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Vota revista nº2 2015

Page 1

umario umário

S Apoyo Institucional

03

Editorial Por la Política como Solución

03

Artículos La Mancha de la Corrupción en España El Medio es el Medio La Desacralización de la Corrupción

Producción

03 03 03

Los Tres Ejes Estructurantes de la Corrupción Corrupción Emocional: La crisis de la imagen política del chavismo

Producción

03

Reseña

03 03 03

O Meio é o Meio A Dessacralização da Corrupção

Produção abordagem político-comunicacional

A Corrupção no Setor Público Os Três Eixos Estruturantes da Corrupção Corrupção Emocional: A crise da imagem política do chavismo

Produção Guerrero e Ayotzinapa, Terra de Trabalho: Historia,

03

En la Villa de las Lamentaciones: “Un País Partido –

de Progreso e Decadência por Corrupção.

Resenha Na Vila das Lamentações: “Um País Partido

2014: la elección más sucia de la historia.”

03

– 2014: a eleição mais suja da história”.

Agenda

03

Agenda

Miembros

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Membros

SOBRE LA REVISTA La Revista VOTA se propone un esfuerzo colaborativo que tiene como misión establecer un lugar de interlocución e integración entre consultores políticos y académicos de los países de lenguas ibéricas.

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

A Mancha da Corrupção na Espanha

Artigos

Guerrero y Ayotzinapa, Tierra de Trabajo: Historia, de Progreso y Decadencia por Corrupción.

Pela Política como Solução

Corrupção: O Fenômeno da corrupção em uma

Artículos La Corrupción en el Sector Público

Editorial Artigos

Corrupción: El fenómeno de la corrupción en un enfoque político-comunicacional

Apoio Institucional

SOBRE A REVISTA A Revista VOTA se propõe um esforço colaborativo que tem como missão estabelecer um espaço de interlocução e integração entre consultores políticos e acadêmicos dos países de línguas ibéricas.


Expediente

REALIZACIÓN

Coordinación Editorial Caio MaAnhanelli, Camilo Severino, Maria Alejandra Trujillo Consejo Académico Adolpho Queiroz, Carlos Manhanelli, Daniel Ivoskus, Eduardo Reina, Hugo Duarte, Jorge Santiago Barnes, Marcelo Serpa, Ricardo Paz, Wilson Rodriguez. Consejo Editorial Alexandre Bandeira, Aurizio Freitas, Blanca Angarita, Deméthrius Lucena, Eduardo Valiente, Marina Raffaelli, Nuno Cruz Inácio, Oswaldo Morenvo, Paulo Di Vicenzi, Ricardo Perez, Sérgio Torres Ávila, Thiago Guadalupe. Coordinación de Traducción Ana Estrella Rickli Vargas, Diana Florentin, Ernesto Aguilar Medina, Lívia Sales, Paulo Rezende Jr., Ricardo Calvão. Proyecto Gráfico Lucas Moura Webmaster

La Manhanelli Editorial es un sello editorial dedicado a publicaciones sobre Comunicación y Marketing Político, des de títulos prácticos para los candidatos y consultores, como académicos dando suporte a la producción sobre el tema.

NOTAS DE LA EDICIÓN - Referencias bibliográficas de los artículos académicos (Sección Producción) se presentan únicamente en el idioma original del artículo enviado. - No se producirán erratas debido a los errores de ortografía, se reemplazará la edición en los servidores si necesario corregir. - Las palabras extranjeras están subrayadas igual a las énfasis presentadas por los autores en sus textos. - Notas de traducción estarán marcados por * o, cuando en medio de texto, entre corchetes []. - La VOTA y/o sus miembros, así como los apoyadores institucionales no son responsables por las opiniones, ideas, conceptos y posiciones expresadas en los textos, siendo responsabilidad exclusiva de los autores. Revista Latinoamericana de Comunicación y Marketing Político, Año II, abril de 2015, No. 02. ISSN:

Patrícia Beckestein Coordenação Editorial Caio Manhanelli, Camilo Severino, Maria Alejandra Trujillo Conselho Acadêmico Adolpho Queiroz, Carlos Manhanelli, Daniel Ivoskus, Eduardo Reina, Hugo Duarte, Jorge Santiago Barnes, Marcelo Serpa, Ricardo Paz, Wilson Rodriguez. Conselho Editorial Alexandre Bandeira, Aurizio Freitas, Blanca Angarita, Deméthrius Lucena, Eduardo Valiente, Marina Raffaelli, Nuno Cruz Inácio, Oswaldo Moreno, Paulo Di Vicenzi, Ricardo Perez, Sérgio Torres Ávila, Thiago Guadalupe. Coordenação de Tradução Ana Estrella Rickli Vargas, Diana Florentin, Ernesto Aguilar Medina, Lívia Sales, Paulo Rezende Jr., Ricardo Calvão. Projeto Gráfico Lucas Moura Webmaster Patrícia Beckestein

REALIZAÇÃO A Manhanelli Editorial é um selo editorial que se dedica a publicações sobre Comunicação e Marketing Político, desde títulos práticos para candidatos e consultores, como acadêmicos dando suporte à produção sobre o tema.

NOTAS DA EDIÇÃO

- Referências bibliográficas dos artigos acadêmicos (Seção Produção) serão apresentadas somente no idioma original do artigo enviado. - Não serão produzidas erratas por conta de erros ortográficos, a edição será substituída nos servidores pela corrigida caso seja necessário. - Palavras estrangeiras são grifadas tal qual os grifos submetidos pelos autores. - Notas de tradução estarão sinalizadas por * ou, quando no meio do texto, colocadas entre colchetes [ ]. - A VOTA e/ou seus membros, bem como as instituições apoiadoras não se responsabilizam pelas opiniões, ideias, conceitos e posicionamentos expressos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seus autores. Revista Latino-Americana de Comunicação e Marketing Político, Ano II, Abril de 2015, No. 02. ISSN:


Apoios

ASOCIACIONES ABCOP

ASSOCIAÇÕES

www.abcop.com.br

Fundada en 1991, la Asociación Brasileña de Consultores Políticos sobresale por la seriedad en su proceso de aceptación de sus miembros, y mira por el profesionalismo de sus asociados.

Fundada em 1991, a Associação Brasileira de Consultores Políticos prima pela seriedade no processo de aceitação de seus membros, e visa pelo profissionalismo de seus associados.

Fundación IDEAR Colombia

www.fundacionidearcolombia.org

La fundación Idear Colombia tiene como misión realizar acciones y proyectos dirigidos al desarrollo integral y sostenible de las comunidades en Colombia apoyando a los gobiernos generando cultura de gobernabilidad.

POLITICOM

www.politicom.com.br

La POLITICOM – Sociedade Brasileira dos Profesionales e Investigadores de Comunicación y Marketing Político, fundada en 2002, tiene como objetivo la integración de académicos y profesionales, promoviendo eventos para el debate e interlocución.

www.app.org.do

La Academia para la Profesionalización de la Política busca generar un cambio en la cultura política en la República Dominicana, trabajando para formar una generación de políticos con capacidades que eleven el debate y el ejercicio político en el país.

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

A POLITICOM - Sociedade Brasileira dos Profissionais e Pesquisadores de Comunicação e Marketing Político, fundada em 2002, tem como objetivo integrar acadêmicos e profissionais, promovendo eventos para debate e interlocução.

EMPRESAS

EMPRESAS APP

A Fundação Idear Colômbia tem como missão realizar ações e projetos direcionados para o desenvolvimento integral e sustentável das comunidades na Colômbia apoiando governos e gerando cultura de governabilidade.

A Academia para a Profissionalização da Política busca gerar uma mudança na cultura política da Republica Dominicana, trabalhando para formar uma geração de políticos com capacidades que elevem o debate e o exercício político no país.


CPI Latinoamérica

www.consultorespoliticosindependientes.com

La Empresa Consultores Políticos Independientes Latinoamérica ya estebe presente en campañas, programas de formación y consultoría gubernamental en Argentina, Paraguay, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela, Panamá, Honduras, México, España y EEUU.

A Empresa Consultores Políticos Independentes Latino-américa já esteve presente em campanhas, programas de formação e consultoria governamental na Argentina, Paraguai, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Honduras, México, Espanha e Estados Unidos.

Di Vicenzi Voto e Poder

www.divicenzi.com

Di Vicenzi Voto e Poder es una consultoría con más de 20 años de actividades, asesorando a partir del diagnóstico político y orientación estratégica hasta la creación y dirección de campañas electorales, además de la comunicación gubernamental.

Di Vicenzi Voto e Poder é uma empesa de Consultoria com mais de 20 anos de mercado atuando desde o diagnóstico político e orientação estratégica até a criação e direção da campanha eleitoral, além de comunicação governamental.

El Taller de Políticos

www.eltallerdepoliticos.com

El Taller de Políticos es la primera firma paraguaya de entrenamiento y formación política para líderes, conformada por un equipo multidisciplinario de consultores políticos, profesionales de la comunicación, catedráticos y aliados de nivel internacional.

El Taller de Políticos é a primeira empresa paraguaia de treinamento e formação política para líderes, formada por uma equipe multidisciplinar de consultores políticos, profissionais de comunicação, académicos e aliados de nível internacional.

Escola Superior Eleitoral

www.EscolaSuperiorEleitoral.org

La Escuela Superior Electoral destinase a la capacitación política y electoral. En sus marcos de profesores están los mayores nombres del Marketing Político Brasileño asociados a la ABCOP.

A Escola Superior Eleitoral se destina à capacitação política e eleitoral. Seu quadro de professores conta com os maiores nomes do Marketing Político Brasileiro associados à ABCOP.


Gaia

www.gaiacm.com.br Gaia Consultoria y Marketing trabaja con Marketing Político/Electoral. Talleres y consultoría personalizada y cualificada para campañas, con énfasis en actualización y soluciones web, uso de redes sociales y desarrollo de contenido para gestión.

Gaia Consultoria e Marketing atua com Marketing Político/Eleitoral. Cursos e consultoria personalizada e qualificada para campanhas, com ênfase em aprimoramento e soluções web, uso de redes sociais e desenvolvimento de conteúdo para gestão.

Marketconsultores

www.marketconsultores.com Marketconsultores es una compañía que presta servicios integrales electorales y de gobierno, apoyando y fomentando los liderazgos para mejorar la capacidad de gestión y de la gobernabilidad.

Marketconsultores é uma empresa que presta serviços completos para eleições e governos, apoiando e fomentando os líderes para melhorar a capacidade de gestão e de governabilidade.

Manhanelli Associados

www.manhanelli.com.br

Fundada en 1978, la Manhanelli Associados ya estebe presente en varios países latinoamericanos, por todo el Brasil e en África, teniendo más de 300 trabajos en campañas electorales, comunicación gubernamental y formaciones.

Qualidata

www.qualidata.org

La Qualidata Informaciones Estratégicas, fundada en 1989, allá que la simples oferta de encuestas de marketing y opinión, proporciona a sus clientes la seguridad de una verdadera consultoría, con soluciones ideales y adecuadas para cada necesidad.

Qualidata

A Qualidata Informações Estratégicas, fundada em 1989, mais que a simples oferta de pesquisas de marketing e opinião, proporciona aos clientes a segurança de uma verdadeira consultoria, com soluções ideais e adequadas para cada necessidade.

www.qualidata.org

La Tripé es una agencia de publicidad especialista en desarrollo de proyectos con cualidad creativa, formada por un equipo de grandes profesionales para llevar los mejores resultados a sus clientes.

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

Fundada em 1978, a Manhanelli Associados já esteve presente em diversos países latino-americanos, por todo o Brasil e na África, tendo mais de 300 trabalhos em campanhas eleitorais, comunicação governamental e treinamentos.

A Tripé é uma agência voltada para desenvolvimento de projetos com qualidade criativa, formada por uma equipe de grandes profissionais para levar os melhores resultados aos seus clientes.


ditorial E

Caio Manhanelli Coordinador Editorial

Coordenador Editorial

POR LA POLÍTICA COMO SOLUCIÓN

E

sta edición tendrá una disposición distinta de la propuesta iniciada en nuestro primero número, gracias a una feliz sintonía entre los autores. No, ellos no se conocen personalmente, tal vez los venezolanos, seguramente no los brasileños, pero ese hecho ha transformado esa edición de manera sorprendente. De contrario de la VOTA Corrupción, justamen#1, donde los textos fueran presente por ser esa la raíz tados en secciones distintas - artícude la crisis de imagen los y producción - dividiendo textos que asola toda La libre y académicos, y en bloques de Política y no solo los países, la edición número 2 tiene políticos en sus persouna línea narrativa propia, así, desnas, consecuentemende el primero texto - este editorial te atingiendo todo el - hasta el último, si estará haciendo ideario del sistema la lectura de una obra editorial, no democrático. solo una revista, pero prácticamente un libro con comienzo, medio y final. Cuando propusimos el tema “La Crisis de Imagen Política”, incitamos nuestros autores a escribieren sobre corrupción del punto de vista crítico. No de la crítica mezquina cargada por valores morales que penalizan y condenan, sin dar el derecho a toda la clase política de una defensa digna; pero sí, del punto de vista crítico a la propia idea de corrupción, justamente por ser esa la raíz de la crisis de imagen que asola toda La Política y no solo los políticos en sus personas, consecuentemente atingiendo todo el ideario del sistema democrático.

E

PELA POLÍTICA COMO SOLUÇÃO

sta edição terá uma disposição diferente da proposta iniciada em nosso primeiro número, graças a uma feliz sintonia entre os autores. Não, eles não se conhecem pessoalmente, talvez os venezuelanos, certamente não os brasileiros, mas esse fato é que transformou essa edição de forma surpreendente. Ao contrário da VOTA #1, onde os textos foram apresentados em Corrupção, seções distintas - artigos e produjustamente por ser ção - dividindo textos livres e acaessa a raiz da crise de dêmicos, e em blocos de países, a imagem que assola edição número 2 tem uma linha toda A Política e não narrativa própria, assim, desde o só os políticos em primeiro texto - este editorial - até suas pessoas, o último, se estará lendo uma obra consequentemente editorial, não só uma revista, mas atingindo todo o praticamente um livro com comeideário do sistema ço meio e fim. Quando propusemos o tema “A Crise da Imagem democrático. Política”, incitamos nossos autores a escreverem sobre corrupção do ponto de vista crítico. Não da crítica mesquinha carregada por valores morais que penaliza e condena, sem dar direito à toda a classe política uma defesa digna; mas sim, do ponto de vista crítico à própria ideia de corrupção, justamente por ser essa a raiz da crise de imagem que assola toda A Política e não só os políticos em suas pessoas, consequentemente atingindo todo o ideário do sistema democrático. Esse tema surgiu quando recebemos um texto para a primeira edição que não caberia na temática proposta naquele número, mas que estava


Ese tema ha surgido cuando recibimos un texto para la primera edición que no cabría en la temática propuesta en aquél número, pero que estaba extremamente interesante, principalmente del punto de vista brasileño, porque aquí se valora mucho lo que se piensa existir fuera de nuestro país y se En esta lucha de brazo execra todo y todos de dentro de las comunicacional, los fronteras que José Bonifacio ha supolíticos parecen que dado para unir; para los brasileños se quedaran atrás, sólo hay corruptos en tierras tupinimismo siendo los quins. Aquí, como en algunos otros primeros a usaren de países, y por lo que podremos ver en comunicación y del esta edición, por toda la comunidad marketing para lograr ibérica, hay una ola de escándalos sus objetivos electoenvolviendo políticos y corrupción, rales. alardeados por los medios de comunicación a los cuatro vientos como el mayor pecado capital que han cometido sus políticos. Pero, igualmente, los periodistas solo hablan de corrupción interna en los países, alimentando, con la falta de términos comparativos, el aislamiento de los ciudadanos en sus percepciones de que ese es un fenómeno local. Como alerta María Martinez Pérez, periodistas hacen su trabajo, buscan su papel en esta democracia moderna colaborando para el paradigma de la trasparencia, proclamado, pero ni siempre seguido, por el poder judiciario, alias, tal como se expone en el mismo texto, fuente principal de los informes sobre la corrupción. ¿De quién sería, entonces, el interés de mantener los políticos con una imagen sucia, de transformar la corrupción en una macula de carácter de toda una clase de dirigentes, al revés de comprenderla como un fenómeno más amplio? ¿Serian de los editores y dueños de los medios de comunicación, o del propio “tercer poder”, o “poder regulador”? En esta lucha de brazo comunicacional, los políticos parecen que se quedaran atrás, mismo siendo los primeros a usaren de comunicación y del marketing para lograr sus objetivos electorales. Es lo que nos alerta Luis Enrique Alcalá, cuando dice “ideologías han perdido su poder para producir soluciones”, cuestionando el mensaje político actual que no se ha renovado, a pesar de toda la sociedad ter se renovado en las maneras y medios de comunicarse, mostrando que el viejo chivo expiatorio de la frase “el medio es el mensaje” no funciona más como excusa para los políticos esperaren ganar elecciones con grandes trabajos de agencias, de comunicadores y de marquetólogos, no hacemos milagros, si no hay un “mensaje” buena no hay un “medio” para ganar las elecciones, si no hay político, no se hace campaña de verdad con marionetas. Sintomático, de la pérdida de eficacia de la ideología o de vieImagen del vídeo producido jas categorías como derecha e izquierda, fue la para la página web Buzzfeed aparición del PSD en Brasil, que por su fundador donde Obama termina fue definido por el no: “no será de derecha, no diciendo “¿Puedo vivir?”

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

extremamente interessante, principalmente do ponto de vista brasileiro, pois aqui se valoriza muito aquilo que se pensa existir fora de nosso país e se execra tudo e todos de dentro das fronteiras que José Bonifácio suou para unir; para os brasileiros só existem corruptos em terras tupiniquins. Aqui, como em alguns outros países, e pelo que Nesta queda de poderemos ver nesta edição, por braço comunicacional, toda a comunidade ibérica, há uma os políticos parecem onda de escândalos envolvendo que ficaram para trás, políticos e corrupção, alardeados pela mídia aos quatro ventos como mesmo sendo os o maior pecado capital que coprimeiros a se valerem metera seus políticos. Mas, igualda comunicação e do mente, os jornalistas só falam de marketing para corrupção interna nos países, alialcançar seus mentando, com a falta de termos objetivos eleitorais. comparativos, o isolamento dos cidadãos em suas percepções de que esse é um fenômeno local. Como alerta María Martinez Pérez, jornalistas fazem seu trabalho, buscam seu papel nessa democracia moderna colaborando para o paradigma da transparência, apregoado, mas nem sempre seguido, pelos judiciários, alias, como exposto no mesmo texto, fonte principal das reportagens sobre corrupção. De quem então seria o interesse de manter os políticos com uma imagem suja, de transformar a corrupção em uma mácula de caráter de toda uma classe de dirigentes, ao invés de compreendê-la como um fenômeno mais amplo? Seriam dos editores e donos dos meios de comunicação, ou do próprio “terceiro poder”, ou “poder regulador”? Nesta queda de braço comunicacional, os políticos parecem que ficaram para trás, mesmo sendo os primeiros a se valerem da comunicação e do marketing para alcançar seus objetivos eleitorais. É o que nos alerta Luis Enrique Alcalá, quando diz “as ideologias perderam seu poder de produzir soluções”, questionando a mensagem política atual que não se renovou, apesar de toda a sociedade ter se renovado nas formas e meios de comunicar-se, mostrando que o velho bode expiatório na frase “o meio é a mensagem” não funciona mais como desculpa para os políticos esperarem ganhar eleições com ótimos trabalhos de agências, de comunicadores e de marquetólogos, não fazemos milagres, se não há uma boa “mensagem”, não há “meio” que ganhe eleição, se não há político, não se faz campanha de verdade com fantoches. Sintomático, desta perda de efetividade da ideologia ou de velhas categorias como esquerda e direita, foi o surgimento do PSD no Brasil, que por seu fundador se definia pelo não: “não será de direita, não será de esquerda, nem de centro”, e a sigla não quer dizer Partido Sem Destino... Esse contraponto nos leva a percepção de que, se a corrupção precisa ser desacralizada, Imagem do vídeo produzido como nos explica Fernando Neisser, o político para o site Buzzfeed onde também precisa se apresentar como um ser Obama termina dizendo mais mundano e menos divino, como vem fa“Posso viver?”


será de izquierda, ni de centro”, y la sigla no significa Partido Sin Destino… Ese contrapunto nos lleva a la percepción de que, si la corrupción necesita ser desacralizada, como nos explana Fernando Neisser, el político también necesita presentarse como un ser más mundano y menos divino, como está haciendo Obama. La corrupción aplaca los políticos y es tratada de manera sacra, justamente porque el “organismo” donde esa “enfermedad” opera en nuestra sociedad no se ve, no se presenta, de manera racional, científica. La corrupción política aún se trata de manera política, porque son los propios que manejan las herramientas para lidiar con ella. La crisis de imagen política tiene raíz en la propia manera como la imagen política se presenta, como hombres más allá del bien y mal, ungidos por la providencia divina como semidioses. Esta lógica es realimentada por la cobertura de los medios sobre los eventos políticos y escándalos, por sus propias campañas electorales realizadas por las agencias de publicidad. Teniendo los políticos el En esta lucha de brazo propio destino en sus manos, pencomunicacional, los sar de forma más práctica y científipolíticos parecen que ca, tanto su forma de comunicarse, se quedaran atrás, como la manera de combatir los mismo siendo los conceptos negativos de su imagen, primeros a usaren de en especial la corrupción, es el cacomunicación y del mino que se presenta en la contrimarketing para lograr bución de Maria João Neves, al exponer conceptualmente el fenósus objetivos electomeno de la corrupción, bien como rales. recordar que la corrupción es tanto política cuanto empresarial - y aquí las empresas mediáticas también se incluyen -, y que el camino de la transparencia es el instrumento actual de combate y enfrentamiento de la corrupción en las esferas en que se presentan. Pero para tomar ese camino es preciso de más que propaganda, es preciso de Marketing, de estrategia comunicacional, y principalmente, disposición de aceptar que las acciones de los políticos serán cuestionadas. Seguimos entonces para la segunda parte de esta “obra”, las perspectivas locales sobre el fenómeno, y en este sentido Juan Carlos Morales Vargas nos presenta, desde la experiencia colombiana, elementos que nos hacen percibir opciones de combate a la corrupción, tanto institucionales como de ingeniería social, además de también reiterar el aspecto privado y más nebuloso de la corrupción, muestra la esencia del buen trabajador del sector público como una potencial herramienta de combate a la corrupción, y la flaqueza de sistemas partidarios fundamentados en el exclusivismo de sus directivas sobre las decisiones como una base de la estructura de la corrupción. Falta de transparencia; falta de contacto con la sociedad, por la unidad fundamental de la democracia representativa, el partido. Si hay una reforma política que realmente necesita ser implementada, serían los partido que deberían ser reformados, en leyes y prácticas, y no las leyes y prácticas electorales, como se cogita en Brasil, como se hice en México y Italia. La tradición de la análisis de las Ciencias Sociales divide el conjunto

zendo Obama. A corrupção aplaca os políticos e é tratada de forma sacra, justamente porque o “organismo” onde essa “doença” opera em nossa sociedade não é visto, não se apresenta, de forma racional, científica. A corrupção política ainda é tratada de forma política, pois são os próprios que manejam as ferramentas para lidar com ela. A crise da imagem política tem raiz na própria forma como a imagem política se apresenta, como homens acima do bem e do mal, ungidos pela providência divina como semideuses. Essa lógica é realimentada pela própria cobertura midiática sobre os eventos políticos e escândalos, pelas próprias campanhas eleitorais feitas por agências de publicidades. Tendo os políticos o próprio destino em suas mãos, pensar de forma mais prática e científica, tanto sua forma de se comunicar, como a forma de combater os conceitos negativos de sua imagem, em especial a corrupção, é o caminho que se apresenta na contribuição de Maria João Neves, ao expor conceitualmente o fenômeno da corrupção, bem como lembrar que a corrupção é tanto política quanto Nesta queda de empresarial - e aqui as empresas braço comunicacional, midiáticas também se incluem -, e os políticos parecem que o caminho da transparência é que ficaram para trás, o instrumento atual de combate e enfrentamento da corrupção nas mesmo sendo os esferas em que se apresentam. primeiros a se valerem Mas para tomar esse caminho é da comunicação e do preciso de mais que propaganda, é marketing para preciso de Marketing, de estratégia alcançar seus comunicacional, e principalmente, objetivos eleitorais. disposição de aceitar que as ações dos políticos serão questionadas. Seguimos então para a segunda parte desta “obra”, as perspectivas locais sobre o fenômeno, e nesse sentido Juan Carlos Morales Vargas nos apresenta, a partir da experiência colombiana, elementos que nos fazem perceber opções de combate à corrupção, tanto institucionais como de engenharia social, além de também reiterar o aspecto privado e mais nebuloso da corrupção, mostra a essência do bom trabalhador do setor público como uma potencial ferramenta de combate à corrupção, e a fraqueza de sistemas partidários fundamentados no exclusivismo de suas diretivas sobre as decisões como uma base da estrutura da corrupção. Falta de transparência; falta de contato com a sociedade, pela unidade fundamental da democracia representativa, o partido. Se há uma reforma política que realmente necessita ser implementada, seriam os partidos que deveriam ser reformados, em leis e práticas, e não as leis e práticas eleitorais, como se cogita no Brasil, como se fez no México e na Itália. A tradição de análise das Ciências Sociais divide o conjunto social e a literatura em três grandes eixos, Antropologia, Sociologia e Ciência Política. A própria Sociologia, percussora institucional das Ciências Sociais, por isso referência para análise bibliográfica aqui, é apresentada mundialmente em três clássicos, Durkheim, Marx e Weber. No Brasil, a instituição de tal disciplina apresenta Gilberto Freyre, Caio Prado Jr. e Sérgio Buarque de Holanda como o tripé clássico para a interpretação sociológica de nossa sociedade. Com ressalvas para o clássico brasileiro Freyre, que apesar de apresentar a estrutura


social y la literatura en tres grandes ejes, Antropología, Sociología y Ciencia Política. La propia Sociología, precursora institucional de las Ciencias Sociales, por eso referencia para la análisis bibliográfica aquí, es presentada mundialmente en tres clásicos, Durkheim, Marx y Weber. En Brasil, la institución de tal disciplina presenta Gilberto Freyre, Caio Prado Jr. y Sérgio Buarque de Holanda como el trípode clásico para la interpretación sociológica de nuestra sociedad. Con reservas para el clásico brasileño Freyre, que a pesar de presentar la estructura social brasileña a partir de la proposición clásica de Durkheim, fundada en la categoría analítica de la familia, tiene su obra fuertemente asociada a la metodología y bibliografía weberiana, análogamente podemos decir que las disciplinas de las ciencias sociales, bien como, los temas cultura, economía y política, están relacionados directamente y respectivamente con Si hay una reforma esos autores. De esta forma, para política que realmente entender estructuralmente la cornecesita ser implerupción en Brasil, Monica Nabhan mentada, serían los articula una análisis de estos ejes a partido que deberían partir de los clásicos sociológicos, ser reformados, en que cuentan un poco de la formacileyes y prácticas, y no ón de nuestra sociedad, teniendo en las leyes y prácticas vista lo que se propaga hoy por la electorales, como se media. Competentemente, la crítica cogita en Brasil, como no puede basarse solo en el hoy sin se hice en México y la comprensión de que fue la formaItalia. ción de una sociedad, no es posible hablar de corrupción en serio sin comprender la cultura de un pueblo. La narrativa de los hechos que se sucedieran para el establecimiento del actual régimen es lo que la venezolana Lorena Arraiz Rodríguez presenta, demostrando que, la estructura social del país, basada en la desigualdad social y en distanciamiento de los predecesores de Chávez de la realidad social, dio la oportunidad para un líder militar fuera electo, y que su gabinete estableciese un sucesor sin historia, sin liderazgo, solo con el hecho de ser el indicado por el moribundo “salvador”. Comprendiendo esa realidad social, los elementos manejados para movilizar una gran parte de la población, el proceso que la mensaje política de la muerte de Chávez para que la sucesión fuera efectiva, la autora apunta un tipo de corrupción que no es viable de ser juzgada o mensurada, la corrupción emocional, la movilización de la creencia para perpetuar un régimen autoritario, tal vez lo mismo que vimos en otros momentos históricos en otros países, pero algo sui generis en actual contexto político. La primera reseña producida para nuestra revista nos trae una nueva, o no tan nueva, pero poco estudiada, arma de fundamentación ideológica o mismo de propaganda. La producción bibliográfica sobre escándalos políticos y de corrupción en Brasil ha aumentado substancialmente en los últimos años, después del Mensalão, y la más reciente fue reseñada por Salomão de Castro. La reseña muestra como la arte de escribir, se valiendo de títulos universitarios y capital académico, ha transformado autores en militantes políticos y partidarios. El peso de la legitimidad académica, la impresión de obra de referencia,

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

social brasileira a partir da proposição clássica de Durkheim, fundada na categoria analítica da família, tem sua obra fortemente associada à metodologia e bibliografia weberiana, analogamente podemos dizer que as disciplinas das ciências sociais, bem como, os temas cultura, economia e política, estão relacionados diretamente e respectivamente com esses autores. Desta forma, para entender estruturalmente a corrupção no Brasil, Monica Nabhan articula uma análise destes eixos a partir dos clássicos sociológicos, que contam um pouco da formação de nossa sociedade, tendo em vista o que se propaga hoje pela mídia. Competentemente, a crítica não pode se basear só no hoje sem a compreensão do que foi a formação de uma sociedade, não é possível falar de corrupção a sério sem compreender a cultura de um povo. A narrativa dos fatos que se sucederam para o estabelecimento do atual regime é o que a venezuelana Lorena Arraiz Rodríguez apresenta, Se há uma reforma mostrando que, a estrutura social política que realmente do país, baseada na desigualdade necessita ser implesocial e no distanciamento dos prementada, seriam os decessores de Chavéz da realidade partidos que deveriam social, deu a oportunidade para um ser reformados, em líder militar fosse eleito, e que seu leis e práticas, e não gabinete estabelecesse um sucesas leis e práticas eleisor sem história, sem liderança, só torais, como se cogita com o feito de ser o indicado pelo no Brasil, como se fez moribundo “salvador”. Compreenno México e na Itália. dendo essa realidade social, os elementos manejados para mobilizar uma grande parte da população, e o processo que a mensagem política da morte de Chavéz para que a sucessão fosse efetiva, a autora aponta um tipo de corrupção que não é viável de ser julgada ou medida, a corrupção emocional, a mobilização da crença para perpetuar um regime autoritário, talvez o mesmo que vimos em outros momentos históricos em outros países, mas algo sui generis no atual contexto político. A primeira resenha produzida para nossa revista nos trás uma nova, ou não tão nova, mas pouco estudada, arma de fundamentação ideológica ou mesmo de propaganda. A produção bibliográfica sobre escândalos políticos e de corrupção no Brasil tem crescido substancialmente nos últimos anos, após o Mensalão, e a mais recente foi resenhada por Salomão de Castro. A resenha mostra como a arte de escrever, se valendo de títulos universitários e capital acadêmico, transformou autores em militantes políticos e partidários. O peso da legitimidade acadêmica, a impressão de obra de referência, o valor que tem um livro, uma obra que se dedica tempo e conhecimento para produzir, que deveria ser, mas nesse caso não se configura, uma exposição lógica e fundamentada, arrazoada dos fenômenos; toda essa imagem é articulada para, mesmo que não haja leitores, com uma capa forte atacar algum político ou partido, defender alguma perspectiva política ou partidária. Peça importante da sustentação do que outrora fora chamado da atividade de “intelectuais orgânicos”, a resenha aponta as falhas conceituais e a artimanha de se valer de todo esse capital simbólico como arma de destruição de imagem, se sustentando, sempre, na corrupção como elemento discursivo de ataque e


el valor que tiene un libro, una obra La arte de escribir, se que se dedica tiempo y conocimienvaliendo de títulos to para producir, que debería ser, universitarios y capero en este caso no se configura, pital académico, ha una exposición lógica y fundamentransformado autores tada, razonada de los fenómenos; en militantes políticos toda esa imagen es articulada para, y partidarios. mismo que no haya lectores, con una portada fuerte atacar algún político o partido, defender alguna perspectiva política o partidaria. Pieza importante de la sustentación de lo que otrora fuera llamado de la actividad de los “intelectuales orgánicos”, la reseña apunta las fallas conceptuales y la artimaña de valerse de todo ese capital simbólico como arma de destruición de imagen, se sustentando, siempre, la corrupción como elemento discursivo de ataque y descredibilización política. Por fin, estrenamos la sección Opinión, abriendo la tribuna donde miembros de la comunidad del Marketing Político Latinoamericano podrán expresar sus puntos de vistas particulares, no hegemónicos sobre un tema. En este debut, tracemos una visión, sesgada, pero valida, de las manifestaciones mexicanas reclamantes sobre los 43 de Ayotzinapa. Claramente una posición gubernamental, y articulando elementos valorativos y no científicos, el texto de José de Castro y Manuel Lino Vallejo es un buen ejemplo del tipo de bibliografía que busca descredibilizar un lado político y defender otro. Aprendemos, al leer, cuales tipos de elementos discursivos se manejan para desacreditar la legitimidad de reclamantes y manifestantes, tal cual se ha pasado en Brasil con las manifestaciones de 2013. La sustentación de la idea de que ha una corrupción moral en aquellos que se valen de canales no estatales o institucionales para demandaren sus reclames, hace del texto un óptimo ejemplo de arma ideológica y todavía nos presenta el manejo del ideario revolucionario mexicano para una pieza contrarrevolucionaria. De esta forma completamos un ciclo editorial en este número 2 de la VOTA, presentando una variación de perspectivas que toma una línea de raciocinio sobre lo que estamos pasando en termos de crisis de imagen política, y alertando, que está en la política, en el hacer político, la solución para tal crisis, para que en este movimiento pendular entre ampliación de la democracia y constreñimiento de derechos, no se deje prevalecer el camino excluyente, que los políticos asuman su papel de forma adecuada, de facto representativa, y aprendan a lidiar con la principal demanda de los días de hoy, la transparencia. Cartel en las manifestaciones mexicanas de 2014 que demandaban respuesta sobre la muerte de los 43 estudiantes de Ayotzinapa.

descredibilização política. Por fim, estreamos a seção Opinião, abrindo a tribuna onde membros da comunidade do Marketing Político Latino-Americano poderão expressar seus próprios pontos de vista, não hegemônicos sobre um tema. Nesta estreia, trazemos uma visão, enviesada, mas válida, das manifestações mexicanas reclamantes sobre os 43 de Ayotzinapa. Claramente uma posição governamental, e articulando elementos valorativos e não científicos, o texto de José de Castro e Manuel Lino Vallejo é um bom exemplo do tipo de bibliografia que busca descredibilizar um lado político e defender outro. Aprendemos, ao ler, quais tipos de elementos discursivos se manejam para desacreditar a legitimidade de reclamantes e manifestantes, tal qual se passou no Brasil com as manifestações de 2013. A sustentação da ideia de que há uma corrupção moral naqueles que se valem de canais não estatais ou institucionais para demandarem seus reclames, faz do texto um ótimo exemplo de arma ideológica e ainda nos apresenta o manejo do ideário revolucionário mexicano para uma peça contrarrevolucionária. Desta forma completamos um ciclo editorial neste número 2 da VOTA, apresentando uma variação de perspectivas que toma uma linha de raciocínio sobre o que estamos passando em termos de crise de imagem política, e alertando, que está na política, no fazer político, a solução para tal crise, para que neste movimento pendular entre ampliação da democracia e constrangimento de direitos, não se deixe prevalecer o caminho excludente, que os políticos assumam seu papel de forma adequada, de fato representativa, e aprendam a lidar com a principal demanda dos dias de hoje, a transparência.

A arte de escrever, se valendo de títulos universitários e capital acadêmico, transformou autores em militantes políticos e partidários.

Cartaz nas manifestações mexicanas de 2014 que demandavam resposta sobre a morte dos 43 estudantes de Ayotzinapa.


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rtículos rtigos

Licenciada en Periodismo. Máster en International

LA MANCHA DE Político y Comunicación EsBusiness. Máster en Marketing LA CORRUPCIÓN tratégica. Coordinadora de Política Nacional, Internacional y Economía en los Informativos de la cadena española TeleEN ESPAÑA

Licenciatura em Jornalismo. Máster em Negócios

A MANCHA DA cação Estratégica. Coordenadora de Política Nacional, CORRUPÇÃO Internacional e Economia dos Informativos da cadeia esNA ESPANHA Internacionais. Máster em Marketing Político e Comuni-

madrid. Ponente internacional sobre comunicación estraté-

panhola Telemadrid. Conferencista internacional em co-

gica y consultora política.

municação estratégica e consultora política.

María Martínez Pérez @MiaMartinezSPN

LA MANCHA DE LA CORRUPCIÓN EN ESPAÑA

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n largo invierno ha llegado a España, cargado de tormentas eléctricas, lluvias intensas, fuertes vientos o bajas temperaturas, y no me refiero al clima, este huracán se llama corrupción. Decenas de cargos políticos y sindicales implicados en tramas multimillonarias, millonarias o sólo mileuristas. Pero la cantidad, en monedas o billetes, ya no importa, lo que sí importa es el escándalo que forman y el polvo que levantan. Los medios de comunicación no paran de hablar de ello, por eso políticos y periodistas están condenados a convivir. Son dos partes de un mismo engranaje, de la misma maquinaria, y la ausencia de alguna de las dos figuras es el quiebre asegurado del sistema, que en mejor o peor estima y estilo es la democracia. Un periodista es solo el que Un periodista es ordena las palabras para dar sentido a solo el que ordena la idea de los tres poderes, a ser posible las palabras para separados: ejecutivo, legislativo y judar sentido a la dicial. Y escribo ‘a ser posible’ porque idea de los tres pocasualidades, o causalidades, ocurren deres, a ser posible todos los días en la política actual esseparados pañola. El último escándalo, objeto de portadas en periódicos y de informativos ocurre el mismo día en el que que escribo estas letras. Es la dimisión de la ministra de Sanidad porque un juez de la Audiencia Nacional la ha llamado a declarar por un caso de corrupción. Ha ocurrido a menos de 24 horas de que en el Congreso de los Diputados se debata sobre nuevas medidas para luchar contra la corrupción. La conclusión de la jornada ha sido la dimisión de la ministra, aun sin estar imputada. ¿Por qué? Sencillo, un presidente del gobierno no puede defender nuevas medidas de lucha contra la corrupción, ni tampoco la transparencia de su partido, si sólo unas horas antes una persona de

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A MANCHA DA CORRUPÇÃO NA ESPANHA

m longo inverno chegou à Espanha, carregado de tormentas elétricas, chuvas intensas, fortes ventos ou baixas temperaturas, e não me refiro ao clima, este furacão se chama corrupção. Dezenas de cargos políticos e sindicais envolvidos em tramas multimilionárias, milionárias ou apenas mileuristas [NT: abaixo de mil]1. Mas por quantidade, em moedas ou notas de dinheiro, já não importa, o que sim importa é o escândalo que forma e o povo que levanta. Os meios de comunicação não param de falar dele, por isso políticos e jornalistas estão condenados a conviverem. São parte de uma mesma engrenagem, da mesma maquina, e a ausência de qualquer uma das duas figuras é a certeza de ruptura do sistema, que em melhor ou pior estima e estilo é a democracia. Um jornalista é apenas aquele que organiza as palavras para dar sentido à ideia dos três poderes, se possível separados: executivo, legislativo e judiciário. E eu escrevo “se possível” porque casualidades, ou causalidade, ocorrem todos os dias na política espanhola atual. O mais recente escândalo, objeto de primeiras páginas de periódicos e jornais acontece no mesmo dia em que escrevo estas letras. Foi a demissão da Ministra da Saúde porque um juiz do Supremo Tribunal a chamou para depor em um caso de corrupção. Ocorreu menos de 24 horas do debate do Congresso dos Deputados sobre novas medidas para combater a corrupção. A conclusão do dia foi a demissão da ministra, mesmo sem ser culpaUm jornalista é da. Por quê? Simples, um Presidente de Governo não pode defender novas apenas aquele que medidas de combate à corrupção, nem organiza as palatão pouco a transparência de seu partivras para dar sentido, se apenas algumas horas antes uma do à ideia dos três pessoa do seu executivo foi chamada poderes, se possípor um tribunal para se apresentar e vel separados dar explicações. E muitos se perguntam se a decisão do juiz havia chegado um


Barack Obama y Abdullah II encuentran con la prensa. Fonte: Wikipédia Commons.

su ejecutivo ha sido llamada por un tribunal a presentarse y dar explicaciones. Y muchos se preguntan si la decisión del juez ha llegado un día antes de la cita en la Cámara Baja por casualidad. Y en todo este juego ¿Dónde quedan los periodistas? En carreras, llamadas, mentidos y desmentidos, porque lo que realmente busca un informador es que los políticos no den problemas. Poco importa que sea presidente Pero si de corrupción del gobierno, diputado, alcalde hablamos, en la de un pueblo de 200 habitantes mayoría de las o presidente de la comunidad de ocasiones se vecinos. Sin entrar en excepciodestapa porque hay nes y matizaciones, los periodisuna investigación de tas creen que la base de cualquier por medio y citaciones estructura política es explicar sus acciones, medidas y procedimienjudiciales tos. Y con la acuciante corrupción

Barack Obama e Abdullah II encontra a empresa. Fonte: Wikipédia Commons.

dia antes da nomeação na Câmara por casualidade. E em todo este jogo, onde estão os jornalistas? Nas estradas, chamadas, mentidos e desmentidos, porque o que realmente busca um repórter é que os políticos não deem problemas. Pouco importa quem é o Presidente de Governo, deputado, prefeito de uma cidade de 200 habitantes, ou presidente da associação de moradores. Sem entrar em exceções e qualificações, os jornalistas acreditam que a base de qualquer estrutura política é explicar suas ações, medidas e procedimentos. E com a premente corrupção pressionando nossos calcanhares, que expliMas se falamos de quem no mesmo dia como consecorrupção, na maioria guem o dinheiro e no que gastam. dos casos, se desco Os sistemas de controle econôbre algo porque existe mico dos partidos políticos, ou de uma investigação e organizações como o Tribunal de intimações judiciais. Contas, já não são mais suficientes. Os jornalistas na Espanha que-


pisándonos los talones, ya de paso que expliquen cómo consiguen el dinero y en qué se lo gastan. Los sistemas de control económico de los partidos políticos, o de organismos como el Tribunal de Cuentas, ya no son suficientes. Los periodistas en España quieren saber todo lo que hacen los cargos públicos. El país vive sumido en la sensación de que político es sinónimo de ladrón y por eso está obligado según reporteros y población (es decir lectores, oyentes y espectadores) a dar explicaciones de lo que ha desayunado, de quién lo compró, dónde, cuánto costó y cuándo se adquirió. Aunque ese cargo sea un concejal de un diminuto pueblo de la más profunda España, aun así, deberá hablar de sus magdalenas, de su mujer que las compró y de José el panadero del pueblo. Y si no está dispuesto a justificar de dónde sacó las magdalenas que se comió esta mañana se dará por hecho que es porque las robó o porque se las regaló José el panadero para conseguir un favor político a cambio. Independientemente de los fuegos artificiales que rodean la información real, y que decoran y acompañan informativos, diarios o boletines de radio, siempre hay un trasfondo de actualidad que mucho o todo tiene que ver con la política. Lo que espera un periodista es tener acceso fácil y rápido a las figuras políticas y sus equipos para generar información, para recibirla o para contrastarla. Pero si de corrupción hablamos, en la mayoría de las ocasiones se destapa porque hay una investigación de por medio y citaciones judiciales. Por eso, y para no infundir miedo a los profesionales de la política, hay que aclarar que los periodistas son comúnmente vistos como enemigos peligrosos, pero no lo son. Cierto es que su capacidad de influir en la sociedad es potente, que son los altavoces de lo que hacen los políticos, y más de lo malo que de lo En España la bueno. También es verdad que encorrupción mancha fadarlos puede acarrear que utilicen muchos nombres, pero sus bolígrafos, teclados, grabadoras vacía pocos bolsillos. y cámaras como armas arrojadizas. Pero no es verdad que España esté plagado de “periodistas watergate”, es decir aquel que en teoría puede tumbar un gobierno. Aun así la relación entre medios y gestores es en general lejana e incluso hostil. Lo que debe fomentar un equipo político es la relación personal con los informadores para que dejen de considerar al cargo como un muñeco inalcanzable, y que entiendan que es simplemente un ser humano, porque cuanto más humano sea, mejor será tratado informativamente. De hecho que un periodista haga caer un gobierno es tan poco común, que la dimisión de la ministra ha sido precipitada por una decisión de un juez que se ha hecho pública en un mal momento en el contexto político español. Sin entrar en valoraciones de si esa ministra debía dimitir, aun sin estar imputada. O si la decisión de un juez a unas horas de la cita parlamentaria para proponer soluciones a la corrupción fue casualidad, lo cierto es que la corrupción en España existe en todos los niveles, pero es igual de verdad que se trata de un juego de niños en comparación con otros países. De hecho, este mal, aunque endémico, lleva a la cárcel a pocos y el dinero ‘desaparecido’ nunca se recupera. Porque en España la corrupción mancha muchos nombres, pero vacía pocos bolsillos.

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rem saber tudo o que fazem em cargos públicos. O país vive mergulhado na sensação de que político é sinônimo de ladrão, portanto, está obrigado segundo repórteres e a população (ou seja, os leitores, ouvintes e espectadores) a dar explicações do que ele comeu no café da manhã, de quem comprou, onde, quanto custou e quando foi adquirido. Ainda que este cargo seja de um vereador de uma pequena cidade da mais profunda Espanha, ainda sim precisa falar de seus muffins, de sua esposa que comprou, e de José o padeiro da cidade. E se não estiver disposto a justificar de onde ele tirou os muffins que foram comidos esta manhã, vai assumir que é porque ele as roubou, ou porque foi presenteado por José o padeiro, por um favor político em troca. Independentemente de fogos de artifício que rodeiam a informação real, e que decoram e acompanham os informativos, jornais ou programas de rádio, há sempre uma tendência de que, atualmente, muito ou tudo tem a ver com a política. O que espera um jornalista é ter acesso fácil e rápido as figuras políticas e suas equipes para gerar informações, para receber ou para contrastá-la. Mas se falamos de corrupção, na maioria dos casos, se descobre algo porque existe uma investigação e intimações judiciais. Portanto, a fim de não difundir o medo entre os profissionais políticos, devemos esclarecer que os jornalistas são comumente vistos como inimigos perigosos, mas eles não são. É certo que, a sua capacidade de influenciar a sociedade é potente que são os alto-falantes do que os políticos fazem, e mais do que fazem de ruim do que de bom. Também é verdade que deixa-los nervosos pode levar a utilizar as suas canetas, teclados, gravadores e câmeras como armas de arremesso. Mas não é verdade que a Espanha é atormentada por “jornalistas Watergate”, o que significa que, em teoria, podem derrubar um governo. No entanto, a relação entre mídia e gestores é geralmente distante e até mesmo hostil. O que deve promover a equipe política é a relação pessoal com jornalistas para deixar de considerar o mandatário como um boneco inatingível, e entender que ele é simplesmente um ser humano, porque quanto mais humano for, melhor tratado será jornalisticamente. De fato um jornalista fazer cair um governante é tão pouco comum, que a demissão da ministra Na Espanha a foi precipitada por uma decicorrupção mancha são de um juiz que se tornou muitos nomes, mas pública num mau momento esvazia poucos bolsos. no contexto político espanhol. Sem entrar em avaliações de se esta ministra deveria ser demitida, mesmo sem ser condenada. Ou, se a decisão de um juiz antes de algumas horas do evento parlamentar para propor soluções para a corrupção foi uma coincidência, o certo é que a corrupção na Espanha existe em todos os níveis, mas é igualmente verdade que é uma brincadeira de criança em comparação com outros países. De fato, este mau, embora endêmico, leva para a cadeia a poucos e o dinheiro “desaparecido” nunca se recupera. Porque na Espanha a corrupção mancha muitos nomes, mas esvazia poucos bolsos.


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rtículos rtigos

Nacido en Caracas (1943). Completó estudios de Sociología

Nascido em Caracas (1943). Completou seus estudos de So-

tras dejar la carrera médica por la mitad, pero se aproxima

ciologia depois de deixar a medicina na metade, mas se apro-

a la Política como arte de carácter médico. Ejerció cargos

xima da política como arte de caráter médico. Exerceu cargos

importantes en la administración pública y privada. De ex-

importantes na administração pública e privada. Tem experi-

periencia ejecutiva y periodística exitosa, es autor de textos

ência executiva e jornalística exitosa, é autor de textos políti-

políticos con tino predictivo.

cos de tom preditivo.

Luis Enrique Alcalá @doctorpolitico

EL MEDIO ES EL MEDIO

Quien tiene que hacerlo bien es el cliente. Caricatura de Forges: www.forges.com

O MEIO É O MEIO

Quem tem que fazer bem é o cliente. Caricatura de Forges: www.forges.com


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i hay una crisis de la imagen política en una sociedad intensamente comunicada no es por el medio; medios hay ahora como nunca antes. Si hay una crisis de la imagen es por el mensaje. Los mercadólogos políticos pueden ser los más competentes, pero si los políticos no tienen mensaje pertinente en el campo temático o en el personal, la imagen política seguirá en crisis. Uno habla de crisis en un cierto espacio cuando las acciones que allí se ponen en práctica ya no funcionan. En Es lo que produce la imaverdad, cuando la innovación gen lo que está en crisis, se ha hecho imprescindible. no su proyección. La crisis del mensaje político es planetaria porque la política misma está en crisis, la profesión política está en crisis. Madrid y Ciudad de México publicaron el mismo día de la muerte de Carlos Fuentes su último artículo. (Viva el socialismo. Pero...) En él preguntaba: ¿Cómo responderá François Hollande a este nuevo desafío, el de una sociedad que al cabo no se reconoce en ninguna de las tribus políticas tradicionales: izquierda, centro o derecha? Las ideologías han perdido su poder de producir soluciones. El registro de la Organización Internacional del Trabajo hace tiempo que superó el millón de oficios diferentes en el mundo. ¿Cómo puede un partido representar en la única categoría de trabajadores una riqueza así, una complejidad de esa escala? Ya no vivimos la Revolución Industrial, cuando toda ideología se inventara; ahora vivimos la de la Internet, la telefonía móvil, las tabletas, las interacciones instantáneas, las enciclopedias democráticas, las apps. La de la biogenética, la cirugía mínimamente invasiva, la posibilidad de introducir al planeta especies vegetales o animales nuevas. La de una sonda espacial posada sobre un cometa, la comprobación experimental de la partícula de Dios o Bosón de Higgs, la fotografía cada vez más extensa y detallada de los componentes del cosmos, la materia oscura, la geometría fractal y las ciencias de la complejidad. La de la explosión de la diversidad cultural, la del referendo, del escrutinio inmisericorde de la privacidad de los políticos y el espionaje universal. La del híper-terrorismo, las agitaciones políticas a escala subcontinental, el cambio climático. Nada de esta incompleta enumeración cabe en una ideología, en la cabeza de Stuart Mill, Marx, Bernstein o León XIII. Cualquier ideología—la pretensión de que se conoce cuál debe ser la sociedad perfecta o preferible y quién tiene la culpa de que aún no lo sea—es un envoltorio conceptual enteramente incapaz de contener ese enorme despliegue de factores novísimos y revolucionarios. Ésta es una revolución de revoluciones. Uno puede buscar consuelo en la hermosura sentimental. Nos dice Ryszard Kapuściński: Caídas las grandes ideologías unifiHoy en día los marcos cadoras y, a su manera, totamentales que soportan la litarias, y en crisis todos los idea de la política como sistemas de valores y de refelucha por el poder han rencia apropiados para aplicar dejado de funcionar. universalmente, nos queda, en efecto, la diversidad, la convi-

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e há uma crise da imagem política em uma sociedade intensamente comunicativa não é pelo meio; meios existem agora como nunca antes. Se há uma crise da imagem política é pela mensagem. Os marketólogos políticos podem ser os mais competentes, mas se os políticos não tem uma mensagem pertinente no que se refere ao tema e ao pessoal, a imagem política seguirá em crise. Fala-se de crise em certo espaço quando as ações que se colocam em prática já não funcionam. Na verdade, quando a inovação se faz imprescindível. A crise da mensagem política é plaÉ aquele que produz netária porque a política em si está a imagem que está em crise. A profissão política está em crise. Madri e Cidade do México em crise, não sua publicaram no mesmo dia da morte projeção. de Carlos Fuentes seu último artigo (Viva o socialismo. Mas...). No qual ele perguntava: Como responderá François Hollande a este novo desafio, o de uma sociedade que no limite não se reconhece em nenhuma das tribos políticas tradicionais: esquerda, centro ou direita? As ideologias perderam seu poder de produzir soluções. O registro da Organização Internacional do Trabalho ultrapassou faz tempo a casa do milhão de ofícios diferentes no mundo. Como pode um partido representar uma única categoria de trabalhadores com neste cenário tão rico, com uma complexidade nesta escala? Já não vivemos a Revolução Industrial, quando toda ideologia se inventara; agora vivemos a da internet, da telefonia móvel, dos tablets, das interações instantâneas, das enciclopédias democráticas, dos apps. Da biogenética, da cirurgia minimamente invasiva, da possibilidade de introduzir no planeta espécies vegetais ou animais novas. Da sonda espacial pousada em um cometa, da comprovação experimental da partícula de Deus ou Bóson de Higgs, da fotografia cada vez maior e mais detalhada dos componentes do cosmos, da matéria escura, da geometria fractal e das ciências da complexidade. Da explosão da diversidade cultural, do referendo, do escrutínio sem misericórdia da privacidade dos políticos e da espionagem universal. Do hiperterrorismo, das agitaHoje em dia os marcos ções políticas em escala subcontinental, da mudança climática. mentais que suportam Nada, nesta incompleta enumea ideia da política como ração, cabe em uma ideologia, luta pelo poder deixana cabeça de Stuart Mill, Marx, ram de funcionar. Bernstein ou León XIII. Qualquer ideologia – a pretensão de se conhecer qual deve ser a sociedade perfeita ou preferível e quem tem a culpa de ainda não sermos – é um envoltório conceitual inteiramente incapaz de conter esse enorme desdobramento de fatores novíssimos e revolucionários. Esta é uma revolução das revoluções. Pode-se buscar consolo na beleza sentimental. Nos disse Ryszard Kapuściński: Caídas as grandes ideologias unificadoras e, a sua maneira, totalitárias, e em crise todos os sistemas de valores e de referências apropriados para aplicar universalmente, nos resta, de fato, a diversidade, a convivência de opostos, a contiguidade do incompatível. Pode derivar-se de tudo isso uma conflitualidade aberta e sanguinária, arcaica, o enfrentamento difuso, o re-


vencia de opuestos, la contigüidad de lo incompatible. Puede derivarse de todo ello una conflictividad abierta y sanguinaria, arcaica, el enfrentamiento difuso, el renacimiento de los localismos y de los más feroces tribalismos, pero también podría surgir un lento aprendizaje de la aceptación de lo distinto a uno mismo, de la renuncia a un centro, a una representación única. Como el arte posmoderno nos enseña, quizás podríamos darnos cuenta de que hay espacio para todos y que nadie tiene más derecho de ciudadanía que los demás. (EnLos cínicos no sirven para este oficio). Pero es preciso ir más allá: hay asuntos cuya verdad no depende de la mera diversidad. Es misiLa imagen no puede ón profesional de la política establecer su conexión con la sustituir el contenido; verdad, y hoy en día los marespecialmente en política, cos mentales que soportan la el medio no es el idea de la política como lucha mensaje. por el poder han dejado de funcionar (Ver John Vasquez, The Power of Power Politics, 1983). Son marcos mentales más recientes, derivados de las ciencias de la complejidad y el caos, de las avalanchas, de los enjambres, aquellos que pueden ofrecer la gramática necesaria, ésa que Arturo Úslar Pietri ansiaba en artículo suyo de 1991: Toda una retórica sacramentalizada, todo un vocabulario ha perdido de pronto significación y validez sin que se vea todavía cómo y con qué substituirlo. Hasta ahora no hemos encontrado las nuevas ideas para la nueva situación. Esas ideas existen: no son otra cosa que una aproximación clínica a la Política, como arte que se ocupe de soluciones a problemas públicos, exigible por una sociedad cada vez más informatizada. Necesitamos políticos nuevos: “Exhibirán otras conductas y serán incongruentes con las imágenes que nos hemos acostumbrado a entender como pertenecientes de modo natural a los políticos. Por esto tomará un tiempo aceptar que son los actores políticos adecuados, los que tienen la competencia necesaria, pues, como ha sido dicho, nuestro problema es que ‘los hombres aceptables ya no son competentes mientras los hombres competentes no son aceptables todavía’”. En noviembre de 1974 un ministro venezolano reunió un grupo al que planteó su intención de optar por la Presidencia de la República en las siguientes elecciones. Uno de sus invitados le habló así: “En tu anuncio distingo dos problemas diferentes. No me interesa el primero de ellos: cómo llegarías a ser presidente, con cuánta publicidad, cuantos mítines. Me parece más importante el segundo: ¿qué harías tú como presidente? ¿Por qué los venezolanos votaríamos por ti?” El interpelado se recuperó con rapidez y contestó: “Aquel presidente que se rodee de gentes tan capaces como las que están acá será un gran presidente”. No necesitaba tener contenido; su ambición debía bastar para construir una imagen ganadora. La mera mercadotecnia política no es suficiente. No bastó peinar como Evita Perón a Irene Sáez, otrora Miss Universo, o hacer muñecas Barbie con su efigie.

nascimento dos localismos e dos mais ferozes tribalismos, mas também poderia surgir uma lenta aprendizagem da aceitação do distinto para o si mesmo, da renúncia de um centro, de uma representação única. Como a arte pós-moderna nos ensina, talvez poderíamos dar-nos conta de que há espaço para todos e que ninguém tem mais direito de cidadania que os demais. (Em Os cínicos não servem para este ofício). Mas é preciso ir além: há assuntos cuja verdade não depende A imagem não pode da mera diversidade. É missão substituir o conteúdo; profissional da política estabeleespecialmente em pocer sua conexão com a verdade, lítica, o meio não é a e hoje em dia os marcos mentais mensagem. que suportam a ideia da política como luta pelo poder deixaram de funcionar (Ver John Vasquez, The Power of Power Politics, 1983). São marcos mentais mais recentes, derivados das ciências da complexidade e do caos, das avalanches, dos enxames, daqueles que podem oferecer a gramática necessária, essa que Arturo Úslar Pietri ansiava em seu artigo de 1991: Toda uma retórica sacramentalizada, todo um vocabulário há perdido de repente significação e validade sem que, entretanto, se veja como e com que substituí-lo. Até agora não encontramos as novas ideias para a nova situação. Essas ideias existem: não são outra coisa que uma aproximação clínica da Política, como arte que se ocupa das soluções dos problemas públicos, exigida por uma sociedade cada vez mais informatizada. Necessitamos de políticos novos: “Exibirão outras condutas e serão incongruentes com as imagens que nos acostumamos a entender como pertencentes de modo natural aos políticos. Por isso tomará tempo aceitar que são os atores políticos adequados, os que têm a competência necessária, pois, como já foi dito, nosso problema é que ‘os homens aceitáveis já não são competentes enquanto os homens competentes não são aceitáveis ainda’”. Em novembro de 1974 um ministro venezuelano reuniu um grupo para anunciar sua intenção de concorrer à presidência da República nas próximas eleições. Um dos convidados falou assim: “Em seu anúncio distingo dois problemas. Não me interessa o primeiro deles: como chegaria a ser presidente, com alguma publicidade, alguns comícios. Parece-me mais importante o segundo: o que você faria como presidente? Por que os venezuelanos votariam em você?” O interpelado se recuperou com rapidez e respondeu: “Aquele presidente que se cerca de pessoas tão capazes como as que estão aqui será um grande presidente”. Não necessitava ter conteúdo; sua ambição devia bastar para construir uma imagem ganhadora. A mera mercado-técnica política não é suficiente. Não bastou o estilo Evita Perón ou Irene Saez, ex-Miss Universo, ou fazer bonecas Barbie com sua cara.


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rtículos rtigos

Maestro y Doctorando en Derecho por la USP. Miembro

Mestre e Doutorando em Direito pela USP. Mem-

A DESSACRALIZAÇÃO e do Conselho Deliberativo do Instituto Paulista de Direito DA CORRUPÇÃO

LA de las DESACRALIZACIÓN comisiones de Derecho Electoral y Penal de la OAB/SP y DEConsejo LA Deliberativo CORRUPCIÓN del del Instituto Paulista de Derecho Electo-

bro das comissões de Direito Eleitoral e Penal da OAB/SP

ral (IPADE). Aboga en el área del Derecho Electoral en campañas

Eleitoral. Advoga na área do Direito Eleitoral em campa-

municipales, estaduales y nacionales.

nhas municipais, estaduais e nacionais.

Fernando Neisser @neisser

LA DESACRALIZACIÓN DE LA CORRUPCIÓN

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a evolución de la sociedad occidental puede ser comprendida a partir de la desacralización paulatina de los aspectos da vida humana. Es comprensible que en el comienzo de esta civilización el ámbito del sagrado tenga ocupado la necesidad de explanación de los más diversos fenómenos, cuyas raíces eran hasta entonces desconocidas. La lluvia y la sequía; la noche y el día; las enfermedades y las muerte; el correcto y el errado; el bien y el malo; todo podría ser comprehendido con apoyo en la religión. Con avanzo de la comprensión humana, con todo, poco a poco la ciencia fue ocupando eses espacios, trayendo explanaciones que no apenas colocaban punto final en las preguntas, pero que efectivamente permitían la tomada de providencias para mejor ordenar la vida. La superación de la metafísica por la física ha llevado al entendimiento de la composición de todo que ha en el Universo, hasta se llegar a la manipulación de los átomos y a la investigación de las Cuando las enferextrañas reglas que rigen en el mundo medades dejan de cuántico. ser vistas como Cuando las enfermedades dejan castigo divino la de ser vistas como castigo divino la memedicina florece. dicina florece, la higiene fue masificada y la expectativa de vida aumentó exponencialmente al largo de los siglos. La desacralización del firmamento, con tropiezos que quemaran Giordano Bruno y condenaran a Galileu, condujo al dominio de los cielos, al vuelo especial y a los robots que andan por el suelo

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A DESSACRALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO

A

evolução da sociedade ocidental pode ser entendida a partir da dessacralização paulatina dos aspectos da vida humana. É compreensível que nos primórdios desta civilização o âmbito do sagrado tenha preenchido a necessidade de explicação dos mais diversos fenômenos, cujas raízes eram até então desconhecidas. A chuva e a seca; a noite e o dia; as doenças e a morte; o certo e o errado; o bem e o mal; tudo podia ser compreendido com apoio na religião. Com o avanço da compreensão humana, contudo, pouco a pouco a ciência foi ocupando estes espaços, trazendo explicações que não apenas colocavam ponto final nas perguntas, mas que efetivamente permitiam a tomada de providências para melhor organizar a vida. A superação da metafísica pela física levou ao entendimento da composição de tudo que há no Universo, até se chegar à manipulação dos átomos e à investigação das estranhas regras que vigem no mundo quântico. a higiene foi massificada e a expectativa de vida aumentou exponencialmente ao longo dos séculos. A dessacralização do firmamento, com tropeços que queimaram Giordano Bruno e condenaram Galileu, conduziu ao Quando as domínio dos céus, ao voo espacial e doenças deixaram aos robôs que perambulam no solo de de ser vistas como Marte. O mesmo fenômeno, aplicado castigo divino à distinção do certo e do errado, troua medicina xe a ciência para o Direito; permitiu a floresceu. criação de novas modalidades de contratos, no âmbito civil, impulsionan-


de Marte. El mismo fenómeno, aplicado a la distinción de lo cierto o errado, trajo a la ciencia para el Derecho; permitió la creación de nuevas modalidades de contratos, en el ámbito civil, conduciendo al desarrollo, y la racionalización de las puniciones, en el penal. El apartamiento de la religión sobre la economía retiró la carga moral a la usura, vio nacer el sistema bancario y alavanco la actividad económica y el capitalismo. Cada sector del conocimiento humano que adopto métodos científicos para explicar sus fenómenos vivió progresos y permitió la adopción de soluciones mejores y avanzos palpables. Aunque vivamos en el pos-modernidad, en el cual resta poco de sagrado, el entendimiento sobre la corrupción aun no superó este límite. Cuando se habla en corrupción, inmediatamente viene a la mente la analogía con la putrefacción del cuerpo, a descomposición de la carne, tal vez por su raíz latina en el verbo currumpere. En la filosofía aristotélica, esta acción hacía alusión al movimiento de destruición de las substancias y para Políbio, ya se refiriendo a su vertiente política, se asemejaba al papel ejercido por la “oxidado en relación al hierro o al de las termitas en relación a la madera” ¹ Esta forma de ver el fenómeno de la corrupción, como pecado o defecto de carácter de quienes la practican, impide que el fenómeno sea tratado de forma científica; con apoyo en reglas empíricas de observación, visando efectivamente formular propuestas de acción que extrapolen la mera condenación moral. Para Laura Esta forma de ver el fenómeno Underkuffler, profede la corrupción, como sora de Derecho en la pecado o defecto de carácter Universidad de Corde quienes la practican, impide nell, habiendo lesioque el fenómeno sea tratado de nado en las universidades de Pensilvania, forma científica;

do o desenvolvimento, e a racionalização das punições, no penal. O afastamento da religião da economia retirou a carga moral sobre a usura, viu nascer o sistema bancário e alavancou a atividade econômica e o capitalismo. Cada setor do conhecimento humano que adotou métodos científicos para explicar seus fenômenos viveu progressos e permitiu a adoção de soluções melhores e avanços palpáveis. Apesar de vivermos em uma pós-modernidade na qual resta pouco de sagrado, o entendimento sobre a corrupção ainda não superou este limiar. Quando se fala em corrupção, imediatamente vem à mente a analogia com a putrefação do corpo, a decomposição da carne, talvez pela sua raiz latina no verbo corrumpere. Na filosofia aristotélica, esta ação fazia alusão ao movimento de destruição das substâncias e para Políbio, já se referindo à sua vertente política, se assemelhava ao papel exercido pela “ferrugem em relação ao ferro ou ao dos cupins em relação à madeira”1. Esta forma de enxergar o fenômeno da corrupção, como pecado ou defeito de caráter de quem a pratica, impede que o fenômeno seja tratado de forma científica; com apoio em regras empíricas de observação, visando efetivamente formular propostas de ação que extrapolem a mera condenação moral. Para Laura Underkuffler, professora de Direito na Universidade de Cornell, já tendo lecionado nas universidades da Pensilvânia, Duke e Harvard, apesar do Direito ter passado por um processo de racionalização nos últimos dois séculos, este movimento não atingiu a compreensão da corrupção. Segundo a autora, o conceito vulEsta forma de enxergar gar que se tem é “pré-Iluminista, o fenômeno da intuitivo e emocional”, “repousando em ideias reveladas pela corrupção, como religião sobre o bem e o mal, a pecado ou defeito de falsidade e a verdade”. Filosocaráter de quem a ficamente, seria um conceito pratica, impede que o “degenerado” ou “incomensufenômeno seja tratado rável”2. Este modo de compreender o fenômeno da corrupção de forma científica; individualiza seus protagonis-

1 LAFER, CELSO. Corrupção. http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?in-

1 LAFER, CELSO. Corrupção. http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?in-

foid=9389&sid=656. Acesso em 27/02/2014.

foid=9389&sid=656. Acesso em 27/02/2014.

2 UNDERKUFFLER, LAURA. Captured by Evil: The Idea of Corruption in Law. New Haven: Yale University Press, 2013, p. 1 et passim.


Duke y Harvard, a pesar del Derecho haber pasado por un proceso de racionalización en los últimos años, este movimiento no atingió la comprensión de la corrupción. Según la autora, el concepto vulgar que se tiene es “pre Iluminista, intuitivo y emocional”, “reposando sobre ideas reveladas por la religión sobre e bien o el mal, la falsedad y la verdad”. Filosóficamente, sería un concepto “degenerado” o “incomensurable” ². Este modo de comprender el fenómeno de la corrupción individualiza sus protagonistas. Vislumbra la cuestión como un ejercicio individual de escoja entre el bien y el mal; un uso inadecuado del libre-arbitrio, una debilidad humana. Se esa es la lectura, entonces la solución habría de ser también individual, extirpando de la cesta la manzana podrida que tuvo su alma capturada por Mefistófeles, para remeter a Goethe y la escoja desastrada de Fausto. Ocurre que por más manzanas podridas que sean retiradas de la cesta; por más condiciones morales expuestas en las páginas de los periódicos; la corrupción permanece un fenómeno sistémico, epidémico, ubicuo y permanente. Así como los sortilegios de los saPor más condiciones cerdotes no impedían la muerte por morales expuestas las infecciones, lo que solo vino a en las páginas de ocurrir con la descubierta de la península por Alexander Fleming en los periódicos; la 1928; el remedio que viene siendo corrupción dado al problema de la corrupción permanece un no tiene conseguido aplacarla. fenómeno sistémico, Por estas razones, se hay efectivamente voluntad de tratar de la cuestión de la corrupción sin hipocresía, es necesario desacralizarla, dejar de verla como resultado de malas escojas personales. Los profesionales que necesitan debruzarse sobre la cuestión no son los filósofos morales, los columnistas de los periódicos y de los blogs o los juristas con el moralismo entre los dientes. La cuestión debe ser analizada, disecada, estudiada por economistas, estadísticos, ingenieros, politólogos y sociólogos. Hay que desenvolverse herramientas probabilísticas que identifiquen desvíos mediante el analice de gran cantidad de datos, el llamado “big data” de los tiempos actuales. Las instituciones deben ser alteradas para que se blinden contra este fenómeno que de excepcional no tiene nada, ya que no hay gobierno que no lo conozca. Estas alteraciones no deben ser fruto de bien intencionados palpites; mas de investigaciones empíricas que midan el resultado de cada propuesta. Esta forma de encarar el problema tiene hoy como exponente la profesora Susan Rose-Ackerman, de la Universidad de Yale, con la experiencia de sus trabajos anteriores en la Transparencia Internacional y en el Banco Mundial3. Mientras no se torne dominante esta lectura de la realidad, seguiremos lanzando a la hoguera los chivos de la vez, en cuanto el dinero público seguirá siendo desviado para fines privados.

tas. Vislumbra a questão como um exercício individual de escolha entre o bem e o mal; um uso inadequado do livre-arbítrio, uma fraqueza humana. Se essa é a leitura, então a solução haveria de ser também individual, extirpando da cesta a maçã podre que teve sua alma capturada por Mefistófeles, para remeter a Goethe e à escolha desastrada de Fausto. Ocorre que por mais maçãs podres que sejam retiradas da cesta; Esta forma de enxergar o fenômeno da corrupção, como pecado ou defeito de caráter de quem a pratica, impede que o fenômeno seja tratado de forma científica; epidêmico, ubíquo e permanente. Assim como os sortilégios dos sacerdotes não impediam a morte pelas infecções, o que só veio a ocorrer com a descoberta da penicilina por Alexander Fleming em Por mais condenações 1928; o remédio que vem sendo morais expostas dado ao problema da corrupção nas páginas dos jornais; não tem conseguido aplacá-la. Por estas razões, se há efea corrupção permanece tivamente vontade de lidar um fenômeno com a questão da corrupção sistêmico. sem hipocrisia, é necessário dessacralizá-la, deixar de enxergá-la como resultado de más escolhas pessoais. Os profissionais que precisam se debruçar sobre a questão não são os filósofos morais, os colunistas dos jornais e dos blogs ou os juristas com o moralismo entre os dentes. A questão deve ser analisada, dissecada, estudada por economistas, estatísticos, engenheiros, cientistas políticos e sociais. Há que se desenvolver ferramentas probabilísticas que identifiquem desvios mediante a análise de grandes quantidades de dados, o chamado “big data” dos tempos atuais. As instituições devem ser alteradas para se blindarem contra este fenômeno que de excepcional não tem nada, já que não há governo que não o conheça. Estas alterações não devem ser fruto de bem intencionados palpites; mas de investigações empíricas que meçam o resultado de cada proposta. Esta forma de encarar o problema tem hoje como expoente a professora Susan Rose-Ackerman, da Universidade de Yale, com a experiência de seus trabalhos anteriores na Transparência Internacional e no Banco Mundial3. Enquanto não se tornar dominante esta leitura da realidade, seguiremos lançando à fogueira os bodes da vez, enquanto o dinheiro público seguirá sendo desviado para fins privados.

3 De relevo sobre el tema, se recomienda: ROSE-ACKERMAN, SUSAN. Corruption and

ROSE-ACKERMAN, SUSAN e CARRINGTON, PAUL D. Anti-Corruption Policy: Can Inter-

government: causes, consequences and reform. New York: Cambridge University Press, 1999 e

national Actors Play a Constructive Role? Durham: Carolina Academic Press, 2013.

ROSE-ACKERMAN, SUSAN e CARRINGTON, PAUL D. Anti-Corruption Policy: Can International Actors Play a Constructive Role? Durham: Carolina Academic Press, 2013.

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

2 UNDERKUFFLER, LAURA. Captured by Evil: The Idea of Corruption in Law. New Haven: Yale University Press, 2013, p. 1 et passim. 3 De relevo sobre o tema, recomenda-se: ROSE-ACKERMAN, SUSAN. Corruption and government: causes, consequences and reform. New York: Cambridge University Press, 1999 e


P

roducción rodução

Portuguesa, licenciada y cursando maestría en Ciencia

Portuguesa, licenciada e mestranda em Ciência

Política en la Universidad de Lisboa y finalista de Dere-

Política pela Universidade de Lisboa e finalista de Direito

cho en la Universidad de Coímbra, además de post-gra-

da Universidade de Coimbra, para além de pós-graduada

duada en Estudios Europeos por la misma Universidad.

em Estudos Europeus pela mesma Universidade. Entre suas

Entre sus áreas de interés están la Comunicación y el

áreas de interesse estão a Comunicação e o Marketing Polí-

Marketing Político.

tico.

Maria João Neves mjneves@sapo.pt

CORRUPCIÓN: EL FENÓMENO DE LA CORRUPCIÓN EN UN ABORDAJE POLÍTICOCOMUNICACIONAL Resumo: La corrupción es un fenómeno de compra de favores que existe desde los tiempos más remotos de la Humanidad. En Roma de la Antigüedad fuera ya tipificada como crimen por el ius romanum. En la actualidad, prácticamente todos los ordenamientos jurídicos tipifican el crimen de corrupción, activa y pasiva, bien como de otras figuras jurídicas cercanas. Este fenómeno, aunque no exclusivo de la clase política, mina y destruye lentamente la imagen de los políticos, las instituciones y la democracia misma. Por lo tanto, varias organizaciones internacionales, gubernamentales (ONU, Consejo Europeo) y/o no gubernamentales (Transparency International) se reúnen en los esfuerzos para tratar de reducir y minimizar el fenómeno. La imagen del político corrupto, y/o sólo su sospecha, es un desafío para la comunicación y el marketing político, puesto que no es fácil establecer estrategias de combate electoral y de campaña permanente en ambientes hostiles que son creados en la mente del elector. La solución pasa por uno de los paradigmas fundamentales de las democracias actuales: la transparencia.

CORRUPÇÃO: O FENÓMENO DA CORRUPÇÃO NUMA ABORDAGEM POLÍTICOCOMUNICACIONAL Resumo: A corrupção é um fenômeno de compra de favores que existe desde os tempos mais remotos da Humanidade. Em Roma da Antiguidade era já tipificada como crime pelo ius romanum. Na actualidade, praticamente todos os ordenamentos jurídicos tipificam o crime de corrupção, activa e passiva, bem como de outras figuras jurídicas próximas. Este fenómeno, embora não seja exclusivo da classe política, mina e destrói lentamente a imagem dos políticos, das instituições e da própria Democracia. Por isso mesmo, várias organizações internacionais, governamentais (ONU, Conselho da Europa) e/ ou não governamentais (Transparency International) reúnem-se em esforços para tentar diminuir e minimizar o fenómeno. A imagem do político corrupto, e/ou apenas da sua suspeita, é um desafio para a comunicação e para o Marketing político pois não é fácil estabelecer estratégias de combate eleitoral e de campanha permanente em ambientes hostis que se criam na mente do eleitor. A solução passa por um dos paradigmas fundamentais das actuais Democracias: a transparência.

Llegado a la barca del Infierno un Juez, cargado de procesos, pregunta al Dia-

Chegado à barca do Inferno um Juíz, carregado de processos, pergunta ao Diabo

blo para dónde va la barca. El Diablo, contestando el Juez, el cual apodó

para onde vai a barca. O Diabo, contestando o Juíz, o qual apelidou de “amador

“amador de perdiz”, pregúntale, cínicamente: “¿Cómo allá va el Derecho?”

de perdiz”, pergunta-lhe, cinicamente: “Como lá vai o Direito?” De seguida con-

De seguida invítalo a entrar en la barca del Infierno. Confrontado con su pe-

vida-o a entrar na barca do Inferno. Confrontado com a sua penosa descida ao In-

noso descenso al Inferno, el Juez rechaza adentrar, argumentando en latín que

ferno, o Juíz rejeita entrar, argumentando em latim que por trabalhar com as leis

por trabajar con las leyes no podría ser un pecador. El Diablo, respondiendo

não poderia ser um pecador. O Diabo, respondendo na mesma linguagem hermé-

en el mismo lenguaje hermético del acusado, para que no quedasen dudas, acu-

tica do acusado, para que não quedassem dúvidas, acusa o Juíz de ter pervertido a

sa el Juez de tener pervertido la justicia, dando tratamiento preferencial a las

justiça, dando tratamento preferêncial às pessoas de quem recebera peitas. O Juíz

personas de que recibiera soborno. El Juez busca sin éxito un chivo expiatorio

procura sem sucesso um bode expiatório na sua mulher, acusando-a em vão de ser


en su mujer, acusándola en vano de ser quien aceptaba los sobornos, pero el Diablo

quem aceitava os subornos, mas o Diabo ordenou-lhe que entrasse na barca sem demora,

ordénale que adentrase en la barca sin demora, sugiriendo que todo aquel papel de los

sugerindo que todo aquele papel dos processos seria um óptimo combustível para o fogo

procesos sería un óptimo combustible para el fuego del Infierno. Estaban el Diablo y

do Inferno. Estavam o Diabo e o Juíz numa discussão acesa, quando, entretanto, chega

el Juez en una discusión acalorada, cuando sin embargo llega un Procurador, también

um Procurador, também carregado de livros e que se dirigiu ao Juíz, seu conhecido,

cargado de libros y que se dirigió al Juez, su conocido, “besando sus manos” y pregun-

“beijando-lhe as mãos” e querendo saber o que se estava a passar. O Diabo interrom-

tando lo que estaba pasando. El Diablo interrumpe la conversación y señala que tanto

pe a conversa e refere que tanto o Juíz como o Procurador seriam óptimos remadores

el Juez como el Procurador serían grandes remeros hacia el Infierno. El Procurador,

rumo ao Inferno. O Procurador, que se considera uma pessoa dedicada à causa popular,

que se considera una persona dedicada a la causa popular, pensó que era una broma de

achou que aquilo era uma brincadeira de mau gosto, e responde em latim ao Diabo que

mal gusto, y responde en latín al Diablo que esperaría a Dios, al cual el Diablo respon-

aguardariam por Deus, ao qual o Diabo replicou cinicamente e na mesma linguagem que

dió cínicamente y en el mismo lenguaje que adentrasen pronto en su barca. El Procura-

entrassem apressadamente na sua barca. O Procurador decide ir com o Juíz até à barca

dor decide ir con el Juez hasta la barca de la Gloria. En el camino de la barca celestial,

da Glória. A caminho da barca celestial, o Juíz disse ao Procurador que, antes de morrer

el Juez dice al Procurador que, antes de morir se había confesado pero que ocultara del

se havia confessado, mas que ocultara do confessor tudo aquilo que roubara em vida. Ao

confesor todo aquello que había robado en vida. Cuando llegaron, pidieron lugar en la

chegarem, pediram lugar na barca e tudo o que ouviram foi insultos e acusaões por parte

barca y todo lo que se escuchó fue insultos y acusaciones por parte del Ángel y de Juan,

do Anjo e de João, O Parvo, reforçando o vexame. Ambos teriam sido injustos para com

El Parvo, reforzando la humillación. Ambos habrían sido

os fracos e complacentes para com os poderosos, em

injustos con los débiles y complacientes con los podero-

troca de soldo ou dádivas e mereciam por isso ir para o

sos, a cambio de paga o regalos y por eso merecían ir

Inferno, carregados com os fardos dos seus processos.

para el inferno, cargados con los fardos de sus procesos.

Voltaram à barca do Diabo inconformados. O Pro-

Volvieran a la barca del Diablo inconformes. El Procura-

curador ainda tentou desesperadamente consultar as

dor intentó todavía desesperadamente consultar las leyes

leis de degredo, mas o Diabo, farto da ladaínha, man-

de exilio, pero el Diablo, harto de la letanía, los orde-

dou-os entrar antes que se fizesse tarde. E embarcaram.

nó adentrar antes que se hiciera tarde. Y embarcaron.

Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente, 1517

Auto de La Barca del Infierno, Gil Vicente, 1517

1° Introducción: Clarificación del concepto.

1º Introdução: Clarificação do conceito.

La palabra corrupción deriva del latín corruptio y significa deteriorar, sobornar, alterar el estado normal de una realidad y, ya en la Roma Antigua, la corrupción era severamente punida, considerada un crimen contra la gratuidad de las funciones públicas. La corrupción es un problema de venta de poder, o sea, necesita de la existencia de un comprador y un vendedor. El comprador normalmente paga para que le sea retribuido beneficios a él, que de otro modo no serían atribuidos, o que serían atribuidos en circunstancias diversas, violando de esta forma varios principios constitucionales, y aun más que eso, varias leyes naturales. La corrupción existe tanto en las democracias cuanto en las dictaduras, pero en democracias ella está mucho más abierta, más visible. Podemos considerar las dictaduras como regímenes totalitarios, en los cuales el análisis de sus variables permiten percibir el tipo de dictadura en cuestión, esto para referir que la corrupción viola los principios de cualquier Estado de Derecho, aunque este Estado de Derecho pueda estar o en segmento del Estado

A palavra corrupção deriva do latim corruptio e significa deteriorar, subornar, alterar o estadonormal de uma realidade e, já na Roma Antiga, a corrupção era severamente punida, considerada um crime contra a gratuitidade das funções públicas. A corrupção é um problema de venda de poder, isto é, necessita da existência de um comprador e de um vendedor. O comprador normalmente paga para que lhe sejam retribuídos benefícios a ele, que de outro modo não seriam atribuídos, ou que seriam atribuídos em circunstãncias diversas, violando desta forma vários princípios constitucionais, mas mais do que isso, várias leis naturais. A corrupção existe tanto nas democracias quanto nas ditaduras, mas nas democracias ela está muito mais aberta, mais visível. Podemos considerar as ditaduras como regimes totalitários, nas quais a análise das suas variáveis permite perceber o tipo de ditadura em questão, isto para referir que a corrupção viola os principios de qualquer Estado de Direito, ainda que este Estado de Direito possa estar ou no segmento do Estado de Direito Democrático ou do Estado de Di-

El corruptor desnivele este principio, la igualdad deja de existir, sea ella una igualdad entre pares, o competidores, sea frente a terceros.

O corruptor desnivela este princípio, a igualdade deixa de existir, seja ela uma igualdade entre pares, ou concorrentes, seja face a terceiros.

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de Derecho Democrático o del Estado de Derecho .No Democrático (siendo que este último ni siquiera podrá ser un verdadero Estado de Derecho). Efectivamente, los principios violados por este acto ilícito son mayoritariamente los principios de la igualdad, de la transparencia, y de la legalidad. El principio de la igualdad afirma que todos deben ser tratados por igual (ciudadanos y empresas) en sus relaciones orgánicas y con el Estado, siendo por esto visible, que sacando una situación ventajosa para sí, el corruptor desnivele este principio, la igualdad deja de existir, sea ella una igualdad entre pares, o competidores, La corrupción sea frente a terceros, o sea, se verifica puede no involucrar la distorsión del principio de la igualdirectamente las dad en términos horizontales, como en instituciones y los términos verticales. El principio de la actores políticos. transparencia, fundamento necesario a la existencia de cualquier Estado Democrático, préndese precisamente con el facto de cómo estamos delante a un acto ilícito, este necesita de alguna opacidad del propio sistema para poder existir, por lo que la transparencia es una exigencia de los ciudadanos frente no solo a este tipo legal de crimen como también de otros, hasta con él relacionados. El principio de la legalidad es violado por la corrupción de dos formas. La Administración Pública se regla por el principio de la legalidad de la siguiente manera: las leyes no son apenas el límite de su actuación, como son, también, además, el propio fundamento, significando esto que la administración está prohibida no solo de efectuar actos ilícitos, como también está prohibida de efectuar actos que no estén de acuerdo con lo que la ley establece. Para el análisis del fenómeno de la corrupción esto es importante una vez que las propias leyes penales hacen esa distinción. Montesquieu escribió que “la corrupción de los gobernantes casi siempre empieza con la corrupción de sus principios” (1988). Por eso tenemos que señalar el carácter ético y moral del problema corrupción. Así como es necesario señalar que la corrupción puede no involucrar directamente las instituciones y los actores políticos. Por cierto, los ciudadanos, a través del Estado, o mejor, de la lesión inferida al Estado, son, más a menudo, los objetivos o víctimas de la corrupción del llamado sector privado de la economía. La corrupción es un tipo legal de crimen punible por prácticamente todos los ordenamientos jurídicos, pero la pena correspondiente bien como la moldura penal prevista es variable de Estado para Estado. Si, a la luz de la teoría de la prevención, pensamos que no estamos contra un crimen de sangre, podemos también considerar que, como afirmaba Nietzsche, para conocer una civilización basta leerle el código penal ([1877] 2009). O sea, en teoría, la corrupción entendida como crimen público puede en práctica ser más o menos tolerada por los ciudadanos y por la comunidad en general consonante a una serie de factores. Esos factores se prenden también con el tipo de corrupción a que nos estamos a referir. Así, podemos establecer diferencias entre los varios tipos o niveles de corrupción: la corrupción esporádica, la estructural, la sistémica y la meta-sistémica. La corrupción esporádica se manifiesta por observarse una situación de baja frecuencia y de bajo recurso, es decir, importa valores muy pequeños y se sucede puntualmen-

reito. Não Democrático (sendo que este último nem sequer poderá ser um verdadeiro Estado de Direito). Efectivamente, os princípios violados por este acto ilícito são maioritariamente os princípios da igualdade, da transparência, e da legalidade. O princípio da igualdade afirma que todos devem ser tratados por igual (cidadãos e empresas) nas suas relações orgânicas e com o Estado, sendo por isso visível, que tirando uma situação vantajosa para si, o corruptor desnivela este princípio, a igualdade deixa de existir, seja ela uma igualdade entre pares, ou concorrentes, seja face a terceiros, ou seja, verifica-se a distorção do princípio da igualdade tanto em termos horizontais, como em termos verticais. O princípio da A corrupção pode transparência, fundamento necessário à não envolver existência de qualquer Estado Democrátidirectamente as co, prende-se precisamente com o facto de instituições e os como estamos perante um acto ilícito este actores políticos. precisar de alguma opacidade do próprio sistema para poder existir, pelo que a transparência é uma exigência dos cidadãos face não só a este tipo legal de crime como também a outros, com ele até relacionados. O princípio da legalidade é violado pela corrupção de duas formas. A Administração Pública rege-se pelo princípio da legalidade da seguinte modo: as leis não são apenas o limite da sua actuação como são, também, para além disso, o seu próprio fundamento, singnificando isto que a administração está proibida não só de efectuar actos ilícitos, como também está proibida de efectuar actos que não estejam de acordo com o que a lei estabelece. Para a análise do fenómeno da corrupção isto é importante uma vez que as próprias leis penais fazem essa distinção. Montesquieu escreveu que“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.” (1988). Temos, por isso, de assinalar o carácter ético e moral do problema da corrupção. Mas temos também de assinalar que a corrupção pode não envolver directamente as instituições e os actores políticos. Aliás, os cidadãos, através do Estado, ou melhor, da lesão inferida ao Estado, são, mais das vezes, os alvos, ou as vítimas da corrupção do chamado sector privado da economia. A corrupção é um tipo legal de crime punível por praticamente todos os ordenamentos jurídicos, mas a pena correspondente bem como a moldura penal prevista é variável de Estado para Estado. Se, à luz da teoria da prevenção, pensarmos que não estamos perante um crime de sangue, podemos também considerar que, como afirmava Nietzsche, para conhecer uma civilização basta ler-lhe o código penal ([1877] 2009). Isto é, na teoria, a corrupção entendida como crime público pode na prática ser mais ou menos tolerada pelos cidadãos e pela comunidade em geral consoante uma série de factores. Esses factores prendem-se também com o tipo de corrupção a que nos estamos a referir. Assim, podemos estabelecer diferenças entre os vários tipos ou níveis de corrupção: a corrupção esporádica, a estrutural, a sistémica e a meta-sistémica. A corrupção esporádica manifesta-se por se observar uma situação de baixa frequência e de baixo recurso, isto é, importa valores muito pequenos e acontece pontualmente. Já a corrupção estrutural importa baixo recurso, mas elevada frequencia. A corrupção sistémica por outro lado apresenta recursos altos e frequencia também alta e, em último lugar a corrupção metasistemática exige elevadíssimos recursos e manifesta-se de âmbito internacional. Face a este panorama dos tipos de corrupção


te. Ya la corrupción estructural importa bajos recursos, pero elevada frecuencia. La corrupción sistémica por otro lado presenta recursos altos y frecuencia también alta y, en último lugar, la corrupción meta-sistémica exige elevadísimos recursos y se manifiesta en ámbito internacional. Delante este panorama del tipo de corrupción cumple percibir de qué forma se establece en la legislación penal. Tenemos así, la corrupción activa, que se refiere al agente, al comprador, la corrupción activa, que se refiere a lo que vende, vendedor (o vendido). En la corrupción pasiva distinguimos entre corrupción El estrechamiento del glopasiva para actos lícitos y corbo y la fragmentación de rupción pasiva para acto ilícito, los centros de decisiones siendo esta última más gravosa de las relaciones internaque la anterior. Después tenecionales, la multiplicación mos la corrupción para agentes de instituciones y organien funciones públicas, o sea, el zaciones, estatales y no ciudadano que ejerza funciones estatales, ayudó a que el públicas, y/o políticas, tiene un poder político fuera capturégimen penal especial, rado por el poder econótambién más gravoso, pero mumico. chos titulares de cargos públicos gozan de regímenes de inmunidad que los colocan en una posición mucho más confortable que tendrían sin la existencia de los mismos. No obstante, el sistema penal como fragmentario y subsidiario del orden jurídico, respeta los derechos constitucionalmente consagrados, como sea el principio de un juzgamiento justo, con derecho a contradicción, como el principio de presunción de inocencia hasta que recaiga la sentencia firme de condena. Existe, entretanto, un debate actual sobre el principio de la inversión de la carga de prueba en el crimen de enriquecimiento ilícito, fenómeno directamente ligado a la corrupción. 2º Saldo actual del fenómeno. Encuadrada en los tipos de corrupción, la llamada corrupción meta-sistemática ha ganado mucha fuerza con la globalización a par del dominio económico-financiero verificado en nivel mundial. El estrechamiento del globo y la fragmentación de los centros de decisiones de las relaciones internacionales, la multiplicación de instituciones y organizaciones, estatales y no estatales, ayudó a que el poder político fuera capturado por el poder económico y la creciente posición de la sociedad de consumo hizo disparar la codicia de los ciudadanos en general y de algunos políticos en particular. Con el desarrollo de las tecnologías y sus consecuencias en los sistemas de información, se convierte mucho más perceptible el modo de vida de las sociedades. Se demuestran sociedades más desiguales tendencialmente más creadores de corrupción, por una especie de lucha por sobrevivencia, un darwinismo social desenfrenado en busca del éxito y ascensión social. Felizmente, diversas instituciones percibieran la corrosión creciente 1 http://www.coe.int/t/dghl/monitoring/greco/default_en.asp 2 http://www.transparency.org

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cumpre perceber de que forma ela é estabelecida na lei penal. Temos assim, a corrupção activa, que se refere ao agente, ao comprador, a corrupção passiva, referente ao que vende, vendedor, (ou vendido). Na corrupção passiva distinguimos entre corrupção passiva para acto lícito e corrupção passiva para acto ilícito, sendo esta última mais gravosa do que a anterior. Depois temos a corrupção para agentes em funções públicas, ou seja, o cidadão que exerça funções públicas, e/ou políticas, tem um regime penal especial, também mais gravoso, mas muitos titulares de cargos públicos gozam de regimes de imunidades que os colocam numa posição muito mais confortável do O estreitamento do que teriam sem a existência dos globo e a fragmentação mesmos. Porém, o sistema penal dos centros de decisão enquanto fragmentário e subsididas relações internacioário da ordem jurídica, respeita nais, a multiplicação os direitos constitucionalmente de instituições e consagrados, como seja o princiorganizações, estaduais pio de um julgamento justo, com e não estaduais, ajudou direito a contraditório, bem como a que o poder político a presunção de inocência até fosse capturado pelo trânsito em julgado da sentença poder económico. final. Existe, no entanto, um debate actual sobre o princípio da inversão do ónus de prova no crime de enriquecimento ilícito fenómeno directamente ligado à corrupção. 2º Balanço atual do fenómeno. Enquadrada nos tipos de corrupção, a designada corrupção meta-sistemática ganhou muita força com a globalização a par do domínio económico-financeiro verificado a nível mundial. O estreitamento do globo e a fragmentação dos centros de decisão das relações internacionais, a multiplicação de instituições e organizações, estaduais e não estaduais, ajudou a que o poder político fosse capturado pelo poder económico e a crescente posição da sociedade de consumo fez disparar a ganância dos cidadãos em geral e de alguns políticos em particular. Com o desenvolvimento das tecnologias e suas conseguências nos sistemas de informação, tornou-se muito mais perceptível o modo de vida das sociedades. Mostraram-se sociedades mais desiguais tendencialmente mais criadoras de corrupção, por uma espécie de luta pela sobrevivência, um darwinismo social desenfreado em busca do êxito e ascenção social. Felizmente, diversas instituições perceberam a corrosão crescente do fenómeno da corrupção nas sociedades, sobretudo nas sociedades democráticas, e, por isso, as Nações Unidas “Preocupados com a gravidade dos problemas e com as ameaças decorrentes da corrupção, para a estabilidade e a segurança das sociedades, ao enfraquecer as instituições e os valores da democracia, da ética e da justiça e ao comprometer o desenvolvimento sustentável e o Estado de Direito” assinaram a Convenção adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 31 de Outubro de 2003 e tendo sido ratificada por 158 Estados. Esta assenta em quatro eixos: a prevenção, a penalização, a recuperação de activos e a cooperação internacional. Também a Europa, através do Conselho da Europa, criou,


del fenómeno de la corrupción en las sociedades, sobre todo en las sociedades democráticas, y por esto, las Naciones Unidas “Preocupados con la gravedad de los problemas y con las amenazas derivadas de la corrupción, para la estabilidad y la seguridad de las sociedades, al enflaquecer las instituciones y los valores de la democracia, de la ética y de la justicia, y al comprometer el desarrollo sustentable y el Estado de Derecho” firmaron la Convención adoptada por la Asamblea General de las Naciones Unidas en 31 de octubre de 2003 ratificada por 158 Estados. Esta asienta en cuatro pilares: la prevención, la penalización, la recuperación de activos y la cooperación internacional.

También la Europa, a través del Consejo de la Europa, ha creado, en 1999, el Grupo de los Estados contra la Corrupción (GRECO) 1, para ayudar los Estados a monitorear el combate a la corrupción, de acuerdo con los indicadores de la Organización. El grupo posee actualmente 49 Estados-miembros, incluso los EEUU, no se limitando, por eso, Los sistemas políticos al espacio europeo y previéndose un son determinantes alargamiento con países asiáticos y en la cualidad de con el México, para adentrar en esta la Democracia. organización. Sus raíces remontan a los años 90, nombradamente a 1994, cuando los ministro de la Justicia de los Estados Miembros, en la 19ª conferencia en Valleta, Italia, estuvieron de acuerdoque la corrupción debería ser combatida a un nivel europeo ya que con-

em 1999, o Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO)1, para ajudar os Estados a monitorizar o combate à corrupção, de acordo com os indicadores da Organização. O grupo possui actualmente 49 Estados-membros. incluindo os EUA, não se cingindo, por isso, ao espaço europeu e prevêndo-se um alargamento com países asiáticos e com o México, na entrada desta organização. As suas raízes remontam aos anos 90, nomeadamente a 1994, quando os ministros da Justiça dos Estados Membros, na 19ª conferência em Valletta, Itália, Mapa del Índice de Percepción de Corrupción 2014: Fuente: www.transparency.org

Mapa do Índice de Percepção de Corrupção 2014. Fonte: www.transparency.org

concordaram que a corrupção deveria ser combatida a um nível europeu pois configurava uma ameaça séria à estabilidade das instituições democráticas. Contudo, um dos mais visíveis rostos da luta contra a corrupção é a ONG, criada em 1993 e sediada em Berlim, “Transparência Internacional”2. A organização estabeleceu cinco eixos prioritários: a corrupção política; a corrupção em contratos internacionais; a corrupção no setor privado; o instrumento das convenções internacionais para prevenir a corrupção e a questão da pobreza e do desenvolvimento. Estas prioridades vão de encontro às particularidades do fenómeno da corrupção no seu todo bem como de outros actos ilícitos ligados a ela como o branqueamento de capitais3, o tráOs sistemas políticos fico de influências, a fraude fiscal são determinantes na e o enriquecimento ilícito. O fequalidade da nómeno encontra-se ligado, desta Democracia. forma, a questões delicadas como o sigilo bancário e as offshores,


figuraba una amenaza seria a la estabilidad de las instituciones democráticas. Con todo, una de las más visibles fases de la lucha contra la corrupción es la ONG, creada en 1993 y basada en Berlín, “Transparencia Internacional”2. La organización estableció cinco ejes prioritarios: la corrupción política; la corrupción en contratos internacionales; la corrupción en el sector privado; el instrumento de las convenciones internacionales para prevenir la corrupción; y la cuestión de la pobreza y del desarrollo. Estas prioridades van de encuentro a las particularidades del fenómeno de la corrupción en su todo, bien como de otros actos ilícitos ligados a ella como el blanqueamiento de capitales3 , el tráfico de influencias, la fraude fiscal y el enriquecimiento ilícito. El fenómeno encontrase ligado, de esta forma, a cuestiones delicadas como el sigilo bancario y las offshores, por lo que es un combate extremamente exigente y complejo. 3º El fenómeno en una abordaje de ámbito de la comunicación y del marketing político – análisis práctica Los sistemas políticos son determinantes en la cualidad de la Democracia. El monopolio del reclutamiento de la clase política puede ser mayor o menor, a través de los partidos políticos consonante el sistema en cuestión. La posibilidad de elegir el candidato por el ciudadano, o la imposición completa del candidato por parte del partido político, varía de país para país, dependiendo del tipo de elección (Presidencial, Legislativa o Local), como también dependiendo del modelo político adoptado. Ambas las bases de los modelos presentan ventajas y desventajas. En un modelo en que cualquiera ciudadano puede ser candidato, sin, o con poco controlo partidario, el elector tiene mayor probabilidad de exigir proximidad y cualidad representativa, una vez que el mandato del candidato depende casi exclusivamente del elector. La desventaja que este tipo de modelo presenta es lo de que la elección favorece candidatos económicamente más abastados y también, favorece candidatos que sean previas figuras públicas sin cualquiera vínculo a la política, porque, en estos casos, La inercia y la capacila verdadera ideología, el verdadedad de respuesta (o ro pensamiento político propio del falta de ella) al fenócandidato es completamente descomeno viene contrinocido, si es que lo tiene. Por otro buyendo para la lenta lado, el modelo que da el monopocorrosión de los pilalio de elegir los candidatos electores del Estado de rales a los partidos políticos padece Derecho democrático de desventaja contraria al modelo y del propio contracto anterior, o sea, en principios sabresocial mos la líneas políticas orientadoras del candidato presentado, la su ideología política y, por otro lado, cada candidato es “igual” una vez que no es financiado por si propio y sin por el partido de que hace parte, pero el elector no lo puede “despedir” ya que este es endilgado en las listas por el partido político.

pelo

que

é

um

combate

1 http://www.coe.int/t/dghl/monitoring/greco/default_en.asp 3 Lavagem de dinheiro, money laundry

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exigente

e

complexo.

3º O fenómeno numa abordadem de âmbito da comunicação e do marketing político - análise prática Os sistemas políticos são determinantes na qualidade da Democracia O monopólio do recrutamento da classe política pode ser maior ou menor, através dos partidos políticos consoante o sistema em questão. A possibilidade de escolha do candidato pelo cidadão, ou a imposição completa do candidato por parte do partido político, varia de país para país dependendo do tipo de eleição (Presidencial, Legislativa ou Local), como também dependendo do modelo político adoptado. Ambas as bases dos modelos apresentam vantagens e desvantagens. Num modelo em que qualquer cidadão pode ser candidato, sem, ou com pouco controlo partidário, o eleitor tem maior probabilidade de exigir proximidade e qualidade representativa, uma vez que o mandato do candidato depende quase exclusivamente do eleitor. A desvantagem que este tipo de modelo apresenta é o de que a eleição favorece candidatos economicamente mais abastados e também, favorece candidatos que sejam prévias figuras publicas sem qualquer ligação à política, pelo que, nestes casos, a verdadeira ideologia, o verdadeiro pensamento político próprio do candidato é completamente desconhecido, se é que o tem. Por outro lado, o modelo que dá o monopólio da escolha dos candidatos eleitorais aos partidos políticos padece da desvantagem contrária ao modelo anterior, ou seja, em princípio saberemos as linhas políticas orientadoras do candidato apresentado, a sua ideologia política e, por outro lado, cada candidato é “igual” uma vez que não é financiado por si próprio e sim pelo partido de que faz parte, mas o eleitor não o pode “mandar embora”, pois este é impingido nas listas pelo partido político. Onde entra aqui a questão da corrupção? Na comunicação e no marketing político é necessário conhecer o sistema de forma a calcular e dar resposta à situação porque o tipo de sistema existente proA inércia e a capacidaduz diferentes consequências. de de resposta (ou falta A corrupção é um fenómeno e dela) ao fenómeno vêm quando se manifesta protagocontribuindo para a lennizado por agentes políticos em ta corrosão dos alicerces exercício de funções ou fora do do Estado de Direito deexercício de funcões, tanto na mocrático e do próprio forma passiva quanto na forcontrato social. ma activa, em maior ou menor escala, precisa ser analisado enquanto escândalo político, porque é disso mesmo que se trata. A comunicação é, desta forma, o factor determinante, por excelência, do escândalo

2 http://www.transparency.org 3 Lavaje de dinero, money laundry

extremamente


¿Dónde adentra aquí la cuestión de la corrupción? En la comunicación y, en marketing político es necesario conocer el sistema de forma a calcular y dar respuesta a la situación porque el tipo de sistema existente produce diferentes consecuencias. La corrupción es un fenómeno y cuando se manifiesta protagonizado por agentes políticos en ejercicio de funciones o mismo fuera del ejercicio de sus funciones, tanto en la forma pasiva cuanto en la forma activa, en mayor o menor escala, necesita ser analizado como escándalo político, porque es exactamente de eso que se trata. La comunicación es, de esta forma, el factor determinante, por excelencia, del escándalo corruptivo, aquel que es sentido como el peor escándalo para un político, en grado de gravedad, comparativamente con otros tipos de escándalos políticos, principalmente en los días de hoy en que toda la clase política se encuentra descreditada a los ojos del ciudadano común, precisamente por causa del fenómeno en análisis. La comunicación del fenómeno de la corrupción al nivel político a través de los medios de comunicación social, hace con que este se convierta cognoscible al pueblo todo en lugar de quedar restricto a media docena de personas. Son necesariamente atingidos el poder y capitales simbólicos no solo del político en cuestión, como también del partido político de que hace parte y por fuerza de la razón, las instituciones políticas. La disputa por el poder es la mayoría de veces, la fuente no-oficial del escándalo político de corrupción. O sea, el “vale todo” para el acceso al poder basado en la idea amigo-enemigo o en las palabras bien explicitas de Norberto Bobbio “mors tua vita mea”, su muerte mi vida (1998), es la traducción más obvia de la necesidad de sobrevivencia política de los políticos. Por esto mismo, la comunicación social, el llamado 4º poder ¡tiene tanta fuerza! Se vale, muchas veces apenas de insinuaciones, provenidas del espacio político del adversario. Es necesaria una vida toda para construir una reputación, en un sentido dinámico que nunca se puede descuidar, pero bastan unos minutos para que se destruya cualquier reputación. Es por esto que la corrupción es el peor de los escándalos políticos, el más difícil de lidiar por parte de cualquiera actor político. A pesar de su “presunción de inocencia”, puede significar automáticamente la muerte política del agente una vez que el juzgamiento mediático es más rápido, más emocional e independiente del poder judicial. En una cultura en que la corrupción es menor, el abordaje es siempre más demorado y hecho De acuerdo con estudios indirectamente, por interefectuados, más del 60% mediarios, atingiendo con de la población portuguesa menor gravedad y más diacepta la corrupción, desde fícilmente los agente políque produzca efectos proticos “del topo”. El agente vechosos para la población político que en Portugal general y tiene tendencia recibe “luvas” [guantes], a tolerar el fenómeno más, en Brasil “propina”, en Angola “gasosa” [gasolina] visto como un defecto del y “refresco” en Mozampoder, pero necesario para bique, tiende a ser, con el progresar en tiempos de pasar del tiempo y de los prosperidad económica. actos de corrupción, menos

corruptivo, aquele que é sentido como o pior escândalo para um político, em grau de gravidade, comparativamente com outros tipos de escândalos políticos, principalmente nos dias de hoje em que toda a classe política se encontra descredibilizada aos olhos do cidadão comum, precisamente por causa do fenómeno em análise. A comunicação do fenómeno da corrupção ao nível político através dos meios de comunicação social faz com que este se torne cogniscível ao povo todo ao invés de ficar restringido a meia dúzia de pessoas. São necessariamente atingidos o poder e capitais simbólicos não só do político em questão, como também do partido político de que faz parte e por força de razão, as instituições políticas. A inércia e a capacidade de resposta (ou falta dela) ao fenómeno vêm contribuindo para a lenta corrosão dos alicerces do Estado de Direito democrático e do próprio contrato social. A disputa pelo poder é as mais das vezes, a fonte não-oficial do escãndalo político da corrupção. Ou seja, o “vale tudo” para o acesso ao poder baseado na ideia amigo-inimigo ou nas palavras bem explícitas de Norberto Bobbio “mors tua vita mea”, a tua morte é a minha vida (1998), é a tradução mais óbvia da necessidade de sobrevivência política dos políticos. Por isso mesmo, a comunicação social, o chamado 4º poder tem tanta força! Vale-se, muitas vezes apenas de insinuações, provindas do espaço político do adversário. É preciso uma vida inteira para construir uma reputação, num sentido dinâmico que nunca se pode descurar, mas bastam uns minutos para destruir qualquer reputação. É por isso que a corrupção é o pior dos escãndalos políticos, o mais difícil de lidar por parte de qualquer actor político. Apesar da sua “presunção de inocência”, pode significar automaticamente a morte política do agente uma vez que o julgamento mediático é mais rápido, mais emocional e é independente do poder judicial. Numa cultura em que a corrupção é menor a abordagem é sempre mais demorada e feita indirectamente, por intermediários, atingindo com menor gravidade e mais dificilmente os agentes políticos “de topo”. O agente político que em Portugal recebe “luvas”, no Brasil “propina”, em Angola “gasosa”, e “refresco” em Moçambique, tende a ser, com o passar do tempo e dos actos Em estudos efectuados, de corrupção, menos cauteloso pelo que a sua imprudência mais de 60 % da pode ditar o seu destino. Por população portuguesa outro lado, a sabedoria popuaceita a corrupção desde lar traduzida no ditado “não há que ela produza efeitos fumo sem fogo” atribui a combenéficos para a portamentos ostensivos e a bopopulação em geral e atos veiculados pela imprensa tem tendencia a tolerar o indicio de prácticas criminomais o fenómeno, visto sas, sendo estes inimigos do como defeito do poder, político e da sua reputação. mas necessário ao Thompson diferenprogresso, em tempos de cia dois tipos de reputação: prosperidade económica. a de caráter, directamente relacionada com a integridade da pessoa e a específica da competência, conseguida através da demonstração de competências concretas (2002). A reputação de carácter é aquela que é abalada pelo escândalo corruptivo, pelo que o eleitor tende


cauteloso por lo que su imprudencia puede dictar su destino. Por otro lado, la sabiduría popular traída en el dictado “no hay humo sin fuego” atribuye a comportamientos ostensivos y a rumores vehiculados por la prensa el indicio de prácticas criminosas, siendo estos enemigos del político y de su reputación. Thompson diferencia dos tipos de reputación: la de carácter, directamente relacionada con la integridad de la persona y la específica de competencia, alcanzada a través de la demonstración de competencias concretas (2002). La reputación de carácter es la que se abala por el escándalo corruptivo, por lo que el elector tiende a diferenciar, graduar y valorar diferentemente el político en cuestión, consonante la imagen que este ofrecía al elector en sus dos vertientes de carácter. Esto tiene a ver con factores psicológicos, históricos, culturales y, hasta, económicos. Podemos recordar la clasificación de Max Weber ([1919] 1982), cuanto a los tipos de líderes: el líder carismático funda su legitimidad de dominación sobre los otros en dones personales extraordinarios siendo que esto produce en la mente del elector un sentimie nto de mayor apoyo al agente faltoso, que puede incluso traducirse en un ¡nuevo mandato político! Es conocido el slogan no oficial “roba pero hace”, atribuido a una campaña electoral del gobernador de São Paulo Ademar de Barros a la alcaldía de la capital, en 1957, o el caso Isaltino Morais, en Portugal, en la Cámara Municipal de Oeiras4. Los casos de escándalos políticos de corrupción se ven uno tras otro, en cascada: el Gobierno español de Mariano Rajoy ha sido objeto de sucesivos escándalos políticos relacionados con la corrupción, incluso existiendo la demisión de Ana Mato, Ministra de la Salud española, en noviembre de 2014 por un caso de corrupción activa. En el mismo mes, en el país vecino, Portugal, el ex-Primero Ministro José Sócrates fue también detenido por corrupción. Incluso el recién presidente de la Comisión Europea, Jean Claude Juncker no escapó al escándalo, sobre decenas de multinacionales que sub su gobierno tendrán beneficiado de ventajas comparativas fiscales absolutamente fabulosas. Del otro lado, en Brasil, también la recién-electa Dilma Rousseff no fue salva de las críticas de los ciudadanos frente a los escándalos como el Mensalão y la Petrobrás. En conclusión, el fenómeno corruptivo dentro del poder político es determinante para la imagen de los agentes políticos e influye en la calidad de las democracias. El creciente descontentamiento de los ciudadanos, un poco por todo el mundo democrático, tiene como fondo sucesivos escándalos de fenómenos de corrupción.

4 En el año 2005 ya caminaba el proceso judicial. Isaltino Morais se candidata independiente, sin apoyopartidário. Es reelecto en el 2009

4 No ano de 2005 corria já o processo judicial. Isaltino Morais candidata-se enquanto independente, semapoio partidário. É reeleito em 2009.

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a diferenciar, gradualizar e valorar diferentemente o político em questão, consoante a imagem que este oferecia ao eleitor nas suas duas vertentes de carácter. Isto tem a ver com factores psicológicos, históricos, culturais e, até, económicos. Podemos recordar a classificação de Max Weber ([1919] 1982), quanto aos tipos de líderes: o líder carismático funda a sua legitimidade de dominação sobre os outros em dons pessoais extraordinários sendo que isso produz na mente do eleitor um sentimento de maior apoio ao agente faltoso, podendo este apoio até traduzir-se em novo mandato político! É conhecido o slogan não oficial “rouba mas faz”, atribuído a uma campanha eleitoral do governador de São Paulo Ademar Barros à prefeitura da capital, em 1957, ou o caso Isaltino Morais, em Portugal, na Câmara Municipal de Oeiras4. Os casos de escândalos políticos de corrupção vêem-se dando em catadupa: o Governo espanhol de Mariano Rajoy vem sendo alvo de sucessivos escândalos políticos relacionados com a corrupção, tendo mesmo existido a demissão de Ana Mato, Ministra da Saúde espanhola, em novembro de 2014 por um caso de corrupção activa. No mesmo mês, no país vizinho Portugal, o ex-primeiro ministro José Sócrates foi também detido por corrupção. Mesmo o recém-presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker não escapou ao escândalo, sobre dezenas de multinacionais que sob seu governo terão beneficiado de vantagens comparativas fiscais absolutamente fabulosas. Do outro lado, no Brasil, também a recém-eleita Dilma Rousseff não foi poupada a críticas dos cidadãos face a escândalos como o mensalão e a Petrobrás. Em conclusão, o fenómeno corruptivo dentro do poder político é determinante para a imagem dos agentes políticos e influi na qualidade das democracias. O crescente descontentamento dos cidadãos, um pouco por todo o mundo democrático, tem como pano de fundo sucessivos escândalos de fenómenos de corrupção.

Referências:

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. Brasília, Brasil: Editora Universidade de Brasília, 1998. CÓDIGO PENAL. Coimbra, Portugual: Almedina, 2015. MONTESQUIEU, Barão de. O Espírito das Leis, Livro VIII. São Paulo, Brasil: Abril Cultural, 1988. NIETZSCHE, Friedrich W. Genealogia da Moral, uma polêmica. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras, [1877] 2009. PAIXÃO, Bruno. Escândalo político em Portugal. Coimbra, Portugual: Minerva Coimbra, 2010. SOUSA, Luis. Corrupção. Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011 THOMPSON, John B. O Escândalo Político: poder e visibilidade na era da mídia. Petrópolis, Brasil: Vozes. VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. Porto, Portugual: Porto Editora, [1517], 2000. WEBER, Max. “A Política como Vocação” IN Ensaios de Sociologia, 5ª Edição, H. H. Gerth & C. Wright Mills (orgs.), Waltensir Dutra (trad.). Rio de Janeiro, Brasil: LTC Editora, [1919] 1982.


A

rtículos rtigos

Profesional en Finanzas y Relaciones Internaciona-

Formado em Finanças e Relações Internacionais,

Especialista em Gestão Pública e Instituições Administra-

les, Especialista en Gestión Pública e Instituciones Adminis-

tivas, Consultor em Paz, Desenvolvimento e Governabili-

trativas, Experto en Paz, Desarrollo y Gobernabilidad de la

dade da Universidade Complutense de Madri e Mestre em

Universidad Complutense de Madrid y Magíster en Seguri-

Segurança e Defesa Nacional. Membro do Curso Integral de

dad y Defensa Nacionales. Miembro del Curso Integral de

Defesa Nacional – CINENAL 2003.

Defensa Nacional - CIDENAL 2003.

Juan Carlos Vargas Morales mjneves@sapo.pt

LA CORRUPCIÓN EN EL SECTOR PÚBLICO

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nivel mundial existen o existieron en algún momento, algunos flagelos que minaron la institucionalidad y su legitimidad ante sus ciudadanos que generaron en últimas, grandes revoluciones. Desde fenómenos de excesiva concentración de la riqueza, agrupación de poderes, limitación de libertades voluntades y hasta decisiones de gobierno mal recibidas, han volcado a los pueblos hacia reformas y nuevos sistemas que han fortalecido los sistemas de participación ciudadana. En todos estos procesos hay un elemento en común por el cual se pueden identificar los gobernantes (en su individualidad extendida a equipos de gobierno), sea cual fuePor cuanto la corrupción re su sistema. Este elemento en común se refiere a para los intereses de una la existencia de unos intesociedad, existe o se da reses personales, que son tanto en el sector público puestos por encima de los como en el sector privado. intereses colectivos, entendiendo por colectivo no el círculo cercano del gobernante, sino extendido a una población en general. Recurrentemente se infiere de la palabra corrupción un tema monetario, pero para este caso, quiero asociar el término a la superposición de esos intereses personales, por encima de los intereses colectivos. Esa es a la corrupción a la que haré referencia en este artículo. Ahora bien, también es muy dado a que cuando se escucha la palabra corrupción, inmediatamente el imaginario colectivo se traslada al sector público. No

A CORRUPÇÃO NO SETOR PÚBLICO

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m nível mundial existem ou existiram em algum momento, alguns flagelos que minaram o aparato institucional e sua legitimidade ante seus cidadãos, o que levaram em última instância a grandes revoluções. Desde fenômenos de excessiva concentração de riqueza, agrupamento de poderes, restrição de liberdades e até mesmo as decisões do governo com baixa aceitação popular, voltaram-se aos povos no sentido de reformas e de novos sistemas que têm fortalecido os mecanismos de participação cidadã. Em todos estes processos há um elemento comum, pelo qual é possível identificar os governantes (em sua individualidade estenA corrupção enquanto dida às suas equipes de goverinteresse da sociedade no), seja qual for o seu sistema. ocorre tanto no setor Este elemento em comum refepúblico como no setor re-se à existência de interesses privado. pessoais, que são colocados acima dos interesses coletivos, entendendo por coletivo não o círculo interno que cerca o governante, mas sim estendido a uma população em geral. Recorrentemente se infere da palavra corrupção um sentido monetário, mas para este caso, quero associar o termo a superposição desses interesses pessoais acima dos interesses coletivos. Essa é a corrupção a qual me refiro neste artigo. Atualmente, também é muito propenso quando se ouve a palavra


Tomado de: Trasparencia por Colombia (2013). Barómetro de corrupción. Disponible en http://issuu.com/transparenciaporcolombia/docs/informe-barometro-global-corrupcion.

puede haber mayor equivocación que esta, por cuanto la corrupción para los intereses de una sociedad, existe o se da tanto en el sector público como en el sector privado. ¿Cuál es más grave? Ustedes dirán, que la del público toda vez que, referido ahora si al tema estrictamente económico, se manejan los dineros que son de todos y que provienen de hecho en gran parte, del propio bolsillo de la sociedad, vía impuestos, gravámenes y demás tributos. Quiero decirles, que tan grave es la corrupción en el sector público, como la que se da en el sector privado, e incluso, que el fenómeno ha desbordado tanto la capacidad de control, que ya hasta esa línea que identifica quien genera un mayor grado de corrupción, se convierte en una zona gris. No en vano, para el caso de Colombia, a pesar de la creación de una

¹Tasa Representativa del Mercado TRM U$1= $2.398 pesos colombianos al 16 de enero de 2015 ²Más información al respecto en http://www.finanzaspersonales.com.co/trabajo-y-educacion/articulo/las-diferencias-entre-empleado-publico-privado/51323

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

Fonte: Transparência por Colômbia (2013). Pesquisa de corrupção. Disponível em http:// issuu.com/transparenciaporcolombia/docs/informe-barometro-global-corrupcion.

corrupção, imediatamente o imaginário coletivo se move para o setor público. Não pode haver erro maior do que este, porque a corrupção enquanto interesse da sociedade ocorre tanto no setor público como no setor privado. Qual é o pior? Vocês dirão a do público, toda vez que no instante se refere ao problema estritamente econômico, quando manuseiam dinheiros que são de todos e que vem de fato, em grande parte, do próprio bolso da sociedade por meio de impostos, taxas e demais tributos. Quero dizer-lhes que tão grave é a corrupção no setor público, quanto a que ocorre no setor privado, e inclusive que o fenômeno já ultrapassou a capacidade de controle, que já esta linha que identifica quem gera maior

¹Taxa representativa do mercado TRM U$1= $2.398 pesos colombianos em16 de janeiro de 2015 ²Informações adicionais em: http://www.finanzaspersonales.com.co/trabajo-y-educacion/articulo/las-diferencias-entre-empleado-publico-privado/51323


institucionalidad para prevenir la lucha contra este flagelo, ni más ni menos que una Consejería Presidencial, la expedición de la Ley 1712 de 2014 que promueve la transparencia y otras herramientas jurídicas dadas bajo ese propósito, muestran que son esfuerzos insuficientes. Las diferentes encuestas realizadas para medir la percepción ciudadana sobre el particular, nos muestran resultados como siguientes, para nada alentadores: Se refleja en estos datos el alto nivel de conciencia ciudadana sobre la gravedad de este problema, que más allá que sean cifras por ahora no comparables con investigaciones o fallos contra este delito, si denotan la vulnerabilidad que representa para el sistema en términos de ilegitimidad. En cada uno de sus países con seguridad se tendrán datos estadísticos que reflejan el impacto mayor o menor, de cómo esta nefasta práctica se ha vuelto algo ya “normal” y la manera como ella influye en la legitimidad de las instituciones y por tanto sus sistemas de gobierno. Pero y entonces ¿porque el problema de la corrupción es tan relevante en el sector público y que acciones nos quedan como ciudadanos adoptar? En cuanto a lo primero, el servicio público, al menos en Colombia, tiene mucho de vocación. La remuneración salarial del sector en general, está muy por debajo de los ingresos que se perciben en el sector privado. En el sector privado, según la 38 investigación de salarios de la Federación Colombiana de Gestión Humana - ACRIP Nacional, un ejecutivo en Colombia recibe mensualmente entre 51 y 98 salarios mínimos, lo que equivale a una cifra que oscila entre $33.660.000 y $64.680.000; por su parte, un gerente devenga entre 35 y 77 salarios mínimos, es decir, alrededor de $23.100.000 y $50.820.000 millones de pesos, lo que puede representar al menos 3 e incluso hasta 11 veces el salario de un directivo del sector público que oscila entre los $3.800.000 y $10.132.000 pesos mensuales . No quiero decir con esto ni mucho menos, justificar el “cuadre” del salario a través de coimas o sobornos. A muchos, podría decir que la mayoría, de quienes hemos laborado en el sector público y lo puedo decir con la frente en alto, nos mueven motivaciones de verdadero servicio a la sociedad y de aportar en la construcción de mejores sistemas, mejores instituciones y por tanto, mayor bienestar para la sociedad en general; pero claro, y no podemos pecar de ingenuos, para saber también que en las estructuras organizacionales oficiales, algunas veces paquidérmicas, existen algunos grupos en posiciones estratégicas, que superponen sus intereses personales sobre los colectivos y son quienes fomentan la corrupción en el sector. De otra parte, las debilidades del sistema democrático que para nuestro caso se tienen unas estructuras de partidos políticos obsoletos, poco democráticos y atados a Pero y entonces ¿porque el familias “tradicionales”, problema de la corrupción aunado a una gran falta es tan relevante en el sector de cultura política de la público y que acciones nos sociedad, permean el quedan como ciudadanos sistema para que no se adoptar? ejerzan altísimas responsabilidades ciudadanas de control a la gestión y la participación activa en los procesos de rendición

corrupção, tornou-se uma área cinzenta. Não em vão, no caso da Colômbia, apesar da criação de instituições para prevenir a luta contra este flagelo, nem mais nem menos que um Conselho Presidencial – com a sanção da Lei 1.712 de 2014, que promove a transparência e outras ferramentas jurídicas, dados sob o efeito mostram que os esforços foram insuficientes. As diversas pesquisas realizadas para medir a percepção do público sobre o particular nos mostram os resultados a seguir, não muito animadores: Estes dados refletem o elevado nível de consciência cidadã sobre a gravidade deste problema, que além de cifras não são por hora comparáveis com a investigação de fatos contra este delito, porém denotam a vulnerabilidade que representam para o sistema em termos de ilegitimidade. Em cada um dos seus países com certeza terão dados estatísticos que reflitam impacto maior ou menor sobre como esta nefasta prática se tornou algo já “normal” e a maneira como ela influencia a legitimidade das instituições, portanto seus sistemas de governo. Então por que o problema da corrupção é tão relevante no setor público? Quais ações cabem a nós cidadãos adotarmos? Relativamente à primeira, o serviço público, pelo menos na Colômbia, tem muito de vocação. A remuneração salarial do setor em geral, está muito por baixo dos ingressos que se percebem no setor privado. No setor privado, segundo a pesquisa nacional de salários 38 realizada pela Federação Colombiana de Gestão Humana – ACRIP Nacional, um executivo na Colômbia recebe mensalmente entre 51 e 98 salários mínimos, o que equivale uma cifra que oscila entre $33.660.000 e $64.680.000; por outro lado, um gerente recebe por seu trabalho entre 35 e 77 salários mínimos, ou seja, em torno de $23.100.000 a $50.820.000 milhões de pesos, o que pode representar ao menos 3 ou mesmo até 11 vezes o salário de um gestor do setor público que varia entre os $3.800.000 a $10.132.000 pesos mensais . Não quero dizer e nem muito menos justificar o “quadro” de salários através de subornos ou propinas. Para muitos, poderia dizer que a maioria, daqueles que trabalharam no setor público e, posso dizer com a minha cabeça erguida, o que nos movem é o verdadeiro serviço para a sociedade e para a construção de melhores sistemas, melhores instituições, portanto, mais bem-estar para a sociedade em geral; mas é claro que não podemos ser ingênuos, pois sabemos também que nas estruturas organizacionais oficiais, algumas vezes paquidérmicas, existem alguns grupos em posições estratégicas, que sobrepõem seus interesses pessoais sobre os coletivos e são os que fomentam a corrupção no setor. Além disso, os pontos fracos do sistema democrático que no nosso caso tem estruturas de partiEntão por que o dos políticos obsoletos, pouco problema da democráticos e amarrados às corrupção é tão famílias “tradicionais”, juntarelevante mente com a falta de cultura política na sociedade, perno setor público? meiam o sistema de modo que Quais ações não sejam exercidas as altíssicabem a nós cidadãos mas responsabilidades cidadãs adotarmos? de controle de gestão e de par-


de cuentas. Acá no valen leyes, decretos o normativas, es un tema de interiorización, responsabilidad y compromiso en el ejercicio de nuestros deberes políticos. Los grandes movimientos de “masas electorales”, discursos, promesas y programas de gobierno, solo se ven en esas etapas donde se supone deben darse a conocer quienes aspiran a cargos dirigentes y en las que se supone los ciudadanos deben informarse debidamente para tomar la mejor decisión. Curiosamente esas mismas masas, desaparecen apenas se terminan las elecciones y también curiosamente, quienes llegan a esas altas dignidades se olvidan de esas masas que los eligieron. Allí es donde Nuestros derechos van muempatamos con el pachos más allá y se extienden pel que nos queda a los ciudadanos frente a la a que podemos y debemos corrupción: Entender de exigir cuentas. una vez por todas, que VOTAR no es solo un ejercicio de un derecho político. Nuestros derechos van muchos más allá y se extienden a que podemos y debemos exigir cuentas. Que aunque en algún momento de nuestras vidas no confiemos en ellos, existen mecanismos de participación de los que debemos apropiarnos y ejercerlos. Ustedes dirán, eso ya está más que diagnosticado. ¿Y entonces como se hace? Despertando los más profundos valores de solidaridad, comunidad, hermandad; entender que el famoso dicho que “una sola golondrina no hace verano” tiene su excepción y que como una sociedad organizada y unida, se puede tener un papel más valioso y permanente en el tiempo que podría incluso controlar en algo, ese nefasto problema de la corrupción, que ya quisiéramos que se erradicara… ¿pero y…. cómo? Sencillo, EDUCACION. Educación desde el seno de los hogares, en los barrios, en las escuelas, en las comunas, de lo más pequeño a lo más grande. Se dan cuenta que por más grande que sea el problema, ¿si tenemos mucho por hacer?

ticipação ativa nos processos de prestação de contas. Aqui não valem as leis, decretos ou regulamentos, é uma questão de internalização, responsabilidade e compromisso no exercício de nossos deveres políticos. Os grandes movimentos de “massa eleitorais”, discursos, promessas e programas de governo, só são vistos nesses estágios nos quais se supõem que devem ser conhecidos quais são os aspirantes a cargos de liderança e também se supõe que os cidadãos devem se informar devidamente para tomar a melhor decisão. Curiosamente essas mesmas massas desaparecem assim que se terminam as eleições e, também curiosamente, aqueles que chegam essas altas dignidades se esquecem dessas massas que os elegeram. É aí onde nos igualamos com o papel que nos cabe enquanto cidadãos frente à corrupção: entender de uma vez por todas que VOTAR não é apenas o exercício de um direito político. Nossos direitos vão mais além e, se estendem ao que podemos e Nossos direitos vão mais devemos exigir a prestação de além e, se estendem ao contas. Mesmo que em algum momento de nossas vidas não que podemos e devemos confiemos nestes direitos, exisexigir a prestação de tem mecanismos de participacontas. ção que devemos nos apropriar e exercê-los. Vocês podem dizer que isto está mais do que diagnosticado. Então, como se faz? Despertando os mais profundos valores de solidariedade, comunidade, fraternidade; compreendendo o famoso ditado que “uma andorinha só não faz verão” tem sua exceção e como uma sociedade organizada e unida, pode ter um papel mais importante e permanente a tempo em que se poderia até mesmo controlar, este nefasto problema da corrupção, o qual gostaríamos que já tivesse sido erradicado... mas como? Simples, EDUCAÇÃO. Educação desde o seio dos lares, nos bairros, nas escolas e nos municípios; desde os menores aos maiores. Vocês se dão conta que por maior que seja o problema, ainda sim temos muito por fazer?

³No olvidemos que no necesariamente hago referencia a recursos económicos. También es dado

³Devemos lembrar que não necessariamente faço referência a recursos econômicos. É também

que se favorezcan decisiones políticas hacia grupos o intereses de terceros que pueden ser cobrados en respaldos políticos futuros, por poner solo un ejemplo. Eso también es corrupción.

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porque as decisões políticas em grupos ou interesses de terceiros que podem ser cobrados favores políticos futuros, para dar apenas um exemplo. Isto é também a corrupção.


A

rtículos rtigos

Maestra en Comunicación Social, Post-Graduada

Mestra em Comunicação Social, Pós-Graduada em

en Marketing. Directora de Desarrollo de ZN Marketing.

Marketing. Diretora de Desenvolvimento da ZN Marketing.

Trabaja hace 25 años como Consultora en Marketing Políti-

Atua há 25 anos como Consultora em Marketing Politico

co Gubernamental y Electoral. Secretaria de Comunicación

Governamental e Eleitoral. Secretária de Comunicação da

de la Unión Latinoamericana de Mujeres – Sección Brasil/

União Latino-Americana de Mulheres – Secção Brasil/MS,

MS, actualmente Directora Regional de la ABCOP/MS.

atualmente é Diretora Regional da ABCOP/MS.

Monica Nabhan de Barros mjneves@sapo.pt

LOS TRES EJES ESTRUCTURALES DE LA CORRUPCIÓN

E

ntre los diferentes significados de la palabra corrupción tenemos deterioración, actuar para beneficio e interés propio o de otros, sobornar a personas interesadas en sí u otros. ¿Quién en nuestro país no conoce a alguien que haya intentado alguna vez evitar el mal rato de una multa por una violación de tránsito, que ya retuvo impuestos, compró imitaciones de marcas reconocidas, que también ha firmado la lista de asistencia por un colega en el trabajo o en la escuela o incluso haber practicado tantas otras acciones “pequeñas” en beneficio de su propio interés o el de los demás? Sin embargo, en Brasil en los últimos años, hay una tendencia de asociar el término corrupción sólo a la clase política. Para entender esto, es necesario analizar la sociedad brasileña desde sus tres ejes que están interrelacionados: el cultural, el económico y el político. Obras clásicas, que estudiaron profundamente la formación cultural del pueblo brasileño, nos auxilian con cortes ocasionales para basar una secuencia lógica.

OS TRÊS EIXOS ESTRUTURANTES DA CORRUPÇÃO

D

entre os vários significados da palavra corrupção temos deterioração, agir em interesse próprio e de outrem, subornar pessoas em causa própria ou alheia. Quem no nosso país não conhece alguém que já tentou se desvencilhar da penalidade de uma infração de trânsito, que já sonegou impostos, que já comprou produtos “importados” em camelôs, que já assinou lista de presença por um colega no trabalho ou na escola ou praticou tantas outras “pequenas” ações em interesse próprio ou de outrem? Entretanto no Brasil, nos últimos anos, percebemos que existe uma tendência explícita, sem ambiguidade, de associar o termo somente à classe política. Para entendermos esse fato, é preciso analisar a sociedade brasileira sobre seus três eixos que se inter-relacionam: o cultural, o econômico e o político.


El antropólogo Darcy Ribeiro en su artículo “El Pueblo Brasileño”, concluye que todos somos descendientes de indios, esclavos y dueños de esclavos, y nosotros tenemos como cicatriz la dulzura más tierna y la crueldad más atroz. En “Raíces de Brasil”, Sergio Buarque de Holanda analiza el servilismo en los feudos rurales inicialmente en las granjas de molinos y más tarde en las de café, a la clase política rural, mientras que Paulo Freire en “Pedagogía del Oprimido” profundiza el tema de opresores y oprimidos y afirma que enseñar a no pensar es una estrategia, de los que tienen el poder, para mantener a los oprimidos siempre frágiles y dependientes de los opresores para su supervivencia. Durante siglos, las formas de presión para el sometimiento de la colectividad, fueran restringidas sólo a los contactos sociales. A partir del siglo XIX, la tecnología ha proporcionado que los medios de comunicación pudiesen ejercer un poder con la cultura de masas subordinado a los intereses económicos, como ha teorizado el célebre Noam Chomsky. Sergio Caparelli afirma en “Comunicación de Masas sin masa”, que en Brasil la radio actuó como mediador de los discursos de las clases hegemónicas de mantener un modelo que la favorece, a expensas de otros estratos de la sociedad. Sergio Caparelli afirma en “Comunicación de Masas sin masa”, que en Brasil la radio actuó como mediador de los discursos Enseñar a no pensar es de las clases hegemónicas una estrategia, de los que para la manutención de tienen el poder, para un modelo que la favoremantener a los oprimidos cía, a expensas de otros siempre frágiles y estratos de la sociedad. dependientes de los Ya Pedrinho Guareschi en opresores para su “Comunicación y poder: supervivencia. la presencia y el papel de los medios de comunicación extranjeros en América Latina”, nos lleva que poco después del golpe militar, la instalación en 1965 de la Rede Globo pasa a servir como canal de entrada para el capital extranjero en el país, como había ocurrido en otros países de América Latina, y con la participación activa en el debilitamiento de la opinión pública para el mantenimiento del régimen dictatorial. Caparelli en el mismo libro mencionado anteriormente, correlaciona fuertemente los vínculos políticos con los medios privados a través de concesiones de radio y televisión no sólo en el régimen dictatorial sino también durante la administración del presidente José Sarney (1985-1990), trabajando como cambio de divisas para el apoyo político de la aprobación del mandato de cinco años para presidente. Observamos, sin embargo, que en los últimos cincuenta años, los medios de comunicación privados y el poder, mantienen una estrecha relación de interés. En mayo de 2014, la revista Exame publicó una lista de Forbes de las quince familias más adineradas de Brasil, en donde se nombraron la familia Marinho (el fundador de la Rede Globo) que ocupa el primer lugar con un valor neto estimado de 28,9 billones de dólares por delante de banqueros como Safra, Moreira Salles, Villela, Aguiar y constructores como Camargo y Odebrecht, entre otros. La familia Civita, también de los medios de comunicación, cuenta con

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Obras clássicas, que estudaram profundamente a formação cultural do povo brasileiro, nos subsidiam com recortes pontuais para fundamentar um encadeamento lógico. O antropólogo Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, conclui que todos nós somos descendentes de índios, escravos e senhores de escravos, e temos como cicatriz a doçura mais terna e a crueldade mais atroz. Em “Raízes do Brasil”, Sergio Buarque de Holanda analisa a subserviência, nos feudos rurais inicialmente nas fazendas engenho e posteriormente nas de café, à classe politica rural, enquanto Paulo Freire em “Pedagogia do Oprimido” aprofunda o tema sobre opressores e oprimidos e afirma que o ensinar a não pensar é uma estratégia, dos que possuem o poder, para manter os oprimidos sempre fragilizados e dependentes dos opressores para sua sobrevivência. Durante séculos os meios de pressão para a subserviência da coletividade, se restringiam apenas aos contatos sociais. A partir do século XIX a tecnologia propiciou que os meios de comunicação passassem a exercer esse poder com a cultura de massa Ensinar a não pensar é servindo a interesses econômiuma estratégia, dos que cos, como teorizou o célebre possuem o poder, para Noam Chomski. manter os oprimidos Sérgio Caparelli afirma em “Comunicação de Massa sempre fragilizados e sem Massa”, que no Brasil o dependentes dos rádio agiu como um mediador opressores para sua dos discursos das classes hegesobrevivência. mônicas para a manutenção de um modelo que a favorecia, em detrimento dos demais estratos da sociedade. Já Pedrinho Guareschi em “Comunicação e Poder: a presença e o papel dos meios de comunicação de massa estrangeiros na América Latina”, reporta-nos que logo após o golpe militar, a instalação em 1965 da Rede Globo passa a servir de canal de entrada do capital estrangeiro no país, como já acontecera nos outros países da América Latina, e com participação ativa no enfraquecimento da opinião publica para a manutenção do regime ditatorial. Caparelli, no mesmo livro acima citado, correlaciona fortemente os vínculos políticos com os meios de comunicação privados através das concessões de emissoras de rádio e televisão não só no regime ditatorial com também durante o governo do presidente José Sarney (1985-1990), funcionando como moeda de troca para políticos apoiarem a aprovação do mandato de cinco anos para presidente. Observamos, portanto que principalmente nos últimos cinquenta anos, os meios de comunicação privados e o poder, mantem uma relação estreita de interesses. Em maio de 2014, a revista Exame divulgou a lista da Forbes das quinze famílias mais ricas do Brasil, onde a família Marinho, do fundador da Rede Globo, se posiciona em primeiro lugar com um patrimônio estimado em 28,9 bilhões de dólares ultrapassando a de banqueiros como os Safra, Moreira Salles, Villela, Aguiar e de construtores como Camargo e Odebrecht entre outras. A família Civita, também do setor de mídia, possui um patrimônio de 3,3 bilhões de dólares, possuindo mais que a família Setúbal, de banqueiros,


un patrimonio de 3,3 billones de dólares, más que la familia Setubal, de banqueros, y otros tres que operan en la industria del gas y productos petroquímicos. En las elecciones del año pasado compitieron candidatos accionistas de 32 empresas de televisión, 141 estaciones de radio y 16 periódicos impresos. El candidato que se postuló para la presidencia Aécio Neves es accionista de un grupo que opera 10 estaciones de televisión, 12 estaciones de radio y 11 periódicos del país. No tenemos datos - y no nos cabe a nosotros aquí analizar la construcción de estas fortunas en un espacio de tiempo tan corto -, lo que nos mueve es despertar la reflexión sobre cómo los grupos empresariales de medios han actuado en la formación cultural de la sociedad; si, como pensaba Paulo Freire, el enseñar a no pensar ocurre no apenas en las escuelas, sino también a través de herramientas de comunicación, traduciendo este enseñar a no pensar como la poca oferta de productos adecuados para la formación ética, cultural e informativa, lo que genera por consecuencia, la alienación, la mala formación del pensamiento crítico y la apatía por los valores morales. Mediante el análisis de los productos culturales de las cadenas de televisión abierta más grandes del país y su innegable poder de formación de la opinión pública y de la transmisión de los valores éticos, constatamos que ellas tienen su mayor parte destinada a las telenovelas, fútbol y programas de entretenimiento. ¿Qué podemos concluir sobre el contenido de los noticiarios? ¿Cómo y quién decide las prioridades, en los 30 minutos de duración de sus telenoticias, las noticias más importantes del mundo que deberán ser significativas para la sociedad? Lo que observamos son destaques a los casos de violencia, accidentes, corrupción, noticias de celebridades y otra influencia económica. ¿Qué valores se transmiten en las novelas y miniseries? Sensualidad exacerbada, sexo en demasía, golpes financieros, falta de escrúpulos y de nuevo la violencia. ¿Y los programa de entretenimiento? Rifas, concursos, shows musicales de mala calidad. Un paréntesis aquí. ¿Quiénes son los responsables de hacer los cantantes de canciones culturalmente cuestionables en celebridades instantáneas? ¿Podría ser que el pueblo

e de três outras que atuam no setor de gás e produtos petroquímicos. Nas eleições do ano passado concorriam candidatos acionistas de 32 empresas de televisão, 141 rádios e 16 jornais impressos. O candidato que concorreu à presidência Aécio Neves é acionista de um grupo que opera 10 emissoras de TV, 12 rádios e 11 jornais no país. Não temos dados - e não nos cabe aqui analisar construção dessas fortunas em tão curto espaço de tempo -, o que nos move é despertar a reflexão sobre como os grupos empresariais de mídia tem agindo na formação cultural da sociedade; se, como pensava Paulo Freire, o ensinar a não pensar acontece não apenas nas escolas, mas também através dos instrumentos midiáticos, traduzindo esse ensinar a não pensar como a baixa oferta de produtos adequados para formação ética, cultural e informativa, o que gera por consequência, a alienação, a não formação de senso crítico e a apatia por valores morais. Ao analisar os produtos culturais dos maiores canais de televisão aberta do país e de seu inegável poder de formação de opinião e transmissão de valores éticos, constatamos que eles têm sua maior parte destinada às novelas, futebol e programas de entretenimento. O que podemos concluir sobre o conteúdo dos programas jornalísticos? Como e quem escolhe as prioridades, nos 30 minutos de duração dos seus jornais eletrônicos, as notícias mais importantes do mundo que deverão ser significativas para a sociedade? O que observamos são destaques aos casos de violência, acidentes, corrupção, notícias sobre celebridades e um outro destaque econômico. Que valores são transmitidos nas novelas e minisséries? Sensualidade exacerbada, sexo em demasia, golpes financeiros, falta de escrúpulos e de novo, violência. E os programas de entretenimento? Sorteios, gincanas, shows musicais de péssima qualidade e aqui cabe um parêntese, quem sãos os responsáveis por tornar cantores, de músicas culturalmente questionáveis, em celebridades instantâneas? Será mesmo que o povo brasileiro consome esses gêneros musicais vazios porque gostam ou porque não tem a oportunidade de acesso a outros de melhor qualidade para apurar


brasileño acepte estos géneros musicales vacíos porque les gusta o no tienen la oportunidad de acceder a otros de mejor calidad para mejorar sus criterios? El enfoque más grande está siendo dado a la televisión, pues debido a lo bajo poder adquisitivo de la mayoría de la población es la más consumida. Pero las revistas y los periódicos más importantes del país también actúan así, con muy pocas excepciones. Además, un medio de comunicación ejerce influencia en los demás. Y ahora con la llegada de las redes sociales, todo llega instantáneamente. Y por hablar en redes sociales, en donde debería haber un capítulo aparte, vamos a tocar sólo en el hecho de que han transformado todos los brasileños en narcisistas, fotógrafos de sí mismos, intolerantes a los textos con más de un párrafo y replicadores de dibujos acerca de sus mancilles. Y esta debilidad cultural fue explorada con sabiduría por los “marquetineros” en la última elección realizada en el país. No sería exagerado decir que fue la elección del Whatsapp y del Facebook, donde los posts rabiosos y calumniadores, en su mayoría, contaminaron y forjaron la opinión pública. Esta es la actual e peligrosa innovación tecnológica para la manipulación de la masa. Esto es porque la gente recibe mensajes de sus amigos, lo que en teoría sería confiable, pero ellas tienen su autoría clandestina. Desafortunadamente la corrupción es parte estructural de nuestra sociedad y de nuestros gobiernos. Y los políticos son un estrato de esta sociedad, elegidos legítimamente por ella, con el apoyo financiero de los grupos de interés e incluso criminales, en algunas ocasiones disfrazados hasta mismo como religiosos. Si la sociedad es corrupta, los políticos, por consecuencia, también lo serán. Esto no es una defensa, es una constatación. La corrupción en Brasil es histórica y cultural y sólo se minimizará con grandes inversiones en educación, con igualdad de oportunidades para que todos puedan salir de la marginalidad, con una prensa regulada, con mayores controles sobre la administración pública y severos castigos por las malas conductas. Conocedor del clamor social para cambio, en los últimos años, el gobierno federal ha dado plena autonomía a la policía federal para actuar libremente y esforzarse para desvelar y desmantelar esquemas corruptos existentes desde hace décadas. Respeta la autonomía de los poderes y también adoptó como la bandera principal de la actual administración, la educación. Promete invertir también en la expansión del acceso a Internet y en una decisión polémica, pero necesaria, que es el marco regulador de las comunicaciones. En él, el objetivo es la regulación económica y la democratización de los medios de comunicación para evitar los monopolios y oligopolios, ya que la concentración del poder económico rara vez conduce a relaciones democráticas. Sigue el ejemplo de nuestro país vecino, donde la presidenta Cristina Kirchner, ganó la batalla legal contra el oligopolio del grupo de multimedia Clarín. En Brasil, seis familias son responsables por el 70% del control de la prensa, lo que es temeroso, y mientras no se restrinja el contenido, la democratización permitirá nuevos titulares de concesiones en donde pueden ofrecer los productos más adecuados para una formación cultural estructurante. Difícilmente esta medida será aprobada por el Congreso, pero seguramente esta intención explica por qué la actual presidente, su gobierno y su partido son masacrados a diario en los medios de comunicación nacionales.

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seus critérios? O enfoque maior está sendo dado aqui para o meio televisivo, pois devido ao baixo poder aquisitivo da maioria da população é o mais consumido. Mas as revistas e jornais de maior circulação do país também agem assim, com raríssimas exceções. Além do que, um veículo pauta o outro. E agora com o advento maciço das redes sociais, isso ocorre instantaneamente. E por falar nelas, onde caberia um capítulo à parte, vamos registrar apenas o fato de terem tornado todos os brasileiros narcisistas, fotógrafos de si mesmo, intolerantes à leitura de textos com mais de um parágrafo e replicadores de charges sobre suas mazelas. E essa fragilidade cultural foi explorada com sabedoria pelos “marqueteiros” nas última eleição realizada no país. Não seria exagero dizer que foi a eleição do Whatsapp e do Facebook, onde posts raivosos e caluniadores, em sua maioria, contaminaram e formaram a opinião pública. Essa é atual e perigosa inovação tecnológica para a manipulação da massa. Isto porque, as pessoas recebem mensagens de seu meio de relacionamento, o que em tese seria confiável, porém elas têm sua autoria clandestina. Infelizmente a corrupção é parte estrutural da nossa sociedade e dos nossos governos. E os políticos são um estrato dessa sociedade, eleitos legitimamente por ela, com o apoio financeiro de grupos de interesses e até criminosos, em algumas vezes travestidos até de religiosos. Se a sociedade é corrupta os políticos, por consequência, também serão. Isto não é uma defesa, é uma constatação. A corrupção no Brasil é histórica e cultural e só será minimizada com grandes investimentos em educação, com oportunidades igualitárias para que todos possam sair da marginalidade, com uma imprensa regulamentada, com maiores controles sobre a máquina pública e com severas punições por desvios de conduta. Sabedor do clamor social por mudanças, nos últimos anos, o governo federal tem dado total autonomia para que a polícia federal possa agir livremente e empenhar-se em desvelar esquemas corruptos existentes há décadas. Respeita a autonomia dos poderes e adotou também como principal bandeira da atual gestão, a educação. Promete investir também na ampliação do acesso à internet e numa medida polêmica, mas necessária, que é o marco regulatório das comunicações. Nele, o que se pretende é a regulação econômica e a democratização da mídia para evitar monopólios e oligopólios, visto que a concentração do poder econômico raramente leva a relações democráticas. Segue o exemplo do nosso país vizinho, onde a presidente Cristina Kirschner, venceu a batalha judicial contra o oligopólio do grupo multimídia Clarim. No Brasil, seis famílias são responsáveis por 70% do controle da imprensa o que é temeroso, e embora não se pretenda restringir conteúdos, a democratização vai permitir que novos detentores de concessões possam oferecer produtos mais apropriados para uma formação cultural estruturante. Dificilmente essa medida será aprovada pelo congresso, mas com certeza essa intenção explica porque a atual presidenta, seu governo e seu partido são massacrados diariamente nos meios de comunicação nacionais.


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rtículos rtigos

Portuguesa, licenciada y cursando maestría en Ciencia Po-

lítica en la Universidad de Lisboa y finalista de Derecho en

Portuguesa, licenciada e mestranda em Ciência Po-

lítica pela Universidade de Lisboa e finalista de Direito da

la Universidad de Coímbra, además de post-graduada en

Universidade de Coimbra, para além de pós-graduada em Es-

Estudios Europeos por la misma Universidad. Entre sus áre-

tudos Europeus pela mesma Universidade. Entre suas áreas de

as de interés están la Comunicación y el Marketing Político.

interesse estão a Comunicação e o Marketing Político.

Lorena Arraiz Rodríguez @Larraizr

“CORRUPCIÓN EMOCIONAL”: LA CRISIS DE LA IMAGEN POLÍTICA DEL CHAVISMO La crisis se produce cuando lo viejo no acaba de morir y cuando lo nuevo no acaba de nacer Bertolt Brecht

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inco de marzo de 2013, Caracas: Hugo Rafael Chávez El cinco de marzo Frías ha muerto. El Preside 2013 hubo dolor dente venezolano tres veces honesto de quienes reelecto; el líder carismático que logró volvieron a creer, movilizar a los más apáticos; el que ingracias a él. cluyó a los excluidos; el que habló de amor y redención hasta sembrar la fe en su gente; el que once años antes, con aquel “por ahora” había dejado clara su meta: la conquista del poder, el poder político, económico, social y, sobre todo, emocional; el que cambió la manera de hablar y pensar de los venezolanos; el comunicador por excelencia; el dueño, amo y señor de los nuevos conceptos políticos, sociales y económicos que los venezolanos desconocíamos y que pasaron a ser parte del día a día; el mesías. El cinco de marzo de 2013 hubo llanto y desesperanza. El cinco de marzo de 2013, comenzaba una nueva etapa para el chavismo. Lo que no estaba muy claro es si esa etapa sería en ascenso o

Hugo Chávez en entrevista en 1992

CORRUPÇÃO: O FENÓMENO DA CORRUPÇÃO NUMA ABORDAGEM POLÍTICOCOMUNICACIONAL A crise se produz quando o velho não acaba de morrer e quando o novo não acaba de nascer Bertolt Brecht

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inco de março de 2013, Caracas: Hugo Rafael Chávez No dia cinco de Frías há muerto. O Presidenmarço de 2013 houve te venezuelano três vezes dor verdadeira reeleito; o líder carismático que condaqueles que seguiu mobilizar aos mais apáticos; o voltaram a acreditar, que incluiu aos excluídos; o que falou graças a ele. de amor e redenção até semear a fé em sua gente; o que onze anos antes, com aquele “por agora” havia deixado clara a sua meta: a conquista do poder, o poder político, econômico, social e, sobre tudo, emocional; o que mudou a maneira de falar e pensar dos venezuelanos; o comunicador por excelência; o dono, amo e senhor dos novos conceitos políticos, sociais e econômicos que os venezuelanos desconhecíamos e que passaram a ser parte do dia-a-dia; o messias. No dia cinco de março de 2013 houve choro e desesperança. No dia cinco de março de 2013, começava uma nova etapa para o chavismo. O que não estava claro era se essa etapa seria em ascensão ou declínio. Hoje, dois anos mais tarde, parece que O Hugo Chávez em Gigante segue intacto na memória dos seus seguidoentrevista em 1992


en descenso. Hoy, dos años más tarde, pareciera que El Gigante sigue intacto en la memoria de sus seguidores, pero la imagen del proyecto político que instauró en Venezuela, está en franca decadencia. La imagen del chavismo comenzó a formarse aquel 4 de febrero de 1992, cuando el entonces Teniente Coronel de la Guardia Nacional, Hugo Chávez, fue capturado por haber impulsado un golpe de estado contra el entonces La elección presidente Carlos Andrés Pérez. Eso democrática de era Chávez hasta esa tarde de princiun militar golpista pios de los años 90: un militar rebelde como presidente no que quiso tomar el poder por la fuerza, fue casualidad. no pudo hacerlo y tuvo la ¿suerte? de tener unas cámaras al frente para enviar un mensaje a sus soldados, pero sobre todo, a Venezuela entera: “Compañeros, lamentablemente, por ahora, los objetivos que nos planteamos no fueron logrados en la ciudad capital. Nosotros acá en Caracas, no logramos controlar el poder. Ustedes lo hicieron muy bien por allá, pero ya es tiempo de reflexionar y vendrán nuevas situaciones y el país tiene que enrumbarse definitivamente hacia un destino mejor (...)”. Y así comenzó la siembra de un movimiento revolucionario, seis años antes de presentarse a las elecciones que ganó con el 56,2% (el segundo porcentaje más alto en cuatro décadas). fue producto del descontento social, de la desafección política del venezolano dados los rumores y hechos de corrupción en los que habían estado inmiscuidos los recientes inquilinos de Miraflores, en definitiva, de la necesidad que tenía la gente de volver a creer en un gobernante capaz de hablarle de cerca, de tomarla en cuenta. Y lo más parecido a eso, fue un militar con boina roja que hizo una promesa, como todas las políticas, pero formulada distinto. Comenzaba ya a calar el discurso del comandante. El juego de palabras para engatusar, para convencer, para persuadir, para enamorar, para lograr lo que quiere, parecían estar causando efecto. La gente creía en él. Al menos más de la mitad de los venezolanos. Pero esa cantidad fue aumentando a medida que el discurso se fue haciendo más y más profundo, a medida que Chávez dejaba de ser un político más, un presidente más, para convertirse en el amigo, el salvador, el que “sí nos entiende”, el que “sí nos hace participar”, el que por primera vez “nos toma en cuenta”. Y fue así como “lo extraordinario se volvió cotidiano”, tal como rezaba el slogan de su campaña para la reelección en 2006. El alto porcentaje de venezolanos que viven en condiciones de pobreza extrema no disminuyó, ni tuvo mejor calidad de vida, ni más Chávez en capilla ardiente oportunidades, pero tuvo algo “mejor”

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res, mas a imagem do projeto político que instaurou na Venezuela, está em franca decadência. A imagem do chavismo começou a se formar aquele dia 04 de fevereiro de 1992, quando o então Tenente Coronel da Guarda Nacional, Hugo Chávez, foi capturado por ter impulsionado um golpe de estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez. Isso era Chávez até essa tarde de princípio dos anos 90: um militar rebelde que quis tomar o poder pela força, A eleição não conseguiu e teve a sorte(?) de esdemocrática tar diante algumas câmeras para enviar de um militar uma mensagem a seus soldados, mas golpista como sobre tudo, à Venezuela inteira: “Compresidente não foi panheiros, lamentavelmente, por agora, casualidade, foi os objetivos que planejamos não foram produto do realizados na cidade capital. Nós aqui descontentamento em Caracas, não conseguimos controsocial. lar o poder. Vocês o fizeram muito bem por lá, mas já é tempo de refletir e virão novas situações e o país tem que direcionar-se definitivamente a um destino melhor(...)”. E assim começou a semente de um movimento revolucionário, seis anos antes de apresentar-se às eleições que ganhou com 56,2% dos votos (a segunda porcentagem mais alta em quatro décadas). da aversão à política do venezuelano dado os rumores e fatos de corrupção em que haviam estado envolvidos os recentes “inquilinos” do palácio de Miraflores, em última análise, da necessidade que as pessoas tinham de voltar a acreditar em um governante que fosse capaz de falar-lhes de perto, de tê-las em conta. E o mais parecido a isso, foi um militar com boina vermelha que fez uma promessa, como todos os políticos, mas formulada de forma diferente. Começava já a penetrar o discurso do comandante. O jogo de palavras para fisgar, para convencer, para persuadir, para apaixonar, para se conseguir o que quer, parecia estar causando efeito. A gente acreditava nele. Ao menos mais da metade dos venezuelanos. Mas essa quantidade foi aumentando à medida que o discurso se foi fazendo mais e mais profundo, à medida que Chávez deixava de ser mais um político, mais um presidente, para converter-se no amigo, no salvador, naquele que “sim, nos entende”, o que “sim, nos faz participar”, no que pela primeira vez “nos têm em conta”. E foi assim como “o extraordinário se tornou cotidiano”, tal como rezava o slogan de sua campanha para a reeleição em 2006. A alta porcentagem de venezuelanos que vivem em condições de pobreza extrema não diminuiu, nem teve melhor qualidade de vida, nem mais oportunidades, mas teve algo “melhor” (para a imagem do chavisChávez no velório de corpo presente mo, claro que está), que foi a percepção


(para la imagen del chavismo, claro está), que fue la percepción de oportunidades para todos, la percepción de un sentido de pertenencia, la percepción de estar persiguiendo ideales como la justicia social, el bien común, o la democracia participativa y protagónica. Su retórica histriónica, sin duda, fue parte importante de la construcción de su imagen. Una imagen política que fácilmente podía calar profundamente en quienes tuvieran carencias afectivas desde el punto de vista político y -¿por qué no?- personal. Hablamos ahora del resentimiento, ese que Chávez supo aprovechar para crear una clara división de la sociedad venezolana, polarizando las percepciones de su propia imagen para así evitar confrontaciones racionales, ya que cuando se está cegado por la obsesión de la polarización, no se piensa de manera coherente, sino que se reacciona emocionalmente y eso fue lo que más hizo Chávez, convertir a su pueblo (sus seguidores) en autómatas de su discurso, en creyentes fieles de su palabra, como si de una religión se tratara. Y esa imagen se fortaleció año tras año hasta el punto de las lágrimas sentidas de quienes se convocaron en la Academia Militar de Venezuela durante aquellos días de marzo en que sus “fieles seguidores” se preguntaban “¿Por qué te fuiste, Comandante?”. En definitiva, las dudas sobre su ideología, su proyecto de país, sus propuestas y la conducción que durante 15 años dio al rumbo de Venezuela son infinitas y dan para interminables análisis, pero lo que no está en duda es el manejo y la manipulación que diera Chávez a las emociones de los venezolanos que creyeron en él. Lo hicieron “Mesías” y él usó eso. Y lo El nuevo tren usó muy bien, hasta el punto de dejar ejecutivo, a partir un “sucesor”, como si el liderazgo, de aquel 5 de marzo el carisma y el mesianismo pudieran de 2013, comenzó a traspasarse como quien entrega una utilizar la imagen de banda presidencial... o la vida. Chávez como bastión, Y se le fue la vida. Y llegó pasado, presente y Nicolás Maduro, “El Elegido”, el futuro de Venezuela. sucesor, el hijo pródigo, el nuevo responsable de mantener el rumbo socialista, revolucionario y bolivariano de Venezuela. El “primer presidente chavista”, el “Presidente Obrero”. Y con él, llegó también la corrupción, esa misma que había llevado a Chávez al poder en 1998. Pero con una diferencia: Además de los escándalos de corrupción que dejaron los personeros de economía y finanzas del gabinete del ahora difunto Comandante, hay una corrupción incapaz de ser llevada a juicio -ni político, ni militar-, una corrupción que me he permitido llamar corrupción emocional y que está tumbando Peça Publicitária da campanha las bases del chavismo. de Maduro Como bien es conocido, el con-

de oportunidades para todos, a percepção de um sentido de pertencimento, a percepção de estar perseguindo ideais como a justiça social, o bem comum, ou a democracia participativa e protagonista. Sua retórica histriônica, sem dúvida, foi parte importante da construção de sua imagem. Uma imagem política que facilmente podia penetrar profundamente em quem tivesse carências afetivas do ponto de vista político e – porque não? – pessoal. Falamos agora do resentimento, esse que Chávez soube aproveitar para criar uma clara divisão de sociedade venezuelana, polarizando as percepções de sua própria imagem para assim evitar confrontações racionais, já que quando se está cegado pela obseção da polarização, não se pensa de maneira coerente, mas se reage emocionalmente e isso dói o que mais fez Chávez, converter o seu povo (seus seguidores) em máquinas do seu discurso, em crescentes fieis de sua palavra, como se de uma religião se tratasse. E essa imagem se fortaleceu ano após ano até o ponto das lágrimas sentidas daqueles que se apresentaram na Academia Militar da Venezuela durante aqueles dias de março em que seus “fieis seguidores” se perguntavam “Por que te foste, Comandante?”. Em suma, as dúvidas sobre sua ideologia, seu projeto de país, suas propostas e a condução que durante 15 anos deu o rumo da Venezuela são infinitas e dão margem para intermináveis análises, mas o que não entra em questão é a condução e manipulação que Chávez dera às emoções dos venezuelanos que acreditavam nele. O fizeram “messias” O novo trem executivo, e ele usou isso. E o usou a partir de 05 de março de muito bem, até o ponto de 2013, começou a utilizar a deixar um “sucessor” como imagem de Chávez si a liderança, o carisma e como bastão, passado, o messianismo pudessem presente e futuro da transpassar-se como quem Venezuela. entrega uma faixa presidencial... ou a vida. E se lhe foi a vida. E chegou Nicolás Maduro, “O Eleito”, o sucessor, o filho pródigo, o novo responsável de manter o rumo socialista, revolucionário e bolivariano da Venezuela. O “primeiro presidente chavista”, o “Presidente Operário”. E com ele, chegou também a corrupção, essa mesma que havia levado Chávez ao poder em 1998. Mas com uma diferença: além dos escândalos de corrupção que deixaram os assessores especiais de economia e finanças do gabinete do agora finado Comandante, há uma corrupção incapaz de ser levada a juízo – nem político, nem militar -, uma corrupção que me permiti chamar corrupção emocional e que está derrubando as bases do chavismo. Como bem é conhecido, o conceito de corrupção tem um referente Peça Publicitária da campanha negativo nas sociedades democráticas de Maduro e se relaciona diretamente com o uso


cepto de corrupción tiene un referente negativo en las sociedades democráticas y se relaciona directamente con el uso del poder para lograr fines personales, generalmente económicos o políticos, sobornando o extorsionando a las personas para lograr lo anhelado. En el concepto que aquí expongo, el elemento utilizado para ese soborno o extorsión, no es otra cosa que las emociones de los venezolanos que creyeron en Hugo Chávez con vehemencia y honestidad (por algunas de las razones que hemos explicado más arriba y sin entrar en otros asuntos relacionados con el trasfondo del proyecto político del fallecido presidente). había que usar hasta lo más profundo las emociones revueltas de los venezo-

El “poder” de ser “el elegido” fue utilizado para “extorsionar” a los fieles seguidores de aquel Teniente Coronel del ´92.

lanos comprometidos con el Comandante recién fallecido - y aún en capilla ardiente - para comenzar con los discursos que buscaban afianzar ese compromiso, asegurar el apoyo a lo que denominaron “El Legado” y, por supuesto, los votos para cumplir “la última voluntad” del Presidente Chávez, quien había manifestado el 8 de diciembre de 2012, en su última aparición en televisión, que era si algo le sucediera en medio del proceso médico al que sería nuevamente sometido, “mi opinión firme, plena, como la luna llena, irrevocable, absoluta, total, es que en un escenario que obligaría a convocar de nuevo a elecciones presidenciales, ustedes elijan a Nicolás Maduro como presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Yo se los pido desde mi corazón”. Y allí estaba entonces el lema de la campaña electoral exprés de abril de 2013: “Maduro, desde mi corazón”. ¿Quién -de sus seguidores fieles- podía negarse a las propias palabras de su Mesías? Nadie. Y así ocurrió una campaña de 11 días donde jamás se escuchó una propuesta del candidato chavista, pero sí se escuchó sin cesar la voz del difunto presidente llamando a elegir a Maduro, sí se vieron fotos conmovedoras de la última campaña de Chávez, historias del “héroe de Sabaneta” presentes en cada mitin y en cada cadena nacional de radio y televisión, que buscaban para Nicolás Maduro la misma fidelidad que para Hugo Chávez. que, aun llorando su partida, salieron a votarle a Maduro y no fue sino hasta un año después, en 2014, cuando comenzaron a verse las costuras del hijo pródigo, cuando ya el dolor de la partida se había apaciguado, cuando ya el duelo por el Comandante había cumplido su ciclo y solo quedaba el recuerdo en quienes siempre creyeron en él, que se dieron cuenta que sus emociones más vulnerables fueron utilizadas para un fin político burdo que está tumbando la Revolución de su Comandante por el suelo. Así, la corrupción emocional de los personeros del gobierno que utilizaron la sensibilidad del pueblo chavista para permanecer en el poder, deja en evidencia aquella frase del dramaturgo alemán Bertolt Brecht: “La crisis se produce cuando lo viejo no acaba de morir y cuando lo nuevo no acaba de nacer”.

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do poder para fins pessoais, geralmente econômicos ou políticos, subornando ou extorquindo às pessoas para conseguir o desejado. No conceito que aqui exponho, o elemento utilizado para esse suborno ou extorsão, não é outra coisa que as emoções dos venezuelanos que acreditaram em Hugo Chávez com veemência e honestidade (por algumas das razões que explicamos acima e sem entrar em outros assuntos relacionados com o projeto político do falecido presidente). havia que se usar o mais profundo das emoções reviradas dos venezuelanos comprometidos com o Comandante recém-falecido – e ainda sendo velado – para começar com os discursos que buscavam afiançar esse compromisso, assegurar o apoio ao que denominaram “O Legado” e, consequentemente, os votos para cumprir “a última vontade” do Presidente Chávez, que havia manifestado o dia 08 de dezembro de 2012, na última vez que apareceu na

O “poder” de ser “o eleito” foi utilizado para “extorquir” dos fieis seguidores daquele Tenente Coronel de 92.

televisão, que se algo lhe sucedera em meio ao processo médico ao que seria novamente submetido, “minha opinião firme, plena, como a lua cheia, irrevogável, absoluta, total, é que em um cenário que obrigaria a convocar novas eleições presidenciais, vocês elejam a Nicólas Maduro como presidente da República Bolivariana de Venezuela. Eu peço a vocês desde o meu coração”. E ali estava então o lema da campanha eleitoral “Express” de abril de 2013: “Maduro, desde o meu coração”. Quem - de seus seguidores fiéis - podia se negar às próprias palavras de seu Messias? Ninguém. E assim ocorreu uma campanha de 11 dias onde jamais se ouviu uma proposta do candidato chavista, mas sim, se escutou sem cessar a voz do falecido presidente chamando a eleger Maduro, sim, se viram fotos comovedoras da última campanha de Chávez, histórias do “herói de Sabaneta” presentes em cada comício e em cada cadeia nacional de rádio e televisão, que buscavam para Nicolás Maduro a mesma fidelidade que para Hugo Chávez. que, ainda chorando sua partida, saíram para votar em Maduro e não foi apenas até um ano depois, em 2014, quando começaram a se ver as costuras do filho pródigo, quando já a dor da partida havia apaziguado, quando já o luto pelo Comandante havia cumprido seu ciclo e ficavam apenas as lembranças naqueles que sempre acreditaram nele, que se deram conta que suas emoções mais vulneráveis foram utilizadas para um fim político torpe que está derrocando a Revolução de seu Comandante por terra. Assim, a corrupção emocional dos pessoalistas do governo que utilizaram a sensibilidade do povo chavista para permanecer no poder, deixa em evidência aquela frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht: “A crise acontece quando o velho não terminou de morrer e o novo ainda não acabou de nascer”.


O

pinión pinião

Posgrado en Competencias Profesionales para el Magisterio. Se

Pós-graduado em Competências Profissionais para

ha desarrollado en el ámbito académico y docente desde 1983;

o Magistério. Trabalha no âmbito acadêmico e docente desde

cuenta con la experiencia de 30 años en el sistema educativo

1983; conta com a experiência de 30 anos no sistema educa-

mexicano y actualmente se desempeña desarrollando planes y

cional mexicano e atualmente atua desenvolvendo planos e

programas de formación estudiantil y docente en la Secretaria

programas de formação estudantil e docente na Secretaria de

de Educación Pública del Estado de Guerrero.

Educação Pública do Estado de Guerrero.

José Castro

castrodelatorrejose@gmail.com

Analista del Ámbito Municipal, con experiencia en el estudio y

Analista de Âmbito Municipal, com experiência em

estudos e elaboração de esquemas descritivos de Tipologia

elaboración de esquemas descriptivos de la Tipología Socioeco-

Socioeconômica Regional e Nacional para a geração de Estra-

nómica Regional y Nacional para la generación de Estrategias

tégias dirigidas ao Desenvolvimento Integral do Município.

dirigidas al Desarrollo Integral del Municipio. Actualmente co-

Atualmente colabora na integração e execução de projetos de

labora en la integración y ejecución de proyectos de inversión

pesquisas dirigidos ao Desenvolvimento Sustentável através

dirigidos al Desarrollo Sustentable por medio de diversas Orga-

de diversas Organizações Sociais e Acadêmicas no México.

nizaciones Sociales y Académicas en México.

Manuel Lino Vallejo castrodelatorrejose@gmail.com GUERRERO Y AYOTZINAPA: TIERRA DE TRABAJO, HISTORIA DE PROGRESO Y DECADENCIA

E

s lamentable ver como en el transcurrir del tiempo en tierras surianas del México del siglo XXI, del México próspero, día a día vivimos con la zozobra de realizar nuestras actividades cotidianas bajo las conductas de un grupo de quienes se intitulan estudiantes - los mismos que en algún momento prepararán a la niñez guerrerense y mexicana. Lamentable ver cómo retrasan el progreso de un Estado, ya detenido por la corrupción, sembrando miedo a la sociedad. Valores no se manejan, no se cumplen, no se pueden ocultar, están presentes, pero no se viven, pienso que porque son norma de vida y por preferirse vivir sin reglas, solapados por los cacicazgos de generaciones de políticos, que solo han saqueado a esta bella tierra de gente de esfuerzo y sentimiento puro. Ese sistema obsoleto, que solo logró sumergirnos en el rezago social y marginación, trazando así la senda del fracaso en todos sus ámbitos, a pesar de que estemos a tan solo 300 kilómetros de la capital del país. Todo esto trataré de explicarlo - que es Guerrero y que es Ayotzinapa

GUERRERO E AYOTZINAPA: TERRA DE TRABALHO, HISTÓRIA DE PROGRESSO E DECADÊNCIA

É

lamentável ver como no transcorrer do tempo nas terras sulistas do México do século XXI, do México próspero, dia-a-dia vivemos com o assombro de realizar nossas atividades cotidianas sob a conduta de um grupo de pessoas que se intitulam estudantes - os mesmos que em algum momento educarão às crianças guerrerenses e mexicanas. Lamentável ver como atrasam o progresso de um Estado já detido pela corrupção, semeando medo na sociedade. Valores não se aplicam, não se cumprem, não se podem ocultar, estão presentes, mas não se vivem, penso que por serem norma para a vida e por se preferir viver sem regras, solapados por cacicados de gerações de políticos, que só saquearam esta bela terra de gente esforçada e de sentimento puro. Esse sistema obsoleto, que só conseguiu nos submergir no retardo social e marginalização, traçando assim o caminho do fracasso em todos os âmbitos, apesar de estarmos a tão somente 300 quilômetros da capital do país.


- aunque de manera breve. Guerrero es una de las 31 entidades federativas que junto al Distrito Federal conforman la República de los Estados Unidos Mexicanos. Ubicada al sur de México con una población de 3.388.768 habitantes, según el más reciente censo, del año 2010, realizado por el Instituto de Estadística, Informática y Geografía (INEGI), con un Índice de Desarrollo Humano (IDH) de 0,66, mientras que la media nacional se encuentra en 0,73; se compone por 81 municipios, la mayoría en grado de marginación, y cuenFoto antigua de la Escuela Normal de Ayotizinapa. ta además con el municipio más pobre y rezagado de América Latina, Cochoapa el Grande. Durante años y décadas, hemos tenido lo que me permito llamar “seudoestudiantes” - y los llamo así debido a que son los sujetos que hacen uso de instalaciones que, alguna vez, fueron cuna de ideólogos de izquierda, pero que se fueron hundiendo en la llamada lucha armada, hoy llamados radicales. Historia y Función de las Escuelas Normales Rurales en México. Las Escuelas Normales, en particular las Rurales, nacieron con la idea de dar la oportunidad a las comunidades más pobres de México de acceder a una educación que ayudara al mejoramiento de sus vidas. Pero el abandono de este modelo educativo, hizo con que muchas desaparecieran - y que las restantes lucharan por sobrevivir. En el gobierno de Lázaro Cárdenas, esas Escuelas Normales Rurales recibieron un fuerte impulso. Llegaron a existir hasta 36 en todo el país. Pero actualmente de las 245 Escuelas Normales Públicas, en las 32 entidades federativas del país, solamente 17 son Escuelas Normales Rurales, de acuerdo con el conteo del CONEVAL . Hace muchos años fueran el alma mater del profesor de Educación Primaria y posteriormente Revolucionario, y fundador del llamado Partido de los Pobres, Lucio Cabañas Barrientos - hijo de campesinos de la región de Costa Grande del estado, que vivió en carne propia la pobreza y marginación, que lo obligó a buscar en la educación la llave que le permitiera abrirse puertas y salir adelante haciéndose un hombre preparado y consciente, en especial, de que lo que le faltaba al pueblo de Guerrero, era preparación, por la vía de la Consejo Nacional de Evaluación de la Política de Desarrollo Social

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Tudo isso tentarei explicar - o que é Guerrero e o que é Ayotzinapa - ainda que de maneira breve. Guerrero é uma das 31 entidades federativas que junto com o Distrito Federal formam a República dos Estados Unidos Mexicanos. Localizada ao sul do México com uma população de 3.388.768 habitantes, segundo o mais recente censo, do ano de 2010, realizado pelo Instituto de Estatística, Informática e Geografia (INEGI), com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,66, enquanto a média nacional se encontra em 0,73; se Foto antiga da Escola Normal de Ayotizinapa. compõe por 81 municípios, a maioria em nível de marginalização, e conta ainda com o município mais pobre e atrasado da América Latina, Cochoapa el Grande. Durante anos e décadas temos tido o que me permito chamar “pseudoestudantes” - e os chamo assim por serem sujeitos que fazem uso de instalações que, em algum momento, foram berço de ideólogos de esquerda, mas que foram se afundando na chamada luta armada, hoje chamados radicais. História e Função das Escolas Normais Rurais no México As Escolas Normais, em particular as Rurais, nasceram com a ideia de dar a oportunidade às comunidades mais pobres do México a acessar uma educação que ajudaria no melhoramento de suas vidas. Mas o abandono deste modelo educativo, fez com que muitas desaparecessem - e que as restantes lutassem para sobreviver. No governo de Lázaro Cárdenas, essas Escolas Normais Rurais receberam um forte impulso. Chegaram a existir até 36 em todo o país. Mas atualmente, das 245 Escolas Normais Públicas, nas 32 entidades federativas do país, apenas 17 são Escolas Normais Rurais, de acordo com a contagem do CONEVAL . Há muitos anos foram a alma mater do professor de Educação Primária e posteriormente Revolucionário, e fundador do chamado Partido dos Pobres, Lucio Cabañas Barrientos - filho de camponeses da região de Costa Grande do estado, que viveu na própria pele a pobreza e marginalização, o que o obrigou a buscar na educação a chave que lhe permitiria abrir portas e seguir adiante, tornando-se um homem preparado e consciente, em especial, de que aquilo que faltava ao povo de Guerrero, era preparação, pela via da superação.

Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social


superación. Los que hoy en día dicen El abandono de este estudiar y prepararse para ser los modelo educativo, hizo futuros formadores de las nuevas con que muchas desageneraciones han denegrido la noparecieran - y que las ble carrera de Profesor de Educarestantes lucharan por ción Primaria, actualmente llamasobrevivir. da pomposamente Licenciatura en Educación Preescolar y Primaria. Pero, ¿de qué le sirvió a la Secretaria de Educación Pública darle tal rango, no quieren ir a dar clases en las escuelas más alejadas de la geografía guerrerense para cumplir con la misión de enseñar al que no sabe? Hoy somos sus rehenes porque han sabido sembrar el caos en las ciudades de Chilpancingo, Acapulco, Iguala, entre otras - y solo eso en la geografía guerrerense. Pero lo mismo han ido a hacer en el estado de Morelos y el Distrito Federal, con sus bloqueos, tomas de edificios, marchas, mítines y plantones, que solo desquician el tránsito vehicular, retienen involuntariamente a transportistas y viajeros, dejándolos por horas varados en Chilpancingo - entre otras cosas porque es una ciudad mal planeada, porque la miopía política de los gobernantes no ha permito el pleno desarrollo de la ciudad como la capital política, administrativa y educativa que es. Por otra parte, es necesario tener en cuenta que, el estudiante normalista trae cargando sobre su espalda una serie de carencias que no le permiten acceder a otro tipo de estudios, por los costos de los semestres y materiales

Os que hoje em dia dizem estudar e preparar-se para serem O abandono deste os futuros formadores das novas modelo educativo, fez gerações têm denegrido a nobre com que muitas decarreira de Professor de Educação saparecessem - e que Primária, atualmente chamada as restantes lutassem pomposamente de Licenciatura para sobreviver. em Educação Pré-Escolar e Primária. Mas de que serviu à Secretaria de Educação Pública dar-lhes tal título, se os formados não querem ir dar aulas nas escolas mais longínquas da geografia guerrerense para cumprir com a missão de ensinar a quem não sabe? Hoje somos seus reféns porque souberam semear o caos nas cidades de Chilpancingo, Acapulco, Iguala, entre outras - e isso só na geografia guerrerense. Mas o mesmo estão fazendo no estado de Morelos e no Distrito Federal, com seus piquetes, invasões de edifícios, marchas, comícios e acampamentos, que só dificultam o trânsito veicular, retêm involuntariamente os passageiros e viajantes, deixando-os por horas engarrafados em Chilpancingo - entre outras coisas, porque é uma cidade mal planejada, porque a miopia política dos governantes não permitiu o pleno desenvolvimento da cidade como a capital política, administrativa e educacional que é. Por outro lado, é necessário ponderar que, o estudante normalista carrega nas costas uma série de carências que não lhe permite acessar outro tipo de estudos, devido aos custos dos semestres e materiais necessários para suas práticas e desenvolvimento de competências profissionais. Entre essas carências, se destaca a econômica, porque provem de famílias de baixos recursos que fazem muito para sustentá-los por quatro anos, assumindo privações. Os acadêmicos são outros, porque trazem debaixo do braço documentos que apresentam notas médias muito deficientes e não são capazes de desenvolver todas as habilidades, destrezas, conhecimentos, atitudes e aptidões, valores e hábitos, para transmiti-los aos seus futuros alunos. Mas o estudante de Ayotzinapa está ainda pior, porque sai de sua comunidade a princípio para desarraigar-se, porque não se sente identificado com a terra que o viu nascer, porque só pôde ver que lhe há proporcionado miséria e ressentimento. Tudo isso é produto da extrema marginalização em que vivem. Desta forma, uma vez que conseguem sair, se “preparam”, obtêm o reluzente título de Licenciado em Educação, e se esquecem de voltar.

Tabla con los datos cuantitativos de las escuelas normales rurales.

Tabela com dados quantitativos das escolas normais rurais.


necesarios para sus prácticas y desarrollo de competencias profesionales. Entre esas carencias, se destaca lo económico, porque proviene de familias de bajos recursos que mucho hacen para sostenerlos cuatro años, asumiendo privaciones. Los académicos son otros porque traen bajo el brazo documentos que amparan promedios por demás deficientes y no son capaces de desarrollar todas las habilidades, destrezas, conocimientos, actitudes, aptitudes, valores y hábitos, para transmitírselos a sus futuros alumnos. Pero el estudiante de Ayotzinapa está todavía peor, porque sale de su comunidad para desarraigarse en princiTodo esto es pio, porque no se siente identificaproducto de la do con la tierra que lo vio nacer, extrema porque solo puede ver que le ha marginación en la que proporcionado miseria y resentiviven. miento. Todo esto es producto de la extrema marginación en la que viven. Así que, una vez que logran salir, se “preparan”, obtienen el flamante título de Licenciado en Educación, y se olvidan de regresar. Una vez titulados, reclaman lugares preferentes en las mejores zonas escolares y regiones de las llamadas de vida cara, en donde el porcentaje de sobresueldo es mayor. Vale clarearlo: hablando de Acapulco y Zihuatanejo, olvidando que hay maestros en todas las regiones del estado con menores ingresos que haciendo un esfuerzo con su exiguo salario, salen en los periodos vacacionales para hacer una licenciatura, maestría o doctorado en alguna disciplina o asignatura con la finalidad de mejorar su perfil profesional, su práctica docente, buscar un cambio y tener una mejor percepción salarial. Aunque hay que reconocer que, otro sector del magisterio, se encuentra en lugares poco accesibles y no han intentado superarse en ello, porque ya perdieron el interés al ver que no pueden acercarse a zonas más cercanas a su lugar de origen, puesto que allí están ocupados en tomar edificios, bloquear carreteras, hacer plantones en zonas específicas de la ciudad, entre otras cosas. Cabría aquí reflexionar sobre lo siguiente: ¿es justo que los años pasen y la gente no pueda salir de los lugares donde hoy trabajan por la parálisis generada con la actitud de los que no quieren sufrir privaciones, mal comer, o caminar varias horas para llegar a su centro de trabajo? Si no mal recuerdo al mediado de la década de los 70´s, Ayotzinapa cambió su política, y en consecuencia su accionar, al encontrar cobijo en las Plantón en predio público autoridades educativas, que a todos sus durante las manifestaciones de 2014. pliegos petitorios encontraron respues-

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Uma vez titulados, reclamam lugares de preferência nas melhores zonas escolares e regiões mais valorizadas, de custo de vida mais elevado, onde a porcentagem de adicionais é maior. Vale esclarecer: tratando-se aqui de Acapulco e Zihuatenejo, esquecendo que há professores em todas as regiões do estado com menores ingressos, que fazendo um esforço com seu exíguo salário, saem em suas férias para fazer uma licenciatura, mestrado ou doutorado em alguma disciplina ou carreira com a finalidade de melhorar seu perfil profissional, sua prática docente, buscar uma troca e ter uma melhor percepção salarial. No entanto, é necessário recoTudo isso é nhecer que outra parte do magistério se produto da encontra em lugares pouco acessíveis e extrema não estão tentando superar-se nisso, pormarginalização que já perderam o interesse ao ver que em que vivem. não podem aproximar-se às zonas mais próximas de seus lugares de origem, porque lá estão ocupados em invadir edifícios, bloquear rodovias, fazer acampamentos em zonas específicas das cidades, entre outras coisas. Caberia aqui refletir sobre o seguinte: é justo que os anos passem e as pessoas não possam sair dos lugares onde hoje trabalham por conta da paralisia gerada com a atitude dos que não querem sofrer privações, mal comer, ou caminhar várias horas para chegar ao seu local de trabalho? Se me recordo bem, em meados da década de 70, Ayotzinapa mudou sua política, e consequentemente sua forma de atuar, ao encontrar acolhimento nas autoridades educacionais, que a todas suas petições encontraram respostas favoráveis. Naqueles anos era o líder quem definia o tipo e marca de calçado para todo o alunado, assim como a marca da calça do uniforme, da roupa de cama e do colchão, para seu descanso. Estes artigos eram vendidos para a população em geral, e os colchões queimados nos fundos das escolas. Este último ato se repete em média duas vezes por ano, juntamente com a compensação semanal que ainda é o apoio em dinheiro para gastos menores de fim de semana, e para que o aluno possa mover-se da porta da escola para sua casa, ida e volta, sempre; e quando a viagem é de curta distância, para ir e vir a partir da tarde de sexta ao domingo de noite, para estar nas salas de aula nas segundas pela manhã. Hoje são gastos 90 pesos diários de alimentos e quinhentos e cinquenta pesos diários de salários para cada um dos docentes (que entre outros planos, ostentam as tiAcampamento em frente a prédio tularidades a, b e c, das mais público durante as manifestações altas na tabela da educação em 2014.


tas favorables. En aquellos años era el líder el que definía el tipo Es el combatiente de y marca de calzado para todo el la libertad por excelenalumnado, así como la marca del cia; es el elegido del pantalón para el uniforme, de la pueblo, la vanguardia ropa de cama y de colchón, para combatiente del missu descanso. Estos artículos eran mo en su lucha por la vendidos a la población en geneliberación. ral, y los colchones quemados en la explanada de la escuela. Este último acto se repite en promedio dos veces por año, aunado a su compensación semanal que sigue siendo el apoyo en efectivo para gastos menores de fin de semana y el alumno pueda trasladarse desde las puertas de la escuela a su casa ida y vuelta, siempre; y cuando el viaje sea en distancias cortas, para ir y venir desde la tarde del viernes al domingo en la noche, para estar en clases el día lunes por la mañana. Hoy se gasta 90 pesos diarios de alimentos, quinientos cincuenta pesos diarios de salario a cada uno de los docentes (que entre otras claves ostentan las titulares a, b y c, de las más altas en el tabulador de educación normal), totalizando los gastos por los quinientos alumnos que tiene inscritos la escuela tenemos la cantidad de $80.440,00 pesos diarios, entonces el gasto de un ciclo escolar de diez meses es en promedio $16.880.000 pesos y, aun así, los seudoestudiantes dicen tener problemas financieros al interior de la institución que alguna vez fuera una casa de estudios en donde los verdaderos estudiantes aprendían a ordeñar, a preparar queso, crema y yogurt, a sacrificar un cerdo y a elaborar manteca, chicharrones, a recolectar miel y envasarla, a inyectar pollos y guajolotes, a sembrar maíz, fríjol, calabaza, hortalizas y flores, entre muchas otras actividades, muchos de estos productos eran comercializados en el mercado de la ciudad de Tixtla, y en algunos casos, en el de la ciudad de Chilpancingo. En Ayotzinapa se habla de Ernesto “El Che” Guevara, Lucio Cabañas y Genaro Vázquez, pero solo por eso, por hablar, porque ninguno de ellos es capaz de argumentar sobre la filosofía manejada por estos hombres, que mediante sus estudios e inquietudes tuvieron otra visión de lo que debería ser la América Latina (como Guerrero) para no caer en las garras del opresor y oportunista explotador de las masas. Es preciso que la autoridad comLa lucha de guerrillas petente tome muy en serio su paes de resistencia a un pel y deje de pensar en el costo invasor y está coronapolítico y los cientos de votos que da por motivos patrióperderá en las próximas elecciones ticos, revolucionarios o para diputados locales, federales, religiosos. senadores, gobernadores o presidente de la República por hacer valer la ley para poner fin con los desmanes cometidos. Ya basta de contemplaciones, que se aplique en estricto sentido el estado de derecho. No más chantajes y respuesta a presiones, esto es maquiavélico. Recuérdese que Nicolás Maquiavelo en su libro, El Prínci-

normal), contabilizando os gastos por mais de quinhentos alunos que tem inscritos na escola, nos leva a cifra de $80.440,00 pesos diários, assim que o gasto de um ciclo escolar de 10 meses é em média $16.880.000 pesos, e ainda assim, os pseudoestudantes dizem ter problemas financeiros dentro daquele lugar que em algum momento foi uma casa de estudos onde os verdadeiros estudantes aprendiam a ordenhar, a preparar queijo e iogurte, a sacrificar um porco e a elaborar manteiga, torresmo, a coletar e envasar mel, a injetar frangos e perus, a semear milho, feijão, abobora, hortaliças e flores, entre muitas outras atividades, muitos destes produtos eram comercializados no mercado da cidade de Tixtla, e em alguns casos, no da cidade de Chilpancingo. Em Ayotzinapa se fala de Ernesto “El Che” Guevara, Lucio Cabañas e Genaro Vázquez, mas só por isso, por falar, porque nenhum deles é capaz de argumentar sobre a filosofia articulada por estes homens, que mediante seus estudos e inquietudes tiveram outra visão do que deveria ser a América Latina (como Guerrero) para não cair nas garras do opressor e oportunista explorador das massas. É preciso que a autoridade competente leve muito a sério seu papel e deixe de pensar nos custos políticos e nas centenas de votos que perderá nas próximas eleições para deputados locais, federais, senadores, governadores ou presidente da República, para fazer valer a lei e acabar com os desmandos cometidos. Já basta de contemplações, que se aplique no sentido estrito o estado de direito. Basta de chantagens e respostas a pressões, isto é maquiavélico. Recordando que Nicolau Maquiavel em seu livro, O Príncipe, define todas aquelas perversões que existem e se executam para evitar perder o poder que, em si mesmo, é embriagante e nada fácil de se deixar, por todos os que têm ou tiveram contato com ele. Sim, vale lutar, mas que o façam com o rosto descoberto, ou não querer dar a cara não é falta de valor? Os verdadeiros lutadores, revolucionários, líderes ou guerrilheiros sempre lutaram com o rosto à vista de todos. Jamais Miguel Hidalgo, José Maria Morelos y Pavón, Vicente Guerrero A luta de guerrilha Saldaña, Doroteo Arango “Pancho é de resistência a Villa”, Ernesto “El Che” Guevara um invasor e está cobriram seus rostos, os primeiros coroada por são conhecidos como os insurgenmotivos patrióticos, tes independentistas do México, revolucionários mas também eram guerrilheiros, ou religiosos. porque a luta era muito desigual, desta forma, não estavam em guerra, lutavam em pequenos grupos devidamente estruturados, daí que a tática a seguir é o que se conhece como guerra de guerrilhas, que é uma tática militar de conflitos armados consistente em hostilizar o inimigo em seu próprio terreno, com destacamentos irregulares e mediante ataques rápidos e de surpresa; isto tem a ver com abater instalações, pontes e caminhos ou

É o combatente da liberdade por excelência; é o eleito pelo povo, a vanguarda combatente do mesmo em sua luta pela libertação


pe, define todas aquellas perversiones que existen y se ejecutan para evitar perder el poder que en sí mismo es embriagador y nada fácil de dejar por todos los que tienen o han tenido contacto con él. Sí vale luchar, pero que lo hagan con el rostro descubierto, ¿o no querer dar la cara no es falta de valor? Los verdaderos luchadores, revolucionarios, líderes o guerrilleros siempre pelearon con el rostro a la vista de todos. Jamás Miguel Hidalgo, José Maria Morelos y Pavón, Vicente Guerrero Saldaña, Doroteo Arango “Pancho Villa”, Ernesto “El Che” Guevara se cubrieron el rostro, los primeros los conocemos como los insurgentes independentistas de México, pero también eran guerrilleros, porque la lucha era muy desigual, así que no hacían la guerra, luchaban en pequeños grupos debidamente estructurados, de ahí que la táctica a seguir sea lo que se conoce como guerra de guerrillas, que es una táctica militar de conflictos armados consistente en hostigar al enemigo en su propio terreno con destacamentos irregulares y mediante ataques rápidos y sorpresivos; esto tiene Enfrentamiento de manifestantes que ver con volar instalaciones, puentes y y policía en las manifestaciones de 2014. caminos, o captura de armas y provisiones. Este método de guerra se utiliza con frecuencia en situaciones de guerra asimétrica que, gracias a su movilidad, a su fácil dispersión en pequeños grupos y a su habilidad para desaparecer entre la población civil, resultan muy difíciles de neutralizar. ¿Por qué se le llama guerra asimétrica? Porque es una guerra en donde no existe proporción alguna, es un encuentro entre un ejército debidamente pertrechado - es decir: los soldados están debidamente uniformados, adiestrados en el manejo y uso del armamento, descansados y alimentados en tiempo y forma - y un grupo de pocos hombres diestros en el manejo de las armas, pero que no siempre están descansados y alimentados adecuadamente. Pero ¿quién es o que es un guerrillero? Es el combatiente de la libertad por excelencia; es el elegido del pueblo, la vanguardia combatiente del mismo en su lucha por la liberación. La guerra de guerrillas es la guerra del pueblo entero contra la opresión dominante. El guerrillero es su vanguardia armada; el ejército lo constituyen todos los habitantes de una región o de un país. Esa es la razón de su fuerza, de su triunfo, a corto o largo plazo, sobre cualquier poder que trate de oprimirlo; es

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Enfrentamento de manifestantes e polícia nas manifestações de 2014.

capturar armas e provisões. Este método de guerra se utiliza com frequência em situações de guerra assimétrica que, graças a sua mobilidade, a sua fácil dispersão em pequenos grupos e sua habilidade para desaparecer entre a população civil, se tornam muito difíceis de neutralizar. Por que se chama guerra assimétrica? Porque é uma guerra onde não existe proporção alguma, é um encontro entre um exército devidamente equipado - ou seja, os soldados estão devidamente uniformizados, treinados com o manejo e uso do armamento, descansados, alimentados em tempo e forma - contra um grupo de poucos homens destros no manejo das armas, mas que nem sempre estão descansados e alimentados adequadamente. Mas quem é ou o que é um guerrilheiro? É o combatente da liberdade por excelência; é o eleito pelo povo, a vanguarda combatente do mesmo em sua luta pela libertação. A guerra de guerrilha é a guerra do povo inteiro contra a opressão dominante. O guerrilheiro é sua vanguarda armada; o exército é constituído por todos os habitantes de uma região ou de um país. Essa é a razão de sua força, do seu triunfo, a curto ou longo prazo, sobre qualquer poder que trate de oprimi-lo; isto é, a


decir, la base y el basamento de la guerrilla está en el pueblo. El ejército guerrillero, es el ejército popular por excelencia, debe tener en cuanto a su composición individual las mejores virtudes del mejor soldado del mundo. Debe basarse en una disciplina estricta. La disciplina guerrillera es interior, nace del convencimiento profundo del individuo, de esa necesidad de obedecer al superior, no solamente para mantener la efectividad del organismo armado que está integrado, sino también para defender la propia vida. En la guerra de guerrillas, donde cada soldado es unidad y es un grupo, un error es fatal. Nadie puede descuidarse, nadie puede cometer el más mínimo desliz, pues su vida y la de los compañeros le van en ello. El guerrillero es, además de un soldado disciplinado, un soldado muy ágil, física y mentalmente. Por lo que no puede concebirse una guerra de guerrillas estática. Por lo que no existe país en el mundo en que la palabra “guerrillero” no sea simbólica de una aspiración libertaria para el pueblo. Pero el término alcanzó su consagración durante las campañas napoleónicas en España, destacando Jerónimo Merino, Francisco Chaleco, Agustina de Aragón, Juana “La Galana” y Juan Martín Díez; ensalzado, si se quiere, por el propio Napoleón que llegó a considerar a la resistencia española la causa principal de su derrota; por encima incluso, según su opinión, de las catástrofes en Rusia que, según los historiadores, fueron mucho más sangrientas que las españolas. La lucha de guerrillas es de resistencia a un invasor y está coronada por motivos patrióticos, revolucionarios o religiosos. Este grupo de jóvenes está lejos de esa definición, los intereses que lo mueven son perversos y sólo buscan dinero, ni buscan el adoctrinamiento de las nuevas generaciones para hacerlas cambiar de mentalidad, ni buscan ser un grupo de gente pensante que con bases sólidas dirija las nuevas rutas de la lucha. Quieren inconformes sin preparación, que se dejen arrastrar sin preguntar, ni reflexionar - entonces no están buscando la mejor opción. Deben olvidar de luchar por luchar, gritar por gritar, crear conflicto por crearlo. Lo que sí consideran importante es la creación de inconformidades de enfrentamientos, que ni son tales porque los cuerpos de seguridad tienen prohibido tocarlos. Todo para ellos debe ser destrucción, confusión, caos, desorden, violencia, rapiña, vandalismo, despojo, ataque, porque así les dijo alguien y no se han detenido a reflexionar ni a cuestionar. Creen que atacando a las grandes empresas se cobran la afrenta de que se roben a la ciudadanía en complicidad con el gobierno - y se les olvida que esas empresas, sean nacionales o transnacionales, llegan a las ciudades, hacen acuerdos con los gobiernos y crean fuentes de trabajo, sacando a esas personas de la inactividad. Cierto es que los sueldos son bajos, pero ya el trabajador tiene algunas ganancias como son: servicio médico, derecho a vivienda, pensión o jubilación… Se les olvida que si la tienda no vende no hay para pagar nóminas, seguro, proveedores, servicios, contribuciones. No lo saben porque no lo han estudiado - ellos solo ven que nos roban y que por eso deben ser atacados una y otra vez, vaciándoles los anaqueles como justo pago a su atrevimiento de haber creado 50 o más empleos directos y otros tantos indirectos. Guerrero y México es tierra de gente de trabajo, que somos más allá de conflictos y problemas sociales.

base e o fundamento da guerrilha está no povo. O exército guerrilheiro, é o exército popular por excelência, deve ter em sua composição individual as melhores virtudes do melhor soldado do mundo. Deve basear-se na disciplina estrita. A disciplina guerrilheira é interior, nasce do conhecimento profundo do indivíduo, dessa necessidade de obedecer ao superior, não somente para manter a efetividade do organismo armado ao que se está integrado, mas também para defender a própria vida. Na guerra de guerrilhas, onde cada soldado é unidade e é um grupo, um erro é fatal. Ninguém pode descuidar-se, ninguém pode cometer o menor deslize, pois sua vida e de seus companheiros estão em risco. O guerrilheiro é, além de um soldado disciplinado, um soldado muito ágil, física e mentalmente. Pelo que não pode se conceber uma guerra de guerrilhas estática. Pois não existe país no mundo em que a palavra “guerrilheiro” não seja simbólica de uma aspiração libertária para o povo. Mas o termo alcançou sua consagração durante as campanhas napoleônicas na Espanha, destacando Jerônimo Merino, Francisco Chaleco, Augustina de Aragón, Juana “La Galana” e Juan Martin Diéz; enaltecido até pelo próprio Napoleão, que chegou a considerar a resistência espanhola a causa principal de sua derrota; mais forte inclusive, segundo sua opinião, que as catástrofes na Rússia que, segundo historiadores, foram muito mais sangrentas que as espanholas. A luta de guerrilha é de resistência a um invasor e está coroada por motivos patrióticos, revolucionários ou religiosos. Este grupo de jovens está longe dessa definição, os interesses que o movem são perversos e só buscam dinheiro, não buscam o doutrinamento das novas gerações para fazê-las mudar de mentalidade, nem buscam ser um grupo de gente pensante que com bases sólidas dirija as novas formas da luta. Eles querem inconformados sem preparação, que se deixem arrastar sem perguntar, nem refletir – então, não estão buscando a melhor opção. Precisam deixar de lutar por lutar, gritar por gritar, criar conflito por criar. O que sim consideram importante é a criação de ilegalidades nos confrontos - que nem são tantas, porque as forças de segurança estão proibidas de tocá-los. Tudo, para eles, deve ser destruição, confusão, caos, desordem, violência, rapina, vandalismo, despojo, ataque, porque assim lhes disse alguém e não se detiveram a refletir nem a questionar. Creem que atacando às grandes empresas, cobram a afronta de que roubem à cidadania em cumplicidade com o governo - e se esquecem que essas empresas, sejam nacionais ou transnacionais, chegam às cidades, fazem acordos com os governos, criam fontes de trabalho, tirando essas pessoas da inatividade. É verdade que os salários são baixos, mas já o trabalhador tem algum ganho como: convênio médico, direito à moradia, pensão ou aposentadoria... Esquecem que se a loja não vende, não há para pagar salários, seguro, fornecedores, serviços, contribuições. Não sabem, porque não o estudaram, eles só veem que nos roubam e que por isso as empresas devem ser atacadas sempre e de novo, esvaziando as prateleiras como pagamento justo pela ousadia de terem criado 50 ou mais empregos diretos e outros tantos indiretos. Guerrero e México é terra de gente trabalhadora, somos muito mais que conflitos e problemas sociais.


Periodista, egreso de la Universidad Federal del Ceará (UFC).

dade Christus, de Fortaleza (CE). Assessor de Imprensa da

taleza (CE). Asesor de Prensa de la Asamblea Legislativa del

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Atuou em cam-

Estado de Ceará. Ya ha trabajado en campañas mayoritarias

panhas majoritárias (prefeito, governador e senador) e pro-

(alcalde, gobernador y senador) y proporcionales (diputados

porcionais (deputados estaduais e vereadores) nas eleições de

estaduales y concejales) en las elecciones de 2008, 2012 y 2014.

2008, 2012 e 2014.

Salomão de Castro

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NA VILA DAS LAMENTAÇÕES

@salomao_castro

L

a elección presidencial brasileña vista por el historiador Marco Antonio Villa traes la corrupción como plan de fondo de los verdaderos conflictos que oponen partidarios y contrarios a los gobiernos de Lula y Dilma. Analizar en perspectiva los factos que envolvieron la elección presidencial brasileña en 2014 es tarea de las más arduas. Sea por la multiplicidad de situaciones que envolvieron sus protagonistas y atrajeron miradas de los brasileños, sea por el desafío de entender los factores de definición de los votos que llevaron a la reelección de la presidenta Dilma Rousseff, del Partido de los Trabajadores (PT), por pequeña margen, en una disputa feroz con el senador Aécio Neves, del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB). A esa tarea se ha dedicado el historiador Marco Antonio Villa en el libro Un País Partido – 2014: la elección más sucia de la historia (Editora LeYa, 224 páginas). Un recorte es necesario para que se comprendan las sesgas escogidas por Villa al proponerse a relatar, cuasi cotidianamente, los temas-claves de la elección: reconocidamente hostil al PT y, por extensión, a Dilma y al ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Villa es figura frecuente en debates en la prensa brasileña, como comentarista del Jornal de la TV Cultura (Emisora de São Paulo) y de la TV Veja, canal de vídeos de la revista semanal de mismo nombre, publicación de las más hostiles al Gobierno Federal. Cualquiera lector con conocimiento mínimo

Jornalista, graduado pela Universidade Federal do

Ceará (UFC). Especialista em Marketing Político pela Facul-

Experto en Marketing Político por la Facultad Christus, de For-

EN LA VILLA DE LAS LAMENTACIONES

Resenha

A

Portada del libro Un País Partido

Capa do livro Um País Partido

eleição presidencial brasileira vista pelo historiador Marco Antonio Villa traz a corrupção como pano de fundo dos verdadeiros conflitos que opõem partidários e contrários aos governos Lula e Dilma. Analisar em perspectiva os fatos que envolveram a eleição presidencial brasileira em 2014 é tarefa das mais árduas. Seja pela multiplicidade de situações que envolveram seus protagonistas e atraíram olhares dos brasileiros, seja pelo desafio de entender os fatores de definição dos votos que levaram à reeleição da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), por pequena margem, numa disputa acirrada com o senador Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A essa tarefa se dedicou o historiador Marco Antonio Villa no livro Um País Partido – 2014: a eleição mais suja da história (Editora LeYa, 224 páginas). Um recorte é necessário para que se compreendam os vieses escolhidos por Villa ao se propor a relatar, quase cotidianamente, os temas-chaves da eleição: reconhecidamente hostil ao PT e, por extensão, a Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Villa é figura frequente em debates na imprensa brasileira, como comentarista do Jornal da TV Cultura (emissora de São Paulo) e da TV Veja, canal de vídeos da revista semanal de mesmo nome, publicação das mais hostis ao Governo Federal.


Mapeos comparativos de los enfoques cuantitativas de los resultados de la segunda volta de la elección presidencial de 2014 en Brasil.

sobre el currículo de Villa sabe por anticipación el curso que el historiador toma en Un País Partido. Villa intenta ejercer el papel de intelectual crítico al actual gobierno brasileño, en un ensayo del que el politólogo norteamericano Dick Morris hace a través del Lunch ALERT, serie de vídeos publicados cuasi que diariamente en Youtube conReconocidamente hosteniendo críticas duras en relación til al PT y, por extensial presidente Barack Obama y al ón, a Dilma y al ex prePartido Demócrata. sidente Luiz Inácio Lula Después de un capítulo da Silva, Villa es figura inicial que, en once páginas, hace frecuente en debates un relato de las elecciones brasien la prensa brasileña, leñas desde 1891, Villa sigue para la elección presidencial de 2014, * Petrobras es la sigla para Petróleo Brasileño S.A. una empresa de capital abierto (sociedad anónima), cuyo accionista mayoritario es el Gobierno de Brasil. Es, por lo tanto, una empresa estatal de economía mista. La Petrobras ha sido objeto de denuncias de corrupción y de investigaciones que fueran debatidas en la campaña presidencial de 2014.

Mapas comparando as abordagens quantitativas dos resultados do segundo turno da eleição presidencial de 2014 no Brasil.

Qualquer leitor com conhecimento mínimo sobre o currículo de Villa sabe por antecipação os rumos que o historiador toma em Um País Partido. Villa tenta exercer o papel de intelectual crítico ao atual governo Reconhecidamente brasileiro, num ensaio do que o hostil ao PT e, cientista político norte-americano por extensão, Dick Morris faz através do Lunch a Dilma e ao ALERT, série de vídeos veiculados ex-presidente Luiz quase que diariamente no YoutuInácio Lula da Silva, be contendo críticas ferrenhas em Villa é figura reação ao presidente Barack Obafrequente em ma e ao Partido Democrata. debates na Após um capítulo inicial que, em onze páginas, faz um relato das imprensa brasileira eleições brasileiras desde 1891, Villa segue para a eleição presidencial de 2014 numa narrativa cronológica, priorizando os fatores que resultaram na consolidação das candidaturas de Dilma, Aécio e do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) - sempre pelo olhar de um grande veículo da imprensa brasileira. O livro transcreve


en una narrativa cronológica, priorizando los factores que resultaron en la consolidación de las candidaturas de Dilma, Aécio y del ex gobernador de Pernambuco, Eduardo Campos, del Partido Socialista Brasileño (PSB) - siempre por la mirada de un grande vehículo de la prensa brasileña. El libro transcribe las partes principales de entrevisEl foco en las denuntas individuales que los candidatos cias de corrupción que concedieron al Jornal Nacional, de envolviera los gobierla Rede Globo de Televisión, en la nos Dilma y Lula, con etapa inicial de la primera volta. mayor peso factual La trágica muerte del para las denuncias candidato Eduardo Campos, víctireferentes a irregularima de un accidente aéreo en Sandades en la Petrobras, tos (SP), en el día 13 de agosto de dicta el andamiento 2014, tiene un capítulo en el libro. del libro En ese, el autor discurre sobre lo que representaría la candidatura de Campos para la disputa y, todavía, sobre su substitución por la ex senadora Marina Silva (PSB), que haría a disputar su segunda elección presidencial. Frustrada en los planos de lanzar el partido Rede Sustentabilidad para las elecciones de 2014, Marina estaba temporariamente en el PSB, como vice de Campos. Con la tragedia, fue elevada a condición de protagonista. Al retornar la narrativa después de la tragedia que envolvió el presidenciable del PSB, Villa oscila entre la exposición de los número de sondeos, con el vigoroso crecimiento de Marina entre la segunda quincena de agosto hasta la primera de setiembre, pasea por enfoques de la media brasileña sobre los tres principales candidatos y hace un recorte sobre los programas iniciales del horario electoral gratuito. La lectura episódica de Un País Partido, entretanto, encuentra su elemento orgánico apenas en su sétimo capítulo, después del lector ter recorrido 88 páginas. Se tiene la sensación, con perdón del irresistible retruécano, de que este es un libro partido. “Un nuevo mensalão rondaba la elección”, anuncia Villa en el título, para discurrir sobre el tema: “A un mes de la realización del primero turno, en 5 de setiembre, un viernes, la revista Veja, anticipando el contenido de la edición que llegaría a los quioscos, publicó en su sitio que Paulo Roberto Costa finalmente había aceptado hacer una delación premiada de las irregularidades cometidas en la Petrobras*. Ex director de la empresa, responsable durante ocho años (2004-2012) por el área de abastecimiento, Costa pretendía disminuir su pena gracias a la colaboración que haría a la Justicia. Inicialmente el objetivo era salir de la prisión: la estaba hacía tres meses. En los ocho capítulos siguientes, que desdoblan el andamiento de la disputa hasta el resultado de la elección, el foco en las denuncias de corrupción que envolviera los gobiernos Dilma y Lula, con mayor peso factual para las

os principais trechos de entrevistas individuais que os candidatos concederam ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, na etapa inicial do primeiro turno. A trágica morte do candidato Eduardo Campos, vítima de um acidente aéreo em Santos (SP), no dia 13 de agosto de 2014, é O foco nas denúncias alvo de um capítulo no livro. Nele, de corrupção que o autor discorre sobre o que repreenvolveu os goversentaria a candidatura de Campos nos Dilma e Lula, com para a disputa e, ainda, sobre sua maior peso factual substituição pela ex-senadora Mapara as denúncias rerina Silva (PSB), que viria a disputar ferentes a irregularidasua segunda eleição presidencial. des na Petrobras, dita Frustrada nos planos de lançar o andamento do livro. o partido Rede Sustentabilidade para as eleições de 2014, Marina estava temporariamente no PSB, como vice de Campos. Com a tragédia, foi alçada à condição de protagonista. Ao retomar a narrativa após a tragédia que envolveu o presidenciável do PSB, Villa oscila entre a exposição dos números das pesquisas, com o vigoroso crescimento de Marina entre a segunda quinzena de agosto até a primeira de setembro, passeia por abordagens da mídia brasileira sobre os três principais candidatos e faz um recorte sobre os programas iniciais do horário eleitoral gratuito. A leitura episódica de Um País Partido, no entanto, encontra seu elemento orgânico apenas em seu sétimo capítulo, depois de o leitor ter percorrido 88 páginas. Tem-se a sensação, com o perdão do irresistível trocadilho, de que este é um livro partido. “Um novo mensalão rondava a eleição”, anuncia Villa no título, para discorrer sobre o tema: “A um mês da realização do primeiro turno, em 5 de setembro, uma sexta-feira, a revista Veja, antecipando o conteúdo da edição que chegaria às bancas, publicou em seu site que Paulo Roberto Costa finalmente havia aceitado fazer uma delação premiada das irregularidades cometidas na Petrobras. Ex-diretor da empresa, responsável durante oito anos (2004-2012) pela área de abastecimento, Costa pretendia diminuir sua pena graças à colaboração que faria à Justiça. Inicialmente, o objetivo era sair da prisão: lá estava há três meses”. Nos oito capítulos seguintes, que desdobram o andamento da disputa até o resultado da eleição, o foco nas denúncias de corrupção que envolveu os governos Dilma e Lula, com maior peso factual para as denúncias referentes a irregularidades na Petrobras, dita o andamento do livro. Não faltam referências variadas a outras denúncias que envolveram os governos petistas, dentre os quais o caso da compra de votos de parlamentares do Congresso Nacional pelo governo Lula, conhecido como Mensalão. Da avaliação do resultado do primeiro turno até a conclusão da disputa, a narrativa de Villa torna-se ainda mais burocrática. Ao longo de quatro ³Devemos lembrar que não necessariamente faço referência a recursos econômicos. É também

** Tucano en portugués, es como se designa los partidarios del PSDB, por cuenta del símbolo

porque as decisões políticas em grupos ou interesses de terceiros que podem ser cobrados favores

consagrado del partido, un Tucán, azul y amarillo.

políticos futuros, para dar apenas um exemplo. Isto é também a corrupção.

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denuncias referentes a irregularidades en la Petrobras, dicta el andamiento del libro. No faltan referencias variadas a otras denuncias que envolvieran los gobiernos petistas, entre los cuales el caso de la compra de votos de parlamentares del Congreso Nacional por el gobierno Lula, conocido como Mensalão. De la evaluación del resultado de la primera volta hasta la conclusión de la disputa, la narrativa de Villa tornase aún más burocrática. Al largo de cuatro páginas del décimo capítulo (El día 5 de Octubre), el historiador enumera los datos de la primera volta, por ejemplo, justificando el peso que el estado de São Paulo (más populoso del país) tuve en la ascensión de Aécio Neves, que resultó en la llegada del candidato del PSDB a la segunda volta, contra Dilma. Villa llega a citar nominalmente la capital, São Paulo, y las principales ciudades paulistas en que Aécio ha superado la presidenta. Esa mirada sesgada, que Villa repite e la análisis del resultado final de la elección, desconsidera una visión más amplia sobre la división del voto - cuya forma más eficaz de evaluar se da observando los desempeños de Dilma y Aécio de forma matizada, y no por estados. Se ha establecido, en Brasil, un sentido común según el cual PT y PSDB se revezan disputando las elecciones presidenciales desde 1994, no cabiendo espacio para una tercera fuerza competitiva. Esta lectura merece una división. Si, en 1994 y 1998, las elecciones fueran vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), y en 2002, por Lula, sin contornos regionales antagónicos, con la mayoría del País optando por el candidato victorioso con mayor

*** Mussum fuera uno de los cuatro personajes protagonistas del programa humorístico “Os Trapalhões”, en español, “Los Chambones”, de la emisora Rede Globo. Marcadamente negro (no aparentando miscegenación en su color de piel), se caracterizaba por las hablas en que al final de las frases adicionaba al final de las palabras el terminativo “is”, como “cacildis” o “ampolis”, claramente erradas, pero referenciando un pobre que intentaba hablar difícil para parecer ilustrado. **** Coronelismo es el término que se usa teóricamente para designar el fenómeno político-social que tuvo lugar en la Primera Republica Brasileña (la Republica Vieja, 1889-1930), donde una extensa red de intercambios recorría desde el poder federal hasta el poder local de los Coroneles, liderazgos políticos-económicos rurales que manejaban los votos de los campesinos, asemejado con el Caciquismo. Hoy, en sentido común, dice de los políticos que tienen fuerte componente fisiológico en su base de sustentación de poder. ***** Macunaimicamente hace referencia al personaje-título del romance del autor Mário de Andrade, un héroe sin ningún carácter (anti-héroe), es un indígena que representa el pueblo brasileño, mostrando la atración por la ciudad grande de São Paulo y por la máquina. La frase característica del personaje es “Ay, que pereza!”. Como en la lengua indígena el sonido “aique” significa “pereza”, Macunaíma seria duplamente perezoso. La parte inicial de la obra así lo caracteriza: “En el fondo del mato-virgen nasció Macunaíma, héroe de nuestra gente. Era negro retinto [negro como el azabache] e hijo del miedo y de la noche.”

Logotipia del PSDB, disponible en la página web del partido.

Logotipia do PSDB disponível no site do partido.

páginas do décimo capítulo (O dia 5 de Outubro), o historiador enumera os dados do primeiro turno, por exemplo, justificando o peso que o estado de São Paulo (mais populoso do País) teve na ascensão de Aécio Neves, que resultou na chegada do candidato do PSDB ao segundo turno, contra Dilma. Villa chega a citar nominalmente a capital, São Paulo, e as principais cidades paulistas em que Aécio superou a presidente. Esse olhar enviesado, que Villa reprisa na análise do resultado final da eleição, desconsidera uma visão mais ampla sobre a divisão do voto no Brasil - cuja forma mais eficaz de avaliar se dá observando os desempenhos de Dilma e Aécio de forma matizada, e não por estados. Estabeleceu-se, no Brasil, um senso comum segundo o qual PT e PSDB se revezam disputando as eleições presidenciais desde 1994, não havendo espaço para uma terceira força competitiva. Esta leitura merece uma divisão. Se, em 1994 e 1998, as eleições foram vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e em 2002, por Lula, sem contornos regionais antagônicos, com a maioria do País optando pelo candidato vitorioso com maior organicidade, o jogo mudou a partir da eleição de 2006. Foi a partir desta disputa, em que Lula obteve a reeleição derrotando Geraldo Alckmin (PSDB), que o eleitorado das regiões Norte e Nordeste passou a se manifestar majoritariamente a favor do PT, enquanto a região Sul passou a ser reduto tucano. O eleitorado do Centro-Oeste e do Sudeste se movimentou de forma pendular nas eleições de 2006 e 2010, migrando em sua maioria para o PSDB em 2014. Esta perspectiva global, somada a uma análise que leve em conta as alianças estaduais firmadas em torno das candidaturas de Dilma e Aécio, faz muita falta a Um País Partido. Falta a Villa disposição para compreender, por exemplo, o que as políticas sociais representam na decisão do voto a favor do PT, ou as razões para os defensores do agronegócio optarem, em sua maioria, pelos candidatos tucanos a partir de 2006. Sobram, no entanto, fel e maledicência em relação a Lula e ao PT. A


organicidad, el juego cambió a partir de la elección de 2006. Fue a partir de esta disputa, en que Lula obtuve la reelección derrotando Geraldo Alckmin (PSDB), que el electorado de las regiones Norte y Nordeste pasaron a manifestarse mayoritariamente a favor del PT, en cuanto la región Sul pasó a ser reducto tucán**. El electorado del Centro-Oeste y del Sudeste se ha movido de forma pendular en las elecciones de 2006 y 2010, migrando en su mayoría para el PSDB en 2014. Esta perspectiva global, sumada a un análisis que tenga en cuenta las alianzas estaduales firmadas en torno de las candidaturas de Dilma y Aécio, hace mucha falta a Un País Partido. Falta a Villa disposición para comprender, por ejemplo, lo que las políticas sociales representan en la decisión del voto en favor del PT, o las razones para los defensores de la agroindustria optaren, en su mayoría, por los candidatos tucanes a partir de 2006. Quedan, sin embargo, hiel y maledicencias contra Lula y el PT. En cuanto el papel del ex presidente en la elección de 2014, dice el autor: “Y, una vez más, caso único en nuestra historia, tuvimos como protagonista de una elección presidencial - por la séptima volta consecutiva - Luiz Inácio Lula da Silva. Él representa lo que ha de más atrasado en la política brasileña. Tiene una personalidad que oscila entre Mussum*** y Stalin. Atacó las elites - sin definirlas - y apoyó José Sarney, Jader Barbalho y Renan Calheiros. Habló en poder popular y trasfirió billones de reales de los banco públicos para empresarios aventureros. Hice de todo para que esta elección fuese la más sucia de nuestra historia. Y ha logrado”. Cuanto al Partido de los Trabajadores, evalúa el historiador en la conclusión del libro: “El PT no sobrevive lejano de los beneficios del Estado. Tiene de sustentar millares de militantes profesionales. El socialismo marxista fue substituido por el oportunismo, por la despolitización, por el rebajamiento de la política a las prácticas tradicionales del coronelismo****. La socialización de los medios de producción, macunaimicamente*****, se ha transformado en el mayor saque del Estado brasileño en provecho del partido y de sus secuaces en mayor o menor grado”. O lector de Un País Partido tiene a la disposición un eficiente almanaque con datos cronológicos de la elección de 2014, que o dispensará de buscar en el Google inúmeras veces para encontrar los números de los sondeos o de que Dilma, Aécio y Marina hablaran en los debates. Su autor, entretanto, queda debiendo un análisis más consistente y menos tozudo de una de las elecciones más complejas vividas por el Brasil.

revista vota / Abri de 2015 / año II / nº 02

Sátira de la propaganda política de Obama con Mussum.

Sátira da propaganda política de Obama com Mussum.

respeito do papel do ex-presidente na eleição de 2014, fala o autor: “E, mais uma vez, caso único na nossa história, tivemos como protagonista de uma eleição presidencial - pela sétima vez consecutiva - Luiz Inácio Lula da Silva. Ele representa o que há de mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre Mussum e Stálin. Atacou as elites - sem defini-las - e apoiou José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Falou em poder popular e transferiu bilhões de reais dos bancos públicos para empresários aventureiros. Fez de tudo para que esta eleição fosse a mais suja da nossa história. E conseguiu”. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, avalia o historiador na conclusão do livro: “O PT não sobrevive longe das benesses do Estado. Tem de sustentar milhares de militantes profissionais. O socialismo marxista foi substituído pelo oportunismo, pela despolitização, pelo rebaixamento da política às práticas tradicionais do coronelismo. A socialização dos meios de produção, macunaimicamente, se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do partido e de seus asseclas em maior ou menor grau”. O leitor de Um País Partido tem à disposição um eficiente almanaque com dados cronológicos da eleição de 2014, que o dispensará de ir ao Google inúmeras vezes em busca dos números das pesquisas ou do que Dilma, Aécio e Marina falaram nos debates. Seu autor, no entanto, fica devendo uma análise mais consistente e menos turrona de uma das eleições mais complexas vividas pelo Brasil.


A

genda

2015

6 Y 7 DE MAYO Nome do evento: 1er Congreso Internacional de Comunicación Pública y Marketing Político Tipo de Evento: Congreso País: Colombia Realización: Corporación FORJAR & Publicity Apoyo: ABCOP, El Taller de Políticos, MarketConsultores, VOTA Más Informaciones: http://www.congresocpmp.com/

15 DE MAYO Nome do evento: Poder y Marketing: VI Encuentro Internacional de Marketing Político Tipo de Evento: Seminario País: Ecuador Realización: CPI - Consultores Políticos Independientes Apoyo: ABCOP Más Informaciones: www.poderymarketing.com/

15 Y 16 DE MAYO Nome do evento: Asesoría de Prensa y Comunicación Política para Mandatos y Oficinas Políticas Tipo de Evento: Taller País: Brasil Realización: Manhanelli Associados Apoyo: ABCOP Más Informaciones: www.cursomarketingpolitico.org.br

12 Y 13 DE JUNIO Nome do evento: Inmersión Total en Marketing Político/Electoral Tipo de Evento: Taller País: Brasil Realización: Manhanelli Associados Apoyo: ABCOP Más Informaciones: www.cursomarketingpolitico.org.br

6 E 7 DE MAIO Nome do evento: Poder e Marketing: VI Encontro Internacional de Marketing Político Tipo de Evento: Congresso País: Colômbia Realização: Corporación FORJAR & Publicity Apoio: ABCOP, El Taller de Políticos, MarketConsultores, VOTA Mais Informações: http://www.congresocpmp.com/

15 E 16 DE MAIO Nome do evento: Poder e Marketing: VI Encontro Internacional de Marketing Político Tipo de Evento: Seminário País: Equador Realização: CPI - Consultores Políticos Independientes Apoio: ABCOP Mais Informações: www.poderymarketing.com/

15 E 16 DE MAIO Nome do evento: Assessoria de Imprensa e Comunicação Política para Mandatos e Gabinetes Tipo de Evento: Curso País: Brasil Realização: Manhanelli Associados Apoio: ABCOP Mais Informações: www.cursomarketingpolitico.org.br

12 E 13 DE JUNHO Nome do evento: Imersão Total em Marketing Político/Eleitoral Tipo de Evento: Congresso País: Brasil Realização: Manhanelli Associados Apoio: ABCOP Mais Informações: www.cursomarketingpolitico.org.br


20 Y 21 DE JUNIO Nome do evento: Campañas Electorales En El Siglo XXI: De La Improvisación A La Ciencia – Tercer Ciclo: Marketing y Publicidad, Monitoreo de Campaña, Herramientas Estadísticas y Movilización Electoral. Tipo de Evento: Congreso País: República Dominicana Realización: APP - Academia para la Profesionalización de la Política Apoyo: Fundación Idear Colombia Más Informaciones: www.app.org.do

25, 26 Y 27 DE JUNIO Nome do evento: Cumbre Mundial de Comunicación Política Tipo de Evento: Cumbre País: República Dominicana Realización: Paralelo Cero Apoyo: ABCOP, El Taller de Políticos, Fundación Idear Colombia, MarketConsultores, POLITICOM Más Informaciones: http://www.cumbre2015.com/

10 Y 11 DE JULIO Nome do evento: Formación, Capacitación y Actualización para Consultoria en Marketing Político Tipo de Evento: Taller País: Brasil Realización: Manhanelli Associados Apoyo: ABCOP, Más Informaciones: www.cursomarketingpolitico.org.br

03 Y 04 DE SETIEMBRE Nome do evento: XIV Congreso Brasileño de Comunicación y Marketing Político - POLITICOM Tipo de Evento: Congreso País: Brasil Realización: Paralelo Cero Apoyo: Universidad Federal do Rio de Janeiro & Universidad Federal del Estado del Rio de Janeiro Más Informaciones: www.politicom.com.br/

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20 E 21 DE JUNHO Nome do evento: Campanhas Eleitorais no Século XXI: Do improviso à Ciência - Terceiro Ciclo: Marketing e Publicidade, Monitoramento de Campanhas, Ferramentas Estatísticas e Mobilização Eleitoral. Tipo de Evento: Congresso País: República Dominicana Realização: APP - Academia para Profissionalização da Política Apoio: Fundación Idear Colombia Mais Informações: www.app.org.do

25, 26 E 27 DE JUNHO Nome do evento: Cumbre Mundial de Comunicación Política Tipo de Evento: Congresso País: República Dominicana Realização: Paralelo Cero Apoio: ABCOP, El Taller de Políticos, Fundación Idear Colombia, MarketConsultores, POLITICOM Mais Informações: http://www.cumbre2015.com/

10 E 11 DE JULHO Nome do evento: Formação, Capacitação e Atualização para Consultoria em Marketing Político Tipo de Evento: Curso País: Brasil Realização: Manhanelli Associados Apoio: ABCOP Mais Informações: www.cursomarketingpolitico.org.br

03 E 04 DE SETEMBRO Nome do evento: XIV Congresso Brasileiro de Comunicação e Marketing Político - POLITICOM Tipo de Evento: Congresso País: Brasil Realização: Paralelo Cero Apoio: Universidade Federal do Rio de Janeiro & Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Mais Informações: www.politicom.com.br/


ELECCIONES 2015 URUGUAY - 10 DE MAYO - DEPARTAMENTALES Y MUNICIPALES ESPAÑA - 24 DE MAYO - MUNICIPALES

ELEIÇÕES 2015

URUGUAI - 10 DE MAIO - DEPARTAMENTAIS E MUNICIPAIS

ESPANHA - 24 DE MAIO – MUNICIPAIS

MÉXICO - 7 DE JUNIO LEGISLATIVAS FEDERALES

MÉXICO - 7 DE JUNHO - LEGISLATIVAS FEDERAIS

MÉXICO - 7 DE JUNIO - LOCALES EN 16 ESTADOS (MÚLTIPLOS PUESTOS)

MÉXICO - 7 DE JUNHO - LOCAIS EM 16 ESTADOS (VÁRIOS CARGOS)

MÉXICO - 19 DE JUNIO - LOCAL EN CHIAPAS (DIPUTADOS Y JEFES DELEGACIONALES)

MÉXICO - 19 DE JUNHO - LOCAL EM CHIAPAS (DEPUTADOS E CHEFES DELEGACIONAIS)

PARAGUAY - 26 DE JULIO - INTERNAS PARTIDARIAS MUNICIPALES

PARAGUAI - 26 DE JULHO - INTERNAS PARTIDÁRIAS MUNICIPAIS

GUATEMALA - 6 O 13 DE SEPTIEMBRE - GENERALES (TODOS LOS PUESTOS)

GUATEMALA - 6 OU 13 DE SETEMBRO - GERAIS (TODOS OS CARGOS)

PORTUGAL - 14 DE SEPTIEMBRE A 14 DE OCTUBRE - LEGISLATIVAS NACIONALES COLOMBIA - 25 DE OCTUBRE - LOCALES

ARGENTINA - 25 DE OCTUBRE PRESIDENCIALES Y LEGISLATIVAS NACIONALES PARAGUAY - 15 DE NOVIEMBRE - MUNICIPALES

PORTUGAL - 14 DE SETEMBRO A 14 DE OUTUBRO - LEGISLATIVAS NACIONAIS COLÔMBIA - 25 DE OUTUBRO - LOCAIS

ARGENTINA - 25 DE OUTUBRO PRESIDENCIAIS E LEGISLATIVAS NACIONAIS PARAGUAI - 15 DE NOVEMBRO - MUNICIPAIS


ELECCIONES 2015

ELEIÇÕES 2015

PARAGUAY - 15 DE NOVIEMBRE - MUNICIPALES

PARAGUAI - 15 DE NOVEMBRO - MUNICIPAIS

HAITÍ - 9 DE AGOSTO - LEGISLATIVAS PRIMERA VOLTA

HAITI - 9 DE AGOSTO - LEGISLATIVAS PRIMEIRO TURNO

HAITÍ - 25 DE OCTUBRE - PRESIDENCIAL PRIMERA VOLTA, LEGISLATIVAS SEGUNDA VOLTA

ESPAÑA - HASTA 20 DE DICIEMBRE - GENERALES (PARLAMENTOS)

HAITÍ - 27 DE DICIEMBRE - PRESIDENCIAL SEGUNDA VOLTA

VENEZUELA - SEPTIEMBRE - PARLAMENTARES NACIONALES

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HAITI - 25 DE OUTUBRO - PRESIDENCIAL PRIMEIRO TURNO, LEGISLATIVAS SEGUNDO TURNO

ESPANHA - ATÉ 20 DE DEZEMBRO - GERAIS (PARLAMENTOS)

HAITI - 27 DE DEZEMBRO - PRESIDENCIAL SEGUNDO TURNO

VENEZUELA - SETEMBRO - PARLAMENTARES NACIONAIS


Miembros COORDINCACCIÓN EDITORIAL Caio Manhanelli Científico Social, Antropólogo, Consultor Político. Consultor de la Manhanelli Asociados y Coordinador del Departamento de Investigación. Asociado a ABCOP, ALACOP y miembro fundador y director del IPADE.

Camilo Severino Consultor en Comunicación Política. Ha realizado campañas en Ecuador, Perú y Paraguay. Se formó como Director Creativo en Argentina y es Master en Imagen y Consultoria Política (MAICOP) en Salamanca, España.

Maria Alejandra Trujillo Administradora con énfasis en Gerencia y Planeación Estratégica, Relaciones Internacionales y Estudios Políticos. Altos estudios en Gerencia Política y Gobernabilidad. Coordinadora Política del Partido de la U, Directora de la Fundación Idear y de Marketconsultores.

COORDENAÇÃO EDITORIAL @CaioManhanelli

Cientista Social, Antropólogo, Consultor Político. Consultor da Manhanelli Associados e Coordenador do Departamento de Pesquisas. Associado à ABCOP, ALACOP e membro fundador e diretor do IPADE.

@camiloseve

Consultor en Comunicación Política. Ha realizado campañas en Ecuador, Perú y Paraguay. Se formó como Director Creativo en Argentina y es Master en Imagen y Consultoria Política (MAICOP) en Salamanca, España.

@MarialeTrujillo

Administradora com ênfase em Gerência e Planejamento Estratégico, Relações Internacionais e Estudos Políticos. Altos estudos em Gerência Política e Governabilidade. Coordenadora Política do Partido da U, Diretora da Fundação Idear e da Marketconsultores.


CONSEJO ACADÉMICO

CONSELHO ACADÊMICO

Carlos Manhanelli Presidente de la ABCOP, 18 libros publicados, Profesor en MAICOP, trabaja en área desde 1974. Integra el “Hall de la Fama” de la revista “Campaigns & Elections” y ganador del premio “Gigante de Latinoamérica del Marketing Político”.

@manhanelli

Presidente da ABCOP, 18 livros publicados, Professor do MAICOP, atua na área desde 1974. Integrante do “Hall da Fama” da revista “Campaigns & Elections” e ganhador do prêmio “Gigante da América Latina do Marketing Político”.

Daniel Ivoskus Presidente del Comité Organizador de la Cumbre Mundial de Comunicación Política, CEO de Paralelo Cero. Magíster en Desarrollo Económico Local. Docente de la UNSAM y del Master en Dirección de Comunicación y Nuevas Tecnologías de la Universidad de Oviedo.

Jorge Santiago Barnes Doctor en Comunicación Política, experto en la creación y análisis de imágenes de políticos e instituciones. Director del MAICOP de la Universidad Camilo José Cela y director del área de formación y consultoría del CIGMAP.

Ricardo Paz Ballivián Sociólogo boliviano graduado en la Universidad Nacional Autónoma de México. Entre 1989 y 2014 ha dirigido 37 campañas electorales presidenciales y locales en Argentina, Bolivia, Ecuador, Perú, Paraguay, México y Colombia.

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@divoskus

Presidente do Comitê Organizador da Cumbre Mundial de Comunicação Política, CEO da Paralelo Cero. Mestre em Desenvolvimento Econômico Local. Docente da UNSAM e do Master em Direcionamento de Comunicação e Novas Tecnologias da Universidade de Oviedo.

@masterpolitica

Doutor em Comunicação Política, especialista em criação e análise de imagens de políticos e instituições. Diretor do MAICOP da Universidade Camilo José Cela e Diretor da área de formação e consultoria do CIGMAP.

@ricardopazb

Sociólogo boliviano graduado na Universidade Nacional Autônoma do México. Entre 1989 e 2014 coordenou 37 campanhas eleitorais presidenciais e locais na Argentina, Bolívia, Equador, Peru, Paraguai, México e Colômbia.


CONSEJO EDITORIAL Alexandre Bandeira Consultor político, director de la ABCOP-DF, magister en administración por la UnB y especialista en estrategias y marketing por la FGV, director ejecutivo de la Strattegia Consultoria Política con sede en Brasília/DF.

Aurizio Freitas Consultor Político actuante en nordeste de Brasil, Director de la ABCOP en estado de Ceará, Director de la empresa MP&Cia, Posgrado en Marketing Político, Gerencia Pública y Comunicación Institucional.

Blanca Angarita Abogada egresada de la Universidad Central de Venezuela. Magister en Derecho Administrativo. Líder Emergente IESA 2003. Cursando Doctorado en Derecho Constitucional. Tallerista en Liderazgo y Organización Social. Vicepresidenta Nacional del Partido Progreso Social en Venezuela y Locutora.

Deméthrius Lucena Cursando maestría en Ciencia Política, especialista en Gerencia Pública y Marketing. Consultor y Conferencista en Marketing Político e Electoral. Director de la ABCOP-PA y Director de Comunicación del Instituto Federal de Educación Ciencia y Tecnología del Pará.

CONSELHO EDITORIAL @strattegia

Consultor político, diretor da ABCOP-DF, mestre em administração pela UnB e especialista em estratégia e marketing pela FGV, diretor executivo da Strattegia Consultoria Política com sede em Brasília/DF.

@aurizio

Consultor Político com atuação no nordeste brasileiro, Diretor da ABCOP no Ceará, Diretor da empresa MP&Cia, Pós-Graduado em Marketing Político, Gestão Pública e Comunicação Institucional.

@blancangarita

Advogada formada pela Universidade Central da Venezuela. Mestra em Direito Administrativo. Líder Emergente IESA 2003. Doutoranda em Direito Constitucional. Palestrante em Liderança e Organização Social. Vice-Presidenta Nacional do Partido Progresso Social na Venezuela e Radialista.

@campanhananet

Mestrando em Ciência Política, especialista em Gestão Pública e Marketing. Consultor e Conferencista em Marketing Político e Eleitoral. Diretor da ABCOP-PA e Diretor de Comunicação do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará.


Eduardo Valiente Director General en El Taller de Políticos. Ha trabajado como Asesor Parlamentario, en política partidaria, en campañas electorales para gremios y movimientos, en equipos sobre dirección creativa y comunicación política. Colaborador internacional del Proyecto SPQ Consulting.

@EduValiente

Diretor Geral da El Taller de Políticos. Trabalhou como Assessor Parlamentar, em política partidária, em campanhas eleitorais para grêmios e movimentos, em equipes de direção criativa e comunicação política. Colaborador internacional do Projeto SPQ Consulting.

Marina Raffaelli Comunicadora social (UBA). Equipo de Comunicación en Gobierno de la Provincia de Buenos Aires. Docente de Comunicación Institucional en la Universidad Nacional de Tres de Febrero, Argentina. Docente de Posgrado en Gestión y Desarrollo Gubernamental (UBA).

Nuno Cruz Inácio Especialista en Comunicación Política y Planeamiento Estratégico. Director de la versión portuguesa y docente en la versión española del MAICOP. El único orador Portugués en las últimas tres ediciones de la Cumbre Mundial. Opera en Europa, África y América Latina.

Oswaldo Moreno Consultor Político, especialista en estrategia y diseño de campañas electorales. Con más de diez años de experiencia ha asesorado candidatos y partidos políticos en prácticamente toda la América Latina.

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@marinaraff

Comunicadora Social (UBA). Equipe de Comunicação de Governo da Província de Buenos Aires. Docente de Comunicação Institucional na Universidade Nacional Três de Fevereiro, Argentina. Docente de Pós-graduação em Gestão e Desenvolvimento Governamental (UBA).

@nunocruzinacio

Especialista em comunicação política e planificação estratégica. Diretor da versão portuguesa e docente na versão espanhola do MAICOP. Único orador Português nas ultimas três edições da Cumbre Mundial. Atua na Europa, África e América Latina.

@OswaldoMoreno

Consultor Político, especialista em estratégia e desenho de campanhas eleitorais. Com mais de dez anos de experiência já assessorou candidatos e partidos políticos em praticamente toda a América.


COORDINACIÓN DE TRADUCCIÓN

COORDENAÇÃO DE TRADUÇÃO

Diana Florentin Comunicadora Social, Asistente de Coordinación del Área Social de la Entidad Binacional Yacyreta. Becaria del Programa “Vocational Development Program for Women 2012”, visitando Corea del Sur para exponer la situación general de la Mujer Paraguaya.

@dianaflorentin

Comunicadora Social, Assistente de Coordenação da Área Social da Entidade Binacional Yacyreta. Bolsista do Programa “Vocational Development Program for Women 2012”, visitando a Coreia do Sul para expor a situação geral da Mulher Paraguaia.

Ernesto Aguilar Medina Politólogo Especialista en Opinión Pública y Mercadeo Político. Aluno del MAICOP. Trabajó como Coordinador de Juventud en campaña departamental y en la Dirección de Democracia & Participación del Ministerio del Interior en Colombia.

@aguimedernesto

Cientista Político Especialista em Opinião Pública e Marketing Político. Aluno do MAICOP. Trabalhou como Coordenador de Juventude em campanha departamental e na Direção de Democracia & Participação do Ministério do Interior na Colômbia.

Lívia Sales

@Liviaconsulpol

Licenciada en Ciencia Política por la Universidad de Brasília y Especialista en Políticas Públicas por la UPIS. Trabaja desde 2009 con monitoreo de actividades de los poderes Legislativo y Executivo brasileños.

Bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília e Especialista em Políticas Públicas pela Upis. Atua desde 2009 com monitoramento das atividades dos Poderes Legislativo e Executivo brasileiro.

Paulo Rezende Jr. Politólogo, Master en Asesoramiento de Imagen y Consultoría Política - MAICOP, por la Universidad Pontificia de Salamanca. Consultor en encuesta, estrategia y comunicación política. Miembro de ABCOP.

@rezende85

Cientista Político com Master em Assessoria de Imagem e Comunicação Política – MAICOP, pela Universidade Pontifícia de Salamanca. Consultor em pesquisa, estratégia e comunicação política. Membro da ABCOP.


Ricardo Calvão Publicista. Consultor de marketing político, electoral y de gobierno. Miembro del ABCOP, POLITICOM, ALACOP y AAPC. Especialista en Desarrollo de campañas, la marca y la publicidad subliminal.

PROYECTO GRÁFICO

Homem de publicidade. Consultor de marketing político, eleitoral e do governo. Membro da ABCOP, POLITICOM, ALACOP e AAPC. Especialista em Desenvolvimento de campanhas, branding e propaganda subliminar.

@ricardocalvao

PROJETO GRÁFICO

Patrícia Campinas Licenciada en Diseño Industrial y especialización en Fundamentos de la Cultura y la Arte. Actualmente es estudiante de maestría en la ECA-USP. Trabajó como asistente de arte, diseñadora editorial, ilustradora para animación y área de docencia.

WEBMASTER

Possui graduação em Desenho Industrial e especialização em Fundamentos da Cultura e da Arte. Atualmente é mestranda pela ECA-USP. Trabalhou como assistente de arte, designer editorial, ilustradora para animação e na área de docência.

WEBMASTER

Patrícia Beckestein Consultora política con énfasis en el actualización y asesoramiento web. Capacitación de equipa, organización y planeamiento estratégico, uso de redes sociales y desarrollo de contenido para gerencia de marketing personal.

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@PBeckestein

Consultora política com ênfase e aprimoramento em assessoria web. Treinamento de equipe, organização e planejamento estratégico, uso de redes sociais e desenvolvimento de conteúdo para gestão de marketing pessoal.


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