Im~ratriz. ,
EoParána Parátur
ÓRGÃO OFICIAL DE TURISMO www.paraturismo.pa.gov.br
Soe .....i ••• Estado de
Turismo
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GOVERNODO
Alt r-do- Cha- o , Santmém, d Praia de e do Brasil segun o a mais bonlt,a The Guardian. _ I · gles o jorna dasInfontes de inspiraçao Uma lescos da dos carnava oldinense. ImperatrIZ Leop
DIRETORIA PRESIDENTE
LUI Z PAC HECO DR UMOND
VICE-PRESIDENTEEXEC UTIVO
MARCOS DRUMOND
12
80 ANOS DE ZÉ KATIMBA O compositor de "Martim Cererê" e "Só dá La/á" completa 80 anos de muita inspiração
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O CíRIO E A PENHA O encontro do Pará e o Rio de Janeiro através da Fé
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UM DESFILE DE ESTRELAS Artistas paraenses se juntam à Imperatriz para celebrar o estado do Pará
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PARÁ, O MUIRAQUITÃ DO BRASIL Conheça nosso enredo para o carnaval 2013
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CARNAVALESCOS OTrio de ouro da Imperatriz
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COMPOSITORES Poesia trançada nos versos
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SAMBA ENREDO Samba-enredo
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INTÉRPRETES Dominguinhos do Estácio e Wander Pires, um show de canto na avenida
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RAINHA DA BATERIA Atriz (ris Vianna é nossa nova rainha de Bateria
VICE-PRESIDENTE DO DEPARTAMENTO DE CARNAVAL E VICE-PRESIDENTE DE FINAN ÇAS WAGNER TAVARES ARAÚJO VICE-PRESIDENTE CULTUR AL
ANDRt BONATIE
VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO WILSON VICE-PRESIDENTE SOCIA L OSCAR VICE-PRESIDENTE JURIDICO
RIBEIRO
DE PAULA
DR. CHRISTÓVÃO CELESTINO
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIB ERATIVO JOSt
HENRIQUE PINTO
DEPARTAMENTO DE CARNAVAL DIRETOR DE CARNAVA L
SAMBA EN REDO
WAGNER TAVARES ARAÚJO
ME LEVA, GIL BRANCO, TIÃO PINHEIRO, DRUMMOND E MANINHO DO PONTO
DIRETORES ASSISTENTES DE CARNAVA L
LUIZ DRUMOND NETO LUDMILLA AQUINO CHICO BRANCO PAULO CtSAR PC ANDRt BONATIE
HARMONIA
DIRETOR GERAL: GUILHERME NÓBREGA COMUNICADOR DA QUADRA
XANDE DA IMPERATRIZ
CARNAVALESCOS
ASSESSOR IA DE IMPR ENSA
MÁRIO MONTEIRO KAKÁ MONTEIRO CAHt RODRIGUES
LUDMILLA DE AQU INO
COMlssAo DE FRENTE
REVISTA DE CARNAVAL DA IMPERATRIZ 2013
COREÓGRAFO: ALEX NEORAL DIRETOR: VITOR VITAL
COORDENAÇAo
ALA DAS BAIANAS
LUIZ PACHECO DRUMOND ANDRt BONATIE
PRESIDENTE: MARIA JOSt SOUZA SILVA (TIA ZEZt) DIRETOR: DOUGLAS DA LAPA
SIDNEY FERREIRA
BATERIA
PRESIDENTE DA BATERIA: JAIRO RIBEIRO DIRETOR DE BATERIA: MESTRE NOCA RAINHA DA BATERIA: CRIS VIANNA MESTRE-SALA
PHELlPE LEMOS
ARTE E DIAGRAMAÇAo
FOTO S
HENRIQUE FISCHER DIEGO MENDES J. P. ENGELBRECHT LEANDRO VIEIRA PAULO SILVA PEDRO KIRILOS YURI GRANEIRO (CAPA)
PORTA -BANDEIRA
RAFAELA THEODORO ALA DE PASSISTAS
DIRETOR: MAGNO SHOW ALA DE COMPOSITORES
PRESIDENTE: CIGANO GALERIA DA VELHA GUARDA
PRESIDENTE: DOMING UI NHOS
TEXTOS
ALEXANDRE MEDEIROS RICARDO LOURENÇO FELIPE FERREIRA ANDRt BONATIE LEANDRO VIEIRA LUIZ GU ILHERME PEREIRA BENIGNA SOARES JEFERSON HbENISCH WANDERSON CURCIN FERNAN DO PAULlNO
INTERPRETES
DOMINGUINHOS DO ESTÁCIO WANDER PIRES
Impressão e Acabamento Dí\RTHY Editora e Gráfica Ltda.
AGRADECIMENTOS
DILMA ROUSSEFF - PRESIDENTA DA REPÚBLICA SÉRGIO CABRAL - GOVERNADOR RJ EDUARDO PAES - PREFEITO RJ ANTONIO PEDRO FIGUEIRA DE MELLO - SECRETARIO DE TURISMO RJ ADENAUER GÓES - SECRETARIO DE ESTADO DE TURISMO DO PARA JORGE CASTANHEIRA - PRESIDENTE DA LlESA LEONARDO BORGES - PREFEITURA RJ SfLVIA BRANDO - RIOTUR RENATA VON-GRAPP - SETUR PA VICENTE DATIOLl - LlESA PAULO FAUSTINO SÉRGIO OLIVEIRA MARCOS SALLES
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BATERIA No balanço e na alegria da Imperatriz
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HARMONIA O Canto forte da Nação Leopoldinense
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COMISSÃO DE FRENTE A Imperatriz Pede Passagem
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FÁBRICA DE SONHOS Por dentro do barracão Leopoldinense
34 MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA O par perfeito
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PASSISTAS No gingado de ritmo e paixão
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BAIANAS Nossas baianas, nossas guerreiras!
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ESPECIAL Belém e seu carnaval
40 TURISMO Vamos conhecer o Pará
40 CARNAVAL
2013
5
A sorte Imperatriz! uando escolhi, junto com os carnavalescos Mário
Durante a concepção e desenvolvimento das fantasias e
Monteiro, Kaká Monteiro e Cahê Rodrigues, o estado
dos elementos cenográficos que apresentarão o nosso enre-
do Pará como tema do Enredo da Imperatriz Leopol-
do na avenida, percebi a essência paraense ricamente repre-
dinense para o carnaval de 2013, sabia que estava no cami-
sentada, e não tenho dúvidas que encantaremos o público
nho certo para a realização de um grande desfile.
com um desfile grandioso, criativo e original.
Durante muitos anos faço minha peregrinação em visita
Tenho certeza que essa união entre a Leopoldina e o
ao Círio de Nazaré, no mês de outubro, e desde muito cedo
Pará, proporcionará à nossa Querida agremiação um desfile
me deslumbrei diante de uma cultura que mistura ritmos, co-
memorável.
res, formas, sabores, religiosidade e que, sobre tudo, mantém
Conelamo todos os suditos da Rainha de Ramos, para juntos
através do seu povo um vinculo infringível com as raízes da
escrevemos na história da Imperatriz mais um capítulo de vitória.
terra e da floresta.
Luiz Pacheco Drumond
Presidente 6
CARNAVAL
20 13
Viva a Imperatriz carnaval do Rio de Janeiro é um dos maiores espetá-
taram a sentir orgulho e prazer de fazer parte desta comunida
culos populares do mundo. E a Imperatriz Leopoldi-
de. A violência, o medo e a insegurança deram lugar à alegria,
nense faz parte deste show. Oito vezes campeã, a escola de Ramos entrou para a história com desfiles memoráveis
à tranquilldade e a esperança por dias melhores. Com diversas iniciativas das três esferas de governo municipal, estadual e
na Marquês de Sapucaí.
federal
estamos fazendo este povo voltar a ~onhar e a sorrir.
é
E essa alegria, sem dúvida alguma, será transferida pala a
um dos patrimônios culturais do Rio de Janeiro. Em 2013, a es-
Marquês de Sapucaí. Com garra e detelminação, a Imperatriz
cola tem tudo para, novamente, brilhar na Avenida e levar mais
mostrará ao mundo este novo momento do subúrbio carioca.
A Verde e Branco, primeira tricampeã do Sambodromo,
aleg ria e cultura para todos. C.om o enredo "Pará, o Muiraquitã
Como um grande admirador do carnaval e da cultura bla
do Brasil", a Imperatriz revelará, tenho certeza de que com bri-
síleira, tenho a certeza de que podereilplaudrr de per lo estE'
lhantismo e muita criatividade, as belezas naturaiS e as raízes
desfile que tUll tudo para ser Inesquec ível. Viva Ramos! Vivd a Leopoldina! Viva o Rio l Viva o Carnaval l Viva .1 Imperatrlz l
históricas e culturais do norte do nosso país. Nos últimos anos, a comunidade de Ramos vive um momento de resgate da sua história e valorização da cultura local.
Eduardo Paes
Com a pacificação do Complexo do Alemão, os moradores vol-
Prefeito do RIO de Janeiro
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A magia do carnaval iberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós e que a voz
sua passagem na avenida encanta todos aqueles que sonham
da igualdade seja sempre a nossa voz .. :' Não foi à toa que
em ver de perto a beleza e a magia do carnaval carioca. Impor-
este samba-enredo empolgou a Sapucaí em 1989, arre-
tante e reconhecida pela qualidade de suas alegorias e ade-
matou o título para a escola e entrou pra história. O apelo da
reços, a agremiação - que já foi frequentada por Pixinguinha,
icônica música é tão forte que, 24 anos depois de levantar as
Villa-Lobos e Heitor dos Prazeres - também dá sempre uma
arquibancadas com esse refrão marcante, foi escolhida como
aula de conhecimentos gerais para o público, apresentando na
tema de abertura da novela global Lado a Lado, que fala jus-
avenida enredos com temática histórico-cultural.
tamente sobre os primeiros anos pós a abolição da escravatu-
A festa no Sambódromo é sempre o grande destaque da
ra. Impossível escutar a melodia contagiante e não lembrar do
programação momesca da cidade. Nesta época em que o Rio
encantamento que os desfiles da agremiação sempre causam
de Janeiro se prepara para receber mais de 900 mil turistas, ten-
nos espectadores que vão ao Sambódromo em busca de um
do a economia impactada com US$665 milhões, é com muita
grande espetáculo.
satisfação que a cidade oferece o maior palco de sua festa re-
E de desfiles grandiosos que deixam o público embevecido,
modelado, ainda mais confortável para receber 72.500 foliões,
a verde e branco da Leopoldina entende bem: nos seus mais de
entre cariocas da gema, de coração e estrangeiros ávidos por
50 anos de existência, a agremiação abocanhou oito títulos e
assistir a maior ópera popular do planeta.
foi a primeira escola a ser tricampeã na Sapucaí, obtendo nota
Abram alas para a Verde e Branco da Leopoldina que, mais
máxima em todos os quesitos - feito para poucos l E o nome da
uma vez, promete sacudir a Marquês de Sapucaí com seus pri-
escola, desde então, virou sinônimo de perfeccionismo. A Imperatriz representa todo o subúrbio da região da Leo-
."
morosos e inesquecíveis desfiles. O maior espetáculo da Terra já vai começar!
poldina, tradicional foco de cultura popular brasileira. Mas mais do que isso: ela representa o que há de melhor e mais impecável dentro do principal produto turístico da cidade do Rio de Ja-
Antonio Pedro Figueira de Mello
neiro. Conhecida por levar para a Passarela desfiles irretocáveis,
Secretário de Turismo
Criativi ade e cu tura á aproximadamente cinco decadas, a Imperatriz Leopoldinense foi a primeira Escola de Samba a criar um Departamento Cultural. Desde então, seus temas se caracterizam por apresentar esta agradável mistura entre o Carnaval e as diversas manifestações cu lturais, sejam de fora ou do nosso País. Em 2013, não será diferente. Com o enredo "Pará - O Muiraquitã do Brasil. Sobre a nu dez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia", esta característica será mais uma vez reforçada pela verde, branco e ouro de Ramos. A representante da zona da Leopoldina nos promete um espetáculo de valorização de toda a cultura paraense, destacando seu artesanato, seu folclore, sua religiosidade e gastronom ia. Sem esquecer, é claro, da força de seu povo, que tem muito orgulho de sua terra. Terra que é porção grandiosa da incomparável biodiversidade da nossa Floresta Amazônica, pulmão do mundo. Terra que procura preservar suas matas, buscando o aproveitamento correto e integrado de todo o seu potencial, mantendo a sustentabilidade do nosso ecossistema. Etudo isso total mente carnavalizado, perfeitamente adequado às emoções e expectativas da maior festa popular do planeta, o Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Que tenhamos todos um excelente Carnaval.
Jorg e Castanheira presidente da Liesa
CARNAVAL
2013
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Pa rá e Imperatriz, um elo de amor uando nos referimos ao Estado do Pará, não queremos que ele seja apenas um modismo. Na verdade ele é, essencial e orgulhosamente, a obra-prima da Amazônia, porque aqui reunimos aproximadamente 50% dos atrativos da Amazônia brasileira, com uma biodiversidade que é muito peculiar quando comparada aos demais países que formam a Amazônia total. Ser 'cantado' como o Muiraquitã do Brasil num evento que é vitrine - o maior carnaval do mundo - significa pra nós, uma demonstração de que olhares muito especiais estão e estarão voltados para a nossa terra, para a nossa gente, para a nossa diversidade cu ltural, para os nossos valores, para a nossa gastronomia, para as nossas belezas naturais e para o nosso jeito de ser, bem característico do povo paraense. Hoje, como cidadão e estando Secretário de Turismo deste Estado, fico mu ito feliz em ver a Imperatriz prestando esta homenagem e enaltecendo uma riqueza que vem crescendo desde que Belém foi fundada, em 1616, e que hOJe faz com que, no cenário nacional, o Pará seja reconheCido como uma das principais referências culturais brasileiras. A sorte do Brasil, traduzida pelo Muiraquitã - amuleto de sorte e felicidade que era oferecido como presente pelas guerreiras icamiabas aos visitantes. Ele também era objeto que prevenia doenças e evitava a infertilidade das mulheres do Tapajós. A moda da utilização do amuleto chegou até a Europa no sécu lo XVIII e eram levados até o Velho Continente. Ainda hoje são peças raras, encontradas na figura de sapos, jacarés ou ta rtarugas, cobiçadas em preços altíssimos nos leilões. Sendo o Estado do Pará esse mar de sorte favorável, despertou o interesse e a inspiração da Imperatriz Leopoldinense em levar para a avenida um enredo que canta essa riqueza, essa beleza e esse mistério. Isso deixa todos nós, para enses, extremamente gratificados. Fizemos questão de contribuir com a escola no apoio institucional 10
CARNAVAL
201
dessa divulgação muito positiva através de matérias jornalísticas, vinhetas da televisão, na transmissão ao vivo para todo o Brasil e em torno de 140 países. Temos certeza que essa promoção irá ajudar a potencial Izar e forta lecer, mais ainda, o turismo paraense. Um turismo que hoje já se projeta como gerador de emprego e renda, um turismo que se desdobra para ser completo nos seus segmentos mais prioritálios como o turismo na natureza, o turismo cultural, o turismo de sol e praia, o turismo de eventos e o turismo de negócios. Acreditamos tanto no turismo como atividade econômica que temos um planejamento estratégico para o Turismo (Ver-O-Pará) até o ano de 2020, que coloca o Estado numa condição privilegiada de ser o primeiro destino quando pensarmos na Amazônia. Um planejamento que faz com que busquemos os nossos valores mais arraigados. A originalidade, a autenticidade, a criatividade, a diversidade e a sustentabilidade. Temos uma vocação muito grande para fazer de nossos insumos os produtos principais do desenvolvimento econômico e social, beneficiando não somente o Pará, mas sim toda a região norte do Brasil. São 82 minutos, 3 mil e quinhentos participantes em 32 alas e 7 carros alegóricos muito bem elaborados, mantendo fielmente, a identidade histórica da nossa cu l-
t o povo paraense ju nto com a equipe maravilhosa da Imperatriz, seus diretores, colaboradores e comunidade, fazendo história no Carnaval 2013 e apresentando da maneira mais criativa e entusiasta, um pouco da 'nossa' casa. Levar a Amazônia pro SuBrasil, diminuir distâncias significativas e, ,.,.rii.. rí,'\:.I''n o nto fazer sentir àquele arrepio o a escola desfil ar, a arquibanca-
nia. O exemplo para o munO talismã do país. O Muiraquitã do Brasil. A sorte da Imperatrizl
Adenauer Góes Secretário de Estado de Turismo / PA
A História de mãos dadas com a cultura! André Bonatte, vice presidente cultural ascida em Ramos, bail ro considerado cl capital da Leopoldina, a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense é gerada em berço nobre de poetas e compositores. Muitos dos grandes nomes do samba e da musica popular bra<;i leira, frequentavam o bares e esquinas do bairro propiciando assim o caldeirão cultural que culminaria, na noite de 06 de março de 1959, na fundação de nossa Agremiação. O grande articulador para tal feito foi Amaury JÓI io, que ofereceu sua casa, na Rua Euclides Falia 22, para sei a primeira sede da Lscola. Um time de primeira grandeza foi sendo garimpado pelo visionário Amaury, trazendo para a Imperatriz credito e notoriedade entre o mundo do samba. Em 1967, Hiran Araujo cria na Impelatriz o primeiro Depar-
mond está profundamente ligado ao cenário social e festivo de
tamento Cultural entre as escolas de Samba, tendo corno obje-
Ramos e Olaria. Em 1917, o Sr. Luiz Pacheco Drumond, avó de Lui-
tivo a confecção dos enredos que a Escola apresentaria em seus
zinho, funda o Clube Recreativo de Ramos, uma das agremiações
desfiles e também a realização de atividades educativas com os
pioneiras do bairro.
componentes. A Imperatriz mergulha no universo modernista brasileiro e apresenta ternas de profundo valor histórico e cultural, o que
Luizinho Drumond vence as eleições e assume a presidência l Seu maior objetivo era tornar a Imperatriz Campeã do Carnaval. Não demorou muito e o campeonato chegou às mãos da Im
lhe proporciona belíssimas apresentações e sambas-enredos
peratriz, através do enredo "O que que a Bahia Tem" do carnavales-
antológicos. Seus desfiles fazem gl ande sucesso e rendem
co Arlindo Rodrigues, em 1980.
grande popularidade para a caçulinha do carnaval, deixando as veteranas ressabiadas. A orig inalidade e a riqueza de seus ternas não são o bastante
Arlindo foi lembrando em uma serie de encontros, no mês de outubro, onde grandes nomes da nossa esco la puderam através de seus depoimentos apresenta r a concep-
para a conquista do tão sonhado campeonato. A Escola precisa
ção artística do carnavalesco e também desenvolver um es-
va ter urna identidade visual, apresentar o requinte que tinha em
tudo profundo de como essas técnicas perpetuam até hoje
seus versos também em suas fantasias e alegorias.
os nossos desfiles.
Para unir forças e tornar a Imperatriz definitivamente grande,
O Departamento Cu ltural continua sendo urna célula ativa
Amaury Jório conVida o amigo Luizinho Drumond para concor
dentro da Imperatriz, não só coordenando atividades que visam
rer à presidência da Imperatriz, em 1975. O nome da família Dru
o resgate e a manutenção da gloriosa história gresilense, como também auxiliando diretamente à Direçao de Carnaval nos processos e atividades inerentes ao desfile. Para saber mais sobre a história vitoriosa da Imperatriz ou acompanhar as atividades promovidas em nossa quadra acesse o site oficia l da escola, www.imperatrizleopoldinense.com.br. mantido pelo Dep. Cultural. André Bonatte (vice-presidente cultural), Ricardo Lourenço, Fernando Pamplona e Cahê Rodrigues.
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80 anos de idade e de muita inspiração Fernand o Paulino le tem 80 anos de vida e 53 de Imperatriz. Uma das suas obrás imortais - "Martim Cererê" - está fazendo agora 41 an s. O samba virou trilha sonora da novela Bandeira 2, de Dias Gome$, exibida na Rede Globo, no início dos anos 70. "Foi o ano que conseguimos furar o bloqueio das quatro grandes escolas da época. Toc:\Os os anos, as quatro primeiras colocações ficavam entre Mangueira, Portela, Império e Salgueiro. Mas no Carnaval de 72,ficamos com o quarto lugar, com o enredo Martim Cererê. O samba bombou. O compacto que lançamos vendeu mais de 700 mil cópias'; lembra Zé Katimba. "Martim Cererê" Katimba fez em parceria com Gibi. Katimba, na certidão de nascimento, é José Inácio dos Santos, filho único de Joseja Francisca e João Inácio. O pequeno Zé teve um começo de vida difícil, na distante Guarabira, no interior da Paraíba, onde, para matar a sede, tinha que dividir o dique seco com o gado esquálido. Para quem nasce no sertão, a sensação é de ser um sobrevivente de uma guerra contra a seca. Chegou ao Rio de Janeiro de navio, saído de Cabedelo. Ele, o pai e a mãe vieram como clandestinos. Nasceu no dia 11 de novembro de 1932. Zé se iniciou no samba quando, morando no Morro do Adeus, em Bonsucesso, na Zona Norte carioca, batia na lata, antes de enchê-Ia de água pra levar pra casa. Nas peladas de futebol, virou Catimba, talo seu estilo catimbeiro de jogar. Depois, com seus sucessos musicais, tornou-se Zé Katimba, com K. No mundo do samba, em 1959, ajudou a fundar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, em Ramos. Na vida, foi de tudo um pouco: camelô, limpador de fossa, porteiro, ajudante de pintor. No samba, também: puxador de corda, mestre-sala, dirigente, compositor. t um campeão dos carnavais. Em 1971, as gravações da novela Bandeira 2 já estavam sendo feitas, tendo como locação as dependências da Imperatriz Leo-
(
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poldinense e adjacências. A equipe de produção estava na casa de Osvaldo Macedo, entã,o presidente da agremiação, e, como sempre, dava uma parada numa birosca das imediações, quando alguém falou: hlhhh! Vem aí o Zé Katimba!'~ O nome, por si só, despertou a curiosicfcJde da turma da TV, que quis saber quem era o cara. "O Kati mba e compositor da escola. Ganhou a disputa do samba-enredo do último carnaval com 'Barra deouro, barra de rio, barra de saia; mas ele é um catimbeiro, hein!'; disseram. A curiosidade inicial se transformou na primeira alteração da sinopse da novela. No dia seguinte, Katimba estava lá na casa de Dias Gomes. Conversaram horas sobre o dia a dia do compositor e, no final, Gomes decidiu: "Esquece o que gravamos até agora.Vamos começar tudo de novo, incluindo o personagem Katimba!': O sucesso do samba-enredo do Zé Katimba foi tão grande naquela época que até o livro do Cassiano Ricardo, que serviu de tema para o desfile da escola, passou a ter recordes de venda nas livrarias. Depois que a Imperatriz Leopoldinense desfilou com o enredo Martim Cererê, a letra do samba passou a constar em vários livros didáticos adotados nos currículos escolares do país. Na época da ditadura militar, Katimba participava de rodas de samba para angariar fundos para a resistência popular contra o regime militar. Certa vez, as paredes do prédio onde morava, em Ramos, amanheceram pichadas com a inscrição 'Eles não voltarão; numa clara alusão contra o movimento por anistia política. O fato é que o universo do samba também sempre foi palco de disputa política. Na Imperatriz, não seria diferente. Nos bastidores, havia também o jogo democrático: de um lado, alguns conservadores, que apoiavam a ditadura; de outro, a turma progressista. "O presidente da época era o Nonoca. A gente estava na campanha eleitoral do Lisâneas Maciel. que era o nosso candidato a deputado federal pelo antigo MDB. Certa vez, nós o levamos para um samba na quadra. Ele era convidado da Ala dos Estudantes,
l'Eu gostaria de fazer um show em praça pública na minha terra. Queria também falar com os estudantes de Guarabira, para contar minha experiência de vida, dizer pra eles que é importante resistir"
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CARNAVAL
201 3
. I em Olarra, e foi figura notável na cnação do Circo Voador), LUIZ Travassos (mi litante do movimento estudantil e posteriormente t rocado pelo embaixador americano sequestrado), Luiz Roberto l enório (médico, militante do PCB, que foi preso e torturado), WliJdimlr Palmeira (grdnde liderança estudantil na época), Antônio Sérgio Matos (era estudante de Direito; freqüentava as rodas até cai r na luta armada. FiJleceu vitimado pela violência da ditadura militar) os escritores Márro Lago e Dias Gomes. (erta vez, em plena ditadura militar, Katlmba e Jorginho participaram de um festival de música organizado pela Aero náutica. O tema úniCo era Santos Dumont. Mandaram uma letra que falava de liberda de. O publiCO delirou. Ganharam nota 10. Mas aí os milicos, bastante contrarrados, disseram que ainda tinham de ouvir um outro corpo de jurados formado só por militares. Perderam. A música só pode ser gravada anos depOIS. Mesmo aSSim, queriam mudar a letra, mas Katimba não dceitou. Na mesma época, Katimba e amigos fizeram algumas viagens fazendo shows para ai rec.adar fundos para o Partidão. Cer quer dizer, um convidado dd (>,>col", milS Nonoca ndO quis saber e recusou se a liberar uma rlll:"o,a para o Lis(inE'c1~. AI o Katimba almou Urlla mes,' pra ()ente. K.1limbtl, com plestíqio na escola (> e~sencialmellte
catimbeilo, reSolVl'u bancar os estudantes, vlabi lizalldo o funcionamento da ala. Acertou, então, que os meninos se reunll iam num espaço que servia de depósito das peças da bc1teria local ideal para quem esldva Ila clandestinidade política: lembra Jorglllho, hoje o médico Jorge LUIZ Rarnos relxeira, então integlante da Ala dos Equdantes. No tr.1b,llho ndS comunidades, Katimba ajudava na distnbUlçao do Jornal do Partido Comunista BI asileiro, a Voz Operária. Tendo Katimba e JOIQlllho il Irente, tiS noitadas de samba na Imperatriz serviam de ponto cle enlOntro d.l turma de e5querdcl da Cldade.llor 16, nos anos de (hllmbo, passalam Nilcéa Frellt' (ex ministra dos Direitos da Mulhel do (,ovemo lula), DomincJos Fer
ta vez, foram parar em Taubaté, no interior de São Paulo. Quando chegaram, tinham cortado a luz do clube onde seria a exibiçao. f-oram então para uma área livre de um restaurante, fizeram uma fogueira para aguentar o frio e Katimba começou a puxar uma roda, que foi até de madrugada. Agora, com 80 anos de idade e em plena atividade criativa disputou sozinho o samba do enredo 2013 da Imperatriz, Katim ba quer rever a sua Paraíba, 70 anos depois. "Eu gostaria de fazer um show em praça pública na minha terra. Queria também falar com os estudantes de Guarabira, para contar minha experiência de vida, dizer pra eles que e importante resistir': imagina José Iná cio dos Santos, que virou o Internacional Zé Katrmba. Se pste sonho se concretizar, Katimba certamente vai cantar o belo samba que fez com João Nogueira. "Sorria, meu bloco vem, vem descendo a cidade/ Vai haver carnaval de verdade/ O samba
nalldes (militante da luta drrnac1d que foi lrocado pelo embalxa dor amelicano (harles EIbrilk). João 'Jald,mha (mili,ante do PC B, Jornalista esportivo e técnico cid c.,ek~çJo Brasileir,l de Futebol),
não se acabou/ Sorria, o samba mata a tristeza da gente/ Quero ver o meu povo contentei Do jeito que o rei mandou':
Carlos Minc (hoje, seuetclrio til' Amhlt'nte do tstac!o), Per feito For turla (colaborava no tlabalho realiz,ldo na Igreja de Sela (1eraldo,
FERNANDO PAULlNO - Jorna lista e autor do livro "Zé Katimba - Que grande destino reservaram pra você" CARNAVAL
20 13
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o Círio e a Penha Felipe Ferreira
elém do Pará e Rio de Janeiro: duas cidades que, apesar de afastadas fisica-mente, mantêm fortes traços de união. A alegria do povo belenense (e paraense, em ge-ral!), sua capacidade de receber de braços abertos os visitantes, sua música efervescente e popular, suas ruas convidativas ao passeio, seu modo de vida, enfim, são, como no Rio de Janeiro, uma expressão marcante de sua identidade. t, entretanto, no espaço do popular, ou seja, da cultura nascida das soluções in-ventadas pela população no seu cotidiano, que as duas cidades mais se aproximam. Um bom exemplo dessa cultura são suas principais festas, o Círio de Nazaré e o carnaval carioca, ambas consideradas, cada uma a seu modo, como as maiores festas do planeta. Aparentemente opostos, estes festejos possuem muita coisa em comum. Conhe-cido como a "festa profana'; o carnaval tem fortes e importantes relações com a Igreja, não fosse ele uma espécie de resposta à instituição da Quaresma surgida na Europa Me-dieval. O carnaval também pode ser visto como uma espécie de religião, um "altar do samba em oração'; como cantou a Imperatriz Leopoldinense em 2010. Passar o período do Círio em Belém ou a semana do carnaval no Rio são formas infalíveis para se conhe-cer uma parte importante daquilo que ambas as cidades tem de mais marcante. Apesar de profundamente católica, com suas romarias, traslados, missas e procissões, a festa paraense também tem seu lado profano, popular e festivo. Bandeirinhas decoram a cida-de que se transforma num grande arraial a maneira de tantas festas populares do Brasil. Barraquinhas ocupam suas praças
e ruas, reunindo romeiros e festeiros em torno das tacacazeiras e dos panelões de maniçoba e de pato no tucupi. Centenas de vendedores de brinquedos de miriti, feitos com os caules de uma palmeira local, espalham-se por todos os cantos, oferecendo barquinhos, bonecos, carrinhos, aviões, animais e toda sorte de objetos esculpidos por artistas dos arredores e pintados com cores fortes característi-cas. Perto da igreja matriz e destino final do Círio, um grande parque de diversões faz a alegria das crianças com sua roda-gigante, carrossel e stands de tiro ao alvo, Por todo canto, sob o intenso e úmido calor amazônico, ouvem-se as vozes e os cantos do mar de fiéis que se reúne para agradecer à "santinha" um pedido realizado ou simplesmente o fato de poder estar ali mais uma vez comemorando a vida ao lado de dois milhões de pessoas. O carnaval carioca, por sua vez, também tem seu lado religioso. Além de nume-rosos enredos de escolas de samba cantando temas ligados a religiões afro-brasileiras ou a santos e festejos do catolicismo, além de sambas famosos exaltando personagens e festas relacionadas à Igreja, por muito tempo, um evento de cunho essencialmente reli-gioso marcaria uma espécie de início do período carnavalesco da cidade: a Festa da Pe-nha. Ocorrendo, como a festa do Círio, no mês de outubro e, também como ela, em ho-menagem à Virgem, a Festa da Penha tem suas origens no período colonial assim como o Círio. Situada num dos bairros da chamada Zona da Leopoldina, onde reina a Imperatriz Leopoldinense, a Igreja de Nossa Senhora Penha paira sobre toda a região atraindo fiéis e festeiros para sua grande comemoração
As fitinhas colorida s, símbol o de devoção e graça .
anua l. O paralelo com o Círio pode ser notado não somente com relação à homenagem à Virgem Maria e ao grande afluxo anual, em outubro, ao templo mariano, mas também na presença das famosas barraquinhas que se espalham do Largo da Penha até o caminho que sobe em direçào a igreja e do parque de diver· são, lugar de encontro de gente que se reúne em torno de uma feijoada, um angu a baiana ou um churrasco regados a uma boa cerveja "estupidamente gelada" como é o costume nacional. Em lugar dos brinquedos de miriti, o que se vende são bolas de plástico com gomos coloridos, singelos objetos de desejo de todas as crianças, os famosos colares de balas envoltas em papel colorido e brilhoso e as roscas
ta da Penha vai pouco a pouco se firmando como lugar de reunião de sam-bistas que se aproveitavam do momento para lançarem suas músicas, na esperança de que fizessem sucesso no ca rnaval. Durante muito tempo, ir à Festa da II:~~:::;::-:r~ Penha era uma espécie de obrigação
para todo sambista, como se pode ver no samba de Cartola intitu-Iado, muito apropriadamente, "Festa da Penha" (Uma camisa e um terno usado / Alguém me empresta / HOJe é domingo / E, eu preciso ir à festa / Não brincarei / Quero fazer uma oração / Pedir à santa padroeira proteção / Entre os amigos / Encontrarei algum que tenha / Hoje é domingo / E, eu preciso ir à Penha / Levarei dinheiro pra comprar / Velas de cera / Quero levar fl ores / Para a santa padroeira / Só não subirei / A escadaria ajoelhado / Pra não estragar / O terno que foi emprestado). Até mesmo o parque de diversões está presente, ao sopé do morro, marcando o diálogo entre os festejos do Pará e do Rio. Hoje, o Círio de Nazaré, goza de um enorme prestígio que transcende a cidade e o estado atingindo repercussão internacio nal e sendo considerado como a maior festa religiosa do mundo. A Festa da Penha, após ter sido valorizada, por muitos anos, como uma espécie de primeiro momento do carnaval, ainda atrai multidões que sobem os fa-mosos 365 degraus como pagamento de alguma graça recebida. Seu vínculo com o car-naval persiste nas rodas de sambistas que se revezam em torno das grandes mesas onde a culinária popular carioca reina com seus sabores mestiços, seus temperos e seus aromas atraentes. As festas mudaram? Claro que sim l Assim são as festas l Elas vivem, crescem, decaem, ressurgem, de acordo com as necessidades de cada momento e de cada espaço. Mais do que centenárias, a Festa da Penha e o Círio continuam, cada uma a seu modo, a maravilhar quem tem a felicidade de poder delas participar. O carnaval ca ri oca, por ou-tro lado, cresce assombrosamente a cada ano juntando milhões de foliões pelas ruas da cidade. Com suas similaridades e disparidades, Pe nha, Círio e Carnaval são festas que, por sua grandiosidade e pela capacidade de mobilizar a alma e os corações dos brasilei-ros, definem, seja no Pará ou no Rio de Janeiro, aquilo que amamos como país: a cultura do nosso povo. FELIPE FERREIRA é coordenador do Centro de Referên cia do Carnaval, Professor do Instituto de Artes da Uerj e autor de diversos sobre carnaval, entre eles "Escritos carnavalescos". "Olivro de ouro do carnaval brasileiro'; e "Inventando carnavais". CARNAVAL
2013
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DE ESTRELAS
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CARNAVAL
2013
Treme o Povo do Pará avenida Marquês de Sapucaí vai ferver Diante de tantos ídolos que fazem a rica história cultural paraense ganhar o cenário mundial através do ritmo, da poesia e do encanto de uma terra tão privilegiada de artistas. Muitos paraenses entrarão de braços dados com a Imperatriz no desfile de 2013, e juntos com nossa agremiação cantarão na avenida a história do seu povo, do seu folclore e de sua religiosidade. Da dramaturgia teremos Rosa Maria Murtinho, Lucio Mauro, Wiranu Tembé (a indiazinha Tainá), Mayara Bentes e a atriz Dira Paes. Participarão também o paraense Milton Cunha, representando o carnavalesco "tecnoshow" e a cantora Joana, carioca da gema, mas com uma profunda ligação de fé com a Virgem de Nazaré. Nós da Di reção da Imperatriz sabemos o quanto é difícil para a maioria dos artistas de tamanha importância dentro do cenário cultural brasileiro, ajustar ou até mesmo cancelar shows para nos prestigiarem em nosso desfile. Em função disso, em nome do nosso presidente Luiz Pacheco Drumond, gostaríamos de agradecer publicamente a participação de todos, e juntos caminharemos em busca de mais uma vitória.
A música será representada por Pinduca, o Rei do Carimbó, Beto Barbosa, leila Pinheiro, Jane Duboc, Gaby Amarantos e Fafá de Belém.
Realização
Apoio
~O SI!!CRETAIUA DE SAUOE!
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••"."o ••~...........
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Tem ,verde e branco
por aI. .. pisando na sapucaí uando Wagner Tavares Araújo chegou à Imperatriz em 1988, o desafio que encontrava era grande, a escola tinha amargado uma das piores colocações de sua história dentro do grupo especial e
precisava voltar a brilhar entre as grandes. A parceria estabelecida com o presidente Luiz Pacheco Drumond, tinha como principal objetivo organizar a escola, consertar os erros e fortalecer os segmentos para fazer um desfile arrebatador no ano seguinte. O Resultado não podia ser melhor, o campeonato chegou através de um dos maiores desfiles da história da Imperatriz, "Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós': do carnavalesco Max Lopes. A Imperatriz se reestruturou e passou ser referência entre as demais escolas, por promover desfiles que agregavam toda a garra da comunidade leopoldinense e apresentações consideradas tecnicamente perfeitas. Para o carnaval de 2013, temos uma Imperatriz renovada no aspecto plástico e visual, alegorias bem conceituadas e bastante originais, trazem um rico acabamento e uma profusão de detalhes que vão encantar a avenida. Em paralelo um dos mais belos conjuntos de fantasias já apresentados pela imperatriz darão um colorido mágico ao enredo sobre a cultura paraense. Escolhemos um samba lindo, em letra e melodia, que conduzirá junto com a bateria um desfile solto e bastante alegre onde o componente poderá evoluir e brincar na avenida. Nosso Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira são considerados a grande revelação no quesito, e em 2013, farão um belíssimo desfile, com uma bellssima fantasia. Outro ponto forte será a apresentação da nossa Comissão de frente, esperamos através dela contagiar o público e conquistar de imediato a Avenida. Estamos preparados para mais um grande desfile, munidos de todo o requinte e originalidade próprios da nossa Imperatriz. Vamos Juntos fazer da Nossa Escola a grande Campeã do Carnaval!
Wagner Tavares Araújo Diretor de Carnaval
ENREDO
I
o MU IRAQUltÃ\ DO B ASIL "Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia."
Cúara te É de man
O oby tin Chocalho
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-
Faz festa pra saudar o Boto l Põe a Marujada pra dançai-I SaiJ de roda e estampa Aorida Roda menino, gira menina Canta a ciranda mais bonita Dança o Carimbo e o Siriá l "Treme" o Povo do Paréi l
o artec;ão fez a sua peça mais bela pal'a ofertar: Cec;taria, cerâmica, um trançado de juta Da cabaça ele fez cuia, do Miriti arte para brincar l
o Romeiro ergue as mãos ~ita com os olhos o azul que tinge o céu.
A santa ouviu c1 prece do caboclo: Na corda dos milagl-es, graça alCalll,acla. São Maos que sallglam em fel Nessa longa camillhada.
o
o::
,~
VI VI
9 V
Hê, hyá, hyá, hyá - Canto tupinambá Cuara - sol Oby -verde Ibitu - vento Apekúi - alvoraçar Morubixaba - cacique, chefe da tribo karaíba - homem branco Mapinguari - Mapinguari tem o corpo todo
coberto de pelos, com a aparência de um enorme macaco. Possui um único olho na testa e uma boca gigantesca que se estende até a barriga. Boiuna - Cobra grande Taba - Aldeia, Lugar Muiraquitã - Espécie de amuleto da sorte para os índios Kayapos, M unduru cu,Asirini, Tapajós, Tupinambás - Tribos Indígenas
Outubro se faz agora l Meu povo jj está na rua Do altar do call1aval se avista o andor e a berlinda Aorida A voz do povo faz o camo ecoar mais uma vez Quern pede é o folião, Por hoje, romeiro de fé: Oh Santa l Dai me nas Cinzas desta quarta fella, O caminho para mais umcl vilólia f::. uma alegria para a vida inteira l
o Pará, seu sabor, seu cheiro, sua gente, suas tradições, estão na Avenida. É a Imperatriz quem lhe apresenta aos olhos do mundo: No futuro, um exemplo a ser seguido.
Carnavalescos'
Cahê Rodrigues, Kaká e Mario Pesquisa e texto:
Cahê Rodrigues e Leandro Vieira Monteiro Agradecimento especial:
Sergio Oliveira, grande conhecedor da cultura paraense, pelo apoio consultoria prestada para construção do enredo.
O Aningal - é uma plantação característica
das ilhas aluviais dos rios amazônicos, principalmente às margens dos rios e igarapés amazônicos. Cupuaçu,Tucumã, Bacuri, Taperebá - Frutas
da região Jambú - É uma erva típica da região norte
do Brasil, principalmente região amazônica e no estado do Pará. Tucupi - É um tempero e molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca. Tacacá - É uma iguaria da região amazônica brasileira, em particular do Pará. O Síria - Dança brasileira originária do município de Cametá, localizado no estado do Pará. O Carimbó - A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense, misturando dança e canto. A Marujada - Uma das mais belas manifestações religiosas do folclore paraense. O "Treme" - é o mais recente ritmo do Pará. Uma mistura de música eletrônica misturada a outros ritmos populares do estado. Berlinda - Espécie de cúpula que leva a nossa Senhora do Nazaré no dia da procissão.
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A arte
que brota das Mãos uando o Presidente Luiz Pacheco Drumond convi-
Em "Pará: o Muiraquitã do Brasil - Sobre a nudez forte da ver-
dou o Trio de Carnavalescos Mário Monteiro, Kaká
dade, o manto diáfano da fantasia': a Imperatriz Leopoldinense
Monteiro e Cahê Rodrigues para juntos elaborarem o
faz da história e da cultura do referido estado da região norte,
projeto de carnaval da Imperatriz Leopoldinense, sabia que es-
a linha condutora do enredo que apresenta em 2013. Celebra-
tava unindo três grandes ícones da arte da cenografia e indu-
do por sua riquíssima cultura de influência plural - que mescla
mentária nacional, e que juntos poderiam realizar um grandio-
o colonizador europeu, o negro e o índio - este santuário for-
so desfile, tradição da Escola, e colocar a Imperatriz novamente
mado por florestas e rios, é apresentado através dos contornos
na briga pelo Título.
artísticos que consagraram a fórmula que faz do desfile das
O Enredo foi prontamente aceito e festejado pelo grupo, tamanha a diversidade de cores e formas que poderiam ser aplicados em um tema tão rico como a Cultura paraense.
Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a tal óper" POPUl,ll que encantd as mais vai iadas plateias espcllhadas pelo territól io Ildciollal
e Interna
(Ional
Como é habitual nos mais expressivos UIllaVdlS da Escola ele Rd mos, a fórmula para o desenvolvimento ela cOllcep(,.ão Intelectual do enredo, aposta no respaldo da historlografld oflcial, mesclado ao mel gulho poético posslbilitddo pelo carnaval. Assim, a abertur,l de nos'),] apresentação, volta dO tempo para embrenhai se em fll,ltas ,linda de,> conhecida,. O velde que tinge a noresra
e o mesmo quI' tillCJE nú r ú
pavilhão. Em h,lrmonla com o que vemos. COmE'c,<lll'úS 'I desvPI'd,ll um pedaço de noresta virgem, que ainda e pre coloml ,lJlO, alllropo fáglco
e trloal.
A partir disso, elescortina se um amplo palllel e,lerico qUt' aborde, ,1 (ultura do estado e lança luz em tradiçõec; indlgencls spcúlares, em c I elos economicos que mdlcaram a hlstorla orlClal, nd reliqiosldade ofel vescente,
é',
sobretudo, na rica cultura populal tracJulicld pela dai ç,J,
pela arte pelos sabores e pela musica de lima gente c lbocla
qUE'
f,lZ
do contato harmonioso com a natureza, a meJl( a slllgullr de um" cul tura que SE: destaca em um mlJndo onda pcll,WI,lS como prt'~prvdçao
L
sustentabilldade ganham força.
O enredo apresentado pela Imperatriz Leopoldinense para o (,Hn,l vai 2013 leva adiante uma tradiçao cultural dO] Escola de Ramos: Ele e a cclrnavdll/ação
ou porque não a popularização
da hlstorJa oficiaI.
No caso elpc;te cam,wal, a história ele um estaeio bl tlsrleiro, cujo povo traduz e gdarda IlOS habito,>, 110 sabor d'l Comldd, no 1rtes,lI1,1\0, 11,1 dança e no (anto.•Jlll "Brasil" distante c ror'~loCJlc êlmente,
e dO rnesrm
tempo, tao essenc la I: O Bra5illlv jlqena, que <'é 'Ilpre nos clt -PdtOll Interesse, e t aposta pard mais
clrT
carnav li
Poesia trançada
nos versos
ais uma vez a consagrada parceria de Me leva, Gil
estão "liberados" pela Direção de Carnaval para se manifestarem
Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Pon-
durante as apresentações, nos samba de sua preferência.
to compuseram uma obra prima para o desfile da Imperatriz. O samba dolente, cadenciado, mas de refrões fortes
Para 2013 não foi diferente. Pela grande qualidade das obras, os três sambas finalistas poderiam ser apresentados em nosso
e arrebatadores, apresentará o enredo "Pará, o Muiraquitã do
desfile. Mas a rica poesia na letra do samba envolvida magica-
Brasil"no desfile da Imperatriz.
mente por uma melodia vibrante criou um misto de empolga-
Como é de costume em Ramos a disputa não foi nada fácil. A respeitada ala de compositores da Imperatriz promove uma
ção e emoção determinante para a escolha da obra.
dais mais equilibradas eliminatórias de samba-enredo. A cada
Samba escolhido, a escola se une para mais um grande desfile. Compositores outrora "concorrentes" agora irmanados em
domingo, na medida em que algumas composições vão sendo
busca do sucesso. E se tudo sair como de costume, as notas
afastadas, vai se tornando mais complicado para o Departa-
máximas virão agregadas de várias outras premiações.
mento de Carnaval da Escola apontar o favorito. A noite da escolha do Samba-enredo na Imperatriz é mágica. Não só a comunidade, mas todos os segmentos da escola
Teremos o estado do Pará muito bem representado em nosso desfile, pontuado por mais uma grande obra dos compositores da Leopoldina: Treme o Povo do Pará.
ALA 04 · Ritual Antropofágico Tupinamba GRUPO COREOGRAFADO
ALA 05 · fndio Tiriyó com Frutos
ALA 06 ·Indio Karajá com peixes
ALA 15 B - O Luxo da Belle Epoque GRUPO COREOGRAFADO IMA5C)
ALA 16 · Brincadeira de Miriti
ALA 17 Cesteiras do Pará
ALA 26 - O Sairé
ALA 27 - Tem Festa de Boto
ALA 07 ·Indio Marajó com Cerâmica Marajoara
ALA 28 A - Dançando o Carimb6IFEM.)
AL
08 · fndia Karajá com Cerâmica Tapajônica BAIANAS
ALA 19 · Arte Ceramista BATERIA
ALA 28 B - Dançando o Carimbó (MASC.)
ALA 20 A · Jóia de Indio !Blojóla) PASSISTA FEMININO
ALA 29 · Marujada Paraense
ALA 09 ·Indios KaJapó e Fauna
ALA 20 B - Jóia de Indio IBiojóial PASSISTA MASCULINO
ALA 10 · Garimpando a Vida GRUPO COREOGRAFADO
ALA 21 - Pescadores (Tucunare, Pirarucu e Pescda Amarela)
ALA 30 · Festa do Oi vi no Espírito Santo
ALA 31 A - A Fé - Velha Guarda (FEM.)
ALA 11 . Castanheiro da Amazônia
ALA 22 · Vendedoras de Tacacá BAIANINHAS
ALA 12 · Minerador
ALA 23 - Vendedores do Mercado Popular
ALA 31 S - A Fé - Velha Guarda (MASq
ALA 32 . Igrejas do Pará
ALA 13 . Floresta de Borracha
ALA 14 - 05 Barões da Borracha
ALA 24 A · Compositores FEM ALA 24 B - Compositores MASC. (Homenagem ao cantor e compositor Pinduca) (Homenagem ao cantor e compositor Pinduca)
ALA 33 - Anjos da Procissào CRIANÇAS
ALA 34 A · Os Romeiros (FEM.)
ALA 15 A· O Luxo da Selle Epoque GRUPO COREOGRAFADO (FEM)
ALA 25 · 0 BaiTa na Rua
ALA 34 B - Os Romeiros IMASq
(RIS VIANNA RAINHA DE BATERIA
FOTO: HENRIQUE FISC HER
OMUlRAQUIT
Raiou Cuara! Oby aos olhos de quem vê l Eu bato o pé no chão, é minha saudação, Livre na pureza de viver! Sopra no caminho das águas O vento da ambição! O índio, então ... Não se curvou diante a força da invasão, Da cobiça fez-se a guerra, Sangrando as riquezas dessa terra! Cicatrizou, deixou herança, E o que ficou está em cartaz ... Na passarela, "estado" de amor e paz!
Siriá ... Carimbó ... Marujada eu dancei! No balanço da morena ... Me apaixonei! O bom tempero pro meu paladar... De verde e branco "treme" o povo do Pará! A arte que brota das mãos, Dom da criação, vem da natureza ... Da juta trançada em meus versos Se faz poesia de rara beleza! Oh! Mãe ... Senhora, sou teu romeiro, A ti declamo em oração: Oh! Mãe ... Mesmo se um dia a força me faltar, A luz que emana desse teu olhar Vai me abençoar!
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As vozes que embalam a Imperatriz ois intérpretes consagrados estarão lado a lado no carro de som da Imperatriz em 2013. De um lado o mestre Dominguinhos do Estácio, detentor de tantas glórias e títulos pela escola e do outro, o estreante em terras leopoldinenses, Wander Pires, que já agregou seu talento às mais importantes agremiações do carnaval brasileiro. Dois nomes de peso, que trazem em sua trajetória lauréis e conquistas grandiosas na história do carnaval, e juntos pela primeira vez na Imperatriz Leopoldinense, embalarão 3500 foliões rumo ao campeonato. Dominguinhos chegou à Imperatriz para o carnaval de 1979, e no ano seguinte era a voz que conduzia a escola em seu primeiro título no grupo especial. Consagrou-se com o bicampeonato em 1981, no desfile em homenagem a Lamartine Babo e teve um dos momentos mais importantes de sua carreira, quando defendeu no carnaval de 1989 o tema "liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós'~ um dos maiores desfiles de todos os tempos. Wander estréia oficialmente como cantor da Imperatriz em 2013, mas suas participações nas eliminatórias de sambas deixaram sua marca na corte leopoldinense. Composições defendidas por ele sempre despontavam com favoritismo, e quando as eliminatórias terminavam a saudade da voz marcante de Wander permeava os corações gresilenses. Por convite do presidente Luiz Pacheco Drumond, Wander passa a integrar nosso carro de som, e junto com o mestre Dominguinhos do Estácio, promoverão na avenida uma dupla imbatível do "quesito" afinação e empolgação.
Olha a Imperatriz Chegando... Vamos Lá! A hora é essa!!! 26
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Sua majesta CrisVianna er rainha de bateria não é tarefa fácil, principalmente na Imperatriz Leopoldinense. A direção da escola sempre teve muito cuidado com as divas que apresentariam a bateria durante o desfile, e foram poucas as que tiveram tamanho privilégio. A atriz Cris Vianna chegou arrebatando os corações de todos os seus súditos através de sua beleza, simpatia, do seu "samba no pé" e de sua dedicação. Sempre presente nos ensaios e eventos da Escola, Cris Vianna se integrou rapidamente aos componentes da Imperatriz, conquistando a admiração de todos os segmentos da Agremiação, criando um elo afetivo tão evidente que deixa claro que esse casamento será feliz e duradouro. Quando os sons dos tambores ecoarem dando início ao desfile da Imperatriz, nossa nobreza estará muito bem representada através da nova Rainha, dona de um gingado único e envolvente, que promete empolgar a todos na avenida.
110 Deus Samba Salve a Rainha" 28
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Mestre Noca e seu grupo de diretores auxi liares. Na foto abaixo, Mestre Noca, Estandarte de ouro na categoria revelação, 2012.
No balanço e na alegria da Imperatriz or tras do SWlng Inigualável da tradicional bateria da Imperatriz Leopoldlnense existe um grande estudo, desenvolvido em mais de dez meses de ensaios, onde emoção, técni ca e ritmo se encontram na busca da perfeiçào São 270 ritmistas em mais de 300 horas de ensaios aonde de senhas melódicos vào sendo empirlcamente construídos e lapi dados, pard junto com o Samba enredo formarem um G.lsamento completo e embalar não so a escola como também fazer tremer as arquibancadas do sambodromo. Nosso mestre de bateria é mais uma deIS "crias" de Ramos. Márcio de Souza Cezal ia, ou simplesmente Nocc1, desfila na Imperatriz por 24 anos. InicIou nil ala das criançJs, mas desde cedo mostrava desenvoltula com os instrumentos da bateria. Durante anos fOI um dos prinCipais tocadores de repenique do GRESIL, era dele a responsabrlldade na execução das paradinhas bem como as chamadas I ítmicas da bateria. Diante de tanta maestria foi convidado pelo entdo Mestre Beta para fazer parte da Direção dJ Bateria. Mestre Noca assumiu a orquestrJ Leopoldinense, amplamente gabaritado parJ tamanha responsabi lidade. O respeito conquistado pai tantos anos, seja como ritmista ou diretor, é incontestável pelo grupo de ritmistêls e JUxrllJles.
o Mestre conduz a premiada bateria leopoldinense sem pre buscando por novidades, mas respeitando profundamente a tradição rítmica de cada instrumento, assim nunca perderá a identidade musical. que distingue a bateria da Imperatriz entre tantas outras. Em 2013 a "Swing da Leopoldina" apresentará na avenida convenções ritmicas arriscadas e uma cadência perfeita, digna de notas máximas, mostrando que é possível unir ousadia e tradição dentro de um mesmo universo. DIRETORES AUXILIARES JAIRO RIBEIRO, ADENILSON BENVINDO DOS SANTOS, ANDERSON CARLOS SOUZA DA SILVA, ANDERSON LEANDRO CAETANO, FLÁVIO ROSA BUZACO. GELZIO RIBEIRO NETO "TIKINHO': JEFFERSON PIO DA SILVA, RAPHAEL CORREA DA CUN HA, RODRIGO CAMPOS ROSA, FÁBIO ROSA, JORGE LUIZ AUGUSTO LUCAS, MAURO LOBO.
o Canto forte da
Nação Leopoldinense quesito harmonia observa a perfeita igualdade do can-
Ihor será sua evolução no d ia do desfile.
to do sa mba-enredo, pelos componentes da escola, em consonãncia com o intérprete e a manutenção de sua
Todos os componentes, da comissão de frente até a velha-guarda, cantarão o samba na aven ida, não esquecendo desta-
tona lidade, o ca nto do samba-enredo pela tonal idade da escola
ques e com posições que desfi lam em carros alegóricos, esses
e a harmonia do sam ba. Com base nesses t rês pilares, a Direção de Harmo-
componentes tem papel fundamental para não ocorrer uma
nia da Imperatriz, sob o comando do consag rado
quebra sonora no corpo da escola. Sempre buscando a reciclagem e atualização da
Guilherme Nóbrega, traba lhou o corpo de com-
direção de harmonia da Imperatriz, Guilherme pro-
ponentes da escola de forma intensiva, após a
moveu inú meras reun iões e encontros com seus
escolha do sam ba. O ca mi nho pa ra at ingir o sucesso é a
42 diretores visa ndo o estudo do regulamento, a análise dos desfil es anteriores, a geografia da pas-
va lorização dos componentes que desfilam
sarela do samba e vários outros assuntos ineren-
em todos os setores da escola. Na hora do
tes ao quesito. Com espírito ag regador e guerreiro, Guilherme
desfi le ca da um faz parte da grande engrenagem que levará a Imperatriz ao campeonato.
Nóbrega, impul siona seus diretores para que através
t a soma das atitudes individuais que resultará
de sua energia e animação conduzam a escola atra-
em um grand e espetáculo. A fó rmula para alcançar o objetivo, é simples. En sai os de quadra, ensa ios de rua, ensaios na ave
vés de um desfile solto, empolgante e vibrante, onde o canto e dança se enlacem e seja um dos principais ingredientes rumo à Vitória.
nida ...ensaios l Quanto mais o co mponente assimila a letra e as variações melódicas do samba, me-
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Guilherme Nóbrega Diretor Geral de Harmonia
Abrindo a alegria Alexandre Medeiros pontada atualmente com o nome mais expressivo de sua geração no cenário da dança no Brasil, Alex iniciou seus estudos no Rio de Janeiro em 1994. Fez parte de renomadas companhias cariocas como a Companhia de Dança Deborah Colker, Nós da Dança, Grupo Tápias e Vacilou Dançou. Em 1997, fundou a Focus Companhia de Dança, onde iniciou a pesquisa de suas primeiras obras coreográficas. Em 2000, es treou seu primeiro espetáculo Vértice. Desde então, Alex vem estruturando sua Companhia e já criou nada menos que 13 espetáculos, sendo que o LJltimo, As canções que você dançou para mim - inspirado na obra de Roberto Carlos foi dançado 85 vezes em 2012, um número digno de grandes companhias internacionais. E no carnaval, um dos seus primeiros contatos com o universo das escolas de samba foi como integl ante das comissões de frente que a coreóglafa Deborah Colker realizou na Viradouro. Apesal do pouco tempo de participação, Alex ficou muito fascinado pelas possibilidades artlsticas que esse universo poderia proporcionar. E essa chance não tardou a chegar. O convite veio da então carnavalesca Rosa Magalhães e Alex assumiu a coreografia da Comissão de Frente da Imperatriz para o carnava l 2009, que homenageava os 50 anos de fundação da escola. Após um ano afastado Alex reassumiu o grupo em 2011 e desde então vem consolidando a sua linguagem e seu nome no mundo do samba, chamando atenção do publico e da imprensa
para o seu trabalho. Para o desfile de 2013, o enredo sobre o estado do Pará acabou proporcionando um vasto campo de idéias que resultaram em soluções coreográficas e cenográficas que moldaram o cerne de apresentação. A proposta para 2013 se centra em uma pequena encenação temática, relacionado ao folclore e as lendas paraenses. A encenação utilizará muitos elementos cenográficos que funcionarão como complementos da coreog rafia, que mesclará vários movimentos da dança contemporânea e teatro. Quinze integrantes formam a Comissão, que esse ano contará com bailarinos e atores para dar vida ao trabalho desenvolvido. O grupo se mostra em total entrosamento e orgulhoso pela possibilidade de trabalhar com o talentoso Alex Neoral e por representar o "cartão de visitas" da Imperatriz na busca pelo campeonato.
Fábrica de son hos arracão de Escola de samba é um mundo real onde se constrói ilusão. Nele, entre paredes reais, dia-a-dia se consolida uma engenhosa atividade que mescla aptidão, sacrifício, vocação e, sobretudo trabalho. Como em todo carnaval, a Imperatriz Leopoldinense entrega seu projeto nas mãos desses artistas que fazem de seu Barracão reduto de uma grandiosa atividade coletiva cujo resultado é o deleite visual oferecido aos olhos do mundo por mãos quase sempre anônimas. Madeira, isopor, tecidos e mais de uma tonelada de ferro vão ganhando forma e se tornando pouco a pouco em fantasias e alegorias, que contarão na avenida o tema desenvolvido pelo carnavalesco. No barracão da Imperatriz, um novo carnaval começa assim que o antigo termina. O desmonte das alegorias, realizado por uma experiente equipe de aderecistas, tem como objetivo separar todo o material que poderá ser reaproveitado. Desmontar
os carros alegóricos é um ritual bastante significativo dentro de uma agremiação: determina a passagem para um novo desfile, um novo sonho que irá surgir. Escolhido o enredo, surgem os primeiros rabiscos e projetos que nortearão os aspectos plásticos do novo carnaval. Na sala de criação a equipe de figurinistas e projetistas debruçam em suas pranchas de desenho transferindo para o papel os sonhos e delírios do carnavalesco. A confecção das fantasias acontece em paralelo à construção das alegorias. Equipes distintas de costureiras, chapeleiros, pintores de arte e adereçamento trabalham no mesmo ritmo que ferreiros, marceneiros, laminadores e escultores, que lado a lado, vão construindo o sonho de mais um grande carnaval. A sinergia entre os grupos permite uma profunda interação durante o processo de trabalho, onde cada um, não só, executa a sua tarefa, mas também se preocupa com conjunto da obra.
CARNAVALESCOS
MARIO MONTEIRO. KAKA MONTEIRO E CAHt RODRIGUES
Toda a riqueza do folclore paraense, em suas cores e formas.
DEPARTAMENTO ARTlsTICO DIRETOR RESPONSÁVEL PELO BARRACAo
REGINA CAIRO
FANTASIAS FIGURINISTA
Esta
forma
peculiar
trabalho resultou em
de
uma
equipe em que todos se entenuem
bem, propi
lEANDRO VIEIRA lEO POlYCA RPO
ADERECISTA CHEFE DE EQUIPE COSTUREIROS CHEFE DE EQUIPE
RICARDO E CRISTIANE
CHAPelEIRO CHEFE DE EQUIPE
REGINA RIBEIRO
SAPATEIRA CHEFE DE EQUIPE
ciando assim um ambien-
te familiar de descontraÇilO e comprometimento. Talvez a
equipe de barracão da Imperatriz seja, dentre as Escolas de Samba, a que está a mais tempo trabalhando junta.
É com muito carinho que nossa equipe tras
PRESIDENTE DO CONSelHO DELIBERATIVO
ALEGORIAS
FERREIRO CHEFE DE EQUIPE CARPINTEIRO CHEFE DE EQUIPE
EDWARD MORAES
PEDRO GIRÃO
ARAPUAN SANTIAGO
ESCULTOR CHEFE DE EQUIPE DANIEL PINTOR CHEFE DE EQUIPE
riCOS
JosÉ HENRIQUE PINTO
COORDENAÇAo DA EQUIPE DE ADEREÇO
para a avenida uma grande homenagem ao estddo do Para. Os
RIVELlNO
SOAVE
CltOO REGIS
detalhes de nossas alego-
rias surpreenderão a avenida, emoldurados pelo colondo e oriqinalidade de nossas fantasias. Vai ser difícil segurar a emoção l
lIGHTING DESIGNER
PETER GASPER
LAMINAÇAo EM FIBRA DE VIDRO
FABIANO REIS
o pa r perfeito Ricardo Lourenço Pesquisador s sois o lírio mimoso, do mais suave perfume... Assim começa o hino conhecido e venerado por todos os paraenses e belenenses. Não se trata dos hinos do Pará ou de Belém. t o hino da Virgem de Nazaré, a padroeira dos paraenses, cuja luz que emana de seu olhar os gresilenses esperam ver abençoar o cortejo profano que preparam para o carnaval de 2013. A berlinda dourada e florida que em tudo lembra a presença terrena da santinha morena e coroada do norte do Brasil passará na avenida no préstito leopoldinense. Nele, porém, será antecedida por outro personagem, outro "lírio" que desabrochou no jardim de Ramos: trata-se de Rafaela Theodoro personificada como guardiã do pavilhão branco-verde-ouro e, portanto, heroína dos súditos gresileneses. Bailando com a bandeira onde a cor branca do lírio é mais presente que em qualquer outro pavilhão de escola de 34
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samba carioca, passará uma das porta-bandeiras mais graciosas, delicadas, majestosas, e porque não dizer mimosa, do Rio de Janeiro. Do frescor de sua juventude, Rafaela retira a abundância de gestos e movimentos e, sobretudo, a virtuosidade, de uma experiente porta-bandeira. E, melhor, reúne todas estas habilidades com emoção e estilo particular. São exatamente o frescor de sua juventude e o estilo gracioso, sutil e leve de sua dança que emocionam plateias. Na Avenida Iluminada, seus giros e deslocamentos graciosos e ágeis sugerem que Rafaela desliza sobre solo, como quem flutua, como uma sílfide que parece ascender com a bandeira aos nossos olhos. Ao bailar com a bandeira, ela encarna todo o imaginário em torno da figura da porta-bandeira, todo o mito da bailarina romântica: seu corpo dançante parece imaterial e flutuante e seus gestos imprimem ao mesmo tempo modéstia
Se ela personifica o ideal feminino e delicado, ele prefigura a força e a dignidade ágil de um valete, características que se opõem e se completam. e majestade, evocando a figura mariana da berlinda, ao mesmo tempo em que o seu sorriso cândido e sua virtuosidade estão igualmente pleno dos valores sociais que definem a feminilidade da dançarina. O lírio mimoso, e heroína dos gresilenses, nos parece inacessível, inatingível e intocável ao girar a bandeira acima da massa humana em desfile. Ao seu lado está Phelipe Lemos, que com seu cortejo e sua dança cria uma dialética notável entre o divinal e imaterial e o terrestre e carnal. Phelipe é hábil e ágil bailarino, misturando toda a competência da dança requisitada para um mestre-sala com a malemolência e jovem virilidade de um príncipe conquistador. t com sua coreografia astuta, vigorosa, elegante que o personagem materializado pelo corpo dançante de Phelipe consegue aceder, atingir e tocar aquilo que para todos parece impossível. Suas habilidades como mestre-sala e a perfeição de seus movimentos ao lado da dama e da ban-deira criam o contraponto exato e o equilíbrio ideal entre o etéreo e o material, o lúdico e o real, a emoção e a razão. Se ela personifica o ideal feminino e delicado, ele prefigura a força e a dignidade ágil de um valete, características que se opõem e se completam. Ele, como mestre-sala, galanteia incessantemente, enquanto a porta-bandeira parece se deixar seduzir, embora conserve sua atitude sobranceira e etérea em seus giros. Phelipe não desperdiça um segundo sequer de sua dança e de seus movimentos que existem para corteja r sua dama, proteger o lírio mimoso e para nos brindar com uma dança ri precisa. Impressiona a destreza de seus pés, a leveza de
cionistas, policiais. Enquanto dormimos, esses nossos dançarinos autodidatas, muitos dos quais ainda quase anônimos, gastam boa parte de suas noites e madrugadas em ensaios para aperfeiçoar a dança individual e atingir a harmonia e perfeição coreográfica como casal. A cada ano, cada um busca intensamente o aprimora-mento e procura criar va riações sobre a dança básica de modo a enriquecer a performance, reg istrar originalidade e individualidade. Ano após ano, produzem um espetáculo sempre renovado, assegurando vivacidade e continuidade a este elemento da cultura brasileira tão caro a todos. Esta tradição originalmente ~uminense está difundida em todo o Brasil, e mesmo em várias cidades estrangeiras, onde, tal como Phelipe e Rafaela, outros casais riscam o chão do universo com poesia carioca. Trata-se de uma das contribuições mais valiosas que o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, assim como ta ntos outros mediadores da cultura popular brasileira e ca rioca, devem se orgulhar de ter dado ao mundo. Roguemos à Mãe Senhora, fonte de amor e de fé, para que a que a luz que emana de seu olhar abençoe todos esses dançarinos e nunca nos deixem faltá-los.
parecem agitar o ar, rasgar o espaço e rees-taucl<=u ,,,_ em torno de sua ~or em pleno caos de seu o ntnrr,('\ Parece dispensável dizer que considero que lipe formam um par de dançarinos perfeito, harmônico. Cresceram juntos neste métier, i invejável aliada a proezas técnicas ainda não uma riqueza euma experiência visua l da qual deveria se privar de ter. Em 2013, mais de 50 escolas de sa mba rlo,:hl:.1IIfiI ofi(:ia~~lW~~1::""'-' 1
mortais brasileiros, como Rafaela e Phelipe, que durante o estudantes, vendedores, construtores, bancários, fu blicos, donas de casa, bombeiros, advoga-dos, rorf'\toc.'f'\
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Ritmo e paixão o gingado de uma ala de passistas, riscando o chão da avenida com passos e meneios ágeis, indecifráveis aos olhos comuns, contagiam e envolvem todo o contingente da escola. irigidos por Magno, passista tradicional que já na década de setenta desfilava sua arte na Imperatriz, o grupo de sambistas de Ramos, promovem durante os ensaios de quadra, verdadeiros Shows que abrilhantam ainda mais as noites de samba na Leopoldina. Magno Show, já conquistou inúmeros prêmios na categoria passista masculino, como o estandarte de ouro e o prêmio Samba-Net. Hoje o Professor transmite aos seus discípulos toda a elegância, ginga e postura dignas de um verdadeiro sambista. A Imperatriz tem uma tradicional ala de passistas, Vencedora
de três estandartes de ouro, Vitamina em 1980, Naide Sueli em 1986 e Denise Nascimento em 2004, nossos sambistas sempre foram referência de"samba no pé': Em 2013, nossa ala representará a jóia de índio, uma bela fantasia onde os principais elementos da floresta serão mostrados como biojóia, exemplo de sustentabilidade. Venha cair no samba com os passistas da Imperatriz, e se encantar diante de tamanha tradição e encanto, é o samba verdadeiro que corre nas veias e faz pulsar o coração de todos os sambistas.
Magno show, no centro e a sua intrépida trupe de passistas.
Nossas baianas, nossas guerreiras! rodopiar de uma baiana é um dos momentos mais intensos e mágicos do desfile. Em conjunto, quando rodam, tingem a avenida com um colorido inigualável e promovem um espetáculo deslumbrante. Introduzidas no desfile na década de 30, como uma forma de homenagear as senhoras dos terreiros de candomblé, que abrigavam os sambistas, ainda marginalizados pela sociedade, e suas casas, e promoviam grandes festas ao som do samba. Elas representam a tradição da nossa escola, nossas senhoras rezadeiras, bordadeiras e quituteiras. Seus colares e guias adornam a fantasia, motivo de muito orgulho para quem veste, e de grande admiração para quem assiste. A ala de baianas, mesmo não sendo julgada, é quesito obri gatório dentro de um desfile. As senhoras baianas da Imperatriz, representarão no carnaval de 2013 as Indias Karajás, com sua cerâmica tapajônica, desfilarão no primeiro setor da escola, e prometem encantar a avenida. São no total 100 baianas, a mais idosa é Rosa Passos de 75 anos, enquanto a mais nova, Jenifer Cezário, tem apenas 16. A Presidente da ala é Tia Zezé, cozinheira de mão cheia e dona de um dos acarajés mais respeitados do Rio de Janeiro. JUQto com ela temos o apoio de Douglas da Lapa, dir assumiu a coordenação de nos
Tia Zezé, Presidente da ala de baianas.
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Belém e seu carnava l Luiz Guilherme Pereira s primeiras informações sobre a folia em terras paraenses são de 1910, quando os clubes sociais abriam as suas portas para os chamados "regabofes" e os cordões animavam as ruas de Belém. Já em 1920, o Clube Carnavalesco "Emboca" saiu trazendo à frente um rico estandarte, posteriormente adotado pelas escolas de samba. E, a agremiação venceu os dois primeiros concursos de carnaval (1920 e 1921), promovidos pelo jornal Folha do Norte, além de ter introduzido, em 1923, uma banda de clarins. Na segunda metade da década de 20, o Largo da Pólvora, hoje Praça da República, concentrava a exibição de cordões carnavalescos, como o Martelo de Prata, Lenhadores e outros, com seus trajes característicos e, o sucesso alcançado possibilitou a entrada oficial, no carnaval, em 1927, da Intendência de Belém, a Prefeitura da época, com a organização do Corso, que conseguiu a participação de inúmeros carros e a consolidação da animação carnava-
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lesca nas ruas de Belém. Em 1930, mesmo com intensas chuvas, a folia foi total com grandes concentrações de mascarados nas praças da República (ponto central com as suas batucadas e batalhas de confete) e Batista Campos. O corso carnavalesco entrou noites adentro e importantes cordões como os dos Pretinhos, Marujos, Balizas e Roceiros se apresentaram com músicas e coreografias diferenciadas. A partir de 1934, os foliões (os brincantes) receberam influências de marujos de outras regiões do país, que chegaram a Belém em trabalhos militares. Ao regressar do Rio de Janeiro, Raimundo Manito, criou o Rancho Não Posso Me Amofiná. uma dissidência do bloco "Quem Fala Tem Paixão" e usou a bandeira dos ranchos cariocas, como símbolo. Em 1935, Almerindo Cardoso, , Manoel Airosa e José Cruz fundaram a Escola de Samba OTá Feio e tomaram por base, uma batucada trazida por marinheiros do cruzador Floriano, da Marinha Brasileira, e ostentou um estandarte como
Enredo sobre Eneida e porta estandarte "quem são eles".
símbolo. essas duas agremiações, além de algumas outras, alegraram o povo até 1942, quando veio a Guerra e, nesses anos somente o Rancho saiu e manteve viva a chama carnava lesca. Com o término da segunda guerra mundial, as escolas retornaram, outras foram criadas e fizeram o grande carnaval da vitória, em 1946. O Tá Feio retornou com o nome de Quem São Eles e, o carnaval foi oficializado, integralmente, na década de 50, pela Prefeitura Municipal de Belém e surgiu uma das maiores organizações carnavalescas, a Universidade de Samba Boêmios da Campina, que introduziu o casa l de mestre-sala e porta-bandeira no carnaval de Belém. Na década de 60, o carnava l de Belém decaiu e foi se reerguer nos anos 70, quando inúmeros intelectuais se agregaram ao Quem São Eles e deram nova vida à folia e contagiaram outras escolas de samba como o Rancho, a Embaixada do Samba Pedreirense, o Império Pedreirense e Acadêmicos da Pedreira. Nesse período surgiram inúmeros blocos de rua e na década de 80 foi criada o Arco fris, que importou uma grande equipe do Rio de Janeiro, comandada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta e Laíla, elevando o carnaval de Belém à categoria de um dos melhores espetáculos do país. Os anos posteriores alternaram períodos de decadência, com algumas raras iniciativas de soerguimento, mesmo com a população continuamente apaixonada por carnaval, no aguardo de dias melhores. Mas, neste ano, o Estado do Pará será exibido, em toda sua grandeza e exuberância, pela Imperatriz Leopoldinense, para o público da Passarela do Samba Darcy Ribeiro e, pela TV, para o mundo inteiro. LUIZ GUILHERME PEREIRA é cururgião-dentista de profissão e folião de coração. Começou menino, na década de 40, como brincante do carnaval de Belém e foi porta -estandarte epresidente da Escola de Samba Quem São Eles. Desde o final do século passado, é componente da Imperatriz Leopoldinense.
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o PARA CONVIDA:
CONHEÇA A OBRA-PRIMA DA AMAZÔNIA Amazônia é, sem dúvida, um dos destinos turísticos mais desejados do mundo. Em seu território brasileiro, na Região Norte do País, encontramos o Pará, seu portão de entrada e o estado detentor de cerca de 50% de toda a sua riqueza natural. Considerado a obra-prima da Amazônia, encanta pelas ricas manifestações culturais, gastronomia exótica e belezas naturais. Tudo isso pode ser vivenciado nas seis regiões turísticas que formam o estado: Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu. O Pará oferece hoje cinco principais segmentos turísticos: natureza, cultura, sol e praia, eventos e negócios. A cuitura, por exemplo é reAetida em inúmeros eventos nos 144 municípios do estado. Carimbó, siriá, lundu, retumbão, calypso, tecnobrega
e tantos outros ritmos fazem do povo um dos mais festivos do Brasil. A gastronomia é original, criativa, autêntica e marcada por grande diversidade. t mais que uma prática alimentar, é um ritual que mistura as heranças indígenas, africanas e europeias que marcam a origem histórica e étnica dos habitantes locais. Tacacá, maniçoba, pato no tucupi e uma variedade de frutos, entre os quais açaí, bacuri e cupuaçu merecem referência, considerando que essa gastronomia é exótica, rica em cores, aromas e sabores únicos, só encontrados na obra-prima da Amazônia. Soma-se a esse aspecto a criatividade do paraense, seja para a literatura, artes plásticas, artesanato, música e outras formas de expressão, que tem grandes expoentes. A religiosidade é muito forte, em especial a cristã, que tem no Círio de Nazaré
sua principal manifestação, traduzida todo mês de outubro
ecológico e de aventura ou na vivência de experiências, os fa-
em procissões e romarias, a do segundo domingo, por exem-
tores naturais atraem a atenção dos visitantes que desejam
plo, envolvendo mais de dois milhões de romeiros tem quase
desfrutar do turismo no estado.
220 anos.
Sol e praia são também dois segmentos muito convida-
A natureza foi generosa com o Pará, com a combinação de
tivos a quem quer conhecer o Pará. A abundante presença
fatores marcantes de vários ecossistemas, onde o predomi-
das águas no território paraense é responsável pela formação
nante é o amazônico. Rios, praias, mangues, florestas, campos
de belíssimos recantos naturais, seja em praias formadas pe-
alagados, vastíssimos elementos de fauna e flora fazem da
los rios ou mesmo no litoral atlântico e ainda em igarapés de
região amazônica única no mundo, onde o Pará foi premiado
águas calmas e geladas. As possibilidades são diversas: praias
com a presença destes elementos. Cada região turística do
litorâneas como Atalaia e Corvina, em Salinópolis, Marudá em
estado apresenta diferentes características, que combinadas
Maracanã e praia da Princesa e Algodoal, na ilha de Mayan-
formam um mosaico de formas de se relacionar e vivenciar
deua também em Maracanã, Ajuruteua, em Bragança, praia
estes elementos, fatores que influenciam também na cultura,
do Pesqueiro, no Marajó. Também são encantadoras as praias de rios, a exemplo do
culinária, história e economia de cada canto do estado. O homem da Amazônia, no Pará, tem uma relação curiosa
Morubira, Chapéu Virado, Paraíso e outras na ilha de Mosquei-
com as águas, seja em busca da sua sobrevivência na pesca,
ro, praia do Amor, na vila de Alter-do-Chão, em Santarém, praia
seja no ir e vir diário, que faz dos rios a sua rua e das embar-
do Tucunaré, em Marabá, praia das gaivotas em Conceição do
cações seu principal meio de transporte. Essa vida em função
Araguaia, Caripy em Barcarena, e tantas outras que fazem parte
dos elementos da natureza é um dos fatos que mais atrai vi-
do vastíssimo leque de possibilidades para quem deseja curtir
sitantes que desejam conviver com a cultura essencialmente
o sol e calor que predominam durante o ano inteiro na região.
amazônica presente no Pará. Seja na pesca esportiva, turismo 42
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Vale ressaltar que nos últimos anos o Pará vem ganhando
A vista aérea de Belém mostra a grandiosidade da cidade com seus pontos turísticos a exemplo do Teatro da Paz e destaca-se, também, por sua arte em cerâmica Marajoara.
Soma-se a gastronomia, a criatividade do paraense, seja para a literatura, artes plásticas, artesanato,
maior importârlCia na realização de grandes eventos com a implantação de equipamentos capazes de abrigar congressos, encontros, ferras, simpósios e outros. Neste sentido, merece destaque o Hangar - Centro de Convenções e Ferr as da Amazônia, em Belém, um espaço multi uso com uma estrutura ampla e Illodema, comparável com a de grandes centros de even-
música e outras formas
tos no restante do país. A estrutura hoteleira e de transporte
de expressão, que tem
e acesso também tiveram grande salto de qualidade, capazes
grandes expoentes.
de garantir e subsidiar as realizações, colocando o Pará como destaque na lota dos grandes eventos no pars. CARNAVAL
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Confira então, as dicas da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), para passar oito dias e sete noites em três regiões do Pará: Belém, Marajó e Tapajós. ILHA DO MARAJÓ
BELÉM A síntese da Amazônia brasileira, fundada em
O maior arquipélago fluvial e marítimo do mundo, localiza-
1616, a capital paraense simboliza a integração da
do na confluência do oceano Atlântico e a foz do rio Amazo-
Amazônia ao território brasileiro e é a cidade que me-
nas. Possui um complexo hidrográfico formado por inúmeros
lhor reflete a identidade amazônica em sua paisagem
canais, furos, igarapés e lagos, onde a variação de maré supe-
e em sua cu ltura . Seu conjunto histórico e arquitetô-
rior a 3 metros é um elemento determinante de sua paisagem
nico guarda os registros de outros tempos e é palco
singular. O patrimônio cultural do Marajó remonta aos seus ha-
de tradi ções da cu ltura viva, mas também um centro
bitantes originais, os marajoaras, considerados como um dos
de produção do conhecimento e de novas formas de
grupos humanos mais antigos da Amazônia com registros que
expressão cultural e linguagens artísticas.
datam do século V, e reconhecidos pela extraordinária produ-
Você não pode deixar de visitar o Mangal das
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ção ceramista.
Garças, a Baía do Guajará e Rio Guamá. Estação das
Passeie pelos principais municípios marajoaras, Soure e
Docas, Complexo Feliz Lusitãnia e Portal Amazônia.
Salvaterra, Vila de Joanes, Praia Grande e Praia do Pesqueiro.
O Complexo Ver-o-Peso que tem sua origem no pe-
Reserve tempo na agenda para visitar uma típica fazenda ma-
ríodo colonial e é considerado um dos mais antigos
rajoara, todas muito bem localizadas. A fazenda São Jerônimo,
mercados em funcionamento no Brasil, e o primeiro
por exemplo, já foi cenário de reality show, ensaios fotográ-
da Amazôn ia. Deixe espaço na agenda ainda para
ficos, documentários, reportagens diversas e oferece de tudo
conhecer o Museu Paraense Emílio Goeldi, Forte do
um pouco: trilhas na floresta e nos mangues, canoagem pelo
Presépio e o Museu do Encontro, a Catedral da Sé, o
rio, cavalgada, passeio de búfalos, com uma paisagem rica em
Teatro da Paz, o Parque da Residência entre outros.
flora e fauna, igarapés, mangues e exóticas praias desertas.
Você vai gostar de realizar as compras no Espaço São
Visite o ateliê de cerâmica e o Centro de Processamento do
José Liberto.
Artesanato do Couro de Búfalo.
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CíRIO DE NAZARÉ A FÉ QUE MOVE MAIS DE 2 MILHÕES DE PESSOAS PELAS RUAS DE BELÉM Um lugar ún ico no planeta que reúne maravilhas naturais e culturais, culinária encantadora, riquezas históricas, um imaginário, além de um povo acolhedor de um calor humano único e generoso. Assim é o Pará, a obra-prima da Amazônia.
t neste cenário
que acontece todos os anos, no segundo domingo de outubro, na capital paraense, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. O evento, considerado a maior manifestação de fé católica do Brasil, é cercado de simbolismos e peculiaridades: um misto de cultura, história, demonstração da marcante religiosidade do povo da região. O motivo é que Nossa Senhora de Nazaré é a padroeira dos pescadores, dos paraenses, da Amazônia. O evento mais significativo em termos de turismo no Pará acontece em Belém, capital do estado, que praticamente vive e respira o Círio o ano inteiro. Quando a festa se aproxima, em meados do dia 15 de setembro, se percebe o quanto ela é importante para a cidade e para a Amazônia como um todo, em diversos sentidos, dentre eles o econômico, já que a movimentação no comércio chega a
REGIÃO DO TAPAJÓS Esta região guarda importantes unidades de conservação, que garantem a preservação da floresta densa de terra firme
e sltios arqueológicos com registros de anti-
gas civilizações que habitaram a região antes da chegada dos portugueses, com destaque para a cultura tapajônica, com sua sofisticada cerâmica. Você vai ficar encantado com a região do Tapajós, rica em paisagens. Por falar nisso, é Inesquecível ver, em frente à cidade de Santarém, o encontro das águas escuras e barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do Tapajós. Espetacular é o fato de que esses rios se encontram, seguem lado a lado por muitos quilômetros, mas suas águas nunca se misturam. Esse espetáculo pode ser visto no Mirante do rio Tapajós. Em Santarém visite Alter-doChão, Lago Verde, Serra da Piraoca, Floresta Encantada, Praia do Amor e os municípios de Belterra, guardião da história do ciclo da Borracha e Oriximiná, com diversas etnias indígenas, são fonte dessa produção, que também é oriunda de Santalém. Um exemplo são as cuias pintadas de Antapera, candidatas à patrimônio cultural do Brasil.
ser até maior do que o Natal.
t por isso que para muitos, o Círio é
considerado o "Natal dos paraenses", não no sentido propriamente religioso, mas por tudo o que a festa proporciona, especialmente quanto ao encontro e confraternização das famílias. Quem vem ao Pará para o Círio, precisa mesmo conhecer o que o estado tem mais para oferecer e desfrutar das maravilhas dessa verdadeira obra-prima da Amazônia.
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SOMANDO FORCAS
SECRETARIA
DE CULTURA
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A Petrobras patrocina o Samba Carioca,
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Patrimônio Cultural do Brasil. Porque onde tem cultura, tem Brasil.
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E onde tem Brasil, tem Petrobras .
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PETROBRAS
desafio é a nossa energia GOVER
Ministéri o d e Minas e Energia
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PAis RICO l: PAis SEM POBREZA
-A DISCRIMINACAO 6
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POR ORIENTACAO 6
•• LEI MUNICIPAL N° 2475/1996. Para esclarecimentos, denúncias e reclamações: cedsrio@gmail.com OU 2976-9137.