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Carnaval do Povo 2018

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Aeiegante Dani Orcisse A nova Rain ado Samba

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IPrefeitura mantem Carnaval Descentralizado

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I Saiba Como Funciona a Avalia<;iio de Desfiles

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lAs mil e uma atividades do carnaval paulista

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I

tradi<;iio

A importancia do regulamento e do manula do avaliador

07

I Novo Casal Cidadiio e Cidadii do Samba

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IParceria de sucesso: a luta pela cultura

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I SAMBA EN REDO: anima e animus da avenida

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10 Empreenderorismo em Prol do samba

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IMestre Gabi e a Fesec

54 183' edi<;iio do carnaval de Vila Esperan<;a

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IFenasamba

56

30

ICDMS: 0 Guardiiio da nossa historia

571 Opera<;iio de carnaval do Governo Estadual

05 IA Palavra do Presidente Nene

06

I Carnaval de SP: movimenta<;iio economica e

I Urn olhar feminino sobre 0 samba

32 IA dan<;a agradece

581 A palavra das colaboradpras

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591 A importiincia da coordena<;iio de carnaval

Icurso de Jornalismo de Carnaval

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Matriz do Sambo


EDITORIAL

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Matriz do Samba Expediente

Diretoria Executiva Presidente • Alexandre Magno (Nene) Vice-Presidente • Manoel Messias (Nel Costa) Diretor de Carnaval- Demis Roberto Diretor Financei ro . Carlos Alberto Santos Jr

(Berin) Secretario Geral - Gilberta Domanico Jr (Nene)

Diretori a Diretor Juridico . Ca milo Augusto Nelo Di retor Administrativo - Tadeu Augusto Maleu5 (r Ka,ula) Diretora de Com u nica~ao - Rosana Pinto Oketor Financei ro Adju nto - Godofredo Nelo (Dudu) Diretor Institucional - Jadir Nascimento Direlor de Projetos Especiais -Alexandre Marcelino Ferreira Diretora de Projetos Culturais - Edleia dos Santos Coordenador Geral de Carnaval- Francisco Junior (Smedley) Secrelaria Adj unta - Debora Justina

Revista do Carnaval Tiragem : 50 mil exemplares Data de lan~amento :1110212018 Diretor Geral· Alexandre Marcelino Ferreira Diretor Comercial· Robson de Oliveira Editora Chefe - Tulipe Helena MTS 48.541 /SP Diretora de Arte· Sandra Mara Minucci Assistente de Arte - Otavio Irineu Modelo da Capa . Dani Orcisse Folo de Capa - Daniel Amorim Folos Internas - Daniel Amorim I Anton io Inacio Pereira Junior (Anju) I Otavio Irineu IAcervo UESP Colaboradores - Maria Aparecida Urbano Gabriel Martins (Fesec) Prefeituras Regionais: Se I Penha I Butanta I SPTuris


MAPA OFICIAL DE AGREMIACOES

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M a triz do Samba

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A UESP possui 53 agremia~oes oficiais e 10 pleiteantes


Prefeitura de Sao Paulo mantem Do

Redo~ao

prefeito )000 Doria (PSDB) manteve a descentralizac,:ao do Carnaval na Cidade de Sao Paulo. Apos deciarac,:oes feitas em 2017, 0 plano do prefeito de levar os tradicionais blocos de rua que circulam na capital, principalmente na Vila Madalena, para a Avenida 23 de Maio, nao sera colocado em pratica. Doria tambem ressaltou a intenc,:ao de intensificar nos proximos anos as pollticas que visam o aumento do investimento do setor privado no set or. Apesar da decisao de manter 0 mesmo modelo, pela segunda vez, ocorrera a concentrac,:ao de megablocos na Avenida 23 de Maio. Segundo 0 prefeito, e um teste para instituir na Cidade de Sao Paulo um circuito comercial semelhante ao utilizado em Salvador, na Bahia .. HE um teste que nos vamos fazer", afirmou 0 prefeito Doria, durante entrevista coletiva concedida imprensa, no final de janeiro deste ano. A via, que ja abrigou alguns desfiles no ano passado, ira receber neste ano algumas das atrac,:oes mais esperadas na cidade, como 0 bloco da cantora baiana Claudia Leitte. 0 evento que ocorrera no trecho que tem cerca de 1,4 I?m de distcmcia, entre os viadutos Pedroso e Santa Generosa, tem uma previsao de publico de 500 mil pessoas p~r dia, segundo informac,:oes da prefeitura. Apesar do grande numero de reciamac,:oes dos moradores das regioes que recebem os blocos, p~r conta do transito excessive e 0 acumulo de lixo, a capital recebe com alegria cerca de 500 blocos, no pre e pos Carnaval, dias que antecedem e sucedem os quatro dias dos desfiles oficiais. Neste ano, esta prevista tambem a distribui- ..._......_ --' c,:ao de 21 mil banheiros qUlmicos roto, divulga,ao

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durante 0 Carnaval de Rua de Sao Paulo, numero 50% maior que no ultimo ano. Cerca de 4 milhoes de folioes sao esperados para participar das apresentac,:oes nas ruas, dentre elas os desfiles das escolas de samba da UESP, a Uniao das Escolas de Samba de Sao Paulo, que acontecem entre os dias 11 e 12 de fevereiro, respectivamente domingo e segunda-feira de Carnaval. 41 REVISTA CARNAVAL 00 povo I Eou;Ao 2018


A PALAVRA DO PRESIDENTE

Matriz do Samba Ale.andre Magno (Neni) Pre,idente da UESP futuro chega e sem pedir licen~a nos convida a aventurar p~r trilhos enigmaticos, que iraQ nos conduzir a caminhos que os desbravadores leones do nosso samba deixaram de legado para serem encontrados e reconduzidos a uma outra perspectiva.

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Talvez alguns de nossos mestres como Seu Nene, Inocencio Mulata,Geraldo Filme, Madrinha Eunice, Xango do Vila Maria, Pe Rachado, entre outros, que, com seu notorio saber, ja profetizaram as dificuldades que irramos ter de enfrentar no presente momento. Entretanto, os novos rumos em seus novos tempos de camaval devem hoje ser desmistificados, pois a heran~a cultural que nos faz relicarios precisa ser preservada e fomentada enquanto cultura negra brasileira. Perspectiva de uma nova gestao administrativa nos faz pensar que 0 futuro esta muito mais proximo do que 0 presente pode indicar. Fortalecer 0 futuro do camaval sera uma missao que requer 0 maximo do sambista, colocando a prova seu inteleeto, criatividade e comprometimento. Moderniza~ao

na estrutura enos conceitos organizacionais do camava!, fortalecimento das agremia~6es camavalescas, melhorias de infraestrutura, por meio de rela~6es politicos e comerciais, sao apenas alguns dos pontos elementares no novo quadrienio que vern p~r of. Eassim que a UESP, a Matriz do Samba, 0 lugar onde 0 passado e alicerce e 0 presente e trampolim para 0 futuro do sambista, se fortalece com 0 objetivo de manter o legado e vencer os desafios. REVISTACARNAVAL DO POVO I EDII,AO 2018

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CARNAVAL DE s10 PAULO: Movimenta~ao

da economia e resgate da tradi~ao

arnaval e tempo de festa, alegria e comemora~ao. Certo? Certissimo. Mas vai muito alem. Aqui em sao Paulo, Carnaval tam bern e coisa seria. Em 2017, rna is de 130 mil pessoas passaram pelo Samb6dromo e cerca de 3 milhoes de folioes foram para as ruas da capital paulista. Em 2018, esse numero deve subir ainda mais, ja que aumentou 0 numero de desfiles de blocas, passando para quase 500 este ano. Bern, e 0 que isso quer dizer? Quer dizer que existe uma grande industria por tras do Carnaval que mobiliza a economia, gera empregos, atrai turistas e movimenta lojas, bares, hoteis, restaurantes e toda uma cadeia. De acordo com dados do Observat6rio de Turismo e Eventos da sao Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo), aproximadamente 20% do publico do Samb6dromo e formado por pessoas de fora da capital, 0 que representa mais de 25 mil pessoas. )a nos blocos, 10% sao de outras cidades, ou seja, cerca de 300 mil pessoas. sao milhares de visitantes que vern para sao Paulo gastar por aqui e fortalecer nosso comercio.)untas, as festas no Samb6dromo e na rua movimentam mais de R$ 400 milhoes da cidade, somente com os gastos dos folioes. Ainda tern mais. Somente as escolas de samba empregam rna is de 5 mil pessoas, sem contar os postos de trabalho indiretos. No Samb6dromo, mais de mil trabalham para que a festa aconte~a. E entre 2 e 4 mil folioes desfilam por cada escola de samba. Esse e urn impacto positivo muito significativo para a cidade. E como se nao bastasse a importancia economica do Carnaval, ainda ha urn fator muito importante: 0 cultural. A despeito de haver pessoas que nao gostam de samba (!), 0 Carnaval e uma mem6ria brasileira, mobiliza varias comunidades, traz lazer para muita gente e cultiva as tradi~oes, que passam de pai para filho. E essa identidade cultural tambem deve ser respeitada. A Prefeitura de sao Paulo entende essa importancia e, por isso, continua investindo no evento, que deve trazer urn retorno ainda maior para a capital paulista este ano. A diferen~a e que esta administra~ao esta buscando mais parcerias com a iniciativa privada de modo a fortalecer 0 Carnaval ao mesmo tempo em que pode direcionar recursos publicos para outras areas. Gestao eficiente, mesmo na folia.

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David Barioni Neto - Presidente do SPTuris

Urn abra~o a todos e born Carnaval.

6 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDI9AO 2018

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di vu'ga~Qo

Sp Turis


Novos Cidadao e Cidada Samba sao anunciados na comemora~ao do Dia Nacional do Samba o evenlo g.aluilo leve inicio no dia I de deaemb.o de 2017 e 101 ale â&#x20AC;˘â&#x20AC;˘ 6 ho.a, da manhii, do dia 2. Do

Redo~ao

o dia lQ de dezembro de 2017, a Uniao das Escolas de Samba realizou seu tradicional evento em comemora~ao ao Dia Nacional do Samba. 0 anuncio do Cidadao e Cidada Samba aconteceu no meio da noite. Seo Edson e Dona Maria Antonia, ambos representantes da Escola de Samba Leandro de Itaquera, foram os escolhidos. Eles possuem uma trajetoria de luta e de muita atua~ao na agremia~ao localizada na zona leste da capital paulista. Na festa, em que os pavilh6es das agremia~6es, as velhas guardas, muitos compositores, baianas e sambistas foram recebidos com as honras merecidas, 0 novo casal recebeu as faixas que representante 0 titulo de cidadania do Samba. Apenas os grandes baluartes do Samba participam da sele~ao feita entre os componentes da Embaixada do Samba. A escolha e feita anualmente. Ate 0 proximo Carnaval, os detentores das faixas estarao presentes em diversas festividades culturais e sambisticas da Cidade de Sao Paulo.

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Comemo.asiio lamllem ma.ea 0 Dla do Samlla Mais uma vez, 0 Dia Nacional do Samba foi celebrado com muita alegria e bom samba, na sede da Uniao das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), na Bela vista, nesta mesma data. A comemora~ao foi mais uma das celebra~6es que ocorreram no grande evento promovido pela entidade. Como ja e tradi~ao, 0 evento entra madrugada adentro e e encerrado somente no outro dia pela manha. Na animada roda de samba, os baluartes cantam e dan~am ao som do melhor do partido-alto e samba enredo. A louva<:ao come~a quando uma vela e acesa dando inicio a "Vigilia do Samba". Apos a alvorada, que acontece antes do nascer do sol, a "Carta do Samba", documento historico que retrata 0 primeiro encontro de sambistas em 1962 e a importancia da luta pel a resistencia cultural, elida e uma missa e celebrada. â&#x20AC;˘ fo tos acervo UESP

REVISTA CARNAVAL 00 POVO 1EOIt;Ao 2018

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SOMOS

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SAMBA ENREDO,

anima e animus de tudo que ocorre na avenida!

a muito tempo falamos sobre 0 ato de composi~oo do samba enredo. Aquele momento magico, fecundo e infinito que nasce na mente do poeta e toma forma entre vozes, canticos e batuques. Acertam-se os tempos, vem luz todo sentimento e tudo desagua em um grande vertedouro em formwwa de can~oo, maniatado a uma maravilhosa pulsa~oo ritmica, que vem de longe... Vem da Africa! Vem dos lamentos incontaveissob 0 jugo escravagista. Da senzala onde ecoaram gritos de dor, de murmurio e tamoom canticos de jubilo, de "alegria" e de fe em festejos sincreticos adotados como forma de preserva~oo e coexist€mcia da sabedoria ancestral do continente mae. o Samba e antes e acima de tudo um grande lamento. Quando os batuques freneltic(". nos transportam para uma dimensCio acima do tangivel, aquele lugar onde nOIlOS ansei,os sao satisfeitos pelo canto que induz imagens em sinergia com os tam bores que vi~.ralmf profundos, allemelhados ao nOllo pulso vital! Desde 0 surgimento da primeira Escola De Samba em 1925, a Deixa Falar la no Estacio o samba vem se transformando. Ela trouxe como contribui~oo uma maneira diferente fazer samba, sem a influencia do Maxixe, ritmo mais popular no Brasil do seculo XIX, e utiliza~oo do Surdo e da Cuica, duas grandes inova~oes importantillimas para 0 Salm~'" contemporaneo. Noa podemos falar de Samba Enredo sem falar dos sambas do Estacio. Desde muito antes de 1937, epoca em que Cetulio Vargas institui a obrigatoriedade das Escolas de Samba trazer em seus enredos, homenagens historia do Brasil, escolas como a Deixa Falar do Estacio ja inseriam em seussambas exalta~Oes aos fatos historicos brasileiros como em 1932, cujo Samba Enredo era "A Primavera e a Revolu~oo de Outubro" em homenagem,o<ascenllEill>Qo JOO<iIer de Cetulio Vargas em 1930. No mesma proporC;ao que 0 sincretismo garantiu a coexistencia de certo modo "padfica" entre os cultos ancestrais africanos, afro-brasileiros e, 0 catolicismo de raiz europeia, 0 Samba Enredo valeu-se do louvor aos temas e vultos nacionais como forma de garantir sua livre exprelloo. Esta estrategia deu tao certo que os Sambas Enredo do Estacio tocaram euforicamente nas radios brasileiras e funcionaram como maquina de divulga~oo do governo do proprio Cetulio Vargas. De la pra ca, 0 Samba Enredo se prestou a inumeros fins e desejos no recorte historico das decadas. Sempre ouvimos aqui e ali alguma critica mais incisiva aossambistas integrantes das escolas de samba bem como as suas obras. Criou-se atraves dos anos um falso consenso de que os sambistas sempre tiveram uma postura de certa "aliena~oo" a conjuntura social e politica de nOllo pais. A estes devemos asseverar que a manifesta~oo de uma escola de samba em desfile e um ato social e politico sem allumir partidarismos. Eacima de tudo um exercicio da resistencia cultural num pais famoso por noo cultivar sua historia e muitas vezes distorce-Ia. Poderiamos citar exemplos como a majestade poetica e melodica de sambas como "Herois da Liberdade" do Imperio Serrano de 1969 de autoria de Silas de Oliveira, Mano Decio da Viola e Manoel Ferreira que descreveram de forma unica a luta contra 0 sistema escravagista. Tambem a contesta~oo do que e belo, unida a uma contundente critica sobre qual 0 papel das institui~Oes sociais e religiosas num pais que agoniza pela fome esta presente no Samba Enredo da Beija Flor de 1989 - "Ratos e urubus ..• Larguem minha fantasia". Versos do porte de "Pergunte ao criador quem criou esta aquarela. Livre do a~oite da senzala. Preso na miseria da favela..." sO poderiam ser cantados por uma escola como a tradicional Mangueira no lapidar Samba Enredo "Cem anos de Liberdade ... Realidade ou ilusao? o Samba Enredo tambem cantou 0 amor como ninguem. Exemplo dillo e "Iracema, a virgem doa labios de mel" da Beija Flor de 2017 que descreveu com uma poetica muito cria'tlva""o romance de mesmo nome. A altivez do povo negro tambem foi largamente cantada pelo Samba Enredo. Exemplo dillo e 0 historico "Negros Maravilhosos "Mutuo mundo Kitolro" cantado pelo Camisa Verde e Branco em 1982. Composi~oo do imortal Talismo. o Samba Enredo e uma ~a musical distinta das demais pois, tem objetivos implicitos e a finalidade objetiva de levar os componentes do cortejo a uma catarse coletiva de alegria e entusiasmo, enquanto em outras composi~Oes estes interesses sao facultativos de acordo com a visoo e sentimento do compositor. Epreciso, ao se falar de Samba Enredo, reconhecer seu carater motivador, cultural e critico dos usos e costumes da sociedade que fazemos parte. 0 Samba Enredo e uma obra inedita ana a ana e por isso reflete 0 seu tempo e sua gente. Edele e por ele que cunhamos a frase que encerra nOlla homenagem a este genero musical que ultrapallou oslimites da musica, pallando a ser um estilo de vida! "Na propor~oo que a Bateria e 0 cora~oo da entidade, 0 Samba Enredo e sua alma (anima e animus) de tudo que

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ocorre no avenida."

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REVISTA CAR NAVAL DO POVO 1EDIC;AO 2018

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AV. ELISEU DEALMEIDA


UNIDOS DE SAO LUCAS G.R.C.t:.S. UNIDOS Of

sAo LUCAS

TemD Enredo 2018: Do Vila de Poranopiacoba 00 polo petroqu(mico. Santo Andre engrenagem do samba! FundofDo: 22 de agosto de 1980 Cores: Vermelho, preto e bronco SimboJo: Pande/fO com aperto de maDS Saifro: Porque Sao Lucas Presidente: Marisrefo do Amara!

FLOR DE VILA DALILA G.R.C.E.S. FlOR DE VILA DALILA

Tema Enredo 2018: A divino OfTe de se cer municar FundofDo: 31 de mar~o de 1973 Cores: Azul e Bronco 51mbolo: Surdo 80i"o: VIla Dalila Presidente: Hudson Pinheiro dos Somas

PRIMEIRA DA CIDADE LIDER t.R-eLS. PIUMEIItA OA (IDADE lfoER

Temo Enredo 2018: 0 Milagre do 5ertao Fundo{iio: 1 de abril de 1993 Cores: Azul e amarelo Simbo/o: Sol Boirro: Cidade Lider Presidente: M6rio Alves Lucas

ACADEMICOS DO IPIRANGA G.R. C.E.S ACAotMICOS 00 IPIRANGA

Temo Enredo 2018: No Tijuco 0 canto do riqueza Fundo{oo: 30 de setembro de 1967 Cores: Vermelho, amarela, preto e branco Simbo/o: Livro, pandeiro e pena Boirro: Jpiranga Presidente: Patricia Waleska

PROVA DE FOGO s.c. G.••

PROVA DE FOGO

Tema Enredo 2018: Chiquinha Gonzaga a mOUlorco do musko popular braslieira Fundafoo: 76 dejunho de 7974 Cores: Vermelho, preto, bronco e omOfelo 51mbolo: Choma de fogo e casal de mesrre soJo e pona bonde/fa 80;rro: Piritubo Presidente: Tacleu Kaculo

ACADEMICOS DE SAOJORGE G.R.C.E.S ACAD~MJCOS DE SAO JORGE

Temo Enredo 2018: ife." Terra Sagrodo dos Deuses, Ber\o da Civiliza\ao laruM Fundo~iio: 23 de moia de 2005 Cores: Vermelha, omorela, preto, azul e bronco Sfmbo/o: SiJo jorge Boirro: Vila Sabrina Presidente: Claudia Fominha


Uma grande festa: Carnaval 2018 no Butanta A afirmacao do Prefeito Reg ional do Butanta, Paulo Vitor Sapienza, de que neste ano, 0 carnaval sera ainda melhor do que em 2017 resultou em reu nioes que definiram as diretrizes para 2018, ai nda em junho do ano passado . 0 evento alegra a cidade en t re os dias 11 e 12 de feverelro. Para 2018, en tre as decisoes ja tomadas em vigor, esta a manutencao do desfile d este ano, na Avenida El iseu de A lmeida entre a Av Laudo Ferreira de Camargo a R. Cam inho do Engenho, algo que se mostrou muito adequado. Toda a equipe local de prod ucao concentrou es forcos na busca da estrutura necessaria para 0 desfi le das Escolas de Samba do Grupo 2. A UESP - Uniao das Escolas de Samba Paulistanas segue, atraves de seu Presidente, Alexandre Magno, trabalhando em conjunto com a Prefeitura Regional do Bu t anta. Esta grande parceria ainda ira gerar muitos frutos em prol do carnava l paulistano.

11/0212016- DOMINGO IU: ACHE 01140 ODE

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PROVA DE FOGO

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HOR DE LIZ


BOEMIOS DA VILA G.R.C.E.S. Boh"IOS OA VILA

Tema fnredo 2018: Do narureza 00 Cornval. Tudo se (ceria, nado se perde. Tudo se

trons/orma ore em famasia. Fundo,6o: 28 de setembro de 1989 Cores: AZul, verme/ho e bronco 5imbolo: Carcolo e bengaia 80;"0: jordim Imbe Presidente: Adilson do Silva

UNIAO

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IMPERIAL GJI.C.5.E.S UNIAo IMPERIAL

Temo fnredo 2018: Urn vaG anunciador... A separoc;ao elerna do dio e do nOlte

Funda,ao: 25 de abrilde 1982 Cores: Verde, verme/ho e bronco

Simbolo: Coroo 80;(ro: Ponce Rasa Presidente: Vafdevif/O Botisco do Silva

VALE ENCANTADO

U.INDEPENDENTE DAZONASUL G.R.C.E.S UNIAo IDE PENDENTE DA ZONA SUL

Temo Enredo 2018: Uma Noite de Holloween Fundofoo: 15 de setembro de 1984 Cores: Verde, vermelho, azul e bronco 5lmbolo: Estrelo Boi"o: Ameflcon6polis Presidente: SOnio limo Pinto

IMPERIO LAPEANO G.R.C.S.£'U.E.S IMP'RIO LAPEANO

Temo Enredo 2018: A Imperio pediu e a Liga do justi,a se Umu Fundo,ao: 27 de abnl de 1974 Cores: Verde, vermelho e bronco 5lmbolo: Coroa Bol"o: Vila Leopoldina Presidente: Luiza Fonseca

FLOR DE LIS G.R.C.E.S FlOR DE LIS DA ZONA SUL

G.R.E.S .. UNIOOS DO VALE fNCANTAOO

Tema fnredo 2018: Vale Encanrado e

seus guerreiros no cransversol do tempo Fundac;iio: 18 de marc;o de 1987 Cores: Velmelho, amerelo, azul e bronco S(mbolo: Montonho e vale

Bairro: Odade Memor Presidente: M6rio Caetano

Temo Enredo 2018: Viogem pitoresca de um rei do terra do Mandacoru Fundo,oo: 13 de maio de 1976 Cores: Azul e Branco 5lmbolo: Flor de liz Boi"o:)abaquara Presidente: Rodlsley Pereira de Oliveira


Lendario mestre-sala do Carnaval paulistano esta a frente da FESEC Dc

Redc~(10

M

estre "Maravilha", 0 Mestre Gabi, e 0 presidente da FESEC, a Federa!;ao das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas do Estado de Sao Paulo. Gabriel de Souza Martins, 0 Mestre Gabi, faz jus aos elogios e tltulos que recebeu ao longo dos quase 40 anos dedicados ao mundo do samba. Ao lado de sua esposa Vivi, 0 mestre recebeu 0 titulo de melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira do seculo, durante uma elei!;ao promovida pelo jornal Folha de Sao Paulo. Mestre Gabi e urn dos fundadores da Embaixada do Samba Paulistano da UESP das Escolas de Samba de Sao Paulo) onde atua rna is de 15 anos como embaixador. Apesclr de todas as honrarias merecidas, sua trajetoria e "'nilii~nnlrin no mundo do samba destacam a preocupa!;ao do sambista, que tam bern tern 0 titulo e Embaixa-Mestre, com os rumos do Carnaval atual, mesmo A:om toda sua grandiosidade. Esse posicionamento pode I ser visto na sua gestao a frente da FESEC, a Federa!;ao das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas do Estado de Sao Paulo. A entidade foi fundada em 13 de julho de 1984 e nas ultimas tres decadas, foi responsavel pela realiza!;ao de cursos de jurados do carnaval que avaliaram os desfiles em diferentes municipios paulistas e cidades de outros estados brasileiros. Dentre as principais iniciativas do orgao, destaque para a premia!;ao anual do TROFEU SAMBISTA DE OURO. 0 premio tern como objetivo homenagear sambistas, carnavalescos e entidades carnavalescas por suas realiza-

k10r

c;oes.

fQto:~ccn'O UESI'

Acostumado a cortejar e proteger 0 maior simbolo da escola de samba, 0 seu pavilhao, Mestre Gabi, age da mesma forma na dire!;ao da FESEC e na condu!;ao dos projetos da casa. Para a FESEC, os trabalhos nas escolas de samba devem ir alem da apresenta!;ao na passarela do samba. A diretoria da federa!;ao sempre esta disposta a tomar iniciativas para discutir, repensar e projetar melhorias para expandir 0 raio de atua!;ao das escolas de samba.

161 REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDIGAo 2018


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Ileila a co,le do Ca,naual 2018

Po. Tullpe Helena

Com entrada aberta ao publico Matilde) tambem foram homenageadas. Ao som de "Cabaret", de Louis Armstrong, as rainhas entraram no palco escoltadas pelos candidatos ao premio Passista de Ouro.

I:r<bbertura emocionante! Assim 0 publico presente descreveu as homenagens prestadas as rainhas Simone Sampaio (Rainha das Rainhas) e Patricia Cruz (Rainha da UESP 2014) que marcaram 0 infcio do Concurso Miss UESP - Rainha do Samba & Passista de Ouro. A 9g edir;ao do evento, que t eve um alto nfvel de candidatos, ocorreu no dia 24 de janeiro deste anD e 16tou 0 Grande Audit6rio no Anhembi. Na ocasieo foram eleitos: a Rainha do Samba, 0 Passista de Ouro e de Prata e duas princesas para 0 Carnaval 2018. Todos foram avaliados nos quesitos comunicar;eo, estetica corporal, elegancia, simpatia e samba no pe. Glorinha, a "Eterna Embaixatriz" e Ariellen Domiciano (Rainha do Carnaval 2013 e atual Rainha de Bateria da Nene de Vila

LE

J6 Glorinha foi carregada nos brar;os pelos rapazes, 0 que fez 0 publico aplaudir ainda mais a apresentar;ao. Dando continuidade ao evento, os candidatos apresentaram uma bela coreografia de Solange Ferreira ao som da cantora Rose Japeo. Muitas outras apresentar;oes masculinas e femininas, individuais e em grupo com diversas trocas

de roupas, tambem foram noite.

o

0

ponto alto da

presidente da UESP (Uniao das Escolas de Samba Paulistanas), Alexandre Magno, abriu 0 cerimonial e com a mesma desenvoltura de sempre transmitiu a sua mensagem de boas vindas ao publico. A programar;ao seguiu com Em uma das apresentar;oes, uma passsista Plus Size se

181 REVISTACARNAVAL DO POVO I EDIC;Ao 2018


o concurso MISS UESP 2018 lotou 0 Grande Auditorio no Anhembi. destacou esbanjando carisma. No momento do "samba no pe", a bateria da Escola de Samba Academicos de Sao Jorge, da zona norte da capital, tambem deu 0 seu show Valesl:w Reis (Assistente de Palco do Programa Hora do Faro, modelo e Rainha de Bateria da Escola de Samba Imperio de Casa Verde) e Nill Marcondes (Ator), foram os

apresentadores do evento. Eles deixaram os cerca de 27 candidatos, que receberam tambem todo 0 carinho do publico presente, a vontade para a grande disputa. As demais atra!;oes do noite, 0 grupo Samba de Bamba e 0 Dj Grand Master Nei, que tocou seu som no intervalo dos desfiles, tambem alegraram a festa.

Durante seu discurso, 0 presidente "Nene", foi enfatico, "0 nlvel do nosso concurso e

altissimo. A nossa entidade faz questao de prom over este evento neste mesmo nlvel eleva do todos os anos. Esta e a grande oportunidade dos candidatos participarem de um concurso tradicional e com esta di-

Para encerrar, a divulga!;ao do resultado: Dani Orcisse (Rainha do Samba), Bruna Negresl?a (19 Princesa), Jennifer Weida (29 Princesa), Everton Bernardini (Passista de Prato) e Allan Costa (Passista de Ouro). Enfim, todos conheceram a nova corte que ja demonstrou beleza e muita simpatia.

A. palav.a. do P.e.idente da UE.P, Alexand.e Magno. Fo\o: Daniel Amorim

ISTACARNAVAL DO POVO I EDICAo 2018

119


mensao." Ele conclui: "Nossas agremia~6es sao base do Carnaval. A nossa inten~ao sempre sera dar destaque para os sambistas das comunidades."

a

Show do canto. Relna.do e ap.e.entaSio da "Bate.ia de Bamba tt Um dos pontos altos do evento Miss UESP 2018 foi 0 show do cantor Reinaldo. cantor completou recentemente 30 anos de carreira e vem apresentando seu show comemorativo por todo o pais. A atra~ao empolgou 0 publico que aguardava 0 resultado da somatoria das notas dos participantes do concurso. Antes do resultado, a bate ria da Escola de Samba Nene de Vila Matilde deu seu show mostrando a todos sua tradicional cademcia que ressalta a sua "batucada". Foram

o

momentos de presentes.

descontra~ao

para todos os

Hlsto.ico do concu â&#x20AC;˘â&#x20AC;˘o Mis. UESP

o concurso Miss UESP foi

criado pelo ex-presidente Kaxitu Ricardo Campos, no ana de 2009, e teve sua primeira edi~ao em 2010. Seu intuito, alem de valorizar as agremia~6es da UESP, e tambem descobrir novos talentos e lapida-Ios. Toda uma prepara~ao e feita durante as previas da competi~ao e ao longo do "reinado" dos participantes. A premia~ao e prova de que a beleza de uma corte nao esta relacionada condi~ao social, senso geografico ou propor~ao de tamanho das agremia~6es carnavalescas. Miss UESP nao so valoriza os sambistas como tambem impulsiona as agremia~6es as quais os candidatos participam, sejam elas, dos grupos I, II, III, IV, dos Blocos e das agremia~6es Pleiteantes.

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FENASAMBA

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Federa~ao

Nacional das Escolas de Samba - FENASAMBA foi fundada em 15 de julho de 2017, durante os debates da 4Q Camavalia/Sambacom, no Rio de Janeiro, com a participa~ao de varias ligas e entidades representativas de todo 0 pais, com 0 objetivo de lutar pela implemen-

ta~ao de politicas _

' I ~ .' publicas em defesa do camaval e das escolas de samba, maior manifesta~ao de nossa cultura popular. A cria~ao da FENASAMBA e uma resposta das entidades camavalescas de todo 0 pais crise que amea~a a sobrevivencia dos desfiles das escolas de samba em centenas de municipios brasileiros, colocando em risco essa que e a maior manifesta~ao cultural do povo brasileiro, e consequencia natural da Articula~ao Nacional do Camaval, constituida em 25 de junho de 2013, durante a Audiencia Publica sobre a Cadeia Produtiva do Carnaval, em Brasilia, e consolidada nas 2Q e 3Q edi~6es da Carnavalia/Sambacom - Feira de Neg6cios do Carnaval e Encontro Nacional do Samba, em 2015 e 2016, no Rio de Janeiro, e no I Forum UESP, em Sao Paulo, em dezembro de 2016. Fundada pol' 53 Ligas e Associa~6es de Escolas de Samba de 10 estados, representando 616 Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos, e POI' 37 pessoas fisicas, a Federa~ao Nacional das Escolas de Samba - FENASAMBA elegeu, no dia 30 de setembro de 2017, em Assembleia Geral, realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Sao Paulo, a sua primeira Diretoria Executiva, presidida POl' Kaxitu Ricardo Campos, ex-presidente da Uniao das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), tendo San-'·0 Avelar, representando da Liga

a

das Esoolas de Samba Brasileiras (Liesb), que reline as entidades que desfilam na Intendente Magalhaes, no Rio de Janeiro, como vice-presidente; Moacyr Oliveira Filho, de Brasilia, como 'Secretario-Geral; William Soares PaixOO, de Jundiai, como Diretor Administrativo e Financeiro; Juarez Gutierrez de Souza, de Porto Alegre, como Diretor de Rela~6es Institucionais; Fabio Botelho, de Florianopolis, como Diretor de Marl?eting e Eventos, alem de cinco vice-presidentes regionais. Na sua Assembleia Ceral de funda~ao, a FENASAMBA aprovou, ainda, a concessao dos titulos de S6cio Benemerito nQ " ao presidente de honra da Beija-Flor de Nilopolis e membro do Conselho Superior da Liesa, Aniz Abrahao David, e de SOcio Benemerito nQ 2, ao presidente da Portela, Luis Carlos MagalhCies,

a

presente reUOlao, pelos servi~os prestados ao camaval brasileiro. A FENASAMBA e um poderoso instrumento de mobiliza~ao dos carnavalescos e sambistas do Brasil e um canal de interlocu~ao com a sociedade, os poderes publicos federal, estaduais e municipais e a iniciativa privada, para 0 debate de um conjunto de pautas que preserve os desfiles das escolas de samba em todo 0 pais e construa uma agenda pos-crise, a medio e longo prazo, preparando nossas entidades para 0 futuro, passada a tempestade que ora enfrentamos, e apontando solu~6es que viabilizem nao so a realiza~ao dos desfiles das escolas de samba,

22 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDIi:;Ao 2018

mas garanta 0 oxigenio necessarlo para que as entidades carnavalescas sobrevivam, cres~am e se consolidem como expressao mais genuina da alma do nosso povo. A FENASAMBA nasce com 0 compromisso de lutar para que 0 Poder Publico, diante da grave situa~ao que ora se apresenta, reconhe~a que a cadeia produtiva do carnaval representa uma importante oportunidade de se continual' impulsionando a gera~ao de riqueza, emprego e renda em nosso Pais, com a cria~ao e implementa~ao de politicas publicas que vlabilizem essas atividades, bem como a aprova~ao de legisla~ao especifica que estimule seu desenvolvimento, pois trata-se de uma manifesta¢lo genuinamente brasileira, d e relevante dimensao cultural. E nosso compromisso impedir que a crise econOmica continue ferindo de morte carnavak consolidados que sendo cancelados, como e 0 de Brasl1ia. que hCi quatro anos realiza 0 desfile das suas escolas de samba, ~ados de cancelam'~nto au gravernente prejudicados com cortes de verba publicas, POI' conta da miopia politica de gestores que enxergam 0 camaval somente com gasto, e nOo reconhecendo a importante movlr'rleJ7ta~ao econ6mica local, proparclonada pelo espetCiculo cultural representado pelos desfiles das escolas de samba, nem a sua inquestion6vel importancia cultural. Em dezembro do ano passado, a FENASAMBA articulou a instala~ao da Frente Partamentar Mista em Defesa do Economia Criativa do Carnaval e dos Escolas de Samba, assinada pOl' 193 deputados federais e 27 senadores, no Congresso Nacional, e, em rnaJ'9>, vai promover uma Audiencia PUblica para discutir a situa~ao das escolas. de samba em t odo 0 pais e encaminhar reivindica~6es do Govemo Federal.


VILA ESPERAN A AVENIDAALVINOPOLIS


Carnaval agita os distritos da PRPenha Organizac;:ao e planejamento sao os pontos principais deste ano A Prefeitura Regional Penha atende os distritos de Artur Alvim. Cangaiba, Penha e Vila Mati lde e para mantermos 0 sucesso do Carnaval de Rua rea lizado em 2017 foi necessa rio focar em dois pontos organiza<;:ao e planejamento. Ago ra em 2018. 0 num ero de blocos aumentou e as reunioes entre os envo lvidos, como PR,/ Penha, PM. GCM. CET. SPtrans, SPturis mostra 0 quanto e impo rta nte que todos os orgaos caminhem juntos. Ass im. como out ro s eventos ofic iais, 0 Carnaval de Rua fo i autorizado por uma Portaria. com publ ica<;:ao no Diario Oficial da Cidade. Os grupos p recisam obedecer algun s criteri os. como o limite de ru ido e 0 trajeto de passagens devidamente si na lizadas aos pedestres Durante a festa . fica pro ibido 0 transito de veiculos pelas ru as e g ram ados. Os des files do s blocos acontecem nos dias 03, 04, 13.17 e 18 fevereiro e para que corra tudo ". bem durante a festa. a PRPenha cuida da zeladoria e limpez tod o 0 circuito dos blocos. E de grande importancia que os participantes tambem ajudem e manter os lo ca is limpos. o tro evento importante dessa epoca. acontece na Vila Espera a. Em 2018. 0 Grand ~ arval da Alvinopol is a 87' edi<;:ao. reunindo a Uniao das Es olas de Sao Paulo CUES e rg~os publicos envoi i PM, GCM. CET. entre out ro s. Ca rnaval de Vil a e um dos eventos mais antigos e adicionais da cidade de Sao estimado e de 30 mil pessoas por dia Nos t res dias d e Carnaval, 10. aulo. Em 2018. 0 publi 1 e 12 e fevere iro, serao rado s 120 mil visitantes para a reg ao, em 2017 foram esti mad as mais d e 100 m il ""E~SSOa 'l Considerac:jo 0 -"I:'_~~ maior Carnaval da cidade de Sao Paulo. so tem m-n e os desfiles realizados no Anhembi.

CACIQUE DO PARQUE

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18:20

19:00

19:40

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PRIMEIAA DE ERMElINENSE

2

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1

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2 PRIMEIRA DA ACLIMAGAO

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3 LAVAPES

19:40

20:20

21:00

4 CABECOES DA VILA PRUDENTE

20:20

21:00

21:40

2

IMPERATRIZ DA SUL

21 :00

2140

22"20

5

ESTA<;.3.0 INVERNADA

21:00

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22:20

3

ORAGOES DA VILA AlPINA

2140

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23.00

6

TUP

21:40

22:20

23:00

7

EXPLOSAO DA ZONA NORTE

22:20

73:00

23:40

8 UNIDOS DE GUAIANASES

23:00

23:40

00:20

9

OS BAMBAS

23:40

00:20

01:00

10

FDLHAVERDE

00:20

01:00

01 :40

11

ESTRELA CADENTE

01:00

01:40

02:20

12 ISSO MEMO

01:40

02:20

03:00

13 PORTELA ZONA SUL

02:20

03:00

03:40

4

MOCtOAOC ROORUENS[

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EM QMA DA HOflA

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IMPERATRIZ DA PAUUCBA

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2 UNLi.o OC V1LA AlOCRTINA

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4

IRACEMA MOO GRANDE AMOR

22:20

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UN100S DC s.i.o MIGUeL

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VALENC;A

PERUS

G.R.C.S. ESCOLA DE SAMBA PERUS

IMPERATRIZ DASUL

G.R.c.e.S. ESCOLA DE SAMBA IMPERATRIZ DA SUL

Tema Enredo 2018: A Saga de Alberto Alvez Fundat;ao: 16 de dezembro de 1993 Cores: Verde, Vermelho e Ouro Interprete: Edson Us Presidente: Antonio Carlos Reis junior

DRAGOES DA VILA ALPINA G,R.C.ES. DAAGO~ DAVILA AlPINA

Tema foredo 2018: Africanidade! Seu

Gingado, minha dan)a ... seu baruque minha batucada! Funda~ iio:

25 de mar~o de 20 11

Cores: Azul, Amare/o, Vermelho e Branco Simbo/o: Diamante e coroa Sairro: Jardim Monte Azul Presidente: Gill Santana

....

MOCIDADE ROBRUENSE G.R.C.E.S MOCIDADE ROBRUENSE

Tema fnredo 2018: Fogo, 0 choma do vida Drog6es do Vila Alpina incendeio a oven/do!

Fundo,ao: 18 tie obn! de 1977 Cores: Vermelho, Amare/o, Preto e Branco Simbo/o: Dragoo

Bairro: Vila Alpino Presidente: Morcia dos Santos

EM CIMA DA HORA PAULISTAN

Tema Enredo 2018: Poi e Moe Sem Voces Eu Noo Exisw Fundo~ao: 04 de morr;o de 2007 Cores: Vermelho, preto, amarelo e bronco Simbolo: Bailarina sobre um livro e aperto de moo Bairro: jardim Robru Presidenre: Silvio Demetrio do Costa

PRINEIPE NEGRO

G.R.C.B. EM CIMA DA HORA PAULISTANA

G.R.LE.S PRfNCIPE NEGRO DE ClOADE TIRADENTES

Tema fnredo 2018: Nos asas do coruja

Tema Enredo 2018: A Saga de Alberto Alvez Fundor;ao: 23 de levereiro de 1964 Cores: Azul, omarelo e bronco Simbolo: Principe e Coraa Bairro: Cidade Tirademes Presidente: Rossimara Aparecida

do samba ... Tem um leao no toca do Funda~{jo:

coruJo 20 de janeiro de 1998

Cores: Azul, vermelho e bronco Simbolo: (oruja segurando rel6gio Bairro: Grajau

Presidente:lair Santos

-

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I IMPERATRIZ DA PAULICEIA

UNIAo DA VILA ALBERTINA G.R..E.S. UNlAO OA VIOLA AL8ERTINA

G.R.C.E.s. JMPERATRIZ DA PAULtCEI"

Tema Enredo 2018: Uma Uniao dasArrl·

bias

•

Tema Enredo 2018: A miscufO Brasileira Fundofoo: 05 de serembro de 1980 Cores: Azul e Branco

SimboJo: (oroa 80;"0: Vila FideJis Ribeiro

Funda~lio:

02 de janeiro de 1998 Cores: Azul, vermefho e branco Simbolo: Aperro de Mao 80;"0: Vila Afbertina Presidente: Pipo

Presidente:Jorge LUIs

s6 VOU SE

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VOCE FOR G.R.C.E.S 56 YOU SE

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Tema Enredo 2018: "Poesia em Forma de Can~ao" Fundafiio: 19 de outubro de 1984 Cores: Verde, prero, amarela, azul e bronco Simbolo: Leao Bairro: Cohab Taipas Presidente: Tom

PASSO DE OURO G.R.C,E.S Pas.so de Ouro

-

Tema Enredo 2018: A Passo de Ouro acreditou e a sonho se realizou Fundafiio: 1944 Cores: Verde, amarelo, azul e branco Sfmbolo: Dais Passisros Bairro: Parada Inglesa Presidente: Sebastiao Batista

IRACEMA MEU GRANDEAMOR G.R.C,E.S IRACEMA MEU GRANDE AMOR

•

Tema Enredo 2018: Carukango, Axe Grande Qui/ombo... Principe Guerreiro Fundafiio: 04 de mor~o de 2001 Cores: Vermelho, verde e bronco Simbolo: frocemo Bairro: Jordim frocemo Presidente: Ant6nio Candido dos Santos

UNIDOS DE sAo MIGUEL G.R.C.E.S. sAo MIGUEL PAULISTA

Temo Enredo 2018: HAbra a seu coro~aa ... A curo para 0 munda 0 omor" Fundo~lio: 25 dejunho de 1977 Cores: Vermelho, amare/o, preto e bronco Simbolo: Copelo de Slio Miguel Arcanjo com 'pes de Coqueiro Sairro: SDo Miguel Poulisto Presidente: Rogerfo Vaz

e

-


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CACIQUE DO PARQUE G.R.LE.5. CACIQUE DO PARQUE

Tema fnredo 2018: Festas populaTes do Brasil Presidente: joSe Antonio Raymundo Bairro: Copao Redondo M. bate ria: Wctor Junqueiro Cores: Azul, vermelho e bronco

LAVAPES S.R.B.E. LAVAPES

Tema fnredo 2018: Uma viagem fancastiCO GO mundo infaneil. Lavopes, 0 pura

essenda de umo crian~a. Fundariio: 09 de !evereiro 1937 Cores: Vermelho e bronco 5imbolo: Baiona SaiTra: Uberdade Presidente: Rosimeire Marcondes

ESTA~AO INVERNADA G.R.C.E.S. ESTA~O INVfRNDA

-

Temo fnredo 2018: Eu quero cair no folia Fundarao: 26 de mon;o de 1995 Cores: Vermelho, azul e bronco Sfmbolo: rrem 80irro: Vila Allrora Presidente: Beio (Nene)

PRIMEIRA DA

-

~~.~!R~~~~P Tema fnredo 2018: De Volta para a Futuro, Uma Viagem pelos anos 80, Onde Tudo (ome~o u! Fundo~iio: 05 de setembro de 1980 Cores: Azul e branco Simbo/o: (riolo Boirro: Adimo~iio Presidente: Edgar Gomes de Matos

CABE~OES DE VILA PRUDENTE G.R.C.e.s CABEC;:OES DE VILA PRUDENTE

Temo Enredo 2018: Imigrantes e Relugiados 0 Sonho de um Mundo Sem Fronteiras Fundo~{jo: 15 de Novembro 1968 Cores: Verde e Rosa Simbo/o: (obe~a com coroo 80irro: Vi/a Prudente Presidente: Andre Reis

TUP

TORelDA UNIFORMIZADA 00 PAlMEIRAS

Tema f nredo 2018: Enoile. Ehoro de festa, de trobalho e de caridode! A TUP troz umo mensogem de Ie e esperonw Fazer 0 bem sem o/har a quem. Fun da~ao: 29 de novembro 1970 Cores: Verde e bronco Simbalo: Periquito Bo/rro: Barra Funda Presidente: Ricardo Boehlert

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UNIDOS DE GUAIANASES

EXPLOSAO DA ZONA NORTE

G.R.C.E.S, UNIOOS DE GUAIANASES

G.R.C.E.S EXPlOsAo OA ZONA NORTE

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Tema Enredo 2018: Guoionoses vai Feiro eJoz a Jesra Funda~iio: 17 de Jevereiro de 7980 Cores: Vermelho, verde e bronco Simbolo: Maos de escrovos, correntes com baquetas Bairro: Guoianoses Presidente: Willian Gelmetti

Temo Enredo 2018: Sone tem, quem ocredito nelo? Fundo~iio: 15 de Fevereiro Cores: Vermelho, omorelo e bronco Sfmbolo: Surdo nos cores Vermelhor e Amorelo 80i"0: Coso Verde Presidente: Luciano Quintino

as BAMBAS G.R..E.C.

FOLHA

os BAMBAS

VERDE

G.R.c.e.s. CACI QUE DO PARQUE

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Temo Enredo 2018: A Dama do Samba FundofQo: 02 dejaneira de 1998 Cores: Azul, verme/ho e bronco Simbolo: Escorpiao Bairra: jardim das Rosos

Tema Enredo 2018: "0 verde do meu pars e0 mesmo do meu pavilhao," junto aD azul e branco. p~o a p OZ...f desist;r jamols Presidente: Luis Car/so Plerrot 80irro: GuaJanases SimboJo: Tres Fa/has Cores: Verde, azul e bronco

Presidente: jefferson Santos Silva

G.It.c.u. ESTRELA CAot:NTI

Temo Enredo2018: Ocenus, a Epopeia dos Mores Corn: Azul, Vermefho e Prero Sfmbolo: ESlfefo e pondeido Boirro: Cidade Tirodentes Presldenre: Rog&io VOl

ISSO MEMO Temo Enredo 2018: De Anchieco a Jnspira~tio, de SOD Paulo a consagra~lJo, {sso Memo opresenco 0 grande polo Cultural no corO}Oo do Brasil. 80i"o: Peruche Presldente: Claudio Scabin

PORTELA DA ZONASUL G.R.C.E.S, I'OII:~ELA 0"' ZOHASUL

T~mo Enr~do 2018: A Ifndo do Arccr/ris Fundo~lJo: 01 demU/{o de 2001 Cor~s: Verde amore/a, azul e bronco

Sfmbolo: AgutO

Boirro: AmenronOpoIiS Pr~sidnlt~: jose Artur


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revigorado CDMS •• Ouardiao e sustentaculo da hist6ria do Samba Paulista

E

stes cortejos, independente de suas denominasoes, ao longo do tempo contribufram com 0 enriquecimento da cultura popular massificando, ditos, habitos, linguagens, vestimentas e formando consensos coletivos que foram se incorporando em nossa sociedade, produzindo uma identidade cultural unica em nosso continente. Evoz corrente em nossa terra frases do tipo "0 Brasil nao tern cultura"; "0 Brasil nao tern memoria"; "0 Brasil nao tern jeito". Ao longo do tempo muitas dessas infelizes frases foram aderindo aos habitos, usos e costumes, tomando contornos de "pseudo verdades irrefutaveis e absolutas". Produzir cultura e adquirir conhecimento, se expressar por meio da arte, respeitando as crensas, a Lei, a moral. os costumes e todos os habitos e aptidOes do ser humano. Boa parte da cultura ancestral african a tern por caracterfstica a transmissao de informasOes tradisoes e ritos por meio da oralidade. Essa condisao foi essencial para a sobrevivEmcia da cultura do negro em terras estrangeiras, mas ao longo do tempo, com a sucessao das gerasOes, tomou se urn problema para a preservasao dessa mesma cultura. Em nosso pafs 0 sambista sempre ressentiu se pela falta de orgaos ou instituiSOes realmente dedicadas a catalogasao, documentasao e preservasao da cultura do samba. Em julho de 1999 a UESP, com sua caracterfstica natural de promover 0 ineditismo na busca da evolusao e preservasao do Samba Paulistano fundou 0 COMS (Centro de Oocumentasao e Memoria do Samba) englobando em seu acervo aproximadamente 150 mil itens entre audio visuais, revistas, fotos, documentasoes das escolas de samba, de baluartes e de desfiles memoraveis. o COMS e unico na America Latina e fonte infinita para pesquisa de universitarios, jornalistas, pesquisadores diversos que tern 0 Samba Paulista como tema em suas monografias, artigos ou pesquisas academicas. Ao final do ano de 2017 0 ex Presidente da UESP, Kaxitu Ricardo Campos, comesou a arregimentar pessoas e talentos buscando trazer 0 COMS a urn singular patamar de excelencia, devolvendo-Ihe sua caracterfstica historica, revigorando-o como instituisao e rna is que isso, ampliando os horizontes para dar respostas concretas as necessidades de informasao e de fontes seguras para pesquisa cultural em nossos tempos. 0 COMS sera a Grande Casa de Cultura do Samba e dos sambistas, fonte maxima das informasOes ligadas as Escolas de Samba, Bloeos, CordOes Carnavalescos e, detentora da memoria dos Sambistas imortalizados nas avenidas, entidades e barracOes do Estado de Sao Paulo. Tamanha asao requer 0 emprego de diversas estrategias, apoios culturais, tecnicos e financeiros por parte dos diversos orgaos vinculados ao poder publico e da sociedade civil representada pela iniciativa privada. 0 COMS e a materializasao de sonhos e suplicas de uma infinidade de sambistas e intelectuais ao longo dos anos e teve durante grande perfodo Marcos dos Santos como seu diretor. A diresao de Marcos dos Santos, Marquinhos como e conhecido, caracterizou-se por uma asao inflamada e contagiante na busca, coleta e catalogasao dos entes historicos, atuando nas gestoes dos memoraveis presidentes da UESP, Edleia dos Santos e Kaxitu Ricardo Campos. o COMS e uma joia unica e precisa de parceiros comprometidos com sua causa para dar cabo a projetos como 0 da digitalizasao de seu singular acervo de fotos e documentos diversos que remontam decadas de atividades ligadas ao samba. A UESP dessa forma cumpre sua missao historica em todos os campos da cultura popular do Samba e do Camaval: Na organizasao, execusao e apurasao dos desfiles das escolas de samba e blocos, na protesao da importante cultura da oralidade, representada pelos (as) notaveis da Embaixada do Samba Paulista e na preservasao da documentasao Samba com nosso amado COMS.

Danll. ' •• g. '.rr.l.a

30 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDllfAo 2018


A DAN A AORADECE' Por Ednei Pedro Mariano UESP, Uniao das Escolas de Samba de Sao Paulo, sempre na vanguarda dos acontecimentos no mundo do Samba, concedeu um premio muito esperado por todos da area de dan~a. Um presente muito cobi~ado e esperado pelas dam as que conduzem os estandartes dos Blocos Carnavalescos. A Matriz do Samba reconheceu 0 pedido acalorado . desta parte consciente da nossa dan~a e depois de tres anos de estudos, reuni5es, elaborando criterio, passando pelo julgo dos presidentes das agremia~oes e esclarecendo os beneficios deste ato, a valoriza~ao para as entidades com a ava~a~ao das Porta Estandartes, ressaltando a obrigatoriedade da presen~a das mesmas, assim reconhecendo a arte que e conduzir 0 simbolo maximo de cada entidade. A parte hist6rica das agremia~oes pesou muito neste processo, lembrando que 0 estandarte sempre foi 0 elemento que identificava os grupos desde 0 infcio do seculo Xx, ja que a Cidade de Sao Paulo se notabilizou ate 0 final dos anos 60 dentro do samba notadamente nos desfiles carnavalescos pelas Sociedades, Ranchos, Blocos e Cord6es Carnavalescos. A valoriza~ao das escolas de samba se deu depois da organiza~ao da festa pelos poderes publicos em 1968. Ate entao ja existia muitas escolas de samba, mas a sensa~ao dos desfiles erarn os Cord6es Carnavalescos que proliferaram nos anos 50 e 60, por conta das casas e clubes dan~antes dirigidos pela sociedade negra. A mulher nesta epoca era 0 destaque no condu¢o do Estandarte a frente do cortejo contemplada pelo baliza. Estes elementos causaram muita em Qd nos dirigentes que aceitaram este desafio que veio para valorizar os Blocos de Enredo filiado a UESP. Hoje sao 16 entidades divididm em dois grupos, que com suas Damas disputando notas de 9 a 10 fracionadas, que com certeza levara ainda mais em~ao nos desfiles destas entidaCies na Avenida Sao 1000, nos dias 11 e 12 de Fevereiro. Como sempre a UESP vem capacitando pessom para garantir lisura no avalia~ao atraves de conhecimento tecnico, deste criterio que foi amplamente discutido e aprovado pelos dirigentes. I: um grande passo para a nossa dan~a que ira inspirar meninas a se dedicarem a condu~ao deste simbolo dentro dos Blocos. Passo este que a UESP, uma casa que alem de matriz tambem e nal de resistencia do samba paulistano. A entidade cumpre sua missao espalhando alegria nos bairros do capital promovendo a apresenta~ao dos grupos de base dos escolas de samba e levando para 0 cora~ao da cidade os blocos que embalam os folioes 00 longo destes seculos de muito samba. Salve as n055O$ Porta Bandeiras! Salve a Dan~a! Evoe! Axe! EFAluESP - FOlO: Karina Vidal

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UNIOOS 00 PALMARES

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UNIOOS 00 GUARAU

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MOCIOAOf AMAZONfNSE

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CAPR1CHOSOS 00 PERIQW

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MOCIDAOE INo. DA lONA lESlE

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UNIOOS DO PE GRANDE

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CN>IUCI-iOSOS I)A lONA SUl

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KACIKE OA VILA

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UNIAo DA TRINDADE

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INAJAR DE SOUZA

21 :20

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22:40

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IMPERATIUZ 00 JARAGuA

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UNIDOS DO PALMARES

UNIDOS DO

G.R.C. B.S. SLOCO UNIDOS 00 PALMARES

G.R.C.B.S UNIDOS DO GRARAU

Tema fnredo 2018: Adoninran Barbosa Fundar;ao: 02 de jevere/fa de 1963 Cores: Amorelo. verde. azul, bronco e

preto Sfmbolo: Mapa do Brasil rodeodo de !auras Bairro: jardlm Providencia Presidente:Jorge Murila

GAROTOS DA VI LA STA. MARIA G.II.C.8.(.. GAlII:oros 0" VILA SANTA MAltIA

Temo fnredo 2018: ,15Anos de hfsrorio,

o/egrios e conquisWs. Porabtns Gorosros do Vila Fundof lfo: 15 011993 Barer/a: 8o:a~o do Vila Mestre de Boteria: Paulo Celar

GUARAU

Tema Enredo 2018: No mundo do

fantasia 0 Guorou brinca com sua ImagmoC;{io!!.I

Fundafaa: 23 de abri/ de 1984 Cores: Azul, Vermelho e Branco Compositor: Alex Leone Presidente: Aniba/ Francisco

CHOROES DA TIAGE A. R,C. 8lOCOCHC»tOn 010 TLAGf

Temo Enredo 2018: Dourores do A/egno! Cores: Vermelha, omarela e bronco 5lmbalo: Harpa 8oirro: Vila Esperan(a Presidente: Raonf Oliveira

Presidente:Jose/a dos Somos

VOVO BOL~O (i,R.C.'. vov6 , aLAo

Tema Enredo 2018: "Ouonra:> Saudodes dos antigos (QrnavaI5~ Compositor: Claudio do Cunha Presldente: No/do Ramos do Cunha

MOCIDADE IND. DA ZONA LESTE G.R.C.S.C. MOCIOAD E IN DEPENOE NTE DA ZONA LESTE

Temo f nredo 2018: Vamos comemorar 40 onos, voce vai gostor. Cores: Verde, vermefho, azul e bronco 80irro: Vila ja<:uf Presidente: Deboro justino

CAPRICHOSOS DO PERIQUI A.C. ILOCOS (APRIC HOSOS 00 PERIQU I

Tema fnredo 2018: Eu IIOU mastror pro vocl. como se do~a 0 bo!Oo Cores: Azul Simbolo: Luo 80irro: Penqui Presidente: Danilo Souza Brl(O

UNIDOS DO

PE GRANDE G R. VNIOOS 00 PE GiUNOE

Tema fnredo 20 18: 0 indiO que hberdade Cores: Azul, vermelho e verde SimboJo: Surdo e um M Presldente: Wo/mir Andrade do Silva


IMPERATRIZ DOJARAGUA G II; (,B,C, IMPUIAT"lIZ DO J"RAGUA

Tema Enredo 2018: Eu sou ImperoUil do )0(081.16 Cores: vermelho. Dourado e preto Simbolo: Pamero com corao Prtsldente: Clouoio Albuquerque do SIlva

PAVILHAO 9 c.o. G.R.c.s SLOCO E TORClD...

PAvllHAo NOVE

Tema Enredo 2018: Decon'lersfvel ou De Bus60 Nbs Vamos Invodir Sua PrOiO Fundo~lfo: 09 Setembro 1990 Cores: Petro e Branco STmbo/a: l(mOo Merro/ha 80;rro: /Ioquero Presfdente: Fablo Neves Domingos Interprete: AgnoJdo Amaral

KACIKE DA VILA G,R.S.C.! BLoea !(AttICE 0 ... VILA

Tema Enredo 2018:"0 Ii/ho do caClque8ermho do Nent" Fundo,Oo: Dezembro de 1986

Presidente: Antonio Carl05 Relsjunior

INAJAR DE SOUZA A.R.C. BLOCO CHOROES 0"' TIA Gr

Temo fnredo 2018: As grandes operas do Teatro Municipal Cores: Preto e Dourodo 5imbolo: indio com cochimbo Presidente: Paulo Henrique Marques

CAPRICHOSOS DAZONASUL G.R.Le. f .â&#x20AC;¢. e. CAPRICHOSOS OA ZONA SUl

Tema Enredo 2018: Modo e MusKa nos anos60 Fundaf6o:28 de fevere;ra de 1985 (ores: Verde, vermelho e azul Bairro: Vila SOo jose Presidente: Lia Fernandes de Almeida

MOCIDADE AMAZONENSE G.R.C.8.C. MOCIDAOE AMAZONENSE

Tema Enredo 2018: Morchinhos de Cornavol Funda~lio: 03 de mar,o de 1983 Cores: Vermelho, verde. azul e bronco Simbolo: Indio 8airro: Towope Presidente: Marcelo Garcia Leal

UNIAO DA TRINDADE G.R.E.S.. UNIOOS 00 VALE (NCANTAoa

Tema Enredo 2018: Alice, do pars dos ma r(]Vi/has ao SO'1l00 do crindade Fundar;ao: Monronha e vole (ores: PrelO Sfmb% : Aperro de mlJos Presidente: Torsya Holoyso

NAO EMPURRA QUE EPIOR G.R.C.S.B.e. NAo EMPURRA QUE

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Tema Enredo 2018: NOo e meu, nao sei denodo Fundoflio: 27 de marfa de 1985 51mbolo: Coronguejo Presidente: Oirceu de Almeida Antonio


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CAMISETAS Camisetas, vestidos, batas e outros produtos produzidos pelas grifes oficiais das escolas de samba do Rio de Janeiro.e Sao Paulo,

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A([SSORIOS Balsas, bones, chapeus, chinelos, chaveiros, copas e diversos acess6rios produzidos pelas escolas de samba do Rio de Janeiro.e Sao Paulo,

ART[SANATOS Colares, chaveiros, brincos, miniaturas, enfeites e diversos produtos produzidos no Rio de Janeiro e em Sao Paulo,

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98990-2588 C@ 1111 _ Q7?/;;n_Sl~nQ

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UESP recebe 12 CursQ Intensiuo em SI) ere

os dias 26, 27 e 28 de janeiro 2018, a sede cfa UE~ (Umao aas Escolas de Samba de Sao Paulo) recebeu 0 Curso Intensivo de Jornalismo de Carnaval ministrado pelo jornalista carioca, Anderson Baltar. 0 cuno foi realizado em parceria com a (Escola de Forma~ao de Avaliadores) e 0 CDMS (Centro de Documenta~ao e Memoria do Samba). Ao todo, cerca de 12 alunos da capital paulista, de cidades do interior do Estado de Sao Paulo e de Mi-

Paulo trouxe ao realizado nos ulti~gdGi9 anos no Estado do Rio de Janeiro, onde cerca de 80 profissionais ja se capacitaram e muitos hoje ja trabalham em vefculos especializados. Para 0 jornalista Baltar, a expectativa foi cumprida, "Tivemos uma turma formada por pessoas interessadas, inteligentes e que vivern 0 Carnaval de forma intensa. Certamente, teremos nrt'nt~t>< carnavalesca nos proximos anos", afirma 0 jornalista, que tern 18 anos de experiencia na colbelrtulra do CarnClUtil'I(1)(!1f'/Gca, passagens pel a produ~ao Carnaval da TV Globo, esses~ls()ri(ls de imprensa da Uniao da 'I Iha e Imperio Serrano e atualrn.~nl¡t> e coordenador de jornalisrno e encora da Radio Arqui-

curso discutiu 0 panorama do Jornalismo de Carnaval e abordou, dentre outros temas, a Hiscobertura de radio, TV, jornal e internet e dices para 0 trabalho cotidiano, trazendo capacita~ao para jornalistas, estudantes de comunica~ao, profissionais de carnava!, blogueiros e integrantes de orgaos de cobertura carnavalesca. Anderson Baltar agradeceu pela parceria com a UESP: "Foi muito importante ter a UESP conosco neste projeto. Com certeza colheremos muitos frutos. Ja estamos pensando em fazer uma nova versao do curso, quem sabe, em meados de 2018", afirma 0 jornalista .

â&#x20AC;˘ FOT OS D1 vU LGA<,:AO UESP

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'.abalhand. pela C.. lt.. ,a e pel. Samba vereador Ricardo Teixeira, do PROS, vem trabalhando 00 longo dos anos pela valoriza~ao do cultura popular e do samba no Cidade de Sao Paulo. Para 0 ano de 2018, a previsao e que cerca de 280 mil reais sejam destinados para os projetos do UESP, a Uniao das Escolas de Samba Paulistanas, e do Botequim do Justino.

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Para Ricardo Teixeira, e importante investir em a~oes socia is e programas voltados em beneffcio do comunidade. "0 Botequim do Justino tem um

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e adolescentes 0 que ajuda a afasa molecada do droga. A UESP exerce com m,,¡<triin sua missao de Matriz do Samba, alem prestigiar a cultura popular brasileira, entao prE!cis.annos reconhecer estas iniciativas", afirma 0

No sua lista de projetos, destaque para o texto que preve a nomea~ao de pra~as com os nomes dos baluartes do samba paulistano. 0 projeto 801/2017 ja preve a altera~ao do nome de uma pra~a no Vila Matilde com 0 nome do Seo Nene, 0 catedrOtico sambista fund odor do Escola de Samba Nene de Vila Matilde. Ainda p~r conta do sua presen~a atuante no mundo do Carnaval, Teixeira recebeu recentemente 0 tftulo de Presidente de Honra do Bloco Mocidade Independente. "Foi uma homo essa homenagem. Um orgulho poder participar coda vez mais do vida do comunidade sambistica", conclui. .. fotos :divu lgac;ao

REVISTA CARNAVAL DO POVO

I EDI9AO 2018 I 39


TRANSFORMANDO PELO SAMBA, rganiZar um desfile de carnaval sempre foi uma tarefa herculea demandando perfeito entrosamento entre inumeras areas de atua~ao e agentes como: organiza~ao, estrategia, infraestrutura basica, recursos humanos, entre outras. No caso dos carnavais promovidos pela UESP, esta tarefa se reveste de uma complexidade infinitamente maior, devido a quantidade de concursos (verdadeiros mega eventos de massa) que ela planeja, organiza, avalia e apura. Sim avalia, pois de alguns anos esta denomina~ao adotada pela UESP vem ganhando espa~o em nosso carnaval devido ao mister especifico exercido por estes profissionais especializados. Sera necessaria quase uma centena de profissionais especializados para dar cabo da imensa empreitada de avalia~ao do Carnaval da UESP 2018. o gigantismo de nosso carnaval e as necessidades prementes de qualifica~ao, excelencia e profissionalismo leva ram Alexandre Marcelino Ferreira, entao Diretor da UESP, ex-presidente da LlCA e com renomada atua~ao no mundo do samba, sen do mais de 17 anos dedicados na lideran~a desta area nevralgica do carnaval a somar esfor~os com parceiros como Danilo Jorge Ferreira, Diretor Pe-

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40 I REVISTACARNAVAL DO POVO I EDI9Ao 2018

dag6gico, Solange Faria Ibanez, a frente do Departamento Administrativo, para assim fundar a EFA (Escola de Forma~ao de Avaliadores). A este empreendimento se somou 0 grande talento de Sandra Mara Minucci, atuando brilhantemente como Diretora de Propaganda e Mar~e­ ting da empresa. Tambem se juntaram ao projeto a jornalista Tulipe Helena, que atua na area de Comunica~ao, e professora Luci Adao, Diretora Cera I do curso EAD. A entidade e a unica em territ6rio nacional a ministrar um curso de forma~ao de avaliadores com carga horaria de trinta horas, que conta com vasto material audio visual, aulas praticas em loco e a expertise de professores e profissionais alta mente qualificados em suas areas de atua~ao. A escola tem como principal missao formar profissionais avaliadores de carnaval e desta forma contribuir para 0 aprimoramento e preserva~ao das tradi~oes de nossa maior manifesta~ao cultural, a cultura do samba e do Carnaval. Os quesitos num total de nove basicos estao dispostos em tres m6dulos tendo os seguintes profissionais como docentes: Eduardo Caetano (M6dulo Visual - Quesitos Fantasia, Alegoria e Enredo), Dani!o Jorge Ferreira ( M6dulo Musica Quesito Samba Enredo), Renato Sudario (M6dulo Musica - Quesito Bateria), Lourival Campos (M6dulo Musica - Quesito Harmonia), Dalton Luis Ferreira (M6dulo Dan~a - Quesito Comissao de Fren-


PARA 0 SAMBA! te), Ednei Pedro Mariano (Modulo Danc;a - Quesito MSPB), Alexandre Magno A. Pereira (Modulo Dan!;a -Quesito EvoluC;ao) e Fernando Penteado (Historia Do Samba). E necessario ressaltar 0 brilhantismo de profissionais dedicados nas areas administrativas, de marReting, pedagogicas e de assessoria tecnica. Sao eles: Alexsandro Souza Silva, Denise Pereira e Julia Queiroz Belmonte (Departamento Tecnico Operacional) e Adriana Luiza Emygdio, Fernanda Nascimento e Karina Regina Vidal Silva (Departamento Administrativo). Sob 0 apoio amigo da UESP- Matriz do Samba atraves do grande incentivo dado p~r seu presidente, Alexandre Magno A. Pereira (0 Nene) que sucedeu o memoravel ex-presidente Kaxitu Ricardo Campos, consolida-se definitivamente a presen!;a desta entidade pioneira em suas especificidades, cujos resultados evidenciam imensa evolu!;ao tecnica no processo de avaliaC;ao dos desfiles. Danllo 'o.ge Ferrei.a Di.eto. Pedagogico â&#x20AC;˘ EFA

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incursao no mundo digital com

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lan!;a-

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mento do programa EAD (Ensino Distencia) de formaC;ao e aprimoramento de profissionais ligados ao carnaval que ampliara sobremaneira a capilaridade e abrangencia do ensino tecnico voltado aos avaliadores de desfiles bem como outros profissionais da area. 0 EAD e algo inovador e revolucionario para as areas envolvidas com 0 samba e carnaval, seguindo fielmente 0 DNA de seu Diretor Ceral, Alexandre Marcelino Ferreira em todas as entidades e cargos que Ocupou no mundo do samba. A parceria com a UESP na pessoa de seu presidente Alexandre Magno A.Pereira trouxe grandes evolu!;oes conceituais e tecnicas para 0 evento Carnaval 2018 e certamente rendera inumeros frutos futuramente para a Cultura do Samba Brasil afora! "A avaliaC;ao c~rreta de um desfile de escola de samba ou bloco carnavalesco e a maior prestac;ao de contas do espetaculo, alem de corroborar com a credibilidade da maior expressao cultural popular brasileira." Alexand.e Marcelino Ferrel.a Di.eto. Ge.al EFCAP I EPA

EFA e um dos brac;os da entidade mae a EFC&P Escola Tecnica de FormaC;ao de Carnaval e Publicidade que aplaca em seu leque tecnico, escolas dedicadas aos Avaliadores do evento desfile das escolas de samba e blocos carnavalescos, bem como, formaC;ao, qualifica!;ao e aprimoramento de profissionais envolvidos com a economia criativa do carnaval. Para os proximos meses a EFC&P prepara uma grande 'o'o,d""',,,oo

REVISTA CAR NAVAL DO POVO I EDI<;Ao 201 B

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Saiba como as escolas de samba e blocos carnaval e tao apaixonante e tem como uma de suas gran des misticas a discussao em torno dos resultados finais do concursos.

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para desfilar e tem como propriedade servir ao canto e a dan~a dos componentes em desfile. Tem como pontos de balizamento. Sustenta~ao - Entrosamento - Descompasso - Retomada Equaliza~ao.

Os sambistas, componentes, telespectadores e apreciadores tem como filosofia julgar 0 resultado dos desfiles com expressoes e jargoes que evidenciam a compara~ao entre as entidades carnavalescas. "Minha escola foi a melhor! Meu samba foi 0 mais cantado e 0 melhor do ano! Nossa que enredo lindo daquela escola! Que criatividade teve 0 carnavalesco! Nossa batucada foi show, foi a melhor, a que mais bateu! A minha escola evoluiu muito, que desfile! A meIhor harmonia foi nossa cantamosmuito!" No processo real de avalia~ao dos desfiles nao sao considerados esses aspectos comparativos, obvio que indiretamente essas evidencias sao refletidas nas notas. As avalia~6es reais das escolas de samba e blocos carnavalescos sao realizadas diante dos criterios tecnicos oficias de avalia~ao estabelecidos pel a UESP, aprovados p~r todas entidades carnavalescas, considerando e respeitando todos conceitos tradicionais da nossa cultura popular. Veja abaixo um resumo dos quesitos de avalia~ao:

Etcolat de tamlta Bate.lal A Bateriia;'l~~__-:::::5:;-:=-~ no desfile e sustenta com vigor ritmo e 0 to(cadencia) posta pela ent:idclde 42 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDI<;Ao 2018

Samlta En.edol E a jun~ao dos quesitos melodia e letra do samba; e a composi~ao musical completa, extraida dos enredo da escola que e apresentado em sinopse. Devera ser avaliado integralmente pela qualidade sonora e poetica da composi~ao, considerando: a melodia como sons musicais, nas suas diversas alturas, intensidades e dura~oes. A letra do samba como sua parte escrita e que deve ser composta com base no enredo apresentado. Tem como pontos de balizamento. Originalidade - ClarezalFidelidade -Empolga~ao - Corre~ao - Tonalidadeldivisao. Ha.monlal Em um desfile e 0 perfeito entrosamento entre 0 ritmo da bateria e 0 canto dos componentes da entidade. 0 quesito e avaliado unica e exclusivamente atraves da audi~ao dos avaliadores. Tem como pontos de balizamentos. Sincronismo - Constancia - Sintonia. Combt.o de '.entel Tem como fun~ao precipua, a obrigatoriedade de apresentar a Escol de Samba em ritmo coreografico e saudar 0 publico ao longo do desfile durante 0 transcorrer de sua apresenta~ao. Tem como pontos de balizamento: Postura - Coreografia - Integra~ao.

Mett.e Sal a e Porta Bandel.al 0 Mestre Sala e a figura masculina dos par, cabe a ele, 0 papel do Guardiao do Pavilhao. A Porta Bandeira e a figura feminina do par, cabe a ela ostentar 0 Pavilhao da sua Escola de Samba. Ao Casal cabe executar um bailado proprio no ritmo do samba com passos e caracteristicas proprias, executando os movimentos de acordo com 0 proceder historico da dan~a do casal. Euol.. ,.ol No desfile de escola de samba, a evolu~ao e 0 movimento ritmico e continuo dos sambistas, que devera ser livre, espontaneo e


carnavalescos sao avaliados to, haver compatibilidade entre 0 Tema e a Letra do Samba. 0 samba possui estilo caracteristico e versejar proprio. Tem como pontos de balizamento. Empolga~ao - Tonalidade - Fidelidade - Clareza. Empolga,iio. 0 quesito Empolga~ao se refere a conjun~ao dos elementos dos itens Evolu~ao com 0 de Harmonia. Tem como pontos de balizamentos: Empolga~ao - Vibra~ao - Agilidade - Espontaneidade - Criatividade - Harmonia no Canto - Harmonia com 0 ritmo. Po.ta E.tandafte. A Porta Estandarte e a figura feminina, mais representativa no Bleeo Carnavalesco. Ela evolui com gra~a e leveza, apresentando 0 PaviIhao para 0 publico, sua postura deve ser de nobreza, jamais se curva, sua evolu~ao consistem giros no sentido horario e anti-horario com elegancia, caminha elegantemente em alguns momentos durante 0 desfile. A deve analisa+~fCla a partir do en" trosamento 00 tema e 00 elemento alegorico. Adequa~ao. Pontos de balizamento: Concep~ao - Propriedade - Efeito - Tonalidade - Originalidade Varied ode - Acabamento. Bloco. ea.navale.co. Bate.la. A Bateria no desfile e quem susten- Abre Alas: Deve ser um elemento ilustrativo do to com vigor 0 ritmo e 0 andamento(caden- tema, devendo contribuir para um melhor escia) indispensavel para 0 desenvolvimento do clarecimento e leitura do tema. Tem como pondesfile, 0 canto e a dan~a se apoiam no ritmo tos de balizamentos: Concep~ao - Identidade do bateria. Tem como pontos de balizamento. - Efeito - Originalidade - Acabamento. Sustenta~ao - Entrosamento - Propriedade Descompasso - Retomada - Equaliza~ao. Danllo 'orge Fenel.a Samba. E a ilustra~ao poetica e melodica do DI.eto. Pedagoglco da EFA tema e so podera ser convenientemente ava- Escola de Fo.mafao de Aualladâ&#x20AC;˘â&#x20AC;˘ es liado durante 0 desfile. Sua letra refere se 00 â&#x20AC;˘ 10tos: Anju Tema apresentado 00 bloco, devendo, portan-

realizado dentro do peri- i. metro do ala. Tem como pontos de balizamentos: Desempenho ritmico - Expressao corporal - Sintonia\Continuidade - Desenvoltura. En.edo. E 0 desenvolvimento de uma pe~a, escrito litera rio ou conceito proposto. E 0 conteudo do que ser contado pela entid ode, servin do de base principal para 0 desenvolvimento dos demais quesitos. Tem como pontos de balizamento: Aproveitamento - Argumenta~ao - Adequa~ao. Fantasia. Avalia-se neste quesito as fantasias completas (incluem-se os adere~os de mao) apresentadas pel as escolas, bem como, a qualidade de sua confec~ao e sua adequa~ao 00 enredo proposto. Tem como pontos de balizamento: Adequa~ao - Criatividade - Acabamento - Uniformidade. Alego.la. E a representa~ao plastica e ilustrativa do enredo. Entende-se p~r alegoria, qualquer elemento cenografico que esteja sobre rodas, inclusive os componentes humanos: destaques e composi~6es que deverao estar em cima do alegoria e caracterizadas dentro do enredo no representa~ao plastica do carro alegorico. Tem como pontos de balizamentos: Concep~ao - Propriedade - Acabamento -

REVISTA CAR NAVAL DO POVO 1 EDlr,(AO 2018

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UESP define noua diretoria e residente Hene toma

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A entld.de elege...... nov. dlretorl. p.r. 0 q ...drlinio 2017/2021. lexandre Magno, 0 "Nene", foi eleito 0 11Q presidente da Uniao des Escoles de Samba Paulistanas (UESP), sucedendo Kaxitu Ricardo Campos, que esteve frente da entidade por oito anos. A eleis:ao foi realizada em maio de 2017, na sede da entidade. Nene encabes:ou a Chapa "Matriz do Samba" que tomou posse em junho para um mandato de quatro anos (2017/2021). Ao lade de Nene estao 0 vice-presidente, Nel Costa; 0 diretor financeiro, Carlos Alberto (Juninho 8erin); 0 diretor secretario, Gilberto Domanico (Nene TI); e 0 diretor de camaval, Demis Roberto. atual presidente comes:ou a sua trajetoria na organizas:ao do camaval de base paulistano aos 16 anos. Apaixonado por camaval, ele sempre desfilou na escola de samba do seu bairro, a Nene de Vila Matilde. Foi em 1993, que estreou como cronometrista no desfile realizada na Vila Sabrina. "0 cronometrista nao apareceu no desfile e a minha tia (Edleia dos Santos, entao presidente da UESP) me pediu que fosse para 0 local. La, encontrei 0 Kaxitu, entao Coordenador de Desfiles que me ajudou naquele dia enos an os seguintes", conta Nene. De cronometrista, ele pas sou a coordenador de bairro, depois coordenador geral de camaval nos bairros. Nene relembra que, depois trabalhou na equipe de produs:ao, que tinha base no Anhembi (atual SPTuris). "Acabei acumulando as funs:6es de produtor e coordenador de camaval." Ele ressalta 0 apoio recebido e relembra: "Ao longo de todos esses anos, 0 presidente Kaxitu sempre me incentivou e me preparou. Em sua primeira gestao, assumi como Diretor de Camaval.... presidente Nene revela que a ideia de ser presidente da UESP veio do seu antecessor, Kaxitu, que, logo em seu primeiro ana no cargo, avisou gostaria de prepara-Io para a sucessao e apoia-Io como candidato. "Lealdade, respeito e gratidao ao presidente Kaxitu por tudo que aprendi. Ele e sempre sera um grande professor", destacou Nene, que, no dia seguinte sua eleis:ao, disse que esta aliviado e ansioso para conduzir os trabalhos frente da "Matriz do Samba". Alexandre Magno tem 40 anos de idade e turism6logo.

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*fotos: Anju

441 REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDU;Ao 2018


As mil e uma atiuidades do carnaual paulista

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s instituic;oes da Secretaria da Cultura do Estado oferecem quase uma centena de atrac;oes ao longo do mes de fevereiro para todos 05 gostos e idades, na capital, no interior e no litoral. 05 folioes vao poder aproveitar blocos e bailes de Carnaval, oficinas de mascaras, lanc;adores de confetes e confecc;ao de abadas.

Na capital, alem da beleza, da magia e do encantamento do desfile das Escolas de Samba de Sao Paulo promovido pela Liga SP e 05 desfiles organizados pela UESP, a Matriz do Samba, nos bairros de todas as zonas da cidade, vamos oferecer varias opc;oes. Na sexta, dia 9 de fevereiro, a Casa Mario de Andrade promove 0 Bloquinho do Mario. Das 18hOO as 21hOO, 0 grupo Ministerio do Samba promete animar 0 publico marchinhas tradicionais, sambas-enredo, frevos e cantigas brasileiras.

o Teatro Com Vida, que leva atrac;oes gratuitas ao Teatro Sergio Cardoso, apresenta "Carna Klesmer e Umtza Fanfarra", nos dias 10 e 11 (sabado e domingo, 16h30), que unira 05 repertorios das festas judaicas de seculos atras com as marchinhas brasileiras. As crianc;as tambem ganham espac;o no domingo, 18, com 0 "Bota pra Ferver" (11hoo) e, no dia 25 (domingo), com 0 "Linha Amarela Magina" (11hOO). As Fabricas de Cultura tem programac;ao especial para todas as idades. A unidade do Capao Redondo fara "Oficina de Criac;ao de Fantasias" (14hoo), no dia 7 (quarta-feira). No dia 24 (sabado), a folia continua com 0 "Carna Fabrica" (13hOO), um bloco produzido pel 05 aprendizes que saira em cortejo pelo local. dia 8 (quinta-feira), a Fabrica de \..ullurul Brasilandia promove a oficina "C(~rnav,al (lShOO), que apresentara a historia da ta e tambem dos blocos que desfilam J.J",o~I_ _...;..!1 bairros da regiao. No lac;ana, a festa no dia 9 (sexta-feira) com 0 Baile de caras (lShOO). Na unidade de Vila Cachoeirinha a comemorac;ao sera no mingo, 11, com a matine infantil "I-('lbr'ica na Folia" (lshoo). A Fabrica de \..UIILUI'U lardim Sao Luis promove no dia 24 lsaloado) 0 "Festival Carnaroc!:?" (16hOO) com band as Alqueive e Colonia Cratera.

E isso. Uma programac;ao gratuita feita com Carnaval tem!. Boa folia para todos

05

muita alegria e todo 0 encantamento que 50 leitores da Revista Carnaval do Povo!

••••• Lui. Penna •••ee.eli.l. de e.lad. da Cullu.a de

0

,ii. Paul.

1'0(0: divulga.;; ao

REVISTA CAR NAVAL DO POVO I EDI9AO 2018

145


A IMPORTANCIA DO REGULAMENTO E ejo a~ maIs um grande desafio: 10lor so~ esse tema requer uma reftexao ~ica que minha experiencia de Carnaval talvez ainda nao me pennita ter. Venho ao 101190 dos anos, estudando e aprendendo com os mais velhos sobre essa competic;:ao e sou muito cnlico no que diz respeito 00 momenta atual que estamos passando n Camaval. Noo sou crltico do carnaval e nem da evoluc;:oo necessaria que a festa esta vivendo e sim das amarras pel as quais coloca nossos desfiles.

V

pea e/ou as rebaixadas. De fato, sa olharmos para esses documentos e fizermos uma reflexao de plano, notaremos que existe uma diferenc;:a significativa entre 0 olhar destinado aos documentos das entidades que administram 0 Carnaval de Sao Paulo. Aqui, nao digo que nao estamos fazendo qualquer jUlzo de valor sobre as analises, e sim, afirmando que 0 olhar e diferente, nao anormal. problema que olhares diferentes trazem formac;:6es diferentes de opini6es, e isso complica 0 futuro, tendo em vista que uma entidade prepara, para que a outra gradue. Em outras palavras, a UESP esta no base do piramide, fomentando, ensinando, ajudando e cuidando, ja a LlGA: gradua, trazendo visibilidade e 0 necessario profissionalismo. olhar diferente para 0 mesmo produto pode ser ilustrado de forma metaforica do seguinte fonna: nos do base (UESP) ensinamos a lingua portuguesa e 00 ir para universidade (LlGA), 0 aluno faz sua "provo" em outra lingua, em outro idioma. No verdade, vejo que um dos meus papeis, enquanto diretor de Carnaval do UESP, e aproximar os olhares para que nossas escolas cheguem preparadas no "Universidade" e fiquem p~r la. Com isso, este ana comec;:amos com calma a fazer algumas modificac;:6es, inicialmente no regulamento, no que tange a entrega do Pasta. No realidade, buscamos deixar 0 documento parecido com 0 que a LlGA exige, pOis no UESP, pela carencia e pelas dificuldades, a documentac;:ao entregue mais simples. Ap6s a escola acender 00 Grupo de Acesso, a dificuldade do apresentac;:ao do documento e grande, por isso adequar essa realidade se fez necessario. Ainda temos que realizar uma serie de reflex6es, porem entendemos que ha muitas

o

o

nha visao, 0 Carnaval por si so e (mico, embora seja necessariamente gerido por duos entidades (UESP e LlGA), estamos falando do mesmo produto, pois urn nao sobrevive sem 0 outro, todas as escolas dirigidas pela LlGA, passaram antes pela UESP, algumas ja voltaram, foram para la nova mente e depois de uma reestruturac;:ao, tonaram-se campeas. Isso so demonstra que 0 Carnaval e urn produto (mico, e como unico, deve ser pensando com suas naturais e exclusivas peculiaridades. Tudo bern, 0 leitor deve estar pensando: "0 que isso tern a ver com regulamento e manual do julgador do Corn oval?" Respondo: Tudo. A amarras do carnaval estao no olhar para esses dois documentos que sao de sumo impoh6ncia nos desfiles das escolas, afinal, sao por eles que consagramos a cam-

46 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDI'1Ao 2018

e


DO MANUAL DE JULGAMENTO coisas em nossos documentos que poderiam ser utilizadas, dando maior liberdade para realizar nosso desfile, deixando 0 camaval menos rigido e mais alegre. Aqui poderia citar inumeros exemplos de mudan~as e adequa~oes. Seria preciso que as duas entidades chegassem a um consenso, assim produziriamos um unico documento que regularia com suas peculiaridades e respectivas obrigatoriedades, 0 camaval como um todo, respeitando 0 espa~o de ambos os lados, mas visando 0 evento como um produto unico. Claro que estamos excluindo deste contexto os blocos camavalescos, pois como mencionei acima, cada uma tem sua peculiaridade, que deve ser observada e tratada como tal, porem 0 mantendo como um produto unico e indivisivel. Nao existem dois Camavais em Sao Paulo, o evento e unico, suas divisoes sao apenas gradua~Oes de uma escada que todos pretendem subir, nenhuma comunidade sambistica nasce para permanecer estatica. Por isso a forma~ao tem que ser solida, formar errado trara problemas no futuro, na UESP temos a preocupa~ao de que nao se pode ter uma entidade dividindo 0 publico com a outra, existindo para isso uma distancia minima necessaria para a cria!;ao de outra entidade sambistica no mesmo bairro. Essa e uma trava necessaria para que um racha na escola nao inviabilize aquela entidade, pOis um insatisfeito, pode simples criar outra escola de samba na mesma localidade, e isso pode extinguir com uma comunidade. Proteger e cuidar da forma!;ao de base esta no DNA da UESP e esse respeito e olhar carinhoso que deve sempre prevalecer, todavia, faz parte da forma~ao educar e preparar para 0 futuro, como uma crian!;a que nasce, engatinha, anda e depois corre, nosso olhar

para forma~ao deve ser 0 mesmo. Neste lastro, tudo fica mais fOcil quando iniciamos esta trajet6ria com camlnhadas seguras, nao podemos tocIos os cmos efetuar mudan~as no julgamento de Camava!. pois em cada mudan~a temos novas aprendizados, e quando esta muda~ vem ao sabor do resultado da festa de Momo, sua remenda e pior que 0 soneto. Claro que 0 resultado do certame, mexe com nossos animos, porem, precisamos pensar que os documentos precisam ser testados pelo menos em dois ou tres anos, uma vez que 0 camaval so acontece uma vez, entao o documento so e colocado a prova uma vez por ano. Ora se uma lei que rege 0 nosso dia a dia, necessita de meses, as vezes anos para ser testada, imagine algo que e utilizado em uma unica vez no ano. De outre sorte, ainda temos os aplicadores da norma, os jurados, quando elas estao se acostumando com a norma, com a diretriz, essa muda novamente, ocorre que esse jurado so obtem 0 contato com os ditames de julgamento uma unica vez, se todo ana muda nao conseguimos aperfei!;oar seu mis:;::;:;:;::;:::;::r'l;iter uma vez anos temos -" que aprender - interpreta~oes novas. __________ - -----·Iemos sim que unificar 0 entendimento do que e meIhor para nosso camava!. mas com olhar no todo, e nao da parte, devemos pensar 0 evento, como um produto unico, unido e vigoroso, e assim, teremos 0 camaval do povo em busca do maior camaval do Brasil. ·fb.tt~

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REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDIi;Ao 2018

147


Deputado Campos Machado e sua luta pela Cultura

A

tuanteem prol do segmentocultural,odeputado Campos Machado e um grande parceiro na luta pela manuten~ao do Carnaval da Cidade de Sao Paulo.

Com uma invejevel carreira polltica, 0 deputado Campos Machado, advogado criminalista que ingressou no PTB he cerca de 30 anos, continua sua luta diaria mente em prol da Cultura nacional e pelo fim da desigualdade social. Seus ideais politicos e de vida nortearam, nos ultimos 13 anos, suas a~6es e propostas voltadas para 0 segmento cultural.

o

deputado Campos Machado, do PTB, atende com pr6-atividade escolas de samba do Estado de Sao Paulo. Em 2005, 0 deputado incluiu as escolas de samba da capital e eventos carnavalescos no PROAC Lei Estadual 12.268, com objetivo de patrocinar e formentar a cultura atraves de incentivo fiscal.

Sou um afrodescendente com muiorgulho, e quando lutei pela criada ATADE (Associa~ao Trabalhisdos Afrodescendentes) e do PTB nao foi para fazer demagogia, sim para apoiar a~6es afirmativas assegurem direitos, oportunidae deveres para todos os brasileiros, qualquer distin~ao", afirmou 0 11der estadual que tem como marca sua lealdade aliada a honestidade, desde 0 seu ingresso na polltica pelas maos do inesqueclvel politico Janio Quadros. Ao todo, 0 politico tem mais de 300 projetos em tramita~ao no Legislativo e 90 leis aprovadas. fotos: di vul ga~ao 48 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDU,;Ao 2018


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E

PRECISO RESCiATAR A ESSENCIA DA essa ao dos venho compauma grande mudan~a nas rela~6es entre sambistas e suas agremia~6es.

Na dos

gera~ao

meus

~" ''lIIpais, a esco-

ivenciando 0 camaval ha alguns anos como Diretor de algumas escolas e como coordenador de Camaval nas entidades que cuidam deste grande evento em Sao Paulo, tenho aprendido muito, principalmente com as mudan~as que acontecem dia a dia e no advento dos tempos. Sou lilho de sambistas, minha familia quase que inteira sempre viveu 0 camaval como urn mantra. Meu pai, minha mae, meu tios e primos, todos sao do camaval, duas ou tres gera~6es. Aparentemente nada de anormal, pois temos muitas familias

V

--c.- .!Ia de samba era como urn grande templo, se fazia detudopara deslilar naquela agremia~ao do cora~ao, era am or urn soberano. Nao era incomum todos fazerem as suas fantasias em casa, muitas vezes pegando a cortina da sala ou retalho de roupa para montar sua vestimenta, tudo era feito de forma artesanal. Essa gera~ao do camaval vivia feliz, apenas por deslilar na agremia~ao do cora~ao. Nelas 0 diretor de harmonia usava de sua autoridade para disciplinar a escola e, muitas vezes de forma agressiva, mais tida como normal para aquela epoca. Mesmo assim, com a rigidez da epoca 0 sambista era feliz e amava seu pavilhao e se apresentava para 0 deslile de cama-

52 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDIIfAO 2018

val com galhardia. Todavia, aquela gera~ao, la melhorada, mandou seus lilhos para escola, esses estudaram, foram para as universidades, vivencias que muitos desses pais nao puderam ter por completo e, consequentemente nessa mudan~a surge 0 camaval prolissional, as fantasias nao sao mais feitas de forma artesanal, nem feitas na casa do foliao, agora se faz necessario a prolissionaliza~ao da festa de Momo. Acredito que 0 conhecimento adquirido pelo sambista somado ao fato de grandes empresas terem investido no camava!, sejam responsaveis por um movimento que impos grande mudan~a ao evento. Podemos notar que tais mudan~as trazem reflexo em todo 0 camaval, pois todos passam por grandes diliculdades ao colocar seus componentes no deslile. A maior diliculdade e a rigidez do regulamento e a forma com que as escolas de samba e blocos trataram essa mudan~a do perfil do foliao, digo isso porque como mencionei acima, hoje nao cabe rna is a urn diretor de harmonia ou qualquer integrante da diretoria da escola tratar de forma desrespeitosa aquele que visita sua quadra. Estamos na era do foliao consumidor. Ele possui 0 empoderamento de ir para qualquer lugar, por rna is que se tenha amor por uma agremia~ao, se for maltratado deixara de ir naquela agremia~ao e simplesmente migrara para outra. Contribui muito para isso a rigi-


FOLIA DE MOMO dez havida em todos os nfveis, hoje nco se brinca 0 camaval. Se disputa 0 carnava!! Hoje e mais importante se buscar a perfei~co tecnica no deslile do que lazer 0 desfilante curtir 0 momento. Nco se pode isso, nco pode aquilo, tern que se evoluir assim ou assodo, a bateria deve ter equaliza~co, se mexe com a caraterfstica da escola, pois cada bateria, por exemplo, tern sua caracterfstica e essa deveria ser respeitada e mantida, como elemento de sua propria tradi~co. Devemos ter organiza~co evolutiva no desfile, nco se tern mais aquele camaval solto, gostoso de samba no pe, de balan~o. Hoje, em nome da chamada organiza~co militar, ressalto organiza~co e nco desfile militar, embora para mim seja a mesma coisa, se coloca urn desfilante atras do outro e vamos embora. Nco temos duvida que tal postura tomou nosso camaval bastante desgastante, com tanta rigidez e com a mudan~a do perfil do desfilante, tivemos urn esvaziamento do carnava!, perdemos muitos componentes para outras modalidades de camava!, desfile e eventos que nco lazem parte de nossa origem sambista. Claro que tal lato acontece independente de ser moda ou nco, por conta das mudan~as que ocorreram no evento chamado carnaval. Nco somos contra 0 profissional ismo, achamos muitas vantagens neste lato, porem nco podemos mudar nossa essencia. Ha alguns anos venho me perguntando qual e a solu~co para

POR DEMIS ROBERTO

este lato? Nco tenho uma resposta linica, mais digo devemos voltar a origem, a disputa nco pode ser maior que 0 prazer de desfilar, 0 profissionalismo nco deve retirar 0 prazer do desfilante e principalmente, devemos preservar nossa cultura com suas caracterfsticas. Neste sentido devemos trazer e lazer 0 verdadeiro carnaval do povo, levar 0 desfile para aqueles que nco conseguem chegar no desfile midiatico, devemos preservar nossa cultura do desfile de escolas de samba e blocos carnavalescos nas ruas e as grandes devem lembrar diariamente de sua que nco nCI<c,>ram mas sim se naram grandes. Nada se rnrl<tr'n; sem 0 uma ~co nco se inicia pelo telhado, o rico nco vive sem 0 pobre, a labrica nco lunciona com os gerente e diretores, devemos pensar 0 carnaval como urn todo, pois a verdade e que sem a galinha nco se obtem os ovos. 0 camaval deve ser pensado a partir da base e deste ponto devemos

iniciar a mudan~a, lazendo com que 0 carnaval volte a ser uma diversco de lamllia, que a quadra seja urn local de encontros e nco de ridigez para se disputar uma concorrencia. Sempre teremos uma disputa pois desde que surgiu 0 carnaval a competi~co e urn dos seus elementos e consequencias essenciais, porem devemos voltar e incentivar a alegria, organizar sem tirar a diversco, buscar 0 prazer de desfilar como lazfamos nos primordios dos desfiles de Momo.

*Demh Roberto e Dlreto. de earnaval da UESP

REVISTA CAR NAVAL DO POVO 1 EOII;Ao 2018

153


Carnaval da Vila Es

a chega a .7!! edi GO

uando se fala em tradi~ao Carnavalesca logo lembramos da Vila Esperan~a, que apresenta um desfile de peso ha 87 anos, considerado 0 segundo maior Carnaval de Sao Paulo. Sempre com urn publico que ultrapassa 30 mil pessoas p~r noite. Essa grandiosa festa faz 0 agito dos folioes, sao inumeras famllias, crian~as, jovens, adultos e idosos, todos reunidos com a mesma inten~ao, se divertir e prestigiar toda a beleza e 0 colorido dos blocos e claro, todo o samba no pe das passistas. " Sou um admirador desta Festa Popular Brasileira que e 0 Carnaval, muito animada, com mistura de povos, cores e ra~as e com representatividade mundial. Por isso, destinei uma emenda no valor de R$102.145,87 ao Carnaval de Vila Esperan~a para que pudessem investir em toda a parte estrutural, afinal, essa e uma comemora~ao que faz parte de nossa Cultura e, portanto, deve ter incentivo. Com a verba sera contratada toda a parte de produ~ao, servi~os de instala~ao, manuten~ao eletrica, infraestrutura, ambulancia, tendas, arquibancada, area de alimenta~ao, bombeiros e funcionarios da SP Turismo", afirma Paiva local de desfile e privilegiado, pois fica proximo a duas esta~oes de metro (Vila Matilde e Penha), sem contar as vias de acesso como Radial Leste, Amador Bueno da Veiga, Sao Miguel, ou seja, nao tern como ficar de fora dessa folia. Toninho Paiva apresentou na Camara Municipal de Sao Paulo um projeto de Lei nQ -00206/2015 que declara 0 Carnaval de Vila Esperan~a como Patrimonio Historico Imaterial da Cidade de Sao Paulo.

Q

o

" Venham para 0 Carnaval da Vila Esperan~a, tragam seus familiares e amigos e nao percam mais um ano de muita alegria nessa grande festa", conclui Paiva. 'fotos:di\l\llgo¢o

54 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDu;:Ao 2018


UM OLHAR FEMININO SOBRE 0 SAMBA e de

diam estes festejos, que tambem

possuiam urno caracteristica muimuito

Ella de baainda mantem 00

sam-

tocado cidades Pirapora

P

ercorrendo a Rua do Lavapes, no centro da capital paulista, onde

he

muitos onos era urn

corrego, ponto de parada dos tropeiros, antes de entrar na Sao Paulo de Piratininga, e entre belos casar6es datados do inkio do seculo XX, nao imagina que ali fica a sede da escola de samba mais antiga de Sao Paulo, a Sociedade Recreativa Beneficente Escola de Samba Lavapes, ou carinhosamente a Unidos de Lavapes. Fundada em 1937 por dona Deolinda Madre, a Madrinha Eunice, a escola enfrenta uma luta di6ria para se manter no carnaval paulistano, com modicos recul"Sos financeiros, bern

como a falta de visibilidade junto a midia, as celebridades e ate mesmo com os moradores desta metropole. Mas a maior dificuldade da Lavapes

e nco cair no ffiquecimento do memoria carnavalesca do Brasil. A historia da Lavapes come~a com Deolinda Madre, uma mulher visionaria para a epoca. Nascida no cidade de Piracicaba, negra, pobre e filha de escravos, que vieram a capital tentar a sorte, vendendo lim6es no centro velho da cidade. Posteriormente foi trabalhar junto com uma tia, ajudando a cuidar de seus primos menores. Dona de uma forma unica de batucar, foi buscar este ritmo nas umbigadas, jongos e samba rural dos Tambores de Pirapora, e nas batidas das "tas religiosas de NOlla Senhora do

56 I REVISTA CARNAVAL DO POVO I

Sao Paulo; e nas escolas de samba mais tradicionais da capital, como a Vai-Vai e a propria Lavapes. Em 1937, Madrinha Eunice viajara ate 0 Rio de Janeiro, para conhecer as escolas de samba da lend6ria Pra~a XI. junta mente com 0 seu marido Francisco Papa, 0 Chico Pinga, italiano, de policia e excelente cavaquista, e com seu irrnao Jose Madre, 0 Ze da Caixa. Foi 16 que ela se apaixonou pela Sao Carlos, uma escola vermeIha e branca, que hoje e a tradicional Est6cio de S6. No ano seguinte, em 9 de fevereiro, naICia a Lavapes.

"A Ma"rlnha Eunice tol multo !luerrelra, por .er . . .ra emu· Iher, numa epoea em Clue ira· m•• mult.....crlmln ...... • (R.· dmelre Marcon"e. "e Mor.e., neta"a Ma"rlnha Eunice) A Lavapes nasceu numa regiao com muitos desfiles de bloco e ranchos,

to marcante: a religiosidade. Festas tradicionais aconteciam na Igreja da Santa Cruz dos Enforcados, alem das millas e procilloes da Igreja de NOlla Senhora Achiropita, onde hoje abriga a pastoral afro. Os grandes nomes do samba paulistano pallaram pela Lavape\: Jonas Galvao, fundador e presidente da extinta Unidos da Galvao Bueno; Silva I Rosa, fundador da Imperio do Cambuci; "Seo" Carlao, fundador da Peruche; Jose Jambo Filho (Seu Chicle) ex-presidente da Vai Vai; Germano Matias, tradicional interprete do samba paulistano; mestre Tadeu, da bateria da Vai -Vai e Inocencio Mulata, respons6vel pela reorganiza~ao da Camisa Verde e Branco; e Seu Nene, fundador da Nene de Vila Matilde. Alem dOl radialistas Moraes Sarmento e Evaristo de Carvalho. ano de 1975 findou 0 per(odo em que a Lavapes se manteve na elite do carnaval paulistano. Talvez os avan~os tecnol6gicos e 0 afastamento dos negros na regiao da Baixada do Glicerio pOllam ter contribuido para a queda da escola nao so na avenida, mas como tambem na memoria de alguns paulistanos. Madrinha Eunice foi fiel as suas origens e as sues raizes ate a sua marte, em abril de 1995. A Lavapes e 0 kone do samba, da cultura e memoria paulistana, que foi conquistada e fundada por uma mulher, e que merece estar sempre junto aos pavilhoes das escolas de samba paulistas.

o

onde eram comuns homens salrern fantasiados de baianas, tal como no bloco Simpatia Baiana e 0 Filhos da Candinha. Antiga regiao de Sao Paulo, a Baixada do Glicerio era conhecida por ser um reduto de negros. Local festivo, era refugio de sambistas, com imensos salOes de bailes e rodas de samba e de miscigena~ao cultural. Da, portas e janelas dos corti~os, homens, mulheres e crian~as aplauEDI~Ao 2018

*Iguaracl Bene.. ldo Rufino, 42 ano., J.rnalhta, ra"lalh'., cro· nitta e paulh'.na "a g.roa


Opera~ao

Carnaval conta com 0 apoio do Coverno do Estado de Sao Paulo Da

Reda~ao

Pos afirmar que e preciso manter os direitos dos folioes e dos municipes que querem descansar, 0 Governador do Estado de Sao Paulo, Geraldo Alcl:?min, elogiou a primeira edi~ao do Carnaval da Cidade de Sao Paulo, da gestao do prefeito loao Doria (PSDB). Segundo ele, 0 evento de 2017 deixou de ser para 0 publico assistir e passou a ser feito pelo povo.

A

"Voce teve uma grande participa~ao popular, blocos, pessoas na rua, isso e 0 carnaval ideal, participa~ao. Quanto mais pessoas, mais cuidado precisa se ter", disse Alcl:?min durante evento com empresarios em Sao Paulo, no inkio do ano passado. o governador Geraldo Alcl:?min anunciou um aparato especial para a Opera~ao Carnaval 2018. 0 evento que tem na sua programa~ao 0 desfile das escolas de samba filiadas a UESP, a Matriz do Samba, nos dias 11 e 12 de fevereiro, tera um preparo que contara com a participa~ao de diversos orgaos do governo do desde refor~o policial estradas, capital e litc,rnl aumento na campanhas de rnr1<ri ..nf"iza~ao e opera~ao riit.>r..,nciada no Metro. Estao envolvidos nesta iniciativa, 0 Movimento Paulista de Seguran~a no Transito - programa do Governo do Estado de Sao Paulo que tem como objetivo reduzir 0 numero de obitos no transito, ARTESP (Agencia de Transporte do Estado de Sao Paulo), Detran.sp, DER (Departamento de Estradas de Rodagens), Polkia Rodoviaria Estadual, Policia Militar e Metro.

REVISTA CARNAVAL DO POVO

I EDII,AO 2018 I 57


A Palaura das Colaboradoras "0 pouo e 0 nosso ouro!" ano e 2018. Ano em que 0 Brasil, 0 "pais do carnaval", come~a a tirar do povo 0 maior evento cultural do nOlso pais, da America, qui~a do planeta. Muitas cidades pequenas ja sofrem com 0 descaso politico que 0 carnaval vem sofrendo, ha alguns anos, mas somente agora a midia se preocupa em noticiar. 0 "acontecido" bateu na porta dos dirigentes das cidades com os maiores carnavais do pais. Os discursos ja estavam prontos e 0 poder nas moos. A fala era unica: tirar a verba do evento e distribui-la para educa~oo, saude e outros direitos humanos. Espera af! Direitos Humanos? 0 que sabemos, nos do mundo do samba, e que fazemos muito mais do que muitos governantes, levamos empregos, temporarios e fixos, projetOl sociais que tiram milhares de crian~as das ruas, giramos cerca de 1 bilhoo de reais em servi~os e produtos direcionados exclusivamente ao carnaval, isso sim e manter os direitos primarios dos brasileiros em dia. Sao mais de 500 tipos de serv i~os diferentes contratados todos os anos, como ferreiros, marceneiros, escultores, costureiras, aderecistas, pintores, soldador, engenheiros, design grafico, esteticistas, cabelereiros, maquiadores, professores, administradores, contadores, seguran~a, paramedicos, enfermeiros, motoristas, e por ai vai; e se falarmos de produtos, bom ai sao incontaveis, porem, mesmo assim sao tantos outros empregos gerados para a produ~oo dos mesmos. Nos apresentamos ao mundo um espetaculo maravilhoso, cada vez mais profissionalizado, com on)fis;sio,noris des os ambitos apresentando suos cria~6es com expertise, mas 0 nosse 'I c uro", 0 pavo, o que temOl de mais valioso. Eneste momenta que a UESP se faz presente. A entidade sempre abra~a a causa do povo com amor e empatia. 0 carnaval de bairros organizado pela casa leva em sua bagagem 0 espetaculo de 64 agremia~6es, divididos em tres bairros, tres dias e sete desfiles, todos gratuitos para que a popula~oo paulistana pOlsa aproveitar 0 festejo e torcer pelas entidades de seus bairros. Sempre pelo povo brasileiro, dele e para ele que 0 carnavalsurgiu. Assim a festan~a acontece e sempre acontecera, se depender da Unioo das Escolas de Samba Paulistanas principalmente. Pensando em cada sorriso apos um ana de trabalho, em cada sonho realizado, em coda aplauso recebido, a cad a flash que imortaliza esta festa grandiosa, fica cad a vez mais clara a honra que 0 povo brasileiro tem e por isso ele se faz dono de algo tao grande e especial. E assim pensamOl e somos nos, sambistas! lolange I.... nez Gerente tlo Depto tie Ca.naval

O

e

Alegria e respeito sao as marcas das equipes da UESP azer parte dos projetos da Matriz do Samba, a UESP, e muito gratificante. Sinto-me honrada e feliz por integrar este time. As atividades que exer~o dentro da entidade sao realizades com prazer e sempre com muito respeito aos participantes. 0 clima de amizade e incomparavel. 0 objetivo principal e e sempre sera a preserva~oo da cultura brasileira, neste momenta delicado que vivem as escoles de samba de todo 0 pais. As entidades carnavalesces estoo renovando seus dirigentes, apesar des dificuldades e resistencies enfrentadas para realizar a competi~oo na pista, em uma epoca que elta em alta os blocos de rua e em evidencia a falta de incentivos. Tradi~oo, hierarquia e pertencimento sao palavras que entraram em desuso, 0 que nos deixa triste por um lado, mas com vontade de lutar e reverter a situa~oo a todo 0 momento. Apesar desta nova maneira de "pensar e enxergar" 0 Carnaval, na UESP (Unioo des Escoles de Samba Paulistanas) tudo funciona de forma tradicional, ou seja, "diferente.". Admiramos e respeitamos a modernidade, desde que seja preservada as nOIses raizes. Somos uma famTIia do samba e estamos a servi~o de algo maior. Assim como a arvore para ficar linda e dar frutos necessita fortalecer sues raizes, aqui estamos nos na UESP unidOl e dando total apoio as nosles entidadel que abrilhantam muito e contribuem para 0 maior espetaculo do planeta, 0 Carnaval.

F

R.nata O".I.u • G••• nt•• lnane.l.a tI. UIIP

581 REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDU;Ao 2018


importancia da Coordena~ao de carnaval Por Francisco Junior "Smedley"

A

coordenac;ao de Carnaval e um brac;o operacional da Diretoria de Carnaval que gerencia 0 Departamento de Carnaval da UESP e tem por finalidade dar suporte as areas tecnicas de conhecimento especifico de desfiles carnavalescos, atraves de consultorias na elaborac;ao do Regulamento do Carnaval, Criterio de Avaliac;ao, bem como, estabelecer boas

:~~:-*-~:~ ialC;5E~s no desenvolvimento da documentac;ao de desfiles e entre outras fina-

dias de desfiles a Coordenac;ao de Carnaval exerce a TurKUIO mais importante da UESP. A mesma, fiscaliza as en,.-jtida1des carnavalescas, no qual, sao verificados se os itens do rellulanlerlto vigente estao sendo cumpridos. Fazer prevaleos itens regulamentares e uma func;ao crucial e que faz diferenc;a no concurso. As verificac;5es dos itens podem ser compreendidas abaixo: Enxerto de fantasias, quantidade de componentes, alegorias (numero minima e maxi teria (numero minimo e maximo, enxerto de instrumento), comissao frente (numero minimo e maximo), casal de Mestre Sala e Porta deira, atrasos em concentrac;ao para fiscalizac;ao e etc. Importante mencionar que apesar de sua atribuic;ao fiscal, a coc)rde- ,_ nac;ao de carnaval e uma ferramenta preventiva e nao punitiva como alguns imaginam, ou seja, no momento que a agremiac;ao est a sendo fiscalizada os representantes legais sao informados para 0 mesmo tentar resolver 0 problema antes de cada agremiac;ao adentrar a "faixa amarela dos desfiles." Entretanto, a Coordenac;ao de Carnaval nao exerce suas func;5es apenas nos dias dos desfiles. Parte integrante dos eventos da UEPS a equipe de coordenadores auxilia na elaborac;ao e execuc;ao dos eventos da Matriz do Samba (receptivo, montagem e desmontagem de infraestrutura, acompanhamento da prestac;ao dos servic;os terceirizados e equipamentos locados). Outr~ fator de extrema importancia nas relac;5es institucionais do carnaval sao as visitas tecnicas nas agremiac;5es carnavalescas (dentro ou fora de Sao Paulo). Tais visitas que procedem de palestras, mesas redondas, worRshops, cursos ou seminarios sao atribuic;5es corriqueiras da coordenac;ao, pois muitos dos nossos coordenadores estao no cargo de diretores de Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos ou passaram pelo mesmo, desta forma, estao aptos a esclarecerem eventuais duvida ou dificuldades do regulamento de carnaval, do criterio de avaliac;ao, bem como, especificac;5es tecnicas de setores de uma escola como harmonia, barracao, atelieres e administrativo. A Diretoria executiva da UESP tem um carinho especial para esse setor da casa, pois eles sao pec;as importantes no processo. Vale aqui mencioque os tres ultimos presidentes da UESP sao oriundos da Coordenade Carnaval, Edileia dos Santos, Kaxitu Ricardo Campos e Alexan- - 'dr'e Magno "Nene". Obrigado a todos os Coordenadores (ativos e que ja passaram) da Matriz do Samba, tenho orgulho de "VOCES" aprendi e aprendo cad a dia com essa "FAMILIA COORDENA<;:Ao".

*Franclsco ,unlor "'medlelll''' e Coordenador Geral de Carnaval da UE'P REVISTA CARNAVAL DO POVO I EDIG.A.O 2018

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Chegou 0 ve rao. E, com ele, m uito sol e calor, mas tambem os raios e trovoadas. Siga as orienta96es abaixo e compartilhe essas informaC;:6es com seus amigos e fam iliar es. Sao pe quenos cuidados que podem salvar bem mais do que suas fe rias ou seu fim de semana. Podem salvar vidas.

IIII III

Em caso de chuva:

1

Saia imediatamente do mar au piscina.

Crianc;:as e idosos sao as principais vitimas da desidratac;:ao. Em dias de calor:

1

2 abrigue embaixo

Evite exposic;ao ao sol

Nao se de arvores, guarda-s6is ou barracas.

entre 10h e 17h.

2

3

Beha cerca de 2litros de agua diariamente.

Procure ajuda em urn local segura, como casas, edificios ou estabelecimentos comerciais.

Raio pode matar. Se com ec;ar a c hover, Carra para se proteger.

Cadastre-se para receber SMS de alerta da Defesa Civil. Envie seu CEP pelo numero 40199. Esimples e gratuitol

3

Consuma sucos e frutas que nao sejam citricos.

Os sinais de desidratac;:ao sao: Sonolencia IOlhos fu ndos Intervalos long os para urinar I Boca seca

A qualquer sinal de desidrata,ao, procure 0 posta de saude mais pr6ximo e beba muita agua.

Veja rna is dicas de prevenc;ao em www.defesacivil.sp.gov.br

www.saude .sp.gov.br

IllDefe.. Cirilt:st.dual

Casa Militar

Secreta ria da Saude


A ~ente â&#x20AC;˘ nao elxa o sam a morrer nem 0 >--as aca are "-J

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o gas natural encanado e como 0 Carnaval de Sao Paulo: trabalha

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