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Notícias do Mar n.º 473

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Amêijoa japónica do Estuário do Tejo

Falta de Depuradora

dá 200 Milhões € Anuais de Amêijoa Japónica aos Empresários Espanhóis

Apanha da amêijoa japónica no Estuário do Tejo

Devido à falta de interesse do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Frederico Costa Rosa, em construir no Barreiro uma Depuradora de Bivalves, um negócio de 200 milhões de euros anuais que dura há décadas em benefício de empresários espanhóis, que é a compra de toda a amêijoa japónica apanhada no Estuário do Tejo e é proibida de apanhar, podia passar a ser negócio de portugueses.

Em 2019 a Câmara do Barreiro teve 2.360 milhões de euros, para construir uma Unidade de Depuração e Transformação de Bivalves. Porquê não construiu?

O objetivo era criar-se uma unidade dirigida pela Câmara do Barreiro para receber as amêijoas japónicas, depuralas e organizar a sua comercialização.

As amêijoas japónicas, estão contaminadas por microorganismos e metais pesados como o mercúrio. A apanha e a sua comercialização em Portugal estão proibidas. Mesmo proibida, todos os dias, dos areais do Estuário Apanhadores de amêijoa

do Tejo saem cerca de 7.500 toneladas de amêijoas japónicas que dão um negócio de 200 milhões de euros anuais e são comprados pelos empresários espanhóis que as transportam para as depuradoras espanholas, para saírem como um petisco nas mesas das cervejeiras e dos restaurantes de Espanha.

Por vezes a GNR apanha os vendedores e os compradores, apreende as amêijoas e multa os infratores, mas não os podem prender e ao fim de umas horas são todos libertados.

O negócio é tão bom que há sempre compradores espanhóis para esta amêijoa japónica, porque não existe em Espanha e são muito apreciadas, após entrarem das Depuradoras e Unidades de Transformação de Bivalves e ao fim de 4 ou 5 dias preparadas para os restaurantes e

cervejeiras espanholas. Há anos que estes empresários espanhóis dizem “Depuradoras de Bivalves no

Estuário do Tejo nunca se vão construir, porque ferem os interesses deles. Mesmo que em Portugal digam que

se vai fazer uma Depuradora, eles sabem que não se faz nada. Há anos que é assim.” Amêijoa japónica

Apanhadores sob a Ponte Vasco da Gama

Porque é que ainda não se construiu uma Depuradora no Barreiro?

Não se constrói porque a Câmara Municipal do Barreiro

não quer.

Houve várias tentativas, com projetos para o Barreiro ter uma Depuradora de bivalves, que iria fazer acabar

Toneladas de amêijoa japónica aprendidas

com a ilegalidade da apanha da amêijoa japónica e desenvolver a economia e nada, nenhuma foi aprovada pela Câmara.

Apanhador

A última vez foi no Barreiro, no dia 22 de fevereiro de 2019 a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, apresentou o Projeto da primeira Unidade de Depuração e Transformação de Bivalves do estuário do Tejo.

O investimento total foi de 2.360 milhões de euros, dos quais 1.340 milhões de euros destinam-se à infraestrutura e 920 mil euros a equipamentos.

Além da construção desta unidade, o projeto visa regular a apanha da amêijoa no Estuário do Tejo e a sua comercialização em condições de adequada salubridade.

A construção da unidade deveria ter sido construída até ao fim do verão de 2019, sendo constituída por três módulos:

1 - Depósito de bivalves vivos.

2 - Unidade de transformação e sistema de valorização.

3 - Unidade de depuração. A Unidade de Depuração e Transformação de Bivalves era construída pela Câmara Municipal do Barreiro com parceria do IPTM, para garantir a sua colaboração científica.

A construção iniciou-se e segundo o IPMA houve problemas com o construtor, que acabou por falir e a Câmara não contratou mais nenhuma empresa de construção e a Depuradora de Bivalves do Barreiro também “faliu”.

Como, entretanto, nada foi feito pela amêijoa japónica do Estuário do Tejo, perguntámos ao presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Costa Rosa. 1 – Tem conhecimento do negócio que os empresários espanhóis fazem com

As amêijoas japónicas, estão contaminadas por micro-organismos e metais pesados como o mercúrio

A unidade em Portugal deveria ter sido construída até ao fim do verão de 2019
Depuradora espanhola a depurar amêijoas japónicas

a amêijoa japónica apanhada no Estuário do Tejo?

2 – Sabe que toda a amêijoa japónica do Estuário do Tejo é depurada em Centrais Depuradoras espanholas?

3 – É do interesse da população do Barreiro haver uma Central depuradora de Bivalves no Barreiro?

4 – Havendo um Projeto e 2.360 milhões de Euros

para a construção da Central de Depuração de Bivalves, porque não se construiu?

5 – Continua a ter interesse haver uma depuradora de bivalves no Barreiro?

6 – A Câmara Municipal do Barreiro não pretende pedir ao atual Governo a construção de uma depuradora de bivalves?

Esta foi a resposta da Câmara

Municipal do Barreiro:

“A Câmara Municipal do Barreiro reconhece a importância desta resposta para a região, nomeadamente no Arco Ribeirinho Sul.

Sendo uma infraestrutura da responsabilidade do Governo alicerçado por um projeto para a região de Setúbal, naturalmente será acolhido de bom grado, caso se venha a concretizar”.

A apanha e a sua comercialização em Portugal estão proibidas

Entretanto as depuradoras espanholas continuam a depurar

Com esta resposta, os empresários espanhóis, vão continuar com o seu negócio dos 200 milhões de euros anuais

e continuar a dizer: “No Barreiro nunca se vai construir uma Depuradora de Bivalves”.

Amêijoa japónica depurada em Portugal

Investigação

Teste da UA Combate a Apanha Fraudulenta da Amêijoa-japonesa

A análise da composição química das conchas da amêijoa-japonesa é uma ferramenta eficaz para identificar a sua origem geográfica e, com isso, combater a rotulagem fraudulenta e a pesca ilegal de centenas de toneladas todos os anos.

Atécnica baseia-se na chamada ‘impressão elementar’ das conchas, uma assinatura química natural que reflete as .condições ambientais onde as amêijoas cresceram e foi desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA).

Só no dia de Natal de 2025, as autoridades nacionais apreenderam quase cinco toneladas de amêijoa japonesa viva em vários pontos do território nacional destinadas ao consumo humano. Esta amêijoa é capturada ao longo de todo o ano de forma ilegal na ria de Aveiro, no Estuário do Sado e, sobretudo, no Estuário do

Os investigadores Fernando Ricardo, Carla Patinha, Ricardo Calado e Renato Mamede

Tejo, onde apresenta níveis elevados de metais, estando a sua comercialização viva interdita.

Segundo o biólogo Ricardo Calado, um dos autores do estudo, “este nível de contaminação é tão elevado e persistente que fica ‘impresso’ nas conchas destas amêijoas quando crescem nestes locais, funcionando como códigos de barras naturais”. Mesmo que a documentação seja falsificada, indicando que as amêijoas provêm do Estuário do Sado ou da Ria de Aveiro, “as assinaturas elementares das conchas expõem essa prática fraudulenta de forma inequívoca”

O investigador acrescenta que estes códigos naturais não podem ser falsificados e que a equipa da UA está já a validar, em articulação com as autoridades nacionais, soluções portáteis de despistagem em tempo real de amêijoas-japonesas vivas capturadas no Estuário do Tejo, para que possam ser retiradas do mercado e assim salvaguardar a saúde pública, incluindo de consumidores estrangeiros, dado que parte deste produto é exportado para outros países europeus.

O estudo revelou ainda que é possível identificar a época de colheita das amêijoas em cerca de dois terços dos casos analisados, uma informação particularmente útil para produtos congelados comercializados com concha.

Técnica a caminho do mercado

Os investigadores garantem que esta abordagem tem um grande potencial para reforçar a rastreabilidade dos produtos do mar, mas sublinham que é essencial manter uma base de dados de referência atualizada, com novas amostras recolhidas a cada seis a

doze meses, para garantir a fiabilidade dos modelos.

A equipa está também a validar um pacote tecnológico para transferência desta solução para uma grande empresa nacional do retalho alimentar, que pretende confirmar de forma rápida e precisa que a amêijoa japonesa que comercializa não foi capturada ilegalmente no Estuário do Tejo. Em paralelo, decorrem colaborações com autoridades nacionais e internacionais, incluindo a Europol, para desenvolver soluções de combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e a outras práticas fraudulentas que ameaçam a saúde pública e os ecossistemas marinhos.

Para além de Ricardo Calado, o estudo é assinado por Andreia Santos, Fernando Ricardo, Renato Mamede e Seila Díaz, todos do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, do Departamento de Biologia e do ECOMARE, e por Carla Patinha, do Departamento de Geociências da UA.

Uma década de validação e novas aplicações

Ao longo dos últimos 10 anos, a equipa da UA validou esta abordagem para várias espécies de moluscos bivalves, como o berbigão, a amêijoa

Locais de amostragem e horários de Ruditapes philippinarum ao longo da costa atlântica NW e W ibérica: Ría de Ferrol, Ría de Arousa, Ría de Pontevedra, Ria de Aveiro, estuário do Tejo e estuário do Sado.

Mariscador da Ria de Aveiro
Amêijoa japónica

Relações elemento-Ca (mmol/mol) de conchas de Ruditapes philippinarum (verão de 2018, verão de 2019 e inverno de 2020) recolhidas ao longo das costas atlânticas NW e W ibéricas: Ria de Ferrol (RFe), Ria de Arousa (RAr), Ria de Pontevedra (RP), Ria de Aveiro (RAv), estuário do Tejo (TE) e estuário do Sado (SE)

boa e a amêijoa japonesa, mas também para polvo, percebes, sardinha e até casulo, um isco vivo usado na pesca desportiva. Foram analisadas partes mineralizadas dos organismos, como conchas e escamas, bem como tecidos moles.

Atualmente, os investigadores estão a iniciar a análise de alimentos processados e de outros produtos alimentares, como carnes, legumes e frutas, na sequência de pedidos de grossistas e autoridades reguladoras do setor alimentar. Estão igualmente

Análise canónica de coordenadas principais (CAP) baseada nas assinaturas elementares das conchas de Ruditapes philippinarum recolhidas ao longo das costas atlânticas noroeste e oeste da Península Ibérica, durante o verão de 2018 (A), verão de 2019 (B) e inverno de 2020 (C). Ria de Ferrol (RFe), Ria de Arousa (RAr), Ria de Pontevedra (RP), Ria de Aveiro (RAv), estuário do Tejo (TE) e estuário do Sado (SE).

a validar outras soluções técnicas, incluindo assinaturas bioquímicas e tecnologia de raios X para uma determina-

ção elementar mais rápida, suportadas por modelos de machine learning que permitem aumentar a precisão e automatizar a identificação da origem dos produtos. Com a inauguração, em junho de 2026, do CITAQUAECOMARE, o polo da Rede Hub Azul de Aveiro liderado pela UA, onde funcionará o Laboratório Nacional para a Rastreabilidade dos Produtos da Pesca e da Aquicultura, a UA entrará numa nova fase no desenvolvimento e transferência destas soluções tecnológicas para autoridades, grossistas, retalhistas, pescadores, mariscadores e aquicultores. Este laboratório contará com um parque de equipamentos científicos único na Europa, com um investimento superior a três milhões de euros. Apanhadores de bivalves

IPMA Esclarece Enquadramento Legal e Científico

Na sequência das notícias publicadas em vários Órgãos de Comunicação

Social sobre a atuação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) no âmbito da monitorização sanitária de moluscos bivalves no estuário do Tejo, importa esclarecer o seguinte:

Enquanto Laboratório de Estado e Laboratório Nacional de Referência para os recursos vivos marinhos, o IPMA exerce funções de classificação, monitorização e gestão das zonas de produção de moluscos bivalves exclusivamente dentro do quadro legal e regulamentar aplicável. A atuação do Instituto está estritamente definida pela legislação nacional e pelos regulamentos da União Europeia, não lhe sendo permitido exercer qual-

quer poder discricionário para além do que se encontra estabelecido na Lei.

Importa igualmente sublinhar que o IPMA não possui competências em matéria de fiscalização da atividade de pesca ou de apanha, nem sobre os circuitos de comercialização de bivalves, matérias que são da responsabilidade das autoridades de fiscalização, regulação e policiais competentes.

A classificação da amêijoajaponesa (Ruditapes philippi-

narum) no estuário do Tejo foi realizada em estrita conformidade com a legislação nacional e com os regulamentos europeus aplicáveis, designadamente o DecretoLei n.º 68/2012 e a Portaria n.º 1421/2006. A própria atividade de apanha desta espécie encontra-se legalmente enquadrada em Portugal, estando regulamentada pela Portaria n.º 1228/2010 e pelo regime aplicável às espécies invasoras previsto no Decreto-Lei n.º 92/2019.

No estuário do Tejo encontram-se definidas duas zonas de produção de bivalves:

• ETJ1 – Jusante da Ponte Vasco da Gama, onde algumas espécies podem ser apanhadas, desde que sujeitas a tratamento sanitário obrigatório antes do consumo;

• ETJ2 – Montante da Ponte Vasco da Gama, onde a captura e comercialização de bivalves se encontram interditas.

No âmbito do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves, a atribuição da classificação sanitária à amêijoa-japonesa na zona de produção ETJ1 baseou-se exclusivamente nos resultados analíticos obtidos, cumprindo integralmente os requisitos legais e regulamentares em vigor. Atualmente, esta espécie encontra-se interditada nessa zona, em conformidade com o Despacho n.º 6/DG/2026 da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Por sua vez, a amêijoa-japonesa proveniente da zona ETJ2 não se encontra classificada, estando a sua apanha e captura interditas nos termos da legislação aplicável.

O IPMA dispõe de mecanismos de monitorização e de controlo no procedimento analítico que são aplicados de forma sistemática no âmbito do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves, assegurando a fiabilidade científica das análises realiza-

das e das decisões tomadas com base nesses resultados. Sempre que os resultados analíticos o exigem, o Instituto procede à reclassificação das zonas de produção ou à interdição da apanha, como aliás se comprova pelo histórico de medidas adotadas no estuário do Tejo.

Importa igualmente esclarecer que não existe qualquer reporte da autoridade competente de saúde relativo a casos de intoxicação atribuídos ao consumo de amêijoa proveniente da zona devidamente classificada do estuário do Tejo que tenha sido sujeita ao processamento sanitário obrigatório previsto na legislação, designadamente depuração ou transformação industrial. Eventuais situações de apanha ou comercialização ilegal de amêijoa fora das zonas classificadas ou sem cumprimento dos procedimentos sanitários obrigatórios situam-se fora do âmbito das competên-

cias do IPMA, competindo a sua fiscalização às autoridades responsáveis.

O IPMA colaborou ativamente com o Ministério Público no âmbito da investigação em curso, tendo prestado todos os esclarecimentos técnicos solicitados e mantendo total disponibilidade para continuar a colaborar com as autoridades competentes.

Face ao exposto, não existe qualquer fundamento factual ou jurídico que permita imputar ao IPMA responsabilidade pela alegada atuação do agente económico referido na notícia. O Instituto limitouse a exercer as suas competências estritamente técnicas e laboratoriais, nos termos definidos na legislação nacional e europeia aplicável, não detendo poderes de fiscalização sobre a apanha ou sobre os circuitos de comercialização de bivalves.

Comportamentos individuais que contrariem os proce-

Amêijoa-japonesa, Ruditapes philippinarum

dimentos legais ou que ocorram à margem das zonas classificadas e dos circuitos autorizados não podem, por natureza, ser atribuídos ao sistema de monitorização científica nem às entidades responsáveis pela sua execução. O IPMA reafirma o seu compromisso com o rigor ci-

entífico, a transparência e o cumprimento do quadro legal, reiterando a credibilidade e a robustez do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves enquanto instrumento essencial de proteção da saúde pública e de gestão sustentável dos recursos marinhos.

Notícias

Notícias do Porto de Sesimbra

Obras de Reorganização do Porto de Sesimbra

Crescimento de atividades como a náutica de recreio

Para reordenar o Porto de Sesimbra, a APSS vai fazer obras de reorganização do Porto de Sesimbra para reforçar a operação e segurança num reordenamento procura equilíbrio com visão de futuro.

O plano prevê a criação de novas áreas

OPorto de Sesimbra vai avançar com um processo de reordenamento do seu plano líquido, numa medida que pretende resolver conflitos históricos entre atividades e preparar a infraestrutura para os desafios dos próximos anos.

A iniciativa, liderada pela APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, foi discutida na manhã de dia 2 de abril, com diversas associações e entidades, e enquadra-se numa estratégia de médio e longo prazo para tornar o porto mais eficiente, seguro e sustentável.

No centro desta reorganiza-

ção está a atividade piscatória, considerada “prioritária”, responsável por posicionar Sesimbra como o principal porto nacional em volume de pescado descarregado e o segundo em valor.

Ao mesmo tempo, o plano prevê a criação de novas áreas dedicadas à atividade marítimo-turística, um setor em crescimento que tem vindo a ganhar peso na economia local.

A definição clara de zonas de operação e regras de parqueamento surge como uma das principais mudanças, permitindo:

• reduzir conflitos entre operadores.

• melhorar a segurança.

Aumentar a eficiência logística

Reduzir conflitos entre operadores
Porto de pesca de Sesimbra
Este processo garante a manutenção de todos os operadores

• aumentar a eficiência logística.

Este processo garante a manutenção de todos os operadores atualmente instalados, tendo como base a capacidade existente, considerada essencial para uma gestão equilibrada do porto.

O reordenamento é visto como um passo decisivo para reforçar o papel de Sesimbra enquanto infraestrutura estratégica nacional, conciliando tradição e modernização.

A APSS sublinha que o objetivo é valorizar a identidade piscatória de Sesimbra, ao mesmo tempo que se criam condições para o crescimento sustentável de atividades complementares como a náutica de recreio e o turismo marítimo.

Com esta intervenção, Sesimbra posiciona-se como um exemplo de equilíbrio entre economia tradicional e novas dinâmicas de desenvolvimento costeiro.

No centro desta reorganização está a atividade piscatória

Vão ser criadas áreas dedicadas à atividade marítimo-turística
Capacidade para uma gestão equilibrada do porto

Comunicado Há Mar e Mar

Sistema de Depósito e Reembolso Celebrado por Há Mar e Mar

O SDR é um mecanismo que incentiva a devolução de embalagens de bebidas de plástico e latas

Organizações da sociedade civil celebram o lançamento do Sistema de Depósito e Reembolso mas alertam para a sua correta implementação.

Omovimento Há Mar e Mar - coligação de organizações nãogovernamentais dedicadas à proteção dos oceanos e à re-

dução da poluição plástica –celebrou nas ruas de Lisboa a entrada em vigor do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) em Portugal, um

marco histórico para a política ambiental nacional.

O SDR é um mecanismo que incentiva a devolução de embalagens de bebidas (gar-

rafas de plástico e latas) através de um valor de depósito reembolsável no momento da compra. A sua implementação em Portugal representa um passo decisivo no combate à poluição por resíduos de embalagens, que continuam a ser uma das principais fontes de lixo marinho nos oceanos portugueses e no Mediterrâneo.

Para assinalar o momento, o movimento Há Mar e Mar organizou duas ações abertas ao público na cidade de Lisboa. Às 12h, um percurso pelos pontos mais emblemáticos da Baixa lisboeta à descoberta das primeiras máquinas de recolha da Volta, a marca do operador nacional do sistema. Às 16h, um momento de As embalagens de plástico

celebração conjunta na Praça do Rossio, com produção de conteúdos para sensibilização pública, entrevistas entre parceiros e uma ação simbólica com 46 embalagens, o número de garrafas e latas que poderão ser recicladas a cada segundo graças ao SDR. “Este é um momento que esperávamos há anos”, afirma Valentina Muñoz, representante da Sciaena, uma das organizações do movimento. “Portugal junta-se agora a

vários países europeus que já demonstraram que os sistemas de depósito funcionam, com taxas de recolha que chegam aos 90%. É uma vitória da persistência da sociedade civil, dos parceiros, e de todos os que acreditaram nisto quando ainda era apenas uma proposta”, acrescentou a mesma responsável.

Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de consumo de embalagens

per-capita e um dos mais afetados pela poluição plástica nas suas costas e fundos marinhos. A implementação do SDR é uma das medidas com maior impacto comprovado para inverter esta tendência.

“A experiência interna-

As embagens a reciclar

cional mostra que o sucesso do sistema assenta numa boa comunicação, apoio aos utilizadores durante o período inicial, uma boa rede de pontos de entrega que facilitem a vida a quem quer entregar embalagens

Reduzir o lixo marinho
É preciso acabar com o lixo nas praias

e um valor de depósito que incentive a devolução”, disse Susana Fonseca da Zero, outra das organizações do movimento. “É um sistema como provas dadas, pelo que não será necessário inventar de novo a roda para que funcione bem”, acrescenta Susana.

Estas ações também são uma chamada de atenção para o governo espanhol, onde o SDR ainda não foi adotado. “O caso de Portugal demonstra que a implementação do sistema é viável e eficaz quando existe vontade política e coordenação institucional. Em Espanha, corremos o risco de acumular um atraso de três ou quatro anos e precisamos de uma data de início concreta, acompanhada de um calendário de marcos intermédios a atingir, para

garantir o cumprimento dessa data. Enquanto o país vizinho avança, a Espanha corre o risco de ficar para trás numa transição fundamental para o seu modelo ambiental e económico”, afirmou Miquel Roset, diretor da Retorna, uma organização espanhola, que também veio participar da celebração.

Sobre o movimento

Há Mar e Mar

O Há Mar e Mar é uma coligação de organizações da sociedade civil portuguesa que trabalha pela implementação do Sistema de Depósito e Reembolso em Portugal. O movimento reúne ONGs, investigadores e cidadãos comprometidos com a redução do plástico de uso único e a proteção dos ecossistemas marinhos.

Latas de Alumínio
Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) em Portugal Máquina recetora
Lixo nas praias

Notícias do Porto de Lisboa

Porto de Lisboa Cresceu 4,8% e Investe 297 Milhões de Euros

O Porto de Lisboa prevê o crescimento de 4,8% em 2026 e acelera investimento para reforçar competitividade.

OPorto de Lisboa antecipa um crescimento de 4,8% na movimentação de veste

pelo reforço do investimento, melhoria da eficiência operacional e recuperação dos fluxos internacionais.

No balanço de 2025, o Porto de Lisboa registou um crescimento global da carga movimentada, impulsionado

pela melhoria do contexto económico e pelo aumento da eficiência operacional. Destacaram-se o crescimento da carga contentorizada, o aumento do número de escalas de navios e uma maior atividade no segmento de granéis líquidos.

Para sustentar esta dinâmica, está em curso um ciclo de investimento estimado em cerca de 297 milhões de euros, com o objetivo de modernizar os terminais portuários, aumentar a eficiência operacional e reforçar a sustentabilidade da atividade.

Projetos estruturantes incluídos no programa Portos 5+, que assenta em pilares como a digitalização, a sustentabilidade, a intermodalidade e a integração porto-cidade.

As perspetivas do Porto de Cais de Alcântara

Cais de Alcântara

Lisboa para o ano de 2026 foram apresentadas no encontro anual da Administração do Porto de Lisboa com operadores de terminais e prestadores de serviços, que ficou marcado pela análise da evolução da atividade e pela apresentação dos principais projetos estratégicos em curso.

No plano ambiental, o desenvolvimento de soluções Onshore Power Supply (OPS) assume um papel central, permitindo reduzir até 77% das emissões dos navios atracados. Em paralelo, foi apresentado o projeto de reforço da navegação fluvial no estuário do Tejo, com um investimento de 22 milhões de euros e arranque previsto para 2028/29, que permitirá retirar milhões de quilómetros de circulação rodoviária e reduzir significativamente as emissões de CO2

A reunião destacou ainda os avanços na digitalização da atividade portuária, com a ligação dos terminais à Janela Única Logística (JUL) e a evolução de sistemas como o SiMTeM, que têm contribuído para uma maior integração de informação e eficiência operacional.

Apesar dos progressos, foram também identificados desafios relevantes, nomeadamente o impacto de fatores externos, como condições meteorológicas adversas no início de 2026, que afetaram a navegabilidade e causaram danos em infraestruturas portuárias.

A sessão incluiu igualmen-

te a apresentação do Plano Geral de Drenagem de Lisboa, reforçando a importância da articulação entre o por-

to e a cidade num contexto de adaptação às alterações climáticas e aumento da resiliência urbana.

Navegação fluvial
Santa Apolónia
Estuário do Tejo
Cais Fluvial Castanheira do Ribatejo

Pesca Lúdica Embarcada

Saber Onde e Como...

Um pargo capatão deste calibre, com 75 cm, não acontece todos os dias, e ainda bem que não: deve ser sempre um momento especial

Num dia com luz, com algum sol, podemos ver o sempre. “Sempre” é uma palavra perfeita para um pescador, se aplicada a uma ponteira de cana que vibra.

Ter um peixe a morder numa isca, ou amostra, é tudo para quem pesca.

Esse é o primeiro passo, o explosivo click que falta para que o ritmo cardíaco acelere, o coração bata forte no peito, a adrenalina corra desenfreada nas veias e as mãos tremam de nervosismo.

A partir daí, do primeiro momento de contacto, a guerra começa.

Já só voltará a haver algum sossego quando um dos lados perder.

Se é o pescador quem perde é um drama, um horror, uma tragédia.

Quando o peixe se deixa vencer e perde é normal, afinal é isso que acontece na maior parte dos casos.

A percentagem de peixes que escapa é bem menor

que a dos peixes que ficam e isso deve-se a uma cada vez maior qualidade dos equipamentos à disposição de quem pesca.

A ganhar ou a perder, queremos viver aqueles momentos de frenesim, de medo, de nervos, sempre e para sempre.

Há pescas que se fazem quando as condições são perfeitas, ou ...não se fazem.

Podemos pensar que um peixe grande acontece quando calha, e que não há grande ciência em torno do assunto. Isso é atribuir à sorte, ao acaso, a ferragem de um peixe adulto. Não é assim.

Esse peixe para chegar a velho, teve tempo para crescer, para aprender o que lhe era, ou não, conveniente. E escapou a redes, a anzóis, a outros predadores, e sobreviveu.

Ultrapassou todas as armadilhas que lhe lançaram durante anos e anos, até que um dia um pescador teve um dia com condições perfeitas e encontrou a forma de ultrapassar as suas defesas.

Esse é para o peixe o seu último dia de vida, e por isso mesmo deve ser um momento de mostrarmos respeito por um digno adversário.

O primeiro contacto com um peixe destes é absolutamente decisivo.

É aí que se joga tudo: ou o peixe crava no anzol em zona firme, um pedaço de osso, um músculo duro, ou ...vai embora.

Não tem necessariamente de prender dentro da boca, até porque isso não garante em si mais que anzóis espetados alguns milímetros. Não significa mais que isso.

A quantidade de pargos que nos escapam depois de terem um ou dois anzóis presos no interior da sua dura boca não se contam só pelos dedos.

O importante é aquilo que se faz/ acontece a três níveis distintos:

O pescador quando bloqueia o braço e oferece um ponto de apoio fixo ao peixe. Em segundo lugar quando estica a linha ao máximo, manivelando rápido o carreto três ou quatro vezes. Por fim, quando o peixe sente a pressão e se movimenta violentamente para o fundo ...ajuda à penetração dos anzóis.

A conjugação destes três factores é decisiva para que a boa ferragem aconteça.

Ainda não é tudo. O peixe, mesmo bem ferrado, ainda pode escapar...

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com

Este jig da Cultiva tem boas razões para ser eficaz. Assimétrico, formato em lâmina, 40 gr, mais não é que uma perfeita arma de pescar peixes de boca dura

Este é o meu conjunto de pesca mais efectivo, de momento:

Cana: SHIMANO SEPHIA LIMITED METAL SUTTE B66MH-S/F

Carreto: SALTIGA 25 300 manivela esquerda

Linha Multi: SALTIGA DURASENSOR PE 1,2

Linha de leader: VARIVAS HARD TOP 0.33 mm (4513498063281)

Admitindo que faz confusão a quem me lê pescar tão fino, PE 1,2, (e eu nem acho que seja assim tão fino...), a solução acima é o PE1,5, com uma resistência de 26 libras, 12 kgs.

Eu pesco mais fino por várias razões que posso apontar: a zona onde pesco tem correntes que podem ser fortes e por isso a única forma de pescar na vertical sem recorrer a jigs mais pesados, é cortar no diâmetro da linha. Recuso-me a aceitar que

a única solução seja mesmo a de carregar no peso do jig porque isso rouba-me peixe, é totalmente diferente animar um jig de 40 gramas ou um jig de 50 gramas....

Para mim, menos peso é sempre sinónimo de mais peixe, e não fico constrangido por pescar a peixe velho, com peso, utilizando jigs de 20 ou 30 gramas. Eles mordem!

A quantidade de toques que temos com jigs ligeiros, 20, 30 ou 40 gr em nada compara com aquilo que acontece quando pescamos no mesmo local com jigs de 50/60 ou 80 gramas.

Muitas pessoas não conseguem pescar ligeiro porque a única linha que admitem colocar no carreto é o “zero-grosso”. Uma parvoíce....perdem peixes seguidos por isso, porque não conseguem pescar.

Mas nós temos tudo aquilo que faz falta: a cana, drag no

carreto e ...mãos.

Fui pescar para oferecer uns peixes a um amigo que regularmente me oferece... pão.

O meu amigo João tem a paciência de amassar pão e cozer o dito num forno de lenha. E oferece-me dois pães ainda quentes por semana, o que significa que me sinto eternamente em dívida para com ele.

Por isso mesmo, dedico sempre algum do meu tempo de pesca a fazer uns peixes mais “maneiros”, peixinhos para grelhar, para uma família de apenas duas pessoas.

As bicas encaixam aí na perfeição já que são suficientemente curiosas e vorazes para morder os meus jigs ligeiros, e suficientemente boas para uma refeição de peixe fresco.

Porque há toneladas de bicas na nossa costa (nem acho estranho que as pesso-

as não as pesquem porque a maior parte das pessoas procura peixe nas pedras e elas vivem ao lado, na areia...), parecem-me o alvo indicado. Serão sem dúvida mais fáceis se armarmos o jig com um triplo, mas em zona de peixe grosso não se pesca com fateixas porque a seguir a uma bica vem um pargo de 10 kgs e invariavelmente vai embora.

Feita a pescaria de bicas, encostei o barco a uma zona onde anda um mero que deve ter, pelo trabalho que tem feito, uns 20 kgs....

O meu amigo Carlos Campos já o teve na linha e perdeu, eu próprio já o ferrei mas demasiado próximo do buraco e perdi, e porque já fiz outros dois meros no local, sei que este vai um destes dias ter o azar de andar a passear um pouco mais longe da toca. E nesse dia, eu tenho algumas possibilidades de ganhar,

Sujo e cheio de escamas e salitres, este conjunto trabalhou bem neste dia.
Irá ficar a brilhar depois de chegar a casa: será lavado e lubrificado, como habitualmente faço em todos os meus dias de pesca

mesmo que uma baixada de 0.33 mm não seja propriamente um portento de linha para um mastodonte destes...

É sempre uma questão de o encontrar a deambular um pouco mais fora, a alguns metros do buraco.

Desta vez, lancei o jig para o fundo e senti uma pancada forte. Era ele.

Ficou no sítio, não fez qualquer movimento de fuga. Mordeu o jig mas não chegou a ferrar, apenas prendeu a peça metálica entre as maxilas, sem engolir. Por isso não

ferrou.

Acontece mais aos pargos, que mordem, não aspiram. Mas pode acontecer também a peixes predadores que normalmente engolem mas ...neste caso isso não aconteceu.

Uma breve troca de “forças”, (senti bem o peso e poder do meu adversário), uma ligeira saída de linha, não mais de um metro, e o mero cuspiu o jig e foi à procura de algo menos indigesto.

E eu fui procurar algo menos estratosférico, mais indi-

cado para o conjunto ligeiro que tinha em mãos.

Um dia volto...

Daí a pouco, com a maré já a subir, uma mancha de um peixe interessante, uma mancha bem densa, ganhou destaque no centro da minha sonda.

Estava alvorado, uns 10 a 12 metros acima do fundo e acompanhava um pequeno cardume de carapau miúdo.

Lancei o jig de imediato para baixo e ao chegar perto da marca dei o melhor de mim para o provocar. E aconteceu:

o peixe atacou o jig quase de imediato. Tinha fome.

A rapidez de todo o processo de detecção do peixe e tentativa de captura só foi possível porque tudo estava pronto, e o equipamento era o adequado à função.

A linha, a ser demasiado grossa teria provocado uma deriva do jig na corrente, atraso na chegada ao fundo, e porventura não teria conseguido a ferragem.

Mas um PE 1,2 é facilmente arrastado por um jig de 40 gr em formato de agulha.

Há aqui detalhes que podem passar despercebidos: o jig está armado com dois assistes duplos com anzóis ultra afiados da marca Varivas, feitos em aço de alto teor de carbono. Devemos ter o cuidado de escolher assistes que, quando esticados para o centro da peça, possam tocar entre si mas não ficar presos. Se necessário, trabalha-se com um assiste de 2cm e outro de 1cm, ficando o mais curto na

cauda do jig
Vocês não têm ideia de como é bom o pão caseiro, quente, e feito com o carinho de quem o faz por prazer, não para o comercializar...

As bicas para o João, o meu amigo padeiro.

Desce vertiginosamente!

Também o facto de o carreto ser um Daiwa Saltiga bem lubrificado e não uma chinesice barata ajudou a desbobinar linha num ápice.

Por todos estes motivos o jig desceu bem rápido.

E o pargo ferrou bem.

O resto é trabalho, é paciência e quando se pesca a solo tudo tem de estar pensado antes de acontecer.

Os acessórios, o enxalavar tem de estar à mão, o alicate de desferragem, enfim, tudo o

que é de direito.

Há muito mais pargos destes que aquilo que as pessoas julgam, a questão é que a forma como se tentam nem sempre é a melhor. Quase nunca é a melhor.

Neste caso, um pargo ca-

patão, tem zero interesse por uma iscada de lingueirão, ou de ganso. Eles comem peixe vivo e um jig ligeiro, bem trabalhado, é um peixe vivo.

Boas pescas para todos vós.

A geleira que podem ver nas imagens é esta. Em dias de muito calor, isto garante-me peixe fresco até chegar a casa. Concretamente garante 126 horas de peixe fresco....e dadas as dimensões da caixa (tem 75cm de comprimento e podem ver por aí o tamanho do pargo na primeira foto), o peixe não fica sobreposto, amassado, e por isso...mole

Notícias Nautel

Refrigeração Dometic

A Nautel apresenta as novidades de refrigeração da Dometic, a Série CFX3, uma das linhas de arcas frigoríficas portáteis e a Série NRX, a linha de frigoríficos embutidos para instalar em embarcações e veículos, para refrigerar e armazenar alimentos.

As arcas frigoríficas portáteis Série CFX3 da Dometic, foram concebidas para as suas aventuras mais radicais. Este

frigorífico portátil é perfeito para campismo ou para ter refrigeração em embarcações mais pequenas. O premiado

Dometic CFX3 é o melhor frigorífico elétrico de zona única para utilizar como frigorífico ou congelador que pode ser transportado para qualquer lado.

Está à procura de um frigorífico novo para a sua embarcação ou veículo? A Série NRX da Dometic é a resposta, um modelo de encastrar que otimiza o espaço ou um frigorífico de instalação livre com ampla capacidade para uma viagem mais longa. Uma seleção de soluções de refrigeração que satisfazem todas as necessidades, frigoríficos de gaveta compactos e de tamanho médio, frigoríficos de abertura superior que aproveitam a profundidade do armário e frigoríficos de instalação livre premium, tão bem equipados como o seu frigorífico de casa.

Série

Dometic CFX3

A Série Dometic CFX3 representa uma das linhas de arcas frigoríficas portáteis com os compressores mais avançados e versáteis do mercado, com a tecnologia VMSO³ para arrefecimento eficiente e rápido, concebida para aventuras, campismo, vida “vanlife” ou embarcações. Estes equipamentos permitem manter bebidas e alimentos frescos ou congelados sem gelo, com temperaturas ajustáveis desde cerca de +10°C até −22°C e uma construção robusta ideal para uso fora de casa. Mantém temperaturas estáveis mesmo em climas quentes. Seja para aventuras curtas ou longas, com espaço pequeno ou grande, há um modelo adaptado a

diferentes necessidades, do CFX3 25 até ao CFX3 100, o armazenamento vai dos mais compactos até aos dual-zone de grande capacidade. Esta série oferece versatilidade, eficiência energética e funcionalidades inteligentes.

Com a portabilidade e a praticidade de um frigorífico portátil, tem um controlo constante da temperatura e mais espaço para o que realmente importa, onde quer que a estrada ou o mar o leve.

Interface amigável: A interface de utilizador elegante e com ecrã LCD TFT de alto brilho exibe o estado de funcionamento.

Construção robusta: As estruturas de proteção protegem a unidade contra danos.

Consumo de energia eficiente: Tecnologia de refrigeração do compressor VMSO3 otimizada.

Opções de alimentação flexíveis: Alimentado por cor-

rente alternada (110–240 V), corrente contínua (12/24 V) e energia solar CC.

Aplicação CFX3 prático: Controlo de temperatura e monitorização de desempenho através da aplicação CFX3.

Características principais:

• Bluetooth e Wi-Fi compatíveis com a app Dometic CFX3 para ajuste remoto e gestão do desempenho.

• Sistema de proteção de ba-

teria em 3 níveis evita descarregar a bateria do veículo acidentalmente.

• Visor digital a cores com controlo fácil dos menus e temperaturas.

• Estrutura reforçada com molduras de proteção resistentes e alças de alumínio fortes.

• Cestos removíveis para melhor organização interna.

• Alguns modelos são dualzone (dois compartimentos independentes).

Interface de utilizador elegante e com ecrã LCD TFT
Controle atravès da aplicação Dometic CFX3
Construção robusta para aventuras mais radicais

Série

Dometic NRX

A Série Dometic NRX representa a linha de frigoríficos embutidos que são adequados para instalar em embarcações, caravanas, autocaravanas e camiões, para refrigerar e armazenar alimentos. O

compartimento para produtos congelados é adequado para armazenar alimentos pré-congelados, armazenar ou fazer gelado e fazer cubos de gelo. O desempenho de refrigeração ideal é fornecido a temperaturas ambiente entre 16 °C (60,8 °F) … 43 °C (109,4

°F) e a uma humidade máxima de 90 %. Quando utilizado em embarcações, o frigorífico deve ser instalado num móvel ou nicho de instalação e não num convés aberto. A série NRX tem modelos 3 modelos disponíveis, o NRX E, NRX C e o NRX S e oferece a tecnologia mais avançada, maior eficiência energética e design versátil.

Com um aspeto moderno no exterior e uma tecnologia de compressor eficiente em termos energéticos no interior, este frigorífico compacto oferece 55 litros de armazenamento refrigerado para as suas compras de viagem. A sua porta preta, carbono ou prateada sem moldura, com a prática pega de largura total, integra-se perfeitamente

na kitchenette ou na área de refeições. O interior ficou reduzido ao essencial, apenas duas prateleiras no compartimento. Moldura não incluída.

Painel de controlo fácil de usar: Montado embutido dentro do gabinete, com barra de luz LED perfeitamente integrada.

Mantenha-se fresco no Modo Inverno: Mecanismo de fecho inteligente que cria um espaço entre o frigorífico e a porta para ventilação.

Compressor Dometic Premium: Compressor de veloci-

dade variável e baixo consumo de energia com 3 modos de funcionamento (Eco/Desempenho/Silencioso).

Características principais:

• Os modelos NRX usam um compressor de alta eficiência que consome menos energia que muitos frigoríficos convencionais até cerca de 25 % menos em alguns casos.

• Muitos modelos permitem funcionar como frigorífico, freezer ou ambos, graças a um compartimento de congelador removível.

Interior bem organizado para arrumação

• Incluem 3 modos: Eco para máximo rendimento com menor consumo; Performance para arrefecer rapidamente; Quiet para operação silenciosa.

• Interior bem organizado, com

prateleiras, suporte para garrafas, gavetas etc.

• Modelos com painel de controlo táctil e iluminação interior.

• Porta reversível para instalação adaptável.

Mecanismo de fecho inteligente

Equipado com o compressor Dometic Premium
Painel de controlo fácil de usar

Navegando nas Minhas Memórias

Não Foi Por Acaso…

Como a Tagus Vivan, Confraria do Tejo Vivo e Vivido, nunca age por música de ouvido, porque ela própria, pelo seu objecto social, é um observatório de tudo o que diga respeito ao universo do Tejo, teve o cuidado de começar a preparar a organização do Congresso do Tejo III.

OCongresso foi realizado com êxito nos dias 16 e 17 de Fevereiro de 2018 no auditório da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, evento este que contou com a preciosa e indispensável colaboração da Administração do Porto de Lisboa, preparação essa que teve início a partir de Fevereiro de 2015, com três anos de antecedência, para que o programa temático desse evento fosse o mais criterioso e realista possível e pudesse também contar com a participação dos melhores Mais Tejo, Mais Futuro

Tejo Vivo e Vivido

especialistas nas matérias a abordar e com uma massa crítica significativa, conhecedora e esclarecida.

Não foi por acaso que o grande debate que o programa temático deste Congresso do Tejo, o terceiro, motivou sobre as mais variadas matérias com substância que foram criteriosamente selecionadas para serem abordadas, debatidas e avaliadas com o saber e rigor que exigiam, a fim de que, com a

participação interactiva entre a mesa e o auditório, se procurasse encontrar e propor as melhores soluções para serem tomadas em consideração pelo poder político de forma a que este passe a legislar em conformidade para mitigar alguns problemas, vulnerabilidades e insuficiências que agentes terceiros pouco escrupulosos vêm causando ao nosso maior Rio, e até erradicar outros, intoleráveis.

Mesa Redonda, da dir.»esq. – Prof. Miguel Azevedo Coutinho (relator), Prof. Pedro Santos Coelho (moderador do 2.º Painel), Alm. José Bastos Saldanha (moderador do 1.º Painel), Prof. António Carmona Rodrigues, moderador da Mesa, Prof. João Ferrão (moderador do 3.º Painel, Eng. João Soromenho Rocha (relator)
Mitigar alguns problemas, vulnerabilidades e insuficiências do nosso maior Rio

Ora, só foi possível apurar as matérias com mais substância a partir das conclusões das cinco Conferências Regionais preparatórias realizadas propositadamente durante esses três anos, por “Este Rio Acima” (Fausto) nas regiões CIMS, da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo, do Alto Tejo português e do Tejo Internacional (CIMS da Beira Baixa e do Alto Alentejo), mais as conferências sobre o Estuário e a da Navegabilidade no Tejo, com a

colaboração de vários parceiros dos quais se destacaram as Câmaras Municipais de Vila Franca de Xira (2 conferências), de Benavente, de Vila Nova da Barquinha e de Vila Velha de este Congresso conseguiu exceder as expectativas.

Congresso do Tejo III

Para que uns conheçam e os outros recordem, os mais variados temas abordados e debatidos foram os seguintes:

Primeiro Dia, 16 de Fevereiro

1.º Painel – Agricultura e Rega; Abastecimento Urbano; Produção de Energia; Actividade Portuária e Navegabilidade; Turismo; Valores Ambientais e Culturais, seguido de debate.

2.º Painel – Administração Central; Riscos de Cheias e Secas; Directiva Quadro da Água; Impactos Ambientais; Participação Pública, seguido de debate.

3.º Painel - Recursos Hídricos; Ambiente; Desenvolvimento Regional; Marketing Territorial, seguido de debate. Já foram feitas referências à Sessão de Abertura do Congresso e a estes três Painéis, no Notícias do Mar dos meses de Março e Abril passado, sendo referidos neste jornal do Mês de Maio, os seguintes trabalhos:

Nessa Redonda - Com a participação dos moderadores dos painéis anteriores e os dois relatores do Congresso, seguido de debate.

Segundo Dia, 17 de Fevereiro

Assistência

4.º Painel – Mais Tejo, Mais Futuro com a participação dos convidados: Pedro Santos Coelho, Lídia Sequeira, Augusto Mateus e Luis Veiga da Cunha, seguido de debate.

Mesa do 4.º Painel, da dir.»esq., Prof. Pedro Santos Coelho, Prof. Luis Veiga da Cunha, Prof. António Carmona Rodrigues, moderador, Prof. Augusto Mateus, Eng.ª Paula Sengo a comunicar.

O Tejo a Pé

Praia das Avencas (Parede-Cascais)

Entre marés e silêncio, a vida abre-se como um segredo delicada, vibrante, quase um sussurro nas rochas das Avencas

O biólogo marinho Francisco Andrade, acompanhado por outros especialistas - Adelaide Ferreira, Ana Pêgo e o distinto botânico Fernando Catarino - conduziu uma jornada Tejo a Pé / Conversas de Cesta particularmente rica e envolvente.

Ocenário singular da Praia das Avencas serviu de palco a um encontro entre ciência e curiosidade, onde adultos e crianças foram desafiados a observar, questionar e compreender.

Cada camada de calcário é uma página da História da Terra e o suporte abiótico para a vida atual

Neste território de fronteira - entre a imersão e a emersão - a vida afirma-se sob condições extremas. A alternância das marés, a exposição a elevadas temperaturas, a salinidade variável e a natureza do substrato rochoso impõem exigências severas. Ainda assim, é aqui que se

revela uma notável diversidade biológica, sustentada por estratégias adaptativas surpreendentes: organismos que resistem à dessecação, que se fixam com força extraordinária ou que sincronizam os seus ciclos com o ritmo das marés. As Avencas mostram, com clareza científica e

Cada detalhe revela a singularidade de cada vida

Passo a passo, onde a rocha e o mar se encontram e a curiosidade nos guia

beleza evidente, como a vida encontra caminhos mesmo nos limites. Um laboratório natural onde o conhecimento

se cruza com a experiência direta, despertando consciência para a complexidade e fragilidade dos ecossistemas

Pequenas variações nas condições ambientais conduzem a enormes diferenças nas formas de vida

Na bruma suave das Avencas, Francisco Andrade desenha um círculo na areia, e, entre palavras e traços explica as marés
Uma postura, garante que a vida perdura

costeiros.

Um pequeno universo na palma da mão onde cada ser conta a história silenciosa do mar

Assim é o Tejo a pé: um grupo informal de amigos, conhecidos, ou não, que, há quase

vinte anos, se reúne uma vez por mês para caminhar, transformando cada encontro num passeio convivial e tertuliante:

Os toalhetes da nossa vida, diretamente das sanitas para o Oceano, pontuam abundantemente as camadas de rocha como se fossem algas. Um crime que fazemos a nós próprios

31 de maio, dunas no Guincho; 28 de junho, Mata de Belas – forest mind com Leónia

A rocha, o mar e a vida

Nunes. Para participar, basta enviar um email a cupeto@uevora.pt

merecida hora de descanso

A
Fotografia: Manuela Martins

Notícias do Mar

Notícias do Porto de Lisboa

Meeting para Desenvolver Soluções para Reforçar

Infraestruturas

Portuárias

O Porto de Lisboa acolheu, nos dias 15 e 16 de abril, o 3.º Steering Committee Meeting do projeto europeu SAFARI, uma iniciativa que reúne parceiros internacionais para desenvolver soluções inovadoras que reforcem a resiliência das infraestruturas portuárias perante fenómenos climáticos extremos.

Decorreu na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, o encontro internacional que reuniu cerca de 50 participantes entre espeocialistas, operadores portuários e entidades institucionais, para avaliar o progresso do projeto, testar soluções em ambiente real e alinhar estratégias entre parceiros.

Coordenado por Rochdi Merzouki, da Université de Lille, o projeto SAFARI integra 24 entidades europeias, incluindo cinco portos estratégicos - Dunquerque, Sevilha, Lisboa, Livorno e Tripoli, e parceiros como estratégicos

Terminal de Contentores de Alcântara
Meeting do projeto europeu SAFARI

como Sevilha, Livorno e Tripoli, bem como entidades de referência como a CMA CGM, a Yilport, a AIVP, a Universidade de Sevilha e a Marlo.

Num contexto em que eventos extremos, como tempestades, cheias ou ondas de calor, representam uma ameaça crescente à atividade portuária, o projeto aposta numa abordagem integrada que combina inovação tecnológica, planeamento operacional e novos modelos de

governação.

Entre os principais objetivos destacam-se:

• Garantir a continuidade das operações portuárias, mesmo em cenários adversos, mantendo níveis de desempenho próximos dos 80%.

• Otimizar a gestão de ativos e promover soluções de transporte mais sustentáveis.

• Reforçar a robustez das infraestruturas críticas.

• Desenvolver modelos de governação adaptados aos riscos climáticos.

O programa de trabalhos decorreu ao longo de dois dias

• Melhorar a segurança de pessoas, navios e ecossistemas.

e incluiu sessões dedicadas aos diferentes work packages, apresentações técnicas e demonstrações de inovação em áreas como capacidade portuária, digital twins, segurança, manutenção e biodiversidade.

Terminal de Cruzeiros com cruzeiro atracado
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Cruzeiro atracado em Lisboa

Houve uma visita ao terminal da Yilport Liscont, incluindo o recém-inaugurado edifício operacional, bem como a realização de um workshop nas suas instalações, dirigido a alunos da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique e a profissionais do Porto de Lisboa e da Yilport Liscont, promovendo a aproximação entre o projeto, a academia e o setor. De entre os convidados, destacou-se ainda a presença do Serviço Munici-

pal de Proteção Civil de Lisboa, cuja presença reforçou a importância da articulação institucional na área da resiliência e gestão de riscos. Financiado pelo programa Horizon Europe, o projeto SAFARI posiciona-se como um contributo estratégico para preparar os portos europeus para os desafios climáticos, assegurando simultaneamente a continuidade das cadeias logísticas e a sustentabilidade do transporte marítimo.

Terminal de Contentores de Alcântara
Terminal Multimodal do Barreiro
Porto de Lisboa

Notícias Nautiradar

Onefix, a Nova Geração de Sensores GNSS

A Nautiradar traz até si o mais recente sensor GNSS de elevado desempenho da Digital Yacht, o OneFix, concebido para oferecer um posicionamento preciso para uma navegação mais fiável.

OOnefix usa múltiplas redes de satélites e nova tecnologia dual banda, foi desenhado para oferecer um

posicionamento extremamente preciso (tipicamente melhor que 1m) e os algoritmos integrados permitem uma navegação mais fiável.

É possível ainda integrar este sensor em praticamente qualquer sistema de navegação e desde os mais recentes displays multifunções compatíveis com NMEA2000, como pode ser conectado a sistemas mais antigos via NMEA0183.

A conetividade Wi-Fi permite uma ligação a iPads e tablets, com acesso a aplicações populares como a Navionics e TimeZero. Além disso, a interface wireless permite ao utilizador visualizar o estado da conetividade às redes satélite e potenciais erros ou problemas de posicionamento. Alertas para o display de navegação são gerados via NMEA2000, caso o OneFix detete problemas.

Incorpora ainda um registo de dados e um switch externo

para marcar pontos-chave de eventos de uma viagem (ou até mesmo pontos de pesca) que podem ser registados em memória. Todos cursos e dados podem ser exportados via aparelho móvel para sobreposição em Google Map. Talvez esteja familiarizado com o termo GPS, mas GNSS é o termo formal para as diferentes redes de satélites utilizadas para posicionamento, que incluem Glonass, Galileo, Beidou e NavIC. A maioria dos equipamentos eletrónicos marítimos pode processar sinais de algumas dessas redes e calcular automaticamente qual utilizar para oferecer a maior precisão.

Outro avanço importante na tecnologia GNSS durante o último ano foi a implantação

do GNSS multibanda. Os sinais de algumas redes de satélites agora são transmitidos nas bandas L1 e L5. Ao utilizar um sofisticado GNSS de banda dupla, obtém-se maior precisão e localização mais fiável em condições adversas. A maioria dos GPS, MFD e plotters tradicionais utilizam apenas frequências L1, pelo que não podem beneficiar desta tecnologia.

GPS, Galileo, Beidou e NavIC

O OneFix incorpora um processador de banda dupla (L1 e L5) e funciona com GPS, Galileo, NavIC e Beidou para calcular uma localização. O

Glonass (o sistema russo) está disponível como opção com uma segunda antena ativa, tornando-o um sistema muito avançado.

Ele vai ainda mais longe, utilizando um algoritmo avançado para comparar localizações em todas as redes e frequências, a fim de minimizar falsificações e imprecisões posicionais. O resultado é uma localização altamente fiável, que oferece uma precisão normalmente inferior a 1 m.

Interfaces

NMEA 0183, 2000 e WiFi

Este sensor de posicionamen-

to GNSS para embarcações também foi concebido para se ligar a sistemas mais antigos via NMEA 0183, bem como a sistemas mais modernos com NMEA 2000.

Graças à sua interface WiFi protegida por palavrapasse, o OneFix fornece saída de dados NMEA 2000 WiFi para aplicações de cartografia como Navionics, TimeZero, AquaMaps, Navimetrix e centenas de outras. Multiplexa dados NMEA 2000 AIS, vento, profundidade, rumbo e velocidade, transformando um tablet, PC ou smartphone num dispositivo de navegação de alta precisão e com

todas as funções, com capacidade L1+L5.

Registo de dados, marcas e traçados

A interface do utilizador do OneFix também incorpora funções de registo de dados e marcação de eventos, para que os pontos-chave de uma viagem (ou os pontos de pesca mais interessantes) possam ser registados na memória interna. Pode descarregar os eventos e ficheiros de registo de rastreamento nos formatos GPX e KML para sobrepor facilmente no Google Maps e cartas náuticas.

O OneFix também possui duas entradas para um interruptor externo e uma função «Add mark» na interface web para uma marcação precisa de eventos. Para uma análise avançada, também está disponível o registo completo de dados NMEA 2000 não processados.

Alertas MOB e NMEA 2000

O OneFix pode gerar alertas na rede NMEA 2000 para notificações «emergentes» em MFDs compatíveis. Use-o com a nossa sirene NavAlarm para obter uma notificação sonora ultra potente. Também gera alertas em casos de im-

precisão da posição, falsificação/erros de posicionamento e alarmes MOB.

O OneFix também suporta uma entrada de interruptor para um MOB, como o botão MOB da Digital Yacht, e irá gerar uma mensagem AIS MOB sintética na rede NMEA 2000. Ao premir o botão do painel MOB da Digital Yacht, o OneFix irá gerar alertas NMEA 2000 MOB (homem ao mar).

Compatibilidade STL

O OneFix também possui uma entrada para sistemas de posicionamento alternativos, como o STL da Iridium. Estes utilizam a triangulação de redes de satélites substitutas para fornecer uma posição alternativa. Embora sejam menos precisos (aproximadamente 50 m), têm a vantagem de oferecer um sinal mais potente e uma solu-

ção alternativa fora das constelações GNSS tradicionais.

Este sensor de posicionamento para barcos aceita dados desses sistemas através do NMEA 0183 e alterna entre redes, permitindo uma solução flexível de múltiplas entradas baseada num hub.

Fácil Configuração

Aceder à interface web do OneFix é muito simples. Basta utilizar qualquer telemóvel, PC, Mac ou tablet para iniciar sessão na interface web integrada, sem necessidade de ligação à Internet.

Basta abrir o seu navegador web (Google Chrome, Safari, Mozilla, etc.), introduzir o endereço IP do OneFix (que é sempre 192.168.1.1) e poderá aceder à interface web integrada.

Através da interface, pode aceder a diagnósticos avançados da rede NMEA 2000, que oferecem funcionalidades como uma lista detalhada de dispositivos e PGNs para simplificar o tratamento de problemas complexos. Também permite aos utilizadores selecionar comodamente as fontes de dados multiplexados NMEA 2000, garantindo maior flexibilidade e controlo sobre a gestão da rede.

Especificações

- Sensor de posicionamento

para embarcações GNSS de alta precisão com precisão inferior a 1 m.

- Utiliza as constelações GPS, Galileo, Beidou e NavIC, com sensor Glonass opcional.

- Receptor e antena de banda dupla L1/L5.

- Algoritmo anti-spoofing que supervisiona continuamente cada GNSS e gera alertas se forem detetadas interferências.

- Interface NMEA 0183 e NMEA 2000.

- Interface WiFi para navegação em telemóveis e tablets.

- Interface web para configuração e análise de satélites.

- Registo de dados integrado com exportação de pontos por GPX/KML.

- Dados NMEA 2000 de vento, profundidade, velocidade, AIS e bússola multiplexados via WiFi para aplicações.

- Interruptor MOB opcional para gerar mensagens sintéticas AIS MOB SART em

NMEA 2000.

- Alarmes de erros via NMEA 2000.

- Saída para alarme externo.

- Saída de temporização 1PPS.

Para mais informações visite www.nautiradar.pt

Política Comum das

Evolução Positiva

Avalia çã o mostra evolu çã o positiva, mas indica um caminho longo a percorrer, para atingir as pescas sustentáveis na EU.

Aavaliação da Politica Comum das Pescas (PCP), publicada pela Comissão Europeia, confirma que o atual quadro legislativo é globalmente adequado, mas continua aquém dos seus objetivos devido a falhas persistentes na implementação e aplicação das regras pelos Estados-Membros.

Apesar de alguns progressos na redução da sobrepesca, a recuperação dos stocks continua demasiado lenta e os instrumentos existentes para promover práticas mais sustent áveis permanecem, em grande parte, na gaveta. A aplicação inconsistente destas medidas compromete a eficácia da política e mantém um desfasamento significativo entre os objetivos defini-

Pesca da Sardinha, pesca de pequena escala representa uma oportunidade extratégica

dos e os resultados no terreno, com impactos negativos tanto a nível ambiental como socioeconómico.

Este contexto agrava os desafios enfrentados pelo setor da pesca, incluindo o aumento dos custos operacionais, a competição pelo espaço marítimo e a crescente vulnerabilidade das comunidades costeiras. Torna-se, por isso, essencial acelerar a implementação da PCP e garantir que os mecanismos já previstos são plenamente utilizados.

Nicolas Blanc, Coordenador de Pescas e Biodiversidade da Sciaena - ONG que trabalha há longos anos em matérias de políticas pesqueiras - afirma que “A transição para pescas de baixo impacto deve assumir um papel central neste processo. Especialmente em EstadosMembros como Portugal, as pescas de pequena escala representam uma oportunidade estrat é gica para conciliar sustentabilidade ambiental com resiliência económica e social, sendo necessário assegurar melhores condições de acesso aos recursos e apoio adequado à sua atividade” O atual enquadramento político oferece já as ferramentas necessárias para promover esta transição, mas a sua concretização exige maior coerência, vontade política e investimento. O reforço do financiamento, nomeadamente ao nível europeu, será determinante para apoiar práticas seletivas, reduzir o impacto ambiental e garantir a viabilidade a longo prazo do setor. A Sciaena, juntamente com dezenas de outras entidades a nível europeu, apoiou a recentemente publicada “Visão para pescas justas e de baixo impacto”, que traça um caminho concreto para esta transição, enquadrada no contexto legislativo atual, que vai

Pescadores a iscarem na pesca de palangre
Pesca local de palangre
Pesca de palangre de Peniche

além da visão a curto prazo para um paradigma de verdadeiro equilíbrio entre a socie-

Anzóis para a pesca de palangre

dade e o oceano.

“Esta avaliação reforça que a base da política co-

mum de pescas tem de ser a sustentabilidade ambiental, económica e social. O relatório da Comissão Europeia deixa claro que as falhas detetadas são na implementação da legislação, e que deve ser esse o ponto a melhorar, para garantir o futuro do setor das pescas.” Ana Almeida, Técnica Sénior de

Porto de pesca de Sesimbra

Conservação Marinha da SPEA.

A futura evolução da PCP e a definição da Visão 2040 para as pescas e aquacultura deverã o, assim, centrar-se numa implementação eficaz, numa abordagem baseada nos ecossistemas e na promoção de modelos de pesca sustentáveis, justos e de baixo impacto.

Portugal
Lota de Peniche
Bóia a assinalar uma rede de emalhar de fundo fundeada a 90 metros

Notícias

Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Papel do IPMA no Apoio à Indústria da Aquacultura

O IPMA promoveu uma reunião de reflexão e prospetiva dedicada ao seu papel no apoio à indústria da aquacultura nacional, que reuniu diversos representantes do setor nas suas instalações de Algés.

Oevento procurou fomentar o diálogo aberto e auscultar as necessidades do setor, nomeadamente no que diz respeito ao apoio técnico-científico e de infraestruturas de ensaio, críticas para o seu desenvolvimento e crescimento, bem como de prioridades de investimento em I&DT neste domínio.

A sessão de abertura foi conduzida pelo presidente do IPMA, José Guerreiro, que sublinhou a importância de ser criado um espaço de escuta

ativa, que permita a recolha de contributos diretos dos empresários e identificação das principais necessidades para o desenvolvimento sustentável e competitivo da aquacultura em Portugal.

O evento centrou-se na análise e possível redefinição do modelo de relacionamento entre o IPMA e as empresas, explorando formas de cooperação mais eficazes e estruturadas. Entre as propostas em discussão, destacou-se a criação de um conselho consultivo ou estratégico, capaz de promover uma articulação contínua, apoiar a implementação de planos de ação e aproximar a capacidade científica do instituto das exigências concretas da indústria.

A reunião procurou igualmente identificar áreas prioritárias de intervenção, bem como mecanismos de colaboração no que diz respeito a consultadoria, investigação aplicada e inovação, promovendo uma abordagem integrada e orientada para soluções. Neste âmbito, foram também apresentadas as principais linhas de orientação do IPMA para a próxima década, incluindo investimentos em infraestruturas, equipamentos e modelos de financiamento, com vista a reforçar o apoio ao setor.

Os participantes reconheceram, de forma transversal, a relevância desta iniciativa,

salientando a importância de um maior envolvimento do IPMA enquanto parceiro estratégico da aquacultura nacional. Foi valorizado o esforço de aproximação ao setor e a criação de um fórum de partilha que permita alinhar prioridades, fomentar sinergias e construir respostas conjuntas para os desafios futuros.

A sessão incluiu ainda a apresentação das capacidades técnicas e científicas do IPMA, nomeadamente dos Laboratórios de Algés, da EPPO e da Estação de Tavi-

ra, a Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) e a Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira (EEMT),

elencando os recursos disponíveis e o seu potencial para o reforço da cooperação com a indústria.

Notícias

Notícias da Marinha

Marinha Acolhe Conferência no Âmbito do REPMUS 26

A Marinha Portuguesa acolheu na Escola Naval, a Main Planning Conference do exercício REPMUS 26, que reúne mais de 600 participantes, nacionais e internacionais, envolvidos no planeamento e preparação daquele que é considerado o maior exercício dedicado a experimentação operacional de veículos não tripulados.

Esta conferência constitui uma fase determinante do processo de planeamento, tendo como objetivo a coordenação de todos os aspetos do exercício, que se irá realizar em setembro, incluindo componentes operacionais, logísticas, técnicas e de experimentação, bem como a integração entre as diferentes entidades participantes.

A sessão de abertura foi presidida pelo Comandante Naval, Vice-almirante José Rafael Salvado de Figueiredo, que assumiu o papel de principal orador, sublinhando a relevância estratégica do REPMUS no desenvolvimento, validação e emprego

Texto e Fotografia Marinha Portuguesa
Main Planning Conference do exercício REPMUS 26

de sistemas não tripulados no domínio marítimo, assim como o contributo do exercício para a inovação, interoperabilidade e reforço da cooperação internacional.

O REPMUS 26 reforça, uma vez mais, a centralidade da Marinha Portuguesa enquanto plataforma de referência para a experimentação e crescimento de capacidades emergentes, afirmando Portugal como um polo de excelência na área dos sistemas não tripulados e da inovação tecnológica aplicada à defesa e segurança.

REPMUS 26

O REPMUS – Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems é um exercício anual de experimentação colaborativa que promove a integração, interoperabilidade e desenvolvimento de capacidades no domínio dos sistemas marítimos não tripulados (MUS) organizado pela Marinha Portuguesa. Este ano decorrerá entre 31 de agosto e 25 de setembro de 2026, em Troia e Sesimbra.

O exercício criará um ambiente operacional multinacional que permita testar tecnologias emergentes, validar conceitos e táticas experimentais e avaliar soluções inovadoras para preencher lacunas de capacidade marítima.

A participação da indústria e da academia é fortemente encorajada, sendo essencial para o sucesso do exercício.

A sessão de abertura foi presidida pelo Comandante Naval, Vice-almirante José Rafael Salvado de Figueiredo
Sistemas marítimos não tripulados (MUS)

O exercício é coorganizado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP-UP), pelo NATO Centre for Maritime Research and Experimentation (STO CMRE), pelo NATO Joint Capability Group on Maritime Unmanned Systems (JCGMUS) e pela Agência Europeia de Defesa (EDA), sob a liderança da Marinha Portuguesa.

Objetivos

- Promover e acelerar progra-

mas nacionais e multinacionais de desenvolvimento de sistemas marítimos não tripulados, envolvendo utilizadores operacionais, academia e indústria;

- Impulsionar a interoperabilidade multi-domínio, evoluindo da integração à intercambiabilidade de sistemas MUS;

- Testar e avaliar novas tecnologias e conceitos operacionais em cenários realistas, com diferentes níveis de complexidade;

- Fomentar a exploração operacional de capacidades MUS de forma alinhada com o NATO Defence Planning Process (NDPP) e o EU Capability Development Plan (CDP);

- Apoiar as agências nacionais e multinacionais de segurança marítima na evolução das suas capacidades de interoperabilidade;

- Demonstrar às entidades da NATO, UE e nações aliadas o potencial tecnológico e operacional dos sistemas não tripulados em operações multidomínio.

A conferência reúniu mais de 600 participantes, nacionais e internacionais
Testar tecnologias emergentes
Este ano o exercício REPMUS decorrerá entre 31 de agosto e 25 de setembro, em Troia e Sesimbra

Yolanda Hopkins Fecha Gold Coast Pro no 9.º Posto

A surfista portuguesa foi derrotada pela campeã mundial nos oitavosde-final em Snapper Rocks, na Austrália.

Yolanda Hopkins alcançou na Austrália, o 9.º lugar no Gold Coast Pro, terceira etapa

do Championship Tour 2026.

A surfista portuguesa foi derrotada nos oitavos-de-final da prova australiana pela cam-

peã mundial em título Molly Picklum.

O duelo entre a surfista portuguesa, de 27 anos, e a talentosa australiana aconteceu no heat 5 dos oitavos-de-final, com Snapper Rocks a proporcionar longas direitas, com tubos à mistura. Após um início de bateria muito ativo, Yolanda conseguiu colocar Picklum em sentido, graças a uma nota de 7 pontos, que a colocou na luta pelo triunfo.

Molly Picklum foi gerindo a segunda metade da bateria e na reta final, quando Yolanda procurava uma segunda onda forte para atacar a liderança do heat, acabou por ser a australiana a sentenciar a disputa. Com um total de 15,67 pontos, a campeã mundial levou

a melhor frente aos 11,50 de Hopkins.

Apesar da eliminação, Yolanda deixou boa impressão frente a um dos nomes mais fortes do surf mundial da atualidade. Dessa forma, somou mais 2000 pontos para o ranking, onde já tem um total de 5000 pontos, os mesmos de Francisca Veselko, que nesta etapa foi eliminada na ronda inaugural, precisamente pela compatriota.

Yolanda Hopkins e Francisca Veselko regressam à ação entre 15 e 25 de maio, na Nova Zelândia. É em Raglan que o Championship Tour vai ter a quarta de 12 etapas, naquela que é uma nova paragem no calendário do circuito mundial de surf.

Yolanda Hopkins, foi derrotada pela campeã mundial nos oitavos-de-final em Snapper Rocks
Yolanda Hopkins

Yolanda Hopkins e Kika Veselko

Despedem-se de Raglan

no 17.º posto

As surfistas Portuguesas foram eliminadas na ronda inaugural da prova neozelandesa do Circuito Mundial de 2026 da World Surf League.

Yolanda Hopkins e Francisca Veselko foram, eliminadas na ronda inaugural em Raglan, na Nova Zelândia, naquela que é a quarta de 12 etapas do Circuito Mundial de 2026 da World Surf League.

As duas surfistas portuguesas saíram ambas da prova neozelandesa com o 17.º posto final.

Com a ação a ir para a água logo no primeiro dia de espera, e em formato de heats sobrepostos, Yolanda foi a primeira a entrar em cena, num duelo com a jovem canadiana Erin Brooks. Hopkins, de 27 anos, somou 11,30 pontos contra 14,20 da adversária, caindo de primeira nesta etapa que é a novidade do calendário em 2026.

Na bateria seguinte, Kika teve um duelo intenso com a

australiana e antiga bicampeã mundial Tyler Wright. Contudo, Veselko, de 23 anos, não conseguir fazer melhor que a compatriota, perdendo o duelo, após somar 10,27 pontos contra 12,50 da adversária. Um desfecho que fez com que pela primeira vez na tempora-

da Portugal não tenha qualquer representante na ronda 2 feminina de uma etapa do World Tour.

Ambas saem de Raglan com 6000 pontos acumulados no ranking e já sabem que vão cair, pelo menos, uma posição, depois de Yolanda Hopkins ter

chegado a esta etapa no 17.º posto e Francisca Veselko no 18.º lugar.

As duas surfistas portuguesas que fazem parte da elite mundial feminina regressam à ação a 5 de junho, em El Salvador, onde irá acontecer a quinta etapa da temporada.

Fotografia: WSL/Estrada
Francisca Veselko
Raglan, na Nova Zelândia

Notícias da Associação Nacional de Surfistas

Liga MEO Surf

Texto ANSurfistas Fotografia Jorge Matreno/ANS

Maria Salgado e Francisco Ordonhas Conquistam o Go Chill Porto Pro

Ambos repetem triunfo alcançado na etapa inaugural desta temporada, Salgado e Ordonhas disparam na liderança dos respetivos rankings, ambos vencem pela primeira vez no Porto e Matosinhos, Teresa Pereira e Afonso Antunes foram os finalistas vencidos em Leça da Palmeira.

Maria Salgado e Francisco Ordonhas conquistaram o triunfo no Go Chill Porto Pro, a segunda etapa da Liga MEO Surf 2026, repetindo as vitórias que já tinham conseguido na etapa inaugural, na Figueira da Foz. O desfecho da prova nortenha isolou Salgado e Ordonhas na liderança dos respetivos rankings, afirmando-se ambos como os principais candidatos aos títulos nacionais de surf. A presença de nevoeiro pela manhã na praia de Leça da Palmeira atrapalhou o retomar da ação para o dia final do Go Chill Porto Pro, o que viria a acontecer apenas ao início da tarde. A ronda 3 feminina foi a primeira a ir para

A final desta etapa da Liga MEO Surf foi em Leça da Palmeira
Vencedora da final feminina, Maria Salgado

a água e Gabriela Dinis foi a surfista em maior destaque nesta fase, após vencer a primeira bateria com um total de 12,00 pontos. Na segunda bateria foi Maria Salgado a segurar mais um triunfo, rumo às meias-finais no Porto e Matosinhos.

A ação prosseguiu com os quartos-de-final masculinos, onde Tomás Fernandes venceu Martim Nunes na primeira bateria, seguindo-se uma vitória folgada de Francisco Ordonhas frente a Guilherme Fonseca, com um total de 13,95 pontos. No heat 3 Afonso Antunes superou Arran Strong, enquanto na derradeira bateria foi a vez de Luís Perloiro levar a melhor sobre Francisco Almeida.

As meias-finais femininas começaram com uma surpresa, após a jovem nortenha Teresa Pereira ter vencido Gabriela Dinis, conseguindo alcançar a primeira final na Liga MEO Surf e transformando-se na primeira surfista do Porto a chegar a uma final desde João Guedes o ter feito em 2012, em Peniche. A ela juntou-se Maria Salgado, que superou um heat muito equilibrado frente a Érica Máximo.

Do lado masculino, Francisco Ordonhas venceu o duelo frente a Tomás Fernandes, garantindo a primeira final da carreira no Porto e Matosinhos. A ele juntou-se Afonso Antunes, após vencer Luís Perloiro na segunda semifinal, com um total de 14,25 contra 11,20 pontos.

A decisão da prova feminina foi para a água ao final da tarde e Maria Salgado não perdeu tempo em lançar um forte ataque à liderança, colocando-se, desde logo, em boa posição para vencer. Após gerir grande parte da disputa, Maria Salgado resistiu a um derradeiro ataque ao triunfo por parte de Teresa Pereira, para vencer a final com 10,85 contra 8,15 pontos.

Na final feminina, Maria Salgado conseguiu 10,85 pontos
Na final masculina, Francisco Ordonhas conseguiu 16,25 pontos
Vencedor da final masculina, Francisco Ordonhas

“Estou muito feliz por ter vencido”, começou por afirmar a bicampeã nacional júnior e campeã europeia júnior em título após a final. “Foi uma final frente a uma amiga, que tem praticamente a mesma idade que eu. Fiquei satisfeita por ser a segunda vitória seguida e, agora, pretendo manter este foco para os próximos campeonatos” frisou a jovem surfista de Santa Cruz, de 19 anos, que a partir de julho vai competir no circuito Challenger Series da World Surf League, onde vão estar em jogo as vagas de acesso ao Circuito Mundial de 2027.

A final masculina teve uma situação idêntica, com Francisco Ordonhas a ter uma entrada fortíssima, que colocou Afonso Antunes em combinação. Com um score de 16,25 e uma onda de 8,50 pontos pelo meio, que foi a melhor de todo o campeonato, Ordonhas geriu a final a seu belo prazer, mesmo depois de Afonso Antunes conseguir sair da combinação já na reta final. Ainda assim, os 13,75 pontos de Antunes, que foi vencedor desta etapa em 2022, acabaram por ser insuficientes perante o domínio mostrado pelo campeão nacional em título.

“Tentei começar a final de melhor forma que o adversário e consegui”, resumiu Francisco Ordonhas, de 20 anos, após o triunfo. “Ter a licra amarela Go Chill é sinal de que o trabalho está a ser bem feito e tudo está a correr bem. Mas também me dá mais confiança para os próximos campeonatos, incluindo a nível internacional”, rematou o jovem surfista da Cascais.

Tanto Maria Salgado como Francisco Ordonhas conseguiram a primeira vitória no Porto e Matosinhos, além de terem somado a segunda vitória em outras tantas etapas na presente temporada e con-

Afonso Antunes
Teresa Pereira
Tomas Fernandes

seguido, igualmente, a quarta vitória da carreira em etapas da Liga MEO Surf.

A Liga MEO Surf regressa à água de 22 a 24 de maio com o Allianz Ericeira Pro, naquela que será a etapa equador da luta pelos títulos nacionais de surf. Francisco Ordonhas e Maria Salgado partem para as famosas direitas de Ribeira d’Ilhas na liderança dos respetivos rankings e, consequentemente, na posse das licras amarelas Go Chill.

Resultados finais do Go Chill

Porto Pro:

Final masculina: Francisco Ordonhas, 16,25 pontos x Afonso Antunes, 13,75 pontos

Final feminina: Maria Salgado, 10,85 pontos x Teresa Pereira, 8,15 pontos Olha que Onda Bem Sacada by Pingo Doce: Francisco Ordonhas, 8,50 pontos Bom Petisco Girls Score: Maria Salgado, 14,25 pontos Waversby Round: Francisco Ordonhas, 12,55 pontos Montebelo Expression Session: Afonso Antunes

Todas as etapas poderão ser acompanhadas em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Youtube do MEO, app do MEO, disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.

A Liga MEO Surf 2026 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas, com o patrocínio do MEO, Go Chill , Allianz Seguros, Bom

Petisco, Corona, Somersby, Montebelo, Quiksilver, Move Centro Portugal, Visit Portugal o parceiro de sustentabilidade Pingo Doce, com o apoio local dos Municípios do Porto e Matosinhos e o apoio técnico da Onda Pura Surf Center e da Federação Portuguesa de Surf.

Maria Salgado e Francisco Ordonhas no pódio
A Liga MEO Surf regressa com o Allianz Ericeira Pro
Aaran Strong
Erica Maximo

Notícias Marine Stewardship Council

153% em Portugal

As vendas de atum com Selo Azul MSC em Portugal disparam 153% e superam as 900 toneladas num ano.

No âmbito do Dia Mundial do Atum, os novos dados publicados pela organização internacional sem fins lucrativos Marine Stewardship Council (MSC) confirmam a forte evolução do atum certificado como sustentável no mercado português. No último ano, as vendas de atum com certificação MSC superaram as 900 toneladas no canal retalhista, um crescimento de 153% face ao exercício anterior e o nível mais alto desde o início da série.

O avanço responde a uma combinação de fatores. Por um lado, o atum integra o top 5 das espécies de pesca selvagem mais consumidas em Portugal e mantém uma procura sólida junto

mente a mercados exigentes como Austrália, Alemanha, Dinamarca, França, Itália, Países Baixos e Suécia, através de 20 marcas e cerca de 100 referências, reforçando o posicionamento internacional do país no segmento.

Portugal desempenha igualmente um papel relevante no plano da pescaria.

dos consumidores portugueses, ao mesmo tempo que a oferta evoluiu com rapidez. Há mais referências certificadas, maior visibilidade em loja e um envolvimento crescente da distribuição, que incorporou a sustentabilidade como atributo competitivo dentro do linear.

A conserva concentra a maior parte do volume, 80% do atum MSC disponível no mercado nacional, embora o crescimento se estenda também ao pescado congelado. Particularmente relevante é o caso dos supermercados Continente, que disponibilizam atum descongelado com certificação MSC ao balcão da peixaria, levando a sustentabilidade certificada ao formato mais tradicional do canal e reforçando a sensibilização

do consumidor. O atum-gaiado mantém-se como espécie líder, com o volume comercializado a triplicar face ao ano anterior.

No mercado português, o crescimento no consumo de atum certificado é impulsionado por grandes operadores da distribuição e da indústria. Cadeias como Lidl, Aldi, Continente ou E.Leclerc, a par de marcas como Frime, A Poveira ou Dr. Oetker, concentram boa parte da oferta de atum com Selo Azul MSC, num cenário em que cresce o número de marcas a comercializar produtos certificados em território nacional.

A dinâmica estende-se também à exportação. As conservas de atum portuguesas com Selo Azul MSC chegam atual-

A frota da Madeira dedicada à captura de tunídeos encontra-se em processo de avaliação para obter a certificação MSC, num passo que, a concretizar-se, fará dela a segunda pescaria nacional certificada e terá especial relevância socioeconómica para a Região Autónoma da Madeira.

A nível global, 3,1 milhões de toneladas de atum proveniente de pescarias certificadas MSC foram desembarcadas em 2025, representando mais de metade da captura mundial das principais espécies comerciais.

Este contexto aponta para uma transformação progressiva da categoria, em que a certificação se consolida como uma ferramenta utilizada pela indústria para responder às exigências de rastreabilidade, sustentabilidade e controlo da origem ao longo da cadeia de fornecimento.

Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00

Editor: João Carlos Reis - joao.reis@noticiasdomar.pt - Tlm: 93 512 13 22

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Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com

Editor de Motonáutica: Gustavo Bahia

Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing

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