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Americana e região
RECANTOS DA TERRA Susy Coutinho
JULHO | 2020
NOVO BARRAMENTO NO PIRACICABA VAI GARANTIR ABASTECIMENTO NA ESTIAGEM Com investimento da ordem de R$ 2,3 milhões, novo barramento garantirá água nas torneiras em época de seca
Novo marco do saneamento escancara privatizações
Trincas e rachaduras Recuperamos com estacas tipo fracionadas 35 ANOS REALIZANDO PROJETOS COMPLETOS PARA A SUA CONSTRUÇÃO
Testagem em massa da Covid-19 é essencial para salvar vidas
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COVID-19
DAE segue realizando desinfecção em áreas públicas Equipe está aplicando uma solução de hipoclorito de sódio nos locais
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om o objetivo de prevenir a transmissão da Covid-19, o DAE (Departamento de Água e Esgoto de Americana) dá continuidade ao serviço de desinfecção na cidade e executa diariamente a higienização em áreas de grande circulação de pessoas, como terminal rodoviário, hospitais, entre outros. Entre os locais que já foram desinfectados estão os hospitais Samaritano, Unimed, São Lucas e São Francisco; o Terminal Urbano; os postos de saúde dos bairros Parque Gramado, Dona Rosa, Parque das Nações, CAPS adulto, CAPS infantil, Vigilância Sanitária e Epidemiológica. De acordo com a direção do DAE, para a efetivação do serviço, a equipe está aplicando nos locais uma solução de hipoclorito de sódio, produto que elimina o coronavírus, além de outros microorganismos causadores de doenças.
Produto elimina o coronavírus e outros microorganismos causadores de doenças
EXPEDIENTE Edição e Texto: Paulo San Martin, Anderson Barbosa e Véronique Hourcade | Diagramação: Skanner Projetos Gráficos | Redação: paulo.sanmartin@bol.com.br - anderson@jornalrecantosdaterra.com.br Gestor de Anúncios: Geraldo Martins - (19) 98268.9110 - recantosge@yahoo.com.br | Rua Indaiá, 411, Jd. Ipiranga Americana-SP - Fone: (19) 3601.8996
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PANDEMIA
Sanitização profunda ganha novos espaços Técnica amplamente usada em hospitais começa a ser empregada em outros ambientes
A
sanitização profunda de ambientes, que até há pouco era uma prática utilizada apenas por hospitais – em especial nas UTIs e salas de cirurgia – ou em espaços com alto risco de contaminação por microrganismos, tem ganhado novas e múltiplas aplicações no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Essa sanitização vem sendo largamente empregada agora em ambientes industriais, empresariais e em residências. Em alguns municípios o seu uso já é obrigatório em hotéis que permanecem abertos e há propostas de que seja obrigatório também em escolas, com a volta às aulas e no pós-pandemia. A sanitização é feita com a nebulização de produtos específicos nos ambientes e superfícies, com o objetivo de eliminar vírus, fungos e bactérias. Alguns desses produtos têm a capacidade de permanecer ativos por vários dias nas superfícies, impedindo que elas sejam novamente contaminadas após a nebulização. Testes laboratoriais comprovam
Medida tem ganhado novas funções em tempos de combate mundial à Covid-19
que alguns destes produtos são capazes de eliminar dos ambientes até 99,99% dos microrganismos causadores de doenças, entre eles o coronavírus. Um dos produtos, amplamente utilizado há mais de 10 anos em hospitais de São Paulo,
é composto por Dióxido de Cloro e Quartenário de Amônia, autorizado pela Anvisa e pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Esse produto, embora permaneça ativo sobre as superfícies por 12 dias, não gera resíduos, não tem
cheiro, não mancha superfícies, não causa qualquer tipo de alergia e não é prejudicial ao ser humano e ao meio ambiente”, explica Carlos Eduardo Duzzi, da Carpetex Limpadora, que realiza o serviço de sanitização em Americana e região.
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OBRA
Barramento no Piracicaba vai garantir abastecimento na estiagem Susy Coutinho
O investimento da obra é da ordem de R$ 2,3 milhões e deve garantir a demanda de água por muitos anos em Americana
A
mericana inaugurou o Barramento de Alçamento de nível de água no ponto de captação no Rio Piracicaba. A construção do barramento substitui o antigo e garante o abastecimento durante o período de estiagem, quando ocorre a baixa vazão de água e a captação fica comprometida. O investimento da obra é de R$ 2,3 milhões. O prefeito de Americana, Omar Najar (MDB) enfatiza a importância da construção e os benefícios garantidos com ela para a melhor qualidade de vida da população. “Se não tivéssemos feito essa estrutura, hoje já teríamos falta de água. Eu tenho que agradecer ao pessoal do DAE, pois todos se empenharam em melhorar Americana e estamos projetando o nosso município para a demanda de
muitos e muitos anos”, disse. Segundo a administração, o barramento foi projetado de forma definitiva, seguindo todas as normas de construção vigentes, que garantirá o nível necessário e a segurança no processo de captação de água, mesmo nas épocas de estiagem. De acordo com o DAE, o projeto da construção e as interferências necessárias no corpo hídrico foram devidamente analisados e outorgados pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) e demais órgãos ambientais. GARANTIA “Esse alçamento é o que faz com que a gente possa ter água no período de estiagem. Uma obra dessa é uma garantia, pois vai permitir que quan-
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Barragem vai garantir cota mínima para o funcionamento das bombas
do for entregue a nova captação, que captação, com elevação mínima de vai ser logo, a gente tenha garantido, um metro em época de estiagem. No durante todo o período de seca, água ponto da barragem, a elevação em de qualidade e volume. Obrigado a to- vazão média será de 44 centímetros dos!”, disse Zappia, durante a cerimô- acima das condições atuais. O barnia de entrega e apresentação da obra. ramento será executado abaixo da A barragem vai garantir a cota unidade de captação de Americana, mínima necessária para o funcio- divisa com o município de Limeira 1 17/07/2020 namento layout.pdf das bombas no ponto de11:12(próximo à empresa Suzano).
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RECANTOS DA TERRA
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POLÊMICO
Lei escancara privatização da água Marco do Saneamento vai permitir a privatização de 90% dos serviços de esgoto e 99% dos de água
O
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, neste mês de julho, o novo e polêmico Marco Regulatório do Saneamento que prevê uma série de mudanças no setor, mas principalmente abre as portas para a ampla privatização dos serviços de esgoto e água no país. O novo marco adia também o prazo para os municípios extinguirem os lixões a céu aberto e institui a cobrança de serviços de asseio urbano, como poda de árvores, varrição de rua e limpeza de estruturas e drenagem de água da chuva. Defendido por segmentos políticos e empresariais privatizantes, incluindo o ministro da Economia Paulo Guedes, a nova legislação é duramente atacada por amplos setores da sociedade, pois vai na contramão do que ocorre em outros países, como Alemanha, França e Bélgica que neste momento estão reestatizando suas empresas distribuidoras de água. O marco vai permitir a privatização de 99% da água potável e 90% dos sistemas de esgoto do país nos próximos 12 anos. Defensor da nova legislação, o relator do projeto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que ela vai “universalizar os serviços de água e esgoto” e gerar “empregos, saúde e melhoria da qualidade de vida das pessoas”. O governo estima que o novo marco deverá atrair mais de R$ 700 bilhões em investimentos, mas as experiências mundiais desautorizam essa certeza. EXEMPLOS Na América Latina temos o exemplo do Chile que privatizou suas reservas de água potável durante a ditadura de Augusto Pinochet, com o nosso atual ministro Paulo Guedes à frente das privatizações naquele país. Três décadas depois, como se reconhece hoje, o modelo se mostrou totalmente insustentável. Na Bolívia, há 20 anos, os movi-
mentos sociais se mobilizaram ao ponto de impedir que as reservas de água fossem privatizadas. Com o início da privatização, os preços cobrados subiram abusivamente, causando revolta nas populações mais pobres, que desceram das montanhas e cercaram a capital La Paz. O episódio ficou conhecido como “A Guerra da Água”. Na Palestina acontece um processo parecido, uma vez que Israel tenta explorar o recurso nos territórios ocupados. A água é uma preocupação da ONU desde os anos 1970. Em 1977 foi realizada a Conferência de Mar del Plata, na Argentina, a fim de tratar o tema. Nos anos 90 a pauta entrou no radar dos movimentos sociais e em 1992 foi lançada a Agenda 21 e a Carta da Terra, documentos que alertam sobre o risco de a água ser a maior razão de guerras futuras. O Aquífero Guarani, localizado entre o sudeste e o sul do Brasil, é uma das maiores reservas de água potável do mundo ainda intocadas e, há alguns anos, é uma das cobiças das grandes corporações multinacionais que detêm um controle cada vez maior da água no mundo. CONCENTRAÇÃO O senador Jean Paul Prates (PT-RN), um dos que se opuseram no Senado ao novo marco, afirmou que legislação poderá “acabar com as empresas públicas de tratamento de água e esgoto” no Brasil. “Privatizar não é solução. Água é um direito da população, não é mercadoria”, afirmou o senador. Atualmente mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a sistemas de esgoto. Quase 35 milhões não têm acesso a água tratada, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Pelo texto aprovado, as empresas contratadas deverão se comprometer com metas de universalização que precisam ser cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água
potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Mas, na avaliação do senador Prates, ocorrerá o contrário: “Este projeto prioriza a iniciativa privada e desarticula as empresas públicas do setor. O capital privado não vai beneficiar os mais pobres e não vai levar água tratada e esgoto a zonas carentes por um motivo muito simples: isso não dá lucro”, afirmou ele. O QUE MUDA Atualmente as cidades firmam acordos direto com empresas estaduais de água e esgoto pelo chamado contrato de programa, que contêm regras de prestação e tarifação, mas permitem que as estatais assumam os serviços sem concorrência. O novo marco extingue esse modelo, transformando-o em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal, e torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas. Os atuais contratos de municípios com estatais de saneamento, geralmente estaduais, serão mantidos até o fim do prazo pactuado. Também poderão ser renovados pelas partes, por mais 30 anos, até 30 de março de 2022. A mesma possibilidade se aplica às situações precárias, nas quais os contratos terminaram, mas o serviço continuou a ser prestado para não
prejudicar a população até uma solução definitiva. Os novos contratos deverão conter a comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada, com recursos próprios ou por contratação de dívida. Outra mudança se dará no atendimento aos pequenos municípios do interior, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Pelo marco, terão de ser constituídos grupos ou blocos de municípios, que contratarão os serviços de forma coletiva. O bloco, uma autarquia intermunicipal, não poderá fazer contrato de programa com estatais nem subdelegar o serviço sem licitação. O modelo funciona hoje por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa ajudam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados e nas periferias. Famílias de baixa renda poderão receber auxílios, como descontos na tarifa, para cobrir os custos do fornecimento dos serviços, e também gratuidade na conexão à rede de esgoto. O marco também estendeu para 2021 o prazo, hoje estabelecido para 2018, para que as cidades encerrem os lixões a céu aberto. (Com informações das agências da Câmara e do Senado).
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RECANTOS DA TERRA
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EM AÇÃO
Combustível adulterado para avião coloca vida e negócios em risco Petrobrás passou a importar o produto e denúncias de problemas ocorrem desde o ano passado Por Luiz Carvalho/Petróleo dos Brasileiros
A
queda de uma aeronave, na zona Norte de São Paulo, no dia 8 de julho, que culminou com a morte do piloto Paulo Pereira, alertou para mais um grave problema que as escolhas estratégicas da direção da Petrobrás têm trazido para o país. O acidente trouxe à tona a denúncia sobre a qualidade do combustível que a companhia importa desde que a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (SP), única no país a produzir a gasolina para aviação, interrompeu a produção para obras no final de 2018. O processo que deveria ser de manutenção por 15 dias, tornou-se de hibernação, com a unidade completamente paralisada na chamada UGAV (Unidade de Gasolina de Aviação). Com o início do governo de Michel Temer (PMDB), houve um aumento expressivo na compra de combustíveis importados: enquanto a aquisição de gasolina cresceu 53%, em 2017, a de diesel subiu 63,6%. DOS EUA Outro dado que chama a atenção é a participação dos Estados Unidos nessas relações comerciais. No fornecimento de diesel, por exemplo, a presença estadunidense passou de 41%, em 2015, para 82% dois anos depois. Além de optar por exportar petróleo de alta qualidade produzido no pré-sal e importar metade de sua produção diária, a Petrobrás também abriu mão de fornecer o suprimento para aeronaves, que hoje é totalmente fornecido por companhias estrangerias.
Tania Rego (Agência Brasil)
O combustível é utilizado para abastecer 12 mil veículos de aviação executiva, que são responsáveis por deslocamentos particulares, mas também para o suporte às lavouras agrícolas no país, que têm a maior frota do mundo destinada a esse tipo de atividade, com 2.115 aviões. Por conta do acidente e de denúncias apresentadas por pilotos desde junho do ano passado, com vídeos e fotos de peças danificadas nos sistemas de combustível em aeronaves, a Petrobrás resolveu suspender preventivamente o fornecimento da gasolina que era importada do Golfo do México no dia 11, o que afetou os voos em 19 aeroportos. OS RISCOS De acordo com avaliações do Centro de Pesquisa da empresa (Cenpes), foi detectado “um teor de compostos aromáticos diferente dos lotes até então importados, mesmo estando de acordo com os requisitos de qualidade exigidos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP)”. Segundo a avaliação, existe a possibilidade de que uma variação da composição química ter causado a corrosão e derretimento de peças do sistema de combustível que afetaram a vedação dos tanques. A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves cobra que a Petrobrás torne públicos os resultados dos testes que tenham sido feitos nos últimos 120 dias e que se retomem os testes com produtos estocados nos principais pontos da cadeia de suprimentos que atende o país. 67 DENÚNCIAS A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de
Acidente trouxe à tona denúncia sobre a qualidade do combustível que a companhia importa
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que diz ter recebido 67 denúncias até o último dia 13, formaram um grupo para investigar o caso, mas duas perguntas seguem sem resposta: 1- Por que a Petrobrás não se preocupou em retomar a produção de algo estratégico e está desde
2018 sem fornecer o combustíveis para aeronaves? 2- Se são feitos testes para verificar a qualidade do produto que chega ao país, como afirmou a empresa, por que a alteração só foi detectada após as denúncias? (Publicado originalmente no site sindipetrosp.org.br)
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COVID-19
Testagem em massa pode salvar vidas
Política sanitária conduzida sem padrões científicos colocam as Américas como responsáveis por 52% dos casos mundiais
A
testagem em massa de pacientes suspeitos ou assintomáticos da Covid-19, incluindo aí o uso de testes rápidos, deveria estar totalmente incluída na política sanitária brasileira de contenção da pandemia. Países que lançaram mão do isolamento social rigoroso e da testagem em massa conseguiram reduzir drasticamente o avanço da pandemia e já retomam paulatinamente a atividade econômica. Os números não deixam margem a dúvidas: países do Oeste do Pacífico, incluindo China, Coréia, Japão e Austrália, entre outros, que em sua ampla maioria adotaram uma rápida e rigorosa política sanitária, são responsáveis hoje por apenas 1,85% do total de casos registrados até o momento no mundo. Já as Américas, com muitos países que adotaram políticas sanitárias frágeis e irresponsáveis, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, são responsáveis hoje
por 52% dos casos mundiais, seguidos pela Europa, com 21%. O Brasil já é o segundo país com mais casos e óbitos no mundo: mais dois milhões de contaminados e superando 80 mil mortes. A TESTAGEM Os especialistas apontam que a testagem em massa é fundamental, tanto para a comprovação do diagnóstico de pessoas com sintomas, como para o rastreamento de contatos dos infectados. “Não precisamos só esperar por uma vacina. Podemos salvar vidas agora”, afirmou no dia 20 de julho o presidente da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanon, defendendo a implantação urgente de políticas de rastreamento nos países. Para José Roberto Salvador, farmacêutico-bioquímico diretor do Laboratório Pasteur que realiza todos os testes da Covid-19 em Americana, mesmo que os testes rápidos não sejam
recomendados como única forma de diagnóstico, são uma excelente alternativa para a triagem inicial e testagem em massa da população. “Trabalhamos com três tipos de testes, inclusive os testes rápidos. Vários fatores, como a coleta fora do tempo certo, entre outros,
podem gerar resultados equivocados. Daí a importância de serem feitos por profissionais de saúde qualificados e terem indicação de um médico, que saberá indicar o tipo de exame ideal para a situação de cada pessoa e solicitar exames complementares, se necessário”, aponta salvador.
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Microplásticos encontrados no Pantanal são uma ameaça ao meio ambiente *Pensamento Verde Os microplásticos podem ser encontrados em todos os lugares do planeta: nos oceanos, em alimentos, nos rios e até no intestino humano. A questão que intriga os pesquisadores é saber se esses resíduos podem prejudicar pessoas e outros seres vivos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente que os microplásticos na água potável não parecem representar um risco à saúde, se permanecerem nos níveis atuais. No entanto, a OMS alerta que ainda são necessárias mais pesquisas para
avaliar os possíveis impactos na saúde humana. O que se sabe até o momento, é que os microplásticos podem atuar como lares para bactérias e vírus. Os microplásticos mais comuns encontrados no ambiente são menores que 5 milímetros. Essas “microesferas” são geralmente associadas a cosméticos, mas também podem ser resultado da degradação de plásticos maiores. Há ainda as microfibras, que vêm da lavagem de tecidos sintéticos. O Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Estende-se pela Bolívia, Paraguai e Brasil, inserido
na parte central da bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Na rede desses rios e riachos – do Pantanal e do rio Cuiabá – fo-
ram encontrados microplásticos em uma concentração semelhante às encontradas em cidades chinesas, europeias e norte-americanas.