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Livreto - Paulo - Adventista

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BREVE HISTÓRICO DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA DE MARÍLIA

No final do século XIX chegaram na América Latina os primeiros missionários adventistas os quais enfrentaram diversos tipos de oposição, de tal modo que foi um trabalho muito árduo. Em 1906, o território da União Sul-Americana foi organizado, e com ele foi criada a Missão São Paulo, que em virtude do significativo crescimento do número de conversos ao adventismo, em 1922 foi elevada à categoria de Associação, recebendo o nome de Associação Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Com um colégio organizado em Santo Amaro em 1915, próximo a capital paulista, a igreja implantou o primeiro curso de Teologia em 1922, o qual passou a formar novos quadros que assumiram o desafio de continuar a obra dos primeiros missionários vindos dos EUA. Esse também foi o período que começaram a chegar ao Brasil os primeiros imigrantes japoneses, e o jovem Tossaku Kanada, nascido em 17/03/1912 na Província da Okayamaken, região Oeste do Japão, aportou na cidade de Santos em 1931, contando com 19 anos de idade. Com a finalidade de aprender a língua portuguesa ingressou no Colégio Adventista em Santo Amaro, e após compreender a mensagem adventista, foi batizado pelo pastor Rodolpho Belz em 1932. Decidiu fazer o curso Teológico na mesma instituição e assim em 1935 se tornou o primeiro japonês a se tornar um pastor adventista no Brasil, vindo a casar-se com Helena Krieger em 1937. Durante os anos de 1910 a 1920 em virtude da expansão cafeeira em São Paulo e também devido a construção da estrada de ferro da Companhia Paulista, que surgiu a cidade de Marília, fundada em 1928. O crescimento rápido foi devido a um forte movimento de imigrantes, dentre eles japoneses, sírio-libaneses, italianos, portugueses, espanhóis, dentre outros, assim como brasileiros nascidos em outras cidades e estados, a tal ponto que em 1940 contava com 22.000 habitantes. Dentre esses, figuraram duas famílias adventistas oriundas de Ibitinga. Esse foi o contexto que antecedeu a fundação da primeira Igreja Adventista na cidade de Marília.


“Durante os anos de 1930 e 1931 a primeira escola sabatina contava com apenas cinco membros”, ficando o grupinho bem reduzido nos anos de 1933 a 1935, quando o evangelista Carmo Naufal mudou-se para Marília e dirigiu uma série de conferências, mas tendo sido transferido muito cedo, o trabalho não foi promissor. (RA, junho, 1940:13) A Associação Paulista designou em 1938 designou o pastor Tossaku Kanada para assumir o trabalho em Marília, e assim quando ele chegou encontrou “pouco mais de 20 pessoas matriculadas na Escola Sabatina, contando com as crianças. As reuniões eram realizadas numa casa de tábua”, que ficava na rua 15 de novembro. (RA, abril, 1975:29)

Josefa Martins da Silva havia sido batizada na Igreja Adventista em 1924, em Ibitinga, e se casado com José Martins, e foi uma das famílias fundadoras do pequeno grupo de adventistas, embora o marido de Josefa viesse a ser batizado somente anos depois. Desse casal nasceu Jacira (1927), Jessé, Jeny, Juracy (1935) e, o caçula, Jurandir, que veio a falecer ainda criança. Outra senhora ativa no grupo era Patrossinia de Carvalho, irmã de José Martins, batizada aos 17 anos em Ibitinga. Por fim, havia um casal de adventistas em Gália que vinha se reunir em Marília, José Augusto de Carvalho, irmão de Josefa Martins, que era casado com Maria Carmem de Carvalho. Da união desse casal nasceu a filha Carmelita (1932), Clarice, Clóvis, Cacilda (1939), Cláudio, Creuza e Cleunice.

Assim, no dia 3 de junho de 1939 “abriam-se com emoção e entusiasmo as portas para as conferências no centro da cidade. Com o salão, a princípio sempre lotado, desenrolou-se todo curso natural das conferências”, quando após foram batizadas algumas pessoas. No “dia 23 de outubro do mesmo ano iniciou-se, sob a alegria de todos e gestos de louvor a Deus, a construção do futuro templo.” A 16 de março de 1940, “sábado de inesquecíveis reminiscências, a bela metrópole da Nova Paulista assistia à inauguração da igreja que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus.” (RA, junho, 1940:13 e 14)


O pastor R. Belz, então presidente da Associação Paulista pronunciou o sermão inaugural, enquanto o pastor J. L. Brown, que o acompanhava dirigiu o culto sábado de manhã e antes de encerrar o serviço religioso, “deu-se oportunidade aos que não fazem parte da igreja adventista para virem à frente, manifestando assim seu desejo de se entregarem ao Senhor. Trinta preciosas almas atenderam ao convite. A maioria eram membros da classe batismal, tornando-se assim manifesto o resultado do eficaz trabalho missionário feito pelo irmão Kanada e seus fiéis auxiliares, os membros leigos. [...] Essa pequena convenção teve início sexta-feira à tarde, findando domingo à noite, com um sermão sobre o nosso progresso missionário mundial. A igreja não conteve todos os ouvintes. Cerca de sessenta pessoas ficaram de pé nos corredores e à entrada. Agradecemos ao Senhor pelo lindo templo e o progresso feito em Marília, mas esperamos ver ainda maior desenvolvimento ali.” (RA, setembro, 1940:9)

O pastor Tossaku Kanada dirigiu um agradecimento especial aos membros da igreja que com “sacrifícios inauditos” contribuíram com muito esforço na tarefa de construção, assim como ao apoio da Associação Paulista e irmãos de igrejas vizinhas, bem como aos “habitantes de Marília” que vendo a disposição de cada membro auxiliaram de forma bondosa. Deve ser dito que até 1941 o pastor Kanada ainda não havia sido ordenado ao ministério, de tal forma que muitas pessoas que aceitaram o adventismo foram batizadas por pastores que estavam ordenados na época. Em 1942 recebeu novos desafios para realizar conferência em Tupã e Lins.

Apesar de organizada a igreja em Marília desde então, os livros de Atas das Reuniões de Comissões de 1940-1982 se perderam, de tal maneira que não identificamos alguns pastores que estiveram presentes na história da igreja nesses anos iniciais. Também deve ser dito que a região de um distrito nesse período era muito extenso, por exemplo, em 1970 o pastor Ruy Câmara informou que “O distrito de Marília abrange de Gália a Osvaldo Cruz (180 quilômetros de uma à outra cidade), contando com Garça, Tupã e Bastos”. (RA, janeiro, 1971:24). Pode-se assim imaginar o tamanho do campo nos anos anteriores!!!


Em conversa com a irmã Cacilda, ela relembra que o pastor Ludgero Reinert, que esteve no distrito por volta dos anos de 1960, visitava os irmãos da igreja usando como meio de transporte uma bicicleta, e que ao deixar a cidade para visitar as outras igrejas do campo, deixava a bicicleta na estação ferroviária e partia, retornando 15 dias depois. E em suas orações pedia que ao chegar a Marília sua bicicleta estivesse no mesmo lugar que deixara.

Certo é que a igreja foi se desenvolvendo em vários campos de atuação, como o educacional, instalando a primeira Escola Adventista. Sua data de fundação não foi guardada na memória daqueles que participaram, mas segundo Cacilda de Carvalho Messias, que ingressou na escola em 1946, a mesma já existia.

Escola Adventista de Marília – Anos 1940

LEGENDA: Direita: Prof. Antonio d’Assis Bronze – Esquerda: Prof.ª Judite Ferraz Ao lado da Prof.ª Ferraz, segunda fileira de baixo para cima, a oitava menina é Cacilda de Carvalho. Acima do Prof. Bronze, segundo aluno da direita para a esquerda, Ederval Quintino de Souza.


O fato é que um dos primeiros professores da Escola Adventista de Marília foi Antonio d’Assis Bronze, que se tornou adventista em 1926, vindo a se casar com Aurora Pinto, com quem teve o único filho Jesus Nazaré Bronze, que veio a ser um dos pastores de Marília no início dos anos de 1950. O professor Assis Bronze, como a memória de alguns lembra, foi fundador da escola Adventista de Presidente Prudente e trouxe sua experiência para Marília ao lado da professora Judite Ferraz. Ela ministrava aulas para os alunos da 1ª e 2ª série, o professor Assis para os alunos que estavam na 3ª e 4ª, lembrando que nessa época era comum o uso de uma sala para ambas as turmas, razão pela qual foi possível estabelecer a escola nas salas que ficavam abaixo do prédio da igreja, como podemos observar pela imagem acima. Escola Adventista de Marília – Anos 1960

Legenda: Da direita para a esquerda, primeira fileira o estudante Pedro Roberto de Oliveira.

Por essa escola passaram muitos estudantes que não pertenciam a Igreja Adventista, de maneira que procurou atender a um público amplo da cidade. Na memória de uma de suas alunas, Creuza Carvalho nos contou que se recorda com


muito carinho da professora Lia, assim como o hino ensinado pelo professor Assis Bronze, Muito Além do Sol. Com o passar dos anos, a Escola Adventista de Marília não conseguiu se sustentar e expandir, de maneira que houve uma queda do número de alunos, vindo a encerrar suas atividades por volta do ano de 1978/79, relembra Cacilda Carvalho, que ao se casar com Jaime Messias dos Santos tiveram uma filha, Débora, que cursara o Normal e havia se tornado uma das professoras da escola na época. Muitos anos depois a Escola Adventista voltou a funcionar em novas instalações, mas também não resistiu a diversos problemas que levaram ao seu fechamento pela segunda vez. Com um projeto arrojado para a cidade de Marília, a Associação Paulista Oeste durante a presidência do pastor Acílio Alves, e a União Central das Igrejas apresentaram a proposta de construção de uma nova escola aos membros das igrejas e dos pastores distritais, Eliezer Martins Ferreira, que aceitaram o desafio de participar na construção por meio de suas doações. Assim, os adventistas inauguraram em 21 de outubro de 2018 a atual Escola Adventista, vinculada a Rede de Escolas Adventistas no Brasil que continuará a cumprir o papel de disseminar a educação e os valores cristãos. Escola Adventista de Marília – Anos 2020


Com relação a construção do primeiro prédio que abrigou a Igreja Adventista de Marília, deve ser contada uma curiosidade que obrigou por muitos anos os batismos serem realizados em outras localidades. O fato é que a igreja não tinha um tanque batismal, e diante disso, muitas cerimônias de batismos foram realizadas em outras igrejas do distrito, como Garça e Campos Novos Paulista. Aliás, nesse período da história do adventismo no Brasil, a maioria dos batismos ocorria em rios, de tal modo que em Marília o rio do Peixe foi um dos locais dessas cerimônias. Inclusive em Campos Novos havia uma sede de acampamentos da Igreja Adventista, que recebia muitos pastores de outros lugares, como o pastor Campo Longo, recorda Cacilda. E foi nesse lugar, completa ela, que seu filho Abner e seu sobrinho Clailson foram batizados. Assim, passados alguns anos, foi construído um barracão no qual foi instalado um tanque batismal, bem como serviu para realizar eventos sociais da igreja, como ilustra a imagem a seguir.

Legenda: Pastor Odorino de Souza e esposa, ao centro (1968).

O pastor Ruy Câmara informou que “A igreja adventista local está crescendo e melhorando o seu aspecto. Ela foi construída há mais de 30 anos, pelo pastor Tossaku Kanada. Agora estamos modificando um pouco a sua estrutura, e para isto começamos a pintá-la. Ela está de roupagem nova, porque a casa de Deus


deve ser um conforto e uma beleza para os visitantes. Os membros responderam com um bom donativo ao apelo que fizemos. Nada gastamos com a mão-de-obra, porque pintores adventistas e outros, que simpatizam com a nossa crença, nos ajudaram neste particular.” (RA, janeiro, 1971:24) Essa foi a primeira reforma feita no prédio da igreja que tivemos conhecimento, mas na segunda passagem do pastor Roberto Ferrari pelo distrito ele se empenhou em iniciar a construção de um novo prédio, no amplo espaço que havia no terreno da rua 24 de dezembro, e assim em 1983 foi dado início a uma série de mudanças na estrutura do barracão, como a demolição dos banheiros (09 de setembro), e separar o barracão e os banheiros da igreja (09 de outubro), sendo designados os irmãos Valdeir e Luiz Antonio Barbosa para fazerem esse trabalho. No início de fevereiro, na reunião da Comissão da Igreja do dia 11 foi apresentado pelo pastor Ferrari o plano de construção “de um centro de assistência social”, o que foi posteriormente feito. Finalmente, em 29 de julho de 1984 foi realizada cerimônia do lançamento da pedra fundamental do novo “Templo da Igreja Adventista do 7º Dia de Marília”.

Vista Geral do Terreno na lateral da 1ª igreja


A cerimônia começou às 15h45min, estando presentes o pastor Derly Gorski, representando a Associação Paulista Oeste como departamental de Expansão Patrimonial e Assistência Social, o pastor do distrito Roberto Ferrari, a irmã Juracy Martins Marques como presidente da Comissão de Construção da igreja, Clodoaldo Monteiro da Silva, vereador na época e membro da Igreja Presbiteriana de Marília. Após oração pelo pastor Ferrari, o quarteto Arcanjos cantou um hino, seguido então da apresentação dos planos e plantas da construção. Após preleção por parte do pastor Gorski e do vereador, o conjunto feminino cantou e foi realizado o encerramento da cerimônia. Legenda: A direita, pastor Derly Gorski, ao centro o vereador Clodoaldo Monteiro da Silva. A esquerda a secretária Márcia Estander Guedes e vice-secretária Maria das Dores Neves. Ao fundo Jaime Messias.

Legenda: Ao centro o pastor Roberto Ferrari, pastor do distrito de Marília em cerimônia do lançamento da pedra fundamental do novo templo da Igreja Adventista d Sétimo Dia de Marília. Ao lado direito, a loirinha Luciana Neves.


Nesse período a Igreja Adventista havia realizada a primeira divisão da Associação Paulista, transformando o território do estado de São Paulo em duas associações, com o surgimento em 1977 da Associação Paulista Oeste. O pastor Luiz Carlos Araujo iniciou seu ministério em Marília a partir de 12/01/1985, e teve pela frente o desafio de executar o plano de construção lançado pelo pastor Ferrari. Assim, foi dado início ao processo de demolição da primeira igreja erigida pelo pastor Tossaku Kanada. No entanto, a maior parte dos materiais, das telhas aos tijolos, como também os vitros, foram aproveitados para a construção da segunda igreja adventista em Marília, e assim originou a Nova Marília.

Conta-nos Cacilda que foram os materiais foram tirados com muito cuidado, desde o madeiramento, sendo as telhas lavadas pelas mulheres para que depois fossem utilizadas na cobertura da nova igreja. Aliás, durante essa fase de demolição das paredes, houve um acidente com um dos anciãos, Jairo Alves Ferreira, mas como ele mesmo nos disse o anjo o Senhor o protegeu de maneira que os ferimentos não foram fatais, e dentro de alguns meses se recuperou plenamente.

Ainda durante o período que o pastor Luiz Araujo esteve em Marília foi comprada uma pequena igreja que passou a abrigar os irmãos do grupo do bairro do Prolongamento Palmital, sendo posteriormente vendida para a aquisição de um terreno e construção de um prédio onde está situada hoje a igreja. Em 1989, mesmo ano que saiu o pastor Araujo, a Associação Paulista Oeste sofreu sua primeira divisão, dando origem a Federação Paulista Oeste das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia (IASD), ocupando a primeira presidência o pastor Neumoel Stina. Foi durante essa nova etapa de expansão da Igreja Adventista que após a passagem dos pastores Guerling Martins e Nelson Ferraz houve a inauguração do novo templo da igreja central de Marília, no dia 15 de outubro de 1994. Para a cerimônia de inauguração estiveram presentes, além do presidente do campo missionário, o pastor Ferrari, idealizador do projeto, e os pastores, Luiz Carlos Araujo e Nelson Ferraz, conforme podemos ver na imagem seguinte.


Inauguração do Templo da IASD, Marília (15/10/1994)

Legenda: Da esquerda para a direita, pastor Nelson Ferraz; pastor Roberto Ferrari; pastor Neumoel Stina (presidente da FPO); pastor Luiz Carlos Araujo (terno marrom).

Deve ser dito que essa obra, devido a sua envergadura e as dificuldades atinentes durante uma construção, estive prestes a ser inaugurada por três vezes. A primeira em uma reunião ocorrida em 23/01/1993 quando o presidente Stina e o pastor Ademir de Oliveira estiveram presentes com o pastor Guerling Martins para marcar a data de término da construção e inauguração. Depois, em 27/11/1993 foi votado uma nova data de inauguração, que foi mudada posteriormente, quando finalmente foi votada e realizada a cerimônia em 15 de outubro de 1994. Paralelamente o ano de 1993 marcou a transferência de vinte e quatro membros que passaram a congregar na igreja de Nova Marília, como resultado da expansão do adventismo na cidade.


Vista aérea da IASD Marília

Durante esse processo de expansão patrimonial da Igreja Adventista em Marília, um terreno foi doado para a construção de nova igreja no bairro da Vila Coimbra, e durante a passagem do pastor Aerce Marsola o mesmo deu reinício à construção da igreja de Vila Coimbra, isto em agosto de 2001. Anos mais tarde, após a constituição da igreja nesse bairro, esta passou a constituir a sede do segundo distrito das Igrejas Adventistas em Marília, passando a cidade a ter dois pastores, demonstrando que a semente lançada há muitos anos atrás germinou e fez crescer lindos frutos. O pastor Robson Oliveira Lopes foi o primeiro a assumir o novo distrito, sendo substituído em 2019 pelo pastor Eder. A última filha da igreja mãe nasceu em 2019, inaugurada pelo pastor Eliezer Martins Ferreira no bairro de Padre Nóbrega.


Dois ministérios se destacaram na igreja central de Marília, assim como é conhecida a primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia, um deles é a assistência social, há muitos anos conhecida como Sociedade Beneficente Dorcas, ou simplesmente Dorcas. Esse trabalho assistencial demandou muito trabalho de várias pessoas ao longo de todos esses anos, mas cabe aqui registrar o trabalho desenvolvido pela irmã Carmem de Carvalho, especialmente nas épocas natalinas, quando então preparava sextas para serem distribuídas aos mais necessitados, quer fossem membros da igreja ou não.

A imagem acima retrata a irmã Carmem ao lado do pastor Ruy Câmara apresentando os resultados do trabalho das Dorcas, pouco tempo antes de vir a falecer, em 15 de março de 1971. Com o passar do tempo esse ministério veio a ser conhecido por ASA – Assistência Social Adventista, e com a incorporação de novas lideranças, hoje o ministério continua seu trabalho e conta com uma equipe de mulheres que ao longo de muitos anos vem procurando fazer a diferença na vida dos mais necessitados.


Legenda: Da direita para esquerda – Jacira, Cacilda, Antonia, Alzira, Áurea, ?, Yolanda,Silvana, Santa, Silvaninha, Emely, Neide, Érica Zanconato, Heloisa, Juracy, Zulmira ,?,?, Helen Kendely, e Almerinda. O trabalho missionário foi outra marca de atuação da igreja central, e ele tem se desdobrado em várias frentes de atuação, sendo a música uma das mais tradicionais, dando origem a quartetos, corais e conjuntos ao longo desses oitenta anos de atuação na cidade.

Creuza Augusta de Carvalho, irmã de Cacilda e Carmelita, que também detinha gosto pela música foi outra pessoa que sempre participou dos corais, conjuntos e também no canto solo. Casou-se com Tércio Ferraz Costa em 28/12/1965, cuja cerimônia foi celebrada pelo pastor Antonio de Oliveira. Tércio desde jovem foi integrante do primeiro quarteto do interior paulista, chamado Quarteto Rouxinol, da cidade de Bauru, demonstrando assim seu gosto pela música.


Quarteto Rouxinol (1962)

Legenda: 1º tenor Tércio Ferraz Costa (alto à esquerda) 2º tenor Paulo Cassemiro de Oliveira (alto à direita) Barítono, Bernardino Vieira dos Santos (baixo à esquerda) Baixo, José Vieira dos Santos. Deve ser dito que a música foi algo imprescindível na vida de Jaime Messias, uma vez que logo após seu casamento em 1958, formou um quarteto misto com duas vozes femininas e duas masculinas.

Segundo Cacilda Carvalho Messias o primeiro coral foi organizado pelo pastor Antonio Xavier nos idos de 1956/60, posteriormente, seu esposo, Jaime Messias


dos Santos foi o fundador e regente de outra formação que surgiu com a participação de vários adultos e alguns jovens, tais como seu filho Usiel e o sobrinho Daniel de Carvalho Neves. Assim, o Coro organizado por Jaime pode se constituir de várias vozes, femininas e masculinas de tal modo que animados em prestar um serviço de louvor ao Senhor criaram um uniforme, típico para a época, e assim iniciaram suas apresentações, sendo que na ocasião de sua primeira exibição várias autoridades locais compareceram ao evento realizado na igreja em 25/12/1976.


Na entrada do novo milênio, surgiu o Unicantos, conjunto que integra membros dos dois distritos existentes atualmente em Marília e que tem contribuído com o seu louvor em vários eventos organizados pela Igreja Adventista, como acampamentos de jovens, camporis de Desbravadores, assim como se apresentando em diversas igrejas, tendo inclusive gravado um CD. Na igreja central ainda há um Coral Jovem que foi organizado pelo Nelson Ito Sant’anna e que nos últimos anos se tornou uma marca registrada da Igreja Adventista em Marília. Finalmente, poderíamos ainda apresentar muitas outras atividades realizadas, mas certamente extrapolam os objetivos desse Breve Histórico da Primeira Igreja Adventista de Marília. No entanto, queremos fechar essa exposição dando exemplo de outros tipos de trabalho missionário levado a cabo por vários pastores e leigos realizaram, como os estudos bíblicos, que redundou na conversão de inúmeras pessoas das mais variadas origens. Por exemplo, durante os ministérios dos pastores Roberto Ferrari e Nelson Ferraz realizaram classe bíblica no presídio próximo a Marília com o batismo de muitos detentos. Outros desafios foram levar a mensagem para as pequenas cidades que ficam próximas à cidade, como Pompéia, Oriente, Vera Cruz e outras. Em Vera Cruz, por exemplo, se formou um pequeno grupo e em 16/12/1972 houve um batismo em Garça no qual o pastor Ruy Câmara teve o privilégio de batizar a Antonia Machado Montim, esposa de Antonio Montim, que veio a se batizar posteriormente, em 24/06/1984 por intermédio do pastor Ferrari. Desse casal conhecemos o caçula, Luis Montim, pastor da Igreja do Reino de Deus que veio a se unir com a Igreja Adventista em data memorável, 01 de abril de 2017.

Legenda: Pastor Eliezer M. Ferreira (com microfone); pastor Acilio Alves, presidente da APO (ao centro); pastor Luis Montim.


Outro tipo de trabalho missionário também foi aquele levado por entre os parentes, e para exemplificar aqui trazemos à memória o batismo de Isabel Cristina Kimie Ito Sant’anna, que por influência de sua irmã veio passar pelas águas batismais durante o ministério do pastor Nelson Ferraz, em 25/09/1994. Certamente o exemplo materno foi fundamental para a decisão dos filhos pelo batismo. Aliás, essa influência dos pais sobre os filhos, desde pequenos foi uma das marcas da igreja por meio da escola sabatina dos infantis.

Assim, se as crianças são o futuro da igreja, e os jovens os seus sustentáculos, os adultos trazem em si a tenacidade do trabalho árduo, prontos a sacrificarem por seus filhos e netos. Os idosos, esses foram as crianças de ontem, os jovens que no passado sustentaram a igreja, e os adultos que militaram por ela. Os idosos, nosso respeito pela memória que guardam e conservam acesa a viva chama da esperança, que mesmo próximos da morte, não vacilam em sua fé. Essa comemoração pelos 80 anos da primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia de Marília é um marco por tudo que nossos velhos fizeram pelo Senhor e pelos seus. Parabéns a todos que contribuíram para a construção espiritual desse templo. Que as palavras do pastor Tossaku Kanada possam ecoar ainda hoje: “Hoje, olhando para os dias do passado, somos levados a dar graças a Deus por tudo quanto Ele fez por nós.” (RA, junho, 1940:14)


IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA RUA 24 DE DEZEMBRO, 758 – CENTRO – MARÍLIA/SP CULTOS: AOS SÁBADOS DAS 09h ÀS 12h E DAS 17h às 18h DOMINGOS E QUARTAS às 20h


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Livreto - Paulo - Adventista by Vitor Hatanaka Marutani - Issuu