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Revista Rio Samba e Carnaval 1989

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I

The major attractions

of Brazil.

Welcome to the colorful country called Brazil. The land where soccer is king and Carnaval is queen. Famous for its coffee, renowned for its gems and loved for its samba. They're all number one in Brazil. And so is MasterCard. From Rio to the Amazon, Sao Paulo to Porto Alegre, MasterCard is accepted at more places than any other credit card. So whether you're buying a bikini in Recife or emeralds on Copacabana, the MasterCard" card is the one to use at over 140,000 stores, restaurants and hotels. We hope you enjoy your stay in this beautiful ",."u.;..:,.u country, or as we say in Brazil, "boa estadia'.' Count on Credicard Master Card Telephone Assistance: For any information - in Sao Paulo (011) 223-79331 toll free (011) 800-8011 1For lost or stolen cards - in Sao Paulo (011 ) 255-88661 toll free (011) 800-8866.

C 1988 MasterCard Intematic:n:W


SIEMENS

,

Sistema de Iluminacao Siemens. A luz que brilha ha 5 anos na Passarela do Samba. Investir em tecnologia e um dos principios basicos da Siemens, tecnologia esta orientada para a promo~ao do bemestar das pessoas em todas as suas atividades. Epor esta razao que a Siemens produz uma completa linha de produtos e equipamentos de alta, media e baixa tensao, formando um complexo tecnol6gioc capaz de solucionar os mais variados problemas. Uma prova disso e 0 desenvolvimento, projeto e instala~ao do sistema luminotecnico permanente da passarela do carnaval carioca, cria<;:ao do arquiteto Oscar Niemeyer. Todos os componentes do sistema, desde os transformado res, quadros de comando, cabos ele-

Aterro do Flamengo, os Jockey Clubes de Sao Paulo e Rio, 0 Mineirao e 0 Estadio Municipal de Montevideu sao alguns exemplos de outros grandes projetos

que refletem a qualidade e confiabilidade dos equipamentos integrados Siemens. Ea Siemens, sempre ligada aos grandes momentos de emo<;:iio, assegurando, a luz de sua tecnologia, 0 bemestar de toda a comunidade.

triocs ate as luminarias de reacendimento instantilneo, detem a qualidade e tecnologia Siemens. E as lampadas de multivapores metalicos sao da OSRAM, uma empresa do Grupo Siemens. Mas nao e s6 0 samba que a Siemens ilumina: 0 Maracana, 0 Galeao, 0

Siemens: alta tecnoIogia em iluminacao.


SUMARIO RIO, SAMBA E CARNAVAL Dil'fltor Get81: M auricio Mattos ErHtOltl responuwl: Lena Frias ErHtor dB lITre e cria{:io

gnifa: M ello M eneses CoIIIbontfsm: Aldir Blanc, Carlos Lemos, Cesario M arques, fernando Cou to, Ferreira Gullar, Lena Frias, M arina Co/assanti e Tutt y Vasques (lext05), frno Schneider, Pedro Lobo, Sergio A fonso e ag6ncias Camera Tres. F-4, Image Bank, 0 Globo e Jornal do Brasil (foIOS)

Revi$6o:

,

Danilo Dias Vef$.fo p81'l1 0 inglis: M brinlt da Cunha Brenner e Oanilo Dias Produtor Grlfico: Eduardo Anastacio AssistenlB Grlfico • epoio

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ABRE-ALAS bastidores,

0

aqui VOCe vai saber as novidades, as noticias de

ti-ti-ti

/11

CENAS DO RIO -

Carlos Lemos, jomalista, diretor do jornal 0 Globo, em Brasilia, e, sobretudo, urn carioca irrecupenlveI, urn viciado em Rio

288 HORAS DE FOLIA -

/20 /30

quemdissequeocarnavalesotresdias?

o DESFILE DAS ESCOLAS DO PRIMEIRO GRUPO -

Art.~FiMI:

18 escolas se apresentam no palco i1uminado da passarela. Todos os enredos, tramas e sambas a partir

Fabiano FeijO de A rauJo PublicidMle: Mauricio Mattos" Carlos Carinhs_

~~~

Jose Carlos dos Santos Dies

Administ~io:

NatIJlia Tavares. f dwar de Oliveira Seixas, Rosalina de Fatima Silva M arques, Teresinha Cotrim, Urubatan Cesar. M arcia e Ricardo PereiflJ Composir;.io: Foto Arte Geisselmann

FotoMos: Piramide Color 2000 lmlH'lssao: Padilla Indus trias Gr6ficas Cin::uIa{:iio: F. Galvao Escrit6rio: All: Rio Branco. 257,. GT. 1B01/5 - CfP: 20040 Centro (RJ) - tel.: (021} 262-5329 - Rua P,nheiros, 836 - 2 ~ andar - coni 06 - CEP: 05422 Pinneiros ISP} - Tel.: (011)

883-6686/852-4621 RIO SAMBA E CARNAVAL, uma publica{:iiO da R.Se. Edl~6es e Promo{:Oes Uda. l regis lrada na Divisiio no Departamento de Pollcia Federal sob a n.Q 1.633·P 209/73 de acordo com a lei de Imprensa, e depositada em 01/71/72 como marea mista na classe II, sob 0 regis l ro n ~ 19.669, da Secretan8 de Marcas do Instituto Nacional de Propriedade Indus trial proibida a reproduf;Bo, ainda que parcial, de qua/quer malena, gravUflJ ou fOlo. sem a expresss concordancia da Dire{:aa A marca RIO SAMBA E CARNAVAL e as tres palavras Que a compoem sao de usa exe/usiva da R.S.e. fdl~oes e Promcx;oes Llda. A publica{:ao "Os Sambas que as Escolas fstio Cantando" e um suplemento da rev/st8 RIO SAMBA E CARNAVAL

e

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/35

RETRATO DE UMA CIDADE SOLAR Lapa ao Arpoador

TA FAZENDO UM ANO e carnaval

CARNAVAL. ..

,..

/11 123

Aldir Blanc conta urn caso de botequi /

-fum ensaio fotografico lindo, do Evandro Teixeira

A FABRICA NACIONbL DAS GRANDES ILUSOES sobre a usina de carnaval que e 0

CARIOCAS SOMOS NOS

/12 uma reportagem interessantissim Campo de S. Cristovao

NOVAS FORMAS NA PAISAGEM ousadias da carioca

ULTIMA pAGINA

/12 /13 /138 /14

Tutty Vasques, a satira e a malicia d

cronista rna is badalado do Rio

Lan

Marina Colassanti, d

o poeta Ferreira GuIIar e a.

mas nao 0 fim da festa. Que 0 diga 0 cartunist,


o camaval continua sendo e sera sempre a mais grandiosa e a mais vibrante festa popular que a cidade do Rio de janeiro oferece ao seu povo e a seus visitantes. Considerado 0 maior espetaculo da terra, essa explosao de musica, de danr;a e de alegria e a marca da fratemidade de nossa gente. o Rio de janeiro vivera urn c1ima de folia contagiante ao som das baterias e dos passos do sambista que existe em cada urn de nos que am amos esta cidade maravilhosa. Nosso govemo tudo fara para que os quatro dias de festa sejam plenos de deslumbramento e de felicidade geral. Quando chegar a Quarta-Feira de Cinzas poderemos dizer que vibrou como nunca 0 corar;ao do Brasil. Estaremos, entao, gratificados com 0 dever cumprido. Que 0 Rio de janeiro, neste ana de esperanr;a, brinque 0 seu camaval com fe e amor.

Pe/.h

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,

ME~SAGEM DA L1ESA A L1GA e uma crian~a de apenas 4 anos e, como urn prodigio, conseguiu neste breve periodo de

tempo uma transformac;ao radical nas estruturas do Samba, proporcionando meios para que as Escolas de Samba, a cada ana, aprimorem suas

apresentat;6es e, hoje, sem qualquer dose de u fanismo podemos afirmar que produzimos 0 maior espetacu]o da terra .

Uma corrente saudosista critica a atuac;ao da L1GA alegando que deterioramos 0 desfile das Escolas, que estamos matando as suas raizes e outros argumentos infundados. A evoluc;ao do desfile transformou em espetaculo as apresentac;6es das Escolas de Samba sem, no entanto, se descaracterizarem, mantendo sernpre

vivas as tradi<;6es das Escolas, senao vejamos: apresentamos os melhores

Passistas, Ritmistas, Mulatas, Sambas Enredo, Alas de Crian~as, Baianas, Velha Gua rda, Com positores, ah~m de fantasias e alegorias maravilhosas, artistas, jogadores, enfim uma gama de atra<;6es, que ajudaram a transformar aquele simples desfile de alguns anos atnis num espetaculo fmpar, hoje ja extrapolando as fronteiras do Brasil e se firmando no cenario mundial. Numa crise fi nancei ra sem precedentes na historia do Brasil, vemos os ingressos do nosso desfile se esgotarem rapidamente. Os meios de comunica<;ao disputando palmo a palmo a preferencia do publico e criando uma expectativa em torno da transmissao. Passamos 0 periodo natalino venda sambista em vez de Papai Noel nas emissaras de televisao.

Par que esta procura pelos ingresses e esta cobertura maravilhosa pela imp rensa escrita, falada e televisada? Porque fazemos 0 melhor em espetaculo no Brasil. A situa<;ao de extrema.dificu ldade que a populac;a,o carente atraV"essa impossibilita a compra de suas fantasias, mas, fe lizmente, a LIGA, atraves da capta<;ao de recursos, pcoQicia as Escolas condi<;6es de doarem, em media, 1.800 fantasias, nas suas comunidades, mantendo sempre presente nos Desfiles 0 auten tico Sambista. Tern sido esse 0 trabalbo e a preocupa~ao constante da LIGA, sempre empenhada em contribuir para 0 aprimoramento do espetaculo a que voce assistiril agora . A todos, urn Feliz Camaval.


o Gol GTI apresenta Voce esta diante de uma das maiores inova<;:oes que a industria brasileira ja viveu nos ultimos anos. Voce esta diante da mais avan<;:ada tecnologia automobilistica. Voce esta diante do novo Gol GTI, 0 primeiro carro brasileiro equipado com inje<;:ao eletr6nica. t a Volksvvagen mais uma vez confirmando sua posi<;:ao de lideran<;:a

tecnol6gica, trazendo a informatica para dentro do autom6vel. Controlada por um microprocessador, a inje<;:ao eletr6nica substitui 0 carburador, determinando a dosagem perleita de combustivel a ser injetado, conforme as exigencias do motor a cada momento. Enquanto isso, outro microprocessador comanda 0 sistema de igni<;:ao.

Esses dois sistemas, aplicados ao 2,0 litros a gasolina, possibilitam desempenho muito melhor, com indices de consumo, facilitam a frio e permitem um funcionamento do motor mais regular e equalizado. prazer de dirigir, 0 conforto e a portividade de um carro potente 0 que nao falta no Gol GTI. Dentro I

o

e


ogia Volkswagen. o

19i encon1l1lr diferenciais exclusivos: IOIante, manlpulo e coifa do cambio envollidos ern oouro, quadro de instrumentos rom grafismo em vermelho, veloclmetro rom marca<;ilo ate 240 kmlh, toca-fitas oom mem6ria e bancos Recaro revestidos em tecido tear nas cores cinza e azul. E os diferenciais continuam na parte externa: antena de

radio no teta. lanterna traseira em acrnico fume, pintura perolizada na cor Azul Monaco, moldura entre eixos em prata, aerof61io e carca<;a dos espelhos retrovisores na cor do velculo. Como voce pode ver, 0 Gol GTI oj realmente um carro sem similar nacional. Com este lan<;amenta. a Volkswagen coloca a industria automobillstica

brasileira em sintonia com 0 mercado mundial. Gol GTI, 0 primeiro carro brasileiro com inie\;ao eletronica de combustlvel.


PAOOUltDO E EIIlGaAA

aDD NO BRaSIL SOB UCEMCA !''::::~~:fI'4fi


.

EM

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TROCA-TROCA DE ESTRELAS

JUlGAMENTOI

~als uma vel de

Este anD, um grande troea-troea de

â&#x20AC;˘

Jul~amento. qUa~dQuesjtos estarao

estrelas movimenta as escolas de samba. o Carlinhos de Pilares. por exemplo, foi para a Jacarezinho. cujos componentes estao felicissimos em contar com for<;8 da voz do tradicional puxador de . sambas.enredo. No lugar de Carlinhos. Pllares tera J. Leao defendendo seu samba na Sapucai. Dominguinhos. grande estrela da Estacio este camaval sai com a lmperatriz. Mas um dos troca-traca mais ala e badalativos e na area dos mestres-s porta_bandeiras. territorio de alto -brilho. po~ exceh~ncia. Ir~ne e Alex. par nota dez. delxou a Jacarez1nho e foi para a Estacio. HelciO PV e Doris. a dupla de ouro da Beija-Flor. foi para 0 Salgueiro. alias. a sua escola de origem. Esses sao apenas alguns dos muitoS troca-trO cas a agita r 0 samba carioca.

pnmeiro 0 as 18 e em passarela. SagrUr se apresentscolas de harmonia

e es bateria sa arem na

fantasia. c~~~ol~c;::ao. coniunt~ba.enredo. e porta.ba '~sao de frente . emedo, As notas sa~d;'ra .e alegorias' em~stre.sala dos Quesit

0

e cinco a dez

a erec;::os.

cada um

dOe~~~as tres notasP:;~b~~~a um

r qu

e Jurados do G

o ::;,a~ecend~ :~~~; ~~ra elimi~a~~.a po

restantes

arenta Julgadores . rupo I e. (armada . e del juizes r~~eerndo 30 efetivos vas.

A tgamente e m sam r

jorge indio

as fanta

Que 65 d meu todD d no"'" rnodoticadO' claro E.u sou fen'etfO 0 carn8lJ8leSCO me dA a desenhe> doS carros e eu fac'" Vep as medidas. a dlmensllO e o sua! que vA<> dar no "...enida Teohe> que ver sa a _ue eslA beIT1 pOsic:iona?O e autroS deta\he que ".,ila gente nao nota a nao 50' ,.. no -'<Ia ~ aconteceu muOO

de 0

carro nao flear com 0

a

asp8f8do e eu ter QU desrna har tudO.

mas nunca tNe probl

OS camava1e5COS. Ac

10'

deS poucos felTelro QU oPln~O do carnaval estouram De xar a Vita I bel m pensar Ja<ge orgu ha do sou uabalh<> e Escola uer ala gam.. au pe<C8 a ca nil'IBi Eurna xIo n\lgB Ell 56 .au deiXB' a Vola I bel Quando moner â&#x20AC;˘ 56 a ()euS q se,. no quadr8 de au do"",le

o desfite. baI8f'do surd<>

11

a com

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APITO DE OURO Todo ano ~s escolas de samba recebem prem.os, nofeus, medalhas, que dlStinguem mestres-salas e porta·bandeiras; destaques; 0 melhor samba; 0 melhor pasSlsta , e aSSlm por diante. Mas, ate aqui, ainda nao se premiou aquele que e a alma da escola de samba o ritmista·mor, 0 mestre-de-bateria, aqueie

que conduz pelas a orquestra de percussao responsavel evoluc;oes da escola n Estejam, entao, atentoS, toOOS os passarela e pelo entusiasmo da galera. a comandantes de bateria, a todos os No proximO camava\, a RIO, SAMBA E pres.dentes de escol a , todas as escolas de CARNAVAL e a GOPE, fabricante de samba para a noss grande promoc;ao, que s mstrumentoS musicais, estarao destacandor lanc;amo agora, no calor do camaval de 0 8 com 0 API70 DE aURa 0 mestre de 19 9. Em 199 , API70 DE aURa para 0 bateria do ano. melhor entre os mestres de bateria.

,

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ufTI do S

que fspan res ' dO ._. . composil° nco 0 da ,Arra safTIba-enred d Den tto fngen hO e es J1'lo. hoI rn de e espan Juan AntoniO e S8 chama Mendez? ANato .

,

HUMBERTO - A GaPE conquista a Euro-pa ConversaT com ele e uma eoisa

\ouquissiTOa• Humberto HenriQ.ue Rodelta Esse exuberan1e Humberto Henrique e um wltao de energ,ia, de: ide~ de Rodella e dono da GOPE. a mais dirlamismo. de partici~o. E. a1em.de tos importante fabrica ~ instrumen tudo. eum" !.iropatia de pe5SOil. HMnbertO muskais do Brasil. E.·ele que fabric:a esses e desses pcrsonagens muito atuant.es. surdos. cuicas e tamborins que vibram nas semple presentes quando a hist6. maos .dos mestres ritmlstas das escoIas de acontee£. Quer um e;xemplo? QuaMo a Jove Guarda com~, nos idos de 60, na samba. m de sao Paulo, cle, nio s6 estava \i, A GOPE com~ou hi 30 ano s no polio Record re da casa do HumbertO. na rua Sibimbu. em ttei como era tambem figura importan sao Paulo. Era ele e e\e mesmo. ("Com naquel e movimento. a,iu4aJ'do em tudo. c.onsertando instrumentos de bateria de c.onsertando e {azendo bat.er\aS e Ja1.Z:') Hoje tem 300 operaOOS e um instrumento!o mu!oicais para 0 pessoa1, parque industrial em Embugua~u, na emprestaJ'ldo a pr6pria casa parasando ensaios. Grande sao Paulo. l"hnagina. que eu acabei "e:Kpul " Pois 0 nosso Humberto das Baterlas a minha tami\la de casa, arnunando ootro em 88 deu um ~ salto para 0 mundo: lugat' pta minha gente. que era prava tunna foi descobertO pela firma franctsa teT es~o (Ira ensaiar. Eu trabalha no Cosmopel Kristian. que com~u a poraozinho. embaixo. Na parte de dma distribuir suas caixas. cUICa5 e tasnborins, fic.a.va a mlnha casa. }\quilo acaboo virando primeiro na fra.n~. agora ~ pOr outroS um ponto de encontro de mitsKos. de paiseS da Europa. Em janeiro Humberto artistas. Era 0 pessoaI da Jowm Guarda. participoll. a convite de emtl resas era Gil. en. utna c.oi!oa incri...et:·) europeias, da Musik Mess-e. feira de PeTgunta s6 pro Roberto Carlos quem equipamentos e instrumentos musicais na e 0 HumbertO. Ele vai abrir aquel e sonisO cidade alema de frankfurt. bonito e dizer a,ssim: "0 Humberto, ora. Conversar com Humberto e uma ea maior ftgura. um c.an e tant~' Quer \oucura. Vibra demais- E a ~o est! mais exemplo? Voce conhece a hist6rk.a sempl't presente: "Puxa. meu, eu me esco de samba lava Pis. de sao Paulo? la emoc demais quando assisto aos Pois foi a primeira que encMl tou 0 co~ iono desflles <las escolas. as minhas ~ sentimental do Humberto que, para eta, ele 1a Ii, a bate1'la enlouquecendo a passare :' fabrlcOU o!o primeiJOS instrumentos de lnquieto. cheio de ideias. ele deixa aqui percussiO em madeira e couro de cabrito. a sua sugestao de sambista: "Acho que 0 rAi 0 samba. que eu ~ gostava. entroU carnaval tem que ter dab. propria. {)eI.'e ser mesffiO no mW sa,ngue.") foi por " an<)! na ultima semana de {~eiro. fica melhor s.eguidos presidenre I1a escola de samba pra todo mundo, as esco1as teriam muitO filholes da X.9. Ho;e desfila, }i hii bis mais tempo para os ensaioS. os trabalhos anos. pela \'ai.Vai. Bom, se a gente c.ontar de quadra:' tudo, nao para mais· f'"tea registrada a sugestao do nosso Humberto da GOPE, primeira (3brica de inslrumentos musK.ais brasileifOS a conquistar a Europa.

°

ACORTEDE o REI BOLA A corte ddo cam avaI esta. mais assanhada 0 que nunca hora de escolher 0 . ,este ano. Na adivinhem se Re. MClmn-Jtn

•...

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reele'

., !

_.2 ~",?

teve pIa rna is ''''I'''~'

f .to, por unanimidade e amoso Bola mais d quilos de an'imac;ao ~ento e cinquenu ano consecutivo B'I omo pdo Nem passa pela' ~ a emplacou no Rio, substituir 0 ~~Iae~a de ninguem, o que antecipa urn 1 0 comando da reinado (alias eI :go e frutuoso Carvalho): Bdla s~ s~m ama Reinaldo de

corte camavale ' 27 anos, Mas a belas mulheres scCa e sempre cenario de C . omo a IQ' h d a~aval, Lflian Fi u . mao Marcia Barbosa e arela ~"redoAndrea. e as prine

t


NOVACOR PINTA NA PASSARELA

BANDA 1/4 D~~/f>ANEMA AS ECULO A'Ibinoanda doe Ipan n· nnh. ema . orna~,.st as elrO . e ,.nere' eriad.ap } . eaT/oeas ,lntelee ,!,entad. Or sim ,e qlle s tllals ea· a por alltor; b.olos da e rtlS(as 25 rtaT/smo n reslstene· 11m dos anos. A 0 Brasil. fa ao fo~ Ipanema pa,!ir da '/1eompletoll rea "'.aram, c~mUttas 011 anda ras de Viv;,maram mo olltra/ se , .lIma f~r';,antendo_stantas Se a bem b e, assim earnaval. rasileira d~

~ornoll

Os dOle mil metrOS quadrados de piSO da passarela do samba estao tiOlndo num onza maiS boOlto. Sobre ele se destacam as cores das fantaS!as e 0 bnlho do samba no pe: Obra da Novacor, uma tlnta espeCIal para Clmentados e lalotas cruas que, a\em de ser duravel. e bem mais alegre. A Novacor da passarela e um prod uto da Globo s/A TlOtas e Plgrnentos Que, como a gente pode ver, tambem d; o malOr samba.

ISIDRO fAZENDO Alem AS doCABECAS malS. pre<;o nao e

•-" que atrasar a escola quese nos . pontos

o assunto preleridO do ar\Jsta. nto Nao se recusa. no enta . a p5i,,a!'\<lliS\a. lazer cabet;3S ~ 0 lhO lalar sobre seu uaba uaba 1hO do argentino Isidro comentando que' 'gosta de lfO \-l,efTef . 57 anOS, so\t8 , ha a tudo 0 que laz oaa tendO 27 nO Brasil, oode \tCOU ne,",numa pc-elerencia el"\ue cOf1 como 0 Isidro suas abfas" A ,,)spirac;AO vern heCidO BiputerlaS No inielo. lUdO nao de urn .. bate-papo" cam a pa~ de hobbY corn a ressaOa ~ procura cQOs\ante das _ AInte clien1e cnega e a geote r heguesas. Isidro decldiu \(){oa Ilea canversaoda para vel 0 o que era urn simples laxer em Que val Ihe liear bern Fac;o as lof"lte de renda- Ho~. \SldfO se cabeY3s nao 56 para a org ulM de lef leltO a cabe93 car~a\. mas \ambem para 80 lco penas. straSS, acrmco$ e shOJ'o'S 0 tempo de fabrica11 hefe5 m outrOSmatet'iais) de rnul depende dO rf..ode\o eSCo1hldo. na lamesas 03' c\asse alta Ftlde l€"Jar ate uma sema 'QIas co(1'10 Martha Rocha. pala conclu1! urna. se {or mUltO lleira Regina MarcondeZ renal, Adalg1sa ColombO. \-Iek) Amado camphea da ISidro exphca que 56 s e Sue\i Stra mbOVSk'/ mulheres prOC uram seu Isidro ¢ perdeu a conta de ~s e Que a idade Ideal e Qua cat;,eyas lez ate 'nO~ ntaS ap6s os 30 anQs. \03 QUe. f em sua loia de 'oipuler\aS e acrescenta Isidro. .,mulhe enlei1eS na Rua Farme de muito ~m ~a enlla ne.sse p,moedo. em \panema. onde carnaval". Em sua 1018. Isidro luncion a seu atelier NaO na. con com tres auxiliares lurna um. pfec;O lixo para OS arranps rnulta e daiS harnens) e todo nef e oem (nodelos predelinldoS. o material necessaria para seu em'oOra a c\iente pQSS3 traba1ha e eornprado corn escolher a\gum no catalogo antecedenela e estacada. Mas eJ,pbO fado pOf Isidro. 58 a material e cornprada corn nta o argentino adla . pOfern. anteeedencla . a pracura das Que 0 prec;o mlnlmQ hca em c\ientes e sempre ern eima toll'lO de Cz$ IS mil 1'\30 have ndo sequer estunatlva para d3 hora a mals cara.

Embora roaD se~

13


MUSEU DO CARNAVAL

Come~ou a funcionar no mo que passou uma das ma is mportantes institui~6es com we 0 Rio conta agora - 0 V1useu do Carnaval. Idela 3ntlga e polemica, a prirneira entatlva de realiza -Io fOI em 1981. Seus come~os, no "manto, datam de 1984, epoca orn que a Passarela do Samba ostava sendo projetada por Jscar Niemeyer A sugestao nicial de como deveria ser 0 museu partlu de Darcy Ribeiro. que se pretendla era, principal mente, rnostrar os desfiles em enormes tel6es. Mas 0 museu comecou realmente a ganhar vida, a partir de mar~o de 87, sob a responsabilidade da Riotur, em cu jo comando estava Alfredo Laufer Fai Laufer que botou Hlran Araujo frente de uma Comissao Executlva Permanente Iformada, alem dele, coordenador, por Leonita Marla Zilll, Vera Lucia Correa, Cesar Guacuri, Mauriceis Le ltao, Victor de Castro, Aida Rosa, Ari Araujo, Du lce Tupy e Raphael DaVid) e deterrnlnou que tocassem 0 projeto para frente, buscando, inclusive, 0 apolo da Iniclativa privada.

o

a

Inaugurado aflna l ern 1987, no Dia do Samba, 2 de dezembro, 0 Museu conta com exposi~6es de fotografias, videos, estudio fotograt lco, . enfim, recursos pa ra ilustrar e informar 0 que e 0 carnalAll e. a rnagla das escolas de samba. Alias 0 nome oflcial do Museu, que funciona na prortla Pra~a da Apoteose sob 0 qjprlOSO a'co proJetado por Nl'emeyer para a Marques de Sapucai, e Centro de Mernorra e An l ma~ao do Carnaval. No momento esta ern exibl~ao no Museu a exposlcao Femando Pinto - Um carnaval nas estrelas, que val ate rnar~o

e

Visltar 0 Museu uma otima. A entrada e pela Rua Frel Caneca e ele fica aberto de 3' a domingo de 11 as 17 horas. *... que a

14

COMO SERA

o CARNAVAL EM 1990 te como sera o.

Pois ja se sabe a

ba do

de

das esco1as de s8dm . Ugural a

. nO anD 1",8 ara as nas SOS as dlca s P havera al que vern . er Qu Qu"IO"'" I

~~c~~~~~~sfi'an?o.

tuais dezoltO., ~~~I:,~~~I~ :present8rao n~. De acOrdo com ~

das esco1as. d;str;b'UaiCnIO de o . . para 0 fica

855 1111 .

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sera for~a~odpe~~dente das da lIga ~o ~iO de Janeiro; Samba or colocadas esColas

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de 89. ft;l,a . : colocada do elr e pela prlm aval deste

nO earn to UI 0 regulamen \S50 se, a '

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-


.

imples e facil de carregar. opera~6es fantisticas. ver? Soma. Em apenas meses de operavao l)ul¡ocard e0 terceiro cartiio Brasil, somando quase JIW.vvv c1ientes. ttulltiplicalcao. Rapidamente

a rede de loj istas se multiplicou. Atualmente sao 95.000 estabelecimentos comerciais cadastrados. Divisao. Divididos por todo o Pais, sao 110.000 pontos onde os c1ientes podem sacar dinheiro com 0 Ourocard

garantindo 0 Cheque-Ouro. Voce acha que esta faltando uma opera<;:iio? E, mas Subtra~ao ele nao faz, nao. Ourocard.O cartiio que colocou todos os outros no bolso.

S

BANCO 00 BRASIL


,

-

--

SORSTICACAO, REDUINTE, BELEZA. NOVA LINHA BRANCA BRASTB


...

-

-

.

,"

'OM GOSTO CHEGOUACOZINHA.

.

1


MARIA AUGUSTA, ROSA MAGALHAES, LILIAN MARIA AUGUSTA

ROSA MAGALHAES

Mesmo sem tempo para fazer uma das coisas que mais gosta: acompanhar os trabalhos em barracOes de Escola de Samba como carnavalesca, Maria Augusta continua preocupada com a situao;ao' das centenas de pessoas que l~ trabalham sem ter sua funo;ao reconhecida. Ela acredita que ja passou da hora dessas pessoas serem conhecidas como artistas de uma produo;ao que e 0 maior espetaculo do mundo. Existe arte na carpintaria, no trabalho do ferreiro, etc. Elementos que 0 publico nao ve. 0 conjunto de uma Escola de Samba e muito mais complexo que uma opera e os artistas nao sao recon hecidos como tal. E a critica depois do carnaval nunca e de arte, mas somente em rela~ao as Escolas de modo geral - observa. Professora da Escola de Belas Artes na disciplina Indumentaria, evoluo;ao do traje e projeto de figurinos para espetaculos, professora de Oesenho Artistico, teoria da forma, cor e folclore, Maria Augusta este ano esta se dedicando quase exclusivamente ao mestrado de comunicao;aO. Maria Augusta trabalhou como carnavalesca de 1968 ate 0 ano passado tendo estado na Imperio da Tijuca, Salgueiro, Uniao da llha, Unidos do Tuiuti e Tradio;ao. Foi a primeira mulher a trabalhar como carnavalesca no Brasil. Ela explica que e tradio;ao os professores da Escola de Belas Artes levarem seus alunos para trabalhar em barracoes. Foi assim que ela come~ou levada pelas maos de Fernando Pamplona. Em 1978, no entanto, decidiu so trabalhar em Escolas menores. Oeixou a Uniao da llha e foi para a Unidos do Tuiuti, que estava no quarto grupo e acabou passando para 0 segundo, antes que ela saisse de lao Mas nao pensa em se afastar do carnaval carioca e usa 0 pouco tempo disponivel que ainda possui divulgando no Brasil e no exterior 0 trabalho dos artistas do barracao.

Carioca, nascida em Botafogo hHI anos, Rosa Magalhaes vem surpreendendo a todos ha 15 anos sua criatividade. Uma das duas unicas mulh~res carnavalescas em atividade no RIO de Janeiro, este ano. Ela conta que ~he.gou _a sofrer um pouco de dlscnmma~o no inicio de sua mas que isso nunca the causou problema. Hoje. reconhecida por seu talento e capacldade, ela ja come~ a falar em cansa~o, embora sem muita convico;ao: _ Chega uma hora que a gente cansa, fica velho ou morre. Estou come~ndo a me cansar. A vida e mesmo. A gente sai e entra um carnavalesco mais novo. 19 Campeonissima Sa R 71, com 0 enred ~ Igueiro, em osa repetiu ado ega no Ganze, ~rrano com 0 e~~e na Imperio ~ngua de muita ge~~O que enrolou a umbumpaticumbu . em 82. Na Trad' _ m prugurundum hrando a agre I~~, dupla vitoria ' diretamente ~~a~% quarto grupo Rosa passou a' d p tmetro grupo Flor, Imperatr!; ~::'a ~ortela, B~ija. na Estacio d sa poldmense e esti consecutivo. e pelo terceiro ano Rosa lembra trabalhar Ii con .,:::~ come~ou a Maria Augusta VI a ,carnavalesca responsavel peio~ufi ha15 anos era

:rJ:od~~o Joa!~~:;.~~::perio

. egonas M . Preclsava de alg' ' ana Augusta

com os figurin uem que a ajudasse convidar Rosaos. FOl quando decidiu

Mas a vida de Ro se resume apenas sa Magalhaes nao todo 0 an I no carnava/ 0 fig' 0 e a assina ce ' . . urante urmos de narlos e Na Es>< . ped~ de teatro ",CIO e sa R "'e bal'es. ~nre.dos "Tern Titit" , osa Ja criou os BO\ Da Bode" E t I no Sapoti" e 0 enr~do "Urn, Do' s e 'u.!.0, 0 tom do sera 0 mesmo' IS, FelJao com Arroz" Gosto de u~ar ,. a malandragem. a sabra, a gozao;ao e


Comes e bebes da mais alta qualidade na passarela do samba

U~M~MULHERES INCRIVEIS SEUS CARNAVAIS MARAVILHOSOS

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LILIANRABELLO Quando come~ou a trabalhal~;s...... Escolas de Samba, Lilian Rabe\lo, camavalesca da Caprichoso s de Pilares, nacerta, nem pensou que urn dia chegaria a assumir cargo que ocupa hoje. Aos 28 anos de idade, dez de barracao, ela ea Presidente da . Associa¢o dos Carnavalescos do RIO de Janeiro. Sempre a1egre, apesar ~ inumeras atividades que exerce, a1em de cuidar da casa e do mho Renato, de 3anos, fruto de seu casamento com 0 tanlbem camavalesco Renato Lages (parceiro da mulher na Caprichos~s), Lilian sO consegue parar em casa a noite e uma parte da manha. Modesta, Lilian observa que es:a come9l"do a andar agora e que ve 0 carnaval nao s6 artisticamente e comercialmente, mas tambem sociologicam ente: _ Eu me mobilizo pelos inumeros segmentos do carnaval, que mobiliza '-. todas as classes sociais, de A a Z. Eu -------oao penso em deixar de ser '. ) camavalesca urn dia, como nao penso em ser carnavalesca por toda a minha vida. Estou envolvida nisso e vibro com o camaval. Na adolescencia, eu tive duas o~oes: ser guerrilheira QU artista e optei por ser artista. Ass~, a gente vai fazendo algumas revolu~oes.

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Tres nomes d empresas que t:!6 e o entre as ~e restaurante~ hbam na area alImentac;:' . ares e presenies ~~ do RIO estao • samba, garantin~~ssarela do dos servic;:os nas a ~celencia na pista e n arqurbancadas Sapucai, ChioS camarotes da' • Abifadel (Obac.~~:)carey, Elias Gomes Lo e Modesto Internacionaf)e~ .(Hellen's categoria int . a~ buIes de camarotes. s - ernaclOnal nos Sup~r ~~~~~7tles sandubas arquiban ca das - os nas Comidinhas ; sao.aquelas aquecem a I genrals, que noite de car a ma numa Ion drinks, bebi~~val. E sao aqu~~s cervejinhas su has, refrigerantes tl!do 0 que lergeladas, enfim' murto mais ca~a0 carnaval ser ' ~ Modesto, a trin~!I·dChic.o, Elias ares e restaura e rels dos garantem. se ntes cariocas comeretes ~ b ~epender dos' mais vai rola: eretes, 0 que muito riso e n~ Sapucai e E' murta alegria ISSO

19

ai.

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canas desta cldade maravllhosa. na vlsao de um carioca de vel'dade

CARLOS LEMOS

â&#x20AC;¢


Alias, 56 descobriram que ela estava falida porque era junho ou julho, pleno invemo. Se fosse verno, ninguem teria percebido a falencia. Estariam todos os da terra e os de fora, os governantes e os governados - todos envolvidos por esse adrninlveI cio do vemo. CamavaI, fim de campeonato no Maracana, praia, samba, oferendas a lemanjit, chopinho no bar, gente a correr para 1<1 e para ca no cal~adao, mo~ bOnitas, rapazes queimados de sol, mulatas na passarela, vendedores de mate e maconha, camelos de frutas na esquina . . Por falar em vendedor de mate,' quem conta a hist6ria e 0 empresario Mauro Salles. Diz ele que urn. vendedor de mate na praia, em plena Ipanema, pleno meio dia, nao resistiu e s.! atirou em cima da mo~ de biquini cavadao (born conjunto este) que, de bru~os, esquentava ao sol. Preso e levado para a Delegacia, explicou ao Delegado, - Doutor, foi legitima defesa! Foi solto na hora. E louca esta Cidade. Linda e louca. Tern cio de verno. Sobre ela, Gastao Cruls recolheu uma frase, de autor desconhe~ido, mas que a retrata muito bern, - Deus criou 0 Mundo em sete dias. 56 no Rio, consumiu dois. E levou dois porque era Deus. Fosse outro, Oscar Niemayer ou Gaudi que fosse, levaria muito mais. Quem, tenha o talento que tenha, faria aquela curva da praia de Copacabana? Quem ia montar aquele pico, 0 Corcovado, para botar lit em cima 0 Cristo Redentor? Quem ia juntar os dois morros para urn bondinho nos levar ao Pao de ~car e de lit vermos aquela vista linda da mais linda baia? Quem nos faria a FIoresta da Tijuca'e a Penha, onde esta a igreja de Nossa Senhora? Ou 0 Outeiro, onde estit a da Gl6ria? Quem faria Paquetit e Brocoi6? Quem, a Cascatinha do Veu da Noiva, a Prainha ou a Serra do Mendanha? Quem, as lagoas da Barra, as 84 grutas e cavernas, as 30 cachoeiras e 0 Maci~o da Pedra Branca, em Bangu? Quem se lembraria de botar urn vulcao extinto hit 168 milhoes de anos no Mendanha, ali em Campo Grande. Quem criaria Niter6i sO para que de lit se veja 0 Rio? Quem cercaria tudo com a Serra dos 6rgaos, onde estao 0 Dedo de Deus, Petr6polis e Teres6polis, sem contar Friburgo? Quem, a Portela?

As a matter of fact, they only discovered it was broke because it was June or July, in (ull Winter. Were it Summer, nobody would have noticed its bankruptcY1They would all be both those from the City and outsiders, those governing and those being governed ~ all involved by this admirable Summer heat. CarnIval, end of the M"flCana Soccer Championship, beach, samba, otTers to Yemanjah, some beers at the bar, people running back and forth on parks, pretty girls, ,unburnt boys, mulatto-girls parading, street vendors of mate-tea and grass, and fruits. Speaking about mate-tea vendors, businessman Mauro Salles tells us a story. He said one beach mate-tea vendor, in Ipanema, by noontime, could not resist and threw himself on top of a girl in very scanty Bikini bathing suit who, laying face down, warmed herself in the sun. Arrested and taken to the Police preCinct he explained, - Officer, it was self defense' He was released. Yeah, this City is crazy. Lovely and crazy. It has the Summer heat. About it writer Gastao Cruls recalled a sentence, by an unknown author, who pictures it well, - God created the World in seven days. In Rio alone He used two. And it took Him two days because He was God. Were it anyone else, Oscar Niemayer or Gaudi, it would take much longer. Who, as talented as he I> 22


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E. esta Cidade ecoisa de Deus.

â&#x20AC;˘ Mas 0 dedo do homem tenta estragala. Bota edificm sem parar, constr6i nas encostas, atel'lP a Lagoa, deixa poluir a baja, bota caslhhola de cachorro quente na beira da praia, entope os ralos, fadlita as enchentes, faz obras intermimlveis, nilo recolhe 0 lixo das ruas, nilo tapa os buracos, s6 quer especula~ilo imobiliilria. Se fosse para falar em politica, tinha que ser federal. Os problemas sociais da Cidade nilo sao s6 dela, sao do Brasil inteiro. Subdesenvolvida, suja, favelada, esfarrapada, esburacada, analfabeta, com fome. Mas nilo vamos falar disso. sao problemas nossos. A democracia chegou, a e1ei¢o para Presidente vern ai, a Constitui~ilo e boa, a infla~ilo vai cair, tudo vat dar certo. Mas, enquanto nilo se resolve, dizem que e1a e violenta, que tem assaltos, que nilo se pede andar na rua em paz. Nem malS nem menos do que nos outros grandes centros urbanos brasileiros. Que nilo se cite nenhum para nilo parecer bairrismo. Apenas 0 Rio e 0 Rio, caixa de ressonancia do Brasil inteiro.

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may be, would have made that curve on Copacabana beach? Who would put up that peak, Corcovado, to have Christ placed on top? Who would put together the two hills for a cable-car to take us up to Sugar Loaf so that we could see that amazing view of the most beautiful bay? Who would make the Tijuca Forest? Who would make Paqueta and Brocoi6 islands? Or Cascatinha, Yeu da Noiva, or Prainha? Or the Barra da Tijuca lagoons, its 84 caves and caverns, its 30 waterfalls, and the Pedra Branca Massif in Bangu? Who would create Niter6i so that we could see Rio from afar? Who would surround all this with the 6,!!ilos Range. where God's Finger, Petr6polis and Teres6polis lay? Not to speak about Fribu'!!o. Or Portela! Correct, this City is a thing of God.

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Pivete, furto, roubo, assalto, no Ri o como em qualquer lugar. Mas, onde encontrar a asa delta subindo numa quente corrente ascendente e descendo, linda, suavemente, na Praia do Pepino? So no Ri o os barquinhos velejam pequenos e inocentes na Lagoa . So no Rio, 0 Rei d o Bacalhau, no Encantado, o Florentino, no Leblon eo 50vaco de Cobra, na Penha. Locais de boas comidas, mas ac ima dela s , de born papo. Papo que rola na esquina, que faz cabineiro de elevador esperar que dois camaradas resolvam, interminavelmente, na porta, urn assunto, enquanto todos os passageiros esperam com cal ma . Papo de boateiro, de coniador de anedota, de narrador de histarias.

o motorist a de taxi, se nao Ihe qmhecer, pelo menos finge que cpnh ece ou puxa um papo agradavei. Mas nao se assuste. Ele vai avan<;ar 0 si nal com toda seguran<;a, pois no Ri o, o sinal nao e respeitado mesmo. A Cidade e anarquica, malandra, antropofagica , sensual, nud ista e pagi;, Mas antes de tud o e am iga, acolhedora, ltidica, carinhosa. Nela, velorio born sempre tern samba ou anedota ate a hora do enterro, quando choram e choram mesmo - todos os amigos e inimigos. Nela, foram inventados o jogo do bicho, a escola de samba e a frescoboi. Ela e eletrica como um Fla x Fl u no Maracana . E nada mais eletrico, bonito e emocionante do que urn Fla x Flu no Maracana. Mas ela tambem e suave como 0 seu nascer do sol quente e pregui<;oso por tras da IIha Rasa. Nela nao se en tra a for<;a, como quis fazer 0 frances Nicolas Durand de Villegagnon. Quis conquista-I a a pul so. Foi expulso. Rejeitou-o, mas, ge nerosa, deu-Ihe a nome a uma ilha. Nela se entra devagar, procurando e achando, em cada curva, em cada canto, as seus segredos e as seus prazeres. E, no viver de cada instante seu, descobrir-Ihe 0 astral alto e 0 carisma multiplo. Devag:ar se fi ca sabendo por que e, como acertou D Pedro I, "muy leal e heroica". Com o se descobre por que, ao fim de urn dia de praia, mar e mo<;a, todos batem palmas para a por do sol • e

Carlos Lemos nasceu em V ila Isabel. Cltado permanen.temente em todas as li stas de cariocas aulenticos E membra do JUT! do Estandane de Duro e atua lmente m ora em Brasilia. onde e Direlor de Reda cao de 0 Globo

But man's fmge rs a re trying to spo it. They put up buildings one after th, other, erect on hill sides, fill Lagoa w i dirt, let the Bay be polluted, crowd th, beach with hotdog vendors, clog all sewers paving the way to floods, leav, garbage on the streets, neglect street holes. The social problems of th e Ci ty are not its own only, they a mict Brazil as a whole. Unde rdeveloped, dirty, slumfilled, in rags, futl of holes, illiterate, hungry. They are o ur problems, so let's not ta lk abou t t" em . Democracy arrived, elections for President wi![ soo n be held , the new Constitution is good, inflatio n will drop, everything will be alright. However, until this time comes, th'" say the City is v iolent, th ere are hold-ups, that one can not walk in peace in the streets. No more nor less than in all othe r large urban centers. Street urchins, thefts, robberies, assaults, in Rio j ust like in any other place. Where else, however, we find the delta-wings raising in an upsweeping hot current and landing gently on Pepi no beach? Where else does everybody enjoy a good chat? So good that it makes the elevator operator wa it for two people to endlessly discuss a matter while all passengers plaCidly wait. The taxi driver soon starts a pleasant conversation. He will cross a red sign because in Rio street signs are dis regarded . The City is anarchic, impish, sensuous, nudist, pagan. But above all it is friendly, heartwarming, playfu lI , tender. In it you have to enter slowly, looking and finding in each curve, in each comer, its secrets and its pleasures. Slowly you wi ll be able to find out why it is a "very loyal and heroic City". Just like you find out why, at the end of a day of beach, sea and girls, everybody applauds the sunset. 26

•

CARLOS LEM OS wa s born in VIla Isabel he IS always mentIoned in all lists of authen tic ·cafl ocas·· Hi IS /I member of the j U ri fo r the Golden Banner and IS currently h..,mg In BraSIlia. where he IS the ChIef EdltOI for newspaper 0 Globo


A Philips iluminou a praia de Copacabana. Gra~as it alta tecnologia adotada, essa ilumina~iio consome menos que urn prectio de escrit6rios de 10 andares. Assim, com a maior economia, 0 Rio ganha uma nova o~iio de esporte e lazeI'. E voce pode curtir urna praia na hora que quiser. Agora, se voce niio pegar urn bronzeado it noite, niio estranhe: eque a ilumina~iio Philips tern uma 6tima reprodu~iio de cores. E, POI' isso, vai ser diffcil mudar de cor debaixo dela.

Philips Iluminaqao

PHILIPS


Sundown · da Johnson &. Johnson

e um moderador solar que ajuda a

proteger sua pele das queimaduras do sol Sundown· nao e gorduroso. Sundown " tem umacombina<;Ao perfeita de tres elementos: Filtros solares que, Iiteralmente. fil~ tram os raios nocivos do sol. Hidratantes especiais, que compensam 0 ressecamento provocado

pelo sol. E materias-primas especiais. que

impedem que Sundown· saia na agua. E voce tern quatro vers6es para escclher: Sundown " FPS (Fatorde Prote<;ao Solar) 4 - prote<;ao moderada. Para peles normais. Permite quevoc~ permanec;a ao sol ate 4 vezes mais tempo do que suportaria sem passar nada Se divertindo. Sem vi rar urn pimentao Sundown" FPS 6 - prot~o media. Para peles sensfveis. que se queimam facilmente e escurecem poueo.

Sundown· FPS8~prot~om.1xima. Para peles muito sensiveis ou normais. que se quelmam facilmente quando expostas a urn sol muito intenso. Sundown" FPS 15 - protetor solar. Ultraprote<;ao Para peles muito sensfveis. Multiplica por quinze 0 tempo que voce pede se expor ao sol sem se queimar. E tambem tern Sundown· Stick. com a mesma composi<;ao do Sundown· Loc;ao. 56 que em bastao.

E ideal para ser aplieado sobrec bios. nariz. face e testa. Com SUo down· Stick voce nao precisa tel medo de encarar 0 sol. Com Sundown" voce pegaap o lado born do sol. A qualquer hora do dia. Tedo! dias do verao.

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MODERADOR SOLAR

o sol na medlda cena

4

+'--


Lena Frias

I

o carnavaI e uma velha festa religiosa (quem diria!), origem que se perde na bruma do tempo. 0 caso e que essa festa chegou as nossas terras nos mesmos barcos que trouxerarn os colonizadores portugueses. Na sua fei~o inicial no Brasil, 0 carnavaI era mais briga do que festa, uma atividade turbulenta chamada entrudo. De pouca dura~o, consistia em chatear 0 proximo jogando sobre ele va5tos baldes de agua nem sempre limpa, quando nao as aguas naturais do corpo. Em razao dos imaginaveis excessos, 0 entrudo acabou proibido, mas, ainda assim, se manteve ativo are 0 come~o do seculo xx. Depois 0 carnavaI foi mlldando, veio 0 ze Pereira, vierarn ~ formas mais civilizadas de aprovellar 0 que era chamado triduo momesco. Teve . o tempo das ingenuifS fantasias; 0 tempo dos corsos, 90s ranchos, dos blocos de sujo, das grandes sociedades, aos poucos tudo isso se misturando, criando 0 grande carnavaI de rua. Essas coisas, porem, aconteciam denlro de urn certo cuidado em nao ultrapassar os horanos oficiais das brincadeiras momescas: com~va num domingo e acabava antes da meia-noite de ter~-feira, quando se iniciava, entao, o periodo de penitencia, prostra~o e cinzas. Acontece que 0 carnavaI, 0 prazer, nao suportam limites. E, pouco a pouco 0 samba, a marcha, 0 pula-pula, a loucura sem relogio e sem patriio invadiram temporadas que nao erarn suas.


E, hOje em dill., no Rio, 0 come(,o eJ{tra.do ca.rnaval coincide o oftcial com 0 in\cio do verao tna e por aca.5 que 0 disco mais ~endido olas anteso do Natal e 0 elepe das esc de 53.fl\b ) e a despedida acontece aO a long de inumeroS bailes que avalse o propOem "enterrar" 0 oca.rn , "despedir-se" de tw\om e outrOS ~identes dis!arces para juStiftca.T maisAi!olia. entaO as autoridades resol~era.rn botar uma certa ordem ness gostosO ca.os. E, no que botouu e entrOU na desordem. Estico ordem, o ca.rn . Antes tinha, oftcialmente. avalAgora, de acOrdo com a tres dias. ra progra.rn 0 o oftcial da Pre!eitur da a Cidad torganizada pela Riotu mo , sua e ~ncia de eventoS e turis ), 0 ca.rna~al passou a ler.. ¡ 288 horas, qu treS centenas de horas, nO~e ase dias completos! O e Faz s6 a conta: este an , 0 Pre!eito entrega as da Cidad aO Rei tw\omo nO s3bado, dill. 1\ de a !~ereiro, aO meio-dia. E sO retom essas mesmas as 12 horas de 12 de l~ereiro, depOis que a ultima ca.mpea do ca.rna~al de 89 se na passare\a. colhendo reapres enta os aplausOs da evitOria. Entre uma outra. data, voce tem uma concentra.0o unica. no mundo de horas e mais horas de divertimento: bailes pOpulares, g\oriosissirnOS bailes de gala, blocOS, escol de 53.fl\ba, concursos de as , muito chope rolando nos !antas ando bares il1muitO brilho e alegr1a rol nas ~as, arquibanca.das, hoteis, mo , c\ubes, praias e 0 que mais a teis erir. irna.\l,ina0 pya. que0 sug voce tenha uma ideia.. ai ~ um quadrinhO com alguns dos00 ilens mais quentes da progra.ma do ca.rnaval carioca.¡ Se ga.ra.nta, malandrO, que. pra enfrentar e preciso ler muito, mais o. muito Que!oleg 0 dionisico deuS Baco, origem _ segundo dizem - do Rei tw\omo, Ie aben(,oe.

cha~es

cha~es

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PROGRAMA!;AO OFICIAL DO CARNAVAL CARIOCA sABADO. DIA 4, 12h, Av. R;o Bnnco ..

. ....... ... Abertura do CamavaJ ISh. Av. Rio Br.mc.o .... ..... . .......... .. Oubes de freY!) 18h, Hotel GI6rb. .. ........ .. Concurso ofJcial dt: fantasias ISh, dh-ersos Iocais ....... ...... Bailes populates 19h, PassareJa do samba .......... ................. Escolas do Grupo II 2Oh, dh'tt505 Iotais .. ..................... Concul"$O$ de comos 22h, Centro, Vila Isabel, M6er, Carnpinho, Jacarepagua e Oswaldo Cruz ........................... BIOCO$ de enredo 23h, ~a ........................... . . .................. XIV Baile da Cidade

DOMINGO, D1A 5, 13h. A,. '"" Bnnro ....

.. ... .... Bloc.. '" ,mpol_ I6h, Cocot1 (lI1la do Govemador) ..... .. ........ ............ Concurso Foliio Original ISh, diversos \oem .. ... ................. ..... Bailes populares 19b, Vila Isabel .. ................... ..... .... Blocos de empolga~ 19h, Meier .," ............................................... .. ....... Blotos de empol~ 19h. Jacarepagu$. . ....... ...... ........... .... 8Ioc05 de enredo 19h, ~pinho .......... ..... ........ ................ Bfocos de enredo 20h, dil'el'SOS locais .................................. ........ Concursos de corews 2Oh30, PmMd.a do Samba (Mvques de SiJpuQl. . ~ das escolas de Qmb.iI do Grupo I) 2Ih, A~ RKi Branco .. . . ......... ....... Escolas de sambi do Grupo III

eo",,,,,, Fol;;" o,;gmu 13h, A~ Rio Bnnco.. . r............. Blocos de empo~ao ISh, Av. Rio Branco .................... . ........ Oesflles de nnchos 18h, di~ 10cais . ...... . ......... .".... . ........... Ba.iles popularu 19h, Padre Miguel ..... ..... ........ Blocos de enredo 19h. Vila Isabel ......... Blocos de empolga~ 19h. Meier ....... ..... ............ B1ocos de empolWo 19h, ~pinho . . . BIoc05 de empo~ roh, di~ locais ... .... .... ........ ................ ........ ConcurMls de coretos 20h30, Passve/a do Sambi! . . ....... E.scoIas do Grupo I 21b. Av.. Rio Bnnco .... ..................... .. . .... Escolas do Grupo IV

SEGUNDA, D1A 6, 13h, '"" """'oISOo , ................... ................"'...

TER!;A, D1A 7,

13h, Rio Branco/sao Jose .... .... Final do concurso Foliio Original 13h, All. Rio Branco ...... ....... Blocos de empoiwo 11:11., diYerSOS locais .. Ba.iIes populates 20b, din:--sos 1oc..l.is ... ........... Concursos de coretos 20h, Ym~inho ... . ......... Escolas de sambi, grupos 22h. Vi4 babel .... B\ocos de enredo 22h. A~ R~ Bran"Co ....................... ......................... . Grandes sociedadei

AINDA: d.ia 8, is 14b. no Maru.arW.inho, apu~ <las escobs de! samba

dQ 9, as IOn. ,,0 ~inho, ipU~o dos blocos dia 10, as IOh. no ~uinho, demais apu~Oes de concursos

E, FINALMENTE, d.ia II, sabado. a partir lias 19 hom, nil Passarela do Samba <b Marques de SapuaJ, nil A\-enidi Rio Branco, e na 2B de Setembro. em Vila Isabel. de:sfiJe dis escolas. bb:05 e soctedades ~;toriO$OS.

GRANDES BAILES DA CIDADE 31 ·1, 1·2, 2·2. 3·2.

4·2, 5·2, 6·2,

7·2,

ter~ Scala .... quarta ............ Scala . quintil .... Scala . sata Scala .... ......... MOTTO da UrC-il .... s.ibado ..•••..•... Scab. domingo .. Scala squnda . Sala . ~ . ............ Scala .............. ... Monte LIbano ..

Baile de ~ da Mangueira 8a.iJt Garola de lpane:ma 8a.ile do Champagne Baile do Vermelho e Preto Sugar Loaf Carnhal &I XIV Baile de Glla da Cidade Wile da Feliz Cidade Baile da RMio 98 Grande Cala G Noite de Bagel!

32


C\1eer~.

~a{\te\

~a\\1tC.


CORALPLUS TEMPO 10M EM TODO

Tinlas Coral apresenla mais duas raz6es para voce se garanlir com a qualidade Coralplus: Coralplus Impermeabilizante Acrilico. Evita a penelra<;:ao de agua e umidade em lajes, varandas, paredes, lei has, elc. Facil de aplicar, lem allo poder de elasticidade, resiste a lodo lipo de intemparies e sua cor branca evila 0 "efeilo estufa" denlro das constru<;:6es.

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O

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Esempre born ter os conjuntos da Goyana a bordo. Eles sao feitos em

Melcrome~

uma materia-prima nobre, que os torna resistentes, praticos e bonitos. Com desenhos e motivos exclusivos servem bern ii. mesa, no aperitivo, na piscina e a bordo do seu barco. Voce encontra os conjuntos Goyana em jogos e pe~as avulsas, nas decora<;6es nauticas: Captain, Marina, Flying Dutchman e Comodoro.

90

. .ana (!) ~~

D

QUALIDADE MAIOR


Cesario Marques

camavais de passado

"Do que e born todo mundo gosta" (Caprichosos de Pilares). "Quem vai querer?" (Arranco do Engenho de Dentro). 0

nao muHo distante:

Samba rec1ama, critica

A motivac;ao do publico e dos participantes requer novos pad roes de defesa ecologica, dos

e den uncia. Sinal dos tempos. Tempo de

A festa vai comec;ar. Serao duas noites

de luxo e esplendor, mas com uma grande

*SAMBA'SCHOOLS: FROM ILLUSION .

TOREALITY

Direitos Humanos e

chamado emoc;ao" (Mocidade Independente) e

1 he feast will begin. There will be many nights of luxury and splendor, but with one major difference for the Rio inhabitants of not too far a past. Both public and participants'

igualdade social.

desembarcar no "Rio",

motivation demands

diferenc;a para os

pegar urn "trem

que, apesar de tudo, ainda e de "Samba, motivac;ao de todos, arnor e tradic;ao" como Milton Nascimento, que e "do (Tradic;ao). mundo", que e "Minas A tradic;ao dessa "Festa Profana" (Uniao Gerais" (Unidos do da llha) - 0 nosso Cabuc;u). Do que e "vida, que te quero carnaval - esta sendo viva" (Unidos da enriquecida. porem: o povao est'; Ponte). Essa, a nova

new standards of ecological, human rights, and social equal ness defense. This is the new motivation of everybody, such as Milton Nascimento, who is "from the World, and Minas aproveitando seus dias Gerais"(Unidos do de Iiberdade para falar Cabuc;u), such as "life, That I Want You Alive" muito serio de suas queixas e aspirac;6es. (Unidos da Ponte). "Everybody likes Ao inves de tres dias What is Good" de ilusao, as ternas e letras de samba-enredo (Caprichosos de Pilares). "Who'll Want se inspiram na realidade do desejo de It?" (Arranco do Engenho de Dentro). t> Samba complains, criticizes and

denounces A sign of the times. It is time to C'atch a "Train Called Emotion" (Mocidade Independente) and arrive in Rio, which, despite it all, is still "Samba, Love and Tradition" (Tradic;ao). The tradition of this "Profane Feast" (Uniao da Ilha) - our Carnival - is being enriched, however. The general public is taking advantage of its days of freedom to speak serioasly about its claims and aspirations. Instead of three days of illuSion, the themes of the plotsamba lyrics are inspired in the reality of the general wish for a change in several aspects of Brazilian life. To explain this phenomenon and to understand its reasons it is not necessary to

resort to "Mythology Astrology or Horoscopes"

Oacarezinho) . It suffices to catch the meaning of the message of "Negro Temple in Time of Awareness" (Salgueiro) and note that samba asks "Freedom, Freedom, Open Your Wings Over Us" (Imperatriz Leopoldinense) . "Yes, We Have Bananas" (Sao Clemente) and many other resources that

interest other countries. There are

those who say that "What is Found is Not Stolen" (Portela) to keep these riches. However, "What is Right is Right" (Vila Isabel) and must be respected, without


• • •

:: 'J.

enredo· "Quem Vai Ouerer "

camavalesco·

Milton Siqueira

o carnaval do "Arranco do Engenho de Demro" - mals uma vez preseme emre as grandes escolas - foi cnado par MJllOn Siquelfa e Sergio Faria para que os seus imegrames transforrnern a passarela do samba numa imensa feira, colorida e corn mJlhares de pregoelfOs. MuilO alegre, ao eSlilo da escola, 0 enredo represema urna sallfa que aborda problemas muilO comuns nos dias de hoje, como 0 do ex-universilano, recem-formado, que, apesar de IOdos os esforr;os, nao consegue emprego na carreira em que foi diplomado o arquilelO, nessa silUar;ao, trabalha como camel6, para sobreviver

*

ARRANCO Plot: " Who 'll Want It?"

f

Engenho de Demro neighborhood Arranco Samba School Carnival - once more among the major schools - was created for its panicipams 10 turn the Avenue inlO an Immense street market, colorful and Wllh plemy of street vendors. Very cheerfu( just like the School itself, the plot represems a satyre fOCUSing on very common problems of our days, such as a just-graduated slUdem who, despite all effons, cannot get a job.

39


Ate a medico, sem lugar no. mercada de trabalho, tenta a sane cama vendedar E, dentra desse ambiente, acantece uma especie de samba do. criaula daido, reumnda uma sequenCia do. que a experiencla demanstra ser absurdo. eaisas cama: "a (ndlo canqUista a caravela"; a "jagadar de futebal vende a passe do. canala"; a "reu candena a IUIZ'; etc. Ou seja: calsas que demanstrem a inversaa das falOs mais camuns do. pars.

An architect, in thiS sltuatian, warks as a street vendar to. survive. Even the phvskJlan, with no. place in the market, tries hiS luck as a salesman And within thiS environment is shawn a samba that proves that [hiS IS ar.; absurdity, a reversal af facts, very cam man in Brazl!

â&#x20AC;˘

â&#x20AC;˘ ,

QUEM VAl QUERER? aU/ores: Es panhol . Silvio Paulo

Jarbas da Cuica puxador Silvio Paulo

Chegou a Camaval Sou liberdade nes[a avenida Meu canto Ii a grande astral, De$mascarando a propria vida ...

J\fl dam;:a me embalel;' A contra-danr;:a Ii a magla E no avesso que cl'lei Voce pode ser a rei des[a falia! 8's

Vern, vem me querer.. Eu acendi a luz da sedur;:ao; Quem, quem vai querer Ser mais um elo na corrente da Ilusao? A Terra nao deixou matar a flor,

o rndk) conquis[ou a caravela

Ai, arnoT, amor/ Vem ser a dama da noite mali; bela!...

o craque vende a cartola, o reu condena 0 juiz, A mulara deira e rala, Na inversao do meu pars

8iS

Enquanto hii samba A Festa continua!!!. .. - Canta meu povo Que a avenida Ii sua

40


.

RQUE COM AMELHOR. FlQUE COM BRAHMA CHOPP.


SCOTlAND,THI Ho MI Of PASSPO Passport e um "blended whisky': A arte de " blending " (misturar) foi desenvolvida em Edinburgh, em 1810. Entao, pel a primeira vez juntou-se as grains e as malt whiskies. Hoje,

"blended whiskies" especiais, como Passport, contem ate 40 diferentes tipos de whiskies.

Aqui nasce Passport. a excelencia em scotch whisky. Esla e Strathisla, a mais anliga e tradicional destilaria dos Highlands escoceses. Tradi~ao e uma parte essencial na vida da Esc6cia. Tradic;ao tambem 0 segredo da qualidade superior de Passport.

e

Aagua. Efator decisivo para a qualidade e aroma de Passport. Por isso, Strathisla esta localizada perto de fontes naturais de agua. As principais caracterfsticas da agua nos Highlands sao a maciez, 0 frescor inigualitvel e a pureza.

A arte. A arte eSla na forma e tamanho do alambique, no microclima da destilaria e dos armaZElnS onde as barris com Passport sao guardados, durante anos. A arte esla no conhecimento e !alenla das pessoas que fazem a ';blending" de Passport.

,

Aturfa.

A cevada.

E usada para secar 0 malte, antes da destila~ao. Sua fuma~a contribui decisivamente para o "bouquet" e 0 sabor de Passport.

Floresce naturalmente oa Esc6cia, gra~as condi~6es climaticas do pars. Como hit dois seculos, os graos precisam ser amadurecidos e secas.

as


enredo "Milton Nas cimento Sou do Mundo, Sou Minas Gerais"

carnavaiesco Al6xandre Louzada

A azul-e-branco do Uns vai abrl" mao de radas as plumas au quaisquer outros enfeites de origem animal em seu desfile. Milran NasCimento - homenageado no enredo - participa de movlmentos e festas em defesa da Ecologla e da proter;:ao de radas as especles anlmais eXlstentes na terra. Para que a homenagem seja completa, surgiu a Idela de abolir as plumas, deixando para as Imagens e paisagens de Minas Gerais as maiores cuidados do tema. As alegorias vao mostrar, entre outras coisas, uma fazenda de Minas Gerais, e a musica "Planeta Blues" e as Profetas do Aleijadinho, em Congonhas do Campa

*

UNIOll'S 00 CABUCU Plot: " Milton Nascimento: I'm from the ~rld, I'm from Minas Gerais "

The white-and-blue Samba School from Uns neighborhood WIll give up all its plumes and any orher anim al adomments In ItS parade of this year Milton Nascimento - to whom rhe mbure IS made - has taken part In movements and parties in defense of Ecology and the protection of all species of animals on the face of the Earth For the tribute to be complere, the Idea arose of abolishIng all kinds of feathers and skins, leaving to the images and landscapes of Minas GeraIs State the greatest cares of the theme. The allegories wIll show among many other things a cattle farm and Aleljadlnho's Prophets from Congonhas do Campa "Estudantes do Samba" Samba School from the town of 7i-es Fbntas, In Minas, for which Milton Nascim ento composed samba "Maracatu KIngs and ~

43


A escola "Esrudantes do Samba'; de lies Fbntas - cidade mlnei/a, para a qual Milton Nascimento fez 0 samba "Reis e Rainha do Maracaru" (gravado pela cantora Simone! - sera homenageada pela CabU/;:u, que nao esqueceu de outro mineiro - 0 poeta Carlos Drumond de Andrade, que afirmou: 'As montanhas escondem 0 que Minas Gerais ': "Um trem azul'; que parte em forma de emor;:ao, leva Milton e sua arte na grande "travessia'; contando sua hist6ria de estar;:ao em estar;:ao

e

Queens" (recorded by singer Simone! will be paid a tribute by Cabur;:u, that also did not forget another great Minas man - poet Carlos Drummond de Andrade, who stated· "The mountains hide what js Minas Gerais': A blue train, departing as a big emotion, carnes Milton and his art In his majOr crossing, telling his story from station to station.

•

•

MILTON NASCIMENTO

sou DO MUNDO, SOU MINAS GERAIS autores: Beta Pemada . RebeHo Ney do C8bu~u - Jadir

puxador: Di Miguel

No batlar do vento M,e abracei poesia astra rei me tlumlnou {'ra eu falar desse poeta gemal Um parrimama da culwra musical Da rerra Imporranre, Na Historia do Brasil De Aleijadlnho e Tiradentes MillOn Nascimento Aqui se faz presente Ele do mundo Ii de Minas, da gente

a

o

,-

,

e

e

Nesse trem azul Vou fazer a rravessia B" Soiro a "",z pelas esrradas No ralar de um no"", dia Elis, AM Elis "Quanta saudade" e do Clube da EsqUina Canto lallno-americano Cia da rerra, fecunda 0 chao negro reza, por sua liberracao

o

Senllnela, Sentinela B" A forca, a raca, a magla

Maria Maria... Oh! Maria Querido menesrrel das Alagoas Sua "",z ainda ecoa, entre nos Coracao de eswdante Cintilante como estrela Ii 0 planera blue

44


Verland. Misteriosa e sensual. Verland. Uma novfssima linha de desodorantes, colonia, cremes de barbear e 10<;:30 ap6s barba. Veri and . Mascu Ii namente criada para os homens. Verland . Atra<;:30 hom em e mulher. Verland. A verdadeira essencia do instinto em liberdade.

MRLAHD)


enredo: "VkM que t. Duero Viv. " carnava1escos

SanclalflCld

Devido ao tema do enredo de 1989, a escola azul-e-branco de Sao Joao de Meriti vai fazer concessoes ao verde. Na conce{J9ao desse tema - "Vida que te Ouera Viva" - a natureza e a mae maior de todas as coisas e, "se a natureza morrer, nossa vida tambem acaba': Presente entre as grandes escolas de samba nos ultimos anos, a Unidos da FOnte participa em 1989 com tres mil figurantes, dos quais entre 250 a 300 fazem parte da bateria, 1501200 sao crian,as e 45 sao fantasias de destaque. Os sete ma/ores carras alegoricos estarfio intercalados entre os 18 grupos diflJrentes de fantasias alusivas ao tema ecologk:o, ' muito bem lembrado no desflle e no samba-enredo "puxado" par Haraldo Melodia, cujas imagens sao de campos em flores e de matas verdejantes,

*

UN/DOS DA PONTE Plot: "Life That / Want You A/in"

,-

DIji1 to the theme of 1989 's plot. the blue-and-whlle Samba School of Sao Joao de Meriti will give in to the green. In the conception of this theme "Life That I Want You Alive" - nature is the bigger mother of every thing and, "if nature die, our lives will also die': laking part among the so-called major schools these last few years, Umdos da FOnte parades in 1989 with 3,000 participants, fram which betvveen 250 to 300 make up the band, 1501200 are children and 45 are special costumes.

47


DJimte de uma realidade em que a pujan9a da natureza vai desaparecendo - como no exemplo do saito das Sete Quedas, no Parana, e de especies animqis ja ext/ntas au em extin980 -, a Untdos da Fbnte faz suas cdticas e seus apelos: - Se voce agnde a natureza, ajuda a terminar com a vida.

â&#x20AC;˘

The seven biggest allegorical cars will be placed among the different 18 groups of costumes allusive to the ecological theme, which is very well recalled in the parade and In the plot sang by singer Haroldo Melodia, of which images are of meadows full of flowers and grEiening forests. 8efore a realitv in which the exuberance of nature IS desapearing as example of waterfall "Sete Quedas'; In Parana state, and the extinct or extinguishable species -, Untdos da Fbnte criticizes and makes a plea: - If you hurt nature, you Will contribute to extingUish life.

â&#x20AC;˘

, VIDA OUE TE OUERO VIVA autores: Jorginho do AX8 Renata CsmungusJo . GBrson PM puxador HalO/do Me/odiB

Campos em flares E as malas verdejames (6) Que a natureza nos deixou Vida que Ie quero vi"" . Chela de esplendor

lOs ca,adores de riquezas Sem medir sua frieza Roubam a que a terra lem de bam Na cldade grande Nao lem ar puro s6 hii polui,ao

,"

a

8is

SOS mae natureza Parem serras e queimadas Dei'(a a beleza Que saudade de Sele Quedas Da passarada, a rio mar Do nosso bolO cor de rosa A larraruga onde eSla? Mico-Ieao, nao pare de pular

B" Mica-leaD, querem Ie pegar

Nesle ceu laO eSlrelado

o missil da foila vai passar

Com a seu mama azul e branco Na esperant;:a que um dia vai mudar Faz casaco de jaguar SapalO de jacam B" Com a ca,a proibida ca,ador faz a que quer

o

48


DEPOIS DE TUDO

IMBAT{VEL


Este e 0

Pode iogar confete. melhor puxador de samba da avenida.

Nas cidades e nas estradas do Brasil inteiro, os Caminh6es Volkswagen desfilam todos os dias. E quem trabalha duro 0 ano inteiro bem que merece um momento de alegria e descontra9ao. Eo carnaval e esse ano a Volkswagen vai ser destaque mais uma vez na Marques de Sapucaf. No ritmo da bateria, no compasso da evolu9ao dos passistas, os Caminh6es Volkswagen vao puxar os melhores sambas de enredo do Brasil. Para segurar com garra e' unlade todos os desfiles, noite a dentro, s6 podia ser um Caminhao Volkswagen.


emdo "Eb, um Tl8m dB E~6fJs " carnavalescos¡

RogIrio/P'"""

Na hisr6ria que a enreda verde-ebranca da Macldade Independenre de Padre Miguel vai canrar, a maravilhasa Elis Regina ntia marre. Em ramo. de quarro mil inregranres, disrribufdos em 30 alas, cam mais de 40 destaques, vtia demansrrar nesse rema - 'His, um trem de ema90es" que a artista e ererno For isso, as 350 rirmistas da bateria nora 10 vtia dar cadencia aa desfile de 15 alegaflas pflncipais, sem nenhuma preocupa,tia cam a ardem cronal6gica dos fatas que rnarcaram a existencla da camara. Ecerta que ela nasceu, cresceu e morreu, mas a desfJIe preacupa-se primardlalmenre ern masrrar uma Elis par mreiro, brilhanda na passarela do. samba, no. ceu da imagina9tia, na fascinat;:tia de um "trem azul chamada

*

MaclDIfrDE INDEPENDENTE Plot: " ENs, A Trtlin of Emotions"

In ~e story to be told by the plat of rhe green-and-white School Macidade Independenre de Padre Miguel, the splendid singer Elis Regina daes nar die. Wirh around four thousand participanrs, In 30 seclions, and mare rhan 40 special castumes, it will shaw with irs rheme - "Elis, a Train of Emations" - thar artisrs are erernal. The parade, wirh no. concern abour a chronological arder of rhe facrs during rhe singer's life, cares mare to shaw Elis as a whole, shining an her shaws, an rhe imaginalion sky, in her fascinarian Macldade elecred creariveness, when adopring as a sequence far lis parade,

â&#x20AC;˘

em09iia'~

51


Essa preocupar;ao da Mocidade, porem, nao significa a abandono da ordem. Como a pr6pria £lis, que buscou a liberdade da interpretar;ao, a escola de Padre Miguel oprou pela criativldade, ao adotar, como sequencia do seu desflle, a integrar;ao entre quatro etapas distintas de lembranr;as da cantara: "Andanr;as'; a "Barucada da Vida'; a "Canr;ao da Amenca" e, par fim, a "Fascinar;ao' : Enfim, se £lis continua viva na emor;ao de rodas, a Mocldade, sonhando a sonho mals lindo, vai prova que no ceu da imaginar;ao, ela, agora, e um estrela.

an integration among four different stages of the memories of the singer. After all, if £lis continues living in the emotion of all of us, Mocidade will prove that in the sky of imagination she IS now a star.

•

•

ELlS

UM TREM CHAMADD EMDr;AD Paulinho Mocidade DieD da Viola - Cadinho pU)lador Nsi Viana

aulOres

La pelas bandas de la No sui do meu pais Inasceui Etemamente a cantar, Elis, EllS, Ells Nas andam;as, travesslas No caminhar por entre as pedras desse chao Na perfeil;:ao de se cantar a liberdade

,-

,

BIS

Na poesia de uma cam;ao Brilhando nessa passarela fu sou Elis com Mocidade Numa rota de luz e emocao No a!u da ImaglnaCao

Artista,

mae, mulher, irreverente e tao suri!

Cantando uma cancao, que faz lembrar 0 /(mao do Henhl

B'S

Am/go Ii pra se guardar dentro do pe/10 Do lado esquerda, no coracao Vem do cliu essa mag/a Essa luz que dum/na E fascinacaa, num 7iem Azul Cham ado Emocao sonho ma/s lindo, que sempre sonhei Uma esperanca de paz Cruzando espacos sidera/s HOle aqui na term Para mostmr que a paz ex/ste E Ii possivel consegUl( Derramando 0 Verde e Branco na Sapucai

o

Agora sou uma estreia

8," Trago um somso de amor e de Eu sou 0 samba Sou a Mocidade

52

verdade


Exclusiva flta lubrlficante. Em cantato com a agua faz 0 aparelho deslizar mais suavemente.

A Gillette criou 0 novo Atra Plus, 0 mais revolucionario sistema de barbear. Atra Plus tern a exclusiva fita lubrificante que, em contato com a agua, faz 0 aparelho deslizar em seu rosto com uma suavidade que voce nunca experimentou. Nao existe nada mais avan~ado que 0 novo Atra Plus da Gillette.

a que barbeava mais rente agora tambem e mais suave.


CICA. purq sabor .repOe energla.


""do

"Rio, Samba. Arnor 6 Tmdi9io " camavaiesco.

Joio Rozendo

Os 4. 500 Integrantes da azul e branco dissidente da "Ponela" nao concordam que 0 Rio de Janeiro tenha perdido, de uma hora para outra, todas as virtudes que justiflcaram, atraves dos anos, sua condicao de "Cidade Maravilhosa'~

Nas suas 42 alas, com 60 destaques e 300 flgurantes da bateria, a "Tradicao" vai mostrar que 0 Rio de Janeiro continua lindo, nas suas praias, Jlhas, lagoas, montanhas e florestas tropJi:ais. Apesar de tudo, como os 20 carros com alegonas vao demonstrar, 0 Rio ate melhorou, porque, al8m da beleza natural e dos aspectos culturais, agora tem tamMm a liadl(;ao Formada em 1984, a escola e 0 pflmelro exemplo de agremiacao que conseguiu passar seguidamente, ano a ano, do 4 ~ grupo para 0 1.~ conquistando 0 7'" lugar entre as maiores, ja em 1988 - quando esteve entre elas.

*

TRAorcAo Plot: "Rio. Samba. Love and rr,:/ition"

The 41;00 pamcipants of the blueand-whife Samba School, a dissidence from Porrela Schoo( do not share the opinion that RIO de Janeiro has lost, all of a sudden, all virrues that have through these years Justified Its conditions as the "Marvelous City'~ In its 42 sections, with 60 special costumes and a 3OG-man band, Tradl(;ao will prove that Rio continues to be beautifu( with its beaches, islands, lakes, hills and tropical forests Despite everything, as irs 20 allegorical cars will show, Rio has even improved because now in addirion to irs natural beauty and culrural aspecrs, it also has liadicaol Organized In 1984 the School is rhe first example of a samba club that has managed to climb up, year afrer year, from rhe fourrh to rhe first Group, winning the 7th place among rhe best In 1988

55


Essa far;:anha acantece pela primelra vez em 65 anas de desflles aficials, no. camaval das Escalas de Samba. Nesia Nasclinento, fIIha do. grande Natal, que camandau a passagem das dissidentes da Portela para a Tradir;:aa, pramete urn desfile cheia de garra, a despeito de ruda, ate do. desabamenta do. galpaa da escala, no. iniclo das preparativas para a CamavallB9, durante urn temparal. "Numa hara de crise, e impartante transmitlr atimlsma" - e a lema da Tradir;:aa e de seu enredo.

ThiS feat has laken place far the first time in 65 years af afficlal Carnival parades af Samba Schaals. This year iI promises a parade full af enthusiasm, despite everything, even the dismantling af the Schaal's shed during a rain storm, when they were preparing the CamivallBB shaw "Thraugh a criSIS, It IS impartant to canvey aptimlsm" - IS the matta af Tradir;:aa and its plat.

•

RIO, SAMBA,

•

AMOR E TRAOI(:AO aUlOres: Joio Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro puxador. Kandanga

Ria de Janeiro Salve Sao. Sebastiaa Santa Padroeiro Samba, Amar e Tradl¢aa Esquece a tristeza Que Ii hara do. R,o cantar Cam tanta beleza A gente naa pode charar Ii na Passarela Ii na Cinelfindia A Tribuna fbpular Quero da Vista Chinesa Ver a natureza se descortinar Quera Dutra vez ver meu rime Fa'zenda esse meu Maracana vibrar

e

,

.,

8"

Copacabana princesinha a VIda inteira E a capital do.· samba amda Ii Madureira Em Paqueta tem flares IIha das meus amares Que lembra a amar do. Imperadar pela Marquesa Lei nas jardins do. Bairro Impenal Ai, coma Ii linda a cnanr,;a Entranda na danr,;a desse Camaval RIO do. mar de Ipanema A Lapa baemla Maiandro tem que respelrar RIO, vem cantar de navo Sarna, meu pavo Que a Cnsto Redentar quer te abrar,;ar Ha}l'! a minha Escaia VelD desfilar Pra mastrar que a samba Naa pode parar Qhl Linda marena Quero ver passar Num dace baia,lr,;a Caminha do. mar ~ eamar C,

E, eamar

earnar. E, earnar

Ohl MeuRlo...

56


.

CAIXA ECONOMICA

FEDERAL


,

Alugue urn carro na besouro e saia))Or a alegria! I

•

••

• • ri!ENT-CAR

~

• ., cesouro ~. ~ Pra~ada

Republica. 69 · Tel .:·,l.ll-~UW

Onde VOCe encontraocarro, 0 cQnforto e a tr~n l1ll

do nome de confian~a.


ILIA

"Festa Profana " dmiJValesco NeyAyan

As 30 alas com 2.500 flgurames da Umao da IIha do Govemador vao comar a .1""sr6ria do Camaval num desflle diVldldo em mยงs panes. No micio, indios, arleqUins e Plerros vao represemar a "Fesra Profana" no /tmlar da acualldade Depols, na pane cemral do enredo, as (Iguras se remererao ao passado, focaltzando as fesras dos anilgos EgilO, GreCia, Roma e Veneza, alcanr,;ando a "orgli)" ao chegar ao Brasil na forma do "Emrudo" ponugues. No final, 0 desfile da a idela de um recomo acualidade. Emre as cores da IIha vermelho, branco e azul -, a pl/mella relii predomlnancia sabre as demais, em funr,;ao do enredo Aflnal, a "(esra" Ii "profana" e a "vermelho" e a corda dlabo

a

*

UNliuJ'OA ILHA

Plot: " Profane Feast "

U~iao da IIha do Govemador 30 secrions with 2500 panicipams will tell rhe HislOry of Carnival in a parade divided InlO rhree pans. At first Indians, HarleqUins and Pierrors will deplcr rhe "Profane Feast" on rhe brink of presem rimes. Then, In (he central pan of rhe pial, the figures will refer 10 rhe pasl, recalling lhe feasts of AnCiem EgVpl, Greece, Rome and Vemce, reaching orgv when I[ arrives In Brazil rhrough rhe Ponuguese revelry Lasr/v, rhe parade will give lhe Idea of a rerum 10 presem limes. From the colors of the Samba School - red, white and blue the first will predominate bV reason of the plot itself After all the Feast IS Profane and Red IS the color of the devil

59


A bateria da Uniao vem com 300 IfJtegrantes, dando nimo a passagem de alas como a das 200 baianas e das 700 crianr;as, a18m das 70 alegonas maiores Incluidas no enredo. Na sua trajetona, cama escala do. grupa principal, a Umaa da IIha ftrmau a tradir;aa de desftles leves e cheias de garra, do. tipa "bam e barato'; capazes de empa/gar 0 publico.

Umaa band will came with 300 plavers, keeping time for the 200 "bahianas" and 700 children, In addition to the 70 larger alleganes included In the plat. In its caurse as a Majar Group Schaal, Uniaa da IIha has established a traditian af light and full-af-pep parades, raiSing the public.

â&#x20AC;˘

â&#x20AC;˘

FESTA PROFANA autores: J . Brito - Bujao puxadOl Ouinho

o rei mand6 Calf dentro da folia Ehl La vou eu o sol que bnlha nessa noile vem da Ilha Lindo sonho qu 'e s6 meu (0 rei mand61 ,

,.

Vern, vem amor.l Na poesia vem nmar sem dor Na fantaSia, V&'1l colonr Que a Vida tem mais cor Vem na magla Me belja nesse mar de amor Vem me abrar;;a mais, Que eu quero mais leu cora,ao

e

o

B IS

Eu vou IOmar um porre de felicldade Vou sacudir; eu vou zuar loda cldade EM BOI Apis La no Egiro. (esla de iSIS Ehl Deus BacD, bebe sem magoa Voce pensa que esse vlnho agua? t pnmavera l Na lei de Roma a afegna que Impera Oh l Que beleza! Mascara negra ta no bade de Veneza

e

e

BIS

Oi /oga agua qu 'e de chelfa Con fete e serpentina Lan,a-per/ume no cangare da menina

60


A ALMA DA FRAN<;A NA CIDADE MARAVILHOSA.

o espirito de Paris e 0

charme do Rio

de Janeiro reunidos num mesmo lugar: Ie Meridien. Seus 37 andares acomodam, com extremo gosto, luxuosas suites, uma vista deslumbrante para a praia de Copacabana e restaurantes conceituadissimos: Le Saint-Honore, supervisionado com destreza pelo Chef Paul Bocuse,

0

Steak-House

Bassi e, it beira da piscina, Ie St. Trop'. Le Meridien oferece ainda uma excelente infra-estrutura para a realiza~ao

de neg6cios que inclui 0 Business Center com servi~o de tradu~ao e

secretariado em geral assim como saloes de

Conven~oes.

du~ao

Le Meridien - a tracarioca da Fran~a.

:z1

MERIDIEN COPACABANA

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-do "0 Que II Bom Todo Mundo Gosta " carflc/v,1.1escos R8fllJtO Lage e Lilian Rabello fl

o

processa de explara(:aa das nquezas do. Brasil desda as {empas c/o. Descobnmema are a arualisslma aprovellamema "egal das peles de cabra e de lacare em praduras IndusmElis e a cobl(:a que desperramas nas paises desenvolvldas, Insplfaram a lema do. enredQ da Capnchasas de Pilares em

1989 "0 que e bam roda munda gas{a': enreda da {(adlclanal escala azul-e branca, asslnada pela dupla Renaro Lage e Lilian Rabel/a, {ra{a cam maliCiB e humor de uma ques{aa da maiar arualidade, envolvend a a pracessa de descapllaliza(:aa que a Brasil a{ravessa, a explora(:aa de nassas nquezas desde a chegada de Cabral e a arua(:aa, aqUl, das mul{lnacianals do. Pnm8lra Mundo. Com 3.800 flguranres dismbuidas aa fango de 26 alas, a Capnchasas pre{ende dar urn brada de alena, provocar uma reflexaa para que as pessoas valanzem maJS esta terra e suas nquezas.

*

CAPRICHasas DE PlLARES

Plol: "Everybody Likes th e Good Things "

T" e pracess af explarallan af Brazil's nches ever smce {he limes af (he Discavery dawn ro {he currenr ii/egal use af snake and alligaror skins In Indusrrial produc(s and (he greed we have ansen In develaped caunrnes have inspired {he {heme af Capllchasas de Pi/ares 7989 plat "Everybady Likes {he Gaad Things ' : {he pla{ af {he tradillonal blue-and-whi{e Schaal, facuses wlrh a {angue-In-cheek humar currem evems involVing (he decapi{alizaliOn pracess Brazil IS faClflg, {he explarallan af aur weal{h ever since (he arrival af Cabral, and (he Firs{ Warld mulonallanals aCllan

63


A escola vai exallar os produlOs mais vaoados de nossa paula de exporrar;:ao, moslrando desde os produlOS prim/mas e riquezas minerals ale a exporrar;:ao de know-how, sob a forma de jogadores de fucebol e mula las. A baleoa da Caprichosos devera segurar 0 rilmo de seu des file com cerca de 260 rilmlSlas. A ala das balanas lera 720 componemes e, atem de 26 deslaques, a escola brindara 0 publico com uma ala de 750 criam;:as. Sua alegooas deverao des filar em 6 carros grandes e, pelo menos, 74 mpes. A Inclusao de uma ala de coanr;:as no des Ide confere ao espelaculo um mdescrilivel IOque de oO[Jlnalidade e beleza.

Wllh 3800 parriCipams dlsmbuled along 26 secllans, Caprichosos imends 10 shoul liS warning, 10 provoke Ihoughls for people 10 value more Ihis land and ils riches. The School will praise Ihe mOSI diverse producis of our exporr!; lisl, shOWing from primary producis and mineraI resources 10 Ihe exporr of knowhow, as soccer plavers and mula((o girls. Caprichosos' band will sel Ihe rhVlhm wilh ils 260 plavers. The "bahlanas" secllan has 720 componems, and In addilion 10 26 special COSlUmes Ihe School will bong an 750-children seCllan, plus 6 large allegorical cars.

â&#x20AC;˘

â&#x20AC;˘

oaUEEBOM 1000 MUNDO GOSTA aurores Wanderiei Novidade PBuJinho Rocha - Vanico do Beeo ,

Walter Pardal - Jorge 101 pu.tad.){ J. Lei o

Vem de la dos tempos de Cabral A explorar;:ao do meu pais Imeu pais) Ganhavam no gmo Deram pro indio um aplto (fiu-f,u) Levaram tado 0 nosso pau-braslf Eu ja mandei buscar A mmha figa de gUine Ide gUlne)

Vou rezar nao se; aonde Pra espanlfir este olho grande Da terra que 0 "mundo" todo quer

,

t'

t so papa e cao

Todos sabem nmguem viu Deposllam na Suir;:a o que levam do Brasil

CapochosoS... Caprichosameme val a meu goto De alena pro povao ina Sapucai! Preservar este lugar TiJdo que se planta dtJ Do OIapoque ao Chui

8,s

Estao car;:ando Jacare no Pantanal Pra war bolsa e clnto Na maJOr cara de pau Vigte eSle auro negro que apareceu Tem pais de olho pequeno Azarando 0 que e meu

Todos gostam do que e bom Tira a mao do meu pais Se liga no que a hlstoria d,z Eu disse que vern ..

64


A diferen~a entre St. Remy e outras bebidas voce nao ve. Voce sente no sabor.


DE PALHAeOS

NOSAllO

BEBER BEBATE' ..

EDIRIGIR Ei, voce af. Que gosta de camaval. Que faz questao de ...._ _...~~. pular os quatm dias cas qualro noites. Que nao dispensa uma fantasia bon ita e original . De urn breque para se lembrar. Nesta

cpoca do ano os acidentcs de trans ito

I,

balem recordes assustadorcs. c acabam corn 0 carnava l de muita gente. Pessoas que. as vezes. nao tern nada a vcr com a sua fo li a.

Divina-se. Mas com

rc spo n sab ili dad ~.

Vcrifiqllc os ffeios, os amortcccdorcs c os pocus do sell carro. Nas cstradas. usc cinto de scguran~a.

Nao

dirija cansado e , principalmentc. mio bcba antes de dirigir. Nao dirija depois de beber. S6 assirn a quartafc ira de cinzas sera menos negra estc ano . Nao vista a fantasia de palha ~o. Durante 0 camaval. c scmprc. seja prudente ao diri gir.

Fmaociadora GM ~ Oistrihuidora GM AC Delco¡ Perras GM . Cons6rcio Na('il


enredo: "Salgueiro: Templo Negro em Tempo de Conscilincia Negm" camavalesco: luis Fflmando

o desfile dos Academicos do Salguelfa, em 7989, esta dividldo em dOls quadros. 0 "Templo Negro" e "Tempo de ConsCiencla Negra': o primeiro - "Templo Negro" recraca a pr6pna escola de samba pioneira, recordando enredos como 0 "Navlo Negreiro'; 0 "Qui/ombo dos falmares'; "Chica da Si/va'; "ChiCO Rei'; "Bahia de Todos os Oeuses'; ecc Em seguida, no segundo quadro "Tempo de Consclencla Negra" busca-se uma analise da realidade ap6s 700 anos da abolil;ao da escravldao no Brasil. Segundo Luis Fernando, cnador, como camavalesco do enredo do Salguelfa, sua escola a que melhor craca, desde 7957, da questao dos negros.

*

SALGUEIRO Plot.. " s:./gueiro " .. A Negro Temple at a TimB of Negro Awa/'6n6ss"

,

Academicos do Salgueiro's parade In 7989 is divided Inro cwo cableaux: the "Negro Temple" and "Time of Negro Awareness' : The first - "Negro Temple" portravs che pioneer Samba School icself, recalling plocs like "Slave Ship'; "Palmares Qw/ombo'; "Chica da Sliva'; "Chico Rei' ; "Bahia of All Gods'; ecc Then che second cableau - "Time of Negro Awareness" - cries ro analvze the realilv existing 700 vears after the slaverv was abolished In BraZIl.

e

67


Em 1989, a escola, apesar do fema, vai mOSfrar muiro luxo, sem se prender a Ideia do negro escravo e submisso. a Salgueira pretende, agara, falar do negro nas melhares mamentos de sua cultura, como ocorreu no passado da propria escola, ao escolher enredos como "Valongo'; "Palmares, TrOia Negra" e "Festa para um Rei Negro': a vermelho-e-branco da Tijuca - do morro que no passado serviu de esconderijo para escravos fugldos - vai para a passarela do samba em 1989 com Cinco mil figurantes, 350 ritmistas, 25 alas, 300 balanas e 20 carras aleg6ricos principalS.

Despite its theme, the School will display much lUxury, without being tied to the idea of Negroes as submissive or slaves. Salgueifo thiS times wishes ro speak about Negroes at the best moments of their culture, as the School has done before. The red-and-white Schaal from Tijuca - the hili that in the past served as a refuge for escaping slaves - will appear with 5 thausand particlpanes. 350 members In Its band, 25 sectians, 300 "bahianas" and 20 major allegorical cars.

•

• TEMPLo. NEGRO. EM TEMPO. DE Co.NSCIENCIA NEGRA 8utOleS:

Alaor Macedo· Helinho do Sa/gueiro A,izBO . Dems Chagas . Rubinho do Afro

PUyadOf RixX8

Livre ecaa a gnia dessa raca E Iral na carta • A chama ardeme da Abal!¢ao Oh! Que sanwano de beleza Um cangresso de nabreza de rarissimo esplendor Revivenda lracas da h,stona Esrao VIVOS na'memoria Chlca da Sliva e Ch,co. Rei Sarava as deuses da BahIa Nesse Quliombo tem magla Xang6

e nosso paf e nosso rei

o ZaZle, o ZaZle,

0 Zalia Malongole, Marangola o Zalle, 0 Zalia Salguelro e MalCJngole, Marangala Val meu samba va;

Leva a dar lral alegna Eu sau negro sim, Ilberdade e poesla E na awal socledade, IUlamas pela Igualdade Sem preconceitos socials

Lmda AnaslaCla sem mordaca

o novo simbolo da massa

A belela negra me sedul Vlemos sem revolla e sem chibala Dar um basta nessa farsa Efesla, e carnaval eu sou feliz

8,s

t baianas, a Jongo e a caxambu vamas radar Salguelrar vem de crianca o cemenario nao se apagara

68


•

• • • • •

• (#

•

•

•

•• • • • • Na evoluc;ao das escolas Na cadencia do samba Trazendo a alegria . • Num Carnaval de cores

•... .• ~. &

LAPISEIRA

~ . •

PAPER8 MATE.

• ~AeaJtdi,u;: •


,

Filme 0 ~e VOCe guiser com aCamâ&#x201A;Źra de VIdeo VHS tipo NV- M7~ da Panasonic! Com a cfunera de Video VllS madelo NV-M7PX vte filma em casa de um modo que antes era privilcgio de profissionais. 0 foco automiltico a "piezo" eo obturador de alta velocidade com duas gradua,iies (1/1000 seg. e 11500 seg.) garantem uma imagem nitida e a captacao de movimentos rilpidos nos minimos detalhes. A fim de interligar as cenas de ~ao de forma harmoniosa, a )iV-M7PX esta equipada COIll "Flying Erase lIead"

apareJho de TV' aU VCR, basta usar 0 Adaptador de Linha VW-KM2I'X. E para que a cria,ao do seu fihne fique mais profissional ainda, existe a Gerador de Caracteres VW-CGII', opcional, que facilita a cria~ao de legendas sobrepostas. 'IIJdo isso acompanhado de uma maleta superpratica para voce transportar sua cfunera e todos os acessorias. Com todos esses recursos, a camera de Video NV-M7I'X da Panasonic transforma ate um amador numa grande estrela. 0 que voce est a esperando para ser 0 proximal

Adi ciOrfe cenas no

lugar Q\.oe

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enredo. "Trines de R6is " camavalesco: Julinho Mattos

A verde-e-rosa vai fazer 61 anos no dia 28 de abril Para as mangueirenses essa e mais uma razao do grande desejo das quatro mil pessoas que a Esta9ao Primeira vai colocar na avenida: acrescer mals uma estrela as 19 que ja aparecem na bandelfa da escola, represemando, cada umfJ delas, um campeonato Em busca da sua vigesima estrela, a Manguelfa, em 1989, vem mals rosa do que verde, como decidlfam seus dlflgemes, para homenagear tres figuras que se notabllizaram como Impulsionadores da vida nOlUrna do Rio em epocas disllntas. Esses - "Homens da Noite" - que formam a "lfinca de Reis" do desfile da Mangueira sao Wafter Pinto, Carfos Machado e Chico Recarey.

*

MANGUEI¼ Plot: " ThlfHJ Of a Kind ¡ Kings"

The J een-and-pink Samba Schoof wiff complete its 61 anniversary next April 28. 70 Manguelfenses this is one extra reason for the Intense wish of the 4000 people it wilf place on the avenue. 70 add one more star to the 19 that are already shown on the School's banner, each one represenllng a championship won. In quest for its twentieth star, Manguelfa in 1989 will use more pink than green, to pay its tribute to three men who acquired notoriety as the drivers of night life in Rio at different times. These "Night-Life Men" w ho make up the "Three of a Kind" of Mangueira's plot are Walter Pinto, Carfos Machado and Chico Recarey. The three Will pamCipate In the parade, together with Mocinha the first Standard-Bearer of the School, and 54 sec lions, more than 30 speCial

71


Os [reS viio pan.icipar do desfi/e, costumes, 60 members of the 'O/djumameme com Mocinha, a primeira Timers', the "bahianas", the 320 player pon.a-bandeira da esco/a, que tambem band and 200 children, including 72 sem homenageada nessa festa, onde pairs of kid Standard-Bearers and despontam 54 alas, mais de 30 figuras Master-Dancers. de destaque, 60 integrantes da Velha Mangueira is willing to show on the Guarda, as baianas, a bateria com 320 avenue all the splendor Walter Pinto ritmlstas e mals de 200 cflimr;;as, gave to vaudeville, and Carlos Machado incluindo 72 pare" de pona-bandeira e lent to night-club shows, nowadays in mestre-sala mirins. the hands of Chico Recarey. The Front A Mangueira se dispoe a colocar na Commission will be made up of avenida todo 0 esplendor que Walter vaudeville stars. Pinto deu ao teatro-revista e Carlos Machado emprestou aos grandes show notumos, hoje entregues a iniciativa de Chico Recarey. A Comissao de Frente sem formada por vedetes, vestidas a camter.

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TRINCA DE REIS aUlOres Ney Joao - Adi/son da Viola - Fandinho

puxador Jam s/ao /.;j do alto a Mangue/fa anunc/8

I

,-

7im ca de Re/s Que ao Rio Irouxe alegria Waller Pinto. seu Tearro de Rev/sla Revoluc/onou e revelou grandes amsras L/ndas pe9as com cenografia sem igual Carlos Machado fez realro mus/cal

Va; na roleta ou no bacara Vamos jogar k), 16 Vam os jogar la, ia

,

Que saudade do Cassino da Urea Da orquesrra e 0 Nighl and Dav Grandes nO/les eu passei M as hOje rem 0 Chico Recarev E 0 Rio apresenta nas noires 0 mais novo rei

Bis

Vou de Scala Vou ao show no Asa Branca Nesle R,o que eu amo A noile uma crianc;a

e

72


ATE: HOJE SER CLiENTE DE UM 56 BANCO ERA BOM PARA 0 BANCO. AGORA EBOM PARA 0 CLiENTE.

Cbeq/le especial, Carlao Unibanco, Carantia de cbeque, Unibanco Conla lIemunerada, Linba de cly!dilO prt:!-aprovado, Celli1lleexciusivo, AlendimelUo privativo, Alendimento diforenciado em lodo 0 Brasil, Alendimenlo lelej{mico, Sislema de COlUas a pagar, Unirifonna, Diners Club Unibanco, Servi~o de assislencia em viagem, Uniclube Exclusivo, Previdencia privada, Facilidades elelronicas. IslO represelUa 0 que ba de mais moderno em materia de colUa bancaria. Isso I!ldo eSla na Uniconla Exclusiva A Uniconla Exclusiva lem 0 maior numero de beneficios ao clienle que um banco ate boje jei reuniu nesle pais. Se voce quiser ver!ficar por si mesmo, em qual'I"er agenda do Unibanco, acabara enconlrando todos os privilegios qlle queria, em lermos de servi~os bancarios. Porque 0 Unibanco nao qllerserapenas 0 banco de boje. Quer ser 0 banco daspr6ximas decadas. Os clientes qllerem cada vez mais beneficios do sell banco. E, para ser 0 ballCO das pr6ximas decadas, 0 Unibanco lem que eslar alento para salissellS clientes 0 mais rapido passivel. Isso explica por que ele Ii um 1inico. Epor isso que vale a pena concenlmr seus neg6cios com ele. Voce li nico.

e


DinersClub

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WAI.ITA ao • Extrai suCO de qualquer fruta, legume ou verdur a . ente • Separa automaticam <;ascas, sementes e baga<;05· .. E prat\ca, leve e facil ae usar e . delimpar.

CEnTAIFUGA WAUTA


ESTE ANODE UM BAILE EM TODAS AS EMISSORAS DE TV

Com uma Camcorder Sharp voce faz sua propria cobertura do Carnaval. Assim, voce seleciona as cenas mais bonitas, censura as mais ousadas, registra as fantasias da familia eda um baile em todas as emissoras. Com um videocassete Sharp voce ve tudo isso com a melhor qualidade de imagem, cores esom, congelaa cena sern distorc5es nem ruidos eve o Carnaval com outros olhos. Eatecnologia Sharp desfilando para voce.

E VEJA 0 CARNAVAL COM SEUS PRDPRIOS OLHOS.


'''''''''

"Mnologis. As trologia.

HotOscopo. ums 8Bn9io." camavafesco

Lu"s

Numa epoca em que vai ficando eada vel mais dificl! fazer previsoes sabre economia ou polfllca e quando os mapas astrals vI/am produtos de pflmeira necessidade no Brasil, nada mais arual que a astrologia para dar unidade tem811ca a uma escola de samba desMando na passarela. Parrindo deste princfpio, a Escola de Samba Umdos do Jacarezinho escolheu eomo enredo 0 tema "Mirologla, astrologia, horOscopo, uma Mncao': assinado pelo camavalesco Lucas, que pretende consegUl( um grande imp acro Visual pelo alro astral que seu tema mspira e proporciona. Misrurando com habilidade e luxo as milhares de combinacoes que eompOem 0 universo dos slgnos zadiaeais, os sfmbolos gmficos das carras astrals, as figuras apolfneas da mliologia grega, os deuses e as deusas do Olimpo e figuras profeticas de grandes magos e magas, 0 earnavalesco Lucas promete alguns momemos de gl6f1a e exuberame alegfla na passarela do samba para a Umdos ~

*

UNIDOS do JACAREZINHO

Plot: "Mythology. As trology, Horoscopes. B Blessing "

Ara time when it becomes every day m~ difficult

ro make forecasts on politics or economics, and when Slar charts become fi(SI-need wares in Brazil, nOlhing could be more up-ro-dale lhan aSlrology ro lend a lhematic unify lO a Samba School parade. Departing from lhls principle, Unidos do Jaqarezinho selecled as lis plot lheme "MYlhology, ASlrology, Horoscopes, a Blessing" wlih whIch il hopes 10 achieve a major visual impaCl. Skillfully and luxunously blending lhe lhousands of combinallons whIch make up lhe universe of Zod,ac sIgns, lhe graphical symbols of heaven charts, Greek mylhology figures, Olympus gods and goddesses and lhe prophelic characlers of famous magIcians and sorcerers, lhe School promises momems of lhrill and exuberam memmem w llh its show.

79


do. Jacarezinho. o enreda se desenvolve desde as tempas da astrolagia grega, ate as dias de haje, quando. as har6scapas sao. calculadas par camputadares e famecldas automaticamente pelas servicas publicas de telefanes, tomanda-se um servica papular e acessfveis a todas, neste munda tao. esaterico. Valtanda este ana a disputar a camaval cariaca no. Primeiro Grupo, a Umdas do. Jacarezlnha desfllara cam um cantlngente de 3. 200 Integrantes, diVididas em 25 alas hamageneas e cam uma camissaa de frente que Incluira muitos dancarlnas. Sua bateria cantara cam 300 ritmistas, sua ala de baianas tera 150 campanentes e sua ala de criancas 150 meninas e meninas. A escala vlra cam 216 destaques e cerca _ de 13 carros aleg6ricas.

The plat is develaped Since the times af Greek astrolagy dawn to aur days, when haroscapes are made by camputers and automatically provided through public telephane service, made accessible to all. Retuming to the First Group this year, Unidas de Jacarezinha Will parade with 3200 pam'cipants, divided Into 25 sectians, wilh a Front Cammissian that will Include many dancers. Its band has 300 players, its "bahianas" section 150' campanents and its children section 150 bays and glfis, plus 216 special castumes and abaut 13 allegarlcal cars. _ MITDLOGIA. ASTROLOGIA. HOROSCOPO, UMA BtN~AO autores Barbejrinho do Jacsf'(Jzinho

Jorge PI - S8rginho dB Banda - Macambira Batista do Jacaf'6zinho - Lucio Bacalhau {JUxadOi Carlinho s dB Pi/arBS

Me hz de sonhos e vaguei ?elas eSlrelas E ao peno Ie-las Como eSlrela me senti Vendo Zeus e a sua cone Vindo ao nosso Camaval Com bent;:aos e presentes Alraves do Cicio Zodiacal HOje a Aslrologia e a rainha

\lue rascina as nossos cora9~s A sone, a amor quanta magla

,.,

,

Que os aSlro!; irral:iiam em nosso camlnhar Na correla9ao da Mitologia Em uma vlagem pelas civiliza90es Na carruagem do delirio Vi' meus sonhos e desejos aSlrais Tomados em forr;:as e preceilos Nesla Cana Astral

e

e

Mane a forr;a a v;(oria Hera une os povos na folia Mercurio a cultura do enredo Apolo, a Inspira9ao do composilor Q Sol 0 nosso astro rei A opulencla da mals alia majeslade

e

81s

Um cicerone da Lua Guiando as aSlros Para sambar na Cldade Diana, 0 esplendor da ane A plenitude pelas maos do anesao Venus, a beleza da mulher, a miscigena,ao Dadiva dos deuses, a gl6ria dos deslaques Regendo 0 sonho, embalando em poesia Num mundo de fantaSia Ao calor da em09ao

8 1S

Oi gila roda 738 a16-a16 Me responda se eu serel Nesle d,a 0 vencedor

eo


SE VOCE QUER FAZER SUCESSO DESFILANDO NA AVENIDA, EXISTEM DUAS POSSIBILIDADES: OU VOCE VAl ATRAs DO TRIO ELETRICO, OU DENTRO DELE. UNO, PREMIO EELBA. ESSE TRIO DA SAMBA.


en.<edo

*

"Liberdads! Liberdad8! Abnt as Asas Sobre Nos'

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE Plot: " FtfJedom, Freedom .

.iJrnavalesco Max Lopes

Open Your Wings Above Us"

Depois de desMar no ano passado com um enredo elaborado em clma de uma grande gozar;:ao, uma apologia &s piadas e anedotas, onde mlsturava s(wra poliIica e cOllC:a social, a escola Imperatriz Leopoldlnense relOma este ana ao consagrado estilo do enredo tradicIC;nal flssmado pelo veterano camavalesco Max Lopes, 0 enredo da Imperatriz deste ana, "Ltberdade l Llberdade l Abra as flsas Sobre Nos" pretende contar, ao lango da passarela do samba, a hlsrona da Proclamar;:ao da Republica. Com cerca de 3 mil figurantes, dlsrnbufdos em 27 alas, a Imperatriz Leopoldlnense vai exalrar os pnnClpalS aconreclmenros que antecederam a queda da monarqUia no Brasil Com suas cores tradlcliJn ;< branco, verde e ouro e jogando muilO com 0 efeilo coreografico de um2 '1rande concenrrar;:ao de prata e b,dnco nos

Afr~r parading last year with a plot which was a big practical joke, an eulogy 10 wirtlcism tind jokes, where I[ blended political saryre and social criticism, Imperatriz Leopoldlnense Samba School returns this year 10 I[S traditional plot style Its plot shown this year intends 10 tell throughout the parade the history of the Proclamation of the Republic. With about 3 thousand pamcipants. dlsmbured among 27 seCtions, Imperarriz Leopoldinense will exalt the major events which preceded the fall of monarchy In Brazil. With Its traditional white~green~and~ gold colors and uSing a lot the choreographlcal effect of a large

~

83


adere(:os, nas fantasias e nas alegorias, o carnavalesco Max Lopes espera conseguir para 0 desflle de sua escola um resultado inesquec/vel de luxo e grandlosldade Segundo ele, entre os pontos de destaque do desftle sobressaem os epis6dios da Guerra do Paragual; da imigra(:fio italiana e da Abo!t¢fio da Escravatura,. A bateria da Imperatriz desfilara com um contingente de 250 ritmistas. A tradlclonal ala das baianas salra com 240 componentes e na ala das crianps, 400 baixlnhos, a Escola tera 20 destaques e 19 alegorias malores.

concentration of stiver and white In hands ornaments, costumes and allegories, the School hopes to achieve an unforgettable show of lUxury and grandiosity According to the plot, there is an emphasis on episodes of the ParaguavBrazil War, the ItallEIn Immigration and the Abolishment of Slavery Imperatnz' band will parade with 250 plavers and tis "bahianas" section will have 240 componentes, plus. 400 In Its children section.

•

• , LlBEROAOE! LlBEROAOEI ABRA AS ASAS SOBRE NOS autores: Niltinho Tristez8 - Preto J6ia pUJladQr

Vicentinho - Jurandir Dominguinhos do Estacio

Vern reviver comigo amor

o centen(mo em poesia Nesla palna mae querida o imp~rio decademe, muito rico incoerente Era fi~algUia Surgem as lamborins, . vern emor;ao A bareria vem, no pique da can.!;:ao t! a nobreza enfeira a luxo do salao Vern viver 0 sonho que sonhei ~o lange taz-se ouvir Tem vetde e branco por ai Brilhando na Sapucai Da guerra nunca mais Esqueceremos do palrono, a duque linorral A linlgracao floriu de cullUra a Brasil A musica encanta, e 0 povo cama aSSlrn Pra Isabel a hero(na, que assinou a Lei Divina Negro dancou, comemorou a !tin da slna Na noile quinze reluzeme Com a bravura, flnalmente o marechal que proclamou Fal presldente

Ltberdade! Liberdade! Abra as asas sabre nos E que a voz da Igualdade, Sej8 sempre a nassa

84

voz


o

pAo DE A!;OCAR

o

COPACABANA

•

CRISTO REDENTOR

LAGOA

Pegue urn onibus especial no seu hotel e siga os caminhos mais lindos do Rio. Voce vai parar nurna das mais belas atra!;oes da cidade: o BarraShopping. 323 lojas, 44 restaurantes, 3 cinemas. Urn mundo de emo!;oes, cores e lazer, com toda seguran!;a. Nas compras acima de US$ 300 voce recebe uma fita de videocassete com os principais pontos da Cidade Maravilhosa.

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- - - - - ~ ~~~~g ~:.~~~~ : : : : .i ~-~ .. ~:---~:: .;::~~ : - -- -- - --- ----- - .. --

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\ enredo

* ..

"De Portugal iJ Sienal no Pais d o Carnaval"

UN/DOS DA T/JUCA

camavalesco

PIott"From Portugal to the BienniBl in the Land of Carnival"

M Ario M onteiro Filho

o

presldente da escola "pavao rea/" (azul e ouro) do Morro do Borel. na Tijuca, e 0 ponugues Fernando Hona, que ha dois anos invesle firrne no fonaleclmento da agrerniar;:ao Por ISSO, nao lena sido acaso a escolha do lema para 0 enredo, de autona de Mana Monteiro Neto, Mho do camavalesco da escola. 0 ceno e que esse enredo - "De Ponugal Blenal no Pais do Carnaval" - presla homenagem aos pintores e escultores brasileiros alraves de IreS momentos slgnificalivos das anes pi8slicas no Brasil. A Mlssao Anislica Francesa de 7876, lrazida por 0 Joao Vf; a Semana de Ane Modema de 7922, em Sao Paulo; e a Bienal de Ane de Sao Paulo, de 7957. Em torno de 30 alas, reunindo 3. 600 imegrantes, vao entrar na passarela do samba acornpanhados por 25 carros aleg6ncos pnnclpals e uma balena com 270 figurantes. ~

a

The President of the Borel HIli blueand-gold ("royal peacock") Samba School IS Ponuguese and for two years already he slrongly Invests to slrengthen the club. For this reason, the selection of the theme of ilS plOI was not by chance. The plot - "From Ponugal to the Biennial in the Land o f Carnival" - pays a tribute to Brazilian painters and sculptors through three significant milestones in Brazilian plastic ans. The French Anistic Mission In IB76, brought by King 0 John VI,¡ the Modern An Week in 7922 In Sao Paufo; and the Sao Paulo An Biennial in 7957. fn 30 sections, gathering 3600 pamCipants, the School will parade ~

87


No ano passado, quando criou 0 tema "Tem plo do Absurdo-Bar Brasil'; a Unidos da Tijuca surpreendeu pelo luxq garra e organ izacao do des file, prometendo permanecer no grup o principal das escolas-de-samba. A meta, agora, uma colocacao entre as seis principais.

e

â&#x20AC;˘

accompanied by 25 major allegorical cars and a 270-player band Last year, when It presented theme " Temple o f the A bsurdity - Brazil Bar'; Umdos da Tijuca caused surprise by the lUxury, enthusiasm and organization of its parade, and prom ises to remain in the group o f the major samba-schools. Its goal now is to be placed among the six best.

â&#x20AC;˘

DE PORTUGAL A SIENAL NO PAis DO CARNAVAL autores. Beto do PBnde iro - Vicente das Neves Gilmaf L. S,l118 - Nego - Vaguinho da La deira pUxador Nego

,.

,

Desperra meu Brasil (6) Para esre lema cultural E vejam como e linda de se ver Todo carisma desra arre, a Bienal que Fbrrugal , ImroduZiu nesre pais do Carnaval Exalramos esculrores e os senhores do plncel Que emolduram' a poesia modelando 0 dla-a-dI8 De um povq seus costumes, sua fe Maos abem;;oadas pelo ceu Que arraves de gerar;:6es Do roque leve e rao suol Are 0 meu Borel ganhou cor bem mais vliil Foi Joao Ifoi) Dom rei fujao Que trouxe a misseo Que fez da arre a proh'ssao E assim ecoou lecoou) Um griro forre: liberdade Fecundou 0 Moderm'smo em nossa arre E na literatura nacional Nossos arrisras por aqui se propagaram E rambem se consagraram com a pnmeira B,enal Mostrando para 0 mundo intelfO Que em solo brasilello Tudo que se "implama" diJ

81s

E rropical 0 berr;;o e feml e {roplcal Hoje a afte e a cultura Bn/ham em nosso carnaval

88


PENSE EM VOCE AMANHA .

.J


ZM

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I

Commuita eficiencia, conjunto e harmonia, nos desfilamos por estas passarelas 365 dias por ana.

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DARDO TRANSPORTADORA "SUA ENCOMENDA

E NOSSA

PRiORIDADE"


enredo: "M ilde in S,."zH

l'as Nds TlHTJO s Banana" carnavalesco:

t:.rlos de Andrtlde

A questao da deteriora9ao das rela90es de troca entre pafs es industrializados e nao indusmalizados, que tanto tem empolgado as novas gera90es de economistas, deixa 0 restrito espa90 dos simposios intemacionais para empolgar os cora90es, em plena passarela do samba, no Carnaval do Rio de Janeiro. Mostrando 0 quanto coincldem as preocupa90es dos carnavalescos e do povo brasileiro, exatamente este 0 tema da Escola de Samba Sao Clemente, uma das umcas da Zona Sui do Rio, sob 0 tftulo "Made in BraZIl, Yes nos temos banana': Assinado por Carlos de Andrade, 0 enredo da Sao Clemente denuncia 0 processo de dilaplda9ao de nossas riquezas, questiona 0 destino do ouro de Serra Pelada, a estranha matemallca que regula os sucessivos aumentos do pre90 da gasolina, observando que so nao podem " exportar a esperan9a deste ~ povo ser feliz ':

e

I

*

sAo CLEMENTE Plot: ..!tIade in Brazil Yes, We Have Bananas"

Tlfe

issue of the deterioration of the Interchange relations between Industrialized and non-industrialized countrieS, tha t has so excited the new genera lions of economists, leaves the limited space of Internallonal symposia to excite the hearts on Rio's Carnival parading grounds. Sao Clemente's plot denounces the dissipation of our natural resources, Inquires about the destination of our gold, the odd arithmellc which governs the constant Increases In gasoline prices, and notes that the onlv thing that cannot be " exported is the hope of this people of one day being happy':

91


,

Refletindo a nova consclencl8 ecol6gica que desperra com as novas gera(:i5es, ainda sob a 6tica da dilaplda(:ao de nossos recursos naturais, critica - a exemplo de outra escola a exporta(:ao de couros de j8CareS para fazer sapatos e ate a exporra(:ao de nossos craques de futebol. Jogando com destaque sua cor principal, 0 amarelo-ouro, Carlos de Andrade acha que a escola vai alcanr;ar o maior sucesso na passarela, desenvolvendo a tematk::a do enredo desde a chegada dos descobndores, representados por uma grande galera portuguesa, ate a epoca atual, quando 0 ouro parte para 0 exterior em um disco voador A escola desfllare com suas . alegorias distribufdas em um conjunto de cerca de qualro tripes e dois carros grandes, com seus integrantes distrlbufdos ao longo de seis alas.

Mirrowing the new ecological awareness arisen with the new generations, It also critiCizes, stili under the angle of diSSipation of our natural resources, the exports of alligator skins to make shoes and also of our soccer stars. Using well ilS major color, golden vellow, the School hopes to be verv successful in the parade, bV developing ilS plOI since the arrival of lhe discoverers, represented bV a huge Fbrtuguese gallev lhrough our davs when gold IS sent abroad In a flVlng saucer The School will parade wllh ilS participants dlstrlbuled along six seclions.

•

*

MADE IN BRAZIL YES NOS TEMOS BANANA

aurores Joao Carlos Grilo - Ricardo GOBS Ronalda SOBf9S . Sergio Femandes puxado'· GfJra/dao

Ja e hora Do glgante adormec/do despenar Do jello que a co/sa anda Nao pode continuar A serra que Ii pelada are no nome 'Pelada ha muiro esra

•

.. ,

Quera e saber de rodo oura Onde esra nosso "resoura" Onde esrafiP Ouera e saber de rodo oura Onde esra nosso "resouro" o resouro onde esrafiP Parece brincadeim, mas nao e

o d61ar valorizado o coirado do cruzado Nao pode se envolver na rmnsar;ao o ar;o vo/ra manufarumdo Jacare vira saparo Lembrando are piada de salao Exponam are nossa gasolina !'br quanll8 pequemna E ramblim nosso melhor cafe Os cmques se mandando de mOntao Ja esra fa/rando cobm Pm jogar na nossa seler;ao

8"

Eu chom, eu g(l10 E falo porque amo meu pais 56 nao podem exponar A espemnr;a desre povo ser feliz

92


Quemdeve ter liberdade de movimentos

evoce,

nooseu

absorvente.

Quantas au las de natac;aa voce j6 perdeu 56 parque estava menstruada? Entaa, para que ficar ai seca de vantade de mergulhar. Cam a.b." voce pade nadar, mergulhar, saltar. O.b." fica firme no lugar e naa entra em contato com 0 6gua. Porque o.b." e 0 absorvente que voce coloca com 0 seu dedo indicador no parte interna do vogina. Assim, o.b." absorve 0 fluxo no lugor certo. Internamente. Agora que voce j6 sabe que 56 o.b." pode acampanhar voce, sejo qual for 0 estilo que voce escalheu no vida, tem duos alternativas: ou voce usa o.b.", ou vai perder muitos mergulhos.

A liberdade de ser voce â&#x20AC;˘

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enredo ¡ "Urn. Dois, Feijio com Arroz" carnavalesca. Rosa Guimar8es

*

ESTAc/O DE

sA

Plot: "IJJB Two Button My Shoe"

No. mesma bairra ande existii.! a primeira escala de samba ~ a ' 'Deixa Falar" ~ a Estacia de Sa canta em vermelha-e-branca e cam criativldade uma hist6ria do. arroz cam feijao. Dizem que a arroz e nativa da China. Os arabes, parem, identiflcam-na cama uma dadiva de Maame, cabenda aas Mauros leva-Ia para a Europa, em suas andant;:as belicas pela Velha Mundo.. o certa e que a arraz veia parar no. Brasil cama planta exotica e descanhecida de uma camttiva de banqueiros ingleses que acampanhava Nila Per;:anha, Presidente da Republica, numa vlagem de trem a Campas iRJJ. Dlante de um caplnzal, que Per;:anha sugeni.! tratar-se de uma cultura de arroz, as banqueiros faram canvldadas a financlar a ampliar;:ao das plantar;:6es. ~

In ~e same nelghborhaod where the first Samba Schaal existed, Estacio de Sa tells, In red-and-white and plenty of criativeness, the tale af nce-and-beans. (Translator's Note: The nursery rhyme "One two button my shoe" In Portuguese IS "ane two beans and nce'; to rhyme 'dais' with 'arroz 'i. They tell that rice originated in China. The Arabs however identify it as a gift from Mahammet, and say that the Moors took it to Europe In their belligerant Incursians through the Old World. The fact IS that nce came to end up In Brazil as an exatic plant, unknown to the entourage of English bankers who accompanied Ntlo Per;:anha, President of the Republic, In a train trip to Campos. Befare a large hay field that Per;:anha Indicated to be a nce field, the bankers were Invited to finance the expansion of the plantallons.

95


Agara, enquanta a Brasil naa sabe cama pagar sua divlda externa, a arroz Jagada sabre as naivas como simbolo de fem/idade e oferecido em riruals de Candomble. A verdade que 0 brasilelro gosta mesma de arroz com feljao, parque prefere ruda prero no branco com mUita mulata, como resultado.

e

e

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Now, while Brazil daesn't knaw ro pav Its foreign debt, rice is thrown on wedding couples as a svmbol of femlitv, and affered in candomble. (voodoo) ntes. The truth IS that BraziiJims do. like rice and beans, because thev prefer things in cald pnnt, black on whi[e, and plentv af mulatto. girls as the result.

â&#x20AC;˘

â&#x20AC;˘

UM, DOIS, FE/JAO COM ARROZ autores: Dja/ma das MfJrces . 060 - Gustavo Bajso - Marinho - Pereira puxador Bira Have;

B,s

o feijaa e a arrol Num lempero especial Ea ESllicla Sacudlnda a Carnaval Parece que a arrol, 6 6, vela da China pra Gil Au! seu Imperadar bawu banca na carle Era a primeiro a plan/ar

Nessa hlslona, arabe naa leva fe 81s 0 atroz nasceu Oe uma gala desua( de Maame

tl Saboreia a eSlrangeiro esse 8rrol que vai e vern E a pavo brasileiro, quando. pade came lambem

f

Oivlda eXlerna, praw an/iga Mfa Per;:anha ja /eve que camer Fai na Maria Fumar;:a que "vendeu" capim Cama arrol pra "Ingles ver" Vemmeuamor Linda naivinha, vem camlga pro allflr Eu quero um bam banha de arrol Para nas femfilar

Axe, Axe, Pai Oxata a,s Na sua ceia Tem arrol de Haussa E do. Su( a gila, gila, gira munda do. feijaa Vejam so camemas arrol-dace E a feijaa e daclnha no. Japaa

RetrAo

[I mulala Eil Brasillriguel(O Fbnho 0 "prero no branco" E feijaa cam arral Viva a pava brasileiro

96


queVat69? Em 1882, no Escocia, Sir William Sanderscn preparou 100 diferentes tJends e convidou os melhores conhecedores de whisky para escdherem 0 melhor. Cs blends estavam acondicionados em 100 borris de carvalho. ou vats, como sao chamados no Escocio. Oescolhido foiodoborril nO 69. Assm, Vat 69 j6 nosceu vencedor. Ehoje vern di reto do Escocia para 0 Brasil rrantendo a mesrna qualidade

Vat69~

~ ..


ENTROU NA ONDA E PARA SE MOLHAR: 011/ PHILISHA VE ON WAVE VAl MOSTRAR AS MAIORES FERAS DO NOSSO WINDSURF, LASER, HOBIE CA T 14, WINDSURF ON WAVE E JET SKI, FAZENDO TUDO 0 OUE SABEM (AS DUAS VL TiMAS MODALIDADES SERAO REALIZADAS SOMENTE NA TAMBEM POOE FAZER MAETAPA PAULISTA E CARIOCA). ENOUANTO (SSO, NA PRAIA, NOBRAS, PEGANDO A ONDA DE PESSOAS LlNOAS E BRONZEADAS.

voct

ANOTE AI.- FLORIANOPOLlS , PRAIA DAS CANASVIEIRAS, EM 14 E 15DEJANEIRO; GUARUJA . PRAIA DA ENSEADA , EM 11 E 12 DEFEVEREIRO; RIO DEJANEJRO PRAIA DOFAROL DA BARRA. EM 25 E 26 DE FEVERf/RO. PRiM/OS.' PRODUTOS PHILIPS DE VL TlMA GERACAO. MAfORES INFORMA C6ES SP: LlNTAS 1011 ) 259 - 1411; RJ: WORKSHOW (02 I) 205.9597. PHIL/SHAVE. 0 SISTEMA AVANCADO DE BARBEAR.

PHILIPS


'ILA

enredo: "Direito ~ Direito "

camavalescos: PBuIo Cesar Cardoso Orlllndo Peffli,. (f.lecido)

Ainda no. calar da rerumbante co.nqUista do. ana passado, quando. pela primeira vez se tornau campeaa do. desfile principal da Marques do. Sapucaf, a azul e branca da Vila Isabel tem toda a direlta de pensar num bicampeanato. Para tenta-Io, escalheu cama tema a defesa das direitos humanas, cam base na oeclarar;:aa da GNU Usanda 18 carras aleg6ricas maiares, 4.800 figurantes distribufdas em 32 alas ibateria cam 320 ritmlstas), a Vila faz a denuncia de que, aa cantraria do. que anima a Hina da Independ{mcia, a "Liberdade ainda naa raiau. .. " E faz um canvile a uniaa cantra as precanceitos saciais. Do. tema da Vila Isabel faz parte a defesa das direitos do. trabalho, a educar;:ao, alimentar;:aa, liberdade de expressaa e da igualdade para todas as rar;:as e credas de rlcas au pobres. No. final, a escala do. balrra cariaca, ande nasceu Nael Rasa, faz uma

a

a

*

VILA ISAยงEL Plot: "w'Lt is Right is Right"

Sullln the warmth af its thunderous victory last year, when far the first time It became the champian af the majar parade at Marques do. Sapucai Avenue, the blue-and-white Vila Isabel Samba Schaal IS fullV entitled to think af a b/~champiC)nship.

To. attempt it, it selected the human rights defense theme, based upan the UNO's Declaratian. Using 18 large allegarlcal cars, 4800 participants distributed amang 32 sectians, arid a band with 320 plavers, Vila denaunces that, cantrary to what is stated in the Hvmn af the Independence, "Freedam has nat vet dawned. .. " And invites the peaple to unit against sacial prejudice

99


exaltar;ao a paz porque, "quando 0 amanha surgir'; a flor da paz vai se abrir, e no mundo havera fraternidade. Martinho da Vila nao esta entre os compositares do Samba-Enredo, mas vai aparecer na avemda e tarcer pela sua escola, que reune 0 povao do Morro do Macaco e ?au da Sande/fa.

•

Vila Isabel's theme composes defense of working rights, right ta education, ta food, to freedom of expression and the equalness of all races and religions, At the end of its parade, the School exalts peace because " when tomorrow dawns" the peace flovver will open up and the world w ill know fraternity

•

DIREITO t DIREITO autores Jorge King · Serginho TontJladB FtJrnBndo PBltideiro .

Ze Antonio - J.C

Couto

pUKador Gtlr8

,.,

,

Ii hora da verdade A liberdade ainda nao raiou Oueremos 0 dlfeiro de Igualdade • \liver com dlgnidade Nao represema favor Hoje, a Vila se faz rao bomra Ese apresema desremlda Umda pelos m13smos ideals Lwando com a ma/or sabedoria Contra as preconcellos sociais A Declarar;ao Universal Nao um sonho, remos que fazer cumprir A Jusrir;a cega mas enxerga quando quer JiJ esriJ na hora de assumlr Sei que quem espera nao alcanr;a Mas a esperanr;a nao acabera Camando e sambando acendo a chama E sonho um novo dla clarear

e

e

Ciareou Despenou 0 amor que fome da vida 81s Vamos dar as maos e lutar Sempre de caber;a erguida

e

E quando 0 amanha surglr A flor da paz se abor Sera prosperidade A brisa val trazer mais a/egria No mundo havera fraremidade

e

B"

Direiro Dlfelro Esra na Declarar;ao A humanidadA quem rem razao

e


" Mu lher Deitada " . Escu ltu ra em bronze de Mario Agosti nelli ¡ Cortesia do art ista¡ Colec30 particular

m grande hotel deve ter talento criativo, originalidade e experiilncia As mesmas caracteristicas que marcam as obras-primas. Como a de Mario Agostinelli, urn mestre da escultura cuja habilidade com os cinzeis e reconhecida em todo mundo. E no Rio vocil encontra esta sensibilidade no Inter¡ Continental, 0 mais encantador e completo hotel da Cidade Maravilhosa Sao 500 apartamentos com vista para a

tranqOila praia de sao Conrado, a 5 minutos de Ipanema e a poucos metros das boutiques da moda do sao Conrado Fashion Mall. Sendo o unico cinco estrelas a oferecer campo de golfe adjacente, 3 piscinas, 3 quadras de tilnis, salao de ginastica, alem de urn delicioso e varlado conjunto de bares e restaurantes. Per tudo isso, para 0 Inter-Continental, saber receber urn h6spede e arte. Uma vez e sempre.


Citibank.A conta com overnight, Ii noite, 0 seu saJdo cresce no Citirenda. Pela manha, os rendim lOs sao credimdos na Tudo automatico. Eo saIdo sempre esta livre para voce movimenlM.

,

overday o dia em que as

despesas ultrapassam 0 seu saIdo. Isso nao eproblema com~ Limite Especial Citibank. Precisou a mais, es6 sacar. 0 seu limite de credito ja esta automati¡ camente aprovado.

e overnight-ar1d-day.

Dinheiro a quaIquer hora do dia ou da noite. Basta usar 0 Cartao Magnt!tico Citibank com todas as facilidades do Banco 24 Horas. Voce saca, deposita, faz pagamentos ate nos fins de semana e feriados. E ainda tem caixa exclusivi nas filiais do Citibank.

CITIBAN(C o banco q ue teln orgulho de seus ellel/lt


enredo: ''Ach8do n80 8 RoubBdo"

*

carnavalesco: Silvio Cunha

PORTErA

Plot: "l'hat is Found Is Not Stolen"

Pela tema azul e branca das 3600 figurantes da Fbrtela, a hlstoria da Descaberta do. Brasil par Pedro. Alvares Cabral naa esta bern cantada. 20 carros alegoncas, as de 50 a 60 destaques, a batena cam 300 integrantes e toda a escala, divldlda em 25.alas, vaa defender a tese de que, antes da "descaberta" de Cabral, a gigante brasileiro ja pertencia aas indios - desde entaa calacadas em segundo. plano. Aa langa das anas, a publica ficau acastumada a aSSlstir belas e bern apresentadas desfiles da Fbrtela, cantadas em prasa e versa pelas amantes do. samba. tema escalhlda para 19B9 rica em persanagens, danda margem a muita cnativldade par parte do. enreda e seus cnadares.

as

a

Accarding to Fbrtela's theme, the hiStory af the Discavery af Brazil by Pedro Alvares Cabral IS nat carrectly told Its 3600 partiCipants, 20 allegancal cars, 50160 special castumes, the 300 player band and the whole Samba Schaal, divided Into 25 seCtions, will defend the thesis that, prior to being "discavered" by Cabral, the Brazilian giant already belonged to the Indians since then pushed to a second place. Throughaut the years the public has been used to see beautiful and well organized shows by Fbrtela, sung bath In prose and in verses by samba lovers. ~

e

103


Os navegadores vickings, holandeses e espanh6is, atem de Marco Polo, estiveram no Brasil antes de Cabral. Segundo 0 enredo da Porrela, quando Cabral chegou e anunciou sua descoberra, Espanha e Porrugal fa tinham divldldo a Amenca do Sui pelo liatado de Tordesilhas. Assim, Cabral achou... E, como no titulo do tema, ''Achado nao e Roubado':

•

The theme selected for 19B9 is rich in characters, allOWing much creativeness. The Vikirtg, Dutch and Spanish navigators, in addition to Marco Polo, were In Brazil before Cabral. According to Porrela 's plot, when Cabral arrived and announced his discovery, Spain and Porrugal had already diVided South America under the Tordesillas Treaty So, Cabral found. .. And as stated in the title of the plot, "What Is Found Is Not Stolen':

•

, ACHADO NAO

t

ROUBADO

aurores' Nenem . M auro Silva· Carlinhos MadurejrB puxadOf." DedlJ da Portela

Achei Juro eu niJo roubei Desde 0 meu cempo de cnanr;;a A vovO sempre dizia Achado nao e roubado Ta na /embranr;;a De repeme 0 Sr. Cabral . • Chegou ao Brasil Aponou a sua nau

E disse ao mundo que 0 descobriu Na verdade a liiscoria coma Um faz de coma A seu modo e ao reves Ai A natureza se impos taO ricamente A Amazonia e um Cesouro Que hOle esca preseme a/ha ta

. ,

a/ha ta, o/ha ta, Salomao e meu, majescade Nao va [Jjar da mlnha mao

8,s a cesouro

Assim a hlsc6ria segue em freme S,ncerameme eu nao conslgo emender Quem oj 0 dono da carro/a Que fez esce gigame aparecer t cao crisre o/har Sem poder, sem poder reconqUlscar Indio oj 0 Mho da Cerra Que no meio desca guerra 56 faz se /amemar

B"

Quem foi, d,z quem foi amor Mnguem sabe, mnguem VIi; Eu queria e saber, saber Quem descobni; 0 meu Brasi/.

104


USA DIRECT: DIAL 0008010

EELAT

I'

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VOCENAo

ESTA SONHANDO. SClltado cOllfortavclmcntc.

ou deitado, como preferiT. voce relaxa numa larga poltrona "Sleeper Scat" com

apoio rcgulavci para a cabct;a e para os pes. Logo VC111

um magnifico jantar

servido em porcelana inglcsa c acompanhado des mdhorcs vin hos c champagnes, em

copos de cristal. Co mi ssarias brasilciras atcntas

durante toda a viagem ofcrcccndo um sCTvi<;o cficicnte para cada lima de

slias Ilcccssidadcs. T udo isso erealidadc na Classe Exccutiva Club World. E csta bern ao sell alcancc. Viajc C lub World nos 747 da British Airways, lima nova rcalidadc em classc'cxccutiva.

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leite condensa do

enredo: "11610$ II Urubus,

urguem II Minha Fllntssis" carnavalesco: Joiozinho TrintlJ

Qual areia na (arora, reluzlu uma grande confusao entre luxo e pobreza no mundo onfrico de Joaozinho liinta, da Beija-Flor de Nil6polis. Nessa fes{a azu/-e-branco de Nilopo/is, a esco/a faz um convi{e ao ptJbftco do desftle para um grande baile na Marques de Sapuca/ No melD desse publico, eSlao as personagens comuns da rua de hoje: mendigos, a/coo/alras, piveles, /oucos e desocupados. Ea /ixo do luxo, como entende Joaozinho liinta, ao criar a ambiente para a exposir;ao do seu lema, em que o personagem central parece se identificar a ana inteiro como mendigo e como um rei, nos dias de folia.

*

BEIJA' FijIOR Ptot: " RBtS Bnd Vu/tUl'8s. Let Go My Fantasy "

t

A g confusion be[ween luxury and poverty arose in {he dreamy world of Joaozinho pinta, from Nilopolis BeliaFlor Samba School. In i{s blue-and-whlle feast, lhe School invi{es {he public 10 a big ball a{ Marques de Sapucai Avenue. AmId {his publIC, are [he common figures in IOday 's S{reelS. begga~ drunkards, street urchins, lunatICs and vagrants. I[ IS lhe garbage of {he lUXUry, according 10 {he environment crea{ed for [he School's [heme, wherein [he major character seems 10 act {he whole year as a beggar and during Carnival as a king.

107


Mais uma vez, Joaozinho Trinta nao se contenta com a convencional e lan9a a 8elja-Flor "tao linda, derramando na avenida frutas de uma imagina9ao': o "segredo oj a alma do neg6cio': Muitas surpresas sao prametidas pelas 40 alas, com pelo menos quatra mil partlcipantes da 8elja-Flor de Nil6polis, cuja bateria inclui 350 ritmlstas. A expectativa principal esta na curiosidade em tarno da manBira como Joaozinho Trinta vai fazer um desfile de luxo com ratas e urubus.

Once more Joaozlnho Trlnta IS nor satisfied with conventional things and will launch 8elja-Flor "very prerty, dispensing on-the Avenue fruits of his Imagination': "Secret IS the key ta the business. Manv surprises are pramlsed by ihe 40 sections, with at least 4000 partiCipants, and its band with 350 plavers. The major expectation lavs in the cUrlosily 10 know how a luxurv show can be made wilh rats and vullUres.

•

• ,

RATOS E URUBUS. .. LARGUEM MINHA FANTASIA aurDres: 8stinho . Glyvaldo - ZIJ Maria· -Osmar pu}(ador: .'Veguinho da 8eija-Flor

Reluziu... Eouro au lata Formou a grande confusao Qual arela na farofa E q luxo e a pobreza No meu mundo de ilusao

,

Xepa de la pra cd xepei RefrJo Sou na VIda uiTI mtmdigo ., Da folia eu sou rei ,

Sal do !t"o a nobreza Euforia que consome Se flear a rata pega Se cair urubu come Vtbra meu povo Embala a corpo A loucura geral Larguem minha fantasia Que agoma.. . Delxem-me

e

Mostrar meu carnaval Firme... 8elo peml Alegna e manifestat;ao Eis a 8eija-Flor tao linda Derramando na avenida Frutos de uma Imaglnat;ao

Refrao

Leba - Iaro-6666 Eb6 lebara - lala - lala - 6 Reluzlu...

l OB


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A;'AI,AI-A~ 6 ,

TACHEGANDO AHORA••• Em ab~il come<;:a a festa. Vem 'ai a inaugura<;:ao mais esperada da cidade.

•

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MADUREIRA

••

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enredo

camavaiesco:

*

Oswllldo Jatr!im

Plot: "Jorge Amado - AX8 Brasi""

Na concepr;:ao da Impeoo Serrano, os grandes personagens das diferentes obras do escritor baiano Jorge Amado saem dos respectivas livros e panicipam, na avenida, de uma festa inusilada, por eles pr6poos organizada. Vamos imaginar que Gabriela Ido crava e da canela) e Dona Flor Idos seus dOls maodos), por exemplo, ficaram encarregadas de preparar a comida dessa festa. OUincas Berro D 'Agua entra com a beblda. Enflfn, tada a festa comer;:a e conslste na chegada dos personagens na Tenda dos Candombles. E, como os ooxas tomam pane na literatura de Jorge Amado, seus axes tambem estao presentes.

In the conception of School Impeoo Serrano, the major characters In Bahia woter Jorge Amado's many works come out from his books and take pan in an unheard-of pany on the Avenue. Let us imagine that Gabriela and Dona Flor, for Instance, have been entrusted with making th.e food for the pan'!' Ouincas Berro D 'Agua will bong [he booze. The pany stans and [he characters arrive at Candomble pavillion. And, since the semi-gods ooshas are present In Jorge Amado's literature, their axes will also be present.

"Jorge Amlldo - AX8 Brasil"

IMPtRIO ffERRANO

f

111


Exa{ameme pela nalUreza desse lema, 0 verde-e-branco (arrot com couve) da escola da Sernnha, em Madurelra, vai dar lugar a IOdas as ou{ras cores que se fizerem necessarias ao bom desenvolvimemo do enredo Emre os dez carras aleg6nos pnnclpais, os treze destaques malores e os 3. 500 figurames distnbufdos em 30 alas, as cores tradlclonais da Impeno estarao marcadas, porem, na ala das balanas, na Comissao de Freme e no {raje da porra-bandelra

Preciselv due 10 the nalUre of the {heme, the green-and-whlle Madurelfa neighborhood school will give a chance 10 all {he o{her colors reqUired 10 develop smoothly lIS plot. Ten major allegoncal cars, thirteen major special COSlUmes, and 3500 parriclpams, dlstnbuted among 30 sec {ions, wherein {he tradllional colors of Imperio will be shown in the "bahlanas" sec lion, In lIS From Commission and in {he dress of its standard-bearer

•

•

, JORGE AMADO - AXE BRASIL aurOtes: 88to

S/8f8 ~o

. Alulsio Machado

Bicalho - Ar#ndo Cruz puxador: Silvinho

Sob os olhos graciosos de Oxaia Desce a Serrinha Esquema 0 Pafs do Carnaval t muita plmema, dende e Cacau 8

Voce sabe que lem festa meu amor LB M Tenda dos Milagres vem que eu vou " Jubiabii ta no porrao E aj la6s jogam pitangas pelo chao

•

Com os Pastores da NOlIe "Vem geme Ja das Terras do Sem Am Onundo ia das malas de Oxossi e Ossain , 0 famoso Valenum E ao som dos atabaques Rola 0 Suor dos Ogans Olha que papo maneiro Emre os Velhos Mannhelfos E os novos Capitaes Vem geme que sofreu demals LB do serrao e da beli-a do cais doce morrer no mar Nos brar;os de leman/a

t 8"

Teresa Batista Cansada de Guerra No samba de roda esquece as magoas Tiela se beber faz grar;a Qwncas Berro d'Agua agliando a massa A5e lempero na panela Gabnela Mexe mexe com amor, cozinha com 0 leu calor BOla logo 0 valapa na ugela Quem mandou foi Dona Flor

t geme que chega e lem geme pra chegar 8"

Ekcheupa ba ba, e, ekcheupa ba ba Axe Brasi( pai Amado sarava, sarava.

112


te arnaval

.Il\lac .

AS ASAS

aoeste asui Ii adanc;a lib IIlIlilnho azul

~E

Tern urn pouco de salsa, tern Tern urn pouco de conga, tern Seu tempera Ii magico Eli facil de aprender

UMA CISCADINHA.

Bata as asas Ede uma ciscadinha Bata as asas Ede uma bicadinha

..

Massi. /

oCaldo Nobre da Galinha Azul.

\ ,--.....

4titt#

Co OCO COCO - CO CO

-


,

•• •

---.

I


o gato tern estilo, disse 0 poeta Bukovski . Entao 0 gato e carioca. Ser carioca e ter estilo, Nada de "estado de espirito", carteirinha , tHulos honorarios. Carioca se e. Ou nao. Eu nasci na Etiopia e sou carioca. FUI criada na ItaIia e sou carioca. Vivo

amaldic;oando a cidade, dizendo que quero ir embora e nao arredo pe. CaIioca sou. Alguem duvida7 Entao que levante as minhas mangas e veja as cicatrizes. Gloriosas como medal has me engalanam os cotovelos e atestam meu passado de lambreteira. Hoje lambreta e meio de transporte. No meu tempo era tuda menos 1550. A gente nao precisava de

lambreta para ir aos iugares. Para ir havia bonde e lotac;ao. A gente precisava de lambreta para ser jovem plenamente. Eramos pOUCOS, no principia. Enos conheciamos; se acontecesse alguma coisa a urn de nos, os Qutros acorriam .

Andavamos pel a cidade e todos nos olhavam. Eu na garupa do meu namorado, na garupa do meu irmao e o povo de pe no 6nibus apinhado nos olhando como se esttvessemos nus e a

- MARINA COLASSANTI

cavala. au assim a gente se sentia. Ventava, chovia, e nos la, na esquina

do Arpoador em fim de tarde, de volta do cologio, de volta das aulas de ingles, jogando conversa no sudoeste e olhando as ondas para vaticinar 0 mar que teriamos no fim de semana. As t/

lambretas, todas encostadas, pacientes. Andar de lambreta era urn estilo Ie ser carioca. E usar biquini . Hoje falo

A SOLAR 'fOWN'S PORTRAIT

*

To be ··carioca" is to have style. Nothing to do with "state of mind " or identity card or honorable titles. You're

em biquini e minhas filhas rolam de

either "carioca" or you're not.

rir. Mas nos meus quinze anos, que.

I was born in Ethyopia and I am a ··carioca". I was brought up in Italy and am a "carioca". I keep cursing Rio, saying that I want to leave it, but I

audacia descer a linha do duas pec;as abaixo do umbigo, permitir que atraves daquele buraco de fechadura mitico tudo se visse. "E1as usam biquini! " murmuravam de nos as moc;as do Leblon, com inveja e fascinio. Mas n6s,

don't. I am "carioca". Anyone's in

hal nos eramos do Arpoador. Ser do Arpoador tinha qualquer coisa de especial. Praia de gringo,

doubt? Then let he/she pull up my sleeves and see the scars. Glorious like medals they ·decorate my elbows and confirm my past as a lambretta-driver. Today it

pouco frequentada, foi a primeira que

is a means of transportation, but not in

amei quando cheguei ao Brasil. la de

nunca ousei. Ficava olhando. Mas

my time. One needed a lambretta to be fully young. We were few at first. And knew each other; if anything happened to one of us the others would come do help. Everybody looked at us in awe as if we were on the nude on a horse. As least that's how we felt. The wind blew strong, it rained, and

pegar pranchada no mes de julho,

there we were at the corner of

quando a praia fica mais larga e a areia dura tern so urn veu de agua por cima, isso fiz muito. 56 nao me quebrei

Arpoador at day's end, back from school, from the English classes, throwing idle talk to the,southwest wind and looking at the waves to guess what kind of sea we would have during the week-end . The lambrettas all

carro com meu pai , seis horas da manha, em pleno verao, e a areia era tao branca e Iimpa que esta1ava debaixo dos pes. A areia aos poucos foi ficando menos branca, mas eu nunca mais a deixei E ali cresci carioca.

Pegar jacare do Pontao, de tabua,

porque, como

0

gato, caia de quatro

patas. Era uma praia que tinha arraias passeando sua sombra escura na limpidez da agua, e que tinha cac;:6es

leaning, patient.

t> 117


I,

Meu irmao pescou urn, trouxe para a areia, alguem botou urn pente na boca dele, a bicho fechou a boca . A marca dos dentes ficou no pente para sempre. Quem era valente, nadava de noite. Quem era rna is valente ainda dava a volta, de no ite, caindo n'agua no Arpoador e saindo na praia do Diabo. Eu fazia isso de dia, ja era valentia de sobra. E a noite, valentes e nem tanto, iamos todos danc;ar. Dancei mambo, rock, cha-cha-cha, twist. Dancei em festinhas, bailes de forrnatura e no Black Horse. Meu Deus como eram Iindas as moc;as do Black Horse de vestido turquesa e faixa nos cabelos. Como danc;avam todas iguais, todas bonitinhas, parecendo de corda. E eu entre eJas, embora nao tivesse vestido turquesa nem faixa nos cabelos. Ser carioca entao e ter sido jovem no Ari>oador e ter danc;ado na Zona Sui? NE!m pense uma coisa dessas! Vamos pega r um metro - nao posso Ihe oferecer urn lo tac;ao - e descer ali na CIneIimdia, aflora r bem na frente do Municipal, entre pombos. Dali, para onde quer que se va , tudo e carioca. Mesrno 0 cearense que faz seu numero com a jib6ia no Largo da Carioca. Eu estudei na Escola de Belas Artes, quando era no predio antigo da atual Funarte, depois trabalhei na Avenida Rio Branco, no predio antigo no Jamal do Brasil. 0 Cent ro e minha casa Amei muito num atelier de pintura, debaixo dos Arcos. velho e envidrac;ado onde a poeira cobria tudo e a gente achava 0 maior encanto. Cad a vez que a bondinho de Santa Tereza passava sobre nossas cabec;as, os vidros todos tiniam. A gente olhava para a alto, e la ia ele, cheio de luzinhas, feito urn corneta . Eu fa zia compras na Lapa. la naquelas lojas de secas e molhados cheias de todas as benesses, numa quitandinha ou ou tra. Comprava pouco mas olhava muito. E depois cozinhava num fogareirinho a alcooL Cheim de alecrim e azeite portugues sobre a poei ra. Bondinho ao alto. Eo meu amor me esculpindo em argila enquanto tiniam os vidros. Paris vinha ser carioca debaixo dos Arcos. Garrafas velhas, antigas, as rna is bonitas, se compravam num deposito de vidraceiros no Campo de Sant'Anna. Havia urn belo torneiro na Senhor dos Passos, E eu sabia onde encontrar ol hos de boneca ou correntes para ancora de navio. Andava por aquelas ruas como quem pesqu isa num mercado arabe, achando coisas que urn dia poderiam me ser uteis. Ainda nao chegou 0 mo mento de precisar de uma corrente de ancora e hi!. muito nao necessito de o lhos de boneca, mas a alma do Centro, essa flcou comigo para uso constante. Falo do passado. mas nao sou saudosista nao. Lagrima nao vai bern com 0 Rio. Essa e uma ddade solar, e no sol as lagrimas secam depressa.

Gosto do Rio como ele e. Hoje. Assim mesmo, expandido, sufocado, tumultuado. Olho pela janela e vejo a rpata. Olho pela varanda e vejo 0 mar. A noite, a farol da IIha Rasa pisca. E eu sei pelo che iro quando val chover. E sei pelas ondas quando vai c1arear. Encontro outro carioca na rua e falamos de sudoeste, de frente fria. de lestada braba. Porque os cariocas vivem no Rio como quem vive num barco, sempre atentos ao tempo, com a rosa dos ventos na mao. Somos todos lobos do mar. Ou cordeiros da areia. Quando minhas filhas crescerem, terao lembranc;as diferentes das minhas. Dutra maneira de amar 0 Rio. Mas como eu o lharao 0 mar, a mata , a Lagoa. Farejarao 0 ar. E dorrnirao serenas, sabendo que na Rasa pulsa 0 coraC;ao da no ite. â&#x20AC;˘

To ride a lambretta was a style of being a "carioca'\ And to use Bikini bathing su its. Today when I men,tion Bikinis my daughters rol with laughter. But when I fIIas fifteen it was da ring to push down the two-pieces suit below the navel , t, allow that through that mythic keyhole everything be seen. "They use Bikinis ' '', whispered the envious and fascinated Leblon gi rls. But we, weIll we were Arpoador gi rls. To be an Arpoador girl was something special. It was the first beach I fell in love with when I arrived in Brazil. I used to go by car with my father at six o'c1ock in the morning, in full Summer, and the sand was so white and clean it would crackle under my feet. It gradually became less white, but I never left it. And on it I grew as a ¡'carioca". It was a beach that saw rays swimming their dark shadow in the clearness of the water, and sharks too. My brother caught one and brought to the sand , someone placed a comb in its mouth and the beast closed it. The mark of its teeth was forever stamped on the comb. The brave ones swam at night. The brave r swam a round the rock, at night, and emerged on Devil 's beach. I used to do it during the day, and that was bravery enough. And at night, the braves and not so brave would all go dancing. My God how lovely were the girls in turquoise 118

dresses and hair ribbons. How they aU danced so identically, all pretty, looki", like wind-up dolls. And I was one of them, but had no turquoise dress nor hair ribbon. Then to be "carioca" is to have been young at Arpoador beach and danced in the southern part of Rio? No you're wrong! Let's go to Cinelandia, right in front of the Municipal Theatre amid the doves. From there, wherever you tum everything is "carioca". Even the man from Ceara who does his number willi the snake at Largo da Carioca. I studied at the School of Beaux Arts, in its former old building, and later went to work at Rio Branco Avenue at the former Ja m al do Brasil building. Downtown Rio is home to me. I loved a lot in a painting studio under the Aqueduct, where dust covered all and we found it charming Every time the Sta. Tereza street car went over our heads the glass windows tinkled. We would look up and see it pass by a ll lighted up, like a comet. I used to buy at Lapa grocers. Bought little but looked a lot, and then cooked in a small alcohol heater. The smell of rosemary and Portuguese o live oil ave" the dust. The small street car above. And my love shaping me up in clay while glasses tinkled. Paris became "carioca" under the Aqueduct. Old, antiq ue bottles, the loveliest, could be bought in a old-bottle depot at Campo de Sant'Anna. There was a good lathe operator at Senhor dos Passos. And I knew where to find doll eyes and ship anchor chains. I used to walk through those streets like someone searching a Persian market, finding things that one day could be useful. The tim e has not yet come to need an anchor c1ain a nd I no longer need doll eyes, but the soul of downtown Rio, this has remained with me for constant use. I speak of the past, but I don't long for old days. Tears do not match Rio. This is a sun-filled City and under the sun, tears quickly dry. I like Rio the way it is today, spread out, suffocated, riotous. I look out the window and see the woods, look out the balcony and see the sea. By the smell I can say when it's going to rain, and by the waves know when it's going to clear up. I meet ano ther "carioca" o n the street and we talk about the southwest wind , cold front, strong east wind . Because "cariocas" live in Rio as if they live on a ship, always watc hing the weather, holding a compass card. When my daughters grow up they will have memories different than mine. Another way to love Rio. But like me they will look at the sea, the woods, the lake, and smell the air. And sleep in peace knowing that at ebb time night's heart beats. MARINA COLASSANT! is an author


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~Springer

ESFOR(A TA'ITO QUANTD ASPRINGER Il\RA QUE

A T E CNOLOGtA CD S IL E NCIO

A TECNOLDGIA rALE CAOA VEl MAIS BAIXO.


Nada melhor para comemorar verao que estci chegando do que uma grande cerveja gelada.

como no ano todo, a Kaiser estci com voce e nao falta.

o

o

ACERVEJA

Kaiser. Uma grande cerveja. ACERVEJA


TA FAZENDO UM ANO Ninguem conta casos melhor do ele, este tremendo compositor boemio, artista, boa gente, born de chinfra, esse Aldir tao brasileiro. labado de carnaval. 0 indio entrou e Bocas, pintura de guerra ida com esparadrapo, sentou em ~nle a mim e suspirou: -Canalha. Eslendi a mao. - Prazer. Aldir. Canalha de que? Ele riu. - a canalha aqui sou eu . A menos que voce tambem seja. Fiz sinal pro Davi trazer dois chopes. - Minha vida era aquela crian<;a e .gora. Xl Bar Caras

ALDlR BLANC

- Morreu?

- Nao, foi morar com a tia.

Bebi urn gole e rei axeL Adoro drama ronlado em boteco. - Durante a gravidez a mae dela :.., passou bern. Eu disfar<;ava meu ~rOprio sofrimento, bebendo e OOncando 0 macho. Uma naite, a mae ~Ia me pediu que fosse a urn superrnercado e comprasse maenao papaia. tava com muito desejo. Eu disse pra eta nao encher 0 saeo. Ela me olhou com uns olh os de magoa ~e nao consigo esquecer. Senti que 'nha perdido a mulher. Era so uma questiio de tempo. A crian<;a nasceu de sele meses, foi p!"a incubadora. Fiz promessa: se a menina vingasse, eu parana de fumar charuto, ela se chamaria Aparecida e, durante tres anos, sairia vestida igualzinha a santa, com andor e 0 escambau, no meio da haleria do bloco onde eu era 0 taz·ludo. oGremio Carnavalesco Quem Nunca 5<nliu Vai Sentir Agora . Quando Aparecida fez cinco anos, a mae fugiu com urn protetico. Disse que nunca mais queria me ver. Senti que era hora de comec;ar a cumprir minha plumessa . No carnaval seguinte, armamos 0 bloco na Prac;a Maua, pra alravessar a Rio Branco de cabo a rabo. Caiu urn toro desgra<;ado. Quando colocamos Aparecida de manto e coroa no andor, a chuva parou como que por encanlo, Tava todo mundo meio de porre. Dorinha Valium· IO gritou , milagre' ·· Teve genie que ajoel hou . De farra. Nao choveu urn gola a te que lirei Aparecida do andor. la perto do obelisco. Foi pousar a menina no chao eo pe d'agua desabar. Dava pra ver respeito, medo ate, nos olhos das pessoas. Eu lava engatilhando uma piada pra desanuviar 0 astral quando Aparecida fez urn geslo tipo cal a essa boca, e avisou a todos, com voz suave e adulta: "Esse ano foi a chuva, ana que

vern serao os pombos," Nunca Bve tanta vontade de fumar urn charuto na minha vida. Eu quis man dar buscar uns charutos no boteco da esquina, ja que 0 Caras nao vendia nada de Furno. 0 indio riu. - Nao, obrigado. Parei de vez. Eu live vontade naquela ho ra, la na avenida. . Pedi mais dois. - Born. durante 0 resto do ano Aparecida se comportou como uma crianc;a perfeitarfi'ente saudavel, sem problema. Nem#,esadelo tinha. Chegou o carnaval. Desfilamos outra vez na Rio Branco. Quando estavamos passando pela CineI€mdia. urn monte de pombo pousou no and or. Hii quem diga que foram tres ou quatro. Quiros juram que foram dezenas. Eu nao sei mais. No meio do tumulto, gen te cho rando, urn menino que saia de cadeira de rodas, com uma cuica, levantou e agradeceu a gra<;a conquislada. Eu quase tive urn lro<;o. Me deu uma vontade de fumar tao grande que a minha boca entortou. Olhei pra Aparecida, tinha crescido. A roupa de santinha tava na altura das eanelas deIa. Dava pra ver 0 tenis rosasujo. Fiquei com os olhos cheios de lagrimas e pensei: nessa terra ate Nossa Senhora tern chuIe. Aparecida sorriu docemente pra mim e orou : "Madrinha, faz eu voar ano que vern! Nem que seja s6 urn pouquinho..." Q indio pediu pra ir ao banheiro. Sabia cortar na hora certa . Quando voltou . fkou calado urn tempao. Nao foreei a barra. De repente, comec;ou a chorar. Mais dois , e eIe cootou 0 resto da historia . - Era 0 ultimo desfile dela . Na concentrac;ao da Prac;a Maua tinha ate 123

teievisao. Varios jornais pubIicaram reportagens sobre os milagres. Muila gente tinha recortes. com fotografla da menina, presos no peito com aIfinetes, colados, eu sei la. Ate 0 cardeal falou .I sobre 0 bloco em seu programa de radio e aproveitou a deixa pra esculhambar a Xuxa. A pra<;a fervia. Tinha PM em traje de gala, representante do Prefeito, bandeiras do PT, urn Ioucura. Nunca vi tanto aJeijado junto. 0 malandro do repique era surdo·mudo. A maior mistura de cabrochas seminuas e beatas com vela, ter<;o. ex·voto... Que zona. parceirinho! Depois de muita confusao, 0 bIoco saiu. o refrao do samba era assim, ··Santos Dumont deu motivo pro Brasil se orgulharI Abre alas. Ponte Mrea, que a Santa vai voar." E mole? Eu ouvia tao fascinado que 0 chope esquentou. Mais dois' - Perto do Avenida Central ela abriu os brac;os e comec;ou a tremer. Foi indescritivel. 0 povo cantava 0 refrao como se estivesse numa igreja, a bateria sentando a lenha. A turma da corda nao conseguia conter os fieis. Pintou urn turista alemao filmando a cena, baita charoto na boca . Nao aguenteL Tirei 0 palha<;o da boca do gringo e puxei fundo. 0 andor todo balan<;ava. Os folioes gritavam. ·'e agora' e agora'·· Perto do Teatro Municipal, uns babacas ensaiaram 0 corinho: "mar·me·la-da! mar-me-Ia-da! " Saiu urn cacete pra Maguila nenhum botar defeito, todo mundo dando e levando. 0 tinieo jeito de acabar com aquilo era Aparecida levantar voo. Perdi a cabe<;a. Me pendurei no andor e dei urn tremento esporro: "Ta rateando, merda? Decola logo, sua ftIha da ... !" E ai.. Eu, quase sem ar: - E... ai? - Foi urn v60 curto mas valeu . Aparecida soltou urn berro medonho. despregou do a ndor. planou uns dois metros, 0 manto azul de cetim feito asa delta de pobre. e caiu de cabe<;a no meio da bateria. A massa delirou . Aparecida Ievou seis pontos na testa e, na quarta·feira de cinzas, foi morar com a tia . Disse que nunca rna is que ria me ver. - Por causa dos palavroes? - Nao. Por ter enflado a brasa do charuto na perninha dela. Eu costumo dizer que santa voadora nao admite co-piloto.


IT'S BECOMING A YEAR ALDIR BLANC is a famous composer of the Brazilian pop music, besides to be a writer and a poet.

*

It's Carnival Saturday. An indian entered the bar named "Caras e Bocas", he was war-painted with adhesive tape, and sat down in front of me and sighed, - Scoundrel. I put out my hand . - Glad . AIdir. Scoundrel of what. - He then laughed. ~ The scoundrel here it's me. Unless you be too. I waved to the barman to bring two beers. - My life was that child and now.... - Died? - No, she went out to live with her aunt.

I sipped my beer and relaxed . I ado re dramas told in a speak-easy. - During pregnancy, her mother didn't feel well. I tried to disguise my own .suffering by drinking and playing the macho-man . One night, her mother asked me to go to the supermarket to buy papaya. She said she was longing for it. I told her not to bore me. She looked at me with her eyes full of sorrow, and that I can never forget. I had a feeling that I had lost my woman. It was only a question of time. The child was a seven-months born and had to stay in the incubator. I made a promise, if the child survived, I would stop smoking cigars, and she would be named Aparecida, after the saint, and for three years she would parade in carnival dressed just like Our Lady Aparecida, with all the ornaments and be put in the middle of the band of my street group, where I was a kind of Jack of all trades. When Aparecida was five years old , her mother ran away with a prothodontist. And she said that

When we placed Aparecida with robe and crown upon the framework, the rain stopped as if by magic. Everyone had got a little drunk. Somebody cried , "miracle' ''. It didn't rain a drop till I (oak Aparecida out of the framework , as the parade ended. A~ soon as she put her feet on the ground, it started raining again. You could see respect and even fear in..,e people's eyes. I rehearsed to tell a joke, when Aparecida kept "e quiet with a gesture, and she told to people in a sweet and grown up voice, "This year it was the rain, next year it'll be the pigeons." Never before was I dying so much to smoke a cigar as that time. . I said I would send for cigars in the next corner joint. The indian laughed. - No, thank you . I stopped with it. wanted the cigar just that time, in the Avenue.

I asked for two more beers . - Well, all the rest year long, Aparecida behaved as a quite normal child, without

she would not see me again never

troubles, o r even nightmares. When

more. I felt that it was time to pay my promise. Next Carnival we organized the street group to parade all long Rio Branco Avenue from start to end . It rained cats and dogs.

Carnival arrived, we paraded again along the Rio Branco Avenue. As we approached Cinelandia, a lot of pigeons flied down upon the framework. Someone said it was three or four. Others said it was dozens. I don't know. In that uproar, people crying, a boy in a wheel chai r stood up and thanked Heavens for the grace, I felt I'd fallen sick. I was so desperate to smoke a cigar that I had my mouth crooked . I looked at Aparecida , she had grown up. My eyes were flooded with tears . She sweetly smiled at me and she prayed , "Godmother, make it that I fly next year' Even if it's just a little .. " 124

The indian asked to go to thf He knew the right time to cut. came back, he kept silence a long waited. Suddenly he broke into weepi'" . Two more beers and he finished his - It was her last parade. The concentration for the parade was unbelievable. The miracles had been in the papers. Even a TV network the spot. The mayor had sent a proxy. the Cardinal talked of the street group in his broacast. I've never seen such a lot Ii maime~ people got together. A mad mixture of half-naked gals and pious women with candles. A mass, buddy' After so much jumble, the street group started on parading and singing Carnival rhymes prasing the saint. Oh, my God' 1was hearing him fascinated, so that the beer got warm. Two more! - When we neared the middle of the Avenue, she opened he r arms and on trembling. That was indescribable. The people sang the rhymes as if they were in the church, the band beat hard the drums The crowd of believers could not be hold. Then , I saw a German tourist filming the scene, in his mouth a big cigar. Well, I couldn't resist. I took the very thing oul 01 Ihe gringo's mouth and sucked it deep. n framework swung all around. The Carnival revellers shouted: "it's now or

never' It's now! ..." Near the Municipal Thealer, some fools mocked Ihe saint. Then the crowd broke inlo a lerrific row. And Ihe only way to SlOp Ihat was Aparecida's flying . I lost my head. So I hung 10 the framework and gave her a sharp rebuke, "Are you rading, you shit? Take off right away, you son of a ... ! And ~en .. . ' . , Breathlessly, 1 mumbled, - And ... then? It was a short flight, but worked. Aparecida gave a terrible cry, and loosed from the framework , and planed aboul four feel above, with her blue robe like wings, and she fell her head down into tl midsl of the band. The crowd raved. Aparecida got wounded on her forehead and, on Ash Wednesday, she left home t< live wilh her aunt. She said she would n, see me any more. - Because of the swearing. - No. Because I tucked the cigar burning coal on her little leg. I've been used to say Ihat flying saint doesn'l allov. copilot.


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0"" 1\ 'L "'AS

'--'ii\CA N~USort A1'~1U\.ND!aS 1~ -

sino

FERNANDO COUTO

Uma IInha de montagem ,ndustrlal, FoIOS:

que funciona 0 ana todo, mas que chega a ocupar um exercito de 3 mil open3rios

E. Schn8kJ8r

F. Couto

nos meses que antecedem 0 desfile, laz do Pavilhao de Sao Crist6vao uma fabrica sui-generis em todo 0 mundo: a ilusao, 0 sonho, 0 impacto visual do maior show popular do planeta sao 0 seu produto final e 0 carnaval a sua vitrine. Suas alegorias, seus vultos hist6ricos, fantasias delirantes que misturam sob 0 mesmo teto 0 velho Egito, caravelas lusas, bichos selvagens e discos voadores tem uma vida curta. De duas a tres horas, as vezes menos, de gl6ria e . - - - - -N -o -y-o-V'd-eo-c-""' -,,,-. -c-.be<> - -'-lb-,.,-.-S,, - ,. - o.- - - - , esplendor na Passarela . Mas 0 choque emocional e 0 impacto visual Que seu .A. ---- -.. : ••.• ,! conjunto provoca nos corac5es e nas - .. ...... mentes desta milionaria plaH~ia universal dura geralmente 0 ana todo. Quando nao fica ate 0 fim da vida estampada nas Para 0 retinas dos mais apaixonados como uma PHILCO HITACHI magica apoteose de luzes, cores, brilhos,

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quando carnaval passar, TOOA EMoc:Ao DO MUNDO EM SUAS MADs

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reflexos e contomos modelados pelo homem e pela natureza em sua mas fantastica criacao - 0 homem e a mulher. Andar pelas ruas e avenidas deste gigantesco engenho de emocoes mil m' - um privilegio de muito eleitos - e como viajar numa de,;vall4 maquina do tempo, onde as epocas 50 embaralham e deuses do Olimpo emparelham com indios botocudos e estrelas cadentes cruzam os tetos dos barracoes junto com coloridos foguetes intergalaticos e Sao Jorge, num canto, no alto de seu cavalo trespassa 0 coracao do Dragao da Maldade, ao do samba ·enredo "Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia" e um Sac,· Perere de 3 metros cavalga uma agUia branca alada de 15 metros de altura que abre 0 bico, bate as asas e abana 0 rabo, piscando 0 olho para graves senhores estrangeiros. o Pavilhao de Sao Crist6vao, que la abrigou cerca de 20 mil pessoas no II e maior Festival da Cerveja que 0 Rio ja viu em 1962, abriga, sob 0 foco de seus 90 reflet ores de 500 a 1000 watts de potencia, as cen trais de producao - os barracoes - de 24 escolas de samba, quatro do Primeiro Grupo e as restantes dos grupos secundarios. t>


SIo Crlatovio Pevilion A WORKSHOP OF GREAT ILLUSIONS \ n industrial assembly line that works al the year tong but that gives job to an ¼ITlY of 3 thousand workers during the \~ry months that precede the Carnival . oarade and that makes the workshops In Sao 6istovao Pavilion a sui generis factory around all the world: illusion, dream visual impact of the planet's bilge;t popular show are its final product and Carnival its shopwlndow. The allegories, figures in history, costumes that mix up under the same roof ancient Egypt, caravelles, wild an,mals and flying saucers have a short¡ Ife From two to three hours, sometimes even less, of glory and splendor on the Samba Parading Grounds. But the emotional shock and the visua l impact that in a whole provoke in the hearts and minds of these millionaire and universal audience last generally all the year. And such an experience may remain till the end of life printed on the retinae of the. enthusiasts as a magic apotheosIs colors, shinings, reflexes and . shaped by man and Nature In ItS fantast ic creation - the man and

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The Sao Cristovao Pavilion, which ~as already shelter~ about 20 thousand people in the Rio's 2nd. and greatest Festival of Beer#n 1962, is sheltering now the central production of 24 Samba Schools. . . Every year, since December, its actrvrty increases, operating day and nrght, raising the contingent of manual work from lOOO to 3.000 craftsmen. Each workshop is equipped with conditioned air and telephones that function as a perfect microenterprise. The Pavilion became an important polo of taxpayment IICM - tax on goods circulation I and this truely factory puzzled Bolshoi Ballet participants and the rulers of Canary Islands - one of the world greatest Carnival - because of the newness of the expenence. . In there, workers, poets, revellers and drunkards (absolutely sobersl and their pupils give a practical sense to their lives, and they gain with it a space In society, be it ex-convicts or Arqultecture stud ents, they are always attending closely the ____:--:::-===:;;:::;::::::;;;:;-;:;.;:;;.;:-__-, t> r NovoVideocasscue4Cabc,asTotal.Stereo.

'y\I()rk of the Carnival-masters.

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Para quando 0 carnaval passaro PHILCO

HITACHI


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Para Joaozinho Trinta, carnavalesco da Beija-Flor, grande renovador do carnaval ca rioca, 0 trabalho das escolas de samba ao longo do ano revela uma dimensao de dezembro, todos os anos, maior que 0 resultado final, a produ<;ao alMOaCle aumenta de velocidade, desta grande 6pera. Pois envolve a a funcionar dia e noite, forma<;ao cu ltural e tecnica de varias gera<;6es de artistas jovens que ano a o contingente de mao-de-obra para 3000 artesaos, entre ano vao saindo das escolas e do Pavilhao. Escultores, musicos, art istas e mulheres, escultores, oficiais de carpintaria, de plasticos, figurinistas, iluminadores, como i eletricistas, soldadores, numa grande universidade aberta que estuda em com passo de samba. pintores, cont ra -mcstres de Nesta grande 6pera de rua, com larr1lca,as equipados com ar !ibreto, orquestra<;ao, ce nografia, ele teve "kionildo e telefones diretos oportunidade de for mar professores que onam como verdadeiras microhoje ensinam na Rocinha, a maior favela -como 0 da Portela, do Rio, estas modernas profiss6es antes mlOis,traclo ha va rios anos pelo inacessiveis as crian<;as faveladas. Waldemar Martino, 52, que Lembrando um seu vel ho sambauma brigada de mais de 150 enredo "A Lapa de Adao e Eva" ocori<lri()s full-time, incluindo Joaozinho imaginava Sodoma e Gomorra , almoxarifes, compradores e transpcstas para 0 Rio. Instala-se no lcolmp'utaidores eletr6nicos, numa area Brasil uma grande torre de Babel e, neste reino da confusao, as coisas serias viram m' batalhao de costu reiras, sob suas brincadeira e a grande brincadeira acaba diretas, produziain, ja em virando coisa seria . Exatamente como no Brasil de hoje, em que 0 carnaval e das uma encomenda especial de fantasias em apenas algumas coisas mais seria s do Pais. Nele, os brasileiros nao erram, aD contraria da Transformcldo em grande p610 gerador confusao que se instalou nos mais esta grande usina surpreendeu diversos setores da vida nacional, i~le'grar1tes do Bale Boischoi e governo, economia, futeb~ e por ai ",m,3nl,,, das IIhas Canarias - um afora. A realidade "no Brasil virou uma • m';n,p, carnavais do mundo - pelo ilusao e a ilusao do carnaval virou a unlca da experlencia. realidade inelutavel, i'llliscutivel, chova ou Ll dentro, peiies, poetas, pandegos e faca sol" .0<1·",,,. fabsolutam~nte s6brios) e , Este ano, Joaozinlto, jogando com 0 imprimem urn sentida lixo do luxo, faz um ca rnaval de protesto consequente as suas vidas contra 0 !ixo moral reinante no Pais e que um espa<;o na sociedade, acaba desembocando nc apocalipse eles ex-presidiarios, como Wagner final. oficial de ca rpintaria que ha tres Como um laborat6rio de pesquisas de trabalha e mora no Pavilhao, sejam materiais, depois de 0 Brasil importar confetes de Paris, vai desfilar 0 papelao, 0 de arqui tetura ou Belas Artes da I Federal do Rio de Janeiro, papier-mache, a raf ia, a purpurina, a fibra acompanham de perto 0 trabalho de de vidro, 0 papel laminado col orido, 0 I Rosa Magalhaes da Escola isopor e, como neste ana, a sucata i de Sa . La inclusive pa ssam 0 industrial, materia-pri ma da Beija-Flof. e ate casam, como foi 0 caso de carnaval, enfim, explode na da Portela, que esculpiu em Passarela e na alma desta gente. uminio 0 sonho delirante de urn Misturados nas ala s de suas escolas, positor e, no meio tempo, conheceu estes trabalhadores do samba hao .de ter iJa noiva. uma razao a mais de orgulho e alegria, ao contemplar Estrela D'Alva - que no Uniao da IIha, Portela, Imperatriz ceu desponta - lembrand o que em todo :oopoldinense, Unidos do Cabu<;u, :stacia de Sa, Imperio da Tijuca, lado a o Brasil a estrela dos trabalhadores esta .ado eles sao uma cla5se unlda, operarim: em alta. da Embrasonhos, s6bnos e pontuals nas E dirao para suas compan heiras que, «nadas da constru<;ao maglca que vai apesar de todo 0 ano de trabalho, para ilesembocar no grande dia e explodir na eles, como dlZ 0 velho samba, "a vida Passarela e na midia eletr6nica do Pais e dura s6 um dia, Luzia, e nao se leva nada 00 mundo, incendiando a imagina<;ao deste mundo". Ate voltar, de madrugada, para a que nunca viram e arrancando fabrica das Grandes lIus6es no Campo I'eg"m"s de emo<;ao de quem la viu e vai esquecer Jamals. de Sao Crist6vao, sem numero. •

Samba-schools, highly competitive on the parading grounds, there in the workshops they work side by side. They form an united class these laborers of dreams, keeping time in thei r day's work of magic construction that is gqing to flow into the great day and explode on the Parading Grounds of Samba and through th e electronic media of this Country and the world, and exciting the imagination of those who have never seen it before and provoking tears of emotion in those who have already seen it and will never forget. For Joaozinho Trinta, Carnival-master. of Samba School Beija-Flor and a great renewer of Rio's Carnival, the work of Samba Schools during all the yea r reveals a bigger dimension than that of the final result of this fantastic opera, beca use such work implies the cultural-end technical upbringing of any generations of young artists that year after yea r are getting ou t 'of th ese schools and Carnival workshop. Sculptors, musicians, plastic artists, figurists, illuminators, as a big and open university For Joaozinho Trinta in this kingdom of apparent confusion the serious things turn to be jokes and the great joke becomes a serious thing . Exactly like Brazil of today in which Carnival is one of the most serious things of the Country. In it the Brazilians don't make mistakes, to the co ntrary of the confusion that was installed th rough various sectors of the nation, as government, economy, succer game and so on. The reality "in Brazil turned to be a illusion and the Carnival illusion turned to be the only /eality unavoidable and unquestionable. ra in or shine", Like a laboratory of material researches, you wo rk with confetti from Paris, feathers from Africa, cardboard, papier-mache, purpurin and so on. Everything is raw material of Carnival. Carn ival, at last, explodes on the Grounds of Samba and inside ourselves. Parading in the sec tion s of their Samba Schools, the 'vVOrkers of samba must have a strong reason for proud ness and joy. • Fernando Cou to is a journalist

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Para quando 0 carnaval passar, PHILCO

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TOOA Et.lClCAO 00 MUNDO EM SUAS MAo$.


o dia em que Havana invadir Nova larque - ou vice-versa -

a galera da

NASA vai entender melhor 0 que eu estou tentando (cnlar sabre os seis milhoes de vizinhos que mantenho nesta cidade. Alguem os batizou de cariocas e, de urn certo tempo para ca, vivem em harmonia aparente entre cucarachas, punks, buzungas, asas deltas, daiquiris, disc-laser, mulatas,

walk-talks e charutos - 0 brega e 0 cult. Por urn acaso nao se hablava espanol em Madureira. Sabe-se la por que lpanema don't speak english! Mira, brother, Se a mosca azul do cinema trouxesse Win 'Wenders para 0 set

carioca de filmagens, 0 monstro sagrado da imagem inteligente nao

A eara irreverente, revoluciomhia, amhquica, demolidora, oposicioriista e supereharmosa do Rio e TUTIY VASQUES Era uma vez uma cidade que festejava diariamente a falencia de Seus servic;os publicos . Requebrava-se com Tom Waits nas vitrolas das coberturas e Neguinho da Beija-Flor sacudia os barracos. Bebia-se cachac;a no Norte e Gin jarmusch no SuI. Cada Zona era uma zona. Usava-se flo dental na praia, onde costumava-se perguntar as horas ao estrangeiro antes de furtar seu equipamento fotografico. Urn povo comunicativo, sem duvida. Talvez por isso tenha tentado eleger urn macaca para prefeito! Ou nada disso vai explicar a qualificaC;ao "bons antecedentes" registrada no guinnesscity-book do Pentagono. Urn dia, os arqueologos da NASA levar urn sus.to ao escavar 0 "ser" carioca da era p6s-maravilhosa.

VaG

Os computadores de Houston terao de se cuidar quando come<;arem a circular em suas chips-memorias os relat6rios

secretos que dao conta dos habitos desta estranha tribo incrustada no Brasil do fim de seculo. Val constar em ata que os cariocas viviam embaixo das pontes. em mansoes, nos bancos das prac;as, em

belos duplex, triplex e em barracos muito praticos que se desmontavam pa

epoca das chuvas para se rearmarem rapidamente nas estiagens. Nao jogavam muito bern futebol, mas adoravam penaltis' I Torciam para urn certo Botafogo, â&#x20AC;˘

gostavam de queimar a pele no sol e

costumavam di~r que "tudo 0 que arde cura". 0 povo era fogo. Ninguem falava mal de rtnguem a nao ser pelas costas, natural mente por uma questao de respeito. Diziam "tudo bern" toda vez que alguma (oisa naD ia bern . "Vamos se ver" era 0 mesmo que dizer adeus. La, aviao naD tinha asa. Era geralmente urn neguinho esperto que subia e descia as marros num piscar de olhos. A policia na~ gostava dos avioes e, talvez em represalia a isto, as brotinhos andassem de calc;a rasgada na altura dos joelhos e bone virado na cabec;a. Coisa de adolescente' Nos anos 80, essa garotada abriu mao das ferias escolares para gozar da greve dos professores, marca registrada do balneario. Carioca gostava mesmo era de fazer as coisas pete avesso, pensara 0 rapaz da NASA. Paquerar no Shopping Center, fazer compras no meia da rua, quanta mais magro melhor 0 broto, roupa preta no Crepusculo, sutia ninguem usava mais, quanta mats cheio melhor 0 restaurante. Era Zeca Pagodinho ou Sting, Wilson Grey ou Mickey Hourke. A cidade era tranquila e infernal, brega e chique, luminosa e perigosa, alienada e politizada, de direita e de esquerda, looca e (areta,

pobre e de vanguarda, alegre e travada, cosmica e provinciana. 134

resistiria

a cita~ao auto-referente de sua

obra. Havana - Nova lorque, eis 0 titulo perfeito para urn roteiro inspin,do, na cara do povo desta cidade. Maravilhosas sao as outras! Nos e que somos maravilhosos. o Rio teve sua chance no tempo em que a espirito carioca circulava numa

Plymounth 38, chapeu palheta na cabec;a, calc;a de linI:>o branco, caixir,hal de fosforo na mao. Erico Verissimo,

Bilac, Lima Barreto, Paulo Mendes Campos, lsmael Neto e Antonio Maria morrem de saudades com toda raziio.

Naquelas calc;adas cheias de gente a passar e a nos ver passaroTinhamos a

nitida sensaC;ao de que era Nova la e a gente ca. Uvres da poeira cosmica. Dan<;avamos valsa. Cantava

a alma de Tom jobim toda vez que ele pensava que "Rio voce foi feito pra mim". Fazia-se samba no aviao.

Vinicius sabia que alem do mais ela e carioca, a cidade tinha urn jeitinho de andar. Nao se sabe ainda se por

necessidade fisiol6gica de urn born egg-cheeseburger ou se por entreguismo mesmo deu-se a invasao.

Nao importa a historia. A cidade mudou e 0 carioca tambem. Mais do que nunca

e preciso fazer arte, pintar

o sete, saber danc;ar, levar a vida na flauta, dar a volta por cima e ter jogo de cintura para sobreviver neste Rio de janeiro. Perdemos a tranqiiilidade, mas agora ja podemos percorrer de 6nibus, em nao mais que 20 minutos, a distancia que separa 0 cubano do novaiorquino. Uma viagem que so

passa na cabec;a do carioca. Basta evita a Prac;a da Ban.deira e sao Comado em dia de chuva. As favas com os bans

antecedentes' ~

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ARE THE "CARIOCAS" Once upon a time there was a city

nat celebrated every day the t~~t;;;.t~~,~o;:f,~it~~s:iPUbliC u tility services. II it swung with Tom and in the slum sheds it sambaed i Neguinho da Beija-Flor. In the "cacha<;a" was drunk and down it was Gin Jarmusch. Each was a red- light district. Dental tangas were used on the beach one used to ask the time to a Ilon,igrlerbefore stealing his cameras. sociable people. Perhaps this is have tried to elect a monkey ~ NI.avel" Otherwise none of this will the "good standing" qualification in the Pentagon's guinness-city-book . One day NASA's a rcheologists will get a fright when digging the "carioca" Mng of the post-marvelous era. Houston's computers will have to be careful when they begin to circulate in ~eir storage chips the secret reports telling about the habits of this exotic tribe incrusted in end-of-the-century Brazil. It will be on the records that 'cariocas" lived under bridges, in

.ately houses, on square benches, in beautiful two-story and three-story apartments and in very practical sheds which crumbled down during the rain ~ason just to be put up again in the d'Y season , They didn't play soccer too well, but loved penalties l

They loved to burn the skin under the sun and u sed to say that "everything that burns cures". No one said anything against anyone else, except on his back, as a rule out of respect. They said "overy thing is fine" every time things didn't go well. "We'll be seeing each other", was just like saying goodbye, "Plane" was not an aircraft but a smart little negro kid who went up and down the hills in the wink of a gnat's eye. The Police didn't like those "planes" and perhaps, as a reprisal, kids used to wear pants torn

on the knees and a bonnet turned the other way around. Adolescents' fads ' During the eighties kids relinquished the school holidays to enjoy the teachers' strike, the trademark of the beach resort. What "cariocas" loved most was to

do things in reverse, will NASA:s man think. To flirt at the Shopping Center, to buy in the middle of the streets, the leaner the girl the better, black clothes at darky nightclubs', bras banned, the fullest the restaur'lnt the better, lt was either Zeca Pagodihho or Sting, Wilson Grey or Mickey Rourke. The city was quiet and hellish, kitsch and chic, full of light and d!ingerous, unconcerned and politics-Illinded, leftist and rightist, mad and "square", poor and avantgarde, merry and constrained , cosmic and provincial.

The day when Habana invades New York - or vice-versa - NASA:s team ~ will better u nderstand what I am trying to tell about the six million neighbors I have in this city. Someone named them "cariocas" and for a good time now they live in apparent harmony with chicanos, punks, delta w ings, daiquiris, CD, mulatto-girls, walkie-talkies and cigars - the kitsch and the cult. lt was by chance that no se hablava espanol in Madureira, heavens know why lpanema doesn't speak English! Mira, brother. "Habana - New York" that's the perfect title for a script inspi(ed on the people of this city. Marvelous are the others l We are marvelous. Rio had its chance when th e "cari oca" spirit rode

around in a Plymouth 38, straw hat on his head, white Iinnen trousers, match box in hand. On those sidewalks full of people passing and seeing us pass by. We had the strong sensation that it was New York there and we here. Free from the cosmic dust. We used to waltz. Sambas were written on aircraft. The

city had a special step in walking, We don't know whethe r due to the physiological need for a good eggcheeseburger or just for a "sellout" attitude, but invasion took place, History doesn't matter. The city chaged and so did the "carioca". More than ever one must be tricky. have a good time, dance, lead an easy life, make the most of it and be sufficiently deft to survive in this Rio de Janeiro. We lost our peace and quiet but now we can ride in a bus in no more than 20 minutes the distance separating the Cuban from the New Yorker. A trip that takes place only in the head of "cariocas", You just have to avoid Pra,a da Bandeira and Sao Comado on rainy days, To hell with "good standing'" â&#x20AC;˘ ruTTY VASQUES is a columnist of the SUNDAY supplement of the "Jomal do Brasil".


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