São Paulo, terça-feira e quarta-feira, 4 e 5 de março de 2014 www.dcomercio.com.br Conclusão: 23h40
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Jornal do empreendedor Ano 90 - Nº 24.075
Obra surreal do governo
A obra é um decreto de outubro de 2013 que dá margem a duas interpretações: 1) o governo pode declarar de interesse público bens "musealizados", mesmo privados. 2) o mercado denuncia um "confisco", as vendas paradas. Pág. 8
GUERRA DE NERVOS
Pizza vira superstar na noite do Oscar
O presidente Putin acusa a Ucrânia de ter dado um "golpe" e se reserva o direito de, "em último caso", usar seu poderio militar. O secretário Kerry, em Kiev, ofereceu US$ 1 bi e quer os russos fora da Crimeia. Pág. 7
A Big Mama´s & Papa´s, rede de Los Angeles, serviu pizzas na festa (foto). Ganhou fama instantânea, publicidade avaliada em US$ 10 milhões. E convite para abrir franquias fora dos EUA. Pág. 13
Tendência: acabar com as comissões de vendedores. O consumidor não entra na loja sem saber o que quer, plugado na internet. E aí vem o vendedor e tenta convencê-lo a comprar mais. Os tempos mudaram. O "empurra" de mercadorias não funciona, irrita. Por isso, a tendência é acabar com comissões que atiçam ofertas. Sem elas, atendentes viram consultores. É o que devem ser. Pág. 11 ISSN 1679-2688
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Lucy Nicholson/Reuters
24075 Página 4 Página 4
O celular assobia o pagamento. E o caixa agradece. A nova linguagem entre aparelhos, além da NFC, Bluetooth e infravermelho, é o assobio. Pág. 16 Leandro Martins/Estadão Conteúdo
Samba com fé não falha: Mocidade tri! A Mocidade Alegre entrou no sambódromo com "fé, que a fé não costuma falhar". E não falhou. Tornou-se tricampeã. Rosas de Ouro, a vice. Pág. 10
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 4 e 5 de março de 2014
O PMDB, líder dos rebeldes, tem mandado recados cada vez mais explícitos sobre seus incômodos José Márcio Mendonça
O SILÊNCIO
DEPOIS DA FOLIA, AS CINZAS?
DOS BONS período de Carnaval, no Brasil, para quem não gosta muito de folia, é propício a reflexões de toda natureza. Há algum tempo repousava em minha mesa uma frase recebida de leitora, já de meu conhecimento e até uso, mas que ficou me desafiando a refletir sobre seu conteúdo, aplicado ao nosso País. A frase é de Martin Luther King. Dizia ele: "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons". Me impressiona como essa frase se aplica ao Brasil de hoje, mais de meio século após ser proferida pelo líder negro americano. No Brasil de hoje os violentos gritam e agem sem temor ou constrangimento, desafiando a ordem pública, a sociedade, as leis. No Brasil de hoje os corruptos ganharam a forma de pessoas de bem e agem, nas sombras ou até ostensivamente, dilapidando o patrimônio público, desafiando a justiça, a sociedade e as leis. A punição de alguns pelo Mensalão é exceção no mar de corrupção. No Brasil de hoje os desonestos prosperam, nadam de braçada no mar manso da impunidade e da ineficaz justiça. E a palavra "ética" poderia ser retirada dos dicionários: quase ninguém lembra do que significa. A partir do comportamento e dos exemplos vindos dos governantes e políticos, notadamente de doze anos para cá, os valores éticos e morais, pilares de uma nação, seguem sistematicamente destruidos. E me pergunto, constrangido: por que o silêncio dos bons, se estes são a imensa maioria? Como pessoas trabalhadoras, honestas, dedicadas ,cumpridoras das leis, ficam em silêncio diante do achaque político a que o Brasil vem sendo submetido? Por que as pesquisas ainda revelam aprovação até confortável das pessoas para aqueles
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ão é de bom tom tratar de certos assuntos aborrecidos e – principalmente desagradáveis quando alguns ainda estão curtindo as alegrias e as ressacas do Carnaval e outros estão voltando para o batente depois de alguns dias distantes do desagradável. Contudo, é inevitável: o mundo real não vive só de confetes, embora os cultores da filosofia manteguiana de encarar os desafios da economia prefiram ver sempre aqueles "pedacinhos coloridos" sempre na mais viva cor rósea. E, fato, a presidente Dilma Rousseff tem tudo para voltar mais serelepe de seu descanso momesco em Aratu, na Bahia, para onde foi retemperar suas forças. A economia lhe reservou uma grata surpresa no pré-carnaval, com a notícia de que o PIB do quarto trimestre de 2013 cresceu 0,7% , contra as expectativas mais otimistas dos analistas privados girando em torno de 0,3% e a previsão do Banco Central, vide seu IBC-Br, de um crescimento (valha o absurdo linguístico) negativo.
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om isso afastaram-se, nos últimos dias dois temores que assombravam o Palácio do Planalto, assim pelo menos esperam os operadores oficiais: que aumentassem as apostas em um incremento muito medíocre da economia em 2014, eleitoralmente muito perigoso, e de um possível rebaixamento da nota de crédito do Brasil pelas agências da classificação de risco já em abril. O sorriso beatífico, com grande esgar de modéstia, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar os dados do PIB divulgados na quinta-feira passada pelo IBGE, é a melhor mostra do alívio que se espalhou sobre Brasília, mais eficiente que qualquer dose de Rivotril. Agora, no campo econômico, é ir à luta para confirmar a realização das promessas contidas na política fiscal e na disposição reafirmado do Banco Central de continuar batendo firme na rebelde inflação. Uma tarefa, se não para o dia a dia, para o mês a mês. Mas a trégua está posta na mesa.
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as isso não acontece no pantanoso terreno da política e das eleições. E a presidente Dilma vai ter de mergulhar neles logo hoje, com afinco e sem intermediários. Até agora, com uma ou outra incursão esporádica, ela procurou agir por meio de intermediários – o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Os três têm voz, doadas pela presidente. Entretanto não têm atitudes nem – especialmente – decisão. E com isso deteriou-se, a um ponto nunca visto na gestão petista desde os malfadados
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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA
dias das revelações do Mensalão, a relação do governo com seus aliados e com o Congresso Nacional. Não é folclore – ou exagero: está no ponto de ruptura. E ainda com um agravante: desta vez o PT não está coeso para ajudar, pois uma boa e influente parte do petismo também tem queixas do Palácio do Planalto. omo pano de fundo, nada muito nobre: o tratamento recebido do Palácio do Planalto, a divisão de cargos, sempre um motivo de insatisfação agora aguçado pela demora na definição da reforma ministerial e a eterna novela da liberação das verbas das emendas parlamentares. No atacado, o medo da não reeleição e da diminuição das bancadas partidárias na Câmara e no Senado.
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Para os partidos aliados, menos o PT e em menor escala o PC do B, as eleições legislativas são muito mais cruciais do que a eleição presidencial. Daí as ameaças de rompimento em Brasília e a formação dos palanques estaduais, vindas principalmente do PMDB – mas não somente dele. A presidente Dilma – e o ministro Mercadante de cambulhada, como demonstrou numa reunião desastrada com os líderes partidários na semana antes do Carnaval – parece ainda não acreditar nas ameaças. Como o personagem dos quadrinhos, ela e os seus conselheiros políticos parecem acreditar que têm os "poderes de Grayskull". para levar a sério. No caso aqui trata-se do instinto de sobrevivência, tão agudo no mundo da política. Peça-se a um político tudo, menos que ele se suicide. Até porque, para os partidos não diretamente envolvidos na disputa presidencial – o próprio PT, o PSDB e o PSB mais aqueles que são mais umbilicalmente ligados a eles – há a certeza de que serão chamados para dividir as graças do poder, seja quem for o eleito em novembro. O problema
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Dilma terá de mergulhar no pantanoso terreno da política e das eleições com afinco e sem intermediários. E a relação entre governo, aliados e Congresso está no ponto de ruptura.
desses partidos não é o amanhã, este está garantido se eles tiverem força congressual; é o agora, ter instrumentos para ganhar esta força. O PMDB, líder dos rebeldes, tem mandato recados cada vez mais explícitos a respeito dos seus incômodos. O "blocão" da Câmara – que Temer e Mercadante , a pedido de Dilma, tentaram desarticular sem êxito até agora – vai botar seu estandarte na rua na segunda semana de março. E com um enredo que promete mais surpresas do que aqueles que as escolas de samba apresentam em seus desfiles. No Senado, o caldo peemedebista está pronto para entornar – e ele também tem ingredientes pesados. programa que o partido formalmente liderado pelo vice-presidente Michel Temer apresentou na quinta-feira, véspera do início da folia, foi de uma sutileza elefantina: enigmático, ele falou do futuro sem uma única referência mais direta às políticas do governo e muito menos ainda à presidente da República. Se não foi a fala de um adversário, não foi também a de um aliado. Coisa de gente muito magoada. As cinzas estão começando para Dilma com excesso de nebulosidade. Mas como a politica só volta a existir na terçafeira seguinte ao Carnaval, , ela tem ainda uma semana para tentar esses rebeldes com muitas causas. Terá ela de fato entendido o recado ou precisará buscar mais uma vez a muleta do padrinho Lula?
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PAULO SAAB Como pessoas trabalhadoras, honestas, cumpridoras das leis, silenciam diante do que ocorre no País?
que as desgraçam? Mesmo que não percebam, que sejam anestesiados pela propaganda (paga com dinheiro público), mostrando um paraíso no Brasil, o dia a dia das pessoas de menor poder aquisitivo, é um inferno, nos ônibus, metrês, trens, hospitais, escolas, estradas, repartições, ambulatórios... ? É a mesma massa que aplaude e vota em quem os mantém eternamentecativos, dependentes do mísero favor oficial, dado com recursos que poderiam (deveriam) melhorar a vida de todos. A classe média que pensa, discerne, e tudo paga, sofre em silêncio obsequioso. Impressiona verificar que a mesma presidente que atua na rota criada por seu criador e mentor, de desobediência à Constituição e às leis, consertando com mágicas políticas os seus malfeitos, consegue se superar ao receber uma crítica de alguém com autoridade, como o expresidente FHC, e dizer que ele foi "deselegante"? A reflexão do período de Momo pode fazer mais mal a quem tenta entender, do que pular sem sentido noites a fio... E a preocupação de King segue me atazanando a moleira. O silêncio dos bons é o responsável pelo grau de mazelas que se tornaram referência no Brasil de hoje. PAULO SAAB É JORNALISTA E SXC
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
terça-feira e quarta-feira, 4 e 5 de março de 2014
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FÍSICA ARISTOTÉLICO-ESCOLÁSTICA SE BASEAVA NAS QUALIDADES SENSÍVEIS DOS CORPOS.
A vingança de Aristóteles Reprodução
e você frequentou alguma dessas curiosas instituições que no Brasil se chamam "escolas", com certeza aprendeu que na Renascença o pensamento moderno dissipou as trevas medievais, colocando a ciência no lugar de uma névoa de superstições e crendices, como a magia, a alquimia e a astrologia. Se chegou à universidade, então, adquiriu a certeza absoluta de que foi isso o que aconteceu. Pois é, aprendeu tudo errado. O assalto moderno ao pensamento escolástico predominante na Idade Média começou justamente trazendo de volta as práticas mágicas que a escolástica havia expulsado dos domínios da alta cultura. Os pioneiros da modernidade – Tommaso Campanella, Giordano Bruno, Pietro Pomponazzi, Lucilio Vanini, entre outros – não só eram crentes devotos das artes mágicas, mas sua revolta contra a escolástica baseou-se essencialmente no desejo de colocá-las de novo no centro e no topo da concepção do mundo. O advento da física matematizante e mecanicista de Descartes e Mersenne, em seguida, voltou-se muito menos contra a escolástica do que contra essa primeira leva de pensadores modernos, e nesse empreendimento serviu-se amplamente de argumentos aprendidos da escolástica. A única diferença substantiva entre o mecanicismo de Descartes-Newton e a escolástica é que esta última, seguindo Aristóteles, não apostava muito no método matemático, cujo repentino sucesso a pegou desprevenida e desarmada.
em 1991, Aristóteles provou que ainda era até mais popular entre os cientistas do que entre os filósofos de ofício. E , n o s e u l i v ro O E n i g m a Q u â n t ic o , o físico Wolfgang Smith demonstrou que todas as chaves conceptuais para uma fundamentação filosófica da física quântica já estavam dadas com séculos de antecedência na escolástica de Santo Tomás de Aquino. Era a vingança completa. Não há um só historiador das ciências, hoje em dia, que ignore que foi exa t am e nt e assim que as coisas se passaram. Contudo, nas universidades brasileiras, parece que essas novidaOLAVO DE CARVALHO des velhas de meio século ainda não chegaram.
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física aristotélico-escolástica era baseada nas qualidades sensíveis dos corpos, das quais ela obtinha, por abstração, os seus conceitos gerais. A ciência moderna desinteressou-se da "natureza" dos corpos e concentrou-se no estudo das suas propriedades mensuráveis. Daí resultou a concepção mecanicista, na qual todos os processos naturais se reduziam, em última análise, a movimentos locais e obedeciam a proporções matemáticas universalmente válidas. No mais, o mecanicismo cartesiano concordava em praticamente tudo com a escolástica, especialmente no
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Para Aristóteles (retrato de Francesco Hayez,1811) , o método certo para o estudo da natureza era a dialética, que não leva a conclusões lógicas perfeitas e acabadas, mas somente a probabilidades razoáveis.
mídia brasileira, a mesma que escondeu por dezesseis anos a existência da mais poderosa organização política que já existiu no continente, levou mais de uma semana para admitir a realidade do massacre que estava e está ocorrendo na Venezuela, e mesmo assim o noticiou com discrição monstruosamente desproporcional com a gravidade dos acontecimentos. Acreditar que a Folha, O Globo e o Estadão pratiquem algo que mereça mesmo figuradamente o nome de "jornalismo" é apenas superstição residual. É a perna que continua se mexendo depois que o sapo morreu. Prefiro ouvir a www.radiovox.org.
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tocante às provas da existência de Deus e da alma, bem como à liberdade humana. oje sabe-se que Descartes e seu amigo Marin Mersenne não estavam interessados em destruir a escolástica, mas em salvá-la da contaminação mágico-naturalista para a qual a antiga física das "qualidades" deixava o flanco aberto. O mundo, porém, dá voltas. Aristóteles não levava a sério o método matemático porque não acreditava que nada na
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natureza se conformasse exatamente a qualquer medição ou regularidade inflexível. Para ele, o método certo para o estudo da natureza era a dialética, que não leva a conclusões lógicas perfeitas e acabadas, mas somente a probabilidades razoáveis. O desenvolvimento da física quântica, no século 20, mostrou que as leis inflexíveis da física newtoniana só valiam para o quadro das aparências macroscópicas, mas que a matéria, na sua constituição mais íntima, admitia irregula-
ridades e imprevistos que só podiam ser apreendidos numa ótica probabilística. ristóteles, portanto, não estava realmente errado. Apenas ele não tinha os instrumentos matemáticos para expressar numa linguagem quantitativa a sua noção de um universo probabilístico. Esses instrumentos, por ironia, vieram a ser criados justamente pela ciência moderna que desbancou temporariamente a física aristotélica. Sem a arte do cálculo, des-
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coberta por Newton e Leibniz, a física quântica seria impossível, mas desde o advento desta última o abismo que separava o probabilismo aristotélico da física matematizante foi transposto. Um pouco mais adiante, uma releitura mais atenta da Física de Aristóteles mostrou nela, por baixo de erros de detalhe (por exemplo, quanto às órbitas planetárias), uma metodologia científica geral bastante fecunda e compatível com as exigências modernas. Na celebração dos 2400 anos do seu nascimento,
ingindo provar o que dissera, o sr. Leandro Dias, aqui refutado em recente artigo, colocou na Carta Capital três links de textos meus, na clara expectativa de que o leitor se satisfizesse com isso e não fosse averiguá-los – pois em nenhum dos três havia a menor menção ao sr. George Soros como "marxista cultural", que ele me atribuía. Proponho a mudança do nome da revista para Carta Capetal.
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OLAVO DE CARVALHO É JORNALISTA, ENSAISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
SOB O OLHAR DAS MONALISAS mbora os avanços do Brasil em prol da valorização das mulheres sejam positivos, ainda há uma longa estrada a ser percorrida visando ao reconhecimento pessoal e profissional dos talentos femininos em todas as áreas dos saberes humanos. A mídia em particular, especificamente os programas ditos "cômicos" da TV , as propagandas de cerveja e os famigerados "reality shows", ainda se esmeram em apresentar a mulher tão somente como um objeto coxudo, peitudo e bundudo. Que triste. Sim, há mulheres que buscam esse tipo de falso glamour, não medindo esforços para que, mesmo a golpes de caríssimos bisturis, malhação ensandecida e até na utilização de substâncias "bombas", turbinam então o corpo e não veem nada de errado em se tornar celebridades instantâneas, custe o que custar.
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situação de corpões sarados artificialmente chegou a tal ponto que uma escola de samba carioca, para o carnaval de 2014, procurava mulheres que não fossem plastificadas e siliconadas, mas essa busca estava árdua. A nota dava conta de que somente duas candidatas conseguiram provar que eram ... naturais. Mas é preciso constatar que nas modernas sociedades, principalmente nas nações mais desenvolvidas industrialmente, as mulheres vêm ocupando cargos-chave com absoluto sucesso. E isto é muito bem. Sob a perspectiva global, no entanto, observam-se ainda extremos terríveis em relação à figura das mulheres. Quais são esses extremos? Em alguns países governados sob o tacão do fanatismo religioso, ser
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mulher é uma afronta à sociedade masculina, a qual viola os direitos mais comezinhos da figura feminina, não raro perpetrando contínua violência contra seu corpo,
universo do empreendedorismo total, obrigatoriamente não mais valorizando a escolha de ser mãe e cuidar zelosamente do seu núcleo familiar, como se o fato de a mulher vir a ser empreendedora de sucesso devesse excluir para sempre o seu desejo de também ser mãe. Como todos os "ismos" são perigosos, o feminismo não poderia ser diferente. Feminismo e machismo, pois, vêm se engalfinhando numa luta surda para ver quem leva a melhor no dia a dia. Lamentável. mulher feminina e não "feminista de carteirinha", ao contrário do que alguns pensam, não perde sua força de comando no exercício de qualquer atividade. Em posição de liderança, pois, a mulher não precisa ser uma "mandona machona", nos moldes de
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suas emoções e seu espírito. No outro extremo, sob a bandeira da doutrina do feminismo radical, a mulher "verdadeira" é aquela que se enquadra tão somente no
um chefão "macho brucutu", para se fazer ouvida e respeitada. Há outros caminhos eficazes para ela se sagrar vitoriosa , seja como CEO de qualquer multinacional ou assumir a liderança de uma micro empresa e dar um show de competência. As empresas que investem no potencial das mulheres, habilitandoas para a ocupação de cargos em nível técnico ou gerencial, em qualquer segmento produtivo, têm descoberto que elas reúnem uma tríade imbatível: sua própria feminilidade, sensibilidade para lidar com as questões mais árduas e racionalidade para tomar as decisões mais acertadas. ssim, feminilidade, sensibilidade e racionalidade são os diferenciais delas para melhor, posto que nós homens, com as exceções
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LUIZ OLIVEIRA RIOS de praxe, continuamos engessados pela fria racionalidade e ainda presos a um viés educacional que vem atravessando gerações, traduzido no seguinte bordão : "os homens não devem chorar!" E que essas mulheres maravilhosas olhem sobre nós com a ternura cândida de uma Monalisa, mas que também nos ensinem a ter a velocidade dos tigres, pois panteras ágeis há muito elas já são. Ave, mulheres! LUIZ OLIVEIRA RIOS É ESPECIALIZADO EM GESTÃO DE RH, EMPRESÁRIO E CONSULTOR DE EMPRESAS.OLIVEIRA.RIOS
@HOTMAIL.COM
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gibaum@gibaum.com.br
Não é apenas Lula que quer um empresário de peso na vice de Alexandre Padilha para o governo de São Paulo.
2 “O momento de levantar para fazer pipi sempre é complicado.” FÁTIMA BERNARDES // que narrou o desfile das escolas do Rio. Fotos: Paula Lima
MAIS: Aécio Neves também procura um empresário paulista para formar como vice em sua chapa à Presidência da República.
Agora, inflável Quem diria: o polêmico cantor Justin Bieber, que continua levando ao delírio adolescentes de todo o mundo, já tem sua versão em boneco erótico inflável. Tem as mesmas utilidades das conhecidas bonecas do gênero. O produto chama-se Justin In-Biever Love Boy e está à venda na loja virtual do canal Sexy Hot e em outros tantos do gênero espalhados pelo planeta. A propósito: Justin Bieber acaba de superar Katy Perry, alcançando nada menos do que 50 milhões seguidores no Twitter.
NOVO ROUND Durante o carnaval o governo lançou campanhas para conscientizar a população durante a festa mais popular do país e que deverão se desdobrar durante o ano no valor de R$ 30 milhões. A maior delas é do Ministério da Saúde com o slogan “Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha” (continuará nas festas juninas e na Copa), num total de R$ 15 milhões. A campanha do Ministério da Justiça (R$ 5 milhões) é sobre proibição de bebidas a menores, mais variante sobre drogas e a do Ministério das Cidades (R$ 10 milhões) sobre prevenção de acidentes no transito no feriado emendado.
MARATONA Muitos famosos cumpriram verdadeira maratona entre desfiles e camarotes em São Paulo e Rio de Janeiro e Ronaldo Nazário, sempre a tiracolo com a namorada Paula Morais, foi um deles. No desfile da Gaviões da Fiel, ao lado do pai, Nélio, o ex-jogador usava um terno amarelo dourado, que insistia em não caber em seus 105 quilos (ele garantia que havia emagrecido quatro). A calça ficava muito abaixo da cintura e o paletó só abotoava na casa superior. Na cintura, não dava para fechar.
Veríssimo no samba O escritor Luiz Fernando Veríssimo também virou enredo de uma escola em Porto Alegre, a Imperadores do Samba e saiu, no domingo, em cima de um carro alegórico. A escola teve uma ala chamada Amigos do Veríssimo, entre eles os irmãos Chico e Paulo Caruso. Nos últimos anos, ele já foi homenageado por outras duas escolas de lá, a Figueira e a Unidos de Vila Isabel de Viamão. Alguns personagens de Veríssimo ganharam bonecos, entre eles o Analista do Bagé e As Cobras.
PROTOCOLAR Em São Paulo, no sambódromo, Lu e o governador Geraldo Alckmin aceitaram convite do prefeito Fernando Haddad e foram ver o desfile das escolas paulistas no camarote do petista. Lá, cumprimentos meramente protocolares e depois, cada um para o seu canto. Ser fotografado ao lado de Alckmin, às vésperas da campanha para o governo paulista, era o que menos Haddad queria. Se acabasse posando, seria quase crucificado pela cúpula do PT em São Paulo, que já acha que o prefeito tem andado muito perto de Alckmin.
Carnaval de gala
Pouca gente sabe: Fátima Bernardes, que narrou o desfile das escolas na Sapucaí, ao lado de Luis Roberto, já foi destaque de ala na União da Ilha, em 1987, a convite do carnavalesco Alexandre Louzada. Trabalhava em jornal e queria fazer a cobertura de dentro de uma escola de samba. Também já narrou o desfile das agremiações do Rio, no passado e sua volta à cabine foi muito prejudicada. Mesmo assim, era a única a descrever alas e carros alegóricos, de acordo com informações organizadas em fichas. Vira e mexe, era atropelada por gritinhos de comentaristas, um deles de insuportável voz anasalada.
Fora de ritmo
A análise dos embargos infringentes que questionam a condenação por lavagem de dinheiro de João Paulo Cunha, João Cláudio Genu, ex-assessor do PP e Breno Fishberg, ex-sócio da corretora Bonus Banval, agora será retomada. As apostas, depois da decisão da semana passada no Supremo, é de que também serão absolvidos. Expresidente da Câmara, João Paulo Cunha foi o mais duro desafiante de Joaquim Barbosa após sua condenação.
MISTURA FINA MESMO levando em consideração que este é um ano eleitoral, o governo trabalha com um aumento de gasolina no começo de abril. A majoração estará atrelada a um bom resultado da inflação em fevereiro e março.
DILMA Rousseff deverá ter três palanques nas campanhas a governador de São Paulo: um com Alexandre Padilha, do PT, outro, com Paulo Skaf, do PMDB e o terceiro, com Gilberto Kassab (PSD). O Planalto incentiva a candidatura de Kassab. Espera que force um terceiro turno entre Padilha e Geraldo Alckmin.
Numa estada que demorou pouco mais de 48 horas, Paris Hilton veio ao Brasil para comemorar seus 33 anos de idade no Posh Club, no Jurerê Internacional, em Florianópolis. Trouxe seu irmão, Barron Hilton, atacou de DJ e teve animada recepção com direito a mini-cupcakes rosas e dourados. Depois, uma queima de fotos especialmente em homenagem ao aniversário dela. Antes de desembarcar, Paris havia postado no Twitter, foto onde aparecia com uma fantasia. “Nunca esquecerei meu carnaval no Brasil” (ela foi a primeira musa da Devassa).
Paris no Jurerê
Pacote gordo O cineasta Fernando Meirelles afirmou, em seu perfil no Twitter, que Roberto Carlos teria recebido R$ 25 milhões para participar da nova campanha da Friboi e garantir que voltou a comer carne vermelha. A dinheirama não incluiria apenas a presença do cantor na nova leva de comerciais, mas também apoio, durante um ano, nas apresentações de RC em todo país.
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Dose tripla
Batizado de Dada Magic Ball e com decoração inspirada no Dadaísmo e nas obras de Salvador Dali, o Copacabana Palace, no Rio promoveu seu tradicional baile de gala de carnaval que, neste ano, comemorava 90 anos. Com menos famosos do que nos anteriores, a folia teve com madrinha Luana Piovani, que usava um vestido transparente aberto na frente, com cauda e uma cabeça tipo coroa, tudo com pedras brilhantes (primeira foto à esquerda). Também lá, entre tantos, da segunda foto à esquerda para a direita, Ana Paula Aurajo, Daniela Albuquerque, o humorista Paulo Gustavo e de quebra, Lilian Ramos, com um decote que exibia a fartura de sa poitrine.
/ IN Azul básico.
OUT
Pretinho básico.
Outra Marcha No próximo dia 22, em São Paulo, haverá uma reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A primeira foi em 1964, dias antes da derrubada de João Goulart e a nova cumprirá o mesmo roteiro, saindo da Praça da República e terminando na Catedral da Sé. Na época, a então primeira-dama de São Paulo, Leonor Mendes de Barros, organizou a marcha contando com auxilio de mulheres de empresários. Agora, a nova passeata recebeu apoio de lideranças evangélicas, espíritas e da ancora do SBT Brasil, Rachel Sheherezade (renovou com emissora por R$ 300 mil mensais). Há quem aposte que também Lula teria participado da primeira Marcha.
É RECORDE: o senador Eunicio Oliveira (PMDB-CE) recusou cinco vezes a oferta que Dilma Rousseff lhe fez para assumir o Ministério da Integração. Ou seja: tem certeza de sua eleição para o governo do Ceará.
CUMPRINDO pena de sete anos em regime semiaberto em Cuiabá (ele trabalha em sua própria clínica), o ex-deputado Pedro Henry ainda mantém uma ligação com o Congresso: até hoje, não devolveu o apartamento funcional a que tinha direito quando era parlamentar. Henry renunciou ao mandato em dezembro do ano passado, quando se entregou à polícia.
AÉCIO Neves e Letícia Weber já escolheram os nomes dos gêmeos, um menino e uma menina, que vêm aí: Bernardo e Julia. E também Miriam Carvalho, chef de cozinha do restaurante San Felice, em Brasília, está esperando um bebê. Ela é filha do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
JORGE Gerdau, que comanda o Comitê de Gestão da Presidência e outros poderosos empresários estão em campo no Senado, preocupados com a MP 627, que muda regras contábeis e tributárias de empresas com sede no exterior. O governo quer endurecer o jogo, aumentar os tributos e arrecadar mais.
Colaboração:
Paula Rodrigues / Alexandre Favero
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Otimismo e atraso a menos de 100 dias da Copa
Wesley Santos/ Pagos
Com estádios inacabados, Dilma e Fifa falam em "problemas sob controle".
p re s i d e n t e D i l m a Rousseff afirmou ontem, em sua conta no Twitter, que o País está na reta final dos preparativos para a Copa do Mundo que será realizada no Brasil. Faltando 99 dias para o início da competição internacional, a presidente afirmou que a Copa se tornou mais do que um torneio de futebol, lembrando das campanhas pela paz e contra o racismo. "Os brasileiros estão prontos para mostrar que sabem receber bem os turistas e contribuir para que esta seja a Copa das Copas. Com mais infraestrutura, o turismo sairá ganhando não só na Copa, mas também em épocas como o Carnaval." A presidente também lembrou que desde ontem as cidades-sede da Copa já começaram a receber iluminação especial para marcar a contagem regressiva para o início
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do evento mundial. O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, amenizou o tom que normalmente toma em suas críticas à Copa do Mundo no Brasil e disse, em entrevista ontem, que as dificuldades relacionadas ao Mundial estão "sob controle". Blatter ressaltou que se houvesse problema nesta alSteffen Schmidt/ EFE
A exatos 99 dias para a Copa do Mundo, Dilma fala em "Copa das Copas" e Joseph Blatter, presidente da Fifa, ameniza o tom falando que Brasil está com "dificuldades sob controle".
tura do campeonato, os cem dias seriam pouco tempo para resolvê-lo, mas esse, segundo Blatter, não é o caso do Brasil. "Agora todos os problemas estão sob controle e daqui a 100 dias haverá um início excepcionalmente bom para um evento excepcional". Ele disse ainda esperar que os brasileiros recebam o torneio de braços abertos e que haja "fair play" (jogo limpo). "Os torcedores brasileiros apoiarão a seleção desde o começo e esperam que o Brasil vá até o fim. Mas há outras 31 equipes que querem evitar que o Brasil esteja na final, e é por isso que o nível da competição será tão alto. Será como uma luta, mas com espírito esportivo, onde o futebol também transmitirá uma mensagem de jogo limpo, disciplina e respeito". O dirigente destacou ainda a paixão dos brasileiros pelo futebol. "O País onde surgiu o futebol-arte é o Brasil", lembrou o presidente da Fifa. Segundo ele, o espírito brasileiro e a capacidade do País em jogar futebol fazem a próxima Copa "especial". ATRASOS Segundo levantamento do portal G1, a cidade de Manaus é uma das cidades que está com obras da Copa atrasadas. Apenas a Arena Amazônia será entregue no prazo, até o fim deste mês. Entre as que ainda não foram concluídas, estão o A ampliação e qualificação do
Alexandre Carnieri/Estadão Conteúdo
Estádios já custaram ao governo brasileiro mais de R$ 8 bilhões; o Beira Rio (acima) precisou de estruturas completamentares e a Arena da Baixada (à direita), após novo empréstimo, terá jogo-teste ainda inacabado.
Centro de Atendimento ao Turista (CAT), melhorias no Porto e, um monotrilho e reformas do Aeroporto Internacional. Segundo dados da Infraero, o aeroporto está com 83% das obras finalizadas. A COPA DO FENÔMENO O ex-jogador da seleção Ronaldo Nazário, atualmente membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa, em artigo na edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo, tentou consertar a afirmação que fez quando foi eleito membro da (COL)
de que Copa de fazia com estádios e não hospitais. No artigo de ontem, Ronaldo afirmou que estádios e hospitais são "complementares". "A Copa se faz com estádios, sim. E sem escolas e hospitais, não se faz um País. Essas duas afirmações são complementares, não excludentes." Ele disse ainda que Saúde e Educação são "prioritárias para o Brasil", mas que os R$ 8 bilhões gastos nos estádios devem ser considerados como investimento feitos a longo prazo. "Um estudo do governo do Rio Grande do Sul mostra que
o evento deve significar um aumento de R$ 500 milhões no PIB gaúcho." Em alusão aos protestos, contra a Copa do Mundo, o campeão do mundo afirmou que "sim, vai ter Copa" e que "acredita no Brasil, dentro e fora de campo". Para o ex-jogador, o Brasil é competente para sediar o evento internacional por ter feito o mesmo com a Rio+20, Eco 92 e com a Copa das Confederações. Ronaldo falou ainda que deixar de viver"a festa do futebol" seria uma "tremenda bola fora" brasileira. (Folhapress)
PMDB quer repensar aliança com PT
NYTimes diz que prefeito do Rio está estressado com eventos
Líder do partido na Câmara fala em falta de respeito
"Nunca na sua vida faça uma Copa e uma Olimpíada ao mesmo tempo", disse Eduardo Paes.
BLOCO DOS INSATISFEITOS
Dida Sampaio/ EC
líder da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados e um dos principais articuladores do "blocão" dos insatisfeitos com o Palácio do Planalto, Eduardo Cunha (RJ), usou as redes sociais para questionar a manutenção da aliança com o PT na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff e atacar o presidente petista, deputado Rui Falcão (SP). Preocupado com a proporção da rebelião na base aliada no Congresso e o reflexo disso em ano eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve desembarcar em Brasília hoje exclusivamente para conversar com a presidente Dilma. Em sua página no Twitter, o peemedebista disse que seu partido não é respeitado pelo PT e que, desta forma, começa a achar "boa a ideia de antecipar a convenção do PMDB". "A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT", escreveu ele. Dos Estados Unidos, onde passará alguns dias do recesso de Carnaval, Cunha deixou claro o tamanho de sua insatisfação com a condução da reforma ministerial e não poupou críticas ao presidente nacional do PT. "A bancada do
Levy Ribeiro/ EC
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prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), estaria sob forte estresse e teria apontado a realização de dois grandes eventos na mesma cidade como algo desaconselhável, segundo perfil publicado pelo jornal norte-americano The New York Times no dia 28 de fevereiro. Possivelmente esse também seria o motivo para os acessos de raiva de Paes nos últimos tempos, disse o NYT. "Nunca na sua vida faça uma Copa do Mundo e uma Olimpíada ao mesmo tempo", teria afirmado o prefeito em um debate, acrescentando que as manifestações populares de junho do ano passado tornaram tudo ainda pior. "Isso fará a sua vida praticamente impossível."
Além disso, segundo o NYT, remoções de moradores de favelas também estariam estimulando ressentimentos em relação aos grandes projetos de desenvolvimento.
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Eduardo Cunha: "Aliança difícil". PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", ironizou. Cunha negou que tenha interesse em mais cargos na Esplanada dos Ministérios. "Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ, doido atrás de boquinhas. Aliás, por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança", afirmou. Ao mandar seu recado na rede social, Cunha ganhou o apoio do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). "(Cunha) expõe os fatos e segue o que a bancada decidir". O líder peemedebista avisou que levará o tema para a reunião da bancada, marcada para o retorno do recesso, no próximo dia 11. (Folhapress)
SURTO DE IRA Segundo o NYT , o prefeito teria lançado um cinzeiro contra um dos seus assessores, um grampeador em outro e insultado uma vereadora em seu gabinete chamando-a de vagabunda, além de ter dado um soco em um rapaz dentro de um restaurante japonês.
Prefeito Eduardo Paes teria jogado um cinzeiro contra um assessor Tudo isso seguido de um pedido de desculpas e a justificativa de que estaria sob forte estresse, fruto de sua jornada diária de 15 horas de trabalho, descreveu o jornal. O perfil diz ainda que políticos de todo o País devem ter pensado que acolher esses eventos poderia abrir um caminho para o Brasil fazer as reformas necessárias e se tornar uma potência entre os emergentes (inclusive para receber esse tipo de celebração). Mas, segundo o NYT, o próprio prefeito reconheceria que as coisas
não funcionaram como o esperado. ATRASOS EMBARAÇOSOS O resultado, segundo a reportagem, envolve "embaraçosos" atrasos nas obras de estádios, aeroportos e demais sistemas de transporte nas cidades-sede. Tudo isso turbinado pela insatisfação crescente com os serviços públicos. Enquanto isso, a população questiona por que o governo está financiando os eventos, enquanto escolas públicas e hospitais permanecem precários, destacou a publicação estrangeira.
POLÍTICA "Enquanto isso, o explosivo Sr. Paes, cuja sorte política estava crescendo antes dos protestos, se acha no centro de uma disputa cada vez mais feroz sobre em que tipo de cidade o Rio está se transformando", diz o NYT, mostrando que alguns populares entrevistados pela reportagem chegam a se referir ao prefeito como "171". Apesar disso, o jornal norte-americano lembra que Paes é mais admirado fora do que em sua própria cidade. O NYT menciona que, em uma reunião de cúpula realizada na África do Sul em fevereiro, o prefeito do Rio sucedeu o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg como líder do C-40, uma rede de cidades que pretendem reduzir emissões de gases que provocam o efeito estufa. O prefeito não deu entrevista para falar sobre o assunto. (Estadão Conteúdo)
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Isso já tinha saído há três anos, é coisa antiga. Já foi tudo arquivado. Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio.
Carnaval de 2015 dos mensaleiros será em casa Dirceu, Delúbio e Genoino podem passar para o regime aberto até o fim do ano om a diminuição de penas após nova análise do crime de formação de quadrilha, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, petistas condenados no Mensalão, podem passar do regime semiaberto para o aberto já em 2014. No Brasil, essa mudança é encarada, muitas vezes, como sinal de impunidade. Para o doutor em processo penal Pedro Ivo Gricoli, porém, ela pode ter efeito pedagógico sobre a população brasileira. "Eu imagino que as pessoas esperassem penas mais graves ou mais longas e em regime fechado. Mas a aplicação rigorosa das leis traz um efeito pedagógico. Todas as modalidades de penas são penas", disse. Para o especialista, a lei que determina que, após o cumprimento de um sexto do tempo total de pena, o condenado possa progredir para uma pena menos restritiva, é adequada. O problema, para Gricoli, é que essa regra não é aplicada de forma homogênea. "A má execução é que traz essa percepção equivocada de impunidade. Dar um tratamento excessivamente legal a um caso emblemático passa a impressão de desigualdade", explica. "Temos que olhar pelo lado bom da aplicação dessa norma. Para que, no futuro,
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Que esta aplicação da lei, no futuro, não mantenha em regime fechado pessoas com direito à progressão. PEDRO IVO GRICOLI, DOUTOR EM PROCESSO PENAL
não se mantenham em regime fechado pessoas com direito a progressão da pena." O jurista Luiz Flávio Gomes tem opinião semelhante. "Vai haver reclamações, de que a lei é frouxa, que tem de endurecer. Porém, um ano na cadeia para o crime dele, que não matou ninguém, é mais do que razoável." O tempo para mudança de regime de um preso depende de vários fatores. Para passar ao regime aberto após cumprimento de um sexto da pena, é preciso apresentar bom comportamento. Há um processo pendente para Dirceu nesse quesito, a investigação se ele usou um celular dentro do presídio. Para Luiz Flávio Gomes, caso seja comprovado, esse uso configuraria uma falta grave. Por outro lado, trabalhar, estudar e ler livros, atitudes que pare-
cem estar sendo adotadas por Dirceu, ajudam a diminuir o tempo de pena. A cada três dias trabalhados, um dia é subtraído da pena. Pessoas que podem visitar Dirceu relataram que ele tem trabalhado na biblioteca do presídio. Delúbio, por sua vez, havia conseguido autorização para trabalhar fora da Papuda, na CUT, mas o benefício foi suspenso na última quinta-feira, por decisão judicial. Caso trabalhassem, estudassem, lessem, Dirceu poderia progredir para o regime aberto em dez meses e Delúbio, em oito meses e meio. Porém, para especialistas, é difícil cumprir todas essas funções no presídio. Genoino cumpre, atualmente, prisão domiciliar por causa da saúde. Ele não deve pedir autorização para trabalhar. Porém é o que teve a menor pena e deve passar para o regime aberto neste ano. No regime aberto, o condenado fica livre durante o dia e deve ficar em um albergue à noite e nos finais de semana. Como geralmente não há vagas nesses locais, os presos podem ficar reclusos em suas próprias casas. Além disso, devem sair e retornar em horários marcados e não podem deixar a comarca sem autorização judicial. (Folhapress)
Brasil pede Pizzolato de volta embaixada do Brasil em Roma entregou , na última segunda-feira, ao governo italiano o pedido formal de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. O dossiê foi entregue ao Ministério das Relações Exteriores da Itália de onde deve seguir para o Ministério da Justiça - que tem a missão de encaminhar o caso à Justiça e, no final do processo, tem a última palavra sobre a extradição. A entrega foi confirmada pela
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embaixada em Roma . O Ministério da Justiça italiano informou que deve se pronunciar sobre o caso Pizzolato nos próximos dias. Próximos Passos – Com o passo dado pelo governo brasileiro, o trâmite a partir de agora é o seguinte: o Ministério da Justiça da Itália deverá encaminhar o pedido à Corte de Apelação de Bolonha para o início da ação judicial que vai decidir se Henrique Pizzolato será ou não entregue às autoridades brasileiras.
Agora, tanto a Procuradoria quanto a defesa de Pizzolato podem recorrer à Corte de Cassação (instância máxima do Judiciário italiano) se houver discordância da decisão do tribunal de Bolonha - o que pode prolongar o caso por pelo menos seis meses. O réu do Mensalão fugiu para a Itália, com passaporte falso, dois meses antes do STF decretar sua prisão de mais de 12 anos. Por ser italiano, Pizzolato é protegido pela lei e sua extradição é incerta. (FP)
Escândalo envolvendo Metrô do Rio volta com força Aliados do governador Cabral estariam envolvidos em esquema de corrupção Divulgação
vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB na sucessão estadual, defendeu dois aliados suspeitos de terem recebido propina da empreiteira Camargo Corrêa após o Estado renovar a concessão do metrô no Rio. De acordo reportagem publicada pela revista Época, baseada em investigação da Polícia Federal (PF), o secretário de Governo do Rio, Wilson Carlos Carvalho, e Carlos Emanuel Miranda, ex-sócio do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), teriam recebido R$ 2 milhões em propina da construtora, valor que corresponde a 5% de um contrato de R$ 40 milhões. Os dois negam as acusações. "Isso já tinha saído há três anos, é coisa antiga. Já foi tudo arquivado. É estranho", disse Pezão no segundo dia de desfiles no sambódromo do Rio. A propina teria sido paga em 2008 depois que a Opportrans, então controladora do metrô do Rio, quitou dívida do governo com a empreiteira. O pagamento seria parte de um acordo para que a concessão fosse ampliada, sem concessão, até 2038. A Camargo Corrêa informou que o acordo com a Opportrans e o Estado foi homologado pela Justiça.
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Luiz Fernando Pezão, vicegovernador do Rio e pré-candidato ao governo, acha estranho que denúncia antiga tenha voltado à tona.
Carvalho é secretário de Governo há sete anos e coordenou as últimas campanhas de Cabral. Miranda era sócio do governador na SCF Comunicação e Participações Ltda. até setembro de 2013, quando a empresa foi extinta. De acordo com a PF, os dois aparecem como beneficiários de pagamentos suspeitos no Brasil e no exterior. No início da gestão Cabral, em 2007, a Metrô Rio contratou o escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados, do qual era sócia a mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Em 2010, a Camargo Corrêa foi a principal doadora na reeleição de Cabral, com R$ 1 milhão. Carnaval – Pezão acompanhou os dois dias de desfiles
do grupo especial ao lado do governador e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). No domingo, Paes recebeu no camarote o presidente nacional do PT, Rui Falcão, convidado pelo vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT). Aliado desde 2007 no Estado, o partido rompeu com o Cabral e deixou o governo para lançar como candidato na sucessão estadual o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Conversamos apenas amenidades, porque Falcão tem candidato e a gente também. Até junho ainda tem muita água para rolar. Vou ganhar no primeiro turno", disse Pezão. "Vamos apoiar o PMDB mais do que ele nos apoia nos Estados", disse Falcão. (EC)
Fim de disputa entre TJ e MP-SP Acordo encerra disputa por espaço físico entre TJ e Ministério Público presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, o procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, e o governador Geraldo Alckmin assinaram na semana passada termo de cooperação para expansão das sedes do sistema de Justiça.
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O termo prevê um programa de construção de sedes próprias para o Ministério Público. Com o acordo, fica para trás o clima de confronto que marcou o final da gestão Ivan Sartori, quando o então presidente do TJ-SP recorreu à Justiça para pedir que o MP desocupasse salas do tribunal.
Na ocasião, Sartori alegou que era generalizada a reclamação de juízes, no interior, por causa da falta de salas. Em até 10 anos, todas as promotorias contarão com instalações próprias. O ajuste garantirá a obtenção de recursos. As novas sedes serão executadas pelo governo estadual. (FP)
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Valentyn Ogirenko/Reuters
GUERRA DE PALAVRAS Anastasia Vlasova/EFE
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi a público ontem pela primeira vez desde o aumento da presença militar russa na Península da Crimeia para dizer que a Rússia se reserva o direito de usar todas as opções na Ucrânia para proteger os compatriotas que vivem em "terror", mas que Moscou usará a força apenas como último recurso. "Só pode haver uma avaliação do que aconteceu em Kiev, na Ucrânia em geral. Esse foi um golpe anticonstitucional e a tomada armada do poder. Ninguém discute isso. Quem pode discutir isso?", disse Putin, parecendo relaxado diante de um pequeno grupo de repórteres em sua residência perto de Moscou. "Quanto a levar forças. Por enquanto não existe tal necessidade, mas essa possibilidade existe", disse. "O que poderia servir como motivo para usar força militar? Ela seria naturalmente o último recurso, absolutamente o último." Ele também se distanciou do presidente ucraniano deposto, Viktor Yanukovich, e afirmou que a retaliação contra a Rússia por causa da Ucrânia será contraprodutiva, alertando que qualquer um que adotar sanções deveria pensar sobre os danos que elas provocariam. "Aqueles que pretendem impor sanções têm de conhecer suas consequências. Em um mundo moderno e interdependente, é possível que elas causem dano, mas esse dano pode ser mútuo", alertou. "Nossas ações têm sido absolutamente razoáveis. Qualquer ameaça à Rússia é contraproducente e perigosa." Mais cedo, Putin ordenou que as tropas envolvidas em um exercício militar no oeste russo, perto da fronteira com a Ucrânia, voltassem às suas bases. Por outro lado, o Exército russo testou ontem um míssil balístico Intercontinental RS-12M Topol em Astrakhan, no sul do país. O governo dos EUA informou ter recebido a notificação do teste antes do início da crise na Crimeia.
Putin ainda evitou perguntas sobre a tomada de controle da Crimeia por russos, afirmando que os homens armados que tomaram prédios eram das forças locais. Na Crimeia, o primeiro-ministro da região autônoma, Sergei Axionov, disse que a maior parte das tropas ucranianas na península de maioria russa se rendeu e prometeu lealdade a seu governo. Axionov prometeu convocar para o dia 30 deste mês um referendo sobre a independência da região (acima, soldados descansam perto de base aérea nos arredores de Sebastopol). Apoio e dinheiro - Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que uma invasão militar na Ucrânia pode afastar a Rússia de outros países. Segundo ele, a intervenIbraheem Abu Mustafa/Reuters
Hamas expulso do Egito Um tribunal egípcio proibiu ontem todas as atividades do Hamas no Egito e ordenou que os ativos do grupo islâmico palestino sejam confiscados. A medida é mais um sinal de que o governo do Cairo, apoiado pelos militares, planeja pressionar o grupo palestino que controla a vizinha Faixa de Gaza, encarando-o como uma ameaça de segurança. O Hamas é oriundo da Irmandade Muçulmana do Egito, que foi declarada um grupo terrorista pelas autoridades e sujeito a uma repressão sistemática desde que o Exército depôs um de seus líderes, Mohammed Morsi, da presidência em julho passado. O juiz não chegou a chamar o Hamas de
grupo terrorista, dizendo que a corte não tem jurisdição para fazê-lo. Membros do Hamas também são acusados de ajudar Morsi e outros integrantes da Irmandade a escapar da prisão em 2011. O governo egípcio afirma que o Hamas tem um importante papel na insurgência de militantes na região da Península do Sinai, que faz fronteira com Gaza e Israel (acima, integrantes do grupo patrulham fronteira). O Hamas criticou a medida. "A decisão prejudica a imagem do Egito e seu papel na causa palestina, e reflete uma forma de se colocar contra a resistência palestina (a Israel)," disse o porta-voz Sami Abu Zuhri. (Agências)
ção de Putin na Ucrânia não é um sinal de força, mas um reflexo da profunda preocupação dos vizinhos da Rússia com a interferência de Moscou. "O presidente Putin parece ter um conjunto diferente de advogados fazendo diferentes conjuntos de interpretações", disse Obama. Em sinal de apoio ao governo ucraniano, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, desembarcou em Kiev ontem, quando se reuniu com o presidente, o primeiro-ministro e outros líderes políticos ucranianos. Kerry ainda visitou memorial aos mais de 80 mortos em protestos contra o presidente deposto, Viktor Yanukovich (foto maior, acima). Na mala, o secretário dos EUA trouxe um plano de auxílio de US$ 1 bilhão em empréstimos
internacionais e a promessa de assistência técnica ao governo que se forma no país. A ajuda veio em boa hora: a Comgaz, subsidiária da companhia russa Gazprom, anunciou ontem que deixará de dar desconto no gás natural que vende à Ucrânia. A medida deve ser mais um golpe na economia cambaleante do país, que importa da Rússia mais da metade do combustível que consome. Um acordo firmado em dezembro passado entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o então líder ucraniano, Viktor Yanukovich, dava à Ucrânia um desconto de cerca de 30% no valor do gás - o metro cúbico do combustível, que custava US$ 400, passou a US$ 268,50. O contrato, entretanto, precisava ser revalidado a cada três meses, e ontem ocorreu sua primeira revisão. O mandatário russo disse na televisão local que a Ucrânia ainda não havia pago sua dívida com a empresa de gás. "Eles falharam em honrar a dívida. Acredito que hoje (a dívida) seja de US$ 1,5 bilhão e, se não pagarem (as exportações de) fevereiro, será de US$ 2 bilhões. Por isso vamos voltar aos preços normais. Faz sentido comercialmente, não tem nada a ver com a situação na Ucrânia", disse. Em janeiro, Putin havia dito em pronunciamento que deveria manter o desconto e que honraria a promessa de empréstimos somando US$ 15 bilhões ao país vizinho, não importando quem estivesse no poder. "O empréstimo é para ajudar o povo comum da Ucrânia, que sofre, e não o governo", afirmara. Os repasses, porém, foram congelados após a queda de Yanukovich. A União Europeia anunciou que também vai dar auxílio financeiro à Ucrânia. Além disso, analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) iniciaram ontem em Kiev reuniões com as novas autoridades para criar um plano de ajuda ao país. (Agências)
A volta de Chávez trará a paz à Venezuela? Enquanto estudantes armavam barricadas e ativistas realizavam novas manifestações na Venezuela, o governo do presidente Nicolás Maduro preparava para recordar o ex-presidente Hugo Chávez, no primeiro aniversário de sua morte por câncer. Maduro, que anunciou chorando a morte de Chávez para uma nação em estado de choque em 5 de março do ano passado, fez da preservação do controverso legado de Chávez a força motriz de sua presidência, apesar da oposição de cerca de metade dos venezuelanos. O herdeiro político de "El Comandante" vai presidir um desfile militar em Caracas hoje, seguido de uma cerimônia no mausoléu que abriga os restos de Chávez em uma favela em um morro da cidade. Aliados de Maduro, incluindo os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, são esperados para as cerimônias. O assessor de assuntos internacionais do governo brasileiro, Marco Aurélio Garcia, também deve participar dos eventos e se encontrar com representantes do governo, porém sem o intuito de exercer mediação entre os chavistas e a oposição. Em Genebra, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, confirmou ontem que o país não quer mediação internacional para a crise. "Os problemas que temos podem ser resolvidos entre os venezuelanos." Ele rejeitou a entrada de en-
viados da Organização das Nações Unidas (ONU) para examinar a liberdade de expressão e o direito de manifestação no país. "Não precisamos da intervenção de organismos da ONU." Jaua se reuniu ontem com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que havia alertado que as "autoridades venezuelanas deveriam escutar as ruas" e indicado que os "desejos legítimos" da população precisam ser atendidos. "Uma coisa são as demandas legítimas de uma sociedade democrática, mas isso não pode ser confundido com a ação de grupos treinados para promover uma violência planificada", respondeu o ministro. (Agências)
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A OBRA QUE PARALISOU O MERCADO DE ARTE
Kety Shapazian* O decreto 8.124/13, que regulamentou o Estatuto de Museus, editado em outubro do ano passado pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura (MinC), está agitando colecionadores, museólogos e marchands de todo o País. O texto define que o governo pode declarar de interesse público bens "musealizados" que estão atualmente em museus públicos e também nos particulares, além de obras de arte de colecionadores privados. Pela nova legislação, caso sejam definidos como "de interesse para o País", o objeto de arte começa a ser monitorado pelo Estado, por meio do Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram (autarquia vinculada ao MinC), desde sua conservação até a comercialização. Até restaurações somente poderiam ser realizadas com autorização do governo. Segundo o colecionador Marco Antonio Mastrobuono, o mercado em São Paulo está parado desde a publicação do decreto, no ano passado. "A finalidade do decreto é regulamentar o Estatuto de Museus, de 2009, só que o decreto se excedeu e o Ibram exorbitou o poder da lei. O mercado está completamente paralisado. Quem vai comprar uma obra de arte agora sabendo que ela pode virar de utilidade pública?", pergunta Mastrobuono. O colecionador paulista diz que o Ibram alega que o decreto não altera a propriedade, mas a obra perde a liquidez e "a perda de liquidez implica em perda de preço", explica, sobre o mercado de artes. Eliana Finkestein, presidente da Abact, a Associação Brasileira de Arte Contemporânea, concorda com Mastrobuono. "O mercado não está nada calmo. Quase todo mundo com quem eu converso está preocupado, cheio de dúvidas. As pessoas ficaram assustadas. Nesse setor, onde a arte é um conceito, quem compra quer ter certeza. Todos têm medo de operar com dúvida nesse mercado." Eliana, que também é uma das sócias da Galeria Vermelho, no bairro da Consolação, em São Paulo, acha que é "interessante" ter um órgão que cuide dos museus e que o decreto "está cheio de boas intenções, mas tem essa pegadinha, essa sacanagem. Conseguiram burocratizar ainda mais um sistema que já é burocrático. O Ibram diz que não haverá confisco, mas ninguém entendeu para que o governo precisa dizer 'isso é de interesse público, isso é meu agora'", comenta ela. "Vamos tentar reverter alguns pontos do decreto", diz, em nome da associação. Segundo o presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo, quem vai declarar uma coleção ou um bem como sendo de interesse público é o Conselho Nacional do Patrimônio Museológico. "É um conselho formado por personalidades que conhecem o campo museal e a cultura, devendo agir segundo critérios claros, transparentes e objetivos, em função da proteção de obras notáveis. Ao classificar uma obra, o conselho vai garantir apenas o seu registro, para que jamais se perca a sua referência." Para Oswaldo, "não há nada na política brasileira de museus e no Ibram que possa abalar o mercado, pelo contrário". "Os temores que percorreram o mercado de arte no final do ano e no início de 2014 felizmente se dissiparam. Graças à inteligência dos profissionais do setor e dos colecionadores, a boataria que espalhava pânico não consegue mais afetar uma análise serena e isenta do Estatuto de Museus e do decreto que regulamentou a matéria. A valorização das coleções, dos museus e da obra de arte indica que o mercado é um desdobramento significativo do campo cultural no território econômico", disse ele, em entrevista por email. Segundo o presidente do Ibram, caso uma obra seja declarada de interesse público, ela não corre risco algum de desvalorização. "Ao contrário, será valorizada ainda mais, ao ter sua singularidade reconhecida por uma classificação especial. E isso não impede que seja vendida, até para o exterior. "A legislação federal em vigor visa apenas a proteção de obra de arte ou coleções notáveis. Promoverá, em casos exemplares, a sua classificação e registro, a fim de garantir o seu rastreamento. Ou seja, para que o Ibram possa saber onde a obra está. Pode estar dentro ou fora
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Decreto 8.124/13
Quem vai comprar uma obra de arte agora sabendo que ela pode virar de utilidade pública? MARCO ANTONIO MASTROBUONO, COLECIONADOR
À direita, presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo, e Marta Suplicy, ministra da Cultura.
Reprodução
Acima, O Abaporu, tela de Tarsila do Amaral arrematada por US$ 1,2 milhão em um leilão na Christie’s de Nova York, em 1995. À direita, O Lavrador de Café, quadro de Portinari de 1939 e que faz parte do acervo do Masp, o Museu de Arte de São Paulo.
Reprodução
do País, mas se saberá onde ela está e não se perderá a sua referência. Apenas isso", defende Oswaldo. O Ibram também afirma que o decreto só regulamentou duas leis que foram submetidas a processo legislativo e em conformidade com a Constituição. "No caso particular, o decreto não traz nenhuma situação impositiva, compulsória, apenas reafirma que poderão ser (e não que serão...) os bens culturais passíveis de musealização. O Ibram respeita pensamentos discordantes, mas mantém sua confiança quanto à legitimidade das ações acauteladoras adotadas pelo poder público em defesa do patrimônio cultural brasileiro", afirma, em nota, o instituto. A OAB de São Paulo, no en- do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológitanto, finalizou um relatório co do Estado de São Paulo (Condephaat), para em que aponta inconstitucio- evitar sua venda numa casa de leilão em Nova nalidade no decreto. York, nos Estados Unidos, na década de 1990. A conclusão da OAB-SP afirNa época, o então presidente do órgão, José ma que o decreto "extravasou Carlos R. de Almeida, previa um "degredo pera sua qualidade meramente manente", caso a obra, consiregulamentar e invadiu a seaderada símbolo do Movimento ra do Poder Legislativo ao insModernista Brasileiro, saísse Nesse setor, onde a tituir certas normas, como é o do País. arte é um conceito, caso da criação de infrações Mandado de segurança – "O administrativas, já existentes dono do quadro conseguiu requem compra quer como crimes contra o patrivogar o tombamento feito pelo ter certeza. Todos mônio cultural na Lei 9.605/98 Condephaat através de um têm medo de operar mandado de segurança, o que (arts. 62 a 65), determinando com dúvida nesse penalidades e procedimentodos vão fazer caso uma obra mercado tos". Por outro lado, diz o pareseja declarada pelo Ibram cocer, também seriam questiomo de interesse público hoje", ELIANA FINKESTEIN, náveis os que se referem à avalia o colecionador. PRESIDENTE DA ABACT "declaração de interesse púDe acordo com Mastrobuoblico" de bens culturais e suas no, "qualquer quadro de Tarsiconsequências, que acarretariam restrição a la pintado na década de 1920 ou as grandes tevários direitos individuais garantidos constitu- las de Emiliano Di Cavalcanti e Cândido Porticionalmente. nari dos anos 1920 e 1930", para citar alguns Abaporu – Mastrobuono cita o caso do Abapo- artistas, correriam o risco de serem declarados ru, mais famosa tela de Tarsila do Amaral, que de interesse público pelo governo após o dechegou a ser tombado pelo Conselho de Defesa creto 8.124/13. (com agências*)
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National Geographic, a exposição. Vai até sexta (7) a mostra de fotografias National Geographic: Real People, Real Places, Real Faunada. Está em cartaz no Colégio São Luís, traz fotos que ficaram famosas ao serem publicadas pela revista National Geographic, como a célebre A Menina Afegã, e Steve McCurry. Rua Haddock Lobo, 400. Das 9h às 17h. Grátis
REESTREIA CULT
O Iluminado (1980), clássico de terror de Stanley Kubrick, reestreia no Cinesesc. Quem quiser rever, ou mesmo conhecer, a história sobrenatural de Jack Torrence (Jack Nicholson) e sua família deve correr. O filme será exibido hoje e amanhã, às 21h, e de sexta (7) até quinta (13), às 21h e 16h.
ATÉ DOMINGO
Esta é a última semana da exposição Os Volpis do MAC. Organizada por Paulo Pasta, a mostra traz 18 obras de Alfredo Volpi – parte do acervo do museu. As pinturas são de sua fase de transição da natureza para as formas. MAC-USP. Álvares Cabral, 1.301, Moema. Grátis. Até domingo (9).
Vinicius, letra e música. Sérgio Roveri le foi diplomata, dramaturgo, poeta, jornalista, cantor e compositor. Foi também boêmio, fumante inveterado, conquistador e marido de nove mulheres. Foi ainda bonachão e um boa praça incorrigível. Mas foi, acima de tudo, um dos artistas mais queridos, influentes e admirados do Brasil. Não seria fácil para um musical dar conta dos múltiplos talentos de Vinicius de Moraes, que morreu no Rio de Janeiro, em 1980, aos 67 anos. Por isso, o espetáculo Vinicius de Vida, Amor e Morte, que estreia sexta (7) no Espaço das Artes do Sesc Santo Amaro, resolveu deixar de lado os dados biográficos do Poetinha (apelido que ganhou do parceiro Tom Jobim) e investir somente em sua produção literária e musical. O que não facilita muito as coisas, já que Vinícius, além de escrever para cinema e teatro foi um poeta de produção considerável e deixou como legado para a música brasileira clássicos da magnitude de Garota de Ipanema, Se Todos Fossem Iguais a Você, Eu Sei que Vou te Amar, Insensatez e Chega de Saudade, entre dezenas de outras canções de quilate semelhante. O espetáculo sobre Vinicius é uma coleção coletiva da Cia. Coisas Nossas de Teatro, que já havia feito outra incursão pelo universo dos compositores brasileiros com o musical Noel Rosa, o Poeta da Vila, um sucesso
que permaneceu em cartaz por quase três anos. Tanto no espetáculo sobre Noel como no atual inspirado em Vinicius a direção é de Dagoberto Feliz. “Este espetáculo é uma tentativa de entrar na cabeça de um poeta”, diz Feliz. “No caso do musical sobre Noel Rosa, tínhamos o texto teatral escrito
Miró Parma / Divulgação
TEATRO
E
por Plínio Marcos. Agora, nossa dramaturgia foi sendo construída a partir da obra de Vinicius e de como os atores do elenco se relacionavam com ela.” Entre o colossal inventário musical deixado por Vinicius, a Cia. Coisas escolheu uma das últimas canções compostas por ele em parceria com Chico
Buarque, A Casa, que faz parte do álbum Chico e Vinicius Para Crianças, para servir de fio condutor para o espetáculo. Inspirados nos versos Era uma casa/Muito Engraçada/Não Tinha Teto/Não Tinha Nada, os atores criaram um ambiente onírico onde o público é convidado a entrar para tentar se apoderar do
polivalente universo de Vinicius. Um dos grandes desafios do espetáculo, de acordo com o ator e produtor Cristiano Tomiossi, é conseguir fazer com que a plateia enxergue a figura do poeta, sem que seja necessária sua personificação em cena. Tomiossi afirma que não existem falas ou diálogos criados pela companhia
– tudo que é dito em cena foi extraído ou das canções ou dos sonetos do Poetinha. Dagoberto Feliz acrescenta que a companhia, em nenhum momento, sentiu necessidade de se prender aos dados biográficos de Vinicius. “Nós queremos falar sobre sensações, sobre o lugar da criação do artista, e não sobre sua vida pessoal. Ao dirigir este espetáculo eu pude perceber o quanto a poesia dele continua potente. Se no papel ela já é forte, no palco ela grita”. A cenografia faz uma referência inconfundível aos objetos que povoaram o universo do poeta. Estão presentes o banquinho, o violão, o palco, o copo e a garrafa de uísque, a escrivaninha onde ele compunha, além de uma praia estilizada, já que poucos artistas cantaram tanto e tão bem o Rio de Janeiro quanto ele. A divisão do cenário em cinco ambientes é uma maneira de demonstrar as facetas de Vinicius retratadas no espetáculo: Vida, Amor, Morte, Prazer e Arte. As canções de Vinicius apresentadas em cena, mais de 20, surgem em acompanhamento de violão, piano, baixo acústico, clarineta, bateria e percussão. Vinicius de Vida, Amor e Morte. Estreia sexta (7). Espaço das Artes do Sesc Santo Amaro. Rua Amador Bueno, 505. Tel.: 55414000. Sexta, 20h. sábado, domingo e feriado, 19h. R$ 16.
MÚSICA
As mulheres dão o show André Domingues Marcos de Paula/Agencia Estado/AE
Rodrigo Capote/Folhapress
GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana
Gal Costa, que lança o álbum a lá tropicalista Recanto. irando o show de Lô Borges, que mescla antigos sucessos e faixas do recente trabalho Horizonte Vertical, os destaques da agenda de shows desta semana são todos femininos. Um desavisado pode pensar que se trate, apenas, de uma generosidade especial em função do Di a Internacional da Mulher, comemorado neste sábado. Mas não é assim. Em alguns espetáculos há mesmo o tom comemorativo, como em Mulheres de 80, em que o músico, arranjador e compositor Mário Manga recebe a nata das vozes femininas da Vanguar
T
da Paulistana, com Ná Ozzetti, Suzana Sales, Alzira E., Virgínia Rosa e Vânia Abreu. Na maioria, porém, a coincidência da data é s u p é r f l u a , a exe m p l o d o q u e ocorre com a mesma Ná Ozzetti e seu show E mb a l a r , baseado no disco homônimo que foi um dos mais interessantes lançados nos últimos meses. A independência se nota, igualmente, nas obras agora apresentadas por dois símbolos femininos da década de 70, Gal Costa e Joyce. As duas, afinal, lançaram ótimos álbuns recentemente. A primeira retomou o
Do oscar para a HBO
Sandra de Sá volta à ativa com a tournê Acústico. legado e as ambições modernizadoras do tropicalismo em R ecanto, feito sob a tutela segura de Caetano Veloso, e conseguiu renovar sensivelmente sua carreira. A segunda, por sua vez, investiu em composições inéditas em Tu do , aproveitando para reafirmar profundos vínculos com a bossa-nova. Também não há nenhum favor na forte presença da nova geração de cantoras, que já vem frutificando desde meados da década passada. Verônica Ferriani envereda pela onda de reatualização do pop romântico em Porque a boca
Quem estiver zapeando na televisão pela madrugada, lá vai a dica: à 1h de amanhã, a HBO exibe o filme Moneyball - O Homem Que Mudou o Jogo (2011).
f al a aquilo do que o coração tá cheio, enquanto Giana Viscardi explora temática e ritmicamente o legado afro da cultura brasileira em Orum. Outro destaque feminino da programação é temporada da cantora Sandra de Sá, que andava meio sumida. Dessa vez, ela chega à cidade com o show Acústico, que revisita grandes sucessos de carreira, como Olhos Coloridos, Bye, Bye Tristeza e Solidão. É mais uma ocasião, enfim, que deixa as justas homenagens ao Dia Internacional da Mulher para de depois do bis.
Gal Costa – Recanto ao Vivo Gênero: tropicalismo virtual Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095.9400 Dias 6, 7 e 8, às 21h, e 9, às 21h R$ 50 (ingressos esgotados) Giana Viscardi, part. Proveta – Orum Gênero: afro-brazuca-cult Itaú Cultural – Av. Paulista, 149. Tel.: 2168.1777 Dia 7, às 20h Grátis Joyce Moreno – Tudo Gênero: bossa recomposta Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469.1200 Dia 8, às 20h R$ 30 Lô Borges Gênero: antologia pessoal Comedoria Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076.9700 Dias 6 e 7, às 21h30 R$ 35 Ná Ozzetti – Embalar Gênero: vanguardismo popbrazuca Sesc Osasco – Av. S. C. Corinthians Paulista, 1300. Tel.: 3184.0900
Filme cult na telinha
Dia 8, às 20h R$ 12 Ná Ozzetti, Alzira E, Suzana Salles e Virgínia Rosa (dia 6) e Vânia Bastos (dia 7)– Mulheres de 80 Gênero: vanguarda paulistana em rosa choque Teatro Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080.3000 Dias 6 e 7, às 21h R$ 24 Sandra de Sá – Acústico Gênero: antologia pessoal Caixa Cultural – Praça da Sé, 111. Tel.: 3321.4400 Dias 5, 6, 7, 8 e 9, às 19h15 Grátis Verônica Ferriani - Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio Gênero: pop-cabeça Teatro Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. Tel.: 3871.7700 Dia 8, às 21h R$ 16 (Cotação AD)
Hoje, às 22h, no Telecine Cult, um filmão: Hannah Arendt - Ideias que Chocaram o Mundo (2012). Belo ensaio sobre pensadoras políticas mais influentes do século XX.
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O primeiro selfie (coletivo) Quem fez o primeiro selfie do século 21? Provavelmente estes respeitáveis senhores, em plena Quinta Avenida, em NY, em dezembro de 1920.
Toda a louça na vaquinha Essas vaquinhas da "raça" Selleti fazem sucesso por onde "pastam". Funcionam na verdade como charmosos armários, feitos com madeiras de caixas de transporte de mercadorias. Além das vacas, a reciclagem permite a construção de porquinhos e até galinhas. http://fab.com/product/sending-animals-cows-cabinet-465591
.C..ARNAVAL fastcodesign.com/3026832/this-might-be-the-first-selfie-in-photographic-histor y
O tri da Mocidade Alegre
.G..ADGET
escola de samba Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de São Paulo em 2014.Conquistou o tricampeonato com o enredo "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar". Venceu, também, em 2012 e 2013. Terceira a entrar no Anhembi na madrugada de sábado (1) para domingo (2), desfilou com mais de 3 mil componentes. A escola apostou em um enredo sobre a fé para conquistar o tri. "Em 2013, ganhamos o bicampeonato, mas passamos por uma apuração muito apertada. Foi um sofrimento
A
EFE
FEIRA Funcionário prepara painéis do cenário da CeBIT, considerada uma das maiores feiras de tecnologia da informação do mundo, de 10 a 14 de março, em Hannover, Alemanha.
Tiros pacíficos de pipoca Este simpático canhão estoura e dispara pipocas com a tropa reunida diante da TV. Livre de oleo, os grãos são submetidos a rajadas de ar quente. thegadgetflow.com/por tfolio/cannon-popcorn-maker/
.R..ELIGIÃO
Cardeal contra a lei antigay "Homossexuais não são criminosos". Foi essa a declaração que o cardeal do Vaticano em Gana , Peter Turkson, deu, sobre a lei antigay da Uganda. Além de criticar a lei, ele também afirmou que homosexuais não devem
ser sentenciados a passar a vida na prisão. Uganda tem sofrido cortes relacionados à lei: o Banco Mundial, por exemplo, adiou um empréstimo de US$ 90 milhões para o sistema de saúde de Uganda. (AE)
.V..ATICANO
Turismo nos jardins do Papa De acordo com a rádio Vaticano, o papa Francisco autorizou a visitação aos jardins da residência de verão em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma. Será possível visitar a parte principal da vila, o jardim Barberini. O
complexo arquitetônico é composto por três vilas, numa área de 55 hectares. À, agora, estão o caminho das ninfas, o anfiteatro romano, o jardim das magnólias e galerias subterrâneas. Passeios a 26 euros (R$ 83). (FP)
Taba Benedicto/Futura Press
muito grande porque foi tudo definido por décimos. Depois daquilo, a presidente Solange Cruz teve a ideia de fazermos um enredo sobre a fé", contou o carnavalesco Sidney França. A escola teve de acelerar no fim da apresentação. Na área da dispersão, membros da direção estavam apreensivos com o horário. A dois minutos do limite, que é de uma hora e cinco minutos, a presidente da escola precisou ser amparada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foi o tempo exato do desfile. E Solange pôde voltar rápido para comemorar. (AE)
.P..INTURA
Antes e depois das obras de arte O site La Boite Vert apresenta com humor a série "História por trás das pinturas". Divertido imaginar que a maçã poderia ter machucado o homem de Magritte. E o que teria visto então o famoso homem de Munch, antes de gritar ? http://www.laboitever te.fr/
.C..IÊNCIA
Vírus gigante no gelo da Sibéria Pesquisadores encontraram recentemente um vírus "gigante" de mais de 30 mil anos na camada de gelo permanente do nordeste da Sibéria. A revelação foi divulgada na pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O vírus não representa uma ameaça a seres humanos e é considerado "gigante" quando comparado a outros vírus - ele é microscópico e infecta apenas amebas. Segundo os pesquisadores, é possível que germes perigosos venham a ser descobertos no futuro próximo, à medida que o gelo permanente derreter. (AE)
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Comissão de vendedor combina com o varejo do futuro?
Fotos: Wallace Teixeira/Fotoarena
Especialistas já começam a discutir se o sistema de remuneração de vendedores impede que o Brasil se adapte às novas exigências do consumidor. Debate envolve experiências de lojas como a da Apple e limites da legislação trabalhista brasileira. Rejane Aguiar consenso entre os gu- do mês, naturalmente ele vai rus do varejo mundial tentar empurrar produtos, o que o poder hoje está que vai na contramão das nonas mãos do consu- vas tendências. A pergunta é: midor. Munido com seu smart- será que chegou o momento phone ou tablet, que deixa to- de rever um modelo tão antigo das informações sobre os pro- e arraigado quanto o das codutos ao alcance de poucos to- missões, que prejudicam o deques, o cliente tende a não senvolvimento de um novo aceitar mais a estratégia de varejo no País? venda que “empurra” merca“O debate me parece basdorias ou serviços que não tante oportuno neste momenquer comprar. O consumidor to em que temos uma grande agora deseja chegar a uma lo- novidade no varejo brasileiro: ja e ser atena i n a u g u r ad i d o p o r a lç ã o d a p r iguém capaz meira loja de fazer uma própria da espécie de Apple no Com a comissão, na assessoria Pa í s ”, afirma prática, o vendedor p a r a a c o mLuiz Alberto vira sócio do dono p r a – o c h aMarinho, sóda loja, já que o m a d o “ c o ncio-diretor da faturamento ci erge ”. Isso GS&BW, conjá é realidade sultoria espedepende de seu em mercados sucesso nas vendas. cializada no maduros cocomércio de LUIZ ALBERTO MARINHO, GS&BW s h o p p i n g s . mo o norteamericano, Ele se refere à mas ainda está a anos-luz de maneira de atuação da marca, distância do mercado brasilei- ligada às linhas mais moderro. De qualquer maneira, nes- nas do atendimento no varejo. se contexto começa a apare- A Apple aposta na atuação do cer no Brasil uma discussão a vendedor mais como um conrespeito da eficácia da conso- sultor e não como alguém que lidada política de remunera- depende de uma sucessão de ção por comissões no varejo. vendas para pagar as contas Afinal, se da comissão depen- no fim do mês. Por isso, os emde o ganho do vendedor no fim pregados das lojas recebem
É
A Apple não confirma, mas vendedores da sua primeira loja no Brasil, segundo redes sociais, receberão salário sem comissões, fórmula alinhada às tendências do varejo mundial.
Antonio Milena/AE
salário e, eventualmente, bônus como prêmio pelo desempenho. Quem já visitou uma das lojas da empresa no exterior sabe que pode passar horas fazendo perguntas sobre produtos a um vendedor-consultor sem que ele se incomode com a incerteza daquela venda. Ele está lá para apresentar os produtos e para tirar todas as dúvidas do consumidor – não simplesmente para vender. A Apple não informa oficialmente (até parece que o sigilo faz parte da sua “aura” de empresa-ícone), mas os vendedores da loja aberta no último dia 15 de fevereiro no VillageMall, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, não são comissionados, conforme informações que circulam na internet. Segundo Marinho, a estratégia da Apple ainda é bastante estranha ao varejo brasileiro. “As pessoas até podem pensar que não pagar comissões é uma política de remuneração do vendedor que ‘não pega’ no Brasil. Pode até ser. Mas eu me pergunto não estamos diante de um fenômeno parecido com o que aconteceu no início da década de 80, com a chegada do McDonald’s ao País”, observa Marinho. A associação de situações feita pelo especialista é simples: se o McDonald’s chegou ao Brasil com um modelo totalmente novo de atendimento em lanchonetes e causou uma revolução no setor (hoje, até pequenos estabelecimentos
Entrada da recém-aberta loja da Apple em shopping no Rio. Especialistas discutem se a estratégia de ter vendedores sem comissão deixará o impacto que o McDonald's provocou a partir dos anos 1980.
tentam copiar o esquema vencedor de McDonald’s, Bob’s, Burger King), é possível que uma empresa com a força da Apple também consiga servir de base para um novo modelo de varejo, que não precisa de vendedores dependentes de comissão para sobreviver. A mudança, no entanto, esbarra em uma característica peculiar do trabalho no Brasil: a legislação trabalhista antiga, que sobrecarrega os varejistas em termos de custo. “Nos Estados Unidos, a legislação mais flexível permite que as empresas paguem salários mais altos para os vendedores; além disso, existem as figuras dos vendedores que trabalham meio-período ou apenas nos fins de semana, diluindo os gastos dos varejis-
tas. Assim, eles não precisam contar com instrumentos como o da comissão e podem apostar no treinamento da equipe de vendas para se tornar uma equipe de consultoria”, explica Marinho. “No Brasil, ao contrário, o empresário, especialmente aquele de menor porte, não tem como oferecer um salário alto para o seu vendedor. Ele acaba, na maioria das vezes, optando por pagar um salário mais baixo e complementar a remuneração com comissões. Na prática, o vendedor vira sócio do dono da loja, já que o faturamento depende de seu sucesso nas vendas. Assim fica difícil convencer o vendedor de que pode ficar horas atendendo tranquilamente um cliente que, no fim das contas, pode
sair da loja de mãos vazias”, acrescenta Marinho. Uma mudança radical na política de remuneração dos vendedores no Brasil pode hoje parecer impossível, mas tende a ser precipitada pela revolução que a tecnologia já causou no varejo dos países desenvolvidos. A discussão entre os especialistas, impressionados com as experiências bem sucedidas apresentadas em janeiro durante a maior feira mundial do varejo, em Nova York, já está a pleno vapor. Vale a pena para o varejista, portanto, acompanhar de perto os efeitos-Apple no comércio nos próximos meses e anos. Se eles forem intensos e duradouros, talvez pressionem mudanças nas relações de trabalho no varejo.
Venda de tablets cresceu 68% em 2013 Segundo levantamento da consultoria Gartner, foram vendidos 195,4 milhões de aparelhos em todo o mundo. s vendas globais de tablets atingiram 195,4 milhões de unidades em 2013, o que representou um crescimento de 68% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento da consultoria Gartner. A companhia americana Apple liderou o mercado com a produção de seus aparelhos, mas seu sistema operacional iOS perdeu o primeiro lugar para os dispositivos com o sistema Android, do Google. De acordo com a consultoria, a participação de mercado da Apple baixou de 52,8% em 2012 para 36% no ano passado,
A
embora em número de iPads a companhia tenha registrado um crescimento em vendas de 14,5%, para 70,4 milhões de unidades. A segunda fabricante em vendas de tablets foi a sul-coreana Samsung, com 37,4 milhões de unidades vendidas e participação de mercado de 19,1%, ante uma participação de 7,4% no ano anterior. A terceira colocada foi a taiwanesa Asus, com 11,04 milhões de unidades vendidas e 5,6% de participação, ante 5,4% em 2012. Em seguida estão a Amazon (dona do Kindle Fire), com 4,8% de participação, e a Lenovo, com 3,3%. Em relação aos sistemas
operacionais, os aparelhos com o Android lideraram o mercado, com 61,9% de participação. As vendas desses dispositivos aumentaram 126,8% em 2013, chegando a 121 milhões de unidades. Em 2012, as vendas de tablets com Android representavam 45,8% do mercado. Em segundo lugar no ano passado ficaram os tablets da Apple, com o sistema operacional iOS, com 36% de participação, ante 52,8% em 2012. As vendas de tablets com o sistema operacional Windows, da Microsoft, cresceram 247%, chegando a 4,03 milhões de unidades vendidas.
A participação do sistema da Microsoft chegou a 2,1% do mercado global, ante 1% em 2012. Na avaliação de Roberta Cozza, diretora de pesquisas do Gartner, 2013 foi um ano de disseminação nas vendas de tablets e a oferta de aparelhos a preços acessíveis foi o principal fator para o sucesso das vendas. Para 2014, ela considera que será crucial para os fabricantes desenvolver novos aplicativos e funções que tornem seus tablets diferenciados, de forma a fidelizar suas marcas no mercado e melhorar margens de lucro. (Folhapress)
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Fiquei chocado. Não sabia que ia acontecer aquilo. Edgar Martirosyan, entregador de pizzas, apaixonado por Julia Roberts.
A pizza que acabou no Oscar
Lucy Nicholson/Reuters
Como a Big Mama's & Papa's, rede de Los Angeles, ganhou o estrelato.
bsolutamente anônimos e desconhecidos até a noite do último domingo, os descendentes de armênios Edgar Martirosyan e Ararat A ro Agakhayan ganharam, por feliz acaso, seus 15 minutos de fama... em escala mundial. O primeiro é entregador e o segundo é o dono da cadeia (20 lojas) de pizzarias Big Mama's & Papa's, de Los Angeles. Foi para lá que a apresentadora da festa do Oscar 2014, Ellen DeGeneres – cliente habitual, segundo ela mesma confessou – ligou pedindo pizzas, que depois serviu a alguns dos convidados. O entregador, teve um lucro imediato: recebeu gorda gorjeta de US$ 1.000 – US$ 600 arrecadados por DeGeneres de convidados das primeiras filas, literalmente passando o chapéu (do cantor Pharrell Williams); os outros US$ 400 ele própria deu. “Fiquei chocado. Eu não sabia que ia acontecer aquilo”, disse o entregador em entrevista ao programa de TV da apresentadora após a festa. O bônus, para ele, foi chegar perto da atriz Julia Roberts,
A
Gary Cameron/ Reuters
Bernanke: poderia fazer mais.
Gates à frente dos endinheirados Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O
Em plena cerimônia, Ellen DeGeneres fez o pedido: 20 pizzas de queijo, peperoni, cogumelos, rapidamente distribuídas a Brad Pitt, Harrison Ford, entre outros. Para o entregador Martirosyan, gorjeta de US$ 1.000.
José Cruz/ABr
ex-chairman do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, afirmou que o banco central dos Estados Unidos poderia ter feito mais para enfrentar a crise financeira do país. "Poderíamos ter feito algumas coisas na margem para mitigar de alguma forma a crise", disse Bernanke ontem, em seu primeiro compromisso público desde que deixou o cargo em janeiro após oito anos comandando o Fed. "Embora tenhamos sido agressivos, acho que no fronte da política monetária poderíamos ter sido ainda mais agressivos", completou. Os EUA se tornaram "confiantes demais", disse ele sobre o período antes do colapso, em setembro de 2008, do banco de investimentos Lehman Brothers. Isso provocou um tombo do qual partes do mundo, incluindo a economia norteamericana, ainda não se recuperaram totalmente. Disse ainda que foi difícil encontrar a maneira correta de se comunicar com investidores quando cada palavra era examinada minuciosamente. "Foi difícil me ajustar àquela situação em que as palavras têm tanto efeito. Vim do cenário acadêmico e estava acostumado a dar exemplos hipotéticos. Aprendi que não posso fazer isso porque os mercados não entendem coisas hipotéticas", (Reuters)
bigmamaspizza.com
Denis Balibouse/Reuters
Bernanke faz mea culpa por crise de 2008
uma das indicadas da noite. “Ela é a mulher dos meus sonhos. Então foi um pouco louco para mim entregar pizza para ela.” Ele jura que nada daquilo foi combinado, pois a ligação pedindo as pizzas – 20 delas, de queijo, peperoni, cogumelos e azeitonas – foi anônima e todos acreditavam que fosse de produtores do evento, jamais de estrelas. O patrão de Martirosyan, Aro Agakhayan, está rindo de orelha a orelha. A publicidade que sua Big Mama's & Papa's ganhou, absolutamente de graça, foi avaliada em US$ 10 milhões. Imediatamente após a festa do Oscar, a página do Facebook da rede recebeu fotos da entrega das pizzas, também postadas no site da empresa e rapidamente foi atualizado o perfil nas redes sociais contando a proeza. Segundo Aro, os atendentes das 20 lojas da rede não estão dando conta dos pedidos desde domingo. Mais: conta que está sendo procurado por pessoas que desejam abrir franquias da Mama's & Papa's, não só nos Estados Unidos, mas também na Europa e Austrália. (Agências)
O dono da Microsoft tomou a liderança no ranking dos mais ricos do mexicano Slim (centro). O brasileiro Jorge Lemann (à dir.) é o 34°. ill Gates voltou a ser o homem mais rico do mundo, de acordo com o ranking de 2014 da revista americana Fo rbe s, publicado na edição que está em circulação. Assim, ele recuperou a liderança na listagem, que nos últimos quatro anos ficou com o magnata mexicano Carlos Slim. Gates, que ocupou o número 1 do prestigiado ranking durante 15 anos, viu sua fortuna crescer em US$ 9 bilhões no ano passado para chegar a US$ 76 bilhões. Ele foi beneficiado pelo rebote das ações da Microsoft para voltar ao mais alto posto da lista, exatamente no ano que deixou a presidência da companhia para retomar um papel que permita marcar as linhas mestras dos futuros produtos. Gates seguiu muito envolvido nos projetos humanitários através de sua fundação e é, com Warren Buffett, um dos impulsionadores da iniciativa que estimula as maiores fortunas a doar, pelo menos, a metade de seu patrimônio para caridade. Carlos Slim, que caiu para o 2º lugar, perdeu US$ 1 bilhão de seu patrimônio, que agora está em US$ 72 bilhões. O mexicano foi afetado pela desvalorização das ações da mineradora Frisco e da América Móvil e é o único dos dez homens mais ricos do mundo cuja fortuna foi reduzida no último ano.
B
O e m p re s á r i o e s p a n h o l Amancio Ortega, fundador do grupo têxtil Inditex – controlador da rede varejista Zara –, com US$ 7 bilhões, se mantém como a terceira maior fortuna do planeta, estimada em US$ 64 bilhões, após outro ano com muitos lucros. A Forbes destacou que o empresário espanhol, que possui cerca de 60% das ações da Inditex, aumentou seu patrimônio imobiliário aproveitando a queda dos preços durante a crise financeira. A revista estima que Ortega tenha propriedades no valor de US$ 5 bilhões em Ma-
dri, Nova York e Londres. Do Brasil – A lista dos mais ricos da Forbes segue com os americanos Warren Buffett, Larry Ellison, os irmãos Charles e David Koch e o magnata dos cassinos Sheldon Adelson, que volta a figurar no Top 10 após acrescentar US$ 11,5 bilhões a sua riqueza durante o ano passado. Christy Walton, herdeira do império da rede Walmart, é a mulher mais rica do mundo, no nono posto da classificação geral, seguida pela f r a n c e s a L i l i a n e B e t t e ncourt, uma das principais
acionistas de L'Oréal. Os maiores lucros do ano foram registrados pelo fundador de Facebook, Mark Zuckerberg, que viu sua fortuna aumentar em US$ 15,2 bilhões para chegar a US$ 28,5 bilhões – não permitindo, contudo, que ele figure entre os 20 primeiros da lista, todos eles com mais de US$ 30 bilhões. A re v i s t a l i s t a , n o t o t a l , 1.645 pessoas com mais de US$ 1 bilhão, que juntas somam de US$ 6,4 trilhões de riqueza, frente aos US$ 5,4 trilhões – acumulados por 1.426 da lista da Forbes do ano pas-
sado. Pela primeira vez entraram no ranking pessoas da Argélia, Lituânia, Tanzânia e Uganda.Os Estados Unidos contam com 492 bilionários; China, 152; Rússia, 111 e o Brasil, 65. O melhor situado entre o grupo brasileiro é Jorge Paulo Lemann: 34ª posição, com posses de US$ 19,7 bilhões. U m d o s c o n t ro l a d o re s d a Anheuser-Busch InBev, ele figura, portanto, no pelotão dos 50 mais ricos do mundo, e naturalmente, é o homem mais rico do Brasil. O banqueiro Joseph Safra, dono de US$ 16 bilhões, ficou na 55ª posição. Depois de Safra e Lemann, em posições ainda importantes – do 100º ao 150º lugar – estão dois sócios de Lemann na empresa 3G Capital, Marcel Herrmann Telles (139º, fortuna de US$ 10,2 bilhões) e Carlos Alberto Sicupira (146º, US$ 8,9 bilhões). Os três herdeiros do fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho – João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu - empatam no 137º lugar, com patrimônio de US$ 9,1 bilhões cada um. Do grupo dos 65, exatos 20%, isto é, 13 pessoas, são mulheres. (Agências)
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O paraíso onde os ricos compram casas Celebridades dos EUA, entre as quais o ator Steve Martin, adquirem imóveis no Caribe ou na França sem preocupação com preços ou com a distância. Denny Lee/The New York Times
Kerry Hannon *
arafraseando Jimmy Buffett, quando os americanos mais ricos procuram casas fora dos Estados Unidos, eles têm uma alma caribenha que quase não conseguem controlar. Essas foram as descobertas do Candy GPS Report, que se concentrou nos hábitos de compras de casas de indivíduos com grande valor líquido ao redor do planeta – ou seja, pessoas com ativos superiores a US$ 30 milhões –, ranqueando os 20 principais lugares onde comprar casas de luxo adicionais para uso recreativo. Os locais mais procurados pelos ricos incluíam obviamente o Lago Como, na Itália, a Côte d'Azur, na França e Aspen e Vail, nos Estados Unidos, além de alguns lugares que talvez não sejam os primeiros a pensarmos, como as Ilhas Seychelles, as Maldivas e as Colinas dos Emirados, em Dubai. Porém, para os compradores americanos em busca de propriedades fora do país, a ilha de St. Barts, de apenas 20,7 quilômetros quadrados, nas Antilhas Francesas, onde a casa típica de cinco quartos é vendida por US$ 14 milhões,
St. Barts, no Caribe: o mais novo endereço das propriedades de praia dos endinheirados. Imóvel de cinco quartos custa US$ 14 milhões.
P
estava no topo da lista. Em geral, os compradores americanos fora dos EUA preferem casas no Caribe, conforme revelou o relatório. (Embora "a maioria dos americanos com
volumes altíssimos de liquidez tenham suas propriedades nos Estados Unidos, superando os 80% do total", de acordo com Yolande Barnes, diretora da Savills World Re-
search, parte da empresa imobiliária global Savills.) Um exemplo de casa luxuosa em St. Barts que está atraindo o interesse de compradores americanos é a Villa
Au Soleil, uma villa de quatro quartos que o ator Steve Martin colocou no ano passado no mercado por 7,95 milhões de euros. Steve Martin comprou a casa, na encosta do Lurin, aci-
ma da baía de St. Jean, para ser um retiro privativo em 2008. A residência estava avaliada em US$ 9 milhões antes de ele comprá-la. No ano passado, St. Barts passou por um aumento significativo no volume de vendas, de acordo com o relatório "Caribbean Prime Residential Insight 2014", feito pela empresa de consultoria imobiliária Knight Frank. A atividade do mercado não costumava passar dos 10 milhões de euros por propriedade, mas o ano de 2013 viu um crescimento no número de transações acima desse valor. Os americanos estavam entre os principais a comprarem casas, seguidos de ingleses e de compradores de outros países da Europa Ocidental, revelou a Knight Frank. Para compradores que preferem continuar em solo americano, destinos nas Ilhas Virgens como St. Thomas e St. John, bem como Porto Rico, continuam populares.
3ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL DE PINHEIROS/SP - Edital de Citação e Intimação. Prazo de 10 Dias Processo 010571353.2008.8.26.0011 (011.08.105713-0). Faz Saber a Sandra Marina Witkowiski, RG nº 13.274.373-SSP/SP e CPF/MF nº 029.526.648-11, que Banco Bradesco S/A. lhe ajuizou ação de Execução Hipotecária (Lei 5.741/71) tendo como co-réu Claudir Franciatto, para a cobrança da quantia de R$ 681.974,36, Contrato Particular de Compra e Venda e Outras Avenças nº 0428496 celebrado entre as partes em 26/08/94, que pelo presente, citada e intimada fica para os termos da inicial. Estando a executada em lugar ignorado, foi deferida a citação e intimação por edital para que em 24:00 horas a fluir após os 10 dias supra, pague o débito atual, sob pena de ser convertido em penhora o arresto procedido sobre os imóveis: Apartamento nº 82 duplex, localizado no 8º andar e cobertura do Edifício Jatíuca, situado à Rua Natingui, nº 801, no 39º Subdistrito, Vila Madalena. E vagas cobertas de nº 36 e 37 localizadas no subsolo do Edifício acima mencionado. Matriculados sob nºs 79.695, 79.739 e 79.740 do 10º C.R.I./SP., Convertido, terá a executada independentemente de outra intimação ou formalidade o prazo de 10 dias para oferecer embargos a execução, na ausência dos quais prosseguirá o feito em seus ulteriores termos. Será o Presente edital por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 28/02/2014.
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Castelos e ilhas, o sonho americano. Vilarejos europeus e praias desconhecidas das Bahamas estão presentes no mapa global do luxuoso mercado de residência de férias Ed Alcock/The New York Time
s norte-americanos estão sendo atraídos, cada vez mais, por lugares que não pertencem aos Estados Unidos em vilarejos da Europa e praias do Caribe. Nessa última região, estão de olho em Barbados, nas Ilhas Virgens Britânicas, Mustique, Jumby Bay e a ascendente Canouan, parte de São Vicente e Granadinas, onde as propriedades com villas de cinco quartos custam em média US$ 6 milhões. Importantes melhorias no aeroporto de Canouan permitiram a chegada de mais multimilionários ao local. Enquanto isso, as Bahamas estão longe de saírem da moda. A proximidade com os Estados Unidos tornam as propriedades do local algumas das mais procuradas na lista de compra dos americanos mais ricos, de acordo com a Savills. Um dos locais prediletos é Harbour Island – um lugar chique e famoso pelas praias de areia rosada. Além disso, cada vez mais pessoas desejam uma ilha particular. Algumas das mais procuradas por compradores americanos são as ilhas que fazem parte de Exuma Cays, um grupo de 360 ilhas nas Bahamas, de acordo com Chris Krolow, executivo-chefe da Private Islands, que vende ilhas privadas pela internet. Nos últimos anos, propriedades no local foram vendidas para o produtor/diretor Tyler Perry e os cantores de música country Tim McGraw e Faith Hill. Eles se juntam aos pioneiros, o mágico David Copperfield e John C. Malone, o diretor bilionário da Liberty Global a gigante da TV a cabo e das telecomunicações. Propriedades no mercado das Exumas inclui a Ilha Darby, de 223 hectares, à venda por US$ 40 milhões, e a Ilha de Saddleback, uma ilha privada de 19 hectares que inclui uma pista de pouso de 914 metros e sete praias de areias brancas, a v a l i a d a e m U S $ 1 5 , 6 m ilhões. Além disso, há também a Goat Cay, de 2,8 hectares avaliada em US$ 4,8 milhões. "A venda de ilhas ganhou força e o mercado está cheio de compradores no momento", afirmou Krolow, que recebe cerca de 200 pedidos ao dia. "Todavia, nem todos que visitam as propriedades se tornam clientes". Qualquer pessoa em busca de uma ilha precisa entender
O
Chateau no vilarejo de Courtomer, na Normandia: Elizabeht Bonner, que vive na Flórida, pagou US$ 2,6 milhões por esta propriedade construída no século 18. que a jornada nem sempre é tranquila. Alguns clientes compram a ilha, mas colocam de volta o cartaz de vende-se menos de um ano depois, pois descobrem que é difícil mantê-las, ou que elas simplesmente são isoladas demais, afirmou Krolow. Além disso, conseguir a permissão de desenvolvimento em ilhas virgens pode demorar muito mais que o esperado. Compra luxuosa Contudo, para muitas pessoas comprar uma ilha não é uma questão de dinheiro. "Eles querem ser os dirigentes de seu próprio pedacinho do mundo", explicou Krolow. "Eles se tornam tão ligados emocionalmente à ideia de ter uma ilha, que não se trata apenas de uma compra luxuosa. É uma aquisição apaixonada". Outros locais de clima quente onde os compradores mais ricos estão mergulhando incluem áreas emergentes como a Zona Sul da Costa Rica e a Riviera do Pacífico, ao longo da costa da Nicarágua no Pacífico. "Na zona sul da Costa Rica, é possível comprar um bom
Hetal Natavarlal Laligi, inscrito no CPF sob o nº 227.420.378-45, DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na sociedade empresária limitada MERCEDES-BENZ ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA., com sede na Avenida Alfred Jurzykowski, 562, parte, Vila Pauliceia, na Cidade de São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, CEP 09680-900, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 36.770.683/0001-03 e na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o NIRE 35219225060, e que preenche as condições estabelecidas no art. 22 da Circular 3.433, de 3 de fevereiro de 2009. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Deorf - Departamento de Organização do Sistema Financeiro Gerência Técnica em São Paulo Av. Paulista, 1.804 - 5º andar 01310-922 - São Paulo (SP) São Bernardo do Campo, 24 de fevereiro de 2014. Hetal Natavarlal Laligi
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃOTÉCNICA DE SUPRIMENTOS – SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete, o seguinte pregão: PREGÃO ELETRÔNICO 041/2014-SMS.G, processo 2014-0.039.282-5, destinado ao registro de preço para o fornecimento de insulina GLARGINA 100UI/ML FRASCO COM 10ML (LANTUS), INSULINA GLARGINA 100UI/ML - FRASCO 3ML (LANTUS-CARPULE), INSULINA GLARGINA 100UI/ML - CANETA DESCARTÁVEL, 3ML (LANTUS SOLOSTAR), para a DivisãoTécnica de Suprimentos - SMS.3 / Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 19 de março de 2014, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar -Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
terreno com vista para o mar por US$ 90 mil ou US$ 100 mil e construir uma casa sob medida por US$ 300 o metro quadrado", afirmou Margaret Summerfield, especialista em imóveis globais que escreve relatórios sobre tendências para o InternationalLiving.com e para o The Pathfinder Alert. "Na Nicarágua, é possível comprar um terreno grande com vista para o mar em condomínio fechado por US$ 90 mil ou US$ 100 mil e construir uma casa sob medida". A Ambergris Caye, a maior ilha de Belize, é outro mercado subvalorizado que está atraindo americanos prósperos, de acordo com Kathleen Peddicord, editora da revista "Live and Invest Overseas" e autora do livro "How to Buy Real Estate Overseas" (Como comprar propriedades fora do país, em tradução literal). "O Belize é um destino fácil para quem vem dos EUA, tem as areias finas e brancas e as águas azuis do Caribe, e é menos desenvolvido que outros mercados caribenhos. Além disso, há uma comunidade amigável de estrangeiros", disse.
França e Escócia Em outros lugares, a busca pelo passado tem atraído alguns compradores endinheirados para a Irlanda e a Escóc i a . U m n ú m e ro c a d a v e z maior de americanos descendentes de irlandeses compra castelos e solares a preços irrisórios – em dinheiro vivo. A l é m d i s s o , u m n ú m e ro crescente de americanos passou a comprar casas em Paris e velhos castelos no interior da França. "É a primeira vez em anos que os preços caíram e os vendedores estão realmente dispostos a negociar diretamente com os compradores", afirmou Kathleen. "No entanto, você não compra um chateau francês porque é sensível", afirmou Elizabeth Bonner, de 57 anos, que vive em Gulf Stream, na Flórida, e é dona do Château de Courtomer, construído no século 18, comprado inicialmente por US$ 2,6 milhões em 2005. O chateau fica em Courtomer, um vilarejo no interior da Normandia a cerca de 161 quilômetros de Paris. Elizabeth Bonner passou os últimos oito anos reformando-
o lentamente, possibilitando a vida em seus 38 quartos e cerca de 1.625,8 metros quadrados de área construída. Elizabeth Bonner não sabe dizer quanto gastou na reforma. "A compra de um castelo que precisa de reformas é só o começo – você precisa ter os bolsos cheios de dinheiro", afirmou ela. "Não acredito que um investimento em um castelo na França seja muito bom. Você precisa querer estar lá", acrescentou Elizabeth, que ficará três meses na propriedade neste ano. Centenas de castelos Os chateaus que estão atualmente no mercado custam entre 1,5 e 3,7 milhões de euros, de acordo com Patricia Hawkes, uma agente imobiliária que vive em Paris e é proprietária da Agência Philip Hawkes, especializada em propriedades francesas de luxo. Patricia Hawkes e o marido têm a agência há quase 40 anos e venderam centenas de chateaus durante esse período, estima a proprietária. Eles até tem um castelo próprio, o
Château de Missery, construído nos séculos 14 e 18 na Borgonha. "No último ano temos visto um crescimento no interesse entre os compradores americanos", afirmou Patricia Hawkes. É claro que existem considerações financeiras. Além dos impostos residenciais, estrangeiros pagam imposto de renda sobre a propriedade, a menos que sejam isentos. As taxas são progressivas e vão de 0,5% a 1,5%, de acordo com a Deloitte. Embora os compradores estejam escolhendo casas prestigiadas por razões sentimentais, muitos veem bons negócios na locação dos imóveis quando não estão vivendo no local. Martin, por exemplo, alugava a villa de St. Barts por US$ 28 mil por semana. Elizabeth Bonner aluga o castelo para casamentos e férias em família. Sabe qual é exatamente o preço do aluguel da ilha privada de 283 hectares que pertence ao mágico Copperfield nas ilhas Exuma? Reposta: US$ 39 mil por noite. * The New York Times
CNPJ/MF nº 54.646.419/0001-44 - NIRE 35.300.108.311 Data, Hora e Local: Aos 12/12/2013, às 10h, na sede social da Companhia, na Av. Alfred Jurzykowski, nº 562, parte, Vila Paulicéia - CEP 09680-900, em São Bernardo do Campo/SP. Convocação: Dispensada a convocação em razão da presença da Acionista representando a totalidade do capital social da Companhia, observado o disposto no §4º do artigo 124 da Lei nº 6.404/76 (“Lei de S.A.”). Presenças: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas constantes no livro de presença de acionistas da Companhia.Mesa: Presidente: Sr. Marcelo Quio Ribeiro do Nascimento, brasileiro, divorciado, advogado, RG n° 15.520.462 - SSP/SP, CPF/MF nº 082.228.348-43; Secretário: Sr. André Gustavo de Freitas Dutra, brasileiro, casado, advogado, RG n° M-3.243.107 - SSP/MG, e inscrito no CPF/MF sob o n° 002.297.716-37, ambos com escritório comercial situado na Av. Alfred Jurzykowski, 562, Vila Paulicéia, em São Bernardo do Campo/SP - CEP 09680-900. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) a aprovação do aumento de seu capital social e por consequência a alteração da redação do artigo 5º do Estatuto Social; e (ii) a aprovação da emissão de novas ações da Companhia. Deliberações: Após leitura, análise e discussão da matéria em pauta, a Acionista presente decidiu, sem quaisquer ressalvas ou restrições, aprovar: (i) o aumento do capital social da Companhia no montante de R$ 150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões de reais), o qual será totalmente subscrito e integralizado nesta data, em moeda corrente, pela única acionista MERCEDES-BENZ DO BRASIL LTDA., passando o capital social de R$ 1.203.742.222,67 (um bilhão, duzentos e três milhões, setecentos e quarenta e dois mil, duzentos e vinte e dois reais e sessenta e sete centavos) para R$ 1.353.742.222,67 (um bilhão, trezentos e cinquenta e três milhões, setecentos e quarenta e dois mil, duzentos e vinte e dois reais e sessenta e sete centavos); (ii) a emissão de 40.423.067 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 3,4560580672343 cada ação, conforme Boletim de Subscrição (Anexo I). Em decorrência das deliberações acima, o Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia passará a vigorar com a seguinte e nova redação: “Artigo5º - O capital social, integralmente realizado, é de R$ 1.353.742.222,67 (um bilhão, trezentos e cinquenta e três milhões, setecentos e quarenta e dois mil, duzentos e vinte e dois reais e sessenta e sete centavos), dividido em 374.585.253 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.” Encerramento, Lavratura, Aprovação e Assinatura da Ata: Nada mais havendo a tratar, foi suspensa a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente ata que, depois de lida e achada conforme, foi aprovada e assinada por todos os presentes. A presente ata foi lavrada na forma de sumário dos fatos ocorridos, nos termos do artigo 130, §1º, da Lei de S.A. Na qualidade de secretário da Assembleia, declaro que a presente ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Bernardo do Campo, 12 de dezembro de 2013. Mesa: Marcelo Quio Ribeiro do Nascimento Presidente; André Gustavo de Freitas Dutra - Secretário. Acionista representando a totalidade do capital social: Mercedes-Benz do Brasil Ltda. Hetal Natavarlal Laligi - Diretor; Luiz Carlos Gomes de Moraes - Diretor. Anexo I da ata da Assembleia Geral Extraordinária de 12 de dezembro de 2013 da STAREXPORT TRADING S.A. - Boletim de Subscrição - Subscritor - Ações Subscritas - Valor de Cada Ação Subscrita (R$) - Valor Total Subscrito (R$) - Valor Integralizado (R$): Mercedes-Benz do Brasil Ltda., com sede na Av. Alfred Jurzykowski, 562, Vila Paulicéia, CEP 09680-900, na Cidade de São Bernardo do Campo/SP, CNPJ/MF nº 59.104.273/0001-29, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob NIRE 35.216.678.985. - 40.423.067; 3,4560580672343; 150.000.000,00; 150.000.000,00. Marcelo Quio Ribeiro do Nascimento - Presidente; André Gustavo de Freitas Dutra - Secretário. Anexo II da ata da Assembleia Geral Extraordinária de 12 de dezembro de 2013 da STAREXPORT TRADING S.A. Estatuto Social - Capítulo I - Denominação, Sede, Objeto e Duração - Art.1º: A Sociedade denomina-se STAREXPORT TRADING S.A. e reger-se-á por este estatuto e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º: A Sociedade tem sede e foro na Av. Alfred Jurzykowski, 562, parte, em São Bernardo do Campo/SP, e poderá, por deliberação da Diretoria, criar ou extinguir filiais, escritórios ou outros estabelecimentos no território nacional ou no exterior. Art. 3º: A Sociedade tem por objeto o comércio em geral, compreendendo a compra e venda, a importação, a exportação de quaisquer bens primários, semimanufaturados e manufaturados, bem como a intermediação de negócios, a representação em geral, por conta própria ou de terceiros e a prestação de quaisquer serviços ligados aos negócios internos e internacionais, tais como a pesquisa, promoção, divulgação e colocação de produtos próprios ou de terceiros no mercado nacional e no exterior e a administração de bens próprios, inclusive de imóveis destinados à locação. A Sociedade poderá, ainda, mediante deliberação da
Diretoria, participar de outras sociedades. Art. 4º: A Sociedade vigorará por prazo indeterminado. Capítulo II - Capital Social - Art. 5º: O capital social, integralmente realizado, é de R$ 1.353.742.222,67 (um bilhão, trezentos e cinquenta e três milhões, setecentos e quarenta e dois mil, duzentos e vinte e dois reais e sessenta e sete centavos), dividido em 374.585.253 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Capítulo III - Administração - Art. 6º: A Sociedade será administrada por uma Diretoria constituída de, no mínimo 2 (dois) e, no máximo 3 (três) membros, sendo que tais membros não terão designação especial. § 1º: O mandato dos Diretores será de 1 (um) ano, podendo haver reeleição. § 2º: A investidura dos poderes far-se-á mediante termo lavrado no livro de “Atas das Reuniões da Diretoria”; os Diretores que forem reeleitos serão empossados pela Assembleia Geral Ordinária, dispensadas quaisquer outras formalidades. § 3º: Em seus impedimentos e ausências eventuais, os Diretores se substituirão uns aos outros. § 4º: Ocorrendo vaga em qualquer dos cargos de Diretor, o substituto será escolhido pela Diretoria e completará o prazo de gestão do substituído. § 5º: Ocorrendo vaga na Diretoria e ficando esta só com um Diretor, será imediatamente convocada a Assembleia Geral Extraordinária para a eleição do substituto, que exercerá o mandato até completar o tempo do substituído. Art. 7º: Os Diretores terão a representação ativa e passiva da Sociedade, competindo-lhes executar e fazer executar, dentro das suas respectivas atribuições, as deliberações da Assembleia Geral e da Diretoria. § Único: Os Diretores terão amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, para a prática de todos os atos e realizações de todas as operações que se relacionem com o objeto social. Art. 8º: As escrituras de qualquer natureza, as letras de cambio, os cheques, as ordens de pagamento, os contratos em geral e quaisquer outros documentos que importem em responsabilidade da Sociedade só obrigarão a Sociedade quando assinados: a) por dois Diretores em conjunto; b) por um Diretor em conjunto com um procurador; ou c) por dois procuradores em conjunto, em conformidade com os poderes a eles outorgados. § Único: Todas as procurações outorgadas pela Sociedade serão obrigatoriamente assinadas por 02 (dois) Diretores, exceto nos casos de procurações outorgadas a advogados, para representação da Sociedade em processos administrativos e/ou judiciais, e terão prazo de validade determinado, podendo ser substabelecidas apenas nos casos e condições estabelecidos em cada uma delas. A Sociedade poderá, em casos excepcionais, na medida em que seja exigido por lei, regulamentos ou decorrente de procedimentos estabelecidos por entidades governamentais, e desde que previamente autorizado pela Diretoria, ser representada por um Diretor ou por um Procurador, em conformidade com os poderes específicos a estes outorgados. Art. 9º: A Diretoria reunir-se-á quantas vezes forem necessárias, mediante a convocação feita por qualquer Diretor, lavrando-se ata de tudo quanto for tratado em cada reunião e que terá a assinatura de todos os Diretores presentes à reunião. Art. 10º: A Assembleia Geral fixará a remuneração dos membros da Diretoria. Capítulo IV - Assembleia Geral - Art. 11º: A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos quatro primeiros meses após o término do exercício social, para fins previstos em lei e, extraordinariamente, sempre que o interesse da Sociedade o exigir, e será convocada na forma da legislação em vigor. § Único: Os acionistas, após a assinatura do livro de presença, escolherão o Presidente e o Secretário que formarão a mesa e que dirigirá os trabalhos da Assembleia. Capítulo V - Conselho Fiscal - Art. 12º: O Conselho Fiscal, com as funções fixadas em lei, será composto de 3 (três) membros efetivos e de 3 (três) suplentes, e somente se instalará a pedido dos acionistas. Capítulo VI - Exercício Social - Art. 13º: O exercício social encerrar-se-á no dia 31 de dezembro de cada ano. Ao fim de cada exercício social serão elaboradas as demonstrações financeiras da Sociedade, com a observância das prescrições legais. § Único: Do lucro líquido verificado, destinar-se-ão 5% (cinco por cento) para a constituição da reserva legal, até que esta alcance o limite previsto em lei.Art. 14º: Aos acionistas será atribuídos, obrigatoriamente, um dividendo anual mínimo de 1% (um por cento) do valor nominal de suas ações. Art. 15º: A Sociedade levantará ao fim de cada trimestre um balanço correspondente aos meses do exercício até então decorridos e poderá declarar, por deliberação da Diretoria, dividendos à conta do lucro apurado neste balanço. § Único: Ainda por deliberação da Diretoria, poderão ser declarados dividendos intermediários, a conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou no balanço levantado conforme disposto neste artigo. Capítulo VII - Dissolução - Art. 16º: A Sociedade será dissolvida nos casos previstos em lei ou em virtude de deliberação da Assembleia Geral. § Único: Compete à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação e eleger os liquidantes que deverão funcionar durante o período de liquidação, fixando-lhes a remuneração. Marcelo Quio Ribeiro do Nascimento - Presidente; André Gustavo de Freitas Dutra - Secretário.
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Barbara Oliveira
inovação está no DNA das startups de tecnologia. É o que as diferencia da concorrência, as habilita a entrar no mercado e a serem aceitas nos programas de aceleração e aporte de investimentos. A Near Bytes é uma dessas companhias nascentes, que está lançando um sistema inovador e com grande potencial mercadológico: a comunicação por proximidade entre dois aparelhos móveis utilizando apenas o som. Essa tecnologia amplia as possibilidades para a criação de aplicativos e soluções de pagamentos móveis no mundo todo. “Temos uma alternativa viável e simples às comunicações já existentes como a NFC, Bluetooth e infravermelho”, explica o diretor da NearBytes, Marcelo Ramos. Com a inovação, é possível codificar os dados digitais em ondas sonoras (como se fosse um assobio) emitidas pelo alto-falante do celular ou tablet. Esse som é decodificado e transformado em dados e recebido por outro aparelho equipado com a mesma aplicação.
A
Soluções de fora A Near Bytes empacotou a tecnologia num kit de desenvolvimento (SDK) para permit i r q u e o s p ro g r a m a d o re s criem aplicativos em cima dele. Desde que o software foi para o ar, há pouco mais de seis meses, cerca de 600 desenvolvedores cadastrados de vários países como Austrália, Canadá, Ásia, Europa e Brasil já baixaram o kit. “Mais de 70% das aplicações a serem criadas em cima do nosso software virão de fora”, diz Ramos. Ele informa que o interesse é grande. São empresas de porte de m-payment, de-
Um assobio... e os celulares falam entre si. Software utiliza o som para transferir dados e já tem 600 desenvolvedores cadastrados no mundo todo para aplicações em diversas áreas, especialmente pagamentos móveis. Divulgação
senvolvedores individuais em fase de protótipos ou projetos universitários (alguns voltados ao pagamento de transporte público). Como se trata de uma tecnologia inédita e não uma cópia do que se faz lá fora, tem um mercado potencial gigante, Ramos está confiante no sucesso do negócio. Pesquisas recentes de consultorias especializadas informam que o mercado de mobile payment deverá movimentar, até 2017, mais de US$ 3 trilhões, e a comunicação por proximidade será responsável por um terço desse valor. Como o ciclo de desenvolvimento dessas aplicações é longo (demora de seis meses a um ano) agora é que começarão a surgir os primeiros resultados mundo afora. São aplicações para m-payment, jogos, promoções, programas de fidelidade, entre outras. O modelo de negócios da
Ramos: "alternativa viável ". startup é baseado num licenciamento comercial. Ela cobrará US$ 0,26 por aparelho ativado com a tecnologia. Os aplicativos serão baixados para iOS, Android e Windows Phone. A empresa desenvolveu, ainda, plug-ins (pequenos softwares) compatíveis
com os navegadores mais p o p u l a r e s d a We b p a r a a transmissão de dados entre celulares e computadores (aplicações em e-commerce); o serviço de autenticação NearLogin, que substitui o token em transações bancárias feitas por smartphones, e o NearPay, uma solução de pagamento e transferência de valores para emp re s a s q u e t ê m c a r t e i r a s eletrônicas (wallets). A NearBytes foi uma das quatro empresas digitais selecionadas na U-Start Conference Brazil, evento que reuniu cerca de 200 empreendedores, em fevereiro em São Paulo. As finalistas vão representar o Brasil em maio, na Itália, numa conferência global que reunirá competidores de vários países. Outra selecionada na UStart Brazil foi a ZeroPaper, que criou uma plataforma gratuita de gestão financeira
simplificada para profissionais liberais, autônomos e empreendedores individuais. A empresa recebeu apoio da aceleradora digital 21212 e da Totvs Venture. André Macedo, um dos fundadores da ZeroPaper, informa ter uma carteira de mais de 100 mil clientes, a maioria profissionais autônomos e microempreendedores individuais que necessitam de um programa amigável de gestão para contas e pagar e a receber. “Nosso produto auxilia os pequenos negócios a superarem os três anos de vida, quando a ajuda financeira se torna muito importante”, diz Macedo, lembrando que 27% das microempresas pedem falência nos primeiros anos de operação e uma das causas mais importante é a falta de planejamento das contas. Como o programa está na nuvem e é gratuito, fica acessível em qualquer dispositivo – PC, ce-
lular, tablet. A versão mobile será lançada em breve. Para ter acesso ao ZeroPaper, o usuário precisa criar um cadastro online.“Com poucos minutos semanais, o empresário mantém suas finanças organizadas e facilitamos a entrada de dados bancários com a importação de arquivos OFX (de Open Financial Exchange File)”, explica Macedo. A parte gratuita do serviço é apenas para uma empresa, um usuário e duas contas para movimentação e relatórios. Os outros recursos – novas contas bancárias, múltiplos usuários, emissão de notas fiscal eletrônica e boletos – são cobrados. Para programadores Já a MobGeek, dos sócios e ex-alunos do MIT, Yuri Ramos e Ana Luisa Santos, aposta num segmento que está fazendo muita falta no mercado, o de programadores. A startup desenvolveu uma plataforma de e-learning voltada para o ensino de linguagens de programação para Web e sistemas móveis. Segundo Ramos, matemático e professor, “nosso objetivo é chamar os profissionais para o mercado, pessoas que gostem do assunto e estão atrás de uma formação técnica”. O executivo lembra que o déficit de profissionais de TI no Brasil hoje chega a 200 mil, e em cinco anos, se nada for feito até lá, teremos uma carência de meio milhão de programadores no País. A MobGeek recebe investimentos da Aceleratech e seus cursos podem ser adquiridos tanto por alunos como por escolas e universidades (pelo sistema de assinaturas mensais).
S ERVIÇO www.nearbytes.com.br www.mobgeek.com.br www.zeropaper.com.br
Veja algumas das novidades mostradas no Mobile World Congress, em Barcelona.
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Nokia – Linha X
Sony – Xperia Z2
A
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companhia lançou aparelhos de baixo custo, especialmente para os mercados emergentes. Três deles são da linha X e vêm com o sistema Android embarcado (e não o Windows Phone), embora com alguns recursos a menos do Google (Maps, Gmail e busca) substituídos por serviços da marca finlandesa e da Microsoft. A linha X, portanto, representa um híbrido de hardware Nokia, serviços da MS e aplicativos Android (do Google), com telas entre 4 e 5 polegadas e a preços que vão de 89 (cerca de R$ 300) a 109 (cerca de R$ 350). No Brasil, devem chegar apenas dois modelos, o X e o XL. Outro produto barato da marca é o 220 que custará 29 na Europa.
Samsung – Gear Fit
E
sta segunda versão do relógio lançada pela marca norte-coreana não é só para geeks, mas também para quem pratica exercícios. Com design mais esportivo e curvo, tem cronômetro, alarme, timer, monitor cardíaco e pedômetro e notifica o usuário sobre chamadas nos smartphones Galaxy da marca. A tela, curva, é Super Amoled de 1,8 polegada. Possui um conjunto de pulseiras coloridas. Será lançado em abril.
BlackBerry – Z3 e Q20
Huawei – Pulseira
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m dos destaques da marca canadense – que tenta recuperar o terreno perdido para a concorrência –é o Z3, um aparelho touch, com tela de 5 polegadas e sistema operacional BB 10. Primeiro resultado da parceria com a montadora chinesa Foxconn, será vendido apenas no mercado da Indonésia, por enquanto. Outro smartphone é o Q20, com teclado físico renovado e mais definido e retomando o clássico design dos produtos da BB, o preferido entre executivos justamente por causa das teclas salientes. A tela do Q20 tem 3,5 polegadas e é touch. Disponível no segundo semestre.
novo modelo Premium da Sony Mobile tem 8,2 mm d e e s p e s s u ra e é à p rova d’água. O diferencial desta nova versão é a capacidade de capturar os vídeos em 4K (3840x2160 pixels), quatro vezes melhores do que com tecnologia Full HD, mesmo debaixo da água. É possível também cortar e recortar os vídeos para compartilhamento e inserir efeitos. A tela tem 5.2 polegadas e o aparelho vem com a última versão do Android 4.4. O Brasil receberá o smartphone antes da Copa do Mundo.
primeiro dispositivo wearable da Huawei é a TalkBand B1, uma pulseira para esportistas que mede os passos, as distâncias p e rco r r i d a s e a s c a l o r i a s queimadas e também avalia o ciclo do sono. Pode se conectar a qualquer aparelho móvel com Android e iOS e traz um fone bluetooth integrado, que pode ser removido para atender ou fazer chamadas. A bateria tem autonomia de até seis dias. A tela é de OLED de 1,4 polegadas. Começa a ser vendida neste mês no mercado chinês e chega em outros países no próximo trimestre. Por US$ 135.