Z A F M E U Q M O C A END
APR
Prepare-se para o mercado de trabalho se capacitando com a gente Participe da criação passo a passo da Revista Ziriguidum Nota 10 e quem sabe, você venha trabalhar com a gente? Estamos em busca de talentos! Curso de extensão com certificado válido para carga horária de estágio em jornalismo. - Técnicas de Reportagem - Técnicas de Redação de Texto Jornalístico - Fotografia com Tratamento de Imagem - Era Digital e Mídias Sociais - Técnicas de Criação/Formatação e Seleção de Conteúdo para Revista Os cursos são indicados a profissionais formados ou estudantes de Jornalismo que desejam atuar na área como repórteres, editores, colunistas ou em sites especializados, ou empreender no segmento. Não perca essa oportunidade de crescimento, entre em contato com a gente e informe-se sobre o curso de sua preferência.
2
LIDIA
Moraes
O lançamento de cada número desta revista é sempre motivo para ser comemorado com muita alegria, pois ela representa a contribuição que eu posso dar à sociedade e a mim mesma em prol do meu desenvolvimento. Conseguir romper a barreira do silêncio e do isolamento de assuntos que a mídia convencional faz questão de não publicar engrandece, pois fazer o que todo mundo faz acrescentaria muito pouco no meu crescimento. O trabalho intelectual consagra a construção de novos conhecimentos e o resultado é a divulgação de um esforço que, muitas vezes, fica restrito a poucos, mas começar é preciso e esse trabalho “formiguinha” tem dado resultado, porque a formiga é trabalhadeira e multiplica com a sua espécie. A revista Ziriguidum Nota 10 é uma possibilidade de dar ciência ampla e irrestrita à sociedade em geral, principalmente à população negra sedenta de informação, sobre assuntos que são realmente de seu interesse. Ela atende plenamente a finalidade que se propõe de provocar a reflexão e o debate sobre assuntos que passam despercebidos pelo cotidiano. Por isso, temos o prazer de entregar este novo número da Revista Ziriguidum Nota 10 impressa e no formato eletrônico nas redes sociais.
...............................................................................................................................................................................................................................................................
Editorial
A revista tem periodicidade mensal, mas os números já publicados permanecessem disponíveis na WEB. A revista preserva todo o processo editorial com transparência, por isso faz com que ela seja reconhecida como uma revista de excelência, particularmente no campo da Cultura Negra. A atividade jornalística faz parte do dia a dia, da vida social, por isso precisa atingir guetos, vielas por mais difíceis que sejam os acessos, para que realmente atenda a sociedade na sua necessidade de informação. Desejo que a leitura deste exemplar seja proveitosa e enriquecedora, abraços a todos.
Sumário
Roda de Conversa Pág. 4 Enfim Sapucai Pág. 5 a 7 Presente de Iemanjá Pág. 8 Igreja S. F. da Prainha Pág. 9 Novos Tempos Pág. 10 Temática Negra Pág. 11 Com as Bênçãos do Bonfim Pág. 12 e 13 Acarajé e Samba Pág. -14 Lavagem do Bonfim Pág. 15 Dionísio Pág. 16 Filhos de Gandhy Pág. 17 Homenagem a Brumadinho Pág. 18 Show do Antônio Carlos Pág. 19 Noite da Beleza Negra Pág. 20 e 21 Ordem dos desfiles Pág. 22 e 23 Campeãs do Sambódromo Pág. 24
Equipe
Lidia Maria Moraes Editora Chefe
3
RODA DE CONVERSA PROPÕE A INCLUSÃO DO POVO NEGRO Por Lidia Moraes
Entidades e conselhos municipal e estadual, aliados a instituições sociais e a sociedade civil lançam roda de conversa afro descendente para socialização de políticas públicas. A iniciativa é o maior movimento de resgate social e garantia de direitos individuais do negro carioca e tem como objetivo compartilhar informes sobre as políticas públicas existentes. O projeto propõe visitar um bairro da cidade por mês levando informações. Em 2019 serão divulgadas inscrições de mais de 50 mil vagas em programas sociais que geralmente não chegam em quem mais precisa.
Idealizada pelos Conselhos Municipal e Estadual de Defesa dos Direitos do Negro, COMDEDINE-RIO e CEDINE, em parceria técnica com a Assessoria Especial do Gabinete do Prefeito, a Roda de Conversa também conta com o apoio e a organização das Secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. O Prefeito Marcelo Crivella considera o programa um exemplo de legado de diálogo direto dos grupos e entidades afro no objetivo de permitir acesso a políticas públicas que podem mudar a realidade social do povo negro do Rio de Janeiro.
4
Por Lidia Moraes
Até 1983 os desfiles das escolas de samba eram realizados em diferentes locais e avenidas do centro da cidade como a Praça XI, a Rio Branco, a Presidente Antônio Carlos, Presidente Vargas e até no estádio do Vasco em São Januário, o carnaval já foi parar. A partir de 1978 ficou definido que o carnaval ficaria na Avenida Marquês de Sapucaí, porém, a “agonia” do monta e desmonta que além de dispendioso gerava grandes complicações no trânsito quase o ano todo porque a montagem das arquibancadas começava entre setembro/outubro do ano anterior e só eram completamente retiras em abril do ano seguinte, permaneceu até o carnaval de 1983. Até essa época o carnaval não era muito bem-visto para a cidade, o processo era tumultuado, muitas escolas de samba desfilando no mesmo dia, não havia cronometragem, por vezes acabavam levando os desfiles a passarem do meio-dia, do dia seguinte.
Várias tentativas para solucionar a questão do carnaval foram apresentadas em meados de 1983, uns defendiam a divisão do desfile do primeiro grupo (hoje o Especial) em dois dias, outros queriam o retorno à Presidente Vargas e até o velho “Maraca” foi cogitado para realizar os desfiles. Eis aí que, em setembro de 1983, surge a figura do Sr. Leonel de Moura Brizola, governador do Estado, com menos de um ano do seu primeiro mandato e
anuncia um projeto para construir um local fixo, definitivo para os desfiles das escolas de samba na própria Avenida Marquês de Sapucaí e deu ao vice-governador Darcy Ribeiro a incumbência de acompanhar o desenvolvimento do projeto que seria desenvolvido pelo “mega” arquiteto Oscar Niemeyer, que jamais tinha assistido sequer a um desfile de escola de samba até então e instaurou a crise no mundo do samba.
Dizia a oposição que a obra se tratava de mais um elefante branco com dinheiro público para sustentar a vaidade de um louco, outros que a obra ficaria pelo caminho pois não havia tempo hábil para a realização de um projeto daquele porte, uma vez que o pontapé inicial havia sido dado no dia 11 de setembro de 1983 para a realização do carnaval de 1984, inclusive a obra deu ao então governador o apelido de Odorico Paraguassu. Cogitava-se que a passarela ia cair por falta de estrutura porque estava sendo construída em cima de um rio que passa pela avenida. Como se não bastassem todos as especulações e previsões desastradas, por último disseram que as escolas atravessariam o samba, pois em função do eco que o prédio da Brahma causava na Avenida o som ficaria inaudível. 5
Tanta confusão acabou encalhando os ingressos para a inauguração da passarela, mas, nada que o governador não conseguisse resolver, Brizola então, reuniu todos os seus secretários, presidentes de empresas públicas, assessores, puxa-sacos e afins e deu a eles uma cota e a incumbência de vendê-la, do contrario estariam na rua e assim lotou a Sapucaí. Até a poderosa Rede Globo abriu mão dos direitos de transmissão dos desfiles e deu a Manchete o direito de fazê-lo, que por sinal o fez com muita dignidade, pois escalou um time de profissionais de primeira linha que teve como âncora o narrador esportivo Paulo Stein e ninguém menos que o saudoso Fernando Pamplona, Adelzon Alves, Haroldo Costa, Maria Augusta entre outros não menos importantes, pra comentar o que eles conheciam tão bem quanto sua própria história. Vencendo
todas
as críticas atribuídas a construção, em exatos 110
dias
o
sambista
ganhava sua casa, um
“Nesse ano, ao final do desfile, as escolas tinham que continuar evoluindo na Praça da Apoteose (que era maior, antes de ceder o espaço para a construção das frisas), pois também lá havia quesitos em julgamento.”
monumental palco fixo, com
capacidade
para
60 mil pessoas. Tudo se falava a respeito da referida
obra,
menos
que nascia ali o palco do maior espetáculo da terra. Em 1984 começa uma nova era dos desfiles das escolas de samba, a nova Passarela do Samba deu início a um novo formato no carnaval, as 14 agremiações do primeiro grupo (hoje Especial) foram divididas em dois dias, na época com julgadores diferentes. Diante disso o carnaval daquele ano teve duas campeãs, uma para cada dia de desfile e no sábado seguinte (hoje, sábado das campeãs) as duas campeãs disputaram um supercampeonato, fato que deu a Mangueira o título de supercampeã a primeira e única na história do carnaval carioca. No ano seguinte, surge a LIESA que organiza a folia, manteve os dois dias de desfiles, porém, com uma única campeã, salvo casos de empate.
6
O sambódromo, nome dado carinhosamente pelos sambistas à Passarela Professor Darcy Ribeiro, além dos desfiles das escolas de samba, que é o seu objetivo principal, também abriga shows musicais, cultos religiosos entre outros acontecimentos, e melhor, por ter sido idealizado por um educador, o vice-governador Darcy Ribeiro fez questão que os espaços internos das arquibancadas fossem projetados para servir como salas de aula para atender os alunos da rede estadual de ensino durante o ano. Seguindo o Rio de Janeiro, hoje os “sambódromos” já são sucesso em diversos estados do Brasil.
Em 2011 a passarela foi reformada, o tão questionado prédio da cervejaria Brahma foi demolido e deu à Avenida melhor visibilidade, mais espaço, conforto e modernidade.
A Portela também fez bonito com enredo e samba fortíssimos, associando aos
orixás,
homenageou
três
grandes
personalidades imortais não só para a Azul e Branco de Madureira, mas também para o mundo do samba: (Oranian) Paulo da Portela, (Oxossi) Natal e (Iansã) Clara Nunes, em seu primeiro ano sem a Clara, falecida em abril de 1983. A Portela brilhou na Avenida e sagrou-se a campeã do domingo.
Apesar de ser a Beija Flor de Nilópolis "a deusa da passarela" com 09 dos seus 14 títulos conquistados no sambódromo, foi a Mangueira quem deu um show à parte fechando o segundo dia de desfiles na inauguração da Sapucaí, quando com muita garra e emoção a escola levou à loucura os foliões que lotavam as arquibancadas e resolveram tomar a pista para voltar com a escola, fazendo o percurso da dispersão à concentração, num momento único e histórico, pois quem não viu acho pouco provável vivenciar em outra época tal acontecimento, ao som da irretocável bateria do mestre Taranta cantando “é no balancê-balancê” refrão do inesquecível samba “Yes, nós temos Braguinha” dos compositores lendários Jurandir, Hélio Turco, Arroz, Comprido e Jajá na mais bela voz que já cruzou a Avenida, a do intérprete Jamelão, como ele fazia questão de ser reconhecido.
De lá pra cá o carnaval tem evoluído, ganhou formato de grande espetáculo e justiça seja feita é importante ressaltar a
imponência
do
trabalho
dos
grandes
carnavalescos, alguns que escreveram e eternizaram seus nomes na história do carnaval na Sapucaí e suas equipes de têm contribuído cada vez mais, ano após ano, para o crescimento do carnaval e levar o nome do Rio de Janeiro para o mundo. Apesar de todas as dificuldades que o samba tem enfrentado, mais uma vez o Rio de Janeiro será palco da dimensão desse Patrimônio Cultural Imaterial que leva a Cultura Negra, nossa referência, a nossa herança, a nossa história a desbravar fronteiras e outros continentes,
2019
promete
apresentar
mais um invejável Carnaval para o mundo.
7
Odoyá!
PRESENTE DE IEMANJÁ É FESTA NO RIO DE JANEIRO E EM SALVADOR
Por Lidia Moraes
Durante mais de 20 anos de festa no Rio Vermelho, em Salvador/BA, ainda de madrugada as yalorixás, seus filhos do axé e seguidores das religiões de matrizes africana enfeitam um grande balaio com panos brancos e azuis e nele além de toda fé que ali é depositada vão os presentes escolhidos cautelosamente para que não falte nada do que a Mãe Iemanjá mais gosta: rosas, perfumes, sabonetes, jóias, espelhos e muitas frutas.
No Rio de Janeiro o bloco Filhos de Gandhy, sob nova direção, inovou começando a vigília na sua própria sede às 22h do dia anterior e às 8h da manhã o cortejo seguiu para a Praça Mauá, para entregar o presente nas águas da baía de Guanabara.
Ao lado de imagens gigantescas o cortejo formado por centenas de visitantes, fiéis e moradores da localidade, que entregam suas oferendas,
segue rumo ao mar durante as
celebrações do Dia de Iemanjá.
8
IGREJA SÃO FRANCISCO DA PRAINHA
REALIZA MISSA DAS CINZAS
Por Lidia Moraes
A Igreja de São Francisco da Prainha, uma das construções mais antigas do Rio de Janeiro, erguida em 1696, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, desde 1938. Em 2015 a igreja passou por uma bela reforma completa e teve oratório, painéis e altar restaurados, porém todas as suas características originais foram mantidas, vale à pena a visita até como passeio. A missa que será celebrada pelo Frei Tatá, será realizada no domingo, dia 10 de março às 12h. A Igreja de São Francisco da Prainha fica na Pequena África, na Rua Sacadura Cabral, nº 75 próximo ao Largo de São Francisco da Prainha e da Pedra do Sal. Acompanhe nas próximas edições o calendário anual das missas dominicais da nossa igreja.
9
NOVOS TEMPOS A Maju desejamos boa sorte no novo desafio. Parabéns!
Por Lidia Moraes A jornalista Maria Júlia Coutinho estreou como âncora do Jornal Nacional, no sábado dia 16 de fevereiro. Maju como carinhosamente é conhecida, é a primeira mulher negra na bancada do principal jornalístico da televisão brasileira. Na emissora desde 2007, a partir de abril de 2015 Maria Júlia passou aparecer diariamente na previsão do tempo no principal jornal da casa e chegou a ser alvo de comentários racistas que provocaram repulsa em grande parte da população do país. Uma mulher negra conseguir chegar ao posto de âncora do Jornal Nacional, ainda que na função de plantonista, é uma grande vitória não só para a polução negra, mas para o país que está conseguindo se libertar das amarras do preconceito, além de ter um significado muito especial para nós, mulheres negras jornalistas de todo Brasil.
NA CONTRAMÃO DO TEMPO
Por Lidía Moraes
No dia 8 de fevereiro a socialite Donata Meirelles, comemorou o aniversário com uma festa que escancarou o racismo e a supremacia branca no país. A então diretora da Vogue Brasil, aparece em uma foto, sentada num tipo de cadeira que tradicionalmente é utilizada pelas yalorixás baianas, no Candomblé, que seria comum se ela não estivesse cercada de mulheres negras, vestidas e paramentadas como as tradicionais baianas heranças da nossa história. A triste imagem deixa claro que chegamos ao século 21 com os negros vivendo ainda em posições subjugadas. A foto ao lado de uma mulher branca em um cenário onde a mais cruel forma de desrespeito a humanidade, que foi a escravidão, é explícita, mostra claramente que ainda precisamos evoluir muito. Oitenta por cento da população de Salvador é negra, mas situações como essa atinge duramente a população consciente de todo país.
10
TEMÁTICA NEGRA É SUCESSO NA NOITE DE ENTREGA DAS ESTATUETAS
Por Lidia Moraes O filme Pantera Negra, foi indicado à categoria de Melhor Filme do Oscar 2019. Com a maioria do elenco negro, o filme apresenta questões da cultura e da diáspora africana no ocidente e com isso mostra que o cinema tem acompanhado o movimento da sociedade com pautas que evidenciam a representatividade do povo negro na história e traz à tona uma reflexão sobre as desigualdades provenientes dos processos colonizadores.
Marvel/Reprodução
Quem levou a melhor foi o filme Green Book, que retrata a vida de um talentoso pianista que não é aceito no universo da música clássica por causa da cor da pele, um filme que também trata questões raciais e a luta pela igualdade.. Que venham outros!
O filme não faturou a estatueta para a qual estava indicado, mas Ruth E. Carter, figurinista e Hannah Beachler, diretora de arte conseguiram um fato inédito, elas são as primeiras mulheres negras a vencer nas categorias Figurino e Direção de Arte do Oscar.
11
COM AS BENÇÕES DO SENHOR DO BONFIM O Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador recebeu de braços abertos a equipe e amigos da Revista Ziriguidum Nota 10, para o lançamento da 2ª edição da publicação. A festa reuniu representantes da cultura negra, artistas, intelectuais e o carinho do público soteropolitano.
12
Para quem não teve a oportunidade de comparecer ao lançamento, confira aqui as imagens dos melhores momentos do evento e aos que estiveram presentes, o nosso muito obrigada, em especial os nossos cumprimentos ao Vereador Silvio Humberto pela parceria. Parabéns a todos os envolvidos!
Fotos da Exposição do Ilê Aiyê
13
ACARAJÉ E SAMBA NOSSOS PATRIMÔNIOS Por Lidia Moraes:
No sábado, dia 09 de fevereiro, a Quinta da Boa Vista recebeu um evento de ancestralidade e cultural, o Dia Municipal das Baianas de Acarajé, ofício reconhecido pelo IPHAN, desde 2005, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Além das tradicionais barracas das baianas vendendo os famosos acarajés e doces típicos, ao longo da tarde o evento que contou com a presença da presidente do COMDEDIDNERIO, Fátima Malaquias, foi animado com shows do “Samba da Cabaça”, das “Filhas de Samba” e do “Afoxé Filhos de Gandhy”.
14
Lavagem do Bonfim Por Lidia Moraes Milhares de fiéis se reuniram no dia 17 de janeiro na Cidade Baixa, em Salvador para a tradicional lavagem das escadarias do Bonfim, uma das maiores caminhadas religiosas da Bahia.
Chegando ao destino, as baianas lavam a escadaria enquanto os fiéis se revezam no gradil da igreja para com muita fé amarrarem suas fitinhas e fazerem seus pedidos. O cortejo começou em frente à Igreja da Conceição da Praia, logo após o Culto Ecumênico e seguiu ao som do Afoxé dos Filhos de Gandhy entre outras manifestações que fazeram o trajeto rumo a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada.
A emoção da chegada vale cada centímetro dessa caminhada. No ano que vem estaremos de volta, salve o Senhor do Bonfim! Ao longo dos oito quilômetros que separam a Igreja da Conceição da Praia até a Igreja do Bonfim uma multidão lota as barraquinhas de comidas e bebidas que cercam a procissão.
15
A ATENÇÃO DEVE SER
REDOBRADA
Manoel
Comentarista e Professor de Mestre Sala e Porta Bandeira
Dionisío dos
Que brilhem todos os dançarinos do
ensaios técnicos na Avenida, nesta edição
samba e do carnaval, em especial aos que
eu me dirijo ao seguimento dos dançarinos
foram descobertos na nossa escola e tomaram
do samba e do carnaval aos casais/pares
seus destinos com dignidade e tiveram os
de Mestres-Salas e Portas-Bandeiras, pois
seus sonhos realizados.
gostaria de mais uma vez alertar para alguns
Aguardem
Aproveitando
as
observações
detalhes importantes nas apresentações: Ao Mestre-Sala eu oriento para a pegada da bandeira que deve ser feita com
nossas
revelações
2019, graças ao trabalho da nossa equipe de profissionais da dança do samba e do carnaval Mestre-Sala e Porta-Bandeira/Estandarte.
tranquilidade. Se perder a primeira pegada, deixe passar, sorria e faça na próxima passagem com um gesto suave, pois a ansiedade leva a gestos bruscos. Durante a apresentação evite dar as costas para os julgadores, aproveite todos os espaços laterais e frontais da passarela sem sair da direção do julgador, após a apresentação saia sem dar as costas. À Porta-Bandeira eu alerto para o cuidado com a posição do talabart na cintura, pois o mesmo mal posicionado compromete a postura do braço tirando praticamente toda a elegância. Aos segundos e demais casais/pares a minha dica é que procurem se preparar para estarem prontos porque a oportunidade vai chegar na hora certa e merecida.
16
em
Sucesso para todos e boa sorte!
FILHOS DE GANDHY CELEBRAM 70 ANOS DE HISTÓRIA Por Lidia Moraes Mesmo enfrentando sérios problemas políticos na época, no ano de 1949, um grupo de amigos estivadores que trabalhavam no porto de Salvador decidiu criar um bloco carnavalesco. Em função da intervenção governamental que o Sindicato dos Estivadores sofria na ocasião, apesar do bloco conseguir mais de 100 adeptos, a primeira apresentação foi tímida e só contou com 26 pessoas, pois os trabalhares temiam a reação da polícia.
que marcou os 70 anos dos Filhos de Gandhy, no dia 18 de fevereiro os componentes do bloco e seus instrumentos receberam bênçãos na missa em ação de graças, na Igreja Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, em Salvador e no dia 19 foi a vez da abertura da exposição e lançamento do livro Filhos de Gandhy do fotógrafo e artista Christian Cravo, no Palacete das Artes também em Salvador. Parabéns a todos os Filhos de Ganghy!
Aproveitando o episódio do assassinato de Mahatma Gandhi em janeiro do ano anterior, Durval Marques da Silva, conhecido como “Vavá Madeira”, explicou aos colegas a importância do líder hindu e sugeriu o nome Filhos de Gandhi para o bloco, e foi aceito de primeira, sem contestações. Para evitar represálias, o fundador Almir Fialho sugeriu mudar a grafia do nome Gandhi, trocando o “i” por “y” e sem imaginar o sucesso que se tornaria, de forma despretensiosa nascia em Salvador o bloco “Filhos de Gandhy”. Com apenas três anos da constituição de 1946 que garantiu a liberdade de culto, por meio de uma emenda proposta pelo escritor, então Deputado Federal Jorge Amado, com as suas cores, azul e branco, em homenagem a Ogum e Oxalá, o bloco se propôs levar o Candomblé dos terreiros para as ruas com todos os seus rituais vestes, adereços, cânticos e danças, um projeto ousado que com a sua essência religiosa virou tradição e desde a sua fundação não parou de crescer. Patrimônio Imaterial da Bahia o bloco Filhos de Gandhy é um afoxé que tem como lema pregar uma mensagem de paz, com isso consegue agregar milhões de anônimos aos mais famosos artistas da Bahia, entre eles os cantores Gilberto Gil, que se apaixonou pelo bloco ainda na infância e Caetano Veloso que são presenças marcantes nos desfiles dos Filhos de Gandhy ao longo dos anos. Diversas homenagens cercaram a data
17
CANTOR MOMBAÇA LANÇA MÚSICA EM HOMENAGEM A BRUMADINHO Por Wellington Andrade Sensibilizado com o desastre ambiental em Brumadinho, o cantor e compositor carioca Mombaça decidiu escrever a letra da música “Pra recomeçar”. A motivação para a composição veio do desejo de transformar a tristeza em esperança para os habitantes da cidade mineira atingida pela tragédia. “Agora quando eu vi o rompimento dessa barragem, eu achei que devia fazer alguma coisa que fosse valer a pena e contribuir para que essa luta não caía no esquecimento. E dar um conforto espiritual e uma esperança para a população vitimada por aquele absurdo.”
nessa luta e abrir uma campanha de ajuda financeira. A gente quer fazer alguma coisa porque o papel do artista é ser revolucionário, sair da zona de conforto e fazer alguma coisa pela humanidade.” Mas essa não é a primeira vez que Mombaça mostra o seu envolvimento com as causas sociais do país. Em 2014 ele lançou o clipe “Vem Vencer”, através de uma campanha contra o racismo no futebol. Ele conseguiu mobilizar diversas personalidades da cultura brasileira, como Camila Pitanga, Gilberto Gil e Chico Buarque, que contribuíram com o projeto na ocasião.
Mombaça conta que também tem como objetivo gravar um clipe da canção com vários nomes da música brasileira. A proposta é buscar ajuda financeira para as famílias da tragédia em Brumadinho. “Eu já mobilizei alguns amigos que possam me ajudar nesse projeto, mas ainda não temos previsão para lançar o clipe. Agora nós vamos começar a chamar as pessoas, a mostrar a música e ver qual vai ser a reação. A ideia é chamar o máximo de notáveis possível para se engajarem
Camarote Feras do Carnaval é lançado na Marquês de Sapucai
Por Wellington Andrade A Revista Ziriguidum Nota 10 marcou presença no lançamento do camarote Feras do Carnaval, no setor 4 da Marquês de Sapucaí no último dia 22 de Fevereiro. Durante o evento, o presidente do camarote Cristiano Costa comentou a importância do empreendimento na Sapucaí, diante de um cenário de crise financeira na festa popular carioca.
18
“Eu estou no Carnaval desde os meus seis anos de idade e procuro dar o meu melhor. Assim como eu muitas pessoas estão lutando para que essa cultura do Carnaval não acabe. Um empreendimento como esse (o camarote) traz esperança para muita gente que tem o sonho como eu e tem medo de arriscar. O momento é de confiar, acreditar e ir à luta.” disse o presidente. O lançamento do Camarote Feras do Carnaval contou com a presença de jornalistas de diversos veículos especializados na festa, além de beldades do mundo do samba e Carnaval.
show do antÔnio carlos COMEMORA 42 ANOS DE SUCESSO!!!
Por Lidia Moraes Foi na Rádio Tupi onde tudo começou. Os primeiros 10 anos dessa vitoriosa trajetória o “Despertador do Brasil” passou na Rádio Tupi, mas a maior parte desses 42 anos de sucesso foi na Rádio Globo e depois de 30 anos longe de casa, como diz o ditado, o bom filho a casa torna. O apresentador e sua famosa equipe do matinal, Juju Carioca, Aldenora Santos a Pudica, Zora Ionara a maior astróloga do Brasil, Ricardo Campello que ouve no telefone e fala no microfone, Carla de Lucas, o humorista Miguel Marques e Gilson Ricardo fazem a alegria dos ouvintes nas primeiras horas da manhã. Ao longo dessa brilhante carreira fatos hilários e inusitados aconteceram, entre eles, Antonio Carlos destaca o quadro “Vamos Acordar” no qual ele liga para uma personalidade para uma breve entrevista e diz: “acorda fulano de tal...” e numa dessas, ele tentou entrevistar o então Secretário de Segurança Pública, o General Nilton Cerqueira, que não entendeu a chamada do quadro e furioso esbravejou do outro lado da linha que ele fosse acordar o patrão dele, o Doutor Roberto Marinho, no caso. E por falar no ex-patrão, Antonio Carlos relembra, emocionado, a entrevista que fez com o saudoso jornalista no início da década de 1990 em comemoração a passagem do aniversário do dono das Organizações Globo, mas, vida que segue..... E para comemorar tantos anos dedicados ao público que o acompanha, Antonio Carlos põe o bloco na rua. O Bloco do Show do Antonio Carlos sai no sábado de carnaval ao meio-dia da Rua do Russel, na Glória, mas o aquecimento começa logo cedo, às 8h da manhã os foliões assíduos já se concentram no ponto de partida aguardando a chegada do comunicador que após o programa “Show do Antonio Carlos Especial de Carnaval” se junta aos foliões com toda magia da alegria que lhe é peculiar. E as comemorações não param por aí. No dia 15 de março Antonio Carlos reúne sua equipe e amigos para comemorar o aniversário do programa em grande estilo com um baile regido pelos sucessos da Orquestra Bianchini, no Clube Municipal, na Tijuca, a partir das 16h e está esperando você. Vai láaaaaa!!!
19
Noite da Beleza Negra elege rainha do carnaval do
Ilê aiyê
Por Lidia Moraes No sábado dia 16 de fevereiro o bloco afro Ilê AiYê realizou sua 40ª edição do concurso Noite da Beleza Negra para escolher a sua majestade, a deusa do ébano para o carnaval, uma noite de gala, de exaltação à mulher preta, que lotou a Senzala do Barro Preto, sede do Ilê no Curuzu, em Salvador.
Foto: Wendy Andrade/Reprodução
Ingredientes como beleza, atitude, postura e a própria identidade são alguns componentes que fazem parte do tradicional concurso, mas acima de tudo vence quem dança e representa melhor a cultura afrobrasileira. O tema deste ano “Que bloco é esse?” celebrou os 45 anos do Ilê Aiyê. A grande noite começou com o rufar dos tambores do Ilê abrindo passagem para as bandeiras do bloco, para em seguida as candidatas usando adereços pra lá de especiais apresentarem suas performances representando o tema com todas as suas formas de expressão.
20
Após oito tentativas Daniele Nobre com um sorriso contagiante foi conquistando o público e jurados com sua dança e sagrou-se campeã. Em emocionado depoimento Daniele revelou que nunca pensou em desistir e agora tem o papel de representar essa beleza e empoderar outras meninas.
A festa reuniu Caetano Veloso, Gilberto Gil e Daniela Mercury, ao lado da Band’Aiyê anfitriã do evento, nem precisamos dizer que o sucesso foi absoluto. Parabéns a todos e em especial a sua majestade Daniele Nobre, Rainha de Ébano.
21
Ordem dos Desfiles
Grupos B, C e D Estrada Intendente Magalhães
Grupo B
Terça, 5 de Março 1 – Unidos de Lucas 2 – Boca de Siri 3 – Lins Imperial 4 – Tradição 5 – União do Parque Curicica 6 – Arame de Ricardo 7 – Vizinha Faladeira 8 – Acadêmicos do Engenho da Rainha 9 – Em Cima da Hora 10 – União de Maricá 11 – Acadêmicos de Vigário Geral
Grupo C
Segunda, 4 de Março 1 – Corações Unidos do Jardim Bangu 2 – Acadêmicos de Madureira 3 – Unidos das Vargens 4 – Unidos de Villa Rica 5 – Difícil é o Nome 6 – Arranco 7 – Império da Uva 8 – Sereno de Campo Grande 9 – Unidos de Vila Kennedy 10 – Unidos da Santa Tereza 11 – Favo de Acari 12 – Unidos do Cabuçú 13 – Unidos do Jacarezinho
Grupo D
Domingo, 3 de Março 1 – Independentes da Praça da Bandeira 2 – Leão de Nova Iguaçu 3 – Rosa de Ouro 4 – Independentes de Olaria 5 – Chatuba de Mesquita 6 – Império Ricardense 7 – Acadêmicos da Abolição 8 – União de Jacarepaguá 9 – Unidos de Cosmos 10 – Mocidade de Vicente de Carvalho 11 – Tupy de Braz de Pina 12 – Mocidade Unida do Santa Marta 13 – Caprichosos de Pilares 22
Ordem dos Desfiles
das Escolas de Samba do Rio de Janeiro
Sambódromo
Grupo Especial DOMINGO, 3 DE MARÇO
21:15 22:20 - 22:30 23:25 - 00:44 00:30 - 02:06 01:35- 03:28 02:40 - 03:15 03:45 - 04:18
IMPÉRIO SERRANO VIRADOURO GRANDE RIO SALGUEIRO BEIJA-FLOR IMPERATRIZ UNIDOS DA TIJUCA
SEGUNDA, 4 DE MARÇO
21:15 SÃO CLEMENTE 22:20 - 22:30 VILA ISABEL 23:25 - 00:44 PORTELA 00:30 - 02:06 UNIÃO DA ILHA 01:35- 03:28 PARAÍSO DO TUIUTI 02:40 - 03:15 MANGUEIRA 03:45 - 04:18 MOCIDADE
Grupo A SEXTA, 1 DE MARÇO
22:45 23:30 00:15 01:00 01:45 02:30
-
22:00 22:55 23:50 00:45 01:45 02:35 03:30
UNIDOS DA PONTE ALEGRIA DA ZONA SUL ACADÊMICOS DA ROCINHA ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ UNIDOS DE PADRE MIGUEL INOCENTES DE BELFORD ROXO ACADÊMICOS DO SOSSEGO
22:45 23:30 00:15 01:00 01:45
-
22:00 22:55 23:50 00:45 01:45 02:35
SÁBADO, 2 DE MARÇO
UNIDOS DE BANGÚ RENASCER DE JACAREPAGUÁ ESTÁCIO DE SÁ UNIDOS DO PORTO DA PEDRA IMPÉRIO DA TIJUCA ACADÊMICOS DO CUBANGO
23
AS CAMPEÃS NO SAMBÓDROMO 2018 Beija-Flor de Nilópolis
1987 Mangueira 1988 Vila Isabel 1989 Imperatriz 1990 Mocidade 1991 Mocidade 1992 Estácio 1993 Salgueiro 1994 Imperatriz 1995 Imperatriz 1996 Mocidade 1997 Viradouro 1998 Mangueira e Beija Flor 1999 Imperatriz 2000 Imperatriz 2001 Imperatriz 2002 Mangueira
2003 Beija-Flor 2004 Beija-Flor 2005 Beija-Flor 2006 Vila Isabel 2007 Beija-Flor 2008 Beija-Flor 2009 Salgueiro 2010 U. Tijuca 2011 Beija-Flor 2012 U.Tijuca 2013 Vila Isabel 2014 U. Tijuca 2015 Beija-Flor 2016 Mangueira 2017 Portela e Mocidade