Ficha Catalográfica G978n
GURGEL, Fátima, 1951-_
Ninguém me ama!. Fátima Gurgel; capa e ilustrações de Márcio Gurgel. 1ª. ed. – Fortaleza, Premius Editora, 2014. 31p. 1.Literatura infantojuvenil. I - Título.
Índice para catálogo sistemático: 1.Literatura infantojuvenil 028.5 2.Literatura infantil 028.5
CDD – 028.5
Por amar tanto...
... mais do que a quantidade de pétalas... Dedico este livrinho às crianças especiais como as estrelas, ores, coelhinhos, netos, sobrinhos...
O menino gostava de cantar. Cantava mais do que as pessoas queriam escutar. Ele pensava:
- NinguĂŠm me ama!
Ele dançava demais. Muito mais do que as pessoas queriam olhar. Então, dizia dentro dele:
- Ninguém me ama!
O menino comia tudo que gostava. Tudo, tudo, atĂŠ fora de hora. As pessoas reclamavam. Ele sentia:
- NinguĂŠm gosta de mim!
A vida dele era assim: Às vezes ótima, Às vezes boa, Às vezes mais ou menos, Às vezes ruim. Ele soube que o amor é muito antigo! Antigo como os dinossauros.
Assistia Tv, Tv, Tv, Tv... Sozinho jĂĄ se sentia acompanhado! As pessoas reclamavam. Ele entristecia: - NinguĂŠm gosta de mim
O menino precisou ir para a escola!
Lá não tinha tudo que gostava por isso ele não quis gostar de tudo que tinha lá.
Ele dizia: - Eu não gosto de ir para a escola. - Lá ninguém me ama.
O menino crescia, crescia. As roupas ficaram pequenas. O pé também cresceu. Os sapatos e sandálias não cresceram. O cabelo cresceu, ele precisou deixar cortar.
Então percebeu. - Alguém cuida de mim! - Alguém me ama!
A irmã do menino ensinava a tarefa. A tia dele, também. A babá do menino, também. A mãe dele sempre olhava tudo. Ele percebeu: - Algumas pessoas me amam!
Ele andava de bicicleta muito bem.
Andava, corria, caia, se levantava, continuava. As pessoas reclamavam. O menino pensava:
- NinguĂŠm me ama!
Pegou uma or, parecida com a margarida, parecida com o girassol. Tocava nas pétalas e dizia: - Alguém me ama. - Alguém não me quer. - Alguém me quer. - Alguém não me ama.
Ele acreditou que os dinossauros ďŹ caram para trĂĄs. Entendeu que o amor vem e vai. Pensou:
- Papai, papai...
- Ninguém me ama!
- Alguém me ama!
Alguém me ama!
Precisamos de escolas especiais, Professores incrĂveis,