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Revista Rio Samba e Carnaval Edição 1997

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inalmente chegou o momento esperado por todos n()s: o desfile das 1 (j escolas de samba do Grupo Especial. j'vlesmo diante das diversas dificuldades - como falta de patrocínio e apoio financeiro - as agremiaçôes conseguiram se estruturar para mostrar ao mundo o maior espetáculo da Terra, Com uma novidade: a partir deste ano. as escolas podem apresentar qualquer enredo. nacional ou estrangeiro. n:lo havendo mais a obrigatoriedade de o tema estar baseado apenas em fatos históricos ou cenas do folclore nacional. Ponto positivo para o desfile. que ganha com a não limitaç:lo da criatividade dos carnavalescos. 'osso desfile foi todo preparado para agradar a você. que sabe a importância do carnaval carioca e gosta de alegria e beleza, Não preciso dizer que nada existe de igual no mundo, Basta assistir o desfile, O que a Liga Independente das Escolas de Samba deseja é que você se divirta como nunca, Nosso trabalho foi todo dirigido para que as escolas pudessem

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lhe oferecer o melhor. E n:lo foram medidos esforços. Cada sambista que atravessa a pista da Marquês de Sapucaí quer de você apenas uma recompensa: seu aplauso. Não economize aplausos' Cante o samba. dance' Quando o público se manifesta mostrando que está gostando do espetáculo. os sambistas se deixam contagiar e sambam com mais vontade. com mais garra, Nosso trabalho este ano está concluído, Mas precisamos de você, do seu aplauso e, att mesmo, de suas desculpas por eventuais falhas que. esperamos, n:lo venham a ocorrer. Sua satisf:lç:lo nos anima a começar, logo ap()s os desfiles deste ano. a preparar o carnaval de 1998. E queremos contar novamente com você. Volte ã Avenida, venha ao I{io também em outras épocas do ano, Aprenda conosco a amar o samba e nossa cidade que, assim como seu símbolo m;lximo, o Cristo Redentor, est;l de braços abertos para recebê-lo quantas vezes você quiser voltar. E n:lo podemos deixar de lembrar: o Rio está em campanha para sediar a Olimpíada de 2004, Ser:1 uma OUU:lgrande festa que. sem dúvida alguma, tem o apoio das escolas de samba cariocas. Contamos com você para que o nosso desfile continue sendo o maior espet;lculo da Terra. Você faz pane dele. Feliz carnaval'

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samba e carnaval

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i\laurído de AmtÍjo ;\Iatlo~ Din'l or-pn'si, 1"111 e/D in'cl, ,r-pn'si, li'lll Túnia 1\laria SallÍe~ i\latto~ Direlora IIlSlilllciollalllllsl illll'iollal din"'lor EdilOr - Hobel'to 1\1. i\loura Projelo gnífico/Craphic desigll Aleph Studio Uesign DivlIlglll:i'ío/Pllhlicit~, - Carlos Sampaio Prodllçi'ío gní f'iral Craphie prod, - José Ca.-lo~ l>ia~

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Colal,oradores/COIllril,"I"r,; Artigos c reportagells/AI1icles alld IH'WS Paulo Casé, Claudio Paiva, Hil'ardo Cravo Alhin. i\lan'clo de i\lcllo, Hober(o 1\1. i\loura e Solangl' Uuar( IllIstraç<io/llllslralioll - i\lar'cus Waó'lwr, Anhmio Jel'(~mias, Claudio 1)uar1c, Fel"llando Alvams Fotografia/photos - Agi~JH:ia Gloho, An(onio Néry Armando F.'ança. Carllio Limeira, Edilson TclÍliIo, JOSl~Carlos Dias, José Caldas, Jorgc Silhwy, l\larglll'dh Lil'cll, i\lasaomi l\Iochizuki, NiIlon Hicanlo, Pelll'O Borguc •.(h,Lcisc,'/Nilo Lima Tradlll:<io/Trallslal iOIl - Elwyn i\larshall AllOio A,iIllillislralivo/Adlllillislralive Teresa Linhan~s, Edwanl O, Seixas, i\laeedo,Car'los Xaviel', Tania Hiheiro. da Silva. Gmeiane Martins e Zenahlo FOlolilo/Photolith

- Sulamí'rka

POR DENTRO "Nem todos os recursos de Hollywood, nem os talentos de Spielberg e Fellini poderiam produzir resultado semelhante àquele que o mundo se acostumou a admirar ano a ano, a cada domingo e segunda-feira de Carnaval, na Passarela do Samba". A afirmação é do nosso editor, Roberto M. Moura, em matéria que aborda as tradições das escolas de samba e suas perspectivas diante dos novos tempos. JNSIDE VIEW OF THE PARADE "Nol ali Ho/~I'Il'ood:~resol/rces lIor Spielberu:~({l/(I Fel!illi:,' lalellls ml/ld prodl/CC'allylhillg Iike II'hallhe 1I'0rld is accl/slomed lo admire year (~/ier)'e({l: euelJ'SIII/(Ia)' alld MUllda)' of Carlli/'al 011 lhe Samba f'amde AL'ellI/e ", llJ('Seare lhe lI'onls ofol/r edilor Roberlo M. MOl/m ill ({lI arlide II'hich describes lhe samba schoollmdiliolls ({l/(I prospeclsjbr , lhe lIeu' limes ahead,

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S'II'llOrlEdson Edsandl'O S, Silva

A CRÔNICA DE CLAUDIO PAIVA Redator final do sucesso televisivo "Sai de Baixo", da Rede Globo, e chargista do Jornal do Brasil, é do humorista Claudio Paiva a nossa crônica desse ano.

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CLAUDIO PAIVA 'S ARTICLE Lalesl screell u'I'ilerfor lhe sllccessjit! leleuisioll proumm "Gel OUlji'CJIJIUllder" 011 Globo Ie!el'isioll, (///(1 carloollisl/or.!or/wl do IJmsil, hl/morisl Claudio f'aiua is lhe u'I'iler (!/ oI/r ({I1ide Ihis )'ear

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Hjo SHlllha & Cal'llaval - Av, Hio Brallco. 257 gr. lHO 1/5. CI~P 20,040 00'). Hio de .Imwiro. TeI: (021 )262-5:l2'). Fax: (021 )5:rl-1570, Uma pllhlicaç<io da HSC EdilOra e Prodlll:,ies Prolllociollais Lt da (marca " logollHln'a de liSO CXdllSivo), Proihida a reprodllçüo de 1e.\IOS011 rotos sem cOIH'OI.dâllcia expn'ssa dos alllore5.

O GUIA DA ALEGRIA Um mapa da Passarela do Samba, com todos os acessos. Onde estão os postos médicos, o Juizado de Menores, os telefones. Tudo, enfim, para que ninguém se sinta um estranho na Sapucaí. GUIDE TO REVELRY A map of lhe SalJlba Al'elll/e, I/Iilh ali direcliolls, IVhere Ihejlrsl aid poslSare, Ihe.!I//'ellile CaI/ri, Ie!epholles, Ht'el)'lhillg. illjúcl, for 110 OI/(' lo fee! OI/I (i! il

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A CONFISSÃO

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DE UM CARIOCA

Um poético artigo do arquiteto Paulo Casé, um dos nomes 01< onhecidos do Rio-Cidade, comenta as belezas do Rio." CONFIISS

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OS NÚMEROS DO CARNAVAL A festa do samba não é só de ritmo e dança. Envolve números fantásticos, cifras milionárias, quantidades impensáveis. Marcelo de Mello deu um mergulho matemático no trabalho das escolas, CARNIVAL STAT/ST/CS '17.'1's(/llll)(l /I

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TUDO SOBRE A MAIOR FESTA POPULAR DO MUNDO

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As escolas. Os sambas. Os enredos, na visão de seus criadores. "É hora de esquecer tudo e pensar apenas no fascinante espetáculo das escolas de samba", assegura a jornalista Solange Duarl, que acompanhou os preparativos das 16 agremiações em disputa. ALL ABOur TlllI GREAl'EST POLK SHOW IN THE WORLD '/7.1{'scbools. I/.Ieir cre{/Iors. (/l/{I

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Carioca apaixonado pelo samba e pelo Rio, Ricardo Cravo Albin nota que as relações das autoridades com a cultura popular estão mudando - e positivamente: "os atores que criam e fazem o mais belo espetáculo do mundo precisam ser melhor tratados - até acarinhados pelo poder público" CONCENTRAT/ON Nic{/rdo COllllllellls IlIre

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Sim. eujá tenho um cartão mas desejo receber o e ganhar o dobro : de milhas na primeira fatura **, **, : NOMB _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___ I

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OS CARDÁPIOS DA PASSARELA

REPRESENTAÇÃO FíSICA DO NADA

Quem comprou camarote Iwra assistir aos desfiles pode ir ~~, 'll1l.~1 . preparando () eSlômago. O Castelo da Lagoa, de Chico Hccarey. {>que ,'ai cuidar _ la alimentação em todo o lado ímpar da Passarela do Saml;a. O lado par ficaní a cargo do Crill One. Cada empresa preparou cardápios maravilhosos com opção de carne, peixe ou frango. muitos tira-gostos e IInl caf{> da manhã caprichado,

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o carnavalesco Joãosinho Trinta - que está se recuperando de uma isquemia, sofrida em iulho do ano passado - prometeu levar para a pista um carro alegórico representando o Nada. Isso mesmo! Segundo ele, nada é tão perfeito quanto o nada. O carro é todo preto e abre o desfile da Unidos do Viradouro representando as trevas.

CARNIVAL GOURMETS '('lU' Spt'ClHlors ill a bo.'\ for the paradt, eall slaJ'lillg pn:parillg t1H'ir lasle lllHls, Chico Bt:carey's Castelo da Lagoa \\'ill 1)(' preparillg t1U' food ali alollg lhe odd-lIl1ll1lH'red side 01'lhe Salllba AveIlllc, The ('\'CII-IIII1I1I)('red side \\'ill IH' ealered for by Crill Olle, BOlh calen:r~ havt' pn:pan'd delieiolls 1I11:11IIS \\'ith a choic(: 01'lIU'at. fish 01'(:hi(,k('11.lIlallV savory til-bits allr! a breakf'asl balll)Ilf'1. '

@ Copyright

1996

by Editoro musical Escola de sombo lido. administrado

por editora

musical BMG Arobello

THE VISIBLEVOIO , Carnival artist Joãosinho Trinta - who is recovering from the ischemia he suffered last July - has promised to put on the Avenue a float representing Nothing. That's right! He says that there is nothing so perfect as anything. The float is completely black and opens Unidos do Viradouro's parade, representing Oarkness.

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lido

direitos reservados

r-----------NA VILA, O cLÃ DOS FERREIRA Mais de 60 pessoas da família do compositor Martinho da Vila estarão defendendo as cores da Unidos de Vila Isabel este ano na Avenida. A esposa Cléo é o principal destaque do carro abrealas e Janaína, a rainha da bateria da escola, é casada com o filho de Martinho, o Pinduca. THE FERREIRA CLAN IN VILA More thon 60 people from composer Mortinho do Vilo's fomily will be poroding for Unidos do Vila Isabel olong the Avenue this yeor.

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His wife Cleo is lhe moin highlight of the opening section's floot ond Jonoíno, queen of

school's percussion, is morried to Mortinho's son, Pinduco,

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DEPOIS DA FOLIA, O RELAX SEM COSTURA DA WOLFORD AFTER THE DANCE, WOLFORD'S SEAMLESS RELAX Wol f 01"11 AC proclllz

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clc,.;till:lclo,.; :', 1I11dlwr. Agor1l

110 Br1l,.;il. ('111"PI"I',.;CII-

111a lildw

Maxim's: a Folia C0l11 a lista do lUto da Torre Taí uma idéio paro começar bem o carnaval: o Maxim's e o revisto Rio Sambo & Carnaval se juntaram paro

para

I)c";('ldwcla

Tltollla,.;,.;. alll'<lI:a

"a 110\'11lilllta

"0111011 a;!ll:1. tlllica,'

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Sltoppill;!

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clacl,' cI(, ,.;lIa,.; IIwia,.; (' IHHlic,.;, IIla,.;

"111f'

SI', 1111'1 il'l' ji'l'l

Rio Samba & Carnival maga-

Janeiro from the 45th floor.

li IIIII/ ..dlls-

1IIIlf'I'irllll

I rt-,; loja,.; ('111S:IO Pa,do:

panoramic view of Rio de

íl(fimlllllllll'ls

11('1I1'1t111'11/1111.

" a

oH in high spirils: Maxim's and

reveler also hos a breathtaking

Ii SI'("(llItI

1'1111lI(' 11'111"/1 111IIIf'

" o,.; tcciclo.,.; cI•.li('a-

op('('ar

enjoying the Carnival décor, the

111

"o

a Wolforcl

Besides drinking, dancing and

/I

lillp:.

rclaci.1IIallll'111'1 ,.;ccllllor

p.m., in Torre do Rio-Sul.

I'lillp:s

alllt'ricallO

360 graus de um Rio de

Salurday, 8 February, aI 1 1:00

likl'

Itllrl'

" fora 11I

fotografaclo,.;

pode se deslumbrar com os

Carnival Party". To be held on

sldisl

"111f' 111'11'11/11'

Wol f 01"11 ";,10

curtir a decoraçõo car-

"The Grande Rio, Samba &

blll~\'

" al11l clllr1lhili-

110\\'111"11 SdWIZ,

zine joined forces to organize

Illf'ji'lIIlIll'

claclc, o,.; III1Hlt-lo,.; cla

'1I1C hl"".'OIl

Here's an idea to slart Carnival

I~\'IIIII

'1'lIIlIl/lISS.

p('r-

do Rio-Sul. Além de brincar e

lU\XIMS: 111(;11SI)IIU'I'S

SIIIIIIIII'r-

";('11' .'o,.;lllra".

par1l o IlIar

Janeiro visto do 45Q andor.

/Jl'sli!,"fII'tI

1/'

IJiI,("(' SI'lIl11ll'sS Sll'illlSllil

1I1I1IIa P('.::I

do Rio, Sambo e Carnaval".

navalesco, o foliõo ainda

I illl' ji

('!tllllllll

11fOJ'lll1l f"1I1illill:1

1"1 "'01111'11.111,10";

partir dos 23 horas, na Torre

lillll',

ils

11('10,',.;Iili,.;ta Clwlltal

promover "A Grande Festa Vai ser no dia 8, sábado, o

illlrlJ(llI("('

,'''' rilllll/I/lil's

clc S",iIlIHHlic,.;

o v('rijo,

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I 111 li 111111"1'111

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111111111 ,\/lIl'kl'iilIP:

1I",llp,"lI1I11'111i ,..;ltllll/litl/

sll"I'l'l. 1111/1'1' ..!," 111111.

•


BAILE DE VENEZA, UMA PONTE ENTRE O SAMBA E A GÔNDOLA VENICE MASKED BALL, BRIDGE BETWEEN SAMBA AND GONDOLA Evento oficializado pela Riotur, o Baile de Veneza do Hotel Inter-Continental vem se transformando também numa ponte que aproxima cada vez mais o Rio da cidade italiana. Este ano, o próprio Secretário de Turismo de Veneza, Antonio de Marchi, esteve aqui, COlItribuindo com sua experiência nos detalhes da produção do baile, ao mesmo tempo em que buscava um intercâmbio que possa levar a experiência das escolas de samba para a sua terra. Concebido por .Jacky Delmar, presidente da BHASCA , o Baile de Veneza é realizado pelo Hotel Inter-Continental, com patrocínio da cervejaria Antarctica, promoção da revista Hio Samba & Carnaval e apoio da Hiotur, Alitalia e Chevrolet. O baile, já uma tradição da terçafeira de carnaval, será no dia 11 de fevereiro, a partir das 21: horas, com cenografia de Abel Comes que reproduz o casaria histórico de Veneza e

orquestra coordenada pelo pesquisador Haroldo COSIa, além da bateria da Portela. O ingresso para o Baile de Veneza eusla H$ 250,00 e sua sofistieação começa logo na reserva (teI.322-2200, ramais 8387 e 8:388): o folião escolhe enln: seis figurinos a máseara, a capa e o chapéu que usará na festa. O ingresso inclui também dois bu fês (do sa Imão defumado ao nhoque de nozes) e lodo o serviço de ba r (com uísque importado).

moted b.r Rio Samba & Comiral maga:::;inc and supported l~y Riotur, Alitalia and Chepralef. The Ball, flom tnulit ional~r heM Oll CamÍl:al Ttlesda); I/.'ÍIIbe heM on Febnuu:r 11, startiug aI 9:00 p.m., the decomtiofls I~)' A bel Gomes who repradtlces the historical"('flice slreet-ho/lses, and an orchestra condtlcled b.r re.çearcher Haroldo CosIa, as lIJell as Portela :ç perCUSSlOlI. Tickels to the /'(!nice Masked Nall are R$ 250,00 aml ils sophislical ion is appa ren l ./;'()m lI/(' momeflt YO/l make .r0tlr reser/Jalion (tel: 322-2200. e:l'tensions 8387 afld 8388): IIH' rel'eler cllOoses his musk, cupe afld hal to be /I'om aI lhe boll jimfl si:!' models. Admissiofl olso inc/udes two buffels ([ram smoked salmofl to gnocchi wilh walllul.ç) aml full bar serl'Íce (wilh imported whisl.)~.

The '~!nice Masked Ball aI lhe Inler-Continenlal Holel is now WI (~Dicial Riotur el'enl and is lhe bridge belween Rio alld lha I Italian cit)'. 71lis .reGI; the Secretw)' Touri.wl for Venice himse/f, Antonio de Marchi /Jisited Rio lo of/er his e.1'perience in the details for the Ball, mhile 01 the same time sought to lake the samba school e.rperieflce to his omfl lal/(I. The Veflice Masked Ball mas jacky Delmar:ç idea, presidenl Df BIlASCAN, and i.ç held at the IlIter-Conlineulal f/otelwith spolISorship from lhe ;!nlarctica breme'J; pro••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

cO

I N TA I N E R S

(~r

Beto Carrero se impressionou

com os carros alegóricos da

Império Serrano. O cowboy homenageado

C O N TA I N E R 5

SERÃO

A

5

CAMARINS

escola vai mandar

CHANGING

ROOMS

tainers, que serão usados como camarins móveis pelos comNora Esteves será um dos destaques

da escola da Serrinha, que promete surpreender gorias das águas dançantes,

D A

E S C O L A

pela tradicional

para os bastidores da Sapucaí dois con-

ponentes. A bailarina

controlada

com as ale-

por computadores,

e

a dos 'dinossauros, com efeitos especiais. Beto Correro wos really

impressed with Império Serrono's floats. The impresorio, lhe schoal's theme in his homage, will be sending two containers lo lhe Avenue's backslage lo be used as chonging roams for the poraders,

Nora Esteves,

primo ballerina, is one cf lhe Serrinha school's slors, and the schoal will show a surprising effecl cf doncing walers, controled by computers ond dinosours with speciol effecls,

nA

A tOCO~IOTI\j\ GRANDE

RIO'S

LOCOMOTIVE

GRANnl~ RIO Olho no Acadêmicos do Grande Rio. O carnavalesco Alexandre Louzada promeleu efeitos especiais em todos os carros do escola, o começar pelo obre-alas, que será uma grande locomotiva prateado soltando fumaça por todos os lodos. Esculturasestarõo presos nos trilhos representando os trabalhadores que mor. reram durante o construçõo do ferrovia Madeira-

f~~-

~"..

Mamoré, enredo

'-o •.. ,-'•••••.• ~?I".tj"t1-_ <../ •.,

\.-rl

.,-..;'~'

do escola,

"\L1/i/

/0."1'1'

IY/'

(//1

ulIl/i,r

1('{ull'lIIil'us tllI

1;1'111,,1,.

{(iu. ( 'ul'IIil'''I

l'I'Ulltisl'tI ,/li'ds Ihl'

s(1tr1l1lll1'gillllillp:

1I11I',till/-!: sl'dillll, '11/ ,'III)/'III/1I1S 11I/'II"trII il't'. ji.l'l'tlllI lI".

milmutl.

I('il/t ,r/til'/t

sl/'/lI/ti,,/-!: :';(,IIII"III'I'S

1111'mils.

I(,III'/.'('I'S

/111iMillf:!

sllt'ciul

1111l'I'I".''J7uul

,('/tll

ill 1111'

,rill

li/'

si/t.,,!, ,ri/I

111'

""III'('S('lItillf:! tlil,tI

1111'JI/, IIll'im. 1111'SI'/tIlUt:~

"./till' 1/"111111'1; 1111'1111'.


MÃE, FILHO E UMA BANDEIRA SÓ

NATAL SEM NEVE E COM POUCA ROUPA TROPICAL CHRISTMAS A Beija-Flor vai fazer muito marmanjo acreditar em Papai Noel. No último setor da

garra

a haJllh:ira

da

escola, o carnavalesco Milton

Cf)

O escola.

Z

'Ihn

ainda

?'

>

casal

Cf)

tando

Z Ç)

g(~nt(~ (I'W

Cunha colocou uma ala de

não sal)(~, Inas o

modelos vestidas de mamões

(I'w vem conqnisnota

IOdos

noéis com os seios de fora. O

jnra-

ator Miguel Falabella estará

dos hií vií rios a nos (~ L' mais do qlW nH~slre-sala M

em cima da escultura de Papai Noel vestido de anjo de

tiO e porta-handeira.

> 'Z Z

Chiqninho

Natal. Ou melhor, com

(~ filho de

M Maria I-Idena e d(~s ::o treinam os passos dnrante

todo

IIH qnadra como

(/f/(I

dl:f,'mlllll' MOIIY

dOIl 'I !.'IUI/r wl/ll

lIu/r!.'s

/osl ji'l/'

111

/wsl

il /ml bl'l'lI

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ji'llll/

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1111'

1/11111

jl/sl

"1'/1'110:,

1111:\'11'11/111111'SII'I)S 1111

rO/l/((//}()lh

1111'11II1)I'l'IIlri:;

111

hOl/u'

d/l/u,I'I/IIII,

BIRD WOMAN ON A DRAGONíS TONGUE no desfil(~ do ano passado da Beija-Flor volta a desfi-

a todos

lar a s(~is nH~tros do chão. A personal training e prof(~ssora de ingl~s e franc~s, Fafií Cunha, desfilaní pendurada na língua do dragão no carro do Ilall«)\v('ell. Usando apenas uln tapasexo e completamente careca. '1'111'bird-lI'oll/(/1/ /1.110 c//(/rllll'd I'l'l'ryul/l' il/ 10sl."(,(lr:, /Jl'ijo-F/orpol'(((/(' is /)(f('/.: {lol'lld-

01111

II/IIIOS!

:!()ji

oj! 1111'grool/d.

F(~(rí

111((/""('1((,11 II'(((;/u'/' CUI/llo íllg

/won'l:

is Mario

qU(~ encantou

illg

Irilll/illg

1111'j/l/:\)iJl' is I/um'

(/fU/ sl/l//(Iord

Chirlltll/I/II Slil/

SOIl do IllI'ir Sd/llO//HI/I/II'I:

(,Ollp/I'

,}'I'lIr

IA'OI)()ldilll'lIsl',

Mother Chrislmas. Actor Miguel Falabella will be on lhe lop 01 a Father Christmas sculpture dressed as a Christmas angel. That is, with the most summary of garments.

A MULHER-PÁSSARO NA LíNGUA DO DRAGÃO A nndher-piíssaro

em casa,

lIIolher

I'sl'orl

tanlo

da Imperatriz

111IlIIpI'rolri:;

lop

o ano

pauquíssima roupa.

Beija-Flor will make a lot of grown men believe in Santa Claus. In the school's last sector camivai artisl Milton Cunha has put a section 01 models • dressed as topless ' -

Irilll)(l/'od('

.li'otn

(l

I/(/I/d-

drago,,:~ /Ollf.!/U'

il/ 1111'//0//0/1'1'1'1/ POIII, IreOrill,!!}"SIO 111/(/ ('Olll{l/I'II'~\'

lil/,"

Iriollgl,'

bolr/,

TlII' IH'rsol/olll'llilll'r

ol/(I/~"Ig/isll

EM VIDEO, A GINGA DA "GLOBELEZA" "Aprenda

a Samhar

Valéria vídeo

Valcnssa"

que (~Sl;í dwgando

nlercado

divide

('Spcct adon~s t ruqucs

lodos

os da

llln sílllholo

do

O que Valéria

camava!. aprelld('u

(~In 1I111itos allos

avenida

I:

que

fiz(~ram

cOlnpleta

folia hrasileira alcanc('

de todos

a sensllalidad(: dllção

ao

cOln os

qlw fizeram

"ClolH'lcza-'

mais

cOln - o novo

t radllção

a

da

esl:í agora - com

de

dda

ao

toda

e 11I1II1a pro-

f(:ita em hdíssimos

cena nos.

"GLOBELEZA" ON VIDEO "Leanl lo Salllha wilh Vah'ria Val"lIssa" - dte lIew vid"o, (,olllillg lo dte slol'e~ ~OOIl,~lran~s wil h ils vi"w,:I'~ ali lter skills wlridl Inad(: 111'1'du~ "ClolH'I,'za " - Cloho\ sYIII!lol oI' Cal'llival. W'hal Valeria Iras I"arll"d ill 111'1'y"ars 011 dte 1\V"11I11'alld wlrich made lter du~ 1)(:1'1"'('1 qlilOllte oI' Braziliall revelry i~ 1I0W wil hill ,~veryolle\ n':u,h - with ali Iwl' ~'~IISllHlily alui I'illlll'd ill ~ome oI' lhe world's 10velie~1 seellery.


o

d

de visita

cartão

Rio de Janeiro -Serviços - Services

Casa de Saúde São José: Humaitá Te!': 537.7676

Aluguel de Veículos - Car Rental Localiza: Av. Princesa Isabel, 214 - Copacabana Reservas: (0800) 31-2121 Av. da Américas, 679 . Loja C . Te!': (021) 493.4477 Hertz: Av. Princesa Isabel, 273 . Loja A - Copacabana Reservas: 10800) 14-7300

R. Macedo Sobrinho,

21 -

Centro Pediátrico da Lagoa: Av. Lineu de Paula Machado, 64 - Lagoa - Te!': 539.1412 R. Barão da Torre, 139. Te!': 287.6399 Clínica Ortopédica Cortrel: Leblon - Te!': 274.9595

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Unidas: Av. Princesa Isabel, 350. Copacabana Reservas: 10800) 12.1121

Dension (exames ostcoporose): Av. Luis Carlos Preso tes, 4 I O . Sala 125 . Barra da Tijuca . Te!': 430.9610

Avis: Av. Princesa Isabel, 150 . Copacabana Reservas: (0800) 11.8066

Farmácias.

Rent a Car International: Av. Princesa Isabel, 7. Loja C. Copacabana - Te!': 541-4390 Rua da Passagem, 33. Te!': 295-9494 Taxis Especiais Cootramo: Transcoopass: Transcootour: Coopataxi: Passeios

270-1442 270.4888 590.2220 593-4343

Panorâmicos.

Drogaria Padrão: Av. das Américas, 5150. Loja 04 Barra da Tijuca - Te!': 325.4393

Sightseeing

Tours

Helisight: Av. Pasteur, 520 . Heliponto - Morro da Urca Te!': 542.7895 Av. Borges de Medeiros sino. Heliponto da Lagoa Te!': 259-6995 Caminho das Pailleiras sino - Mirante Dona Marta Te!': 259.6995 Postos de Gasolina. Auto Postinho: Te!': 259.1149

Drogaria Pacheco: R. Visconde de Pirajá, 592 . Loja B Ipanema - Te!': 259.7743 Drogasmil: R. Santa Clara, 50 - Loja D - Copacabana Te!': 255.5941

- Taxis Te!': Te!': Te!': Te!':

Drugstores

Drogarias Max: Av. Bartolomeu Mitre, 450 - Loja A Leblon. Te!': 294.8622 Agência Express

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TraveI Services

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Av. Atlãntica, 1702. Loja 01. Te!': 255.2148

-Restaurantes - Restaurants

Gas Station

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Auto Posto Mengâo: Av. Borges de Medeiros, 1111 Lagoa. Te!': 239.3193

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Porção: Av. Armando Lombardi, 591 - Barra da Tijuca Te!': 493.3355 R. Barão da Torre, 218 - Ipanema - Te!': 521.0999

Glória: Av. Beira Mar sino - Glória. Te!': 205-3369 Posto Cardeal Leme: Av. Atlántica, sino - Leme Te!': 275-5696 Posto Golfe Club: Estrada da Gávea, 820- São Conrado Te!': 322.0194 Posto Freeway: Te!': 439.2000 Hospitais

Av. das Américas, 2100. Barra da Tijuca

e Clínicas.

Clinica São Bernardo: Tijuca - Te!': 325-6611

Hospitais

and First Aid Services

Av. das Américas, 3250 - Barra da

Mariu's: Av. Atlântica, 290 - Leme. Te!': 542-2393 R. Francisco Otaviano, 96 - Ipanema - Te!': 287-2552 Barra GriIl: Av. Ministro Ivan Lins, 324 . Barra da Tijuca Te!': 493.6060 Frutos do Mar.

Sea Food

Albamar: Pça. Marechal Âncora, 184. Praça XV Te!': 240.8378 Cabaça Grande: Te!': 287.7177

R. Barão da Torre, 422 . Ipanema


:0 I

,

Rio

de Janeiro

-s welcome

cardo

Salyricon: R. Barão da Torre, Te!':52 1-0627 Sol e Mar: Av. Repórter Te!': 295-1896

Nestor Moreira,

do Sousa,

A Marisqueira: Te!': 547.3920

Ribeiro,

R. Barata

Japonesa.

Japonese

Madame Bullerfly: Te!': 267-4347

Bar Lagoa: Av. Epitácio Te!': 287-1135

192 - Ipanema

Tia Palmira: Caminho Guaratiba - Te!': 410-8169

Cozinha

11 - Botafogo

18 - Barra

de

232 - Copacabana

Tanaka San Joa: Te!': 493.7842

Av. Borges de Medeiros,

3207 - Lagoa

Guima's: Estrada da Gávea, 899 - Loja D - São Conrado Te!': 322-5357 Atrium Del Rey: Praça XV, 48 - Paço Municipal Centro - Te!': 220-0193 147 C - Leblon

Luna's Bar: R. Frame de Amoedo, Te!': 267-8886

R. Maria Angélica,

Pantagruel: R. Maria Angélica, Te!': 246-2982 Rio's: Aterro do Flamengo, Te!': 5551-3396

Estrada

Italiana.

51 - Jardim

Botânico

sinO - Flamengo

do Joá, 2360 - São Conrado Choperia

Italian

899 - Loja 206 C

Enolria: Av. das Américas, Barra da Tijuca

Dumont,

Barril 1800: Av. Vieira Souto, Te!': 287-0085

110 - Ipanema

1026 - Leblon

62 Universidade do Chopp: Leblon - Te!': 294-2394

R. Conde

Bernadotte,

136. Lagoa

4666 - Loja 129 B - parte

- Inlernational

Alcaparra: Praia do Flamengo, Te!': 225-3937

- Beer House

Caneco 70: Av. Delfim Moreira, Te!': 294-1180

Cuisine

Amarcord: R. Maria Quitéria, Te!': 287-0335

Inlernational

52 - Ipanema

21 - Ipanema

Margulla Risloranle: Av. Henrique Ipanema . Te!': 259-3887

Cozinha

1674 - Lagoa

R. Barão da Torre, 472 - Ipanema

Sushi Garden: Estrada da Gávea, São Conrado - Te!': 322-4932 Cozinha

Mistura Fina: Te!': 537-2844

Pessoa,

La Mole: R. Dias Ferreira, Te!': 294-0699

Cuisine

Sushi Brasil: R. Barão da Torre, 472 - Ipanema Te!': 267-4347 Kolobuki Lake: Te!': 286.0828

•

Cuisine

Serviço de Atendimento a Associados Customer Service

0800 78-5050

150 - Flamengo

Alvaro's: Estrada da Gávea, 899 - Loja 204 São Conrado . Te!': 322-2726 Grill One: Av. Rio Branco, 01 - 10-G . Centro Te!': 253.1331 Gula Gula: Av. das Américas, Te!': 431.9038

4666 - Loja 128 B

Não

saia de casa

sem ele@.

26


r

I.

o

QUE ENFEITA E O QUE ENFEIA O CORPO

CHIQUINHA, FROM SANlBA TO THE STAGE

BODY BEAUTIFULAND BODY BIG Na Mocidade

Independente

DEPOIS DE ENREDO VIRA PEÇA DE TEATRO

quinto carro, do aparelho digestivo, O carnavale-

de Padre Miguel, hal-

sco Renato lage disse que todas as pessoas que

terofilistas e fisiculluris-

sairão nos carros alegóricos vão fazer a vez de atores em uma peça de teatro. Ou seja, não vale só sambar. Tem que representar também.

tas estarão mostrando sua boa forma no sétimo carro, o da beleza física. Como contraponto, sete personagens obesos, somando mais de uma tonelada de peso, estarão enfeitando o

o SAMBA

A atriz Rosamaria Murtinho vai personificar a compositora Chiquinha Gonzaga, homegeada pela Imperatriz Leopoldinense. Fora da escola de samba, ela pretende montar uma pe~a sobre Chiquinha, que terá cenografia e figurinos desenhados pela carnavalesca Rosa Magalhães.

In Mocidade Independenle de Padre Miguel, weighl lifters and physical educalion leachers wiLlbe showing lheir heallhy bodies in lhe sevenlh floal lo physical beauly. In conlmsl, sevenfal ftgUres, weighing togelher more lhan one lon, wiLLbe decomling lhe fifth floal lo lhe digeslive syslem. Carnival arlisl Renalo I,age said lhal everyone on lhe floats wiLLbe like aclors in a lhealer play. Thal is, lhey have lo do more tltan jus I samba. They have lo acl 100.

Actress Rosamaria Murlinho will play the role of composer Chiquinha Gonzaga, the theme of Imperatriz Leopoldinense. Besides the samba school, she intends to put on a play about this composer, and it will have scenery and costumes designed by carnival artist Rosa Magalhães.

QUE SE APRENDE NA ESCOLA THE SAMBA LEARNED AT SCHOOL

Manoel Dionísio está exultante. Mesmo sem o patrocínio de empresas ou escolas, seu projeto para formação de mestres-salas e porta'bandeiras

vai de vento em popa. Ele já conseguiu formar vários casais

que estão conquistando os iurados com os passos ensinados por ele. Este ano, 19 deles estarão na Avenida em diversas escolas e grupos.

Manoel Dionisio is iubilanl. Even wilhoul lhe sponsorship of companies or schoo/s, his proiect for Iraining slandard bearers and Iheir escorls is going very well indeed. He has a/reody succeeded in lraining several couples who are winning over lhe iury wilh sleps loughl by him. This year 19 of Ihese couples will be on lhe Avenue in

(AR AVALESCOs'hiÃõ"'Â DISNEY CARNIVAl ARTISTS ON THEIR WAY TO DISNEY AND BROADWAY o s carnavalescos das escolas qlw I'ican~1II do primeiro ao qllinto lugares, no Hio, e os das duas primeiras colocadas dc São Palllo vão ganhar UIII prêmio especial depois do camaval. J<:lcs vão partidpar de IlIna workshop nos Estados Unidos, vendo c ollvindo tlldo soiJre os basl idores do IIIlnlllo do show-iJiz. Prillleiro, passarão pda Disncyworld. Depois, elll ew York, c(lIlhe(:erão lodo o iJackstage dos cspctáclllos CIII cartaz na IJroadwa);. O prêlllio, qlH~ se iJenel'icia da Lei HOllanet, é uma inicial iva da revista Hio Salllba & Carnaval, conl apoio da LII~SA e patrocínio da Hedccar, llllla elllpresa do grllpo Credicard, Sell oiJjet ivo I: oferecer aos criadores do desl'ile das escolas 11111 conlato direlo com o plarwjallwllto, os projetos e as etapas de prodll«ão dos principais espetáculos do mllllllo,

pI~rlllit indo-i1ws a alualização COIIIo '1tll' ('sl:í a('ollt(~('I'llIlo CIII l('nnos de l'igurinos, (,scltltllras. ef(~itos (:slH'('iais (: III)VOS lIIateriais. J\I('rgulhando no IIIlIlIdo dI' sOllho e fantasia de Disnev I' da Broadway. os ('an'Javail:scos certalllell!(' Irarão idl:ias (~n:cllrsos capazl:s de se adaptar ao Irabalho das escolas. - O '1l1e Ó pn'('iso deixa r claro - diz o diretor da HSe, Mallrício Maltos - é a lIossa preocupaçao COIII o futllro da grarllll: fl:sla brasileira c seu cont íllllO aperfeiçoarllclI!o. No arlO passado, II!ÍS IIHlllllanlos a Hosa J"lagalhã(~s, da 11I1IH'ratriz, para Nova York e nwslllo sl,"do a Hnsa ullla artista II111il0 sintollizada conl tudo o qlle acolltcce 110mtlllllo, a viagl:1II n:presclltou 11111 ganho para da. Os camavalescos classificados vão n,('(:iJer nllla (:scull ura dI: "rolm: polido com pálina pn~ta, cri-

ada pela artista pl:íslica Nortlla (;anllteri, pn:llliada e publicada 110cat:ílogo d(~ arte da Expor de Nova York. elll 199(1. O grande vellcedor ganhará nllla olllra p<:(;a de arll~, ('111n~silla IlIlIlillosa soiJre base de IlIn lIIet ro de alt ura elll lIIárlllore Carrara, da escultora Slu:ila Allaíde"

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1II0lel"ia/".

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S/wi/o

Altoir!c.


FAZENDO A FANTASIA SEM DEIXAR O PANDEIRO

O estilista Kiko Alves não foz por menos. Responsóvel pelo visual de mulheres como Vanessa de Oliveira, Isabel Rlardis e Núbia de Oliveira, ele crio também os fantasias de destaques de diversos escolas. Mos, se fazer roupas e fantasias é o suo profissão, o sambo é suo paixão: . O que eu gosto mesmo. diz ele. é de sair como passista. Eu e meu pandeiro. Disposição não me falto para vir em vórias escolas. Acima de tudo, tenho o carnaval no sangue. COSTUME DESIGNER AND SAMBA DANCER ALL IN ONE

Designer KikoAlves doesn'l blink. Responsible for the costumes of women such as Vanessa de Oliveira, Isabel Filordis and Núbia de Oliveira, he also designs lhe star costumes for several schools. Yet, if designing dothes and costumes is his profession, his passion is lhe sambo. "Who1Ilike most" . he says . "is lo dance. Me ond my tambourine. Above ali, live got Carnival in my blood."

DE LOUCO~

PORTO DA PEDRA A LITTLE

A PORTO DA PEDRA

CRAZY

TEM UM POUCO A Unidos do Porto do Pedro

eles estão no carro em home-

vai levor loucos de verdade

nagem ao Bispo de Rosário.

paro o Passarela do Sambo ..

U"i""s "" 1'lIrlll "" p,."m is glli"g 111/"'1 f'(,,,1 'T,,::,y!"lk li" 1111' S"lIIb" /1""/II/{'. ('"r"il.,,1 "rlisl ,II",,/'{I

O carnavalesco Quintaes

Mouro

pondero

que não adi-

anto falar do loucura deixando estas pessoas de foro. Eles são pSicóticos que estão em tratamento do Hospital de Jurujuba, em Niterói,

onde também tra-

balham.

A idéio de desfilar no

Avenida

partiu deles e foi

muito bem aceito pelo diretoria do escola. Ao lodo de médicos e funcionários

do hospital,

BONS FLUIDOS PARA A ESTÁCIO ESTÁCIO IN ALPHA A Estácio de Sá

()"i,,/(lI's Ihi"ks Ih,,1 Ih,.f'(':' 1111 I",i" I 1"lki"g ,,1"11/1l/((u/rIl'S.' 'I'il/rlull 1((11'i"g 111""1"'lIpl,. 1"lrlil'i')(Jli"g. T/II' 11.~I'l,I/IIlics "f'(' ')(Jtil'"ls "I J"r"j"/)(J IllIspil,,1 i" Nil"f'{íi. II'h,.r,. II/{:r ,,/.1'11 II'lIrk. 7'/11'i"I'" "!I)(Jf'(/{li"g ""(('" 1111' 11"1',,11/'""l/II' !/'{IIII 1111'111 (/fuI II'"S 1"'1)' 11"'11f'('cár,." I~,'IIII' s"'/IIIII /lll"r". 7'1((:,""f'(' i" 1111' fill,,1 ('(,1,.hr"li"g /lisl'" "" 1I11.",rill (" !"l/IO"., /lr"::.ili",, I,.~""'/(J-"rlisl) "cclIlII/)(J"i,'" by 1111'hllspil,,1 ",}('llIrs (/f((1 Illlr.'WS.

foi feito pela numeróloga Juliana Wagner para atrair bons fluidos e o barracão

da escola

foi defumado

para

afastar os maus partiu paro o misticismo.

Um dos

carros terá uma mandala

com a

posição

astrológi-

ca da escola

na

hora do desfile. nome do enredo

O

parade. The theme's nome wos given by

espíritos.

numerologist Juliono

Estácio de Sá has

Wagner to ottract

chosen mysticism.

good vibrotions and

One of the Iloats will

the school's work-

have o mandala

shop wos lumigoted

with the school's

by o group of eSQ-

astrologicol map at

teric leoders to keep

the time of the

owoy the bod spirits.

Filho de peixe, peixinho é. A porta-bandeira Juiu Maravilha, da Unidos da Tiiuca, não irá sozinha para a Passarela. Sua filha, Fábia Borges é a rainha da bateria da escola.

FILHA DE JUJU É RAINHA DA BATERIA JUJUíS DAUGHTER

PERCUSSION

QUEEN

She's her molher's daughler. The molher, slandard bearer Juiu Maravilha o, Unidos da Tiiuca won'l be alone on lhe Avenue. Her daughler Fabia Borges will be Ihere as queen o, lhe school's percussion.


IAREMA E O LUTO BRANCO DO ISOPOR

IAHEl\IA AND WIIITE POLYSTYHENE MOUHNING

eseolus tiverum u fuse heré)icu do ,-murché. Erum temltOSde .Julinho lungueiru, que exportou conhecimen s e muteriuis puís uforu. Nu reengenhuriu dus eseolus, o escultor luremu ucabou fuzendo do isopor, que já está no Brusil há :17 unos, o muis impot'tante uliudo dos curnuvulescos. E o derivudo do I)etróleo putenteudo I)elu UASF e cujo nome científico é poliestireno expunsível ucubou se moldundo docilmente à imuginução do curnuvul, permitindo coru.r-se, lixur-se, modelur-se en. formus mil. Tudo começou - relembra Renuto Luge - com luremu alu'oveit.lI.do sobrus e iihoje é pruticumente impossível fuzer um desfile sem isopor". O Curnavul de 97, e os outros que virão, lumeutuvelmente não conturão muis com o tulento de luremu. O escul. tor, ugoru, está ujuduudo u Inelhorur u cenogrufiu do céu. IUus, dhmte de cudu ulegoriu que pussur pelu Supucuí, a gente vui repurur, I)or buixo de todu u ulegriu, umu eSI)écie de luto brunco. É o isopor, eom suudude do luremu.

TI/(' sr!lOols Iml'(, Imd tllI'ir

('pics of

papi('r-lIIar!II~.

7'1ml lI.'as ia Ih('

lilll(, of.Jlllillho

of Mallglll'ira,

1"I1J(JrINIk'lOw-llOw

LEMBRA ÇAS 00 CAHNAVAL

p

Os turistas

L•..••"

~

11'110

.

(//ullllall'rial

__~ <I'userelll comprar .' .",' camisetas, bonés, chaveiros

or('r,w'a,~. JVIII'II li/(' sr!lOols 11.'('1'1' rel'lIgilll'/'rNI,

.~clllpl/Jr /art'lIIa

II,~/'d

PO~l",~/yre//l'•. 17 YNlr.~ ill IJra;:,i1. a.~ lhe III/MI illlporlalll carlliral

arlisls.

acc/'ssor)" for lhe This i.~ a pl'lrolt'lIl11

h.y-prodllc1 pal/'IIII'd

l~l'IJASF

~l' 1I11J/llt/l'dlo Ih(' illlagillalioll

C//II 1)('1'111. filed.

(//111NISiof Caril ira I. (//ul

1I11J/ll'ledilllo 11101I.wllul.~ of

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... lhe 1)(J~}'sl)TI'III' IT/'aliollS

. produtos das escolas de salllba niio lerão que andar muito. Basta ir à butique que foi lIIontada pela Liga Independeute das Escolas de Samba ua Passarela e es(;olher o lIIaterial de sua preferência. CAHNIVAL

SOUVENIHS

TOllrisls ",lio ",a 11 1 lo 11IIV'1'sliirts.

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ou outros

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I/('at'/'II:~ Iml/,~. }'/'I, IJl10rt' each f1/J/tI /J/Is.~illg dowlI lhe A "/'11111'. 1'1'l'r)'mll' wil/llolit'/'

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a força, a velocidade ou o equilíbrio que levam ao pódio. As autoridades que estão lutando para que o Comitê Olímpíco Internacional escolha o Rio, do ministro Pelé ao empresário Ronaldo César Coelho, podem ter uma certeza: toda a comunidade do

o BARRACÃO

samba está torcendo junta para fazer da esperança

E A PORTA-BANDEIRA

geral uma realidade. Que atleta do mundo não vai

A porta-bandeira

gostar de ganhar uma medalha de ouro num

Mocidade

Lucinha, da

cenário como o nosso (de preferência, tendo como

Independente de

Padre Miguel deu um show de

trilha sonora a bateria de uma escola de samba)?

à escola este ano.

dedicação

Rio is the most charming cf the candidate cities for

Além de defender a bandeira da Mocidade nota lOdos

the Olympics 2004 - and, cf course, this has to do

em busca da

with Carnival.

jurados, ela foi o

Renato Lage, trabalhando

fact, the Olympic villages are the pride of

como secretária no barracão

O Rio é a mais charmosa das

Mangueira - where child criminality has dropped to

onde foram feitas as alegorias

cidades-candidatas

zero - and cf Salgueiro.

C

da escola. STANDARD BEARER & THE WORKSHOP Standard bearer Lucinha Mocidade

01

Independente de Padre

• ~ ...,..

Miguel showed her devotion to her school Ihis year. Besides carrying Mocidade's

banner in the hope

01

gaining top marks Irom the jury, she was carnival artist Renata Lage's

•

a sede das

Olimpíadas de 2004 - e, obviamente, isso tem a ver com o carnaval. O desfile das escolas também é uma disputa, também tem um caráter olímpico. Hoje, aliás, as Vilas

O

Olímpicas são o orgulho da

Mangueira - onde a criminalidade

••••

infantil caiu a zero - e do SoIgueiro.

The new champions

between samba and sport learn to blend the beat cf the tambourine with the strength, speed ar balance on the podium.The authorities who are strivillg for the International Olympic Committee to choose Rio, from Minister Pelé to businessman Ronaldo Cesar Coelho, can be sure that the whole samba community is cheering for this hope to beco me a reality .

Os novos campeões formados entre

What athlete would not like to win a gold medal in

secretary in the workshop where

",..,

o samba e o esporte aprendem a

scenario like ours (preferably, with the samba school

the school floals were made.

••••

harmonizar o ritmo do pandeiro com

percussion as background musicj?

right hand woman working as his

l

The samba school parade toa,

which is also an Olympic style contes!. Today, in

braço-direito do carnavalesco


r

Yi:;to Vi:Jto do cdto edto o ![io filo é UTn urn in:;uperdv'-/l in:ruperéLj)el e:;petricuLo e:JpetéLcuLo de jorTna:; jorrna:J e e:;paç03 e:Jpeu;;o:J L/~J~~!-do \../.JiU?j7~[,do por urna atriz; atriz local lCJcal e otada de urn e:cuberante e:cuoeTante , a natureza, j

jj

•

ou carzoca, T' FE S TO BE A t-f DE TOBEA TRUE .

~

fE _


I I I

de

desuendm'o leUodesuapn5pr;ana/l,reza/o;,

na uerdade, que se descohriu o Brasil: nâo a ntes como conta a bistória. Assim, deitado em herço esplêndido, ornado por vistoso e rico amhiente, nasceu o pouoado carioca. A partir deste episódio, os dotes de sua geogrq/la vigorosa passaram a tutelar seu crescimento, prescreueJ/(lo a seus bahitwltes as normas hásicas para sua oCll/}(/çâo. A capacidade de administrar seu próprio destino formal/urhano, foifator determinante na eleiçâo de uma soluçâo natllral, quase e.,pontânea, emprep,ada na posse de seus dom ín ios. E,sa /)a rlicularidade assegu rou ao Hio Natu ral a ./itnçào da cbeJla da equlj)e de criaçâo do plano de deselwolvimento da cidade. A autoridade de sua presença generosa evitou a implalltaçâo de planos de cunbo meramente racionais. como se uer(ji'cou em outras cidades, Veja- se daqui de cima como a grande extensâo da sinuosa orla marítima e a cadeia de montanbas que a seguem associadas contri/mem de maneira sign(ji'c;ativa para o encantamento do cenário carioca. E,ta marca indelével do Hio, que é a causa essencial dofascínio que exerce sohre as pessoas, assume, ttlm1Jém, a tltrihuiçâo de silwlizadores para a orientaçâo do morador e do visitante. A consulta ti estas clartls referências permite 1/lI/([fácil ident!flcaçâo do seu posicionalllento no territário ctlrioca, eliminando a deSCOl!/ortáuelsensaçâo de "estar perdido'~ impressâo negatiua que se e.>...perimentaem outras grandes cidades, e estimulando seu deslocamento pelas tramas da cidade, pc/feitamente integrado a seus e.,paços. O/)serue-se que lá em haixo estâo: a Ilba Fiscal, o Centro, o Aterro do !'1amenp,o, a Enseada de /JotC!/ogo,o Pâo de Açucw; a Urca, Copacahww. Adiante, o Cristo RedentOl: a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Jardim Botânico, as praias de Ipanema e Le1Jlon,e, mais distante, o Morro dos Dois Imlâos, Sôo Conrado, a Pedra da Cáuea e a Barra da fUuca. Constate-se, agora, como a mâe natureza cedeu sahiamente algumas de suas áreas para o homem assentar seus ahrigos, sem permitir que este predador contullwz pudesse ([qu i ip,norá-Ia. Ao cO/ltrário, ver(jlque-se como o jogo de sálidos aluos em forma de prismas aluos. longos e Clll1os, altos e /)(Iixos, estreitos e Iwgos. com suas arestas agudas, em mescla de luz e somhra, de claro e escu ro, ./brmam 1/lIIfantástico contraste com barl/[(JIliosas/ómws. a nuwlça das cores e a diue/:'i/icada textura da coisa seluap,em.


1---

arquitetura, que em outras cidades do mundo, como Veneza, Paris e Nova Iorque, se constitui

na sua própria

expressão, no Rio, apesar de sua qualidade indiscutível, participa como uma coadjuvante competente na criação da paisagem global da cidade. Antes de sair deste ponto de observação, procure dimensionar o grau de excitação possível de suporta!; quando

ao

descer, se penetre no quadro abaixo, composto de: - imensas massas arredondadas

de granito quase polido,

nascendo na espessa mata verde e morrendo nas águas marinhas do oceano; - um céu de um raro azul abobadado, se apoiando no horizonte formando

um ton-sur-ton com o

mar,' - um crepú.sculo policrômico, que muitas vezes merecem dos espectadores aplausos de pé; - praias alvas de areia fina, que cantam no pé, distribuídas em sequência pela linha da costa sem fim; - densa floresta onipresente que congrega variadas espécies vegetais, representando um rico e permanente museu de arte botânica; - um mar povoado de ilhas a oferecer suas águas para o tráfego de velas brancas; lagoas e enseadas com superfície calma que se prestam a refletir o banho dos raios do Sol calorento; Imagine-se, então, este fantástico panorama

vitalizado, em seu inten'or, pelas

doses de animação seguintes: o ritmo da batucada, a alegria contagiante do carioca, a beleza e a morenice de sllas mulheres,

as semi-nuas garotas de Ipanema,

o chope gelado na beira-

mar, a apoteose de um Fia x Flll, ofutebol de praia,

as noites de Long-Champ,

que iluminam a espelho da Lagoa, a Cobal, onde rola o papo e a birita entre verduras,

os

baixos, criados espontâneamente

para

o

encontro informal, a fei-

joada completa, com couve e cachaça, a caipirinha feita na hora, o carnaval, os

ensaios e

o

desfile das escolas de samba,

favelas escalando

os

os passeios

ondas, as asas voadoras flanando Tudo isto, ao mesmo tempo, é o Rio vivo, privilégio de uns poucos, mas que se estende a todos que daqui se acercam. O Rio é o portal de entrada da cultura tropical

e a sede da alma brasileira.

Todo e qualquer meio de expressão que tente traduzir o Rio sempre esban"ará na impossibilidade de realizá-lo a contento. A razão é simples, mas irrefutável, porquanto:

alarido dos botecos em festa, as

morros, as lojas de frutas explicitas e seus sucos implícitos,

as pipas oscilando no ar,

latino-americana

o

pela floresta,

suaves,

os

surfistas cortando as


oesia eV1,otarútodos seus recllrsos antes que possa revelar comjllsteza seus encantos, Afotogrc(/i'a qlle se insllnlle a retratatá, se renderá as limitaçôes de slla arte. na impossibidade de aprisiollar a imagem de 1iI1lsonbo colorido, Nem na variada policromia das /JOIbetas, o talento do pilltor ellcolltra o matiz qlle apreenda a nllC/Ilça {llIe reveste sllasformas

e o cambiente IJrilbo

das cores de sua paisagem e,\jJleJl(lorosa, Por mais

imjJ irada

que seja um a

cançâo exaltando suas virtudes, ficarú sempre aquém da verdade. Quais sejam os escritos em prosa sensível, quais sejam as qualidades dos trovadores, serão sempre incajJazes de descrever seu fascínio, A palavra escrita ou falada é insl(/iciente para intelpretar um e,\jJaço, sobretudo qua ndo este tem seu contelÍdo pleno da magia carioca. Para se absorver a enel~r.;iasU,\jJensa na atmo.~/era do Rio e dec(/i'ar os mistérios de sua comu li icaçâo, é indL\jJellsâvel que se dei:>.:e melgulbar o COlIJOe que se solte o e,\jJíritoaputuar em seus amIJientes /wturais e u rba lias. h: neste momell/o de sOI1ilé,,rJ,io que se e:xlJerimenta m ospu idos que nutrem o e,\jJírilocarioca, epidemia qlle contaf!,ia a todos que entrem em contato com sua atmosfera, independente do credo, raça, idade e procedência. O Rio é inenarrâvel, feito de curvas sellsua is. h.' u ma cidade - mu Ibel: lÍn ica

e incOl(/essâveltentaçâo

do Criador,

Por tudo isso, sou carioca COI(/esso,

Pau/o Casé é arquiteto, criador

do Obelisco l/e [pallema,

dez llezes premiado

pelo [AB por

obras em todo o BrasiL


o look at Rio from above is a unique displa)' of shape and space, the leading role of a versatile local actress endowed with overwhelming talent: Nature. From that privileged position )'ou can see the thrilling atmosphere around the dt)', a masterpiece which recalls the hest of the moments at the creation of the worlds. The highlight is the hreathtaking view of Guanabara 13a)', the local paradise which the natives called i"guaamha-ra and where the Portuguese navigator, Estรกdo de Sรก, entranced h)' its wondrous landscape, resolved to found the dt)' of Rio de Janeiro. On this historical occasion the sleeping giant awoke. Brazil was discovered when the cradle of its own nature was, in fact, uncovered, and not a moment before, as histolY says. Thus, the carioca village was horn, cradled in splenelor, aelorneel with the surrounding wealth of luxurious nature. Since then, the qualities of its exuherant geograph)' playeel a guieling role in its growth, prescribing to its inhahitants the hasic mies for its occupation. The abilit)' to manage its own formal/urhan elestin)' was a eletermining factor in choosing the almost spontaneous, natural solution used when taking possession of its domains. This special feature gave Rio Nature the task of leading the team which created the cit)"s development plan. The authority of its generous presence was a harrier to merel)' rational plans, as has been seen in other cities. Look elown anel see how the vast expanse of the curving seashore anel mo unta in range which follow it, are partners in a major contrihlltion to the charm of the Rio landscape. This indelible landmark of Rio, - the central reason for its charm

over people, - also acts as a signpost to guiele the dweller and visitor. 13)'consulting these landmarks, you can easily find where you are in Rio, thus avoiding the uncomfortahle "Iost" feeling, the sinking sensation you ma)' have felt in other large urhan centers, and they encourage you to waneler through the city 's streets, feeling perfectly at one with your surroundings. Look far elown helow: Fiscal Islanel, Downtown, Flamengo Park, Botafogo 13ay, SlIgarloaf, Urca, Copacabana. Farther heyond, the Statue of Christ, Rodrigo ele Freitas Lagoon, Botanical Garden, Ipanema and Leblon heaches and, even farther afielel, Dois Inmlos hill, Sรฃo Comado, Gavea I{ock and Barra da Tijuca. Now we can see how Mother Nature so wisely proffereel heI' wares for man to huilel his home anel diel not, therdore, permit this stuhborn preelator to scorn heI' in any way. On the contrary, it seems to he a set of solid targets in the form of long and short, high anel low, wide anel narrow white prisms, with their sharp peaks, in a blend of Iight anel shaele, bright anel dark, form a marvelous contrast with harmonious shapes. the nuance of color anel eliversifieel texture of the wilel. Architecture, which in other cities in the \Vorlel, Iike Venice, Paris and New York, takes its own formo is part of Rio, despite its debatable quality, as a competent assistant in creating the city's overall landscape. Before leaving our observation point, let us tIy to measure the degree of excitement we can bear when, now on the grollnd, we enter the lanelscape helow, consisting of: - hllge rounded almost polished granite massifs, rising up from the thick green forest and dipping into the ocean deep; - arare


azure heavenlv dome ahove lhe horizon. forming gradual shades 01'cole;r \Vilh lhe sea: - a many-hued sunsel. Very oflen deserving a slanding ovalion from ilS audience: - silven' slrands 01'silky sand singing underfool, arr:lyed along lhe emlless coaslline: - lhe onlllipresenl thick forest. lhe home oI' varied flora. represenring a rich permanenl museum oI' hOlanicd al1; - an island-sludded sea, otlering its \Valers lo lhe IralTic 01'

Am' kind oI' expression

white sails: - lagoons and hays. smoolh surfaced. \Vhich mirror lhe dip 01'lhe hOl Sun's r:lYs inlo lhe ocean, Imagine lhen this f:tnlaslic panorama invigorated wilhin hv lhe doses 01'such merrimenl as: - c1rum beat:~: - lhe carioca's infeclious merriment, - heauliful dusky-skinned women. - h:dfnaked girls oI' Ip:lnema, - lhe long cool heer hy

manv hues. Nol ~ven in lhe colorful paleltes does lhe painter's skill find lhe lone which conlains lhe nuance oI' its forms and hrighl changing hues oI' its Illagnilkenl

the shore. - lhe c1imax oI' a Fia x !'Iu soccer game. - heach soccer. - jockey Cluh Iighls rdlecling in lhe l.agoon's surface. - Cuhal market. where idle ch:1I and rum mingles with lhe fruil and veg. - h:lixos (meeting points). for spont:lneous informal dales. - lhe complete hean c1ish feijoada, \\'ilh kale and rum, - freshly made caipirinha. Carnival. -lhe samha school rehearsals and parade. - clamor oI' lhe local h:lrs aI party lime. - shanry lowns c1imhing the hills. - explicil fruil hars and lheir implicil fruil juices. - kiles l1ultering in lhe air. - lhe lrails lhrough lhe foresl. - surfers through lhe \\'aves, -smoolhly swooping hangliders. EverYlhing aI lhe same lime. and Ihis is lhe living Rio. privilege 01'few, hUI which eXlends lo each and l'very one oI' US. l{io is lhe gale\Vay lo !.alin American lropicd culture and lhl' he:1I1oI' lhe Ilrazilian soul.

:iIlempling

lO descrihe Rio \ViII al\Vays

fin~1 il \'ery c1iITicult. The re:lson is simple hut undeniahle, since: I'oelry \ViII exhausl ali ils resources hefore il can juslly reveal ils spells. I'holography which desires lo ponr:IY il surrenders lo lhe limilalions oI' ilS ano unahle lo caplure lhe image oI' a c1re:11lloI'

landscape. llo\Vever inspired a song praising ilS vinues may he. il will always surpass lrulh ilselL However sensilive is lhe \Vrilten prose, however skillful lhe lrouhadour. IlleY \\'ill neVLT he ahle lo fullv desnihe ilS charm. The written OI:spoken word is nol enough lo c1esnihe a plaCl', especially \\'hl'n impregnaled wilh Rio Illagic. To caplure lhe energy in lhe Rio air and decipher lhe mysleries oI' ilS message, il is essenlial for lhe hody lo plunge and the spiril he free lo 110:11 in 'alUre,s and lhe urhan surroundings. This is lhe spellhil1lling moment when vou l'eellhe nourishmenl lo lhe Rio spirit. an epidemic whicl; affects everyone. in louch wilh ils allllOSphen:. no malter lhe creed, race. age and origino Rio is indescrihahle. full 01'sensu:d curves. 11is a femalL' city. unique and the an unconfess:lhle lemplalion to lhe Cre:ltor. Th:11 is \Vhy I profess lo he a carioca. cilizen oI' Rio. Archilecl Paulo CasĂŠ is lhe crealor of lhe Ipanema obelisk, won len awards from lhe IAB for designs ali over BraziL


HUMBERS OH PARADE ----------

o

O

números não constam das publicações do IBGE, mas bem que deveriam.Afinal, "o maior espetáculo da Terra" tem estatísticas à altura de sua grandiosidadeu, melhor dizendo, estimativas, já que não há como chegar a somas exatas. Ou alguém pensa em mandar à Passarela do Samba uma equipe de recenseadores para contar quantas plumas exatamente tem a fantasia de cada destaque? São 16 escolas de samba, divididas em dois dias de desfile, que têm, cada uma, entre três e cinco mil componentes ou até mais. Afinal, por mais que os presidentes das agremiações jurem que não permitirão o gigantismo, não há como evitar os sambistas de última hora, que compram a fantasia na semana do carnaval. Mas, para que os céticos não atribuam tanta grandiosidade à empolgação de quem escreve, é melhor fazer o cálculo por baixo. Será considerado aqui que cada escola tenha 3.750 componentes. Ou seja, no total são 60 mil componentes. Não se tem notícia de um espetáculo com tantos personagens. É certo que shows ao ar livre reúnem muito mais gente; só que, na platéia. Manifestações políticas também mas, neste caso, não se pode dizer que os participantes queiram dar o melhor de si para agradar a quem assiste . S

PALCO DO SAMBA

Para tantos anistas, é necessário um palco com dimensões à altura: a pista da Passarela do Samba tem 530 metros de comprimento por 13 de largura, o que corresponde a 6890 metros quadrados. Isso sem contar os 150 metros da área de armação, onde não se encontram juízes para avaliar o desempenho das escolas mas há público, instalado no setor 1 - algo como os ensaios abenos de peças de teatro antes da estréia oficial.

..............................................................................................................................................................................................................................................................................

e

Setor

2

13m

••••

•


.......................................................................................................................

o palco

Perda média de peso em cada atividade física

O

palco é apenas uma parte do complexo formado pela Passarela do Samba, que ocupa uma área de 85 mil metros quadrados, com área consrruída de 60 mil metros quadrados. São nove serores de arquibancada (1, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 11 e 13) e um apenas com camarotes: o 2. Tudo isso para receber um público estimado em 60 mil pessoas. Ou seja, o número de espectadores e de protagonistas do espetáculo é mais ou menos o mesmo. Não é por acaso, portanto, que as escolas de samba se preocupam tanto com a reação da platéia que, em alguns casos, pode ser decisiva para a conquista do campeonato. Foi assim no desfile da Acadêmicos do Salgueiro em 1993, quando escola e arquibancadas cantaram juntos o refrão: "Explode coração/ Na maior felicidade/ é lindo meu Salgueiro/ Contagiando e sacudindo esta cidade", do samba-enredo "Peguei um Ita no Norte".

cantada

pela vermelha

-e-branca da Tijuca se expressa em muiros movimenros, sobretudo quando se canta o refrão do samba. Movimenros com os pés, obviamente, já que se trata de samba. Mas também com quadris, pernas e quantas partes do corpo mais agüentarem. Tudo depende da habilidade de cada um. Na pior das hipóteses, quem não tem os atriburos de um passista naro, poder. pelo menos levantar os braços. Não durante os 80 minuros do destile, já que cada componente fica, em média, meia hora na Passarela do Samba. Nesse tempo, o sambaenredo, que normalmente tem dois refrões (um antecedendo à segunda parte e outro no final), será cantado cerca de 20 vezes. Ou seja cada componente levará as mãos para o alto pelo menos 40 vezes. Os mais animados chegam a pular, o que rorna o percurso pela passarela uma ginástica de dar inveja a qualquer aula de aeróbica.

Os destaques das escolas de samba se

SAMBISTA

2Kg

CORREDOR DE MARATONA

4Kg importam. Cada fàntasia de luxo no alto dos carros alegóricos tem detalhes imperceptíveis para quem assiste do alto da arquibancada ou dos camarotes. As mais luxuosas chegam a levar mais de mil penas de pavão ou plumas de avestruz além de mais de cem metros de strass. Tanto luxo tem um preço alto: pelo menos US$ 10 mil, segundo craques do ramo.

Nem todos os componentes, entretanto, I

he questions are as inevitable as the answer. Exactly how many people parade down the Samba Avenue on the evenings of Carnival Sunday and Monday? How many meters of fabric are used in making al! the costumes? Or even; how many reels of film are rtsed by professional and amateur photographers to record the best of the show? Its impossible to reach an exact mmrber. Eut Rio de Janeiro Carnival fam aren't discouraged. In the estimates or even quantities that can be easily identified, the festivais statistics leave 110 doubt; nowhere in the world is there anything quite so marvelorts and jàntastic as this event

têm tanta vaidade e dinheiro quanto os destaques, que, como o próprio nome diz, são a exceção, e não a regra. A maioria dos figurantes desfila nas alas, que representam mais de 80% do total da escola. Numa agremiação como a Imperatriz Leopoldinense, por exemplo, isso significa um gasto total de mais ou menos 70 mil metros de tecido.

Fim the number ofparaders inIJollled 7I1ereare 16

Mas como se chegou a esse número:'

samba seIJoolsin two days of parade. (1I/deaeh ha1Je

A aritmética do samba, neste caso, é simples. Segundo Regina, administradora do barracão da verde-e-branca de Ramos, cada fantasia de ritmista usada no desfile deste ano consumiu I 5 metros de lamê, dez metros de raio laser (um tipo de tecido), dez metros e meio de rendão branco, 26 metros de filó e 50 metros de rule. Este último foi necessário em maior quantidade porque serviu para a confecção de pompons, ou seja, "encolheu". làdos os tecidos têm pelo menos 1,20 merro de largura. Tudo isso sem contar com o chapéu.

Isso é apenas um exemplo. No caso das

Há quem diga que perde alé dois quilos na maralona, suando debaixo de fanlasias ótimas para um carnaval na neve mas nem lanlo quando se Ira la do Rio de Janeiro. Mas quem se imporia com esses delalhes;»

.

UM SPA CHAMADO CARNAVAL

é apenas

uma parte do complexo formado pela Passarela do Samba.

A felicidade

~

alas, é certo que nem todas as fantasias têm tantos detalhes. Mas cada componente da Imperatriz vestirá, em média, pelo menos dois tipos de tecido de dez metros. Como a bicampeã de 1994 e 1995 terá cerca de 3,5 mil componentes de ala, isso corresponde a 70 mil metros de pano para manga, camisa, calça, saias e outros babados imaginados pelo gênio criativo da carnavalesca Rosa Magalhães.

betwem 3.000 and 5,000 members ar eIJm more. Afta ali. howeller mueh the school presidems swear they willnot permit oIJersizedpamdes, tlJere is no way to prel1em samba dancers from buying rlu'ir costume (tt the Imt minute during Carnil'al week. But in arder jôr skeptics not to (tttribute sueh high figures to the wrirers emlJ/lsiasm. ir is best do the jôlIowing calcularion. Here letS asSltme that each sehool has 3,500 members. That is, a totalof56,OOO paradas. No other show has so many members in the east, asjár as we know. Df course, opm-air shows atrraet m(1I/y more peopte, but in the audimee. Political demollStrations also but. in tMs Ctlse.you can't say tlJat the participams wmtt to do their best just to please the speetators. For so manyartists,

we need a stage with

eompatibte dimellSions: the Smnba AIJt'IIueis 540 merers Iong and 13 meters wide, that is l.020 square meters. Not including the 150 merersjôr the setting aTeit where the judges mcct to (lSSeSS riu' perjõmu1I/ee of the selJoolsbut there is a public in sector 1 - something like dress rehearsals of plays bejôre the ojJicitr!debuto But the stage is only part of the whol(, Samba AIJe1Iuewhieh occupies an area of85.000

..............................................................................................................................................................................................................................................................................

square


................................................................................................................................ metm, with a built up area 0/60,000 square metm. There are nine stand sectors (l. 3, 4. 5, 6. 7, 9, 11

Tamanho de fantasia não é documento. Muito pelo contrário

and 13) and only one with boxes: no. 2. All this to receive an estimared public 0/60,000 people, which meam the number o/spectators and actors is more or Im the same. It is not just a coincidmce, therefore, that samba schools worry so much with the audimces respome which, in some cases, can be decisive in winning the champiomhip. That's what happmed with Salgueiros parade in 1993, whm the school and the public sang in chorus: "Heart, burst / in fullest joy /

~

-----------

P

ara um grupo de componentes da escola, no entanto, tamanho de fanta-

how lovely is my Salgueiro / Foot-tapping and swinging this city'; the samba theme for "I took an Ita boat in the North': The tÚlight sung by the red and whire Tijuca school is expressedin many movemmts especially whm the samba chorus is sung. Movements with the feet, obvious/y, since this is samba. But also with the hips, legsand as many parts o/the body aspossible. Everything depmds on each pmons skill. In the worst hypothesis, whos no good as a samba dancer can at

sia não é documento. Muito pelo contrário, quanto menos, melhor. São os passistas. No caso das mulheres, a fantasia é composta basicamente de biquíni, salto alto e algumas plumas na cabeça, de preferência com as cores da escola. Já. os homens vestem calça, camisa e sapato. E é só. Algo mais pesado os impediria de mostrar o que sabem fazer: dizer no pé. Para isso, no entanto, precisam de um mínimo de tempo, artigo precioso quando se trata de fazer quatro mil componentes percorrerem, sem atropelos, os 530 metros da pista

least raise their arms. Not for the 80 minutes o/the

no máximo em 80 minutos.

parade, since Mch member is on average ha/f an hour on the Samba Avmue. During this time, the samba theme which normally has two refrains (one before the second and another at the md), will be sung around 20 times. That meam that each member will raise herlhis hands at least 40 times. The most enthusiastic actually jump up and down which gymnastics on the avenue put any aerobics class in the shade. Some even lose two kilos on this Marathon, perspiring profi,sely tmder costumes tailormade for a snowbound Cantival

Por cont d ,O P ;I o C d' vez mais raros na Passarela, para alívio dos diretores de harmonia, que os acusam de "atrasar" o desfile com seus show~ particulares. Em média, cada escola traz um grupo de 20. Mas nem rudo está perdido. Algumas agremiações encontraram uma forma de unir o útil ao agradável, organizando o desfile de forma que eles fiquem atrás da bateria. A idéia é aproveitá-los para preencher o vazio que se forma no momento em que os ritmistas entram no segundo recuo da bateria. Evita-se, desta forma, o buraco e os artistas do samba no pé ficam próximos do ritmo de reco-recos, pandeiros e tamborins para mostrar rudo o que sabem. O samba agradece.

but not so good whm dealing with Rio de janeiro. But why worry about such mere tÚtails? The main samba school characters are important. Each luxury costume on top o/ thefloat has details which go unnoticed by those watchingfrom high up in the stands or boxes. The most luxuriotts costumes may evm have over a thousand peacock or ostrich ftathers in addition to over a hundred merers o/paste jewels. Such luxury is costly:at least $10,000, according tp

ESTRADA DA FOLIA

o tecido

usado para a confecção das fantasias de uma Escola, corresponde à distância entre o Rio e a cidade serrana de Petrópolis

Por co ta da Idade e da fantasia mais pesada (até 15 quilos), elas também podem precisar de mais tempo para sua apresentação. Mas ai de quem pensar em diminuir sua participação no desfile. Corre o risco de perder pontos preciosos para um título. Sim, porque a Ala das Baianas é obrigatória, segundo o regulamento. Cada escola deve ter pelo menos cem. Mas a obrigatoriedade não explica sua forte presença e o carinho que recebem do público e dos , • componentes na ~ ' Passarela. É que, sem elas, a história do samba não mesma. Afinal, foi a casa de uma baiana, Tia Ciata, que sediou os primeiros encontros de sambistas, na Praça Xl. Isso no início do século, quando fazer samba ainda era visto pela polícia com desconfiança .

.

Suas fantasias não precisam estar de acordo com o enredo e elas não têm uma posição fixa. Mas algumas escolas põem suas alas de baianas no final. A idéia, nesse caso, é fechar com "chave de ouro", já que baiana tem aplauso certo do público. Mas, como as últimas alas correm o maior risco de precisar "apertar o passo" por causa da cronomeh' fi' tragem, a quem pre Ira Justamente o con, . I d b . . . trano, esca an o as alanas para Jogar no mÍcio do desfile. AÍ, explora-se ao máximo o conceito de que "a primeira impressão é a que fiIca.' '

Se a fantasia é pesada e a Idade avançada, a animação é de dar inveja a muita adolescente. Ou alguém acha que é fácil "rodar uma baiana" de 15 quilos? Mas elas não apenas rodopiam. Segundo o livro "Memória do Carnaval", publicado pela Riorur, existem outros tipos característicos de coreografia próprios, entre os quais se pode citar o "ziguezague" (evolução constante pela escola), as "movimentações em coluna e pelas laterais" e "as mudanças de lado, com rodopios constantes" .

Capazde despenar tanta afeição quanto as baianas, a Ala das Crianças, que não é mais obrigatória, precisa de autorização do Juizado de Menores para desfilar. Normalmente, a escola financia sua fantasia e designa um grupo de diretores para ensaiar o grupo. Mas, como os pequenos sambistas são da própria comunidade, aprendem a letra do samba rapidamente e soltam a voz a plenos pulmões na hora do desfile, contribuindo para um bom desempenho diante dos jurados.

n

oa

mu

vale a pena investir nas crianças. Com o fim da obrigatoriedade, algumas agremiações deixaram de lado suas alas infantis. Nas que ainda persistem, o grupo é formado por cerca de 80 foliões-mirins, que vestem fantasias de acordo com o enredo.

Pelo menos nas escolas de samba, a chamada "terceira idade" pode se considerar privilegiada em relação à infância. Além das Baianas, o grupo conta com outra ala, que normalmente E a última a aparecer: a da Velha Guarda. Ainda bem, já que saias rodadas, turbantes e panos-da-costa não ficariam nem um pouco adequados a veteranos sambistas. Além disso, a presença dos homens na Ala de Baianas, como acontecia no passado, é proibida pelo regulamento. É fácil identificar o grupo, que desfila de calça comprida, paletó com o distintivo da escola fixado na manga chapéu para saudar o povo. Detalhe: democraticamente, eles não formam um "Clube do Bolinha" e aceitam de bom grado as mulheres, que são minoria. Elas usam indumentária parecida, com algumas diferenças: sapato de salto e saia pelo menos na altura do joelho, para manter alto o respeito ao posto.

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.. Nã,o é porque ,. c?arnaval

que~r ua bicicleta tem que. sambar em cima do seu c.arro. : •

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A Chevrolet tem um pacote de acessórIôs para animar . ..• ~ ainda mais o seu-,carnaval: Biciçleta Chevrolet by Caloi, Guindaste;:j{.a~k e Suporte, pra vqcê levar sua bicicle~a no seu carro com toda segurança. Passe hoj~ mesmo numa Concessionária

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. e c. nheça. estas e outri., novidades. Assim, neste éarnaval; quem vâi pulaf é você. Não-sua bicicleta.

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................................................................................................................................

maior porra-bandeira de rodos os tempos por causa de suas exibições inesquecíveis na Portela. No livro "Dança do Samba - exercício do prazer", ela dá a palavra final sobre o assunto:

"f: como

o voleio de um beija-flor (o mestre-sala) em torno da rosa (a porta-bandeira). E le se aproxima, toca e sai. Volta a se aproximar, beija e sai. Nunca as ações serão idênticas. E a rosa, ao contrário do que se pensa, ao sabor do vento das asas do pássaro, não permanece passiva. Ela da nça".

H Vi

.

os conselhos de quem entende do assunto, como Wilma Nascimento, apontada como a

Nesse carnaval de números, pelo menos dois personagens podem se gabar de que seu desempenho vale pelo de mil pessoas. á quem diga que pôr a Velha Guarda no final é sinal de desprestígio. Pode ser. Mas há pelo menos outra razão para isso. Há duas décadas, era mais comum que os sambistas veteranos formassem a comissão de frente, vestidos mais ou menos como hoje. Até que um dia, em 1965, o Salgueiro decidiu vestir a sua comissão de "burrinhas", como parte do enredo "História do Carnaval Carioca", abrindo caminho para que outras escolas mudassem.

~

Tentação

alor que do mestre-sala

e a da porta-bandeira

é a dos

Not a/l mnnbt!TS, howroer, au as vain or hav~ as much money as th~ star pt!TSonalitiN who ar~ th~ auption

rath" than th~ ruk. Most mnnbt!TS partUk

in s~etions, upmmting

mor~ than 80% ofth~ whok

school. In a school lik~ Imp"atriz

Leopo/din~ns~, jõr

instanu. this means a total of mou or kss 10,000 metcrs

,r{;b 0j

ia rico

How do they uach thisfiguu? Samba arithmetic, in this cas~, is simpk. According to &gina, ntanag" ofth~ workshop ofth~ gum and whiu Ramos school, ~ach pt7CUSSioncostume worn in th~ pa1'1UÚthis J~ar took 15 metrn oflam~, /O mnrn oflas"

raJ (a kind

offàbric), /0.5 m~tn'J of whiu lau, 26 metn'J of organza and 50 metrn oftu/Jc. Mou was nmúd

of

this last ium to mak~ pompoms, that is, "ir shri"ks~ £uh mat~1

is at kast 1.20 metrn Wúú. Ali this

wirhout counting th~ h~arúJmm.

CARRO ALEGÓ RICO

Thaú just on~ o:ampk. I" th~ cas~ofth~ uctions, ofc~uru, notcwrycostu~ehasas manJ detalls. Rut ~ach Imp"atnz paratÚr wi/l on av"ag~ ~ar at kast Un metn'J of two ki"ds offàbric. Twiu champio" jõr J 994 and 1995, it will hav~

O,

grande vantagem. Caso a escola faça um desfile digno de uma campeã, com uma explosão de aplausos ao final, será a Velha Guarda que vai ouvir o grito de "já ganhou". Nada mais justo. Afinal, foram eles que batalharam a vida toda para manter a escola de pé.

around 3.500 uction mnnbt!TS, cormpondi"g

oth" fills and jlounc~ inlJfflud by th~ cuatiw gmius of carnival artist Rosa Magalhã~. For on~ group ofschool

ALTU RA MÁXIMA 1Om

soas. Sim, porque seu desempenho conta tantos pontos quanto as fantasias vestidas por todos os componentes, o samba-enredo canta-

ho~

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thnr ",orth.

bma: They au th~ samba soloim. In th~ cas~ ofth~ womm, tb~ costume is basicallJ a bikini, high h~~1sa"d a fiath"

porra-bandeira, que corresponde a um dos dez quesitos em julgamento. Por conta disso, eles fàzem charme e negociam salários, condições de trabalho e têm seu passe disputado

h~arúJms. prcf"ab/y in th~

school colon. Th~ mm, h~ver, dms i" pants, shirt and sho~. A"d thaú a/l. AnJthing Mavi" llJOu/dhindrr thrir sophisti-

pela agremiações. Mais ou menos como os craques do IUtebol, com direito até a reservas: o segundo casal, que assume o posto em caso de impedimento dos titulares.

caud jõotwork: samba-ing.

50. therrjõu, they n~~d a minimum

tim~, V"] pr~cious whm

ta/king about 4,000 school mcmbrn

ea

parading smooth/y down th~

tarefa não é para qualquer um. A começar pelo peso da fantasia que a porra-bandeira

LARGURA 540 metn'J of avmue i" kss than 80 minu~. On MÁXIMA this subj~ct. samba soloists 8,5m are incuasi"g/y rar~ O" th~

carrega, que pode chegar a 15 quilos. Normalmente, o figurino é luxuoso, para impressionar os jurados. Além disso, a dança é sutil, já que precisa unir a euforia do samba ao romantismo de um balé. É coisa para craque, já que o casal vem geralmente à frente da bateria mas precisa resistir à tentação de cair no "samba rasgado", evitando passos bruscos. Por outro lado, não convém ser tão lento quanto bailarinos clássicos, já que o palco é outro. Nada melhor, neste caso, do que ouvir

mnnbrn,

siu oft~~ ~osn:m~ is not a" indiamon of

On th~ contrary. th~ kss th~

do por toda a escola ou o enredo narrado ala a ala. É o primeiro casal de mestre-sala e

otivo, lá

to 10,000 metrn offàbric

jõr skro~, shirn, pa1lts, skirn a"d

pelo menos dois personagens podem se gabar de que seu desempenho vale pelo de mil pes-

ramo estleDsmo te

thos~ in th~ know.

Avmu~, to th~ ulic[ of th~ harmonJ diueton who

ritmistas.Eles vêm no meio da bateria mas não podem parar nem um segundo sequer para aproveitar o ritmo e dar alguns passos de samba. Afinal, são responsáveis pelo quesito a ser considerado para desempate caso duas escolas somem o mesmo número de pontos. Quem entende do assunto não se cansa de dizer que se trata da alma da escola. Ou alguém con-

accus~ thnn ofldclaJingi th~ pa1'1UÚwith thrir solo shows. On av"ag~, ~ach school has a group of20. Rut "ot a/l is Iost. Som~ schools have jõund a waJ to bknd th~ uscjül with riu agr~~abk, organizing the partUk so that they jõ/Iow b~hind the p"cussion.

They fill the

spau bnwem the time whm the pt7CUSSionmtrn and the drums step back. The samba soloists are c/ou to the b~at of th~ r~co-r~cos,tambouri"es and timbrels to show a/l they k"ow. Samba bows gratcjül/y.


~

................................................................................................................................ /kCIIU.Uof Ihár age and the heaz,ier costumes (up

segue imaginar uma escola sem bateria? Em 1995, no Grupo de Acesso A, isso aconteceu com a escola Canarinhos das Laranjeiras, porque as fantasias dos ritmistas não ficaram prontas. O resultado foi melancólico: apenas o surdo de um ritmista de outra escola, soli(Urio com a amarela-e-branca de Laranjeiras, acompanhou o samba-enredo, emocionando mais ainda os componentes, que desfilaram chorando, mais parecendo um cortejo fünebre. Sem os 30 pontos do quesito, a escola ficou em t't1timo lugar.

to /5 kilos). the Bahian ladies also nud more rime to show thár talmt. Rw

1/0

one would dmlm ofreducing

Iheir participalion in the parade. 71Jerewould be lhe risk oflaring vallll1b1epoims in the champiomhip.

The

Bahian /adies seetion is obligalo'}. in the regulariom. Each school musl halle at leasl a hundred. Rut albát obligatory. Ih'} slill have lhe al1raetion 1111d affiction of lhe public ,md the olher paraders. Without tlJem. the histo'} of samba wouldnít be lhe same. Afier alI, it was in the home of a Bahian lad). Aunt Ciata. who WIlJ hostess to the fim meetiltgs of samba dancers in !'raça XI. This was at the beginning ofthe cmtu'}

.

whm

INSTRUMENTOS

RmE GUERRA

TAMBORIM

"""-0

A bateria está para a escola de samba como a orquestra para a opera. I

SURDODE PRI MEIRA

"

I I

samba was still comidered by tlJepolice IlJsomewhat dubious. Thár costumes are not required to combine wilh

Samba é formada por instrumentos

de per-

lhe theme nor da thcy have a fixed posilion. S011le

cussão. O personagem encarregado de £'lzer

schoolsput Ihár IJahian /adies aI the md to give a

com que os instrumentos

"goldm kcy"finale. since lhe Bahian/adies are Itlwa}s

mesmo tempo sem contratempos

applauded by lhe public. Rut. as the last seclÍom run

justiça, orírulo de mestre de bateria. Para

the risk of having to "hasun Ihár sup" because of the timing. some preftr the opposite and put lhe Rahians ,11

the start of lhe parade. hmce exploiling lo lhe

utmost the idea Ihat "il> the fim

impression Ihal

Evm if the costume is heavy and tlJe wcarer very old., the mthusÍllsm wOltld make an} umager grem

recebe, com

chegar lá, é preciso saber tocar bem todos os instrumentos,

conhecer a técnica de encourar

REPINIQUE

as peças, ter bom ouvido para notar quando cerca de 300 comandados entendam suas ordens.

wilh mvy. Do }OU Ihink itís easy lO "whirlaTOulld" with a /5 kila COS1llme? AIld thcy dOltf jusl whir/. Accordillg to lhe book "MemoTÍes ofGzmiva/"pub-

Igualmente importante são os puxadores, ou intérpretes - como prefere

lished by Riomr, Ihere are other characuristics of thár

Jamelão, da Mangueira, um expoente na arte

choreography. some of which are "zig-zagi" (comtant

de cantar samba-enredo.

moving dowlI the avenue). "movillg ill colum'lJ alld

entes, mas uma coisa é fundamental: a voz

one side to lhe

other, coIlJtantly whirling~ The children> seetion. which also is as mdeaTÍng as lhe BahiallJ. is no Ionger obligalo'} and lIum JUVC1lileCourt authoTÍZlltion to parade. Nonnally tlJe school subsidizes Iheir costume alld appoillls a group of direetoTSftr the groupís reheaTSals.IJul. as tlJe till} samba dancers are fivm lhe commullity itselflhey leam

~

sejam tocados ao

algo esd errado e gesticular de forma que seus

11Ial1ers

down the sides" and "movingfivm

SURDO DE SEGUNDA E TERCEIRA

Eles têm estilos difer-

potente para cantar durante 80 minutos - uma caracterlstica valorizada desde o tempo em que o sistema de som do desfile era rudimen-

PANDE1RO~

tar ou nem existia, exigindo que o samba fosse cantado "no gogó". Acompanhado

por can-

tores de apoio, o puxador, ou intérprete, vem junto à bateria e, em acordo com o mestre,

the samba words quickly alld sing aI the top ofthár

determina o andamento que será dado ao

Itmgs whm pamding. contributing lo a good perJõr-

samba.

mance beJóre lhe ju'JNOI eve'} school, however, thillks it wonhwhile invcsting ill lhe childrt:1t.Now thal it is ItOlonger obligatory. some rchools have discarded thár children> secliom. /n me schools which still have them. lhe group is of aTOulld 80 small retJe!ersdressing accordÍTIglo the Iheme. /11addition to the Bahiam, there is allolher "third age" group ill a sectioll which is usually the lasl to ..............................................................................................................................................................................................................................................................................


................................................................................................................................

~

.

AS GRANDES CAMPEÃS DE TODOS OS TEMPOS ,...21

7

, I M4,S

I

TíjrULPS

C0NSECUTIVOS-

TITtU[<DS-

111I1IIIIII11111 appear: the O/d Guard Just as well. since the crino-

lines. turbans and stoles wou/d not be at all appropriate for the veteran samba dancers. Moreover, the presence o/ men in the Bahian lddies section. as has happened in the pasto is banned in the reguldtions. This group is easily identifiable. parading in long pants. bldzers with the school badge on the sleeve and wearing a hat to doff to the publico One detail: democratically. women are welcome in this group and are in the minoriry. They wear the same with slight variatiom: high heel shoes. and skirt at least knee-length. to maintain the respectability o/ their status. Some say that allocating the O/d Guard in the real' is a sign o/ disrespect. May be. But there is at !east one reasonfor this. Twenty years ago. it was very com-

E

las não fazem parte da festa desde o início, como a bateria. mas hoje já se tornaram tão fundamentais quanto os responsáveis pelo "bumbumpaticumbumprugurundum". S;10 as alegorias, usadas para narrar o enredo e impressionar os jurados com seus efeitos especiais, iluminação, esculturas e deta-lhes na decoração. A mais importante é o abre-alas, que pode ou não estar dedo com o enredo e funciona como um cartão de visita ela escola. Os carros alegóricos devem ter no máximo elez metros de altura e 8,5 metros ele largura.

OI'

Im as today. Until one day

in 1965, Salgueiro decided to dress its commission as "little donkeys" as part o/ the "Rio Carnivals History" theme. This was the first ever recordedfiont committee dressed in accordance with the theme. 1t was a sucem since the school won the championship and fiom then on its example has been increasingly followed. To impress the jury. more and more sophisticated costumes and increasingly complicared dance routines were creared which would demand a certain agility fiom the now white-haired dancers. The most recent example is that o/Imperatriz

Leopoldinense. winner o/

the Standard o/ Gold (prize awarded by "O Globo" newspaper) for the category in 1993 and 1995 and twice champion in 1994 and 1995, thanks partly to the effiet o/ Fabio de MelloS choreographyand luxurious costumes designed by Rosa Magalhães. In other

Bringing up the rear, however, has one great advantage. If the school has a parade worthy o/a champion. with a bllrst o/ applause at the end. it will be the O/d Gllard who will hear the shollt o/"the Wi'lnm':

\Vell desaved. Afier ali. they were the olles who

follght their whole lift to keep the school going. In these Carnival statistics. at least two figures call boast o/ their performance being worth at least that o/ 1.000 people. ThatS because their performance etlms as many points as the costumes wom by ali the paradas. the samba-theme S1l11gby the whole school and the theme to/d fiom section to section. They are the first couple o/standard bearer and escort. corresponding to one o/ the tm requisites before the jury.

mon for the veteran samba dancers to form the fiont committee. dressed more

words. the need to win points to reach the championship

pushed the third agegroup to the back o/ the line.

Mas nenhuma estatística é capaz de despenar tantas paixões quanto a que contabiliza o números de títulos de cada escola. Neste caso, os portelenses levam vantagem, com 21, vindo em seguida a Mangueira, com 16. O Império Serrano ganhou nove vezes e o Salgueiro oito. Sob o comando de Jo;losinho Trinta, a Beija-Flor venceu cinco vezes - o mesmo número de

That is why they Ctln take a stand. negotiate their saldries. working conditions and the schools vie for their trallSftr. A bit like football stars. with the right evm to reserves: the second coup!e. who take over the position if the ho/dm are unable to. tlms keeping the schoolfiom losing points. Such prima donna behavior has a reason. since itS not a task for just anyone. Starting with the costume wom by the standard-bearer. which may weigh anything up to 15 kilos. Normally. the design is luxurious. to impress the jury. Moreova. the dance is subtle. sina it needs to blmd the joy o/ the samba with the romantic movements o/a ballet. This is only for sttlr perfimners. sina the couple are genemlly in fiont o/ the perCIIssion but nud to resist the temptation o/hastming

their

steps to the samba beat and must move smoothly. On the other hand. they calmot be as slow as cldssic


................................................................................................................................

~

.

his allllosl 300 musit'ÍllIIs underslalld

Ninguém vive de passado, mas uma trajetória de vitórias mantém a auto-estima por muitos e muitos anos.

Equally imporIam

his orders.

ar" Ih" lead samba singers, OI'

i11/t'I'pr"lS. tlS}tlmeldo of Mallglleim pr"fers lO be mlled. who has alread)' becom,' an exp"rt in lhe art ofsinging a slllllba-Iheme.

Thq hll/l" diJJrrem sryl"s, bul 011"Ihing

is fitJldamemtl!:

a pOll'erfitl voice lo sing for 80 miml/es

- 1"hich htlS b,'m greally I'tlllled SiJlU Ih" limes whm dallcers sinu lhe slage is UeI)' diJJrre11/. NOlhing bel/er. in Ihis mse, Ihallo hear lhe aduin' of ali o:perl. lik,' \'(Iilma M15t'Ímmlo. colIsirlt'l't'd lhe grealesl sl'lI/dardbearer of aI/lime becaltSe of her 1tI~(órgelltlbleshows ill Portela. 111lhe book '~)amba Dtrrrt'Íng - ,'xt'l't'Ísein plmsure" she gives lhe lasl word on Ih,' mal/,'r: "It, lik,' beillg a hummillg

birrl (Ih,' ,'.<cOrl)poiml

OIJerlhe rnu (lhe sltllldard-bearer).

He IIpprnaches,

le'l/Ies. Nol one aClioll is lhe same. And lhe rose, COIItrary lO wh'l/ you Ihillk. is 1101illsemitil'e /O lhe breeze of lhe birds willgs. 1I dallces': h,w,'

(/11

Ih" parade sound 'yslem 1"11Srudime11/ar)' 01'did nol exisl, and lhe samba had to b" sllng 'il/ Ih" 101' oflhe IlIIlgs': Accompanied

by sllpporl singers. Ih,' learl 01'

i1l/t'rpret accomptllúes Ih" percussion 11IId,accordillg lO lhe maestro, s"ls lhe pllce gil,,'n lo lhe samba. 71Jefloals are 1101pari oflh" show fimn lhe b"gillnillg, like Ih,' pt'rcussioll is, blll loda)' Ihey luwe become jllsl as /lilaltlS lhe drummers.

louches anrlletll'es. He agtzin approaches, kines tlIul

71Je drummers

vltOrlas da Imperatriz Leopoldinense L' da j\locidade Independente de Padre I\liguel. Unidos da Tijuca. Unidos do Capela. Estácio de Sá. Vizinha Faladeira e Unidos da Vila Isahel levaram o titulo uma vez cada uma.

SOB O COMANDO DE JOÃSINHO TRINTA, A

eum grealer IOIlPI'l/ioll.

They come in lhe middle oflhe percussion Iml call1lOl

BEIJA-FLOR VENCEU

lighlillg, sculplllres alld dt'Corlltil'e deltlils. Th" fim

sec-

tion is mosl imporlllJII {/!Id /lia)' OI'/ll1I} nol be ill tlccordance wilh liJ" Ihmle alld IlelS tIS lhe selJOols lIisiling CIIrd. 71Jeflotlls nlllSl "" less tlum len m"lers high and 8.5 mt'las witle.

SIOPfi,r t'I'm tIIle sectllullo lake arlua11/age oflhe b",1/ iIIld r!dllce some samba sleps. After al/, Ihis rt'quisite

71Je)' tell tllt' slory oflhe

Iheme and impress lhe jllry with Ihár .'pet'Íal "!fias,

Thae are 1/0 slillislics tlJill IlrollSe so /IIudJ ptlSsitlll

CINCO VEZES

as lhe number ofcha/llpionships

won by each sciJool. In

COlmls when Ihere is a rlrIlW bel1"em 11"0 schools. They

liJis mse, Porleltl htls IIn adlltlJllag" wilh 21, jiJllow"d by

say Ih'l/ Ihey are lhe selJtJols soul. Cilll tlllyolle also

Mangueim

imagine a samba school witholl/ ils drtltlllllerS' This

ti/ll"S {/Ild Stllgueiro ágiJl. Undt'r lhe commal/rI of

happmed

lo CarJ/arillhos das L£//'tlIrjeirlls in /995 in

lhe Accen Group A becaltSe Ih" dmmmen'

coslllmes

were nol rfildy ill lime. The reSIdI was sad lo sa)' lhe leml: only lhe surdo drum oftlllOlher selmols rlrummer, ill

supporl oflhe yel/ow 'lIId blue Larllnjeirlls school,

accompallied

lhe samba Iheme, louching Ih" parlldt'l's

"vm more, who pllrllded ill le(/1" mor" lik,' a filllerlll corteg". 71Je schooluJtls lasl, IJlwillg losllh" requisit6 30poims. The percussioll is fOr lhe sambtl schoolllJ Ih" orchestra is fOr lhe operll. jltSl Ihal lhe SlIllba Avenue orcheslrtl is made uI' ofpt'l'cttssion illslrumems,

bmiml.

Iy divided belween lhe lighl (timbrels, lambollrin"s, btllons, mícm, cymbals, ratll<,s, agogôs, Iyres tlnd r"CtIrecos) tl1uj lhe hetll'] (marking surdo, cttlla, Ihird sllrdo, bms tl1ld box dmms). al/lhese imlrttlnenls

The pason

in ch(/1;geof

playing 111lhe same time with 110

Ctl11/retemps is righlly cal/ed lhe percussioll maeslro. 'lo reach Ihis posilion, he hm lo know ho1" lo pl.lY til/ ti/e imlmmenls

wel/, kllow lhe teelmiqll" ofpreparing

dmms, htllJing ti good ear 011/ofllme

/ti

lhe

note when somelhing is

u'ilh 16. Império Sermno hlls t{Jon nine

É DA PORTELA TAMBÉM O MAIOR NÚMERO DE

joiíosiniJo Trintll, Beijtl.Hor

vitórias consecutivas: sete, de 1941 a 1947. A azul-c-branca também foi tetracampeii, a exemplo do Império Serrano, enquanto Beija-Flor e Mangueira têm. cada uma, um tricampeonato. Ninguém vive de passado, mas uma trajetória de vitórias mantém a autoestima por muitos e muitos anos. Que o diga o compositor Monarca. Em 1991, na comissão de frente da Portc1a, pouco antes do desfile, ele ouviu de uma jovem repórter uma pergunta sobre as chances de vitória da azul-c-branca, que não ganha sozinha desde 1970. Com ar despreocupado, respondeu: "Minha querida, não estou preocupado com isso. Vitória para a Portela é banalidade". Detalhe: o enredo em 1991 era "Tributo à vaidade" .

1IIonber oflJiclori"s tiS l/IIperalriz I.eopofdint'llse and Mocidtlde IndepmdeJII"

WOI/fiue lilll"s - liJe Sllllle

of Padre Migud

Unidos da

TijuCII. Unirlos rio Ctlpela, Eslácio de Sá, Vizinha Fal.ldeira {/!ul Unidos da Vila Istlbel MciJ hll/l" won Dl/el',

Portela IrlSOiJas lhe highesl 1I11mber ofconseculil't' IJiClOries:selim, fiom

/941 lO 1947. The Mue tllld

while school has also bem flur 1'01",lik,' Império Serm"o, Mangueira

limes ciJalllpion in II

while Beija.Hor

{/!Id

iJtll't' {'{ICiJwon Ihree times rtllllúng.

No olle liI'es in Ih" pasl, b/ll II hislory of IJiclori"s does maiJIIlli" lhe selfeJlee/1/ fOr /1/tlny, mllny yt'tlrs. So stlys composer Monarco.

In 1991, i" POrlel,tSfio1l1

comlllillee, s/JlJrtly bejóre paradillg. a young reporlt'r tlSked him abo/ll lhe ciJallces of a /;fue and whit,' /liClory. which had "01 wo" O" ils own since 1970. C15lutlly he answered: "lv1y dear, li" nol u'orried aboullhal. Viclory fOr Porteltl is commonplaa

': A dt'lail: lhe 1991

theme was '/1 Iribule lO /l(/niry':

and gesliculale so Ihal

A FESTA DAS LUZES 528 km de postes Uma distância

Energia elétrica usada na Passarela

-~

2.500

casas populares

o Rio

maior que o trajeto Rio-São Paulo

São Paulo ~

429 km

99 km Campinas


~-----------------------------------

DIS

---------

EY E BROADWAY: -

ABRAM ALAS QUE OS CARNAVALESCOS VAO PASSAR

A

REDECAR, EMPRESA DO GRUPO. CREDICARD, FAZ QUESTÃO DE INVESTIR NO APERFEiÇOAMENTO DOS QUE FAZEM O CARNAVAL. E ISSO MESMO: OS CARNAVALESCOS DAS CINCO ESCOLAS PRIMEIRAS COLOCADAS DO CARNAVAL CARIOCA E OS DAS DUAS PRIMEIRAS DE SÃO PAULO VÃO PASSAR QUINZE DIAS NOS ESTADOS UNIDOS, EM VISITA À DISNEY E À BROADWAY. VÃO TOMAR CONTATO COM AS ÚLTIMAS NOVIDADES DO SHOW-BIZ. CONHECER OS TRUQUES DOS EFEITOS ESPECIAIS. SABER DETALHES SOBRE OS NOVOS MATERIAIS USADOS NA CENOGRAFIA. sé UMA EMPRESA QUE GOSTE MUITO DE CARNAVAL PODE PRESTIGIAR ASSIM O FUTURO DO MAIOR ESPETl\CULO ABERTO DO MUNDO. A PROMOÇÃO É INICIATIVA DA REVISTA RIO SAMBA & CARNAVAL, COM f,POIO DAS LIGAS DAS ESCOLAS DO RIO E DE SÃO PAULO, E SE BENEFICIA DOS INCENTIVOS FISCAIS PREVISTOS NA LEI ROUANET. A VIAGEM DOS CARNAVALESCOS ESTÁ MARCADA PARA SETEMBRO PRÓXIMO.

VEJA, AGORA, O QUE PENSAM SOBRE ELA OS PRINCIPAIS INTERESSADOS:

É mais uma motivação para garantir uma boa colocação no desfilc. (Flávio Tavarcs, da

Os locais são excelcntcs, dinâmicos, em constante produção. Cada vez quc vou lá é sempre difcrcnte. Além disso, um prêmio assim reconhece o nosso trabalho. (Lucas Pinto, da Unidos da Tijuca)

Fui e gostei. Aproveitei coisCL~que aprendi e acabei e.~treando no Joyce Theater, de Nova York, com cenários e figurinos do Bahia Ballet. (Rosa Magalhães, da Imperatriz)

Rocinha)

É semprc uma maneira de acrescentar mai.~ coi.~CL~ ao nosso conhecimento. Eu, por exem/,lo, já fui à Broadway, mas nunca estive em Di.mey. (Ilvamar Magalhães, da Portela)

~

Tudo o que a gente aprende no exterior e pode aplicar na escola é ótimo. Esse prêmio é perfeito /,ara ajudar o carnavalesco. (Roberto Zaniecki,

da União da Ilha) A idéia é de.dumbrante. Foi em "Angeh in America", da Broadway, que tirei a MulherPássaro. EssCL~viagens nos

reciclam muito. (Milton - Cunha, da Bcija-FLor)

O carro "O FantCL~mada Ópera", que vou levar para a avenida este ano, é inspirado na Broadway. É ótimo conhecer a parte técnica destes dois lugares. O camavalesco tem a obrigação de viajar e conhecer outrCL~culturas. (Mauro Quintaes, do Porto da Pedra)

~

Já scparci a minha mala. Não conh~ço nenhum dos doi.~ lugarcs c e.~touado. rando esta idéia. (Jcrônimo Guimarães, do Império Scrrano)


Cl'ônica Muita gente bugre e ignorante acredita que o carnaval começou em Veneza, em New Orleans, ou na Praça Onze, mas, como o Rei Momo, esta bugrada está redondamente enganada. A história do Carnaval tem mais de 4 milhões de anos. É mais velha que a Tônia Carrero, e já fez o dobro de plásticas! Muito antes de nossos antepassados primatas descerem das árvores para se arriscarem a andar sobre duas patas, já tinha gente pulando de galho em galho ao som de "Cidade Maravilhosa"! A diferença é que no

começo a festa durava o ano todo e os foliões de Neanderthal só paravam quando ralavam o tamborim ou esmerilhavam a cuÍCa. Essa bagunça durou alguns milhões de anos, até que Nero, o imperador piromaníaco, esqueceu o ferro ligado, tacou fogo em Roma e acabou inventando a Quarta Feira de Cinzas. A partir daí, o carnaval passou a ter quatro dias de folias e brincadeiras, você pra lá, eu pra cá, até quarta-feira! Cleópatra foi outra figura histórica que muito contribuiu com o carnaval. Ela foi a primeira pessoa a se

fantasiar de Cleópatra. A ídeia original foi um sucesso entrondoso, e acabou chegando aos ouvidos do poderoso, invejoso e espalhafatoso Júlio César. Para não ficar atrás (no bom sentido, é claro), o imperador romano resolveu se vestir também de Cleópatra. A louca arrasou. Principalmente quando, tomado pela bebida, o imperador escondia a cobra. Depois dessa participação entusiasmada de Júlio César, o carnaval sem bichas e travestis passou a não ter a menor graça (muitos anos depois, o presidente Itamar Franco,

I

tentaria uma variação zoológica do tema, levando para a avenida a aranha da modelo Lilian Ramos). Em 1337, Inglaterra e França deram início à maior batalha de confete da história do carnaval: A Guerra dos Cem Anos. Mas como a cerveja acabou antes, alguns historiadores dizem que a Guerra dos Cem Anos, na verdade, mal durou meia hora, graças a desorganizaçào do rei da Inglaterra que comprou pouca bebida e ainda esqueceu de trazer o abridor. Um século depois aconteceu a queda de Constantinopla. O Império

e

de Cláudio Paiva

2

3


C"Ô 11 i ca Bizantino havia se enfraquecido com as guerras civis e as cruzadas, mas há quem jure que Constantinopla caiu mesmo foi porque o ferro que apoiava ela no carro alegórico foi soldado nas coxas, e a coitada se esborrachou de caheça no meio da avenida! Em 1.500, Cahral, e seu carnavalesco Pero Vaz de Caminha vieram dar com os cornos por aqui e ficaram maravilhados quando viram tanta gente fantasiada de índio. Cahral foi recebido pelos foliôes silvícolas e foi levado a seu chefe, o grande Cacique de Ramos. O

[ Brasil nunca viu um carnaval como daquele ano. I Portugueses e índios I pularam at0 se acabar (no caso, só os índios se acaharam!). O desfile foi maravilhoso, mas atrasou I demais e eles acaharam I perdendo pontos. Os portugueses alegaram que a galera ficou entalada I debaixo de um viaduto e que isso prejudicou muito a Escola de Sagres. Para piorar, a ala das haianas veio completamente desI falcada. Dorival Caymi e a filha do Chico Buarque ficaram presos debaixo do Carlinhos Brown e 11;\0 puderam desfilar. Em 1799, apole;10 I

I

I

I

Bonaparte tornou-se imperador da França e deu início ao Paris-Cidade. Um projeto audacioso que transformou a cidade-luz num queijo suíço: cheia de buracos e fedida! Quando chegou o carnaval, Napoleão vestiu sua camisa listada de força e saiu por aí. Foi pra avenida puxando uma caixa de sapato a qual ele carinhosamente chamava de Rex. Com a revolução industrial, o carnaval ganhou novo impulso. Os tamborins, que até ent;10 eram fabricados com pele de gato, passaram a ser C()I1feccionados com pele de

gato de nylon! No S0culo XX, os folguedos carnavalescos tomaram novas formas com a cria(,;ão do "entrudo", que consistia em lançar uns nos outros água, farinha, tinta, restos de comida, pedaços de pau e pedras. jogavam até a mãe pra ver se quicava! E foi no começo desse século que surgiram as primeiras escolas de samba. que todo ano rendem homenagem a Eva, a primeira mulata globeleza a desfilar pelada no carnaval.

ame ao, a Hist ~ria do Carnaval 1

5


Chl'onicle JI"any uninformed people believe that Carnival began in Venice, New Orleans, OI'Praça Onze hUl, like King Momo, this ignorant group is roundly mistaken. Carnival"s history is more than four mil/ion years old. Much older Ihan Methusela. Long before our primale mzceslors c!imbed down from lhe Irees and actual/y walked uprighl, people leaped from branch lo branch lo lhe sound of "Wonderful Cily"! The difJerence is Ihal, in lhe . beginning, lhe feslivilies would lasl lhe whole year round and lhe Neanderthal revelers would only SIOPwhen the lambourine OI'cuica was worn oUl. This merrimenl lasled some mil/ion years unli! Nero, Ihal pyromaniac Roman emperor, forgol lo switch C!ff his iron, sei fire lo Rome and went down in hislory as lhe invelllor of Ash Wednesday. From Ihal momenl, Carnival was four days of play

FrOlll

and paslime, each lo Iheir own. unli! Wednesday! Cleopalra was anolher hislorical figure who gave a 10110 Carnival. She was lhe firsl lo dress up as Cleopalra. The originai idea was a resounding success and even reached lhe ears of lhe powerful, envious and scandalous julius Caesar. The Roman Emperor, nol lo be lefi behind, decided lo dress up as Cleopalra 100. A wild success. Mainly when lhe EmperOl; in his ClIpS, hid lhe asp. AfieI' Ihis enthusiastic participalion of .lulius Caesm; Carnival was neveI' lhe same without lhe drag queens and gays (ages lale!; Presidenl Itamar Franco was lo attempt a zoological version 0/ lhe same Iheme, showing oj! model Lilian Ramos' pussy cal on lhe Avenue). In 1337, England mui France slarted lhe longesl confetti battle

ever in lhe hislory of Carnival: lhe 100 Years War. Bul as lhe beerfinishedfirsl, some hislorians say Ihallhe 100 Years Wm; in jĂ cl, didn'l even lasl hatl an how; Ihanks lo lhe lack of foresighl by the King of England who didn 't huy enough drink and euen forgot lo bring lhe opener. A centu ry later saw the fali of Constantino pIe. The I~Vzanline emperor had hecome weakened by so many civil wars and C11lsades, bUllhere are some who swear that Constantinople fell because lhe pole supporting iI on the fioal was welded to its Ihighs mui lhe poor Ihingfell to lhe ground hea(ifirst! In 1500, Cabral mui bis carnivaI artisl Pero Vaz de Caminha dropped l~}'mui were astonished when Ibey saU! elJeryone dressed up as Indians. Cahral was receilJed I~Vlhe /liood nymph

revelers and taken to their chie); the grand Chief of Ramos. Brazi! has neuer seen a Carnivallike that again. 77Je Porluguese and Indians danced unti! they dropped (in this case, onzv the hzdians dropped dead). The parade /lias maroelous but look too long mullhey losl points. The POItuguese c1aimed tbat the crowd was stuck under lhe ouetpass and that this was very delrimental to the Sagres School. To make things worse, lhe Bahian ladies seclion was very sparse. Dorival Caymmi mui Chico Buarques daughter couldn 't get out from lmder Carlinhos BrouJIl mui missed tbe parade. n 1799, Napoleon Bonapmte became emperor of France and started the Paris Cily. A daring project which changed the ci~V 0/ Iight illlo a Swiss cheese: jidl of holes mui smelzv! When it was Carnival time, Napoleon put on

Napoleon to Ia

Claudio Paiva

The History

O


Chl'onicle bis striped straip,bt:iacket {//ul 1lJ<'1/f oif down tbe (wenue pllllilllJ, a sboebox bebillcl bim wbicb be (~ifecfiollate~l' ealled Rex. IVifb tbe Industrial Reuolllfioll, Carnival made p,reat progre.':'i. 77)e tambourines llIhicb, to date, were m(ule of cat:- skin, were 1I01llm(ule (ir lIylon cat ~'iski/I. 111the 20th cel/fllry, Carllil'al mel7)'lIlakers adopled lIell' forms {//ul created Ibe "real carnil'a/" which meallt Ihrowinp, watel; j70l1/; paint, scraps (!/ jboel, sfic!?s (mel sfOlles 011 eucb otber. Tbey lI'ould ewn throll' their oll'n I//other lo see lI'ho wOllld /xJllllce highest! Alld il /lias ear~l' this celltlllY wben the first sumba schools ell/(,I:~ed, in (//1I111Cl1 tribule to Hue, thejlrst ali rOlll/d mulalfa to pu/'(/(Ie naked ai CurllilJul.

elão) CarnÍval

Na pré-história do carnaval, o papel ainda não havia sido inventado, e os confetes eram feitos de pedra. Graças a essa idéia de jerico, na quarta feira de cinzas os hospitais ficavam abarrotados de gente com a cabeça quebrada. DlIring prehistorie Carnival, paper had not )'et been invenled Ului confeui wus gravei. Thanks lo tbis stupid ideu, lhe hospilals on Ash IVednesdu)' were ji/II of people with eoneussion.

No final do século passado, uma tribo do Quênia, na África, teve a idéia de criar o "Baile do Vermelho e Vermelho". Mas infelizmente a tinta era pouca, e todo mundo ficou mal pintado. Como já estavam todos cagados de tinta, acabaram mudando o nome da festa para "Baile do Vermelho e Preto", que anos depois o Flamengo iria copiar. At lhe end of last eelltllry, a lribe frolll Ken)'u in Africa had lhe idea of erealing lhe "Red and Red Ball". Unforllmalely as Ihere wasn 'I enougb paim lo go arollnd, evelYbod)' was ha/fpaillfed so in lhe end lhe name of lhe ball was ehanged lo lhe "Red Ului Blaek Ball", lo be copied by Hamengo years laler,

São Paulo que já foi chamada injustamente de "Túmulo do Samba", mas no início élos anos quarenta, a locomotiva do Brasil resolveu dar uma resposta a altura a seus detratores e organizou o "Primeiro Grande Baile do Bexiga". A festa (animadíssima, como podemos ver na foto) consistia em ficar bebendo um chopes até todo

mundo correndo pro banheiro. Quem chegasse por último, ou fizesse nas calças, era rebaixado para o segundo grupo. São Paulo has already beell unjust/y ealled lhe "Samba 's Grave" blll in lhe earl)' forlies Brazi!'s loeomolive deeided la avenge its inslllls and org(lIlized lhe "Firsl Grand Bladder Ba/l". The parly (very lively, as we cem see in lhe pholo) irllJolved drinking beer IInli! the bladder eould no longer bear it and Ihen everyone msbes of( lo lhe loilel. IVho was lasl, ar eOllldn 't hold il, was relegaled lo lhe second group.

Na época das grandes navegações, Portugal resolveu criar o seu primeiro Baile do Iate reunindo a nata da sociedade lusa. Como a sociedade já havia sido coada, não acharam nata nenhuma, a festa foi um fracasso, e o baile do iate acabou encalhando! At lhe lime of Ibe greal navigalors, Porlugal deeided lo ereate ils firsl Yaehl Ball by auraeling lhe eream of Portugllese sociely. As lhe sacieI)' had alread)' lurned SOllr, Ihere was no more cream, lhe parly was a flop and lhe Yaehl Buli fOlllldered!

Com o passar dos anos, a bandalheira e a pouca vergonha foi tomando conta dos bailes carnavalhescos. Um dos mais animados, é o "Baile do Buraco", onde ninguém é de ninguém e a festa só termina quando você já está com o cabuçu esfolado. Years laler, lhe shameless and lhe rabble look over lhe Carnival ba//.'i. One of lhe liveliesl was lhe "1Iole-y Ball" where it was a free for ali (/1ul lhe parI)' onl)' ellded whell )'ou eou Idn 'I one more ineb!

Desde a época da Dinastia Chang, por volta de 2500 a.C., que todo carnaval os chineses realizam o "Baile do Cotonete", uma festa estúpida, onde os foliles enfiam uma porcaria de cotonete gigante na orelha e ficam futucando até a quarta feira de cinzas. De alguns anos pra cá eles inventaram também o "Grande Gala Cotonete Gay", onde também enfiam esses cotonetes gigantes, só que em outro lugar. Sillce lhe Chang D)'llasl)', around 2500 BC, whell every Chinese Carnillal had lhe "Coflon Swab Ball", a really dumb parly, where lhe revelers sliek a huge eolfon swab in Iheir ears and slay fiddling il unli! Ash \Vednesday. Reeenlly Ibey also invenled Ibe "Grand Gay Colfon Swab Buli" where Ihey also sliek Ihese huge colfon swabs in, exeepl somewhere else!

Foi O Luís XVI quem criou o primeiro baile gay da história do carnaval. No "Baile da Boneca", a nobreza e a alta burguesia giravam no salão histericamente até que alguém parasse a música e todos corriam para sentar na boneca. Quem sobrasse era entregue para o povo, que se divertia no baile da "Queda da Bastilha", onde rolava de tudo (principalmente cabeças!) It was Louis XVI who erealed lhe firsl gay ball in lhe hislory of Carnival. AI lhe "DolI's Ball" lhe nobi!ity and upper c/asses would whirl hyslerically around lhe ballroam umil someone slopped lhe IIlllsie and evelJ'one ran lo sil on lhe dali. Wboever was leflolll was handed over lO lhe rabhle who eelebraled Ibe "Fali oflhe Basli//e" ball where anylhing wenl (mainly headsD.


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Brasil e do mundo. novo serviço'. aumentamos

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I: a nova

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novidades:

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mesmo é o conforto

e sua reclinação. Aumentamos

refeiçôes, além de uma carta de vinhos que está entre as melhores outras duas grandes

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Varig no ar. Com nova marca, nova programação

Sim, porque para a Varig o importante

o espaço entre as poltronas

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vídeos individuais

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visual e, principalmente,

e a atenção que você recebe durante

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a viagem. ror isso

também a sua liberdade de escolha no jantar: agora são mais opçôes de

do mundo.

Na Primeira

Classe e na Executiva, estão sendo implantadas

com a mais atual seleção de filmes e um serviço de bordo à altura de hotel cinco estrelas.

Tudo para que você sinta cada vez mais prazer em voar com a gente. É a nova Varig mudando

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Táxi - rudo para garant ir a scgurança do folião. Carros de co' perativas cadastradl1 Rua Salvador de Sá, atrás do setor 2 e do setor 9. Posto Médico - Equipes do Hospital Souza Aguiar, com ambulância, cstarão na Avenida Prcsidcnte Vargas, setor 1 (concentração); na Rlla Salvador dc Sá e na Praça da Apoteose (dispcrsão). Telefones - Foram instalados aparclhos junto aos barcs na Avcnida. A Telerj manterá postos de venda dc cartão durante toda a lIoite. Correios - Uma caixa dc coleta de documcntos e objctos perdidos foi instalada ao lado dc cada telefone. Criança - O Juizado de Menores funcionará cm 11111 containcr no setor I, jllnto ao início do desfile. Banheiros - Existem banheiros masculinos e femininos CIII todos os setores do Salnbódrolllo. Imprensa - jornalistas dc todo o 111111)(\0 teriio lima sala cspecial para lraballwr, ao lado do setor 2, entrc as ruas Bcnedito I-lipólito e Júlio do Carmo.


I

Taxis - Evetything to guarantee the reve!er's safety. Cooperative Salvador de Sรก street behind sectors 2 and 9.

taxis registered by Riotur are waiting at the taxi rank in

First Aid Post - Teams from Souza Aguiar Hospital, and an ambulance, will he on Presidente Vargas Avenue, sector 1 (gathering point); at Salvador de Sรก street and the Apoteose Square (at the end of the parade). Telcphones - Telephones have been installed in the hars along the Avenue. The local telephone company Telerj will have phone carcl selling points open throughout Post Office - Besicle evelY telephone

the night.

you will fiml a mail box for lost clocuments and ohjects.

Children - The .Juvenile Court will operate in a container in sectorl,

next to the start of the parade.

Toilets - There are menos and women's [oilets in all sectors of the Samha Avenue. Press - journalists from ali over the world will have a special press room beside sector 2, between ancl.Julio cio Carmo streets.

Benedito Hipรณlito


I~io É hora de es

e nante espetác o prepara o pe as Grupo Especial. Com enredos criativos, as agremiações am do bom gosto em fantasias que misturam cores e ~~s. I-m~s. A festa começa com a Rocinha homenageando ey. Depois, a Unidos da Tijuca mostra ao mundo o im Botânico. Os loucos são tema da Porto da Pedra, eira escola, e do Salgueiro, que encerra o desfile de duas, o Império Serrano fala de Beto ingo. Entre as duas, ero; a Grande Rio vai até Rondônia pela ferrovia M ngueira mistura salnb samb _ .......... ira-~ ré; a M e píada , c 2eo~ o e 200+, . ha Gd11z ~Ir>.~.--.nposit ( ql1' ro p

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Now it's time to forget everything and think only about the fascinating show qf he Special Group samba schools. The Tbe schools, with their creative themes, themes, are Tbe party begins here in all their glory, parading in glittering colorful costumes. The with ith Rocinha 's tribute to Disney. Disney. Then Tben comes Unidos da Tijuca displaying the Botanical Garden to the world. Madness and madmen are the theme qf Unidos 'do Porto da Pedra and of Salgueiro, who closes the Sunday parade. Between dream~ Grande mes !,mpério mpério Serra telling ofBeto Carrero 's dream; Gr.ande these two schools cçgme fdr as RondQnia Rondonia on t e Madeira-Mamor, Madeira-Ma mOr"< ~ railroad; Mangueira io traveling as fa.r blends samb tts az aze n 26; 20 4;.. análmperq,tm:z Leopotdinense Olylmpi s, its an 1m eri triz Leopo inense sambq with the Olympics, onzaga, who ngh from the start sings in homage too Gompos compos Chiquinha Gon.zaga, ould say: 'hey 'hey, open up, up, I want to go through ... "))

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~ValtDisney tem, a ver com o carnaval carioca? Tudo, segundo

o carnavalesco Flávio Tavares, que vai mostrar esse nu/ndo telOrico em~ fantasias quanto o de~file das escolas de saJ1'lbado Rio, E é com~ "A Viagem encarltada do Zé Carioca à Disney" que a Acadêrnicos da Rocinha abre o desfile do Grupo Especial na Passarela. Nas asas de uma borboleta, seu símbolo, a escola leva sambistas e público em um fascinante vôo ao J1'lundoDisney, que está completando 25 anos. O enredo foi dividido eJ1'ltrêspartes: Magic Kingdon (Sonho e Fantasia); Disney-MGM Studios (O Cinema) e Epcot Center (O Homem e o Futuro). .bstreando no Grupo E~pecial, a Rocinha quer mostrar que veio para ficar. Com quadra no bairro nobre de SeloConrado, escolheu com cuidado seu samba para tentar contagiar o público na Marquês de Sapucaí. E pronwte fazer sua parte eJn relaçelo às fantasias e alegorias, algumas delas cOln tecnologia ensinada por técnicos da Walt

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Disney Produções. Caberá ao malandro Zé Carioca

mostrar como

surgiu a Disney World, em 1971, com o castelo da Cinderela, símbolo de iVIagicKingdom. Ele será também o elo de ligaçelo com

08

demais

persona ens levando as pessoas a imaginar o uturo do homem em hannonia COJna natureza. iVofinal, uma SllJpresa:a unielo com o Rei Pelé na campanha para as Olímpiadas de 2004, no Rio.

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RIO - LOS ANGELES 5 VEZES POR SEMANA

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What has Walt Disney to do with Rio Camival? Evelything, according to Flavio Tavares, wbo will sbow a world as rich in fanta~J' as the Rio samba school parade. And Acadêmicos da Rocinha will open the Special Group parade on the avenue with "Zé Carioca \ Enchanled }ourney to Disney". On the wings of a buttelfly, the scboo/:ç ~ymhol, lhe scbool lakes samba dancers and lhe public on a fascinaling .flighl to Disneyworld, celebrating ils 25 years this year. The theme was divided in lhree: Magic Kingdom; DisneyMGM Studios and EpCOlCenter. This is Rocinha's debul in lbe Special Group and it wants to show lhal it's tbere lo slay. Witb its dancehall in the wealtby neigbborhood of São Conrado, il bas careflllly chosen its samba to enle11ain tbe public on lbe Samba Avenue. And it promises to be there with the right costumes and fiorlts, some with technology taughl by expensjrom

Wall Disney

Productions. Zé Carioca, the Rio rascal, sbows how Disneyworld was created in 1971, wilb Cinderella's castle as the Magic Kingdom:ç emblem. He will also be tbe link belween tbe otherfigures, so tbat everyone can imagine lbe fUlure of mankind in barmony witb nalure. Terminating lhe parade, a sllrprise: King Pelé jOining lhe 2004 O(ympic Games campaignfor Rio.

~ Diners C/uh !llternationaf


Aqui você veste a nossa fantasia e realiza as suas. Por trás dessa máscara, o segredo

recebe

de um sucesso que se repete

capa

ano após ano. Pela terceira consecutiva,

o Hotel

Continental

Rio vai realizar

Inter-

mais sofisticado

e requintado

baile de carnaval

do Rio de

Janeiro: Junto

o Carnaval

no mais

veneziano. belíssimo

o

de Veneza.

seu ingresso,

COlll

vez

máscara,

você

autêntico

e estilo

Tudo isso num salão

por ninguém

menos

Abel

Um elegante

buffet,

Gomes. bebidas

importadas

Camaval de Veneza no Hotel Inter-Continental Rio. Venll.a. É pura fantasia.

cenografado que

nacionais

estão incluídos

preço desta noite

Baile: terça-feira, 11 de fevereiro, a partir das 22:00b. Lugar em mesa:

chapéu

e no

inesquecível.

Reservas: leI.: (021) 322-2200

I~$ 250,00. Pagamenlo:

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INTER. CONTINENTAL RIO

Comune di Venezia

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PRffflTURA

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" A viagem encantada do Zé Carioca à Disney" Autores:

Gilson da Ilha Porchat, Carlinhos Mustang, Wilsinho Sara vá, Jorge Mirim. Intérprete: Presidente: Izamiltml da Mota Góis. Diretor de bateria: Mestre Cláudio.

Alexandre

D'Mendes.

Com a Disney me encantei Efiquei maravilhado O al1ista reluziu E num traço de magia A infância coloriu Oh! Que sedução Um reino encantado paraíso Onde brota o sorriso Do amor sem.fi'onteiras De heróis e vilões Vem, vamos brincai; extravasar Explodir de alegria Amoresonho Realidade e fantasia Zé Carioca, malandro Bem brasileiro faz no pé BIS Incendeia esse terreiro

LIGUE

JÁ

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Mickey Mouse e sua namorada Formam um casal feliz Pluto e Pateta fazendo trapalhada A garotada pede bis Vem, meu amor Minha pequena sereia Vem e clareia r.ssa avenida de emoçâo Tio Patinhas, Pato Donald e o Rei Leão Todo mundo nesta festa A hora é essa de alegrar seu coração

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Abra a roda, criançada Vamos sacudir BIS Rocinha faz a festa na Sapucaí


I

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A união do samba com a natureza é a proposta dos carnavalescos Lucas Pinto e Sérgio Mutilo) que criaram esse ano o enredo "Viagem Pitoresca pelos cinco continentes num jardim". A história da criação do Jardim Botânico) um dos recantos mais bonitos do Rio de Janeiro será levada para à avenida pela Unidos da T~juca. O enredo traça um paralelo com a história do Brasil) começando em 1808 com a chegada da Família Imperial, e:xpulsa de Portugal pelas tropas francesas de Napoleão. A Unidos da Tijuca mostra a transformação do Rio de Janeiro em uma grande metrópole tropical desenhada à moda lusitana e habitada por portugueses) ajlicanos

e descendentes dos índios

Tamoios e Tupinambás. O Rio é promovido à categoria de cidade pelo Príncipe Regente D. Joào VI.

Os

P01toSsão abenos às nações amigas e

a chegada de um considerável número de navios intenstlica a vida

unidos da

I comercial. Surge o Banco do Brasil e chega ao Rio a Missão lit iftlncesa,com d'e..çtaquepara Debret. O Jardim Botânico - c

.João VI em 1 08 com o nome de Jardirn da Aclimação - a ntas do mundo inrêiro e é uma das maÍOres reservas ho mundo. Um museu da natureza) que tem na figura do maestro Tom Jobiln a representaçào simbólica de sua popularização .

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RIO - MONTEVIDEO 14 VEZES POR SEMANA

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TIJe blC/ul ofsamba

lOith l/{fture is the idea fi/carllil'al

artists Lucas Pinto and Sergio Murilo who this )'ear baue created tbe theme "Picturesquejourney nents in one gardell

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Ol'er thefil'e conti-

77JeStOI)' fi/ tbe /3otcmical Cardell,

olle fi/ Rio 's !oueliest areas. wil/ be shou'll on tbe Al'elluc by Unidos da TUuca. The theme drCJll'sa parallel witb Brazilís histol)'. st{[}1ing in 1808 loitb the Imperialf([mi~}I, exiled jinm Portugal by Napoleon's French troops. Ullidos da TUuca shoUls halO Rio de}aneiro hecame a I{[}gctropical lIletropolis designed alOllg POItuguese lilles anel inhabiteel by POJ1uguese, Africans anel descendants

q/ the

Tamoyo mui Tupinamhá IIldi{[}lS. Rio receiues eizv status by Prillce Regent D. jol.JIl VI. lhe ports are open tofriend(v

nations and the arrival (?/lIlan)'

shijJS illdicates busy cOJnmerce. TIJe /3ank fi! Brazil is createel mui the French AI1istic 1I-1issionand Dehret anil/e in Rio. 71.Je Botanical Carden, created hy D.}ohn VI in 1808 under the l/{fme Q/Acclimation

Carden.

toda)' has pia nts from ali over the world and is one of the worltt:ç Imgest hotmlica! reserues. Nature's lIluseuJn lOhich.. in thefigure

(1mae-

stro Tom johitn, .~vmholica!~}'represents its popular attraction.

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"Viagem pItoresca ao Jardim" Autores: Edson Fio e Maurílio Theodoro. Intérprete: Serginho do Porto. Presidente: Fernando Horta. Diretor de bateria.' Mestre Silvão

Meu Rio deJaneiro emfesta Saudando a vinda da família imperial A corte deslumbrante então empresta O luxo para a nova capital Abrindo os portos ao progresso Abrindo as portas pra cultura O Rio busca ser cidade De européia arquitetura O povo e a natureza conquistam D. João E o levam a investir na região Já fui engenho, fabriquei a dor Por decreto-lei, João me criou Do imperador fui mesa e tempero E até hoje eu floresço o ano inteiro Em meus caminhos, a paz, a flora, a sutileza Pelos continentes, uma viagem sem sair de um só lugar hstou no inverno europeu, vim do jardim no Oriente E vejo logo à frente a Oceania aflorar América, a África, o frio, o clima quente Contraste de beleza singular O som das águas, do vento, dos passarinhos Abriga a pesquisa efaz o ninho Pra espécies em extinçào crescerem livremente E o mesmo som que ao longe parece uma sinfonia Inspirou Tom que fez as lindas melodias Em meus recantos hei de ouvir eternamente LIGUE JÁ

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Jardim Botânico eu sou História viva de amor BIS Eu sou o tema E a Tijuca é multicor

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1-

Mauro Quintaes, carnavalesco da Unidos do Porto da Pedra, escolheu esse ano um enredo muito interessante: 'Wo reino da folia cada louco com sua mania".

Ele explica que não pretende rotular o HOJ1zemde

louco, mas lembra que ninguénz pode negar que todos vivemos internados em uma imensa el1lermaria e que uma ji'onteira

imaginária

separa a lucidez da insensatez. E o carnavalesco garante que nào há como escapar: ou se está de u/n lado ou do outro. Para mostrar que a d{lerença entre loucos e selos é muito pequena, iV/aura observa que a convivência entre eles é pe/lei/a e que alguns, dependendo das circunstâncias,

chegam a lnudar de lado. A Porto da

Pedra vai destacar as constribuiçàes dadas ao mundo por pessoas consideradas loucas que mostraram~ uma enorme capacidade criativa nas mais variadasformas

de arte.

Entre os loucos, mas nem tanto, a escola escolheu a excêntrica

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r

a

D. il1aria I, a Louca, que se dizia perseguida pelo e::,pectrode Napoleelo, o Fantasma da Ópera, D. Quixote, o roqueiro Raul Seixas (conhecido

como Maluco Beleza); o 1l1enino Maluquinho,

o bailarino NUinsky e o

Bispo do Rosário. E aposta na alegria de seus 3,8 mil componentes para tran~lormar seu desfile em uma verdadeira loucura. Nas fa ntasias e carros alegóricos, muitas cores. A escola encerra seu de411e lembrando os

Loucos Varridos e varrendo toda a extensào da Avenida .

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This year Mauro Quintaes, carnival artist of Porto da Pedra, has chosen a very interesting theme: "in the kingdom of revelry, each madman with his madness".

He

explains that he does not intend to call mankind crazy, but says that no one can deny that we are allliving confined to an enormous irifirmmy and that an imaginmy frontier separates the sane from the insane. To show that there is only a slight dif.ference between the sane and insane, Mauro comments that the harmony between them is peifect and that some, depending on circumstances, even cross to the other side. P0110da Pedra will focus on the contributions given to the world by peopie considered mad who have shown enormous creative capacity in a wide variety of m1 forms. The school chose from the not so mad but eccentric D. Maria 1, the Mad Queen (who would say she was being pursued by Napoleon ghost), the Phantom of the Opera, Don Quixote, the rock star Raul Seixas, Menino Maluquinho

(a Brazilian cartoon figure),

Nijinsky and Bispo do Rosario (a mad artist), who are pm1 of the theme alongside another world inhabited by maroelous "crazy people": the samba school workshop where the costumes and jloats are created.

The school ends its

parade with the Loucos Varridos (group of demonstrators for a cleaner city) sweeping the whole Avenue.

~ Diners C/ub lnternationar


'(ri

Para hidratar. vitaminas devolver a energia, energia, tome Maguary, Maguary. sucos Maguary Maguary são hidratar, repor as vitaminas vitaminas e devolver Maguary Os sucos deliciosos para deixar quarta-feira de cinzas. naturaiS, nutritivos e têm têm 88 sabores deliciosos deixar você você no no pique até quarta-feira de cinzas,

MELHOR DA DA NOSSA NOSSA TERRA. TERRA. o MElHOR


port

edra

"No reino da alegria, cada louco com sua mania" Autores: Presidellte:

Vadillho,

Ney Sebastião

Carfillho

e Pi1lto.

da Silva. Diretor

IIltérprete: de bateria:

Walltuir. Mestre

Cosme.

Outra vez o tigre mostra as garras na Avenida E doido pra ganbar o carnaval Faz parecer bem natural A loucura que é essa vida Nem todos que aqui estôo sôo loucos Nem todos que sôo loucos aqui estôo Neste reino da insanidade A teimosia e a vaidade dôo as nUlos E D. Maria primeira até no nome Há de encontrar Napoleôo A!>~'iOmhrandoa Ópera em Paris Um compositor/antasma condenado ã solidão O mal que era apenas aparenle Foi tomando a sua mente Fruto do destino e da discriminacôo Feito o galante D. Quixole Que a loucura idealista fez lutar até ô nlO/1e Raul maluco beleza, bá dez mil anos atrás Já dava adeus ô Iristeza, pregando o amor e a paz

l3IfIDJ]'!] O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

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Menino maluquinbo pela idade Do cinema alé é te/1/a, louca é toda criança NUinsky, bailarino incomparáuel Com cel1eza incurável na loucura pela dança Tôo louco quanlo o Bi.,po do Rosário Fez do mundo um inuenlário pra doar ao Criador Eu vi sair de U/1/pavilhào em São Gonçalo Loucuras vindas de imaginários Tôo loucos qua lIfo os que a p,entejâ cantou Eu canlo, eu pinlo, eu horda Sapucaí é a te/a Poria da Pedra enlouquece a passarela.

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Completando 50 anos, a tradicional escola de samba Império Serrano deixa de lado os enredos bistóricos para mostrar a realização do sonho de um lnenÍno pohre do interior do estado de São Paulo que se torna um dos maiores empresários brasileiros: ]oào Batista Sérgio iVlurad. O enredo, o "Mundo NIágico de Beto Can"ero", mo,..,-trao personagem criado por]oelo c01neçando sua carreira tendo apenas um caminhào e um trailer para percorrer o Brasil com um show baseado em velbosfilmes defaroeste. Um dia, ele decide construir um grande parque com muitos shows e hrinquedos. 1l1UÍtasvezes acompanhado pelo amigo Renato Aragào, Beto Carrero percorreu os grandes parques do Inundo colbendo subsídios para a pequena cidade que construiu no Balneário da

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Penha, estado de Santa Catarina (sul do Brasil). Seu parque atual-

Im

erIO

(] mente é o quinto maior centro de entretenÍ1nento e lazer do Inundo e o maior da América Latina.

Um pouco desse mundo encantado é lnostrado aqui, co/no a Ilha dos Dinossauros, a Áji"ica Nlaravilhosa, a Ilha dos Piratas, o Trem Fantasma, o Castelo Nledieval (Excalibur), a Vila do Parque, West Selvagem (Forte Álamo e acampeunento apache), Internacional Circll:,~oParqlle Encantado e a Jlba E"pacial. V"A:'R- \"G~~::" .......:..~.~ ~

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RIO - MADRID

VARIG ,....

7 VEZES POR SEMANA

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Commemorating

its 50 years, the traditional samba school

Império Serrano discards the historical themes to show how a dream come tme for a poor boy from upstate São Paulo who became one ofthe greatest Brazilian impresarios:João Batista Sergio Murad.

The theme "Beto Carrero

World of Magic" shows the character created by João, who began his career with just one tmck and a trailer with which he used to travei ali over Brazi/ with a show based on the old Far Westfi/ms. One day he decided to bui/d a large park with many shows and games.

Very often in the company of his

friend Renato Aragão, Beto Can'ero visited major entertainment parks in the world collecting information for the small town which he built in Penha res0l1, in Santa Catarina state in South Brazi/. His park is currently thefifth largest entel1ainment and amusement

center in the world and

the largest in Latin America. A little of this magic world is shown here with Dinosaur Island, Wonderful Africa, Pirates Isle, the Ghost Train, Medieval Castle (Exca/ibur), Park Vil/age, Wi/d West (F0I1 Alamo and Apache encampment),

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Enchanted Park and Space Island.

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"O mundo dos sonhos de Beta Carrero" Autores: Carlos Sena, Mmwição, Arlindo Cruz, Jndio do Império. Intérprete:Jorginho do Império Presidente:José Marcos da Silva. Diretor de bateria: Mestre Wanderley da Serrinha.

o reino encantado oi Se tornou realidade Na verdade é um presente ao meu Império Nos seus 50 (l/1OSde idade Lá em Santa Catarina Vi um sonho de menino se realizar Hoje a Penha é uma cidade Cheia defelicidade, vem brincar Olha a massa imperiana Demonstrando seu valor Vamos nessa caravana Que o show já começou

omnml O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE

JÁ

(0800) 222426

BIS

Vi dinossauro, vi Tarzan na selva Ô, Ô, Ô Vipirata em alto m(l/~ segura iaiá Cuidado, meu bem, tem fantasma no trem f' de arrepiar Sou boiadeiro, eu sou, pelas estradas cavalguei Equilibrista balancei, mas não caí Me fiz palhaço sem saber sorrir Com muito amor 110coraçâo Todas as feras eu domei Só pra ver a vida mais feliz Pra criançada desse meu país Roda gira, gira roda Quero ver girar Lá na terra do./i/turo tem magia Vila árabe e chinesa BIS Castelo medieval é Beto Carl-ero nosso carnaval

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Uma parte do belo estado de Rondônia) pouco conhecido por turistas) vai ser mostrada pelo carnavalesco Alexandre

Louzada

no enredo

''Madeira-Ma mo ré) a volta dos que não foram. Lá no Guaporé". Um pouco da história do Brasil e do desenvolvimento Amazônica)

da região

mesclados ã construção de Ulna ferrovia dentro da selva

durante o apogeu e o declínio do Ciclo da Borracha. A escola de Duque de Caxias) município

localizado

na Baixada

Fluminense) vai mostrar a saga dos 21 mil trabalhadores) brasileiros e estrangeiros) que construíraJn aferrovia inaugurada em 1972. Grande par'te deles morreu de doenças tropicais ou atacada por índios ou animais selvagens) antes de ver a obra concluída. A estrada de ferro Madeira-Mamoréfoi

construída através de uma con-

cessão do governo brasileiro à empresários norte-americano,"; para escoar a produção

de borracha da Bolívia por solo brasileiro lnas)

•

a

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quando ficou pronta) já não tinha mais sentido: a borracha amazônica perdera o monopólio internacional

e a Bolívia construíra uma

fe17'ovia ligando-se ao Pacf/ico e ao Canal do Panamá. Nacionalizada

em 1931) .fitncionou até 1972. Atualmente) apena:.; um

trecho de cinco quilônzetros foi recuperado para fins turí5;ticos. Os equipaJnentos foram

vendidos como sucata e suas irlstalaç6es. em

Porto Velho) se tornaram um Centro ClIltllraI. ...,

•

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RIO - ZURICH 3 VEZES POR SEMANA

VARIG ~

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Part of the lovely state of Rondonia, little visited by tourists, lOillbe sholOn by carnival aJ1ist Alexandre Louzada in the theme "Madeira-Ma m oré, the return of those lOho never leji. TlJere in Guaporé". A líttle of Brazi/'s histOl)' and the Amazon

regions development

mixed lOith the bui/ding of a railway in thejungle during the rise and fali of the Rubber Cycle. TlJeschool from Duque de Caxias, a cou I1ty on the periphety of Greater Rio, lOillsholO the saga of 21,000 lOorkers, both Brazi/ian and foreigners, lOho bu ilt the raillOay lOhich lOas inaugurated

in 1912. Most ofthem died

from tropical diseases orfrom attacks by Indians or wi/d animais before the lOork lOas complete. Madeira-Mamoré

rai/lOay construction was

granted by the Brazi/ian government to Not1h American businessmenfor

transporting tbe rub-

ber production from Bolívia over Brazilian land but, when it was ready, it was no longer required: Amazon rubber lost its inferl/ational monopoly and instead Bolívia bui/t a rai/lOay to the Pacific and Panama Canal. rai/way was nationalízed

TlJeformer

in 1931 and operated

until 1972. NolO, only a 5 kilometer stretch lOas recovered for tourism. Its equipment was sold as scrap and its P0I10 Velho premises became a Cultural Center. ~ DinersClub !nternationaf


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• 10 "Madeira-Mamoré

a volta dos que não foram lá no Guaporé"

Autores: Sabará, Muralha, Jarbas da Cuíca, Grajaú bltérprete: Nêgo Presidellte: Hélio Ribeiro de Oliveira Diretor de bateria: Mestre Mauricio

Sonba a Grande Rio, é um sonbo Em águas claras eu quero sonbar Enfeitar a vida de alegria Pra quem um dia, o sol não quis despertar Cbegara m cbeios de esperança Não sabiarn dos mistérios que teriam de enfrentar Essa mata tem segredos que o bomem não consegue desvendar É um mundo de encanto e magia, pe1lume efantasia Cicatriz que a Amazônia fez cborar Olba o índio no caminbo, é caçador Meu cavalo é defogo, eu vou que vou Se a selva é perigosa, meu amor Rondônia é alegria, esqueça a dor (Foi assim)

~

O DESFILE

DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE JA

(0800) 222426

Era o eldorado do látex no Brasil A riqueza que a cobiça alimentou Nessa bistória o Tio Sam também entrou No Tratado de Petrópolis tudo começou O Acre da Bolívia ganbei E a bon-acba para o mundo expol1ei Cada dormente é uma vida, a vida uma .flor Na Maria Louca delirando eu vou Em sucata o meu sonbo terminou Vou volta r pra onde não Jili O seu encanto é que me seduz (ai, iê iê ô) Cacagibe, orum de oiá, oiá, oiá O Guaporé está em festa Os vodus vêm pra brincar

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A importância do esporte e a história das Olimpíadas formam o enredo da Estaçâo Primeira de Nlangueira, a pioneira entre as escolas de sa11'lbana construçâo emanutençâo de uma Vila Olímpica que atende âs crianças carentes de sua cOlnunidade. O e:,porte, lembra a diretoria da escola, afasta as crianças da criminalidade criando adultos preparados para a convivência social e com forte sentÍlnento de cidadania. E com o enredo "O Olimpo é verde e rosa" (cores da escola), a Mangueira entra na campanha para que o Rio sedie as Olimpíadas do ano 2004. O carnavalesco

Oswaldo Jardim lelnbra que, desde as cavernas, o Homem desenvolve atividades físicas e que os :rogos Públicos" surgiram antes de Cristo, quando já eram promovidas dLçputase combates entre representantes de várias cidades. Na Antiguidade, todas as guerras paravam na época dosjogos, que nâo podiam ser assistidospor pessoas armadas. Consideradas Íl~/eriores, as mulheres nâo podiam competir nem

•

r

assistir às Olimpíadas. A escola lembra ta11'lbélnNero, que nào admitia que ninguém o vencesse e acabou participando sozinho e se prem iando como campeâo. O Imperador Cristào Teodósio 1, o Grande, considerou os jogos como 11lna mantfestaçào pagâ e acabou com as Olinzpíadas, retomadas na Era Moderna através do Barào de Coubertin (Pierre de PrédI]o

RIO - MÉXICO 4 VEZES POR SEMANA

VARIG


The impo/1ance of:,pOl1 and the history of the Olympic Cames is the theme of Mangueira, the pioneer samba school in building and maintaining

an Olympic Vil/age

for the poor children in the community.

Sport, the

school's directors say, keeps the children awayfrom

crime

and prepares them for socially adapted adulthood, with a strong sense of citizenship.

With the theme "Olympus is

pink and green" (the school's colors), Mangueira joins the campaign for Rio as the host city for the 2004 Olympic Cames. Carnival Cll1istOswaldo jardim recalls that, since the cave men, mankind has been physically active and that the "Public Cames" had begun before Christ, when contests and combats were organized between representatives of dif.ferent cities. In olden times, eve/y war would stop when the games were held, which could not be watched by peopie with weapons. 77Jewomen, considered inferi01; could not compete in or even watch tbe Olympic Cames. lhe school also recalls Nero, who would admit no defeat and eventually became a SOlitCllY contestant, awarding himself the championship. Christian Emperor lheodosius 1, the Creat, considered the games as a pagan celebration and banned the Olympic Cames, which were revived in the Modern Era by the Baron ofCoube/1in (Pierre de Prédi)o

~ Diners C/ub /nternationat

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"O Olimpo é verde e rosa" Autores: Chiquinho Campo Grande, Leque e Jorge Magalhães. Intérprete: Jamelão Presidente: ElmoJosé dos Santos. Diretor de bateria: Mestre Alcir Explosão

A luz Sefez nascer de um novo dia E a Mangueira em poesia fez luzir um clarão Criou a juventude campeã De corpo são e mente sã É o Brasil do amanhã Na Grécia antiga Onde Zeus fez a morada A hostilidade acontecia O/ímpia se tornou sagrada Numa sábia decisão Criaram os jogos da paz Falou a voz da razão Guerra nunca mais Nero, o cruel sonhador Entrou na competição Disputou só, sefez campeão Um grande imperador Não deixou continuar Efeza chama Do Olimpo se apagar

lm'IDm] O DESFILE DAS ESCOlAS DE

SAMBA

97 GUE

JÁ

(0800) 222426

BIS

Graças ao Barão de Coubertin As Olimpíadas voltaram É o amor e a liberdade Exaltando o valor e a igualdade Assim como o barão "Mangueira, o santuário da esperança" O Olimpo é verde e rosa E o esporte na cultura da criança De braços abertos sou o Rio de janeiro Dois mil e quatro é o sonho brasileiro

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A compositora hrasileira Chiquinha Gonzaga - que introduziu a música popular nos salàes e criou a primeira música escrita e~pecialmente para o carnaval,nZIl?'Za época e1n que a 1nulher nâo tinha direito a nada, ne1n ao voto - é a grande h01nenageada da Imperatriz Leopoldinense, no enredo "Eu sou da lira, nâo posso negar. .. '~ da carnavalesca Rosa A1agalhâes. Francisca Gonzaga nasceu no Rio de}aneiro em 7847, três anos antes dofim do tráfico de escravos. Rosa lel1'lhraque em cada casa existia um piano e Chiquinha, como as outras mulheres de sua época, teve que estudar o instrumento. Ela compôs sua primeira música aos 7] anos. Casou-se muito cedo e o marido ciumento, que já se de,~1zzerade seu piano, fez com que escolhesse entre ele e o violâo. Ela nâo pensou duas vezes: de~lez o casamento passando a sohreviver com a,,,-aulas de piano, tocando em hailes e sarallS e vendendo suas partituras em lojas e de casa em casa. Em] 899, compôs a primeira cançâo carnavalesca

•

IZ hrasileira: Ahre Alas, que c011/zrmava o carnaval COn1.O festa popular promovendo seu casamento com a música urhana. Foi Chiquinha quem introduziu a música popular nos salàes da elite. Por sugestão da e,,,posa,a caricaturista Nair de Te./lé, o presidente hrasileiro Hermes da ronseca permitiu que o Corta-laca (maxixe) encerras,,,-eo haile no Palácio do Catete. O enredo de Rosa Magalhães se haseia no livro de Edinha Diniz sohre Chiquinha Gonzaga .

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RIO - BUENOS AIRES V Â. RI G ,.... . 49 VEZES POR SEMANA

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Brazilian composer Chiquinha Gonzaga - who introduced popular music to high society and composed the first music written especial/y for Carnival at a time when women had no rights at ali, not even the vote - is the great personality to which Imperatriz Leopoldinense pays tribute in its uI can't deny music is my life ... " theme, by carnival artist Rosa MagalhĂŁes. Francisca Gonzaga was born in Rio de janeiro in 7847, three years before the end of the slave trade. Rosa tells us that there was a piano in every home and Chiquinha, like the other women at that time, had to study the instmment. She composed her first music when she was 11 years old. She married ear/y and her jealous husband, who had already got rid of her piano, made her choose between him and lhe guitar. She did not think twice: she ended her marriage and earned her living by giving piano classes, playing at balls and soirĂŠes and selling her music in stores and from door to door. In 1899, she composed her first Brazilian

Carnival song: 'Oh, the Opening Section' which

I

confirmed Carnival as a folk festival, celebrating her union with urban musico It was Chiquinha who introduced folk music to high society. At the suggestion of his wife, cartoonist Nair de Teffe, the Brazilian President Hermes da Fonseca permitted that the corta-jaca or maxixe (a kind of folk tap dance) be the last dance at the Palace Ball. ~ Dillers C/uh

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IZ "Eu sou da lira, não posso negar" Autores: Zé Catimba, ClJopinho, Amaurizâo, TuninlJo Professor Intérprete: Preto Jóia Presidente: Wagner Tavares de Araújo Diretor de bateria: /Hestre Beta

Eu sou da lira Não posso negar Preparei o ano inteiro Versos para ofertar Ah! Esse enredo delirante Um momento el1lOcionante Lindmnente popular Eu quero cantar! O Rio de tempos atrás, Chiquinha escreveu Em notas musicais Vem liberal~ vem amar Fazer a festa É a magia do teatro e dos salôes Piano, me diz quem é a pioneira? Piano, me diz quem é A maxixeira? BIS "Rosa de Ouro" Nunca foi de brincadeira Ah, mulher!

mmm O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

Ah, mulher guerreira Solta os grilhôes! "Corta jaca '~ que eu quero ver Repenica pra remexer Tem, cavaco e violão

97 LIGUE JÁ

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THEGM E a minha escola Vai cantando esse r~frão: Lalaiá, lalaué! BIS Imperatrizfazendo l/ln baile Pra você

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Salgueiro bomenageia este ano uma das Inaiores psiquiatras brasileiras: a doutora Nise da Silveira que, bá 50 anos, fundou o Serviço de Terapia Ocupacional do Hospital Psiquiátrico Pedro 11,170 Engenbo de Dentro. Um serviço que, mais tarde, deu origem ao iWuseu de Imagens do Inconsciente proporcionando o aparecimento de diversos artistas entre os pacientes do setor de psiquiatria. O carnavalesco iVlário Borriello explica que o enredo "De poeta, carnavalesco e louco ... todo mundo tem um pouco" é sinônimo de respeito ao trabalbo da dra. Nise. Ele imagina o encontro de intelectuais e poetas que, de,<.,pojado,"; de suas consciências, tran,<"portam-separa outras dimensàes penetrando no universo da loucura vestidos com fardàes bordados a ouro, o que os distingüe dos nWl1ais. Viajando no tempo, eles encontram D. iVlaria I, a Louca; conbecem castelos absurdos ocupados por estranbas criaturas (telas de Hierol1ymus 13oscb); vêem os imensos girassóis de Van Gogh e estabele-

•

ro

celn u.ma relação com as obras de Chagall, Picasso, JliJiróe Dali, entre outros. iVo Museu das Imagens do Inconsciente, encontram a Dra. Nise e conbecem obras de artistas como Artbur Bispo de Rosário e Diniz, autor do quadro ''A Barca do Sol". Selo atraídos para o barracelo de uma escola de samba, onde artistas anônimos trabalbam para criar a grandefesta do de411e d('L"; escolas de samba.

RIO - ROMA 5 VEZES POR SEMANA

VARIG .•.. '::.., 'lI i J

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Salgueiro pays tribute this year to one of the greatest Brazi/ian p!>ychiatrists: Dr. Nise da Silveira who, 50 years ago, founded the Occupational 7berapy Service at the Pedro II P!>ychiatricHQ.\jJitalin Engenho de Dentro. 7bis seroice later gave rise to the Museum (~fImages (y the Unconscious, and pointed out severaI artists among the patients in the jJsychiatric sector. Carnival artist Mario Borriel/o explains that the "Everyone has something of a poet, carnival artist and madman" theme is !>Y'lOnymous with Nise's work. He imagines intel/ectuals and poets who, released from consciousness, are transjJorted to other dimensions, entering the world of madness dressed in gold-embroidered un(forms, which distinguish them from mere mortais. Traveling in time, they meet D. Maria, the Mad Queen; they visit absurd castles occupied by strange creatures (paintings by Hieronymous Bosch); they see the enormous sunjlowers by Van Gogh and relate to the work...,by Chagal/, Picasso, Mir贸 and Dali, among others. They invade the Museum of the Images of the Unconscious, where they meet Dr. Nise and learn about Arthur Bi.\po de Ros谩rio:.,and Chico da Silva 's work. 7bey are attracted to the samba school workshojJ where anonymous artists work to create the grand parade festival. 7be theme ends with the Loucos Varridos (~roup of demonstrators to c/ean up the city).

~ DinersClub International


"De poeta, carnavalesco e louco ...todo mundo tem um pouco" Autores: Márcio Paiva, Adalto Magalha, Eduardo Dias, Tico do Gato, Guaracy, Quillho. 11ltérprete: Quillho. Presidellte: Paulo César Mmlga1l0 Barreiros. Diretor de bateria: Mestre Louro.

Vem, VelTi,venz,vem, vem, vem nessa onda, amor Vou viajando, eu vou, na imaginação Dos poetas e tradicionaisfardões é gostoso viajar E no tempo encontrar A rainha em seu lTiundo Num proji,[ndo delirar Na tela ou na escultu ra Tem a/1e e também tem loucura Girassóis invadem a mente De um artista envolvente Nossa folia é multicor Salgueiro encanta a passarela As cores são belas, vem ver, meu amor BIS Alegria da galera

WfID]E -

O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE JÁ

(0800) 222426

Arte ou será loucura A busca continua Em sua liberdade de expressão Barca me leva, pelos caminhos do sol E do meu sonho eu nào quero acordar Visto a a/1e em farltasia Pra fazer o meu povo delirar Eu vou zoa/~ eu vou Eu vou pintar com você, amor Enlouquecendo esta cidade Salgueiro efelicidade

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De uma ponta à outra, em qualquer lado, em todos os cantos; com todas as cores, todos os cheiros, todos os sabores, todas as maneiras que há de se ver a vida; no Brasil ela é mais viva. Feche os olhos. Aponte um lugar qualquer no mapa do Brasil. Abra os olhos. Toda a beleza em suas infinitas maneiras de existir, estará diante de você. A hora é agora, o lugar é esse. VÁRIOS

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BARATOS,

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INSTITUTO

DA

BRASILEIRO

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INDUSTRIA

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o samba

não gia das bandel as.

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altece/a simE>oloouro reconta a

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~gem , ~eira

do Universo segundo ]oãosinho Trinta. O Rio de Passos é o tema da União da Ilha. O Estácio lança o fume. A Mocidade devassa o corpo e a alma. Enquanto a rtela passeia por Olinda, a Beija-Flor fica em Nilópolis smo. E a preocupação da Vila Isabel é a mesma dos temde Noel: " Não deixe o samba morrer". Na Sapucaí, o ba nunca agoniza nem morre.

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Vinda da Zona Oeste do Rio, a Acadêmicos de Santa Cruz afirma: "Não se vive sem bandeira". E é isso que pretende provar na Avenida com o enredo do carnavalesco Albeci Pereira. A escola lembra que a bandeira é um dos mais importantes símbolos das sociedades e que surgiu nas batalhas da Antigüidade quando as tropas se dispersavam em dt/crentes direções para confundir o inimigo. Para que pudessem se identt(icar à distância, os guerreiros amarravam um pano com cores vivas a uma haste. Cores iguais, lados iguais na luta. E, ao contar a história das bandeiras, a Santa Cruz passeia pelo mundo. Persas, com sua bandeira com uma águia dourada de asas abertas, e assírios, cujo emblema era uma pomba, abrem o de~lile. Em seguida, vêm os romanos com emblemas chamados signas, e os gregos com seus estandartes. No século XlV, as comunidades medievais criaram bandeiras para simbolizar sua independência e cada família

s nobre tinha emblema próprio.

Os

das famílias reais tornaram-se sím-

bolos das próprias nações surgindo

os

Estados Nacionais da Europa.

hsses símbolos ganharam nomes dt(erentes dependendo do formato: aurt/lamas, bandeiras, estandartes-reais, flâmulas, lábaros e pendões. Atualmente, as bandeiras designam também grupos menores, como as escolas de samba e os clubes esportivos.

RIO . SANTIAGO DO CHILE 7 VEZES POR SEMANA

VARIG •...• .

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Academicos de Sanla Crllz/rom Rio S lueslem zOlle slales: "No one tives wifhoul aflag".

Alld wilh Ihis Iheme cami-

vaI m1isl Alheei Pereira intends lo provejllsl lha!

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Avenue. The school reminds us Ihal Iheflag is one

lhe

0/ lhe

mosl imporlanl ~ymbols 0/ each nalion and that if originaled in the hattles

0/ yore when the troops scattered in

ali direclions lo con/l/se the ellemy. So thal they cOl/ld he identified/rom

alm; the warrion.;wOllld tie a bright(v col-

ored clolh to a pole. The same colors, the same side ill lhe /ight. And, whell telling lhe SI01Y0/ theflags, Santa Cruz goes around lhe world. Persians. with Ibeir hanner o/a golden eagle wifh spreading wings, and As,~)'rians, whose emhlem was a dove, open the parade. 17Jen,lhe Romans come wifh Iheir hmlllers, muI the Creek.s wifh their standards.

/n the

14th cenlwy, lhe medieval comml/llĂ?ties creclledflags to ~ymbotize their independence and each noble/amily had its own emblem. 17Je royal coats-q(-arms hecame the ,~)Jmbolsql tbe natiom themselves, and gave rise to tbe National States

0/ Europe. These symbols bad

dif.ferent names dependĂ­ng on Ibe shape: oriflammes, hannel:', royal slandards, streamers. laharums, and pennanls.

Cl/rrenl(V,.flags rep-

resenl smaller grollps sucb as tbe samba schools and SpOl1scll/bs. ~ Diners C/uh /nlernationar


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"Não se vive sem bandeira" Autores: Carroça, Pedro Paulo, Carlinhos 18. Intérprete: Cláudio Tricolor. Presidente: Edgard Raimundo de Freitas. Diretor de bateria: Mestre Odilon.

Santa Cruz vem de~filar e levantar sua bandeira Abre o manto da ilusão, da emoção tão brasileira Meu samba é azul e belo, verde-amarelo, branco-redentor A ordem é do rei, o progresso da folia Canta de alegria ... Na bandeira da arte eu vou te dar meu estandarte, amor! Vem sacudir o meu desejo Meu beijo vai te balançar Roda baiana, pOl1a-bandeira Roda e me faz feliz Te quero pendão, te quero país! Na chama do meu coração! Zazueira, zazuê! Vou de bandeira, vou brincar o carnaval, ê, ê, ê Zazueira, zazuê, BIS Não dá bandeira, vem pintar o meu astral! (que brilha)

lBID1E O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97

Brilha muito, brilha tudo, brilha mais Na dança das estrelas o teu céu brilha de paz! Teu chão tem a flor da esperança, O ouro que balança e agita os mortais Um amor não se vive sem bandeira Sem você eu não consigo mais vihrar Quero vivel~vem tremular Pra ver a Santa Cruz passar

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Se liga que eu tô aí Tô cheio de felicidade A festa das bandeiras BIS Vem sacudil; vem agitar essa cidade.

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Neste carnaval, antes de de encher encher o tanque tanque e entrar entrar com com seu carro carro na avenida, não se esqueça esqueça de de colocar colocar o Aditivo Aditivo Neste avenida, não Delco para gasolina. não só previne previne a formação formação de de resíduos, resíduos, como como também também limpa AC Delco gasolina. Ele não limpa e dissolve dissolve os materiais já depositados nos componentes componentes do do motor. motor. Assim, Assim, mesmo mesmo que que seu carro carro fique fique parado parado durante durante um tempo tempo ou ou rode rode depositados motor. pouco, ele ele vai continuar continuar com com o mesmo mesmo desempenho, desempenho, evitando evitando possíveis possíveis problemas problemas e manutenções. manutenções. Não Não é à toa toa que pouco, que General Motors Motors recomenda recomenda seu uso. passe numa das Concessionárias Concessionárias Chevrolet Chevrolet e conheça conheça este este e outros outros a General uso. Por isso, passe produtos da da Linha Linha AC Delco. Delco. Afinal, lugar de de folia é no no carnaval carnaval e não não no no motor motor do do seu carro. carro. produtos

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"Trevas! Luz! A explosão do universo". Essefoi o enredo escolhido pela escola de Niterói que já conquistou espaço entre as grandes agremiaçoes que de4i'!am na Avenida lVlarquês de Sapucaí Nas mào.'; de Joàozinho

Trinta, um dos carnavalescos

mais famosos

do Rio de

Janeiro, a vermelho e hranco promete muitas sLll1Jresaspara o púhlico. Ele lemhra que, no princípio, eram as trevas. Depois, fez-se a luz acontecendo a explosào do Universo. Aí começa o enredo propriamente do fogo e do arfaz

dito: a presença da terra, da água,

explodir as maravilhas da vida mineral, vegetal e

animal. iVlaravilhas essas representadas nas roupas criadas pelo carnavalesco que, este ano, vai usar muitas cores tanto nas fantasias quanto nos carros alegóricos. No reino animal, logo se destaca o Homem, uma estrela de cinco pontas, com seus hinos de guerra e cantos de paz. Na útima parte do enre-

• I do, a Unidos do Viradouromostra ame/hor

r outro tipo de explosào que vem a ser

de todas: a explosào de alegria, o maior e.'lpetáculo da Terra

(o carnaval do Rio, é claro). Giram as constelações, COJ1Jos esculturais dançam em ritmo sensual e vihrante, a alegria se e.'lpalha em sorrisos ahertos, as tristezas parecem deixar de existir. O UniveJ:50inteiro se expande cintilando heleza e emoçào, pleno de vihrações amorosas.

RIO. MIAMI 16 VEZES POR SEMANA

VARIG •...• , 4...

")

•••

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"Darkness! Light! The Big Bang". This was the chosen theme for the Niteroi school which has already achieved greatness among the major schools parading in the Samba Avenue.

In joalsinho

Trinta's hands, Rio's most

famous carnival al1ist, the white and red promises many swprises for the publie. In the beginning, he says, there was da rkness. Then came the light and the Big l3ang of the Universe. This is where the theme really stal1s: the presence of earth, wate/; fire and air make the e_\plosion of the wonders of the mineral, vegetable alui animal/[fe.

Wonders

represented in the c/othes created by the carnival al1ist who, this yeal; will use many colors both in the costumes and floats.

In the animal kingdolll,

Man is the highlight, a five-pointed stal; with his war chants alui songs of peace. In the last part of the theme, Viradouro shows another explosion which is the best of ali: the burst qf joy, the grealest show on Earth which is Rio Carnival.

Stars revolve, sculptural bodies

dance to a sensual vibrating beal, happiness in wide smiles, and no longer sadness.

The whole

Universe e:>.pandsglittering in beauzyand emotion, full of lhe spirit of love.

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A Nestlé, como como oo nosso Carnaval, dá samba em prosa prosa ou em verso. A "'" A

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o

VI

"Trevas! Luz! A explosão

do universo"

Autores: Dominguinhos do Estácio, Mocot6, Flavinho Macbado e Heraldo Faria. Intérprete: Dominguinhos do Estácio. Presidente:Luis Henrique Monassa BessiL Diretor de bateria.' Mestre Jorjão.

Lá vem a Viradouro aí, meu amor! É big-bang, coisa igual eu nunca vi! BIS Que esplendor Vem das trevas, tudo pode acontecer A noite vira dia, luz de um novo amanhecer! Vai, meu verso, buscar a terra em embrião Da poeira do universo Desabrocha a natureza em expansão Oh! Mãe lemanjá, deusa das águas! Nanã, deixa o solo se banhar! Orá, iê, iê, Ô, Mamãe Oxum Vem com Ondinas reinar BIS

WIIDIE O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE JÁ

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No fogo, a salamandra a dançar As pombas brancas simbolizando o ar Explodem as maravilhas Vejo a vida brilhando afina!! Surge o homem iluminado Com hinos de luta e cantos de paz: É o equilíbrio entre o bem e o mal E com o coração nessa folia Seja noite ou seja dia, amor Eu quero me acabar! Vou cair na gandaia com a minha bateria! BIS No balanço da mulata, a explosão de alegria.

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Um enredo histórico falando

sobre o Rio de Janeiro e um de seus

prefeitos foi o escolhido pela União da Ilha do Governador para o desfile deste ano. "Cidade NJaravilhosa - O sonho de Pereira Pas,',;os'~do carnavalesco Roberto Szaniecki,

conta

os

político que, no Cino de ]906, fez com que passem nas manchetes: "O Rio civiliza-se".

sonhos e realizações desse os jornais

da época estaln-

Capital brasileira, o Rio apresentava a desestrutura urbana herdada do período colonial. Sua fama internacional ern relação â,,,,,- doenças tropicais impedia que se tornasse realmente o centro administrativo brasileiro. Quando Pereira Passos é nomeado prefeito, decide remodelar a cidade nos moldes que Haussm,ann empregara el1'lParis. A política urbana do prefeito aliada ãs campanhas sanitária,,,- do médico Oswaldo Cruz - que prouocaram m ztitosprotestos populares e a Revolta da Vacina - logo cOlneçaram a surtir (~feito.

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.la """"

O carnavalesco dividiu a escola e11'loito setores: o Bota-Abaixo,

quan-

do a cidade começou a ser remodelada; o Saneamento; Saúde, h~""jJortes e Banho de ivfc,lI~' as Maravilhas do Século XX, com as novas descobertas; a Exposição Nacional, o Rio como cartâo de visitas nacional; as mudanças na moda; o Passeio Pziblico com o lazer nos parques ejardins e de..;;cohe,ta da alma boêmia carioca.h1'lcenundo o de-?1i1e, o carnaval.

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A histoliaú theme on Rio dejaneiro and one qliJs mtl)0lx ll'C/Scha:en l?Y Ilha do Caemadorjàr

this)rrlrfXirade. ''I,'VondL'''ji li CiJy- the dnr/ln

cf PereÍl'(/pafID)'; l?Y C£lmÍlxúmti>tRoOOto Szania:;/<,teliscfthe dnx/IIlS and achiewmenJs ifthis pditidan 11f?/.l..."/XlJX~

uÍXJ,

in 1!XX), achiaalllhat

the

aI tha! time printed in their headlin£s: "RioIxxoll1es cÍl/Í-

liz1xi".

Rio, lhe Bl'Clziliancapital, uas mmpe/eI)' dLvlbJ(miz£d, an inheJiJance fivrn wIonial times./ts intemational notoliety a1xJultrrpiaú dL9?£l.'*!S preL'enled itfivm ImIIy Ixxoming the Bmzilian administmJiw capital. \\ífun Pen?i1'Cl Pt:h.VJ:i lxrame 11Ul)Or,he decided to remalel the dty alorig lhe lines uhich Hau~mann adrpaljàr Palis. 7he mtl),or's UlixlIl pdú.y with lhe heaJth C£lll1fXlignscfjiJ)sidan alia/do Ouz - uho C£lll.W man)' puliic prote.'1salui lhe Radt against the Vaccination -!rrJn tegan to tam f(/foct. 7he C£lmiml artist divided the school into eight :rrtOIX:Razing to the Cround, uhen the city uas lx!ing rema/ela'

Sanitation;

Haúth, S{xJrfSaJu/5m-Ixdhing

2ah centu-

the Wondmcfthe

1)1,UJithnew dL'1.XJWIies; National f:dJibition, Rio as {/ national visiting C£lrd;changes injashion; the Puliic PromeJul£le with amU!EmeJ1t in lhefXill<sand IPI"Clensand dL9XXEIingthe Rio citizm's tohemian ..'lide.a/miml

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"Cidade Maravilhosa - O sonho de Pereira Passos" Autores: Bujão, Carlinhos Fuzil e Wm,derley Novidade Intérprete: /to Melodia Preside1lte:Jorge Taufie Gazele Diretor de bateria: Mestre Pau/ão

o meu pensamento voa Me leva ao il~/lnito Vou girando o meu compasso Passo a régua e mudo o traço Fazendo o Rioficar mais bonito Botei tudo abaixo (botei) Levantei poeira (levantei) Dei muita porrada (eu dei) Taí o Rio que sonhei

o carioca .... Ah! ... O carioca está contente A alegria hailou no ar Gozando de hoa saúde, muda de atitude O esportejá pode praticar No jogo de hola (com muito prazel) O hanho de mar (.,e tornou lazel)

um.nm.l O DESFilE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE JÁ

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Fiz brilhar... Pintei meu Rio qual retrato de Paris Com a cidade iluminada O carioca tem a noite mais feliz Mostrando ao mundo a riqueza nacional Meu Rio agora é Belle t,j)oque Tropical A hurguesia me levou ao Teatro i'v/unicipal Berço de hoêmios seresteiros fervilham os bares do meu Rio deJaneiro Amanheceu ... Amanheceu, .floresceu um novo dia Vou passeai; extravasar minha alegria De hem com a vida eu tô ô ô ô... É lindo meu carnaval E hoje o Rio se tomou cartào- postal Lá vem a !Iha que vem Toda gostosa tamhém Cantando o Rio, cidade maravilhosa

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''Através da ji./maça, o mágico cheiro do carnaval",

enredo que o

carnavalesco Max Lope,';escolheu para a Estácio, mostra o pel:fitme e ,';ua ir?/luência nos impulsos I.nllnanos. Nfax compara os pel:li./mes a poções mágicas e observa que asfragâncias

estâo presentes em quase

tudo tendo se tornado o próprio cheiro do carnaval. Segundo ele, a pel.lz./Inaria é uma arte alquinúca que dá totalliherdade

â imagi-

naçâo. Pensando nisso) ele revela o poder místico de cada essência aromática e o relacionamento

de cada uma com a cabala, o tarot e

a astrologia. O enredo começa falando sobre o Monte Ararat, onde Noé queimou

madeira de cedro e mirra para que a ./illnaça pel:lillnada agradasse a Deus. J\!laxlembra o Império Babilônico, onde quilos de irzcenso eram queimados para apaziguar a .ji,íria de deuse::,~'o Rei Salomâo e a Rainha de Sabá) com o hálsamo daJudéia; os gregos, que atrihuiam

s

~

CIO

aos deuses do Olimpo a criaçâo dos pel:fitmes; os romanos com a jillnaça pel:/z./mada dos sacerdotes e o cavalo de Caligula, que tomava hanho pel.li1mado. Nâo poderiam faltar os banhos de Cleópatnl; os Reis JV!agos,que q(ertaram ao Menino Jesus ouro, mirra e incenso; as Cruzadas, que levaram o peJ.1i1medo Oriente para a Europa e La(.~vGodiva, que montava nua a cavalo com um cordâo pel.1zlInadopendurado no pescoço,

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9(,

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RIO - LISBOA 7 VEZES POR SEMANA

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Through the smoke, the magic aroma of Carnaval, by carnival artist Max Lopes who has ehosen for Estacio the jragrance

of perfume and its injluence on human impuls-

es. Max compares pelfumes to magic potions and comments that fragrances are almost everywhere and have become Carnival's own smell. According to him, perfumery is an alchemists aJ1 which le/zds wings to the imagination.

With this in mind} he reveals the magic

power of eaeh aromatic essence and the relationship of each with the cabala, tarot and astrology. The theme begins with Mount Ararat, where Noah burned cedar and myrrh wood

so

that the aromatic smoke would

please God. Max mentions the Babylonian Empire where kilos of incense were burned to ealm the jU/y of the gods; King Solomon and the Queen of Sheba with the balsam of Judea; the Greeks, who attributed to the Olympic gods the creation of perfume;

the Romans and the priests aromatic

incense and CaligulaĂ­s horse which would wash in pe,:fumed waters. Cleopatra's baths must be included;

the Three

Wise Men who oifered the Baby Jesus gold, mY'Th and j"rankincense;

the Crnsades, which brought

the pe/ji/me of the Orient to Europe} and Lady Godiva who rode a horse naked through the town with a peifumed

rape around its neck.

~ Diners Club Internatiollal


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a mesma medida (d~ lat a mesma medida (d a) de vodka; caju; 1 fôrma de g ,a lata) de suco de eo. '''''''

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PREPARO:

.... ::::~iu;ir

?oloque todos os i ' hquidificado b ngredlentes no , r, ata até t 't sirva a seguir 1 5 I't ri urar o gelo e I ro. •

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''Atravésda fumaça o mágíco cheíro do carnaval" Autores:Basílio, Zé Luiz, Gabrielzillbo do Palldeiro, Baby /lltérprete: David do Palldeiro Presidellte: Acyr Pereira Alves Diretor de bateria: Mestre Ciça

Canta, meu povo Me dá o seu calor Sou jimzaça peljitmando

a passa rela

BIS

Sou a E,tácio, na magia do amor Minba vida é bistUria Noé no Ararat me usou Em agradecimento ao Criador Na minba epopéia de glória Andei na Babilônia, Deus Baal Em Jerusalém, a Rainba de Sabá Jogava seu pel:fume Pra seu amor conquistar No Olimpo, minba fragância aconteceu Em Roma ganbei meu apogeu Na Judéia, Salomào caiu nas malbas da seduçào Dos Reis Magos, meu podel~ meu coraçào

£nI'IDm O DESFILE DAS ESCOLAS DE

Das cruzadas passei, a Europa medieval De rei, rainba e imperatriz Sou oriundo do vegetal E também do animal Nos índios e negros Simbolizei a fé de um país

SAMBA

97

Com o lança-peljitlne embriaguei Arlequim, colombia e pierrot

LIGUE JÁ

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No carnaval sou o sonbo de esplendor BIS

Sou a rosa a exalar o peljitlne da.f7or


A Mocidade Independente de Padre Miguel não faz por menos e entra "De Corpo e Alma na Avenida'~ enredo do carnavalesco Renato Lage. A escola vai mostrar uma viagem pelo corpo humano, que é comparado a uma verdadeira máquina da vida, que fascina a todos pelo seu funcionamento

e integração de todas as suas partes.

- O corpo é um conjunto de células formando

órgãos e de órgãosfor-

mando sistemas. Tudo combinado, buscando a harmonia. Ossos)nervos) tecidos) músculos) veias, pulmões ... O corpo reúne o grande e o pequeno. Desde a minúscula célula contendo informações daquilo que somos e deixaremos como herança aos nossos descendentes) até o mais duro dos ossos com sua firmeza segurando a nossa estnltura - explica o carnavalesco. A escola vai falar também sobre a importância dos cinco sentidos:

•

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OCI

visão) tato) audição) olfato e paladar. Destaques para o coração, que dá o ritmo da vida como sefosse um surdo de marcação; para o ./zgado) maltratado por bebidas e comidas) e para o cérebro) senhor de cada gesto, pensamento e emoção. A Mocidade quer mostrar que o corpo não passa do santuário da alma e merece todo o cuidado possível. V"':.R ,"\i": ; •••••••••••••

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RIO - PARIS 7 VEZES POR SEMANA

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MOciC-la-d-e-J-n-d-ep-el-l-d-el-l-te-d-e-p,-C-ld-I-'e-j-H-ig-Jl-Le-I-e-?I-ll-e-r~-' -Ih-e-' -------------------Avenue wilh lhe "Body and 50ul in lhe Avenue" Iheme by carnival ClI1islRenalo Lage who is Imown for his high lech carnivals and crealivi(v. The school will depicl a journey Ihrough lhe human boc~l', which is compared lO a tive machine which fascinales evelybody hy how iIjill1clions a nd how evelY parI comhines wilh each olher. 77.1ecarnival arlisl explains

Ă&#x201C;

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hody is a group of cellsforming orgclI1sa nd of orga ns forming systems. Evelything blending, seeking harmony. Bones, nerves, lissues, muscles, veins, lungs ... lbe hody hrings the small and large logether. From the liny cell containing

informatioll of whal we are and

lOhat lOelOillleave as CII1inherilance lo our descendams, lo the hardest of hones with ils firmness securing our structure. The school also tells

qr the imp0l1ance qr thefive

senses: sight, touch, hearing, smell anel taste. Hightights given lo lhe heart, which gives the life beat as

(r iI were a marking

drum; lo the tivel;

iII-treateel hy drink arld jĂ od, and the brain, masler of each gestu re, thoughl anel emotion. Mocidade wishes to show that lhe hoc~vis lhe temple of the soul lOhich deseIVes as much care as possihle.

Diners Club International

-


m "De corpo e alma na avenida" Autores: Chico Cabeleira, Joãozinho, Muca e J.Brito. Intérprete: Wander Pires Presidente: Jorge Pedro Rodrigues. Diretor de bateria: Mestre Coé

Eu vou, eu vou, amor! Eu vou nes.'>aviagem De corpo e alma com a Mocidade Semeando amor, espanto a dor Sou alegria arrepiando esta cidade Dos pés à caheça Marcando forte vai meu coração Porque o coração é o grande palco da paixão É onde aperta a saudade E puL''laforte a emoção Me heija na hoca Vem me ahraçar Tem cheiro de amor no ar Ouvindo o teu canto ecoar Nos teus olhos vejo Minha estrela brilhar

m:ImJE O DESFILE DAS ESCOLAS

DE SAMBA

97 UGUE JÁ

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Bis

Máquina da vida Mão ahençoada foi quem criou Nasce, cresce, envelhece A mente comanda, o corpo obedece És célula viva! Corre na veia da gente Luz que brilha no ventre Raiz dos seus descendentes Senhor que criou nesse mundo a matriz faz esse povo feliz! Saúde e harmonia Prazer de viver Vou virar pelo avesso Teu avesso eu quero ver

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Inspirada nas belezas da cidade pernambucana,

a azul e branco do

bairro de Madureira traz para a avenida o enredo "Linda, eternaJnente Olinda ", do carnavalesco Ilvalnar Magalhães:- Estar em Olinda é estar sempre imbuído de contenta11'lento. A cidade tran..,pira um astral leve, 'cheio de lirismo e rOlnantislno, com algo no ar que nos enche de alegria o presente e nos transporta ao passado, quando era parte de um paraíso chamado "Novo Mundo" - garante ele. Olinda nasceu quando o fidalgo português Duarte Coelho Pereira, donatário da Capitania de Pernambuco, escolheu o lugar da sua capital. Seu progresso econômico, no entanto, despertou a cobiça de outros povos. No século XVII, Olinda foi invadida pelos holandeses. Tempos depois, os invasore,'lacabaram sendo derrotados e expulsos. RecUe, que era o Porto de Olinda, decidiu emancipar-se, começando a Guerra dos

Mascates. Com a separação, Recije torna-se, 11"lais tarde, a capital de Pernambuco. Patrimônio

Em 1982, Olinda é reconhecida pela Unesco como Natural

e Cultural

da Humanidade,

com

ruelas

enladeiradas que se entrelaça11'le convergem para casa rios de estilo colonial. Encerrando o enredo, a Portela mostra um pouco do carnaval de Olinda, com seus blocos, clubes e bonecos gigantes.

RIO - LONDRES 5 VEZES POR SEMANA

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Inspired on the heauty spots of the Pernamhuco capital, the hlue and lOhite school from Madureira hrings to the Avenue carnival artist Ilvamar MagalhĂŁes

theme "Olinda

forever lovely". He assures us that to he in Olinda is allOays to he in a state of contentment, since the city hreathes lightness, lyricism and romanticism, thing in the airfilling

lOith some-

us lOith the joy of the present yet

takes us hack to the past, lOhen it lOaspart of a paradise called uThe NelO V7orld". Olinda lOasfounded lOhen the POI11/guesenoble DUaJ1e Coelho Pereira, lord of the Pernambuco province, chose it for his capital. Its economic progress, holOevel~aroused the greed of other nations and, in the 17th centll1Y, lOas invaded hy the Dutch lOho, a long time latel~ lOeredefeated and expelled. Recife, Olinda formeI' port, decided to emancipate itself and began the Mascates V7ar. On separating, Recife then hecame the capital of Pernambuco.

In 1982, Olinda lOas recognized

hy Unesco as a Natural and Cultural Heritage of Humanity,

lOith its criss-crossing steep alleys

converging on rolOSof colonial houses. Tofinish

01/ the

theme, Portela sholOs a little of

Olinda Carnival, with its block..'\,c/uhs and gigantic figures.

~ Diners C/ub InternafĂ?onar


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Neste carnaval, desfile em forma com Molico.

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/INSTANTÂNEO

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Sinta-se ... e bem com Molico.

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a "Linda, Eternamente Olinda" Autores: Doutor, Renato Valle, Tonico da Portela, Eli Penteado Intérprete: Rixa Presidente: Luis Carlos Escafura Diretor de bateria: Mestre Paulinho

Eu naveguei, encontrei Um paraíso secular Novo mundo vou mostrar Majestosa e tão bela Vim brilhar na Passarela Oh! Linda eterna Portela Nas ladeiras, poesia Seu ouro branco e coqueirais Bordada pelo mar Ninguém esquecerá Seu folclore popular Vou invadir seu coração Olinda Encantando esta naçâo Tão linda Acervo de beleza natural Olinda, patrimônio mundial

WIIDlE O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE JÁ

(0800) 222426

Vou viajando assim No frevo e maracatu Ciranda e serenata Vejam! Como é lindo seu carnaval Quarta-feira de cinzas Vou sair no Bacalhau

THEGM E a P0l1ela Mostra como é linda Oh! Linda, Olinda

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Entusiasmada

com

os 50

ano,"';da emancipaçâo política do município

de Nilópolis, orlde nasceu e mantêm sua quadra, a BeUa-f70r traz para a pista as gra ndes festas populares. Um enredo - ''A BeUa-Flor é festa na Sapucaí" - que o carnavalesco lVlilton Cunha dedicou a três outros carnavalescos: Joâozinho Trinta (da Viradouro), Rosa lVfagalhâes (da Imperatriz) e Renato Lage (da lV/ocida de]. lVlilton abre o de~l11ecom a Festa de Ano Novo e, logo em seguida, mostra um pouco da história de Nilópolis. Lemhrando que nas fe,... ;tas as pessoas se entendem, a BeUa-r70r mostra um pouquinho uma, além defiguras

de cada

nlarcantes CL~jalembrança já é uma festa. Tem

o carnaval, a maiorfesta popular do mundo; Cannem Miranda e

seus balangandâs; Chacrinha, o Velho Guerreiro, que apresentava programas de televisâo; Leila Diniz e a Banda de Ipanema. A delícia do chocolate e dos ovos de Páscoa, ininúgos dos seguidores

de dietas, e a festa dedicada a Sâo Cosme e Sâo Damiâo, quando ,..,-eus devotos distribuem doces ás crianças, são lelnhrados no enredo assim conzo as reuniões gastronômicas,

chamadas por Milton Cunha de

Festa do E'ltômago.iVâopoderiam jàltar o Candomhlé; o Dia das Mâes; as FestclS.!uninas~o Halloween e o Natal, que encerra o de411eda escola.

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RIO - AMSTERDAM 3 VEZES POR SEMANA

VARIG ~ , ~

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Enthusiastic with the 50 years of Nilópolispolitical emancipation, where it began and where it has its dance hall, Beija-Flor brings to the Avenue the great folk festivais. 7he theme is "Beija-FlorCelebrates on Sapucaí", which carnival artist Milton Cunha has dedicated to another three carnival artists: joãosinho Trinta (Viradouro), Rosa Magalhães (Imperatriz) and Renato Lage (Mocidade). Milton opens the parade with the New Years Celebration and then shows a little of Nilopolis history. Beija-FIOI~ reminding us that festivais bring everyone together peacefully, shows a little of each, in addition tofamous figures who remind us of festivais. Carnival itse!!, the greatest folkfestival in the world; Carmen Miranda and her trinkets from Bahia; Chacrinha, the Old Warrior, TVprogram host, and Leila Diniz and the Band of lpanema. Delicious chocolate and Easter eggs, and the festival devoted to St. Cosme and St. Damian, when its devotees give candy to the children are remembered in the theme as well as gastronomic encounters, called the Stomach Festival by Milton Cunha. Candomblé (Ajro-Brazilian religious rite.') must not be omitted, nor Mother's Day, june parties, Halloween anel Christmas, which brings the parade to an enel.

~ Diners C/uh lnternationaf


• • •

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Vamos comemorar os 2 anos do orelhão no maior carnaval. Use o seu cartã e, quando você não estiver çom ele no bolso, o orei - não deixa você na mão. E SÓ discar 9 + código da e + o número desejado.

?r/,..oi .-.,~

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~'-' _ _. SISTEMA

TELEBRÁS

11.:~ ..;', ;~.:-


or CCA Beija-Flor é festa na Sapucaf' Autores: Wilson Bombeiro, J. Santos, Arnaldo Matheus, Almir Sereno Intérprete: Neguinho da Beija-Flor Presidente: Farid Abraão David Diretor de bateria: Mestre Plínio

Vamos nessa, meu amor ... Pra Sapucaí. .. Com o nilopolitmlO Ao som do surdo lJihrando Delirante defelicidade Pois Nilópolis nasceu Organizou-se, cresceu E comemora o seu juhileu E a Beija-Flor engalanada Traz àsfestas de presente Ao orgulbo da Baixada A Páscoa do coelbinbo com a filbarada E homenagem de carinbo A nossa ('mamele" a mada Nos "arraiás",tem "quadrilbas" (anarriê ...J No terreiro uma xirê SaralJando ... Oxu maré ...

~

O DESFILE DAS ESCOLAS DE

SAMBA

97 LIGUE

JÁ

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BIS

E lá lJOUeu ... Lá lJOUeu 110 "Halloween" Misto de bumor e de horror Me dá um doce ou te assusto é a hruxa solta ... é o terror E quando cbega dezembro A alegria é geral Desce do céu em seu trenó Papai Noel, Feliz Natal É "relJeillon",meu a mor

Brindemos com a Beija-Flor Explode cbampanbe Axé! ... meu POlJO BIS Me ahraça, me beija é ano 11OlJO. Vamos lIessa...

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A Unidos de Vila !sahelfecha o de,~filedo Grupo E,,-pecialfazendo um apelo: "Nào deixe o samha lnorrer'~ enredo escolhido pela Q/kina de Enredos da escola e desenvolvido pelo carnavalesco JOJ~f.5e FreitcL"-.A agremiaçâo lemhra que diversas man[/estações culturais sllJp,iram ao longo da existência do carnaval carioca contrihuindo jJara disseminar o nome do Rio de Janeiro e atrair turistas de todas as partes do mundo. Com o passar do tempo) no entanto, a folia das ruas foi morrendo e o carnaual se resumiu ao de~l11edas escolas de sa mba. A Vila lemhra que) quando começou o carnaval, náo hauia música nem dança: o pouo simplesmente sara às ruas em correria, um sIU'ando o outro defarinha. Depois, apesar da repressào policial, surgiram diuer..';;ostipos de man[/estações culturais marcadas pela alegria: o Zé Pereira; as Sociedades Carnaualescas; os banhos de mar a fantasia; o Corso; clubes e blocos carnaualescos; as Grandes Sociedades; o Baile de Gala do Teatro iVlunicipal e os de,~l11esdas escolas de samba.

vila isab A nos depois, a elitizaçào e a mecan izaçâo tomaram conta do de,~li'le, que se tornou, segu.ndo a escola) um show essencialmente uisua!) perdendo parte da emoçâo. O custo do ingresso afasta o pouo e asfantasias SObe11'l de preço, ..fkando longe do poder aquisitivo dofoliâo. O luxo e a tecnologia substituem a criatividade e a alegria. E a Vila pede: "Nâo deixe o samba morrer" .

....: 7'~:~.~:\:.~:.::: ..: RIO • FRANKFURT 7 VEZES POR SEMANA

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Unidos de Vila Isabel is the last to parade in the Special Group with an appeal: "Don 't let the samba die". the theme chosen by the school's 7beme Workshop and developed by carnival a11istJorge Freitas. 7be school recalls that various cultural events have appeared throughout the Rio Carnival's hist01JI, contributing to publicize the name of Rio and attract tourists from all over the wor/d. As time passes, howevel; the street revel1y is dying and Carnival now only exists in the samba school parade. Vila remembers that, when Carnival first began, there was neither music or dance: people would just 11Ishinto the streets throwing fiour at each other. Later, despite police repression, dif.ferent kinds of cultural expression appeared in the revelry of ZĂŠ Pereira; Carnival societies; fancy dress dips in the sea; procession of fioats; Carnival clubs and blocks; the Grand Societies; Municipal theater Gala ball; and the samba school parades. More recently, the parade has begun to be more elitist and high tech, which makes it an essentially visual show, losing pa11 of the emotion. 7be prices of admission and costumes are much more expensive, far beyond the purchasing power of the reveler. LuxU/y and technology substitute creativity and joy. And Vila Isabel pleads Don't let the samba die".

~ Diners C/ub /nternational'

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I.

Neste dentro

carnaval

coloque

de uma centrífuga

natural, sem precisar inventando sabores

suas

frutas,

Walita.

legumes

e verduras

Você aproveita

todas

prediletos as fibras,

adicionar água. E ainda tira nota lO no quesito novos, 100% saudáveis. Prepare com

rapidez sucos e vitaminas e garanta o pique da sua folia com a centrífuga Walita.

para

pular

além do su.co originalidade,

WALITA

Faz Com Carinho


•

el

VI

((Não deixe o samba morrer" Autor: J. C Couto. I1ltérpretes: Gera e Jorge Tropical Preside1lte: Ofício Alves dos Sa1ltos. Diretor de bateria: Mestre Mug

Rio de Janeiro Nâo deixe o samba morrer Ouça esse grito de alel1a Faz o sol renascer Viver na in~piraçâo desses poetas Rat(lica nossos laços Com a mais pura raiz Pra que o samba tenha e,\paço No carnaval deste Paí..., Hoje a festa do povo r({z a gente sambar BIS Vendo blocos e COl:ms Como é bom recordar

WfIDm O DESFILE DAS ESCOLAS

Lindo, é ver um sonho em jantasias Vem mergulhar na nostalgia Os velhos tempos nâo se vâo jamais Era nossa cidade a passarela Que hoje a Vi/a traz tâo bela Os bons momentos tradicionais O meu coraçâo, batendojol1e nos salões Pierrôs e colombinas E o Zé Pereira com a mullidâo

DE

SAMBA

97 LIGUE JÁ

Vem nessa onda, ioiô Vem nessa onda, iaiá Por que o samba é arte popular

(0800) 222426 Vem nessa onda, ioiô Vem nessa onda, iaiá Por que o samba nâo vai acabar ...

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0008054 0008061 0008003211 0008003212 0008013 0008014 0008056 0008037 0008036 0008005642 0008086 0008057 0008050

DENMARK FRANCE GERMANY HONG KONG HONG KONG ISRAEL ITALY (3) JAPAN (KDD) JAPAN (KDD) JAPAN (ITJ) JAPAN (IDC) JAPAN (IDC) MEXICO

(1) (2)

(1) (2) (1) (2)

0008045 0008033 0008049 0008085212 0008085211 0008097 0008039 0008089 0008081 0008083 0008008132 0008008131 0008005211

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alio a aliO, a cada domiflgo e ."(!gufI-

d(, Cal"/"")(1I, lia Pa,.,.í;arela do Samba.

Whal il's like behind lhe scenes of a samba school ? Whether it's lhe eighth wonder o( lhe world or lhe grealesl show on farth, the Rio samba school parade is a mcgashow - of over 20 hours in two days on a 530 meler long stage with a casl of around 60,000. Yet, one thing is certain: not ali the resources in Hpllywood, nor Spiclberg's and Fcllini's talenl could produce anything Sunday and Monda)' paradc along lhe avenue.

like the Carnival


estes 22 anos dentro das escolas - sete na Mocidade Renato Lage foi campeão no grupo de acesso, pela Unidos da Tijuca, e campeoníssimo pela Mocidade. Mas embelezou

também

desfiles

do Salgueiro,

Império

Serrano e Caprichosos de Pilares. Com uma coincidência: ele conseguiu nota 10 em todos os quesitos tanto no grupo de acesso quanto no seu primeiro campeonato no grupo especial. Fala-se muito na progressiva sofisticação do material a serviço dos carnavalescos. Na utilização

do laser e do

neón. Mas Renato Lage acredita que - na estrutura básica - pouca coisa

In his 22 years of samba schools - seven in Mocidade - Renato Lage was in the access group champion, Unidos da Tijuca, and in Mocidade when champion of the top group. He has .lIso decorated the parades of Salgueiro, Império Serrano and Caprichosos de Pilares. And has had top grades in ali requisites both in the access group and his first championship in the special group Despite the increasing sophistication of the material used by Carnival artists, for instance, laser and neon, Renato Lage believes that little has changed in the basic structure since he began in 1974. "That year papier maché sculptures were being discarded and replaced by fiber and fiberglass. The heavyweight is still the same: hardware, carpentry, sculptures and finishing touches." Organizing a parade has a very detailed flexible schedule. It starts with only a few people in the workshop, and as work progresses, more people are involved.

Autor de enredos originais como o que deu o título à il10cidade Independente no de.'1filedo ano passado, "Criador e Criatura ",Renato Lage está com 48 anos de idade e 22 de carnaval. É cenógrafo e carnavalesco. iViJterceiro casamento, tem cinco fillzos com idades que variam do.~3 aos 23 alW.~. "Tive sorte de começar ao lado de mestres como Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues:!" - reconhece. Renato Lage, 48 years old, author of such original themes as Mocidade Independente's winning theme last year, "Creator and Creature", has been 22 years in Carnival as stage manager and Carnival artist. "1 was

mudou desde que ele começou, em 74. "Aquela fase de esculturas em papel marché, especialidade do Julinho Mattos,da Mangueira, já estava sendo descartada. Nós usávamos a fibra, o fiberglass. E o pesado continua como antes: ferraria, carpintaria, esculturas e acabamento. A montagem de um desfile obedece a um cronograma minucioso e elástico. No princípio,

são poucas pessoas no barracão. À medida em

que o trabalho avança, o contingente aumenta. Há casos em que uma escola chega a ter 200 pessoas em atividade. Renato Lage faz o máximo para enxugar esta estrutura. Primeiro, trabalhando especializada - diminuindo

com mão de obra

o número de pessoas sem prejuízo da pro-

dutividade. Depois, terceirizando tarefas. - Fizemos a primeira experiência - conta - com a roupa do mestresala e porta-bandeira.

Encomendamos

o serviço fora, mandamos o

desenho e o resultado foi ótimo. A fantasia foi entregue no prazo, o casal provou a roupa, na hora deu tudo certo. Aí, passamos a encomendar também a roupa da comissão de frente. Isso diminuiu

muito a confusão

natural do barracão, baixou a adrenalina.

Foi bom para

todo mundo. Basta dizer que a Mocidade atuallucky to start with masters like Fernando Pamplona and Arlindo Rodrigues' " - he says.

mente tem no máximo 80 pessoas no barracão. A Mocidade tem marcado suas apresentações por propostas ousadas, tratamentos originais e temas idem. Mas Renato Lage rejeita o rótulo de high tech: - Se eu uso o neón, diver-

sometimes a school may even finally have 200 workers. Renato Lage does his utmost to streamline this structure by starting with skilled labor - reducing the number of peopie without detriment to productivity. Then, by contracting third party services. - We did the first experiment - he tells - with the standard bearer's and her escort's costumes. We sent the work out, gave them the design and the result was excellent. The costume was delivered on time, the couple tried on the c/othes, everything was just right. 50 then we started ordering the vanguard committee costumes too. This very much reduced the natural confusion of the workshop, and the adrenaline in general. It was an overall benefit. Mocidade nowadays has at the very most only 80 people in the workshop. Mocidade has been particularly daring in its shows, original ideas and themes. But Renato Lage rejects the high tech label: - I'm not the only one using neon - he repeats. If Mocidade seems to have more neon then it's beca use it has to be used well. But I .lIso use plastic coffee


Lage rejeita o rótulo de high tech: - Se eu uso o neón, diversas outras também usam - replica. E se o neón na Mocidade aparece mais é porque deve estar sendo bem usado. Mas uso também copinhos plásticos de café, quando a grana é pouca - como usei na Unidos da Tijuca. O resto é o de sempre: acabamento em espelho, ilcetato, lamê, galão. Agora, o que alterou muito a eficiência dos carros alegóricos - e são benefícios ao alcance de todos - é a iluminação e as chamadas esculturas vivas - o tratamento dado às pessoas que vêm nos carros. Antes, havia a grande alegoria e o grande destaque. Interrompendo

duas alas, muitas vezes essa alegoria comprometia

a própria

harmonia da escola. Ficava uma coisa fria. O importante

para o carnavalesco

da Mocidade

é que haja uma

cenografia clara ligando o enredo ao carro e às pessoas que estão nele. Mas, é importante que estas pessoas sejam famosas? - Não me preocupo com isso, não - garante Renato - pelo contrário, pessoas famosas acabam dando mais trabalho. Houve um tempo em que uma socialite como Gigi sair na Mangueira emprestava prestígio à escola. Hoje, as coisas são diferentes. A escola é que é vitrine - de alcance nacional e, até, internacional.

Talvez por isso a madrinha de bateria da Tradição (rebaixada

este ano), Luma de Oliveira, tenha se esforçado tanto para não ficar fora da festa. O desfile é um banho de visibilidade e super-exposição. Que o digam Beto Simas e Luiza Ambiel, Adão e Eva no desfile da Mocidade no ano passado. Que o diga a Globeleza, Valéria Valenssa. Mal comparando, o espetáculo das escolas trabalha com os mesmos materiais e os mesmos objetivos de uma abertura olímpica. As escolas têm um enredo, que contam uma história linearmente. Uma olimpíada narra em sua abertura a história dois jogos, do país e da cidade

LUXUHY MOf)EL

IDEA

onde ocorre. Terá Renato Lage visto alguma novidade na cerimônia de Atlanta que pudesse ser aproveitada pelos carnavalescos? - Repare - atenta ele - para o fato de que ali havia um palco. E todos são profissionais

exaustivamente

ensaiados. Os figurantes são pagos. A infra-

estrutura é muito superior e os sujeitos têm quatro anos para trabalhar. Mas, de um modo geral, o que se viu em Atlanta são recursos comuns do teatro realçados por uma iluminação

caprichosa. Chamou-me a atenção

aqueles resplendores, presos por varetas às costas, com um tecido esvoaçante muito fino, que não temos aqui. Em alguns

momentos,

percebiam-se luzes e ventiladores,

de baixo

para

cima, sublinhando o efeito, um velho

expediente

dra-

matúrgico. Aí, o estádio todo se apagava e ficava muito bonito. E dentro da maior simplicidade. Infelizmente,

nós não

podemos ter a pretensão de apagar a Passarela

inteira

para

efeito.

buscar

Trabalhamos outra realidade.

um

dentro

de

themes. But Renato Lage rejects the high tech label: - I'm not the only one using neon - he repeats. If Mocidade seems to have more neon then its beca use it has to be used well. But I ,lIso use plastic coffee cups, when there's not much money - like I used in Unidos da Tijuca. The rest is always the same: finishing in mirrar, acetate, lamê, braid What has not changed though is the efficiency of the floats - with lighting and "Iive sculptures", the people on the floats. Formerly, the enormous float and one main figure between the sections very often hindered the school's own harmony. The important thing for Mocidades Camival artist is to have light decoration with the theme and the figures on the float in harmony. And it is not important to have famous personalities. In fact, 1:1I11OUS people can even give a lot more work, according to Renato. Times have changed. Socialites would be invited to lend prestige to the school. Now the school gives prestige, both at home and abraad, to personalities, who now make a big effort not to miss the party, like Luma de Oliveira, the percussion's muse in Tradiç,io. The parade is a chance to be seen. That's what Beta Simas and Luiza Ambiel, Adam and Eve in Mocidade's parade last year, could say. And Clobeleza, Valéria Valenssa. in general, the samba school parade is just like an Olympic opening ceremony. The schools have a theme, which tells a simple story. The Olympics opening ceremony tells the story of the games, country and city where they are held Oid Renato Lage see anything new in Atlantas ceremony which could be used by the Camival artists? Rememher - he points out - that there was a stage there. And ali the professionals had rehearsed tire/essly. The infrastructure is much hetter and they've got four years to get it right. Rut, in general, what you saw at Atlanta were common theater resources enhanced by carefullighting. What called my attention were those headdresses, ticd to the back with rads, and their extreme/y fine floating material which we don't have hcre. At times, you could see lights and fans hlowing upwards to give emphasis to the etfect, an old theater trick. There the \Vhole stadium was in the dark and it was really heautifui. And very simp/e. Unfortunatel>~ we could never think of putting the \Vhole avenue in the dark just for special effects. We work in another reality.


Samba came fírst, in the late 797Os. Then came the samba school ten years later. The new city planning pushed the poorer Afro-Brazilian classes onto the hills where, there and on the outskirts of the city, samba came into its own and opened up the way for the world's most creative folk festival. Samba schools fírst appeared on São Carlos hill in Estácio, within city boundaries, soon followed by Mangueira and Formiga hills, nearby, and soon the sound of the samba was echoing in Oswaldo Cruz, "very c10se to Madureira". Official data is really only from hearsay, but everyone agrees that the first school was Deixa Falar, founded on August 72, 7928, in Estácio. Some of its founders, Ismael Silva, Nilton Bastos, Bide and Marçal, ali became famous later with a number of successes on the Brazilian radio program Golden Days. Carnival at that time was very informal with few blocks of revelers and in 7929, Deixa Falargave a short parade in Estácio and Praça Onze, joined by the blocks from Mangueira, Oswaldo Cruz and other neighborhoods. Deixa Falar ceased to exist in March 7933, but one of its inheritances is the surdo drum invented by Bide and now a permanent part of Carnival. In 7935 Rio de janeiro officialized the school parade under the auspices of the Tourism Council of Rio de janeiro and until 7957 the parades were held in Praça Onze. The parade regulations improved, schools progressively adopted new costumes and floats, and the musical instruments beca me more sophisticated. Until 7996, exclusively Brazilian themes were obligatory but this year, for the first time, foreign motifs are allowed. By 7953, samba schools had grown in such importance that for the very first time the Press referred to the parade as "Carnival's biggest attraction". Portela was champion then with the theme Seis Datas Magnas (Six Special Dates). Between 7957 and 7962 the parade was on Rio Branco avenue. Despite the lack of organization, Sacha Gordine, producer of the film Black Orpheus, who was visiting Rio at that time, was impressed by "the loveliest show that mankind has ever seen". The 7962 parade was the first to have paid admission. In 7963, the schools returned to PresoVargas avenue and tourist agencies began reserving the best places in the stands. Because of the underground metro railway works in 7974 and 7975, the parade was transferred to PresoAntonio Carlos avenue. In 7976, the samba returned to Praça Onze - and boxes were built at the suggestion of businessman Mauricio Mattos to the then mayor Marcos Tamoyo. Since 7978, Marquês de Sapucaí has been the permanent site, first with temporary structures and t]JCribuilt gn by Oscar iemeyer.

ma coisa é o samba. Outra, a escola de samba'. O samba nasceu primeiro, no final da primeira década deste século. A escola surgiu cerca de dez anos depois. As transformações urbanísticas da época empurraram as classes mais pobres, majoritariamente negras, ladeira acima. E foi justamente nos morros e na periferia da cidade que o samba ganhou nova dimensão. Foi institucionalizado, abrindo o caminho que levaria à mais criativa festa popular do mundo. No Estácio, razoavelmente integrado à paisagem urbana, o morro de São Carlos e não será exagero afirmar que foi lá que o samba começou a se tornar escola. Próximos dali, morros como os da Mangueira e da Formiga ouviram o apito soprado no Estácio e que já repercutira em Oswaldo Cruz, "bem perto de Madureira". ficava

Os dados oficiais são vagos. A maioria deles chegou até nossos dias graças à tradição oral. Mas há um consenso: a primeira escola foi a Deixa Falar, fundada a 12 de agosto de 1928, no Estácio. Entre seus fundadores, Ismael Silva (que batizou o grupamento como escola de samba, em analogia à escola normal que ficava em frente - "aqui também se ensina, só que o que a gente ensina é o samba", justificava), Nilton Bastos, Bide e Marçal, todos posteriormente consagrados com diversos sucessos na Era de Ouro do rádio brasileiro. No Carnaval de então, poucos blocos se arriscavam a desafiar as forças policiais para ir "até à cidade", clandestinamente. Em 29, a Deixa Falar fez um pequeno desfile no Estácio e na Praça Onze, ao lado de blocos da Mangueira, de Oswaldo Cruz e outros bairros, "sob um policiamento severo", como registra a crônica da época. A Deixa Falar foi extinta em março de 1933. Seus principais nomes estavam envolvidos com a carreira artística - mas acredita-se que a principal causa do seu desaparecimento foi a morte de Nilton Bastos, dois anos antes. Do seu legado inestimável, ainda se vê nas pistas de desfile o surdo criado por Bide e definitivamente integrado ao Carnaval. Só em 1935 as autoridades do Rio de Janeiro, Distrito Federal, oficializaram o desfile das escolas, através do Conselho de Turismo do Rio de Janeiro. Até 1951, os desfiles foram na Praça Onze - e aqueles, na verdade, foram os anos de acomodação entre duas culturas (a cultura oficial da capital federal aprendendo a conviver com a arte musical que os negros traziam do morro). O regulamento do desfile foi se aperfeiçoando. As escolas foram progressivamente incorporando novos elementos de fantasias e alegorias. Os instrumentos deixaram de ser toscamente confeccionados e chegaram à linha de montagem. A partir de 39, as escolas foram obrigadas a desfilar com temas nacionais - só neste desfile de 1997, quase 60 anos depois, é que este item do regulamento foi abolido, permitindo às desfilantes a adoção de motivos alienígenas. De 52 a 56, as principais escolas transferiram-se para a Av. PresoVargas. As menores permaneceram na Praça Onze, criando- se o regime de acesso. As escolas de samba, a esta altura, já eram tão importantes que, em 53, pela primeira vez, a imprensa refere-se ao desfile corno "a maior atração do Carnaval", como nos dias de hoje. Com o enredo Seis Datas Magnas, a Portela obteve nota máxima em todos os quesitos e foi a campeã. De 57 a 62, Av. Rio Branco. No primeiro desfile no novo espaço, a multidão que se espremeu para ver as escolas surpreendeu o esquema montado pelo prefeito Negrão de Lima. Apesar da desorganização, Sacha Gordine, um dos produtores do filme Orfeu do Carnaval, saiu do Rio garantindo que aquele era "o mais lindo espetáculo que os olhos humanos podem ver". O desfile de 62 foi o primeiro a ser realizado com ingressos pagos. Em 63, as escolas voltaram à Av. PresoVargas, na altura da Candelária - e as agências de turismo passaram a reservar para seus clientes os melhores espaços das arquibancadas. Por causa das obras do Metrô, em 74 e 75 o desfile foi transferido para a Av. PresoAntonio Carlos. Em 76, o samba estava de volta à Praça Onze - e, por sugestão do empresário Maurício Mattos ao então prefeito Marcos Tamoyo, nasceram os camarotes. De 78 para cá, antes com estruturas desmontáveis, depois com o projeto de Oscar Niemeyer, só deu Marquês de Sapucaí (nome da rua que foi quase totalmente desapropriada para a construção da Passarela do Samba).


DOR DE CABE A. •UM DOS POUCOS PROBLEMAS UE VOCE PODE RESOLVER BEBENDO. , I

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BayerEf) Se é Baye~é bom

Neste Carnaval, Aspirina Efervescente. Tão rápida que seu estômago nem tchum.


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diretor precisa saber - diz JFagner Aral{jo - que luna l!scola se deslflelnbra em do;";pedaços e os dois têm rigorosamente a IneSIfUlirnportâllcia lia hora do desfile: o barracão e a quadra. N(lo adiallta ter UIll belo barrac(lo COlllo cOlnponente deslnotivado, desagregado. O contrário talllbélll IUlOdá certo. Prestigiar a quadra e e.squecer o barracão. Inclusive porque a baiana, o ritlnista o 1 o pa.s.s;,.;tavão cobrar. Não vão gostar de se Verelll bonitos Illuna e.scola de c ti 'os ").s oU.lual acabados.

On the way to be;ng a Carn;val ,Bus;ness Corporat;on - The d;rector must acknowledge the two s;des of a school, equally ;mportanl for the parade: the workshop and the dancehall. There's no po;nt in having a marvelous workshop if the members are lacking enthusiasm and team spirit. Giving ;mportance to the dancehall and forgetting the workshop too doesn't work. Each member wanls to look his or her besl and have brealhtaking floats.

ual presidente da GRES Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araújo se considera um profissional do Carnaval. Com 45 anos, é dirigente de escola de samba há 13 Carnavais. Tudo começou em 84, quando o Capitão Guimarães convidou-o a participar da diretoria da GRES Unidos de Vila Isabel. Wagner ficou três anos na escola de Martinho, aproveitando-se de uma situação financeira relativamente confortável, obtida nos tempos em que era operador no mercado financeiro. Depois, o presidente da Imperatriz foi convidado a transferir-se para a GRES União da Ilha. Até que, em 79, passou à escola de Ramos, onde está até hoje (em cinco desfiles, como diretor; em três, sem contar esse de 97, como presidente). Desquitado, Wagner Araújo mora com o filho, de 17 anos, e um sob' inho, de 18. "Somos três garotões" - brinca, antes de, seriamente, concordar que o cargo significa perda de privacidade "A escola exige muito - pondera - mas deu vazão ao meu lado poético, sufocado pela Bolsa de Valores. Agora, vivo do Carnaval - tanto que a cada ano surgem novos convites para eU mudar de escola, mas estou muito bem onde estou." É interessante aprofundar um pouco mais a fala inicial de Wagner sobre os dois corpos da escola. "O barracão - diz ele - é praticamente comandado pelo carnavalesco. A quadra exige os cuidados com a bateria, com a escolha do samba-enredo, com a segurança nos ensaios, com a fantasia de cada ala. O dirigente da escola deve estar atento aos dois segmentos. Um olho na quadra, outro no barracão - senão dança. Quando os dois trabalhos são bem feitos, os dois corpos chegam na passarela e se fundem num só - e é isso a magia da escola, algo muito maior do que o samba, simplesmente. É o espetáculo do samba, em sua dimensão máxima." Sem querer dar exemplos, Wagner observa que não é difícil detectar quando a diretoria de uma escola só deu (ou deu mais) atenção a um segmento. O desastre é visível. Mas, citando a própria Imperatriz, o presidente dá algumas dicas: "As escolas situadas mais perto de suas comunidades, ao pé do morro, sofrem mais com a receita nos ensaios. A classe média se aproxima com timidez e é preciso enfrentar isso, oferecer segurança, atrair mais gente. Em compensação, esta proximidade traz vantagens. A Imperatriz, num certo sentido, é amadora. Puxador, porta-bandeira, mestre-sala, todo mundo pertence à escola. A gente fica fora daquele troca-troca que onera e despersonaliza." Peraí, Wagner. Como é amadora se você é um profissional? "Veja bem - diz ele - a estrutura é amadora, de UlT]a escola de raiz. Mas sua administração não pode ser romântica, ingênua. Não exist ais a subvenção. As escolas, via Liga, são sócias do Carnaval. Têm tanto interesse quanto a Prefeit!lc.. mque o desfile seja um sucesso cada vez maior. Há diversos interesses em jogo, muit n)" iro em discussão - e tudo isso requer seriedade e profissionalismo. É indispensável ra JOnaiizar as despesas, realizar pesquisas de preço, checar item por item, até ter a certeza de l;jue a escola vai levar à pista um bom espetáculo plástico-visual. Mas, e a figura do patrono? Wagner tem posição clara: independente de aportes financeiros eventuais, sua liderança ainda é importanté. Não apenas na hora de reivindicar junto às autoridades ou negociar tom um patrocinador, mas, por exemplo, na hora de anunciar o


0\ TIIE WAY TO A CAm''''AL-COI{POBATIO!\

vencedor num concurso interno de sambaenredo. A sociedade, como um todo, desconhece este papel disciplinador do patrono junto à sua comunidade. Não é só o dinheiro que gera este prestígio - são necessários muitos anos para um sujeito ter unanimidade em torno do seu nome. Wagner Araújo ensina que a sucessão nas diretorias das escolas obedece a dois critérios distintos. Há escolas que exercitam a democracia, com eleições livres. E outras em que o conselho diretor escolhe entre dois ou três nomes - "também há democracia aí, de uma forma diferente" - argumenta. Para o presidente da Imperatriz, algumas experiências extremamente democráticas acabaram sendo rejeitadas pelo eleitorado. "Nesta nova concepção de Carnaval - explica - os sambistas foram descobrindo que não adiantava muito eleger o fundador da escola, gente finíssima, sambista da pesada, se ele não era a pessoa talhada para as funções burocráticas, financeiras e disciplinares que o cargo exige. E, quando a indicação vem pelo Conselho - obviamente já se leva em consideração se, em caso de dificuldades financeiras, o novo presidente efetivamente dispõe de recursos para ajudar a escola. Há dirigentes, no entanto, que praticamente se perpetuam nos cargos, em algumas escolas. ParaWagner Araújo, na maioria dos casos, trata-se da conseqüência destas escolas terem sido levadas ao grupo especial por aqueles dirigentes. Cria-se, então, um sentimento de gratidão e uma sensação de segurança. É como se, com aquela diretoria, não houvesse chance de decesso. "A mesma situação - compara Wagner - daqueles políticos que aprovam o 13° salário ou o

divórcio e são sempre lembrados por isso." Há escolas em que votam baianas e r'tmistas, inclusive- mas elas não estão livres de equívocos. "Aconteceu nas gestões de Paulo Brasão, na Vila Isabel, e Paulo Amargoso, na União da Ilha. Excelentes sambistas,obviamente, o forte deles nunca foi a administração. Hoje, já se pensa pragmaticamente se o sujeito eleito tem condição de botar o Carnaval na rua. No caso de um candidato ter o apoio explícito do patrono da escola, é claro que ele. leva vantagem. A escola tem a garantia de que as coisas vão acontecer. "No caso de um candidato ter o apoio explícito do patrono Ba escola, é claro que ele leva vantagem. A escola tem a garantia de que as coisas vão acontecer." Wagner joga uma lente pessoal na questão: uma coisa é o samba, outra é o dl(sfile. "Samba é o que a gente faz na nossa quadra. O desfile é uma superprodução plástica e visual, teatralizada, que requer precisão e muito ensaio. O componente que não participa do processo não entende sequer o que significa a sua presença no conjunto. Além disso, vivemos uma encruzilhada. Quando comecei, na Vila, uma fantasia custava 60 a SO'}:, do salário mínimo. Agora, se a escola disputa o título, a fantasia não custa menos de 2,5 a 3 salários. Isso afasta a comunidade e deixa a diretoria numa sinuca de bico. Ou você investe firme no barracão ou prestigia a comunidade. "A independência das alas é outro problem~ - diz o dirigente. - "É como se cada presidente de ala tivesse uma franquia da escola. Ele recebe um figurino e, a partir daí, ninguém mais controla o que ele

faz. Cobra quanto quer por cada fantasia. Vende estas fantasias para quem não é do samba, não canta. A Imperatriz. sofre menos este drama - que não é pequeno para o carnavalesco. Obviamente, se o desfilante não sabe o que está fazendo ali, o que sua participação expressa, seu rendimento tenâe a ser deficiente. Mas os presidentes de ala continuam franqueados. Claro que há belas exceções, presidentes de alas apaixonados Ror suas escolas, que sofrem e vibram com . resultado de seu trabalho. Mas há quem f ça da ala só um oalcão de negó ios." A médis>prazo, a iniciativa privada terá ainda mais densidade dentro das escolas. Em participação bem mais efetiva do que o mercnandising atual. Embora sócias do negócio - Wagner afiança - não há lucro. As escolas com maior receita nos ensaios, como é o caso do Salgueiro, Mocidade e União da Ilha, estão em melhor situação, mas as menos freqüentadas enfrentam dificuldades para se limitarem ao orçamento. Com público pequeno, fica mais difícil negociar patrocínio ou apoio cultural. O desfile da Imperatriz custou, em 96, 1,2 milhão de dólares aos cofres da escola (o custo total, como já vimos, é incalculável, . teriam que ser somadas as despesas dos componentes e destaques com fantasias e as horas de trabalho gratuito dos componentes, na quadra e no barracão) .Juntando participação na venda de ingressos, direito de arena do sambaenredo (50%), direitos de televisamento e faturamento dos ensaios, Wagner Araújo afirma' que a receita da Imperatriz não passou de R$ 750 mil.


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Current president of Imperatriz Leopoldinense samba school, 45-year old Wagner Araújo is considered a Carnival pro. A samba school director for 13 Carnivals, he started in 1984 when Captain Guimarães invited him to be director of Unidos de Vila Isabel, where he stayed for three years. Then he was invited to União da Ilha and in 1989 on to Imperatriz where he continues till today (five parades as director and three, not counting 1997, as president). - The school demands a lot - he ponders - but brings out my poetic side, which had been suffocated by the Stock Exchange (where he used to work). Now Carnival's my life. "The workshop - he continues - is practical/y run by the carnival artist. The dancehal/ needs care with the percussion, choosing the samba-theme, security at rehearsals, and each section's costume. The school director must be aware of both sides at the same time. When they are well run, both reach the parade and merge into one - this is the school's magic, something much more than just samba. This is samba at its best. Without mentioniong names, Wagner comments that it is not hard to see when the directors of a school pay more attention to just one of the segments. Oisaster is evident. Bu!, mentioning Imperatriz itself, the president gives us some hints: - Community samba schools, grassroots schools, have more financiai problems with rehearsals, beca use the middle c1assis afraid to go there. 50 the safer they make them the more people they attract. In compensation, their being nearer has its advantages. When you have a schoollike Imperatriz, for example, its management cannot be amateur, romantic, naive. There are no more subsidies, so the schools, through the League, have become business partners in Carnival. They have just as much interest as City Hall in the parade's growing success. There are different interests at stake, a lot of

and this requires seria profl nalism. It is essential to do price estimates, check item b item, until yOU,resure that the schoo/:s parade will be fantastic. 50, where does the president come in here? Wagner explains: independent of any financiai suppor!, his leadership is still important. Not only when talking to authorities ar negotiating with sponsors but, for instance, when announcing the winner in the in-house samha-theme contes!. The general public is not aware of the disciplining role of the president in the community. It is not just the money that ercates this prestige - many years are needed for someone's name to be unanimously accepted." Wagner Araújo explains that the samba school board 5ucccssion adopts two different eriteria. There are demoeratic schools with free clections and others where the board of directors chooses from two ar three names - "it's ,lIso demoeratic but just different" - he argues. He explains that some very democratic experiences are eventually rejected by the vo-ters. "In this ncw Carnival concept - he explains - samba people discovered that it doesn't help much elect a school founder who's a great person, well known in the samba world, if he isn't cut out for bureauera-tic, financiai and disciplinary tasks which the position needs. And, when the board appoints him, it obviously takes into account, if the school is in financiai hard. ship, the fact that the new president has effective resources to help the school." Some school dircctors, however, have practically lived their lives there. Wagner Araújo thinks this is a result of the schools having gane up to the Special Group under those directors. Hence a feeling of gratitude and security. As if with these directors there's no chance of failure. There are some schools where ali members vote and even then problems _ arise, when top samba composers may be clected but administration was never their strong point. Today the schools look objectively at the ability of the guy to get the school off the ground. When a candidate has the explicit support of the school's president, he's obvi-

~<'ttd~"

Wagner contl ues: there's a difference etween the samba and the parade. "Samba is what we do in our dancehall. The parade is an artistic, visually dramatic super-production, which needs precision and a lot of rehearsals. The members who don't get involved in the process don't understand what they're supposed to be doing there. Also things have changed. When I started in Vila, a costume would cost around $80 (in today's currency). Now, if the school wants to be champion, the costume costs at least between $280 and $340. This makes it hard for community members and leaves the directors in a dilemma. Either you invest heavily in the workshop ar give importance to the community." In the middle term, the private sector will get even more involved in the schools with a much more effective share than in today's markeling. Although business partners - Wagner assures us - there is no profit. The schools with more income from rehearsals, such as Salgueiro, Mocidade and Unhio da Ilha, are in a better situation while the less popular face budget restrictions. With a small public it is even harder to obtain sponsorship ar cultural support. Imperatriz Carnival parade in 1996 cost the school coffers 1.2 million dollars. By adding admissions, rights to the sambatheme (50%), television rights and earnings from rehearsals, Wagner Araújo states that lhe revenue of Imperatriz is no more than R$ 750,000.


o Rqhe ~£olauthorities co a IMPE

Colégio Eleitoral: votam os que estiverem em dia dentre os 500 sócios-proprietários. Conselho Deliberativo: 25 membros Mandato da diretoria: 3 anos (sucessão prevista para abri I 97) DIRETORIA Presidente: Wagner Araújo Vice-presidente: Valter Cardoso Secretário: Valter Cardoso Vice-presidente de Patrimônio: Ubirajara Craveiro Vice-presidente Tesoureiro: Alberto da Rocha Vice-presidente lurídico: Nilton Bittar Representantes na L1ESA:Marcos Drummond e José Henrique Pinto Departamento de Carnaval: Wagner Araújo, Sergio Costa, Haroldo Gatts e Armando Ascenção Diretor-Geral de Divulgação: Altair Baífa Diretor Musical: Milton Manhães Administrador da Ouadra: Oscar de Paula Administradora do Barracão: Regina Cairo

RIZ

Colégio Eleitoral: votam todos os sócios contribuintes

e sócios-sambistas em dia,

incluindo Velha Guarda, ala das baianas e bateria (cerca de 800 pessoas) Conselho Deliberativo: 49 membros (incluindo

vitalícios, efetivos e suplentes;

os ex-presidentes, automaticamente, passam a fazer parte deste Conselho) Conselho Diretor: presidente - Maria Antonia Paes Garcia; vice-presidente

- Walter Lobato;

secretário - Antonio José da Silva Mandato da diretoria: 3 anos (próxima sucessão: abril/99) DIRETORIA Presidente: Olício Alves dos Santos Vice-presidente Administrativo: Niober Castro de Oliveira • Depto. Administrativo: Marco Antonio Silva Depto. de Finanças: Waldir Galhardo Depto. de Patrimônio: Walter Lobato Depto. Social: Licy de Oliveira Vi tório Departamento de Relações Públicas: Waldir Soares Calçada Depto. Feminino: Helia Henriques Caldeira Depto. de Carnaval: Evandro Luiz Nascimento Depto. de Cultura. Esporte, Lazer e Relações Comunitárias: Afonsina Pires Depto. de Divulgação: Paulo Francisco e Antonio Carlos Martins Depto. Cultural: Ricardo Peres Depto. de Eventos Especiais: Cheila Rangel Assessores: Manuelzinho do Petisco, Maria Helena Pimenta,Roberto Januário e Abílio Vieira Cunha Primeiro-Secretário:

Elizabeth de Souza Aquino


•

lssao e ren e

Traditionally the vanguard committee was a respectable group of samba school members, perhaps even its founders, whose exclusive function was to proudly introduce the school and its year's D\ \"I:UI \ Cl \!lD\ .\O:-i\ IOI.l\I:-iT\:-i D\ 1\11'1-:11\T!lIZ FB0\1TIIE work, in song, dance and OLD GUAHD TO revelry. Now things have changed radically. IMPERATHlZ And when writing about the Carnival artist \fIOLl1\' PLA YEHS and vanguard committee, we must consult Fernando Pamplona, Fines Arts professor and television executive but, first and foremost, one of those responsible for the major turna sua definição tradicional, a comissão de frente era um respeitável gruaround of the samba schools in the sixties, in pamento de respeitáveis membros da escola, seus fundadores inclusive, the media and on their way to national and cuja função exclusiva era apresentar a agremiação com o orgu-Iho do international renown. Fernando recalls that a trabalho de todo um ano transformado em canto, dança e fantasia. Daí major change in the vanguard committee hapaté as elaboradas coreografias dos dias de hoje, confiadas a profissionpened in 1965, after reading an article in the ais de formação no balé do Teatro Municipal, muita pomba rolou. Não magazine Senhor, on the study of Carnival. teria sentido, aliás, abordar temas como o carnavalesco e a comissão de - I don't remember who wrote the article, - he regrets - but I know it said that there was frente e não ouvir Fernando Pamplona, professor de Belas Artes e a cavalcade in Rio in homage to King Don homem de televisão mas, antes de mais nada, um dos responsáveis pela Manuel's coronation in Portugal, our first grande virada das escolas de samba, nos anos sessenta, rumo à consagração na mídia grand Carnival festival. Well, that IV e ao reconhecimento nacional e internacional. E Fernando lembra que a mais signiCentenary year, every school had Rio themes ficativa mudança na trajetória das comissões de frente nasceu em 65, em consequênand ours was exactly about Carnival itself. I cia de um artigo que lera na revista "Senhor", uma publicação intelectualizada e que, then decided that the burrinhas (something na época, dedicou um número quase inteiro ao estudo do Carnaval like a hobby horse) would be our vanguard - Só não me lembro - lamenta ele - quem escreveu o artigo, mas sei que afirmava committee - and Arlindo Rodrigues and ter sido uma cavalgada realizada no Rio em homenagem à coroação do Rei Dom Joãozinho Trinta were in charge of them. This Manuel, em Portugal, a nossa primeira grande festa carnavalesca. Ora, naquele ano do was the first time a committee was part of the IV Centenário, todas as escolas traziam enredos sobre o Rio - e o nosso era justamente theme and helped tell the story. o Carnaval. Decidi, então, que as burrinhas seriam a nossa comissão de frente - e In the mid-seventies, Joãozinho 30 and Arlindo Rodrigues e Joãozinho Trinta ficaram incumbidos delas. Foi a primeira vez, Laila of Beija-Flor set their mark. The vanportanto, em que a comissão passou a fazer parte do enredo, a ajudar a contar a guard committee had always consisted of tall elegant Negroes, in homage to the black orihistória. gin of the schools. Imperatriz, soon after, Na Beija-Flor, Joãozinho 30 e Laíla, marcaram um estilo a partir da metade dos chose beautiful mulattas and, one year, anos 70. A comissão de frente formada sempre por negros altos e elegantes, numa afirMangueira even opened the parade with mação da origem negras das escolas. A Imperatriz, logo depois, optou por mulatas linBahian ladies. This work today - explains das e houve até um ano em que a Mangueira abriu o desfile com baianas na comisPamplona - is professional. For example, são de frente. Fábio de Mello started his Carnival work by - Este trabalho atualmente - explica Pamplona - é profissionalizado. Houve até um being contracted by Rosa Magalhães to help ano em que o Mangano, presidente do Salgueiro, brigou com a Suzana Braga, que with the Imperatriz vanguard committee in coreografava a comissão, e pagou US$ 5.000 ao Dennis Gray para resolver o problema. 1992. Six Carnivals and many awards later, Mangano tinha levado Rosa Magalhães para o Salgueiro. Rosa convidara Suzana. Fábio de Mello still remembers the A Imperatriz contratou Rosa. Suzana ficou - e era amiga de Fábio de Mello, dos temsailors/astronomers of his debuto "I had really pos de Municipal. Fábio estava montando um espetáculo sobre Mário Quintana e preno idea how it worked. Ali I knew was that cisava de um figurinista. Suzana indicou Rosa, que se apaixonou pelo projeto. Isso em Rosa wanted something different - and I 92. Em seguida, a recíproca: Rosa chamou Fábio para cuidar da comissão de frente da ended up getting totally involved". The years Imperatriz. Seis carnavais e muitos prêmios depois, Fábio de Mello ainda recorda dos followed with the Venice Carnival, Japanese fans, donkeys and parasols, and finallr, last navegantes/astrônomos da estréia. "Não tinha uma idéia clara de que fosse funcionar. year, the violins ofVienna. 33 year old Fábio Sabia que Rosa queria algo diferente - e acabei me envolvendo completamente". Nos de Mello has a 'multimedia background. From anos seguintes: Carnaval de Veneza, os leques, os jegues e as sombrinhas e, finalhis early aspirations as a ballet dancer at the mente, no ano passado, os violinos de Viena. Municipal Theater, he ended up as choreograAos 33 anos de idade, Fábio de Mello acumula uma formação multimídia. Ia se pher in Holland on a scholarship. Closely formar bailarino no Teatro Municipal, mas ganhou uma bolsa de estudos na Holanda involved in theater, mimic and dance, he also e a direção do teatro não permitiu que trancasse matrícula. A seis meses do diploma, works with Hans Donner at TV Globo, preparjogou a carreira de bailarino para o alto. Acabou coreógrafo na Holanda. Ligado com ing his fourth soap opera title. Will also be a mesma intensidade em teatro, mímica e dança, trabalha também com Hans Donner the first Rio person contracted by a S<'ioPaulo na TV Globo - está preparando a sua quarta abertura de novela. E vai ser o primeiro school, Leandro de Itaquera, to open with the carioca contratado por uma escola paulista. A Leandro de Itaquera, com o enredo vanguard committee on the theme "Sweetness "Doçura da Terra Brasil", focalizando o açúcar, apresenta-se com uma comissão de of Brazil" about sugar. His relationship with frente by Fábio de Mello. Carnival, he admits, is innate. Fábio was bom A relação com o Carnaval, confessa, vem de berço - embora estivesse adormeciexactly on the day when Salgueiro paraded da. Fábio nasceu exatamente no dia em que o Salgueiro desfilou com "Chica da with "Chica da Silva" in 1963, a drastic change from everything that had been a Silva", em 63, alterando radicalmente aquilo que se entendia por desfile de escolas de samba school parade. It was a pity that his samba. Sua madrinha: Isabel Valença - a "Chica" em pessoa. Pena que o pai, que foi father, who had been director ofVila and diretor da Vila e do Salgueiro, não tenha vivido o bastante para presenciar as criações Salgueiro, died at the age of 47 before witdo filho, um craque na pista' . O homem da comissão de frente da Imperatriz é da lira, nessing his son's success. And this year he não pode negar - e a' está, de novo, desta vez coreografando Chiquinha Gonzaga, a choreographs Chiquinha Gonzaga, another folia enredando-se mais uma vez em suas próprias raízes. deep-rooted theme

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alar

da

maior

festa popular do mundo, todo mundo pode. Poucos, porém, com a autoridade de Rita Therezinha,

professora

de educaç50

fisica,

pós-graduada

em

Administraç50 tsportiva,

40 anos de idade, 23

de passarela - anos e anos como porta-bandeira

do Salgueiro,

da

Grande Rio e, mais recentemente, do Império Serrano. Os dirigentes lamentam que a função tenha se tornado excessivamente profissionalizada.

Rita discor-

da. "Por que transformar em favor ou quebra-galho

o pagamento

do t<Íxi ou

uma pequena ajuda de custo, se tudo pode tornar-se mais transparente de parte a parte?" Um grande casal de mestre-sala e porta-bandeira

sempre foi valorizado

nas agremiações

e pelos jurados.

Mas

atravessaram

décadas

semi-amadora

em suas quadras. No final

de 92, ao ser procurada para deixar quistou Ouro",

de uma relação pela Grande Rio

o Salgueiro

o cobiçado Rita entendeu

- na qual con"Estandarte de que era preciso

mudar. Foi contratada com direito a luvas e sal<Írio. Em contrapartida,

teria que dar

um número xis de horas de ensaio e treinar também. as porta-bandeiras mirins da escola de Duque de Caxias. Além de cuidar de si, Rita incentivou outras

porta-bandeiras

postura idêntica.

as

a assumirem

Resultado: o casal que

disputa a nota dez saiu do caixa 2 para a contabilidade oficial da escola. Feliz no Império, sobraçando mais um "Estandarte", Rita Therezinha traz a ginga no sangue. Mas jura que carregar o pavilhão exige um treinamento, uma disponibilidade de tempo, que não deve ser amadoristicamente folclorizada.

01'\\

11./1 \0 1'1':Il:,O\,\I.IZ \DO

estre-sa a T11l1ãri'aeira

near.er anã eSCOI.t

We .111 speak about the greatest show on earth. Few, however, with the authority of 40 year old Rita Therezinha, PE teacher, post-graduate in Sports Administration, 2] years on the avenue - and years as standard bearer for Salgueiro, Grande Rio and, lately, Império Serrano. A grand standard iJearer and escort couple has always been valued in samba schools and by the jury. But it spent decades in a semi-amatellr relationship with the schools. At the end of 1992, when approached by Grande Rio to leave Salgueiro - where she had won the coveted "Standard of Gold", Rita knew it had to change. She was contracted with a salary. In payment, she wOllld have to rehearse for a set number of hours and train the child standard bearers of the Duque de Caxias school. Besides taking care of herself, Rita encouraged the other standard bearers to do the same. Reslllt: the couple competing for top marks is now part of the school's offieial accounts. Happy in Império, holding yet another "Standard", Rita Therezinha has samba in her blood. BlIt she swears that carrying the flag needs training, considerable free time and that it must not bc rcgarded as amateur folklore.


•

ISSO

o cornova •

Toda a comercialização

de ingressos do carnaval carioca, da arquibancada

agências do Banco Meridional sambo no pé e tecnologia.

•

aos camarotes, é feita nas 256

distribuídos estrategicamente pelo Brasil. Paro isso é preciso ter muito mais do que

É preciso ter pessoas no linho de frente, com agilidade uma estrutura montado em todo o país. O Meridional

e jogo de cintura, além de

é o banco oficial do carnaval

carioca. E pelo tradição de bom atendimento e eficiência dos seus serviços, vai continuar

sendo

o abre-alas

dos

162 milhões

de brasileiros.

http://www.meridional.com.br


l

•

• •

_

L

•

•


, •

•

•••

• "•

Autor do samba cantado no único ."upercampeonato da G!lES Unido." de fila l."abel (parceria com !lodolp/w de Souza e .lona.,,), o carioca Luiz Carlos da fila e."tl! lIIW atrave.".w)[J a Baia di! Guanabara para di,"putar o concur.W} interno da GRES Unido." do firadouro, em São Gonçalo. Ao." 47 ano.", o compo."Uor de Kizomba F'esta da !laça tl!m inlimidade com compeliçije." de ."lun ba - enredo dl!."de 19 77, quando ingre."."ou Tlll fila. Com 310 lIuí."ica." grlwlula.", Noca e."tá há 30 aTUMna Portela, ondl! já time por três VeZI!."a all!gria de ver o ."eu ."amba cantado na avenida: 76 "O Homem de Pacoval"; 8S - "Recordar é fivl!r"; e, 95 com o belís."inw "Go."to Que me Enro."co". Foi com ele." Luiz Carlo." da fila e lVoca da Portela - que converSlllTlO.", tentlllulo en/i!Tuler melhor o q'w ."i!pa."."a na." interna." de um concur.W} de samba -enredo.

~. •

•

,

..

'"

the ma das coisas marcantes, para mim relembra Luiz Carlos da Vila-foi umaderrotaque eu sofri na G RAN Quilombo, do mestre Candeia. O enredo era "PorUm DiadeGraça" e eu não aceitava que a Quilombo incorporasse práticas das grandes escolas, com torcida, ônibus, etc. Perdi, mas felizmente o samba acabou sendo gravado pela Simone e se transformando num dos dois hinos da campanha das Diretas-Já, em 1984, junto com "Coração de Estudante". Além deste sucesso, Luiz Carlos da Vila compôs também "O Sonho Não Acabou", "O Show Tem que

Continuar", "Doce Refúgio" (homenagem ao bloco Cacique de Ramos) e "Carvão e Giz" (vencedora do Festival deAvaré de 1994). Gravou um compacto, dois elepês e, recentemente, um CD distribuído pela Velas no mercado. Voltando ao samba-enredo, são dele os sambas "Os Dourados Anos de Carlos Machado" (parceria com Rodolpho, Jonas eTião Grande), com queaVila venceuodesfiledogrupo 1B, em 1979 e "Beth Carvalho Enamorada do Samba" (parceria com PaulinhoTapajós, EdmundoSoutoe Iba Nunes), para a GRES Unidos do Cabuçu, além detervencidotambém na MocidadeAlegre, em São Paulo. - Pelo que vivi e pelo que ouvi os mais antigos contarem - explica -


- One of the highlights for me - Luiz Carlos Arlindo Cruz, Noca da Portela, Aluizio ofVila recal/s - was when Ilost to maestro Machado, David Correia, Helio Turco and Candeias GRAN Quilombo. The theme was Bala still lead their sambas to victoryand, "ForOne Day of Grace" and I did not go consequently, to the parade, dubious methods along with Quilombos ideas from the major have driven such composers as Zé Catimba schools, with supporters, buses, etc. I lost, and Toco from the contesto As winning or losbut luckily the samba was recorded by ing means a lot in terms of glory and money, Simone and became one of the two the composers act like political candidates anthems for the Direct Election campaign in leaflets and pamphlets with the samba Iyrics, 1984, together with " Student Heart" and is banners, organized supporters, floats and stil/ played today on the radio and in shows. tourist buses to carry each competitor's conLuiz Carlos da Vila has also composed tingent. Competing means having a minimum "Never ending Dream", "The Show Must to invest. And no investor enjoys losing.... Go On", "Sweet Refuge" (tribute to Cacique There are direct and indirect partnerships de Ramos block) and "Charcoal and Chalk" explains Luiz Carlos. The direct is who effec(winner of Avaré Festival in 7994). He has tively creates the samba with you. The indirect recorded an album, two LPsand, recently, a is who "adheres" body and soul to the camCO distributed by Velas on the market. paign, gets involved, perseveres, fights for the Returning to the samba-theme, his sambas samba as if it were their own. I think that are "The Golden Yearsof Carlos Machado" nowadays it's very hard for any composer to (in partnership with Rodolpho, Jonas and give up this alliance. When the synopsis is Tião Grande), with which Vila won the l-B received, what Luiz Carlos ofVila enjoys most group parade in 1979 and is to chew over the Carnival "Beth Carvalho - Samba artistss idea. "My partners (.(. I11.I'1)(lrlll('rs IlI/lI' I II/S. hate this - he laments - but Lover" (partnership with Paulinho Tapajós, Edmundo that's how I work. Then when - 1/1' 1I/II/1'II1s -/)/(I l/tl//:~ Souto and Iba Nunes) for /tI/li' I Il'ur/'-. '1'1/1'1111'1/1'11I I pick up my guitar, the Unidos do Cabuçu, as wel/ samba is already ripe inside lJÍ,./,- "1) 111."p;II;I(I/: 11/1' as having won for the São me, ali I need is just a chord S(III1/1I1 ;s 1/1""((((1' Paulo school of Mocidade or two and /'m ready." Noca Alegre. - In my experience ;IIS;"" 1111'.1/111,11'1''' ;sjllsl went to Portela in 1966, 1/ ,.1111,.,1UI' III'u 1/11" and what /'ve heard from forming the ABC Trio with the older generation - he Colombo and Picolino. Later, 1"111rl'(f(": )) says - a lot has changed in Edir substituted Picolino and U IS ('IIIU)S /)1/1/.\ the samba-theme contests. the trio won its first victory The moment sambas were in 76. "Remembering is recorded and their copyright reserved, a lot Living" does not have Colombos name in the of interests were at stake. What matters, partnership, recomposed ten years later for however, is that without samba there's no the chorus which aI/ Rio sang: "open up, let parade. We've seen schools without a perPortelapass... " Nostalgic for the old sambas, cussion, but never without samba, and I "the ones that are still sung", 63 year old Noca competes in the Portela in-house conthink we'I/ never reach that point. But how do we reach a samba-theme? First,after test "some eight years and four times only lost in the fina/". He confesses that the dancehall being approved by the Board, the carnival sambas and not the samba themes helped artist gives the composers a synopsis with towards his family's upkeep: -My home, for the main elements to be considered. instance - he admits - was paid for by "You Meetings are held with the Carnival artist to need a lot of love", which was even recorded c1arifyany doubts. Then there is a deadline by Paul Mauriat. I was lucky enough to also for partnerships and to compose the samcompose several national successes, such as bas. Then a date is set for the competitors' presentation - and the battle begins for the "Money Comes, Money Goes" Uorginho of Império), "Turnaround" (Beth Carvalho), right to have the samba sung on the Avenue. "Option" (Almir Guineto), "Celebration" There are several preliminary heats until, (Neguinho of Beija-Flor)and "Cel/ular" final/y, two ar three sambas reach the final. (Wander Pires).And I'm proud that they've Nowadays, this deadline depends on the been recorded by some of the best singers of schools' CO recording, which must be in the stores no later than December before Brazilian music. That's why I have no doubt that the samba-theme, from the income viewChristmas. Although each year the cream of samba, like Martinho da Vila, point, is an iIIusion.

niw


~

UI DAO 5 IA NO PO T •

MACKCOLOR@ RUA FRANCISCO MARENGO,339 • TATUAPÉ SÃO PAULO. CEP.:03313.000. TLX: 1163609 TEL.: (011) 941.4499 • FAX: (011) 941.4470


a aula do queCOman aa the lesson from the do S

alg

anos

maestro,

como um

esultado

da

fusão

de três

percussão mesmo

escolas do morro do Salgueiro

(Unidos

do Salgueiro,

Depois

Digo e Azul

e Branco),

Eu a

em 1953. Eo detalhe mais característico de é a ênfase na uti I ização

do

chamado surdo de terceira, uma marcação intermediária

à

entre o surdo de primeira e o

surdo de resposta. Mestre Louro lembra que quando assumiu a bateria, em 1972, já era assim e a expl icação está provavelmente

no

sincretismo religioso afro-brasileiro: - Veja que aqui, na sala da bateria, está a imagem deSão Sebastião, queéo nosso protetor. No candomblé,

São Sebastião é

Oxóssi e a nossa batida tem algo do toque do orixá. Aliás, isso é comum. As outras baterias também homenageiam

leve o

cuidado

que

tem com a marcação, mestre

GRESAcadêmicos do Salgueiro foi fundada sua bateria

todo,

devotando

seus pro-

tetores quando tocam. Apesar de garantir que trata a bateria

Lourosabe que nesta está o ponto nevrálgico

de todo o desfi le, o ponto

de equilíbrio

dos milhares

de desfi-

lantes. "O surdo é como o goleiro, únicoquenãopodeerrar" O diretor

é o

-compara.

de bateria

do Salgueiro

observa que o ritmo só não interfere diretamente nos quesitos comissão de frente, fantasia, alegoria e mestre-sala e porta-bandeira. "Todos os outros são dependentes do comportamento

da bateria.

enredo ao conjunto.

Do samba-

E não são poucos os

casos em que um desfile deslumbrante, com um belo samba apoiado

num ritmo

perfeito, acaba por esconder possíveis falhas de fantasia ou alegoria ". Infelizmente,

o contrário

também

acontece. Ao chegar à Praça da Apoteose, mestre Louro e seus cinco outros diretores, queoauxiliam

nocomandodos300

ritmis-


,stre •

I

Paulo do Prato, que vem junto comigo.

SevierJmcom

importante

mJisou menosbrilhJntismo

ouça. Daí os tJmborins estarem mais próxi-

da escolJ, a impressãodJ diretoriJ pode ser

mos à marcação do que os demais instru-

diferente

mentos leves. Eles precisam fazer os desen-

I)

11I1

lU 1\ 1"11\1

head oí

E já Jconteceu

de

muito ruim. No tempo das arquibancadas

JI iás confirmada pelo júri oficial.

desmontáveis,

Quando

Louro Jssumiu

diretor, a bateria componentes.

o cJrgo de

do Salgueiro tinha 150

MJS a escola cresceu. O

teve que crescer

Ea bateriJ

também.

Hoje,

pJrJ

q 11(' ('li I (~II/IO

,aqlli tlelllro 1'lI/('m mai,li di' ,('('m mil tlá/ar(',li, IAmri",,,/ til' SOIl za ~Io,'('rra. o Illt'.lil re IAmro.

-1/" flllO,li. (',lillÍ ('om-

p/t'lallllo

1I(',lil(' C(II'lUwa/

2:j mlO.li à,{t'('III(' ti" bal(~ri" tio S"/{1:IIl'iro (' .lillll.li'u,li(' é tlita lia prim('ir" tla.li tllla.li ,wtl a.li tI('.li I i lIlul ".li (I(J.lj ritmi.li/a,li da

(',li ('o

Ia. Nllr('

("('III('IIlt.li tI(~ Iro/éll.li(' "m . bar ('om algllma.li b(~bitl(l,li fi"a,li. 1I0.lillldo ti" qll"dra a{1:0ra d(:ti 11i I i I'a IUI /f"a SUra Te/l('.li. 10-1, 110 /tllllaraí,

(' I ('

,li('

A.li p('r".li

r ('/ ('r ('

a qm'

.li ii o

O,li

ouve. O que ele ouve é a voz do puxador,

(lO.li .li"rtlo,li

d(,

lIU1r('açf;O, mai.li IIIIUI bo" qlllllllit/fIl/t'

tI(' IImll'ria/

di'

r('/JO,liiçtio('m P('/t'.li (' melai,li.

o batuqueiro

O canto da

praticamente

não

através do carro de som. Ea minha posiçãoé

dois Iiderávamos uma formJção que era a

particularmente

metJde da de hoje. Agora, somos seis.

agudos da percussão leve interferi ndo na

Dos 300,

informa

dez respondem

pelo

surdo

de

difícil.

Eu tenho todos os

compreensão da massa sonora dJ escola.

o mestre

e dez pelo de segunda (ou de

Signo de Escorpião, nascido num dia de

Finados,

Lourival

de Souza

SerrJ

começou a tocar na bateria do SaIguei ro por

resposta); 25 fazem o surdo de terceira,

volta dos 12 Jnos de idade, à convite

mJrca da escolJ. Além deles, Louro dá

Djalma

Jtenção especial aos tamborins:

"são os

Sebastião, dia 20 de janeiro, Valença na presidência

sua batida típica,

oficialmente

qualquer

normal - utilizada

samba.

Mas,

além

em

dela,

é

aproveitado

pelo diretores de bateria em

convenções,

ou desenhos, batidas ensa-

iadas e marcJdas,

que funcionam

umJ espécie de contraponto sJmbJ.

Daí a metáforJ

como

à melodia do

do mestre. Mas,

com Osmar

da escola, estreou

como diretor de bateria, sub-

stituindoofalecidoArengueiro, outros

dois diretores,

Guineto,

ao lado dos

seu irmão,

tempo em atividade,

como o Vicente

que ficou à

recorde de mestreWaldemiro,

do Salgueiro?

1976, qUJndomorreu

mas quem acaba criando

os

desenhos sou em mesmo. Essesdesenhos variam de ano parJ ano, em função samba e, atualmente

são ouvidos

do

já na

da

caixa. E embora ainda esteja distante do frente da bateria da Mangueira

- Três dos meus diretores cuidam dos

Almir

e Mané. Ainda há ritmistas deste

quem cria as convenções dos 40 tamborins

tamborins,

de

Sabiá. Em 72, numa festa de São

violinos de umJ bateria". O tamborim tem

fatoéqueo

de 1938 a

-38anos, portanto-o

jubileu deprata de mestre Louro

no Salgueiroé marca difícil de superar. Na bateria, habitam diversos mitos da masculinidade.

Ali, é o templo dJ malan-

dragem. O reduto do balanço. E,se a escola

gravJção do CO dos sambJs-enredo. A sen-

tem alma, está nela. Para o homem

sação dos três últimos Jnos é que foram os

samba, há o orgulho de integrar a bateria. E

próprios sJmbas que pedirJm os desenhos

fazer parte dela, no desfi le, é um exercício

que

de humildade. O sujeito toca para os outros

nós criJmos.

p('rcII.li.liiolli,lilfl,li fJlu/'ll'la.li

Não se

tem a pureza de som que a gente consegue escola,

esquema

('

para gJrantir umJ batida uniforme.

mestrepensJ que 300é um número propor-

MemóriJdoCJrnavJI

. tI(',li/il(~. tI(, lamborill.li

e pre-

cisamos estar atentos a todos os detalhes

cionai aos cinco mil desfilantes.

i 11,liI r" m (' 111O,li ti o,.. .1O () tI(, cad"

ampl ificado, há mu itJ reverberação

aqui na quadra, por exemplo.

primeirJ a,li

era bem mel hor. No tempo

da corda, então, nem se fala. Hoje, é tudo

gJrantir alegria e ritmo em toda a pista, o

Louro,

/J('Ç

- Para nós, da bateria, aquele espaço é

em ano que tivemos J

certeza deter feito um desfile notJ 1O, coisJ

MJs, como se estrutura a bJteria do

A,li

do

J reclamar dosam da Passarela do Samba:

do trJbJlho.

Salgueiro?

-

correto

avaliação

- Na décaclJ de 70 - recorda - eu e mais

Oli

ao Jndamento

samba. Até porque mestre Louro é mais um

desfi le foi superdimensionado.

TI 11-: ~"+(.I{I:T:-, 1\1.111

hos atentos

diretores nos reunimos aqui efazemos umJ sermos crucificJdos

há

O

para ele é que todo mundo se

- só que, de Jcordo com o todo dJ passagem

- Depois do desfile, eu e meus outros

)aterla •

lelra

tas, têm consciência do trabalho real izado.

EncJrtado

ao livro

(Riotur, 1991), há um

convencional

de armação

de

umJ bateria. O SJlgueirosegueesteesquema? - Não, inclusive

porque eu Jcredito

que depois da marcação não devevir mais ninguém.

O Salgueiro começJ com uma

fila de cuícas, outra de pandeiros,

dançarem

do

- e desfila num bolo em que é

quase impossível que alguém se destaque. O ritmista, contudo, exige respeito. Sabeo quanto tudo depende dele-ou seja: internamente, o que é humildade

pode se transfor-

mar em vaidJde. Daí as crises de relacionamento que vez por outra explodem

nas

e, na

escolas entre a bateria e sua direção. Como

seqüência, os reco-recos, ganzás, Jgogôs,

permanecer, então, 25 anos como Iíder de

tantãs tOCJdos com J mão, tamborins,

uma bateria como a do Salgueiro? Quantas

ca ixas e repiques, até chegar à marcação.

crises não terá enfrentado

Tem tJmbém

desde que assumiu o posto?

um prato, o do tradicional

mestre Louro


- Eutenhoa sortedevirdeuma família desambistas-respondeele-todo mundo toca os instrumentosdepercussãoedecordas. Todos, autodidatas, nos metemos a tocaroviolãodo meu pai, a arriscar umas coisinhas no banjo, no cavaquinho. Recentemente, compramos um teclado aqui no Salgueiro eeu venho para cá, fico estudando. Já está saindo coisa boa deste meu esforço. Agente procura evol ui re a bateria não pode maisservista como um lugar de valentia Sabemos que o samba já foi muito discriminado. Mas, atualmente, desfilam aqui diversos oficiais do Exército, pessoas de várias profissões - no ano passado, até a Fernanda Keller veio com a gente, batendo surdo. Mas, por que uma campeã de triatlo foi admitida entre os batuqueiros? Louro observa que a triatleta pediu para tocare ele impôs uma condição: ela deveria preparar-se convenientemente. Fernanda topou. Além dos ensaios normais, juntocom a bateria, passou muitas tardes de 1995, das duas às seis, treinando sozinha, com os ritmistas que se incumbiram de deixá-Ia pronta para o desfi le. Problema mesmo ocorreu em 84. Naquele ano, resolveu-se que a bateria iria passar o revei Ilon na praia e, aproveitando a exibição, vender umas cervejas para ajudar no orçamento. Os ritmistas argumentaram que Ano Novoépara passar com a família erecusaram-se a cumprir a tarefa. Louroeosoutrosdiretoresforam afastados.A um mês do desfile, a barra pesou e todos foram chamados de volta. Ea bateria acabou ganhando, além das notas 10 de praxe, o Estandarte de Ouro, do jornal O Globo. Coisas assim não acontecem por acaso. É indispensável que entre a agremiação e o sambista exista uma identificação plena. Esta identificação ajuda a entender porque não se pode apartar o Salgueiro dos Souza Serra. Seus pais foram fundadores da escola. Filhos e netos se espalham em diversas alas e cumprem papéis importantes no destino da agremiação. São quase cem pessoas, do tio que foi presidente da Velha Guarda até Prisci la, sobri nhaneta, porta-bandeira da escola- mirim. Detalha fundamental: a família é tão unida que a festa de Natal dos Souza Serra tem que ser na quadra. Nenhuma das casas dos parenteségrandeo bastante para acolher todo mundo. A assessora de comunicação da escola, Cláudia Bastos, vê na un ião da famíl ia do mestre Louro um exemplo importante diante da derrocada dos valores nos dias atuais. Agentevê- diz ela - sobrinhose primos aproximandosedeLouroepedindo: "meensinaa tocar banjo, meexplica como sai o som da cuíca", e o Louro sempre solícito, passando aquilo que aprendeu com os pais, os tios eos irmãos. O mestre de bateria do Salgueiroacredita que as baterias evoluíram muito. O nível dos componentes aprimorou-se. Eele tem uma explicação para este fenômeno: - Desde os anos 60, com Amaury Jório, quando os sambas enredo começaram a ser gravados, os ritmistas começaram a ganhar intimidade com os estúdios de gravação. Isso desenvolveu demais a nossa percepção. Fui um dos primeiros a participar e, de ano para ano, as técnicas de gravação, a riqueza de detalhes, o aperfeiçoamento tecnológico dos estúdios, tudo isso contribu i demais para aumentar a nossa sensibilidade. Eo que a gente aprende no estúdio acaba trazendo para a quadra e a pista. Hoje, a gente vê que, fora um lance ou outro, pelo menos metade das baterias se apresenta muitobem.


- flll'

i!lS/I'UJIII'llf.,!

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1I.••• I,d/i//'

li,lfl's

Acadêmicos

,w//{It//

do Salgueiro,

detail

,/I'U;'i".

was founded

he beca me head of percussion

SI. Sebastian,

Depois

probably

reli-

make a mistake"

of

In fact, this is quite com-

percussion.

of thousands

From samba-theme

"Most

Louro

Samba Avenue: - The site could

pay attention

to their patron percussion

of paraders.

"The

requisites

depend

on the

of Djalma

deceased Arengueiro,

in Salgueiro

alongside

percussion

possible

iaults

beat, can actually

in costume

Louro beca me maestro sion

oi Salgueiro

150 members.

it had

respect.

percus-

him.

But the school

de

for SI. Sebastian he oifi-

in the place

of the

his brother Almir

irom that lime, like Vicente

oi maestro Waldemiro's

record, who led

from 1938 to his death in 1976. the Silver )ubilee

when

playing

oi a group.

He knows

Hence

is hard to beat. The samba

to be part oi lhe percussion.

just a member

ar í1oat." When

Lourival

12 years old, at

oi the school,

of percussion

of maestro Louro in Salgueiro

hide

sound.

when

the two other directors,

cise in humility

based on a periect

percussion

and Mané. There are still drummers

samba

hears lhe

I have ali the light per-

overall

as president

as direclor

nificent

a beauliiul

have lhe

hardly

Sabiá. In 1972, at a eelebration

man is proud

wilh

on the

When the

beat. 11doesn't

difficult.

in the school's

da Caixa. And with the exception

to lhe overall

progress of the

oi the sound

toa much echo and we need to

is especially

effect. And it quite often happens that a magparade,

complains

ior instance. The drummer

Osmar Valença

ma de his debut

Mangueira

1111/1

he hears is the samba leader's voice irom the loud

on January 20, with

Guineto,

(((IIIIUlllrilll'.>;

it was fine. Then when we had the cords there was

Souza Serra began playing

cially

/O.J

(fi

be much better ior percussion.

high notes interiering

the invitation

tlm/{'/./wll

(f'oUi

to every detail to ensure a uniform

song. What

IU'I'I'U"oI,>;ÍtIIl, ;n OI/('

alert to the correct

who

Today, it's ali amplified,

pure sound of the dancehall, school's

oltl

1/;"11//,

is another

cussion

reli-

il's the only one that can't afford to

- he compares.

Maestro

(Afro Brazilian

the same, maestro Louro knows that the drums are the key to the paint

/ml"(/i,',.,

,,!.'i" ...•.md

/1111'/'1";01 ;11

speaker. And my position

he assures us that he treats the whole the turning

l~fl'I,/'h

room, the stalue of

saints. Although

is like lhe goalie,

rll'lI,'IIIJiI'/'.';

ments. They need to play the patterns,

in 1972, it was already

also play in homage

/III11'IJ/'I"/II1I1U'/I1

samba.

de Souza Serra. recalls

percussions

parade,

l~lr.rUII','

I/li'

/lI'liÍl/({

no comparison.

mono The other

beat drum

:UN)

'I"Ol'tI,>; /~r-l\-,"/'(If'

1~("';fll.!.!.'II/';rll:'"

of three

gious ritual), SI. Sebastian is Oxóssi and our beat has something

whole

to l/I/'

/iI/'

h('ml

Eu Digo

lies in Afro-Brazilian

deity) rhythm.

l~rll"0IJ";(''''',

01'''('

stands were temporary

saint. In candomblé

the orixás (Afro-Brazilian

,"(,(If'

use of the so-called

. See here in the percussion

our patron

.., /H.//,,'g

'/h/, ...• /, /H'/'

/1'1//0('",

the first and illlsWer-

is the marked

like that and the explanation

.••• , /1111l'il/g /tul/lrI'/.>;

of the merger

between

dllJU-'mlld

,"('01'.>; O} ('01',';1'011";,>;

in 1953. And the most charac-

drum, an intermedii1rY

gious syncretism:

O ;IIIlUll'/.d

li ,!.!.'li/dI fI"mIJl':'

do Salgueiro.

ing muffle drum. Maestro Louro, or Lourival that when

:l.}

;/I.';tl"IIj}/('ul

1"""

the outcome

of its percussion

third rhythm

[h/'

hill (Unidos

and Azul e Branco),

/1101'(' l/ul1I

df'l,lIIiJ/(.I'

.•••. /,..'./'1. ill~lIdl/l'lIi,

on Salgueiro

teristic

'hl'

;1'1,'" /1/ 1,,(' 1'''.1 r/oll

tiro/li.'"

W'~' U'orl"

111111 •.••• 11"0I_ol/f'o,

di' .•••. 011::.(( .•••. /'l'rI,.

1/(//11' /'IIIIIIIS

schools

1!fI/,(' //{'rI'

how

to dance,

But the drummer

demands

much

everything

the clashes which

the schools between

It is an exer-

ior the olhers

depends

occasionally

percussion

on

happen

and its direction.

in

How

grew, the parade beca me a mega parade and

did he manage, then, to stay 25 years as leader oi a per-

the percussion

cussion

revelry

grew

too. Today, to ensure

and rhythm

throughout

percussion

paraders.

What's

first

rhythm

drum,

drum

and

lhe school's

the timbrels

which the

ten ior

trademark.

the second

percussion's

or patterns,

metaphor.

to the samba melody.

But who

brels, but I create the patterns. year, depending

oi the samba-themes.

vary irom

The highpoint

this scheme? - No, because

(Riolur.

with

Hence

cannot

be separated

for

drum

another

sequence,

with

with burins,

The cymbals

accompanies the timbrels

an internai

tambourines

rattles, agogôs (Airican

tambors,

year to

of the last three

1(91). there is a con-

I believe

can come after. Salgueiro

(open-ended sound),

identify

asked ior lhe patterns we cre-

Memories

and

too, with

lraditional

a row oi cuícas

giving then

instrument),

boxes and a tiny

me. lI's important are closer

rod

Does Salgueiro

that once the beat is

starts with

drum,

a low

the

in

hand beaten tomit gets the

Paulo do Prato, who

ior him that everyone

to the rhythm

throaty

reco-recos

unlil

than the other

came with

beats,

conventions

scheme oi how to set up a percussion.

set nothing

rhythm.

lhe

champion,

by chance.

on the samba and they can be heard in the CO

ated. In the book Carnival

toms,

creates

These patterns

years is thal the sambas themselves

recently

bought

us, beating

The school

ily members, school's

from

from

public

united family

the rhythm

Now

drum.

Serra family.

who

ior

there are people Some things

bearer

officer.

Cláudia

example

and cousins

me lo play the banjo,

must

why Salgueiro

Their

parents

were

Df the

a hundreel iam-

of the Old children's

Guard,

school.

Bastos, sees in maestro

for the deteriorating

going

explain

don't

are in severa I seclions and

was president

standard

relations

and

here

can no longer be regarded

roles in the school's career. Around

an important

"We see nephews "teach

a keyboard

and the samba dancer/composer

the Souza

the uncle

grand-niece,

a

learned from

on lhe banjo

each other fully. This helps you undersland

have played important

irom

- last year, even Fernanda Keller, the triathlon

founders of the school. Sons and grandchildren

Priscila,

a liltle

of male supremacy.

from ali kinds of professions happen

40 timbrels? - Three of my directors lake care oi the tim-

Salgueiro's

ventional

The timbrel,

rehearsed and marked

act as a kind oi counterpoint

recording

violins".

lo come

plays a percussion

Ali of us, self-taught,

practised

ning to show. The percussion to

lucky

and I come here to study. My effort is begin-

as bastions

Louro also pays special attention

are "the

We

Salgueiro

beal in any samba, is also used by lhe percussion

in conventions,

maestro's

iollow

ior the

- I'm

- he replies - everyone guitar,

mandolin.

drum); 25 beat the third

which

besides its typical directors

my father's

structure? Maestro Louro explains

(muffle or answering

Salgueiro's?

and string instrument.

Salgueiro's

that oi the 300, ten are responsible

like

samba family

300 the right number

the maestro considers for the 5,000

lhe parade,

up to Louro

to The

Louro's

values of today.

anel asking

him to:

what makes the culca sound",

anel

Louro always kinelly passes on what he learned from his parents, uncles anel brothers.

Salgueiro's

percussion

has improved

a 101: "Since

samba-themes

were first recorded,

dios has sharpened

our perception

year aÍler year, the recording nology of the studios,

maeslro believes that lhe percussion

the sixties,

with

Amaury

lhe acquaintance tremendously.

techniques,

have ali contributed

)ório,

when

with recording Right from

richness of detail. to improving

the stu-

the starl,

modern tech-

our skills. What

is heard. So

we learn in the studio is then brought to the elancehall and avenue. Today,

light

we see tha!, except for a little thing here or there, at least half the percus-

instru-

sions give a very good show indeed.


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SURDO DE PRIMEIRA - É o mais grave e dá a primeira batida da marcação. Fir .•' /(/".,11111 /)ru1ll This is lhe deepesl and seIS lhe iirsl beal.

APITO - Instrumento do mestre (André preferia a batuta), comanda a batucada. Mas também se presta a solos e desenhos criativos. "M .•,'" - The maestro's instrumenl André preierred lhe hatc)fl lo conducl the drumming. Also used lór solos and creative patterns.

SURDO DE RESPOSTA - Ou de segunda. Um pouco menos grave, "responde" a marcação. A bateria da Mangueira não adota este instrumento. .111'''''''/";11;£ /)ru1ll ar second drum. A little less deep, il "ans\Vers" lhe iixed rhylhm. ivlangueira percussion does nol have Ihis inslrumenl.

CAIXA - Ou tarol. Com pouca espessura, é locada com duas baquetas e recoberta de pele nos dois lados. O ritmista, muitas vezes, obtém efeitos percutindo também o metal que prende a pele. - ar box drum. A shal/mv drum, played using t\Vo drum sticks ann is covered wilh skin on bolh sides. The drummer very olien achieves etíecls by .lIso beating lhe metal which sccures the skin. ('(/;.1'(/

SURDO DE TERCEIRA - Ou cortador. Intervém entre as duas marcações, numa espécie de síncope.' TII;/"d /)/"11111 OI' cutter. Inlervenes bel\Veen lhe l\Vo drum beals, in a kind oi syncope'" TAMBORIM - De origem européia, significa etimologicamente "pequeno tambor".Tocado com baqueta fina (às vezes dupla) e responsável pela maioria das convenções. '/(1//111/111/";1/(' - A dul/ sound ;5 circular and narrow. Covered \Vilh skin (OI'nylon) and equipped wilh little disks in ils wooden slruclure. The drummer holds lhe tamhourine in one hand and plays \Vith the movement coordinating his hand Ihal beats \Vith lhe hand that holds. CUíCA - Formato de pequeno barril, com fina varinha interna, perpendicular ao couro. Friccionada pelo cuiqueiro, produz um som rouco e profundo, utilizado na marcação e em pequenos solos e contrapontos. ('/I{('(/ - Like a smal! barrei, \Vilh a slim rod inside, perpendicular la the /ealher. Rubbed by lhe cuíca p/aycr, produces a deep Ihroaly sound, used lo kcep the rhylhm and in smal! 50/05 and counlcrpoinls. REPIQUE - Ou repinique. Também utilizado nas convenções (a Mocidade, desde os tempos de Mestre André, dá destaque ao repique). É o instrumento cujas baquetas repicam, ou pontuam, a marcação. Variação: repique de mão, muito utilizado nos pagodes e estúdios de gravação. Tilll' /)ru1ll - ar repinique. A/50 used in convenlions (Mocidade, since maestro Andre's days, gives emphasis to the repique). The instrumenl whose drumslicks lap oul, OI' punctuale, the rhythm. Varialion: hand drum, oiten used in pagodes and recording sludios.

CHOCALHO - Uma pilha de platinelas, agrupadas numa armação de madeira. Tocado como o ganzá. /((/11/1' - A pile oi little disks, grouped on a \Vooden irame. Played like lhe ganzá.

~

o

rPoo ,

o

Q

RECO-RECO - De bambu ou metal, é friccionado com uma baqueta ao sabor do samba. Seguro por uma das mãos, enquanto a outra desl iza obedecendo a um movimento do pulso /(1'1'"-/(1'1''' - A cylinder oi hamlJoo OI'melai, rulJbed \Vith a stick lo the samlJa rhythm. Held in one hand, while the other strokes in a wrist movement GANZÁ - Dois (ou mais) cilindros metálicos, alinhados perpendicularmente e com o interior com pequenos pedaços de alumínio. O ganzá é seguro pelas extremidades e tocado pelo movimento do antebraço, provocando o atrito dos cilindros com o que está dentro. (;1111;;'(/ /((/11/1' - Two (OI'more) metal cylinders, perpendicular lo each olheI' and wilh smal/ aluminum pieces inside. The rattle is held aI ils ends and played by shaking lhe lórearms, causing lhe aluminum pieces lo rub againsl the cylinders. AGOGÔ - Dois (ou mais) copos cônicos de ferro, de timbres diferentes, Iigados por uma haste fina. É tocado, alternando-se os copos, com uma baqueta igualmente metálica. ol:!',,:!(; - T\Vo (OI'more! conical irun cups, of different timbres, connec/en by a /hin ror/. Played \Vilh a melai drumslick alternalivelv on each cup. ' PANDEIRO - De som seco, tem formato circular e pequena largura. Recoberto com pele (ou nylon) e provido de platinelas na sua estrutura de madeira. O rilmista toca com o movimento coordenado da mão que bate com a mão que segura. Tilll/JI'I'I - Original/y Europcan, etymological/y means a "Iittle nrum". Played with a thin drumstick (somelimes noulJ/e) and responsible lór mosl of the conventions.


h armon l/es;des

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que vê'fl

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VIOLÃO mais popular instrumento de harmonia no Brasil. O brasileiro, aliás, detém uma das mais importantes escolas de violão do mundo, com virtuoses como Baden Powell e Turíbio Santos, internacionalmente reco nhecidos. Guitur - The most popular harmony instrument in Brazil. The Brazilian, actually, has one of the most renowned guitar schools in the world, with virtuosos like the internationally famous Baden Powell and Turibio Santos. VIOLÃO DE 7 CORDAS. O único instrumento de harmonia maciçamente comercializado que foi inventado no Brasil. Sua linguagem, apoiada exatamente na sétima corda, mais grave, é uma das características do samba e do choro como gêneros musicais. De Tute a Rafael Rabello, o violão de 7 cordas é o preferido de craques como Dino, Luiz Otávio Braga e Paulão. ".S/r;u: Guitur - The only mass produced harmony instrument invented in Brazil. Its sound, based precisely on the deeper seventh string, is one of the characteristics of the samba and choro as musical genera. From Tute to Rafael Rabello, the 7-string guitar is the favorite of such stars as Oino, Luiz Otávio Braga and Paulão. CAVAQUINHO - Pequena viola de quatro cordas, percutidas com palheta. Apóia a tonalidade, ao mesmo tempo em que reforça os tempos do ritmo. Usado também em solos (Waldir Azevedo), tem cultores célebres, de Canhoto a Alceu Maia $II/ulf ";0(11 - (Cavaquinho) - A small four-string viola, strummed with a reed. Backs up the tone while reinforcing the beat tempos. Also used in solos (Waldir Azevedo), has famous admirers like Canhoto and Alceu Maia. BANDOLlM - A caixa de ressonância é mais bojuda que a do cavaquinho. As cordas são dobradas, no total de oito. De origem européia, tem o som plangente e é mais solista que de acompanhamento. jacob do Bandolim e joel Nascimento estão entre os maiores músicos brasileiros de todos os tempos J/o(J(/oliu - More pear-shaped than the small viola, with double strings, totaling eight. European in origin, has a plaintive sound d is better as a soloist than accompanied. Jacob do Bandolim and Joel Nascimento are two of its greatest Brazilian musicians ever. BANJO - Também com quatro cordas, sua caixa de ressonância é recoberta com uma pele próxima às cordas. Instrumento típico do jazz tradicional, foi incorporado às rodas de pagode por músicos como Almir Guineto, irmão de mestre Louro. lJuu;o - It also has four strings, its body covered with a skin dose to the strings. A typical traditional jazz instrument, has been incorporated to the pagode rounds by musicians like Almir Guineto, maestro Louro's brother.

.f<;llo'.


111/11 dl'ridl'.~ II'hirh .~rl"lOl is ;!oiu/! lo (['ill: lII"u"J('r.~ apprl/isl'

"a('h n'/f"isi/l' o//irial

1I1/f11an'lh"

('ri/('ria:

/;'arh srl"ml

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((1,,11111'11 lli.~('ard 11",lou'l'sl ((1,,1hi/!hl'sl /!r((lft', TIII' olha

("tll/llliu;! o/ poillls /01' l'IIe/1 srl/llo/,

'/1u' n'/fuisil,'s'

1('11n'/fai.~i/l's, Fit't'jur."

Ihn'l' ((1','Ihl'lI (,olllp"II'd

the ellvelopes

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mio d" oalra ,'s('o/a: Quai,~ o.~('ril';rio,~:

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1',

posll'riorllll'ull',

l'OIllP11 111 da s, l'Ullio, lia l'Olllu/!"1II ofil'ia/

bateria

-

Cerca de 300 ritmistas devem manter a mesma pulsação durante toda a passagem da escola. PcreussiulI - Around ]00 drummers must maintain the same beat while the school parades down the avenue.

samba-enredo Conta ou comenta o enredo. Interfere diretamente em outros quesitos. Um samba que caia no gosto da escola é meio caminho andado para uma bela apresentação. SUlllhu-Thellle - Tells the story ar comments on the theme. Directly influences other requisites. A samba which the schoollikes is already half way to a breathtaking show.

ha •.•nonia - Não tem aqui o mesmo sentido que em música Harmonia, na escola de samba, é a perfeita comunhão de ritmo, canto e dança dos componentes. lIarnlllu)' - This does not have the same meaning as in musiCo Harmony, in a samba

O

1/"111,o jlllw

dl'spn'::,a-s,' a lIIaio/'"

dos plmlos dI' ('((I/a a;!rt'lIIiaçtio,Os

school, is the perfect blend of its members' rhythm, song and dance.

evolução

- Observa, especialmente, a combinação entre as diversas coreografias mostradas e sua compactação ao longo da pista. Emluliuu - This especially observes the matching of the different choreography on show and how uniform the parade is along the avenue. ('111"('<10 - O tema centrai da escola e seu desenvolvimento. O ideal é que a escola traga um enredo original e criativamente desenvolvido. Tlu'uH' - The central theme of the school and its development. The ideal is that the school has an original and creatively developed theme.

eonjunto - O somatório de tudo. Confunde-se um pouco com harmonia e evolução, mas seu julgador deve estar atento aos altos e baixos de uma escola ao passar. OH'rull - The sum of every-

es

"1110dirid,'

a I'.W'O/tl1'111 dI'::'

/111' uoln, A.~ oull'lI.~ Irl;.~ .wio /fl/l'si/os

,.s,io I'S1t'S:

thing. Slightly confused with harmony and evolution but who judges it must be attentive to the ups and downs of a school when it is parading.

luxury and suitability to the theme. This is the carnival artist's responsibility, who creates the prototype for ali sections.

al('I-!'U1'ia~ t' iHlt'n'(:u~ Cada escola deve ter de seis a dez carros alegóricos. Além deles, há adereços, inclusive de

('omisl'<lo

mão, que contam para o quesito. É o quesito que mais novidades tem trazido, incorporando novas tecnologias - como o laser. Fluals

mlll Ac',','ssuril's

-

Each school must have six to ten f1oats. In addition, there are accessories, inc/uding hand accessories, which count in the requisite. The requisite which mostly contributes with new items, incorporating new technologies - such as laser.

fantasia

ill Ih"

an' Ihl' /ol/o(['illg:

- Analisadas

quanto à beleza, luxo e adequação ao enredo. De responsabilidade do carnavalesco, que cria o protótipo de todas as alas. CuSl!lIucS - Assessed according to their beauty,

tlt' fn'nlt'

Apresenta a escola. Antes, era formada por membros tradicionais de cada uma. Hoje, vincula-se ao tema e mostra ousadas coreografias Vanguard

CUllllllill,'"

-

Introduces the school. Formerly consisted of traditional members of the school. Today, incorporated to the theme and presents daring choreography.

mestre sala e porota- ban d ei 1"(1Trazem o pavilhão da escola em coreografia galante, herdada dos antigos ranchos carnavalescos. Standard Es('urt

Bl'urer

and

- They carry the

school standard in a courteous choreography, inherited from the old Carnival ranchos.

Mas que importância tem esta vitória, no calor tropical de uma disputa tão acirrada?Difícil transmitir a quem não é do ramo o que acontece na explosão de alegria que acompanha corações e mentes no envelope da última nota dez, Impossível confortar o sentimento reinante nas escolas que serão rebaixadas. Difícel explicar que, pelo menos na quadra de uma das escolas, o Carnaval começa outra vez- em plena quarta feira de cinzas - e tudo termina em samba, suor e cerveja, O desfile, na verdade, é um campeonato. E, nos campeonatos, que o Barão de Coubertin perdoe a todos os sambistas, há que ter um campeão.A realização do espírito olímpico, também na passarela, não consiste tão somente em competir. Sua consagração tem uma imagem: o brilho nos olhos. E um som além do rufars da bateria: o grito de vitória. Yet, how important is this victory, won in the tropical heat of such c/ose battle? It is hard to explain to outsiders what happens in that burst of joy when the last top grade is announced. Impossible to comfort the sadness of the schools relegated to the lower Croup. Hard to explain that, at least in the samba school headquarters, Carnival once again begins - on Ash Wednesday, in fact - and eveyrthing ends in samba, sweat and beer. The parade is, after ali, a championship. And, in championships, that Baron Coubertin forgive every samba dancer, there must be one champion. The Olympic spirit, also on parade, does not lie only in competing. Its celebration is in the bright eyes and cry of victory.


1- Além da entrevista com o mestre Louro, este artigo utiliza a pesquisa contida no livro "Brasil Musical" (Art Bureau, Rj, 1988), especialmente o capítulo VI, "As Escolas de Samba", de Roberto M. Moura 2- Precursores do processo de modernização dos desfiles, com a interação entre as escolas e as belas artes. "Chica da Silva", enredo do Salgueiro de 1963, inaugura uma nova fase do Carnaval, enfatizando a importância do carnavalesco e trazendo definitivamente a mídia para o espetáculo dos sambistas. 3- O pai de Fábio de Mello morreu aos 47 anos, do coração, quando ele tinha 18 e nada que indicasse que se tornaria profissional do Carnaval. 4- O samba, antes das escolas, não requeria a marcação forte. "Mas, se é para desfilar, temos que ter algo como o que acontece nos desfiles militares", ponderava Bide, seu inventor. 5- Cada escola decide como vem. Um violão e um cavaquinho. Um violão de 7 cordas e um cavaquinho. E assim por diante. Não é absolutamente comum que todos estes instrumentos apareçam na apresentação de uma única escola. 6- Além dos quesitos, pontualidade também. A escola pode ser punida por atraso na hora é fundamental de começar ou terminar seu desfile. 1 Forcrunners of the paradc's modernization process, with the interaction between schools and fine arts. "Chica da Silva", Salgueiro's theme for 7963, inaugurates a new phase of Carnival, emphasizing the importance of the Carnival artist and attracting the media to the samba composers show on a permanent basis. 2 The original samba of the schools did not need a strong beat "But if it is for parading, then we have to have something like the military parades", said Bide, its inventor. 3 Each school decides ilow it wil/ be. A guitar and a little viola. A 7-string guitar and a little viola. And so on. It is not always common for every instrument to appear in the show of a single school. 4 In addition to the requisites, punctuality is ,lIso fundamental. Tile school may be punished for a late start or finish.

Roberto M. Moura é jurado do Estandarte de Ouro, professor-adjunto da FACHA, mestrando de Comunicação e Cultura da ECO/UFRJ e apresentador do "Studio Jazz", da Tv-E,


Estrada Rio Magé, Magé, Km 22 - Magé Magé - RJ Estrada 733-2426 - Fone/Fax Fone/Fax (021) 733-1692/ 733-1692 / 633-2206 633-2206 PABX (021) 733-2426 FonelFax 733-1692 Av. Thomáz Thomáz Edson, Edson, 1555 - Barra Barra Funda Funda - São Paulo Paulo - SP - CEP 01140-001 01140-001 Av. PABX (011) (O11) 826-3388 - Fax (O11) 862-3048 (O 11) 826-3388 Fax (011) (O 11) 862-3048 PABX


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concentração

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concentratIon

I

I. I'

Colllmnisl Eneida - dear~v remembered - lI'as always prolld of heI' prouerb: "lhe less )'011inlelj('re ill folk art, lhe beller. Becallse wbo Ileeds ol~anizalion is a goverllmenl departmenl bllreal/cral:ç bll reall. " For many years, / collfess, nol 0111)'did /absorb blll rejlecl a 101011 Ibe com ments (!l my dear Marxisl, OI'ralbel; LI/kacsiallfrielld. Alld / mllsl sa)' / filla/~v came lO a cOlldl/sion. Yes, we shol/ld in 110lI'ay whalsoever illlelfere in lhe acl of folk crealioll. BI/I - whell it 's a pllblic show - it :,' IIp lo a compelenl orgallizalioll lo help make il ali eWII beller show. AII)'olle who has alwa)'s accompallied lhe samba schools, like m)'se(J; CClIIlesli)'y Ihat orgallizalioll is essential, despite lhe ifs. /11 lhe sixlies, whell Ibe parade was 1101)'el tbe glory it is loday - ali (!ll/S, crilics and jOlll'l/alislS, wOl/ld strr)//g~vcriticize (/I leasl three items: Ibe plllling I/P alld lakillg dowlI of Ibe sl{/luis 011Ibe Avelllle, Ibe size of some schools ll/u/ lhe pooresl sOl/lId syslem imagillable. Yellbere were olheI' crilicisms belweell 1965-1985: a badl)' lilavenlle, invasioll of lhe parade area alld, especialry, parade (~Vllamics, wilh massive delays so tbal we neveI' kllew whell it WO11Id)/lIish - O/Ice, in lhe sevelllies, lhe maralboll on~vfillished aI 2:30 pm, wben Ihere were evell cases of dallcers dyingfrom sl/lIslroke. AfieI' Nieme)'er's samba avelll/e design, lhe sitl/alioll improved alld lhe parade assllmed its splelldOI; despite some drawl}{/cks. Alld wby? Simp(J' becal/se Ihere was a more sllitable orgallizalioll .,ystem, based maill~V 011 lhe scbools Ibemselves, whose represenlalioll (a slronger School Leaglle, no longer Ibe weak School Associalion) slarted lo prolecl lhe legal righls of lhe jJaraders (arena, a share ill 7V broadcasls (/lu/ a joinl share ill lhe Avelll/e:ç organizaliollal slmclllre), 7bis )'ear, we have a lIew Ma)'or alld lIew Rioll/r mllllagemenl. Can we really hope for improvemelll? OI' willlhal be 100 ojJlimislic? Neither olle nor lhe olheI; becallse / am 1101prolle lOsl/ch credl/lil)'. 8111 / sbol/ld sincere~v say Ihallhings aI Riolllr are slartillg lo c/ear. / feellhal - 1101Witbolll reaSOIl- lhe IOl/risl board sbol/ld starl being less bllreal/cralic mui decelllralize its aclivities. EÇpecial(J'now Ihal )/lIallcial hardships have neveI' beell so bad ill lhe samba scbouls. 7be new Riulllr ml/sl smile IIpon Ibose who prodl/ce lhe parade 'with cOl/rage: raiseflllldsfor eacb school, plelll an exlra sponsorship Jimd alld, especia/~v, give more roomfor lhe Leagl/e 10.ioilll~Vlu/minisler lhe parade arella. Now's lhe lime lo repeat Eneida 's com ment: lhe people's crealivity shol/ld 1101be emprisoned. Alld mllcb less sllJJocaled h)' a lack of money. E.,pecia/~v whell lhe sbow:ç aclors are lhe people, who - 11IIbelievabl)' - pa)' - and pa)' dear(J' - eLJeIl for their own coslume. 7billgs might, in Ihis wa)', dick. Lel's hope SO' Ricardo Cravo Albi" is jOllr"alist, wrlter a"d fOlmder of the Mllselll1lof Image & SomuL

A cronista Eneida - de saudosa memória - enchia a boca para repetir uma máxima: "Quanto menos se interferir na arte do povo, melhor. Quem precisa de organização é birô de burocrata de repartição pública". Durante muitos anos - confesso aqui - não só absorvi como refleti muito sobre as considerações de minha amiga marxista, ou melhor, lukácsiana. E devo declarar que, finalmente, cheguei a uma conclusão esclarecedora. Sim, não se deve absolutamente interferir no ato da criação popular. Mas - no momento em que ele é exibido publicamente compete uma organização para fazê-lo melhor mostrar-se, em todas suas facetas e propostas. Assim é com o carnaval do Rio de Janeiro, no que ele tem de melhor e mais conhecido: o desfile das escolas de samba. Quem sempre acompanhou as escolas, como eu, pode testemunhar que organização é essencial, apesar dos pesares. Lembro-me dos anos 60. O desfile não era o triunfo de hoje - todos nós, críticos e jornalistas, baixávamos o sarrafo em pelo menos três itens: o monta-desmonta das arquibancadas, o gigantismo de algumas escolas a amplificação do som de baixíssima qualidade, causando o indesejado fenômeno do sambaatravessado. Mas havia outras críticas,constantes entre 1965/1985: má iluminação da pista, invasão da área de desfile e, especialmente, a dinâmica do espetáculo, com atrasos monumentais. - certa vez, lá pelos anos 70, a maratona só se encerrou às duas e meia da tarde, com até casos de morte de passistas por insolação. Depois do projeto de Niemeyer, a situação melhorou e o desfile conheceu seu esplendor, apesar de alguns pesares. E por quê? Simplesmente porque um sistema

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de organização mais adequado começou a se estabelecer, a partir, sobretudo, das próprias escolas, cuja representatividade (uma Liga das Escolas com mais força e não a débil Associação das Escolas) passou a clamar pelos direitos legítimos dos desfilantes (arena, participação nas transmissões de tevê e co-participação na estrutura organizacional da Passarela.) Neste 1997, temos novo prefeito e nova gestão na Riotur. Será justo que todos comecemos a renovar as esperanças de que as coisas melhorem? Ou será boa vontade excessiva? Nem uma coisa, nem outra, até porque não sou chegado a essas bonomias. Mas devo observar, com sinceridade, que as coisas na Riotur começam a se aclarar. Parece-me conveniente - e por todas as razões - que o órgão de turismo desburocratize e descentralize suas atribuições. Sobretudo, agora, que as dificuldades financeiras estão a pesar, como nunca antes, por sobre as escolas. A nova Riotur deve favorecer o desfile com medidas corajosas: aumentar as verbas que cada escola recebe, planejar um fundo de patrocínios extras e, especialmente, dar participação maior à Liga na co-administração da arena do desfile. Afinal, os atores que fazem o mais belo espetáculo do mundo precisam ser melhor tratados - e até acarinhados - pelo poder público. Boa hora para se voltar à síntese de reflexão da Eneida: a criatividade do povo não deve ser enjaulada. Muito menos - acrescentaria - asfixiada por falta de recursos. Sobretudo quando os atores do espetáculo são o povo, que por inacreditável que pareça - paga - e muito caro - até a própria fantasia para se exibir As coisas poderão, desse modo, entrar no eixo correto. Tomara!

Ricardo Cravo Albin jornalista, escritor e fundador do Museu da Imagem e do Som


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Revista Rio Samba e Carnaval Edição 1997 by Portal Academia do Samba - Issuu