
Pesca Lúdica Embarcada
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Pesca Lúdica Embarcada
Norihiro Sato, um visionário que um dia chegou à criação de uma técnica de pesca hoje praticada por muitos milhões de pessoas, disse-me um dia: “Vitor, ninguém inventa uma técnica de pesca”...

O autor com os chinelos do mestre Sato calçados....em sua casa, a aprender a pescar. Acreditem que é muito violento tentar seguir o raciocínio dele, a quantidade e qualidade de informação que é passada é um absurdo
Na altura não entendi o que me queria transmitir.
Afinal de contas ele próprio era o criador de uma técnica de pesca, o “slow-jigging”.
Alguns anos depois creio que começo a entender o sentido das suas palavras.
Na verdade, para uma técnica nova não se parte do zero, de uma tela em branco, tal como se pinta um quadro.
Na pesca, ensaia-se, tenta-se, perde-se, e por fim, se a técnica for eficaz, os resultados surgem, os peixes entram.
Mas nunca por nunca a

técnica final é a que foi imaginada no princípio, de raiz, a partir de um fugaz click inspirador! Isso não existe.
O slow-jigging construiu-se como forma de pesca ao longo de anos....não foi uma inspiração momentânea de um minuto.
Segundo Satoh sensei, nada teve a ver com um raio de luz e sabedoria que caiu sobre si, antes se tratou de um longo e árduo processo de trabalho, feito de alguns avanços e muitos recuos.
Norihiro Sato diz-nos: “É o mar que nos ensina, que nos mostra como fazer”
Cada vez que tentamos, que lançamos uma linha à água, somos surpreendidos com um efeito novo, um detalhe que não tínhamos considerado até aí.
E uma técnica de pesca é a soma de todos esses momentos separados: os positivos, poucos, e momentos negativos, muitos, imensos.
Ninguém sabe antes de tentar o que vai realmente acontecer, se o peixe acredita ou não, se morde ou não; apenas se tenta e observa.
E aí, Satoh sensei, o senhor Sato, observa melhor que todos os outros...
Com as devidas distâncias, creio ter criado também o meu próprio estilo de pesca. Apliquei os princípios básicos do slow-jigging, mas não utilizo sequer o mesmo tipo de canas que este preconiza. A ideia não é a de deixar à cana a missão de levantar o jig, de o fazer cumprir um determinado trajecto pré-definido do fundo à superfície, é a de poder eu próprio interferir a cada momento naquilo que me parece ser mais indicado, atendendo ao que vejo na sonda. Para mim não é igual pescar os primeiros metros junto ao fundo ou os últimos
metros, perto da superfície. Por isso não faço slow-jigging, puro, conforme consta do figurino.
Dei-lhe algumas nuances que o tornam, a meu ver, aqui, nas nossas águas e aos nossos peixes, bem mais eficaz. Prescindo da execução perfeita, das voltas de carreto contadas, dos quartos de volta e dos oitavos de volta, dos padrões internacionais que toda a gente segue, e concentro-me no efeito que o jig produz no peixe.
Passo o predador para primeiro plano, e vou ao encontro daquilo que o peixe procura encontrar, naquele sítio e naquele momento.
Os tempos das marés, o efeito que estas provocam em termos de ciclo alimentar, são para mim bem mais importantes que seguir uma cartilha que, muitos querem fazer crer, é universal, e tem de ser aplicada sempre e em todo o lado.
Preciso de mais tempo.
Pese a quantidade de anos que levo a fazer jigging, tenho muitas dúvidas de que já possa dar a tarefa por concluída.
Na verdade ainda fico sur-
Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com
preendido com alguns dos efeitos deste ou daquele jig, por vezes o comportamento dos peixes não é aquele que espero, é melhor ou pior, ...sai do padrão normal.
O que significa que a minha técnica continua a ter espaço para evoluir, para crescer.
Ponto prévio: não sou um indefectível apoiante da teoria do “quanto mais fundo maior é o peixe”....
Se alguma coisa os meus anos de pesca me mostraram foi que quanto mais longe da costa, quanto mais fundo, menos vida.
E querer encontrar peixes onde não os há, é um pouco como querer tirar leite das pedras.
Por isso procuro pescar em fundos baixos, onde os predadores encostam porque é aí que facilmente encontram comida. O mar alto, o mar das grandes profundidades, é um absoluto deserto de vida!
Faz sentido procurar o peixe onde ele está, e esse local é a faixa costeira dos primeiros 200 mts, onde 90% da vida oceânica evolui.
Têm uma forma fácil de entender isso: olhem com muita

Aqui ele ensinava-me a técnica de endurecer o aço de um anzol fino, de forma a dar mais resistência ao arame. Objectivo: aumentar a penetração na boca do peixe sem perda de resistência mecânica

Jig
me foi


Esta é a hora em que “todos os gatos são pardos”, a hora dos peixes grandes morderem com força... atenção para a vossa sonda.
Desses 200 metros, por questões que se prendem com o meu conforto físico e do entusiasmo que tenho em pescar peixes, eu fico-me pelos primeiros 60/ 70 metros.
Deixo tudo o resto para todos aqueles que acham que só abaixo dos 100 metros há peixes...
A observação quase contínua do ecrã da sonda dá-me muita informação.
Tenho o cuidado de manter


um olho no momento presente, a linha vertical à direita da sonda. E só essa! Essa é a única informação, a real, aquilo que está a acon-



Fiz este badejo-bacalhau de 7.1 kgs a 72 metros, a sul de Sines, com um jig agulha Little Jack de 60 gramas
tecer naquele tempo preciso.
O resto, já foi, já passou.
Muitas pessoas olham para um ecrã de sonda e entendemno como uma televisão, em que cada centímetro daquele rectângulo corresponde a uma fotografia exacta do fundo.
Profundamente errado. Não é o ecrã todo, é a linha vertical à direita....e só essa. Por comodidade, pelo hábito de olharem para ecrãs, querem transformar um sinal vertical
numa fotografia panorâmica.
Isso dá-lhes uma imagem distorcida da realidade já que mesclam o presente com o passado, aquilo que está a acontecer nesse momento debaixo do cone de sonda do barco com algo que se passou instantes antes.
E que por isso mesmo... já não existe.
O foco das minhas acções de pesca vai invariavelmente no sentido de tirar partido das
três faixas de água em que mentalmente divido o pesqueiro: o fundo, uma zona quente de 0 a 10 metros em que viso os peixes que caçam emboscados, escondidos em estruturas, atentos ao que surge. Este é preferencialmente um território para o pargo, a bica, a dourada, o sargo, o mero, o peixe galo, a abrótea, etc.
Daí para cima um patamar intermédio, em que muita coisa pode acontecer, sobretudo
em dias de mar calmo, em que o peixe de fundo sobe, alvora, e vem comer na coluna de água. Surgem aqui regularmente os robalos, as lulas, as choupas, os carapaus, etc, mas também acontecem os grandes pargos ou os excitantes lírios.
No último terço, os 15 metros da faixa superficial, já muito próximos do barco, são ocupados por pelágicos que evoluem muito próximo da linha de água.


Sobretudo quando as águas são limpas, temos aí as cavalas, os peixes agulha, as sardas, os atuns sarrajões, etc.
Cada uma destas faixas é trabalhada de forma ligeiramente diferente, com ritmo e amplitude de movimentos diferentes, porque os peixes não são os mesmos.
Não é igual procurar peixes predadores que caçam de emboscada ou predadores pelágicos que caçam por perseguição...

Deixei de dar cursos de pesca porque 99 em 100 das pessoas que levei ao mar tinham um interesse exclusivo no sítio, nas marcas GPS onde pesco.
E perdi imensos locais de pesca que eram muito bons e hoje são desertos absolutamente áridos....sem vida.
Por isso, torna-se mais difícil explicar qual a base geral de movimentos. Posso tentar por palavras, embora saiba que a realidade ao vivo ensina muito mais.
Como padrão, faço um movimento relativamente curto, diria de média amplitude, e a seguir uma queda em que por breves momentos o jig desce descontrolado, por si.
É o tempo de dar liberdade de movimento ao jig, deixá-lo






cair a fazer vibrações, patamares, intermitências de queda lateral em folha seca e breves paragens, antes de nova queda, (algo que o chumbo faz na perfeição e que o tungsténio nunca fará....por excesso de densidade).
Sempre provocando os peixes que procuram presas fáceis, obrigando-os a reagir, a mostrar que são fortes e rápidos...
Este detalhe é para fixar: parece-me importante não controlar a descida do jig mantendo a linha esticada atrás dele, ou estaremos irremediavelmente a forçá-lo a cair como um prego.
Se lhe aplicamos pressão sobre uma das pontas, invariavelmente a ponta ligada à linha, a outra, por força da lei da gravidade, ...desce.
A partir daí, a queda vertical é inevitável, e estamos de facto a lançar um prego para o fundo.
No próximo número vamos continuar e terminar este trabalho.

Pesca Lúdica Embarcada
Continuando o artigo do número anterior. Muitas pessoas dão tudo de si e arriscam as suas vidas para conseguir um só robalo. Arriscam tudo! Os seus pertences, o seu barco, a sua vida.

O robalo é um peixe que não tem dificuldades em permanecer por longos períodos onde a maior parte dos outros não ousam sequer estar alguns segundos. E isso torna-o ...perigoso.
Tudo por um peixe que se tornou ao longo dos anos um mito, um emblema de um tipo de pesca que se chama “Spinning”.
Na verdade, perdem-se nos
tempos as pescas feitas com colheres rotativas, giratórias, as colheres que faziam o dito “spinning”.
Hoje são as amostras de plástico e os jigs de chumbo aqueles que matam os roba-
los, embora a designação da técnica tenha perdurado.
Senhor de capacidades físicas remarcáveis, o robalo desafia as ondas e as correntes procurando comida em agueiros, canais de passa-
gem rápida de águas, ressacas de ondas que embatem contra a rocha.
Lá onde a onda bate, onde se esmaga contra a pedra dura, é onde eles tiram mais vantagens das suas incríveis


Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com capacidades físicas. O seu corpo foi modelado ao longo de muitos milhões de anos para ser aquilo que é hoje: uma máquina perfeita para enfrentar tempestades.
Onde for possível tirar partido das suas condições atléticas de força, potência, velocidade e capacidade de manobra, é onde os robalos andam, oportunos, atacando presas que mal podem mover-se contra a fúria das águas quanto mais evitar serem capturadas por quem está talhado para esse tipo de trabalho.
Mau tempo é sinónimo de robalos na costa. E também de perigos acrescidos para aqueles que os querem pescar.
Poucas pessoas arriscam meter o barco no meio de recifes, de pontas de pedra que afloram a superfície, por saberem que a sua capacidade

de manobra é reduzida, e que uma vaga mais desencontrada pode partir-lhes o casco e
afundar o barco. Se muitos destes lugares rochosos são inacessíveis a
quem pesca embarcado, já um outro não o será tanto e todavia não deixa de ser



menos perigoso: as praias com rebentação.
É aqui que a maior parte dos acidentes acontece!
As praias de areia são lugares que provocam mortes todos os anos, e não é por acaso.
Desde logo porque só são pescadas quando o tempo está ruim, quando há vagas altas e rebentação. É nesse momento que o robalo se avizinha delas e os pescadores sabem-no.
O que fazem os robalos ali? Caçam presas de pequena dimensão que, por falta de peso específico significativo, por não terem forças suficientes para manobrar o seu corpo contra a energia das correntes, acabam por ser alvos fáceis de quem ...”está na sua praia” no que a mobilidade diz respeito.
Todos os anos acontecem
acidentes provocados por pescadores que arriscam tudo por um peixe. A presença de uma embarcação numa zona de ressaca é um perigo que não vale a pena a ninguém.
A sequência de ondas é entendida por quem pesca, parece ser suportável, e a seguir vem a grande, a que excede todas as outras. E essa é muitas vezes fatal.
Um barco que leva com uma onda dentro, tem muito poucas possibilidades de ser reorientado para sair dali. A onda seguinte mete-o no fundo e projecta os ocupantes para o reboliço da espuma.
Uns salvam-se, ...outros não.
Pescar na rebentação é algo que não deve ser feito sem uma estratégia muito precisa, um barco muito sólido e que dê escoamento ao
vento, uma tripulação experiente, habituada a este tipo de atividade de risco extremo. Motores ligados, um elemento a supervisionar as ondas, e muita prudência.
As nossas vagas de vento atlânticas deslocam-se a uma velocidade de 12 nós. Qualquer barco com potência de motor inferior a este valor não tem a menor possibilidade de não ser alcançado e consequentemente irá ao fundo!
Quando se trata de enfrentar ondas gigantes e ventos fortes, bastante comuns na pesca de mar, nunca há excesso de cuidados.
Segurança em primeiro lugar: em tempestades, é fundamental manter a calma, verificar equipamentos de segurança e, se necessário, retornar ao porto de abrigo.
Parar a pesca por completo e sair da zona não é um
sinal de medo, é um sinal de inteligência.
Não ir pescar é sempre a decisão mais acertada porque a seguir a um dia de pesca vem sempre outro dia de pesca, para os que ficam vivos.
Vejo gente com “cascas de nozes” irem para o meio da “máquina de lavar” na esperança de poder ferrar um robalo. Essa gente coloca em perigo a sua vida e a dos que a seguir irão tentar salvá-los.
Saiu legislação que pode vir a ajudar a diminuir os acidentes de quem pesca ao robalo: finalmente há uma proibição oficial de pesca, embora que durante um tempo muito limitado, e que reza da seguinte forma:
A captura do robalo está sujeita a regras restritas: proibição total de 16 de janeiro a 15 de fevereiro e obrigatoriedade de reporte diário de capturas via aplicação RecFishing.

Não deixem de ler as directivas da DGRM sobre este assunto.
Boas pescas para todos ...em segurança!



A Associação dos Portos de Portugal (APP) volta a marcar presença na Breakbulk Europe 2026, um dos mais importantes eventos mundiais dedicados à logística, transporte de carga e comércio internacional, que decorreu de 16 a 18 de junho, no Rotterdam Ahoy, em Roterdão, Países Baixos.


Aparticipação conjunta da APP com os portos de Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Sines tem como objetivo reforçar o posicionamento estratégico de Portugal como hub logístico global, promovendo a excelência do sistema portuário nacional e explorando novas oportunidades de negócio num mercado internacional cada vez mais competitivo.
A presença portuguesa neste certame constitui uma importante plataforma para o fortalecimento de parcerias institucionais e empresariais, a atração de investimento e a promoção da competitividade da economia nacional,
evidenciando as vantagens competitivas dos portos portugueses ao serviço das cadeias logísticas globais.
Este ano, a APP conta com o apoio institucional da APAT – Associação dos Transitários de Portugal, da AGEPOR –Associação dos Agentes de Navegação de Portugal e das Comunidades Portuárias dos sete portos participantes.
A delegação portuguesa integra ainda um conjunto de empresas parceiras de referência do setor marítimo-portuário e logístico: Yilport Iberia, ZALDESA – Zona de Atividades Logísticas de Salamanca, DEVLOP – Digital Supply Chain, Nogarport, Iberolinhas, Portugs, Grupo ETE, Lisnave, PTM Iberica, PRIO, Portocargo e Operfoz.
Networking dos Portos de Portugal destaca presença governamental Um dos momentos mais relevantes da participação nacional decorreu, dia 17 de junho, no stand Portos de Portugal (1J21-K20), com a realização do evento “Networking dos Portos de Portugal”, organizado em colaboração com a AICEP Portugal Global –






Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
A iniciativa contou com a presença de sua excelência o Secretário de Estado das
Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, bem como da Embaixadora de Portugal nos
Países Baixos, Clara Nunes dos Santos, o que reforça a importância estratégica do setor portuário para o desenvolvimento económico do país e o compromisso do Governo com o reforço da competitividade, da internacionalização e da sustentabilidade das infraestruturas logísticas nacionais.
Este encontro reuniu representantes institucionais, operadores logísticos, armadores, investidores e parceiros internacionais, proporcionando uma oportunidade privilegiada para o estabelecimento de contactos estratégicos, a identificação de novas oportunidades de negócio e o aprofundamento de relações comerciais e institucionais.
A Breakbulk Europe reúne anualmente milhares de profissionais de mais de 120 países, afirmando-se como um palco de excelência para a promoção da inovação, eficiência e sustentabilidade nas cadeias globais de abastecimento. A participação dos portos portugueses reforça o compromisso do setor com estes objetivos e destaca o papel crescente de Portugal como plataforma logística de referência no contexto europeu e internacional.



Mineração em Mar Profundo

Uma nova análise jurídica, encomendada pelas organizações nãogovernamentais Seas At Risk e ClientEarth, alerta que os minerais provenientes da mineração em mar profundo poderão chegar ao mercado da União Europeia nos próximos anos, caso não sejam adotadas medidas preventivas.


Oestudo conclui que a União Europeia dispõe de base jurídica para impedir a colocação destes minerais no seu mercado, evitando assim a destruição de um dos ecossistemas menos explorados e compreendidos do planeta. A mineração em mar profundo aproxima-se cada vez mais da exploração comercial, apesar da persistente incerteza científica e dos elevados riscos ambientais. Em abril de 2025, os Estados Unidos abriram caminho para que empresas possam solicitar licenças para explorar recursos mine- Não permitir minerais provenientes da mineração em mar profundo

rais em águas internacionais, à margem do atual quadro de governação internacional estabelecido pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sua sigla em inglês). A primeira licença comercial poderá ser emitida já em 2027. Paralelamente, a ISA enfrenta uma pressão crescente para acelerar as negociações e a adoção do Código Mineiro, que abriria as águas internacionais a esta nova indústria.
Simon Granberg, Senior Deep-Sea Mining Policy Officer da Seas At Risk, afirma: “A mineração em mar pro-
fundo tem sido apresentada como uma solução para o desafio das matériasprimas críticas. Não o é. Trata-se de uma indústria de elevado risco que procura industrializar um dos ecossistemas menos compreendidos da Terra, apesar da crescente oposição de governos, cientistas, empresas e investidores. Se a União Europeia leva a sério a sua posição de pausa precaucionária, não deve facilitar que esta indústria destrutiva beneficie do acesso a um dos maiores mercados do mundo.”





A União Europeia tem defendido repetidamente uma pausa precaucionária relativamente à mineração em mar profundo, posição partilhada atualmente por 43 países. Paralelamente, o Regulamento Europeu relativo às Matérias-Primas Críticas (Critical Raw Materials Act) exclui, na prática, a mineração em mar profundo do seu âmbito de aplicação. O
estudo alerta que permitir a entrada destes minérios no mercado europeu seria incompatível com estes compromissos políticos.
A análise conclui ainda que a União Europeia pode proibir legalmente a colocação de minérios provenientes da mineração em mar profundo no seu mercado com base no princípio da precaução, que permite a adoção de medidas preventivas sempre que exista risco de danos ambientais graves ou irreversíveis. O estudo conclui igualmente que tal medida poderá ser compatível com as regras da Organização Mundial do Comércio, desde que seja aplicada de forma não discriminatória e devidamente fundamentada em objetivos de proteção ambiental.
Arthur Meeus, advogado da ClientEarth, acrescenta: “O direito da União Europeia dispõe das salvaguardas jurídicas necessárias para impedir que produtos associados a atividades ambientalmente nocivas entrem no mercado europeu.



Os minérios provenientes da mineração em mar profundo e os produtos que os incorporem não constituem exceção. A União Europeia dispõe tanto da base jurídica como da competência para restringir a sua colocação no mercado, devendo, por isso, mobilizar os instrumentos legais ao seu dispor para esse efeito.”
Estudos demonstram que medidas de economia circular, uma maior eficiência na utilização de recursos e a inovação tecnológica são suficientes para responder às necessidades europeias em matériasprimas críticas, sem recorrer à abertura de uma nova fronteira mineira no oceano profundo. Neste contexto, a Seas At Risk e a ClientEarth apelam à União Europeia e aos seus Estados-Membros para que defendam uma moratória à mineração em mar profundo, coordenem esforços interna-
cionais para impedir atividades de extração ilegais e unilaterais, e excluam este setor de qualquer forma de apoio público.
Notas: A análise jurídica examina a competência da União Europeia para adotar estas medidas, a sua compatibilidade com as regras da
Organização Mundial do Comércio e as implicações para a governação internacional do oceano ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS, na sua sigla em inglês).
Mais de 82 instituições financeiras, que representam conjuntamente mais de 24 bi-
liões de euros em ativos, manifestaram preocupações relativamente à mineração em mar profundo ou comprometeram-se a não financiar esta indústria. Diversos estudos indicam igualmente que os minérios provenientes do mar profundo não são necessários para a transição energética,

Impedir atividades de extração ilegais e unilaterais



tendo em conta os avanços registados na reciclagem, na eficiência dos materiais e na inovação tecnológica.
A ClientEarth desenvolve atividade em mais de 60 países em África, Américas, ÁsiaPacífico e Europa. A organização trabalha na criação, implementação e aplicação do direito para construir um futuro onde as pessoas e a
natureza possam prosperar. Atua nas áreas das alterações climáticas, conservação da natureza e combate à poluição, em parceria com cidadãos e organizações de todo o mundo. Procura responsabilizar governos e empresas e defender o direito de todas as pessoas a um ambiente saudável.
A Seas At Risk é uma associação de organizações ambientais que trabalham em conjunto para garantir um oceano saudável, resiliente às alterações climáticas e capaz de sustentar toda a vida. A sua missão consiste em promover políticas ambiciosas de proteção e restauro do meio marinho a nível europeu e internacional. Enquanto rede composta por 39 organizações ambientais de toda a Europa, representando a maioria dos países europeus, a Seas At Risk dá voz a milhões de cidadãos profundamente empenhados na proteção do oceano e do bem-estar de toda a vida.



Notícias
Notícias do Porto de Lisboa-Setúbal

Os Portos de Lisboa e de Setúbal reforçam o crescimento da movimentação de mercadorias no primeiro quadrimestre de 2026.


OPorto de Lisboa e de Setúbal registaram um crescimento global de 7,24% na movimentação de mercadorias nos primeiros quatro meses de 2026, face ao período homólogo do ano anterior, totalizando 5,536 milhões de toneladas movimentadas.
Este desempenho positivo reflete a dinâmica de recuperação e crescimento da atividade portuária na região, sustentada pela evolução favorável dos principais segmentos de carga e pela complementaridade operacional entre os portos de Lisboa e Setúbal.
No Porto de Lisboa, o acumulado do primeiro quadrimestre registou um cres-
cimento próximo dos 8%, ultrapassando os 3,8 milhões de toneladas movimentadas, impulsionado sobretudo pela forte recuperação verificada no mês de abril, que apresentou um aumento de cerca de 27% face ao mesmo mês de 2025. Os granéis sólidos e líquidos destacaram-se como os segmentos com maior crescimento, reforçando o contributo do porto para as cadeias logísticas e industriais. De realçar os resultados alcançados pelo Terminal de Líquidos da Banática (Repsol), com um crescimento de 26%, e pelo Terminal de Granéis Alimentares de Palença (Sovena), com um aumento de 104,4%.
No segmento da carga contentorizada, foram movimentados nos primeiros quatro meses do ano um total de 151 563 TEU, o que representou um aumento de 1,8% face ao período homólogo de 2025.
Ao nível dos mercados internacionais, destacam-se, nas importações, Espanha, Brasil, França e Estados Unidos da América, sendo de referir que o tráfego com Espanha

integra também operações de transhipment através de Algeciras. Os restantes mercados assumem particular relevância no fornecimento de granéis sólidos, nomeadamente soja, milho, trigo e açúcar. Nas exportações, os principais destinos foram Reino Unido, Itália, Marrocos e Países Baixos, incluindo igualmente operações de transhipment através de plataformas como Roterdão e Tanger Med.




Já o Porto de Setúbal apresentou um crescimento global de cerca de 5,8%, suportado essencialmente pela evolução positiva dos granéis líquidos (+25%), granéis sólidos (+10%) e carga contentorizada (+7,8%). Apesar da quebra registada na carga fracionada, o desempenho global confirma a tendência positiva da atividade portuária. Ao nível dos terminais, os
resultados evidenciam comportamentos bastante positivos, onde se destacam crescimentos expressivos nas infraestruturas da Tanquisado (+178%), Termitrena (+84,7%) e Praias do Sado (+57,7%).
Em abril, o Porto de Setúbal registou uma estabilidade global da carga movimentada, com cerca de 505 mil toneladas (+0,3% face ao período homólogo), sustentada pelo
crescimento da carga geral fracionada (+32,5%) e da carga contentorizada (+11,4%), incluindo uma evolução positiva de 7,5% em TEU.
A origem das mercadorias movimentadas no Porto de Setúbal foi maioritariamente europeia, com destaque para Países Baixos e Reino Unido, sobretudo associados à carga contentorizada, bem como Portugal, no segmento do ci-
mento, e Espanha, no minério. Registou-se igualmente a presença relevante de mercados extracomunitários, como Marrocos, Uruguai e Brasil, evidenciando a diversificação geográfica dos fluxos comerciais do porto.
Para o Presidente do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha:«os resultados alcançados neste primeiro quadrimestre confirmam a trajetória de crescimento e recuperação da atividade portuária na região de Lisboa e Setúbal, evidenciando a capacidade de resposta, adaptação e complementaridade dos dois portos. Após um início de ano marcado por condições operacionais particularmente exigentes, os dois portos conseguiram recuperar de forma consistente, reforçando o seu posicionamento estratégico enquanto plataforma logística integrada e competitiva, ao serviço da economia nacional, do comércio internacional e das cadeias de abastecimento da região»



Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera inaugurou o Hub Azul no Polo Oeiras Mar para reforçar investigação oceânica e inovação na Economia azul.


OIPMA inaugurou o Hub Azul, Polo Oeiras Mar, uma nova infraestrutura no âmbito do programa Hub Azul Portugal, dedicada à promoção da investigação científica, inovação e empreendedorismo na área do mar, integrada no âmbito do projeto PRR TCC10-i01-H2. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, bem como de representantes institucionais e da comunidade científica ligada à investigação nas Ciências do Mar. O novo Hub Azul pretende afirmar-se como um espaço de referência para o desenvolvimento de conhecimento aplicado sobre o oceano, uma

nova infraestrutura dedicada ao reforço da capacidade nacional da investigação científica oceânica, com principal relevo para a robótica submarina e apoio ao empreendedorismo azul, nesse domínio, no quadro do compromisso da Década da Ciência Oceânica para a Sustentabilidade. Esta infraestrutura é a primeira a ser concluída no âmbito do projeto Hub Azul Portugal, que integra sete polos em diferentes regiões do país. O edifício inclui um tanque concebido para testar robótica submarina e instrumentação oceanográfica, complementado com espaços dedicados à engenharia e monitorização oceânica; oficinas especializadas (mecânica, eletromecânica e eletrónica), uma zona de instalação e apoio a start-ups
nas áreas da robótica e instrumentação oceanográfica; um espaço expositivo e museológico dedicado às coleções de organismos marinhos do IPMA e biblioteca dedicada às Ciências do Mar, com base no acervo documental do IPMA; um espaço multimédia e multifuncional; uma área dedicada ao armazenamento de coleções de referência biológicas e geológicas marinhas; e conta ainda com acesso a sistemas de supercomputação de alto desempenho.
A componente Rede Colaborativa para a Tecnologia Oceânica / Polo Oeiras Mar representa um investimento superior a quatro milhões de euros, financiado pelo PRR. O investimento global relativo ao projeto “Reforço das capacidades e competências


de prospeção e vigilância marinha”, da rede Hub Azul é de 15,7 milhões de euros.
Para o Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, «este é um dia que marcará o futuro.
Este edifício simboliza uma nova etapa na forma como olhamos para o mar, afirmando-o como um espaço de inovação, conhecimento e oportunidade. O mar deve ser encarado como




um ativo estratégico, com um enorme potencial para gerar riqueza, criar emprego e reforçar a competitividade do país. É com esta ambição que devemos projetar o futuro da economia azul em Portugal»
Durante a sessão foram apresentados resultados e planeamento de campanhas oceanográficas incidindo sobre os compromissos nacionais associadas ao Objetivo 2030 para as Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas, com particular enfoque nas missões oceanográficas nas regiões oceânicas da Madeira e Açores.
Em destaque esteve tam-
bém um trabalho, pioneiro a nível internacional, desenvolvido no âmbito das contas dos ecossistemas marinhos, com particular realce para um dos serviços de regulação do clima global: o carbono azul – focados na Área Marinha Protegida (AMP) Rei D. Carlos, uma importante AMP oceânica de relevo no espaço atlântico.
O Presidente do IPMA, José Guerreiro, destacou que, «a criação do Hub Azul –Oeiras Mar representa um passo importante no reforço da capacidade científica e tecnológica nacional dedicada ao oceano, apoio ao empreendedorismo azul e transferência de tecnolo-


gia, aproximando conhecimento, inovação e políticas públicas, para uma gestão mais sustentável do espaço marítimo e apoio à economia do mar»
Sobre o Hub Azul Polo Oeiras Mar O Hub Azul – Polo Oeiras Mar integra uma rede de infraestruturas vocacionadas para o desenvolvimento da economia azul, promovendo a ligação entre ciência, inovação, empresas e entidades públicas.
A iniciativa pretende contribuir para uma utilização sustentável dos recursos oceânicos e para o reforço da posição de Portugal enquanto país de referência no conhecimento e valorização do mar.
O Hub Azul é uma iniciati-
va financiada pelo Programa Português de Recuperação e Resiliência (PRR). O seu objetivo é apoiar a descarbonização e a transformação digital da economia azul, tornando o setor mais competitivo, inclusivo e sustentável. A iniciativa liga uma rede de polos de inovação regionais em Portugal, reunindo infraestruturas, capacidades científicas e atores de inovação para reforçar a colaboração e acelerar o desenvolvimento e a expansão de novas soluções para a economia azul. A rede é coordenada pela Hub Azul e pelo seu Conselho de Gestão Estratégica, em alinhamento com o quadro de governação da Estratégia Nacional Portuguesa para o Mar 2021–2030.



Notícias Nautel

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Downlights
A marca Quick Marine Lighting inclui uma vasta gama de luminárias de encastrar e luzes de cortesia LED de alta qualidade.
Entre os materiais utilizados, destaca-se o aço inoxidável AISI 316, disponível com acabamentos polido espelhado, acetinado ou com tratamento PVD. A gama também oferece alternativas modernas, como o vidro temperado ou o tecnopolímero, que per-

mite que a moldura ou o corpo do produto sejam fabricados na cor desejada.
As últimas adições incluem diversos modelos com molduras planas (XP Flat), molduras tubulares (Palladio Visor), características antirreflexo (AG Series) e o uso de tecnopolímero, como se verifica na série Wholly.
Lâmpadas LED retráteis. Secret Light é uma luminária LED com um cilindro iluminado que se apaga quando pressionado para o seu compartimento embutido.
Um simples gesto é tudo o que é necessário para levar o cilindro de volta à sua posição

iluminada, graças a um mecanismo de mola que torna a abertura e o fecho fáceis e convenientes.
O Secret Light é ideal para aplicações no exterior (IP66), com um anel fabricado em aço inoxidável AISI 316 e disponível em branco quente, luz do dia, ou RGBW. LED surface-mount series, Série de montagem em superfície. A série Action inclui luminárias de montagem superficial com placas LED integradas, disponíveis com ou sem moldura de tecnopolímero. Estes modelos são especialmente adequados para espaços confinados que exijam uma instalação prática e funcional, seja em tetos ou
paredes, como salas de máquinas.
Estão disponíveis em versões de 5 e 10 watts, com luz natural ou bicolor, e numa versão com barramento táctil que permite o controlo sincronizado de todas as luminárias instaladas.
Linear Led Light Systems
Sistemas de Iluminação Linear LED. Os sistemas de iluminação linear da Quick Marine Lighting oferecem uma vasta gama de soluções de iluminação, incluindo produtos especiais como a série Maxibar, as barras LED mais vendidas da gama, que proporcionam uma difusão de




luz uniforme e agradável (cor única/RGBW/TW), ou a série OndaLED, composta por barras ultraflexíveis e de alto desempenho adequadas a qualquer tipo de instalação.
A linha inclui ainda uma vasta seleção de fitas e luminárias LED ideais para iluminar pequenas áreas, como bancadas de cozinha ou cantos de leitura.
LED Wall lights
Luzes de Parede LED. A gama de apliques de parede
Quick Marine Lighting inclui as séries QB, TB e Platò. As séries QB e TB oferecem diversas soluções de iluminação e opções de alimentação. Quase todos os modelos estão disponíveis com uma ou duas fontes de luz, e alguns são oferecidos com uma versão

ajustável, também adequada como luzes de leitura.
A série Platò, desenhada pelo arquiteto Simone Micheli, apresenta um formato original particularmente decorativo, aliado a uma biluminação eficaz e agradável.
LED Reading Lights
Luzes de leitura em LED. A Quick Marine Lighting oferece uma vasta gama de luzes de leitura, com acabamentos personalizáveis tanto para os componentes metálicos como para o revestimento flexível em pele ou silicone do braço, disponível em diversos modelos.
Todas as luminárias são ajustáveis e podem ser montadas em paredes ou super-


fícies planas sem restrições específicas, ou com um tipo de base escolhido para melhor se adequar às necessidades específicas. Estão também disponíveis numa versão bicolor branca e vermelha, o que as torna ideais como luzes de navegação.
A Quick Marine Lighting oferece uma vasta seleção de luzes de cortesia, disponíveis em vários formatos e opções de difusão de luz. Modelos quadrados, redondos, ovais ou em formato de barra pequena, com fontes de luz simples ou duplas, com difusão de luz frontal ou lateral e em tamanhos adequados para passadiços ou degraus de escadas.
Uma variedade de acabamentos completa a gama, permitindo que todas as necessidades específicas sejam satisfeitas.
A linha de luzes subaquáticas Quick Marine Lighting, conhecida há vários anos sob a marca Challenger, inclui diversos modelos com potências de 15 a 120 Watts. Com o lançamento das novas linhas Delta, Evolution e THI, a oferta expandiu-sene evoluiu tecnicamente. Os produtos podem ser selecionados com base no
design, sistema de instalação e temperatura de cor.
Estão disponíveis novos modelos especificamente para montagem em superfície, como os da série Delta, ou para instalação através do casco, como a série Evolution. Particularmente inovadora é a série THI, também recentemente concebida, com instalação através do casco e componentes intercambiáveis, permitindo a substituição com a embarcação na água.
Todos os produtos da nova série vêm com um driver integrado (exceto os modelos RGBW das séries Delta e Evolution) e são compatíveis com os sistemas de controlo QCC e QNN.
Lampshades
Coleção de candeeiros/abajures de parede e de mesa, com design moderno e um vasto leque de escolha para satisfazer os seus gostos e necessidades.
Acessórios
Eletrónicos
A Quick Marine Lighting selecionou uma gama de dispositivos para satisfazer as necessidades de alimentação de qualquer tipo de sistema elétrico de bordo, incluindo: drivers LED, fontes de alimentação CA/CC para calha DIN e conversores CC/CA.
Estão disponíveis diversos
dimmers e sistemas, concebidos especificamente para os produtos Quick, para o controlo e regulação da iluminação.
O sistema QCC (Quick Color Control) permite o ajuste independente da cor (RGBW) e da intensidade da luz em qualquer ambiente, possibilitando a criação de cenas de iluminação de grande impacto.
O sistema QNN (Quick Nautical Network) é constituído por um dispositivo de gateway que, através do plotter cartográfico, permite a integração e o controlo de todos os sistemas Quick instalados a bordo, incluindo o sistema de iluminação.
Quick Color Control SystemSistema de controlo rápido de cores. O sistema QCC consiste numa série de dispositivos eletrónicos que permitem o funcionamento e o controlo de luminárias Quick com luz LED RGBW, branca dinâmica (TW) monocromática ou bicolor. Utilizando este sistema QCC, pode controlar 4 definições de luz diferentes. De forma independente, pode ajustar a cor e a intensidade da luz de qualquer zona. O sistema é compatível com todos os modelos QCC da gama Quick Marine Lighting.


A Quick Nautical Network é um dispositivo inovador que permite a integração dos sistemas Quick com sistemas de navegação. A QNN – Quick Nautical Network é um gateway capaz de receber todos os protocolos de comunicação de diversos produtos (incluindo propulsores, carregadores de bateria, guinchos, estabilizadores giroscópicos MC² Quick, luzes e muitos outros) e transmiti-los, através
do protocolo HTML5, para todos os plotters cartográficos de última geração disponíveis no mercado.
Graças ao sistema de ligação plug & play, concebido para uma instalação extremamente simples, todas as calibrações efetuadas nos sistemas dos produtos são automaticamente partilhadas entre os dois sistemas. Um utilizador com um plotter cartográfico de última geração compatível com HTML5 apenas necessita de o ligar à QNN e aos sistemas de produtos Quick.


Navegando nas Minhas Memórias


Na prossecução do nosso objecto de Observar, Avaliar e Ponderar para poder opinar ou agir sobre tudo o que diga respeito ao nosso rio Tejo, e nomeadamente quando os problemas estão a agravar-se e sentimos que é chegado o tempo da mudança.


Nós cidadãos amigos do Tejo, da Tagus Vivan, ao tomarmos disso consciência deixamos de ser apenas observadores para passarmos a agir, traçando um rumo certo, bem orientado ao farol do futuro, para não navegarmos em estratégias que preferencialmente optam pela crispação e populismos, porque não resolvem os problemas de fundo. Com efeito, o Congresso do Tejo III realizado na Gare Marítima da Rocha Conde d´Óbidos, conseguiu ser um verdadeiro sucesso, que segundo a opinião de algumas entidades até excedeu as suas expectativas, quer pelo
programa com uma abrangência notável e criteriosa dos temas e matérias a abordar, quer da qualidade das intervenções de um grupo de especialista de elevado conhecimento técnico e científico sobre as matérias a abordar e a avaliar, para além de corresponderem plenamente à procura e ao encontro das propostas das melhores soluções, o que cumpriu o principal desígnio deste evento, com produtividade, que foi por nós assumido como um compromisso nacional, desenhado e preparado previamente para conseguir iniciar a construção realista dos alicerces indispensáveis para a construção de Mais Tejo, Mais Futuro, para deixarmos às gerações vindouras.
Como é sabido, para conseguir levar a cabo uma obra destas de forma a atingir o patamar qualitativo ou melhor, que o seu principal objectivo seja o de fazer uma abordagem aos problemas concretos do Tejo com realismo e a

Foto da assistência ainda incompleta na Abertura do Congresso que foi aumentando em número de presenças à medida da progressão dos trabalhos.
seriedade cívica e científica exigível para conseguir obter os melhores resultados, sem manobras de diversão, com o apoio dos maiores especialistas nessas matérias, oriundos das melhores universidades e empresas da especialidade, exigiu um trabalho preparatório que acabou por levar três anos, baseado num diagnós-
tico prévio efectuado por um Ciclo de cinco Conferências regionais realizadas pelo corredor fluvial do Tejo português acima até à fronteira, a partir de 2015, para identificar os problemas e caracterizar de uma forma tão rigorosa quanto possível os aspectos mais positivos e mais negativos de cada região.
Mas valeu a pena porque para nós cidadãos amigos do Tejo, da Tagus Vivan, somos pelo Tejo, nosso, Sempre, sistematicamente.
O programa dos trabalhos deste Congresso do Tejo III foi recheado de um conjunto significativo de componentes, como quatro Painéis com debate final cada, uma Mesa



Redonda, uma Conferência de Encerranento, uma Sessão de Abertura presidida pelo Ministro do Ambiente, Eng. João Matos Fernandes e outra de Encerramento presidida pela Ministra do Mar, Eng.ª Ana Paula Vitorino, sob as seguintes temáticas no 1.º Dia, a saber: 1.º Paiinel – Presente e Futuro: Os Usos da Água e Potenciais Conflitos - Agricultura e rega; Abastecimento urbano; Produção de energia; Actividade por-tuária e navegabilidade; Turismo e Valores
ambientais e culturais, seguido do 2.º Painel – Presente e Futuro - Administração Pública e Participação: Administração Central; Riscos de cheias e de secas; Directiva-Quadro da Água; Impactos Ambientais; Participação pública, seguido do 3.º Painel – Presente e Futuro: Planeamento Estratégico e Desenvolvimento - Recursos hídricos; Ambiente; Desenvolvimento regional e Marketing territorial, a que se seguiu a Mesa Redonda com debate e as Conclusões do 1.º Dia de
trabalhos.
E o segundo dia começou pelo 4.º Painel – Mais Tejo, Mais Futuro com cinco especialistas convidados e respectivo debate tendo lugar a Conferência de Encerramento – Tejo, um Rio LusoEspanhol com debate a que se seguiu a Sessão de Encerramento onde foi lida uma proposta da Carta de Lisboa “Mais Tejo, Mais Futuro” seguida de um Tejo de Honra no Salão Almada Negreiros daquela Gare Marítima da
Rocha Conde d´ Óbidos. Como serão editadas a seguir, mensalmente, neste mesmo jornal Notícias do Mar, nosso principal arauto, todas as informações sobre os trabalhos e os resultados obtidos neste memorável Congresso do Tejo III, aconselha o bom senso que devamos passar a partir deste mês a relatar essas informações em fascículos mensais, o que contribuirá também para se continuar a ler e ouvir falar sobre o nosso Tejo.



Tejo a Pé



No último domingo de junho chegámos ao fim de mais uma temporada do Tejo a Pé, desta vez na magnífica Mata de Belas, no concelho de Sintra. No coração de uma vasta mancha urbana subsiste uma notável infraestrutura verde, acessível e acolhedora, que nos permite um contacto direto com a natureza. Uma floresta viva, atravessada por linhas de água ainda correntes no final de junho, marcada pela presença do Aqueduto das Águas Livres como testemunho da importância histórica deste território na relação de Lisboa com a água. O passeio teve, uma vez mais, a orientação inspiradora de Leónia Nunes, que há vários anos dinamiza connosco a
experiência Forest Mind. Trata-se de uma prática amplamente valorizada em países nórdicos e no Japão, onde são reconhecidos os benefícios físicos, emocionais e cognitivos do contacto regular com a floresta.
Com mais de trinta participantes, vivemos uma manhã verdadeiramente especial. O silêncio, a atenção plena, a observação sensorial e os exercícios em grupo proporcionaram diferentes formas de estar na floresta, despertando emoções, perceções e sentidos frequentemente adormecidos pela vida quotidiana. Num tempo marcado pela aceleração permanente, Forest Mind recorda-nos algo essencial: a natureza não é apenas um cenário, mas

O caminhar foi pausado e com sentido
uma condição indispensável ao nosso equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.
Foi uma bela forma de encerrar mais uma temporada do Tejo a Pé, reafirmando a importância de caminhar, conhecer, sentir e cuidar dos lugares que nos acolhem, muito obrigado Leónia.
Assim é o Tejo a Pé: há
quase vinte anos, um grupo informal de amigos reúne-se mensalmente para caminhar, aprender e conviver, transformando cada percurso numa pequena aventura de descoberta.
Voltamos no final de Setembro; para participar, basta enviar um email a: cupeto@uevora.pt

Entre sombras, troncos e silêncio, a natureza recorda-nos aquilo que nunca deveríamos ter esquecido

Muitos pormenores fizeram a diferença

À sombra das árvores, a floresta transforma-se em sala de aula, espaço de encontro e lugar de reconexão. O Forest Mind recorda-nos que, por vezes, basta parar para voltar a sentir

Notícias
Notícias do Forum Oceano
O Fórum Oceano, a Câmara Municipal de Oeiras e a Oeiras Valley Investment Agency organizaram, em junho de 2026, os Global Oeiras Ocean Days 2026, uma iniciativa internacional dedicada à economia azul, à inovação oceânica, à transição energética marítima, ao investimento azul e à cooperação global.

Sob o mote “Where Blue Innovation Meets Global Action”, os Global Oeiras Ocean Days 2026 afirmaram-se como uma plataforma de encontro entre ciência, empresas, decisores públicos, investidores, diplomacia económica e ecossistemas internacionais. Ao longo do mês de junho, Oeiras recebeu dois grandes momentos estratégicos: o Portugal-China Green Maritime Fuels & De-
carbonization Forum 2026, nos dias 1 e 2 de junho, no Templo da Poesia, e o Oeiras Bluetech Ocean Forum 2026, nos dias 15 e 16 de junho, no IPMA, em Oeiras.
A iniciativa pretende posicionar Oeiras e Portugal no centro de algumas das principais transformações em curso na economia do mar, desde os combustíveis marítimos verdes à descarbonização dos portos e do transporte marítimo, passando pela ino-
vação bluetech, pelo financiamento da transição azul, pela internacionalização das empresas portuguesas e pela criação de novas pontes de cooperação entre a Europa, a Ásia, o Atlântico, o Mediterrâneo e África.
Mais do que um ciclo de conferências, os Global Oeiras Ocean Days 2026 foram desenhados como uma plataforma de ação internacional, orientada para a criação de parcerias, a aproximação


entre mercados, a partilha de soluções tecnológicas, a mobilização de investimento e a valorização do conhecimento científico aplicado ao oceano.
Portugal-China Green Maritime Fuels & Decarbonization Forum 2026
Energia, portos e corredores verdes em debate O primeiro grande momento dos Global Oeiras Ocean Days 2026 decorreu nos dias 1 e 2 de junho, no Templo da Poesia, em Oeiras, com a realização do Portugal-China Green Maritime Fuels & Decarbonization Forum 2026.
Este fórum foi dedicado à transição energética do setor marítimo e à construção de novas cadeias de valor para os combustíveis marítimos verdes, incluindo hidrogénio, amónia verde, metanol verde e e-fuels. A descarbonização do transporte marítimo é hoje uma das grandes prioridades da economia global, num contexto em que shipping, portos, energia, logística, indústria e regulação europeia se cruzam de forma cada vez mais dire-
ta.
O programa do evento promoveu debates sobre a produção e escalabilidade dos combustíveis verdes, os custos de transição, a integração de energia renovável, o papel das cadeias logísticas internacionais, os mecanismos de certificação, os modelos de financiamento e os novos instrumentos de mercado associados à transição energética marítima.
Entre os temas centrais estiveram a capacidade de transformar soluções ainda em fase de demonstração em projetos de escala comercial, a criação de infraestruturas portuárias de abastecimento verde, os modelos de procura por parte das companhias de navegação, a partilha do chamado “green premium” entre armadores e carregadores, e a forma como os portos podem tornar-se hubs logísticos, energéticos e de certificação para a entrada de combustíveis verdes nos mercados europeus.

A dimensão regulatória teve também um papel de destaque, com discussões sobre o enquadramento europeu associado ao FuelEU Maritime, ao EU ETS, à contabilização da intensidade carbónica, à certificação de feedstocks sustentáveis e à definição de
metodologias de conformidade para combustíveis marítimos verdes que entrem no mercado europeu.
A cooperação entre Portugal e China será um dos






elementos estruturantes do fórum, através da análise de oportunidades ligadas à produção, transporte, certificação, financiamento e utilização de combustíveis verdes no setor marítimo. O programa inclui ainda a discussão do corredor verde “Atlantic –Malacca – Greater Bay Area”, com enfoque na coordenação entre portos, plataformas financeiras, hubs de bunkering e rotas estratégicas entre a Europa e a Ásia.
Ao ligar a posição atlântica de Portugal às capacidades industriais, logísticas e financeiras de ecossistemas asiáticos, este fórum pretende contribuir para a construção de uma rede internacional de colaboração em torno da descarbonização marítima, com impacto potencial nos portos, na indústria naval, nas energias renováveis offshore, na certificação, no financiamento verde e no comércio internacional.
O programa preliminar incluiu intervenções institucionais de alto nível, representantes diplomáticos, entidades ligadas à energia, shipping, portos, certificação, financiamento e indústria, bem como momentos de networking, in-
cluindo um Blue Cocktail no VERSO, no rooftop do Templo da Poesia, no final do primeiro dia, e um Blue Cocktail na Estação Náutica de Oeiras, no encerramento do segundo dia.
Bluetech Ocean Forum 2026
Inovação, ciência, investimento e internacionalização
O segundo grande momento dos Global Oeiras Ocean Days 2026 decorreu nos dias 15 e 16 de junho, no IPMA, em Oeiras, com o Oeiras Bluetech Ocean Forum 2026, integrado no eixo Innovation, Science, Technology & Investment Stream.
Este fórum foi dedicado à inovação azul, à ciência aplicada, à tecnologia oceânica,

ao investimento e à internacionalização das empresas e soluções portuguesas ligadas
à economia do mar. O programa coloca em destaque a apresentação internacional
do Hub Azul Portugal, uma rede nacional orientada para acelerar a inovação na eco-



nomia azul, aproximar ciência e mercado, apoiar startups e empresas, desenvolver infraestruturas de apoio à inovação e criar novas condições para a valorização económica do conhecimento ligado ao oceano.
O primeiro dia teve como foco o Hub Azul Portugal
Launchpad Event, com a apresentação internacional da rede nacional de centros de inovação azul, das infraestruturas da Hub Azul School, do ecossistema digital Hub Azul, do modelo de governação e dos resultados alcançados em programas de ativação do ecossistema, incluindo idea-
ção, venture building e aceleração.
O programa teve a apresentação dos seis centros de inovação azul integrados na rede Hub Azul Portugal, bem como das infraestruturas de formação associadas à Escola Náutica Infante D. Henrique e ao For-Mar. Esta aborda-


gem pretende reforçar a capacidade nacional para apoiar projetos, startups, empresas, investigadores e empreendedores no desenvolvimento de soluções com aplicação concreta nos diferentes setores da economia azul.
O Hub Azul Dealroom foi outro dos pontos centrais do programa, com uma sessão dedicada às tendências globais de investimento na economia azul. Esta componente será particularmente relevante para investidores, fundos, startups, empresas e entidades públicas interessadas em compreender a evolução do mercado, os setores emergentes, os instrumentos financeiros disponíveis e as oportunidades de crescimento associadas ao oceano.
O fórum destacou ainda a importância das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, que representam uma parte essencial da dimensão marítima portuguesa e desempenham um papel estratégico na investigação, inovação, observação oceânica, economia azul e cooperação atlântica.


No 2.º Congresso da CPLP - “Impacto das Alterações Climáticas na Infraestrutura de Transportes” foi comunicado que há mil milhões de euros em descarbonização e adaptação climática entre 2025 e 2035.


OPorto Lisboa-Setúbal marcou presença no segundo Congresso “Impacto das Alterações Climáticas na Infraestrutura de Transportes”, promovido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa. O congresso reuniu decisores políticos, especialistas, académicos e profissionais de vários países da CPLP para debater os impactos das alterações climáticas nas infraestruturas de transporte e partilhar experiências e soluções de adaptação e mitigação. Entre os temas em discussão estiveram as infraestruturas
marítimas e portuárias, rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias, bem como pontes, viadutos e túneis.
O Presidente do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, integrou a sessão “Estratégia e decisão política”, onde abordou os principais desafios que as alterações climáticas colocam ao setor portuário e as medidas que estão a ser desenvolvidas para reforçar a sustentabilidade e a resiliência das infraestruturas portuárias.
Na sua intervenção, Vítor Caldeirinha apresentou as medidas dos portos de Lisboa e de Setúbal para descarbonização e adaptação às alterações climáticas, inseridas na estratégia “Dois Portos, Uma Visão e Dois Gateways, enquadrada na visão Portos 5+ anunciada pelo Governo para os portos nacionais, no verão de 2025.
No Porto Lisboa-Setúbal essas medidas vão ser suportadas por um investimento de mil milhões de euros a aplicar no desenvolvimento de dois eixos estratégicos, entre 2025 e 2035:
Descarbonização: contributo dos Portos no combate às alterações climáticas, com especial foco:
- Terminal Ro-Ro e transferência modal;
- Terminal Multiusos + Economia Circular;
- Estaleiro Naval (Offshore wind);
- OPS – Alimentação Elétrica a Navios;
- Navegabilidade do Tejo. Adaptação às alterações climáticas: Combate aos efeitos das alterações climáticas nos portos:
- Vaus resilientes (maior altura livre-borda)
- Dragagens e deposição de areias;
- Sensorização fluvial;
- Manutenção intensificada;
- Vigilância e coordenação Institucional com municípios

e Marinha.
A participação do Porto Lisboa-Setúbal neste encontro reforçou o compromisso
da instituição com os objetivos da ação climática e com o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam
para a sustentabilidade ambiental e para a competitividade do sistema portuário nacional.



Notícias Nautiradar

A Nautiradar traz até si o LookOut, um sistema de câmaras marítimas com inteligência artificial que deteta e rastreia perigos na água, um sistema de IA para uma Navegação mais Segura.
Um sistema desenvolvido por uma equipa de investigadores de IA e especialistas
em visualização 3D, o sistema LookOut utiliza visão computacional avançada e fusão de dados para detetar e rastrear
perigos no ambiente marítimo, proporcionando aos capitães uma consciência situacional melhorada, de dia e de noite.


Possui um sistema de câmara multi sensor para detetar e identificar objetos na água. O sistema de visão computorizada é treinado através de algoritmos de aprendizagem e duma extensa base de imagens, que permite um reconhecimento preciso de barcos, pessoas, orcas, boias, detritos e outros objetos na água, seja de dia ou de noite.
Baixa visibilidade? Sem problemas, veja através da escuridão com o Sistema de Visão Noturna LookOut. Um sensor infravermelho dedicado oferece a visão necessária para navegar com confiança.
O LookOut combina dados de cartas náuticas, AIS, visão computacional e radar, fundindo-os numa visualiza-

ção 3D intuitiva de realidade aumentada.
“O nosso sistema integrado oferece aos propri-etários de embarcações vantagens significativas, combinando a conformidade com as normas de navegação e a tecnologia de segurança avançada” , afirmou David Rose, CEO da LookOut. “A câmara de visão noturna de montagem alta oferece
um alcance e nitidez excecionais na escuridão, enquanto a câmara de 360 graus proporciona uma completa consciência situacional em torno da sua embarcação. É essencialmente um segundo par de olhos na água que nunca pisca, nunca se distrai e consegue ver coisas que o olho humano pode não perceber”


O que é o LookOut?
O LookOut é um sistema marítimo de câmara com Inteligência Artificial, concebido para detetar perigos na água, para além da capaci-
dade humana. Desenhado por uma equipa de investigadores na área da Inteligência Artificial, designers 3D, engenheiros de hardware, o sistema de câmara LookOut utiliza avançados algoritmos




de visão computorizada para detetar e rastrear todos os perigos que surjam na água, como outras embarcações, boias, detritos, baleias e até mesmo pessoas.
e Prevenção de Colisões Eliminar erro humano, fadiga e negligência é uma das mais impactantes aplicações da Inteligência Artificial na navegação. Colisões, encalhes e outros acidentes são ocorrências comuns e, é aqui que a tecnologia de navegação e
prevenção de colisão do sistema LookOut revoluciona a segurança na água.
O Sistema LookOut, alimentado por IA, combina informação de cartas náuticas, AIS, visão computorizada e radar e, funde tudo numa visão 3D intuitiva de realidade aumentada. Esta tecnologia beneficia significativamente as embarcações de recreio, comerciais e governamentais ao prevenir acidentes e ao melhorar consciência situacional, aumentando em última análise a segurança e proteção marítima.
Compatibilidade
Compatível com displays multifunções da Garmin, Raymarine e Simrad, o LookOut apresenta informação em tempo real de vias seguras de navegação, auxílios à navegação, topografia subaquática, pontos de interesse, obstáculos flutuantes e outras embarcações.
O LookOut é compatível com qualquer câmara IP/ Ethernet, incluindo FLIR, Axis, Sionyx e outras. Para mais informações visite www.nautiradar.pt



Notícias da Marinha

NRP Sagres volta a competir no histórico Troféu “5 Sisters” 50 anos depois, reforçando os laços de amizade, cooperação e tradição entre estes históricos navios-escola e as nações que hoje operam estes magníficos navios.


ONRP Sagres participou, entre os dias 9 e 10 de julho, na segunda edição do Troféu “5 Sisters”, competição criada há 50 anos, durante as comemorações do Bicentenário da Independência dos Estados Unidos, que reuniu os navios Eagle, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, o Mircea, da Marinha da Roménia, e o Gorch Fock, da Marinha Alemã.
A regata foi composta por duas pernadas distintas: uma primeira de 20,4 milhas náuticas, navegada com vento pela popa, seguida de uma segunda de 36,8 milhas náuticas, em bolina cerrada. Na primeira pernada, graças a uma estratégia eficaz

e a uma boa mareação do velame, o NRP Sagres conseguiu superar o Eagle e o Mircea, ficando apenas atrás do Gorch Fock. Contudo, na segunda pernada, disputada em bolina cerrada, prevaleceram as características intrínsecas de cada navio. O Gorch Fock, a mais recente das quatro barcas atualmente em serviço e dotada de melhores qualidades vélicas, confirmou o favoritismo e conquistou o troféu, repetindo o triunfo alcançado na edição inaugural de 1976. Apesar da forte ligação





histórica que une estes navios, a competição evidenciou diferenças significativas de desempenho. Num percurso relativamente curto, as distâncias finais foram expressivas, demonstrando que, embora sejam “irmãs”, não são exatamente iguais. As “5 Sisters”, conhecidas
internacionalmente por terem sido construídas segundo os mesmos planos nos estaleiros Blohm & Voss, em Hamburgo, incluíam ainda o primeiro Gorch Fock, antigo Tovarish, que serviu durante décadas na Marinha Soviética e, posteriormente, na Marinha da Ucrânia. Atualmente, este navio encontra-se preservado como naviomuseu na Alemanha, já não regressando à navegação.
A cerimónia de entrega do Troféu “5 Sisters” realizou-se no dia 12 de julho, em Boston, a bordo do Gorch Fock, reunindo os comandantes e as respetivas comitivas das quatro barcas irmãs, num momento de grande simbolismo que reforçou os laços de amizade, cooperação e tradição entre estes históricos naviosescola.
A última vez que este encontro aconteceu foi há 50 anos. O reencontro das quatro sisters constitui um momento raro, que celebra não apenas a história marítima, mas também os laços de amizade e cooperação entre as nações que hoje operam estes magníficos navios.



Notícias do Clube Naval de Sesimbra

O Clube Naval de Sesimbra (CNS) venceu por clubes o Campeonato Nacional de Pesca Submarina 2026, alcançando o melhor resultado desta nova fase de relançamento das atividades subaquáticas do clube e da sua histórica modalidade de pesca submarina.

Nuno Jerónimo

Anível individual, o CNS colocou atletas no 2.º e 3.º lugar da geral e nos dois primeiros lugares do pódio Master. O campeonato nacional contou com 39 atletas, em representação de nove clubes, e foi disputado com apoio de embarcação ao longo de quatro jornadas: duas em Cascais (25 e 26 de abril) e duas na Nazaré (20 e 21 de junho).
As provas decorreram num contexto competitivo exigente e marcado pelo espírito do Desporto Solidário, que caracteriza esta modalidade. No acumulado das quatro

jornadas, o CNS terminou em 1.º lugar por clubes, superando o Clube Naval de Portimão, clube do novo campeão nacional Rui Antunes e o Clube Naval de Peniche.
A organização destas últimas jornadas esteve a cargo
do Clube Naval da Nazaré e da FPAS – Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas.
Em alinhamento com o espírito solidário da modalidade, todas as capturas de sábado foram doadas à Confraria da

Nossa Senhora da Nazaré e as de domingo ao Centro Social da Freguesia de Famalicão, Nazaré.
Este resultado apura ainda dois atletas CNS do pódio individual para integrarem os titulares da Seleção Nacional que
disputará o próximo Campeonato do Mundo CMAS 2027. Este trabalho conjunto de atletas, equipa técnica e de toda a estrutura do CNS traduz-se num resultado histórico para o clube, nesta modalidade praticada exclusivamente




em apneia e que já não se repetia há mais de 40 anos.
Testemunhos
Nuno Jerónimo, atleta vice-campeão nacional “Este título de vice‑campeão representa anos de dedica ção, sacrifícios e paixão pelo mar. Acredito que o trabalho consistente acaba sempre por ser recompensado. Que ro referir que esta conquista não é apenas minha e re presenta o apoio de todos os que acreditam em mim. Estou muito orgulhoso do caminho percorrido e super motivado para o que vem a seguir.”
Lourenço Silveira, treinador e delegado do CNS “Esta conquista do nacional por clubes é mais um marco



para o CNS e para o desen volvimento das nossas ativi dades subaquáticas. A equipa demonstrou união, resiliência, fairplay e um compromisso e xemplar com os valores do Desporto Solidário. Estamos muito orgulhosos do percur‑ so dos nossos atletas e do impacto positivo que estes re sultados têm para o futuro da modalidade no clube.”
Classificações dos atletas do CNS:
Nuno Jerónimo
— 2.º lugar da geral
Carlos Gens
— 1.º Master e 3.º da geral
Jorge Torres
— 2.º Master e 11.º da geral
Hugo Pinho
— 13.º lugar
João Lagariço
— 20.º lugar
Daniel Barros
— 30.º lugar (participou apenas nas duas primeiras jornadas)
Lourenço Menéres Silveira
— 4.º Sub24 e 31.º da geral (participou apenas nas duas primeiras jornadas)








Clube Naval de Sesimbra Fundado a 4 de setembro de 1930, o Clube Naval de Sesimbra foi sempre uma associação voltada para o mar, dinamizadora de atividades náuticas no concelho de Sesimbra. Com a instalação do Porto de Recreio em 1999, o Clube Naval de Sesimbra ganhou maior destaque no contexto portuário nacional e recebeu muitos novos associados, o que fez crescer o número de praticantes das secções desportivas. Com 95 anos de história, o Clube Naval de Sesimbra, que já organizou várias provas mundiais, promove atualmente as modalidades de canoagem, vela, pesca e atividades subaquáticas. As aulas de canoagem e de vela decorrem todos os fins-de-semana.



Notícias

Allianz Ribeira Grande Pro, é quarta e penúltima da Liga MEO Surf 2026
A Praia do Monteverde ajudou a definir as contas da quarta e penúltima etapa da temporada, Maria Salgado juntou vitória na etapa ao título nacional feminino e à Allianz Triple Crown, Halley Batista venceu a final masculina da etapa, as contas do título masculino ficam adiadas para etapa final, em Peniche.
APraia do Monteverde viu Maria Salgado e Halley Batista conquistarem a vitória no Allianz Ribeira Grande Pro, quarta e penúltima etapa da Liga MEO Surf 2026. Com o dia final a
acontecer, a jornada ficou ainda marcada pelo título nacional feminino alcançado por Maria Salgado, assim como pelo adiamento das contas do título masculino para a etapa final e também pela conquista


do troféu Allianz Triple Crown por parte de Guilherme Ribeiro e Maria Salgado.
A ação no dia final arrancou com os quartos-de-final masculinos, onde Afonso Antunes venceu Guilherme Fonseca na
primeira bateria, graças ao melhor score masculino de todo o evento: 14,35 pontos. No heat 2 foi Jaime Veselko a bater João Mendonça, enquanto no heat 3 Martim Nunes superou Manuel Pirujinho.

O heat 4 era o que tinha maior implicação nas contas do título masculino, com Francisco Ordonhas a depender apenas dele próprio para revalidar o título de campeão nacional. No entanto, Halley Batista conseguiu vencer o duelo na última onda, num desfecho que acabou por adiar as contas para a etapa final, em Peniche. Além disso, a derrota de Francisco Ordonhas também deu a vitória a Guilherme Ribeiro no troféu Allianz Triple Crown, algo que conquistou pela terceira vez na carreira.
Depois disso, entraram na água as meias-finais femininas, que confirmaram o título nacional feminino de Maria Salgado. A jovem surfista de Santa Cruz, de 19 anos, precisava apenas que as meiasfinais woman-on-woman entrassem na água para efetivar a conquista, e foi isso mesmo que aconteceu. Além do título nacional, Maria Salgado também consomou o triunfo na Allianz Triple Crown.
“Estou muito contente de

ter vencido o título pela primeira vez”, começou por afirmar Maria Salgado, após a conquista. “Foi muito especial vencer aqui nos Açores, sobretudo por ter os meus amigos e os meus pais presentes. Esta vitória significa que cumpri os meus planos e objetivos e que os meus treinos deram
Na final feminina Maria Salgado, somou um total de 16,50 pontos
certo”, frisou.
A festa foi feita no final da bateria em que Maria Salgado bateu Yasmin Neves, que chegou a esta fase pela primeira vez na carreira. Na outra semifinal Constância Simões superou Mafalda Lopes e assegurou a primeira final da carreira na Liga MEO Surf.
Numa etapa marcada por estreias e emoções fortes, Jaime Veselko aproveitou a última onda da bateria para superar Afonso Antunes na primeira meia-final, garantindo também a primeira final da carreira na Liga MEO Surf. A ele juntou-se Halley Batista, que superou Martim Nunes na segunda semifinal. Antes das finais foi realizada



a Montebelo Expression Session, onde Halley Batista voou mais alto que a concorrência para alcançar o triunfo. Esta foi a décima vitória de Halley em Expression Sessions, o que o isola como recordista de triunfos neste troféu.
Na final feminina Maria Salgado voltou a ser mais forte,
somando um total de 16,50 pontos, contra apenas 11,15 pontos de Constância Simões. Salgado assegurou, assim, a terceira vitória na temporada e a quinta da carreira em etapas da Liga MEO Surf. Além disso, ainda conseguiu o prémio Bom Petisco Girls Score, que juntou ao prémio “Olha que
Onda Bem Surfada” by Pingo Doce.
“Considero que fechei muito bem este campeonato”, começou por afirmar após a bateria final. “Foi o primeiro título nacional, a primeira vez que fiz uma onda de 9 pontos, a primeira vitória nesta etapa e também na


Allianz Triple Crown. Penso que este foi o meu melhor campeonato de sempre”, resumiu.
Já na final masculina, Jaime Veselko teve um início mais forte e assumiu rapidamente a liderança da bateria. Contudo, Halley usou o jogo aéreo para responder, com uma onda de 8 pontos, e mais tarde operar a reviravolta. Halley Batista somou 14,25 pontos contra 13,55 de Jaime para assegurar o triunfo na prova açoriana.
“Sabe muito bem uma vitória, depois de muito tempo sem chegar às finais”, afirmou Halley Batista, de 40 anos, após sair da água. “Foi uma grande final frente ao Jaime Veselko, que tem evoluído muito nos últimos anos. Dou os parabéns a todos pela realização deste evento e por termos conseguido encontrar um campeão, que, felizmente, fui eu. Vencer nos Açores era um sonho que tinha”, rematou o surfista brasileiro radicado no Algarve, que somou a terceira vitória da carreira na Liga MEO Surf - a primeira em qua-
tro anos - e que se está a despedir da Liga MEO Surf.
Resultados finais do Allianz
Ribeira
Grande Pro:
Final masculina: Halley Batista, 14,25 pontos x Jaime Veselko, 13,55 pontos
Final feminina: Maria Salgado, 16,50 pontos x Constância Simões, 11,15 pontos
Olha que Onda Bem Sacada by Pingo Doce: Maria Salgado, 9,00 pontos
Bom Petisco Girls Score: Maria Salgado, 16,50 pontos
Waversby Round: Martim Nunes, 13,75 pontos
Montebelo Expression Session: Halley Batista
Ribeira Grande Best Surfer: Associação Açores Surf e Bodyboard
Allianz Triple Crown: Guilherme Ribeiro e Maria Salgado
A Liga MEO Surf vai regressar em Peniche para a etapa final, onde será decidido o título masculino. Ainda com data por confirmar, a etapa final da Liga MEO Surf 2026 irá acontecer entre outubro e novembro.
Todas as etapas poderão ser acompanhadas em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Youtube do MEO, app do MEO –disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.

A Liga MEO Surf 2026 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Bom Petisco,
Go Chill, Corona, Somersby, Montebelo, o parceiro de sustentabilidade Pingo Doce, Quiksilver, Move Centro Portugal, Visit Portugal, com o apoio
local do Município de Ribeira Grande e o apoio técnico da Associação Açores Surf e Bodyboard e da Federação Portuguesa de Surf.




Notícias do Porto de Sines

O Porto de Sines esteve presente na cerimónia de encerramento do Projeto NEXOMAR em Huelva.
Acerimónia de encerramento do Projeto NEXOMAR, sob o tema “Cooperação e futuro dos espaços portuários”, realizou-se em Huelva, dia 29 de junho, e contou com a presença do Presidente da APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve S.A., Pedro do Ó Ramos.
Iniciado há dois anos, o projeto envolveu diversas entidades da Andaluzia Espanhola e de Portugal, numa iniciativa conjunta cujo objetivo foi o de evidenciar o papel estratégico dos portos nas Regiões de Andaluzia-Algarve-Alentejo, promovendo


o desenvolvimento de uma estratégia logística comum, assente na digitalização, na cooperação e na promoção da intermodalidade.
A cerimónia reuniu especialistas do setor, que visaram não só analisar o futuro do eixo logístico, fundamental para o comércio externo, bem como debater os desafios e oportunidades da cooperação portuária na Eurorregião de Andaluzia-Algarve-Alentejo.
Durante o evento, foi ainda destacada a importância da cooperação entre os portos da região como fator determinante para reforçar a competitividade do sistema portuário
à escala internacional.
O Presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, foi um dos oradores da sessão de encerramento, integrando o painel dedicado ao tema “O grande desafio dos portos na Eurorregião Andaluzia-Algarve-Alentejo”, onde destacou o papel estratégico do Porto de Sines enquanto hub da fachada atlântica ao serviço do hinterland ibérico, em particular para as regiões espanholas da Andaluzia e da Extremadura. Pedro do Ó Ramos salientou ainda a melhoria da ligação ferroviária SinesElvas, uma infraestrutura determinante para o reforço da
conetividade de/para o hinterland, contribuindo para o aumento da competitividade dos importadores e exportadores Ibéricos que integram as cadeias logísticas servidas pelo Porto de Sines. O Projeto NEXOMAR envolveu mais de 700 entidades participantes, tendo sido desenvolvidos doze estudos centrados na transformação digital da cadeia de valor logística. A iniciativa teve igualmente como objetivos o reforço da competitividade e a promoção da cooperação entre os espaços portuários do sul da Península Ibérica.
Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00
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Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com
Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Matilde Reis, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Gustavo Bahia, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing