Americana e região
RECANTOS DA TERRA
MARÇO | 2020
PANDEMIA • Economia abalada por longo tempo • Isolamento: única arma efetiva • Brasil já está em nova fase da doença • É hora de pensar o direito à vida
DESMONTE DA PETROBRÁS: UM GRAVE ERRO POLÍTICO
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meio ambiente • cultura • ecologia • turismo
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EXPEDIENTE Edição e Texto: Paulo San Martin, Anderson Barbosa e Véronique Hourcade | Diagramação: Skanner Projetos Gráficos | Redação: paulo.sanmartin@bol.com.br - anderson@jornalrecantosdaterra.com.br Gestor de Anúncios: Geraldo Martins - (19) 98268.9110 - ge@jornalrecantosdaterra.com.br | Rua Indaiá, 411, Jd. Ipiranga Americana-SP - Fone: (19) 3601.8996
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Março 2020 | Americana-SP
CORONAVÍRUS
Especialistas alertam para necessida
Professores ligados à área de saúde da Unicamp apontam riscos e ações
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quadro da pandemia do coronavírus (Covid-19) tem se alterado rapidamente no Brasil e países vizinhos, o que aponta a América Latina como o próximo epicentro, depois da Europa, de expansão das contaminações. Por isso, são necessárias medidas urgentes para a contenção das infecções no Brasil e a adoção imediata de políticas de defesa das populações mais vulneráveis e suscetíveis a apresentarem quadros graves de saúde, caso contraiam Covid-19. Essas foram algumas das informações apresentadas no debate sobre a crise do Covid-19 realizado, dia 16 de março, pela ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp) e que reuniu especialistas na área de saúde e microbiologia. Ao longo do debate, foram apresentadas não só as medidas que devem ser tomadas individualmente, mas também as ações coletivas e governamentais – em todos os níveis – que precisam ser adotadas com urgência. Os debatedores informaram também que o pico da pandemia no Brasil deverá demorar cerca de 40 dias para ocorrer e que, caso sejam tomadas imediatamente medidas rigorosas em escala nacional, pode haver uma forte contenção da pandemia. (Você pode assistir a integra dos debates acessando a página: www.adunicamp.org.br).
Da esquerda para a direita, professora Maria Filomena Vilela; professores Gustavo Cunha e Wagner Romão; e professora Sílvia Ga
Isolamento social é a única arma efetiva Especialista em estudos sobre vírus, a professora doutora Silvia Gatti, do Instituto de Biologia e do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), reafirmou a necessidade de conter ao máximo a circulação das pessoas. Silvia relatou que os países que conseguiram realizar o isolamento social do maior número de pessoas, desde o início da pandemia, foram os únicos que conseguiram limitar uma expansão rápida e devastadora do coronavírus. “Essa é,
até o momento, a única medida realmente efetiva de controle da expansão da pandemia”. Em caso de necessidade de deslocamentos, ela reafirmou a importância de sistematização dos métodos já amplamente divulgados de prevenção, como a lavagem das mãos e do rosto, exposição ao sol (“o vírus não resiste aos raios solares”) e arejamento das casas, entre outros. “Álcool gel só deve ser utilizado quando não for possível lavar as mãos, pois ele não remove a sujeira. O método mais eficaz é a lavagem das mãos com sabão
ou sabonete com esfregação por quarenta segundos”. E também a desinfecção dos ambientes. Silvia afirmou que os métodos de prevenção têm sido amplamente divulgados pelos órgãos de saúde e pelo Ministério da Saúde, e são esses órgãos que devem ser consultados, em caso de dúvidas, tanto pela população como pelos profissionais da área. A MUTAÇÃO DO VÍRUS A professora fez também um relato das mutações que permitiram que o novo coronavírus saltasse de
outra espécie para a espécie humana. “Ele é novo para nós porque veio de outra espécie animal. Há apontamentos que veio do morcego, mas ainda há controvérsias sobre isso”. Por ser novo na espécie humana, nós não temos anticorpos contra ele em nosso organismo e o processo de produção e teste em humanos de uma vacina leva meses. O novo vírus infecta todas as células do sistema respiratório e já aparecem indícios de que pode afetar também as células intestinais, informou Sílvia.
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dade imediata de medidas rigorosas
s que devem ser tomadas para reduzir a expansão da pandemia no Brasil
Brasil já está na nova fase da infecção A professora doutora Maria Filomena Vilela, da Faculdade de Enfermagem da Unicamp e do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva, alertou que já “estamos no Brasil em uma nova fase da infecção”. A transmissão já ocorre dentro do Brasil, sem que as pessoas infectadas tenham tido contato com quem veio de fora do país, portanto é urgente a “adoção de medidas restritivas bem mais duras e também cuidar das pessoas e grupos mais suscetíveis”. Filomena apontou que há “fortes indícios” de que o novo epicentro da pandemia, que já está em mais de160 países, será a América Latina. “O cenário no Brasil está mudando rapidamente, com a expansão da infecção. Mas o país ainda tem condições de impedir o crescimento muito rápido”. Mas, para isso, medidas restritivas e sanitárias têm que ser tomadas em escala nacional, uma vez que os serviços de saúde não estão preparados para atender um número alto e imediato de casos mais graves. Ações e campanhas de esclarecimento também têm que ser amplamente divulgadas. “Nossos serviços de saúde estão dire-
cionados. As pessoas que apresentarem sintomas como falta de ar têm que ter internação imediata”. Por isso, aquelas que apresentarem sintomas leves, devem ficar em casa e só procurarem os sistemas de atendimento aos primeiros sinais de febre e desconforto respiratório. SEM NÚMEROS EXATOS Os números da quantidade de pessoas infectadas no Brasil não serão exatos num primeiro momento. Filomena informou que não serão colhidos materiais para exame de todos os que apresentarem sintomas leves. “Isso só será feito em situações em que for necessário o controle. E as ocorrências mostram que 5% das pessoas infectadas vão evoluir para situação que precisa de ventilação. Então temos que investir nisso: salvar vidas”. Para ela, diante ainda dos inúmeros outros problemas sociais e de saúde que o Brasil enfrenta, é essencial “investir pesado na informação”. “Temos que fazer o máximo para termos a menor quantidade possível de pessoas nas ruas e locais públicos”.
atti
‘É hora de pensar a comunidade e o direito à vida’ “Uma epidemia é sempre um momento em que pensamos a comunidade, a sociedade e o direito à vida. É um momento para refletirmos como a sociedade está preparada, ou não, para defender a vida”, afirmou o professor Gustavo Cunha, do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e doutor em Saúde Coletiva. Gustavo relatou que os países com sistemas de saúde estruturados são sempre os que estão mais preparados para enfrentar situações difíceis, como as epidemias. “Só que o nosso sistema público de saúde, só no ano passado, teve um corte de nove bilhões de reais. Isso representa um impacto muito forte num sistema já frágil e que vem sendo desmontado nos últimos anos”, afirmou. Esse corte no orçamento e as atuais políticas para a saúde pública reduziram, disse Gustavo, a “capacidade do SUS (Sistema Único de Saúde) de defender a vida”. Isso acarretou no corte significativo no número de vacinas, consultas e atendimentos, já com reflexos claros como o aumento da mortalidade infantil e de algumas doenças que já haviam sido erradicadas ou estavam sob controle.
Ampliar a informação
Apesar de estar com a capacidade diminuída, na análise do professor, “o nosso sistema de saúde vai conseguir trabalhar neste momento” no enfrentamento da pandemia. O SUS, apesar de ter sido sistematicamente atacado nos últimos anos, está presente em praticamente 100% dos municípios brasileiros. “Portanto, essa é também uma oportunidade de pensarmos e revermos o que representa para a sociedade esse desmonte dos serviços públicos de saúde”. DESIGUALDADE SOCIAL A desigualdade social é outro fator que precisa ser rigorosamente levado em conta nas políticas públicas de combate à pandemia, apontou o professor. “A saúde depende de um conjunto de condições sociais. A mortalidade é maior entre os pobres, que são acometidos por doenças mais graves e recorrentes. Então, quando a gente fala, por exemplo, em fechar escolas públicas, temos que saber o que ocorrerá com aquelas crianças que dependem da merenda para ter a alimentação diária”. E a mesma questão tem que ser vista com trabalhadores que
dependem de sair para o trabalho diário para poder se sustentar, entre eles os uberizados. “Fome também mata”, apontou. “Por isso temos que ter uma política que de fato também proteja essas pessoas mais pobres”.
“A informação sobre essas questões que discutimos aqui devem ser ampliadas com urgência, pois ainda temos muita gente desinformada sobre a verdadeira extensão da pandemia e também autoridades que não têm dado o exemplo”, afirmou o presidente da ADunicamp e mediador do debate, professor Wagner Romão, do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da universidade. Wagner lembrou que o Brasil vive hoje um conflito, “forte neste momento”, que coloca a ciência em confronto com análises e opiniões do senso-comum. “Há quem questione se é a ciência ou Deus que vai definir se a doença vai chegar ou não”. Para ampliar os debates e informações, Wagner anunciou que a ADunicamp vai continuar produzindo, ao longo dos próximos dias e semanas, debates sobre o tema, inclusive com professores e estudiosos de outras áreas que também serão afetadas pela pandemia.
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Março 2020 | Americana-SP
EM DEBATE
‘Crise do coronavírus’ vai abalar economia brasileira por longo tempo Para especialistas, trata-se de uma crise sem precedentes na história da economia mundial
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Brasil ainda não tomou as medidas sanitárias e econômicas necessárias para enfrentar a situação atual e muito menos aquela prevista para futuros próximos e distantes em decorrência da “crise do novo coronavírus”. E a crise já exige medidas urgentes e profundas. Essa avaliação foi feita por especialistas numa segunda rodada de debates, realizada no dia 18 de março na ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp) sobre a pandemia causadora da chamada Covid-19. (Leia mais sobre os debates nas páginas 4 e 5 desta edição). O professor doutor Guilherme Santos Mello, do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura do instituto afirmou que a crise da Covid-19, do ponto de vista econômico e social, é uma crise como jamais foi vista na história, “pelo menos pelas novas gerações”. E os efeitos dela se prolongarão ainda por muito tempo e exigirão uma intervenção pesada do Estado para recuperar a economia, coisa que alguns países, como o próprio Estados Unidos já perceberam, mas que parece longe das decisões do governo brasileiro. “Alguns, como o próprio presidente da França, Emmanuel Macron, costumam dizer que ‘estamos numa situação’ de guerra. Mas a questão é que numa economia de guerra está todo mundo produzindo. Produzindo para a guerra, mas com pleno emprego. Hoje é justamente o contrário. A crise econômica acontece pela falta de produção, pela falta de trabalho e
de consumo”, afirmou. Outros analistas, apontou Guilherme, também tentam comparar a atual crise com a de 2008. “Mas a crise de 2008 foi uma crise de crédito, que se expandiu para o mercado financeiro”. Foi o excesso de crédito que garantiu a aceleração da economia. “Mas veja como essa crise é diferente. Temos a paralisação na economia real, que vai provocar também uma crise de crédito e pode quebrar todo o sistema financeiro”. Guilherme lembrou que o governo dos Estado Unidos está jogando trilhões de dólares na tentativa de manter o mercado de crédito ativo. “Mas podemos jogar quanto dinheiro for, que não adianta. Não dá para produzir. Está todo mundo em casa”. Para Gustavo, assim que a pandemia acabar, a crise na economia ainda se arrastará por muito tempo e a intervenção dos Estados, tanto na recuperação do sistema financeiro, como em investimentos na produção, será o único fator capaz de acelerar novamente a economia. “As empresas estarão quebradas, o desemprego será enorme”. Neste momento, como já perceberam alguns governos, como o norte-americano, os tesouros nacionais terão que gastar “o que tiver que gastar” para conter a pandemia e impedir a quebradeira de empresas e o desemprego em massa. “Mas não vemos nenhum posicionamento neste sentido por parte do governo brasileiro passamos anos criminalizando as intervenções do Estado na economia e agora essa intervenção será indispensável”. Para ele, na contramão da atual gestão econômica do país, que adminis-
tra pensando “só em cortar gastos”, o governo terá que investir o que for necessário para retomar a economia. JAMAIS SABEREMOS A verdadeira dimensão da pandemia no Brasil jamais será conhecida. Isso porque, como informaram e analisaram a professora Mônica Corso, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, com especialidade em pneumologia, e o médico sanitarista e vereador em Campinas Pedro Tourinho, o Brasil não conseguirá realizar testes em larga escala, modelo apontado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para controlar a pandemia. Esse novo coronavírus apresenta uma ampla variedade de respostas clínicas, mostrou Mônica com base nos resultados obtidos em todos os países que vivem a pandemia. “Desde casos assintomáticos, até os casos mais graves e que levam a óbito”. Com base nos dados de países que fizeram testes em larga escala, o coronavírus se manifesta de forma assintomática em 80% das pessoas, de forma moderada em 15% e de forma grave em 5%
a 6%. “E em metade desses últimos causa a morte”, disse ela. De acordo com Tourinho, a testagem em massa, sugerida pela OMS, é a forma mais eficiente de garantir o controle da propagação, pois confirmados casos em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, haveria como isolar e controlar, impedindo que continuassem a transmitir o vírus. Na avaliação de Tourinho, a demora nos resultados dos testes tem dificultado muito as ações efetivas de controle da pandemia no Brasil. “Demoramos muito para começar a agir, e os resultados disso serão sentidos logo mais”. O professor Wagner Romão, que coordenou tanto o segundo como o primeiro debate, antecipou que a ADunicamp pretende realizar outros eventos para discutir o tema. “No momento, é importante passar a informação para a sociedade e este é o papel da Universidade e do sindicato de docentes”. (A integra dos debates está disponibilizada nos canais do Youtube e do Facebook na internet: www.adunicamp.org.br).
ARTIGO
Coronavírus: nós precisamos parar Maria Giovana*
Aos que ainda tem dúvidas eu explico: todos os países que adotaram a estratégia inicial de medidas brandas para a contenção do avanço do COVID-19 falharam. Inglaterra, por exemplo, está correndo atrás do prejuízo sob forte pressão popular. Já a Austrália passou a rever e endurecer medidas para a contenção do Coronavírus. A teoria de que o vírus se comportaria diferente em países tropicais também caiu por terra. Outra teoria, sobre adquirir imunidade coletiva, jamais existiu. Só a vacina pode nos dar imunidade coletiva. A verdade é que queríamos muito acreditar que,
por algum motivo de força maior, as coisas fossem acontecer de forma diferente em nosso país. Não vai. E ainda temos o agravante de sermos um país com dimensões continentais, com profunda desigualdade social. Quais estratégias devemos seguir? Todos os países hoje se espelham na China, Cingapura, Coreia do Sul e Hong Kong. O que eles têm em comum? Simples: mesmo que uns antes e outros tardiamente, todos aderiram a estratégia de contenção social e supressão. Eles restringiram ao máximo a circulação das pessoas, além de testar ativamente novos casos para isolamento. Por enquanto, não temos o teste rápido no Brasil e muita gente custa
a acreditar no tamanho da crise que vivemos. Vejo muitos profissionais da saúde ainda focados na organização da estrutura hospitalar para receber os doentes. Claro, é importante, mas não vamos nos iludir pois essa guerra não será vencida dentro dos hospitais. Venceremos no território. A grande crise que o COVID 19 nos impõe não é do ponto de vista da saúde individual, mas sim do colapso do sistema de saúde. E não falo só do SUS. Basta ver o que está acontecendo na assistência hospitalar privada em São Paulo. Essa grave crise sanitária – considerada por especialistas a mais grave dos últimos 100 anos – será vencida com a capa-
cidade do nosso povo de respeitar o isolamento e, ao mesmo tempo, sermos criativos e solidários. Estão aí duas qualidades que nosso povo apresenta acima da média mundial: criatividade e solidariedade. Eu tenho certeza que quando conseguirmos passar a real dimensão da situação ao povo brasileiro, nós teremos adesão e solidariedade. Quem sabe se após essa crise o povo ressurja mais unido e com orgulho da nossa identidade cultural. Quem sabe o que pode florescer disso tudo? Até lá, vamos juntos nessa. Temos uns aos outros. Venceremos. *Maria Giovana é sanitarista e vereadora em Americana pelo PDT
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PREMIAÇÃO
Americana é a 39ª no ranking ambiental 645 municípios de todo o Estado de São Paulo foram avaliados pelo Programa VerdeAzul
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Equipe de Americana, com o secretário Odair Dias ao centro, no dia da entrega da premiação
mericana recebeu a 39° colocação, num ranking do qual participaram 645 municípios de todo o Estado de São Paulo, no PMVA (Programa Município VerdeAzul). O PMVA foi criado com o propósito de incentivar, apoiar e medir de maneira descentralizada a agenda ambiental dos municípios paulistas. São José do Rio Preto foi a campeã no ranking geral totalizando 97,00 pontos, seguida de Bragança Paulista com 94,74 e Novo Horizonte com 94,23. Americana somou 88,75 pontos. O evento aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e contou com 645 participantes de todo o estado de São Paulo. O evento da premiação e divulgação do ranking aconteceu no dia 5, deste mês de março. “Essa premiação mostra que Americana está entre as cidades da região mais desenvolvidas ambientalmente e que estamos no caminho certo, assim como aponta que temos pela frente muito a fazer. Agradeço e parabenizo a toda população, e, em
especial, à equipe da secretaria que se dedica incansavelmente ao desenvolvimento sustentável do município”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Odair Dias, que participou da cerimônia de premiação. A coordenadora da Unidade de Educação Ambiental e Planejamento e interlocutora do município no PMVA, Kátia Birke, celebrou a pontuação e enalteceu a participação de Americana no projeto. “O programa vai além de ser uma excelente ferramenta de Gestão e Educação Ambiental; ele promove através das ações e diretrizes novas propostas e interação entre as pastas da administração, ONGs, voluntários e a população em geral. Agradecemos todos os parceiros pela colaboração. Americana foi certificada novamente e esse prêmio é de todos”. De acordo com a secretaria, o resultado da pontuação garante ao município melhores condições para a realização de convênios, conquista de equipamentos e para busca de recursos junto aos fundos estaduais.
HISTÓRICA
Praça Divino Salvador começa a ser revitalizada
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A Praça Divino Salvador, no bairro Jardim Girassol, em frente à Câmara Municipal, começa a ser revitalizada. Além do conserto da fonte de água da praça, as reformas incluem manutenção na rede elétrica e instalação de lâmpadas de LED, troca dos bancos quebrados, jardinagem, novo espaço para animais (Pet Park) e instalação de brinquedos infantis. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Odair Dias, a manutenção da fonte será feita por meio de parceria com a Sicredi, que realizou também a reforma da fonte da Praça Comendador Müller, no Centro. “A Divino Salvador faz parte da história da nossa cidade e pretendemos trazer as pessoas para mais este ponto. É mais uma praça revitalizada através de parcerias entre o poder público e empresas da cidade. O projeto é simples, direto e não exige grande investimento fi-
nanceiro. Nosso objetivo é atender a população, oferecendo melhor qualidade, de maneira inteligente e criativa”, disse Odair Dias. O prefeito Omar Najar (PMDB) elogiou a iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente. Ele visitou a praça, ao lado de Odair, no início deste mês de março, e lembrou que seu pai, o ex-prefeito Abdo Najar, ajudou em sua construção. O prefeito encontrou na praça um dos bancos doados por seu pai. “Meu pai doou quatro bancos, um com o nome de cada filho. Hoje achei o meu nome aqui. Essa praça é muito bonita e vai ficar melhor ainda. Fico agradecido pela parceria e vamos recuperar a fonte, que é histórica para a nossa cidade”, disse. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, os investimentos financeiros para a revitalização estão sendo feitos pela Sicredi e a mão de obra é responsabilidade da prefeitura.
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ERRO POLÍTICO
Desmonte da Petrobrás aprofunda crise econômica William Nozaki, cientista político e diretor técnico do Ineep adverte sobre efeitos desastrosos para o país, estados e municípios
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cada R$ 1 bilhão investido pela Petrobrás são gerados cerca de 36 mil empregos diretos e indiretos na área de exploração e produção de petróleo e quase 40 mil postos no setor de refino. O levantamento é do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (Ineep) e tem o objetivo de mensurar os impactos sociais e econômicos que o desmonte do Sistema Petrobrás vai causar ao país. Segundo o cientista político e diretor técnico do Ineep, William Nozaki, que esteve presente em ato realizado na Replan contra o fechamento da Fafen-PR, ocorrido em janeiro, as demissões em massa, os prejuízos provocados pelo desmonte são devastadores e têm um impacto econômico fundamental não só para o país, do ponto de vista da
soberania energética e autossuficiência petrolífera, mas também da vida real dos estados, municípios e trabalhadores. “Cada vez que a Petrobrás decide que vai encolher ou fechar uma unidade, o que observamos, de maneira inequívoca, é o empobrecimento da região, a diminuição da arrecadação fifiscal e do crescimento econômico, uma diminuição do emprego que vai afetar inclusive as atividades colaterais desse território”, esclarece. CÍRCULO VICIOSO O comércio vai vender menos, completa Nozaki, e a área de serviço terá menor atividade econômica. Isso gera um círculo vicioso que faz com que se aprofundem os problemas relacionados à falta de trabalho, piora na renda e baixa no dinamismo eco-
nômico desses territórios. “Temos observado isso de maneira muito intensa onde a Petrobrás já tem sinalizado seu desmonte”, declara. Nozaki cita, como exemplo, a situação das quatro refinarias colocadas à venda pela atual gestão da Petrobrás. “Nas regiões Nordeste, onde a Petrobrás está se retirando de maneira mais intensa, e Sul do país já percebemos esses efeitos colaterais e as dificuldades que os municípios estão encontrando para reativar o seu nível de atividade e desempenho econômico”, diz ele. Os estudos macroeconômicos do Ineep apontam ainda que cada R$ 1 bilhão que a estatal decide investir gera R$ 1,5 bilhão de crescimento para o PIB brasileiro. “A capacidade de a Petrobrás alavancar o crescimento nacional é muito significativa”, conclui o pesquisador. (Por Alessandra Campos)