PortfĂłlio artĂstico
Marla Fernanda dos Santos Rodrigues
Parquinho Dom Tomás Projeto Participativo (FAU USP, MST )- 2013 ‘Parquinho Dom Tomás: Projeto Participativo’ é o título reduzido do trabalho que teve como objetivo a construção participativa de um parquinho na comunidade agrária Dom Tomás Balduíno, do MST. Este foi um trabalho de extensão universitária, com um ano de duração, conduzido por quatro estudantes (Ana Takeda, Juliana Tiemi, Leandro Okamoto e Marla Rodrigues) e orientado pelo professor Reginaldo Ronconi. A demanda por um parquinho surgiu por parte dos moradores ue já possuíam um canal de comunicação com a FAU USP. O trabalho se dividiu em quatro etapas: Aproximação; Conhecimento; Projetação e Intervenção. Na etapa de ‘aproximação’ tínhamos o objetivo de conhecer os moradores, entre crianças, adolescentes, jovens e pais. A intenção era primeiro que as pessoas nos conhecessem e estabelecêssemos um vínculo, para depois propormos atividades.
A vida cotidiana na Ditadura Franquista (UPC - Barcelona) 2015 ‘A vida cotidiana na Ditadura Franquista’ foi um trabalho desenvolvido na disciplina Antropologia da Cidade na ETSAB UPC, durante o intercâmbio em Barcelona. O objetivo do trabalho foi investigar de que modo a ditadura franquista permeava o cotidiano das pessoas e de que modo está presente em seus imaginários. O trabalho de entrevistas buscou resgatar lembranças e mudanças relacionadas ao uso dos espaços públicos, ao acesso à informação e entretenimento, as transformações das relações nos espaços domésticos, memórias de infância, questões relacionadas a emprego, consumo, língua e religião. As entrevistas tiveram caráter semi-aberto e por isso, houve abertura para que os entrevistados evocassem outros aspectos de suas memórias. Entrevistas: Agustí, Angelez, Antonio, Carmen, Jose Manuel, Joaquina e Pepita.
Mapas afetivos e a redescoberta do lugar (Sesc Interlagos)- 2018 A atividade ‘Mapas afetivos e a redescoberta do lugar’ foi um encontro de aproximação conduzido por mim e Flávia Massimetti, convidadas pelo Sesc Interlagos. Os participantes desta atividade foram os agentes sócioambientais do 11º Encontro Pétalas, cujo tema foi o Lado Sul do Mapa. A partir desta temática, o Sesc selecionou iniciativas de grupos que trabalhassem com alguma potência sócio-ambiental principalmente do sul de São Paulo, para participar do evento Pétalas, que tem como proposta expor as atividades dos grupos, realizar conversas, oficinas e venda de produtos. Neste econntro: realizamos uma atividade sobre empatia, quando um agente contou sua história ao outro e este a contou ao grupo; criamos um mapeamento coletivo para visualizar as iniciativas, as potências deste lado sul e as possibilidades de conexões; e montamos a árvore dos desejos, em que cada um escreveu em um tecido e pendurou em uma árvore seu desejo.
Revisitando o território - Novas percepções sobre o Grajaú (FAU USP, E.E. Prof. Adrião Bernardes, Casa Ecoativa) 2017/18 Este projeto de extensão tem como objetivo, pois continua em desenvolvimento, desenvolver novas abordagens e percepções sobre o território, partindo de uma relação dialógica com os moradores do Grajaú. Entendendo as questões espaciais e seus consequentes desdobramentos como parte importante da formação do sujeito, as atividades foram realizadas com adolescentes, estudantes da E.E. Prof. Adrião Bernardes contando também com a participação da Casa Ecoativa, grupo eco-cultural com forte atuação na região. Dentre os assuntos debatidos, discutiu-se: a formação do território, a partir da elaboração de uma árvore genealógica coletiva; os lugares conhecidos pelos jovens que não aparecem nos mapas, pela elaboração deum mapa também coletivo; dentre outras questões como o direito à cidade, o território e os saberes das pessoas como patrimônio, com saídas de campo.
Cotidiano - 2017/18 Série de desenhos realizados cotidianamente. Alguns são desenhos de observação no transporte público, outros são ilustrações decorrentes de pensamentos que surgiram durante os trajetos na cidade de São Paulo. O trajeto é parte de meu processo criativo, já que vivo em uma periferia de Sao Paulo e, por isso, percorro longas distâncias para transitar entre diferentes partes da cidade. Apesar de pessoal, o trajeto é também pare do cotidiano de uma grande parte da população, de modo que o transporte público se faz lugar.
Queria dormir, mas não conseguia, sua cabeça lhe pesava.
Captar a pele - 2018/2019 A pele é camada de proteção e conexão., é território de leitura. O ser humano, as árvores, as florestas, as paredes, as casas, os objetos, tudo possui uma superfície de contato entre o interno e o externo. Como camada que manifesta as sensações geradas por estímulos que vêem de dentro e de fora, a pele comunica, conta histórias, deixa vestígios. A pele fala sobre a passagem do tempo, é memória, conecta o interior e o exterior. Ao revestir e proteger o corpo, a pele cria uma unidade.
Abacaxi.
Tenho psoríase e decidi entender esta doença como caminho de reflexão e compreensão de outras possíveis camadas de leitura que as peles podem trazer.
Chichá.
Maracujรก.
Falsa seringueira.
Paisagens do Grajaú Representando as margens (PROAC ICMS), 2017/18 A série apresenta trabalhos em aquarela realizados durante e após incursões no território do Grajaú, região do extremo sul de São Paulo. A partir de reflexões poéticas sobre este espaço da cidade, proponho a construção de narrativas renovadas da periferia de São Paulo, seja pela representação de cenas e objetos do cotidiano ou pela representação de detalhes do espaço, à escala do olhar do sujeito. Estas imagens são parte do projeto de mesmo nome aprovado pelo PROAC, no qual proponho a realização de um livro de imagens ilustradas dos diversos bairros do Grajaú. O projeto est´´a em desenvolvimento.
Quintal: convivência, memórias e saberes - (Museu da Casa Brasileira) - 2018 As imagens e anotações apresentam o processo de desenvolvimento do referido rojeto aprovado pela Residência Quintal Aberto do Museu da Casa Brasileira. Este projeto compreende o quintal como um espaço de convivência, memórias e saberes, por isso, pessoas que passam pela calçada do museu ou que visitam o jardim são convidadas a falarem de seus quintais da infância, de modo a resgatar lembranças e saberes das ervas presentes nestes quintais. A conversa será registrada simultaneamente pela proponente em forma de escritos e desenhos. Parte do objeto é também produzir um catálogo de pinturas em aquarela destes saberes, para formar um pequeno acervo dos quintais das memórias das pessoas. Estes catálogos serão entregues aos participantes.
Um ponto final - Um novo ponto de partida - 2017/18
Quando terminei a faculdade de Arquitetura, já sabia que não queria ser arquiteta. Sem emprego e com bastante frio na barriga, voltei a desenhar e a tomar contato com a aquarela. Já que passei a estar mais tempo em casa, comecei a observar melhor o espaço doméstico e decidi usar as frutas como objeto de estudo para pintar. As frases que acompanham as imagens, têm como fonte o livro 'Cartas a um jovem poeta, de Rike, e o álbum musical 'Triha para o desencanto da ilusão, do grupo de RAP Síntese. Conectados em significados apesar de sua distância temporal, estas obras me tocaram profundamente ao falar de um escutar do ser artista interior.
Domesticidade e autoonstrução - 2018 Estas são imagens de um projeto em andamento que propõe a reflexão sobre a relação entre o espaço doméstico e o processo de autoconstrução da casa e do indivíduo, principalmente nos contextos periféricos em que casas e, com isso, bairros se expandem continuamente, alterando as relações entre as pessoas e com o próprio espaço. Parte da proposta compreende o espaço doméstico e da cidade como fatores de influência na construção da identidade do sujeito.
Painel RedBull Amaphiko Grajaú - 2018 Este painel, de 2,80m x 2,20m, foi um projeto para o Festival RedBull Amaphiko no Grajaú. Feito em giz pastel seco sobre algodão cru, a inspiração para sua execução foi o Grajaú e sua realidade a partir da perspectiva do cotidiano, de sua diversidade cultural, antropológica e ambiental. A proposta foi desenvolver um trabalho que expressasse o Grajaú considerando seus aspectos positivos, junto à leveza de meu trabalho. O projeto se baseou no desenho de uma foha de árvore em paralelo com a forma da principal via da região, a Avenida Dona Belmira Marin. Deste modo, os caminhos existentes representam os pequenos canais de uma folhinha e as ruas de um mapa. O trabalho é um convite para ver de perto e ver de longe.