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Notícias do Mar n.º 428

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2022 Agosto 428

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Fotografia: Bruno Verhulst


Mergulho

Notícias do Clube Naval de Sesimbra

Dupla do Clube Naval de Sesimbra Filomena Sá Pinto e Carla Siopa

Campeã Nacional de Fotografia Subaquática 2022

Primeiro Lugar Grande Angular com Mergulhador, Filomena Sá Pinto

A

Campeãs Nacionais, Filomena Sá Pinto e Carla Siopa 2

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dupla do Clube Naval de Sesimbra (CNS), Filomena Sá Pinto (fotógrafa) e Carla Siopa (modelo/assistente) conquistaram o título de Campeãs Nacionais de Fotografia Subaquática 2022, no campeonato que se realizou nos dias 9 e 10 de julho e cujos resultados só foram apresentados depois da deliberação do júri, no dia 23 de julho, em Sesimbra. E a segunda dupla do CNS, Bruno Verhulst (fotógrafo) e Vanda Gonçalves (modelo/assistente) obtiveram o terceiro lugar do pódio, por apenas um ponto de diferença para o segundo lugar. Esta edição do campe-


Mergulho

onato nacional de fotografia subaquática, que reuniu cinco duplas de atletas, em representação de três clubes, foi composta por quatro imersões realizadas nos dois dias. Com duas imersões por dia e a duração máxima de 90 minutos por mergulho, no final, todas as equipas apre-

Primeiro Lugar, Macro, Filomena Sá Pinto sentaram ao júri, um conjunto de seis imagens, uma por cada categoria a concurso. As fotografias foram todas

realizadas na costa de Sesimbra e nas seguintes zonas de Competição: Pedra do Leão, Escadinhas, Ponta

da Passagem e Arcanzil/Cocoon. As condições de mar foram as adequadas à prática da modalidade e estive-

Primeiro Lugar, Peixes, Bruno Verhulst 2022 Agosto 428

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Mergulho

Primeiro Lugar, Tema, Filomena Sá Pinto

Primeiro Lugar, Criativa, Filomena Sá Pinto 4

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ram a concurso as seguintes Categorias: Grande Angular, Grande Angular com mergulhador, Macro, Peixe, Criativa e Tema. Nesta modalidade desportiva não está autorizada a edição das imagens, o que possibilita mostrar, através da objetiva de cada atleta fotógrafo, a beleza real do fundo do Mar de Sesimbra, um dos locais preferidos pelos amantes das atividades subaquáticas. No final, os pódios das classificações por categorias, as duas duplas de atletas do CNS ficaram classificadas da seguinte forma: - Filomena Sá Pinto (Fotógrafa) e Carla Siopa (Modelo): 2º Lugar – Peixes, 1º Lugar – Macro, 2º Lugar - Grande Angular, 1º Lugar Grande Angular com Mergulhador, 1º Lugar - Tema e 1º Lugar – Criativa. - Bruno Verhulst (Fotógra-

fo) e Vanda Gonçalves (Modelo): 1º Lugar – Peixes, 2º Lugar - Grande Angular com Mergulhador e 2º Lugar – Criativa. O Pódio da Classificação Geral deste Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática 2022, ficou composto da seguinte forma: - 1º Lugar, Filomena Sá Pinto (Fotógrafa) e Carla Siopa (Modelo) do Clube Naval de Sesimbra, com 129 Pontos. - 2º Lugar, Ana Ferro (Fotógrafa) e Mário Pereira (Modelo) do Focusnatura, com 95 Pontos. - 3º Lugar, Bruno Verhulst (Fotógrafo) e Vanda Gonçalves (Modelo) do Clube Naval de Sesimbra, com 94 Pontos. A Filomena Sá Pinto já tinha sido Campeã Nacional de Fotografia Subaquática em 2012, mas não entrava em competições desde


Mergulho

Segundo Lugar, Criativa, Bruno Verhulst

Segundo Lugar, Grande Angular, Filomena Sá Pinto 2022 Agosto 428

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Mergulho

Segundo Lugar, Peixes, Filomena Sá Pinto 2014. Este ano que decidiu voltar, integrando o CNS e fazendo dupla com a experiente modelo/assistente Carla Siopa, viu reconhecido o seu trabalho e conquistou o título de Bicampeã Nacional desta modalidade. A organização esteve a cargo da FPAS – Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas e da Haliotis Diving Center - Sesimbra. Esta prova teve por objetivo principal encontrar o campeão nacional de fotografia

Equipa CNS, Bruno Verhulst, Vanda Gonçalves, Filomena Sá Pinto, Carla Siopa e Lourenço Silveira (Delegado CNS) 6

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Mergulho

Terceiro Lugar, Bruno Verhulst e Vanda Gonçalves subaquática e contribuir para o apuramento da seleção nacional da modalidade. Teve, também, em vista a divulgação e sensibilização dos praticantes (e público em geral) para esta modalidade desportiva e consequentemente contribuir, por um lado, para o desenvolvimento das atividades subaquáticas de competição em Portugal e, por outro, para a promoção turística e económica do local onde o evento tem lugar.

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Notícias do Mar

Ciências do Mar

Cientistas Descobrem como Tsunami Global de Tonga “Saltou” de um Oceano para Outro Estudo publicado na Nature e liderado por investigadores do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explica o mecanismo por detrás da geração e propagação do tsunami incomum, ocorrido após a explosão colossal do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, em Tonga.

A explosão colossal do vulcão Hunga em Tonga

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achid Omira é o primeiro autor do artigo “Global Tonga tsunami explained by a fast-moving atmospheric source”, assinado ainda por Ricardo dos Santos Ramalho, Jihwan Kim, Pablo J. Gon-

zález, Usama Kadri, Jorge Miguel Miranda, Fernando Carrilho e Maria Ana Baptista. Os cientistas consideram o tsunami que se seguiu à explosão colossal do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, a 15 de janeiro de 2022, excecional: por um lado, exibiu um alcance global, uma velocidade de propagação mais alta e alturas de ondas inesperadas, no campo distante; por outro, teve uma duração sem precedente. “A violenta explosão do vulcão Hunga TongaHunga Ha’apai no Pacífico Sul originou ondas atmosféricas percetíveis e um tsunami global excecionalmente rápido com dissipação mínima no campo distante”, diz Ra-

As ondas a entrarem na cidade Tonga

Tsunami de Tonga 8

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No Tsumami de Tonga foram várias as ondas


Notícias do Mar

chid Omira, investigador do IDL Ciências ULisboa e do IPMA, acrescentando que “esta foi a primeira vez que um tsunami desencadeado por um vulcão foi registado globalmente por instrumentação moderna e densa em todo o mundo, proporcionando uma oportunidade única para investigar os processos de acoplamento ar/água na geração e propagação do tsunami”. Os investigadores analisaram dados de satélite, de nível do mar e atmosféricos em todo o mundo e conseguiram demonstrar, com recurso a modelos numéricos e analíticos, que o tsunami foi impulsionado por uma onda (atmosférica) de gravidade acústica, causada pela explosão do vulcão e que viajou várias vezes pelo mundo. Os autores observaram globalmente o tsunami conseguindo sugerir implicações do risco deste tipo de eventos. Rachid Omira conta que o mais desafiante nesta investigação passou por explicar quantitativamente todas as características observadas deste tsunami, completamente diferente dos tsunamis comuns, mencionando que a onda atmosférica em movimento rápido, capaz de excitar a superfície do oceano e “bombear” energia, foi a explicação encontrada pelo grupo para que este tsunami tenha “saltado” de um oceano para outro, atingindo a costa portuguesa dez horas antes do esperado. Este trabalho contou com o apoio da FCT, através do projeto FAST-PTDC/ CTAMET/32004/2017.

Depois da onda tudo destruído

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Notícias do Mar

Hidrogénio Verde

Sines com Projeto de Mil Milhões para Hidrogénio Verde e Amónia

Hidrogénio e Amónia vão ser produzidos em Sines Com a presença do primeiro-ministro António Costa, no passado dia 22 de abril, foi apresentado no Centro de Negócios da Zona Industrial e Logística de Sines o projeto MadoquaPower2X, que implica um investimento superior a mil milhões de euros.

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A apresentação do projeto MadoquaPower2X 10

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ste projeto, dinamizado pela empresa portuguesa de gestão de projetos Madoqua Renewables, resulta de uma parceria com a Power 2X (Países Baixos) e Copenhagen Infrastructure Partners (Dinamarca), que visa a produção de hidrogénio verde e amónia em Sines. O projeto prevê o início da produção para 2024. A unidade terá a capacidade de gerar 500 megawatts de energia limpa, tendo como base água e luz solar, e 500 mil toneladas de amónia verde, um combustível obtido através de fontes renováveis. A sua concretização gerará uma redução de 600 mil


Notícias do Mar

O primeiro-ministro António Costa diz que é prioritário investir na transição energética e apostar na produção própria de energia toneladas de emissões de carbono por ano. Para além disso, o consórcio aponta para a criação de 200 postos de trabalho diretos e mais de mil empregos diretos e indiretos ao longo da vida do projeto. O primeiro-ministro António Costa elogiou o investimento, considerando “é urgente passar à ação, porque o dia 24 de fevereiro de 2022, dia em que se iniciou a invasão da Rússia à Ucrânia, provou a todos aquilo que já se sabia há muito tempo. Não há autonomia estratégica da Europa se não houver segurança energética, e para haver essa segurança energética, é fundamental que a Europa aposte na energia que a própria pode produzir”, explica António Costa. “É prioritário investir na transição energética e apostar na produção própria de energia na Europa,

através das energias renováveis”, acrescentou ainda António Costa, afirmando que a concretização do projeto MadoquaPower2x é urgente e tem todas as condições para avançar. O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno

Mascarenhas.referiu “estamos profundamente empenhados em dar o nosso contributo para a consolidação da transição energética e em acolher investimentos que apostem cada vez mais em energia verde, pelo que este pro-

jeto, que aposta em hidrogénio e amónia verde, vai ao encontro das nossas necessidades atuais, pois pretende desenvolver, instalar e operar com os mais elevados padrões ambientais e de segurança” . O presidente da Câmara

Em Sines serão produzidos mil toneladas de hidrogénio verde e 500 mil toneladas de amónia verde 2022 Agosto 428

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Notícias do Mar

tornará, numa década, um importante hub europeu de produção de energia e de gases renováveis”, afirmou. Na sessão de apresentação estiveram ainda presentes as embaixadoras da Dinamarca e dos Países Baixos, bem os secretários de Estado da Internacionalização e do Ambiente e Energia.

Sines é um local especial para a concretização deste projeto expressou ainda o seu entusiasmo ao receber em Sines um projeto desta natureza: “São estes projetos que estão a preparar o País para o futuro e, por isso, é com redobrada felicidade que os acolhemos no nosso concelho.”

Durante a apresentação, o consórcio referiu que Sines é um local especial para a concretização deste projeto e que “este é um ótimo lugar para fazer as coisas acontecerem”. A apresentação contou também com a intervenção

do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, que referiu que este investimento em produção de hidrogénio e amónia verde é crucial para o país e que Sines é o local certo para a concretização do mesmo. “Temos evidências de que Sines se

Projeto MadoquaPowet2X MadoquaPower2X irá usar energia renovável e unidades AWE (eletrólise de água alcalina) com uma potência de 500 MW para produzir todos os anos 50 mil toneladas de hidrogénio verde e 500 mil toneladas de amónia verde, e inclui a possibilidade de aquisição de hidrogénio produzido por terceiros. “O hidrogénio produzido no âmbito deste projeto poderá ser usado pela indústria local, transportado pelo gasoduto de hidrogénio de Sines atualmente a ser desenvolvido pela

Sines será um importante hub europeu de produção de energia e de gases renováveis 12

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Notícias do Mar

Membros do Governo português com as Embaixadoras e Administradores das empresas do consórcio REN, integrado na rede de gás natural já existente ou processado para a criação de amónia verde para exportação a partir do terminal do porto de Sines”,

explica a empresa. A eletricidade para o MadoquaPower2X será obtida a partir de projetos de geração renovável em Portugal, em particular através de co-

munidades de energia renovável com parques eólicos e solares que serão desenvolvidas em paralelo. O projeto está neste momento em fase de desen-

volvimento e espera-se que esteja totalmente licenciado e pronto para a decisão final de investimento até ao final de 2023, com a construção a ser iniciada logo a seguir,

O projeto MadoquaPower2x é para exportação de hidrogénio e amónia verde 2022 Agosto 428

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Notícias do Mar

Notícias DGRM

DGRM Autoriza Primeiro Navio de Bandeira Portuguesa para os Rios Reno e Danúbio

O primeiro navio de Bandeira Portuguesa que foi autorizado e certificado pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) para navegar no rio Reno e no rio Danúbio, com ligação através do Canal do Meno, chama-se “Emerald Luna”.

Emeralda Luna

É

um navio com capacidade de transporte até 180 passageiros e 47 tripulantes, tem 135 metros de cumpri-

mento e 11 metros de boca. Foi construído em 2021 nos estaleiros de Scheepswerf Den Breejen Shipyard e tem a bordo 92 cabines para os

Cruzeiro fluvial no rio Danúbio 14

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passageiros. Trata-se de um marco histórico para a Bandeira Portuguesa, que com a publicação do Decreto-Lei n.º

40/2021 permite, através da DGRM, autorizar o acesso ao regime reservado pela Convenção Revista para a Navegação do Reno aos navios que podem navegar naqueles rios. A DGRM passou a ser a entidade nacional competente para a emissão dos certificados que comprovam que a embarcação pertence à navegação do Reno, nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 2.º e 5.º do Regulamento de Aplicação das disposições do terceiro parágrafo do artigo 2.º daquela Convenção. Desta forma, as embarcações que arvoram a bandeira portuguesa e que cumpram os requisitos da Convenção para a Navegação no Rio Reno, podem passar a ser certificados para a navegação na maior via navegável europeia, que se reveste de grande importância económica para a Europa Central.

Cruzeiro fluvial no rio Reno


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Pesca Desportiva

Pesca Lúdica Embarcada

Compreender a Pesca

Um pargo bonito, que fiz com isca viva Se há quem lhe atribua uma complexidade superlativa, de impossível adivinhação, também há quem tente fazer da pesca lúdica uma actividade básica e intuitiva. Por vezes demasiado.

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Pesca Desportiva

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com/

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nganar um peixe que tem vontade própria não pode ser sempre fácil, ou não haveria peixes. Se continuam a existir, isso quer dizer que a dado momento, algo da nossa estratégia de pesca pode e deve falhar. Porventura no meio dos dois extremos estará a verdade de uma modalidade, a pesca à linha, que tem tanto de técnico e enigmático quanto de simples e apaixonante. Quando observamos um perito em acto de pesca, alguém que dedicou a sua vida à modalidade, tudo nos parece simples, fluído. Porque os gestos parasitas, aqueles que prejudicam a boa execução dos movimentos, não existem. Tudo está treinado à exaustão e isso, a perícia gestual que só os grandes campeões têm interiorizada, faz do exercício de enganar

um peixe algo de extremamente linear. É simples de ver mas …não necessariamente fácil de executar. Simples é uma coisa e fácil é outra, bem diferente. Os milhares de horas gastos a aperfeiçoar movimentos conduzem indubitavelmente a uma facilidade que é enganadora. Só percebemos isso quando tentamos desconstruir passo a passo aquilo que os nossos olhos veem. Gesto a gesto, frame a frame. Aqueles que são bons, vistos à lupa, ao segundo, são mesmo muito bons. Entendem o que estão a fazer, porque estão a fazer, e porque sabem o resultado final dos seus gestos, executam-nos com determinação, com certezas. Têm experiência. Sabe-se que a antecipação daquilo que vai acontecer, o timming da mordi-

da de um peixe, aquilo que esse peixe irá fazer a seguir, a forma de contornar as naturais dificuldades que irá impor-nos, a velocidade e força da sua defesa, ajudam sobremaneira a ajustar, na perfeição, os gestos que ganham, que vencem. Os que pescam mais e melhor sabem o que vai acontecer. Antecipam…quase…tudo o que irá passar-se. A pesca, numa perspectiva de recolha de peixe do seu meio natural, é um mero exercício de lançar e recolher. E isso é simples. Aquilo que já não é tão simples é a dose de intuição de que cada bom pescador dispõe, em acto de pesca. Aí, contam as memórias, as vivências, o seu passado, tudo aquilo que conduz a um registo vencedor. É verdade que não se ganha sempre, ou seria-

mos forçados a assumir que, quando se é bom pescador, o peixe não tem qualquer possibilidade. Isso significaria, por absurdo, que em vez de irmos ao mar com as nossas canas, iriamos apenas passar certidões de óbito a uma caixa cheia de seres vivos. Como a natureza nos prova, diariamente, que não é bem assim! Pescar é conjugar factores que nos permitam ter êxito A pesca, enquanto processo complexo que engloba uma infinidade de factores, desde as particularidades específicas da espécie de peixe procurado, às condições de mar, ondulação, vento, corrente, visibilidade e temperatura das águas, taxa de oxigénio dissolvido, etc, às

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Pesca Desportiva

condições do próprio pescador, (uns dias mais bem disposto que outros, ou em melhor forma física, mais descansado ou não, com o equipamento mais adequado ou não), dificilmente poderia ser um mero exercício de matemática. Não ganhamos sempre! Porque advém de uma enorme mescla de factores a possibilidade de sermos ou não bem sucedidos. Nem sempre os factores que intervêm na pesca se conjugam de forma a permitir o sucesso, a captura. Podemos ter nas mãos o melhor equipamento, o melhor barco, as melhores amostras/ iscas, e até estar no melhor sítio de pesca do país, mas se nesse dia estiverem 40 nós de vento, o mais provável é que não consigamos sequer pescar. Estaremos porventura mais preocupados em conseguir estar de pé no barco, sem cair, em sobreviver, que em lançar uma linha. Aquilo que faz com que se atinja o sucesso é a maior ou menor conjugação de

factores positivos, do nosso lado. Se quiserem uma imagem simples, peguem num extraordinário campeão de atletismo, alguém que corre os 100 metros em 9.58 segundos, o Usain Bolt, e façam-no correr na mesma pista, com a mesma multidão de pessoas a incentivar, mas com galochas de borracha até ao joelho, cheias de água. E vão ver que ele nem consegue fazer 12 segundos… um tempo acessível a milhares de atletas de segunda linha. Pescar é também isso, conjugar factores que nos permitam ter êxito. Muitos factores. Quantos mais conseguirmos colocar do nosso lado, mais próximos estaremos de ter êxito. E isso implica estarmos informados, sermos pessoas cultas, também. Podemos fazer pender a balança mais para o nosso lado, se contarmos com materiais de melhor qualidade. Sem dúvida. Boas linhas são e serão sempre melhores que más linhas. Mas a capacidade de adaptação muitas vezes supera a quali-

dade do equipamento. O mar muda a cada dia, a cada hora, até a cada instante. Em cada situação, aqueles que conseguem pescar melhor são sempre os que melhor se adaptam aos problemas que a natureza coloca, nesse momento. E friso isto: NESSE MOMENTO! Por outras palavras, a pesca é muito o “aqui e agora”, e não aquilo que já foi. Podemos ter pescado caixas de peixe naquele local, em Dezembro, mas em Julho, não está lá nada e não iremos por isso pescar nada. Se o aceitarmos sem nos interrogarmos, não iremos evoluir. Mas se nos questionarmos e formos capazes de entender as razões pelas quais não pescámos nesse dia, já estaremos a ganhar competências para futuramente conseguirmos decidir bem. Hoje em dia, o contexto de pesca é de tal forma exigente, (menos peixe, mais difícil, mais pescado) que obriga a um foco muito direcionado para os bons resultados. Quem não souber

pescar, ou souber pescar pior, …pesca menos. E chegados aqui, teremos de falar de harmonizar os diferentes aspectos que contribuem para conseguirmos, ou não, pescar. Dificilmente um dia teremos tudo do nosso lado. Estar no sítio certo, na hora certa, com a cana e amostra certa, e lançar para o sítio certo, é algo que podemos fazer. Mas não pescamos sozinhos, da mesma forma que não se dança um tango a solo. O peixe tem de estar lá e tem de ter condições para fazer a sua parte. E até pode estar e isso não ser suficiente! Então e a hora da maré? E saber se o peixe comeu antes? Ou se não obstante tudo estar perfeito, …temos uma rede atravessada no pesqueiro?! Não dependemos apenas de um elemento para obter o sucesso. E ainda bem que assim é….porque a pesca seria extremamente aborrecida se a cada lançamento correspondesse um peixe. Nem acredito que estaríamos a falar de pesca hoje. Não haveria peixes.

Este equipamento ligeiro deu-me neste dia um pargo monstruoso... 18

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Pesca Desportiva

Os pescadores portugueses são flexíveis, em função das necessidades Se somos bons em algo no nosso país, é na nossa capacidade de improviso, em detrimento da capacidade de planeamento de um alemão, por exemplo. Eles ganham

muitas vezes, porque estudam, organizam e preparam tudo para isso. Mas entram em curto-circuito quando algo não decorre conforme o plano. Conheço-os bem porque tenho amigos alemães. Nós não somos assim, não planeamos. Mas perante uma situação de alteração das

condições de mar, é mais natural que sejamos nós portugueses os primeiros a entender o que devemos fazer para conseguir resultados. Falamos de flexibilidade. Falamos de ajustar uma técnica ao que acontece diante de nós. Os pescadores portugueses são capazes de o fazer, de se adaptar, de se

“desenrascar” quando nada parece fazer sentido. No fundo, mudam, são flexíveis, em função das necessidades. Não há necessariamente apenas uma técnica correcta, uma única forma e possibilidade de pescar um peixe. Cada um de nós inventa um pouco quando produz as

Pargo legítimo com 5 kgs pescado pelo meu grande amigo Gustavo Garcia, filmado para o Canal Caza Y Pesca, de Madrid. Um abraço, Garcia! 20

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Pesca Desportiva

suas montagens, e lança as suas...crenças. Em cada um de nós existe um pescador sem falhas, dono de uma ideia que, antes de ser testada, era boa e imbatível. Mas a seguir vem a realidade, crua, dura, e mostranos que afinal teremos de inventar algo mais. E isso é a pesca! É uma possibilidade de melhoria infinita, um desmontar e voltar a montar de equívocos, de certezas absolutas que redundam em quase fracassos. Ou fracassos totais! E um dia, com um pouco mais de possibilidades e factores do nosso lado, conseguimos um bom peixe. E colocamos mais um tijolo no muro de certezas que nos serve para lançar as bases de algo mais. E voltamos a inventar. Eu chamo a isso transformar informação em conhecimento.

O blog “peixepelobeicinho.blogspot.com” é muito isso. A aprendizagem e a reflexão para bons, é constante e permanente Se há pessoas que atribuem poderes mágicos a determinadas amostras, a toneiras, ou iscas, essas pessoas estão ainda a anos-luz da verdade da pesca. Delegam nas mãos de alguém que produz, ou em algo, um producto, uma isca, uma cana, atributos que devem advir da sua experiência pessoal, mais do que dos seus equipamentos. Pescar bem é dominar a área teórica, entender os porquês e os princípios científicos, e ao mesmo tempo….EXECUTAR BEM! Porque de nada vale saber o que se está a

passar na água, debaixo dos nossos pés, se a seguir não conseguirmos capitalizar a nosso favor toda essa informação. Do outro lado do mundo, no mundo aquático delimitado pela linha de superfície do mar, alguém lá em baixo está a pensar em tirar partido de uma isca que lançámos. É debaixo desse espelho de água que tudo conta, são os peixes que efectivamente mandam. Cumprenos entendê-los. Se a nossa intuição estiver certa, algo vai morder essa amostra, esse jig, essa isca, julgando que a sua vida não corre perigo por isso. E corre. A aprendizagem e a reflexão, para aqueles que são mesmo bons, é constante, permanente, e termina com a morte do pescador. Aprendizagem teórica e prática,

porque uma não vive sem a outra. Pela parte que me toca, irei continuar a reflectir, a pensar mais e melhor nos dias em que a pesca me foi mais difícil. Esses são os dias bons, aqueles em que não consigo ter a inteligência suficiente para entender o que se passa na água, debaixo dos meus pés. Felizmente, dias desses, ainda tenho alguns. É nesses dias complicados e duros que mais consigo evoluir, e não nos dias em que a cada lance me entra um peixe grande na caixa. E porque tudo muda, porque o mundo muda, porque os peixes e a pesca mudam também, não há certezas definitivas, há sim interrogações constantes. Meus senhores: isto é …pensar a pesca.

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Notícias do Mar

Notícias da DGRM

Estudo para o Porto de Vila Praia de Âncora Está a Avançar

A Direção -Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) informa que se realizou, no dia 7 de julho, uma sessão de trabalho no Museu Municipal de Caminha.

E

ssa sessão envolveu a DGRM, o Presidente da Câmara Municipal, Luis Miguel Alves, e elementos da comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora, com o objetivo de apresentar as primeiras conclusões sobre as causas de assoreamento do porto desta localidade e as possíveis soluções para a sua mitigação. A apresentação do estudo esteve a cargo do Prof. Trigo Teixeira do IST. Por parte da DGRM estiveram presentes

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o Diretor de Serviços de Ambiente e Sustentabilidade, José Manuel Marques, e a Chefe de Divisão de Infraestruturas, Ana Rita Freitas. O encontro correspondeu às expectativas, tendo-se trocado ideias e pontos de vista sobre o grave problema dos assoreamentos e possíveis configurações do Porto de Pesca de Vila Praia de Âncora. As reações à apresentação das soluções foram acolhidas com grande expectativa e agrado, quer por parte da comunidade piscatória, quer por parte do Sr. Presidente da Câmara de Caminha. Em Vila Praia de Âncora e nos restantes portos sob sua responsabilidade em termos de obras e dragagens, a DGRM continuará a desenvolver todos os esforços no sentido de ir resolvendo, gradual e consistentemente, os problemas relativos à segurança e funcionalidade destas infraestruturas do Continente, que constituem elemento fundamental na coesão social e económica das populações ribeirinhas.


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Electrónica

Notícas Nautel

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Electrónica

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Quick 2

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da facilmente, pois nenhuma capacidade técnica é necessária. As antenas QuickFit são extremamente versáteis e adequadas para qualquer tipo de barco, graças a uma grande variedade de acessórios de montagem, além de garantir confiabilidade de ponta graças à produção certificada ‘Made in Italy’.

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Notícias do Mar

Notícias ISQ

Projeto Português para a Ecomomia Azul dá Respostas às Necessidades do Mercado

Interação com as infraestruturas das eólicas offshore Perante a importância de agregar, cruzar e analisar informação e conhecimento sobre o meio marinho e a sua interação com as infraestruturas aí colocadas, nasceu o ASTRIIS, um projeto português de apoio ao crescimento sustentável da Economia do Mar.

A

partir da aquisição de dados, combinado com a modelação numérica e previsão,

o ASTRIIS vai responder a várias necessidades de mercado, nomeadamente ao nível de: regulação do es-

paço marítimo e da gestão sustentável e integrada da exploração dos oceanos e zonas costeiras; processos

Energia obtida com OffshoreWind 26

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e estruturas de decisão, e produtos digitais abertos à sociedade em matéria de literacia dos oceanos. Isto porque, para atingir as metas de descarbonização será necessário aumentar a produção de energia elétrica renovável de forma muito significativa. E é aí que os oceanos vão ter um papel crucial, sobretudo por via dos geradores eólicos offshore. “O ASTRIIS é um projeto mobilizador que tem, precisamente, como objetivo o desenvolvimento de conhecimento técnicocientífico para a conceção e implementação de produtos e serviços de informação integrados e


Notícias do Mar

customizáveis e respetivos protótipos demonstradores, bem como a sua aplicação e exploração em setores da Economia do Mar com elevado potencial de desenvolvimento e de criação de valor”, explica Mário Ribeiro, investigador sénior do ISQ. É o caso da geração de eletricidade com eólicas offshore. Este projeto tem a ambição de desenvolver um conjunto de serviços (soluções integradas) dirigidos a diferentes setores relacionados com o mar, que tirem partido da capacidade de integração de múltiplas fontes de dados e modelos para produzir informação de valor acrescentado focada nas necessidades dos utilizadores. Pretende-se romper com o atual paradigma assente na dispersão e, por vezes, inexistência de informação e do conhecimento sobre o meio marinho e a sua interação com as infraestruturas que

Portugal tem um parque de 3 plataformas eólicas offshore que fazem parte do projeto Windfloat Atlantic, localizado no mar ao largo da cidade de Viana do Castelo aí são colocadas, nomeadamente as eólicas offshore. Efetivamente, embora existam muitas bases de dados nacionais e internacionais,

bem como modelos numéricos de previsão, permanecem lacunas significativas de conhecimento baseado em observação do meio marinho

com meios in-situ. “Além disso, faltam também racionais de utilização e de novos algorítmos que redundem em

Plataforma OnshoreWind com painéis para energia solar 2022 Agosto 428

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Notícias do Mar

Área com OffshoreWind aplicações baseadas em estratégias de observação da terra (OT), quer por plataformas espaciais, quer por meios aéreos”, acrescenta Paulo Chaves, responsável pelo Laboratório de Ensaios Especiais do ISQ. Acresce que, não

existem ainda facilidades, para um operador não especializado, poder agregar, cruzar e analisar esta significativa quantidade de dados numa utilização efetiva para fins específicos. O ASTRIIS vem colmatar esta insuficiência.

Para atingir o objetivo, desenhou-se uma estratégia de construção de oferta de produtos e serviços que emerge da aquisição de dados por via da observação in-situ e da deteção remota. Estes dados, combinados com a modelação numérica

e previsão, darão resposta a necessidades de mercado no âmbito da regulação do espaço marítimo e da gestão sustentável e integrada da exploração dos oceanos e zonas costeiras, bem como dos processos e estruturas de decisão, ou ainda como produtos digitais abertos à sociedade em geral numa ótica de utilização em contextos formativos ou educacionais (literacia dos oceanos). Entre os promotores do projeto, para além do ISQ estão a Tekever, CoLAB +ATLANTIC, CEiiA, ISR, MARETEC e CERENA do Instituto Superior Técnico, LSTS da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Universidade do Algarve, Universidade do Minho, WavEC, Oceanscan, Abyssal, Hidromod e Spinworks. Mais informação pode ser encontrada na página do projeto: https://astriis.pt/ pt/inicio/

Estrutura com três aerogeradores 28

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Notícias do Mar

O ISQ O ISQ é uma entidade privada, independente, que entrega valor através de soluções integradas e inovadoras de serviços de engenharia, inspeção, ensaios, testes e capacitação. Presente em 14 países e com 7 escritórios em Portugal, o ISQ apoia os seus clientes na redução do risco, melhoria do desempenho operacional e aumento de competitividade. A atividade desenvolvida é suportada por uma rede de Empresas do Grupo, um conjunto de Laboratórios Acreditados e equipas multidisciplinares que ajudam os clientes a alinhar os seus objetivos de negócio com a regulamentação e normas aplicáveis e no cumprimento das suas metas nas áreas da qualidade, segurança, gestão de ativos e responsabilidade ambiental e social. Indústria, Tecnologia e Ino-

Offshore Wind vação são as premissas que pautam o trabalho desenvolvido pelo ISQ, que contabiliza já mais de 500 projetos internacionais de Inovação e mais de 17.000 cursos de

Mário Ribeiro, investigador sénior do ISQ

formação profissional. O ISQ dá suporte ao desenvolvimento e inovação na indústria a uma escala global, com soluções de serviços para os setores de Oil

& Gas, Energia, Aeronáutica e Aeroespacial, Indústria de Processo, Saúde, Mobilidade e Smart Cities, Transportes e Infraestruturas e Agroindústria.

Paulo Chaves, responsável pelo Laboratório de Ensaios Especiais 2022 Agosto 428

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Notícias do Mar

Notícias da Universidade de Lisboa

Expedição South Atlantic Transect II: Investigadora do IDL Ciências ULisboa a Bordo do JOIDES Resolution Alina Shchepetkina, investigadora do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa), em vez de usufruir da beleza natural das praias portuguesas prefere passar o verão a estudar a história do planeta a bordo do famoso navio de investigação paleooceanográfica JOIDES Resolution, uma atividade inserida num projeto internacional, com a duração de dois meses, e que visa a obtenção de sondagens oceânicas no Atlântico Sul.

O JOIDES Resolution

A

lina Shchepetkina é sedimentóloga e iconóloga, isto é, estuda as características dos sedimentos e processos

associados à sedimentação e das marcas fósseis da atividade dos organismos deixadas no registo sedimentar, respetivamente.

A expedição South Atlantic Transect II (IODP 393) zarpou a 11 de junho de 2022 da Cidade do Cabo, na África do Sul, e tem uma

Estudo da cobertura sedimentar deste sector da crusta oceânica, estudar como é que as faunas marinhas bentónicas vivem 30

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duração de 61 dias. A equipa a bordo tem cientistas de várias partes do globo na expectativa de obter respostas para algumas questões apaixonantes e relacionadas com alterações nos ambientes da Terra durante os últimos 61 milhões de anos. O trabalho de Alina Shchepetkina incide em sondagens recolhidas de milhares de metros de profundidade no fundo do oceano, no âmbito do International Ocean Discovery Program (IODP) -, uma iniciativa que inclui a maior parte da investigação realizada em domínio oceânico profundo (equivalente à NASA para os estudos do espaço), financiado pela National Science Foundation (NSF) dos EUA em colaboração com mais outras 22 nações, incluindo Portugal. Esta expedição é fundamental para o entendimento do sistema terrestre como um todo, incluindo as interações entre a litosfera, a hidrosfera, a criosfera, a atmosfera e a biosfera. Nesta expedição, a equipa científica pretende estudar amostras de sondagens profundas de seis locais localizados no bordo ocidental do rifte médio atlântico, a profundidades da coluna de água que variam entre os três e os cinco quilómetros e em sedimentos com idades


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Cientistas a bordo do Joides de até 61 milhões de anos. Estes dados deverão permitir colmatar o conhecimento deste sector da crusta oceânica em termos de idade e velocidade de alastramento do fundo oceânico, assim como dos processos geoquímicos e hidrotermais que nele ocorrem. A missão de Alina Shchepetkina consiste em estudar a cobertura sedimentar deste sector da crusta oceânica, nomeadamente, estudar como é que as faunas marinhas bentónicas que vivem no fundo têm respondido às alterações paleoceanográficas, através do tipo e natureza das marcas da sua atividade biológica [trilhos, galerias, cavidades (denominados como icnofósseis)]. No caso de muitos destes animais o seu registo fóssil está representado apenas por este tipo de marcas preservadas no registo sedimentar. Informações deta-

lhadas sobre a sua morfologia, dimensão, organização e distribuição permite aos iconólogos conhecer o comportamento animal nomeadamente em termos de estratégias de alimentação em resposta a vários parâmetros ambientais, tais como, oxigenação junto ao fundo, salinidade, correntes, natureza e consistência do substrato, taxa de sedimentação, teor em matéria orgânica, etc.. Com esta expedição, Alina Shchepetkina espera adquirir um melhor conhecimento do modo como as comunidades endobentónicas responderam a eventos passados de alterações climáticas, semelhantes ou mais severos do que os atuais. Parafraseando um filme famoso - looking back into our future! -, a sua investigação permitirá olhar para trás o futuro. Mais informações no site Ciências ULisboa.

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Notícias do Mar

Notícias da Universidade de Lisboa

Investigadores Preveem Principais Impactos na Biodiversidade Oceânica na Próxima Década

Esponjas e corais Um novo artigo,“A global horizon scan of issues impacting marine and coastal biodiversity conservation”, foi publicado por uma equipa de 30 investigadores de todo o mundo, da qual fazem parte dois investigadores portugueses ligados à Ciências ULisboa.

A

Coral arrancado por um arrastão de grandes profundidades 32

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extração de lítio do fundo do mar, a sobrepesca de espécies de águas profundas e o inesperado impacto que os incêndios florestais têm nos oceanos são alguns dos temas para os quais os especialistas alertam e dizem ser importantes considerar, desde já. A equipa elaborou uma lista de 15 temas que acreditam que terão impactos significativos na biodiversidade marinha e costeira nos próximos cinco a dez anos. Os resultados foram publicados na revista Nature Ecology and Evolution, no passado dia 7 de julho. Da equipa fazem


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parte Maria Peixe Dias, professora do Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e investigadora do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), e Ricardo Calado, alumnus da Ciências ULisboa e atualmente investigador no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e na Universi-

dade de Aveiro. “Este estudo resulta da consulta prévia de cerca de 680 especialistas e outros profissionais ligados ao meio marinho, em todo o mundo. Esperamos agora que os resultados despertem a atenção de financiadores e de decisores políticos, para trazer para a agenda da conservação marinha os assuntos que ainda só se vislumbram no horizonte e evitar que estes se tornem problemas,” disse Maria Peixe Dias.

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Notícias da Marinha

Em Defesa do Nosso Mar

Mergulhadores da Marinha participam em operação de limpeza subaquática.

O

s mergulhadores da Marinha participaram numa ação de limpeza subaquática, ao largo da praia da Rocha, em Portimão, em parceria com o projeto “Sailors For The Sea”, apoiando a preservação ambiental. Durante a iniciativa, foi

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efetuada a remoção de inúmeros detritos e artes de pesca assentes no fundo do mar, que colocam em risco, diariamente, um número considerável de seres vivos. Sailors For The Sea Este ilustre evento compre-

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ende 140 países, movimentando cerca de 7000 pessoas que se unem para debater o futuro dos Oceanos. A Sailors for the Sea Portugal tem como propósito a sensibilização dos cidadãos para a importância da sustentabilidade dos Mares e Oceanos, centrando as ações de mudança junto do público mais jovem e de todos os utilizadores do Mar,

promovendo e aprofundando a literacia dos Oceanos, contribuindo desta forma para uma mudança fortaliecida pela ação de cada um de nós, uma vez que para proteger é preciso conhecer. É de extrema importância recordar que o Mar deve ser utilizado com preocupação no futuro, promovendo práticas sempre mais sustentáveis.


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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Eles Já Vão Reagindo, Finalmente!…

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o cabo de termos andado durante meses e anos a alertar no jornal Notícias

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do Mar, os cidadãos portugueses em geral e todos os autarcas ribeirinhos do Tejo português em parti-

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cular, bem assim como os agricultores e as entidades fiscalizadoras e reguladoras, consideradas compe-

tentes, mas que nem sempre têm vindo a cumprir a sua missão devidamente, todos esses nossos alertas foram sendo aparentemente ignorados, não obstante a realidade cada vez mais preocupante, da falta de água no nosso Tejo, o português, que tem vindo a agravar-se a olhos vistos, começando o Rio a caminhar cada vez mais para a morte… Mas ao que parece, só agora alguns dos destinatários dos nossos alertas, como por exemplo os autarcas do Médio Tejo, por estarem provavelmente a ser pressionados pelos seus munícipes, que ou vivem do Tejo ou para o Tejo, está a leva-los finalmente a despertar para este problema real, nacional… Nós sabemos que, ou melhor dizendo, desconfiamos que no caso dos autarcas, provavelmente por terem gabinetes de filtragem das informações recebidas, par-


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ticularmente sobre esta situação periclitante, com funcionários cuja função é apenas a de deixar subir ao conhecimento da presidência aquilo que bem entendem, mas que por mera falta de sensibilidade talvez, relativamente ao meio ambiente em geral e ao Tejo em particular, que lhes passa à porta diariamente, ou por falta de preparação ou competência para reconhecerem a gravidade da situação, não têm deixado passar para cima, mas se têm deixado, é porque os seus autarcas andam mais interessados em criar riqueza local por outras vias, quando o seu grande filão, está ali mesmo à sua frente, o rio Tejo. Mas a falta de caudal suficiente no nosso maior rio peninsular, há quem atribua simplesmente à falta de pluviosidade, argumento que vem sendo usado sistematicamente pela nossa vizinha Espanha porque ela, pelo facto do rio Tejo ter nascido no seu território, continua a usar a água deste Rio como se fosse exclusivamente sua, quer desviando-a através dos transvases para a irrigação dos seus territórios mais a Sul, pelos desvios da mesma para a grande Madrid e Cáceres, como para a refrigeração da Central Nuclear de Almaraz, que já excedeu o seu tempo de vida de laboração, e vai continuar até 2028. Mas também foram construindo 51 barragens que capturam a água deste rio, nas nossas barbas, para a produção da energia hidroelétrica, e até já estão a usar um novo sistema que lhes permite fazer o retorno da água que acabou de ser usada na produção anterior, de novo para dentro da barragem. Ora bem, como é que a Espanha a continuar a gastar a água do Tejo a seu bellprazer, com todos os trans-

vases, desvios, capturas nas barragens e retornos da água de novo para dessas barragens, como é possível que possa sobrar alguma água para nós? Não obstante, como o Tejo é um rio transnacional a sua água à luz do direito internacional, pode deixar de ser reparti-

da equitativamente pelos países que atravessa. Mas nós por cá fomonos interessando mais por outras coisas… Mas tudo aquilo que está a acontecer tem uma razão histórica, senão vejamos, desde o reinado do rei espanhol Filipe II, quando reinou

simultaneamente na Espanha e em Portugal, fez várias tentativas para conseguir ligar Madrid (Toledo ou de Aranjuez) a Lisboa, através do rio Tejo, para ter um acesso direto ao Atlântico com a intenção de usá-lo na incrementação da sua expansão marítima. Mas como esse

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projeto falhou, os espanhóis que não brincam em serviço, não ficaram de braços cruzados, e foram portanto optando por outras alternativas, fazendo ao longo dos tempos, nas nossas barbas, tudo aquilo que acima foi relatado, para pôr o Tejo a produzir-lhes mais riqueza, enquanto nós por cá “Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta” (Luis de Camões), armados em chicoespertos, os nossos responsáveis voltaram as costas ao Tejo, abolindo quase completamente a navegação comercial nele, recusando seguir o exemplo do sucesso e proveito de que os países mais desenvolvidos da Europa e do Mundo que continuam a apostar e até a incrementar o transporte fluvial nos seus rios, o que para além de ser o comprovadamente o trans-

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porte, 5 vezes mais económico e menos poluidor do que o rodoviário, tem servido para descongestionar os seus portos de mar, evitando o congestionamento do tráfego nas ruas, estradas e nas circulares das cidades, com o aumento desmedido do trânsito rodoviário que é 5 vezes mais caro e poluidor, com acidentes diários e até algumas mortes por vezes, como também voltaram as costas ao transporte ferroviário, que é comprovadamente 2 vezes mais económico e menos poluidor do que o rodoviário. Mas nós por cá optámos por canalizar a maior parte dos fundos da CEE e posteriormente da EU, no betão e no asfalto, para beneficiar exclusivamente o transporte rodoviário, desequilibrando assim a nossa intermodal de transportes, argumentando que este transporte, o favori-

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to, é mais rápido, mas para quem conhece o que é um planeamento competente e bem estruturado, sabe que as pressas é para aqueles que trabalham em cima do joelho, sem qualquer produtividade, é só para despachar serviço, para remendar. O que aqueles países mais sustentáveis e ricos, que continuam a preferir o transporte fluvial, para além de outras vantagens tais como: facilitar as trocas comerciais do litoral com o interior, a criação de novos negócios, aumento do emprego, para além de contribuir para combater a desertificação do interior do país, contribui para a fixação de mais pessoas e mais recentemente, com a expansão que está a acontecer na prática do turismo fluvial e da natureza, mais riqueza está a ser criada ainda. Portugal, fez a sua opção,

mas hoje já há scuts e algumas auto estradas que estão a ser as “do lá vai um”, mas gastaram-se rios de dinheiro e o País não cresceu em desenvolvimento nem a pobreza deixou de aumentar, mas em contrapartida, alguém encheu os bolsos, quem o diz é a justiça. Mas agora, o que é preciso é virar de página, ou seja, quer os cidadãos ribeirinhos do tejo quer os seus autarcas, devem começar a compreender, tomando consciência, de que algo tem de ser feito por todos, para evitar que o nosso tejo continue a deixar de ser um rio, que historicamente, sempre contribuiu para o crescimento económico das comunidades ribeirinhhas, e do próprio país.


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Notícias do Mar

O Voo do Guarda Rios

As Tagiadas

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ós, cidadãos portugueses amigos do Tejo, entendemos que a melhor maneira

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de levar as populações ribeirinhas a voltarem a conviver com o seu rio, o Tejo, sentirem-no como

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seu e passarem a fruí-lo mais, quer de fora para dentro quer de dentro para fora, pela sua proximida-

de porque ele passa-lhes diariamente à sua porta, devem passar a sentir, naturalmente, que devem vigiá-lo e protegê-lo, porque ninguém defende ou protege aquilo que desconhece, não é verdade? Vila Franca de Xira, tem vindo a realizar uma autêntica Tagiada, durante os seus tradicionais festejos do Colete Encarnado, porque para além de receber em festa, a frota da Marinha do Tejo, dos barcos genuinamente típicos do Tejo, fazendo recordar o passado quando o Tejo era um rio vivo e vivido, graças ao movimento intenso e diário destes barcos de transporte de mercadorias, pessoas e bens, que mobilizavam as populações para a borda d´água, para darem uma mão às cargas e descargas, o que criava emprego, alguns negócios e a fixação de pessoas mais junto ao rio, evitando aquilo que acabou por suceder quando


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a navegação fluvial entrou em subactividade, até quase à sua extinção, o que provocou que as populações se interiorizassem, voltando as costas ao seu Rio. Alhandra também a partir do ano de 1966, começou a viver as suas Tagiadas, durante largos anos, graças ao original, genuíno e autêntico Cruzeiro do Tejo, que a Secção de Vela do Alhandra Sporting Club passou a realizar, correspondendo ao desafio de um grupo de jovens seus velejadores. O original Cruzeiro do Tejo a partir de 1966, que não tem nada a ver com outras iniciativas de descida do Tejo por tratar-se de um cortejo fluvial de índole folclórica e religiosa, que por falta de imaginação copiou-lhe o nome, porque o Cruzeiro original e genuíno chegou a mobilizar centenas e até milhares de pessoas, entre velejadores e outros des-

portistas náuticos, acompanhantes e amigos, que até foi internacional por ter sido participado nos finais dos

anos 60 por uma frota do Real Clube de Sevilha, para além de ter prosseguido até atingir o seu auge nos anos

80/90, porque depois disso a direção da Secção de Vela do A.S.C. começou a organizá-lo com fins lucrativos, o

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que não deixou de levantar algumas suspeitas, quando anteriormente este grande festival por ter o espírito de

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uma verdadeira Tagiada, começou a decair até aos dias de hoje, um festival náutico que chegou a ser durante

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anos o mais importante de águas interiores do País, acabou por vir a ser atualmente, vilipendiado por um

pequeno grupo de saudosistas, veja-se bem, aquele que foi uma honrosa “Glória” do Alhandra Sporting Club. Mas a bem da verdade o principal desígnio de levar os cidadãos e cidadãs ribeirinhos e os seus filhos também para beira do seu rio, o Tejo, para o conhecerem melhor, conviverem com ele e sentirem-no como seu, entendemos que as futuras TAGIADAS devem por um lado, continuar a ser uma grande homenagem à interação ancestral das localidades com o rio Tejo, e por outro lado não deixar de continuar a projetar essa interação para o futuro. Trata-se de um evento que deve ser na prática uma grande festa popular na borda d´água, composta por atividades de fora para dentro e de dentro para fora do rio, com um programa que honre o passado e tenha por horizonte um futuro melhor, pelo


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que em nosso entender o ser programa temático, mais completo e eficaz, deve programar as seguintes atividades a partir de um Arraial Popular composto de: 1. Festival popular e convívio, com tasquinhas e esplanadas, a ver o Tejo. 2. Ranchos folclóricos e bailes. 3. Museu Vivo com barcos tradicionais do Tejo, quer atracados quer a manobrar. 4. Uma Expo-Tejo, com a exibição de imagens alegóricas ao Tejo português, aos barcos e barqueiros. 5. Um festival Náutico. 6. Comédia dell Arte de rua, animação itinerante, e a pintura alegórica de um muro pela juventude. 7. Um debate sobre o “Tejo que temos e o Tejo que devemos ter”. 2022 Agosto 428

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Notícias da DGRM

Portugal Sobe Duas Posições na Lista Branca de Estados de Bandeira

A Direção -Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) congratula-se pelo Estado de Bandeira Português, num conjunto de 61 Estados avaliados, ter subido em 2021 à 22ª posição, melhorando duas posições relativamente a 2020.

O

Paris MoU de Port State Control acaba de publicar o seu relatório sobre as performances dos Estados de Bandeira, no qual Portugal consta na posição 22ª da Lista Branca, ou seja, na lista dos melhores 40 países dentro dos 61 avaliados, cujas frotas apresentam a melhor qualidade. A classificação de cada Estado de Bandeira é baseada no número total de inspeções e detenções dos 44

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navios que arvoram a sua Bandeira. De 2019 a 2021 Portugal foi alvo de 1.254 inspeções, tendo os navios de Bandeira Portuguesa sido alvo de 32 detenções. O posicionamento de Portugal em 2021 representa uma evolução sustentada de melhoria, pois a posição 22ª neste ano sucede à posição 24ª em 2020, 26ª em 2019, 27ª em 2018 e 30ª em 2017. No topo da Lista Branca constam três países europeus, com a Dinamarca


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em primeiro lugar, seguida da Holanda e pela Noruega na terceira posição. A DGRM é o organismo que representa Portugal no Paris MoU de Port State Control, e, por outro lado, é a Direção-Geral que detém um conjunto de Inspetores de Estado de Porto que cumprem esta obrigação nos portos nacionais, realizando as inspeções obrigatórias aos navios estrangeiros. O Paris MoU de Port State Control monitoriza também a performance das RO’s - Organizações Reconhecidas (antigas classificadoras). De um total de 30 RO’s, 11 delas apresentam uma elevada classificação de performance, ou seja, as que têm a melhor prestação e qualidade. Portugal, através da DGRM, tem acordo de delegação de tarefas estatutárias celebrado com oito RO’s, todas elas pertencentes a este grupo de elevada performance. Portugal deverá continuar a apostar na competitividade dos seus registos de navios com um foco particular nos necessários pdrões de credibilidade e rigor técnico, permitindo continuar a melhorar o cumprimento das suas obrigações de Estado de Bandeira e a redução do número de navios detidos anualmente. O resultado deste rigor é aferido nas inspeções a Portugal pela Organização Marítima Internacional e pela Comissão Europeia, bem como no resultado das inspeções de Port State Control nos portos estrangeiros a que os navios de Bandeira Portuguesa estão sujeitos e que o relatório agora em análise bem evidencia. Este quadro legal é a garantia que as funções

MSC Isabel tem bandeira portuguesa

de Estado são realizadas convenientemente e que a Segurança Marítima, a Proteção do Meio Marinho e as Boas Condições dos Marítimos a bordo estão asseguradas. Quando isto não acontece, nas inspeções são levantadas deficiências, os navios são detidos e o Estado de Bandeira desce na tabela, podendo mesmo ir parar às listas cinzenta ou negra.

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Notícias do Mar

Notícias da Marinha

Primeira Descolagem Rolada e Aterragem Vertical do Drone Ogassa no Ponto de Apoio Naval de Portimão

Primeira descolagem rolada e aterragem vertical do Drone Ogassa

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om o objetivo de consolidar o avanço tecnológico da Marinha Portuguesa na área

da robotização, realizaramse sexta-feira, 24 de junho, com sucesso, os primeiros testes de descolagem rola-

da e aterragem vertical do Drone Ogassa no cais do Ponto de Apoio Naval de Portimão.

A operação e o controlo do tráfego aéreo e marítimo foram efetuados através de uma Estação Móvel de Controlo Remoto instalada no local. Este teste decorreu numa pista curta, a pensar na próxima geração de UAV que devem aterrar e levantar voo, rolado no futuro navio multifunções. Os testes contaram com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Gouveia e Melo, do Comandante Naval, vice-almirante Nobre de Sousa, do Comandante da Zona Marítima do Sul, capitão-de-mar-eguerra Fernando Rocha Pacheco e do CEO da empresa Uavision, Nuno Simões. Primeira descolagem rolada e aterragem vertical do Drone Ogassa no Ponto de Apoio Naval de Portimão.

Drone Ogassa 46

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Notícias do Mar

Economia do Mar

PSA Sines Inaugurou Etapa 1 da Fase III do Terminal de Contentores de Sines

Terminal XXI de Sines está a ser ampliado pela PSA A PSA Sines realizou no passado eia 1 de julho, uma cerimónia de inauguração para assinalar a conclusão da primeira etapa da Fase III da Expansão do Terminal de Contentores de Sines.

A

s obras concluídas na primeira fase da expansão incluem 204 metros adicionais de comprimento de cais, o que permitirá agora à PSA Sines

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movimentar três mega-navios em simultâneo. O evento de inauguração foi agraciado pelo Secretário de Estado das Infraestruturas de Portugal, Hugo San-

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tos Mendes, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Singapura, Dr. Vivian Balakrishnan, o Secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Bernardo

Ivo Cruz, o Presidente da Administração Portuária de Sines, José Luís Cacho, o Presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, a equipa de Gestão, Clientes, Parceiros e Stakeholders. Desde o início da construção do terminal em 2000, a PSA Sines já investiu mais de 200 milhões de Euros no desenvolvimento das suas instalações de última geração. Para facilitar o aumento do volume de carga e ir ao encontro das necessidades crescentes dos seus clientes, a PSA Sines embarcou num projeto de expansão ambicioso, no valor de 300 milhões de Euros, chamado Fase III.


Notícias do Mar

Agora a PSA pode movimentar três mega-navios em simultâneo Quando a Fase Três estiver totalmente concluída, o terminal irá praticamente duplicar a capacidade de movimentação anual para 4,1 milhões de TEUs (Twenty-foot Equivalent Units), fortalecendo a posição da PSA Sines enquanto um dos principais portos na região. Aumento de investimento origina crescimento de emprego. Com a conclusão da primeira etapa, o terminal irá criar empregos adicionais nas áreas de engenharia, tecnologias de informação e operações, tornando a PSA Sines num dos maiores empregadores da região. David Yang, CEO Regional, PSA Europa, Mediterrâneo & Américas afirma que «A PSA sempre acreditou que o porto de Sines – um porto de águas profundas estrategicamente localizado no cruzamento das rotas Norte-Sul, Este-Oeste – oferece uma oportunidade única para o desenvolvimento bem-sucedido de um terminal de contentores para os seus clientes. Atualmente, a PSA Sines já excedeu as nossas mais altas expetativas, tendo-se transformado num hub regional de relevo capaz de servir as rotas marítimas mais importantes e com capacidade para receber os maiores navios de contentores.»

A PSA sempre acreditou que o porto de Sines está estrategicamente bem localizado

Membros do Governo de Portugal e Singapura, administradores da PSA e do Porto de Sines 2022 Agosto 428

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Náutica

Notícias Touron

Mercury Marine Apresenta os Novos Motores Fora de Borda a Quatro Tempos de 25 e 30 CV Os motores de 3 cilindros mais leves e velozes no seu segmento.

A

Mercury Marine, uma divisão da Brunswick Corporation (NYSE:BC), apresentou hoje a sua nova gama de motores fora de borda a quatro tempos de 25 e 30 CV: desenvolvidos do zero para serem mais leves, velozes, de fácil operação e simples manutenção. Estes motores fora de borda incorporam um blo-

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co de 3 cilindros e 500 cc com injeção eletrónica de combustível. Pela primeira vez, os modelos com arranque elétrico de 25 e 30 CV incorporam, de série, as tecnologias digitais SmartCraft® da Mercury, o que permite disponibilizar aos utilizadores os indicadores digitais mais avançados do sector e ligação a dispositivos móveis através do VesselView Mobile. “A nova gama de motores de 25 e 30 CV da Mercury oferece novas capacidades e melhora a experiência do consumidor numa ampla variedade de embarcações comerciais e de recreio”, comentou Chris Drees, Presidente da Mercury Marine. “Para além de mais leves, velozes e silenciosos, os novos motores desta gama oferecem aos nautas tudo aquilo que que vinham pedido, com novas e interessantes opções, tais como as tecnologias digitais e o ergonómico comando de

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punho”. Começando com apenas 60 quilogramas (132 libras), estes novos motores de três cilindros são 16% mais leves que a geração anterior e oferecem uma incomparável poupança de combustível. Os novos motores fora de borda são disponibilizados nos modelos FourStroke de 25 e 30CV, SeaPro™ de 25CV e ProKicker™ de 25CV. Os modelos atualizados FourStroke de 25 e 30 CV e o recém introduzido SeaPro de 25 CV são ideais para embarcações utilitárias e de alumínio de 11 a 16 pés, embarcações pneumáticas, botes ou micro-skiffs de fibra de vidro e compósita de 11 a 13 pés e embarcações com casco em V para águas pouco profundas. Adicionalmente, introduziu-se o ProKicker de 25 CV para satisfazera procura dum melhor controlo da pesca ao corrico para as embarcações maiores, entre 26 e 39 pés, que operam em aguas revoltas e com fortes ventos de noroeste do Pacífico.

Os motores desta gama são disponibilizados com arranque elétrico ou manual, comando de punho ou à distância, trim manual ou hidráulico e propulsão por hélice ou jet. Os modelos com comando de punho são equipados com um premiado timão ergonómico de quase 23 polegadas que pode ser regulado, de forma intuitiva, para utilização com a mão direita ou esquerda. Os nautas também poderão desfrutar da sua facilidade de manutenção e da opção de integração total da embarcação com as tecnologias SmartCraft. “Nunca foi tão simples fazer a manutenção de rotina fora de água”, afirmou Jim Hergert, Director sénior. “O sistema de troca de óleo anti-derrame incorpora uma bandeja debaixo do filtro de óleo que recolhe qualquer gota e a água poderá ser drenada rapidamente, sem necessidade de ferramentas, do filtro de combustível”. “Os indicadores SmartCraft disponibilizam dados vitais do motor com um simples toque num botão e os pescadores podem introduzir a sua velocidade de arrasto com incrementos de 10 r.p.m. utilizando a função Troll Control”, comentou Hergert. Para mais informação sobre a gama de motores fora de borda de 25 e 30 CV, visite mercurymarine. com.


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Vela

Rolex TP52 World Championship 2022 – Cascais

Fotografia Max Ranchi

Quantum Racing Conquista Título Mundial e Reafirma a Sua Supremacia em Cascais

Largada No quinto e último dia de regatas do Rolex TP52 World Championship, um dos troféus mais prestigiados da vela mundial que esteve a ser disputado por nove equipas em Cascais entre os dias 20 e 25 de Junho, Quantum Racing não desapontou e mostrou o porquê de terem sido desde o início os favoritos a vencer esta prova, e a equipa do português Bernardo Freitas conquista o bronze.

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Quantum foi o vencedor 52

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s americanos, timoneados pelo empresário Doug DeVos’, lideraram todos os dias o campeonato, embora com uma escassa margem sob os adversários e sem nunca terem ganho nenhuma das regatas disputadas até ao último dia. Ao vencer a primeira regata no último dia e ao classificar-se em sexto lugar na segunda, Quantum Racing terminou o campeonato com 33 pontos e conquistou mais um título mundial da classe TP52, o quarto da sua história e o segundo obtido em


Vela

Phoenix, Provezza e Quantum em Luta

Team Alegre Cascais. Em 2º lugar terminou com 40 pontos o barco alemão Platoon, de Harm MullerSpeer, que partiu para a água à procura de atacar os líderes, contudo, ao obter um 4º e um 7º lugar nas regatas no dia final, não conseguiu ascender à posição cimeira do pódio. Já a luta pelo terceiro lugar, travada pelo barco Inglês, Alegre, onde o português Bernardo Freitas es-

teve integrado enquanto “local advisor”, correspondeu a todas as expectativas, tendo os ingleses conseguido subir ao pódio e alcançar o bronze com o seu resultado na última regata do campeonato, terminando com 41 pontos. Desta forma, a equipa Phoenix, da África do Sul, viu fugir o seu lugar no pódio por apenas um ponto. Para Bernardo Freitas, diploma olímpico em Londres, 2012, e participante na icó-

Provezza à frente 2022 Agosto 428

53


Vela

Platoon, Quantum e Phoenix ruman juntos à boia

Depois da rondagem, início da popa

Provezza perseguido pelo Quantum A frota junta à popa nica Volvo Ocean Race, em 2017, “hoje foi o melhor dia da tripulação na água. Fomos para a água com o objetivo de fazer pódio e fomos a equipa que fez a melhor pontuação. Acho que navegaram muito bem – foram conservadores mas andaram sempre no grupo da frente. Obviamente que A frota à popa

A equipa do Quantum com a família 54

2022 Agosto 428

este terceiro lugar é ótimo e reflete uma evolução fantástica da equipa face ao campeonato anterior.” Quanto ao Gladiator, a equipa que contou com o apoio técnico do velejador local Gonçalo Ribeiro, não foi além do 9º lugar, depois de se classificar em 8º nas duas regatas do dia.

Classificação Final Equipa

Total de Pontos

1º

Quantum Racing

33

2º

Platoon

40

3º

Alegre

41

4º

Phoenix

42

5º

Sled

44

6º

Provezza

54

7º

Vayu

54

8º

Interlodge

71

9º

Gladiator

73


2022 Agosto 428

55


Vela

Campeonato da Europa de Juniores das Classes 470 e 420

Fotografia Osga_Photo

Beatriz Gago e Rodolfo Pires Sagram-se Vice-Campeões Europeus Júnior na Classe Olímpica 470

Beatriz Gago e Rodolfo Pires sagraram-se Vice-Campeões Europeu

Com o início fraco corrigiram especialmente à popa e nas afinações dinâmicas à bolina 56

2022 Agosto 428


Vela

T

erminou no dia 26 de Julho, o Campeonato da Europa de Juniores das Classes 420 e 470 que esteve a decorrer em Vilamoura desde dia 16, organizado pela “Vilamoura Sailing”. A presença da frota lusa ficou marcada por grandes prestações, com resultados TOP10 em cada uma das três frotas, destacando-se a classificação na Classe Olímpica 470 da dupla constituída por Beatriz Gago, do Clube de Vela de Viana do Castelo, e Rodolfo Pires, do Iate Clube Marina de Portimão, que alcançou o título de Vice-Campeã da Europa Júnior. Luís Rocha, diretor técnico nacional, que assumiu o papel de treinador desta dupla durante o decorrer do campeonato, destaca a grande evolução da equipa “Depois de algumas regatas iniciais menos bem conseguidas que os relegaram para 9º lugar, a tripulação tirou partido dos dois dias sem vento e conseguiu corrigir o que havia para corrigir, especialmente à popa e nas afinações dinâmicas à bolina, melhorando as prestações que culminaram com a vitória na Medal Race [última regata do campeonato, disputada apenas pelos 10 primeiros classificados, onde a pontuação obtida conta a dobrar], sagrandose assim, vice campeões da Europa da classe 470”. Já na classe 420, tanto na frota open, como nos sub-17, os portugueses lutaram por um lugar no pódio até ao último dia, tendo ficado aquém apenas por escassos pontos: nos sub-17 a dupla Afonso Munhá/Duarte Reis ficou em 4º lugar (3º masculino), com 76 pontos e a apenas 11 do 3º e, na frota open, Francisco Uva/José Vozone terminaram em 6º (5ºs europeus) com 82 pontos, a 17 do pódio.

Beatriz Gago e Rodolfo Pires aos ombros

Pódio 470

Pódio 420 2022 Agosto 428

57


Notícias do Mar

Notícias da Marinha

Marinha Assume Comando da Força Naval Europeia

O Comodoro Rui Miguel Marcelo Correia, da Marinha Portuguesa, assumiu no dia 4 de Agosto, o Comando da Força Naval da União Europeia da Operação ATALANTA, a bordo da fragata italiana ITS Virginio Fasan, atracada no porto de Djibouti.

D

responsável pelo comando tático de todos os meios atribuídos à operação, que se

Fotografia: marina.difesa.it

urante a missão, o Comodoro Marcelo Correia será

estende do Golfo de Áden ao Oceano Índico. A operação Atalanta con-

Fragata Italiana ITS Virginio Fasan 58

2022 Agosto 428

ta com mais cinco militares da Marinha, que integram um estado-maior constituído por um total de 18 militares, em representação de 8 países, incluindo a Colômbia e a República da Coreia. A operação ATALANTA tem como principais objetivos a dissuasão, prevenção e a repressão dos atos de pirataria na região, bem como a proteção dos navios da World Food Programme que transportam ajuda humanitária, assim como de outros navios vulneráveis que cruzam a região.


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Pesca Submarina

Campeonato Nacional de Duplas de Pesca Submarina 2022

Clube Naval de Sesimbra Conquista Terceiro Lugar

Equipa do Clube Naval de Sesimbra Clube Naval de Sesimbra Conquista Terceiro Lugar do Pódio de Clubes do Campeonato Nacional de Duplas de Pesca Submarina 2022

O

Campeonato Nacional de Duplas de Pesca Submarina 2022, teve lugar no dia 16 de julho, em Sines e o Clube Naval de Sesimbra subiu ao terceiro lugar do pódio por Clubes. Esta competição teve a duração de 5 horas, o mar apresentou condições ade-

Dupla Nuno Jerónimo e Rui Pataco no 7º lugar 60

2022 Agosto 428


Pesca Submarina

Lourenço Silveira e Lourenço Menéres Silveira 10º lugar quadas para a prática da modalidade e foi disputado em simultâneo com o troféu Open Vasco da Gama, reunindo um total de 42 atletas,

entre os 19 e os 60 anos, com 7 clubes representados. As 3 duplas CNS que contribuíram para este terceiro

João Lagariço e José Mariano no 13º lugar lugar por clubes, tiveram a seguinte composição e classificação geral: Nuno Jerónimo/ Rui Pataco – 7º lugar, Lourenço Menéres Silveira/

Lourenço Silveira – 10º lugar e João Lagariço/ José Mariano – 13º lugar. No final, o pódio por clubes foi constituído pelo Clu-

Equipa do Clube Naval de Sesimbra com troféu 2022 Agosto 428

61


Pesca Submarina

Pódio de Clubes be Naval de Sesimbra no 3º lugar, seguindo-se o Grupo Desportivo Estoril Praia no 2º lugar e o Vasco da Gama Atlético Clube no 1º lugar.

62

As competições de pesca submarina são localmente reconhecidas pelo impacto económico e muito apreciadas pelo contributo prestado

2022 Agosto 428

a instituições de solidariedade social, através da oferta do pescado capturado. Neste campeonato nacional foram oferecidas diferentes

espécies de pescado, capturado no dia da competição, ao Grupo de Refugiados da guerra da Ucrânia, sediado em Sines.


2022 Agosto 428

63


Surf

Eurosurf Junior 2022

Portugal Terceiro com Prata de Matias Canhoto e Bronze de Gabriela Dinis

Equipa de Portugal ficou em 3º lugar Portugal alcançou mais um resultado de relevo no panorama do surf internacional ao alcançar o terceiro lugar no Eurosurf Junior, prova da European Surfing Federation (ESF), atrás de França e Espanha, a nova campeã europeia de juniores, feito inédito para o surf do país vizinho depois de uma semana de competição em Santa Cruz, numa prova inserida no festival Ocean Spirit.

A

Apresentação das equipas 64

2022 Agosto 428

Seleção Nacional, orientada por David Raimundo, chegou ao derradeiro dia de competição com quatro surfistas nas finais principais, mais dois nas finais de repescagem, baterias que davam aos seus dois primeiros classificados acesso às finais das medalhas. Frederico Carrilho (longboard sub-18), Martim Nunes (sub-18), Gabriela Dinis (sub-18 fem) e Matias Canhoto (sub-16) eram os finalistas, enquanto Francisco Ordonhas (sub-18) e Jaime Veselko (sub-16) tentavam a sorte nas repescagens.


Surf

No final do dia, Portugal arrecadou uma prata através de Matias Canhoto, bronze por Gabriela Dinis e dois quartos lugares para Frederico Carrilho e Martim Nunes. Francisco Ordonhas e Jaime Veselko ficaram pelas finais das repescagens, alcançando honrosos quintos lugares e, mais importante, contribuindo com pontos para o pódio nacional. Resultados que blindaram a Seleção Nacional contra o ataque da Inglaterra, a equipa revelação deste campeonato que conseguiu um histórico quarto lugar, muito graças aos três ouros e uma prata, através, respetivamente, de Alys Barton (sub-18 fem), Lukas Skinner (sub-16), Arthur Randell (longboard sub-18) e Lola Bleakley (longboard sub-18 fem). Itália, que parecia, desde o início do campeonato, um dos candidatos a um lugar no pódio, foi relegada para quinto lugar, muito graças ao brilharete inglês. David Raimundo, Selecionador Nacional, comentou assim o terceiro lugar de Portugal: “Como já tinha dito no arranque do campeonato, os favoritos eram Espanha e França e foram equipas que fizeram por merecer este resultado. Estivemos durante todo o campeonato ombro a ombro com estas seleções, tivemos momentos brilhantes de surf e chegámos ao último dia com hipóteses de sermos campeões da Europa. Contudo, continuamos a falhar nos momentos de decisão e ficámos aquém das nossas expectativas. O terceiro lugar acaba por ser aceitável, mas no futuro temos que ser mais consistentes. Por isso, os parabéns à Espanha campeã. Fica também a ideia de que o

Gabriela Dinis, medalha de Bronze

Matias Canhoto medalha de Prata

Frederico Carrilho 4º lugar 2022 Agosto 428

65


Surf

Benedita Teixeira

Francisco Mittermayer

Maria Salgado surf europeu não é mais apenas Portugal, Espanha e França. Vimos outras bandeiras ganhar preponderância e isso é bom para todos nós.” Classificação Final Individual Longboard Feminino Aurora Dantas (Surfing CP) – 9º lugar. Longboard Masculino Frederico Carrilho (NOCAS) – 4º lugar.

João Aranha, Presidente da Federação 66

2022 Agosto 428

Sub16 Feminino Erica Mendonça Máximo (LOMBOS) – 9º lugar. Maria Dias (ASCC) - 8º lugar Maria Salgado (ASSC) - 7º lugar.

Sub16 Masculino Jaime Veselko (Sporting CP) - 6º lugar. Martim Fortes (ESC) – 22º lugar. Matias Canhoto (PPSC) – 2º lugar. Sub18 Feminino Beatriz Carvalho (ASCC) – 9º lugar. Benedita Teixeira (Sporting CP) – 11º lugar. Gabriela Dinis (LOMBOS) – 3º lugar. Sub18 Masculino Francisco Mittermayer (ESTORIL PRAIA) – 8º lugar. Francisco Ordonhas (LOMBOS) – 5º lugar. Martim Nunes (LOMBOS) – 4º lugar.


2022 Agosto 428

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Motonáutica

Texto Gustavo Bahia Fotografia UIM SPORTS

F2 World Championship

Stefan Hagin Vence em Águas Turbulentas na Polônia

O vitorioso piloto Alemão Stefan Hagin comemora O piloto alemão Stefan Hagin venceu a 1ª Etapa do F2 World Championship realizado em Augustow, na Polônia no dia 24 de julho passado, realizado em águas turbulentas após 2 horas de atraso para a largada.

A

1ª Etapa do Campeonato Mundial UIM de F2 começou em Augustow, na Polônia, com organização do piloto polonês de F1 Bartek Marszalek, que também participou da prova prestigiando ainda mais a Formula 2. Mesmo com algumas dificuldades, principalmente no segmento de produção televisiva e streaming, foi um esforço muito bem recebido pelas Equipes com a participação de 22 barcos para classificação.

Duarte Benavente no desfile em Angustow 68

2022 Agosto 428

Campeonato forte em número de barcos e fraco na Organização Existe sempre uma grande polêmica sobre o futuro


Motonáutica

O piloto da Latvia Uvis Slakteris retorna a F2 dessa Classe Inshore, principalmente pela falta de um Promotor que faça uma organização adequada para um Campeonato Mundial. A UIM Sports tem assumido uma função mais adequada, mas a falta de patrocinadores para o Campeonato é um fator negativo, além do enorme complicador imposto por cada Equipe, dependendo do interesse particular de cada piloto. Isso torna impossível um crescimento sustentável e poucas provas (abaixo de 6) tornam o Campeonato uma verdadeira loteria, e, se um piloto tem um abandono está praticamente fora da disputa como vencedor, ao final da última Etapa. Paira entre as Equipes (não profissionais) que basta terem um local para correr, onde ninguém sabe e muito menos viu, seja por meio de TV ou Streaming, podem ser realizadas provas. Obviamente, isso reflete na falta de patrocinadores que possam oferecer recursos para um Campeonato Pro-

fissional e com resultados mensuráveis a sério. Todos sabem o que aconteceu com a F1H2O e porque, o mundo vive momentos de incerte-

O piloto inglês Colin Jelf se aproxima do pontão já saindo do Cock Pit e o barco em fogo

O barco de 2 lugares com o Promotor Bartek Marszalek abrindo o desfile

Mansoor Al Mansoori um 2º Lugar com destaque

O piloto americano Brent Dillard, retornou a F2 com um novo Moore

A pronta intervenção dos Bombeiros salvou o barco de Colin Jelf, mesmo deixando danos internos 2022 Agosto 428

69


Motonáutica

Os pilotos de F2 na Polônia za, e, se não valorizarmos a nossa Motonáutica, o futuro nos parece cinza escuro próximo do preto.

Duarte Benavente ficou em sexto

Giacomo Sacchi fez uma boa corrida e um 4º lugar 70

2022 Agosto 428

Quando há dinheiro até os barcos elétricos E1 fazem sucesso sem passar dos 100Km/h Comparando um Campeonato que ainda nem existe de facto, o E1 World Championship, onde o barco até hoje apresentado não passa de 100Km/h, questiono a filosofia da destruição do que é bom, rápido e exige perícia e dedicação dos pilotos, por uma categoria de ficção, onde com dinheiro e fama, até Checo Perez já tem uma Equipa. Quantos anos ainda vão passar até que um barco elétrico possa mostrar velocidade justificável para competições? Hoje uma criança de GT-10 anda mais rápido num barco que custa muito perto de nada. Como diz o ditado: “Beleza não bota a mesa”, os E1 podem ser lindos, mas como


Motonáutica

barcos de corrida, sem velocidade, um verdadeiro desastre. A verdade é que se pagam a milionários para terem Equipas, vai ser mesmo uma grande festa? Nem o mau tempo conseguiu parar Augustow Com 24 barcos disputando as classificações foi uma demonstração de força para a F2, e principalmente para o louvável esforço de Bartek Marszalek, o Promotor. Pena que o Live Streaming tenha sido deplorável, com narração em polonês, mas felizmente não precisamos de ouvir nada, basta ver uma imagem difusa que conseguimos entender o que se passa. A Pole ficou com Rashid Al Qemzi do Abu Dhabi Team, atual Campeão Mundial, que liderou a prova logo no início, seguido de perto por Stefan Hagin. Um peão de Rashed Al Qemzi ao ultrapassar um retardatário, teve como conseguência sua desqualificação,pela perda da parte superior traseira do barco. Hagin assumiu a liderança até a bandeirada, seguido por Mansoor Al Mansoori do Abu Dhabi Team que fez uma excelente prova. Em terceiro, o norueguês Tobias Munthe-Kaas também com uma performance espetacular, principalmente depois de ter tido um acidente forte na classificação de sábado. O barco deu muito trabalho a Equipa, mas compensado pelo resultado da prova. Em quarto lugar chegou o monegasco (Italiano) Giacomo Sachii, seguido por Sami Selio Sharjah Team em quinto e Duarte Benavente em sexto. O Vice Campeão Mundial 2021 teve problemas no motor e perdeu rendimento, o que o impediu de lutar por melhores posições.

Rashed Al Qemzi Campeão Mundial 2021 foi desclassificado após um acidente

Resultado final da 1ª Etapa do F2 World Championship em Augustow Number

Name

Country

Poland

Total points

1

19

Stefan Hagin

GER

20

20

2

36

Mansoor Al Mansoori

UAE

15

15

3

77

Tobias Munthe-Kaas

NOR

12

12

4

74

Giacomo Sacchi

MON

9

9

5

17

Sami Seliö

UAE

7

7

6

45

Duarte Benavente

POR

5

5

7

41

Edgaras Riabko

LTU

4

4

8

8

Brent Dillard

USA

3

3

9

23

Marszałek Bartłomiej

POL

2

2

10

71

Nikita Lijcs

LAT

1

1

11

2

Johan Österberg

SWE

0

0

12

51

Uvis Slakteris

LAT

0

0

13

3

Owen Jelf

GBR

0

0

14

9

Mette Bjerknæs

GBR

0

0

15

16

Tomas Cermak

SVK

0

0

16

30

Sam Whittle

GBR

0

0

17

33

Fabrice Boulier

FRA

DNF

0

18

1

Rashed Al Qemzi

UAE

DSQ

0

19

11

Bimba Sjöholm

SWE

ACC

0

20

4

Colin Jelf

GBR

DNS

0

2022 Agosto 428

71


Notícias do Mar

Última

Notícias da Marinha

“Infante D. Henrique”

Será a Primeira Zona Livre Tecnológica em Portugal

N

O almirante Henrique Gouveia e Melo fez a apresentação da ZLT de Troia

um evento presidido pela Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras e pelo Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e a Presidente da ANI apresentaram a ZLT, no passado dia 19 de julho, no Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em Troia A Marinha Portuguesa e a Agência Nacional de Inovação (ANI) apresentaram a primeira Zona Livre Tecnológica (ZLT) reconhecida pelo Governo português. A ZLT “Infante D. Henrique” onde vai ser testado sistemas de segurança e de-

fesa não tripulados e outras tecnologias em ambientes de subsuperfície, superfície terrestre, dentro de água e aéreo. A apresentação ficou a cargo do almirante Henrique Gouveia e Melo, Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), em conjunto com Joana Mendonça, presidente da ANI. Depois da apresentação seguiu-se uma visita às instalações e uma demonstração naval, estática e dinâmica, de veículos não tripulados. A ANI é a entidade responsável por coordenar e gerir as ZLT e lançou o processo de manifestações de interesse em dezembro de 2021.

A ZLT de Troia, incluirá não só a zona de superfície, mas também a coluna de água e leito submarino até ao canhão de Setúbal, localizado ao largo da povoação do Carvalhal, abrangendo uma área de cerca de 2600 km2. Aqui será possível fazer testes de tecnologias de

robótica, big data e inteligência artificial, dedicadas ao setor marítimo. A ZLT de Troia terá ainda um “gémeo digital”, no âmbito do Portugal Blue Digital Hub, para testar o desempenho das tecnologias em modelo virtual antes de serem testadas neste ambiente físico.

O Navio Infante D.Henrique vai testar Novas Tecnologias Digitais Marítimas

Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com Paginação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Editor de Motonáutica: Gustavo Bahia Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, João Zamith, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00

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