em 2033. TURISMO TERÁ REGRAS ESPECÍFICAS Para entender melhor sobre o tema, o M&E ouviu Sarina Manata, assessora da FecomercioSP,
e agora levanta os pontos mais importantes para quem trabalha no setor turístico. A alíquota de referência do novo sistema foi estimada em 28%, mas ainda não é definitiva. Para atividades turísticas enquadradas em regimes específicos, está prevista redução de 40%. Caso a estimativa de 28% seja confirmada, a alíquota correspondente seria de aproximadamente 16,8%. Hotelaria, bares, restaurantes, parques e agências de turismo estão entre as atividades contempladas pelo tratamento específico. Nas agências, a tributação deverá se concentrar na margem de intermediação e nas comissões, com possibilidade de dedução dos valores repassados a hotéis e transportadoras. As agências também poderão transferir créditos tributários aos clientes, o que pode influenciar principalmente as relações com empresas. No caso do Simples Nacional, os empreendimen-
ABAV 2026 tos precisarão avaliar os efeitos da permanência no regime ou da adoção do modelo híbrido, no qual IBS e CBS são recolhidos pelo regime regular. A decisão deverá considerar também o perfil dos clientes e fornecedores, já que empresas do regime regular podem ter maior interesse em créditos tributários. A opção pelo modelo híbrido poderá ser alterada a cada seis meses. SPLIT PAYMENT MUDA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA Previsto para começar em janeiro de 2027, o split payment deverá ser aplicado inicialmente de forma facultativa a determinadas operações B2B realizadas por meios eletrônicos. O mecanismo separa automaticamente o valor destinado aos tributos no momento do pagamento e o encaminha ao Fisco. Na prática, a mudança reduz o período em que esses recursos permanecem disponíveis no caixa da empresa. Por isso, será necessário revisar projeções de fluxo de caixa e capital de giro. O sistema também altera a lógica dos créditos tributários. O aproveitamento estará vinculado ao efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor, aumentando a necessidade de acompanhamento da situação fiscal das empresas parceiras. A adaptação deverá envolver áreas como financeiro, compras, vendas e tecnologia, além da atualização dos sistemas responsáveis pela emissão e conferência de documentos fiscais. PREÇOS E CONTRATOS TAMBÉM PRECISARÃO SER REVISADOS A nova estrutura tributária deverá impactar a formação de preços e contratos de longo prazo. As empresas terão que recalcular custos e avaliar cláusulas que considerem alterações na carga tributária, especialmente em contratos firmados antes da transição. Para 2027, a recomendação apresentada por Sarina Manata é que as empresas não utilizem diretamente a estimativa de 28% como referência, já que a CBS será o principal novo tributo naquele momento. Para planejamento, foi sugerida uma projeção próxima de 9% para a CBS, a ser comparada com a estrutura tributária atual. Também será necessário revisar a classificação dos serviços e os códigos utilizados nos documentos fiscais, já que diferentes atividades do turismo poderão receber tratamentos distintos. As associações sem fins lucrativos também foram incluídas na análise. Contribuições asso-
ciativas estatutárias sem caráter de contraprestação e destinadas à manutenção das entidades permanecem fora da incidência do IBS e da CBS, desde que atendidos os requisitos legais. Já serviços prestados mediante contraprestação, especialmente a não associados, podem exigir avaliação específica. Com a aproximação da transição, a Reforma Tributária passa a exigir das empresas de turismo mais do que uma adaptação contábil. Fluxo de caixa, créditos, fornecedores, contratos, preços, sistemas e regime tributário deverão entrar no planejamento ainda em 2026. IATA ALERTA PARA IMPACTOS NA AVIAÇÃO BRASILEIRA A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) defende junto ao Governo Federal que a implementação da Reforma Tributária preserve a conectividade aérea internacional, mantenha a competitividade do Brasil no mercado global de aviação e assegure um ambiente favorável à continuidade dos investimentos no setor. De acordo com a entidade, a implementação da Reforma Tributária deve ser compatível com as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil e com os princípios que historicamente orientam a aviação civil internacional. Instrumentos regulatórios já existentes podem contribuir para garantir segurança jurídica durante a transição e, ao mesmo tempo, apoiar os objetivos de simplificação e modernização do novo sistema tributário. Nesse contexto, à medida que avançam as regulamentações da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a indústria aérea incentiva as autoridades a adotarem medidas que preservem a atratividade do mercado brasileiro para operações e investimentos internacionais. Confira abaixo três pontos levantados pela associação: 1. Preservar a neutralidade fiscal do transporte aéreo internacional O transporte aéreo internacional deve continuar sendo reconhecido como uma exportação de serviços, mantendo o tratamento tributário historicamente adotado em consonância com os princípios consolidados da aviação internacional e com as práticas observadas em diversas jurisdições. Caso a neutralidade fiscal plena não seja viável, mecanismos alternativos, como a aplicação de alíquota zero, devem ser considerados para evitar aumentos de custos que possam com-
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ABAV 2026 prometer a conectividade, a competitividade do país e os investimentos no setor. 2. Garantir uma implementação compatível com a realidade da aviação internacional O modelo de implementação deve refletir as características próprias da atividade aérea internacional, incluindo sistemas globais de reservas, bilhetagem, liquidação financeira, faturamento e conformidade regulatória. As regras devem ser claras, previsíveis e compatíveis com padrões internacionalmente reconhecidos pelo setor. 3. Adotar soluções específicas de conformidade para a aviação Quando houver desafios setoriais específicos, as autoridades devem considerar medidas proporcionais, incluindo requisitos diferenciados de conformidade, cronogramas de implementação escalonados e maior flexibilidade regulatória. Atenção especial deve ser dedicada aos requisitos de documentação fiscal eletrônica e às obrigações acessórias correlatas, de forma a evitar interrupções operacionais e custos administrativos desnecessários. “A Reforma Tributária representa uma oportunidade histórica para aprimorar o ambiente de negócios e tornar o sistema tributário brasileiro mais eficiente. Durante nossas reuniões em Brasília, foram alinhadas diversas frentes de cooperação entre governo e setor privado, incluindo intercâmbio de dados, elaboração de contribuições técnicas e participação em seminários e oficinas. Seguimos comprometidos com um diálogo permanente com o Governo Federal, especialmente com o Ministério da Fazenda, para contribuir para uma implementação bem-sucedida da reforma e para a construção de soluções que fortaleçam a conectividade internacional e a competitividade do Brasil”, afirma Peter Cerdá, vice-presidente Regional para as Américas da IATA. As companhias aéreas alocam capacidade e investimentos em mercados globais altamente concorrenciais, tornando essenciais a previsibilidade regulatória, a eficiência operacional e a atratividade do ambiente de negócios. Em um momento de forte expansão do tráfego internacional no Brasil, impulsionado pela recuperação da demanda e pelo crescimento do turismo, é fundamental que a implementação da Reforma Tributária evite criar distorções que aumentem custos, ampliem a complexidade operacional ou reduzam a segurança jurídica necessária para decisões de longo prazo.
Foto: Magnific
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Novo sistema de recolhimento, mudanças nos créditos e alíquota estimada de 28% devem alterar planejamento financeiro e formação de preços no setor
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BRAZTOA VÊ MERCADO DE VIAGENS RESILIENTE, MAS PRESSIONADO POR CUSTOS E CENÁRIO EXTERNO Levantamento da Braztoa mostra que 60,7% das operadoras avaliaram o primeiro semestre como bom ou excelente Foto: Eric Ribeiro - M&E
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Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa
Ana Azevedo O mercado de operadoras de turismo encerrou o primeiro semestre de 2026 com estabilidade e crescimento moderado, segundo avaliação da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo). De acordo com o Boletim Braztoa 2026 – 1º semestre, 60,7% das empresas classificaram o desempenho do período como bom ou excelente. Nas férias de julho, cerca de 71% registraram volume de embarques igual ou superior ao de 2025. Os resultados foram semelhantes nos mercados nacional e internacional. No primeiro semestre, 76% das operadoras tiveram vendas domésticas dentro ou acima do esperado, enquanto 71,3% registraram o mesmo desempenho nas viagens internacionais. Para Marina Figueiredo, presidente executiva
da Braztoa, os resultados refletem a manutenção da demanda mesmo diante da pressão sobre custos, das oscilações econômicas e cambiais e das instabilidades geopolíticas. “O mercado segue resiliente e com boas oportunidades. Entramos no segundo semestre com uma perspectiva favorável: 50% das operadoras informaram que o ritmo de vendas está acima ou muito acima do registrado no mesmo período de 2025. É um cenário positivo, mas que exige acompanhamento permanente das eleições, da economia, do câmbio, da conectividade aérea e dos conflitos internacionais”, afirma. Apesar dos bons números, o cenário exige maior capacidade de gestão das empresas. Entre os principais fatores de preocupação apontados pelas operadoras estão os conflitos no Oriente Médio, citados por 85,7% delas, seguidos pelos preços das passagens aéreas, com 67,9%, pela economia brasileira, com 64,3%, e pela instabilidade política em destinos ou mercados emissores, com 57,1%. A avaliação da entidade é que os efeitos do cenário externo já ultrapassam questões relacionadas à demanda e atingem rotas, conectividade e custos da operação. Ao mesmo tempo, o consumidor passou a observar com mais atenção preço, custo-benefício e condições de pagamento. “O mercado está em uma fase em que crescer exige mais estratégia, eficiência e capacidade de adaptação”, diz. CONSUMIDOR MUDA O PERFIL Os dados do primeiro semestre também indicam mudanças no comportamento do viajante. Segundo a Braztoa, o consumidor continua sensível ao preço, mas a decisão de compra passou a considerar outros componentes, como personalização, exclusividade, conveniência e afinidade
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COPA AIRLINES AMPLIA PANAMÁ STOPOVER E TRANSFORMA CONEXÃO EM OPORTUNIDADE DE VIAGEM Mais tempo para conhecer o Panamá, benefícios exclusivos para o passageiro e um novo argumento de venda para o agente de viagens Aquela conexão que antes era apenas uma pausa entre dois voos pode se transformar em mais um destino no roteiro do seu cliente. Com o Panamá Stopover, da Copa Airlines, o passageiro que viaja pelas Américas pode incluir uma estadia no Panamá durante sua conexão, sem custo adicional na tarifa aérea, e agora por até 15 dias – mais que o dobro do limite anterior, de sete dias. A novidade amplia as possibilidades para o agente de viagens oferecer uma experiência mais completa ao seu cliente. Em vez de apenas passar pelo Panamá a caminho do destino final, o viajante pode aproveitar a conexão para conhecer o país e combinar dois destinos em uma mesma viagem. “Ampliar o Panamá Stopover é uma forma de convidar os viajantes a descobrirem tudo o que o Panamá tem a oferecer, seja do ponto de vista cultural, gastronômico ou de negócios, e, ao mesmo tempo, dar ao agente de viagens mais uma oportunidade de agregar valor ao roteiro do seu cliente”, explica Valéria Padilla, gerente de Marketing da Copa Airlines. UM BENEFÍCIO QUE O AGENTE PODE OFERECER NA VENDA O Panamá Stopover deve ser solicitado no momento da compra da passagem, seja na ida ou na volta. A permanência no país deve ser de, no mínimo, 24 horas, e o único custo adicional são as taxas de entrada e saída do Panamá, de aproximadamente US$ 50 por passageiro. Na prática, o programa permite ao agente apresentar uma alternativa simples para enriquecer o roteiro do cliente, sem alterar a tarifa aérea: o PUBLIEDITORIAL
passageiro mantém a viagem para seu destino final e ainda tem a possibilidade de incluir o Panamá como parte da experiência. UM PROGRAMA QUE JÁ MOSTRA FORÇA A procura pelo Panamá Stopover vem crescendo de forma consistente. Em 2025, o programa registrou 215 mil visitantes, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. E o ritmo se mantém em 2026: somente no primeiro semestre, o programa já ultrapassou 132 mil visitantes, um crescimento de 38% em comparação com o mesmo período de 2025. Os números reforçam a evolução do Stopover e mostram que o programa vem ganhando espaço como uma ferramenta para ampliar as possibilidades de viagem oferecidas pelos agentes. UMA OPORTUNIDADE PARA O AGENTE DE VIAGENS O Panamá Stopover representa mais do que um benefício ao passageiro. É uma ferramenta que pode apoiar na oferta de um roteiro adicional ao cliente, transformando uma simples conexão em uma oportunidade única de conhecer um novo destino. Além de ampliar o tempo de permanência no Panamá, o programa traz uma proposta diferenciada: dois destinos em uma mesma viagem, aproveitando a conectividade da Copa Airlines pelo Hub das Américas®. Na próxima vez que seu cliente tiver uma conexão no Panamá, a pergunta pode ser outra: por que apenas conectar, se é possível conhecer?
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ABAV 2026 com determinados interesses. Produtos premium e de luxo cresceram para 64% das operadoras, enquanto produtos personalizados ou sob medida avançaram para 52%. Os cruzeiros também apresentaram crescimento, alcançando 52,6% das empresas, sem registros de queda no período. A leitura da entidade é que o mercado está mais segmentado e reúne consumidores com diferentes motivações e capacidades de gasto. Nesse contexto, o papel das operadoras passa pela curadoria de produtos e pela combinação entre conhecimento de mercado, segurança e adequação das experiências aos diferentes perfis de viajantes. TRIBUTAÇÃO VIRA PRIORIDADE Entre as pautas acompanhadas pela Braztoa em 2026, a Reforma Tributária é apontada pela entidade como a principal. A associação participa das discussões sobre a regulamentação da CBS e do IBS e defende que as regras considerem as características do modelo de negócios de agências e operadoras de turismo. A entidade também atua nas discussões relacionadas ao Bilhete de Passagem Eletrônico (BP-e) e seus efeitos sobre a comercialização de serviços turísticos. Com o avanço da regulamentação, a atuação passou a incluir iniciativas de preparação das empresas para a transição, como um guia sobre o novo modelo fiscal e workshops voltados às operadoras e agências distribuidoras. O material reúne orientações sobre regime tributário, empresas do Simples Nacional, notas fiscais de comissionamento, BP-e, compartilhamento de informações com o Fisco e cuidados relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Não podemos perder de vista que nosso papel é representar, mas também preparar as empresas para tomar decisões melhores em um cenário que muda rapidamente”, afirma. A agenda institucional inclui ainda a defesa de regras consideradas mais equilibradas para o mercado. Em agosto, a Braztoa publicou um comunicado sobre ofertas de viagens sem confirmação efetiva de elementos essenciais da contratação e sobre produtos com transporte aéreo comercializados além do horizonte de inventário disponibilizado pelas companhias aéreas. “Toda inovação é bem-vinda e novos modelos de negócio fazem parte da evolução do mercado, desde que exista e esteja acompanhada de transparência, responsabilidade, segurança, clareza
sobre o que está sendo ofertado e respeito às regras que sustentam as relações de consumo. Defender as operadoras também significa trabalhar por um mercado ético, confiável e equilibrado, que proteja consumidores, agências, fornecedores e as empresas comprometidas com as boas práticas”, afirma. Além da representação institucional, a associação tem ampliado iniciativas de capacitação e inteligência para os associados, com workshops, sessões técnicas e estudos como o Anuário Braztoa, o Boletim Braztoa e o Olhar Braztoa. “Nosso objetivo é que a nossa atuação não termine na defesa de uma pauta. É também traduzir temas complexos em informação, orientação e ferramentas que permitam nossos associados se anteciparem, tomarem decisões e se prepararem para as mudanças que estão por vir ”, aponta Figueiredo. TURISMO DIANTE DO CLIMA A agenda de sustentabilidade da Braztoa também passou a incorporar de forma mais direta a adaptação aos eventos climáticos extremos. Para a entidade, o impacto das mudanças no clima sobre o turismo já alcança a operação, com possíveis efeitos sobre voos, rodovias, atrativos, abastecimento de água e energia, custos e sazonalidade. A avaliação é que empresas e destinos precisam combinar redução de impactos ambientais com medidas de adaptação, como gestão de riscos, protocolos de contingência, diversificação de produtos e temporadas e integração com o poder público. “Falar de sustentabilidade no turismo hoje também significa falar de resiliência. Precisamos pensar não apenas em como reduzir a nossa pegada, mas em como preparar a cadeia para os impactos que já estamos vivendo. Isso envolve planejamento, gestão de riscos, protocolos de contingência, infraestrutura adequada, diversificação de produtos e temporadas, repensar a ofer ta e as experiências diante da atual realidade, e maior integração entre empresas, destinos e poder público. A inteligência climática deve ocupar espaço ao lado da inteligência comercial, de mercado e de dados”, analisa. As operadoras, segundo Figueiredo, podem atuar nesse processo por meio da seleção de fornecedores, da inclusão de critérios de sustentabilidade e resiliência na contratação e da diversificação de produtos e períodos de viagem.
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WTTC PREVÊ US$ 12 TRILHÕES DO TURISMO NO PIB MUNDIAL EM 2026 Setor deve movimentar US$ 7,9 trilhões em gastos e gerar 376 milhões de empregos ao longo do ano Foto: Natália Strucchi - M&E
Gloria Guevara, CEO do WTTC
Ana Azevedo O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) prevê que a contribuição de Viagens e Turismo para o PIB mundial chegará a US$ 12 trilhões em 2026, com crescimento de 3,2%, acima da expansão projetada de 2,4% para a economia global. A estimativa foi apresentada pela presidente do conselho, Gloria Guevara. A projeção equivale a 9,9% do PIB mundial. O WTTC estima ainda que o setor será responsável por 376 milhões de empregos em 2026, alta de 11,1%. A previsão, no entanto, ainda será revisada. Para 2026, a entidade projeta US$ 2,1 trilhões em gastos internacionais e US$ 5,8 trilhões em gastos domésticos. As viagens de lazer devem responder por US$ 6,3 trilhões, enquanto as de negócios devem movimentar US$ 1,5 trilhão. No recorte de gastos, o turismo internacional deve representar 26,5% do total, com crescimento anual de 3,7%, enquanto o doméstico terá participação de 73,5%, com alta de 2,9%. As via-
gens de lazer responderão por 80,5% dos gastos, ante 19,5% das viagens de negócios. WTTC APRESENTA NOVOS INDICADORES Para ampliar o acompanhamento da atividade, o WTTC passa a monitorar dois novos indicadores. O primeiro mede a contribuição direta de Viagens e Turismo para o PIB, sem considerar efeitos indiretos e induzidos ou investimentos realizados no país. A métrica considera os gastos diretamente relacionados à atividade, como os feitos em hotéis, agências de viagens e companhias aéreas. “E por que estamos destacando este ranking de contribuição direta? Porque nós medimos a contribuição total, mas muitos países e governos medem a contribuição direta”, explicou Guevara. Em 2025, os Estados Unidos lideraram o ranking, com US$ 885,8 bilhões, seguidos por China, com US$ 434,8 bilhões, e Alemanha, com US$ 202,9 bilhões. O México ficou em quarto, com US$ 149,4 bilhões. França, Espanha, Itália,
ABAV 2026 Reino Unido, Japão e Índia completam as dez primeiras posições. O segundo indicador acompanha os gastos com viagens de lazer, considerando turismo doméstico e internacional. Os Estados Unidos também lideraram, com US$ 1,25 trilhão, seguidos por China, com US$ 833,3 bilhões, Alemanha, com US$ 449,8 bilhões, e México, com US$ 237,9 bilhões. A Índia aparece em quinto lugar, com US$ 222,4 bilhões. França, Japão, Reino Unido, Espanha e Itália completam a lista. “É muito interessante quando nos concentramos nas viagens de lazer, porque aqui entram o turismo nacional e o turismo internacional, além dos gastos com viagens de lazer e de ócio, tanto em viagens nacionais quanto internacionais”, disse Guevara. Segundo a presidente do WTTC, o desempenho da Índia está relacionado principalmente ao volume de viagens domésticas. “A Índia tem uma grande quantidade de viagens domésticas, que vêm crescendo muito. As viagens internacionais ainda não crescem tanto, mas, por exemplo, isso se reflete aqui: as pessoas estão viajando muito a lazer.” A entidade informou que dispõe de dados de todos os países e que os indicadores serão monitorados nos próximos anos, com possibilidade de inclusão de outros segmentos de viagens. PRINCÍPIOS PARA INVESTIMENTOS O WTTC também apresentou sete princípios para orientar governos na criação de condições para investimentos turísticos. Os países que adotarem as medidas poderão receber o selo Destination Ready, criado pela entidade para reconhecer destinos que atendam aos critérios. A lista inclui segurança jurídica e estabilidade regulatória; balcão único para investimentos; integração entre governo, iniciativa privada, comuFoto: Pixabay
nidades e investidores; incentivos fiscais e de investimento competitivos; compromisso do chefe de Estado com o turismo; planos diretores de destinos com projetos definidos; e crescimento sustentável da demanda e do potencial de mercado. Segundo Guevara, a segurança jurídica deve proporcionar previsibilidade aos investidores e confiança para compromissos de longo prazo. Já o balcão único deve concentrar processos e reduzir a burocracia relacionada aos projetos. O conselho também defende que as estratégias para o setor sejam construídas conjuntamente por governos e iniciativa privada. “Os governos que elaboram suas estratégias sem o setor privado, ou o setor privado que elabora suas estratégias sem o governo, não funcionam. É fundamental considerar o setor privado, o setor público, as comunidades e os investidores nessas estratégias turísticas para que elas tenham sucesso.” Entre os demais critérios estão estruturas fiscais e de financiamento capazes de melhorar a viabilidade dos projetos e um compromisso visível dos chefes de Estado com o turismo. O WTTC também recomenda planos diretores que indiquem áreas e projetos aptos a receber investimentos. “Quando existe um planejamento dos destinos, é muito mais fácil explorar e aproveitar essas oportunidades de investimento claramente definidas, nas áreas em que existe necessidade”, afirmou Guevara. O último princípio trata do crescimento sustentável, considerando conectividade, demografia, demanda de mercado e disponibilidade de mão de obra qualificada. O WTTC pretende reconhecer os governos que cumprirem os sete critérios e apresentar os destinos a executivos e investidores acompanhados pela entidade.
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COPA DO MUNDO FEMININA NO BRASIL MOVIMENTARÁ QUASE R$9 BILHÕES NA ECONOMIA A estimativa é que sejam criados 73,7 mil postos de trabalho e arrecadação tributária de R$ 928 milhões Beatriz Waehneldt A Copa do Mundo Feminina FIFA 2027 irá movimentar cerca de R$8,8 bilhões na economia do Brasil. O cálculo consta no estudo elaborado pela FGV Projetos, a pedido da Embratur, que sinaliza os impactos econômicos referentes ao período de preparação e execução do torneio no país. O levantamento indica ainda um incremento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a 0,03% do total da economia nacional (base 2025). Os dados preveem a criação de 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos, a distribuição de R$ 4,5 bilhões em rendimentos (salários e lucros) e uma arrecadação tributária estimada em R$ 928 milhões para os cofres públicos. O diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, destaca a dimensão do torneio ao compará-lo com o atual ecossistema de eventos no país: “Em 2025, o conjunto dos dez maiores eventos esportivos recorrentes do país movimentou, somado, R$ 4,56 bilhões. Quando olhamos para a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, entendemos a verdadeira magnitude desse megaevento. Sozinhos, os impactos chegam a R$ 8,8 bilhões. Estamos falando de um único torneio que vai movimentar praticamente o dobro do valor gerado por todo o calendário de elite recorrente nacional.” Para o professor da FGV e coordenador do estudo, Luiz Gustavo Barbosa, a realização do torneio eleva o patamar reputacional do país de forma inédita. “Em menos de 15 anos, o Brasil se tornará um dos raríssimos países a ter sediado a tríade dos maiores eventos do planeta (Copa 2014, Olimpíadas 2016 e Copa Feminina 2027), carimbando um selo de excelência definitiva na captação de turismo internacional”, destaca o pesquisador. IMPACTO NA ECONOMIA O volume financeiro total divide-se em dois eixos. O primeiro, referente ao impacto do público, está estimado em R$ 4,7 bilhões. O cálculo tem como base a expectativa de fluxo de 2 milhões de pessoas (residentes e turistas) durante o mês da competição. Conforme os dados, este volume é capaz de sustentar
Foto: Magnific
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Estimativa é que sejam criados 73,7 mil postos de trabalho e arrecadação tributária de R$ 928 milhões
45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e recolher R$ 516 milhões em impostos federais, estaduais e municipais. O segundo eixo detalha os investimentos para a organização do torneio, que devem gerar um impacto total de R$ 4,1 bilhões na economia. A lógica parte do orçamento global da competição, fixado pela FIFA em US$ 800 milhões. Desse total, 43% (US$ 344 milhões) destinam-se ao pagamento de premiações internacionais e não entram na conta nacional. O montante restante, ao ser convertido, representa uma injeção direta de R$ 2,3 bilhões no mercado local para o custeio de logística, transmissão, segurança e saúde, sustentando cerca de 28 mil vagas de trabalho. A projeção dos impactos foi calculada com base na metodologia de Matriz de Insumo-Produto (MIP), reconhecida internacionalmente por capturar os efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia.
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BRASIL TEM 17,9 MILHÕES DE PESSOAS COM PERFIL VIAJANTE; 8 EM CADA 10 BUSCAM MILHAS Levantamento da Serasa Experian revela um público mais qualificado financeiramente e mais planejado na forma de consumir viagens Foto: ChatGPT / IA
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Em 2026, os viajantes brasileiros reforçam a busca por economia e conveniência digital
Natália Strucchi O Brasil tem 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante, segundo novo levantamento da área de Marketing Solutions da Serasa Experian. Realizado por meio do Insights Hub, plataforma que transforma dados comportamentais, socioeconômicos, de afinidade e de capacidade de pagamento em inteligência acionável para marcas, o estudo identifica audiências estratégicas e apoia campanhas mais precisas. Embora o total tenha recuado 6% em relação à edição de 2025, quando o levantamento era de 19 milhões de brasileiros, o estudo revela um público mais qualificado finan-
ceiramente e mais planejado na forma de consumir viagens. Em 2026, os viajantes brasileiros reforçam a busca por economia e conveniência digital: 8 em cada 10 têm afinidade com resgate de milhas, número quase duas vezes maior frente a 2025. Já os “caçadores de desconto” representam 53,9% do público com propensão a viajar, avanço de 22,1 p.p. em relação ao ano anterior. O comportamento online também segue consolidado, com 91,7% demonstrando propensão a compras digitais, patamar praticamente estável ante 2025 (92,2%) e que mantém o digital como canal central para pesquisa, comparação e contratação de serviços de turismo. “Os dados indicam que o viajante brasileiro está mais estratégico na forma de consumir turismo, planejando melhor suas escolhas, comparando oportunidades e combinando conveniência digital com a busca por benefícios, como milhas e descontos. Para as marcas, esse comportamento reforça a importância de ir além da afinidade com viagens e usar inteligência de dados para entender capacidade de pagamento, momento de consumo e preferências, criando ofertas mais relevantes, personalizadas e com maior potencial de conversão”, afirma a CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto. Segundo a executiva, o crescimento dos perfis que buscam descontos e fazem resgate de milhas indica um consumidor mais planejado e abre oportunidades para companhias aéreas, redes hoteleiras, agências, plataformas de turismo e programas de fidelidade. “Hoje, não basta identificar quem tem intenção de viajar. É preciso entender como esse consumidor se comporta, qual é sua capacidade de pagamento e quais benefícios fazem sentido para ele. Esse olhar permite
ABAV 2026 que marcas criem campanhas mais eficientes, reduzam dispersão de mídia e aumentem a chance de conversão com ofertas realmente relevantes”, complementa a executiva da datatech. PERFIL GERACIONAL BRASILEIRO FICA MAIS MADURO EM 2026 A análise etária mostra que os Millenials (geração Y) seguem como os mais representativos entre os viajantes, com 39,5% da base em 2026, apesar da leve queda de 1,1 p.p. frente ao ano anterior. Já a Geração X avançou de 25,0% para 26,4%, e os Boomers, de 13,4% para 15,5%, enquanto a Geração Z recuou 2,2 p.p. O comparativo indica uma maior presença de públicos maduros, perfil que tende a combinar mais estabilidade financeira e planejamento na hora de viajar O recorte financeiro dos viajantes em 2026 mostra uma base heterogênea, com espaço tanto para ofertas acessíveis quanto para produtos de maior valor agregado. Embora a maior faixa de renda seja a de consumidores com ganhos acima de R$ 10 mil mensais, que representam 32,5% do público analisado, a capacidade de pagamento mostra um comportamento mais distribuído:
38,8% têm disponibilidade de até R$ 1 mil, enquanto 25,3% apresentam capacidade acima de R$ 5 mil. Segundo Giroto, os dados indicam que renda mais alta não elimina a busca por planejamento, comparação e adequação da oferta ao orçamento disponível. Essa combinação reforça a importância de segmentar o público viajante para além do interesse em turismo. De um lado, mais da metade (53,3%) tem capacidade de pagamento de até R$ 2 mil, o que abre espaço para campanhas com foco em pacotes promocionais, parcelamento, milhas e benefícios. De outro, quase quatro em cada dez viajantes têm renda acima de R$ 8 mil, o que favorece estratégias voltadas a experiências premium, viagens internacionais, hospedagens diferenciadas e ofertas personalizadas. A pesquisa “Perfil Viajante 2026” foi realizada com base em uma amostra de 17.875.489 pessoas com perfil viajante, em uma base de mais de 188 milhões de CPFs. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de capacidade de pagamento por meio do Insights Hub, solução de inteligência da Serasa Experian.
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GERAÇÃO Z TRANSFORMA O MERCADO DE VIAGENS DE INCENTIVO Jovens demonstram menor adesão aos formatos tradicionais de viagens em grupo e maior interesse por experiências que ofereçam possibilidade de escolha Beatriz do Vale
Foto: ChatGPT / IA
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A Geração Z tem levado empresas e organizadores a repensarem a forma como os profissionais são reconhecidos no ambiente corporativo, especialmente por meio das viagens de incentivo. O movimento, impulsionado pelas mudanças no perfil dos trabalhadores mais jovens, tem chamado a atenção da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), que acompanha a transformação na maneira como esses profissionais, nascidos entre 1997 e 2012, se relacionam com esse tipo de premiação. Estudo mostra que as viagens individuais aparecem como a modalidade mais atrativa A discussão ganhou força para a Geração Z após a apresentação de um estudo da Society for Incentive Travel Excellence tas, os resultados mostram que a discussão não (SITE) e da Maritz, com apoio da rede de hotéis Hil- está relacionada à atratividade das viagens de inton e da SITE Foundation, durante a IMEX Frankfurt, centivo, mas à necessidade de adaptar os prograuma das principais feiras globais da indústria de mas às expectativas dos novos profissionais: “A eventos e viagens de incentivo, realizada em maio pesquisa prova que a viagem continua sendo uma na Alemanha. das recompensas mais valorizadas pela Geração A pesquisa ouviu mil profissionais que tiveram Z. O que muda é a forma como essa experiência oportunidade real de conquistar uma viagem de deve ser construída. Os profissionais mais jovens incentivo nos últimos três anos e analisou como buscam maior flexibilidade e personalização, quediferentes gerações respondem a esse tipo de pre- rem ter a opção de escolher os destinos e as expemiação. riências”. Segundo o levantamento, as viagens continuam entre as recompensas mais valorizadas por profisGERAÇÃO SEM GRUPOS sionais de todas as idades. Quando o recorte é feito O estudo mostrou que as viagens individuais sobre a Geração Z, no entanto, surgem diferenças aparecem como a modalidade mais atrativa para a importantes em relação às gerações anteriores. Geração Z. Os dados também indicam que a forma Embora os jovens continuem atribuindo valor às como os programas são estruturados exerce papel viagens de incentivo, demonstram menor adesão decisivo no engajamento desse público. aos formatos tradicionais de viagens em grupo e Questões relacionadas à autonomia, à personalimaior interesse por experiências que ofereçam zação da experiência e à adaptação às necessidapossibilidade de escolha. des individuais ganham relevância na avaliação dos Para a vice-presidente da Alagev, Luciana Dan- participantes.
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CENSO ABAV: MAIS DE 92% DAS AGÊNCIAS SÃO MICRO E PEQUENAS EMPRESAS As microempresas lideram com 45,3% da amostra, seguidas pelas empresas de pequeno porte (24,7%) e pelos microempreendedores individuais (22,4%) Janaina Brito A Abav Nacional divulgou os resultados do Censo Abav 2025, estudo inédito que traça um panorama atualizado do perfil das agências de viagens brasileiras. Coordenado com supervisão técnica da professora e pesquisadora da USP Mariana Aldrigui, o levantamento confirma a relevância das agências como agentes centrais na organização, curadoria e viabilização das experiências turísticas no país. Segundo a presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Dias Medeiros de Souza, o estudo reforça a importância de dados qualificados para impulsionar a competitividade e a profissionalização do mercado. “Ao mapear nossa realidade, criamos bases sólidas para um futuro mais profissional, inovador e sustentável”, afirmou. Os resultados mostram um setor predominantemente formado por micro e pequenas empresas, que representam mais de 92% das agências participantes. As microempresas lideram com 45,3% da amostra, seguidas pelas empresas de pequeno porte (24,7%) e pelos microempreendedores individuais (22,4%). O levantamento também destaca a maturidade do segmento: 78,4% das empresas estão em atividade há mais de cinco anos, demonstrando capacidade de adaptação e resistência diante de diferentes ciclos econômicos. Outro destaque do Censo Abav é a transformação do papel das agências de viagens. Embora segmentos tradicionais, como Sol e Praia e Turismo Cultural e Histórico, continuem entre os mais relevantes, o mercado avança de um modelo focado na intermediação para uma atuação baseada na curadoria de experiências. Entre os nichos com maior potencial de crescimento estão o Turismo de Natureza e Ecoturismo, impulsionado pela busca por experiências sustentáveis; as experiências de Luxo e Gastronomia, voltadas à personalização e ao relacionamento de longo prazo com os clientes; e o Turismo de Celebração, especialmente nos segmentos de casamentos e luas de mel. INDICAÇÃO AINDA É FERRAMENTA PODEROSA O estudo também aponta que a recomendação boca
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Os resultados mostram um setor predominantemente formado por micro e pequenas empresas
a boca permanece como uma das ferramentas de comunicação mais eficazes e geradoras de credibilidade para o setor, ao mesmo tempo em que evidencia a evolução da presença digital das empresas. As perspectivas para os próximos 12 meses indicam um mercado mais estruturado e otimista, com destaque para o Nordeste como uma das regiões de maior expectativa de expansão do turismo doméstico. De acordo com as conclusões do levantamento, o setor de agenciamento de viagens substituiu a euforia observada em períodos anteriores por um otimismo mais pragmático. As agências demonstram confiança na continuidade da demanda por viagens, mas combinam planos de crescimento com uma gestão financeira mais rigorosa, buscando preservar margens e garantir a sustentabilidade dos negócios no longo prazo. METODOLOGIA DO CENSO ABAV A pesquisa foi realizada entre agosto e novembro de 2025 por meio de formulário eletrônico disponibilizado às empresas associadas. Ao todo, 697 agências de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal participaram do levantamento. Para a Abav Nacional, a abrangência da amostra fortalece o Censo como uma importante ferramenta de inteligência de mercado e apoio à tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento do setor.
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EXTRAVIO DE BAGAGENS CAI 23%, MAS AINDA GERA PREJUÍZO DE US$ 6,3 BILHÕES À AVIAÇÃO Os dados, relativos ao ano de 2025, fazem parte da 20ª edição do relatório Baggage IT Insights, da SITA Giulia Jadim O setor aéreo alcançou em 2025 seu melhor desempenho desde o início da pandemia na gestão de bagagens, impulsionado pelo avanço da transformação digital. Mesmo diante do crescimento da demanda global por viagens, a taxa de extravio caiu 23%, atingindo 4,9 ocorrências por mil passageiros, enquanto o volume total de malas extraviadas recuou 19%, para 24 milhões de unidades. Os dados fazem parte da 20ª edição do relatório Baggage IT Insights, da SITA. No ano passado, cerca de 5 bilhões de passageiros viajaram pelo mundo, ante 4,8 bilhões em 2024. Apesar da melhora, o extravio de bagagens continua representando um desafio financeiro significativo para a indústria. Segundo o estudo, o problema gerou um custo de US$ 6,3 bilhões em 2025, equivalente a aproximadamente 15% do lucro total do setor aéreo. O levantamento também atualiza um indicador histórico do segmento. O custo médio por bagagem extraviada passou a ser estimado em US$ 260, substituindo a antiga referência de US$ 150, considerada defasada. Considerando que o lucro líquido médio das companhias aéreas é de apenas US$ 8 por passageiro, uma única mala extraviada pode anular o resultado financeiro de mais de 30 assentos vendidos. Cinco ocorrências, segundo a SITA, são suficientes para eliminar o lucro de um voo inteiro. Na América do Sul, o custo médio por bagagem extraviada é de US$ 240, incluindo indenizações, valor inferior à média global e o terceiro menor entre todas as regiões analisadas. Embora o relatório não apresente uma taxa específica de extravios para os países sul-americanos, a taxa consolidada das Américas ficou em 5,6 bagagens por mil passageiros. De acordo com a SITA, a evolução registrada em 2025 não é resultado de uma única inovação, mas da integração de diferentes tecnologias que passaram a operar de forma conectada. Compartilhamento de dados em tempo real, roteamento baseado em inteligência artificial, despacho biométrico de bagagens e dispositivos conectados dos próprios passageiros estão entre os fatores que contribuíram para o avanço. “A bagagem está deixando de ser um problema logístico para se tornar um serviço digital”, ressalta Nicole Hogg, diretora de portfólio de bagagem da SITA.
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O extravio de bagagens continua representando um desafio financeiro significativo para a indústria
“Os passageiros querem saber onde está sua mala a todo momento e estão cada vez mais dispostos a nos ajudar a rastreá-la. A próxima fase consiste em levar a tecnologia que já temos para cada transferência, agente de bagagem e aeroporto, oferecendo maior visibilidade e conectando todas as etapas da viagem. É assim que o setor conquista a confiança que os viajantes agora esperam”. CONEXÕES SEGUEM COMO PRINCIPAL DESAFIO Embora os indicadores tenham evoluído, ainda existem gargalos importantes na operação. As bagagens atrasadas respondem por aproximadamente 70% do custo total associado aos extravios, principalmente devido às despesas com localização, redirecionamento e entrega aos passageiros. Nos casos de bagagens perdidas ou danificadas, até 70% dos custos estão relacionados ao pagamento de indenizações. As conexões continuam sendo o principal fator de falhas operacionais, representando 39% dos casos registrados em 2025 — uma leve melhora em relação aos 41% observados no ano anterior.
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DO LUXO À EXPERIÊNCIA: VIAJANTE DE ALTO PADRÃO BUSCA CONEXÃO E PERSONALIZAÇÃO Exclusividade dá espaço a viagens mais autênticas, com bem-estar, propósito e serviços desenhados para cada perfil de viajante Foto: Magnific
O viajante de luxo quer viver uma experiência que tenha significado para ele, que seja autêntica
Yuri Ricci O turismo de luxo atravessa um momento de transformação no Brasil. Mais do que ampliar a oferta de serviços exclusivos, o segmento acompanha uma mudança na maneira como os viajantes definem uma experiência de alto padrão. Segundo Camilla Barretto, CEO da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), o luxo está cada vez menos relacionado à ostentação e mais associado a tempo, privacidade, personalização, bem-estar e acesso a experiências que não podem ser facilmente reproduzidas. A mudança ocorre em um momento de crescimento do turismo brasileiro. Na avaliação de Camilla, o país vive um ciclo positivo, com resultados históricos e aumento da demanda internacional. O desafio, agora, está em transformar esse crescimento em maior competitividade, permanência mais longa e geração de valor para destinos e comunidades. Nesse cenário, o viajante de maior poder aquisitivo passa a buscar uma relação mais profunda com
o território. Natureza, gastronomia, cultura local e bem-estar aparecem entre os elementos que ganham relevância na construção das viagens. DO LUXO MATERIAL AO LUXO EXPERIENCIAL Uma das principais mudanças observadas por Camilla está na própria definição de luxo. Se antes o segmento era frequentemente associado a produtos, estruturas e serviços de alto padrão, a experiência passou a ocupar o centro da decisão. Segundo a CEO da BLTA, o viajante busca cada vez mais autenticidade e conexão com o destino. Em vez de simplesmente conhecer lugares, procura experiências que tenham significado e estejam relacionadas à cultura, à natureza e ao momento de vida de cada pessoa. Essa mudança também abre espaço para viagens mais personalizadas. Na avaliação de Camilla, a oferta tende a se adaptar às necessidades individuais dos visitantes, com roteiros construídos de maneira mais
ABAV 2026 específica e empreendimentos capazes de proporcionar experiências exclusivas. “A gente está falando de um luxo que tem muito menos a ver com ostentação e muito mais a ver com tempo, privacidade, personalização e acesso. O viajante de luxo quer viver uma experiência que tenha significado para ele, que seja autêntica e que não possa simplesmente ser reproduzida em qualquer lugar”, afirma Camilla. A tendência se aproxima de uma lógica de “menos quantidade, mais qualidade”, na qual o tempo disponível durante a viagem ganha valor. A permanência em destinos remotos, a imersão na natureza e a possibilidade de desacelerar passam a fazer parte da experiência de luxo. NATUREZA E BEM-ESTAR GANHAM ESPAÇO Entre as tendências apontadas por Camilla para os próximos anos estão o crescimento de programas ligados ao bem-estar, à saúde e à longevidade, além do avanço do turismo regenerativo. A busca por empreendimentos localizados em áreas remotas e integradas à natureza também deve continuar crescendo. Nesses espaços, a proposta não é apenas oferecer uma estrutura sofisticada, mas criar uma relação entre hospedagem, território e experiências locais. Gastronomia, cultura e biodiversidade entram nesse movimento como elementos capazes de diferenciar os destinos. A valorização desses aspectos também está ligada à preocupação crescente com os impactos ambientais e sociais das viagens. BRASIL AINDA BUSCA TRANSFORMAR POTENCIAL EM COMPETITIVIDADE Apesar do cenário positivo, Camilla avalia que o Brasil ainda está abaixo de seu potencial turístico internacional. O crescimento recente demonstra a
existência de uma demanda consistente pelo país, mas o desafio é fazer com que esses visitantes permaneçam mais tempo, gastem mais e conheçam diferentes regiões. Para isso, questões estruturais continuam no centro da agenda. Conectividade aérea, infraestrutura, qualificação profissional e segurança são apontadas por Camilla como pontos que precisam avançar para tornar o Brasil mais acessível e competitivo. A promoção internacional também aparece como uma frente importante. Segundo a CEO da BLTA, os setores público e privado vêm trabalhando de forma alinhada nessa área, mas o país ainda precisa ampliar sua divulgação e, principalmente, facilitar a compreensão do Brasil como destino para diferentes perfis de viajantes. A distribuição dos fluxos pelo território também é considerada necessária para que o crescimento não fique concentrado em poucos destinos. Para o segmento de luxo, isso significa ampliar o acesso a regiões capazes de oferecer experiências de natureza, cultura e gastronomia, criando novas possibilidades além dos roteiros já conhecidos. CRESCIMENTO COM IMPACTO POSITIVO Para os próximos três a cinco anos, Camilla projeta uma combinação de tendências que envolve inteligência artificial, hiperpersonalização, bem-estar, longevidade, turismo regenerativo e experiências imersivas. “O Brasil tem uma oportunidade enorme nesse momento. A gente está vivendo um crescimento muito importante, mas precisa transformar esse crescimento em valor para os destinos, para as comunidades e para o próprio viajante. Não adianta simplesmente trazer mais pessoas se elas não ficam mais tempo, não conhecem outras regiões e não deixam um impacto positivo no território”, destaca Camilla. Foto: Magnific
O viajante de maior poder aquisitivo passa a buscar uma relação mais profunda com o território
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BRASILEIROS GASTAM R$ 58 BILHÕES NO EXTERIOR COM CARTÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE Volume de compras cresceu 23% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Abecs Foto: Pixabay
O resultado considera as compras realizadas com cartões de crédito e débito durante os seis primeiros meses do ano e acompanha o aumento da utilização dos meios eletrônicos de pagamento durante viagens internacionais.
EUROPA CONCENTRA MAIOR VOLUME DE GASTOS A diferença entre os principais mercados é significativa. Sozinha, a Europa respondeu por quase metade do volume movimentado pelos brasileiros no exterior no primeiro semestre. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com uma movimentação equivalente a mais de três vezes o valor registrado nas Américas, excluindo o país. Para a Abecs, a utilização de carVolume de compras cresceu 23% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Abecs tões durante viagens está relacionada à praticidade e à possibilidade de realizar Yuri Ricci pagamentos em diferentes destinos. Segundo Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente exeOs brasileiros movimentaram R$ 58 bilhões em cutivo da entidade, a segurança e a aceitação compras no exterior com cartões de crédito e dos cartões também contribuem para o uso do débito durante o primeiro semestre de 2026. O meio de pagamento fora do Brasil. valor representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado, segunESTRANGEIROS MOVIMENTAM do dados da Associação Brasileira das Empresas R$ 23,2 BILHÕES NO BRASIL de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). De acordo com a Abecs, o volume permaneA Europa foi o principal destino dos gastos re- ceu estável nos últimos 12 meses. A expectativa alizados pelos brasileiros, concentrando R$ 25,5 da entidade é de que o movimento aumente na bilhões em transações no período. Na sequência segunda metade do ano, período que concentra aparecem os Estados Unidos, com R$ 19,9 bi- viagens internacionais para o Brasil relacionadas às férias, ao verão e às festas de fim de ano. lhões movimentados. O desempenho dos próximos meses também As demais regiões também registraram participação nos gastos. As Américas, sem os Esta- deve ser influenciado pelo fluxo de turistas esdos Unidos, somaram R$ 6 bilhões em compras, trangeiros durante a temporada de verão e pelo enquanto a Ásia respondeu por R$ 3,5 bilhões. Réveillon. A indústria de meios eletrônicos de Na Oceania, os brasileiros movimentaram R$ 2,9 pagamento aposta ainda na expansão da infrabilhões, e na África foram registrados R$ 409 estrutura de recebimento e nas tecnologias voltadas às transações internacionais. milhões.
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PORQUE A VIDA É CURTA…
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ATIVIDADES DE AVENTURA NAS FLÓRIDA KEYS
Por Janet K. Keeler
Viajantes em busca de emoções encontrarão um paraíso aventureiro nas Florida Keys. A cadeia de ilhas de corais e calcário com 181 km de extensão é como uma área de lazer aquático para todos os tipos de amantes de aventuras. A vantagem adicional é que os viajantes se sentirão longe, longe, longe de casa, mesmo que sejam de qualquer outro ponto da Flórida. As Keys são o Caribe da América e a água quente é linda de se ver (pense no pôr-do-sol em Key West), além do grande número de hotéis e restaurantes. Mas alguns visitantes, mais do que apreciar, preferem a prática de mergulho com snorkel, mergulho com equipamentos, pesca, ciclismo e até mesmo cruzar as ilhas em motos aquáticas como os Jet Skis. Para eles, não haverá dias suficientes nas férias para incluir todas as atividades ao ar livre nas Florida Keys. 5 maneiras de viver uma aventura nas Florida Keys... CICLISMO À BEIRA-MAR A Florida Keys Overseas Heritage Trail tem quase 145 quilômetros de trilhas pavimentadas e interligadas, que cruzam dezenas de pontes históricas e atravessam vários parques estaduais, incluindo o Curry Hammock State Park em Marathon. A trilha multiuso está sendo ampliada e, ao final das obras, terá mais de 160 quilômetros de extensão. A trilha é ininterrupta desde Key Largo até Islamorada. Ela recomeça ao redor de Grassy Key e continua esporadicamente até Key West. Há muitos lugares para parar e dar um mergulho nas águas azuis, pescar ou fazer um piquenique. AHOY, MARINHEIROS Para experimentar as Keys de verdade, os turistas precisam ir para a água... e navegar é uma ótima maneira de experimentar a brisa tropical e as vistas deslumbrantes da região. Há muitas empresas de aluguel de barcos em todas as ilhas, mas aulas sobre como velejar podem ser necessárias para alguns visitantes. O Key Lime Sailing Club, in Key Largo, oferece aulas e acomodações. Saia da cama direto para o barco (ou antes do embarque pratique mergulho com snorkel ou SUP). Florida Keys Sailing, em Marathon, oferece aulas de vela que podem durar de dois a sete dias. Há também excursões de um dia e outras opções. PESCA DE INVERNO As Florida Keys não querem saber do inverno tradicional e, de fato, as ilhas ganham vida nos meses em que os outros lugares sofrem com o frio. A Pesca de Inverno nas Keys é um momento único e é recomendada para todos os tipos de pescadores, desde aqueles que vão ao alto-mar em busca de garoupas, até quem prefere ficar nos mangues costeiros para
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apanhar robalos. Os visitantes das Keys dificilmente podem lançar uma linha sem a companhia de um guia de pesca ou como parte de uma excursão. Procure um guia com quem você se sinta confortável e que esteja oferecendo uma excursão do tipo que você deseja, quanto ao tempo de duração e o peixe que vão pescar. VOLTE NO TEMPO O Dry Tortugas National Park é acessível apenas por barco ou hidroavião e, apesar de estar a apenas 112 quilômetros de Key West, parece muito mais longe. Os excursionistas podem explorar o Forte Jefferson, do século 19 e mergulhar na água clara e quente à sua volta. Você deve trazer tudo o que precisa, pois não há lojas para comprar suprimentos. Há, porém, banheiros no local. Para quem vai acampar, vale aproveitar um tempo para a observação das estrelas em um dos lugares mais bonitos do estado. Existem muitas empresas que oferecem transporte para o Dry Tortugas. EXPLORE OS CORAIS O John Pennekamp Coral Reef State Park em Key Largo é o primeiro parque submarino do país e abrange 70 milhas náuticas. Há excursões de barco, incluindo uma em um navio com fundo de vidro, que são boas para visitantes de todas as idades e habilidades físicas. Mergulhadores com snorkel ou mesmo com equipamentos podem se aproximar da beleza subaquática explorando quilômetros de recifes de coral, tapetes de ervas marinhas e manguezais. Leve seus próprios equipamentos ou alugue no parque. Há muitas opções de acomodações e restaurantes perto do parque, que fica a menos de 100 km de Miami. Perto o suficiente para uma viagem de um dia.
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SOFISTICAÇÃO À BEIRA-MAR: CONHEÇA O THE LUCE, ST. PETE BEACH, A TRIBUTE PORTFOLIO HOTEL St. Pete-Clearwater, localizado na costa oeste da Flórida, continua em constante evolução com a sua oferta de hospedagem, com destaque para a inauguFLORIDA ração do The Luce, a Tribute Portfolio Hotel, situado na cidade de St. Pete Beach. Uma mistura da nostalgia calorosa das décadas de 1960 e 1970 com o requinte contemporâneo, a propriedade pé na areia reinterpreSt. Peteta a clássica hospitalidade do destino através de uma estéticaClearwater sofisticada em tons de rosa, verdes tropicais e acabamentos naturais em pedra e palha. Com 200 quartos elegantemente decorados — incluindo exclusivas suítes bangalô com lounges privativos e quartos lanai com acesso direto à maior piscina à beira-mar de St. Pete Beach — o resort se firma como o novo ponto de encontro definitivo do viajante. ORLANDO
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A experiência gastronômica no The Luce é liderada pelo Sundrop. Com uma proposta inspirada na brisa marinha e na rica abundância de ingredientes locais, o restaurante e bar do lobby oferecem ambientes internos e externos em uma atmosfera fluida e acolhedora. Funcionando sete dias por semana com
serviços de almoço e jantar, o Sundrop celebra os sabores da Costa do Golfo através de pratos criativos que combinam perfeitamente com coquetéis artesanais e uma seleção apurada de vinhos. A abertura do The Luce insere-se em um movimento mais amplo de reformulação e dinamismo no setor hoteleiro do St. Pete-Clearwater. Na mesma orla, o Beachcomber Beach Resort também abriu as suas portas, enquanto o Sirata Beach Resort se integra à Tapestry Collection da Hilton, após completar a sua mais recente renovação. Seguindo em direção ao centro de St. Pete, o histórico Cordova Inn concluiu sua expansão expandindo de de 32 para 97 quartos, enquanto o icônico The Vinoy Resort & Golf Club celebra seu centenário com a adição do restaurante Elliott Aster ao Guia MICHELIN. Com uma ampla variedade de acomodações espalhada pelo St. Pete-Clearwater, o destino consolida-se como um dos lugares a visitar mais completes e dinâmicos. Planeje sua viagem e descubra tudo o que a região tem a oferecer acessando VisitSPC.com/BR.
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4 Parques Temáticos Mundos infinitos a serem descobertos Atrações icônicas, áreas
Disney’s Animal Kingdom Theme Park
imersivas e entretenimento surpreendente reunidos em um único destino extraordinário
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SETOR DE EVENTOS MANTÉM CRESCIMENTO EM 2026, MAS GERAÇÃO DE EMPREGOS DESACELERA Mercado registra 208 mil empregos formais e movimenta bilhões em atividades ligadas a eventos Foto: Divulgação - Rock in Rio
Os dados mostram que a demanda por lazer, entretenimento e experiências presenciais permanece forte
Giulia Jardim O setor brasileiro de eventos mantém uma base de atividade elevada em 2026, com emprego formal e movimentação econômica ainda bem acima dos níveis registrados antes da pandemia. Os dados mais recentes, porém, mostram uma mudança no ritmo: enquanto o estoque de vagas segue em patamar recorde, a criação de novos postos perdeu força em relação ao ano passado. O núcleo do setor de eventos contabilizou 208,1 mil empregos formais em junho de 2026, segundo o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). O número representa crescimento de 86,8% em relação a 2019, último ano antes da pandemia. Dentro desse universo, a organização de eventos se destaca com expansão ainda mais expressiva. O estoque de empregos formais na atividade está 153,5% acima do registrado no período pré-pandemia, refletindo a ampliação da estrutura do mercado nos últimos anos. Apesar do patamar elevado, o ritmo de contratação diminuiu. Entre janeiro e junho de 2026, o núcleo do setor gerou 4.150 empregos formais, contra 12.931 no mesmo período de 2025. Depois de saldos negativos em abril e maio, junho registrou a criação de 1.942 vagas.
O desempenho mostra que o setor continua empregando muito mais pessoas do que antes da pandemia, mas atravessa uma fase diferente daquela marcada pela forte recomposição do mercado de trabalho. “Os dados mostram que a demanda por lazer, entretenimento e experiências presenciais permanece forte. O desafio agora é transformar esse movimento em um ambiente de maior previsibilidade para investimentos, permitindo que a cadeia produtiva continue gerando oportunidades e ampliando sua contribuição para a economia brasileira”, salienta Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE. EFEITO SOBRE A ECONOMIA O impacto dos eventos vai além das empresas diretamente envolvidas na realização das atividades. O chamado hub setorial, que reúne segmentos relacionados à cadeia de eventos, como hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura, segurança e outros serviços, chegou a 4,36 milhões de empregos formais em junho. O estoque representa crescimento de 26,5% em relação a 2019 e evidencia o efeito multiplicador da atividade sobre diferentes áreas da economia. A realização de eventos mobiliza fornecedores e serviços antes, durante e depois de cada operação, ampliando o impacto sobre os destinos que recebem essas atividades.
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TURISMO FERROVIÁRIO EXPANDE ALCANCE NO BRASIL, APOSTA EM INTERNACIONALIZAÇÃO E NOVOS PRODUTOS
Foto: Divulgação - Serra Verde Express
Setor busca transformar viagens de trem em experiências integradas ao turismo, enquanto enfrenta desafios de infraestrutura e expansão da malha radores têm trabalhado na construção de produtos que combinem patrimônio histórico, paisagens, gastronomia, hospedagem e atrações locais. A mudança acompanha o comportamento de viajantes que, segundo Adonai, passaram a valorizar experiências e a possibilidade de conhecer os destinos de maneira mais conectada à cultura e ao território. “Hoje, o turismo ferroviário não pode ser visto apenas como uma viagem de trem. Ele precisa estar integrado ao destino, à cultura, à gastronomia e às demais experiências que aquele local oferece. O nosso objetivo é transformar o passeio ferroviário em um produto turístico completo, que faça o visitante permanecer mais tempo e conhecer melhor a região”, afirma Adonai. INTERNACIONALIZAÇÃO Um dos movimentos mais recentes do segmento ocorreu em julho, quando a ABOTTC e a Embratur firApesar do potencial de crescimento, a utilização turística da infraestrutura ferroviária continua sendo um dos principais desafios do segmento maram um acordo de cooperação para ampliar a presença dos trens turísticos brasileiros no mercado internacional. A parceria prevê Yuri Ricci ações de promoção dos roteiros no exterior, geraO turismo ferroviário brasileiro passa por um movi- ção de inteligência de dados, capacitação do trade mento de profissionalização e ampliação de merca- e criação de uma certificação de sustentabilidade do, com operadores buscando diversificar experiên- para o setor. A iniciativa também inclui os trens turísticos no cias, modernizar estruturas e conectar os roteiros a outros segmentos da cadeia turística. Atualmente, a portfólio da Brasil Travel Specialist, criando um caAssociação Brasileira das Operadoras de Trens Tu- nal de divulgação dos produtos para operadores inrísticos e Culturais (ABOTTC) reúne 19 empresas em ternacionais. Para Adonai, o acordo representa uma sete estados, responsáveis por transportar mais de mudança na posição do segmento, que passa a conquatro milhões de turistas por ano, segundo dados tar com uma estratégia estruturada para apresentar apresentados por Adonai Arruda Filho, presidente da os roteiros brasileiros ao público estrangeiro. A internacionalização ocorre em um momento em ABOTTC. Mais do que deslocamentos sobre trilhos, os ope- que o turismo brasileiro busca ampliar a oferta de
ABAV 2026 produtos para visitantes de outros países. Nesse cenário, os trens podem funcionar como uma alternativa para apresentar destinos regionais a partir de experiências que combinam transporte, cultura e entretenimento. CONECTIVIDADE E IMPACTO REGIONAL Outro papel atribuído ao turismo ferroviário é a capacidade de levar visitantes a cidades que possuem menor conectividade aérea. A operação turística sobre trilhos pode criar fluxos para municípios que não contam com aeroportos ou que estão fora das principais rotas de deslocamento, desde que exista estrutura adequada para receber os visitantes. A Serra Verde Express é um dos exemplos citados por Adonai. Em 29 anos de operação, o trem já transportou cinco milhões de passageiros e, segundo a empresa, movimenta cerca de R$ 308 milhões por ano na economia do Litoral do Paraná. O modelo também aparece em outros produtos, como o Trem da República, entre Itu e Salto, no interior paulista, que já soma 125 mil passageiros. Para Adonai, o impacto do trem não se limita à operação ferroviária. A chegada de turistas pode movimentar hotéis, restaurantes, comércio, artesanato e outros serviços ao longo dos trajetos, ampliando a distribuição da renda gerada pelo turismo. Esse efeito também reforça a necessidade de integração entre os operadores ferroviários e os demais segmentos do turismo. Segundo o presidente da ABOTTC, a proposta é que o passeio de trem seja inserido em roteiros mais amplos, permitindo que o visitante permaneça mais tempo no destino e consuma outros serviços durante a viagem. INFRAESTRUTURA AINDA LIMITA EXPANSÃO Apesar do potencial de crescimento, a utilização turística da infraestrutura ferroviária continua sendo um dos principais desafios do segmento. Segundo Adonai, parte significativa da malha brasileira permanece subutilizada para fins turísticos, enquanto novos projetos dependem de investimentos em infraestrutura, material rodante e articulação entre empresas, poder público e concessionárias. A expansão também passa pela formação de mão de obra especializada e pela estruturação da cadeia turística nos municípios atendidos pelos trens. Para o presidente da ABOTTC, a criação de novos roteiros precisa considerar não apenas a operação ferroviária, mas também a capacidade dos destinos de receber e atender os visitantes. “O Brasil tem uma malha ferroviária muito grande
e um potencial enorme para o turismo, mas ainda temos muitos trechos que poderiam ser utilizados. Para isso, precisamos de infraestrutura, de material rodante, de segurança jurídica e de uma articulação muito forte entre o poder público, as concessionárias e os operadores”, destaca o presidente da ABOTTC. O cenário coloca a recuperação e utilização turística de trechos ferroviários como uma frente de desenvolvimento que envolve diferentes agentes. A própria ABOTTC mantém participação em discussões institucionais ligadas ao setor e possui representação no Conselho Nacional do Turismo e no Conselho Municipal de Turismo de Curitiba. MODERNIZAÇÃO E NOVAS EXPERIÊNCIAS A transformação do perfil do turismo ferroviário também aparece nos investimentos realizados pelas empresas. Além da modernização do material rodante, os operadores têm buscado ampliar a acessibilidade e criar produtos que ultrapassem a ideia de uma viagem baseada apenas na contemplação da paisagem. A Serra Verde Express, por exemplo, incorporou recentemente uma nova locomotiva ao serviço, em um investimento informado pela empresa de cerca de US$ 1 milhão. A iniciativa integra uma estratégia de modernização e também se relaciona à possibilidade de expansão do modelo para outros trechos e estados. A sustentabilidade deve ganhar espaço nesse processo. Entre as ações previstas no acordo com a Embratur está justamente a criação de uma certificação específica para o segmento, enquanto a inteligência de dados deverá contribuir para compreender melhor o perfil dos turistas e orientar a promoção dos produtos. O movimento indica uma tentativa de posicionar o turismo ferroviário como um produto estruturado dentro da oferta turística brasileira. Com a combinação de promoção internacional, modernização, integração com destinos e desenvolvimento de novos roteiros, o setor busca ampliar sua presença no mercado e deixar de ocupar apenas um espaço associado à nostalgia ferroviária. “Existe uma oportunidade muito grande de fazer com que o trem seja uma porta de entrada para outros produtos turísticos. Quando o visitante chega, ele não está consumindo apenas o transporte ferroviário. Ele pode consumir hotel, restaurante, artesanato, atrações e outros serviços. É essa integração que faz o turismo ferroviário gerar impacto de forma mais ampla nos destinos”, conclui Adonai.
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AVIAÇÃO BRASILEIRA BATE RECORDES EM 2026 E AMPLIA OFERTA, DEMANDA E CONECTIVIDADE Demanda aérea cresce, enquanto recordes e indicadores operacionais mostram força do setor Giulia Jardim O setor aéreo brasileiro atravessa 2026 com expansão da demanda, aumento da oferta e recordes de movimentação. Entre janeiro e julho, 59 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, o maior volume para o período desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2000. O resultado representa alta de 4,04% sobre os 57 milhões registrados nos primeiros sete meses de 2025. Em julho, o mercado doméstico também atingiu recorde para o mês, com 9,2 milhões de passageiros. Considerando voos domésticos e internacionais, o setor movimentou 11,9 milhões de passageiros no mês, segundo a atualização mais recente da Anac. No mercado internacional, foram 17,7 milhões de passageiros entre janeiro e julho, ante 16,4 milhões no mesmo período de 2025. Julho registrou ainda o maior movimento internacional da série histórica, com 2,7 milhões de passageiros. DEMANDA E OFERTA O crescimento da demanda vem acompanhado de ampliação da capacidade das companhias aéreas. No primeiro semestre de 2026, foram transportados 65,2 milhões de passageiros, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados informados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). No acumulado de 2026, as empresas ofereceram 41,9 milhões de assentos, aumento de 5,35% em relação a 2025. Em todo o ano passado, o setor transportou 129,6 milhões de passageiros. FROTA A estrutura da aviação brasileira também apresenta expansão. Dados do painel de frota da Anac, com posição em 18 de abril de 2026, apontavam 23,26 mil aeronaves com matrícula ativa no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). Desse total, 17.004 estavam em situação aeronavegável e 6.260, não aeronavegável. Nos 12 meses anteriores ao levantamento, foram registradas 1.018 novas matrículas, enquanto 133
Foto: Freepik
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Setor aéreo movimenta milhões de passageiros e reforça impacto econômico no Brasil em 2026
foram canceladas. O número de reservas de marcas na data chegava a 2.851. TARIFAS Em julho de 2026, a tarifa aérea real média no mercado doméstico foi de R$ 677,32, segundo o painel de Tarifa Aérea Doméstica da Anac, com valores corrigidos pelo IPCA. O indicador considera exclusivamente o valor referente ao serviço de transporte aéreo de passageiros, sem incluir outros componentes, como a tarifa de embarque. O yield real, que representa o valor médio pago por passageiro por quilômetro voado, ficou em R$ 0,5186 por quilômetro. Já o preço médio do querosene de aviação registrado no painel foi de R$ 4,17 por litro. A distribuição dos preços mostra ainda uma concentração relevante nas faixas mais baixas: 47,6% dos assentos vendidos custaram até R$ 500. IMPACTO ECONÔMICO Além da movimentação de passageiros, o transporte aéreo mantém peso relevante na economia brasileira. Em 2025, o setor gerou R$ 36,2 bilhões em tributos e foi responsável por 1,12 milhão de empregos. Os números correspondem a 1% do total de impostos recolhidos no país e a 1,1% da força de trabalho nacional, considerando a estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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PARQUES E ATRAÇÕES ATRAEM MAIS PÚBLICO, RECEBEM INVESTIMENTOS E GANHAM ESPAÇO NA ESCOLHA DOS DESTINOS Setor registra avanço no número de visitantes, diversifica experiências e aposta em novas tecnologias para acompanhar o perfil do viajante Foto: Divulgação - Beto Carrero
Na região de Penha, se encontra o Beto Carrero World, o maior parque temático da América Latina
Giulia Jardim O passeio deixou de ser apenas uma atividade complementar para se tornar, em muitos casos, parte central da decisão de viagem. Parques temáticos, aquáticos, naturais e outras atrações vêm ganhando espaço na composição dos destinos brasileiros, acompanhando um visitante que busca experiências cada vez mais específicas e variadas. Segundo Carolina Negri, presidente executiva do Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), o setor vive um ciclo de expansão, marcado pela abertura de novos empreendimentos e pela ampliação de atrações já consolidadas. “Os parques hoje são muito mais do que simplesmente um complemento da viagem. Muitas vezes, eles são o motivo pelo qual aquela pessoa escolhe determinado destino. A gente percebe uma mudança muito grande no comportamento do consumidor, que está buscando experiências mais completas, mais personalizadas e que tenham uma conexão maior com o destino”, afirma Carolina. O movimento aparece em diferentes regiões do país. Em São Paulo, foram inaugurados recentemente os parques temáticos Vila dos Smurfs, na capital, e Sítio do Picapau Amarelo, em Atibaia. No Nordeste, Maceió
passou a contar com uma nova roda-gigante e João Pessoa recebeu um parque aquático indoor, enquanto outros projetos estão em construção. Entre os empreendimentos em desenvolvimento estão o Cacau Park, no interior paulista, e a expansão do Beto Carrero World, em Santa Catarina. Mais do que o aumento da oferta, os números mostram uma evolução na procura. O Panorama Setorial dos parques e atrações, divulgado pelo Sindepat em maio, aponta que os empreendimentos brasileiros receberam 143 milhões de visitantes em 2025. Em 2022, primeiro ano considerado pelo levantamento, eram 89 milhões. ATRAÇÕES QUE MOVIMENTAM DESTINOS O crescimento do segmento também está ligado ao papel que parques e atrações desempenham na construção da oferta turística de uma cidade. Em alguns destinos, eles funcionam como uma das principais razões para a viagem e ajudam a prolongar a permanência dos visitantes. Foz do Iguaçu é um exemplo. A criação do Parque Nacional do Iguaçu contribuiu para colocar o destino no mapa do turismo internacional e, posteriormente, abriu espaço para a chegada de outras atrações. No Rio de Janeiro, equipamentos como o Bondinho Pão de Açúcar e o Corcovado se somam às praias, montanhas e demais atrativos da cidade e ajudam a ampliar as possibilidades oferecidas ao visitante. Esse efeito também aparece na economia. De acordo com o levantamento do Sindepat, o setor movimentou R$9,5 bilhões em faturamento em 2025. Além do resultado direto das atrações, a presença de visitantes pode gerar demanda para hospedagem, alimentação, transporte, comércio e outros serviços relacionados ao turismo. O crescimento da oferta também amplia as possibilidades para destinos que buscam diversificar seu perfil. Na avaliação de Carolina, a existência de uma atração capaz de gerar fluxo próprio pode ajudar municípios a reduzir a dependência de um único produto turístico e estimular a criação de roteiros que combinem diferentes experiências.
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Um dos maiores eventos B2B do turismo no Brasil.
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ABAV 2026 EXPERIÊNCIA COMOPONTO DE PARTIDA O comportamento dos visitantes também vem mudando a forma como os parques desenvolvem seus produtos. Segundo Carolina Negri, o consumidor está mais exigente e passou a prestar atenção a aspectos que vão além da atração principal, como atendimento, alimentação, tempo de espera e disponibilidade de espaços mais reservados. Nos parques aquáticos, por exemplo, áreas exclusivas passaram a fazer parte da oferta de diversos empreendimentos. Nos parques naturais, a experiência também se tornou mais diversificada. Trilhas e cachoeiras continuam entre os principais atrativos, mas passaram a dividir espaço com tirolesas, atividades para crianças, caminhadas noturnas, observação do céu, passeios de bicicleta e acampamentos. “A experiência começa a vir antes da escolha do destino. Às vezes, a pessoa quer viver determinada experiência e, a partir disso, escolhe para onde vai. Então, a nossa indústria tem que estar preparada para oferecer essa diversidade. Não é mais só a atração principal, é todo o conjunto da experiência, desde o atendimento até a alimentação, o tempo de espera e os espaços que esse visitante vai encontrar”, explica Carolina. A mudança acompanha uma lógica em que a experiência pode vir antes da escolha do destino. Em vez de decidir primeiro para onde viajar e depois procurar o que fazer, o visitante pode partir de uma atividade específica e escolher o local onde poderá vivenciá-la. Essa transformação também recoloca o contato humano no centro da experiência. Mesmo com a expansão das ferramentas digitais e da inteligência artificial, Carolina avalia que o visitante continua vaBeto Carrero possui atrações para todas as idades
Foto: Divulgação - Beto Carrero
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lorizando atendimento e interação durante a jornada. INVESTIMENTOS E NOVOS FORMATOS O avanço da demanda vem acompanhado de investimentos. A edição mais recente do Panorama Setorial identificou R$11,5 bilhões destinados a novos parques e reinvestimentos em atrações já existentes. Parte desse movimento está relacionada à diversificação dos formatos. Além da expansão de parques temáticos e aquáticos, o setor acompanha o crescimento das atrações imersivas e de realidade virtual, com fornecedores de diferentes mercados entrando nesse segmento. Ao mesmo tempo, os parques naturais aparecem como outra frente de crescimento. A procura por atividades ao ar livre ganhou força após a pandemia, enquanto concessões de áreas naturais podem acelerar a implantação de estruturas necessárias para receber visitantes. A tecnologia também começa a atuar em diferentes etapas da relação com o público. Segundo Carolina, a inteligência artificial pode ser utilizada tanto na criação de experiências quanto na análise de preferências e comportamentos, permitindo que os operadores conheçam melhor seus visitantes e mantenham o relacionamento com eles antes e depois da visita. EXPANSÃO AINDA ENFRENTA OBSTÁCULOS Mesmo diante do crescimento, o setor convive com desafios que podem influenciar o ritmo dos novos investimentos. Entre eles estão a carga tributária e os efeitos da Reforma Tributária, além de insegurança jurídica, desvalorização da moeda, falta de mão de obra qualificada e impactos relacionados às mudanças climáticas. A dimensão territorial do Brasil, porém, mantém espaço para novos projetos. Segundo Carolina, ainda existem oportunidades para a implantação de parques aquáticos, temáticos e naturais em diferentes regiões, além da criação e diversificação de atrações. “Temos um território enorme e muitas oportunidades ainda não exploradas. Existem regiões que podem receber parques aquáticos, parques temáticos, parques naturais e diferentes tipos de atrações. O desafio é criar um ambiente que permita que esses investimentos aconteçam, com segurança jurídica, infraestrutura e mão de obra qualificada”, destaca a presidente executiva do Sindepat. Outra frente está na aproximação entre entretenimento e marcas. O licenciamento de personagens e propriedades conhecidas pode conectar parques a comunidades de fãs e aproveitar vínculos afetivos já estabelecidos com determinados universos.
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VIAGENS DE NEGÓCIOS MOVIMENTAM R$ 8,4 BILHÕES DE JANEIRO A JULHO Turismo corporativo registra recorde de faturamento mantendo trajetória de crescimento Foto: Magnific
to total, seguro e transfer mostram como a cadeia de viagens corporativas se estende para além da passagem aérea e da hospedagem. Uma viagem a trabalho envolve deslocamentos terrestres, proteção durante a permanência no destino e uma série de serviços necessários para que o profissional cumpra sua agenda.
Turismo corporativo registra maior faturamento para o período de janeiro a julho
Felipe Abílio As viagens de negócios atingiram um novo recorde no Brasil entre janeiro e julho de 2026. No período, o turismo corporativo movimentou R$8,4 bilhões, o maior faturamento já registrado para os primeiros sete meses de um ano. O resultado ficou 8,1% acima dos R$7,8 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025. Os números foram compilados pelo Ministério do Turismo a partir de dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e consideram serviços diretamente ligados às viagens a trabalho, como transporte aéreo, hospedagem, locação de veículos, seguro-viagem e transfer. O transporte aéreo concentrou a maior parte da movimentação. Entre janeiro e julho, as viagens de avião responderam por R$5 bilhões, alta de 11,94% na comparação com os primeiros sete meses de 2025. A hotelaria apareceu em seguida, com faturamento de R$2,5 bilhões e crescimento de 3,26% no período. Juntos, os dois segmentos representaram a maior parcela dos recursos movimentados pelo turismo corporativo no acumulado do ano. Mas os dados também mostram crescimento em serviços que fazem parte da estrutura das viagens de negócios. A locação de veículos avançou 4,17%, enquanto o transfer registrou alta de 22,1%. O maior crescimento percentual, porém, ficou com o seguro-viagem, que apresentou aumento de 64,6% e movimentou R$23,1 milhões até julho. Embora tenham participação menor no faturamen-
JULHO MANTÉM SETOR ACIMA DO ANO ANTERIOR Somente em julho, as viagens corporativas movimentaram R$1,26 bilhão no país, resultado 2,17% superior aos R$1,23 bilhão registrados no mesmo mês de 2025. Mais uma vez, o transporte aéreo foi responsável pela maior parcela da receita. O segmento movimentou R$750,3 milhões em julho, crescimento de 7,06% em relação aos R$ 700,8 milhões registrados um ano antes. O valor representou cerca de 60% de toda a movimentação das viagens de negócios no mês. O desempenho mensal ajudou a manter o acumulado do ano acima do resultado de 2025 e confirmou a relevância do turismo corporativo para o mercado de viagens brasileiro. Apesar de as taxas de crescimento variarem de um mês para outro e entre os diferentes serviços, o setor encerrou os sete primeiros meses com avanço consistente. Os dados de janeiro a julho colocaram o turismo corporativo em um patamar superior ao registrado no ano anterior. O faturamento de R$ 8,4 bilhões superou em R$ 600 milhões o resultado acumulado até julho de 2025. A maior parte dessa movimentação ficou concentrada no transporte aéreo e na hotelaria, responsáveis juntos por R$ 7,5 bilhões. Os demais serviços, apesar de representarem uma parcela menor do total, também contribuíram para o resultado e apresentaram avanços importantes. O crescimento do seguro-viagem e do transfer chama atenção justamente por mostrar que a recuperação e a expansão das viagens corporativas não se limitam ao transporte entre os destinos. O movimento alcança diferentes pontos da cadeia turística e reforça o peso econômico do viajante a trabalho. Com o acumulado de janeiro a julho no maior nível da série para o período, e julho encerrando acima do resultado do ano anterior, o turismo de negócios manteve, ao longo de 2026, uma trajetória de crescimento e consolidou sua importância para o mercado brasileiro de viagens.
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MERCADO MICE AVANÇA EM 2026 COM ALTA NAS VIAGENS CORPORATIVAS E MAIOR PRESENÇA INTERNACIONAL Foto: Foto IA - Chat GPT
Viagens de negócios e eventos internacionais impulsionam setor, enquanto empresas passam a cobrar mais resultados
As viagens corporativas seguem como um dos principais motores do mercado
Giulia Jardim O mercado brasileiro de MICE vive um cenário positivo em 2026, sustentado pelo crescimento das viagens corporativas, pelo aumento dos investimentos em eventos e pelo avanço do Brasil no circuito internacional. Os números mostram um setor aquecido, mas também mais criterioso: empresas e destinos estão dando maior peso à experiência, à eficiência dos recursos e à capacidade de transformar encontros em resultados concretos. As viagens corporativas seguem como um dos principais motores do mercado. Entre janeiro e maio, o segmento movimentou R$ 83,7 bilhões, segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela Fecomércio em parceria com a Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV). A expectativa da entidade é de crescimento de cerca de 10% do mercado de eventos em 2026, na
comparação com 2025. Para Luana Nogueira, diretora executiva da ALAGEV, o desempenho reflete tanto a demanda das empresas quanto o aumento dos investimentos em encontros presenciais, convenções, congressos, feiras e ações de relacionamento. “O mercado de eventos e viagens corporativas segue aquecido, sustentado tanto pela demanda das empresas quanto pela retomada de investimentos em encontros presenciais, convenções, congressos, feiras e ações de relacionamento”, afirma. EMPRESAS MAIS CRITERIOSAS O crescimento do mercado vem acompanhado de uma mudança na forma como as empresas planejam seus eventos e viagens. Mais do que ampliar o volume de encontros, os organizadores passaram a considerar com maior atenção a experiência dos participantes, a gestão dos recursos e a capacida-
ABAV 2026 de de mensurar resultados. “Mais do que um avanço em volume, percebemos uma mudança na forma como as empresas planejam seus eventos, com maior atenção à experiência dos participantes, à gestão dos recursos, à mensuração de resultados e à integração entre viagens, eventos e estratégia corporativa”, diz Luana. A avaliação da ALAGEV é que esse movimento amplia as oportunidades para toda a cadeia MICE, mas também exige maior profissionalização, uso de dados e capacidade de adaptação diante de um mercado mais criterioso na decisão sobre onde e como investir. BRASIL GANHA ESPAÇO NO MERCADO INTERNACIONAL O avanço do MICE brasileiro também aparece na participação do país no mercado internacional. O Ranking ICCA 2025, divulgado em maio de 2026, colocou o Brasil na 13ª posição mundial, com 276 eventos internacionais associativos realizados em 2025. O resultado representa crescimento de quase 18% em relação aos 234 eventos registrados em 2024. A presença brasileira também se tornou mais distribuída entre os destinos. O número de cidades do país listadas no ranking chegou a 42, ampliando a participação de diferentes regiões na disputa por congressos, convenções e outros eventos internacionais. Para a Unedestinos (União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos), que reúne destinos de diferentes regiões do país, o crescimento no número de cidades brasileiras presentes no levantamento e cadastramentos desses eventos, demonstra a ampliação da capacidade do país de receber congressos e encontros internacionais além das principais metrópoles. “Os resultados mostram que o Brasil começa a consolidar uma rede mais ampla de destinos aptos a receber eventos internacionais. O mercado global deste setor é altamente competitivo, portanto, os destinos que conseguem crescer são aqueles que trabalham de forma contínua sua promoção internacional, conectividade, infraestrutura, capacidade de articulação e metodologia de pesquisa para destaque no ranking mundial ”, afirma o presidente da entidade, Toni Sando. PARCERIA Ao longo do último ano, a Unedestinos (em parceria com a Embratur) intensificou ações de mobilização junto aos associados para fortalecer estratégias de captação, ampliar o relacionamento institucional e estimular a atuação integrada entre destinos, entidades setoriais e poder público. “Foi
um trabalho contínuo realizado a várias mãos, a Unedestinos com seus associados de hotéis, espaço de eventos, centro de convenções e centros acadêmicos, que com a Embratur, criaram uma articulação, planejamento e presença institucional. Intensificamos esse movimento por meio de reuniões e capacitações porque entendemos que o fortalecimento dos destinos brasileiros passa diretamente pela capacidade de atrair mais eventos e gerar impacto econômico local”, completa Sando. TURISMO INTERNACIONAL E CONECTIVIDADE O crescimento do fluxo internacional amplia ainda mais as oportunidades para o segmento. O Brasil recebeu 3,74 milhões de turistas estrangeiros no primeiro trimestre de 2026, recorde para o período. A maior conectividade aérea e o aumento da entrada de visitantes favorecem a realização de congressos, convenções, feiras e viagens de incentivo, além de criarem oportunidades para estender a permanência dos participantes e ampliar o consumo em hotelaria, gastronomia, transporte, lazer e experiências. PROMOÇÃO INTERNACIONAL A estratégia brasileira de promoção do MICE também ganhou força no primeiro semestre. A Embratur ampliou sua presença em eventos internacionais especializados, como a IMEX Frankfurt e a FIEXPO Latin America, aproximando destinos brasileiros de compradores e organizadores de diferentes mercados. A atuação contempla tanto o segmento de eventos associativos quanto as viagens de incentivo, ampliando as frentes de promoção do país no mercado internacional. PERSPECTIVAS O mercado chega ao segundo semestre de 2026 com demanda corporativa aquecida, crescimento das viagens de negócios e maior presença brasileira no cenário internacional. Para a ALAGEV, o momento abre espaço para toda a cadeia MICE, mas exige empresas e fornecedores cada vez mais preparados para atender a decisões de investimento baseadas em experiência, eficiência e resultados. Na avaliação da Unedestinos, a expansão da presença brasileira no ranking da ICCA reforça uma nova etapa para os destinos, marcada por uma competição mais descentralizada e pela busca por eventos capazes de gerar impacto econômico e legado.
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CRUZEIROS GANHAM ESCALA NO MUNDO, MAS BRASIL AINDA BUSCA SEU LUGAR NO MAPA GLOBAL
Foto: Divulgação - MSC
Com demanda, diversidade de destinos e uma indústria cada vez mais sofisticada, o país tem espaço para ampliar sua participação no mercado de cruzeiros
Próxima temporada sinaliza recuperação, mas competitividade, infraestrutura e previsibilidade continuam no centro da agenda
Janaina Brito O mercado de cruzeiros passa por um momento de transformação. De um lado, a indústria amplia sua oferta global, diversifica produtos e atrai novos públicos. De outro, o Brasil, apesar de reunir alguns dos principais ingredientes para ser um grande destino de cruzeiros, ainda enfrenta obstáculos para converter seu potencial em uma presença mais robusta no calendário internacional das companhias. Os números mais recentes ajudam a dimensionar a importância que a atividade já alcançou no país. A temporada brasileira 2025/2026 recebeu 602.864 cruzeiristas e gerou R$ 4,28 bilhões de impacto econômico, além de criar e manter 64.529 postos de trabalho e gerar R$ 166,3 milhões em tributos federais, estaduais e municipais. Os dados integram o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Clia no Brasil, que completou 15 anos de produção de inteligência sobre o segmento. Mais do que o volume absoluto, um indicador chama a atenção: cada R$ 1 investido pelas companhias marítimas para viabilizar a temporada movimentou
R$ 3,89 na economia brasileira. O efeito se espalha por uma cadeia que vai muito além dos portos, envolvendo transporte, hospedagem, alimentação, comércio, passeios, receptivos, abastecimento, logística, operadores e agências de viagens. A temporada, no entanto, também mostrou o outro lado dessa equação. Com sete navios, dois a menos que no ciclo anterior, o Brasil recebeu 235.232 passageiros a menos, uma retração de 28%. O impacto econômico da cabotagem caiu 21%, enquanto os postos de trabalho sustentados pela atividade recuaram 24%. “Os resultados mostram de forma muito clara que a oferta determina o tamanho do impacto gerado pelo setor. Tivemos dois navios a menos e uma redução de 28% no número de passageiros, o que significou menos recursos movimentados, empregos e tributos para o país”, explicou Marco Ferraz, presidente da Clia no Brasil. A conclusão é direta: para crescer, o Brasil precisa de mais navios. E, para ter mais navios, precisa ser competitivo nas decisões de posicionamento das companhias. UM PRODUTO QUE MOVIMENTA MAIS DO QUE PASSAGEIROS O impacto dos cruzeiros não se restringe ao embarque. Nas cidades de escala, cada cruzeirista gerou R$ 800,98 em impacto econômico direto, indireto e induzido. Nos destinos de embarque e desembarque, onde o viajante tende a permanecer por mais tempo, o valor chegou a R$ 962,55 por passageiro. Alimentação e bebidas e comércio varejista concentraram R$ 1,23 bilhão dos gastos de cruzeiristas e tripulantes, com R$ 627,1 milhões e R$ 605,5 milhões, respectivamente. Outros R$ 294,6 milhões foram movimentados em transporte antes ou depois da viagem; R$ 248,1 milhões em passeios turísticos; R$ 127,6 milhões em transporte durante a viagem; e R$ 92,1 milhões em hospedagem antes ou depois do cruzeiro. Esse último segmento representa uma oportuni-
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ABAV 2026 dade particularmente relevante para o turismo. A viagem de cruzeiro começa cada vez mais antes do navio e pode terminar depois dele. Ao transformar o embarque em parte de uma experiência maior, o trade amplia o tíquete da viagem e distribui os benefícios econômicos para mais empresas e destinos. O comportamento do consumidor reforça essa possibilidade. O ticket médio da viagem na última temporada foi de R$ 6.108,50, com duração média de 4,2 dias. Ao mesmo tempo, a pesquisa de perfil realizada pela Clia identificou uma elevada satisfação entre os passageiros, com 98,5% afirmando que a experiência atendeu ou superou as expectativas. Para o agente de viagens, existe ainda um componente estratégico: a recorrência. O passageiro satisfeito tende a voltar e recomendar o produto, criando um ciclo de fidelização que favorece a atuação consultiva do profissional. UMA PORTA DE ENTRADA PARA NOVOS DESTINOS O cruzeiro também funciona como uma espécie de vitrine turística. Cerca de 65% dos passageiros que visitaram uma cidade por meio de um navio não conheciam aquele destino anteriormente. Ao desembarcar, conhecer atrações, restaurantes e experiências, o viajante passa a ter contato com lugares que podem voltar a fazer parte de seus planos de férias em uma viagem terrestre. Na temporada passada, 95% dos passageiros desembarcaram em alguma escala. Cerca de 71% gastaram nas cidades visitadas e 55% realizaram compras. Aproximadamente 13% ainda se hospedaram nas cidades antes ou depois do cruzeiro. É justamente nessa integração que surge uma das grandes oportunidades para o mercado brasileiro: deixar de vender apenas a cabine e passar a vender a viagem completa. Aéreo, hotel, traslado, passeio, seguro, experiência e cruzeiro podem fazer parte de um mesmo roteiro, criando novas possibilidades de receita para agentes e operadores. A conexão com a aviação é especialmente importante. Na pesquisa da Clia, 42% dos passageiros chegaram ao porto de embarque de avião. O dado mostra o tamanho da oportunidade para integrar malhas aéreas, portos e destinos, especialmente em um país continental como o Brasil. RECUPERAÇÃO DA OFERTA EM 2026/2027 Depois de uma temporada de retração, o mercado brasileiro volta a apresentar crescimento de oferta. Entre 31 de outubro de 2026 e 9 de abril de 2027, oito navios estarão em operação na costa brasileira, contra sete no ciclo anterior.
A capacidade chegará a 817.562 leitos, crescimento de aproximadamente 24%. Também estão previstos 187 roteiros, ante 160 na temporada passada, e 675 escalas, contra 617. A distribuição dos embarques será outro ponto de destaque. Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá estarão entre os portos de embarque e desembarque. Para o consumidor, significa mais possibilidades de escolha; para o agente, mais combinações de origem, duração, navio e destino. A frota também evidencia a diversidade que o mercado pode oferecer. Os navios vão de embarcações com cerca de 2 mil passageiros a gigantes com capacidade superior a 6,3 mil pessoas. A presença do Corazul Buenavista adiciona um produto de perfil diferente ao mercado, enquanto as grandes companhias continuam apostando em navios de maior capacidade e em experiências cada vez mais completas a bordo. A próxima temporada também terá a presença do MSC Virtuosa e novas movimentações das companhias na América do Sul, em um cenário que indica recuperação da região e maior diversidade de oferta. Para Marco Ferraz, entretanto, o crescimento de um navio não pode ser encarado como suficiente. “Essa próxima temporada traz uma recomposição importante, mas precisamos trabalhar para que ela se transforme em tendência. Os navios disputados pelo Brasil também podem operar em outros mercados”, afirmou. Foto: Divulgação - Corazul
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DO TRABALHO AO LAZER: VIAGENS CORPORATIVAS GANHAM NOVO PERFIL ENTRE BRASILEIROS Pesquisa mostra que 59% dos viajantes valorizam destinos que permitem estender a viagem e combinar compromissos profissionais com momentos de lazer Foto: Pixabay
Nova York foi o destino mais citado pelos brasileiros para viagens de negócios
Felipe Abílio As viagens corporativas passaram a ocupar um espaço maior na rotina dos brasileiros nos últimos anos e ganharam um novo componente: o lazer. Um levantamento da Hoteis.com mostra que 56% dos viajantes brasileiros afirmam fazer mais viagens a trabalho do que antes da pandemia de Covid-19. Para 59%, a possibilidade de combinar compromissos profissionais com momentos de descanso ou estender a permanência no destino é um dos fatores que tornam uma cidade mais atrativa para viagens de negócios. Os dados fazem parte do relatório Booked for Business, elaborado a partir de entrevistas com 1.000 adultos que viajaram a negócios nos últimos três anos. A pesquisa foi realizada entre 10 e 18 de agosto de 2026 e revela mudanças no comportamento de quem viaja a trabalho. O chamado bleisure, termo que une business e leisure, ganhou espaço nesse cenário. Nova
York, São Paulo e Londres aparecem entre os destinos mais valorizados pelos brasileiros quando a viagem profissional também oferece oportunidades de aproveitar a cidade. A frequência das viagens também chama atenção. Metade dos entrevistados afirmou realizar pelo menos três viagens corporativas por ano. Além disso, 42% passaram oito noites ou mais fora de casa por motivos profissionais no último ano, enquanto 24% ficaram pelo menos 15 noites viajando a trabalho. HOTEL VIRA EXTENSÃO DO ESCRITÓRIO A escolha do hotel passou a ter relação direta não apenas com localização e preço, mas também com produtividade e conforto. Transporte, qualidade da hospedagem e conveniência geral foram apontados por 7 7% dos entrevistados como fatores importantes na escolha de um destino corporativo. Outros 69% consideraram
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relevante encontrar cidades preparadas para reuniões, eventos e atividades profissionais. A conexão de internet está entre as principais exigências. Para 66%, ter Wi-Fi rápido e gratuito no hotel é indispensável. Problemas de conexão foram apontados por 56% como a maior frustração durante uma viagem de trabalho. O descanso também ganhou importância. Uma boa noite de sono aparece entre as principais prioridades para 65% dos entrevistados, seguida pela possibilidade de manter uma alimentação saudável e hábitos da rotina. Entre os benefícios mais desejados na hospedagem, o café da manhã gratuito liderou, citado por 54% dos participantes. Check-in antecipado ou check-out tardio e traslado gratuito para o aeroporto aparecem na sequência, com 38% cada. “Os viajantes querem um hotel e um destino que consigam acompanhar ambos os lados da sua rotina”, afirmou Melanie Fish, vice-presidente de RP Global e especialista em viagens da Hotels.com. Segundo ela, a experiência precisa atender tanto às demandas profissionais quanto aos momentos de descanso, com itens como Wi-Fi confiável, café da manhã e localização que facilite o deslocamento e o lazer. NOVA YORK LIDERA E SÃO PAULO SE DESTACA Nova York foi o destino mais citado pelos brasileiros para viagens de negócios, com 42% das escolhas. São Paulo apareceu em segundo lugar, com 37%, seguida por Londres, com 26%. Madri e Paris completaram as cinco primeiras posições, ambas com 16%. A presença da capital paulista entre os destinos mais lembrados reforça o peso do mercado corporativo na cidade, que concentra centros financeiros, hotéis, restaurantes, espaços para eventos e uma ampla rede de transporte. Ao mesmo tempo, os dados mostram que o compromisso profissional deixou de ser necessariamente o ponto final da viagem. Para 59% dos entrevistados, a possibilidade de permanecer mais tempo no destino e aproveitar a cidade é um diferencial. GERAÇÃO Z MUDA MAIS DURANTE AS VIAGENS O estudo também identificou diferenças entre as gerações. A Geração Z apresentou a maior
mudança de comportamento durante viagens profissionais: 67% afirmaram adotar uma personalidade diferente quando estão viajando, contra 41% entre integrantes da Geração X. Considerando todos os entrevistados, 54% disseram que sua personalidade fica muito ou um pouco diferente durante uma viagem de trabalho em comparação com a vida em casa. A rotina também muda. Durante viagens corporativas, 76% afirmaram acordar mais cedo do que em viagens de lazer e 68% disseram ser sempre pontuais. Fora do ambiente profissional, porém, 61% se consideraram mais descontraídos, 56% disseram não levar o estresse do trabalho para casa e 49% se definiram como mais extrovertidos. O planejamento aparece como outra característica marcante. Seis em cada dez entrevistados se consideraram planejadores durante viagens a trabalho, enquanto 68% afirmaram ser muito organizados. PLATAFORMA APOSTA NO VIAJANTE CORPORATIVO Os resultados da pesquisa acompanharam o lançamento de uma nova experiência de viagens corporativas da Hoteis.com. Disponível desde 1º de setembro no site e no aplicativo da plataforma, o recurso permite indicar quando a reserva é profissional e salvar preferências para futuras hospedagens. Entre as opções estão filtros para Wi-Fi, café da manhã, academia, limite de tarifa e hospedagens totalmente reembolsáveis. A plataforma também permite localizar hotéis voltados a viajantes corporativos e repetir reservas anteriores. Outro atrativo é a possibilidade de acumular recompensas em estadias corporativas elegíveis e utilizá-las posteriormente em viagens pessoais, aproximando ainda mais os dois momentos. Os custos, porém, continuam no radar. Segundo a pesquisa, 37% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter um limite de hospedagem de até R$ 1.000 por noite. Já 41% disseram receber uma ajuda de custo diária de, no máximo, R$ 400. O cenário aponta para um viajante corporativo mais atento à experiência completa. A viagem continua tendo o trabalho como motivo principal, mas o tempo no destino, o conforto do hotel e a possibilidade de aproveitar algumas horas de lazer passaram a fazer parte da decisão.
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