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MECAJournal 14_setembro

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black mirror da vida real: rob spence e seu olho-câmera — pág. 09

veja quem passou pelo minimeca, nosso evento mensal — pág. 17

reflexão: o mundo precisa de mais líderes inclusivos — pág. 11

the biggest smallest cultural platform

mecajournal Distribuição g ratuita

Número #014 — Setembro, 2017

nova democracia

Diante da crise de representatividade, nomes como Carlota Mingolla assumem a frente de grupos que propõem a retomada do real sentido do que é fazer política pág. 12

embaixadora da música cool people — Fabiana Batistela, idealizadora da maior convenção de música do Brasil, a SIM São Paulo, que chega à quinta edição em 2017 — pág. 15

cozinha sensorial —

Para ter mais controle da própria rotina e, ao mesmo tempo, liberdade para criar, a chef Bel Coelho inventa novos formatos de serviço pág. 08

vida com propósito nova era — A jornada do stylist e produtor José Camarano em busca de uma vida em que sucesso é viver sem apego e com qualidade de vida — pág. 14 [A]

Um roteiro com endereços para ouvir, dançar e comprar novos e velhos sons pág. 19

www.meca.love

agenda cultural family & friends around the world playlists


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Arte, Conhecimento, Cinema, Esportes, Gastronomia, Moda & Música

Café, Coworking, Minieventos, Locação de Espaço & Loja

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Audiência Proprietária, Canais de Mídia, Geração de Conteúdo & Informação

Plataforma de Influenciadores, Pesquisa, Planejamento, Produção de Conteúdo & Vídeos

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Cidade Planejada, Members Club, Publicação Científica & Serviço de Curadoria

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fotos CAPA: mari caldas; [a] acervo pessoal

MECAJournal

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welcome

MECAGoods Para equilibrar as emoções, fortalecer o espírito ou apenas deixar um ambiente mais bonito e cheiroso, criamos uma linha de produtos que gostamos de ter em casa. São cristais, incensos, velas, canecas, isqueiros, cadernos e tote bags, além de uma seleção incrível de achados feita durante nossas viagens pelo mundo. Uma boa pedida se está na busca por mimos para alguém especial – inclusive você mesmo. Está tudo aqui no MECASpot, nossa casinha em Pinheiros. Vem conhecer.

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fotos: MARI CALDAS

1 – Velas em cera de soja, mais duráveis, com aromas como o de sândalo 2 e 5 – O MECASpot funciona como coworking e café, é só chegar 3 – Cristais para energizar o ambiente ou apenas deixá-lo mais bonito 4 – Sálvia branca e outras plantas compõem os nossos incensos 6 – Cadernos feitos em parceria com a marca Chocolate Notebooks

MECACrew

MECASpot

Ana de Souza Dantas, Andrea Soares, Brett Kincaid, Eloá Orazem, Fernanda Grahl, Helder Ferreira, Gabriel Pires, Guil Salles, Guga Roselli, Igor Cavalera, Juli Baldi, Laima Leyton, Leo Galvão, Letícia Ippolito, Luisa Martini, Maíra Miranda, Manuela Rahal, Marcela Zanon, Mark Daniel, Mariana Caldas, Matheus Barros, Matthew Rowean, Max Pollack, Natália Albertoni, Paula Englert, Pedro Valério, Peèle Lemos, Renata Magueta, Roberto Martini, Rodrigo Santanna, Rony Rodrigues, Seth Kallen, Thabata Guerra, Thum Thompson, Valentine Giraud, Victória Cordiolli, Yentl Delanhesi e muitos mais!

Rua Artur de Azevedo, 499 Pinheiros – São Paulo – Brasil, CEP 05404-011 +55 (11) 2538-3516

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#hellocidades são paulo

Compre local

Johnny Hooker é o

loja - Casa faz

curadoria de peças nacionais

Drink it O drink de Arthur Blaj

Encontro explosivo

moda - Dupla cria misto de loja e galeria

O estilista Mareu Nitschke, da primeira geração da SPFW, juntou-se ao amigo e artista plástico Carlos Bertuol para abrir

E-commerce de curadoria de pequenos produtores brasileiros, a Casa Bravo acaba de abrir uma loja na Vila Madalena. Valorizando a origem, as pessoas e o processo por trás das peças que apresenta, o endereço abriga marcas que destacam o design, como Nicole Tomazi. São foco os utensílios de cozinha e para a decoração da casa. R. Harmonia, 322. uma galeria de arte, moda e design em Higienópolis, o Espaço Quadrado. Lá são vendidas peças de ambos e, a cada mês, um

artista ou designer é convidado para expor. É o caso do fotógrafo Rapha Borges e da sua mostra “Ásia”. R. Tupi, 836.

Se a rua fosse bar

“Conheci o Boulevardier no Frank Bar. A pessoa que estava comigo pediu um negroni. Como eu queria algo à base de bourbon, indicaram este que é seu filho bastardo. Desde então, é a minha escolha.” Receita • 45 ml de bourbon • 30 ml de vermute tinto doce • 30 ml de Campari • Casca de limão-taiti Preparo Misture tudo (menos a casca) em um mixing gelado e com gelo em cubos até cobrir o líquido. Mexa, coe e transfira para um copo.

bar - Endereço foca em IPAs e drinques Ao adentrar o Goela Bar, a impressão é a de... continuar na rua. Ajudam a criar o mood rueiro e

simpático do endereço os elementos em madeira e cimento da decoração, além das paredes coloridas por grafites. Mal abriu, a casa já está cheia e com programação fixa. As quartas são de Cumbia Caliente, festa que explora latinidades e promoções de drinques. Para beber, a pedida é a seleção de IPAs ou a Goela Tônica, drinque da casa que tem base de ervas e alcachofra. R. Belmiro Braga, 120.

Por uma boa causa música - Rota

de shows incliu São Paulo

Geração Coca-Cola

Criado em Londres, o Sofar Sounds ganhou o mundo com a proposta de realizar shows em locais inusitados (e secretos) revelados 48 horas antes das apresentações. No dia 20/9, em uma parceria com a Anistia Internacional, o projeto reúne artistas e refugiados em

Russo são revistas no MIS

expo - Vida e obra de Renato

mais de 300 shows nesse formato espalhados por 60 países. Nesta edição especial, que ganhou o nome Give a Home, nomes conhecidos

ções dos direitos humanos praticados contra refugiados. É preciso se inscrever no site e aguardar o sorteio. sofarsounds.com/ giveahome

como The National e Mumford & Sons também participam. A ideia é arrecadar recursos para auxiliar a Anistia a documentar abusos e viola-

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Desenhos, pinturas, uma peça de teatro e até projetos cinematográficos de um dos maiores ícones do rock nacional estarão reunidos no MIS a partir do dia 6/9. Com direção de arte do Ateliê Marko Brajovic, a exposição “Renato

Russo” tem como base o acervo pessoal do cantor que estava no apartamento onde ele morou nos últimos anos de vida. Concebida inteiramente pelo museu, a mostra reúne mais de mil itens que contam a trajetória do artista. Av. Europa, 158.

Qual a diferença entre Johnny Hooker e John Vicente? É total. No palco é uma entidade que toma conta, um personagem muito maior que eu, uma voz, uma figura que representa uma voz para muita gente. O que te instiga a ser uma voz no debate sobre gênero? Ainda vivemos no país que mais mata LGBTs no mundo, e é importante falar, colocar essas questões no nosso corpo, na nossa performance e também na nossa música de alguma maneira. Como você definiria seu estilo? Varia muito. No palco é uma figura calcada nos moldes da performance do cabaré, mas na vida real sou muito básico. E qual é o make must-have? É o delineador Maskajal, da Natura Faces, para fazer a linha dos olhos. Não pode faltar nunca quando vou me maquiar para os shows e até quando vou sair para me divertir.

fotos: divulgação; [a] Renato Stockler; [b] alli harvey/REPRODUÇÃO/facebook.com/BonJovi

Setembro é o mês de estreia de ninguém menos que The Who no Brasil. Mas também há novas lojas, mostras e projetos. Vamos?

nome artístico de John Vicente Donovan, cantor, compositor e ator pernambucano que acaba de lançar seu segundo disco, “Coração”.


#hellocidades são paulo

Rock in Sampa

turn the music on

festival - Bon

Jovi e The Who em casa

by Rincon Sapiência

— Autor de “Galanga Livre”, já considerado um dos discos do ano, o rapper lista suas músicas do momento.

Aproveitando o embalo do Rock in Rio, que já tem boa parte dos ingressos esgotados, a primeira edição do

[b]

São Paulo Trip traz à capital shows de gigantes da música internacional escalados para o já tradicional evento carioca. Pela primeira vez no Brasil, a banda inglesa The Who abre o festival e é uma das principais atrações numa agenda de luxo que

ainda inclui Bon Jovi, Guns N’ Roses e Aerosmith. Os shows estão marcados para os dias 21, 23, 24 e 26/9, no Allianz Parque, e ainda incluem Def Leppard, The Cult, Alice Cooper e a banda The Kills. De R$ 150 e R$ 780. Av. Francisco Matarazzo, 1.705.

insider tips —Thum Thompson O fotógrafo e rolezeiro de carteirinha lista o que gosta de fazer na cidade — se puder, de maiô e pochete.

[A]

É na Juliette Store, na Galeria Ouro Fino, que vou em busca de maiôs maravilhosos para os looks de festa. De quebra converso com o dono, que é gente finíssima. R. Augusta, 2.690.

Bad and Boujee – Migos

Atual grupo de rap mais interessante. Eu me identifico com os três pretos estilosos de dreadlocks.

Não espero mais – O Terno

Três vezes por semana, o Monday Night Burgers reúne até 30 pessoas para comer uma nova receita de burguer e conhecer gente legal. mondaynight burgers.com.br

Representa o rock feito no Brasil em alto nível. Essa faixa tem um clima antigo muito massa e uma letra significativa.

Desaguar – Mahmundi

Pra lá de Marrakesh

Mulher, preta, cantora, instrumentista e produtora musical — um dos trabalhos mais interessantes da música contemporânea.

Wyclef Jean – Young Thug

Na redundância estética do rap no sul dos EUA, uma música na onda do reggae é algo surpreendente.

Balanço das horas – Max de Castro

Som com timbres autênticos do rock com sintetizadores. Max é um grande pensador da música.

bar - Cozinha itinerante ganha casa fixa

Sessão terminal cinema -

Morte é foco de cineclube

Novo projeto do Caixa Belas Artes, o Cineclube da Morte é um encontro mensal que inclui a exibição de um filme e um bate-papo sobre,

O Kaia ganhou uma casa fixa na Vila Buarque. Escondidinho sob um prédio, o espaço sinalizado por um neon quase passa

claro, a morte. A reunião é inspirada nos “death cafés”. Já comuns fora do país, são papos descontraídos sobre os momentos finais. Depois de abrir com “A Partida” (foto), no dia 12/9 é a vez de “Invasões Bárbaras”, de Denys Arcand. R. da Consolação, 2.423.

Fast-food dos veggies

comida - Lanchonete carioca inaugura unidade em Pinheiros Famosíssima no Rio, a rede de fast-food vegetariana Hareburguer ganhou a primeira unidade em São Paulo. Em

Pinheiros, a lanchonete mantém o cardápio carioca, com sete combinações para seus hambúrgueres de

despercebido. As boas receitas, como o lanche Marrakesh, que leva kafta, pesto de hortelã e ragu de berinjela, combinam com cervejas. E há opções veggies. No salão tem ainda uma seleção de vinis e peças de brechó. R. Marquês de Itu, 413. soja. Peça o Shiva Shiitake, com tempero oriental, e de acompanhamento vá de chá e chips de banana. Porque é fast, mas pode ser healthy. R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 53.

Lavar as roupas (até a do corpo) na House of Bubbles e esperar tomando uma cerveja dentro do ofurô. R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 47.

A cidade é inquieta. A cada instante, algo novo acontece. Por isso, a Motorola criou o HelloCidades, que convida todo mundo a dar um Hello para as novidades que a cidade respira. Algumas delas estão aqui e outras, nas nossas redes sociais! @motorolabr

por TNT Energy Drink

resistência — Gente que não se rende às dificuldades do dia a dia Buh D’Angelo Em 2016, aos 22, a especialista em TI criou o InfoPreta, empresa composta integralmente por mulheres negras que trabalham pela democratização e promoção da igualdade de gênero por meio da tecnologia.

Mauro Neri da Silva Mentor do coletivo Agentes Marginais e do projeto Cartograffiti, o grafiteiro espalha pelos muros seus personagens carregadores-decasas-amarelas e as já conhecidas inscrições “VER A CIDADE”.

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Marcio Black O cientista político e produtor cultural é integrante do Coletivo Sistema Negro, grupo ativista que, por meio de ocupações políticas e culturais, questiona a forma como a cidade de São Paulo trata sua população negra.


#hellocidades rio de janeiro

The show must go on CIRCO -

Cirkopolis no Brasil “Metrópolis”, clássico da ficção científica modernista alemã, dirigido por Fritz Lang,

narra um conflito de classes — uma história tão atemporal que, quase um século depois, inspira o espetáculo “Cirkopolis”, do grupo canadense Cirque Éloize. O show mescla as artes do circo, do teatro e da dança, em uma

performance cheia de invenção, acompanhada de música e de projeções de vídeo de grande impacto sensorial. Em cartaz de 14 a 17/9, no Vivo Rio. Ingressos a partir de R$ 50. Av. Infante Dom Henrique, 85.

Cerveja a sério

BAR - Fort Mohave foca chopes próprios O Rio ganhou mais uma casa com foco na cerveja, o Fort Mohave. A casa conta com 12 torneiras de chope, das quais quatro contemplam criações próprias, entre elas a Belgian Dark Strong Ale Bandita e a American IPA Diablo. Uma carta com mais de 30 rótulos honra a expectativa da casa, enquanto a charcutaria, os queijos, os embutidos e os sanduíches dão conta da fome. R. Dezenove de Fevereiro, 190.

[a]

Literatura diversa CULTURA -

Evento vai até 10/9 A diversidade de conteúdo está novamente presente na edição 2017 da Bienal do

Livro. Entre os autores convidados, os brasileiros Alessandro Molon, Djamila (foto) e Rony Meisler, além da americana V.E. Schwab, da portuguesa Sofia Silva e do italiano Nuccio Ordine. A Bienal do Livro do Rio de Janeiro acontece

no Riocentro, entre 31/8 e 10/9. Av. Salvador Allende, 6.555.

O Rio é rock

festival - The Kills toca no dia 21/9

O duo de garage rock The Kills é um dos grandes acertos indies escalados para o Rock in Rio. O gigante festival

carioca é realizado entre os dias 15 e 24/9 na nova Cidade do Rock, localizada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

O evento tem como chamariz nomes da velha-guarda roqueira como The Who. Ainda há (poucos) ingressos. rockinrio.com

belo horizonte

De tudo um pouco

De volta ao centro

[b]

ver, ouvir e sentir música

A música é o ponto de encontro do Breve Festival, que acontece dia 23/9, no Mirante Beagá. O evento traz aos palcos o retrato mais fiel da nossa miscelânea cultural: Karol Conka, Novos Baianos, Emicida, M O O N S, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, além de outros. Os ingressos custam R$ 180, mas o festival

trabalha com a meia-entrada social — basta levar 1 quilo de alimento para

pagar a metade do valor do ticket. R. Gabriela de Melo, s/n.

Hambúrguer na caixa

segunda a sextafeira, das 18h às 20h —, a casa trabalha com um cardápio próprio, com preços especiais, e o chope na “Caneca Congelada” é servido em dobro. Av. Prefeito Américo Gianetti, 1.119.

FOOD - Madero Container abre todos os dias com menu enxuto Operando sob a lógica de fast casual, em que não há garçons, a hamburgueria instalada dentro de um contêiner é uma boa surpresa

na Cidade Administrativa. Ainda que o menu seja enxuto, a casa consegue agradar em cheio diferentes paladares. Durante o happy hour — de

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Segunda edição do Escape, curso facilitado na Amadoria, acontece dia 30/9, e mostra que é possível encontrar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A psicóloga Juliana Garcia e o maratonista Arthur Azevedo são alguns dos profissionais à frente da experiência. Para participar, o valor começa em R$ 250. R. Mucuri, 325.

Um brinde à diferença

BAR - Misto de restaurante e fábrica oferece cervejas especiais Maior barrel room da América Latina, o Ateliê Wäls é um híbrido de restaurante e fábrica de cerveja, num espaço que mais lembra uma galeria de arte moderna, assinado por Gustavo Penna. Das cerca de 20 cervejas disponíveis nas

torneiras, algumas são exclusividades da casa, como a especialíssima Wäls Cuvée Carneiro, envelhecida em barril de cachaça durante três anos, ou a Dubbel, envelhecida em barril de bourbon. R. Gabriela de Melo, 566.

fotos: DIVULGAÇÃO; [a] valerie remise; [b] Jose de Holanda/divulgação; [C] REPRODUÇão/facebook.com/TheKills

CURSO - Escape celebra a harmonia

FESTIVAL - Para


#hellocidades porto alegre

Won’t U come over?

SHOW - Devendra Banhart se

apresenta em POA dia 14/9

A turnê brasileira do cantor e compositor Devendra Banhart passa por sete cidades. Em Porto Alegre, o show está marcado para o dia 14/9, no bar Opinião. O foco da apresentação é o seu disco mais recente, “Ape in the Pink Marble”, que inclui 13 canções, entre elas “Celebration”. Sucessos de outros trabalhos também devem embalar a plateia. O ingresso começa em R$ 95. R. José do Patrocínio, 834.

Let’s start a dance

DANÇA - “Big Bang”, o espetáculo

Nos dias 20 e 21/9, a companhia uruguaia Gen Danza sobe aos palcos do Teatro Renascença para mostrar a investigação e experimentação

de linguagem corporal da premiada coreógrafa Andrea Arroba. O espetáculo é uma ode à cosmologia

e questiona acerca do nosso lugar no mundo. Ingressos por R$ 80. Av. Erico Verissimo, 307.

Tempero latino

BAR - Endereço foca em cervejas

e quitutes da região andina

Coreano do bom

FOOD - Mais sabores em família

Liberdade de escolha é a máxima da cervejaria Perro Libre Tap Room, no bairro Moinhos de Vento, que disponibiliza torneiras de tipos

variados de pilsen, pale ale, lager, pale lager e tantas outras. Na cozinha, a chef boliviana Monica Galbeno prepara quitutes andinos, como

wagyu, o Lilu traz opções que são a definição de comfort food — especialmente o arroz de domingo, com rabada desfiada, linguiça, couve e ovo. Os drinks também são bons, como o Corteo, um

soco na nuca com whisky bourbon, jerez, rum, vermute e Chartreuse. Guarde espaço para as sobremesas do Rafael Protti, uma melhor que a outra. R. Francisco Leitão, 269.

salteña de carne e sanduíche de chola. Um sistema de cartão recarregável garante agilidade no atendimento self-service. Os créditos não expiram, e logo será possível fazer a recarga online. Pça. Dr. Maurício Cardoso, 71.

A homogeneidade da cena gastronômica de Porto Alegre impulsionou a família coreana Kim a compartilhar todas as nuances da culinária típica de seu país de origem. No próprio restaurante, o BoM Korean Food, o clã oferece delícias como o Kimchi, uma espécie de couve chinesa fermentada na pimenta. R. da República, 435.

taste the city - explorar e expandir os horizontes é necessário Augusto Olivani, produtor de festas Depois de (mais) uma turnê europeia, Augusto Olivani está de volta ao batente e às batidas da Selvagem, festa que comanda ao lado de Millo Kaiser. O DJ e produtor compartilha conosco os lugares queridos de São Paulo que conta nos dedos.

Pausa para um café

COFFEE - Boas opções e rostos

familiares no Takko

Comfort food

restaurante -

Mais um em Pinheiros

Com vários pratos que dá para dividir, como o tartare de

Garimpo certo

Sou bem chegado em café, um gosto adquirido depois de adulto (em casa somos desses que têm o próprio moedor etc), e é ali no antigo Beluga que consigo me energizar com espressostônicas e coados quentes ou gelados entre uma reunião e outra, ou depois de uma sessão no estúdio, além de comprar grãos legais. Sem falar que é um lugar montado e tocado por amigos, o que é sempre atraente pra mim. R. Dr. Cesário Mota Júnior, 379.

SHOP - Música boa (e rara) no repeat É no mezanino da Galeria Boulevard do centro que costumo gastar tempo procurando discos obscuros.

Fresco sem frescura

FOOD - O japonês

preferido para novos pratos Provavelmente o restaurante japonês preferido aqui de casa: meu filho de 8 anos é

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tratado pelo nome (eu e minha mulher não), o peixe é sempre fresco, o preparo é meticuloso e o cardápio é variado — nunca deixei de descobrir novos pratos ali — e, mais importante, sem frescuras. R. Jericó, 287.

Boa parte da pesquisa que acaba nos sets da Selvagem sai dali. Teto de algumas lojas conceituadas, como Tony Hits e Cel-Som, a galeria tem outras opções com vinis a serem pinçados. R. 24 de Maio, 188.

#tastethecity é uma plataforma criada para oferecer uma jornada de descobertas e um novo olhar sobre o que há de mais incrível na cidade de São Paulo. @ tastethecitybr


#quemteinspira

cozinha com propósito

Para ter mais controle sobre a rotina e liberdade para criar, a chef Bel Coelho inventa novos formatos para servir

Ela trabalhou em alguns dos restaurantes mais estrelados do mundo, como El Celler de Can Roca, na Espanha, e foi um dos nomes mais incensados da gastronomia paulistana na década passada. Mas foi redescobrindo a culinária brasileira e investindo em técnicas tradicionais que a chef Bel Coelho criou sua assinatura e encontrou um propósito para cozinhar. Nos menus de suas duas empreitadas, o Clandestino e o Canto da Bel, ganham espaço releituras de pratos típicos que ela conheceu Brasil adentro. Apoiados em ingredientes nacionais, os pratos são desenvolvidos a partir de temas como os orixás. Aqui, Bel fala sobre seu processo criativo e de onde vem a inspiração para as cores e texturas do que serve. O que te inspira? Muitas coisas. Os ingredientes são os primeiros da lista. Mas a comida regional e outras artes também. O cinema, a música e o teatro me abrem um canal interessante. Não é uma relação necessariamente racional. Mas algo me pega, por exemplo, quando assisto a um filme com uma fotografia muito bonita. Não sei explicar, mas é como se eu relaxasse. E, claro, outros chefs também.

Já que citou o Clandestino, de onde mais vem o interesse por esses novos modelos de negócio? Fechei o meu restaurante [Dui, em 2013] porque não dava mais lucro. Ao mesmo tempo, estava começando a gravar um programa e engravidei. Entrei num processo de questionar minha carreira e a maneira como me coloco no mercado. Claro que também foi uma escolha alinhada aos meus anseios. Queria ter mais controle sobre minha rotina. Hoje, nesse formato, tenho liberdade.

demorar muito para conseguir sair do lugar. Foi até por isso, eu acho, que coloquei a mim mesma o desafio de criar em cima de temas no Clandestino e no Canto da Bel [iniciativas da chef que funcionam uma semana e um sábado por mês, respectivamente]. O que faz quando trava? Normalmente, gosto de ir a um lugar mais calmo, circular por outras artes, abrir esse outro canal. Quando há tempo, também costumo viajar.

E como é essa escolha de ser mãe e continuar a trabalhar? Não é nem uma coisa de querer. Com a chegada do segundo filho, não tinha outra opção. Mas é bom não ficar só na maternidade, ela te entorpece. Pode ser entediante também, principalmente para quem sempre trabalhou. É caótico, mas me dá energia. Até porque tem dias que você quer ir embora e não ter filho. Supernormal. As pessoas não comentam isso para não desestimular [Risos]. Mas há uma recompensa enorme.

“sempre gostei de ficar na cozinha, desde criança. era mais o fazer do que o comer que me interessava”

Você gosta de cozinhar em casa? Gosto. E não é todo chef que consegue não, viu? Mas tenho espaços e movimentos bem definidos quando estou em casa e quando estou trabalhando. Tem hora que cansa também, e eu quero sair para comer fora ou tenho vontade de que façam algo para mim. Mas sempre gostei de ficar na cozinha, desde criança. Eu sempre queria mexer nas coisas. Era mais o fazer do que o comer que me interessava. Você tem outro hobby? Leio toda noite. Gosto, principalmente, de romances. Autores são muitos: Paul Auster, Guimarães Rosa, Clarice Lispector... Escritores que criam outros universos. Eles me tiram um pouco da realidade. A rotina nua e crua, de pagar contas e cuidar das compras, é nada inspiradora.

foto: divulgação

Como é o processo de criação de um menu? Depende do menu e do que eu quero fazer. E se tem um tema, como os orixás, ou se é mais livre. Mas demora. Primeiro coloco o que vem à cabeça no papel. Depois converso com a equipe. Passo as minhas ideias e escuto as deles. Juntos, pensamos nas técnicas para executar o trabalho. E só então vamos testar para ver se dá certo. Às vezes não fica bom. Às vezes o prato tem potencial, mas falta algo. Testamos por uma semana, mas fico um mês inteiro trabalhando num cardápio. E tem momentos em que você trava? Já tive momentos de bloqueio ou de

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ponto de vista Medo do medo que dá

“O que incomoda de verdade as pessoas é a questão da privacidade: assim que elas descobrem que uma filmadora ocupa o que antes era o meu olho, elas ficam preocupadas com o uso especificamente da imagem, porque, curiosamente, o áudio não é algo que lhes preocupa.”

“colocar uma câmera no olho não é muito diferente de colocar silicone nos seios”

Legalize já!

“Tal qual o implante de silicone, que vem acompanhado de números e mecanismos de controle, qualquer intervenção tecnológica no corpo humano deve passar por filtros legais — e a gente precisa começar a discutir como isso vai se desenrolar. É um assunto urgente, inclusive. Sou o primeiro a levantar a bandeira da regulamentação.” Sorria, você é um ciborgue

“Se ciborgue é todo indivíduo dotado de partes orgânicas e cibernéticas, então são poucos os que escapam dessa definição: o celular te faz um ciborgue. Sei que pode soar estranho, mas a gente carrega esses aparelhos junto ao nosso corpo para todos os lados. Então, qual a diferença? Sim, tenho no meu olho uma filmadora, mas todo mundo tem nas mãos uma máquina capaz de fazer exatamente o mesmo, e ninguém desgruda dela.” Chips e empresas

sobre homens e máquinas

foto: reprodução nypost/ Brian Zak

Um dos primeiros ciborgues do mundo, Rob Spence nos mostra a vida sob nova ótica e nos convida a revisitar o que antes era tratado apenas como ficção

Alvo de polêmicas e processos, o documentarista Rob Spence tem uma câmera de vídeo no olho direito desde 2010. Sinopse que costuma gerar confusão, já que muita gente presume que ele substituiu um globo ocular saudável pela máquina — o que não é verdade. O canadense perdeu a visão num acidente, aos 9 anos, e só aos 36 se submeteu à transformação digna de filmes científicos. Sua ideia era utilizar a tecnologia para contar histórias sob um novo ponto de vista — literalmente. A princípio a câmera wi-fi levaria ao ar, em tempo real, tudo aquilo que ele observava. Para quê? Apenas para testar um novo formato de filmar registros em primeira pessoa.

A escolha o colocou no centro de uma questão que dilata as fronteiras que separa(va)m tecnologia e ser humano, e nos provoca a refletir sobre questões de privacidade, direitos e segurança. E também da definição de ciborgue, que, segundo o dicionário “Michaelis”, significa um ser humano adaptado por meios cibernéticos. Sem reconhecimento oficial, Rob se autointitula eyeborg. Com equipamentos mais sofisticados do que os que utilizava no início, faz uso da pequena filmadora ocular para entrevistar pessoas que propositalmente modificaram seus corpos para implantar aparatos tecnológicos — um processo novo, mas “não muito diferente do implante silicone, na minha humilde opinião”.

Power to the people

“A tecnologia certamente pode descentralizar o poder e mudar completamente o cenário político, econômico e social do mundo. Com o avanço da internet e a disseminação em larga escala de conteúdo, rupturas importantes podem acontecer antes mesmo do que imaginávamos. No final das contas, o que não podemos perder de vista é que informação é poder — e daí voltamos àquele ponto de todo mundo se incomodar com a câmera no meu olho.” 9

“Vimos recentemente que funcionários se voluntariaram a implantar nas mãos chips ligados às suas corporações. Há toda uma discussão em torno dessa decisão e muita gente tem despejado críticas ferrenhas, mas não consigo achar isso diferente dos telefones corporativos. Pense só: pelo celular, eles conseguem saber sua localização, seus horários e com quem você fala. É tão ou mais invasivo que um chip de controle de ponto.” Brace yourselves

“O maior desafio que desponta no horizonte são os vídeos falsos. Da mesma forma que hoje somos manipulados por fake news, os softwares que alteram vídeos estão cada vez mais sofisticados, e muito em breve será quase impossível distinguir o que é real e o que é uma realidade inventada.”


around the world

Dançando no escuro Singapura –

Balé sob as estrelas

Fogo texano Austin –

Arcade Fire em turnê

A mais hipster cidade texana não poderia não estar

Festival sem fim

shows que já recebeu Prince e Paul McCartney. Conterrânea do grupo, a Wolf Parade abre os trabalhos. Os ingressos custam a partir de US$ 26 (R$ 83). uterwincenter. com

Além da fondue

Roma – Três meses de arte, teatro e dança

Zurique – Suíça gastronômica revelada

Com 32 anos de história, o Romaeuropa Festival é, ao lado da Bienal de Veneza, o maior e mais importante evento internacional da agenda cultural italiana. A edição deste ano ocorre de 20/9 a 2/12 e conta com a participação de mais de 300 artistas, provenientes de 32 países diferentes, que, como de costume, apresentam-se em diversos endereços históricos da cidade romana. Conhecido por promover um encontro eclético de atos internacionais e novos talentos, o festival contempla espetáculos de teatro, performances, instalações e

Tour gastronômico, caçada de trufas, palestras sobre alimentação saudável e uma competição de pratos gourmet à base de restos de comida são apenas algumas das atrações do Food Zurich. De 7 a 17/9, o evento que celebra a cena gastronômica da cidade suíça oferece opções para os mais

mostras. Para abrir, a premiada coreógrafa alemã Sasha Waltz apresenta o espetáculo de

dança contemporânea “Kreatur”. Os preços das atrações variam. romaeuropa.net

MECARadar — Bandas para você ficar de olho Livia Nery (Brasil) De Salvador, a cantora, compositora e multi-instrumentista lançou as primeiras músicas depois de participar de muitos discos de amigos. No EP “Vulcanidades”, transborda elegância com beats lentos.

Nas noites dos primeiros fins de semana de setembro, entre 1o e 10/9, centenas de pessoas se reunirão no Fort Canning Park para assistir a espetáculos de dança ao ar livre. É lá que acontece a 22ª edição do diferentes paladares, que vão do fast ao slow food e da comida de rua à haute cuisine. E, para aqueles têm vontade de se aventurar no fogão, haverá também aulas de culinária e workshops com diferentes chefs. Os preços e os locais das atividades variam. Confira. foodzurich.com

Ocupação à asiática

Seul – Artistas

de rua tomam a cidade

Para se apresentarem nos mais diversos cantos de Seul, mágicos, mímicos, dançarinos, artistas circenses, rappers e músicos passam por um muito acirrado processo seletivo, encabeçado pelo projeto Street Art Zone. E aí que, até o fim de novembro, as ruas da cidade permanecem ocupadas por centenas deles. É só passear e curtir. seoulbusking.com por Bananas Music Branding

Marrakesh (Brasil) Com raízes no indie psicodélico, os meninos cada vez mais flertam com experimentalismos eletrônicos, impulsionando a banda ao status de uma das melhores novidades musicais do país.

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Octo Octa (EUA) A produtora e DJ faz música eletrônica fresca para dançar. Desde que se identifica como mulher trans, tem um papel relevante na cena empurrando as barreiras de gênero.

Samantha Urbani (EUA) Indie pop é a marca registrada da fundadora da extinta banda Friends. Colaboradora frequente de Dev Hynes (Blood Orange), ela flerta com oitentismos mil.

fotos: divulgação

Seja em museus e teatros ou em praias, parques e ruas, o mês de setembro tem opções de arte e diversão em todo o planeta

na rota da “Infinite Content”, turnê de divulgação do novo disco do Arcade Fire. No dia 27/9, a banda canadense apresenta as novas canções de “Everything Now” no palco do Frank Erwin Center, casa de

Ballet Under the Stars, que este ano leva ao palco aberto do parque cenas de três peças de balé com o tema casamento: o 3º ato de “Coppélia” e os enlaces matrimoniais de Aurora, em “Bela Adormecida”, e de Kitri, em “Dom Quixote”. Leve lenços e toalha para fazer um piquenique. Os ingressos saem por $ 35 (R$ 80). singapore dancetheatre.com


around the world

Identidade múltipla

das quais ela explorou suas diversas identidades: imigrante, L. A. – Obra mãe e cidadã global. de brasileira Ao observar suas é revista pinturas, desenhos, esculturas, vídeos, Até 31/12, o performances Museum of Cone instalações, é temporary Art possível mergulhar sedia a maior não só na arte retrospectiva da brasileira da segunobra de Anna Maria da metade do Maiolino já feita século 20, da qual fora do Brasil. Na ela é uma das prinativa desde os anos cipais represen1960, a artista tantes, mas tamítalo-brasileira bém na conturbada chama a atenção história política do pela convergência Brasil, da ditadura de diferentes à democracia. mídias em seu A entrada é livre. trabalho, por meio moca.org

Noites croatas

Vis – Festival tem Sonido Trópico Sem patrocinadores e totalmente financiado por crowdfunding, o festival independente Goulash Disko chega à sua quinta edição neste

mês. De 12 a 16/9, passam por Komiža, uma pequena vila de pescadores alocada na costa croata, centenas de atrações dos mais variados estilos musicais — do global bass ao folk — e nacionalidades, como os DJs brasileiros dos coletivos Sonido Trópico e Voodoohop.

Reflexão —

Futuro da liderança —

Ingressos para os cinco dias de festa, com camping incluso, saem por € 165 (R$ 612). goulashdisko.com

iconic pic — pessoas genuinamente inspiradoras

por Ray-Ban

Janis Joplin “Ela ousa ser diferente.” O título do perfil publicado no jornal universitário, antes da fama, permanece como síntese perfeita de Janis Joplin (19431970). Dona de uma das mais marcantes vozes de sua geração, a texana passou seus breves 27 anos de vida buscando a au-

tenticidade em tudo o que fazia. Fosse cantando blues, soul, gospel, country ou rock, a cantora e compositora imprimia em suas performances uma eletricidade transcendental, responsável por eternizá-la na história da música e em nossas memórias.

Pensar em “liderança 360º e gestão para a diversidade” imediatamente me traz à cabeça uma frase de Mario Sergio Cortella, que gosto muito: “O mundo sempre mudou, a novidade é a velocidade com que essa mudança está ocorrendo”. Percebi, porém, que esse pensamento necessita do seguinte complemento: “É grave a nossa lentidão para perceber e, principalmente, para nos adaptar a esse novo cenário, seja como indivíduos ou líderes” — trecho este de minha autoria. O conceito de liderança 360º, em consonância com os novos contextos tecnológicos e culturais, nos diz que é possível liderar a partir de qualquer ponto da estrutura corporativa. No entanto, à luz disso, é preciso se questionar se a liderança realmente pode ser feita por qualquer integrante da corporação: todxs são considerados aptos a exercer liderança e a ser liderados? Esse é o tema central do meu livro “Como Ser um Líder Inclusivo”, em que trago relatos dos últimos 13 anos em grandes empresas nacionais e internacionais, com dados, indicadores e um passo a passo cuja finalidade é orientar companhias e líderes no caminho de uma gestão mais inclusiva. Nesse sentido, é importante lembrar que a diversidade é concernente à existência humana: cada um dos 7 bilhões de habitantes do mundo é diverso. No entanto, quando falamos em diversidade nas empresas, focamos a nossa atenção em grupos que ao longo da história da humanidade têm sido privados dos seus direitos mais básicos e, por isso, são alvos de estudos e ações coordenadas. A inclusão desses grupos é uma decisão urgente que deve ser tomada pelas empresas e lideranças. Em geral, falamos de mulheres, negros, pessoas com deficiência, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais (LGBT+), gerações (idosos e jovens) e, por fim, grupos religiosos. As novas tecnologias e as mudanças culturais da sociedade trazem esse tema para a agenda do dia. Queira ou não, essa questão baterá à porta do líder. Assim, independentemente do nível hierárquico em que esteja dentro de uma organização, lembre-se de que você também é um líder no que faz, coordenando processos, pessoas e orçamentos e, sendo assim, deixo aqui o convite: seja um líder inclusivo. Essas movimentações, por menores que pareçam, impactam em um contexto maior — primeiro na empresa, depois na sociedade —, uma vez que empoderam minorias do ponto de vista econômico e cultural, exatamente como tem que ser. by Liliane Rocha, CEO e Fundadora da Gestão Kairós

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refresh your mind

política de raiz Num momento no qual mais de 90% da população não se sente representada pelo poder público, grupos da sociedade civil propõem uma nova forma de fazer política. Fomos entender quem compõe esses coletivos, quais suas demandas e como pretendem envolver a população no processo

leia mais sobre o que querem os grupos relacionados nesta matéria no nosso site: meca.love

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fotos: divulgação

Impeachment, compra de silêncio de parlamentares, delação premiada... Acompanhar o atual cenário político do país tem sido mais difícil do que listar os mortos da série Game of Thrones. A dança das cadeiras no Planalto já rendeu memes e o cotidiano de Brasília ganhou comparações com House of Cards, que, sem perder a piada, publicou em seu perfil do Facebook: “Tá difícil competir” — em referência às tramoias indefensáveis praticadas pelo político Frank Underwood, vivido por Kevin Spacey. Se você segue a cobertura, ou cansou de tentar, possivelmente integra os 94% da população que não se sente representada pelos políticos que estão no poder. Os dados são do instituto de pesquisa Ipsos, publicados em meados de agosto. O estudo também aponta que 81% acreditam ser o sistema político, e não um partido específico, a raiz dos problemas, e revela o acirramento de uma questão muito debatida ultimamente: a crise de representação vivida pela democracia brasileira. Seja qual for sua orientação política, as pessoas parecem se unir sob um mesmo desejo: mudança. É ela o principal motor para um movimento organizado por civis que, nos últimos quatro anos, somam forças para viabilizar uma nova política com participação ativa dos cidadaos e mais senso de responsabilidade. Em 2014, o cientista político Ricardo Borges Martins, hoje com 30 anos, já era um desses insatisfeitos, mais especificamente, com a crescente polarização do país. “Existiam diversos coletivos e organizações que incidiam sobre o tema política, mas não tinham visibilidade”, relembra. “Enquanto o centro apodrecia, as bordas floresciam.” Com vontade de evidenciar iniciativas que propunham novas formas de pensar e fazer política, ele e alguns amigos formaram um grupo para criar um espaço de encontro e debate. Nascia assim a Virada Política, que, naquele ano, reuniria no Largo da Batata, em São Paulo, mais de mil pessoas. O evento cresce a cada ano e se encaminha para a quarta edição, a ser realizada em novembro. Lá, ativistas, artistas, pensadores e empreendedores sociais participam, principalmente, de rodas de conversa. “Vemos centenas de experiências de transformação política vindas da sociedade civil que já estão impactando a vi-

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1 e 3 – Primeira e terceira edições da Virada Política, realizadas em 2014 e 2016 2 e 7 – Ricardo B. Martins e Pedro Kelson, integrantes do coletivo Virada Política 4 – Leandro Machado, integrante-fundador do Movimento Agora! 5 – Alessandra Monteiro, integrante do Acredito e dirigente paulista do Rede 6 – Carlota Mingolla, integrante do movimento Bancada Ativista

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metido, e, como já disse, isso pode se materializar em escolhas do cotidiano e nos tipos de acordo que fazemos com nós mesmos e com os outros.” A exemplo disso, ela cita duas alternativas: a ecovila Inkiri Piracanga, na Bahia, que abriga cerca de 200 moradores em um formato de organização comunitária; e o mandato de vereador coletivo, ocupado por cinco pessoas, no município de Alto Paraíso, em Goiás. Segundo ela, a primeira explicita a capacidade das pessoas de criarem modelos econômicos, orientados por valores como o compartilhamento. O outro, ela vê como exemplo de ação que fortalece processos participativos e ajuda a dissolver a ideia de que a política é feita só por lideranças carismáticas.

Plano de ação

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da de muita gente e que, aos poucos, encontram brechas para oxigenar o nosso sistema político institucional”, conta Pedro Kelson, 29, um dos integrantes do coletivo. “Sabemos que uma sociedade civil engajada e cooperativa não garante um melhor sistema político, mas é uma via importante para tal. E é por isso que criamos um espaço de encontro para quem quer fazer algo a esse respeito.”

Experiências de transformação

Criada com o objetivo de eleger ativistas no Poder Legislativo nas eleições de 2016, a Bancada Ativista participou da Virada. O grupo suprapartidário, que atua em múltiplas causas — em especial, na promoção dos direitos humanos —,

conta com cerca de 60 membros, entre eles a ativista Carlota Mingolla, 36. A paulistana vê a demanda por movimentos de renovação ou atualização como fruto do amadurecimento das tecnologias de informação e da cultura de rede. Acredita também que eles tenham sido impulsionados pelas manifestações de 2013 e, principalmente, pela votação na Câmara dos Deputados do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Naquele momento ficou claro o ‘custo’ do distanciamento das esferas institucionais de tomada de decisão”, opina. “As crises de representatividade num sistema apodrecido e letárgico nos obrigaram a perceber que a treta do Facebook não ia nos garantir os saltos que precisamos dar, e começamos a nos perceber como parte da solução.” Carlota sempre se incomodou com a cultura de tratar a política como um setor e o representante político como uma espécie de profissional. “Fazemos política o tempo inteiro, e a entendo como o lugar da convergência, da construção do comum”, argumenta. “Para mim, estar engajado é estar atento, compro-

Reunindo dez grupos de diferentes espectros ideológicos e formas de atuação, o movimento Nova Democracia defende o início de um novo ciclo democrático com maior conexão com a sociedade. Concentra sua atuação na reivindicação de três pontos para uma reforma política diferente da que está em tramitação na Câmara: a viabilização de candidaturas independentes; a democratização interna dos partidos com a realização, entre outras práticas, de prévias para a escolha de candidaturas; e a equidade no financiamento eleitoral. Um dos signatários do manifesto do grupo é o Movimento Acredito, cujo principal objetivo é trabalhar numa mobilização nacional para a renovação do sistema político brasileiro. Um dos desafios propostos é o de ressignificar o que a sociedade civil entende por política, além do espaço em que ela acontece e da maneira como ela serve a população. “Por que é tão difícil participar de uma discussão política? Por que é tão desinteressante se engajar?”, questiona a integrante Alessandra Monteiro, 31. “Porque as pessoas não se identificam. Porque o que está dado para elas é que a política é aquilo que é feito, dentro de um espaço executivo, por um homem velho, branco e corrupto que já ocupa aquele mandato há mais de 20 anos.” Outro ponto ressaltado por ela é o da importância das candidaturas independentes. Comuns em democracias ao redor do mundo, são proibidas pela legislação brasileira. Apesar disso, o partido Rede Sustentabilidade, em que ela Alessandra é dirigente da regional paulista, abriu uma brecha em seu estatuto: é o único a reservar 30% de suas chapas para candidaturas desse perfil. Mais um adepto da Nova Democracia, o Movimento Agora! levanta a bandeira da redução da desigualdade social e quer reaproximar a política da sociedade civil. Pretende basear sua atuação no resultado de um processo de consulta pública para entender as demandas. “Não existe uma ‘nova’ política, existe a política que é a atuação de pessoas servindo sua comunidade em prol do bem comum. Essa é a política desde Platão”, afirma Leandro Machado, um dos fundadores do grupo. “O que o Agora! quer é resgatar essa prática. Hoje, o que temos no Brasil é outra coisa: é caso de polícia, não de política.”

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Engajamento online Conheça quatro iniciativas que podem ajudar a população a entender, fiscalizar e se engajar com o poder público Robô Rosie

Criada pela Operação Serenata de Amor, a ferramenta consegue identificar irregularidades em pedidos de reembolso de deputados federais. serenatadeamor.org

Mudamos

Revolucionando a relação entre eleitores e seus representantes, o aplicativo coleta assinaturas eletrônicas em projetos de lei de iniciativa popular. mudamos.org

Vote na Web

O site apresenta, de forma simples e resumida, os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e convida o público a votar. votenaweb.com.br

Politize!

Portal de educação política, sem vinculação partidária, que explica os processos democráticos de forma fácil e divertida. politize.com.br

Para ficar de olho Mais quatro iniciativas que têm discutido a renovação política tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo Brasil 21

Movimento político, social e cultural que aposta na inovação e na tecnologia para renovar a democracia. É também um instituto que pesquisa e desenvolve projetos de políticas públicas progressistas. @brasil 21

Transparência Partidária

Luta pela democratização dos partidos, exigindo a prestação de contas, o fim da concentração de poder interno e a criação de parâmetros igualitários para a tomada de decisão. @transparenciapartidaria

Wikipolítica MX

Presente em nove estados mexicanos, o movimento sem filiações partidárias quer renovar a democracia promovendo o maior envolvimento da população nos processos políticos e o uso da tecnologia. @wikipoliticamx

En Marche!

Responsável por eleger o novo presidente da França, Emmanuel Macron, o movimento-partido quer engajar a sociedade civil a participar ativamente da política; por isso, boa parte de seus candidatos vem de fora da política tradicional. @enmarchefr


O.V.N.E. — onda virtual da nova era

O stylist e produtor “mineiroca” conta sobre sua jornada pessoal ao Havaí, para onde partiu em busca de autoconhecimento, vida simples e (re)conexão profunda com a natureza

“Descobri que a raiz do meu sofrimento era o apego. Agora, sucesso para mim é bem-estar e tranquilidade”

José Camarano sempre viveu a mil por hora: aos 17 anos, no final da década de 1990, foi de Minas ao Rio para trabalhar no Mercado Mundo Mix, onde vendia peças excedentes da extinta camisaria do seu pai. Nessa época começou a tocar como DJ e a estudar publicidade (curso que veio a abandonar mais tarde). Aos 20, era stylist. Foi consultor da Ausländer para desfiles, campanhas e festas e, em paralelo, criou o canal de YouTube Gema TV, com o qual concorreu a prêmios como o Young Fashion Entrepreneur, do British Council. Há seis anos, porém, despontou a necessidade de desacelerar: “A coisa foi ficando maior do que eu poderia gerir psicologicamente. Minha vida pessoal ficava cada vez mais embolada com a profissional. Minhas viagens de férias eram viagens de pesquisa; eu não me desconectava”. O processo começou com pequenas mudanças de rotina e alimentação até culminar no ano passado, quando, após uma temporada de três anos em Nova York, Camarano decidiu partir para novas aventuras. A princípio, tinha em mente a Califórnia, mas, ao puxar o mapa, trouxe para o meio da tela o Havaí. Com a ajuda do universo, descobriu o WWOOF, uma rede mundial de fazendas orgânicas que recebe viajantes dispostos a trabalhar, oferecendo em troca conhecimento, hospedagem e alimenta-

Reset Iniciativas que convidam à reflexão Gaia Tree

Imerso na natureza peruana, esse centro de bem-estar tem abordagem xamânica. gaiatree. center

O Lugar

ção. Foi assim que entrou em contato com o Dragonfly Ranch, um healing art center na Big Island. Lá, entre a prática de rituais e meditação diária, o stylist recebeu insights de uma vida toda e pôde soltar muito do que ainda lhe prendia. “Descobri que a raiz do meu sofrimento era o apego. Tinha medo de não trabalhar tanto, de não ter uma agenda agitada e, então, não me sentir bem-sucedido. Agora, sucesso para mim é bem -estar, tranquilidade, qualidade de vida.” A solidão era outra preocupação.

“Sempre tive muita gente perto de mim. Ainda amo meus amigos, mas perdi a conexão com a vida noturna e abri caminho para outras atividades. É doído mudar, aceitar uma nova fase, e até chegar do outro lado, você fica numa espécie de limbo, sem saber se vai para a frente ou para trás. Mas na vida não existe andar para trás.” Enfim, a reflexão que fica é: mais importante do que largar tudo para viajar é ter tempo para si, para olhar a própria vida à distância e se (re)energizar.

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Espaço online em que as pessoas são convidadas a repensar sobre temas como a felicidade e relacionamentos. olugar.org

Damanhur

Na região montanhosa de Piedmont, na Itália, há uma comunidade que promove a autoanálise profunda por meio de arte, cultura e diálogo. damanhur.org

Triz é a voz da canção

Nem rapper, nem MC, nem homem, nem mulher.

Quando falamos de gênero, ainda há confusão... Gênero é como você se sente, se expressa, se enxerga de dentro para fora. Se você tem seios, pênis, vagina, nada disso tem a ver com gênero. Biologia é carcaça, você passa o bisturi e modifica. Mas a sua cabeça ninguém pode modificar. Como foi se descobrir não binária? Tive a sorte de nunca ter sofrido nenhuma violência, de ter uma família que me aceita e respeita. Mas estudar e me engajar no assunto foi essencial para que ninguém jamais me humilhasse ou montasse em cima de mim. A que credita seu sucesso? Ao amor que sinto por mim. Depois que descobri meu gênero e soube que era bom não ser igual à maioria, me tornei alguém orgulhose de si. Quero ter inspiração, fazer história, deixar tudo fluir sem fazer muitos planos e ter fé na minha arte.

A Onda Virtual da Nova Era é a plataforma de conteúdo da Ahlma. Dividimos histórias pautadas por tudo aquilo que acreditamos para o futuro — u   m novo você, um novo nós, um novo mundo. Leia mais em ahlma.cc/ovne

fotos: acervo pessoal

josé camarano: back to basic


cool people behind cool projects

here comes your woman

foto: mari caldas

Fabiana Batistela trouxe o Pixies ao Brasil pela primeira vez e criou a maior feira de negócios da música do país — para ela, se não for para correr riscos, melhor nem tentar Aos 9 anos, Fabiana Batistela fez a mãe comprar o seu primeiro álbum: “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, do Ultraje a Rigor. Não parou mais. A coleção ainda aumenta, mas, hoje, ela agradece às plataformas de streaming por ajudarem-na a economizar — dinheiro e espaço na estante dos vinis. Na adolescência, a música já guiava as escolhas da idealizadora da maior convenção de música da América do Sul, a Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Mas foi aos 16, depois de uma viagem de intercâm-

bio à Inglaterra, que o seu rumo ficou mais claro. “Fui com a desculpa de aprender o ‘Queen’s English’ quando o que queria mesmo era ouvir Blur e Suede. Era o auge do britpop. Voltei com a mala cheia de singles e a certeza de que queria trabalhar com música”, lembra. Fez a lista de profissões que permitiriam tomar esse caminho e optou por publicidade. Passou pela extinta (e ressuscitada) revista BIS, concebeu festivais e, ao 25, da casa dos pais, criou a Inker, misto de produtora, assessoria e agência que viria a trazer o Pixies pela primeira vez

ao país num contexto em que era preciso provar que não vivíamos na selva. Quinze anos depois, ela observa um cenário completamente diferente. A começar pela imagem do Brasil, que mudou no exterior, ajudando o país a se tornar rota de bandas internacionais. Somado a isso está o surgimento de festivais e iniciativas que fortalecem um mercado em recuperação após o enfraquecimento da indústria fonográfica, como a própria SIM São Paulo. A feira de negócios da música chega à quinta edição em dezembro crescendo

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“mais um pouquinho”. Estão previstos 27 showcases e mais de 80 shows, além de, no mínimo, 50 painéis — contra 38 do ano passado. Entre os principais atrativos, os encontros movimentam o setor à medida que favorecem a criação de parcerias e apoiam o lançamento de projetos como o Womens Music Event. E os planos para o futuro são grandes. A ideia é que a SIM fale de cinema, videogame, música instrumental, clássica e até de massa. Tudo sob o ponto de vista da música, claro. E dá medo? “Dá. Nunca trabalhei numa empresa onde aprendi tudo e resolvi fazer meu negócio. Essa história começou no meu quarto. Sem investimento. Fiquei sem salário por uns três anos, até a empresa girar”, lembra. “Caí muitas vezes pelo caminho. Mas, nessa área, se você não quer correr o risco de perder tudo, nem entre no jogo.”


True Characters

Budweiser

fresh prince of bahia

Ju Romano,

autora do blog que leva o nome e todo o estilo dela para a rede.

Na estreia solo, Giovani Cidreira embala tudo o que já foi importante para a sua trajetória, de Zezé Di Camargo a Renato Russo — e tira uma onda, a vida já é séria demais

música –

Embora Giovani Cidreira seja mais ligado a compositores dos anos 1970, é a década seguinte que ele invoca em seu primeiro trabalho solo, “Japanese Food” — do look à la Fresh Prince of Bel-Air aos tecladinhos de “Vai Chover”. “Tudo é exagerado e futurista e brega nessa época. Eu adoro o climate romântico desesperado. E tem um humor. Não sei se é a década que mais me pega. O que rolou é que, enquanto gravava o ‘Japanese’, eu ouvi muito Madonna e Prince e, sem perceber, eles foram para o disco”, conta o músico baiano. O álbum também carrega uma melancolia insistente, como o céu branco num dia de inverno — não à toa ele é bom de ouvir para curtir uma fossinha. As letras falam de relações, partidas, autocrítica e coisas que deixam Giovani triste eventualmente, como num diário musicado. O tom, segundo o cantor, tem a ver com o fato de ele ter crescido ao som de Roberto Carlos e duplas sertanejas — o que também o ajudou a se tornar um romântico tímido que se apaixona todos os dias e tem saudade de muitas coisas, até do que não viveu. Os shows, porém, são leves. No único momento em que ele se sente realmente confortável, tira sarro de todo o drama envolvido e deixa a voz delicada tomar conta. “Gosto de debochar de mim mesmo e de tudo. As contas, os muros, a grana... A vida já é muito dura e a gente já se leva a sério demais. No palco não, meu amor”, diz.

[A]

Por que o seu corpo é um bom lugar para estar? Porque cada pedacinho dele diz muito sobre a minha história. É o único dessa espécie. E eu me sinto confortável nele.

aconchego indie no centro bar –

Mandíbula se mantém relevante na noite com trilha roqueira e agenda de festas Já faz mais de dois anos que o Mandíbula chegou para conquistar espaço cativo na noite paulistana com sua oferta de drinques, cerveja gelada e agenda de festas variada. Misto de bar, café e loja de vinil dentro da Galeria Metrópole, um dos pontos altos do endereço é a trilha sonora que privilegia vertentes do rock e, invariavelmente, coloca o público para dançar numa pista improvisada em frente ao balcão. Se quiser

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reunir uma galerinha para conversar é preciso chegar cedo. Não é possível fazer reserva, já que a única mesa grande é coletiva, e a galeria não libera a entrada de ninguém após as 22h — embora a festa continue até o início da madrugada para quem está do lado de dentro. No quesito agenda, um dos acertos mais recentes da casa foi a chegada da festa Garotas no Poder. Idealizado pela produtora cultural Camila

Mazzini, o evento é um desdobramento de um grupo do Facebook (também criado por ela) que propõe a divulgação de vagas para aumentar o número de mulheres no mercado. O encontro reúne discotecagem, shows, exposições e, eventualmente, alguma outra ação, como live painting. Estando por lá no início da tarde, dê um pulo na livraria Tapera Taperá, sua vizinha cult. Pça. Dom José Gaspar, 106.

Sua imagem é poderosa. Sente peso nisso? Recebo muitas mensagens de meninas, até de outros países. É incrível poder mudar uma vida da qual você nem chegou perto. Fico feliz demais. Claro que sinto uma responsabilidade. Mas gosto que olhem para mim e percebam que uma menina gorda faz tudo. O que você não muda por ninguém? O meu corpo. Eu escolho como me visto, como me porto, quantos quilos eu peso. O corpo é meu.

Assim como a cerveja, que há mais de um século tem sua receita inalterada, a Bud acredita em pessoas autênticas, genuínas e que fazem as coisas do seu próprio jeito. Alguns desses exemplos estão nesta página!

fotos: DIVULGAÇÃO; [a] Carol Rahal

o músico BRINCA que seu próximo trabalho podia ter algo do newmetal dos anos 2000

Onde garimpa peças para compor esses looks “bafo”? Gosto de ter peças-chave no meu acervo. Não compro nada em loja de luxo. Ganho muita coisa e curto mesmo lojinha, Ali Express, 25 de Março. Achado e barato, sabe?


MINIMECA

um evento por mês

turn the music on

Sempre no primeiro sábado do mês, com entrada gratuita, o MiniMECA reúne shows, DJ sets, market e uma experiência que explora áreas como moda, arte e conhecimento, no MECASpot (Rua Artur de Azevedo, 499, Pinheiros). Ainda voltando à vida real pós-MECAInhotim, o encontro de agosto foi intimista, com cara de festa em casa, do jeitinho que a gente gosta. O destaque ficou para o bem-humorado Giovani Cidreira, que tocou o recém-lançado “Japanese Food” no deck.

by Mary G. — Quando vai dançar, a paulistana fã de música negra prioriza festas a baladas, bem no clima do que fez por aqui.

rico suave bossa nova – J Dilla

“Sempre toco. Ele foi um dos primeiros produtores a trazer música brasileira para os beats de hip-hop.”

The Story of O.J. – Jay-Z “A letra traz uma crítica social bem forte — além de ter sample da Nina Simone, outra artista que gosto e toco bastante.”

Watermelon Man – Jesse Fischer, Sly5thAve

“Edição moderna do grande clássico de Herbie Hancock, um dos mestres do jazz.”

Funkorama – Eddie Harris

“Clássico do funk anos 1970. Gosto de ter um representante do gênero na lista.”

Quer Queira, Quer Não Queira – Tim Maia

fotos: Carol Rahal

“Faixa do melhor álbum dele, ‘Racional’.”

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family & friends 1

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OUTRAS PALAVRAS 1. Luiza Dias, designer de joias — “Queria experimentar ser homem por um dia, de preferência o Louis Garrel, com todo aquele charme blasé.”

2. Ricardo Moreno, jornalista e idealizador do The Summer Hunter — “Fui crítico de música erudita sem conhecer um oboé; de arquitetura sem saber o que era um pilotis. Hoje trabalho com o que sei: hedonismo e vagabundagem.” 3. Jean Philippe Rosier,

sócio da Perestroika — “Nos últimos tempos tenho estudado a criatividade, e aprendi que ter boas ideias não é um dom, mas uma habilidade.”

4. Dedé Bevilaqua,

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fotos: DIVULGAÇÃO; [a] diogo narita; [b] Eduardo Zappia; [c] Denise Andrade

estilista e fundadora da basico.com — “O básico para ter sucesso é entrar em contato com o que há de mais verdadeiro em todos os sentidos.”


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Para quem ama música, selecionamos os lugares mais legais para dançar, ouvir um novo som ou aprender sobre o assunto casa de francisca – No palacete de 1910 onde funcionou a primeira loja de instrumentos de São Paulo acontecem os shows mais intimistas da cidade. Criteriosa, a curadoria prioriza a cena independente nacional. R. Quintino Bocaiúva, 22.

o lourdes – Alocado no primeiro piso de um prédio, o bar-balada criado por galeristas lembra uma sala das antigas, com papel de parede e sofá aveludado. Por lá, chamam atenção as festas eletrônicas, como a Düsk. R. da Consolação, 247.

Krokodille pop – Indicação dos nossos amigos músicos, essa loja especializada tem guitarras, teclados, pratos, pedais ou o instrumento que você precisar — seja ele novo ou usado. E ainda é do ladinho do MECASpot. R. Cristiano Viana, 537.

Espaço Cult – Para quem quer aprender mais sobre a primeira arte, a escola livre da Vila Madalena oferece, duas vezes por ano, o curso Ecossistema da Música, ministrado pelo jornalista Alexandre Matias. R. Aspicuelta, 99.

Locomotiva discos – Parada obrigatória para fãs de música. Nos racks dessa pequena loja na Galeria Nova Barão é possível encontrar raridades, clássicos e lançamentos em CD ou vinil. MPB e indie rock são o foco. R. Barão de Itapetininga, 37.

korova – Nessa loja, por R$ 89, você cria a camiseta de banda que sempre quis, mas nunca encontrou. Se não for do tipo criativo, pode escolher entre as dezenas de opções do catálogo. A peça fica pronta em 10 minutos. R. Augusta, 2.465.

Desculpe a poeira – O sebo mais hype de Pinheiros é tocado pelo jornalista Ricardo Lombardi, que faz uma seleção de livros teóricos, biográficos e até mesmo ficcionais em que a música é protagonista. R. Sebastião Velho, 28a.

breve – Fruto de uma parceria entre os criadores da extinta Neu Club com os sócios do selo Balaclava Records, a casa de shows é o lugar para ver o melhor da cena indie nacional e, ocasionalmente, gringa também. R. Clélia, 470.

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Produzimos os eventos que a gente gostaria de ir. Geramos o conteĂşdo que a gente gostaria de consumir. ConstruĂ­mos os lugares que a gente gostaria de frequentar. Criamos os produtos que a gente gostaria de comprar. Investimos nos negĂłcios que a gente gostaria de participar. Aproximamos as pessoas com quem a gente gostaria de conviver. Conectamos as marcas que a gente gostaria de trabalhar. Simples assim. Shaping the culture of a new generation, since 2011


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MECAJournal 14_setembro by @mecalovemeca - Issuu