Skip to main content

Saramago recontado pelo 2.º TAR

Page 1

As Pequenas Memórias Certo dia, uma senhora, na época natalícia, foi buscar a Árvore de Natal ao sótão da sua casa, e lá encontrou um baú com fotografias e uma boneca de pano, e lembrouse de um episódio com o seu tio em que foram ambos a um parque de diversões e jogaram ao jogo da lata, um jogo muito tradicional nos parques de diversões. Jogaram e ganharam uma boneca. Nesse mesmo dia, a senhora foi dar uma volta na roda gigante, uma atração muito divertida e requisitada e levou a sua boneca. Quando chegou ao topo, a roda fez uma paragem brusca e inesperada e a boneca caiu-lhe da mão sem qualquer hipótese de a conseguir apanhar, e por isso ficou muito triste. Quando chegou ao fim da viagem da roda gigante, estava lá um menino com a boneca na mão. Entregou-lhe a boneca e ela ficou muito feliz, pois pensava que nunca a iria recuperar. As fotos que viu trouxeram-lhe memórias de histórias e do seu crescimento durante a infância, a adolescência e o seu casamento, que foi um dos dias mais felizes da sua vida. A solidão por ter perdido o seu marido era, em certa medida, compensada pela sua boneca.

“Os tempos vão, as Pequenas Memórias ficam”

Jaime Maranhão nº 10 Nicole Martins nº17 2ºTAR

2021/2022


Ensaio sobre a cegueira Cego é aquele que não quer ver!... É aquele que ignora:

• • • • •

A fome A guerra A pobreza Amor proibido (…)

Os cegos também sentem/ vivem/ percebem/ conseguem: • • • •

A alegria/ tristeza A amizade O amor Aprender

Érica Borges 2.º TAR


Levantado do Chão Era uma vez um senhor, já velhinho, acamado, que decidiu começar a escrever um livro “Os dias antes da Morte”, porque se sentia sozinho, abandonado, numa velhíssima cama de hospital, e as palavras verbalizados no papel eram a sua única companhia. Até que um dia, emocionado, ganhou forças devido à sua escrita e decidiu levantar-se. Infelizmente, as suas forças não foram suficientes para aguentar aquela mágoa de estar abandonado numa humilde cama. No livro, a sua última frase foi a seguinte: “Finalmente ganhou forças para se levantar desta cama e sinto que finalmente irei poder ver a luz do dia, se não conseguir o que eu mais quero que é ouvir os pássaros a cantar, o vento a soprar e a luz natural neste dia tão belo de primavera, pelo menos, saibam que, morri a tentar concretizar este grande sonho.” Infelizmente, o pior aconteceu, o senhor José não ergueu forças suficientes nas suas frágeis pernas para aguentar o peso daquela angústia, acabou por cair, desfalecendo aos poucos naquele chão. Tentou-se levantar com as restantes forças que tinha, mas acabou por ficar caído naquele piso e lá ficou a história e a alma daquele senhor simpático, humilde e sonhador que apenas queria se sentir amado pela natureza.

Rodrigo Loureiro Daniel Codinha


O Conto de uma Ilha Desconhecida Era uma vez, dois viajantes que decidiram embarcar num belo dia de sol, à busca de conhecimentos e uma bela aventura. Entretidos a fofocar, perderam-se nas brilhantes ondas do mar, apavorados sem saber o que fazer, e para piorar a situação, perceberam que nem telemóveis tinham para pedir ajuda. Gritaram, andaram de um lado para outro, fizeram de tudo, mas não deu em nada. Já de noite, esfomeados e cansados, acabaram por adormecer. Quando acabaram, muito muiito ao longe, com um calor tremendo, avistaram umas grandes árvores, verdes, com côcos, e com umas grandes folhas, remaram e remaram cada vez mais para ver melhor o que lá estava. Pasmados, repararam que era uma ilha, que nunca antes tinham ouvido falar, e decidiram pisar aquela areia. Exploraram a ilha e acharam-na muito bonita, e decidiram ficar por lá até alguém os avistar. Passaram-se vários dias e a ajuda veio, pois sentiram a sua falta, e com isto ficou conhecida como a ilha desconhecida. Vitória, Vitória, acabou a nossa história. Carolina Costa Cláudia Salvador


O Homem Duplicado

Era uma vez um casal que teve dois filhos “duplicados”. Como o casal tinha muitos problemas na relação, acabaram por se separar e cada um levou um filho. A mãe levou o João para os Estados Unidos e o pai levou o outro filho, Joaquim, para Lisboa. O João já crescido, com os seus 21 anos estava a vasculhar as fotos antigas, até que encontrou uma foto em muito mau estado, nessa foto estavam dois bebés e ele percebeu que um dos bebés era ele, então fica sem perceber nada, ficou com um pressentimento estranho. Terei um irmão? O João foi a correr até a mãe e mostrou-lhe a foto que tinha encontrado. A mãe ficou pálida e começou sentir-se mal. Maria, mãe do João, diz ao filho que este tinha um irmão gémeo a viver, com o pai, em Lisboa. O João decide ir apanhar o primeiro avião para Lisboa e procurar o irmão que não conhecia. Quando chegou ao aeroporto de Lisboa, João decide comer algo então dirige-se ao café, quando acaba a sua refeição vai se embora cheio de pressa, então esquece-se do seu telemóvel no café, a funcionária do café reparou no telemóvel que João tinha deixado esquecido na mesa do café. Sem querer o ecrã liga-se e ela reconhece o “namorado”! O homem duplicado, na realidade, era o João, irmão do Joaquim.

Tiago Oliveira Lara Mariana


Todos os Nomes

Era uma vez um senhor divorciado muito arrogante que vivia numa pequena aldeia com o seu neto. Esse senhor, muito triste, trabalhava num registo civil. Um dia passou-lhe um nome pelas mãos “Maria Albertina” que lhe fez lembrar um amor antigo que nunca esqueceu, e então decidiu procurá-la. - Por onde devo começar a procurar? - Pensou ele, sussurrando. Por intuição começou por ir à escola de infância. Mas, passado algum tempo, analisando os dados dos alunos não encontrou nada e decidiu voltar para casa, triste e desolado. Em casa, fechado no quarto começou a pensar: -Nunca mais a vou voltar a ver! Passado alguns anos aquele pobre homem angustiado pela memória e o desencontro morre de ataque de coração.

Fim Guilherme Oliveira


Curso de Técnico de Turismo Ambiental e Rural Ambiente e Turismo Sustentável Semana da Leitura – atividade de 9 de março de 2022 José Saramago, cria/conta a tua própria “história” Autores: Ângela Cunha e Tiago Neto

Último Caderno de Lanzarote

https://www.google.com/search?q=ilha+de+Lanzarote,+Espanha&sour ce= Os vulcões mudam tudo … a guerra afeta todos. Lanzarote é uma ilha vulcânica espanhola que Saramago escolheu para viver e escrever. Porquê? Inspiração? As cores da ilha: negro e cinza vulcânico contrastam com o azul do mar. O negro e o cinza, tristeza, melancolia, … O azul do mar, alegria, calma, amigos, ondas e diversão. A vida é feita destas cores: alegria e tristeza.


Le bagage du voyageur Il était une fois, un jeune homme qui partait en voyage de Londres à Paris. Il était très heureux car c´était sa première fois. Il portait beaucoup de bagage et quand il a passé le détecteur de métal, il s´est aperçu qu’íl y avait quelque chose qui ne clochait pas. Quand il a entendu le bruit du détecteur de métal il est resté immobile. Alors les policiers ont ouvert ses bagages et ils ont trouvé… Pah… pleins de petits diamants. En suite il a été intérrogé par la police et il a tout avoué. Peu après, il a pu repartir avec les diamants. En arrivant à Paris, il s´est dirigé au Musée du Louvre. Il a apprécié beaucoup d’oeuvres d´art et puis il est arrivé devant le tableau de Mona Lisa. C’est à ce moment lá qu’on a découvert à quoi servait les petits diamants. Il est parti avec le tableau de Mona Lisa et avec les yeux pétillants.

Fin de l´histoire

~

Ana Beatriz Marques 2ºTAR Beatriz Fontinha 2ºTAR


O ano da morte de Ricardo Reis

Em 1850 foi quando tudo começou… Um jovem casal teve o seu primeiro filho, Rita Reis. O parto não foi fácil! A mulher teve complicações que lhe afetaram o útero, mas a criança nasceu com saúde. Após este acontecimento, formaram uma família unida e alegre, mas o casal desejava um segundo filho, o que era difícil, pois as complicações do primeiro parto da senhora fizeram com que se tornasse infértil. Começaram a ter acompanhamento médico, mas após alguns meses desistiram dessa opção e decidiram adotar uma criança, Ricardo Reis. Rita Reis, de três em três anos, tinha de ir ao hospital fazer uma avaliação médica, então os pais acompanhavam-no sempre. Mas um dia algo terrível aconteceu! Os pais e a sua filha, Rita, sofreram um acidente e infelizmente nenhum deles sobreviveu. Ricardo Reis, após a morte dos seus pais e da sua irmã, e com apenas 6 anos, foi morar com os seus avós maternos, na Madeira. Ele era um rapaz muito alegre, inteligente e brincalhão e, mesmo depois do terrível acontecimento, ele continuou a ser assim, mas com o passar do tempo, ele começou a tornar-se numa pessoa reservada e solitária. Os seus avós sempre lhe davam livros nos anos, então Ricardo aprendeu a gostar bastante de ler. Aos 15 anos decidiu começar a escrever os seus próprios livros como forma de desabafo. Terminou o primeiro livro Amor e paixão após um ano, e só aos 17 anos ganhou coragem para publicar esse livro. Infelizmente não teve sucesso com esse, mas não desistiu. Começou a escrever o seu segundo livro, No silêncio da noite, e este sim, já teve um grande sucesso e Ricardo começou a ser muito conhecido pelos grandes escritores. Em 1923, deixou de lado os seus livros de ação e romance, e tentou escrever poemas, mas não deixaram de ser sentimentais, e acabou por publicá-lo também. Não tinha muitas esperanças sobre esse poema, mas quando viu que toda gente andava a falar dele, Ricardo emocionou-se. Este


rapaz que nunca pensou em ser tão bem sucedido, acabara de ser reconhecido como um dos escritores mais renomeados da sua época. Passados uns seis anos, criou coragem e reescreveu o seu primeiro livro Amor e paixão, que, na altura, não tinha tido grande sucesso. Ele continuou a publicar diversos livros e poemas, e um dia, numa sessão de autógrafos, encontrou o seu primeiro amor, Isabella Silva. Estes começaram a sair e a conhecerem-se até que passado alguns meses decidiramse casar, e em 1927, assim o fizeram. Passados cinco anos do seu casamento, Isabella sentia-se muito exausta, com muitas dores, especialmente dores de cabeça e reparou que tinha perdido muito peso. Isabella achou estranho porque nunca tinha se sentido assim, e sempre comeu bem. Então resolveu ir ao médico ver se passava algo, e o pior aconteceu. Esta rapariga jovem e bela havia acabado de descobrir que tinha câncer e que no máximo só tinha apenas dois anos de vida. Ricardo ficou desolado com essa notícia. “Primeiro a minha família e agora a minha esposa”, disse ele. Isabella já estava esgotada, e passado aqueles dois anos, acabou por não aguentar mais e morrer. Ricardo não sabia mais o que fazer, estava outra vez solitário mas desta vez sem nem motivação para escrever. A perda da sua mulher tinha sido traumatizante e desesperadora. Não aguentou a tristeza e a saudade que sentia, então decidiu suicidar-se. As últimas palavras dele foram “O que adianta viver, se perco todos os que amo”.


E, num belo dia de sol, sem uma única nuvem, Ricardo Reis levantou-se rapidamente e ofegante, sem saber o que se passava. Após alguns minutos percebeu que nada daquilo que tinha acontecido era verdade. Não passava de um pesadelo! Os seus pais nunca teriam morrido num acidente, ele nunca tivera uma irmã, nem chegara a viver com os avós, e que ele nunca se casara com Isabella. Mas ele sabia que a única verdade que existia ali, era ele ser um grande escritor.

Soraia Pereira, n.º 21 e Marcelo Santos, n.º 24 – 2.º TAR


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Saramago recontado pelo 2.º TAR by Maria Leopoldo - Issuu