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Explicador
As Emissões Globais Per Capita de CO2
Países em desenvolvimento como a China, Índia e Rússia são alguns dos maiores produtores de CO2 a nível mundial e sê-lo-ão durante mais algum tempo. Mas a situação está longe de ser simples - e olhar para as emissões de CO2 per capita pode acrescentar nuances à história geral. Com base nos dados apresentados pelo Grupo Aqal e pela AIE, visualizamos os países e regiões com as mais elevadas emissões de carbono per capita de todo o mundo. Vamos mergulhar nos emissores de carbono per capita mais elevados e na forma como estes estão a tentar reduzir as suas contribuições de carbono. Os países produtores de petróleo no Médio Oriente são os maiores emissores de CO2 numa base per capita, mas países desenvolvidos como os EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá também têm algumas das taxas mais elevadas de emissões per capita. África, já o sabíamos, é o continente com menores emissões no mundo.
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Líderes nas Emissões Per Capita de CO2
M é d i o O r i e n t e A 1 9 . 5
C á n a d a 1 5 . 2 A r á b i a S a u d i t a 1 4 . 5
U.S.14.4
Regiões
Américas Ásia e Oceânia África e Médio Oriente
A desigualdade na distribuição de riqueza tem um papel fulcral nas emissões de CO2. Países desenvolvidos como o Catar emitem 31 toneladas de CO2 anualmente enquanto países em desenvolvimento em África têm valores tão baixos como 0,7 t/ano Europa e Rússia
População
Aus tr á lia e Nova Ze l ân dia 13. 6 Russ ia 11. 4 Core ia do Su l 11. 3 Cazaq u ist ão e Turq uemen ist ão 11. 2 Ta iwan 10. 8
Jap ão 8. 4 Alemanha 7. 8 África do Sul 7. 4 Polónia 7. 5 Ásia A · 7. 6
A emissão massiva de emissões de CO2, nomeadamente através da queima de gás fizeram com que países como o Barein, Oman, Quait, Catar e Emirados Árabes Unidos tivessem um elevado índice per capita de emissões de CO2 mesmo apesar da sua baixa população
Se olharmos à intensidade das emissões medida a partir do PIB, a Mongólia terá a mais elevada taxa de emissões per capita até 2030 seguida do Brunei e da Malásia.
Em corres pondênci a a po pul a çã o China* 7 .1
*1 Médio Oriente A
Barém, Omã, Kuwait, Qatar, Emiratos Árabes Unidos
*2 Médio Oriente B
Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iémen
*3 Ásia A
Brunel, Malásia, Mongólia, Singapura
*4 Ásia B
Ásia sem Ásia A, China, Índia, Tailândia, Taiwan, Indonésia, Coreia do Sul ou Japão
*5 China
China, Hong Kong
Á f rica
Ásia1 .1
Índia 1.7
S. AMÉRICA 2. 1
Médio Oriente b 1 .9 Irão 7.0 Outros países da Europa da OCDE 6.1 Itália 5.1 Indonésia 2 .2 México 3.3 Iraque 3.5 Tailândia 3.6 Outra Europa não-OCDE, Eurásia 3.7 Ucrânia 3.8 Ucrânia Turquia 4.4 Espanha 4.9 Reino Unido 5.1
FONTE Visual Capitalist

Mónica Souto • Directora de Risco do FNBM
Pense Antes de Clicar
Dizem que a única constante é a mudança, e o panorama de episódios de fraude prova-o quase todos os dias. O jogo do gato e do rato entre criminosos e bancos é algo recorrente.
As equipas de Risco e Fraude fazem um esforço contínuo no sentido de adaptar as tecnologias de prevenção à fraude e, em pouco tempo, os autores das fraudes desenvolvem formas mais arrojadas de as contornar e levar a cabo os seus esquemas. A fraude está cada vez mais direcionada e orientada para o contexto digital.
Sendo o continente africano um dos mais afectados esta é, sem dúvida, uma preocupação global crescente.
Segundo o Inquérito Global Economic Crime and Fraud Survey (edição de 2020 ) conduzido pela PricewaterhouseCoopers (PwC), no qual foram inquiridos cerca de 5000 líderes empresariais de 99 países diferentes, uma em cada duas empresas (47%) viu-se exposta a eventos fraudulentos e a episódios de crime financeiro nos últimos dois anos. Trata-se do segundo maior pico dos últimos 20 anos – tendo o mais grave ocorrido em 2018, quando 49% dos inquiridos reportou a mesma ocorrência.
O estudo demonstra, ainda, que a criminalidade financeira tende a tornar-se cada vez mais generalizada, com os crimes cibernéticos e a fraude consideradas as duas formas mais destrutivas e perturbadoras de criminalidade financeira, a nível mundial.
Em 2020, 35% dos inquiridos afirmou ter presenciado um aumento dos casos de fraude reportada por clientes, o que representa um aumento de 6 pontos percentuais (contra 29% em 2018).
Actualmente, um dos maiores riscos enfrentado pelos consumidores é a fraude conhecida como “Cartão Não Presente” ou fraude nas transacções online, através da qual os fraudadores acedem de forma ilegal à informação dos cartões de pagamento dos clientes, roubando dados bancários de websites de compras online, onde os dados de milhares de cartões encontram-se armazenados.
A adopção do sistema EMV veio reforçar o nível de segurança dos cartões nos pontos de venda, mas em contrapartida, tornou as transacções de cartões “não presentes” ainda mais frequentes. O resultado? Os níveis fraude online dispararam. Na prática funciona da seguinte forma: depois de se autenticarem e acederem a informação confidencial, os fraudadores compram grandes quantidades de mercadorias a outros comerciantes, também eles autores de esquemas fraudulentos, defraudando os clientes em valores exorbitantes.
Mas se pensarmos que o risco de fraude ameaça apenas clientes particulares, estamos enganados. Temos testemunhado um crescimento acentuado na ocorrência de fraude no meio empresarial, sendo o BEC (Business Email Compromise) o tipo de fraude actualmente praticado de forma mais significativa, esta técnica debruça-se sobre a correspondência entre as empresas e os seus clientes: os e-mails dos clientes são interceptados por fraudadores que se fazem passar por funcionários da empresa em questão e efectuam comunicações subsequentes no sentido de levarem clientes insuspeitos a transferir valores para as contas bancárias indicadas pelo fraudador.
Olhando para África, os níveis de ocorrência de fraude crescem exponencialmente, considerando o volume significativo de incidentes relacionados com roubo de identidade por engenharia social, o que se deve essencialmente aos níveis reduzidos de alfabetização da base de consumidores, que não vê qualquer risco em solicitar ajuda a estranhos em operações de ATM, por exemplo.
Esta tendência agravou-se com a pandemia, durante a qual assistimos a um aumento sem precedentes das compras online e, a partir daí, a um crescimento dos incidentes de fraude relacionados com esta forma de compras.
No caso do FNB Moçambique, como em outros bancos, têm sido realizadas campanhas de sensibilização, alertando os clientes para os riscos que podem enfrentar se as suas credenciais forem comprometidas, ou pedindo ajuda a estranhos quando recorrem às ATM para realizar as suas transacções. Também sensibilizámos os nossos Clientes sobre as precauções a tomar ao abrir e-mails de fontes desconhecidas e/ou com anexos e implementámos recentemente o passo adicional de segurança 3D Secure em todos os cartões de débito e crédito FNB, como um passo adicional de segurança em compras online, por forma a assegurar um nível de defesa reforçado contra a utilização fraudulenta dos cartões de pagamento.
Para ler a opinião completo clique no link: https://www.diarioeconomico. co.mz/2022/01/12/opiniao/pense-antes-de-clicar/