AFROINNOVA DÁ UM NOVO PASSO EM SUA TRAJETÓRIA
Depoisde16anosfortalecendonossaredea partir da construção de futuros culturais, narrativosetecnológicos,ampliamosnossa aposta: já não apenas convocamos a diáspora para nos encontrarmos na Colômbia, mas também vamos ao seu encontro para ativar novos diálogos, fortalecer alianças e imaginar possibilidadescompartilhadas.
Neste ano, o AFROINNOVA Argentina, em Buenos Aires, reuniu uma delegação da VanguardaÉtnicaCulturalparaconectaras trajetórias culturais entre a Colômbia e a Argentina, ativando redes de colaboração nasáreasdeliteratura,audiovisualegestão cultural. Agora, com o AFROINNOVA Brasil, no Rio de Janeiro, damos continuidade à expansãodesseprocesso,consolidandoum novo ponto de encontro para fortalecer as conexões entre a cultura, a tecnologia e a inovação.
Se a história da diáspora africana foi marcada por múltiplos pontos de não retorno, o Brasil representa hoje um dos grandes pontos de retorno para a memória, a criação e a construção de futuros possíveis. Com mais de 112 milhões de pessoas afrodescendentes, o equivalente a 55,5% de sua população, o Brasil abriga a maior população negra fora do continente africano e tem sido palco de algumas das lutas mais significativas pela valorização, permanência e projeção das culturas afrodescendentes no mundo.
O Rio de Janeiro será nosso lugar de encontro, inspiração e conexão. Uma cidadeondemaisde54%dapopulaçãosereconhececomonegraoupardae que se consolidou como uma referência latino-americana em produção cultural, narrativas audiovisuais, inovação criativa e economia negra. Esta delegaçãodoAfroinnovanãochegaapenasparaobservar,masparaassumir um papel ativo na construção de futuros mais equitativos; para encontrar novos pontos de entrada para o futuro, traduzir visões locais capazes de dialogarcomomundoefortalecerumaagendanaqualcultura,tecnologiae inovaçãoampliemaspossibilidadesdascomunidadesafrodescendentes.

Durante esta jornada, a cultura e a tecnologia serão nossa bússola. Elas nos orientarão na exploração de novas ideias, conexões e oportunidades para imaginar futuros mais justos, criativos e sustentáveis para os territórios afrodescendentes. Mais do que um espaço de observação, esta será uma experiência de aprendizagem e intercâmbio que nos permitirá passar da conversa sobre o futuro para a identificação de ferramentas, modelos e protótiposcapazesdetransformarrealidades.
A articulação entre cultura e tecnologia não é um complemento; é uma condiçãoestratégicaparaampliarhorizontes,fortaleceraautonomiacoletiva e gerar novas formas de participação nos processos que estão definindo o mundo contemporâneo. Por isso, a missão desta delegação é clara: construir uma ponte transatlântica entre cultura, inovação e justiça racial que nos permita identificar as narrativas, tecnologias e lideranças que tornarão possível que as comunidades afrodescendentes não apenas participem do futuro,mascontribuamativamenteparadesenhá-lo.
Durante esta imersão, exploraremos experiências que demonstram como a criatividade, a produção cultural, a inteligência artificial, os dados e as tecnologias emergentes podem se tornar ferramentas para ampliar a representação, reduzir desigualdades e fortalecer a incidência das comunidades afrodescendentes. Não viajamos ao Rio para observar tendências; viajamos para conectar conhecimentos, construir alianças e reconhecer as condições necessárias para impulsionar futuros afrodescendentesmaisvisíveis,equitativosesustentáveis.


O Instituto Toriba é um laboratório de imaginação coletiva que combinaestudosdefuturos,construçãonarrativa,inovaçãoculturale articulação de redes para ampliar as possibilidades de transformação social na América Latina. A partir do Rio de Janeiro, conecta artistas, ativistas, comunicadores, filantropos e lideranças sociaisparadesenharcenáriosfuturos,desafiarnarrativaslimitantes e transformar a imaginação em uma ferramenta estratégica de mudança.Seutrabalhoconsolidou-secomoumadasiniciativasmais inovadorasdaregiãoparaconectarcultura,democracia,tecnologiae justiça social, posicionando a criação de futuros não como um exercício especulativo, mas como uma prática concreta para influenciarasdecisõeserealidadesdopresente.
Durante esta missão, nos encontraremos com organizações e lideranças que estão transformando o presente e imaginando novos futuros para as comunidades afrodescendentes. Cada diálogo será uma oportunidade para conectar experiências, trocar conhecimentos e construir alianças que fortaleçam uma agenda comum de inovação,culturaejustiçaracial.

AOlabiéumadasorganizaçõesmaisinfluentesdaAméricaLatinana interseção entre tecnologia, inovação, diversidade e impacto social. Fundada no Rio de Janeiro em 2014, lidera uma agenda pioneira voltada à democratização do acesso às tecnologias emergentes e à ampliação da participação de populações historicamente excluídas — especialmente mulheres negras — na construção do futuro digital. PormeiodeiniciativasemblemáticascomoPretaLab,CódigosNegros e Tramas Digitais, a Olabi impactou mais de um milhão de pessoas, impulsionando processos de formação, pesquisa, incidência e construção de redes que hoje a posicionam como uma referência regional em justiça tecnológica, diversidade na inovação e liderança afrodescendente.
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O Instituto Decodifica é uma organização brasileira pioneira na produção de conhecimento a partir das favelas e periferias para influenciar as decisões que moldam o futuro. Por meio de sua metodologia de Geração Cidadã de Dados, transforma as experiências e os saberes das comunidades em evidências capazes deinfluenciarpolíticaspúblicas,justiçaclimática,equidaderaciale governançatecnológica.Seutrabalhotemposicionadoasperiferias não como objetos de estudo, mas como produtoras de conhecimento estratégico, tornando-se uma referência do Sul Global na interseção entre dados, inovação social, comunicação de impactoetransformaçãoterritorial.
A Aqualtune Lab é uma organização pioneira na América Latina dedicadaaanalisaretransformarasinterseçõesentreraça,tecnologia e direitos humanos. A partir do Brasil, construiu uma agenda de pesquisa, formação e incidência que questiona os vieses raciais presentes em sistemas de inteligência artificial, reconhecimento facial, governança de dados e vigilância digital. Seu trabalho contribuiu para posicionar a justiça racial como um componente indispensável dos debatessobreinovação tecnológica, consolidando aorganização como umadasvozesmaisinfluentesdaregiãonaconstruçãodeecossistemas digitais mais equitativos, democráticos e centrados nos direitos das populaçõesafrodescendentes.


O AfroReggae é uma das organizações de transformação social mais reconhecidas do Brasil e uma referência global sobre o poder da cultura para enfrentar a exclusão, a violência e as desigualdades. Nascido no Rio de Janeiro após o massacre deVigário Geral, em 1993, o AfroReggae demonstrou ao longo de mais de três décadas que a arte, a música, a comunicação e a inovação podem se tornar ferramentas eficazes de mobilidadesocialeconstruçãodacidadania.Hoje,seutrabalhoevoluiemdireçãoàeconomiacriativaedigitalpormeiodeiniciativasnasáreas de audiovisual, videogames, formação tecnológica e produção cultural, consolidando-se como um modelo pioneiro que conecta criatividade, inclusãoedesenvolvimentoparaasjuventudesafrodescendenteseperiféricas.
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Entre a memória viva da diáspora, as tecnologias culturais construídas ao longo de gerações e os debates que hoje definem a inteligência artificial e os dados, encontra-se o propósitocentraldestamissão:fortaleceracapacidadedas comunidadesafrodescendentesdeparticiparativamenteda construção de futuros mais equitativos, visíveis e sustentáveis. Porque o futuro não é um destino ao qual chegamos;éumespaçoquesedesenhacoletivamente.
Se a memória e a cultura nos permitem compreender de onde viemos, a CPDP LatAm nos coloca diante de uma pergunta fundamental: quem está definindo os sistemas que organizarão nossas sociedadesnaspróximasdécadas?
Como a principal conferência latino-americana sobre governança de dados, privacidade, inteligência artificial e tecnologia, a CPDP LatAm reúne alguns dos atores mais influentes do ecossistema tecnológico global para debater os desafios da soberania digital, da regulação da inteligênciaartificialedagovernançadedados.
ParaoAfroInnova,esteespaçorepresentaumaoportunidadedelevaraconversasobrejustiçaracial aos ambientes onde estão sendo definidas as arquiteturas do futuro. A justiça algorítmica implica garantir que as comunidades afrodescendentes não sejam apenas usuárias da tecnologia, mas participantes ativas na produção de conhecimento, na governança de dados e no desenho dos sistemasqueimpactarãosuasvidas.
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O Musehum é um espaço dedicado a explorar as interseções entre arte, inovação e futuros possíveis. Por meio de experiências imersivas, exposições e processos de experimentação criativa, propõe novas formas de pensar a relação entre humanidade, tecnologia e transformação social.
Sua proposta parte de uma premissa poderosa: o futuro não é um cenário predeterminado, mas um território que pode ser imaginado,questionadoedesenhadocoletivamente.
Para o AfroInnova, esta visita representa uma oportunidade de explorar como as narrativas, a criatividade e as práticas artísticas podem ampliar nossa capacidade de antecipar desafios, identificar oportunidades e construir visões compartilhadas de futuro. Em um contexto de acelerada transformação tecnológica, a imaginação torna-se uma ferramenta estratégica para garantir que as comunidades afrodescendentes participem ativamente da definição dos mundosqueestãoporvir.
Reconhecido internacionalmente como um dos museus mais inovadores do mundo, o Museu do Amanhã convida à reflexão sobreasmudançasambientais,tecnológicas,sociaiseculturais queestãoredefinindoofuturodahumanidade.Maisdoqueum museu de ciência, é um espaço dedicado a formular perguntas fundamentais sobre o mundo que estamos construindo e sobre as decisões que precisamos tomar para torná-lo mais sustentável,inclusivoeequitativo.
Essa experiência nos permitirá conectar as discussões sobre tecnologia, desenvolvimento e justiça social a uma perspectiva global de longo prazo. Para os Futuros Visíveis, o Museu do Amanhã representa a oportunidade de compreender que os desafios relacionados à inteligência artificial, aos dados, ao clima e às desigualdades não são fenômenos isolados, mas processos profundamente interconectados, que exigem novas formasdeliderança,colaboraçãoeinovaçãocoletiva.
AchamadaPequenaÁfrica,noRiodeJaneiro,constituiumdos territórios mais significativos para compreender a história da diáspora africana no Atlântico. Por meio do percurso conduzido pelo Instituto Pretos Novos, visitaremos espaços onde a memória, a resistência e a criação cultural afrobrasileirapermanecemvivasecontinuamamoldaracidade.
Mais do que um exercício de reconstrução histórica, esta experiêncianosconvidaacompreenderamemóriacomouma infraestruturasocialcapazdeproduziridentidade,resiliênciae capacidade de transformação. Reconhecer essas trajetórias é reconhecerqueosfuturosmaissólidossãoconstruídossobreo conhecimento acumulado por gerações que imaginaram possibilidadesmesmoemcontextosdeexclusão.
A Roda de Samba é uma das expressões mais poderosas daculturaafro-brasileira.Maisdoquemúsica,representa umatecnologiacoletivadetransmissãodeconhecimento, construção de comunidade e fortalecimento de identidades.
Neste espaço, compreenderemos como a oralidade, a criação compartilhada e a participação coletiva permitiram às comunidades afrodescendentes preservar saberes, gerar inovação cultural e sustentar redes de solidariedade ao longo de gerações. Muito antes das plataformasdigitais,essesespaçosjáfuncionavamcomo sistemas vivos de circulação de informação, produção de conhecimentoeinteligênciacoletiva.
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SAN BASILIO DE PALENQUE - BOLÍVAR