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Náutica
Notícias da Divisão Náutica ACAP
Novo Relatório da ACAP
A Dimensão e Potencial da Náutica de Recreio
As embarcações de recreio com o casco em fibra não são EAV O novo relatório da Divisão Náutica ACAP revela dimensão e potencial da náutica de recreio em Portugal, um retrato da evolução e relevância de um setor estratégico para a economia do mar.
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ortugal conta com 76 326 embarcações registadas e 2 960 afectas à actividade marí-
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timo-turística. A Divisão Náutica ACAP alerta que o potencial económico do sector continua condicionado pela
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burocracia e pela ausência de uma estratégia nacional. A Associação Automóvel de Portugal (ACAP), através
da sua Divisão Náutica, publica o relatório Náutica de Recreio em Portugal, Relatório Estatístico 2026, um retrato actualizado da dimensão, evolução e relevância de um setor estratégico para a economia do mar. Os dados mostram que, a 30 de Abril de 2026, Portugal contabilizava 76 326 embarcações de recreio registadas, mais 3,47% do que em Maio de 2024. Destas, 2 960 estavam afectas à actividade marítimo-turística, um crescimento de 14,86%. Em 2025 foram ainda emitidas 11 270 cartas de navegador. A Divisão Náutica representa empresas da indústria, do comércio e dos serviços, incluindo fabricantes, estaleiros, distribuidores, assistência
Náutica
Entre Maio de 2024 e Abril de 2026, o número total de embarcações de recreio registadas aumentou de 73 765 para 76 326, correspondendo a uma variação de 3,47%. Entre Dezembro de 2025 e Abril de 2026, o aumento foi de 1,69%. técnica, formação, marinas e operadores marítimo-turísticos. Esta cadeia de valor gera emprego, exportações, investimento e atividade económica em todo o território. Apesar deste potencial, a náutica de recreio permanece afastada das grandes estratégias de desenvolvimento do país. A falta de articulação entre a DGAM, a DGRM e o IRN continua a provocar atrasos em processos essenciais, enquanto o Decreto-Lei n.º 43/2026 introduziu uma definição excessivamente ampla de Embarcação de Alta Velocidade, penalizando operadores e proprietários que cumprem a lei.
A classificação por classe de navegação identifica a área para a qual a embarcação está habilitada. Não permite distinguir o tipo de embarcação nem o respectivo comprimento.
Riamar 6.35 Cabin não é EAV
Dipol D25 CC não é EAV
Bayliner VR5 OB não é EAV 2026 Setembro 477
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Náutica
Em Abril de 2026 estavam registadas 2 960 embarcações de recreio afectas à actividade marítimo-turística, equivalentes a 3,9% do total. O número aumentou 14,86% face a Maio de 2024
Beneteau Antares não é EAV
Isonáutica Sport Cruiser 560 não é EAV
Em 2025 foram contabilizados 1 090 registos, menos 2,2% do que em 2024 e menos 19,0% do que em 2021. Este indicador mede movimentos anuais no registo; não corresponde ao total acumulado de embarcações nem a vendas 4
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“Portugal tem costa, clima, empresas e uma procura crescente. Este relatório demonstra que a náutica não é um sector marginal: é uma oportunidade concreta de crescimento. Precisamos de uma estratégia, de processos administrativos eficientes e de legislação proporcional que permita às empresas inovar, investir e criar emprego”, afirma Fernando Sá, Presidente da Divisão Náutica da ACAP.
Em 2025 foram emitidas 11 270 cartas de navegador de recreio, menos 0,8% do que em 2024. O valor ficou 13,5% abaixo do máximo da série, registado em 2021
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Náutica
Dipol 680 Timonera não é EAV
Fibramar 600 Pescador não é EAV
Patrão Local e Marinheiro representaram 86,9% das cartas emitidas em 2025. A categoria «Outros actos» reproduz a classificação da fonte e não corresponde necessariamente a renovações 6
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A publicação reúne indicadores sobre embarcações, distribuição territorial, classes de navegação, actividade marítimo-turística, formação e fabricantes, disponibilizando uma base factual para decisões públicas e empresariais mais informadas. Trata-se de um sector determinante para a economia do mar, com forte impacto na
criação de emprego, nas exportações e no PIB nacional, bem como para o turismo náutico e o desenvolvimento sustentável das regiões. Lamentavelmente, a náutica de recreio continua sem a devida atenção por parte do poder político e permanece fora do radar das grandes estratégias de desenvolvimento do país.
As primeiras emissões diminuíram 13,3% entre 2020 e 2025. Em 2025, Patrão Local e Marinheiro concentraram 91,5% das primeiras emissões registadas
Náutica
Karnic 1851 não é EAV Num momento em que deveríamos estar focados na inovação e na promoção do mar, somos obrigados a concentrar energias no combate à burocracia e nas necessárias alterações legislativas. Ainda assim, o apelo do mar é mais forte. É essa paixão que nos dá resiliência para manter este Rumo, um caminho no qual acreditamos convictamente como motor de futuro para Portugal. Abençoados pela nossa costa e pelo nosso clima, continuamos a atrair anualmente milhares de novos praticantes. A experiência demonstra-o: quem se apaixona pelo mar e pela navegação fica para sempre.
Estas prioridades devem orientar uma política sectorial assente em dados, capacidade empresarial, segurança e investimento
Jeanneau Cap Camarat 6.5 WA não é EAV
Dipol D25 CC não é EAV
Bayliner 180 Elerment XL não é EAV
Este novo relatório da Divisão Náutica ACAP pode ser consultado na integra em: https://acap.pt/site/uploads/paginas/documentos/2059A3A6-13A40_1.pdf 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
Notícias do Porto de Lisboa
Porto de Lisboa Recebe Tecnologia e Eficiência Energética
O EXPLORA III, da Explora Journeys Tecnologia e eficiência energética chegam ao Porto de Lisboa em duas escalas inaugurais consecutivas, EXPLORA III e Mein Schiff Flow, dois dos mais recentes navios de cruzeiro, escalaram Lisboa nos dias 10 e 11 de agosto.
O
Porto de Lisboa recebeu em dois dias consecutivos, dia 10 e 11 de agosto, as es-
calas inaugurais de dois dos mais recentes navios de cruzeiro a entrar em operação: o EXPLORA III, da Explora
Journeys, e o Mein Schiff Flow, da TUI Cruises. Com características e conceitos distintos, do segmento
de luxo do EXPLORA III à nova geração InTUItion, da TUI Cruises, os dois navios têm em comum a incorpora-
O piso superior do o EXPLORA III 8
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Notícias do Mar
O EXPLORA III é o primeiro navio da Explora Journeys preparado para operar com gás natural liquefeito (GNL) ção de tecnologias destinadas a aumentar a eficiência energética e a reduzir progressivamente o impacto ambiental da operação. A realização
destas duas escalas inaugurais consecutivas reforça a presença do Porto de Lisboa nos itinerários das principais companhias internacionais e
evidencia a capacidade do Porto de Lisboa para receber navios de diferentes dimensões e segmentos. O EXPLORA III foi o primei-
ro a chegar a 10 de agosto, naquela que foi também uma das escalas da viagem inaugural do mais recente navio da Explora Journeys, marca
O Mein Schiff Flow, da TUI Cruises 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
O interior do Mein Schiff Flow
do MSC Group dedicada às viagens oceânicas de luxo. Batizado em Barcelona, a 1 de agosto, a embarcação possui 268 metros de comprimento, 72.800 toneladas de arqueação bruta e capacidade para 926 passageiros, servidos por uma tripulação de 640 profissionais. A bordo encontram-se 463 suites, penthouses e residences, incluindo duas Owner’s Residences com 315 m² cada. O EXPLORA III é também o primeiro navio da Explora Journeys preparado para ope-
O Mein Schiff Flow está equipado com um sistema de propulsão dual-fuel
O Mein Schiff Flow foi construído nos estaleiros Fincantieri, Itália 10
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rar com gás natural liquefeito (GNL), dispondo de ligação elétrica a terra e estando preparado para a utilização futura de bio-GNL e GNL sintético, entre outras soluções de eficiência energética. No dia 11 de agosto, foi a vez do Mein Schiff Flow realizar a sua primeira escala no Porto de Lisboa, durante uma viagem de dez dias com início e fim em Palma de Maiorca e passagens por Málaga, Cádis, Lisboa, Tânger e Barcelona. Construído nos estaleiros Fincantieri, em Monfalcone, Itália, o mais recente navio da TUI Cruises é o segundo da classe InTUItion, sucedendo ao seu gémeo Mein Schiff Relax, que se estreou em Lisboa em abril de 2025. Com 326 metros de comprimento e 161.000 toneladas de arqueação bruta, o Mein Schiff Flow dispõe de 1.945 cabines distribuídas por dez dos seus 19 decks e pode receber até 3.984 passageiros, além de 1.535 tripulantes. O navio está equipado com um sistema de propulsão dualfuel, que permite operar com GNL ou óleo marítimo, e foi concebido para poder utilizar futuramente combustíveis de menor emissão, como bioGNL ou e-GNL. De acordo com Vítor Caldeirinha, Presidente do Porto Lisboa-Setúbal, «receber, em dois dias consecutivos, dois dos mais recentes navios das frotas da Explora Journeys e da TUI Cruises é um sinal da atratividade de Lisboa e da confiança das companhias internacionais no nosso porto. Estas duas escalas inaugurais demonstram também que Lisboa está preparada para acompanhar a evolução da indústria de cruzeiros, acolhendo navios de nova geração e continuando a afirmar-se como um destino de referência nos itinerários internacionais.»
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Notícias do Mar
Apelo das ONG
Oceano Reivindica Lugar Entre os Domínios Estratégicos da AI²
Investigar o Atum Numa posição conjunta, MARE, CESAM, CIIMAR, CCMAR e OKEANOS pedem que o Oceano entre na lista de Domínios Estratégicos que a AI² está a definir para orientar o financiamento da ciência portuguesa na próxima década.
O
s cinco maiores centros de investigação da área do mar em Portugal, o MARE, o
CESAM, o CIIMAR, o CCMAR e o OKEANOS, assinaram, em conjunto, um manifesto a pedir à Agência para a Inves-
tigação e Inovação (AI²) que reconheça o Oceano como um dos Domínios Estratégicos nacionais. O documen-
Microorganismos marinhos, algas 12
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to, apresentado no Encontro Ciência 2026, reúne os cinco diretores numa única posição e chega numa altura em que a agência está a decidir quais as áreas que vão concentrar o investimento público em investigação e inovação nos próximos anos. Os diretores destas unidades de investigação argumentam que poucas áreas cruzam tantas dimensões em simultâneo como o mar, da soberania à segurança, do clima à diplomacia, e lembram que Portugal gere uma Zona Económica Exclusiva de 1,7 milhões de quilómetros quadrados, com uma proposta de extensão da plataforma continental que ultrapassa os 4 milhões de
Notícias do Mar
Proteger as tartarugas quilómetros quadrados, uma área maior do que o território terrestre de toda a União Europeia. Cerca de 97% do território nacional é mar. Juntos, os cinco centros representam mais de 900 investigadores doutorados integrados, mais de 10 500 publicações científicas em cinco anos e mais de 700 projetos financiados, num total de cerca de 206 milhões de euros de financiamento competitivo, participando nas principais infraestruturas científicas europeias e reforçando a importância da investigação nesta área em Portugal. O pedido não surge isolado. Em março, no âmbito do Fórum de Investigação no Oceano, os mesmos cinco centros já tinham assinado a Declaração de Aveiro sobre a Ciência do Mar Português 2026-2035, um diagnóstico conjunto que apontava a precariedade nas carreiras, a falta e difícil aces-
so a navios e outros equipamentos e infraestruturas de investigação, dados dispersos entre instituições, lacunas na monitorização de longo prazo e uma interface ciência política débil, como as principais fragilidades estruturais críticas nesta área de investigação. O reconhecimento como Domínio Estratégico traduzirse-ia num investimento sustentado e próprio para acesso a navios de investigação nacionais, ROVs ou AUVs, hoje dependente de financiamento associado a projetos, na estabilização de carreiras científicas, técnicas e de apoio à I&D em ciências do mar, com a meta de 50% dos investigadores com mais de cinco anos de pós-doutoramento a terem contrato permanente ou de longo prazo até 2035, e num programa nacional de monitorização do oceano, do litoral ao mar profundo, hoje inexistente de forma integra-
Cardume de tubarões
A força do mar da. Outras áreas relevantes a suportar passariam pela criação de um ecossistema nacional de dados marinhos interoperável, ligado ao gémeo digital europeu do oceano (EDITO) e a sistemas de aler-
ta precoce baseados em inteligência artificial, e pela criação de mecanismos formais de interface entre ciência, políticas públicas e indústria, incluindo uma rede de laboratórios vivos (Living Labs) e plataformas digitais de apoio à decisão.
Coral
Esponjas marinhas são seres sésseis e filtradores 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
Pepino do Mar
Ecossistema marinho “Portugal não é apenas um país com mar. É um país definido pelo mar”, lê-se no manifesto assinado pelos cinco diretores, que acrescenta: “Portugal pode voltar a ser uma potência marítima por via do conhecimento”. Para os cinco centros, o estatuto de Domínio Estratégico serviria para tirar o investimento em ciência do mar da lógica de financiamento a curto prazo, projeto a projeto, dando-lhe continuidade e escala nacional, com dados, tecnologia digital e inteligência artificial aplicada ao oceano. O pedido chega também numa altura em que a União Europeia discute uma Lei Europeia dos Oceanos e investe em gémeos digitais do oceano, uma “oportunidade
única”, dizem, “para Portugal liderar e não apenas acompanhar” o processo. “Investir no Oceano não é investir apenas numa área científica. É investir na soberania, na competitividade, na segurança, na sustentabilidade e no futuro de Portugal”, conclui o manifesto. Os Cinco Centros - MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) reúne a Universidade de Évora, a FCUL, a FCT-NOVA, a Universidade de Coimbra, a Universidade da Madeira, o IPLeiria, o IPSetúbal, o ISPA e o ARDITI, sob direção de Pedro R. Almeida. - CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar), sedia-
Pesca artesanal 14
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do na Universidade de Aveiro, é dirigido por Amadeu Soares. - CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental), sediado na Universidade do Porto, é dirigido por Vitor Vasconcelos. - CCMAR (Centro de Ciências do Mar), sediado na Universidade do Algarve, é dirigido por Adelino Canário. - OKEANOS (Instituto de Investigação em Ciências do Mar), sediado na Universidade dos Açores, é dirigido por Gui Menezes. Sobre o MARE O MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente - é um centro de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação com competências para o estudo de todos os ecossistemas aquáticos, na vertente continental e no mar. Promove o uso sustentável de recursos e a literacia do oceano disseminando o conhecimento científico e apoiando políticas de desenvolvimento sustentável. Criado em 2015, integra 8 Unidades Regionais de Investigação associadas
às seguintes instituições: Universidade de Coimbra (MARE-UCoimbra), Politécnico de Leiria (MARE-Politécnico de Leiria), Universidade de Lisboa (MARE-ULisboa), Universidade Nova de Lisboa (MARE-NOVA), ISPA - Instituto Universitário (MARE-ISPA), Instituto Politécnico de Setúbal (MARE-IPSetúbal), Universidade de Évora (MARE-UÉvora), Universidade da Madeira e ARDITI (MARE-Madeira). O MARE integra, juntamente com o CBMA - Centro de Biologia Molecular e Ambiental (Universidade do Minho) e o CIMA - Centro de Investigação Marinha e Ambiental (Universidade do Algarve), o ARNET – Rede de Investigação Aquática, um Laboratório Associado de dimensão nacional que, com 742 investigadores e colaboradores em 11 instituições anfitriãs, se dedica ao estudo integrado dos sistemas aquáticos, desde as bacias hidrográficas ao oceano profundo, promovendo a ligação entre conhecimento científico, políticas públicas e ação no território.
Praia Dona Ana
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Notícias do Mar
Notícias do Porto de Portimão
Porto de Portimão Ultrapassa Recorde Histórico de Passageiros
O Norwegian Dawn, da Norwegian Cruise Line Novo recorde de passageiros assinalou fim-de-semana 8/9 de agosto histórico para a atividade de cruzeiros, no Porto de Portimão.
O
Porto de Portimão teve um fim-desemana histórico para a atividade de cruzeiros,
marcado pela superação do recorde absoluto de passageiros e pela escala inaugural do navio EXPLORA III.
No dia 8 de agosto, durante a escala do NORWEGIAN DAWN, foi ultrapassado o máximo histórico de 46 263 pas-
Durante a escala do Norwegian Dawn, foi ultrapassado o máximo histórico de 46 263 passageiros, registado em 2011 16
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sageiros, registado em 2011. O passageiro n.º 46 264 passou, assim, a simbolizar este novo marco na história do Porto de Portimão, tendo sido assinalado com a entrega de um certificado comemorativo pela APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A. Este resultado reforça a trajetória de crescimento que o Porto de Portimão tem vindo a consolidar no segmento dos cruzeiros, refletindo a confiança das companhias que reconhecem Portimão como um destino de escala de excelência. Destaca-se a aposta da Norwegian Cruise Line, representada em Portugal pela Pinto Basto, cuja operação tem dado um contributo relevante para os resultados al-
Notícias do Mar
cançados pelo Porto de Portimão em 2026. O carácter excecional deste fim-de-semana no Porto de Portimão foi ainda assinalado, no dia 9 de agosto, pela escala inaugural do EXPLORA III, terceiro navio da Explora Journeys, marca de ultraluxo do Grupo MSC. A primeira visita do navio a Portimão, integrada na viagem inaugural entre Barcelona e Lisboa, evidencia o potencial do destino junto de um segmento de cruzeiros diferenciado e de elevado valor acrescentado. A cerimónia comemorativa desta escala contou com a presença de Fernanda Nunes, membro do Conselho de Administração da APS, que, em representação da Autoridade Portuária, procedeu à tradicional troca de placas comemorativas com o EXPLORA III. O Porto de Portimão totaliza até ao momento e no que respeita ao ano de 2026, 48 escalas de navios de cruzeiro e um total de 48 669 passageiros. O resultado confirma
Este marco foi assinalado com a entrega de um certificado comemorativo pela APS
Escala inaugural do navio EXPLORA III no Porto de Portimão
Cerimónia comemorativa da escala do Explora III, Troca de Placas 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
Este resultado reforça a trajetória de crescimento que o Porto de Portimão
O Explora III, a chegada no porto de Portimão uma trajetória de crescimento expressivo, após as 56 escalas e os 23 996 passageiros registados em 2025. Este desempenho está a-
linhado com os objetivos definidos na Estratégia Portos 5+, que prevê o reforço do tráfego de passageiros nos portos comerciais do conti-
nente. Neste âmbito, a APS tem vindo a reforçar as condições de operacionalidade e competitividade do Porto de Portimão, destacando-se a conclusão antecipada das dragagens de manutenção, que permitiram restabelecer os fundos de -8m(ZH) no canal de acesso e bacia de rotação, e a instalação de novos cais para acostagem de tenders. Estão igualmente previstas intervenções complementares, como a reabilitação da rampa ro-ro, a melhoria das acessibilidades terrestres à Gare Marítima e a futura insta-
lação de uma unidade de fornecimento de energia elétrica a navios em porto (Onshore Power Supply). Estas intervenções reforçam a capacidade do Porto de Portimão para responder, com elevados padrões de segurança, qualidade e sustentabilidade, às exigências do mercado de cruzeiros e à perspetiva de crescimento da atividade nos próximos anos. Para 2026 estão previstas cerca de 90 escalas de navios de cruzeiro, número que deverá aumentar para 117 escalas já em 2027.
A cerimónia comemorativa desta escala contou com a presença de vários convidados 18
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Pesca Desportiva
Pesca Lúdica Embarcada
Spinning
Calmarias São Tempos para Passeantes e Poppers
Esqueçam os equilíbrios, os meios termos. Por força das alterações climáticas, estamos hoje muito mais expostos a fenómenos atmosféricos extremos.
Nestes dias, os passeantes e os poppers são as amostras indicadas
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uando eles acontecem, (e a sua regularidade é cada vez maior), vamos sempre chegar a limites: muita chuva, muito vento ou muito calor. A pesca à linha não pode alhear-se destes excessos naturais porque sofre directamente os seus efeitos, mas podemos tentar tirar partido dessas ocorrências ditas fora
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do “normal”. É disso que tratamos hoje aqui no blog, de pescar mais, ...pese embora as dificuldades. Quem faz spinning sabe que diariamente tem dois grandes momentos em que tudo parece estar alinhado para uma boa pesca: o amanhecer e o entardecer. Se é muito produtivo pes-
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car à alvorada do dia, também não é menos interessante pescar ao crepúsculo, pese esse período seja mais curto. Isto é aquilo que todos nós que pescamos e lançamos amostras temos interiorizado e não é por acaso: a experiência prática diz-nos que é assim. Durante o resto do dia e com o sol alto, ...parece que nada resulta.
Lançamos centenas de vezes e nada parece fazer efeito: zero toques. Trocamos as amostras, as cores, os tamanhos, e ...nada. Meus amigos, não depende do pescador, do equipamento, e nem sequer da técnica de pesca. No período estival, será mais fácil fazer um robalo à noite que durante o dia, ...se a meio do dia. E porquê? Em bom rigor, o peixe está lá, vive lá, e não tem muitas possibilidades de ignorar o efeito fisiológico da ...fome! Por defeito, haverá sempre um momento do dia ou da noite em que o peixe come. Com quaisquer condições de mar.
Pesca Desportiva
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com
Aquilo que nos pode dar mais peixes em águas calmas é a discrição da amostra, a sua capacidade de pescar um deles sem afugentar todos os outros... Pode afundar um pouco mais, pode comer à noite, mas come. São necessárias condições draconianas para que o peixe não se alimente e essas condições passam muito por temporais muito intensos, prolongados no tempo. Ainda assim, o antes e o depois do temporal são momentos aproveitados pelos peixes para comer. Haja um mínimo de possibilidades e
o peixe come. O mar calmo interessa-nos a nós, achamo-lo conveniente, mas não interessa tanto ao peixe. Na verdade a calmaria até desmobiliza os predadores, que sabem ser mais difícil surpreender as suas presas. Os nossos olhos conseguem vê-los, a sensação de termos um “torpedo” atrás da nossa amostra é algo impagável, ver o sulco que fazem na
linha de água quando perseguem o nosso artificial deixanos ultra excitados e justifica a nossa saída à costa. Porém, para um predador essas são condições menos fáceis de trabalhar, tornam-se demasiado visíveis e previsíveis. Mas, mesmo se temos um mar sereno como um lago ...e se soubermos onde, quando e como lançar, é difícil que não consigamos resultados. Se temos um mar liso, cal-
mo, mar de “óleo”, então é quase certo que os peixes estarão mais próximos da superfície, a não mais de um metro desta. Mas sempre? Ficam lá todo o dia? Não, nem nada que se pareça, não estarão lá sempre. Nem podem estar.... Vamos ver o porquê, e que tipo de amostras devemos utilizar em mar ...manso. O dito ...mar de senhoras.
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Pesca Desportiva
calismos. Temos para nós que haverá sempre melhores condições de oxigenação nos períodos de menor luminosidade, e pode não ser assim. Pode até acontecer que estes dados se invertam, no caso de locais com muita vegetação marinha/ fitoplâncton, grandes produtores de oxigénio. Tecnicamente é isto: num dia quente, a taxa de oxigénio dissolvido no mar varia num ciclo diário imposto pelo balanço entre a alta temperatura (que reduz a solubilidade do gás) e a fotossíntese do fitoplâncton (que produz o dito oxigénio). Os níveis de concentração flutuam significativamente, atingindo os valores mais baixos de madrugada e os mais altos ao final da tarde. As primeiras duas horas do dia trazem-nos o enquadramento perfeito para pescarmos com amostras, a lançar horizontalmente: o dito “spinning”. Temos peixes activos, ainda activos depois de terem passado a noite a procurar comida, temos a superfície do mar lisa, e temos algo muito mais importante que aquilo que possam pensar: oxigénio suficiente à superfície. A água fria da noite retém taxas de oxigénio acrescidas, e, mesmo em caso de noites tropicais, com temperaturas acima dos 25ºC, os primeiros raios de sol descobrem os peixes no máximo da sua actividade. Por esse motivo, por poderem respirar sem esforço, os peixes podem evoluir junto à
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linha de água sem constrangimentos, procurando o alimento de todos os dias. Mas quando o sol sobe e fica a pino, perpendicular à superfície da água, os raios solares irão incidir sobre os primeiros metros e irão aquecer a primeira capa, reduzindo drasticamente os seus níveis de oxigenação. Assim sendo, de manhã bem cedo o peixe pode posicionar-se a caçar bem subido, leia-se na linha de água, quantas vezes com a dorsal de fora, mas a seguir as condições mudam e deixa de poder estar nesse local. Obrigado a isso, sai, afunda, e vai à procura de um outro patamar que lhe permita continuar a sua incessante busca por comida. E nós deixamos de os ter
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ali à “mão de semear”. Logo... deixa de fazer sentido continuar a lançar amostras para onde eles já não estão. Porque não podem estar. O processo é algo complexo, e não tem uma resposta única. Depende dos locais e das condições ambiente. Bem sei que há quem seja tão absolutista que não admita uma explicação rígida, única. Mas neste caso, há que dizer que a única coisa que é totalmente branca ou preta é o urso panda. Há que perceber que em função dos locais e das condicionantes ambientais estes dados podem ser alterados. Aquilo que temos à nossa frente são muitas vezes situações híbridas, digamos que tons mesclados de cinza, se formos pouco dados a radi-
As dinâmicas principais ao longo do dia incluem estes factores que enumero a seguir: - Durante a madrugada e manhã: O pico de frio noturno aumenta a capacidade de a água reter oxigénio. Contudo, sem luz solar, não há fotossíntese e os organismos continuam a respirar, a “gastar”. O oxigénio é consumido e, em termos gerais, ao fim da noite encontra-se no seu ponto mais baixo. - Durante a tarde (período mais quente): O sol intenso acelera a fotossíntese das microalgas marinhas, que libertam grandes quantidades de oxigénio para a água. O “conflito térmico”: simultaneamente, o calor aquece a água da superfície, o que
Pesca Desportiva
lhe diminui a capacidade natural de dissolver gases. Como podem ver, há condicionantes que jogam para um e outro lado, e a resultante depende das condições do meio ambiente em que pescamos. O Equilíbrio de Forças Apesar do aquecimento da água à tarde reduzir a sua solubilidade limite, a intensa atividade fotossintética das zonas estuarinas normalmente supera essa perda. Como resultado, a percentagem de saturação de oxigénio tende a aumentar, registando-se os níveis mais altos de oxigénio dissolvido ao final da tarde. Este processo de oxigenação depende decisivamente dos primeiros metros da coluna de água, onde a luz consegue penetrar.
Sabemos por experiência própria que o final de tarde traz os predadores para próximo da costa, e sim, eles estão disponíveis para atacar as nossas amostras. Daí a conjugação de factores que se interligam para que o entardecer seja tão favorável a que lancemos amostras. Temos a entrada de predadores à costa, para comer, temos oxigénio suficiente, e temos a queda acentuada das condições de luminosidade, as quais favorecem a aproximação às ....vitimas. O período de pesca é curto, mas vale a pena. Enquanto dura é bom! Há outros detalhes que saem fora do âmbito deste trabalho, mas que contam. Falo-vos do facto de a profundidade e a pressão alterarem este ciclo, também do impacto que a poluição marinha tem sobre as taxas de oxigé-
nio, e ainda daquilo que pode ser entendido como os valores críticos abaixo dos quais a vida do peixe passa a estar em risco. Sem níveis mínimos de oxigenação, as águas tornam-se impraticáveis. Mas fiquemo-nos pelo mais simples: queremos lançar as nossas amostras e queremos saber que haverá algo que as vai morder! Quais são então as amostras mais fiáveis? Amostras de pequeno tamanho, não mais de 10 cm de comprimento, com um peso tão ligeiro quanto aquilo que a nossa cana nos permite lançar, são verdadeiramente assassinas. Tudo deve estar em harmonia: se pescamos com uma cana de acção 3-12, ou 5-15, um carreto 2000 a 2500, máximo um 3000, de nada serve aplicar uma linha grossa. O nosso multifilamento de-
ve estar correlacionado na perfeição com o tipo de peixe que procuramos. Se o alvo são os pequenos robalos de 1 a 2 kgs, então um PE 0.8 a 1.2 está perfeito. Se alguém entender que o medo de perda é mais forte que a veia corajosa de pescador, que deve acionar o sistema de alarme e o “airbag” antes mesmo de bater, ...então que aplique um PE 1.5. E aí, meus amigos, já há mais linha que peixe, de certeza. Quando pescamos fino, não só ganhamos em distância de lançamento, facto muito importante, como damos à amostra a possibilidade de trabalhar de forma mais convincente. Quando o peixe morde, se tivermos boas mãos e carreto bem lubrificado, então com um PE 1.2 estamos mais que bem, seguros, sem temer alguma rotura inoportuna.
Por princípio as primeiras e últimas horas do dia trazem-nos um abaixamento de temperatura, logo maior capacidade de fixação de oxigénio na água 2026 Setembro 477
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Pesca Desportiva
Mar liso é mar de grandes oportunidades de pesca para quem pesca à vista e...ligeiro
Tenho para mim que a distância de lançamento joga nestes casos um papel muito importante. Os robalos “parvos” já são poucos, e o mais natural é que ao fim de duas ou três
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capturas se “envergonhem”, que se abstenham de correr a amostra. Se de inicio se empertigam e chegam a disputar com os outros peixes do cardume a possibilidade de ficar com a
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amostra, ao fim de algumas lutas já a olham apenas pelo canto do olho, com a desconfiança a que votamos um inspector das Finanças.... Nessa altura, o facto de a amostra ser pequena e leve
terá uma importância acrescida. Quando mandamos para o “charco” amostras ultra pesadas, a vontade de se aproximarem reduz a níveis drásticos. Ficam desconfiados. Rejeitam e sabem bem porquê: nenhum peixinho pequeno faz aquele ruído de ferro caído do céu quando salta fora de água. Desconfiam....e fecham a boca. Por isso, neste verão/ outono, é experimentar amostras muito ligeiras, simples, (nada de palas frontais), com cores discretas, e trabalhadas com alguma suavidade. Não necessitamos mais que um ou outro movimento brusco, mas curto, a dar sinal de que por ali está um pequeno peixe em apuros. A sensibilidade acrescida dos sensores do robalo fazem o resto: eles estão com fome, a movimentar-se lentamente, atentos, e percebem perfeitamente a queda de algo na água. O sulco que risca a superfície diz-lhes que há ali uma presa que está debilitada. E atacam!
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Pesca Desportiva
Pesca Lúdica Embarcada
Pescar ...Deitado!
Quando pensamos que já vimos tudo, ....afinal não. Tenho, ao longo dos meus longos 57 anos de pescador, deparado com as situações mais inusitadas.
Lindos estes nossos peixes de fundo. A adaptarem-se a um aquário, valeriam uma fortuna
H
á pessoas que quanto a entendimento de pesca não vão muito além da primeira linha de um extenso e pesado livro. Para essas pessoas, para quem não domina de todo o fenómeno de enganar peixes, nada funciona, os bons pesqueiros são sempre os outros, mais longe, todos aqueles onde não estão. É claramente impossível agradar a essas pessoas, porque em rigor não sabem o que querem. 26
Solicitam um tipo de cana e carreto para uma determinada técnica e antes de eu conseguir preparar esse conjunto já estão a sugerir que talvez um outro fosse melhor... Não há ventos favoráveis para um marinheiro que não sabe para onde quer ir... Tenho o meu grande amigo Carlos Campos como uma das mais pacientes pessoas à superfície da terra. É óbvio que nasceu para ajudar os outros. De tal forma que não se
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importa de sacrificar a sua natural vontade de pescar um bom peixe, para dedicar esse tempo a “inventar” uma forma de pôr um simpático inglês a subir alguns peixes ao barco. Acreditem que não é fácil quando as opções da pessoa vão de pescar sentado, ...a pescar deitado. Na circunstância tratavase de uma joia de pessoa, um médico legista, especializado em autópsias a cadáveres, e que, provavelmente por defeito profissional, estará habi-
tuado a tratar de “pacientes” algo estáticos... A questão é que os nossos peixes são irrequietos, serão tudo menos passivos... Os falhanços eram seguidos, a pessoa não fazia mais que atirar comida para o fundo, sem conseguir qualquer captura. Um desbragado “bar aberto” de sardinha e cavala, uma pesca sem peixe, sem mais interesse que a emoção de tentar iscar bem, ou próximo disso.
Pesca Desportiva
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com
Imaginem-se no mar a tirar um curso acelerado de iscagem perfeita. Era assim que eu o via. O objectivo da pessoa era tão só ser capaz de manter a isca mais que alguns instantes no anzol. Havia peixe em barda no fundo, o tempo de reacção dos peixes não excedia a meia dúzia de segundos, e obviamente eles estavam a ganhar. Não se ouvia o arrotar dos bichos a 70 metros de fundo, mas dava-me a sensação de que pediam guardanapos de papel para limpar as beiçolas. A dada altura vejo o Carlos pousar a sua cana, dirigir-se ao penitente médico e dizerlhe: Amigo, vamos lá ver se entre os dois conseguimos fazer alguma coisa... Pegou na linha à mão e foi aí que deu um desarricanço da arte de “bem pescar ao sentir” sem cana.
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Pesca Desportiva
Aqui podem ver o Carlos nesta sequência a ferrar peixes para o doutor subir, pesca a dois, como o tango... A dada altura, mais animado, já via o doutor sorrir. Admito que alguém que passa a vida a cortar a pele a mortos, a vasculhar nas entranhas de acidentados, seja
alguém com um sentido de humor algo reprimido. Pior que isso, parecia-me que ele não estava satisfeito com o estado do mar. Reclamava das ondas, as poucas
que havia, como se tivesse a sensação de que o vento para si soprava incessante, violento, um mar alteroso a esmagar contra o casco enormes vagas de seis me-
Um milagre este pequeno pargo foi “arrancado a ferros” mas subiu 28
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tros, enquanto que do outro lado, o meu lado, estava liso, uma calmaria de mar de azeite… Eu, livre de “encalhos”, dava-lhe com força. Havia peixe, os pargos saltavam animados na caixa e até uma reluzente e gorda dourada veio compor o leque de peixes elegíveis a candidatos a melhor do dia. Quando ouço os comentários destas pessoas, fica evidente que andam a ser muito maltratados pelo pessoal das MT`s. “Saí com um barco em Cascais, ...mas não havia nada”. Há quem foque a sua atenção na poupança, no baixo consumo de combustível, há quem aposte tudo em conseguir para o cliente meia dúzia de desluzidas bogas e cavalas, e quem dê o seu melhor a arranjar desculpas para explicar que ali, precisamente naquele sitio, a meia dúzia de metros do lado de fora do porto de abrigo, é um excelente sitio para peixes grandes: pargos, corvinas, meros, atuns, inclusive marlins... Mas os maganos, infelizmente, hoje, ...”não estão cá”...
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Náutica
Texto e Fotografia Yamaha Motor Europe
Notícias Yamaha
Yamaha Marine Apresenta a Campanha Power UP
A Yamaha Marine lança a campanha Power UP, uma nova oportunidade para adquirir motores Yamaha com condições especiais e vantagens exclusivas. Power UP, dê mais força à sua escolha.
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Gama VMAX 30
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ensada para diferentes necessidades e formas de viver a água, a campanha reúne quatro propostas distintas, permitindo escolher a solução mais adequada a cada utilização. Com diferentes propostas, a campanha Power UP dá-lhe a liberdade de escolher a vantagem que melhor se adapta às suas necessidades. Uma oportunidade para adquirir o seu motor Yamaha com condições especiais e escolher a melhor solução. Seja para maximizar a poupança, elevar o nível de equipamen-
to ou beneficiar de vantagens exclusivas para profissionais, há uma opção Power UP à sua medida. Consulte todas as condições da campanha e descubra a oferta disponível. Gama VMAX Design e Performance com Preço Incrível A gama VMAX foi pensada para quem procura performance, resposta e a emoção de tirar o máximo partido de cada saída na água. Durante a campanha Power UP, encontre condições especiais numa seleção de motores
Náutica
Power Up Profissionais VMAX e leve mais potência para o seu barco. Mais potência, mais performance, um preço incrível. POWER UP Profissionais Preço Especial + Oferta de Coletes Se a sua atividade profissional depende do seu barco, conte com uma solução pensada para si. Na compra de um motor Yamaha abrangido pela campanha, beneficie de um preço especial e de uma oferta de coletes, para que possa reforçar o seu equipamento e estar preparado para cada jornada de trabalho. Mais vantagens para quem faz da água o seu negócio. F150–F200 Equipamento Premium com Preço Incrível Eleve a experiência a bordo com os motores Yamaha F150 a F200. Uma combi-
nação de potência, fiabilidade e tecnologia para quem não abdica de qualidade. Aproveite esta oportunidade para adquirir um motor com equipamento premium a um preço especialmente competitivo. O equipamento premium, a performance Yamaha e um preço incrível.
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Campanha válida de 1 de setembro a 30 de novembro de 2026
Consulte todas as condições e tabelas de preços em: https://www.yamaha-motor.eu/pt/pt/marine-engines/offers/power-up/?deliveryName=DM1554292
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Electrónica
Notícias Nautel
As Razões Porque os Pescadores Adoram o Humminbird XPLORE
A Nautel apresenta as 8 razões pelas quais os pescadores adoram o sonar Humminbird XPLORE, seja para um fim-de-semana divertido na água ou resultados em torneios, os XPLORE têm exatamente o que qualquer pescador precisa.
A
série Humminbird XPLORE foi concebida para tornar a tecnologia de sonar de ponta
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mais acessível e intuitiva para pescadores de todos os níveis de experiência com eletrónica de pesca. Equipada com sonar
e imagens de última geração, GPS e características de conectividade, a série XPLORE sonda de pesca oferece um desempenho premium desde a primeira utilização, com uma excelente relação qualidade/preço. Seja qual for o seu objetivo, um fim-de-semana divertido na água ou resultados em torneios, as sondas de pesca XPLORE têm exatamente o que precisa quer seja para competição ou para lazer. Veja o caso de sucesso do Clube Naval de Sesimbra que venceu por clubes o Campeonato Nacional de Pesca Submarina 2026, mostrando a eficiência da tecnologia. Vamos explorar 8 coisas que precisa de saber sobre
Electrónica
www.nautel.pt
a série Humminbird XPLORE 1. Desempenho de ecrã e hardware premium O Humminbird XPLORE possui inúmeras características que o tornam o sonar perfeito para todos os pescadores. - Ecrã antirreflexo de alta qualidade que produz imagens de sonar nítidas e cores vibrantes. Disponível nos modelos de 9”, 10” e 12”. - Design elegante e discreto para uma instalação limpa e poupança de espaço. - Processador Quad-Core ultrarrápido para uma navegação suave e ágil entre vistas e definições. - Quatro pontos de ligação simples: alimentação, sonar, Ethernet e NMEA 2000. - Duas slots para cartões Micro SD para o conjunto de soluções de GPS e mapeamento da Humminbird, AutoChart Live e outros. - O sonar MEGA Side/Down Imaging e Dual Spectrum CHIRP (2D) da Humminbird, com imagem cristalina, é de série em todas as unidades e está contido num transdutor de popa compacto. - GPS de precisão integrado para navegação e mapeamento. - Suporte universal ajustável para personalização da altura de instalação, uma vez que cada tamanho de suporte é compatível com todas as unidades. Por exemplo, se comprar um modelo de 9”, mas quiser aumentar a altura do XPLORE, pode comprar um suporte ajustável para um modelo de 10” ou 12”. 2. Oferta e tomada de decisão simplificadas A série XPLORE oferece uma gama de produtos muito simples em comparação com ou-
Desempenho de ecrã e hardware premium tras sondas de pesca no mercado, tornando extremamente fácil escolher o XPLORE perfeito para si. Todos os modelos vêm com as imagens nítidas do sonar MEGA Side/Down Imaging e Dual Spectrum CHIRP da Humminbird, GPS e conectividade de rede, o que facilita muito a decisão.
ser melhor optar por um tamanho maior para maximizar o espaço no ecrã e visualizar o máximo de detalhes possível. 2- Necessidade de Transdutor. - A próxima questão é: precisa de um transdutor de popa? - A grande vantagem do
XPLORE é a sua compatibilidade com diversos transdutores de popa Humminbird existentes. Assim, se já possui um Humminbird, poderá não necessitar de instalar um novo transdutor. (Para verificar a compatibilidade do seu transdutor atual, visite o nosso artigo sobre Compatibilidade
Como Selecionar a sonda de pesca XPLORE Ideal para Si 1- Tamanho do Ecrã. - Decida qual o tamanho de ecrã ideal para a sua embarcação ou aplicação. - Considere as limitações de espaço físico da sua embarcação e as tecnologias que pretende utilizar. - Por exemplo, se planeia utilizar tecnologias como o sonar frontal MEGA Live 2 ou o MEGA 360 Imaging, pode
Oferta e tomada de decisão simplificadas 2026 Setembro 477
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Electrónica
cia a capacidade de navegar pelos menus, ajustar as definições e tirar o máximo partido das suas poderosas capacidades de forma rápida e eficiente.
Uma interface de sonda de pesca moderna e fácil de utilizar
Tecnologia Cross-Touch: Ecrã táctil e teclas físicas para preferência do utilizador de Transdutores (Transducer Compatibility Article)”Lista de Transdutores Compatíveis”). - Se já tiver um transdutor compatível instalado na sua embarcação, basta adquirir um modelo CHO (apenas a unidade de controlo) por um
preço mais acessível. É isso! Um processo muito simples para decidir qual o modelo XPLORE ideal para si. 3. Uma interface de sonda
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de pesca moderna e fácil de utilizar A espinha dorsal da Série XPLORE é a sua interface intuitiva, concebida para proporcionar aos pescadores de todos os níveis de experiên-
Aqui estão alguns recursos que vai adorar na interface do utilizador: - Ecrã inicial redesenhado. - Criação e favoritos de visualizações personalizadas de sonar/carta náutica. - Menu de definições simplificado. - Barras de menu atualizadas para acesso às definições. - Alvos de toque no painel para ajustar rapidamente as definições. - Atalhos no ecrã tátil para alternar rapidamente entre visualizações. - Recursos de gestão de pontos de passagem. - Integração com a aplicação móvel e a rede Minn Kota (One-Boat Network). 4. Tecnologia Cross-Touch: Ecrã táctil e teclas físicas para preferência do utilizador A interface Cross Touch do XPLORE oferece a flexibilidade de controlar o seu sonar de pesca tanto através do ecrã táctil como do teclado. Para aqueles que já estão habituados aos modelos Humminbird HELIX e se sentem confortáveis a utilizar o teclado, não há problema; o
XPLORE 10
Electrónica
XPLORE oferece a opção de o controlar com as teclas, o ecrã táctil ou ambos, permitindo-lhe operar com conforto. Comece imediatamente a navegar com o moderno sonar de pesca utilizando o ecrã táctil ou vá-se familiarizando aos poucos, a escolha é sua. Bónus para os utilizadores da sonda de pesca HELIX Lembra-se daqueles botões de “Atalho de Visualização” que podia programar para a sua visualização favorita? Pois bem, o XPLORE vem com três botões personalizáveis de Rede para Uma Embarcação que podem ser programados para as suas visualizações de sonar ou cartas náuticas mais utilizadas, ou para outras funções de rede (explicaremos mais abaixo). 5. Mapeamento de Alta Definição Incluído: Autochart LIVE A Série XPLORE vem com o conjunto de soluções de GPS e mapeamento da Humminbird, prontas para utilização imediata, como o mapeamento em tempo real (Autochart Live) e o Mapa Base integrado, e isso vai entusiasmar-vos a todos. Outra funcionalidade que vale a pena mencionar é o AutoChart PRO , que permite criar um mapa personalizado de uma área aquática que pode não estar mapeada ou, se tiver cobertura básica, pode ativar esta funcionalidade e criar o seu próprio mapa em alta definição, com a dureza de fundos. 6. Compatibilidade e Rede da Sonda de Pesca XPLORE A Série XPLORE foi concebida para uma integração perfeita. Partilhe facilmente dados entre várias sonda de pesca compatíveis, ligue-se a
Mapeamento de Alta Definição Incluído: Autochart LIVE motores elétricos Minn Kota e âncoras de águas pouco profundas para um controlo melhorado do seu equipamento e garanta a compatibilidade com as tecnologias avançadas de sonar da Humminbird. Partilhe pontos de referência, percursos e mapas entre várias sondas de pesca, controle dispositivos a partir de vários locais, sincronize automaticamente a sua rede de sondas de pesca, ligue-se ao seu telefone e à aplicação One-Boat Network (mais informações abaixo) e contro-
XPLORE 12 le o seu equipamento Minn Kota diretamente a partir do seu XPLORE. Sondas compatíveis com o
XPLORE -Série XPLORE -Série SOLIX G3 -Série APEX
Compatibilidade e Rede da Sonda de Pesca XPLORE, na imagem o sonar MEGA 360 Imaging 2026 Setembro 477
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Electrónica
Gestão eficaz de pontos de referência Sonar avançado compatível - Sonar frontal MEGA Live 1 e2 - MEGA Live TargetLock - MEGA 360 Imaging O sonar Mega Live, Mega 360 e TargetLock oferece conectividade em rede através de Ethernet e NMEA 2000. Pode ligar várias unidades Humminbird e integrá-las com motores de pesca Minn Kota e âncoras para águas pouco profundas. O que é necessário para ligar um XPLORE em rede com sondas compatíveis - Ligue diretamente dois dispositivos compatíveis com um
cabo Ethernet Humminbird. - Se tiver mais de duas sondas compatíveis ou produtos Minn Kota, recomenda-se a ligação através do switch Ethernet ETH 5PGL para criar a sua rede. 7. Gestão eficaz de pontos de referência A Série XPLORE apresenta um sistema avançado de gestão de pontos de passagem. Pode marcar, editar, agrupar, atribuir cores ou personalizar ícones para os seus pontos de passagem em tempo real. Pretende exportar ou im-
Integração com a aplicação móvel One-Boat Network 36
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portar dados? Pode fazê-lo via cartão SD ou sem fios através do aplicativo OneBoat Network. Características como “desenhar para selecionar” tornam a gestão de grupos de pontos de passagem mais fácil do que nunca. 8. Integração com a aplicação móvel One-Boat Network Para além das características de rede acima mencionadas, aproveite ao máximo a sua experiência de pesca, ligando o seu XPLORE à aplicação móvel One-Boat Network da Humminbird e Minn Kota para obter ainda mais controlo sobre os seus equipamentos eletrónicos e dados. Benefícios de utilizar a aplicação One-Boat Network
- Atualize o software do seu XPLORE através do seu telemóvel. - Importe, exporte e edite pontos de referência com conforto fora de água. - Visualize os dispositivos na sua rede (sonar, motor elétrico, âncoras para águas pouco profundas, etc.). - Explore mapas de lagos ou da costa com conforto em casa. - Controle os seus produtos Minn Kota, como motores elétricos e âncoras para águas pouco profundas. - Secção de autoajuda com links para manuais, FAQ, tutoriais em vídeo, localização de prestadores de serviços, etc. - Solicite uma chamada de retorno das equipas de suporte técnico da Humminbird ou da Minn Kota. Eleve a sua experiência de pesca A série Humminbird XPLORE não é apenas uma sonda de pesca, é um sistema completo de sonar e mapeamento que se adapta à sua forma de pescar. Do hardware ao software, do controlo por ecrã táctil à integração com dispositivos móveis, cada detalhe foi concebido a pensar nos pescadores. Quer saber mais? Visite a série XPLORE e prepare-se para levar a sua experiência na água para o próximo nível.
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Notícias do Mar
Crónica Carlos Salgado
Navegando nas Minhas Memórias
Pelo Tejo, Desde Sempre!…
Bando de alfaiates, ave que é o símbolo da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Como nas crónicas anteriores mais recentes fizemos referência apenas aos dois últimos Congressos do Tejo, o segundo realizado em 2006 e o terceiro e último, em 16 e 17 de Fevereiro de 2018, sentimos que estamos a cometer um erro histórico se não falarmos sobre o primeiro Congresso do Tejo que esteve na génese dos que se lhe seguiram.
O
evento que teve a honra de ser convidado oficialmente para integrar o Programa
das Comemorações do Ano Europeu do Ambiente, cuja celebração coube a Portugal no ano de 1987.
Assinatura do protocolo do Programa “O Tejo Na Escola” da esq.»dir. – Eng. José Carlos Gonçalves Viana, presidente da Ass. Amigos do Tejo (AAT), Eng. Carlos Pimenta, Sec. Estado do Ambiente, Secretária de Estado da Educação, Carlos Salgado, da AAT e Arnaldo Aboim da AAT 38
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De referir que este 1.º Congresso do Tejo – Que Tejo, Que Futuro? – Conhecer o passado, intervir no presente, construir o futuro, cujas actas foram publicadas em dois volumes, no total de 760 páginas, e foi aquele que registou a maior participação de sempre, com quase quatro centenas de participantes em rotação durante um programa de trabalhos de três dias, dois no auditório principal da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa e no terceiro dia durante a viagem de um barco Cacilheiro entre a Torre de Belém e Vila Franca de Xira, que terminou num almoço de confraternização com animação artística no Centro Equestre da Lezíria Grande em Povos, Vila Franca de Xira, no mês de Outubro de 1987, que foi organizado pela Associação dos Amigos do
Tejo (AAT), e presidido pelo Eng. José Carlos Gonçalves Viana, coadjuvado pelo Vicepresidente, Carlos Salgado. Para que uns recordem e os demais passem a conhecer, foi evidente e notória a pertinência deste 1.º Congresso do Tejo, por terse realizado num tempo em que devido ao desinteresse dos sucessivos governos a navegação fluvial para montante do Estuário era quase inexistente e por essa razão as populações ribeirinhas começaram a afastar-se da borda d´água, virando as costas ao seu Rio, por um lado, mas por outro, por coincidência, a Sociedade Civil começava a despertar para a Defesa do Ambiente e da Conservação da Natureza, pelo que este congresso registou a presença de quase quatro centenas de participantes durante os
Notícias do Mar
trabalhos de três dias que, para além de ter um programa muito criterioso técnica e cientificamente e ser bastante abrangente e diversificado nas matérias mais pertinentes, durante três dias, não se limitou a abordar e a debater situações apenas sobre um determinado local ou uma região do Tejo português porque estava determinado a abarcar todo o corredor fluvial desde a fronteira com Espanha até ao Oceano Atlântico, como foi sempre a política seguida e a visão da Associação dos Amigos do Tejo (AAT), bem assim como a da sua legítima continuadora Tagus Vivan – Confraria Cultural do Tejo Vivo e Vivido. Uma das principais preocupações, intencionalmente, foi a de dar destaque à Educação Ambiental nas Escolas para incentivar o arranque do Programa “O Tejo na Escola” que teve início também durante as Comemorações do Ano Europeu do Ambiente, graças à celebração de um protocolo oficial firmado entre a Secretaria de Estado do Ambiente, a Secretaria de Estado da Educação e a Associação dos Amigos do Tejo (AAT), como entidade dinamizadora do programa, AAT essa cujas origens remontam aos anos sessenta do século passado, que teve origem num grupo informal de jovens velejadores de Alhandra, denominado Amigos do Tejo, que entenderam formalizarse por escritura pública como associação cívica sem fins lucrativos, de Defesa do Ambiente e do Património Cultural, material e imaterial do rio Tejo, no ano de 1984, que foi declarada de Utilidade Pública no ano de 1991. Foi no tempo em que a comunicação social tinha a preocupação de prestar um serviço público de informar educando, recheada de jornalistas competentes, ainda li-
Mesa de Abertura do 1.º Congresso do Tejo, vendo-se ao centro o Eng. José C. G. Viana, Presidente do Congresso fazendo o discurso de abertura dos trabalhos, ladeado de individualidades políticas e académicas bertos da sombra dos ranking das audiências, o que lamentavelmente veio a acabar por descaracterizar-se e a chegar
aos dias de hoje completamente desgarrada e sem imaginação ou personalidade própria, com a maioria dos seus
meios a darem sempre as mesmas notícias às mesmas horas, quase sincronizados, e só transmitindo desgraças,
Mesa do Painel sobre Ambiente – Educação Ambiental nas Escolas, da dir.ª » esq., Dr.ª Albina Santos Silva, Dr.ª Cândida Espanha, Carlos Salgado, moderador, Prof. José de Almeida Fernandes e Dr.ª Adelaide Espiga 2026 Setembro 477
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Auditório cheio a assistir à abertura do Congresso, com a presença também de jovens universitários broncas, escândalos, denúncias, complementada por uma determinada rede social sem rosto, estado de coisas este que não pode contribuir de forma alguma para educar civicamente quem quer que seja, mas enfim, passemos ao que interessa. Já nesse 1.º Congresso do
Tejo (1987) a AAT decidiu que fosse feita uma abordagem às possíveis influências das Centrais Nucleares Espanholas localizadas no Tejo com particular atenção dirigida à de Almaraz, sobre o 137 césio e o trítio e o controlo radiológico sazonal da água do rio ao longo de 4 estações de
colheitas, efetuadas regularmente desde 1975, e muitas outras possíveis influências, e também sobre a evolução da qualidade biológica das águas do rio Tejo, traços do cádmio, chumbo, cobre e zinco, e a contaminação por mercúrio, que estiveram na origem de interromper uma determinada
Carlos Salgado, Vice-Presidente do Congresso, lendo as Conclusões do 1.º e do 2.º Dia dos trabalhos, acompanhado por Gilberto de Oliveira Domingos da AAT e da Eng.ª Margarida Cardoso da Silva, técnica e cientista 40
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cadeia alimentar, que motivou que os golfinhos abandonassem o Tejo. Mas o mais importante é fazer notar que o vasto programa dos trabalhos era composto por oito grupos de temas, que corresponderam a outros tantos Painéis, que foram divididos em 68 subtemas, que exigiram ser abordados por 106 comunicadores especializados, divididos pelos seguintes Grupos de Temas: 1. Ambiente – Educação Ambiental = 7 Subtemas com a intervenção de 8 comunicadores; 2. Ambiente – Protecção da Natureza = 9 Subtemas por 13 comunicadores; 3. Ambiente – Poluição = 11 Subtemas por 27 comunicadores; 4. Património Histórico e Cultural – Inventário e Salvaguarda = 15 Subtemas por 20 comunicadores; 5. Desenvolvimento Económico – Turismo e Lazer = 6 Subtemas por 7 comunicadores; 6. Desenv. Económico – Energia = 2 Subtemas por 3 comunicadores; 7. Desenv. Económico – Pesca e Aquacultura = 11 Subtemas por 18 comunicadores; 8. Desenv. EconóMico – Indústria e Transportes = 7 Subtemas por 10 comunicadores. Este congresso contou também com uma participação significativa de Municípios Ribeirinhos, de académicos e de professores do ensino preparatório e secundário e também da sociedade civil onde a juventude teve destaque. Como atrás referimos, a Sociedade Civil desse tempo estava a despertar para a Defesa do Ambiente e para a Conservação da Natureza, e foi por esse motivo que este primeiro Congresso do Tejo teve a particularidade de dar destaque à Educação Ambiental nas Escolas, para o arranque do programa “O Tejo na Escola”, programa que cobriu 51 escolas do ensino básico e secundário do Vale do Tejo.
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Notícias do Mar
Texto e Fotografia IPMA
Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Comemoração dos 130 Anos da 1ª Campanha Oceanográfica
O IPMA assinalou, no dia 1 de setembro de 2026, os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa com uma cerimónia a bordo do Navio de Investigação (NI) do IPMA Mário Ruivo, em Lisboa.
O
evento contou com a participação do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, assim como de D. Afonso de Bragança, em representação da Casa Real portuguesa, para além de diversos representantes de instituições nacionais ligadas ao mar. A efeméride evocou a campanha iniciada pelo rei D. Carlos I, a 1 de setembro de 1896, a bordo do Yacht Amélia (ver imagem), considerado o mar42
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Notícias do Mar
co fundador da oceanografia portuguesa. Os trabalhos então desenvolvidos permitiram estudar, de forma sistemática, a costa nacional, as correntes, o plâncton, a fauna marinha e as grandes profundidades, lançando as bases da investigação oceanográfica em Portugal. A iniciativa marca também o início de uma nova campanha oceanográfica no âmbito da Diretiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM), cuja 1ª estação de amostragem foi realizada a bordo durante o evento, ao largo de Oeiras. A celebração destacou ainda a renovação do Mário Ruivo, alvo de um investimento de cerca de sete milhões de euros, que reforçou as suas capacidades científicas e operacionais. O navio dispõe atualmente de um conjunto alargado de equipamentos para investigação e monitorização do oceano, incluindo sistemas de sonar e ecossondas, perfilador acústico de correntes e sondas batimétricas multifeixe, que permitem estudar a coluna de água, os recursos marinhos e os fundos oceânicos a grandes profundidades. A instalação de novas máquinas principais e grupos geradores permite igualmente melhorar a eficiência energética e a
sustentabilidade operacional, reduzir consumos e emissões e aumentar o número de dias de mar disponíveis para investigação. O navio regressou recentemente da missão AMPO2026, dedicada ao estudo das Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas da Plataforma Continental Estendida portuguesa, realizada entre 15 e 27 de agosto na Crista Média Atlântica, colocando de imediato
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Notícias do Mar
as novas valências ao serviço da investigação e monitorização do oceano. Como sublinhou o Presidente do IPMA, José Guerreiro, «hoje, com um NI Mário Ruivo profundamente modernizado, reforçamos a capacidade de Portugal para estudar e monitorizar o oceano e produzir conhecimento essencial à sua proteção e gestão sustentável». Ao assinalar esta data histórica, o IPMA estabeleceu uma ligação entre o legado científico de D. Carlos I e a atual capacidade nacional para produzir conhecimento, monitorizar o meio marinho e apoiar a sua gestão sustentável, contribuindo para os compromissos de Portugal na conservação da biodiversidade marinha.
Yacht Amélia (1896) e NI Mário Ruivo (2026) 44
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Notícias Nautiradar
Novos Carregadores de 12V,
Ultra e Aura,
com Tecnologia Qi e Mag
O novo carregador Scanstrut Ultra A Nautiradar traz até si os novos carregadores de 12/24V, Ultra e Aura da Scanstrut, que amplia a sua oferta de carregadores sem fios, com tecnologia Qi e MagSafe.
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ubmetidos aos mais rigorosos programas de testes ambientais, de vibração, impacto e em água da Scanstrut. Isto, aliado à nossa reconhecida experiência em tecnologias de impermeabilização, técnicas de estabilização UV e materiais de alta qualidade, garante que o Ultra e o Aura são a melhor escolha para carregar o seu telefone sem fios no exterior. O padrão de testes da Scanstrut é resumido pela sigla SCA, que significa Seguro, Certificado e Aprovado. Com mais de 35 anos de experiência e conhecimento em design de produtos para uso exterior, a Scanstrut concebe produtos
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capazes de suportar os ambientes exteriores mais severos. Antes de qualquer produto ser lançado, deve passar por um rigoroso programa de testes que envolve avaliações nas categorias elétrica, mecânica, UV, corrosão, térmica e impermeabilidade. Para garantir o mais alto nível de precisão, os testes são conduzidos internamente e por laboratórios de testes independentes com acreditação ISO. Ultra SC-CW-14G Experimente o poder do Ultra, o primeiro carregador magnético de smartphones, com certificação Qi, desenhado para uso no ambiente marítimo. O que é o Qi2? O Qi2 é a
Electrónica
mais recente evolução no carregamento sem fios, desenvolvida pelo Wireless Power Consortium (WPC). Concebido para uma entrega de energia mais rápida e eficiente, o Qi2 oferece um carregamento até 15 W e possui alinhamento magnético para uma experiência de carregamento perfeita e otimizada. Como líder em tecnologia náutica, a Scanstrut está a trazer este padrão de última geração para a água, garantindo um carregamento fiável e de alto desempenho onde quer que as suas aventuras o levem. Concebido para durabilidade e elevado desempenho, possui certificação de estanquidade IPX6 (frontal e traseira) e vidro reforçado. O Ultra é rápido, o carregador estanque sem fios mais rápido e compacto da Scanstrut. Com tecnologia Mag (magnética), os smartphones compatíveis irão ficar fixos numa posição ótima de carga, garantindo sempre uma conexão segura e fiável. Este sistema de carga sem fios 12/24V, concebido especificamente para o ambiente marítimo, elimina a confusão gerada por cabos, mantendo
o seu telefone carregado e acessível, mesmo nas condições mais exigentes. Uma fixação magnética forte garante sempre que o seu smartphone se mantenha fixo no lugar enquanto carrega, mesmo em condições difíceis, apresentando-se como a derradeira solução de carga a bordo.
Principais Características - Carregamento rápido de 15 W - Fixação magnética do telefone - Classificação de impermeabilidade IPX6: Frente e verso - Vidro reforçado - Certificação Qi2
Informações Elétricas Gama de Tensão de Entrada: 10-30V CC (sistema 12/24V) Corrente de Entrada: máx. 2A Potência de Saída: 15W Consumo em Standby: <0,5W Certificações: Qi2, CE, RoHS, FCC, C-Tick, WEEE, UN ECE R10, PSE Certified
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Electrónica
O novo carregador Scanstrut Aura Aura 10W SC-CW-12F O carregador Aura 10W foi concebido a pensar nas mais duras e exigentes condições. Não só carrega o seu smartphone, como também o man-
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tém seguramente fixo. Estes carregadores sem fios de 12/24V, com índice de estanquidade IPX6, permitem uma carga de smartphones em ambientes exteriores, sem que haja a necessidade de
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cabos. Foi desenhado especificamente a pensar no uso marítimo. Com tecnologia Mag (magnética), os smartphones compatíveis irão ficar fixos numa posição ótima de carga, garantindo sempre uma conexão segura e fiável. Além disso, o fecho frontal com mola garante que o seu telemóvel
se mantém no lugar mesmo em condições de mar agitado, mantendo-o totalmente carregado e ao seu alcance em todos os momentos. Concebido para ser instalado sob produtos de espuma náutica ou utilizando a moldura de montagem superior opcional para instalação na parte superior da superfí-
Electrónica
cie de montagem. Os novos carregadores da Scanstrut de 10 W atualizados são até 60% mais rápidos e foram concebidos para a última geração de dispositivos e aplicações que consomem muita energia. Principais Características - Carregamento Rápido de 10W - Tecnologia Mag - À prova de água IPX6 - Certificação Qi - Fecho frontal com mola Informações Elétricas Gama de Tensão de Entrada: 10-30V DC (sistema 12/24V) Corrente de Entrada: máx. 2A Potência de Saída: 10W (9V, 1,1A) Consumo em Standby: <0,2W Certificações: Qi, CE, UKCA, FCC, RoHS, C-Tick, UN ECE R10, IC, PSE Para mais informações visite www.nautiradar.pt
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Notícias do Mar
Texto e Fotografia Zoomarine
Notícias do Zoomarine e Marinha
Fotografia: Marinha Portuguesa
Zoomarine Algarve Devolve Xianna e Xaloc ao Oceano Após Reabilitação no Porto d’Abrigo
O Porto d’Abrigo do Zoomarine Algarve devolveu ao oceano, no dia 3 de setembro, Xianna e Xaloc, duas tartarugas-marinhas juvenis da espécie Caretta caretta, numa operação realizada com o apoio da Marinha Portuguesa.
R
esgatadas em circunstâncias distintas, as tartarugas foram acompanhadas pela equipa do centro de reabilitação até reunirem as condições necessárias para regressar ao seu habitat natural.
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As duas tartarugas deram entrada no Porto d’Abrigo durante o verão, depois de terem sido encontradas na costa algarvia. As circunstâncias dos dois resgates evidenciam alguns dos riscos enfrentados pelas tartarugas-marinhas,
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nomeadamente a presença de resíduos no oceano e a interação acidental com a atividade piscatória. Xianna deu entrada no Porto d’Abrigo a 16 de junho, depois de ter sido encontrada prostrada e a boiar ao largo de
Portimão pela Capitão Nemo, embarcação marítimo-turística que sinalizou o animal. Com 6,5 kg de peso e 33,8 centímetros de comprimento à chegada, foi detetada a presença de plásticos no trato digestivo. O resgate de Xianna constitui também um exemplo da importância da atenção de quem diariamente desenvolve a sua atividade no mar na identificação e sinalização de animais marinhos em situação de vulnerabilidade. Já Xaloc chegou ao centro de reabilitação a 13 de julho, na sequência de uma captura acidental por redes de pesca de cerco com traineira. Sem que a sua presença tivesse sido inicialmente detetada, a tartaruga foi transportada
Notícias do Mar
numa dorna juntamente com sardinha e gelo, de Quarteira até Olhão. Apenas cerca de duas horas depois, já no armazém e durante a retirada da sardinha para embalamento, o animal foi encontrado, tendo a equipa do Peixe Azul contactado de imediato o Porto d’Abrigo. Com 7,4 kg e 36,3 centímetros de comprimento, apresentava alterações gastrointestinais, ligeira desidratação e falta de apetite durante os primeiros dias. À entrada no Porto d’Abrigo, ambas as tartarugas foram submetidas a uma avaliação clínica, que incluiu exame de estado geral, raio-X, análises sanguíneas e biometrias, tendo Xaloc realizado também uma ecografia e recebido hidratação com soro. “Cada animal que conseguimos devolver ao oceano representa o objetivo final do trabalho desenvolvido
pelo Porto d’Abrigo. Xianna e Xaloc chegaram até nós em circunstâncias muito diferentes, mas as suas histórias mostram alguns dos desafios que as tartarugas-marinhas enfrentam no seu habitat natural. Poder acompanhá-las, garantir a sua recuperação e vê-las regressar ao mar é sempre um momento muito especial para toda a equipa”, afirma Antonieta Nunes, enfermeira veterinária responsável do Porto d’Abrigo do Zoomarine. “A devolução ao mar de duas tartarugas marinhas simboliza muito mais do que o regresso destes animais ao seu habitat natural. Representa o resultado de um esforço conjunto, assente na partilha de conhecimento, dedicação e compromisso com a proteção do meio marinho. A colaboração en-
tre a Marinha e o Zoomarine demonstra como a união de capacidades e recursos pode produzir resultados concretos na conservação da vida marinha. Enquanto Comandante da Zona Marítima do Sul, expresso o meu reconhecimento a todos os que contribuíram para o sucesso desta iniciativa. O profissionalismo, a competência técnica e a entrega evidenciados ao longo de todo o processo constituem um exemplo de excelência e de responsabilidade ambiental.” afirma Comandante Conceição Dias, Comandante da Zona Marítima do Sul. Antes da devolução ao mar, as duas tartarugas foram identificadas através da colocação de microchips nas barbatanas anteriores e foram instalados transmissores de satélite que vão permitir acompanhar os
seus movimentos e conhecer melhor os seus percursos migratórios, numa operação que contou com a participação dos investigadores Frédéric Vandeperre, do projeto COSTA (Okeanos – Centro de Investigação da Universidade dos Açores) e George Shillinger, da organização internacional Upwell, e a investigadora Rita Patrício, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). O regresso de Xianna e Xaloc ao oceano reforça o compromisso contínuo do Zoomarine com a conservação da biodiversidade marinha e com o resgate, reabilitação e devolução ao meio natural de animais encontrados em situação de vulnerabilidade. Desde a criação do Porto d’Abrigo, em 2002, centenas de animais marinhos e aquáticos foram reabilitados e devolvidos ao seu habitat natural.
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Notícias do Mar
Texto e Fotografia Marinha Portuguesa
Notícias da Marinha
NRP Sagres Conclui Viagem de 2026
O NRP Sagres atracou no dia 22 de agosto NRP Sagres concluiu a viagem de 2026 após navegar mais de 10 mil milhas, atracou em 9 portos e foi visitado por cerca de 68 mil pessoas.
O
NRP Sagres conclui no dia 22 de agosto a sua viagem de 2026, onde ao longo
de 4 meses, praticou 9 portos, navegou mais de 1650 horas e percorreu cerca de 10 870 milhas náuticas, o equivalente
a mais de 20 mil quilómetros. A viagem do NRP Sagres para 2026 iniciou-se a 30 de abril, com os cadetes do 2.º
Os Cadetes 52
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ano do curso Subtenente FZ Apolónio Piteira, dando assim início à sua Viagem de Instrução. A missão englobou um conjunto de eventos de apoio à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a participação na Sail 250, evento de celebração do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos da América (EUA), na International Naval Review (INR 250), a disputa do Trofeu Five Sisters, a participação nas celebrações de Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura e as Viagens de Instrução dos cadetes do 2º ano (30 de abril a 11 de julho) e dos cadetes do 1º ano da Escola Naval (11 de julho a 23 de agosto).
Notícias do Mar
Depois de atravessar o Atlântico Norte, o navio atracou propositadamente em Nova Iorque, de forma a efetuar um conjunto de eventos de apoio à candidatura de Portugal e Membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, que contribuíram para Portugal ganhar o lugar logo na primeira volta, um resultado histórico para o país. Seguiu-se o porto de Hamilton, nas Bermudas, onde celebrou o Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa e lusodescendente deste território britânico, que representa cerca de um quarto da sua população. De regresso aos EUA, o NRP Sagres integrou a Sail 250, um encontro de grandes veleiros comemorativo do 250.º aniversário da independência dos EUA. Neste âmbito praticou os portos de Norfolk, Baltimore, Nova Iorque e Boston, onde abriu a visitas e participou em diversos eventos associados a estas celebrações, bem como em diversos eventos de apoio à Embaixada de Portugal nos EUA e aos consulados de Portugal em Nova Iorque, Newark e Boston. De referir que a bordo seguiam também duas pipas e diversas garrafas de vinho Madeira. Foi com este afamado néctar nacional que os pais fundadores dos EUA brinda-
A Guarnição ram a independência. Nesse âmbito, em todos os eventos realizados a bordo do NRP Sagres, os brindes foram realizados com vinho Madeira, recriando o célebre Toast to America, protagonizado em 4 de julho de 1776, pelos pais fundadores dos EUA, com o intuito de promover o histórico brinde e o vinho Madeira. Em Nova Iorque, no dia da independência (4 de julho), o navio representou Portugal na INR 250, uma grande parada naval internacional, onde diversos grandes veleiros desfilaram nas águas do rio Hudson. Na navegação entre Nova Iorque e Boston foi disputada a
O NRP Sagres no Troféu Five Sisters
segunda edição do troféu Five Sisters. Trata-se de um troféu criado em 1976, pela organização das comemorações do
Bicentenário dos EUA, com o intuito de ser disputado entre os navios gémeos contruídos na Alemanha sob o mesmo
O reencontro com as famílias 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
O NRP Sagres, praticou os portos açorianos de Praia da Vitória e de Ponta Delgada projeto. Tendo presente que o Gorch FockI é hoje um navio museu, a regata foi disputada entre o NRP Sagres, o Eagle, da Guarda Costeira dos EUA, o Mircea, da Marinha Romena e do Gorch Fock II, da Marinha Alemã. Tal como na primeira edição, realizada há 50 anos, o trofeu foi ganho pela irmã mais nova, o Gorch Fock II. Estes navios escola são irmãs, mas não são gémeas, possuindo ligeiras alterações
em cumprimento, deslocamento e área velica, onde a irmã mais nova tem vantagem sobre as restantes. Em Boston procedeu-se ao desembarque dos cadetes do 2.º ano da Escola Naval e ao embarque dos cadetes do 1.º ano do curso Tristão da Cunha. Terminada a Sail 250 e antes de cruzar o Atlântico de regresso a Portugal, o NPR Sagres atracou no porto de New Bedford. Esta estadia
teve como objetivo o fortalecimento dos laços entre a significativa comunidade portuguesa aí residente e o seu país de origem, bem como a organização de eventos de apoio ao Consulado de Portugal em New Bedford. Durante a travessia atlântica, de regresso a Lisboa, o navio praticou os portos açorianos de Praia da Vitória e de Ponta Delgada. A estadia na cidade terceirense coincidiu com as festas da ci-
dade e com as celebrações do 197.º aniversário da Batalha da Praia, um combate naval entre as forças liberais e forças miguelistas que tentaram, sem sucesso, fazer um desembarque. A estadia na cidade micaelense inseriu-se nas atividades de Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026, onde decorreu uma programação especial bordo, cruzando teatro, literatura, memoria e identidade marítima, com seções de teatro Os Sonhos do Infante e conferências integradas no ciclo Utopia Açores. Durante estes quatro meses de missão, o navio praticou 9 portos, tendo recebido 67 917 visitas, e navegou cerca de 10 870 milhas, durante mais de 1650 horas. Ao longo da missão o navio contribuiu para a instrução de cadetes, apoiou à diplomacia nacional, ao nível politico, cultural e económico, e acolheu a nossa diáspora, reforçando a sua ligação a Portugal e o orgulho em ser português. Quer atracado, quer a navegar, diversas entidades, visitas e convidados elogiaram o empenho e profissionalismo da guarnição do navio, com inerente impacto positivo na imagem da Marinha Portuguesa e do país.
Na viagem de 2026 o NRP Sagres navegou mais de 10 mil milhas, atracou em 9 portos e foi visitado por cerca de 68 mil pessoas 54
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Mergulho
Notícias do Clube Naval de Sesimbra
Texto CNSesimbra
CMAS World Cup Underwater Photography and Vídeo, Madeira
1º Ambiente, Filomena e Carla, Taça Clube Naval de Sesimbra conquista resultados de excelência na Madeira e vence todas as Taças de Portugal de Audiovisuais 2026.
O
CNS participou na Taça de Portugal de Fotografia e Vídeo Subaquático e na CMAS World Cup Underwater Photography and Vídeo, na Madeira, competições que reuniram
75 atletas de 6 países. A Fotografia e o Vídeos Subaquático é uma modalidade desportiva subaquática que consiste na captação de imagens e vídeos em ambiente subaquático, podendo ter uma
1º Criativa, Luis Campos e Sofia Pereira, Taça 56
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componente de meio água/ meio terrestre. A modalidade pode ser realizada em Apneia ou com utilização de escafandro de mergulho. Os atletas desta modalidade desportiva subaquática necessitam de apresentar o domínio perfeito das suas ha-
bilidades técnicas, como a flutuabilidade e deslocamento, bem como o conhecimento profundo da interpretação do meio natural, conhecimento da fauna e flora marinha. Só desta forma conseguem aliar os conhecimentos técnicos da fotografia e vídeo com a
1º Macro, Filomena e Carla, Taça Dispositivos Móveis
Mergulho
1º Peixes, Luis Campos e Sofia Pereira, Taça obtenção de excelentes imagens em ambientes subaquáticos. O CNS competiu com sete duplas, alcançando classificações de grande destaque nacional e internacional. As principais conquistas foram de três
duplas do CNS: Joel Machado e Patrícia Araújo - vencedores da CMAS World Cup Vídeo 2026 e da Taça de Portugal Vídeo 2026. Luís Campos e Sofia Pereira - vencedores da Taça de Portugal Fotografia 2026. Filomena Sá Pinto e Carla Siopa - vencedoras da Taça
2º Ambiente, Nuno e Ana, CMAS
2º Criativa, Nuno e Ana, CMAS de Portugal DispositivoS Móveis 2026. Com esta participação, o CNS venceu todas as Taças de Portugal 2026, Fotografia, Dispositivos Móveis e Vídeo Subaquático e conquistou ainda a Taça do Mundo CMAS de Vídeo Subaquático 2026. Estes resultados projetam
o nome de Sesimbra no panorama mundial, valorizam o concelho enquanto destino ligado ao mar, ao turismo ativo e ao desporto de natureza, e demonstram a excelência técnica e artística dos atletas do CNS. Muitos parabéns aos atletas do CNS por mais uma participação extraordinária.
2º Criativa, Filomena e Carla, Taça 2026 Setembro 477
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Mergulho
2º Macro, Nuno e Ana, CMAS
2º Peixes, Filomena e Carla, Taça Dispositivos Móveis
2º Macro, Luis Campos e Sofia Pereira, Taça Sesimbra volta a destacarse como uma referência nacional e internacional nas atividades subaquáticas. Classificações mais relevantes do CNS: Luís Campos/Sofia Pereira
- Fotografia Subaquática CMAS World Cup • 3.º Peixes • 5.º Criativa Taça de Portugal • 1.º Peixes • 1.º Criativa • 2.º Macro
3º Ambiente, Bruno e Vanda, Taça Dispositivos Móveis 58
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• 4.º Ambiente • 1.º Geral – Vencedores da Taça de Portugal Fotografia 2026 Filomena Sá Pinto/Carla Siopa - Fotografia e Dispositivos Móveis CMAS World Cup - Fotografia • 5.º Peixes Taça de Portugal – Fotografia
• 1.º Ambiente • 2.º Criativa • 4.º Macro • 5.º Peixes Taça de Portugal – Dispositivos Móveis • 1.º Macro • 2.º Peixes • 2.º Ambiente • 3.º Criativa • 1.º Geral – Vencedoras da Taça de Portugal Dispositivos Móveis 2026
4º Peixes, Bruno e Vanda, CMAS Dispositivos Móveis
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Mergulho
5º Peixes, Filomena e Carla, CMAS
5º Peixes, Nuno e Ana, CMAS
Joel Machado e Patrícia Araújo 60
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Nuno Gonçalves/Ana Gomes - Fotografia Subaquática CMAS World Cup • 2.º Macro • 2.º Criativa • 2.º Ambiente • 5.º Peixes Taça de Portugal - Fotografia • 3.º Macro • 4.º Criativa • 3.º Ambiente
Bruno Verhulst/Vanda Gonçalves - Dispositivos Móveis CMAS World Cup • 4.º Peixes • 4.º Ambiente Taça de Portugal • 3.º Ambiente • 5.º Macro • 5.º Criativa • 5.º Peixes Joel Machado:Patrícia Araú-
Luis Campos e Sofia Pereira
Mergulho
jo - Vídeo Subaquático CMAS World Cup • 1.º 60 segundos • 1.º Filme Tema • 1.º Geral – Campeões da CMAS World Cup Vídeo 2026 Taça de Portugal • 1.º Vídeo 60 segundos • 1.º Filme • 1.º Geral – Vencedores da Taça de Portugal Vídeo 2026 Rui Palma/Leonor Paução - Vídeo Subaquático CMAS World Cup • 3.º 60 segundos Taça de Portugal • 3.º Filme
Miguel Jerónimo/Pedro Valle Abrantes - Vídeo Subaquático Nesta edição, a dupla não conseguiu alcançar lugares no top 5 das respetivas categorias. Ainda assim, a participação foi extremamente valiosa, permitindo consolidar experiência internacional, testar novas abordagens técnicas e reforçar a preparação para futuras competições CMAS. O CNS reconhece e valoriza o empenho, a evolução e a resiliência demonstradas pela dupla.
Filomena Sá Pinto e Carla Siopa
Nuno Gonçalves e Ana Gomes
Bruno Verhulst e Vanda Gonçalves 2026 Setembro 477
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Mergulho
Rui Palma e Leonor Paução
Miguel Jerónimo e Pedro Valle Abrantes
Equipas CNS na Madeira e respetivos troféus conquistados 62
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Clube Naval de Sesimbra Fundado a 4 de setembro de 1930, o Clube Naval de Sesimbra foi sempre uma associação voltada para o mar, dinamizadora de atividades náuticas no concelho de Sesimbra. Com a instalação do Porto de Recreio em 1999, o Clube Naval de Sesimbra ganhou maior destaque no contexto portuário nacional e recebeu muitos novos associados, o que fez crescer o número de praticantes das secções desportivas. Com 95 anos de história, o Clube Naval de Sesimbra, que já organizou várias provas mundiais, promove atualmente as modalidades de canoagem, vela, pesca e atividades subaquáticas. As aulas de canoagem e de vela decorrem todos os fins-desemana.
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Surf
Notícias Surf Adaptado
12ª Edição BUONDI Surf Sessions
Está de volta às praias portuguesas o BUONDI Surf Sessions para a 12.ª edição de surf inclusivo, com as aulas de surf adaptado e as sessões para o público em geral, em parceria com a SURFaddict.
A
s BUONDI Surf Sessions regressam às praias de Matosinhos e Carcavelos para a 12.ª edição. Realizada em parceria com a SURFaddict, esta iniciativa convida o público a desfrutar do poder terapêutico do mar, através de aulas gratuitas e sessões de surf adaptado. As atividades decorrem em dois pontos do país: na manhã do dia 29 de agosto, na Praia de Matosinhos, e no dia 12 de setembro, na Praia de Carcavelos. Este ano, o evento conta com um destaque especial, a participação do surfista profissional Vasco Ribeiro. Esta edição dá continuidade à parceria com a SURFa64
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Surf
ddict - Associação Portuguesa de Surf Adaptado -, mantendo a estreita relação da marca e do projeto com a comunidade. Como parte desta ação, serão disponibilizadas aulas de surf abertas ao público em geral e sessões de surf adaptado, destinadas a pessoas com dificuldades motoras, visuais ou cognitivas, garantindo que a prática deste desporto e os seus benefícios na saúde física e mental estão ao alcance de todos. Vasco Ribeiro, surfista profissional, juntou-se à sessão da Praia de Carcavelos, no dia 12 de setembro, para dar apoio aos participantes e promover a capacidade terapêutica deste desporto. Após um afastamento de três anos do universo competitivo, no qual se dedicou também ao ensino da modalidade, o atleta regressou recentemente à competição com o apoio da BUONDI (numa jornada documentada na minissérie “Sente o Regresso”). A este momento juntam-se também outras figuras públicas e criadores de conteúdo, nomeadamente Rui Pedro Silva, Miguel Costa, Biatrix Lourix e André Leitão. “Na 12ª edição, orgulhamo-nos de continuar a juntar diferentes pessoas para celebrar o surf e promover experiências inesquecíveis de inclusão e entreajuda no mar”, refere Teresa Ferreira, Brand Manager de BUONDI. “O nosso objetivo é reforçar o espírito de comunidade e trazer sempre valor acrescentado de ano para ano. Desta vez, a presença do Vasco Ribeiro enche-nos de orgulho. Ele personifica a coragem de escolher a superação perante as adversidades, uma mensagem inspiradora que queremos transmitir e que reflete a atitude de viver a vida intensamente. Além disso, contar com a continuidade
da parceria com a SURFaddict permite-nos amplificar o verdadeiro propósito das BUONDI Surf Sessions”, acrescenta. As BUONDI Surf Sessions são abertas ao público, com vagas limitadas. As inscrições são realizadas nos próprios dias e locais, junto ao stand da marca, a partir das 10:30.
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Desportos Aquáticos
Campeonato de Wakeboard Cable 2026
Estrela Mundial do Wakeboard Brilhou no Trízio
As águas paradisíacas da praia fluvial do Trízio As águas paradisíacas da praia fluvial do Trízio, na Sertã, reuniram no fim de semana de 24 a 26 de agosto muitos fãs dos desportos de ação. Ao todo foram três dias dedicados ao lazer e à competição.
A
neerlandesa Sanne Meijer, uma das grandes referências internacionais do Wakeboard -
abrilhantou a edição deste ano do Campeonato de Wake Cable 2026. A Sertã voltou a ser o pal-
co dos desportos de ação, ao receber mais uma edição do Campeonato de Wake Cable. O encontro decorreu na praia
Campeonato de Wake Cable 66
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fluvial do Trízio, mais concretamente no Cable Park do Trízio, onde durante três dias se juntou competição, experimentação e promoção do wakeboard. A edição deste ano contou também com uma presença de destaque internacional: Sanne Meijer, atleta neerlandesa e um dos nomes de referência do Wakeboard mundial, com um percurso de excelência tanto na vertente de cable como de barco. Nos dois primeiros dias realizaram-se os Wakeboard Open Days, que registaram cerca de meia centena de inscrições e deram a novos praticantes a oportunidade de experimentar a modalidade com o apoio de técnicos credenciados. O programa culminou no sábado, com a realização do Campeonato de Wakeboard Cable 2026, que reuniu
Desportos Aquáticos
atletas de diferentes escalões de cinco nacionalidades. Com vários títulos mundiais e europeus no currículo, Sanne Meijer trouxe ao Trízio a experiência de uma carreira construída ao mais alto nível internacional. A atleta confirmou o seu favoritismo em competição, vencendo a categoria Wakeboard Open Feminino, com 42 pontos, à frente das portuguesas Alice Faustino (32) e Sandra Barra (24). Na categoria Wakeboard Open Masculino, Francisco Limão venceu com 47 pontos, seguido de Mykola Dmytrenko (41,5) e Tiago Tomé (40). Em
Wakeboard Júnior, Gonçalo Mateus conquistou o primeiro lugar, com 47 pontos, Leonor Faustino foi segunda (37) e Gonçalo Nunes terceiro (25). No Wakeskate, Daniel Braga venceu com 44 pontos, seguido de Gonçalo Faustino (36) e Francisco Lopes (30). O Campeonato de Wakeboard Cable 2026 foi organizado pela Endless Wakeboard sob a égide da Federação Portuguesa de Motonáutica, contando com os apoios do Município da Sertã, da SkiWorld e da APW - Associação Portuguesa de Wake - todos unidos com o objetivo de afirmar o
destino de natureza do Trízio como um palco para a prática e desenvolvimento do wakeboard cable em Portugal. Classificações Finais Wakeskate 1º Daniel Braga - 44 pontos 2º Gonçalo Faustino - 36 pontos 3º Francisco Lopes - 30 pontos Wakeboard Júnior 1º Gonçalo Mateus - 47 pontos 2º Leonor Faustino - 37 pon-
tos 3º Gonçalo Nunes - 25 pontos Wakeboard Open Masculino 1º Francisco Limão - 47 pontos 2º Mykola Dmytrenko - 41,5 pontos 3º Tiago Tomé - 40 pontos Wakeboard Open Feminino 1º Sanne Meijer - 42 pontos 2º Alice Faustino - 32 pontos 3º Sandra Barra - 24 pontos
Pódio, wakeboard open masculino
Pódio, wakeboard open feminino
Pódio, wakeboard junior
Pódio, wakeskate 2026 Setembro 477
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Notícias do Mar
Última
Notícias do Porto de Sines
Ferrovia Aumenta a Competitividade
Painel Autoridades Portuárias, Conferência Ibérica de Intermodalidade Porto de Sines sublinha contributo da ferrovia para a competitividade na Conferência Ibérica de Intermodalidade.
O
Terminal Multimodal da Granja do Ulmeiro, em Alfarelos, recebeu no passado dia 15 de setembro a I Conferência Ibérica de Intermodalidade, evento organizado pela Câmara Municipal de Soure, APAT e a AET. Pedro do Ó Ramos, Presidente do Conselho de Administração da APS – Administração dos Podartos de Sines e do Algarve, integrou o painel dedicado às Autoridades Portuárias, onde partilhou a perspetiva da APS sobre os desafios e oportunidades da intermodalidade para o reforço da competitividade do Porto de Sines.
Pedro do Ó Ramos destacou o papel do Porto de Sines enquanto hub de carga contentorizada, sustentado pela sua localização geoestratégica, capacidade operacional e conectividade marítima aos principais mercados mundiais, sublinhando igualmente a importância de reforçar a ligação ao hinterland através de soluções ferroviárias e rodoviárias mais eficientes. Foram ainda destacadas as oportunidades associadas à entrada em funcionamento da nova ligação Évora–Elvas e às restantes intervenções em curso no Corredor Internacional Sul, consideradas determinantes para reforçar a eficiência das liga-
ções ao mercado espanhol, em particular à comunidade da Extremadura. Neste seguimento, importa sublinhar a necessidade de concretização dos investimentos no outro lado da fronteira, da responsabilidade das autoridades espanholas, que garantam uma maior interoperabilidade da rede com vista a aumentar o fluxo de mercadorias entre os dois países. Sem prejuízo do papel estruturante da ferrovia, o transporte rodoviário continua a assumir uma função determinante na primeira e última milha, bem como na ligação a mercados de maior proximidade. Neste contexto, a APS assinalou a
conclusão do primeiro troço da A26 e acompanha com expectativa o início da construção do segundo troço, uma infraestrutura que permitirá assegurar uma ligação direta entre Sines e a A2 com perfil de autoestrada, reforçando a segurança, a fluidez e a eficiência do transporte rodoviário. O presidente da APS destacou também a importância de uma estratégia de cooperação entre os portos da fachada atlântica da Península Ibérica, assente no reforço da eficiência e agilidade dos processos logísticos, na promoção da interoperabilidade e da partilha de dados entre portos, terminais intermodais e operadores logísticos, bem como numa maior celeridade e previsibilidade no desembaraço das mercadorias. A Conferência Ibérica de Intermodalidade reuniu representantes institucionais, autoridades portuárias e agentes do setor logístico, afirmando-se como um espaço de reflexão e partilha de perspetivas sobre o reforço da articulação entre portos, ferrovia, rodovia e corredores logísticos na Península Ibérica.
Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00 Editor: João Carlos Reis - joao.reis@noticiasdomar.pt - Tlm: 93 512 13 22 Publicidade: publicidade@noticiasdomar.pt Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Matilde Reis, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Gustavo Bahia, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing
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