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Notícias do Mar n.º 472

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Nauticampo 2026

Entre a Continuidade e a Necessidade de Mudança

A Nauticampo 2026 decorreu entre 11 e 15 de março, no Pavilhão 4 da FIL, em Lisboa, reunindo empresas, marcas, operadores, entidades institucionais e projectos ligados à Náutica de Recreio e às actividades associadas ao mar.

Com a Parceria Estratégica da ACAP, o certame integrou áreas como as embarcações,

os motores, o turismo náutico, a eletrónica, o campismo e o caravanismo, afirmando-se como um espaço privilegiado

de contacto entre empresas, representantes de marcas, concessionários, operadores turísticos, clubes, entidades

A Yamaha apresentou uma ampla área de exposição, com embarcações, motores fora de borda e soluções para diferentes segmentos da náutica

regionais e público interessado na náutica, no lazer e nas experiências ao ar livre. A edição deste ano contou com a presença de expositores ligados a diferentes segmentos do sector. Entre as empresas, marcas e entidades presentes estiveram Angelpilot / BG - Equipamento Náutico, Clube Naval de Lisboa, EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal, Fórum Oceano, Hydrosport, Mar da Barca, Moteo Portugal/Suzuki Marine, Motolusa, Nautel, Riamar, SanRemo Blue – Indústria Náutica, Torqeedo, Turismo do Centro de Portugal, Vilamoura Boat Show, Yamaha Motor Europe – Sucursal em Portugal, entre outros operadores e parceiros.

Ambiente no Pavilhão 4 da FIL durante a Nauticampo 2026

A feira apresentou novidades em motores fora de borda, embarcações, electrónica marítima, soluções eléctricas, estações náuticas, turismo de águas interiores e equipamentos associados à navegação e ao lazer náutico. Entre os temas presentes estiveram as soluções eléctricas, a integração entre motores e embarcações, a pesca selectiva, o turismo náutico regional e a apresentação de novidades. Em paralelo, as respostas recolhidas pelo Notícias do Mar junto de vários expositores mostram uma leitura comum. A Nauticampo continua a ser reconhecida como ponto de encontro do sector, mas há preocupação quanto à sua dimensão, modelo, custos, comunicação e capacidade de atrair mais público e mais empresas.

No plano comercial, vários expositores referiram contactos qualificados, interesse nos produtos apresentados e, em alguns casos, vendas realizadas durante ou na sequência do evento. Outros apontaram uma afluência reduzida nos primeiros dias, compensada em parte pelo fim-de-semana, ou referiram que o público presente, embora menos numeroso, revelou interesse específico nos produtos expostos. No plano sectorial, surgiram avaliações mais críticas, com apelos à revisão do conceito da feira, à sua promoção, ao preço de participação, à captação de novos públicos e à necessidade de reforçar a representatividade da náutica em Portugal.

A montra da náutica e os desafios para o futuro

A Yamaha apresentou uma das presenças de maior dimensão, com um espaço organizado por áreas temáticas e centrado na relação entre motores, embarcações par-

ceiras, tecnologia e soluções eléctricas. A marca destacou a presença de 15 marcas de barcos integradas na estratégia “EmPowered by Yamaha”, mais de 30 motores Yamaha, nove marcas de barcos no conceito “Electrified by Torqeedo”, mais de dez motores Torqeedo e oito WaveRunners, no ano em que iniciou a celebração dos 40 anos deste produto. No mesmo espaço estiveram representadas marcas associadas às duas estratégias, incluindo Capelli, Highfield, Hobie, Pioneer, Riamar, Sharkcaretta, Terhi e Yam no âmbito Electrified by Torqeedo, bem como Brig, Cap

na

o Grand Golden Line 680, equipado com motor Yamaha F200 XSA

Ferret, Capelli, Dipol, Extreme Boats, Highfield, Jeanneau, OBF Fisher, Riamar, Sirius, Yam e Zodiac no universo EmPowered by Yamaha. O stand incluiu ainda uma área de experimentação de rigging, a apresentação da Wireless Station associada ao sistema Helm Master EX, um espaço dedicado ao projecto Clean the Sea, a plataforma MySea e as “Conversas Náuticas”, num conjunto de sete momentos de partilha com diferentes convidados ligados ao meio náutico. A Yamaha integrou também uma área dedicada a peças e acessórios e uma zona

lounge, além de uma componente ligada a produtos de aventura e todo-o-terreno. No programa de “Conversas Náuticas”, um dos momentos foi dedicado a Madalena Casanova, velejadora de 20 anos que prepara a participação na Mini Transat 2027, numa entrevista conduzida por Sandra Cunha.

A Angelpilot / BG - Equipamento Náutico esteve integrada no stand da Yamaha, com embarcações das marcas Capelli e SharkCaretta. A presença enquadrou-se no conjunto de marcas parceiras representadas naquele espaço, onde foram apresentadas

A Dipol apresentou o P-680 Sport Fishing, uma embarcação de 6,70 metros equipada com motor Yamaha F150XC e lotação para 13 pessoas

O Algarve Boat Group apresentou
Nauticampo

soluções de motorização Yamaha e propostas eléctricas associadas à Torqeedo.

A presença da Suzuki Marine, através da Moteo Portugal e dos seus concessionários, assentou na exposição da gama de motores e de embarcações equipadas com motores Suzuki. Entre os destaques estiveram os motores V6 mecânicos e electrónicos, com design actualizado, e modelos de parceiros como Fibramar, Hydrosport, Isonautica e Tarpon. A Moteo referiu que a feira gerou oportunidades de

negócio para os parceiros, embora tenha registado uma afluência inferior à esperada e um número de expositores aquém do desejável.

Também a Mar da Barca, concessionário Suzuki, fez um balanço misto. A empresa registou visitas ao stand, interesse nos produtos e contactos relevantes, mas considerou que o retorno obtido não justificou o investimento realizado.

A empresa apontou ainda críticas aos custos dos espaços, à promoção do evento e à logística de montagem e des-

montagem. Em sentido positivo, destacou a alteração de horário, que considerou favorável para a gestão das equipas. A Mar da Barca referiu também que muitos clientes apenas tiveram conhecimento da feira através de convite directo da empresa, apontando a comunicação prévia como um dos factores com impacto na afluência e no retorno dos expositores.

A Motolusa levou à Nauticampo várias novidades, incluindo a nova versão Lilybaeum Lounge Deck, a estreia

A equipa Yamaha no espaço da marca, que reuniu várias propostas de motorização e embarcações em exposição

da marca Ocqueteau com o modelo Ostrea 600 Pilot House, o Bombard 550 Sunrider, do grupo Zodiac Nautic, e um motor inboard Vetus. A empresa passou, desde fevereiro de 2026, a representar em exclusivo a Ocqueteau e a Bombard. Parte da sua presença esteve integrada no stand da Yamaha Portugal, com os modelos B2 Cap Ferret 522 Open e Nordic 6020 associados às soluções Yamaha e Torqeedo. O balanço da empresa foi positivo, com contactos qualificados, manifestações concretas de interesse e vendas. A empresa referiu ainda que a apresentação do Ostrea 600 despertou interesse junto da comunidade de pescadores e que o modelo Bombard exposto gerou comentários e manifestações de interesse. Já a Riamar, integrada no stand da Yamaha, também utiliza motorizações da marca e apresentou em pré-lançamento o Evolution 5.0 Open, uma embarcação desenvolvida pela empresa ao longo de quatro anos. Segundo a marca, o modelo foi concebido, desenhado e fabricado em Portugal, com desenho digital em Solidworks e moldes produzidos em CNC 3D de cinco eixos. A embarcação, apresentada como versão “barco zero”, ainda está em fase de testes, tendo já realizado testes computorizados e em tanque. A Riamar prevê avançar para testes em água, certificação e entrada no mercado entre maio e junho de 2026. O modelo tem 5,20 metros de comprimento, 2,10 metros de boca na linha de água, peso indicado na ordem dos 500 quilos sem motor e foi apresentado com motorização Yamaha de 70 cv, admitindo motorizações até 115 cv. No sector da electrónica marítima, a Nautel destacou a Furuno, que ocupou metade do seu stand, e apresentou uma solução de apoio à

A Masternáutica apresentou o Malibu Boats Wakesetter 23 MXZ 2026, embarcação de 23 pés equipada com motor Malibu Monsoon M6Di

pesca de cerco destinada a contribuir para práticas de pesca selectiva, permitindo obter informação sobre tamanhos de peixe no cardume e diferenciação entre espécies como biqueirão, sardinha, cavala ou carapau. A empresa apresentou ainda a Humminbird Mega Live Sonar 2, motores eléctricos de proa Minn Kota com função de âncora electrónica para embarcações até oito metros e a solu-

ção de comunicações mãoslivres Sena Marine. A Nautel fez um balanço final positivo, apesar de ter assinalado uma afluência reduzida nos primeiros dias.

A SanRemo Blue - Indústria Náutica apresentou o Whaly 620 e destacou as marcas Whaly e Roto, com embarcações em HDPE. A empresa fez uma leitura positiva da sua participação, centrada na demonstração de produtos e

captação de novos clientes, valorizando a presença dos expositores que marcaram presença numa edição que classificou como desafiante. Na sua posição sublinha a importância da presença no certame e do contacto directo com o público.

Na área do turismo náutico, a EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal marcou presença em parceria com o Turismo do Centro de

Portugal e a Fórum Oceano. O Centro de Portugal conta actualmente com 19 estações náuticas certificadas e a meta indicada é encerrar 2026 com 25. Na Nauticampo estiveram presentes 12 das 19 estações certificadas da região, bem como mais de dez operadores associados. O plano de acção do PROVERE envolve as oito comunidades intermunicipais da região Centro e representa um investimento de 1,75 milhões de euros. A iniciativa tem como objectivo valorizar recursos ligados ao mar, rios e albufeiras, através das Estações Náuticas, estruturando oferta turística, actividade empresarial e projectos associados à náutica.

A Fórum Oceano esteve presente conjuntamente com a EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal e destacou a promoção da diversidade da oferta turística das Estações Náuticas do Centro de Portugal, bem como a realização das Nauti Talks. As sessões abordaram a Ria de Aveiro, as estações náuticas de águas interiores e a estratégia da Náutica do Centro de Portugal.

A ACAP apresentou uma leitura crítica, mas orientada para a reformulação da Nauticampo. A associação considera que o certame tem vindo a perder dimensão, com menos expositores, menos participantes e defende que a feira deve ser repensada e relançada em articulação com o sector.

A Yamaha destacou as WaveRunner na Nauticampo 2026, ano em que celebra os 40 anos deste o lançamento em 1986

Entre as propostas apresentadas estão a revisão das datas e horários, o afastamento em relação à BTL, a inclusão de áreas como mergulho, pesca, charter, vela, escolas de navegação, actividades marítimo-turísticas e barcos usados, bem como o reforço do turismo náutico, turismo aventura, regiões autónomas, municípios, regiões

Os motores fora de borda Yamaha estiveram em destaque, com diferentes potências e configurações para embarcações de recreio
Fotografia:

de turismo, estações náuticas e emprego azul.

Apesar das reservas, a associação reconhece que continuam a realizar-se negócios na feira e que alguns expositores mantêm uma avaliação positiva. Na leitura da ACAP, a possibilidade de uma “Nova Nauticampo” dependeria da disponibilidade da AIP/FIL para repensar o certame em conjunto com os operadores e entidades do sector.

A Hydrosport, presente em parceria com a Suzuki, apresentou os modelos RIB565 e RIB474. A empresa indicou ter tido poucos contactos, mas duas vendas, resultado que classificou como superior ao habitual. A Hydrosport enviou ainda um texto de opinião, assinado por Eddy Johansen, no qual defende uma discussão alargada sobre o futuro da feira náutica em Lisboa e sobre uma eventual alternativa ao actual modelo na FIL.

Uma feira que ainda conta, mas que precisa de se reencontrar com o sector

A Nauticampo 2026 confirmou que o certame mantém capacidade para reunir marcas, concessionários, operadores, entidades públicas, projectos territoriais e visitantes ligados à náutica e às actividades do mar. A presença de empresas e outras entidades do sector mostra que a feira continua a ser reconhecida como espaço de contacto, apresentação de produto e relacionamento profissional.

Essa relevância ficou visível em vários planos: motores, embarcações, electrónica marítima, soluções eléctricas, turismo náutico e projectos de valorização territorial. A Yamaha apresentou uma presença alargada, a Suzuki Marine mostrou a ligação entre motores e embarcações de

Obe & Carmen apresentou o

diferentes fabricantes, a Motolusa levou novas representadas e modelos em estreia, a Nautel apresentou tecnologia aplicada à navegação e à pesca selectiva, a Riamar mostrou o Evolution 5.0 Open, um projecto nacional desenvolvido ao longo de quatro anos e, no turismo náutico, a EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal, o Turismo do Centro de Portugal e a Fórum Oceano trouxeram à FIL a dinâmica das estações náuticas, com presença de 12 das 19 estações certificadas no Centro.

Ao mesmo tempo, a edição de 2026 evidenciou uma pre-

ocupação transversal. Vários operadores consideram que a Nauticampo já não tem a escala, a força de comunicação ou o enquadramento sectorial de outros tempos. Custos de participação, preço dos bilhetes, divulgação insuficiente, menor número de expositores, afluência reduzida em dias úteis, dificuldades logísticas e necessidade de uma estratégia agregadora foram temas referidos por diferentes empresas e pela ACAP.

O ponto central é que muitas críticas surgem de empresas que, apesar disso, fizeram contactos, tiveram interesse nos seus produtos

ou realizaram vendas. Não se trata, por isso, de rejeição da feira, mas de defesa da sua reformulação. A Nauticampo conserva nome, memória, localização, reconhecimento público e capacidade de atrair marcas relevantes, mas enfrenta sinais de desgaste que não podem ser ignorados.

O futuro do certame dependerá da capacidade de alinhar organização, associações, marcas, fabricantes nacionais, concessionários, operadores turísticos, entidades públicas e projectos ligados ao mar. As propostas recolhidas apontam para

SharkCaretta Cruise 8.0, apresentada pela Portinauta com motorização eléctrica Torqeedo, no âmbito das soluções “Electrified by Torqeedo”
A
Obe Fisher 625, modelo de pesca e recreio com motorização Yamaha

revisão de datas e horários, reforço da comunicação, reavaliação dos custos de participação e entrada, e integração de áreas como mergulho, pesca, charter, vela, escolas de navegação, marítimo-turísticas, barcos usados, turismo náutico, turismo aventura e emprego azul.

A Nauticampo continua a ter matéria, história e actores para ser uma feira relevante, mas a edição de 2026 mostrou que a continuidade, por si só, já não chega. O sector náutico português parece pedir uma feira mais representativa, mais aberta, mais participada e mais ajustada à realidade actual do mercado.

Entre

a permanência e a necessidade de mudança

A Nauticampo 2026 deixou uma imagem dupla. Foi, ainda, uma montra para produtos, marcas, projectos e contactos, mas foi também um sinal de alerta sobre o lugar que a feira ocupa hoje no sector náutico português. O certame mantém valor enquanto ponto de encontro e plataforma de visibilidade. A presença de novidades, empresas nacionais, marcas internacionais, projectos de turismo náutico e soluções tecnológicas demonstra que existe actividade, investimento e capacidade de proposta. A feira continua a gerar contactos, algum negócio e reconhecimento.

O futuro da Nauticampo dependerá da forma como forem respondidas as reservas expressas por vários protagonistas. A questão já não é apenas saber se a feira deve continuar. A questão é saber em que formato, com que ambição, com que calendário, com que modelo económico e com que envolvimento do sector. Se conseguir transformar

A Riamar apresentou em pré-lançamento o Evolution 5.0 Open, embarcação concebida, desenhada e fabricada em Portugal
A Motolusa apresentou várias novidades, incluindo novas representadas

as críticas em processo de revisão, a Nauticampo poderá recuperar centralidade no calendário náutico nacional. Se não o fizer, corre o risco de continuar a perder escala e representatividade, mesmo mantendo um nome que ainda é reconhecido pelo público e pelas empresas.

A edição de 2026 mostrou que há sector, há marcas, há projectos e há público interessado. Mostrou também que existe uma expectativa clara de mudança. O futuro da Nauticampo passará por saber se essa expectativa será integrada numa nova etapa do certame.

A Motolusa apresentou a nova versão Lilybaeum Lounge Deck, numa configuração em tons claros e com apresentação própria no certame

Voz aos Protagonistas

ACAP

AACAP defende que deve existir uma feira forte para o sector, mas considera que o actual conceito da Nauticampo já não reúne o mesmo consenso entre os operadores. A associação recorda que tem sido parceira do certame, proporcionando condições es-

peciais aos seus associados, mas entende que é necessário recuperar a confiança de expositores e visitantes.

“A NAUTICAMPO nos últimos anos tem ficado cada vez mais reduzida, com menos expositores e com menos participantes. Tem perdido o glamour de outros tempos e

tem ficado menos interessante. Esta tendência precisa de ser invertida, a Feira precisa de ser repensada e relançada.”

A associação propõe uma revisão do modelo, incluindo datas, horários, áreas representadas e maior ligação ao turismo náutico, turismo

aventura, regiões, municípios, estações náuticas e emprego azul.

“Apesar de ter sido uma feira pequena, continuam a fazer-se negócios e o feedback de alguns expositores é positivo e continuam a acreditar na Feira.”

Para a ACAP, a criação de

Nauti Talks sobre a Náutica do Centro de Portugal, com foco na Ria de Aveiro e nas suas Estações Náuticas

uma “Nova Nauticampo” dependerá da abertura da AIP/ FIL para repensar e relançar o certame com o sector.

Fórum Oceano

A Fórum Oceano destacou a promoção da diversidade e qualidade da oferta turística

partilha de conhecimento, networking e reflexão conjunta sobre o desenvolvimento do turismo náutico na região. No dia 12 de março, o painel “A Ria de Aveiro e as suas Estações Náuticas” reuniu coordenadores das estações náuticas daquele território e contou com a participação de Rui Dias, Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Januário Cunha, Presidente da Câmara Municipal da Murtosa, e Graça Gadelho, Vereadora da Câmara Municipal de Vagos. No mesmo dia decorreu o painel “Náutica do Interior: Estações Náuticas de Águas Interiores”, com a participação dos coordenadores das Estações Náuticas do Alto Côa, Proença-a-Nova e Castelo Branco.

Já no dia 14 de março, foi apresentada a estratégia EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal, por Hélder Almeida, seguindo-se apresentações de estações náuticas e parceiros, nomeadamente da Região de Coimbra, Castelo do Bode e Oeste.

das Estações Náuticas do Centro de Portugal, que contam actualmente com 19 estações certificadas, distribuídas entre o litoral e o interior. A presença na Nauticampo 2026 teve como objectivo evidenciar a abrangência territorial do projecto e reforçar o contacto directo com o público, profissionais do sector, entidades coordenadoras e parceiros empresariais.

Além da dinamização do espaço expositivo, a Fórum Oceano organizou as Nauti Talks - “Projectos que Movem: Náutica do Centro de Portugal”, realizadas nos dias 12 e 14 de março. As sessões reforçaram a componente de

No balanço da presença na feira, a Fórum Oceano destacou a visibilidade alcançada, a qualidade dos contactos institucionais e empresariais estabelecidos e o reforço do reconhecimento das Estações Náuticas do Centro de Portugal junto do público. Segundo a entidade, a Nauticampo contribuiu também para fortalecer a coesão interna da rede, tendo estado representadas 12 das 19 estações certificadas, bem como vários parceiros empresariais que, ao longo dos cinco dias, apresentaram e promoveram a sua oferta junto dos visitantes.

“As Nauti Talks revelaramse um momento particularmente relevante para promover o networking entre as Estações Náuticas, os seus parceiros e os visitantes da feira, contribuindo para reforçar sinergias, partilhar boas

Suzuki Marine apresentou na Nauticampo 2026 a sua gama de motores fora de borda, incluindo modelos V6 mecânicos e electrónicos
A presença da Suzuki Marine integrou também concessionários e parceiros, entre os quais a Zimbromotor, com embarcações equipadas com motores da marca

práticas e aumentar a visibilidade do trabalho desenvolvido em toda a região.”

Gisela Sousa, Coordenadora das Estações Náuticas de Portugal, indicou ainda que: “A presença na Nauticampo foi um passo fundamental na consolidação do plano de ações promocionais previsto no PROVERE para o corrente ano e uma forma de reforçar as parcerias com as estações náuticas e os seus parceiros empresariais.”.

EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal

A EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal enquadrou a presença na Nauticampo 2026 na promoção dos serviços turísticos, actividades e negócios associados às Estações Náuticas do Centro de Portugal.

Segundo Hélder Almeida, coordenador de projecto da EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal, a participação surgiu num contexto de crescimento das estações náuticas certificadas na região. O Centro de Portugal conta actualmente com 19 estações náuticas certificadas e a meta indicada é encerrar 2026 com 25 estações certificadas.

A presença no certame foi desenvolvida em parceria com o Turismo do Centro de Portugal e com a Fórum Oceano, numa estratégia de activação centrada na criação de espaços de comunicação e promoção dinamizados pelas estações náuticas, pela rede de parceiros e pelos agentes turísticos.

Durante os cinco dias da Nauticampo foram apresentados projectos, actividades e ofertas ligadas às estações náuticas da região. Estiveram presentes 12 das 19 estações náuticas existentes no Centro de Portugal e mais de dez

A Hydrosport apresentou na Nauticampo embarcações semirrígidas, em parceria com a Suzuki Marine
O espaço da Hydrosport integrou os modelos RIB565 e RIB474
A Mar da Barca marcou presença com a TarponPro, em articulação com a Suzuki Marine

operadores associados.

“Conseguimos criar uma dinâmica forte com a presença de doze estações náuticas e mais de dez operadores associados das Estações Náuticas do Centro de Portugal. A dinâmica criada com as ações de apresentação de projetos e de oferta turística permitiu aumentar a notoriedade e o conhecimento da oferta existente.”

Para Hélder Almeida, a presença reforçada na Nauticampo permitiu criar uma dinâmica interna entre as estações náuticas e afirmar a estratégia de valorização das estações, dos agentes turísticos e dos parceiros empresariais associados ao projecto.

Pedro Pontes, Director do Núcleo de Estruturação, Pla-

Sandra Cunha entrevistou Madalena Casanova numa das Conversas Náuticas da Yamaha, dedicada ao percurso da velejadora rumo à Mini Transat 2027

neamento e Promoção da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, enquadrou

a náutica como activo estratégico para a região, associando o crescimento das estações

certificadas à diversificação da oferta turística.

“Para o Centro de Portugal

Madalena Casanova e o Caminho para a Mini Transat 2027

Entre os momentos das “Conversas Náuticas” promovidas pela Yamaha na Nauticampo 2026 esteve a entrevista conduzida por Sandra Cunha a Madalena Casanova, velejadora de 20 anos, natural de Santa Maria, nos Açores, que prepara a participação na Mini Transat 2027.

A velejadora recordou a ligação ao mar desde a infância, primeiro nos Açores e depois no continente, onde viveu em ambiente próximo dos veleiros. Sem percurso inicial ligado à competição, Madalena Casanova explicou que o contacto com a vela offshore surgiu mais tarde, depois de procurar um caminho profissional ligado ao mar.

Na conversa, referiu a passagem por barcos da Volvo Ocean Race como uma experiência decisiva para compreender a vela offshore. A partir daí, identificou Lorient, em França, como ponto de passagem essencial para quem pretende seguir este percurso. Depois de tirar a carta de condução, partiu para França numa carrinha de 1985.

A qualificação para a Mini Transat foi um dos temas centrais da entrevista. Madalena Casanova descreveu a experiência de mais de 1.000 milhas em solitário como uma etapa marcada por dificuldades, cansaço e aprendizagem. Quando questionada sobre a palavra que escolheria para resumir essa qualificação, respondeu: “sofrimento”. Acrescentou, porém, que esse sofrimento trouxe “muitos ensinamentos” e “muitas lições de vida”.

A Mini Transat, prevista para 2027, é uma regata transatlântica em solitário, realizada em barcos de 6,5 metros. Segundo explicou a velejadora, a prova será dividida em duas

etapas: de França até às Canárias e, depois, das Canárias até Salvador, na Bahia, Brasil. A segunda etapa deverá rondar os 20 dias de navegação.

Durante a conversa, Madalena Casanova abordou também as condições de navegação em solitário, a gestão do sono em períodos curtos, a alimentação a bordo com comida liofilizada e a utilização de equipamentos básicos, incluindo cartas de papel e sextante, em linha com o espírito da Classe Mini.

A ligação à Torqeedo Portugal foi outro ponto referido. A velejadora explicou que recebeu um motor eléctrico Torqeedo, que lhe permite maior autonomia nas manobras de entrada e saída de marina, reduzindo a necessidade de reboque ou de manobras à vela em espaços condicionados. Segundo Madalena Casanova, o motor já foi utilizado numa viagem entre Cascais e a Doca de Santo Amaro.

A entrevista incluiu ainda a exibição de um vídeo sobre a sua qualificação, onde Madalena Casanova relata a ambição de atravessar o Atlântico sozinha, as dificuldades vividas no mar, o encontro com orcas, o cansaço físico e emocional, e a determinação em continuar até concluir a etapa.

No final da conversa, a velejadora sintetizou o conselho que daria a outros jovens interessados em seguir um projecto ligado ao mar: “Vai, dá o primeiro passo, o segundo já é mais fácil.”

Questionada sobre o que significava estar na Nauticampo, Madalena Casanova afirmou: “Estar aqui é um sonho concretizado. Nunca pensei que esta ideia de ir para a França numa carrinha velha fosse chegar a este ponto.”

As Conversas Náuticas reuniram diferentes perspectivas e experiências ligadas ao mar e à náutica

a oferta náutica é um ativo estratégico muito relevante. O aumento de estações náuticas certificadas na região centro é uma demonstração da capacidade dos territórios e dos empresários na diversificação da oferta turística existente.”

A EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal valoriza recursos ligados ao mar, rios e albufeiras, através das Estações Náuticas, estruturando produtos turísticos e projectos de base territorial. A iniciativa tem como copromotor líder a Comunidade Intermunicipal da Região das

Beiras e Serra da Estrela e envolve as restantes sete comunidades intermunicipais da região Centro, parceiros públicos e privados, com um plano de acção de 1,75 milhões de euros.

Hydrosport

A Hydrosport apresentou os modelos RIB565 e RIB474, em parceria com a Suzuki.

A empresa indicou que o objectivo principal foi manter contacto com o sector e mostrar continuidade no mercado. No balanço, referiu poucos contactos e duas vendas.

“Poucos contactos, 2 ven-

das. O que é mais do que o costume.”

Mar da Barca

A Mar da Barca, concessionário Suzuki, fez um balanço positivo em termos de visitas, interesse e contactos, mas considerou que o retorno não justificou o investimento realizado.

A empresa apontou críticas ao custo dos espaços, à divulgação do evento e à logística de montagem e desmontagem. Em sentido positivo, destacou a alteração de horário. Segundo a Mar da Barca, a redução das horas

A Nautel centrou a sua presença na electrónica marítima, com destaque para Furuno, Humminbird, Minn Kota e Sena Marine

do evento facilitou a gestão das equipas, a alocação de recursos humanos e a presença contínua no stand.

“De forma global, o balanço da nossa participação foi positivo: registámos um bom número de visitas ao stand, houve interesse relevante nos nossos produtos e estabelecemos contactos importantes no setor. No entanto, consideramos que o retorno obtido não justifica o investimento realizado.”

A empresa referiu ainda que muitos clientes não tinham conhecimento da feira até serem convidados directamente, apontando a comunicação prévia como uma área crítica para a afluência e para o retorno dos expositores.

Moteo / Suzuki Marine

A Moteo destacou os motores V6 mecânicos e electrónicos da Suzuki Marine, com design actualizado, e a presença de vários parceiros com embarcações equipadas com motores Suzuki. Entre os modelos expostos estiveram o Fibramar 625 Open, os Hydrosport RIB 565 e RIB 474, o Isonautica 480 Open e os Tarpon DV60 e AD46. No espaço da marca estiveram expostos o Fibramar 625 Open com motor Suzuki DF150ATL, através do concessionário Atelier do Barco; os Hydrosport RIB 565 e RIB 474, equipados com motores Suzuki DF70ATL e DF60ATL; o Isonautica 480 Open, apresentado pela Zimbromotor com motor Suzuki DF70ATL branco; e os Tarpon DV60 e AD46, associados à Mar da Barca, com motores Suzuki DF140 e DF50ATL. A empresa referiu que a Nauticampo 2026 gerou oportunidades de negócio para os parceiros, embora tenha deixado a sensação de que o público e o número de exposi-

tores poderiam ter sido superiores.

“O público presente, apesar de em menor quantidade do que noutros anos, era um público mais qualificado e genuinamente interessado nos produtos apresentados.”

A Moteo defende que a Nauticampo deve rever a forma como capta visitantes, as dinâmicas do evento, o preço dos bilhetes e o próprio modelo. A presença da Suzuki Marine teve também como objectivo reforçar a ligação da marca aos seus concessionários e às embarcações equipadas com motores Suzuki no mercado nacional.

Motolusa

A Motolusa centrou a sua presença na apresentação de novidades e novas representadas, com destaque para a Ocqueteau e a Bombard, marcas que passou a representar em exclusivo desde fevereiro de 2026.

A Ocqueteau foi apresentada com enfoque em embarcações de pesca, para utilização amadora e profissional,

Riamar Antecipa Nova Fase com o Evolution 5.0 Open

ARiamar apresentou na Nauticampo 2026, integrada no espaço da Yamaha, o pré-lançamento do Evolution 5.0 Open, uma embarcação concebida, desenhada e fabricada em Portugal.

Segundo a marca, o projecto foi desenvolvido ao longo de quatro anos e representa uma nova fase da Riamar, empresa com 62 anos de actividade. A embarcação foi desenhada digitalmente em Solidworks e produzida com recurso a moldes em CNC 3D de cinco eixos. A construção é feita em sanduíche de PVC.

O modelo apresentado na Nauticampo foi descrito como uma versão quase protótipo, “barco zero” ou “barco um”, e teve ali a sua primeira aparição pública. No momento da entrevista ao Notícias do Mar, a embarcação ainda não tinha navegado, embora já tivesse realizado testes computorizados e em tanque. A marca previa realizar os testes em água nas semanas seguintes, concluir a certificação e colocar o modelo no mercado entre maio e junho de 2026.

O Evolution 5.0 Open tem 5,20 metros de comprimento, 2,10 metros de boca na linha de água e peso indicado na ordem dos 500 quilos sem motor. Foi apresentado

com uma motorização Yamaha de 70 cv, considerada pela Riamar uma solução equilibrada para o modelo, embora a embarcação admita motorizações até 115 cv.

A construção assenta numa estrutura sem madeiras, em três peças principais: casco, convés e estrutura interior. A marca referiu que o barco foi pensado para ser robusto, simples de construir e com redução de mão-de-obra no processo produtivo. O acabamento inclui elementos em preto, numa linha estética que a Riamar pretende continuar em futuros modelos.

Questionada sobre o posicionamento comercial, a Riamar indicou que o valor ainda não estava fechado, apontando apenas uma referência preliminar próxima dos 50 mil euros, com IVA e motorização de 70 cv, sujeita a confirmação após testes, certificação e definição final de equipamento.

A marca assume esta fase como um período de validação técnica e comercial antes da configuração final de lançamento. O objectivo passa também pelo mercado internacional, sobretudo europeu, estando prevista a apresentação do modelo na boot Düsseldorf, em janeiro de 2027.

A proa do Riamar Evolution 5.0 Open evidencia a nova linha estética da marca, com acabamentos em negro nos elementos metálicos
O Riamar Evolution 5.0 Open com um Motor Yamaha de 70cv

enquanto a Bombard foi enquadrada no segmento dos semirrígidos.

Parte da presença da Motolusa esteve também integrada no stand da Yamaha Portugal, com os modelos B2 Cap Ferret 522 Open e Nordic 6020 associados às soluções Yamaha e Torqeedo.

“A nossa experiência na Nauticampo 2026 confirma que continua a existir massa crítica no setor para sustentar uma feira náutica relevante em Portugal. No entanto, o rumo atual do evento e a não adaptação a uma nova realidade levanta sérias dúvidas quanto à sua capacidade de sobrevivência a médio prazo.”

A Motolusa indicou ter saído satisfeita com os resultados e confiante no fecho de negócios, mas sublinhou que esse resultado decorreu sobretudo do seu próprio investimento e da sua decisão de apostar no evento. A empresa referiu contactos qualificados, manifestações concretas de interesse e vendas, em especial em torno do Ocqueteau Ostrea 600 e do modelo Bombard exposto.

Nautel

A Nautel centrou a sua presença na electrónica marítima, com destaque para Furuno, Humminbird, Minn Kota e Sena Marine.

A empresa apresentou uma solução Furuno de apoio à pesca de cerco, destinada a ajudar na pesca selectiva, e a Humminbird Mega Live Sonar 2, com visualização ao vivo até cerca de 50 metros. No caso da Furuno, a solução destacada permite obter informação sobre tamanhos de peixe no cardume e diferenciação entre espécies como biqueirão, sardinha, cavala ou carapau. A Nautel destacou ainda motores eléctricos de proa Minn Kota, com função de âncora electrónica

A Vanguard Marine apresentou a sua gama de semirrígidos no certame
A SanRemo Blue apresentou o Whaly 620 e destacou embarcações em HDPE das marcas Whaly e Roto
O Vilamoura Boat Show divulgou a próxima edição do evento junto do público e dos profissionais do sector

A EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal marcou presença na Nauticampo 2026 em parceria com o Turismo do Centro de Portugal e a Fórum Oceano, promovendo a oferta das Estações Náuticas do Centro

para embarcações até oito metros, e a solução de comunicações wireless Sena Marine.

A Nautel fez um balanço final positivo da sua presença na Nauticampo 2026, embora tenha assinalado uma afluência reduzida nos primeiros dias. Segundo a empresa, os três primeiros dias foram “muito fracos”, com pouca presença de público e de profissionais do sector, mas, no fim-de-semana, “a situação mudou radicalmente”

A empresa considera, ainda assim, que a feira fica aquém da dimensão do sector que representa, apesar de manter reconhecimento junto do público.

“A experiência continua a ser um ‘sabor a pouco’, feira minimalista muito longe de refletir o setor, mas cujo nome continua a estar na mente das pessoas. Muitas pessoas a dizer, que para aquilo, a feira devia ser gratuita, e se calhar têm razão.”

A empresa enquadrou a participação como forma de afirmar a sua continuidade no mercado nacional de soluções electrónicas marítimas, área em que actua há 36 anos.

SanRemo BlueIndústria Náutica

A SanRemo Blue apresentou o Whaly 620 e destacou as marcas Whaly e Roto, com embarcações em HDPE.

A empresa fez um balanço

positivo da participação, centrado na demonstração de produtos e aquisição de novos clientes. A sua posição introduz uma leitura mais construtiva da edição, valorizando a presença das empresas que participaram no certame.

“Numa edição de desafios, a nossa presença na NAUTICAMPO 2026 foi uma afirmação de compromisso com o setor. Mais do que o tamanho do evento, valorizamos a coragem e o profissionalismo de quem esteve presente para receber o público, provando que o mercado se constrói com quem faz e não apenas com quem critica.”

Centro de Portugal na Nauticampo em Números

AEEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal reforçou a presença na Nauticampo em parceria com o Turismo do Centro de Portugal e a Fórum Oceano. A participação teve como objectivo criar um espaço de comunicação e promoção dinamizado pelas estações náuticas, pela rede de parceiros e pelos agentes turísticos da região.

19 estações náuticas certificadas no Centro de Portugal. 12 estações representadas na Nauticampo 2026. Mais de dez operadores associados presentes.

25 estações certificadas é a meta indicada para o final de 2026.

1,75 milhões de euros de investimento no plano de acção.

Oito comunidades intermunicipais da região Centro envolvidas.

Dois dias de Nauti Talks, realizados a 12 e 14 de março. Litoral e interior representados na oferta turística náutica da região.

A empresa concentrou a sua presença em embarcações em HDPE e no contacto directo com potenciais clientes.

Yamaha

A Yamaha apresentou a Nauticampo 2026 como uma oportunidade para mostrar diferentes áreas da marca, com destaque para motores fora de borda, soluções eléctricas Torqeedo, WaveRun-

ners, tecnologia de rigging e marcas parceiras.

A empresa destacou a presença de 15 marcas de barcos “EmPowered by Yamaha”, mais de 30 motores Yamaha, nove marcas “Electrified by Torqeedo”, mais de dez motores Torqeedo e oito WaveRunners. A marca assinalou

Representantes das Estações Náuticas do Centro de Portugal e parceiros no espaço da Náutica do Centro de Portugal, onde foram promovidas actividades, projectos e propostas turísticas ligadas ao mar, rios e albufeiras

ainda os 40 anos das WaveRunner, apresentou uma área de experimentação de rigging, a Wireless Station associada

“Sobre

Sao sistema Helm Master EX, a plataforma MySea e um espaço dedicado ao projecto Clean the Sea.

No âmbito das “Conversas Náuticas”, a Yamaha promoveu sete momentos com convidados ligados ao meio náu-

a Nauticampo 2026 e Afins”

erá que o futuro da Feira Náutica de Lisboa é sairmos da FIL Parque das Nações?

Eu, Eddy, já sou um ancião na Nautica de Recreio. Entrei com 15 anos de idade em 1985. Vivia na Noruega e aprendi o básico lá. Após uns anos de interregno para estudar nos anos 90, montei a Hydrosport em 1999. Fomos estrear as novas instalações da FIL (Feira Internacional de Lisboa) no Parque das Nações em 2000.

Desde essa altura a Hydrosport tem participado na Nauticampo de uma forma ou outra – nos anos que se realizou este certame. Ora com espaço próprio, ora em espaço de revendedores nossos ou em espaço de alguma marca de motores com o qual colaboramos.

Desde a loucura do ano 2000 onde se tinha que pedir “por favor” à FIL para pode participar, temos observado uma enorme decadência. A FIL (Feira Internacional de Lisboa) numa atitude sempre prepotente de quem pode, manda e faz, nunca foi capaz de aceder aos pedidos da associação dos profissionais de Náutica de Recreio APICAN/ACAP para dinamizar a feira. O espaço é cada vez mais caro, os bilhetes de entrada idem.

Ao mesmo tempo nem sequer existe uma divulgação como deve ser do certame. Posso afirmar que este ano não vi um único cartaz ou anúncio a publicitar a feira.

Temos o resultado à vista de todos. Meio pavilhão de barcos, visitantes quase não os vemos. Ontem, Quartafeira, e primeiro dia da feira, que costuma ser um dia movimentado, os corredores estiveram vazios o dia todo.

A Hydrosport não vai para a Nauticampo para vender barcos. Vamos para as pessoas não se esquecerem de nós e para dizer que continuamos por cá. Mas isso tornase complicado quando as pessoas não vêm. E porque é que hão de vir, para participar neste espetáculo triste

tico. Um desses momentos foi a entrevista conduzida por Sandra Cunha a Madalena Casanova, velejadora açoriana de 20 anos que prepara a participação na Mini Transat 2027.

“Para a Yamaha, foi uma oportunidade de apresentar uma visão integrada da marca, que liga inovação, sustentabilidade e experiência, e de reforçar a proximidade com todos os que partilham a paixão pelo mar.”

A presença da Yamaha funcionou também como plataforma para várias marcas parceiras de embarcações, tanto no âmbito EmPowered by Yamaha como no conceito Electrified by Torqeedo.

e com preço de bilhete que quase custa o mesmo que um almoço? Eu não almoço por 8 euros, mas ainda hoje paguei 12 euros e comi bem.

A FIL não faz nada para ajudar. Temos neste momento uma feira para miúdos a decorrer em paralelo. Estão dezenas e dezenas de autocarros estacionados no lado de fora que trouxeram milhares de miúdos. São miúdos às dezenas de milhares. E se a FIL oferecesse um vale para esses miúdos visitarem a feira? Claro que não vão comprar barco, mas se visitarem 2000 miúdos, se calhar 100 ou 200 chegam à conclusão que barco até é uma coisa fixe. Se dos 100, 50 ficam com o bichinho que todos nós temos, se calhar 20, quando forem crescidos, compram barco. E seria uma iniciativa que não custava nada. Sempre ouvi dizer que cedo se torce o pepino.

Atenção que esta ideia não é minha, ouvi do Fernando P e achei que valia pena partilhar.

Voltando a nós trouxas que participamos todos os anos. Fazemos a inscrição cedo, pagamos o valor pedido, e cumprimos a nossa parte. Este ano, como grande parte das firmas que costumam participar não se inscreveram, a FIL entrou em contacto com eles quando faltava 15 dias para a feira, a oferecer desconto no espaço (!). Mas afinal o que é isto? Isto não é o mesmo que pedir para ninguém se inscrever no próximo ano?

Acho que está na altura de reunir a malta toda da náutica de recreio e procurar um espaço alternativo para realizar a nossa feira anual. Podemos não conseguir um espaço tão bom como o Parque das Nações, mas seguramente não temos que aceitar a continuar a ser tratados como os parentes pobres da náutica de recreio em Portugal.

Eddy Johansen

Dimâmica de visitantes e expositores no Pavilhão 4 da FIL durante o evento

Notícias do Mar

Notícias do Porto de Lisboa

Finalmente Está em Estudo a Navegabilidade do Tejo

O Tejo já recebe os golfinhos

Está em curso na APA, a avaliação ambiental do projeto de navegabilidade do Tejo.

Oprojeto de melhoria das condições de navegabilidade do estuário do Tejo encontrase em fase de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), após a submissão do respetivo Estudo de Impacte Ambiental (EIA) pela Administração do Porto de Lisboa (APL), junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O projeto tem como objetivo criar condições para o transporte regular de mercadorias por via fluvial, estabelecendo a ligação entre o Porto de Lisboa e a plataforma logística de Castanheira do Ribatejo. Esta solução permitirá transferir uma parte significativa do Plataforma logística de Castanheira do Ribatejo

transporte atualmente realizado por rodovia para o modo fluvial, contribuindo para a redução do tráfego rodoviário e do congestionamento, nomeadamente diminuindo o número de veículos pesados nas principais vias de acesso à capital.

Ao potenciar o uso do rio Tejo como corredor logístico, a iniciativa contribui igualmente para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para a melhoria da eficiência do sistema de transportes, em linha com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização.

O desenvolvimento da navegabilidade do estuário assenta, entre outras intervenções, na melhoria das condições de profundidade e segurança dos canais de navegação, nomeadamente através de operações de melhoria da cala e da otimização das infraestruturas portuárias, garantindo condições adequadas para a circulação de barcaças de mercadorias.

Com este projeto, a Administração do Porto de Lisboa reafirma o seu compromisso com a modernização do sistema portuário.

Estão previstas até 10 barcaças diárias com contentores, granéis e carga geral nos dois sentidos para portos interiores em Vila Franca e Castanheira do Ribatejo.

Fotografia: Paulo Talhadas dos Santos/Casa das Ciências
Estuário do Tejo
Estuário do Tejo
Valada do Ribatejo

Plataforma

Logística

Castanheira de Pera

A Plataforma Logística Castanheira de Pera apresenta, se-

gundo referiu Fernando Paulo Ferreira, o autarca de Vila Franca de Xira uma “grande dinâmica económica, logística, industrial e das novas tecnologias, que abriga já

duas dezenas de grandes empresas nacionais e internacionais nas mais diversas áreas, com forte potencialidade na inovação e investigação, e que está no radar do investimento na

península ibérica”

Com este novo cais, “entraremos numa nova fase de captação de investimento nacional e estrangeiro, e estamos já a trabalhar para a expansão deste site económico, que tem todas as potencialidades para modernizar a Área Metropolitana de Lisboa e melhorar o funcionamento desta grande cidade europeia, que é o conjunto da AML”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal.

O projeto foi apresentado na plataforma logística Lisboa Norte, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, em representação do ministro Miguel Pinto Luz.

“A criação de alternativas é absolutamente crítica para a competitividade da nossa logística. Este projeto representa uma inovação em Portugal, inserida numa interceção perfeita entre o rio, a ferrovia e a rodovia”, sublinhou o secretário de Estado, defendendo o reforço das ligações ferroviárias aos portos nacionais, no âmbito do projeto de quadruplicação da Linha do Norte, entre Lisboa e Carregado.

Com investimento de 11 milhões de euros, o projeto pretende retirar entre 100 a 400 camiões por dia das vias rodoviárias entre Lisboa e Vila Franca de Xira, contribuindo para a diminuição de mais de mil toneladas de emissões de dióxido de carbono equivalentes por ano.

Flamingos no Estuário do Tejo
Pássaros no Estuário do Tejo
Tejo em Abrantes
Tejo em Santarém

Sapateira Portuguesa Reapareceu

A sapateira portuguesa é um crustáceo de carapaça oval, robusta e de cor vermelho-acastanhada, com duas pinças fortes e pontas pretas, com pesos que chegavam aos 4 Kg e capturava-se em toda a costa portuguesa.

Durante muito tempo era um marisco de luxo que se vendia em todas as cervejarias portuguesas.

Entretanto desapareceu e deixou de ser vendida já há muitos anos nas cervejarias. Sempre foi um marisco muito apreciado na gastronomia portuguesa, consumido cozido, recheado com patê ou em saladas e arroz.

A sapateira portuguesa é capturada principalmente com armadilhas de gaiola, os covos. Os pescadores usam estas armadilhas, que são co-

locadas nos fundos de rocha, para apanhar qualquer crustáceo. A pesca é realizada de forma tradicional, respeitando as regras e os períodos de defeso para garantir a sustentabilidade da espécie.

A fêmea de sapateira transporta no abdómen até 3 milhões de ovos durante seis meses, permanecendo debaixo de rochas, ou enterrada em buracos que escava.

Há pouco tempo, pescadores artesanais de Cascais, têm vindo a capturar nos covos, sapateiras portuguesas com cerca de 3,00 Kg que

É capturada principalmente com armadilhas de gaiola e os covos
A sapateira portuguesa

Armadilhas de gaiola, os covos

têm enriquecido as mesas de restaurantes de Cascais.

O IPMA já está a estudar este espantoso reaparecimento da sapateira portuguesa.

Sapateiras portuguesas com cerca de 3,00 Kg têm enriquecido as mesas de restaurantes de Cascais

A fêmea de sapateira transporta no abdómen até 3 milhões de ovos durante seis meses

Pesca

Pesca Lúdica Embarcada

Também Podemos Pescar Bem de Inverno? - Cap II

A intenção é a de passarmos os olhos por questões relacionadas com a menor disponibilidade dos peixes em atacarem as nossas amostras no período de águas mais frias.

Resumindo um pouco o artigo anterior: como o metabolismo e a função muscular dos peixes reduzem durante o inverno, o desejo de se alimentarem e perseguirem presas também diminui.

Isso explica a menor incidência de atividade visível dos peixes e os períodos mais curtos em que eles se alimentam activamente.

Os eventuais peixes ainda presentes nos seus locais de caça, aqueles que ainda não afundaram à procura das termoclinas, tornam-se mais oportunistas no seu comportamento alimentar.

Desvantagem nossa que os vamos ter muito ....”inibidos” de comer, muito lentos. A natureza é assim, e não há que a tentar mudar, há sim que adaptar a nossa estraté-

gia ao que temos de enfrentar.

No fundo e se quisermos ser sérios, podemos entender esta redução de actividade invernal como uma resposta compreensível às necessidades de sobrevivência dos nossos peixes.

Grosso modo, o verão é a sua época de alimentação, o outono de desova, o inverno de conservação de energia e

a primavera o seu período de recuperação física. Em traços gerais é isto. Vamos ver mais detalhes abaixo.

Claramente, a temperatura é um factor importante, independentemente da estação do ano; ou, para ser mais preciso, do ponto de vista da pesca, a temperatura relativa.

Se a água subir de 14°C para 16°C, os peixes irão ini-

Carlos Campos num dia em que o nevoeiro estava a levantar junto à costa

ciar um ciclo de alimentação significativo, mesmo que estejamos no inverno. Se cair de 16°C para 14°C, eles irão ficar lentos, letárgicos.

São apenas dois graus, mas é uma questão de temperatura relativa à qual eles respondem criando uma tendência fisiológica: comer muito para captar reservas ou não correr atrás de presas para poupar energia em corridas inúteis.

É sempre a temperatura da água que determina qual das opções é mais válida no momento.

Das observações que tenho vindo a fazer, aquilo que me parece é que os nossos peixes funcionam muito por ciclos alimentares. Isso explica a razão de se “entupirem” em comida, muito para além do que seria necessário para um dado momento, ou para ignorarem por completo o factor alimentar, deixando-

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com

nos desesperados. Há dias em que nada parece resultar e isso acontece com mais frequência quando as águas estão geladas. É um facto.

Vento norte persistente, geadas, são sinais muito negativos para a pesca, sobretudo a pesca costeira.

Nesses dias, quem pode optar por sair de barco para um ou outro local, deve escolher pesqueiros fundos, abaixo das cotas de pesca mais utilizadas. Se o meu leitor não dispõe de uma embarcação, então a melhor alternativa é mesmo apostar em pescar nas horas em que o sol está mais alto, quando as águas rasas aquecem um pouco mais. Nessas circunstâncias, a temperatura relativa da água sobe lentamente durante a manhã, o que é favorável.

Um outro factor que me parece importante referir para quem pesca de terra é o se-

guinte: quando há diferenças na pressão atmosférica, por exemplo quando o vento se mantém norte durante alguns dias e num espaço de tempo curto passa a sul, gera-se um incremento na actividade dos peixes que beneficia aqueles que pescam mais junto à costa. Aquilo que tínhamos antes com vento norte, gelado, e peixe no pesqueiro mas de “boca fechada”, passa a ser peixe activo, com fome, com vontade de se alimentar.

Esta mudança de ventos provoca um aumento significativo da temperatura das águas, o metabolismo dos peixes aumenta e com isso a actividade sobe de forma significativa.

Nesses períodos, é pegar nas canas e sair ao mar.

Nunca por nunca desesperar quando não temos picadas nos primeiros lances.

E mais que isso, não atri-

buir culpas ao material, a luta que travamos nada tem a ver com a qualidade do nosso equipamento, mas sim com a forma como o utilizamos.

Também os podemos “ajudar” a morder as nossas iscas.

Continuo a ver muita gente a actuar de inverno da mesma forma que o faria de verão. É um erro crasso, os peixes não conseguem responder a esses estímulos rápidos.

Como o metabolismo dos peixes diminui, é muito importante diminuir a velocidade com que a isca é trabalhada. Se recolhermos a amostra muito rapidamente, não só esse ritmo parecerá artificial, desenquadrado daquilo que os peixes miúdos fazem, como também exigirá muita energia por parte do predador para perseguir o “peixe”, a nossa amostra. Tudo tem de parecer lógico,

A pescar jigging numa manhã bem fria de Janeiro

Os materiais de pesca hoje em dia são quase todos bons, o que faz a diferença é mesmo a técnica, a forma de utilização

para que resulte.

Relativamente às amostras a utilizar, parece-me evidente que o modelo a utilizar deverá ser algo que venha a rocegar o fundo, de forma lenta, e não uma amostra de superfície, por exemplo um popper, algo inútil quando o peixe se concentra no fundo.

Serão sempre estes pequenos detalhes que nos irão, ou não, dar o peixe bom do dia.

Se tivermos de pescar em condições de temperaturas baixas, desfavoráveis para a pesca, podemos fazê-lo, assim saibamos respeitar os ritmos de vida e actividade dos peixes que procuramos.

É e será sempre uma questão de abordagem, de saber fazer, e não são os peixes que têm de se adaptar...

Pesca

E Sobre uma Tesoura Desenhada para Pescadores?

Ele é um excesso de fio que desfigura uma baixada, ou que sobra de uma nova ligação a uma amostra, um jig, o que seja. Mais tarde ou mais cedo todos precisamos de cortar uma linha incómoda e por isso não há modalidade de pesca que possa prescindir de uma tesoura.

Quantas vezes reparamos que um peixe grande que engoliu a amostra e deixou marcas na linha, uma zona meio raspada, coçada, a necessitar de ...”conserto”?

Podemos ser malandros o suficiente para não o fazer, encolhemos os ombros, mas

sabemos bem que o próximo peixe irá rebentar-nos o fio.

E aí, para além da perda da nossa amostra milagrosa, a tal, também vamos perder o peixe. Não vale a pena sofrer tanto; mais vale sim...prevenir.

A verdade é que ter uma tesoura à mão é algo que não podemos dispensar. Mas...

serve uma qualquer?

Aquilo que apresentamos hoje é uma tesoura que é tão só o suprassumo das tesouras.

Por 9.40 euros, esta tesoura resolve a questão dos gumes debotados durante muitos anos!

Os japoneses levam muito a sério estas coisas de executar tarefas com as peças correctas. De resto, atribuemlhes créditos que são mais que merecidos.

Cuidam muito de garantir o máximo de qualidade possível porque sabem a importância de ter à mão o acessório certo no momento certo.

Dividem estas ferramentas em dois grandes grupos, o das tesouras para limpeza de peixe (eles são mestres em fazê-lo com uma notável perícia pois comem o peixe em cru), e as tesouras de corte.

Sobre estas, posso dizervos que não raras vezes dei por mim a “matraquear” o fio trançado, vezes e vezes sem conta, para o conseguir cortar.

O polietileno (PE) de que

as linhas multifilamento são feitas cega muito rapidamente o gume das tesouras. Ao fim de umas dezenas de cortes estão rombas e a partir daí já não cortam, ...partem. No fim de tudo ficam umas farripas de linha penduradas que não há maneira de limpar. Tentamos e tentamos cortar e não há forma porque as laminas da tesoura não ajudam. E não é isso que queremos, mas sim um corte limpo, seco, definitivo.

Produzir uma tesoura para cortar linhas PE tem que se lhe diga.

Desde logo as dimensões da peça: queremo-las tão pequenas quanto possível, é verdade.

Estas têm algo como 12,5 cm de comprimento e 6.5 cm de largura, com um peso de 28 gramas, logo perfeitamente concebidas para caber numa mala de acessórios.

Pensadas com lâminas de folha curva Bernoulli, fabricadas em aço inox de alta dureza e recobertas a titânio, mantêm o ângulo de intercepção entre si de tal forma que permitem cortes limpos da linha multifilamento.

O seu desenho obedece aos requisitos específicos de corte de linhas de pesca, e às necessidades de um afiamento duradouro.

O facto de as pontas das lâminas serem afiadas permitenos chegar a pontos da linha difíceis, espaços reduzidos, que com outro acessório seriam impossíveis.

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com

Se cortam linha polietileno PE muito mais facilmente cortam nylon ou fluorocarbono. Estas tesouras japonesas são, em concreto, o resultado de 40 anos de experiências na cidade de Seki, a cidade da cutelaria japonesa. Os artesãos das diversas empresas da cidade investigam, fazem experiências e este é o resultado final do seu

trabalho.

Basta um só corte de linha e ficamos a saber porque razão eles se sentem orgulhosos do seu produto final. Eles focam a sua atenção em produzir bem, e nós pode-

mos aproveitar a razão de ser do seu trabalho: produzir alta qualidade. A GO Fishing importou este artigo e as reacções são absolutamente incríveis: não há melhor!

Notícias do Instituto Politécnico de Leiria

IPLeiria Reforça Ligação ao Brasil

O IPLeiria reforça a ligação ao Brasil através de protocolo com a Universidade Federal do Rio Grande no domínio da economia azul, com o ecossistema de inovação azul de Peniche em destaque no IV Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul a do Rio Grande.

Oobjetivo é promover o desenvolvimento conjunto de atividades de ensino, investigação e inovação no domínio da economia azul, nomeadamente através da mobilidade de estudantes, docentes e investigadores, é o objetivo do protocolo celebrado entre a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), de Peniche, e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), durante o IV Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul do Rio Grande, no Brasil.

O evento decorreu entre os dias 30 de março e 2 de abril e contou com a participação de Sérgio Leandro, diretor da ESTM e coordenador científico do Hub Azul PenicheSmart Ocean, e de Filipe Sales

Fórum Economia Azul, Rio Grande
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar

e Ricardo Rosado, presidente e vereador do Município de Peniche, respetivamente, reforçando o posicionamento internacional do ecossistema de inovação azul de Peniche e a ligação estratégica ao Rio Grande do Sul.

“A assinatura do protocolo com a FURG e o reforço da cooperação com o Rio Grande do Sul, através da Prefeitura e do Sebrae Rio Grande do Sul, são particularmente relevantes no contexto da futura Universidade de Leiria e Oeste, afirmando Peniche como um polo estratégico de conhecimento, inovação e desenvolvimento na economia azul, assumindo à partida a dimensão da internacionalização como um desafio estruturante”, afirma Sérgio Leandro.

Participante na palestra ‘Peniche e Rio Grande: Construindo uma Aliança Estratégica entre Cidades Atlânticas’, juntamente com o presidente do Município de Peniche e a presidente da Prefeitura Municipal de Rio Grande, o diretor da ESTM destacou a articulação entre ensino superior, investigação e desenvolvimento territorial.

Sérgio Leandro evidenciou o trabalho desenvolvido pelo IPLeiria, através de unidades de investigação como o MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, o CiTUR - Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação

A Universidade Federal do Rio Grande
A ESTM e a CM Peniche em Visita à FURG
Escola Superior de Turismo

em Turismo, e o CETEMARES, num modelo de living lab costeiro que integra setores como turismo marítimo, pescas, aquacultura, biotecnologia azul e inovação digital.

A participação no fórum ficou também marcada pela definição de uma agenda de cooperação institucional entre a Prefeitura de Rio Grande e a Câmara Municipal de Peni-

che, com foco na partilha de boas práticas em desenvolvimento costeiro, inovação azul e valorização dos territórios marítimos.

Foram ainda apresentados os principais projetos estruturantes em curso em Peniche, com destaque para o Smart Ocean, enquanto estrutura de dinamização do Hub Azul de Peniche, integrado na Rede

Hub Azul, e para as infraestruturas Smart Ocean Open Labs, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do programa Hub Azul – Rede de Infraestruturas para a Economia Azul. Para Filipe Sales, presidente da Câmara Municipal de Peniche, “esta participação representa um passo decisivo na afirmação interna-

cional de Peniche enquanto território marítimo de referência, reforçando a nossa capacidade de estabelecer parcerias estratégicas e de projetar o concelho no contexto da economia azul global”. A presença no Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul enquadra-se na estratégia de internacionalização da ESTM-IPLeiria, do Smart Ocean e do ecossistema de Peniche, reforçando a sua capacidade de ligação entre a Europa e a América Latina e o seu posicionamento enquanto território âncora da economia azul, suportado por um ecossistema integrado que liga ciência, tecnologia, empresas e políticas públicas.

O Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul é um dos mais importantes eventos sobre a economia do mar no Brasil, cujo objetivo passa pela promoção de um debate em torno do crescimento sustentável da Economia Azul, reunindo especialistas, autoridades, empresários e a comunidade para discutir inovações, oportunidades de negócios e parcerias estratégicas, alinhando o setor aos desafios da sustentabilidade global.

A Universidade Federal do Rio Grande
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar

Notícias Nautel

A Nova Sonda DFF1UHD+ da Furuno

A Nautel apresenta a DFF1UHD+ da Furuno, a sonda mais avançada, que combina TruEcho CHIRP™ e CHIRP Side-Scan num único módulo compacto, desenhado para integrar na perfeição com a série NavNet TZtouchXL.

Temos o prazer de anunciar a chegada da nova sonda DFF1UHD+. CHIRP e SideScan numa única unidade compacta. Mais potência, mais detalhe, mais controlo… tudo num só equipamento!

A DFF1UHD+ é a sucessora direta dos modelos BBDS1 e DFF1-UHD, oferecendo desempenho melhorado, maior versatilidade e uma instalação simplificada. O seu design elegante e compacto é mais de 60% mais pequeno que o do DFF1-UHD e quase 50% mais compacto que o do BBDS1, facilitando a instalação, mesmo em embarcações mais pequenas. Os conectores à prova de água com código de cores e um design compacto permitem uma instalação simples.

A DFF1UHD+ oferece mais potência, mais detalhe e mais versatilidade num espaço reduzido, mantendo a fiabilidade que caracteriza a Furuno.

Perfeita para profissionais e entusiastas exigentes que procuram o máximo desempenho e integração total com os sistemas de bordo.

Quer se trate de pescar no fundo do mar em águas profundas ou de digitalizar estruturas ao longo da costa, o DFF1-UHD+ oferece uma clareza incomparável e uma separação de alvos com transmissão simultânea de CHIRP duplo e frequências selecionáveis. Com suporte para 300/600 W ou 1 kW CW/ CHIRP e CHIRP Side-Scan a 230 kHz ou 455 kHz, esta potência compacta estabelece um novo padrão de versatilidade e desempenho.

O DFF1UHD+ é um potente sonar de rede multicanal concebido para uma integração perfeita com o NavNet TZtouchXL, o complemento ideal para painéis de controlo equipados com os modelos TZT22X, TZT24X ou Black Box TZTBBX. O DFF1UHD+ combina até 1 kW de potência de sonda CW e CHIRP com varrimento lateral CHIRP de 230 kHz ou 455 kHz numa única unidade compacta, oferecendo um desempenho e versatilidade melhorados.

O DFF1-UHD+ foi concebido para pescadores que exigem precisão, potência e simplicidade. Ao integra-se perfeitamente com o NavNet TZtouchXL, reúne os três modos de funcionamento avançados numa única unidade: CW, TruEcho CHIRP e CHIRP Side-Scan.

A tecnologia TruEcho CHIRP elimina o ruído e a interferência, proporcionando uma definição de alvo mais nítida, para que possa distinguir com confiança entre amostras, peixes e estruturas subaquáticas. O

CHIRP Side-Scan opera a duas frequências (239 kHz ou 455 kHz), alargando o seu campo de visão até 230 metros para cada lado, permitindo detetar naufrágios, cardumes ou alterações no terreno subaquático.

Mais peixe, menos tempo desperdiçado, com os modos de cor do DFF1-UHD+, com varrimento lateral, o DFF1UHD+ coloca-o no comando com ecrãs personalizáveis. Escolha entre oito paletas de

Potência até 1 kW, compatível com transdutores de 300/600 W

TruEcho CHIRP™, alta resolução, separação excecional de alvos e definição do fundo

cores e layouts de ecrã ajustáveis (ecrã completo, 1/2, 1/3, 1/4 ou 1/6) para se adequar ao seu estilo de pesca e às condições do mar.

Conectores codificados por cor e impermeáveis para instalação rápida e segura

Concebido para o seu barco, pronto para a sua próxima viagem. Com a sua compatibilidade com o NavNet TZtouchXL, integrara-se com o TZtouch3, TZT2BB e MaxSea/TZ Professional através de atualizações de software. Foi concebido para oferecer um elevado desempenho, fácil instalação e fiabilidade inabalável, para que se possa concentrar no que importa: encontrar peixe e encher o refrigerador.

Principais

vantagens da DFF1UHD+

• CHIRP Side-Scan 230 kHz ou 455 kHz, com cobertura até 230 m de cada lado.

• Alcance de exibição de 1,8 a 1.200 metros.

• TruEcho CHIRP™ de alta resolução para uma separação excecional de alvos e definição do fundo.

• Potência até 1 kW, compatível com transdutores de 300/600 W (Caixa de adaptação MB1100 necessária para alguns transdutores CW).

• Modos inteligentes: ACCU-

FISH™, Discriminação de Fundo, A-Scope, Ganho Automático (Pesca/Cruzeiro) e Ganho Manual (com transdutor compatível), TruEcho CHIRP™, Discriminação de Fundo (Necessário Transdutor compatível).

• Visualização flexível: ecrã completo, dividido ou multipainel (1/2, 1/3, 1/4, 1/6), com 8 paletas de cores para CHIRP Side-Scan.

• Design compacto: até 60% mais pequeno que a DFF1UHD e 50% menos que a BBDS1, ideal para espaços reduzidos.

• Conectores codificados por cor e impermeáveis para instalação rápida e segura.

Com 8 paletas de cores para CHIRP Side-Scan
Integração perfeita com o NavNet TZtouchXL

Navegando nas Minhas Memórias

A Verdade Está a Emergir

Como sabem andei a investigar sobre o Tejo, vigiando como sentinela sempre atenta, e ao reparar que no Rio em Portugal traz cada vez menos água e como sei que ele nasce em Espanha fui até à fronteira para confirmar o que o nosso povo fala, e estranhei que a barragem ali existente não deixava passar a água suficiente. Notícias

Abarragem que é espanhola situada no Tejo Internacional que é de ambos os países ibéricos, e que ainda por cima é alimentada por dois rios nascidos em Portugal, o Ponsul e o Sever, barragem essa que tem a responsabilidade de abrir ou fechar a torneira da água do Tejo que nos pertence para o lado de cá da fronteira, e que na altura em que ali cheguei, por acaso não estava a deixar passar água em quantidade que se visse. Então pensei: Ora se a água dos rios Ponsul e Sever é portuguesa, do

Crónica Carlos Salgado

que é que estamos à espera para fazer transvases dessas águas para o Tejo português, como a Espanha fez unilateralmente para desviar a água da nascente para o rio Segura, ou até talvez optar por um processo mais seguro, em vez de transvazar o Ponsul e o Sever directamente para o Tejo mais próximo, o que faria que essas águas iam parar à barragem do Fratel o que significa que não é directamente para o Tejo, será preferível que a água de cada um desses afluentes fosse destinada a duas albufeiras separadas cujo destino das suas águas fosse exclusivamente para manter o caudal ecológico do Tejo regular, e já agora também, 50% da água de cada uma das barragens do Fratel e de Belver usada para produzir energia eléctrica, seria revertida para as respectivas albufeiras, porque já existem tecnologias para esse efeito, de forma a que os outros 50% se destinassem a alimentar também o regular caudal ecológico, e desta forma conseguia-se ter a nossa autonomia, mas isso é um assunto para ser estudado pelos especialistas e aceite pelos políticos. É evidente que a barragem de Cedillo continuaria a deixar passar a quantidade de água convencionada pela Espanha dentro.

Entrei pela Espanha dentro e logo a seguir vi para além daquela barragem de Cedillo mais duas barragens interligadas que mais pareciam um braço de mar dada a sua extensão e a quantidade de água

que armazenavam. Prossegui a viagem mais para montante, fui ouvindo com espanto, vozes de alguns cidadãos espanhóis alarmados ao afirmarem que o Tejo em Espanha está a morrer por falta de água, fiz a seguinte pergunta ingénua: Então se o Tejo nasce aqui no território da nossa vizinha que fica a montante e com quem compartilhamos o Tejo, a menos que o verbo compartilhar tenha outra conjugação diferente desde os Acordos de Albufeira, afinal com que quantidade de água o nosso Tejo em Portugal vai poder contar no futuro? Mas incrédulo pensei, aqui há mistério, porque a ser verdade o que tinha ouvido aos cidadãos espanhóis sobre a morte do Tejo, com certeza que o Estado espanhol já tinha mandado estrangular ou fechar o mega desvio, ou melhor a grande subtracção da água mais pura vinda da nascente para o transvase Tajo-Segura, ou mesmo ter suspendido a laboração da Central Nuclear de Almaraz para a impedir que ela retire do Tejo a quantidade muito significativa de m3 de água para o arrefecimento dos seus reactores, ou até tivesse proibido a produção de energia eléctrica nalgumas das suas barragens no Tejo. Comecei a

ver mais alto para ter uma visão mais alargada do território para montante e vi mais barragens para tentar entender o que se estava a passar, vi várias barragens bastante maiores do que as portuguesas, e que ainda tinham água que se visse. Continuei a viagem um pouco baralhado e vi aqui e ali escutar o que mais cidadãos espanhóis conversavam sobre o Tejo e também fui passando os olhos por um ou outro jornal para saber o que afinal está a acontecer é o seguinte: o Plano Hidrológico do Tejo de Espanha, desde Abril de 2014, é prejudicial aos valores e necessidades do Rio e dos seus afluentes e que se mantiver os caudais ecológicos mínimos propostos, descaracterizam e modificam significativamente as reservas fluviais naturais e é um incumprimento flagran-

te dos caudais ambientais da Rede Natura 2000, pelas insuficientes medidas propostas para melhorar o bom estado ecológico do Tejo, porque não é aceitável que continuem a existir as grandes pressões para que 2/3 dos caudais da cabeceira do Tejo continuem a ser desviados pelo transvase Tajo-Segura. Isto acontece ao mesmo tempo que não são depurados os efluentes urbanos provenientes da grande Madrid que continuam a conspurcar a água do rio que segue para jusante, que também chega à fronteira de Portugal, e reclamam por isso o estabelecimento de um verdadeiro regime de caudais ecológicos nas cidades a jusante Aranjuez, Toledo e Talavera de la Reina.

A gestão lamentável do Tejo na região da Extremadura contribui para o aumento dos interesses económicos das hidroeléctricas espanholas e que a estratégia por elas seguida gera impactos ambientais significativos com graves alterações nos regimes dos caudais ambientais que chegam ao Tejo português.

Os Convénios de Albufeira não foram completamente revistos para que a partilha da água do Tejo/Tajo entre Espanha e Portugal seja devidamente equitativa o Tejo português vai acabar por secar.

O Tejo que nasce em Albarracin deixou de desaguar no Atlântico em Portugal, porque na verdade a água proveniente da nascente do Tejo que é desviada pelo transvase, a que sobra, vai desaguar no Mediterrâneo. Seguiu para outras paragens.

Há uma situação crítica do Rio, onde participam municípios, independentemente da sua cor política, especialistas e cidadãos defensores do Tejo “unidos contra o roubo da água” que é seguinte: Há outras soluções para obviar os efeitos que a paragem

da transferência de água teria nas populações servidas pelo transvase Tajo-Segura, se acabarem nessa região com as canalizações ilegais

de água em edifícios ilegais, os campos de golfe, e com o cultivo intensivo e cada vez mais extensivo no meio do deserto, onde não se deve

poder cultivar.

Os 600 milhões de litros de água desviados para regar os campos agrícolas de Múrcia, levam a que os especialistas,

autarcas e cidadãos defensores do Tejo espanhóis afirmem convictos de que o rio está a morrer em Espanha, o que está a causar uma onda de revolta no país vizinho contra o tal transvase, ao ponto de já ser visível em cidades espanholas, nas varandas das casas, nos edifícios de autarquias, nos autocolantes de viaturas e em graffiti pintado nas paredes onde se pode ler “Não Nos Roubem A Água” ou “A Água É Nossa” ou ainda “Tajo/Segura Nem Uma Gota Mais” e há até quem já fale à boca pequena que já se encontra lá instalada a “Máfia Da Água”. Agora temos que perguntar: Então Nós Por Cá, Como Vai Ser?

Então se o Rio está a morrer no país onde nasce, como é que a água vai chegar a Por-

tugal futuramente? O estuário do Tejo é o maior berçário da Europa.

No nosso Tejo há muitos erros, abusos e crimes para apontar, em várias vertentes, começando por se notar que o estuário do Tejo é um dos maiores, senão o maior berçário da Europa e é o responsável pelo povoamento de peixes da zona costeira adjacente mas tem-se observado que ali o peixe anda, cada vez mais, a ser capturado por processos sofisticados e com artes e redes duvidosas e outras artimanhas para capturar a maior quantidade possível e o pior é que é capturado peixe fora da medida legal. Ao estar-se a capturar espécies fora da medida, praticando um salve-se quem puder, está a impedir-se que

elas atinjam a idade adulta o que, para além de não permitir que elas se reproduzam e/ou possam chegar a ter o justo valor comercial, impede que essas espécies se desenvolvam causando assim a diminuição dos seus stocks, a par de provocar o desequilíbrio do ecossistema. Vê-se já há uns bons anos o mau que está a acontecer a uma riqueza que é nacional e que continua a ser delapidada criminosamente, e devemos acusar as polícias de estarem aparentemente indiferentes àquilo que continua a acontecer na captura desmedida do meixão (enguia bebé) que é contrabandeada para o estrangeiro, e não vai pelo rio nem pelo mar como se sabe, é por estrada que é transportado, e mais recentemente

o mesmo está a acontecer com a apanha também desmedida da amêijoa japónica, que para além de ser ilegal é um perigo para a saúde pública, por não ser depurada. Para além disto a poluição tem recrudescido, os caudais ecológicos de montante têm sido insuficientes o que permite que a língua salina suba e vá criar um problema sério à irrigação dos campos das lezírias, para além de problemas de outra ordem que contribuem para que o nosso Tejo perda a capacidade de criar vida e consiga que os seus recursos naturais possam contribuir para criar riqueza sem recorrer a ilegalidades, e possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas.

Notícias do Mar

Notícias do Porto de Setúbal

Estaleiros da Mitrena em Concurso Internacional

A APSS assume a posição de concedente dos estaleiros da Mitrena e prepara novo concurso internacional.

OGovernoprocedeu, através o DecretoLei n.º 80/2026, de 27 de março, à afetação da parcela de domínio público do Estado onde se encontra instalado o estaleiro naval da Mitrena à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S.A. (APSS), bem como a transferência da posição contratual de concedente do Estado para esta autoridade portuária.

Atualmente concessionados à Lisnave, os estaleiros da Mitrena mantêm-se como infraestrutura integrada no domínio público, sendo a concessão em vigor válida até 2027. Esta decisão reforça o enquadramento institucional deste ativo estratégico e cria as condições para a sua integração na gestão global do Mitrena

Porto de Setúbal

Porto de Setúbal, enquadrada com os objetivos da estratégia Portos 5+ apresentados pelo Governo.

Neste contexto, a APSS deverá assegurar a condução do processo que conduzirá ao lançamento de um novo concurso público internacional para a exploração dos estaleiros da Mitrena, com início previsto após o termo da atual concessão.

A valorização desta área vai agregar e potenciar valências, civis e militares, criando condições para a instalação de novas atividades industriais e tecnológicas associadas ao setor naval, para além da reparação e manutenção, tais como a segurança e defesa, o desmantelamento ecológico de navios, a construção de embarcações técnicas avançadas e de plataformas e componentes para parques eólicos offshore. Esta perspetiva acompanha a crescente valorização da indústria marítima na Europa, onde os estaleiros navais assumem um papel relevante no reforço das capacidades industriais e tecnológicas ligadas ao mar.

A integração desta área na esfera de gestão da APSS permitirá uma abordagem mais coerente e articulada com a estratégia portuária, potenciando sinergias entre as atividades portuárias, logísticas e industriais e reforçando o posicionamento do Porto de Setúbal como plataforma logística e industrial de referência.

A Lisnave na Mitrena
As Torres Heólicas Offshore foram constridas na Lisnave
Porto de Setúbal
Torre eólica ao ser amarrado ao fundo

O futuro procedimento concursal deverá promover a atração de investimento, a criação de emprego qualificado e o eventual alargamento das atividades desenvolvidas na Mitrena, num contexto de crescente relevância do setor naval à escala europeia. Nes-

te quadro, os estaleiros e as atividades industriais associadas ao mar são reconhecidos como elementos importantes para a competitividade, a inovação e o desenvolvimento tecnológico do setor.

Um processo que se insere num quadro mais amplo de

valorização da indústria marítima na União Europeia, que tem vindo a reforçar o papel dos estaleiros navais não só na competitividade industrial e na inovação, mas também no reforço das capacidades estratégicas, incorporando os domínios da segurança, da defesa e resiliência das cadeias de valor associadas ao setor marítimo.

Com esta decisão, ficam reunidas melhores condições para preparar o futuro dos estaleiros da Mitrena numa perspetiva de longo prazo, assegurando maior integração portuária, ambição industrial e capacidade de resposta a novos desafios estratégicos e novas valências capazes de serem desenvolvidas pelo estaleiro da Mitrena.

O futuro procedimento concursal deverá promover a atração de investimento
Porto de Setúbal
Torre eólica
A Lisnave na Mitrena

Notícias

A Nova Luz LED, Sport Colours - Camera Edition, da OceanLED

A Nautiradar traz até si a primeira luz LED Subaquática com câmara integrada, a Sport Colours - Camera Edition da OceanLED, concebida para apresentar vídeo nítido e com cores precisas, mesmo em condições de baixa luminosidade.

AOceanLED elevou mais uma vez a fasquia no merca-

do da iluminação subaquática e eletrónica marítima, com o lançamento do seu novo pro-

duto: Sport Colours - Camera Edition. Este produto inovador é o primeiro no mundo

que integra luz LED com uma câmara subaquática, um salto ousado, seja em forma como em funcionalidade.

Concebida para uma utilização recreativa e profissional, esta solução completa oferece uma visibilidade subaquática excecional e efeitos de iluminação incomparáveis, ideal para embarcações de recreio e embarcações de pesca desportiva.

Com este revolucionário equipamento de dupla função, a OceanLED reimagina o que é possível alcançar abaixo da linha de água. Para navegadores, pescadores e profissionais que exigem visibilidade superior e consciência situacional, a Sport Co-

lours - Camera Edition é mais do que um acessório, é uma vantagem competitiva.

Génio

Tecnológico encontra Precisão Ótica

Na sua essência, a Camera Edition combina a tecnologia de ótica mais avançada da OceanLED com uma câmara subaquática de elevada qualidade. Esta luz produz 3.500 lumens, alimentada por tecnologia ótica patenteada, que cria uma lâmina de luz focada desenhada para penetrar ainda mais longe do que outras luzes mais potentes. A Sport Colours - Camera Edition foi concebida para apresentar vídeo nítido e com cores precisas, mesmo em condições de baixa luminosidade, com um amplo angulo de visão e oferece uma perspetiva livre de distorção. É ideal para manobras junto a doca, detetar perigos submersos ou até mesmo capturar imagens de peixe.

Desenhada para Durabilidade

Fabricada para resistir aos elementos, a Sport Colours –Camera Edition foi concebida

a pensar na fiabilidade a longo prazo e fabricada recorrendo materiais da mais elevada qualidade e testada de acordo com certificação IP69K, a mais elevada certificação de estanquidade. Não há nenhuma outra opção que dê tanta

paz de espírito aos navegadores, independentemente das condições de operação.

A câmara é protegida por uma lente transparente e extremamente robusta, desenhada para nitidez ótica, resistência a impactos, corrosão e

incrustação. A luz é melhorada ainda com o revestimento de Tritonium da OceanLED, uma fórmula patenteada que ajuda a prevenir incrustação marítima e facilita a limpeza.

A adição de vedantes avançados torna-a uma das luzes subaquáticas mais fiáveis e duradouras disponíveis no mercado.

Ideal para todos os tipos de embarcações

A Sport Colors - Camera Edi-

tion pode ser instalado em praticamente qualquer tipo de barco, desde barcos de pesca desportiva e barcos de passeio a barcos de recreio, barcos para wakeboard e até casas flutuantes. Ideal para barcos que permanecem na água durante longos períodos, a estrutura robusta da luz e a proteção anti-incrustante oferecem um benefício significativo de manutenção a longo prazo. Todos podem beneficiar deste grande avanço na forma e na função.

Instalação fácil

A instalação é rápida e simples, exigindo apenas um furo de 12,5 mm (0,5”) para a passagem do cabo pelo casco, graças ao seu design de montagem à superfície. Isto torna-a ideal tanto para novas construções como para remodelações e, como todos os produtos OceanLED, vem com a garantia sem complicações.

Para mais informações visite www.nautiradar.pt

Notícias da DHL Group e a CMA CGM

Acordo para a Utilização de Biocombustíveis de Segunda Geração

Numa iniciativa conjunta a DHL Group e a CMA CGM, anunciaram um acordo para a utilização conjunta de biocombustíveis de segunda geração no transporte marítimo de contentores.

ADHL Global Forwarding e a CMA CGM deram um passo significativo no sentido da descarbonização do transporte global de contentores. As duas empresas acordaram

utilizar em conjunto 8.990 toneladas métricas de biocombustível de segunda geração da UCOME (Used Cooking Oil Methyl Ester), possibilitando uma redução estimada de 25.000 toneladas métricas de

emissões de CO2e para as cargas marítimas transportadas pelo serviço GoGreen Plus da DHL. Esta iniciativa permite aos clientes da DHL reduzir significativamente a intensidade de carbono das suas cadeias de abastecimento internacionais, ao mesmo tempo que acelera a transição do setor para combustíveis marítimos alternativos.

Segundo as duas empresas, esta cooperação representa um passo concreto na adoção de combustíveis alternativos no shipping e no alargamento de soluções de menor intensidade carbónica disponíveis para carregadores e transitários.

“Esta colaboração representa mais um marco na nossa missão rumo a cadeias de abastecimento de baixo carbono”, afirmou Casper Ellerbaek, responsável global de transporte marítimo da DHL Global Forwarding. “Ao aproveitar os combustíveis marítimos sustentáveis, ajudamos os nossos clientes a atingir as suas metas cli-

Embarcação de entrega DHL, em Veneza
Esta parceria permite uma redução estimada de cerca de 25 mil toneladas

máticas e a impulsionar o progresso real em direção à descarbonização”. No âmbito do acordo, a CMA CGM assegura o abastecimento do biocombustível nos seus navios, enquanto a DHL disponibiliza aos seus clientes a possibilidade de reduzir as emissões well-to-wake associadas ao transporte marítimo, com reduções que podem atingir até 80% face aos combustíveis convencionais, dependendo da rota e do mix energético.

Impulsionando soluções de transporte marítimo com menor emissão de carbono

Através do GoGreen Plus da DHL e da oferta de transporte de baixo carbono ACT+ da CMA CGM, os expedidores podem integrar o transporte marítimo sustentável nas suas operações logísticas. A CMA CGM irá abastecer fisicamente a sua frota com biocombustível, garantindo que as reduções de emissões correspondem à abordagem Book & Claim da DHL. O serviço GoGreen Plus da DHL permite aos clientes reduzir as emissões do poço para a água, selecionando opções de combustível marítimo sustentável para o seu transporte, possibilitando reduções até 80% nas emissões de GEE em comparação com o combustível marítimo convencional.

Ambição partilhada por emissões líquidas zero Enquanto a DHL ambiciona atingir emissões líquidas zero de gases com efeito de estufa até 2050, Olivier Nivoix, Vice-Presidente Executivo de Transporte Marítimo do Grupo CMA CGM, confirmou: “A nossa parceria com a DHL demonstra como a colabo-

ração pode acelerar a transição para o transporte marítimo de baixo carbono. O ACT+ oferece soluções fiáveis e escaláveis, apoiadas pela nossa frota concebida para combustíveis alternativos. A CMA CGM, comprometida com emissões líquidas zero de carbono até 2050, já reduziu a intensidade carbónica das suas atividades de transporte marítimo em 57% desde 2008 e está a investir fortemente em combustíveis alternativos e navios bi-fuel.”

Ambas as empresas continuarão a explorar oportunidades para alargar a utilização de combustíveis de baixo carbono e a desenvolver abordagens colaborativas para descarbonizar as cadeias de abastecimento internacionais.

O que é o GoGreen Plus?

Os produtos GoGreen Plus da DHL oferecem soluções descarbonizadas para as principais áreas de atuação da DHL, utilizando combustíveis sustentáveis e tecnologia de baixo carbono. Os produtos GoGreen Plus baseiam-se na verdadeira descarbonização da cadeia de valor. Isto é possível graças à abordagem “book & claim” (reservar

e reclamar). O “book & claim” permite à DHL substituir diretamente os combustíveis fósseis por combustíveis sustentáveis na sua rede logística e atribuir os benefícios ambientais aos clientes pagantes, mesmo quando as suas remessas não são fisicamente transportadas com os ativos que utilizam esses combustíveis. O GoGreen Plus permi-

te aos clientes da DHL reduzir as suas emissões indiretas de Escopo 3 na sua cadeia de valor, decorrentes do transporte e da distribuição a montante e a jusante. Também auxilia os clientes no reporte voluntário de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e no acompanhamento do progresso em relação às suas metas de descarbonização.

Serviço de distribuição GoGreen Plus da DHL

Notícias

Notícias da Marinha

Marinha Contribui para a Salvaguarda da RAMPA

A Marinha Portuguesa, através do Instituto Hidrográfico (IH) e do empenhamento de diversos meios navais, contribui para a proteção de uma área oceânica de mais de 285 mil quilómetros quadrados, inserida no Parque Marinho dos Açores e na Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA).

ARAMPA, criada em 2024, tem como objetivo proteger um

conjunto de áreas marítimas identificadas no oceano Atlântico, que abrange cerca de 30%

da Zona Económica Exclusiva dos Açores, sendo considerada a maior na União Europeia

e uma referência mundial na conservação oceânica.

Essas áreas foram identificadas graças ao contributo do Instituto Hidrográfico (IH) que, através de levantamentos hidrográficos efetuados por navios da Marinha, disponibilizou dados de medição da profundidade do oceano e do mapeamento do relevo do fundo do mar com alta resolução, adquiridos ao longo de duas décadas.

A Marinha desempenha um papel central na RAMPA, garantindo a vigilância de cerca de 287 mil quilómetros quadrados de área oceânica, através da utilização de meios navais e aéreos, bem como de sistemas de monitorização de tráfego marítimo e dados de satélite. Este contributo é determinante para a fiscalização de atividades, garantindo o cumprimento do regime jurí-

dico que interdita ou condiciona ações em zonas de alta e total proteção e assegurando a autoridade do Estado num modelo de melhoria contínua.

A presença da Marinha é fundamental para salvaguardar ecossistemas vulneráveis, como as fontes hidrotermais e os montes submarinos, o que contribui diretamente para a regeneração dos recursos marinhos, permitindo que Portugal e a União Europeia alcancem os objetivos internacionais de conservação definitivos.

A RAMPA conta também com a colaboração da Autoridade Marítima Nacional, através da Polícia Marítima, da Força Aérea Portuguesa, da GNR e da Inspeção Regional das Pescas, numa cooperação institucional que reforça a aplicação de um quadro sancionatório essencial para prevenir infrações que podem ser classificadas como crimes ambientais. Este esforço de monitorização e proteção assegura que a exploração do mar seja feita de forma sustentável, cumprindo os critérios da União Internacional para a conservação da Natureza.

Níveis de Proteção da RAMPA

A RAMPA protege totalmente vários montes submarinos importantes, tais como o Princesa Alice, o D. João de Castro, as Formigas e o Condor.

Proteção Total: são excluídas as atividades extrativas ou destrutivas, visando-se a minimização de todas as pressões sobre o ecossistema. De acordo com a classificação IUCN (categoria I), estas AMP são designadas reservas naturais marinhas.

Proteção Alta: Apenas são permitidas, mediante fixação de condições, atividades extrativas de baixo impacto, tais como atividades de pesca muito específicas e de mínimo

impacto, investigação científica, atividades educacionais, culturais, recreativas, turísticas ou outras. Igualmente de

mínimo impacto, sujeitas a rigorosas condições de preservação e sustentabilidade dos valores naturais em presença,

de acordo com a classificação IUCN (Categoria IV) área Marinha Protegida para a gestão de habitats e espécies.

Fotografia: Nuno

Notícias da Marinha

Cerimónia de Flutuação do Futuro NRP D. João II

A Plataforma Naval Multifuncional

A cerimónia de flutuação da Plataforma Naval Multifuncional, decorreu nos estaleiros DAMEN, numa etapa importante no processo de construção do futuro NRP D. João II.

A cerimónia de flutuação da Plataforma Naval Multifuncional, decorreu no dia 7 de abril

Acerimónia de flutuação da Plataforma Naval Multifuncional, o futuro NRP D. João II da Marinha Portuguesa, decorreu no dia 7 de abril, nos estaleiros da DAMEN, em Galați, na Roménia, naquela que é uma etapa importante no processo de construção deste navio e de modernização da esquadra.

Nesta cerimónia esteve presente o Superintendente do Material, Vice-almirante Fernando Jorge Pires, em representação do Chefe do Estado-Maior da Armada, o Embaixador de Portugal e o Embaixador dos Países Baixos na Roménia, representantes do estaleiro, bem como diversas entidades civis e militares portuguesas e romenas.

Desenvolvido pela Marinha Portuguesa em parceria com a DAMEN, o futuro NRP D. João II será uma Plataforma Naval Multifuncional, integrando capacidades científicas, arquitetura modular e elevada flexibilidade operacional, permitindo a sua adaptação a um amplo espectro de missões.

Este navio foi projetado para assegurar presença sustentada no mar, com autonomia de até 45 dias, permitindo a execução de missões de mo-

nitorização ambiental, investigação e prospeção do fundo marinho, recolha e processamento de dados oceânicos, bem como o apoio à ciência, à

Uma etapa importante no processo de construção deste navio

Estiveram presentes o Superintendente do Material, Vice-almirante Fernando Jorge Pires, em representação do Chefe do EstadoMaior da Armada, o Embaixador de Portugal e o Embaixador dos Países Baixos na Roménia, representantes do estaleiro, bem como diversas entidades civis e militares portuguesas e romenas

economia e ao conhecimento do mar.

Esta plataforma está ainda concebida para operar, de forma integrada e modular, sistemas não tripulados aéreos, de superfície e subaquáticos, utilizados como instrumentos

ao serviço das missões e da produção de conhecimento, assegurando elevada interoperabilidade com entidades civis, científicas e académicas.

A cerimónia de flutuação assinala um passo significativo na edificação do futuro

NRP D. João II e no percurso de modernização da Marinha Portuguesa, reforçando a capacidade nacional no domínio das ciências do mar, da segurança marítima e do cumprimento das responsabilidades do Estado no mar.

Prevê-se que este navio, em construção nos estaleiros da DAMEN, na Roménia, e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, seja aumentado ao efetivo dos navios da Marinha durante o primeiro semestre de 2027.

Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

1º Hub Azul Concluído em Portugal

O Ato público de receção da obra do Hub Azul/Pólo Oeiras Mar decorreu no Campus do IPMA em Algés, dedicado ao Mar e aos Recursos Marinhos. Notícias

Este edifício é o primeiro a ser concluído dos sete polos que constituem o Hub Azul Portugal em território nacional. A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro e da Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, Sílvia Breu. O investimento enquadrase no projeto PRR TC-C10i01-H2 e faz parte da Rede Colaborativa para a Tecnologia Oceânica/ Hub Azul Portugal, a qual representa um investimento superior a quatro milhões de euros, financiado pelo PRR. O investimento global é de 15,7 milhões de euros e visa apoiar o fortalecimento

da infraestrutura científica nacional de suporte à economia azul, através da integração de meios tecnológicos, do conhecimento e da inovação na área do mar e da atmosfera.

Esta infraestrutura vai contar, entre outros com:

• Tanque de ensaios e áreas de experimentação vocacionados para a robótica e instrumentação para investigação oceanográfica;

• Oficinas especializadas (mecânica, eletromecânica e eletrónica);

• Zona de instalação e apoio a startups nas áreas da robótica e instrumentação oceanográfica;

• Espaço expositivo e museológico dedicado às coleções de organismos marinhos do IPMA e biblioteca dedicada às Ciências do Mar, com base no acervo documental do IPMA;

• Espaço multimédia e multifuncional;

• Edifício dedicado ao armazenamento de amostras biológicas e geológicas marinhas;

• Acesso a sistemas de supercomputação de alto desempenho.

Esta infraestrutura pretende reforçar o posicionamento de Portugal como ator relevante nas Ciências do Mar, através da inovação colaborativa e da transferência de conhecimento.

Objetivo geral:

O Oeiras Mar (Oeiras Ocean na versão EN) pretende apoiar o fortalecimento da infraestrutura científica nacional de suporte à economia azul, através da integração de meios tecno-

lógicos, do conhecimento e da inovação na área do mar e da atmosfera.

Objetivos específicos: Descarbonizar e apoiar a

transição climáticas na economia do mar (dados climáticos abertos);

Promover o desenvolvimento tecnológico e a reindustrialização produtiva da economia do mar, aliando o

conhecimento científico ao desenvolvimento tecnológico; Criar emprego e dinamizar competências nas “twin digitals” promovendo a criação de novas empresas e desenvolvimento das já existentes

(transições gémeas, verde e digital) na economia do mar; Promover a vigilância e monitorização no mar (previsões meteorológicas e oceanográficas com maior resolução espacial e maior frequência temporal).

Capacidades tecnológicas e de testagem: Hub Azul Oeiras Mar | IPMA é constituído por quatro componentes que se articulam entre si e que se encontram afastadas no espaço, funcionando em rede para garantir os objetivos estabelecidos. Pólo Oeiras Mar da Rede Colaborativa para a Tecnologia Oceânica, constituído por um edifício a construir, contíguo ao edifício do IPMA em Algés, em que se destaca: – Um Hangar com 600m2 incluindo uma ponte rolante com capacidade para suportar cargas suspensas até 5 toneladas e equipado com um tanque para testes, área de oficinas, área para testes a seco, armazém de apoio, área de gabinetes para apoio os investigadores do sistema

científico nacional e internacional;

– Uma área de cerca de 500m2 para apoio logisticamente a entidades de interface entre a investigação e o setor económico;

– Uma área com cerca de 300m2 para armazenamento de amostras em meio líquido (biológicas e geológicas);

– “Sistema de Modelação Oceano Atmosfera de Muito Alta Resolução Espacial e Temporal”, do qual faz parte um supercomputador composto por uma estrutura com dezenas de servidores e milhares de núcleos de processamento, ligados por uma estrutura de rede de muito alta velocidade com 200 gigabits ou superior e com um sistema de armazenamento imediato de dados de dezenas de Tb, que permitirá modelar a atmosfera e o oceano em alta resolução, sobre a zona atlântica de responsabilidade nacional;

– Colocação de equipamentos e sensores a bordo do navio de investigação do IPMA “Mário Ruivo” para consolidar a rede marinha de suporte à pesca, aquicultura offshore e mudança climática no oceano:

– Uma estação permanente de observação com sensores de condutividade, temperatura, pressão, oxigénio dissolvido, turbidez e acústica passiva;

– Um sistema de perfilador contínuo complementado;

– Um medidor de produtividade primária ondulante e instalação de sensores de morfologia oceânica;

– Dois radares meteorológicos no Arquipélago dos Açores (S. Miguel e Flores), de que fazem parte:

Duas estações meteorológicas automáticas;

Dois detetores de trovoada;

Uma torre de instalação de sensores.

Notícias

Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

HUB Azul Ideation no Polo Oeiras Mar

Nos dias 7 e 8 de abril, o Polo Oeiras Mar do IPMA acolheu a sessão de ideação do Programa HUB Azul Ideation, reunindo participantes de diferentes áreas do ecossistema da economia azul num exercício intenso de cocriação e inovação aplicada.

Ainiciativa destacouse pelo elevado nível de envolvimento e pela diversidade de perfis presentes, desde investigação ao setor empresarial, passando por entidades públicas, re-

fletindo o caráter colaborativo e transversal que a economia azul exige.

Ao longo dos dois dias de trabalho, os participantes foram desafiados a desenvolver soluções para três proble-

máticas centrais relacionadas com a observação e gestão sustentável do oceano, nomeadamente “Sensor ambiental de custo efetivo e auto-calibrável”, “Monitorização inteligente da atividade pesqueira

e do ecossistema” e “Energia e comunicação autónomas em ambiente marítimo”. Os resultados evidenciaram uma forte capacidade criativa e técnica, com a apresentação de ideias relevantes e inovadoras, mui-

tas das quais com potencial real de aplicação prática. O sucesso da sessão ficou também marcado pela forte dinâmica de colaboração entre os participantes, que cruzaram, ao longo do programa, conhecimentos e experiências para construir soluções mais completas e ajustadas à realidade operacional do mar.

O Polo Oeiras Mar evidencia-se por ser um espaço privilegiado para acolher iniciativas desta natureza, oferecendo condições únicas para a ligação entre investigação, inovação e aplicação prática. As suas infraestruturas e o ecossistema de parcerias serão elementos-chave para potenciar a qualidade do trabalho

desenvolvido.

O HUB Azul Ideation reforça assim o seu papel como plataforma de mobilização do talento e da inovação em torno dos desafios do oceano, contribuindo para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e com impacto real na economia azul.

O IPMA congratula todos os participantes pelo empenho, criatividade e qualidade das propostas apresentadas, manifestando confiança no potencial destas serem transformadas em soluções concretas, que contribuam para uma melhor observação, compreensão e gestão do oceano.

Notícias da Associação Nacional de Surfistas

Liga MEO Surf Texto ANSurfistas Fotografia Jorge Matreno/ANS

Maria Salgado e Francisco Ordonhas Conquistam o Allianz Figueira Pro

Ambos atletas assumiram a liderança dos rankings e mantiveram as licras amarelas Go Chill, Salgado alcançou terceira vitória da carreira, após domínio absoluto e Ordonhas também conseguiu a terceira vitória em etapas.

Maria Salgado e Francisco Ordonhas conquistaram o triunfo no Allianz Figueira Pro, etapa inaugural da Liga MEO Surf 2026, com a praia do Cabedelo a proporcionar ondas de qualidade para os

melhores surfistas nacionais.

Salgado, de 19 anos, e Ordonhas, de 20 anos, saem, assim, da Figueira da Foz na frente dos respetivos rankings e, consequentemente, da luta pelos títulos nacionais, além de manterem a posse das li-

cras amarelas Go Chill.

O dia final no Cabedelo assistiu a uma verdadeira maratona de surf, num dia de verão, que trouxe milhares de pessoas até à praia. Tudo começou com a realização da ronda 3 masculina, onde Guilherme

Fonseca esteve em plano de destaque, após vencer o heat 1, com 13,35 pontos, naquela que foi a melhor performance da ronda.

Na ronda 3 feminina, Maria Salgado deu sequência à performance da véspera e

Vencedora da final feminina, Maria Salgado
Vencedor da final masculina, Francisco Ordonhas
A praia do Cabedelo foi o palco da etapa inaugural da Liga MEO Surf 2026

continuou a dar nas vistas e a destacar-se da concorrência, vencendo o heat 2 com um total de 15,25 pontos, que lhe garantiu logo aí o triunfo no troféu Waversby Round e também no Bom Petisco Girls Score.

Nos quartos-de-final masculinos, Guilherme Fonseca começou por eliminar o polaco Maksymilian Michalewski, seguindo-se um triunfo de Francisco Ordonhas frente a Martim Paulino. Na bateria seguinte aconteceu a grande surpresa do dia, com Frederico Morais a ser eliminado por Manuel Pirujinho, após ser-lhe assinalada uma interferência de remada.

A ronda fechou com um dos melhores heats do campeonato, onde João Mendonça conseguiu uma onda de 9,50, que lhe rendeu o prémio “Olha Que Onda Bem Sacada” by Pingo Doce, embora o score de 15,25 não tenha sido suficiente para bater os 15,75 de Guilherme Ribeiro.

As meias-finais femininas abriram com um triunfo de Lua Escudeiro frente a Constância

Simões, que lhe renderam a presença na primeira final da carreira na Liga MEO Surf. Depois, Maria Salgado deu sequência ao seu domínio neste Allianz Figueira Pro, repetindo o score de 15,25 pontos e eliminando Gabriela Dinis. Nas meias-finais masculinas, Francisco Ordonhas impôs-se de forma segura a Guilherme Fonseca, enquanto na outra disputa Guilherme Ribei-

ro teve de suar para levar de vencido Manuel Pirujinho. Um desfecho que colocou frente a frente na final os dois últimos campeões nacionais.

Maria Salgado entrou com tudo na final feminina e adiantou-se na disputa, mas viu Lua Escudeiro ter uma resposta forte a meio do heat. Após protagonizar a melhor onda da bateria, com 8,25 pontos, Lua lançou um ataque final à

liderança e a espera pela nota prolongou-se vários minutos após o toque da buzina. Com um clima de enorme tensão no areal e com um requisito de 5,75 pontos para operar a reviravolta, a nota acabou por ser de 5,70 pontos. Dessa forma, Maria Salgado foi a vencedora, com 14 pontos contra 13,95, numa das decisões mais emocionantes da história da Liga MEO Surf.

Maria Salgado conquistou a terceira vitória da carreira em etapas da Liga MEO Surf
Na final feminina, Maria Salgado conseguiu 14,00 pontos

“O meu coração está a bater muito rápido, pois nunca me tinha acontecido passar por uma espera tão grande”, começou por dizer Maria Salgado após a final, que lhe proporcionou a terceira vitória da carreira em etapas da Liga MEO Surf, sendo a primeira fora de Peniche. “Felizmente, caiu para o meu lado, porque podia ter caído para o lado da Lua também. Estou muito feliz, sem palavras.

Foi das finais mais stressantes da minha carreira, mas, agora, quero desfrutar. Hoje acordei com febre, mas consegui ter a energia necessária para superar isso e vencer. Fui consistente, tive notas altas ao longo de todo o campeonato e isso mostra que estou a trabalhar bem”, frisou a jovem surfista de Santa Cruz, que é campeã nacional júnior e campeã europeia júnior em título.

Na final masculina, Francisco Ordonhas saiu por cima no arranque da bateria e rapidamente assumiu a disputa, disparando a meio do heat, graças a uma onda excelente, premiada com 9,25 pontos. Com um total de 17,90 pontos, o campeão nacional terminou a etapa como começou, com uma performance dominante, para levar de vencido Guilherme Ribeiro, que se ficou pelos 8,25 pontos.

“Sinto-me muito bem”, começou por afirmar Ordonhas após a conquista, que foi a terceira vitória da carreira em etapas da Liga MEO Surf, mas a primeira em Portugal Continental, pois as outras duas aconteceram nos Açores, no Allianz Ribeira Grande Pro. “O objetivo passava por fazer bom surf e bons scores, consegui isso. Ganhar foi um bónus e estou muito contente por isso. Foi um bom triunfo para voltar a ganhar confiança. Não havia melhor forma de começar a temporada. Ganhar na Figueira da Foz é especial”, rematou o jovem surfista de Cascais, que começou da melhor forma a defesa do título nacional conquistado no ano passado.

A Liga MEO Surf regressa à água ainda este mês, com o Go Chill Porto Pro, que se vai realizar de 24 a 26 de Abril, no Porto e Matosinhos. Os melhores surfistas nacionais rumam ao Norte do país, com Maria Salgado e Francisco Ordonhas a vestirem a licra amarela Go Chill, sinónimo da liderança dos respetivos rankings e, consequen- Francisco Ordonhas começou da melhor forma a defesa do título nacional

Na final masculina, Francisco Ordonhas conseguiu 17,90 pontos

temente, da luta pelos títulos nacionais.

Resultados finais do Allianz

Figueira Pro:

Final masculina: Francisco Ordonhas, 17,90 pontos x Guilherme Ribeiro, 8,25 pontos

Final feminina: Maria Salgado, 14,00 pontos x Lua Escudeiro, 13,95 pontos

Olha que Onda Bem Sacada by Pingo Doce: João Mendonça, 9,50 pontos

Bom Petisco Girls Score: Maria Salgado, 15,25 pontos

Waversby Round: Maria Salgado, 15,25 pontos

Montebelo Expression Session: Afonso Antunes

Figueira da Foz Best Surfer: ADMS e ASFF

Todas as etapas poderão ser acompanhadas em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Youtube do MEO, app do MEO –disponível na posição 810 da

grelha de canais MEO, e em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.

A Liga MEO Surf 2026 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas,

com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Bom Petisco, Go Chill, Corona, Somersby, Montebelo, o parceiro de sustentabilidade Pingo Doce, Quiksilver, Move Centro Por-

tugal, Visit Portugal, com o apoio local do Município da Figueira da Foz e o apoio técnico da Associação de Surf da Figueira da Foz e da Federação Portuguesa de Surf.

Guilherme Ribeiro
João Mendonça
Maria Salgado e Francisco Ordonhas no pódio
A Liga MEO Surf regressa com o Go Chill Porto Pro
Lua Escudeiro

Notícias MSC Portugal

A MSC Portugal realizou mais uma edição do seu já tradicional Spring Break, que decorreu no Porto entre os dias 17 e 19 de abril, reunindo colaboradores dos diferentes escritórios da empresa num programa que combinou trabalho, partilha, cultura e convívio.

Oevento teve início na sexta feira com um rally-tascas na zona 026 Boavista, proporcionando um primeiro momento de descontração e descoberta informal da cidade, seguido de um jantar na Casa da Música, um dos principais ícones culturais do Porto.

O sábado de manhã foi dedicado a uma sessão de

trabalhos centrada nos 35 anos da MSC Portugal, promovendo a reflexão sobre o percurso da empresa, os principais marcos alcançados e os desafios futuros. Durante a tarde, os colaboradores participaram numa ação de teambuilding no Parque da Cidade, reforçando o espírito de equipa, a colaboração e a confiança mútua.

Ainda no sábado, ao final da tarde, o programa incluiu um passeio de barco no rio Douro, permitindo um momento de convívio num cenário emblemático da cidade, seguido de um jantar no quar-

teirão cultural WOW em Vila Nova de Gaia, encerrando o Spring Break num ambiente de celebração.

Para Marco Vale, Managing Director da MSC Portugal, este encontro teve um significado especial: “Celebrar 35 anos é celebrar pessoas, relações e um percurso construído com consistência e visão de longo prazo. O Spring Break permitiu-nos refletir sobre a história do nosso caminho, olhar para trás com orgulho e, sobretudo, reforçar os laços que no futuro nos vão permitir continuar a crescer juntos num setor tão exigen-

te como o nosso.”

A realização do Spring Break 2026 no Porto reflete a aposta da MSC Portugal em iniciativas que promovem a proximidade entre as equipas dos vários escritórios e uma cultura organizacional forte, baseada na partilha, no respeito e no compromisso coletivo.

Este encontro assinalou um percurso marcado crescimento sustentado, pela solidez da organização e pela valorização contínua das suas pessoas, pilares essenciais para o futuro da MSC Portugal.

Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00

Editor: João Carlos Reis - joao.reis@noticiasdomar.pt - Tlm: 93 512 13 22

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Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com

Editor de Motonáutica: Gustavo Bahia

Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing

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