le deux guerreyres aymorés de gotham
le deux guerreyres aymores de gotham1
https://www.youtube.com/watch?v=xvlJ7sysxQA
inundação
gotham sudaca sudaca ocidental que vocês desconhecem art decó de metade do século pra baixo edifício mais alto a montanha é só casquinha e o rio ta debaixo da terra e de vez em quando explode impaciente a cada verão ● (tem carnaval)
é longe do sertão
mas nem tanto. (Sete Lagoas é logo ali)
tem um pouco de cerrado em algum lugar. as pessoas vão ocupar os edifícios bem como os rios as avenidas o ricos marcharam pra marte pacha mama e os carros submersos itens arqueológicos para as próximas civilizações. Assim começa a profecia. que já foi lenda.
Edifício Acaiaca 2043. Uma ficção especulada por dois guerreires incrustados no edifício art déco.
As efígies do Edifício Acaiaca, como testemunhas de um cruzamento desde o ano de 1943, conversam sobre os acontecimentos que presenciaram durante um século em que suas existências coincidem com a DO CURRAL DEL REY, GOTHAM, já que estão incrustadas no edifício.
No ano de 2043, os rios aprisionados da cidade explodiram o cimento e transbordam por toda Afonso Pena, por toda a cidade. Olhando para a confluência caótica do arrudas com o leitão, com o acaba mundo e o córrego dos pintos, as efígies se lembram de manifestações, procissões, marchas e carnavais
A lenda...
alguns se pronunciaram.
PRONUNCIAMENTOS
(inundação, colagem de xerox fita K7 embolada e uma nau vermelha debaixo d'água)
A república travou (não sei acho que estamos pirados, acho que temos que tomar uma atitude em conjunto)
allon enfants de la patrie, eis me aqui une hérésie latino-américaine,
C'est moi qui brûle dans le feu du péché, Hé vache aux tétons divins, Le bon lait dans ma gorge, Le mauvais lait pour les vieux jeux, ma chanson du mort guerriers jaitendu.
Vou cantar te nos meus versos. meu trabalho. negócio bom assim, te traduzir, ninguém nunca viu, traduzir carnaval, não é assim esse colosso, meu trabalho, traduzir negócio bom, ninguém é esse colosso, nunca viu carnaval, meu trabalho ninguém nunca viu, te traduzir, carnaval não é, negócio bom assim. ninguém. nem o disco de paul simon, ninguém. Mas o que eu quero te dizer é que a coisa aqui tá treta, muita treta pra Vinícius de Morais, tortuosas trilhas pra Vinícius de Morais. nem viola me redime. confia em mim o desimportante. eu nao vou te trair, te traduzir, te trair, meu trabalho, tra, tra, tra. sentada no topo do mundo, ai que saudades de você. Ai Carmem Miranda, que sabia assobiar O chapéu da carmem miranda está ficando velho, e os nossos sonhos querem pedir divorcio coitado do chapéu da carmem miranda ele está ficando triste e sozinho Salte no globo comigo Angélica Freitas2 e vamos rever a aquarela do brasil, vamos metê-la num museu, vamos roubá-
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fragmento de um poema dela mesma.
la de um museu, vamos dar-lhe sumiço e esperar pelo clamor popular.
A queda do muro de Berlim, a queda do império romano, a queda do império americano, a queda ao vivo de Silvio Santos, a queda do corpo do edifício, a queda do nazista, a queda do dólar, a queda do CÉU. A
queda do homem, a queda de audiência, a queda da maçã na cabeça de Niltinho, a queda do falo, a queda do céu. A queda do céu. A queda do smartphone, a queda do world Trade Center, a queda dos maias, dos astecas dos incas, Caetes, Aymorés, Carijós, Guaranis, Tamoios e Tupinambás a queda de Europa, a queda do papa, a queda do palco, a queda da barragem, a queda do céu. A queda do sinal, a queda da árvore, a queda dágua, a queda do pateta, a queda da lua, a queda do sol, a queda do ceu. A queda do avião, a queda do rey, a queda do presidente, a queda do Brasil, a queda do céu. tome água de coco Mário de Andrade comigo. Duas mãos e o sentimento do mundo, lavado em álcool gel, me dê a honra desta contradança, duas mãos, reza agnóstica, duas mãos, corrente multidão, duas mãos e gasolina neles. Atravessar o rio a nado para te encontrar do outro lado porque eu não posso sozinhx dinamitar a ilha de Manhatã, dinamitar vivendas, dinamitar maus presidentes. vamos de mãos dadas.
Saudades do Brasil não
Saudades do Brasil não Saudades do Brasil não3
por isso minhas 5 músicas de mpb são sobre bagunça:4 paulinho da viola - No pagode do vavá jards macalé- conto do pintor Cátia de França porto do cabedelo replicantes: hippie punk rajneesh Sepultura - refuse-resist 3 4
mesmo poema da Angelica. poema retirado do livro O ano da fumaça do Pedro Kalil.
https://youtu.be/dTdsngUoylo5
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animação que eu fiz para meu tosco navio.
Tudo isso de Glauber, Darcy, Marighella, tia Ney rebolando e cantando desperta a américa do sul! E tanta gente, todo esse coqueiro que dá coco, e essa classe média assustada, numa tristeza de passar a salada e bater panela e nada mais e eu olho pra tudo e penso. E a gente, cara? E a gente cara? E a gente cara... Não tô cobrando de vocês, desculpa, eu tô cobrando de mim! Eu tô cobrando de mim. Eu tô cobrando de mim. Três vezes que é de praxe.
(Ela grita na noite belo Horizontina, ou Comitê de Escracho Permanente) Deriva Deriva. (Uma mulher e um megafone no centro da Praça Sete. Set de filmagem ou escracho cinematográfico.) -Obelisco Obelisco Pelourinho Pirulito Paralelepípedo. Paralelepípedo . Proparoxítona. Plácido, tráfego, bêbado, trôpego. Modigliani! Chico Buarque de Hollanda merece o nosso respeito. Pablo Picasso sabia muito bem roubar idéias e fazer mulher chorar!
Chuta a família mineira, e depois traz pra mim um café, Nice. Madame Bovary “Ce moá” “cé moá ““ce moá”. (discursa sozinha, dá ordens, dirige uma superprodução). - Gente! Gente! Por favor! O trem já vai sair! Villa Lobos nos aguarda na Casa do Conde de Santa Maria para maiores informações. Não sei se os caipiras avançaram. Pergunte a produção. Pergunte a Santa Maria! A última palavra de Picasso: MODIGLIANI A última palavra de Prometeu: Resisto! A resistência e a desobediência civil já podem se posicionar. Vamos fazer um teste. Todos os triângulos rosa! Atenção todos os triângulos rosa! Por favor, juntem todos os triângulos rosa e entrem no trenzinho. Salvador Dali disse que Picasso era comunista e ele também não. Mas tem espaço na vã. Carlos? Carlos? Por favor, Carlos? As britas estão no meio do caminho. Preciso que faça para mim um castelinho de areia, sim? Coloque o castelo dentro da Kombi, quando terminar. Senhor Adolph Hitler! Adolph Hitler! Antes de o senhor saltar do viaduto da Floresta é preciso cantar! Não se atrevam a subir no viaduto Santa Teresa! Índios de Gothan City permaneçam calados. E não deem ouvidos ao pastor. O solilóquio do índio Acaiaca começa em cinco minutos. Quando foi a ultima sessão de cinema? E o que foi feito de Vera?
Senta no cimento que a barricada tá embalada a vácuo. Eu quero Chacrinhas de açúcar e Julieta no balcão! Onde está Julieta? Julieta! Eu sei que você está aí. A luz está acesa! Agora todas as janelas do Iphan, vão abrindo lentamente... Eu quero todas as janelas! De novo: Todas as janelas! O que acontece com as janelas do meu quarto? Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?) Olha a chuva! É menrtira! Anarriê! Tur! Ó Esteves! Não precisa a metafísica! Só um pouco de areia brita e água. Se ainda tem ferro nas almas, te garanto que o barroco ainda escorre do concreto. Não é o trem. Foi o metrô. O metrô não, o trem. Não o trem, mas o trem. O trem. Trem. Gostaríamos de agradecer a Cia. Valle del Río Dulce, por nos proporcionar este belo momento. Sem a Valle jamais realizaríamos este trem. Não se reaproximem do Minas Tênis Clube a essa altura do campeonato. E não alimentem os quatis. A minha vida é essa! Criar desumanidades na grande roça, elefantes e mineiros não esquecem jamais, dizem que gostam de amendoim, e não é ilusão de ótica, é mágoa subindo ladeira em ponto morto. Descer floresta enquanto o lobo não vem.
Ok. Quando foi mesmo que você subiu a Bahia nu? Alguém te deu crédito? Senhor de costas para o mar? É preciso cantar. Antes de expulsar mais uma geração pra ver a lagoa. Cantar o quê? Porra! E não me pegue no braço! Sou jacu. Pianinho. Pianinho. Pianinho. Eu vou aprender a cantar só. Coro de morcegos e todo o trânsito do viaduto aos seus postos. Adolph já pulou? Por quê? Quem mandou? É preciso cantar antes! Arranjem outro. Pode ser o prefeito. Quem está na janela redonda? Julieta por que apagou a luz? O curral, a serra e o rey. O curral, a serra e o rey. Ah minha vida toda! O curral, a serra e o rey.
Um espectro ronda. Uma mágoa barroca ronda nossos ombros. Só a dor de cotovelo nos UNE. Não temos passe livre. Ainda. Carlos? Carlos? E agora? (ela chama Carlos dentro do criado mudo, e tira lá de dentro um toca fitas)
https://youtu.be/GAu3FmS9sVA (eu também subi o viaduto)
Fumo um cigarro com os guerreiros. Olho pro lado e vejo deus, que é Mãe, carrega uma criança e de mãos dadas com um menino que me olha nos olhos. Daqui há 2043 - 2021 = 22 ANOS. Quando o edifício fizer 100 anos eu terei 40 + 22= 62 anos. como estaremos todos. como se pronunciará o arrudas?
um vídeo: dois guerreirxs 28/05/2020
um gif
um diálogo
o encontro do onça, do leitão, do acaba mundo, o arrudas
saíram debaixo da terra e inundaram nosso concreto.
sobrou só os botocudos, que é nome que portugues deu pros Aimorés.
quimeras nos olhos.
olho pra tudo e tento organizar cada fantasma
algum dia eu vou conseguir juntar os cacos da peça que eu fiz?
meus imaginários fracassados. os dragões de minha brasilidade.
de quem nasceu dentro do mapa e acumulou espectros dela mesma, os seus e de outres. aquela história de rios que não mergulhei e montes que não subi. sentada no topo do mundo: poema de Angélica Freitas. sentimento antiquado do itabirano sentimental do século passado. sobre o mundo. dentro do ônibus com um balão de gás, olho para os passageiros e grito oh vida futura
Nós te criaremos!?
Dois Guerreirxs Aimorés fumam um cigarro comigo enquanto me preparo pra amanhã. Não, eu não sei o que fazer com o presente. Tenho feito vídeos caseiros como todo mundo, no mundo todo. Tenho velado o século XX. Tenho bebido e fumado. Tenho dormido. Tenho passado noites em claro. Tenho me lembrado com frequência de 2013 e daquela vontade de estar na rua que de repente foi usurpada/cooptada por um pessoal que pra muitos de nós, estava em vertiginosa decadência tal qual coiote coió ao se dar conta que pisa o ar... Mas de repente eles ressurgiram com seu louvor moribundo, sua pulsão suicidária, seu desejo de viver uma realidade já apodrecida, mas que é a única que eles se permitem viver... Ando revisitando as gavetas com tudo que não foi pra cena. A cena. Qual cena? A lixeira. A ruína. O que foi feito do clandestino, do subversivo e do irônico. Estão todos na gaveta, por ora guardados. Metros de tablado... e agora Louis Jouvet? O teatro sobrevive, eu sei. Mas por ora estou perdida na gaveta. Tô perdida, mas também não tô parada. Tô amadora, tô precária, tô deprimida, tô poliana. Tenho encontrado gente pelos zoons da vida que também não querem parar. Afuera hay un domingo sangriento. La historia pasa como un fantasma... Quantas vezes o mundo foi velado como agora? Que obra de teatro você quer fazer agora? Enquanto escutamos essa crônica de terror anunciado que nos anestesia e não finda. Ficar quieta. Observar a barriga que cresce pra fora da calça jeans apertada e minha cara de lua. Estou gravida. De um liquidificador. Você já morreu de amor, derrubou a bastilha, destruiu muros, destituiu czares, pôs LSD na caixa d’água da escola? Tenho tentado diagnosticar tudo desde esse meu pensamento que é um tanto contundido, quebrado, confuso, mas meu, o estado das coisas, o estádio sem gente, o bloco que não pode ir pra rua, tenho pensado e visto filmes dystópicos dos anos oitenta com trilha sonora do Vangelis ou sintetizadores de Wendy Carlos, (um fim do mundo de neon e capas e chuva transparentes) Tenho pensado na II Guerra. Tenho pensado no Getúlio. Fico imaginando o Brizola vivo. No Darcy Ribeiro no velório do Glauber... que chorava o Brasil que não deu certo. O poema do Drummond que minha mãe lia pra mim e que meu avô lia pra ela em que o coração do poeta cresce dez metros e explode.
Na gran quimera latino americana y otros disparates que sonhávamos e sonhamos. Os web cabarés que vão tomando a tela, as lives perdidas no escuro... Tenho rezado: teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste, teatro é peste. Tenho sonhado disparates. Tenho fumado. Tenho uma mancha no dente de tanto café. Tenho elaborado diálogos sem fim para as efígies do Edifício Acaiaca. Sim, eles têm me acompanhado. Estes dois bravos guerreiros modernistas- barra- art déco que observam desde 1943 o mesmo cruzamento. A mesma igreja e sua escadaria. E se eu me sentasse na escadaria São José e conversasse com eles? Eles viram tanta coisa lá de cima. Edifício construído com abrigo antiaéreo e tudo. Eram tempos de guerra. O mundo explodia. Quando foi a última sessão de cinema? E o que foi feito de vera? Senta no cimento que a barricada tá embalada a vácuo! Não deem ouvidos ao pastor! Como anda o cruzamento nos últimos meses. E daqui há dois meses? Hei vocês! Fala comigo! Prever como faremos fica esquisito, soa raro. Mas é só o que penso e fracasso. Por ora só fracasso. Sempre fracassamos muito bem. Eu acho que eu preciso escutá-los, ouvir os guerreiros. Mas quem são eles? Eles são indígenas? Eles sabem o dia da queda? Eles me dirão? Eles são concretos? Eles dirão? O que dirão? Eles me condenam? O que eles acham que deve ser feito agora? Parir sobre a cidade logo mais. Enquanto o sol não dilata a gente vive o presente, se resguarda pra luta que virá. Por que ela virá. Conversar com as efígies do edifício art déco, tentar se lembrar dos sonhos da noite anterior e parar de censurar meu amadorismo infinito. O teatro sobrevive, eu sei. Tenho conversado muito com as efígies do edifício Acaiaca... Sempre conversei com elas e agora elas têm fumado comigo. Essa é a peça de hoje. Dois bravos guerreiros fumam em frente a Igreja São José, comigo. Só não sei ainda o que de fato elxs me dirão. https://youtu.be/RC1Ktxe7-m46
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não deixa de seguir os links, abre umas janelinha aí.