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Revista Renova SP n°7

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edição nº

Renova Revista da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Carnaval Fora da Tevê Com muito samba no pé, escolas e blocos da periferia se preparam para desfilar longe do Anhembi

PÁGINAS 20 a 23

Com a Tesoura e o Pente na Mão

Como se destacar entre tantos salões de beleza espalhados pelas comunidades PÁGINAS 14 e 15

Turismo por São Paulo

Renova SP selecionou alguns endereços bacanas para visitar durante as férias PÁGINAS 24 a 26


ÍNDICE

Duas favelas,

3 – OPINIÃO E CARTAS

duas histórias

4 – Programa renegocia dívidas sem dor de cabeça 5 – Comunidades recebem a Jornada da Habitação 6 – População e Prefeitura podem evitar enchentes juntas 8 – Professora da USP trabalha voluntariamente para recuperar cortiço

Há duas comunidades paulistanas que têm muita coisa em comum. Diria mais: que uma tem muito a ensinar a outra. Uma fica na Zona Sul, ao lado da Marginal do Pinheiros e de uma ponte famosa, a outra fica no Centro, embaixo de um viaduto. Uma pegou fogo várias vezes, sendo a mais recente no dia 24 de setembro de 2010. A outra também foi vítima do fogo no último dia 22 de dezembro, uma tragédia que ceifou a vida de dois moradores, o que nos trouxe muita tristeza. Estou falando sobre o Real Parque e a Favela do Moinho. A exemplo do Moinho, também no Real Parque, o plano da Prefeitura encontrou resistência. O cadastramento realizado pelos técnicos da Sehab costumeiramente era contestado por moradores de última hora. Na comunidade do Morumbi, não foram poucas as vezes que invasores recentes fecharam a marginal em protesto. Alguns espertos inscreviam parentes como se fossem outras famílias para, assim, ganharem mais apartamentos. A esses e à imprensa, a Sehab dizia sempre a mesma coisa: serão analisados caso a caso. O tempo passou e a comunidade começou a entender melhor o plano. Formou-se um conselho de moradores para acompanhar o dia a dia da obra. A revolta cedeu espaço à colaboração. No mesmo mês em que os moradores do Moinho perderam suas casas, 140 famílias do Real Parque ganharam as chaves dos seus novos apartamentos, confortáveis, com varanda, 50 m² de área. A contar do incêndio, foram 15 meses de paciente espera, recebendo Auxílio Aluguel da Prefeitura. Os moradores do Moinho começam agora a mesma trajetória. Se a lição do Real Parque pudesse ser resumida em duas palavras, essas seriam: crença e cooperação. Ricardo Pereira Leite é secretário municipal de Habitação JANEIRO | FEVEREIRO 2012

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DIÁRIO DE OBRAS

10 – Prefeitura entrega primeiras unidades pelo Minha Casa, Minha Vida 11 – Mapa das obras na cidade 12 – Avança construção de creche no Jardim Edite 13 – Obras no Jardim Corisco II estão quase prontas

EMPREGOS & FINANÇAS

14 – Como se destacar com o salão de beleza na comunidade 16 – Depois das dívidas de fim de ano, é hora de ficar no azul

CONSTRUÇÃO & DECORAÇÃO

17 – Mesmo sendo pequeno, imóvel pode ter estilo e ser funcional 19 – Pergunte ao Arquiteto e Passo a Passo

CULTURA & LAZER

20 – Como é o Carnaval longe dos desfiles milionários Museu do Futebol 24 – Um roteiro para curtir a cidade durante as férias 26 – Minha Receita – Trio de Brigadeiros 27 – Meu Bairro, Minha História – Vera Basalia, do Residencial dos Lagos 28 – Retrato Foto de capa: Newton Santos

EXPEDIENTE

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RICARDO PEREIRA LEITE

Renova SP

Elaine da Silva

HABITAÇÃO

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RENOVA SP

Prefeito do Município de São Paulo: Gilberto Kassab Secretário Municipal de Habitação: Ricardo Pereira Leite Secretário Municipal de Comunicação: Marcus Vinicius Sinval Superintendente de Habitação Popular: Elisabete França Diretora Comercial e Social da Cohab-SP: Ângela Barbon Conselho Editorial: Ricardo Montoro (presidente), Alonso López, Ana Lúcia Callari Sartoretto, Ângela Barbon, Carlos Alberto Pellarim, Elisabete França, Felinto Cunha, Luiz Henrique Girardi, Luiz Henrique Tibiriçá Ramos, Marcel Costa Sanches, Márcia Maria Fartos Terlizzi, Maria Cecília Sampaio Freire Nammur, Maria Teresa Diniz, Nancy Cavallete da Silva, Nelci Alves da Silva Valério, Ricardo Sampaio, Tereza Beatriz Herling, Vanessa Padiá e Violêta Saldanha Kubrusly Coordenadoria de Imprensa do Município: Emerson Figueiredo e Sérgio Rondino Coordenador de Imprensa da Secretaria Municipal de Habitação: Sérgio Duran (jornalista responsável, MTB: 24.043) Editor: Fernando Cassaro Repórteres: Débora Yuri e Marcos Palhares Fotógrafos: Hype Fotografia Projeto Gráfico e Diagramação: André Bunduki/DinBrasil Impressão e Acabamento: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Renova SP é uma publicação mensal da Secretaria Municipal de Habitação produzida pela DS Comunicação/Popcom Assessoria de Comunicação e Imprensa. Tiragem: 100 mil exemplares. Distribuição Gratuita


ARTIGO RICARDO MONTORO

No meio desse povo O que é o Carnaval? Na minha época de criança, em São Paulo, eram os cordões, os blocos na rua, era brincar de espirrar água, de confete e serpentina, eram os bailes dos clubes tradicionais. Hoje, é uma indústria que movimenta bilhões, são as óperas populares que chamamos de desfile de escolas de samba, em São Paulo e no Rio. São os blocos de Salvador, para os quais se paga pela brincadeira. Sem abadá, ninguém vai atrás do trio elétrico. Quem não paga ingresso e fantasia, preferindo assistir TV durante a folia, pode pensar que Carnaval é só aquilo. Mas a verdade é que nem todo mundo se vê na tela da tevê e no meio desse povo. Há um Carnaval que escapa à indústria, que não é captado pelas câmeras das emissoras. Reportagem de capa deste mês da Renova SP mostra justamente isso: o Carnaval invisível para o Ibope, mas pulsante no coração da periferia da capital, quando ruas e avenidas são tomadas por foliões e escolas de samba mais simples, e que mobiliza centenas de paulistanos apaixonados pelo que fazem. ARTE: André Bunduki

Ricardo Montoro é vice-presidente da Cohab-SP

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“Moro na favela da Rua Emboabas, próximo à Avenida Jornalista Roberto Marinho, e gostaria de saber se os moradores da minha comunidade vão ganhar apartamentos na obra da Rua Estevão Baião.” – Thamara Sousa

Até o momento, a Secretaria Municipal de Habitação ainda não definiu quais famílias viverão no empreendimento Estevão Baião. “Estou negociando para quitar o meu apartamento e tenho uma dú-

RECLAM

AQUI

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vida: estou com processo contra a Cohab-SP e a associação em que eu estou diz que, quando você retira o processo para quitar o imóvel, não precisa pagar os honorários advocatícios pois ainda não perdeu o processo. Já a Cohab-SP diz que talvez eu tenha de pagar. O que faço?” – Célia América

Os honorários advocatícios devem ser pagos pelas pessoas que não tiverem assistência gratuita. De qualquer forma, a senhora pode se informar melhor sobre o seu caso indo até a Central da Habitação (Avenida São

Para tirar dúvidas, reclamar ou fazer sugestões, entre em contato com a Renova SP pelo e-mail:

leitor@renovasp.com.br

João, 299. Horário de funcionamento: seg. a sex., das 08h30 às 16h). “Existe alguma lei que me protege da má administração do condomínio? Devo parar de pagar o condomínio quando encontro muitas irregularidades, como a não prestação de contas e a falta de assembleias?” – Maria Izabel Alves Costa

Procure um advogado. Se não puder pagar, vá até a Central da Habitação. Lá, é possível se informar sobre entidades que prestam assessoria jurídica gratuitamente.

TELEFONES ÚTEIS

Central de atendimento da Prefeitura – 156 Central da Habitação – 3396-8989

A Renova SP se reserva ao direito de publicar apenas trechos das cartas. Informe nome completo, idade, bairro e profissão

Renova SP

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HABITAÇÃO COHAB-SP

Programa

Maria Helena refinanciou o imóvel em 13 anos e meio

1000

Quando Maria Helena Gonçalves, de 65 anos, foi chamada para acertar sua dívida com a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP), no final de 2010, a reação foi de desespero. “Fiquei muito tempo sem pagar as prestações do meu imóvel. A dívida era muito alta, eu não tinha como saldar”, conta a aposentada, que mora no Jabaquara (Zona Sudeste). A “salvação” veio com o Programa 1000. Criado em 2006, ele permite ao interessado o refinanciamento da dívida com a Cohab-SP em condições mais vantajosas, economizando dinheiro. “Minha dívida total caiu para menos da metade e consegui refinanciar para pagamento em 162 meses (13 anos e meio). Não esperava isso, foi uma surpresa muito boa”, elogia Maria Helena. No Programa 1000, qualquer mutuário da Cohab-SP – esteja ele com parcelas atrasadas ou não – pode se inscrever. Com ele, é possível renegociar a dívida em até 300 parcelas mensais (ou 25 anos). A corretora de imóveis Maria Pacheco D’Arruda, de 55 anos, foi um dos mutuários que conseguiu parcelar no Renova SP

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prazo máximo oferecido. “Pago uma parcela mensal muito baixa se comparada ao valor dos aluguéis na região onde moro, próxima à estação Pedro II do Metrô, no Centro”, diz. É por isso que os resultados do programa têm sido positivos. De acordo com dados da Cohab-SP, em maio de 2008 – quando começou a contagem das adesões – eram 53.452 mutuários, dos quais 41.791 eram inadimplentes (78%). Já em agosto de 2011, dos 47.449, apenas 21.904 estavam com as parcelas atrasadas (46%). Aderindo ao programa, o mutuário também pode mudar o tipo de contrato com a Cohab-SP, tendo seu nome no registro do imóvel. “Normalmente, o mutuário tem um (Contrato de) Compromisso de Compra e Venda. Quando adere ao programa, vai ao cartório e assina um novo, de Alienação Fiduciária”, comenta o superintendente comercial da Cohab-SP, Francesco Sirangelo. Para saber mais, é só entrar na Internet, digitar www.cohab.sp.gov.br e procurar Programa 1000 na barra de opções à esquerda. A adesão pode ser feita no próprio site, sem burocracia. MARCOS PALHARES

Com parcelas que cabem no bolso do mutuário, refinanciamento pode ser feito em até 300 vezes

Fique esperto • Se alguém oferecer um imóvel da Cohab-SP para você comprar e assumir a dívida, entre primeiro em contato com a Companhia e cheque a situação • Saiba que o mutuário não tem o direito de “vender” o imóvel que financiou. Isso é ilegal. A transferência do titular só pode ser feita pela Cohab-SP • Geralmente, quando alguém quer “passar para a frente” o imóvel (o que é ilegal), é porque recebeu notificação para quitar a dívida, que é alta • Para a Cohab-SP, esse tipo de transação – chamada de “contrato de gaveta” – não tem valor. Se você pagou alguém que era o mutuário original, não significa que o imóvel é seu

Fonte: Cohab-SP

FOTO: Newton Santos

renegocia dívidas sem burocracia


EVENTO

Jornada da Habitação

Sete países apresentam experiências de urbanização

Começa em 27 de janeiro a 1ª Jornada da Habitação da cidade de São Paulo. O evento destaca seis projetos municipais, com feiras, exposições, palestras, workshops e debates nos bairros, dialogando com projetos de cidades de outros sete países (leia nesta página). A abertura ocorre no Centro Cultural São Paulo e a primeira comunidade a receber a Jornada será o Jardim São Francisco, Moradores do na Zona Leste. Depois, o evento São Francisco percorrerá, sempre em dois dias participam de a cada mês, o Cantinho do Céu e reunião sobre o Paraisópolis (ambas na Zona Sul), Bamburral (Zona Norte), Heliópolis evento (Zona Sudeste) e a região central. “Procuramos abarcar todas as regionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). E escolhemos os projetos mais emblemáticos”, comenta a superintendente de Habitação Popular da Sehab, Elisabete França. Entre os seis projetos escolhidos, estão Paraisópolis, Heliópolis e São Francisco – elas são as três maiores áreas em urbanização na cidade. Bamburral, que também figura na lista, é a primeira favela que será urbanizada com créditos de carbono (certificados emitidos para quem reduz a emissão de gases do efeito estufa e que podem ser negociados no mercado internacional). Fecham a lista o projeto de urbanização do Cantinho do Céu, que é reconhecido nacional e internacionalmente, e o Programa de Cortiços, que superou a meta estabelecida pela Agenda 2012 da Prefeitura ainda em 2011. A curadoria da Jornada da Habitação está a cargo do renomado arquiteto italiano Stefano Boeri (diretor do prestigiado Studio Boeri de arquitetura), que promove anualmente o Festival Internacional de Arquitetura (Festarch). Na edição deste ano do evento, haverá exposição sobre o evento realizado na capital. MARCOS PALHARES

Para propiciar uma troca de experiências com os projetos da Sehab, foram escolhidos projetos de urbanização de outras sete cidades: Roma (Itália), Medellín (Colômbia), Nairóbi (Quênia), Mumbai (Índia), Moscou (Rússia), Bangcoc (Tailândia) e Bagdá (Iraque). “Na abertura, haverá painéis mostrando o que são os projetos em cada uma dessas cidades e também os que estamos destacando aqui em São Paulo. Depois, em cada uma das comunidades, haverá debates e uma feira com atividades culturais, esportivas e exposição do

que ela produz, com incentivo da Sehab, em função da urbanização”, explica Elisabete França. Os temas de cada cidade estrangeira são variados. O de Bagdá fala sobre a “Reconstrução de uma Identidade”. Bangcoc apresenta “Informalidade Asiática”, Moscou, “Pós-Ocupação”, Mumbai, “Estilo de Vida de Informação”, Medellín, “Políticas de Formalização”, Nairóbi, “Atores e Metodologias de Análises”, e Roma, “Migrações e Habitantes: Nascimento de Comunidades Informais”.

FOTO: Zé Carlos Barretta

vai mostrar seis projetos da Prefeitura à cidade

Programação percorrerá a cidade até junho com feiras, exposições, palestras, workshops, debates e diálogo com experiências internacionais

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VERÃO

É durante o verão que a cidade sofre com um problema recorrente: as enchentes. Para amenizar tais transtornos, a Prefeitura trabalha e investe recursos em diversos programas. De acordo com a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, os investimentos no sistema de drenagem, que abrange galerias, canais, córregos, piscinões e bocas de lobo, totalizaram R$ 197 milhões de 2005 até novembro de 2011.

Saiba como colaborar na prevenção de alagamentos e o que fazer no caso de inundações

Além disso, foram abertos Ecopontos para recolher entulho. Neste verão, inclusive, a administração municipal implantou um sistema que utiliza motos e caminhões-bomba para prevenir alagamentos. Mas de nada vale todo esse trabalho se nós, moradores, não fizermos a nossa parte. São ações bem simples que podem evitar catástrofes – e mortes – como não jogar lixo nas ruas, encostas, córregos e rios. Outra boa dica é não

CUIDADOS ANTES DAS ENCHENTES

1 - Pense num lugar seguro onde você e sua família possam se alojar no caso de inundação 2 - Ponha documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados, de preferência em local protegido 3 - Tire os aparelhos elétricos da tomada para evitar curtos-circuitos 4 - Retire todo o lixo e leve para áreas não sujeitas a inundações

atear fogo nas matas porque o solo perde, assim, sua cobertura vegetal natural e fica sujeito à erosão. Agindo dessa forma, você ajudará a reduzir o risco de deslizamentos e alagamentos na cidade. A seguir, Renova SP mostra um pouco mais do trabalho que a Prefeitura faz e dá algumas orientações para prevenir inundações e, se for o caso, para agir em caso de emergência. MARCOS PALHARES

CUIDADOS DURANTE AS ENCHENTES 1 - Abandone o local o mais rápido que puder e proteja sua família 2 - Procure ao máximo evitar contato com as águas, pois elas podem provocar doenças 3 - Se possível, utilize botas de borracha e capas plásticas 4 - Evite voltar para casa durante as chuvas

O QUE A PREFEITURA FEZ BUEIROS

LIMPEZA DE CÓRREGOS

LIMPEZA DE GALERIAS E RAMAIS

1.214.318 limpezas

1.943.354 metros

931.287 km

13.142.456 metros

4.209.267 km

(em 2011, até outubro)

(2011, até outubro)

6.440.934 limpezas

(de 2005 a outubro de 2011) Renova SP

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(de 2005 até outubro de 2011) 6

(em 2011, até outubro) (de 2005 até outubro de 2011)

Fonte: Defesa Civil de São Paulo

População pode ajudar a evitar enchentes


PMSB faz drenagem e limpeza de córregos Para auxiliar no combate às enchentes, a Prefeitura desenvolveu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Por meio desse instrumento, são feitas obras de infraestrutura – como construção de redes de água, esgoto e drenagem – em áreas carentes, revitalização e limpeza de córregos, preservação de mananciais e ações de contenção de cheias e eliminação de riscos de desabamento. Na execução do plano, participam as secretarias municipais e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “No caso específico das obras realizadas pela Sehab (Secretaria Municipal de Habitação), por meio do Programa de Urbanização de Favelas e Programa Mananciais, a drenagem urbana é prevista nos projetos que envolvem

canalização de córregos e implantação de áreas de lazer e convivência ao longo de suas margens”, afirma o engenheiro da Sehab Marcel Costa Sanches. Ele também é o secretário-executivo do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI). Composto por 11 membros, o FMSAI recebe 7,5% da receita líquida obtida pela Sabesp na cidade, que é revertida em obras de infraestrutura e, portanto, está diretamente ligado ao PMSB. Outro ponto previsto no PMSB é universalizar o acesso às redes de água e esgoto para todos os 11,3 milhões de habitantes da cidade até 2024. De acordo com os dados mais recentes da Sabesp, relativos ao mês de setembro, 10,4 milhões recebem água em casa, enquanto 9,3 milhões têm o esgoto coletado.

CUIDADOS DEPOIS DAS ENCHENTES 1 - Lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas das inundações 2 - Não beba água ou coma alimentos que tiveram contato com a enchente 3 - Procure informações da Defesa Civil (municipal: 199; estadual: 2193-8888) ou do Corpo de Bombeiros (telefone: 193) para saber se sua casa não corre o risco de desabar 4 - Remova a lama e o lixo sempre com botas de borracha e outras proteções

Lugar de entulho é no Ecoponto

Para facilitar o descarte de resíduos recicláveis, pequenos volumes de entulho e grandes objetos, como sofás e mesas, a Prefeitura criou os Ecopontos. Assim, a administração municipal espera não encontrar esse tipo de material espalhado irregularmente pelas ruas e terrenos baldios da cidade – lixo que pode entupir bueiros e córregos, causando inundações. Atualmente, existem 46 Ecopontos em São Paulo: 20 na Zona Leste, 10 na Zona Sul, 9 na Zona Norte, 4 no Centro e 3 na Zona Oeste. A relação com os endereços está no link www.prefeitura. sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/ limpurb/ecopontos/. Mais informações na Limpurb (telefone: 3397-1777) ou na Central de Atendimento da Prefeitura (telefone: 156).

Prefeitura usa motos para prevenir alagamentos Neste verão, a Prefeitura de São Paulo está utilizando um novo sistema para prevenir problemas com enchentes: um sistema de monitoramento com motolinks, um caminhão-bomba para desentupir galerias e bombas de água móveis. Interligadas à Central de Zeladoria, três motos circularão por toda a cidade equipadas com câmeras de transmissão online. A partir das imagens, as equipes das subprefeituras são acionadas imediatamente para a desobstrução de vias e orientação da população.

DETRITOS REMOVIDOS

CATA BAGULHO

69.675 m³

890 operações e 20.680,05 toneladas recolhidas

19 na cidade

634.816 m³

4.105 operações e 116.885,69 toneladas recolhidas

Fonte: Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras

(em 2011, até outubro) (de 2005 até outubro de 2011)

PISCINÕES

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(de 2005 até outubro de 2011)

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CORTIÇOS

Professora da USP ajuda a recuperar Edifício União

FOTO: Newton Santos

Quando as primeiras famílias ocuparam o prédio de número 934 da Rua Solon, no Bom Retiro (Centro), há 25 anos, a construção não passava de um esqueleto abandonado por quase duas décadas. “O poço do elevador estava aberto, sem paredes. Dos oito andares inacabados, só havia divisões internas até o 6º andar”, conta Marlene Aparecida da Silva, umas das primeiras moradoras. Segundo ela, a construção era do início dos anos 1970, mas ficou abandonada por cerca de 17 anos. “Tinha um vigia cuidando do local. Percebendo que nada se resolvia, ele deixou as primeiras famílias entrarem”, diz Marlene. Com o passar do tempo, o prédio chegou a receber mais de 100 famílias – todas viviam em condições precárias (hoje, são 42, limite determinado pela Subprefeitura da Sé). Em 2002, o local chamou a atenção da professora Maria Ruth Amaral de Sampaio, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). “Nós tínhamos uma disciplina chamada Habitação Popular Paulistana, Maria Ruth só vai embora que levava os alunos a conhecer os quando o prédio ficar pronto problemas reais da população. Eu passei em frente ao prédio e decidi entrar. Conversei com os moradores e, durante um ano, trouxe 22 alunos para pensar melhorias para o local”, lembra a professora. O projeto acabaria mudando a vida dos moradores e recebendo um prêmio internacional (leia texto nesta página). Renova SP foi conferir o resultado das primeiras transformações. MARCOS PALHARES

Sob a orientação de Maria Ruth Amaral de Sampaio, projeto voluntário transforma prédio no Bom Retiro e ganha prêmio internacional

Prêmio de US$ 100 mil será aplicado em obras Entre as melhorias que a professora Maria Ruth Amaral de Sampaio e seus alunos trouxeram para o prédio, rebatizado pelos moradores como Edifício União, está a restauração e legalização da rede de energia elétrica, a definição e término da fachada e a recuperação das fundações. O projeto foi reconhecido em 2008, quando venceu o Deutsche Bank Urban Age Award São Paulo entre 133 concorrentes e recebeu Renova SP

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um prêmio de US$ 100 mil – dinheiro que será integralmente destinado às obras no edifício. Tudo é feito de forma voluntária. “A causa dos moradores é a minha causa. Enquanto esse prédio não ficar pronto e bonito, eu não saio daqui”, garante a professora. Depois de concluídas a fachada e a fundação, a intenção é construir a tão sonhada caixa d’água na cobertura.


Fundação é refeita e elimina risco de desabamento

FOTO: Newton Santos

tempo”, afirma a engenheira Karine Cavalcante, da empresa PHD. Junto com o colega Cauê Carromeu, ela treinou os moradores para colocar a mão na massa e acompanhou a intervenção, trabalhando voluntariamente todo final de semana. A empresa Mc Bauchemie doou o cimento especial, e os moradores fizeram o trabalho.

FOTOS: Divulgação/PHD

No início de dezembro, após quatro meses de obras, as colunas que sustentam a fundação do edifício da Rua Solon receberam os reforços necessários para evitar que o prédio desabasse. “Depois de entrar na garagem pela primeira vez, tive pesadelos. As colunas estavam esfarelando, e as barras de aço, totalmente enferrujadas. Fizemos uma obra contra o

DEPOIS DURANTE

Colunas deterioradas antes da obra

‘Coroas’ feitas com cimento especial

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ANTES

Novas fundações do prédio, já concluídas

FOTO: Newton Santos

Outras melhorias feitas no prédio da Rua Solon

REDE DE ENERGIA ELÉTRICA – A recuperação e legalização da instalação elétrica foi a primeira preocupação da professora Maria Ruth Amaral de Sampaio e de seus alunos. “As ligações eram clandestinas e isso provocava incêndios frequentes. Planejamos a rede e conscientizamos os moradores, que fizeram uma cota e regularizaram a energia”, conta a professora.

FACHADA – Em 2004, uma fábrica de confecções que está do outro lado da rua, em frente ao prédio, estava passando por reformas. A professora Maria Ruth não teve dúvida: procurou o proprietário e perguntou se ele não podia contribuir para fazer a fachada do edifício. “Ele ajudou com 70% dos recursos e mão de obra”, revela a professora. Procurada, uma outra empresa, fabricante de zíperes, doou as janelas. Renova SP

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DIÁRIO DE OBRAS

SUL

NORTE

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SUDESTE

CENTRO

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LESTE

Prefeitura entrega 300 apartamentos do São Roque

FOTO: João Luiz/SECOM/Divulgação

Novos moradores saíram de áreas de risco

Em dezembro, a Prefeitura entregou os 300 apartamentos do Residencial São Roque, na Vila Prudente (Zona Sudeste). O projeto é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) e a Caixa Econômica Federal (CEF). O projeto prevê ainda mais 180 unidades no Residencial Piracicaba. Pelo convênio, o investimento de aproximadamente R$ 25 milhões fica a

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... Área de Risco? É um local onde há risco de morte para as pessoas que o habitam. São identificados em margens de encostas e beira de córregos ou rios. Nesses pontos, sempre há perigo de deslizamentos, solapamentos e inundações. Locais com lixo ou entulho também são áreas de risco ... Auxílio Aluguel? É um programa da Prefeitura destinado às famílias retiradas de área de risco ou por conta de obras de urbanização. Também

Renova SP

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... Cadastramento? É uma ficha que o funcionário da Prefeitura preenche com os dados do morador após uma visita à casa dele. Ela serve para identificar todas as pessoas que vivem em uma comunidade para, futuramente, atender a todos

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cargo do Governo Federal. Já o terreno e o projeto foram cedidos pela Cohab-SP. “Um aspecto muito importante a se destacar sobre esse projeto, além de serem as primeiras unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida produzidas no município para a população que ganha de 1 a 3 salários mínimos, é que esses imóveis estão sendo entregues totalmente regularizados, com toda a parte técnica e documental resolvida”, observa a diretora técnica da Cohab-SP, Hisae Gunji. Os novos moradores saíram das áreas alagadas da Várzea do Tietê e das áreas de risco do Parque das Flores. Todos os apartamentos têm dois dormitórios, sala, cozinha, área de serviço e banheiro. Outras 2.500 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida estão previstas para serem construídas em parceria com a Prefeitura. Projetos para 1.500 novos apartamentos já foram licitados e aguardam aprovação para o início das obras. “O objetivo é aprovar mais 8.000 unidades. Compramos terrenos para a construção de 5.500 apartamentos e devemos desapropriar áreas que poderão abrigar outros 2.500”, adianta o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite. MARCOS PALHARES

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pode ser usado em situação de emergência, como em caso de incêndio ou desabamento. O benefício é de R$ 300 mensais, tendo a duração de seis meses ou até a moradia definitiva ficar pronta

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Unidades são as primeiras produzidas no município em parceria com o Programa Minha Casa, Minha Vida

... Parceria Social? É um programa da Prefeitura voltado a famílias que vivem em situação de rua ou sem residência fixa, em situação de extrema pobreza. O benefício é de R$ 300 mensais, com duração de 30 meses, sendo que a pessoa deve guardar de R$ 6 a R$ 15 por mês em uma caderneta de poupança e cumprir várias obrigações ... Programa 3 Rs? É a sigla para Recuperação do Crédito, Revitalização do Empreendimento e

Regularização Fundiária da Prefeitura. Foi criado para recuperar conjuntos habitacionais já existentes que estavam degradados, inclusive com a invasão e criação de novas favelas nas áreas comuns dos prédios

... Termo de Atendimento Habitacional? É um documento oficial afirmando que o morador tem direito a receber apartamento ou casa da Prefeitura. É dado quando ele deixa a sua moradia por conta de alguma obra ou remoção

... Reintegração de Posse? É quando um juiz manda as pessoas que vivem em um terreno particular ocupado saírem. O pedido é feito pelo proprietário da área, e a Prefeitura não tem como impedir

... Urbanização? É um projeto da Prefeitura para transformar a favela em um bairro com ruas pavimentadas, calçadas, rede de água e esgoto, praças, posto de saúde. Além disso, o morador recebe a documentação regularizada de sua casa


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Obras da Secretaria Municipal de Habitação na cidade

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1 - Barra Bonita 2 - Brotas 3 - Campos do Jordão 4 - Leme 5 - Mongaguá 6 - Guarujá 7 - Caraguatatuba 8 - Mirassol 9 - Paranapiacaba 10 - Santa Adélia 11 - São Roque/Piracicaba 12 - Iguape I 13 - Ribeirão Preto 14 - Campinas 15 - Leão de Judá 16 - Vale das Flores 17 - Vila Patrimonial

NOVAS UNIDADES 1 - Domenico Martinelli 2 - Areião 3 - Estevão Baião 4 - Corruiras

REGULARIZAÇÃO DE LOTEAMENTOS capela do socorro

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MINHA CASA, MINHA VIDA

jabaquara

SUL

E K 11

C

10 7

cidade 5 tiradentes 8 6 14

vila prudente

L DD

1

guaianases

K

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PROGRAMA MANANCIAIS

itaim paulista

LESTE

pinheiros V

são miguel paulista

ermelino matarazzo

D

C B

I

A

1 - Brasil Novo 2 - Jardim Corisco II 3 - Campo Limpo 4 - Sitio Itaberaba

PROGRAMA 3 R’s A - Jd. do Lago B - Lidiane C - Jd. Imperador D - Nova Tietê E - São Domingos / Camarazal 4 F - São Domingos / Camarazal 7 G - José Paulino dos Santos H - City Jaraguá I - Chaparral J - Tiquatira K - Goiti L - Real Parque M - São Jorge / Arpoador

DIVISA DAS REGIÕES LIMITE DAS SUBPREFEITURAS

COHAB-SP 1 - Jardim Mirian 2 - Parque Boa Esperança 3 - Unidos Venceremos 4 - Paulo Freire 5 - Recanto da Felicidade 6 - Parque do Gato 7 - Olarias 8 - Barro Branco II 9 - Barro Branco I, II, III, IV Sta. Etelvina 1/6A

URBANIZAÇÃO DE FAVELAS A - Jardim Nova Tereza B - Dois de Maio C - Sampaio Côrrea D - Nova Jaguaré E - Vitotoma Mastroroza F - São Francisco Global G - Tiro ao Pombo H - Jardim Guarani / Boa Esperança I - Diogo Pires J - Barão de Antonina K - Nove de Julho L - Cinco de Julho M - Carina Ari N - Jardim Edite O - Bamburral P - Lidiane / Sampaio Côrrea Q - Gabi R - Ponte dos Remédios S - Paraisópolis T - Jardim Olinda U - Heliópolis V - Água Podre W - Sapé X - Córrego da Mina Y - Parque Fernanda I Z - Cidade Azul AA - Jardim Colombo BB - São Judas CC - Thomas II DD - Real Parque

1 - Cidade Júlia 2 - Nova Pantanal 3 - Jd. Eldorado / Mata Virgem 4 - Jd. dos Lagos 5 - Santa Margarida V 6 - Jd. Dionísio I e II/Vila Santa Lúcia 7 - Vila Santa Célia 8 - Jd. Ângela II 9 - Jd. São Joaquim 10 - Jd. Arnaldo 11 - Vila Bom Jardim 12 - Nagib I e II 13 - Jd. Planalto 14 - Minuetos 15 - Pq. São Francisco 16 - Kagohara II 17 - Jd. Herculano 18 - Alto da Riviera B 19 - Neumas/Kagohara IV 20 - Pq. Novo Santo Amaro V / Luz Soriano 21 - Pabreu 22 - Condomínio Vargem Grande 23 - Jd. Nova Marilda 24 - Boulevard da Paz 25 - Pq. Nova Santo Amaro VII 26 - Costa do Valado 27 - Renato Locchi 28 - Jd. Solange 29 - Jararau II 30 - São Lourenço 31 - Fujihara II 32 - Jd. Fujihara I e III e Nakamura II 33 - Xambores I e II / Vila Verde 34 - Jd. Araguari / Muriçoca 35 - Chácara Flórida / Chácara Bandeirantes 36 - Nova Varginha 37 - Jd. Capela / Santa Bárbara 38 - Pq. das Cerejeiras 39 - Enlevo 40 - Jd. Calú 41 - Chácara Sonho Azul 42 - Arizona 43 - Jd. Iporã / Jd. Casagrande 44 - Ângelo Tarsini 45 - Cardeal Rossi 46 - CEU Cidade Dutra 47 - Alcindo Ferreira / Jd. Cruzeiro 48 - Chácara do Conde I e II 49 - Jd. Satélite I e II 50 - Dezenove 51 - Jd. Represa 52 - Ribeirão das Pedras 53 - Ipojuca Luis de Araújo 54 - Vila Rubi 55 - Jd. Pouso Alegre 56 - Jd. Real 57 - Pq. América 58 - Jd. Noronha 59 - Pq. São José VI 60 - Jd. Itatiaia 61 - Pq. São José I e II 62 - Cantinho do Céu / Gaivota 63 - Jd. Horizonte Azul / Sapato Branco 64 - Jd. Manacás 65 - Pq. São José VII, Três Cânticos e Entorno 66 - Alto da Alegria 67 - Nova Grajaú II 68 - Cocaia I 69 - Jd. São Bernardo II 70 - Vila Santa Francisca / Cabrini IV 71 - Vila Santa Fé 72 - Pq. Maria Fernando I e II

LIMITE DAS ÁREAS DE MANANCIAIS

Renova SP

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FOTOS: Divulgação

CENTRO

Prédios abrigarão 252 famílias

Avançam trabalhos na

creche do Jd. Edite Além disso, duas torres do complexo chegam ao último pavimento As obras da creche do Jardim Edite, empreendimento que está sendo construído no Brooklin (Zona Sul), no cruzamento das avenidas Engenheiro Luis Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho, avançaram em dezembro. Ao mesmo tempo, as duas primeiras torres do complexo chegaram ao último pavimento. O projeto do Jardim Edite prevê três torres de 17 andares e dois prédios com seis pavimentos, que receberão um total de 252 novas unidades habitacionais. Equipamentos públicos vão ocupar todo o térreo dos prédios – além da creche, serão instalados uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e um restaurante-escola, que atenderão a demanda da região. Salão de festas, sala de estudos e área de lazer completam a obra. Encravado numa área de alto padrão, que tem um dos metros quadrados mais valorizados da cidade, o empreendimento foi pensado para se misturar com o bairro, segundo Marta Moreira, do MMBB Arquitetos. “A ideia é não deixar que vire um gueto. Ele não será murado, e nós desenhamos prédios altos, com tipologia e volumetria parecidos com os do entorno”, diz ela, que é autora do projeto, em parceria com o escritório H+F Arquitetura. A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) fará no local rede de esgoto, drenagem, pavimentação de vias e paisagismo. Com 50 m², os apartamentos terão abertura para as duas fachadas, o que permite ventilação cruzada. As obras custarão cerca de R$ 43,3 milhões e vão ser financiadas com recursos da Operação Urbana Água Espraiada. A entrega do Jardim Edite está prevista para setembro deste ano. DÉBORA YURI Renova SP

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Sehab também atua em outros quatro condomínios da Água Espraiada As obras de mais quatro condomínios que estão sendo construídos com recursos da Operação Urbana Água Espraiada também avançaram em dezembro. Dois blocos do Corruíras, que fica no bairro do Jabaquara, estão no 3º pavimento. Ao custo de R$ 39,6 milhões, o conjunto habitacional terá 244 apartamentos. No Campo Belo, as áreas de provisão Iguaçu e Gutemberg estavam no 1º pavimento. Cada condomínio vai ter uma torre com 18 unidades habitacionais, totalizando 36 novos apartamentos, além de playground e sala de leitura. Nos arredores, a Prefeitura também está construindo o Estevão Baião, que ganhará 300 unidades. O valor total das três intervenções será de cerca de R$ 56,4 milhões. A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) estima que o Corruíras, o Iguaçu e o Gutemberg sejam finalizados em setembro deste ano. Já o Estevão Baião deve ser entregue em dezembro. Corruíras chegou ao 3º pavimento


NORTE

Obras no Jardim Corisco II estão praticamente concluídas

ANTES

Falta terminar apenas o muro de contenção, que deve ser entregue neste começo de ano As obras do Departamento de Regularização do Parcelamento do Solo (Resolo) no Jardim Corisco II, na Zona Norte, já estão praticamente terminadas. No local, em uma área de aproximadamente 15 mil m², onde vivem 94 famílias, foram feitas obras de pavimentação, drenagem e redes de esgoto. Falta apenas a conclusão de um muro de contenção, que está com as obras bem adiantadas e será terminado neste começo de ano. O projeto do Corisco II integra um contrato maior, com investimento total de R$ 21,4 milhões da Prefeitura, que também inclui obras nas localidades Brasil Novo, Jardim Corisco III/Jardim Santa Cruz, Jardim São João III/Estrada da Cachoeira, Jardim Campo Limpo, Jardim Jaçanã (Mutirão dos Pobres), Jardim Joamar, Sorriso Negro, Estrela da Manhã, Jardim Palmares, Vila Rosália (Jardim São Carlos), Jardim Joana D’Arc e Jardim Pôr-do-Sol. “A atuação da Prefeitura no Jardim Corisco II correspondeu ao anseio dos moradores, que solicitaram as melhorias”, comenta a diretora do Resolo, Ana Lúcia Sartoretto. “Fizemos toda a infraestrutura necessária, e hoje o local oferece condições de habitação e de segurança bem melhores”, acrescenta. O próximo passo, após o término das obras, será a elaboração de um levantamento para obter a planta oficial do loteamento e emitir o Auto de Regularização para a área. MARCOS PALHARES

FOTOS: Divulgação

DEPOIS

MANANCIAIS

MANANCIAIS

Prefeitura deve terminar conjunto Mata Virgem em março deste ano

FOTO: Divulgação

O conjunto habitacional Mata Virgem, em construção pela Prefeitura no Jd. Eldorado, bairro da Cidade Ademar (Zona Sul), entrou em fase final. Em dezembro, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) fazia o revestimento interno dos seis prédios. A previsão é que o Mata Virgem seja entregue em março deste ano. O empreendimento, que terá 407 apartamentos, abrigará famílias que viviam em áreas de risco do Cantinho do Céu (Zona Sul) e antigos moradores do local onde o conjunto está sendo construído. As obras custarão cerca de R$ 37,2 milhões – além dos R$ 12,6 milhões investidos pela Prefeitura, o Fundo Municipal Prédios abrigarão de Saneamento Ambiental e In- 407 famílias fraestrutura (FMSAI) cedeu R$ 20,6 milhões em recursos e o Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB), R$ 4 milhões.

Condomínio Vargem Grande entra na reta final

A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) está finalizando as obras de infraestrutura no Condomínio Vargem Grande, em Parelheiros (Zona Sul). Já foram feitas redes de esgoto, água e drenagem, muros de contenção, pavimentação de vias e canalização de córrego. Em dezembro, estavam sendo concluídas as calçadas e ligações domiciliares de esgoto – última etapa prevista na urbanização da área. Ao custo de R$ 57,7 milhões – R$ 46,2 milhões investidos pela Prefeitura e R$ 11,2 milhões provenientes do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI) –, as obras integram o Programa Mananciais e beneficiarão cerca de 6.000 famílias. A conclusão está prevista para fevereiro deste ano. Renova SP

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EMPREGOS & FINANÇAS EMPREENDEDORISMO

Tesoura, esmalte e cifrões Quarta-feira, hora do almoço: a mulherada faz fila na porta do “salão mais caro de Heliópolis”, o Simplesmente Bela, que fica numa rua estreita e irregular. “Eu cobro o meu preço. As clientes pagam e voltam porque sabem da qualidade do meu trabalho”, diz a cabeleireira Marielma Ramos da Silva, a Elma, de 33 anos – 23 deles na comunidade –, que cobra até R$ 300 numa escova progressiva. “A minha unha também é a mais cara da região”, emenda sua sócia, a manicure Elaine da Silva, de 27 anos, explicando por que o local ganhou o nada humilde apelido entre as moradoras – fazer o pé e a mão ali custa R$ 20. “A gente precisa se destacar porque salão de beleza é o que mais tem em Heliópolis. Só nessa rua [aponta a Almirante Mariath], são uns cinco.” Na periferia, os salões de beleza são tão abundantes quanto a demanda feminina por seus serviços. E a procura por corte de cabelo, tintura, lavagem e congêneres cresceu 44% no Brasil entre janeiro de 2002 e dezembro de 2008, de acordo com estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). Nesse período, as famílias da classe C foram as que mais aumentaram seu gasto mensal com salões, em 65%. A classe D vem a seguir, registrando alta de 55%. São Paulo puxa esses números: as famílias do Estado são as campeãs em gastos com o segmento. Apesar desses dados, é preciso prestar atenção a todos os detalhes para brilhar num ramo de negócios tão competitivo. “Um bom começo é procurar um ponto onde o salão possa ser visto e investir na divulgação”, diz o consultor de marketing do Sebrae-SP José Carmo Vieira de Oliveira. Por R$ 300 ao mês, as sócias do Simplesmente Bela alugaram um imóvel na esquina de uma rua comercial movimentada de Heliópolis. Também fizeram cartões, banners e apostaram no boca a boca. Como Elma trabalhava num salão da comunidade e Elaine fazia unha em casa, as clientes seguiram as duas amigas quando elas decidiram abrir o próprio negócio, em agosto passado. “Aqui era um sacolão. Investi uns R$ 5 mil para reformar tudo”, conta Elma, que tem lucro mensal de cerca de R$ 3.600. O faturamento de Elaine gira em torno de R$ 1.200 por mês. Hoje, o salão da dupla tem TV de plasma, bebedor de água, cafeteira, cestinha de trufas e máquinas de Visa e Mastercard. “Apesar do estresse, a melhor coisa é ser nosso próprio patrão”, resume a manicure. DÉBORA YURI Renova SP

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Elma aposta na qualidade de seu trabalho

O QUE ELAS QUEREM NO CABELO Escova progressiva Balaiagem (mechas com tom sobre tom) Mechas californianas (pontas mais claras que o resto do cabelo)

NAS UNHAS

Tintura Relaxamento dos fios Hidratação Escova

Francesinha Variações de branco Desenhos Laranja, rosa, verde e azul Unha postiça Vermelho forte

Muito desejado Desejado Em queda

FOTOS: Newton Santos

Salões de beleza nas comunidades podem dar lucro, mas é preciso saber se destacar


Com dois salões e até clientes ‘finas’ Em 2008, a cabeleireira Maria da Guia de Araújo Almeida chegou a Paraisópolis, no Morumbi (Zona Sul), para trabalhar num salão de beleza. No mesmo ano, abriu o seu próprio, o K-Fofo da Beleza, bem no burburinho do centro comercial da comunidade. Hoje com 34 anos, a paraibana Gui, como é conhecida, tem 16 de salão – já teve pontos em Brasília, Goiás e na própria Paraíba. “O começo foi difícil porque a concorrência aqui é grande. Tinha semana que eu não fazia nada. Demorei um ano para ter lucro”, conta ela, que fez cursos no Senac de Brasília e paga R$ 850 de aluguel pelo ponto. Para montar o negócio, Gui investiu R$ 6.000 em estrutura, produtos e no marketing – cartões e luminosos. Na esteira do boca a boca, o salão foi fazendo sucesso. Hoje, ela lucra de R$ 4.000 a R$ 5.000 por mês e abriu uma segunda unidade na comunidade – o K-Fofo da Beleza 2, com aluguel de R$ 450. No total, tem quatro funcionárias. “Você precisa confiar no seu trabalho e parar de se preocupar com os concorrentes. Também é bom abusar da simpatia, ser insistente e investir na formação profissional, fazendo cursos”, recomenda Gui, que às vezes vai aos condomínios do vizinho Morumbi fazer o cabelo de clientes mais abonadas. Para ela, achar que salão de beleza de comunidade dá dinheiro fácil é um erro comum. “O marido fica incentivando a mulher a abrir um, só que não é um negócio simples. Salão dá dinheiro, mas não é fácil.”

NÃO SEJA SÓ MAIS UM Seja diferente, começando pela fachada do salão, que deve se destacar das demais existentes na comunidade. Estude os moradores locais: serviços que costumam usar, preços que podem pagar. Divulgue muito. Isso ajuda a chamar a atenção. No caso de material gráfico, use um bom logotipo, slogan criativo e cores quentes. Capriche nos mimos para o cliente, organizando um local de espera com revistas, água, café, sucos, biscoitinhos e TV. Fique sempre atento às novidades do mercado. Pesquise as tendências de cortes, tinturas, trata-

Gui investiu na formação profissional com cursos

Qualidade faz a cabeça da mulherada Clientes dos salões das comunidades pagam mais por serviços de qualidade e, quando ficam satisfeitas, são fiéis. “Só faço unha e cabelo aqui, mesmo pagando mais, porque elas são as melhores”, diz Daniela Maria Teixeira, de 28 anos, que gastou R$ 600 no Simplesmente Bela, de Heliópolis, em novembro. Moradora da área, ela trabalha no banco Santander e lava o cabelo no salão todos os dias. A manutenção e a mão, faz toda semana. Adepta de aplique, tintura, hidratação e reconstrução dos fios, Daniela tem paixão especial pela progressiva. “É a melhor coisa que já inventaram. Não vivo sem ela.” A cozinheira Rosimeire da Costa, de 50 anos, que faz unha, tintura, mechas e progressiva, costuma gastar R$ 160 por mês no salão. “Só a Elma conseguiu fazer esse milagre no meu cabelo, por isso eu volto. E venho sempre, porque trabalho muito e mereço cuidar de mim.” Fonte: José Carmo Vieira de Oliveira, consultor de marketing do Sebrae-SP

mentos químicos e esmaltes. Convide os clientes-chave, que são populares e bons no marketing boca a boca, para experimentar as novidades do salão. Use as mídias sociais (Facebook, Twitter e YouTube) para interagir com o público e mostrar seu trabalho. Mantenha contato frequente com os clientes e procure conhecer os seus hábitos de consumo. O cliente sabe exatamente o que quer, e também consegue distinguir o que é bom daquilo que é ruim. Por isso, invista sempre em produtos e profissionais de qualidade. Renova SP

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ORÇAMENTO

Contas no azul

FOTO: Newton Santos

Depois das festas de fim de ano, é momento de quitar as dívidas

Anderson parou de comprar roupas e CDs

Fonte: Jurandir Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú Unibanco e professor da UFSC

1 Faça um corte drástico nos seus gastos. Supérfluos e des2 3 4

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perdício devem ser eliminados. Se você tem bens, venda tudo o que for possível – de carros, eletrônicos e eletrodomésticos a tênis, roupas e relógios. Fuja dos juros do cartão de crédito e do cheque especial. Tente conseguir crédito mais barato no banco. O cartão de crédito é um ótimo aliado, desde que você pague a fatura inteira na data do vencimento. Você pode concentrar todos os seus gastos lá e não precisa andar com muito dinheiro no bolso. Além disso, muitos cartões dão milhas, o que ajuda a realizar o sonho de viajar. Aprenda a fazer um controle do orçamento mensal, anotando num caderno todos os seus gastos, dia a dia. A maior parte da classe média só consegue discriminar 80% dos seus gastos – os 20% restantes, não sabem como e para onde foi. Não esconda o problema da família. Todos na casa devem saber da sua situação financeira e, se possível, colaborar. O cheque especial deve ser usado apenas para emergências. É recomendado ter uma reserva de 3 a 6 vezes do que você gasta durante um mês para casos de emergência.

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Enfim, 2012 chegou – e junto com ele veio a conta da ceia e dos presentes de Natal, da viagem e dos espumantes do Ano Novo, do IPVA, do IPTU... Nada melhor, então, do que aproveitar janeiro para colocar em prática o plano de zerar as dívidas. O primeiro passo para regularizar a situação financeira caótica é a conscientização. Segundo o consultor de finanças pessoais do Banco Itaú Unibanco e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jurandir Macedo, quatro em cada seis brasileiros estão endividados – sendo que os juros consomem 20% da renda média do trabalhador. “Ter dívidas é uma escolha pessoal de cada um porque pouquíssima gente fica endividada por doença ou acidente. É preciso aprender a controlar o orçamento e parar de fazer escolhas erradas.” Para sair do vermelho, fazer um corte drástico nos gastos, eliminando supérfluos e desperdício, é outro item obrigatório. Se for possível vender algum bem, como carro, moto ou eletroeletrônico, ele deve ser passado para frente. “Zerar as dívidas é como fazer regime porque comeu demais. A vida vai ficar chata por um certo tempo mesmo”, compara o professor. O mais importante, ele completa, é fugir dos juros de cartão de crédito e do cheque especial – os mais altos que existem. “Nenhum crédito é bom, mas, nessa situação, é melhor procurar o banco e buscar o mais barato”, diz Macedo, que recomenda também não esconder a situação da família. “É mais fácil resolver o problema fazendo uma reunião e colocando as cartas na mesa.” Foi o que fez o professor de informática Anderson Gomes Ferreira, de 31 anos. “Conversei com a minha mulher, e fizemos uma nova divisão dos gastos de casa, para eu poder pagar o que devo logo”, conta ele, que mora em Heliópolis (Zona Sudeste). Os problemas de Anderson começaram quando ele ficou desempregado e deixou de pagar algumas parcelas da faculdade de educação física. Teve de pegar empréstimo no banco, não conseguiu pagar os cartões de crédito no prazo e acumulou juros. Hoje, com emprego novo, ele está lutando para resolver a situação. “Fiz um acordo no banco para pagar, em parcelas, as dívidas dos cartões e as mensalidades atrasadas da faculdade. No total, estou pagando R$ 700 por mês”, diz ele. “Além disso, parei de sair e de comprar tantas roupas e CDs.” DÉBORA YURI


CONSTRUÇÃO & DECORAÇÃO PLANEJAR

Pequeno,

mas com estilo CORTINAS E PERSIANAS

Como decorar apartamentos de 50 m² sem perder o charme nem a funcionalidade De pisos e paredes a móveis e acessórios, Renova SP preparou um guia básico de como decorar espaços pequenos, com a ajuda da designer de interiores Gisele Fernandes e da arquiteta Claudinéia Silva Souza. Casas ou apartamentos que medem cerca de 50 m² podem ficar charmosos e funcionais se você seguir as dicas das especialistas e usar uma boa pitada de criatividade. DÉBORA YURI

Nas janelas, é sempre bacana colocar cortinas, recomenda a designer Gisele Fernandes. “É importante escolher corretamente o tecido, que deve ser leve. Algodão e voil são apostas certeiras.” As PINTURA persianas também são ótimos É um item básico, mas que aliados de espaços pequenos faz uma grande diferença, see combinam com projetos – ou gundo Gisele. “Usar pintura para moradores – que preferem mudar a cara da casa é uma opção uma decoração mais despoeconômica. Sugiro destacar uma jada, e não clássica. só parede do cômodo, criando, assim, uma parede diferenciada.” Lembre-se: caso queira destacar uma parede do cômodo com cor forte, é preciso neutralizar o restante, ou seja, clarear as demais.

MÓVEIS

A ideia é apostar nos móveis retos, que conferem amplitude ao espaço, segundo Claudinéia Silva Souza, da Cobrape. Mesas retas e racks baixos são indicados. As melhores cores? A arquiteta sugere branco e tabaco. Em espaços pequenos, o fundamental é pensar na circulação e no aproveitamento do espaço, completa Gisele Fernandes. “Não adianta colocar na sala uma mesa de jantar de oito lugares porque você gosta de receber visitas, se no dia a dia ninguém usa esse elefante branco.” Portanto, não exagere no tamanho nem na quantidade de móveis, e compre os itens por partes, para poder avaliar melhor o espaço que sobra e o que colocar nele.

COZINHA Montar uma cozinha planejada vale a pena para não perder espaço com móveis prontos. “A marcenaria entrega móveis com mais qualidade, além de a assistência técnica ser mais acessível. Mas é importante pedir indicação de bons profissionais a conhecidos”, diz Gisele Fernandes. Na hora de escolher os eletrodomésticos, aposte nos compactos. Além de serem mais baratos, são uma opção para famílias menores, casais ou solteiros. Renova SP

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PISOS E AZULEJOS

Para pisos e azulejos, o melhor é escolher cores neutras, indica Claudinéia, que trabalha na Cobrape (Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos), empresa de consultoria que acompanha a construção e o gerenciamento de conjuntos habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). “Num apartamento pequeno, se você abusa das cores fortes, ele fica menor. Cores neutras deixam o ambiente mais ‘clean’ [limpo], com sensação de mais espaço. Aí, você pode trabalhar uma decoração mais colorida nos móveis e acessórios”, resume ela. Aposte no branco, creme, areia e marfim.

QUARTO Mais compacta, a cama box é a primeira indicação dos especialistas. Agora, se o armário e/ou cômoda não forem suficientes para guardar todas as roupas e sapatos, uma opção interessante é a cama com gavetas. A organização também é essencial para a otimização do espaço. Elimine as roupas, sapatos e objetos que você não usa mais – dê, venda ou faça trocas com os amigos.

ILUMINAÇÃO

ARTES: André Bunduki

Trazer claridade para o ambiente é importante em todos os cômodos. A dica, aqui, é usar tons claros para o piso e a maior parte das paredes, aliados a uma luminária potente no teto. “Com só um ponto de luz no meio da sala, é preciso colocar um lustre com boa capacidade de clarear”, diz Gisele. Para a sala, complemente a decoração com um abajur numa mesa lateral ou uma luminária de chão – por exemplo, de papel de arroz, que é charmosa e econômica.

SALA Use e abuse de móveis multiuso, como cadeiras com braços, que podem ser usadas na mesa ou para ver TV e ler. Outras opções modernas e funcionais são pufes encaixados embaixo de um rack ou da mesa de centro. Mesas encostadas na parede, que otimizam o espaço, também estão em alta – quando for receber visitas para comer, basta afastá-la. Para o sofá, marrom, bege e fendi (um verde meio bege) são tons que estão na moda. Renova SP

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SERVIÇO Cobrape (Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos). www.cobrape.com.br. Gisele Fernandes Interiores. www.giselefernandes.com.br.


“Na revista de número 4, aprendi sobre cores e pintura, mas ainda tenho dúvidas! Qual a tinta ideal? Fosca, com brilho, tinta à base de água? E para pintar as portas de madeira? Sinceramente, não entendo de tintas. Em pouco tempo, vou mudar para um apartamento e preciso pintá-lo, desde os quartos até a área de serviço, incluindo as portas. Estou aguardando desesperadamente respostas.” Silvana Alves da Silva, 27 anos, agente de atendimento, moradora do Parque Regina (Zona Sul) “Podemos simplificar a sua obra definindo dois tipos de tinta: látex acrílica e esmalte sintético. A acrílica será usada nas paredes e tetos; a esmalte, nas portas de madeira e metais. A tinta esmalte pode ser à base de óleo ou de água. A diferença está na maior facilidade de manuseio do fundo preparado à base de água, além de menos cheiro forte. Sobre a escolha dos acabamentos (brilho, fosco ou acetinado), dois fatores devem ser levados em consideração: durabilidade e estética. As tintas de alto brilho são as mais duráveis porque têm mais resina do que as semibrilhantes ou as foscas. Quanto mais resina, mais dura a superfície. No entanto, se a parede tiver muitas imperfeições, o brilho acaba as enfatizando também.

FOTO: Divulgação/Coral

Pergunte ao ARQUITETO

Qual a tinta ideal para pintar paredes e portas?

Acabamentos acetinados da Coral foram usados nas paredes da sala O acabamento fosco é recomendado se você não gosta de nenhum brilho. E se, no seu dia a dia, as pessoas da sua casa forem cuidadosas, pois as superfícies sujam e marcam com muito mais facilidade. Meu conselho é escolher o acabamento acetinado (para ambas as tintas – esmalte e látex), que é o meio-termo entre o brilho e o fosco, deixando as superfícies com uma aparência mais delicada, com um leve brilho.” Ana Luiza Addor, arquiteta. E-mail: analuizaddor@gmail.com Mande sua dúvida para a Renova SP no e-mail leitor@renovasp.com.br

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Para deixar o tampo de vidro mais descolado, crie um mosaico com retalhos.

3 Faça um desenho no papel cartolina no tamanho do tampo de vidro da mesa e o coloque debaixo dele. Com um pincel, passe a tinta esmalte em todo o contorno do desenho. Deixe secar por aproximadamente 1 hora. Enquanto isso, escolha os retalhos de vidro com os quais pretende trabalhar. Se for preciso, deixe-os mais regulares com a torquês ou alicate de corte.

2 Cole os retalhos de vidro selecionados com a cola araldite. Deixe um vão de aproximadamente 1 milímetro entre cada um.

Deixe secar por dois dias ou até a transparência do vidro aparecer. Depois, passe rejunte com uma espátula – para fazer isso, adicione água aos poucos em uma quantidade de rejunte de azulejo até se obter uma massa homogênea e seca. Limpe os excessos com um jornal e curta a nova mesa.

ITENS NECESSÁRIOS: lápis, tinta esmalte preto fosco, papel cartolina, 1 tampo de mesa em vidro, cola araldite, pedaços pequenos de vidros nas cores escolhidas, uma torquês, um alicate com corte diagonal, um cortador de vidro, pincel, rejunte da cor que desejar e jornal. DICA: caso não queira ter tanto trabalho, é possível encontrar porções de retalhos em vidraçarias e lojas especializadas. Renova SP

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Fonte: Cristina Simmelink Chaim, da Vitrais Ton Geuer. Tel. (19) 3289-1502 (www.vtg.com.br).

FOTOS: Divulgação

PASSO A PASSO | MESA COLORIDA


CULTURA & LAZER

FOTO: Newton Santos

FOTOS: Newton Santos

FESTA

No ritmo do Carnaval Vai passar um samba popular na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte. E também na acanhada Rua Bernardo José de Lorena, mais para cima, em Perus. E na Avenida Marechal Tito, na Zona Leste. Em todos esses endereços, o trabalho agora é duro – tudo para ver cada paralelepípedo da cidade se arrepiar em fevereiro, semelhante ao que cantou Chico Buarque em “Vai Passar”. De acordo com o Censo do Samba Paulistano, feito pela São Paulo Turismo (SPTuris) em 2011, existem na cidade 95 escolas de samba e blocos carnavalescos, que mobilizam 107 mil integrantes e injetam na economia R$ 45 milhões por ano. Longe dos holofotes da TV e das cifras milionárias do Grupo Especial e de Acesso, as agremiações menores são pelo menos 73. Espalhadas, sobretudo, na periferia da capital, elas fazem a festa dos moradores locais. “A maioria das escolas têm seus tentáculos em favelas e comunidades carentes”, diz o diretor de Carnaval da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), Alexandre Alves Pereira. Essa entidade é a responsável pelos desfiles menores. Para ele, que é conhecido como Nenê, as agremiações pequenas têm uma vantagem. “É o calor humano, o contato direto com o povo do bairro. Vai-Vai e Rosas de Ouro Renova SP

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Longe do glamour das escolas estreladas, a folia na periferia mobiliza as comunidades e serve como polo de lazer viraram balada, o pessoal frequenta as quadras só para beber, dançar e pegar alguém.” Para a administradora Nanci Frangiotti, o Carnaval faz um trabalho importante dentro das comunidades. “As quadras são espaços de socialização, têm um código moral próprio e o respeito do povo”, explica ela, que é autora da dissertação “O Espaço do Carnaval na Periferia da Cidade de São Paulo” pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Os preparativos para a festa anual assumem o papel, então, de polo de diversão do bairro. “Os barracões atraem moradores de todas as idades, gerações inteiras de famílias, idosos que vão jogar baralho, evangélicos que ajudam com as fantasias. Isso acontece por causa das carências da periferia, sobretudo de lazer”, completa Nanci. Apesar da verba anual que a SPTuris oferece às escolas dos Grupos 1, 2, 3 e Blocos Especiais, as agremiações menores costumam fazer sacrifício para montar seu desfile – a maioria dos integrantes trabalha como voluntário. Para mostrar os bastidores da construção desse outro Carnaval, Renova SP visitou quadras, barracões e ensaios de escolas como a Unidos de Santa Bárbara e a Valença de Perus. São Paulo pode ser “o túmulo do samba”, como provocou Vinicius de Moraes – mas não na nossa periferia. DÉBORA YURI


Sonho do Recife

embala o Itaim Paulista Foi graças à sogra que Manoel Messias de Souza Costa, o Neo, virou um dos moradores mais respeitados do Itaim Paulista, na Zona Leste. “Dona Helena era porta-estandarte no Recife e veio para São Paulo com 17 anos. Seu sonho era montar um bloco carnavalesco aqui”, lembra ele, que tem 50 anos e é o presidente da Unidos de Santa Bárbara. O sonho começou a virar realidade em 1988, na festa de aniversário de Dona Helena, quando a agremiação surgiu como bloco. “Minha mãe chegou ao Itaim Paulista em 1962, quando só uma linha de ônibus servia à comunidade. Ela queria fazer a festa do bairro”, diz a mulher de Neo e carnavalesca da escola, Cássia Lima, de 43 anos – nas horas de folga, ela é a primeira-dama. Como bloco tem menos alas e nada de baiana, passista, mestre-sala ou porta-bandeira, a comunidade pedia que a Santa Bárbara virasse escola. “Eu não tinha onde enfiar todo o povo que queria desfilar. Em 2009, atendemos a vontade da galera”, conta Cássia. Hoje, o antigo bloco mirrado tem 1.500 integrantes e está no principal grupo da UESP, o 1. A agremiação coleciona dois campeonatos como escola e um vice, além de cinco títulos da época de bloco. Cássia costuma organizar festas e bingos para arrecadar dinheiro. Reciclagem de carros alegóricos e fantasias rendem uma economia de R$ 30 mil por ano, e quase todos os integrantes trabalham em esquema de mutirão, tirando férias dos empregos em janeiro ou fevereiro. A verba dada pela Prefeitura gira em torno de R$ 150 mil anuais, mas é comum a diretoria colocar dinheiro do próprio bolso para levar à avenida o seu Carnaval. Com dois filhos adolescentes, também membros da escola, o casal faz a manutenção de um clube de campo para ganhar dinheiro e tem planos grandiosos para a Santa Bárbara: em 2015, subir ao Grupo Especial do Carnaval paulistano. “Nunca cobramos pelas fantasias, e pretendemos nunca cobrar”, diz a primeira-dama. “A comunidade roeu o osso esse tempo todo e merece comer o filé quando ele chegar.”

FOTOS: Newton Santos

Cássia e Manoel querem levar a escola ao Grupo Especial em 2015

Samba também dá casamento Diz um ditado da Unidos de Santa Bárbara: samba dá “descasame nto”, mas também muito casamento. A chefe de ala Laíze Garcia, de 28 anos, e o aderecista Mário Augusto Moreira, de 35, são um dos muitos casais formados na “quadra-ateliê-barracão” do Itaim. “A gente se conheceu aqui. Eu frequento esse lugar desde criança”, conta ela, enquanto o marido faz contas. “A Santa Bárbara tem 22 anos, eu tenho pelo menos 18 de escola. Trabalho como pintor, mas, a partir de outubro, não pego mais serviço. Só faço biquinhos nos finais de semana, tudo para poder me concentrar no barracão.” Para Laíze, o local é a sua “primeira casa” e também uma fábrica de sonhos. “A gente vê o desfile no papel e transforma em realidade. Não tem nada melhor do que sair na avenida e depois receber a notícia: ‘Vocês são os campeões’.” Renova SP

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Mapa do Carnaval da Cidade

Excluindo as escolas maiores, que integram o Grupo Especial e o Grupo de Acesso, a Zona Norte concentra 22 agremiações pequenas.

Existem 95 escolas de samba ou blocos oficiais em São Paulo, que reúnem 107 mil integrantes e ocupam 126 espaços na cidade, públicos ou privados.

O Carnaval de bairro é forte na Zona Sul, que tem 17 escolas menores ou blocos especiais. A Zona Leste reúne 13, a Oeste, 10, e o Centro, apenas 4.

A Zona Norte é a região com mais samba no DNA: 30 espaços destinados a escolas ou blocos especiais ficam lá.

Cifras da festa

Segurando a lanterninha, vem a Zona Oeste, com paços, e o Centro, com 7.

15 es-

A Zona Norte lidera também como região que mais tem escolas nos dois grupos principais: são 8. Leste e Oeste vêm a seguir, cada uma com 5 agremiações. O Centro é sede de 3 escolas grandes e a Zona Sul registra apenas 1: a Imperador do Ipiranga, que está no Grupo de Acesso.

Fonte: SPTuris

FOTO: Newt on Sa

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De time de futebol de bairro a bloco da Cachoeirinha

Bloco nasceu da equipe Flor da Vila Renova SP

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R$ 45,4 milhões Incluindo os gastos dos turistas, essa cifra sobe para mais de

R$ 90 milhões A Prefeitura é o principal patrocinador do Carnaval paulistano: em 2010, investiu

R$ 22,7 milhões Espécie de várzea do Carnaval, os afoxés, bandas e blocos conservam sua aura amadora, bagunçada e romântica. Com menos obrigações que as escolas estruturadas, continuam angariando seguidores fiéis. Muitos, inclusive, nasceram como times de futebol de bairro. Fundado em 1985, na Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte), o Não Empurra Que É Pior vem da costela da equipe Flor da Vila. “Tinha um bar aqui na esquina, o Bar do Pedro. Nos finais de semana, a gente se reunia lá para fazer um sambinha, um batuque. Acabamos montando um time”, lembra o presidente e um dos fundadores do bloco, Dirceu de Almeida Antônio, de 50 anos, o Agá. Integrante da principal categoria de blocos da UESP – a Especial –, o Não Empurra Que É Pior se prepara para desfilar no bairro da Luz (Centro) em fevereiro. Mambembe, o esquema de montagem do Carnaval inclui um barracão sem cobertura e muitos ensaios na rua, em frente à casa de conhecidos. “No bloco, todo mundo precisa fazer de tudo um pouco. Profissionais de Carnaval custam caro, por isso o carnavalesco sou eu mesmo”, diz Agá.

Fonte: SPTuris

Zona Leste e Zona Sul vêm a seguir, com 18 espaços cada.

O Carnaval injeta por ano na economia paulistana cerca de


Tudo acontece ao mesmo tempo no barracão do Valença de Perus: jovens colam lantejoulas em fantasias, um serralheiro testa o ventilador para espalhar no ar bolinhas de sabão, membros da comissão de frente cozinham feijão, crianças jogam futebol, adolescentes fazem aula de boxe. O coordenador de bateria, Clóvis Oliveira Messias, de 50 anos, organiza a sala de troféus. “A gente começou como time de futebol de rua. Em 1993, viramos um bloco carnavalesco e, dez anos depois, escola”, conta ele, que se orgulha de passar mais tempo entre a quadra e o barracão do que em casa. De Carnaval a Carnaval, o Valença move mentes e corações no bairro de Perus, na Zona Norte. “A comunidade frequenta a quadra o ano todo”, diz Clóvis. Cedido pela Prefeitura, o terreno da escola sedia o tradicional ensaio de sábado à noite, além de festas de Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Samba... O Departamento Jovem disponibiliza escolinha de bateria e aulas de boxe e futebol, enquanto barracas alugadas por moradores da comunidade vendem bebidas, hambúrgueres e hot-dogs, gerando renda e trabalho perto de casa. No Grupo 2 da UESP, o Valença recebe verba da Prefeitura, mas os gastos com o Carnaval são mais altos. “O mais simples gira em torno de R$ 110 mil. Mas, para o desfile ficar legal, você precisa gastar R$ 250 mil, R$

Mulata, musa e porta-bandeira Ela é uma celebridade no bairro. Porta-bandeira e vice-presidente do Valença, Sara Cristina dos Santos, de 33 anos, recebe até pedidos para ser fotografada ao lado de moradores. “Eu entro numa loja para comprar um sapato e o pessoal começa: ‘Olha, é a porta-bandeira da escola!’. O pessoal adora a gente aqui”, conta. Sara entrou no Valença em 1997 – mulata bonita, já pisou na avenida como rainha da bateria. Nascida em Perus, onde mora com quatro filhos e o marido, comerciante, ela já desfilou grávida de nove meses. “Olhar a avenida com aquela multidão atrás de você é a coisa mais emocionante do mundo”, diz Sara, que é dona de uma barraca de hot-dog no bairro. Ser mulata do samba e musa da comunidade não é um ne-

FOTOS: Newton Santos

Em Perus, samba se mistura com outras atividades

Clóvis passa mais tempo na quadra do que em casa 300 mil”, compara Clóvis. São voluntários da comunidade que fazem o grosso do trabalho, como Valdeci Fernandes, de 46 anos, que monta os carros alegóricos. “Estou aqui desde 2001. Quando a gente gosta de um lugar, fica para sempre”, diz ele, que passa os dias em sua sala no barracão, entre madeira e ferragens. “Aqui é o meu mundo”, resume. gócio – ao menos para ela. “Eu não ganho um centavo com o Carnaval. Na verdade, nem dá tempo de me arrumar. Depois de janeiro, isso aqui fica uma loucura. Nunca consigo fazer o pé, a mão, o cabelo...”

Sara é celebridade no bairro

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FÉRIAS

Sampa por todos os ângulos

FOTO: J. Rosael/Divulgação

Confira roteiro com dicas de passeios e programas culturais para aproveitar o que a cidade tem de melhor

Museu Paulista da USP Um dos grandes baratos de viver na cidade de São Paulo é a quantidade de atrações culturais, de lazer e de diversão que ela oferece. Entre museus, parques e prédios históricos, o que não falta é coisa pra ver, visitar e conhecer. E o melhor de tudo: muitas dessas atrações são gratuitas ou com preços nada salgados. A Renova SP selecionou alguns programas para você curtir a maior cidade da América Latina. MARCOS PALHARES

O antigo Museu do Ipiranga foi inaugurado em 1890, como um monumento em homenagem à independência do Brasil. Hoje, é uma instituição científica, cultural e educacional, com referência histórica e atividades que giram em torno de seu acervo. Parque da Independência, s/nº, Ipiranga. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada: R$ 6 (meia-entrada para estudantes e grátis para crianças de até seis anos, idosos e portadores de necessidades especiais). Tel. 2065-8000. www.mp.usp.br

Aquário de São Paulo

FOTO: Divulgação

Inaugurado em 2006, tem 9 mil m² e é o maior do Brasil. Trata-se do único aquário temático da América Latina, com aproximadamente 3 mil exemplares de cerca de 300 espécies de animais. Rua Huet Bacelar, 407, Ipiranga. Horário de funcionamento: segunda a domingo, das 9h às 18h. Entrada: R$ 20/R$ 40 (meia-entrada para crianças até 12 anos e idosos acima de 60 anos). Cadeirantes e crianças abaixo de 3 anos não pagam. Tel. 2273-5500. www.aquariodesaopaulo.com.br Renova SP

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FOTO: Divulgação

Ao lado da Estação da Luz da CPTM, proporciona contato lúdico com nosso idioma, com jogos e painéis eletrônicos animados. Até 26 de fevereiro, terá exposição da edição 2011 do Salão de Humor de Piracicaba. Praça da Luz, 1, Luz. Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada: R$ 6 (estudantes pagam meia, crianças de até 10 anos e idosos são isentos – aos sábados, a entrada é gratuita). Tel. 3326.0775. www. estacaodaluz.org.br

Localizado no Estádio do Pacaembu, o museu conta a história do futebol brasileiro associada aos principais acontecimentos e personagens do país. São mais de 1.000 imagens fotográficas e vídeos. Praça Charles Miller, s/nº, Pacaembu. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h. Entrada: R$ 6 (meia-entrada para crianças e idosos – às quintas, a entrada é gratuita). Tel. 3664-3848. www.museudofutebol.org.br

Passeio de pônei no Jockey Clube Dentro do glamoroso clube, as crianças podem passear de pônei. A atração é monitorada e, enquanto as crianças aguardam a vez de montar em um playground, os adultos podem acompanhar as corridas. Avenida Lineu de Paula Machado, 1.263, Butantã. Horário dos passeios: sábados e domingos, das 14 às 18 horas. Entrada gratuita. Tel. 2161.8300. www.jockeysp. com.br

FOTO: Divulgação FOTO: Divulgação

Museu da Língua Portuguesa

Museu do Futebol

Horto Florestal ou Parque Alberto Löefgren

Um grande espaço de lazer e cultura na Zona Norte, com fauna e flora diversificadas. Conta com palco para eventos, área de piquenique, playground, pista de cooper, trilhas ecológicas, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos e o Museu Florestal. Rua do Horto, 931, Tremembé. Horário: diariamente, das 6h às 18h. Entrada gratuita. Tel. 2231-8555. www.hortoflorestal.com.br

Planetário do Parque do Ibirapuera

Ótima opção para conhecer mais sobre astronomia e astrofísica. Há sessões às 15h, 17h e 19h. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10 (para pedestres) ou portão 3 (estacionamento para automóveis). Horário de funcionamento da bilheteria: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Sábados e feriados, das 10h30 até o início da última sessão. Domingos, das 9h30 até o início da última sessão. Entrada: R$ 5 (meia-entrada para crianças de até 12 anos, idosos e portadores de necessidades especiais). Tel. 5575-5425. www.prefeitura.sp.gov.br/astronomia

FOTO: Divulgação

FOTO: Divulgação

O espaço reúne três museus: o Biológico, com exposição de serpentes, aranhas, escorpiões, lagartos e anfíbios; o Histórico, com atividades educativas e mostras de longa duração; e o de Microbiologia, que apresenta uma viagem interativa ao mundo dos micro-organismos. Avenida Vital Brasil, 1.500, Butantã. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 16h30. Entrada: R$2,50/R$ 6 (menores de 7 anos e idosos não pagam). Tel. 3726.7222. www. butantan.gov.br

FOTO: Divulgação

Instituto Butantan

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GASTRONOMIA

Centro Cultural Banco do Brasil

Espaço criado com o objetivo de formar novas plateias, facilitar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo. Oferece exposições, palestras e programas educativos gratuitos, além de eventos musicais, teatrais e de dança a preços populares. Rua Álvares Penteado, 112, Centro. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada gratuita. Tel. 3113-3651. www.bb.com.br/cultura

minha

receita

Por Morena Leite, 31 anos, chef de cozinha do restaurante Capim Santo, nos Jardins (Centro)

Trio de brigadeiros Aproveitando a época de férias com a molecada em casa, selecionamos três receitas diferentes de brigadeiro.

Brigadeiro de Capim Santo INGREDIENTES: 250 g de capim santo 200 ml de leite 1,35 kg de leite condensado

RENDIMENTO: 25 porções (ou brigadeiros) cada receita CUSTO ESTIMADO: De R$ 10 a R$ 15 cada receita TEMPO MÉDIO DE PREPARO: 30 minutos

FOTO: Carlo Ferreri/Divulgação

MODO DE PREPARO: Bata no liquidificador o capim santo com o leite. Depois, peneire. Misture com o leite condensado em uma panela e bata com uma colher. Ponha a panela em fogo baixo, mexendo sem parar. Quando soltar do fundo da panela, desligue.

Brigadeiro de castanha-do-pará

Zoológico de São Paulo

Está localizado em uma área de aproximadamente 900.000 m² de Mata Atlântica e abriga cerca de 3.200 animais. Oferece visitas monitoradas, passeios noturnos, curso para professores e apresentações didáticas sobre os animais. Avenida Miguel Stéfano, 4.241, Água Funda. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 16h30. Entrada: R$ 6/R$ 16 (grátis para crianças de até 4 anos). Tel. 5073-0811. www. zoologico.sp.gov.br Renova SP

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FOTOS: Divulgação

INGREDIENTES: 200 g de castanha-do-pará 1,35 kg leite condensado

MODO DE PREPARO: Bata a castanha no liquidificador até obter uma farofa. Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo, mexendo sem parar até que solte do fundo da panela.

Brigadeiro de chocolate INGREDIENTES: 200g de chocolate em pó 1,35 kg leite condensado

MODO DE PREPARO: Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo. Mexa sem parar até que solte do fundo da panela. SERVIÇO: Capim Santo. Alameda Ministro Rocha Azevedo, 471 Jardins, tel. 3068-8486.


Um pedacinho

do céu

Moradora do Residencial dos Lagos há 23 anos, Vera Lúcia Basalia curte agora as delícias de viver ao lado da Represa Billings

Há alguns meses, a líder comunitária Vera Lúcia Basalia, de 61 anos, ajoelhou-se no píer do parque linear do Cantinho do Céu e desatou a chorar. “Eu soluçava, não conseguia parar. Era noite, estava em casa e falei: ‘Vou caminhar um pouco no parque’. Quando saí e vi as luzes, o movimento, todos aqueles moradores se divertindo, não aguentei”, lembra. Vera mora há 23 anos à beira da Represa Billings, no Residencial dos Lagos. Seu bairro recebeu, junto com os vizinhos Jd. Gaivotas e Cantinho do Céu, um dos projetos urbanísticos mais prestigiados dos últimos tempos, de autoria do arquiteto Marcos Boldarini. O xodó é o parque linear, que corre ao longo da Billings e virou point de lazer da Zona Sul, com suas quadras esportivas, academias ao ar livre, cinema, píer e áreas para piquenique. “Hoje, nossa comunidade é uma referência. A gente fala onde mora com orgulho. O pessoal de fora vem passear aqui nos fins de semana”, conta Vera, que preside a Associação de Amigos do Parque Residencial dos Lagos, onde atua desde 1992. Nem sempre foi assim. Na época do “milagre econômico”, nos anos 1970, a indústria de bens de consumo se instalou na região metropolitana de São Paulo, atraindo brasileiros de outros Estados. “A cidade crescia de 6% a 10% ao ano e inchou de forma desordenada. As terras mais baratas ficavam nos mananciais”, diz o coordenador do Programa Mananciais da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), Ricardo Sampaio. Assim, a população com menos recursos acabou indo viver nos arredores da Billings e da Guarapiranga, ele explica. “Não foi uma invasão, foi uma movimentação social. Hoje, mais de 1,8 milhão de pessoas vivem nesse pedaço da cidade.” Nascida em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, Vera chegou com a família aos mananciais com 18 anos. Em 1986, seu ex-marido se interessou por um loteamento no Residencial – sem saber que ele era irregular. “A gente veio ver a terra com meu Fusquinha 66, e ele se apaixonou. Vendemos o carro e demos entrada no terreno”, conta. Até pouco tempo atrás, o local não tinha água, luz, asfalto, ônibus, orelhão, carteiro nem caminhão de coleta de lixo. Com o início da urbanização e a futura regularização fundiária promovidos pela Prefeitura, a comunidade começou a melhorar, e Vera, agora, pode curtir as horas de lazer. No verão, ela faz como os vizinhos: não arreda o pé do parque do Cantinho do Céu. Sob o sol de dezembro, numa quinta-feira de manhã, dezenas de jovens andavam de bicicleta, patins e skate. Crianças nadavam na represa, idosos passeavam com cachorros e um ambulante, esperto, aproveitava o calor para vender sorvete. DÉBORA YURI

ntos FOTO: Newton Sa

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o t a r t e r

APARTAMENTO DE GRIFE Em Heliópolis, primeiros edifícios projetados pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake foram entregues para a população em setembro de 2011

por Fabio Knoll É geógrafo formado pela USP e trabalha em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação há quatro anos. Especializou-se em fotografia documental e sempre se interessou na relação entre o homem e seu meio


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