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Jornal OPaís edição n1553 de 02/08/2019

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‘SE OS NOSSOS POLÍTICOS FOSSEM ACAdÉMICOS, TERÍAMOS A SITUAÇÃO MELHORAdA’ Entrevista: Autor de vários livros sobre matemática, Herinelto da Fonseca Josefa Casimiro é

professor doutor, investigador e cientista júnior. Nos últimos tempos esteve envolvido na análise do ranking webmétrico das universidades africanas e as medidas para o melhoramento do nível competitivo das universidades angolanas. Nesta entrevista, o jovem, 33 anos, apresenta as suas ideias sobre o ensino superior e defende a criação da Academia Angolana de Ciências, que seria o centro de produção de soluções para muitos dos desafios que o país enfrenta. P.20 Director: José Kaliengue

www.opaís.co.ao e-mail: info@opaís.co.ao @Jornalopaís facebook/opaís.angola

O DIÁRIO DA NOVA ANGOLA edição n.º 1553 Sexta-feira, 02/08/2019 Preço: 40 Kz

Deputado diz que “forças externas” tentam instabilizar a UNITA

SEIS RECLUSOS FOGEM dA COMARCA dE VIANA EM 1 ANO

● O secretário provincial da UNITA em Benguela, deputado Alberto Ngalañela, avançou, recentemente, a possibilidade de haver aquilo a que chama de “forças externas” interessadas em causar instabilidade e cisões no seio do partido, à semelhança do que ocorre noutras formações políticas. P. 8

SOCIEdAdE: Os Serviços Penitenciários confirmaram a fuga de dois reclusos,

respectivamente Nicolau Catxama e Jonas makengo, na manhã da ontem, 1 de Agosto, do estabelecimento Prisional de viana. Com estes dois, aumenta para seis o total de reclusos prófugos da referida unidade carcerária no período de um ano e três meses. P. 12 dR

Chivukuvuku apresenta hoje o seu novo partido político ● O antigo líder da CASA-CE, Abel Epalanga Chivukuvuku, divulgará hoje, em Luanda, a denominação da nova organização política com a qual concorrerá às próximas eleições, depois da sua conturbada saída da coligação CASA-CE. P. 8

Luanda

POLÍCIA dETÉM 11 EX-MILITARES EM MANIFESTAÇÃO BAI Directo_ O Pa’ s_276x42,733mm.pdf

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Confiança no Futuro

● Os militares e os huilanos disputam esta tarde no Estádio do Ferrovia, às 15:30, a primeira mão do troféu que abre oficialmente a temporada futebolística em Angola. P. 26

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EM FOCO

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

Corpo directivo do Hospital Geral do Lobito em prisão preventiva Na tarde de Terça-feira, 30 de Julho, os elementos da direcção-geral do Hospital Geral do Lobito foram detidos. Ontem, a PGR emitiu um comunicado a informar a prisão preventiva desses funcionários públicos e, à empresária envolvida nos supostos crimes de peculato e tráfico de influências, foi ditada uma caução carcerária

Zuleide de Carvalho, em Benguela

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direcção-geral do Hospital Geral do Lobito foi nomeada há dois anos e é investigada desde Maio de 2018. Na instrução preparatória, decretou-se a prisão preventiva de três funcionários administrativos, dentre eles o director-geral. Caso sejam culpados, as molduras penais são de 12 a 16 anos, por peculato, 6 meses a 3 anos, por recebimento indevido de vantagens e, de 6 meses a 5 anos, por tráfico de influências. As detenções do director-geral, Luís Varandas, da directora clínica, Joana da Conceição e do administrador do hospital, Américo dos Santos Mateus, ocorreram na tarde de Terça-feira, para interrogatório, progredindo para prisão preventi-

va, ordenada anteontem. Na nota de imprensa emitida pelo Ministério Público, dando a conhecer os quatro arguidos, está associada igualmente no referido processo uma empresária, que, apesar de estar igualmente sobinvestigação, aguarda julgamento em liberdade. À dita empresária, arguida até agora desconhecida, não tendo as fontes deste jornal revelado a sua identidade, foi imposta caução carcerária, sujeitando-se a cumprir com tudo o que o Tribunal exigir, no decorrer do processo. A prisão preventiva é uma “medida excessiva” A fase de instrução preparatória do processo com o número 465/PGR/ TCL/2019, formado face aos crimes de “peculato, recebimento indeviCedidA

do de vantagens e tráfico de influências”, poderá estender-se até quatro meses, segundo a Lei. Todavia, estando as investigações a decorrer, o jurista Domingos Chipilica considera “excessiva” a medida de prisão dos funcionários públicos, uma vez que haviam sido suspensos e “não há perigo de fuga”. Os arguidos, segundo o advogado, “já não estão a exercer a actividade para dizer-se que, há perigo de continuação da actividade criminal, são pessoas devidamente localizadas, estão a colaborar com a justiça desde o primeiro momento”. “A prisão preventiva, sobretudo, nessa fase embrionária do processo, em que as provas ainda hão-de ser recolhidas, é uma medida excessiva”, atestou Chipilica, dando o seu parecer de especialista em questões de direito. O jurista declarou ainda que “se terminasse a instrução e fosse já a acusação, entender-se-ia”, porque, “o Ministério Público teria muito mais força para fundamentar a privação da liberdade” dos arguidos. Gestão do director do hospital criticada pelos funcionários… Pouco depois de assumir o cargo de director do Hospital do Lobito, desempenhando anteriormente a mesma função, por vários anos, no Centro Oftalmológico Internacional de Benguela, a gestão de Luís Varandas foi contestada pelos colaboradores. Nos seus dois anos de mandato, interrompidos pela suspensão e prisão preventiva, sob acusação de crime de peculato, o director terá autorizado várias obras “desnecessárias”, segundo declarações de trabalhadores, feitas à TV Zimbo, há meses. Entretanto, no comunicado de imprensa da Procuradoria-Geral da República no Lobito, enunciase que este processo não está ligado ao caso de suposta negligência médica, pela morte de uma criança, de que o hospital é alvo.


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dESTAQUES POLÍTICA. PÁG. 08 deputado diz que “forças externas” tentam instabilizar a UNiTA.

o editorial

SOCIEdAdE. PÁG. 11

mais de 200 milhões de Kwanzas para melhorar as condições de ensino primário.

CARTAZ. PÁG. 14 “estamos a expor o nosso trabalho no mercado internacional, ao mais alto nível”

ECONOMIA. PÁG. 18 ACeTRO

comercializou 3 mil 146 viaturas em 2018.

O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

HOJE:

Bombeiros e vida

os números do dia

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stamos mal em termos de socorro a quem se vê aflito ou em perigo. Os acontecimentos de Porto Amboim, na quarta-feira foram prova disso, o mar entrou pela cidade, um restaurante ardeu em consequência de um curto-circuito, e os bombeiros chegaram quase sem equipamento. Aliás, e a próposito, como estamos no que toca à distribuição de quartéis e de meios de bombeiros em todo o país? Numa sociedade agitada como a nossa, com uma população e zonas habitacionais que não param de crescer, certamente que o perigo cresce também. e dos bombeiros, em termos de incremento, pouco se fala. Há que investir-se nos bombeiros e na educação para os primeiros socorros, o que significa apenas o óbvio, colocar a vida em primeiro lugar.

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12

Mil e 959 habitantes da vila do Tomboco, 150 quilómetros da cidade de mbanza Kongo, província do Zaire, começaram a beneficiar da energia eléctrica da rede nacional

Mil e 346 processos para emissão de cartas de condução da SAdC estão pendentes desde 2015 na direcção Provincial da viação e Trânsito em Cabinda por falta do laboratório

500 106

Milhões de dólares norteamericanos é o valor de divisas que o Banco Nacional de Angola (BNA) tem disponível para a venda em leilão

Projectos de investimentos privados, 29 dos quais já concluídos, foram registados no Projecto de Promoção e Captação de Investimento Privado

o que foi dito MUNdO . PG. 24 malásia apela a parar com acusações infundadas à Rússia no caso do vôo mH17.

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Comportamentos que estimulam a violência e o assédio no local do trabalho configuram uma violação dos direitos humanos”

Fernando dias dos Santos Presidente da Assembleia Nacional

“

Cada um se sente melhor em sua própria casa. Por esta razão, há necessidade de se trabalhar para que os nossos concidadãos possam regressar” Martin Mulamba Governador do Kassai Central (RdC)

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A sua ajuda, senhor governador, a sua presença constante, foi determinante para ficar concluída a preparação das instalações deste tribunal de comarca” Rui Ferreira Presidente do Tribunal Supremo e do Conselho Superior da magistratura


O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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e assim...

Hoje no online de O PAÍS leia a entrevista com o economista Herinelto Casimiro e encontre algumas respostas às suas inquietações sobre as universidades angolanas

José Kaliengue director

O outro

O

que a vida tem de melhor, de facto, é o outro. É-nos impossível imaginar a existência sem o outro. Não falo da solidão, falo da impossível existência sem o outro. Vivemos sempre um pouco para os outros, para não dizer em absoluto. EUA : O francês Ben Lecomte, 52 anos, lançou-se ao Oceano Pacífico para alertar a poluição dos oceanos pelo plástico. ilha do Existimos por eles e para eles, atraHavai, estados Unidos da América (dR) vés deles. Vamos esmiuçar e simplificar, trivializar até, o nosso comportamento social é variável em função dos outros, muita acção pueril de gente adulta é feita em função do outro, da sua resposta visível, ou do sentimento que se imagina lhe trespassará a alma. Assim como as acções grandiosas. O outro é o centro de nós – “nosotros”, dizem os espanhóis - , do que fazemos, do que pensamos, do que sonhamos. Amamos o outro, queremos que ele também nos ame. Competimos com o outro, ajudamo-lo a se realizar e por ele nos realizamos naquilo que realizamos. Mas, ao mesmo tempo, disseminam-se ideias supostamente vencedoras, apelando a que vivamos por nós, para nós e sem nos importarmos com os outros. Puro engano, porque até aí, nesse figurino, estamos a agir para os outros. O logro de se acreditar ser possível viver sem o outro leva muita gente a procurar destruí-lo, talvez em busca de uma compensação espiritual qualquer, odeia-se o outro e o que ele representa, sobrevaloriza-se o ego, mas em função sempre do outro. Sem se ter a noção de que o único caminho para a felicidade inclui sempre um outro qualquer, homem, alter ego, ou aquele que consideramos Deus. Porque ninguém se basta. Porque Deus também está Futebol O Sagrada sempre no outro. A paz com o outro desporto O 1º de Agosto e o Sociedade O júri do Prémio Economia O Gabinete de AproLivro “As Kassumunas do Nacional de Jornalismo prorrogou veitamento do médio Kwanza esperança da Lundesportivo da Huíla disputam Bairro indígena” é o título do é a única forma de construir e elevar para 15 de Setembro próximo o (GAmeK) vai realizar, no dia 10 de da-Norte prossegue um eu feliz. E, em boa verdade, senhoje o desafio da primeira mão novo livro do jornalista Salas prazo para a entrega dos trabalhos Agosto próximo até finais de Sea preparação do da supertaça, no estádio do Neto, que é apresentado ao timo-nos verdadeiramente felizes, Girabola 2019/2020 mais que sempre, quando descobriFerrovia, na cidade do Lubango, a serem submetidos à competição, tembro, trabalhos de injecção de público hoje, às 17h00, na Casa ao contrário da anterior data que cimento para a consolidação da na província de às 15:30. de Cultura Njinga a mbande no mos a felicidade nos olhos do outro. estrutura da barragem de CamBenguela, terra com O jogo entre ambos promete ser estabelecia o limite para 31 de Rangel, em Luanda. O livro, o Agosto. A decisão da prorrogação bambe, na sequência das obras de tradição no futebol renhido do primeiro até ao segundo de Salas Neto, é o E também... foi tomada em concertação com o alteamento executadas nesta último minuto. mas, os rubroensaio para uma futura autoministério da Comunicação Social, infra-estrutura em 2016. negros são os favoritos à conbiografia, com textos que em Dia Internacional da Cerveja - 2 pelo que visa incentivar a classe Sendo assim, o tempo previsto quista da vitória, uma vez que muito mostram parte da sua de Agosto jornalística de todo o país a participara esta intervenção é de aproxisão os campeões em título. vivência na capital e da experiA data foi criada em 2007, na par no evento, de modo a estimular madamente 50 dias e compreenOs militares, às ordens de draência enquanto jornalista. Califórnia, por quatro amigos e distinguir a criatividade, bem derá o rebaixamento da albufeira, a gan Jovic, darão o litro para embora o cunho pessoal esteja fãs desta bebida e hoje é festejaexecução dos serviços e o seu conquistarem o primeiro troféu como valorizar a competência, o bem patente no livro, o autor fez da em mais de 50 países por mérito e o profissionalismo dos posterior enchimento. A barragem questão de explorar temas, cujo da temporada. Os huilanos amantes fervorosos de cerveja. jornalistas angolanos. O Prémio de Cambambe conheceu novos também pensam no objectivo, teor sejam comuns à maioria Na Europa realizam-se vários rumos com a entrada em funciomas terão de redobrar esforços, Nacional de Jornalismo abrange dos seus leitores. desde os festivais da cerveja, especialtrabalhos nas categorias de imnamento, a 30 de Junho de 2016, do porque o 1º de Agosto tem bons problemas comuns de uma mente em países como a Bélgica prensa, Rádio, Televisão, e Fotojorprimeiro grupo gerador da central ii urbe em crescimento executantes, pelo que não vai e a Alemanha. na-lismo. com capacidade de 175 mW. facilitar.

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

NO TEMPO dO KAPARANdANdA

Director Geral de Publicações: José Kaliengue jose.kaliengue@opais.co.ao

OPAÍS

Director: José Kaliengue Sub-Director: daniel Costa, daniel.costa@opais.co.ao Chefe de Redacção: eugénio mateus, eugenio.mateus@opais. co.ao Grande repórter: André mussamo andre.mussamo@opais.co.ao Editorias : Política: ireneu mujoco ireneu.mujoco@opais.co.ao (editor) Sociedade: Paulo Sérgio paulo.sergio@opais.co.ao (editor) Romão Brandão romao.brandao@opais.co.ao (Sub-editor) Economia Luís Faria (Coordenador-editor) luis.faria@opais.co.ao Desporto: Sebastião Félix sebastiao.felix@opais.co.ao (editor) mário Silva mario.silva@opais.co.ao (Sub-editor) Cartaz: Jorge Fernandes jorge.silva@medianova.co.ao (Sub-editor) Redacção: Norberto Sateco, Alberto Bambi, Augusto Nunes, Rila Berta, miguel Kitari, domingos Bento, Neusa Filipe, Afrodite Zumba, milton manaça, Antónia Gonçalo, maria Teixeira, iracelma Kaliengue, Patrícia Oliveira, Stela Cambamba, Zuleide de Carvalho (Benguela),Brenda Sambo, maria Custódia, Kiameso Pedro e Adjelson Coimbra. Arte: Ladislau Bernardo (Coordenador) valério vunda (Coordenador adjunto)Lourenço Pascoal, Annette Fernandes, Nelson da Silva e Francisco da Silva. Fotografia: Carlos moco (editor), daniel miguel (Sub-editor), Pedro Nicodemos, Jacinto Figueiredo, Carlos Augusto, virgílio Pinto, Lito Cahongolo (repórteres fotográficos), Rosa Gaspar e Yuri dos Santos (Assistentes de departamento) Revisão: António Setas Agências: Angop, AFP, Reuters, Getty images

Assistentes de Redacção: Antónia Correia, Rosa Gaspar, inês monteiro e Sílvia Henriques Impressão e acabamento: dAmeR, S. A. Luanda Sul, edifício damer Distribuição: media Nova distribuição Tel: +244 943028039 distribuidora@medianova.co.ao pontodevenda@medianova.co.ao Assinaturas: Bruno Pedro Tel: +244 945 501 040 Bruno.Pedro@medianova.co.ao Online: Venâncio Rodrigues (Editor)isabel dalla e Ana Gomes Sítio Online: www.opais.co.ao Contactos: info@opais.co.ao Tel: 914 718 634 -222 003 268 Fax: 222 007 754 Sede: Condomínio ALPHA, Talatona- Luanda. Tel: 222 009 444 República de Angola

1934

02 de Agosto -morreu o presidente alemão, Paul von Hindenburg, aos 87 anos, deixando caminho para Adolfo Hitler se assumir como ditador.

1939

02 de Agosto -O físico alemão Albert einstein, radicado nos estados Unidos da América, afirmou, em carta ao presidente norte-americano à época, que os eUA deveriam iniciar um programa de investigação atómica.

1974

02 de Agosto -O SecretárioGeral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, debateu com as autoridades portuguesas o futuro das colónias.

CARTA dO LEITOR

mais ordem precisa-se! Saudações, director do jornal O PÁIS, força, fé e foco é o que lhe desejo nesta Sexta-feira, 02 de Agosto. A minha Rua, a 12 de Julho, no Sambizanga, em Luanda, continua a ser um caos para os moradores e pessoas por que ali circulam. Os bandidos agem sem meias

medidas e se a vítima oferecer resistência corre o risco de perder a vida. A relação, na 12 de Julho, entre alguns agentes da Policia Nacional e alguns bandidos tem sido pior que o “Tom e Jerry”. Os bandidos fumam e fazem duas suas, por isso muitos

esquivam aquele rua, mas, as vezes não há alternativas. Em tempos, um vizinho chegava do serviço, às 19:00, foi interpelado pelos vizinhos, bandidos e levaram todos os seus bens. Por conhecer os jovens e estes estavam sob efeito de substâncias psicotrópicas, dR

preferiu “engolir” o caso. Mas, tem a certeza que se reagisse, correria vários perigos dentro ou fora de casa na calada da noite. Por esta razão, peço que a Polícia Nacional seja mais actuante e com meios técnicos que bem conhecem para deter os infractores, desde que observem o plasmado nas leis angolanas. Está dificil circular ou viver no Sambizanga, muitos fingem, mas é um facto, por isso a paz é o que se pede. As meninas, com grandes atributos físicos no bairro, são obrigadas a ser, a força, amigas de muitos meliantes. De outro modo, correm riscos e só devem ficar em casa, porque, mesmo que saírem de dia, são perseguidas e desviadas. Isso é um facto meus senhores, mais actuação no Sambizanga e arredores é o que se quer, porque, muitos delinquentes desfilam sem medo da Polícia! Bunga P.J.Songo Sambizanga

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POLÍTICA

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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deputado diz que “forças externas” tentam instabilizar a UNiTA dR

Alberto Ngalanelã, secretário da UNITA em Benguela

O secretário provincial da UNiTA em Benguela, deputado Alberto Ngalanelã, aventou Terça-feira, 29, a possibilidade de haver aquilo a que chama de “forças externas” interessadas em causar instabilidade e cisões no seio do partido, à semelhança do que ocorre em outras formações políticas Constantino Eduardo, em Benguela

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lberto Ngalanelã, que fala em coesão política, desmente informações segundo as quais o presidente Isaías Samakuva manifestara interesse de se recandidatar, na reunião ocorrida a 22 de Julho do corrente, avançando que, para quem tenha a pretensão de instabilizar o partido, a UNITA guia-se por princípios firmes, daí que vocábulos como “cisões” não façam parte da gramática partidária daquela formação política, para quem o galo negro vai encontrar o melhor caminho para manter estrutura coesa, dada às responsabili-

dades que tem no panorama político de Angola. Na referida reunião, segundo avança, em momento nenhum o presidente do Galo Negro avançou a intenção de se recandidatar, porquanto o assunto não figurou da agenda do encontro, mas abordouse, fundamentalmente, questões relacionadas com o XIII congresso. “Toda a esperança da maior parte do povo angolano está depositada na UNITA”, realça. Face ao ocorrido, aos que terão municiado os órgãos de comunicação social, com destaque para o Jornal de Angola, com informações da “recandidatura”, Ngalanelã chama-os de “pessoas de má-fé”, por

estarem interessadas em instalar o caos político: “Deviam ter contactado o porta-voz (Alcides Sakala) para, antes de estamparem a notícia, confirmar aquilo que terão sido as especulações que vieram desta reunião”, considera. “Para tranquilizar a todos, a UNITA tem um calendário e tem uma fase de candidaturas, de 16 a 30 de Setembro, e daí vão se dissipar todas essas dúvidas. É um não assunto, porque não se tratou”, esclarece. O deputado à Assembleia Nacional considera importante que se trabalhe, no sentido de evitar que se criem cisões à volta de um congresso que se quer democrático. “Algumas vozes de fora procuram encontrar um espaço e muitos, se calhar, com a situação em que o MPLA se encontra, também querem que a UNITA entre numa instabilidade, o que não vai acontecer. Entre os vários candidatos que vão perfilar, só um é que vai ganhar as eleições”, garante. Samakuva: um potencial candidato a PR Embora paire ainda incerteza em relação ao futuro de Samakuva no seio do seu partido, é, porém, dado adquirido que o político voltará a ser candidato a Presidente da República em 2022. Em declarações ao jornal português Público, Isaías Samakuva, líder da UNITA desde 2003, admitiu voltar a ser candidato às eleições em 2022, se os estatutos da UNITA forem alterados no XIII Congresso Ordinário do partido, que se realiza de 13 a 15 de Novembro, permitindo a realização de um congresso extraordinário para a escolha do candidato do partido à Presidência da República. Segundo fontes da UNITA contactadas por este jornal, se o presidente influenciar a alteração dos estatutos, compararse-á àqueles líderes africanos que mudam os instrumentos – constitucional, legal e estatutário -para favorecê-lo: “Não nos esqueçamos que, em 2016, o presidente disse que abandonaria a vida política activa este ano”, lembra.

Abel Chivukuvuku apresenta novo projecto em Luanda

Chivukuvuku divulga hoje o nome do seu novo partido O político divulgará a denominação da sua nova organização que foi criada logo após a sua “conturbada” saída da Coligação eleitoral CASA-Ce

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politco Abel Chivukuvuku apresenta hoje, em Luanda, em conferência de imprensa, a assembleia constituinte do seu novo partido politico. O anúncio acontece alguns meses depois da saída da CASA-CE, onde foi acusado de fazer oposição contra a própria coligação e de ter concentrado todos os poderes na sua pessoa Recentemente, o politico realizou uma conferência regional, sob o lema “Prontos para o Soar do Apito”, que teve como propósito o manifesto da criação da sua força política e, ao mesmo tempo, a auscultar os apoiantes das províncias de Malanje, Uíje, Cuanza-Norte, Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico. Durante a conferencia, Abel

Chivukuvuku afirmou que a denominação da nova força política será feita publicamente depois da conclusão da campanha de recolha das propostas dos signatários em todo o país. Chivukuvuku explicou ainda que o exercício de criar um novo ente politico deriva da necessidade de continuar a servir o país, em toda a sua latitude e dimensão, as expectativas dos cidadãos, tendo em conta a “deplorável” condição humana a que estão submetidos, ainda mais agravada com a desvalorização da moeda nacional. Sustentou ainda que o lançamento da nova formação partidária está fundamentado na criatividade e inovação, de forma participada, com o propósito de servir e contribuir para o bem dos cidadãos.


O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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Agravamento das dificuldades sociais reduz popularidade de João Lourenço, afirma organização internacional Segundo a organização internacional Friends Of Angola (FOA), apesar de algumas mudanças quanto à relativa abertura da imprensa e à responsabilização criminal de algumas figuras do poder, que consideram selectiva, estas pequenas mudanças não tiveram impacto directos na vida das populações Domingos Bento

O

director da organização internacional Friends Of Angola (FOA), Rafael Moraes, afirmou que, nos últimos tempos, face às dificuldades sociais que as famílias enfrentam, a popularidade do Presidente da Republica, João Lourenço, tem vindo a reduzir de forma drástica, pelo que alerta a mudança de paradigma e a conjugação do discurso à prática para se inverter o quadro. Segundo Rafael Moraes, o amento do preço dos produtos básicos e a ainda a reinante dificuldades de acesso aos cuidados primários de saúde e de educação contribuíram para redução da popularidade de João Lourenço, que pode ver os seus votos reduzidos caso venha a se recandidatar nas próximas eleições de 2022.

Apesar de algumas mudanças no que toca à relativa abertura da imprensa e a responsabilização criminal de algumas figura do poder, embora de forma selectiva, Rafael Moraes disse que estas pequenas mudanças não tiveram impacto directos na vida das populações. Esta situação vem causando, há já algum tempo, um desgosto ao actual Executivo que continua a adiar a resolução dos problemas básicos da grande maioria dos angolanos. “Não vemos alguma evolução a nível social, antes pelo contrário, continuam os problemas. Há uma tendência de aumentar os problemas sociais dos cidadãos. Continuamos a ver muitas crianças fora do sistema de ensino, problemas sérios com a distribuição de água e energia. Vemos ainda a subida de preços dos produtos de primeira necessidade. É um sofrimento cada vez maior”, lamentou.

Para o director da FOA, João Lourenço, nos primeiros dias da sua governação, demonstrou ser um homem corajoso pela forma como enfrentou o seu próprio partido no que toca à luta contra a corrupção, tendo o seu discurso, durante as eleições, proporcionado um nível grande de popularidade e aceitação. “Até a própria oposição aderiu positivamente aos seus discursos. Mas, muitos analistas acreditaram ser uma luta impossível do ponto de vista prático, por ser uma epidemia criada pelo seu próprio partido e isso vai se tornando perigoso para si mesmo, uma vez que se presume ter criado inimigos internos”, disse. Apesar de só estar ainda a cumprir o seu segundo ano de mandato na Presidência da República, Rafael Moraes afirmou que João Lourenço ainda está longe de executar o que prometeu, a julgar pelo au-

dANieL miGUeL/ARqUivO

“Não vemos a nível social alguma evolução, antes pelo contrário, continuam os problemas” Rafael Moraes, FOA João Lourenço, Presidente da República

mento cada vez mais das dificuldades. “No que toca à corrupção, notase que ela é efectivamente selectiva, porque acreditamos que, se colocado em prática de facto, vai arrastar para a cadeia todos os que conduziram e que ainda conduzem este Estado ao abismo. Portanto, achamos que o Presidente deve ser mais pragmático para conjugar o discurso à prática. É por isso que nos últimos dias constata-se a diminuição da sua popularidade sobretudo nas classes baixa e média”, apontou. Impostos não vão retirar o país da conjuntura O país enfrenta uma crise financeira devido à diminuição do preço do barril de petróleo no mercado internacional. Porém, no entender de Rafael Moraes, não é com a subida dos impostos, como é o caso da recente subida da tarifa da energia e a possível entrada em cena do IVA, que se vai melhorar ou tirar o país da actual conjuntura económica. “Angola, sendo um país rico em recursos minerais e não só, tem tudo a seu favor para se desenvolver. Porém, a má gestão dos resultados provenientes destes recursos faz com que mergulhemos nesta crise”, notou. O ouvir mais é a saída Para o activista politico, João Lourenço faz bem quando dá um sinal que está interessado em ouvir os diferentes actores da vida social e politica. Esse exercício, no seu entender, deve continuar caso o Presidente queira de facto resolver os problemas dos cidadãos. Segundo Rafael Moraes, João Lourenço deve contínua a andar pelas comunidades mais desfavorecidas e ouvir as suas preocupações para que se encontre, o mais rápido possível, as devidas soluções. “Em relação às viagens ao interior do país, consideramos positiva, uma vez que leva a constatar a implementação das políticas traçadas pelo seu Governo. Receber relatórios e avaliar, a partir do seu gabinete ou através de entrevistas forjadas, não ajuda na melhoria das condições de vida das populações”, concluiu.

Paulo Pombolo, Secretário-geral do MPLA,

Secretário-geral do mPLA trabalha em viana

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secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, trabalha hoje no município de Viana, onde vai dirigir o encontro de trabalho do grupo de acompanhamento do Secretariado do Bureau Político do seu partido à província de Luanda. Segundo uma nota a que o país teve acesso, o encontro, que terá lugar no Comité Municipal de Viana, vai analisar uma serie de questões relativas à vida do MPLA, o maior partido político do país. A actividade de hoje no município de Viana é primeira desde que Paulo Pombolo foi eleito para o cargo de secretário-geral do MPLA, em substituição de Álvaro de Boavida Neto, no quadro do VII congresso extraordinário da organização política. Os militantes do partido, à semelhança da maioria dos cidadãos, esperam que deste encontro saiam importantes deliberações e orientações que possam contribuir para a melhoria das condições de vida das populações que continuam expectante quanto ao cumprimento das promessas eleitoral de “melhorar o que está bem, corrigir o que está mal”.


SOCIEdAdE

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

mais de 50 fiscais africanos morreram a proteger a vida selvagem O secretário executivo da associação dos fiscais de África – Angola, miguel Kinavuidi, contou que 54 fiscais africanos morreram nos últimos 12 meses, entre os quais dois angolanos. desta cifra, o grupo registou menos 80 mortes confirmadas comparando com os dados de 2018 CedidA

Stela Cambamba

O Secretário executivo da Associação dos Fiscais de África – Angola, Miguel Kinavuidi, ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, e Ruth Nasusu Njunjuvili, uma das homenageadas

responsável da associação ressaltou que, actualmente, o momento que se vive é de grande reflexão, tendo em conta que, em todo mundo, os fiscais enfrentam vários problemas sociais e profissionais, desde a pouca importância que se da à profissão, assim como as regalias associadas às suas carreiras. “É difícil proteger a integridade física da biodiversidade atendendo

os diferentes conflitos que possam existir entre o homem, e os animais selvagens e dos caçadores furtivos, que constituem a maior ameaça”, disse Miguel Kinavuidi. Apesar dos desafios, os fiscais também lutam por melhores condições de trabalho e assistência em termos de saúde para eles e as suas famílias, porque a maioria trabalha em regimes isolados. O dia 31 de Julho, consagrado mundialmente aos fiscais, é um ganho para eles, porque busca-se ao máximo a consciencialização da

sociedade em todo mundo sobre a importância do trabalho que têm feito para a protecção da integridade física da biodiversidade. Em África, a data está associada a outro marco no género, porque se comemora o Dia da Mulher Africana, o que constitui para as fiscais (mulheres) um motivo adicional para regozijos. Angola conta com três mulheres fiscais e a primeira é própria a ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho. No grupo de 300 fiscais angolanos foram homenageadas três mulheres, nomeadamente a ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, Ruth Nasusu Njunjuvili e uma funcionária do parque Nacional de Maiombe, na província de Cabinda. A data tem como objectivo homenagear fiscais tombados no cumprimento dos seus deveres e reconhecer o contributo dos fiscais na protecção, preservação e conservação da vida selvagem e o do seu habitat. Segundo Miguel Kinavuidi, Angola é membro da Associação dos Fiscais de África e da Game Rangers Association of Africa, organização africana dos Fiscais e tem dado passos significativos no que concerne às áreas de conservação, apesar de ainda carecer de algumas melhorias sobre o número de fiscais nos parques. Foram aprovados os regulamentos dos parques nacionais, um avanço importante para conformar as categorias dos fiscais e desenhar sua carreira. Ainda no dia 31 de Julho foi também aprovada a Lei das Áreas de Conservação de Angola, que acredita ser um grande feito alcançado pelo Ministério do Ambiente neste domínio. As organizações mundiais de defesa e promoção dos fiscais esperam por um apoio individual e colectivo aos fiscais em todo mundo, bastando para o efeito, nesta ocasião, exibir o cartaz de apoio criado para a efeméride. Para saudar a data, a Associação dos Fiscais de África – Angola promoveu uma campanha de consciencialização nas redes sociais e não só, onde indivíduos e instituições manifestaram o apoio aos fiscais em tudo mundo e em particular os fiscais de Angola.


O PAÍS Sextas-feira, 02 de Agosto de 2019

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Presenciaram o acto a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, a administradora do BFA, Manuela Moreira, e secretários do Estado da Educação e diversas entidades de ambas instituições

Mais de 200 milhões de Kwanzas para melhorar as condições de ensino primário duzentos e quarenta e três milhões de Kwanzas é o valor

total disponibilizado pelo Banco de Fomento Angola (BFA) ao ministério da educação para melhorar as condições de ensino nas escolas primárias de Luanda

Maria Teixeira

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Banco de Fomento Angola (BFA) e o Ministério da Educação assinaram, ontem, em Luanda, um acordo de parceria, com vista a melhorar as condições de ensino nas escolas primárias da capital de Luanda, através da metodologia “Ensinar a Ensinar” do projecto CAPPRI. O acordo enquadra-se no âmbito do programa de Responsabilidade Social daquele banco que irá apoiar, durante o ano de 2019, o projecto de Capacitação para Professores Primários (CAPPRI), que está a actuar em todos os municípios da província de Luanda. O objectivo desses projectos é o de formar os professores do Ensino Primário na província de Luanda, mas também aumentar o número de crianças e jovens no sistema

educativo nacional, como sendo grupo vulneráveis da população. Em declarações à imprensa, a administradora do BFA, Manuela Moreira, disse que desde o início assumiram um compromisso muito forte com Angola que é o de ajudar o país no desenvolvimento sustentável. Explicou ainda que, mais do que financiar projectos e apoiar a economia, é importante contribuir para a sustentabilidade social e ambiental, para que Angola seja um país socialmente aceitável e ambientalmente correcto. “É baseado nisso que os accionistas do banco tomaram a decisão de contribuir todos os anos com parte dos seus lucros líquidos para apoiar causas sociais em Angola. Essa vontade é uma das facetas da nossa missão enquanto instituição financeira, e decorre da responsabilidade social”, disse. Acredita que o desenvolvimen-

to sustentável deve passar fundamentalmente pela criação de bases muito solidas na educação, formando pessoas que ajudem neste caminho. Por sua vez, a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, disse que essa acção terá repercussões muito grande não só no presente, mas também no futuro, porque o capital humano inicia-se na escola e a escola tem como pilar fundamental o actor principal, o professor. A governante aproveitou a ocasião para agradecer à referida instituição bancária por se rever na importância da Educação para o desenvolvimento do país. Um outro projecto em carteira anunciado pela titular da pasta, que será encabeçado pelo BFA, é a construção de uma escola no município do Cahama, província do Cunene, uma vez que as crianças desta localidade estudam debaixo das árvores e sentam-se em pedras.

Espera-se formar cerca de mil e 300 professores/ mês O ministério da educação prevê, com a implementação do CAPPRi, formar cerca de mil 300 professores por mês, nos sete municípios de Luanda, perfazendo um total de cinco mil e 600 professores do ensino Primário este ano, para 225 mil e 445 alunos. O projecto CAPPRi teve início em 2018 e é uma iniciativa do ministério da educação, com o objectivo principal de preparar os professores, complementando o seu trabalho diário de uma forma lúdica, mais fácil e apelativa. isto através da metodologia “ensinar a ensinar”, com o apoio de um Guia Pedagógico. desde a sua criação, o programa capacitou cerca de quatro mil e 500 professores primários, sendo que, com o apoio do BFA, será possível beneficiar e formar mais cinco mil e 100, num total de nove mil e 600 docentes. O projecto encontra-se na fase de acompanhamento e teve início em Abril deste ano. Até à data, já acompanhou cerca de 250 professores que estão a colocar em prática, em salas de aulas, as metodologias apreendidas. Presenciaram o acto a ministra da educação, maria Cândida Teixeira, a administradora do BFA, manuela moreira, secretários do estado da educação e diversas entidades de ambas instituições.


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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

Seis reclusos fugiram da comarca de Viana em um ano Os Serviços Penitenciários confirmaram a fuga de dois reclusos, Nicolau Catxama e Jonas makengo, na manhã da ontem, 1 de Setembro, no estabelecimento Prisional de viana. Com estes dois, perfazem um total de seis reclusos prófugos da Comarca de viana em um ano e três meses

PROCURAdO. Nicolau Catxama, mais conhecido por Nico, de 30 anos de idade

PROCURAdO. Jonas Makengo, mais conhecido por “Pê Jota”, de 22 anos

LiTO CAHONGOLO/ARqUivO

Romão Brandão

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icolau Catxama, mais conhecido por Nico, de 30 anos de idade, condenado a 14 anos e sete meses de prisão, pelo crime de roubo qualificado, bem como Jonas Makengo, mais conhecido por “Pê Jota”, de 22 anos, condenado a 14 anos e 6 meses de prisão por homicídio voluntário, estão a ser procurados por terem fugido, ontem, da comarca de Viana. A Polícia emitiu uma nota de procura, com as letras garrafais “Altamente perigoso” e pede a colaboração de todos os cidadãos no sentido de os denunciar caso os virem. Neste momento, segundo Menezes Cassoma, porta-voz dos Serviços Penitenciários, para além de se envidarem esforços no sentido de os localizar, estão a desenvolver mecanismos no sentido de averiguar o modus operandi da fuga. Em entrevista a OPAÍS, o responsável disse que a única informação adicional que têm é que os dois prófugos já estão fora de Luanda. Questionado sobre como os reclusos fugiram da cadeia de Viana, tendo em conta o forte aparato de segurança da prisão, o director para a Comunicação do Serviço Prisionais respondeu que “é prematuro informar como os reclusos conseguiram fugir, mas estão a averiguar para nos próximos momentos informarem”. Os dois reclusos apenas tinham cumprido dois dos 14 anos a que foram condenados. Importa frisar que no ano passado fugiram da Comarca de Viana um total de quatro reclusos. A primeira fuga foi em Fevereiro, na

madrugada do dia 9, perpetrada pelos reclusos Bruno Bernardo Neto, de 18 anos, e o comparsa Alberto Mário Nádio, de 30 anos, que estavam internados, doentes, acometidos por tuberculose. Os mesmos aproveitaram-se da situação e conseguiram sair do Bloco E, nave 4, e chegaram ao exterior do estabelecimento sem que fossem vistos pelos guardas.Bruno Bernardo Neto, coincidentemente, foi condenado também a 14 anos pelo crime de roubo, enquanto o comparasa, Alberto Mário Nádio, estava detido preventivamente sob acusação de crime de abuso de confiança concorrido com ofensas corporais. Os dois estavam na cadeia de Viana há um ano. No mês de Maio, em 2018, mais dois reclusos no Estabelecimento Penintenciário de Viana foram dados como prófugos, tendo um dos quais sido capturado. Eram 7 horas quando se encontravam a trabalhar no campo agrícola, sob a vigilância dos efectivos dos Serviços Penintenciários, que os reclusos engendraram a fuga. Muzango Bunga, de 39 anos, Ricardo Mulunda, de 28 (que foi capturado momento depois), terão escapado pelo muro de vedação da cadeia quando trabalhavam na horta do estabelecimento, segundo o porta-voz dos Serviços Penintenciários, Meneses Cassoma, que falou, naa ltura, para este jornal. Tanto Muzango Bunga quanto o Ricardo foram setenciados a dois anos de prisão efectiva por posse illegal de arma de fogo e os dois já tinham cumprido metade da pena. Meneses Cassoma disse ainda a OPAÍS, ontem, que dos quatro que fugiram no ano passado apenas dois continuam prófugos, pelo que conseguiram recuperar dois.

Onze ex-militares detidos em manifestação

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Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional tornou público, ontem, um comunicado que dá conta da detenção de onze cidadãos, ex-militares, acusados do crime de assuada e

danos materiais Os ex-militares foram detidos por volta das 12 horas de ontem, durante uma manifestação violenta, segundo a Polícia, perto da Unidade Militar do Grafanil, na avenida Deolinda Rodrigues. Os 11

(onze) detidos fazem parte de um grupo de 300 elementos que após o cumprimento do serviço militar obrigatório reclamam ingresso na Polícia Nacional. Foram acusados pelos crimes de assuada e danos materiais em

veículos, durante uma manifestação, porque os actos de alteração à ordem e tranquilidade públicas consistiram na queima de pneus, troncos de árvores, colocação de pedregulhos na via e quebra de vidros de viaturas que cir-

culavam na zona. O comunicado que chegou à nossa redacção, assinado pelo intendente Hermenegildo Adelino, diz que os onze detidos serão presentes a tribunal para julgamento sumário, nos próximos dias.


CARTAZ seu suplemento diário de lazer e cultura

Gigliola Zacara

“Estamos a expor o nosso trabalho no mercado internacional, ao mais alto nível” A actriz moçambicana, Gigliola Zacara, em entrevista a este jornal considerou que o teatro africano vive uma fase dinâmica, por observar a participação de várias companhias em eventos promovidos noutros continentes, onde também é possível manter o intercâmbio teatral e cultural Antónia Gonçalo

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nossa interlocutora participou na XIV edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA), realizado em Julho, em Luanda. Na ocasião referiu que o evento serviu de espaço ideal para criar e estreitar novas relações, onde se pode perspectivar o futuro, devido à mobilidade diária, troca de experiências e de contactos para futuros projectos. Participou na XIV edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga. Como avalia a sua participação no evento? Foi boa. Apresentei um monólogo. É sempre uma grande responsabilidade participar e representar o país num evento do género. Parece fácil estar sozinha no palco, mas não é, porque todas as atenções estão voltadas para uma só pessoa. A minha apresentação no palco do FESTECA foi uma experiência única, dado que houve algumas mudanças na peça durante a apresentação. Foi uma coisa única. A receptividade do público foi muito boa. No princípio, fiquei com receio, porque não sabia como a plateia reagiria, mas foi in-

teressante descobrir-me na peça, de forma tão aleatória. Preparei um espectáculo e apresentei outro, que foi muito mais interessante. Com esta peça “Ihaya” (vergonha), que mensagem pretendeu transmitir? A peça retratou o quotidiano de uma rapariga, que desconhece as transformações que surgiam no seu corpo, mas que de alguma forma começa a emitir sinais que aos olhos da sociedade parecem repugnantes, dignos de vergonha. Ela desconhecia essas transformações e tentava descobrir o que se passava. Por essa razão, passou por algumas situações difíceis como a discriminação, opressão e a estigmatização no seio da socieda-

de. Esta peça é um pretexto à questão da discriminação das pessoas que pertencem às minorias sexuais, que é a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais). Como surge a iniciativa para esta peça? Foi desenvolvida em parceria com uma organização que temos em Maputo, a Lambda, que defende os direitos desta comunidade, composta por lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e outros. A cada ano que passa surgem outras ideologias em relação à questão da sexualidade. Com essa peça pretendi aconselhar as pessoas em relação ao respeito que devem ter para com as escolhas e opções das pessoas. Essa peça resulta de uma pesquisa realizada com esta comunidade? Sim. Eu em particular, como tenho feito um trabalho mais aprofundado com a comunidade, nas conversas e entrevistas feitas para saber como é que cada um se descobriu, soube que muitas delas não se descobriram, mas foram descobertas por outras pessoas. Deste modo, sofreram represálias, porque apresentavam algumas características que eram consideradas (supostamente) anormais, mas que elas desconheciam. Nós somos diferentes, porém somos iguais, porque temos um coração e nas nossas veias corre um sangue vermelho. Então, num todo, a ideia é de remeter as pessoas para essa reflexão. Por isso, pegamos nessas vivências, algumas delas mais trágicas. Tivemos ainda o testemunho de outras pessoas já falecidas, noutros países, por se terem assumido. Morreram muitas delas ape-


O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

15 mente vão ficar, que darão razão a essa continuidade. É a primeira vez que participa neste evento. O que achou do mesmo? O FESTECA é um espaço para criar novas relações, e, para aquelas que já existem, amadurecer. É um espaço onde podemos perspectivar o futuro e adquirir experiências, porque vivemos aprendendo. É a primeira vez que participo, as actividades são interessantes. Durante o dia há uma mobilidade no espaço, as pessoas conhecerem-se, trocam conhecimentos e trocam contactos para futuros projectos.

drejadas e baleadas. Esse trabalho com a comunidade de minorias sexuais deverá ser contínuo? Sim. Temos um projecto onde os artistas são todos gays. São mais de 10 em palco, todos eles gays assumidos. Será apresentada este mês. É um trabalho do nosso centro, que é representado por mim. Tem sido uma coisa crescente, porque comecei a trabalhar com pessoas que não pertencem a esta comunidade e depois fui envolvida com aquelas, que pertencem às minorias sexuais. Esse trabalho que vou fazer especificamente com a comunidade LGBT é um empoderamento gay, o orgulho gay, que é uma celebração por serem gays. Aqui já não estamos a reivindicar nada. É preciso que nos libertemos daquilo que consideramos “prisão”. Tanto faz que seja um casamento ou emprego que não nos faça sentir bem. Devemos ser socialmente aquilo que gostaríamos de ser, e não como os outros gastariam que fôssemos. Paralelamente à exibição da peça no FESTECA, ministrou uma formação destinada às crianças. Como foi partilhar essa experiência? Basicamente quis passar um pouco daquilo que era a minha experiência no trabalho de representação com crianças e para crianças. Primeiro, tentamos conhecermo-nos de modo a aferir que metodologia usaria para alcançar o objectivo do processo formativo. Começamos

com jogos teatrais, leitura do livro de conto “O sonho da menina Kissanga”, da escritora angolana Rosa Pereira, e depois construímos a peça a partir do livro, uma adaptação da obra para o palco. Distribuímos as personagens, mas o trabalho ainda não foi concluído. Espero numa próxima oportunidade poder concluir este trabalho com estas crianças, que muito se dedicaram e mostraram interesse em aprender. Quer dizer que notou um grande potencial nestas crianças? Sim. A força de vontade que elas têm é enorme. A adesão foi extremamente boa nos dois dias, o que considero positivo. Porquanto, no segundo dia de formação apareceram outras crianças interessadas em fazer parte do aprendizado. Ver as crianças com interesse de continuar com o aprendizado, significa que o processo foi bom. Neste evento interagiu com actores de vários grupos, muitos deles formados recentemente. Como avalia o surgimento de novos grupos teatrais? É sinal de que alguma coisa de bom está a acontecer, que estamos a despertar nas crianças, nos adolescentes e nos jovens a vontade de fazer arte. Esses são os continuadores das artes cénicas. Então, é importante que se renove a cada dia, para que o teatro tenha continuidade. Assim o trabalho nunca morrerá. É claro que o tempo vai seleccionar os grupos que real-

Essa participação resultou na efectivação de um acordo de trabalho com o Centro de Animação Artística do Cazenga (Anim’Arte). Em que se baseia? Durante o festival rubricamos o acordo de parceria de intercâmbio entre o Anim’Arte e o Centro de Recriação Artística de Maputo, para dinamizar o trabalho conjunto, como a realização de residências artísticas e a produção de espectáculos que envolvem artistas dos dois países. É um trabalho que vamos realizar, apesar de ainda não estarem definidas às datas. Qual é a relação de Angola e Moçambique ao nível das artes cénicas? Acredito ser boa, porque tenho conhecimento da participação de vários grupos moçambicanos em eventos do género em Angola. Por exemplo, o grupo Girassol de Moçambique muitas vezes participou no FESTECA e graças a eles nesta edição o Centro de Recriação Artística de Maputo pôde também participar. O Anim’ Arte tem uma relação que é uma ponte entre os dois países, onde indicam grupos para participar nos festivais que realizam. Por exemplo, muitos grupos angolanos também participam em vários eventos em Moçambique, como o Festival Internacional de Teatro de Inverno (FITI). Acho que a partir deste pressuposto temos uma boa relação. O vosso grupo tem participado em vários eventos internacionais. Quais têm sido os resultados deste intercâmbio? Acho que a vantagem em poder interagir com grupos de outras nações, com outras técnicas teatrais e culturas, sempre nos enriquecem. Deste modo, parto deste princípio, que estamos num constante aprendizado. E estes encontros, essas trocas de experiências, essas partilhas, tirar o que é nosso para os outros, beber o que é dos outros, nos enriquece artisticamen-

te. Isso é o que acho importante. E não só no ser artístico, mas também como ser humano, porque fazer arte não significa apenas entreter. Fazemos arte também para viver e transformar a nós próprios e aos outros. Está é a parte interessante do nosso trabalho. Considera o teatro africano dinâmico? Creio que sim! São vários os grupos que se estão a firmar a nível local, nos seus próprios países, a nível continental e além-fronteiras. Não estamos a interagir apenas a nível de África, mas também com outros continentes, nos vários eventos que se realizam. Um exemplo prático é o FESTECA, que recebeu grupos da África do Sul, Brasil, Estados Unidos da América e Portugal. Além de receber, também estamos a ir nestes países apresentar o nosso trabalho e levar a cultura africana. Estamos a expor o nosso trabalho no mercado internacional, ao mais alto nível. Em Março, Moçambique foi vítima de uma catástrofe natural, o ciclone IDAI, que devastou a cidade da Beira, a segunda maior do país. Como encarrou essa ocorrência? Foram perdas muito grandes em termos de vida e infraestruturas. Foram muitas vidas ceifadas. Em termos de infraestruturas serão necessários cinco anos para reconstruir o que foi destruído. Neste momento, existe uma comissão que procede a avaliação, com o apoio do Governo. Já temos também um fundo para canalizar os apoios, para que a posterior, sejam feitas as obras de restruturação. A cidade da Beira está numa zona muito abaixo do nível do mar, e que sempre vai sofrer este tipo de inundações. Com pequenas chuvas sofria cheias normais, imagine com um ciclone. Foi uma coisa extremamente horrível. Foram vários os países e organizações que se sensibilizaram e estão a ajudar até agora, facto que muito agradecemos. Os apoios não param de chegar, porque as pessoas perderam tudo e precisam de apoios. Perderam as suas casas e os seus documentos. As escolas foram destruídas e os hospitais também. É mesmo um recomeço. Que mensagem deixa aos irmãos moçambicanos, para que continuem firmes? Muita força e coragem para o dia de amanhã. Dizer que as coisas não acabaram. Nada acabou! É um novo recomeço. Para aqueles que conseguiram sobreviver, Deus lhes deu uma nova oportunidade. Então, vamos agarrar com as duas mãos.

Perfil

G

igliola Sarifa da Conceição Zacara nasceu em Maputo, no mês de Dezembro de 1983. É licenciada em Estatística e Gestão de Informação. É actriz, bailarina, coreografa, professora de dança, modelo publicitária e produtora de eventos. O seu primeiro papel de destaque como actriz no cinema foi em 2005 como protagonista do filme “O jardim do outro homem” de Sol de Carvalho, que garantiu a sua primeira nomeação para a categoria de Melhor Actriz em 2007, no 3º Festival de Cinema da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), realizado no Brasil. Quatro anos depois, protagonizou o filme de Mickey Fonseca, “Traídos pela Traição”, “Quero ser uma estrela” de José Carlos de Oliveira, participou como actriz coadjuvante no filme “Malha” de Mickey Fonseca e uma participação especial no filme Alemão “Kennedy’s Brain” de Urs Egger e o mais recente de todos é o “Resgate” de Mickey Fonseca. Conta com participações em dobragem de voz do seriado Sul-africano “Soul City”, Rádio novelas da Nweti Comunicação e Imagem, como também algumas participações em filmes institucionais, alguns exemplos: “Uma coisa nova”, “Andar fora é arriscado” e “Um minuto nutrição”. Estudou representação para teatro, cinema e televisão, tendo iniciado as suas participações em oficinas de formação em Moçambique, Brasil e Angola desde 2005. Nomes sonantes como Manuela Soeiro, Ana Magaia, Evaristo Abreu, Graça Silva, Gilberto Mendes, Isabel Jorge, Elliot Alex, Mário Madjaia, Ximene Costa estão presentes no seu processo de formação como actriz. Actualmente e em paralelo às suas actividades de actriz, coreógrafa, bailarina, professora de dança, está integrada numa plataforma de representação para teatro, cinema e televisão denominada “A Plateia” pelo projecto Olhar Artístico, como também coordena o Projecto Mafalala – Um encontro de identidades, Projecto Cinquenta – O caminho para o desenvolvimento e está num processo de criação de um projecto audiovisual que é uma extensão do Projecto Mafalala.


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direitos Autorais

Comissão interministerial avalia Bienal de Luanda A Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz

em África mereceu, nesta quinta-feira, em Luanda, a avaliação dos membros da Comissão Nacional interministerial sob orientação da ministra da Cultura, maria da Piedade de Jesus.

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dR

bienal, que acontece entre 18 e 21 de Setembro em Luanda e em Benguela, visa, entre outros aspectos, a criação de um movimento africano que possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

Com o evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), o país quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes

A Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África faz parte da implementação da Agenda 2030, através da realização dos seus 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

riais para que se possam obter os resultados desejados com a realização da primeira edição do evento em Angola. A realização em Angola dessa actividade prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação cada vez mais estreita com a Unesco com vista a promoção de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional. A Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África faz parte da implementação da Agenda 2030, através da realização dos seus 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dezasseis países africanos e da diáspora foram convidados para participar no evento, entre os quais Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, RDC, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália. Além de manifestações artísticas e culturais dos seus respectivos países, a Bienal reunirá, na capital angolana, representantes governamentais, membros da sociedade civil, do sector privado, da comunidade artística e científica, instituições e organizações internacionais.

da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas. Durante o encontro desta Quintafeira, ministros e secretários de Estado receberam informações sobre o cronograma de acções desenvolvidas e a desenvolver para o êxito do evento. Na sua intervenção inicial, a ministra Maria da Piedade de Jesus destacou a necessidade do engajamento de todos os Departamentos Ministe-

CRIME

CONFISCAÇÃO

CINEMA

ELOGIOS

Jornalista mexicano encontrado morto com sinais de tortura

Agentes de execução no CCB para confisco de obras do Museu Berardo

As más raparigas vão para todo o lado

Herman José responde a críticas de Maria Vieira

O jornalista mexicano Rogelio Barragán foi encontrado morto e com sinais de tortura dentro de um veículo, no Estado de Morelos, no centro do México, país considerado dos mais perigosos para o exercício do jornalismo. O corpo apareceu nesta Terça-feira, 30, à tarde, dentro de um automóvel abandonado em Zacatepec, a sul da capital mexicana, depois de o jornalista ter sido sequestrado um dia antes, informaram nesta Quarta-feira, 31, fontes jornalísticas. “Descansa em paz, nosso companheiro Rogelio. Que Deus te tenha na sua santa glória.

Agentes de execução estiveram nesta Quarta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB) a efectuar diligências com vista à execução do confisco dos quadros e outras obras de arte de Joe Berardo, avançou o Jornal Económico. Este diário ainda afirma que as diligências foram lideradas pelo agente de execução responsável pelo processo de cumprimento movido pela Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e BCP contra Joe Berardo. A ideia é tentar recuperar uma dívida superior a 962 milhões de euros (aproximadamente 372 biliões de Kzs) por parte do empresário.

Vem da Argentina e é realizado por Pablo Trapero: “Um Segredo de Família” traz um drama íntimo em que duas irmãs se aventuram para lá das convenções dos laços fraternais. Bérénice Bejo é uma actriz que vai marcando presença em diversas geografias e assinaturas cinematográficas. Vimo-la, por exemplo, no popular e oscarizado “O Artista”, do francês Michel Hazanavicius, no trama familiar “O Passado”, do iraniano Asghar Farhadi, na crónica de época “A Infância de um Líder”, do actor norte-americano feito realizador Brady Corbet, ou ainda no melodrama italiano “Sonhos Cor-de-Rosa”, de Marco Bellocchio.

Após ser alvo de críticas por parte de Maria Vieira, Herman José revelou que não guarda ressentimentos e elogiou a colega de profissão, nas redes sociais. O humorista deu espaço para os seguidores no Instagram colocarem algumas questões e Maria Vieira foi um dos temas abordados. Quando questionado sobre o que achava sobre a actriz, Herman deixou-lhe somente elogios “É uma bela comediante, só tenho boas recordações dela e desejo-lhe do fundo do coração as maiores felicidades”, confessou o humorista, depois de um seguidor da sua conta de Instagram lhe ter perguntado o que achava de Maria Vieira.


ECONOMIA

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ACeTRO comercializou 3 mil 146 viaturas em 2018 A Associação de Concessionários de equipamentos e Transportes Rodoviários (ACeTRO), comercializou cerca de 3 mil 146 veículos no ano transacto e registou um decréscimo de 92,9%. Tendo em conta as dificuldades para adquirir divisas e as licenças para a importação de automóveis, fez saber o vice-presidente, Jaime Freitas, durante o encontro com o PR e as associações empresariais dR

BCi aprova projectos no valor de Akz 170 milhões

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uatro projectos no valor de 170 milhões de Kwanzas foram aprovados nos últimos 30 dias, pelo Banco de Comércio e Indústria (BCI), no quadro do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), o mecanismo de financiamento do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi) adoptado em Junho pelo Governo e oito instituições bancárias. O BCI, no âmbito do memorando assinado com o Governo e outros bancos comerciais oferece um valor global de 4 mil milhões de Kwanzas, montante que será entregue até ao final deste ano, mediante os projectos que forem

aprovados. Os quatro projectos aprovados são parte de uma lista de nove que o banco tramita para apoiar a agricultura no Uíge, Cuanza Sul e Huambo, de acordo com a informação avançada em Luanda, pelo director de Empresas e Institucionais do BCI, Luís Almeida, durante um encontro com jornalistas denominado “Café conferência”. Falando na presença de representantes dos bancos Angolano de Investimentos (BAI) e Millennium Atlântico (BMA), Luís Almeida anunciou a iminente assinatura de um protocolo com a União Nacional dos Camponeses Angolanos (Unaca), por intermédio do qual vão ser disponibilizados apoios fi-

nanceiros a mil e 378 cooperativas em todo o país, com incidência para produtores de milho, feijão, soja, mandioca e batata. Já o Banco Millennium Atlântico (BMA), no mesmo período, re-

Os quatro projectos aprovados são parte de uma lista de nove que o banco tramita para apoiar a agricultura

O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

CETRO congrega todos dos concecionários dos maiores fabricantes internacionais que se dedicam a comercialização, assistência técnica e manutenção de veículos de transportes rodoviários, máquinas e equipamentos pesados, utilizados no sector mineiro, construção civil, estradas e outros sectores. Em 2014, a associação que congrega 20 empresas vendeu 44 mil 536 viaturas, enquanto em 2018 foram comercializadas 3 mil 146, um decréscimo de 92,9 %. O mercado paralelo, em 2017, importou 8 mil 440 viaturas, enquanto o oficial importou cerca de 2 165. Os números evidenciam que o mercado paralelo deteve 80% das importações de automóveis. De acordo com o vice presidente da ACETRO, Jaime Freitas, a associação que dirige se depara com algumas dificuldades tais como a disponibilidade de divisas e as licenças para a importação de automóveis, enquanto o mercado paralelo continua a crescer. “O nosso mercado está a quatro meses de distância dos mercados de fábrico das peças importadas, que se faz normalmente por via marítima. No entanto, quando existe uma avaria de máquinas pesadas no sector mineiro, pode custar cerca de um milhão de dólares,

porém, não se pode dar ao luxo de paralisar a produção e aguardar 4 meses, é preciso importar por via área”. Para ele, caso esse mecanismo funcionar será possível racionalizar as importações, reduzindo as compras por via marítima, pois “não necessitamos de tanto stoque espalhado nos armazéns dos operadores que representam divisas paralisadas, nas compras de peças de automóveis e vive-se a mesma situação ”, explica. Questionado por que razãonão são autorizados os operadores do sector mineiro e outros que geram divisas a utilizá-las livremente para cobrir despesas e investimentos, disse que “Se os angolanos não investirem no próprio país, os investidores estrangeiros também não o farão”,. “É preciso reverter a situação do mau ambiente de negócio, criando um quadro lesgislativo estável, em que se possa confiar em instituições que actuam com ética, palavra e compromisso para não deixar destruir o tecido empresarial e a capacidade de construir, para não aumentar o desemprego com consequências nefastas para a desestruturação das famílias”, salientou. Jaime Freitas referiu que é preciso assumir que a economia petrolífera após 4 anos de crescimento negativo, não pode gerar receitas que cubram os impostos do sector petrolífero, em especial se todos os angolanos não forem sujeitos as mesmas regras de austeridade.

gistou um projecto para implantação de uma fábrica de sabão e óleo vegetal, de acordo com o director de Risco do banco, Osmar de Carvalho. O director de Pequenas e Médias Empresas do Banco BAI, Joel Silva, revelou a aprovação de seis projectos de um valor global de 17 mil milhões de Kwanzas, virados para o sector da Agricultura nas províncias de Luanda, Benguela e Cuanza Sul. Os projectos aprovados pelo BAI vão viabilizar a produção de milho, leite e derivados num processo em que o banco, além de conceder crédito, adoptou um sistema de monitorização com a realização de visitas às fazendas. Lembrar que, há um mês, o Governo e oito bancos comerciais assinaram um memorando, por via do qual as instituições financeiras comprometeram-se a empregar, até ao final deste ano, 141 mil milhões de Kwanzas em financiamentos ligados ao PAC, no quadro

do Prodesi. Fazem parte do grupo, os bancos Angolano de Investimentos (BAI), Fomento Angola (BFA) e Internacional de Crédito (BIC), que disponibilizam, separadamente, 30 mil milhões de Kwanzas em financiamentos. O Standard Bank, 20 mil milhões, BMA, 15 mil milhões, o de Negócios Internacional (BNI) e o Banco Comercial do Huambo (BCH), 6 mil milhões de Kwanzas cada um. O financiamento proveniente dos oito bancos comerciais vai servir para a produção de bens da cesta básica e de outros considerados importantes, totalizando um cabaz de 54 produtos, entre os quais se destaca o arroz, açúcar, feijão, fuba de milho e de mandioca, farinha de trigo, óleo de soja e de palma, carne seca, leguminosas, tubérculos, hortofrutícolas, ovos, frangos, carne bovina, caprina e suína, café, banana, sal e outros.

Patrícia de Oliveira

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MERCAdOS

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

A Conta Única do Tesouro (CUT) reduziu 24% no Iº semestre, ao fixar-se em 1.145,6 mil milhões Kz A variação representa uma diminuição face ao semestre homólogo, altura em que aumentou 62%, com efeitos sobre as necessidades de financiamento do estado ARqUivO/OPAÍS

MERCADOS Petrolífero Brent: -0,59% (64,46 USD/barril). A falta de

sinais claros sobre a evolução das negociações comerciais entre os EUA e China a pressionou o

crude

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s reservas dos bancos comerciais junto ao BNA aumentaram 28% em termos homólogos no mês de Junho. O montante situou-se em 1.415,1 mil milhões Kz e reflecte o aumento das reservas obrigatórias e livres em 17% e 68%, respectivamente.

• A Reserva Federal dos EUA decidiu reduzir a taxa de juro básica em 25 p.b., ao fi xar-se no intervalo 2% - 2,25%. A redução, a primeira em aproximadamente dez anos, foi sustentada pelos riscos associados à evolução do crescimento económico do país face aos actuais temas.

ESPAÇO INTERNACIONAL EUA

Nota Tal como o caro leitor constatou, lamentavelmente este espaço não foi ocupado na edição de ontem 31, com a habitual Analise económica e Financeira, pelo que pedimos desculpas.

Cambial EUR: -0,01% (1,1038 USD). A redução abaixo das expectativas da taxa de juro da Fed beneficiou o dólar norte-americano.


ENTREVISTA

entrevista de Dani Costa fotos de Pedro Nicodemos

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‘As universidades angolanas têm problemas em tudo’ Autor de vários livros de matemática traduzidos para russo, Herinelto da Fonseca Josefa Casimiro é professor doutor, investigador e cientista júnior. Nos últimos tempos esteve envolvido na análise do ranking webmétrico das universidades africanas e as medidas para o melhoramento do nível competitivo das universidades angolanas. Nesta entrevista exclusiva a OPAÍS, o jovem, 33 anos, apresenta as suas ideias sobre o ensino superior em Angola e defende a criação da Academia Angolana de Ciências, que seria o centro de produção de soluções para muitos desafios que o país enfrenta

C

omo caracteriza o ensino superior em Angola? Estamos num momento em que há necessidade de se estruturar e organizar todo o sistema universitário angolano, visto que a nova tendência passa por criar novas economias. A base de tudo e os vectores que temos de seguir tem de ser um sistema universitário forte. Quanto ao nosso sistema, precisamos de vincular pela opção da implementação de modelos altamente configurados para as novas tendências e assim prosperar para um modelo aceitável, de acordo com as condições actuais.

É cientista júnior? Sim. Quais são os pontos fortes e fracos do sistema universitário angolano? Acho que um dos pontos fracos, que podemos chamar desvantagens, é o meu entendimento em torno do que é a academia. Não estamos a perceber o por quê da existência de uma universidade? Qual é a ideia que tem da universidade? A ideia que tenho é que uma universidade tem que dar respostas. E como é que se vê a universidade em Angola? Acredito que está mais para o lado económico, negócios e por aí fora, porque ainda estamos muito distante daquilo que é o contributo de uma universidade para o desenvolvimento de uma sociedade. Afinal, o que é positivo no nosso ensino superior? O positivo é que temos o corpo que faz estas universidades estarem aonde estão hoje. São pessoas com cabeça, têm experiência e sabem o que fazem. Mas, acima disto está a arrogância, o poder de se acharem superiores aos outros e quebra-se o princípio da humildade académica, que quanto mais vamos procurar o conhecimento, mais nos vamos tornar humildes. O que tenho dito sempre é o seguinte: tudo que a gente vai alcançando no

decorrer da nossa existência é que nem peso. E uma coisa que pesa não voa, fica sempre embaixo. É neste contexto em que ficamos muito pesados com o que estamos a carregar, no caso o conhecimento, o que implica dizer que estamos a olhar para baixo com uma humildade. É dos poucos jovens cientistas no país, foi homenageado por alguns países africanos, estudou na Rússia e teve o convite das universidades e responsáveis deste país para lá permanecer, mas preferiu regressar a Angola. O que terá pesado para esta decisão? É o desejo de contribuir. Acho que já não podemos usar o termo patriota, porque nós angolanos nos queremos sentir donos de Angola. Eu senti a necessidade de dar um pouco do que recebi, contribuir, porque sair de Angola não é solução. Uns estão a sair, o que é normal e nem desejo desafiar isso, mas a tendência é como a gente se sente dentro de Angola. Sinto-me bem dentro de Angola, apesar dos apesares, mas um cientista tem que solucionar problemas. Este é o principal desafio e acredito que junto de outros académicos vamos alcançar resultados positivos. Fez agora uma avaliação das universidades africanos, relacionada com o webmétrico, usando cinco critérios principais. Que tipo de ranking é este e que pretende apresentar a academia em Angola? É um ranking da Espanha que


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classifica todas as universidades do mundo que possuem webdomínio autónomo. Trata-se da página da universidade ou o site em que estão estipuladas as informações necessárias em termos de excelência, impacto, abertura, publicação de artigos científicos e como está o desenvolvimento da própria universidade. Como se não bastasse, existem também as plataformas macrocientíficas, que é o caso da Research Gate, Scimago e outras. Esta plataforma classifica todas as universidades do mundo, sem excepção. Há outras na Grã-Bretanhã, China, mas a maioria das universidades africanas geralmente não se faz presente. Então, para se saber o estado das universidades angolanas, no seu todo, usamos esta plataforma, porque todas as universidades africanas com webdomínio autónomo estão aí registadas. Usamos isso para mostrar ao Estado qual é o estado das nossas universidades e quais são as medidas a tomar para mudarmos de posição. A pesquisa é fresquinha, foi feita em Junho e acredito que teremos que trabalhar seriamente para mudar a posição das nossas universidades. Tive a possibilidade de ler o estudo. Pude observar que há um certo domínio das universidades sulafricanas, egípcias e outras também da zona do Magreb. O que se passa com as angolanas? Tendo em conta as conclusões que colocamos no trabalho, eu acredito que seja o factor organização. Temos poder e condições para estar em melhores posições, mas a organização passa por se fazer sentir o que é isso de academia? A academia tem que produzir, resolver problemas e dar soluções. O sistema universitário tem que ser forte, temos que ser pessoas que estão em prol da ciência e não de um certo grupo com intenções. Outro aspecto fundamental que temos que frisar aqui é o facto de os sul-africanos investirem muito na educação, ciência e tecnologia. O trabalho que publiquei não está ainda completo, porque há o lado estatístico, onde entram os coeficientes de correlação e de regressão que estão relacionados com o Produto Interno Bruto (PIB) e outros indicadores, como a investigação em um milhão de habitantes, nível de desenvolvimento de recursos humanos. Tudo isso faz parte desta conjuntura e da classificação que faz com que as universidades sul-africanas e egípcias atinjam as melhores posições. Quando para o ranking mundial, conforme os dados que avança, vimos que a Universidade Agostinho Neto encontra-se na posição 8572.

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Como base nesta posição, depois de analisarmos a posição das universidades sul-africanas, egípcias e outras africanas, as universidades angolanas são conhecidas no mundo? Se estão aí nas plataformas é porque são conhecidas, mas o problema é a excelência e as classificações que vão aparecendo nos painéis. Acho que já te fizeste esta pergunta inúmeras vezes: por quê é que a Angola não vem estudar ninguém? Por quê não vêm aqui estudantes de Marrocos ou da África do Sul para fazer a universidade ou diversas especialidades? Quais são as razões? Porque eles vêem estes rankings todos e sabem que aí o sistema universitário é fraco e não perdem o tempo de cá vir. Agora, se nós melhorarmos, reestruturarmos e tentarmos seguir os líderes e criar políticas em termos daquilo que são as medidas que estão no trabalho, as pessoas verão que as coisas estão a melhorar e estaremos visíveis. Não visíveis em termos de existência, porque existem em Angola 21 universidades todas situadas nesta plataforma. Mas a visibilidade a que me refiro é de produtividade. É o que nós queremos. Qual é a visibilidade que as universidades angolanas têm neste momento? É uma visibilidade existencial. Por isso, estamos numa posição acima de oito mil. E a melhor de África, que é da África do Sul, está na posição 272 ao nível mundial. É um valor excelente, uma posição em que o ministro do Ensino Superior da África do Sul anda feliz por isso. Por isso, muita gente vai estudar na África do Sul. Acredita-se que existe um sistema universitário muito forte. Quem observar o estudo efectuado ficará centrado nos cinco itens que analisou, nomeadamente a questão do posicionamento no ranking mundial, a excelência, a abertura, a presença e o impacto. Quais são as categorias em que as universidades angolanas têm mais problemas? Temos problemas em tudo. Na presença, se a memória não me falha, fizemos uma tabela em que das cinco melhores universidades de África, analisando estes moldes de classificação e também as cinco piores, usando os mesmos critérios. Na presença temos a Universidade Kimpa Vita nas cinco piores. E as universidades angolanas, as 21 registadas na plataforma, estão na posição 50 das piores de África. Dá para se perceber qual é o nível crítico.

Qual é o nível crítico? É extraordinário. Estar nas 50 piores universidades de África, safando-se a Universidade Agostinho Neto que foge um pouco e a Universidade Católica, é uma gota no oceano. Os cinco critérios em que se baseou o estudo são suficientes para se aferir a qualidade das universidades que temos no país? Acredito que ao nível internacional são suficientes. Mas nós, internamente, por isso nas medidas estipulamos um algoritmo para o caso de passos e procedimentos a seguir. É o caso da tabela webmétrico Benchmarketing que são procedimentos internos, ou seja, vamos classificar as universidades angolanas de acordo com os nossos critérios. Depois vamos ver os critérios internacionais e os passos das universidades líderes. Só assim vamos poder concorrer com aqueles que estão lá em frente. Todos os anos temos uma universidade ou instituto superior novo no país. Estaremos preparados com a qualidade ou apenas com a quantidade? Do ponto de vista de quantas universidades existem, aqui refiro-me apenas às universidades que estão registadas no webmétrico. Quer dizer que existem muitas registadas em Angola, algumas registadas no webmétrico. São as universidades que podem fazer parte da classificação. As restantes, que não estão, não têm requisitos. O exemplo prático que lhe posso dar é que estive a trabalhar nesta pesquisa desde 2015. Quando fiz o levantamento

Na presença temos a Universidade Kimpa Vita nas cinco piores. E as universidades angolanas, as 21 registadas na plataforma, estão na posição 50 das piores de África”

juntamente com outros pesquisadores ou investigadores científicos, vimos que tínhamos 23 universidades. Dividimos em clusters: primeiro, segundo e terceiro. Fomos vendo os vectores de crescimento dos líderes. Em 2019 voltamos a fazer a recolha de dados e vimos que duas universidades estão sem requisitos para permanecerem dentro deste ranking. Qual é a tendência actual? Aumentar ou reduzir o número de universidades neste ranking? Para o ranking, saírem. A criação de universidades em Angola vai aumentar. Isso é um facto. O que é analisado, concretamente, nos itens como impacto, excelência e abertura? A excelência analisa o modo de pagamento, como são feitos os processos internos, registo dos Phd e a produtividade, assim como a cientificidade dos textos. Analisa também a presença na web e como estas universidades espelham-se dentro das plataformas, como ‘invadem’ as plataformas com publicidade, as revistas científicas. São estas, entre outras, algumas das questões de realce. Por isso, se analisar bem as medidas que avançamos na nossa proposta de melhoramento do nível competitivo das universidades angolanas, consta a distribuição de revistas. É necessá-

rio distribuir na região sub-sahariana revistas sobre o desenvolvimento do sistema universitário angolano, semestralmente. Não tem acontecido? Não. Por isso é uma das medidas a serem tomadas. Se fizermos, ficaremos visíveis e melhoraremos a posição dentro da classificação. Tem havido muitos trabalhos científicos em Angola? Os trabalhos científicos existem. Mas não há um nível muito qualificado. O nível máximo de um trabalho científico é o Scopus. Registamos 141 jornais científicos africanos de indexação scopus e não há nenhum de Angola. Significa dizer que não estamos num nível de cientificidade aceitável. Se houver jornais científicos com esta indexação scopus, claro que a Scimago iria registar e colocar os artigos na sua plataforma. Mas isso não existe. São plataformas credíveis. Por exemplo, só a Scimago, que publica relatórios desde 1994, o Webmetric desde 2004, não podemos duvidar quanto a estes factos. O que temos que fazer é melhorar as nossas estruturas, porque o desempenho universitário que demonstra é para os donos das universidades tomarem nota e melhorarem, caso não estejam de acordo com a posição em que estão as suas universidades.


ENTREVISTA

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‘Se os nossos políticos fossem académicos, nós teríamos a situação melhorada’

O que pretende quando defendem a criação de uma tabela de brechmarketing para quatro indicadores webmétricos das universidades angolanas num período semestral? Vamos criar uma tabela, isto é, uma espécie de um estudo simulatório que nos vai dar a essência concreta sobre o que se passa dentro do sistema universitário angolano. Vamos identificar a posição em que estão as universidades angolanas no ranking e possivelmente uma imagem de como será daqui a seis meses. O índice webmétrico publica os dados semestralmente. Dão-te seis meses para criar políticas internas e ver como mudou a posição. Se observar estas posições apresentadas de seis em seis meses, as nossas universidades só estão a descer, salvo algumas que estão a tentar. A Universidade Católica e a Universidade Independente, em termos de excelência, estão melhor ao nível nacional.

África do Sul, universidades bem posicionadas? A tendência é o luxo que os africanos, ou os angolanos, em particular, se dão. Se o líder está aqui próximo, seria mais fácil estudá-lo, para depois chegar-se a uma conclusão e depois aplicá-lo dentro do nosso sistema universitário. O alvo tem que ser quem está próximo, devemos estudar a política deles para estarmos em pé de igualdade. Eu acredito que podemos, porque Angola tem um potencial muito forte. Tanto mais que, quando criei esta metodologia de classificação, que é um estudo, uma dissertação ou uma tese de doutoramento, porque quando usei a distância euclidiana, com M universidade e N indicadores, conseguimos ver que quanto mais próximos forem os objectos, mais distante é a compreensão na classificação. Isto é, quanto mais distante forem os objectos, então há mais disparidade na classificação.

Defende numa das conclusões do estudo a existência de cálculos de imitações com variação dos indicadores webmétricos particulares das Universidades Angolanas com a finalidade de obtenção dos indicadores alvos. Quais são os indicadores que pretende? Os indicadores alvos são aqueles que os países líderes usaram para chegar aonde estão hoje.

As autoridades angolanas têm-se mostrado abertas para uma maior aproximação com as universidades africanas melhor classificadas no ranking mundial? Os protocolos de entendimento ou de cooperação todas as universidades têm. Concretamente falando dos líderes, acho que não. O que temos visto é a preocupação de ir a Portugal, Brasil, Estados Unidos e outros países.

Há razões para que busquemos quase sempre experiências universitárias na Europa quando temos aqui perto, sobretudo na

A língua tem sido uma das causas do distanciamento com os países anglófonos ou francófonos? Acredito que sim. Por exemplo, a

indexação Scopus são artigos normalmente publicados em inglês. Não queremos dizer que todos os artigos feitos pelos angolanos estarão em inglês. Primeiramente vai-se pensar em português e depois coloca-se este pensamento em inglês. Isso acontece em qualquer literatura ou sistema universitário. Existem jornais tops e outros somente de publicação de trabalhos muito significativos. São trabalhos para o desenvolvimento da própria ciência. Uma coisa é falar da matemática, como se faz um exercício, outra é você criar outros métodos, meios de resolver ou inventar um problema. É o caso do meu problema, conhecido como Problema de Herinelto Casimiro. Criei um método de como verificar o produto da multiplicação de duas matrizes, quer quadradas quer não quadradas. Não existia. Isso aprende-se. Na Rússia, por exemplo, isso está no sistema deles. Os três problemas que criei também na tese de doutoramento, que são as participantes dentro de um sistema económico, a partir do espectro que é a sequência de números e ver como este espectro vai caracterizar este sistema. Se sai um participante e entra outro. Os países vendem mercadoria, por exemplo. É nesta óptica que criei o problema. Há também o problema da análise do nível competitivo dos objectos económicos, como um grupo de países pega uma plataforma e analisa os indicadores que fazem com que os sectores da economia ganhem o desempenho saudável de desenvolvimento. O Executivo angolano tem investido pouco nestes sectores, tendo em conta a posição em que estão as nossas universidades? Acredito que sim. Pode até investir, mas não haver resultado significativo. Qualquer coisa está a incomodar. O que se estará a passar? Eu acho que o Executivo tem que se definir, não só dizer que quero estar nesta posição, mas investir em termos significativo. A investigação é um sector chave e especial. Os resultados de uma investigação científica envolvem o desenvolvimento do próprio país. Tens problemas da seca, da chuva, então são os resultados dos cientistas que fazem com que isso melhora. A Academia An-

golana de Ciências é que deveria ser o motor, porque os financiamentos deveriam entrar a partir daqui. Fariam parte desta academia todos os professores doutores das várias universidades de Angola, isto é de Cabinda ao Cunene. Não temos ainda uma Academia Angolana de Ciências? Não temos. É oportuno que se crie. A academia terá um presidente que poderá não estar de acordo com o ministro do Ensino Superior. E isso é bom. Duas cabeças contam melhor que uma. O ministro pode definir uma coisa e a academia dizer que não, está errado, temos que seguir outro rumo. Tem que ser mesmo académicos e não apenas pessoas que usam gravatas. Os políticos angolanos têm sido sensíveis às questões da academia? Eu acredito que se os nossos políticos fossem académicos nós teríamos a situação melhorada. É o que diz sempre o Dr. Filipe Zau: ‘os académicos podem ser emprestados para a política e não o contrário’. Tem acontecido o contrário? Sim. Os políticos é que se emprestam para a academia e não os académicos para a política. Os políticos também têm definido os melhores caminhos para a academia? Eu acredito que sim. Estamos numa situação em que tudo é definido pelos políticos. Mas tem que haver um pensamento crítico da sociedade civil, independentemente do que se vai passar, porque isso é nosso. Qual é o pensamento crítico da sociedade civil em relação à academia? Mais autonomia. Precisamos. Por isso, a Academia Angolana de Ciências tem de ser uma realidade. Os académicos devem se sentir livres para tomar decisões. As universidades devem ser laboratórios, onde se os políticos não conseguem dentro do luxo em que estão, entreguem os problemas aos académicos na casa das ciências para serem resolvidos. Caso não percebam os dossiers, então que sejam os académicos a explicarem. Só assim é que se resolvem os problemas, caso contrário vamos continuar a nadar no oceano que bem conhecemos.

O ensino da matemática no país melhorou? Um pouco. Se analisarmos, o que está a acontecer na Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto é o que acontece nas outras universidades. Os estudantes passam por apertos, só que estes apertos fazem estes estudantes fortes. A loucura dos estudantes em querer saber tudo está a ajudá-los. Acho que isso é que está a fazer melhorar um pouco o ensino da matemática no país. Não vou afirmar que temos que continuar com o mesmo regime, mas é o que está a ajudar. Temos que velar pela Escola Angolana de Matemática ou um Instituto Médio de Físico-Matemática. Para ajudar as pessoas com bom pensamento a se direccionarem. Por exemplo, não temos o ensino médio de matemática pura. Ainda se vê a matemática como um bicho de sete cabeças? A minha luta e de outros matemáticos é eliminar seis cabeças e deixar somente uma. Como especialista que sou, posso afirmar que os angolanos, na sua maioria, mais de 60 por cento já não têm medo da matemática. Viveu muito tempo e estudou fora, concretamente na Rússia. Licenciou-se, doutorou-se, é cientista. É a favor da medida tomada pelo Presidente da República, João Lourenço, do envio de 300 estudantes às melhores universidades do mundo? A nível de mestrado e doutoramento, sim. A política é bemvinda. Mas não concordo muito em relação à graduação ou licenciatura. Nós aqui é que devemos criar um sistema e juntos tentar buscar uma solução para cada elemento que está dentro desse sistema. Podíamos criar um programa de caça-talentos. Não é um programa para ver quem é o melhor. Porque melhor nem sempre é aquele que acaba primeiro a prova e teve um 20. O melhor pode fazer mal naquele momento, mas é o melhor. Ter um 13. Deve haver um acompanhamento contínuo e de acumulação de notas, para que a gente chegue à conclusão de que este pode. Eu, por exemplo, estudei mal na terceira e na quarta classes. Comecei a me esforçar a partir da quinta e outras classes. Eu já fiz vários testes em que tive a percepção de que as pessoas que sabiam menos do que eu tiveram máxima nota.


ACTUAL

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

Bolsonaro não é bem-vindo a Portugal, diz partido político O Bloco de esquerda,

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partido político que compõe a coligação do actual governo de Portugal, classificou a possível visita de Jair Bolsonaro ao país como “inaceitável”. A declaração faz parte de uma nota, divulgada nesta quinta-feira (1), na qual o partido também afirma que o presidente do Brasil “não é bem-vindo a Portugal”

P

ara a deputada Joana Mortág ua, membro da comissão política do Bloco de Esquerda, Jair Bolsonaro actua de forma anti-democrática. “Nós tivemos notícia de que estaria em preparação uma visita oficial do presidente do Brasil. O que nós esperamos é que o

Jair Bolsonaro é criticado pelo Bloco de Esquerda por suas políticas

Governo de Portugal deixe bem claro que há declarações que não são aceitáveis por parte de chefes de Estado de países democráticos”, afirma a deputada à Sputnik Brasil. Uma das possibilidades para a visita de Jair Bolsonaro a Portu-

gal seria durante a cúpula entre os governos dos dois países, que pode ocorrer no início de 2020. Em declarações à imprensa depois da divulgação da nota, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou que a visita do pre-

sidente brasileiro ainda não está confirmada. “Eu não consigo cancelar viagens que não estão programadas. É muito provável que em 2020 possa ocorrer finalmente a cimeira entre Portugal e Brasil, que está pendente há anos, e como a tradição é que as cimeiras se realizem alternadamente, a próxima será em Portugal”, disse o ministro. Para a deputada Joana Mortágua, “Portugal é um país democrático e não pode esconder embaixo do tapete aquilo que sabe sobre o presidente Bolsonaro na altura em que o receber. Para nós é muito difícil justificar que se recebam com honras de Estado presidentes que, por mera diversão política, fazem pouco e provocam pessoas com o sofrimento de vítimas da ditadura. Demonstra uma incapacidade de sentir valores básicos da humanidade e demonstra também, do ponto de vista político, uma afinidade com a violência da ditadura, que é inaceitável para um presidente do mundo democrático”. Ainda na nota, o partido condena Jair Bolsonaro pelas declarações sobre a morte de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, que desapareceu durante o período da ditadura. “O Bloco de Es-

Irão diz que sanções dos EUA ao seu MNE são “infantis”

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Irão acusou os Estados Unidos nesta Quinta-feira de “comportamento infantil” gerado por medo depois que Washington impôs sanções ao seu ministro das Relações Exteriores, agravando as tensões entre os dois inimigos em atrito a respeito da navegação comercial no Golfo e do programa nuclear iraniano. Os temores de uma guerra no Oriente Médio com repercussões globais aumentaram desde que os EUA se desligaram de um acordo nuclear de 2015, entre potências

mundiais com o Irão, no ano passado e reactivaram sanções ao governo iraniano. A República Islâmica retaliou, retomando o enriquecimento de urânio, visto no Ocidente como um caminho possível para o desenvolvimento de bombas atômicas. O Irão nega tal acusação. Após vários ataques a petroleiros em Maio e Junho – atribuídos por Washington a Teerão, que nega responsabilidade –, os EUA estão a tentar formar uma coalizão para proteger as águas do Golfo, mas aliados europeus têm mostrado relutância em aderir por medo de provocar um conflito aberto.

Os signatários europeus do pacto nuclear pediram diplomacia para amenizar a crise, mas os EUA e o Irão adoptaram posturas rígidas, e na Quarta-feira o governo Trump aplicou sanções ao ministro iranianodas Relações Exteriores, provavelmente mais um golpe sobre qualquer hipótese de um diálogo construtivo. “Eles (norte-americanos) estão a recorrer a um comportamento infantil (...) estavam a clamar todos os dias ‘queremos conversas, sem pré-condições...’ e depois sancionam o nosso ministro das Relações Exteriores”, disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, na tele-

Javad Zarif alvo de sanções dos EUA

visão estatal. O ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, figura central do acordo nuclear que foi educado nos EUA e lá morou durante muitos anos, repudiou a acção e disse que ela não o afectará, já que não tem propriedades ou outros interesses nos EUA. “Um país que acredita que é poderoso e uma superpotência mundial está com medo das entrevistas do nosso ministro das Relações

querda recorda ainda que este é apenas o episódio mais recente, envolvendo um governo que tem sido marcado pelo desrespeito às comunidades indígenas, pelo aumento descomunal do desmatamento da Amazônia, pelos ataques à Educação e aos direitos dos trabalhadores”, lê-se no texto. Cyntia de Paula, presidente da Casa do Brasil de Lisboa, entidade não-governamental e sem fins lucrativos que actua na assistência à comunidade imigrante, considera que o governo português precisa se posicionar. “Toda a política que tem sido implementada pelo governo Bolsonaro vai contra a nossa missão. A Casa trabalha pela garantia dos direitos humanos, pelas pessoas migrantes, minorias, pela igualdade de género. A vinda dele ou não a Portugal acreditamos que é uma decisão de governo, que nos ultrapassa, o que queremos é que o governo de Portugal questione tudo o que está errado e que não aceite um governo anti-democrático”, afirma Cyntia à Sputnik Brasil. As cimeiras entre os chefes de governo de Brasil e Portugal acontecem desde 1991. A mais recente foi realizada em Brasília, em Novembro de 2016. O encontro de 2018 estava marcado para Janeiro, mas foi cancelado a pedido do então presidente Michel Temer. Portugal não considerou viável reagendar para 2019, por ser ano de eleições legislativas no país. Agora, os dois governos se articulam para que o encontro seja realizado em Portugal, em Janeiro de 2020. Exteriores”, afirmou Rouhani, aludindo a diversas entrevistas que Zarif, que é fluente em inglês, deu à mídia norte-americana ao visitar Nova York para uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) em Julho. “Quando o doutor Zarif dá uma entrevista em Nova York (...) eles (norte-americanos) dizem que o ministro das Relações Exteriores do Irão está a enganar a nossa opinião pública”, disse Rouhani. “O que aconteceu com os seus clamores de liberdade, liberdade de expressão e democracia?” O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que Zarif está a ser punido porque “implementa a agenda irresponsável do líder supremo do Irão (...) estamos a enviar ao regime iraniano a mensagem clara de que o seu comportamento recente é completamente inaceitável”.


MUNdO

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3º caso de Ébola em Goma As autoridades do Rwanda fecharam a fronteira com a cidade congolesa de Goma, nesta quinta-feira, a todas as pessoas, com excepção de cidadãos congoleses partindo do Rwanda, já que um terceiro caso de Ébola foi confirmado em Goma

A

filha de um paciente com Ébola da cidade do Leste do Congo contraiu o vírus, confirmaram autoridades congolesas, a terceira ocorrência numa cidade de ao menos um milhão de pessoas que faz fronteira com o Rwanda. O ministro de Estado das Relações Exteriores do Rwanda, Olivier Nduhungirehe, disse à Reuters por telefone que a fronteira foi fechada em Gisenyi, a cidade rwandesa mais próxima, mas não quis dar maiores detalhes. A confirmação do terceiro caso de Ébola em Goma aumentou o temor de que o vírus se enraíze na cidade densamente povoada, que se localiza mais de 350 quilómetros ao sul de onde o surto foi detectado. O segundo paciente morreu por ter buscado tratamento tarde demais e já estar sangrando, informaram

as autoridades na Quarta-feira. “Os exames de um caso suspeito no centro de tratamento de Ébola de Goma deram positivo para o vírus do Ébola. Investigações ainda estão em andamento sobre este (...) caso”, disse o médico Aaron Aruna Abedi, que coordena a operação do Ministério da Saúde do Congo em resposta ao Ébola, à Reuters por telefone. Depois que o primeiro caso de

“As autoridades congolesas lamentam esta decisão, que vai contra o conselho da OMS”

Ébola de Goma foi confirmado, em meados de Julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma emergência de saúde internacional. A entidade relutou em fazê-lo, em parte pelo receio de que países que têm fronteira com o Congo as fechassem. Ao declarar a emergência, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse explicitamente que nenhum país deveria fechar fronteiras ou impor restrições comerciais ou de viagem. “As autoridades congolesas lamentam esta decisão, que vai contra o conselho da OMS”, sobre combater o vírus, disse um comunicado da presidência do Congo. O primeiro caso de Ebola em Goma não tem relação com o segundo ou o terceiro, disseram as autoridades.

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Campanha de vacinação contra o Ébola na RDC

Malásia apela a parar com acusações infundadas à Rússia no caso do vôo mH17

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As autoridades malaias dizem não ter recebido dos países implicados todos os detalhes sobre a investigação e suspeita da sua veracidade dR

ministro das Relações Exteriores da Malásia, Saifuddin Abdullah, pediu para a comunidade internacional rejeitar as acusações infundadas apresentadas contra a Rússia quanto à queda do vôo MH17, informa o jornal Izvestya. Segundo o diplomata, as investigações em andamento preocupam Kuala Lumpur. A Malásia pede acesso a todas as informações obtidas pelos países envolvidos nas investigações. O ministro também pediu que as investigações fossem abertas, enquanto os países investigadores negaram aos representantes malaios a participação completa na perícia. Saifuddin teme que alguns dados das investigações sejam escondidos da Malásia.

Embora as investigações ainda não tenham sido concluídas, alguns países do Ocidente já anunciaram culpados, lembra o ministro. O primeiro-ministro malaio, Mahathir Mohamad criticou a posição dos EUA, Holanda e Austrália no caso. Para ele, os países referidos não estão interessados em descobrir a verdade sobre o acidente, mas em atirar a culpa para a Rússia. “Estamos muito tristes porque, desde o início, tudo foi tratado como uma jogada política para acusar a Rússia”, disse Mahathir em entrevista à Bloomberg. A catástrofe Em Julho de 2014, um avião que fazia o vôo MH17 da Malaysia Airlines caiu na região de Donbass,

Ucrânia, fazendo 298 vítimas fatais. As autoridades ucranianas acusaram os independentistas da zona em conflito de terem derrubado o avião, enquanto estes disseram não possuir armamento capaz de o fazer. Em seguida, uma comissão investigativa internacional, sem a participação da Rússia e administrada pela Holanda, chegou a conclusões prematuras, afirmando que o avião foi abatido por armamento pertencente à Rússia. O vice-procurador-geral da Rússia, Nicolai Vinnichenko, declarou que Moscovo entregou à comissão investigativa dados dos seus radares e documentos provando que a aeronave foi abatida por um míssil ucraniano. Tais informações foram ignoradas pela comissão.


O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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Caças dos EUA supostamente armados com bombas patrulham golfo Pérsico em meio a tensões com irão

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Caças dos EUA se juntaram a manobras de guerra marítima e de superfície no golfo Pérsico à medida que crescem as tensões com o irão, reportou o Serviço de distribuição de informação visual de defesa (dvidS)

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nstalados na Base Aérea de Al Dhafra, nos EAU, e ligados ao 336º Esquadrão de Combatentes Expedicionários, os caças F15E Strike Eagles da Força Aérea dos EUA estão alegadamente equipados com bombas de fragmentação. “A função [dos F-15E] é conduzir missões de patrulhamento aéreo de combate sobre o golfo Pérsico e fornecer escoltas aéreas para embarcações navais, enquanto atravessam o estreito de Ormuz”, de acordo com o DVIDS. Segundo publicação, o F-15E é um “caça bifuncional projectado para realizar missões arar e ar-terra e está actualmente a conduzir operações de Patrulhamento Aéreo de Combate Superficial (SuCAP), para garantir um comércio marítimo livre e aberto na região” do golfo Pérsico.

Candidato à nomeação democrata Joe Biden

Biden enfrenta ataques duros e reage em debate acirrado de presidenciáveis democratas

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israel lança mísseis contra a Síria

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Nesta Quinta-feira (1), um míssil israelita atingiu a região ocidental da província de quneitra, na Síria

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região fica próxima dos Montes de Golan, área de disputa reclamada por Israel como parte do seu território. Os mísseis atingiram especificamente a região interior de Quneitra, em Tal Braiga.

A informação foi publicada pela agência de notícias da Síria, SANA. Segundo a agência, nenhuma pessoa ficou ferida em decorrência do ataque. No entanto, danos materiais foram relatados. A agência também recordou que Israel atacou a província de Daraa no dia 23 de Julho.

Uma coluna de fumo ergue-se na região atingida pelo bombardeio das forças de Israel

oe Biden, o favorito da corrida presidencial democrata dos Estados Unidos, enfrentou fogo cerrado ao tratar de saúde, imigração e reforma do sistema de justiça criminal, mas reagiu aos diversos rivais ansiosos para derrubá-lo durante um debate acalorado na noite de Quarta-feira. Na segunda noite consecutiva de debates entre democratas que disputam a chance de desafiar o presidente republicano Donald Trump na eleição de Novembro de 2020, o ex-vice-presidente foi preparado para o combate depois de enfrentar críticas ao seu desempenho às vezes titubeante no primeiro debate, ocorrido em Miami no mês passado. Adoptando um tom mais áspero e agressivo, ele enfrentou a adversária Kamala Harris no tema da saúde, assumindo uma luta crescente que divide o Partido Democrata e dominou o primeiro encontro de pré-candidatos em Detroit, na Terça-feira. Ele ridicularizou a senadora quando esta afirmou que o seu plano de saúde recémdivulgado não exigiria um aumento de impostos da classe média ou a eliminação de planos de seguradoras particulares. “Você não consegue derrotar o presidente Trump com

evasivas sobre este plano”, disse Biden a Kamala. “O plano, não importa como você o apresente, custa 3 trilhões de dólares. Ele exigirá que os impostos da classe média subam, não que desçam. Em terceiro lugar, eliminará os planos oferecidos pelos empregadores”. Kamala refutou a descrição “simplesmente imprecisa” e atacou a proposta de Biden de aprofundar a lei de saúde do expresidente Barack Obama, conhecida popularmente como Obamacare, e incluir uma opção oferecida pelo governo, dizendo que ela deixaria milhões sem plano de saúde. “Em 2019, na América, um democrata concorrer a presidente com um plano que não cobre todos, acho que é indesculpável”, disse Kamala. Biden classificou as críticas à sua proposta de “um monte de besteiras”. Os democratas fizeram dos planos de saúde acessíveis um dos seus pilares, enquanto o governo Trump se empenha em desmantelar o Obamacare. Biden também discutiu com o senador Cory Booker, que voltou a criticar o trabalho deste como senador no projecto de lei criminal de 1994, que críticos dizem ter levado ao aprisionamento desproporcional de homens afro-norteamericanos.


dESPORTO

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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Palancas Negras defrontam Eswatini dANieL miGUeL/ARqUivO

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Selecção Nacional de futebol de honras defronta amanhã a Eswatini (ex-Swazilândia), no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, em desafio da segunda mão da penúltima eliminatória de qualificação ao CHAN 2020 dos Camarões, às 20:00. No embate da primeira mão, o combinado nacional empatou a uma bola no redu-

1º de Agosto e desportivo batem-se na Supertaça

to do adversário. O único golo de Angola foi apontado por Manguxi, aos 50 minutos. Neste encontro, os Palancas Negras, às ordens de Silvestre Pelé, são os favoritos à passagem à última eliminatória. Para conseguir o apuramento, bastará um empate a zero, devido ao golo marcado no reduto do adversário.

Sporting competirá com dificuldades no Girabola Zap dR

Os militares e os huílanos disputam esta tarde, no estádio do Ferrovia, na cidade do Lubango, às 15:30, a primeira mão do troféu que abre oficialmente a temporada futebolística em Angola Sebastião Félix

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Desportivo da Huíla e o 1º de Agosto batem-se hoje pelo primeiro troféu da época futebolística 2019/2020, a Supertaça, no Estádio do Ferrovia, na cidade do Lubango, às 15:30. Esta tarde, no embate da primeira mão, que abre oficialmente a maior festa do desporto-rei em Angola, as duas equipas vão reeditar a final da Taça de Angola. Nesse desafio, o emblema de Luanda, tetra campeão nacional, venceu o adversário do Lubango por 2-1. Por esta razão, e a jogar em casa, os pupilos de Mário Soares entram para se desforrar dos comandados

de Dragan Jovic. Cientes de que o 1º de Agosto, clube com 42 anos de existência, sabe jogar fora de casa, não querem sofrer golos. Pois, não querem complicar as contas no jogo de resposta no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, no dia 5 do corrente mês, às 16:00. O clube de Luanda, fundado em 1977, venceu o Bravos do Maquis do Moxico por 2-1, na apresentação oficial do seu plantel. Para a equipa técnica, o resultado motivou os jogadores, mas foi mais proveitoso, porque avaTécnio do Desportivo, Mário Soares, quer regressar a Luanda em vantagem

liaram as condições técnicas e tácticas da equipa em campo. O avançado Mabululu e Ary Papel estiveram em evidência no encontro, sendo que marcaram. Por sua vez, o Desportivo da Huíla reforçou-se com jogadores jovens e espera travar o tetra campeão nacional durante os primeiros 90 minutos. No Girabola passado, o emblema da cidade do Lubango ficou na terceira posição com cinquenta pontos. Adjunto de Dragan Jovic, Ivo Traça, focado na vitória fora de casa

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presidente do Sporting de Cabinda, Manuel Coelho, garantiu ontem a O PAÍS que o clube leonino terá imensas dificuldades para competir no Girabola 2019/2020 por causa da situação financeira que a equipa tem enfrentado desde a temporada anterior. Apesar das dificuldades, Manuel Coelho afirmou que algumas despesas do Sporting serão apoiadas por um patrocinador. Sem mencionar nomes, o dirigente assegurou que o patrocinador não terá condi-

ções suficientes para suportar a equipa até ao final do Campeonato Nacional. Manuel Coelho disse que o seu elenco tem estado a solicitar patrocínios para que o clube possa competir sem sobressaltos. “Vamos competir com muitas dificuldades, uma vez que a condição financeira que o clube atravessa não é das melhores. Estamos a solicitar apoios”, disse o dirigente. Na abertura do Girabola Zap, o Sporting de Cabinda vai medir forças com o Recreativo do Libolo, no Estádio do Tafe.


O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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Motores da Fórmula 1 roncam na Inglaterra

Sub-16 tenta passe para final

A décima segunda etapa da temporada 2019 do Grande Prémio de Fórmula 1 disputa-se no próximo Domingo em Inglaterra, Grã-Bretanha, com um percurso de 70 voltas. Na tabela classificativa, obritânico, Lewis Hamilton, segue na liderança com 225 pontos, seguido por Valtteri Bottas com 184. Max Verstappen, piloto da Red Bull, é o quarto colocado com 162. Advinha-se uma prova renhida, uma vez que os pilotos vão dar o litro para cortarem a meta em primeiro lugar.

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Selecção Nacional feminina de sub-16 tenta hoje o apuramento para a final do Afrobasket do Rwanda, quando defrontar o Egipto, no Palácio dos Desportos de Kigali, às 19:00 (hora de Angola). Para atingir esta fase, o cinco nacional terminou invicto o grupo A fruto de três vitórias frente à Tanzânia (71-48), Rwanda (68-49) e Moçambique (76-54). Neste embate, o combinado nacional parte como favorito, mas terá de entrar com cautelas, uma vez que o Egipto dará o litro para chegar à final. Em declarações à imprensa, o seleccionador nacional, Fernando Sapalo, disse que o seu conjunto terá imensas dificuldades para suplantar o Egipto. “Será uma partida muito difícil, uma vez que o Egipto sabe defender bem, além de ser forte na pressão do adversário com a bola”, afirmou o treinador. A competição decorre desde o passado dia 28 de Julho e termina no próximo Domingo.

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Militares tentam passe para a final no Mundial

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equipa sénior feminina de andebol do 1º de Agosto defronta hoje o UNC Concórdia da América do Sul, no Pavilhão Wuxi Sport Center, em partida a contar para as meias-finais da 1ª edição do Mundial de clubes da China, às 13:45 (hora de Angola). Para atingir esta fase, as militares derrotaram ontem, nos quartos-de-final, o Jiangsu (país anfitrião) por (41

-20). As rubro-negras, às ordens do técnico dinamarquês Morten Soubak, já venciam ao intervalo por 21-11. A meia-distância Albertina Cassoma, de 23 anos, foi a (MVP),

A meia-distância Albertina Cassoma, de 23 anos, foi a (MVP), por ter apontado cinco tentos

por ter apontado cinco tentos. Na outra partida desta fase eliminar, batem-se as equipas do Omron Yamaga e da China National Club, no mesmo pavilhão, às 11:30. Para chegar às meias-finais, o Omron Yamaga deixou pelo caminho o New York City da América do Norte, ao vencer por (2922). Por sua vez, a China National Club derrotou o Kaysar Club do Cazaquistão por (24-21).

Ténis de mesa encerra preparação na Cidadela A presidente da Federação Angolana de Ténis de mesa (FATm), Antónia Ribeiro, assegurou ontem a O PAÍS que a Selecção Nacional sénior de ténis, em ambos os sexos, encerra amanhã, no Pavilhão Principal da Cidadela, em Luanda, os trabalhos de preparação, tendo em vista a participação nos Jogos Pan-Africanos, que a cidade de Rabat, marrocos, acolhe de 25 de Agosto a 03 de Setembro próximo. A dirigente disse que os trabalhos de preparação decorrem sem sobressaltos, uma vez que as atletas não têm reclamado de condições. “estamos num momento difícil, mas tudo está a correr bem. vamos encerrar o ciclo de preparação e, depois, vamos avaliar se iremos viajar no dia 03 ou 04 deste mês”, afirmou Antónia Ribeiro.

PSG e Rennes disputam Supertaça

Barcelona e Arsenal decidem final

Schurrle emprestado ao Spartak de Moscovo

O Paris Saint-Germain (PSG) e o Rennes disputam amanhã a Supertaça, no Estádio Shenzhen Universiade Sports Centre, às 12:30. O desafio entre as duas equipas abrirá a nova época futebolística em França. Os parisienses são os favoritos à conquista do troféu, mas o Rennes vai tentar não facilitar.

O Barcelona e o Arsenal decidem no próximo, Domingo, a final do torneio Joan Gamper, no Etádio Camp Nou, às 19:00 (hora de Angola). Os blaugrana partem como favoritos, uma vez que têm um plantel superior comparativamente ao do Arsenal de United de Emery.

O avançado alemão André Schurrle, de 28 anos, foi ontem emprestado ao Spartak de Moscovo, por uma temporada, com opção de compra. Na época passada, Schurrle actuou no Fulham, clube que acabou ser relegado ao segundo escalão, o que provocou o retorno do jogador ao Dortmund.

Cinco nacional a caminho de dakar A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol está a caminho da cidade de Dakar, Senegal, palco onde irá participar num torneio internacioal com as selecções da Côte d’Ivoire, Tunísia e Senegal. O torneio servirá de antecâmara tendo em vista o Afrobasket2019, que a cidade de Dakar acolhe de 10 a 18 do corrente mês. No palco da competição, o cinco nacional vai lutar para melhorar o sexto lugar conquistado em 2017.

Bolt descarta regresso aos Jogos Olímpicos Ausente das pistas desde os Mundiais de Londres de 2017, Usain Bolt descartou, ontem, em entrevista ao Sports Illustrated qualquer possibilidade de regressar ao activo para representar a Jamaica nos Jogos Olímpicos do Japão, na cidade de Tóquio, em 2020. Com aquela reacção, Usain Bolt colocou um ponto final aos rumores que foram sendo lançados nas últimas semanas (alguns deles reforçados pelo próprio nas redes sociais). “Não há qualquer possibilidade de voltar a correr”, assegurou o antigo velocista jamaicano, de 32 anos, ainda detentor dos recordes mundiais dos 100 e dos 200 metros, que na mesma entrevista admitiu estar totalmente fora de forma. Questionado pela imprensa norte-americana se conseguiria correr 200 metros abaixo dos 20 segundos, Bolt revelou que não.


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TEMPO

30

O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

Fonte: INAMET

PReviSÃO dO TemPO *** 3 diAS *** PARA AS PRiNCiPAiS CidAdeS válida de 02 a 04 de Agusto de 2019 Ê Ê

das 18 horas do dia 01 às 18 horas do dia 02 de Agosto de 2019. Províncias de Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Uíge, Malanje, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Lunda-Norte, Lunda-Sul: Céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se nublado pela madrugada e manhã nas províncias de Cabinda, Zaire, Uíge, Bengo, Luanda, malanje e Cuanza-Sul. Possibilidade de ocorrência de nevoeiro ou neblina matinal em alguns municípios das províncias de Cabinda, Zaire, Uíge, malanje, Bengo, Luanda, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul e LundaNorte.

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGOA E GEOFÍSICA - CENTRO NACIONAL DE PREVISÃO DE TEMPO (CNPT)Ê PREVISÃO DO TEMPO *** 3 DIAS ***PARA AS PRINCIPAIS CIDADES, validade: 02 a 04 de Agosto de 2019.Ê Data 02 / 08 / 2019

CIDADE

Mín

Máx

LUANDA

16

27

CABINDA

19

28

SUMBE

21

CAXITO MBANZA CONGO

Data 03 / 08 / 2019

Estado do Tempo

Mín

Máx

Céu Nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

17

27

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

19

28

25

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

20

16

28

Nublado pela manhã, nevoeiro ou neblina matinal

16

27

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

UIGE

15

26

NDALATANDO

15

MALANJE DUNDO

Data 04 / 08 / 2019

Estado do Tempo

Estado do Tempo

Mín

Máx

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

17

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Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

19

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Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

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Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

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Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

16

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Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

16

28

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

16

27

Céu nublado, neblina matinal.

16

27

Céu nublado, neblina matinal.

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

15

26

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

15

26

Céu nublado pela manhã, neblina matinal.

28

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

15

28

Parcial nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

15

28

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

12

30

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

12

30

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

12

30

Céu nublado, nevoeiro ou neblina matinal.

18

31

Nublado pela manhã, nevoeiro ou neblina matinal

19

31

Pouco nublado ou limpo, neblina.

19

31

Pouco nublado ou limpo.

SAURIMO

12

30

Céu limpo.

11

30

Céu limpo.

11

30

Céu limpo.

BENGUELA

18

26

Céu parcialmente nublado, neblina matinal.

18

26

Pouco nublado ou limpo.

18

26

Pouco nublado ou limpo.

HUAMBO

04

28

Céu limpo.

04

28

Céu limpo.

04

28

Céu limpo.

CUITO

11

29

Céu limpo.

11

29

Céu limpo.

11

29

Céu limpo.

LUENA

06

30

Céu limpo.

06

30

Céu limpo.

06

30

Céu limpo.

LUBANGO

14

27

Céu limpo.

15

27

Céu limpo.

15

27

Céu limpo.

MENONGUE

08

27

Céu limpo.

08

27

Céu limpo.

08

27

Céu limpo.

MOÇÂMEDES

13

25

Nublado pela manhã, nevoeiro ou neblina.

14

25

Nublado pela manhã, nevoeiro ou neblina.

14

25

Nublado pela manhã, nevoeiro ou neblina.

ONDJIVA

07

31

Céu limpo.

28

30

Céu limpo.

28

30

Céu limpo.

Céu nublado pela manhã.

REGIÃO CENTRO: Províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico Céu geralmente limpo, apresentando-se nublado pela madrugada e manhã ao longo da faixa do litoral. REGIÃO SUL: Províncias do Namibe, Huíla, Cunene e Cuando Cubango Céu geralmente limpo, sendo parcialmente nublado em alguns municípios da província do Namibe e apresentando-se muito nublado pela madrugada e manhã ao longo da faixa do litoral. Possibilidade de ocorrência de nevoeiro ou neblina matinal em alguns municípios da província do Namibe.

O (s) Meteorologista (s): Lameira Gaspar.

Luanda, 01 de Agosto 2019. Ê Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, Rua 21 de Janeiro – Tel.: 949320641 – Luanda. Site: http://www.inamet.gov.ao; e-mails: geral@inamet.gov.ao / geral.inamet@angola-portal.aoÊ

TEMPO NO MAR Fonte: INAMET

BOLeTim meTeOROLÓGiCO PARA A NAveGAÇÃO mARÍTimA 1. SITUAÇÃO GERAL ÀS 18:00 TU dO dIA 01 dE AGOSTO dE 2019: Circulação de Sul-sudoeste moderada entre os paralelos 4°S à 14°S, sendo do Sudeste-sul fraca entre os paralelos 14°S à 18°S. INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA E GEOFÍSICA – INAMET Centro Nacional de Previsão do Tempo

2. PREVISÃO VÁLIdA ATÉ ASBOLETIM 18:00 TU dO dIA 02 PARA dE AGOSTO dEMARÍTIMA 2019: METEOROLÓGICO A NAVEGAÇÃO 1. SITUAÇÃO GERAL ÀS 18:00 TU DO DIA 01 DE AGOSTO DE 2019:

SEM AVISO. Circulação de Sul-sudoeste moderada entre os paralelos 4°S à 14°S, sendo do Sudeste-sul fraca entre os paralelos 14°S à 18°S. 2. PREVISÃO VÁLIDA ATÉ AS 18:00 TU DO DIA 02 DE AGOSTO DE 2019: SEM AVISO.

REGIÃO

ESTADO DO TEMPO

VENTO

(ATÉ 200 MILHAS DA COSTA)

Cabinda (4°S – 6°S) Zaire, Bengo, Luanda e Cuanza-Sul (6°S – 12°S)

ALTURA DA ONDA (METROS)

ESTADO DO MAR

DIRECÇÃO FORÇA (KT) Nublado

Nublado

VISIBILIDADE HORIZONTAL (KM)

Sulsudoeste

Até 10

Até 1.9

Agitado

Fraca pela manhã (Inferior a 5)

Sulsudoeste

10 a 16

Até 2.0

Agitado

Fraca pela manhã (Inferior a 5)

Benguela (12°S – 14°S)

Nublado

Sulsudoeste

Até 17

Até 2.1

Agitado

Moderada a boa (Superior a 5)

Namibe (14°S – 18°S)

Nublado

Sulsudoeste

Até 21

Até 2.4

Agitado

Fraca pela manhã (Inferior a 4)

3. dESCRIÇÃO SINÓPTICA dAS 18:00 TU dO dIA 01/08/2019 ÀS 18:00 TU dO dIA 02/08/2019. O anticiclone de Santa Helena, com pressão central de 1020hPa, estendendo-se em crista sobre a região marítima de Angola, influenciará o estado do tempo em toda região marítima. Assim, prevêse mar agitado na região marítima de Namibe com ondas máximas até 2.4 metros de altura. Para as regiões marítimas de Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Cuanza-Sul e Benguela prevê-se mar agitado com ondas máximas entre 1.9 e 2.1 metros de altura. Prevê-se visibilidade fraca devido a possibilidade de ocorrência de nevoeiro ou neblina matinal. 4. CARTA dO VENTO MÁXIMO E dA ALTURA dA ONdA MÁXIMA PREVISTA Os contornos a cores indicam a altura máxima da ondulação e os contornos em tom cinza indicam os possíveis incrementos das vagas devido à influência do vento local.


OPINIÃO

O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

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RICARdO VITA*

Akongo, uma legítima e pertinente reivindicação dR

C

omo Aimé Césaire, também acho que há duas maneiras de se perder: por segregação presa no particular ou por diluição no universal, o dos outros e batoteiro sobretudo. Como ele ainda, a minha concepção do universal é a de um rico universal de todo o particular, rico de todos os particulares, aprofundamento e coexistência de todos os particulares. O Colono destruiu muito do nosso particular, a nossa essência. Então devemos ter paciência para retomar a obra, a força para refazer o que foi desfeito; a força para inventar em vez de seguir; a força para inventar o nosso caminho e livrálo de formas prontas, formas petrificadas que o obstruem. Nenhum país do mundo foi construído por estrangeiros para os filhos da terra. E quando o fazem, fazem-no para eles. Foi assim que nasceram em Angola os poucos hospitais básicos e algumas vias que chamaram estradas. Foi assim também que tivemos Salvador Correia, a escola que foi construída para os filhos do Co-

lono primeiro e, depois, para aqueles que ele pensava fazer seus asseclas ou partidários. Sim, é essa escola mesmo que alguns querem ver classificada como Patrimônio Mundial - por saudade? -, a instituição que simbolizou a exclusão colonial, um Patrimônio Mundial da Humanidade, para enriquecer Angola de história digna ! Pelo menos temos a certeza de que o ridículo não mata em Angola! Voltando ao assunto, o estrangeiro não constrói terra de ninguém, constrói para ele próprio e unicamente para ele. E foi precisamente isso que levou Salazar a criar em Lisboa a Casa dos Estudantes do Império em 1944; para ‘fortalecer a mentalidade imperial entre os estudantes das colónias’. Alguns dos nossos dirigentes e animadores da cena cultural por lá passaram. Isso diz-nos simplesmente que o estrangeiro que ocupou o nosso país durante séculos também o moldou para se perpetuar. Chamou as nossas terras com os seus nomes, incluindo aqueles que usava para zombar de nós. Também as baptizou com água benta enquanto

gravava os seus nomes em nós como em um mármore. E acabamos assim, perdidos. Até hoje. Por isso continuamos a achar os nomes coloniais mais bonitos do que os nossos próprios nomes. Um dia uma das minhas irmãs chamou-me em Paris, a partir de Luanda, para me dizer que o menino que a sua filha acabava de ter seria meu xará. E acrescentou imediatamente que me cabia a mim, seu xará, segundo a tradição da parte de Angola de onde eu venho, o direito de escolher o nome que o menino usaria em casa. Como sou um negro emancipado e sem complexos, apressei-me então a propor um lindo nome em Kikongo, « Mwinda », mas senti a relutância no silêncio da minha irmã quando me ouviu a pronunciar esse nome, mesmo se concordou depois, por uma questão de forma, com certa reticência. Passado algum tempo, ainda por telefone, ouvi alguém chamar alguém de « Lumière ». Então perguntei quem era esse ou essa Lumière que aí chamavam. Responderam-me com orgu-

lho palpável que se tratava do meu xará, « traduzimos o nome para o Francês, é mais bonito », foi-me dito isso com deleite. « E », acrescentou ainda a voz que me falava, « também às vezes o chamamos de Luz !». O que poderia eu responder a isso? Nada. Absolutamente nada. Esta é a nossa realidade, devemos negá-la? Pelo contrário, devemos assumi-la para melhor superá-la. Mas ainda acho « Mwinda » mil vezes mais bonito como nome, bem que tivessem preferido dizer aproximadamente a mesma coisa em Francês e em Português, era mais chique para eles, aparentemente, porque não soava colonizado. Foi isso que me incomodou, ver, mais uma vez, os nossos imaginários manipulados! Na minha família também há complexados, alguns deveras. Esta é a razão que me leva a apoiar plenamente a iniciativa do núcleo das Autoridades Tradicionais da Corte Real do Kongo, que foi pedir ao Presidente da República, pela voz do seu chefe máximo, o Mbunta-a-Muntu Afonso Mendes, para dar à sua terra um nome que tenha sonoridades e um significado do vernáculo. Isso foi no dia 23 de Julho passado. Outras terras de Angola deveriam seguir este exemplo. Já tive a ocasião de escrever e repito agora que as regras de uma língua são ditadas por aquilo que ela transmite. A língua é um instrumento político. Ela revela o falante e define o interlocutor. Descreve circunstâncias e realidades, exprimido-as com a intenção de controlá-las. A língua é uma identidade. A língua é um poder. Mas o usufruto que temos do Português ainda serve propósitos coloniais. Sabemos que o Colono cultivou o auto-ódio em nós. Houve tempos em Angola, depois da Independência, onde falar certas línguas da terra em certos meios podia ser perigoso; elas revelavam a identidade do falante, a sua tribo, os seus avoengos. Carreiras e reputações foram destruídas por causa disso.

Era a obra do Colono que continuávamos assim. As nossas línguas eram banidas nas escolas e pouco a pouco fomos perdendo o sustento da nossa identidade, através do qual podíamos exprimir a nossa experiência humana, o nosso particular. Foram-se saberes. Evaporam-se filosofias. Sufocaram-se poesias. Perdeu-se assim muitos filhos da terra, por complexos e psicoses. Saudemos aqui o grupo que foi liderado pelo MaisVelho Casimiro, que, em Mbanzaa-Kongo, enfrentou perigosas noites coloniais para ir reunir-se clandestinamente a fim de pensar em como derrotar o colonialismo. Foi esse grupo que também lutou para restaurar o nome autêntico dessa cidade - cuja boa ortografia, Mbanza-a-Kongo, tenho a certeza de que não serei o único a reconhecer num futuro próximo - no lugar de São Salvador. Isso foi feito na independência, em 1975. Muitos dos seus membros, heróis anónimos e nativos daquela terra, seguiram o MPLA apesar das ameaças da FNLA e do perigo que a afronta representava para eles. Dirigiram as Comissões Populares de Bairro (CPBs), receberam Agostinho Neto lá em 1977 e integraram o governo provincial. É, portanto, o mesmo espírito de autenticidade que os representantes da Corte Real do Kongo foram recordar ao presidente João Lourenço. Porque Angola é uma obra em constante andamento e ela será o que nós, Angolanos, faremos dela. Lá chegaremos. Resgataremos a alma da nossa Angola e construiremos uma pátria mais perfeita. Para isso, precisamos despertar a sua consciência. *é Pan-africanista, afro-optimista radicado em Paris, França. É colunista do diário Folha de São Paulo (Brasil), do diário Público (Portugal) e do diário Libération (França). É cofundador e vice-presidente do instituto République et Diversité que promove a diversidade em França e é empresário.


ÚLTIMA

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O PAÍS Sexta-feira, 02 de Agosto de 2019

Cuanza Norte regista aumento de casos de VIH-Sida Quinhentos e 28 novos casos de VIH-Sida foram registados pelas autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte entre Janeiro e Junho do ano em curso, um aumento de 131 casos em relação ao primeiro semestre de 2018

d

ados do Programa Provincial de Luta Contra a Sida, a que a Angop teve acesso, ontem, Quintafeira, aludem que os casos de Sida resultaram de um total de 22.109 testes realizados em várias campanhas de testagem voluntária e em consultas de acompanhamento às mulheres grávidas. Os cidadãos da faixa etária dos 25 aos 49 anos de idade são os mais infectados, ao serem diagnosticados 291 seropositivos, num universo de 7.397 pessoas testadas. Segue-se os indivíduos dos 15 aos 24 anos de idade, com 70 pessoas identificadas com a doença, num total de 5.781 testes realizados, enquanto na faixa etária de cidadãos

dR

maiores de 50 anos de idade foram rastreadas 1.597 pessoas, com 54 casos positivos. No mesmo período foram testadas 6.962 mulheres grávidas, com saldo de 85 casos positivos, acom-

panhadas 334 crianças menores de dois anos de idade, nascidas de mães seropositivas. Foram testados 603 petizes dos 3 aos 14 anos, com oito casos positivos. Os dados apontam, igualmen-

Parlamento Académico é institucionalizado em Agosto O Movimento Nacional de Jovens

Universitários de Angola (mNJUA) institucionaliza o Parlamento Académico, nos próximos dias 13 e 14 deste mês, em cerimónia a decorrer na sala multiusos da Assembleia Nacional dR

Samakuva apresenta proposta no parlamento

A

confirmação foi feita, ontem (Quinta-feira), em Luanda, pelo presidente da agremiação José Cerqueira, no final de um encontro entre a direcção do movimento estudantil e a Presidente da Comissão Administrativa de Luanda, Maria Antónia Nelumba. José Cerqueira fez saber que o Parlamento será um canal eficiente para os estudantes poderem exercitarem a sua democracia participativa e sugerir ideias solucionadoras para os problemas que afectam, sobretudo, os jovens. O Parlamento Académico tem como prioridades a realização de projectos para o desenvolvimento cívico-académico da comunidade estudantil, o fundo nacional

te, a realização, durante o primeiro semestre do ano em curso, de 58 partos de mães seropositivas, no quadro do programa de corte da transmissão vertical, enquanto 192 pacientes beneficiaram da assistência médica regular com anti-retroviral. O Cuanza Norte conta com Centros de Acompanhamento e Tratamento do VIH-Sida (CATV) instalados nos dez municípios, onde são asseguradas as condições de assistência médico-medicamentosa e psicológica aos pacientes. Entretanto, Angola tem uma prevalência de VIH estimada de 2,0% em pessoas de 15 a 49 anos, segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde (2015-16), o que dá a estimativa de 310 mil pessoas a viver com VIH no país. A província do Cunene regista a maior taxa de incidência e de prevalência do VIH/Sida do país, com uma taxa de 6.1 por cento de novas transmissões. Segundo dados do Ministério da Saúde, depois do Cunene, seguem-se as províncias do Cuando Cubango, com cinco por cento e o Moxico com quatro, enquanto o Zaire representa a menor taxa (0,5).

de apoio ao estudante e a rede de transporte para os alunos. O coordenador do movimento informou que o principal objectivo é envolver a comunidade estudantil na busca de soluções para os vários problemas que afectam a sociedade. O objectivo da visita, segundo José Cerqueira, é conhecer melhor as instituições públicas e privadas para que quando estiverem em funções possam discutir com propriedade e apontar as melhores soluções. Entretanto, a Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda (CACL), Maria Antónia Nelumba, mostrou-se disponível para trabalhar com os parlamentares académicos e recolher contribuições para solucionar os vários problemas que afectam os municípios de Luanda. O Movimento Nacional de Jovens Universitários de Angola (MNJUA) fundado a 2 de Março de 2012, tem mais de 12 mil membros em todas as academias do país.

Angola e RdC facilitam vistos para impulsionar investimentos

O

s governos da Lunda Norte (Angola) e do Cassai Central (República Democrática do Congo/RDC) acordaram, esta Quinta-feira, criar condições que visem a facilitação na emissão de vistos de turismo e na melhoria do ambiente de negócios, para dinamizar a importação e exportação dos produtos locais. Segundo o comunicado final da reunião bilateral entre os dois governos, é preciso que as autoridades afins, no caso os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) de ambas as partes, criem condições que para dinamizar a emissão dos referidos vistos, sem excesso de burocracia. O encontro recomendou que os comerciantes de ambas as partes, portadores de passes de travessia, têm a obrigação de declarar valores monetários junto das autoridades aduaneiras, para se certificar a sua idoneidade, devendo ser licenciados para permanecerem nos dois territórios num período de dez dias. Em função de não existir qualquer relação formal entre as câmaras do comércio da Lunda Norte e de Cassai Central, as partes devem criar um fórum de troca de experiências sobre os assuntos económicos, intervindo no apoio às empresas, facilitando a importação e exportação dos produtos. Os dois governos acordaram a criação de mercados ao longo da fronteira, respeitando as normas internacionais que prevêem o exercício da actividade comercial em zonas neutras. A criação de uma base de dados para o controlo de entrada e saída de produtos de origem animal e vegetal, de um centro de multiplicação e melhoramento genético animal e vegetal, constam dos acordos assinados nesta reunião.


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