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FamĂ­lia e Dinheiro


FAMÍLIA E DINHEIRO


O Programa Serasa Experian de Educação Financeira – Sonhos Reais – é uma iniciativa que alia o conhecimento em crédito da empresa à atuação de sua equipe de profissionais voluntários. Dirigida a pais, professores, funcionários e alunos da rede pública de ensino da cidade de São Paulo, essa ação tem como objetivo, em última instância, educar as crianças, contribuindo para a formação de uma geração mais consciente de suas possibilidades e mais capacitada para tirar proveito das oportunidades que os ganhos com o trabalho propiciam. Aproveite todas as informações que você irá receber, elas são

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Serasa Experian e Educação Financeira

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um aprendizado valioso a ser compartilhado com sua família e seus amigos.

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Faça parte dessa iniciativa pioneira e de uma nova geração de brasileiros que terão a oportunidade de descobrir que lidar bem com dinheiro é bom para todos. Boa leitura!


1 - Seis Dicas para Conversar sobre Dinheiro com seu Amor

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2 - Os Oito Passos Essenciais a serem Ensinados aos Filhos

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3 - Como Explicar o que é Caro e o que é Barato para a Criança?

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4 - Como Ensinar meu Filho a Esperar para Comprar?

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Sumário

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Introdução

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Que dinheiro é sinônimo de liberdade a gente descobre assim que recebe o primeiro salário na vida. Difícil é conciliar essa liberdade com o amor ou, o que é ainda mais complicado, com o casamento. Isso porque viver a dois significa ter objetivos em comum. Para que os projetos do casal virem realidade, é preciso aprender a administrar as finanças juntos. Em que ponto estão nossas finanças e aonde pretendemos chegar? Como vamos organizar nossas despesas e receitas de modo a chegar aonde queremos? Aquela pessoa por quem você se apaixonou tem uma visão própria sobre o dinheiro, que pode ser completamente diferente da sua. Um poupa, outro gasta. Um adora a


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caderneta de poupança, o outro não vê problema em detonar o cartão de crédito. Lidar com essas diferenças faz parte da relação. O fato de elas existirem não condena o casamento ao divórcio. Afinal, antes de tudo, para manter um casamento é preciso saber ceder e negociar as diferenças, num clima de cumplicidade.


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Seis Dicas para Conversar sobre Dinheiro com seu Amor

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1º Reconheça o problema

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Ninguém nasce sabendo lidar com dinheiro. No casamento, o problema financeiro não é meu, nem é seu; o problema é nosso. O modo como cada um de nós lida com dinheiro foi construído até por volta dos seis anos de idade. Por isso, é importante fazer um esforço sincero para identificar os nossos padrões de identidade em relação ao dinheiro e aceitar os padrões do outro.


A gente tende a tratar de dinheiro sempre em lugares e horas impróprias. O lugar e a hora devem ser seguros, física e emocionalmente, para ambos. Por exemplo, quando as crianças estiverem dormindo. Ou quem sabe fora de casa, durante uma caminhada. Nunca na cama. E jamais acompanhado de álcool. O momento deve ser bem específico. A conversa precisa ter hora para começar e para acabar. O lugar deve favorecer a harmonia, um lugar em que seu companheiro perceba que será tratado com compreensão. Devem-se evitar julgamentos, críticas e acusações. 3º Comece com “eu” Começar a conversa usando “você” deixa o outro amedrontado. É como se a gente estivesse acusando, fazendo com que o outro fique desconfiado e reaja à

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2º Escolha lugar e hora certa

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conversa como se fosse uma declaração de guerra. Frases iniciadas com “eu” traduzem uma intenção diferente. Tente falar de seu próprio estado de espírito, sem fazer julgamentos sobre o outro.

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Cuidado com as frases acusadoras, disfarçadas, do tipo:

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“Eu me sinto frustrada porque você é desorganizado e nunca se lembra de pagar nada em dia”, ou então “eu acho que você é irresponsável com dinheiro”. “Eu me sinto frustrada em relação a nossa vida financeira”, é completamente diferente e abre as portas para o entendimento entre o casal


Dinheiro é um desses assuntos que parecem ímã. Você começa falando dele e, quando dá pela coisa, está longe do assunto, falando quase sempre num tom emocional demais sobre uma porção de coisas que não tem nada a ver com o tema. Exemplo: a gente começa a falar sobre os gastos excessivos do esposo ou da esposa e acaba provocando o outro sobre o fato de ter engordado. Se vai falar sobre gastos, fale sobre gastos. Se vai falar sobre a necessidade de criar receitas, idem. Se vai falar sobre criarem uma poupança, o assunto é poupança. Melhor ir devagarzinho, um problema de cada vez, do que correr o risco de ser engolido pelo assunto. Dessa maneira, vão-se fazendo pequenos progressos, e a confiança para outros papos financeiros vai sendo criada.

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4º Não fuja do assunto

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5º Ouça Quase nunca a gente realmente ouve o que o companheiro está dizendo. Quando se trata de casais e dinheiro, saber ouvir é muito mais importante que falar. A maioria de nós reinterpreta o que o outro está dizendo. E, de modo geral, reinterpreta como se tudo não passasse de crítica, de ameaça à nossa competência, liberdade e noção de valor.

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6º Defina as mudanças que você quer fazer É claro que conversas desse tipo só fazem sentido se o casal pretende chegar a algum objetivo, e não apenas criar um clima e provocar o companheiro. Declare a mudança que você quer fazer, em termos específicos. Em seguida, cite algo que acontecerá se a mudança não ocorrer.


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Exemplo: Eu gostaria que a gente mantivesse o controle dos nossos gastos, anotando nossas despesas e reservando semanalmente meia hora para conferir os cheques e verificar o saldo. Se a gente não fizer isso, eu vou continuar frustrado, você vai continuar na defensiva e nós nunca vamos conseguir organizar a nossa vida financeira. O que é que você acha?

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Os Oito Passos Essenciais a Serem Ensinados aos Filhos Ensinar a lidar com as finanças, demonstrando a relação que existe entre trabalho e dinheiro, é dos aspectos mais importantes a serem perseguidos na educação de nossos filhos. É uma das melhores coisas que podemos fazer pelo futuro deles. 1 - Apresente a seus filhos as moedas e cédulas. Ensine-lhes a melhor maneira


2 - Mostre que você realmente respeita o dinheiro. Cada vez que você se preocupa em recolher do chão uma pequena moeda – por menor que seja o valor – está ensinando a seus filhos que eles devem ser cuidadosos mesmo com pequenas quantias. O mesmo raciocínio vale para a hora do troco. Quando você confere se a quantia está correta, em vez de colocá-la direto na carteira, está ensinando seus filhos a permanecerem atentos em relação às finanças. 3 - Desde cedo, estimule seus filhos a fazerem escolhas financeiras. Em muitas famílias, a mesada não é utilizada apropriadamente e funciona

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de conservá-las. Mostre os detalhes de identificação e instrumentos de segurança utilizados para dificultar as falsificações.

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apenas como uma transferência sem compromisso de recursos dos pais para os filhos. Ensinar a elaborar um orçamento, considerando as necessidades de gastos, vai preparálos para se organizarem em relação ao dinheiro que recebem.

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4 - Provoque seus filhos a perceberem que dinheiro não existe apenas para gastar. Incentive-os a estabelecer metas para uma pequena poupança. Com o tempo eles perceberão que ser capaz de cumpri-las é tão prazeroso quanto consumir. 5 - Certifique-se de que seus filhos compreendem a relação que existe entre o trabalho e as finanças. Sobretudo, preocupe-se em reforçar que a ética deve estar sempre envolvida no ganho e no uso do dinheiro.


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6 - No momento apropriado, encoraje seus filhos a iniciarem algum tipo de experiência profissional. Não importa se abrindo um pequeno negócio, ou se envolvidos num estágio, atividades como essas vão levá-los a perceber, na prática, o valor do dinheiro.

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7 - Não se esqueça de que dinheiro não pode ser a coisa mais importante na vida de seus filhos. Mas esteja atento, também, ao fato de que, se não aprenderem a lidar adequadamente com o assunto, as confusões financeiras da vida adulta vão deixá-los sem energia e tempo para dedicar-se aos sentimentos e valores, que são, esses sim, muito mais importantes que dinheiro. 8 - Finalmente, não se esqueça de que, como em qualquer processo de educação, ensinar os filhos a lidar com dinheiro exige consistência, repetição e perspectiva de longo prazo.


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Como Explicar o Conceito de Caro e Barato para a Criança? Caro e barato são conceitos complexos. O que é caro para uma pessoa pode não ser para outra. Mas, ao apresentar as palavras “caro” e “barato” para crianças com menos de seis anos, tudo o que se pretende é deixar “escapulir” a existência das frases “como isto está caro!” ou “isto está bem barato!”. E basta.


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Rapidamente, a criança fará uso dessas duas expressões. Não faltará chance para que ela tome a iniciativa de lhe perguntar, antes de decidir pela compra: “E isso? É caro ou barato?”.

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Depois dos seis anos, será hora de convocar os filhos a descobrir a variação de preços de loja para loja. Não importa quanto dinheiro você tenha, nem quão pouco custe o objeto em questão, o foco aqui é a educação dos filhos. No início da adolescência, à cotação pura e simples deve somar-se a análise do material. Em relação às roupas, é caso de se ensinar a perceber se o tecido é resistente e de boa qualidade, se o acabamento é bem-feito, se eventuais ajustes serão necessários etc. Em qualquer uma das fases, a intenção de apresentar caro-barato é levar os filhos a perceberem que o dinheiro deve ser gasto com ponderação, e não por impulso.


Como Ensinar meu Filho a Esperar para Comprar? É da natureza humana pretender que os desejos e necessidades sejam satisfeitos tão logo se apresentem. Aprender a suportar as esperas é fruto de um processo de construção permanente. Não por acaso, uma pessoa madura financeiramente é alguém capaz de adiar os desejos em função de benefícios no futuro. O exemplo dos

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pais nesse processo é fundamental. Se você souber esperar, seu filho também saberá.

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Além disso, os pais não devem ter receio de deixar os filhos esperarem para conseguir o que querem. Devem determinar as datas em que os filhos serão presenteados. Se a criança é ainda muito pequena, não tem perfeita compreensão da passagem do tempo; assim, será de grande ajuda providenciar um calendário – de tamanho grande o bastante para que ela mesma possa assinalar quantos dias faltam para o grande momento. Deixe seu filho fazer planos, por meses, que seja, sobre o que irá pedir no aniversário. Não importa que a cada semana ele mude de ideia sobre o presente escolhido; as modificações no roteiro são parte da diversão nesse processo. É importante também estabelecer


Levar os filhos a se acostumarem a esperar para conseguir o que desejam evitará que, mais tarde, eles se tornem vítimas do cheque especial e do cartão de crédito. Mas, principalmente, vai torná-los adultos capazes de conviver com os limites da vida em sociedade, por compreender que ninguém tem tudo o que quer, na hora que bem entende.

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marcas de tempo associadas ao consumo. Um exemplo é autorizar a ingestão de refrigerantes apenas nos finais de semana.

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Este material é parte integrante do Programa Serasa Experian de Educação Financeira– SonhosReais. Os módulos que compõem o programa são:

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Ÿ Gerenciamento de Dívidas: Maneje com Cuidado. Ÿ Orçamento: Use o Dinheiro com Sabedoria. Ÿ Poupar: Você Consegue! Ÿ Negociações Financeiras: Comunique-se com Confiança. Ÿ Serviços Bancários: Conheça suas Opções. Ÿ Família e dinheiro Para saber mais: educacaofinanceira@br.experian.com 55 11 2847 9084 serasaexperian.com.br



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