2026 Agosto 476
1
Pesca Desportiva
Pesca Lúdica Embarcada
Noções de Pesca Jigging - Cap II
Na natureza qualquer sinal de fragilidade é tomado em conta e tem consequências. Uma refeição fácil, gratuita, evita dispêndio de energia e é sempre bem vinda. Por isso mesmo, peixes diminuídos, fisicamente afectados, são um alvo imediato para qualquer tipo de predador.
M
esmo peixes que normalmente não são associados a ataques a jigs, o caso das abróteas e dos safios, podem, se tiverem oportunidade e tempo para isso, morder um jig. No caso dos safios muito raro, no caso das abróteas muito menos raro. Mas acreditem, se puderem, eles mordem!
2
Um peixe que deixe ver o branco do seu ventre aos demais é um peixe debilitado e a natureza reage a isso da única forma possível: põe todos os predadores da zona no seu encalço, a querer atacar esse dito “peixe fragilizado”. O nosso jig. Trabalhamos o jig para obter esse efeito de “fragilidade” com o nosso equipamento de pesca.
2026 Agosto 476
Da sua qualidade e harmonia ressalta a perfeição daquilo que fazemos. De resto é o conjunto de cana, carreto, linhas e anzóis que nos definem enquanto pescadores. É por ele que podemos ser entendidos como sendo pescadores deste ou daquele tipo de peixe. Eu olho para o conjunto de acessórios de alguém e por ele consigo perceber qual o nível técnico a que essa pessoa está. As linhas são um indicador perfeito para isso: quanto mais novato e inseguro mais grossas são... A experiência dá-nos a confiança suficiente para sermos
capazes de tirar o máximo partido do nosso equipamento mas há quem pura e simplesmente não o consiga nunca. Vejo muitas pessoas a movimentarem jigs na água como quem atira pedras ao mar. Essas pessoas não só não têm noção nenhuma do tipo de gestos que podem/devem fazer, como ainda por cima não conseguem visualizar o efeito que as suas acções provocam no jig, e por consequência, nos peixes que com ele se cruzam. Em bom rigor, há muito quem, através dos seus gestos, pouco mais consiga que afugentar todos os peixes que cruzam o seu jig.
Pesca Desportiva
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com
Porque não pensam em dotar o seu jig dos sinais distintos que concorrem para o êxito da pesca: - É negativa a imitação de um peixe miúdo saudável que se desloca junto ou mesmo dentro do seu cardume, seguro de que a cada momento pode recorrer às suas energias para escapar a um ataque. - É positiva a imitação perfeita de uma presa sem capacidade de manter a sua estabilidade de natação e discrição a que qualquer pequeno peixe se obriga, se quiser manter a sua vida. - É positiva a velocidade de deslocação lenta e irregular, típica de um peixe afectado, diminuído, frágil de forças, a querer escapar do seu predador, mas sem energia para mais. - É positiva a queda em folha seca de um peixe, ou parte dele, que foi atacado
metros acima, (os golfinhos atacam cavalas e carapaus à superfície e promovem esta
situação...) e que, debilitado, não tem condições para fazer mais que cair ao fundo.
Pensar pelo lado do peixe, pela perspectiva do peixe, ajudanos a perceber como fazer.
2026 Agosto 476
3
Pesca Desportiva
Dar ao jig tempo para que este execute movimentos laterais, para que possa vibrar entre patamares, ajuda. Perceber as condições de mar que temos diante, entender as correntes, pensar que tipo de jig, que formato e peso podem ter melhor desempenho, ajuda. Pensar, a cada momento de maré, se o predador tem interesse em estar híper activo, ou se o momento é de recato e descanso. De que adianta apresentar violentamente um jig a um peixe que está pesado, farto, que tem o estômago cheio e nenhum interesse por alimento? Isso é não respeitar os diversos momentos por que passa um predador ao longo do seu dia. 4
2026 Agosto 476
Se há um tempo para que estejam vigilantes, nervosos, activos e a procurar comida, há outro tempo para que se deixem ficar inertes, passivos, sem interesse por aquilo que lhes lançamos. Esse tempo é o de terem a barriga cheia, o de não terem necessidade de comer mais. São tempos diferentes e quase sempre correspondem aos ciclos de alimentação de que vos falo regularmente aqui no jornal. Vejo pessoas a esgrimirem jigs na água como se fossem rockets disparados de uma rampa de lançamento. A velocidade que imprimem à recuperação da peça inviabiliza de todo qualquer tentativa que o mais fogoso dos peixes possa fazer de conseguir algum contacto. Repito: na água, um peixe que se desloque com velocidade máxima é tido como um alvo impossível de capturar, por outras palavras, ...um peixinho saudável demais, com demasiada energia, logo descartável. O sinal que esses pescadores dão aos peixes que querem pescar é negativo, é um sinal contrário ao que estes procuram. Essas pessoas estão entretidas a recolher fio, a executar o mais rápido que conseguem, numa demonstração técnica de fulminante bobinagem de linha, que não de pesca... Eles não estão a pescar, estão a enrolar linha. Estranham não conseguir toques, mas são precisamente elas que os inviabilizam. O maior contraste entre aquilo que faço e o que se entende por slow-jigging puro é sobretudo o ritmo que imprimo ao jig. Quando vejo pessoas a contar oitavos de volta de manivela, quando chegam a acreditar que vale a pena marcar separadamente cada sequência de movimento de
2026 Agosto 476
5
Pesca Desportiva
uma só volta de carreto, fico a pensar se estarão a considerar a outra parte, a do peixe que irá pressupostamente atacar o jig. Pareceme que se considera mais a matemática do movimento, a perfeição técnica da execução, em detrimento da eficácia. Bem sei que procuram dar uniformidade à subida do jig, evitando que este desça abaixo do último patamar onde já esteve, mas será isso assim tão importante? Quando sinto um contacto de um peixe que falhou o ataque, não raras vezes deixo cair o jig alguns metros e faço passar de novo no mesmo local. Isto vai contra as leis dos mais puritanos, que entendem que devem continuar a fazer subir o jig, ao mes6
2026 Agosto 476
mo ritmo, mesma cadência, como se não tivesse acontecido nada. A seguir irão lançar para o mesmo sítio, mas aí já perderam um dos factores que mais nos dá toques: a excitação momentânea, o enervamento do peixe que decidiu morder. Numa segunda descida, já é tarde, esse peixe já está ...noutra onda. Desconfiou e a partir daí... entra em modo de “retorno à calma”, não morde. É certo e sabido que um pescador que levanta a sua cana violentamente, a toda a amplitude do seu comprimento, e enrola linha no carreto ao máximo de velocidade que consegue, estará a dar ao predador um sinal de “peixe saudável, pleno de vigor, com muita energia para gastar”.
Pesca Desportiva
Isso é exactamente o oposto daquilo que os predadores procuram... Tirando muito poucos casos, (os lírios são nadadores tão rápidos que apenas se sentem estimulados a atacar presas ultrarrápidas), aquilo que se procura é preservar energia, não gastar aquilo que tanto custa a armazenar, em corridas estéreis e improfícuas. Se a potencial presa é saudável e veloz, ...mais vale esperar por outra, lenta e fraca. E é aqui que o pescador, por excesso de entusiasmo, por executar demasiado rápido, provoca a sua própria desgraça. A ausência de toques de peixes pode ter muitas causas: a ausência de peixe na zona, as temperaturas baixas na água, o excesso de pressão de pesca no local, o equipamento errado, e, o mais comum, a deficiente técnica de
pesca do pescador. De facto não é fácil encontrar o ritmo certo, mas com
trabalho faz-se. Há um momento para o pescador, que imprime tensão à linha e
consequentemente ao jig, e há um momento para o jig trabalhar sozinho.
2026 Agosto 476
7
Pesca Desportiva
Da proporção correcta nascem os bons resultados. Por outras palavras, nem tensão a mais na linha nem linha demasiado folgada... Eu dava, até perceber que estava a pregar no deserto porque as pessoas apenas queriam saber onde pesco, (tirar marcas GPS dos meus pontos), explicações em mar de como isto se faz. Cansei-me de perder pedras... Um outro detalhe que me parece importante referir é o seguinte: Há peixes que adoptam comportamentos agressivos em permanência. Sinto isso da parte dos pargos capatão que pesco: são violentos na forma como se lançam ao meu jig.
Bem vejo as marcas de dentes cravados no chumbo dos jigs, e percebo o quanto podem ser intensos a morder. Outros nem tanto, crescem em agressividade perante ameaças de intrusão no seu território, por fome, mas são normalmente calmos. Dependendo da época do ano, de termos mais pargos ou mais robalos no pesqueiro, assim devemos optar por um estilo de pesca mais brusco, mais “nervoso”, ou um pouco mais pausado. Se procuramos ferrar um mero, e eles existem em determinados locais da nossa costa, a estratégia terá de ser outra já que eles, sendo muito fortes, potentes, são porém
maus nadadores. E aí, podemos explorar a sua agressividade mas não devemos apelar à sua rapidez de deslocação. Para eles, bater o jig no fundo, fazer saltar o poalho, dar-lhes um ponto de contacto através do som, pode ser o suficiente. Por vezes perguntam-me: “Vitor, mas...e qual a cor ideal para um jig?”... Não há uma só tonalidade de água no mar, ela varia de acordo com a hora do dia, com a quantidade de sedimentos em suspensão desse dia, e muitos outros factores, e por isso não há uma resposta única. Em dias de tormenta e chuva temos barro na água, em dias de sol e tempo estável teremos água mais limpa.
E por isso não é igual, nem pode haver um único jig a fazer tudo, mas eu diria que tomando como cor base para um jig o prateado, a cor metalizada, não podemos estar mal. A partir daí, e em função da profundidade e escala de cores que desaparecem progressivamente à medida que baixamos o nosso jig, os tons de verde e azul serão os mais eficazes. Por serem dos que mais retardam a manutenção de cor reflectida. Estou e estarei sempre disponível para ajudar naquilo que puder, para responder a questões colocadas aqui no blog. Boas pescas!
É ir ao mar lançar jigs para o fundo. O mar ensina-nos 8
2026 Agosto 476
2026 Agosto 476
9
Pesca Desportiva
Pesca Lúdica Embarcada
Os Brilhos que Atraem Chocos... UV`s e “Glow”. Cap IV Os equipamentos de pesca que nos chegam são produzidos do outro lado do mundo. China e Japão competem entre si para apresentar as melhores soluções.
Emissão de UV`s
P
odemos generalizar dizendo o seguinte: chegam-nos da China as soluções baratas, cópias de baixa qualidade; do Japão chegam-nos os originais, normalmente de melhor desempenho, a preços mais elevados. Perde-se no tempo o conhecimento japonês sobre a pesca dos chocos e lulas e é de lá que podemos esperar inovação e inspiração. Não convém esquecer que eles são grandes apreciadores de sushi e sashimi, feitos com estes cefalópodes, em fresco.
10
Lulas e chocos...interessam-lhes. Haverá milhões de pescadores japoneses especialistas no eggi, gente que se dedica apenas a esta técnica, sendo que o melhor pescador de todos, conhecido por ter dedicado toda a sua vida a estes cefalópodes, é alguém com quem já estive algumas vezes no Japão, Eisuke Kawakami. É reconhecido por todos como o melhor de sempre, embora pessoalmente não o admita, ou não fosse ele alguém cuja capacidade técnica ímpar, soberba, apenas
2026 Agosto 476
rivaliza com a sua enorme modéstia. Por serem os japoneses fabricantes proactivos de equipamentos de pesca para lulas e chocos, e por haver um mercado garantido, as lojas de pesca estão cheias de propostas de toneiras de alta qualidade. Muitos clientes, muitos fabricantes, sucesso garantido. A sua reconhecida capacidade de produção de amostras faz o resto. E vai daí, no sentido de potenciar ao máximo as capturas, os criadores de amostras
eggi lançaram mão de toda a tecnologia disponível, e isso inclui dar-lhes destaque do meio envolvente. A estratégia passa por aplicar tecidos de cobertura, ou utilizar os próprios plásticos em si, para conseguir emissão de brilhos/cores. E que brilhos são esses? Basicamente existem dois princípios técnicos de toneiras: com ou sem brilho. As amostras sem brilho recorrem ao colorido refletivo da sua cobertura e são eficazes enquanto a luz solar penetrar na água. Dependem inteiramente da reflexão da luz solar ambiente ou da imitação de cores naturais para a criação de uma silhueta atractiva ao choco. Utilizam-se para pesca em águas claras, ou rasas, (condições diurnas de muita luminosidade, onde a luz solar penetra facilmente), onde os
Pesca Desportiva
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com
chocos aceitam depender quase em exclusivo da visão para caçar. Têm as suas limitações. Embora de preço regularmente mais reduzido, não são indicadas para pescar em águas turvas, ou à noite, ou mesmo em condições de baixa luminosidade. E existem as “outras”. Falamos de ultravioletas, UV´s, e sistemas “glow”. O contraste ganho por estas “esponjas de luz” ajuda de facto a destacar a amostra, mesmo em águas mais turvas, e os chocos pegam-lhe por isso. Brilhar no escuro faz incidir sobre si as atenções daqueles que estão emboscados, à espera de uma vítima. A natureza é impiedosa quanto a destaques....e neste caso o destaque é conseguido através de um “carregamento” de luz conseguido tanto de for-
ma natural como artificial. As toneiras que reagem a raios ultravioletas podem ser
expostas a uma fonte de luz (como o sol, uma lanterna comum ou uma luz UV) para
“carregarem” antes de serem lançadas. Quando no fundo, libertam
2026 Agosto 476
11
Pesca Desportiva
As ditas lanternas de UV´S, algo não muito utilizado por cá, mas corrente no Japão. Aqui numa versão que pretende transmitir brilho a uma amostra macia para peixe espada essa luminosidade de forma lenta, ao longo do tempo, sendo que ao fim de um de-
terminado período, é forçoso trazê-las à superfície e “recarregar”.
A sua utilização pode e deve ser feita em situações difíceis, de águas profundas, céu nu-
blado, águas turvas ou pesca noturna na escuridão total. Um outro sistema, conhecido por “glow”, apenas difere na forma como interage com a luz. A escolha é fácil de fazer, se soubermos analisar aquilo que o dia e hora de pesca nos traz. Dias de sol, a meio do dia, com muita visibilidade, muita luz disponível: possibilidade de utilização de toneiras de cores naturais, sem qualquer perda de eficácia. Toneiras sem brilhos parecem mais realistas, evitam assustar chocos já picados, mais cautelosos se em águas claras. Dias com circunstâncias de baixa visibilidade, nebulados, escuros, inicio de dia sem muita luz, ou àguas muito profundas: utilizar toneiras com “glow” ou brilhos UV´s. Nâo tem de ser esta ou aquela, um modelo rigoroso e específico, tem sim de ser algo com acabamentos refletivos ou revestimentos reati-
Emissão de brilho “glow”. Pode produzir-se um misto de ambos, ver segunda foto vos a UV para atrair a atenção dos chocos. Esqueçam a obrigatoriedade de pescar com a toneira de marca tal, modelo tal: apenas interessa que possa refletir a pouca luz existente, criando uma silhueta. O resto os chocos fazem. Caso pretendam ter uma “cábula” para proceder à escolha, aqui vos passo uma elaborada por um amigo japonês. Espero que esta série tenha sido útil. Haja chocos! 12
2026 Agosto 476
2026 Agosto 476
13
Notícias do Mar
Notícias da Marina de Lagos
Texto e Fotografia Marina de Lagos
Expansão da Marina de Lagos Acelera com Novas Amarrações
Vista dos novos planos de água A Expansão da Marina de Lagos acelera rumo a Setembro e com novas amarrações entram na recta final.
O
s trabalhos de construção da nova expansão da Marina de Lagos continuam a bom ritmo e já se avista no horizon-
te um dos momentos mais aguardados pelos navegadores: a abertura da nova bacia da marina, prevista para meados de Setembro.
A instalação dos pontões e restantes infraestruturas náuticas encontra-se na fase final, dando forma a uma marina moderna, funcional e prepa-
rada para receber embarcações com elevados padrões de conforto e segurança. Em breve, a Marina de Lagos passará a disponibilizar
A nova Marina de Lagos 14
2026 Agosto 476
Notícias do Mar
100 novos postos de amarração totalmente novos, destinados a embarcações entre os 12 e os 30 metros de comprimento, incluindo amarrações adequadas para catamarans. Concebidos para responder às exigências da náutica de recreio contemporânea, estes lugares oferecerão infraestruturas modernas, acessos cómodos, serviços de qualidade e todas as condições para uma estadia tranquila, quer para escalas de curta duração, quer para permanências mais prolongadas. À medida que os pontões vão tomando o seu lugar sobre a água, o novo espaço começa já a revelar a imagem daquela que será uma das mais modernas áreas de amarração do país. A proximidade da Meia Praia, a localização privilegiada no coração de Lagos e a reconhecida qualidade dos serviços da marina prometem tornar esta expansão num porto de eleição para embarcações nacionais e internacionais. A conclusão desta primeira fase representa um passo
Planta expansão da Marina de Lagos
2026 Agosto 476
15
Notícias do Mar
importante na concretização do projecto Marina de Lagos & Yacht Club, reforçando a capacidade da marina para responder à crescente procura por lugares de amarração para embarcações de maior dimensão e consolidando Lagos como uma das principais portas de entrada para quem navega entre o Atlântico, o Mediterrâneo e a costa portuguesa. A segunda fase do projecto, que completa com a construção do Yacht Club e áreas públicas exteriores, tem início de construção previsto até final de 2026. Com a contagem decrescente a decorrer, falta pouco para que os primeiros cabos sejam passados nos novos cunhos e as novas amarrações se transformem na nova casa de antigos e novos clientes. Em meados de Setembro, a Marina de Lagos estará pronta para dar as boas-vindas às embarcações que irão inaugurar a nova bacia, oferecendo mais espaço, mais conforto e novas experiências para quem
16
2026 Agosto 476
Notícias do Mar
faz do mar o seu destino. Reforçar a Economia do Mar Obras de expansão da marina de lagos avançam para reforçar a economia do mar. As obras do projecto Marina de Lagos & Yacht Club, que incluem a expansão da Marina de Lagos e a requalificação das infraestruturas de apoio à náutica e às actividades marítimas no Porto de Pesca de Lagos, decorrem a bom ritmo desde o seu arranque, em Janeiro de 2026. Encontra-se em fase final de montagem uma nova infraestrutura destinada a embarcações de recreio e marítimo-turísticas de pequenas dimensões, que disponibilizará cerca de 170 lugares de amarração modernos e seguros. Estes lugares destinam-se aos actuais utentes do porto de Lagos que, até agora, mantinham as suas embarcações em poitas ou em sistemas de amarração precários, sem acesso directo a partir de terra. A entrada em funcionamento desta nova área está prevista para meados de Junho de 2026. O projecto contempla ainda a construção de pontões dedicados à pesca profissional, uma intervenção já concluída e que vem proporcionar melhores condições operacionais e de segurança para os profissionais do sector. Com esta expansão, a Marina de Lagos reforça a sua posição como uma das principais infraestruturas náuticas do país, respondendo à crescente procura por postos de amarração e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da economia azul na região. O investimento permitirá igualmente consolidar o importante cluster económico associado à marina, composto por mais de 100 empresas ligadas às actividades náuticas,
Estacas a serem colocadas na Marina
Maquete da Marina ao anoitecer 2026 Agosto 476
17
Notícias do Mar
Maquete das zonas
O pontão R
marítimo-turísticas, manutenção naval, comércio e serviços especializados. Este ecossistema empresarial representa atualmente um volume de negócios anual próximo dos 30 milhões de euros, assumindo um papel relevante na criação de emprego e na dinamização da economia local. A expansão da Marina de Lagos constitui, assim, um passo estratégico para o fortalecimento da oferta náutica do Algarve, promovendo melhores condições para residentes, operadores marítimos e visitantes, ao mesmo tempo que reforça a competitividade e a atractividade do destino.
Os pontões QRS 18
2026 Agosto 476
2026 Agosto 476
19
Notícias do Mar
Notícias do Politécnico de Leiria
Projeto do Ecossistema de Inovação Azul de Peniche
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Politécnico de Leiria o Hub Azul de Peniche e Smart Ocean apresentaram, em Bruxelas, o ecossistema de inovação azul de Peniche.
E
Sérgio Leandro, ESTM no Encontro Hub Azul Portugal, em Bruxelas 20
2026 Agosto 476
sse encontro reuniu instituições europeias, investidores e empresas para impulsionar a cooperação e o investimento na economia azul. A participação decorreu no âmbito do evento internacional ‘Hub Azul Portugal: Unlocking European Blue Innovation Partnerships’, promovido pelo Hub Azul Portugal e pelo Fórum Oceano, nas instalações da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia. Realizado no dia 23 de junho, o evento reuniu representantes das principais instituições europeias, investidores, empresas e outros agentes do ecossistema da economia azul, com o objetivo de impulsionar a cooperação, a inovação e o investimento neste
Notícias do Mar
Ecossistemas marinhos setor estratégico. A participação da ESTMIPLeiria e do Hub Azul de Peniche integrou-se na estratégia internacional de afirmação da Rede Hub Azul Portugal enquanto plataforma nacional de inovação e aceleração da economia azul, permitindo destacar as capacidades científicas, tecnológicas e de inovação existentes em Peniche e o papel do Smart Ocean enquanto infraestrutura de referência para incubação, aceleração, experimentação e transferência de conhecimento nas áreas da aquacultura, biotecnologia azul, turismo costeiro sustentável, pescas inteligentes e restauro ecológico marinho. A iniciativa contribuiu igualmente para reforçar o posicionamento internacional da ESTM e do Politécnico de Leiria, afirmando Peniche como um dos principais ecossistemas de inovação azul do país e um território estratégico para a futura Universidade de Leiria e Oeste. “A presença em Bruxelas representa mais um passo na afirmação internacional de Peniche enquanto território de conhecimento, inovação e empreendedorismo ligados ao oceano. O Hub
Azul de Peniche constitui hoje um dos principais ativos nacionais para a transformação da ciência em soluções de mercado e para a atração de investimento para a economia azul”, afirma Sérgio Leandro, diretor da ESTM e coordenador científico do Smart Ocean.
Ecossistemas marinhos
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar 2026 Agosto 476
21
Notícias do Mar
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar Para o responsável, a participação permitiu ainda reforçar contactos com instituições europeias, investidores e parceiros estratégicos, criando novas oportunidades de colaboração internacional e contribuindo para a atração de investimento para o ecos-
sistema de inovação azul desenvolvido em Peniche. Localizado no Porto de Peniche, o Hub Azul de Peniche – Smart Ocean integra a rede nacional Hub Azul Portugal, assumindo-se como um polo especializado em inovação aplicada, empreendedoris-
mo e valorização sustentável dos recursos marinhos. Está orientado para a incubação e aceleração de empresas, disponibilização de serviços de I&D, promoção de projetos colaborativos e captação de investimento para a economia azul, em estreita articulação
Ecossistemas marinhos 22
2026 Agosto 476
com o Politécnico de Leiria, centros de investigação, empresas e parceiros nacionais e internacionais. “Peniche tem vindo a afirmar-se como um dos principais polos nacionais da economia azul, e a participação do Hub Azul de Peniche neste encontro em Bruxelas demonstra que este é um projeto com relevância europeia. Estamos a construir um ecossistema capaz de ligar ciência, inovação, empresas e território, criando condições para atrair investimento, gerar emprego qualificado e promover um desenvolvimento sustentável assente no oceano”, sublinha Filipe Sales, presidente da Câmara Municipal de Peniche e presidente da Associação Smart Ocean, realçando que “o reconhecimento e o interesse manifestados por diferentes parceiros europeus reforçam a nossa convicção de que Peniche pode assumir um papel de liderança na nova economia azul europeia”.
2026 Agosto 476
23
Náutica
Embarcações de Alta Velocidade (EAV)
Sector Náutico Apela à Revisão do Regime das Embarcações de Alta Velocidade
Existe já um forte abrandamento da procura por embarcações náuticas O Governo criou uma Nova legislação com um forte impacto negativo em toda a cadeia de valor da náutica de recreio e do turismo náutico. São necessários ajustamentos que permitam atingir os objectivos de segurança sem penalizar cidadãos e empresas que cumprem a lei. Já foi solicitada uma audiência ao Secretário de Estado das Pescas e do Mar, com carácter de urgência.
A
Associação Automóvel de Portugal (ACAP), através da sua Divisão Náutica, que representa empresas de toda a cadeia de valor da náutica
de recreio em Portugal, está preocupada com o impacto da legislação aplicável às embarcações de alta velocidade (EAV), que entrou em vigor em Maio, e defende um
modelo mais proporcional e eficaz e mais ajustado à realidade portuguesa. Importa desde já sublinhar que o sector concorda integralmente com os ob-
Marina de Lagos 24
2026 Agosto 476
jectivos das autoridades no combate à criminalidade e à utilização ilícita de embarcações. A segurança marítima, a fiscalização e o combate a actividades ilegais constituem prioridades que merecem o apoio de todos os operadores responsáveis. Contudo, a realidade mostra que a amplitude dos critérios previstos está já a produzir efeitos significativos sobre cidadãos e empresas que cumprem a lei, sem diferenciar suficientemente embarcações com características, finalidades e perfis de risco distintos. Forte abrandamento da procura por embarcações,
Náutica
exigências administrativas e operacionais especialmente gravosas impostas aos proprietários legítimos, apesar de não existir qualquer indício de comportamento ilícito, custos adicionais, mais burocracia e complexidade são algumas das situações comunicadas pelas empresas do sector. Particularmente preocupante é o facto de a qualificação como EAV poder resultar do preenchimento de um único critério, designadamente da potência instalada, sem que sejam suficientemente ponderados o tipo e a configuração do casco, o peso e o deslocamento, a velocidade máxima de projecto, a finalidade definida pelo fabricante ou a utilização efectiva da embarcação. A Divisão Náutica da ACAP tem recebido inúmeros testemunhos de empresários, comerciantes, proprietários de embarcações e operadores marítimo-turísticos que relatam uma crescente preocupação e incerteza relativamente às novas obrigações introduzidas, tendo-se verificado um forte abrandamento da procura por embarcações. Perante esta situação a Divisão Náutica tem dirigido pedidos de esclarecimento à Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e à Direcção-Geral da Autoridade Marítima (DGAM), nomeadamente sobre os procedimentos de qualificação das embarcações, a comunicação aos proprietários, o momento em que a qualificação produz efeitos e os prazos para cumprimento das obrigações. Fez também o levantamento de dúvidas e casos concretos junto dos seus associados, prestou esclarecimentos e procedeu à identificação das tipologias de embarcações potencialmente abrangidas. Esta nova realidade afecta directamente: - Lojas e concessionários
Marina de Vilamoura náuticos; - Estaleiros e importadores; - Empresas marítimo-turísticas; - Marinas e infra-estruturas de apoio; - Prestadores de serviços de manutenção e reparação; - Toda a economia asso-
ciada à náutica de recreio. Uma lei que afecta quem cumpre No sector instalou-se a percepção de que a legislação acaba por incidir sobretudo sobre quem já cumpre escrupulosamente as regras.
Os operadores legais, identificados, registados e fiscalizados são aqueles que suportam os custos e obrigações do novo regime. Pelo contrário, os agentes que actuam deliberadamente à margem da lei dificilmente serão dissuadidos por requisitos administrativos adicionais.
Marina de Cascais 2026 Agosto 476
25
Náutica
nacional. É que a introdução de um regime excessivamente oneroso ou desajustado à realidade operacional das embarcações de recreio pode comprometer o normal desenvolvimento da actividade económica associada ao mar.
Marina de Vila Real de Santo António
Marina de Cascais
Por esse motivo, muitos profissionais defendem que o actual enquadramento poderá não produzir os resultados pretendidos no combate às actividades ilegais ao mesmo tempo que cria dificuldades acrescidas aos cidadãos e empresas que sempre colaboraram com as autoridades. A Divisão Náutica da ACAP alerta igualmente para as consequências da nova legislação na competitividade do sector náutico
Olhão, Marina e Hotel 26
2026 Agosto 476
Apelo ao diálogo e à revisão da legislação Perante este cenário, a Divisão Náutica da ACAP já solicitou, com carácter de urgência, uma audiência ao Secretário de Estado das Pescas e do Mar. Após esta audiência poderá ainda reunir com as entidades administrativas competentes e ponderar uma reunião com os Grupos Parlamentares. O objectivo não é colocar em causa o combate à criminalidade nem a necessidade de fiscalização eficaz, mas sim uma solução equilibrada que permita atingir os verdadeiros infractores, reforçando a segurança e o controlo das actividades ilícitas, sem penalizar injustamente os milhares de cidadãos, empresas e profissionais que utilizam ou comercializam embarcações de forma totalmente legal. A Associação acredita que é possível encontrar um modelo mais proporcional e eficaz e mais ajustado à realidade portuguesa, preservando simultaneamente os objectivos de segurança das autoridades e a sustentabilidade económica de um sector estratégico para o país. “O combate à ilegalidade deve ser firme e eficaz. Mas não pode transformar cidadãos cumpridores, pequenas empresas familiares, operadores turísticos e comerciantes em suspeitos permanentes. Precisamos de uma legislação que penalize os infractores e não quem cumpre”, afirma Fernando Sá, Presidente da Divisão Náutica ACAP.
2026 Agosto 476
27
Notícias do Mar
Notícias do Porto de Sines
Novo Máximo em Contentores no Porto de Sines
Porto de Sines alcança novo máximo mensal em contentores e projeta crescimento do total de mercadorias.
O
Terminal de Contentores do Porto de Sines (Terminal XXI concessionado à PSA Sines) registou, em julho de 2026, o melhor mês de sempre em volume de contentores movimentados, ultrapassando a fasquia dos 189 mil TEU*, um novo máximo histórico desde o início da operação desta infraestrutura, em junho de 2004. Este desempenho supera
Porto de Sines conta com mais de 20 linhas regulares semanais 28
2026 Agosto 476
Notícias do Mar
O Terminal de Contentores do Porto de Sines, Terminal XXI o anterior recorde mensal, alcançado em julho de 2025, de 187 621 TEU, consolidando julho de 2026 como o mês de maior volume de movimentação de carga contentorizada (TEU) na história do Porto de Sines. Este resultado confirma a capacidade do Terminal XXI em responder ao aumento da procura, mantendo elevados níveis de eficiência e serviço. Semanalmente, são asseguradas ligações de movimen-
tação de carga contentorizada aos principais mercados mundiais de produção e consumo, reforçando o papel estratégico de Sines nas cadeias logísticas globais. Atualmente, o Porto de Sines conta com mais de 20 linhas regulares semanais, tendo entrado em operação, nos últimos meses, duas novas linhas, uma vocacionada para os mercados da Europa, Médio Oriente, África e Ásia e outra dedicada sobretudo aos
O Terminal ultrapassou a fasquia dos 189 mil TEU mercados atlânticos da Península Ibérica, Ilhas Canárias e Norte da Europa, facto que constitui um indicador particularmente relevante na dinâmica de recuperação do setor e que fortalece a conectividade que Sines oferece às empresas importadoras e exportadoras. Depois de dois meses iniciais fortemente condicionados por condições climatéricas adversas, o mês de julho corresponde ao quinto mês
consecutivo em que o Porto de Sines movimenta mais de 4 milhões de toneladas, o que deixa boas perspetivas para que o ano 2026 termine com um crescimento de volumes em todos os segmentos de carga. *Os valores finais poderão ainda sofrer ajustamentos decorrentes da conclusão do processo de validação, não se prevendo, contudo, alteração ao carácter excecional deste resultado.
Julho de 2026 foi o mês de maior volume de movimentação de carga contentorizada (TEU) 2026 Agosto 476
29
Electrónica
Notícias Nautel
Campanha Nautel,
Série Endura da Minn Kota
A Nautel apresenta a campanha de motores elétricos para montagem à popa, Série Endura C2 da Minn Kota, com medidor de bateria (exclusivo europa), valida do dia 27 de julho até 1 de outubro de 2026 com 30% de desconto nos Motores Endura C2 34 e 50.
A
Minn Kota é uma marca reconhecida mundialmente pela qualidade de seus Motores Elétricos, tem na sua série de
30
motores o Endura C2, construído para durar oferecendo versatilidade, praticidade e preço super acessível, a sua haste é extremamente re-
2026 Agosto 476
sistente, com controlo telescópico. Um motor ideal para pequenos barcos, caiaques e para a pesca. Se o nome Endura™ lhe
parece familiar, é porque já o viu em milhares de popas ao longo dos anos. O motor de pesca mais popular na água foi concebido para explorar, construído para durar e fiável para o levar até aos peixes de forma consistente e segura. O Minn Kota Endura C2 também possui um sistema chamado Power Pro que fornece energia extra para ajudá-lo a avançar a vegetação pesada, sendo possível chegar onde os peixes estão. Outra vantagem muito grande dos motores Minn Kota Endura é “Indestructible composite Shaft” ou Eixo Composto Indestrutível, ou seja, o Eixo do motor é fabricado com uma composição que é considerada mais forte do
Electrónica
www.nautel.pt
que o Aço, e em algum momento de impacto, ele flexiona, mas não quebra devido a sua alta resistência onde a própria Minn Kota garante uma vida útil deste elemento para a vida toda do produto. Indicado para pesca com iscas artificiais, fazendo com que o pescador se aproxime dos pontos de pesca de forma mais silenciosa e discreta possível. Fixe o motor, ligue a bateria e está pronto a navegar. A Nautel deixa também a sugestão de bateria de lítio, de modo a complementar o mo-
tor. A NAU-12-50, Bateria de Lítio, LiFE04, 12,8V de 50Ah. Características Endura C2 Mais leve para transportarEm vez de carregar um conjunto pesado, transporte o motor e a bateria separadamente. Divida o peso, facilite o transporte. Quando a bateria acabar, continue a navegar- Com bateria externa basta trocar por outra carregada. Não precisa esperar horas pelo carregamento. Mais fácil de guardar- Motor e bateria ocupam menos espaço quando armazenados separadamente. Montagem fácil e segura
O suporte com bloqueio de alavanca
Hélice Power Prop 2026 Agosto 476
31
Electrónica
Bateria de Lítio NAU-12-50
Mais económico a longo prazo- Se a bateria perder capacidade após alguns anos,
substitua apenas a bateria. Num sistema integrado, muitas vezes a substituição é mais cara. Menor risco de danos- Motor e bateria podem ser transportados separadamente, reduzindo o risco de danos durante o manuseamento. Melhor distribuição do peso no barco- A bateria pode ser colocada onde melhora o equilíbrio da embarcação. Isto auxilia na estabilidade e na navegação. Maior flexibilidade- O motor aliado a bateria de lítio externa oferece uma solução mais leve, prática e flexível.
Relação qualidade-preço imbatível- Produtos com excelente desempenho, pelos preços mais acessíveis do mercado. Tenha mais qualidade pagando menos. Corte a vegetação- A hélice Power Prop é robusta e resistente, corta a vegetação densa e os obstáculos subaquáticos, para que nada fique entre si e os peixes. Montagem fácil e segura- O suporte com bloqueio de alavanca resiste à flexão e aos danos causados pelos raios UV, oferecendo dez posições e a comodidade de libertação rápida para uma instalação rápida e fiável. Especificações: - Haste em material compósito indestrutível. - Dobra em caso de impacto, não se corrói. - Funcionamento silencioso e com menor aquecimento, logo menos perda de energia. - Pega de comando extensível. - Abraçadeira especial de fixação de elevada resistência e com mecanismo de
Campanha valida a partir do dia 27 de julho até 1 de outubro de 2026 a Nautel oferece 30% de desconto nos Motores Endura C2 34 e 50. Mantenha-se a par de todas as novidades, seguindo as nossas redes sociais: www.instagram.com/humminbird_minnkota_portugal www.tiktok.com/@humminbird_minnkota_pt
32
2026 Agosto 476
libertação rápida, que permite o comando com só uma mão. - Ideal para embarcações até 5m. Campanha Endura Endura C2 34 (240€ - PVP c/IVA) 34 libras de força. Corrente Máx: 30A. Haste 91 cm (36”). 7,8 kg. Hélice Power Prop. Endura C2 50 (429€ - PVP c/IVA) 55 libras de força. Corrente Máx: 42A. Haste 91 cm (36”). 9,6 kg. Hélice Power Prop. Escolha uma bateria à sua conveniência, de qualquer química, capacidade ou preço. Sugestão de Bateria de Lítio: NAU-12-50 (449€ - PVP c/IVA) -Bateria de Lítio, LiFE04, 12,8V -50Ah -691,2Wh/: 228 x 145 x 212mm -5,7kg -Número de ciclos: >4000 Saiba mais sobre os motores elétricos da Minn Kota
2026 Agosto 476
33
Notícias do Mar
Crónica Carlos Salgado
Navegando nas Minhas Memórias
Tejo Morto ou Vivo?
As Lezírias Para alertar as consciências gosto de fazer a comparação da vida e saúde de um Rio, que é um ser vivo, com as da pessoa humana e desta vez ouso comparar o caso do nosso Tejo, o português, que por estar a ter cada vez mais problemas causados pelo homem e não só, que estão a levá-lo a correr para a morte.
J
á esperava que os especialistas que estudaram e se formaram na área do ambiente, pelo
facto de considerarem que um rio que passa a ser represado deixa de ser rio, vão querer chumbar o novo Projecto
Tejo proposto pelo Eng. Jorge Froes, o que se compreende em certa medida porque eles têm de fazer pela vida, mas
Produtos das Lezírias com regadio, vinha, melão, meloa, melancia, tomate e arroz 34
2026 Agosto 476
quanto a outros que não têm essa formação específica, que se lhes estão a colar já é discutível, porque vivem na quimera de que o Direito à Partilha Equitativa das Águas dos Rios Transnacionais, ou o Tribunal Europeu, ou ainda o Direito Internacional vai (ão) resolver a situação da falta de regularidade da quantidade de água do Tejo vinda de Espanha, e por vezes de qualidade duvidosa, e outros fazem-no porque, ou não foram convidados para o projecto ou apenas porque esse tipo de “luta” dá direito a mediatismo, mas bem podem os seus bisnetos esperar pelo resultado disso, sobretudo agora que a nossa vizinha está a preparar-se para declarar oficialmente o estado de “SECA” na região (Vale) do seu Tajo/ Tejo, com
Notícias do Mar
o argumento da falta de precipitação nas cabeceiras do rio e a acentuada diminuição do nível de água acumulada em comparação com o ano anterior e a média dos últimos dez anos. Mas se algo for conseguido entretanto no sentido da Espanha deixar passar regular e diariamente mais água do Tejo para o lado de cá da fronteira tanto melhor, pois se isso acontecer contribui para garantir ainda mais os efeitos positivos das tais próteses e cirurgias de que o nosso maior rio está a precisar, até porque um ser humano que passa a conseguir viver melhor graças às intervenções atrás referidas, não deixa de continuar a ser um ser humano, como o Tejo não deixa de ser rio nem de ser Tejo a partir das intervenções previstas no novo Projecto Tejo do Eng. Jorge Froes, com a grande diferença do nosso Tejo ficar apto a “viver em sociedade e a trabalhar para o colectivo”, convenientemente. Os benefícios e vantagens Prendem-se com os benefícios e vantagens que o nosso maior rio terá se passar a ser autossuficiente, por via do que o projecto / empreendimento em causa, o Projecto Tejo, sobretudo tendo em atenção, ou melhor, não podemos ignorar que devido ao “aquecimento global do Planeta” é mais do que provável que os períodos a ser um ser humano, como o Tejo não deixa de ser rio nem de ser Tejo a partir das intervenções previstas no novo Projecto Tejo do Eng. Jorge Froes, com a grande diferença do nosso Tejo ficar apto a “viver em sociedade e a trabalhar para o colectivo”, convenientemente. Ora, o que este novo Projecto Tejo em questão propõe fazer é uma obra de grande envergadura e abrangência
territorial ou sejam um Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste. – que é um projecto de rega para cobrir uma área territorial de 300 mil hectares, que corresponde ao dobro do Alqueva, e pode abranger o Ribatejo, a Península de Setúbal e a Região do Oeste, que prevê uma rede de aproveitamento hidráulico da água existente à superfície na bacia do Tejo, com funções múltiplas (turísticas, agrícolas e ambientais) e que permite compatibilizar o antigo sonho da navegabilidade do rio Tejo entre Lisboa e Abrantes para transporte fluvial ligeiro com açudes e eclusas (insufláveis), no leito do rio, controlo de cheias e da salinidade da água da maré, rega agrícola, retoma da actividade da pesca e da aquacultura, levando ainda água à região do Oeste, associando a isto a produção de energia renovável e garantindo reservas e capacidade de abastecimento de água doce também para os meios urbano e industrial. É preciso esclarecer genericamente os cidadãos portugueses e os órgãos de sobera-
Este novo projecto permitirá também a navegação comercial, lúdica, turística e desportiva. nia de que este novo projecto que vai “Dar Vida ao Tejo” e conseguir torná-lo mais independente da nossa vizinha Espanha, com a contribuição das barragens existentes no Tejo e os afluentes da margem Norte que apresentam uma capacidade de armazenamento conjunta de 2.130 Mm3, muito superior ao necessário no sentido do arranque imediato do Projecto e da futura gestão integrada
dos recursos e por outro lado prevê a construção de novas barragens e de “ Açudes” que serão as necessidades energéticas das estações elevatórias previstas a ser instaladas na margem. A solução da distribuição passará pela construção de Açudes rebatíveis, espaçados entre si, aproximadamente 20 km, desde Vila Franca de Xira (Estuário) até Abrantes, equipados com eclusas,
O novo Projecto Tejo vai viabilizar o encontro do Tejo com o Turismo, finalmente 2026 Agosto 476
35
Notícias do Mar
Este novo projecto dá mais Vida ao Tejo criando um plano de água contínuo e navegável desde Lisboa até Belver, para cima de Abrantes. Estes açudes serão equipados com escadas de peixe eficazes para que as migrações das várias espécies nunca sejam interrompidas, contrariamente ao que acontece hoje, o que é mais uma valorização ambiental significativa. Ora, todo este sistema trará bastantes benefícios ao Tejo, à sua bacia hidrográfica e também às populações ribeirinhas, vide o sucesso que o Alqueva está a ter para a
região alentejana. Deve-se evidenciar que este novo projecto vai garantir a criação de benefícios ambientais significativos, para além de evitar que a cunha salina suba para montante o que está a ser hoje altamente prejudicial ao regadio das Lezírias, para além de possibilitar que seja mais fácil a detecção, a nível regional, da origem dos focos de poluição, bem assim como o controlo da pesca ilegal e outras malfeitorias que estão a lesar o Tejo e a delapidar os seus recursos, para além de possibilitar também o
incremento da aquacultura no seu habitat natural, o que pode beneficiar as comunidades piscatória mais envelhecidas e não só. Mais possibilita, que o plano de água de cada um dos açudes seja controlado e até gerido por uma comissão intermunicipal integrada por técnicos da Protecção Civil, SEPNA, IGAMAOT e APA, e porque não até, uma refundação da ARH-Tejo, ou outro órgão regional equiparado, aproveitando o processo da descentralização e da regionalização, ARH essa que quando esteve activa deu provas de competência, organização e de valor à Região Hidrográfica, que foi levianamente subalternizada e a sua operacionalidade praticamente extinta, cujos resultados negativos dessa decisão foram bem visíveis durante os últimos sete anos, pela negativa, e se ela ainda estivesse operacional até provavelmente os fogos brutais e calamitosos do ano passado não teriam chegado a atingir as proporções que atingiram. Aliás, relativamente aos fogos, com este novo Projecto Tejo, passa-se a dispor de muito mais reservas de
Potencia o encontro do Tejo turístico com o património imaterial das suas gentes 36
2026 Agosto 476
água no Tejo, e mais à mão, para os apagar. Este novo projecto dá mais Vida ao Tejovalor à Região Hidrográfica, que foi levianamente subalternizada e a sua operacionalidade praticamente extinta, cujos resultados negativos dessa decisão foram bem visíveis durante os últimos anos, pela negativa, e se ela ainda estivesse operacional até provavelmente os fogos brutais e calamitosos do ano passado não teriam chegado a atingir as proporções que atingiram. Aliás, relativamente aos fogos, com este novo Projecto Tejo, passa-se a dispor de muito mais reservas de água no Tejo, e mais à mão, para os apagar. Para além de todos os benefícios já apontados, a reposição da navegabilidade que vai viabilizar a navegação para montante numa extensão considerável que potenciará significativamente o encontro definitivo do Tejo com o Turismo (que equivale ao “petróleo” deste país), o que para além da revitalização da navegação e transporte de mercadorias, pessoas e bens, vai criar riqueza e mais postos de trabalho, com o benefício de retirar das estradas uma boa parte dos transportes rodoviários de longo curso que para além dessa vantagem, não só de ordem económica significativa como é sabido, também contribui para a redução da poluição, do condicionamento do fluxo de trânsito e para a diminuição de acidentes rodoviários. Recomenda-se aos opositores deste projecto que ponderem bem e que sejam concientes na sua avaliação, porque o tejo mesmo com próteses e cirurgias pode, graças a elas, voltar a ter água e força suficiente para cumprir muitas das funções para que originalmente um rio nasce, de que ele deu provas de ter cumprido no passado.
2026 Agosto 476
37
Notícias do Mar
Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Texto e Fotografia IPMA
Investigação Científica nos Açores
O Navio de Investigação Mário Ruivo Esta é uma campanha que decorre entre os dias 15 e 30 de agosto de 2026, a bordo do NI Mário Ruivo, tem como principal objetivo produzir informação científica essencial para a caracterização, monitorização e conservação dos ecossistemas marinhos dos Açores.
N
O Veículo de Superfície Não-tripulado (ASV) desenvolvido pelo LSTS 38
2026 Agosto 476
o âmbito da campanha de investigação multidisciplinar em Áreas Marinhas Protegidas (AMP) oceânicas da subárea dos Açores da Zona Económica Exclusiva (ZEE) Portuguesa e da região adjacente de Extensão da Plataforma Continental, o Navio de Investigação Mário Ruivo (NIMR) apoiou a recolha do veículo autónomo de superfície Caravel, desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática (LSTS) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). A campanha, que decorre entre os dias 15 e 30 de agosto de 2026, a bordo do NIMR, tem como principal objetivo produzir informação científica essencial para a caracteriza-
Notícias do Mar
A recolha do Caravel a bordo do NI Mário Ruivo ção, monitorização e conservação dos ecossistemas marinhos associados às Áreas Marinhas Protegidas oceânicas dos Açores. As atividades científicas em curso contribuem para a caracterização da biodiversidade e dos habitats marinhos, para o desenvolvimento de conhecimento científico de suporte à definição e implementação de planos de gestão das Áreas Marinhas Protegidas e para a conceção de programas de monitorização no âmbito da Rede Nacional de Áreas Marinhas Protegidas, da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores e da Diretiva-Quadro Estratégia Marinha. Apoio à missão do veículo autónomo Caravel Durante a viagem, foi solicitado o apoio do NIMR para a recolha do Caravel, um Veículo de Superfície Nãotripulado (ASV) desenvolvido pelo LSTS, laboratório inter-
disciplinar criado em 1997 e dedicado à investigação e desenvolvimento de veículos não tripulados de superfície, subaquáticos e aéreos, bem como de tecnologias para a operação de sistemas de veículosautónomos em rede. O Caravel iniciou a sua travessia transatlântica a partir de Porto de Leixões, no dia 20 de julho, com destino aos Açores, numa missão que constitui um importante teste em condições reais para tecnologias destinadas à observação e monitorização de longa duração do oceano. Ao longo da travessia, a equipa do LSTS acompanhou remotamente a operação a partir do Ocean Space Center, localizado no próprio laboratório da FEUP, monitorizando os dados recebidos e o desempenho do veículo, bem como a sua capacidade de navegação autónoma, comunicação remota e recolha contínua de dados científicos em condições oceânicas reais. 2026 Agosto 476
39
Notícias do Mar
O Caravel iniciou a sua travessia transatlântica a partir de Porto de Leixões
Fotografia: Nuno Sá
A recolha do Caravel realizada no dia 17 de agosto, pelo NIMR demonstra, uma vez mais, a importância da capacidade operacional dos navios de investigação nacionais no
apoio a missões científicas e tecnológicas no Atlântico, permitindo a recuperação segura de equipamentos autónomos utilizados na observação do oceano.
Cooperação para o conhecimento e conservação do oceano O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) agra-
dece à tripulação do NIMR o profissionalismo e a colaboração demonstrados nesta operação, reconhecendo o seu sucesso e as excelentes capacidades e valências, tanto da tripulação como do próprio Navio de Investigação. A capacidade de apoio à recuperação de equipamentos de observação do oceano constitui uma das importantes valências operacionais do NIMR, contribuindo para a articulação entre diferentes equipas, projetos e instituições científicas e para o reforço da investigação e da monitorização do oceano. Esta operação insere-se, assim, num contexto mais amplo de cooperação científica e tecnológica, em que a conjugação de meios e competências permite aumentar a capacidade nacional para observar, compreender e proteger o oceano, apoiando simultaneamente a produção de conhecimento científico e a gestão sustentável do património marinho nacional.
Objetivo, produzir informação científica para a caracterização, monitorização e conservação dos ecossistemas marinhos dos Açores 40
2026 Agosto 476
2026 Agosto 476
41
Electrónica
Notícias Nautiradar
Controlador de Iluminação APELO
A Nautiradar traz até si o novo Controlador de Iluminação Apelo com Tecnologia Bluetooth Mesh e uma app móvel intuitiva oferece uma experiência de controlo de iluminação única e totalmente personalizável.
O
novo Controlador de Iluminação Apelo utiliza a tecnologia Bluetooth Mesh para uma
42
comunicação sem fios perfeita, o que simplifica bastante a integração na infraestrutura da embarcação.
2026 Agosto 476
Graças a uma simples ligação de dois fios, pode ser facilmente integrado nas cablagens existentes. Isto torna
o controlador ideal para modernizar embarcações mais antigas ou para instalação em novos barcos. O controlador pode ser utilizado para controlar diversos produtos da Hella marine, incluindo luminárias subaquáticas, de interior, projetores e RGB. A iluminação em diferentes áreas da embarcação pode ser facilmente controlada através de interruptores. Estes oferecem uma forma prática de sincronizar as luzes, por exemplo, a partir de um local central (interruptor unidirecional) ou de dois locais diferentes (interruptor bi-
Electrónica
direcional). A aplicação Apelo Light Controller permite-lhe personalizar a sua configuração de iluminação com facilidade. Descarregue a aplicação Apelo e emparelhe as luminárias de degrau Apelo RGB, os downlights Apelo EuroLED 75 RGB/W e as luzes subaquáticas Apelo ao controlador para melhorar a sua experiência de iluminação. Também compatível com produtos RGB universais, como cordões de luz. Uma aplicação dedicada para iOS e Android aumenta a praticidade, permitindo a exibição sincronizada das luzes e a fácil alternância entre modos personalizados programados, com cada controlador a armazenar a sua posição e tarefas. Eleve a sua experiência de iluminação com o controlador de iluminação Hella marine Apelo, cores vibrantes, dinâmicas e sincronizadas transformarão o seu es-
paço num espetáculo visual deslumbrante. Os utilizadores podem criar cenários de iluminação personalizados, definir padrões de intermitência, selecionar cores, programar mudanças de cor, ajustar o brilho e alternar facilmente entre modos personalizados e pré-programados. Para mais informações visite www.nautiradar.pt
2026 Agosto 476
43
Electrónica
Projetor Module 70 Gen5,
Melhor Desempenho e Mais Eficiência
A Nautiradar traz até si a nova geração de projetores Module da Hella Marine, com o Module 70 Gen5, sinónimo de fiabilidade e desempenho, este novo modelo continua a manter o padrão com um acabamento premium.
D
A estrutura tem um acabamento premium, com um revestimento CoroSafe 44
2026 Agosto 476
urante mais de uma década, o projetor Module 70 tem sido sinónimo de fiabilidade e desempenho. O novo modelo continua a manter esse padrão, com iluminação aumentada de 2100 para 3500 lumens, aumento de mínimo de consumo para apenas 29W. A estrutura apresenta um acabamento premium, com um revestimento CoroSafe, ainda mais resistente em condições extremas de utilização. Além disso, apresenta um nível de EMC melhorado, o que significa que não tem de se preocupar com interferência em comunicações de rádio – certificado CISPR Classe 5. Para além do desempenho de iluminação, os aspetos não visíveis são igualmente im-
portantes. 720 horas de testes de névoa salina garantem que esta lâmpada dura mais tempo do que as restantes. Principais vantagens: - Alto desempenho - Eletrónica silenciosa - Baixo consumo de energia
Electrónica
Curto alcance Este projetor é fornecido em duas versões, para diferentes aplicações: Curto alcance: ideal para iluminar áreas mais próximas, como convés de trabalho ou iluminar docas e facilitar carga ou descarga. Instalar dois
projetores com projeção cruzada é sempre o ideal, para evitar sombras. Longo alcance: este padrão afunila e alonga o feixe de luz, levando a um desempenho de foco concentrado para iluminação em distân-
Curto alcance
Longo alcance cia; também extremamente útil para montagem em altura (mastros) ou em mais afastadas do local a ser iluminado. Tal como todos os produtos Hella marine, o Mo-
dule 70 Gen5 possui uma garantia de 5 anos, oferecendo uma paz de espírito de longo termo. Para mais informações visite www.nautiradar.pt
Longo alcance 2026 Agosto 476
45
Notícias do Mar
Texto e Fotografia Marinha Portuguesa
Notícias da Marinha
NRP Sagres Termina Visita aos Açores
O NRP Sagres e o NRP Viana do Castelo tinham chegado em conjunto ao porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira O NRP Sagres terminou no dia 17 de agosto, a sua passagem por Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel a última escala açoriana antes do regresso a Lisboa, no âmbito da sua missão transatlântica.
A
Uma escala na ilha Terceira e em Ponta Delgada, enquadrada nas atividades de Ponta Delgada, Capital Portuguesa da Cultura 2026 46
2026 Agosto 476
pós a escala na ilha Terceira e em Ponta Delgada, enquadrada nas atividades de Ponta Delgada, Capital Portuguesa da Cultura 2026, o Navio-Escola Sagres retomou a viagem de regresso ao continente, para concluir a Viagem de Instrução dos cadetes do 1.º ano da Escola Naval. Por sua vez, o NRP Viana do Castelo, que acompanhou a saída do NRP Sagres de Ponta Delgada, permanecerá em missão na Zona Marítima dos Açores até ao próximo dia 27 de novembro, prosseguindo as suas atividades de vigilância, fiscalização e presença naval nos espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacional, contribuindo
Notícias do Mar
para a segurança marítima e para a afirmação dos interesses nacionais no Atlântico. O NRP Sagres e o NRP Viana do Castelo chegaram em conjunto ao porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira, no dia 8 de agosto, assinalando um momento de particular significado para a presença da Marinha Portuguesa nos Açores. A presença simultânea do NRP Sagres e do NRP Viana do Castelo nos Açores constituiu um momento particularmente simbólico da ação da Marinha Portuguesa, reunindo numa mesma região o navio que forma as futuras gerações de oficiais e uma unidade operacional empenhada diariamente na defesa dos interesses nacionais no mar. O NRP Viana do Castelo encontra-se atualmente com missão atribuída na Zona Marítima dos Açores, contribuindo para a vigilância dos espaços marítimos, a salvaguarda da vida humana no mar e o exercício da autoridade do Estado no mar.
O NRP Viana do Castelo, que acompanhou a saída do NRP Sagres de Ponta Delgada O NRP Sagres, navio-escola da Marinha Portuguesa e um dos mais reconhecidos símbolos nacionais, esteve aberto a visitas, proporcionando a oportunidade de conhecer de perto este emblemático navio e a sua ligação à formação, à representação de Portugal e à tradição marítima portuguesa. Durante a permanência em Ponta Delgada, o navio man-
teve uma intensa agenda institucional, cultural e de abertura à comunidade local. Entre as visitas institucionais a bordo, registou-se a presença da Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, de uma delegação acompanhada por familiares do Prémio Nobel da Biomedicina, Dr. Craig Mello, bem como uma visita de cadetes do Navio-Escola Gladan, da Marinha Sueca.
No plano institucional, em apoio ao Comando da Zona Marítima dos Açores, o NRP Sagres realizou uma receção oficial a bordo, que reuniu 105 convidados. Entre os presentes encontravam-se o Comandante da Zona Militar dos Açores, representantes do Governo Regional, da Assembleia Municipal, das forças de segurança, autarcas locais, o Comandante e o Imediato do
A Marinha Portuguesa, reuniu na mesma região o navio que forma as futuras gerações de oficiais e um navio operacional em missão 2026 Agosto 476
47
Notícias do Mar
O NRP Viana do Castelo encontra-se atualmente com missão atribuída na Zona Marítima dos Açores NRP Viana do Castelo, bem como os comandantes dos navios-escola Gladan e Sudarshini, também atracados naquele porto. Por sua vez, o Comandante, o Imediato e o Diretor de Instrução do NRP Sagres marcaram presença numa receção a bordo do navio-escola Sudarshini, da Marinha Indiana. Adicionalmente, o Diretor de Instrução, o Comandante de Companhia e os cadetes embarcados realizaram uma visita ao Comando da Zona
Marítima dos Açores, ao Departamento Marítimo e ao MRCC Delgada. A dimensão cultural ficou marcada pela integração na programação Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura, com a realização de duas edições da peça de teatro “Os Sonhos do Infante”, protagonizada pela Companhia de Teatro Alpendre. No âmbito do Festival Utopia, realizaram-se ainda duas mesas redondas na ponte do navio, dedicadas aos temas “Viajar para Contar”
O navio-escola Sudarshini, da Marinha Indiana e “Vozes do Mar”. O navio esteve aberto a visitas com horário alargado, tendo registado uma adesão expressiva ao longo de toda a escala, contabilizando no total mais de 6100 visitantes. Para a travessia de regresso à Base Naval de Lisboa, embarcaram 10 alunos da Escola Náutica Infante D. Henrique que se somaram aos 10 alunos da Casa Pia que já se encontravam a bordo desde do porto da Praia da Vitória. A chegada à Base Naval
de Lisboa, no Alfeite, deu-se no dia 22 de agosto, encerrando a presente viagem de instrução. O NRP Sagres é comandado pelo Capitão-de-fragata José Eduardo de Sousa Luís e conta com uma guarnição de 107 militares, 38 cadetes do 1.º ano da Escola Naval, um cadete da Marinha Romena, um cadete da Marinha Colombiana e , adicionalmente, 10 alunos da Casa Pia e 10 alunos da Escola Náutica Infante D. Henrique.
A sua passagem por Ponta Delgada foi a última escala antes do regresso a Lisboa, no âmbito da sua missão transatlântica. 48
2026 Agosto 476
2026 Agosto 476
49
Vela
Notícias da Federação Portuguesa de Vela
Makai e Funbel Vencem a Volta a Portugal à Vela que Não se Disputava à 23 Anos
Frota em Matosinhos Depois de uma ausência de 23 anos, a Volta a Portugal à Vela está de regresso, recuperando uma das mais emblemáticas competições da vela nacional.
A
edição de 2026, marca o renascimento de uma prova histórica, reunindo mais de 200
velejadores e reafirmando a ligação secular de Portugal ao mar. A apresentação oficial da
prova, em Leixões, destacou a relevância deste regresso para o panorama desportivo nacional. Para António José
Funbel vence em ANC 50
2026 Agosto 476
Barros, Presidente da Federação Portuguesa de Vela, a recuperação da Volta a Portugal à Vela representa “um momento de grande importância para a vela portuguesa”, sublinhando ainda “a ambição de reforçar e consolidar a competição no calendário nacional, com especial enfoque no ano de 2027, quando a Federação Portuguesa de Vela assinalará o seu centenário.” A prova decorreu entre os dias 25 de julho e 1 de agosto, contando com a participação de 31 embarcações, 26 na classe ANC e 5 na classe ORC, que percorreram a costa portuguesa, desde Vila Nova de Gaia até Portimão, passando pela Figueira da Foz, Cascais, Lisboa e Sines. Mais do que uma competição desportiva, a Volta a Portu-
Vela
Tripulação do Funbel na água gal à Vela assume-se como uma celebração da identidade marítima portuguesa, promovendo a cultura do mar e valorizando o património náutico nacional através de um percurso que liga algumas das mais importantes cidades costeiras do país.
porcionando um espetáculo colorido ao longo do litoral centro. A etapa contou com o apoio da APDL e organização do Clube de Vela Atlântico e
Makai foi vencedor em ORC do Clube Náutico da Figueira da Foz. A embarcação MAKAI, de Miguel Fonseca, foi a mais rápida a completar a ligação entre Leixões e a Figueira da
Foz, em 6h36m. Resultados da 2.ª Etapa em tempo real 1.º Makai 2.º Mad Max/ Hacker Kitchen
Volta a Portugal à Vela segue ao sabor do vento A segunda etapa da Volta a Portugal à Vela levou este domingo a frota desde Vila Nova de Gaia até à Figueira da Foz, num dia marcado por excelentes condições de vento e navegação. Com partida às 10h00 da manhã, as 31 embarcações em prova encontraram excelentes condições de vento do quadrante norte, ideais para uma regata rápida, competitiva e segura. A frota percorreu as cerca de 70 milhas náuticas junto à costa, pro-
Makai
PedeMar - Guronsan
Hacker-Kitchen 2026 Agosto 476
51
Vela
3.º Funbel / Nacex Classificação Geral ORC 1.º Makai 2.º Mar Meu 3.º Pocket Rocket Classificação Geral ANC 1.º Anthea 2.º Funbel / Nacex 3.º Mad Max / Hacker Kitchen
Funbel
Mar Meu 2º ORC
Estratégia e performance na regata costeira da Figueira da Foz O terceiro dia da Volta a Portugal à Vela manteve a frota na Figueira da Foz, numa regata costeira, disputada ao largo de uma das mais emblemáticas frentes marítimas do centro do país. Entre a praia da Figueira da Foz e o Cabo Mondego, num percurso marcado pela ondulação atlântica e por vento moderado do quadrante Norte, as condições proporcionaram uma prova equilibrada, mas tecnicamente exigente, onde todas as tripulações tiveram de gerir cuidadosamente as opções táticas ao longo do percurso. Resultados do 3º dia / Etapa 3 Classe ORC 1.º Pocket Rocket 2.º Mar Meu 3.º Bião II Classe ANC 1.º Funbel - Nacex 2.º Mar de Levante 3.º Blu
Playtime 52
2026 Agosto 476
Vela
Classificação Geral após 3º dia / Etapa 3 Classificação Geral ORC 1.º Makai 2.º Mar Meu 3.º Pocket Rocket Classificação Geral ANC 1.º Funbel - Nacex 2.º Anthea 3.º Knot Work Falta de vento obriga ao encurtamento da etapa entre a Figueira da Foz e Cascais A 4ª etapa da Volta a Portugal à Vela entre a Figueira da Foz e Cascais, que conta com o apoio da “Visit Cascais”, ficou marcada por falta de vento, que condicionou significativamente o desenrolar da prova. O percurso, inicialmente previsto era de 100 milhas náuticas, mas acabou por ser encurtado jun-
Anthea 2º ANC
Mar de Levante
First Way
Yemaia
to ao Cabo da Roca. Na partida, a frota, composta por 31 embarcações, navegou cerca de 10 milhas para sul, junto à costa, na tentativa de encontrar melhores condições de vento. Embora tenha surgido mais tarde, a sua intensidade manteve-se fraca,
resultando numa progressão lenta e exigindo uma gestão estratégica por parte das tripulações. Com a aproximação da noite, o vento praticamente desapareceu,comprometendo a continuação da etapa, nas condições inicialmente previstas. Perante este cenário,
a direção de prova encurtou o percurso e fez a chegada, da etapa, ao largo do Cabo da Roca. A decisão não agradou aos velejadores das embarcações mais rápidas, mas permitiu salvaguardar a segurança dos participantes e assegurar o equilíbrio da competição.
Frota na Etapa Figueira-Cascais 2026 Agosto 476
53
Vela
5º Anthea Em Lisboa a frota da Volta a Portugal à Vela subiu o rio Tejo, numa regata costeira, com partida às 14 horas, na Baía de Cascais e chegada na Doca de Belém, em frente ao edifício sede da Federação Portuguesa de Vela, num espetáculo de vela junto a alguns dos locais mais emblemáticos da frente ribeirinha de Lisboa.
Funbel nas Berlengas A etapa foi longa e demorada, mas evidenciou a capacidade de adaptação das tripulações e da organização, num dia longo onde a estratégia, a resistência e a leitura das con-
dições meteorológicas foram determinantes para o desempenho das embarcações participantes. Classificação em Tempo
Real à passagem por Peniche 1º Mad Max 2º Funbel – Nacex 3º Playtime 4º Makai
Funbel nas Berlengas
Mar Meu 54
2026 Agosto 476
Volta a Portugal à Vela leva a frota ao coração de Lisboa A quinta etapa da Volta a Portugal a Vela proporcionou um dos momentos marcantes da edição de 2026, com a frota a navegar entre a Baia de Cascais e a Doca de Belém, numa regata costeira, ao longo da frente ribeirinha do rio Tejo. O tiro de partida foi dado pelo navio da Marinha Portuguesa NRP Setúbal, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente do Turismo de Cascais, Bernardo Correa de Barros. Com condições ideais, sol e vento moderado, a frota protagonizou uma regata rápida e competitiva, proporcionando um espetáculo de grande impacto visual ao longo do estuário do rio Tejo. O percurso levou as embarcações junto de alguns dos mais emblemáticos monumentos de Lisboa,
Pocket Rocket 3º em ORC
2026 Agosto 476
55
Vela
Funbel
Makai
Makai 56
2026 Agosto 476
passando ao largo do Forte de São Julião da Barra, da Torre de Belém e terminando em frente a sede da Federação Portuguesa de Vela, junto ao Padrão dos Descobrimentos, tendo como pano de fundo a Ponte 25 de Abril. Um dos momentos marcantes da etapa envolveu a embarcação Mad Max, de Miguel Graça, cujo leme ficou preso no cabo da boia de desmarque logo apos a partida, obrigando a tripulação a perder tempo ate conseguir libertar-se. Apesar do incidente, o Mad Max foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, com o tempo de 1h27m13s, mas acabou penalizado na classificação em tempo corrigido. No final da regata, Miguel Graça apresentou um pedido de reparação, que foi deferido pela Direção de Prova. A embarcação recebeu uma compensação de oito minutos em tempo real na classificação da Etapa 5, sem qualquer alteração da pontuação das restantes equipas. A chegada da etapa, junto a sede da Federação Portuguesa de Vela, foi assinalada pelo Presidente da Confederação do Desporto de Portugal, Daniel Monteiro, que recebeu a frota após uma jornada marcada pela competitividade e excelentes condições de navegação. Resultados / Etapa 5 Classe ORC
PedeMar Guronsan
Vela
1.° Papa Leguas II 2.° Makai 3.° Pocket Rocket Classe ANC 1.º Mad Max - Hacker Kitchen 2.º Knot Work 3.º Anthea Classificação Geral da Volta a Portugal a Vela após Etapa 5 Classificacão Geral ORC 1.° Makai 2.° Pocket Rocket 3.º Mar Meu Mad Max impôs o ritmo até Portimão A sétima etapa da Volta a Portugal à Vela ligou o Porto de Sines à Marina de Portimão, num percurso de cerca de 100 milhas náuticas, disputado com boas condições de vento e um bom ritmo desde a partida. Com nortada constante, de cerca de 15 nós, durante todo o percurso, as embarcações beneficiaram de condições ideais para dobrar o Cabo São Vicente, passar por Sagres e por fim, chegar a Portimão. tornando esta chegada ao Algarve, uma das mais rápidas de todas as edições da Volta a Portugal. À semelhança das etapas de longa distância, o Mad Max – Hacker Kitchen, de Miguel Graça, assumiu a liderança logo após a partida e, com uma navegação consis-
Frota tente, consolidou a vantagem sobre a concorrência, terminando a etapa com o tempo de 9H 49M 29S. Classificações Etapa 6 Tempo Real Classe ANC 1º Mad Mex - Häcker Kitchen 2º Playtime 3º Funbel - Nacex Classe ORC 1 º Makai 2 º Mar Meu 3 º Pocket Rocket Classificação Geral ANC 1º Anthea 2º Mad Max - Häcker Kitchen 3º Funbel - Nacex Classificações Geral Classe ORC 1º Mar Meu
2º Makai 3º Pocket Rocket Makai e Funbel vencem Prova-Rainha da Vela Nacional
A Volta a Portugal à Vela terminou em Portimão e encerrou com sucesso o regresso de uma regata histórica, 23 anos após a última edição. A oitava e última etapa foi marcada pelo entusiasmo dos
Mar Me Quer
Hacker Kitchen
Feitiço 2026 Agosto 476
57
Vela
participantes, e contou com uma expressiva participação de embarcações a acompanhar a regata ao longo do percurso de quase duas milhas. O vento moderado propor-
Playtime
PocketRocket
Makai
Funbel
cionou excelentes condições de navegação, permitindo às embarcações Makai e Funbel celebrar a vitória nas classes ORC e ANC, respetivamente, no final da Volta a Portugal à
Vela. Classificação Geral ANC 1º Funbel 2º Anthea 3º Blu
António José Barros, presidente da FPAS ,iniciou já a preparação da edição de 2027 58
2026 Agosto 476
Classificações Geral Classe ORC 1º Makai 2º Mar Meu 3º Pocket Rocket O sentimento entre as tripulações foi unânime, satisfação pelo desafio concluído, nas cerca de 355 milhas náuticas entre Vila Nova de Gaia e Portimão e orgulho por terem participado no regresso de uma competição com um lugar especial na história da vela portuguesa. Organizada pela Federação Portuguesa de Vela, esta reedição marcou o regresso de uma das mais emblemáticas provas da modalidade. António José Barros, presidente da Federação Portuguesa de Vela, iniciou já a preparação da edição de 2027, ano do centenário da Federação, com o objetivo de consolidar a prova como um dos principais eventos da vela nacional.
2026 Agosto 476
59
Surf
Campeonato Europeu de Stand Up Paddle
Portugal
Conquistou a Medalha de Bronze
Portugal fez história nas Astúrias e subiu ao pódio europeu de SUP Wave, com o terceiro lugar coletivo histórico para o SUP Wave nacional.
A
Campeonato Europeu de Stand Up Paddle, realizou-se na Praia de Salinas, nas Astúrias 60
2026 Agosto 476
Seleção Nacional de SUP Wave conquistou a medalha de bronze na classificação geral do EUROSUP 2026 — Campeonato Europeu de Stand Up Paddle, realizado nos dias 22 e 23 de julho, na Praia de Salinas, nas Astúrias, Espanha. O terceiro lugar coletivo constitui um resultado histórico para o SUP Wave nacional e coloca Portugal entre as melhores seleções europeias da modalidade. A participação portuguesa ficou marcada pela qualidade competitiva, entrega e espírito de equipa demonstrados pelos atletas, com destaque
Surf
para a medalha de bronze alcançada por Margarida Faria, na categoria Sub-18 Feminino. A comitiva portuguesa foi acompanhada pelo Team Manager Paulo Ferreira. Na preparação para este importante desafio internacional, os atletas mais jovens da Seleção Nacional realizaram treinos no Centro de Alto Rendimento de Peniche, com a colaboração da Escola de Surf de Peniche e da bicampeã mundial, a argentina, Lucia “Luchy” Cosoleto. O resultado alcançado nas Astúrias representa um importante marco para o desenvolvimento do SUP Wave em Portugal e reconhece o trabalho, a dedicação e a capacidade competitiva dos atletas portugueses no panorama europeu. A participação da Seleção Nacional contou com o apoio da Funpolis e da Goldenergy, cujo contributo foi fundamental para proporcionar aos atletas as condições necessárias para representar Portugal nesta competição.
Portugal entre as melhores seleções europeias da modalidade Resultados individuais Open Masculino • Tomás Lacerda - 4.º classificado • Carlos Fidalgo “Calili” - 7.º
classificado Open Feminino • Joana Andrade - 6.ª classificada • Margarida Faria - 9.ª classificada
Sub-18 Masculino • Tomás Rodrigues - 5.º classificado Sub-18 Feminino • Margarida Faria - 3.ª classificada
2026 Agosto 476
61
Surf
Notícias da Associação Nacional de Surfistas WSL- Challenger Series
Texto ANSurfistas Fotografia WSL/Tostee e McGregor
Teresa Bonvalot Conquista o Ballito Pro, na África do Sul
Teresa venceu esta histórica final totalmente portuguesa Teresa Bonvalot conquistou o triunfo no Ballito Pro, etapa inaugural do circuito Challenger Series 2026, uma histórica final totalmente portuguesa frente a Kika Veselko.
O
Um triunfo que deixou Teresa visivelmente emocionada 62
2026 Agosto 476
triunfo na prova sul-africana aconteceu após Teresa vencer a histórica final totalmente portuguesa frente à compatriota Francisca Veselko. Um triunfo que deixou Teresa visivelmente emocionada e que a fez regressar às vitórias neste circuito quatro nos depois. Com as finais a ficarem reservadas para o último dia da janela de espera em Ballito, Teresa e Kika abriram as hostilidades do dia final. Embora o mar não tenha oferecido muitas oportunidades, as duas portuguesas protagonizaram uma final muito equilibrada, onde Bonvalot acabou por levar a melhor com um total de 10,33 pontos, contra 9,10 de Veselko.
Surf
“Foi uma vitória muito emocional, não tenho muitas palavras para descrever este momento”, começou por dizer Teresa Bonvalot. “Tenho tentado estar positiva para viver o dia a dia. É surreal. É surreal voltar a uma final passado quatro anos. Mais uma vez tivemos Portugal a fazer história. Quem quer que ganhasse a final, Portugal sairia sempre vencedor. Parabéns também à Kika”, frisou Teresa, em lágrimas. Esta foi a segunda vitória de Teresa Bonvalot neste circuito, depois de ter sido a primeira portuguesa a fazê-lo, quando venceu em Sydney, Austrália, em 2022. Depois disso, Kika Veselko triunfo em Newcastle, na Austrália, no ano passado, e Yolanda Hopkins fê-lo no Brasil, também em 2025. Agora, Teresa, de 26 anos, torna-se na primeira surfista portuguesa a vencer duas etapas neste circuito, após ter vencido a primeira final da história entre duas portuguesas, que terminou com um abraço entre ambas. Com este triunfo, Teresa Bonvalot assume a liderança do ranking feminino do circuito Challenger Series 2026, que define as vagas de acesso para o circuito mundial de
Numa final muito equilibrada, Kika Veselko acabou por não levar a melhor, contra Bonvalot 2027. Por sua vez, Kika Veselko, que compete atualmente no World Tour, assume a viceliderança do ranking. Apesar de fazer parte da elite mundial feminina em 2026, onde ocupa o 23.º e último posto do ranking, Kika optou por participar já no circuito Challenger Series, de forma a tentar a requalificação para o World Tour do próximo ano. Em Ballito, a armada lusa contou ainda com a presença de Maria Salgado, que terminou na 33.ª posição, naquela que foi a estreia da nova campeã nacional neste circuito. Do lado masculino, Guilherme
Teresa Bonvalot conseguiu um total de 10,33 pontos
Ribeiro foi o melhor português, após terminar no 17.º lugar, enquanto Frederico Morais foi eliminado logo na ronda inaugural da prova sul-africana. O circuito Challenger Series prossegue no final deste mês, com Huntington Beach, na Califórnia, a recebera segunda de cinco etapas da temporada. A armada lusa regressa, assim, à ação de 25 de julho a 2 de agosto, antes de rumarem ao Brasil em setembro. A Ericeira recebe a quarta e penúltima etapa em outubro, enquanto Newcastle, na Austrália, recebe a derradeira etapa, em março de 2027.
Esta temporada a World Surf League introduziu uma alteração no formato de qualificação, com as etapas QS6000 regionais a poderem contar para o ranking do Circuito Challenger Series. Com os quatro melhores resultados a servirem para determinar o ranking final, todos os surfistas poderão colocar um resultado obtido nesses eventos QS6000 nesse top 4 de resultados. Resta lembrar que uma dessas etapas irá ser disputada em Leça da Palmeira, com o novo Norte Surf Fest, que irá acontecer de 1 a 6 de setembro.
Kika Veselko conseguiu um total de 9,10 pontos 2026 Agosto 476
63
Notícias do Mar
Última
Notícias das ONG
Proteger a Reserva Marinha Dom Carlos
Várias ONG de Ambiente publicaram um documento sobre a Reserva Marinha Dom Carlos, a maior a reserva marinha protegida de Portugal e uma das maiores da União Europeia.
N
o dia 13 agosto 2026 foi divulgado um documento conjunto que várias organizações não governamentais de ambiente a propósito da proposta de criação da Reserva Marinha Dom Carlos, a maior reserva marinha protegida de Portugal e uma das maiores da União Europeia. As organizações não governamentais de ambiente Sciaena, Associação para a Investigação do Meio dia (AIMM), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Sustainable Ocean Alliance, WWF Portugal e ZERO apresentam
um policy brief conjunto sobre a proposta de criação da Reserva Marinha Dom Carlos. O documento reúne um
conjunto de recomendações técnicas destinadas a reforçar a proteção dos ecossistemas de montes submarinos abrangidos pela proposta e
é divulgado após o encerramento da consulta pública, numa fase em que decorre a apreciação dos contributos apresentados.
Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00 Editor: João Carlos Reis - joao.reis@noticiasdomar.pt - Tlm: 93 512 13 22 Publicidade: publicidade@noticiasdomar.pt Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Matilde Reis, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Gustavo Bahia, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing
64
2026 Agosto 476