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Pollyanna Carvalho da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE ARQUITETURA TRABALHO FINAL DE GRADUA~AO
MUSEU DO CARNAVAL DE SALVADOR Trabalho apresentado co mo requisito final para a obtenc,;ao do titulo de Arquiteta e Urbanista pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal
da Bahia (UF BA).
Orientador: Marcos Queiroz Coorientadora: Mariely Santana
2017.2
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RESUMO A proposta desse trabalho
e a crja~ao de urn Museu
do (arnaval de Salvador em uma regiao que se relaciona diretamente com 0 Carnaval, inserida no contexte cultural e turistico da cidade, situado na Rua Carlos Gomes. A demanda por esse equipamento fa;
identificada em uma entrevista dada pelc Prof. Paulo Miguez, na qual ele ressaltava quais eram as necessidades de ter urn espac;:o como esse para perpetuar e discutir 0 Carnaval. Em seguida foi feito urn estudo sabre 0 que e uma festa, quais sao as motivac;:6es das pessoas ao festejarem, 0 que e 0 (arnaval e 0 que ele representa pra ddade nos dias de hoje. Tambem foram analisados textos sabre as espac;:os museol6gicos, 0 que eles significam para as pessoas e quais sao as potencialidades das novas formas com que a museologia tem tratado esse equipamento. Esse embasamento teo rico possibilitou o entendimento sobre como fazer um museu na contemporaneidade, gerando material para a desenvolvimento do conceito balizador, Contraste, que perpassa a criac.;:ao do partido arquitetonico ate a anteprojeto. Atraves desse trabalho foi possivel perceber a importimcia cultural e economica do Carnaval, mostrando-se realmente necessaria a criac.;:ao do Museu do Carnaval de Salvador.
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AGRADECIMENTOS Ao entrar na Faculdade de Arquitetura da UFBA
eu mal poderia imaginar todos as desafios e conquistas que estavam porvir. Foram anos de noites mal dormidas, finais de semana e feriados dedicados a projetos, cansa~o fisko e mental, mas tambem de estrema aprendizagem academica e cresdmento pessoal. Anos em que pude contar com pessoas espedais ao meu redor e hoje 56 tenho a agradecer por participarem camigo do fechamente de mais urn cicio. Devo agradecer primeiro a Deus, que apes cada
dificuldade enfrentada, quando eu achava que nao teria mais a soIUl;;:ao, me apresentava pianos para melhores do que as eu havia imaginado. Em seguida quero agradecer aos meus pais pelo zelo, cuidado e paciencia durante toda a minha vida; a minha prima, Mylla, por todo 0 apoio durante a faculdade e pela ajuda imensa nos ultimos meses dedicados ao TFG; a minha tia, Di, por todo carinho e atem;ao, entendendo a minha ausencia durante esses anos de faculdade; a Sil, por ter se tornado uma amiga tao especial, a (ho e lu pela parceria nessa caminhada, as noites de pizza e as risadas; a lu (luciana) e Pitty por todo 0 apoio; a Mario pela ajuda na escolha do tema pra 0 TFG e disponibilidade para me acompanhar a visitas em campo. Por fim, quero agradecer a Marcos e Mariely, meus orientador e coorientadora, por terem aceitado embarcar nessa jornada final comigo, enriquecendo 0 meu trabalho a cada orienta~ao.
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SUMARID
MOTIVAc;:AO ...... .... JUSTIFICATIVA .......... OBJETIVOS
........... ..............
02. CDNTEXTD 14
..... .... 1 1 12 .... 12 14
AFESTA .............. . ...... ......... ... ................ 15 OCARNAVAL .. ... 16 OCARNAVALEMSALVADOR . ......... 18 EVOLUc;:AO TEMPORAL DO CARNAVALEM SALVADOR 22
PANORAMAATUALDOCARNAVAL EM SALVADOR .... ............. MUSEUS .......... CONSIDERA<;:OES GERAIS 03 . 0 LUGAR 38
27 .... . 31 36
ANALISE, DA LEGISLAc;:AO URBANISTICA .. ............... , ANALISEAMBIENTAL ..
52 54
04.0 PRO.JET056
PROJETOS DE REFERENCIA PROGRAMA. .. CONCEP<;:AO . . .... DESENVOLVIMENTO DO PARTIDOARQUITETONICO SETORJZAc;:AO .. ESTRUTURA MATERIAlS ........ ... ............ PLANTAS BAIXAS CORTES ... FACHADAS PERSPECTIVAS
56
.57 59 63 64 67 .68
JO 73 89 .......... 92 95
38
05. REFERtNDIAS 1 02
A ESCOLHA DO LUGAR ACESSIBILIDADE ...... .. . ANALISE URBANA PERFIL DAS RUAS ... BREVE HISTORICO OTERRENO
............... ...............
39 41
43 45 47
49
102
LlVROS ........... WEBSITES .. ........... . ... LlSTA DE MAPAS ........... .............. LlSTA DE FIGURAS. ......... ... .........
103 104 105 107
MDTIVACAD
Em 20 16 ao ouvir uma entrevista na radio com vice
reitor da UFBA, Paulo Miguez, na qual ele falava sabre 0 Carnaval de Salvador e salientava a necessidade de cria'iao de urn lugar que fomentasse essa festa durante todo 0 ana, visualizei esse espa'i0 como urn projeto em potencial para ser desenvolvido no TFG (Trabalho Final de Gradualiao). Durante as pesquisas sabre 0 tema relembrei 0 quanta eu brinquei 0 Carnaval na infancia e fui percebendo em cada nova busca par informac.;6es a imporclncia da festa na historia e no contexte atual da cidade.
JUSTIFICATIVA o Carnaval em Salvador e uma das maiores festas de rua do mundo, movimentando par ano, apenas nos dias de festa, cerca de 1,7 bilh6es de reais, atraindo cerca de 770 mil turistas. A festa tern raizes desde 0 seculo XVII. De l:i para ci acompanhou as mudam;as da sodedade e da cidade, sendo palco de conflitos e debates. Uma festa com tamanha importinda economica, turistica e, principalmente, cultural necessita de urn lugar em que possa adquirir, preservar e propagar materiais sabre a sua hist6ria, que se confunde com a do pavo soteropolitano. Como j:i foi dito. estudiosos do carnaval. como Paulo Miguez. sao defensores da criac;ao desse lugar. Ele ainda apontou , em entrevista a uma radio, 0 recente distandamento da populaliao local em rela'iao ao Carnaval. seja par motivos, economicos, sociais ou de seguran~, e coloca a cria'iiio de um lugar, a exemplo de um Museu , como instrumento que sera capaz de reaflrmar as identidades locais por meio da partidpa'iao popular, propordonando mais informa'iiio para visitantes locais e turistas, alem de possibilitar debates sobre as novas resolu'iOes tomadas a respeito do Carnaval.
DBJETIVDS
• Propor um edifido que se reladone com 0 entorno, mas que apresente uma conce~ao arquttetonica contemporanea, capaz de despertar 0 interesse do transeunte.
..
• Criar espa'i0s que funcionem de forma independente das exposi'iOes, como 0 cafe, 0 pocket show, o acervo de leitura e as oflcinas. • Possibilitar espa'i0s tivres e amplos para as exposi'iOes de curta permane ncia com estrutura que possibilite facititar a adequa~o do espac.;o a diferentes tematicas dentro do contexte do Carnaval. • Promover a entrada principal do edificio como uma extensao da rua criando uma area de convtvio em uma regiiio bastante adensada. • Propiciar espac.;o para pequenos shows e apresentac.;Oes ligados ao Carnaval , bem como debates sobre as decisoes acerca da festa. • Permitir ao publico possibilidade de escolha em relac.;iio ao percurso feitos nas exposic.;oes.
AFESTA
Desde de 0 inicio da pratica de atividades agrfcolas pelo homem e passivel perceber a existE!ncia da rela'iao dessa atividade com festas destinadas a agradecer a natureza au a(s) divindades pelo exito da colheita passada e pedir pelo sucesso da proxima. Esse rito ja apresenta uma ligac;3.o com a religiiio. levando estudiosos a ere rem que festa e religiiio surgiram simultaneamente na hist6ria da humanidade. As principais festas conheddas, inclusive mundialmente. estiio ligadas a momentos de agradecimento e suplica e mesmo as
festas consideradas laieas apresentam elementos de celebrai;fOes religiosas. (SANTANA. 2009, p. 50) Lapenta ( 1977, p.7. apud Santana, 2009, p. 50) aflrma que a festa e a religiao " [...J permitem ao homem escapar dos limites rotineiros da existencia. Exigem paradas periodicas, onde e possivel reaflrmar que nao somos, simplesmente, maquinas de trabalhar e produzir, mas que, tambe m necessitamos de momentos para agradecer, suplicar, divertir e se emodonar." Assim pode-se perceber que a festa e posta como uma necessidade humana, existente em todas as culturas, mesmo que realizada de formasdiferentes. (SANTANA, 2009, p. 5 I) A festa e colocada como local de identidade nadonal atraves das priticas culturais unicas inerentes a um pais ou mais espedficamente a uma regiao, estado ou ddade. Onde esci presente uma diversidade de cren~ e
saberes tornando-a um objeto maior do que 0 puro entretenimento, e um ambiente propicio para 0 estudo da dinamicasocial. (SANTANA, 2009, p. 5 I) A festa e deflnida como um momenta de comemora'iao e comemorar e exaltar a historia atrave s da memoria, e assim manter essa memoria viva. Muitas festas sao dclicas, ocorrendo periodicamente, e ainda que a festa tenha 0 mesmo objetivo prindpal a cada periodo e la se torna unica, pois ela e elemento do presente a qual esci inserida, sendo formada por diferentes anseios, pessoas, contextos historicos e sociais, ela se ressigniflca a cada dclo passado. (SANTANA, 2009 , p. S I) Tres aspectos sao apontados como prindpais na conflgura'iao das festas : 0 cariter coletivo, 0 estado de "efelVescE!ncia" coletiva e a transgressao. 0 cariter coletivo, "pois a festa possibilita a reafirma~o de cren~ grupais e estabelece as regras que tornam possivel a vida em sociedade", assim a cada realiza~o periodica de uma festa, os vinculos sociais sao reestabeleddos e fortificados. 0 estado de "efelVe5CE!nda" coletiva, que ocorre a apbs a cerimonia formal , e quando 0 climax da festa acontece normalmente marcado pelo consumo de comida e bebida. o escigio final da festa e caracterizado pela transgressao, onde se foge dos para.metros considerados "normais" de comportamento, estabelecendo uma nova dinamica
oCARNAVAL reladonal. durante essa etapa. devido a diferentes caracteristicas individuais inerentes a cad a pessoa coexistente no mesmo espa'i0 de comemora'iao. podem ocorrer tensoes que venham a provocar rupturas . propordonando "a capaddade que possuem todos os grupos humanos de se libertarem de si mesmo e enfrentarem um diferen~ radical. no encontro com 0 universe sem leis." (Duvignaud, 1983, p. 212 , apud Santana. 2009, p. 56) Atraves desse processo e possivel reestruturar e reaflrmar determinados vinculos sodais. (SANTANA, 2009, p. 54-56) A partidpai;f3.o coletiva e um elemento fundamental para existE!ncia das festas. justamente por ser um momenta onde as rela'ioes sodais e as lembran9!S coletivas sao enalteddas. As festas tem side categorizadas em 3 tipos de acordo com 0 nivel de partidpai;f3.o. festa de partidpai;f3.o, onde todos os individuos presentes estiio envolvidos na prepara'iao enos ritos da festa; festa de representai;f3.o, onde uma parcela da comunidade pre para a festa para um publico expectador; e a festa de representa'iao e partidpa'iao. tendo uma parcela local da comunidade envoi vida na organizai;f3.o enos ritos festivos. enquanto a festa e transmitida atraves das midias digitais para 0 grande publico. (SANTANA, 2009. p. 56)
Ha uma vertente te6rica que coloca 0 Carnaval como uma das festas mais antigas da hist6ria. acreditando que a sua origem possa estar ligada a antiguidade egipcia , atraves da lenda de Isis e Osiris. passando pela a Greda e Roma ant iga atraves das bacanais. lupercais e saturnais. (SESE, 1986,p. 9-11 ) o que todas essas celebra'i0es tinham em comum, assim como ja foi dito, era Iigai;f3.o com fenomenos da agricultura, sempre associados a um tempo de euforia, breve e intenso correspondendo ao perfodo de fecundidade da terra e um tempo de resigna'iao. lange e metooico, equivalente a gestai;f3.o. Outra similaridade era a "variai;f3.o do cotidiano e a liberdade dos costumes que permitia 0 relaxamento do rigor moral e possibilitava uma especie de desarticulai;f3.o momenclnea do sistema". (SEBE. 1986, p.
15) As sartunais ja apresentavam elementos essendais
da festa carnavalesca. como um carro em formato de navio com flguras aleg6ricas que guiava uma prodssao, distribuindo bebidas aos folices mascarados. Acredita-se que 0 nome da festa tenha surgido do "carro naval" ou carrus navalis. (SEBE, 1986, p. 30-3 I) Somente no sec. )0/ 0 carnaval foi ofldalmente introduzido no calendario cristao. pelo papa Paulo II que chegou a patrocinar uma celebra'iao carnavalesca antes da
Quaresma. Enquanto que 0 papa Paulo IV, alem de organizar o carnaval popular, foi responsivel por um jantar na "ter~a feira gorda " para 0 sacro colegio romano , sendo considerada uma das primeiras celebratJoes em salao fechado . (SEBE, 1986. p. 25) Petrechi (apud Sebe. 1986, p. 16) indica que 0 nome da festa teria origem na baixo latim carnelevamen, que signiflcaria "adeus acarne". fazendo referenda a ten;a-feira gorda. ultimo dia do calendario cristao que e permitido
Fig. 01: "A Saconal" pinlure de Tiziono Vecellio
comer carne. enquanto que 0 etim61ogo Starppers (apud Sebe. 1986, p. I 7) coleca 0 carnelevamen como "prazer da carne" . Para George Dumezil (apud Sebe. 1986, p. 16) a epoca do carnaval e considerada como " tempo extraordinario". "sagrado", representando uma negatJ3.o da rotina diaria. Sendo uma pausa da luta cotidiana e dos acontecirnentos do dia-a-dia para se conquistar urn espatJo ut6pico e por isso "sagrado".
Fig. 02: "Os remanos da Decodencia" (1847), represenlondo as salumais.
oCAR NAVAL EM SALVAOOR No Brasil a testa remonta ao seculo XVII, com 0 entrudo, uma festa de origem portuguesa. Ela era marcada par celebrac;Oes tanto nas ruas, com a popu la~o negra e pobre quanta nos saloes com a elite soteropolitana. 0 entrudo consistia basicamente em jogar liquidos uns nos outros. (FANTINEL, 2015) Em 1878, 0 entrudo de rua, que pode ser
oflcialmente banido. 0 objetivo era remover de nossa cultura qualquer trac;o que nao estivesse de acordo com as
padr6es europeus. Em seu lugar. surge a desflle aleg6rico. cultura qualquer trac;a que nao estivesse de acordo com as padr6es europeus. Em seu lugar. surge a desflle aleg6rico. Patrodnados pela e lite baiana. as grandes dubes como 0 Cruz Vermelha ( 1884) e 0 Fantoches da Euterpe ( 1885) e 0 Inocentes em Progresso ( 1900) flcam responsaveis por essa festa. (FANTINEL, 20 15) No flm do seculo XIX come~a a surgir nas festas de rua caracteristicas e influencias da cultura africana. Com 0 afrouxamento da interdi~ao aos negros de participarem
Fig_ 03: "Cena de Carnoyoll" por Debret. relralando a enlrudo
Fig. 04: Carro oleg6rico do Clube Inocentes em Progresso
considerado como a origem do nossa carnaval atual, foi
ativamente das festas publicas, estes comeCjaram a se organizar em entidades carnavalescas. Nesse periodo surgem os primeiros afoxes da historia. Nesse ponto 0 carnaval soteropolitano passa a se configurar total mente diferente, nao sendo mais influenciada apenas por modelos europeus de festejar. (FANTINEL, 20 I 5) Mais uma vez, 0 preconceito institucionalizado faz com que, em 1905, surja uma proibiCj.3.o legal de todos osgrupos afrocentricos no carnaval da cidade. Esta proibiCjao ficou em vigor ate 1914. (FANTINEL, 2015) Com 0 fim das proibiCjOes, novas formas de pular 0 , carnaval foram sendo inventadas pelo povo. Eo inicio das batucadas, afoxes, os blocos e os cordOes, cada vez mais dando forma ao carnaval que conhecemos hoje ate 0 surgimento do trio eletrico de Dodo e Osmar na decada de 1950, (FANTINEL, 20 15) Por volta de 1920 a participaCjao popular comeCja a ser mais efetiva no carnaval de Salvador. Mas e entre 19301950 que ha uma ebuliCj.3.o afro-festiva pelas ruas da cidade, marcando 0 final de sua configuraCjao inicial ligada as tradiCjoes europeias, tao veneradas pela elite branca. (FANTINEL, 20 15) o carnaval de rua, de carater mais popular passou a ser a verdadeira essencia do carnaval. Eram sinonimos de alegria e diversao para os menos favorecidos e tambem para
a classe media, que se reunia nas portas de suas casas para assistir a folia. Nao havia uma distinCjao clara entre foUao e atraCj.3.o como nos dias de hoje, mas sim uma mistura dos elementos, 0 povo era ao mesmo tempo espectador e personagem. (FANTINEL, 20 I 5) A partir de 1950 a festa oficial do Momo acontecia durante tres dias, de domingo a terCj3. Mas sempre houve um modesto inicio de festa nos s:ibados, com algum cordao ao batucada, ate que em 1973 0 s:ibado de carnaval e oficialmente posto como dia de festa. (FANTINEL, 20 I 5)
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Fig. 05: Proo;o Castro Alves. um dos pontos centrais do fesfo
(1973)
o primeiro circuita alkial do carnaval ia do Campa Grande ate a Prac;a da Se, passando pela Avenida Sete de Setembra, Piedade, Sao Bento, Prac;a Castra Alves e Rua Chile sendo a Rua Chile 0 panto principal. (FANTINEL, 2015) SLOCOs E CORDOEs
Fig. 06: Registro de foliDes no cornavol do Rua Chile (dec. 1950)
Os blocas e cord6es foram grupas criadas pela populac;aa para brincar carnaval. A principal diferenc;a entre eles era seu tamanho, onde os blocos eram formadas par grupas menores de pessaas e os card6es, alem de serem maiares, abrigatoriamente traziam instrumentas de sopra e seus estandartes. (FANTINEL, 20 15) Ate meados das anos 1950, as cord6es eram majaritariamente formados par pessoas da classe trabalhadora. Em 1960 camec;am a surgir cord6es feitas pelas partes mais abastadas da papulac;aa, a exemplo da internacionais (1963) e do Corujas (1964). (FANTINEL, 2015). Alguns card6es marcaram hist6ria e saa vivos ate haje, camo e 0 caso dos Filhos de Gandhy ( 1949), que em meadas de 1950 camec;a a ser categorizada camo afaxe. (FANTINEL. 20 15) Extremamente criativos, os card6es foram persana-
gens ilustres no carnaval da ddade por um lange periodo, modiflcando completamente a sua forma, as suas cores e os seus atores. (FANTINEL, 20 15)
As batucadas eram grupos percussivos de pequeno porte. Criadas a partir da segunda metade de 1930, elas eram formadas pela popula~o dos bairros pobres da ddade. Ganharam for~a e notoriedade a partir da decada de 1940, eram muito requisitadas nas festas pre carnavalescas e , eram p~as centrais dos tres dias ofldais de festa. E a partir
da experienda das batucadas que a festa de rua assume um discurso popular poderoso, credendando as entidades negras como personagens centrais desse novo cenario festivo. (FANTINEL, 2015) As batucadas de Salvador come~am a diminuir na decada de 1950. Dois elementos sao apontados para esse fato : a volta dos desfiles dos grandes clubes subsidiados pela Prefeitura e 0 surgimento do trio eletrico, cuja inven~o revoludonou 0 camaval soteropolitano. (FANTINEL, 2015) Muitas batucadas acabaram evoluindo para escolas de samba, com influenda carioca, enquanto varias outras ,201
Fig. 07: Apresentao:;:ilo do tntemocionois no como ... ot de t 974
Fig. 08: Escota de Sambo Diplomates de Amaralina
BATUCADAS
11972}.
EVOLUCAO TEMPORAL DO GARNAVAL EM SALVADOR
Fig. de representondo 0 Entrvdo
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- SeC. XVII - - - 1884 - - - 1895 - - - 1905 o
entrudo era a brincadeira do carnaval. caracterizador par uma cera de bolas de cera cheias de agua, passando posteriormente para uma guerra de liquidos mal cheirosos. Sendo banido em 1878.
o
camaval de rua
I e
fefta em forma de desfiles
patrocinado pela elite baiana, com cortejo que sai do Comercio. sobe ladeira da Montanha, passando pela Barroquinha, ruas Direita do Palacio (Rua Chile), Direita da Miseric6rdia e Direita do Colegio, ate 0 Politeama de Baixo.
Afrouxamento da i nterdi~ao dos negros na participac;ao em festas publicas e com 0 isso 0 surgimento dos primeiros
afoxes da hist6ria. como a Embaixada Africana. Os afoxes percorriam a Baixa dos Sapateiros. tabiao. Barroquinhae Pelourinho.
I Proibi~ao
legal de todos os grupos afrocentricos no carnaval dacidade.
, 1950)
carnavalde 1952
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Fim da proibili3.0 da partidpa<,;ao dos grupos afrocentricos no carnaval e
Periodo emergente dos blocos e cord6es, que
Surg i mento das batucadas .
consequente aumento de
territoria lm ente, sendo farmadas par moradores de
-
1914 - - - 1920 - - - 1935 - - - 1949 - - - -
grupos populares de negros. A elite enta~ se restrfnge aos dubes privados, voltando as ruas apenas no dia do desfile de seus dubes.
organizavam-se, em geral ,
urn mesmo bairro.
Filh os de Gandhy inicfa sua hist6ria como
cordao, tocando sambas e marchas. tornando-se afoxe em 1952.
Fig. 16: Mortalhas utilizadas no decade de 1960
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Na tarde de domingo de carnaval Dodo e Osmar sobem a ladeira da montanha em dire<;ao a pra<;a Castro Alves e a Rua Chile com urn Ford 1929, conhecido como Fobica. considerado 0 primeiro trio eletrico da historia tendo seu usa consolidadoem 1970.
Surgimento da primeira escola de samba de Salvador, a Filhos do Tororo.
- - - - 1950 - - - 1953 - - - 1960 - - - 1973 Inkia da extin~o das batucadas. As mortalhas com~am a serem utilizadas no lugar das caretas, que eram fantasias herdadas de costumes europe us.
I Ofldalmente incorporado mais urn dia de festa, sendo realizada sabado , domingo, segunda e ter<;a.
INielO
FlM
Fig. 17: Percurso feito entre OndinaeBorro e m 1983
-
Fig. Barra/Ondina
I
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1981 - - - 1983 - - - 1984 - - - 1992 - - - -
I Fica suspenso
0
expediente em repartiCjao publica na sexta feira par decreta estadual .
Acontece
0
primeiro
carnaval na Barra, as trios eletricos sairam sabado a tarde no sentido Ondina/Barra, sem cordas, mas atras de cada trio seguiram seis caminhOes e pessoas com camisetas dos trios podiam subir.
o
Sao montadas arquibancadas com estruturas
Barra/Ondina oficialmente
tubulares pela primeira vez,
incorporado ao Camaval.
permitindo espaCjos como
camarotes. Prefeitura inida captaCjao de recursos com iniciativas privadas e campa-
nha para atra~o de turistas.
circuito
e
-'- -I
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I
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Fig. 20: Abada Criado par PedrinhodaRocha
I
- - - - 1993 - - - 2011 - - -2013 - - - 2016E criado
a primeiro
"Abada" (camisaem ioruba).
E inidado
urn movi-
menta democratico para " baixar " as cordas dos blocos.
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Rua Carlos Gomes sai do drcuito "Osmar", que passa a come~r em frente ao hotel Sheraton terminando na pra~a Castro Alves. o circuito Sergio Bezerra (do Farol da Barra em dire~o ao Morro do Cristo) acontece na quartafeira antes do carnaval.
Rua Carlos Gomes volta a fazer parte do circuito "Osmar".
PANORAMA ATUAL DO CARNAVAL EM SALVADOR o
carnaval soteropolitano nos moldes atuais acontece durante 6 dias (de quinta a ter~a-feira), contando com 7 circuitos oficiais. dentre eles dais se destacam par serem as principais e atrairem 0 maior numero de turistas, 0 Dodo (BarralOndina) e 0 Osmar (Campo Grande -Avenida Sete - Pra~ Castro Alves - Avenida Carlos Gomes), as outros circuitos sao 0 Batatinha ( Pra~a da se;Pra~a castro Alves), 0 Contra Fluxo (R. Chile ate a R. Carlos Gomes), 0 Orlando Tapaj6s (Hospital EspanhoVFarol da Barra) de sabado a ten;a-feira, 0 Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina) de quarta a ten;a-feira e 0 Sergio Bezerra (Farol da Barra/Cristo) na quarta-feira.
1.7 B
A maioria dos blacos/trios eletricos que desfllam nos drcuitos Dodo e Osmar sao pagos, mas ha tambem a programac.;ao do Furdum;o e Fuzue que acontece antes do infcio oflcial do carnaval e blocos sem corda que sao gratuitos, conhecidos como "carnaval pipoca" . A festa conta tambem com 0 "Carnaval nos Bairros": sao estruturados palcos para realiza~o de shows nos bairros de Cajazeiras, ltapua, Pian, Periperi, Plataforma Liberdade, Pau da Lima, Boca do Rio e Centro Hist6rico. Na imagem abaixo sao pontuados numeros relativos ao carnaval de 20 17:
11.4 MIL
lURlSTAS OlEGf4NDO A
Ocw:>E EM NAV10S ENTRE o DOMINGO DE CARNAVAl EAQLWU"A-FElPA OfONZAS
LHOES DE I'ESSO\S N.4S RlJo\S POR DIA DURANTE 0 PERIoDo DO CARNAVAl Fig. 23: Dodos econbmicos do comovol soteropoli tono em 2017
4.9 MIL DE G.4STO MIDIO DOS
MAJS Of
I MILHAD DE FOUOEs NO CARNAVAl DOS eAJRROS
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4
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Mapa 01: Circvi tos do carna",ol Soleropolilono e «Camavol nos
BairroS)~
do ana de 2018
Nos ultimos 6 anos 0 Carnaval soteropolitano vem mudando devido ao esgotamento do modele de neg6cios que vem sendo praticado, voltado para os blocos. Enquanto que hoje desponta uma nova tendencia, que sao os camarotes. Para que 0 bloco possa existir e preciso uma negociac.;iio com diversos agentes : outros blocos, funcionarios dos bloc os, camarotes, 6rgaos publicos e principal mente com a popula~ao que clama por reaver 0 espac.;o publico que foi reduzido com a privatizac.;ao das cordas. Miguez aponta que alem do fato de toda essa complexidade em administrar a saida de um bloco no camaval de salvador contribuir para a derrocada dos blocos, a publico alva destes acabara por migrar para os camarotes, que oferecem melhor infraestrutura, seguranc.;a e servi~o sofisticado, e assim as camarotes se manteriio como 0 principal agente economico da festa, enquanto que a rua sera "devolvida" ao uso publico, destacando que as camarotes devem ser montados idealmente apenas em locais que se caracterizam como ambiente privado durante todo a ana, pois 0 carnaval como um neg6cio e apenas uma das dimensoes dessa festa e nao pode se sobrepor a ela, devendo ser impedido a privatizac.;ao de espac.;os publicos. (Miguez, 2017) Os antigos clubes carnavalescos, que surgem a partir de 1914, apresentavam uma tipologiade murosaltos e
Fig. 25: Camorate no Carnaval de Salvador em 2015
as festas aconteciam em seus interiores. Nos moldes atuais os camarotes assumem 0 ambiente privado. mas na sua conforma~ao arquitetonica se colocam como varandas abertas para a rua. reconhecendo que 0 Carnaval efetivamente acontece na rua. (Miguez. 20 I 7) Contudo. mesmo com esse reconhecimento. e passivel perceber que ainda hoje e "desde sempre 0 carnaval manteve a ideia de espa~o como fundamental: os sal6es para elite; a rua para 0 grande publico, pabre". (SEBE, 1986. p. 34) Paulo Miguez coloca que em varias ocasi6es as pessoas 0 perguntam como reviver e recriar os momentos nos quais a pra~ Castro Alves esteve no auge dos encontros carnavalescos, ele entao assinala que 0 carnaval acompanha o desenvolvimento da cidade, sendo impassivel recriar esses momentos, pois eles foram gerados a partir do contexte da ditadura onde a pra~ era uma expressao de resistencia e as interdi~6es militares eram suspensas gra~as a "rebeldia" dos folioes . sendo 0 unico espa~o onde a comunidade gay, intelectuais e militantes podiam se expressar livremente. Outro momenta visto com nostalgia ligado a pra~ Castro Alves e 0 encontro de trios, que no contexte atual deixou de existir pais a pra'i3 nao suporta 0 porte dos trios eletricos atuais, que antes eram pequenos caminh6es, e hoje sao carretas enormes com certa de 30 t. Ele ressalta com isso que as tradi~oes precisam ser
respeitadas, mas e necessario criar mecanismos para coisas novas. para experimenta~ao . A festa e e deve ser resignificada ao lange dos anos, pais existe a memoria que precisa ser preservada. mas 0 contexte da cidade e da sociedade e outro, e assim. a festa se adequa as mudan~as . se tornando atemparal. (Miguez. 2017) Um panto importante levantado par Miguez e que segundo ele a cidade se expressa melhor durante 0 carnaval. Nesse sentido ele da 0 exemplo de um onibus vindo do suburbio de Salvador com varios jovens negros de classe baixa parando em frente ao Shopping Barra e nesse momenta todos esses jovens descem do ani bus simultaneamente. No contexte rotineiro e diario da cidade imediatamente a polfcia seria chamada com a suspeita de atividade ilicita par parte dos jovens, com uma interpreta~o racista dos acontecimentos. Contudo durante 0 periodo do camaval esse quadro e observado diversas vezes durante 0 dia, simbolizando uma conquista de territ6rio daqueles que esuo interditados a varios setores da cidade. que passam a estar dispaniveis no carnaval. Alem disso ele apanta que a "cidade efemera" construida no carnaval apresenta seu melhor funcionamento em rela~o a todo 0 restante do ano, apresentando melhores condi~oes de infraestrutura, seguran~a e transporte. e devido a isso recebe inumeras pessoas de outras cidades e estados para estudar sobre a
MUSEUS
logisticaempregada nos dias de festa. (Miguez, 20 I 7) o carnaval nos dias de hoje e marcado ainda por disputas politicas e para Miguez, seguindo esse ponto de vista, a disputa entre 0 estado e 0 municipio e boa para que eles se aperfei~oem nao so no sentido da infraestrutura, mas para que eles tambem entendam 0 carnaval como bem cultural que deve ser bem cuidado. Assim, pode-se perceber que 0 carnaval e permanentemente um territorio de conflitos e disputas - disputa pelo espa'i0 publico, disputa no campo dos negocios, disputa polftica, dentre outras. Uma festa extremamente complexa, que vai alem do simples festejar , se relacionando intimamente com os desdobramentos urbanos e sociais. (Miguez, 20 I 7)
"Museus sao lugares confusos, tristes, opressivos, cheios de objetos e de proibi~6es, que nos dao uma sensa~o de frieza, por vezes uma 'dor na consciencia' e ainda nos obrigam a flngir erudi'iao! ", essa critica ainda considerada atual foi escrita por Paul Valery ( 1923 , p.6, apud BLOISE, 20 II , p. 45) em seu artigo intitulado "0 Problema dos Museus", explicitando assim um distanciamento e ineflciencia no dialogo com 0 publico ao lange dos anos e a desvaloriza~o desse equipamento cultural . (BLOISE, 20 I I, p. 45) Para podermos entender a impordncia dessa institui~o e 0 porque de utiliza-Ia como fomento para 0 Carnaval soteropolitano, passemos a um breve historico sobre os museus e as novas deflni~6es dos muse6logos. "J\ origem etimologica do palavra Mouseion nos remete 00 templo das musas, (lihas de Zeus (poder) e Mnemosine (memoria). Os museus seriam locais privi/egiados de cult ivo as arIes e ao conhecimento. A primeira institui~iio a receber a des igna ~ iio de Mouseion (o i a biblioteca de Alexandria, no seculo 11/ a.c. Isto representou a passagem do local das muses para um sistema conceitual onde os colecionadores exploram e interpretam seu mundo (FINDlER. 1994). A origem dos museus atuais est6 associada a valoriza~iio e a
di(usiio da cultura do colecionismo na Europa.
Co/eljOes (oram acumuladas no desejo de reproduljiio de um microcosmo (WHITAKER, 1996) que re~etisse o padriio de crialjiio cosmologica do diversidade contido no mente de um Criador; as primeiras co/eljoes refletiam a tendenda endclopedica desse periodo (FINDLER, 1994). Mesmo que 0 ate de co/edonar ja existisse entre seres humanos desde 0 pa/eolitico, e no Renasdmento italiano que 0 resgate do passado classico atraves do busca por objetos antigos con(ere as co/eljoes seu carater museal (BAZIN: D£SVALLE£S. 1992)." (BRAN DAO : LANDIM. 2011. p. 95) Os coledonadores faziam parte da elite e expunham suas cole~oes privadas para visitantes considerados dignos desse conhecimento. que tambem faziam parte da no breza, dando inicio ao processo excludente das ctasses menos favoreddas a este equipamento cultural. S6 com a Revolu~o Francesa e 0 inicio do processo de democratiza~o que estas institui~6es come~am a se abrir para 0 grande publico. A consolida~3.o do processo de democratiza~o tornou 0 museu uma das institui ~6es fundamentais do Estado moderno (BAZIN, 1967). foi quando come~ou a ser estruturado 0 modele de museu que conhecemos hoje, sendo utilizado no intuito de promover a identifka~ao da Na'i3.o com 0 Estado (entre os
seculos XVI e XIX). Apesar da instaura'i3.o do modele democratico, esse processo renegou os saberes populares e consequentemente as classes populares. e assim 0 Museu permanecia como um espa'i0 excludente. Na contemporaneidade tem-se tentado promover a~oes indusivas objetivando a atra~ao da grande massa aos museus, mas muitas vezes elas acabam por cair num paradoxo com exposi~6es espetacularizadas exaltando a vida da realeza de forma romantizada, a medida que a cultura popular continua posta de lade e esquecida nesse cenario. (CURY, 20 I I. p. I 7-19) •
Fig. 26: Museu do louvre. urn des p!imeires a obrir para
visilo~ao
ern 1793
Com a
globaliza~ao
e consequentemente 0 maior acesso a informa~Oes. as culturas locais veem reivindicando seu lugar nas institui~Oes museol6gicas e se posicionando contra a hegemonia da cultura imposta segundo valores globais. Com essa demanda os museus tem sido obrigados a reavaliar a a~ao museal. assumindo que a diversidade cultural e um ponto importante a ser preservado frente a uniformidade cultural que vem sendo exposta. passando a atuar como um importante instrumento para aflrma~ao das identidades locais. (BRADAO ; LANDIM. 2011 , p. 101) De forma que nos ultimos 40 anos tem-se constitufdo uma nova ideia sobre a estrutura museologica. Na forma tradicional 0 visitante vai ao museu para adquirir conhecimento sobre 0 que esci. sendo exposto, 0 mais importante de um exposi~ao e seu conteudo, enquanto que , no modele em desenvolvimento 0 museu busca estabelecer uma rela~ao entre 0 exposto e 0 cotidiano das pessoas, incentivando-as a (re)signifkar a visita por meio da participa~ao popular, onde as vivencias pessoais farao com que cada percurso pelo museu seja apreendido de forma diferente por cada usuario. "A experiencia de aprendizagem esta relacionada a participa~o ativa do publico ao alcan~ar suas expectativas ritualfsticas durante a visita; ele e agente de sua propria experiencia e participa sensorial, emocional e fisicamente, pois utiliza 0 seu corpo como elemento para apropria~ao do
museu. 0 museu e institui~ao una na constru~o de uma realidade simbOlica por meio do patrim6nio musealizado." (CURY. 20 II . p. 20) No modele tradicional 0 museu apenas complementa a educa~ao formal. a medida que no modele em desenvolvimento a educa~ao pede ser abordada de maneira formal, informal e nao formal, permitindo a experimenta~ao e a explora~ao da criatividade. Esse novo modele amplia a participa~ao do publico tanto como usuario quanto integrante nas tomadas de decisOes acerca da a~ao museal. (CURY, 2011, p. 20, 23) Cury aponta que no modele museal em desenvolvimento deve-se fazer uso de exposi~6es intituladas por ela como hipertextuais. que colocam 0 visitante na posi~ao de enunciador e enunciatario, ao mesmo tempo em que e expectador. ele tambem tem a possibilidade de cria~ao participativa dentro do contexte museal. (CURY, 2005 . p.366, apud SANTANA. 2011 . p. 33) E segundo Santos os museus sao ambientes que tambem devem apresentar conflitos e trazer a problematica social para seu interior unindo a a~ao cultural a educativa. (SANTOS 2007. apud SANTANA, 20 II, p. 34) Assim a utiliza~ao de exposi~6es hipertextuais contribui para a analise crftica do conteudo expos to nos museus, posicionando 0 Museu nao apenas como ambiente de vislumbre e nostalgia. como tambem ambiente de forma~o de cidadania e aflrma~o das identidades locais, passando 0
museu a atuar ainda como agente enunciatario, pais recebe contrapartidas da sociedade e se readequa. (SANTANA. 2011,p.33) Desta forma para tornar 0 museu um espa~o colaborativo e atrativo e fundamental ouvir 0 visitante buscando adequar 0 museu as necessidades da sodedade, entendendo 0 que os leva ao museu, de que forma eles se apropriam desse conteudo e como 0 museu se reladona com a vidacotidiana. (CURY. 2011, p. 22)
Fig. 27: Mesa interafiva no Museu do Amanho. Rio de Janeiro
Fig. 28: Momenta
c~aborativo
no Museu do lmaginrn;:oo. Soo Poulo
a museu como espa~o de mem6rias e tambem um espa~o de afirma~o de identidade. pois as mem6rias sao componentes formadores das identidades. que por sua vez sao mutaveis e se constroem ao lange da hist6ria. tornando a fun~ao de preserva~ao do patrimonio que comp6e essa historia uma das principais. mas nao a unica. (FABBRI, 20 I I ,
testemunhos da historia, nossas memorias; ele deve ser um espa~o cultural dinamico, que possa atrair publico numeroso e atender as expectativas de diferentes publicos. com diferentes graus de instru~o exercendo assim uma fun~ao social, educativa e de lazer cultural. " (BLaiSE. 20 I I.
p. 50)
No cenario atual tambem ha de se ponderar que os museus atuam como elemento importante na economia no sentido mais amplo da palavra e na economia cultural. alem de constituirem alguns dos prindpais atrativos turisticos das cidades ao redor do mundo. E para torna-Ios ainda mais atrativos e abrangentes em rela~o ao perfll de seus publicos tem-se recorrido ao uso das novas tecnologias. (FABBRI.
A defini~ao de 2007 de museu pelo ICOM (Conselho Internadonal de Museus) e uma das mais conhecidas e diz que "0 museu e uma institui~ao permanente, sem fins lucrativos, a servi~o da sodedade e do seu desenvolvimento, aberta ao publico. que adquire, conserva, estuda, exp6e e trans mite 0 patrimonio material e imaterial da humanidade e do seu meio, com fins de estudo, educa~o e deleite", alem disso, um dos estatutos do ICOM de 1974 trazia ainda a pesquisa como uma das finalidades do museu dentro da sua defini~o . (conceitos-chaves das museologia, 20 I J.p. 64) Entendendo os direcionamentos atuais para as a~6es museais pode-se perceber que os museus se deparam com dualidades entre preservar 0 patrimonio cultural e torna-Io acessivel a todos os publicos e aliar as expectativas do publico geral com as do publico espedalista. Quanto a isso Bloise defende que "0 Museu nao pode ser 'apenas' espa~o que abriga e preserva 0 patrimonio. a arte, os
pA3)
2011,p. 52) Em suma e evidente que a nova forma de pensar 0 Museu 0 coleca alem de um espa~o de memoria. ele e responsavel por preserva-Ias, mas tambem permite a discussao sobre contexte social amparado pelas multiplas identidades locais atuando como um agente de desenvolvimento. Para que este possa ser acessivel e capaz de se comunicar com todos os publicos. tem-se utilizado elementos de video, som e fotografia. alem de procurar inserir 0 Museu em uma rede cultural para que seu alcance seja ampliado.
CDNSIDERACOES GERAIS
Alguns conceitos sabre a festa e museu se relacionam. A festa
0
novo modele de
e momento de rememorar e
trazer para 0 presente lembran9lS do passado assim como 0 museu e espa~o de memoria. Ambos se estruturam atraves da partidpa~o popular, sendo entendidos atraves de urn contexte espedfko relativo a uma determinada cultura representado atraves de sfmbolos, permitindo que cada individuo possa refletir. criticar e ressigniflcar algum conceito pre-estabelecido na dinamica social em que se encaixam, proporcionando 0 entendimento sabre rela~6es relativas a determinado cosmos social. sendo capaz de fortalecer a identidade de urn pava. Essa correlaliao de elementos presentes na festa e no museu reafirma a adequac.;ao do museu como equipamento cultural capaz de receber uma festa, 0 Carnaval , preservando-a e desenvolvendo-a ao tonga dos anos de acordo com a necessidade social. Alem disso, a pertinencia para escolha desse tema e corroborada atraves da imparuncia dessa festa na economia da cidade e como patrimonio cultural, sendo necessario a criac;ao de um espac;o que possa dar visibilidade para 0 Carnaval de Salvador durante 0 ano inteiro. Ap6s estudo bibliograflco foi passivel deflnir 5 diretrizes de atua~o para 0 Museu do Carnaval que sao pertinentes dentro do novo modele de museu que vem
sendo construido, e las sao: promover a valoriza~o do Carnaval e 0 restabelecimento da identiflca~o com a festa, preservar 0 patrimonio historico e cultural, passibilitar diferentes formas de aprendizado, perpetuar 0 debate e a participac;ao social nas discussOes acerca da festa, difundir 0 conhecimento espedflco sobre a festa mundialmente atraves dos turistas visitantes e de recursos d igitais online.
AESCOLHA DO LUGAR
Para a escolha da implanta'iiio do museu buscou-se urn lugar que tenha liga'iiio direta com 0 Carnaval e com uma rede de equipamentos culturais e turisticos ja consolidada objetivando ampliar 0 seu alcance. A partir desses criterios roi tra<,;ada uma circunferencia com raia de 2 km, que pede ser vista no Mapa 02. Nele pode-se noear a presen<.;a de diversos museus, centros culturais e alguns dos principais pontos turisticos da cidade. Estao presentes tambem nessa regiao dais percursos do Carnaval que ja fazem parte da festa oflcialmente a pelo menos 60 anos. No raia ainda e possivel ver a Pra<.;a Castro Alves, a sede do Clube carnavalesco Fantoches de Euterpe, no bairro 2 de Julho e dais bairros que tiveram e ainda tern particip3liiio ativa no Carnaval, 0 Tororo e 0 Garcia. Devido a posiCfiio central no raio de estudo e a rela~iio da R. Carlos Gomes com 0 Carnaval, e la foi escolhida como logradouro para receber 0 Museu do Carnaval de Salvador.
Av. 7 DE
SETEMBRO R. CARLOS
GOMES -- - - - :.;;.,.;:
Po;. CASTRO ALVES
Fig. 29: Regiao centra l da circunferencio esfudada no Mapa 02
Fig. 30: localizo<;ao do Bahia. Solvador e do roio de esludo na regiao do centro antigo de Solvodor
N
LEGENDA
1
A
MUSEUS E CENTROS CULlURAIS Museu Carlos Costa P.
2
Museu de Arte do 80hla
3~
Museu GeolOgico Polacete dos Artes
Palacio do Aclomol';ao Museu de Arte Moderna Museu de Arte Sacra Espao;o Calxo Cultural Esp. Cultural Borroqulnho
BAHIA DE lOOOS SANTOS
TOROR6
O}> Museu do Miserlc6dlo
PRINCIPAlS PONTOS TURfSTICOS 1 Forte Sao Marcelo 2 Mercado Modelo 3 Elevador Locerdo
GARCIA
CIRCUITOS DO CARNAVAl
- - Osmar Contro Fluxo
~ Prao;a Castro Alves '
CIUbe Fonloches de Euterpe
Mapa 02: Museus. Centros Culturais. Pontcs lurislicos e Circuitos do Carnoyol
ACESSIBILIDADE
Os principais acessos a Rua Carlos Gomes sao a Av.
Sete de setembro, que a partir do trecho conheddo como Ladeira da Barra funciona como conexao com os bairros da aria maritima; a Av. Lafayete Coutinho. tambem conhedda como Av. Contorno, e a ladeira da Montanha, que ligam-a Cidade Baixa e consequentemente a bairros do suburbia ferroviario ; a Av. Vale dos Barris, que conecta-a regiao do Iguatemi (centro comercial).
A Rua Carlos Gomes se locaJiza a aproximadamente I km de duas esta~Oes de metro, Lapa e Campo da P6lvora. em sua extensao estao situados 5 estadonamentos privados e 6 pontes de onibus, onde passam cerca de SO linhas de onibus, segundo a Transalvador. a rua ainda faz parte da area
de abrangencia do projeto "Salvador Vai de Bike", da Prefeitura Municipal de Salvador.
N
A
Fig. 31: Av. Sete de Setembm. urn dos principais acessos a R. Corlos Gomes
Mapa 03: Localizm:;:ao de recorie para esludo de acessibilidade
-
Via VIa Via Via Via
® ®
N
LEGENDA ArterIal I ArterIal 11 Coletora I Coletora II Local
..
@ Estac;ao de Metro
9
Pontos de Onibus
_
Terreno
®
® Estaclonamentos
o
100
200m
® Mapa 04: Tipologia vi6ria, pontos
e . e slm:;:6e s d e m e lro e e stacioname nlos
ANALISE URBANA N
Para permitir uma analise mais
A
profunda do contexte urbano foi selecionada uma a rea no entono
imediato do terreno para estudo de usc do solo e gabarito. Para tanto {oi {eita urn recorte de aproximadamente 6 hectares ao redor do terreno abrangendo as ruas Carlos Gomes e do Sodre.
N
LEGENDA
A
Servh;o Comerclal Residencial + Comerclal • Residenclal MQ Terreno
0100
SOOm
Mapa 05: LocOOO4;Oo do recate pac !ISO do solo e gdxriIo
m
~tI Mapa 06: Usa do solo entre a R. Carlos Gomes e a Sodre
USODOSOLO
A R. Carlas Gomes assim camo a R. do Sadre apresentam uma acupa<;aa bastante adensada, a Carlos Games e muito conhecida pela seu cara.ter camerdal que pode ser compravado na mapa xx, apresentando um alta numera de edifica<;6es com uso misto , cam galerias comerciais que se desenvalvem na terrea e 10 andar dessas edifica<;6es. Servi<;a e 0 segunda uso mais recorrente na R. carlos Games. enquanto que a R. da Sodre apresenta majoritariamente a usa residendal. cam a presen<;a pontual de algumas edifica<;6es destinadas a servi<;o, camerdo e de usa mista. Ate 4 pay. De 5 a 8 pay.
•
De9a12 • Aclma de 12 po .... _Terreno
- ,tI Mapa 07: Gobarita entre a R. Carlos Gomes e a Sodre
m
GABARITO
No entarna imediata do terrena na R. Carlos Games podem ser observadas predios de 9 a 12 pavimentos, em sua maioria de uso misto. enquanta que na R. do Sodre a maiaria das edifica<;6es tem ate -4 pavimentos. A
PERFI LDAS RUAS
Como ja {oi dito, a maior parte das edificai;fOes da R. do Sodre sao destinadas a residencias unifamiliares, prevalecendo 0 gabarito de ate 4 pavimentos. Ao longo de toda via a maiaria dos os terrenos lindeiros ocupam a testada do lote. Nela ainda e possivel encontrar alguns sobrados construidos no sec. XVII, muitos deles em pessimo estado de conservac;3.o. A R. do Sodn~ e classificada na Lauos como coletora, apresentando sentido lInico, eixo de rolamento com 5 m e calcadas com largura media de 80 em. Os moradores costumam estacionar ao longo dessa via, deixando apenas a distancia equivalente a uma faixa de rolamento para passagem dos carras, diflcultando 0 acesso de vefculos de grande , . porteavla.
Fig 32: Ruo do Sodre com muro do terreno em laranjo
A R. Carlos Gomes tambem e uma via coletora, apresentando sentido unico, com 3 faixas de rolamento e cal~adas com media de 1,5 m de largura. Ao lange de sua extensao sao encontrados diversos ediffcios de 9 a 12 pavimentos caracterizados pela presen~ de pilotis do t~kreo ao 10 andar. formando galerias. proporcionando uma extensao da cal~ada para o transeunte. Durante 0 horario comercial a rua e extremamente movimentada. com alto fluxo de pedestres e vefculos, apes esse horario 0 numero de pedestres reduz consideravelmente e por muitas vezes a rua e considerada deserta. Eventos que acontecem no Espa~o Caixa Cultural e na igreja existente na rua contribuem para mudar esse cenario de esvaziamento nela durante a noite.
Fig. 33: Rua Carlos Gomes com muro do terreno em taranjo
TERRENO
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Fig. 34: Perfil da Rua do Sodre
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1mI1mI1mI1mI
TERRENO
,- -I I
I
Fig. 35: Perfil da Rua Cartos Gomes
BREVE HISTORICD
A Rua Carlos Gomes existe desde os primeiros anos da cidade. quando ainda era chamada de Rua de Baixo de Sao Bento, recebiao nome "de Baixo" devido ao batismo portugues para 0 desnivel entre as vias, numa epoca em que haviam ruas "de cima" e "de baixo". A partir do seu prolongamento. que ocorreu na decada de 1930, surgiu 0 bairro Dais de Julho. No mandata de DUNal Neves da Rocha como prefeito ( 1938-1942), foi realizada a demolic;ao de casas para alargar a Rua Carlos Gomes , e 0 seu prolongamento foi feita utitizando os patios das casas da Avenida Sete de Setembro e do Largo Dais de Julho, nao havendo necessidade de derrubar outros imoveis. Sua atual extensao come~a na Pra~a Castro Alves e segue paralela a Avenida Sete de Setembro ate a Associac;ao Cultural Casa , D'icilia. (DOREA. 2006. p. I 58) Assim como a R. Chile e a Av. Sete de Setembro. ate os anos 1950 a R. Carlos Gomes era considerada um ponto de moradia elegante. frequentada pela elite soteropolitana. Seu nome atual e uma homenagem ao maestro Antonio Carlos Gomes. compositor brasileiro, autor de obras musicais como 0 Guarany. Condor e , Colombo. (DOREA. 2006 , p. 158) Na esquina da Rua Carlos Gomes com a Rua da Fafsca. encontra-se um predio construfdo no perfodo do governo de Durval Neves da Rocha. 0 antigo Arquivo
Publico , que hoje funciona a Defesa do Consumidor (PROCON). No trecho da rua entre a P~. Castro Alves eaR. da Forca ainda existem alguns casar6es antigos parcialmente conservados como por exemplo a antiga Casa de Ora~ao dos Jesuitas, antigo sobrado do Seculo XVII . imovel tombado pelo IPHAN e onde funcionaram jornais da cidade. Hoje. totalmente reformado, funciona 0 Espa~o Caixa Cultural Salvador da Caixa Economica Federal , onde acontecem performances musicais e teatrais. lan~amentos de livros. ofkinas. palestras a1em de programas educativos. (DOREA, 2006, p, 158) Em 1661 . 0 portugues Jenonimo Sodre Pereira chegou a Salvador e mandou construir uma casa na rua que viria a receber 0 seu nome naquela epoca ate os dias de hoje. a Rua do Sodre. A rua funcionava como liga~ao entre 0 Comercio e a Cidade Alta. Alguns anos apOs a morte de Jeronimo a casa foi vendida para Antonio Jose Alves, pai de Castro Alves. 0 poeta faleceu nessa ediflca~o em 1871 . No , imovel funciona atualmente um colegio. (DOREA. 2006. p. 195) Na Rua do Sodre tambem esci. situ ado 0 antigo , Convento de Santa Tereza de Avila. construido no seculo XVII. transformado no Museu de Arte Sacra (MAS) em 1958, sobre a administra~o da Universidade Federal da Bahia. (Site do MAS)
Fig. 36: Ruo Carlos Gomes no decad<J de 1920
Fig. 37: Pfolongomenla do Rua Carlos Go~ em abt'os no dec. del930
DTERREND
A partir da analise urbana foi passivel encontrar urn terreno vazio entre a Rua Carlos Gomes e a Rua do Sodre, com 1958,8 m 2 , exatamente na regiao com as variaveis desejadas para sua implantac;ao, inserido nurn contexte cultural, turistico e carnavalesco, faci lmente accessivel e pr6ximo a estacionamentos . A existencia de estacionamentos no entorno do terreno foi crucial para a
implantac.;ao do equipamento proposto, devido a impossibilidade de projetar urn estadonamento para 0
museu nesse terreno.Eessa demanda podera ser atendida com uma parceria estabelecida com algum estadonamento vizinho, a exemplo do que ocorre com
0
Espac.;o Caixa
Cultural , tambem presente na R. Carlos Gomes, que fornece vag as para ao seu publico em um dos estadonamentos privados existentes na rua. Na frente do terreno voltada para R. Carlos Gomes existe um ponto de onibus, que devera ser relocado para uma das extremidade da testadado terreno.
N
J.
m Mapa 06: locai za<;oo do terreno no raia de estudo do mapa 02
Fig. 38: Teneno entre 0 R. Carlos Gomes eaR. do SOOre
Fig. 39: locolizao;ao do terreno em perspecliva voo de passaro
•
,
5
.'• Fig. 40: locolizoo:;:ao do lerreno em perspectiva ... oo de passoro oproximada
ANALISE DA LEGISLACAD URBANfsTICA
ZONEAMENTO
De acordo com 0 mapa 0 I C da Lei de Ordenamento do Usa do Solo - LOU OS (Lei 9.148/ 2016), 0 terreno escolhido esta loca lizado inteiramente na Zona Centralidade Metropolitana - Centro Antigo (ZCMe - CA). GABARITO DE ALTURA MAxiMA
o
,
terreno esci localizado em Area de Borda , Maritima (ASM) e em Area de Prote~ao Cultural e Paisagistica (deflnida pela Lei nO 3.289/83 ), mats especifkamente no Trecho -4 (Concei~ao ate a encosta da Vito ria). A maior parte do terreno esci inserida em uma faixa onde 0 gabarito maximo permitido e de 18 m, enquanto uma pequena parte, uma faixa lindeira a Rua do Sodre, esci , situada em Area de Prote¢o Rigorosa (definida pela Lei nO 3.289/83 ). A Lei nO 3.289/83 estabelece que "as intelVen~6es , efetuadas nas Areas de Preservac;iio da Paisagem terae os gabaritos, a volumetria e a taxa de ocupa~o limitados atraves de normas espedficas elaboradas em conjunto pela SPHAN, IPAC e Prefeitura a partir de estudos a serem realizados para cada area, particularmente. " Nao sendo posslvel afirmar 0 posidonamento desses 6rgaos frente ao
projeto apresentado, por se tratar de um objeto com fins exclusivamente academicos, nao sendo submetido a avalia~o das autoridades competentes. o gabarito entre 27 e 36 m de altura e encontrado em larga escala ao lange da R. Carlos Gomes, prindpalmente no entorno imediato do terreno. Sendo assim, essa tipologia recorrente abre uma brecha para a utiliza~o de gabarito similar na testada do terreno lindeira a R. Carlos Gomes. o gabarito de 18 m foi deflnido para 0 ponto do edifido mais proximo da testada no terreno na Rua do Sodre. Essa escolha foi feita com base no gabarito de uma ediflca~ao existente imediatamente em frente ao terreno, de 18m. RECUOS
Para edifica~6es com mais de 12 metros de altura sao adotados recuos frontais e laterais progressivos para a ZCMe - CA. 0 Art. 87 e 90 da LOUOS estabelecem 0 usa de duas f6rmulas para encontrar esses recuos com base na altura das ediflca~6es. Para altura da edifica~ao na R. do Sodre e 18 m, 0 recuo progressivo frontal e de 4,8 m. Considerando 32 m como a altura maxima da edifica~ao 0 recuo lateral progressivo e 2,9 m. 0 Art. 88 da LOUOS
exime a necessidade de recuo frontal para a Rua Carlos Gomes e determina que seja "implantada galeria de uso publico no pavimento terreo, ao lange da fachada lindeira ao logradouro, com profundidade minima de 4 m e altura minimade5,50m.
PARAMETROS DE OCUPAc;Ao DO SOLO
,
,
QUADRO DEAREAS E INDICES AREAS
AREA OCIJ'ADA AREA PERMEAvEL
2.038,391'1' 1.080,691'1' 525.03M'
AREA CONST. TOTAl
1..1.97,471-,'
AREA 00 TERRENO
INDICES
A LOUOS define para os terrenos inseridos na ZCMe - CA coefkientes de 0,40 para aproveitamento minimo , 2,00 para aproveitamento basico e 4,00 para aproveitamento maximo, que relacionam a area total construida com a area total do terreno. Considerando 0 terreno com 2038,39 m1 esses coeficientes correspondem 2 , 4076,78 m2 e 8153,56 m2 • 0 respectivamente a 8 15,36 m , Indice de Ocupa~ao Maxima (que relaciona a area de proje<;ao horizontal das edifka<;6es com a area total do terreno) deflnido para a zona e 0,60, ficando determinado uma, area maxima de ocupa<;ao de 1223,03 m2 • Em rela<;ao ao Indice de Permeabilidade Minima (0, 10), a menor area para atender a este parametro e de 203 ,84 m 2•
INDICE DE OCIJ'A~AD (10)
0,53
INDICE DE PERMEABILIDADE (IP)
0,26
PARAMETROS DE OCiJ'A~AO - (ICME-CA) 10 MAX.
0,60
IPMiN.
0,10
CA MIN.
OM
ICAB ICAH IRECIJO LATERAl PROGRESSIVO ,
Tabela 01: Areas e Indices relatives ao pfOjeto
1,001 1..00 I 2.9iX11
ANALISE
INSOLAc;:AO
A fachada voltada para R. do Sodre deve receber uma inddenda solar maior durante todo ano, par 5e localizar completamente voltada para 0 poente. situa~o intensifkada durante 0 verao. As fachadas laterais e a voltada para R. Carlos Gomes sao sombreadas em sua maior extensao devido a presen~ de edifica<;Oes a1tas nas laterais do terreno e na {rente voltada para R. Carlos Gomes. VENTILAc;:AO
Os ventos predominantes sao o sudeste e 0 suI, nessas direc.;oes ha barreiras fisicas significativas (edificios com 32 m de altura em media). Para amenizar as problematicas climaticas 0 projeto fara usa de fachadas ventiladas e telhado com , . prot~ao termoacustlca
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Primavera
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Verno
Fig. 41: Diagrama de condi<;6es amb ien tais
PRDJETDS DE REFERfNCIA
Instituto MoreiraSalIes (IMS) I Andrade Morettin Arquitetos Localiza~o: Sao Paulo - SP ,
Area: 8.662.0m2 Ano do projeto: 20 17 o IMS esta inserido nurn eixo cultural, proximo a outros museus e centros culturais. Ele apresenta espa~os generosos e flexiveis, com urn bloco de apoio (sanicirios e elevadores) localizado na lateral da ediflca~o . A rece~o do museu e instal ada adma do nrvel da rua, permitindo que 0 terreo fundone como uma extensao da cal~da . A1em dos espa~os reservado para exposi<,;Oes 0 museu ainda conta com auditorio e salas de aula. Ag. 42: InsMuto Morer a Salles
M'reu de Arte Modu lla de Santos I Metro Arquitetos Associados + Paulo Mendes da Rocha Localiza'iao: Santos - SP , Area: 8. 180,0 m2
o Museu de Arte Moderna I Santos apresenta uma volumetria maci<,;a em seu exterior, com espa<,;os amplos e
sem a interferenda de pilares ou outros elementos estruturais.
Fig. 43: Museu de Me Modema de Santos
~doFrIM) Localiza~o :
Redfe - PE Area: 2.260,0 m2 Ano do projeto: 20 17 o Pa~o do Frevo promove a integrac;iio das atividades do museu com a comunidade atraves de aulas, prindpalmente de musica e danc;a" e do acesso fadlitado ao centro de documenta~o do museu. 0 museu conta com um espac;o amplo, onde sao desenvolvidas atividades de varias naturezas , desde expos ic;6es, ate au las e apresenta~6es, onde 0 publico tem contato direto com as pessoas que se apresentam. ,
Fig. 44: Poo:;:o do Frevo. espoo:;:o muHiuso
Te&ill 0 Cub oAJves(TCA) Localiza~iio :
Salvador - BA
o Teatro Castro Alves (TCA) foi escolhido como referenda de solu~o arquitet6nica para uma cobertura com inclina~iio acentuada, tendo a estrutura da sua coberturacomposta portrelic;as e telhas mecilicas.
Fig. 45: Teolro Caslro Alves
PRUGRAMA o programa foi definido com base nos objetivos listados no inicio desse trabalho, a partir da pesquisa sabre os museu: e com base nas referE!ncias apresentadas. Sendo assim, (oram estabelecidos 7 setores principais: exposi~6es, ensino e pesquisa, administra~o. reserva tecniea, es~o de multiplos usos, rece~, e apoio.
tom. com
i a com espalios amplo: e flexiveis, que se adequem as necessidades de cada exposi<;ao montada. Apes 0 registro na recep~o 0 acesso a05 andares das exposi<;Oes e livre, nao sendo determinada uma ordem no fluxo . permitindo que 0 publico fa~ 0 caminho que Ihe for mais conveniente, possibilitando uma liberdade na escolha que tornara cada visita ainda mais (mica.
Destinada prioritariamente a fornecer informac.;6es para as usuarios do setar de ensino e pesquisa SECRETARIA E COORDENACAO DE OFICINAS Local onde serio tratadas as questOes relativas a administra~o dos curso oferecidos, como par exemplo, as matrfculas dos alunos. ACERVO DE LEITURA Espac;o de livre acesso onde sera dispanibilizado um acervo especifico sobre Carnaval e temas relacionados a essa festa para consulta no local.
0
OFICINAS Ambiente onde serio ministrados cursos e oflcinas direcionados principalmente para o publico carente das comunidades vizinhas ao museu. As oflcinas terio espac;o flexivel , exceto as de
Local onde todos os funcionarios "batem 0 ponto" e passam pela revista de itens pessoais antes de se dirigirem paraseus setores de trabalho.
SEGURAN<;:A E CONTROLE Sala onde flcam os monitores conectados as cameras e a sistemas de seguranCja. VESTIARIOS Ambiente onde os funcionarios podem se trocar e armazenar seus pertences. caso haja necessidade devido a fun~o exercida no museu. COPA Local destinado a al imentaliao e descanso dos funcionarios. ADMINISTRA<;:AO E GER!NCIA Onde funciona propriamente a administraliao e gerencia do museu. SALA DE REUNICES Destinada a reuniOes exclusivamente de cunho relativo as questOes internas de administraCj3.o e uso do museu. AREA TECNICA Espalio para 0 lixo, gerador. subestaCj3.o. casa de bombas, reservatorios e unidades de ar-condicionado. Local onde serno fornecidas informaiiOes prioritariamente a respeito das exposiCjoes e contrale do numero de usuarios atraves de emissao de ticketcaso haja necessidade.
LOJA Destinada a venda de souvenirs com 0 tema do Carnaval e itens relativos as atividades desenvolvidas no museu, onde tambem poderao ser vendidos objetos
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Destinado a eventos de lan~mentos de novas exposi~Oes .
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ARQUIBANCADA DO POCKET SHOW Funciona como apoio ao pocket show, ampliando acapaddade deste. RESERVA Destinada ao armazenamento da pe~ do museu e de acervos temporarios que nao estiverem expostas. QUARENTENA , Eo primeiro ambiente do conjunto da Reserva T ecnica, onde 0 acervo em processo de doa~o au retorno de exposi~ao temporaria externa If! armazenado temporariamente. Nesse local sao feitas as devidas analises. incluindo a investigaliao para determinar se a p~as devem au nao serem encaminhadas paraa desinfec~o . CONSERVA<;AO , E 0 local onde ocorre higieniza~o antes da armazenagem na Reserva Tecnica au entrada nas areas expositivas, recebimento de acervos e manipula~iio quanta a ao, Este todos.
espa~o
deve atender ao publico geral do edificio, garantindo acessibilidade a
CIRCUlA<;AO VERTICAL Engloba quatro tipos de circula~ao vertical : a escada principal e a de servi~o , nao enclausuradas; 0 elevador de carga, que devera transportar carga fora do horario de atendimento ao publico, quando em horario de atendimento ao publico 0 elevador garante a acessibilidade a todos os andares do edificio; escada rolante, principal acesso as ; eaescada ~~~~~~~I~~,--_ _ _ _
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Entrada principal do museu, que e um ambiente agradavel de estar para 0 publico do museu, moradores e usuarios da regiao, independente das outras atividades existentes no museu. Oferecendo um espa~o de convivio em uma regiao bastante adensada.
CAFE Ambiente que pede ser arrendado visando transeuntes e moradores da regiao
0
atendimento ao publico do museu,
POCKET SHOW Espa~o destinado a pequenos shows e apresenta~oes, inclusive ligadas as atividades desenvolvidas na oflcinas. Local para discussao e debate com 0 publico sobre questoes administrativas, economicas e sociais do Camaval. Quando nao estiver sendo utilizado para os usos descritos podera fundonar como uma extensao aa pra~ interna.
CDNCEPCAD A partir do estudo sabre 0 Carnaval foi passivel perceber que essa festa e extremamente marcada par contrastes, alguns destes sao: cheios x vazios. rua x pra~a, individual x coletivo. publico x privado. Com base nessa perce~o "Contraste" foi estabeleddo como 0 conceito norteador para 0 desenvolvimento do projeto, levando a algumas indica<;6es para 0 desenvolvimento formal :
• Cheios x vazios: utiliza~o de pe direito duplo e triplo em alguns ambientes. • Rua x pra9iS: trazer a pra~ para 0 interior do edificio e desenvolver a volumetria baseada em percursos.
• Individual x coletivo: propordonar ambientes para a reatizac.;ao de atividades coletivas, ao mesmo tempo em que a liberdade de circulac.;iio pelas exposic,;6es proporcionara experiencias unicas, relativas a percep~o individual de cada visitante o
• Publico x privado: representado pelos diferentes niveis de acesso ao museu, com areas restritas a funcionarios, areas destinadas as pessoas registradas nas ofkinas e areas de acesso livre a tados. A volumetria ainda apresenta 0 contraste se adequando a caracteristicas do entorno ao seguir as determina'iOes da legisla'iao, enquanto rompe com a forma de paralelepipedo encontrada no lugar. 0 tratamento da fachada tambem se adequa ao conceito, ao mesmo tempo que parece apresentar uma entropia em sua diagrama~o devido ao uso das cores, seu planejamento segue um mOdulo que se repete em tada a fachada.
OESENVOLVIMENTO 00 PARTIDO ARIlUITETONICO
01. Volume ocupando 0 terreno integralmente
02. Marcacoo dos recuos
03. Volume sam recuo
04. Desmembramento do volume
Fig. 46: Diagramo de concepyoo do projeto
OS. Volumes nivelados de acordo com 0 gabarito das vias
06. Unioo dos volumes atraves da ceberturo inclinada
07.lnspirOl;:ae formal para desenvolvimento des diagramas de percurso
OS. Estudo de percursos no interior do forma PERCURSO LINEAR
PERCURSO EufpT!CO
PERCURSO ZIGUE·ZAGUE
Fig. 46: Diogromo de concepyao do projeto
09. Percurso linear + zigue-zague rebatidos na forma
10. Adi~ao volumetrica de percurso em zigue-zague. ressaltando 0 contraste entre as formes
SETURIZACAU
A partir da concep~ao volum~hrica os usos definidos no programa foram alocados de acordo com as
visitante transita tanto na chegada, quanto na saida das exposi~6es.
necessidades e a 16gica dos fluxos:
NSlNO EPESQUISA setor a ser 0 i circu la~ao vertical e banheiros, que foram concentrados na lateral da ediflca~ao , em urn dos pontos mats altos para poder servir a todos os andares. i constituido pela
Esci situado no terreo, em rela~ao a R. do Sodre, por se tratar de um setor com necessidade de acesso independente do acesso principal. Tem como objetivo atender principalmente a popula~ao carente, assim 0 acesso pela R. do Sodre se relaciona diretamente com comunidades carentes existentes na regiao.
RESERVA TECNICA A Reserva T ecnica par necessitar de urn rapido
escoamento em caso de sinistro foi situada no terreo, em rela~iio a R. do Sodre, contando com urn corredorde 3,5 m de largura na lateral do predio paraesse tipo de situa~ao.
ADMINIS I RA<;AO Localizado entre 0 setores Ensino e Pesquisa e Recep<;ao, permitindo 0 facit acesso dos funcionarios por ambas as entradas. Sua posi~ao central possibilita 0 amplo contrale sobre as atividades do museu.
ESPAI;O DE MULTlPlOS USOS Esti. localizado no terreo em relac;ao a R. Carlos Gomes, par se tratar do acesso principal ao museu e urn espac;o de permanencia.
permitir que
0
tivesse 0 car-iter de prac;a interna a Recep~o principal do museu foi centrada no primeiro pavimento, contando com uma loja localizada em ponto estrategico, por onde 0
no e terceiro pavimentos, em rela~o a R. Carlos Gomes, 0 acesso as exposi~oes e feito prioritariamente por meio de escadas rolantes centralizadas, faci litando 0 f1uxo entre os andares e a liberdade de escolha do visitantes em rela'iao a qual percurso segui r a cada visita~o.
ESTRUTURA PllARES Para 0 projeto foram deflnidos pilares de concreto armada . Fck=40Mpa, locados nas extremidades na ediflca~iio e ao redor da circu lac;iio vertical, nao ultrapassando a distanda de 15 m. Os pilares foram predimensionados com 60 x 20 em no Subsolo 0 I e Subsolo 02, e 50 x 20 em nos demais pavimentos. Ao redor da drcula~o vertical e banheiros ainda foram pre-dimensionados pilares de20x20cm.
LAjE Devido a adoCfiio de volumetria que nao viabilizava
Fig. 47: Diagramo de setorizoo:;:60
o estabeledmento e eixos para loca~o de vigas sabre as pilares, foi adotada a laje Bubble Deck. Uma tecnologia ja em usa no Brasil , inclusive em uma obra em Salvador-Sa, a ampliac;ao da sede da Contrutora Noberto Odebrecht eNO. o site do fabricante da Bubble Deck descreve a laje como urn "sistema composto por esferas plasticas inseridas uniformemente entre duas telas med.ticas. As esferas (bubbles) sao introduzidas na intersecc;ao das telas ocupando a zona de concreto que nao desempenha func;ao estrutural. Alguns dos aspectos positivos listados pelo
fabricante e levados em considera~o para escolha da laje foram: • "Uberdade nos projetos - layouts flexfveis que facilmente se adaptam a layouts irregulares; • Elimina~o de vigas - maior rapidez e economia pela elimina~o das vigas. • Redw;aodovolumedeconcreto- I kgsubstituiem media 60 kg de concreto; • Atenuac;ao do nfvel de rufdo entre pavimentos. Desempenho acustico em conformidade com Norma de Desempenho 15.575/ABNT; • 0 painel do sistema BubbleDeck apresenta condutibilidade termica reduzida; • As instalac.;oes podem ser embutidas na laje e, pela caracterfstica de ser laje plana, propordona ganho expressiv~ de pe direito;" Segundo 0 fabricante, para vaos entre pilares de lOa 16 malajedeveterespessurade40cm
Fig. 48: &empkl de !aje com tecnologio Bubble Oed
MATERIAlS
FACHADA Para minimizar os efeitos climaticos adversos foi
adotado 0 sistema de fachada ventilada Trespa Meteon, que consiste em urn "Iaminado compacta de alta pressao (HPL) composto de fibras de madeira e resina fen6Iica ." Oferecendo alta resistencia as mudan~as climaticas. vandalismo e impacto, proporcionando baixa manuten~o e vida uti! elevada. (TRESPA) As placas do HPL podem ser solicitadas par encomenda no tamanho desejado. A partir dessa possibilidade roi criada uma composi~ao para fachada baseada urn m6dulo padrao de placas.
Fig. 49: MOdulo podroo para fachodo
Fig.
50: Exemplo fachoda ventilada com poineis TRESPA
TElHADO
INSTALA<;:6ES NAS EXPOSI<;:6ES
No telhado foram adotadas treli9lS metalicas para estrutura e tetha metalica termoacustica trapeizodal Isotelha, SO mm, COR RAL 7035 .
Visando a flexibilidade dos ambientes destinados a exposic,;ao, estes devem ser equipados com dutos de instalac,;oes luminotlknicas e trilhos para possibilitar a fixa~o de elementos expositivos. Fig. xx: Exemplo da instalac,;ao de dutos e trilhos no IMS
Fig. 51: Telho me/alice lermoacVstica trapeizodal lsotelha. 50 mm
PISO A pedra portuguesa foi a material definido para 0 piso no Espac,;o de Multiplos Usos, para representar uma extensao da calcada da R. Carlos Gomes. que tambem e de pedra portuguesa, gerando uma prac;a interna no terreo do edificio. No cafe e laja 0 piso vinilico com textura de madeira marca a divisao desses ambientes. 0 piso definido para 0 restante do edificio, com exc~o das areas molhadas, If! resina ep6xi liquida na cor cinza, com acabamento acetinado.
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Fig. 52: Exempo do instalm;:ao de du tos iumino tecnicos e trihos no Instituto Moreira Salles
PLANTAS BAIXAS
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PERSPECTIVAS
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Fig. 53: Perspec!i"a e xterna Fochoda Carlos Gomes
Fig. 54: Perspectiva externa Fachada Sodre
Fig. 55: Perspectiva ederna Fachada Carlos Gomes
Fig. 56: Perspectiva isametrica da insen:;aa da edificio na malha urbana
I Fig. 57: Perspec!i"a intemo do pocket show e orquibancada
Fig. 58: Perspectiva intema do foyer. Ioja e arquibancada
Fig. 59: Perspec!i"a intema da entrada. cafe e escada principat
lIVRDS SANTANA. M. c. DE. Alma e festa de uma cidade: dev~o e Colina do Bonfim - Salvador : EDUFBA, 2009. 252p
constru~o
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SEBE, J. C. Carnaval. carnavais. - Sao Paulo, SP: Atica, 1986.96 p. SANTANA, C. B. Para alem dos muros: par uma comunica~ao dial6gica entre museu e entorno. Brodowski (S.P) : ACAM Portinari ; Secretaria de Estado da Cultura de Sao Paulo. Sao Paulo, 2011. (Col~ao Museu Aberto) 120 p.
MOTTA. R. , CURY, M. x., BRUNO, M.eO., BLOISE, A. S., FABBRI, A., ARAUJO, M. M.. FREIRE, C , LATORRACA. G.. ARAUJO, E.. BRANDAO, C R., LANDIM, M. I. , BARBOSA, A. M., HAFERS. L. M. S., SARTINI, A. C. M., Museus: 0 que sao, para que servem? Sistema Estadual de Museus - SISEM SP
(Organizador) Brodowski (S.P) : ACAM Portinari : Secretaria de Estado da Cultura de Sao Paulo. Sao Paulo, 20 I I . (Cole~ao Museu Aberto) 13 I p. ,
DESVALLEES, A , MAIRESSE, F. Conceitos-chave de Museologia - Sao Paulo: Cornite Brasileiro do Conselho Internadonal de Museus: Pinacoteca do Estado de Sao Paulo : Secretaria de Estado da Cultura, 20 I 3. lOOp. ,
DOREA, L. E. Hist6rias de Salvador nos nomes das suas ruas - Salvador. BA : EDUFBA. 2006. 44B p.
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Instituto Moreira Salles Andrade I Moretting Arquitetos. Disponivel em: https:llwww.archdaily.com.br/br/883093/ instituto-moreira-salles-andrademorettin-arquitetos Acesso em: 17/02/2018 Salvador Meu carnaval. Disponivel em: http://WtN1N.salvadormeucarnaval.com.br/programacao! Acessoem : 17/02/2018
Bubble Deck Disponivel em: http://www.bubbledeck.com.brlsite/ Acesso em: 17/02/2018 Trespa - Brasil. Disponivel em: https:llwww.archdaily.com.br/cataloglbr/companies/25 7/trespa-brasi I Acessoem : 17/02/2018 LDUDS. Disponfvel em: http://www.sucom.ba.gov.br/category/ legislacoesllouosl Acessoem: 17/02/2018
lISTA DE MAPAS
Mapa 01 : Circuitos do carnaval Soteropolitano e «Carnaval nos Bairros» do ana de 2018. Elaborado pela autora com base em imagem do Google e dad os. Disponiveis em: http://www.salvadormeucarnaval.com.br/ Acesso em : 10/01 /2018
Mapa 02: Museus, Centros Culturais, Pontos Turfsticos e Circuitos do Carnaval. Elaborado pela autora a partir de imagem e informa<.; 6es do Google. Disponiveis em : https:llwww.google.com .br/ maps/@-12.9854292.38.5 129818, 15.26z?hl = pt-PT Acesso em: 09/02/20 Ia Mapa 03: Localiza~o de recorte para estudo de acessibilidade no raia de analise equivalente ao Mapa 02. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google. Disponivel em: hnps:llwww.google.com.br/maps/@-12.9854292.38.5 129818, 15.26z?hl = pt-PT Acesso em: 09/02/20 Ia Mapa 04: Tipologia viaria, pontos de onibus e, esta~oes de metro e estacionamentos. Elaborado pela autora a partir do Mapa 04 da LOUOS, de imagem e informa~oes do Google . Dispon'veis em : h t t p : / / www.sucom . ba . g o v . b r / wpcontent/ uploads/ 20 I 6 / 09/ SSA_ LO UOS _ 04 _ C LASSI FICACAOVIARIA .com pressed. pdf e https://www.google .com . br/ maps/@ -
12.98 15775.-38.5 147029. 16.56z?hl = pt-PT Acesso em: 09/02120 18 Mapa 05 : Localiza~o do recorte para em mapa com area equivalente ao Mapa 04 para analise do uso do solo e gabarito. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google. Disponivel em: https:/Iwww.google.com.br/maps/@ 12.9854292.-38.5129818.1 5.26z?hl = pt-PT Acesso em: 15/0 2120 18 Mapa 06: Uso do solo entre a R. Carlos Gomes e a Sadre. Elaborado pela autora a partir de imagem do Google . Disponivel em: https :/I www . google.com . br / maps /@ - 12 . 9854292 . 38.5129818.1 5.26z?hl = pt-PT Acesso em: 15/0 2120 18
lISTA DE FIGURAS
Fig. 0 I: ''A Bacanal" pintura de Tiziano Vecellio. Disponivel em:
https :lli I . wp.com/virusdaarte .net/ wp-content/ uploads/ 20 I 5/ 10/0bacanal.jpg Acessoem:31 /01 /20IB Fig. 02 : "Os romanos da Decadenda" ( IS47) par Thomas Couture, representando as saturnais. Disponivel em: http://www.unicamp.br/chaalPDFApresentacoeslOs%20Romanos%20da% 20Decadencia%20-%20Dulce.pdf Acesso em: J 110 1/ 20 Ia Fig. 03: "Cena de Carnavall " par Debret. retratando
0
entrudo. Disponivel
em:
http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/carnaval-de-debretl Acesso em : 31 /01 /2018 Fig. 04: Carro aleg6rico do Clube Inocentes em Progresso. Disponivel em: http : / / memoriasdemomo . com.br / wp contentluploads/20 15/09/ pms _past3.03J2.f.3224.jpg Acesso em: 31 /0 1/ 20 Ia Fig. 05: [Carnaval 1973) Pra~a Castro Alves, um dos pontos centrais da folia momesca. Disponfvel em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 31 /01 /2018 Fig. 06: Registro de foUCes no carnaval da Rua Chile (sem data, provavelmente decada de 1950). Disponfvel em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: J 1/01 /2018 Fig. 07: Apresentayao do Internadonais no carnaval de 1974. Desfllou pela
prlmeira vez em 1963. Inicialmente intitulado eordao. depois passou a ser ehamado de bloeo. Disponivel em: http://memoriasdemomo.eom.br/ Acesso em: 31 /01 /201B Fig. 08: (Carnaval 1972] Eseola de Samba DiplomatasdeAmaralina.Disponfvel em: http://memoriasdemomo.eom.br/ Aeesso em: 31/0 I 18 Fig. 09: lIustra'iao de Angelo Agostini representando 0 Entrudo. Disponfvel em : https:/Iforadazonaverde .eom/ 20 16/02/ 1I/ o-earnaval-dos-pobres-ericos/entrudo-retratado- por-angelo-agosti n i-earnaval-de- I 882 -cidade-dorio-de-janeirol Aeessoem: 02/0 1/20 18
no
Fi g. 10 : 0 Clube Cruz Vermelha. Di sponfvel em : http ://blogs .ibahia.eom/ a/ blogs/ memoriasdabahia/ 201 3/0 1/ 29!0-eruzvermelha-o-primeiro-clube-earnavaleseo-da-bahial Aeesso em : 0210 1/20 18 Fig. II : Desflle do Mercadores de Bagdad. provavelmente decada de 1950. Fundado em 1953. por Nelson Maleiro. no bairro da Barroquinha. foi um dos mais exitosos eord6es earnavaleseos da cidade. De simples eordao tornou-se um Clube Carnava leseo de pequeno porte . Di spon fve l em : http://memoriasdemomo.eom.br/ Aeesso em: 02/0 1/20 18 Fig. 12: Desflle de batueada no earnaval de 1952. Disponfvel em: http://memoriasdemomo.eom.br/ Aeesso em: 02/0 1/20 18
Fig. 13: Fundado em 1949, por estivadores de Salvador, 0 Filhos de Gandhy iniciou sua historia como um importante cordao do carnaval de Salvador. Em 1951 ja era tratado por afoxe. A foto e, provavelmente, da decada de 1950. Disponivel em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 0210 1/20 18 Fig . 14: F obica . Disponivel em : http://www.carnaxe.com.br/historylllltrioltrio.htm Acesso em: 0210 1/20 18 Fig. 15: [Carnaval 1974] Escola de Samba Filhos do Tororo. Disponivel em: http://memoriasdemomo.com.br/ Acesso em: 0210 1/20 18 Fig. 16: Mortalhas utilizadas na decada de 1960. Disponivel em : https:llpedrinhodarocha.wordpress.com/201 1/0 1/04/da-mortal ha-ao-abadaa-involucao-da-fantasia/ Acesso em: 0210 1/20 18 Fig. 17: Percurso feito entre Ondina e Barra em 1983 Elaborado pela autora com base em mapa do Google Maps e dados disponiveis em : http://www.salvadormeucarnavaLcom.br/ Acesso: 0210 1/20 18 Fig. 18: Exemplo de arquibancadas com estrutura tubular (20 16). Disponivel em: http://gi .globo.com/ bahialcarnavaI/ 20 16/ notida/20 16/0 I/obras-emcamarotes-mudam-cenario-dos-drcuitos-do-carnaval-veja-fotos.html Acessoem: 0210 1/ 2018 Fig . 19 : Tr echo do circuito Barra / Ondina. Disponivel em : https:llwww.google.com.brlsearch?safe = active&hl= en&dcr= O&biw = I 536
&bih = 759&tbs = isz%3AI&tbm = isch&sa = I &ei = cYKZWuvPD6WD5wL9gL flCA&q = carnaval + salvador&oq = carnaval + salvador&gs _ 1= psyab.3..016jOi30k 112jOiBi30k 112.274883.276140.0.276283 .8.8.0.0.0.0.223 .863. 2-4.4.0 .. .. 0 .. . I c. I .64 .psy-ab ..4.4 .861 . .. .0.lv2jT2VL_ cc#imgrc = oWRCOVnIOyTFM: Acesso em: 0210 1/20 IB Fig . 20: Abada Criado por Pedrinho da Rocha . Disponivel em : https:/Ipedrinhodarocha.wordpress.coml20 I 1/0 1/04/da-mortalha-ao-abadaa-involucao-da-fantasia/ Acesso em: 02/0 1/20 18 Fig . 21: Bloco sem cordas «Pipoca do Saulo ». Disponivel em : https:l!fotospublicas.com/saulo-puxa-pipoca-no-circuito-osmar-em-cam pogrande-em-salvadorl Acesso em: 0210 1/20 18 Fig. 22: Filhos de Gandhy na R. Carlos Gomes, adireita (20 16). Disponivel em: http://gl.globo.com/bahia/notida/2 0 I6/021mi ssa-em -salvador-comemora67-anos-do-bloco-flihos-de-gandhy.html Acesso em: 02/0 1/20 18 Fig. 23: Dados economicos do carnaval soteropolitano em 2017. Elaborada pela autora, dados disponiveis em : http :// www.salvadormeucarnava l . com.br / wp contentluploads/20 16/0 I/guia.pdf Acessoem: 28/02/2018 Fig . 24: Bloco no Carnaval de Salvador em 2015 . Disponivel em : https:/Ifarm8 .staticflickr.coml7323/ 12931699995_bcge8e2dfb_ o.jpg Acesso em: 15/01 /2018
Fig. 25: Camarote no Carnaval de Salvador em 2015. Disponivel em: http://imagem.bocaonews.com.br/fotos/entrevistas/303/mglOO2.jpg?time = I 486835312 Acessoem: 15/01 /20 18 Fig. 26: Museu do Louvre, um dos primeiros a abrir para visita~o em 1793. Dis pon ivel em : http :// noticias.universia . com . br / estuda rexterior/ noticia/ 20 I 6/03/ 10/ 1 I 37264/ programa-dara-bolsas-estagiotrabalhar-museu-Iouvre. html Acessoem: 17/01 /2018 Fig. 27: Mesa interativa no Museu doAmanha, Rio de Janeiro. Disponivel em : https://museudoamanha.org.br/ pt-br/ que-humanosseremos-amanha Acessoem: 17/0 1/ 2018 Fig. 28: Momento colaborativo no Museu da Imagina~o, Sao Paulo. Disponivel em: https:/Ivestidademae.com.br/museu-da-imaginacao/ Acessoem : 17/0 1/2018 Fig. 29: Regiao central dacircunferenciaestudada no Mapa 02. Disponivel em : https :/Iwww.google .com . br/ maps/@-12.9760 178 .38.5 I 46859,80a,35y, 176. 72h, 74.96t/data = !3m I! Ie3?hl = pt-PT Acesso em: 05/02/20 18 Fig. 30: Localiza~ao da Bahia, Salvador e do raio de estudo na regiao do centro antigo de Salvador. Elaborado pela autora.
Fig. 31: Av. Sete de Setembro, um dos principais acessos a R. Carlos Gomes. Disponivel em : https :/Iwww.google .com . br/ maps/@ - 12.9SI a I 7,38.5145635,3a,37 .3y, 4. 73h,93.0St/data= !3m6! I e I !3m4! I sDlq3zQS _ mgjnK nxzuPKHGA!2eO!7i I BI2!Si6656?hl = pt-PT Acesso em: 05/02/20 IS Fig. 32: Rua do Sodre com muro do terreno em laranja. Elaborada pela autora com base no Google Maps . Disponivel em : https :/I www.goog l e.com . br / maps /@ - I 2 . 9S0 3,3S.5 I 58796,3a,6Oy, 9Ot/data = !3m6! Ie I !3m4! I sUOWgy6MzmxTVOZk2AGR VKg!2eO!7i 13312!8i6656?hl= pt-PT Acessoem: 05/02/20IS Fig. 33: Rua Carlos Gomes com muro do terreno em laranja. Elaborada pela autora com base no Google Maps . Dispon i ve l em : https: /I www . google . com.br / maps /@ - 12 . 9S04019.38.5150987,3a,6Oy,90t/data = !3m6! I e I !3m4! I s75aJbVIepYt I PQvdZv86zQ! 2eO!7i I BI2!Si6656?hl = pt-PT Acesso em: 05/02/20 IS Fig. 34: Perfll da Rua do Sodre. Elaborado pela autora com base em dados da Sicar. Fig. 35: Perfll da Rua Carlos Gomes. Elaborado pela autora com base em dados daSicar. Fig. 36: Rua Carlos Gomes na decadade 1920. Disponivel em: http://maisdesalvador.blogspot.com.br/2012l04/carlos-
gomes-sodre-dois-de-julho.html Acesso em: 15/0212018 Fig. 37: Prolongamento da Rua Carlos Gomes em obras na decada de 1930. Dispon lvel em: http://maisdesalvador.blogspot.com .br/ 2012/04/carlosgomes-sodre-dois-de-julho.html Acesso em: 15/02120 IS Fig. 3S: Terreno entre a R. Carlos Gomes eaR. do Sodre. Elaborada pela autora com base no Google Maps. Disponivel em : https :!! www.google.com.br / maps /@ -I 2.9S0 1904,38.5155543, I25m1data = !3m I! le3?hl = pt-PT Acessoem: 15/02/2018 Fig. 39: Localiza~o do terreno em perspectiva voo de passaro. Dispon lvel em : https ://www.google.com.br/ maps/@-12.9751907.38.5207426,222a,35y, I IS.83h ,73. 75t/data = !3m I ! Ie3?hl = pt-PT Acesso em: I 5/02120 IS Fig. 40: Localiza~o do terreno em perspectiva veo de passaro aproximada. D isponlvel em : https ://www.google .com.br/ maps/@-12.9798003 .38.5 I 64S35,69a,35y, I 14.B4h,6S.31 t/data = !3m I! Ie3?hl = pt-PT Acesso em: 15/02/2018 Fig. 41 : Diagrama de condiCjOes ambientais. Elaborado pela autora. Fig . 42 : Instituto Moreira Salles. D fsponivel em: https:/Iimages.adsttc.comlmedfalimages/5aO I/S619/ b22e/3Sb l/dcOO/02eO/la rgejpglfeature_image.jpg? 151 004930 I Acesso em: 18/02120 IS
Fig. 43 : Museu de Arte Moderna de Santos. Disponfvel em : https :lIwww.archdaily.com.br/ br/O I -4406 7/m u seu-de-arte- mode rna-desa n tos - met ro - arq u i teto s- a ss 0 cf ado s - ma is- pau 10- me n d es -d arocha/44067 _ 44087 Acessoem: 18/0212018 Fig. 44 : Pa~o do Frevo , espa~o multiuso . Disponfvel em : http://www.cultura.pe.gov.br/ canal/formacaocultural/inscricoes-abertaspara-cursos-de-danca-e-musica-do-paco-do-frevol Acesso em: 18/0212018 Fig. 45: Teatro Castro Alves. Disponfvel em : https:l1365salvador.wordpress.coml20 I 3/03/04/4-de-marco-teatro-castroalves! Acesso em: 18/0212018 Fig. 46: Diagrama de concep~ao do projeto. Elaborado pela autora. Fig. 47: Diagrama de setoriza~ao. Elaborado pela autora. Fig. 48: Disponfvel em: Exemplo de laje com tecnologia Bubble Deck https:llwww.google.com.brl search ?q = bubble + deck&safe = active&hl = en& dcr = O&tbs = isz: I&tbm = isch&source = Int&sa = X&ved = OahU KEwiO I 5boo _3ZAhXEFpAKHbirBBYQpwUIHw&biw= I 536&bih = 71 O&dpr= 1.25#img di i= YPyeOOj R1pCBbM :&imgrc = OUnboEICM56SdM: Acessoem: 20/03/20 18 Fig. 49: MOdulo padrao para fachada . Elaborado pela autora.
Fig. 50: Exemplo fachada ventilada com paineis TRESPA Disponivel em: http://www.arkosbrasil.com.br/white-microsoft-trespa.html Acesso em: 20/03/20 I8 Fig. 51 : Telha mecilica termoacustica trapeizodallsotelha, 50 mm. Disponivel em: http://www.isoeste.com.br/portfolio_ item/trapezoidal-purpir/ Acesso em: 20/03/ 20 I8 Fig. 52: Exemplo da instalaliao de dutos luminotecnicos e trilhos no Instituto Moreira Salles Disponivel em : https:/Iimages.adsttc.com/media/imagesl5aO 1/84ge/ b22e/ 38 16/edOO/0 I 15/ la rge jpgl4MG_ I 7 12.jpg? 151 0048923 Acesso em: 20/03/20 I8 Fig. 53 : Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes. Elaborada pela autora. Fig. 54: Perspectiva extema Fachada Sadre. Elaborada pela autora. Fig. 55 : Perspectiva externa Fachada Carlos Gomes. Elaborada pela autora. Fig. 56: Perspectiva isometrica da inser~o do edificio na malha urbana. Elaborada pela autora. Fig. 57: Perspectiva interna do pocket show e arquibancada. Elaborada pela autora. Fig. 58: Perspectiva interna do foyer, loja e arquibancada. Elaborada pela autora. Fig. 59: Perspectiva interna da entrada, cafe e escada principal. Elaborada pela autora.
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