DIÁLOGO COM SÓCIOS PARA MANTER VIVA A HISTÓRIA DO GCC
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Completamos nosso primeiro ano à frente da diretoria do Graciosa Country Club e embora seja um espaço de tempo bastante curto, o volume de trabalho desenvolvido neste período foi grande. Trouxemos como principal premissa a proposta de modernização da gestão do Clube. Isso implica em mudanças profundas, que muitas vezes não são vistas pelos sócios. É o caso do desenvolvimento de processos administrativos, da criação do departamento de marketing, da implementação de novos softwares de controle e gestão.
Fizemos um profundo trabalho de planejamento e posicionamento estratégico, desenvolvemos com uma consultoria de RH o organograma institucional, a estruturação das equipes de marketing e comercial, a avaliação dos quadros internos e o planejamento dos próximos anos, entre outras ações administrativas. Estamos desenvolvendo um aplicativo que trará inúmeras facilidades aos sócios e ao Clube.
Ao mesmo tempo demos o primeiro passo para atender um anseio antigo dos sócios, especialmente daqueles que compõem a Comissão da Memória, e desenvolvemos uma
plataforma digital que vai armazenar registros do Clube, e está sendo lançada com depoimentos em vídeo de presidentes e personalidades que ajudam a escrever nossa história.
Depois de dois anos de pandemia, com todos os percalços da necessidade de isolamento, retomamos todas as atividades sociais, culturais e esportivas com muito sucesso. Realizamos os dois bailes de debutantes que precisaram ser adiados em 2020 e 2021. Comemoramos a chegada de 2022 com o tradicional Réveillon. Voltamos a ter as festas e eventos no Clube, com destaque para o Jantar de Dia dos Namorados e as diversas palestras culturais, além dos eventos no Clubinho da Criança.
Nesta edição trazemos um novo projeto gráfico e editorial para nossa Revista, que voltou a circular no ano passado, com edições trimestrais. Neste novo formato e periodicidade, deixa de ser razoável trazer na publicação o registro de todos os eventos passados. Criamos espaços virtuais para isso, onde não há a limitação de volume de informações e a agilidade dá dinamismo para as notícias. Desde maio o site do clube vem trazendo o registro de todos os eventos e uma galeria de fotos, acessíveis a todos.
A revista, por sua vez, passa a trazer mais conteúdo atemporal e atrativo para os sócios. Entrevistas com mais profundidade, opiniões profissionais nas matérias, conteúdo de gastronomia, crônicas assinadas e imagens com mais qualidade.
Criamos um perfil institucional aberto no Instagram como forma de compartilhar conteúdos com clubes parceiros, instituições e empresas. O canal torna-se uma grande vitrine que vai mostrar o nosso Clube ao mundo.
Certos de que ainda há muito por fazer, apresentamos ao quadro social um pequeno recorte do que vem sendo feito com muito amor e dedicação.
Boa leitura!
TOBIAS DE MACEDO Presidente
Registro de Incorporação R-2-81.926 emitido em 14/11/2018.
VENDA DE PUBLICIDADE / Saltori Mídia Estratégica > renato@saltori.com.br
41. 99996.9995 / 99265.9995
IMPRESSÃO / Maxigráfica
A Revista Graciosa Country Club não se responsabiliza pelos espaços publicitários comercializados, bem como pelos artigos assinados, sendo as duas formas de promoção de inteira responsabilidade de seus anunciantes e autores.
12
ANIVERSÁRIO DO CLUBE
18
Graciosa Country Club completa 95 anos. Diretoria apresenta aos sócios um novo momento na gestão do Clube, com atualização dos sistemas de gestão, novos canais de comunicação e obras. Ainda para marcar a data, são anunciados projetos que unem preservação da história, tecnologia e facilidades para os sócios.
MEMÓRIA
Plataforma digital cria espaço para memórias do Clube, reúne depoimentos de personalidades que fizeram sua história e abre canal interativo com o sócio.
CP/66
Atletas mostram que o inverno pode ser um grande aliado para a prática esportiva. Dança na maturidade se mostra um excelente exercício para o corpo e para a alma.
poker/80
Circuito de Poker Texas Hold’em movimenta sócios e convidados.
Luiz Carlos Hauer venceu a primeira etapa em março.
SUMÁ RIO
GASTRONOMIA
Culinária de inverno. Os nossos sabores pelas mãos criativas dos chefs do Clube para os dias frios, que você pode repetir em casa.
CULTURA
Encontros de grandes nomes marca trabalho da diretoria cultural. Confira o registro da visita de Fabrício Carpinejar e a entrevista com o pianista Eduardo Monteiro que fará recital em agosto.
raquetes/82
O Beach Tennis do Clube escreve a história de crescimento do esporte no Brasil. Equipe de tênis está pronta para buscar o hexacampeonato em Maringá, no Interclubes Paranaense.
golfe/90
Aberto de Golf Cidade de Curitiba tem número recorde de participações e registra maior participação feminina no torneio em toda sua história.
CLUBINHO
DA
CRIANÇA
Trabalho sério no Clubinho da Criança é alternativa ideal para o contraturno escolar.
GRACIOSA COUNTRY CLUB FAZ
95 ANOS
1921
SEDE DE MADEIRA
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas econômicas e Sede do Graciosa Tennis Club, antigo Sport Club Germania, o embrião do Graciosa Country Club
1927
FUNDAÇÃO
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões Jantar de fundação do Graciosa Country Club, em 1927, com parte dos 175 sócios-fundadores
O CLUBE, UM SENHOR LONGEVO E ATUAL, CAMINHA RUMO AO CENTENÁRIO
1937
CONSTRUÇAO DO PARQUE AQUÁTICO
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas
As duas piscinas principais, a do trampolim e a infantil, foram projetadas pelo engenheiro Álvaro Junqueira Junior, em 1937, e inauguradas em 1938
Muito se fala em longevidade com qualidade de vida. Isso vale tanto para as pessoas, quanto para as instituições. É assim que o presidente Tobias de Macedo enxerga o quase centenário Graciosa Country Club. “Nosso Clube é como um senhor longevo, bem cuidado e saudável”, brinca.
Este ano, o Clube comemora 95 anos de sua fundação. Para marcar a data, a atual diretoria deu o pontapé inicial na caminhada rumo ao centenário. “Cinco anos passam muito rápido. Temos a imensa missão de preparar o Clube para este momento ímpar”, comenta Tobias.
Com este olhar, a diretoria sob o comando de Tobias de Macedo, se propôs à modernizar a administração do Clube. “Isso implica em mudanças profundas, que muitas vezes não são vistas pelo sócio”, diz. Um profundo trabalho de planejamento e posicionamento estratégico, a estruturação do organograma institucional, das equipes de marketing e comercial, a avaliação dos quadros internos e o planejamento dos próximos anos, entre outras ações administrativas marcam este momento.
1946
ABERTO DE GOLFE DE CURITIBA
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas econômicas
O Aberto de Curitiba de Golf já teve 72 edições.
Todas elas aconteceram no campo do Graciosa Country Club
longo prazo
O presidente já esteve à frente do Clube em outras duas gestões, entre 2007 e 2011, conta que lá atrás, em seu primeiro mandato, já falava da importância de preparar o Clube para os 20 anos seguintes. “Estes 20 anos se passaram e cá estamos nós a pensar nos próximos que virão”, completa.
Com este olhar, ele diz que a proximidade do centenário é um bom motivo para dar vida a um pedido antigo dos sócios; a implementação de um espaço para receber memórias, documentos, registros, depoimentos. “O projeto Memória nasceu com a união do anseio de muitos sócios, do trabalho da Comissão Pró-Memória do Conselho Deliberativo e do trabalho de comunicação e marketing que estamos desenvolvendo nesta gestão”, antecipa.
1969
NOSSAS CRIANÇAS
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas No final dos anos 1960, o Clube teve um Jardim de Infância aberto aos filhos de sócios. Foi o embrião do Clubinho da Criança, o primeiro entre os clubes de Curitiba
Um profundo trabalho de planejamento e posicionamento estratégico, a estruturação do organograma institucional, das equipes de marketing e comercial, a avaliação dos quadros internos e o planejamento dos próximos anos, entre outras ações administrativas marcam este momento
tecnologia
Trazer a tecnologia para um clube tradicional está sendo um dos desafios da atual diretoria. Áreas como Tecnologia da Informação, Comunicação e Marketing estão atuando em projetos independentes e ousados que trarão modernidade, agilidade, facilidade e acesso a informação.
2005
BEM-ESTAR
O moderno parque aquático segue sendo uma das estrelas do Graciosa Country Club
" O projeto Memória nasceu com a união do anseio de muitos sócios, do trabalho da Comissão Pró-Memória do Conselho Deliberativo e do trabalho de comunicação e marketing que estamos desenvolvendo nesta gestão"
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas
O Spa do Graciosa foi inaugurado em 2005 e desde então só amplia as possibilidades de cuidados, bem-estar e beleza para todos os sócios. Ali funcionam as saunas feminina e masculina, o salão de beleza e a barbearia.
2008
CASA DE FESTAS
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas econômicas
A nova Casa de Festas foi inaugurada em 2008, na primeira gestão do presidente Tobias de Macedo e tornou-se um dos espaços mais procurados pelos sócios para eventos sociais
2022
EMBLEMA
O Reino Unido e o Brasil têm extensas conexões políticas econômicas e O emblema do Graciosa Country Club voltou à fachada principal da sede, onde esteve até os anos 1980. Com toque de modernidade dado pela iluminação em led, o símbolo do GCC faz parte do patrimônio tombado e foi recolocado em seu lugar original em 2022
comunicação
A comunicação com os sócios também está sendo modificada, a exemplo desta revista, que ganhou projeto editorial e gráfico completamente novo em função de sua nova periodicidade trimestral. Isso também aconteceu com o perfil fechado do Instagram, que ganhou novo conceito e layout. Ao mesmo tempo, um perfil institucional aberto ao público colocou o Graciosa Country Club nas redes sociais. Por ali, desde maio, é possível compartilhar postagens com outros clubes, entidades e empresas.
Estamos olhando para todos os canais de comunicação disponíveis para alcançar o sócio”, explica a diretora de Comunicação e Marketing, Isabela França. Para aqueles que preferem o WhatsApp, continuaremos a enviar mensagens por ali. As redes sociais, que movimentam e fazem circular a informação, já estão sendo canais usados diariamente para transmitir informação
" Temos feito transmissões de eventos ao vivo pelo YouTube e pelo Instagram. Nos stories do Instagram fechado conseguimos compartilhar fotografias e vídeos dos eventos com os sócios seguidores do perfil. No Instagram aberto podemos postar de forma colaborativa com parceiros "
em tempo real. “Temos feito transmissões de eventos ao vivo pelo YouTube e pelo Instagram. Nos stories do Instagram fechado conseguimos compartilhar fotografias e vídeos dos eventos com os sócios seguidores do perfil. No Instagram aberto podemos postar de forma colaborativa com parceiros”, enfatiza Isabela.
Os 95 estão se mostrando um momento fervilhante de crescimento e pujança do Graciosa Country Club. A diretoria tem consciência de que ainda há muito a ser feito, porém, como sempre aconteceu na longa e bem-sucedida história do Graciosa Country Club. O trabalho é contínuo e colaborativo. Desde a fundação, com 175 sócios fundadores, a maioria deles ainda representada por seus descendentes, como mostram os depoimentos das personalidades entrevistadas para o Projeto Memória.
O Centro Poliesportivo é, atualmente, um dos espaços mais utilizados pelos sócios de todas as idades. As atividades poderão ser agendadas e as grades de horários estarão disponíveis no app do Clube a partir de 2023
iniciativa digital preserva a
Ahistória do Graciosa é muito rica e vem sendo escrita desde 1927 por muitas mãos, característica marcante do Clube que nasceu do anseio de um grande grupo e que permanece viva em seus descendentes e novos sócios que entraram para esta imensa família ao longo destes anos.
“Muitos sócios têm manifestado interesse em contribuir para a tarefa de zelar pela nossa história. Uma comissão, presidida pelo conselheiro Carlos Alberto Pinho, vem discutindo e reunindo informações para ampliar e registrar o acervo de documentos, filmes, fotografias, objetos e histórias do Clube”, conta o presidente Tobias de Macedo. “Decidimos, em conjunto com a Comissão Pró-Memória e a Diretora de Comunicação e Marketing, Isabela França, responder a esse anseio justamente neste ano em que damos a largada para os festejos do centenário”, complementa o presidente.
PLATAFORMA DIGITAL TRAZ DEPOIMENTOS E OFERECE OPORTUNIDADE AOS QUE QUEREM DISPONIBILIZAR SUAS MEMÓRIAS NO ACERVO DIGITAL
Desde o início, ficou claro que nenhum espaço físico seria capaz de conter as lembranças guardadas com carinho pelas famílias que frequentam o Clube. “Assim nasceu a ideia de criarmos um espaço digital para que todos tenham acesso à esta história e ainda, os que assim desejarem, possam dar sua contribuição nessa bela missão de manter viva a nossa memória”, destaca Isabela.
Patricia Gomm fez o primeiro salto na plataforma da piscina, na festa de inauguração do parque aquático em 1938
Pedro Lemoine e Acervo do GCC
... assim nasceu a ideia de criarmos um espaço digital para que todos tenham acesso à esta história e ainda, os que assim desejarem, possam dar sua contribuição nessa bela missão de manter viva a nossa memória
é sua marca
relatos
Gravação de depoimento do presidente Tobias de Macedo
RELEVANTES DA HISTÓRIA DO CLUBE Somos quase centenários, mas também alinhados com o tempo presente e com a tecnologia que
O ponto de partida para o projeto foi reunir em vídeo os depoimentos de presidentes e de outras pessoas cujas lembranças contam a história mais recente do Clube. Estas narrativas também estarão disponíveis em canais de podcast com os relatos, muitos deles marcados pela emoção.
O hotsite conta inicialmente com uma linha do tempo em que estão registrados os pontos mais relevantes da história do Clube. A frente mais inovadora da iniciativa, contudo, é aquela que permitirá aos associados fazerem upload de fotos e depoimentos que enriquecerão o acervo digital. “Não seria possível guardarmos com o zelo requerido documentos, fotografias de família e até objetos que os sócios gentilmente nos oferecem. Não haveria espaço para tal. O formato digital resolve a questão e também nos move a pensar em outras soluções alinhadas com os recursos digitais hoje disponíveis. Somos quase centenários, mas também alinhados com o tempo presente e com a tecnologia que é sua marca”, explica Tobias.
OS PONTOS MAIS
UMA LINHA DO TEMPO VIVA REGISTRA
O ex-presidente João Carlos Ribeiro emocionouse contando sobre suas históricas gestões
MEMÓ RIAS
memórias
Os depoimentos foram gravados ao longo de oito semanas – alguns na Casa de Festas; outros na sede. As festas sociais – do Bal Masqué às celebrações de Réveillon, passando pelos bailes de debutantes --, as gincanas e demais atividades das várias fases do Grêmio Flamingo, as apresentações de grandes nomes da MPB, as celebridades recebidas no Clube – de Walt Disney a Gustavo Kuerten -- as tardes de cinema e as apresentações dos Aqualoucos nas piscinas foram eventos recordados com carinho por representantes de diversas gerações de frequentadores.
Em quase todos os relatos, o Centro Poliesportivo foi apontado com um divisor de águas na história do Clube. Com ele, além do tênis e do golfe, marcas distintivas do Country, outros esportes entraram em cena e contribuíram para atrair o interesse de um percentual maior de sócios.
Os tenistas Álvaro Junqueira Júnior e Augusto Iwersen foram figuras essenciais na fusão do Graciosa Tennis Club e do Curityba Golf Club que resultou no Graciosa Country Club, em 1927
FICA EVIDENTE QUE AS MELHORES LEMBRANÇAS
ESTÃO CONECTADAS AOS MOMENTOS COMPARTILHADOS
ENTRE AMIGOS
encontro
O ex-presidente Edgard Cavalcanti de Albuquerque gravou, certamente, um de seus últimos depoimentos em vídeo antes de seu falecimento, ocorrido no último dia 29 de junho
Nos relatos, um valor foi recorrentemente mencionado: a amizade. Fica evidente que as melhores lembranças estão conectadas aos momentos compartilhados entre amigos. Não raro, o Clube foi também descrito como “uma grande família”.
Os laços que na década de 20 do século passado integraram o Sport Club Germânia, depois Graciosa Tennis Club, e o Curityba Golf Club, dando origem a uma única agremiação, vivem no espírito de fraternidade cultivado pelos sócios. Mais que os gramados bem cuidados e os tijolos dispostos com graça, segundo o projeto arquitetado por Francisco Pinnow, o Graciosa Country Club é um ponto de encontro. Une pessoas que sabem apreciar o valor do convívio. Une o presente e as aspirações do futuro ao passado -- agora um pouco mais preservado com esta iniciativa.
A jornalista Maria Sandra Gonçalves conduziu as entrevistas
O chá é um bom motivo para reunir e trocar afetos
BEBIDA É A SEGUNDA MAIS CONSUMIDA NO MUNDO
Quem procurar por chá na internet certamente encontrará páginas e páginas com receitas para as mais diversas doenças e tratamentos de saúde. A infusão de folhas de ervas é uma das mais antigas formas de cura.
Beber o chá socialmente é uma prática presente nas culturas europeias, asiáticas e americanas. E, assim como o uso terapêutico, o consumo social da bebida pode ‘curar’ a alma, garantir bemestar e memórias afetivas.
Irene Gomm, descendente de ingleses, cresceu vivenciando a tradição do chá da tarde, conta que não podem faltar docinhos caseiros e alguém para partilhar. “Minha avó falava que uma boa companhia faz parte do chá, pois ele une. As reuniões familiares giravam ao redor da mesa e as pessoas sempre contavam muitas histórias.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Era bem divertido”, conta, lembrando da época, há mais de 80 anos, quando a família se reunia todos os finais de semana na bela casa, hoje tombada pelo Patrimônio Histórico de Curitiba.
Dona Irene continua tomando chá diariamente, pontualmente às 17 horas. “É uma bebida que combina com todas as idades. Você dá para bebês, toma durante a vida e, quando está velhinho, cai bem e é rejuvenescedor”, opina, com a sabedoria de seus 88 anos bem vividos.
A bebida que surgiu na Ásia ganhou fama com os ingleses. Na Inglaterra, a cultura começou com a princesa de Portugal, que se casou com Carlos II, então príncipe do Reino Unido. Como dotes, levou chás e porcelanas de seu país. Hoje, o chá é a bebida mais consumida do mundo, depois da água, de acordo com a Organização das Nações Unidas.
No Brasil, o consumo aumentou 25% entre 2013 e 2020, segundo dados da consultoria Euromonitor Internacional. A sommelier e tea blender Ana Carolina Delai
explica que, antigamente, as pessoas procuravam chás por motivos medicinais e agora a escolha se dá pela adoção de hábitos mais saudáveis, que trazem bem-estar. “Diferentes momentos pedem diferentes chás. Não tomaria um chá preto antes de dormir, por exemplo, pois tem muita cafeína e me manteria acordada”, diz.
Esta mudança também é observada pela florista Caroline Piegel. “Quando crescemos, entendemos que nossos avós tinham razão sobre os benefícios da bebida para a saúde. Mas agora escolho também pelo sabor”. Na casa da avó de Caroline, em todos os finais de semana eram servidos bolo e chá de ervas do quintal. Aos poucos, ela foi experimentando e se interessando mais por este universo. Agora, tem em casa um pequeno estoque com diferentes tipos de chás. “Com a mesa posta, flores e comidinhas, é uma experiência completamente diferente do dia a dia corrido. É uma oportunidade de sentar, receber as pessoas com carinho e conversar. É uma comemoração”, afirma.
Marcelo Elias
REVISTA DO GRACIOSA COUNTRY CLUB
Ana Carolina Delai
harmonização
Os chás podem ser degustados e apreciados assim como outras bebidas, como whisky e vinho, e utilizados como ingredientes para receitas de bolos, carnes, tortas e até como tempero para sopas. “Os chás nos transportam para diferentes lugares. Podemos viajar dentro de cada um. Basta se abrir para experimentar coisas novas”, afirma a sommelier e tea blender.
A bebida também pode ser harmonizada com determinados tipos de alimentos, para destacar, equilibrar ou até criar um sabor diferente.
Na harmonização por semelhança, o sabor é acentuado, enquanto na harmonização por contraste, um terceiro sabor é criado. “Busque no paladar os sabores que conhece e harmonize com algo que você acha que combina. Tudo é sobre ir testando”, orienta Ana Carolina.
Isabela França guarda sua coleção em um espaço projetado especialmente para as xícaras
paixão e coleção
Xícaras de chá e café são algumas das coleções mais comuns, entre os apreciadores de objetos. A jornalista Isabela França herdou parte de uma coleção de família que guarda num espaço projetado especialmente para as xícaras. “Minha avó, grande apreciadora dos chás ingleses, tinha uma enorme coleção numa cristaleira da sala. Eu, minha irmã e primas passávamos horas apreciando as peças que nos transportavam para um mundo mágico. Quando recebia amigas e a família, ela tirava algumas das mais especiais para servir o chá. Também lembro de tomar chá nas xícaras da coleção quando estávamos resfriadas ou doentes. Era uma forma de carinho”, rememora.
Embora no dia a dia a avó também usasse xícaras de porcelana fina, hábito que Isabela cultiva, as peças da coleção eram usadas nas ocasiões especiais. Isabela conta que atualmente usa as pequenas relíquias para servir seus convidados, o que acaba instigando boas histórias e lembranças. “Além disso, ter uma coleção ajuda os amigos na hora da escolha de um presente e uma lembrança de viagem”, brinca.
O chef César Monteiro coleciona mais de 600 xícaras originais. “Compro e ganho muitas. Tenho originais da China, Áustria, Grécia, Inglaterra, França, Itália, entre outros países”, comenta. Colecionador desde 1999, quando ganhou uma xícara da avó, César Monteiro desde então, está sempre em busca de novas peças em suas viagens.
Muitas destas peças são utilizadas nas edições do Tea Time, que acontece todos os meses na sede social do Graciosa. Responsável pelo buffet servido no tradicional evento, o colecionador faz com que estes encontros sejam ainda mais especiais. Certamente a delicadeza das peças torna os encontros das quartas-feiras verdadeiros momentos de trocas de afeto e exercício da amizade.
César Monteiro com parte de sua coleção de xícaras
experimente
HARMONIZAÇÃO
POR SEMELHANÇA
Bolo com especiarias + chá preto
OU
Bolo de chocolate com frutas vermelhas + chá de frutas vermelhas
HARMONIZAÇÃO
POR CONTRASTE
Torrada de gorgonzola e mel + chá verde
Mesa posta, flores e comidinhas fazem parte do ritual da florista
Caroline Piegel
benefícios dos chás
Branco, verde, preto, oolong, pu-erh e amarelo.
Independentemente da família a que o chá pertença, de forma geral todos trazem benefícios à saúde, como:
Diminuição do estresse
Melhora da concentração, do foco e da energia
Controle da saúde bucal, da circulação de sangue e do colesterol
Benefícios gerados pelas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antialérgicas.
dicas da irene gomm
Escalde o bule com água fervente antes de preparar o chá.
No inverno, passe água quente na xícara também, para que a bebida se mantenha quente.
Sirva o chá com um pouquinho de leite frio.
Aproveite o momento!
O Tea Time acontece em todas as últimas quartas-feiras de cada mês, a partir das 15 horas.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Irene Gomm relembra os chás da tarde na casa da avó
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WHISKY escocês sabores e histó rias do
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Fernando Gurgel, sommelier especialista em whisky e professor da Associação Brasileira de Sommeliers, esteve no Clube, no início de junho, para duas sessões de degustação de whiskies escoceses. Segundo Gurgel, cada tipo da bebida serve para diferentes momentos, e conhecer sua história faz diferença no momento de sentir os sabores. No evento, que comemorou o Jubileu de Platina da Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, foram experimentados os rótulos Tamnavulin, Jura, Shackleton e Dalmore. Além de apreciálos, os sócios tiveram a oportunidade de conhecer a história por trás das garrafas, adentrando nas técnicas e sabores originais
Quer saber mais sobre o mundo dos whiskies? Confira a conversa com Gurgel.
O sommelier especialista em whisky Fernando Gurgel fala aos associados
revista GCC : Como é o consumo de whisky no Brasil em relação a outras bebidas? E no resto do mundo?
Fernando Gurgel : O maior consumo de bebida alcoólica no Brasil é de cerveja, que representa 85%. Depois vem cachaça, vinho, bebidas mistas, vodka, brandy e, por fim, whisky. Segundo publicação da Forbes, o Brasil aparece na 29ª posição entre países consumidores da bebida, com uma média de 0,24 litros por pessoa a cada ano. Mas, por incrível que pareça, dizem que Recife é considerada a cidade que mais consome whisky no mundo, por uma questão cultural. A França é o maior consumidor com 2,5 litros, o dobro da
Grã-Bretanha. O segundo lugar surpreende ainda mais: com 1,77 litros por ano vem o Uruguai, seguido pelos Estados Unidos com 1,41 litros.
GCC : Qual é a principal diferença do whisky em relação a outras bebidas?
FG : Comparando o whisky com outras bebidas destiladas, a principal diferença é a complexidade organoléptica – propriedades percebidas pelos sentidos –, pois o whisky é a bebida mais complexa de todas, com maior número de aromas e sabores. Assim como a maioria dos destilados, whisky é produzido a partir de um mosto fermentado de cereais,
que passou por destilação e depois maturação em barris de carvalho. Técnicas de produção também diferem o whisky de outros destilados.
GCC : Existe uma maneira correta de beber whisky?
FG : A melhor maneira é aquela que você mais gosta. Dependendo do momento e do tipo de whisky, podemos ter formas diferentes de consumo. Descubra sua maneira preferida provando o maior número de possibilidades. Somente em degustações sérias, onde será analisado toda a parte sensorial, é que teremos regras a seguir. Mas aí não seria “beber” whisky e sim “degustar”.
Lucas
Lopes
GCC : Poderia comentar sobre os diferentes tipos de whiskies e suas origens? Alguma história curiosa?
FG : São vários tipos diferentes dependendo do país ou região. Os produtores de whisky seguem regras locais. Por exemplo, os Single Malts escoceses devem ser elaborados com 100% de cevada maltada, destilados em alambiques de cobre e envelhecimento mínimo de três anos em barris de carvalho. Os Bourbons americanos devem conter pelo menos 51% de milho em sua mistura no mosto, e cada produtor terá sua própria receita, chamada de mashbill, usando na mistura outros cereais como centeio, cevada e trigo. Ninguém sabe ao certo onde e como surgiu essa bebida milenar, mas sabemos que os celtas e os monges cristãos da Irlanda e Escócia aperfeiçoaram e se tornaram os maiores e mais famosos produtores. O nome whisky, em inglês, deriva da palavra em gaélico “uisge beatha”. Também era chamado em latim de “aqua vitae” e foi muito utilizado para fins medicinais na idade média.
GCC : O whisky é servido em várias situações, sozinho ou acompanhando alimentos. Como combiná-lo?
FG : Com a diversidade de tipos de whisky, podemos ter um que seja mais adequado para cada momento. Para festas longas e com muita gente, o mais adequado são os Blended Scotch Whisky standard, mais leves e econômicos, ou premium com um pouco mais de corpo, mais envelhecidos e mais caros, geralmente consumidos com bastante gelo. Mas naquelas horas para relaxar no final do dia, nada como apreciar uma dose de Single Malt puro, com um pouco de água para diluir o álcool, ou ainda com uma pedra de gelo feito com água de boa qualidade. Na harmonização com pratos, a melhor combinação é com a culinária japonesa, que reúne sabores agridoces, mas também pode combinar com carnes de sabor mais forte, como cordeiro e pato, com molho terroso e picante, além dos petiscos tradicionais, como frutas secas, damasco com gorgonzola, queijo brie com geleia de pimenta e canapé de salmão com raspas de gengibre.
Brinde dos sócios durante a degustação no Clube
de dar água na boca
INGREDIENTES DE RECEITAS
TÍPICAS DE FESTA JUNINA
RENDEM VERSÕES CRIATIVAS
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Quando os dias frios vão chegando, logo pensamos em comidinhas que tragam conforto e calor. Junte a isso a época que pede uma boa festa junina e pronto: dá água na boca só de pensar nos quitutes típicos desse evento, que é tão divertido e esperado.
Além das receitas tradicionais, podemos experimentar diferentes modos de utilizar os ingredientes. Confira as dicas abaixo e delicie-se.
STROGONOFF DOCE DE PINHÃO 01
INGREDIENTES
800g de pinhão já cozido, descascado
400g de creme de leite
300g de leite condensado
150g de doce de leite
150g de chocolate branco
MODO DE PREPARO
Com o pinhão já cozido e descascado, triture-o no processador. Depois, junte todos os ingredientes em uma panela de fundo grosso, misturando bem até ficar homogêneo. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar até o ponto do brigadeiro de colher, quando o doce desgruda da panela.
CESAR MONTEIRO
CESAR MONTEIRO BUFFET
COXINHA DE GALINHA E PINHÃO 02
INGREDIENTES
250g de pinhão
250 g de farinha de trigo
1 tablete de caldo de galinha
1 colher de sopa de manteiga
1 copo americano de leite
1 peito de frango cozido e desfiado
300 g de farinha de rosca para empanar
1 cebola média picada
4 tomates picado em cubos
2 dentes de alho
1/3 de xícara de molho de tomate
Salsinha, cebolinha, sal e pimenta à gosto
JUNHO /
/
MODO DE PREPARO
Em uma panela acrescente o pinhão já cozido e triturado, o leite, a manteiga, o sal e o caldo de galinha. Leve ao fogo até levantar fervura e assim que ferver, vá acrescentando a farinha de trigo. Cozinhe até desgrudar totalmente do fundo da panela e depois reserve. Para o recheio, em outra panela acrescente um fio de azeite, cebola e alho. Deixe fritar, acrescente o tomate em cubos, o molho de tomate e o peito de frango. Mexa bem e deixe cozinhar por mais 15 minutos. Finalize com o sal e demais temperos. Recheie a coxinha e logo em seguida empane-a passando no leite e farinha de rosca.
Cascas de 1 laranja
Cascas de 1 tangerina
200g de açúcar
1 maçã cortada em lâminas
1 pedaço de gengibre picado
Cravo da índia à vontade
Anis estrelado à vontade
Canela em pau à vontade
MODO DE PREPARO
Fazer um caramelo com o açúcar e a especiarias.
Quando estiver dourado, entrar com as cascas, frutas, água e a cachaça. Deixar ferver.
MARZIA LORENZETTI BUFFET MARZIA LORENZETTI
QUENTÃO
ROSÉ
INGREDIENTES
1 litro de vinho rosê
400 ml de água
250g de açúcar (opcional)
1 pedaço de gengibre picado
Anis estrelado (à vontade)
Canela em pau à vontade
MODO DE PREPARO
Em uma panela média adicionar os ingredientes até a fervura.
GEMADA À LORENZETTI
INGREDIENTES
1 colher (sopa) de açúcar
1 gema ½ colher de limoncello Lorenzetti
MODO DE PREPARO
Bater os ingredientes com a ajuda de um mixer ou de uma batedeira até ponto de gemada ou picos firmes. Adicionar ao seu quentão.
GASTRONOMIA
CANJICA CREMOSA 06
ISABELA BARROSO
RAVI CAFÉ
INGREDIENTES
500 gramas de canjica
500 ml de leite
200 ml de leite de coco
200 ml de leite condensado
Cravo e canela a gosto
Paçoca para polvilhar
MODO DE PREPARO
Deixar o milho de canjica de molho por 12 horas. Cozinhar a canjica com água em panela de pressão por 50 minutos. Desligar o fogo e deixar sair a pressão. Misturar o leite, leite de coco, leite condensado, cravo e canela e cozinhar por 20 minutos. Depois polvilhar a paçoca por cima para servir.
festa junina
No dia 25 de junho, as quadras cobertas do Clube se transformaram em um grande e colorido arraiá. A tão esperada festa junina reuniu mais de 2500 pessoas em uma tarde cheia de diversão. O evento contou com várias atrações para os pequenos, como desfile de fantasias, pescaria, tobogã, guerra de cotonetes, touro mecânico e muitas outras brincadeiras. Música boa com a banda Coração Brasil e uma variedade grande de alimentação e bebidas aqueceram o sábado frio, mas muito animado.
Além de se divertirem, os sócios e convidados também tiveram a oportunidade de fazer o bem, doando na entrada latas de leite em pó e alimentos não perecíveis, que foram encaminhados à Responsabilidade Social do Clube para doação a instituições carentes.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
CULTURA
EDUARDO MONTEIRO
O PIANISTA É PROFESSOR DE MÚSICA DA USP E JÁ SOLOU COM ALGUMAS DAS MAIS IMPORTANTES ORQUESTRAS DO MUNDO
Eduardo Monteiro, um dos maiores expoentes do cenário do piano brasileiro da atualidade, se apresentará no dia 18 de agosto na sede social do Clube. Pianista consagrado, professor titular do Departamento de Música da ECA-USP, primeiro lugar no Concurso Internacional de Colônia (1989) e premiado em Dublin (1991) e Santander (1992), já foi solista de renomadas orquestras do Brasil e do exterior, incluindo as Filarmônicas de São Petersburgo, de Moscou, de Munique e a Orquestra de Câmara de Viena. Também se apresentou em palcos como o Wigmore Hall de Londres, Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky de Moscou, a Philharmonie de Colônia, Gasteig de Munique, Sala Verdi de Milão, Liceo de Barcelona, Auditório Nacional de Madrid, entre outros. Estudou no Rio de Janeiro, na Itália, França e nos Estados Unidos. Foi Diretor e atualmente é Vice-diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP e Diretor Cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
A SEGUIR, O PIANISTA CONTA UM POUCO SOBRE SUA HISTÓRIA E O
RECITAL QUE FARÁ NO GRACIOSA
EM ENTREVISTA CONCEDIDA À
PROFESSORA CLARICE MIRANDA
Clarice Miranda : Eduardo, você tem uma trajetória brilhante e é reconhecido internacionalmente desde jovem. Conte-nos quando e por que escolheu o piano.
Eduardo Monteiro: Inicialmente gostaria de agradecer o convite para esse recital no Graciosa Country Club, que muito me alegra. A escolha pelo piano se deve a uma série de circunstâncias. O desejo de aprender a tocar esse instrumento surgiu quando o piano chegou na casa e minha irmã, quase três anos mais velha, começou a estudar. Insisti para que meus pais me colocassem nas aulas também. Tive ainda a sorte de ter uma excelente professora que morava no mesmo prédio. Foram circunstâncias que, naturalmente, se combinaram com uma vocação e uma habilidade natural para o instrumento.
Clarice: Qual foi o seu maior desafio no estudo da música?
Eduardo: O piano exige muita dedicação: um treinamento que se encontra, por exemplo, em atletas de alto nível, com prática diária intensa, aliada ao cultivo de uma sensibilidade estética que é comum a todas as artes. Depois, quando nos tornamos profissionais, a própria natureza da nossa atividade, que demanda um encontro com a inspiração na hora do concerto, o que nem sempre é algo evidente.
Clarice: Como você vê a importância do piano brasileiro no panorama mundial?
Eduardo: O Brasil sempre teve excelentes pianistas que se destacaram no cenário internacional. Magdalena Tagliaferro, Guiomar Novaes, Jacques Klein e Nelson Freire são alguns dos ícones, já falecidos, do piano no Brasil. Acredito também que, de uma maneira geral, os pianistas brasileiros têm uma originalidade em sua interpretação que chama muito a atenção no exterior.
Clarice: A música brasileira é bem recebida em recitais e concertos na Europa e nos Estados Unidos?
Eduardo: Sim, sem dúvida. Trata-se de um repertório que possui peças interessantíssimas e muito pouco conhecidas do público de fora. Dessa forma, sempre que é tocado, é muito bem recebido e causa grande impacto.
Clarice: Você possui um abrangente repertório, que tem como característica um refinado bom gosto. O que reservou para tocar no recital do Graciosa?
Eduardo: Fiz questão de escolher obras de grande beleza e que são capazes de seduzir o ouvinte. Elas abrangem diferentes estilos e épocas. Esse é o programa do concerto:
W. A. MOZART (1756-1791)
Fantasia em ré menor K. 397
C. DEBUSSY (1862-1918)
2 Préludes
• La Cathédrale Engloutie
• Ce qu`a vu le vent d’ouest
WAGNER-LISZT (1813-1883)
Morte de Isolda
C. SANTORO (1919-1989)
3 Prelúdio e 2 Paulistanas
F. MIGNONE (1897-1986)
Sonata n. 1
• I Moderato
H. VILLA-LOBOS (1887-1959)
Impressões Seresteiras Hommage à Chopin
• I Nocturne
• II Ballade
Clarice: Existe algum compositor de sua preferência?
Eduardo: Meu compositor preferido é Beethoven. Admiro cada vez mais a genialidade de sua escrita e de suas propostas composicionais. Beethoven sempre, mas já tive algumas outras fases que incluíram outros nomes: Ravel foi o primeiro, depois Debussy, Liszt, Prokofieff, VillaLobos. Na verdade, são muitos!
O pianista Eduardo Monteiro se apresentará no Graciosa dia 18 de agosto
Clarice: Em sua discografia, destaca-se o CD “Piano Music of Brasil”, lançado em um recital em Londres. Fale um pouco sobre ele.
Eduardo: É um CD em que escolhi tocar obras significativas do repertório, de grande envergadura, mas ainda sim muito comunicativas. Ele foi muito bem recebido, com críticas elogiosas, tanto do recital de lançamento, no Wigmore Hall de Londres, quanto pelas revistas especializadas, como a Gramophone.
Clarice: Em sua discografia, destaca-se o CD “Piano Music of Brasil”, lançado em um recital em Londres. Fale um pouco sobre ele.
Eduardo: É um CD em que escolhi tocar obras significativas do repertório, de grande envergadura, mas ainda sim muito comunicativas. Ele foi muito bem recebido, com críticas elogiosas, tanto do recital de lançamento, no Wigmore Hall de Londres, quanto pelas revistas especializadas, como a Gramophone.
Clarice: O que você considera ser a chave para o seu longo sucesso?
Eduardo: O Acho que o primeiro fator foi sempre ter muito claro a escolha pela música. Como não é algo óbvio nem tão comum, é frequente os jovens hesitarem diante de uma decisão que significa, na maior parte das vezes, uma opção para toda a vida. Nesse sentido, contei também com a sorte, porque nunca tive dúvidas e me sinto muito privilegiado e realizado com minha escolha e trajetória. Depois, sem dúvida, muita dedicação! É preciso não só destinar muitas horas para o estudo, mas também ter muita disciplina nessa prática.
Clarice: Vários de seus alunos receberam prêmios em importantes concursos de piano. Qual o seu maior desafio como professor?
Eduardo: O trabalho de um professor de instrumento é muito diferente da maioria das disciplinas que encontramos na universidade. Inicialmente, porque as aulas são individuais, o que cria um vínculo muito forte com cada estudante. Além disso, é preciso uma abordagem completamente particular para cada aluno. Mais do que ensinar o que sabe, o professor precisa ensinar o que o aluno necessita aprender e no momento adequado, o que não é uma tarefa fácil e pressupõe uma grande capacidade de escuta. É importante ter consciência que o pianista é formado pelo acúmulo de experiências, das quais as transmitidas por seu professor é apenas uma dessas fontes, mesmo que, muitas vezes, a mais importante. É necessário ainda que o professor oriente o aluno profissionalmente, uma vez que a carreira é muito variada e é preciso que cada um encontre seu devido espaço.
Clarice: Passando por diversos países, atuando com grandes maestros e principais orquestras do mundo, o que você pensa da música clássica no Brasil?
Eduardo: Há cidades brasileiras que têm uma vida cultural tão rica como alguns dos centros europeus. O maior desafio em todo o mundo é fazer a denominada música clássica ou erudita chegar ao grande público. Hoje existe um enorme interesse, por exemplo, na Ásia. Pelas notícias que recebemos, se contam aos milhões os estudantes de piano na China!
Clarice: Uma característica em suas apresentações são as explicações antes de cada obra que será executada. Acho isto sensacional, pois agrega conhecimento ao prazer de ouvir. Você fará isto neste recital em agosto?
Eduardo: Com certeza, e essa prática está intimamente relaciona ao que falei na pergunta anterior: em como atingir o grande público. Acho muito importante, ao realizar um recital, falar um pouco sobre cada peça, sensibilizar a escuta da plateia para alguns aspectos da obra que ajudem a compreender o seu contexto e significado, o que possibilita uma comunicação muito mais direta com o ouvinte.
RECITAL DE PIANO
JUNHO / JULHO / AGOSTO
RECITAL
com Eduardo Monteiro
18 DE AGOSTO I 19H30 I SEDE SOCIAL
DE PIANO
SUGESTÃO . 1 kg de alimento não perecível
PRÓXIMOS EVENTOS CULTURAIS
02/08 . Início do curso “Renascimento e Reforma na Inglaterra Tudor: história, arte e literatura”, com Liana Leão (8 aulas)
03/08 . Início das Rodas de Leitura, em parceria com a Freguesia do Livro, que acontecerão a cada duas semanas
18/11 Palestra e exposição do fotógrafo Zig Koch
A DEFINIR . Palestra com a historiadora Mary del Priore
A DEFINIR . Palestra com o economista Armínio Fraga
Educadora musical, soprano, compositora, escritora, professora do Solar do Rosário e membro da Academia de Cultura de Curitiba Clarice Miranda
CARPINEJAR
FALA DE MOMENTOS BEM VIVIDOS
As diretorias de Cultura, Biblioteca, Marketing e Responsabilidade Social receberam, no último dia 28 de junho, o escritor Fabrício Carpinejar para um bate-papo no Clube.
O encontro marcou o início de uma parceria do Graciosa Country Club, com a Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Paraná, por meio do qual, o Clube e a Biblioteca vão compartilhar eventos de forma a oferecer aos frequentadores da Biblioteca a oportunidade de trazer mais autores como forma de disseminar e estimular a leitura. E, por outro lado, ao Clube, a possibilidade de ampliar o contato com escritores de renome. Carpinejar é autor de 48 livros, vencedor de dois prêmios Jabuti, e conta com milhares de seguidores em suas redes sociais.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
O escritor falou sobre as relações neste momento pós-pandemia sob uma abordagem muito contemporânea e atual: enaltecendo a importância de estar presente, de aproveitar os encontros, os abraços e as delicadezas.
Questionado sobre como sair da dor e do medo que fizeram da pandemia um período tão difícil para muitas pessoas, ele afirmou que o único jeito é celebrar a presença. “A gratidão de estar presente ali. Não em outro lugar, mas ali. É entender a importância do encontro. É não ficar pela metade. É estar onde o afeto predomina. É ser fiel ao agora. Ser leal ao agora. É o único jeito. Não tem mais como adiar, não tem mais como dizer “depois nos vemos” ou “vamos marcar um café”. Não! Quer tomar um café? Toma agora”, enfatizou.
Para ele, o cafezinho no meio da tarde, uma ligação de três minutos são tão ou mais importantes que os encontros programados. Quando se programa demais é mais fácil de adiar, de não achar tempo na agenda. “Temos que contar também as moedas do tempo. Assim como o dinheiro, precisamos guardar não apenas as notas, mas as moedas. Temos de dar valor aos minutos com quem amamos. Sejam dez, quinze, vinte minutos”, comparou. O escritor contou histórias pessoais, paralelos históricos e literários e ressaltou a relevância das boas memórias. “São os momentos vivos que trazem as memórias. O que vivemos deixa saudades. O que não vivemos traz culpa”, disse.
" Temos que aceitar as mudanças. Tudo muda. As pessoas mudam. Não há como esperar que quem viaja pelo mundo, conhece outras culturas, outras pessoas, outros costumes, volte igual."
Fabricio Carpinejar distribui autógrafos
A Diretora de Cultura Liana Leão recebe Carpinejar
drive book
BIBLIOTECA FACILITA OS EMPRÉSTIMOS COM ENTREGA DE LIVROS NOS CARROS
Durante alguns meses de 2020 e 2021, por conta da pandemia, a biblioteca do Clube não abriu. As histórias, muitas vezes um refúgio e uma fonte de conhecimento, passaram a não chegar nas mãos de quem ansiava por elas. O diretor Adalberto Scherer conta que, então, a única solução foi realizar os empréstimos sem que os sócios tivessem que ir até a biblioteca. Os leitores faziam solicitações de até três livros e depois buscavam os exemplares na portaria do Clube.
Esta nova modalidade de empréstimos, chamada de Drive Book, foi aprovada por muitos sócios, que ao longo da pandemia emprestaram cerca de 1.200 livros. Atualmente o projeto está operando, mesmo depois do fim do isolamento social, por conta da facilidade das entregas rápidas, principalmente para aqueles que têm dificuldade de locomoção.
DRIVE BOOK
Para participar do Drive Book, os sócios podem ligar ou enviar uma mensagem via Whatsapp para 41. 99928-2193, escolhendo até três livros por mês, para retirada na portaria social do Clube, de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas.
FRONTEIRAS DO PENSAMENTO
Há mais de 15 anos, o Fronteiras do Pensamento reúne pensadores influentes em ciclos de conferências para debater temas intrigantes da atualidade. O Fronteiras questiona, coleciona respostas e explora ideias que impactam e alimentam a sociedade na arte, nos negócios e na vida cotidiana. Nessa coleção estão reunidos os mais diversos pontos de vista de reconhecidos filósofos, artistas, cientistas, atores sociais e líderes políticos.
21 IDEIAS DO FRONTEIRAS DO PENSAMENTO PARA COMPREENDER O MUNDO ATUAL 0 1
21 ideias do Fronteiras do Pensamento para compreender o mundo atual apresenta uma seleção criteriosa de conceitos e ideias de alguns dos renomados intelectuais que já estiveram no palco do ciclo de conferências. Partindo de um conjunto amplo de textos – que vai da literatura e da filosofia à política e à ciência –, o livro tem o objetivo de promover reflexões sobre a contemporaneidade e de contextualizar a vida e a obra de pensadores como Zygmunt Bauman, Christopher Hitchens, Salman Rushdie, Edgar Morin, Richard Dawkins, Susan Greenfield, Mario Vargas Llosa, Luc Ferry, Beatriz Sarlo, Manuel Castells e outros.
COLEÇÃO
02
PENSAR A CULTURA
A obra apresenta conferências de alguns dos mais prestigiados intelectuais da atualidade, como os vencedores do Prêmio Nobel Mario Vargas Llosa e Orhan Pamuk, os escritores Michel Houellebecq e Mia Couto, o cineasta Wim Wenders e o jornalista Tom Wolfe. A organização deste volume é do jornalista Cassiano Elek Machado.
03
PENSAR A FILOSOFIA
Este segundo volume da série, enfrenta o desafio de dar conta da complexidade e da amplitude do debate filosófico contemporâneo. Apresenta as conferências do economista, vencedor do Prêmio Nobel Amartya Sen, dos historiadores, Robert Darnton e Simon Schama, e do crítico literário e teórico cultural, Fredric Jameson, dos filósofos Daniel Dennett, Jon Elster e Simon Blackburn, além de entrevistas inéditas com os filósofos José Arthur Giannotti e Peter Singer.
04
PENSAR O CONTEMPORÂNEO
Terceiro volume da série, a obra pretende contribuir para uma reflexão aberta, variada e bem informada sobre alguns dos temas mais urgentes e instigantes deste começo de século 21: das revoluções morais à dinâmica dos movimentos sociais em rede, do papel da religião no mundo de hoje às transformações e desafios que a internet nos apresenta.
05
PENSAR A JUSTIÇA
O quarto volume demonstra o quanto é complexa e urgente a discussão em torno de uma das mais antigas aspirações humanas –a busca por um mundo mais justo. Pensar a Justiça foi organizado pelo jornalista Jaime Spitzcovsky.
FRONTEIRAS DO
PENSAMENTO: DEBATE
OS SENTIDOS DA VIDA
Analisar a trajetória da vida humana é, sem dúvida, deparar-se com a mais básica, absurda e impossível das questões: qual é o sentido das nossas vidas? A verdade é que, seja a partir da arte, da filosofia, da psicanálise, da educação, da ciência, da literatura ou da estética, não podemos temer as questões que se apresentam independentemente das respostas às quais chegamos. A obra reune a íntegra de uma dezena de conferências do ciclo de debates e que aconteceram, em sua maioria, na temporada 2019. Cada um dos pensadores selecionados para a obra traz a sua percepção singular para este debate sobre o passado, o presente e, ―é claro, o futuro da humanidade.
O CETAC, com a sua fundação em 1977, foi a primeira clínica do Paraná especializada em exames de tomograa computadorizada e desde então vem oferecendo o que há de mais moderno em diagnóstico por imagem.
Ressonância Magnética de 1,5 e 3,0 T que contam com Inteligência Articial
Tomograa Computadorizada de 128 canais
PET-CT
Mamograa Digital e Tomossíntese
Raio X Digital Simples e Contrastado Densitometria Óssea
Ultrassonograa Geral e Obstétrica
Punções e Bióspsias
Cintilograas
Doppler Colorido
O CETAC oferece um espaço exclusivo para as mulheres e uma ala pediátrica com espaços lúdicos e atendimento humanizado.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
fazer o bem faz bem
VOLUNTÁRIAS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
DO CLUBE TRABALHAM PARA ATENDER PEDIDOS DE AJUDA
Com um novo sorriso, o pintor Luiz Carlos Rodrigues, que trabalha há 35 anos no Clube, afirma que agora pode aproveitar o presente que ganhou. “Fiquei surpreso com a ajuda que recebi. Pagaram quase todo o valor da minha prótese e foi muito rápido”, comemora Rodrigues, referindo-se ao tratamento dentário custeado em parte pela Responsabilidade Social do Clube, graças aos valores arrecadados com os bazares beneficentes.
Durante o ano, as voluntárias do setor trabalham organizando as doações que recebem dos sócios. São roupas, sapatos, brinquedos, eletrodomésticos, móveis e acessórios, que passam por uma triagem para avaliação das peças. Os itens mais antigos são entregues em lugares mais carentes, e o restante é selecionado para os bazares realizados para funcionários e comunidade externa, três a quatro vezes ao ano. “Os produtos vendidos são itens bons por preços acessíveis”, explica a coordenadora de Responsabilidade Social do Clube, Sueli Steffen Gossling.
Com o valor arrecadado nos bazares, assim como aconteceu com Luiz, outros funcionários recebem auxílio, seja com cestas básicas, exames, remédios ou tratamentos dentários, após contarem
JUNHO / JULHO / AGOSTO
suas necessidades para o departamento de Recursos Humanos, que repassa o pedido para o grupo de voluntárias.
A Responsabilidade Social contribui ainda com diversas instituições carentes, que se inscrevem para receber o auxílio e detalham os itens dos quais estão precisando. As entidades são então avaliadas e as escolhidas recebem doações compradas com o dinheiro administrado pela tesouraria do Clube. “Nossas ações são recorrentes e englobam muita gente. Mas mesmo trabalhando há anos, algumas pessoas ainda não sabem a fundo o que fazemos”, acredita Sueli.
Duas vezes por semana, as 15 voluntárias ativas no grupo se encontram para organizar as doações antes dos eventos. Nos bazares e nos dias de venda, são ao todo 40 mulheres ajudando. Maria Cecilia Michelotto Centa é uma delas. Ela participa desde a realização do primeiro bazar, em 2003. “No começo as ações eram mais simples, depois foram chegando mais voluntárias e agora temos trabalho o ano todo. É muito gratificante”, comenta. “Doamos um pouco para cada um para beneficiar o maior número possível de pessoas e instituições”, finaliza.
Voluntárias comemoram o último bazar de Natal
DOAÇÕES
ALGUMAS DOAÇÕES REALIZADAS PELA RESPONSABILIDADE SOCIAL RECENTEMENTE:
Oxímetro para o Hospital Pequeno Príncipe
2.000 fraldas para o Asilo São Vicente
4.000 garrafas de água para o Acridas – Associação Cristã de Responsabilidade Social, para o projeto ‘Água solidária’
20 colchões para uma casa lar do Afece
Móveis de cozinha para a instituição Passo da Criança
Os bazares de 2018 a 2022 arrecadaram mais de R$500 mil com a
A maior arrecadação de 2022 ainda não aconteceu, mas a Responsabilidade Social já angariou mais de R$ 68 mil
Durante todo o ano a Responsabilidade Social aceita doações.
R$
Bazar de Inverno
Bazar de Natal
Bazar de Dia das Mães
Bazar de Dia dos Pais
Bazar de Dia das Crianças
Pedro Hobi Munhoz brinca enquanto joga xadrez
Jogos, livros infantis, bonecos e brinquedos. Esses são os principais instrumentos que buscamos quando queremos distrair e entreter as crianças. Mas qual a influência destes objetos lúdicos e no que, de fato, auxiliam para o amadurecimento ados pequenos? De acordo com Verônica Branco, doutora em Educação e pedagoga, brincar é a única forma das crianças aprenderem e se desenvolverem, pois é a maneira como exploram o mundo. “Elas só aprendem fazendo e colocando a mão na massa, então aulas com explicações estáticas não ajudam”, explica.
O ato de brincar — que envolve sentimentos e imaginação — é tão significativo que foi assegurado tanto pela Constituição Federal quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por meio de brincadeiras é possível enriquecer as percepções, autoconfiança e também auxiliar na compreensão de emoções.
No Clubinho da Criança do Graciosa, o contraturno segue o método da recreação e acontece de forma livre, com atividades dinâmicas e fugindo de horários pré-estabelecidos. As crianças podem escolher, dentro das possibilidades propostas, quais ações realizar. “São usados materiais como massinha, tinta e bola. Mesmo que fiquem por pouco tempo, sempre aprendem algo diferente”, acredita Salette Ribas Lustosa, gerente do espaço. Lá dentro, os jogos acontecem no ritmo da criança. O único pedido das monitoras para as crianças é que elas comecem uma atividade, desenvolvam e terminem, antes de passar para a próxima, garantindo um aprendizado não apenas parcial.
Para Karen Petrelli de Castro, mãe de Giulia Petrelli, de 9 anos, a comunicação é um dos principais pontos desenvolvidos ali. “As crianças ficam mais seguras de si e melhoram seus relacionamentos, além de respeitarem horários e pessoas. O ambiente em si favorece a interação e a troca, e isso é muito importante”, explica, já sentindo saudades do Clubinho. A filha frequentou o espaço por muito tempo, até completar 8 anos, idade limite atendida pelo local. “Eu amo o Clubinho. Fiz um milhão de amigos”, conta Giulia.
mais que brincadeiras
Esse tipo de convívio e de relações entre crianças é importante principalmente após os dois anos de idade, quando a socialização acontece. É o que afirma Rosangela Fátima Garbers, pediatra neonatologista e membro do Comitê de Neonatologia da Sociedade Paranaense de Pediatria. “Crianças que ficam muito sozinhas podem ter até dificuldade no desenvolvimento da fala, que foi o que aconteceu com muitas durante a pandemia. Muitos pensam que num espaço como o Clubinho da Criança acontecem só brincadeiras, mas é muito mais do que isso”, diz, enfatizando que é sempre importante haver pessoas capacitadas, como pedagogas, para acompanhar os pequenos. No Clubinho há uma coordenadora e cinco monitoras, entre elas três pedagogas. “Na maioria das vezes não temos avós tão disponíveis como antigamente. Hoje viajam, trabalham, fazem cursos, então o acolhimento em um espaço bem preparado é fundamental”, complementa a pediatra.
espaço para aprender e ensinar
Além de descobrir coisas novas, as crianças que participam de atividades extracurriculares também têm espaço para troca de conhecimento. Pedro Hobi Munhoz, de 8 anos, faz aulas de xadrez e, quando está no Clubinho, gosta de ensinar o esporte para outras crianças e para as monitoras. Simone Cristo, sua professora de xadrez, afirma que o ensinamento entre as crianças é excelente. “Ajudam a rever os conceitos e a recriar novos. É um momento de testar novas possibilidades e aprender novidades”, diz. A pedagoga Verônica Branco afirma que instantes de interação são uma oportunidade para as crianças conhecerem outras formas de interagir. “Diferentemente de quando é o adulto quem orienta, em idades semelhantes os pequenos compartilham conhecimento e avançam”. No espaço do Clubinho, a supervisão do adulto acontece não de forma restritiva, mas acolhedora e cuidadosa. “As crianças devem ficar sem interferência, mas com uma observação necessária para auxiliar na resolução de problemas. Isso é importante pois contribui com o desenvolvimento cognitivo dos menores”, diz a pedagoga.
O LÚDICO PARA AS CRIANÇAS
Um estudo feito pelo Centro Médico Nacional Infantil em Xangai verificou que a exposição excessiva às telas de eletrônicos de crianças até três anos pode afetar a atenção e suas capacidades cognitivas. As brincadeiras são uma ótima alternativa para o corpo e os sentidos. “Em computadores e celulares, a criança pequena só fica olhando, quieta. Não sabem realizar comandos enquanto não sabem ler e escrever, portanto é inútil. Crianças precisam de atividades e materiais que não sejam de adultos”, afirma Verônica Branco.
O desenvolvimento infantil também pode ser influenciado pelo ambiente onde as crianças estão, por isso, no Clubinho, toda a decoração é feita de forma que as crianças tenham autonomia e liberdade. As prateleiras, por exemplo, são acessíveis e estão na altura dos pequenos, para que possam alcançá-las.
Sem estímulos, as crianças podem tardar a desenvolver certas habilidades ou nem chegar a desenvolvê-las. Já com cores, texturas e sons, o lúdico permite que criem histórias e um mundo inteiro para elas, desenvolvendo capacidades como imaginação, criatividade e percepção.
" Converse com as crianças. Pergunte como foi o dia delas, as atividades que fizeram e o que aconteceu de diferente. Isso é muito importante e pode auxiliá-las a aprenderem e se desenvolverem. "
Verônica Branco, doutora em Educação e pedagoga
DA CRIANÇA
HORÁRIOS
SEGUNDA - FEIRA das 8h40 às 12h50
TERÇA - FEIRA A SÁBADO das 8h40 às 18h20
DOMINGOS E FERIADOS das 9h às 17h20
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Giulia Petrelli matando saudades do Clubinho da Criança
Pedro Hobi Munhoz e a mãe Ana Rosa Menon de Araujo
Nossa metodologia proporciona uma formação integral, promovendo o protagonismo dos alunos e os ajudando a desenvolver habilidades essenciais para encarar os desafios da vida.
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Lançamento
EXERCÍCIO EM TEMPERATURAS BAIXAS
TRAZ BENEFÍCIOS PARA SAÚDE
Rafael Garmatter Camargo durante a aula de natação
JUNHO / JULHO / AGOSTO
movimento constante
NATAÇÃO
E CORRIDA NO INVERNO
Em teoria, o inverno começa em junho e vai até setembro. Mas neste ano tivemos temperaturas bem diferentes no sul do Brasil. Na metade de maio uma frente fria chegou em Curitiba e fez a temperatura beirar 0ºC. Apesar da intensa onda gelada, muitos atletas continuaram seus exercícios regularmente.
O médico Eduardo Osternack Rezende afirma que atividades em temperaturas amenas fazem bem ao coração, ajudam a queimar quilos extras ganhos na estação e também auxiliam com as emoções. “É muito comum o clima frio trazer um sentimento de tristeza. Praticar exercícios físicos aumenta a concentração de endorfina, substância que promove bem-estar e ajuda no tratamento da depressão”, explica.
Arsenio de Almeida Neto participa do grupo de corrida do Clube, no período da manhã. “No frio a motivação é a mesma. Correr é um desafio às vezes, mas é importante pois aumenta a qualidade de vida e é um exercício cardiovascular muito bom”, acredita, enfatizando que no frio os cuidados são bemvindos. “Tomo suplementos e faço um reforço alimentar”, comenta.
O grupo de corrida do Clube existe há 12 anos. Além de treinarem três vezes por semana juntos, os corredores da equipe também participam de provas – como a Cruce de Los Andes, na Patagônia, um trajeto de 100Km feitos em três dias – e passeios de corrida, em locais como vinícolas.
Lucas Lopes e Marcelo Elias
Arsenio de Almeida Neto, que participa do grupo de corrida do Clube, garante que a motivação é a mesma para correr no frio
JUNHO / JULHO / AGOSTO Que tal fazer parte do grupo de corrida do Clube ou das aulas de natação?
MAIS INFORMAÇÕES NO CENTRO POLIESPORTIVO OU PELOS TELEFONES (41) 3015-1004 OU 99915-1759
NA ÁGUA
Dentro das piscinas, a temperatura é alta e faz os nadadores esquecerem do frio. Laura Garmatter, mãe de Rafael Garmatter Camargo, de quatro anos, só vê vantagens em manter o filho na natação durante o inverno. “É muito bom continuar os exercícios. A criança se cansa mais e tem um sono melhor. Não tem porque ficar o inverno inteiro dentro de casa. Essa estação vem todo ano”, diz Laura, que agasalha muito bem o filho após um banho morno. Nadar também pode ser um ganho para pessoas com problemas respiratórios, como Sandra Bittencourt, que começou a fazer natação no Clube motivada pela bronquite. “Eu já me exercitava e sabia nadar, mas foi neste ano, quando comecei a vir três vezes por semana fazer exercícios, que senti uma melhora significativa na respiração”, comenta.
POR QUE SE EXERCITAR NO INVERNO?
Confira
os benefícios listados pelo médico Sanderson Cauduro:
Os exercícios trazem sensação de prazer. No inverno, quando nos exercitamos, o corpo libera mais dopamina, por isso sentimos mais bem-estar.
Gastamos mais calorias. Isso acontece porque o corpo gera mais energia em temperaturas baixas. Aliás, é justamente por gastar mais calorias que nós comemos mais nessa estação, então temos que nos cuidar.
O sistema cardiopulmonar é beneficiado. Os exercícios regulares, sejam eles aeróbicos – que utilizam oxigênio como fonte para a produção de energia – ou anaeróbicos – que usam carboidratos durante a prática de exercícios de alta intensidade e curta duração – são bons durante o inverno.
A saúde mental se mantém. Em baixas temperaturas o psicológico pode ser afetado, então continuar com os movimentos ajuda a estarmos bem emocionalmente. Ajuda a prevenir as doenças de inverno, como gripe e resfriado. As atividades contínuas contribuem para o bom funcionamento do sistema viral, enquanto o sistema imune é fortalecido.
" A alegria de dançar reflete na família, no trabalho, em toda a vida "
#DANCER
" A dança nos transforma. Não é só boa para o corpo, mas também para a alma "
JAZZ
dança faz bem à saúde em todas as IDADES
A música alta e agitada pode ser ouvida ao longe. Dentro da sala, a alegria é contagiante, mesmo com a repetição exaustiva da coreografia. Ao final da aula, abraços entre elas e longas conversas. Este é o clima do Jazz Dance do Clube, formado por mulheres que têm brilho no olhar ao contarem suas experiências com a dança. Juntas, descobrem os movimentos que são capazes de fazer e sentem os benefícios que vão além da boa forma física. Modelar o corpo, ganhar flexibilidade, fortalecer a musculatura e melhorar a coordenação motora são reflexos de um treinamento que traz muito mais do que isso. “ A dança nos transforma. Não é boa só para o corpo, mas também para a alma. E quando estamos bem, isso reflete em todas as áreas de nossas vidas”,
acredita Giovana Cotlinski Massignan, que depois de muito tempo sem dançar, tem se dedicado ao jazz. “As aulas são dinâmicas e a energia é incrível. Provocam um sentimento de leveza que é levado para o resto do dia”, comemora.
Ana Luiza Thá praticava ballet desde pequena e por um longo período parou, mas manteve a vontade de dançar adormecida. Há nove anos, começou a fazer as aulas de Jazz Dance. “Vamos envelhecendo e precisamos fazer algo que nos ajude na concentração. Uns fazem palavras-cruzadas, por exemplo. Eu faço jazz e é meu momento de me concentrar e esquecer o que está lá fora.
A maior vantagem da dança é para a cabeça”, afirma.
Valtecir Santos
As aulas fazem tão bem que a assessora jurídica Cinara Lopes mudou seu horário de trabalho para poder fazer as aulas. “Trabalho nas horas em que não estou dançando”, brinca e se diz extremamente feliz. “As aulas nos transportam para diferentes lugares. Podemos nos sentir na Broadway, na praia ou dentro de filmes. É algo mágico”, conta, afirmando que dançar é como uma terapia. “Nós rimos e nos amamos, cada uma com seu jeitinho”.
E não há como não perceber a união entre essa turma. “Minhas melhores amigas hoje estão no jazz”, comenta Carolina Scott, que é ultramaratonista e há 10 anos, depois de adulta se apaixonou pela dança. “Fui com a cara e a coragem e hoje não vivo sem. Vamos nos superando a cada dia”.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Ana Luiza Thá
Jô Bibas
Giovana Cotlisnki Massignan
NOVAS CONQUISTAS
Superação é palavra-chave para quem quer começar a dançar, independentemente da idade. A professora de Jazz Dance Maria Amélia Kastrup Richter diz que é preciso muita perseverança. “Aos poucos, cada uma conquista seu espaço, vence os próprios obstáculos e ganha autoestima. Muitos maridos vêm comentar como as esposas estão mais felizes. A alegria de dançar reflete na família, no trabalho, em toda a vida”, comenta. “É muito bom ver mulheres que sempre tiveram o desejo de dançar e finalmente se deram essa oportunidade”.
Para Jô Bibas, a dança ajuda a superar também as dores. “Sinto uma dor na coluna que é antiga. Vim para a aula pensando que não conseguiria, mas deu certo e o incômodo sumiu”, conta, feliz em resgatar o que fazia quando era jovem. Depois de dançar na adolescência, a escritora parou durante três décadas e voltou há doze anos quando o Jazz Dance começou no Clube. “Era um amor antigo. E ter a Maria Amélia como professora é muito bom. Ela é sempre acolhedora e coloca todas em um lugar confortável”, elogia.
Maria Amélia Kastrup Richter
Carolina Scott
Cinara Lopes
ESPETÁCULO
Como encerramento do ano, as alunas se apresentam no próprio Clube. E depois de meses de aprendizado por meio de aulas híbridas - on-line e presenciais - no último dia 8 de novembro de 2021, as alunas do Jazz Dance apresentaram seis números de dança na sede social do Clube, prestigiadas por um público exclusivamente feminino. “Ninguém melhor do que outra mulher para entender uma mulher dançando”, comenta a professora Maria Amélia. Para Giovana Massignan, a apresentação foi ainda mais marcante por ter sido na saída da pandemia, depois de tanto tempo em elas não puderam compartilhar a alegria de dançar. “O teatro veio até nós no momento em que não podíamos ir até o teatro”, comemora.
AULAS DE JAZZ
HORÁRIOS
jazz avançado
SEGUNDA, QUARTA E SEXTA - FEIRA das 9 às 10 horas jazz avançado
TERÇA E QUINTA - FEIRA das 17h15 às 18h30 jazz intermediário / iniciante
SEGUNDA, QUARTA E SEXTA - FEIRA das 10 às 11 horas
NO BRASIL OS JOGADORES
CHEGARAM
A 10 MILHÕES
EM 2021
PO KER ESPORTE OU JOGO DE SORTE?
opoker vem ganhando espaço e reconhecimento mundial. Além de ter sido legitimado pela Federação Internacional de Esportes da Mente, no Brasil o número de jogadores aumentou 150% nos últimos três anos, passando de 4 milhões, em 2018, para 10 milhões, em 2021, segundo a Confederação Brasileira de Texas Hold’em. No país, apesar de o jogo ser legal e ter a mesma configuração jurídica de um torneio de tênis, por exemplo, ainda levanta questões sobre sua prática e legitimidade como esporte, devido à possibilidade de ser influenciado pelo acaso das cartas. Odilon
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Gonçalves de Jesus, instrutor e organizador de eventos de poker, defende a modalidade como esportiva. “A sorte representa apenas 5% dos jogos, enquanto as competências técnicas representam a outra porção, sendo o maior fator envolvido”, acredita.
Germano Passiornick, advogado e desportista do Clube, reitera a informação. “Por preconceito, algumas pessoas vinculam o poker com jogos de azar. Mas isso já foi discutido no judiciário e foi interpretado que as competições na verdade envolvem habilidade. Assim, acabou a ilegalidade do esporte”, explica.
Odilon, que está há anos envolvido estudando os vieses do esporte, afirma que apesar da chave ser estudo e dedicação, o que ele mais vê são jogadores inexperientes que não se dedicam para conhecer os conceitos e fundamentos do esporte e torná-lo lucrativo.
“Na modalidade, diferente de outros esportes, um iniciante pode jogar com um profissional e ganhar, de acordo com a ‘mão’ que sair. Mas se um novato jogar com um profissional um ano inteiro, certamente vai perder com o tempo, pois o profissional se prepara tecnicamente e não pensa em um jogo específico, mas a longo prazo”, comenta.
Para ele, este não é apenas um jogo de cartas, mas de pessoas. Por isso, as principais habilidades necessárias são a paciência e o controle emocional. “O jogo mexe com a mente das pessoas, pois dá uma descarga de adrenalina. Se o jogador não souber lidar com isso, pode transpassar importantes informações ou tomar ações não lucrativas em um longo período”.
Mesmo sendo um esporte que requer difíceis decisões e análises técnicas, Germano afirma que não precisa muito para começar. “Basta querer aprender. Experiência e qualidade se pegam com a prática, com o tempo. Basta jogar para aprender todas as nuances do jogo e todas as possibilidades que uma rodada pode ter. A posição que você está na mesa, e o valor das apostas fazem muita diferença em um jogo”, opina, lembrando que as competições também trazem diversão. “A parte mais legal é a brincadeira, interagir e ver a reação de cada jogador nas cartadas. Todos os jogos são momento de entretenimento”, diz.
CIRCUITO DE POKER
Dentro do Clube, as primeiras quatro etapas do ano do Circuito de Poker Texas Hold’em – a modalidade mais conhecida atualmente e também praticada nas competições do GCC – foram concorridas entre sócios e convidados. Luiz Carlos Hauer foi o vencedor da primeira etapa, em março; José Maderna Ribas sagrou-se campeão na segunda, no mês de abril; Germano Paciornik venceu a terceira etapa em maio e [XXX ] foi o campeão da quarta, no mês de julho.
Até dezembro, mais seis etapas estão programadas, sempre no último domingo de cada mês, às 16 horas, na Casa de Festas.
Jogadores no Circuito de Poker do Graciosa
RAQUETES
Beach tennis é o esporte que mais cresce no país
CERCA DE 1 MILHÃO DE JOGADORES ADEREM AO ESTILO DESCONTRAÍDO DO JOGO
m pouco de tênis, uma porção de vôlei de praia e um tanto de badminton juntos resultaram no esporte que vem conquistando mais pessoas a cada dia: o beach tennis.
A estimativa é que exista cerca de 1 milhão de jogadores do esporte no Brasil, sendo 15% no sul do país, de acordo com a Confederação Brasileira de Tenis (CBT).
A alta expressiva do esporte teve início durante a pandemia, em 2020 e 2021, época de muitas restrições na interação entre as pessoas. Antes disso, a CBT estima que existissem apenas 350 mil atletas da modalidade.
A associada Marcela Vita, que está entre as 10 melhores jogadoras do mundo segundo ranking da Federação Internacional de Beach Tenis (ITF), acredita que, naquela época, o aumento na procura se deu porque o esporte acontece ao ar livre.
“As pessoas acharam uma alternativa para não ficarem tão fechadas em academias. O beach tennis supriu a necessidade de exercício físico sem tanto contato”, opina.
Marcela ocupou as quadras do Graciosa treinando e dando aulas desde o início do esporte no Clube, em 2016. “Comecei dando aulas no Parque Barigui, em 2014, e tinha pouquíssimos alunos”, comenta, destacando que o esporte tem tantos adeptos hoje por conta do seu fácil aprendizado e por possibilitar que pessoas de todas as idades joguem. “Não precisa ter feito nenhum esporte para conseguir se divertir desde a primeira vez jogando. É algo democrático e agregador, pois você tira o tênis e coloca o pé na areia, desestressando e se superando a cada treino. Além da parte social ser bacana, pois você conhece muitas pessoas e se diverte”, explica.
Roberta Barrionuevo da Silva começou a praticar beach tennis no início de 2018. Desde a primeira aula, se apaixonou e não parou mais. Hoje, ela que treina e também dá aulas no Clube diz que o esporte tem melhorado sua qualidade de vida. “É muito bom, algo que integra famílias e amigos”.
ANA LÍDIA BORDA E MARCELO ELIAS
Para Jorge Bierrenbach, diretor executivo da Confederação Brasileira de Beach Tennis, o diferencial da modalidade é o estilo leve e descontraído, que permite ser jogado até escutando música. “O esporte traz uma sensação mais praiana. No interior do país, onde não há litoral, as academias de Beach são como praias”, comenta.
Roberta Barrionuevo da Silva
No Clube, desde a construção das quadras seis anos atrás, o esporte tem crescido. “Aqui foi um dos primeiros lugares de Curitiba a ter quadras específicas para beach tennis. O Graciosa abriu as portas para o esporte, investindo, realizando torneios, e temos cada vez mais atletas e amantes da modalidade”, conta Ana Victoria Sperandio Santos, diretora de tênis e beach tennis.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
HISTÓRIA
Criado em 1987 na Itália, foi perto dos anos 2000 que o beach tennis começou a se estabelecer e apenas em 2008 chegou ao Brasil. Primeiramente esteve no Rio de Janeiro, logo foi para cidades litorâneas e depois se popularizou também em cidades sem praia. Atualmente o esporte está se tornando profissional, mas ainda não é um esporte olímpico.
Apesar disso, o Brasil vem brilhando nas quadras de areia. De janeiro a junho de 2022, o número de atletas brasileiros no ranking mundial da ITF cresceu 25%. No início do ano eram 537, e atualmente são 670. Dos 15 melhores colocados no ranking masculino, seis são brasileiros, enquanto no ranking feminino, cinco são do Brasil.
Marcela Vita
RAQUETES
DE TÊNIS
equipe de tênis pronta para buscar o hexa no Interclubes
Aequipe de tenistas do Graciosa Country Club já está preparada para a disputa do Interclubes Paranaense de Classes, que acontecerá nos dias 27 a 31 de julho, em Maringá. Considerado o maior torneio de tênis do país em número de jogadores, a competição deve reunir em torno de 1900 atletas de mais de 30 clubes e academias paranaenses. Ao todo, cem jogadores do Clube estarão presentes em busca do hexacampeonato.
Rafael Kompatscher joga tênis desde criança e participa do torneio desde seu início, em 1997. “É uma prova bacana, pois não tem limitação de idade. Podemos jogar com pessoas mais velhas ou mais novas”, comenta. Jogadores de 16 a 70 anos entram em quadra durante a disputa. O torneio não aconteceu durante a pandemia, e a expectativa para seu retorno está alta.
" Por ser realizado em equipe, traz uma motivação a mais "
RAFAEL KOMPATSCHER
Parte da equipe do GCC que participou do Interclubes 2016
Associados comemoram a vitória no Interclubes 2011
Tenista GCC
Siga, acompanhe, compartilhe
Desde o início de junho, o Clube tem um perfil institucional aberto no Instagram. A novidade faz parte do projeto de comunicação que vem sendo desenvolvido desde o início desta gestão com o objetivo de ampliar o relacionamento do Graciosa Country Club com outros clubes, instituições e com o mercado.
Diferentemente do perfil fechado @graciosacountryclub que já existia e continua ativo e exclusivo aos sócios, o @clubegraciosa traz informações que podem ser compartilhadas com clubes parceiros ou entidades na realização de torneios, campeonatos e eventos realizados em conjunto. Além disso, o novo perfil institucional torna-se mais um canal de comunicação do clube, não mais restrito aos sócios, mas aberto à comunidade. “É uma forma de mostrarmos trabalhos que o clube desenvolve, como as ações de responsabilidade social, os torneios abertos, entre outros”, explica a diretora de comunicação, Isabela França.
A diretora lembra ainda, que muitas marcas se interessam em apoiar, ou patrocinar ações com o clube como forma de agregar valor a seus produtos e serviços e as redes sociais são os canais mais procurados para estas ações. “Marcas nacionais e internacionais muitas vezes não compreendem a relevância do clube dentro do universo local por não estarem inseridas em Curitiba. E o Instagram é uma ótima vitrine para isso”, ressalta.
OÁSIS NA CIDADE
CAMPO DE GOLFE
RECEBE MAIS DE 200
JOGADORES NO ABERTO DE GOLF, EVENTO QUE
ACONTECE HÁ 72 ANOS NO GRACIOSA
Pablo Vaz e Lucas Lopes
Avisão dos campos de golfe, com seu verde infinito, é normalmente de tirar o fôlego. Desde a construção do primeiro, em 1864, na Inglaterra, já se passaram quase 160 anos. Praticado hoje por mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo, o esporte teve seus primeiros registros na Inglaterra, no século 15. O estabelecimento de suas primeiras regras aconteceu na Escócia, em 1754.
Durante muito tempo, os principais torneios de golfe do mundo foram divididos entre amadores e profissionais. Depois surgiram os Abertos (Opens), que reúnem as duas categorias de jogadores. Foi no Graciosa Country Club que aconteceram todos os Campeonatos Abertos de Golf de Curitiba, somando-se 72 edições em 2022. A edição desse ano aconteceu em abril.
Durante as três primeiras semanas do mês, o campo virou um espetáculo de habilidades. Em sete dias de jogos, o maior torneio do estado do Paraná e um dos maiores Abertos de todo o Brasil reuniu mais de 220 jogadores nas três etapas. Os jogadores encontraram no belo espaço do Clube um campo desafiador após a chuva nos primeiros dias, mas nada que atrapalhasse os momentos amistosos e inesquecíveis, como os dois hole in one que aconteceram no campeonato, feitos por Marcio Fernandes, no buraco 5, e Leonardo Moro, no buraco 12. Em apenas uma jogada eles fizeram tacadas perfeitas.
Para o Presidente Tobias de Macedo, a expectativa do torneio foi superada. “Só recebemos elogios. O investimento dos patrocinadores também foi importante para a retomada dos eventos de golfe após a pandemia”, afirmou. O torneio foi patrocinado pela Construtora Laguna e pela EQI Investimentos, com apoio do Café Klas e da Hambre Gim.
OÁSIS NA CIDADE
PROTAGONISMO FEMININO
O Aberto foi marcado pelo sucesso feminino e pela integração da nova geração de atletas com os jogadores mais experientes. A primeira etapa contou com o maior número já visto de golfistas jogando na mesma categoria: 24 jogadoras na Scratch. Entre elas, o destaque especial foi para Valentina Bosselmann, de apenas 16 anos, do Itanhangá Golf Club (RJ), consagrada a melhor jogadora do torneio, ultrapassando o resultado masculino e quebrando o recorde de campo. “Apesar de já ter vindo com uma expectativa alta, por todos falarem bem do Clube, me surpreendi muito quando cheguei aqui. Achei maravilhoso o campo e ótima a organização do torneio”, diz a atleta vencedora.
A capitã Angela Ninno, que treina há mais de 30 anos, elogia a vitória feminina, comemora, lembrando que o resultado é válido para o ranking estadual, nacional e mundial.
" É a primeira vez que temos uma mulher campeã. Fiquei muito feliz e me sinto realizada em fazer parte da diretoria "
JUNHO / JULHO /
Vencedora do Aberto 2022 Valentina Bosselmann
ANGELA NINNO CAPITÃ DE GOLF NO GCC TORNEIOS
CUIDADO DIÁRIO
Os 155 mil m2 de área verde do campo de golfe do GCC podem até ser confundidos com grama artificial, tamanha é sua beleza. Em 2017 ele foi revitalizado: ganhou um novo percurso, recebeu um bosque, novas tecnologias de manutenção e foi coberto por uma grama mais resistente que aguenta todas as estações. A capitã de golfe afirma que o campo do Clube é interessante por sua localização, manutenção, estrutura e acessos. “O espaço nos propõe desfrutar o dia a dia do esporte e não apenas eventos esporádicos. É um campo com ótimo visual, um dos mais charmosos e bem cuidados que eu conheço”, conta.
Para manter a excelência que o golfe requer, cerca de 15 colaboradores trabalham diariamente cortando a grama, no período da manhã, antes da chegada dos primeiros jogadores. Às segundasfeiras o espaço é fechado para uma manutenção mais profunda, com cerca de 20 máquinas e cortadores elétricos de última geração. Curiosamente, antigamente o campo de golfe era aparado por seis carneiros, que comiam o pasto e mantinham a grama em altura ideal para a prática do esporte. Depois foram adquiridos mais 20 animais e uma máquina de cortar grama, até a equipe de profissionais ser formada.
Tratamento de adubação feito no gramado
curiosidades
O campo de golfe do GCC conta com 10 buracos.
Uma partida oficial requer 18 buracos, portanto são feitas duas voltas.
Os jogos duram cerca de quatro horas e meia e exigem uma caminhada de 6 km.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Início do campode golfe em 1927
Golfistas e cadies no Aberto de Golf de 1952
Campo de Golfe nos anos 50
o verde que faz bem
Quem nunca sentiu um alívio incrível ao olhar o campo de Golfe, no final da tarde, após um dia super corrido? E como não nos sentirmos felizes, e esboçarmos um primeiro sorriso pela manhã, ao escutarmos a algazarra dos periquitos, brincando e falando animadíssimos nas árvores próximas à sede?
Esse bem-estar, essa sensação de paz, é apenas um dos benefícios que os espaços verdes do Graciosa nos proporcionam. Na verdade, cada vez mais a ciência tem percebido o quanto a natureza (ou a ausência de natureza) afetam nossa saúde. Médicos criaram o termo “nature deficit disorder”, aplicável às consequências que a falta de verde traz para a saúde. No Japão, o shinrin-yoku, ou “banho de floresta”, é indicado com recomendação médica, e áreas verdes abertas à essa prática recebem auxilio do Governo.
Mas os benefícios extrapolam a esfera pessoal. Na verdade, as benesses trazidas pela existência de uma enorme área verde, na região central da Curitiba, podem ser sentidas por frequentadores e não frequentadores, sócios e não sócios, e pela cidade inteira. Esses efeitos positivos são tecnicamente chamados de serviços ecossistêmicos, e podem ser definidos como o “trabalho” que o Clube presta ao Planeta ajudando na regulação de seus ecossistemas.
Por exemplo: a área aberta e permeável do Graciosa, em especial a superfície do campo de golfe, representa uma zona de permeabilidade incrível, muito importante para garantir às chuvas o acesso da água ao lençol freático.
Pablo Vaz
ÁREAS VERDES
A cidade, com suas ruas, construções e encanamentos, bloqueiam o acesso da chuva, e essa, quando cai corre pelos encanamentos carregando resíduos da atividade humana. A água que chega à grama do campo de golfe, e que, a partir daí, chega ao subsolo, não encontra tais obstáculos.
Ademais, as plantas (incluindo a grama) são verdadeiras fábricas de chuva. Árvores e relva devolvem à atmosfera, ao transpirarem, a água do solo, mantendo o ciclo das chuvas em harmonia. Além disso, a radiação solar é refletida pelo verde, ao contrário do que acontece quando atinge o asfalto ou concreto.
O Graciosa, cercado por um verdadeiro mar de prédios, atua mesmo como um buffer microclimático!
Árvores e solo plantado são depositórios de carbono. O carbono que está nos troncos não está na atmosfera, causando o efeito estufa. Assim, o verde de nosso Clube contribui no combate às mudanças climáticas.
Afinal, hoje sabemos que, para minimizar os efeitos da emergência climática, devemos manter nossas florestas de pé. Ainda que tenhamos no nosso Clube um enorme espaço aberto, não podemos dizer que mantemos uma área natural. Mas podemos dizer que ajudamos na manutenção e na conservação de áreas naturais no entorno. E quem ajuda o Graciosa nessa missão são os pássaros, que visitam o Country e o consideram seu porto (ou aeroporto) seguro. Esses “sócios” voadores, que descansam ou nidificam por aqui, levam sementes que enriquecem as matas em um raio de centenas de quilômetros, garantindo o equilíbrio ecológico necessário à saúde das matas.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
E não são só os pássaros que participam desse trabalho e que ajudam na manutenção de ambientes saudáveis: as abelhas – principalmente as nativas, sem ferrão – polinizam as plantas, garantindo a renovação da flora. Morcegos insetívoros, que passam despercebidos por todos, e que habitam os troncos das árvores mais altas, mantêm estáveis as populações de insetos que atacam os caules e folhas. As libélulas, que botam suas larvas nos lagos do campo de golfe, predam ferozmente mosquitos transmissores de doenças e outros bichinhos que se alimentam de plantas e que precisam ter sua população sob controle. E os sapos, que já foram até mais comuns, estão sempre em guerra contra mosquitos, carunchos e pulgões, mantendo o equilíbrio das matas mesmo distantes.
JUNHO / JULHO / AGOSTO
Somos um Clube de excelência, famoso por sua história e pela qualidade de seus serviços. Somos, também, um Clube comprometido com a natureza e com a saúde de nosso Planeta.
E que assim sempre sejamos. Para que nossos filhos e netos possam desfrutar da delícia que os espaços verdes do Graciosa nos proporcionam, vivendo saudáveis em harmonia com a Terra.
Diretor de Sustentabilidade
Aristides Athayde
INTERCLUBES DE CLASSES
De 27 a 31 de julho, acontece em Maringá o Interclubes de Classes, o maior torneio em número de jogadores. São esperados tem em torno de 1900 atletas de mais de 30clubes e academias. O Graciosa já está com a equipe de 100 jogadores de tênis preparada para tentar o hexacampeonato.
A2. INÍCIO DO CURSO “RENASCIMENTO E REFORMA NA INGLATERRA TUDOR: HISTÓRIA, ARTE E LITERATURA” com Liana Leão Biblioteca (8 aulas)
3. INÍCIO DAS RODAS DE LEITURA, EM PARCERIA COM A FREGUESIA DO LIVRO, QUE ACONTECERÃO A CADA DUAS SEMANAS Biblioteca
4. TORNEIO DE GOLFE UBS Campo de golfe
10 a 13. ATIVIDADES COM OS PAIS DA NATAÇÃO Centro Poliesportivo
13. FESTIVAL ESCOLINHAS DE TÊNIS – 3ª ETAPAHOMENAGEM AOS PAIS Bar do tênis/ PUB
15 a 19. HOMENAGEM PARA ALGUÉM ESPECIAL Pettit Ballet Centro Poliesportivo
27 a 31 / 07 etembro s
6. DIA DOS PAIS Clubinho da criança
9. DIA DOS PAIS – DJ NA MUSCULAÇÃO DO CENTRO POLIESPORTIVO
18. CONCERTO DE PIANO EDUARDO MONTEIRO Sede social
20. CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE KARATÊ JKA Centro Poliesportivo
27 e 28. TAÇA MENSAL DE GOLFE Campo de golfe
28. CIRCUITO DE POKER 6ª ETAPA Casa de festas
31. TEA TIME Sede social
4. CORRIDA GRACIOSA GCC
7 a 11. INTERCLUBES INFANTOJUVENIL DE TÊNIS GCC
15 a 18. TORNEIO INTERNO DAS ESCOLINHAS DE TÊNIS
GCC
17. BAILE DE DEBUTANTES 2022
Sede social
21. TEA TIME (EDIÇÃO DEBUTANTES 2022)
Sede social
22 a 25. FPT 2.000 DE TÊNIS GCC
24 e 25. TAÇA MENSAL OU TAÇA CAPITANIA DE GOLFE
Campo de golfe
25. MANHÃ DA PRIMAVERA Centro Poliesportivo
25. CIRCUITO DE POKER –7ª ETAPA Casa de festas
24. INÍCIO DO XLIV TORNEIO DE NATAL DOS ESPORTES DE RAQUETES GCC
1. MÊS DAS CRIANÇAS –TÔ DE BOLHAS
Clubinho da criança
8. MÊS DAS CRIANÇAS –FALCOARIA E ARCO E FLECHA
Clubinho da criança
20. LANÇAMENTO DE LIVRO E PALESTRA SOBRE JOSÉ SARAMAGO com Violante Saramago e Luiz Felipe Peixoto Sede social
22. MÊS DA CRIANÇA –SHOW DE MÁGICAS E RECREAÇÃO Clubinho da criança
22. ACAMPAMENTO ESCOLINHAS DE TÊNIS PUB
22 e 23. TAÇA MENSAL DE GOLFE
Campo de golfe
25 ou 27. HALLOWEEN NAS QUADRAS PUB
26. TEA TIME Sede social
27. PALESTRA COM MARY DEL PRIORE Sede social
27 a 31. HALLOWEEN Centro Poliesportivo
29. MÊS DA CRIANÇA –BRINQUEDOS INFLÁVEIS E RECREAÇÃO
Clubinho da criança
30. TORNEIO DE POKER –8ª ETAPA
Casa de festas
saudade dos avós
Não tenho mais nenhum dos meus avós vivos. Um deles morreu meses depois do meu nascimento, quarenta e três anos atrás. O outro, deu o seu adeus não faz nem um ano.
Minhas avós, por sua vez, despediram-se, uma quando eu estava saindo da adolescência, outra no começo da minha fase adulta. E todos os dias elas ainda me sussurram lembranças e raízes, como sonhos continuados de doméstica aragem.
Por mais ou menos tempo, tive o privilégio de conviver com pelo menos três dos meus avós, amá-los e por eles ser amado.
Os avós nos ensinam sem esforço, só estando ali — rios que desaguaram em nós, águas em que podemos mirar o passado e a continuidade ao mesmo tempo, árvores cuja espessura dos troncos podemos sentir com as mãos e não existe segredo algum nas linhas dessas palmas. O meu vô Ney (pai do meu pai — foi o que partiu no ano em que nasci) me ensinou a saudade do que não vivi. Vó Candinha (mãe da mãe) me transmitiu exemplos de real bondade e espiritualidade, além do sabor das melhores gemadas já feitas na face da terra. Na vó Stella (mãe do pai) eu observava a discreta elegância, o cabelinho branco qual lã de carneiro sempre bem aparado, o batonzinho nos lábios, o saber gostar de si, o equilíbrio entre conviver socialmente e resguardar a intimidade, o proveito dos momentos de se estar sozinha. Com vô João (pai da mãe) soube bem da resistência com dignidade, daquele que viu tantos dos seus frutos indo embora antes de si e, tirando os óculos para enxugar as lágrimas,
ficava vesgo, mas se reconstruía e seguia adiante com altivez.
Lembro deles e penso em suas lições de vida. Ainda assim, a saudade é algo que sabota os ensinamentos da perda (difíceis de ser compreendidos), o permanente pesar da falta da convivência, multiplicando com o tempo os cafés das tardes cheias de ausências. As histórias contadas sobre eles ao redor da mesa em família ajudam muito a aplacar o definitivo escondeesconde entre vivos e mortos.
Penso que quando as pessoas viram avós elas passam a carregar uma nova luz, uma claridade que vai crescendo dentro delas, desmanchando resíduos de escuridão que, por um motivo ou outro, mantiveram-se ali. Penso que há uma espécie de cordão invisível mediante o qual os avós se comunicam direto com os netos sem que necessariamente os pais participem. Isso é algo que permanece, mesmo depois da partida.
Escritor e associado do GCC
Luiz Felipe Leprevost
PRESIDENTE
Tobias de Macedo
VICE-PRESIDENTE
Sergio Luis Keinert
VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO
Roberta Alencar Comodo
VICE-PRESIDENTE FINANCEIRO
Nelson Luiz Velloso Filho
DIRETOR DE BIBLIOTECA
Adalberto Scherer Filho
CAPITÃO DO GOLFE
Alvaro de Quadros Neto
DIRETORA DE TÊNIS E BEACH TENNIS
Ana Victoria Sperandio Santos
CAPITÃ DO GOLFE
Angela Ninno Leite
DIRETOR DE SUSTENTABILIDADE
Aristides de Athayde Bisneto
DIRETOR JURÍDICO
Carlos Alberto Farracha de Castro
DIRETOR JURÍDICO ADJUNTO
Carlos Eduardo Maranhão Santana
DIRETOR DE INFORMÁTICA
Carlos Henrique Hupe Schwabe
DIRETOR OUVIDOR
Claudio Calluf
DIRETOR DE TÊNIS
Cosme Bueno Gomm Filho
DIRETORA SOCIAL
Cristiane Moro Keinert
DIRETOR SECRETÁRIO
Eduardo de Oliveira Franco
DIRETOR DE SAUNA
Guilherme Godinho Zornig
DIRETORA DE COMUNICAÇÃO
Isabela Cabral França Vidal
DIRETOR DE ESPORTES AQUÁTICOS
João Ricardo T. Von Borell du Vernay
DIRETOR DE OBRAS
José Maria de Pedrosa Junior
DIRETOR DE PADEL
Leonardo Costa Hauer
DIRETORA CULTURAL
Liana de Camargo Leão
DIRETOR DE SEDE
Luiz Affonso Borrelli Costacurta
DIRETOR MÉDICO
Luiz Eduardo de Aguiar Marques
DIRETOR DE SEGURANÇA
Marco Demeterco
DIRETOR DE GASTRONOMIA
Marcos Natel Muller
DIRETORA DE PADEL
Mariana Vieira Buffara Volpi
DIRETOR DE GOVERNANÇA
Mauro Leitner Guimarães Filho
DIRETOR DE PATRIMÔNIO
Nagib Georges Fattouch
DIRETORA DO CLUBINHO DA CRIANÇA
Nicole Molteni Lopes
DIRETOR DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Nobile Scandelari Junior
DIRETOR DE PLANEJAMENTO
Octavio Augusto de Leão Buchi
DIRETOR DE POKER
Oscar Dias Pimpão Junior
DIRETORA DO CENTRO
POLIESPORTIVO
Rafaela de Oliveira Castro Correa
DIRETOR DE SQUASH
Roberto Teixeira de Freitas
DIRETOR DO CENTRO POLIESPORTIVO
Roger Wolf Pedroso
DIRETOR DE OPERAÇÕES
Saulo Bertoldo
COORDENADORA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
Sueli Marlene Steffen Gossling
CONSELHO DELIBERATIVO
PRESIDENTE . Guilherme Jacques Teixeira de Freitas
VICE-PRESIDENTE .
Tarcisio Araújo Kroetz
1º SECRETÁRIO .
Angela Negrão
Torres Gomes
2º SECRETÁRIO .
Ubirajara Costódio Filho
MEMBROS NATOS
Fernando Antonio Miranda, Geroldo Augusto Hauer, Rubens Pinho, João Carlos Ribeiro, Nelson Menicucci Rezende, João Manoel de Oliveira Franco, Glaucio Fernando Bley Filho, Gustavo Mussi Milani, Antonio Alves de Araújo Filho, Gerson de Sá Tavares Filho, Jorge Nacli Neto, João Candido da Cunha Pereira, Antonio Luiz C. Teixeira de Freitas, Cleverson Marinho Teixeira, José Candido Muricy, Paulo Henrique Rocha Loures Demchuk
CONSELHEIROS ELEITOS
Abdon Jorge Uadi, Alberto Accioly Veiga Filho, Alexandre Nelson Ferraz, Ana Luiza Demeterco Santos, Andre Diniz Affonso da Costa, Carlos Alberto Santos Pinho, Carlos Andre Monks Schwabe, Carlos Eduardo de Leão Rosenmann, Cassio Fernando de B. Prestes, Cosme Bueno Gomm, Freddy Jacques S. Lima Kesselring, Gilberto Guimarães Monastier, José Aristeu Pereira Neto, José Eduardo Moraes Sarmento, José Hillani, Juliana Vellozo Almeida Vosnika, Laudálio Veiga Filho, Luiz Afonso Coelho Hauer, Maria Amélia de C. Kastrup Richter, Omar Camargo Filho, Paula Carneiro Bettega, Paulo Henrique Braz Tha, Renato Wolf Pedroso, Ricardo José Iglesias Teixeira, Ricardo Müeller e Rubens Curi
CONSELHO FISCAL
Alexei Affonso Schrappe Antoniuk, André Luiz Malucelli e João Lucas Odebrecht
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
Aureliano Pernetta Caron, Bernardo Luiz
Duarte e Juliano Allegretti Zanoni
SECRETARIA GERAL
De segunda a sexta, das 9h às 19h.
RAMAIS: 1325, 1385 e 1367
CLUBINHO DA CRIANÇA
Segunda das 8h40 às 12h50.
De terça a sábado das 8h40 às 18h20.
Domingo e feriados das 8h40 às 17h20.
RAMAL: 1383
SECRETARIA DO TÊNIS
De segunda a sexta, das 8h às 21h.
Sábado, das 8h às 15h.
Domingo e feriados das 8h às 14h.
RAMAIS: 1337 e 1348
SECRETARIA DO GOLF
De segunda a sexta, das 8h às 19h.
Sábado, das 8h às 16h20.
Domingo, abre apenas em dias de torneio.
RAMAIS: 1361, 1380 e 1387
STARTER
De terça a domingo, das 7h às 9h.
RAMAL: 1360
SEC. DO CENTRO POLIESPORTIVO
De segunda a sexta, das 7h às 20h.
Sábado, das 9h às 13h.
Domingo e feriados, fechado.
RAMAIS: 1352 e 1338
RAVI CAFÉ
De segunda a sexta-feira, das 8h às 20 horas.
Sábado das 9h às 14h.
Domingo e feriados, fechado.
RAMAL: 1354
SAUNA MASCULINA
De segunda a sexta, das 14h às 21h45.
Sábado e feriados, das 14h às 21h45.
Domingo, fechado.
RAMAIS: 1353 e 1375
BARBEARIA
De segunda a sábado, das 15h30 às 22h.
Domingo, fechado. RAMAL: 1324
SAUNA FEMININA
Segunda, das 13h às 19h.
De terça a sábado, das 10h às 19h.
Domingo, fechado. RAMAL: 1457
ACQUA SPA E SALÃO DE BELEZA
Segunda das 13h às 19h.
De terça a sábado das 9h às 20h.
Domingo, fechado. RAMAL: 1378
BIBLIOTECA
De segunda a sexta, das 9h às 18h30.
Sábado das 9h30 às 13h.
Domingo, fechado. RAMAL: 1335
RESTAURANTE E BAR DA SEDE
De segunda a sábado, das 18h às 22h (exceto terças-feiras). Terça-feira, das 19h às 22h.
Domingo, das 11h30 às 17h.
RAMAL: 1322
RESTAURANTE DO GOLF
De segunda a sexta-feira, das 11h30 às 15 horas. Sábado, das 12 às 16 horas. Domingo, fechado. RAMAIS: 1336 e 1330
BAR DE PASSAGEM
Aos sábados buffet de café das manhã das 7h às 9h. De terça a sexta-feira, das 15h às 22h. Sábado das 9h às 21h. Domingo das 11h às 19h. RAMAL: 1347
RESTAURANTE DO TÊNIS
Segunda-feira, das 12h às 20h. Terça a sábado, das 8h às 20h. Domingo, das 8h às 19h. RAMAL: 1373
CASA DE FESTAS
De segunda a sexta, das 8h30 às 17h30. RAMAL: 1333