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Revista do Império Serrano 2003

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Toda a magia de uma das

n

escolas •

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lonals do Brasil!

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G.R.E.S. Imperio Serrano Fundada em 1947

Presidente: Neida Dominicina Coimbra Vice-pres. Carnaval: Elizeu de S. Antunes Vice-pres.Financeiro: Luiz A. C. Antunes (Lula ) Vice-pres. Social : Waldeci M 8 de Jesus Vice-pres.Cultural : Sergio M. Scardino

Neide Dominicina Coimbra Presidente : Janete Lemos de Assis

Presidente: Alcenor Al buquerque

Sebastiiio de Oliveira ( Molequinho)

omo enfermeira . profissao que abracei na minha juventude . dediqueime a cuidar de pessoas que em sua maioria. mais precisavam de carinhos a remedios. Conheci e entendi 0 conteudo do verba AMAR . Quando 0 enredo para 0 carnaval de 2003 me foi apresentado, de imediato houve uma identifica~ao e percebi que era uma extensao de tudo aquilo que eu tinha praticado em toda minha vida. Comprendi a importancia e a influencia das pessoas iluminadas. A grandeza do tema pela sua originalidade e 0 caminho que 0 Imperio Serrano direcionou e tem como objetivo mostrar a importancia da luz, como princfpio de tudo e elemento essencial da vida.

Coisa alguma obscurece a luz! Fomos felizes na escolha, ate mesmo pelo momenta atual que 0 nosso pais atravessa assim como toda a humanidade. N6s imperianos, tambem mostraremos a luz como alegria e espetaculo ea razao e 0 porque dos desfiles das escolas de samba ter side eleito 0 maior espetaculo da Terra.

De uma prova de amor e mostre sua grande paix80 no desfile de nossa escola:

Editor: Carlos A. Oi Giorgio Sobrinho Reda9iio: Sergio Martins Sca rdino Oire9iio de Arte: Thiago P. Pacheco

Designer assistente: Maria Elisa Scardino Colaboradores:

... EON DE HOUVER TREVAS ...

Ora. Luiza Helena Dominicina M ario Jorge Olrvia Galviio Ano 4- 2003- nO 4 Tiragem: 10.000 exemplares Publica9iio anual Oistribui9iio Gratuita Impressiio: J. Oi Giorgio & Cia Ltda digiorgio@jdigiorgio.com.br t. 2501-5042

SEDE Av. Ministro Edgard Romero. 114 Madureira - RJ Tel: 3390-0100

atendimento it imprensa: Celular -(21 )9327-3074

QUE SE FA~A

A LUZ . . www.lmpenoserrano.com


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Apresentaao • doenredo

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G.R. E.S. IMPERI O SERRANO, buscou na luz que e0 principio de tudo, 0 primeiro gesto divino em diregao avida, 0 mote onde desenvolvera seu enredo. No imenso caos das trevas a luz traz 0 universo para um plano tangivel, real. .. ela 0 contra ponto do mal, da escuridao, das noite das incertezas. E0 calor que induz, que traz movimentos, que reproduz, que gera, que e0 fogo presente de Prometeu roubado aos deuses, da carruagem do Sol e levado para a terra em talo de erva-doce, para a gloria dos homens. A luz dos astros e um milagre pontilhado exibindo 0 sorriso das estrela s, um caminho possivel para a beleza, a grandeza do plano de Deus.

e

LUZ nao e apenas sabedoria. E0 proprio saber torna as mentes claras, mais produtivas, almas raras, exemplo de grandeza humana, enchendo de luz a civil izagao. A LUZ e transformadora, tem intermimlvel energia, possui a grandeza da agao da produgao, da reprodugao, e beleza noturna nas grandes cidades, lampi6es e letreiros, nos campos e nas aguas de uma escuridao com pontos de LUZ, insetos e peixes iluminados. LUZ e paz, e a face da crianga, 0 sonho impossivel, 0 bem, 0 amanha, e 0 retorno ao paraiso, ao colo do criador, e esperanga, e vida, e ressurreigao. Vamos viajar pelo Olimpo dos Deuses, conhece-Ios em sua piramide divina, exaltar sua s qua/idades humanas eve-los, assim, dotados de maiores poderes, de mais beleza e perfeigao e, sobretudo, imortais. Ao exaltarmos a criagao, vamos ao encontro de Deus criando todas as coisas e expomos tambem uma versao tupiniquim da Genesis. Dando seguimento vamos encontrar a luz como elemento essencial da vida: uma terra prenha crescendo e se multiplicando, dando a vida a todos seres. Eai. um marco da humanidade se reg istra: a luz da nova alianga. Veremos 0 brilho da estrela de Belem, a visita dos pastores e dos Reis Magos, um novo tempo, e eis que a vida era a luz dos homens, a luz que para sempre resplandeceu nas trevas.

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Em sequencia, nos guiaremos pela luz da razao: e 0 iluminismo, que indica um movimento intelectual que se desenvolveu no sec. XVIII, cujo objetivo era a difusao da razao, a "Iuz" para dirigir 0 progresso da vida em todos os aspectos. Mais que um conjunto de ideias, foi uma nova mentalidade que influenciou grande parte da sociedade da epoca.

Ao final, falaremos da luz como espetaculo; de ponto em ponto, de foco em foco, a Imperio Serrano tece a seu enredo, que iluminara seus novas rumos em busca da alegria, porque a futuro esta aqui e agora, bem a nossa frente, visualiza-Io e olhar a seu desempenho e langar um olhar afrente do nosso tempo.

Ernesto Nascimento

Dna Eulalia (fundadoraJ. pres. Neide, Ernesto e Elizeu (vice-presidentel


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Imperio

2003

E onde houver trevas ... Que se faCia a luz! Autore

Aluisio Machado, Arlindinho Cruz, Mauric;iio, Carlos Sena, Elmo Caetano

Wantuir Luz, magia Que faz a mente do poeta delirar Estrela guia Faz meu Imperio brilhar E born amar (amar) e ser amado Se dar e receber Eu quero urn mundo de inspirac;ao Pra clarear de vez a escuridao Prometeu roubou do Sol 0 fogo Trouxe a Luz pra iluminar 0 povo (bis) o que vern do corac;ao 6 6 6 clareia C la r e ia igual a Lua cheia E a paz, desejo da Humanidade Se faz com liberdade e igualdade Feliz, muito feliz "Uma crianc;a" vai nascer Se 0 homem conseguir usar a luz da razao A Terra entao vai florescer e vai. .. Vai meu irmao! Tens a chave do Ceu! A energia no ar Vern da ribalta da vida Serrinha eo shovv nessa avenida Uma prova de amor... Uma prova de amor. .. perdao Uma grande paixao . .. amor (bis) A esperanc;a e quem me conduz Onde houver trevas que se fac;a a Luz


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Desfile 200.

COMissAo DE FRENTE coreOgrafos: Paulo Mazzoni, Daniele e Gisele Barros Fantasia: Os Arautos de Luz do Deus Janus Representado par 15 componentes que simbolizam o Deus Indo-Romano Janus, Deus das transi~oes e das passagens caracterizado peia dualidade de suas duas faces. Janus responsavel pelas transicoes entre infcio e fim, passado e futuro, trevas e lUI.

e

Uma Nova luz Para 0 Imperio Serrano Ala Comunidade G.R.E.S. Imperio Serrano

A Luz da Inspiragao Ala Quem Nao e Nao se Mistura

Alegoria n" 1 - Abre - Alas CORDA IMPERIAL Oestaque central: Fantasia Anjo Gabriel Representada por Naira

Destaque frente: Fantasia Miguel. 0 principe

da lUI. Representada por Amauri B. de Souza 8 composig6es - Fantasia Arcanjos

Os lIuminados do Samba Alas Amizade Comigo Ninguem Pode

Imperio Minha Luz e Voce Ala Jongo da Serrinha

Alegoria n' 2 OLiMPO DOS DEUSES Destaque de Chao Fantasia Guardiao do Fogo do Olimpo Representado por Jere

Destaque central: Fantasia Artemis, a deusa da ca~a. Representada par Herminia Paiva

15 composig6es - Fantasia Ninfas do Olimpo

A Criagao do Mundo Alas Grupo Teatra l - Carlos Feijo Grupo Teatral - Wagner Morais

Prometeu Acorrentado Ala Decolagem

oFogo: A Gloria dos Homens Ala Mocidade Imperial

Guardioes do Olimpo Ala Triunfo Imperial

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Desfile 2003

Alegoria n' 3

CORDA IMPERIAL Destaque central: Fantasia Continente Europeu Representada par Mariana Portela Fantasia Continente Americana - lado direito Representada par Robson Vasconcelos Fantasia Continente Asiatica - lado esquerdo Representada por Undalva lima Fantasia Oceania - !rente lado dlreito Representada por Atier Curi Fantasia Continente Africano - !rente lado esquerdo Representada por Cici - Fantasia Magia da Cna~ao

A Luz do Sol - Baianas Ala das Baianas

A Luz das Estrelas Ala Quem Quiser Pode Vir

A Luz da Lua

Maternidade Imperio Serrano

Ala Comunidade Imperio Serrano

Ala Comunidade Imperio Serrano

Alegoria nO4 TERRA PRENHA Destaque central: Ceres, A Deusa da Agricultura

Oestaque de Chao Fantasia Natureza

to composi, 6es - Fantasia 05 passaros e 05 borboletas

Representada par Adriana Perret casal de Mestre-sala e Porta-bandeira representando a 3' idade: Alice e Ferreirinha

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A Terra Como Elemento da Vida Ala Barraco

Os Donos da Terra (Lavradores) Ala Barraco

Vaga-Lumes

Peixe Com Luz Propria

Ala das Feras

Ala Comun icagao


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Desfile 200.

Alegoria n' 5 A LUZ OA NOVA ALiANCA [)estaque central: Fantasia Anunciador da Nova Alian~a

Destaques Os3 Reis Magos: Gaspar representado par Julio Rainha Belchior representado par Luciano Curi Baltazar representado por Messias

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16 composi~6es assim distribufdas - Fantasia Anunciadores da Nova Al ian ~a 08 composi,6es Nos Queiios 06 Pastores Com Ovelhas 02 Com Camelos

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oBrilho das Estrelas de Belem

Os Pastores de Belem Ala

Ala

Ricca

Comunidade - Crian~as

Os Anunciadores da Nova Alian,a

Os Soldados de Herodes Alas

Alas Grilo Guerreiro Imperial

A Noite e Nossa Elegantes

AJegoria nO5

oILUMINISMO OestaCf,Je central FantaSIa Luis 'IY repfesentada pol Ricardo Ferrador

Oestaque lado esquerdo - Fantasia Maria Anloniela represenlada par laraci OestaQue lado direito · Fantasia Noble da Corte de luis XV represeotada pol Nilson

Perlormance . Mahatma Gandhirepresentada pOI'

A~tan

Overland

11 composlc;6es - Fantasia lIumimsmo Representando - 0 Momenta da Oueda da Bastilha . pela grupo Chusrnan - lesp~s: Gilson e JOIjOO

A Revolu~ao Industrial

As Engrenagens da Vida

Alas Tributo ao Imperio Her6is da Liberdade

A Luz das Ideias Alas C urti~ao

Saideira

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Ala Foli6es da Alegria

A Luz da Ciencia Ala Comunidade - Imperio Serrano


e A Luz da Justi~a - Igualdade. liberdade. fratemidade.

Ala Comunidade Imperio Serrano

Alegoria n' 7

Destaque de Chao

A LUZ COMO ESPETAcULO

Fantasia Vedetes

Destaque central: Fantasia Imperio Minha Luz e Voce representada par Jean Carlos

Representada por Bianca Blonder

Destaque lado direito . Fantasia 0 Drama representada par Joao Luiz Destaque lado esquerdo - Fantasia Comedia representada par Romilda

e Jussara Gomes Mestre de Cerim5nia representado por Kika e Jesus

DB composi,6es . Fantasia A Luz da Emo,ao Representa,ao: Stella Miranda e elenco da pe,a South American Way 119 artistasl

Romeu e Julieta A Luz do Teatro

Luzes da Ribalta Ala Flor de Liz

Ala Comunidade Imperio Serrano

A Luz do Talento Carmem Miranda

oEspetaculo Nao Pode Parar Alas Velha Guarda Cabelos Brancos

Ala Comunidade Imperio Serrano

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VJ

eSfile 2003

A Luz da Paixao

Ala Simbora

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10 casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Claudinho e Fabiana - Fantasia: Fa~a-se a Luz Despertai Nossos Pandeiros

Bateria

Rainha de Bateria - Fabiana Andrade Fantasia: Reliquia do Imperio Carro de Som interprete - Wantuir Bateria - Mestre Atila


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Imperio

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Dicas para os componentes

2003

o local da concentragao: CORREIOS, nas proximidades da ESTACAO DO METRO DA PRACA ONZE. Horario: 23:00h SABER COM ANTECEDENCIA. com 0 responsavel pela Ala ou co m a Diretoria, 0 posicionamento da sua Ala. VERIFIQUE se a sua fantasia ESTA COMPLETA de acord o co m 0 fi g urin~, antes do desfil e. CHEGAR ACONCENTRACAO NO HORARIO DETERMINADO PELA DIRETORIA, evitando-se assim uma correria desnecessaria no momenta do desfile. A pontualidade e um elemento essencial. LOCALIZE IMEDIATAMENTE a posigao da sua Ala. Fique atento ao inicio do desfile. Eimportante 0 canto do samba-enredo: CANTE, EMPOLGUE, INCENTIVE EMOTIVE A TODOS. NAO SE MISTURE a componentes de OUTRAS ALAS. AJUDE A RESOLVER OS PROBLEMAS DE SUA ALA com rapidez e discrigao. OBJETOS ESTRANHOS (garrafas, latin has, sa cos, maquinas fotograticas, etc ... ) nas fantasias e nas alegorias contrariam 0 Regulamento e por conseguinte TRAZEM PREJufzos AESCOLA.

Nao desperdice PONTOS Fonte: Revista Ensaio Geral- LlESA _

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As alegorias devem obedecer 0 minima de cinco e 0 maximo de oito carros. (Penalidade: 1 ponto). Devem ser apresentadas na area de concentragao no harario determinado pela LlESA. 0 mesmo ocorrendo na retirada da sua dispersao (penalidade: multa de R$ 45.000,00) 0 tempo de desfile e de no minima 65 minutos e no maximo 80 minutos. (Penalidade: 0,2 - dois decimos - para ca da minuto que faltar para 0 tempo minima ou, que exceder 0 limite maximo. Eobrigatorio 0 minima de 200 ritmistas e 100 baianas, agrupados em suas respectivas Alas. (Penalidade: 0,5 - meio ponto). A Comissao de Frente deve ter no minimo 10 e no maximo 15 figurantes. (Penalidade: 1 ponto). Nao e permitido desfilar com 0 primeiro interprete; Mestre de Bateria; Mestre-Sala e Porta-Bandeira, em conjunto ou separadamente; Comissao de Frente, no todo ou em parte, que te nham participado, no mesmo ana ou nas mesmas fungoes de outros desfiles, mesmo que nos grupos de acesso, no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade. (Penalidade: 0,5 ponto para cada item infringido e suspensao de 3 anos para os sambistas infratores.) Somente sera permitido Merchandising nas roupas dos empurradores, nos prospectos das letras dos sambas ou nos dos

- " Nao e porque targo pelo Imperio, nao, mas a escola foi muito injustigada. Um samba daqueles nao merecer nenhuma nota dezl Falando em injustiga, nao se pode esquecer." ZUENIR VENTURA - 2° cademo 0 Globo (Saba do - 16/02/02) _ .. Urn excelente desfile. Uma otima proposta de enredo muito bem desenvolvido nas alegorias, fantasias, bateria e samba-enredo. Ernbara tenha se apresentado bem..... JURI DO ESTANDARTE DE DURO - Jomal 0 Globo (13/02/02) _ " 0 desfile e 0 resultado da minha luta pela cultura brasileira. Eu nunca poderia imaginar que um escritor como eu receberia tarnanha homenagem..... ARIANO SUASSUNA - HOMENAGEADO


Ala dos Cabelos Brancos - 46 anos

de pura Ie imperiana.

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"Eu vi muitos cabelos brancos

Na fonte do artista

o

tempo nao para e no entanto

Ele nunca envelhece" s versos de Caetano Veloso implodidos na voz de Roberto Carlos - na cangao "Forga Estranha" - parecem retratar a trajetoria do entusiasmo da Ala dos Cabelos Brancos na defesa das cores do Imperio Serrano. Fundada no dia 22 de abril de 1957, em meio aos preparativos da comemoragao do dia consagrado ao Santo Guerreiro (Sao Jorge), a padroeiro da escola, a Ala dos Cabelos Brancos teve par objetivo somente a prestagao de servigos Perola da Serrinha. - Naquele tempo a terreiro da escola ficava la no alto da Serrinha e, justa mente, logo apos grandes chuvas a consul da Franga levou comitiva ao morro para nos conhecer - conta Ulisses Pedro dos Santos, atuiil presidente da ala - e a que se deu equefoi uma dificuldade enorme para que senhoras elegantes e outro tanto de diplomatas, alcangassem a quadra sem as eventuais escorreg6es na lama.

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Par isso e que Hugo Mocorongo, Mana Decio da Viola, Antonio Fuleiro, Zacarias Avelar, Ozeas, Joao Fabrfcio, Fausto Borboleta e Daniel Perna, entre outros, decidiram alugar um espago no plano da Av. Edgar Romero para sediar aquela projegao da escola. Assim num salao de bar em frente ao celebre campo de futebol dos Cajueiros, nasceu a Grupo dos Cabelos Brancos. Ali, em qualquer ocasiao, a Imperio recepcionava visitante. No carnaval, estivessem au nao na diretoria, as associados do grupo atuavam na harmonia. Dispersos de ponta a ponta da escola, so se reuniam no fecha do desfile, erguendo lengos brancos e saudando a publico. Aos domingos, durante todo a ana, enquanto as imperianos mais novas costuravam as pernas atras da bola, seus pais, tios, padrinhos, irmaos mais velhos - do grupo - se confrontavam nos jogos de sueca, domino, damas, cunca e buraco. No infcio da tarde, talheres mao, se confraternizavam em torno de feijoada, mocoto, rabada, mulato-velho (bagre seco) au caldos fortes, como as sopas de entulho, Leon Veloso, inhame. No ar, a melodia e ritmo de samba au a voz de locutor repassando no radio 0 classico dominical do futebol carioca.

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PARA ENTRAR, ULiSSES ESPEROU 10 ANOS

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Nos encontros do grupo organizava-se baile, excursoes, piqueniques, sabia-se de informa~oes do universo do samba e, tambem, as mulheres sabiam para onde mandar menino chamar as maridos. 0 fato delas nao serem aceitas ali, para Ulisses Pedro dos Santos nao significava tratar-se de um clube do bolinha. Ele exp lica: - Na epoca as alas das escolas eram divididas em masculinas e femininas. Entre nos, as mais celebres foram as alas do Estado Maior, do Amigo da on~a, dos Milionarios, Periquitos, dos Artistas, da Corte. E, entre elas, as mais importantes eram das Damas da Corte, A Noite e Nossa e da Cidade Alta. Nao existiam alas mistas.

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Os fatos, contudo, nao conlirmam apenas isso. 0 elegante mestre sala SergioJamelao teve um do maiores confrontas fisicosbriga de meia hora rolando no chao - porque certa mo~a foi proCUril10 nasede dos Cabelos Srancos. Chamando aaten~ao, reagiu mal. 0 interlocutor piorou 0 diillogo e, dai ate arma surgiu na contenda. Em 1965 e alterado 0 estatuto e 0 grupo se transforma na ala dos Cabelos Srancos que, junto aVelha Guarda, forma um grande conselho de apoio adiretoria. Nela s6 se matricula 0 imperiano de mais de 40 anos. 0 pr6prio presidente - hoje com 75 - esperou dez anos para ter 0 ingresso reconhecido. Sem-humorado, Ulisses diz que os Cabelos Srancos jil enfrentaram toda sorte de adversidades nos seus 46 anos de existencia da ala e s6 temem a triplice alianga do enfarto/artrose/derrame que dizima seus quadros. - Nossos idea is sao os mesmos. - afirma confiante.

Jose Carlos Rago Jornalista e Escritor


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Imperio

2 00 3

Nossos artistas

Dona Ivane Lara

D. Ivane Lara Jorginho do Imperio Joao Bosco Arlinda Cruz Roberto Ribeiro (in memorian) Marisa Gata Mansa (in Memorian)

Gilse Campos ijornalista); Maria Augusta (carnavalesca e madrinha da bateria); Gerson Brenner. Roberto Pirilo e Luis Salem (atores); Wanessa Oliveira (modelo e ex¡ rainha da bateria); Fabiana Andrade (modelo e atual rainha da bate ria); Jorge Goulart e Nora ['Jei (cantores); Nicete Bruno e Paulo Goulart (atores); Jose Carlos Rego ijornalista); Eraldo Leite (radialista); M' Fernanda (modelo . Ford Models); Bob Nelson (comediante Country); Marilia pera. Suzana Werner. Mirian Persia e Stella Miranda (atrizes);Jonas Suassuna ipublicitario); Peter Gasper (lightning designer); Ney Suassuna (senador); Mauro Brasil (medalha de ouro nas paraolimpiadas); Ariano Suassuna (escritar); Zuenir Ventura (colunista de 0 Globo).

Arlindinho Cruz agraciando Neide

Onde estiverem serao titulares em qualquer equipe:

Jorginho do Imperio

A alegria de ser IMPERIAL

Nao me pergunte pra que samba eu you. Eu you pro Irnperio Serrano sim. senhor. Meu querido Imperio Serrano! Com licen~a Dona Ivone Lara. peguei sua frase para simbolizar tudo o que eu sinto hoje no cora~ao. As noites de sabado no Irnperio Serrano se tornaram para mim uma coisa obrigatoria. Quando entr~ na quadra. uma onda de alegria invade minha alma e meu cora~ao. E como se estivesse sendo puxado par sua mao, Dona Ivone. empurrado por Silas de Oliveira e ouvindo avoz de Roberto Ribeiro. Nao. nao foi sempre assim. Durante anos estive adormecido em minhas ilus6es, mesmo sabendo que era de Madureira que vinha 0 grito que me alegrava. Cantarolava "Tai, tai. Carmem Miranda". Pintava uma "Aquarela Brasileira". Sacudia no frenetico "Bumbum Paticumbum Prugurundum",mas tudo sem entender dire ito que era 0 cora~ao imperiano que batia forte para me acardar daquela letargia. E foi numa homenagem, absolutamente irnerecida, que me foi prestada na quadra. que descobri 0 que e ser imperial. E ter a alma engrandecida. e flutuar nas asas do samba, ser caroado e estar perto do ceu. Ver a alegria de quem vibra e samba com 0 som da bateria, mais harmoniosa que a Orquestra Tabajara. Sentir a satisfa~ao das baianas em sua evolu~ao pela quadra, como se estivessem na propria avenida. Constatar 0 prazer de quem frequenta cada ensaio e projeta 0 titulo de campeao no desfile deste ano. Ahl Como bam me sentir parte integrante da Familia Imperial!

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Eraldo Leite - radialista


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Homenagem

Antonio Carlos Araujo era pou co conh ecido na comunidade de Madureira. Quando citado como Macarrao ou Mestre Macarrao do Imperio Serrano, af sim, todos 0 conheciam. No carnaval de 2002 como Direto r de Bateria do Imperio, obteve

0

Estandarte de Duro

de D Globo como melhor Bateria do Desfi le.

Mestre Macarrao

*

1955

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2002

La pelos idos de 49/50 Seu Heraclito e Dona Maria de Lourdes iniciaram minha trajetoria musical quando me levaram para assistir 0 desfile das escolas de samba na Pra~a Onze e posteriormente na Rio Branco, co m as a te n ~6 e s vol tadas para a Imperi o Serrano. Oaf nasceu esse amor imortalizado, ha mais de 50 anos e que inspirou a musica "0 SAMBA EMEU DOM", levando-me tambem a compor em parceria com Serafim Adriano, os seguintes versos:

Nosso Encontro

I " .. .quem pen sa que meu cora gao / vai parar de pulsar pelo Imperio / se engana porque ele agora bate mais forte / e nos encontramos por destino e s6 nos separamos com a morte ... "

I I " .. . Imperi o es um p e da ~ o de mim / minha alegria maior / uma razao pra eu viver / a poeira sobe mas aca lma com a tempo/ eu sei que nao vivo sem voc e... " Trechos da musica "Nosso Encontro"

Velha Guarda

SHOVV Contatosll Z6 Luiz - 3350¡1398 / 2452-2639

Desde sua nova formagao no ana de 2000, a Velha Guarda do Imperio Serrano vem promovendo inumeros shows e se destacando como uma das melhores da atualidade pois e composta por expressivos nomes do samba carioca.

Parabens !


Imperio

2003

.. No imenso caos com que nos defrontamos hoje em todos os segmentos da vida, esperamos que a luz de todos os anjos e arcanjos, proteja a na<;<ao imperiana, oferecendo-Ihes c1aridade, caminhos nao tortuosos e sobretudo paz." Ernesto Manuel do Nascimento,

rnavalesco

Nascido em Pernambuco, 0 ex-seminarista e administrador de empresas, Ernesto Nascimento, como criador, nada deixa a desejar. Em seu curriculo, consta uma vasta obra que vem de 1970, no Imperio Serrano, ora como diretor, ora como carnavalesco, passando por varias escolas de samba que abrilhantaram 0 Carnaval Brasileiro. No Imperio Serrano podemos destacar: "E veras que um filho teu naa fage aluta"(1996); "0 Rio carre para a mar (2001 'l1clamafaa e caroafaa do Imperadar da Pedra do Reina - Ariana Suassuna (2002),,; "E ande hauver trevas ... Que se fafa a luz' (2003r

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Serrano conquistou 0 vice-campeonato de futebol na categoria 14/16 anos do torneio das escolas de samba do grupo especial, promovido pelo Governo do estado do RJ /SUDERJ /LiESA, objetivando incentivar a pratica de esportes. A final ocorreu em pleno Maracana, (Nov. 2002)

Existem divergencias para alguns historiadores e escritores quanto as origens do carnaval. Alguns afirmam que estariam ligadas a uma festa primitiva em homenagem a primavera. Outros, acreditam que a festa tenha come~ado no Egito, nos rituais para a deusa [sis, 2000 A.C. Entretanto, 0 mais provi3vel e que seja uma festa originada nos festejos pagaos em honra ao deus Saturno da mitologia grega e ao deus Pa, na Roma antiga. No que se refere ao carnaval atual os romanos sempre prevalecem como os prov;lveis criadores, destacando-se os principais personagens: â&#x20AC;˘ COLOMBINA - Personagem da comedia italiana, era uma empregada de quarto esperta e sedutora, amante do Arlequ im â&#x20AC;˘ AR LEQUIM - Rival de Pierro na disputa pelo amor de Colombina. â&#x20AC;˘ PIERRO - MOMO

- Personagem sentimental e ingenuo. - Figura que personifica 0 carnava l brasileiro, inspirado pelo Bufo, at or portugues que representava comedias para divertir os nobres.


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Cronica

dao nao era um figurante qualquer, mas tambem nao era profissional. Volta e meia quando era apresentado as pessoas anunciava (gabava-se): "Sou Adao, duble do Grande Otelo, nao esta lembrado de mim?". Aos amigos e aqueles conhecidos sempre lembrava seus feitos de que havia participado de dezenas de filmes bras ileiros. Enchia a boca para dizer que era duble de Otelo eja contracenara com inumeros astros e estrelas nacionais. Geralmente, nos filmes, Adao enfrentava eminentes perigos que a cena exigia porque Grande Otelo nao podia correr riscos. Em uma delas ele se atirou de uma janela (se bem que localizada no terreo) mas, 0 diretor perfeccionista exigia que a mesma fosse repetida inumeras vezes e la estava nosso artista presente ate a edi~ao final. Em algumas peliculas quando a pancadaria comia solta, nosso pequeno notavel marcou presen~a em cena, tomando e dando porrada a valer. Certa vez foi a gl6ria maior. Grande Otelo estava adoentado e impossibilitado e nosso her6i atuou em cenas de costas e de perfil. Mesmo sem fala, ja foi um progresso. A bem da verdade, ele tinha semelhanga com seu s6sia famoso, mas se prestassemos um pouquinho mais de aten~ao teriamos a certeza de que nao se tratava de Otelo. Ele ficava muito feliz em se identificado e comparado a um dos maiores genios do cinema nacional. Exemplar funcionario publico, Seu Adao, como era conhec ido no batente, nunca desistiu da carreira artistica. Quando nos conhecemos, em meados de 60, e iniciava meus primeiros passos como servidor publico, ele entao, ja uma figura conhecida, elegantemente

vestida com um terno impecavel. cabelo brilhante (de brilhantina mesmo). L......;~....;; e era comum ve-Io sempre sorrindo, batucando numa caixinha de f6sforos, um sambinha e outro, mas sua preferencia mus ical contemplava alem de Ciro Monteiro, as imperianos Silas de

Oliveira e Mana Dacia da Viola. Portanto, alem de ator, nosso querido personagem era um simpatico interprete que agradava os func ionarios dos escrit6rios e reparti~6es publicas que se reuniam depois do expedjente para um bate-papo e uma geladinha nos arredores da Araujo Porto Alegre(*). Por tras da modestia se escondia um ego e Seu Adao ansiosamente aguardava uma nova fita na esperanga de um bela dia 0 diretor de algum filme descobrir um talento nato, passando-o para 0 primeiro plano. Enquanto nao era "descoberto" como artista de cinema, Adao ia levando sua vidinha normal de continuo atendendo nos gabinetes dos chefes, entregando documentos ou comprando lanches, cantarolando e atravessando corredores e ruas pra la e pra ca. Nunca pensei, que hoje, decorrido quase quarenta anos ainda fosse me lembrar do sorridente pretinho, elegante e educado que certamente faria muito sucesso nos dias de hoje. Com quem ou em qualquer lugar que Seu Adao esteja, quero que saiba que se nao foi uma unanimidade nacional como 0 famoso Grande Otelo, marcou presen~a numa epoca em que preciosidades como eles deveriam ter side clonadas para servir de aprendizado aos pseudos ta lentos que invadem nossos lares e massificam as telas do nosso dia-a-dia.

EMTEMPO: Nosso personagem tinha cora~ao verde e branco, TORCIA

PEW IMPERIO SERRANO.

(*) - Rua do centro da cidade do Rio de Janeiro.


Galeria de fotos

Ala das Baianas, que brilham no desfile e prestigiam os eventos realizados no decorrer do ano. A reeleigao da Presidente por aclamagao. Dbras realizadas na cobertura da quadra (tratamento acustico e termico) propiciando bem-estar e maior qualidade sonora. Previsao de termino: mar~o 2003. Participagao no festival de Aarhus. na Dinamarca. no "Classicos do Samba". (Agosto 2002) A Fanfarra na Pracissao de Sao Jorge - foto ao lado esquerdo - inovando a festa. (Abril 2002) Premio Shell de Musica / 2002, recebido por Dona Ivone Lara. D retorno de Jorginho do Imperio. D interprete intemacional Wantuir. com passagem pelos EUA e Japao. Mestre Atila e seus diretores Ii frente da Bateria campea do Estandarte de Duro de D Globo. Tamborim de Duro (Radio e Jornal 0 Dia) para Neide Coimbra. A familia do Barracao comandada por Janete Lemos e a equipe de Atelie - Actir e Mauricio. Dedica~ao e arrajo de Jose Martins (Cabeqaoj. Oswaldo Magui/a. Gilvan e Jairo.

otrabalho e apoio da Comissao de Carnaval. Competencia da Dra. Luiza Helena. no Dept". Juridico. 6° lugar. de "Sambista de Fato" (A. Machado/ Lula/Acir Marques. interpretado por Debora Cruz) e "Olhando para 0 Mundo" (Luiz Carlos do Cavaco) tambem classificado entre os 12 melhores sambas do Projeto Fabrica do Samba do IABC. com finalissima no Maracanazinho num total de 57 sambas. que inicialmente contara com 2.137 incri~6es.IFew'031

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DESTAQUES Visita do Ministro da Cultura Gilbeno Gil acompanhado do ex-Ministro Francisco Wefon e da Secreta ria Estadual de Cultura Helena Severo (fotos 1a 5); Fabiana Andrade(Rainha da Bateria) e Pres. Neide (lotos 6 e 7); Anton Guimaraes Jorge (Pres. LlESA e Pres. Neide - foto 8); M. Jorge, Ora. Luiza Helena e Jesus (Ioto 9); Stella Miranda IAtriz e Oiretora - Iota 10); M' Fernanda IModelo/Ford Models foto 11); Susana Werner IModelo/ Atriz - Iota 12); Ney Suassuna (Politico - foto 13); Revista In Cena em visita ao Imperio - foto 14).

Fotos: acervo Imperio Serrano e cedidas gentilmen!e pelos proprios personagens.


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Revista do Império Serrano 2003 by Portal Academia do Samba - Issuu